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[Comum] UAOM - In The North of The Island

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[Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Mar 09, 2014 8:22 pm

Tópico criado como parte integral da campanha Uma Ameaça de Outro Mundo. Essa parte da campanha se passa nas regiões gélidas de Calm.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Seg Mar 10, 2014 3:09 pm

OFF: Atenção, os acontecimentos narrados aqui antecedem o ataque à Hilydrus. Quando a linha de tempo estiver alinhada eu avisarei vocês.




Dinheiro, para muitos uma ambição, para alguns poucos algo desnecessário, mas para a grande maioria uma necessidade. Lyza e Kirsh estavam longe de serem selvagens capazes de sobreviverem em regiões inóspitas, portanto como todos e quaisquer bons cidadãos acostumados a viverem em meio à civilização eles precisavam de dinheiro para sobreviver. Lyza já havia se submetido a realizar trabalhos manuais em alguns lugares em troca de algumas poucas moedas, mas esse método de conseguir dinheiro não era apropriado para alguém como ela que desejava viajar pelo mundo e desenvolver suas habilidades mágicas. Já Kirsh, este era um guerreiro e como tal não era difícil conseguir um bom emprego seja como guarda costas, soldado de algum exército profissional, batedor ou até mesmo guarda de cidade.

Por essas e outras boas razões ambos viram a oportunidade de ganharem dinheiro rápido trabalhando como mercenários. A oportunidade surgiu em Paramet, quando um dos misteriosos Mestres Mercantes da cidade resolveu recrutar um grupo de mercenários para escoltar um carregamento de armas e armaduras com destino à Calm. Ali Lyza e Kirsh se conheceram e também a outras figuras exóticas que se destacavam dos mercenários comuns.

Um espadachim brutamontes que usava uma armadura negra cheia de espinhos e carregava uma espada de duas mãos maior que ele próprio, seu nome era Aldarion. Era um sujeito estúpido e sem modos que passava a maior parte do tempo se exercitando ou cuidando de seus equipamentos. Sua espada apesar de não ter nenhum ornamento tinha a lâmina muito bem conservada dando a impressão de ter sido forjada ontem, já sua armadura negra estava repleta de talhos e arranhões e alguns dos espinhos estavam quebrados mostrando que seu dono estava longe de ser um novato nas artes da guerra.

O outro mercenário era um anão, sua barba era longa e negra assim como seus cabelos. Tanto a barba quanto os cabelos eram cuidadosamente bem cuidados seguindo um penteado estilizado que formava tranças. Presilhas de metal e argolas de ferro enfeitavam tanto a cabeleira quanto a barba do anão. Seu corpo baixo, robusto e atarracado era revestido por uma armadura de loriga de escamas e ele carregava nas mãos um escudo torre pouco maior que ele próprio e uma lança com cerca de dois metros. Seu nome era Thorwin.

Os demais mercenários, seis no total, eram todos humanos e diferente de Aldarion e Thorwin, pareciam fazer parte de algum tipo de força particular que vendia seus serviços a qualquer um disposto a pagar. Era possível distinguir isso por causa das insígnias em seus uniformes e a maneira como agiam, todos eles usavam armaduras leves de couro, escudos médios de madeira e espadas longas, se estivessem mais bem equipados poderiam ser confundidos até mesmo com os soldados profissionais do exército de Hilydrus.

O líder da comitiva era um gordo humano que se vestia em roupas de tecidos caros e coloridos e usava um turbante na cabeça, seu nome era Samuel, ele passava a maior parte do tempo dentro de sua carruagem cantarolando, enchendo sua pança de vinho e gritando ordens a todos mesmo quando não eram necessárias, coisas simples como: “Você ai, fique de olho na retaguarda.”, “Andem rápido com isso, precisamos armar acampamento logo.”, “Você ai grandalhão da espada, ajude a descarregar o carroção de mantimentos.”, “Você ai garota da foice, cozinhe para nós.”.

Além de Samuel e dos 10 mercenários, a comitiva tinha ainda um grupo de 10 trabalhadores braçais sendo dois destes servos pessoais de Samuel, 4 carregadores e 4 condutores. Como meio de transporte a comitiva tinha 4 veículos, um carroção levando armas, outro armaduras e o terceiro levando os mantimentos e equipamentos do grupo. Além dos carroções tinha também a carruagem de Samuel e dentro dela uma concubina chamada Aline passava seu tempo agarrada ao gordo cobrindo-o de beijos, massagens e carícias. Aline era uma mulher linda, uma elfa de cabelos negros e longos, olhos esmeralda e pele alva. Sua beleza apesar de estonteante não compensava sua personalidade asquerosa, Aline divertia-se com Samuel e o incitava a humilhar e irritar os mercenários e trabalhadores incentivando-o a dar ordens. Sempre que Samuel o fazia ela sorria abertamente não se importando em disfarçar sua expressão de deboche de quem quer que fosse o alvo da vez.

Mas nada daquilo realmente importava, o pagamento era bom e isso já era o suficiente. Mil lodians ao todo, 500 pagos em adiantamento antes do grupo sair de Paramet, o restante seria pago quando chegassem a Calm. Apenas três semanas de viagem separavam Paramet de Calm e depois deste tempo todos receberiam o restante de seus pagamentos e seguiriam com seus destinos a partir dali. Antes de partirem todos tiveram a chance de gastarem seu dinheiro com o que quer que achassem necessário.

Lyza não se fez de velada e aproveitou para negociar o preço de uma bela foice de guerra, infelizmente a arma era muito cara o que forçou a jovem ter que usar seus encantos femininos para conseguir um desconto, pelo menos não foi preciso ir muito longe. O comerciante que vendeu a arma para Lyze era um velho tarado e decrépito, a jovem fingiu beber o vinho que ele servia a ela até que em certo momento ele próprio caiu bêbado. Contente por não precisar usar a força física para impedir um possível abuso sexual, Lyze saiu da loja de armas com sua nova foice em mãos comprada por um terço do valor que valia. Kirsh por sua vez também aproveitou e fez algumas compras, mas nada realmente exótico como uma foice.

Depois de prontos todos no grupo receberam cavalos e então partiram rumo a Calm. Três dias se passaram e cada um era pior que o outro, primeiro que todos ali eram extremamente antipáticos uns com os outros, segundo que Samuel e Aline hora ou outra humilhavam alguém ou obrigavam um dos mercenários a realizar tarefas que não eram as deles. As coisas seguiam assim até que no quarto dia algo interessante aconteceu enquanto o grupo se preparava para levantar acampamento durante o anoitecer.

Samuel meu querido. – Dizia Aline com sua voz doce. – Estou tão cansadinha... Que tal se você pedir para um dos soldados me fazer uma bela massagem nos meus pés. Pode ser aquele ali. – Sugeriu olhando para Aldarion.

Ora, mas é claro minha linda, eles são pagos para nos servir afinal. – Respondeu Samuel beijando sua concubina no pescoço antes de se virar e dar a ordem para Aldarion. – Ei você ai! Massageie os pés dela. – Ordenou apontando o dedo.

Aldarion encarou a dupla de volta e então olhou nos olhos de Aline com uma expressão desafiadora no rosto.

Desculpe, mas eu já tenho dona e ela me proibiu de fazer massagem em outras mulheres. – Respondeu ele.

INSOLENTE! Eu não estou pedindo, estou mandando. Faça valer o dinheiro que estou lhe pagando. – Rebateu Samuel.

Aldarion fez uma careta então desprendeu a bolsa de lodians da cintura e jogou no chão.

Pro diabo com seu dinheiro seu porco fedorento. Se você me forçar a ter que fazer isso juro que quando eu terminar minha massagem essa vadia não vai saber pra que lado andar com os pés invertidos. – Disse ele enfurecido.

O QUÊ?! MAS COMO OUSA! – Gritou Samuel ficando vermelho de raiva enquanto Aline abria um enorme sorriso de satisfação ao ver que estava sendo a causadora de uma briga. – Todos vocês me escutem, quero que espanquem esse insolente, façam isso e dividirei o pagamento deste infeliz entre vocês o que dá 100 moedas a mais.

A proposta parecia tentadora, apenas 100 moedas para espancar um homem sozinho. Parecia um trabalho fácil, algo que 9 pessoas poderiam fazer facilmente. Isso fez com que os mercenários e até mesmo alguns trabalhadores braçais sacassem suas armas e se preparassem. Ninguém gostava de Samuel, mas o pagamento era bom demais para ser negado.

Aldarion não respondeu, seu rosto apenas mudou e um sorriso maldoso surgiu em seus lábios quando ele se viu em desvantagem e cercado. Dois mercenários se aproximaram com espadas em mãos e atacaram o espadachim que ainda não havia desembainhado sua arma. Foi quando tudo aconteceu muito rápido, em uma questão de segundos ele sacou sua enorme espada e a usou para golpear com uma velocidade estonteante e inacreditável, deveria ser impossível para qualquer um usar uma arma tão grande como aquela de maneira tão hábil e veloz, mas ele conseguia de alguma maneira.

Em um piscar de olhos os dois agressores caíram ao chão com suas mãos na barriga, eles gemiam de dor, estavam vivos ainda, mas a dor era grande o suficiente para deixá-los fora de ação. Aldarion não havia usado toda a sua força e havia atingido seus agressores apenas com a parte chata da lâmina. De qualquer forma a manobra intimidou todos os demais fazendo-os recuar um pouco enquanto recalculavam suas chances de vitória sobre o guerreiro de armadura negra. Lyza, Kirsh e Thorwin apenas observavam independente se antes haviam considerado a possibilidade de espancar o guerreiro ou não. Aldarion aproveitou a situação e correu em direção a Samuel, quando se aproximou do gordo ele levantou sua espada e a colocou no pescoço do homem que ficou imóvel suando frio. O sorriso de escárnio sumiu do rosto de Aline dando lugar a uma expressão de medo. A mulher deu um passo para trás afastando-se de Samuel.

Escuta aqui leitão, eu fui pago pra proteger este carregamento e seu cu gordo e engordurado cheio de manteiga. Meu trabalho é MATAR e apenas isso entendeu? Fui claro? – Questionou Aldarion cerrando os dentes.

Samuel apenas respondeu balançando a cabeça positivamente de forma frenética. Todos puderam ver suas calças ficarem molhadas denunciando que ele havia se urinado. Aldarion então guardou sua espada nas costas e se aproximou de Aline que tentou correr dele, mas Lyza que assistia tudo com uma certa alegria em ver a puta se apavorar controlou seu cavalo impedindo a fuga da mulher.

Aldarion aproveitou e agarrou a mulher pelos cabelos fazendo-a soltar um gemido de dor. Então sem nenhuma piedade ele ergueu seu punho pesado e o desceu com toda a força em um tapa que atingiu em cheio o rosto de Aline. O tapa foi tão violento que a mulher caiu no chão e um de seus dentes voou longe.

E isso é por você ter arriscado a minha vida e a daqueles dois ali com suas safadezas, sua putinha. – Disse ele, então simplesmente se afastou, recolheu seu dinheiro do chão e se sentou perto da fogueira que já estava acesa voltando a preparar sua comida como se nada daquilo tivesse acontecido.

Aline começou a chorar copiosamente no chão bem próxima ao cavalo de Lyza, sua boca sangrava com o dente arrancado pelo tapa de Aldarion. Então o cavalo simplesmente deixou cair sobre a cabeça da mulher uma grande quantidade de estrume sujando-a inteira.

Me desculpe minha querida, eu não sabia que ele ia fazer isso. – Disse Lyza, apesar de não gostar da mulher ela não tinha a real intenção de humilhá-la mais.

Aline não respondeu, apenas se levantou e saiu correndo pela estrada enquanto Samuel ia atrás dela gritando seu nome. Os dois soldados espancados por Aldarion começavam a se recuperar da dor e caminhavam cambaleantes para seus cantos. Todos ali não se contiveram e começaram a gargalhar da situação cômica com exceção de Lyza, Aldarion, Kirsh e Thorwin que não viam graça em brigas como aquelas. Samuel voltaria mais cedo ou mais tarde, mas isso daria alguns momentos de paz a todos ali que estavam livres para descansar, comer e conversar um pouco talvez. Caberia a Lyza e a Kirsh decidirem o que fazer.

Informações:
Spoiler:
Lyza, você ganhou uma foice militar. Ela é bem pesada mas é perfeita para o combate. Você está sem dinheiro.
Kirsh, pode comprar seus equipamentos e me dizer o que você adquiriu com as 500 moedas antes de sair de Paramet.
Lyza e Kirsh, vocês só se conhecem de vista. Vocês são mercenários e como a maioria ali prefere ficar calado o dia todo, vocês meio que seguiram esse comportamento até agora. Mas podem interpretar a vontade se quiserem ou conversar com alguns dos NPCs.
Kirsh, para todos os efeitos você não conhece Aldarion e nunca o viu antes.

Lyza e Kirsh, as vezes eu vou narrar ações dos seus personagens. Quando essas ações forem narradas sem que vocês mesmos tenham sido os autores vocês têm a TOTAL liberdade de solicitar edições ou o cancelamento das ações. Tudo bem? Eu faço isso pra dar mais realismo a história e velocidade ao jogo. As vezes postando a reação de vocês em um evento corriqueiro eu consigo adiantar a história pra partes realmente interessantes.

Abraços.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Seg Mar 10, 2014 9:27 pm


A cold mission begins.

Era mais um dia comum na vida da maga elementalista da Lodoss. Em busca de uma forma de conseguir dinheiro, ela perambulava pelas ruas de Paramet em busca de algo para fazer. Sem muito sucesso, a maga já se preparava para voltar desapontada para casa com as poucas moedas que conseguira ali, suficientes apenas para mais alguns dias de permanência na estalagem. Foi quando recebeu a proposta de um mercante da região, um dos muito poderosos, para trabalhar como escolta de um carregamento rumo a Calm com armas e armaduras. Ao ser informada do valor do pagamento, a maga não hesitou em aceitar, e ao receber seu adiantamento, a primeira coisa que fez foi buscar algum equipamento para sí. Lyza escolheu com cuidado e no fim, achou algo que lhe agradava, uma foice de batalha de cabo longo e lamina curta. Perfeita para movimentos rápidos circulares e investidas a longa distancia. – Senhor, quanto custa esta arma? – Perguntou Lyza dirigindo-se ao dono da loja em questão, um senhor já de idade e de intenções duvidosas.

- 1500 moedas, minha bela jovem. – Falou ele soltando um risinho no final enquanto encarava o rosto e também outras partes do corpo da maga. Lyza não pode deixar de sentir certa repulsa com aquilo, mas não demonstrou. Muito pelo contrario, ela se aproveitou da situação para conseguir algum desconto.

- Ah, que pena, não possuo todo este ouro, mas... Acho que um senhor tão bondoso e bem intencionado como o senhor poderia fazer um desconto para uma mulher como eu, não acha? – Ela falava enquanto se aproximava cada vez mais do velho, ao mesmo tempo que sensualizava mais sua voz e estufava levemente o busto para evidenciar seus seios.

- AHAHAHAHA! E-Eeu err… Bem, não acho que possa fazer isso... Esta arma custa bem caro e...

- Por favor, farei qualquer coisa para você se me der esta ajuda.

- Qualquer coisa? Bem... – O velho agora tinha uma expressão animada e um tanto pervertida em seu rosto, e olhava para o teto como se estivesse imaginando algo. – Ultimamente tenho me sentido muito solitário... Mas se puder fazer companhia a um velho como eu, não me importarei em lhe vender esta arma por...

- 500 Lodians? – Cortou Lyza no mesmo instante, e viu o velho engolir seco e se engasgar. Ele novamente riu, sem graça, e sua mente estava claramente dividida entre a razão e o sentimento. No fim, ele cedeu a seu instinto masculino, e vendeu a arma a mulher pelo preço combinado, levando-a em seguida para sua casa acima da loja. La eles beberam, ou foi o que o velho achou, mas no fundo, Lyza somente fingia beber seu vinho, enquanto jogava uma parte dentro do próprio copo do senhor em algum momento de distração, ou simplesmente congelava-o com sua magia e jogava pela janela. No fim da noite, o velho já mal aguentava-se acordado, e esta era a oportunidade que a maga esperava para partir. Sem muitas despedidas, Lyza deixou o velho deitado sobre a mesa roncado ao lado das garrafas de vinho que o próprio tomou praticamente sozinho.

No dia seguinte, lá estava Lyza bem cedo pronta para seguir sua viagem ao lado da caravana. Não deixou de reparar nos demais integrantes de seu grupo enquanto recebia as instruções, apenas como forma de conhecer um pouco de seus companheiros de viagem enquanto estavam ainda na cidade. Tendo finalmente partido, Lyza novamente voltou ao seu modo observadora, mas agora com os demais aspectos da caravana em si, observando bem atentamente os trabalhadores, e o próprio dono. Novamente a sensação de repulsa extrema passou por seu corpo ao ver o modo com Samuel e sua prostituta agiam, chegava a deixar a maga com certo ódio do casal, que abusava de seu status para humilhar e destratar os demais guerreiros. Passados mais alguns dias, a situação daqueles dois ficava cada vez mais incomoda, ao ponto de Lyza até mesmo desejar abandonar aquela missão, mas logo ela se lembrou do pagamento, e afastou aquela ideia, juntamente com seu orgulho. Certo dia, viu uma nova fagulha ser plantada entre o grupo, e observou de longe, enquanto o guerreiro da armadura de espinhos, era cotado para ser o novo capacho da expedição. A maga se impressionou com a habilidade do mesmo, e viu como o guerreiro derrotou dois dos mercenários sem muitos problemas, em seguida este tratou de por Samuel e sua puta no devido lugar, o que deixou Lyza bem satisfeita. Aproveitando o momento de paz que teriam até que Samuel voltasse com sua concubina, Lyza se aproximou dos demais que estavam fora da briga, que eram o anão, Kirshin e Aldarion, que agora voltava para junto dos demais.

- Teremos um pouco de paz afinal. – Suspirou a mulher em tom de alivio como forma de agradecer ao guerreiro pelo serviço prestado. – Bela sacada de arma, guerreiro. Tens uma habilidade incrível, será interessante tê-lo como aliado nesta viagem. – Falou agora se dirigindo unicamente a Aldarion. – A proposito, me chamo Lyza. Lyza Simons.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Ter Mar 11, 2014 11:43 am


- C01 -



Dinheiro. O maldito dinheiro. Ele não durava muito nas mãos de Kirshin. Tanto que ele estava totalmente sem nenhum lodian quando encontrou aquela magnifica oportunidade de um trabalho mercenário. Aquela parecia ser uma muito fácil. Um simples transporte com um bando de gente pra escoltar e mil moedas cada um. Era uma oportunidade rara, tão rara que Kirshin chegou até a desconfiar que havia algo errado naquilo. Mas já tinha visto tantas coisas darem errado em seus "trabalhos" que não se importava mais em arriscar-se.

A melhor parte era que receberiam metade do dinheiro adiantado e o meio-demônio agilizou-se em comprar algumas coisas que achava que seria útil naquela viagem. Na verdade, foram apenas duas: uma cota de malha para colocar sobre seu corselete de couro e uma maça leve para utilizar como arma reserva além da faca que trazia embainhada às suas costas. Prendeu a maça do lado esquerdo de seu cinto e estava pronto para a viagem.

E então a expedição começou. Dos outros nove mercenário três lhe chamaram a atenção: o guerreiro de armadura completa que se chamava Aldarion, o anão de barba e cabelos bem cuidados chamado Thorwin e, principalmente, a única mulher do grupo, que trazia uma foice como arma. Os outros pareciam apenas um bando comum, talvez até mesmo uma pequena companhia.

Já o "patrão" era alguém insuportável. E a sua prostituta, então... Mas Kirshin fez um enorme esforço para ignorar tudo. Não era de seu feitio cometer assassinatos e aquele gordo não fazia o tipo que pegaria em uma espada nem que sua vida dependesse disso. Apesar disso, o meio-demônio cogitou a hipótese de eliminar o homem quando aquele trabalho estivesse concluído. Entretanto, sendo Kirshin como era, uma vez livre de Samuel talvez até esquecesse qualquer rixa que pudesse ter contra ele.

Foi então que uma oportunidade perfeita havia chegado. Uma discussão começou entre o homem chamado Aldarion e Samuel. Por fim, o comerciante havia prometido 100 moedas para cada um ali para que eles espancassem o grandalhão.


Cem lodians? Muito tentador, mas eu prefiro um porco no espeto.

Um sorriso sádico curvava os lábios de Kirshin. Ele sequer sentiu-se verdadeiramente tentado a participar da briga contra Aldarion, pois via a oportunidade perfeita para passar Samuel na espada. Talvez eu mate aquela vadia também, já que ela é a causadora disso tudo. Mas a luta entre Aldarion e os outros homens durou pouco tempo e ele estava sobre Samuel antes mesmo de Kirshin, que andava com calma tentando não dar nenhum alarde. Tsc... Perdi meu leitão para esse cara.

Mas Aldarion parecia ser mais complacente que Kirshin e apenas intimidou o homem. Talvez apenas não gostasse da possibilidade de sua reputação como mercenário ficar manchada e dificultar a aquisição de trabalhos no futuro. Entretanto, não poupou de tudo a elfa, esbofeteando-a forte o suficiente para arrancar-lhe sangue e um dente. Depois disso, tudo voltou a uma aparente calmaria iniciada por um grande excremento despejado pelo cavalo de Lyza.

- Espero que aquele porco tenha tido uma boa lição de humildade, caso contrário acho que teremos que provar para ele que as vezes o ferro vale mais que o ouro - disse Kirshin em resposta a afirmação de Lyza sobre o momento de paz. Depois que ela elogiou Aldarion, porém, ele dirigiu-se novamente à ela. - Espero que esta foice esteja bem afiada, Lyza, pois é bem possível que você vá precisar dela em breve.



informações:
Sobre os equipamentos, utilizei por base os preços daquela tabela em Oreon lá. Comprei uma cota de malha e uma maça.

Mudei levemente um negocinho ou outro do descrito no seu tópico, apenas por questões interpretativas mesmo. O post ficou grande porque... bom, você não pode reclamar XD Talvez o Kirshin ainda mate esse Samuel antes do fim da campanha, ele realmente não gostou do homem.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Ter Mar 11, 2014 3:55 pm

Depois da confusão, Lyza aproximou-se de Aldarion e começou uma conversa tentando se aproximar do guerreiro. A princípio ele não reagiu, continuou sentado mexendo na sopa dentro da panela, parecia que estava ignorando a garota. Lyza ficou envergonhada com a reação de Aldarion e se arrependeu de ter tentando ser amigável, quando pensou em se afastar ele simplesmente pegou um prato, encheu de sopa e entregou para ela.

- Por que não se senta? A fogueira é bem grande, tem calor para todos. - Disse olhando no rosto de Lyza com uma expressão misteriosa. A garota não sabia se ele estava admirando sua beleza ou se a estava analisando. Enfim chegou a conclusão de que ele fazia os dois, porém de uma forma que não era vulgar.

- Você tem uma arma interessante ai. Uma arma de alguém com estilo. - Ele disse, então sorriu. - Vai ser interessante ter você como aliada, mas acredito que nossos caminhos irão se separar em Calm.

Kirshin então se aproximou fazendo seus comentários. Aldarion não olhou para ele, muito menos respondeu. A palavra não tinha sido direcionada a ele, mas sim a Lyza.

- Já ia me esquecendo, me chamo Aldarion Ironshield, filho de Aldaris e Hallanna. - Apresentou-se, então pegou um prato de sopa para si.

Quando Lyza provou da comida, um ensopado de legumes, raízes e carne seca, ela sentiu um gosto extremamente amargo e definiu que Aldarion definitivamente não sabia cozinhar.

Enquanto o trio se aquecia perto da fogueira, os demais mercenários e trabalhadores ascendiam seus próprios fogos e preparavam suas comidas assim como Aldarion estava fazendo. Sem Samuel para perturbar as coisas pareciam fluir naturalmente.

- Mas me diga, você costuma trabalhar sempre como mercenária? Vejo que você nem ao menos usa uma armadura. - Questionou Aldarion. - Ou você está apenas fazendo como eu e aproveitou que tem que ir pra Calm de qualquer jeito e apenas aceitou o trabalho pra poder viajar em segurança com algumas espadas? - Essas ultimas palavras do guerreiro deixaram escapar que ele não estava ali pelo trabalho em si, mas sim porque tinha que chegar a Calm por alguma razão.

Informações:
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Hoje é dia 11, vocês têm até a madrugada do dia 14 para postarem, dia 15 as 14 horas estarei postando.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sex Mar 14, 2014 9:09 pm


Aldarion, The knight.

Lyza se surpreendeu por um instante ao ouvir a resposta do guerreiro, mas não demorou a aceitar seu convite. Sentou-se ao seu lado e tomou o prato para si, mas assim que provou, viu-se logo engasgada com uma sopa de gosto amargo e forte. “POR DEUSES! COMO ALGUÉM CONSEGUE COMER ISTO?!” Pensou a mulher olhando para seu prato com um olhar analítico, como se tentasse identificar algum ingrediente podre lá dentro que explicasse aquele gosto. – Agradeço. E se for este nosso destino afinal, então que assim seja. – Respondeu primeiramente. Lyza tinha uma crença no destino que talvez muitos ali não entendessem, mas ainda assim, agia como se isto fosse normal a todos. Olhou de relance para o outro rapaz que lhe dirigia a palavra, quando este comentou também sobre sua arma, e respondeu-lhe com um sorriso no rosto. – Não se preocupe, quando menos esperar, verá dois inimigos cortados ao meio como pães fatiados numa mesa.

Lyza continuou comendo sua sopa enquanto observava calada a fogueira, o silencia era reconfortante após uma longa viagem, principalmente quando se tinha um “líder” abusivo e uma mulher nojenta como acompanhante. Aldarion então voltou a falar com Lyza, dessa vez ele puxando o assunto da conversa, e novamente surpreendendo a mulher com sua perspicácia. – Hehe, creio que um pouco dos dois, companheiro. Mas não se preocupe, sei me cuidar sozinha quando necessário. – Lyza então terminou seu prato de sopa, devolvendo-o ao guerreiro e depois levantou-se para ir para ir dormir. – Boa noite, Aldarion. É bom descansar, teremos um longo dia amanhã... – Falou pensando na volta do porco gordo líder da caravana e sua puta.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sex Mar 14, 2014 11:51 pm


- C02 -



Kirshin recebeu uma breve resposta da garota da foice e reparou na conversa que ela mantinha com o outro mercenário. Aldarion, então... Este sujeito pode ser bem perigoso e não parece ser alguém de muitos amigos, pensou o meio-demônio enquanto observava ele preparar seu alimento e oferece-lo à Lyza. Pela cara que ela fez não lhe parecia muito agradável. Percebeu que estava com fome.

Kirshin, então, dirigiu-se ao carroção onde os mantimentos eram mantidos. Para eles havia apenas carne seca e legumes desidratados. Não era lá muito agradável, mas já havia comido coisas piores e aquilo não seria assim tão ruim. Comeu o alimento daquela maneira mesmo, empurrando-o com um pouco de água, sem qualquer tipo de preparo como os outros estavam fazendo.
Se eu tentar cozinhar isto, provavelmente ficará com um sabor e uma textura ainda pior.

Reabastecido, o meio-demônio começou a perambular pelo acampamento. Analisou novamente os presentes, tentando julgar quais poderiam ser um combatente forte ou não, tanto para o caso de serem atacados e dependerem uns dos outros para se defenderem, como para o caso de ter que enfrentar algum deles em um futuro próximo. Sabia que Aldarion era um guerreiro formidável e se Lyza fosse tão boa com aquela foice como dizia ser também poderia ser uma excelente combatente. Ademais, também tinha reparado um pouco no anão, mas não sabia nada sobre os outros indivíduos.

Depois de alguns minutos, posicionou-se perto do local por onde o seu contratante tinha corrido atrás de sua puta. Cogitou a hipótese de segui-los.
Poderia persegui-lo e matá-lo e ninguém ficaria sabendo... Mas não vale a pena tanto esforço. Além do mais, se eu analisar bem a situação o homem não fez nada tão terrível que mereça morrer por isso. Pelo menos não até onde eu sei. Apesar de ter sangue de demônio e ser um lutador sanguinário, Kirshin tinha seus princípios e um tipo estranho de código de honra próprio.

Resolveu ficar mais um tempo observando os arredores do acampamento. Caso percebesse que esfriava muito, juntaria-se novamente àquela fogueira que dividira com Aldarion e Lyza, mesmo que a garota já tivesse se retirado. Quando as pessoas começassem a ir dormir, iria verificar com os demais como pretendiam fazer os turnos de vigia.



OFF:
Engraçado que o Kirshin e o Aldarion estão se encontrando em uma terceira campanha e não se conhecem... Bem desmemoriados esses nossos personagens XD

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sab Mar 15, 2014 2:36 pm

A conversa se desenvolvia e no momento que Lyza respondeu sobre suas habilidades diante das palavras de Kirshin a reação de Aldarion e de Thorwin que estava próximo e ouvindo tudo foi no mínimo engraçada. Primeiro os dois simplesmente pararam de mastigar a comida em suas bocas e olharam para o rosto de Lyza com seus olhos arregalados. Em seguida tanto Aldarion quanto Thorwin cuspiram a sopa em suas bocas na fogueira e explodiram em gargalhadas até chorar.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! ESSA É DAS MINHAS! – Gritou Aldarion eufórico.

VAMOS BEBER EM HONRA A ESSA MULHER! A CEIFADORA DE PÃES! HAHAHAHAHAHAHA! – Completou Thorwin erguendo sua caneca de cerveja que mais se assemelhava a um pequeno balde.

Aldarion respondeu ao chamado de Thorwin e brindou sua caneca com a do anão, depois disso ambos os guerreiros começaram a conversar sobre Aline, a elfa prostituta, a conversa rapidamente se desenrolou para a sexualidade élfica.

Olha Thorwin, eu entendo que você prefira uma anã, mas você há de concordar comigo que as elfas são bem gostosas. – Dizia Aldarion.

Ora companheiro, mas é claro que eu concordo com você, mas não nego a minha preferência por uma boa e truculenta anã. Nada como bater a minha barriga contra a dela, “bater um barril” como dizem na minha terra. – Respondia Thorwin chegando a ficar de pé e a balançar o corpo pra frente e pra trás em um movimento bem insinuante.

Então mas eu não entendo, com mulheres tão bonitas e gostosas por que existem tão poucos elfos? – Questionava Aldarion coçando a cabeça.

Amigo eu ouvi dizer que elfos do sexo masculino na verdade não possuem sexo, eles são assexuados. – Respondia Thorwin como se tivesse toda a convicção do mundo.

Aldarion sacudiu a cabeça e olhou surpreso para Thorwin.

Então como diabos eles se reproduzem? – Perguntou Aldarion.

Você já ouviu falar em ovos de elfos? – Respondeu Thorwin.

Ovos de elfos? Porra! Depois dessa eu vou é dormir, a bebida está começando a afetar meus pensamentos. Mas de fato irei refletir sobre o assunto.

Enquanto a dupla de guerreiros se retirava para seu descanso Kirshin ficava de vigia, viu Samuel retornar com Aline abraçada a ele. A elfa não chorava mais e parecia molhada, provavelmente havia se lavado de alguma forma. Nenhum dos dois disse uma única palavra, apenas se dirigiram para suas tendas devidamente preparadas. A noite passou tranquila e sem maiores incidentes.

Todos acordaram cedo e logo se colocaram a caminhar pela estrada. Apesar da aproximação na noite anterior, pela manhã o silêncio era geral. Até mesmo Samuel e Aline mantinham-se calados, a elfa agora estava com o rosto bem inchado e com as marcas de dedos em um dos lados da face o que a fazia esconder-se envergonhada dentro da carruagem de Samuel.

A próxima semana foi incrivelmente calma, Samuel e Aline não atormentavam mais os mercenários e apenas os dois servos particulares de Samuel é que sofriam. Durante os dias que se passaram Lyza decidiu que era melhor que ela fosse a responsável pela comida, uma vez que ninguém ali sabia cozinhar. Kirshin por sua vez, com seus hábitos estranhos de comer carne seca crua e provisões sem preparo logo chamou a atenção. Muitos simplesmente o evitavam e só lhe dirigiam a palavra quando era necessário. Kirshin chegou até mesmo a ouvir comentários desagradáveis entre mercenários e trabalhadores, tais como “Por que o chefe contratou esta coisa? Ele me dá medo.”.

Quanto a Lyza, sua beleza deslumbrante atraiu alguns pretendentes desagradáveis, cerca de dois mercenários e um dos trabalhadores tentaram sua sorte com a mulher. Mas foram todos rejeitados, uma vez que não tinham nada que a interessasse, não eram bonitos, não eram educados e não tinham nenhuma posse valiosa. Não que Lyza fosse do tipo aproveitadora, mas presentes eram sempre bem vindos, ainda mais se fossem caros.

Um dia ela resolveu treinar e Aldarion que estava sentado assistindo o treino se aproximou e ofereceu ajuda. Lyza a princípio ficou apreensiva, mas aceitou a proposta do guerreiro. O espadachim mesmo não sendo especialista no uso de foices, sabia como empunhar uma e explicou os detalhes a Lyza de como aplicar um bom corte ou acertar vários inimigos de uma vez só. Mas o clímax do treino veio quando Aldarion se ofereceu para alvo de Lyza o que a assuntou bastante.

Ela tinha medo de feri-lo mas por insistência do próprio acabou aceitando. No começo seus golpes eram fracos e vacilantes por medo de ferir seu companheiro. Mas ao ver que Aldarion conseguia bloquear seus ataques sem dificuldade e a zombar de cada tentativa frustrada para acertá-lo, Lyza acabou se entregando a raiva e começou a atacar pra valer. A cada defesa bem sucedida o guerreiro explicava um novo golpe e indicava os erros com seu jeito zombeteiro. Até que finalmente, depois de uma hora de tentativa ela conseguiu acertar Aldarion no rosto. O corte fora superficial porque o guerreiro desviou a maior parte com sua espada, Lyza calculou que se ele não tivesse feito isso teria sido decapitado.

Aldarion sorriu extremamente contente, levou sua mão até o pequeno corte no rosto e molhou os dedos com o próprio sangue. Então lambeu os dedos e sorriu mais ainda.

Tem sangue meu em sua lâmina, meus parabéns. Esse golpe poderia ter custado a minha vida. – Dizia ele enquanto estancava o corte em seu rosto com um pedaço de lenço.

Kirshin por outro lado apenas observava o treino, uma parte de si desejava ver a cabeça de Aldarion rolar apenas para que a arrogância do guerreiro se desfizesse. Mas nada disso aconteceu. Lyza por outro lado estava perplexa, aquele guerreiro era insano, como ele próprio podia se fazer de alvo para ela treinar?


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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Dom Mar 16, 2014 1:09 am


- C03 -



As pessoas começavam a temer Kirshin e manter uma certa distância dele. Aquilo, porém, não o incomodava nem um pouco, pois desde criança estava acostumado a ser evitado pelos humanos. De certa forma, naquele momento aquilo até lhe era vantajoso, visto que lhe evitava diálogos desnecessários. Apesar disso, quando Lyza passou a preparar a comida do grupo, começou a compartilhar a refeição com todos, visto que o preparo que ela fazia era muito melhor que a comida crua.

O mercador também havia parado de incomoda-los depois da intimidação que Aldarion havia feito e isto era de fato um alivio que havia amenizado a intenção assassina que Kirshin tinha pelo homem. Passado a semana eles já deveriam estar bem perto de Calm naquele momento.

Ele, então, acompanhou o treino de Lyza e Aldarion. A moça realmente sabia manejar a foice, mas sempre havia algo para se aprender e parecia que o outro homem estava ensinando uma coisa ou outra para ela. Apesar disso, o jeito arrogante e zombeteiro dele era um pouco irritante, mas nada que Kirshin não pudesse lidar. Depois que eles terminaram o que faziam e o guerreiro tinha recebido um pequeno corte, Kirshin puxou sua espada bastarda de suas costas e a empunhou em sua mão direita.

- Aldarion. - Chamou pelo guerreiro em alto e bom tom, mas sem gritar. - Antes de mais nada devo dizer-lhe meu nome mesmo que não queira saber. Sou Kirshin, Kirshin Arcroem, filho de Hirshin. Já que o assunto é treino, o que acha de praticarmos um pouco? Preciso de algum exercício depois dessa semana monótona.

Segurava a espada com apenas uma mão bem a frente de seu corpo, mas caso o guerreiro aceitasse cruzar espadas com ele, empunharia a sua com ambas as mãos para dar mais firmeza aos golpes e à sua defesa. Certamente que não pretendia ferir o guerreiro, mas não iria se segurar nem um pouco, pois também não intencionava se ferir naquela luta treino.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sab Mar 22, 2014 12:47 pm


Kirshin, The demon.

A noite muito mais tranquila, mesmo após a volta do mercador e sua prostituta. Aldarion havia ensinado uma lição a eles que demorariam para esquecer. Lyza aceitou o brinde em sua homenagem e as brincadeiras dos companheiros com um sorriso contente, e se limitou apenas a rir discretamente do assunto que viria a seguir sobre elfos e sua masculinidade. Kirshin ficou na vigia durante a noite enquanto todos os outros descasavam da longa viagem que tiveram até ali. Ainda estava longe daquilo acabar, mas de certo valeria a pena esperar pela recompensa daquilo tudo. A manhã logo chegou e a caravana pode partir novamente, os dias passavam rápido e bem mais tranquilos, agora que Samuel e Alice não os perturbavam, mas logo, outros pequenos empecilhos surgiam no caminho da caravana. A primeira coisa a ser descoberta foi a origem de Kirshin, ou pelo menos, uma forte suspeita disso, por conta do hábitos do guerreiro e também a aura de desconfiança que ele gerava entre o grupo. E juntamente com isto, surgiam também as “investidas” na segunda e aparentemente única mulher desimpedida do grupo. Lyza não se deixou levar pelos cortejos alheios, afinal nenhum deles fazia seu tipo ou tinha algo a lhe oferecer de bom, além de uma algumas poucas horas de prazer e um adeus sem aviso.

Lyza não tinha problemas em trabalhar ao lado de Kirshin, mas aos poucos a situação dos cochichos a respeito de sua origem tornavam-se incômodos, o que só fazia seu interesse em continuar ali ainda menor. Mas certo dia, enquanto caminhava um pouco mais distante da caravana, durante uma das pausas, Aldarion foi até a mulher para lhe propor algo um tanto inusitado. – Treinar juntos? Bem... Acho que não há problema. – Lyza estava um pouco receosa do que estava fazendo, aquilo poderia acabar muito bem, assim como também podia acabar muito mal, com uma grande chance de ser a segunda opção. O treino começou e Lyza primeira se aqueceu, queria testar tanto sua nova arma, como também a força de seu oponente e a sua própria. Mas logo ela percebeu que o guerreiro era um desafiante acima dos outros e começou a levar mais a sério a luta. No decorrer do tempo, os dois já estavam em uma espécie de duelo de vida ou morte, onde Lyza somente o atacava com tudo que tinha, deixando-se levar pelo calor da batalha, a maga não se importava com o resultado, ou talvez se importasse, mas estava tomada pela raiva para pensar corretamente.

No fim, Lyza conseguiu atingi-lo de raspão, o imediatamente a luta cessou. A maga estava ofegante, mas não exausta, apenas recuperava o folego, enquanto observava o guerreiro se revelar muito mais insano do que ela imaginava ser. Lyza sorriu, mas não sabia ao certo porque, qualquer um poderia achar aquela cena completamente desnecessária e louca, mas ambos pareciam ter gostado do que havia acontecido ali. – Tu és um guerreiro muito talentoso, Aldarion. Foi um prazer ter aceitado seu convite. – Lyza já estava preparando-se para voltar junto a caravana, quando Kirshin apareceu. A maga não pode deixar de levar um pequeno susto, mas fora simplesmente pela falta de aviso da presença de seu companheiro. Em seguida ela o observou, enquanto o mesmo se aproximava de Aldarion, deixando transparecer que este, esteve observando a luta de longe o tempo inteiro. Lyza nada o fez quando ouviu as palavras do outro rapaz, apenas se afastou o suficiente para assistir àquilo sem que algo lhe acontecesse, enquanto esperava pela resposta de Aldarion ao pedido do meio demônio.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Seg Mar 24, 2014 5:19 pm

O treino com Lyza havia sido emocionante e todos que observaram ficaram impressionados com a atividade, tudo porque mesmo sendo um treino Lyza não estava contendo seus ataques e golpeava Aldarion com habilidade e violência. O guerreiro por sua vez usava de toda sua perícia para bloquear os ataques de Lyza sem revidar em momento algum, a cena resultante era assustadora, uma foice se movendo de tal modo que mais parecia um tornado de lâminas e uma espada enorme bloqueando de tal forma que mais parecia uma muralha de metal. Faíscas voavam por toda parte a medida que as lâminas se acariciavam, finalmente o treino terminou com Aldarion sendo ferido levemente no rosto. Satisfeito o guerreiro encerrou a atividade e cumprimento Lyza, a garota não sabia mas havia ganho a simpatia do espadachim ele realmente gostava muito do estilo de luta dela.

Foi então que ele ouviu o som de uma espada sendo desembainhada e uma voz se dirigindo a ele, era Kirshin que o desafiava para um duelo amistoso. Aldarion o encarou então sorriu sem responder com palavras, tudo o que Kirshin recebeu como resposta foi uma confirmação com a cabeça a posição de batalha. Com o convite aceito, o assassino meio demônio engajou no duelo contra Aldarion. A princípio os golpes de ambos os espadachins eram lentos e extremamente fáceis de defender e acompanhar com os olhos, mas cada vez que suas lâminas se tocavam ambos aumentavam um pouco a velocidade e força de seus golpes. Quando Kirshin se deu conta estava lutando no máximo de si, seus ataques formando uma impressionante sequencia de golpes sendo igualmente acompanhados por uma impressionante sequência de golpes de Aldarion. Mais parecia que os dois espadachins estavam dançando amigavelmente do que duelando o que de fato era verdade, ambos estavam desfrutando de suas habilidades para se divertirem em um duelo emocionante, uma diversão reservada onde apenas os mais habilidosos podiam participar.

Depois de trinta minutos de duelo Kirshin começou a apresentar os primeiros sinais de cansaço, sentia sua espada ficando cada vez mais pesada, seus movimentos começaram a se tornar mais lentos e estava começando a ficar difícil respirar. Aldarion por outro lado, mesmo tendo saído de um treino brutal com Lyza não apresentava qualquer sinal de cansaço, ao perceber que Kirshin começava a se cansar ele aproveitou para aplicar uma manobra de desarme e encerrar o duelo. A espada do assassino voou de sua mão descrevendo uma trajetória por cima de sua cabeça indo finalmente aterrissar atrás dele fincada no chão.

Kirshin estava ofegante, gostas de suor se formavam em sua testa e deslizavam por todo o seu rosto. O calor em seu corpo decorrente do exercício era enorme, mas embora ele tivesse perdido aquele duelo havia se divertido muito. Aldarion se aproximou de Kirshin, então prendeu seu espadão em suas costas e em silêncio fez uma reverência curvando seu corpo para frente, depois se virou para Lyza dirigindo a palavra à moça.

Preste atenção ceifadora. Este guerreiro, Kirshin, foi capaz de realizar um katar de lâminas comigo por meia hora. Um guerreiro normal não seria hábil o suficiente para isso, porém ele foi derrotado e se encontra ofegante e cansado. O mesmo poderia acontecer com você. – Aldarion então se aproximava da garota. – A habilidade de Kirshin supera o nível comum de muitos soldados e combatentes, mas ainda assim em uma guerra ele morreria. O corpo dele, assim como o seu não tem a resistência necessária para lutar continuamente por horas a fio. Em uma guerra depois de cortar a cabeça de um inimigo sempre aparece outro, depois outro, e outro e mais outro até que você mesma tenha sua cabeça cortada ou que o conflito tenha terminado.

Apesar do espadachim não estar dirigindo a palavra a Kirshin, o meio-demônios compreendeu o que realmente o havia derrotado, Aldarion em momento algum havia aplicado mais força ou velocidade em seus golpes mantendo os níveis idênticos aos níveis de Kirshin. O que havia derrotado o assassino fora o seu próprio cansaço, situação que fez Kirshin entender que ele havia sido usado por Aldarion como um exemplo prático para aplicar uma lição a Lyza. No final das contas ele próprio havia recebido um novo conhecimento estando agora ciente de que por hora seria bom evitar participar de grandes conflitos.

A viagem continuou sem grandes acontecimentos, mais alguns dias se passaram e a medida que a caravana avançava o clima ia mudando. O ar ia se tornando mais frio, as florestas iam dando seu lugar à planícies e os primeiros sinais de neve começavam a surgir, logo estariam em Calm. Durante esses dias Lyza puxou conversa com Aldarion tentando entender um pouco mais sobre sua figura misteriosa. O guerreiro explicou a ela que já esteve em uma guerra em sua terra natal e que teve que lutar muito para sobreviver, Aldarion chegou até mesmo a contar parte de sua história, algo envolvendo aventuras no extremo norte, trolls da neve, gigantes do gelo, yetis e dragões brancos. As histórias que ele contou eram tão fantásticas que faziam Lyza duvidar da veracidade das mesmas, sem dúvida nenhuma ele era um guerreiro experiente e provavelmente já sobreviveu a pelo menos uma guerra, mas será mesmo que ele lutou contra gigantes do gelo?

Kirshin mesmo não participando diretamente das conversas, esteve o tempo inteiro de ouvidos atentos e acompanhou as histórias de Aldarion. Assim como Lyza, o meio-demônio encontrou um pouco de dificuldade em acreditar integralmente nas histórias do espadachim. De qualquer forma aquilo não importava muito. Thorwin, o anão do grupo, ao ouvir as histórias de Aldarion começou a contar as suas próprias, eram histórias tão incríveis que competiam com as do espadachim. O anão falava de batalhas intensas no coração de cavernas mundos, falanges de anões combatendo gigantes das cavernas, assassinos drows e trolls do subterrâneo. Não demorou para que Aldarion e Thorwin começassem a conversar um com o outro trocando estratégias e dicas de como combater gigantes e trolls, a forma como eles trocavam informações era tão detalhada que fez com que Lyza e Kirshin dessem mais crédito a veracidade das histórias narradas.

Finalmente a viagem se aproximava dos últimos dias, já era possível ver as montanhas ao norte e a neve já dominava toda a paisagem. O frio logo se mostrou incômodo a qualquer um que não houvesse trazido roupas adequadas, em especial Kirshin e Lyza que amaldiçoaram-se por terem esquecido um detalhe tão trivial. Para a sorte de Lyza, ela havia conquistado a amizade de Aldarion e este ao perceber que a garota estava passando frio deu a ela uma de suas roupas de viagem extra que ele sempre trazia consigo. Com alguns nós e rasgos, Lyza conseguiu ajustar as roupas de Aldarion ao seu próprio corpo, não era a moda mais adequada visualmente falando, mas pelo menos o frio e o risco de hipotermia não seriam mais ameaças à vida da jovem. Já Kirshin teve que contar com sua própria astúcia, aguardou a noite cair e roubou as roupas da bagagem de um soldado sonolento, eram roupas extras então a vítima do roubo não correria risco de morrer de frio.

Faltavam apenas três dias para alcançar Calm e tudo estaria acabado, infelizmente para todos, uma nevasca havia coberto a estrada de neve dificultando o deslocamento e fazendo com que a caravana perdesse um dia de viagem. Apesar da nevasca não ter atingido os viajantes diretamente, seus efeitos eram visíveis e a neve na estrada ainda encontrava-se fofa a ponto de ceder ao peso dos cavalos que ao galoparem afundavam suas patas na neve alguns centímetros. Por sorte o contratante da expedição havia pensado em todos os detalhes e os cavalos eram de uma raça resistente ao frio. No dia seguinte na metade da tarde o grupo encontrou um grande tronco de árvore bloqueando a passagem da estrada.

Maldição! – Praguejou Samuel. – Esse tronco maldito vai atrasar a gente em mais um dia, vamos rapazes tirem ele do caminho. – Ordenou.

Quando alguns mercenários se prepararam para descer de suas montarias e retirar o tronco do lugar, foram impedidos por Aldarion.

ALTO! – Gritou o guerreiro. – Não se movam. – Completou.

Mesmo o espadachim não tendo autoridade nenhuma, sua ordem foi acatada de forma imediata uma prova visível do medo e respeito que ele tinha perante seus companheiros. Todos ficaram imóveis e começaram a encarar o guerreiro, viram então o espadachim desprender a mochila de suas costas, retirar uma besta pesada dela e depois se livrar de sua bagagem largando a mochila no chão. Ninguém entendeu nada, mas parecia que ele estava se preparando para uma batalha, Thorwin o anão, ao ver as atitudes de Aldarion saltou de seu cavalo e ficou no chão em formação tentando esconder-se atrás de seu escudo.

Mas o que está havendo, o que há de errado? – Questionou Samuel.

Não tem árvores aqui perto, como você pode ver a floresta mais próxima está há pelo menos dois quilômetros de distância, é muito improvável que esta árvore tenha sido carregada pelos ventos de uma nevasca de lá até aqui. – Disse Aldarion apontando para o leste onde era possível avistar uma floresta de pinheiros.

O que Aldarion falava fazia sentido e deixou todos em alerta, aqueles que possuíam armas de ataque a distância trataram de empunhá-las, os demais apenas se mantiveram em alerta alguns com suas espadas a mão. Lyza que não era nem um pouco boba se posicionou em formação de modo a ficar entre Aldarion e Thorwin, dessa forma qualquer inimigo que viesse a aparecer teria que passar por um dos dois antes de chegar a ela. Quanto a Kirshin, este se posicionou em meio aos demais soldados.

Alguns minutos se passaram, o silêncio era esmagador e apenas os relinchares das montarias se faziam ouvir, todos permaneciam atentos e com seus olhares nos arredores. Até que um dos comandantes da expedição, aparentemente o responsável pela liderança do corpo de mercenários contratados tomou uma atitude.

Há! Não foi nada com certeza, essa árvore deve ter nascido no topo de uma colina e deslizado até aqui. – Disse ele. – Homens! Retirem o tronco do caminho! – Ordenou.

Quatro mercenários desceram de seus cavalos e se aproximaram do tronco puxando suas montarias, a ideia era usar cordas e puxar o tronco com os cavalos para liberar a estrada. A maioria dos mercenários abandonou sua posição de vigília e os quatro voluntários se aproximaram do tronco para liberar a estrada, mas assim que eles se aproximaram do objetivo uma chuva de setas mortais surgiu de trás de vários bancos de neve e caiu sobre a comitiva.

Emboscadaaaaaaaaaaaaa--* – Gritou o comandante dos mercenários pouco antes cair morto ao ter seu pescoço atingido por uma lança.

Todos se protegeram como puderam, no meio da confusão Aldarion se aproximou de Lyza e saltou de seu cavalo para cima da garota jogando seu corpo sobre o dela, ambos caíram de cima de suas montarias direto na neve fofa no exato momento em que seus cavalos eram crivados de lanças. Thorwin contava com seu escudo torre e sua armadura para se defender, Kirshin usou de seus reflexos e saltou de seu cavalo para o espaço vago entre os carroções conseguindo se esconder da maioria das lanças. Dos dez mercenários e dez trabalhadores, três combatentes e oito carregadores tombaram mortos. Passado o primeiro assalto, todos puderam ver surgindo dos bancos de neve localizados nas laterais da estrada várias criaturas humanóides.

As criaturas eram todas humanóides, tinham pele cinzenta coberta por pelos em tons de marrom e laranja, as cabeças das criaturas lembravam cabeças de hienas com jubas vermelho-acinzentadas. Os monstros usavam machados e lanças como armas e traziam em uma das mãos escudos médios de aço, seus corpos peludos eram protegidos por armaduras pesadas de couro e eles avançavam em grandes números em direção aos sobreviventes. Atrás de todos os monstros havia um que era maior e aparente mais forte que os demais, este carregava um enorme machado de duas mãos e gritava ordens em um idioma ininteligível aos ouvidos dos aventureiros.

Gnoll

GNOLLS?! AQUI?! – Gritou Aldarion demonstrando conhecer as criaturas.

O que quer que fossem, não eram amigáveis e agora avançavam pela direita e esquerda flanqueando a caravana. Aldarion se levantou ficando de joelhos e viu um gnoll correndo velozmente em sua direção, o guerreiro não pensou duas vezes e levantou sua besta pesada disparando um virote certeiro que varou a armadura do monstro ficando fincado em seu peito, a criatura girou sobre o próprio eixo e caiu morta. Mal terminou de disparar o primeiro virote e o guerreiro já puxava um segundo para armar em sua besta, normalmente arma uma besta pesada demoraria bastante tempo, mas a força de Aldarion era tamanha que ele conseguia armar a arma sem precisar usar o pé. Rapidamente rearmou e disparou o segundo virote contra outro gnoll que vinha logo atrás do primeiro, este no entanto bloqueou o ataque com seu escudo. Aldarion então soltou sua besta e avançou contra o gnoll, assim que se aproximou sacou seu enorme espadão com velocidade estonteante. A arma de Aldarion descreveu uma trajetória vertical de cima para baixo, o gnoll ergueu seu escudo para tentar bloquear o golpe mas a fúria do ataque destruiu o objeto fazendo o gnoll perder o equilíbrio e cambalear para trás, Aldarion não deu tempo do monstro recuperar sua posição e atacou novamente matando a criatura ao dividir seu corpo ao meio com um poderoso golpe horizontal. Sangue e tripas voaram por todos os lados manchando a neve branca e sujando o corpo do espadachim. Mas não haveria descanso, atrás do segundo gnoll abatido vinham mais dois e atrás destes mais.

Quanto a Thorwin, o anão se mostrava igualmente perito no combate usando sua lança para furar qualquer um que se aproximasse. As vezes quando tinha tempo o anão levava sua mão até as costas e retirava dali uma azagaia então a arremessava com precisão assombrosa diminuindo os números dos inimigos.

VENHAM IMBECIS, VENHAM E MOSTRAREI A VOCÊS DO QUE É FEITO UM DOS FILHOS DE ZALTARON! – Gritava o anão aos seus inimigos.

A batalha explodia por toda a extensão da caravana, os soldados e sobreviventes do primeiro assalto faziam o possível para sobreviverem. Kirshin que se encontrava no espaço entre os carroções viu um gnoll surgir as suas costas empunhando uma lança e outro surgir a sua frente armado com um machado. Ele estava encrencado e deveria decidir o que faria para sair daquela situação complicada. Enquanto isso os três mercenários sobreviventes juntos dos demais trabalhadores faziam o possível para se defender. Todos puderam ver o gnoll que parecia ser o líder avançar para o meio da expedição em direção aos mercenários, ao redor dele um grupo de pelo menos seis gnolls o acompanhava.

Quanto a Lyza, esta momentaneamente não via nenhum inimigo correndo em sua direção e estava livre para decidir o que fazer, a jovem passou o olho pelos inimigos e percebeu que devia haver pelo menos 40 dos assim chamados gnolls. Um leque de opções se abriu para a jovem, caberia a ela tomar a decisão mais acertada. Entre algumas das opções disponíveis estava a possibilidade de permanecer perto de Aldarion e Thorwin aumentando suas chances de sobrevivência, se quisesse ela poderia partir em auxílio dos demais mercenários ajudando qualquer um que necessitasse, poderia também correr para ajudar Kirshin uma vez que da onde estava foi capaz de ver a situação complicada em que estava o rapaz. Caso pensasse em outro plano, ela estaria livre para fazê-lo por enquanto mas teria que decidir rápido.

Informações:
Spoiler:
Vocês dois ganharam 250 pontos de experiência ao todo por causa dos duelos que tiveram com Aldarion e por causa das conversas que ouviram. Considerem que seus personagens aprenderam como enfrentar gigantes do gelo e trolls, vocês descobriram que trolls só morrem quando feridos com fogo e ácido caso contrário continuarão se regenerando indefinidamente. Se vocês jogadores conhecem táticas de como matar esses monstros, sintam-se a vontade para usar de agora em diante ao longo desta campanha e também em suas aventuras normais.
Kirshin, você ganhou um adicional de 50 pontos de experiência por causa do atraso de Lyza que me fez esperá-la para poder postar.
Não adicionem o XP a suas fichas, eu irei registrá-lo na página inicial da campanha e vocês o receberão no final deste primeiro capítulo.
Vocês estão lutando na neve fofa o que impõe um redutor de -2 ao atributo Agilidade dificultando o deslocamento e manobras como esquiva, nenhum outro atributo sofre penalidade. Manobras de aparar levam em consideração o atributo Destreza e não estão sujeitos a esta penalidade, no entanto vou considerar que só é possível aparar um ataque para cada 3 pontos em Destreza. Lyza, sua foice tem várias vantagens, mas uma desvantagem grave: é imprópria para aparar.
Aldarion ensinou a você que a estratégia da foice é usar o alcance superior dela pra manter os inimigos afastados. Existem modelos de foice que tem o cabo reforçado e permitem que você efetue manobras de aparar usando o cabo, mas a sua foice atual não tem essa capacidade.
Kirshin, se você se mantiver no espaço entre os carroções só poderá ser atacado por dois oponentes de cada vez, um por trás e um pela frente, use sua criatividade, existem detalhes no cenário que eu não citei porque eu quero que vocês justamente procurem por eles e os utilizem. Lyza, você está vendo Thorwin e Aldarion lutando pra valer, mas mesmo eles sendo NPCs poderosos pode ser que morram por causa da vantagem numérica dos inimigos, você pode permanecer com eles se quiser ou pode tentar ajudar os demais mercenários que certamente morrerão se não forem ajudados, são ao todo três mais dois trabalhadores. Você tem a opção de tentar ajudar Kirshin também caso queira, sinta-se livre para tomar a atitude que a sua personagem acharia melhor independente de ser algo egoísta como se esconder ou uma ação heróica como salvar outros.

Prazo para postar: Até a meia noite do dia 28.
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Qui Mar 27, 2014 9:27 pm


- C04 -



O duelo treino com Aldarion estava sendo muito divertido. Os golpes eram trocados, as espadas dançavam e as faíscas saltavam quando as lâminas se beijavam. O publico os assistia com a mesma atenção que assistiram o treino de Lyza e isso era bom para Kirshin impor ainda mais respeito naqueles homens comuns. Aldarion parecia estar no mesmo nível que o meio-demônio, mas, conforme o tempo foi passando, Kirshin percebeu a diferença. Esse maldito... Está apenas brincando comigo, nossos níveis de força são totalmente diferentes.

Mas, no final, foi o cansaço que o venceu e Aldarion apenas o desarmou quando isto havia acontecido. Quando o guerreiro explicou para Lyza o que havia acontecido, Kirshin já havia percebido outra coisa além do que ele explicava: Aldarion devia ter treinado muito tempo e participado de muitos combates como aquele em sua vida. Kirshin pegou sua espada e colocou-a no encaixe em suas costas, para, então cumprimentar o guerreiro.

- Aldarion, reconheço a sua força e a sua resistência física, mas se estou nesta viagem não é apenas pelo dinheiro e sim para treinar meu corpo e meu poder. Quando eu estiver mais forte, espero poder encontrá-lo novamente para que cruzemos nossas espadanas de novo.

Os dias seguintes seguiram-se tranquilamente. Kirshin permaneceu próximo de Aldarion e Thorwin, embora não participasse ativamente das conversas dos dois e de Lyza. Apesar disso, absorveu muitas informações sobre as guerras que eles travaram e as criaturas que combateram, principalmente trolls.

Quando a neve veio para atrapalhar a viagem deles, Kirshin aprendeu outra dura lição: nunca subestimar o frio. E estava um frio de lascar ali e ele não havia trazido roupas muito quentes. Ele, então, teve que adquirir suas roupas de uma maneira menos convencional. Simplesmente pegou meias e luvas extras, uma grossa calça de lã, um colete de lã para vestir por baixo da cota de malha e um blusão de algodão para colocar por cima da mesma e um sobretudo de lã cinzenta para proteger-lhe ainda mais do frio. Na manhã seguinte, o homem do qual havia subtraído as vestimentas caminhava acusadoramente em sua direção durante a refeição. Kirshin, então, fincou a faca com brutalidade em um pedaço de carne crua e devorou-a da maneira mais brutal que conseguiu enquanto encarava o sujeito, que estranhamente desistiu de falar com o meio demônio o que quer que o conduzia até o mesmo.

Quando encontraram um tronco caído em meio a estrada, Kirshin sentiu-se incomodado com aquilo. Percebera que havia algo de errado com a situação, mas foi só quando Aldarion colocou sua opinião em pauta foi que ele entendeu o que realmente era.
É bem provável que este guerreiro tenha razão. Tem algo muito estranho acontecendo.

Mas a confirmação veio apenas depois de algum tempo, quando o líder do grupo de mercenários tombou, crivado de lanças. Kirshin agiu rápido e correu para se abrigar entre os carroções, onde as lanças não poderiam atingi-lo, sacou sua espada assim que chegou em seu “abrigo”. A situação não era nada boa, pois vários guerreiros e carregadores já haviam morrido antes mesmo do combate iniciar realmente. O meio-demônio, então, avistou o que lhes atacava e descobriu através de Aldarion que aquelas criaturas se chamavam gnolls.

E, então, viu-se flanqueado por dois dos seres que os atacavam. Um deles possuía uma lança e o outro um machado de batalha.
Se fossem inimigos comuns eu bem que poderia lidar com os dois sem problema, mas não sei do que realmente são capazes então é melhor manter a cautela. Kirshin, então, utilizou sua mão esquerda para puxar a lona da carroça que lhe parecia mais fragilmente amarrada. Caso conseguisse, lançaria o tecido sobre o gnoll que portava o machado e escudo para se concentrar apenas no outro oponente.

Quanto ao gnoll com a lança, ele avançaria contra ele com uma intenção puramente assassina. Não haveria gritos, nem brados de batalha, apenas o cantar do aço. Sua intenção era desviar a lança para o lado com um sutil golpe da espada para só então ergue-la sobre a cabeça para desferir um golpe vertical utilizando suas duas mãos no punho da espada para impor uma maior força em seu golpe. Assim que visse seu inimigo caído no chão, se voltaria para o outro gnoll, que àquela altura já devia ter se livrado da lona que fora arremessada sobre ele.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sab Mar 29, 2014 5:47 pm


Lyza, The grim reaper.

Lyza ficou de longe observando a luta, que se desenvolveu em ritmo acelerado. A cada novo golpe, a cada nova passada dos guerreiros, a intensidade da luta aumentava e ficava também evidente, a habilidade de ambos os guerreiros. Lyza não teve duvidas de que, tanto Aldarion, quanto Kirshin, eram guerreiros excepcionais. A luta durou cerca de meia hora, chegando ao final após Kirshin ter sido declarado como incapaz de continuar devido ao cansaço. Lyza não havia percebido ainda, mas Aldarion tinha um vigor fora do comum, ele não só tinha ajudado Lyza a treinar, como também havia duelado com o meio demônio e tudo isto, sem mostrar sinais de cansaço. A maga não pode deixar de se impressionar com a cena, e ouviu atentamente aos conselhos de Aldarion sobre como agir perante uma guerra.

A viagem seguiu e Lyza se aproximou mais do guerreiro, tendo a oportunidade de ouvir parte de suas memorias e contos. Vez ou outra a mulher duvidava da veracidade de tais historias, mas não ousou questionar o guerreiro. Mais dias se passaram da viagem e finalmente eles estavam próximos a Calm, o cenário de gelo e neve, que tanto agradava Lyza finalmente se mostrava presente. A neve fofa e recente, indicava que uma tempestade havia caído ali antes da chegada da caravana, o que era, de certa forma, bom para eles. Uma vez que não precisariam enfrentar a fúria dos ventos e da neve durante sua expedição. Isto porem os atrasou um dia em sua viagem, mas não era nada que pudesse ser contornado com dificuldade. Mais a frente, um outro obstáculo causou novo estresse ao dono da caravana, um tronco enorme bloqueava toa a estrada, impedindo que a expedição passasse. Lyza não viu problema algum nos mercenários retirarem o tronco da estrada, mas se surpreendeu um pouco com a reação de Aldarion àquilo. - Certamente esta é uma situação um tanto quanto suspeita, mas de que adianta ficarmos parados esperando pelo ataque? De uma forma de outra, não poderemos voltar, é melhor seguir em frente, não achas? – Propôs Lyza ao perceber que todos estavam se preparando para um ataque, que aparentemente não aconteceria. Passaram-se poucos minutos de puro silencio até que o dono da caravana descartasse a ideia de uma armadilha e ordenasse novamente a retirada da arvore.

Foi a partir desse ponto que tudo desandou. Em um segundo, tudo estava calmo, mas no seguinte, uma chuva de projeteis de diversos tamanhos, desde setas até lanças, voavam na direção da caravana. Lyza já estava em estado de alerta devido ao aviso do guerreiro, mas os outros foram pegos de surpresa vindo muitos deles a falecerem logo na primeira leva, incluindo o dono da caravana. A maga estava pronta para lançar um de seus feitiços de proteção, quando foi jogada na neve pela brutalidade de Aldarion. Não reclamou, mas também não poderia agradecer completamente até ter certeza de que estariam mesmo seguros ali no chão em meio a neve. O que aconteceu em seguida foi uma luta sangrenta e desigual, onde os inimigos eram dezenas de vezes mais numerosos, mas se mostravam pouco habilidosos. Aldarion e o anão davam conta de seus inimigos com maestria sem igual, enquanto os outros, lutavam suas próprias batalhas individuais. A única que estava fora de um combate direto com um inimigo era Lyza, mas esta não demorou muito a escolher uma frente de batalha, e pular diretamente sobre seu inimigo literalmente. Escolheu ajudar Kirshin, pois percebeu que ninguém mais o ajudaria naquela situação. Lyza tomou impulso e correu o máximo que pode, para no fim saltar e com um golpe vertical, partir ao meio o inimigo que vinha por trás do meio demônio. Em seguida, para os demais que viessem após este, executaria um semi-giro, e juntamente um movimento em arco na horizontal afim de cortar qualquer inimigo que viesse a se aproximar, e após este primeiro ataque, completaria co um segundo giro completo da foice e algumas passadas para frente, em direção aos inimigos, para finalizar qualquer gnoll remanescente.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Mar 30, 2014 7:58 pm

Trilha Sonora

A batalha se desenrolava furiosa com os sobreviventes sendo engolidos pelos números superiores dos gnolls e lutando avidamente por suas vidas. A espada de Aldarion balançava furiosa e a cada golpe um oponente caia morto aos seus pés, não demorou para que uma pilha de corpos estivesse espalhada ao redor do guerreiro que agora se encontrava banhado em sangue e tripas. O mesmo poderia ser dito de Thorwin, pouco a pouco ambos os combatentes se aproximavam um do outro de forma que suas costas ficassem protegidas um pelo outro.

Kirshin que estava cercado usou de sua astúcia e puxou a lona do carroção que estava solta jogando-a por cima de um dos gnolls, depois avançou como um predador contra o outro que segurava uma lança, este tentou estocá-lo mas o assassino demoníaco já havia previsto seu movimento e com um passo para o lado e um movimento de espada ele aparou e se esquivou do golpe de lança. Com mais um passo para a frente ele se aproximou do oponente e puxando sua espada para cima a desceu em um corte vertical. Sangue e pedaços de carne voaram sujando Kirshin que não se incomodou e nem perdeu tempo, antes mesmo do primeiro gnoll cair morto ele se virou e perfurou o outro que começava a se libertar da lona, pelo fato deste estar sem visão de Kirshin não conseguiu se defender sendo perfurado no meio do peito morrendo na hora.

Foi nesse momento que Lyza chegou e surpreendeu-se ao ver a astúcia do meio-demônio em ação. Um assassino frio e terrível que não hesitava e não demonstrava sentimentos a medida que cortava suas vítimas. Um calafrio percorreu o corpo da mulher que por um momento temeu mais o aliado do que os inimigos gnolls. Então novos gritos de guerra irromperam e a dupla voltou sua atenção a um trio de gnolls que corria em direção a eles, dois pela frente e dois por trás.

Se abaixe! – Ordenou Lyza.

Kirshin entendeu o comando e se agachou até ficar de cócoras, Lyza então girou seu corpo segurando sua foice com firmeza e sentiu a sensação deliciosa de carne sendo cortada até sua arma ser parada abruptamente. O que aconteceu foi simples, ao girar a foice Lyza cortou para fora as cabeças de dois dos gnolls, o ultimo no entanto teve a cabeça perfurada pela ponta da foice que entrou em sua têmpora e ficou fincada ali em seu crânio. Os corpos de dois dos gnolls decapitados continuaram correndo sem rumo por alguns segundos até caírem na neve enquanto Lyza removia sua arma da cabeça do ultimo gnoll. Um círculo de sangue se formou no chão ao lado de Lyza e Kirshin.

Ambos podiam sentir a adrenalina do combate saltar em suas veias e seus corações se acelerarem, o medo da morte aliado à vontade de viver e ao desespero esmagador causado pelos números dos inimigos. Lyza e Kirshin olharam ao redor e viram Thorwin, o anão, largar sua lança e puxar um martelo de guerra contra seus inimigos, o anão lutava com brutalidade e seu martelo esmagava com facilidade a carne e os ossos dos infelizes gnolls.

Aldarion que estava próximo brandia a sua espada com selvageria, força e maestria, Lyza e Kirshin puderam ver o momento que dois gnolls correram até o guerreiro e receberam um golpe que desceu de cima para baixo, um dos gnolls ergueu seu escudo a tempo de colocá-lo na frente mas a força do golpe era tamanha que seu escudo se partiu assim como sua armadura, carne e ossos. O segundo gnoll teve seu crânio partido ao meio e caiu morto com seu cérebro espalhando-se pela neve. Foi então que um terceiro gnoll apareceu pela lateral do guerreiro e em um momento que Thorwin estava ocupado salvando a própria pele, ele atacou fincando uma lança no abdômen de Aldarion. O espadachim urrou de dor e girou a espada cortando o gnoll horizontalmente, apenas os braços do monstro ficaram presos na lança. Aldarion então quebrou a lança ao meio sem remover a ponta que estava fincada em sua carne e continuou a batalha. Lyza e Kirshin puderam perceber algo no rosto de Aldarion, um sorriso, o guerreiro estava se divertindo enquanto lutava por sua vida.

Os poucos guardas humanos que haviam restado agora estavam mortos e os gnolls se aproximavam ameaçadoramente de Lyza e Kirshin. Eram ao todo sete, eles vinham por todos os lados armados com machados de duas mãos, lanças, escuro e machado, um deles vinha com um mangual que continha uma grande esfera de metal com espinhos. Eles se aproximavam ameaçadoramente, o gnoll do mangual girando a esfera com um sorriso maldoso em sua face canina. A dupla precisava pensar rápido no que faria, estavam em clara desvantagem numérica


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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Dom Mar 30, 2014 9:04 pm


- C05 -



Um meio sorriso curvou os lábios de Kirshin. Certamente que o meio-demônio não era tão brutal quanto Aldarion e não sorria da mesma maneira que ele, mas apreciava a carnificina de uma luta onde sua espada era capaz de cortar e perfurar seus oponentes. Seu plano havia dado certo e ele havia dilacerado o corpo do primeiro gnoll e, logo após isso, perfurado o segundo assim que ele tinha se livrado da lona. Foi, então, que Lyza apareceu para ajuda-lo e degolou dois e perfurou o cranio de um terceiro. Nada mal. Essa garota aprendeu muito bem os truques que Aldarion lhe ensinou com a foice. Será uma boa ideia lutar lado a lado com ela. Mas aquilo estava longe de acabar, pois mais sete gnolls se aproximavam da dupla. Kirshin não perdeu tempo em sugerir uma estratégia.

- Devemos permanecer aqui, Lyza, entre esses dois carroções. O espaço é limitado e isto diminuirá um pouco a vantagem numérica. Fique por perto, para que um possa dar cobertura para o outro.

Em seguida, Kirshin já planejava sua próxima ação. Aquele gnoll portando um mangual parecia ser o mais perigoso dos que se aproximavam e era ele que Kirshin desejava abater primeiro caso ele viesse na frente dos outros. Para tal, ele pegaria a maça com sua mão esquerda e utilizaria esta arma para amparar o mangual do oponente. Esperava que a corrente ficasse presa em sua segunda arma para que ele pudesse golpeá-lo livremente com a espada bastarda. Tendo eliminado este oponente, concentraria-se nos demais, largando a maça enrolada no mangual e empunhando sua espada com ambas as mãos.

- Vamos matar todos esses malditos! - Exclamou o meio-demônio em meio ao frenesi do combate.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Seg Mar 31, 2014 10:32 pm


Chronicles of snow and blood.

Lyza teve êxito e seu primeiro ataque, decapitando dois dos inimigos instantaneamente, enquanto o terceiro tinha seu crânio perfurado por mais de um terço da lamina da foice. Ouviu as rápidas instruções de Kirshin, mas não achou que aquilo fosse ajudar a maga em algo. Sua arma tinha um alcance bem grande, e estar num espaço limitado, poderia ser prejudicial para seus movimentos, alem de deixa-la próxima demais de Kirshin, o que poderia coloca-lo em risco também enquanto lutava. Lyza então decidiu que ficaria um pouco mais a frente, e usaria de seu grande alcance nos ataques, para manter afastado qualquer inimigo que viesse contra eles. – Acho que ficar num espaço tão limitado pode me prejudicar, mas ficarei o mais próxima possível. – Disse enquanto levantava a foice e apontava para si mesma, justificando sua decisão de forma rápida, para que não perdesse muito tempo falando e o aproveitasse melhor lutando. – Tome cuidado, tente não se aproximar muito de mim. – Queria ter certeza que não atingiria sem querer sem companheiro, pois uma vez em combate, era muito mais difícil do que se imaginava controlar seus ataques.

O movimento seguinte de Lyza seria composto por uma sequencia de três golpes simples, porem devastadores. Seu primeiro objetivo era dar alguns passos a frente, para sair do meio dos carroções (ainda não tinha feito isso, só para deixar claro). E também pegar um pouco de impulso para executar seu primeiro movimento. Um movimento em um arco que viria de baixo para cima, com uma inclinação bem leve. Começaria no, aproximadamente, na altura das canelas dos gnolls, terminando na altura de suas cinturas. Esse primeiro golpe viria da esquerda para direita, ceifando os membros inferiores de qualquer um em seu alcance, e mesmo não os matado, os incapacitaria de continuarem lutando. Assim que sua foice chegasse ao outro lado (o lado direito de seu corpo), giraria a arma em suas mãos, para que a lamina virasse novamente apontada para a esquerda. E com isto viria seu segundo movimento, onde daria um passo largo pra trás, visando diminuir a distancia para os gnolls que não foram atingidos pelo primeiro golpe. E enquanto recuava seu passo, jogaria a foice levemente para trás e a traria de volta em alta velocidade. Usando a mesma inclinação que antes, porem acima da cintura desta vez. Seu golpe partiria da altura do estomago. Este segundo golpe, porem não seria apenas um arco, e sim um giro completo. Durante o giro, quando estivesse na metade dele aproximadamente, levantaria sua arma acima da cabeça, e finalizaria o giro, com um golpe na vertical, atingindo mais um dos inimigos e cortando-o ao meio.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Qui Abr 03, 2014 4:47 am

Kirshin e Lyza tiveram uma breve conversa do que fariam e ambos decidiram que lutariam juntos mas cada um a sua maneira. Kirshin correu de volta pra o espaço entre os carroções atraindo a atenção de 3 dos 7 gnolls, dentre eles aquele que empunhava o mangual. Lyza por sua vez se posicionou para receber seus agressores de braços abertos.


@ Kirshin

Os gnolls se aproximavam, o primeiro a atacar foi o do mangual, o criatura girou a arma ganhando potência e então investiu com a pesada bola em direção a cabeça de Kirshin, se o ataque acertasse o crânio do meio-demônio seria reduzido a uma pasta de ossos esmigalhados e cérebro. Kirshin levantou sua maça para bloquear a pesada bola de metal que vinha com força, a manobra deu certo mas a pressão do ataque forçou Kirshi a largar sua arma e cambalear para trás bem a tempo de evitar um segundo ataque dado pelo giro da bola de ferro.

Kirshin havia percebido uma coisa, os gnolls eram mais fortes do que aparentavam. Enquanto o meio-demônio se recuperava do desequilíbrio causado pela primeira defesa e esquiva, um segundo gnoll aproveitou e atacou. Kirshin percebeu a investida e jogou seu corpo para o lado afim de tentar evitar o ataque do monstro, mas sem sucesso, parte da lâmina do machado resvalou no corpo dele causando um corte superficial na região lombar.

Recuperado, Kirshin agora se encontrava de pé e com os 3 gnolls bem próximos a ele, era hora de agir com outra estratégia.


@ Lyza

Lyza ao contrário de Kirshin, valorizava muito mais o espaço aberto por razões óbvias e por conta disso posicionou-se de forma adequada para aproveitar todo o potencial da sua arma. O gnolls avançavam marchando contra ela desordenadamente. Lyza sorriu, sentiu a adrenalina ferver e com estilo e elegância girou seu corpo usando-o para impulsionar sua arma, seu primeiro ataque subiu em um ângulo horizontal de baixo para cima, os gnolls foram pegos de surpresa não esperando um ataque baixo.

Os dois gnolls que avançavam tiveram suas pernas decepadas na altura dos joelhos e imediatamente cairam no chão gritando e ganindo de dor, naquele frio eles morreriam rapidamente com a perda de sangue e a jovem não precisaria mais se preocupar com eles. Lyza prosseguiu com sua manobra e atacou novamente mas desta vez as coisas não deram certo, ao desferir seu segundo ataque contra a dupla de gnolls que se aproximava Lyza se surpreendeu ao perceber que um deles levantou o escudo bem a tempo de evitar ser atingido pela foice mortífera. A manobra fez Lyza perder por um momento o controle da manobra e os gnolls aproveitaram para ganhar a distância que os separavam da terrível ceifadora, essa ação colocou os dois gnolls fora da ameaça da lâmina da arma de Lyza por estarem perto demais.

Lyza imediatamente reagiu e puxou sua foice encurtando o cabo e retraindo a lâmina em sua direção, ao fazer isso a lâmina encontrou em seu caminho a nuca de um dos gnolls cortando-a e decapitando a pobre criatura no processo. Lyza agradeceu aos deuses por aquela ser uma foice militar tendo desta forma fio em ambos os lados da parte metálica. Porém não havia tempo para descansar, um ultimo gnoll havia restado e este agora estava próximo demais para ser combatido pela foice de Lyza.

O monstro que portava um machado em mãos, o desceu com força em um golpe violento de cima para baixo, Lyza jogou seu corpo no chão esquivando-se completamente do gole mas ao fazer isso tropeçou na neve fofa e caiu em meio a alguns corpos de soldados mortos. Durante o tombo a jovem largou sua foice e encontrava-se agora desarmada, ela precisava agir rápido porque o gnoll vinha novamente pronto para partir sua cabeça com o machado como se fosse um melão maduro.


Informações:
Spoiler:
Kirshin perdeu 15% de PV.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Dom Abr 06, 2014 1:18 pm


Time to some ice magic

Ambos de acordo com suas estratégias individuais, Kirshin e Lyza voltaram a batalha tão logo quanto puderam. Sete novos inimigos chegavam em direção a dupla, prontos para matarem ou morrerem. Lyza preferia veementemente que fosse a segunda opção, e com uma enorme satisfação em ver a falta de organização do grupo de Gnolls, ela fez seu primeiro movimento. A mulher pode sentir os membros das criaturas sendo cortados um a um por sua foice, enquanto os gritos de dor e desespero se perdiam na neve juntamente com o sangue e as vidas infelizes daqueles seres. Satisfeita com seu primeiro ataque, ela agora tinha dois inimigos a menos com que se preocupar, e logo tratou de executar seu segundo movimento, mas se surpreendeu ao ter sua arma bloqueada pelo escudo de um deles. Os dois gnolls restante aproveitaram da brecha aberta para tentarem se aproximar, mas Lyza conseguiu ainda eliminar um deles, puxando sua arma para perto do corpo em linha reta, ela conseguiu decepar a cabeça de um deles antes que o mesmo chegasse. O segundo, porem estava próximo demais para ser combatido com a arma, e agora restava a Lyza apenas desviar de seu ataque e repensar sua estratégia.

A maga esquivou da arma do gnoll, mas no processo, largou sua arma e foi ao chão, caindo ao lado de alguns corpos de soldados da caravana. Sabia que não teria tempo hábil de pegar sua foice, muito menos conseguiria usa-la àquela proximidade, então, sem hesitar, ela ficou agachada, seu corpo virado em direção ao gnoll que vinha em sua direção. Com um pulo, que mais pareceu um mergulho na neve, ela se jogou em direção a criatura, tentando passar por baixo de seu braço, mas ao mesmo tempo que passava pela lateral esquerda do gnoll, ela conjurou sua magia elemental, criando uma estaca de gelo solida em seu braço esquerdo. Lyza ergueu seu braço na direção do peito da criatura, e aproveitando-se de seu mergulho, ela cravou a estaca de cerca de 50cm no ser a sua frente. Assim que tivesse êxito em sua manobra, jogaria seu corpo longe o mais rápido possível e correria de volta para sua foice, desfazendo-se imediatamente da estaca de gelo em seu braço. Mas caso não conseguisse atingir ao gnoll, aproveitaria de seu mergulho para tentar atingir uma outra área mais abaixo, como o joelho ou cintura da criatura, ainda usando sua estaca de gelo.




[Usando a H.E Elementalismo Basico: Estacas de Cristal Gelado., -15% PEs por uma estaca de 60cm.]

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Seg Abr 07, 2014 10:27 pm


- C06 -



Ao sentir a mordida do aço em sua carne Kirshin abafou um gemido de dor. Apesar disso, sua concentração na batalha não foi abalada e ele pensou em uma nova estratégia rapidamente. Recuou alguns passos na intenção de que o gnoll de machado avançasse contra ele. Aquele era o que estava mais avançado e Kirshin tinha certeza de que ele o seguiria. Uma vez na frente, era provável que aquele portando o mangual não pudesse ataca-lo sem atingir o companheiro.

Assim que ele veio para cima do meio-demônio, este avançou de encontro ao oponente, evitando o machado girando para o lado e, em seguida, procuraria perfurar seu oponente com um golpe fatal. Se percebesse que o golpe havia sido suficiente para tirar o oponente de combate, o empurraria com o ombro contra o portador do mangual. Era fato que chutar seria mais eficaz, mas ele não se arriscaria com toda aquela neve ali.

Assim que tivesse terminado a manobra anterior, sua próxima atitude seria retirar a espada do corpo do gnoll portanto um machado e utiliza-la contra o que portava o mangual com um forte golpe na vertical utilizando ambas as mãos. De preferencia seria um golpe para matar, mas se pudesse decepar a mão da arma seria uma opção quase tão boa quanto a anterior. Essa manobra certamente seria facilitada pelo fato do gnoll estar tentando se livrar do companheiro morto ou inconsciente.

É claro que havia a possibilidade do guerreiro do mangual avançar contra ele ao invés do outro, mas para fazer isso ele teria que passar pelo companheiro por um local com pouco espaço, o que certamente dificultaria a utilização de sua arma. Se este fosse o caso, Kirshin não hesitaria em ataca-lo enquanto ele tentava passar pelo outro gnoll, utilizando a mesma estratégia descrita acima. Caso qualquer estratégia falhasse, Kirshin seria obrigado a partir para a defensiva, tentando se esquivar ou amparar a maior quantidade de golpes que conseguisse.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sex Abr 11, 2014 3:35 pm

@ Kirshin

Kirshin estava ferido, a natureza do ferimento por si só não era grave, a situação é que o tornava mortal. Com o ferimento na perna o meio-demônio estava impossibilitado de se deslocar livremente e era agora um alvo fácil para seu inimigo.

O detestável homem-hiena, o gnoll, aproximava-se mais uma vez girando seu mangual. A criatura encarava Kirshin com furor nos olhos e ao ver que sua presa estava ferida e sem locomoção, fez surgir em sua face animalesca algo parecido com um sorriso que exibia dentes pontiagudos e amarelados. Kirshin sabia que precisava pensar rápido, agir rápido se não teria sua cabeça esmagada pela terrível arma do agressor.

Respirando fundo e contendo o nervosismo Kirshin ergueu sua espada, tinha um plano em mente, esperava que desse certo, na verdade precisava dar certo. Os olhos do meio-demônio estavam cheios de ódio evidenciando o desejo crescente que ele tinha para destruir aquele maldito gnoll que o havia dado tantos problemas. O olhar dos dois se encontrou, ambos brilhando com a fúria e o ódio mortal que um tinha pelo outro e no segundo seguinte tudo aconteceu.

O gnoll avançou, Kirshin colocou a espada na frente e jogou o corpo para trás, mas como esperado esta não conseguiu aparar o ataque, tamanha fora a força do golpe que a espada saltou de suas mãos com violência caindo na neve macia que cobria todo o chão. O gnoll mal havia dado seu primeiro golpe e já se preparava para o segundo. Foi quando Kirshin colocou a segunda parte do seu plano em prática, aproveitando a abertura temporária na guarda de seu agressor, o meio-demônio saltou levando suas mãos para o pescoço da criatura.

Kirshin não era mais forte que o gnoll e certamente perderia uma disputa prolongada de forças, mas tudo o que ele precisava era se manter alguns segundos agarrado ao pescoço de seu inimigo que agora por estar próximo demais não conseguia usar seu mangual contra o meio-demônio. Ao sentir as mãos de Kirshin envolvendo seu pescoço com brutalidade, o gnoll soltou o mangual e levou suas próprias mãos bestiais ao pescoço de sua presa, ele estava certo que poderia esmagar aquele pequeno ser com facilidade. Estava enganado.

Nos primeiros segundos tanto o gnoll quanto Kirshin estrangulavam-se com brutalidade, Kirshin sentiu os dedos com garras do gnoll envolverem seu pescoço e apertarem com violência esmagando e perfurando sua carne. Kirshin devolvia o apertão com toda a força que podia e o gnoll sentia o desespero no esforço do fraco meio-demônio que agora mostrava-se evidentemente mais fraco.

O ar começou a faltar para Kirshin, ele sentia-se tonto, a visão escurecia aos poucos e o desespero aumentava. Foi então que ele jogou sua ultima carta e ativou sua habilidade demoníaca. O gnoll imediatamente sentiu algo estranho, algo sinistro, sentiu uma dor terrível similar a de uma queimadura envolver seu pescoço, era como se sua carne estivesse em chamas. Sem entender o que acontecia o monstro colocou mais força no pescoço de Kirshin tentando matá-lo logo para se livrar da dor que fustigava-lhe. Kirshin respondeu se agarrando com ainda mais firmeza que antes ao pescoço do gnoll, o desespero da morte o incentivava a continuar lutando enquanto a dor da asfixia e o estrangulamento pouco a pouco iam privando-lhe de suas forças e sentidos, a qualquer momento ele poderia desmaiar e ai seria o fim.

Kirshin sentiu seu braço demoníaco pulsar com sua energia, sentiu o pescoço do gnoll, os pelos que cobriam sua pele, sua carne. Sentiu aquilo tudo que a princípio estava rijo se amolecer pouco a pouco em suas mãos. Sentiu os pelos se soltarem e desfazerem sob seus dedos, sentiu o couro do gnoll se decompor e abrir-se dando passagem livre para os músculos e a carne exposta.

O gnoll por outro lado, sentia aquela dor terrível no pescoço, a sensação que ele tinha era de que sua carne estava sendo queimada, ele podia sentir a dor e os dedos de Kirshin em seu pescoço penetrando cada vez mais fundo em seu pescoço. Seu rosto se moldou em uma careta animalesca, os lábios abertos e os dentes expostos, olhos esbugalhados e fixos nos olhos de Kirshisn que estavam igualmente esbugalhados. O rosto do meio-demônio assim como o do seu inimigo também estava moldado em uma careta medonha e ele podia sentir que o gnoll estava colocando ainda mais força que antes.

A disputa era brutal, algo além da humanidade, um duelo terrível entre besta e demônio, monstro e animal. Eles estavam ali naquela situação a poucos segundos, momentos que para eles pareciam uma eternidade. Enraivecido o gnoll ergueu Kirshin do chão elevando-o pouco a cima da cabeça de forma a usar a gravidade como aliada para por ainda mais pressão no pescoço do meio-demônio. Mas o maldito não o soltava e em resposta desesperava-se colocando mais força ainda.

A carne queimava, a dor era absurda, uma pasta avermelhada começou a escorrer do pescoço do gnoll através dos dedos de Kirshin. Tomado pela loucura da dor o gnoll correu com tudo em direção a um dos carroções colidindo o corpo de Kirshin contra a lateral de madeira, o meio-demônio sentiu uma dor absurda mas ainda assim não soltou o pescoço da fera, pois sabia que se o fizesse morreria.

O gnoll se desesperou ainda mais e começou a bater o corpo de Kirshin contra o carroção, bateu uma, duas, três vezes, o meio-demônio não aguentava mais e estava prestes a se entregar para a morte. O gnoll mais uma vez fez menção de bater o corpo de Kirshin contra o carroção mais uma vez, seria o fim mas então ele simplesmente parou e soltou o pescoço do meio-demônio colocando agora suas mãos nos antebraços de seu agressor.

Kirshin imediatamente sentiu um alívio imenso a medida que o ar retornava aos seus pulmões e o sangue fresco voltava a ser bombeado para o seu cérebro. Mas ainda não era hora de se entregar, o gnoll ainda estava vivo e lutava para se soltar. Era tarde demais para a fera, seu pescoço agora encontrava-se completamente descarnado e ele começava a perder forças chegando a cair de joelhos diante do seu algoz. Kirshins prosseguiu com o estrangulamento e a medida que o fazia via a expressão animalesca no rosto de sua vítima mudar para algo medonho que exprimia o máximo de pavor e desespero. A bocarra estava aberta com a língua para fora e seus olhos estavam tão esbugalhados que quase saltavam para fora das órbitas oculares. O gnoll tentou dar um ultimo grito de morte mas nem isso foi capaz.

Kirshin sentiu toda a carne do pescoço do gnoll apodrecer sob seus dedos até finalmente se desprender e soltar dissolvendo-se até virar uma pasta avermelhada, fétida e asquerosa. em poucos segundos Kirshin estava segurando as vértebras que ligavam a cabeça ao restante do corpo e so então soltou suas mãos. A cabeça do gnoll caiu para trás incapaz de manter-se presa apenas pelas vértebras expostas, o corpo tombou para o lado decapitado.

Livre de seu oponente, Kirshin caiu resfolegante sentado na neve, a sensação prazerosa de vitória misturada ao sadismo demoníaco tomavam conta do seu ser a medida que ele olhava para o gnoll tombado a sua frente.


@ Lyza

O gnoll vinha furioso em direção a Lyza pronto para fatiá-la pela ousadia de tê-lo ferido, a jovem bolou um plano ousado que consistia em chutar neve na cara do gnoll para deixá-lo desnorteado e com a guarda baixa. Porém o plano não funcionou, Lyza chutou a neve e esta voou em direção ao gnoll não chegando a ultrapassar a altura da sua cintura, o monstro respondeu desferindo um golpe na horizontal, pretendia acertar o pescoço de Lyza e decapitá-la, mas pro seu azar falhou miseravelmente.

O ferimento que recebera embaixo da axila dificultava seu golpe tornando-o lento. Lyza aproveitou e se agachou permitindo que o machado passasse por cima de si, mais uma vez o gnoll estava com a guarda baixa. Lyza aproveitou que estava agachada e enfiou a estaca de gelo na virilha da criatura torcendo para que ela fosse tão sensível naquela região quanto os humanos o eram. Ao fazer seu ataque a estaca de gelo finalmente se partiu e Lyza caiu sentada na neve.

O gnoll urrou de dor e largou seu machado e escudo levando suas mãos para a virilha. A dor era insuportável para ele que agora sangrava muito na região da virilha chegando até mesmo a cair de joelhos. Lyza vendo que seu oponente estava inofensivo, calmamente se levantou pegou sua foice e sem nenhuma demonstração de compaixão decapitou sua vítima.


@ Todos

Lyza e Kirshin haviam se erguido vitoriosos daquele primeiro combate. O nariz de Lyza sangrava continuamente por causa da escudada que levara enquanto o mesmo acontecia com o pescoço de Kirshin por conta das garras do gnoll que tentara estrangulá-lo e com sua perna por causa do ferimento de lança que recebera. Os dois olharam ao redor e tudo o que viram era morte. Os corpos dos gnolls e dos seus companheiros de viagem estavam espalhados por toda parte, muitos desmembrados ou abertos com as tripas espalhadas pelo chão, a neve ali estava toda manchada de vermelho de modo que quem olhasse de cima veria uma mancha rubra no meio da imensidão branca.

Por um momento ambos se distraíram até que o som de aço se colidindo contra aço despertou a atenção dos dois. O que viram foi perturbador, Thorwin estava morto, seu corpo caído na neve estava aberto ao meio no centro de um círculo formado por uma dezena de gnolls mortos. Próximo dali havia uma pilha de corpos de gnoll que por pouco não somavam mais de 20, o responsável por aquela pilha, Aldarion, podia ser visto ainda de pé mas com o corpo coberto de feridas e sangrando muito, diante dele havia um ultimo gnoll, o maior e mais forte de todos.

O monstro media quase três metros de altura e brandia um machado de lâmina dupla maior do que um homem. O monstro atacava Aldarion com brutalidade animalesca colocando toda sua força descomunal a cada golpe, mas o juggernaut resistia firmemente aparando os golpes com sua enorme espada que disputava em tamanho com a arma do gnoll. Kirshin e Lyza perceberam que se a arma de Aldarion fosse um pouco menor e seu dono um pouco mais fraco, ele já estaria morto, mas o guerreiro estava ali de pé lutando por sua vida.

Porém ele estava gravemente ferido, sangrava muito e seu oponente era muito maior do que ele e estava sem nenhum ferimento. Cada golpe que o gnoll dava contra o Aldarion era bloqueado pela enorme espada do guerreiro, porém o mesmo cambaleava para trás com a força dos ataques. Aldarion estava indefeso, não conseguia fazer nada além de aparar e se defender, não estava em condições de atacar, era só uma questão de tempo até que o gnoll gigante o matasse também.

Lyza e Kirshin precisavam fazer alguma coisa se quisessem salvar seu mais novo amigo, ou poderiam simplesmente fugir. Eles perceberam que ainda havia um cavalo vivo e preso a uma das carroças, se quisessem poderiam cortar as amarras subir em cima do animal e fugir largando Aldarion a própria sorte. Por outro lado se resolvessem ajudar o guerreiro, havia o risco deles próprios morrerem.

O que será que nossos bravos aventureiros farão?

Informações:
Spoiler:
Kirshin levou 15% de dano por causa do estrangulamento que recebeu do gnoll e mais 2 de dano por causa do sangramento na perna. total 17% de dano. Kirshin perdeu 50 pontos de PE por causa da ativação da habilidade.

Kirshin, sua espada entortou com o mangual do gnoll e por isso você agora está armado com uma espada longa que pegou de um dos mercenários mortos.

Lyza, você está bem e armada com sua foice.

Prazo Para Postar: Livre!!! Por questões pessoais referentes à vida pessoal de Lyza e que não cabe a mim divulgar, estou deixando o prazo deste turno livre, postarei um ou dois dias após os dois terem postado.

Lyza nesta rodada deve postar antes de Kirshin.


Última edição por NR Nayruni em Sab Abr 19, 2014 10:07 am, editado 2 vez(es)
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sab Abr 12, 2014 7:10 pm


- C07 -



Kirshin ainda não tinha certeza se aquilo que conquistara até aquele momento do combate era algo bom ou ruim para si.

Seu plano inicial não havia dado certo, mas mesmo assim ele conseguiu matar dois dos inimigos. Quando viu-se obrigado a recuar e com um inimigo já sobre si, foi mais o seu instinto de sobrevivência que o fez elevar a espada do que qualquer outra coisa. Mas o golpe baixo e a espada através do pescoço de seu oponente foi algo premeditado. Afinal de contas, ele nunca ligou muito para uma luta justa, desde que o lado que saia na vantagem seja o seu próprio.

Logo em seguida ele se viu novamente obrigado a utilizar sua agilidade para se esquivar do gnoll do mangual. Aquele estava dando muito trabalho ao meio-demônio e certamente que ele teria prazer em arrancar-lhe a cabeça caso visse a oportunidade. Mas enquanto a oportunidade não chegava ele era atingido por uma lança de outro gnoll. No momento em que foi atingido, apenas um gemido de dor pode ser ouvido, mas, então, Kirshin olhou com uma expressão de ira para seu inimigo e foi gritando que ele arrancou a lança de sua perna e a jogou novamente contra o maldito.

Ficou muito satisfeito quando sua lança acertou o alvo e agora restava apenas ele e aquele portando o mangual. Eles já estavam bem próximos e o fim daquele embate era eminente. Kirshin não poderia mais se esquivar tão habilmente com a perna debilitada daquela maneira, então teria que encontrar outra maneira. Encarava seu oponente com extremo ódio no olhar. Seus dentes estavam cerrados e a mostra, e isso, juntamento com os olhos, denotava ainda mais a origem demoníaca de Kirshin. Sua mente estava concentrada, seus músculos tensionados e prontos. Da última vez que ele tentara aquela manobra não tinha sido muito feliz pois usara apenas uma de suas mãos. Agora pretendia utilizar ambas e segurar a espada firmemente a frente do corpo.

Seu plano era bem simples: Kirshin esperou o momento em que o gnoll o atacou para movimentar sua espada contra a corrente do mangual do adversário. Desta vez, utilizando ambas as mãos, seria capaz de desviar o golpe sem ser obrigado a recuar. Existia a possibilidade de ser desarmado neste processo, mas isso era um risco calculado. Desarmado ou não, Kirshin avançou contra seu oponente enquanto ele se recuperava do golpe que acabara de desferir. Seu plano era conseguir pegar o pescoço ou mesmo a parte de baixo do focinho do gnoll com sua mão esquerda e utilizar seu Toque da Destruição. Sem conhecer esta habilidade de Kirshin, o inimigo seria pego de surpresa e sendo o pescoço uma região tão frágil, era bem provável que morresse ao receber o golpe. Mesmo que ele fosse atingido no focinho ou em outra parte, a dor de ter seu corpo sendo desconstruído poderia ser distração o suficiente para Kirshin utilizar sua espada, caso estivesse com ela, ou pegar a faca embainhada atrás de sua cintura e finalizar seu oponente com um golpe perfurante em sua barriga.



habilidade utilizada:

Nome: Toque da Destruição
Nível: 1
Descrição: Esta é a primeira habilidade que Kirshin desenvolveu com seu braço demoníaco. Ela se consiste em concentrar o poder do meio demônio em seu braço esquerdo e, quando liberá-la, destruir o que ele estiver tocando. A destruição não é por meio de explosão ou qualquer coisa do tipo e sim uma degeneração molecular intensa, praticamente desintegrando objetos de menor resistência.

Efeitos: Kisrhin toca em algum objeto ou ser vivo e, ao utilizar o Toque da Destruição, as moléculas desse objeto começam a se destruir. Objetos de baixa resistência (ligação molecular mais fraca), serão degenerados em 1-2 turnos (dependendo do GM). Objetos de alta resistência (ligação molecular mais forte), sofrerão degeneração mais devagar,  sendo o tempo de 3-6 turnos. Isso se aplica apenas para matérias inorgânicas, como metais, madeira, rochas e etc. A proporção da degeneração de matérias inorgânicas e dada pela energia de Kirshin (1m³ para cada 3 pontos de energia).

Para seres orgânicos (seres vivos, plantas e afins), a habilidade não consegue degenerar completamente os tecidos e ossos, porém, dependendo do vigor do ser que for tocado, poderá sofrer de ferimentos leves até ferimentos graves (dano decidido pelo GM). Em ambos os casos, tanto em matérias inorgânicas, como em matérias orgânicas, é necessário manter contato com o material durante todo o processo, caso seja interrompido o contato, a degeneração para imediatamente, porém não volta ao estado inicial, podendo ser retomada após caso haja um novo contato. Os PE's gastos por tentativa serão descontados por turno, ou seja, caso o processo seja interrompido na metade, apenas metade dos PE's será gasto.

Custo: 50% PE
Duração: Variável
Tempo de Conjuração: Instantâneo
Alcance: Toque
Área de Efeito: Toque

_________________
 

Habilidades Especiais:
Daemon Touch / Daemon Claw / Daemon Regeneration

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qua Abr 16, 2014 12:10 pm


Snow in the face!

Lyza obteve êxito em sua manobra, mas ao mesmo tempo, recebera um contra ataque inevitável do gnoll, que agora gritava de dor diante do ferimento em seu tórax. Lyza não fazia ideia de quanto estrago havia feito na criatura, mas isso não importava, seu principal objetivo agora era dar um fim definitivo ao monstro. O gnoll portava ainda seu escudo e arma, mas ela duvidava que ele teria destreza o suficiente com aquele ferimento, para manejar seu machado como antes, mas ainda assim, seria difícil ultrapassar sua defesa, sem que acabasse levando um segundo contra ataque. Lyza pensou rápido, e concluiu que precisa de algo para distrai-lo, além da dor causada pela perfuração, e a solução que encontrou foi bem simples e pratica. Com seu direito, ela o enterrou na neve e com um chute alto, tentou jogar o máximo de neve possível no rosto do gnoll, afim de faze-lo perder ao menos um segundo de sua atenção. Com isto, ela partiria vorazmente para cima do inimigo, com sua estaca levantada e apontada para o rosto do infeliz, perfuraria seu crânio, assim a chance dele sobreviver era mínima.

Caso ela não conseguisse distrai-lo com a neve, usaria sua própria estaca para isto, e como ainda possuía sua foice druídica guardada. Ela usaria a estaca para realizar o primeiro golpe, e então, puxaria das suas costas a foice druídica e aplicaria um segundo golpe no segundo seguinte ao primeiro. Feito isto, ela voltaria para sua foice batalha e a pegaria novamente, e continuaria com suas manobras defensivas a longa distancia para repelir o máximo de inimigos que pudesse no processo.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sab Abr 19, 2014 10:08 am

OFF: Sem querer editei meu posto anterior porque ia usar o modelo dele pra postar esse e não consegui reverter o texto. Bom... Não importa, o jogo continua.

@ Kirshin

Kirshin estava ferido, a natureza do ferimento por si só não era grave, a situação é que o tornava mortal. Com o ferimento na perna o meio-demônio estava impossibilitado de se deslocar livremente e era agora um alvo fácil para seu inimigo.

O detestável homem-hiena, o gnoll, aproximava-se mais uma vez girando seu mangual. A criatura encarava Kirshin com furor nos olhos e ao ver que sua presa estava ferida e sem locomoção, fez surgir em sua face animalesca algo parecido com um sorriso que exibia dentes pontiagudos e amarelados. Kirshin sabia que precisava pensar rápido, agir rápido se não teria sua cabeça esmagada pela terrível arma do agressor.

Respirando fundo e contendo o nervosismo Kirshin ergueu sua espada, tinha um plano em mente, esperava que desse certo, na verdade precisava dar certo. Os olhos do meio-demônio estavam cheios de ódio evidenciando o desejo crescente que ele tinha para destruir aquele maldito gnoll que o havia dado tantos problemas. O olhar dos dois se encontrou, ambos brilhando com a fúria e o ódio mortal que um tinha pelo outro e no segundo seguinte tudo aconteceu.

O gnoll avançou, Kirshin colocou a espada na frente e jogou o corpo para trás, mas como esperado esta não conseguiu aparar o ataque, tamanha fora a força do golpe que a espada saltou de suas mãos com violência caindo na neve macia que cobria todo o chão. O gnoll mal havia dado seu primeiro golpe e já se preparava para o segundo. Foi quando Kirshin colocou a segunda parte do seu plano em prática, aproveitando a abertura temporária na guarda de seu agressor, o meio-demônio saltou levando suas mãos para o pescoço da criatura.

Kirshin não era mais forte que o gnoll e certamente perderia uma disputa prolongada de forças, mas tudo o que ele precisava era se manter alguns segundos agarrado ao pescoço de seu inimigo que agora por estar próximo demais não conseguia usar seu mangual contra o meio-demônio. Ao sentir as mãos de Kirshin envolvendo seu pescoço com brutalidade, o gnoll soltou o mangual e levou suas próprias mãos bestiais ao pescoço de sua presa, ele estava certo que poderia esmagar aquele pequeno ser com facilidade. Estava enganado.

Nos primeiros segundos tanto o gnoll quanto Kirshin estrangulavam-se com brutalidade, Kirshin sentiu os dedos com garras do gnoll envolverem seu pescoço e apertarem com violência esmagando e perfurando sua carne. Kirshin devolvia o apertão com toda a força que podia e o gnoll sentia o desespero no esforço do fraco meio-demônio que agora mostrava-se evidentemente mais fraco.

O ar começou a faltar para Kirshin, ele sentia-se tonto, a visão escurecia aos poucos e o desespero aumentava. Foi então que ele jogou sua ultima carta e ativou sua habilidade demoníaca. O gnoll imediatamente sentiu algo estranho, algo sinistro, sentiu uma dor terrível similar a de uma queimadura envolver seu pescoço, era como se sua carne estivesse em chamas. Sem entender o que acontecia o monstro colocou mais força no pescoço de Kirshin tentando matá-lo logo para se livrar da dor que fustigava-lhe. Kirshin respondeu se agarrando com ainda mais firmeza que antes ao pescoço do gnoll, o desespero da morte o incentivava a continuar lutando enquanto a dor da asfixia e o estrangulamento pouco a pouco iam privando-lhe de suas forças e sentidos, a qualquer momento ele poderia desmaiar e ai seria o fim.

Kirshin sentiu seu braço demoníaco pulsar com sua energia, sentiu o pescoço do gnoll, os pelos que cobriam sua pele, sua carne. Sentiu aquilo tudo que a princípio estava rijo se amolecer pouco a pouco em suas mãos. Sentiu os pelos se soltarem e desfazerem sob seus dedos, sentiu o couro do gnoll se decompor e abrir-se dando passagem livre para os músculos e a carne exposta.

O gnoll por outro lado, sentia aquela dor terrível no pescoço, a sensação que ele tinha era de que sua carne estava sendo queimada, ele podia sentir a dor e os dedos de Kirshin em seu pescoço penetrando cada vez mais fundo em seu pescoço. Seu rosto se moldou em uma careta animalesca, os lábios abertos e os dentes expostos, olhos esbugalhados e fixos nos olhos de Kirshisn que estavam igualmente esbugalhados. O rosto do meio-demônio assim como o do seu inimigo também estava moldado em uma careta medonha e ele podia sentir que o gnoll estava colocando ainda mais força que antes.

A disputa era brutal, algo além da humanidade, um duelo terrível entre besta e demônio, monstro e animal. Eles estavam ali naquela situação a poucos segundos, momentos que para eles pareciam uma eternidade. Enraivecido o gnoll ergueu Kirshin do chão elevando-o pouco a cima da cabeça de forma a usar a gravidade como aliada para por ainda mais pressão no pescoço do meio-demônio. Mas o maldito não o soltava e em resposta desesperava-se colocando mais força ainda.

A carne queimava, a dor era absurda, uma pasta avermelhada começou a escorrer do pescoço do gnoll através dos dedos de Kirshin. Tomado pela loucura da dor o gnoll correu com tudo em direção a um dos carroções colidindo o corpo de Kirshin contra a lateral de madeira, o meio-demônio sentiu uma dor absurda mas ainda assim não soltou o pescoço da fera, pois sabia que se o fizesse morreria.

O gnoll se desesperou ainda mais e começou a bater o corpo de Kirshin contra o carroção, bateu uma, duas, três vezes, o meio-demônio não aguentava mais e estava prestes a se entregar para a morte. O gnoll mais uma vez fez menção de bater o corpo de Kirshin contra o carroção mais uma vez, seria o fim mas então ele simplesmente parou e soltou o pescoço do meio-demônio colocando agora suas mãos nos antebraços de seu agressor.

Kirshin imediatamente sentiu um alívio imenso a medida que o ar retornava aos seus pulmões e o sangue fresco voltava a ser bombeado para o seu cérebro. Mas ainda não era hora de se entregar, o gnoll ainda estava vivo e lutava para se soltar. Era tarde demais para a fera, seu pescoço agora encontrava-se completamente descarnado e ele começava a perder forças chegando a cair de joelhos diante do seu algoz. Kirshins prosseguiu com o estrangulamento e a medida que o fazia via a expressão animalesca no rosto de sua vítima mudar para algo medonho que exprimia o máximo de pavor e desespero. A bocarra estava aberta com a língua para fora e seus olhos estavam tão esbugalhados que quase saltavam para fora das órbitas oculares. O gnoll tentou dar um ultimo grito de morte mas nem isso foi capaz.

Kirshin sentiu toda a carne do pescoço do gnoll apodrecer sob seus dedos até finalmente se desprender e soltar dissolvendo-se até virar uma pasta avermelhada, fétida e asquerosa. em poucos segundos Kirshin estava segurando as vértebras que ligavam a cabeça ao restante do corpo e so então soltou suas mãos. A cabeça do gnoll caiu para trás incapaz de manter-se presa apenas pelas vértebras expostas, o corpo tombou para o lado decapitado.

Livre de seu oponente, Kirshin caiu resfolegante sentado na neve, a sensação prazerosa de vitória misturada ao sadismo demoníaco tomavam conta do seu ser a medida que ele olhava para o gnoll tombado a sua frente.


@ Lyza

O gnoll vinha furioso em direção a Lyza pronto para fatiá-la pela ousadia de tê-lo ferido, a jovem bolou um plano ousado que consistia em chutar neve na cara do gnoll para deixá-lo desnorteado e com a guarda baixa. Porém o plano não funcionou, Lyza chutou a neve e esta voou em direção ao gnoll não chegando a ultrapassar a altura da sua cintura, o monstro respondeu desferindo um golpe na horizontal, pretendia acertar o pescoço de Lyza e decapitá-la, mas pro seu azar falhou miseravelmente.

O ferimento que recebera embaixo da axila dificultava seu golpe tornando-o lento. Lyza aproveitou e se agachou permitindo que o machado passasse por cima de si, mais uma vez o gnoll estava com a guarda baixa. Lyza aproveitou que estava agachada e enfiou a estaca de gelo na virilha da criatura torcendo para que ela fosse tão sensível naquela região quanto os humanos o eram. Ao fazer seu ataque a estaca de gelo finalmente se partiu e Lyza caiu sentada na neve.

O gnoll urrou de dor e largou seu machado e escudo levando suas mãos para a virilha. A dor era insuportável para ele que agora sangrava muito na região da virilha chegando até mesmo a cair de joelhos. Lyza vendo que seu oponente estava inofensivo, calmamente se levantou pegou sua foice e sem nenhuma demonstração de compaixão decapitou sua vítima.


@ Todos

Lyza e Kirshin haviam se erguido vitoriosos daquele primeiro combate. O nariz de Lyza sangrava continuamente por causa da escudada que levara enquanto o mesmo acontecia com o pescoço de Kirshin por conta das garras do gnoll que tentara estrangulá-lo e com sua perna por causa do ferimento de lança que recebera. Os dois olharam ao redor e tudo o que viram era morte. Os corpos dos gnolls e dos seus companheiros de viagem estavam espalhados por toda parte, muitos desmembrados ou abertos com as tripas espalhadas pelo chão, a neve ali estava toda manchada de vermelho de modo que quem olhasse de cima veria uma mancha rubra no meio da imensidão branca.

Por um momento ambos se distraíram até que o som de aço se colidindo contra aço despertou a atenção dos dois. O que viram foi perturbador, Thorwin estava morto, seu corpo caído na neve estava aberto ao meio no centro de um círculo formado por uma dezena de gnolls mortos. Próximo dali havia uma pilha de corpos de gnoll que por pouco não somavam mais de 20, o responsável por aquela pilha, Aldarion, podia ser visto ainda de pé mas com o corpo coberto de feridas e sangrando muito, diante dele havia um ultimo gnoll, o maior e mais forte de todos.

O monstro media quase três metros de altura e brandia um machado de lâmina dupla maior do que um homem. O monstro atacava Aldarion com brutalidade animalesca colocando toda sua força descomunal a cada golpe, mas o juggernaut resistia firmemente aparando os golpes com sua enorme espada que disputava em tamanho com a arma do gnoll. Kirshin e Lyza perceberam que se a arma de Aldarion fosse um pouco menor e seu dono um pouco mais fraco, ele já estaria morto, mas o guerreiro estava ali de pé lutando por sua vida.

Porém ele estava gravemente ferido, sangrava muito e seu oponente era muito maior do que ele e estava sem nenhum ferimento. Cada golpe que o gnoll dava contra o Aldarion era bloqueado pela enorme espada do guerreiro, porém o mesmo cambaleava para trás com a força dos ataques. Aldarion estava indefeso, não conseguia fazer nada além de aparar e se defender, não estava em condições de atacar, era só uma questão de tempo até que o gnoll gigante o matasse também.

Lyza e Kirshin precisavam fazer alguma coisa se quisessem salvar seu mais novo amigo, ou poderiam simplesmente fugir. Eles perceberam que ainda havia um cavalo vivo e preso a uma das carroças, se quisessem poderiam cortar as amarras subir em cima do animal e fugir largando Aldarion a própria sorte. Por outro lado se resolvessem ajudar o guerreiro, havia o risco deles próprios morrerem.

O que será que nossos bravos aventureiros farão?

Informações:
Spoiler:
Kirshin levou 15% de dano por causa do estrangulamento que recebeu do gnoll e mais 2 de dano por causa do sangramento na perna. total 17% de dano. Kirshin perdeu 50 pontos de PE por causa da ativação da habilidade.

Kirshin, sua espada entortou com o mangual do gnoll e por isso você agora está armado com uma espada longa que pegou de um dos mercenários mortos.

Lyza, você está bem e armada com sua foice.

Prazo Para Postar: Livre!!! Por questões pessoais referentes à vida pessoal de Lyza e que não cabe a mim divulgar, estou deixando o prazo deste turno livre, postarei um ou dois dias após os dois terem postado.

Lyza nesta rodada deve postar antes de Kirshin.
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sab Abr 19, 2014 8:26 pm


The great enemy master

Era o fim da ameaça gnoll para Lyza e Kirshin. A maga, que por muito pouco viu sua morte chegando naquele campo nevado, observou os últimos momentos de seu inimigo, enquanto o mesmo se contorcia de dor de joelhos a sua frente. Ela caminhou vagarosamente até sua foice, e empunhando-a, a mulher levantou um pouco a cabeça. Já havia derramado muito sangue para ainda ter que ver aquela cena, mesmo que fosse inevitável ter que executa-la. Com um movimento rápido e certeiro, a maga decapitou o oponente, dando um fim a sua angustia. Lyza olhou para os lados, mas tudo que viam eram corpos e mais corpos, tanto de inimigos, quanto de aliados. Olhou para trás e vu que Kirshin estava vivo ainda e também a salvo. A mulher fechou os olhos por um instante e respirou fundo algumas vezes, seu rosto ainda estava bem dolorido e seu nariz sangrava bastante, impedindo suas narinas de puxar algum ar. Seu momento de reflexão porem fora interrompido cedo, ainda havia uma batalha acontecendo. Lyza escutou os sons de armas se chocando e rapidamente procurou pela origem, até ver uma cena no mínimo grotesca.

- Mas que... – Decidiu que seria melhor não perder tempo falando. Assim que viu Aldarion em perigo, correu em seu auxilio, não se importou em pedir ajuda para o demônio, sabia que ele estava ferido e talvez não pudesse ajudar. Mas Lyza também sabia o quanto seria importante manter o máximo de aliados possível vivos, pois ali, naquela região tão aberta e desconhecida a ela, seria muito fácil serem atacados novamente. Sua intenção era atacar ainda de longe com sua foice, num golpe vertical. A maga bem sabia que aquele seu golpe teria muito menos chances de acertar que um golpe horizontal, mas fazer um arco colocaria em risco a vida de Aldarion, que não esperava por um ataque de sua própria aliada. Lyza arriscou o ataque de cima para baixo, o mais sensato a se fazer, mesmo que servisse apenas para afastar o gnoll de perto do guerreiro. Caso ele não parasse de forma nenhuma, e Lyza visse que Aldarion estava em perigo, usaria sua magia para criar uma barreira de Gelo a frente dele, e protege-lo do máximo de dano possível.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Dom Abr 20, 2014 6:35 pm


- C08 -




Mantenha a calma, Kirshin, ou estará perdido. E ele realmente se manteve calmo, ao menos o mais calmo que a situação lhe permitia. Se o gnoll não fosse tão forte certamente que aquilo seria bem mais fácil para Kirshin, mas ele era muito forte e a manobra que teve que executar lhe custou outra dose de dor.

Sua habilidade demoníaca acabaria com a vida do oponente, mas ele ainda não havia a desenvolvido completamente e isso significava que ela levava algum tempo até concluir seu trabalho. Certamente que ele teria gritado, não de dor, mas de fúria, se pudesse, mas o ar começava a lhe faltar e tudo o que ele podia fazer era se concentrar em não largar seu oponente e manter sua energia destrutiva fluindo.

Sentiu a morte lhe chamando. Ele era forte demais, os pulmões ardiam, a garganta doía, as forças começavam a lhe faltar.
Eu... não... vou morrer aqui! Sua determinação deu-lhe um último folego para intensificar o fluxo de energia destrutivo de seu Toque da Destruição e depois de segundos que pareceram horas, Kirshin sentiu que o gnoll estava finalmente se enfraquecendo, mas não abrandou seu aperto até que ver que aquele maldito ser estava realmente acabado. Caiu sentado na neve devido o cansaço e fitou o corpo decapitado no chão, um sorriso sádico curvou os lábios do meio-demônio. Aqueles eram oponentes fortes e ele estava satisfeito consigo mesmo por ter sido capaz de matar todos eles.

Ergueu-se com dificuldade e deu uma última olhada no corpo mutilado de seu último oponente. Aquele fora o que mais lhe dera trabalho. Certamente aquele era mais forte que os demais, ou, ao menos, muito habilidoso com aquele mangual. Mas agora estava acabado e Kirshin mancou até pegar a espada longa de um dos mercenários caídos ao chão. Aquela não era uma opção tão boa quanto sua espada bastarda, mas serviria muito bem para ele.


Não acabou ainda. Pensou ao ver que Aldarion enfrentava um último e mais poderoso inimigo. Thorwin estava morto, assim como o resto da caravana, restava apenas ele e Lyza para ajudar o guerreiro. Olhou para o cavalo preso na carroça e a possibilidade de fugir dali sequer passou por sua cabeça. Ele queria dar um fim naquilo, mas não queria apenas sobreviver, queria derrotar aquelas criaturas utilizando sua própria força. Sabia que ainda não era forte o suficiente para vencer sozinho aquele gnoll gigante, mas ele não estava sozinho.

Era óbvio que Lyza chegaria ao seu alvo antes dele. Afinal de contas, aparentemente, ela havia sofrido menos na batalha e não tinha um ferimento na perna grave como ele próprio o tinha. Ele teria que ser oportunista naquela luta se quisesse ter alguma chance de vencer e foi assim que agiu. Aguardou o momento em que a maga atacou utilizando sua foice e partiu pelo lado oposto. Aguardou a criatura estar ocupada se defendendo e torceu para que Aldarion e Lyza juntos ocupassem o gnoll por tempo o suficiente para ele agir. Seu intento era ficar a espada em um ponto vulnerável do inimigo para encerrar aquela luta de uma vez por todas. Caso percebesse que não seria possível elimina-lo com um único golpe, procuraria feri-lo no braço ou na perna para debilitá-lo.

Seu movimento fora planejado e muito bem pensado mesmo na fração de segundos que tinha para executa-lo e sua movimentação seria feita de maneira a manter a perna boa para trás, para ter um bom apoio para recuar rapidamente caso fosse necessário. Se preciso, inclusive, ele não hesitaria em saltar para a neve e rolar no chão para escapar de um possível golpe dirigido à ele.

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