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[Comum] UAOM - In The North of The Island

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[Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Mar 09, 2014 8:22 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Tópico criado como parte integral da campanha Uma Ameaça de Outro Mundo. Essa parte da campanha se passa nas regiões gélidas de Calm.

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Última edição por NR Nayruni em Dom Nov 15, 2015 5:26 am, editado 13 vez(es)
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qua Nov 26, 2014 8:04 pm

Carregar explosivos perigosos por montanhas nevadas cheias de perigos não era o tipo de passatempo que Lyza gostava, mas como fora mostrado por Tiny, não tínhamos outra escolha, já que os números dos inimigos superavam em muito os nossos. As perguntas mais pertinentes foram respondidas primeiro, e logo as duvidas se acabaram, porem a sensação de que ainda faltava-lhes algo estava presente. Sorte? Sim, poderia ser, se Lyza acreditasse que isso mudaria algo, mas para os demais, talvez fosse um pouco mais de motivação, ou um pouco menos de descaso com aqueles que estão prestes a salvar a vida de toda uma cidade. Não demorou muito e os pensamentos de Lyza se concretizaram, e uma pequena injeção de animo, ou mais medo ainda, chegou por meio do General daquele grupamento. – E desde quando fugir virou uma opção? Não quando as proximidades estão tão perigosas quanto as próprias montanhas. – E sim, realmente aproximar-se da cidade havia se mostrado um perigo tão grande quanto nossa missão atual. – Pode contar comigo, senhor. – E eu respondi sem muito animo na voz, mas não pelo fato de não estar realmente confiante, mas pelo fato de ter outros ali que talvez não pensassem como eu, mas que ainda assim estavam se sacrificando pela causa. “Nem sempre temos a escolha de fazer o que queremos, o destino às vezes prega peças...” Pensou enquanto olhava para Saphira e pensava no porque dela ainda estar ali, na verdade, todos ali deveriam ter seus motivos para não quererem participar, inclusive a própria Lyza. Antes de todos partirem, Lyza resolveu tirar uma ultima duvida que acabou surgindo durante as explicações de Tiny. - Quem ficará responsável por dividir os grupos?


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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Laser Beetle em Qui Nov 27, 2014 9:30 am

Agradeceu Tiny com um movimento de cabeça, absorvendo o resto das informações. Lembrou de se desculpar pela petulância de mais cedo, ainda que soubesse que era a coisa correta a fazer.
Os maiores problemas, pensou, serão o frio e o cansaço. Patrulhas inimigas e criaturas selvagens eram simples de se lidar, ainda mais em grupo, porém o frio e o cansaço iriam abater todos ali. Principalmente as mulheres. Eric não era um rapaz robusto, de fato, o único que realmente parecia preparado fisicamente para aquele feito era Bjorn, que permaneceu calado durante toda a troca de informações. Talvez porque estivesse familiarizado o suficiente com as montanhas. Antes de concluir sua análise das chances do grupo, um General apareceu, e - como é de costume entre as forças militares internacionais - Eric saudou-o com a continência única dos Cruzados, uma mão ao peito e uma leve reverência.

Aquelas palavras de motivação, vindas de uma alta figura, foram cuidadosamente tecidas. A função de um líder não é só delegar funções e tomar decisões, mas também fazer com que seus subordinados cumpram suas missões com a maior eficiência possível, e mesmo que nunca tenha participado de uma campanha armada, Eric sabia que moral era a maior arma contra o frio, e o cansaço.

A pergunta era quase retórica, afinal a oportunidade de negar aquela missão era real, e ninguém julgaria quem a tomasse, nas muito dificilmente isso aconteceria. Sérpico respondeu por todos, aos olhos de Eric, e ele aceitou o fardo de carregar a outra mochila - caso Bjorn não tomasse essa iniciativa antes.


- Nós vamos precisar de mais roupas. - Disse, mais como uma preocupação do que um pedido. Seu sangue estivera quente até mais cedo, quando cuspiu suas perguntas à Tiny com certa fúria; mas agora que se acalmou, percebeu que a manhã não era nada melhor do que a noite naquela cidade, e que teriam de passar uma semana - ou mais - dormindo ao relento naquele tempo.

Olhou para o céu nublado e, sem saber, pensou o mesmo que Sérpico. Pela Luz, sem nevascas!

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Saphira em Qui Nov 27, 2014 7:12 pm

A hora da partida estava chegando, e cada vez mais eu me sentia inclinada a deixa-los ali e tentar a sorte na neve lá fora. Por mais perigoso que fosse sair dali sozinha, ainda deveria ser menos arriscado do que a missão em que estavam. Mas sempre que pensava nessa possibilidade, de sair dali e ir embora daquela vila, lembrava que se fizesse isso, uma hora ou outra aquele problema alcançaria, esteja onde eu estivesse. Aquele era o tipo de situação, que se não fosse resolvido rápido, repercutiria não só nas vidas dos presentes, mas em todos os habitantes daquele lugar, ou no nosso caso, nos habitantes de toda Lodoss. As opções então eram poucas e ruins, ficar e me arriscar em nome de pessoas das quais eu não dava a mínima para suas vidas, ou tentar a sorte na neve e ter que lidar com uma guerra em massa mais tarde, algo que com certeza me alcançaria em qualquer lugar que eu fosse naquela ilha. As vozes dos demais acabaram por ficar de plano de fundo, e só voltei a prestar realmente atenção em Tiny quando ele anunciou a chegada do general. O general, assim como havia o conhecido na noite anterior, era um homem autoritário e sincero até demais. Suas palavras atravessam os ouvidos como farpas, e faziam meus intestinos se revirarem. “Como pode ser tão arrogante? Humano insolente, fala como se fossemos importantes, mas ao mesmo tempo nos trata como lixos... Deveria mata-lo e sugar todo seu sangue...” E sim, essa era a minha verdadeira vontade, pois se tinha algo que eu não suportava de maneira nenhuma, era um ser cheio de si, com um ego tão inflado como um barril de hidromel envelhecido. Terminadas as cerimonias, eu fiquei calada parada em meu lugar, não me prestaria ao papel de dirigir-lhes a palavra até que tudo aquilo estivesse acabado, pois minha cota de paciência com aqueles soldados estava prestes a chegar ao fim, e só me moveria quando estivesse tudo pronto para partirmos. Uma unica coisa chamou a minha atenção, que foi a pergunta de Lyza. "Dividir? Quando isso foi dito?" Talvez durante meus devaneios, mas certamente a pergunta da ruiva não havia sido em vão. Olhei então para o lado e vi pouquíssimas opções de bons parceiros para formar um grupo. "Não estou inclinada a ir com nenhum daqueles dois, então só me resta a ruiva..." Caso tivesse oportunidade, demonstraria minha preferencia por formar um grupo com Lyza, mas caso fosse decisão deles os grupos, tentaria cooperar com seu parceiro, mas falaria muito pouco, somente o essencial.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Qui Nov 27, 2014 11:30 pm


- C21 -



Ouvi todas as opiniões e deixei que todos falassem por mim. Alguns ali expressaram ideias que também cabiam a mim então apenas escutei. Ouvi todos os detalhes da missão que era passado à nós pelo soldado à nossa frente. Enquanto falavam sobre os orcs que deveriam ser nossos guias, Sérpico expressou seu temor. Eu, porém, receava por outra coisa: eles eram orcs, e nossos inimigos também eram orcs. Será mesmo que aqueles guias estavam do nosso lado? Mas aquela dúvida eu decidi guardar para mim. A maioria ali já tinha dúvidas de mais para que eu acrescentasse mais uma preocupação à elas. Mas quando chegássemos nestes guias eu ficaria bem esperto com eles.

Em seguida, Sérpico se ofereceu para pegar um dos pacotes de explosivos e expôs sua habilidade. Eu, pessoalmente preferia que ele não tivesse feito isto. De qualquer maneira eu pretendia seguir com ele quando o grupo precisasse se separar e deixei isto bem claro.

- Não pretendo carregar um dos pacotes pois pretendo seguir com Sérpico quando nos separarmos. Já dividimos o campo de batalha antes e acho que nós dois juntos formaremos uma boa dupla. - Era bem verdade que eu considerava Sérpico alguém habilidoso no combate, mas era focado em seu teletransporte que eu queria sua companhia. Era um pensamento egoísta, eu bem sabia, mas nunca fui alguém altruísta e só seguiria para aquela missão com interesse próprio.

Depois disso o orgulhoso general apareceu novamente. Ele fez um discursinho péssimo ao qual ouvi com um meio sorriso sarcástico no rosto. Ele fez uma indagação a respeito de aceitarmos ou não a missão que já havíamos aceitado antes. A maioria nem sequer se deu ao trabalho de responder. Eu também não e, assim como o rapaz loiro tinha algo a pedir também fiz meu pedido.

- Roupas quentes serão necessárias, mas se houver uma espada bastarda ou uma kusarigama para mim eu ficaria muito grato.


OFF - Kusarigama é uma arma constituida de duas pequenas foices presas entre si por uma corrente no cabo. Kirshin aprendeu a lutar com elas na aventura com a Shao. Imagem da kusarigama

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Ter Dez 02, 2014 1:10 am

@ Todos

OFF:Errata, a viagem na verdade leva 20 dias.

O discurso do general não havia surtido o efeito desejado, era de se esperar, ninguém ali estava contente em ter que arriscar suas próprias vidas, ainda mais sabendo que não havia pra onde correr.

Kirshin assumiu seu lugar ao lado daquelas pessoas e então foi a vez dos outros falarem. Eric foi o primeiro a se pronunciar.

Os nomes dos guias são secretos, tudo o que vocês precisam saber é que eles estarão lá com bandanas vermelhas. E se eles não tiverem nos lugares vocês devem seguir em frente assim mesmo. – Explicou Tiny. – Vocês os encontrarão logo após atravessarem a mata de taiga que cerca a cidade. Na verdade eles localizarão vocês. – Concluiu.

Senhores, quanto a divisão do grupo e a forma como vocês irão se organizar, isso ficará por conta de vocês. Suas ordens são apenas para fechar aquela passagem custe o que custar, a forma como farão isso e todas as outras decisões ficarão a cargo de vocês. – Instruiu o general, mantendo as duas mãos para trás. O tempo inteiro ele permanecia com a cabeça erguida. – Mesmo sendo um general, eu tenho ciência que as melhores decisões muitas vezes são tomadas por quem está na linha de frente. – Completou.

Vocês podem ficar despreocupados, nós vamos equipar vocês devidamente. – Informou Tiny.

Antes que partam vocês devem se alimentar e passar por alguns exames médicos. – Instruiu o general, por favor me acompanhem senhores.

E assim todos acompanharam o general, muitos a contragosto. O grupo foi levado para uma casa com três cômodos, em um deles eles deveriam aguardar e no outro eles iam entrando, um a um. Aqueles que entravam eram orientados a se despirem e seguirem pra próxima sala onde um clérigo analisaria seus corpos e procuraria sinais de doenças. Ninguém ali jamais havia visto medidas desse tipo em nenhum exército e aquilo era algo realmente inovador. De qualquer forma quem não quisesse passar pela inspeção não seria forçado a ir, outro detalhe importante, homens eram tratados por homens e mulheres por mulheres.

Muitos ali presentes muito provavelmente se recusaram a passar pela inspeção médica, entre uma dessas pessoas estava Saphira, que não queria correr o risco de ser descoberta como uma vampira. Em contrapartida Sérpico aceitou de antemão passar pelo exame, ele tinha motivos pessoais de sobra para fazê-lo.

O jovem entrou e removeu suas roupas na ante-sala, ao contrário do que poderia imaginar aquela sala estava quente e confortável, parecia que algum tipo de magia mantinha a temperatura assim. Sérpico entrou na sala de exames e viu um clérigo de Zalthar vestido com uma túnica branca e carregando no pescoço um colar de prata com um medalhão tendo o símbolo de seu deus grafado.

O clérigo era um senhor calvo e de idade, porém muito simpático. O homem inicialmente fez alguns exames físicos como analisar as articulações de Sérpico e etc. Finalmente ele levantou a mão direita com a palma aberta apontada para Sérpico tocou no peito do rapas e então segurou seu medalhão de Zalthar com firmeza usando a mão esquerda.

O homem recitou algumas palavras estranhas onde Sérpico só conseguiu entender "Zalthar" entre elas, em seguida ele sentiu a mão do homem se aquecer em seu peito. O ancião então recolheu sua mão, Sérpico olhou para ele e viu que este estava com os olhos arregalados de espanto.

Por Zalthar meu jovem! Eu... eu sinto muito, existe algum tipo de doença incurável em seu corpo. Espere... eu sei qual é, me dê um segundo. – O homem foi apressadamente até uma de suas estantes e tirou um grande livro, era realmente grande e pesado e ele apresentou dificuldade em colocá-lo em cima da mesa.

Quando ele o fez e abriu o livro, Sérpico viu entre as páginas amarelas e entrecortadas nas bordas, diversos textos e desenhos. O velho folheou o livro até chegar a uma página com o desenho realista de um coração humano, um coração humano envolvido por veias negras.

Meu jovem, você... você possui a Doença do Sangue Negro! É uma doença mágica terrível que pouco a pouco transforma seu sangue em uma substância venenosa que lentamente mata seu próprio corpo. Essa... essa doença é extremamente difícil de curar! – As palavras do velho assustavam mas ao mesmo tempo inflavam Sérpico com novo vigor.

"Difícil de curar" não era o mesmo que "Impossível". Então havia uma cura afinal.

O método de cura desta doença é muito peculiar e perigoso. Primeiro você deve preparar uma poção mágica que deve conter, sangue de troll, escamas de dragão superior, raiz de mandrágora do pântano, água da maior pureza e finalmente um coração desidratado de um touro. Você tem que levar a mistura para um alquimista preparar a poção, o tempo de preparo leva exatamente 7 dias e o risco da fórmula não funcionar é alto. – O velho falava nervosamente passando o dedo pelas linhas dos textos presentes naquelas folhas. – Quando a mistura tiver pronta, você deve tomar a poção e iniciar imediatamente o tratamento. Você deve cortar seus pulsos e sangrar para que o sangue contaminado abandone seu corpo. A poção vai cuidar para que você ganhe capacidades regenerativas e sobreviva ao processo, porém há sempre o risco de você não conseguir se purificar totalmente, para que o processo dê certo você precisaria de uma forma de fazer seu sangue contaminado ser sugado de forma precisa para fora de seu corpo. – O velho finalmente terminou de falar e se virou para Sérpico entregando um papel com anotações.

Aqui está a lista de ingredientes. Além dessa doença você também estava resfriado, mas eu já lhe curei com meu toque. E mais uma coisa, eu... eu sinto muito mas pelo estado da doença você tem apenas 4 meses de vida... – Informou o médico deixando Sérpico chocado.

Não havia mais o que ser dito, Sérpico saiu da casa de exames com um peso enorme sobre seus ombros e uma angústia que lhe devorava a alma. Apenas quatro meses era o que ele tinha e provavelmente perderia um desses preciosos 4 meses nessa missão.

Sérpico agora se perguntava, será que ele seria capaz de salvar Lodoss e depois a si mesmo com apenas aquele tempo? Onde será que ele encontraria aqueles ingredientes? E como faria para remover o sangue maldito de seu corpo de forma precisa?

Game Master escreveu:Todos os jogadores que aceitarem o exame do clérigo podem narrar que foram curados de alguma doença simples como gripe ou inflamações. Todos que tirarem suas roupas dentro da casa sentirão a temperatura do ambiente agradável.

Finalmente todos haviam passado pelo exame, ou não, independente disso Tiny e o General estariam esperando por todos do lado de fora. O grupo agora foi levado a uma outra casa, era a casa do próprio general onde alguns já estiveram antes. O general guiou todos pelos aposentos até uma grande sala de jantar onde um banquete os esperava. Todos que quisessem poderiam se sentar à mesa e comer, o general é claro sentou-se na cabeceira da mesa.

Enquanto todos comiam, havia uma pessoa que mal tocara na comida, Saphira. A vampira olhava para o prato de comida e pensava se deveria manter o disfarce e engolir aquilo mesmo sabendo que mais tarde teria que vomitar tudo e lavar seu estômago com água. Mas mais importante do que isso... Sua alimentação durante a viagem, como ficaria? Como faria para se alimentar sem ser descoberta e de quem ela se alimentaria?

Foi então que a vampira teve um flashback, o rosto de Kalahan aparecendo em sua mente tendo aquele templo oculto nas montanhas de fundo, no lugar onde ela o havia conhecido pela primeira vez.

"Essa poção tem meu sangue, ela vai te ajudar no futuro, você saberá quando usar."

Depois a imagem mudou, novamente o rosto de Kalahan estava presente mas desta vez o cenário era o beco onde Saphira brigou com ele na noite passada.

"Venha tomar meu sangue, ele é tão poderoso que você ficará um ano sem precisar beber do sangue de mais ninguém."

Saphira levou a mão ao seu sinto e sentiu a poção que Kalahan lhe dera presa ali, aquela poção era estranha, o sangue dentro parecia vivo, parecia pulsar de tal maneira que ela podia sentir um calor humano sendo emitido pelo frasco. Mais uma vez Kalahan a estava ajudando, porém desta vez duas questões se levantaram.

A costumeira questão de o por que o mago a ajudava e uma segunda e nova dúvida: Kalahan havia dado a poção a ela há dois meses atrás muito antes de tudo isso acontecer, será que ele sabia que tudo isso estava para vir?

Apenas a voz do general se levantando tirou Saphira de seus pensamentos.

Eu sei como vocês se sentem. Eu percebo que meu discurso não os animou e eu não os culpo por isso. – O general falava de uma forma transparente, de tal forma que sua altivez havia sumido e onde outrora havia um homem imponente agora havia um sujeito já caminhando para a velhice aparentando estar cansado.

Ser um general não é fácil, minhas decisões envolvem a vida de milhares. Um erro e uma cidade com todos os seus habitantes pode desaparecer do mapa. Bata um único momento de fraqueza... – Então o general recuperou sua compostura voltando a ter sua altivez costumeira. – Eu não queria ter que tomar essas decisões... Mas se eu não fizer o serviço, quem fará? Alguém tem que carregar esse fardo. – O general se levantou e então olhou para todos.

Eu carrego o peso de suas vidas em meus ombros e vocês por sua vez... Carregam o peso de incontáveis vidas. Estarei esperando vocês lá fora. – O general então simplesmente se retirou deixando os aventureiros juntos de Tiny.

Todos terminaram de comer e saíram para o pátio sendo guiados por Tiny, lá fora encontraram dois cavalos de carga carregados de provisões, o general e dois soldados.

Aqui estão os equipamentos de vocês. Usem com sabedoria, colocamos algumas poções para vocês, desculpem não poder dar-lhes mais, mas temos que manter parte das poções conosco caso as coisas deem errado. – Explicou o general apontando para os cavalos.

Os dois soldados se aproximaram puxando os cavalos então os entregaram aos aventureiros.

Antes de partirem eu quero que vocês vejam pelo que estão lutando. – Disse o general fazendo um gesto para os soldados.

Os dois soldados correram para o portão que separava o pátio de treino do resto da cidade e o abriram, o que os aventureiros viram foi a avenida central de Calm com milhares de pessoas nas laterais, todas elas olhando para eles, para os aventureiros.

Nós espalhamos pela cidade a notícia da missão de vocês, o povo de Calm e o próprio Exército decidiu se despedir de vocês. Por favor sejam nossos heróis! – Disse o general abrindo passagem para os aventureiros.

O grupo a princípio ficou parado no lugar, todos estavam surpresos com aquilo. Até que Eric, O Portador da Luz foi quem deu o primeiro passo sendo prontamente seguido pelos outros. O pequeno grupo caminhava na avenida sendo observado por todos, velhos, crianças, homens, mulheres, cidadãos comuns, lenhadores, artesãos, soldados e toda sorte de pessoas. Todos eles com os olhos brilhando de esperança.

Uma garotinha de aproximadamente 6 anos se aproximou de Saphira e tentou chamar a atenção da vampira, Saphira a princípio se esforçou em tentar ignorá-la mas a insistência da menina venceu e ela acabou cedendo. Quando olhou para a menina, esta lhe estendeu a mão e lhe deu uma flor branca e muito frágil, depois simplesmente correu de volta para os braços de sua mãe que observava tudo.

A flor... Era um lírio da neve, uma flor extremamente rara que nasce no meio da neve onde nenhuma outra planta é capaz de sobreviver. A flor é o símbolo da esperança e da perseverança contra todas as adversidades.

Outra coisa curiosa que aconteceu envolvendo uma jovem de cabelos negros e compridos, de uma beleza singular e estonteante. A jovem correu em direção aos aventureiros, então agarrou Sérpico enquanto este ainda estava pensativo sobre o que havia descoberto a respeito de sua doença, e sem nenhuma aviso beijou o rapaz na boca dando-lhe um selinho. Os dois pararam por um momento, corados, a jovem apenas disse: "Me chamo Lyssandra e estarei esperando por você.", disse ela, então então simplesmente se virou coberta de vergonha e correu desaparecendo na multidão, mas não sem antes deixar cair um lanço branco ao qual Sérpico recolheu para si.


Kirshin que apenas observava tudo, foi surpreendido quando viu uma senhora se aproximar dele e lhe entregar um embrulho. Era um bolo caseiro feito com frutas de diversos tipos, tinha um cheiro delicioso.

Eric também teve seu momento de descontração com a multidão, quando um garoto de pouco mais de 10 anos começou a marchar ao lado dele, o garoto trazia uma espada e um escudo de madeira e dizia "Um dia quando crescer vou ser um herói como você.".

Para Lyza, o encontro mais incomum foi o de uma jovem de aproximadamente 20 anos que se aproximou e lhe disse: "O mundo precisa de mais mulheres corajosas como você. Eu tenho orgulho de você."

Bjorn por sua vez era cumprimentado por vários guerreiros que aparentavam serem amigos dele.

Em meio a multidão Saphira e Lyza puderam ver um rosto escondido na multidão, era Kalahan que os observava, a expressão do mago era séria as garotas podia sentir um ar de preocupação. Quando ele notou que elas o haviam visto, ele deu um passo para trás desaparecendo na multidão.

Finalmente no final de tudo o grupo estava fora da cidade vendo as pessoas acenando para eles por cima da paliçada. No portão que ainda se fechava o General e Tiny observavam o grupo se distanciar. A viagem agora havia começado e o primeiro desafio dos aventureiros era passar pela mata de taiga. Que perigos estariam se escondendo entre aquelas árvores?

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Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Ter Dez 02, 2014 12:13 pm

“Nomes secretos e identificados apenas por bandanas que qualquer um pode usar”. Sérpico ficaria de olho nesses guias. Na verdade, até torcia para chegar lá e não encontrá-los. E quanto a divisão do grupo, Sérpico apenas acenou para Kirshin, em concordância. Mas lá pra frente eles decidiriam isso.

Agora era a hora do exame. E por mais impaciente que Sérpico começasse a ficar, ele se submeteu.

“Vamos, crave suas estacas na minha pele”, pensou, mas o frio não lhe atacou quando as roupas foram removidas. Sérpico deu de ombros e foi ver o clérigo, que naquela história assumia o papel de um corvo negro trazendo notícias negras. O diagnóstico foi feito em instantes, o clérigo até puxou a mão de volta, como se a coisa fosse transmissível apenas pelo toque. Daí explicou. Quatro meses de vida. Francamente? Era mais do que Sérpico esperava. Mas geralmente saber de um prazo faz com que o tempo corra depressa... A coisa tinha uma cura, mas os métodos eram extremamente específicos e demorados (sete dias de preparo? Céus, o que aconteceria se Sérpico tomasse a coisa em seis e não sete dias?) e Sérpico massageou um lado da cabeça ao pensar no tamanho do trampo que teria para limpar seu sangue. Ele leu os ingredientes da cura com a face franzida. Ergueu os olhos para o clérigo.

Obrigado. ─ Pois ao menos agora ele sabia exatamente o que tinha e a possível cura. Ademais, tinha se livrado do resfriado.

Sérpico saiu dali ruminando todas aquelas informações. Guardou a lista anotada num bolso seguro e foi para onde tinha de ir. Se alimentou. Mas nem percebeu.

Pouco depois, lá estava o general falando. Sérpico não ouviu muito bem porque estava pensando se na Academia encontraria um alquimista, quem sabe até os ingredientes todos lá, em conserva, em frascos azuis. Seria lindo.

Alguém lhe deu equipamentos ─ Sérpico não viu quem. O general talvez ainda estivesse falando ─ ele não tinha certeza. Apenas imaginava como conseguiria escamas de um dragão superior... e quantas escamas seriam? “Quanto mais melhor”, pensou, todo lógico. O problema era justamente o dragão. Superior? Aquilo podia ser perigoso. “Maldição. A doença tem duas formas de me matar”, e cerrou os punhos, o gesto de quem está diante de um grande desafio. Pois se ele não morresse daqui quatro meses, morreria coletando os ingredientes. É, ele não estava muito otimista.

Até que o destino veio e lhe deu um beijo.

Mas o que? ─ Se sentiu tonto, como que desperto bruscamente de um sono mal dormido. Se fosse um inimigo, Sérpico teria morrido sem saber o porquê. Daí finalmente entendeu.

O destino, maldito seja. Um completo desgraçado, isso sim. Veio na forma de uma garota, arrancando Sérpico de seu mundo particular, deixando uma promessa futura, algo para manter os pés de Sérpico no chão, algo que iria lhe roubar o sono nos próximos dias e que lhe faria seguir adiante. Era o seu primeiro beijo? Céus, talvez! Ele olhou melhor para aquela moça ─ que parecia ter a beleza de todas as moças do mundo estampada no rosto, nos negros cabelos, nos olhos ─ e então seu coração saltou e sentiu-se instantaneamente capaz de matar o tal dragão superior, agora mesmo, com as mãos nuas. Mas apesar da súbita coragem, Sérpico não conseguiu dizer nada para Lyssandra. Apenas abriu um pouco a boca... mas as palavras não saíram e a moça se afastou. Daí ele pegou o lenço e o levou ao rosto, em busca do aroma de um perfume. Depois o dobrou e o guardou num bolso. Uma motivação. Maldito destino ─ aquele que cruza o caminho das pessoas.  

Daí seguiu o grupo, percebendo só agora que boa parte da cidade estava saudando a saída deles. Sérpico levantou uma mão, agradecendo e se despedindo. E por mais que quisesse olhar a volta e procurar a Lys no meio da multidão, ele resistiu firmemente e seguiu a diante, sem olhar para trás.

Sua mente voltou para a missão, para o que tinham a frente. Sérpico não tinha intimidade com ninguém ali. Conhecia apenas o Olhos Brancos, e, vagamente, Eric. Tinha as duas mulheres, das quais não sabia o nome nem nada. E tinha Bjorn. Bom, não que Sérpico quisesse se tornar amigo de todos ali, mas, em dado momento perguntou, puxando assunto:

Alguém conhece a floresta? ─ Embora falasse com todos, Sérpico olhou para Bjorn, esperando uma confirmação. Seria bom saber se era um local comum ou se tinha algo de especial com que se preocupar. Afinal, ele estava com um dos explosivos, teria de ser um tanto responsável daqui pra frente. A começar conhecendo a região e seus perigos.  

Depois, noutro momento, para Eric:

A Luz lhe mostra as coisas? ─ Sérpico ficou pouco tempo com Eric, mas bastou para interpretar que ele tinha algum tipo de... devoção à essa tal Luz. Com base em deixas faladas na casa de Guinle, Sérpico ficou curioso se Eric podia ver além. ─ Sabe, você pode ver o futuro ou algo do tipo?


Última edição por Sérpico em Sab Dez 06, 2014 1:53 pm, editado 3 vez(es)

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Senso de direção: sempre sabe para onde é o norte, e sempre sabe voltar por qualquer caminho que tenha feito.
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Saphira em Qui Dez 04, 2014 11:44 pm

Quanto tempo mais será que perderiam ali naquele lugar? Já estava começando a ficar impaciente com toda aquela falação. Não importa o que aqueles humanos dissessem, suas palavras eram como balbucios de um animal irracional qualquer, um animal que não merecia minha atenção, muito menos meu respeito. Fiquei encarando o general com meu olhar frio e zangado por algum tempo enquanto este falava, mas logo chegou a hora de partir, ou era o que eu achava. “Um exame? Nem pensar! Não entrarei nesta tenda nem que me matem novamente!” Pensei enquanto esperava ali mesmo, parada no mesmo lugar onde estive desde que todo aquele discurso começara. Demorou algum tempo até que terminasse, mas logo que acabou, mais uma formalidade desnecessária, ou pelo menos para mim era. Um banquete preparado para nós, algo nobre da parte dele, mas ainda assim uma atitude medíocre perto da decisão que havia tomado em nos jogar na boca dos leões. Sentei-me num dos últimos lugares da mesa, bem longe dos olhares de Tiny e do General, e dali fiquei esperando, não comi, nem sequer fiz menção de fingir que estava me alimentando. Mas uma grande duvida havia me despertado naquele momento. “Como eu farei para me alimentar durante essa viagem?” Isso sim era algo preocupante, pois sem sangue, eu era tão perigosa para o grupo quanto qualquer orc ou criatura da neve que viesse tentar nos confrontar. Minha resposta veio depressa dessa vez, mas novamente aquele mago estava metido no meio, era impressionante como desde o dia que eu conheci, ele não saiu da minha vida, e pior, fez mudanças em mim que nem eu esperava. No meu cinto, um frasco preso continha o sangue daquele infeliz, sangue esse dado de bom grado, mas sem nenhum proposito aparente. Por quê? Será que ele sabia disso tudo? Será que ele podia prever o futuro? Não me impressionaria se pudesse...

Do lado de fora, me esforcei para não sair dali correndo em direção a maldita a floresta, queria que aquilo acabasse logo, mas a ultima surpresa que estava por vir era de longe a pior delas. Quando os soldados abriram as portas e revelaram o que havia fora do campo de concentração, tomei um breve susto, que me fez desistir da ideia de sair dali correndo. “Esses... Humanos... Vieram nos agradecer?” Sim, mais uma vez a raça humana estava me surpreendendo. Depois de tantos anos acreditando nas historias terríveis sobre corrupção, mentiras e pragas espalhadas pelos humanos, era notável perceber que havia tantos ali que ainda tinham algo de bom a oferecer. “Aquele general tinha alguma razão, então.” Não pude deixar de dar um pouco de razão a ele depois de ver aquela cena. Ter sob sua responsabilidade tantas vidas era uma sensação que eu não imaginava, situações desesperadas pedem medidas desesperadas, e aquela com certeza era uma delas. Todos do grupo pareceram se surpreender com a cena, tanto que foi preciso um pequeno “empurrão” para que começássemos a caminhar em direção a saída. No caminho, alguns de nós fomos surpreendidos por situações inesperadas, até mesmo um beijo pode ser visto, mas o que mais me impressionou, foi a coragem e sinceridade daquela pequena garotinha, ao vir me entregar aquela flor. Eu a olhei nos olhos, séria, mas sem o ódio de sempre, estava confusa, e ao mesmo tempo grata. Grata? Eu estava mesmo sentindo gratidão para um humano? Eu olhei de novo a flor, e percebi que aquela menina havia feito de tudo para encontra-la, apenas para me entregar. Isso mesmo, entregar somente a mim. Uma maldita vampira sugadora de sangue. Eu guardei a flores em um de meu bolsos, e continuei a caminhada, até que enfim estávamos fora da vila, e a nossa frente restava somente à floresta e seus perigos.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Laser Beetle em Sab Dez 06, 2014 12:45 pm

Primeiro veio o exame médico, que pegou Eric de surpresa, mas foi aceito de bom grado para aliviar o peito carregado do rapaz. Depois, uma refeição na própria casa que o General usava, que contou com uma boa conversa de coração aberto, que fez o Cruzado olhar o velho oficial com outros olhos. Simpatizava com ele, por assumir um posto parecido com o de seu avô, tendo as mesmas preocupações.
Comeu bastante, procurando não ofender o anfitrião ao mesmo tempo que aproveitava o que podia ser sua última boa refeição. Quando o General saiu, Eric percebeu que teriam de iniciar viagem logo, e gostaria de talvez mais um dia para atar algumas pontas soltas no vilarejo. Uma pena, realmente.

Ao sair, recebeu uma das rédeas dos cavalos e tratou de amarrar a mochila com os explosivos no animal, usando um de seus vários cintos caso necessário. Ouviu as palavras do Comandante e, quando os portões se abriram, o som dos aplausos e gritos encheu o coração do garoto. "Ele é um desgraçado!", pensou sobre o General. Mas um desgraçado inteligente, já que aquilo era - talvez - o melhor incentivo para o início de uma missão quase suicida.

E o primeiro passo dizia tudo. Sorrindo inconscientemente, Eric sentiu-se abraçado pela cidade. Sentiu-se importante, heroico - até - e pensou se seus irmãos se sentiam assim quando saíam para uma campanha importante como aquela. Tinha certeza de que sim, porque ali, naquele momento, a Luz brilhava mais intensa do que qualquer outra, a Luz da esperança. E eles, guerreiros desconhecidos, sem nome, eram quem carregavam a tocha que reascendeu o coração de Calm. Uma cidade que estava à beira do desespero e da morte brilhava como uma jóia no meio daquele terror.

Eric pisou à frente, puxando as rédeas do cavalo e - com o primeiro passo - o resto do grupo também. A caminhada foi alegre, repleta de apertos de mão e desejos de boa ventura, não viu Sérpico recebendo seu beijo, ou Saphira recebendo sua flor, ou Lyza seus elogios, ou Kirshin sua cesta de bolos; tudo que via eram rostos familiares dos guerreiros e trabalhadores de Calm, que acolheram Eric desde seu primeiro dia no vilarejo e agora se despediam dele, depositando no loiro - e nos outros quatro mercenários. Quando uma criança com armas de brinquedo marchou ao lado do Cruzado, ele não conseguiu segurar a risada, fez a reverência clássica dos Cruzados para o garoto, ensinando-o, e antes de se despedir falou-lhe para procurar a Grande Igreja da Luz quando tivesse idade o suficiente.

Não esperava vê-lo novamente, mas confiou de que ele se lembraria daquelas palavras.

Já fora do vilarejo, e um tanto quanto afastados, Sérpico quebrou o silêncio que decaiu sobre o grupo quando os gritos de Calm silenciaram. Era uma pergunta pertinente, mas que ambos esperavam já saber a resposta. Se o General não enviou um guia, significa que Bjorn - ou algum dos outros do grupo - deveria bastar, ainda assim seria sensato que todos ali soubessem quem faria o que. E depois de terem sua resposta, Eric levou o assunto um pouco mais além.


- Acho que seria bom nos conhecermos melhor, já que vamos colocar nossas vidas nas mãos uns dos outros daqui pra frente. Eu me chamo Eric, sou membro da Grande Igreja da Luz e carrego algumas de suas bênçãos. - Disse, conjurando uma esfera brilhante na palma da manopla metálica, para demonstrar suas palavras. - Infelizmente, temo fazer muito pouco perto dos grandes sacerdotes e inquisidores, mas tenho certeza que acharemos uma utilidade para mim. - Sua voz era tranquila, e seu jeito era geralmente fácil de gostar. Oferecia um meio-sorriso nas pausas da explicação, se virando para olhar o grupo enquanto falava.

Deu a brecha para o resto se apresentar, se quisesse, mas não forçaria mais o assunto se alguém decidisse se manter no escuro. Quando Sérpico veio conversar, Eric sorriu diante da pergunta.


- Algumas vezes, sim. Houveram ocasiões em que ela me mostrou passados distantes, mas não acho que possuo os dons que você procura. Eu acredito que o futuro é como a luz, Sérpico, parece sempre distante, as vezes morna e cheia de esperança, as vezes dolorosamente quente e ofuscante. Mas com vontade e sabedoria suficientes... - E levantou a mão, moldando uma esfera de luz em vários formatos diferentes. - Você pode transformar ela no que quiser. - E ao fazer seus poderes desaparecerem, riu. - Está preocupado com nosso futuro?

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Seg Dez 08, 2014 12:46 am

Não era todo dia que recebia palavras de incentive tão fracas e desmoralizadas quanto as daquele homem. Mas de uma coisa Lyza não podia reclamar. Ele dizia uma infeliz verdade. Se ele não o fizesse, ninguém mais faria, e todos ali pereceriam, e foi por este único motivo que Lyza continuou com sua determinação em ajudar. O general foi breve em suas palavras, e decidido quem iria embora e quem ficaria, no caso todos, era hora de se preparar fisicamente para a viagem. Primeiro o grupo foi informado que teriam que passar por uma espécie de exame, algo que Lyza jamais havia passado antes, muito menos sabia do que se tratava ou como funcionava. A maga apenas caminhou até a tenda das mulheres, que estava bem mais vazia devido ao fato de haverem poucas mulheres naquele batalhão, e assim que chegou sua vez, ela entrou. Uma vez dentro, Lyza estranhou bastante os métodos usados, mas não teve muito do que reclamar, uma vez que o clima dentro da tenda era bem agradável, por mais difícil que pudesse parecer. Logo depois veio o nervosismo de ter que ficar nua na frente de alguém, mas quando percebeu que também seria uma mulher que a examinaria ela relaxou um pouco.

- Sente alguma dor? Fraqueza? Você me parece bem, só tinha alguns hematomas na região do peito, mas fora isso está em ótima forma.

- Me sinto ótima, muito obrigada, Senhora. – E em seguida Lyza vestiu-se novamente e saiu da tenda. A ruiva não pode deixar de notar que Saphira havia se recusado a fazer o tal exame, mas deu um braço a torcer pela elfa, pois sabia o quanto sua raça era orgulhosa, principalmente frente aos humanos, então apenas deu de ombros e se juntou a ela para esperar pelo restante do grupo. Quando todos estavam reunidos novamente, o general os chamou para um banquete antes de irem. A mesa era grande e estava farta de tanta comida, Lyza apressou-se a sentar, pois estava morrendo de fome desde que a hora que acordou e foi até o acampamento. No meio do almoço, o general ainda tentou mais algumas palavras, mas no fim, acabou com o próprio saindo de seu lugar um tanto indignado e indo esperar do lado de fora. Lyza ficou um pouco chocada com aquilo, tanto que não conseguiu mais comer nada, e após alguns minutos decidiu que faria o mesmo e saiu para esperar do lado de fora. – Quanto tempo será que ainda teremos que esperar? Este suspense está me matando. – Comentou com Saphira para tentar quebrar um pouco o gelo. Mas logo o general os chamou novamente, era chegada a hora, o tempo de nos tornarmos heróis, ou morrer tentando. Como uma ultima tentativa de nos animar para aquela missão, o general ainda preparou uma surpresa que estaria nos esperando do lado de fora do acampamento. Mas Lyza já estava descrente que qualquer coisa que viesse daquele homem pudesse faze-la mudar de ideia, ou era isso que ela achava até ver as portas se abrirem e revelarem uma multidão do lado de fora. Sim, todos os cidadãos da vila, desde o mais jovem até o mais velho estavam lá, para saudar os “heróis” de Calm. Lyza sentiu seu coração bater com força, a emoção invadiu seu ser e ela não conteve um sorriso de satisfação ao ver aquilo.

- Incrível... – E Lyza saiu logo depois de Saphira, observando cada uma das pessoas ali, a multidão inteira parecia vibrar com a atitude daqueles 5, e realmente, todas aquelas vidas estavam em suas mãos agora. Uma garota jovem alcançou Lyza e começou a andar ao seu lado, apenas para dizer o quanto sentia orgulho de vê-la ali, em meio ao grupo que faria a missão. – Tenho certeza que um dia você também será motivo de orgulho. – E com um sorriso, ela se despediu da garota, se despediu de todos, mesmo sabendo que aquela poderia ser a ultima despedida. Esse pensamento a atormentava, talvez a todos ali, mas isso só piorou ao ver quem mais estava ali para presenciar a partida do grupo. Kalahan se encontrava no meio da multidão, mas sua expressão, ao contrario da maioria era de pura preocupação, mas o que significava isso? Lyza só descobriria quando chegasse la.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Seg Dez 08, 2014 1:27 am

@ Todos

Finalmente o grupo estava fora da cidade, era hora de se apresentarem uns aos outros e assim o fizeram.

Eu me chamo Bjorn, sou um viking, sou especialista no uso de machados e martelos. Conheço bem essa região. Isso é tudo o que vocês precisam saber. – Disse o guerreiro dando uma fungada e em seguida uma escarrada.

Todos no grupo se apresentaram da forma que mais acharam apropriado e então seguiram viagem. Como era esperado, Bjorn serviria de guia para o grupo naquele primeiro momento. Ao redor de Calm havia uma área de planícies de cerca de 500m, depois disso a mata de taiga começava tampando a visão.

Game Master escreveu:No próximo post, descrevam como se apresentaram.

O grupo caminhou por cerca de 5 horas, o já era de tarde e o grupo já estava perdido no meio da mata de taiga, ou pelo menos assim pensavam, Bjorn não parecia nem um pouco perdido e guiava o grupo indo a frente levando seu enorme machado apoiado no ombro.

Nesse momento Saphira sentiu um odor doce, um odor delicioso, o odor de sangue. Um odor que só ela era capaz de sentir com tanta facilidade. A vampira fez um sinal para que todos parassem e então apontou para uma direção que era da onde o odor vinha. Ninguém entendeu o que estava acontecendo mas decidiram ir averiguar.

Caminharam cerca de 20 metros e logo encontraram o motivo do odor. Um pequeno campo de batalha. Havia ali um total de 16 corpos, eram eles 1 cavalo, 14 orcs e 1 bugbear. O cavalo estava atravessado por várias lanças, já os orcs e o bugbear estavam horrivelmente mutilados, divididos ao meio com suas tripas espalhadas por toda a neve, uma das árvores do local estava tombada cortada ao meio.

A princípio ninguém soube dizer exatamente o que havia acontecido ali, mas Saphira que era uma assassina e especialista em rastreamento rapidamente fez um reconhecimento do local. E o que ela descobriu a deixou assombrada. Segundo suas examinações a batalha havia acontecido exatamente assim.

Um cavaleiro solitário estava vindo de Calm, ele foi atacado de surpresa, muitas lanças e machadinhas foram atiradas contra ele. Mas o cavaleiro escapou forçando sua montaria a empinar desta forma as lanças e machadinhas acertaram o cavalo matando-o. Em seguida o cavaleiro saltou da montaria antes que essa caísse sobre ele, uma batalha no solo então teve início e o cavaleiro misterioso matou cada um dos orcs com apenas um ataque. A arma que ele usava era grande, muito provavelmente uma espada de duas mãos ou um grande machado como o de Bjorn. Ele era muito forte também, durante a batalha ele errou um dos ataques e acertou uma árvore fazendo com que está despencasse. A batalha terminou com o bugbear sendo morto com um golpe que partiu seu tronco ao meio. Depois disso o guerreiro misterioso caminhou sozinho até uma clareira, a posição de suas pegadas indicava que ele havia sido ferido no combate.

Chegando na clareira porém os ratos do guerreiro desaparecem em um círculo com 3m de raio, é como se uma esfera de fogo tivesse queimado aquele local desintegrando o que quer que estivesse ali, era possível ver isso porque o chão estava livre de neve e o solo exposto apresentava uma vegetação rala e carbonizada. Os rastros do guerreiro desaparecem nesse círculo.

Você é muito boa em ler rastros. – Disse Bjorn para Saphira. – Isso me lembra uma coisa, seria bom a gente escolher um líder temporário para definir as regras do nosso grupo. Eu já vou me adiantando e voto na drow, ela parece ter grande habilidade em rastreamento além disso ela me transmite uma aura marcial impressionante. – Disse Bjorn apontado para Saphira.

Depois de escolherem seu líder, o grupo resolveu seguir em frente torcendo para não encontrar novas patrulhas de orcs.


Game Master escreveu:Preciso que vocês escrevam para mim como pretendem viajar? Quem vai ficar de vigia durante a noite? Quantos de vocês? Quem é o batedor do grupo? Vocês vão viajar de dia ou de noite? Quantas horas irão dormir por noite? Deixarei essas informações a cargo do líder do grupo.

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Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Saphira em Sab Dez 13, 2014 4:43 pm

Finalmente estávamos fora daquela cidade, era ao mesmo tempo um alivio e uma angustia, pois sabia que a partir de agora estaríamos em perigo constante até o fim dessa missão. Mas apesar disso, o grupo parecia bastante confiante, e Bjorn logo começou as apresentações. – Saphira. Vinda da floresta da Tortura, sou uma ótima rastreadora e caçadora. – Não diria que era uma assassina, pois isso certamente os chocaria e deixaria brechas para descobrirem quem sou, mas também não estava mentindo ao dizer que era uma ótima rastreadora e caçadora, pois era isso que eu fazia antes de me tornar uma vampira. Após todos terem se apresentado, apenas continuei a caminhada calada, e falaria somente o necessário caso se dirigissem diretamente a mim, ou caso fosse de extrema importância para mim e os demais do grupo. Em um determinado momento, durante a caminhada pela “trilha” que Bjorn seguia, senti o cheio de sangue, não estava fresco, mas ainda assim era inconfundível aquele odor. – Esperem... Por ali... – Apontei para a direção de onde o cheiro vinha mais forte e lá estava, um pequeno campo nevado e cheio de corpos de criaturas mortas. Ao que indicava, aquela patrulha de orcs havia levado a pior, e aquilo me deixou contente, saber que mais alguém estava matando aqueles monstros asquerosos. Me aproximei mais do local e comecei uma analise mais minuciosa dos rastros deixados e a conclusão a qual cheguei era assustadora. – Essas pegadas... Só havia um soldado humano, e ele lutou sozinho contra todos estes orcs. Ele carregava uma grande arma, uma espada ou machado semelhante ao de Bjorn. Ele estava a cavalo, foi surpreendido e teve sua montaria morta no ataque, em seguida ele desceu e começou a batalha em terra, derrotando os inimigos um a um... Por fim ele seguiu por ali, mas parece estar ferido. – E como se estivesse numa espécie de transe, eu segui os rastros sem me importar com as consequências ou com os demais do grupo. Até que chegamos a um pedaço onde a neve havia sido derretida, como se uma enorme bola de fogo tivesse caído sobre o guerreiro solitário e incinerado, tanto a ele como tudo em volta. – O que será que foi isto? Será que foram os orcs? – Perguntei a quem estivesse mais próximo olhando fixamente para o chão queimado, enquanto tentava entender tudo que se passara ali.

Bjorn que estava próximo ouviu toda a explicação e concordou, e logo propôs que eu me dispusesse a liderar o grupo até encontrarmos os guias e nos separássemos. – Não vejo problemas em ser a líder, se eles aceitarem. – Me virei para os demais e esperei. Caso aceitassem, daria algumas “sugestões” de como seguiríamos nossa viagem, para evitar que problemas como estes que acabáramos de ver, nos pegassem desprevenidos. – Mas se aceitarem, mudarei algumas coisas no nosso modo de seguir com essa missão. A começar pela hora em que pretendemos viajar. Eu prefiro que seja a noite e que descansemos durante o dia. E se preferirem, posso seguir mais a frente como batedora e caso veja algo suspeito, farei um sinal para vocês. O que acham? – Viajar a noite era o que eu mais queria, não só pelo fato de me incomodar com o sol, mas também porque era muito melhor para meus sentidos.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Ter Dez 16, 2014 9:47 pm


- C22 -[/b]




[b]Depois de nos alimentarmos muito bem e ouvirmos mais um pouco da conversa fiada do tal general, partimos daquela cidade enquanto os cidadãos nos tratavam como heróis. Aquilo realmente me pegou de surpresa. Eu nunca havia sido tratado como herói antes. Sempre era desprezo, medo, raiva, ódio. Sim, estes eram os sentimentos que eu despertava nas pessoas. Aquela mudança repentina me agradou muito. Não, não era ser tratado como herói que me agradava e sim a glória daquilo. Aquela sensação me era agradável, eu me sentia poderoso, imponente, alguém capaz de mudar o mundo e era aquela sensação de grandeza que me animava para continuar. Devo confessar que de nada me agradou Sérpico ficar com a garota bonita e eu com a velha e sua cesta de bolos. Isso também me colocou uma resolução em minha mente: arranjar uma mulher por uma noite quando tudo aquilo estivesse acabado.

Depois daquilo vieram as apresentações e eu fui bem simples na minha:

- Sou Kirshin e o que faço de melhor é matar.

E era apenas aquilo, se alguém quisesse mais informações que viesse falar comigo em particular. Quando chegamos no cenário de desolação e morte e Saphira descreveu suas suposições não demorou muito para que eu deduzisse que Aldarion havia passado por ali. Ele estava a cavalo e usava uma grande espada, além disso, era bem capaz de matar todos aqueles orcs daquela maneira.

A elfa negra aceitar a liderança foi outra coisa que me agradou. Eu não tinha a intensão de liderar, mas alguém teria que fazer. Também não tinha a intenção de seguir ordens, mas eu bem poderia seguir uma sugestão que unisse o grupo e fosse inteligente. Mas a primeira delas não foi muito inteligente e tive que me opor.

- Viajar a noite não é uma boa ideia. Apesar de eu também preferir o ambiente noturno pela cobertura que nos trás, existe um grande inconveniente na situação atual: a temperatura. O que quero dizer é que durante a noite ela irá cair ainda mais e devemos procurar abrigo ao invés de andarmos ao expostos ao clima.

Talvez eu pudesse resistir bem ao frio, mas a maioria daqueles ali seriam duramente castigados. Na verdade, acho que mesmo eu acabaria sendo afetado pelo clima e poderia acabar adoecendo devido à exposição ao frio. Se o grupo não acatasse minha opinião, porém, eu não teria outra escolha senão segui-los.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qua Dez 17, 2014 12:57 pm


Missão nas montanhas

Enfim o grupo havia saído da cidade, agora eles estavam por conta do destino e o que quer que ele tenha reservado para os aventureiros. A viagem seguiu tranquilo por algum tempo, houve até um momento para que todos se apresentassem, e Lyza aproveitou para fazer sua apresentação também. – Me chamo Lyza, sou uma maga de Calm. – Após isso todos ficaram quietos por mais um tempo até que Saphira os chamou atenção, nessa hora a apreensão tomou conta do coração de Lyza, pois o clima de mistério, misturado às palavras vagas da mulher deixavam transparecer que ela havia avistado algo de ruim. Quando Lyza se deparou com a cena, imaginou quem teriam sido os responsáveis por tal, mas foi difícil acreditar que uma única pessoa havia feito aquilo. A pericia de Saphira parecia impecável, e ela falava tudo com muita firmeza e certeza, tanto que levou todos a acreditarem que suas palavras eram verdadeiras, mas uma duvida restou em Lyza que talvez ela não soubesse responder. “Quem havia feito isso, era aliado ou inimigo?” A principio não disseram nada na cidade sobre algum outro grupo enviado até li, a não ser que... “Será que Aldarion está nessa sozinho? Seria loucura demais, até mesmo para ele...” Mas lembrou-se do guerreiro resoluto e implacável que lutava contra o chefe dos Gnolls na estrada a caminho de Calm.

Passado o susto inicial da descoberta daquele campo de batalha esquecido, chegou a hora de nomear um líder para a expedição até o pé da montanha. A iniciativa partira de Bjorn, que chegou logo indicando Saphira como a possível líder do grupo. A drow por sua vez aceitou mas partiu direto para o assunto ditando algumas regras para caso todos concordassem em seguirem sua liderança. – Kirshin está certo por um lado, a noite estaremos vulneráveis ao frio, mas durante o dia, estaremos vulneráveis aos orcs e às patrulhas inimigas. Ambas as escolhas representam algum perigo, basta saber qual destes estaremos dispostos a enfrentar, o frio ou aquilo. – Lyza apontou para trás de si lembrando da cena de batalha pela qual passaram há pouco. O frio poderia ser resistido com roupas extras, ou até mesmo por outros meios, mas as patrulhas inimigas seriam um incomodo muito mais difícil de lidar, portanto Lyza acabou por pender a favor da decisão de Saphira. – Eu sou a favor da sugestão de seguirmos viagem a noite e também concordo que Saphira seja responsável pelas decisões do grupo.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Qua Dez 17, 2014 6:35 pm

Um pouco preocupado, sim. Mas olhou para Eric e respondeu:

Não muito. ─ E se voltou para o caminho a frente, pensativo, querendo acreditar que poderia moldar a luz, como disse o companheiro. ─ Apenas curioso. Ansioso, talvez...

Mas logo absorto ─ de novo. Saiu da vila focado, mas já vinha perdendo toda aquela postura desde então. Bjorn disse que conhecia o lugar e ponto, e Sérpico relaxou um bocado depois de ouvir isso. Então Eric puxou uma apresentação grupal e Sérpico não saberia dizer se falou algo naqueles momentos. Na verdade foi um breve "Sou Sérpico" e só, mas ele não lembrava. Já tinha dito o que podia fazer, lá atrás, e isso talvez bastasse por ora.

Seguiu, calado. Permaneceu calado até quando viu os orcs. Tinha algo de familiar naquele cenário, mas Sérpico ainda não saberia apontar o quê. E apenas deu de ombros quando sugeriram a moça elfa pra ser líder. Se ele tivesse um pouco mais atento e interessado diria que Bjorn, por conhecer o lugar, deveria guiar o grupo. Mas tanto faz ─ Saphira também parecia capaz. Quanto a viagem... bem, se Sérpico estivesse num deserto concordaria solenemente em viajar de noite. Mas ele estava no gelo e achou o ponto do Olhos Brancos interessante, de modo que rompeu seu silêncio só pra falar:

Concordo com o Kirshin. ─ Mas foi rápido em olhar pra elfa e acrescentar: ─ Mas você é a líder.

E tirou o corpo o fora. Que decidissem. Pra ser muito sincero, ele viajaria noite e dia ─ caso estivesse só. Claro, ele tinha pressa, muita pressa. Mas para não transparecer isso ele caminhou de lado um pouco, respirando fundo, apertando as alças da mochila. Chutou uma pedra e depois foi pra perto de um cadáver de orc.

“Logo vão dar falta desses caras”, pensou, se agachando perto do orc. “Daí vão mandar um batedor sagaz pra achar a trilha desse grupo”. Sérpico resolveu remexer no corpo, nos bolsos, em busca de qualquer item. Precisava de uma distração e achou naqueles cadáveres. “E então o batedor vai topar com a gente”.

Uma pena não ter sobrado um vivo ─ sussurrou, meio que pra si mesmo. Uma pena. Mas mesmo assim Sérpico passou chutando os corpos pra se certificar, enquanto verificava bolsos. “Vamos cara, tenha um bendito mapa contigo. Ou algo que me diga o que você e seus colegas estavam fazendo por aqui.”

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Laser Beetle em Qui Jan 15, 2015 1:40 pm

Uma caçadora, um guerreiro, um assassino e dois magos. Além, claro, de si próprio. Eric tinha suas suspeitas sobre o grupo, mas não falaria nada. Muitas vezes a Luz usava pessoas estranhas para realizar o bem maior. Quando Saphira guiou o grupo ao campo de batalha, Eric imediatamente se adiantou em direção aos corpos caídos, em busca de algum sinal de vida - que não achou.
A análise detalhada dos acontecimentos impressionou o loiro, que desejou apenas que o guerreiro solitário não decidisse fazer o mesmo com eles. Mas o que estaria fazendo um cavaleiro ali, ainda mais sem apoio nenhum? Todos deviam saber que aquelas terras eram patrulhadas pelos orcs.


- Nós devíamos tomar mais cuidado, daqui pra frente.

Enquanto o grupo seguia o rastro do guerreiro, Sérpico ficou para trás revirando os bolsos dos orcs, e Eric decidiu que deixá-lo sozinho seria uma péssima ideia. - Não vão muito longe! - E tomou as rédeas dos dois animais de carga, afastando-os do cheiro de sangue e morte para não assustar os animais e deixar a caçadora fazer seu trabalho em silêncio. Nos minutos que se passaram, Eric ficou bastante apreensivo, pensando que eles podiam não terem sido os primeiros a descobrir os cadáveres.

Quando se reuniram, Bjorn indicou Saphira como líder temporária, e Eric apenas acenou com a cabeça. Porém, assim que ela mostrou suas intenções, o grupo pareceu se dividir. Metade queria viajar de dia, a outra de noite, mas não havia muito tempo para discutir isso.


- Apesar de provavelmente serem menores, tenho certeza de que há patrulhas noturnas também. Não podemos deixar o medo do confronto nos guiar, seria ótimo se pudéssemos cumprir a missão sem ver nenhum Orc, mas me parece inevitável, considerando o quão próximo da cidade essa patrulha estava. - Eric abaixou a cabeça, escolhendo com cuidado as palavras. - Devemos viajar de dia. Vocês duas parecem bastante confiantes nos seus sentidos noturnos, mas eu não confio tanto nos meus, e preferiria que o grupo como um todo estivesse nas melhores condições possíveis caso tenhamos que lutar. - E não só ele, Sérpico e Kirshin pareciam não gostar da ideia de deixar o grupo "às cegas".

- A noite teremos menos chances de encontrar uma patrulha, o que vai nos ajudar a dormir mais tranquilamente. Teremos que ter pelo menos um sentinela sempre. Podemos dividir o grupo e ter metade bem descansado, e metade de vigia, fazendo revezamentos durante a noite. - Nesse momento, parou e olhou para Saphira. - Claro, são só sugestões. Podemos discutir isso melhor depois que acharmos abrigo, e quando a noite realmente cair, se você aceitar viajar de dia. - E parou novamente, deixando a Drow ponderar as opiniões do grupo. Aquele era um momento em que Eric julgava crucial.

Depois de alguns segundos, voltou a falar.


- De qualquer forma, ainda é bem cedo, e nós realmente precisamos sair de perto desses Orcs o quanto antes. - A prioridade era continuar viagem, e se afastar daquele lugar, e com isso exposto ao grupo, Eric esperava que Bjorn voltasse a guiá-los.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sab Jan 24, 2015 12:44 am

@ Todos

Os aventureiros pareciam indecisos e confusos em suas escolhas, estavam divididos entre viajar a noite e viajar de dia. Mas foi Bjorn quem interrompeu a todos novamente.

Estamos escolhendo um líder para que ele tome as decisões rapidamente por nós, para que economizemos tempo. Não sei por que estamos votando nisso. Acho uma boa viajar a noite, apesar do frio, nossos corpos vão estar em movimento e com isso vamos nos manter aquecidos. Na verdade, acho que podemos viajar de dia e de noite intercalando tempos de descanso. Precisamos ganhar tempo, o tempo que nos foi dado foi calculando um tempo de viagem normal. Se a gente se apressar podemos conseguir uma vantagem maior.

A ideia de Bjorn fazia sentido, parecia muito mais sensato forçar o tempo de viagem, mesmo que isso significasse dormir menos e descansar menos. Caberia ao grupo decidir o que fariam.

Enquanto todos debatiam, Sérpico investigava os corpos dos orcs, começou a revirar os bolsos de um deles, aquele que parecia ser o líder e achou um mapa da região, era um mapa tosco com algumas marcações circulares e várias palavras escritas em um idioma estranho. Mas não precisava saber ler aquilo para adivinhar o que eram, eram marcações de patrulhas, Sérpico havia acabado de descobrir a posição das outras patrulhas de orcs, descobriu que haviam ao todo 8 patrulhas, 5 delas seguiam rotas fixas enquanto 3 delas viajavam de forma aleatória. A patrulha massacrada era uma das 5 que assumiam posições fixas. Em outras palavras se eles seguissem o caminho certo precisariam se preocupar somente com 3 grupos de orcs.

Sérpico também achou um outro item no pescoço do orc, um colar prateado e muito bonito, quando segurou no item sentiu que este tinha uma aura de magia bem tênue e fraca, era de alguma forma um item encantado. Caberia a Sérpico decidir o que fazer com aquele colar feito de ferro e prata.

Depois de definirem um rumo usando o mapa, o grupo voltou a viajar.

Game Master escreveu:Definam a forma como vão viajar, quem fica de vigia a noite ou de dia, quem vai na frente, quem vai atrás, qual formação vão usar. Definam tudo. Bjorn sempre ficará na linha de frente do grupo e ele pode assumir um turno de vigia, de dia ou de noite tanto faz pra ele.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Sab Jan 24, 2015 12:08 pm

Teve vontade de perguntar quando que a luta do guerreiro solitário ocorrera. Mais precisamente: se alguém poderia apontar se fora de dia ou de noite. Isso poderia gerar novos argumentos sobre o período de viagem. “Mas que seja”, pensou, mais focado em sua tarefa de encontrar algo nos orcs. Disse, pouco interessado:

De noite, então.

Daí achou alguns frutos bons naquela árvore podre. Um mapa e um colar. Impossível não conter um sorriso. Aquilo era uma pequena vitória inicial para Sérpico. Analisou o mapa por um tempo, surpreso com a precisão das informações. E pesou o colar, intrigado, já com algumas ideias do que seria aquela coisa. Saiu de perto do cadáver e foi falar com o grupo.

Um mapa! ─ E levantou o papel para que todos o vissem. O entregou para Saphira. ─ Se está correto, tem mais orcs de tocaia na região. Grupos de patrulha. Podemos evitar facilmente alguns deles.“A menos que queiram surpreender algum grupo, fazê-los sangrar, fazê-los falar”, meditou. Depois ergueu a outra mão, com o colar encantado. ─ E mais isso. Tava com o líder. Pode ser um meio de identificação ─ Soou como uma pergunta ─ ou de rastreio... Ele emana uma aura estranha.

Esticou o colar, o cedendo para quem quisesse analisá-lo melhor. Não queria ficar com aquilo. Já bastava uma bomba.

Mais algumas horas até anoitecer. Sérpico ajustou pela centésima vez a bolsa, sob um ombro. Estava pronto para seguir.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Saphira em Ter Jan 27, 2015 9:51 pm

Alguns deles ainda pareciam relutantes na ideia de viajar durante a noite, mas acho que era de comum senso que eu seria a líder do grupo, pelo menos até que nos separássemos no pé da montanha, então decidi tomar uma atitude de liderança e acabar com aquela perda de tempo o quanto antes. – Estamos perdendo tempo, vocês me escolheram como líder, então agora vão fazer o que eu achar melhor para o grupo. Não teria aceitado a tarefa se não me achasse capaz de guia-los, mas se não confiam em mim, só posso dizer uma coisa. Não fiquem no meu caminho... Já perdemos tempo demais aqui conversando, vamos embora. Esta noite nós viajaremos, e amanha pela manhã descansaremos. – Serpico, que havia ficado para trás revistando os corpos, logo voltou com uma ótima noticia. Ele trazia consigo um mapa que mostrava não só a região, mas delatava com alguns detalhes, as patrulhas inimigas que rondavam aquela região. Fora isso, ele também trouxera um colar, que segundo ele, emanava uma aura estranha, mas decidi deixa-lo de lado, pois não era do meu interesse ficar com algo suspeito como aquilo. – Ótimo trabalho, Serpico. Vai ser muito útil isso. Vamos indo. – E sem esperar pelas respostas dos demais, eu segui em frente. Aqueles que quisessem argumentar contra, teriam que fazer isso amanhã pela amanha, ou então ficar para trás e esperar, pois é não pararia mais por nada naquele momento. Como havia prometido, apertei um pouco mais o passo para seguir a frente do grupo como batedora, isso é claro, após ter estudado bastante as posições indicadas no mapa, assim teria uma boa ideia de onde estavam as patrulhas. Os demais poderiam seguir minhas pegadas, ou simplesmente se guiar pelo mapa e fazer o caminho mais seguro, já que seria o mesmo que eu estaria trilhando mais a frente. Caso eu encontrasse algo, deixaria uma marca na neve, ou mesmo em uma arvore. Algo que eu já tivesse combinado com o grupo de antemão para que eles identificassem que há algo diferente., como um “X” numa arvore indicando que aquele caminho não era o correto, ou uma seta cavada na neve indicando a trilha que deveriam seguir sem dar de cara com os orcs. E no caso de uma emergência, voltaria imediatamente para avisa-los.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Ter Jan 27, 2015 11:12 pm

O grupo parecia divido sobre o que fazer. Seguiriam as recomendações de Saphira e Bjorn? Ou acabariam tomando uma outra decisão e teríamos que escolher outro líder? Mas seja qual fosse o resultado daquilo, eles não podiam ficar tempo demais ali, outras patrulhas poderiam chegar e isso tornaria as coisas ainda mais perigosas para Lyza e os demais. - Se em movimento já estamos correndo perigo, parados aqui nós corremos o dobro... - Mas Saphira parecia determinada a guiar o grupo, agora que fora escolhida como a líder, e com bastante firmeza, acabou com a discussão em poucas palavras. Serpico logo reapareceu para ajudar com boas novas, ele havia achado um mapa no meio dos objetos dos orcs mortos, além também de um colar esquisito, que ele acreditava conter algum poder devido à sua aura magica. “Um colar encantado? Que tipo poder isso poderia ter?” A curiosidade surgiu como uma pulga atrás da orelha da maga, quem sabe que poderes tinha aquele artefato? Serpico parecia não querer andar com aquilo, então para evitar que fosse jogado fora, Lyza se ofereceu para ficar com ele. – Pode deixar comigo, vou analisar isso durante nossas paradas, talvez eu descubra algo novo, quem sabe... – Quem sabe. Talvez até o usasse, afinal, era uma joia bastante bonita. Por hora, Lyza decidiu apenas guarda-lo na bolsa, depois de te-lo analisado bem durante o descanso da manhã, ela pensaria em algo para fazer com o colar.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Laser Beetle em Qui Jan 29, 2015 9:13 am

Como ficou claro para todos, tempo não era uma regalia. Concordaram com a sugestão de Eric em discutir o assunto posteriormente e retomar caminhada, o que era a solução mais sensata. Antes disso, porém, Sérpico trouxe uma nova esperança pro grupo: a chance de se livrar de algumas das patrulhas. O loiro sorriu diante daquilo, era um bom presságio. Entregou as rédeas de um dos animais pra quem quer que se dispusesse a pegá-las, e estavam prontos pra caminhar.

Eric se aproximou de Lyza enquanto andavam, com uma expressão metade curiosa, metade preocupada. Tentou sorrir.


- Será que isso não é perigoso? Outro dia eu e Sérpico tivemos uma péssima experiência com o poder arcano inimigo. Explodiu uma máquina do vilarejo, mesmo estando a semanas de distância! - Gesticulou para enfatizar a última frase, e percebeu que talvez estivesse assustando a garota. - Tome cuidado, é o que eu quero dizer. Se sentir algo estranho nos avise.

Não queria deixar aquele fardo para ela. Meio esperava que Sérpico analisasse o amuleto, mas aparentemente a impressão que Eric tinha de ele ser um mago estava equivocada; como ele conseguia se teleportar sem magia era um mistério agora. Mais combustível pra conversa de fogueiras, pensou. E a Luz sabia que aquele grupo precisava, com aquela tensão palpável no ar.
Um vento gelado o fez estremecer, e contemplou o que estaria fazendo a essa hora, se estivesse em qualquer outro lugar da Ilha. Descartou o pensamento com a certeza de que estaria marchando pra lá na companhia do Exército, de qualquer jeito. Era seu destino, seu dever.

E ele o cumpriria.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Dom Fev 01, 2015 11:22 am


- C23 -



- Tsc. - Eu odeio ser contrariado, mas desta parece que eu perdi.

Se o grupo queria viajar a noite que seja, espero que todos aqui tenham uma constituição boa o suficiente para aguentar uma viajem forçada como esta. De qualquer maneira, o que Sérpico encontrou poderia ser muito útil para nós. Daquela maneira poderíamos nos livrar de muitas patrulhas de orcs, embora eu ainda estivesse com a sensação de que acabaríamos esbarrando em alguma destas patrulhas randômicas que eles faziam. Na verdade, isso seria bem natural, pois essa é a função de uma patrulha.

- Se preferem à noite, então o que estão esperando?

Eu instiguei-os a andar assim que Saphira começou a se mover. Na verdade eu pretendia tomar a iniciativa e seguir na frente como batedor, mas ela foi mais rápida. De qualquer maneira, segui como o segundo do grupo, a frente dos demais. Do jeito que as coisas estavam indo, eu ate torcia para encontrarmos uma patrulha de orcs. Eu estava ficando irritado em ter que agir em meio a um grupo tão grande. E só havia uma coisa que podia me acalmar: derramar algum sangue enquanto em batalha.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Qua Fev 04, 2015 7:38 pm

@ Todos

O grupo se encontrava com opiniões indefinidas sobre como iriam viajar, alguns aceitaram a ideia de viajar de noite, outros recusaram e outros estavam incertos. Demonstrando sua garra, Saphira rapidamente controlou a situação e decidiu por todos, e todos aceitaram sem reclamações.

Os achados de Sérpico agraciaram a todos, aquelas informações eram preciosas. Já o estranho colar mágico foi deixado de lado, estavam todos desconfiados. Lyza decidiu tomá-lo para si, iria estudar o objeto para ter certeza do que era. Definido os rumos, o grupo seguiu.

Três dias se passaram, todos haviam trocado o dia pela noite. Durante a noite viajavam, durante o dia se acomodavam e dormiam em casulos cavados sob a neve. Sempre um ficava de vigia, o medo gritava em seus corações. Por sorte nada aconteceu, o único incidente em particular ocorreu com Saphira.

A fome, a sede maldita assolava o estômago da vampira, ela já não olhava mais para seus companheiros com outros olhos, ela agora os via como vítimas em potencial. Pensava em quanto sangue poderia tirar deles sem matá-los, pensava que sua identidade estava em risco e realmente estava, sua fome era tanta que não conseguia mais esconder suas presas, por isso resolveu ficar de boca calada. Foi então que dentro do casulo, dormindo sob a neve ela se lembrou de algo, o sangue de Kalahan. Sem pensa duas vezes ela retirou a tampa do frasco, sentiu o doce aroma ferroso inundar suas narinas e então o bebeu, em um gole só.

Sentiu aquele sangue quente escorrer para dentro de sua boca, para dentro de seu corpo, aquele sangue que mesmo contido em um recipiente frio, estranhamente ainda estava quente, ainda pulsava, como se ela estivesse bebendo direto da fonte, era como se o coração do mago estivesse pulsando na ponta de sua lingua. O sangue desceu para seu estômago e dali ele se espalhou por todo o seu corpo. Uma sensação estranha inundou seu ser, ela sentiu calor, calor interno como a muito tempo não sentia antes, por um momento chegou a pensar que estava viva. Mas não, não era isso, a verdade era que aquele sangue era tão poderoso, que a mantinha aquecida. Saphira conhecia sua fome, sabia que um pequeno frasco de sangue não a saciaria, do jeito que estava ela precisaria secar uma pessoa inteira, qual não foi sua surpresa quando percebeu estar enganada. Aquela pequena quantidade do sangue de Kalahan eliminou por completo sua sede de sangue, era como se ela tivesse bebido o sangue de 10 pessoas.

Enquanto Saphira lutava contra sua fome e a saciava em segredo, Kirshin que era muito observador, notou mudanças no comportamento da drow, notou que esta estava mais arisca, mantinha-se mais afastada que os outros e irradiava uma aura de agressividade que ia aumentando pouco a pouco. O que será que era? Ele pensou.

Quanto a Lyza, em 3 dias conseguiu descobrir que o colar continha duas magias, uma magia de proteção e outra desconhecida. Ficou curiosa, mas percebeu que para descobrir todas as propriedades do objeto, teria que vesti-lo ou estudá-lo mais profundamente em um local apropriado como um laboratório de magia. A intensidade da proteção do item era baixa, muito provavelmente era um item menor de proteção. O que faria com o colar? O vestira? Manteria guardado? Ou o daria a outro membro do grupo? Talvez fosse uma boa ideia dar a um dos guerreiros que ficam constantemente na linha de frente, ou talvez seria bom ela mesma vestir, visto que não tinha uma armadura muito resistente. Ou talvez fosse melhor mantê-lo guardado, quem sabe que tipo de magia se ocultava ali, mas uma coisa era certa, naquelas condições não encontraria um laboratório de magia para estudá-lo. Ela teria que correr o rico se quisesse usufruir da proteção do cola. Mais uma última característica a respeito do colar, ele era feito de ferro e prata e pela forma e estilo indicava ser um colar élfico, muito provavelmente roubado dos elfos pelos orcs. Agora estava explicada a origem daquele objeto, tratava-se de um troféu de guerra,

Colar Prateado escreveu:Magia 1: Proteção Menor - reduz 3% de todo o dano recebido.
Magia 2: Desconhecida - Magia elemental do ar.

Quanto ao restante do grupo, não tiveram muito o que fazer, Bjorn, Sérpico e Eric acabaram se envolvendo em conversas onde contavam um pouco de suas experiências. Aquelas conversas eram muito relaxantes, principalmente para Sérpico que estava muito apreensivo.

No terceiro dia, enquanto todos dormiam e Saphira bebia o sangue de Kalahan, Sérpico montava guada, no alto de uma árvore. Sentiu seu coração doer ligeiramente, ele sabia o que era. Era a Morte Negra que o avisava que seus dias estavam contados. O jovem levou sua mão ao coração, estava apreensivo, apavorado e ficou ainda mais quando seus olhos miraram um ponto na neve branca. Andando por entre a mata de taiga da tundra gelada, Sérpico viu um goblin, ele estava vestido de peles dos pés a cabeça e montava um lobo grande e selvagem. Estava só e cruzava a região com relativa velocidade. De tempos em tempos ele parava e observava a região, enquanto isso sua montaria farejava o ar. Não demorou muito para Sérpico associar as coisas, era um batedor, e se ele estava ali é porque tinha alguma unidade de patrulha dos orcs por perto, e se aquele lobo sentisse o cheiro de seus companheiros que estavam enterrados em seus casulos sob a neve, aquilo seria um problema.

O que será que ele faria? Tentaria avisar seus companheiros? Tentaria combater o batedor goblin? Ou será que tentaria distraí-lo? Ou quem sabe alguma outra ideia.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Qui Fev 05, 2015 10:23 pm

3 dias, conversas, dores e agora um batedor.

Sérpico pensou por um instante mínimo e resolveu acordar alguém. “O Olhos Brancos”, decidiu, indo pra trincheira dele, na base do teleporte, silêncio absoluto. Uma vez lá, chutaria de leve os pés do camarada.

Um batedor ─ diria num sussurro e desembainhou sua espada curta muito lentamente. ─ Um goblin. Está montado num lobo, acho. Um lobo grande. ─ Já tinha um plano de ataque, mas se levasse Kirshin consigo agora, não teria mais ninguém acordado para dar alarme se algo desse errado com o tal plano... Então: ─ Alerte os outros. Vou atacar. Com a líder.

Bom, ele estava crente que um ataque surpresa seria o suficiente com aquele batedor... Mas era bom ter alguém sabendo o que está acontecendo... Depois ele tentaria se lembrar de sugerir dois membros do grupo fazendo guarda, ao invés de um só. “Se fossem dois acordados, esse problema já estaria sanado”.

Teleportou para a trincheira de Saphira.

Um toque no braço e depois a mensagem:

Um batedor ─ diria para a líder. ─ É um goblin num lobo. ─ Sérpico ia esperar que ela se aprontasse e enquanto isso, o plano: ─ Vou teleportar nós dois, pra cima deles. Tentamos resolver isso em um golpe só. O lobo é meu.

No seu ponto de vista, a besta era o mais preocupante. Se realmente houvesse uma patrulha por perto, o lobo poderia fazer aquele barulho natural de animais do tipo e então mais goblins estariam ali, atraídos pelos uivos. Sérpico apertou bem o cabo de sua espada. Seria um golpe no pescoço, decisivo.

Indicou para que Saphira o seguisse pra fora da trincheira até a posição anterior de Sérpico, quando avistou o batedor. Ele precisava ver novamente a posição do inimigo ─ que deveria ter andado alguns metros ─ a fim de acertar com precisão a “saída” do teleporte. Quando tivesse o inimigo a vista teleportaria, levando a líder consigo.

Não muito alto. Mais ou menos dois metros acima do batedor, para ter um pequeno acréscimo de peso à queda, o suficiente, talvez, para Saphira tirar o homem da montaria e Sérpico, bem, nada de golpes limpos e bonitos: Sérpico não queria arriscar cortar apenas pelos grossos, então cairia sob o cangote do lobo com a lâmina virada para baixo, numa violenta tentativa de perfuração, seja do crânio, do pescoço, o que vier primeiro.

Os dentes estariam muito bem trincados, trancando do lado de dentro qualquer tipo de som natural de animais em luta.

Spoiler:
Três teleportes e lá se foram 96% de Ki num único post. Bati meu recorde.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Qui Fev 05, 2015 11:11 pm


- C24 -



Aqueles três dias foram bem apreensivos. Meu lado demônio desejava uma batalha enquanto meu lado humano temia que nosso pequeno grupo fosse subjugado por um grande grupo de inimigos. Na verdade, aquela tensão era pior do que a batalha em si. Eu, assim como o restante do grupo, odiava não saber se encontraríamos inimigos ou não.

A pior parte era durante o dia. Primeiro porque eu dormia em grande parte, estando vulnerável e obrigado a confiar nas habilidades de quem quer que estivesse de vigia. Quando Sérpico estava em seu turno era o momento em que eu dormia melhor, pois ele era a pessoa que eu considerava mais apta à vigiar. Já o rapaz loiro que atendia pelo nome de Eric era o que parecia ser mais inocente e inapto para aquela missão. Eu tinha dúvidas se ele teria estomago para dilacerar e matar os inimigos quando nos encontrassemos com eles.

Mas minha maior preocupação era Saphira. Aquela drow me parecia mais estranha a cada dia, chegando ao ponto de eu duvidar se fizemos a escolha certa quando a escolhemos como líder. Eu não dormia quando era a vez dela de fazer a vigília, mantendo-me acordado e atento em meu "casulo" de neve. Só conseguia descansar realmente quando havia outra pessoa acordada nos vigiando além dela.

No terceiro dia uma coisa nova aconteceu. Estava dormindo tranquilamente e quase que feliz por saber que era Sérpico a nos vigiar quando senti algo batendo em meu pé. Era óbvio que naquela situação o sono de todos era leve e acordávamos facilmente. Eu acordei sobressaltado e levei minha mão imediatamente ao punho de uma das espadas longas que empunhava. Estava quase a erguendo para trespassar o que estava me incomodando quando percebi que era Sérpico. Ele me explicou a situação e o plano para agir.

Enquanto eu via ele se teleportando para Saphira, vestia rapidamente meu camisão de cota de malha e prendia minhas espadas embainhadas cada qual em um lado da cintura. Vi Sérpico e Saphira se moverem até o ponto em que ele vigiava e segui até Lyza para acordá-la. Me aproximei da moça agitei seu ombro com pouca força para evitar sobessalta-la demais. Expliquei-lhe a situação em meio a um sussurro bem próximo ao seu ouvido.

- O Sérpico avistou um goblin batedor em um lobo gigante daquele lado - apontei a direção. - Ele e Saphira foram dar um jeito, se apronte e acorde Bjorn, precisamos estar preparados.

O próximo passo foi acordar Eric. Me aproximei de seu local de descanso e repeti o mesmo processo para acorda-lo.

- Sérpico e Saphira foram para aquele lado cuidar de um batedor goblin e seu lobo. Prepare-se.

Eu tinha que ser rápido. Já tinha perdido bastante tempo acordando os meus companheiros. Desembainhei uma das espadas e segurei-a bem firme em minha mão direita. Em seguida, caminhei o mais silenciosa e rapidamente que pude para o local em vi Sérpico teletransportando. Naquele momento ou a luta já havia acabado ou eles estavam com problemas. Se fosse a segunda opção, certamente que teríamos um pouco mais de sangue derramado tingindo aquela branquidão toda de vermelho.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Saphira em Dom Fev 08, 2015 12:24 am

Os dias estavam ficando difíceis, a sede só aumentava e eu já cogitava roubar o sangue de algum dos aliados. “Droga, mesmo que eu não acabe matando ele, vai ser muito ruim se eles descobrirem minha identidade justo agora.” Tirei aquela ideia da cabeça, ou pelo menos foi o que tentei fazer, mas a cada dia que passava essa tarefa ficava mais e mais difícil, e foi numa bela noite, enquanto pensava em formas de ter minha sede por sangue saciada, que me lembrei de Kalahan. Era estranho me lembrar de alguém inconveniente como aquele mago num momento tão tenso como aquele, mas aquela lembrança não viera a tona em vão. Tirei da minha bolsa o frasco que Kalahan havia me dado há tempos atrás, e lá estava, o sangue dele. Seria mesmo dele? Um humano comum... Não tão comum, certo. Mas como seu sangue poderia repousar dentro do frasco por tanto tempo sem estragar ou secar? Desde o dia que me entregara aquilo eu me perguntava o porque e se eu deveria mesmo carregar aquilo comigo. Em certos dias eu quase o joguei fora, mas mudei de ideia. Não tinha nada a perder, certo? Sim, realmente não tinha nada a perder, só a ganhar com aquilo. Então eu abri o frasco e tomei, mesmo sabendo que uma quantidade como aquela não mataria minha sede por completo, mas poderia me dar mais tempo para pensar numa estratégia sem que eu tivesse que atacar algum dos aliados.

Mas ao que tudo indicava, não era dessa forma que as coisas funcionavam, pois tive uma surpresa muito grande quando notei que, não só estava saciada, mas me sentia muito diferente após ter ingerido aquele liquido. Era como se eu estivesse viva novamente, e aquilo me deixou extremamente satisfeita, a ponto de eu não querer mais sangue por um bom tempo. Eu ainda estava acordada, pensando sobre como Kalahan havia feito para que seu sangue tivesse tal poder, mas logo fui interrompida por Serpico, que vinha trazendo más noticias. – Certo. – O lobo era dele. Ótimo, um único golpe seria suficiente para acabar com aquela historia, e então estaríamos livres para continuar nosso caminho sem mais interrupções. Peguei minha adaga com a corrente e a capa, era só isso que eu precisava, então parti ao lado do rapaz. Ele me levou até o ponto onde havia avistado o goblin, e dali, nos teleportou para cima deles, cerca de dois metros acima de suas cabeças. Assim que caísse sobre ele, usaria a corrente para estrangula-lo e o puxaria para trás, para que caíssemos na neve, e então Serpico teria seu caminho livre para lidar com o lobo. Quanto ao meu oponente, apertaria a corrente em seu pescoço com toda força possível até que ficasse completamente sem ar, caso não fosse suficiente, era hora de usar a adaga, e aplicar o velho e eficaz golpe da degola.

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