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Treinamento de Cavaleiros Alados

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Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Ter Fev 05, 2013 7:28 pm


O Centro de Treinamento para Cavaleiros Alados é o brilho do exército real de Hilydrus. Apenas os melhores conseguem montar em uma das criaturas reais, e lutar montado em uma delas é uma tarefa árdua porém que pode garantir vitórias esmagadoras. O centro possui enormes acomodações em pedra para os dragões, uma vez que seus tamanhos variam, enquanto os grifos e hipogrifos têm um estábulo adaptado para eles. Um grande campo de areia garante que as decolagens e pousos sejam mais suaves, assim como também amortecem eventuais quedas.

Apesar de muito similares, grifos e hipogrifos têm suas diferenças. Hipogrifos são mais fáceis de montar, pois são metade cavalo e costumam apresentar a natureza mais tranquila e pacífica além de serem herbívoros. Ideais para vôos de reconhecimento e patrulhas, são tão ágeis no ar quanto são na terra. Já os grifos são difíceis de lidar: Com metade felina e natureza astuta, são animais carnívoros e costumam ter bico e garras muito mais afiados. São mais flexíveis e por isso montar neles requer muita habilidade e também flexibilidade do próprio cavaleiro. Também são animais leves e muito ágeis, um grande diferencial em batalhas uma vez que são menores que dragões e muito mais rápidos.

Os dragões, no entanto, são a jóia do exército alado. Poderosos e imponentes, estas criaturas dificilmente se deixam ser montadas. Mesmo os populares Dragões de Sela requerem um treinamento adequado para servirem como montarias perfeitas. O principal diferencial de montar em dragões é que eles são mais fiéis ao seu mestre, dificilmente permitindo que qualquer um além do mestre o monte. Sendo assim os Cavaleiros de Dragões possuem cada um seu dragão ideal, este obedecendo apenas ao seu Cavaleiro. Para que a fidelidade seja ainda mais forte é necessário que o próprio Cavaleiro treine o dragão desde filhote, levando cerca de seis meses até que ele atinja uma idade em que possa ser montado. Todos os dragões são criados no Rancho Fireball e depois trazidos aqui caso passem a ser treinados para uso do exército.

Cavaleiros Alados são mais bem pagos, principalmente os de dragões. O treinamento é mais árduo e só é possível tentar ser um Cavaleiro Alado depois de passar por todo o treinamento de Soldado.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Sex Jul 04, 2014 12:30 am

O sol já estava em seu ápice no céu, aquela altura, quando a carruagem por fim dava seus primeiros indícios de estar próximo àquela tão comentada Hilydrus. Era hora de dar incio a sua jornada, mas por onde começaria? "Guerra" era a primeira palavra que vinha quando pensava sobre, afinal era a unica coisa que sabia fazer, todavia apenas "lutar" era algo meio vago. Poder? Glorias? Riquezas? Pelo que lutaria? Qual seria sua objetivo... seus irmãos? Não sabia...ainda. Contudo, compreendia que duvidas e incertezas eram uma etapa natural de ser jovem, verde. Enfrentar tais situações eram um obstaculo importante para seu desenvolvimento, portanto se empenharia muito nisso, não importe o custo.

Distraído com pensamentos, preso em um futuro incerto , acabara não notando o tempo passar e quando deu por si já era possível ver o gigante castelo de Hilydrus a frente. As moedas que recebera de seu mestre serviram apenas para comprar sua passagem até a cidade, logo estava zerado e apesar da fome ainda não te-lo pego, sabia que uma hora ela viria incomoda-lo. Portanto o primeiro passo era conseguir um emprego e por sua sorte - se realmente falavam a verdade - ouvira de um grupo de pessoas que o exercito real estava recrutando bravos homens para sua companhia.

Quando por fim a carruagem cessou seus passos, já era possível ouvir o "zunzun" das pessoas pelos muros. A carruagem parava a frente dos portões, sem permissão para entrar, e desse modo era necessário apresentar-se aos guardas para poder seguir. Logo, foi o que fez.

- Me chamo Agro Sigurd. - Disse para um dos guardas, era possível notar um certo sotaque disfarçado. Não havia muito tumulto naquela ocasião. - Onde posso... alistar...exercito. Desculpe, pode ajudar?
.


Última edição por Sigurd em Sab Jul 26, 2014 12:56 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Qui Jul 24, 2014 11:58 am

[Sigurd, seja bem vindo! Peço desculpas pela demora, estamos reestruturando as áreas de narrações e por conta disso acabei demorando. Como bônus de atraso você recebe 150 pontos de experiência. Pode adicionar em sua ficha =) ]

A cidade de Hilydrus. Ao longe parecia pequena, mas ao se aproximar de suas fronteiras foi Agro que sentiu-se pequeno. Já tinha essa sensação em relação ao mar: vasto, imponente, infinito. Mas era uma sensação diferente que empolgava ao mesmo tempo que dizia para manter-se atento. Os portões permaneciam abertos e vigiados para todos que desejassem entrar, mas a carroça que Agro pagou apenas podia levá-lo até ali.

— Boa sorte, jovem. — Falou o dono da carroça, continuando seu caminho em seguida.

Ainda um tanto perdido, sem sequer saber qual objetivo perseguir, Agro decidiu falar com um dos guardas, apresentando-se primeiro.

— Quer se alistar? Está no lugar errado. — Falou o guarda. O rapaz percebeu o quanto sua armadura era imponente: de aço escovado escuro, parecia bastante resistente e, ao mesmo tempo, usada. Um bom sinal talvez. O soldado também vestia um tabardo azul com detalhes dourados, em seu peito o símbolo de um lobo uivando destacava-se. O Lobo de Hilydrus. — Mas está com sorte, estão precisando de recrutas para o Exército Alado, não é sempre que isso acontece. Se te interessar, pode subir naquela carroça ali, perto daquela barraca: é de recrutadores. Boa sorte, garoto.

Agro olhou na direção que o soldado indicou e, de fato, havia uma barraca grande ali. Abaixo dela algumas mesas de madeira e muitos homens, jovens em sua maioria, fazendo uma fila para falar com um soldado. Ao lado da barraca havia uma carroça grande puxada por quatro cavalos de carga. Naturalmente Agro não pensou duas vezes antes de se aproximar. Entrou na fila, ainda incerto de como proceder, mas não demorou para chegar sua vez.

— Nome? — Falou o soldado do outro lado da mesa. Deveria ter quarenta anos de idade, cabelos grisalhos e um olhar frio. Assim que o rapaz se apresentou, ele continuou. — Certo, recruta Sigurd. Não espere grande coisa, vai começar por baixo, nem pensará em sair do chão por um bom tempo. Ao se alistar vai ter direito a cama e comida, trabalhará durante o dia e terá a noite livre. Só estamos atrás de recrutas porque precisamos de alguns para serviços aqui embaixo. Alguma pergunta?

Apesar da voz áspera, o soldado era bastante paciente, algo com que Agro certamente não estava acostumado. Cresceu como um escravo afinal e a paciência não era nem de longe uma qualidade de seus mestres.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Sab Jul 26, 2014 12:53 pm

Imponente, austero e até, de certa forma, suntuoso: essas eram as características do soldado que o jovem pôde observar naqueles poucos instantes em que buscava por informações. Peculiaridades um pouco confusas para concepção do garoto, afinal após tantos anos em meio a soldados mercenários era compreensivo que se surpreendesse. Para ele: bêbados, cruéis e esquisitos eram características que se adequavam mais de acordo com sua memória. Todavia, imaginar-se daquela forma era um ânimo muito bem aceito.

- Oh... Obrigado! - Respondeu ao homem. Sua voz era grossa, condizente ao seu tamanho, e sua pausa entre as palavras denunciavam claramente sua nacionalidade estrangeira, como quem procura as palavras antes de falar. Nas ilhas dos mercenários era comum misturar alguns tipos de idiomas, afinal existiam homens de todas as partes ali. Agro aprendera alguns deles, mas nem todos com exatidão. Podia entende-los muito bem, mas falar as vezes o complicava.

"Alado... O que quer dizer?" -Pensou consigo mesmo, enquanto seguia em direção a fila indicada.

- Agro Sigurd! - Disse, quanto chegara sua vez.

"Sair do chão?". Agro havia entendido agora. Já havia ouvido boatos sobre esse exercito. "Uma das grandes armas de Hilydrus" lembrava-se de ter ouvido, certa vez, de um mercenário qualquer enquanto amolava a espada de seu mestre. Montavam em bestas voadoras, extremamente grandes e mortíferas.

- Não. Onde... Começar? - Respondeu. Agro estava acostumado com um tratamento diferenciado daquele que estava observando. Mesmo o olhar frio e o modo ríspido de se retratar, aquilo não chegavam nem perto dos mercenários cujo estava acostumado. Seu treinamento o fizera regular e um homem de poucas(nenhuma) contrariedades. Um soldado forjado a ferro e fogo, de fato.


Gabz, mudei um pouco o dialogo. Acho que assim fica mais condizente com um estrangeiro né? Vou arrumar o dialogo de cima tbm, frase muito grande oO... Vou seguir dessa forma agora, ok? Valeu!!!

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Qui Ago 21, 2014 8:33 pm

[Oi Sigurd! Quase um mês de atraso, peço desculpas! Por conta disso você recebeu 200 pontos de experiência. Mas não se preocupe, irei compensá-lo =)
Estou gostando da sua narração, achei interessantíssimo você interpretá-lo como um estrangeiro. Muito legal! Continue assim, é muito interessante ver a evolução do personagem em todos os aspectos!]

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O soldado que o recebeu apenas apontou para uma carroça aberta ao lado. Sigurd pôde notar vários jovens sobre ela, era uma carroça aberta levada por seis cavalos e podia facilmente levar umas 20 pessoas. Era uma carroça simples, mas feita com materiais de qualidade incluindo detalhes em ferro. Um veículo reforçado, Sigurd pôde observar.

Assim que ele subiu na carroça, sentou-se perto dos demais. Eram jovens de várias idades, alguns até um pouco mais velhos. Sigurd ainda estava um pouco receoso. Seu conhecimento daquela língua, que sabia chamar-se Língua Comum, ainda era pouco para ter certeza de tudo que o soldado lhe dissera. Pela sua experiência poderia estar sendo vendido como escravo novamente. Rezava para que não. Depois de algumas horas mais 5 jovens subiram na carroça e então ela partiu.

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Levou-se poucas horas para que a carroça chegasse ao seu destino: algumas milhas longe da cidade, em meio às montanhas, um enorme campo de terra seca e pedregosa. Junto à base de uma das montanhas estavam construções de pedra gigantescas, lares dos dragões. Do lado oposto do campo ficavam outras estruturas, mas de madeira, igualmente majestosas e espaçosas, lar dos grifos e hipogrifos. Seria tolice ter qualquer cerca no lugar uma vez que todas as criaturas ali eram aladas, mas elas existiam apenas para delimitar o território. Largos muros de madeira e pedra cercava todo o centro de treinamento. Os portões se abriram para a carroça que trazia Sigurd e os demais recrutas. Uma vez ali dentro se dirigiram até construções mais comuns: casas de madeira e um forte de tamanho médio. As casas eram os alojamentos dos soldados e haviam dezenas delas. O forte era aonde os soldados recebiam instruções, armamentos e abaixo disso tudo ficava a forja. Nela anões forjavam armaduras e armas tanto para os cavaleiros quanto para suas montarias aladas. O mínimo de se esperar deste magnífico exército.

O espetáculo era no céu.

Dezenas de dragões, grifos e hipogrifos voavam com seus cavaleiros, o céu sendo o único limite de sua liberdade. Eram diversos treinos feitos ao mesmo tempo: vôos em formação, batalhas aéreas, até mesmo manobras arriscadas eram treinadas intensamente. Enquanto olhava, Sigurd assistiu espantado um cavaleiro cair de seu dragão! Porém não demorou muito para que seu dragão o salvasse da morte e ambos voltassem a voar. Era apenas mais um dos treinamentos e era assustador. Um dos dragões, um enorme vermelho, deu um vôo rasante apenas alguns metros acima da cabeça dos recrutas e seguiu seu caminho. Se foi algo de propósito ou mais um dos treinos, difícil saber.

Uma vez ali os recrutas desceram da carroça e foram recebidos por um elfo. Todos ficaram parados esperando pelas palavras dele e Sigurd os imitou. O rapaz pôde logo aprender que, dependendo do lugar do mundo, os elfos podiam ser bem diferentes. Aquele era corpulento e possuía um rosto mais robusto, suas orelhas eram mais longas do que um elfo comum e sua pele, azulada. Seus olhos emitiam um brilho esverdeado que parecia emanar magia. Seu cabelo era longo, de tom verde escuro, bem amarrado em um rabo-de-cavalo. Ele trajava uma armadura pesada de Hilydrus, o lobo dourado uivando em seu tabardo. O elfo então parou em frente a todos e cruzou os braços atrás das costas.

— Recrutas, sejam bem vindos. Sou o General Naclar Rasgaventos, responsável por este lugar. Saibam que vocês não estão aqui porque queremos, e sim porque precisamos. — Sua voz era grave mas, ao mesmo tempo, emanava confiança. — Precisamos de homens para cuidar das feras, carregar mantimentos, limpar os estábulos e obedecer ordens. Se acharam que viriam aqui para se tornarem cavaleiros alados, só devo rir de sua ilusão. Mas posso estar errado com ALGUNS de vocês, então se tiverem a capacidade de provar seu valor em terra, o céu será seu limite. Boa sorte.

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Haviam se passado algumas horas e Sigurd foi apresentado ao alojamento que seria seu lar daqui pra frente. As casas eram super simples e, dentro delas, haviam apenas camas e alguns armários. Banhos eram tomados no rio que corria um pouco distante dali. Apesar de tudo era um lugar confortável, não tinha do que reclamar. Foi entregue ao recruta roupas novas: trajes de couro, bastante resistentes, com o símbolo do reino marcado a ferro. Já estava para anoitecer, provavelmente seu trabalho começaria ao amanhecer, mas ainda tinha que ir até o forte decidir o trabalho que gostaria de fazer.

Ao chegar lá percebeu que muitos dos recrutas haviam desistido. De vinte sobraram apenas oito, incluindo Sigurd.

— Dragões, grifos ou hipogrifos? — Perguntava o avaliador, um soldado de armadura simples, para cada um dos recrutas. Eles demoravam um pouco para responder, mas a maioria preferiu os Hipogrifos. Sigurd ficou curioso em saber porquê. — E você, rapaz?

Difícil pergunta. Não conhecia bem aquelas criaturas e, sinceramente, não sabia sequer o que significava aquilo. Era para escolher com qual animal queria trabalhar? Qual era seu preferido? Bom, iria pelo óbvio: de qual animal você quer limpar o esterco pelos próximos meses?

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Dom Set 28, 2014 11:03 am

Uma boa olhada na carruagem fora o bastante para afastar, ao menos um pouco, o receio que começara a sentir ao perceber que podia, muito bem, estar sendo vendido como um escravo ao invés de entrar para guarda como um homem livre. A carroça era simples, mas uma jaula seria mais adequada para prisoneiros e apesar do clima estranho entre os jovens dali, julgou que muitos estariam desesperados com tal noticia o que não era o caso, aparentemente. Por fim, sentado em silencio enquanto observava seus possíveis e prováveis colegas, partiu ajeitando-se conforme o bamboleio da carruagem.

Passado algum tempo e algumas milhas da cidade, chegaram ao seu destino. O lugar era rustico, mas majestoso, de uma forma diferente como jamais vira. Estava mais do que satisfeito com seu novo lar, de fato. Entretanto, era no ar que estava sua verdadeira atenção. "Skvrenoff..." murmurou, em um idioma qualquer, quando viu um cavaleiro cair de sua besta, significava "Dragões". Nunca havia visto um de verdade, até então, mas sua fama era notória. "Gigantes bestas aladas" eram o que diziam, mas sempre havia julgado como lenda para assustar tolos e crianças. Todavia, era um espetáculo incrível aquele.

Por fim a carroça parou e ali uma criatura incomum os esperavam. Já havia visto alguns elfos durante toda sua vida, mas muito pouco deles - ou nenhum, se lembrava bem - tinha aspecto tão rustico e austero como aquele. Não eram criaturas para se dar medo, em sua maioria, mas com ele foi como se fosse um jovem e inofensivo lobo na presença do alfa em sua alcateia.

A conversa havia sindo rápida e franca, de fato. O rapaz havia entendido muito bem a informação, apesar de sua deficiência com o idioma comum. Estava começando a se acostumar com ele.

O alojamento onde ficaria era simples, mas aconchegante. Não podia reclamar, afinal o chão sempre fora sua cama quando escravo e roupas eram apenas trapos que lhe eram jogados. A ideia de ter uma cama, um armário e roupas limpas já ultrapassava muito suas expectativas. Suas antigas roupas, tal como seu alaúde e sua velha espada foram guardadas no armário que lhe foi dado. Trocou-se como fora mandado e então seguiu ao forte para a seleção dos trabalhos.

Chegando lá, uma fila havia sido formada. Muito poucos recrutas estavam ali, pôde notar, o que significava que as palavras do General haviam feito efeito. " Fracos..." pensou, em silencio, enquanto andava junto a fila.

"O que é hipogrifo?" se pegou perguntando-se, depois de ouvir a maioria lhe escolherem. Não sabia diferenciar muito tais criaturas ainda. Julgava que os Dragões fossem os maiores, afinal não havia ouvido muitas histórias de grifos e hipogrifos.

- Dragões! - Respondeu de imediato, quando chegara sua vez, como poucos fizeram. A maioria enrolava, torcia os lábios e pôde jurar que um quase chorou, mas estava decidido. Sinceramente não se importava com o tamanho do esterco. Estava acostumado com esse tipo de serviço e provavelmente o cheiro não devia ser pior que o de seu velho mestre. Ele fedia muito.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Qua Out 15, 2014 8:29 pm

[100 pontos de experiência por 2 semanas de atraso. Vambora! Posts mais curtos e dinâmicos por minha parte a partir de agora =) ]

— Que seja. — Falou o soldado assim que Sigurd fez sua escolha. Por um momento ele sentiu que aquela fosse a resposta errada à pergunta de um milhão de lodians. — Vai começar amanhã, esteja nas cavernas antes do amanhecer.

Entendida a ordem, mas ainda não sua função, Sigurd enfim pôde ir dormir. Seguiu para seu alojamento e pôde dormir na cama mais confortável de sua vida. Não que aquela fosse uma ótima cama, apenas não era chão frio ou terra batida.

------------------

Não foi difícil acordar. Na verdade, era obrigatório acordar exatamente naquele horário, pois soldados tocavam cornetas durante longos minutos para que isso acontecesse. Sigurd vestiu sua nova roupa de couro e, por um momento, ficou perdido. A maioria dos recrutas foram direto para as estalagens, mas ele deveria ir para as cavernas. Não fossem três soldados o guiarem talvez ficasse no lugar por um bom tempo.

Ele foi levado até as cavernas nas montanhas ao longe, havia visto elas quando chegou mas como o sol ainda não havia nascido, tudo que podia ver eram vários pontos luminosos. Fogueiras talvez, ou o fogo dos próprios dragões. O lugar era longe, por isso tiveram de ir até lá montado em hipogrifos, finalmente Sigurd pôde saciar sua curiosidade. Eram animais metade águia metade cavalo.

Spoiler:

Animais belos e de temperamento dócil, eram bastante similares aos cavalos em seu modo de vida. São onívoros, apesar de preferirem se alimentar de grãos e frutas, carne também entra no seu cardápio. Mas obviamente Sigurd não iria "dirigir" um hipogrifo, pelo menos não agora. Um dos soldados que cavalgava um desses belos animais chamou Sigurd para subir na garupa. Então voaram. O garoto sentiu, mesmo que por alguns minutos, a liberdade que nunca teve. E era maravilhosa.

Ao chegarem, não demorou para Sigurd ser encarregado de seus afazeres. O lugar era iluminado por tochas e era possível ouvir o ronco dos dragões nas cavernas muito acima. No pé da montanha, Sigurd sentiu-se pequeno. Prestou atenção e notou escadas esculpidas rusticamente na pedra, provavelmente por onde os cavaleiros e serviçais subiam.

— Muito bem, novato. — Começou o soldado que o guiava. — O trabalho é braçal, mas bem pago. Pegue um forcado e verifique as cavernas vazias. Puxe toda sujeira para fora, faça isso nas cavernas de baixo. O que cair depois você puxará para as carroças e levar para queimar. Não se preocupe, vão ter outros te ajudando.

E, de fato, tinha. Logo dois anões e um humano se juntaram a Sigurd. Eles eram bem corpulentos e, assim como o garoto, usavam roupas resistentes de couro. O trabalho começou imediatamente, Sigurd pegou um forcado de ferro um tanto pesado e seguiu os demais. As cavernas eram enormes, mas não muito profundas. Dragões adoravam dormir nelas, cercados por rocha, deitados em pedras quentes que eles aqueciam com o próprio fogo. Para a grande sorte do grupo de limpeza os dragões não faziam suas necessidades ali, mas às vezes preferiam terminar suas refeições no conforto de seu lar. Ossos, restos de comida e de vez em quando montes regurgitados eram encontrados. Quando tinham dor de estômago os dragões engoliam algumas pedras para ajudar na digestão, mas podiam vomitá-las se achassem necessário. De qualquer forma o trabalho de Sigurd e os demais estava longe de ser limpo.

[Pode postar ações, perguntas e como você encara este novo "serviço". Por enquanto você não viu nenhum dragão, apenas pôde ouvir seus roncos.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Qui Out 23, 2014 2:27 pm

Como de costume desde que chegara na ilha de Hilydrus, baseado na reação do guarda à sua resposta, por um segundo se perguntou se sua escolha, de fato, havia sido a que realmente quisera dar. Já havia acontecido antes afinal, dizer uma coisa quando, na verdade, queria outra. Se contentou com a dúvida.

- Sim, senhor! - Pensou, compreendendo a ordem, - apesar de ainda em dúvida sobre a função - e respondendo com uma das poucas frases do idioma comum que conhecia de seus tempos de guerra.

No alojamento as coisas não foram muito animadas, podia-se observar. O silêncio dava um ar tenso no recinto, cujo o rapaz julgou ser normal para o primeiro dia. Todavia bastaram apenas alguns minutos para o sono lhe vir nocautear, rendendo-lhe bons sonhos onde antes só tinham cicatrizes e lembranças dolorosas.

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Pela manhã, as cornetas fizeram o trabalho que antes era reservado aos pontapés de seus antigos senhores, por mais "bons" que poucos e menos ainda pudessem ser. Contudo "se encontrar" foi o primeiro obstáculo que encontrou no dia após vestir-se com o uniforme que lhe foi dado.

- Uow... - Foi o que conseguiu dizer quando, por fim, os guardas o levaram para onde se encontravam aquelas magnificas criaturas. Poderia descrever como fora a viagem até os pés das cavernas também, mas não conseguiria expressar tal sentimento com palavras. O que podia dizer é que tinha sido algo inesquecível.

Já dentro da caverna, instruído sobre seus afazeres, iniciou os trabalhos. O lugar era enorme (apesar de não muito profundo), quente e o cheiro era de embrulhar o estômago. O trabalho era pesado, mas nada que desanimaria o jovem rapaz. Seu trabalho se resumia a limpeza da caverna e apesar das necessidades das criaturas não serem executadas ali, só o mal cheiro de restos de alimentos e sangue, por si só, já eram um incomodo considerável. Isso sem mencionar os vômitos, é claro.

- Agro. Agro Sigurd. - Apresentou-se ao homem enquanto puxavam juntos um grande monte de sangue, carne e ossos regurgitados. Os anões estavam mais distantes nessa ocasião.

Até aquele momento, apenas algumas horas haviam se passado e nenhum Dragão tinha dado as caras. Entretanto, sinceramente, não tinha certeza se queria realmente vê-los. Era impossível ignorar todas as lendas. Ossos, sangue e carne putrefata também não eram um bom cartão de visitas até mesmo para os mais curiosos. Todavia a curiosidade era tão inevitável quanto o medo, com uma pitada de excitação, de fato. Estava com medo, mas excitado também afinal se tornar um cavaleiro era sua meta até então.

*Gabz, não esquece de considerar minha HE para os próximos posts caso seja necessário, por favor. Obrigado =D

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Sex Nov 07, 2014 5:00 pm

Trabalho pesado. E nada limpo. Sigurd estava até acostumado com este tipo de serviço, apenas não esperava ter que encarar isso logo de cara em sua nova vida. Era agora um homem livre mas ainda não notou a diferença. Seus companheiros de trabalho eram três: um anão jovem de barba negra curta chamado Talnor, um anão um pouco mais velho e ruivo de nome Galk e o terceiro era um humano parecido com Sigurd, chamado Rulter. Ele também tinha a cabeça raspada mas parecia mais velho. Mas, talvez para a sorte do novato, Sigurd não teria o trabalho de decorar seus nomes.

— Você, garoto. — Chamou um dos soldados. Ele havia acabado de desmontar de um hipogrifo Sigurd ficou confuso sem saber se estava realmente falando com ele, até que o soldado o chamou de novo. Sem pensar duas vezes o novato foi até o homem. — Estão precisando de ajuda com os filhotes. Vá ao depósito de ovos, vão explicar melhor lá.

Antes de Sigurd ter a chance de perguntar "porquê eu?", o soldado já havia ido embora, voando no hipogrifo. Olhando em volta ele pôde notar um grande armazém de pedra ao longe, perto do pé da montanha. A entrada era uma porta dupla de ferro, grande o suficiente para passar um orc, apesar de não ser necessário. Uma vez lá dentro, Sigurd encontrou um salão mal iluminado, o chão todo coberto de castalho. Aos cantos haviam ovos enormes espalhados, o tamanho de alguns batia na cintura de Sigurd! Nem era preciso notar que aquilo eram ovos de dragões. O garoto notou que alguns deles estavam quebrados, mas vazios. Então ele notou uma figura peculiar andando por ali.

Sigurd nunca havia visto um fauno na vida. Se viu, talvez foi um meio-bode, mas ali estava um incomum meio-cavalo. Era um rapaz de corpo definido, antebraços peludos e cabelos de um marrom claro, parecendo um humano normal. Mas da cintura para baixo era diferente, pois suas pernas eram de cavalo e havia uma longa cauda equina também. A pelagem era da mesma cor de seus cabelos e subia ligeiramente até certa altura da cintura. Um detalhe era que seu cabelo espetado também crescia na parte detrás de seu pescoço.

Em baixo de cada braço ele carregava um filhote de dragão.

— Ah, depois de duas horas me mandam alguém pra ajudar! — Reclamou o rapaz. Sigurd nunca havia visto filhotes de dragão e não pôde deixar de notá-los. Eram do tamanho de cachorros porte médio, mas com cabeças ligeiramente maiores e pequeninos chifres. Tudo era mais curto: focinho, patas, cauda, asas. Lembrava mais uma miniatura do que um filhote. — Escuta, três ovos racharam mas não tinha ninguém aqui, então eles se esconderam. Achei dois, mas o terceiro é preto e praticamente impossível de encontrar. Se me ajudar, te dou metade do meu lanche. Ah, me chamo Karui.

Ele riu. Apesar de estranho, era um rapaz bonito, mesmo sendo um sátiro meio-cavalo. Ele andou até um cercado de pedras perto da porta, ao lado de Sigurd, e deixou os filhotes ali dentro. Eles ainda eram pequenos demais para voar, então soltaram grunhidos indignados. O novato se apresentou.

— Sigurd, que nome estranho. Bem, não sou ninguém pra falar o que é estranho, se é que me entende. — Riu, voltando a andar e olhando em volta. Seus cascos abriam caminho com facilidade no cascalho. — É um filhote preto e muito esperto, se escondeu num piscar de olhos.

E o trabalho era mais complicado do que parecia. O salão era mal iluminado por algumas tochas, aparentemente os filhotes gostavam de ficar em lugares assim, então nascer ali era perfeito. Mas achar um filhote de dragão preto ali era mais difícil do que parecia... exceto para Sigurd.


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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Ter Nov 11, 2014 9:39 am

- Eu? -  Perguntou, confuso, após a ordem do guarda. Por um segundo pegou-se lembrando de seus velhos senhores e seus chamados inesperados que na maioria das vezes significavam dor. Porém, ali não era mais as ilhas estrangeiras além mar e agora era um homem livre, não tinha motivos para ser espancado, ao menos não tinha motivos ainda.

- Sim, Senhor! - Respondeu aliviado quando o guarda ordenou, mas ele havia sumido tão rápido quanto havia aparecido que o jovem sequer soube se ele realmente tinha ouvido. Todavia saiu sem demora, longe daquela imundice toda.

Chegando lá, não pôde deixar de sentir suas presenças, eram poderosamente expressivas já como bebes... absurdo. O lugar era escuro, mal iluminado, mas isso não era problema para Sigurd. Outra presença era notada ali, era diferente... não era um dragão, nem humano. Parecia ter... cascos?

- Dragões... - Sussurrou animado, para si mesmo, quando os viu, ignorando aquela estranha criatura que reclamava enquanto segurava-os.

- Agro Sigurd. - Respondeu ao meio-cavalo. - Meu prazer... - Fez uma reverencia a Karui. Era um rapaz bom à primeira vista. Engraçado. Talvez fosse um bom amigo no futuro.

- Agro ajudar! - Então algo que provavelmente Karui não esperava aconteceu. Sigurd apenas se agachou, colocou uma das mãos no chão e fechou os olhos. Conseguia sentir o meio-cavalo a sua frente, os outro dragões no cercado guinchando em disputa e então...

- Ali! - Apontou. - Pegue-o ou ele foge... Isso. Atrás...Hahaha - Voltou a dizer em seu sotaque habitual, rindo enquanto o meio-cavalo corria desengonçadamente atrás do pequeno Dragão que se mostrava extremamente ágil. Então resolveu ajuda-lo. Auxiliado pela sua habilidade passiva - considerando que estavam próximos do pequeno dragão -, tentou prever seu próximo movimento evasivo e agiu, tentando agarra-lo.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por ADM GabZ em Dom Nov 16, 2014 5:12 pm

A ação de Sigurd deixou Karui confuso. Afinal não era todos os dias que se via um rapaz fechar os olhos e encostar a mão no chão dentro de um estábulo para ovos de dragões. Foi quando ele apontou uma direção, aonde sentiu exatamente a presença do pequeno. Ele estava nos fundos do local, em cima de uma das vigas e Karui teve trabalho para subir ali com seus cascos para, no final, o pequeno simplesmente pular para o chão.

A sorte da dupla era que o filhote não podia voar ainda. Sigurd aproveitou a deixa e o cercou, fazendo com que o pequeno rugisse para ele, irritado. Era do tamanho de um cachorro de porte médio, pescoço e cauda ainda curtos, mas olhos amarelos muito irritados. Seus dentes talvez já podiam fazer um bom estrago. Karui tentou agarrá-lo, mas ele saltou para perto de Sigurd que aproveitou a deixa para segurá-lo.

Quente e áspero. Era a sensação de segurar um dragão filhote. Além do couro duro e dos chifres, o filhote ainda tinha bastante energia para queimar. Foi relativamente fácil segurá-lo, pois o filhote parecia ter se cansado da brincadeira.

— Caramba, você é o quê, um médium? — Falou Karui, rindo. Ele coçou a cabeça. — Obrigado pela ajuda. Já que está aqui bem que poderia me ajudar a dar comida pra eles. Vou trazer um barril de carne seca e você tem que dar a eles tira por tira. Quando eles morderem, puxe. Devem aprender que quem manda é você. Só ofereça a carne de novo quando pararem de pedir. Fácil, certo?

Fácil, mas tedioso depois de um tempo. No início era divertido ver os três filhotes desesperados por comerem seu primeiro pedaço de carne. Eles brigavam entre si, mas não recebiam a comida enquanto não se calassem. Sigurd não percebeu, mas se passaram duas horas nesta brincadeira e só no final os filhotes decidiram cooperar. Quando eles comeram o suficiente, caíram no sono.

— Você tem jeito com dragões. — Comentou o meio-cavalo. — Sabe, a maioria tem medo deles. Não os culpo. O antigo capitão tinha boa parte do corpo queimada. E... você é estrangeiro, não é? Com o tempo vai aprender melhor sua língua. E aí, com fome?

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Ter Nov 18, 2014 8:42 am

"Bom..." foi o que veio em sua cabeça quando, por fim, conseguiu agarrar o jovem dragão que, cansado, não mostrava mais reação. Seu corpo era quente, áspero e tinha um cheiro incomum, mas bom.

- Medium? - O jovem repetiu, confuso, ao meio-cavalo. - Ah...Isso? Agro ser bom em sentir. - Respondeu, julgando ter compreendido a pergunta.

Então, após as instruções de Karui, deram continuidade ao trabalho. Já era hora de alimentar os Dragões. Alimenta-los era divertido, contudo tedioso com o passar do tempo. Todavia, não podia negar que quanto mais conhecia tais criaturas, mais interesse tinha em se tornar um domador delas. Um cavaleiro, melhor dizendo.

- Incríveis...- Disse, quando dormiram, a Karui.

- Sim, Agro vem do além mar. Agro não saber o que é medo... - Falou mostrando sua marca de escravo, queimada em seu antebraço, ao meio-cavalo. Fora um escravo, afinal. O  medo acabara desaparecendo com o tempo, junto com as dores das chibatadas que frequentemente recebia.

A lembrança veio inesperadamente e não podia negar um certo arrepio misturado com uma boa porção de alivio pelo tempo já vivido. Um silencio pairou por alguns instantes, mas o Karui logo o quebrou com uma pergunta que se mostrou obvia quando o estomago do rapaz resmungara quase tão alto quanto os jovens dragões quando famintos.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Dez 03, 2014 8:52 pm

Karui sorriu com as palavras de Sigurd, apesar de não se conhecerem, pela forma como os dois interagiam, era possível dizer que os dois eram bons amigos. – Acho que terminamos por aqui, a não ser que outro monstrinho decida nascer, não é? Hahaha! Hey, não pense que me esqueci da promessa, vamos lá fora, vou dividir meu lanche com você! – Karui deu um tapinha nas costas de Sigurd e seguiu pela porta. Já do lado de fora o fauno se espreguiçou estalando alguns ossos no processo, e por fim um longo suspiro de alivio. Àquela altura o sol já estava bem avançado, quase alcançando seu limiar ao meio dia, e Karui aproveitava os momentos de descanso para apreciar a beleza da paisagem local. Sigurd pode não ter notado, mas tirando as cavernas cavadas na montanha e o deposito onde ficavam os ovos e filhotes, a paisagem do lugar era quase completamente natural. Uma grande planície de grama baixa e verdejante, com algumas raríssimas arvores espalhadas pela imensidão verde e la longe, o quartel e seus edifícios. – Haaaa, que dia, uffff. Se não fosse pela sua ajuda, meu amigo, eu teria perdido meu almoço. Venha aqui, está guardado na minha mochila. - Ele foi até um carvalho solitário que estava um pouco mais distante dali, e lá, ao pé da arvore escondida sob algumas raízes, estava a mochila dele. O fauno retirou de dentro dela um pequeno pote de barro com um pano branco encardido amarrado, Sigurd se pegou imaginando o que será que teria ali dentro, que tipo de refeição o fauno apreciaria, uma vez que não conhecia a raça, era difícil saber se sua alimentação era igual a sua. – Aqui, sirva-se! – E quando desamarrou o barbante que prendia o paninho ao pote, ele revelou algo um tanto inusitado. Havia ali dentro algumas folhas, legumes crus como cenoura e batatas já descascadas e uma maçã. – Sei que para você isso não é muito, mas acho que da para tapear o estômago até voltarmos para o quartel.

- Hey, Sigurd. Diga-me, por que escolheu os dragões? – Disse ele antes de enfiar um chumaço de alface na boca e mastiga-lo como se fosse um suculento pedaço de carne. – Sabe, é bem raro ver recrutas vindo trabalhar com os dragões, muitos só querem os trabalhos fáceis, a ultima vez que vi um recruta aqui foi na época que vim para cá em busca de novos ares. – Karui parecia bem tranquilo, sentado aos pés da arvore sobre a sombra do grande carvalho, aquela era a hora de Sigurd fazer um novo amigo naquele lugar onde ele conhecia tão poucos. - Na sua terra, você já havia visto algum antes? Digo, já viu algum dragão de perto? Não que isso seja um problema, claro. Mas... É, bem. Só por curiosidade. - Ele parecia um pouco sem graça enquanto falava, talvez por estar envergonhado de tocar no assunto sobre o passado de Sigurd, mas já dava para notar logo de cara que Karui era um rapaz bem falante e extrovertido.



[É isso aí Sigurd! Simbora postar nessa bagaça. ^^
Como havia dito pelo skype, serei sua nova narradora de agora em diante, então qualquer duvida, reclamação ou sugestão, pode falar cmg a hora que quiser. o/
Darei continuidade a aventura da Gabz, porem do meu jeitinho especial que só os mais fortes conhecem (vai morrer!). Como seu ultimo post foi dia 18, tom aqui +150 exp por atraso da parte de sua antiga narradora. A partir de agora tentarei postar sempre 5-7 dias depois de vc, pode ser que ocorra antes, nunca se sabe, depende mt do meu humor no momento. rsrs
Então é isso, sem mais enrolação, nos vemos por aí. xD]

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Qui Dez 04, 2014 10:21 am

O ronco do estomago de Agro sugeria uma pausa para o almoço e o termino do serviço dava enfase a ideia. - Uh-hu... Agro agradece! - Disse, animado, enquanto seguia o meio cavalo para fora do recinto. Já no lado de fora, o sol dava razão ao estomago de Sigurd: quase no meio do céu (hora que era de costume almoçar).

O lugar era belo, sereno como só os cenários montanhosos são. A brisa refrescava o corpo, quente devido ao trabalho nas cavernas. - Dia belo...- Concordou, enquanto seguiam para um carvalho onde Karui guardava o almoço.

- Obrigado. - Agradeceu, servindo-se da salada. Convenhamos que não era o almoço ideal para o Sigurd: tanto pela quantidade, tanto pela refeição em si. Todavia, para um lanche estava bom e ao experimentar notou que não estava ruim quanto julgou à primeira vista. "Nunca julgue um livro pela capa" - se lembrou.

- Agro não ter problema em trabalhar. - Respondeu, enquanto comiam. Deu uma pausa para pensar nas palavras antes de dar continuidade. - Dragões? Tolice seria não escolhe-los. - Disse com dificuldades, precisava melhorar seu vocabulário urgentemente.

- Não, Agro nunca viu um adulto. - Disse, dando a entender que os filhotes haviam sido os primeiros.

Quando terminou de almoçar, levantou e espreguiçou-se. Estava com uma ideia na cabeça desde que fizera amizade com Karui e com algum tempo de sobra do almoço, resolveu sugerir:

- Hey... Karui. - Chamou, enquanto pegava dois galhos jogados ao chão de uma arvore qualquer com comprimentos parecidos (lembravam espadas). - Agro ser um guerreiro antes de vir parar aqui e quer continuar sendo... - Sorriu. - Um cavaleiro, é como chamam, certo? - Deu uma pausa para ver a reação do jovem. - O que Karui quer ser? Se está pelo mesmo motivo de Agro, podemos treinar e evoluir juntos... Hm? - Sugeriu, animado, ao meio cavalo. Precisava de um companheiro de treino e Karui se mostrava confiável, além de gentil e parceiro. Se suas aspirações fossem as mesmas, por que não se unirem?

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Dez 08, 2014 12:26 am

– Ora ora! Você é bastante ambicioso, mas fico muito feliz com isso, porém devo avisa-lo de uma coisa, se quer mesmo se tornar um cavaleiro de dragões, tens um caminho muito longo para trilhar. – Ele não respondeu diretamente à pergunta de Agro, mas parecia ter absorvido a questão e estava esperando o momento oportuno para falar disso. Num instante ele se levantou terminando seu lanche, era hora de voltar ao trabalho e eles tinham ainda muito pela frente. – Para se tornar um cavaleiro de dragões, primeiro você deve se acostumar a estar na presença deles, só muito depois você poderá montar um. Hehe – Karui dava as dicas a Agro como se ele próprio fosse um cavaleiro já muito experiente. Os dois voltaram para o deposito dos ovos, mas aparentemente nenhum outro ovo havia chocado naquele meio tempo. – Bom, parece que as coisas já se acalmaram por aqui. Olhe! Tem alguém chegando. – E Sigurd olhou para trás bem a tempo de ver o mesmo oficial que o havia mandado para cá, chegar montado no grifo novamente. – Recruta Sigurd. Tenho uma missão importante para você. Um cavaleiro de uma ordem aliada à nossa está vindo para cá. Quero que você vá encontrá-lo na estrada e sirva de guia para ele. Você deve tomar um banho e se arrumar, separamos uma armadura apropriada. Você tem uma hora para estar pronto. Isso é tudo.

Depois de dar sua tarefa, o oficial se afastou até sumir de vista. Sigurd não podia perder tempo por isso se despediu de Karui prometendo retornar assim que possível. Seguindo as ordens do oficial, Sigurd tomou seu banho e se vestiu com a armadura que lhe deram, não era uma armadura de alta qualidade mas pelo menos ela o identificava como um dos soldados de Hilydrus. Foi lhe dado também uma espada e um escudo, um mapa com um grande X onde deveria ir e uma carta contendo instruções. A carta informava que ele deveria se encontrar com um homem chamado Sir Marcus, ela descreve que ele estará montado em um dragão de montaria negro e usando uma armadura com o símbolo de um dragão no peito. A carta também dava instruções a Sigurd para pegar algumas provisões e um dos cavalos nos estábulos. Obedecendo as instruções da carta, Sigurd pegou o cavalo no estábulo e partiu, o ponto de encontro com Sir Marcus ficava há 3 dias de viagem. A viagem em si fora tranquila e nenhum incidente ocorreu, no quarto dia Sigurd estava no local marcado para ser o ponto de encontro, era meio dia e o Sol ardia no centro do céu. O local era uma encruzilhada onde quatro estradas se encontravam. Ali o recruta solitário amarrou sua montaria e sentou-se a sombra de uma árvore esperando pelo tal Sir Marcus.

Duas horas se passaram quando finalmente Sir Marcus apareceu, tratava-se de um cavaleiro alto que trajava uma armadura prateada muito bem decorada e com o símbolo de um dragão no peito. A montaria de Sir Marcus era nada mais nada menos que um dragão de montaria, uma criatura linda de cor negra como a noite. Sigurd rapidamente se levantou e subiu em sua montaria para interceptar Sir Marcus, mas quando se aproximou notou algo estranho, o cavaleiro parecia ferido, não só ele como sua montaria. Era possível ver vários cortes em seu corpo, pedaços de sua armadura estavam faltando enquanto que sua montaria tinha apenas uma asa e estava sem a calda. Assim como o cavaleiro, vários cortes podiam ser vistos no couro do animal.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Sex Dez 12, 2014 11:30 am

Como podia-se observar: a questão abordada, de fato, não havia alcançado o ponto desejado pelo jovem. Sigurd não sabia dizer se Karui estava fugindo do assunto ou esperando o momento certo para aborda-lo mais aprofundadamente, todavia já estava na hora de voltarem ao trabalho, teriam mais tempo para conversar em outra ocasião...esperava.

- Sim... - Concordou, sobre os jovens dragões. - Hm? - Virou para o soldado que adentrava o recinto.

Dado a ordem, o rapaz seguiu para o alojamento após despedir-se de seu novo amigo. Lá, apressou-se para dar inicio a missão. Apesar de simples, o fato de pela primeira vez vestir as cores e o lobo de Hilydrus animavam o ego do jovem. É claro que não podia-se comparar com um soldado, mas lhe deram uma espada e um escudo...já era alguma coisa.

Já preparado, provisionado, instruído e com um mapa: seguiu a cavalo para local indicado. Viajaria por cerca de 3 dias, de acordo com as instruções e graças aos deuses tudo havia seguido bem. No quarto dia alcançou o local indicado: uma encruzilhada. Para dar um descanso ao cavalo: amarrou-o na sombra, retirou-lhe o peso das provisões e deixou que pastasse tranquilo. O sol estava alto naquela ocasião, logo resolveu almoçar enquanto esperava o tal Sir Marcus chegar.

Passado algumas horas esperando, ao longe, pôde observar a aproximação de um dragão - era o primeiro dragão adulto que via... uma criatura incrível, de fato. "Sir Marcos..." - compreendeu em pensamento. Estava tão magnifico quanto se espera de um cavaleiro alado e por um segundo, enquanto reabastecia o cavalo afim de interceptar o cavaleiro, se imaginou naquela posição... era um sonho bom. Contudo, quando aproximou-se notou algo errado: ambos estavam realmente feridos. Aproximou-se mais:

- Sir Marcus! - Disse, quando alcançou. Havia treinado o que diria ao homem durante a viagem. - Agro Sigurd, exercito alado de Hilydrus. - Apresentou-se. - Por que ferido? Quem atacou? - Essa parte não havia sido treinada, logo disse do seu jeito mesmo... ainda estava aperfeiçoando seu idioma comum.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Dez 18, 2014 11:13 am

Quando Agro encontrou o cavaleiro, teve a triste a assustadora surpresa de encontrar um homem moribundo, montado naquilo que um dia fora um belíssimo dragão, mas agora era quase um cadáver ambulante. A montaria ainda tentou dar mais alguns passos em frente, tentou se aproximar de Agro, mas aquele era seu limite, já não aguentava mais o peso de suas feridas e seu mestre juntos, e cedendo a fraqueza, ele pereceu ali mesmo. O cavaleiro se segurou com o solavanco da queda, que quase o atirou para fora de sua montaria, mas ele não se moveu, também estava em seus últimos momentos, e precisava economizar suas energias para dar o aviso a Agro, um recado importante, algo que poderia valer suas vidas. – Cavaleiro... Você precisa... *cof cof*... Você precisa... Levar istoAaahh... – Ele gemeu e se contorceu de dor, mas conseguiu tirar de sua bolsa, com bastante dificuldade, uma pedra muito parecida com uma joia bruta, como se tivesse acabado de ser tirada da terra, mas com um pequeno diferencial, uma de suas faces estava “lisa” como se estivesse partida ao meio. O homem levantou seu braço com a pedra e a estendeu na direção de Agro. – Ruff... Leve para Ruff... Encontre um homem... chamado Call Gustaff... *cof cof*... Por favor, cavaleiro. Seja rápido... Você é nossa ultima esperança... – E sem mais fôlego, ele caiu, morto. Restava a Agro somente os dois corpos e a pedra misteriosa. Se Agro pegasse o cristal, logo notaria que não se tratava de uma pedra comum, ela parecia transmitir uma espécie de energia, um calor tênue e confortável, ela pulsava com esse calor como as batidas de um coração. Imediatamente ao toca-la Agro sentiu uma presença, sua habilidade estava lhe avisando que havia algo ali, mas era uma presença fraca, mas que ainda estava ali. O rapaz olhou para os lados assustado, queria saber quem ou o que era, mas então ele percebeu, era a própria pedra. O que isso significava? O que Sigurd faria agora? Levaria a pedra para Ruff como havia dito Sir Marcus? Ou tentaria pedir socorro voltando ao quartel dos Cavaleiros Alados?

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Seg Dez 22, 2014 9:56 am

Aproximando-se rápido, com as narinas tomadas pelo odor de sangue em virtude de sua destreza, considerou o pior. Quando alcançou, dispensou as apresentações e correu para ajudar o homem. O dragão, para a tristeza do jovem, havia empregado as ultimas forças para chegar até ali e sucumbiu. Agro pôde sentir os últimos resquícios de vida da criatura esvair-se, mas o homem ainda se mantinha vivo... com esforço, mas vivo. Tentou socorre-lo, mas antes que fizesse ou falasse qualquer coisa: foi interrompido.

Uma pedra suja de sangue, um local e um nome foram as únicas e ultimas coisas que o homem entregou-lhe antes de, como sua montaria, perecer ali sob o sol quente. Não podia negar o susto, até então estava animado com a simples missão e o fato de poder conhecer um dragão adulto, tal como seu cavaleiro. Todavia, agora as coisas haviam mudado: um cavaleiro estava morto e isso era grave.

- Hm?! - Assustou-se, quando pegou a pedra sob as mãos. Dela uma energia emanava, enlouquecendo seus sentidos aguçados. No início não sabia a origem do poder, mas após alguns segundos percebeu, deixando-o mais intrigado ainda.

O homem havia lhe designado uma missão surpresa, mas sabia que tinha duas opções: voltar e buscar ajuda ou executar por si só como ordenado pelo cavaleiro. Uma questão perigosa por vários motivos, por um lado a sensatez e por outro a coragem. Convenhamos... não se pode esperar muito juízo de um jovem quando uma possível oportunidade lhe cai entre as mãos. Logico que voltar não estava em seus planos, portanto após dar uma boa analisada na joia, limpando o sangue nela escorrido, seguiu para Ruff o mais rápido que pôde.

"Qual será o segredo por trás dessa pedra? " - Questionou-se, em pensamento, enquanto cavalgava. Podia sentir a respiração forte de seu cavalo, esforçando-se em direção a Ruff. "Call Gustaff..." - Repetiu, para não esquecer. Estava intrigado e receoso, de certa forma, mas entusiasmado também. Estava com medo, mas eufórico .. uma mistura estranha de sentimentos, talvez opostos, mas era o que sentia afinal de contas.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jan 05, 2015 3:17 pm

A viagem até Ruff seria longa e cansativa, fora os perigos que o recruta poderia encontrar pelo caminho, mas ainda assim ele estava disposto a correr aquele risco em nome da honra daquele cavaleiro morto aos seus pés. Ele tomou a pedra para si e a guardou bem escondida, em seguida, partiu a toda velocidade em direção à península. A viagem do recruta solitário seguia calma, a estrada estava limpa, nenhum sinal de vida durante toda à tarde, mas logo a noite caiu sobre Sigurd e a falta de iluminação o obrigou a fazer uma breve pausa em sua jornada. Sob a luz pálida da lua, Sigurd sentou-se numa rocha à beira da estrada enquanto descansava da viagem. Seu cavalo já demonstrava um pouco de cansaço, desde a saída do campo de treinamento até então eles já havia andado quase 4 dias, talvez um acampamento fosse o ideal naquele momento. Sigurd pegou uma cuia que veio junto com suas rações de viagem e dividiu um pouco de sua agua com o equino, depois veio sua hora de se hidratar e se alimentar, mas não sem antes fazer uma fogueira. Sigurd achou que seria mais seguro fazer a fogueira um pouco mais distante da estrada, próximo a um amontoado de rochas que haviam próximas, para não chamar a atenção de ninguém que passasse por ali durante a noite.

A calmaria que fazia ali naquele momento era reconfortante, sob o manto estrelado da noite, e a lua tímida escondida sob algumas nuvens, o calor da fogueira para lhe acalentar a pele. Não demorou muito para que o aventureiro pegasse no sono ali mesmo. E em meio a seus sonhos, ele sentiu aquela presença novamente, aquela força incomum que havia sentido quando tocou na gema pela primeira vez. E as duvidas começaram a surgir em sua cabeça, o que seria aquela gema? Que presença era essa que ele sentia? Seria isso magia? Quem era aquele cavaleiro afinal e o que ele fazia? As duvidas eram muitas, mas nenhuma delas tinha resposta. Seus pensamentos foram interrompidos por uma imagem, e mais outra, e outra. Ele via um grupo montado em dragões, eram 4 pessoas, 3 homens e uma mulher, mas ele não conseguia identificar seus traços, a não ser pela coloração avermelhada nos cabelos da mulher. Ele viu também trevas, e morte. Viu sangue sendo derramado, e sentiu dor, uma dor aguda no peito, e outra, era como se estivesse sendo golpeado. E os homens montados em dragões caíam um a um, e a cada um que morria, uma pontada de dor. No fim, restou apenas a mulher, ela corria desesperada, as trevas a perseguiam, mas ele não sabia o que havia naquela escuridão, era uma massa negra como uma névoa muito densa, mais densa que a noite. A mulher parecia fraca, ferida, ela foi alcançada e envolvida pelas trevas, então Sigurd acordou. Estava suando frio, sua respiração rápida e pesada, era como se tivesse corrido léguas. Ele sentiu aquela presença assim que acordou, mas segundos depois ela desapareceu. Sigurd pegou a pedra e a olhou assustado, o que seria aquilo afinal? E que sonho fora aquele que acabara de ter?



[Eai Sigurd!!! Desculpe ter demorado, eu pensei que não fosse viajar nessas ferias, mas meus planos mudaram bem em cima da hora. '-'
Feliz 2015! E simbora com essa aventura que tah ficando legal!]

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por Sigurd em Qui Jan 22, 2015 3:06 pm

O sol ainda estava alto e consequentemente quente, na ocasião, como a maioria dos dias costumavam ser naquela parte da ilha. Analisando a posição do sol, julgou ser por volta das quatro da tarde. Estava determinado, de fato, mas seria ilusão não considerar todos os pesares que a inesperada missão poderia lhe trazer: morrer, ferir-se ou até ser expulso do exercito - que em sua concepção, era a pior delas. Todavia, era um homem de palavra e por um lado, não estava descumprindo ordem nenhuma. Até onde sabia: deveria encontrar Sir Marcus, ponto. Suas ordens se limitavam aí. Não estaria descumprindo nada...teoricamente.

"Uma oportunidade, isso." - Pensou, enquanto certificava-se de que a pedra estava segura entre seus bolsos. - Ainda esta aí...

A viagem estava calma, de fato. A estrada estava limpa e até então nenhum imprevisto havia lhes incomodado. Viajaram - o rapaz e seu cavalo, cujo nomeara "Sara"... a proposito: era uma égua, negra como a escuridão - durante todo o dia e por fim o sol despedia-se da lua, que fraca, já mostrava presença naquele fim de tarde.

- Calma senhora, já vamos descansar. - Consolou Sara, a égua, que se mostrava exausta. O jovem também estava exausto.

Quando encontrou um local adequado, floresta adentro(mas não tão adentro) para que não fosse surpreendido por companhias inesperadas, dividiu sua água com a égua e, amarrada de modo que não ficasse desconfortável, deixou que pastasse tranquila (próximo o bastante que pudesse vigia-la). Perto de um amontoado de rochas, montou seu próprio acampamento. Acendeu uma pequena fogueira e relaxou. O mais correto era encontrar um rio, ou alguma especie de olho d'água para montar seu acampamento, mas como já estavam sob a escuridão da floresta, julgou mais seguro descansar ali mesmo, com proteção das rochas que não davam muitas oportunidades de ser assaltado.

Como já se espera de uma viagem longa, sob a luz das estrelas e do luar, não demorou muito para que o jovem, aquecido pela fogueira, pegasse no sono. Não podia dizer que estava satisfeito com seu jantar, tão pouco com sua cama improvisada no chão liso e rochoso. Diria isso, tempo depois se fosse questionado. Entretanto se lhe perguntassem qual sua opinião naquele momento, diria que estava ótimo e que nunca dormira em uma cama tão boa quanto aquela. Curioso? Nem tanto, se analisar os fatos.

- Hm!? - Acordou, sobressaltado. Não que acordar em meio a noite, após um pesadelo, não fosse comum para Sigurd. Seu passado havia sido doloroso e as lembranças estavam marcadas em sua memória para sempre, tal como as cicatrizes em sua pele. Porém, daquela vez não era aquilo. Havia uma presença, mesmo que estivesse sozinho. Então lembrou quando tocara a joia, pela primeira vez. Voltou a toma-la:

- Que tipo de pedra é essa? - Questionou-se em um embaralhado de idiomas, como de costume fazia quando falava consigo mesmo. Em sua mente, uma confusão de duvidas brotavam e atrapalhavam sua compreensão... até que viu: eram alguns cavaleiros, montados em seus dragões. Não podia distingui-los muito bem, mas podia notar três homens e uma mulher dentre eles. Parecia um sonho bom, um sonho no qual o jovem esperava alcançar, mas a sequencia não era tão majestosa. Viu morte, sangue,  escuridão, viu dor e a sentiu tão intensamente como se realmente tivesse seu peito sendo aberto novamente. Para cada cavaleiro morto era um urro de Agro, até que sobrou apenas a mulher que fugia desesperadamente daquele monstro feito de escuridão. Foi só quando foi alcançada, que o rapaz acordou.

-Era um sonho, afinal... - Cochichou aliviado, apesar de compreender que aquilo não havia sido um sonho comum. Estava suando frio e tremia um pouco. Buscou pela pedra... Estava lá. Não sabia o que havia acontecido naquela noite, nem seu significado. Contudo, não era tolo o bastante para ignorar tal sinal. Aquele não fora um sonho comum, esforçou-se para lembrar:

- Três homens, uma mulher. Quatro cavaleiros. Um monstro feito de breu. Morte. Dor. Agonia... - Repetiu, buscando alguma informação totalmente em vã. Já era dia novamente. Sara pastava novamente, sob o frescor da manha. Já era hora de voltarem para sua viagem. Já estavam perto, julgou.

- Hey garota...- Chamou sua atenção. - Vamos! - Afagou seu queixo, enquanto se preparava para seguir. - Vamos para Ruff! - Disse, receoso, por fim, quase para si mesmo do que para a égua... as imagens do sonho ainda eram recentes em sua mente. "Call Gustaf." - Repetiu em pensamento.

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Jan 22, 2015 9:43 pm

Os dias seguintes de viagem não foram muito difíceis, precisou parar apenas mais uma vez para descansar antes de finalmente chegar à Península de Ruff, mas agora um novo contratempo surgia em seu caminho. Como saber quem era Call Gustaf? E onde estaria este homem? Sua única opção seria perguntar nos arredores por alguém que o conhecesse ou soubesse de seu paradeiro. Chegando próximo a vila que permeava a costa, a primeira coisa que Sigurd viu foi o porto. Movimentado como sempre, lotado de pessoas e marinheiros por onde quer que ele olhasse, mas também muito bem guardado, principalmente na região da avenida que levava ao cais. O barulho de gente falando e gritando era incessante, e chegava a incomodar um pouco os ouvidos dos mais sensíveis, mas para Sigurd, era só mais um porto dos muitos por onde já havia passado em sua vida. Após aquele sonho estranho, a pedra não voltou mais a se manifestar, muito menos o pesadelo em si voltou a ocorrer, mas vez ou outra, Sigurd sentia sua presença. Era como ter um pequeno animal adormecido em seu bolso, que vez ou outra despertava, apenas para lhe avisar que estava presente, e depois voltava a dormir. Era hora de Sigurd decidir seus próximos passos naquela nova jornada, como faria para encontrar o homem que procurava, e o que faria depois que o encontrasse?

A pedra reagiu novamente, o animal adormecido acordara, e preocupado. A sensação que Sigurd tinha era como se o medo de alguém estivesse sendo transmitido à ele. Mas por que? Será que algo ruim estava para acontecer? Justamente ali no porto, perto de tantas pessoas? Não seria possível. Mas que a sensação de medo aumentava, isso aumentava cada vez mais. Sigurd deixou Sara num estábulo e decidiu seguir a pé pelo porto, seria mais fácil caminhar entre as pessoas sem uma égua tomando todo o espaço. Mas assim que terminou de falar com o dono do estabelecimento, deu de cara com um jovem rapaz o observando de perto. Tinha aproximadamente 22 anos de idade, sua pele era morena cor chocolate seus cabelos cinza escuros, num tom muito diferente do normal. Seus olhos eram castanho mel e ele trajava roupas de coro reforçadas, assim como as de Sigurd, com o diferencial de algumas placas de metal presas a esta nos ombros, braços, antebraços e canelas. O rapaz sorria disfarçadamente, mas pareceu não se surpreender ao perceber que Sigurd já o notara. O homem então se aproximou, ele junto de seu animal, um cavalo de cor castanha muito bem cuidado. – Ola, forasteiro! Não pude deixar de notar a forma como tratava sua montaria, um belíssimo animal devo admitir. – Falou sorrindo de forma simpática para Sigurd. – Pode me chamar de Fyr. E você, como se chama? – Falou o homem ainda sustentando seu sorriso simpático e estendendo a mão de forma cordial para Sigurd.




Fyr

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Re: Treinamento de Cavaleiros Alados

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