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Academia de Magia

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Academia de Magia

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 10:09 am

Relembrando a primeira mensagem :


Uma área isolada dos campos de neve em Calm tremeu. Imediatamente, todo o gelo de uma área começou a derreter, e a terra a se erguer. Árvores cresceram rápido, e da terra começaram a brotar altas paredes de pedra e fortes pilares. Tudo começou a ser moldado por inúmeras mãos invisíveis, tomando forma aos poucos. Logo o barulho intenso da terra e pedras se movendo cessou, e tudo voltou ao silêncio de origem. Estava formada a Academia de Magia.

Um grande espaço em torno da academia era preenchido pelo verde. O ambiente era fresco e até mesmo quente, se comparado ao resto de Calm. Mesmo assim ainda havia algum gelo na região para manter o ar equilibrado. Tudo era mantido na mais perfeita harmonia.A academia possui quatro andares e um salão principal. Era um salão elegante, longo, com grandes janelas que traziam ao seu interior uma luz forte e tranquilizadora. No centro, uma larga escada levava ao andar superior, e em cada parede uma grande porta de madeira jazia. No andar térreo encontra-se uma imensa biblioteca que praticamente preenche todo andar através destas portas, preenchida dos conhecimentos mais diversos, profundos e até perigosos.

No primeiro andar encontram-se os dormitórios. Todos possuem 4 camas cada e um banheiro onde a água sempre sai morna. No terceiro andar fica o salão de jantar, sem necessidade de cozinheiros ou uma cozinha sequer. No mesmo andar encontram-se salas especiais para meditações e estudos.No quarto andar, mais exatamente o terraço, é onde os treinos intensivos são feitos. O espaço é grande, e nunca chove, garantindo um tempo bom para aprender as mais diversas magias.

A academia é nova, portanto possui apenas um mestre ensinando no momento. O mago Cobernick treina novos magos com seu estilo único de magia.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:09 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Hoshitteru em Ter Mar 24, 2015 5:22 pm

Levemente movimentei a gaiola um pouco para o lado, assim podendo observar o circulo que havia se formado a nossa volta. Já o reconhecia, aquele era o mesmo circulo o qual havia pisado em meus primeiros passos nesta academia, mas não sabia o porque de ele estar ali agora. Então, permaneci calado enquanto Cobernick falava, mas isto não significava que eu não estivesse prestando atenção. Muito pelo contrário. Estava atento, porém com uma expressão aflita. Suas palavras me preocupavam, mas não somente quanto a mim mesmo.

Pouco tempo depois ele nos entregou mochilas, porém não tive tempo o suficiente para fiscalizar o que continha dentro da que me fora designada. Me agachei apoiando a gaiola no chão e assim me equipando com a mochila enquanto observava as ações da ave. Por mais que estivesse em um estado crítico como aquele, não deixava de ser deslumbrante. Gostaria de poder ajuda-la o mais rápido possível. Quando finalizei a trouxe de volta para meus braços e voltei a atenção para Cobernick, que ainda falava. Inicialmente desviei o olhar para os arredores, estava um pouco pensativo, porém retomei a olha-lo nos olhos e confirmei silenciosamente, balançando positivamente a cabeça como se houvesse compreendido a sua dica, e realmente havia, mas não sabia exatamente como deveria executa-la.

Assim que Cobernick terminou de se pronunciar, caminhou para o salão de entrada, o segui um pouco atrás, provavelmente junto a Ree. Os portões foram se abrindo a medida que Cobernick se aproximava dele. Cessei meus passos quando visualizei o que havia lá fora. Haviam algumas pessoas e alguns... "Animais das trevas". Que em poucos segundos pareceram avançar contra Cobernick. — Cuida... — De imediato, dei um passo à frente, enquanto dizia assustado, mas logo retornei a minha posição e cessei o alerta. Percebendo a "transformação" de Cobernick. Que logo se defendeu com um ataque, fazendo com que algumas lanças fincassem os animais que avançavam contra ele.

Segurei a gaiola em meus braços com um pouco mais de força enquanto via o sangue jorrar sobre o gelo e os animais sofrerem até se desfazerem em uma fumaça obscura. Por mais que não fossem como os animais que costumava ver, ainda tinham vida... E vê-los se debatendo até a morte me trazia um certo ressentimento, mas não podia fazer nada, nem julgar ninguém. Afinal Cobernick apenas se defendia. Não sabia exatamente o que estava havendo ali, mas não me parecia nada bom.

Continuei observando a cena distraído, até que Cobernick se aproximasse. Só então dediquei meu susto à sua verdadeira forma. Ele era mais velho, robusto e alto, mas isto não fora o que me intimidara, e sim sua voz. Estava mais séria e devido a isto minhas orelhas se movimentaram, se rebaixando enquanto eu virava o olhar para cima. O farejei de maneira singela quando este se aproximou, por mais que houvesse uma pequena alteração em seu cheiro, continuava sendo o mesmo Cobernick que conhecera anteriormente, o que me acalmou.

Continuei atento as palavras dele enquanto minhas orelhas felinas se balançavam. Me esforçava para decorar as instruções o máximo que pudesse, assim não teria problemas no futuro. Em pouco tempo ele invocara dois cavalos de gelo, dos quais me permitiria aproximar quando Cobernick se afastasse, o tocando sutilmente com uma mão, enquanto ainda segurava a gaiola com outra, assim percebendo que o cavalo não trazia uma sensação gélida que fosse incomoda para mim. Então sorri para Cobernick e tentei acariciar o cavalo assim como ele fizera anteriormente.

Eles vão ficar bem? — Disse para Cobernick com um tom de preocupação, observando os três que estavam congelados em frente a porta. Ainda não tomaria ação alguma quanto a missão. Havia decidido esperar por Ree. Por mais que ela não quisesse minha companhia, a veria como líder, ou algo próximo disto.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Off:
Eu tentei postar ontem, mas a luz caiu bem quando estava terminando o post, o que me desanimou um pouco porque tive de refaze-lo todo de novo. Espero que ainda esteja dentro do prazo, caso nom me desculpe. :c

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Ree em Qua Mar 25, 2015 10:12 am

Estava encarando Cobernick sem entender o que ele fazia, quando notou o circulo mágico. Curiosa, olhou em volta, tentando ler o que aquilo significaria. Porém não conseguiu decifrar nada. Desconfiada, voltou a olhar Cobernick, com aquele olhar inquisidor e não muito feliz. Odiava não saber o que ele estava fazendo, e ela estando naquele circulo significava que ela estava sendo afetada por aquilo. Adotou uma posição mais defensiva, cruzando os braços e corrigindo a postura, esperando que ele cessasse a magia.

O discurso de aprender um com o outro não a impactou. Ainda mantinha seu julgamento inicial, e não mudaria tão facilmente assim. Em vez de responder, apenas revirou os olhos, enquanto pegava a mochila. Ela imediatamente a passou para Clock Bunny, apoiando-a no chão. Enquanto Cobernick continuava com os conselhos, C.B botou a cabeça dentro da mochila, fuçando tudo que havia ali dentro.

- Eu não disse que não irei acatar suas ordens e aulas, eu entrei ciente disso. Porém ainda sou livre para manter minhas opiniões, e só cogito mudá-las quando me provam o contrário. - Ela respondeu, olhando de soslaio para o youkai.

Seguiu lentamente Cobernick até os portões. Mais atrás, Clock BUnny encaixou as alças da mochila em seus braços e se levantou. Era pesada, porém C.B era anormalmente forte. Obrigado a caminhar em duas patas, ele se curvava um pouco a frente para manter o equilíbrio, e resmungava coisas incompreensíveis para mentes sãs.

Para a surpresa de Ree, haviam 4 figuras no exterior da Academia, em uma cena não muito amistosa. Passou rapidamente os olhos, encontrando uma ou duas almas promissoras, e uma terceira muito idêntica ao próprio Cobernick. Que se esclareceu quando foi absorvido pelo mestre da Academia. Ela tinha que admitir, aquele era realmente uma habilidade muito útil quando se tinha que administrar um local daquele tamanho.

De braços cruzados e sem muita preocupação com os cães e diabretes, assistiu o desenrolar das coisas. Sabia que Cobernick era muito mais poderoso do que aqueles três, e seja lá o que tentassem, receberiam uma surra fenomenal do mago. Ela abriu um sorriso sarcástico enquanto assistia ao sermão de Cobernick. Era impossível negar seu prazer sádico, principalmente quando não era com ela. Só deixou de sorrir quando percebeu que o rapaz não faria mais do que botá-los para dormir. Assistiu a cena apenas por interesse acadÊmico, tentando observar o que ele fazia com o fluxo de magia.

- Pfft, que anti-climático... - Resmungou. C.B ria, se aproximando pulando do caído mais próximo. Fazia caretas e mostrava a língua, rindo e apontando. Cobernick agora parecia mais imponente, e honestamente, Ree preferia lidar mais com aquela imagem do que com a jovem. Ela se sentia menos subjugada do que acatar ordens de um rapaz que parecia ter quase a mesma idade e pelo menos 2x mais poder do que ela.

Agora de posse de informações e meio de deslocamento, eles podiam partir. Ree começou a caminhar em direção ao cavalo quando Cobernick se dirigiu de novo a ela. Não entendeu nada do que ele disse, e a única reação foi levantar sua sobrancelha direita. Agora ela estava curiosa. E com mais pressa para fazer o tal churrasco de passarinho e voltar logo para descobrir o que ele queria dizer com aquilo.

Fez questão de passar pelos corpos caidos, analisando mais atentamente as almas que os habitavam. Alcançou Kai e Cobernick a tempo de ouvir o questionamento do youkai. Sorriu sarcástica, e completou:

- Se a resposta for não, eu sempre tenho um espaço extra para almas como a daquele ali - Disse, apontando para o que tinha invocado os diabretes.

Satisfeita com a piada mórbida que só ela era capaz de achar graça, assobiou para C.B e apontou o cavalo. Com um pouco de esforço e uma ou outra escorregada, o coelho conseguiu montar, se mantendo mais a frente, apoiando as patas quase no topo da cabeça do cavalo. Ree subiu em seguida, se ajeitando para a posição mais confortável. Diluiu o sorriso sarcástico e olhou para Kai.

- Vamos...

Enquanto ele montava no cavalo, ajeitou seu casaco, subindo a gola inteira, até alcançar quase o nariz. Quando saissem dos arredores, ela sabia que receberiam uma rajada de vento gelido, por isso a proteção. Com todos prontos, partiram.

Esperou se afastarem da Academia para parear seu cavalo com o de Kai, e o olhou séria.

- Derrube ou perca essa gaiola, e eu juro que te deixo cair "sem querer" dentro daquele vulcão, entendido? - Mirou o olhar para a gaiola -  O vento é gelado e estamos em velocidade, trate de protege-la direito, garoto.  

Satisfeita com o recado, deu dois toques com os pés para o cavalo, voltando a tomar a dianteira.  

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Sex Mar 27, 2015 10:29 pm

A tentativa de acertar os bonecos de palha havia dado certo, em parte. Altair fez questão de explicar o porque de não ter obtido êxito naquela tentativa e usou o exemplo de Kai para mostrar-me o caminho que deveria seguir. – Então eu não preciso alternar entre os estados físicos do elemento, mas moldar sua forma apenas. – sorria timidamente. – Dificultei algo simples, por pura vontade de impressionar o que não é algo bom. – levava as mãos às bochechas onde dava leves tapinhas buscando recuperar o foco e o fôlego.

Obrigada Altair. – agradecia ao guardião pelas palavras de ajuda enquanto voltava a me concentrar. Novamente buscava sentir o ambiente ao meu redor, toda aquela imensa quantidade de gelo embora não comparada a vastidão de uma montanha era um desafio para alguém que buscava aprender a controlar e manipular um elemento tão versátil como a água. A respiração que se iniciou pesada, acalmou-se e diferente de antes mantinha os braços relaxados pelo corpo. Recordava a forma das estalagmites, grandes projeções de gelo em forma semelhantes as das estacas que produzia, com a diferença de que eles se projetavam diretamente do chão.

Eu consigo...eu consigo. – repetia enquanto sentia a energia mágica fluir do corpo e alcançar o chão gélido. Erguia um dos braços até a altura do queixo, a palma da mão aberta representava em minha mente as cinco estalagmites que buscava criar e projetar do chão. Imaginava o gelo como uma extensão do meu corpo e o alvo seria um objeto a ser pego com as mãos. Movi os dedos, começando lentamente a fechá-los, sentia o ‘creck’ do gelo naqueles breves segundos e então de uma só vez cerrava o punho buscando projetar as estalagmites ao redor do alvo e cravá-los com firmeza por todo seu corpo.

Após a tentativa, observaria Altair e depois Evelynn para então comentar. – Ficou melhor? Estou tentando encontrar um estilo próprio para minhas magias. – diria ao guardião.


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Re: Academia de Magia

Mensagem por Cobernick em Ter Jun 02, 2015 5:15 am

[Fala povo! Faz um tempão que não posto, 2 meses, devo pedir desculpas por isso. Tive muitos problemas e ainda várias tarefas surgiram de repente. Agora estou melhor, acredito que esta “pausa” me ajudou bastante. Eu vou continuar narrando por enquanto, prometo ser bem mais frequente.

Todos que postaram receberam 500 pontos de experiência pelo meu atraso, vocês merecem.

Quem recebe:

• Razorheart
• Evellyn
• Airmed
• Hoshitteru
• Ree
• Samael


Além disso, verifiquei que nenhum de vocês recebeu experiência de fato, além das por atraso. Muitos passaram por muitas coisas, treinaram bastante, por isto segue abaixo a recompensa individual de cada um.

• Ree recebeu 800 pontos de experiência + 300 por bônus de narração.
• Hoshitteru recebeu 800 pontos de experiência + 300 por bônus de narração.
• Samael recebeu 700 pontos de experiência + 300 por bônus de narração.
• Evellyn recebeu 700 pontos de experiência + 300 por bônus de narração.

Os demais ainda não completaram um evento para que eu possa calcular a experiência total.

Vamos lá!]


@Ree / Kai

Estava feito. A dupla havia assistido a uma inesperada demonstração de poder, e agora estavam dirigindo-se a uma missão perigosa. A fênix, que agora parecia apenas uma simples ave moribunda, precisava da ajuda deles mais do que tudo. Nada como visitar um vulcão no extremo norte para refrescar as idéias.

Kai poderia não conhecer nada sobre os três novatos que agora estavam congelados, mas não pôde deixar de se preocupar. Sua natureza era mais forte que ele mesmo.

— Isso vai depender deles mesmos. — Respondeu Cobernick, olhando para os três. Não mentia: cada um enfrentaria seus próprios demônios e nem mesmo o mago poderia dizer o que aconteceria em seguida. Após alguns momentos ele encarou Kai. — Quero que seja forte nesta viagem, Kai. Não apenas fisicamente, mas mentalmente. Você e Ree devem evoluir em vários aspectos, espero ver bons resultados quando voltarem. Boa viagem e tenham cuidado.

O mago assistiu imóvel enquanto Kai e Ree cavalgavam para longe. O sol ainda estava alto, fazendo com que o reflexo da luz sobre o gelo tornasse os cavalos ainda mais belos do que já eram, principalmente em movimento. Não retornariam à academia por um bom tempo.

[A partir daqui a aventura de vocês será narrada pelo NT Almighty. Peço que enviem uma PM para ele para combinarem]


@Evellyn / Samael

Elsa não demorou para se recompor. Falhar era algo vergonhoso, mas Altaïr não fazia parecer que isso era ruim. Na verdade, a cada fracasso os alunos aprendiam algo novo. Isso era maravilhoso. Incentivada, a garota voltou a concentrar-se para tentar mais uma vez. Após logos momentos — que compartilhou com Evellyn —, Elsa então liberou sua energia da maneira que achou melhor: na forma de cinco lanças de gelo que brotavam do chão. Elas surgiram em volta do boneco e cravaram-se nele com pouca precisão, mas mortalmente eficaz. O boneco se quebrou em pedaços, atravessado pelas cinco lanças, agora totalmente inertes.

— Muito bom! Creio que você compreendeu como lidar com seu elemento, talvez esteja pronta para seguir adiante. — O lobo ficou surpreso, mas animado pela evolução da garota.

Enquanto a tentativa de Evellyn…

Nada, nem mesmo uma faísca. Tudo estava tão frio, era praticamente impossível encontrar uma fonte de calor que não fosse ela mesma. Mesmo esfregando as mãos, era como tentar pôr fogo em um cubo de gelo. Parecia, basicamente, impossível.

— Nem sempre temos o calor à nossa disposição. — Começou Altaïr. O lobo indicou o gelo ao redor com um movimento da cabeça. — Você não vai conseguir criar fogo de nenhum lugar daqui. Mesmo de seu próprio corpo, isso é uma tarefa árdua. Mas magos são seres incríveis, versáteis, e não é algo simples como a ausência de seu elemento que vai impedí-los. Existe uma maneira de contornar isso: transformando sua energia.

O lobo se concentrou por alguns momentos, mas logo ergueu sua cabeça e uivou. Uma labareda de fogo saiu de sua boca, de maneira sutil, subindo até tocar o teto da sala e desaparecer. Isso pareceu exigir muito de sua energia, mesmo que tenha sido apenas uma demonstração. As duas garotas lembraram-se de Cobernick dizer que era possível dominar outro elemento que não seja de sua afinidade, mas que era extremamente desgastante e difícil.

— O que vocês fizeram até agora foi canalizar seus elementos em formas e direções que vocês desejaram. Agora, devem transformar sua energia. Ela é neutra, podendo tornar-se qualquer outra. Vai exigir mais esforço, mas é possível. É necessário que vocês se concentrem não no seu corpo físico, mas no seu fluxo de energia que está sempre em movimento. Boa sorte.

Outro tremor. E mais outro.

Alguns momentos depois a parede ao fundo da sala desmoronou. As garotas puderam assistir, assustadas, um enorme ser de pedra abrir caminho entre o gelo.

Spoiler:

Aos poucos as paredes ao redor foram caindo, mas o que elas viram não foi a academia e sim uma vasta floresta. Estavam mais uma vez em Endless… ou era o que parecia. Ao olhar ao redor perceberiam que tanto Altaïr quanto a porta havia desaparecido. O golem tinha cerca de 10 metros de altura e não parecia amistoso: um urro que mais parecia rochas sendo trituradas logo pôs Elsa e Evellyn em postura defensiva.

Que raios aconteceu, e o que raios fariam?


@Razorheart

Hyperia. Em ruínas, regada a sangue… perfeita. Ao menos aos olhos de Loras. O rapaz não se lembrava de como foi parar ali — na verdade, todos os seus sentidos faziam com que ele sequer questionasse. Ele apenas caminhava por aquele lugar tão desejado como algo normal. Não, melhor: como um sonho. Quando encontrou luz em uma das construções o rapaz não pode deixar de ir diretamente para ela. Em busca de sua família, de aconchego. Não encontrou ninguém, mas sentia-se confortável.

Estava em casa… mas não exatamente sozinho.

Havia uma figura sentada do outro lado da mesa farta. Parecia um homem corpulento que usava uma capa pesada, que até mesmo cobria-lhe o rosto, mas era como se nada pudesse iluminar aquela área. Suas mãos, no entanto, eram visíveis: negras, com garras brancas, como se ele fosse feito de sombras. Loras conseguia sentir uma energia diferente, mas não a ponto de identificar se era boa ou ruim. Apenas… misteriosa. Sentia como se aquilo fosse parte de sua vida.

— Olá, Loras. — Cumprimentou o ser. Uma voz masculina, pesada, com algo mais que o rapaz não conseguia identificar. — Não sente falta de algo? Por um momento eu poderia jurar que você teve a esperança de encontrar alguém que se importasse com você… mas nós dois sabemos que isso  não vai acontecer.

O ser apoiava as mãos sobre a mesa. Mesmo que fosse impossível ver seu rosto, era certeza de que ele encarava Loras. Ele batia as garras na mesa em um ritmo lento. Tec…tec…tec.

— E por acaso alguém se importa com você? Não… — Fez uma pausa com uma risada discreta, que mais pareceu desaparecer no ar. — Você não quer isso, tem medo de confiar, de se aproximar de qualquer um. Afinal, o mundo é uma grande bola de merda… devemos apenas sobreviver, o medo é a nossa melhor arma para isso. Não concorda…?

Era como se aquilo fizesse sentido absoluto. Loras sentia seu corpo estremecer com as palavras do obscuro ser.



@Airmed

O cosmos. Um enorme, inigualável e inimaginável lugar aonde tempo e espaço colidiam em infinitas possibilidades. Diante de tamanha imensidão somos seres simplesmente insignificantes. Airmed visitou planetas, sóis, sistemas solares, galáxias. Testemunhou o nascer e o morrer de estrelas e a destruição e criação de mundos. Chegou ao ponto aonde tudo estaria à distância de um desejo. Mas, ao seu redor, só havia originalmente a escuridão.

— Longe… longe…

Uma voz sussurravam em meio às sombras.

— Você quer ir para longe… longe daquilo que tanto sofreu. — A voz chegava mais perto. Airmed sentia que algo a envolvia, mas não conseguia ver nada. — Ah, o desespero de não saber… de nunca ter certeza do dia seguinte. O desespero de encontrar uma realidade tão cruel quanto a sua…

Alguns vislumbres permitiram que Airmed visse de relance seu passado: a vida sofrida em meio a um regime forçado, sua total falta de liberdade, a perda de seus amigos… e um vulto que a acompanhava. Não pôde ver com clareza sua forma, mas era um ser feito de sombras, garras, chifres e presas.

— Ah sim… O desespero que atinge níveis tão altos que lhe fazem desejar mudar tudo, do fundo de sua alma, com todo o seu ser… — Uma risada, que parecia ecoar na cabeça de Airmed, soou vinda de todos os cantos da escuridão. — Mas não se pode mudar nada. Você é apenas uma folha ao vento, esperando o próximo golpe, nunca sabendo de onde ele vem…

Algo parecia se aproximar. As palavras lhe faziam sentido, lhe faziam jus, e Airmed sentia o desespero de que tanto o ser falava.
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Re: Academia de Magia

Mensagem por Airmed Ixchel em Seg Jun 08, 2015 8:26 am

"O que foi isso? Pensei ter ouvido uma voz" Tolamente, Airmed olhou ao redor, mas tudo o que viu foi a escuridão, a mãe daquele espaço infindável e silencioso. Por algum motivo, aquela existência superior dava a meio-dragonesa uma sensação maior de lar muito mais marcante do que Penglai, como se seu destino fosse a grandeza das forças cósmicas ainda desconhecidas. Ela entendia pouco ou nada do que via e do que acontecia, simplesmente não conseguia entender a razão de tudo aquilo. Airmed escutou a voz mais uma vez e teve certeza de que não era uma alucinação, os ecos soavam perfeitamente reais. Ela quase abriu a boca para dizer algo, mas antes que pudesse falar, sentiu uma coisa envolvê-la, como um abraço. Não, não como se a estivesse abraçando, mas sim como se pudesse esmagá-la a qualquer segundo e sem misericórdia..

Repentinamente, vários vislumbres de diferentes momentos de sua vida começaram a dançar em sua vida. Imagens, sons e mesmo cheiros pareciam voltar para o presente. Um vulto se formava em cada momento, algo com chifres e garras, algo de uma natureza assustadora. Tratava-se de ilusão? Provavelmente, Airmed não conhecia nada capaz de fazer alguém voltar até o passado. Era óbvio que aquilo não se tratava de algo real, mas mesmo assim, aquelas lembranças ruins lhe atingiram de um modo que ela jamais admitiria a alguém e, na verdade, a meio-dragonesa estava se esforçando para não abandonar sua postura estóica e chorar. A razão de tantas coisas aconteceram se tornou outro mistério. Talvez aquele lugar fosse o que as pessoas chamavam de Inferno e ela, na verdade, estivesse morta. Se fosse o caso, ela não aceitaria facilmente, não sem ter vivido tempo suficiente para ter feito alguma coisa importante ou cumprido ao menos um de seus objetivos. Mais uma vez, o ser oculto nas sombras falou e então soltou uma risada cujo eco parecia o choque entre duas estrelas: afinal, o que era aquilo na escuridão?

Airmed nunca foi religiosa, sempre acreditou que havia uma explicação racional para tudo e que qualquer coisa poderia ser provada através de experimentos empíricos, modelos e teorias matemáticas e experimentação e observação, porém, se encontrava em um lugar totalmente desconhecido, onde ela não tinha qualquer meio de desenvolver um pensamento complexo acerca daquilo. Decidiu encarar o ser oculto como uma forma de vida estranha ou apenas um demônio, mas como ainda - parecia - que a criatura na escuridão era um ser vivo inteligente, a meio-dragonesa se determinou a não expressar dúvida, medo, hesitação ou qualquer tipo de sentimento. Ela ouviu pacientemente tudo o que a voz tinha para dizer e, estranhamente, sentia que a cada letra pronunciada, aquilo se aproximava mais. O desespero parecia cercá-la como se fosse uma força que pressionasse seu corpo em todas as direções ao mesmo tempo... Não, tinha que resistir e ser corajosa:


- Não, você se enganou, eu sou o vento! O vento que pode ser uma brisa ou um furacão!

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Maxwell em Seg Jun 08, 2015 4:34 pm



Nossa! Como o céu estava com uma cor radiante, ou talvez seja somente a minha ansiedade fazendo a frente. Tinha acabado de levantar acampamento, nada muito arrumado, algumas folhas no chão e uma fogueira em uma floresta qualquer que encontrei no caminho, na verdade só apaguei a fogueira e me levantei. Seguia a trilha que alguns senhores de uma pequena vila falaram-me que levaria à academia de magia, precisava de um lugar para treinar, não tinha o mínimo conhecimento sobre aquilo, o que tornava todo mais interessante. Estava contente pelo clima ameno, estava com um frescor extremamente agradável, a paisagem também não deixava por onde, estava incrível, adorava aquelas belas árvores com sombras frescas.

Não tinha certeza do que esperar da minha viagem para a academia de magia, só podia esperar o melhor de minha jornada, que parecia estar finalmente chegando a seu desfecho, afinal já estava conseguindo enxergar a academia, na verdade via um vulto que quanto mais próximo chegava mais conseguia defini-lo como um edifício. O clima parecia ter se transformado, mas com uma diferença bem sutil de cenário, até porque não notei que o clima estava mais quente até ver que perto do edifício a neve estava bem mais dispersa do que o restante. Conseguia ver que a viagem estava chegando ao fim, não sabia a resposta que obteria ao entrar naquele local, mas não poderia deixar minha oportunidade de me tornar um verdadeiro mago passar, faria o que fosse preciso.


Observações:

Desculpem pelo primeiro post, com o tempo irei melhorar. O fato dele estar bem pequeno é pelo fato que quero esperar para ver como a história irá continuar para dar mais informações e detalhes.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Razorheart em Ter Jun 09, 2015 9:24 pm




ma pessoa...
Irritante. Degradante. Insuportável. Uma pessoa que Loras não conseguia lembrar quem era. Uma alma perdida, como uma memória fugaz que fugia da consciência incapaz de ser decifrada. Uma face que não importava o quanto o rapaz se esforçasse, jamais conseguia alcançar com seus olhos como o arco-íris preto-e-branco inalcançável. Quem era ele? Quem era?!

Aquela voz pesada, como se o vento se tornasse pedra ou metal, ecoava e deixava um incômodo incomensurável em Loras. Do que ele falava? Aquelas palavras... elas não podiam ser verdade! Não, elas não eram. Ele não sabia de nada! Como poderia? Como poderia saber uma verdade, mísera verdade, sobre Loras? Não. Ele não podia.  

A raiva cresceu no coração do rapaz. Suas pálpebras se comprimiram num movimento muito sutil e fugaz, imperceptível. A cabeça dele esquentou. Mas ele não mostraria aquilo. Não deixaria ele pensar que estava certo.  

— Quem é você?! — Foi a única coisa que conseguiu perguntar, camuflando a irritação na frieza das palavras.

Quem é você? Quem é você que ousa profanar aquela memória tão íntima e preciosa? Loras queria saber, mas ele se recusava a avançar um passo a mais sequer. Era algo que ele preferia evitar.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Sex Jun 12, 2015 10:50 pm

Talento, ou dom eram coisas tão valorizadas pelas pessoas que em sua grande maioria se esquecem de que, sem um árduo trabalho tudo não passa de apenas algo mal aproveitado. Naquele momento, ao ver as lanças de gelo perfurarem o boneco de treino, tive a certeza de que não estava me mantendo apenas como uma espécie de ‘promessa’, a dificuldade era prazerosa de desafiar e tanto Cobernick quanto Altair faziam com que as falhas fossem algo mínimo em comparação com o nosso constante crescimento. – Eu estou. – respondia firmemente ao guardião, mesmo com um sorriso bobo de felicidade nos lábios.

A felicidade e animação que me contagiavam naquele momento, infelizmente não eram os mesmos sentimentos que Evellyn provavelmente sentia. O que me fez conter-me a agitação antes de Altair demonstrar a jovem meia-feral uma forma de usar sua magia naquele ambiente. – Não iremos desanimar certo? – falava a jovem, me aproximando com um sorriso. – Vamos mostrar que somos capazes de superar essas adversidades. – voltava o olhar para Altair, antes de ele dar suas últimas explicações. – Concentrar no fluxo de energia para criar tanto gelo quanto fogo em locais onde eles são praticamente inexistentes. Isso parece ser bem mais desafiante. – pensava olhando para Evellyn, até que uma nova série de tremores surgiu, ficando mais forte a cada instante, culminando no desmoronamento de uma das paredes da sala de gelo.

Ohh...Alta.. – não tinha tempo de terminar a frase, o guardião já havia desaparecido e aparentemente seu ‘substituto’ era um colosso de pedra que, pela forma que havia surgido não estava disposto a sentar e conversar. Aos poucos as paredes se rompiam, revelando Endless, a floresta onde outrora havia treinado em Eve, Kai e Ree. – Eu juro, quando sairmos disso, eu vou ter uma conversa muito séria com Cobernick e Altair sobre esses surtos de “Mestre dos Magos”. – brincava, referindo-me a um antigo conto sobre um mago que desaparecia sempre que seus aliados precisavam dele de alguma forma. – Eve, eu só acho que não vamos ter muitas oportunidades para errar. – falava em um tom de voz mais alto, devido ao urro medonho daquela criatura.

Observava-o com cuidado, tentando encontrar possíveis regiões pelas quais poderia atacá-lo. As habilidades de Evellyn seriam sem sombra de dúvidas indispensáveis, porém recordava-me daquela demonstração que quase havia incinerado a Academia, se ela fosse capaz de reproduzir aquilo de maneira controlada, aquelas pedras se tornariam magma com muita facilidade, mas enquanto isso teria de fazer minha parte e talvez começar flanqueando o nosso novo ‘amigo’ fosse a opção mais segura, por assim dizer.

Meu fluxo de energia... – lembrava das palavras de Altair, tudo o que precisava saber e sentir sobre a manipulação do meu elemento já tinha sido adquirido, agora era o momento de criá-lo a partir de mim e não apenas usar a água do ambiente, era a primeira meta a ser estabelecida, o primeiro desafio do dia, o qual não iria desistir de conquistar. – Eu posso dar forma, eu posso senti-lo, só preciso criá-lo. – repetia aquilo sem tirar os olhos do alvo, na mão esquerda procurava sentir mais uma vez minha energia e aos poucos, com tudo o que havia aprendido e sentido, tentaria dar a ela a forma que queria o gelo firme e azul, na forma daquilo que mais precisava naquele momento, meu arco. Caso obtivesse êxito na criação da arma, tentaria com a outra mão criar uma flecha para então, após posicioná-la em conjunto do arco, disparar contra o alvo, priorizando qualquer ponto que tivesse identificado e encarado como importante.

Caso não conseguisse criar a arma e inevitavelmente me tornasse alvo de algum ataque, buscaria esquivar-me prontamente e caso notasse que fosse incapaz de uma esquiva com minha velocidade, tentaria mais uma vez criar gelo, mas o usaria para criar uma superfície de gelo, a qual pudesse deslizar com mais velocidade e assim evitar o ataque, tentaria o mesmo caso Evellyn se tornasse alvo, para ajudá-la se possível fosse.



Tanto tempo sem postar, espero não ter enferrujado na narração. xD

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Evellyn em Seg Jun 22, 2015 8:00 pm

Apoiava minha mão esquerda sobre o cotovelo do braço direito, olhando fixamente para o chão, um pouco envergonhada. Mais uma vez havia fracassado, tentar gerar calor a partir de meu próprio corpo não pareceu funcionar muito bem. Já havia fracassado algumas vezes antes e por mais que Altair e Cobernick fossem bondosos o suficiente pra não me fazer sentir mal por isso, ver os esforços de Elsa gerarem progresso começava a me fazer sentir um pouco desgostosa comigo mesma.  Elsa era tão talentosa e habilidosa, sentia que nunca conseguiria alcançar um nível próximo ao dela. Porém, para minha surpresa, Elsa pareceu conter sua empolgação e direciona-la inteiramente para me animar, o que foi muito dócil de sua parte.

C-certo! — Disse sorridente para ela, com as bochechas coradas, logo retomando a empolgação e deixando os braços livres.

Altair então alertou, não só que gerar fogo em um ambiente daquele seria algo complicado, como também demonstrou como se fazia, gerando uma enorme bola de fogo e a "cuspindo" na direção do teto. Receosa. Trouxe minha mão ao peito me perguntando várias vezes se realmente conseguiria realizar tal desafio. Argh, como odiava essa maldita maldição, mas se quisesse que ela fosse embora, talvez devesse pensar de uma forma diferente.

Após alguns segundos depois que Altair terminara de se pronunciar, vários tremores vieram de repente e um golem enorme de pedra surgiu ao fundo da caverna, que aos poucos desmoronava e revelava mais uma vez alguma região da floresta Endless. Meu coração estava a beira de um infarte instantâneo quando Elsa resolveu fazer uma pequena brincadeira, o que me acalmou bastante. Me perguntava como uma pessoa podia ser tão dócil quanto ela parecia ser.

Elsa... Obrigada. — Me dirigi para Elsa, mais uma vez corada e com um sorriso bem expresso no rosto. — Me desculpe por atrapalha-la, prometo que vou tentar me esforçar mais desta vez. — respondi ofegante, desta vez trazendo a mão para frente do tronco, de maneira que demonstrasse positividade e empolgação.

Me viraria em direção daquele golem, não iria parecer tão fácil lutar contra ele, mas assim talvez eu poderia melhorar minhas habilidades. Primeiramente, usaria minha habilidade [H.E.] para paralisar-lo, evitando assim que pudesse fazer qualquer erro tanto quanto eu e Elsa atacar-o. Logo após isso, faria com minhas mãos ficassem em uma forma que eu segurasse uma esfera e nela, concentraria um pouco da minha energia para que pudesse formar alguma chama e assim jogaria nele.

Caso ambas as ações dessem algum erro, tentaria novamente conseguir a mesma ação de formar alguma chama com minha energia e jogaria nele. Claro, tentando desviando de quaisquer ataques que ele tentassem.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Cobernick em Ter Jun 30, 2015 6:35 pm

@Maxwell

[Desculpe Mawxwell, mas não conseguirei narrar para você. Sei que é um jogador novo, por isso não quero que se desanime com meus atrasos (algo que tenho feito muito ultimamente). Por isso peço que, ao menos por enquanto, aventure-se em outra área com um narrador mais ativo. Infelizmente não posso com muitos jogadores, espero que compreenda.]

Por algum motivo, Maxell sentiu-se impedido de continuar. Era como se alguma energia o chamasse de volta, para longe dali. Olhou para a Academia mais uma vez, mas era como se todo interesse em conhecê-la tivesse desaparecido. Um feitiço, talvez?



@Loras

— Quem sou eu…? — A voz riu em seguida. Sem que Loras soubesse da onde veio, uma segunda sombra surgiu, sentada bem à frente da primeira. Era menor, mas Loras tinha certeza de que via ela crescer aos poucos.

— Quem somos nós… hahaha! — Riu a segunda sombra. — Somos a sua força! A fonte de sua vida, o que faz você se levantar todos os dias. Você sabe quem somos, mas não pode nos enfrentar… apenas aceitar.

O medo cresceu. Agora eram duas sombras desconhecidas que pareciam saber tudo sobre Loras. O rapaz não acreditava no que via e a raiva também o dominava. Era como se aqueles seres fossem parte dele e ao mesmo tempo não fossem. Amigáveis, talvez, e ao mesmo tempo mortais. Depois de um tempo as sombras pareciam vazar dos dois seres, se espalhando pelo chão enquanto eles próprios cresciam.

— O medo… — sussurrou a primeira sombra, seu capuz se rasgando conforme ia ficando maior.

— E a raiva… — sussurrou a segunda, também crescendo.

— São sua força! — As duas gritaram juntas.

Loras não conseguia acreditar no que via: a primeira sombra era um misto de energia preta e branca, um monstro de chifres e garras pontudos, seis olhos que pareciam se cravar em sua alma, e sua altura quase chegava ao teto da construção. A segunda sombra era uma mistura de roxo e vermelho, com ainda mais chifres e garras, mais seis olhos que pareciam rasgar a alma de Loras. Ele precisava ficar curvado, pois sua altura já chegava ao teto com facilidade.

Spoiler:

Os dois seres encaravam Loras como se gostassem do que viam: ele paralisado de medo, mas tremendo de raiva.



@Airmed

A risada mais uma vez ecoou pelo espaço infinito ao redor de Airmed. Uma risada lenta, cheia de escárnio.

— Isso, isso! Grite para mim, mostre o desespero que te mantém viva! — A dragonesa não percebia, mas dava cada vez mais forças para aquela criatura misteriosa. Sentia seu coração acelerar, mas não era medo, angústia ou qualquer outro sentimento. Era o desespero que a movia, fazendo-a enfrentar aquilo que ela não conseguia ver.

No instante seguinte, Airmed estava na casa aonde havia matado uma mulher mais cedo.

Era como um sonho: estava ali, mas não se lembrava como chegou, mas sequer indagava isso. Apenas estava lá. A casa estava aquecida pela lareira acesa, na mesa havia pratos de comida vazios. O corpo de sua vítima estava no chão, inerte, mas havia uma sombra preta e branca a envolvendo.

— Isso não é fraqueza… — A voz ainda soava como um eco, mas tão próxima que a dragonesa podia jurar que era possível tocá-la. — O desespero faz você continuar viva. Te faz forte. Ninguém pode te pegar desprevenida, porque você desconfia de tudo e todos.

A sombra começou a tomar forma: ergueu-se do corpo, uma mistura de escuridão e um pouco de luz. Ainda era uma enorme massa disforme, mas já era possível ver seus olhos brilhantes encarando Airmed.

— Aceite o desespero como parte de você. — Aquela voz tentava Airmed como ela jamais havia visto antes. — Ele te move, te protege… EU te protejo.

Seja o que for aquilo, se espalhava pela casa. O coração de Airmed acelerava cada vez mais. Por algum motivo entendia que aquilo não era perigoso, que não iria ferí-la… ou iria? Não tinha para onde correr, a porta que levava para a rua estava bem atrás do ser de sombras.


@ Evellyn / Elza

Um enorme golem de pedra contra duas aprendizes. Nada mais justo, a não ser o fato de que nenhuma delas havia dominado as magias por completo.

A primeira tentativa foi de Elza: a garota imediatamente tentou criar um arco de gelo, o que conseguiu com certa facilidade, exceto pelo fato de que o arco não funcionava. O gelo não era flexível, muito menos um cordão feito dele, algo que Elza descobriu com muito desgosto. Uma coisa era criar lanças de gelo, outro era criar uma arma que se comportasse como outro material. Altaïr não ensinou isso, e pelo jeito não apareceria ali agora para ensinar.

Para sorte de Elza, Evellyn havia utilizado sua Habilidade Especial e logo nove raposas feitas de energia correram para cima do golem. O monstro urrou e tentou acertá-las, golpeando duas delas, mas as outras ainda conseguiram atingir seu alvo. Porém, nada aconteceu. As mordidas poderiam funcionar em um ser de carne e osso, mas um ser de pedras era ligeiramente diferente. Na verdade, totalmente. Ainda assim, Evellyn não esperou parada enquanto as raposas atacavam: tratou de lançar uma bola de fogo que acertou em cheio a cabeça do inimigo! A área ficou preta e avermelhada, demonstrando o enorme calor que o havia atingido. Outra coisa que havia ficado vermelha foi o enorme orbe no peito do golem. Não era um bom sinal.

Ele urrou e desferiu um soco de cima para baixo aonde Evellyn estava. Ela saltou para o lado a tempo de ver o chão se arrebentar no lugar aonde ela estava. Foi quando as duas aprendizes perceberam: corriam perigo real. O golem não esperou, imediatamente acertou Evellyn com as costas da sua enorme mão pedregosa, jogando a garota-raposa para longe! E ela caiu em um lugar bem pior que um monte de pedras: no rio.

Não era um rio raivoso ou muito fundo. Na verdade, era um rio tranquilo, com alguns peixes coloridos e até mesmo pedras claras. Mas causava um problema mortal para um mago que utilizava magias de fogo: era molhado! Evellyn estava ensopada, nenhuma parte seca no corpo e o pior: estava gelada. Para completar, a pancada do golem havia machucado seu braço esquerdo. Ainda poderia utilizá-lo, mas sabia que ficaria bem roxo mais tarde.

O alvo mais fácil para o golem era Evellyn, portanto deu as costas para Elza e foi na direção da raposa molhada.
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Re: Academia de Magia

Mensagem por Razorheart em Qui Jul 02, 2015 6:35 pm




onstro!
Cada uma daquelas duas figuras obscuras e monstruosas que encaravam o rapaz convergia num monstro de magia e escuridão. Cresciam...
Cresciam...
Cresciam...
 
Loras sentiu seu coração pulsar forte: como podiam? De onde surgiam aquelas criaturas? Demônios! O rapaz, sentindo frio e ao mesmo tempo a adrenalina correndo quente através seu corpo, deu um passo para trás, mas ele não podia deixar de encará-los.  

— A minha força... —  Ele repetiu baixinho, ainda sem entender ao certo o sentido daquelas palavras.

Ele comprimiu os olhos em ira e convicção, depois de retornar aquele passo, levando o corpo para a frente de novo. Loras segurou sua lança firme à sua frente de maneira incisiva e ameaçadora.  

— Se vocês são minha força, eu devo ser mesmo muito forte. — Provoca. — Por que vocês estão aqui?!

Maiores, maiores, maiores... com olhos sinistros. Aquilo parecia até um pesadelo. E Loras era íntimo dos pesadelos. Naquele momento, ele já começava a fazer timidamente uma hipótese do que realmente se passava ali. Mas o que mais conseguia pensar era que precisava dar um jeito de sair dali, de se livrar daquelas ameaças grandes e horrendas ou de encontrar alguém com quem pudesse contar. Entretanto, sua curiosidade coçava fundo dentro de sua alma. Seja lá o que fossem aquelas aberrações, elas eram, também, interessantes. Quais mistérios e segredos elas revelariam?

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Airmed Ixchel em Dom Jul 12, 2015 8:13 am

Naquele momento, a pessoa que ela mais odiava, era o homem que estava na Academia e foi o responsável por toda a loucura que Airmed encontrava. Outra risada ré soou por todos os cantos. A meio-dragonesa se sentia um animal capturado e vencido que servia de espetáculo para alguém. Inúmeras dúvidas tomavam a mente da jovem moça. O que é que estava acontecendo? Onde estava? Como chegou ali? E, o mais importante: com quem ou o que estava lidando? Infelizmente, não havia tempo para procurar por respostas:

- Cale a boca! Eu não sinto nada... Não sinto raiva, tristeza, alegria e muito menos desespero...

Ela percebeu que seu coração estava acelerado, então, respirou de maneira profunda para manter o controle sobre si mesma... Estava diante de algo que não conhecia e que parecia incrivelmente forte, se demonstrasse um único sinal de fraqueza, seria uma presa ainda mais fácil. Ela piscou e, na fração de segundos que demorou para abrir os olhos, simplesmente apareceu em um lugar diferente: a casa da mulher que a meio-dragonesa matou mais cedo para chegar até a Academia. Tudo estava exatamente igual ao momento em que o assassinato ocorreu... Os pratos de comida vazios, os talheres e mesmo o corpo se encontrava ali. Era estranho pensar que ninguém descobriu nada ainda, mas era muito mais estranho pensar em como aquele ser misterioso descobriu a mulher.

Assim que olhou melhor, viu que o corpo estava envolvido por uma espécie de energia negra e branca, como uma mistura entre sombra e luz. Apenas ficou atônita, seus olhos certamente demonstravam toda a surpresa que sentia naquele momento: será que era a Feiticeira Branca? A sombra começou a falar e logo que terminou, se ergueu do corpo, ainda sem uma forma perfeitamente definida, mas com olhos. O ser estranho a encarou durante certo tempo, como se quisesse arrancar reações daquela que se dizia fria. Aquilo afirmava ser o desespero... Será que era mais um teste da Feiticeira Branca? A meio-dragonesa deveria mesmo aceitar seu desespero? NÃO! A própria Feiticeira ensinava a nunca se submeter aquilo que não se conhece e Airmed não sabia nada sobre quem ou o que estava enfrentado:


- NUNCAAAA!

A sombra - junto da luz - cresceram até tomar a maior parte da casa, inclusive a porta que era a única saída para a rua, bem como o único de meio de fugir. O coração de Airmed acelerou mais uma vez, mas ela pensou em algo e se decidiu a fazer o que havia planejado, por mais perigoso que fosse. A meio-dragonesa levantou um pouco seu vestido e pegou a adaga que estava amarrada em sua perna, em seguida, correu em direção a porta enquanto pirraça a adaga na sua frente e usava as asas para se impulsionar. Seu objetivo era simplesmente perguntar aquela sombra com a adaga e aproveitar o impulso para ainda arrombar a porta.

Mas, um momento... Airmed planejou tudo aquilo e tinha tanta urgência, apenas por estar...
DESESPERADA?

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Qua Jul 15, 2015 5:17 pm

Ohh porcaria. – as palavras vinham a mente de maneira espontânea, uma auto crítica e um pouco de desapontamento pela própria falha, pela escolha impensada que poderia ter lhe custado muito se não fosse pela interrupção de Evelynn. Aliás, custou o peso da criação daquele arco, sua companheira se expôs e se feria ao ser atingido pelo Golem furioso. Mesmo em meio a situação adversa, era preciso admirar a persistência da jovem que mesmo após tantas falhas conseguia enfim utilizar sua magia de fogo, talvez aquela situação fosse a chave para dar a ela os meios de fazer seu poder funcionar. – Boa Eve! – largava o arco no chão, seria inútil ter uma arma daquelas ali.

Observava a situação com cautela, pois a mesma seria necessária caso quisesse sair viva dali além de manter minha companheira a salvo até que estivesse seca o suficiente para voltar a atacar. Mas como fazer isso? O oponente era uma massa gigante e furiosa de pedra, a qual não seria perfurada facilmente. – Eve, saia da água! – dizia em alto e bom som, para que a jovem me ouvisse e tentasse pelo menos sair daquele rio calmo, em breve ele não seria assim tão agradável. Ignorada pelo oponente, que preferia atacar um alvo em situação mais desvantajosa, aquilo parecia soar como um insulto e por todos os deuses que pudessem existir em Lodoss e além dela, como aquilo me incomodava.

Você ataca minha amiga... – o fluxo de energia fluía como uma torrente furiosa, enquanto o coração palpitava em um misto de sentimentos que faltavam vocabulário na língua dos homens e dos elfos que o descrevessem. – ...dá as costas pra mim... – a sensação era única, algo que nunca havia sentido antes, uma energia que nunca havia sentido em mim mesma e que a cada segundo parecia crescer tanto que jurava vê-la fora de meu corpo como a mais branca da névoa. - ...você vai se arrepender disso! – Erguia os punhos e os esticava na direção do rio, com as mãos abertas e a com a vontade necessária para atacar buscava aplicar aquilo que havia sido ensinado a mim até então, embora também passasse pela minha cabeça a necessidade de ir além, de melhorar ainda mais.

Buscaria trazer a maior quantidade possível de água do rio para as pernas do golem, cobrindo-as e preenchendo cada pequeno espaço daquele corpo rochoso para então com um forte fechar de mãos, tornarem a água em gelo puro e resistente, na tentativa de parar o avanço da criatura. Porém, caso ele estivesse próximo o suficiente para um ataque, ou minha tentativa se mostrasse falha, tentaria impedi-lo de atacar Evellyn. Assim como Kai havia criado uma coluna de terra no treinamento e eu projetado lanças de gelo, usaria a água do rio para projetar um aparede de gelo entre o monstro e Evelynn, uma vez feito isso me concentraria, acumulando minha energia para um golpe que pudesse impactá-lo. Á água que precisava estava bem ali, o que praticamente me pressionava a não errar como havia errado, não poderia e nem deveria. Com a respiração calma e a frieza necessária usaria da água do rio para projetar uma grande estaca de gelo contra o corpo do golem, focava-me em apenas uma única estaca, assim poderia fazê-la mais forte e rápida que o normal, o foco seria no peito da criatura. Caso tivesse êxito no ataque, esperaria pela ação de Eveleynn para me aproximar dela usando a água do rio e a umidade do solo para criar uma fina camada de gelo sob a meus pés e expandi-la pela caminho que eu fizesse, para assim deslizar pelo chão, ganhando mais velocidade para atacar o golem ou esquivar-me de seus ataques.





Usarei minha H.E nesse post, para todas as ações. [H.E] na ficha

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Cobernick em Qui Jul 30, 2015 10:33 am

[Acabei esperando uma jogadora e me atrasei. Segue a experiência por atraso:

• Razorheart: 200 pontos
• Airmed: 100 pontos
• Samael: 100 pontos]


@Razorheart


A raiva e o medo, que a pouco assolavam o coração de Loras, aos poucos eram substituídas pela curiosidade. Quem eram aqueles seres? Loras estava mais interessado no quão úteis elas podiam ser do que concentrar-se nos sentimentos negativos que o envolviam. E isso pareceu irritar os dois seres.

Elas rugiram, um som perturbador altíssimo, fazendo com que o medo e a raiva voltassem a Loras. Não, elas QUERIAM que o medo e a raiva fossem parte dele!

— HAHAHA, nós sempre estivemos aqui! Este é você, somos você…! — Urrou o ser roxo e vermelho, que ficou grande o suficiente para começar a quebrar o teto da construção. — Queremos sua raiva, isso te deixa mais forte!

— E seu medo te mantém vivo! — A segunda sombra, preto-e-branca, também crescia.

Loras percebeu. Quanto mais medo e raiva sentia, mais as criaturas aumentavam de tamanho. O pior era que estes dois sentimentos não paravam de crescer dentro de si. Era como se, a qualquer momento, ele fosse devorado por aquilo — literalmente.

As duas criaturas agora avançavam, um vulto de cores e trevas que certamente o matariam. Foi quando Loras sentiu uma mão o puxar pelo ombro e, no instante seguinte, tudo ficou preto.


@ Airmed

— Sim… SIM! — Urrou a criatura, uma enorme satisfação preenchendo-a. Airmed pôde notar isso facilmente.

O desespero, mais uma vez, impulsionava Airmed. A dizia o que fazer para sobreviver, mostrava o verdadeiro perigo, aguçava seus sentidos, apontava a saída. Seu coração acelerava enquanto tudo parecia estar em câmera lenta, como se um instante se tornasse longos minutos. Viu a sombra abrir caminho ao seu redor, um largo sorriso de presas e sombras em algum lugar. A dragonesa praticamente voava em meio à mistura de escuridão e luz, até que percebeu que havia mergulhado exatamente nas garras daquela criatura. Tudo se fechava ao seu redor, era como se estivesse sendo engolida por um gigante… até que sentiu ser puxada para baixo e tudo escureceu.


@Airmed / Razorheart

Ambos acordaram de imediato. Seus corações estavam acelerados e só então perceberam que ainda estavam presos no gelo que o mago havia criado. E ele, Cobernick, estava bem à frente deles, de braços cruzados. Encarou-os por alguns segundos, até que fez um movimento com a mão e o gelo tornou-se água, libertando os dois.

— Vi que enfrentaram seus próprios demônios. — Falou o mago, paciente, mas ao mesmo tempo com a voz pesada. — Isso foi apenas um vislumbre das trevas que habitam em vocês. Se continuarem aqui na Academia, estas trevas irão te devorar. Viram o que aconteceu: todo sentimento negativo que carregavam se materializaram em criaturas horrendas.

Ele olhou para o lado, aonde o demônio ainda estava congelado e dormindo.

— O amigo de vocês pode não ter tanta sorte quanto vocês dois. — Encarou-os novamente. — Partam.

Aquela experiência foi assustadora. Quer dizer que, todo este tempo, cada um deles estava dentro de sua própria mente. Aquelas criaturas eram parte deles. Medo, raiva, desespero… o que mais haveria escondido? Poderiam usar este poder a seu favor? Ou seriam engolidos pelos monstros que eles mesmos criaram?


@Elsa / Evellyn

[Estarei pulando o turno de Evellyn. Ela não tem ação]

O que aconteceria a seguir teria se tornado uma lenda… se ao menos alguém estivesse assistindo. Mas o foco de Elsa não era este. Ela queria salvar Evellyn e derrubar aquele monstro de pedra, e faria isto agora. Em apenas alguns instantes uma aura envolveu o corpo de Elsa, tornando seus cabelos brancos como neve e seus olhos em um azul celeste profundo. Sua energia fluía com uma facilidade tremenda! Podia sentir toda umidade ao seu redor, era como se a água fosse uma extensão de seu corpo, e não demorou para usar isto ao seu favor. Em um movimento rápido, como se puxasse algo, fez com que uma enorme quantidade de água do rio envolvesse as pernas do golem. Em poucos instantes a água congelou: gelo a partir de água líquida, o mais duro que Elsa poderia querer no momento.

A criatura urrou, não conseguindo mover-se e muito menos se virar para encarar Elsa. Por conta disso decidiu continuar com a tarefa que seu cérebro de pedra conseguia definir: atacar Evellyn. A raposa ainda estava na água e muito próxima do Golem que, irado, desferiu um soco direto — que foi bloqueado por uma enorme parede de gelo, dando tempo suficiente para Evellyn sair do caminho. Mas Elsa não havia terminado ainda.

Irritado, o Golem decidiu quebrar a parede de gelo, mas assim que o fez, apenas abriu caminho para sua própria ruína: Elsa havia conjurado uma enorme lança de gelo, baseando-se no que vira Kai fazer mais cedo, cravando-a no peito da criatura. E era exatamente ali aonde estava o orbe de poder que o mantinha funcionando. Não houve sequer gritos de dor da criatura: uma vez a orbe quebrada, toda energia se esvaiu. Momentos depois o golem foi se desmontando, as pedras se soltando e caindo pesadamente no chão — exceto pelas pernas, que continuavam congeladas. Uma visão no mínimo curiosa.

Elsa ainda tentou utilizar o resto de sua energia para criar uma passarela de gelo, mas sentiu a força abandonar seu corpo. Caiu de joelhos, exausta. A aura desapareceu, dando lugar a um cansaço não esperado pela garota.

— Impressionante…! — A voz de Altaïr era inconfundível. O lobo apareceu próximo ao rio, olhando surpreso para o golem desmontado. — Outros alunos levaram horas para derrubar este, mas vocês o fizeram em poucos minutos.

Ele ajudou a tirar Evellyn do rio. Assim que ela saiu, o lobo fez com que a água evaporasse, deixando a raposa seca mais uma vez.

— Sei que foi repentino, mas o teste prático traz resultados muito mais rápidos. Idéia de Cobernick, claro. — Ele riu, agora caminhando até Elsa, a ajudando a se levantar. — Seu poder é surpreendente. Agora sua energia se esgotou, mas deverá aprender a controlar isto melhor em breve.

Evellyn estava cansada e ferida, por isso não demorou que Altaïr conjurasse o portal de volta para a academia. Uma vez lá, ambas teriam seu merecido descanso.

[Vocês são livres agora, durante dois turnos podem fazer o que preferirem pela Academia. Descansem, durmam. Considerarei um dia de jogo para vocês, por isso pensem no que fazer durante este tempo. Quando estiverem prontas para continuar, basta postar que estão procurando por Cobernick ou Altaïr.]

[Evellyn recebeu 200 pontos de experiência + 100 de bônus de narração.
Elsa recebeu 400 pontos de experiência + 200 de bônus de narração.]
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Re: Academia de Magia

Mensagem por Airmed Ixchel em Qui Ago 06, 2015 9:20 pm

Repentinamente, tudo pareceu desacelerado. Sem esforço, Airmed conseguia ouvir o som de cada batida do seu coração. A energia negra e branca se organizou até assumir a forma de presas e garras, mas era tarde demais para voltar atrás: simplesmente mergulhou naquela mistura de luz e escuridão. Tudo se fechou ao seu redor em um abraço sombrio, no entanto, antes que pudesse fazer qualquer coisa, sentiu uma força puxando-a para baixo de maneira violenta. Um momento de confusão tomou conta de sua mente... O que é que estava acontecendo? Será que era mais um feitiço daquele maldito mago? Só restava a ela o medo derivado de lidar com algo que não compreendia.

Abriu os olhos, porém, logo se lembrou da Academia e tentou se mover, até perceber que ainda estava presa no gelo, junto de Loras. O mago estava à frente deles e os encarava de forma estranha, o que fez Airmed concluir que tanto ela quanto o seu não tão querido "companheiro" seriam aceitos. Pena que não poderia estar mais errada. O gelo que os prendia derreteu instantaneamente e mais uma vez a meio-dragonesa teve certeza de que as coisas melhorariam. O homem misterioso até disse que a dupla enfrentou seus demônios, contudo, não permitiu que recebessem o ensino da magia ali e ordenou que saíssem dali. O demônio continuava ali, mas a jovem não se importava com ele. Sentia raiva e frustração ao mesmo tempo em que se encontrava perturbada por perceber que a maior parte do que aconteceu, foi em sua mente.

Por mais que Airmed estivesse revoltada, ouviu as palavras do mago com calma e refletiu um pouco. O monstro que ela viu durante a experiência em sua mente era apenas um reflexo de si própria: o desespero de fato era uma parte importante do conjunto que a formava e a caracterizava como ser individual. Claro, haviam outras partes, mas o fato de especificamente o desespero ter se materializado talvez significasse que devia enfrentar seus medos e problemas. Levando as sábias palavras do mago consigo, Airmed foi embora voando baixo e de maneira silenciosa, em um dos raros momentos que demonstrou qualquer respeito em relação à alguém que não fosse a Feiticeira Branca... O mago que controlava a Academia realmente era digno.


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Re: Academia de Magia

Mensagem por Razorheart em Sab Ago 08, 2015 5:02 pm

Os olhos cor de sangue do rapaz se abrem de súbito, como se despertasse de um  pesadelo; A respiração ofegante e o coração acelerado. Ele força a prisão de gelo com os braços para fora, mas ela só o liberta quando Cobernick a dissolve em água. Aquilo tudo não passara de uma irritante prisão mental. Um truque que Loras gostava de aplicar apenas por diversão, mas não era tão bom assim estar do outro lado dessa brincadeira. E, como toda prisão mental, o rapaz sabia que ela era parcialmente criada por ele mesmo, por sua própria mente, o que o incomodou mais ainda.

Loras comprimiu os olhos e usou as palmas das próprias mãos em pequenos tapas em seu peito e ombros. Era como se ele se limpasse da própria experiência passada. Depois disso, imitando o gesto silencioso de Airmed, ele deu as costas ao mago. Não adiantava mais insistir. Além disso, aquele lugar havia frustrado suas expectativa. Não era mais compatível com sua busca. Isso agora lhe era uma certeza.  

Antes de partir, ele deu uma última olhada em Razel: em toda sua arrogância, ele ainda não havia despertado. O rapaz sentiu a curiosidade perfurá-lo como um alfinete afiado: ele pagaria um bom preço para saber o que o demônio estava enfrentando. Mas, pensando bem, aquilo não era mais relevante. A ideia de seu novo destino borbulhava ardente em sua mente, fulgurando como uma pedra preciosa: Loras viajaria a um lugar onde sua escuridão não seria repudiada. Viajaria para onde ela seria abraçada e cresceria o tornando mais forte. Sim, um lugar de trevas. Seus olhos quase podiam brilhar com aquele pensamento.

— Hunpf! Quem, no final, ficou com medo?! — Alguns passos a frente, resmungou baixinho para si mesmo. Era provável que apenas Airmed tivesse ouvido.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Evellyn em Qua Ago 12, 2015 10:25 pm

Tudo pelo visto, aparentava estar ocorrendo bem diante de nossas ações, se não fossem pelos resultados. Por mais que minhas raposas não tivessem tido efeito, a minha bola de fogo atingiu seu rosto e logo se tornou rubro - juntamente sua orbe localizado ao centro de seu peito. Imediatamente, ele disferiu um golpe no local onde eu estava e com um movimento brusco, consegui escapar dele. Porém, um outro ataque rapidamente foi feito, sem ao menos que eu pudesse notar e fui jogada para o rio.

A dor era insuportável e se localizava mais em meu braço esquerdo e lógico, iria me preocupar com os problemas que teria com esse machucado - já que provavelmente mais tarde isso iria piorar. Pude ver alguns pequenos peixes de cores chamativas se assustarem e irem embora. Não devia prestar atenção naquilo, e sim no monstro. Estávamos correndo perigo, por mais que já tivesse sofrido outros tipos disso - em uma aventura na qual havia encontrado com Kai - esse era um caso de vida ou morte à mim. Engoli seco, e respirei fundo.

Estava pronta para dar outro ataque nele, mas com certeza isso não funcionaria já que eu estava encharcada pela água do rio. Ele já estava se aproximando ainda mais de mim e por algum motivo, fiquei paralisada. Não importava o quanto quisesse ou tentasse, eu não conseguia me mover. Apenas observava-o com um olhar angustiante e nem ao menos conseguia ouvir ao redor - apenas o rumor dos grandes passos daquele golem.

Apenas acordei do transe quando vi que ele havia atacado novamente, porém, foi bloqueado por uma parede criada por Elsa. Me tratei de retirar-me logo de lá mas fui interrompida dando minha atenção ao novo ataque de Elsa, no qual instantaneamente uma lança de gelo atravessou a orbe do golem, derrotando-o. Bufei, cansada. Novamente, não havia ajudado ninguém, apenas atrapalhando. Altair apareceu de forma repentinamente, nos elogiando por matar o monstro e em um pequeno movimento em ajudando sair da água, fez com que ela evaporasse e eu ficasse seca. Incrível.

Obrigada... — disse baixo, logo me envergonhando — Mas acredito que esses elogios deveriam ser para Elsa, já que ela foi a qual o derrotou. Eu apenas... Atrapalhei.

Assim como ele, fui em direção da Elsa ajudando-a a se levantar e apoiando em meu ombro direito. Esperaria que ela falasse algo com Altair, caso quisesse e entraríamos dentro do portal, voltando para a Academia. Lá, perguntaria aonde ela quisesse ir que levaria primeiramente. Caso fosse o quarto - no qual iria me dirigir após ajudar-lá - colocaria em sua cama e sentaria na minha.

Espero que melhore, Elsa. Me desculpe por atrapalhar-lá.

Observação:
Me desculpe novamente pela inconveniência. Caso tenha passado mais de uma semana que todos postaram menos eu, não há necessidade de me esperar. XD

Além disso, Elsa, no final do post caso você não queira ir para o quarto ou em outro lugar, leve em conta que a Evellyn irá dizer o mesmo (última fala) e irá ao quarto. ^-^

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Dom Ago 16, 2015 10:54 am

A exaustão percorria meu corpo de maneira tão fluida como a água do rio onde eu e Evellyn havíamos derrotado o golem. Não estava nos planos utilizar de toda minha energia, porém não havia necessidade de sentir-me totalmente mal por isso, estávamos vivas afinal de contas. Sentia as forças se dispersarem e meu corpo ceder, nunca havia sentido tamanha fadiga, mas ao mesmo tempo, nunca havia me sentido tão contente. Ouvir Altair novamente era reconfortante, o elogia também era bem vindo, embora ainda quisesse reclamar do ‘teste surpresa’ tudo o que podia fazer naquele momento era sorrir.

O guardião ajudou Evellyn a se erguer e secar-se, ainda falando sobre o golem veio ao meu auxílio, onde naquele momento já começava a recuperar pelo menos as forças necessárias para falar. – Eu devia ter suspeitado. – ri ao descobrir de quem fora a ideia. – Irei controlar isso Altair, pode ter certeza disso. – respondi enquanto me apoiava em Eve e no lobo. Novamente era visível o quanto havia ficado cansada, andar era levemente tortuoso, era como se a gravidade tentasse me jogar ao solo e tudo o que me restava era resistir. O silêncio mediante as palavras da garota raposa não era devido a fadiga, mas sim em relação as próprias palavras da mesma.

Com o treinamento resolvido, retornamos a Academia através de um portal aberto pelo Guardião de gelo. Cansada demais para ir até a biblioteca, ou as fontes onde os alunos se banhavam, pedi a Eve que me levasse até o quarto. – Vamos descansar um pouco sim? – dava um sorriso tímido a ela, enquanto juntas caminhávamos até o dormitório. A jovem teve bastante cuidado em colocar-me sobre minha cama, porém a jovem mais uma vez se desculpava, algo que para mim não havia necessidade. – Eu vou melhorar Eve, não se preocupe, eu posso parecer magrinha assim, mas sou dura na queda. – brincava antes de falar de maneira mais séria com ela. – Eu não estou aqui para cobrar-lhe resultados, muito menos julgar o sucesso ou insucesso alheio, deixei isso bem claro quando nos encontramos. Você não me atrapalha e nunca vai, a única pessoa que você pode atrapalhar é a si própria e caso sinta dificuldades em avançar, saiba que estou aqui do seu lado, assim como Kai. – segurava as mãos dela. All Ishy Vahlar! Onde nasci e fui criada, isso significa “Juntos somos fortes”, mas também pode ser utilizada como “Nós somos um”, o que no idioma humano seria um, nós somos amigas. – ria de forma espontânea e livre de timidez. – Eu irei dormir um pouco, depois que eu acordar, gostaria de ir a biblioteca comigo?

Deixava a proposta em aberto, enquanto recolhia-me para um descanso, talvez após algumas horas de sono estivesse disposta o suficiente para fazer aquilo que tivesse vontade, queria explorar a biblioteca novamente, observar as montanhas, comer e beber um pouco ou simplesmente conversar, eram tantas coisas que não notava o sono chegar e em meio aos pensamentos entregar-me ao sono.


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Re: Academia de Magia

Mensagem por Evellyn em Seg Ago 17, 2015 7:08 pm

Pelas palavras de Elsa, escapuliu uma risada baixa por ela brincadeira no qual ela havia feito. Por mais que fizesse uma fala tão séria e incentivadora, ela estava certa. Sorri novamente, concordando com ela. Me sentia feliz pelo fato de ter pessoas ao meu lado, por mais que não fosse tão habilidosa e poderosa como elas e me aceitavam mesmo assim. Ao contrário de meu real lar... Mas, aquilo era passado! Deveria seguir em frente e conseguir me tornar assim como as pessoas as quais admirava naquele momento; Elsa e Kai.

Certo! Acho que também irei descansar um pouco. — diria logo me virando à minha cama.

Me entregando ao sono pelo cansaço, pude me sentir um pouco melhor após acordar, que pelo visto, ela ainda estava dormindo. Não saberia o quanto até ela dormiria, mas aproveitei e fui às fontes para me banhar e tirar o suor de meu corpo que me incomodava. Logo após isso, voltaria ao dormitório, esperando Elsa para que nós pudéssemos ir à biblioteca ou onde ela quisesse for. Mesmo que meu braço ainda estava a doer, teria disposição à fazer qualquer coisa naquele momento, principalmente melhorar minhas habilidades.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Seg Ago 24, 2015 1:13 pm

Imersa em um mundo de sonhos, perdida na imensidão negra que a qualquer segundo tomava contornos distintos, tingindo-se de cores e sendo complementada por sons. O sonho levou-me ao lar, para as terras gélidas no topo da mais alta montanha da região, onde do cume era possível ver o céu tornar-se um chão branco e cinzento. Não entendia o motivo de sonhar com aquilo, muito menos de alguma vez estar lá. A respiração ofegante destoava do sopro ríspido do ar e em seguida o impulso para o salto.

Vi-me em queda livre, rasgando as nuvens e contemplando o branco, o azul e a cinza em uma visão que gradativamente tornava-se nostálgica e diferente a mim. A nevasca que assolava a superfície dava tons épicos a batalha que se seguia, cobrindo o vermelho recém espalhado e os corpos mutilados pelas espadas, machados e por magias destrutivas. Elfos e humanos batalhavam contra seres negros de espírito repulsivo e presença aterradora, sob seus batalhões flâmulas tremulavam o corvo negro sob o carmim, o símbolo de Takaras. Por que vivenciava aquelas memórias? Aquilo era uma? Não me recordava desse trecho da história, tinha certeza de ter lido tudo que era pra saber sobre meu local de nascimento e aquilo não havia em livro algum, a menos...

Em um rápido movimento projetava do solo um pilar de gelo colossal, o mesmo parava minha queda proporcionando um piso frio e rígido. Arqueava os braços e observava o céu agora negro. A nevasca tornava-se granizo, o gelo mais pareciam lanças que choviam aos milhares contra o exército de Takaras. A aflição tomava meu peito, assim como uma sensação horrível que percorria todo o corpo, em meio aos gritos de horror e o brandir de euforia foi coberta pela escuridão e despertava atônita, suada e ofegante.

Passava gentilmente a língua sob os lábios ressecados, a mão direita havia involuntariamente ido até o peito e levou alguns segundos para que eu pudesse observar o ambiente e enfim relaxar ao notar que estava na Academia, a salvo. Olhei para o lado e não havia encontrado Evellyn, porém não fora necessário ir a sua procura, a mesma retornava, aparentemente após um banho nas fontes termais. – Acho que tive um péssimo sonho. – dizia sorrindo da situação. – Estou ensopada, pode ir comigo até as fontes? – Não a convidava para um novo banho, mas sim para me fazer companhia, mesmo a academia sendo segura, não queria estar sozinha naquele momento.

Uma vez nas fontes, despi-me do vestido e desfazia a trança do cabelo, os soltando. Coloquei-me nas águas mornas e após uma breve submersão relaxei por alguns minutos. Não havia dito uma palavra sequer durante o banho, situação na qual me deixou profundamente irritada, ainda mais por ter trazido Eve comigo, porém talvez fosse inevitável já que estava extremamente dispersa, concentrada em meus próprios pensamentos.

Somente após o mesmo que voltei a sentir-me melhor. – Desculpe Eve. Vamos a biblioteca? – dizia, tentando disfarçar qualquer sinal de estar incomodada com alguma coisa. Junto da meio-feral fomos a biblioteca, onde por algumas horas nos ocupamos dos mais variados livros. Alternei entre os estudos antigos e linguagens élficas com a jovem, mas buscava somente a mim quaisquer informações referentes a história de locais além da ilha de Lodoss, motivada acima de tudo sobre meu sonho. Infelizmente nenhuma informação além das que eu já conhecia estava contida no interior dos livros que encontrei sobre as terras gélidas. Talvez Cobernick soubesse de alguma coisa. – Vamos Eve, temos de voltar a treinar. – diria puxando-a pelo braço gentilmente indo a procura do Mestre da Academia ou do Guardião, Altair. Uma vez que os encontrasse, relataria o sonho que havia tido, assim como questioná-los se eles conheciam ou já tinham ouvido falar de algo referente ao mesmo.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Cobernick em Sab Set 26, 2015 2:23 pm

[Como avisei antes, meu tempo estava super limitado ultimamente. Na verdade, ainda está. Por isso os atrasos, espero que me perdoem.

Evellyn e Samael recebem 200 pontos de experiência pelo atraso de um mês.
+50 de bônus de narração para Samael por explorar bem seu personagem neste meio-tempo.]


A academia estava tranquila naquela manhã. Na verdade, era difícil imaginar algo diferente disso para aquele lugar. Era pacífico, mas Evellyn e Elsa sabiam que isso poderia mudar num instante caso Cobernick desejasse. Estes testes surpresa eram questionáveis, apesar dos resultados rápidos. As duas alunas poderiam perceber que, agora, dominavam com muito mais facilidade seus elementos. Não haviam aprendido as magias de fato, ainda precisavam de concentração e esforço extras, mas era um grande avanço se levarmos em conta o primeiro dia.

Assim que elas se sentiram prontas, procuraram pelo mestre da academia. O que, logo perceberam, era uma tarefa confusa. Afinal ele que encontrava os alunos e, até então, não haviam descoberto se ele tinha uma sala ou um quarto. Talvez tivesse, o problema era encontrar. Após longas tentativas de busca, as novas magas resolveram se sentar em um dos bancos no salão central. Cobernick apareceria quando tivesse vontade. Talvez.

— Meus parabéns. — Soou uma voz masculina e grave ao lado delas. — A luta com o golem foi excepcional.

Tanto Evellyn quanto Elsa ficaram confusas com o que viam. Era um homem robusto, na casa dos 50 anos, que vestia pesadas vestes de couro e tecido. Apesar da aparência totalmente diferente, sentiram rapidamente que se tratava do mestre da academia em sua forma real.

Spoiler:

Apesar da aparência, a expressão do mago ainda era leve. As novatas sentiam que era exatamente a mesma pessoa.

— Não precisam dizer nada, sei que devem questionar estes meus testes surpresa, mas prefiro não explicar. Dá um trabalho danado. — Riu e as convidou a se levantarem. Ele cruzou os braços, as olhando por algum tempo. — Vocês cresceram bastante, devo admitir. A Academia ajuda vocês a terem melhor harmonia com sua energia, mas também quero que aprendam a se virar sem isso. Quero que viagem até o Clã dos Lobos Gélidos mais ao Norte. Lá encontrarão o velho Gro’mah, um shaman dominador dos elementos. Ele pode ensiná-las de um jeito diferente, mas perceberão que a base é a mesma.

Logo que terminou de falar, Cobernick fez um sinal para que elas o seguissem. Ele andou até fora da Academia, passando pelos enormes portões da entrada. Ali, no vasto campo verdejante e contrastante com o Norte, sentiram um enorme conforto. Segurança, talvez. Então notaram, a alguns metros da Academia, dois enormes lobos feitos de gelo. Eram diferentes de Altaïr: maiores, mais robustos, tinham presas ameaçadoras e um olhar astuto. Eram worgs, enormes lobos selvagens que podiam servir de montaria facilmente. E de fato eram: Evellyn e Elsa notaram que eles tinham selas e, nelas, estavam penduradas bolsas de couro que provavelmente carregavam mantimentos.

— Parecem inusitados, mas acreditem em mim quando digo que os Lobos Gélidos vão respeitar vocês por isso. — Explicou o mago, indo com as novatas até os animais. Como Altaïr, aqueles lobos eram praticamente vivos e, mesmo ao toque, seu gelo não as queimava. Apesar da aparência ameaçadora, eram bastante mansos. — Estes animais irão levá-las ao clã. Chegarão lá ao anoitecer. Lembrem-se que isso faz parte do treinamento.


[Vou pedir que postem a resposta aqui e, em seguida, nas Montanhas da Neve Eterna. Lá postem apenas a introdução da viagem, uma conversa que prefiram ter, mas não precisa ser longo ou complexo. Já aqui vocês podem postar dúvidas ou interações, desde que ao final vocês partam montadas nos worgs de gelo. Se for necessário algum post extra, poderá ser aqui sem problemas]
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Re: Academia de Magia

Mensagem por Elsa em Ter Out 06, 2015 2:58 pm

A academia parecia estar em uma completa calmaria e isso era minimamente estranho a mim que nos últimos dias havia estado em uma rotina tão agitada que havia culminado em um embate contra um golem de pedra, mas tanto eu quanto Eve havíamos sobrevivido a tal provação e isso parecia ter nos dado um momento para enfim descansarmos e nos conhecer um pouco mais. No entanto, momentos como esse estavam a ponto de terminar, ou pelo menos essa era a expectativa de nós duas acerca dos próximos desafios impostos por Cobernick. Mas encontra-lo em meio a Academia era uma tarefa difícil, ou talvez apenas pensasse dessa forma para não afirmar ser momentaneamente impossível, uma vez que procurar da forma habitual era ineficiente sentávamos as duas em um dos muitos bancos do local aguardando o momento em que o ilustre mestre desse o ar da graça.

Em silêncio brincava com a ponta da trança de meu cabelo, perdida nos pensamentos do que havia ocorrido em meu sonho assim como nos eventos dos últimos dias, perguntava-me se Kai estaria bem, o mesmo havia partida com a tal de Ree para algum lugar e esperava que os mesmos já estivessem de volta, porém nenhum sinal deles havia surgido. Talvez aquilo me preocupasse, mas nem tive tempo para tal sentimento, pois uma voz grave ecoava pelo ambiente, chamando minha atenção. Elogiava tanto a mim quanto Eve e embora fosse bom ouvir o elogio, a pessoa que via fazia-me sentir confusa a princípio, obrigando-me a analisar a feição daquele homem antes de concluir com certa surpresa. – Vhas Ishvy! – a surpresa era tanta que era incapaz de dizer as palavras do idioma comum de Lodoss, dizendo o que seria um ‘Não acredito’ no idioma élfico proveniente dos elfos de gelo ao norte da ilha de Lodoss. – Agora que já havia me acostumado a chama-lo sem o ‘Senhor’. – brincava, levando a mão ao peito em uma leve risada. A feição, o olhar e a presença dele continuavam inconfundíveis, estava diante do ‘verdadeiro’ Cobernick, aquele homem que havia treinado minha mãe, aquele como era descrito nos livros e a sensação era inegavelmente de admiração e respeito, sem dúvidas preferia vê-lo diante de mim daquele jeito, mesmo que a forma da anterior nos desse uma sensação de identificação, sua real forma transmitia muito mais do que superioridade, mas sim toda a diferença em poder e sabedoria em relação a mim e Evellyn.

Levantava-me rindo, ainda que um pouco desconcertada do comentário do mago. – Quando tivermos uma oportunidade, certamente eu vou querer que você me explicasse as razões disso. – mantinha o tom bem humorado, mas não dizia aquelas palavras por mera brincadeira, de fato gostaria de saber os motivos. Mas ao que tudo indicava, tão cedo não teria minha conversa, Cobernick tinha outros planos e isso envolvia muito mais do que uma simples visita, mas sim uma chance de maximizar nosso aprendizado com o Clã dos Lobos Gélidos, um nome que não soava estranho a meus ouvidos, mas do qual não me recordava naquele instante. – Gro’mah... – repetia o nome do shaman de maneira lenta e bem analista. – Arghh eu não me lembro desse nome! – irritava-me por não recordar a origem dos nomes, havia lido tantas coisas sobre o norte de Lodoss que a simples ideia de esquecer tais informações me incomodava profundamente, mas seguia com Cobernick e Evellyn, uma vez que era inútil tentar forçar algo naquele momento.

Quando você diz que a base é a mesma, não está se referindo a nos atirar em um ambiente estranho para enfrentar uma criatura hostil não? – cruzava os braços por detrás do corpo enquanto observava Eve com um olhar de cumplicidade durante a brincadeira. Quando Cobernick parou, nos encontrávamos do lado externo da academia, onde o verde do campo que rodeava o local fazia um paralelo magnífico com o branco provindo do norte, onde quaisquer sinais de cor eram ofuscados pelo branco, azul e negro. Ali, ao norte era possível notar alguns metros a nossa frente dois wargs feitos inteiramente de gelo, diferentes de Altair eram muito maiores, robustos e ao que tudo indicava, pareciam não conter a habilidade de fala do guardião da Academia.

Caminhávamos mais alguns passos na direção dos mesmos observando-os com atenção e notando as selas o que era de certa forma um intenso alívio, não precisaríamos percorrer o caminho a pé o que de certa maneira ainda não diminuía o risco da viagem, mas era ainda sim um alento. Com o olhar ainda tímido com a presença daquelas figuras tão magníficas e intimidadoras hesitei inicialmente a tocá-los, mas quando o fiz notava que não sentia frio, literalmente não o sentia. – Eve ficará bem neles. – a preocupação não era sobre como eu ficaria durante a viagem, mas sim como minha amiga se sentiria na mesma, uma maga de fogo em um ambiente completamente oposto a sua magia? Por mais que tivesse fé nela, não conseguia evitar a preocupação.

Respeitar-nos? Soa como se não soubessem que estamos indo até lá. – pensava em meu íntimo, observando Cobernick atentamente antes de me dirigir novamente a academia, para buscar meu arco, minhas flechas assim como os demais pertences. Quando retornei para a área externa, ouvia juntamente de Eve as últimas informações antes de montar em um dos Worgs. – Então é melhor que nos apressemos Eve. – entregava a ela a capa que estava em minha sela, para que a mesma pudesse se manter mais aquecida, não necessitava tanto assim de ficar aquecida, gostava do frio, havia sido criada em um local onde calor era uma palavra e sensação extremamente estranha para muitos dos que lá habitavam, queria sentir o frio das Montanhas da Neve Eterna, de certa maneira buscava desafiar-me com aquilo, na expectativa talvez de percorrer um ambiente mais frio do que as Terras Gélidas. – Nos lembraremos, e retornaremos em breve. – sorria para Cobernick enquanto puxava as rédeas do Worg, batendo com os calcanhares gentilmente nas laterais da criatura, o incitando a começar a caminhar e em seguida gradualmente aumentar sua velocidade até estarmos de fato cavalgando por entre as árvores e solo cobertos pela neve.

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Evellyn em Dom Out 18, 2015 6:12 pm

Após um longo tempo de vários eventos rápidos e cansativos, percebia o quão estava silencioso e calmo na Academia. Provavelmente Elsa e demais estudantes perceberam, já que isso era muito evidente. Confesso que estava cansada desses acontecimentos, mas sabia que era para nos ajudar à melhorar nossas habilidades, afinal, nós estávamos aqui por isso! Por mais que muitas vezes eu não conseguisse o meu melhor, não poderia deixar de continuar! Estava determinada com isso, ainda mais ao apoio de Elsa e Kai. Tinha essa reflexão mais uma vez enquanto estava sentada em um banco com a Elsa, esperando Cobernick já que havíamos procurado ele por toda parte.

Estranhei pelo fato de ouvir a mesma voz dele, mas pude ter um pouco de dúvida quando olhei à ele; era a aparência de um senhor com traços fortes. Após a piada feita de Elsa, pude perceber que era ele mesmo - mas com sua aparência real. Sua forma jovial dava um ar "moleque" á ele, chegava até ser impressionante o seu tamanho poder mas... Nessa forma era totalmente ao contrário. Era um grande ar de poder vindo dele e no qual, me dava ainda mais esperanças de dar o meu melhor. Soltei um sorriso desengonçado por não saber o que responder, enquanto segurava minhas mãos e me levantava do banco que estava sentada.

Seguindo-o até fora da Academia não podia deixar notar a natureza verde misturada com a vasta vegetação gelada. Por mais que estava dentro ou afora da Academia, a cada minuto me sentia conectada à natureza. Mas após observar à longe vindo eram lobos, ambos que se assemelhavam à Altair mas com uma aparência robusta e maior. Me sentia um pouco incertar ao olhar para eles, mas nada muito inconfortante. Após a explicação de Cobernick, entendi que os lobos seriam para nossa viagem até o clã dos lobos gelados, aonde iriamos encontrar Gro'mah. Era a primeira vez que eu havia ouvido esse nome, por mais que tivesse escutado várias coisas sobre a magia desse lado.

Pude soltar um suspiro de alívio após dizer que os lobos pareciam ser mansos, parecia que eu havia um pequeno trauma quanto à minha maldição. Soltei uma pequena risada pelo comentário de Elsa, mesmo sendo uma piada deveria encarar como verdade também, já que não sabíamos o qual inusitado poderiam ser nosso treinos assim como o contra o golem. Após a certeza de Elsa que eles não eram frios dei um sorriso em troca de sua preocupação, não saberia como poderia retribuir isso. Fiz a mesma coisa quando ela havia dado sua capa, mas dessa vez, soltaria um "obrigada".

Vestindo a capa por cima de mim enquanto me sentava na sela esperando que Elsa iniciasse a jornada. Antes que partisse, viraria minha cabeça acenando com a mão indicado como um tchau e logo faria o mesmo movimento que Elsa para que o lobo tornasse mais rápido em sua caminhada. Havia mais uma nova aventura se iniciando à frente dos meus olhos...

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Re: Academia de Magia

Mensagem por Juliet Baskerville em Dom Mar 20, 2016 5:20 am


Aquele lugar era frio, extremamente frio, o tipo de lugar aonde apenas algumas poucas pessoas seriam capazes de viver, e mesmo assim deveria ser uma vida cheia de dificuldades e sofrimento, eu havia sentido isso muito bem enquanto caminhava a pé até ali. A jornada até ali nem havia sido tão perigosa e tortuosa como havia esperado, a estrada havia sido longa sim, e as noites frias sem cama ou cobertor e tendo apenas sobras para me alimentar haviam me deixado com fome e sono, mas isso tudo era somente uma série de desconfortos, contratempos, nada que realmente me preocupasse, mesmo assim havia sido bem agradável ter todas aquelas sensações. Era aquele o tipo de cenário que me deixava com um bom humor, aquele em que as pessoas poderiam apreciar a beleza oculta nos espinhos de uma rosa, vivendo a beira do sofrimento e da perda, porém não era para apreciar a paisagem ou ver as pessoas que ali moravam que havia viajado para lá. Por que eu havia partido do meu lar para aquele lugar remoto? Para começar eu não possuía mais um lar de qualquer forma, e o chamado da Rosa havia me guiado até ali, sonhos sobre um castelo haviam preenchido minhas noites desde o dia em que havia concretizado o acordo, um grande e belo castelo, cercado por um belo jardim e ao mesmo tempo por campos cobertos por um manto de neve. A partir daquela descrição eu comecei a procurar por qualquer tipo de boato envolvendo este lugar, até chegar a notícia que havia me levado até aquele ali, na academia de magia no norte do continente, mas ainda imaginava a razão por trás desta ordem da Rosa para mim.

“Sem dúvida ela deseja que eu espalhe a palavra dela por onde eu for,” pensei comigo mesma, “porém creio que o objetivo dela ao me enviar aqui seja o aprendizado de como utilizar sua dádiva.” Sem dúvida, se eu adentrasse em uma escola sobre magia eu poderia aprender melhor sobre o presente que a Deusa havia me concedido, assim como talvez pudesse descobrir alguma coisa sobre a história dos seus antigos sacerdotes e da história da própria Rosa. Independentemente do que eu poderia adquirir ali, esta era a vontade de minha guardiã, e portanto era o que eu deveria fazer, mesmo com seu presente ainda não tinha poder para desafiar Takaras, talvez ali eu pudesse conseguir este poder. “Apenas mais um degrau antes de eu poder dar início para minha vingança.” Era isso que passava pela minha mente enquanto começava a subir em direção aos portões que serviam de entrada para o grande edifício, procurando pela entrada deste enquanto admirava o trabalho de arquitetura neste, sem dúvida alguma coisa construída a partir de magia. Era sem dúvida um lugar espetacular, e que me transmitia um certo poder, o tipo de lugar que poderia ser agradável visitar por um tempo, ainda mais se houvesse alguém disposto a ouvir a palavra da Rosa.



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Re: Academia de Magia

Mensagem por Cobernick em Seg Abr 11, 2016 6:09 pm

O frio, desconforto e a dor que isso lhe causavam eram deixados para trás conforme Elisa se aproximava da academia. Sentia a energia do local, uma aura tão poderosa que era capaz de manter uma temperatura agradável ao redor. Seja quem for o mestre dali, tinha um poder assustador.

Ao chegar em frente aos portões, Elisa sentiu-se pequena. Eram portas enormes, pesadas e não parecia haver ninguém que iria abrí-las, ou que ao menos conseguisse. Estava sozinha ali fora... ou era o que pensava. A garota sentiu um vento gelado em suas costas, virando-se para então encarar uma figura inesperada.

Um lobo grande, cujo dorso quase chegava à altura de Elisa, a encarava. Seu corpo era inteiro feito de gelo esbranquiçado o que fez a garota duvidar que se tratava de uma estátua por um momento. Mas logo os olhos amarelos pareciam vivos e o próprio corpo do lobo movia-se como se fosse de carne e osso.

"Você deixa pegadas de sangue por onde passa." Falou uma voz masculina grave na cabeça de Elisa. Era o lobo. "O que procura em solo tão puro?"

Ele inclinou levemente a cabeça para o lado, aguardando sua resposta.
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