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> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

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[Épica] O Segredo dos Três

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[Épica] O Segredo dos Três Empty [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por GM Gin em Dom Jan 12, 2014 12:48 pm

Status:

Aldarion:
PV: 100%
PE: 80%

George:
PV: 85%
PE: 100%

Juliet:
PV: 100%
PE: 100%

Kamui:
PV: 100%
PE: 60%

Sérpico:
PV: 81%
PE: 65%





O início




Lodoss amanheceu como qualquer outro dia: Os imensos campos de Hirt aproveitavam os primeiros raios solares, o frio da madrugada ainda presente na imensidão do verde. Em Ruff, as atividades já eram plenas e os pescadores vendiam seus peixes frescos a muitos que aproveitavam daquela hora para comprar. Paramet amanhecia mais devagar, com seus comércios abrindo em ritmo lento. Afinal, essa hora da manhã tinha poucos consumidores e, em sua maioria, eram viajantes e peregrinos com pouco dinheiro. A tempestade de neve que caía pesado em Calm recuou pela manhã e os moradores já começavam seu trabalho diário de limpar a neve. Se nada fizessem, a natureza clamaria aquele vilarejo para si e expulsaria os locais de lá. Takaras e Hilydrus assemelhavam-se em somente uma coisa: a troca de guardas. Quase ao mesmo tempo, os dos reinos dispensavam sua guarda noturna, exausta, e substituía por novos soldados. A ordem no meio do caos de Takaras mostrava a grande preocupação de seus comandantes hostis para com seu rival ou, talvez, estivessem esperando a hora para atacar e dominar toda a ilha. Hilydrus, por sua vez, preocupava-se em manter a paz duradoura entre os reinos e sua maior preocupação era ver uma fina linha no horizonte, indicando um ataque de Takaras. Porém tudo isso era normal e o dia amanhecera como qualquer outro. Ao menos, era o que parecia.

As mais antigas criaturas mágicas da Média Lodoss agitavam-se em seu sono. Dragões estavam ansiosos, águias não saíam de seus ninhos. Demônios mais velhos que o mundo sorriam. Algo estava acontecendo e ninguém sabia o que poderia ser. O balanço mágico estava irregular por toda a Ilha e isso, certamente, não era algo natural. Utilizadores de mágica também sentiram um mal estar súbito, mas a maioria não tinha ideia do motivo. Somente o seleto grupo dos mais poderosos tinha uma ideia e esse pensamento preocupou a todos eles.

Por todo o território, a magia que envolvia tudo estava falhando. Pedras esfarelavam-se sem motivo algum e árvores velhas sumiam sem deixar nem a raiz. O vento parou de bater onde antes havia um vendaval. Partes do mar simplesmente não tinham ondas. Parecia que essas áreas transformaram-se em lagos calmos ao invés de um mar agitado. Pássaros voavam para o chão, rupturas no solo apareciam instantaneamente. Por sorte, eram incidentes isolados e não haviam muitas testemunhas para os eventos. Mas alguns viram..

Sérpico estava preocupado somente com sua missão. Pouco se importava com os acontecimentos exteriores no momento. Assim como em Média Lodoss, ali onde estava amanhecera também. Um arrepio percorreu seu corpo. Quase ao mesmo instante em que isso aconteceu, sentiu seu colar ganhar um pouco de calor junto ao seu corpo. Quase havia se esquecido dele: o pequeno talismã em volta de seu pescoço foi um presente dado pelo conselho de Lodoss por sua ajuda, fazia algum tempo. Tinha se acostumado com ele ali, de modo que seus olhos já nem olhavam mais para a relíquia. Porém, hoje, fitava-na com intensidade. Suas bordas ganharam formas e parecia ouvir uma voz vindo do artefato. Era uma voz familiar, mas não se lembrava onde escutado-na da última vez.


Sérpico, feche os olhos. Rápido!Disse a voz, vindo do colar. Pensando melhor, a voz parecia vir diretamente de sua mente. De qualquer modo, fechou os olhos.

Uma figura estava na sua frente e subitamente lembrou de quem era a voz. Uma pessoa de meia idade e com aspecto de quem fora um marinheiro. Calças marrons e largas com uma camisa branca desbotada. Sua pele tinha um aspecto de quem trabalhou embaixo do sol por toda a vida. Seu cabelo era grisalho e tinha o rosto bem aparado. Segurava um cajado de madeira. Era Kai, o marinheiro e membro do conselho quem Sérpico havia ajudado havia anos. A visão lhe trouxe felicidade e muitas lembranças.


Bom te ver, rapaz.Disse Kai, abrindo um sorriso.Faz muito tempo, não?Completou e dessa vez ficou sério, seu sorriso sumindo rapidamente.Sérpico, desculpe aparecer assim para você, mas algo grave está acontecendo e o conselho precisa da ajuda de todos. O balanço mágico sofreu um desequilíbrio não natural e isso pode vir a causar problemas por toda Lodoss. Anomalias surgiram por toda a ilha e preciso que investigue uma delas. Ela está próxima de você. Por isso, vá rápido.

Um pequeno mapa surgiu na mente dele e viu que conhecia o local da anomalia. Era na água que beirava o reino submerso. Correu até lá, lembrando de pegar suas coisas antes. Sorriu ao se lembrar de seu velho companheiro, Aldarion. O que ele diria se deixasse todas suas coisas para trás?

Chegou até o local, já com grande expectativa. O que viu, porém, não foi grande coisa: a água que deveria estar agitada estava calma e era só. Mas não era uma calmaria natural. A água estava realmente parada! Chegou mais perto para analisar esse estranho acontecimento. Tocou na superfície e não havia nada de diferente. A água fez um rastro onde seus dedos passavam, assim como aconteceria em qualquer superfície com água. Olhou para seus dedos e levou tamanho susto que caiu para trás.

Seus dedos estavam sumindo. Agitou seu braço, com a esperança de que fosse algum elemento que fizesse ficar invisível mas não era isso. Estava se espalhando rapidamente. Logo seu braço sumiu, seu tronco, pernas e, finalmente, sua cabeça. Sentiu-se viajar pelo espaço antes de perder os sentidos.

Aldarion já fazia seus exercícios matinais, como era de seu feitio. O local escolhido para treino era a floresta Endless, onde também havia tomado residência. Tinha acabado de começar a agitar os braços quando mais viu do que sentiu o vento parando de se agitar em algum ponto próximo. Como estava em terreno alto, olhou ao redor. Uma forte brisa agitava a topo das árvores por onde visse, menos em um local específico. Era um pequeno local com um aglomerado de árvores. Por qual motivo o vento havia parado de agitar somente ali? A distância era curta de onde estava. Pegou suas coisas e foi correndo até lá.

Seu colar do conselho se agitou. Esse acontecimento nunca tinha acontecido antes e, por isso, demorou-se um pouco para descobrir o que era. Não tirava o seu colar nunca e tampouco poderia tirá-lo pois uma forte magia conectava-no ao seu usuário. Porém, com o tempo, aprendeu a ignorá-lo. Hoje ele havia despertado. Uma voz surgiu dele, diretamente para sua mente.


Feche os olhos, guerreiro.Apoiou-se em uma árvore, devido ao susto que levou. Apesar disso, recuperou-se rapidamente. A voz era forte, porém familiar. Confiava nela. Fechou os olhos.

Um imenso homem apareceu em sua mente. Seu tronco chegava a ser maior que o do guerreiro, seus braços maiores e mais longos. Estava com uma roupa de aspecto muito profissional, daqueles donos de comércio ou de tabernas. Uma calça preta simples e uma bota de cano alto de aspecto rico. Vestia uma camisa azul com um símbolo no peito que parecia ser um uniforme. Tinha cabelos loiros, já para o grisalho com um bigode de semelhante cor. Rosto duro e decidido, com algumas cicatrizes. Era Kiur, antigo dono da Estalagem Stallion e membro do conselho, de quem havia recebido o colar.


Aldarion, quanto tempo!Disse Kiur, abrindo seus braços. O homem parecia um pouco mais velho desde a última vez em que o vira. Porém sua força era certamente igual. Mesmo não estando fisicamente presente, podia sentir o poder emanando dele. Uma força terrível, porém calma e bondosa.

Não nos falamos mais e isso muito me entristece, grande guerreiro. Infelizmente, venho com más notícias.Disse, ficando sério e olhando por sobre o ombro mais ou menos na direção onde Aldarion já estava correndo.Continue indo até lá e veja o que há de errado. Lodoss está sofrendo com alguma coisa e não sabemos o que é. Seu mestre já está em profunda meditação e, por isso, vim falar em seu lugar. Isso é uma anomalia e das grandes. Anda!Completou e sumiu. Aldarion abriu os olhos, achando um tanto desnecessária a conversa, mas encaminhou-se rapidamente para o local, mantendo sua mão no cabo da espada quando se aproximou.

Como tinha visto, o local estava sem vento. Se desse mais um passo entraria na área de aglomerado de árvores que não se agitava com uma brisa sequer. As folhas estavam anormalmente paradas. O guerreiro estava muito desconfiado, mas todo o restante do local parecia normal. Conhecia aquela área da floresta e nada havia mudado. Deu alguns passos para frente.

Ficou parado alguns segundos, sem nada acontecer. De súbito, sentiu-se tonto. Apoiou-se em uma árvore e viu que não tinha mais braço! Suas pernas também haviam sumido e já estava perdendo a consciência. Que jeito de morrer, pensou antes de sumir por completo.

Juliet caminhava pelo porto escuro, mantendo-se atenta. Afinal, estava em Takaras e qualquer desatenção poderia resultar em um grande desastre. Porém, não poderia deixar de andar pelo emaranhado de navios tortuosos depois do que viu. Antes, em seu quarto, pelo canto dos olhos, viu algo muito estranho enquanto passava na frente de sua janela onde estava hospedada. A madeira de um dos navios naufragados havia sumido e, depois, aparecido novamente.

Havia parado de andar e se debruçado no vidro, que demorou para abrir pela falta de uso. Quando finalmente havia conseguido levantar a janela com um rangido, ficou observando o local por algum tempo. Estava normal. A madeira do navio estava velha, desgastada e sem uso. Porém, era só isso. Poderia jurar que ela tinha sumido, mas não. Ali estava. Suspirou e chegou para trás, pondo as duas mãos para tentar fazer a janela fechar novamente e tentar bloquear o cheiro horrendo que havia entrado no quarto, quando viu de novo: a madeira podre sumiu e apareceu. Estupefada, Juliet pegou suas coisas e saiu correndo do quarto em direção ao navio.

Estava perto agora. Localizou o navio, vendo a posição por onde estava a janela do quarto. A madeira parecia normal novamente. Estava intrigada com aquilo. Como poderia ter acontecido? Com certeza era magia, pensou. Mas qual o motivo de ter uma magia logo aqui, nesse lugar isolado? Será que era uma porta escondida para uma área secreta? Esticou um pouco a mão, sua curiosidade vencendo a desconfiança.

Alguns centímetros antes de tocar a madeira, a mesma sumiu novamente. Mesmo esperando que isso poderia acontecer, Juliet ainda se assustou. Pulou para trás, pronta para enfrentar o que quer que viesse em sua direção. Nada veio. O buraco criado pelo sumiço da madeira deixou visível e outro lado. Via outros navios através do buraco, além do mar agitado mais à frente. Sentiu que havia errado com si mesma um pouco tarde demais. Seu corpo, assim como a madeira, estava quase sumindo. Lutou para se manter consciente, sem sucesso.

Kirshin caminhava pela Vila, com um rumo certo. Sabia de seu próximo passo e não perderia tempo. Dormiu pouco, mas parecia não precisar tanto do sono como poderia imaginar. Talvez a própria Takaras fizesse as pessoas dormirem menos e mais cautelosas. Nem cansado estava quando iniciou a caminhada.

Estava atravessando uma ponte quando uma visão estranha, porém comum nessa parte da ilha, encheu seus olhos. Três espíritos mais negros que a noite saíam de um beco escondido e pareciam flutuar em direção a outro beco, igualmente obscuro. O  segundo beco estava logo após a ponte e, por isso, resolveu esperar. Essas almas penadas não pareciam certas de que rumo tomariam e pareciam não ter propósito específico. Mesmo assim, era prudente não cruzar o caminho de qualquer espírito, mesmo estes não parecendo hostis. Kirshin parou no meio da ponte, apoiando-se na em uma estaca de madeira que sustentava a mesma.

Em todos os seus anos, nunca tinha visto espíritos como aqueles. Não tinham forma definida e eram negros, muito negros. Olhar para os três era a mesma coisa que olhar para o espaço. Vazio, escuro e perigoso. Não sentia a presença deles, apesar da proximidade. O que seriam? manteve-se quieto, apesar da curiosidade.

Antes dos espíritos chegarem ao beco para onde estavam caminhando, uma brisa vindo de baixo bateu na ponte. Os espíritos pararam de ''andar'' enquanto Kirshin olhava pela borda da ponte. A névoa que tapava a água abaixo estava se agitando, formando espirais que estavam subindo rapidamente. Uma sensação de perigo se apoderou de Kirshin, que olhou para frente novamente. Os espíritos estavam se misturando com a névoa que já havia envolvido a ponte por inteira. O meio demônio mantinha-se alerta. sua visibilidade havia sido reduzida a quase nada. Olhou para baixo e só via névoa. Estava tão densa a ponto de não ver seu corpo? Mexeu seus braços e surpreendeu-se por não conseguir fazer isso. Parecia estar paralisado. Foi perdendo a consciência lentamente enquanto a névoa se desfazia. Depois de alguns segundos a névoa voltou para o seu lugar sob a água. Os espíritos e o meio demônio haviam sumido.

George saiu da taberna, aproveitando-se do frio da manhã que apreciava tanto. Esticou-se e observou os moradores da cidade moverem-se devagar nessa manhã parada. Sabia que logo Hilydrus ficaria naquela agitação costumeira mas, por ora, gostava de como a cidade se movia. A limpeza da taberna às suas costas já havia começado e o leve zumbido de uma música cantada lá dentro tranquilizava-no. Mas não por muito tempo.

Seu lado dracônico logo se manifestou. Uma parte de sua mente dizia que alguma coisa estava acontecendo nesse exato momento. Olhou em volta, sua atenção já redobrada. Algumas pessoas caminhavam na rua com mantos leves e chapéus grandes, prevendo o calor que não tardaria a aparecer. O sol já banhava algumas das maiores construções e alguns telhados cintilavam por conta disso. Alguns cavalos relincharam ali perto, mas não saberia dizer se foi pelo mesmo motivo pelo qual sentia. Resolveu que olharia mais de cima.

Deu a volta na taberna, aproveitando-se do muro irregular para escalar a parede. Chegou ao telhado, segurando na porta bandeira vazia que havia ali em cima. Dali via muitos quilômetros dentro de Hilydrus. Instintivamente virou-se para o outro lado, onde conseguia ver uma distante muralha que marcava o limite da cidade. A estrada além parecia normal, com viajantes já peregrinando por ali. Olhou mais para o Leste da estrada, onde havia uma floresta. Era ali que acontecia algo. Desceu do telhado e foi correndo até lá, atravessando os portões da cidade com pressa.

No limite da floresta já percebeu que havia algo estranho. Haviam pássaros mortos no chão, mas não por algum motivo aparente. Pegou um deles e viu que suas asas estavam quebradas, o que provavelmente indicaria que quebrou-nas na queda. Porém o motivo da morte não lhe era claro. Um frio percorreu sua espinha quando olhou para dentro da floresta. Não sabia se deveria entrar ou não.

Entrou na floresta, com passos curtos e olhando tudo a sua volta. As árvores estavam inclinadas como se um grande vendaval tivesse entortado todas elas. mas algo não fazia sentido: cada uma estava entortada para um lado, como se o vento forte tivesse começado de um centro e não vindo de algum lugar. Calculou que esse centro era um pouco mais à frente e foi caminhando naquela direção.

Estava cansado, apesar de ter dado somente 10 ou 15 passos. Já estava chegando no centro, já que conseguia visualizá-la com os olhos. Que tipo de força seria necessária para entortar as árvores dessa maneira e, tão de repente quanto surgiu, desaparecer? Estava intrigado. Foi em frente.

Chegou ao local e percebeu que não havia nada fora do normal. A grama ali estava tão verde quanto os outros lugares, mas fora ali, certamente, o epicentro. A partir daquele ponto as árvores entortavam-se para fora. Sentiu-se exausto. Ficou de joelhos e percebeu que não sentiu o baque do chão ao se ajoelhar. Semi-consciente, olhou para baixo e viu que seu corpo estava sumindo, abandonando esse mundo. Sorriu ao pensar que seu espírito formaria uma estrela nos céus de seus ancestrais.

Ree aguardava que alguém na Academia fosse até ela. Sabia que estava sendo estudada, se já não sabiam tudo na questão de seus poderes e na extensão que eles poderiam chegar. Não se importava. Sua busca por conhecimentos iria, inevitavelmente, levá-la até aquele ponto, mais cedo ou mais tarde.

A única coisa que deixava-na impaciente era a demora para algo acontecer. Esperou sem que nada de novo surgisse. Resolveu que faria as coisas por si mesma e começou a entrar mais, deixando as portas abertas atrás de si. Foi quando sentiu uma força mágica poderosa surgir do nada. Concentrou-se nela e percebeu que vinha do lado de fora da Academia e não ali onde estava. Imaginou se seria um teste elaborado pelo pessoal dali. Mesmo que não fosse, não poderia ignorar tamanho poder. Dirigiu-se até os degraus por onde havia subido e parou no topo deles, observando a paisagem com desconfiança.

Não conseguia direcionar onde o epicentro mágico acontecia, o que era surpreendente. Com seu poder, seria capaz de saber que tipo de poder era e de onde vinha. Mesmo concentrando-se, não conseguia. Teria que analisar com seus próprios olhos. Desceu as escadas lentamente, olhando tudo à sua volta. A neve mantinha-se parada aos seus pés, enquanto as árvores se mexiam com uma leve brisa. Pássaros coloridos voavam por sobre a copa delas. Pedras não se moviam e a terra não estava remexida. Se não tivesse sentindo nada, pensaria que estava tudo normal. Caminhou mais um pouco, em direção à orla da floresta.

A pressão mágica foi aumentando. Clock Bunny parou junto à sua mestra, curioso com que estava acontecendo. A criatura assassina estava mirando os pássaros acima das árvores com grande apreço, mas não se moveria sem a autorização de sua mestra, que estava parada e fitando a floresta com muita intensidade.

Ree sentia que não poderia dar mais um passo. Já estava na borda das primeiras árvores da floresta e o esforço para ficar ali era imenso. Começou a arfar e deu um passo para trás, virando-se rapidamente. Havia uma floresta onde, somente segundos atrás, estava a Academia. Estava em um portal mágico para outra dimensão? A magia que ligava o mundo estava falhando? Era um pensamento sombrio, mas que outra coisa poderia ser? Percebeu que a pressão mágica ia sumindo e ficou aliviada por alguns segundos, antes de ver que seu corpo sumia junto. Ficou alarmada. Viu que C.B. havia sumido, assim como Praga. Lutou para manter-se consciente. Seu corpo e mente estavam viajando pelo Limbo, mas ela ainda estava consciente. Parecia, por algum motivo, que estava descendo. As luzes ao seu lado eram imperceptíveis e mudavam de cor mais rápido que Ree conseguia acompanhar. Fechou os olhos e perdeu-se.



@Todos

Foram acordando lentamente, como se despertassem de um sono profundo. Estavam todos no chão, que era de pedra cinza, assim como as paredes, de mesma coloração. Eram um espaço amplo e bem iluminado, apesar de não ter nenhuma tocha. Parecia que a iluminação provinha da própria pedra. Sem dúvidas estavam em uma grande caverna. Ali havia, pelo menos, 15 metros de raio e era totalmente irregular, assim como uma caverna normal. O que não era. Como a pedra da caverna poderia fornecer luz suficiente, como se tivessem do lado de fora, no sol?

Não havia mais muito coisa nesse espaço. Parecia ter madeira velha em uma canto, que poderia ter sido uma mesa em algum tempo distante. Hoje, estava tudo esfarelado. Haviam inscrições por toda a parede e no teto da ''caverna'', que tinha, pelo menos, 10 metros de altura. Não conseguiam ler as inscrições, apesar da escrita parecer um tanto quanto familiar para todos eles. Haviam 4 túneis que saíam dessa ''clareira''. Dois de um lado, que suponham que seria o Oeste, espaçados um pouco entre eles, outro indo para o Norte e o último na direção Sul. Onde estariam? Sabiam que tinham desaparecido e, então, acordados ali. Foram se levantando e viram uns aos outros. Ficaram todos parados, observando.



Off: Começou! Peço que, nesse primeiro post, narrem o antes de entrar nessa caverna (nesse caso, o pré desaparecimento) e agora, quando acordaram. Estão todos nesse ''cômodo'' e, a partir de agora, podem fazer o que quiserem. Vocês serão os grandes responsáveis por tudo a partir de agora. Lógico, temos um objetivo para tudo isso. No entanto, ainda não sabem qual é esse objetivo. Vamos dizer que sobreviver é o objetivo por ora xD. Julguem que estão todos com suas armas, equipamentos e comida que tinham no ''in-game''. lembrando que quanto melhor narrarem, mais EXP recebem. A diferença de nível também é válida. Por isso, os players com menor nivel ganham mais, devido ao ajuste. Boa sorte.


Última edição por GM Gin em Dom Ago 31, 2014 3:40 pm, editado 10 vez(es)
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Sérpico em Dom Jan 12, 2014 5:24 pm

Pra onde vamos quando morremos?

Sérpico conheceu camponeses que diziam que no céu, em algum lugar alto demais para ser visto ou alcançado por arte mortal, havia um lugar, uma grande ilha flutuante que pendia no ar. Lá, tinha uma cidade feita com pedras de cores e texturas desconhecidas. O vento corria do leste a oeste, sempre. O clima era ameno. De uma montanha ao longe corria um único e grande riacho que cortava os imensos campos, passava pela cidade e desaguava numa cascata, pra fora da ilha, pra baixo ─ e toda essa água, diziam os camponeses, era presa pelas nuvens, bem mais abaixo, e depois caia salpicada na forma de chuva, molhando Lodoss. Era um bom lugar para se ficar após a morte.

Mas Sérpico contou isso para um pescador em Ruff e o homem gargalhou alto. Fez que não, como se conversasse com uma criança que acredita em fantasias estúpidas, e disse que quando morremos vamos para um antigo reino que foi engolido pelas águas, um reino submerso onde há o Salão dos Guerreiros em que os homens bebem e lutam, e ao vencedor é dado um harém com 1001 sereianas virgens de pele alva. O melhor pós vida de todos, disse o pescador batendo no ombro de Sérpico. Por isso quando morriam seus corpos deveriam ser entregues ao mar em barcos tomados pelo fogo. Era a passagem para o reino submerso.

Mas também teve quem disse que não, não é nada disso, não vamos para lugar algum, apenas acabamos e pronto.


“E estavam todos errados”, pensou Sérpico, conforme acordava, “quando morremos vamos para uma caverna que brilha”. Mas então terminou de acordar, com a luz irritando seus olhos, e começou a se lembrar que... que... estava em Ruff quando aconteceu.

Procurava por alguém. O homem com quem deixou suas coisas ao seguir até o mar atrás de um Cogumelo Estrela. O homem lhe levou a barco, Sérpico mergulhou, teve um imprevisto e se demorou um bocado debaixo d’água. Quando voltou para a superfície, sua carona tinha sumido. Só nesse desencontro, Sérpico perdeu um punhado de moedas de ouro que deixara em seu antigo casaco, no barco. Roubado. Ou então o homem imaginou que Sérpico morrera afogado e se mandou. Fosse o que fosse, Sérpico estava procurando por ele. Foi direto numa taverna, mas não encontrou o fulano torrando sua grana no balcão. Perguntou por ele, falando mais ou menos como o sujeito se parecia, e lhe apontaram o porto.
“Claro, ele não fugiu, está trabalhando ainda”.

Estava a caminho, a beira mar, quando em sua mente ouviu Kai, um velho camarada que realmente desejava rever, mas não daquele jeito estranho. Magia era um negócio estranho. De qualquer forma, Sérpico seguiu as orientações da voz de Kai até chegar numa área em que não havia nada de errado. No entanto Kai falou de uma anomalia; só se fosse o fato da água estar completamente parada. Era estranho, “mas a água ainda é água”, deduzira ao tocá-la.

E foi mais ou menos naquela hora que ele desapareceu, aos poucos.

Foi torturante ver o corpo sumir sem nada sentir. Mesmo para Sérpico.

Então, não estava morto.

Mas pra compensar, estava confuso e cheio de dúvidas. Sacou uma de suas adagas e fez um corte pequeno num dedo qualquer. Sentiu dor e viu o sangue sair.
“E também não estou sonhado”. Mas então, onde diabos estava? “Kai? Kai!”, chamou, mentalmente, esfregando a joia do conselho, “Kai, que magia é essa? Onde estou?”.

Mas Kai não respondeu.

Sérpico estava só... Só que não. Havia outros com ele, ali, no chão da caverna.


─ Onde... O que...? ─ Sussurrou, pois algo em sua mente achava melhor não fazer barulho. Viu um rosto que lhe pareceu familiar. Sérpico pestanejou na direção do guerreiro:Aldarion?

Sim, era ele mesmo. Sérpico se levantou ─ olhando agora para o lugar, olhando os caminhos, tentando entender aquela luz ─ e foi em sua direção para um cumprimento razoável, pois Sérpico não se sentia a vontade para uma confraternização amigável... afinal, estava rodeado de desconhecidos num lugar esquisito.  

─ É bom te ver Aldarion ─ disse, e era verdade ─ ainda que em uma situação incomum.

Ainda tinha uma adaga empunhada. Andou devagar até a parede mais próxima e a tocou com a mão livre, esperando sentir algo como calor. Com a adaga, riscou a parede. Se ela cedesse fácil ao corte, Sérpico lascaria um pedaço da pedra e a tomaria nas mãos, a título de estudo.


_________________
Sérpico Vandimion
Habilidades
L$:
Atributos: Força: C (8), Energia: C (8), Agilidade: C (8), Destreza: C (8), Vigor: C (8)

Senso de direção: sempre sabe para onde é o norte, e sempre sabe voltar por qualquer caminho que tenha feito.
Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Dom Jan 12, 2014 9:51 pm

Endless era uma floresta magnífica, suas árvores frondosas se estendiam por quilômetros e escondiam segredos perigosos e feras ancestrais. A maioria das pessoas senssatas evitavam ao máximo se aproximar da floresta, caçadores limitavam-se a predar apenas na orla da floresta, lenhadores rezavam antes de derrubarem uma árvore e mesmo assim replantavam em dobro tudo que tivaram como uma forma de pedir desculpas a floresta. Grupos de aventureiros as vezes adentravam a floresta e quando conseguiam retornar com vida, voltavam cheios de histórias de criaturas bizarras e ruínas ocultas entre a densa vegetação. Somente alguém nascido naquele lugar ou um louco se atreveria a viajar sozinho por aquelas terras.

Aldarion não havia nascido em Endless, o que o enquadrava perfeitamente no segundo tipo de pessoa, um louco. Endless fora o primeiro lugar que ele colocou os pés quando chegou a Lodoss, um lugar onde quase perdeu sua vida e também onde conheceu Perseu, que se tornou um de seus mestres. Mais tarde aldarion viveu aventuras em Ruff, depois retornou para Endless e viveu mais aventuras durante um ano, mais tarde partiu e se aventurou nas Montanhas da Neve eterna. Futuramente ele estaria destinado a se encontrar com Sabrina, pessoa por quem ele viria a amar e passaria a ter como companheira até o restante dos seus dias. Mas antes disso o Juggernaut viveria mais um capítulo em sua saga.

Era mais um dia normal, uma bela manhã perfeita para treinar. Aldarion acordou cedo, fez seu café da manhã, carne assada com batatas e um pão velho. Já fazia duas semanas que ele havia tomado a cabana abandonada de Perseu como seu novo lar, nos primeiros dias o trabalho para reparar a casa foi constante mas no final ele completou sua tarefa, agora a antiga cabana de Perseu havia se transformado em uma pequena casa de um único cômodo e aspécto rústico.

O espadachim saiu para treinar como de costume o local escolhido era o alto da cachoeira que ficava próxima de sua casa. Escalou a elevação sem dificuldade usando uma escada natural, quando chegou lá em cima começou a se exercitar alongando-se e se preparando para fazer uma sequência de 1000 golpes de espada. Mas aassim que começou sua sequência de exércícios ele percebeu algo estranho, uma parte da floresta parecia não estar sendo agitada pelos ventos.

Aldarion era desconfiado por natureza, achou estranho aquilo e decidiu investigar, mas não sem antes voltar a cabana e pegar todos os seus objetos. quando estava no caminho tomou um susto, o colar que vivia preso em seu pescoço vibrou e em seguida Kiur apareceu em sua mente falando algumas coisas estranhas e dizendo algo como "más notícias". Aquilo só poderia significar mais problemas para Lodoss. Aldarion sorriu, seu sangue ferveu ao se lembrar do que vivera em Ruff, estava contente por mais uma vez estar a serviço de Kiur e do Grande Conselho.

Sem mais demora, correu até o lugar da clareira mas quando chegou lá viu que tudo parecia normal. Estranhando a situação, Aldarion decidiu se esconder atrás de uma árvore, mas assim que tocou nela viu seu corpo começar a desaparecer.

- RAIOS DOS NOVE INFERNOS! - Praguejou vendo seu corpo desaparecer diante de seus olhos. - NÃOOOOOO!!! - Gritou acreditando ser o fim. Em toda aquela situação, Aldarion lamentava apenas uma coisa: não morreria em combate.

Quando acordou o guerreiro ficou contente de ver que ainda estava vivo, viu-se em uma caverna estranha onde a rocha parecia irradiar luz e as paredes e o teto encontravam-se cobertos por runas que pareciam estranhamente familiares porém, impossíveis de ler. Levantou-se se certificando que estava tudo em ordem consigo mesmo e com seus equipamentos, depois olhou ao redor e viu um grupo de pessoas estranhas, rostos que ele não conhecia com exceção de um: Sérpico. Antes mesmo que Aldarion pensasse em ir comprimentar o velho amigo, este ja veio ao seu encontro.

- É bom te ver de novo também amigo. - Disse Aldarion com um largo sorriso. - Parece que Lodoss está com problemas de novo, você sabe o que isso quer dizer? Mais batalhas. - Os olhos de Aldarion brilhavam radiantes como seu sorriso, parecia que aquela situação toda não o incomodava.

- Bom amigo, vamos pensar em uma forma de sair daqui, mas antes me diga, como você chegou a este lugar? Eu estava treinando em Endless quando... (Aldarion conta como chegou na caverna). E foi assim que eu vim parar aqui. Alguém do Conselho procurou você também? - Aldarion terminou de falar enquanto analisava o lugar, parecia não dar a mínima para as outras pessoas, ele tinha certeza que assim como ele e Sérpico os demais também haviam chego ali de forma parecida.

- De qualquer forma, vamos sair daqui. - Disse o guerreiro já se adiantando procurando uma saída daquele lugar. - Espero que sejamos atacados, não fiz meu treino matinal e preciso me exercitar. - Resmungou.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por George Firefalcon em Dom Jan 12, 2014 10:53 pm

Estava eu na taverna, escutando o barulho comum de todas as manhãs, a cidade de Hilydrus era como um gigante que acordava, lentamente. Eu sorri, pois era algo que me acontecia todos os dias e que eu não me cansava. Contudo, meu lado dracônico me dizia que algo tinha errado. Minha magia também agia de jeito estranho. Saí da taverna e dei a volta em sua construção, a escalando e observando a entrada da cidade ao longe e além, a divisa, que mostrava uma barreira mágica. O que acontecia? Corri até os portões da cidade, e quando cheguei na entrada da floresta, havia pássaros mortos, asas quebradas, pertencente a um ataque mágico maciço, e eu não gostei nem um pouco do que havia acontecido ali.

Em seguida me senti cansado, mesmo tendo dado muito pouco, era como se algo sugasse minha energia. Segui em frente mesmo assim, e não havia fora do normal, porém no momento seguinte eu caía no chão, sem sequer sentir minhas pernas, meus braços! Era possível minha existência desaparecer assim que minha cabeça tocava o chão. Eu ia mesmo morrer? Ia mesmo desapontar, facilmente, minha mãe, Crystal, minha avó, Saphira e seu Cavaleiro, Eragon? Não, eu não me daria por vencido.

Mas não tinha jeito, eu faria parte dos ancestrais dracônicos que permeavam os céus de Algaësia, sem sequer ter lutado direito em minha vida. Uma sensação de desespero e decepção se formava dentro de mim, algo que me instigava a ficar quieto, a descansar... Algo de ruim aconteceria, e provavelmente eu não estaria ali para presenciar...

Porém, no momento seguinte, acordei, como se eu tivesse acordado novamente. Um sonho dentro de um sonho.

Porém, ao invés da paisagem comum de Hilydrus, um chão de pedra cinza se fazia presente debaixo de mim, em um espaço amplamente iluminado. Uma caverna com paredes rochosas onde a luz era franca, e elas pareciam vir da pedra! Era impressionante, curioso e ao mesmo tempo estranho. Uma mesa velha e inscrições por toda a parede rochosa completavam a 'decoração' do local. Tentando entender o que acontecia, notei que mesmo familiar, eu não conseguia entender nada daquilo. Seria dracônico antigo, a matéria de que eu era mais fraco, quando eu estudava n'A Algaësia? Então eu vi outros 5 membros ali presentes, duas garotas e três caras.

Observava a todos com distinto e reservado interesse, mas cauteloso. Alguma coisa poderia acontecer, e como já tinha acontecido antes, eu não queria me dar ao luxo de acontecer de novo.

Enquanto aconteceu que um deles falou para sairem dali.

[George]: E quem é você pra que te sigamos? Chega mandando, não se apresenta, não tenta convencer que o que você tem em mente é melhor pra todos...

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Kamui Black em Dom Jan 12, 2014 10:58 pm


- B01 -



Kirshin esperava que aquele dia transcorreria como qualquer outro dia normal. Era esperado que encarasse algum risco de vida, que tivesse que recorrer à sua espada e talvez que tivesse que utilizar seu Toque da Destruição. Talvez isso tudo ocorresse, de fato, entretanto não ocorreria conforme um dia normal.

O primeiro local que ele deveria ir era a loja de especiarias. Thales tinha lhe dito no dia anterior que tinha mais um trabalho para ele. Kirshin queria deixar Takaras, mas não se recusaria a fazer mais uma missão por preciosas moedas de ouro e aceitaria o pedido do comerciante, à seu preço, claro. Não havia dormido muitas horas na noite anterior, mas não sentia-se cansado. Talvez a adrenalina ainda estivesse um pouco ativa em seu corpo.

Mas aqueles espectros que cruzaram-lhe o caminho não era algo esperado. Kirshin então ele resolveu esperar que eles passassem. Foi então que aquela coisa estranha aconteceu.


Mas que merda é essa? Ele pensou enquanto tentava mexer seu corpo, sem sucesso. Fod... E perdeu a consciência.

Quando acordou, encontrou-se em uma caverna de pedras... brilhantes.
Mas que porcaria de pedras são essas que ficam brilhando? E quem serão essas pessoas? Enquanto matutava suas questões, levantou-se e observou um guerreiro de armadura e com uma enorme espada nas costa cumprimentar um outro homem que não aparentava portar nenhuma armadura. Ouviu seus nomes, mas atordoado como estava provavelmente logo se esqueceria deles.

Verificou sua espada bastarda atada às suas costas e a adaga embainhada e presa na parte do cinto que ficava na parte de trás de suas costas. Suas armas estavam todas ali, assim como sua algibeira com suas moedas. Seu corpo também não parecia ter nada fora do lugar e ele não sentia qualquer dor. Viu os vários caminhos que saiam em várias direções, mas teria que deixar aquilo para mais tarde. Primeiro decidiu aproximar-se das paredes. Olhou as inscrições tentando decifra-las. Tateou as paredes para sentir sua textura e ver o que poderia causar aquele brilho. De qualquer maneira aquilo não manteria sua atenção por muito tempo.

-
Será que alguém aqui sabe como é que viemos parar aqui? - Perguntou para todos, mas sem tanta esperança de resposta positiva.

Se alguém se dirigisse à ele, poderia manter uma conversa e tentar descobrir alguma coisa sobre aquele lugar. Estava pensando em seguir a direção sul, mas não tinha nada que lhe indicasse que aquele caminho lhe conduziria à saída e preferia ouvir a opinião de outras pessoas antes. Talvez fosse prudente seguir algum caminho acompanhado de alguma outra pessoa. Provavelmente o mais indicado fosse aquele guerreiro de armadura completa, mas Kirshin bem sabia que era possível que houvesse algum mago ou maga poderosa entre os presentes e naquela situação talvez esta pessoa fosse a melhor escolha, visto que ele certamente estava lidando com magia ali.



OFF - Começou! Me lembrei de Gantz agora XD

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Ree em Dom Jan 12, 2014 11:30 pm

Já fazia alguns minutos que se encontrava na mesma posição. O vento gelado teimava em balançar seus cabelos na direção sul, uma mancha negra em meio a toda branquidão da neve. Ajeitou a gola mais alto, e enfiou as mãos nos bolsos. Sem luvas, ou roupas mais quentes além de seu fiel casaco de couro, a maga aguardava, seus olhos carmins (a única parte do rosto visível) olhando fixamente para a Academia.

Ree sabia que sua presença estava anunciada. Não entrava ainda por pura educação. Se estivesse com pressa já teria invadido o local em sua atitude tipica de arrogância e prepotência. Mas aquela era uma situação delicada. Odiava pensar naquilo, mas ela dependia da boa vontade do mago responsável pelo local. Seu alvo era a biblioteca, mas se os rumores fossem verdade, o próprio instrutor era interessante o bastante.

"Três almas em um só corpo... Esse sim vale a pena aturar...." Pensou, enquanto aguardava.

Mas haviam limites para o bom comportamento da moça. Cansou de bater o pé no aguardo, e tomou o rumo, adentrando a área magica ao redor da Academia.

- Acho que podemos considerar que eu bati ao entrar, certo? -  Disse, quando alcançou a construção.

Falou alto, tanto para C.B quanto para o dono da Academia, seja lá onde ele estivesse.

Circulou pelo salão, imaginando que rumo seguir. Seus passos ecoavam pelos cômodos vazios e grandes, sem nunca encontrar um segundo ouvinte. Mas a sua intromissão não durou muito. Se encontrava de costas para as portas principais, refletindo se subiria ao próximo andar ou não, quando sentiu.

Seria como uma explosão, mas em vez de ar, foi todo um fluxo magico a ser agitado. Aquilo a alarmou. Tamanho poder tão de repente não era comum. Se fosse um feitiço, ela teria sentido pelo menos o fim da conjuração e acúmulo de poder.  Virou-se rapidamente, desconfiada com aquilo.

- ...Um teste? Faria algum sentido. Vamos C.B.

O coelho levantou as orelhas e o corpo, ficando em duas patas, excitado com a possibilidade de um pouco de ação. Correu a frente da maga, derrapando os últimos metros no piso de mármore até parar na entrada, farejando. Ree se postou ao lado, procurando pela anomalia. Mas não encontrou nada, o que não fazia sentido nenhum. Assobiou para Praga, que após uma breve troca de olhares, balançou a cabeça negativamente.

Nada?!? Como assim?

Desconfiada, levantou a sua guarda, mantendo um feitiço na ponta da lingua, enquanto descia os degraus, um passo por vez. Clock Bunny ia mais a frente, hiperativo como sempre, correndo para todos os lados rapidamente, confuso por não encontrar cheiros estranhos. Ree não tinha muito rumo, caminhando em volta do terreno. Mas ainda assim sentia algo a puxando para uma das direções. Chamou por C.B, e juntos iam se aproximando mais, até pararem próximo a um bosque. Deu alguns passos a frente, e esse foi seu erro.

Ela não percebeu quando respirar deixou de ser fácil, nem C.B que foi ficando para trás, como se ele mesmo não conseguisse avançar. Só quando era tarde, ela notou. Os pulmões sedentos por oxigênio, o suor que começava a brotar, a dificuldade de ficar em pé. Assustada momentaneamente, recuou, e quando o fez, ficou pasma.

- ... Mas o que?!

Mil pensamentos passaram por sua cabeça, indo de portais, para armadilhas, testes, alucinações, e descartava na mesma velocidade que elaborava as possibilidades. Seja o que fosse, era algo perturbador e preocupante. Aquilo não era um evento premeditado por qualquer mago de Lodoss, isso ela podia ter certeza.

Sentia a pressão se dissipando, e suspirou aliviada. Talvez assim poderia raciocinar com mais clareza. Passou a mão na cabeça, para limpar uma gota de suor que brotava. Mas algo estava errado. Onde estava sua mão? E seu braço????

Seu corpo sumia na mesma velocidade que ela tentava averiguar o próprio estado. Olhou em volta e não viu C.B, e esse foi seu ultimo pensamento, o mais perturbador de todos. Com o seu poder mágico, ela ainda teve alguns segundos de lucidez, sentindo aquela estranha sensação de se estar viajando pelo Nada. Um vago senso de direção a dizia que descia a uma velocidade estonteante. E conforme sua consciência ia enfim se dissipando, ela soltou uma ultima exclamação, perdida no Limbo.

- Ah merda, de novo não!!!





Sua mente teimava em nadar entre um estado lucido e a inconsciência. Durante muito tempo seus olhos semi-cerrados encararam uma luz amarelada, sua mente nebulosa demais para entender. E talvez teria demorado mais, se pequenas garras não estivessem a arranhando nos braços.

Clock Bunny se remexeu dentro do casaco, enfiando a cara pela gola, despertando por completo a garota com o susto. O coelho parecia tão perdido quanto ela. Ele mal conseguia manter as orelhas em pé, e quando foi posto no chão, suas pernas se cruzaram, como apenas um bom bêbado faria. Foi preciso uma forte chacoalhada de cabeça para que o pequeno voltasse ao normal, ou quase.

Ree se encontrava sentada, apoiada em uma das paredes da caverna quando acordou. Olhava em volta, meio letárgica, tentando entender que tipo de lugar era aquele.  Sua visão periférica captou movimentos, e ela se virou, notando por fim o restante das pessoas no recinto.  Levantou-se devagar, meio zonza ainda. Esfregou o rosto como se estivesse saído de um sono muito longo. Aos poucos a memória voltou, e junto aquela sensação alarmante de algo muito, mas muito errada mesmo.

Girou o corpo pelo recinto, se situando. As paredes eram estranhas, algo que ela nunca vira antes. Tentou captar sinais de magia das mesmas, e quando se aproximou, pode notar diversas runas. Despertavam uma sensação estranha, ela parecia conhecer, mas não conseguia entender? Passou a ponta dos dedos pelas mesmas, tentando lembrar onde poderia ter visto aquilo antes. Livros? Encantos?

C.B parecia tao absorto naquelas paredes quanto Ree, mas por motivos totalmente diferentes. Suas reações eram mais físicas, e a primeira delas, foi farejar a estranha pedra, para em seguida lamber de modo mais sonoro e úmido possível. Satisfeito com seu próprio reconhecimento, o coelho riu sozinho, segurando as patas traseiras e rolando pelo chão, até esbarrar nas outras pessoas em volta. Agora atiçado, fez questão de cutucar a todos aqueles que ainda se levantavam, subindo sem cerimonias pelo corpo deles, cutucando, remexendo no cabelo, roupas, muitas vezes sem delicadeza nenhuma.

Ao finalizar, pulou para o chão, e se voltou para os dois homens que conversavam. Rosnou para eles de modo provocativo, postando-se numa posição de ataque, sedento por diversão. Mas uma voz forte de comando dizendo "Pare" veio de trás do coelho, o fazendo abaixar as orelhas e olhar para sua mestra com olhos pidões, enquanto ela passava pelo coelho, voltando ao centro do local.

Ree terminara sua inspeção das runas, e agora olhava em volta, analisando as almas que compartilhavam aquele "cômodo", medindo seus poderes. Nenhum deles parecia ser especialmente capaz em termos mágicos, e aquilo satisfez a moça, ao menos não estava em uma posição vulnerável. Sua única insatisfação foi encontrar um meio-dragão entre todos. Seu último encontro com um deles se tornou uma experiência dolorosa, e suas cicatrizes a não permitiam esquecer.

Dois ratinhos, uma lagartixa e duas ratazanas. Sensacional...

Suspirou, como se resignasse com a situação. Não seria a primeira vez. E desconfiava não ser a última.

"... E é por isso que eu não posso ter coisas decentes. A única vez que eu alcanço um destino que não envolva aquela fossa chamada Takaras, uma maldita anomalia FAZ QUESTÃO de me conjurar em um buraco no meio do nada... De novo...  Pelos céus, PORQUE?????? Alguém por favor me diga que ao menos não serei recepcionada por centauros voadores... Eu ainda não me recuperei DESSA visão..."

Pigarreou, apagando o pensamento bizarro da cabeça; Cruzou os braços e se deixou apoiar em uma das paredes, enquanto escutava as palavras finais de George, o que provocou uma revirada de olhos de Ree.

- Honestamente...

Estalou os dedos e Clock Bunny, ocupado em infernizar a vida do ultimo a acordar, finalmente soltou a pobre criatura, e voltou-se para a sua mestra.

- Você sabe o que fazer Clock Bunny... Apenas tente não voltar com um verme gigante dessa vez...

E o coelho riu, assimilando a ordem. Imediatamente correu para a saída mais próxima, e começou a farejar. O coelho avançaria alguns metros, as vezes até sumir de vista, para então voltar em disparada, escolhendo uma nova saída, repetindo o procedimento diversas vezes.  Ree fechou os olhos, se concentrando em captar algum fluxo magico. Ela poderia não entender as informações que conseguisse, mas te-las era um primeiro passo.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Juliet Baskerville em Ter Jan 14, 2014 4:13 pm

Eu me encontrava sentada próximo a janela do quarto imundo que havíamos adquirido na pousada do porto graças aos contatos do meu mentor. Ele havia saído pouco depois de finda sua primeira lição para mim no conteúdo do conhecimento mágico que estava me ensinando no momento, mesmo que até então apenas estivesse aprendendo os conceitos mais básicos sobre aquela estranha arte chamada magia. No momento, eu me deleitava na leitura do livro que havia sido dado a mim como presente por Kenji juntamente com o pequeno diário onde já havia inscrito as primeiras impressões que havia tido com as lições dele até este momento.

Estava imersa em minha leitura, desatenta a praticamente qualquer coisa que ocorria no ambiente que a cercava, quando em um instante, enquanto virava uma das páginas do extenso volume e olhava pela janela, algo de totalmente inesperado acabou chamando minha atenção. Um monte de madeira deixada ali no porto para apodrecer havia desaparecido em um piscar de olhos, e eu sabia que não havia se passado tempo suficiente para alguém simplesmente carregar aquele monte para longe pelo tempo transcorrido desde que havia checado o exterior da última vez, afinal a vela que estava utilizando para iluminar as páginas do livro ainda não havia encolhido muito de tamanho.

E, nos poucos segundos que demorei em abrir o vidro da janela para melhorar minha visão do local e voltar a observar o ponto que anteriormente era ocupado pelo material para construção de barcos, tudo havia voltado a mais plena normalidade. A velha madeira apodrecida estava ali ainda, empilhada de maneira meio desordenada e completamente abandonada por quem quer que haja planejado fazer uso dela originalmente. Aquilo poderia ser algum tipo de truque de um fantasma brincalhão, afinal era o ‘porto fantasma’, ou apenas alguma ilusão de ótica que havia me enganado por alguns instantes?
“O ambiente fantasmagórico já deve estar impondo sua influência a minha mente. Creio que é melhor eu fechar esta janela e tentar dormir nesta cama, se é que posso chamar de cama”.

No momento em que coloquei os livros sobre a cabeceira e retornei para fechar o vidro, bloqueando o terrível cheiro de putrefação que preenchia o ar daquele porto. E uma vez mais eu vi a madeira desaparecer, e desta vez aparecer novamente do nada como se nunca tivesse ido a lugar nenhum. Aquilo era impressionante, sem dúvida não podia ser algo além de um tipo de aplicação das artes arcanas, o que me fez sair correndo do quarto esquecendo-me de pegar minhas poses em um primeiro instante, para depois perceber meu erro e retornar correndo pouco antes de chegar o andar de baixo. Rapidamente enrolei minha lança em um cobertor velho e roído, e peguei alguns gizes de cera para caso precisasse preparar alguma transmutação de última hora.

Movia-me com toda velocidade que possuía pelo porto até o local onde havia observado a anomalia, imaginando as diversas possibilidades para o acontecido, deste uma magia de ilusão que começou a falhar até pontos de ruptura que levariam a algum tipo de realidade alternativa. Finalmente, cheguei ao velho monte de madeira pútrida atirada de qualquer forma num espaço desocupado do porto, e começava a ordenar meus pensamentos enquanto a examinava primeiramente a distância.

Talvez fosse um erro ter ido checar a natureza do efeito estranho que havia presenciado sem antes aguardar o reaparecimento de seu professor e verificar com ele se não poderia explicar a origem deste, como funcionava e para qual propósito teria sido projetado. Simultaneamente, era possível que o próprio Kenji houvesse originado esta magia misteriosa para verificar como a garota reagiria diante de uma anomalia arcana desconhecida. Mas existiam diversas outras explicações disponíveis, afinal de contas poderia ser uma ilusão desgastada que havia sido colocada ali para ocultar alguma passagem ou um objeto que o conjurador não desejava que fosse encontrado, ou poderia ser um portal funcional ou falho que acabou sendo conjurado exatamente sobre a madeira. E é claro poderia ser algum tipo de característica que havia sido colocada na própria madeira ou originária desta mesma, talvez fosse algum tipo de madeira com invisibilidade intermitente, ou um efeito para invisibilidade colocado sobre ela que agora estava falhando.

Independente do tipo de efeito arcano que estava em ação naquele local, eu sabia que deveria proceder com o máximo de calma e de cautela que possuía enquanto verificava, mas minha curiosidade uma vez mais parecia sobrepujar meu bom senso e eu estiquei, de forma levemente vacilante, a mão até a madeira pútrida. E no momento em que já havia esticado a minha mão a apenas alguns centímetros de tocar no objeto, ele se esvaiu em pleno ar, não deixando nada para trás. Podia ver claramente aquilo que antes estava escondido pelo monte de material abandonado. Assim que tal fato ocorreu, deu um salto curto para trás caindo de quatro no chão, farejando instintivamente o ar no aguardo de outra reação qualquer e buscando a lança em minhas costas com a minha mão.

O problema em meu ato que logo pude perceber era bem simples mas não possuía qualquer solução viável na situação atual, minha mão não estava mais onde deveria estar. Ela havia desaparecido em pleno ar assim como havia ocorrido com a madeira alguns instantes antes, e para mim era impossível até mesmo senti-la. Diferente do efeito da madeira que parecia desaparecer após certo período de tempo ter se transcorrido, a variação que envolveu meu corpo se ampliava e espalhava como uma doença a partir do ponto de contágio para todo o restante do corpo e não demorou muito antes que eu fosse apenas uma cabeça flutuante, desaparecendo lentamente no esquecimento. Meus últimos pensamentos eram de amaldiçoar minha curiosidade, e pensar de maneira até mesmo irônica em um velho ditado alguns segundos antes de perde definitivamente a consciência: “A curiosidade matou o gato”.


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[Épica] O Segredo dos Três Clip_image009___________________________________________________

Eu despertei deitada de costas em um chão de pedra em um tipo de cômodo estranho com pedras brilhantes e um tipo de coelho esquisito me encarando. A visão foi tão repentina e estranha que me vi obrigada a abrir e fechar meus olhos alguma vezes antes de aceitar completamente a veracidade desta, enquanto o coelho parecia rir da minha cara e depois sair correndo para outro lugar. Quando me levantei, vi que havia outras pessoas naquele lugar além de mim, e me perguntei se haviam alcançado aquele lugar da mesma maneira que eu havia, antes de me questionar qual era afinal de contas aquele lugar. Ao passar rapidamente a vista ao redor reparei que estava em um cômodo subterrâneo, ou ao menos fechado ao exterior, com paredes feitas de um estranho tipo de pedra que apresentava uma luminescência intrigante e letras que cobriam as paredes e o teto em uma linguagem que parecia vagamente familiar para mim, talvez algum idioma obscuro que havia encontrado anteriormente nos livros do templo de Janiya ou em algum texto de meu antigo mentor de alquimia.

Ao todo, outras cinco pessoas ocupavam o local, todas eram completamente desconhecidas por ela mesmo que parecesse que ao menos dois deles já se conheciam. Preferi ignorar momentaneamente aos demais membros do grupo, checando se todos os meus membros se mantinham no lugar e se aquilo que havia carregado comigo até o porto, que se resumia a lança e alguns gizes, ainda estava guardado onde havia colocado originalmente.
“Muito bem, agora é hora de verificarmos este local.” Pensava para mim mesma, indo em direção a uma das paredes e verificando as inscrições nestas, a coloração destas e a firmeza dos traços delas, chegando até mesmo a farejar um pouco de perto a parede escrita, também passei a mão na parede examinando se era áspera ou lisa e verifiquei se era possível averiguar se era algum tipo de trabalho natural ou se seria claramente uma aplicação de conhecimentos e técnicas de humanos ou alguma outra raça inteligente.

Depois de matar minha curiosidade em relação à construção, me voltei para um monte de madeira velha que se encontrava no canto do recinto em pedaços. Podia-se perceber que era algum tipo de móvel antigo, mais provavelmente uma mesa velha e gasta que havia sido destroçada por razões e meios desconhecidos e cujos pedaços foram atirados ali sem muita consideração. Comecei a checar os pedaços, com um pouco de desconfiança após minha experiência anterior com madeiras mágicas, e apenas encerrei o processo após verificar a maior parte dos pedaços maiores e alguns poucos menores que estavam ali.

Finalmente finda minha investigação, minha atenção voltou-se novamente ao grupo de indivíduos que também se encontravam naquele lugar desconhecido, os quais aparentemente se preocupavam em discutir qual das 4 rotas existentes deveriam tomar para tentar chegar até a saída daquele local. Eu me aproximei deles, erguendo a mão no ar e acenando para estes, enquanto dizia-lhes:


– É um prazer conhecer a todos vocês. Meu nome é Juliet Baskerville, e agora que já me apresentei formalmente... – Fazia uma breve pausa por alguns instantes, para deixar estes sinalizarem que haviam notado sua presença e escutavam o que dizia, prosseguindo logo depois tendo estes ou não dado tais sinais. – Então, alguém sabe onde exatamente estamos? Ou ao menos me explicar como fim parar aqui?

Tentava parecer o mais simpática e inocente possível enquanto falava, colocando um dedo no lábio inferior e olhando para o teto enquanto os questionava, e logo em seguida abaixando sua visão para encarar a estes novamente.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por GM Gin em Sex Jan 17, 2014 11:31 pm

@Todos

Agora todos já haviam despertado na estranha caverna luminosa, cada um com sua própria necessidade na presente situação: uns queriam analisar esse lugar desconhecido enquanto outros viam a necessidade de seguir em frente.

Era o caso de Aldarion. Mesmo encontrando Sérpico e querendo conversar com seu velho amigo, sabia que, por instinto, não poderiam ficar parados em um só lugar por muito tempo, ainda mais este sendo desconhecido. Naturalmente quis sair dali e não via necessidade alguma de explorar o local, apesar de achar o mesmo fascinante.

Foi impedido por George, com ásperas palavras. O meio dragão encarava o guerreiro com olhos cerrados, analisando o ''companheiro''. Seu orgulho não permitiria tamanha falta de educação por alguém desconhecido.

Sérpico, que afastou-se dessa cena, distraiu-se momentaneamente com a parede da caverna misteriosa. Tirou uma faca das vestes afim de analisar a pedra que nunca havia visto. Cutucou-na com a arma, afim de tirar um pedaço e analisar um fragmento. A pedra não cedia de maneira alguma. A única coisa que aconteceu de diferente foi que o local onde a faca encostava tendia a se iluminar mais que as outras partes que não sofriam pressão alguma. Resolveu parar de cutucar antes que a lâmina de sua faca entortasse.

Juliet fazia algo semelhante de Sérpico, porém com mais minuciosa análise. Passou sua mão pela parede, constando que era anormalmente lisa. Aquilo com certeza não era uma caverna subterrânea normal. Sua mão iluminava um pouco mais por onde passasse na pedra, como se a mesma captasse o movimento e o fluxo da palma e dos dedos da alquimista. Nunca tinha visto isso antes.

Constatou que as letras ali escritas não faziam, necessariamente, parte da rocha. Conseguia sentir inúmeros fragmentos em todas as palavras por onde seus dedos passavam. Concluiu que aquilo fora gravado ali, mas não por meio de trabalhos manuais. Seria por meios mágicos? Deixou a questão de lado.

Agachou-se para verificar os pedaços de madeira espalhados no canto da câmara. Aquela madeira era estranha: não parecia ter a mesma consistência de outras que havia manuseado. Era uma madeira muito bem trabalhada e rica em pequenos detalhes que mais pareciam minúsculas runas manuscritas em cada centímetro possível do móvel, possivelmente semelhantes aos da própria parede. Apesar disso, estava gasta e e extremamente velha. Um simples toque esfarelou um pedaço de uma perna, por isso resolveu que não mexeria mais. Não havia mais o que analisar mesmo.

Levantou-se, espanando a poeira de si. Aproximou-se mais de Kirshin, que também mostrou-se meramente interessado nas paredes por um breve período. O meio demônio constatou a mesma coisa dos outros dois: a parede se iluminava mais quando era tocada por alguma força exterior. Não, não era só isso. Ao seu toque, parecia que a parede iluminava-se um pouco mais do que no toque dos outros. Estranho.

Quando se virou, Juliet já havia acabado sua inspeção e, assim como ele, dirigia a palavra a todos ali. Os dois aproximaram-se de Sérpico, Aldarion e George sendo que os dois últimos se encaravam de forma um tanto não amistosa.

Ree, por sua vez, demorou-se um pouco mais. Estava concentrada. Conseguia sentir um fluxo mágico constante nas paredes, no teto e, principalmente, nas palavras ali escritas. Com seu poder também foi possível perceber que a caverna se espalhava por milhas e milhas em todas as direções, pois agora podia sentir magia semelhante ao das escrituras por toda ela. Porém, apesar de seus esforços, não tinha a mínima ideia do quão grande seria o local que se encontrava. Suspirou e relaxou. Aproximou-se lentamente do grupo que já se reunia.

Enquanto isso, a visão de Clock Bunny atraía olhares. O coelho entrou nos dois primeiros caminhos que iam à Oeste, sem se demorar muito neles. Em seguida correu para o lado Norte, demorando-se um pouco mais e, por fim, no caminho Sul. Foi lá que demorou mais, chegando a sumir da visão de sua mestra. Voltou depois de algum tempo, do mesmo modo que dos outros caminhos. Postou-se aos pés de Ree e olhou para o último caminho de onde acabara de vir. Estava anormalmente quieto. Não pulava, saltitava ou mesmo se mexia. Somente ficava com o olhar fixo para aquele lugar ao Sul.

Depois de alguns minutos, todos começaram a ficar curiosos com a reação de C.B. Poucos instantes depois uma pequena sensação de perigo e urgência começou a tomar conta do grupo. Por instinto, sabiam que algo se aproximava. Por onde estava vindo e o que era esse novo perigo?



Off: Heey, só pra deixar claro: esse próximo post pode ter RolePlay, mas somente um post por jogador. Além disso, todos começaram a ficar alertas no final da conversa e, por isso, suas ações também precisam mostrar isso. O que farão? Seus personagens vão sair correndo, ficar, etc?

Por fim, eu vou dando EXP ao final de alguns posts e não de todos. Lembrem-se que quanto mais detalhes, maior bonificação de EXP receberão. Por isso, continuem postando bem! Té.
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Kamui Black em Sab Jan 18, 2014 12:52 am


- B02 -



Estar em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas provavelmente deixaria a maioria das pessoas apreensivas, mas Kirshin não era como a maioria das pessoas. Entretanto, uma coisa era certa, ele teria de arranjar um jeito de sair dali. Suas investigações a cerca das paredes não se mostrou mais produtivas que as das outras pessoas, exceto, talvez, pelo fato de que a luz aparentava brilhar um pouco mais ao seu toque que ao dos outros dois.

Talvez esse efeito se deva a alguma reação ao pouco de poder mágico que eu possuo, ou seja uma reação ao fato de eu ter sangue de demônio correndo em minhas veias. De qualquer forma, isto não parece ser muito importante.

Ele, então, voltou sua atenção para os demais presentes. Não pode deixar de notar aquele estranho coelho que corria de um lado para o outro em um ritmo frenético, De alguma maneira, aquela garota de cabelos negros e compridos parecia controla-lo e o usava para averiguar todas as saídas do local. Como ela se comunicava com aquela estranha criatura ele não sabia, mas não gostava muito da forma com a qual o coelho se movimentava - nunca parando quieto.

Depois disso voltou-se para a garota que se aproximou dele. Ela tinha traços humanos, mas também tinha algo a mais. Ela não era uma meio-demônio, mas aparentemente também não era uma humana pura, embora Kirshin não soubesse afirmar o que ela era. A garota apresentou-se perante a todos e fez o mesmo questionamento que ele próprio fizera, o que queria dizer que provavelmente todos vieram parar ali de uma forma semelhante.

-
Meu nome é Kirshin - disse para Juliet. - Tudo o que sei é que estava em um lugar e agora simplesmente acordei aqui depois de sentir meu corpo todo paralisado. Mas acho que isso não importa agora. O importante é descobrirmos como sair daqui.

Depois do breve dialogo, ele aproximou-se do restante do grupo. Embora sentisse grande vontade de sair dali naquele exato momento, resolveu que seria mais prudente ouvir um pouco os outros presentes. Afinal de contas, talvez eles tivessem que colaborar entre si para saírem dali. Ele não deixou de perceber certa hostilidade entre o guerreiro de armadura completa e o outro rapaz que bem poderia ser um meio-demônio tal como o próprio Kirshin, já que ele possuía alguns traços exóticos tal como ele próprio tinha seu braço esquerdo.

Esperou e observou por alguns minutos até que uma sensação estranha tomou conta de seu corpo. Ele não sabia exatamente o que era, de onde vinha e se era amigo ou inimigo, mas quilo deixou-o apreensivo, principalmente pelo fato de ele não ser alguém muito sensitivo. Instintivamente levou sua mão direita ao punho de sua espada bastarda que estava fixada em suas costas. Estava pronto para saca-la assim que necessário.

-
Fiquem atentos. Alguma coisa se aproxima.

Kirshin avisou aos demais sem saber que eles também haviam percebido o mesmo que ele.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Sérpico em Sab Jan 18, 2014 2:22 pm

“É pedra mesmo”, concluiu, guardando sua faca. Então se virou de novo para Aldarion, lhe respondendo:

─ Eu estava em Ruff, toquei na água e ─ pausou quando notou um coelho ali perto. E Sérpico deveria estar louco porque o animal (animal?) parecia querer atacar ─ E sumi, de repente. ─ O coelho se mandou e Sérpico olhou para Aldarion sugerindo algo como “o que era aquilo?”. Terminou a prosa: ─ Ouvi a voz de Kai. Ele me falou que algo de estranho estava acontecendo. Que "o balanço mágico foi alterado", não lembro direito.

Mas então Aldarion já estava querendo sair dali, possuído pela mesma disposição de tempos passados. E sairia se não fosse por aquele homem de cabelos prateados. Sérpico teve a impressão de que ele tinha uma cauda, o que seria um absur... “Não, espera”, sua testa fez curvas e os olhos se afiaram, “é uma cauda!”

Estava pronto para dizer “calma, parceiro, sou Sérpico e esse aqui é o Aldarion; ele só sugeriu que saíssemos logo daqui, certo Aldarion?”, mas então se interrompeu ao ouvir outro irmão por circunstância falar, perguntando como tínhamos parados ali. Sérpico olhou em sua direção ─ e algo naqueles olhos brancos fez Sérpico se sentir um pouco mal, só um pouco ─ e deu de ombros. Diria que preferia ter ido parar no Salão dos Guerreiros ─ , uma piada! Mas Sérpico achou cedo para uma piada que talvez só ele entendesse. Então ficou com o dar de ombros mesmo, tratando de não encarar aquele sujeito nos olhos.

Ainda estava preocupado com o que Aldarion responderia ao seu novo rival, mas teve a atenção roubada pelas moças.

Uma era mistério-silencioso-e-sombrio ─ Sérpico mal conseguia ver o desenho de seu rosto por causa daqueles longos cabelos escuros. E parecia ser dona do estranho animal de antes, o que deixou Sérpico cabreiro de curiosidade. Olhou pra ela por mais um tempo e não concluiu se era humana, nova ou velha, ou o que mais se tem para descobrir na aparência dos outros.

Já a outra se vestia com roupas exóticas, tinha até um ar inocente, exceto, talvez, pela lança que carregava. Apresentou-se e pareceu o tipo de pessoa fácil de conversar.
“O oposto da outra”, pensou com um meio sorriso. O Olhos Brancos ─ Kirshin, se Sérpico ouvira bem ─ conversava com ela agora.

Daí Sérpico pigarreou e entrou no papo.


─ Algo assim aconteceu comigo também. Digo, sobre desaparecer e depois acordar aqui ─ e depois de um tempo: ─ Sou Sérpico.

Então, o coelho de novo. Foi e voltou, foi e voltou. Parecia checar os caminhos e ficou simplesmente encarando a passagem sul como se algo ameaçador fosse irromper dali a qualquer instante. Mais ou menos nesse momento Sérpico sentiu o perigo. Olhou novamente o coelho, juntou dois mais dois e decidiu que o caminho sul não era o seu preferido.  

Recuou uns passos na direção contrária. Tinha uma mão no peito, no amuleto, e a outra sobre a espada na cintura. Os joelhos meio flexionados, prontos.


─ Sempre gostei de ir para o Norte ─ uma sugestão disfarçada.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Sab Jan 18, 2014 6:46 pm

Aldarion mal havia terminado de falar com Sérpico e ouvir a resposta do companheiro e já se preparava para ir embora daquela caverna, tomaria qualquer caminho aleatoriamente como tinha o costume de fazer sempre que lidava com situações de múltipla escolha. Tudo aconteceria desta forma não fosse por George interromper os planos do espadachim.

E quem é você pra que te sigamos? Chega mandando, não se apresenta, não tenta convencer que o que você tem em mente é melhor pra todos...

Aldarion encarou George nos olhos por alguns segundos, seus olhos transbordavam hostilidade.

- VOCÊ falou comigo? - Perguntou agressivo. – Eu não falei com você. - Respondeu com extrema rispidez, esperava que George fosse capaz de entender o que estava acontecendo e não voltasse a dirigir a palavra a ele.

Depois de dar sua resposta simplesmente mudou o foco de sua atenção para outras coisas, ficou observando seus “companheiros” analisarem a caverna, era realmente curiosa até que ele viu algo que jamais pensaria que veria em sua vida, um coelho ambulante.

- O QUÊ?! - Exclamou surpreso quando viu C.B. correndo de um lado a outro. - É sério mesmo que eu estou vendo isso? Só podem estar de brincadeira, era só o que me faltava. Não me digam que eu vim parar naquela história de conto de fadas, como é o nome mesmo? Alice no País das Bizarrices? - Não pode deixar de fazer seu comentário, depois olhou para Ree e viu que ela parecia ser a dona do estranho animal. - Já achei a Alice... - Concluiu.


Foi quando ouviu Juliet se apresentar, e depois as palavras do outro meio-dragão. Aldarion levantou uma sobrancelha em uma expressão clássica de curiosidade, então finalmente resolveu se apresentar também já que percebeu que por hora teria que esperar por Sérpico.

- O nome é Aldarion. - Disse apenas. - E se querem mais respostas, sugiro que perguntem a Alice ali. – Levantou o braço e apontou pra Ree. - Com essa pose meditativa e esse físico de mosca dela, acredito que deva ser uma maga. - Completou.

Ree apenas se levantou e começou a andar, foi então que Aldarion sentiu algo estranho vindo dela, uma aura de poder, algo que o assustava e fazia sentir como se ela pudesse esmagá-lo como um inseto. O medo em seu coração gritava para que ele tomasse a única atitude que estava acostumado a fazer: atacar.

Por instinto levou a mão até o cabo da espada e se preparou para atacar, mas antes de continuar sua ação pensou novamente.

- “Mas que merda eu estou fazendo? Ela... Ela é só uma idiota que não sabe esconder seu poder. Ela não é minha inimiga.” - Então relaxou seu braço e se acalmou, fechou os olhos por um momento se concentrando e quando os abriu não sentia mais o poder de Ree. Ignorar a intenção assassina e a aura de hostilidade dos outros era um truque que ele havia aprendido com um de seus mestres.

- Alice... Você é uma idiota e ainda vai morrer por isso. - Disse apenas, tendo certeza que a própria Ree havia sentido sua intenção assassina.

Toda aquela situação havia desviado Aldarion temporariamente de seu real propósito, quando finalmente recuperou o foco, percebeu C.B. voltar para perto de sua mestra e então notou o animal estranhamente quieto, encarando uma das passagens, o que veio a seguir foi o que realmente o incomodou.

Ele sentiu uma sensação familiar, um mal absoluto, uma ameaça invisível mas presente, tão poderosa que sua presença se impregnava por toda parte dando a sensação que o próprio ar estava prestes a esmagar a todos ali. Lembrou que já havia sentido algo parecido em Ruff.

- “Essa sensação... Eu me lembro de ter sentido algo parecido em Ruff. Será que aquele mago-múmia e aquele pirata cabeça-de-pica estão por trás disso também?” - Pensou, então olhou para Sérpico para ver a reação de seu companheiro. Depois se virou aos demais.

- Escutem aqui, todos nós viemos parar aqui de formas parecidas. Estamos todos juntos e em um só lugar, ou seja, alguém ou alguma coisa nos trouxe para cá e eu não vou ficar aqui esperando para ver o que quer que esteja por trás disso. O tempo está contra nós. - Disse, e então olhou para Sérpico e com um aceno positivo de cabeça começou a andar em direção ao caminho que C.B. encarava.

Por alguma razão achava que seguir por ali era a melhor escolha.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Ree em Sab Jan 18, 2014 8:01 pm

Encostada na parede, Ree dividia sua atenção entre a conversa paralela e tentar mapear o lugar. Desistiu quando notou que era vasto o bastante para passar um dia tentando, e ainda assim não encontrar a saída. Teria que fazer aquilo do jeito antigo, fisicamente. Suspirou, desapontada.

Resolveu voltar mentalmente ao recinto. Abriu os olhos e encarou Aldarion. De modo sarcástico, sorriu e apontou para o meio-dragão, devolvendo o comentário de sua pessoa. Também não era a primeira vez que comentavam de C.B....

- Bem, já sabemos quem é a lagarta da história...

Disse, desencostando na parede. Não faria questão de se apresentar. Já estava sendo julgada de qualquer forma, e um nome não mudaria muito. De nada lhe importava criar empatia com os outros. Alice, garota, maga... Poderiam chamar do que quisessem. Era até melhor que soubessem o menos possível da moça.

Sua única insatisfação foi ser identificada daquela maneira por Aldarion. Não estava ali para ser babá nem professora, e o modo como ele falou deu a entender de que ela teria que desempenhar esse papel para aqueles mais perdidos. Por ora, também não os considerava fonte valiosa de informações. Oras, ela havia deduzido que, se ELA não sabia porque estavam ali, os outros tinham chances ainda menores, pensou presunçosa.

Tirando sua recém adquirida hostilidade para meio-dragões, a garota e os outros rapazes portanto nada lhe interessavam. Nem mesmo suas raças. Humanos, demônios, tanto faz. Já havia esbarrado com tantas criaturas nos últimos anos, que quase nada mais a chocava. Exceto os centauros voadores.

Sua única suspeita entre todos os integrantes, era o fato de dois deles se conhecerem. Refletia sobre isso, andando em círculos enquanto aguardava os resultados de C.B, quando sua pele se arrepiou. Levantou a cabeça, e rapidamente encontrou a fonte daquela intenção assassina. Da mesma maneira que o rapaz estava com a mão pousada no cabo da espada, Ree estava com um feitiço na ponta da língua. Encarou friamente o rapaz, e durante alguns segundos, era apenas os dois no recinto, prontos para a ação.

Mas Aldarion relaxou primeiro. Sem entender exatamente o que acontecera, a moça continuou em guarda, até ouvir as palavras do rapaz. Aquilo a fez sorrir, com um olhar presunçoso, finalmente entendendo o que se passava.

- He, então foi isso? Fufufufu... Sem ofensas, mas o figurino da Rainha não cai bem em você - Disse, se deleitando com aquele pequeno incidente. Adorava instigar esse tipo de reação nos outros, somente com a sua presença.

Mas seu sorriso sumiu quando C.B finalmente voltou. Suas patas deslizaram pelos últimos metros, tentando frear após correr tão freneticamente. E então ficou estático, apontando para o Sul. Ree se virou, encarando a saída, curiosa e preocupada.

- Clock Bunny? - O coelhou grunhiu, olhando para Ree - É bom que você não tenha cutucado nada que deveria permanecer quieto - Disse, olhando ameaçadora para o coelho. Então se afastou um pouco mais da saída, por precaução. - Fique em guarda.

O coelho assentiu, se posicionando de frente para a saída, posição pronta para uma investida. Ree, por outro lado, caminhou para o lado, saindo da mira de um possível ameaça.

- Norte? He, pois eu acho que o Sul parece tão mais promissor - Respondeu a Sérpico de modo cínico, fechando os olhos por alguns segundos para se concentrar e focar sua atenção naquilo que emanava da saída Sul. Também se lembrou de manter seu escudo prestes a ser ativado. Cautela nunca era demais.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Juliet Baskerville em Ter Jan 21, 2014 2:18 pm

Já havia antes encontrado antes materiais com luminescência, mas nunca antes algum similar em propriedades aquele que compunha as paredes da caverna. Ou seria melhor chamar o local de salão? Afinal, sem dúvidas aquele lugar não havia se formado naturalmente, se considerasse o quanto as paredes eram lisas ou simplesmente pelas palavras que haviam sido gravadas nesta com uma perícia fantástica. Havia uma grande possibilidade de a caverna inteira ter sido construída com o uso quase que exclusivo de artes arcanas.

A mesa no canto também parecia não ser apenas um item para enfeitar o ambiente, parecia ter sido feita por um mestre carpinteiro de grande perícia pela minúcia que havia em cada um de seus detalhes, isto sem se falar das versões em miniatura das escritas da parede que pareciam estar em cada centímetro dela. Parecia que havia sido realmente vencida pelo tempo, pois um dos pedaços desta se desfez em pó no momento em que o toquei.

Uma teoria já começava a se formar em minha mente, mas se estivesse correta aquilo poderia ser problemático, pois significaria que sair dali seria muito mais difícil do que entrar. Além de também poder deixar implícita a existência de outros grupos de pessoas que poderiam acabar sendo levadas até ali, acidentalmente ou não. Antes de prosseguir em suas cogitações e devaneios, decidiu verificar que outros indivíduos agora compartilhavam aquele espaço comigo.

Mal haviam se conhecido, e parecia que alguns deles já começavam a mostrar hostilidade entre si. Talvez fosse divertido os fazer brigar um pouco depois, e aparentemente não seria lá muito difícil se considerando que podia sentir quase faíscas sendo lançadas entre Aldarion e a garota misteriosa do coelhinho, aparentemente chamada Alice, algo de fato irônico.

Todos também pareciam ter ido parar no lugar ao mesmo tempo, e assim que uma pausa ocorria entre a breve troca de insultos não tão velados entre o guerreiro e a maga eu decidia que era hora de falar um pouco mais.


– Bem, eu ainda sou iniciante em relação à magia existente nesta ilha, mas eu posso criar uma teoria rápida. – Eu disse, fazendo uma pausa de alguns segundos para garantir que estavam em silêncio e prosseguir. – Vejam, eu acho que este lugar não está diretamente ligado ao exterior. As escritas que recobrem a parede e a energia brilhante nas paredes não são comuns, disto ninguém deve possuir dúvidas. Acho que este lugar teria sido carregado com uma poderosa magia de manipulação espacial, permitindo que as pessoas entrassem aqui diretamente do lado externo por teleporte, mas de alguma forma esta magia do lado de fora se estilhaçou e nos teríamos encontrado algo como fragmentos da magia, e então fomos transportados para cá. Logicamente, é apenas uma teoria, além do fato de que não há como saber ainda o que teria causado a fragmentação dessa magia.

Poucos instantes após ter encerrado de falar, praticamente no momento que dizia as últimas palavras, o coelho veio correndo do túnel que havia ido checar anteriormente sob ordens de sua dona. Ele parecia estar tenso, provavelmente havia encontrado alguma coisa não muito amistosa, uma conclusão que logo se tornou mais do que evidente para mim. Uma sensação forte veio diretamente do túnel, era uma sensação realmente bem conhecida por mim, era similar ao que sentia quando estava em uma região selvagem e havia algum predador a espreita.

Seja lá qual fosse a origem daquela sensação, não era algo que eu gostaria de encontrar pessoalmente. Instintivamente, eu começava a farejar o ar e me afastar da passagem a qual o coelho ainda encarava, imaginando que a fonte desta sensação em mim deveria ser a mesma coisa que fez este ficar naquele estado.


– Não acho que simplesmente recuar seja a resposta, mas acho realmente que lutar em um túnel fechado, onde a vantagem numérica não seria tão bem aproveitada, poderia ser um erro. – Falou, mas mesmo enquanto dizia, seguindo apenas um raciocínio simples, começava a recuar instintivamente e de maneira lenta do túnel sul da sala. – Por outro lado, caso prefiram, não vejo problema em uma retirada estratégica, ainda mais desconhecendo a natureza de... seja lá o que estiver vindo.


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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por GM Gin em Sab Fev 01, 2014 11:18 am

@Todos

A conversa diminuiu quando o grupo percebeu alguma coisa estranha no ambiente. Clock Bunny estava próximo à sua mestra, assumindo uma postura defensiva para protegê-la, observando a passagem de onde tinha acabado de voltar. Por instinto, cada um dos viajantes assumiu uma posição por onde poderiam lutar melhor caso necessário. Alguns recuaram um pouco, enquanto outros permaneciam parados ou na linha de frente. Passaram a observar aquela mesma passagem, com olhos atentos.

Segundos tensos se passaram onde nenhum som era ouvido. A breve discussão dos ali presentes foi substituída por olhares entre eles, todos imaginando que tipos de perigos seriam encontrados nesse lugar misterioso.

Foi então que as runas descritas nas paredes se iluminaram um pouco mais forte do que estavam iluminadas até então. Foi uma diferença sutil, mas para todos foi uma grande mudança, já que esperavam qualquer anormalidade vindo de forma hostil. No entanto, a mudança não durou mais que algumas dezenas de segundo e as runas foram gradativamente voltando ao seu estado anterior.

Não.. era mais que isso. As runas estavam escurecendo. Observando melhor, não eram só as runas mas sim toda a caverna onde estavam. Viram que uma sombra projetava-se da saída de onde C.B. tinha vindo e essa mesma sombra agora estava cobrindo todo o espaço da clareira onde estavam.

Antes mesmo de pensarem correr para outra saída, as sombras já haviam coberto todo o local, inclusive as outras três saídas para outros corredores. Apesar disso, a visibilidade ainda era boa dentro do local, como se somente uma nuvem tivesse coberto o sol. A pedra ainda emitia muita iluminação, apesar de coberta por sombras anormais.

O que estava acontecendo? Será que algum mago poderoso estava ali manipulando sombras? Improvável, já que tamanho fluxo mágico seria facilmente percebido por Ree, que não sentia absolutamente nada. Se não tivesse vendo com seus próprios olhos, afirmaria, com certeza, que não tinha nada em volta deles.

Nesse momento os olhares de todos foram atraídos para frente, na boca do túnel para a saída Sul. Alguma forma começava a aparecer a partir das sombras no chão e crescia rapidamente. Meio metro, um metro.. a altura da sombra aumentava e sua forma estava em forma mutável. Aldarion, que estava a apenas alguns passos de distância, parou. Em poucos instantes a sombra havia atingido uma altura de quase 3 metros e estava se moldando para alguma outra forma.

Seria um homem? A semelhança era grande, com óbvias diferenças. Não na questão da altura, mas na questão da proporção do tamanho dos braços, que chegavam quase ao joelho, do tronco, que era do tamanho do tronco normal de um homem, de altura mediana e das pernas, que eram longas também, proporcional aos braços. Julgando que as pernas já eram anormalmente longas, os braços da criatura eram gigantescos. A única coisa que viam eram mesmo os contornos de seus corpos pois todo o corpo ainda estava coberto de sombras. Não saberiam dizer se o monstro tinha rosto ou não.

Seus olhares foram atraídos para outros moldes de sombra que estavam em formação por toda a clareira da caverna. Já haviam muitos formados, iguais ou muito semelhantes a aqueles que se formou primeiro. Pelo menos um cobria cada saída. Contando rapidamente, havia pelo menos 10 Gigantes de Sombras já formados e outros tantos em formação. Estavam todos parados.

Despertando de seu fascínio, Aldarion olhou para seu gigante de Sombra rapidamente. Foi a sua sorte. Uma enorme mão de sombra mirava sua cabeça, vindo pela diagonal direita acima. Não sabendo se poderia bloquear aquilo, jogou-se para o outro lado. Rolou no chão e pôs-se de pé, sem ferimentos. Seu atacante já tinha recuado o braço e caminhava lentamente em sua direção. Não só ele. Todos os Gigantes de Sombra já formados caminhavam em direção ao grupo, que se viram chegando mais perto uns dos outros. Aldarion entre eles.

Não demorou muito para juntarem-se numa roda ampla. Dessa forma não seriam pegos por trás por um desses gigantes. Agora eram 15 Gigantes formados caminhando na direção do grupo que estava em formação de roda. Outros tantos ainda estavam em formação. Se não fizessem algo rapidamente, o local inteiro estaria cheio dessas criaturas. A única coisa que perceberam pelo súbito ataque em Aldarion era que essa coisa era rápida para o seu tamanho. Tinham que ter isso em mente. Ainda havia pouco menos de 5 metros entre eles e seus inimigos, que ainda avançavam. A qualquer segundo seriam alcançados.

Por entre os gigantes que avançavam conseguiam ver que, agora, eles não guardavam as saídas que antes bloqueavam. Porém não havia mesmo necessidade. Estavam cercados. Kirshin estava em um ponto da roda onde encarava uma das saídas a Oeste, assim como Ree, que encarava a outra saída ao Oeste. Juliet e Sérpico estavam virados para a saída Norte, enquanto que Aldarion, para o Sul. George encarava a parede de Runas. Por todos os lados que viravam, não encontravam brecha para escapar.



Off: George, te pulei. Caso volte, pode postar normalmente a partir dos acontecimentos.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Kamui Black em Sab Fev 01, 2014 12:38 pm


- B03 -



O decorrer dos fatos recentes trouxe uma profunda e conhecida sensação de Kirshin à tona: Fodeu!

A breve discussão que se desenrolava há pouco passava-se quase indiferente para o meio-demônio. Para ele pouco importava se alguns dos presentes de digladiassem até a morte. Alias, até importava um pouco, uma vez que eles poderiam lhe ser úteis para sair daquele lugar. Mas a sensação de perigo vindo do túnel sul era quase palpável e por fim mostrou-se verdadeiramente perigosa, para não utilizar o vocativo extremamente.

Kirshin observou com apreensão aquela sombra cobrir o ambiente. Por sorte não estava totalmente escuro, mas aquilo era algo a se pensar.
Será algum tipo de magia? É possível que até mesmo algum dos presentes esteja fazendo isso.

Mas sua perspectiva provou-se infundada quando ele observou a reação dos presentes ao que estava acontecendo a seguir. Ele próprio sacou e empunhou sua espada bastarda assim que a primeira das criaturas começou a surgir. Apesar disso, manteve-se apenas observando em um primeiro momento. O fato de começarem a aparecer mais criaturas e elas bloquearem as saídas era muito importante e descobrir algo sobre elas era fundamental.

Foi, então, que uma delas atacou Aldarion, que estava um pouco mais adiantado que os demais. A criatura era surpreendentemente rápida e o guerreiro também se mostrou dono de uma boa agilidade, apesar da pesada armadura que utilizava. Todos estavam acuados no centro do recinto. Querendo ou não, teriam que colaborar entre si se quisessem se livrar daquela situação.


Em que furada me meti desta vez... Acho que não será assim tão fácil escapar desta.

Apesar de acuados, isso era bom, de certa forma, pois as saídas estavam relativamente livres novamente. Relativamente porque ainda teriam que passar por aquelas coisas antes de se verem livres. Kirshin também percebeu que elas não paravam de surgir. Se eram infinitas ou numa quantidade limitava parecia não importar muito, já que se fossem fortes apenas a quantidade presente seria suficiente para acabar com eles.

Basicamente possuo duas opções: lutar, caso elas não sejam muito fortes, ou arranjar um jeito de passar por elas e fugir.

Com tais pensamentos em mente, Kirshin preparava-se para agir. Em primeiro momento, pretendia enfrentar aquelas criaturas. Se elas não fossem muito fortes, era provável que todos juntos fossem suficiente para suplantar a força deles. O meio-demônio aguardou que eles se aproximassem mais um pouco apenas para não ter que se afastar tanto do grupo, em seguida, agiu contra o que estava entre ele e a saída à sua frente. Sabia que o melhor seria tentar atacar o corpo, mas aqueles enormes braços eram algo preocupante. Sendo assim, ele golpeou a criatura em seu braço direito. Utilizou sua espada com as duas mãos, para uma força maior no golpe e desferiria um golpe na vertical de cima para baixo. Também ficaria preparado para se defender e caso eles atacassem utilizaria a parte chata de sua lâmina para amparar o golpe, caso fosse necessário, suportaria a espada com a mão esquerda, apoiando a na parte chata inversa da utilizada para a defesa.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Sérpico em Dom Fev 02, 2014 12:42 am

E Sérpico orou: “Kai, se estiver aí, é uma boa aparecer agora.”

A caverna escureceu com a chegada das sombras (ou seria o contrário ─ as sombras só chegaram porque a caverna escureceu?), uma delas até atacando Aldarion, pregando uma peça com toda aquela velocidade que não fazia sentido. “E o que faz sentindo, afinal?”, pensou, recuando, olhando a multiplicação das trevas humanoides. Logo já estava cercado, de costas com os recém camaradas. “Então é assim que os javalis se sentem quando alguma família quer dar uma festa”, e até sorriu com isso.

E a festa deveria ser importante porque não parava de chegar convidados.
“É isso mesmo pessoal, quanto mais melhor”, mas na verdade Sérpico não estava tão animado assim. Respirava pela boca e por causa disso a garganta secara rapidamente, sem piedade. Um fio de suor escorria pelas suas costas, fazendo a roupa colar na pele. A mão boa apertou o cabo da espada ─ meio que contagiado pelo movimento de Kirshin, que Sérpico viu com o canto dos olhos. Então, já pensava em lutar. Coisa que, na linguagem de Sérpico, significava sobreviver.

Mas a arma não chegou a deixar totalmente a bainha.
“Pode o material cortar o imaterial?”, pensou, fazendo a espada voltar para sua casa. Seria reconfortante ter a arma na mão, mas Sérpico teve a impressão de que não conseguiria cortar uma sombra. Não com uma espada comum. Talvez fossem criaturas materiais cercadas por sombras, e nesse caso poderia dar certo... Mas Sérpico permaneceu ao lado da impressão que teve. E seguindo essa lógica, ele não possuía nenhuma arte que pudesse funcionar contra aquela legião.

Então, já não pensava em lutar. Coisa que, na linguagem de Sérpico, também significava sobreviver.

E seria fácil se teleportar para trás das sombras à sua frente, e correr a toda pelo caminho disponível. Ah, era tentadora a ideia, tanto que fez Sérpico suar um pouco mais. Fugir, não. Se retirar para um plano estratégico, sim.  

Mas não queria abandonar o grupo. É certo que nem conhecia eles e que talvez não acrescentasse muito no todo, mas não parecia certo fazer isso. E tinha Aldarion: já lutara ao seu lado, o conhecera compartilhando combates e perseguições, de modo que não poderia deixar um irmão de arma para trás. Gostaria de tirar todos dali. Mas conhecia seus limites ─ não conseguiria levar todos numa única viagem. Então teria de ficar e lutar. Mas falar é fácil. Difícil é ser um javali pronto pro espeto.

Era estranho, mas havia algo familiar naquilo. Poderia ser só uma memória mal revisitada, que fica guardada num canto, a poeira e a traça corroendo tudo. Mas ele achava que já tinha passado por algo assim.
“Nas Gêmeas”, pensou, lembrando de quando uma sombra saiu de um pingente que tocara, daí a sombra se moldou a imagem e semelhança de Sérpico. Houve luta, Sérpico contra Réplica-de-Sérpico e depois... “Droga, deve ser impressão minha”, reconsiderou, “outro lugar, outra ameaça, quase outra vida. Nem lembro se era mesmo uma sombra, daquela vez.”

O fato é que se lembrar do passado o fez pensar no inimigo em si. Eram sombras! E havia duas portas a serem cruzadas sobre esse tipo de inimigo: ou você joga luz nelas, extinguindo-as; ou você apaga a luz, pois sem luz não há sombra.

“Agora, qual dessas portas é a certa, nessa situação?”, se perguntou, sem saber a resposta, considerando pular ela ou pedir a ajuda dos colegas. Na sequencia, lhe veio uma nova pergunta, a mais relevante, aquela que vale mil moedas de ouro. Meio que sem querer ele pensou alto:

─ Mas como gerar luz ou diminuir a que já existe? ─ mil moedas de ouro, quem se arrisca? Sérpico engoliu algo deveria ser saliva enquanto pensava na resposta. Achou que nessas situações era melhor pedir ajuda: ─ Alguém consegue gerar luz? ─ Daí se lembrou das madeiras velhas num canto do lugar, madeiras que poderiam servir de tochas, tochas que poderiam iluminar mais o local ─ Ou fogo, alguém consegue gerar fogo?

Seria muito pedir mais um tempo para pensar na resposta, ou mesmo que adiem a festança? É, parecia que sim, seria muito; pois as sombras avançavam impacientes, sem conversa, violência gratuita para todos que não fossem sombreados e grandalhões. “Ah, e sem contar que são muitos, e também que são mais ainda, e outros além. Ah, e olha que não chegou todo mundo!”

Aquela era uma luta que se vencia com um golpe só.

Sérpico não tinha esse golpe. Torcia para que alguém do grupo o tivesse.

Até que alguém se revelasse, ou o próprio Kai chegasse atendendo sua oração, Sérpico não ficaria parado esperando ser “espetado”. Por isso resolveu sacar sua espada curta e se por ao lado d’Olhos Brancos. Este estava preparado, e Sérpico notou isso. Iria aproveitar o ataque dele para fazer a sua própria investida.

Não que Sérpico havia abandonado completamente sua tese de que não poderia causar dano no inimigo. Não, a ideia ainda lhe perturbava.
“Mas essas coisas devem se materializar para atacar, certo?”, e com essa nova lógica, Sérpico iria atacar a mesma sombra que Kirshin tomasse como alvo. Na verdade, tentaria esperar o momento que a sombra atacasse/contra-atacasse Kirshin, para então fazer sua estocada contra o membro que ela usasse na ofensiva.

Nessa sua tentativa de ação, caso fosse alvo de um golpe, iria rolar para evitar o golpe. Rolar para perto de uma criatura adjacente à que lhe atacou, meio que se infiltrando nas fileiras inimigas, querendo provocar fogo amigo entre as sombras. Afinal, alguns javalis fazem isso e algumas festas acabam, sim, sendo adiadas.

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Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Seg Fev 03, 2014 3:45 pm

Enquanto todos estavam apreensivos com a sensação ruim que havia dominado seus corações, Aldarion seguia impetuoso tomando a dianteira. O guerreiro deu alguns passos para frente quando percebeu algo estranho, as runas que cobriam toda a caverna por um momento brilharam e em seguida se escureceram a própria caverna diminuiu a intensidade de sua luz como se esta estivesse sendo iluminada pelo Sol e uma nuvem houvesse acabado de surgir tampando-o. Aldarion cessou sua caminhada e ficou observando o lugar por alguns segundos, mas apenas alguns segundos, satisfeito com a breve observação ele deu de ombros e tornou a caminhar quando outro evento o impediu.

Primeiro um círculo grande e negro surgiu a sua frente, parecia uma sombra ou uma mancha feita por algum líquido negro, depois essa sombra começou a se projetar assumindo dimensões tridimensionais. A sombra ia crescendo e a medida que fazia isso ia tomando contornos humanóides ao mesmo tempo em que o coração de Aldarion disparava de pavor e seu sangue gelava. Segundos depois que para o espadachim parecera uma eternidade, a sombra parecia completamente formada, esta certamente media por volta de 3 metros e tinha os braços muito mais compridos que o normal.

Os instintos de Aldarion acusavam que haviam muito mais presenças ao seu redor, o guerreiro olhou e constatou que além da sombra que havia surgido a sua frente, muitas outras estavam espalhadas  por toda a caverna, e pior, outras mais estavam surgindo. Aldarion se voltou para olhar novamente a sombra que estava a sua frente bem a tempo de ver esta atacando-o demonstrando grande velocidade, por sorte ele conseguiu escapar do golpe dando alguns passos para trás.

Em seu raciocínio de guerreiro ele calculou rapidamente, se ficassem ali morreriam, ele e seu grupo, eles precisavam sair dali e isso significava abrir caminho por entre os monstros de trevas. Mas será que podiam ferir o que aparentemente era intangível? A resposta a esta pergunta era: sim. Aldarion concluiu em uma fração de segundo, que em primeira instância o que podia acertá-lo podia ser acertado, em segunda instância lembrou-se que sua espada era mágica o que a tornava capaz de atingir criaturas que normalmente não poderiam ser atingidas por armas comuns tais como fantasmas por exemplo. Aldarion olhou para seus companheiros por um instante e então para as sombras que se aproximavam, estava tentando pensar em um plano.

Por que o maior sempre fica pra mim? – Foi a frase que saiu de sua boca, uma simples reclamação que não continha nada de útil a seus companheiros.

Com suas conclusões tomadas em uma velocidade espantosa de tempo, o guerreiro já havia decidido o que fazer e enquanto alguns do seu grupo ainda tentavam encontrar respostas ou criar planos, ele agia. Todo o medo e o pavor que as sombras haviam lhe dado se transformaram em uma fúria brutal a avassaladora, Aldarion avançou em investida contra o monstro que o havia atacado, ele agora não o temia mais sim odiava-o profundamente, odiava-o por ser feito de sombras, odiava-o por ter os braços grandes, odiava-o por ser maior que ele e odiava-o por ter tentado acertá-lo.

O plano do guerreiro era simples, puxar sua espada e bater com toda a força que seus poderosos músculos conseguissem sem se importar onde o golpe acertaria, pelo fato do monstro ser grande e estar desarmado, a única defesa possível para ele seria a esquiva porque se tentasse bloquear o ataque com seus próprios braços muito provavelmente os teria cortados. Mas o plano de Aldarion não parava por ai, ele não pretendia apenas combater o monstro, ele pretendia atravessá-lo nem que tivesse que abrir seu caminho através de seu corpo negro. Era óbvio que ficar ali era a morte e Aldarion desconfiava que mesmo as sombras que fossem feridas seriam capazes de se reconstituir, fora as incontáveis vantagens que elas tinham, elas não sangravam, não sentiam dor, não se cansavam e não tinham órgãos vitais. Máquinas perfeitas de matar.

Mas aquilo não importava, o que eram ou o que fariam ou como derrotá-las, o que realmente interessava era chegar do outro lado. Por isso quando Aldarion se aproximou o suficiente do monstro esperou este atacá-lo e no exato momento que o monstro o fizesse, Aldarion sacaria sua enorme espada com uma velocidade estonteante e se defenderia atacando o braço da criatura, uma manobra que ele chamava de “Apara Agressiva”. Em seguida ele continuaria sua caminhada desferindo outro golpe contra o monstro, desta vez na horizontal enquanto tentaria passar por ele até alcançar o outro lado.

Uma vez que tivesse obtido sucesso em sua manobra, se viraria para trás afim de ver como estava Sérpico, ao ver que o companheiro não havia usado suas incríveis habilidades de fuga ainda encontrando-se no meio dos demais, Aldarion gritaria para ele.

SÉRPICO! CAIA FORA DAÍ! DEIXA ESSES CARAS CUIDAREM DOS PRÓPRIOS TRASEIROS!

Se Sérpico ignorasse o grito de Aldarion e continuasse a lutar ao lado daqueles estranhos, Aldarion voltaria para ajudá-lo, pelo menos iria se prestar a manter o caminho do sul livre de outras sombras, atacaria impiedosamente qualquer sombra que começasse a se formar ao seu lado sem dar tempo do monstro se compor completamente, bastaria uma simples projeção de poucos centímetros para fora do solo e ele passaria sua espada com toda força na horizontal. E enquanto lutasse para ajudar seu companheiro, ele xingaria e amaldiçoaria Sérpico com todas as palavras e até algumas inventadas na hora por forçá-lo a ter que voltar.


Informações:
Spoiler:
Narrador, estou usando as seguintes habilidades abaixo para atacar o monstro, lembrando que uma delas, Quick Draw só funciona no primeiro ataque.

As habilidades que estou usando são Quick Draw, Power Blow e Quick Strike, sendo que eu ativei a segunda habilidade somente por uma rodada o que me dá um custo total de energia de 20%.

- Quick Draw: esta é uma manobra especial que consiste em sacar velozmente a espada preparada ao mesmo tempo em que se ataca, tudo em um só movimento. Além da vantagem de se poder sacar a arma sem perde tempo, a manobra concede um bônus de +1 em FOR para o próximo ataque desde que ele seja feito se aproveitando o movimento de saque. Para guarda a espada é preciso ficar uma rodada sem atacar.

Custos: Nenhum.
Duração: Instantâneo.
Tempo de conjuração: Instantâneo.
Alcance: Pessoal.
Área de Efeito: Pessoal.

- Lightining Blow: quando utiliza esta manobra, Aldarion sacrifica a força de seu ataque para aumentar a velocidade e precisão podendo remanejar até dois pontos de FOR para DEX. Essa mudança nos atributos conta só para fins de ataque e defesa não sendo portanto, uma mudança real.

Custos: Nenhum.
Duração: Instantâneo.
Tempo de conjuração: Instantâneo.
Alcance: Pessoal.
Área de Efeito: Pessoal.



Nome: Quick Strike
Nível: 1
Descrição: Sempre que estiver de posse de qualquer espada que possa ser empunhada com as duas mãos, Aldarion se movimentará, atacará e aparará mais rápido que o normal.
Efeitos: Sempre que utiliza esta habilidade, Aldarion ganha bônus +2 em Destreza e + 1 em Agilidade, tornando-se muito mais ágil e rápido.
Aldarion também é capaz de sacar sua espada em uma fração de segundo como uma ação livre, desta forma, sempre que sua espada estiver preparada para ser sacada, Aldarion poderá saca-la e empunha-la a qualquer momento sem desperdiçar mais do que uma fração de segundo.
Custos: 55% de PE para ativar a habilidade por 4 turnos seguidos ou 15% de PE para utilizá-la por um único turno. Caso ative a habilidade por 4 turnos seguidos (custo 55%), ele não poderá utilizá-la novamente por mais 4 turnos.
Sacar a espada da bainha rapidamente não possui qualquer custo.
Tempo de Execução: Instantâneo
Alcance: Pessoal
Área de Efeito: Pessoal
Duração: 4 ou 1 rodada

Meu primeiro ataque terá os seguintes atributos:

Força: 10
Agilidade: 6
Destreza: 4


Meu segundo ataque terá os seguintes atributos:

Força: 9
Agilidade: 6
Destreza: 4

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Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por George Firefalcon em Seg Fev 03, 2014 6:03 pm

OFF:
Foi mal, Gin, não vi a resposta. Mas estou postando conforme agora.
Aparentemente ninguém havia me respondido, e ninguém se apresentou, com a exceção da tal Juliet. E eu fiquei mais nervoso com aquela situação. Eu estava em um lugar que não conhecia, com pessoas que não conhecia, e tentavam mandar em mim? Que história era aquela? Os outros continuavam analisando o local, nem deram atenção ao meio-dragão.

No momento seguinte, um ser, parecendo um meio demônio, se apresentou como Kirshin. Agora sim todos começavam a se apresentar, não deixando a educação de lado... Mas ainda apenas dois. E depois Kirshin constatou o óbvio, onde eu me segurei pra não disparar uma resposta sarcástica e ácida... Não queria animosidades para o meu lado.

No momento seguinte, o companheiro do outro que pareceu querer mandar em mim se apresentou como Sérpico, se engajando na conversa com as outras duas pessoas, Kirshin e Juliet. E depois, o cara simplesmente foi muito agressivo comigo, como se eu não fosse digno de conversar com ele. Mas ele escolheu o momento errado para incertas.

-Eu sou George Firefalcon, se interessar a alguém.

E, no momento seguinte, um coelho que estava ali entrou em um dos caminhos. Como aquele animal poderia saber de alguma coisa?

Ele fez a mesma coisa com os outros caminhos, e voltou para sua dona, olhando com aflição (que era possível ver em sua expressão). Aquele caminho ao sul poderia conter alguma coisa que não era boa. Depois, o idiota continuou com seu jeito arrogante, fazendo piadinhas sem graça por causa do coelho, que foi devolvida na mesma moeda pela dona do coelho. Eu sorri, na hora.

Juliet veio com uma teoria nesse meio tempo, explicando uma possível alteração espaço-temporal, que poderia tê-los levado até ali... Uma teoria bastante intrigante, em minha opinião.

E depois veio aquela sensação... Aquela sensação de que alguma coisa que realmente não era boa poderia acontecer, algo que pareceu ser compartilhado por todos.

E o nome da criatura era Aldarion. Já não gostei dele, ele precisou de um exemplo pra se apresentar, sem contar que era prepotente ao extremo. Quando ele colocou a mão no cabo da espada ao olhar Ree, eu já me preparei, fitando o cara que freiou na mesma hora sua atitude impensada, e ainda ele concluiu com alguma coisa mais idiota ainda, sendo rechaçado de forma sarcástica pela maga, que não se apresentou.

Mas ao menos ele se mostrou útil, disse já ter sentido algo parecido na península de Ruff, e ele tentou, de alguma maneira nos convencer de que precisaríamos agir em conjunto para poder sobreviver.

E em seguida, a dona do coelho falou para que seguíssemos ao sul, ignorando a sensação de terror que todos tinham ali.

Juliet foi com os demais, porém eu fiquei na minha. Eu até achava que a jovem maga tinha razão, mas resolvi não expressar minha opinião.

Depois do último comentário, todos ficaram em silêncio, esperando algum ataque. Foi então que eu percebi o detalhe das paredes, elas pareciam cheias de minúsculas runas, um trabalho artesanal incrível, mas aparentemente muito perigoso. Durou pouquíssimo tempo e acabou da mesma maneira que começou... Mas depois toda a luz começou a se perder... Surgindo justamente do lugar de onde o coelho viera.

Antes que eu pudesse pensar, as sombras tomaram conta de tudo, e eu somente tive tempo de me prostrar em defesa, esperando o pior... Mas ao menos tinha luz ainda, mas desta vez somente dentro do aposento. No momento seguinte, ainda naquela bendita saída sul, começou a aparecer alguma coisa, que não tinha forma definida a princípio, mas que foi assumindo uma forma gigantesca. "Merda", pensei. A proporção era parecida com a de um gorila ou de um chimpanzé, braços maiores que as pernas.

Mais criaturas também surgiam ali, e logo muitos deles estavam ali.

Meu sangue gelou.

No momento seguinte, o gigante mais próximo de Aldarion o atacou, mas ele desviou habilmente, foi quando eu comecei a olhar para todos os lados, pensando de onde poderia vir o ataque. Todos os membros do grupo estavam mais e mais perto... Morreríamos ali? Seria aquele o nosso fim?

E os seres eram rápidos. "Maldição", pensei uma, duas, dez, milhares de vezes repetidamente. Aquela palavra ecoava por ela de maneira brutal. Eu ainda encarava a parede de runas, tentando entender o que aconteceria, foi quando eu vi Kirshin atacar o gigante à sua frente.

Sérpico ficou observando quem poderia ser o 'salvador', na minha opinião. Aldarion também tentou atacar... O que poderia acontecer? Resolvi não esperar! Peguei minha Bo, e já saí desferindo um golpe no gigante mais próximo de mim. Minha técnica era de transformação, então talvez, se a coisa ficasse mais preta, eu a usaria.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Juliet Baskerville em Seg Fev 10, 2014 2:23 am

Após a sensação de hostilidade ter tomado conta do grupo, fazendo com que começássemos a pensar em fugir ou confrontar seja lá o que nos aguardava adiante, se seguiu um silêncio profundo. Parecia que até mesmo os indivíduos que discutiam exaltadamente entre si apenas alguns instantes antes agora não conseguiam dizer qualquer coisa. Eu conhecia aquele silêncio muito bem, era como quando sabia que estava prestes a ser pega na emboscada de um predador, e acabava ficando o mais silenciosa possível para que este não prestasse atenção, mas o silêncio excessivo apenas me deixava mais tensa porque sabia que ele ainda estava à espreita.

A luz projetada pelas paredes começou a se intensificar levemente agora, parecia até uma forma de nos acalentar, ou melhor, fazer nossa guarda baixar por um momento. No instante logo em seguida, a luz parecia se esvair com a mesma velocidade e intensidade com a qual havia se ampliado antes. Eu rapidamente levei a mão às costas e tomei em mãos a minha lança, rapidamente a desenrolando do tecido no qual a havia envolvido antes de sair do local onde Kenji e eu estávamos.

Sombras pareciam se estender a partir do túnel do qual havia fugido o estranho coelho há alguns momentos atrás. Pareciam agora cobrir cada centímetro do espaço ocupado pelo meu grupo improvisado, impedindo que a luz proveniente das runas se espalhasse de maneira apropriada pela ambiente. Eu tentava me voltar para uma das saídas, mas a estranha escuridão já havia tomado todo o cômodo, me fazendo pensar que havia claramente algum tipo de entidade inteligente trabalhando ali.

A alternativa restante era lutar com seja lá a ameaça ali existente. E logo este ser se mostrou a nós, próximo a uma das saídas e do sujeito que parecia se achar líder do grupo. Ele se formou a partir da própria sombra no chão, uma forma humanoide completamente negra, sem rosto ou traços em seu corpo de escuridão solidificada. Após ficar alguns segundos estupefata pela aparição, notei outros destes seres se formando próximos as saídas e paredes, nos cercando e bloqueando as chances de sairmos dali.

Um deles atacava um dos sujeitos ali, que conseguia evitar sua veloz investida por pouco. A maioria se surpreenderia totalmente pela falta de proporção entre o tamanho da criatura e sua velocidade, mas não era a primeira vez que via este tipo de discrepância, além do fato de que o fator realmente importante era a massa da entidade, e sendo feita de material possivelmente etéreo também deveria torna-la bem leve e veloz.

Agora estávamos com uma desvantagem numérica ainda maior, de pelo menos quatro ou mais seres para cada um de nós, forçando a todos nós a recuar, formando uma espécie de círculo de costas uns para os outros para impedir ataques pelas costas. Foi quando, pouco antes de partir para o combate direto, um dos meus companheiros de equipe deu uma sugestão bem mais inteligente do que eu esperava.

Assim, enquanto alguns deles partiam para formas de combate mais direta, eu peguei o tecido no qual minha arma estava envolvida pouco antes e colocava ao redor da ponta dela. Depois eu pegava um pequeno giz e desenhava apressadamente um círculo alquímico na mão, a apontando para a arma e transmutando. A transmutação era uma simples reação química natural, que gerava uma labareda pequena e rápida a qual começava a consumir o tecido.

Uma vez de pose da minha tocha improvisada, tentaria dar uma estocada com esta contra uma das sombras vivas, verificando o efeito desta na entidade.


OFF:
http://www.lodossrpg.com/t39p15-porto-fantasma-de-rasgapele-loja-de-armas#4329

Aqui está um post em que usei basicamente a mesma coisa.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por GM Gin em Sab Fev 15, 2014 1:24 pm

Estavam em perigo em território desconhecido, sendo atacados por criaturas sombras sem que houvesse nem tempo de se situarem. Fechados em círculo, cada um pensava em como fariam para saírem dessa. Mas por qual motivo estariam eles nessa situação? Será que os estranhos Homens-Sombra atacavam por terem, simplesmente, invadido o território deles ou será que tinham sido enviados para acabar com o grupo presente antes que os mesmos avançassem? O que era essa caverna?

Questões como essas poderiam surgir em mentes desocupadas, talvez naquelas que não estivessem temendo por sua vida no momento. Porém esse não era o caso das pessoas que encaravam seus atacantes ora com desafio, ora com um certo receio. Se saíssem dessa, quem sabe poderiam realmente divagar sobre sua vinda até essa caverna tenebrosa.

O grupo ali presente era diverso, em muitos sentidos. Logo três guerreiros se fizeram presentes, preparando-se para atacar seus oponentes de frente. Disso eles entendiam. Em questão de sobrevivência, persistia quem fosse mais habilidoso em uma luta. Foi com esse pensamento que Kirshin, Aldarion e Firefalcon avançaram quase ao mesmo tempo.

Kirshin, espada em punho, teve um ótimo pensamento. Golpearia a arma principal de seus inimigos para que essa se tornasse inutilizável e, consequentemente, tornasse sua investida mais fácil. Quando o homem sombra se aproximou, fez isso: golpeou com toda sua força. Com tamanho poder, o braço seria facilmente ferido e até, com sorte, cortado fora.

Não foi nada disso que aconteceu. O golpe passou por entre a sombra do braço como se tivesse cortando vento. Kirshin parou o golpe antes que sua espada batesse no piso da caverna, preocupado. Se não pudesse acertar a criatura, como lutaria? Antes mesmo de começar a pensar na questão, viu o outro braço da criatura vindo com uma velocidade estonteante em sua direção, em um único movimento de varredura. Levantou sua defesa o mais rápido que pôde. Dessa vez o golpe acertou e o que foi pior: parecia que sua espada não tinha aparado nada do golpe. Aliás, o impacto em si não foi um baque e sim turbilhão de vento intenso. Kirshin foi levantado violentamente, voando e rodando no ar até bater se encontrar com a parede da caverna. Bateu suas costas com força, o ar de seus pulmões escapando pela boca entreaberta. Por sorte, sua cabeça não sofreu tanto impacto e, por isso, só ficou tonto enquanto escorregava para o chão. Analisou sua situação rapidamente. A primeira saída à Oeste estava a somente 15 passos de distância, porém se viu cercado por quatro criaturas sombras, sendo que mais uma guardava essa saída próxima de si. O restante do grupo estava longe de si, com pelo menos mais 6 Homens Sombra entre Kirshin e eles. Levantou-se, sua espada ainda em mãos. Não parecia ter quebrado nada, porém estava com muita dor pelo impacto.

Aldarion avançou com um ataque devastador. Sacou sua espada com uma velocidade sobre humana e utilizou de toda sua força para atacar, ao mesmo tempo em que a criatura fazia o mesmo movimento de varredura que tinha feito com o meio demônio. A visão do guerreiro com sua espada monstruosa e sua armadura completa era assombrosa. Não parecia que nada o impediria no seu plano. Seu contra ataque foi perfeito, alcançando o braço da criatura antes que o mesmo completasse seu ataque.

No entanto, mesmo sua espada possuindo propriedades mágicas, o resultado foi semelhante ao de Kirshin: sua espada atravessou o braço da criatura como se não tivesse nada ali. Teve poucos instantes para se surpreender com o fato antes de ser pego em um turbilhão de vento na passagem do braço. Seus pés saíram do chão e saiu voando. Por sorte, o peso de seus equipamentos impediu que o guerreiro voasse por mais de alguns metros. Foi batendo e rolando no chão, sua velocidade diminuindo. Quase conseguia se levantar e os danos não pareciam ter sido grandes. Sorriu brevemente antes de ver para onde estava indo: uma outra criatura sombra estava para fechar suas duas mãos sobre o guerreiro. Aldarion fez tudo que pôde para parar de rolar: usou os espinhos de sua armadura, sua espada. Porém a armadura limitava um pouco os movimentos do feroz guerreiro que foi pego no turbilhão das duas mãos. Dessa vez doeu. O resultado foi que seu corpo foi esmagado no piso da caverna, criando uma pequena cratera na pedra antes que voasse até o teto da câmara da caverna. Conseguiu se encolher para amenizar esse segundo impacto no teto. Caiu violentamente no solo, aumentando um pouco mais o buraco que tinha feito no chão. Mesmo machucado, levantou-se rapidamente. Agora estava no meio da câmara, cercado por seis criaturas que caminhavam em sua direção ao mesmo tempo.

George também avançou. Sacou sua arma e mirou na criatura que já estava se aproximando do grupo, enquanto os outros dois guerreiros atacavam em direções opostas. Sabia que o homem sombra era rápido, porém seu avanço era lento: somente caminhava na direção de George. Talvez por ter muitas das criaturas presentes, não precisassem de pressa para chegar no inimigo.

Não esperou. Atacaria antes mesmo da criatura saber que tinha avançado. Concentrou-se em um ponto e desferiu o golpe. Poderia ter atacado o vento. Seu golpe atravessou a ''carne'' da criatura como se não tivesse nada ali. O que foi pior: dessa vez o Homem Sombra venceu a distância que ainda o separava de George com muito mais velocidade que anteriormente. Seus braços estavam juntados em um único movimento de varredura, bem na direção do meio-dragão. O mesmo ainda conseguiu saltar para acompanhar o movimento do ataque, pensando que isso diminuiria o impacto final. O que fez foi somente aumentar a velocidade com que foi atirado. O golpe não teve impacto algum. Somente muito vento como se estivesse preso em um redemoinho. Não conseguia controlar seu corpo para assumir uma posição defensiva ao ser arremessado contra a parede da câmara da caverna. Estatelou-se na parede, por pouco sua cabeça não atingindo o teto. Por sorte foi de costas e não de frente. Suas costas sofreram o maior impacto do golpe e, devido à força do mesmo, a parede foi rachada exatamente como bateu nela: a marca de sua cabeça, costas, braços e pernas ficaram nela enquanto escorregava para o chão. Não havia desmaiado e, agora, estava sentado na parede atrás dos três que não haviam avançado. Muitas das criaturas avançavam na direção deles enquanto George se colocava lentamente em pé. Não havia nada quebrado, por sorte.

Sérpico, vendo o resultado do ataque de Kirshin, parou em meio ao avanço. Recuou junto a Juliet e a Ree, esta última nada fazendo a não ser observando com aparente desinteresse.

Suas armas estavam sacadas, mas sabia que nada poderia fazer. Suas suspeitas haviam sido confirmadas. Um ataque direto não afetaria as criaturas sombras, que também haviam impedido Aldarion e George com facilidade. Analisando rapidamente, viu que elas não se materializavam ao atacar. Sua mão passava totalmente pelo corpo do oponente e o mesmo era pego em um aparente turbilhão de vento, que paralisava seus movimentos. Quase com a mesma rapidez, o infeliz que fosse pego no ataque era ferozmente arremessado na direção em que a criatura tivesse completado o movimento inicial.

O que faria? Olhou para Juliet simplesmente para ter tempo de pensar. Poderia se teleportar dali, mas para onde iria? Deixaria seus amigos para morrerem? Nesse momento seus olhos se iluminaram. Juliet tinha pensado nas mesmas linhas e feito fogo.

A alquimista não tentaria um ataque direto à sombra, não faria algo tão precipitado. Deixou que os guerreiros avançassem e, vendo o resultado de seus ataques inúteis, acelerou o processo de reação que tinha iniciado.

Logo o tecido que tinha amarrado à ponta da lança começou a pegar fogo, a partir da pequena centelha que tinha criado. Mais alguns segundos foi necessário até que o tecido envolto estivesse em chamas. Sabia que tinha pouco tempo antes que fosse consumido e, por conta disso, não perdeu tempo.

Avançou, repassando o que tinha analisado. As estranhas criaturas sombras não sentiam os golpes. Ou melhor, não tomavam os ataques. Os mesmos atravessavam sua sombra com facilidade e seus oponentes não pareciam precisar se materializar para atacar. Usavam alguma forma de vento para arremessar. Seria pelo impacto criado ou teria alguma propriedade mágica envolvida no ataque? Continuou avançando.

Rodeou a criatura mais próxima, ficando longe de seus braços. Usou o alcance da lança para golpear a perna de seu inimigo. Seu ataque teve o mesmo efeito dos outros: a arma em chamas atravessou a sombra sem que causasse dano. Nesse momento virou a cabeça rapidamente, quase como se tivesse sentido e perigo e viu que uma outra criatura estava próxima de si, fazendo um movimento de ataque em sua direção, sua mão fechada em um ataque vindo de cima para baixo que acertaria diretamente na sua cabeça, como se fosse uma marreta. Recuou o mais rápido que pode, tentando não ser pega no ataque. Por pouco a sombra não atingiu-na, mas mesmo assim foi pega por um vento forte. Foi jogada pelo chão, mas ao menos parecia ser capaz de controlar seus membros para tentar parar e se proteger da melhor maneira que pôde. Usou a lança para tentar frear o movimento ao mesmo tempo que se protegia. Bateu na parede próxima a Sérpico com força, de lado. Sua lança ainda em chamas bateu na parede e também foi ao chão. O resultado foi imediato.

Quando a chama fez contato com as sombras na parede, uma parte dessas sombras foi queimada, revelando algumas das misteriosas palavras mais iluminadas, assim como estavam antes das sombras as cobrirem. Ao mesmo tempo o corpo dos homens sombra pareceram um pouco mais consistentes. Estavam num tom somente mais escuro que alguns segundos atrás. Mesmo assim ainda não pareciam muito mais tangíveis. Porém o comportamento deles mudou drasticamente: os que avançavam em direção aos guerreiros caídos pararam e mudaram sua direção. Agora todas as criaturas, até as recém formadas, iam na direção de Juliet, Sérpico, Ree e George. Em poucos segundos estariam enfrentando mais de 20 oponentes, sendo que seis deles estavam já muito próximos.


< Kirshin, tomou 10% de dano e suas costas estão doloridas. Está um pouco tonto, mas nada que prejudique. Aldarion, 8% de dano e algumas partes de sua armadura estão rachadas, assim como alguns espinhos arrancados. Somente com análise vai saber onde certinho. Não chegou a gastar MP pois não teve tempo de usar a habilidade que gastaria os pontos em si. George, 12% de dano. Suas costas, pernas e braços estão extremamente doloridos, assim como sua cabeça. Nada que te prejudique. Juliet, gastou 2% de sua MP para ''conjurar'' a centelha e tomou um adicional 3% de dano. Por favor, todos marquem as alterações na ficha, sendo que o MP perdido vou anotando. Ree, se voltar pode postar normalmente. No entanto, agora vou pular sem dó. Se ficar muito tempo sem postar, sai da campanha. >
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por George Firefalcon em Seg Fev 17, 2014 6:30 pm

Minha mente tentava processar, em câmera lenta, o que eu acabara de ver... Meu golpe atravessou o corpo da criatura como se ela não estivesse ali, como se fosse apenas um espectro sem corpo, uma alma dividida do corpo. Foi como se eu estivesse preso em um tornado, fui lançado como se fosse uma marionete descartada, e bati com violência contra a parede, quase desacordando no processo.

Passei alguns segundos parado, tentando voltar a mim. Quando voltei, uma dor absurda surgiu em minhas costas, na parte de trás de meus braços e na parte de trás de minhas pernas. Meu corpo escorregou lentamente até atrás dos outros três, e aterrissou suavemente no chão.

-Hunnngggggg.....

Com algum esforço, devido ao golpe que eu levara, me levantei a tempo de ver o que aconteceu com a arma de Juliet: ela encostou na parede, ativando mais algumas palavras e tornando a cor daquelas sombras um pouco mais escuras, como se elas estivessem adquirindo tangência. Eles pareceram ter percebido o que aconteceu e vieram para cima de nós, mais por causa de Juliet. Ela deveria ser protegida, e criar fogo novamente. Eu tinha que protegê-la, para que ela pudesse tangir os adversários e nós pudéssemos acabar com eles. Não pareceram enfraquecer, só poderiam ser atingidos, e esta seria a eliminação de uma força gigante.

Encolhi minha Bo e a guardei no bolso, fui para frente de Juliet e me preparei. Iria usar minha transformação para poder protegê-la.

Espalmei uma mão na outra, e comecei a entoar os mantras na língua dracônica:

-Ag Ahrk Alok-ii Bah!!*¹

Uma energia começou a envolver meu corpo inteiro, e eu fechei os olhos. Eu estava me concentrando absurdamente.

-Fonaar-ii Fus!*²

Neste momento, eu abri meus olhos e eles haviam passado de azuis para dourados, além de minhas pupilas terem passado do formato normal, arredondado, para fendas, tais quais os olhos de um réptil. A última frase foi um grito, já com a voz modificada, quase um rugido:

-Gaar-ii Kopraan!*³

No momento seguinte, meu corpo começou a sofrer alterações. Minha altura dobrou, meus ombros alargaram, dobrando minha envergadura, e eu comecei a assumir uma coloração azul. Escamas fecharam-se por meu corpo, como se fossem uma armadura, e ao redor de mim houve uma explosão. Eu contei que os que estivessem ao meu redor saíssem de perto.

Pouco depois da explosão, reapareci completamente diferente de antes.

Minha aparência depois da transformação:
[Épica] O Segredo dos Três Transformedformgeorge

Em seguida, quando reabri os olhos...

-ROOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

Respirei um pouco... Era a primeira vez que eu assumia aquela forma em Lodoss e eu não sabia o que me custaria. Mas eu teria que proteger Juliet enquanto ela repetisse a técnica. Com a voz gutural, quase um rugido de dragão, eu disse para ela, ainda de costas:

-Juliet, desculpe não ter me apresentado formalmente pra você, mas esta não é hora para formalidades. Te protegerei como eu puder, mas repita sua técnica até que todas essas sombras possam ser solidificadas, e possamos acabar com elas!

A minha imagem poderia ser de assustar, mas o plano era engenhoso. Depois de assistir uma cena de alguns segundos, consegui bolar um plano daqueles. E eu precisaria de ajuda.

-Quem mais tiver técnicas de fogo, ajude-a, eu farei o puder para conter o avanço do monstro pra vocês!

OFF:
Pra quem quiser saber... A tradução das frases em dracônico:
Ag Ahrk Alok-ii Bah: Queime e expanda minha ira
Fonaar-ii Fus: Cresça minha força
Gaar-ii Kopraan: Desperte meu corpo

_________________
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Kamui Black em Qua Fev 19, 2014 8:56 pm


- B04 -



O doloroso resultado de sua investida fez com que Kirshin mudasse todo o seu conceito do que eles estavam enfrentando.

Droga! Como eu vou lutar contra algo que não posso cortar? E pior, que ataca com um vento que eu não consigo defender!

Aqueles pensamentos invadiam a mente do meio-demônio enquanto ele se levantava com as costas doloridas. Observou que outros dois que tentaram atacar o inimigo receberam o mesmo castigo que ele, sendo que aquele que lhe parecia um meio-demônio tinha levado a pior. Ouviu, então, a ideia de Sérpico e achou bastante interessante. Juliet tentou a manobra com um estranho feitiço que lhe permitia criar fogo. Atacou com a lança em chamas, mas não se saiu melhor que os outros antes dela.

Tsc. Será que todos nós vamos morrer aqui... Não! Espere...

Além de não crer realmente que estavam perdidos e seu pensamento fosse apenas para expressar seu negativismo em relação à situação, Kirshin visualizou o que aconteceu quando a lança da garota atingiu a parede e ideias começaram a surgir em sua cabeça. Não perderia tempo dizendo para a meio-feral o que fazer, pois julgava-a inteligente o suficiente para perceber isto sozinha. Gastou seu tempo atacando as sombras da parede. Não golpeou com força, apenas forçou a espada contra as sombras e "riscou" a parede com a lâmina. Pararia o movimento caso percebesse que algum dano seria causado à sua arma, pois não a queria danificada. Nesse meio tempo observou o meio-dragão desperdiçar seu tempo com palavras antes de utilizar uma técnica estranha para se transformar.

Acho que ele não é um meio-demônio afinal, deve ser alguma outra coisa. De qualquer maneira, não penso que isso o ajudará muito, a não ser que consiga soltar fogo nessa forma.

E então, feito sua tentativa de danificar a camada de sombras, manteria-se atento às criaturas. Agilidade não era exatamente seu ponto forte, mas como não portava muito peso almejava se esquivar de qualquer ataque que fosse desferido contra ele. Talvez precisasse encontrar uma maneira de sair dali, mas ainda aguardaria para ver o resultado das novas tentativas do grupo antes de partir para este extremo.



OFF - Por hora, Kirshin executará a ação descrita e permanecerá na defensiva após isso. Go go galera, postar logo.
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Fev 20, 2014 3:11 pm


O ataque de Aldarion fora completamente inútil e sua estratégia desmanchou-se por completo. Tamanha era a surpresa que ele havia se encontrado que mal teve tempo de se defender sendo jogado de um lado a outro a medida que apanhava dos monstros de sombra.

Graças a sua armadura ele quase não havia sofrido danos e conseguiu se recuperar rapidamente, em poucos instantes estava de pé de novo pronto para mais uma rodada. Então percebeu que os monstros começavam a ignorar ele e se dirigir ao restante do grupo, pensou em aproveitar a chance para simplesmente ir embora sem ajudar ninguém. Não que ele fosse um covarde, longe disso, mas não devia nada a aquelas pessoas.

Porém entre eles estava Sérpico, Aldarion jamais abandonaria um amigo. Disposto a enfrentar os monstros de sombra, Aldarion prestou atenção na razão pelo qual os fazia ignorá-lo e se dirigirem ao grupo. Percebeu que as criaturas estavam aparentemente mais tangíveis e então notou a razão. A lança da garota esquisita estava em chamas e essas chamas roçavam na parede onde as palavras estranhas estavam escritas.

Com uma nova ideia do que fazer, ele soltou sua espada e colocou sua mochila no chão, em seguida rapidamente tirou dali um saco de óleo inflamável e um isqueiro. Com toda a força dos seus músculos ele arremessou o saco de óleo contra a parede mais próxima de forma a fazer o recipiente estourar espalhando o óleo por toda sua superfície. Depois se aproximou e ascendeu o óleo usando sua pederneira e isqueiro, se seu plano desse certo o óleo queimaria uma boa parte da parede. Enquanto o fogo queimasse, Aldarion pegaria a segunda bolsa de óleo e arremessaria em mais uma sessão da parede próxima a que ainda queimava de forma que o fogo se espalhasse ainda mais.

O óleo exposto daquela forma e espalhado, queimaria rapidamente mas seria o suficiente para causar os efeitos desejados, pelo menos assim ele esperava. De qualquer forma, ele voltaria a pegar sua espada e aguardaria observando, se os monstros parecessem mais tangíveis ele atacaria imediatamente em uma investida furiosa e um golpe horizontal aproveitando todo o tamanho de sua espada para tentar acertar o máximo de alvos possíveis.

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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Sérpico em Sex Fev 21, 2014 1:07 pm

“É, nada de materialização”, pensou, decepcionado, vendo que as sombras eram invulneráveis demais e por isso desfazendo seu plano de ataque. Desviou rapidamente sua atenção quando ouviu Aldarion gritando um alerta e então olhou na direção do guerreiro.

─ Não posso simplesmente ir embora! ─ gritou de volta, em conflito com a ideia, pois sim, ele poderia simplesmente ir embora e com isso estaria imune à ser arremessado com um golpe ventoso de uma daquelas sombras. ─ Não posso!

Já ia gritar um desafio para esclarecer sua situação: se fosse o contrário, se Aldarion pudesse ir embora quando quisesse, ele o faria? Sérpico achava que não. E do mesmo modo Sérpico não estava disposto a sumir dali. Ainda.

Só não gritou por que algo estranho aconteceu e ele ficou sem voz, concentrado na cena: as sombras pareceram irritadas, apertando o passo numa marcha em sua direção, de modo que...

Não! Não na sua direção, mas sim na direção de... Juliet? Mas por quê?

Resposta: o fogo! Juliet, de alguma forma, conseguiu irritar aquelas sombras com o fogo que produziu e que veio a tocar na parede.
“Talvez estejam sentindo dor”, deduziu, olhando para a parede e de volta para as sombras que avançavam. "E parecem um pouco mais ameaçadoras", e isso poderia ser uma sugestão de que estavam mais fortes ao invés de “sentindo dor”. Mas que outra jogada o grupo tinha senão tocar fogo na caverna? Era melhor do que nada. Por isso, com os inimigos já perto, Sérpico parou de pensar e começou a agir.

Se teleportou para onde estavam as madeiras velhas, evitando ter de passar pelos inimigos. Lá, apanhou as duas peças maiores e menos estragadas que estivesse à vista, uma em cada mão. Olhou em volta para se atualizar, esperando ver chamas em algum lugar, presumindo que Juliet repetisse sua arte. Viu de relance a movimentação de Aldarion e teve paciência para aguardar o desfecho daquilo, para só então correr para lá ou de volta até Juliet ─ pois Sérpico iria para onde houvesse fogo. Como tinha saído das vistas dos inimigos com o teleporte ─ ao menos das vistas das sombras da linha de frente ─ e como não era um alvo principal, Sérpico acreditava ter alguns segundos de vantagem para agir sem ser apanhado. Então correu, rodeando inimigos, até a parede mais próxima que estivesse incendiada. Tentaria acender as madeiras que carregava, encostando elas nas chamas, torcendo para que, embora velhas, prendessem o fogo.

Uma vez com as madeiras chamejando Sérpico usaria sua habilidade de novo. Iria para outro canto do local, de preferência o mais distante dos inimigos, e atiçaria as madeiras em chamas contra uma parede em sombras, qualquer uma.

Spoiler:
O teleporte me custa 35% de sp (o que é um assalto para uma ação de movimento, mas enfim...), então, se der tudo certo nesse turno, gasto 70% sp

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Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
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Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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[Épica] O Segredo dos Três Empty Re: [Épica] O Segredo dos Três

Mensagem por Juliet Baskerville em Seg Fev 24, 2014 1:26 am

Não parecia ser a única a tomar uma atitude contra as criaturas, cada um daqueles que ali estavam tomaram suas próprias decisões e investiram sem qualquer preparo para cima das criaturas. Deveria exortar suas coragens ou zombar de sua tolice? Seus ataques eram evidentemente ineficazes, porém eles ainda pareciam ser afetados pelos seus oponentes, e aquilo era mais do que evidência de que aquelas coisas não eram oponentes convencionais. Que havia mágica envolvida naquilo era lógico, mas o tipo de mágica era o que realmente me preocupava, pois dependendo desta até mesmo um ataque utilizando algo como fogo ou eletricidade poderia se mostrar tão inúteis como o aço das lâminas daqueles seres.

Eu preparava rapidamente a minha arma e aplicava minha transmutação com pressa, observando os movimentos dos meus ‘aliados’ para tentar montar uma boa estratégia de ataque, mas pelo que observava tudo que podia concluir é que os seres não se importavam muito em fazer uso de qualquer tipo de capacidade defensiva. Na verdade, elas nem necessitavam evitar os ataques inimigos ou neutraliza-los, considerando-se sua constituição aparentemente éterea, o que poderia me dar certa vantagem se considerasse que não tentariam esquivar dos meus ataques até perceberem que os afetavam, se é que afetariam.

Eu avançava contra uma das entidades mais próximas, aproveitando-me do alcance de minha arma e da aparente ausência de ações defensivas das criaturas para atingi-la em cheio. Porém minha tentativa se mostrava tão ineficaz quanto às dos demais combatentes naquele cômodo. Graças ao tempo que havia passado em meio a zonas inóspitas tendo que sobreviver com base apenas em meus instintos, consegui notar o perigo eminente e me esquivar do pior de um dos golpes daquelas monstruosidades. Parecia que havia sido atingida puramente pela corrente de ar gerada pelo movimento do ser, mas talvez fosse algum tipo de telecinésia ou algo similar.

Agora a situação aparentava realmente não ter saída, uma vez que não parecíamos ter a capacidade de atingir as criaturas, mas estas eram claramente muito capazes de nós causar dano. Tinha que pensar em alguma coisa rapidamente, já que mesmo tendo menos experiência de combate do que meus companheiros de time forçados ainda parecia ser a única ali que contava com alguns neurônios ainda funcionais. Mas então notei, eles estavam mudando a sua tonalidade, pareciam se tornar mais espessos. Percebi apenas neste momento que minha lança havia aparentemente ‘queimado’ as sombras em um pedaço da parede, revelando a luz originalmente emitida por esta.


“É isso, claro. A magia para criar sombras na sala não apenas serve para produzir estes seres, mas também bloqueia a luz natural que aparentemente as torna físicas... ou talvez as próprias sombras tornem estas coisas imateriais.” Era realmente um pensamento intrigante, e agora o mecanismo usado para produzir aquelas quimeras se tornava ainda mais fascinante para mim. Mas aparentemente não teria muito mais tempo para tirar qualquer conclusão em relação ao que as estava criando ou como, pois as entidades avançavam diretamente para meu lado. Bem, era apenas algo lógico, já que parecia ser a única ali que havia achado uma forma de as enfraquecer, simplesmente estavam eliminando a ameaça mais imediata.

Porém um dos meus companheiros de time se apressou a colocar-se entre mim e meus possíveis agressores, se transmutando em uma espécie de dragão humanoide. Eu não pude conter um grito, não de terror, mas de admiração. Queria entender aquilo, nunca tinha visto algo assim antes, era uma oportunidade única para estudar uma criatura tão exótica. Mas rapidamente a situação atual voltou ao plano principal de meus pensamentos, e me coloquei de pé, confiando que o espécime dracônico poderia conter o avanço das sombras vivas por alguns instantes.

Parecia que outros sujeitos presentes no grupo estavam também fazendo sua parte, tentando incinerar o máximo possível da matéria escura que cobria a superfície das paredes e do chão, mas duvidava que poderiam alcançar o teto. Então eu formava rapidamente um segundo círculo na minha outra mão, e apontava ambas para o teto, tentando transmutar o ar da parte mais elevada do salão para criar uma atmosfera rica em oxigênio, assim que terminasse, iria usar a lança para incinerar o ar, sem precisar usar alquimia uma segunda vez. Desta forma, provavelmente colocaria fogo no teto inteiro de uma vez com o gasto mínimo de energia.


OFF:
Vou transmutar parte do nitrogênio da parte superior do cômodo em oxigênio. Creio que isto levará algum tempo, se puder me informar o quanto a seguir eu agradeceria.
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