Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

Subúrbio

Página 2 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Ir em baixo

Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:05 pm

Relembrando a primeira mensagem :



A orla norte da cidade de Hilydrus é onde se localizam os subúrbios, lar dos menos afortunados e daqueles que não se dão muito bem com a lei. As moradias são geralmente construídas em madeira e de forma irregular, resultando na formação de becos e vielas perigosos. É o lugar preferido para foras-da-lei se esconderem, e também para abrigar quem tem pouco dinheiro sobrando. Comprar ou montar um barraco é fácil, mas é difícil ter alguma segurança ou tranquilidade quando se mora por aqui. O lugar é extenso, tendo centenas de casas mal-acabadas e becos escuros. No centro, onde o acesso é mais difícil, é onde líderes de gangues se reúnem em barracos secretos e montam seus planos.

Soldados evitam patrulhar muito à fundo nas vielas, já que são lugares fáceis de criar emboscadas. Ao invés disso patrulham as ruas mais largas, mesmo sabendo que dificilmente poderão fazer algo caso um criminoso se esgueire pelos becos. Por conta disso o lugar acaba se igualando a Takaras no que diz respeito a fazer justiça com as próprias mãos: líderes de gangues chegam a enforcar quem não segue suas regras, e os corpos ficam pendurados durante dias até que os soldados resolvam retirá-los. Apesar da aparente dominação do crime, é cada vez mais constante uma frota de soldados se organizar e invadir o subúrbio atrás de foras-da-lei. E em geral conseguem fazer uma limpeza invejável. Quando não são mortos os criminosos encontrados vão diretamente para os calabouços do castelo cumprir suas penas.

É preciso ficar atento ao se aventurar por aqui, a não ser aqueles que façam parte do submundo do crime.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:53 pm, editado 1 vez(es)

_________________
avatar
ADM GabZ

Pontos de Medalhas : 999
Mensagens : 1129
Localização : Extrema - MG

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 1
Raça: Humano

Ver perfil do usuário http://www.flickr.com/photos/gabzero

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Seg Jul 14, 2014 3:59 pm

ady Ophelia de Croismare: seu olhar fino como o de uma serpente acompanhava o guerreiro Aldarion enquanto este rebatia com um título de sua preferência. A dama arqueou, ainda que muito sutilmente, uma sobrancelha, mas não disse nada e sequer esboçou qualquer outro tipo de reação. Em seguida ela tomou uma xícara em suas mãos, oferecida por sua serva, e focou o líquido rosado em seu interior que trazia pequenos fragmentos de erva. Mas ela teve a atenção chamada quando o homem, desprezando qualquer boas maneiras, pede por mais e agarra o jarro inteiro de onde bebe como um desesperado.

[Lady Ophelia]Panoptimus draconis...

Deixa as palavras escaparem aos seus lábios num tom sereno, como que sem querer. As palavras poderiam soar como um feitiço fazendo com que o coração dos aventureiros desse um salto, mas, em seguida, notariam que ela se referia o nome da erva que dava origem ao que lhes era oferecido.

[Lady Ophelia] — Uma especiaria rara. Dizem que concede a quem a beber o dom de ver a verdade. Eu achei apropriado para o nosso encontro.

Esboça um sorriso e então toca com os lábios enegrecidos a bebida e ingere uma porção tão pequena que põe em dúvida se realmente bebeu do chá. Ela falava como se estivesse pensando alto e suas palavras deixariam uma dúvida: afinal, há quanto tempo ela planejava aquilo?

[Lady Ophelia] — Dizem também que cresce apenas no ninho de um dragão durante o período em que dão a luz, o que faz a aventura de colher ainda mais perigosa. Uma alma corajosa. Então ela é embalada e transportada em navios através de oceanos, vinda de outro continente, unicamente para estar servida aqui...

Ela, então, inala o vapor que subia como finas serpentes brancas e cálidas e sorve lentamente um porção da bebida enquanto Sabrina se apresenta, se desculpa e questiona os motivos de Lady Ophelia. Não que Aldarion tenha reparado, mas a bebida tinha um sabor levemente adocicado, muito discreto, assim como seu aroma.

[Lady Ophelia] — Sabrina e Juggernaut... é verdade. Vocês foram conduzidos até aqui por um motivo que vai além de minha caridade.

Mesmo enquanto falava, ela mantinha o olhar, de certa forma, perdido no interior daquela xícara, como se existisse algo esplendoroso a ser observado lá dentro. Mas então ela volta o par de olhos azuis como duas joias para os dois, depois focando em Sabrina.

[Lady Ophelia] — Hilydrus é uma cidade agitada, cheia de interesses. Aparentemente desfruta de relativa paz, mas por trás do véu das aparências existe uma guerra silenciosa.

Faz uma pausa para degustar um pouco mais do chá. Lady Ophelia parecia uma pessoa paciente, visto que não demonstrava pressa em nenhuma de suas colocações.

[Lady Ophelia] — A verdade é que são poucos que podem percorrer esta cidade sem que sejam imediatamente vinculados a um nome. E é esta a vantagem em que se encontram; vocês me farão alguns pequenos favores. Em troca, eu também vos farei alguns. Tenho certeza que existe algo que desejam recuperar e também prezarei para que sua dívida com a coroa seja paga de maneira menos desagradável possível. E além disso terão minha gratidão que mais cedo ou mais tarde se provará muito valorosa. O que me dizem?

Palavras pronunciadas por uma voz suave e cortês, mas organizadas de forma que a faziam parecer convicta de que os dois aceitariam sua proposta. Na verdade, poderia soar muito mais como uma ordem do que outra coisa, o que sem dúvidas vinha do costume em lidar com pessoas submissas. Mas Aldarion e Sabrina não eram dessas pessoas, não é? Mesmo assim, eles tinham bons motivos para aceitar e talvez melhores ainda para não recusar.

Qual seria a resposta de Sabrina? 

A verdade por trás daquela dama parecia começar a se desvelar, mas era certo que ainda havia muito mais por vir...
Adicional:
Estilo em primeira pessoa é massa! *-* Qualquer dia me animo a tentar também.

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Ter Jul 15, 2014 9:44 pm

Inconvenientemente irritante, essa era a expressão certa que definia quase que completamente a mulher a sua frente. Com toda sua pomposidade, subjetividade e seu ar extremamente altivo, era como se cada palavra sua fosse um teste de paciência a mim, no qual eu passava com mérito total. Minha expressão começou fria e implacável, e terminou da mesma forma até o fim, mesmo após a estranha colocação da mulher ao se referir ao ingrediente encontrado no chá. Observei toda a cerimônia que antecedia a verdadeira conversa com certo tédio no olhar, vê-la falar daquele jeito melancólico, como se ela própria tivesse ido buscar tal flor, era extremamente chato e desnecessário, mas me contive a simplesmente fita-la sem responder. Quando a conversa enfim chegou onde queria, foi que me manifestei, mas não sem antes observar atentamente ao que Aldarion estava fazendo. Era de extrema importância que ele prestasse atenção em nossa conversa, e se possível também participasse dela, mas deixei que ele o fizesse por contra própria, enquanto respondia à proposta que nos fora dada. – E a senhora espera que aceitemos sua proposta sem ter plena certeza que está mesmo falando a verdade?“Como se eu fosse boba o suficiente para acreditar num simples chá...” Zombei da historia da mulher mentalmente, esperando que esta entendesse que não seria tão fácil assim nos “persuadir”. Ao contrario do que ela poderia imaginar, eu sabia dos riscos que corríamos, inclusive tinha plena certeza que se recusássemos o acordo, sairíamos num prejuízo maior que ela. Mas uma coisa eu havia aprendido nesses muitos anos de convivência com a bruxa em meu interior. Ninguém em tão boa posição, como Lady Ophelia, vem pedir ajuda de baixo, a não ser que esteja realmente precisando.

- Estou inclinada a aceitar sua proposta, mas preciso ter certeza que não nos fará de bobos, até porque não seria vantajoso para ninguém se um dos lados acabasse por trair o outro, não acha? – E com isto, apenas aguardei a resposta da mulher, e também a reação de Aldarion, esta que eu esperava piamente que fosse um pouco mais discreta que sua imensa vontade de tomar chá...

_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Dom Jul 20, 2014 11:56 pm

Aldarion estava absorto com sua jarra de chá sorvendo todo o líquido, mal sentia o gosto do que bebia e não deu a mínima para as explicações que a mulher dera a respeito da bebida. Era só um chá no final das contas. Quando o assunto começou a ficar sério, Aldarion passou a prestar mais atenção, entregou o jarro pra serviçal e ficou encarando a mulher, quando Sabrina deu sua resposta ele encontrou sua brecha para falar também.

Uma guerra silenciosa? E você quer nos envolver nisso? Olha só, eu já perdi um olho, perdi tudo o que eu tinha exceto minha espada e ainda fiquei 7 dias sendo torturado naquela gaiola horrível que tortura a carne e a moral. – As palavras saltavam da boca de Aldarion salpicadas com ódio. Não bastava para aquela gente asquerosa e aquela cidade fedida tomar parte de sua visão, humilhá-lo e fustigar sua carne, eles queriam mais. Queriam seu vigor, sua habilidade, sua força. – Eu não devo mais nada pra vocês, seus malditos, mais nada. O que eu paguei foi mais que o suficiente para buscar a verdade. Eu não vou ser joguete de ninguém e te digo mais, guerra silenciosa é o caralho, se tu me envolver em qualquer coisa desse tipo pode ter certeza que vai ter muita gente gritando e coisas sendo destruídas porque a minha vontade é derrubar essa cidade até não restar pedra sobre pedra.

Aldarion parou por um momento, encarou a mulher por alguns segundos depois olhou para Sabrina e então continuo voltando a olhar para a lady.

Nos queremos sair desse buraco, eu quero minhas coisas de volta, se você puder fazer isso por nós eu aceito sua proposta DESDE que nós não tenhamos que fazer nada que nos comprometa mais ainda, nada que seja considerado um crime, não queremos dar motivos para esse rei arrogante e seus cães adestrados inventarem mais motivos para me manter preso aqui. Então é isso, se você concordar com meus métodos indiscretos, caberá a minha mestra decidir se aceitaremos sua proposta ou não. – Aldarion terminou de falar encarando Lady Ophelia, então voltou a si, agora que não estava mais com sede outras sensações desagradáveis e menos urgentes se tornavam evidentes. A fome, o cansaço, a doença e a sujeira.

Pelos dentes peludos de Grumish, preciso de um banho e de uma boa noite de sono! – Falou pensando em voz alta.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Sex Jul 25, 2014 10:33 am

" Vai ser perigoso, o legal é que eu posso conhecer mais do homem que eu matei junto aquela mulher estranha. "

Eu pensava nisso enquanto já tinha o endereço correto em mãos. Por pura sorte, a casa de Kholl não era muito ao interior dos Subúrbios, pois lá as coisas ficam bem piores, e eu poderia ser assaltado, ou até mesmo coisa pior em instantes. Não que naquela parte mais exterior, não tenha ladrões ou gente de má índole.

Obrigado.

Agradeci ao taberneiro, piscando o olho esquerdo para ele, fiz um gesto amistoso com as mãos, e parti. retirei da minha bolsa uma roupa preta, reserva, era uma espécie de sobretudo com um capote para cobri o rosto, ocultei a espada dentro dele e sai dali. Já estava escuro o manto preto apenas iria me disfarçar ali dentro, como se fosse mais alguém comum e sem pretensiosidades maliciosas.

Adentrei no subúrbio sem muita dificuldade. E logo reparei no estado de calamidade do local. Algumas pessoas me observavam com uma cara feia, não iria mostrar nada além de meu rosto esbanjando seriedade, enquanto aquele lugar pedante me enojava, assim como Kholl me enojava. Continuei a andar, até chegar ao endereço certo.

A casa era de madeira, e ficava em um amontoado com outras casas, era uma coisa bem desorganizada, mas comecei a escalar o local até chegar a casa de madeira, com remendos por todas as partes. Fui até o local que chamavam de porta, e bati lá por alguns segundos, logo após, fui até a lateral da casa, onde fiquei apoiado no canto, para ver se alguém iria sair, escondido, enquanto o manto escuro me mantinha oculto também naquela escuridão.


_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sab Jul 26, 2014 3:04 pm

ALDARION E SABRINA


Lady Ophelia leva a xícara de chá mais uma vez ao encontro de seus lábios e degusta mais uma pequena porção da bebida de forma lenta e paciente, enquanto segura o pires graciosamente. Mesmo depois de ter ouvido os dois e seus questionamentos, ela se mantém na mesma postura serena e de poucas expressões e de forma alguma se deixando intimidar pela postura de Aldarion.

[Lady Ophelia] — Compreendo o seu desconforto e posso garantir que enquanto estiverem de alguma forma vinculados a mim e a meus interesses, nada de ruim lhes acontecerá. A menos, é claro, que sua ações sejam demasiadas agressivas frente a Coroa, então temo que nem toda a minha influência poderia salvá-lo de novo.  

Ela, terminando seu chá, repousa a xícara sobre o pires e entrega para "Esta" que prontamente estava posicionada para tal, como se antecipasse as necessidades de sua senhora. Lara era uma serviçal muito eficiente.  

[Lady Ophelia] — Mas receio que métodos indiscretos não sejam exatamente os mais adequados para minha proposta.  

A dama caminha delicadamente alguns poucos passos a frente se posicionando ao lado de uma caixa que jazia sobre uma cômoda recostada à parede do aposento. A caixa era de madeira brevemente trabalhada em relevos e tinha sobre ela incrustada a figura de um olho semelhante ao presente no anel de Lady Ophelia. Suas proporções eram de 50cm².

[Lady Ophelia] — Uma entrega especial.

Por algum motivo, o "especial" dela parecei recheado de sarcasmo. Ela gesticulava com as mãos de forma a indicar e a deixar bem claro que seria ela o objeto da entrega.

[Lady Ophelia] — Mas com toda a discrição. Existem olhos inimigos em todos os cantos dessa cidade. Além disso, se concordarem, podem descansar aqui. O lugar é de longe o mais apropriado, mas encontrarão alimento e um pouco de privacidade.

Ela retorna para próximo do grupo.

[Lady Ophelia] — Sobre a minha palavra, bem, se eu lhes quisesse mal, não teria intercedido na sua sentença. Além disso, vocês não tem muita opção. Esta cidade não permitirá que saiam e, mesmo que consigam, não há lugar em Lodoss onde possam se esconder das garras da Coroa. Então, o que me dizem?

Por interesses ou não, o que ela dizia tinha sua verdade. Mesmo que os dois tentassem fugir da cidade, suas precárias condições possivelmente impediriam isso. Aqueles soldados reais, o cheiro deles, o barulho e brilho de suas armaduras: era quase possível vê-los se aproximando como uma matilha de cães selvagens e famintos. Lady Ophelia poderia ser bastante persuasiva, afinal. Mesmo assim, a escolha estava nas mãos do casal.


HAYASHI



O rapaz havia feito o seu caminho até a casa do meio-orc, mas não havia encontrado nada. Não ainda. Ele batia na porta, mas não ouvia resposta. Mesmo esperando, ninguém parecia responder e as ruas estavam negras e vazias. Isso fazia Hayashi se sentir satisfeito por ter escolhido aquela capa que o fazia parecer mais com a noite e menos visível naquele lugar, mas também solitário. Um silêncio perturbador se espalhava por aquelas ruas naquela hora.  

Passou-se um minuto, talvez dois. Algumas batidas a mais, mas ainda não havia nenhuma resposta. Será que ele havia feito certo em seguir até aquele lugar? O que deveria esperar ali, afinal? Talvez fosse melhor ir embora antes que algo de pior aconteça. Mas então o rapaz ouve um barulho: uma batida surda na madeira e então o som de alguma coisa arrastando. Sua origem é com toda a certeza o interior daquela casa, mas, ainda assim, ninguém se pronuncia enquanto a noite retorna ao seu sufocante silêncio. O que fazer? Será que Hayashi desistiria ou optaria por outros meios?

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Jul 31, 2014 7:37 am

Aldarion ouviu bem as palavras da mulher, seu único olho fitando-a fixamente, medindo suas expressões faciais, seus gestos. Uma coisa que ele era bom era em descobrir os sentimentos de alguém lendo sua linguagem corporal, não que ele fosse alguém acostumado a lidar com o trato social, mas para ser um bom espadachim você acaba tendo que aprender algumas coisas além do simples manejo de uma arma. Aldarion suspirou, olhou para Sabrina e depois voltou a olhar para Ophelia.

Está bem mulher, você venceu, tentaremos ser o mais discretos possível. Vamos fazer uma única tarefa para você, em troca eu quero meus equipamentos de volta e a total anistia, também quero uma licença para portar minhas armas e armaduras, uma para mim e uma para Sabrina. – Aldarion aguardou a resposta de Lady Ophelia e então continuou.

Milady, nos dê 3 dias, estou doente, sujo, com fome, preciso descansar. Depois de três dias a contar de amanhã, envie um de seus mensageiros, ele deve bater a nossa porta e nós iremos perguntar "O que uma rua falou pra outra?", ele deve responder exatamente "Vamos nos encontrar na esquina?". Se qualquer um que bater nesta porta não responder a senha vai ter problemas com a gente. De acordo?

Aldarion esperava que Lady Ophelia concordasse com seus pedidos, ele realmente precisava de um tempo para descansar, um tempo para se limpar de suas próprias fezes, para sentir uma cama macia acomodar sua carne marcada e comida quente no estômago. Mas mais importante do que tudo, ele sentia sede, sede de beijar Sabrina, de amá-la, de possuir o corpo gostoso da jovem.

Se a mulher concordasse e se retirasse levando seus guardas, criados e seu estranho animal embora, Aldarion finalmente se lançaria para o chuveiro, depois de se limpar, trocar de roupas ele trocaria a água do banho e daria banho em Sabrina. Depois que ambos estivessem devidamente limpos, eles se deitariam na cama macia e descansariam abraçados aquela noite. Aldarion estava muito doente para dar qualquer prazer a Sabrina e naquela noite ele só queria descansar tendo ela abraçada a ele.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qui Jul 31, 2014 12:22 pm

A mulher parecia ser bem convincente e o que ela dizia tinha certa lógica, lembrei-me da situação de tensão que passei na praça ao tentar recuperar a espada de Aldarion, me lembrei também da carta mandada pelo general Woodlance, o homem que seria o responsável por prolongar ainda mais o nosso sofrimento. “Certamente eles não iriam esquecer tão facilmente um ato como este, não há outra explicação a não ser a intervenção desta mulher... Que seja, farei o que ela quer.” – Estamos de acordo... – Respondi logo após Aldarion, esperei que ele terminasse de falar para continuar. – Quanto aos nossos métodos, não precisa se preocupar, faremos o possível para sermos discretos. – Eu falava em meu e no de Aldarion, que mesmo concordando, ainda parecia relutante na ideia de seguir as ordens da mulher. “Óbvio que ela não pedira somente um favor, mas desde que tenhamos o que queremos e um pouco de privacidade estará tudo certo por um tempo... Depois que as coisas se ajeitarem, verei uma forma de sair disso.” A mulher então se aproximou de uma caixa que estava sobre a cômoda e a indicou, dizendo esta ser um “presente” para nós. Pela entonação, já dava para notar que não se tratava de um presente que iríamos gostar tanto, mas ainda assim era algo que poderia ser útil dali em diante. Sabrina tomou a caixa para si e aguardou que a conversa terminasse para verificar seu conteúdo.

- Aceitarei sua proposta, e ficaremos aqui mesmo. Tenho somente mais um pedido a fazer antes de encerrarmos isto... Antes de começarmos a “trabalhar” para você, gostaria que trouxesse um sacerdote, ou qualquer outra entidade religiosa até nós. Seria um problema? – Com toda certeza o meu pedido assustaria Aldarion e Ophelia, ou no mínimo os pegaria de surpresa, mas eu tinha algo em mente, e queria concretizar aquele ato o quanto antes, quero me casar com Aldarion! Mesmo que fosse ali num barraco no meio do subúrbio, mesmo que não tivesse ninguém mais ao seu lado, mesmo que não houvesse cerimônia alguma, somente a presença do sacerdote para abençoa-los, este era meu maior desejo e com a ajuda daquela mulher desconhecida, talvez conseguisse isso. Quando o fizesse, estaria plenamente satisfeita, pois enfim a união entre mim e Aldarion estaria cem porcento completa, e assim permaneceria por toda a nossa vida.

_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Dom Ago 03, 2014 12:45 am

[ Peço desculpas pela demora, estava em semanas de provas. ]
Nada tinha acontecido após uns dois minutos de tentativas. 
Já estava cansado, a noite iria passando, e eu ali, feito um bobo. Qual era mesmo o motivo para eu fazer aquilo? Poxa, eu nem o conhecia o cara. Notei que tudo estava em silêncio. Um silêncio chato e que perturbava minha mente, eu daria tudo para aparecer aqueles bandidos para procurar alguma confusão comigo e eu arranjar uma boa briga, e "diversão". Até que um ruído estranho me chamou atenção, enquanto iria começar a andar o caminho para voltar a Taverna.
E o barulho era estranho, que partia aquele silêncio perturbador que teria a segundos atrás. E eu tinha certeza que vinha de dentro da casa. Como algo se arrastando. Ou alguém arrastado algo. Mais alguém lá dentro? Seria algum outro parente ou alguma outra pessoa lá dentro? Novamente minha impulsividade tomou conta de mim. 
Fui até a porta, rodei a maçaneta e pressionei,como se quisesse arrombá-la, e caso minha força bruta não fosse o suficiente para tentar arrombar, iria dar um pontapé com a sola do pé com a minha bota de couro na porta, para tentar fazer ela cair, partir o mecanismo que a trancava e finalmente ver o que tinha lá dentro. Caso ela abrisse, iria empunhar minha espada, enquanto tentaria observar o que tinha lá dentro, sem entrar totalmente. 
Caso falhasse, procuraria alguma escotilha ou janela, ou alguma entrada de ar para dentro da casa, e se caso eu possa entrar por lá, iria fazer sem hesitar.  

_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sex Ago 29, 2014 12:34 pm

ALDARION E SABRINA


[Lady Ophelia] — Um sacerdote?!

Pergunta Lady Ophelia enquanto lançava alguns passos a frente, se pondo de contas para o grupo. Sua mão esquerda estava erguida e ela movia o dedo polegar de forma a coçar o dedo mínimo, passando uma sensação de estar de alguma forma apreensiva.

[Lady Ophelia] — Um servo de Zaltar, devo presumir. Não é impossível, mas devo ressaltar que certos pedidos requerem um tempo.

Ela se vira de volta para a dupla com um discreto sorriso na face. Seu olhar fitava especialmente Aldarion e, embora não tenha comentado nada a respeito, estava claro que se referia aos pedidos dele também. Talvez algo mais pudesse ficar subentendido, mas caberia apenas a eles esta compreensão.

[Lady Ophelia] — Tudo bem. Providenciarei para que um sacerdote compareça a este endereço amanhã pela manhã. E não se preocupe com senhas. Posso lhes garantir que ninguém que não atenda aos meus interesses tocará na maçaneta desta porta. Se não houver mais nada a tratarmos, sugiro que descansem e aproveitem os alimentos e o resto do dia. Amanhã nos encontraremos aqui pela manhã. E apenas mais uma coisa: não devem, por motivo nenhum, abrir a caixa! Devem entregá-la o quanto antes.

Conforme foi se aproximando do término de sua fala, o som crescente de algo em movimento parecia também se aproximar. Quando bem perto, tornou-se inconfundível: era o som de uma carruagem guiada por cavalos. Aquela, talvez, fosse uma das poucas ruas abrigadas pelos subúrbios capazes de receber veículo semelhante, lançando alguma luz no porque da escolha do local.

[Lady Ophelia] — Eu aprecio que tenham aceitado meio acordo. Agora, se me derem licença, tenho muitas coisas para providenciar.

Com um breve sorriso, Lady Ophelia foi se dirigindo para a saída, como se a chegada do transporte tivesse sido misteriosamente orquestrada para culminar naquele exato instante. Lara, a garota sem nome, acompanhava sua senhora, mas não sem ter se encarregado de remover as xícaras e as jarras um momento antes, enquanto a dama falava. Antes de sair, ela faz uma breve reverência a ambos os aventureiros e, mesmo em sua inexpressividade, parece representar uma certa gratidão para com Sabrina e também um sentimento de alívio. Os meios por onde essas impressões se passavam eram difíceis de decifrar.

Não havendo nenhuma interrupção, o casal ouviria a partida dos cavalos e então um suave silêncio repousaria no lugar como um lençol de seda num leito de repouso. A casa não era muito grande, contava apenas com mais alguns cômodos, sendo uma pequena cozinha com um fogão a lenha aceso e uma mesa que comportava uma farta cornucópia repleta de frutos deliciosos e brilhantes um destes. Havia também um quarto com uma cama macia e uma lareira para enfrentar a noite. Em suma, era aconchegante, completamente diferente de tudo que aqueles dois haviam enfrentado e passado naquela cidade. Conforme as horas se passavam, seria fácil se perder naquele lugar e esquecer dos problemas, mas alguns deles poderiam sempre se manter a espreita.

Um dia todo só para eles? Era mesmo verdade? Há quanto tempo o mundo conspirava contra esse tipo de sossego? Se tornariam este tempo só deles, dormiriam ou mesmo fariam a tal entrega, competia somente a eles naquele momento. Era uma estranha sensação de liberdade passageira como deveria ter sido a da ave libertada da gaiola para em seguida cair frente ao seu predador. Ou talvez não precisasse ser assim. Tudo dependeria do que o destino teria em mente, mas também do que cada um deles faria disso.

Adicional:
Em primeiro lugar, desculpem o mega atraso. Como bonificação, vocês receberão 200xp. Mas não posso prometer que não ocorrerá novamente, porque ando tendo muita exigência principalmente agora que tenho que apresentar resultados de pesquisa. :S

Vocês tem agora um dia inteiro para aproveitar! Que bonito! Isso pode acontecer tanto num turno quanto em mais, da forma que preferirem. Mas apenas me avisem quando terminar. Já adotei essa estratégia mais livre para o desenvolvimento dos personagens antes, mas geralmente as pessoas não aproveitam...  

Caso resolvam sair da casa para fazer a entrega ou não, então eu entro obrigatoriamente com um turno. A não ser que seja só para tomar um solzinho.

Conteúdo proibido para menores, por favor, em spoiler e identificado no título até porque temos o Hayashi na área.

Quando dormirem à noite (vocês tem que dormir! ò.ó) a Sabrina terá o pesadelo descrito abaixo.

Pesadelo:
A noite está clara, como que banhada pela luz pálida de uma lua cheia que inexistia naquele céu. O cenário é o daquela casa. Tudo está vazio. Tudo está silencioso e estranhamente calmo, como o mergulho nas águas de um lago. Sabrina busca algo. Ela não sabe o que. Vai caminhando pelos aposentos, um a um. Não pode encontrar Aldarion. Então ela encontra um espelho. Compelida a mirá-lo, se choca com a figura dela mesma que tinha, no lugar da face, a grotesca figura de uma caveira ensanguentada. Seu coração dispara. O espelho se quebra e ela acorda agitada, sem saber o que aquela visão de fato significava. Para Aldarion pareceu que sua amada estava intnagível durante aquele pesadelo.


HAYASHI


Entrar naquela casa seria mesmo uma boa ideia? Hayashi estava certo que sim ou então não havia sequer pensado no assunto. Quando ele tentou abrir a porta, não obteve sucesso, mas o chute desferido fora suficiente não para abri-la através do mecanismo da tranca, mas para fazer com quem uma das tábuas que a compunham se soltasse e abrisse uma passagem. Forçar uma segunda seria o suficiente para que o caminho servisse ao tamanho do rapaz. O barulho de madeira quebrando ecoou longe naquelas ruas, mas ninguém havia aparecido para conferir do que se tratava. Naquele lugar, roubos ou coisas piores eram frequentes e ninguém aparecia em socorro de ninguém porque era melhor conservar a própria saúde.

Ao por a cabeça para dentro, um forte cheiro de coisa podre inundou as narinas de Hayashi. Aquele orc imundo! Como podia viver num ambiente tão repulsivo? Bem, os orcs não eram de fato conhecidos por sua higiene, mas aquele cheiro: era o cheiro inconfundível de carne em decomposição!

Já que já havia ido até ali, não custaria entrar. O ambiente era muito escuro, graças à noite e não havia coisa incomum. Pouca mobilha, algumas pilhas de sujeira nos cantos, pratos sujos. Será que alguém estava se escondendo ali? Seria difícil descobrir daquela forma, então a ideia mais sensata seria improvisar alguma luz. Quando Hayashi acendeu sua espada em chamas, alguma coisa saltou de algum canto para cima do rapaz o fazendo cair para trás.  

Um rosnado de um predador!

Predador:



Por pouco suas garras não perfuraram a carne macia do jovem. Mas ele estava preso, acorrentado. Isto foi o que salvou Hayashi. O que era aquela criatura? Seu aspecto incomum fazia lembrar das histórias sobre um certo irmão de Kholl em Takaras, que era a única provável origem para a criatura. Ele estava faminto. Os ossos apodrecidos que o rodeavam, origem do fedor, já estavam completamente sem carne. Ele se movia agitado fitando Hayashi como uma próxima refeição, mas não atacava, estando ciente de sua limitação — o que denotava certa inteligência. O que o rapaz faria naquela situação? Ir embora, deixar a criatura morrer de fome? Matar e levar como troféu? Um golpe de misericórdia? Ou o que mais se poderia fazer?
Adicional:
Oi, Hayashi!
200xp para você também de bônus pelo meu atraso. Conforme falei pros dois lá em cima, não posso garantir que não ocorra de novo, mas vou me esforçar. :/

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Qui Set 04, 2014 7:32 pm

Optei a usar minha força bruta para escancarar aquela porta. Deu certo. Mas encontrei algo bem diferente lá dentro. Um cheiro de carne deteriorada subiu as minhas narinas. Como aquele cara conseguia dormir nesse lugar? Orcs são mais sujos do que eu pensava. Eu pisei ali dentro. E estava como eu pensava, praticamente eu não enxergava nada. Eu tirei minha espada dos confins do manto negro que eu vestia.

E a ascendi. Usando minhas técnicas ancestrais para conceder a mim uma simples luz para que eu possa iluminar o local escuro. E eu estou me arrependendo disso até hoje. Tinha uma coisa, algo monstruoso, cheio de ossos espalhados pelo seu corpo, uma forma canina satânica. Algo medonho e pedante. Um ser digno de pena por sua aparência, e ele pulou para me atacar, vi minha vida passar diante dos meus olhos. A morte estava tão próxima. E eu caí no chão, como um fruto maduro.

Mas aí ela sofreu um recuo, algo a puxou novamente para trás, e toda essa dramatização sobre minha morte caiu na minha frente. Ele estava preso por correntes, e isso me garantiu um certo alívio. Suspirei com segurança. Ele parecia faminto, apenas tinha ossos ao seu lado, ele parecia ter uma certa consciência, quando o carniceiro viu que não daria para me fazer de seu jantar, recuou, frustado, deitou-se no canto, me olhando. Aqueles olhos carnívoros, só faltava babar.

Eu pensei por alguns segundos. E refleti sobre o que estava acontecendo, aquele bicho estava ali sozinho para morrer. E por mais que seja um ser que aparentemente não tem pena de ninguém feito de carne. Era um ser vivo. E os seres vivos não foram criados para morrer miseravelmente como aquele monstro iria morrer. Insano, comecei a falar com o animal. Levantei do local que eu estava, e me ajoelhei ao olhar para ele. Claro, a uma distância segura.

A vida também não é muito justa contigo não é? He He — Disse como se aquele ser me entendesse. Comecei um diálogo não correspondido com o animal. — Estranhou porque seu dono não chegou até agora? — Nesta hora o corpo daquele orc já deveria estar debaixo da terra. — Ele morreu. Eu vim trazer essa notícia para seus familiares. Mas parece que só tem você aqui. Bem... Ele foi morto por uma mulher muito estranha. — Mesmo se tratando de um ser irracional, eu não tinha coragem de confessar um assassinato. — Não sei se você é adestrado ou coisa assim, e só pensa em comer. Mas vamos pensar no seguinte. Eu sou a única forma de você sobreviver. Para não morrer de fome aqui, vou trazer alguns pedaços de carne para você se alimentar. E eu estou vendo que tua fome não é pouca. Acho que estou meio louco para conversar com você. Como se você me entendesse ou fosse algo inteligente que pensasse em coisas que não fossem comer. Mas vou trazer "coisas" para você comer. Peço que espere.

_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Ter Set 16, 2014 11:36 am

HAYASHI

A Morte havia deixado o garoto escapar por entre os seus dedos finos e ossudos. Não havia sido desta vez que ela tinha vencido. Ainda assim, passou muito perto. Deveria ser, em alguma parte, revigorante estar quase morto e, em seguida, a salvo. Era como a brisa fresca de uma manhã de primavera. Só que naquele lugar não tinha nada de fresco e nem de flores, apenas morte e podridão.

Contrariando a lógica padrão, Hayashi resolveu conversar com a criatura. Mesmo que ela pareça ter vindo do próprio Abismo, isso não importava: a alma do garoto era capaz de ver e sentir a alma por trás daquela aparência grotesca. Aquele era um animal terrível, mas era apenas isso: uma criatura que lutava pela própria sobrevivência. Ou era algo próximo a isso que motivava o rapaz.

O ser - que ora podia ser definido como felino e ora como canino - se ergueu ao término das primeiras palavras de Hayashi. Era improvável que pudesse compreender minimamente. Mesmo assim, ele parecia ter se acalmado um pouco, talvez captando o tom emocional nas palavras do garoto. De pé, a fera se movia em passos lentos de um lado para o outro e sua face coberta por uma estrutura óssea - um exoesqueleto - se mantinha fitando Hayashi, embora não fosse possível olhar em seus olhos, o que até deixava em dúvidas sobre se o animal realmente tinha algum olho. No peito da criatura sua respiração ressoava como o som de uma tempestade longínqua, o que era também um sinal de que o perigo ainda era constante. Será que ele estava disposto a esperar paciente pela comida? De qualquer forma, não tinha outra opção. Mas Hayashi tinha. E o que será que ele decidiria?

Adicional:

Bom, não sei que "coisas" são essas que tu planejou de alimento. Dependendo do que forem e do jeito que vai conseguir, pode narrar simplesmente o evento e retornar aqui (se for retornar). Dependendo, se for roubar ou matar, não.  

Já falei que curti tua assinatura? :3 Ficou bem legal. E o avatar também.

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Sex Out 03, 2014 10:20 am

Fiquei um pouco distante após ter recebido a confirmação da mulher para meu pedido. Tanto que mal pude compreender o restante da mensagem que ela tagarelava presunçosamente. Só voltei à realidade quando notei que algo se aproximava do lado de for, uma carroça? Deveria ser a deixa daquela mulher para nos deixar em paz, mas que hora oportuna, finalmente teríamos um tempo a sós, Aldarion estava precisando de cuidados, e eu estava cansada e suja. – Só um momento... A senhora ainda não disse para quem é esta caixa. – Eu não tinha certeza se ela o havia feito propositalmente, apenas para ver se prestávamos mesmo atenção em sua conversa, ou se o fez por acidente. Seja como for, era importante, acima de tudo, saber quem era o destinatário daquele pacote, até porque seria impossível completar a entrega sem saber para quem ela se destina. Uma vez respondida a minha pergunta, era hora de ter paz e tranquilidade, ou ao menos era o que eu procurava colocar em minha mente a todo custo. Mas aqueles pensamentos sobre tudo que nos acontecera até aqui desde que chegamos nesta cidade só me deixavam ainda mais indignada e com nojo deste lugar. Será que teríamos mesmo paz? Ou aquela mulher era só mais uma das meretrizes cheias de dinheiro e influencia que queriam se aproveitar dos desafortunados? Respirei fundo algumas vezes e tentei me acalmar, queria pensar somente em nós. Sim, era isso que eu faria, pensaria somente em mim e em Aldarion, nós dois finalmente juntos e a sós, mesmo que em uma situação não muito boa, mas ainda assim melhor do que a gaiola e o casebre do lado de fora. - Aldarion... Como se sente? Venha, vamos nos lavar e descansar, agora seremos só nós dois o restante do dia. – Procurei ser o mais cuidadosa possível, tanto com palavras quanto com minhas atitudes. Ajudei-o a se despir e fiz o mesmo em seguida, logo estávamos juntos relaxando na agua morna e esquecendo de nossos problemas.



<Foi mal a demora tio, eu tava... Não interessa. xhuaxhua
Fiquei em duvida se você esqueceu de dizer pra quem era a entrega, ou se fez de propósito, mas de qualquer forma, minha personagem já perguntou. o/
Nós vamos continuar a interação, só pra confirmar. =P>

_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Seg Out 06, 2014 3:20 pm

Aldarion prestou atenção na palavras de Ophelia, ele pensou em debater, mas apenas pensou, seu corpo ardia de febre e apesar dele por fora parecer bem, por dentro estava bastante debilitado. Se Aldarion não fosse uma pessoa dotada de resistência sobre-humana ele já estaria em um coma febril, mas lá estava ele de pé e pronto para lutar por sua vida e pela de Sabrina.

Quando Ophelia terminou de falar ao som da aproximação de uma carruagem, Sabrina fez a pergunta que o próprio Aldarion deveria ter feito. O guerreiro nada disse, apenas continuou em silêncio, estava ansioso por poder se ver a só com sua amada. Tamanha era sua ansiedade que assim que a porta fechou ele praticamente desabou apoiando-se na parede com uma mão e com a outra no ombro de Sabrina.

Estou muito mal meu amor, muito. Sim vamos nos lavar, mas estou muito sujo, deixe que eu me lavo primeiro e você vem depois que eu me limpar de toda essa sujeira. – O guerreiro sentia vergonha de seu estado.

Preso naquela gaiola ele não podia sair nem mesmo para atender suas necessidades fisiológicas, ele estava imundo com as próprias fezes e fedia tanto quando uma latrina. Mas mesmo assim Sabrina estava com ele, dando-lhe alento e apoio e isso o alegrava muito.

Juntos foram para o banheiro, Sabrina ajudou Aldarion a se despir e a encher a tina de banho com água quente, primeiro ele se lavou sozinho para retirar do corpo a imundície vergonhosa em que estava, depois trocou a água da tina e ai sim deixou Sabrina se juntar a ele.

A visão do belo corpo nu da jovem junto da sensação do banho e da água quente revitalizaram-no atiçando seus desejos. Quando Sabrina entrou naquela grande tina de banho que de repente pareceu confortavelmente pequena, ele se atirou sobre ela abraçando-a.

Oh meu amor, me desculpe! Coloquei a gente em toda essa confusão, eu te amo tanto, foi você quem me deu forças para aguentar aquele tormento todo. – Dizia abraçando Sabrina com ternura e vigor, um abraço bem apertado. – Você me elegeu como seu campeão, me escolheu para cuidar de você, mas é você quem está cuidando de mim... Ninguém nunca cuidou de mim... – As palavras saiam com emoção, Aldarion por um momento não parecia aquele guerreiro frio e poderoso, mas sim um garotinho abandonado, um garotinho que perdeu seus pais muito cedo e se viu entregue a um mundo cruel.

Essa minha espada, minha armadura, minha cara de mal, meu tamanho, é tudo um disfarce. Eu fico tentando parecer um cara mal, mas a verdade é que eu odeio injustiças, eu não consigo ver os fracos sendo oprimidos... Eu pensei que talvez aqueles homens fossem inocentes. Por favor me perdoe por minha tolice, eu amo tanto você. – Disse em um tom de tristeza.

OFF: Vamos continuar a interação, por favor não poste ainda.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qui Out 09, 2014 1:15 pm

A noite enfim chegou, e agora que estávamos bem alimentados e limpos, era hora do merecido descanso. Ah, uma cama! Há quanto tempo não se deitava numa cama quente e macia? Meu corpo precisava daquilo, um pouco de conforto nunca era demais. Antes de dormirmos tivemos mais um tempo juntos, nos amando na cama, e ao final, dormimos abraçados. Estava tão cansada que em poucos minutos eu já me encontrava num sono profundo, mergulhando nas entranhas do inconsciente. De repente, eu estava na casa novamente, era noite, a única luz vinha de fora, uma luz prateada, mas a lua não estava presente, então como? Detalhes, apenas detalhes. Algo estava errado naquele lugar, tentou achar Aldarion, mas não o via nem sentia, como? Ele havia morrido? Mas quando? Como? Por quê? Corri pelos cômodos a procura de uma resposta, mas só encontrava mais e mais duvidas. Num dos quartos estava um espelho, escurecido, manchado por uma camada grossa de poeira, mas de alguma forma, ele parecia me atrair para que o mirasse. Me aproximei devagar, meus passos pesados, cheios de receio, o coração já acelerando. Passei a mão no espelho, apenas para ter o horror de ver minha imagem distorcida, uma caveira em carne viva, ensanguentada, uma zumbi? O espelho se quebrou antes que eu pudesse entender, e então despertei. Estava ofegante, suando levemente, mas por sorte não acordara Aldarion naquilo tudo. Respirei fundo algumas vezes e voltei a dormir, e assim o pesadelo não voltou mais a me atormentar aquela noite.

Pela manhã, acordei um pouco mais cedo, queria preparar algo para comermos. Usei algumas das frutas na mesa para fazer um suco para nós, e deixei à mesa disponível numa caneca ao lado de alguns pães. Voltei ao quarto e acordei Aldarion, de forma bem calma e delicada. – Acorde, já é de manhã, venha querido, em breve nossa união estará completa. – E por fim, um beijo de ternura para desperta-lo.



<Considere que Aldarion perdeu 15% de PVs durante a noite, que eu suguei dele durante nossa brincadeirinha. u.u>


Última edição por Sassa em Dom Out 26, 2014 6:02 pm, editado 1 vez(es)

_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Sex Out 10, 2014 11:16 pm

A noite fora agitada e animada, com momentos de amor e carícias entre Aldarion e Sabrina. O casal só cessou sua diversão íntima na metade da madrugada e os dois caíram no sono. Sabrina tivera um pesadelo que a fez acordar no meio da noite suando e ofegante, a jovem olhou para Aldarion e este ainda dormia o sono dos justos. Quando Sabrina apoiou a cabeça sobre o peito do guerreiro e o abraçou tentando voltar a dormir, ela sentiu a mão de Aldarion sobre sua cabeça.

- Eu... Te amo... Meu amorzinho... - Ele disse, sem abrir os olhos, na verdade estava dormindo ainda e agia por puro instinto, de alguma forma ele sentira a aflição no coração de sua amada e respondeu daquela forma mesmo estando inconsciente.

Pela manhã, Sabrina se levantou antes do guerreiro, normalmente era o contrário, mas Aldarion estava doente ainda e cansado e excepcionalmente naquela noite se permitiu dormir mais do que estava acostumado. Foi acordar apenas com as carícias de Sabrina, não se fez de medido, puxou-a e a beijou com ternura.

- Bom dia meu amor. Do que você está falando? Nossa união já está completa. - Disse ele sem saber o que o aguardava. De qualquer forma deu de ombros e foi até a cozinha comer a comida que Sabrina havia preparado, depois tomou mais um banho junto de sua amada até estar finalmente pronto para a chegada de Lady Ophelia.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Sab Out 11, 2014 10:47 am

[ Peço perdão pela demora. Me afastei um pouco para me dedicar aos estudos, estava em semana de provas no colégio, e o barato tava loko. ] 
Eu havia prometido e agora teria que cumprir. Eu não sabia como, mas eu teria que arranjar alguma coisa para aquele monstrengo comer. Sai pela mesma porta que havia arrombado com um chute, e a encostei, claro que agora ela não fecharia, mas pelo menos eu tentaria deixar um disfarce. Não queria que ninguém entrasse e fosse comido por aquele bicho. Que parecia que me entenderia: "Ele é estranho." Pensava, não queria acreditar que poderia estabelecer uma certa amizade com o bicho. E se ele realmente entendesse o que eu dizia, melhor não avisar que foi eu que matei o dono dele. 

Estava a caminhar em direção a Taverna onde trabalho. Eu estava receoso, meu patrão realmente é ganancioso, e fazer uma doação... Hum... definitivamente ele não iria aceitar. Eu teria que pagar pela carne que eu almejava conseguir na Taverna. Pouco tempo de caminhava, procuraria evitar distrações, e também manter o cuidado, afinal era o subúrbio, ninguém pode andar distraído no subúrbio. 

Pouco tempo de caminhada e eu estava lá, na Taverna do Macaco Caolho. Já estava tarde, possivelmente a farra lá dentro já tinha terminado, mas se eu encontrasse bêbados lá dentro ainda, não teria muita importância. 

Encapuzado, me dirigi até o balcão, e esperei por algum taberneiro lá, se encontrasse algum. Pediria um pedaço de carne crua, de qualquer animal, da carne mais barata dali, e pediria para anotar e retirar as moedas do meu salário na Taverna. Caso não encontrasse ninguém lá, iria entrar na cozinha, e procuraria algum pedaço de carne lá dentro, grande, em meio as vasilhas e panelas que guardavam os alimentos locais: – Vou levar este mesmo. – 

Saiu da taverna como entrou, pela porta da frente, e se dirigiu ao subúrbio. Procurou esconder a carne em meio ao capuz negro, com a espada presa as costas por uma bainha de couro simples e útil. Quando chegou novamente a casa abandonada, entrou sem pestanejar, e voltou a dialogar com a criatura: – E ai, voltei com isso aqui para você. – Retirou da ofuscação do capuz negro o pedaço de carne dentro de uma sacola, jogou para aquele cão, ou sei lá o que fosse. 

_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Qui Out 30, 2014 3:27 pm

ALDARION E SABRINA



O dia amanheceu nublado e estranhamento comum. No lado de fora a agitação dos subúrbios da grande Hilydrus borbulhava em mais um dia de trabalho sem sentido. No calendário nenhum dia especial a ser marcado, nenhum deus a ser homenageado ou marco a ser lembrado. Nada! Aquele era apenas um dia ordinário e demasiado normal. Um dia estranhamente comum... estranhamente comum. Mas não precisava ser assim. Não para Aldarion e Sabrina. Apesar de onde estavam, do que haviam passado e talvez até pelo que passariam, aquele dia era como um importante marco. Era um momento memorável! Uma pedra preciosa, que, embora pequena, dotada de inestimável valor.  

Acordar com um sorriso: a quem era reservada essa dádiva? O frio na barriga. A preparação. O calor de um abraço. Não importava o que estava lá fora. Só importava o amor quente e confortável abrigado no interior de seus corações. Ali ele estava seguro e completo, perpetuando uma união eterna. A miséria e o mundo poderiam esperar. Tudo poderia parar apenas por um momento para a realização daquele sonho que ainda sobrevivia no coração de Sabrina.  

Aldarion não percebera sua companheira levantar. Ele estava cansado demais e com o corpo pesado ainda por conta de tudo o que sofrera. Sua febre havia passado, mas sua saúde não estava totalmente melhor. Precisaria, ainda, mais algum tempo para que estivesse completamente de volta. Isso sem contar o desgaste da noite passada. Alguns prazeres podiam ser bem perigosos.

De café e banho tomados, os dois já esperavam fazia algum tempo. O relógio, ainda que inexistente naquele contexto, parecia atrasar seus ponteiros apenas para fazer aquele momento de breve tensão durar um pouco mais. Então o nítido ruído de rodas de carruagem foi ouvido se aproximando. Seria Lady Ophelia? Será que ela cumpriria a promessa? Parecia que sim, pois aquele som aumentou até vir a parar muito próximo à entrada.  

As portas se abriram abruptamente num estrondo! Alguns homens entraram em passos apressados ameaçadoramente carregando... flores?! Era isso mesmo? Rosas vermelhas e perfumadas que foram sendo arranjadas em belíssimos vasos de prata que eles também traziam para o ambiente. Aos poucos a decoração daquela casa simples passou de comum a razoavelmente elaborada. Os móveis foram afastados do centros e um tapete de cor púrpura foi estendido. Um discreto pedestal de madeira foi posto com um livro sobre ele cujas linhas falavam numa língua desconhecida para os dois.

Então adentra Lady Ophelia: ela vestia um vestido tão vermelho como aquelas rosas e com uma cauda que se estendia pelo chão como o rastro de sangue deixado na cena de um homicídio. De fato, ela era tão longa que haviam quatro servas apenas para erguê-la — difícil tarefa para um ambiente tão pequeno — e evitar que tocasse e se sujassem no chão! Cada uma destas vestia roupas em tom cinza escuro que ia dos pés à cabeça, cobrindo o pescoço e terminando numa espécie de chapéu com a forma de um pentágono. A dama carmesim também exibia luxuosas joias douradas, sendo que a maioria eram as mesmas do dia anterior. O modelo de sua vestimenta tinha ombreiras ainda mais chamativas que a anterior, mas escondia seu corpo quase de igual forma, embora ameaçasse uma abertura na parte frontal. Seu chapéu tinha o mesmo modelo. Lara, ou "Esta", seguia logo ao seu lado. Sua simplicidade e delicadeza contrastavam gritantemente com a estravagância sua senhora. Ela trazia em suas mãos duas caixas baixas e não muito grandes.

[Lady Ophelia] — Eu adoro o aroma de flores pela manhã!  — Comenta a dama após inalar delicadamente o perfume que se espalhava pelo ambiente. Em seguida ela olha para o casal e se atém por um momento em Aldarion, fitando-o de cima a baixo transparecendo que ele sequer parecia a mesma pessoa.

[Lady Ophelia] — Me alegra perceber que tenham ficado confortáveis. Por favor, aceitem isso como parte do cumprimento de minha promessa.

Lara se aproxima dos dois. Sua face era sempre a mesma, mas deixava, nas entrelinhas, passar uma certa simpatia inexplicável que deixava em dúvidas se não seria apenas uma impressão. Ela leva as caixas um pouco para frente, oferecendo-as aos dois.

[Lady Ophelia] — Sintam-se livres para se trocarem enquanto meus servos terminam os preparativos.

[...]


Após algum momento o sacerdote já se encontrava a posto próximo ao livro antigo no pedestal. Ele vestia uma túnica quase branca com bordados em dourado nas mangas largas que imitavam ramas cheias de folhas. Em uma das suas mãos, ele tinha um tipo de cetro esculpido em madeira clara e que tinha, na ponta, a figura de um lobo uivando. Ele era um sacerdote de Zaltar. Além dele, apenas Lady Ophelia e Lara se encontravam no lugar, sendo que primeira estava posta num banco tal qual o de um tempo e a segunda se mantinha em pé ao seu lado.

[Sacerdote]  — Aproximem-se. — Disse o senhor de cabelos grisalhos e barba que deveria ter a idade dos dois juntos ou mais. Quando eles estivessem próximos ele acenaria com a cabeça e aguardaria um gesto de concordância. Ele pergunta baixinho o nome dos dois e depois dá início à pequena cerimônia.

[Sacerdote]  — Sob a luz dourada dos olhos de Zaltar, com a intenção de sacramentar vossa união, uni as mãos direitas e manifestai vosso consentimento: Aldarion Ironshild, aceita receber Sabrina Lima como tua mulher, ser fiel, amá-la e respeitá-la ainda que a Escuridão se abata sobre vossos caminhos? [Ele aguarda o juramento ou confirmação] Sabrina Lima, aceita receber Aldarion Ironshield como marido, ser fiel, amá-la e respeitá-la ainda que a Escuridão se abata sobre vossos caminhos? [Idem]

O sacerdote passa um fio dourado em torno das mãos unidas e erguidas de ambos, enlaçando-as e terminando com um nó, simbolizando a união matrimonial.

[Sacerdote]  — No mais sombrio dos tempos, ainda que o Sol apague e a Lua reine soberana, suas almas guiarão uma à outra como um farol em alto mar. Em nome do Grande Lobo Dourado, eu abençoo esta união, que seus caminhos sejam sempre iluminados. Em nome de Zaltar!  — Ele ergue o cetro simbolizando o consentimento do deus.

O homem ancião olha para os dois com um brilho de felicidade em cada um de seus orbes. Ele acena com a cabeça permitindo que se beijem, finalizando a cerimônia. Lady Ophelia assistia tudo muito atentamente, mas não expressava nenhuma emoção.

[Momentos depois]


[Lady Ophelia] — É uma grande satisfação participar deste momento, mas receio que tenhamos mais assuntos a tratar e, infelizmente, com uma urgência que me impede de esperar: eu trouxe o endereço para a nossa entrega. É imprescindível que ela seja feita antes do anoitecer neste dia ou no próximo.  — Ela deixa um pequeno rolo de papel com o endereço sobre a caixa.

[Lady Ophelia] — Se não tiverem mais nada a tratar, tenho assuntos que requerem minha atenção.

Não havendo mais assuntos, ela se retiraria do local acompanhada das servas que carregam a cauda de seu vestido. Lara ficaria um último instante olhando fixamente para Sabrina antes de, por fim, sair.

Caixas:

Dentro das caixas existem roupas que vocês podem moldar ao seu próprio desejo. Lembrando que são caixas pequenas, então tem que ser algo relativamente mais simples, não podendo ser vestidos de armação. Eu imagino que o Gold vai querer o Aldarion de armadura no casamento, mas taí a caixa. u.u

Endereço:

O local é uma casa relativamente comum e de madeira situada ao fim de uma bifurcação em forma de T. O local é movimentado, várias pessoas passam de um lado para o outro e não existem janelas, já que a casa é 'colada' nas vizinhas'. Se querem ser discretos, vão ter que pensar num plano ou correr o risco de invadir sendo vistos.

Adicional:

Não tirei PVs do Aldarion porque por enquanto vocês não devem precisar. Até que seja necessário, ele já os terá recuperado.

Como podem notar, temos algumas quebras no tempo. Elas podem ser preenchidas do jeito que preferirem, com o cuidado da história culminar no mesmo ponto. A não ser que um de vocês resolva pirar, sair quebrando tudo, sei lá... .-.

Se houver alguma pergunta, Lady Ophelia fica e responde no meu próximo post, que aliás, será mais curto como estratégia de tornar o jogo mais ágil.

HAYASHI


Hayashi agora tinha uma promessa para cumprir. Muito incomum, dever-se-ia dizer, já que era para com um animal ou talvez até mesmo uma criatura das trevas. Mesmo assim, era importante. Talvez por sua dívida de consciência ou quem sabe a criatura, mesmo que grotesca, tivesse algo escondido debaixo daquela casca que acabara por cativar o garoto. Quem sabe? O fato é que ele estava decidido.

De volta à taberna, o expediente já havia encerrado. A madrugada já havia sido percorrida e não levaria muitas horas para o sol nascer. O lugar estava vazio. Os bêbados haviam sido encontrados pelo caminho. Os quartos estavam lotados. Se sabia isso por conta de uma certa agitação que, por vezes, era evidenciada nos corredores. O taberneiro ainda se encontrava a postos e o Senhor Tork contava freneticamente uma pilha de moedas infindável que colocava em dúvida sua sanidade ou sua espantosa capacidade em lidar com o dinheiro.

Sem muitas perguntas, o taberneiro embrulhou a carne e entregou a Hayashi, depois fazendo uma pequena anotação num livreto. Ele não parecia nem um pouco interessado nos destinos que o garoto pudesse ter para aquilo, por mais que a imaginação levasse a qualquer hipótese insana.  

[Tork Três Dedos] — Este garoto está cada dia mais estranho. Espero que não me traga prejuízos... — Resmunga o anão depois de notar o que Hayashi carregava. Depois ele volta a contar suas moedas.


O garoto retorna até a casa que pertencia ao meio-troll. Ele não teve problemas durante seu trajeto. Na verdade, parecia muito mais que as pessoas o temiam como provável problema do que o contrário, tudo graças a sua aparência demasiado suspeita.

O animal estava ansioso, mas não muito diferente do que da outra vez. Entretanto, ele havia farejado o cheiro da carne. Era possível ver uma agitação a mais, tencionando a corrente que o prendia na busca de romper seus limites. Então Hayashi entrega o alimento, mas com cuidado, já que não queria ele acabar no lugar daquele pedaço de carne.

A criatura mais que imediatamente se põe a devorar. Até aí, tudo normal. Ou estaria, não fosse a forma grotesca e assustadora como ele a comeu: ao invés de abrir a boca e morder como qualquer criatura comum, ele... bem, torceu a cabeça duas vezes emitindo um estranho estalo e, em seguida, fez com que ela se abrisse em quatro! Sim, a cabeça inteira! De dentro dela emergiu uma língua dentada que enrolou a carne, puxou e a engoliu quase inteira.
Ilustração:


Diante de tal cena, o que será que Hayashi iria fazer? Ele não estava frente a um animal comum, definitivamente não. Aquilo que ele estava alimentando colocaria terror no coração de muitos homens corajosos. Mas e no dele? O que despertaria?


Timeskip:

Er... achei que eu é que teria que me desculpar pelo tempo. Mas tudo bem, então. XD

Agora tu tem novamente uma opção em mãos que envolve o que fazer com o bicho. De acordo com o que optar, pode desenvolver o próximo post passando algum tempo a mais, alguns dias ou semanas, alimentando o bichou ou não. No próximo post será teu dia de pagamento da Taberna e quem sabe o que mais...

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Qua Nov 05, 2014 3:36 pm

[ Relaxa. Demorou um pouco, mas não incomodou não. ] 

Ele era um monstro. Sua cabeça dividida em quatro partes me assustou, estava de joelho a frente daquele bicho, parecia o próprio demônio dentro dele. Ou ele mesmo era o demônio, mas e agora? O que eu faria? Já tinha alimentado ele, e a culpa de ter matado o Kholl já tinha ido em bora: — E agora, o que eu faço com você? — Perguntei, como se ele fosse me responder. Eu estava com os joelhos flexionados a frente dele, com uma distância segura, claro, encarando ele com meus olhos. 

Seu dono morreu. — Respirei fundo. — E você agora vai morrer de fome por causa disso. — Ergui da posição que estava, apoiando a espada naquele piso. — Você me entende? — Perguntei. — Tem alguma consciência? — Fiquei esperando por algo, que possivelmente não iria vir. — Aaah, o que eu estou fazendo? — Virei de costas, colocando uma das mãos na cabeça. — O Kholl morreu, e eu tenho que alimentar esse bicho? Não quero deixá-lo morrer. Mesmo ele sendo estranho desse jeito. Vamos, Deuses, me deem alguma dica. — Voltei a olhar para o bicho. — Acho que você está bem alimentado. Já está tarde, e amanha irei receber meu salário. Vou embora. Vou deixar a porta fechada, amanha eu volto com mais comida para você. Vá descansar. — E sai de dentro daquele local imundo, fechando a porta por fora, deixando-a encostada.

Retornei a Taverna. Que essa hora já estava fechada, pela porta da frente, caso o Tork ainda estivesse lá, avisaria que iria me recolher, e me dirigia até os aposentos que eu ocupava enquanto trabalhava no local: — Boa noite, senhor Thork. — Enquanto pensava naquele animal. Ou qualquer outra coisa que seja.

_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Nov 06, 2014 10:27 pm

Aldarion havia tido uma noite intensa e revigorante, uma noite de muito amor, carinho e excitação com Sabrina. Durante a diversão íntima, Sabrina sugou parte da energia de Aldarion, mas de uma forma que desse prazer aos dois, e realmente aquilo era perigosamente prazeroso, era como ter um orgasmo multiplicado por 10.

Depois da noitada de diversão e prazer, o guerreiro dormiu com sua amada, quando acordou pela manhã com os beijos carinhosos de Sabrina. Ele já estava recuperado da doença, sentia-se um pouco cansado por causa das brincadeiras noturnas, mas estava bem e revigorado. Levantou retribuindo os beijos e carícias de Sabrina.

- Bom dia meu amor. Vejo que acordou antes de mim e... - Parou farejando o ar. - Preparou alguma coisa para comer? - Disse com um sorriso.

Aldarion foi para a cozinha acompanhado de Sabrina, encontrou um café da manhã simples mas caprichado. Ele não estava acostumado a essas mordomias, na verdade era o contrário, Aldarion era quem acordava mais cedo e preparava as coisas para Sabrina que era sempre muito preguiçosa e mimada. Mas hoje era diferente, hoje ela havia acordado mais cedo e feito as coisas para ele, além disso ela estava muito mais sorridente e carinhosa que o normal.

- Você está mais sorridente que o normal. Aconteceu alguma coisa? - Perguntou um pouco desconfiado, já sentado a mesa e comendo, enquanto fitava o rosto de Sabrina.

Como resposta recebeu apenas um beijinho no ar. Aldarion riu e deu de ombros, vai entender as mulheres?

O dia estava feio lá fora, mas estava do jeito que o guerreiro gostava, ele adorava climas assim, céu nublado, ventania, chuva e frio. Aquele tipo de clima era revigorante para ele. Não via a hora de sair daquela casa e aproveitar o belo tempo, do seu ponto de vista particular é claro. Quando terminou de comer ouviu o som de uma carruagem se aproximando, era Lady Ophelia com certeza. O guerreiro não ficou com pressa de terminar de comer para receber a mulher, mas se assustou quando a porta da casa foi aberta repentinamente e uma dezena de passos pesados pode ser ouvido.

Aldarion que estava com a boca cheia de leite quente, cuspiu tudo pra fora e se levantou em um sobressalto correndo para fora da cozinha com um banquinho na mão.

- ESTAMOS SENDO ATACADOS! ESTAMOS SENDO ATACA... - Gritou passando pela porta da cozinha e parou quando viu o que realmente estava acontecendo.

- Em nome de Eilistrae o que está acontecendo? - Disse surpreso ao ver a cena daqueles homens mudando toda a decoração do lugar, tornando o ambiente mais agradável, mais belo, mais romântico.

Então veio Ophelia acompanhada de um sujeito vestido com um robe, parecia um clérigo, na verdade era um clérigo. Aldarion ficou parado sem entender nada, não conseguia compreender o que estava acontecendo e ficou sem entender menos ainda quando Lady Ophelia lhe entregou um embrulho.

Aldarion foi puxado ainda confuso para um dos quartos, por um dos servos, enquanto Sabrina fora puxado para o outro. Quando ele abriu o embrulho viu que continha dentro uma túnica de linho com bordados em dourado e também um par de sandálias de couro. Sem entender muita coisa vestiu-se e depois saiu do quarto para encontrar surpreso, Sabrina.

- Por todos os deuses, o que está acontecendo alguém pode me... - Aldarion emudeceu ao ver Sabrina novamente, ai ver a forma como ela estava vestida, ficou sem reação até que tudo começou a se desenrolar.

Era um casamento, o casamento dele com ela, a proclamação de algo oficial que já acontecia. Um largo sorriso se abriu no rosto do guerreiro que pegou na mão de Sabrina e a acompanhou até o altar improvisado. Esperou o padre falar o sermão não se contendo de vontade de dizer logo que aceitava aquilo tudo, e foi o que fez quando lhe foi permitido.

- Eu aceito, de todo meu coração, eu aceito seguir esta mulher e ser fiel a ela, amá-la e protegê-la em todos os momentos. - Disse com a cabeça erguida e a voz firme, em um tom que somente os justos são capazes de proferir.

Quando finalmente o sacerdote permitiu ao casal se beijar, Aldarion abraçou Sabrina pela cintura e olhando nos olhos dela disse com emoção.

- Sua danadinha, planejou tudo isso e nem me contou. Eu amo você, do fundo do meu coração. - E então a beijou ardentemente, com volúpia e carinho.

Os dois ficaram abraçados por um tempo se beijando e depois que terminaram Lady Ophelia logo tratou de dirigir a palavra a eles. Apesar do momento haviam tarefas a serem feitas e assuntos pendentes a resolver.

- Obrigado milady pela sua generosidade, você foi boa conosco, vamos fazer sua missão pode ter certeza, independente do que quer que você esteja planejando. - Disse dirigindo a palavra à dama.

Depois de receber as ultimas instruções de Lady Ophelia, Aldarion vestiu-se com seus equipamentos e sua armadura, se esta estivesse disponível, e então saiu levando o embrulho, a encomenda, consigo. Sabrina caminhava a seu lado sempre e quando finalmente chegaram no lugar da missão, a jovem o chamou de canto para contar-lhe seus planos.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qui Nov 06, 2014 10:54 pm

Mais um dia se passara e ainda estávamos naquela cidade, e pior ainda era ter que acordar e perceber que passaríamos mais tempo ainda dentro daquele lugar repulsivo. O dia amanhecera cinza, sem graça, sem cor. O céu nublado era só mais um reflexo daquele povo maculado pela tirania de um rei autoritário e injusto. Injusto? Mas quem era pra julgar tal coisa? Não importava. Nada mais importava naquele momento, pois algo muito importante estava para acontecer aquela manha, algo que mudaria por completa tanto a minha vida quanto a de Aldarion. A eternização de nossa união, a confirmação daquilo que já sentimos e fazemos, a união completa entre nossas existências. A sensação era radiante, como se uma nova vida estivesse por vir, mesmo sabendo que pouquíssimo mudaria, eu sabia que mesmo se eu estivesse em maus momentos, poderia contar com alguém desta vez. Quando acordei estava me sentindo diferente, uma sensação estranha na barriga, nem mesmo em minha juventude havia sentido algo parecido. Aldarion despertou logo após eu ter preparado tudo e comemos juntos, mas a nossa conversa foi curta e até um pouco mais tímida do que o normal. A essa altura ele já sabia que eu escondia algo, mas ele jamais poderia imaginar do que se tratava, eu havia mantido isso em segredo desde o momento em que pedi o favor a Lady Ophelia, e assim eu o faria até que o momento chegasse. As horas forma passando, e a ansiedade em mim só aumentava, será que ela faria mesmo o que pedi? Será que eu havia pedido demais? O silencio do lado de fora me deixava nervosa, até que este fora quebrado pelo galope de um cavalo seguido de uma carruagem. Meu coração pulou instantaneamente, e a primeira coisa que pensei foi... “É ela, tem que ser ela!” Meu coração batia mais rápido que o ritmo dos cascos do cavalo tocando o chão, a respiração estava mais profunda e aos poucos o momento ia se aproximando. Senti que Aldarion estava preocupado, mas não com o que viria a seguir, mas com toda a minha ansiedade, então resolvi conforta-lo. – Chegou a hora, meu amor. A partir deste momento, seremos um só, nossa união será eterna, completa, sem limites. Assim como o amor que sinto por você... – E no momento em que terminei a frase, a porta se abriu com força, o susto fora tão grande que me abracei a Aldarion por instinto. Quando a porta se abriu, homens começavam a invadir a casa, mas ao contrario do que poderia parecer, eles não estavam armados, mas sim decorando e arrumando tudo. Lady Ophelia apareceu logo em seguida, com seu jeito extravagante de sempre, vestida com um vestido de calda longa e vermelho como sangue, e atrás de si, quatro servas traziam cuidadosamente a calda em suas mãos, evitando que esta tocasse o chão.

- Também fico contente de ver que não se esqueceu de meu pedido, mas não imaginava que faria algo parecido... – Disse olhando para os lados, ainda um pouco surpresa com a rapidez e eficiência com que os serviçais arrumaram a casa. Enquanto a casa era toda transformada pelos servos de Ophelia, Eu e Aldarion fomos ver o conteúdo das caixas, apenas para ter mais uma linda surpresa. Dentro da caixa havia um belíssimo vestido rendado para mim, e na de Aldarion roupas adequadas para o casamento. Rapidamente me troquei para experimentar o novo vestido, ele cabia perfeitamente em mim, mas antes de descer para a cerimônia, precisava tirar uma ultima duvida. – O que acha? – Mas independente da resposta que desse, eu estava feliz, muito feliz, tanto que não me contive, e agarrei-o ali mesmo no quarto e o beijei com todo amor e carinho que podia. – Vamos nos casar, Aldarion. Seremos marido e mulher. – E quando estávamos prontos para a cerimônia descemos e aguardamos o fim dos preparativos. Assim que tudo estava finalmente pronto, os serviçais se foram na mesma velocidade que entraram, e quem entrava agora era o sacerdote de Zaltar. Vestido com as roupas típicas de uma entidade de alto escalão da catedral, o homem parecia dezenas de vezes mais exuberante que todos ali juntos, suas indulgencias transmitiam um ar quase celestial ao lugar, e sua presença logo acalmou meu coração acelerado. De mãos dadas, seguimos até o altar preparado para o casório e sob o testemunho dos ali presentes, nossa união fora selada, com uma promessa, de amor, carinho e eterna devoção um ao outro.

- Aceito. – Disse emocionada, e por fim o beijei.

[...]

Lady Ophelia havia cumprido com sua parte do trato, agora era hora de fazermos nossa parte. Assim que esta nos entregou o endereço, me despedi da mesma, não tinha mais nada a perguntar. Lara ainda permaneceu ali por alguns segundos me observando, antes de sair e seguir sua mestra. O motivo disso? Quem sabe. Seu olhar ainda era o mesmo de sempre, mas eu sabia que minha atitude na praça quando nos encontramos pela primeira vez, havia lhe deixado uma marca permanente em sua mente. - De acordo. Aldarion, o que me diz? Façamos isso de uma vez? Quanto mais rápido resolvermos os problemas desta mulher, mais rápido estaremos livres de tudo isso. – Peguei o rolo com o endereço, deixando que Aldarion tomasse conta da caixa. Tudo de acordo, nos trocamos novamente, e agora era a hora da ação de verdade (ezreal). Ao chegarmos no local indicado, percebemos que seria um pouco mais difícil do que imaginávamos fazer a tal entrega, mas sendo uma maga especialista em ilusionismo, atrair e distrair multidões era minha especialidade. Chamei Aldarion num canto livre de pessoas e comecei a lhe contar meu plano de ação. – Teremos que invadir a casa de forma discreta, então pensei num plano. Irei distrair o maior numero de pessoas possível bem em frente à casa, usarei uma de minhas ilusões, e assim que o fizer e tiver reunido uma quantidade boa de pessoas, você entrará em ação e invadirá a casa.

- Todos que estiverem sob efeito de minha ilusão não poderão vê-lo, mas caso aconteça de o efeito não se estender a todos os presentes, o próprio aglomerado de pessoas em frente a porta da casa deve dar conta de esconde-lo. Entendeu o plano? – Caso ele estivesse de acordo com tudo, era só por em pratica todo o processo, que começaria comigo chamando a atenção do maior numero de pessoas possível e fazendo-as olhar para mim.



_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Nov 06, 2014 11:17 pm

OFF: Quando postar considera que eu e Sabrina nos trocamos no mesmo quarto mesmo.

Aldarion ouviu o plano de Sabrina, mas balançou a cabeça negativamente.

- Tá ok, você vai distrair a multidão, mas como vou abrir aquela porta? E se ela estiver trancada? Não vai adiantar de nada. Por que não pegamos um aríete, arrombamos aquilo, deixamos a encomenda e caímos fora? - Aldarion recebeu como resposta de Sabrina uma cara feia. - Ok ok, já que não podemos fazer ao estilo nórdico vamos à outro estilo... - Disse com um sorriso.

- Eu estava pensando, a gente podia ficar aqui fora e esperar alguém sair, quando essa pessoa sair você poderia dominá-la com suas ilusões e a gente poderia pegar as chaves da porta e entrar na casa o que acha? Talvez possamos até usar o infeliz de refém, acho muito melhor do que arriscar com uma multidão. Apesar de que ainda acho a ideia do aríete tentadora. - Falou e ficou aguardando a resposta de Sabrina.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Sex Nov 07, 2014 9:06 am

Quando ele negou minha ideia, minha expressão já não era das melhores, mas como toda boa mulher, algo que eu não era definitivamente, eu escutei sua ideia, apenas para fita-lo com um tom repreensivo no olhar. - Não... - Deixada a brincadeira de lado, ele enfim contou seu plano, e realmente parecia ser uma ideia bem melhor, porem havia um fator importante nisso tudo. Tempo! - Temos até o anoitecer. Se ninguém aparecer até lá, teremos que voltar amanhã, entende isso? - Me coloquei numa pose mais pensativa, e tentei mesclar um pouco dos dois para tentar arranjar uma solução que mais coubesse naquele momento.

- Vamos esperar por algumas horas, se ninguém aparecer antes do anoitecer, vamos no meu plano. Entendido? Vamos nos separar, se ficarmos juntos observando a casa o tempo inteiro poderemos levantar suspeitas. - E com isto fui caminhando tranquilamente pela rua, esperando que algo acontecesse.



<Duas coisas, Kitkat!
1 - Vou esperar até que o plano do gold de errado pra usar a HE, caso não de errado, então economizo minha energia.
2 - Como não sei exatamente o horário do dia, imaginei que fosse algo perto de 1 da tarde ou coisa assim. Então se antes do anoitecer, não aparecer ninguém, vamos executar meu plano, e aí eu entro com a descrição da ilusão que eu quero fazer pra galera da rua.>

_________________

Sabrina | Narração | Alice | "Pensamentos"
My invincible champion.

For.: E En.: S Agi.: D Dex.: D Vig.: D
L$: 1975
avatar
Sassa

Pontos de Medalhas : 200
Mensagens : 339
Idade : 23
Localização : Ao lado do meu biscoitão *-*

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 10
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Ter Nov 11, 2014 7:15 pm

Sabrina havia gostado de seu plano, afinal era muito mais sutil e exigia bem menos esforço que o plano de Sabrina. A jovem fez uma pose pensativa e nesse momento o espadachim ficou observando-a, admirando seus contornos e a beleza de seu rosto.

"Ela é tão linda... É a coisa mais importante que existe para mim... Mesmo que eu ainda tivesse opção de estar com ela ou não. Eu te amo, Sabrina, sempre vou proteger você..." - Pensou em seu íntimo.

Sabrina logo deu a Aldarion uma resposta, e como sempre ela tinha a palavra final, o que ela havia decidido é o que seria feito. Ambos esperariam um tempo e quando o tempo se tornasse escasso, eles seguiriam para outro plano.

- Está bem meu amor, vamos fazer do seu jeito. - Respondeu o espadachim.

Aldarion então deu um passo para trás e se virou dando as costas para Sabrina, andou mais um pouco e parou, então voltou a olhar para Sabrina. A jovem viu um sorriso simpático surgir no rosto de Aldarion, algo raro uma vez que ele normalmente sempre estava com a costumeira expressão séria e carrancuda.

- Vamos superar qualquer coisa, porque estaremos sempre juntos. - Disse, e então voltou a caminhar procurando um lugar para se esconder, de preferência um beco onde pudesse ver aquela rua sem chamar muita atenção.

OFF: Pode postar GM.

_________________
Nome do Personagem: Aldarion Ironshield, O Juggernaut.

Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
Habilidades especiais

Força: A
Energia: F
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
avatar
Goldsilver Ironsteel

Mensagens : 387
Localização : Perdido no Espaço

Ficha Secundária
Título: O Juggernaut
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sab Nov 22, 2014 10:52 pm

ALDARION E SABRINA

Sem nada mais nada a tratar, os dois amantes trataram de pegar a caixa e o endereço e sair para sua missão. Ou seria mais preciso dizer que Aldarion a carregava? Desnecessário mencionar.

O objeto da entrega era pesado, muito mais do que se poderia esperar. Isso não era problema para os músculos fortes do guerreiro, é claro, que ficavam marcados e tensionados enquanto ele a segurava. Entretanto, algo a fazia especialmente incômoda de levar: conforme caminhava, a caixa pendia ora para um lado, ora para o outro. Afinal, o que poderia haver em seu interior? O que seria tão importante? Mesmo tendo sido avisado, será que Aldarion não tinha nem um pouco de curiosidade? Será que o conteúdo misterioso daquela entrega não atiçava nem um pouquinho seus interesses? E a Sabrina? Poderia ser algo de valor, afinal. Ou talvez mágico. Impossível de se saber. A não ser que abrissem a caixa.

Chegando ao endereço, a dupla encontrou um entroncamento em forma de T demasiado movimentado para que entrassem sem que fossem vistos. Mesmo que em momentos o movimento diminuísses, ambos tinham a sensação que enquanto o sol raiasse eles não estariam sozinhos ali. Hilydrus, mesmo no interior de seu subúrbio, ainda era uma cidade vibrante e pulsante como o vívido coração da ilha. Restaria pensar em alguma coisa e foi o que ambos fizeram.

A ideia de Aldarion era boa. Poderia ser uma passagem fácil para o interior, mas será que seria discreta? Fazer alguém de refém não era a exata descrição disso, mas ainda assim, era uma boa saída. É claro que se Sabrina entrasse nessa parte poderia haver um melhor resultado, mas não era a única ideia, afinal, ela havia pensado em alguma coisa também e que muito possivelmente se provaria muito efetiva. Ainda assim, resolveu dar uma chance à ideia do amado.

Esperar, esperar, esperar... De trás de algumas caixas onde os olhos das pessoas não poderiam espiar e numa posição extremamente desconfortável. O tempo parecia se arrastar e o calor se intensificar naquele ambiente cheio de pó e insalubre. Rapidamente os dois ficariam extremamente entediados. Mas por quanto tempo poderiam esperar? O quanto poderiam suportar? Isso era indiferente, porque ninguém saia e nem entrava daquela casa. Será que alguém morava ali, afinal?

Havendo fracassado na primeira ideia, restaria a segunda. Então, como seria?
Adicionais:

Verdade, havia esquecido que a armadura ainda não retornou... talvez em breve. Que pena, seria bem a sua cara casar de armadura.
Não prossegui porque, de acordo com a ilusão, o resultado pode ser bem variado. Além disso, tem mais um detalhezinho que quero ver como será, mas não posso contar o que é para não estragar. u.u



HAYASHI

Falar com a criatura simplesmente parecia não ter nenhum efeito. Comer era muito melhor. Enquanto ele mastigava, não era possível dizer se prestava ou não atenção ao que Hayashi dizia. Mas o rapaz preferia pensar que era entendido, mesmo que na dúvida. No seu peito, bem lá no fundo, abrigava uma pequena esperança que era mais forte do que tudo o que dizia o contrário. "Mate essa coisa" — por vezes ordenava a voz em sua consciência, mas ele estava disposto a continuar.

Passaram-se alguns dias e, entre estes, o Senhor Tork fez o pagamento pelos serviços de Hayashi. Ele estava muito satisfeito, mas não deixou de descontar cada moeda do que o rapaz havia consumido ou destruído no tempo de trabalho. Durante este período, a taberna pareceu estranhamente calma. Os clientes — mesmo os mais encrenqueiros — olhavam para o segurança com certo respeito. Pelo visto o incidente com Kholl havia lhe rendido algum fruto, afinal. Isso fora o novo compromisso.

Falando nisso, já chegava o término do expediente de mais uma noite. Aquele era o horário que costumeiramente Hayashi levava o alimento ao seu novo companheiro e depois despendia algumas palavras com eles, por vezes um momento de silêncio. Aos poucos, a besta foi se acostumando com a presença do humano. Quando ele chegava, ela parecia já saber. Quando saia, estava calma e confiante de que ele viria novamente. Mas isso não significava que ele ainda estivesse fora da lista de uma segunda refeição e, sentindo isso, era melhor manter aquilo bem preso, não é?

Depois de percorrer novamente as ruas negras e tenebrosas do súburbio de Hylidrus em mais uma noite escura e sem lua, Hayashi chega novamente àquela casa caindo aos pedaços. A porta ainda estava fechada, como ele sempre a deixava. Tudo estava em ordem. Exceto o fato de que a criatura não estava mais lá. O quê?! Isso mesmo! Ele havia fugido! De alguma forma, o monstro havia se libertado de suas correntes e agora vagava pela cidade sabe-se lá fazendo quantas vítimas! Afinal, o que Hayashi havia feito? Será que era mesmo o correto a se fazer? Poderia um ser tão horroroso ter a capacidade de se livrar de seus impulsos mais assassinos e primitivos?

Apenas um suspiro incerto que se originou no fundo do peito do rapaz e uma sala vazia como resposta. Não havia mais o que fazer ali e seria quase impossível rastrear a criatura naquele amontoado de casas e pessoas a não ser quando deixasse um rasto de sangue. Então Hayashi resolver sair e voltar. Após alguns passos pela rua seus ouvidos captaram o ruído da corda de um arco sendo tensionada e ele sabia, então, que havia se metido novamente em confusão. Antes que olhasse para trás, porém, um sujeito numa armadura pesada aparece à sua frente, emergindo de um beco escuro. Ele tinha uma espada em mãos e não parecia estar para brincadeira.

[???] — É ele! — Diz a voz de uma mulher que surge por trás do homem. Ela faz um rápido e delicado movimento circular com ambas as mãos e uma chama arroxeada dança pelo ar em seu entorno, iluminando a paisagem. Era uma mulher jovem que vestia roupas provocantes e não precisava mais do que um neurônio para saber que era uma feiticeira. Era bela, porém, havia algo sinistro em sua aparência. — Vamos fazer picadinho dele? Vamos?! Vamos?!  — Seu olhar era alucinado e ela tinha um sorriso no rosto.

[???] — Droga, Saphira! Você vai estragar tudo... de novo!  — Retruca a arqueira élfica que mirava sua flecha em Hayashi.

[Saphira] — Tch. Você que sempre estraga a graça de tudo, Iryell.  — De cara fechada, repentinamente.

O guerreiro acena negativamente com a cabeça em desaprovação à atitude de ambas. Parecia algo a que ele já estava acostumado.

[???] — Diga logo, rapaz, o que você está fazendo aqui numa hora dessas e por que vem a essa casa todos os dias? É bom ter uma boa resposta. — Ele era ríspido e, embora suas palavras não fossem tão sanguinárias quanto as de Saphira, havia muito mais seriedade nelas.

Hayashi estava numa situação complicada. O que poderia responder? A verdade? Será que não seria suspeito? E agora? O rapaz poderia lembrar do grupo de aventureiros da taberna e da confusão que a feiticeira havia armado bêbada numa noite passada, embora nada além de um breve escândalo. Entretanto, era impossível prever suas intenções.
Pagamento:

2000  
-25 cadeira
-75 horas fora do posto de trabalho
-50 carne
-150 refeições e estadia
___
1700 moedas

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 29

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Hayashi em Dom Nov 23, 2014 2:56 pm

E a cada dia que se passou, minha vontade de querer manter o contato com aquela criatura crescia. Juntamente a ela, que parecia já me reconhecer toda vez que eu chegava, e parecia saber que eu toda noite iria voltar com comida para ela. Isso era um início de um Laço, eu estava feliz com isso, eu estava começando a entender a dependência dela em mim. E foi assim por longas noites, o cômodo arrumado, o fedor de podridão e descaso dos ossos na sala. Tudo como Kholl havia deixado. Tudo em ordem. Eu estava começando a ter certa confiança na criatura, mas nada de soltar ela. Ela ainda poderia me atacar, não sei a força daquele bicho estranho.

E em algum desses dias, recebi meu pagamento. Thork estava satisfeito com meu serviço, parecia que as pessoas começariam a ter certo respeito por mim como segurança, ou medo, que era o que eu menos queria, não queria medo. Ser reconhecido como o cara que matou o Kholl, junto aquela mulher estranha era legal, mas a Taberna estava começando a criar um clima monótomo e tedioso, as brigas estavam cessando e isso ameaçava meu trabalho, de certa forma. Se não há briga ou confusões, por que diabos existiria um segurança ? Ao menos fui pago, 1700 no primeiro salário estava mais do que o suficiente para eu me manter vivo.

E então chegou mais uma noite, outro pedaço de carne, novamente o capuz preto e a minha queria espada. Aquela rotina esquisita que eu mantinha para deixar aquela coisa viva, e eu nem sei por qual motivo. Nessa época minha consciência da parte da "razão" martelava coisas como 'Mate essa coisa", "Isso não é confiável", mas em compensação meu lado da emoção não queria deixar aquele ser vivo lá, e nessa briga o lado da emoção havia ganhado, é horrível quando seu próprio corpo e mente brigam entre si por alguma coisa. A noite estava só começando e esse era o menor dos problemas.

Algum tempo depois eu já estava naquela casa, e novamente estava tudo em ordem. O cheiro, a porta entreaberta, arrombada por mim mesmo. A única coisa, única que estava errada era justamente o mais importante: - Oh, céus! Para onde esse demônio foi! - Eu juro que fiquei em choque por alguns minutos, aquele bicho, carnívoro, assassino e sanguinário tinha fugido. Quantas vítimas aquele bicho já havia feito? Eu me certifiquei de olhar em tudo, para ver se ele realmente não estava me esperando para dar um bote, dentro da casa pelo menos.

E como que eu iria rastrear onde ele estava? A única coisa que mantinha o "cheiro" dele era a corrente, então seria ela que eu iria pegar. Desvinculei a corrente de onde seja que ela estava presa, guardaria em um dos bolsos do manto preto que eu vestia. Respirei um pouco e tentei manter a calma, enfim, sai da casa, em direção a Taberna, hoje um pouco mais cedo.

E aquelas ruas pareciam mais escuras para mim, meu pensamento estava viajando para meu "amigo", companheiro ou coisa assim. Ao menos queria saber se ele já tinha matado alguém, e se matou. Eu não o conhecia mais, hehe. Eu apenas olhava para baixo, o chão me consolava, eu realmente estava preocupado com as azarentas pessoas que encontram aquele monstro no meio do seu caminho. Pobres vidas perdidas: - Que coisa... Ele poderia ter me avisado. Ora, o que eu estou falando ? Aquele bicho não fala. Só posso estar ficando louco. - Continuei a andar, distraído.

Até que algo prendeu minha atenção. Um som peculiar de algo sendo tensionado, pressenti algo sendo mirado a mim. E o som vinha de trás. Agarrei o capo da espada gigante, presa numa bainha customizada, e quando fui me virar para ver o que era de fato, uma figura saiu do beco e apareceu na minha frente. Eu seria assaltado ? Hoje o dia realmente não estava para mim ! Retirei o capuz, e olhei para frente. Era um homem alto, com uma armadura pesada e uma espada na mão, preparada para qualquer coisa, e outra figura apareceu atrás dele, com vestes que prenderam certa atenção, era bonita.

Três vozes. Iryell, Saphira, duas garotas, possivelmente a que estaria atrás de mim seria uma arqueira. Eu dei uma olhadinha para trás apenas para confirmar, e eu estava correto. Larguei a espada, e voltei a ouvir o que estava a se passar. "Fazer picadinho", "Sempre estragam tudo". Parecia que seriam amigos, poderiam fazer parte de um grupo ou coisa assim, e aquela tal de Saphira parecia ser alguém que estragasse os planos do grupo, tinham uma certa crise.

O homem então perguntou sobre o que eu estava fazendo todos os dias naquela casa. É, não eram assaltantes. Parecia ser um grupo de aventureiros, eu dei um sorrisinho. Me lembrei das aventuras de muitos anos atrás que passei com meu amigo, já falecido, Kagamine, ele também era um idiota que estragava tudo. Era. Eu encarei o homem, e deduzi que ele não iria acreditar nessa história de demônio cachorro, felino ou sei lá o que. Respondia com a cara mais séria possível: - Qual o problema de dormir em um lugar abandonado ? Eu não tenho casa. E agora justamente estava indo para o trabalho, numa Taverna - Olhando mais para a mulher chamada Saphira, notei que já tinha visto ela em algum lugar antes.

Essa maluca já tinha procurado uma confusão que eu tive que apartar na Taverna enquanto estava bêbada, poderia usar isso para ajudar a me livrar dessa: - E outra coisa. Eu conheço vocês. Essa feiticeira aí procurou um problema na Taverna onde eu sou o segurança. Na Taberna Do Macaco caolho. Vocês são um grupo de explorador, aventureiros ou algo assim? Pois eu tenho uma história parecida. - Disse, tentando mudar de assunto. Enquanto esperava as respostas.

_________________
| FO  C | EN  D | AG  D | DT  F | VG  F |
L$
3.650

"Uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém."
- Lispector, Catra. 
avatar
Hayashi

Pontos de Medalhas : 60
Mensagens : 98

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 3
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Subúrbio

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum