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Subúrbio

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Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:05 pm



A orla norte da cidade de Hilydrus é onde se localizam os subúrbios, lar dos menos afortunados e daqueles que não se dão muito bem com a lei. As moradias são geralmente construídas em madeira e de forma irregular, resultando na formação de becos e vielas perigosos. É o lugar preferido para foras-da-lei se esconderem, e também para abrigar quem tem pouco dinheiro sobrando. Comprar ou montar um barraco é fácil, mas é difícil ter alguma segurança ou tranquilidade quando se mora por aqui. O lugar é extenso, tendo centenas de casas mal-acabadas e becos escuros. No centro, onde o acesso é mais difícil, é onde líderes de gangues se reúnem em barracos secretos e montam seus planos.

Soldados evitam patrulhar muito à fundo nas vielas, já que são lugares fáceis de criar emboscadas. Ao invés disso patrulham as ruas mais largas, mesmo sabendo que dificilmente poderão fazer algo caso um criminoso se esgueire pelos becos. Por conta disso o lugar acaba se igualando a Takaras no que diz respeito a fazer justiça com as próprias mãos: líderes de gangues chegam a enforcar quem não segue suas regras, e os corpos ficam pendurados durante dias até que os soldados resolvam retirá-los. Apesar da aparente dominação do crime, é cada vez mais constante uma frota de soldados se organizar e invadir o subúrbio atrás de foras-da-lei. E em geral conseguem fazer uma limpeza invejável. Quando não são mortos os criminosos encontrados vão diretamente para os calabouços do castelo cumprir suas penas.

É preciso ficar atento ao se aventurar por aqui, a não ser aqueles que façam parte do submundo do crime.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:53 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ Goldsilver Ironsteel
Spoiler:

Goldsilver Ironsteel escreveu:
Off: Gabz só mudei um detalhe que tu narro, Aldarion não gritou. É uma questão de honra não gritar sob tortura.




Enquanto a carroça seguia para seu destino, Aldarion permanecia em silêncio e assim continuou quando o veículo parou e os guardas o desceram. Enquanto os soldados se preparavam para aplicar a punição uma pequena multidão de curiosos de reuniu para assistir. Aldarion viu os guardas ascenderem um braseiro e depois colocarem um pedaço de pau ali o deixando sobre o fogo até que sua ponta começasse a se queimar. Finalmente pós alguns minutos um dos guardas, aquele que parecia ser o cabo ou sargento, retirou o pedaço de pau com a ponta em brasa e começou a se aproximar de Aldarion ao mesmo tempo em que dois outros soldados o seguravam pelos braços.

Você pagará por sua insolência civil. – Disse o guarda que vinha cobrar-lhe o olho de tal modo que fez parecer que ser um civil fosse uma ofensa.

Faça o seu pior. – Disse Aldarion com um rosnado.

E assim se fez, não foi preciso tocar o rosto de Aldarion, a simples proximidade das chamas que ardiam na haste de madeira já foi o suficiente para cegar-lhe do olho direito para sempre. Nesse momento Aldarion retesou todos os seus músculos e sua cabeça fez um movimento involuntário para trás enquanto a dor explodia em sua face, mas onde todos os outros gritariam, Aldarion limitou-se a rosnar enquanto sua face se moldava em uma expressão de fúria que exibia todos os seus dentes. Os soldados mal deram tempo a Aldarion de se recuperar da dor lançando-o em uma gaiola e suspendendo-a no ar ao mesmo tempo em que a pequena multidão começava a se dispersar, afinal, torturas, execuções, espancamentos e amputações eram legais de se assistir, mas ver alguém definhar em uma gaiola não. Minutos depois os únicos que ainda estavam lá, eram Aldarion, alguns guardas e alguns transeuntes que passavam de um lado a outro.

Ora ora, o que temos aqui? O poderoso Juggernaut engaiolado como um frangote. – Disse a voz familiar.

Era Nayrun, mestre de Aldarion que surgia de uma das esquinas das ruas que se conectavam à praça, ao contrário do costume ele não estava trajando sua formidável armadura de batalha, em lugar disso usava uma camisa de algodão e calças largas, certamente preferiu assim para evitar confusão com os guardas que provavelmente iriam questioná-lo e tentar prendê-lo por usar uma armadura de batalha sem ter licença para isso. Não que ele não fosse capaz de derrotar todo o exército de Hillydrus sozinho incluindo o rei, mas ele não estava ali para interferi na vida das pessoas ou trazer destruição. Mas mesmo desarmado e sem armadura, seus formidáveis dois metros e meio de músculos e força assustavam os guardas que mesmo assim mantinham-se firmes em seus postos.

Mas uma vez te encontrei e olhe só para você, indefeso como um moribundo. Me diga Aldarion, o que você faria se aquela garotinha resolvesse tomar sua vida dentro desta gaiola, ou aquele mendigo cego dos dois olhos e manco de uma perna? Ou quem sabe aquela senhora que certamente nunca deve ter segurado uma espada na vida? – Nayrun questionava Aldarion e apesar de parecer, não havia nenhum tom de sadismo em suas palavras e sim a mais absoluta seriedade.

Mestre, eu...


Você o quê? Vai tentar se justificar? – Disse Nayrun interrompendo Aldarion. – Vai dizer que está nessa gaiola porque tentou fazer a justiça? É isso? Seu idiota, seu burro, eu não vim aqui condenar sua atitude de tentar fazer o que acha ser o certo, pelo contrário, foi algo louvável. – Nayrun deu uma pausa, suspirou e então tirou do seu cinto um pequeno saco de couro, em seguida despejou seu conteúdo na palma da mão, castanhas de caju torradas.

Isso é uma delícia, comprei de um gênio mercador que disse ter ido a um lugar chamado... Terra? Acho que é isso mesmo. Vocês aceitam? – Falou estendendo a mão para os guardas oferecendo as castanhas, nenhum deles sequer se moveu. – Bom que sobra mais pra mim. Onde eu estava mesmo? A sim claro, na parte em que eu te mostro o quanto você é idiota e estúpido, para não dizer extremamente burro. Veja bem, por que você foi cínico com o rei? Por que fez aquela idiotice na praça e inventou de fincar sua espada no chão? Por que você desafiou o rei dentro de sua própria casa? – Nayrun deu mais uma pausa para comer algumas castanhas.

Sabe, se você tivesse se comportado, provavelmente o rei teria levado-o ao castelo e lá ele teria te explicado as mesmas coisas que explicou, porém sem inutilizar sua mão direita. Depois você sairia do castelo, encontraria a sua namoradinha e a única coisa que os guardas te obrigariam a fazer seria assinar seu nome em uma lista para obter sua licença de porte de arma e armadura. Mas não... Você tinha que estragar tudo não é mesmo? Você julgou o rei e seus guardas como uma turba de idiotas quando na verdade você era o idiota o tempo inteiro.

Nayrun sacudiu a cabeça negativamente por um momento.

–- Mestre... O rei ele... – Aldarion tentava se explicar.

Ele o que? Usou sua mulher como refém? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Você realmente é um idiota! – Dizia Nayrun gargalhando e atirando algumas castanhas contra Aldarion. – Você acha mesmo que o rei, em toda a sua glória, responsabilidade e poder, mancharia sua honra usando reféns apenas para te controlar? Você é realmente um burro egocêntrico, ele fez isso pra proteger você de si mesmo porque ele sabia tanto quanto eu que provavelmente você tentaria fugir do castelo, aprontaria uma enorme confusão e acabaria matando alguém e ai você também teria que morrer.

Aldarion estava em silêncio, as palavras de Nayrun começavam a fazer algum sentido para ele.

Apesar de tudo, o rei admira seu senso de justiça e coragem e ele não quer matar homens como você, mas a admiração dele acaba onde começa o desprezo por sua arrogância e estupidez, bem justificáveis, diga-se de passagem. E se você ainda não percebeu, o sangue nas pulseiras que ele te deu não era da sua mulher, os empregados do castelo mataram alguns faisões para o jantar e é dali que veio o sangue. Genial não é mesmo? E o mais engraçado é que ele não precisou usar uma única palavra para fazer você pensar bobeiras, em momento algum ele disse que aquele sangue era da Sabrina, HAHAHAHAHAHAHAHA, o cara usou sua própria mente contra você mesmo! – Por um momento parecia que Nayrun estava se divertindo com tudo aquilo, o que não era verdade, ele não gostava de ver seu pupilo naquele estado.

Aldarion... Agora você está enfrentando seu maior inimigo, está enfrentando a si mesmo. Essa gaiola que te prende é a gaiola da arrogância e apenas quando você aprender o valor da humildade é que poderá se dizer um guerreiro completo. As ações que o colocaram ai foram criadas por sua arrogância, sua estupidez e idiotice, e assim como esta gaiola o deixa indefeso para o mundo, esses defeitos o deixam indefeso como um guerreiro.

Nayrun deu mais uma pausa, então começou a se afastar.

Você tem sorte, agora tem uma mulher que parece estar começando a gostar de você, que tal começar a dedicar sua vida a protegê-la como ela merece? Ou será que você não é capaz disso? Boa sorte, estarei acompanhando tudo de perto, estou curioso para saber o que o rei vai fazer com você. Há sim claro, você acha que vai simplesmente poder sair andando dessa gaiola e dizer thau? Vai esperando! HAHAHAHAHAHAHA! Hummmmm preciso comprar mais destas castanhas, são uma delícia.

Aldarion ficou em silêncio enquanto ele e os guardas observavam Nayrun se afastar até virar uma das esquinas e desaparecer. No exato momento em que Nayrun desapareceu outra pessoa surgiu, era Sabrina. Aldarion poderia não admitir, mas seu coração se encheu de alegria ao ver a jovem.

Sabrina... disse ele da gaiola. Me desculpe... por isso... Eu não queria te envolver nessa história toda. – Aldarion falava com dificuldade e de forma pausada, estava tomado pela vergonha, as palavras de Nayrun haviam revelado verdades que ele jamais tinha percebido antes.

@ Sassa
Spoiler:

Sassa escreveu:
Sabrina ficou encarando o guarda incrédula, mas em seu intimo sabia que ele não estava errado, jamais tentara abrir a porta e sair, mas tinha quase certeza que se tentasse, teria sido “convidada” e ficar no quarto por mais tempo. Ficou ali mais alguns segundos observando enquanto o guarda voltava a seu posto e em seguida saiu apressada. Estava apreensiva, andava pela rua descuidada, com pressa, como se estivesse atrasada para algo, mas na verdade, queria reencontrar com Aldarion. Em determinado ponto de sua caminhada sentiu novamente a dor, seu olho ardeu, ao ponto de faze-la parar de andar e fechar os olhos. “Ele está pagando pelos seus atos.” Comentou Alice, mas isto só serviu para fazer Sabrina abandonar sua compostura e começar a correr.

Queria chegar o mais rápido possível até seu parceiro e não mediu esforços para isso, correndo a toda velocidade, seguindo seu instinto, algo dentro dela dizia que ela deveria estar la para ajuda-lo nesse momento. Sentia que estava bem próxima, a cada passo, o sofrimento que ela sentia através de Aldarion aumentava, seu olho direito ardia tanto que ela lacrimejava, mas apesar disto ela estava bem, podia ver normalmente. Assim que chegou a rua principal Sabrina parou de correr, estava sem folego e ofegante, mas finalmente encontrara Aldarion, preso no alto em uma gaiola apertada e suja. Seu olho direito estava com uma aparência horrível. – Não precisa se desculpar... – Falou a garota em um tom sério, mas escondendo dentro de si o sentimento de compaixão por seu parceiro. – Eu... deveria ter impedido você aquela hora. Se eu tivesse o parado, isso não teria acontecido, mas agora não adianta mais...

Sabrina ignorou os guardas e se aproximou da gaiola até poder estender a mão para aldarion, e assim o fez, ficando na ponta dos pés para alcança-lo. – Esperarei até que esteja livre novamente. Depois daremos um jeito em sua feridas... Cuidarei de você de agora em diante. – Sua ultima afirmação soava como se ela tivesse sido a culpada pelo acontecimento, e talvez fosse assim que ela se sentia em seu intimo. Sabrina não abandonou o tom sério e neutro desde que chegara, mas não por falta de sentimentos, mas sim por medo de demonstra-los a Aldarion. A jovem tivera pouquíssimas experiências sentimentais em sua vida, e a maioria delas não passaram de tremendos desastres, o que a tornava muito mais reservada e fria do que costumava ser quando mais jovem. – Vou em busca de algum meio de ganhar dinheiro enquanto permaneço aqui na cidade, virei aqui todos os dias para te ver, esta certo? – Apenas aguardou a confirmação de Aldarion para então partir para o primeiro destino que lhe abrisse as portas, ouvira falar de tavernas famosas pela cidade, talvez algumas destas a aceitasse como garçonete ou arrumadeira.

@ ADM GabZ
Spoiler:

ADM GabZ escreveu:
<Aldarion recebeu 200 pontos de experiência pelo desenvolver da história, mais 200 pontos de bônus de narração. Seu personagem está cego do olho direito.>
<Sabrina recebeu 200 pontos de bônus de narração>

Os soldados, mesmo com a visão de Nayrun, não deixaram seu posto. Atentos para qualquer tipo de tentativa para libertar o prisioneiro, ouviram a conversa e ficaram surpresos com algumas informações que o guerreiro gigante tinha. Ainda assim, para seu próprio bem, preferiram continuar aonde estavam, uma vez que perceberam que o guerreiro não era hostil e, pelo menos ali, não demonstrava perigo.

Logo ele partiu. Aldarion assistiu durante um longo tempo, talvez algumas tediosas horas, as pessoas andarem pelo subúrbio, carroças ocasionais, outros guardas patrulhando e alguns corvos curiosos que pousaram em um telhado próximo. Dois deles olhavam Aldarion como se zombassem dele, crocitando vez ou outra antes de se virar e coçar suas penas distraidamente. A gaiola era extremamente desconfortável, até mesmo a parte debaixo era feita com grades, de forma que nem sentar nem ficar de pé causava algum alívio para o guerreiro. Não havia posição favorável, com o passar do tempo suas pernas e costas doíam, sem falar nos pés que aos poucos eram marcados pelas grades em que pisavam.

Foi quando Sabrina chegou, após atravessar toda a cidade atrás de Aldarion. Ao avistá-lo tentou se aproximar, mas não conseguiu ir mais além que Nayruni.

— É proibido aproximar-se do prisioneiro. — Anunciou um dos guardas, erguendo a mão à frente de Sabrina em sinal para parar. — Qualquer tipo de ajuda que ele receber, o responsável será punido com o mesmo destino.

E assim, de fato, fora feito. Após uma breve conversa Sabrina decidiu procurar por algum tipo de emprego em uma das tabernas, deixando Aldarion a sós com os guardas, sua gaiola e os dois corvos.

<Gold, seu personagem ficará preso por sete dias. Assim como seu personagem está sendo punido, de certa forma você também será. Cada dia será um turno e você deve continuar jogando normalmente, ainda valendo todo tipo de bônus e experiências equivalentes. Este é o primeiro dia>

@ Goldsilver Ironsteel
Spoiler:

Goldsilver Ironsteel escreveu:
Primeiro dia.

A gaiola era extremamente desconfortável, não existia nenhuma forma de se acomodar dentro do objeto sem ficar marcado pelas barras de ferro. Para alguém alto e com o físico de Aldarion e pequena prisão de tornava ainda pior, mas a dor era uma velha companheira do espadachim e o desconforto algo comum. Para alguém acostumado a passar fome, dormir no chão duro e ao relento, ser ferido em combate constantemente e passar a maior parte do tempo carregando o peso de uma armadura de batalha, a tortura dentro da gaiola pouco significava. Era uma situação incômoda, mas ainda assim nada que não pudesse ser suportado com facilidade pelo guerreiro, pelo menos no que se diz fisicamente. O verdadeiro objetivo daquela gaiola era massacrar o orgulho de seu prisioneiro enquanto transformava-o em um exemplo a todos os outros que viviam naquela cidade.

O dia amanheceu claro e com o céu limpo, mas o clima pouco importava para Aldarion que permanecia sentado dentro de sua pequena prisão de forma que suas pernas ficassem para fora, suspensas no ar. O guerreiro parecia olhar para o vazio enquanto divagava sobre a ultima conversa que tivera com seu mestre e sobre a ultima noite de amor que havia tido com Sabrina antes de chegarem à Hilydrus. Dentro de sua mente uma série de pensamentos ecoava, pensamentos que faziam o sentimento de culpa do espadachim crescer exponencialmente, pensamentos sobre valores que ele deveria ter, que ele precisava alcançar.

Honra.
Glória.
Justiça.
Perseverança.
Coragem.
Disciplina.
Paciência.
Lealdade.
Habilidade.
Responsabilidade.
Humildade.

Humildade... Humildade... Humildade... Humildade... Humildade... Humildade...

“O verdadeiro juggernaut deve ter humildade, pois apenas a humildade permite que ele enxergue as pessoas ao seu redor como elas são. O arrogante e orgulhoso julgará antes de conhecer, considerará fracos aqueles que na verdade são fortes. Em sua soberba ele agirá com presunção e então ele cairá derrubado por aqueles que julgou serem mais fracos que ele.”

“O humilde não se sobrepõe a ninguém, ele se mantém em seu lugar com seus olhos livres dos julgamentos, ele consegue ver o que as pessoas são de verdade e isso o torna invencível porque aquele que conhece a si mesmo e ao seu adversário vence todas as batalhas.”


As palavras de Nayrun, ditas a ele cinco anos atrás ecoavam em sua mente e a medida que isso acontecia elas iam se repetindo e a cada repetição, o sentido da mensagem que elas traziam ia começando a fazer sentido.

O restante do dia se arrastou monótono, as pessoas iam e vinham de todos os lados, os guardas trocavam seus turnos e as vezes reclamavam porque Azure simplesmente não atirou Aldarion em um calabouço frio onde não seria preciso tanto trabalho para vigiá-lo. A fome e a sede começaram a se fazer presentes, certamente os guardas não lhe dariam comida ou até mesmo água, mas se não dessem ele também não pediria. A verdade que os guardas não sabiam, é que Aldarion era capaz de aguentar muito mais dias sem água e comida que uma pessoa normal. Mas obviamente ele não falaria aquilo, ficar preso naquela gaiola já era ruim o bastante imagine ter que suportar uma sede avassaladora?

Ao final da tarde Sabrina apareceu o que alegrou o coração do guerreiro.

Minha querida, como você está? Me diga como está passando o dia nesta cidade? – Questionou com um sorriso triste.

Sabrina explicou a Aldarion o que fez no dia e depois ela tentou dar a ele água e comida, mas os guardas impediram o que fez a jovem protestar.

Sah, fique tranquila eu estou bem. – Disse Aldarion acalmando a jovem, ela podia sentir que de fato ele estava bem.

Depois os dois conversaram bastante e Aldarion prometeu que quando saísse dali ensinaria alguns truques com facas para Sabrina. Finalmente a noite chegou, Sabrina se recusava a ir embora mas encontrou uma insistência veemente por parte de Aldarion para que ela partisse. Depois de uma pequena briga onde Aldarion tentava obrigar Sabrina a ir embora, e Sabrina se recusava a ir, finalmente ele conseguiu convencer a jovem a partir.

A solidão novamente se fez presente e Aldarion permaneceu em silêncio vindo a adormecer na metade da noite.

@ ADM GabZ
Spoiler:

ADM GabZ escreveu:
A noite de Aldarion foi mais difícil do que pensava.

O cansaço e o sono o atingiam, mas a falta de qualquer conforto tornava difícil cair no sono. A lua, crescente e alta, brilhava timidamente por entre algumas nuvens e parecia envergonhada com o que acontecia lá embaixo. Parecia que ela tentava não iluminar muito para que Aldarion pudesse dormir, mas a luz era a última coisa que podia incomodá-lo. Seus músculos reclamavam de dor, até sentar-se era uma tarefa desagradável pois obrigava o enorme guerreiro a ficar em algo próximo da posição fetal. Seus pés, pernas e agora costas eram aos poucos marcados pelas barras. Demorou longas horas para que finalmente o sono vencesse o desconforto, ou talvez que tenha desmaiado de cansaço.

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O dia veio junto da dor em seu corpo e um sol forte no rosto. Aldarion preferiu se levantar na gaiola, sentindo boa parte dos seus ossos estalarem e seus músculos reclamarem dolorosamente. Lembrou-se que não havia tratado sua mão e tirou a faixa para verificar o ferimento: estava curado. Como o rei havia dito, se alguém puro fosse cortado por aquela lâmina não restaria nada, nem mesmo uma cicatriz. De certa forma o guerreiro ficou aliviado por saber que não tinha manchas malignas em sua alma.

Mas ainda tinha muito a aprender.

Por volta do meio dia um dos guardas baixou ligeiramente a gaiola para entregar a Aldarion um odre cheio de água fresca. Esperou o prisioneiro se refrescar para pegá-lo de volta e novamente içou a gaiola. Provavelmente só receberia água uma vez ao dia. Deveria aproveitar.

Os corvos voltaram de alguma caçada noturna, pousando sobre um telhado mais próximo de Aldarion. Seus grasnos pareciam risadas, mas não eram aves más. Na verdade, pareciam distrair o guerreiro, que dedicou uma parte de seu "tempo livre" para admirá-las. Os corvos brincavam entre si, se bicavam, algumas vezes voando para longe e voltando em seguida. Um deles chegou a pousar na gaiola e enfiar a cabeça entre as grades, saindo de perto rapidamente antes que Aldarion pudesse fazer algo. Pareciam dizer "saia daí, gaiolas são lugar de ninguém". Por algum motivo essa frase pipocou na cabeça do guerreiro.

<Segundo dia>

@ Goldsilver Ironsteel
Spoiler:

Goldsilver Ironsteel escreveu:
Segundo dia.

A noite fora terrível para Aldarion, a gaiola definitivamente era um lugar desconfortável para se ficar, e para alguém com o físico de Aldarion isso se tornava duas vezes verdadeiro. O guerreiro demorou para pegar no sono e quando o fez, foi por puro cansaço praticamente desmaiando de exaustão. Quando acordou no dia seguinte, ele o fez cedo, quase junto do nascer do Sol. Viu os guardas que o haviam vigiado durante toda a noite trocando sua ronda, e os novos que agora chegavam logo trataram de dar a Aldarion sua pequena cota de água, não o suficiente para matar a sede, mas o suficiente para assegurar a sobrevivência. Mal os guardas sabiam que Aldarion era muito bem capaz de sobreviver vários dias sem água e sem comida, muito mais tempo que uma pessoa normal, graças as agruras que havia passado em Ice Wind Dale. Mas obviamente ele não recusaria qualquer coisa que lhe dessem, a sede era uma sensação horrível.

Quando o sol se ergueu um pouco mais no céu, Aldarion sentiu Sabrina despertar e sentiu que ela estava pensando nele, uma sensação reconfortante banhou a ponto de fazê-lo por um momento esquecer até mesmo a dor de ter a carne fustigada pelas desconfortáveis barras de ferro. Um sorriso tímido surgiu em seus lábios e em resposta ao que sentiu ele devolveu o carinho com bons pensamentos. Aldarion passou o restante do dia concentrando-se em suas próprias reflexões, procurava lembrar-se dos conselhos de seu pai, de seu falecido amigo Davaron e de seus mestres.

“O penitente paga o peso da culpa por seus erros com resignação e perseverança. Onde outros procuram justificativas, o penitente busca reparação.”

A reflexão vinha em conjunto com seus pensamentos por Sabrina e a responsabilidade que ele tinha para com ela, mesmo que na teoria fosse algo imposto, a verdade é que na prática ele continuaria seguindo-a mesmo se tivesse a opção de simplesmente ir embora. Era algo que ele não conseguia explicar, mas em pouco tempo havia surgido um novo sentimento que ele nunca havia sentido. Talvez sua ligação sobrenatural com Sabrina tenha acendido a chama de uma paixão que normalmente deveria ser impossível, por um momento ele pensou ser apenas um efeito de sua condição, mas ao perceber reciprocidade viu que realmente era algo novo, algo bom.

“Se eu quero cuidar dela e levar isso adiante, devo antes amadurecer.” – Pensou e então voltou a se lembrar da sabedoria que lhe fora passada por seus mestres.

“Para possuir algo, você tem que se provar merecedor disso, isso inclui até mesmo o dom da vida e todos as maravilhas que a acompanham.”

Era isso, penitenciar, a única forma de amadurecer e se tornar um verdadeiro guerreiro, alguém digno de carregar o título de Juggernaut e ao mesmo tempo proteger Sabrina. Com esse pensamento em mente, Aldarion começou a se preparar para o que estava por vir e que logo provaria ser a fase mais difícil de sua vida. A privação do que ele possui e a reconquista através do merecimento. A tarde passou e apesar de todo o sofrimento, Aldarion permaneceu alheio a tudo ao seu redor, a imersão em seus pensamentos fora tamanha que apenas a proximidade de Sabrina no final da tarde o despertou novamente para o mundo que o cercava.

Novamente os dois conversaram, Sabrina contou a ele como estava fazendo para se virar naquela cidade enquanto aguardava pacientemente ele ser libertado. Quando a noite voltou a lançar seu manto escuro sobre os céus, Aldarion e Sabrina mais uma vez começaram uma nova discussão, o motivo era o mesmo, ela não queria ir embora e ele não a queria ali durante a noite.

E mais uma vez ele foi vitorioso em seus argumentos fazendo Sabrina partir relutante a passos pesados, mas não sem antes receber dela um presente que era justamente o que ele desejava, um lenço. A jovem olhou para seu guerreiro antes de virar a rua e então levantou seu braço levando sua mão até sua boca, através de um beijo soprado no ar, o lenço voou da mão de Sabrina indo parar na gaiola de Aldarion que o recolheu com extremo cuidado. O guerreiro levou o lenço até seu rosto para sentir o perfume da jovem e então o amarrou ao redor da cabeça de forma a vendar seus olhos.

Era o começo de sua penitência pessoal, o início de sua jornada para alcançar a verdadeira aprovação daqueles que o cercavam e mais importante, a sua própria.

“Aquele que vê com os olhos da arrogância, deve aprender com a falta dela a enxerga por outros meios mais confiáveis.” – Pensou, e assim ele o faria, até que aprendesse a julgar as pessoas pelo que elas realmente são e não pelo que aparentam.

@ ADM GabZ
Spoiler:

ADM GabZ escreveu:
Ao vendar seus olhos, o guerreiro começou uma penitência pessoal. Se privaria do sentido da visão, portanto apenas percebeu que a noite caiu quando o frio passou a envolver sua pele. Com o passar das horas aquilo se tornava mais intenso. Sendo quase impossível para dormir graças ao extremo desconforto, Aldarion passava a sentir com muito mais intensidade tudo que o incomodava. Poucos sabiam o que a falta de visão fazia com os outros sentidos: apurava-os, os deixando muito mais sensíveis, como se o corpo tentasse compensar a visão perdida. E ficou muito pior estar naquela gaiola. A noite foi ainda mais longa e mesmo assim Aldarion não tirou sua venda. Quando finalmente desmaiou de cansaço, pensou ter sonhado.

Viu uma floresta de árvores gigantescas. Suas folhas eram tão verdes que a luz do sol, ao passar, também ficava verde e fazia com que o ambiente fosse belo e calmo. Tal cor transmitia paz e tranquilidade ao mesmo tempo em que lembrava da cura e da natureza saudável. Era como se aquilo chamasse o guerreiro.

Mas logo acordou.

Apenas algumas horas de sono lhe eram permitidos até o sol começar a castigar sua pele mais uma vez. A esta altura a pele de Aldarion já escurecera ligeiramente, mas ainda havia vermelhidão nos ombros e nos braços. Era uma tortura ficar ali, mas não reclamava. Aceitou a punição e a teria até o fim. Desta vez o sol estava tão forte que os dois guardas que vigiavam Aldarion estavam protegidos abaixo de um toldo a alguns metros da gaiola. Certamente iriam torrar com aquela armadura pesada. Por conta do sol forte, Aldarion recebeu mais água do que o normal para se manter hidratado, ou o mínimo que precisava. Não demorou para estar sozinho novamente.

— Ei, aquela garota que vem todo dia, ela não se parece com a rainha? — Aldarion escutou os guardas conversando. Normalmente não conseguiria fazer isso, principalmente pela distância, mas sua audição havia se apurado nessas longas horas, o suficiente para ouvir fracamente a conversa.

— Está maluco? Nunca viu a rainha?

— Não, por isso estou perguntando... Nunca trabalhei no castelo para vê-la. Dizem que ela é muito bonita, feito um campo florido na primavera.

— É claro, o rei não é tolo. Mas ela ainda não é rainha oficialmente, até onde sei. Do contrário o reino todo saberia dela.

— Porque ainda não?

— Não sei. Talvez porque na última guerra toda família real foi morta, então pode ser um meio de protegê-la, difícil saber. Ou ela pode ser apenas um jogo duro, sabe, daquelas mulheres duronas que não querem casar de jeito nenhum! Hahaha!

— HAHAHA! Se o rei ouvir isso, vai arrancar sua cabeça!

Ambos riram, mas por um curto tempo. Algumas pessoas que andavam na rua observaram e logo os dois soldados voltaram à postura de antes. Ser um soldado, ainda mais daqueles que vigiam prisioneiros, devia ser algo muito maçante e tedioso.

@ NT Shirou
Spoiler:

NT Shirou escreveu:@Serena

O armazém que Serena havia entrado era escuro, abafado e com um pesado cheiro de mofo. Ali dentro havia várias caixas, muitas certamente antigas e que nunca foram entregues aos seus donos. A má visibilidade também dificultava bastante, resultado em alguns tropeços e batidas em certas caixas e itens. Mas, para a sorte da garota, a encomenda que fora requisitada pela mulher estava à poucos metros da entrada, separada numa pequena pilha de caixas, provavelmente todas encomendas que acabaram de chegar. Logo, tudo que ela precisava fazer era pegar a caixa e voltar a sua mesa, torcendo para que os entregadores logo voltassem e que ela nunca mais precisasse voltar até ali... Isto é, até reparar em algo. Atrás da pilha de encomendas, havia uma parede com um pequeno buraco. Contudo, o mais estranho é que daquele buraco passava uma forte corrente de ar gelado. Não o bastante, aquela parede era um pouco diferente das demais, possuindo uma coloração mais vívida, como se tivesse sido construída a pouco tempo. Além disso, era a única que não estava coberta de musgos e com sinais de infiltração.

O caminho que levava até ela estava repleto de caixas, o que daria um pouco de trabalho para chegar até ali. Por fim, logo ao chão havia havia um pequeno pedaço de corda, curiosamente também ligado a parede.
— Ei novata, porque tanta demora! Anda logo que a nossa cliente está esperando! —

@George

Assim que chegou ao subúrbio, George já podia notar a diferença. Ao contrário da região onde a Taverna era localizada, o subúrbio era muito mais pobre e, seus habitantes, eram exatamente o oposto. Não havia risada naquele ambiente, apenas a clara miséria e sofrimento. Aquelas pessoas travavam batalhas diárias para sobreviver. — Isso não é nada bonito, certo? Disse a maga, que o guiava entre vários becos e passarelas, sempre evitando aglomerados de pessoas e, principalmente, soldados. Por fim, após dar várias e várias voltas por entre o subúrbio, eles finalmente chegaram a uma pequena entrada logo abaixo de uma ponte, que parecia dar entrada ao esgoto. — Espero que não se importe com o cheiro, esse é o caminho mais rápido para chegarmos ao "centro". — E entrou, sem dizer mais nada para George e esperando que o meio-dragão a seguisse.

Como havia mencionado antes, o cheiro ali embaixo era insuportável. Não, o cheiro das fezes e do esgoto não era o único problema, mas sim o cheiro de decomposição. Apesar da entrada ser pequena, os túneis do esgoto eram enormes, possuindo várias galerias e diversas passagens, sendo facilmente um labirinto para os desavisados. Esse deveria ser um dos motivos para certas coisas, além de esgoto, serem despejadas ali. A escuridão também era predominante naquele lugar, mas rapidamente isso mudou, quando Maryn usou as mesmas esferas que George havia presenciado na taverna.
— Bem útil isso, não? Por ser algo fora da minha escola de magia, eu ando tento dificuldades pra controlar. Resumindo, essas pequenas orbes de luz, além da capacidade de iluminar, servem como "olhos adicionais" para mim, permitindo que eu explore ambientes sem precisar me preocupar com armadilhas, inimigos e afins. — E sem dizer mais nenhuma palavra, ambos seguiram por diversos caminhos no decorrer das horas, até finalmente chegarem a uma escada que parecia levar a um outro túnel, só que um pouco mais largo. — Nosso destino está logo ali, quer ir na frente? —

@ George Firefalcon
Spoiler:

George Firefalcon escreveu:Chegando àquele lugar, foi fácil notar que havia muita miséria e sofrimento. Só aquela visão faria ter a vontade de lutar contra as pessoas que causariam aquilo. Era fácil ver que aquelas pessoas lutavam bravamente pra sobreviver...

-Agora eu entendo a sua reação lá na taverna... Eu teria a mesma reação. Só não gostei de ser forçado a isso, afinal de contas, essas pessoas também são forçadas a viver desse jeito. - enquanto eu seguia a maga pelo caminho que ela me mostrou. O cheiro era horroroso, e dizia ela que era o caminho mais rápido para que chegássemos ao centro... "Mas o que fizeram a esse lugar?", me perguntei.

Eu continuei seguindo-a. Queria saber onde Maryn me levaria. O cheiro, como eu havia dito, era muito, mas muito forte,  eu penava para continuar acompanhando ela. O lugar também era muito escuro, mas a maga usou as mesmas luzes que usou no quarto da taverna, e tudo ficou melhor. Ela explicou que aquilo era uma magia aprendida fora da escola dela, que além de iluminar, ajudavam a enxergar melhor... Seria muito útil em batalha.

-Você poderia me ensinar esta magia? Ela é bem útil.

Assim, seguimos silenciosamente até a escada que levava para outro túnel, mais largo. Ela me pergunta se eu quero ir à frente.

-Não acho justo que alguém que me guiou o caminho inteiro fique atrás, a não ser que você queira que eu siga à frente, por causa do que pode aparecer.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Ter Fev 25, 2014 4:11 pm

Terceiro dia.

Mais um dia entediante e chato para o espadachim. Mais um dia de sofrimento e privação. Ele poderia estar passando por tudo isso, mas não se sentia sozinho, graças a sua ligação com Sabrina que sempre lhe fazia companhia em pensamentos.

Por um momento se entreteve com a conversa dos guardas o que o levou a deduzir que a rainha era uma mulher problemática. Mas isso não era da conta dele, e nem quando saísse daquela gaiola ele pretendia sequer encontrar com tal mulher. Com o desinteresse sobre o assunto o pensamento logo mudou.

Mas Aldarion não sabia que talvez ele de fato pudesse a encontrá-la, afinal, ele jamais se imaginou na frente de um rei e muito menos entrando em um palácio, mesmo como prisioneiro. E ele havia tido esse contato, bastante infeliz, mas importante para mostrar algumas verdades que estavam ocultas diante de seus olhos.

O dia passou tedioso como sempre, a medida que o tempo se arrastava, Aldarion ia aos poucos ignorando a dor que fustigava-lhe a carne. Concentração e foco, lembrou-se dos ensinamentos de Cobernick e com essa sabedoria começou a meditar sentado dentro da gaiola, com as pernas de fora balançando no ar.

Quando recobrou sua atenção ao ambiente ao seu redor, Aldarion sentiu o frio da noite tocar sua pele e junto dele um calor agradável. Sabrina se aproximava. Mais uma vez o casal conversou bastante, contaram piadas e jogaram conversa fora, mas em dado momento Aldarion mandou a jovem embora. Esta despediu-se e partiu, ou fingiu partir.

Ele sentia que ela estava ali e sorriu com a atitude da garota, ela estava de fato mostrando um sentimento que a princípio ela não tinha. Aldarion insistiu para ela ir embora e assim mais uma vez ela partiu relutante como sempre.

A madrugada seguiu silenciosa e mais uma vez Aldarion apenas conseguiu pegar no sono graças ao absoluto cansaço.

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Re: Subúrbio

Mensagem por mustaface em Sab Mar 01, 2014 12:33 am

As coisas pareciam estar seguindo seu curso de modo calmo e reconfortante, algo que parecia uma piada vindo da minha pessoa. Fazia um tempo que sai do Deserto de Ossos e cheguei aqui com a ajuda de um homem chamado Filteril, me sentia meio perdido nesse lugar e não sabia por onde começar a procurar meu mestre.

-Hum, onde será que ele morava?

Pensei em voz alta, quase como um sussurro de indignação. Prezava muito a minha paz, e de certo modo eu sabia que não teria tanta paz enquanto estivesse ajudando meu mestre que descansava em sua pós-vida. O que fazer? Perguntar de pessoa em pessoa? Ir em algum estabelecimento? Que porcaria...

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Re: Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Qua Mar 12, 2014 1:49 pm

@Mustaface

Aquele lugar era estranho.

Parecia um contraste perfeito com a bela cidade de Hilydrus: os subúrbios possuía inúmeras casa de madeira e barro, poucas de pedra, além de muitas pessoas mal vestidas. As ruas eram sujas, mas não de lixo e sim de limo, poeira, terra e Gulthar podia jurar que algumas das manchas eram de sangue seco. Estava em uma área perigosa. Sentia-se vulnerável, mesmo havendo uma constante patrulha de guardas.

— Procurando alguém, meu jovem? — Enquanto andava o meio-dragão mal percebeu que passou perto de um estranho senhor. Era um anão e bastante velho, sua barba já grisalha e a falta do seu olho direito davam uma aparência nada animadora a ele. Era também magro para sua raça, vestindo trapos pesados que lhe cobriam todo o corpo, exceto a cabeça careca. — Posso não aparentar, mas sou bom em dar informações a forasteiros.

<Mustaface, pode escolher ignorá-lo ou o responder. Qualquer ação é válida>


@Goldsilver

O quarto dia estava impossível. Se não fosse pela concentração e resistência de Aldarion, já estaria implorando para sair dali. Mas não o juggernaut: ele cerrava os dentes e ignorava todo desconforto e dor em prol de seu orgulho como guerreiro. O sol já estava alto e a pele de Aldarion ardia mais uma vez sobre aquele calor castigante. Mesmo recebendo água extra por conta do calor, não era o suficiente.

Aproximadamente no meio da tarde baixaram ligeiramente a gaiola e um soldado lhe entregou uma carta com um selo real.

— Isso é do exército. Pode responder quando acabar sua sentença. — Disse o soldado e, em seguida, a gaiola foi erguida novamente.

Aldarion levou algum tempo para abrir o envelope. Era de um papel espesso, usado para correspondências do exército e do próprio castelo. No entanto o guerreiro duvidava que aquilo se tratava de um pedido de soltura, ou mesmo perdão. Mais cedo ou mais tarde teria de abrir, e o fez quando o sol começou a se por.
Spoiler:

"Ao prisioneiro Aldarion Ironshield

Eu, Sub-General Woodlance do Exército Real de Hilydrus, informo neste papiro que estou responsável por vossa condenação. Após os sete dias de humilhação pública, tu ainda deverás enfrentar dezoito meses nos calabouços do castelo, resultado de claro desrespeito à autoridade máxima de nosso reino. Vossa espada, cravada em meio à Praça Real, será tombada ao cavar um buraco em torno dela e, posteriormente, coberta com pedras. Será como se o incidente jamais houvesse acontecido.

Porém tenho o poder de transformar sentenças em oportunidades para raros condenados. O exército busca voluntários para auxiliar na construção e vigia do Forte Vento Bravo. A região é hostil, o trabalho é de alto risco, mas acredito ser uma melhor opção do que definhar em calabouços mal iluminados. A proposta é trocar os dezoito meses de sua sentença por um ano de serviço ao Forte. Tu estarás livre após este período.

Responda ao final de sua sentença atual."

E a noite caiu sobre o pesado fardo de fazer uma escolha cruel.

<Pela demora de minha postagem, ambos vão receber 100 pontos de experiência como bonificação>

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Re: Subúrbio

Mensagem por mustaface em Qui Mar 13, 2014 12:36 pm

Aquela sensação de desconforto que eu sentia na Vila Solstício se instalou novamente em mim, algo me dizia que esse lugar era encrenca, coisa que eu desconfiava que seria e desejava que não fosse. Não notei a principio a presença de alguém próximo a mim, mas uma voz me chamou e automaticamente me virei para ver o ser que me chamava, um velho senhor de aparência estranha e que pra piorar não possuía um olho. Na hora supus "Provavelmente ele pode ter enfrentado batalhas em sua juventude, ou talvez ele fosse algum tipo de encrenqueiro e teve esse tipo de punição.", e sem eu perceber a desconfiança se instala novamente.

-Procuro sim... - Falei pausadamente como se estivesse dando tempo a mim para decidir o que fazer, revelar o motivo de estar aqui ou simplesmente dizer que não é da conta desse homem? - Meu mestre morreu faz 1 ano, o nome dele era Kal'jin. Sabe me dizer onde ele vive? Sabe me dizer se pelo menos estou próximo?

E em apenas um pensamento meu corpo ficou um rígido. "E se esse homem querer algo em troca? E se ele mandar eu fazer algo em troca? Merda." Nunca me senti desse modo em outros lugares, esse lugar ... me lembra minha casa. "Deveria ter ignorado esse cara ... "

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Sex Mar 14, 2014 1:25 pm

Quarto dia.

O quarto dia veio fustigante como todos os outros, o calor infernal e o desconforto daquela prisão terrível eram suficientes pra dobrar a vontade de um homem comum, mas não do juggernaut. Seu orgulho como guerreiro não o permitia se entregar, implorar ou mesmo reclamar. Em silêncio ele suportava sua pena na escuridão de sua cegueira auto imposta.

Talvez aquela fosse a primeira vez que os guardas vissem um prisioneiro tão obstinado a suportar sua punição. Dentro da escuridão de sua mente, Aldarion estava livre para focar sua atenção na coisa que mais lhe importava naquele momento: Sabrina.

Mesmo distante de sua amada, ele conseguia sentir os pensamentos dela e enviar os seus próprios, era algo maravilhoso, algo particular que somente o casal podia desfrutar. Mesmo distante eles conseguiam quase que conversar.

Então sem aviso, Aldarion sentiu sua gaiola ser descida e um dos guardas lhe entregar um papel que ele rapidamente identificou como um envelope. Aldarion tateou a carta e sentiu que esta estava fechada por uma marca de cera o que o fez deduzir que era uma correspondência importante, porque apenas nobres selavam suas cartas com cera e usavam um sinete pra marca a cera com sua assinatura. Aldarion esperaria a noite cair e Sabrina visitá-lo, então daria a carta a ela para que a lesse, juntos os dois decidiriam o que fazer e ficou acordado que ambos seguiriam juntos para o forte.

- Amor, preciso que você busque minha espada antes que ela seja enterrada. Ela é parte de mim e aceitará ser carregada por você. - Disse Aldarion. - Se tentarem te impedir mostre a carta a eles e diga que eu aceitei a proposta, mas... Falta assinar.

Aldarion desenrolou a atadura suja com seu sangue que se encontrava em sua mão outrora machucada e a entregou a Sabrina.

- Leve isso com você, será a prova de que falou comigo. Por favor amor seja rápida, aquela espada tem algo de especial, é uma arma única.

Novamente os dois brigaram e o motivo mais uma vez foi Aldarion tentando convencer Sabrina a não passar a noite na praça com ele. Mais uma vez ele triunfou e a jovem foi embora relutante.

Entregue ao silêncio da noite, Aldarion passou a madrugada recordando imagens do passado, quando em outra ocasião de sua vida ele sofreu a mesma pena e teve o mesmo destino o que o levou a viver aventuras intensas. Ele havia jurado que jamais iria se curvar diante de ninguém ou chamar qualquer um de "milorde" ou "senhor".

Normalmente ele teria escolhido os calabouços, mas havia Sabrina e ele não queria se afastar dela de forma alguma. Teria portanto que abandonar seus antigos votos e se submeter a vontade dos outros, mais uma vez. Mas aquilo não importava, estaria pelo menos fazendo algo que estava acostumado a fazer e o mais importante, estaria junto de Sabrina.

No final das contas ele contaria cada dia passado no forte e no exato momento em que sua pena estivesse cumprida, ele partiria para a liberdade.

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Re: Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Ter Mar 18, 2014 5:52 pm

@mustaface

— Kal'jin? Ah claro, um tipo alto e forte, ele mora por aqui sim. Venha, vou te mostrar o caminho. — O velho balbuciou mais algumas palavras incompreensíveis e começou a andar. Mesmo com uma tremenda dúvida se aquele senhor realmente o ajudaria, Gulthar o seguiu receoso.

Andaram por vielas e ruas que o meio-dragão queria não ter conhecido. Eram estranhas, escuras e fazia parecer que a qualquer momento uma criatura sairia dos lugares escuros e o degolaria com um golpe. Deixando estes pensamentos de lado, continuou a seguir o anão. Desceram por uma escadaria malcuidada que dava para uma pequena praça cercada por diversas casas de madeira. Ao centro havia um poço. O senhor bateu em uma das portas e não demorou muito para ser atendido. Uma portinhola se abriu no topo da porta.

— Quem é? — Falou uma voz pesada lá de dentro.

— Sou eu, oras. Esse garoto está procurando por Kal'jin. O que acha?

Gulthar sentiu que estava sendo analisado da cabeça aos pés. Só conseguia ver os olhos da pessoa atrás da porta e eram bastante severos. Depois de uns momentos que pareceram longos minutos, a portinhola se fechou e pôde ser ouvido o barulho de trancas. A porta se abriu.

— Entre. — Falou o velho, indicando a porta e esperando que o meio-dragão fosse primeiro.


@Aldarion

O quinto dia foi chuvoso e, consequentemente, mais dolorido. A água escorria gelada sobre seu corpo e fazia suas juntas doerem após algumas horas. Era como estar de volta ao forte de suas aventuras passadas. Imediatamente as lembranças lhe assombraram mais uma vez. Era como se o próprio tempo estivesse sendo responsável por castigar Aldarion. Primeiro longos dias de sol forte lhe queimando a pele, e agora uma chuva pesada que lavava sua pele e congelava seus membros. Seria difícil aguentar mais dois dias naquelas condições.

Durante a noite esfriou bastante e a chuva cessou. Aldarion tossia loucamente. Sentia seu peito arder. Estava doente. Mesmo um orc teria ficado nestas condições. Não sabia se esperava por uma ajuda dos guardas ou se simplesmente ignorava-os. Uma gripe simples poderia ser fatal em certas condições. Esperava sair dali vivo. E sairia. Sabia disso. Sabia pelo seu mestre e por sua honra.

E sairia inteiro de corpo e alma.

Sabrina conseguiu trazer a espada de Aldarion. O esperava sentada abaixo de um toldo de uma casa aparentemente sem moradores.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Sab Mar 22, 2014 12:45 am

Sabina chegou um pouco mais tarde que de costume aquela noite, o sol havia se posto e os poucos raios de sol restantes já não eram mais suficientes para iluminar toda a praça. A moça chegou em silencio, com um olhar sério e um tanto tristonho como sempre fazia, sem dar a mínima para guardas ou quem quer que fosse. Seu único objetivo era poder ver Aldarion novamente, e assim que chegou teve seu desejo realizado, mesmo que sob condições tão aflitivas. Podia sentir sua dor e seu desconforto, mas nada seria comparado ao ter que sentir aquilo na própria pele. Aldarion mostrou a Sabrina a carta que havia recebido, mas aparentemente ainda não a havia lido, pois ainda estava selada, e após algum bom tempo de discussão, ambos entraram em um acordo. Aldarion aceitaria a proposta do General, desde que a jovem pudesse acompanha-lo em sua sentença. Para Sabrina aquele era um empecilho em sua jornada em busca de mais poder e conhecimento, mas não deixaria que seu parceiro passasse por aquilo sozinho, já estava ligada demais a ele para abandona-lo agora. Aldarion também fez um ultimo pedido a Sabrina antes de se despedirem, pediu a jovem que fosse até a praça de manhã pata buscar sua espada antes que esta fosse enterrada. Sabrina apenas concordou sem perguntar, confiava no guerreiro e em sua palavra de que ela seria capaz de tirar a arma do chão.

Logo pela manhã, Sabrina saiu apressada da taverna onde estava alojada, a passos bem apressados, quase uma corrida, ela chegou na praça a tempo de ver 5 guardas em volta da espada de Aldarion, que ainda se encontrava presa ao solo como se fizesse parte dali. Parou um pouco para observar de longe o que acontecia ali, e viu a cena que para outros, deveria ser no mínimo cômica. Enquanto um homem, deveras mais bem vestido e adornado em sua armadura, apenas observava de perto, outros 4 guardas tentavam, juntos, retirar a arma do guerreiro do chão, mas sem sucesso algum. Após alguns segundos de tentativas o primeiro deles, que parecia ser o tal Sub-General ou algum outro oficial de maior patente apenas dispensou os 4. Sabrina estava perto suficiente para ouvir os diálogos, que não eram lá muito discretos àquela hora da manhã. - Chega. Chega, ja é suficiente, está arma não se moverá por meios naturais... - Em seguida ele olhou para trás, e assim que Sabrina acompanhou com os olhos, viu que uma pequena equipe estava de prontidão com picaretas e pás para cavar em torno da espada. O oficial fez um sinal positivo com a cabeça e o grupo de empreiteiros seguiu em frente, enquanto os 4 guardas se espalhavam pela praça novamente para fazer a segurança. "Quer que eu a ajude com isto, Sabrina?" Ouviu a voz de Alice em sua mente, mas a jovem estava determinada a resolver aquilo sozinha, e era assim que procederia, mesmo que isto lhe custasse seu sucesso em recuperar a arma de seu parceiro. "Não se preocupe... sei me portar como uma dama quando necessário." Sabrina voltou a andar e assim que estava perto suficiente ela falou em voz alta, mas não ao ponto de gritar. - Esperem! Peço que me ouçam por um minuto, posso resolver vosso problema de forma mais simples e rápida que isto.

- E quem és tu, mulher? - Perguntou o oficial logo tomando a frente, enquanto os outros guardas se aproximavam discretamente.

- Sou a companheira do homem que colocou esta espada ai, mas venho com a melhor das intenções. Ao contrario de meu parceiro, tenho plena consciencia de a quem devo me sujeitar e a quem devo desafiar.

- Pois não parece, jovem. Estás a atrapalhar uma sentença oficial. Quem pensas que é?

- Ja lhe disse, Senhor. Tenho a melhor das intenções, venho apenas informar que posso retirar esta espada daí, sem a necessidade de cavar um buraco em vossa praça central. - O homem parou e ficou analisando Sabrina por uns instantes, ele olhou para trás e viu que os trabalhadores estavam divididos. Alguns estavam com suas ferramentas prontas para continuarem a bater, enquanto outros não sabiam bem como proceder. O oficial voltou-se novamente a Sabrina, dessa vez com um pouco de ironia em sua voz. - Como pensas que podes remover isto? Não vê? Nem mesmo 4 de meus homens puderam faze-lo. Além do mais, como posso me certificar de que estas mesmo falando a verdade?

Sabrina se aproximou e tirou de seu bolso a carta escrita pelo sub-general, e em seguida, a bandagem que Aldarion usava na mão. - Meu parceiro já está ciente de sua sentença e irá aceitar de bom grado a proposta do Sr. Woodlance. Se me der uma chance, posso provar que falo a verdade. Até porque, o senhor não tem nada a perder. Caso eu esteja mentindo, não terei forças para retirar a espada dali, e o senhor poderá continuar com seu trabalho sem mais interrupções. - Novamente o oficial parou para analisar a proposta. Ainda desconfiado, ele foi até a arma e dispensou os trabalhadores braçais, em seguida chamou Sabrina até perto de si.

- Va em frente. Tente. Se conseguir, ela é sua. - E ele aguardou ao lado da jovem, esperando pelo resultado daquilo. Os momentos seguintes foram de pura apreensão, guardas, trabalhadores, transeuntes e o oficial. Todos os olhares eram dirigidos unicamente a Sabrina. A garota engoliu seco e prosseguiu, colocou as duas mãos no cabo da espada e respirou fundo algumas vezes, antes de impor sua força sobre a arma. "Vamos lá Sabrina, você consegue. Confie em si mesma, você agora tem a alma dele dentro de si, você pode fazer isso." E depois de minutos de concentração, Sabrina o fez. Com um único puxão, ela retirou a espada do chão, fora tão fácil, que o peso da arma, juntamente com o excesso de força colocado sobre a mesma a fizeram cair sentada, e a espada caindo ao seu lado no chão. A jovem permaneceu ali, enquanto um "oh!" coletivo vinha do fundo. Ela ficou ali parada, sentada no chão encarando o lugar onde antes estava a arma do guerreiro, presa como uma rocha sólida, a qual nem mesmo 4 dos mais fortes homens não puderam mover. Após alguns segundos o oficial surgiu a frente da jovem, estendeu-lhe a mão e ajudou a se levantar. Seu olhar era sério, mas diferente de antes, não a via mais como uma reles camponesa intrometida, mas como alguém com algum valor dentro de si, seja este qual for.

- Muito bem, como prometido, a espada agora é sua. Espero que não a veja por aqui tão cedo. - Em seguida o oficial reuniu guardas e trabalhadores, partindo com estes para longe dali. Enquanto Sabrina recolhia a arma do chão e ia novamente para o subúrbio, aguardar por mais um dia longe de seu amado companheiro.



<Gabz, narrei um pouco as ações dos oficiais, apenas pra não ficar muito pobre o post. Qualquer coisa, pode falar cmg que eu edito.>


Última edição por Sassa em Sab Mar 29, 2014 2:26 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Editei um BBcode errado e tambem uma palavra que saiu incorreta no meio da narrativa.)

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Seg Mar 24, 2014 5:26 pm

OFF: Vejo que você adiantou um dia, não narrou o quarto e foi direto para o quinto. Então vou narrar o quinto dia, depois você narra o sexto e eu sigo até chegarmos no sétimo.

Quinto dia:

O quarto dia passou sem maiores incidentes, mas o mesmo não poderia ser dito do quinto dia. Neste dia o céu desabou em uma chuva violenta sobre a cidade, até mesmo os guardas que costumavam ignorar temporais assim procuraram proteção escondendo-se embaixo de uma tenda militar a medida que viajam Aldarion. Engaiolado, o juggernaut não tinha condições de se proteger da tempestade e a recebeu de braços abertos. Nem mesmo quando os relâmpagos riscaram os céus e os trovões ribombaram ele demonstrou medo. A água que caia sobre seu corpo era bem vinda, mesmo com todo o frio e umidade, Aldarion levantou um dos braços a cima da cabeça e posicionou sua mão apontando para a própria face, então mexeu o rosto como se olhasse para o alto e abriu sua boca, a água da chuva caia em seu braço levantado e escorria pela sua mão formando um filete até sua boca. Depois de matar sua sede contida, Aldarion abriu os braços de forma que parte deles ficassem de fora da gaiola então ficou ali, curtindo sua “fossa”, engaiolado e sozinho mas nunca completamente abandonado. Sabrina.

Ele podia sentir a preocupação dela para com ele, sentia que ela havia recuperado sua espada e agora o observava de uma distância próxima. A teimosa havia conseguido arrumar um abrigo próximo de Aldarion de forma que poderia vigiá-lo durante o dia e a noite. Aldarion havia sido derrotado por ela em suas discussões onde sempre a mandava embora para passar a noite em segurança. Diante da determinação de Sabrina ele apenas sorriu. A reação na jovem foi imediata, ela pode sentir o coração do guerreiro se encher de amor por ela e um calor percorrer seu corpo como se ele a abraçasse. Quando ela levantou os olhos e olhou para ele, viu que agora ele estava com os braços envolvidos sobre o próprio corpo como se estivesse se abraçando. No exato momento que ela olhou para a face de Aldarion, um sorriso se abriu e ele sussurrou “Eu te amo.”. De seus lábios nenhum som saiu, mas ela ouviu muito bem a frase como se estivesse no meio de um deserto silencioso.

Em segredo os dois ficaram se amando, brincando com os pensamentos um do outro. Finalmente Sabrina adormeceu dentro da casa abandonada e Aldarion permaneceu em meditação profunda. Quando a manhã surgiu, as nuvens de tempestade estavam todas no horizonte como uma mera lembrança do caos que haviam despejado sobre a cidade no dia anterior. Aldarion sentiu seu corpo doer mais que o normal e a temperatura se elevar, sua garganta doía e seu nariz estava entupido, estava doente. Normalmente dado ao seu vigor absurdo e sua resistência elevada, ele não ficaria doente mesmo que fosse banhado por 100 tempestades, mas naquele caso em especial, onde o alimento era limitado e suas acomodações extremamente desconfortáveis, sua resistência física de pouco valia.

A única coisa que impedia o guerreiro de implorar por uma redução em sua pena era seu orgulho de guerreiro, mesmo que sua punição fosse devida ele jamais daria esse gosto aos seus captores. Talvez fosse a primeira vez que aqueles guardas e qualquer um que tivesse o passatempo de observar prisioneiros engaiolados, ver um prisioneiro tão obstinado suportar tamanho desconforto sem proferir uma única palavra de lamuria ou súplica. Ali estava ele, em silêncio, absorto pela escuridão proporcionada pela venda em seus olhos.

Hummmm... He He... Hehehehe... Haha... Hahaha... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Sem aviso uma explosão de gargalhadas irrompeu da garganta de Aldarion.

Ninguém sabia dizer exatamente o motivo daquilo, mas da mesma forma como começou parou e o silêncio voltou a reinar. Os motivos que levaram Aldarion a rir daquela forma era o fato de estar vivendo a repetição de sua vida. Ele estava contente, tinha certeza que viveria aventuras incríveis na fortaleza para onde seria enviado, afinal, não vão enviar prisioneiros para trabalhar em um lugar seguro e confortável, mas sim em uma região infestada de perigos onde a morte de alguns homens como ele não fariam tanta falta aos olhos das autoridades.

E agora ele teria Sabrina ao seu lado e a própria jovem teria a oportunidade de se endurecer e tornar-se ainda mais forte aventurando-se ao lado dele, tudo o que ela sempre quis embora conquistado de uma forma diferente do habitual.

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Re: Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Qua Abr 02, 2014 5:41 pm

<Sem problemas, Sabrina. Na verdade, me poupou esforço =) obrigada>

Sexto dia

A chuva continuava e o estado de Aldarion apenas piorava. Os guardas já o apelidaram de Louco da Espada por conta da risada insana e sem motivo que havia tido. Não era por menos, era normal homens definharem ou enlouquecerem naquela gaiola apertada e extremamente desconfortável. A chuva trazia mais água para Aldarion, mas a doença ganhava força. Sem ganhar comida, sua fraqueza só aumentava. Sentia os espíritos da doença caçoarem de sua imponência e se alimentando de sua força vital. Se continuasse daquele jeito poderia morrer. Mas precisava aguentar. Só mais dois dias...

Ao final da tarde os dois corvos começaram a importunar Aldarion. Crocitavam e batiam com seus bicos nas grades. O guerreiro os ignorava, imerso em seus pensamentos, mas eles não pararam. Até que ele decidiu ver porque lhe incomodavam tanto e seus olhos caíram sobre a casa abandonada aonde Sabrina estava se abrigando.

Duas figuras se aproximavam furtivamente da casa.

Por mais que Aldarion gritasse para avisar os guardas, eles apenas iriam rir achando que era outro acesso de loucura. O guerreiro viu lâminas nas mãos das figuras. Discretas, opacas. Assassinos.

Tentou desesperadamente enviar um sinal para Sabrina pela sua mente.


@ Sabrina

Aquela casa era pior do que pensava. Goteiras, madeira rangendo. Mas era melhor do que nada. Sequer estava pagando por aquilo, portanto não tinha do que reclamar. Por sorte tinha um colchão, meio fedorento, aonde poderia dormir. O cobriu com o manto de Aldarion e deitou-se para descansar, deixando a grande espada do guerreiro apoiada ao seu lado. Dormiu.

Acordou com pontadas de desespero. Aldarion mentalizava com uma preocupação absurda algum perigo para Sabrina. Ela se levantou, ainda atordoada e sonolenta e sem entender o que estava por vir. Olhou para a grande janela e nada viu além da chuva. Até que um raio iluminou toda a sala e fez um barulho ensurdecedor. No instante seguinte, duas figuras encapuzadas estavam em frente à janela e encarando Sabrina. Pôde-se ouvir um sibilo de metal raspando metal, e por debaixo do manto de ambas as figuras, em cada uma de suas mãos, escorregaram lâminas negras.

Spoiler:

Era impossível ver algo por debaixo do manto das figuras. Mesmo suas mãos estavam ocultas, restando a Sabrina apenas a visão assustadora de quatro adagas afiadas que certamente queriam rasgar sua carne.

O que faria?

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Sex Abr 04, 2014 1:23 pm

Aldarion estava adormecido, entregue as trevas do mundo dos sonhos. A doença castigava seu corpo e o desconforto fustigava-lhe a carne, mas ele continuava resistindo bravamente. Em sua mente ele via imagens, sonhos dele voando pelos céus livre como um pássaro com Sabrina ao seu lado. Subitamente ele despertou com alguma coisa bicando seu rosto, a princípio Aldarion apenas moveu a cabeça e praguejou contra os malditos corvos que o incomodavam trazendo-o de volta para a realidade composta de trevas, frieza e desconforto.

Mas os animais continuaram até que um deles misteriosamente puxou a venda que tampava o único olho bom do guerreiro. Aldarion conseguiu ver nesse exato momento duas figuras furtivas caminhando sob as sombras da noite tentando evitar os raios da lua. Naquele lugar era normal aparecerem figuras assim e isso a princípio não surpreendeu o guerreiro, o que realmente chamou a atenção foi a direção para o qual andavam. Aldarion sentiu seu coração se apertar de medo ao ver que eles se aproximavam da casa abandonada que Sabrina estava usando como abrigo.

O guerreiro começou a gritar e a se balançar na gaiola a medida que esticava seu braço para fora de sua prisão e apontava tentando desesperadamente pedir ajuda aos guardas. Estes por sua vez ignoraram o guerreiro e praguejaram contra ele chamando-o pelo apelido que ele havia ganho na cidade: "O Louco da Espada". Vendo que os guardas não iriam ajudá-lo, Aldarion pensou em um plano de fuga, um plano improvável e com altas chances de falha. Ele precisava fazer algo para salvar sua amada. Mas como poderia ajudá-la?

Ele então sentiu que Sabrina havia despertado graças a ligação que ela tinha com ele, agora ela poderia lutar e Aldarion pretendia ajudá-la. Usando seus conhecimentos adquiridos recentemente na Academia de Magia, o guerreiro se concentrou ignorando o ambiente ao redor, ignorando seu corpo, sua dor e suas sensações. Seus pensamentos, sua força, enviaria para Sabrina e lutaria de dentro dela.

Enquanto Sabrina se erguia de seu leito pronta para o combate, ela ouviu um tilintar de aço raspando contra pedra, quando olhou viu a espada de Aldarion tremendo no chão como se a casa estivesse sofrendo com um terremoto. Parecia que a qualquer momento a arma se levantaria e lutaria sozinha. Mas o que Sabrina sentiu foi uma confiança, um calor dentro de seu corpo e de seu ser, a confiança de um guerreiro que já lutou incontáveis vezes por sua vida e agora estava dentro dela para dar forças a sua amada.

- Lute e vença amor, estou com você. - Ela ouviu em sua mente.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Dom Abr 06, 2014 12:36 pm

Era uma noite fria e solitária como todas as outras daquela semana, Sabrina sentia falta de seu companheiro e isso ela não podia negar a ninguém, nem a si mesma. A jovem que havia esquecido há muitos anos o que era gostar de alguém, havia se apaixonado pelo guerreiro truculento e mal educado chamado Aldarion. A ponto de deixar seu orgulho de lado, e sacrificar seu conforto para fazer companhia a ele, mesmo que em espírito apenas. Sabrina estava agora em um casebre abandonado no subúrbio, de frente para a praça onde Aldarion recebia sua punição. O lugar não era nem de longe aconchegante, tinha goteiras, estava sujo e fedorento, mas Sabrina faria aquele sacrifício por seu companheiro, mesmo que tivesse que dormir ao ar livre por isso. Achou ali no casebre um colchão velho, pelo menos no chão não dormiria, e assim, deitou-se para passar a noite. Do lado de fora, uma tempestade maltratava a Aldarion e aos guardas, mas mesmo estando “protegida” dentro do barraco, ela desejava estar ao lado de Aldarion naquele momento difícil.

Enfim ela adormeceu e em seus sonhos, já não era mais assombrada pelas memorias de seu passado, pela primeira vez em muitos anos, tivera sonhos tranquilos, relaxantes, onde ela e seu companheiro estavam juntos novamente. Mas tudo acabou bem rápido, a tranquilidade foi substituída pelo desespero, pela angustia e Sabrina acordou assustada. Algo estava errado ali, ela olhou diretamente pela janela num impulso, pois sabia que aquela sensação vinha de Aldarion, mas de inicio nada viu. Segundos depois teve uma surpresa desagradável, um trovão de abalar as estruturas soou ao fundo, produzindo um enorme clarão, que por sua vez revelou o motivo de tanta preocupação. Duas figuras sombrias espreitavam Sabrina pela janela, certamente eram assassinos, e suas suspeitas logo foram confirmadas ao ver os dois pares de adagas surgirem por baixo de suas capas. As duas figuras estavam ainda do lado de fora da janela, mas ela sabia que assassinos eram conhecidos por serem rápidos, será que teria algum tempo? Ela não sabia dizer, nem mesmo sabia dizer se estava assustada ou não.

Sabrina tinha que pensar rápido no que fazer, ou logo estaria morta nas mãos daqueles dois. Viu a espada a sua frente balançar levemente, como se algo ou alguém a estivesse controlando. Aldarion estava do lado de fora torcendo para que Sabrina vencesse, e assim ela teve uma ideia, arriscada, mas que se funcionasse, acabaria com aquilo de forma rápida e indolor... Para ela. “Eu não consigo ver seus rostos, mas eles conseguem ver o meu... Só espero que eles estejam olhando nos meus olhos neste momento.” E com isto, ela ativou sua habilidade, ao mesmo tempo que se colocou de pé ativado suas luvas encantadas. Seu olhar estava fixo na janela a sua frente, mas para o caso de qualquer um deles atacar, ou até mesmo arremessar suas adagas, ela desviaria para o lado onde tivesse mais espaço. Seu passo seguinte seria pegar a espada de Aldarion e executar um golpe horizontal, porem um único golpe. Sabrina sabia que não tinha experiência nem força para usar uma espada daquelas em combate, mas executar um golpe não seria muito difícil, apenas para mantê-los afastados tempo o suficiente para que sua habilidade estivesse totalmente pronta.




<Usei a H.E Unreal World, -30% PEs, fará efeito somente no próximo turno. A ilusão criada narrarei somente no próximo turno também.>

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Re: Subúrbio

Mensagem por ADM GabZ em Qua Abr 16, 2014 5:55 pm

A luz é mais rápida do que o som, por isso vemos o flash de um relâmpago para só depois ouvirmos a trovoada. Sabrina poderia talvez saber disso, mas o fato é que as duas figuras encapuzadas dominavam este conhecimento. Durante vários minutos esperaram, Sabrina ficava cada vez mais nervosa e a esta altura não tinha certeza se eles podiam vê-la. Suas mãos suavam enquanto segurava a espada de Aldarion com firmeza.

E o relâmpago veio.

Dois segundos depois, a ensurdecedora trovoada. Neste exato momento as duas figuras fizeram movimentos rápidos com suas lâminas, arrebentando a janela e entrando na casa com um salto rápido. Não se pôde ouvir nada além do som do trovão. Era como se os dois não existissem. Mas para a infelicidade de Sabrina, existiam, e muito bem. A primeira figura guardou sua adaga direita e avançou, mas o terror de Sabrina junto da espada de Aldarion fez com que ela brandisse a arma mais rápido do que esperava ser possível. Até mesmo o ser ficou surpreso, afinal era uma arma grande demais. Ele esquivou-se para trás mas a ponta da lâmina cortou-lhe na altura do peito, um corte longo mas não tão grave.

— Ora sua putinha...! — A voz masculina rompeu da figura e, antes que a garota pudesse sequer erguer novamente a espada, o homem a segurou pelo pescoço e contra a parede.

— Não a mate. — O segundo ser falou, sua voz masculina muito mais pesada.

Sabrina apenas ouviu uma leve risada vindo do home que a segurava. Era uma mão gelada, pesada e calejada. Para terror ainda maior, percebia que sua habilidade de ilusão não funcionava. Nenhum dos dois a olhava diretamente nos olhos. Era como se... já soubessem exatamente com o que estavam lidando. Ela sentiu a lâmina tocar a parte debaixo de seu queixo, obrigando-a a erguer o rosto. Era como se examinassem sua caça.

— É ela. Faça. — O segundo homem estendeu sua mão em direção à garota. Parecia que seus dedos eram envoltos por uma fina lâmina de energia, lentamente se aproximando do alvo.

Sabrina só sentiu uma forte dor em sua cabeça antes de apagar.


@Aldarion

O guerreiro assistiu aterrorizado as figuras usarem o barulho do trovão para quebrar a janela sem chamar atenção. Sentia o medo de Sabrina, mas sabia que ela faria de tudo para salvar sua vida. Alguns minutos se passaram e só o que Aldarion sentia vindo de sua parceira era o terror. Então, de repente, isso cessou.

E agora o medo era dele.

As duas figuras saíram pela janela tão rápido quanto entraram e sumiram na escuridão, correndo pela chuva. Não havia sinal de Sabrina e Aldarion não pôde perceber se havia sangue naqueles seres. Na verdade, seu coração martelava de um terror que doía tão forte que poderia matá-lo. Gritou. Insistiu para que os guardas fossem olhar a casa e mais uma vez foi ignorado. Impossível! Ela não poderia ter morrido, não ali. Não sem uma chance de se defender. As horas passaram por Aldarion como se uma faca se cravasse lentamente em seu peito. Foi quando sentiu uma leve pulsação. Um toque delicado em sua mente. Ela estava viva! A esta altura, a chuva já havia passado e começava a amanhecer.


@Sabrina

Acordou deitada no chão. Seu corpo doía e sua cabeça, rodava. Era como se tivesse dormido após beber muito. Levantou-se, aparentemente sem qualquer ferimento. A espada de Aldarion ainda estava no chão. A única coisa que entregava a visita da noite era o vidro quebrado perto da janela. De resto, tudo parecia bem. O sol iluminava fracamente o quarto naquela manhã tímida.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qua Abr 30, 2014 12:26 pm

Um pesadelo, tudo não passara de um pesadelo tão infeliz quanto seria se tivesse acontecido de verdade. Sabrina acordou de manhã sentindo-se um pouco dolorida, dormir naquele casebre não fora uma ideia tão boa quanto imaginava, mas por estar perto de Aldarion, ela já se sentia satisfeita. Seu coração palpitava, não só pelo sonho estranho que lhe ocorrera durante a noite, mas também por um pequeno detalhe que ao qual ela se lembrou assim que acordou. “Hoje é o ultimo dia!” Sim, em breve seu amado estaria de volta, em breve eles estariam juntos novamente, e desta vez, Sabrina cuidaria para que isto jamais acontecesse novamente. A jovem arrumou suas coisas, gastou mais alguns minutos buscando uma forma de esconder a espada de Aldarion, mesmo sabendo que esta não poderia ser roubada, ela não queria deixar nenhum vestígio de que alguém estivera na casa durante a noite. Sabrina escondeu a espada debaixo do colchão e cobriu-a com pedaços de madeira ou panos, caso sobrasse alguma parte da arma ainda para fora. Tudo preparado, ela saiu da casa tomando o máximo de cuidado para não ser vista, e foi direto em direção a gaiola de Aldarion. A sensação era horrível, ele estava doente, fraco, incapaz, triste. Mas Sabrina vinha lhe trazer um pouco de alegria aquela manhã, mesmo que momentânea.

- Aldarion, meu amor. Sei que esta muito cabisbaixo, mas em breve estaremos juntos novamente. Falta pouco para o fim de todo esse tormento, aguente só mais um pouco. – Ela falava com ternura na voz, tentava passar todo seu sentimento através de suas palavras para amenizar a dor de seu amado. – E quando tudo isso acabar... Iremos para bem longe, vamos sair desta... Cidade, passaremos o resto de nossas vidas juntos... Eu quero... Eu te amo. – Uma lágrima solitária saiu de seu olho direito, mas ela imediatamente a limpou.. Sabrina queria muito dizer algo que tinha vontade, mas algo em sua mente a impedia de faze-lo, era medo. Sabrina tinha medo sentir amor novamente, pois há muito este sentimento havia sido roubado de sua vida por longos e tristes anos, sob circunstâncias que lhe causaram dor e trauma por toda uma vida.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Sex Maio 02, 2014 6:30 am

Aldarion acordou ofegante, seu único olho movia-se de um lado a outro observando a praça, viu os guardas, as ruas que ainda eram tomadas pelo nevoeiro natural da madrugada que aos poucos ia se desvanecendo a medida que os raios de sol ganhavam o lugar com a chegada da aurora. Seu olho parou fixando-se no casebre onde sua amada ainda caía adormecida, viu-se aliviado ao sentir que ela estava viva e bem, chegou a fechar seu olho e se concentrar para senti-la e conseguiu até mesmo ouvir o coraçãozinho dela bater calmamente.

Hoje era seu ultimo dia naquela gaiola horripilante e cruel, uma gaiola que fazia muito mais do que apenas humilhar seu prisioneiro, mas também destruir-lhe a saúde. Seu corpo ardia em febre, sua cabeça doía e Aldarion sentia seus dois olhos ferverem independente se ainda eram capazes de enxergar ou não. Ele sentia fome e sede, aliada a dor da doença estava a dor causada pelas barras de ferro que fustigavam-lhe a carne com desconforto absoluto. Sobre pele bronzeada do guerreiro agora encontrava-se marcas além das conhecidas cicatrizes de batalhas antigas, mas também as marcas dos ferros que insistiam em tocar sua carne com um toque frio e duro.

Aldarion viu Sabrina se aproximar dele, ele a observou caminhar até ele e durante o ato admirou a beleza da jovem de tal modo que chegou a esquecer-se por alguns momentos de todo o flagelo que se apoderava de seu corpo.

Quando ela estava próxima o suficiente olhou para ele com ternura no olhar, Aldarion sentiu a força do amor da jovem pulsar por ele em seu ser e esse pulsar reverberou-se por toda a alma de Aldarion que estava com ela e também em seu próprio corpo.

Aldarion, meu amor. Sei que esta muito cabisbaixo, mas em breve estaremos juntos novamente. Falta pouco para o fim de todo esse tormento, aguente só mais um pouco.

Disse-lhe ela como uma deusa dando forças a seu fiel seguidor.

E quando tudo isso acabar... Iremos para bem longe, vamos sair desta... Cidade, passaremos o resto de nossas vidas juntos... Eu quero... Eu te amo.

O final da frase despertou em Aldarion uma explosão de alegria, ele já sabia o sentimento dela por ele, ele podia sentir, mas ao ver ela assumir aquilo com palavras diretas e certas ele se sentiu realizado.

Sim! Sim meu amor, eu sairei daqui e viveremos juntos até o fim de nossos dias aqui neste mundo e depois nossa eternidade após a morte. Vou levá-la comigo para viver aventuras fantásticas, cruzaremos desertos, escalaremos montanhas, desbravaremos oceanos e tocaremos os céus porque... Porque eu também te AMO! – E as palavras saíram de sua boca vindas diretamente de seu coração. Sua mão se estendeu por entre as barras de ferro e seus dedos se abriram em direção a Sabrina, Aldarion moveu sua mão vagarosamente como se fosse capaz de acariciar o rosto de sua amada.

E ela sentiu algo em sua pele como se de fato ele a tocasse. Depois ambos ficaram em silêncio se observando, se amando, Aldarion suportando o final de sua sentença e Sabrina o acompanhando pacientemente pronta para recebê-lo em seus braços.

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Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sab Maio 10, 2014 7:28 pm

m sonho horrível. Debaixo do véu a noite, ele cresceu como uma semente maldita e projetou uma sombra que ameaçou, por um momento, engolir toda a esperança. Seu sabor amargo ainda habitava os lábios de Sabrina. Aldarion, por sua vez, também o tinha vivenciado de forma tão intensa que era impossível saber de qual mente ele se originou.

Não importa!

O dia tinha nascido novamente, raiando ensolarado e trazia consigo a lembrança dourada de que aquele tormento em breve se findaria.  Era como acordar de um pesadelo que havia se estendido por muito mais que uma noite e que havia desgastado tanto corpo como alma. Mas acordar realmente era garantia de um lugar melhor?

Sabrina seguiu firmemente em direção àquela odiada gaiola e a mera visão que ela propusera fora suficiente para acalentar o coração do guerreiro. Como era bom e reconfortante saber — no seu íntimo — o que aquilo significava. Melhor ainda era saber pelas palavras ditas, cujo valor era o mesmo de um raro diamante cuidadosamente lapidado por sua possuidora, tornando-se único! Mais que o suficiente para fazer tudo mais ficar ao fundo, toda aquela dor, o incômodo da fome e da doença, as marcas que o tempo cruel havia encravado na própria carne de Aldarion.

E assim os dois se contemplaram conforme o próprio tempo parecia ter parado e cedido ao vislumbre de tão nobre sentimento...

Mas então, tal qual um trovão, surge uma interrupção:



[???]Esta admira seu sentimento.

Uma voz suave, mas que fez rasgar aquele momento assim como uma lâmina afiada o faz ao separar a carne macia. Um susto. Sua emissora estava bem ali, ao lado de Sabrina. Como podia? De onde ela havia surgido? Sua presença parecia ter aparecido de forma sobrenatural. Mas talvez estivesse ali desde o princípio. Remontando suas memórias, ambos os amantes recordariam que, desde que acordaram, nada além um do outro passou pelas suas percepções. Um emocionante descuido. Mas o que ele poderia significar naquela situação, afinal?

Próxima aos dois estava uma mulher jovem, muito mais que Sabrina, embora sua estatura fosse a mesma. Sua voz e sua postura denotavam gentileza e a fineza da educação que somente um nobre teria. Seu traje estava limpo e novo, muito diferente do da maioria das pessoas por ali. Era um vestido curto e incomum, com uma faixa verde-esmeralda cuidadosamente atada em sua cintura. Seu cabelo castanho escuro se dividia em duas tranças bem feitas que escorriam simetricamente pelas laterais de seu corpo. Mas seus olhos eram estáticos como pedra sem brilho, pondo em dúvida se ela não era cega.

Àlguns metros dali, os guardas reais observavam sem a intenção de interromper. Seus olhares denotavam respeito, senão até mesmo temor. Mas ao que? Afinal de contas, quem era aquela garota?

Algumas memórias ressurgiram como alucinação na mente de Aldarion:

[Pessoas na rua] — Lady Ophelia...

[Pessoas na rua] — Ouvi dizer que ela interviu...

Eram fragmentos muito vagos de cochichos ou comentários distantes. Tão irrelevantes, no momento em que ocorreram, mas agora pareciam ter sido incutidos em seus pensamentos.

O olho do guerreiro, ainda desacostumado à solidão, varreu então a extensão ao seu alcance: havia alguns pequenos grupos de pessoas conversando. Algumas olhavam, desviavam ou punham a mão frente ao rosto para falar. Uma menina brincava solitária numa esquina. Um rapaz ria e falava em voz alta, como se contasse empolgado alguma história. Os soldados se aproximavam e desviaram cuidosamente de Sabrina e da estranha, mas  sensação que ficava era que a causa principal para isso era a segunda.

[Guarda real] — Você está livre, por ora. — Revirando um aglomerado barulhento de chaves e levando uma rumo à gaiola. Ele falava um tom de desgosto, como se desejasse que  homem apodrecesse ali. — Mas não deve deixar a cidade antes da incumbência de suas obrigações. Você tem uma dívida. E ela será cobrada. Se fugir será caçado e morto, junto à essa daí. — Aponta com a cabeça para Sabrina.

[Guarda real] — Acompanhem-na. — Indica a moça estranha que havia se colocado próxima aos dois.

[???] — Por favor...

Ela dá as costas aos dois, como se não restasse dúvida de que eles a seguiriam.

Aquela situação acabava de ficar muito estranha. Não era exatamente a forma e nem o momento para  libertação de Aldarion. Além disso, tinha algo de errado entre os guardas, alguma coisa que deixava uma estranha e profunda sensação de desconforto em Sabrina. E quem era aquela menina?! O mais importante de tudo isso era como aqueles dois reagiriam, suas dúvidas e convicções. A sorte estava lançada, mas muitas cartas permaneciam escondidas do jogo ainda.

Adicionais:

Olá. ^^ Desculpem a demora, eu tinha prometido quinta ou sexta, mas no fim tive outro impedimento...
Bom, fiquei confuso sobre se seria o sétimo dia o da libertação ou se o próximo. Em todo caso, podem contar como quiserem, se eu tiver libertado o Aldarion antes, até melhor.
Vocês estão mais ou menos compelidos a seguir por um caminho, mas existem e muitas vezes existirão alternativas escondidas, fora as possibilidades quais sejam que vocês pensarem.
Estou também sempre aí para qualquer dúvida, se eu fui incongruente com a história em algum ponto também. Por PM é mais garantido, já que não sou tão assíduo no skype.
E que tenhamos uma boa aventura. *-*
-Cliquem na imagem para vê-la completa.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Dom Maio 11, 2014 8:44 pm

Em um momento o guerreiro estava ali, amando sua mulher quando em outro se deu conta de que havia outra presença, uma outra mulher que estava bem ao lado de Sabrina. Aldarion se assustou em um sobressalto que fez sua gaiola balançar, olhou para a mulher fixamente como se duvidasse da própria visão. Como poderia ser? Como ele não a havia visto ali todo aquele momento? Logo ela que possuía uma aparência tão distinta?

Sua mente tentava raciocinar, entender a situação com suposições que só poderiam levá-lo a crer que estava tendo uma alucinação causada por seu estado precário de saúde. Mas logo essa suposição desabou quando a própria Sabrina reagiu à presença da garota provando que a mesma era tão real quanto os ferros frios da gaiola que lhe açoitavam inclementes a carne de seu corpo. Sua mente então lhe trouxe sussurros do passado, sussurros proferidos pelos cidadãos que caminhavam na praça, algo como uma tal de Ophelia que havia intercedido. Aldarion não havia dado a mínima para aquilo, era difícil se importar com qualquer coisa quando seu mundo estava reduzido à uma gaiola de dor e sofrimento.

Agora tudo fazia sentido, será que Ophelia quem quer que fosse havia intercedido em favor dele? Seja como for ele sabia, nada sairia de graça naquela cidade maldita e fedorenta ao qual aprendera a odiar. Aldarion levou uma de suas mãos ao lado direito do rosto e sentiu a pálpebra de olho cumprindo sua sentença que era de permanecer fechada para sempre. Ele havia pago um preço caro demais, alto demais por algo tão pequeno. A humildade agora estava mais presente em seu coração, mas junto dela um sentimento de ódio por todo aquele lugar e por aqueles soldados malditos que se portavam como se fossem melhores do que simples cidadãos.

Aldarion sentiu sua gaiola ser baixada e depois a viu ser aberta, livre finalmente. O guerreiro saiu cambaleando da gaiola, privadas de sua liberdade, as pernas fortes de Aldarion estremeciam ante ao peso de seu corpo como se jamais houvessem aprendido a andar. Com passos insertos como o de um infante que aprendia o dom de andar, Aldarion se dirigiu a Sabrina e então a abraçou com toda a volúpia e amor que existia em seu ser.

Finalmente livre meu amor, livre para me acolher em seus braços, livre para te amar com todo o meu ser. – Disse ele em um sussurro no ouvido da jovem e então a beijou com ardência em seguida.

Ouviu o guarda lhe avisar de que ele tinha uma dívida com aquela cidade e que não poderia sair dali ou fugir, pois se o fizesse seria caçado e morto, Aldarion logo se deu conta de que ainda era um prisioneiro desta vez em uma gaiola de pedras e argamassa, mas foi o final da frase do guarda que o enfureceu quando o mesmo incluiu Sabrina em sua ameaça de morte.

Dobre sua língua imunda quando falar de minha mulher cão, quem tem dívida com esta cidade fedorenta sou eu e será com meu sangue que ela será paga. Se ousar ameaçar minha mulher novamente tornarei você um bom motivo para cortarem a minha cabeça. – As palavras de Aldarion saíram afiadas como o fio de sua espada e a ira tomou conta de seu ser dando-lhe vigor para esquecer até mesmo as dores que consumiam sua carne.

O guerreiro encarou o guarda serrando os punhos em uma fúria contida, seu rosto moldado com uma expressão assassina enquanto seu único olho brilhava sinistramente com o fulgor do ódio. Se o guarda tivesse o mínimo de maturidade entenderia que estava a ponto de ser atacado por alguém que não media esforços para defender a honra de sua amada, caberia a ele desafiar Aldarion a cumprir sua promessa ou resignar-se em silêncio. Longos segundos se arrastaram enquanto Aldarion e o guarda se encaravam.

Mas para a sorte de Aldarion, Sabrina estava ali para evitar o pior, a jovem segurou na mão do guerreiro e o fez se virar para ela, apesar do fogo do ódio queimar firme em seu ser, o brilho do amor era mais forte e ele logo deixou aquele assunto de lado para dar atenção a sua mulher. Então o outro guarda lhe deu instruções de que deveriam seguir a estranha e bem vestida mulher.

Pelo pouco que havia visto Aldarion podia deduzir que a mesma era uma espécie de criada de alguma dama importante na cidade, talvez da misteriosa Ophelia, tirou essa conclusão por acreditar que um nobre jamais colocaria suas botas caras para pisar nas ruas repletas de lixo e excrementos daquele bairro pobre, outro detalhe importante é que mesmo estando bem vestida a jovem não possuía jóias ou adornos.

Não tão rápido. – Disse o guerreiro. – Tenho uma dívida imposta para com esta cidade mas isso não me torna um escravo. – Disse Aldarion resoluto enquanto seu corpo debilitado procurava Sabrina como apoio. Na ultima frase proferida ficou claro a entonação na voz quando a palavra “imposta” foi usada. – É bom nos dizer seu nome e pra onde vai nos levar antes que a sigamos caso contrario não iremos a lugar nenhum. – Exigiu teimosamente.

Para Aldarion a dívida por seus atos impulsivos já havia sido paga, mas ele sabia que eles queriam mais, queriam sempre sair na vantagem. Nobres e reis malditos parasitas. Divida imposta, disse ele, e sim era a verdade, uma dívida imposta. Mas devendo ou não ele era um homem livre e não um escravo, e mesmo que fosse um prisioneiro privado de sua liberdade ele ainda assim não era um escravo e jamais se portaria como um, jamais se curvaria submisso a ninguém além da própria Sabrina.

De qualquer maneira antes de seguir para qualquer lugar, o guerreiro caminharia até onde Sabrina escondeu sua arma e a recuperaria, mesmo que ele não soubesse onde o objeto estava saberia como localizá-lo por causa de sua ligação mística com a arma.

Informações:
Spoiler:
Aldarion tem uma ligação mística com a espada dele então ele sempre sabe onde a arma está. E... Hoje é o sétimo e ultimo dia da sentença do guerreiro, ele seria solto hoje mesmo =P

Muito bom post o seu, gostei da forma como você narra.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qua Maio 14, 2014 12:51 pm

Eram momentos de tensão misturados com a emoção de finalmente ver seu amado sendo liberto. O tempo pareceu parar por alguns instantes e o cenário a sua volta já não mais existia. Sabrina se permitiu ficar suspensa em seu mundo, onde apenas ela e seu grande amor habitavam, um mundo de ternura, carinho e emoção. Por alguns segundos, Sabrina foi vitima de sua própria ilusão, uma ilusão essa criada por seu próprio sentimento, que entorpecia seu raciocínio e turvava sua visão para o restante do mundo. Para ela não importava se era um dia de sol, ou se uma tempestade caía sobre suas cabeças, ela necessitava estar com Aldarion naquele momento, tão importante para a vida de ambos. Onde o guerreiro imponente e resoluto, aprendeu o valor da humildade, e Sabrina, a maga fria e calculista, reaprendeu o valor do amor verdadeiro. Mas ao contrario do poder oculto que residia na jovem, sua ilusão durou poucos segundos e fora interrompida por fatores alheios a sua própria vontade. Vendo na expressão de Aldarion o susto, a jovem imediatamente virou-se para onde o guerreiro olhava, apenas para dar de cara com uma garota desconhecida ao seu lado. A reação de Sabrina foi um pouco parecida com a de Aldarion, com exceção de ter sido bem mais discreta e imperceptível, mas ainda assim, uma grande surpresa ao perceber que aquela menina havia chegado tão perto assim do casal sem que eles ao menos notassem.

“Mas quem será essa pessoa? Uma nobre talvez?” Sabrina ficou observando com um olhar de suspeita e duvida. Os guardas então se aproximaram e enfim libertaram Aldarion. Sabrina deixou o foco da garota por alguns instantes e voltou ao seu amado, abraçando-o com força e recebendo seu carinho. – Sim, finalmente estaremos juntos novamente... Não deixarei mais que isso aconteça, prometo que cuidarei de você. – Falou a jovem com o rosto colado no corpo de Aldarion, sua voz saíra abafada, mas ela tinha certeza que ele havia entendido. Novamente interrompidos, mas desta vez pelos guardas que ainda tinham algo a tratar com o guerreiro. “Mas o que?! Ainda tem mais?! Não, não pode ser, isso só pode ser brincadeira...” A face da garota se transfigurou em puro ódio, raiva daquela cidade que insistia em mantê-la separada de seu amor. Sabrina sentiu o intento de Aldarion, a raiva do guerreiro transbordava e assim que ele começou seu discurso ela percebeu o que estava por vir. “Não o deixe fazer nada de errado, impeça-o ou será pior!” Exclamou Alice dentro de sua mente, e assim que Aldarion preferiu as primeiras palavras de sua sentença, ela o fez sentir uma dor aguda, mas por um curto período de tempo, apenas para que ele cessasse sua fala imediatamente. Em seguida, com um olhar mal humorado, ela encarou o guerreiro, esperando que ele entendesse o recado.

- Apenas descanse, apoie-se em mim e deixe que eu guio a partir de agora. – Ela novamente usou seu olhar para tentar se comunicar com Aldarion por entre linhas, e esperava que o guerreiro a entendesse. Sabrina então tomou as rédeas da situação, e assim que os guardas deixara-os sozinhos com a garota, ela iniciou a conversa, mas seguiu em frente quando esta começou a caminhar. – Me chamo Sabrina Lima, e este é Aldarion Ironshield. Quem é você, e o que o exercito ainda quer de nós? Creio que a divida de Aldarion já deveria ter sido paga mediante as injurias e o tempo permanecido na gaiola. – Seria bom saber o que estava acontecendo antes mesmo que eles tomassem alguma atitude, até porque Aldarion agora estava sem sua armadura e sua espada, sendo que a armadura estava em posse ainda do exercito de Hilydrus. “Devo buscar a espada por ele...” – Se me permite um momento, preciso buscar algo que deixei guardado naquela casa durante a noite, não demorarei mais que dois minutos. – E Sabrina apontou discretamente para a casa abandonada onde a espada de Aldarion estava escondida em baixo de um colchão.



<Uso a habilidade Chosen One em Aldarion, mas apenas para faze-lo sentir dor, não roubarei HP nem MP dele.>

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Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sex Maio 16, 2014 3:30 pm

liberdade é um fardo difícil e o cativeiro algo fácil de se acostumar. Mesmo ao próprio Aldarion, esta premissa parecia verdadeira, ao passo que havia se adaptado à sua gaiola de tal maneira que suas pernas estavam desabituadas ao seu próprio e simples uso.

Mas o que significa ser livre?

Significa estar fora de uma gaiola? Significa estar livre de correntes? Ou será que existem outras formas de cativeiro e servidão invisíveis, e por isso muito mais difíceis de se lidar? Talvez fosse nas entrelinhas daqueles acontecimentos que esta pergunta fosse suscitada.

O guerreiro, apesar de sua humilhação, não havia perdido seu orgulho e tampouco sua audácia. Tão cedo deixou sua prisão e se sentiu insultado pela forma como o soldado se dirigia à sua amada, tomou uma postura de enfrentamento, disposto a fazer o que fosse necessário para recuperar a honra de Sabrina, não apenas uma qualquer, e a dele próprio. Mas ele parecia se esquecer de seu real estado - e presente lugar.

"Dê a eles o que eles querem..."


O guarda real levou sua mão à espada embainhada. Seu olhar, que antes já era de desprezo, agora tinha um misto de raiva prestes a explodir, como uma bomba aguardando o estopim. Ele cerrou os dentes e retorceu a expressão. Os demais soldados deram um passo a frente, também se dispondo a ação e, se lembrassem bem, saberiam que aqueles homens nunca estiveram de fato em concordância com a liberdade de Aldarion, o que certamente o faziam obrigação. A menos que...

– Dobre sua língua imunda quando falar de minha mulher cão, quem tem dívida com esta cidade fedorenta sou eu e será com meu sangue que ela será paga. Se ousar ameaçar minha mulher novamente tornarei você um bom motivo para ...!!!

Naquele exato instante, Sabrina interviu. Fosse por acatar a sugestão de Alice ou por sua própria percepção, não importava. O fato é que a dor intensa que causou ao seu amado foi capaz de contê-lo e submetê-lo à obediência. As palavras do homem foram seladas, forçadas de volta para dentro de sua própria garganta e ele as engoliu seco e com sabor amargo. Talvez entendesse, da pior forma, o risco no qual estava se expondo ou talvez ainda fosse levar mais algum tempo, se é que algum dia aceitaria a real situação.

Frente àqueles guardas, Aldarion, mesmo sendo um guerreiro treinado e experiente, não era nada. Ele pereceria. Seria humilhado. Morto. Linchado. Estava doente demais. Fraco demais. Mole demais. Fosse em outra época, talvez. Mas não naquele momento. Estava também desarmado. Colocaria em risco não somente a ele, mas também sua amada. Será que essas coisas caberiam em sua cabeça, ou o orgulho era grande demais para permitir que coexistissem?

Mas suas suposições: ele tinha razão! Até onde? Isso levaria algum tempo a se descobrir, ou talvez mais rápido do que imaginavam.

Deixando aquilo de lado, os aventureiros dão as costas à terrível gaiola e partem dali apenas alguns passos, para então surgirem com dúvidas que se concretizavam na forma de questionamentos direcionados à garota que os conduzia logo a frente. Enquanto Aldarion fazia sua colocação em tom de imposição e ameaça, rudes modos para se tratar num ambiente civilizado, Sabrina era muito mais gentil e cortês, chegando até mesmo a uma suave candura, principalmente ao justificar seu amado. A menina pára, vira o rosto parcialmente para trás. Sua expressão permanece a mesma, como pedra imutável.

[???]Esta não tem um nome. Apenas pessoas verdadeiras tem um. Esta não é uma pessoa verdadeira. Podem chamar esta como preferirem.

Uma garota sem nome... era como uma coisa. Será que ela tinha uma alma? Além disso, ficou completamente inabalada com a própria colocação. Era algo banal. Ao menos a ela. Será que Aldarion e Sabrina encarariam da mesma forma?

["Esta"] — É claro. Esta aguardará bem aqui. Por favor, não demore. Lady Ophelia deve estar impaciente.

Com as mãos unidas frente ao corpo, numa postura que lembrava certa sensibilidade e também servidão, ela se põe a esperar. O que será que os dois fariam quando ela não estivesse observando? Tentariam fugir? Seria prudente fazer isso?

As pessoas na rua, curiosas, continuavam acompanhando tudo o que acontecia. Algumas eram muito discretas, outras nem tanto. Havia os que paravam e os que continuavam em suas atividades. A maioria parecia apresentar um sentimento de respeito em relação à garota bem vestida.

Quais surpresas mais aquela cidade perversa revelaria?

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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Qua Maio 28, 2014 9:50 am

A tão sonhada liberdade, o objeto de desejo de milhares por toda a ilha, um conceito completamente imaterial, mas capaz de causar os mais diversos efeitos aos seres vivos pensantes. Guerras são travadas a todo momento por liberdade, vidas são tiradas, revoluções são incitadas e fortunas são deixadas de lado por este ideal que maravilha, mas ao mesmo tempo assombra a tantos. Sabrina e Aldarion estavam próximos de conseguirem isto, mas as vezes o destino prega peças de mal gosto que nem mesmo os mais bem precavidos não conseguem imaginar. A jovem maga, em sua tamanha inocência, tinha quase certeza que seu amado estaria livre novamente, mas bastaram algumas simples palavras para arruinarem completamente as esperanças de Sabrina. Para sorte do casal, a jovem era comedida e educada quando deveria e quando lhe convinha, seu autocontrole, adquirido após anos convivendo fora de seu lar, lhe era de extrema serventia em situações como aquelas. Aldarion por outro lado, mesmo após todo o flagelo que havia passado, não tinha menor compostura e senso de humildade... “Ah, como vai ser difícil mudar a personalidade deste cabeça dura...” Pensou Alice após ter evitado uma nova tragédia iminente.

Já não adiantava mais chorar sobre o leite derramado, agora que o estrago estava feito, era seguir adiante e ver como terminaria aquela situação. Essa tal Lady Ophelia, um completo mistério para Sabrina até aquele ponto, que imaginava que a própria garota que estava diante de seus olhos era a dita cuja. Mas a jovem assombrou-se quando viu a menina tratar a si própria como se fosse menos que lixo... “Como ela... Como alguém pode referir a si mesma de uma forma tão... Medíocre?” Perguntou Alice abismada, mas Sabrina estava sem reação. Aquela atitude inusitada não assustava só a bruxa, deixava também a jovem Sabrina ressentida, era como reviver velhas memorias em uma segunda realidade, uma realidade triste, que ela não desejava a ninguém, nem mesmo à alguém que vinha lhe trazer um fardo tão grande como aquele. “Ela não merece isso... Ela não tem culpa por estar nos trazendo estas noticias, ela é só mais uma fantoche no meio deste teatro sombrio que chamam de Reinado. Mas ela não merece ser tratada deste jeito.”

– Não seja tão dura consigo mesma, você é um ser vivo também, possui uma mente, possui pensamentos, talvez até mesmo sentimentos. Não importa qual seja sua origem, você merece muito mais que isso... Aldarion, espere aqui, se eu for sozinha serei mais rápida, além do mais, os guardas podem estar nos vigiando ainda, se formos juntos eles podem achar que estamos tentando fugir.


- Voltarei em breve. – E com isto ela partiu em direção ao casebre a passos rápidos e decididos. Sabrina sabia que somente aquelas palavras poderiam não surtir efeito para aquela menina, mas teria as dito de qualquer forma. As lembranças que aquela menina traziam a tona de seu passado eram tristes demais para deixar que aquela jovem passasse pelo mesmo que Sabrina passou, ou talvez pior. Assim que encontrou a espada, enrolou-a em algum pano qualquer e prendeu às suas costas para voltar a Aldarion e a jovem... Decidiu que dali em diante também a chamaria por um nome... – Chamarei você de Lara, tudo bem por você? – Sim, Lara, o nome de sua mãe, e por mais que tivesse lembranças ruins de seus pais, ainda sentia-se grata bem no fundo por sua existência. – Podemos seguir em frente agora, Lara. – E com um sorriso gentil indicou o caminho novamente a Lara. A mudança repentina de atitude poderia ser um mistério a Aldarion, mas Alice, dentro de sua mente sabia muito bem o porque, deixaria para dar explicações mais tarde quando estivessem enfim a sós.

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Maio 29, 2014 7:23 am

Aldarion mal havia saído de sua prisão e já se enfiava em outra encrenca por conta de sua cabeça quente e impulsividade descontrolada comparável a de um outro enfurecido. Mas assim que começou a proferir suas ameaças sentiu uma fisgada de dor percorrer seu ser e ele sabia muito bem da onde vinha essa dor, era de sua própria alma que estava com Sabrina.

O guerreiro não conseguiu resistir e se curvou levando a mão ao peito, mas tão logo o mal estar havia surgido dissipou-se como uma fagulha surgida do choque entre metais. Aldarion ergueu o rosto e viu os guardas encarando-o com furor nos olhos e suas mãos firmes segurando suas amaras, notou que por muito pouco não o atacavam e só então se lembrou que estava completamente sem armadura e indefeso. Aldarion recompôs-se e sentiu seu braço ser puxado por Sabrina que assumiu todo o controle da situação.

Agradeceu em seu íntimo pelas ações de sua mestra e amada, em seguida afastaram-se dos guardas, Aldarion apoiando-se momentaneamente em Sabrina até que suas pernas voltassem a se lembrar da liberdade de caminhar. Mesmo com o corpo ardendo em febre e com a carne doendo o guerreiro se desvencilhou de Sabrina e permaneceu caminhando em pé ao seu lado. A dor explodia em todo o seu ser, mas seu orgulho de guerreiro e dever como campeão de Sabrina o mantinham firmes.

Enquanto o trio caminhava e Sabrina conversava com a jovem, Aldarion se perdia imerso em seus próprios pensamentos, as palavras de seu mestre Nayrun vinham em sua mente e a lembrança de sua responsabilidade para com aquela que passou a ser sua dona e também o amor de sua vida o fez sentir remorso por seus atos impensados. Aldarion refletiu sobre suas ações com tamanha concentração que mal prestou atenção na conversa que se desenrolava entre Sabrina e aquela que se autodenominava "esta". Até porque mesmo se ele tivesse algo a falar ele sabia que era melhor não fazê-lo uma vez que Sabrina havia tomado o controle da situação, ele sabia como ela odiava quando ele se metia sem ser chamado e não desejava mais sentir dor.

Finalmente pararam em frente ao casebre abandonado e quebradiço onde Sabrina passara a noite no dia anterior. Ali a jovem ordenou a Aldarion que a esperasse e assim ela fez nos primeiros momentos quando observou-a atravessar o portal por onde uma porta velha pendia torta em dobradiças enferrujadas. Aldarion sentiu de súbito uma alegria percorrer seu ser, podia não estar livre ainda mas pelo menos podia tocá-la, possuí-la novamente. E por todos os deuses, ele a amava de verdade e daria sua alma a ela novamente se tivesse a oportunidade de escolher mais uma vez.

Tomado por esse sentimento, por essa paixão que ardia em seu ser ele desobedeceu as ordens de Sabrina e com passos apressados e decididos ele atravessou o portal do decadente casebre castigado pelo abandono e a encontrou de costas agachada sobre o que fora seu leito da onde retirava uma grande espada que havia escondido ali. Sabrina pode ouvir o som de passos atrás de si mas mal teve tempo de se virar. Aldarion se dobrou sobre ela e agarrou pela altura da barriga e então a abraçando com volúpia fez o corpo de Sabrina colar-se ao seu e mantendo uma das mãos na barriga da jovem levou a outra até seu pescoço fazendo-a olhar para ele que estava atrás de si. Quando ela o fez ele a beijou ardentemente fazendo a jovem ter que se virar por completo para receber o gesto do guerreiro.

Aldarion então a cobriu com seus braços e continuou beijando-a sem deixar conter todo o seu amor, seu beijo era gostoso e ardente, seus lábios e língua sorviam cada suspiro de Sabrina da mesma forma que um viajante em um deserto escaldante sorvia a preciosa água em seu cantil. Entre os curtos intervalos quando os lábios se descolavam momentaneamente o olho castanho escuro de Aldarion encontrava os olhos verde-esmeralda de Sabrina e nesse momento ele sussurrava juras de amor.

Estou tão feliz por poder te possuir mais uma vez, eu te amo tanto. Se eu soubesse disso tudo te daria minha alma mais uma vez, é muito bom ser seu e ter você só pra mim. – Disse dando-lhe mais um beijo até finalmente saciar-se após um par de minutos.

Recuperado do êxtase de amor ele tomou sua espada das mãos de Sabrina, seu único olho percorreu a lâmina mágica da espada que se mantinha fiel a ele e afiada como se tivesse sido forjada ontem. Agora ele se sentia finalmente completo, ao lado de sua amada e com sua arma em mãos. Com cuidado enrolou-a em trapos que estavam jogados no chão e de mãos dadas com Sabrina saiu do casebre. Quando chegaram lá fora observou a atitude de sua amada para com a garota, "esta" e a viu dar a ela um nome.

Aldarion sabia muito bem o sentimento que Sabrina havia adquirido por aquela estranha garota, mas analisando friamente ele podia entendê-la. Pois ele próprio não estava em uma situação diferente, se Sabrina não o amasse e ele a ela, ele também seria apenas um mero escravo, um mero objeto de uso, mas pra sua sorte o verdadeiro amor tanto em seu coração quanto no de sua dona haviam mudado a perspectiva daquela relação incomum e especial a tal modo que ele passou a gostar de seu estado. Era bom ter alguém para cuidar, alguém para cuidar dele e para lhe dar um motivo para lutar. Nunca mais seu braço forte e sua espada temerária balançariam sem sentido em batalhas brutais de vida ou morte.

Agora haveria sempre a poesia do amor a mover seu braço e estufar seu peito diante de todas as adversidades. E foi com esses pensamentos em mente que o Juggernaut cruzou as ruas ao lado de Sabrina, altivo como um verdadeiro cavaleiro, imponente perante o Sol que o saudava com raios vívidos de um amanhecer repleto de promessas. Aventuras estavam por vir e ele as viveria ao lado de sua amada.

Sua mão apertou a de Sabrina e um sorriso se formou em seus lábios.

Informações:
Spoiler:
Puta que pariu, quanta melação heim meu amor? Você transformou meu personagem em um viking brigão e saqueador para um cachorrinho. u.u

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Peças de Ouro: 10

Link da Ficha: Aldarion Ironshield, O Juggernaut
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Re: Subúrbio

Mensagem por NR Fury em Sex Jun 06, 2014 9:12 am

abrina segue na frente rumo ao interior daquele casebre onde tinha despendido noites consecutivas e desconfortáveis na espera de seu amado. Ela se sentia incomodada, mas não era a única: Alice também compartilhava desta sensação. Um emaranhado de sentimentos e lembranças confusos se remexia no interior de seu coração, dando uma sensação que era, ao mesmo tempo, familiar e estranha. Aquela garota lá fora, que havia ficado aguardando em silêncio e com as mãos juntas e sobrepostas, havia despertado naquelas almas fantasmas há muito adormecidos, figuras pálidas e entristecidas de dias cinzentos, mas que ela sublima em palavras cálidas. Estas, em seguida, são remetidas de volta a "Esta", mas ela não demonstra mudança alguma. Talvez já tenha ouvido aquilo alguma vez, ou possivelmente o oposto fora tanto repetido que gravara em sua mente como vincos profundos marcam uma chapa de metal gelado.  


Então vai Aldarion.  


O guerreiro forte e altivo havia sucumbido ao amor, aquele sentimento por uns considerado o mais nobre, mas por outros o mais ínfimo. O coração dele bateu forte, pulsou como se quisesse deixar o corpo e ir ele próprio ao encontro da amada. Não podendo resistir nem mais um segundo, Aldarion se lança atrás de Sabrina rumo ao interior da casa simplória. A menina, "Esta", permanece sem uma reação, sem a menor menção em segui-los. Talvez ela confiasse que eles voltariam ou secretamente almejasse verdadeira liberdade àquele amor parcialmente interrompido pelas ocasiões.  


Sozinhos, o casal aproveita o seu momento, talvez muito mais Aldarion cujo desejo precisava acalmar. Com sua amante colada a seu corpo ele pôde finalmente se aliviar conforme o tempo corria e fugia por entre os dedos dos dois como se fosse água, deixando na boca um desejo por mais, mas o fazendo também arder ainda mais, pois, como os melhores prazeres, este era um que precisava – ao menos por ora – ser degustado aos poucos.  


O guerreiro e sua dama retornam de mãos dadas ao encontro da garota, serva fiel, que aguardava pacientemente.  
 
– Chamarei você de Lara, tudo bem por você?  
– Podemos seguir em frente agora, Lara.



 
[Lara] ...  


Nenhuma palavra tange os lábios de Lara em retorno. Nenhuma expressão marca sua tez suave e impecável, como alva porcelana. Entretanto, um estranho sentimento de felicidade parece pairar pelo ar como um perfume que fazia Sabrina, de alguma forma, respirar aliviada. Aldarion, pela cena, não era capaz de decifrá-lo, embora pudesse sentir as mudanças na vibração da alma de sua mestre.  


Lara...  


Aquele não era qualquer nome. Ele era pesado como uma preciosa caixa de joias e guardava em seu interior uma chama que timidamente também se acendia dentro d"Esta". Em ressonância com algo em Sabrina, talvez apenas no futuro fosse ganhar um real significado.  


A garota acena positivamente com a cabeça. Em seguida, se antecipa para guiar no caminho. O próprio caminhar dela exibia uma delicadeza tal qual o de uma flor que recém desabrochou. Entretanto, após um pequeno percurso, ela opta por ruelas estreitas e de chão puro, algumas alagadas e repletas de imundice. O líquido acumulado no solo é escuro e um cheiro forte às vezes era exalado. As sapatilhas e até mesmo as meias brancas de Lara são maculadas naquela sujeita, conforme seu passo parece um pouco acelerado.  


O grupo segue por diversas ruas como aquela, cruza com a pobreza e miséria que parecia se esconder entre os amontoados de casas simples e mal-acabadas. Os remendos de madeira era pregados grosseiramente, tamponando buracos escuros por onde o pouco calor daqueles lares escapava. Os telhados se jogavam uns sobre os outros, às vezes criando verdadeiros túneis e barulhos podiam, às vezes, serem ouvidos, como se pessoas se jogassem contra as paredes tentando saber quem por ali passava. Pelas frestas escuras se tinha a impressão de algum movimento. Em alguns pontos pessoas esqueléticas e de aspecto doente jaziam jogadas aos cantos e em outros o silêncio e o ermo compunham o cenário. Aldarion e Sabrina se sentiam em um labirinto não só de caminhos, mas também de informações.  


Após o trajeto, por fim, parecem emergir para um lado do subúrbio muito mais bem iluminado. Era uma rua mais aberta que não tinha nada de mais. Algumas casas um pouco maiores se enfileiravam do outro lado e pareciam sutilmente mais acabadas do que as anteriores. Lara se posiciona frente à porta de uma destas. Um homem de armadura se mantinha em pé ao lado dela e a guardava com algum zelo. Ele não era um soldado, entretanto. Ao menos não um da guarda real.  


Ele olha para cada uma das pessoas agora à sua frente e parece checar cuidadosamente os detalhes de suas fisionomias. Em seguida, leva a mão ao trinco e permite a passagem, mas nenhuma palavra era trocada, o que passava uma estranha sensação como se uma conversa secretamente percorresse aquele homem e a garota, mas que Aldarion e Sabrina não podiam escutar.  


O grupo sobe alguns degraus de madeira. O interior da residência era relativamente simples, contendo poucos móveis, mas estes se destacavam marcadamente no ambiente: eram ornados com relevos e feitos em madeira escura e brilhosa, um pouco desgastada em alguns pontos, é verdade, mas, ainda assim, passando uma impressão de nobreza. Sobre estes, alguns vasos de prata ornavam o ambiente contendo arranjos de rosas vermelhas como carne viva. O assoalho estava relativamente intacto, mas já tinha estado em melhores dias.  
 
A frente, uma ampla janela permitia que uma luz abundante penetrasse ao ambiente, mas que, ainda assim, parecia abrigar uma incômoda escuridão, como se a corrupção alastrasse secretamente seus tentáculos enegrecidos e impregnasse cada recanto daquele lugar. Um perfume de rosas pairava no ar e uma presença feminina se mantinha logo a frente.  


[???] – Ah! Bem em tempo!  


Disse numa voz firme e forte se dirigindo à Lara, parecendo ignorar os outros dois. A garota, então, imediatamente se adiantou, como se já soubesse exatamente o que fazer sem nem ao menos a necessidade de uma ordem.  


Aquela nova presença feminina era distinta, muito diferente de tudo mais naquele lugar e isso por mais de uma característica. Para começar, ela não era uma humana: era elfa, ao menos em descendência. Suas orelhas indicavam isso. Sua pele era clara, quase tão pálida quanto um cadáver e seus lábios estavam enegrecidos, certamente por uso de maquiagem. Seu cabelo era ainda mais branco que sua tez. Seus olhos eram afinados como os de uma águia e tinham um tom azul bem claro, beirando o cinza. Suas roupas eram de total extravagância e, ah, sim, ela era uma nobre! Não havia dúvidas desse fato. Perto dela, o papel de Lara como uma reles serviçal ficava em total evidência.  


Lady Ophelia.  







Em sua cabeça ela trazia uma espécie de chapéu que se erguia de forma a lembrar uma coroa. Ele iniciava com uma faixa preta e depois se erguia como que em degraus e tinha um tom vermelho tão vívido que quase brilhava em contraste com o ambiente desbotado. Seu vestido era cinza, negro e vermelho e tinha dobras e pontas que o enchiam de detalhes, com ombreiras bem marcadas e uma cauda que arrastava ao chão, completamente inapropriado para aquele ambiente. Ele se tornava justo na cintura e nas pernas e se abria depois dos joelhos num enorme franzido, como a cauda de um peixe das profundezas, além de cobrir o corpo até o pescoço. Nas laterais do rosto e acima das orelhas, dois ornamentos pendiam em dourado e certamente eram de outro.  


Duas coisas muito importantes chamavam atenção: um anel dourado em forma de olho que ela tinha em uma das mãos e a maquiagem vermelha que marcava o canto dos olhos e o meio da testa. Neste segundo lugar, conforme ela movia a franja muito bem delimitada, se via um desenho que lembrava, de igual forma, um olho. Lembrava algo relacionado a magia, mas Sabrina, que era uma bruxa, não sentia o menor traço de energia especial naquela mulher. Era como se ela fosse uma pessoa qualquer que nunca havia tido contato com as artes arcanas, mas, mesmo assim, trazia um certo desconforto.  


Na cena seguinte, Lady Ophelia dava as costas ao grupo e seguia dois passos em direção a uma gaiola que pendia banhada no sol. No interior da mesma existia um belo e robusto pombo, de peito estufado e altivo, com penas brilhantes e sem dúvidas era um animal muito bem tratado. A mulher lança mão ao interior em direção ao mesmo, que tenta se esquivar, mas facilmente é capturado. Ela o retira da gaiola. Seu toque parece gentil. Seu olhar parece conter algum carinho, mas está baixo demais. Esconde algo.  


Então ela quebra uma asa.  


O animal se contorce, mas em silêncio. Ela quebra a segunda, torcendo-a para trás, e então o desce gentilmente ao chão. Neste exato instante, um animal branco emerge das trevas debaixo de um dos moveis e, em disparada, abocanha o pombo e desaparece atravessando o cômodo e se embrenhando num buraco na parede.  


O que era aquilo?  


Lady Ophelia recupera sua postura e estende suas mãos. Seus dedos eram longos e afinados e havia sangue da ave neles. Ao seu lado, Lara já estava a posto com um jarro de água e uma bacia e imediatamente se põe a lavar as mãos de sua senhora. Seu olhar estava perdido, como se mirasse algo distante.  


[???] – Não é incrível... como tudo no mundo tem seu lugar.


Comenta num tom relativamente baixo, pensando em voz alta.  
 
Em seguida Lara seca as mãos dela com toques suaves de uma toalha extremamente alva. Lady Ophelia sinaliza com a cabeça positivamente para sua serva, como que concedendo uma permissão.


[Lara] – Lady Ophelia de Croismare. – Faz a apresentação.  


[Lady Ophelia] – Ah! Espada Louca! Ouvi falar a seu respeito. E você... seria? – Referindo-se a Sabrina.  


O tom dela era calmo, porém firme e confiante, próprio de uma pessoa em elevada posição social. Ela mantinha um sorriso sempre desenhado no rosto, denotando certa gentileza, porém, artificialidade.


[Lady Ophelia] – Serviçal, sirva-nos aquele chá.  


E imediatamente Lara segue em direção ao cômodo ao lado, sem contestar, sem suspirar, como um golem ausente de alma e personalidade.  


Finalmente Sabrina e Aldarion estavam frente àquela misteriosa figura e já haviam presenciado uma cena, no mínimo, inusitada. Que tipo de sensações e impressões aquela pessoa havia lhes suscitado? E talvez o mais importante que isso, o que será que ela queria?

Adicional:

Não falei muito do estado debilitado de saúde do Aldarion, mas não me esqueci disso. :3

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Re: Subúrbio

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Ter Jun 17, 2014 7:01 am

Depois de saborear breves momentos de carinho, o casal retornou à presença de Esta que aguardava impassível e alheia, pelo menos assim se fazia parecer dada a máscara indecifrável que era seu rosto e o vazio em seus olhos. E assim ela permaneceu mesmo quando Sabrina lhe deu um nome, Lara. A atitude da garota pegou Aldarion desprevenido uma vez que ele estava acostumado a ver sua amada se comportando sempre de forma cínica e sombria.

Reunidos novamente, os integrantes daquele trio singular seguiram em total silêncio por algum tempo, eles cruzaram vielas estreitas que mais pereciam com as veias de um ser vivo enorme e repulsivo. A caminhada era cruel para o guerreiro, por fora ele estava austero e seguia inabalável como um titã de bronze. Seu corpo estava todo exposto com a exceção de sua virilha que ainda continha os restos do que sobrara de sua calça agora reduzida a uma tanga de farrapos fétidos que exalavam o forte cheiro de urina.

Mas mesmo naquele estado de semi nudez o guerreiro carregava apoiada em seu ombro sua enorme espada que estava enrolada em uma bainha improvisada com farrapos e restos de colchão. Com a outra mão ele abraçava Sabrina pela cintura mesmo desejando no fundo se apoiar nela para aliviar de parte do fardo de ter que carregar o peso do próprio corpo que com a doença perdia suas forças a cada hora.

Mesmo no estado debilitante de saúde e higiene, Aldarion não queria se afastar de Sabrina, queria sentir o corpo macio da jovem a todo momento e se surpreendeu ao ver que ela não o afastava. Isso o alegrou, pois mesmo naquela situação o amor de Sabrina por ele a fazia ignorar tudo para dar ao seu amado o mínimo de conforto.

Finalmente após vários minutos que quase formaram uma hora o grupo chegou ao que parecia ser um bairro de classe média da cidade. Ali foram levados por Lara até um casebre onde um soldado montava guarda. Sem dificuldade passaram pelo homem sem que nenhuma palavra fosse trocada, apenas os olhos do guarda perscrutaram as faces do trio pouco antes dele se dar por satisfeito e abrir a porta.

Dentro da construção o trio subiu um lance de escadas até alcançarem um aposento que carecia em luxuosidade mas que em contrapartida possuía uma decoração bela que contrastava de forma singular naquele ambiente de maneira que cada detalhe ficasse evidente aos olhos de um observador atento. No centro daquele recinto estava uma mulher, uma bela mulher. Ela era austera, seu rosto de traços delicados contradiziam o tom de sua voz que era firme, o tom de alguém acostumado a dar ordens e a vê-las serem acatadas.

Aldarion observou com estranheza a mulher pegar com as mãos um pássaro que estava preso em uma gaiola, em seguida viu com escárnio ela privar o animal do dom do voo e colocá-lo no chão em seguida para segundos depois ser arrebatado por um vulto branco e veloz, tão branco e veloz que para a visão turva e cansada do guerreiro não passou de um borrão. Limpando o sangue das mãos com o auxílio zeloso de Lara, a mulher finalmente se dirigiu ao casal.

Espada Louca? Pufftt... Vocês nobres não levam jeito pra inventar apelidos. Com todo respeito senhora, me chamo Aldarion e meu título é Juggernaut.

Respondeu ele corrigindo a mulher, sua voz soava firme e cheia de um tom de ousadia enquanto seu único olho mirava com precisão os olhos pálidos da mulher.

Esta que está aqui, é Sabrina, minha mestra. – Disse dando um passo para trás sugerindo que se a mulher tinha algo a tratar com eles, deveria negociar com Sabrina e não com ele. – Se tem alguma coisa a tratar comigo trazendo-me aqui, é a ela que você deve se dirigir.

Depois de se apresentar e a Sabrina, Aldarion viu a mulher dar suas ordens para Lara que prontamente as acatou fazendo a mente do guerreiro encher-se de suposições.

"Esta não é a casa dela, pelo bairro e pela proximidade com a área pobre da cidade me atrevo a dizer que aqui é alguma espécie de ponto de encontro. Mas por que ela nos traria aqui se veio em pessoa falar conosco e se visivelmente minha passagem pelas ruas não deixou de chamar atenção?" – Pensava Aldarion. – "Essa mulher... Pela forma como trata Lara ela não deve passar de uma insensível para quem as pessoas, suas vidas e suas existências são tão valiosas quanto objetos. O que será que essa vadia quer conosco?"

A perspicácia assombrosa de Aldarion devorava cada detalhe que era captado por seus sentidos e ele logo começou a achar que a mulher pretendia usar sua audácia e robustez para alguma tarefa incomum. Mas pela forma como ela agia o guerreiro sabia que ela não era de confiança e que provavelmente tentaria se impor caso eles viessem a recusar a proposta que a mulher viria a fazer naquele encontro, isso se ela se incomodasse em apresentar alguma proposta em lugar de ordens claras e diretas.

"Mas que diabos essa feiticeira nobre e perfumada quer?" – Questionava-se em seu íntimo.

Sua linha de raciocínio foi partida somente quando Lara roubou-lhe a atenção para dar a ele uma xícara de xá. A grande e calejada mão de Aldarion envolveu a xícara, seus dedos eram largos demais para segurarem naquela alça delicada fazendo o guerreiro segurar o recipiente da mesma forma que se segura um caneco sem alça. Em seguida Aldarion sorveu o líquido de forma rápida e sem classe, tamanha foi a velocidade que chegou até mesmo a ficar com a língua queimada uma vez que chá é uma bebida servida quente. Quase que imediatamente sentiu-se um pouco melhor, o chá realmente era algo ótimo para aliviar o flagelo da febre e enquanto Sabrina conversava com a mulher...

Mais! – Disse Aldarion estendendo o braço e segurando a xícara vazia para Lara.

Quando a pequena criada aproximou-se com a jarra de chá para repor o conteúdo do pequeno recipiente, Aldarion simplesmente largou a xícara que caiu no chão estilhaçando-se, sem dar nenhuma importância a isso ele tomou das mãos de Lara o jarro inteiro de chá para em seguida usá-lo como um grande caneco.

Por todos os deuses! Eu nunca gostei tanto de chá em toda a minha vida como agora! – Disse Aldarion sorvendo o conteúdo do jarro com avidez, ele estava a dias sem comer nada decente e aquele chá mesmo não sendo algo a seu gosto era muito melhor do que a água suja que os guardas haviam lhe dado em seu cativeiro.

Todo esse incidente do chá acontecia paralelamente à conversa que Sabrina teria com a nobre Lady Ophelia, era como se nada daquilo importasse a ele o que no fundo era bem verdade, mas nem por isso ele deixaria de prestar o mínimo de atenção.

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Peças de Ouro: 10

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Destreza: D
Vigor: C

Equipamentos: Lista de Equipamentos

*Avatar feito por cortesia de Frist, valeu mano. o/*
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Título: O Juggernaut
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Re: Subúrbio

Mensagem por Sassa em Seg Jul 07, 2014 9:59 pm

[off: Vou mudar meu estilo pra primeira pessoa por um tempo para testar, se eu gostar, talvez fique permanentemente. o/]


E depois de tanto perder tempo naquela cidade, naquela praça imunda e depressiva, onde eu só fazia sentir saudades daquele que me acolhera como sua parceira. Era triste ver que a sensação de liberdade durara tão pouco diante de um corpo e alma já tão castigados. Isto não impediu que Aldarion viesse a meu encontro novamente, ignorando meu conselho de permanecer com a menina, este veio até a cabana e num momento de amor desesperado, agarrou-me e ali ficamos por algum tempo. Aldarion já não aguentava seu próprio peso, e mesmo não sendo tão forte ou alta quanto o guerreiro, ainda assim fiz meu esforço para apoia-lo naquele momento de dificuldade. Fomos andando ruelas adentro, cada vez mais profundo, cada vez mais estranho e sombrio, a sujeira e miséria eram predominantes naquele ponto da cidade, mas porque alguém da nobreza estaria em tal lugar? Eu observava os passos de Lara se apressarem, como se estivesse atrasada a chegar a seu encontro. Sua sapatilhas e meias aquela altura já não estavam mais tão limpas e belas quanto antes, mas era um preço que a jovem pagava ao se sujeitar a ser uma mera boneca nas mãos de sabe-se lá quem. E a cada passo meu coração apertava, a sensação de que algo muito errado havia naquilo crescia em minha mente e tomava conta do meu raciocínio, mas ainda assim pude manter a postura séria e fria de sempre, algo que aprendi muito bem com Alice, a saber conter minhas próprias emoções, afim de ter o controle sobre as demais coisas ao meu redor. Era uma das premissas básicas ao se tornar uma maga especialista em poderes mentais como era Alice, saber controlar sua própria mente antes de poder controlar a de outro.

Enfim chegamos a algum lugar, um beco onde as casas pareciam menos sujas e miseráveis que no caminho por onde passamos, mas ainda assim um lugar totalmente aquém da nobreza. Um único soldado montava guarda em frente a uma das casas, talvez a mais arrumada daquela encruzilhada, e uma simples troca de olhares foi suficiente para que eles estivessem dentro do cômodo. Sem mais impedimentos, subimos as escadas e lá estava a figura a qual deveríamos encontrar. Uma mulher de aparência exótica e vestimentas bastante excêntricas, deveras muito mais bem arrumada que Lara, demonstrando ser esta a “dona” da menina. Estreitei os olhos e a encarei com frieza, porem sutil, não que fosse causar qualquer má impressão, apenas para demonstrar que não impressionaria por tão pouco. O lugar pouco me importava, o deixaria em algum momento e jamais voltaria novamente, então não era interessante a mim notar qualquer coisa. Mas assustei-me quando um vulto branco surgiu das sombras e engoliu a pobre ave machucada que a mulher maltratara gratuitamente. As apresentações foram feitas e minha vez de ter a palavra chegou. – Sabrina Lima, mulher de Aldarion. – Disse num tom altivo e firme. Recusei o chá prontamente assim que este me foi servido, com um simples aceno de cabeça. Aldarion, porem pareceu gostar tanto que não se conteve e bebeu toda a jarra, Sabrina apenas olhou de canto observando enquanto seu amado companheiro cometia mais uma de suas gafes. Por fora ainda era a mesma de sempre, mas por dentro ria como uma criança daquele bobo desastrado. – Espero que não se importe com isto... Pois bem, certamente tem algo para nós, do contrario não traria meu servo até sua presença, a questão é, o que? – Fui direto ao ponto para evitar enrolações, quanto menos tempo perdêssemos numa conversa pomposa e vazia, mais rápido sairíamos daquela situação e eu poderia enfim levar Aldarion a algum lugar onde pudesse descasar e recuperar suas forças.

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