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Praça Central

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Praça Central

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:57 pm



Reconstruída recentemente, a Praça Central é a majestosa capital da cidade de Hilydrus. O espaço é mais amplo do que se possa imaginar. A Praça Central tem um formato circular, tendo diversos cículos circunscritos ao redor do círculo principal. O círculo principal pode ser dito como a real praça. Abriga diversos bancos, pequenas estruturas feitas de ferro que sustentam alguns lampiões em seu ponto mais alto para iluminar a Praça durante a noite. Bem no centro da mesma, um chafariz totalmente adornado em mármore com o desenho de um dragão descansa enquanto jorra uma água cristalina. Não é incomum ver passaros se banhando e bebendo da água pura. O local abriga os mais variados tipos de pessoas, sendo a maioria pessoas comuns da cidade. Constantemente guardas - de três a quatro - vigiam o ambiente procurando manter a ordem e afastar possíveis más elementos do local. A praça também tem saídas que continuam para outras ruas, sendo as principais as do comércio e as áreas de moradia, desde a classe média até a nobre.

Logo que se sai da real Praça Central, pode-se dar de cara com uma extensão. Uma longa rua circular que abriga os mais diversos tipos de vendas e acessórios. A gritaria é continua e possui dois andares, sendo as escadas colocadas em pontos estratégicos. O ambiente aqui abriga um clima de leve tensão, seja por causa dos vendedores ou da alta movimentação, já que você pode se encontrar até mesmo com quem não quer. Da mesma forma, esta "ala" dá acesso à outros locais, sendo o principal a parte das moradias que de longe é o círculo que abriga as ruas mais amplas e as casas mais belas. As primeiras são as casas das pessoas mais importantes, como soldados de prestígio, generais, comandantes e conselheiros. Através do segundo andar de construções, tais casas tem acesso direto com o comério e principalmente a Praça em si. Quanto mais longe se fica da área comercial e da Praça Central, mais humilde vão ficando as casas, porém, ainda continuam belas e de longe não se comparam com o Subúrbio.

As contruções são geralmente feitas de madeiras como o carvalho ou cedro, possuindo arcos longos e janelas de um vidro cristalino. As casas possuem quase todas um segundo andar e telhados pontudos. Por entre as casas passam diversas vielas para um acesso mais rápido para as outras localidades, principalmente no que se diz do caminho para fora de Hilydrus. Não é incomum esbarrar em pessoas nobres e egocêntricas, mas se procurar bem, pode encontrar joves de puro coração. Cuidado com os trombadinhas também, mas isso não é tanta preocupação já que há uma vigilância constante por parte do Exército real.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:51 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Praça Central

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 3:02 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ Azure
Spoiler:

Azure escreveu:
<NPC Narrador, estarei responsável pela aventura por enquanto. O jogador Shoout foi transferido para o tópico Calabouços>

A Praça Central era, no mínimo, majestosa. Reconstruída recentemente depois do desastre do último ano, ela ficou ainda mais organizada. Assim que chegaram Aldarion e Sabrina notaram uma movimentação incomum. Ao centro da praça havia sido erguido um palco de madeira que estava cercado por soldados. Sobre o palco apenas uma pedra e um cesto sangrento. Aldarion já havia visto execuções suficientes para saber o que aconteceria ali. Por sorte, daonde o casal estava, havia um pequeno muro aonde poderiam subir e assistir com clareza o que acontecia. Não demorou para o pessoal se aglomerar em torno do palco.

Após alguns minutos de curiosidade o som de uma trombeta anunciava a chegada de uma caravana. Do outro lado da praça soldados abriam caminho enquanto, logo atrás deles, seguiam cinco cavaleiros escoltando uma carroça. Um dos cavaleiros, que estava mais à frente, destacava-se por sua armadura pesada e gloriosa, além de seu próprio cavalo trajar sua própria armadura de combate.

— Abram caminho para vossa majestade! — Anunciavam os soldados. O povo, talvez mais por medo do que por respeito, obedecia.

A caravana avançou até pararem logo atrás do palco. Soldados foram até a carroça e, de lá, saíram 5 prisioneiros acorrentados. Um a um foram levados para cima do palco, aonde ficaram lado a lado de frente para o público. Todos eles eram homens de idades variadas, sendo três humanos, um anão e um elfo que vestiam apenas trapos e mostravam alguns ferimentos pelo corpo. A praça, a esta altura, estava em alvoroço, muitas pessoas conversando entre si aos gritos para serem ouvidas. Mas quando o rei enfim subiu no palco, todos se calaram. Ele caminhou sem pressa até ficar em frente a todos até ter certeza que tinha a atenção devida. Sua armadura, apesar de simples, era majestosa e o elmo ocultava totalmente seu rosto. Uma longa capa em suas costas ostentava o símbolo real de Hilydrus: o lobo dourado.

— Meu povo. — Anunciou sua voz jovem, porém grave e firme. — Sabem que não toleramos criminosos podres. Alguns têm a chance de pensar sobre seus feitos enquanto trancafiados nos calabouços do castelo. Outros perdem totalmente o direito de caminhar sobre esta terra. Eu, vosso Rei, prefiro sujar minhas mãos e nos livrar desta escória em frente a todos vocês. Que a justiça seja feita.

Assim que terminou de falar, virou-se e andou até próximo à pedra e o cesto. Fez um sinal para um dos soldados, então um dos humanos foi levado até o centro do palco, aonde foi forçado a se ajoelhar e apoiar a cabeça na pedra.

— Prisioneiro: Harald Carvan. — Anunciou um soldado que, em frente ao povo, lia um pergaminho. — Culpado pelos crimes de sequestro, extorsão, assassinato e roubo. Que os deuses tenham piedade de sua alma.

Então o rei sacou sua espada. Sua lâmina era de um azul quase negro, apenas aonde refletia a luz era possível ver a cor. Neste momento o povo que assistia engoliu em seco, apreensivo. Algumas crianças eram tiradas do lugar pelas suas mães, não era ideal que vissem uma cena dessas. Sem demora a espada do rei baixou sobre o pescoço do prisioneiro, cortando sem fazer nenhum som e então a cabeça caiu sobre o cesto. O corpo inerte ainda jorrou sangue antes de ficar totalmente imóvel. O rei simplesmente apoiou a ponta de sua espada no chão e as duas mãos sobre a bainha enquanto esperava pelo próximo prisioneiro.

Em visão de tal morte as pessoas ficaram apreensivas. Era óbvio para Aldarion saber que aquilo não era comum naquele reino. Muitas pessoas estavam no dilema se aquilo era realmente necessário ou se de fato os condenados mereciam tal morte. Alguns presos ficaram espantados pela frieza da execução. O anão e um dos humanos, por mais que estivessem acorrentados nas mãos e nos pés, tentaram fugir mas foram frustrados pelos guardas que simplesmente os golpearam no estômago.

— Já que quer tanto fugir, anão, será o próximo. — Falou o guarda, o empurrando em direção à pedra.

— Eu já disse que sou inocente, malditos burros da superfície!! — Gritava o anão. — Fui enganado! Tramaram pra cima de mim!

Ao que parecia, nenhum dos guardas estava interessado em ouvir os lamentos do anão. Ele foi colocado no lugar do primeiro executado, mas para seu desespero, a cabeça ainda estava no cesto, encarando o anão.

@ Goldsilver Ironsteel
Spoiler:

Goldsilver Ironsteel escreveu:
Aldarion e Sabrina caminhavam juntos pelas ruas de Hilydrus, a aparência assustadora e a truculência do guerreiro assustavam as pessoas fazendo-as abrirem caminho o que permitia a Sabrina andar a vontade mesmo nas ruas mais tumultuadas. Não apenas isso, Aldarion encarava qualquer um que ousasse olhar por muito tempo para Sabrina, puro ciúme.
Quando finalmente chegaram a Praça Central, notaram uma movimentação fora do comum, a praça estava extremente lotada e até mesmo Aldarion que pisava pela primeira vez em Hilydrus percebeu que algo de incomum acontecia. Não demorou para que ele e Sabrina avistassem um tablado de madeira cuidadosamente posicionado de forma a permitir que todos na praça conseguissem vê-lo.

- Veja mestra, um tablado de execuções. - Disse Aldarion à Sabrina.

Mal Aldarion terminou de falar e logo uma comitiva liderada pelo próprio rei de Hilydrus surgiu trazendo um grupo de prisioneiros. Aldarion viu que a pequena Sabrina ficava na ponta dos pés tentando ver tudo o que acontecia, com todo cuidado, a pegou pela cintura e a levantou colocando-a sentada sobre um muro próximo, já o próprio guerreiro não precisava disso por ser alto o suficiente. Os acontecimentos começaram a se desenrolar de forma incomum, Aldarion percebeu com surpresa que o próprio rei se encarregaria de efetuar as execuções, algo que o deixou curioso. Por que um soberano estaria se prestando a fazer o serviço de um carrasco? Será que ele pretendia intimidar seu próprio povo? Ou será que estava querendo mostrar-se como alguém disposto a aplicar a justiça com as próprias mãos? Seja qual fossem os motivos, Aldarion limitou-se apenas a observar.

Viu com certa frieza a cabeça do primeiro condenado ser separada do restante do corpo. Viu também as ações dos demais prisioneiros de tentarem fugir de seu julgo, em especial um anão. Aldarion observou com atenção o anão ser escolhido como o segundo a perder sua cabeça e ouviu suas palavras quando foi posto com o pescoço sobre a pedra. Naquele momento uma lembrança de seu passado veio a sua mente, lembranças de seus primeiros anos de aventura quando andou ao lado de um homem de grande coragem, um paladino da justiça chamado Davaron Lightbringer. Esse paladino marcou a vida de Aldarion, pois não importasse quem fosse, homem ou demônios, Davaron jamais recuava quando o assunto era defender inocentes e salvar vidas. Aldarion não sabia dizer direito o motivo, mas sentiu-se compelido a intervir em favor daquele anão, sentia de alguma forma que ele poderia estar falando a verdade.

Sem hesitar ele deu um passo a frente apenas para sentir uma leve dor percorrer todo o seu corpo, olhou para trás e viu Sabrina encarando-o, ela certamente havia percebido as intenções de Aldarion e estava ordenando-o a ficar quieto. O guerreiro olhou nos olhos dele e a expressão que Sabrina viu era clara, ele implorava para que ela o deixasse ir.

- Está bem, se quer fazer uma loucura dessas pode ir, mas se resolverem colocar sua cabeça naquele cesto eu não moverei um músculo para ajudá-lo. – Disse a jovem.

- Obrigado pela confiança mestra. - Agradeceu o guerreiro. Sem perder mais nenhum segundo se virou dirigindo-se até o tablado de execuções abrindo caminho por entre a multidão sem nenhuma sutileza. - Saiam da frente! Abram caminho! – Reclamava enquanto empurrava as pessoas apressadamente.

Quando a espada do rei se ergueu no ar reluzindo a luz do Sol em meio às manchas do sangue de Harald, Aldarion percebeu que não chegaria a tempo de impedir o ato usando sua própria espada para bloquear a trajetória da lâmina do rei. Sem outra alternativa fez a ultima coisa que lhe restava fazer, gritar.

- EM NOME DE ZALTHAR, PARE! - Gritou a plenos pulmões atraindo a atenção de todos para si. A multidão assustou-se abrindo caminho para o estranho guerreiro de armadura negra e estatura ameaçadora.

Sem dizer mais nenhuma palavra, Aldarion caminhou aproximando-se do tablado até ter seu movimento impedido pelas alabardas e lanças dos guardas.

- Vossa Majestade, peço perdão por interrompê-lo, me chamo Aldarion Ironshield, sou conhecido como o Juggernaut. Venho intervir em nome deste pequeno ser, pois tenho suspeitas de que ele seja realmente inocente e esteja falando a verdade. - Disse Aldarion retirando seu elmo e encarando o rei. O contraste entre os dois era visível, a armadura do rei era bela e nobre, inspirava um sentimento de poder e autoridade, já a armadura de Aldarion era negra e coberta de espinhos impondo um sentimento de medo e brutalidade a quem o olhasse. Como se não fosse o bastante, a espada que o guerreiro trazia nas costas também chamava atenção pelo seu tamanho. O rei era mais baixo que Aldarion, mas por estar em cima do tablado o olhava de cima para baixo.

- Vossa Alteza, seu ato de executar as punições destes criminosos é louvável e demonstra sua disposição em combater o mal e trazer a justiça a todos. És um governante único. - Disse Aldarion. - No entanto, Vossa Majestade, uma execução não lhe toma tanto tempo quanto uma investigação ou julgamento tomariam. Tenho a certeza que o senhor, Milorde, com sua agenda cheia de compromissos e responsabilidades não teve tempo para cuidar dos casos que levaram estes prisioneiros a receberem suas penas. - Completou.

- Acredito que talvez algum detalhe possa ter escapado da competência de seus juízes, investigadores e promotores. Milorde, eu já lutei muitas batalhas e sobrevivi a uma guerra, muitas vezes estive ao lado de guerreiros anões de enorme valor. Eu os conheço bem e posso dizer que este povo é dotado de grande honra. Os anões vivem em reinos magníficos esculpidos no interior de cavernas-mundo e são fortemente ligados à sua terra, apenas três motivos fariam um anão abandonar sua pátria para se aventurar nos reinos da superfície. - Então levantou sua mão direita com o punho fechado. - Primeiro, uma catástrofe, segundo, o desejo de se aventurar no desconhecido e terceiro, o exílio por um crime. - Conforme Aldarion ia apresentando as razões que fariam um anão abandonar sua terra, ele abria os dedos de sua mão, um para cada motivo.

- É do conhecimento de todos, Milorde, que qualquer cultura costuma marcar seus exilados com mutilações, tatuagens ou queimaduras na face, e este anão não apresenta qualquer indício disso o que o qualifica como o sobrevivente de um desastre ou um aventureiro. - Agora Aldarion voltava a fechar seu punho desta vez apontando o dedo indicador para o solo sob seus pés. - Vossa Majestade, em nome de Zalthar, o deus que repousa sob a terra e principal testemunha do povo anão que também vive sob o solo, eu apelo para a misericórdia que há em seu coração e lhe peço, não para que poupe o anão de sua pena, mas sim que adie sua sentença e me permita realizar uma segunda investigação. - Finalmente o guerreiro terminou seu discurso e ficou em silêncio, aguardando a reação do regente.

- “Davaron, meu amigo, é em sua honra que faço isso, me ajude a encontrar a verdade seja este anão culpado ou não.” - Pensou o guerreiro. - “Que Zalthar também me guie.”

Informações:
Spoiler:
As ações de Sabrina foram combinadas através do skype. Qualquer ação que eu narrei dos NPCs estão sujeitas às alterações do narrador, eu apenas tomei a liberdade de narrar assim para poder fazer um post fluído. De qualquer forma o que for descrito pelo narrador será o que realmente aconteceu.

Pode parecer estranho Aldarion falar de maneira formal, mas ele já serviu exércitos e sabe como tratar alguém de hierarquia superior. ^^

@ Sassa
Spoiler:

Sassa escreveu:
Assim que entraram na grande Hilydrus, Sabrina e Aldarion foram direto para a praça. Aldarion, que ainda não conhecia a cidade, parecia bastante impressionado com a vista do lugar, mas para Sabrina aquilo não era nada novo, e nem muito desejado. Quanto mais longe pudesse ficar de locais como aquele, melhor seria para ela, pois sabia que em breve teria problemas com autoridades devido a seus planos futuros. Eles seguiram até a praça, onde estava ocorrendo uma movimentação incomum naquele dia, estava de tarde, e Sabrina não fazia ideia do que se tratava aquilo, mas ao ver o palanque erguido no meio da praça, pensou tratar-se de alguma apresentação ou coisa parecida. Algum tempo depois foi que teve sua resposta vinda do próprio Aldarion. - Execuções... - Sabrina não era mais criança, em sua jornada, desde que conhecera Alice, já havia visto muitas mortes, mas ainda assim, era algo que não a agradava.

Mais a frente, uma grande caravana se aproximava, e Sabrina tentava olhar por cima da multidão para ver melhor. Aldarion logo percebeu a dificuldade de Sabrina em enxergar, devido a sua falta de tamanho, e a colocou em cima do muro, onde agora, tinha visão privilegiada de toda situação. A caravana logo parou próxima ao palanque de madeira, e de dentro da primeira das carroças, saíram 5 presos. Após todos eles terem sido alinhados, Sabrina viu surgir a figura ilustre, o famoso rei de Hilydrus, que fora anunciando com bastante esplendor. Eles subiu ao palanque, fez um pequeno discurso, e então começou com as execuções ele próprio, contrariando muitos princípios que Sabrina tinha em sua mente e talvez na de muitas pessoas. Após a primeira cabeça ter rolado para dentro do cesto, alguns dos prisioneiros pareceram se amedrontar mais, tentando inutilmente fugir das garras doa morte, mas era em vão, com a quantidade de guardas ali presentes, seria algo fora de questão até mesmo para alguém com mãos e pés livres. Sabrina olhou para Aldarion para ver o que ele achava daquilo tudo, esperava ver uma expressão mais neutra diante daquilo, mas o que vu a deixou um pouco preocupada. "O que será que ele tem em mente?" Viu ele dar um passo a frente e imediatamente o travou. Os dois se encararam e, infelizmente, Sabrina confirmou suas suspeitas. "Seu estúpido, não desperdice sua vida de forma tão tola." Queria ter dito aquilo, mas não disse, apenas continuou olhando e de alguma forma, sabia o que Aldarion queria dizer com aquele olhar também.

- Está bem, se quer fazer uma loucura dessas pode ir, mas se resolverem colocar sua cabeça naquele cesto eu não moverei um músculo para ajudá-lo.

- Obrigado pela confiança mestra.
Ouviu-o abrindo caminho na multidão com certa agressividade, mas apenas ficou olhando apreensiva, temia perdê-lo antes mesmo de fazer uso de suas habilidades, mas o que estava feito, não poderia mais ser desfeito. - Tsc. Aquele idiota, vai mesmo me fazer ser presa? Que seja. - Resmungou nervosa. - Só espero que não tenha problemas em enganar tantos guardas de uma vez... - Começou a se concentrar enquanto carregava sua ilusão, apesar de saber que podia acertar múltiplos alvos de uma única vez, jamais havia tentado com um numero tão grande. Deveria haver no mínimo duas dúzias de guardas ali, mas Sabrina não se importava, sabia que teria que deixar logo a cidade, então não pensou duas vezes antes de começar. Esperaria pela hora certa para poder chamar a atenção de todos.




<Na habilidade não há um limite especifico de alvos que podem ser afetados, deixarei então a cargo do GM decidir o que vai acontecer. Outra coisa, minha habilidade precisa de 1 turno pra ser carregada, e permanece por mais 2 turnos "em espera" após ter sido carregada, portanto decidi prepara-la de antemão, mas não a usarei ainda nesse post.>
Spoiler:
Nome: Unreal World (Mundo Surreal)

Nível: Nível 3.

Descrição: Sabrina é capaz de afetar os sentidos e a percepção de uma vítima que olhe diretamente nos seus olhos, fazendo-a ver e sentir ou deixar de ver e sentir aquilo que Sabrina desejar.

Efeitos: Sabrina concentra sua magia nos olhos e depois emite essa energia na forma de uma distorção que interfere diretamente com os sentidos do oponente, principalmente a visão, qualquer um que olhar diretamente para os olhos de Sabrina é pego numa espécie de ilusão que imita a realidade até em seus mínimos detalhes. A mudança de realidade para ilusão é tão sutil que é quase imperceptível e a partir do momento em que for feita a ilusão, Sabrina pode alterar qualquer coisa no cenário atual, desde objetos, fazendo-os sumir ou mudarem de lugar. Tudo que for modificado pela habilidade são apenas imagens, ataques ou objetos podem atravessa-las normalmente e as imagens não causam dano algum, porém isto não impede a ilusão de continuar existindo. Além disso, essa habilidade também afeta os outros sentidos, como olfato e audição, tornando a ilusão ainda mais real, simulando sons e cheiros característicos das ilusões produzidas pela maga(como passos, som de fogo estalando, portas rangendo e etc.)

É possível criar e alterar objetos animados e inanimados de tamanho menor ou igual a 2m², também é possível criar ilusões de criaturas vivas que Sabrina conheça, mas que não ultrapassem as medidas propostas. Ilusões que possuam mais de 2m² poderão não aparecer corretamente, ou mesmo serem canceladas antes do tempo. Nesse nível de evolução da habilidade é possível criar sons simples como o de passos, gritos de dor, engrenagens funcionando e etc. Odores também podem ser criados desde que Sabrina os conheça. Assim como é possível criar, pode-se também esconder o som ou o odor de um ambiente desde que Sabrina esteja sentindo ou ouvindo os mesmos.

Nv. 4: Ainda não aprendido.

Nv. 5: Ainda não aprendido.

Custos: 30% de PE para ativar a habilidade, não pode ser sustentada e vítimas que já tenham sofrido os efeitos de Unreal World não poderão ser afetadas novamente pelas próximas 24 horas.

Duração: Os olhos de Sabrina permanecerão energizados por duas rodadas e afetarão qualquer um que olhar diretamente neles. A duração dos efeitos nas vítimas será de uma rodada para cada ponto do atributo Energia que Sabrina tiver a mais que a vítima sendo a duração mínima de duas rodadas e a máxima de quatro rodadas. Vítimas que possuírem um valor de atributo Energia igual ou superior ao de Sabrina não serão afetadas.

Tempo de conjuração:  Uma rodada de concentração parcial, é possível falar, andar e realizar ações simples mas lutar e defender-se não.

Alcance: 5m X a Energia de Sabrina.

Área de Efeito: Todas as vítimas que olharem nos olhos de Sabrina.

@ Azure
Spoiler:

Azure escreveu:Algo que ninguém ali esperava aconteceu: uma voz rasgou pelo povo, gritando o nome do deus Zaltar e fazendo com que a lâmina do rei parasse no meio do caminho.

— EM NOME DE ZALTHAR, PARE!!

Todos olharam assustados um guerreiro de armadura negra adentrando na multidão em direção ao palco. Ao chegar perto demais, dois guardas fecharam seu caminho com suas lanças. Mesmo impedido de continuar, Aldarion continuou a falar, erguendo sua voz sobre os murmúrios incessantes do público.

— Vossa Majestade, peço perdão por interrompê-lo, me chamo Aldarion Ironshield, sou conhecido como o Juggernaut. Venho intervir em nome deste pequeno ser, pois tenho suspeitas de que ele seja realmente inocente e esteja falando a verdade.

Enquanto ele falava o rei voltava a apoiar a ponta de sua espada no chão e suas mãos sobre o cabo da arma. Fitava o guerreiro de cima para baixo, como todo nobre deveria fazer. Mal o guerreiro terminou de falar os guardas já o empurravam de volta, falando de forma grosseira insultos como "maldito insolente!" e "pebleu desgraçado!". No entanto, para a surpresa de todos, o rei levantou sua voz:

— Deixe-o falar. — Assim que falou, todos ficaram novamente em silêncio e os guardas, incrédulos. — Permito que ele suba ao palco.

Apesar da clara relutância dos guardas, Aldarion foi guiado escadas acima. Dois guardas o seguravam, um em cada braço, até que pararam em frente ao rei cerca de 5 metros. A cena era de um guerreiro de armadura negra de um lado, um nobre de armadura prateada do outro e, ao centro, um condenado esperando pela sua morte. De início Aldarion segurou suas palavras por conta da surpresa, até que os guardas soltaram seus braços mas continuaram ao seu lado. Sem pensar mais, ele retirou o próprio elmo, encarando o rei com sua coragem renovada. Enquanto falava apenas sua voz era ouvida, a única expressão fácil de notar era a do próprio anão condenado que, mesmo estando ajoelhado com a cabeça em uma pedra, abriu um largo sorriso. Um completo estranho estava defendendo-o! Em contrapartida o rei não movia um músculo enquanto o guerreiro falava. Quando ele terminou, todos esperaram em um silêncio mortal pela resposta.

— Aldarion Ironshield, vulgo Juggernaut. — Começou o rei. — O quão tolo consegue provar ser? Tu sequer é destas terras, isso posso ver, mas ainda assim ousa desafiar-me em frente ao meu povo. Me diga: está disposto a arriscar sua vida por um completo desconhecido?

Antes que Aldarion pudesse responder assistiu com pavor um movimento tão rápido que, mesmo com suas habilidades, não conseguiria acompanhar. A espada do rei se moveu com grande velocidade, passando pelo pescoço do anão de forma tão rápida que, ainda que a lâmina já tivesse atingido a madeira ao chão, a cabeça ainda levou alguns segundos para cair ao cesto. O condenado sequer percebeu o momento em que sua vida chegou ao fim. Em seguida o rei fez um novo movimento com a espada, rasgando a túnica de algodão que o anão usava e em seguida, com sua mão livre, segurou o braço do cadáver e o jogou aos pés de Aldarion. As costas continuavam voltadas para cima, agora nuas, e o guerreiro pôde notar uma marca vermelha: 3 cortes que formavam um triângulo sanguinário, uma cicatriz profunda que só poderia ter sido criada por magia negra e cobriam toda pele das costas.

— Bem vindo a Lodoss, guerreiro errante. Esta é a marca de um exilado das terras amaldiçoadas de Takaras. Um grande exemplo de como você, tolo e inconsequente, jogou fora sua oportunidade de ficar calado. — Fez um sinal indicando a carroça que havia trazido os prisioneiros. — Levem-no daqui. Este homem precisa aprender mais sobre as terras aonde pisa.

Aldarion não teve chance de desvencilhar-se, os dois soldados que estavam ao seu lado agarraram seus braços e o puxavam para fora do palco.

@ Goldsilver Ironsteel
Spoiler:

Goldsilver Ironsteel escreveu:
Foi permitido a Aldarion não apenas falar, mas também se aproximar do rei. Ele assim o fez, aproximou-se, falou e argumentou da melhor forma que podia. Aqueles que observavam o acontecimento viam uma cena que estava destinada a ser o começo de uma saga. Ali no centro da Praça Central, aparentando ser um vilão, estava um homem trajando uma armadura negra crivada com a marca de batalhas e recoberta de espinhos que lhe davam uma aparência medonha, em suas costas ele trazia uma espada enorme maior que ele próprio, uma espada que possuía uma estranha beleza rústica. Diante dele estava um rei com a aparência de um herói saído das mais impressionantes lendas, sua armadura era prateada com ornamentações em ouro, a superfície era lisa e reluzente fazendo parecer que ela havia sido forjada ontem, ele trazia consigo uma arma de beleza magnífica que mesmo manchada de sangue reluzia em esplendor. Aldarion e Azure.

Azure ouviu todas as palavras de Aldarion, por um breve segundo pareceu que ele atenderia ao apelo do juggernaut, mas no mesmo instante em que o espadachim terminou seu discurso o rei agiu. Sua espada desceu veloz e certeira sobre o pescoço do anão, o golpe foi tão rápido e preciso que a própria morte teve dificuldades em acompanhar os resultados. Aldarion não foi capaz sequer de ver o movimento. A cabeça do anão se desprendeu do corpo e rolou para dentro do cesto indo fazer companhia à cabeça de Herald. Aldarion não moveu um músculo, apenas seus olhos se moveram, o espadachim ficou alguns segundos encarando o rosto do anão que agora parecia encarar a face de seu pretenso salvador com aquele sorriso cheio de esperança. Esperança e morte.

- Mal pude ver seu movimento. Ele retirou sua espada da posição de descanso e decapitou o anão tão rápido que nem mesmo eu seria capaz de aparar tal golpe. Se esse homem me quisesse morto eu assim o estaria sem chance alguma de defesa. Esse maldito tem uma técnica muitas vezes superior a minha. – Pensou o juggernaut.

Medo. O sentimento que tomou conta do coração de Aldarion e de sua alma. Sabrina que estava ligada a Aldarion e podia sentir suas emoções pode sentir que a alma do guerreiro que estava presa nela vibrava de puro medo, mas esse sentimento durou pouco dando lugar a um misto de fúria e alegria. Nem Sabrina e Alice eram capazes de compreender o que Aldarion sentia naquele momento, como poderia alguém saborear o medo, a fúria e a alegria em um único momento?

- Esse homem... Esse MOLEQUE! Ele... Ele... EU QUERO DUELAR COM ELE!!! HAHAHAHAHAHAHAHA!!! – Aldarion apenas pensava, e em seu rosto uma estranha expressão surgiu, seus olhos se arregalaram e brilharam e seus lábios se moldaram em um sorriso. – Eu irei ser forte reizinho de merda e voltarei para provar que sua autoridade é fraca. HAHAHAHAHA!!! AZURE!!! VOCÊ NÃO SABE O QUANTO ESTOU FELIZ DE TER TE ENCONTRADO!!!

Enquanto Aldarion pensava e sonhava acordado, Azure o acusava de ser um tolo e mostrava que o anão era de fato alguém que carregava a marca de um exílio.

- Tolo? Eu? Talvez eu seja. Mas prefiro ser o tolo que busca a verdade do que o idiota que aceita tudo que lhe falam. – Sussurrou Aldarion em um tom inaudível, tão baixo que foi preciso a Azure recorrer a leitura de lábios para poder entender. – Takaras... Uma terra de demônios... Os mestres da mentira e da enganação. Pergunto-me se este anão realmente merecia ter esta marca. Quantos inocentes já não foram marcados injustamente? – Aldarion não teve tempo de dizer mais nada, agora os guardas o pegavam pelos braços puxando-o em direção a carroça.

Aldarion se desvencilhou dos guardas e assim que o fez percebeu os ânimos se exaltado, ele não teria escolha, teria que seguir adiante.

- Fiquem calmos rapazes, eu não estou interessado em recusar um convite público de vossa majestade. Só não quero ninguém segurando meus braços, sabem como é? Estou comprometido e minha mulher pode ficar com ciúme se me vir por ai andando de braços dados com vocês. – Disse em tom de ironia. Depois com o elmo ainda sendo segurado embaixo de seu braço esquerdo ele começou a andar até o carroção descendo os degraus do tablado vagarosamente diante de uma multidão atônita e silenciosa. Enquanto o fazia o guerreiro se permitiu encarar aquelas faces que traziam em suas expressões a perplexidade. Ele pode ver nos olhos daquelas pessoas um brilho vazio de um povo que sofria com a recém descoberta falta de liberdade ante o julgo de um tirano cruel que não hesitava em ceifar uma vida para provar seu poder.

No rosto de Aldarion o que podia ser visto era uma frieza inabalável, uma expressão indecifrável. Para Aldarion ele havia vencido o rei diante de todos, se o regente realmente tivesse total segurança em seu julgamento teria dado a ele um prazo para provar as acusações sobre o anão, afinal, se ele fosse mesmo culpado isso se comprovaria mais uma vez. Mas prosseguir com a execução e punir Aldarion por questionar a ação publicamente revelavam que o rei tinha medo, medo de ter que lidar com alguém capaz de desafiar sua autoridade, medo da possibilidade de estar errado e de isso ser trazido a tona diante de todos. Talvez desde que ele havia subido ao trono ninguém o havia confrontado como Aldarion fizera. Azure era perfeito em todos os sentidos, era inadmissível a ideia de alguém provar que ele estava errado.

Quando Aldarion  finalmente se aproximou da carroça fez um ultimo ato que espantaria ainda mais a todos. Sacou com uma única mão, em uma fração de segundo, seu enorme espadão e com toda a força de seu braço o fincou no chão duro de pedra. Um terço da lâmina entrou fundo no solo, imediatamente os guardas reagiram puxando suas armas. Muitas lâminas roçaram o pescoço de Aldarion por pouco não decapitando-o. Aldarion não esboçou nenhuma reação, apenas deixou-se levar pelos guardas que agora estavam em estado de extremo alerta.

- Hilydrus... É uma cidade maravilhosa não é mesmo meus amigos? – Disse Aldarion de dentro da carroça aos guardas que estavam de fora. – Tive uma conversa simpática com o rei e ainda ganhei um passeio turístico gratuito, isso é ótimo, não precisarei gastar dinheiro com um guia. Hahahahaha! – Aldarion sabia muito bem o que iria acontecer com ele, o rei não poderia prendê-lo simplesmente por questionar a execução dos prisioneiros. Mas mesmo assim ele poderia punir o espadachim, plebeus que desafiavam a autoridade de um nobre publicamente normalmente não eram presos, mas sim espancados ou açoitados publicamente. Provavelmente Aldarion ficaria um ou dois dias presos e depois seria açoitado na frente de todos no mesmo tablado destinado as execuções. No fim das contas ninguém questionaria isso, afinal, era normal em qualquer cultura que esses tipos de castigos fossem aplicados, ainda mais em uma cidade com um governante ditador como Azure. Era uma boa maneira de desmoralizar Aldarion e impor ainda mais a autoridade sobre o povo.

Sabrina podia sentir que Aldarion não queria envolvê-la, ela podia sentir que ele desejava que ela apenas o seguisse e aguardasse. Quanto a sua espada, ali ela ficou, fincada no centro da grande Praça Central aguardando fielmente o retorno de seu dono ao mesmo tempo que servia como um lembrete a todos que não importa o poder que um tirano tenha, sempre haverá alguém disposto a enfrentá-lo, a justiça sempre se fará presente de uma forma ou de outra.

Informações:
Spoiler:
Todas as ações de NPC que citei são meras suposições do que pode vir a acontecer, o narrador tem total liberdade para alterar tudo o que descrevi. Em caso de divergência, o que o narrador postar é o que realmente terá acontecido.

@ Sassa
Spoiler:

Sassa escreveu:
Sabrina ficou observando de longe esperando pelo momento certo, caso fosse necessário, interviria naquela situação, mas apenas se realmente a vida de Aldarion corresse risco. Ficou sentada em cima do muro esperando que todo o dialogo acabasse, mas as coisas estavam tomando um rumo um pouco diferente do esperado. Primeiramente, a atitude do Rei de ouvir as palavras de Aldarion, aquilo soou bem nobre da parte dele, visto que um homem que executava seus próprios prisioneiros em praça publica, era de ser esperar que não tivesse tanto tato assim. Mas havia algo naquele homem que não lhe inspirava segurança, talvez por se tratar de uma autoridade, Sabrina jamais se dera bem com autoridades, mas a resposta veio de forma rápida e surpreendente. Aquele rapaz era extremamente habilidoso, mesmo parecendo ter uma idade próxima a de Sabrina, seu domínio da espada era notável. O golpe desferido contra o anão passou tão rápido como um chicote, e tão silencioso e mortal como uma adaga, arrancando-lhe a cabeça sem nem ao menos dar chance deste falar algo. - Nossa! Mas... Que agilidade, esse cara não está pra brincadeira, melhor eu ficar mais atenta. - Falou baixo para que somente ela própria ouvisse, e se ajeitou na mureta para continuar assistindo.

"Droga, ele errou, e agora? O que este cara vai fazer?" Novamente a atitude de Azure inspirou curiosidade em Sabrina, mesmo para uma qualquer como ela, o fato de alguém desafiar sua autoridade, ainda mais a frente de tanta gente, seria motivo de no mínimo um duelo."Vou penas segui-lo, deixarei para usar minha habilidade quando houver menos gente por perto, assim não terei problemas." E assim, Sabrina pulou para o outro lado do muro, indo em direção a multidão, e posteriormente, seguindo de longe a carroça onde estava Aldarion. Esperaria o momento certo, quando fossem para algum lugar mais vazio, para então intervir e usar sua Ilusão contra os guardas.

<Passou o primeiro turno da habilidade, resta mais um turno ainda até que ela seja cancelada.>

@ Azure
Spoiler:

Azure escreveu:
As coisas não iam nada bem para Aldarion. Sua primeira brincadeira com os guardas resultou em um brusco empurrão que o derrubou escada abaixo, à frente dos cavalos da carroça. Por sorte ele caiu bem ao lado de um monte de estrume. Seu elmo ficou caído sem que o guerreiro tivesse chance de pegá-lo de novo. Ao se levantar foi pego novamente pelos guardas e arrastado para a parte detrás da carroça. Foi quando Aldarion fez um ato no mínimo inconsequente: sacou sua espada e a cravou ao chão entre as pedras que cobriam toda a praça. Imediatamente os soldados brandiram suas lanças, uma inclusive passando perto de seu rosto e fazendo um corte profundo em sua bochecha direita. Um filete de sangue escorreu. Não demorou para os soldados notarem que desarmado ele era inútil e o jogaram na carroça sem cerimônia. Uma vez lá dentro Aldarion soltou mais um de seus deboches.

Foi recebido com um golpe de cabo de espada na cabeça. Desmaiou.


@Sabrina

Assistia àquilo de uma distância razoável e não pôde deixar de sentir raiva do rei. As pessoas à sua volta, no entanto, comentavam o quanto o guerreiro foi burro ou mesmo estúpido em fazer aquilo em público. Como se nada tivesse acontecido as execuções continuaram. Um após o outro os prisioneiros perderam suas cabeças, desta vez sem interrupções. Algumas pessoas até ficaram satisfeitas em ver um ou outro conhecido morrer merecidamente naquele palco. Ao que parecia apoiavam aquele tipo de espetáculo.

— Quero ver quando o coliseu ficar pronto, — comentou um homem próximo a Sabrina, falando com um parceiro. — daí teremos diversão enquanto nos livramos de criminosos.

— Já vou preparando um dinheiro para apostas! Sou bom nisso, ficarei rico...!

Quando tudo se encerrou as pessoas foram se desaglomerando aos poucos. O rei e os cavaleiros que o acompanhavam logo desceram do palco e montaram em seus respectivos cavalos, levando então a carroça com um novo prisioneiro. Para o alívio ou tensão de Sabrina, seguiam diretamente para o castelo.

Mas tinha a estranha sensação de estar sendo seguida.


<Continuação nesse tópico: http://www.lodossrpg.com/t443-escritorio-real>

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Re: Praça Central

Mensagem por Grimalkin em Seg Jul 07, 2014 6:10 am

O vento estava cortante quando entrei na rua principal da praça central, era tarde e não me assustei ao ver apenas bêbados e prostitutas. Passava direto por eles sem nem dar um primeiro olhar, estava focada em achar alguma parte da praça que estivesse vazia.

Andei por mais alguns minutos já conhendo os possíveis locais que poderia passar durante o dia para comprar o que precisava, apesar de que acho que apenas Paramet me oferecerá o que quero ou Takaras. Supirei e achei um tipo de parque para crianças perto de uma fonte, onde começavam algumas árvores. Havia um banco embaixo de uma árvore grande, era o lugar perfeito para eu ter uma visão ampla da praça para não ser pega desprevinida. Me sentei no banco e apesar de manter minha cabeça voltada apenas para frente, eu estava observando todos os quatro cantos. Quem quer que fosse que estivesse me seguindo ainda - o que não era nada cômodo - se sentiria à vontade para se aproximar. Como toda bruxa tenho dons, e o que mais aprecio é o que mais temos de importante: nosso olfato. Respirei três vezes o ar rapidamente para traçar o perfil de quem me seguia.


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Re: Praça Central

Mensagem por NR Fury em Seg Jul 14, 2014 10:25 am

A Praça Central: o coração pulsante da cidade de Hilydrus sempre repleto de movimento e novidades, pessoas de todas as raças e espécies, mercadorias e tudo mais que se pode encontrar. Uma maravilhosa energia! Fascinante aos olhos e a todos os sentidos, com perfumes importados de terras longínquas e tecidos fabricados dos mais diversos e raros materiais. Mas durante a noite até mesmo tal maravilha parecia repousar.

O clima era úmido e fresco, com uma brisa sempre soprando pelas ruas quase vazias, às vezes mais forte, às vezes mais fraca. Diferente do dia, bêbados e prostitutas tomavam as ruas e enriqueciam um outro tipo de comércio. Nada que fosse incomodar Grimalkin, mesmo quando esta atraia olhares curiosos que pareciam colar no seu rosto e costas por um tempo, mas que depois a deixavam. Eventualmente um comentário envolvido num bafo de álcool, mas que ela fingia não escutar.

Era também possível ver a presença guardas reais. A segurança estava garantida. Só não se sabia ao certo de quem.

Conforme previsto por Grimalkin, aquela presença misteriosa a seguia. Mantinha uma certa distância, o que denotava sua cautela. Certamente não era qualquer um. Seja lá quem fosse, tinha uma boa noção de como ser discreto, diferente da maioria.  

Mesmo que a mulher olhasse para trás, não poderia ver a tal pessoa. Era como estar sendo seguida por um fantasma. Mas ela sabia que não estava só. Podia sentir: no ar, quando o vento favorecia e trazia um aroma semelhante ao do mar, muito sutil; ou com seu sentido apurado de bruxa.  

Grimalkin então se põe sentada em um banco em um local de fácil visualização. Sua intenção era claramente favorecer uma abordagem discreta. Assim que sentou, pôde ver a tal presença se aproximando ao longe: era um homem de aspecto jovem. Suas roupas e sua própria aparência indicavam uma origem desconhecida, possivelmente de fora da ilha de Lodoss. Quando inalou o ar profundamente, a bruxa assassina sentiu um aroma que era o de um humano, mas havia algo a mais. Havia uma nuance que ela não podia decifrar. Algo novo e impossível de explicar.

Como se não bastasse a roupa e os cabelos longos e alvos como a luz da lua, aquele estranho homem usava algo que colocava em dúvida se era um exagerado tapa-olho ou uma máscara desajeitada. Este era feito de um tecido escuro e ocultava metade de seu rosto, por vezes quase completo, conforme ele posicionava a cabeça. Trazia estampado a figura de um olho e isso fez despertar um estranho pressentimento em Grimalkin com um suave calafrio, como se houvesse um maior significado por trás daquele símbolo.

Ele tinha uma espada embainhada e presa à cintura. Era uma katana, uma lâmina destinada ao uso hábil e rápido. Talvez a própria Grimalkin já tenha usado uma. Claramente não intencionava usar, mantendo as mãos bem distantes da mesma.

O homem segue com o olhar baixo e sereno e passos tranquilos, então se coloca sentado ao lado da mulher.

[???] — Uma noite movimentada, não é mesmo?

Comenta enquanto mantém o foco na paisagem à frente. Como será que a assassina reagiria? Seria ela direta ou indireta? Estaria ele se referindo aos acontecimento da taberna ou a algo mais?

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Re: Praça Central

Mensagem por Grimalkin em Seg Jul 21, 2014 5:55 am

Não precisei esperar muito para ver meu perseguidor se aproximar. Não me pego à detalhes fúteis quando estou numa luta, porém quando se trata de alguém que me persegue observo todos. Seu modo de luta percebi qual era só de ver a Katana. Meus olhos se mantiveram nele por todo tempo até sentar. Por seus passos, vi que era um indivíduo cauteloso e que confiava em suas habilidades, alguém como eu.

- O que quer? - Perguntei logo de uma vez sem responder sua pergunta, não sou uma mulher igual as outras que paro para olhar ambientes , meu olhar sobre eles é para outros fins. Sou uma bruxa direta, não gosto de enrolar. Percebi que seu cheiro era novo, algo que tinha a mais que não consegui decifrar, mas não me incomodei, mais cedo ou mais tarde eu saberia. Mantive a mesma posição sem me alarmar com sua presença. Aprendi a não temer mesmo criaturas que acabo de conhecer.  Um indivíduo que teme logo no primeiro encontro é um covarde.


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Re: Praça Central

Mensagem por NR Fury em Seg Jul 21, 2014 12:02 pm

O homem deixa um breve sorriso escapar enquanto se recosta no banco onde sentava. Direto ao ponto, então? Talvez fosse aquilo que ele esperava ou poderia ser que fosse melhor assim. Geralmente quando se quer algo com um assassino, essa é a melhor e mais segura maneira de firmar um contrato.

[???] — Os seus serviços. Existe algo que venho buscando há algum tempo, mas que não tive sucesso em encontrar. Um objeto muito peculiar, único, na verdade: trata-se de um livro, O Livro das Mentiras. Ele tem uma capa feita de pele humana e abriga nela um olho ainda vivo. Você terá certeza, se o encontrar. E eu pagarei muito bem por ele.  

Ele cruza os braços atrás da cabeça. Parecia demasiado confortável para quem estava na presença de uma assassina e sabia disso. Talvez estivesse confiante por pensar que, oferecendo um serviço, ela não o atacaria.

[???] — Sinta-se livre para fazer seu preço, uma vez que o tenha encontrado. Mas existe uma condição: não importa o que, você não deve abrir o livro. Jamais. O que me diz?

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Re: Praça Central

Mensagem por Grimalkin em Ter Jul 29, 2014 5:51 am

imaginei que era isso. Deve estar estampado na minha cara que faço serviços. Era isso ou ele viu kinha atuação com o troll. Foram poucas as vezes que neguei um serviço, e em todas elas eram emboscadas e furadas. Ele não deu preço e pediu para eu escolher. Isso ja mostra o quão desesperado ele está e a importância do objeto. Se ele, que se mostra tão calmo e confiante na minha presença, alguma coisa ali é farsa. Mas quis pagar para ver.

- Darei meu preço quando estiver com o livro em mãos. se você não deve ter conseguido achar e pegá-lo quer dizer que é muito dificil e perigoso. Enfim, para mim isso não importa. Para celarmos acordo, quero um fio de seu cabelo. Para que não haja problemas na hora do pagamento. Devolverei junto com o livro.

Tirei de dentro de uma bolsinha de couro um pequeno vidro. Abri sua tampa e mostrei para ele, para que colocasse o cabelo. Era uma questão de confiança para este tipo de trabalho. Assim que ele colocasse eu o guardaria em seguranca, travando-o com uma rolha e minha magia.

- Assim sendo, onde foi a última vez que ouviu falar dele? Quero saber tudo.- Inquiri, agora olhanfo nos olhos do homem minha frente, descobriria se ele estivesse mentindo em algo, seus olhos e postura nunca mentem.



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Re: Praça Central

Mensagem por NR Fury em Ter Jul 29, 2014 9:51 am

Aquele estranho homem olha para o vidro e fica um momento pensativo, com certa desconfiança. Em seguida, lança sua mão em direção a sua própria cabeça e remove um longo fio prateado, que reflete a luz como se contivesse alguma magia. Ele deposita no frasco.

[???] — É claro...

Ele tinha um sorriso forçado no rosto. Em seguida ele olha para frente com um olhar vago, antes de começar a contar sua história.

[???] — Dizem que no princípio do tempo, a deidade sem face mirou o fosso do abismo. O que ela descobriu lá foi tão terrível que a fez arrancar o próprio rosto e confinar para sempre esse segredo obscuro num livro feito de sua própria pele: O Livro das Mentiras. Todos aqueles que tentaram manuseá-lo falharam e caíram em grande desgraça. Mas isso porque eles não contavam com os meios certos.

O olhar dele fica baixo e um sorriso discreto marca sua expressão, como se dissesse que ele sim saberia fazer uso adequado do tal objeto.

[???] — Manuscritos antigos revelam que, durante a grande guerra, um objeto amaldiçoado foi trazido de terras distantes. Este objeto é descrito como o livro e o mago negro que tentou usar seu poder enlouqueceu. Depois disso, o rastro desaparece.  

Ele fica um segundo pensativo e muito mais sério.

[???] — Rastreá-lo é uma parte do serviço e também uma tarefa difícil. Pode ser que nunca venha a encontrá-lo, afinal. Mas se tiver sucesso, basta que mencione o livro para alguém com o símbolo da Ordem e eu a encontrarei.

Se era um serviço fácil ou difícil, era complicado dizer. Apenas o tempo responderia isso. Quanto ao símbolo da ordem, ele parecia se referir ao olho estampado no seu estranho tapa olho.  

[???] — Mais alguma pergunta?

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Re: Praça Central

Mensagem por Cloud em Sex Fev 27, 2015 6:47 pm

Após alguns dias de viagem, Cloud decide que era hora de fazer algo diferente, e adentra na grande Hilydrus. Nunca havia estado naquela cidade, e assim se encantava pela arquitetura curvilínea da praça. Andando de cabeça baixa, analisando o que podia com rápidos olhares, onde para ao lado de um prédio e fica a observar o publico passante.

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Re: Praça Central

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 02, 2015 1:55 pm

monstro • monster • Monsutā
A cidade era belíssima, mesmo naquela época do ano. O auge do inverno deixava tudo marcado pela neve branca. A paisagem nas florestas ao redor de Hylidrus, assim como as construções e as ruas. Tudo branco. Vincent chegou ao entardecer, e havia uma quantidade considerável de pessoas nas ruas. Pelas roupas, a maioria era de viajantes, assim como ele, e os comerciantes gritavam sobre suas mercadorias na praça, tentando atrair a maior quantidade de clientes.

Mas para alguém de olhos atentos, e que conseguisse enxergar por trás de toda aquela pantomima, ele começaria a ver alguns sinais de que havia algo errado. Havia pouquíssimos moradores locais circulando pela rua, e aqueles que faziam eram em passadas apressadas, com olhares furtivos para qualquer canto escuro. Não era simples medo, era um pavor ainda maior. Não era apenas a insinuação de um perigo, era a certeza de que ele viria.

Até mesmo os comerciantes, enquanto falavam sobre seus produtos não paravam de dar olhadelas para os telhados e para os becos escuros. Jamais ousando se distanciar muito de algum pedaço de madeira estrategicamente posicionado de maneira aparentemente casual próximo de onde eles estavam. Mas não eram ladrões que eles temiam. Era coisa pior. E pela tensão em suas vozes, coisa muito pior.

Além disso, havia mais guardas nas ruas. Isso praticamente gritava que havia algo de errado. Do momento em que havia cruzado o portão principal até a praça central, Vincent certamente já havia avistado ao menos sete patrulhas e havia outras duas na praça central. Eram soldados, e não meros guardas de portão, eles usavam amaduras com placas de aço e lanças de aço brilhante em suas mãos. O suficiente para enfrentar um pequeno exército de mercenários e rechaçá-los para fora da cidade.

Sim, sim. Havia algo de errado. Problemas no ar.

E foi quando seus ouvidos captaram algo:

— O quê? Acha mesmo que o monstro iria querer nos devorar? Somos sujos demais para ele! – O mendigo deu uma gargalhada abafada com a mão. Seu cabelo era preto de sujeira e suas roupas eram trapos irreconhecíveis. Ele cheirava mal como se já estivesse morto. O menino ao lado dele era ainda pior. — Já disse para não se preocupar, ele só tem atacado durante a noite. E você é pequeno demais, não daria uma boa refeição para começo de...

E eles se afastaram, se perdendo no meio da multidão.

Mas Vincent notou outra coisa interessante na parede do beco onde eles haviam saído: Cartazes de procurado. A maioria estava danificada pela chuva, mas havia um que parecia novo. Não tinha um desenho certo, era apenas o esboço da cabeça de um lobo. Mas a recompensa era de dez mil moedas de ouro! Aparentemente havia mesmo um monstro assolando a cidade durante as noites frias de inverno, e a recompensa pela cabeça da criatura era realmente... Substancial.
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Re: Praça Central

Mensagem por Cloud em Ter Mar 03, 2015 5:53 pm

Vincent apenas observava os vendedores, mas sabia que algo estava errado, mas muito errado. 
O medo era evidente e a tensão no ar era sufocante.

O garoto tentava acompanhar os olhares dos comerciantes que passavam mas eram rápidos e cautelosos. Até que Vincent acaba por escutar a conversa de dois, aparentemente, mendigos, falando sobre um monstro a devorar pessoas e que eles não estariam entre as "desejadas" e que os ataques aconteciam à noite.

-"tsc! acho que eu ainda vou passar maus bocados por isso..."

Ainda assim, Vincent caminhava reclamando quando sua atenção volta-se para a parede, com cartazes de procurados e estranhamente vê a imagem de uma cabeça de lobo com uma gorda recompensa. Agora as coisas faziam mais sentido para o jovem meio-demonio, e assim arranca um exemplar da parede e vai em direção a um dos mercadores, abertamente e em seu campo de visão, para que o mesmo veja sua aproximação direta.

Ao aproximar-se, Vincent apenas mostra o cartaz e olhando diretamente para o mercador assustado diz
-"Sabe algo a respeito? Acho que posso ganhar uma grana extra..."

Vincent começa a olhar em volta, para ver se algo possa ajuda-lo nessa busca.

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Re: Praça Central

Mensagem por Ezer em Dom Mar 08, 2015 8:57 pm

-x-



 Seus passos cansados, comedidos, mas nem um pouco arrastados, levaram o garoto a entrar em Hilydrus novamente. Caminhava devagar, os olhos focados no chão. Depois de oito anos, regressava à brilhante e próspera capital do reino, a cidade onde as sombras invisíveis de uma sociedade perfeita se esgueiram em vielas e becos. Ezer finalmente voltou para a cidade que um dia chamou de casa.

 Nem mesmo ele sabia ao certo como se sentia sobre sua volta àquele lugar. Durante todo o caminho se convencera de que era necessário ir até ali, que deveria procurar por seu antigo senhor e amigo, Melka, naquela cidade. Mesmo que nos últimos meses não houvesse encontrado nenhuma pista sobre o rapaz. Começava portanto a se questionar se aquela era mesmo a sua motivação para ter andado até a capital.

 Quando se deu conta, já se encontrava próximo ao chafariz da praça central da cidade. Suspirou. Ainda com a mente voando longe, Ezer se permitiu questionar se sua irmã estaria ainda viva. Cerrou o punho com força ao lembrar-se da garota. Aquela cidade definitivamente não lhe trazia boas lembranças. E as outras crianças? Quantas teriam sobrevivido? Quantas teriam morrido de fome naquela cidade? Como que tentando afastar os pensamentos medíocres e lamentáveis que vinham com as lembranças de sua infância miserável, o rapaz respirou fundo mais uma vez, forçou um sorriso cansado e olhou em volta, procurando qualquer coisa que lhe chamasse a atenção.

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Re: Praça Central

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 09, 2015 2:08 pm

monstro • monster • Monsutā
Dez mil moedas de ouro. O bastante para comprar terras com uma produção mensal, um título de nobreza ou uma alta patente no exército real. Dinheiro demais. Uma fortuna. E tudo por causa de um único inimigo? Um monstro? Uma única fera com aparência de lobo?... Mas o terror que aquele simples cartaz revelou no rosto do comerciante com quem Vincent tentou conversar era real. O rosto do homem empalideceu, ficou branco feito leite, suas pernas bambearam a olhos vistos e ele começou a soar, mesmo no auge do inverno.

Balançou a cabeça, as papadas tremendo. — N-n-não! – Gaguejou, olhando ao redor com um jeito furtivo. — E-eu não posso falar dessas coisas, por favor, por favor, senhor, vai espantar a clientela. Por favor. – Ele implorou fazendo reverências. Quando Vincent pode ouvir outra voz se elevar acima do burburinho das pessoas na rua. Era uma velha na barraca de frutas ao lado da do comerciante de peixes apavorado com quem Vincent tentara conversar sobre o cartaz um instante atrás.

— Hunf. – A velha fungou com desdém. Os braços grossos e o corpo atarracado. Ela era forte, mesmo que andasse um pouco curvada. Uma cabeleira branca presa em uma longa trança que ia até a cintura, roupas de frio simples e desgastadas, mas ela sequer parecia notar o vento. Fez um aceno simples indicando que Vincent se aproximasse.

Falou alto, sem medo de quem pudesse ouvir: — Esqueça esse gordo covarde, garoto, ele deve ter leite no lugar de sangue correndo em suas veias. – Lançou um olhar de desdém para o velho que teve a sensatez de não retrucar e desviar o olhar. — O lobo gigante. Eu não o vi, mas ouvi boatos. – Ela deu de ombro, para demonstrar que não era nada muito confiável, mas que também poderia ser. Ela não saberia dizer. — Um monstro de três metros de altura, forte o bastante para rasgar armaduras pesadas com suas garras afiadas... – Nesse momento ela riu.

— Ele tem atacado todas as noites, geralmente pegava mulheres e crianças que saíam nas ruas durante a noite. Agora, porém, se tornou mais problemático, já que ele começou a invadir casas aleatoriamente... – Ela pareceu ficar subitamente abatida e Vincent notou que tinha uma criança sentada em um banquinho cantarolando uma musica. Era bochechudo e fofinho, com olhos inocentes. A mandíbula da velha estalou e seus punhos apertaram.

— Como podemos ignorar isso? Um monstro que invade nossas casas para roubar nossas crianças? – Ela quase rosnou essa última parte e Vincent soube que, se o Lobo aparecesse naquele momento, a velha seria a primeira a saltar sobre ele. Ela tornou a murchar e soltou um suspiro cansado. — Bem, mas um jovenzinho como você, talvez fosse bom não se envolver com coisas assim. Sei que a recompensa pode parecer boa, mas é apenas o medo do Rei por seus próprios filhos, eu acho...

Ela analisou o rapaz.

— Mas se estiver realmente decidido, tem esse lugar onde pode conseguir ajuda e até algumas informações mais precisas: Taberna do Fauno. Ela fica fora da cidade, seguindo a estrada para o norte. – Ela se virou e pareceu ficar subitamente ocupada ajeitando suas frutas. Acenou para que Vincent fosse embora. — De qualquer forma, se fosse você, não me envolveria com esse tipo de monstro.

• • •


Ezer acabara de chegar à praça central e já sentia a mudança de ares. Era simplesmente perceptível. Problemas. As pessoas andavam mais depressa, olhando para as sombras nos becos com olhos mais arregalados. Mães não desgrudavam de seus filhos um instante sequer e mesmo os trabalhadores andavam mais encurvados. Os vendedores não estavam tão animados. Havia guardas demais nas ruas. Tudo muito óbvio. Eram problemas sérios.

E então ela ouviu. Ouviu toda a conversa de uma velha vendedora de frutas, forte feito um touro, com um garoto de cabelos negros: Eles falavam sobre um monstro. O garoto até segurava um cartaz que mostrava o desenho de um lobo feroz e a recompensa de... Dez mil moedas de ouro. Era... Muito... Muito mesmo. Ela descreveu o lobo, os problemas que ele estava causando a cidade, e também sobre um lugar onde o garoto talvez conseguisse mais informações sobre o monstro: Taberna do Fauno.

Eram dez mil moedas. Mas talvez dinheiro não fosse bem o que Ezer buscava naquela cidade. Mesmo se tratando de uma fortuna como aquela... Talvez.

○ ○ ○


OFF: Ezer viu toda a conversa entre Vincent e a velha da barraca de frutas.

PS.: Malz a demora, peguei gripe na sexta e tive febre esses dias. Próximo post assim que ambos postarem. ;3
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Re: Praça Central

Mensagem por Cloud em Qua Mar 11, 2015 5:43 pm

Off: Melhoras ai parceiro

=====================================

O frio tomava conta da cidade e de Cloud, mas o jovem achava estranha o pavor que tomava conta do vendedor de peixes a sua frente. O vento gelado levava seus cabelos e o vapor quente de sua boca era visível a distância, mas Cloud não demonstrava nenhum sinal de frio, e isso não quer dizer que não era sentido.

Ao ouvir o resmungo vindo de sua direita, Cloud volta sua atenção, até uma senhora idosa, até vigorosa demais para a idade aparente,  pede para que o jovem se aproxime e então começa sua estória, falando sobre medo e um lobo gigante. Cloud não havia enfrentado nenhuma fera, a não ser os homens ditos "santos", mas aquilo intrigava o jovem meio-demonio.

Cloud ouve tudo sem dizer uma palavra sequer, apenas ouvindo com atenção e pouco se importando com quem estava ouvindo ou passando, fitando a velha senhora a cada movimento, repousando sua mão esquerda na bainha de sua espada, presa a cintura.

-"Taberna do Fauno hã? Então é para o norte que eu vou..."

Cloud acena com a cabeça em respeito a senhora e caminha para seu novo destino, entretanto para, olha para, trás ficando de lado, e diz:
-"Não me esquecerei do dia de hoje, caso o monstro seja morto por mim, uma parte da recompensa será sua, e terá uma pele de lobo para se aquecer...."

Com um leve e maldoso sorriso no rosto, Cloud cruza os braços e vai andando em meio aos poucos passantes, rumo a Taberna do Fauno.

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Re: Praça Central

Mensagem por Ezer em Sab Mar 14, 2015 1:21 pm

-x-



 Quando finalmente acordou de seus devaneios, Ezer percebeu certa comoção nas barracas à sua frente. Uma velha senhora, forte como um  touro, e falando de maneira enérgica e descuidada. "O lobo gigante." Aquela fora a frase que lhe chamou a atenção. Então era por isso que a cidade tinha aquele clima denso. Era por isso que tudo estava tão inquieto. A senhora conversava com um rapaz mais velho que Ezer, ele podia dizer aquilo pela estatura e pela postura do homem diante da senhora.

 Com certa cautela, ele se aproximou da barraca de frutas da mulher. Ezer parecia apenas mais uma criança na multidão ali. Ele era pequeno, estava um pouco sujo e tinha um ar cansado e de certo modo, infantil. Porém perscrutava seus arredores, tentando não deixar escapar nada. Não precisou de muito para entender o descontentamento da senhora com a situação, bem como sua raiva. Ao lado daquela senhora, em um total contraste com a força e brutalidade da velha, uma criança estava sentada e cantava uma música despreocupadamente. Claro. Mais do que uma ameaça à Hilydrus, aquele Lobo era uma ameaça para ela. Era um motivo totalmente egoísta que fazia com que aquela senhora se sentisse tão  apreensiva com a situação. Não que fosse um motivo condenável, pelo contrário. Ezer nunca conseguiu entender porque alguém faria algo pensando em um "bem maior" no final das contas. A velha por fim, despachou o rapaz após dizer a ele um lugar onde poderia encontrar mais informação.

 O menino suspirou, olhou mais uma vez a sua volta e não conteve um sorriso quando viu o pequeno garotinho ali, despreocupado. Ezer não poderia se importar menos com um lobo a solta. Mas a cidade com aquele ambiente não era um lugar favorável para procurar pistas sobre o paradeiro de Melka. Que fazer então? Soltou um suspiro, não tinha tantas opções assim. Em breve a noite cairia, afinal. Ficar nas ruas seria um problema. Não queria voltar à imundice dos subúrbios em que crescera. Não tinha dinheiro algum consigo para procurar uma hospedaria e não parecia que alguém por ali abrigaria um desconhecido com aquela atmosfera de medo pairando sobre a cidade. Acabou por seguir o rapaz que, até alguns instantes atrás, falava com a velha senhora.

 Mantinha uma pequena distancia do homem à sua frente. Não fez questão de ocultar sua presença. Ezer era pequeno e parecia mais novo do que era, não que fosse muito velho, com apenas dezesseis anos. Meteu suas mãos nos bolsos de seu casaco e manteve um perfil baixo. Qualquer desavisado veria ali apenas uma criança com frio andando sem rumo. Caso algo acontecesse, provavelmente o homem a sua frente poderia servir de isca, e Ezer poderia fugir.

--


Off: Desculpa a demora D: Me deu um block pra pensar no que o Ezer faria, pra falar a verdade, e eu não queria que ele ficasse parado olhando tudo e pensando na vida mais um post e.e

Off²: Espero que já esteja melhor <333

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Re: Praça Central

Mensagem por NT Almighty em Qua Mar 18, 2015 11:57 am

monstro • monster • Monsutā
Tomando indicações, desvios e atalhos sinistros. Ambos finalmente chegaram a tão aclamada taberna do fauno. Chegaram exatamente quando os últimos resquícios de luz do sol se extinguiam vagarosamente, alaranjados, no horizonte longínquo.

O exterior da taberna era como qualquer outra: Cheia de neve e feita de madeira. Havia um arco esculpido com o que pareciam espinhos na entrada, ao passar por ele e pela cerca, ambos veriam dois homens na porta. Seguranças, ambos notaram. Aqueles eram tempos realmente difíceis, se um lugar para viajantes precisava de guardas em sua porta.

Ao entrar, os viajantes foram banhados pela luz, pelo o calor acolhedor das lareiras, pelo cheiro de bebida e comida, e até mesmo o som sôfrego de um único violino ao fundo tocando uma ginguinha animada. Mas não havia risos. Assim que entraram, os grupos de mercenários ali reunidos pararam de conversar e os encararam sombriamente por um momento, antes de voltar a conversar entre si. E mesmo olhos desatentos poderiam ter notado que todos levaram suas mãos às armas durante aquele momento.

As conversas retornaram, e no silêncio ainda frágil, foi fácil de distingui-las:

Um ruivo com o triplo do tamanho de Vincent em largura, careca e de barba vermelha farta com traços abrutalhados falava com uma caneca em sua mão, enquanto era ouvido por seus amigos que apenas acenavam em concordância: — Dez mil moedas. É um preço pequeno pela vida de todas as crianças e mulheres que estão sendo ameaçadas pelo lobo... Hoje, durante a noite ele deve voltar. – Sorveu um longo gole. — Mas quem seria louco o bastante para enfrentá-lo? Ele dilacerou homens de armadura com suas garras. Eu vi os corpos.

Um silêncio caiu sobre a mesa. Todos beberam.

Duas mesas ao lado, um homem esguio de sorriso fácil e cabelos esbranquiçados dissertava aos seus companheiros. Todos o ouviam com olhares determinados: — É ouro o bastante para vivermos com folga durante o resto da vida. Comprar patentes de soldados e termos uma vida direita. Nada mais de escoltar nobres e mercadores gordos. – Bebeu. — Nós já enfrentamos muitas batalhas juntos. Sei do que são capazes e vocês sabem do que eu sou. E digo que nós conseguimos.

O silêncio caiu sobre a mesa. Todos beberam.

Ao fundo, Ezer e Vincent puderam avistar o barman careca atrás do balcão, limpando com um pano de linho branco um balcão já reluzente. Ao seu lado um menino ainda mais jovem que o próprio Ezer, mas, o mais surpreendente, eram as pernas do garoto: Pernas de bode. Então era assim que o nome se justificava. Havia mesmo um fauno ali.

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso, pequenos problemas se acumularam. 50xp para o Cloud pela semana sem post.
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Re: Praça Central

Mensagem por Cloud em Qua Mar 18, 2015 4:08 pm

Enfim Vince avista seu destino, a Taberna do Fauno, o gelo era eminente em todos os lados, e ainda mais estando tão ao norte. O jovem aproxima-se a passos curtos, deixando seus rastros na neve acumulada. Era fim de tarde quando Vince se aproxima dos dois guardas na porta, com seus braços ainda cruzados e dentro das mangas e com sua respiração fumegante, ele acena apenas com a cabeça para os guardas como um cumprimento formal.

Ao passar pela porta os olhos de Vince demoram a se acostumarem com a luz, mas mesmo assim, o rapaz caminha lentamente pelo ambiente quente e reconfortante, Vince então não deixa de notar que havia um rapaz chegado junto com ele, e curiosamente, lembra-se vagamente dele na praça de Hilydrus.

Vincent caminha em meio ao ambiente cheio de pessoas, já se acostumando a ser observado, e vai em direção ao balcão. No caminho, Vince ouve algumas conversas e não deixa de notar que aquelas pessoas também estava atrás do misterioso lobo gigante. Ao chegar no balcão, acena calmamente com a cabeça, formalmente, descruza os braços e dirige-se ao barman:

-"Haveria alguma coisa que possa me dar para amenizar este frio? Venho de longe... e como aqueles caras ali....."

Vince faz um aceno com sua cabeça, apontando para a direção da mesa

-".... também estou atrás deste grande lobo, só que no momento, estou sozinho."

Os olhos vermelhos de Vince analisam cada movimento do barman, inclusive os faciais.

Vince então gira seu corpo, ficando de costas para o balcão, debruçando seus braços, e olhando para a porta diz:
-"E ainda aposto que aquele garoto também esta aqui pelo mesmo motivo."

○ ○ ○

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Re: Praça Central

Mensagem por Ezer em Sex Mar 20, 2015 11:23 am

-x-



Enfrentou o frio que fustigava sua pele, já pálida. Mantendo-se sempre alerta, sem se aproximar demais do homem à sua frente, Ezer finalmente avistou a Taberna do Fauno. O sol acabava de se pôr e aquele lhe parecia o lugar mais seguro. Tão seguro que até mesmo haviam guardas ali. Definitivamente, não era uma boa hora para retornar àquela parte do reino.

Entrou no recinto pouco depois do homem que vinha seguindo. Provavelmente não precisaria mais dele à partir dali. O garoto agradeceu mentalmente por finalmente estar em um lugar quente. Esfregou as mãos e assoprou, como se estivesse confirmando sua respiração. Ah, o cheiro salgado da comida gordurosa e barata misturada ao doce, ainda que nauseante aroma de vinho. Fazia algum tempo que não sentia aquele cheiro. Sentiu um nó formar-se em seu estomago. Nada bom. Ainda perscrutando o local, sentiu pena do músico, não ganharia um tostão de gorjeta naquela noite, em que ninguém parecia sequer notar o som de seu violino. Ezer instintivamente levou também sua mão às costas, encostando os dedos no pomo de sua arma. A sensação gelada do metal contra seus dedos o tranquilizou um pouco, e ele esboçou um sorriso que poucos ali perceberiam, tão breve foi.

No fundo da taberna, um homenzarrão ruivo contava os feitos terríveis do lobo, e a Ezer pareceu que aquela era a décima vez que o fazia naquela noite. Uma outra figura incomum também se destacava, esta, planejando atacar a dita fera. Não valia apena ficar escutando as conversas daquelas pessoas, assustadas demais, audaciosas demais. Aquilo não lhe importava.

O homem que entrou antes do garoto já se encontrava no balcão, e falava com o barman com certa arrogância. Pousou os olhos rubros, em Ezer e fez uma insinuação sobre os motivos do garoto estarem ali que não lhe agradaram nem um pouco.

- Tsc. - O pequeno revirou os olhos e estalou a língua discretamente enquanto se aproximava do balcão.

Encostou o braço direito no balcão. Então realmente existiam faunos ali? Ezer permitiu-se fitar o pequeno fauno por algum tempo, esquecendo-se temporariamente do homem a seu lado que parecia se achar alguém que sabia de tudo, dos contadores de bravatas ao fundo, do barman careca. E então, com um longo suspiro, parecia voltar a si.

- Senhor, ninguém se cansa de falar deste lobo por aqui? - Dirigia-se ao barman, não se importando se ele já estivesse conversando com alguém. - Procuro informações sobre uma pessoa, não um lobo.

O garoto dizia aquilo com um tom zombeteiro, desdenhando dos interessados em abocanhar as moedas de ouro.

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Re: Praça Central

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 30, 2015 3:01 pm

monstro • monster • Monsutā
O timing foi simplesmente perfeito. No momento em que Snow foi levado pelo jovem garçom com pernas peludas de bode e cascos fendidos, Vincent e Ezer também se aproximaram e se encostaram por ali. O barman fitou o garoto com olhos especulativos, e o jovem apenas deu um sorriso e bateu com o polegar ao lado do nariz, com um olhar entendido. O Barman balançou a cabeça, rindo, largou o pano e colocou três canecas de cerâmica sobre a bancada na frente dos três jovens. Derramou vinho quente e algumas especiarias que encheram seus narizes de cheiros saborosos, fazendo a boca salivar e os estômagos roncarem.

— Vamos, não sejam tímidos. Vejo que são viajantes, e devem ter vindo de longe. – Indicou as canecas para os três, incentivando que bebessem. Fez um breve sinal para o garoto e ele saiu batendo seus cascos contra a madeira rumo a uma porta nos fundos. — Ora garoto, são dez mil moedas de ouro! – Falou se dirigindo a Ezer. — É óbvio que todos os mercenários estariam falando sobre isso. Mas não se trata apenas sobre a recompensa ridiculamente alta... – Ele confiou sua barba rala por fazer aos dedos grossos e nodosos.

— O lobo é um caçador. Há algumas semanas ficou claro que ele não quer apenas se alimentar. Ah, não. Ele tem invadido casas. Tem cortado pessoas em retalhos de carne... E apenas deixa lá. – Ele serviu uma caneca de vinho para si próprio, então parou antes de adicionar canela e se curvou sobre o balcão. — E, ouvi dizer... Que ele busca vingança. Vingança contra o Rei.

O jovem fauno voltou com uma bandeja equilibrada em suas mãos brancas e magricelas. Ele manobrou com cuidado e serviu três pratos de sopa fumegante e pão assado para os jovens aventureiros, então se afastou com um sorriso e uma reverência rápida.

— Comam, não sejam tímidos. – Ele se sentou e recostou-se com a caneca no topo da barriga protuberante.

Deixou que os visitantes começassem a comer, então continuou, como se alguém tivesse perguntado:

— Há uma semana... – Seu maxilar estava firme, ele fitava os jovens e seus dedos se apertaram no cabo da caneca. O jovem fauno se encolheu instintivamente. Lágrimas brilharam nos olhos do barman. E então o ar se esvaiu dele e o homem pareceu murchar... E os três puderam ver o quanto ele era realmente velho. — Há uma semana o lobo atacou minha única filha. – Aquelas não eram as palavras, o tom de voz, de alguém que buscava vingança. Mas de alguém que havia aceitado. Um homem que esperava a morte.

— Eu não sei se serão vocês... Mas, se tiverem a chance... Façam. Matem aquela coisa. Aquele... Monstro. Façam pela recompensa, façam por fama, por orgulho. Pelo que quiserem em seus corações! Mas saibam que estarão fazendo algo por cada pessoa dessa cidade. E... – Ele riu. Uma risada meio soluço, meio loucura. Então limpou os olhos e fungou o nariz vermelho. — Nós seremos gratos. – Riu outra vez.

E então um grito cortou o silêncio. Um grito alto e estridente... E então o silêncio caiu.

O silêncio persistiu por quase um minuto. E foi como se todos no salão prendessem a respiração juntos.

E ele veio. O uivo: — AUUUUUUUUUUUUU! – Um convite.

E todos os mercenários saíram do salão, às pressas.

Restando apenas o barman, o garçom e os três desconhecidos.

O uivo veio da floresta. Estava perto.

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso, peguei friagem e a gripe voltou pior :/ 100xp para cada pelas semanas sem post.

A partir de agora vocês postam aqui: Taberna do Fauno (link clica)
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Re: Praça Central

Mensagem por Yoda em Sab Jun 06, 2015 2:03 am

post anulado

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