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[Clássica] Passados Pretéritos

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[Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por NT Frozen em Qui Fev 18, 2016 6:07 pm

Status dos Personagens





Rubra
PV: 100%
PE: 100%
Mochila:
Armadura level 1
Espada de uma mão
Cantil de água.
Bolsa de Viagem

Loras
PV: 100%
PE: 100%
Mochila:
Bastão de madeira com pontas metálicas
Vestimenta de tecido com ombreias e punho de armadura leve
Cantil d'água
Bolsa de Viagem


Sean
PV: 100%
PE: 100%
Mochila:
Adaga
Capa preta c/capuz
Cantil de água
Bolsa de viagem simples
Cesta de palha (para carregar brinquedos)
Bola de Vidro (30cm, escura)



Personagens Secundários/NPCs



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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por NT Frozen em Qui Fev 18, 2016 6:10 pm

Rubra


Qual seria o preço do desconhecido? A pergunta enigmática certamente pairava nas mentes de todos aqueles que se arriscavam em uma busca cujos resultados não passavam de especulações ou boatos que mudavam de boca para boca. Desde que Dzebek chegará a Hilydrus os dias se tornaram bem mais polvorosos do que antes, corvos e soldados eram enviados para cada um dos cantos do território em busca de pessoas minimamente corajosas e porque não julgar insanas o suficiente para seguir no que muitos julgavam ser um delírio. Porém, por mais que o povo visse graça naquela fantasia, o rei observava aquilo de outro modo. Dentro dos portões e uma vez com o suposto ‘louco’ algo lhe chamou a atenção e sua reação imediata fora de reunir um grupo pequeno para investigar o ocorrido. Foram cerca de duas semanas em espera para que o grupo seguisse, seleções foram feitas, testes de aptidões e quaisquer outras trivialidades para que no final restassem apenas dez pessoas. Entre essas estava Rubra, se bem que ela era de longe a mais fácil de identificar ali. Praticamente todos ali eram humanos, com mais exatidão apenas a lycan e um centauro destoavam do resto do grupo.

- Eu nunca poderia imaginar que haveria outro estranho além de mim. – Ela ria. – Me perdoe, “estranha”. – se corrigia, mas não parecia disposto a falar mais do que isso.

Enquanto os demais humanos trajavam as armaduras resplandecentes do exército, o meio homem e meio cavalo utilizava pouca proteção, além de uma ombreira que se mantinha sobre uma grossa manta de lã. Em sua cintura havia uma espécie de aljava de grandes proporções, onde lanças permaneciam prontas para qualquer combate. Uma vez com o grupo todo pronto, eles partiram sob o comando de Gávillan, entre os soldados ele era o que realmente merecia destaque ali. Altivo e de sorriso largo ele fazia Rubra parecer pequena com seus dois metros e vinte de altura, com uma armadura tão grande e pesada que, fomentava em todos ali a dúvida se ele realmente seria capaz de se mover com tanto peso, mas se movia e ainda ostentava em suas costas uma longa espada adornada de mesmo tamanho.

- É triste que não tenhamos a presença de Dzebek conosco, ele realmente seria útil nessa situação. Mas o homem parece temer demais retornar ao local. – ele comentava com todos ao iniciar a cavalgada.

Durante o caminho até a Floresta Allgreen ele tratou de contar a história para todos ali, desde Syrus até o suposto clima hostil que aparentemente passou a rondar pelo local. Os dias de viagem eram tortuosamente entediantes e as noites absurdamente rápidas, mas ninguém se atrevia a resignar nada daquilo. Até chegarem a floresta, inicialmente a vista que tiveram dela era aparentemente normal, uma imensidão verde a perder de vista, o som dos pássaros a cantar e poucos viajantes pela área menos densa da mesma. Mas isso mudava assim que começavam a explorar a parte mais densa. O verde tão expressivo de antes, parecia ter adquirido tons mais escuros e melancólicos, os animais que antes surgiam a quase todo momento pareciam ter sumido e o canto dos pássaros deu lugar ao silêncio, Rubra podia ver no rosto de alguns soldados de que eles achavam aquilo estranho demais e concluiu que eles já estiveram por ali em algum momento.

- Iremos acampar aqui, a partir de amanhã seguiremos sem os cavalos!

A voz de Gávillan ecoava com força entre todos ali e o mesmo tinha razão nelas. A noite se aproximava e se tentassem usar os cavalos para avançar mais alguns quilômetros, poderiam correr riscos. Das providências que trouxeram, ainda havia comida em boa quantidade para todos, mas a água havia se tornada escassa. Alguns soldados partiram para buscar fogo e o centauro decidiu explorar os arredores, em busca de algo no qual não quis compartilhar. Rubra tinha total liberdade para seguir alguém, ou permanecer com Gávillan e descobrir mais coisas além daquela história aparentemente bem resumida pelo mesmo. Hora ou outra sons estranhos surgiam aos ouvidos apurados da lobisomem, mas sumiam repentinamente.

Loras e Sean



Já não fazia um bom tempo desde que o Templo de Janiya recebia visitas tão inesperadas, na realidade, quando que alguém de lá esperava por visitas? Mas isso era irrelevante a Loras, o que de fato importava era a figura que havia chegado ao local. Ele ainda podia se recordar da maneira que todo o local ressoou com a presença daquele homem de roupas negras. O rapaz de olhos rubros pode o ver conversando brevemente com Kalysta próximo a entrada para o subsolo do templo. Ambos pareciam conversar de maneira breve, mas a mulher o tratava com certo respeito até que o diálogo de ambos encontrasse um fim. Nas cadeiras do grande altar a Deusa da Noite havia soldados de Takaras, trajados em armaduras escuras e de vermelho sangue, com rostos cobertos e armas pontiagudas a perder de vista. E então ele decidiu esperar pelo retorno daquele homem.

Minutos depois, enquanto esperava ele pode observar coisas que nunca havia presenciado ali. As chamas fantasmagóricas se apagavam repentinamente, sopradas por um vento gélido e uivante, ele sentia o chão tremer e o som de correntes a serem arrastadas, sentiu um profundo medo que quase o fez perder a consciência e depois não sentia mais nada, o tremor parava tão rápido quanto havia começado e as chamas voltavam a iluminar o local. Esperou mais um tempo e durante este, um dos guardas lhe lançou o convite para seguir em uma busca. Com a aceitação instintiva do jovem mago, os soldados riram e não evitaram o comentário.

- Se você aguentou isso, então você tem condições de seguir. Haha, como tem! – o tom de deboche se perdia ao notarem a porta próxima do altar se abrir.

Antes mesmo de surgir uma aura negra emanava com força pela porta, como se inundasse todo o local. Loras sentia toda aquela sufocante pressão enquanto via o homem avançar até ele e os guardas, diferente de antes ele agora carregava algo em um dos braços, um livro bem grande. Com a capa em tom de ébano e de aparência bem desgastada toda aquela energia que emanava vinha dele até se dissipar com as palavras do seu portador.

- Ele serve, tal como a criança da floresta.

A voz era abafada, quase fantasmagórica e só então se notou que utilizava uma máscara sobre o rosto. Uma aparência bizarra, uma presença atormentadora, foram essas as primeiras impressões de Loras antes de seguir com aqueles homens até a floresta da Tortura, onde se encontravam com mais soldados e uma criança aparentemente comum. Juntos, o grupo totalizavam dez pessoas e não tardaram a partir em silêncio para Allgreen. Aliás, fora essa a única informação que ele o rapaz ao seu lado receberam sobre a ‘missão’. Ir até uma floresta localizada em território inimigo e achar alguma coisa, embora não visse sentido naquilo Loras pode notar que nenhum deles, com exceção da criança parecia se importar muito com aquilo.

Para Sean as coisas também não foram calmas em relação Loras. Abordado ainda na floresta e de forma intimidadora, o próprio comandante do grupo o chamou para seguir com eles e apesar do acordo se seguir junto deles Ifrit parecia estranhamente incomodado com aquele homem misterioso e isso não passou quando ele seguiu e voltou do Templo, pelo contrário apenas se intensificou. A energia que o homem espalhava pelo local parecia incomodar não só o demônio no interior de Sean, como o próprio rapaz.

O avanço seguiu-se intermitente, pausas não pareciam ser toleradas e o casco dos cavalos era o único som que eles ouviram por dias de viagem. Afastado do suposto líder daquela empreitada, Loras vislumbrava o livro e a energia que ela transbordava, parecia chama-lo uma vez que ele havia se acostumado a aquela sensação, mas ousar tocar aquele artefato poderia custar-lhe imediatamente a vida. Não se podia confiar plenamente em ninguém de Takaras, mesmo que seja seu aliado. Enquanto Sean limitou-se a se manter longe daquela figura sinistra.

Ao chegarem junto do grupo em Allgreen, notaram de imediato que havia algo de estranho por ali. Uma energia peculiar parecia rondar todas as árvores, embora inicialmente tudo o que ela parecia ser era um lugar bem melhor que a Floresta da Torura. Chegavam no anoitecer e só então os soldados desciam dos cavalos, em um ponto onde a presença destes pouco importava.

- Seguiremos ao amanhecer. – vociferava o homem de máscara, enquanto o mesmo segurava fortemente o livro.

De longe Loras e a criança eram capazes de ouvir o que seria o nome daquele homem, segundo a palavra de um dos soldados. “Dimael” fora o que eles ouviram enquanto os soldados armavam uma fogueira e procuravam por água. O silêncio da floresta parecia fazê-lo lembrar de Takaras. Um pedaço do suposto inferno, no suposto paraíso.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Hummingbird em Sab Fev 20, 2016 12:08 pm

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— Hmm, e vai ter um monte de lugares novos pra explorar? — Foi meu único receio inicial frente a proposta daquele homem. Ele fez menção de que sim, haveriam muitas aventuras, passaríamos por muitos lugares até chegar no local desejado que, por coincidência também era uma floresta. Aquilo me animou bastante sabe? Eu nunca vi outra floresta propriamente dita que não fosse esta. Quero dizer, em algumas de minhas aventuras eu até cheguei a passar por outros vales e bosques, mas uma floresta grande? Não, não.

— Então eu vou sim senhor! — Aleguei com um sorriso inocente.

E estendendo-lhe a mão direita, fiz menção de querer que ele a segurasse enquanto me levava para o caminho desejado, mas o homem não o fez. Ele tinha mesmo um jeito estranho, algo nele me incomodava, me deixava arrepiado toda vez que chegava perto, eu sentia como se tudo dentro de mim começasse a tremer como se levasse um choque. Desde então minha relação com Ifrit não andava boa, não sei explicar. Eu não me lembro direito do que aconteceu mas, há algum tempo, um incidente me levou a desmaiar por um bom tempo e me fez ter sonhos estranhos, viver experiências esquisitas, e tudo isso me deixava um pouco confuso com relação ao estranho silêncio do demônio. Eu mesmo só sabia que ele ainda estava ali pois estava acostumado com sua presença dentro de mim. Mas ele não fazia mais nenhum deboche, nem comentava mais nada. Eu só sabia o que ele estava pensando porque partilhávamos dos mesmos sentimentos.

Esse silêncio dele estava me incomodando muito, afinal. Era só com ele que eu podia contar, não é?

Meio cabisbaixo e perdido em meus próprios pensamentos, eu me deixei levar pelo tal homem e seus acompanhantes até o local indicado e não me ative muito aos detalhes. Quero dizer, não prestei muita atenção no ambiente ou por onde passamos. Observei apenas o que chamava atenção por ser diferente da paisagem que eu estava acostumado, mas em suma, aproveitei pouco. Sempre que eu ficava muito pensativo isso acontecia; eu esquecia de tudo e todos e ficava absorto dos detalhes.

Acontece que depois de uma longa viagem, outro grupo se juntou a nós, eles tinham um outro garoto que parecia ser um pouco mais velho que eu mas, ainda assim, mais jovem que os demais. Todos seguimos rumo ao local indicado, não fiz perguntas, não fiz comentários, estava mesmo absorto. Meus olhos quase não piscavam, mostrando aquele amarelo-âmbar intenso e vibrante. Sim, estavam vibrando. Não sei dizer, eu estava me sentindo bem esquisito, parecia que minha energia estava meio que descontrolada desde que aquele cara esquisito da capa de ébano apareceu. Ele definitivamente tinha alguma coisa errada. E foi pensando nisso que resolvi fazer um cochicho com o outro jovem que foi trazido, isto é, se eu tivesse oportunidade.

— Ei! Você também foi chamado pra cá sem mais nem menos? — Murmurei, tentando chamar atenção do jovem. — Ele me prometeu grandes aventuras! Eu mal posso esperar! E você? — Minha inocência era quase exagerada frente a real situação.

Por falar em situação, de repente, chegamos no que parecia ser a tal floresta. Já era tarde da noite e os membros do grupo decidiram que iríamos acampar. Puxa, aquilo soava tão divertido? Eu mal conseguia segurar o entusiasmo apesar de estar me sentindo um pouco deslocado e tímido entre todos aqueles "grandões". Só eu era pequeno e recluso ali. Andando entre eles eu me perguntava onde eu dormiria, se é que eles tinham pensado nisso. Duvido muito que tenham trazido alguma coisa pra mim, no mínimo uma roupa extra?

— Não acho que eles vão nos servir algo pra comer tão cedo. — Comentei enquanto que, com minha Adaga em mãos, caminharia entre as árvores do perímetro, procurando por alguma coisa. Aprendi desde cedo a procurar minha própria comida. Está certo que na Floresta da Tortura quase não haviam frutas e na maior parte das vezes eu precisava deixar Ifrit tomar conta para que ele matasse animais e outros seres vivos. Mas neste caso, a julgar pelo verde e pela flora, devem ter frutas por aqui não é? E independente de encontrar alguma(s) ou não, voltaria para perto do outro garoto. Ofereceria-lhe alguma em caso de ter encontrado, caso contrário, apenas me apresentaria;

— Aliás...e-eu sou Sean. Sean Lionheart. — Disse, um pouco nervoso pela timidez.

Afinal, quem era aquele jovem? Será que ele sabia de algo sobre estarmos aqui?

Considerações escreveu:Estou considerando essa campanha como depois da campanha do Serpico (considere-se morto), onde houve meio que um atrito entre o Sean e o Ifrit e talz. Então eles meio que estão meio...dessincronizados. Então vou tentar narrar isso da melhor maneira possível pra não ficar repetitivo nem incoerente.


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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Razorheart em Seg Fev 22, 2016 11:41 am

ão muitos aventureiros se arriscam até o templo da deusa da noite. Um lugar negro e amaldiçoado onde você pode terminar como cobaia para algum experimento hediondo de magia ou necromancia. O "esclarecimento" pode ser visto de muitas formas torcidas e distorcidas — assim como a verdade e a mentira, como bem Loras sabia. De fato, desde que chegara àquele lugar obscuro nem mesmo uma simples alma havia aparecido. Era a primeira vez que recebia visitas. Era também uma surpresa. "Soldados de Takaras?" — ele deduzia enquanto espreitava os assuntos da sumo sacerdotisa.  

Surpresa nenhuma saber que o templo também servia a Hellger e seu império atroz. Ele mesmo  o serviria no tempo certo. Mas ver o tipo de relação que aquele homem sinistro tinha com Kalysta era, no mínimo, inesperado. "Quem é ele?" — agitava sua mente na busca de respostas. Sua energia era intensa. Ele devia ser alguém importante e poderoso. Alguém que lhe despertava muito interesse em conhecer.

Quando ele se foi, algo ainda mais inesperado: como se a própria noite o chamasse, Loras foi tomado pela escuridão profunda, algo que pareceu não durar muito tempo. "Se você aguentou isso", disse o soldado. Ao que exatamente ele se referia? De qualquer forma, Kalysta parecia ciente daquela busca. Deveria ser mais um teste. Desde que adentrou àquelas portas, eles não pareciam cessar nunca. Então sua resposta só poderia ser aceitar.

Havia apenas uma única preocupação: a que ele e a tal criança da floresta deveriam "servir"? Servir é algo que se faz sempre em relação àlguma coisa ou para alguma coisa e acontece que Loras não era ingênuo; ele sabia que podia canalizar a escuridão como ninguém. Somando isso à aparência daquele livre, parecia provável que se tratava de algum tipo de ritual. Estava lançado seu jogo preferido, o jogo da verdade e da mentira, de mostrar e esconder. Sim, o jogo da enganação. Seus olhos e ouvidos estavam afiados, mas sua mente seria sua principal ferramenta.

Durante o caminho, tratou de se manter neutro. Deixou que os soldados assumissem a frente em qualquer trabalho pesado e seguiu sem expressar seu cansaço. Fitava aquele livro apenas quando sabia que ninguém o estava observando ou quando o caminho o impedia de olhar para outro lado. Sem dúvidas as respostas estariam todas lá dentro e quem sabe o que mais. Mistérios profanos e poderosos exerciam sobre ele um fascínio idêntico ao de uma lamparina aos insetos da noite. Não podia evitar. Aparentou ignorar Sean, mas a verdade é que, com seus sentidos mágicos, tinha descoberto que ele era uma criança muito interessante e de aura escura. A energia dele era forte — talvez mais do que a do próprio Loras — o que era algo incomum para uma criança. Quando o pequeno dirigiu a palavra, tratou de esboçar um sorriso firme, percebendo que havia soldados por perto.

— Claro, uma grande aventura! — Respondeu quente e amigável, mas tão cedo os soldados se afastaram, mudou de tom: — Você parece um menino inteligente. Esses homens precisam da gente por algum motivo e é bom para a nossa saúde se descobrirmos antes sobre o que se trata. Então vamos jogar um jogo: vamos ver que consegue primeiro. E esse será nosso segredinho. — Terminou com uma breve piscada de um olho só e depois acelerou o próprio cavalo, se afastando de Sean.

Era óbvio que aquele menino sabia tanto quando ou menos ainda do que ele sobre aquela missão. De todos ali, era o que parecia em igual condição, então o melhor candidato para um aliado.  

Tão cedo chegaram na floresta, Janiya começava a cobrir o mundo com seu manto de escuridão. Para um mago negro, as horas da noite eram as melhores horas e era por aquilo que Loras esperava. Diferente das noites no caminho, os soldados se preparavam para descansar. Quando os homens relaxam, suas mentes também se afrouxam e então é mais fácil que deixem algo escapar. O rapaz de olhos de fogo se espreguiçou alto, então perambulou por entre os soldados, tentando escutar algo, mas tudo o que teve foi aquele nome. Mas parecia que uma pequena semente acabava de germinar — o que percebeu com a reaproximação de Sean.


— Me chamo Loras. — Desarrumou o cabelo do menino com um cafuné. — Loras Razorheart. — Não havia porque esconder o nome. — Você acha que eles vão levar muito tempo para dormir? — Mordeu sem medo a fruta ou seja lá o que fosse que o garoto o entregava.

Loras economizou energia o caminho todo. Agora parecia uma boa hora para usá-la. Quando eles dormirem, suas mentes vão estar desprotegidas e vai ser tão fácil arrancar até o último pingo de informação. Vê só, no fim parece é como tirar doce de criança... com um apavorante pesadelo.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Rubra em Qui Fev 25, 2016 7:23 pm

Desde que havia decidido se tornar uma mercenária, Rubra não teve muitos trabalhos emocionantes. Ficar de vigia em uma fazenda, ser guarda-costas de um velho paranóico e até mesmo salvar um gato preso de uma árvore foram alguns dos melhores. E mais tediosos, pois nada aconteceu. Ao menos estava vivendo como gostaria, sem idéia do que viria amanhã e aproveitando cada oportunidade. E falando nelas, o anúncio de que o rei estava formando um grupo para investigar um assunto na Floresta Allgreen chamou atenção da loba. Pesquisando melhor, parece que um grupo havia descoberto escritas muito antigas por lá, talvez levassem a algum tipo de ruínas e, quem sabe, tesouros. Difícil saber se isso era verdade ou se as pessoas foram aumentando a história. De qualquer forma, seria um serviço bem pago e interessante.

Duas semanas depois ela estava entre os selecionados para a caravana. Além dela haviam alguns humanos e um centauro, este parecendo bastante sociável. “Digo o mesmo”, havia respondido ao comentário do centauro, mas estava concentrada demais para conversar no momento. Iriam partir em breve e prestava atenção nos detalhes passados pelo líder, Gávillan. Um homem cuja armadura era tão pesada que parecia mais uma estátua, mas ele parecia saber lidar com todo esse peso.

A viagem até a floresta foi tranquila. Cavalgar era uma das paixões de Rubra, por mais que preferisse ela mesma correr pelos campos. Tinha um elo forte com a natureza e os animais, algo que ela mesma não sabia explicar. Simplesmente era assim. Durante as noites ficava um turno de vigia. Havia se acostumado a dormir apenas algumas horas, assim poderia aproveitar para fazer outras coisas. Levaram dias, mas finalmente chegaram na floresta. De longe Rubra já pôde sentir o cheiro forte e variado da floresta, algo reconfortante e acolhedor. Mas conforme avançavam, parecia que o clima ia ficando mais pesado. Montaram acampamento ali e logo a loba notou o quanto os demais homens estavam inquietos. E com razão. Não era normal a floresta estar daquela forma.

Quando o centauro se distanciou, Rubra achou estranho. Ele era bem falador mas parecia preocupado naquele momento. Decidiu acompanhá-lo, armada de sua espada caso houvesse algum problema. Não era difícil seguir um centauro enorme pela floresta.

— Seu povo vive em Endless, certo? Deve ser bem familiarizado com florestas. — comentou, se referindo aos centauros. Olhava atenta ao redor e suas orelhas estavam atentas a ruídos estranhos. — Cavalgamos por dias, mas ainda não nos apresentamos. Sou Rubra Greymane.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por NT Frozen em Seg Mar 07, 2016 7:22 pm

Loras e Sean




Imersos na mata escura, não tardou para que o brilho das chamas clareasse a modesta clareira feita pelos soldados. Loras e Sean haviam se mantido em completo destaque dos demais e talvez tenham sido os que mais falaram durante aquela viagem, mesmo que as palavras não tivessem fugido aos demais ouvidos. Altivo e porque não julgar quase fraterno, o rapaz de olhos rubros tratava de ser minimamente educado com a criança, pois sabia que dentre todos ali, ela ere seu possível aliado em uma adversidade uma vez que ambos estavam em meio a escuridão daquele mistério. A cordialidade inicial de Loras deu lugar a palavras mais compenetradas e firmes, sugeria um jogo e fazia questão de exaltar a importância daquele 'segredinho', antes de se afastar momentaneamente do rapaz.

Sean por sua vez, ao descer do cavalo foi a procura de algo para a comer, em sua perspectiva os soldados não tinham a menor obrigação de se manterem preocupados com a sua alimentação ou quaisquer coisas que se possa esperar em um acampamento, se ele quisesse algo deveria fazer por si só. Ifrit por sua vez, mantinha-se em um silêncio fúnebre embora seu hospedeiro pudesse claramente sentir certa preocupação por parte do demônio. Caminhou por raízes altas e terra macia, as folhas ainda estavam verdes e a umidade exalava um cheiro diferente e levemente acolhedor, encontrou a não muito longe do alcance da fogueira árvores frutíferas, carregadas de frutos em suas inúmeras variedades. Havia pêssegos doces como mel, cajus, maças e umas pequenas frutas avermelhadas se sabor extremamente cítrico. Os galhos frondosos alcançavam alturas anormais, mas também eram gentis em se projetar para baixo dado ao peso de tantos frutos, Sean os colheu com habilidade e retornou para junto de Loras com uma quantidade grande dos mesmos, tanto que alguns caiam pelo caminho.

Os soldados retornavam um a um, enquanto os dois rapazes conversavam. Loras mordia um dos pêssegos com avidez e somente neste momento ele se apresentava adequadamente ao jovem possuído, que em retribuição, fazia o mesmo. Um dos soldados se aproximava dos dois, oferecendo água para seu cantis. - Há um fonte, não muito longe daqui, mas o acesso é ridiculamente difícil então não bebam tudo de uma vez. - ele comentava de forma seca, embora fosse claro que a água que trazia podia muito bem abastecer os dez por cerca de dois ou mais dias, caso fosse corretamente racionada. Nenhuma tenda fora armada, nem camas ou algo que proporcionasse conforto a eles. Quando a última dupla de soldados retornou ao acampamento, traziam consigo um cervo para ser assado. O animal fora colocado em grandes partes próxima ao fogo, sob a sustentação de seus próprios chifres, que foram arrancados e fincados ao solo para que sustentasse a carne sobre a brasa.

Tanto Loras quanto Sean podiam vislumbrar no outro extremo do acampamento, sobre uma rocha elevada, Dimael. O mesmo havia se sentado ali, de costas para a dupla desde que haviam chegado. Seu livro, permanecia ao seu lado, tal como a máscara de ferro que cobria sua face. Os soldados também se desfaziam de seus elmos e capuzes, revelando-se expressões de ferro. Poucos sorrisos em meio as faces quadradas e rígidas, algumas cobertas com barbas outras simplesmente com cicatrizes, alguns deles possuiam cicatrizes realmente horrendas, outras era possível notar a ausência de uma orelha ou um dos olhos, mas de longe se destacou um dos soldados, pois o mesmo era completamente cego.

Sons estranhos eram ouvidos pela dupla, um sussurro de amor, um grito longe de desespero, um riso demoníaco, era tão misterioso e volátil quanto repentino. Sumia tão rápido quanto surgia a eles, mas ao observarem os demais podiam ter a certeza de que nenhum deles havia notado aqueles sons, todos com exceção dele. Dimael igualmente notava aquela anormalidade, movendo a cabeça lentamente para a lateral, mas não o suficiente para revelar sua misteriosa face. Então, ergueu a mão ao lado do corpo e fez como se apertasse algo nela. Imediatamente as chamas dançavam e se agitavam, fazendo suas cores mudarem do vermelho e laranja para o azul e branco. O calor da fogueira não havia diminuido nem um pouco e a carne parecia pronta para ser devorada, mas o alcance da luz esse sim havia sido drasticamente reduzido, a floresta voltava a ficar mais escura para todos ali. Os soldados, ao invés de ir até a carne, se acocoraram próximos do limite daquela luz fantasmagórica, permanecendo de costas para ela, com seus rostos em direção a escuridão. Loras sentia a pressão da magia negra tomar o local, ele sabia de onde ela vinha, do livro e de seu portador, enquanto Sean sentia como se Ifrit se contorcesse dentro de si, não eram precisas palavras para saber que o demônio exigia do jovem, cautela.

Rubra




A busca por uma aventura realmente digna de matar o tédio e a sensação de vivenciar algo dentro do normal, havia motivado Rubra a seguir em uma empreitada cercada de mistérios, junto de um grupo no mínimo curioso de se observar. Uma vez em Allgreen, não fora difícil notar a expressão de estranheza nos olhos de todos ali, a floresta havia mudado de alguma maneira e isso incomodava a todos os presentes. Gávillan havia dispersado seus homens em busca de recursos, enquanto o mesmo permaneceria no local onde acampariam, junto dos cavalos que ao amanhecer já não seriam úteis na empreitada. A loba, decidia por bem seguir o centauro pela floresta, curiosa pelo que ele buscava em meio a mata.

Com a espada em punho e os sentidos em alerta, farejando os aromas do local, ela buscava uma conversa com aquele ser. - Eu espero que vivam mesmo. - ele respondia de forma despreocupada, enquanto observava o solo e o topo das árvores. - Não me leve a mal, mas até onde me lembro, sempre fui criado por aqui. - ele ria timidamente. - Vim muito cedo para cá, em fuga é claro. Do que realmente, só meus pais saberiam dizer se estivessem vivos agora. - as palavras soavam de forma estranha, mas rubra podia notar verdade nelas, ele parecia não se importar muito com o que falava. - Ainda prefiro te chamar de estranha. - a dupla avançava por uma raiz alta, enquanto o centauro ria. - É um prazer Rubra, me chamo Mythal Elderwood. - ele parava repentinamente, apontado para os ouvidos.

Você também ouviu né? - ele claramente fazia referência aos sons estranhos. - Eu cresci neste local estranha, mas nunca o explorei completamente. - sua voz demonstrava uma clara preocupação. - A floresta está morrendo, eu soube no momento em que coloquei os pés nela e Gávillan notou minha reação, ele também sabe que algo muito ruim está acontecendo aqui. - Mythal puxava uma de suas lanças e se aproximava de uma árvore que estava tombada. Rubra parecia receosa de acreditar naquilo, como uma floresta inteira poderia estar morrendo, quando aos seus olhos tudo parecia normal, mas isso se perdeu quando o centauro fincou a lança na madeira. O cheiro de sangue subiu ao nariz da lycan, forte como nunca havia sentido e a ainda surpresa moveu-se para perto da árvore a fim de verificar com seus próprios olhos.

Mythal retirou a lança e sangue escorria pela 'ferida', ele raspou o tronco do cedro e então foi possível ver mais sangue. - Não é preciso ser bom entendedor pra saber que árvores não sangram e qualquer um que entenda da floresta sabe, que isso não é seiva. - ele hesitou por um tempo. - Isso é magia e do pior tipo, daquela que praticamente ninguém sabe de onde vem. - E de repente novos sons eram ouvidos, sussurros, gritos vindos do acampamento, eram fortes e reais, completamente reais. A dupla retornava pelo caminho que haviam seguido, mas no meio deles dava de encontro com um dos soldados, ele se espantava com os dois em um primeiro momento, mas ele logo falava. - O fogo já está aceso, encontramos algumas lebres para comer e água fresca. Gávillan pede para que não se prolonguem muito na floresta, especialmente você Mythal. - o sons se esvaiam durante a fala do soldado, em um riso de doboche.

Em um primeiro momento, parecia que algo de ruim ocorria no acampamento, mas na realidade não era nada e nem mesmo o soldado parecia ter ouvido as mesmas coisas que a dupla. Mythal engoliu a seco enquanto via o homem partir. - Quer retornar? Ou prefere explorar mais um pouco, eu conheço o caminho para o rio, talvez a podridão não tenha chegado até lá. - ele sugeria, mas parecia disposto a acatar a opinião de Rubra.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Hummingbird em Ter Mar 08, 2016 5:09 pm

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Fiquei realmente satisfeito de ter encontrado aquele monte de frutas. Quando voltei para o acampamento, mais precisamente pra perto de Loras - o garoto dos cabelos azuis e olhos de rubi -, procurei saborear um pouco uma das frutas e também dividir um pouco delas com o garoto. Eram muitas e eu mal conseguia carregá-las direito então não faria mal dividir um pouco. Ainda procurei pelo meu cavalo no meio da escuridão, oferecendo-lhe também uma das frutas. Ele precisava estar bem fortinho para quando voltássemos a caminhar, isso é, se voltássemos.

Acontece que a proposta de Loras me deixou bastante entusiasmado. Ele queria fazer um jogo certo? Hmm, descobrir o motivo pelo qual esses homens nos convidaram até aqui? É, eu realmente não tinha pensado nisso. Simplesmente aceitei porque parecia interessante. Fiquei curioso e a curiosidade sempre me deixa fora de mim. Agora eu precisava saber qual era esse motivo.

— Eles parecem tão rígidos, não sei nem se eles respiram de verdade, quanto mais dormir... — Comentei meio que incomodado com aquilo. E não demorou pra um deles nos oferecer água enquanto os demais assavam algum tipo de animal numa fogueira. Que esquisito. Há pouco eles estavam todos agindo como se fossem esqueletos quase iguais aqueles que tia Sally consegue invocar e agora, estavam todos confraternizando entre si. Eu realmente não entendo. Agradeci pela água e se possível tentaria encher o meu cantil com ela. Acreditei na minha intuição e se ela não demonstrava perigo, logo, não havia o que temer.

Acontece que entre uma conversa e outra, quando pensei em começar a fazer perguntas para os guardas, de repente uma sensação esquisita me arrepiou até os pelos da nuca. Olhei ao redor sem entender exatamente de onde vinha e então reparei que os soldados, até então, não mostravam reação. Só Dimael, aquele cara grande com o livro na mão, é que pareceu notar o que aconteceu.

— Huhuhuhu...parece que vamos ter alguma diversão por aqui, não é pequeno corvo? — Debochou Ifrit entre sussurros e devaneios dentro da minha mente.

Aquilo me confundiu ainda mais. Sei que, pouco antes dos sussurros de Ifrit, pude escutar alguma coisa semelhante mas não vinha dele. Tantos anos acostumado com o demônio dentro de mim que eu acredito que era bem capaz de distinguir sua presença das demais.

— Ei Loras, acha que são criaturas da floresta atrás da nossa comida? — Perguntei, inocente. — Ou talvez estejam tentando nos assustar... — A segunda opção parecia mais provável.

Em meus pensamentos eu não pude deixar de esboçar curiosidade. Numa breve troca de pensamentos com Ifrit, pensei em pedir sua ajuda para ver se ele não reconhecia nada ali presente, nem mesmo aquele livro que o tal Dimael carrega. Aquela coisa me passava uma sensação muito estranha e que até agora não consegui identificar se era de perigo ou apenas energia demais. Talvez Ifrit reconhecesse o item, ou pelo menos fosse capaz de julgá-lo como alarmante ou não pra mim. E para o caso de descobrir alguma coisa, comentaria baixinho com Loras como se quisesse deixá-lo ciente de alguma coisa. Caso contrário, ficaria em silêncio saboreando o resto da minha fruta.

Obs:
Estou considerando as minhas habilidades passivas do "Retribuição" em uso, o que compreende a Intuição pra saber quando algo representa perigo ou não, de onde vem, etc.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Razorheart em Seg Mar 14, 2016 11:22 am

s soldados de Takaras se comportavam quase como se Loras não estivesse ali, maneiras muito rudes de se tratar um convidado. Mesmo depois de uma viagem tão longa e cansativa, eles continuavam agitados em seus afazeres, rotinas aquelas que deveriam garantir a sobrevivência mais ou menos cômoda do grupo. Eram tão mecânicos no agir que mais pareciam golens feitos de pedra dura e fria, enrijecidos pelo mau tempo. Isso sem falar nas suas feições, claro, igualmente monstruosas. Loras ficava aliviado. Sim, aliviado porque alguém precisava cuidar daquelas coisas e pelo menos sabia que, enquanto fosse seu “hóspede”, estaria protegido dos perigos selvagens e muito bem aquecido por aquela fogueira. Por isso relaxou. Alongou seus braços e dedos, deixando o sangue e a energia voltarem a circular livremente. Seu plano ainda precisaria de algum tempo, então por que não aproveitar. Cedo ou tarde eles teriam que dormir, esperava.

O estômago de Loras o provocou. Foi bem quando Sean se aproximou oferecendo aquelas frutas. O mago olhou com surpresa, mas aceitou de imediato, dando uma boa mordida naquilo sem sequer desconfiar que fosse algo venenoso.

— Hmmm! Você é mesmo um menino cheio de recursos... Essas mãos pequenas... boas para roubar. Foi assim que conseguiu essa comida? Não que eu esteja reclamando, é claro, todo mundo tem que ganhar a vida de alguma forma. — Conversava entre uma mordida e outra, de boca um pouco cheia. Depois disso só faltava um pouco de água, mas um soldado prontamente pareceu obedecer aos desejos de Loras que bebeu o suficiente e depois agradeceu.

As coisas ali começavam a ficar um pouco estranhas. Digo isso não pela cara feia dos homens que de repente começavam a se despir de seus elmos. Loras ouvia ruídos estranhos, difíceis de capturar, fugazes como uma alucinação. Mas não eram obra de sua mente. Não mesmo. Tinha algo errado naquele lugar. De fato, lembrando agora, da primeira vez em que estivera naquela floresta com Airmed e o desastrado do Razel, o lugar parecia bem diferente. Allgreen parecia muito mais inofensiva, amigável até. Agora ela tinha aquela aura estranha, fria. E aquelas vozes.  

Um olho de Loras se comprimiu mirando Dimael. Então ele também podia notar. Diferente dos outros soldados, homens rudes e simplórios, o homem da máscara de ferro não parecia um ignorante. Tinha magia nele. Magia negra, do tipo que Loras gostava. E foi exatamente o que o homem mostrou com seu truque com o fogo, deixando tudo mais escuro. "Nunca tinha pensado nisso" — concluiu o rapaz de olhos de fogo que acabava aprender uma nova artimanha.


— Espero que nós não sejamos essa comida... — Respondeu a Sean. — Eu tenho uma ideia. Me acompanhe e não contrarie nada que eu falar.

Esperando ser acompanhado por Sean, o mago seguiu até perto de Dimael cujo nome havia escutado aos cantos. Tomou o cuidado para não se aproximar demais, já que ele não parecia bem o tipo amigável.

— Hey, você parece estar no comando aqui... poderia dizer o que está acontecendo? O pequeno aqui tem um pouco de medo de fantasmas. Sabe como é, crianças...

Se o menino estivesse perto o suficiente, o puxaria num abraço fraterno, como um irmão mais velho zeloso faria. De acordo com o tom de resposta de Dimael e se as circunstâncias permitissem, indagaria mais sobre a aura da floresta e o motivo daquela expedição.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Rubra em Sex Mar 18, 2016 1:25 pm

Ouvia as palavras do centauro e não se incomodou com a preferência dele ao chamá-la de estranha. Rubra ganhou alguns apelidos desde que decidiu se tornar mercenária. Ficou atenta quando ele falou que a floresta estava morrendo. Olhou em volta. Além da ausência de animais, tudo parecia bem, ao menos visualmente. Quando Mythal espetou a lança na árvore a loba teve de levar a mão ao nariz. O cheiro de sangue já era naturalmente forte para seu olfato apurado, mas o que escorria da árvore era ainda mais forte.

Foi quando ouviram gritos vindos do acampamento. As orelhas da loba rapidamente ficaram alertas e absorviam o máximo que podiam. Eram reais, não foi apenas impressão. Com a espada já em mãos, avançou em direção ao lugar até esbarrar em um dos soldados. Rubra estreitou os olhos. O homem falava como se nada tivesse acontecido e logo retornou. Algo decididamente não estava certo. Ouviu as palavras do centauro mas não o respondeu de imediato, estava com a vista focada nas costas do soldado até ele desaparecer.

— Não, Mythal. Algo não está certo. — Olhou para o companheiro, séria. — Sei o que ouvi. Você mostrou que a floresta não é o que parece. Não confie muito nos seus olhos. Vamos voltar, mas fique atento.

Dessa vez não correu. Preferiu seguir em silêncio e furtiva, algo que era fácil graças às suas patas lupinas, mas talvez muito difícil para o centauro. Por conta disso, fez um sinal para que se distanciassem um pouco no caminho até o acampamento. Rubra era incrivelmente desconfiada, mesmo com coisas que poderiam não dar em nada. Mas vai saber. Isso salvou sua vida várias vezes.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por NT Frozen em Ter Abr 19, 2016 3:08 pm

Loras e Sean




O acampamento havia se tornado lúgubre assim que Dimael tornara mais curto o alcance das chamas com algum tipo do comando, o que despertava ainda mais o interesse de Loras pelo homem misterioso. Sean por sua vez conseguia bem esconder seu jogo, era difícil distinguir suas reais emoções, o ar tão inocente e curioso que ele deixava transparecer certamente faria muitas pessoas duvidarem de sua capacidade e sem sombra de dúvida, afastar qualquer ideia de que ele escondia em seu interior um ser demoníaco, literalmente.

Allgreen parecia ter retomado o silêncio e apenas o crepitar das chamas era ouvido por ali, mas Loras estava disposto a quebrar aquilo, ao puxar Sean para perto de si e dizer-lhe para que ele não contrariasse suas palavras. Juntos seguiam até Dimael que permanecia rígido no local em que decidira se sentar. O cuidado que ambos tiveram ao se aproximar era justificável, os dois haviam sentido algo nele, um sensação que certamente não lhes agradava por completo. Sean pelo menos tinha Ifrit ao seu lado, ou seria melhor dizer, dentro de si? Curioso e precavido, buscou os conselhos do demônio e este o respondia prontamente.

Pequeno corvo, se você ao menos soubesse metade das coisas que sei. – o ar parecia ser triunfante, mas em algum momento, Sean podia senti-lo vacilar. – Saberia que até mesmo entre os demônios há segredos que não ousamos mencionar, Dimael é perigoso, mas se o que ele segura é o que imagino então temos muito mais com que nos preocupar. Especialmente você. – Sean parecia pronto para ouvir uma risada jocosa, mas o demônio não parecia disposto a tratar o assunto com tanta despreocupação. Em silêncio, o garoto observou Loras iniciar a conversa, antes de ser abraçado pelo rapaz de olhos rubros.

Dimael por sua vez, ao ouvir as palavras de Loras, reagiu movendo-se de sua postura firme, mas sem ao menos se virar para eles. – Curioso. – sua voz era fria e arrastada, capaz de por medo a aqueles com pouca coragem. – O pequeno corvo tem medo de fantasmas, mesmo tendo um demônio dentro de si? – Sean sentia-se cortado pelas palavras e Ifrit parecia sentir o mesmo, como se pedisse para que se afastasse dali, mas já era tarde o garoto não era capaz de mover um único músculo e nada podia fazer além de continuar escutando.

É, eu estou no comando... – Dimael voltava a falar. - ...o que está acontecendo? Hmm, quem sabe? Uma manifestação mágica poderosa certamente, ou deveria dizer que as antigas lendas sejam reais de fato? É cedo para saber, a noite mal começou. Vocês podem ouvir? Eu o ouço perfeitamente, mas não sou capaz de localizá-lo infelizmente. – aquelas palavras pareciam ter durado uma eternidade para serem proferidas e ao fim, Loras parecia ter mais perguntas do que respostas. – Pequeno. – o homem lentamente virava-se para eles, revelando um rosto não tão velho quanto eles imaginavam, era jovial até com cerca de vinte e oito anos, longos cabelos negros e olhos mortos, prateados como a lua. – Eu tenho algumas perguntas a fazer, não há você. Mas para Ifrit, você o consegue trazer? Ou terei de arrancá-lo dessa casca que é o seu corpo? – tanto Loras quanto Sean podiam ter considerado aquilo uma ameaça, mas Dimael não manifestara nem um pouco sua energia ao contrário do livro que parecia emanar uma energia cada vez mais pulsante, como um coração para Loras, como gritos demoníacos para Sean. Os soldados permaneciam sólidos como rocha, e bem ao longe eles podiam ouvir os sons de Allgreen, o som de risos.
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O cheiro do sangue que escorria das árvores ainda estava vivo as narinas de Rubra e certamente não se esqueceria daquilo tão cedo. Aquela visão havia sido perturbadora para qualquer um, tal como os gritos logo em seguida. Desconfiada, aguardou até o momento em que um dos homens de Gávillan vinha lhes avisar sobre a situação do acampamento, aparentemente não tendo conhecimento algum dos gritos de instantes atrás, para falar com Mythal.

O centauro a olhou com certa surpresa, mas sorriu ao notar que ela estava preocupada. – Bom saber que há alguém mais desconfiada do que Gávillan por aqui. – ele parecia tentar descontrair a situação, mas também passou a caminhar com mais cuidado por entre as raízes altas e folhas secas, o que curiosamente só parecia fazer mais barulho do que antes, enquanto Rubra conseguia manter-se silenciosa.

Conforme avançavam até o acampamento, Mythal parava próximo de algumas árvores, para avaliar a situação. Muitas delas sangravam até mesmo aquelas que ainda davam frutos. – Estão quase sendo consumidas, logo não sobrará um fruto por aqui e essa área morrerá. – era o que o Centauro podia supor com base no que observava. E assim eles prosseguiam até o acampamento, mas não antes de avaliarem uma última árvore, está já iluminada pela luz da fogueira. Mythal a estocou, antes de raspar a lâmina da lança sobre o tronco.

Seiva escorria pela árvore e nenhum odor de sangue como nas outras, a árvore estava saudável. Todas ao redor do acampamento permaneciam assim, aliás. – Bom pelo menos ainda temos algumas árvores com frutas para comer. – o centauro parecia buscar algo de bom com a notícia, antes de seguir a galope para perto da chama onde algumas lebres já estavam assando.

Rubra podia observar que o clima no local parecia normal, como se nada tivesse ocorrido. Mas Gávillan, o líder daquele grupo parecia estar terminando de conversar com seus homens. A grande espada que ele carregava, estava fincada ao solo e então a lycan pode vislumbrar a grande lâmina branca que a arma possuía, bem atípico dos demais metais. O homem dispensou os soldados e fez sinal para que tanto ela quanto Mythal se aproximassem.

Rubra ainda não havia seguido, mas podia ouvir com seus sentidos apurados os homens comentando sobre a conversa. – De que vozes Gávillan está falando? Eu não ouvi nada. – um deles comentava. – Sim! Eu não ouvi nada, mas parece que ele ouviu e tão rápido quanto fincou a Luminífera no chão, algo não está certo para ele ter reagido desta forma. – comentava outro.
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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Hummingbird em Qui Maio 05, 2016 4:22 pm

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Era difícil dizer qual situação me incomodava mais; o silêncio de Ifrit ou as invasões do tal homem com máscara de ferro.

Acatei ao plano de Loras, sem contrariar, como ele bem havia proposto. Caminhamos até Dimael, trocamos algumas poucas palavras que não tinham fundo de verdade e logo fomos descobertos. O sorriso travesso que formava-se em minha mente logo deixou de existir depois da intervenção do mascarado. Bolotas! Ele não sabe brincar?  — Pensei.

— Err- — Fiz menção de falar, contudo, as palavras de Loras ecoaram na minha mente, me impedindo. O plano dele era não contrariar o que ele dizia, certo? Será que eu devo falar então? Bom, acho que ao menos responder o que Dimael perguntou talvez não estrague o plano do garoto de olhos de rubi tão facilmente. Inclinei um pouco a cabeça, recostando-a no dorso de Loras - ainda em seu abraço - enquanto divagava num olhar recluso. — Na verdade... eu ainda não sei controlar minhas transformações. — E foi tudo que eu disse.

E na minha cabeça as coisas seguiam num turbilhão. Há tempos que eu não sentia essa dor de cabeça terrível. Era como ter um som pesado constantemente tocando dentro de seus pensamentos, quase um batuque. Eu posso ficar louco a qualquer momento, posso jurar que sim! Mesmo no silêncio de Ifrit, mesmo no silêncio e tranquilidade dentro da floresta, dentro da minha cabeça era um próprio inferno. E as perguntas do tal Dimael só me incomodavam ainda mais, como se fizesse o som ficar mais alto, e mais alto...

— Minha cabeça... — Murmurei, tentando segurá-la por baixo do capuz. — Está doendo, essa música não para, você consegue fazê-la parar, Loras? — E a dor insistia.

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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Razorheart em Seg Maio 09, 2016 11:21 am

arecia que era Loras quem estava de por fora daquela vez, já que as palavras de Dimael sugeriam que ambos ele e o menino compartilhavam algum tipo de ligação. Será que já se conheciam? – não deixava de se indagar, mas a verdade era que parecia pouco provável, ou então o pequeno era um ótimo mentiroso. Um demônio, então. É claro, tinha que ter algo errado com aquele menino. Loras já tinha ouvido falar de possessão. No Templo, já tinha até mesmo compartilhado da companhia de alguns possuídos, mas todos muito mais instáveis do que Sean parecia. Ele se assemelhava muito mais a um bom menino, acompanhando o mago negro muito bem em suas maquinações, mas demônios são ardilosos, não são? Bom que fosse.

— Eu admito, você me pegou. — Loras deu de ombros e abriu um sorriso amarelo. — Acho que sou eu então quem está com medo aqui...

Não é porque uma mentira não deu certo que ela perde sua utilidade – passava naquele instante em seu pensamento. O rapaz de cabelo cor-do-céu olhou ao redor como se procurasse alguma coisa, acompanhando a fala de Dimael sobre ouvir algo.

— Ajudaria muito se soubesse pelo que estamos procurando. Você sabe, estamos completamente no escuro aqui.

Para alguém com uma máscara daquelas, admitia, esperava alguém muito mais velho ou feio. Uma marca horrenda, uma cicatriz ou deformidade, mas não, era apenas um homem 'comum'. Mas 'comum' não era uma palavra que podia se aplicar muito a ele, muito menos à toda aquela situação. Menos ainda ao livro. Parecia, às vezes, que era ele quem comandava. Abrir suas páginas, agora, era algo que Loras pensava como perigoso.  

— Você pode até abri-lo, mas não sei se é assim que essa coisa funciona. Aposto que ele é de muito mais uso vivo.  

É claro, de outra forma eles não teriam sido trazidos vivos até aquele lugar. Dimael precisava deles. Só restava saber para que.  

— Não se preocupe, vai passar já, já. — E abraçou Sean mais forte, fazendo carinho na cabeça dele suave e gentilmente. Mas Loras não era bobo: estava atento a qualquer indício de alteração de energia.  


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Re: [Clássica] Passados Pretéritos

Mensagem por Rubra em Sex Maio 13, 2016 5:22 pm

Ver o acampamento aparentemente normal desconcentrou a loba. Teria ela e o centauro sido vítimas de alguma ilusão? Ao ver que haviam árvores sangrando, imaginou se o cheiro do sangue não era responsável por aquilo. De qualquer forma, embainhou sua espada ao se aproximar do acampamento ao lado de Mythal. Gállivan parecia tenso ao conversar com alguns soldados, sua espada branca fincada ao chão dava um sinal estranho à situação. E ao ouvir a conversa dos demais, teve mais certeza ainda do que ouviu. Se aproximou do homem.

— Ouviu gritos e sons de batalha, não é? — Perguntou, já sabendo a resposta. — Eu e Mythal também ouvimos em nossa ronda. Cheguei aqui e vi tudo normal, comecei a pensar se não foi uma ilusão até saber que você também ouviu. Alguma idéia?

Mesmo conversando com Gállivan, Rubra estava atenta ao seu redor. Suas orelhas rotacionavam em diversas direções, tentando captar qualquer ruído incomum.

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