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[Comum] Considere-se morto

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[Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 25, 2015 11:42 pm

Relembrando a primeira mensagem :


BALLTIER
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Robe de peles
Detalhes:
Descrição: Bisbilhoteiro / É fácil adquirir um inimigo; difícil é conquistar um amigo
Tendência: Bom
Animal: Cachorro


BONES
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Colar com várias presas de tamanhos variados e formatos diferentes. A mesma presa nunca se repete
-Pulseira de fio de cobre maleável, com unhas velhas e partes pequenas de ossos velhos
Detalhes:
Descrição: Ambicioso (conhecimento/poder) / Um ghoul amaldiçoado na forma esquelética repleto de vida, ironia e inteligência, bem equilibrado e centrado
Tendência: Caótico Bom
Animal: Corvo


HO
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja, chinelos de couro
Detalhes:
Descrição: Sabedoria / "Minha raça diz que sou mau, mas busco o bem; Que tipo de orc eu sou"
Tendência: Bom
Animal: Hellhound


SEAN
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Pequeno estojo com 3 tipos diferentes ervas de fumo
-2 moedas de prata com o desenho de uma faca em alto relevo num verso e com o outro raspado
-Poção de recuperação
Detalhes:
Descrição: Inocência / O essencial é invisível aos olhos
Tendência: Bom
Animal: Corvo


SOLLRAC
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja
-Par de botas de couro
Detalhes:
Descrição: O Aprendiz / "Conhecimento e treino sempre!"
Tendência: Neutro e leal
Animal: Lobo cinzento


Recuperação de energia
Funciona assim: após um tempo de descanso, o personagem recupera certa quantia de energia + o seu valor em Vigor. Então, segundo a tabela logo aí abaixo, se eu descanso por 1 hora e tenho Vigor 4, recupero 54% de energia. Essa é uma recuperação passiva, mas exige descanso, que é exatamente ficar parado, recuperando o fôlego, tirando uma soneca. Se o personagem está cavalgando, por exemplo, então ele não está descansando e não se recupera.
1 minuto: 5%
5 minutos: 10%
20 minutos: 25%
1 hora: 50%
5 horas: 100%

Recuperação de vida
Recuperação espontânea sem necessidade de descanso. Referente à dano físico, no corpo.
1 minuto: Inconsciência
5 minutos: 25%
20 minutos: 50%
1 hora: 100%
5 horas: Ressurreição


Última edição por NR Sérpico em Seg Maio 08, 2017 1:18 pm, editado 50 vez(es) (Razão : ue atua de forma clandestina no submundo)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Ter Mar 29, 2016 8:11 pm

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— Ué, o que tem demais com esses pensamentos? — A princípio, não entendi direito o que o senhor Mic quis dizer com aquilo. Pelo seu tom de voz fez parecer que era mesmo algo errado. Olhei assustado, tentando entender. Contudo, a menina logo cortou nossa conversa e então começou a explicar do que se tratava aquele dilema proposto pela brincadeira. Explicou que entregando o meu cavalo para os irmãos, os números ficariam equilibrados e todos sairiam ganhando.

Sabendo fazer contas, todos saem ganhando no final

— Ah! Agora eu acho que entendi! Puxa, se eu soubesse disso antes, com certeza teria ajudado o tio Targo de montão. — Fiz menção de uma de minhas aventuras outrora, onde por coincidência, também me envolvi em um problema de Herança. Provavelmente eles não entenderiam do que eu falei, mas isso não importa. A menina então me explicou as verdades por traz da palavra Herança e seu significado. Aquilo me deixou pensativo, afinal, tudo que eu conhecia de herança foi o que vivi naquela missão do Tio Targo e, bem, pelo que me lembro as coisas foram bem diferentes...

— Isso é muito confuso pra mim. Você diz que a herança deve ser respeitada pois assim era a vontade do pai. Mas o Tio Targo e seus irmãos não fizeram isso. Eles brigaram muito, e no fim, ninguém saiu ganhando. — Murmurei o finzinho, como se agora sentisse certa tristeza com o desfecho daquela aventura. — Então eles não sabiam fazer contas não é? Caso contrário, todos sairiam ganhando. Bolotas! — Bati o pé direito no chão, insatisfeito.

Bom, sem mais delongas, a menina resolveu nos acompanhar adiante. O Senhor Mic, apesar de tudo, parecia muito compassível com as decisões, não se irritava mesmo com as brincadeiras, e isso me chamou atenção. Me fez vê-lo de uma maneira diferente daquela primeira impressão, ainda lá na clareira tempos atrás; oras, lá atrás ele já apareceu zombando do amigo Bones, isso não é legal. Mas até que agora ele tem se mostrado mais legal do que antes, eu gosto dele assim.

Conversa vai e conversa vem, chegamos onde parecia estar Sollrac, o outro membro do nosso grupo. Tive a impressão de ter visto alguém ali antes, não sei se foi de relance, não percebi. Sei que assim que o vi, corri na frente buscando cumprimentá-lo, um abraço em sua perna que fosse - afinal eu era muito mais baixinho que ele -.

— O senhor Mic precisava descansar um pouco e eu resolvi acompanhá-lo. Daí encontramos essa menina bonita. Ela é muito boa em contas sabia? Hahaha! — Expliquei, brevemente.

Depois teve mais caminhada, mais conversas, um monte de coisas. Encontramos o restante do grupo, Vax estava com eles. Fiquei contente de ver que estávamos todos reunidos de novo. A chuva ainda incomodava um pouco, apesar da floresta parecer diminuir seus efeitos e tudo mais. Quando me dei conta então, estávamos transpassando um lugar que mais parecia um lençol. Corri na frente, acompanhando Vax. Foi uma sensação esquisita quando passei pro outro lado; olhei ao redor e tinha a estranha impressão de que a distância entre as coisas estava distorcida. Eu quase podia tocar as nuvens, isso era tão legal. Não pude evitar de tentar pegá-las, balançando os braços pra cima tentando apanhar alguma. Seguimos procurando um abrigo então, já que agora não havia mais floresta e a chuva estava apertando. Queria tanto uma capa de chuva agora...

— Acender a tocha? — Respondi ao chamado de Sollrac. Ele dizia para que eu acendesse a tal tocha em sua mão, entretanto, a princípio pensei em como. Depois lembrei-me de suas palavras quando recolhemos os itens no porão; aquelas pedrinhas engraçadas, ele me disse que serviam pra fazer fogo. Rapidamente vasculhei minha bolsa, na procura das tais pedras e então tentaria fazer fogo com elas, ainda que não tivesse experiência alguma.

— Aquela musica que você cantou, parece até alguma lenda ou história, haha. Conhece mais alguma, ou só se lembra daquela? — Comentei, ainda tentando fazer fogo como me foi pedido com as tais pederneiras.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Dom Abr 03, 2016 7:32 pm

14. Asas

Aurélio escutou a explicação de Ho e pareceu pensativo. Depois ficou de canto. Bones também. Mic continuou sentado e Ho manteve os olhos no tempo lá fora.  

Sean, mesmo sem experiência, precisou só de um golpe das pedras pra fazer chover faíscas. A tocha aceitou fácil. Tinham fogo. Aquilo rebateu um pouco o frio da chuva. Iluminou todo o recuou na pedra, onde estavam. Sollrac e Sean, então, olharam os papeis. Pareciam incompletos, cada folha apenas com túneis aleatórios, os desenhos terminando de forma abrupta. Não havia pontos cardeais ou marcação de escalas. Poderia ser um mosaico ─ colocadas as folhas lado a lado, quem sabe daria em algo; mas não, não deu em nada, não era um mosaico.  

Eram 11 folhas, papel de aparência frágil, meio transparente. Poucas inscrições que pudessem ser lidas ─ a maioria estava borrada, a outra parte eram siglas ou letras solitárias. Numa das folhas tinha a palavra "Serpente" logo acima de um retângulo, talvez sinalizando uma câmara, e então algumas linhas sinuosas que deveriam ser túneis. Noutra folha era possível ler "Entrada da Cripta", e mais linhas sinuosas e um círculo. Que inferno.  

Mic notou o que eles faziam e disse:  

Não é assim, não ─ e fez gestos com a mão. ─ Tem que por as folhas umas sobre as outras e olhar contra a luz pra formar o mapa. Mas só algumas. Tem três níveis de subsolo aí. Acho que vocês vão só até o primeiro subsolo. Deve ser as ultimas três folhas. Vai ter uma câmara com a letra "E". Acho que é onde vocês precisam ir. É um dos poucos lugares que não foi soterrado nem selado pelo Rei de Amarelo. Espera, vou mostrar.  

Ele se levantou e estava indo pra perto de Sollrac e Sean quando todos ouviram algo além do som da chuva. Mic parou, em pé:

Ouviram isso?

O som ecoou de novo, agora mais perto, com mais possibilidades de interpretação. Era muito parecido com... A próxima onda sonora trouxe a certeza: eram asas batendo. Grandes asas. Perto, bem acima deles, bem acima daquela encosta rochosa.  

Ho, que estava meio que fazendo a vigia, não tinha certeza... estava tudo escuro e mesmo com alguns relâmpagos ocasionais ao longe, ele não viu nada chegando, seja por terra, seja por ar. Mas teve a impressão que o curso da chuva, ali perto, por um segundo, mudou de direção, como compelido subitamente por vento.  

As asas bateram novamente. E então parou e o ambiente onde estavam vibrou um pouco, ouviram o som de pedrinhas se deslocando, rolando de cima pra baixo.  

No silêncio que o grupo fez, só dava pra receber de volta o som da chuva.  

***


Credo, você faz mais perguntas que um corpo de júri formado só por mulheres ─ disse o infeliz, entre uma tosse e outra. Ainda dava um meio sorriso de desgosto, de quem sabe que está na merda mas não liga. Olhou para Balltier. ─ Sagno é o meu nome. Ilha Pérola é um local dominado por clãs selvagens e muitas surpresas. Sabe, a pérola na concha... sempre uma surpresa... pois pode ter outra coisa que não seja uma pérola... ah, como isso dói ─ Ele pressionou o ferimento. ─, falar com um rombo no bucho dói pra valer. Mas onde eu estava? Ah, sim, andar? Não, não posso andar. Não sinto minhas pernas.  

Ele não foi contra o esforço de Balltier em tirá-lo das vistas, e nem fez perguntas sobre quem era o seu salvador. Não ligava. E travou bem a boca pra não deixar escapar nenhum murmuro de dor durante o transporte. Demandou esforço, mas, talvez por causa da urgência, Balltier carregou Sagno rapidamente, de volta para a floresta, encontrando um velho carvalho torto que fornecia certa cobertura, o melhor abrigo que achou sem ter que continuar carregando o ferido por mais metros.  

Você não parece ser daqui ─ disse Sagno, não se preocupando em responder se estava bem, pois não estava. ─ E você fez mais uma pergunta... qual era mesmo? O que eu fazia na embarcação, isso? ─ Ele tossiu, largou a barriga, mais preocupado em responder do que em estancar o sangramento. ─ Eu era o contramestre. Aquela coisa bonita lá no oceano era o Morsa, o maior navio dessa região. Agora acabou. ─ Ele riu fraco, cada vez mais fraco, a cabeça pendendo. ─ Uma criatura só... quem diria... perfeito massacre... acho que ainda escuto o som... das... asas...  

Desmaiou.  

Difícil ter certeza na penumbra, mas o ferimento na perna parecia só um corte não muito profundo, ao passo que a perfuração na barriga era profunda ─ provavelmente o que estava matando aquele homem.  

Da floresta Balltier não escutava nada. Se os Veitie estavam por perto, não tinha como saber. Complicado.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Dom Abr 03, 2016 9:23 pm

Bones havia feito sua parte e pelo visto satisfeito o suficiente aquela dupla que logo se levantaram e partiram, pelo visto o grupo havia conseguido pagar o tal pedágio com aquela historia improvisada. Ao mesmo tempo, o restante do grupo estava se aproximando, todos se reunindo novamente e pelo visto seguiriam viagem com uma menina se juntando a eles, por isso procurou tomar novamente a posição do grupo que mais preferia: a de não chamar nenhuma atenção.

Acompanhou os passos do grupo, seguindo o ritmo, mas em silêncio, preferia seu mundo interior do que o lado de fora, barulhento e desolado, para tentar forçar ainda mais a memória e lembrar de seu próprio passado, quem sabe seus estudos em vida e lembrar de algum encantamento ou magia, pois não gostaria de depender de uma luta física para sobreviver, era péssimo nisso...

Mas então o inesperado surge diante deles, literalmente aquela mata possuía limites muito bem definidos, como uma parede delimitando o local, restando a pergunta do que será que tinha do outro lado, coisa rapidamente respondida quando o grupo, um a um foi passando pelo limiar, descobrindo que a região havia mudado drasticamente e poderia acabar atrasando ainda mais a viagem por conta dos seus companheiros.

Vax encontrou um abrigo temporário e todos ja foram relaxando, inclusive ele próprio que tentaria se recuperar um pouco mais ja que Ho iria assumir a primeira vigilia, procurando um canto e se acomodando, enquanto que Vax chama Bones, Ho e o outro cara que ele não se lembrava do nome, entregando a cada um uma gema e dando uma breve explicação que se tratava de um item daqueles que so poderia usar em ultimo caso. Um tanto cliche, mas procurou amarrar o pano com a gema dentro em seu próprio tórax oco, local onde provavelmente ficaria muito bem coberta...

Com a luz no local, começaram a discutir como ler as folhas, se eram mapas unidos, sobrepostos ou isolados, levando-o a um curioso quebra-cabeças, coisa que serviria para passar o tempo, se não fosse o estranho som de aproximando. Um silêncio transformou a caverna numa cripta, ninguem ousava falar nada, todos tinham receio do que poderia ser aquele som e a primeira coisa que passou pela mente de Bones é que se tratava daquela criatura voadora que podiam avistar de sua sela, quando estavam presos.

Não sabia o que os outros podiam fazer, então gesticulou apontando em sinal de que se aproximaria da borda, lenta e cuidadosamente, pois seus "olhos" podiam ver na escuridão e seria mais útil do que achismos dos outros, procurando olhar principalmente para cima, pois parecia que o que quer que seja, havia pousado acima deles. Foi se aproximando devagar, nem que visse com apenas um olho para evitar se expor, mas estava curioso para saber o que era e se deveriam entrar em tanto pânico como alguns ali faziam caras...

Spoiler:
OFF: minha HE permite ver no escuro, mas alcance e nitidez ou condições pra isso, deixo com você ^^

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Abr 06, 2016 7:34 pm

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— Consegui! Haha! — Um breve sorriso vitorioso.

Guardei as pedrinhas na bolsa novamente. Tomei certa distancia e fiz menção de levantar, batendo na roupa pra limpar a sujeira. Ainda estava molhada, pude sentir algumas gotas de água saltando com o balançar do tecido. Ao menos era um bom macacão... do contrário já estaria rasgado agora. Pensei em conferir como estavam as coisas na minha bolsa, mas ela aparentemente não estava tão molhada, então não haveria motivo.

Sollrac, o homem, me chamou pra perto e com ajuda das tochas, pude ver melhor do que se tratavam aqueles mapas. Vax não estava conosco mas deixou outro de seus enigmas. Bolotas. Ao menos tínhamos um pouco de tranquilidade para interpretá-los desta vez. Aliás, onde estava Aurélio que desde que chegamos eu não o vi nesta gruta?

— Senhor Mic pode ter razão. Esses mapas são tão confusos... — Comentei, em referência ao que nos foi dito.

O pintor avisou que precisávamos fazer algo como colocar as folhas uma em cima da outra e olhar através do fogo ou coisa assim. Contudo, a tranquilidade logo deu seu último suspiro no silêncio da gruta e logo todos ouvimos um barulho. Barulho esse que chamou atenção de todos. Engraçado que nesse momento a primeira coisa que passou em minha cabeça foi olhar ao redor e procurar por todos do grupo. Aurélio, a princípio.

— Hmm? — Murmurei, ainda sem entender o que aconteceu. Notei que o amigo Bones levantou-se e, aparentemente, fez menção de ir observar o que acontecia lá fora. — Ei, Bones... — Chamei por sua atenção, cochichando, tentando interrompê-lo. Minha intenção era apanhar minha luneta, aquela que consegui no baú de coisas da casa do Senhor Mic, e se possível, lança-la para o amigo osso. — Talvez ajude. — Diria, ainda falando baixinho.

Em seguida, tomado pela curiosidade, procuraria por Aurélio. Talvez estivesse mais ao fundo do recuo, na parte mais escura e pouco influenciada pela tocha que acendemos. Queria confirmar se ele estava mesmo bem.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Sab Abr 09, 2016 6:55 pm

Olhou horrorizado para Sagno, deveria ter ficado calado. Como iria continuar a perguntar sabendo do estado do homem? Não sabia como nem como cuidar de um humano ferido, sabia como consertar e fazer as melhores escolhas para seu propio corpo mas tratar um humano era praticamente impossível para ele. - Você não pode dormir!-Sacudiu o sujeito começando a ficar desesperado, deveria ele tomar iniciativa e tentar algo? De fato iria tentar ajudar, entao respirou fundo para em seguida parar de sacudilo, precisou dar mais uma olhada nos ferimentos, nao parecia algo simples de consertar mas pelo menos havia conseguido identificar o que parecia o pior.- Segure seu bucho um pouco mais. Preciso apenas de algumas folhas.-Comentou bem perto da orelha de Sagno trazendo a mão do rapaz de volta para seu próprio ferimento.

Antes de se levantar, colocou e obrigou o rapaz a ficar deitado, enquanto tentava imaginar a melhor decisão a tomar."Sangue é  importante para qualquer criatura, ele não pode viver se continuar perdendo muito. Mas se ele estar aqui ele ja morreu, seria possivel morrer novamente? Entao eu tenho de ajudar a estancar  o ferimento."

Assim que conseguiu colocar Sagno deitado iria se  levantar e tentar pegar o máximo de folhas na proximidade que conseguisse, ainda estava pensando por demais enquanto pegava as folhas. "Ah, seja lá que deuses tenha me trazido para cá, não deixe o senhor Sagno morrer. Não depois de ele ter me dado tantas respostas."

Voltou para perto de Sagno. - Eu não sei o que estou fazendo, desculpe. Mas voce não pode dormir.- Pegou uma das folhas para limpar um pouco do  sangue do ferimento em seguida pegou mais duas pressionando no mesmo.

Iria continuar ali pressionando o ferimento e comentando os acontecimento até aquele momento. - Eu não sou dessa Ilha, não sou nem mesmo desse mundo. Eu vim de um lugar em que ao menos eu me considerava vivo. Entao teve a ante-sala da morte e um sujeito reptiliano senhor pax ou era vax ? Então teve  a briga com o Morgan. Entao vim como um raio para essa ilha junto com o Morgan...Sabe até agora já pensei em muitas coisas mas não consigo encarar a minha morte como algo justo, nem mesmo a busca pelo... triânguli como algo certo, sabe? Como um objeto pode ser trocado por vida. Acho que tenho algo contra injustiça, não gostei como o vax abordou todo mundo, ele explicou que o tribunal dos mortos era algo desinteressante, como a vida dos outros pode ser dessisnteresante? Mas eu também nunca descobri muita coisa na ilha em que eu estava antes de morrer.- Continuava a pressionar o ferimento, de certa forma ele aceitava a morte o que não aceitava era a maneira em que  o tribunal era usado.

Se bem que até era confuso para ele explicar, não sabia qual era o sentimento conflitoso  ao qual estava enfrentando mas ter alguém para conversar mesmo este a Beira da morte era o que ele mais necessitava no momento.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Dom Abr 10, 2016 2:11 pm

15. Face a face

Acho que foi a partir daquele momento que comecei a gostar do Bones. Ir expiar, sem hesitação, como ele fez... sim, admiro uma demonstração de coragem como aquela. Algo que eu chamaria de coragem suicida.

As asas. Foi o que ele viu primeiro, se dobrando de volta atrás das costas escamosas e negras do dragão, que estava como que dependurado na encosta, as garras pregadas na rocha, de cabeça pra baixo, a cara reptiliana de olhos verdes e três chifres a mais ou menos quatro metros de Bones, que recuou imediatamente para o projeto de caverna.  

Será que foi visto? Bones se inclinara o suficiente para ter alguma visão, sem que ele próprio ficasse visível. Mas mesmo assim era de se perguntar: será que tinha sido visto? O dragão estava com a fuça pra baixo, como que esperando alguém sair da gruta... ou então decidido a se aproximar devagar pra fazer exatamente o que Bones fez: expiar. Então viu. Será? O face a face durou menos que um segundo.  

Devo dizer que sim, ele viu. Viu a sombra de Bones se projetando pra fora da caverna, de onde vinha a luz da tocha.  

Mas e daí? Se pousou ali, pra inicio de conversa, era porque sabia que tinha alguém lá desde o começo.  

Algumas pedrinhas rolaram pela encosta, o que poderia significar apenas um reflexo do pouso de ainda agora, ou um novo movimento...  

Sean podia guardar a luneta. E também podia ficar menos preocupado com Aurélio, que apenas permaneceu no mesmo lugar desde que entrou e ouviu o que era o item da história do Ho, conversa pra outro dia, pois agora estava com o semblante gêmeo ao de uma caveira, por causa da tocha bruxuleante e seu aspecto assustado. Quanto a intuição de Sean, bem, no momento era o mesmo que nada: se realmente tinha algo ruim lá fora, bem acima deles, Sean não sentia isso.      

E nada do Vax.  

Mais pedrinhas rolaram lá fora. Já não trovejava com frequência viciada, e a chuva parecia ter perdido um pouco da loucura.  

Mic molhou os lábios secos de apreensão e sussurrou:

— O que você viu?  

***


Sagno despertou com a sacudida, delirando:

— As meninas vão ficar bem, Laura... Deixa eu ir com você...  

Balltier coletou folhas e fez o que pôde, na esperança de salvar aquele homem, o que era esquisito: já não estava ele morto? Então se morresse, voltaria, assim como Balltier e os outros 4, certo? Vai ver era por isso que o homem estava sorrindo, na praia, ante a própria desgraça, hm. Sabia, de algum modo, que tudo ficaria bem no final.  

— Cansei daqui, Laura... Me deixa dormir.  

Balltier deitou o homem, limpou e pressionou o ferimento e ditou um livro. Não estava ajudando muito na recuperação do homem, mas ao menos conseguiu um ouvido que, sem escolha, escutou a narração frustrada de Balltier.  

Sagno abriu um pouco os olhos, sua boca fazendo "Laura" sem emitir som, daí ele viu que a pessoa ao seu lado não era Laura, mas sim Balltier, e disse:

— Ah — Um "ah" de decepcionado. — Você de novo.    

Será que ao menos tinha escutado o que Balltier dissera? Talvez sim, pois disse:

— É... sabia que você não era daqui. — Ele fechou os olhos por um instante, uma piscada demorada. — Você já morreu, mas eu não... Eu estava indo até ela, e você me chamou de volta... — Abriu os olhos novamente, olhou para os lados, tentando se situar, mas logo não ligou mais pra isso e olhou para Balltier. — Que tal você me contar um pouco sobre o lugar de onde você veio, a outra ilha, hm? Lá faz calor? Ou é frio que nem aqui... Frio é bom pra dormir... Laura sempre gostou do frio...

Não fazia frio. Mas os lábios dele tremiam de leve. As mãos também, parando somente quando ele pegou firme num pingente, que era uma concha negra, até então oculta sob a camisa, o cordão ao redor do pescoço. Ele estava ardendo em febre, seu suor se misturando com água salgada e água da chuva.

Spoiler:
Ok senhores, estava devendo uma informação sobre o ganho de XP nessa campanha e acho que essa é uma boa hora pra falar sobre isso.  

A aventura é achar um item que está em três lugares diferentes. E entrar em cada um desses lugares, ou mesmo passar por suas imediações, é praticamente uma aventura a parte. Por isso, não irei dar XP apenas no fim da campanha, como tenho feito desde que estou narrando. Darei a XP em 4 MOMENTOS específicos, simbolizando o fechamento de uma parte do todo. Mas antes de falar dos MOMENTOS, explico que há 5 TÓPICOS que rendem XP:

Início
Velha Carcosa
Ilha Chama
Cordilheiras
Final  

Sendo que cada tópico vale um tanto, conforme as dificuldades ou extensão dos desafios. Entra na conta bônus particulares que vou somando secretamente conforme jogamos + possíveis sidequests. A XP do "Inicio" significa tudo que vocês jogaram antes de entrar nas imediações de uma das três localidades do Trianguli, cuja a ordem vocês escolhem.  

Então se vocês escolhem ir primeiro para a Velha Carcosa, enfrentam todo o sistema de dificuldade que tenho planejado para este local e depois saem com o Trianguli, vocês, enfim, recebem a XP referente ao TÓPICO "Velha Carcosa" + o "Inicio". Daí partem pra outro local e recebem a XP referente ao local após saírem de lá. Recebem mesmo se falharem (embora não o mesmo tanto se tiverem sucesso). O "Final" seria aquela odisseia clássica de todas as histórias, o retorno do herói, que no caso pode significar retornar à Antessala da Morte com o item ou retornar ao mundo dos vivos depois de ter o aval do submundo ou algum outro tipo de "retorno", vamos descobrir mais tarde. Então são 5 TÓPICOS que geram XP (+ bônus particulares, + mais bônus por possíveis sidequests), dados em 4 MOMENTOS:  

Sucesso/falha na primeira localidade + Inicio
Sucesso/falha na segunda localidade  
Sucesso/falha na terceira localidade
Retorno

Agora porque joelhos estou explicando tanto essas coisas que nem precisam ser tão explicadas? Bom, estou tentando manter um ritmo natural, não apressado, aos poucos conhecendo seus personagens conforme se envolvem com o submundo e seus desafios, que nem sempre são de morte. Em outras letras: "Considere-se morto" deve ser uma campanha longa, ou assim espero. E em alguns momentos podem surgir oportunidades de vocês ganharem suas vidas de volta através de outros meios, o que vai depender exclusivamente de vocês pagarem o preço alternativo. Isso significaria você deixar a campanha numa boa, quando aparecer a chance, sem precisar ir até o "Final".  

De repente você está atolado de coisas pra fazer e quer diminuir a carga de posts no fórum, ou simplesmente cansou de jogar a campanha e já está satisfeito, por exemplo, com a XP que um ou dois MOMENTOS te rendeu. Então pronto, você aguarda aparecer uma dessas oportunidades e abraça o momento, encerrando sua parte na história sem deixar buracos.

Ou você pode ficar até o fim, hm.  

Dúvidas, chamem-me sem medo.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Seg Abr 11, 2016 6:23 pm

Eu fiquei lá parado ouvindo o bater das asas. Parecia com algo que eu já havia escutado. Não digo que era comum, pois criaturas como aquela nunca seriam normais. Mais que imponência e força. Transpareciam o místico e o desconhecido. Consideradas só animais por uns, mas por outros melhores até mesmo que os humanos. O que eu achava? Achava simplesmente incríveis e magníficos. Mas ali eu tinha de lembrar de que as regras eram diferentes e de que eu estaria lidando com o desconhecido.

Vax nos abandonara. Será que estávamos no ninho daquele ser?! Bones foi conferir, mas como dizer algo só olhando pra ele já que não tinha nenhuma expressão?! Mas depois uma cabeça gigante apareceu rápido para fazer a mesma coisa que Bones fez: espiar.

Gelei. Estávamos encurralados. Fui me afastando de Aurélio enquanto ouvia o rolar das pedrinhas. Não tinha como saber onde o “dragão” estava. A reação deles mudava muito, pois pareciam ter personalidades diferentes. Podia estar preparando um tipo de bote ou querer simplesmente brincar. Só que as brincadeiras acabavam em morte também, pois seres normais não aguentam o peso e os costumes sórdidos.

Bem... Isso se fosse mesmo um dragão. Se fosse um animal desconhecido não tinha como agir antecipadamente, só reagir rápido. Bones poderia não ter problemas com ferimentos, assim como eu.

Não achava prudente repetir a olhada, então procurei uma pedra de tamanho médio, rasgaria parte das pernas da parte superior do macacão laranja que eu ainda usava e tentaria provocar a atenção do bicho, jogando para um lado, a fim de afasta-lo e fazer com que observa-lo fosse seguro, assim como medir as intensões dele.

Depois de jogar a pedra, tentaria ve-lo e ver o que ele faria com a pedra.





>Off: Eu pensei que tinha postado. Foi malz. ^^'

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Abr 13, 2016 12:31 am

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Aurélio estava bem. Ufa. Menos uma preocupação então.

No fim das contas, o amigo Bones não precisou da minha luneta. Mesmo depois de tentar interrompê-lo, notei como ele parecia assustado com seja-lá o que viu lá fora. Não reparei direito mas parece que, depois de uma segunda expiada, ele recuou ainda mais assustado. Ah, nossa, isso tava finalmente começando a ficar divertido. Senti aquilo que há muito parecia ter ficado pra traz; empolgação. Minhas pernas, posso dizer que ficaram arrepiadas. Eu mal conseguia me segurar bem ali onde eu estava.

Então, fiquei não mais que alguns segundos pensando. Eu não queria ver aqueles mapas chatos com o Sollrac. Eu não conseguiria entender eles mesmo que quisesse. Também não queria ficar para traz enquanto o amigo Bones e Ho ficavam com toda diversão daquela aventura. Não entendi também o porquê do Senhor Mic parecer tão atônito. Podia ser só alguma criatura querendo brincar. Eu conheci muitas dessas na floresta em que eu vivia. E eu também não senti nada esquisito, aquela minha intuição não me alertou sobre nada, nem senti minha orelha coçar! Isso é um bom sinal. Sinal de que talvez finalmente eu possa me divertir, certo?

— Ah... — Esmoreci um pouco. Minha pergunta, mesmo que em pensamento, podia parecer retórica mas eu já estava tão acostumado com as respostas de Ifrit que realmente me senti esquisito por não tê-las agora. Dei de ombros. O que eu posso fazer afinal? Vou ter que me divertir sozinho. Então, tomaria a liberdade de ir caminhando na frente. — Certo. — Respondi comigo.

Verifiquei os sapatos. Verifiquei meus equipamentos, minha bolsa, tudo. Deixaria para traz somente minha picareta. Ela com certeza acabaria me atrasando, é um pouco pesada. Tudo precisava estar certo para, só então, partir pra decisão que eu tinha tomado. E então; correr. Minha intenção era correr para fora da gruta e ver com meus próprios olhos o que é que estava lá fora, fazendo aqueles barulhos engraçados e que deixou Bones tão assustado. A princípio eu só queria conhecer quem ou o que era. Mas, se tivesse a oportunidade de brincar com quem quer que seja, também seria muito bem vindo. Claro, sem nunca esquecer de continuar correndo, mesmo que sem rumo.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Dom Abr 17, 2016 12:10 am

Seu coração bateu acelerado quando ouviu as palavras de Sagno, não podia compreender como alguém escolhia a morte em vez da vida.

- Eu não consigo entender... Cada um de vocês humanos é um filho, marido. Cada um tem uma razão para morrer, mas cada um também tem uma razão para viver. Encontre a razão para viver e você vai encontrar o seu caminho!

Tomou fôlego e finalmente parou por algum tempo para pensar no pedido de Sagno. Levou um tempo organizando os pensamento, sempre pressionando o ferimento do homem, aquele simples pedido pareceu apanhar o homunculo desprevenido, ele ficou quieto e sem jeito e por um breve momento toda simplicidade e ingenuidade havia desaparecido parecia que iria desatar em lágrimas.

Assim por longos segundos e uma longa respiração  ele olhou para Sagno; olhou em seus olhos e não conseguiu definir a cor mas ali havia uma expressão cansada que sugeria que ele tinha visto mais do mundo do que a maioria da sua idade.

- Existe um lugar frio, conheci um garoto que nasceu nas montanhas de neve eterna. Ele foi legal comigo não muito, mas foi...-

Com o tempo de uma respiração continuou a falar, sempre tentando manter Sagno desperto.

- O lugar de onde eu vim, não pode se assemelhar a este mundo e eu posso apenas imaginar o resto dele como se fosse uma terra em que apenas pode ser  dada como desconhecida, claro se você estiver de acordo e fechar os olhos para a outra parte...- Lembrou que  nao havia tido oportunidade de conhecer e tinha apenas pouco entendimento sobre o reino sombrio, preferindo ocultar versões mais extrema sobre tal lugar.

- Alguns territórios são distintos, alguns contem dragões outros hipogrifo. Não me pergunte para que serve eles, tenho de descobrir um dia desses.-

Olhou para o cordão de Sagno pronto para perguntar mas se suprimiu e logo em seguida continuou.

- O lugar se chama Lodos. É dizem que é uma Ilha. mas é  bem mais legal que a pérola , nao fica chovendo sempre... Ah, você sabe de algum remédio nesta ilha? Voce esta com febre e sem contar que um monstro como os que eu vi quando voei para cá, pode aparecer; eu ate mesmo pude sentir a aurea malvada deles, agora que eu paro para pensar é  assustador. - Olhou ao redor apenas para ter certeza que nao havia algo  estranho e logo voltou a tomar conta de Sagno. Arranjou uma outra Folha e tentou pegar água da chuva para dar para Sagno, tomando cuidado para não se afastar do homem ferido.

Ao tentar dá um pouco da água iria inclinar a cabeça para ajudar o homem a beber, continuaria a fazer aquilo quantas vezes fosse necessário.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Dom Abr 17, 2016 9:35 am

Ao conseguir observar e constatar o quanto o grupo estava lascado com logo uma criatura como aquela tentando cerca-los, sentiu um calafrio no corpo inteiro, se tivesse pele provavelmente essa nesse momento estaria completamente palida como seus ossos, mas precisava avisar o grupo o quanto antes, pois aparentemente havia tido sorte em não ser visto.

Enquanto tenta retornar para perto do grupo, surgiu-lhe um estranho pensamento, o de quão arriscado foi sua ação, pois geralmente ele não se preocupava muito em se arriscar pois sua condição sempre fazia com que ele retornasse "a vida", mas e agora que estava morto? Sera que ainda poderia retornar? Ou quem sabe desapareceria? Pelo menos não recordou de nenhuma explicação mais especifica sobre isso e sem duvida teria que mudar a forma de agir ou poderia acabar descobrindo do pior jeito.

Percebeu outros dois "herois" que pareciam estar se preparando para agir e sem duvida aquilo poderia ficar muito mais arriscado, pois o grupo estava preso e se o dragão descesse, não teriam muito o que fazer. Imediatamente se colocou na frente deles, abrindo os braços e sacudindo a cabeça, tentando impedi-los, tentando sussurrar para que ouvissem.

- Dragão!

E se aproximou de onde Vax e Mic e fez uma pergunta que quem sabe poderia ser util, seja na diplomacia ou seja num combate, novamente sussurrando.

- Nesse mundo, Dragões são simples bestas aladas ou possuem inteligencia? O comportamento varia entre a raças ou são sempre arrogantes e destruidores? Ele tem alguma função, tipo guarda ou algo assim?

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Seg Abr 18, 2016 6:21 pm

16. Breve história daquele que falhou

Sagno ouviu de olhos fechados, como que imaginando a Lodoss de Balltier. Depois ele bebeu a água que o homúnculo colheu numa folha cumprida. Bebeu só um pouco. E disse:

— Eu já ouvi falar de Lodoss. Não fica... muito longe de Shane... Shane... é sempre seco, mas tem... tem noite que faz frio. E também é... bem... mais legal...  

Ele ficou quieto por um tempo, o suficiente para qualquer um na posição de Balltier pensar que era o fim. Mas então Sagno abriu os olhos lentamente e falou, como que sozinho:  

— Tem algo de errado... — Olhou Balltier. Um olhar de alarme, como que vendo o perigo: — Tem algo de... errado nesse mundo. Pode... pode parecer besteira, mas... É o que eu sinto. Tem... algo de errado.

Talvez ele tinha escutado o que Balltier dissera sobre encontrar uma razão e continuar. Talvez ele tinha encontrado um motivo para continuar, continuar por mais um tempo. Um motivo para se manter lúcido e contar uma história. E não era Laura ou as meninas que o empurrava para alguma direção agora. Era alguma outra coisa. Algo de errado. Algo que lhe matou a longo prazo, quando lhe perfurou a barriga. Algo que afundou o Morsa e todos que lá navegavam.          

Seus olhos tentaram fitar o mar. Sua mão direita estava fechada com força sobre o peito, apertando a concha.  

— Esa — Seus olhos na direção do mar, na direção do naufrágio do Morsa. — Esa, sempre muito super... supersticioso. Sonhou. Fazia anos que ele não sonhava... por isso... a tripulação concordou. Esa sonhou com ouro, uma peça de ouro... pesada, valiosa. Ancoramos perto... — Seus olhos se fecharam, ele se esforçou para chupar um pouco de ar, sofrendo alguns espasmos. Seus olhos abriram de novo. — Esa pegou o bote, ele e cinco homens... Ele era um capitão que... assumia os próprios riscos, por isso que foi... — Finalmente Sagno olhou para Balltier. — Foi nesse tempo que eu... vi que tinha algo de errado. No ar, no mar... naquela maldita ilha. O mundo... tinha algo diferente, algo ruim... Esperamos por três dias e eles voltaram com o ouro... exatamente como Esa dissera. Uma maldita peça de ouro, triangular, grossa... Mas o Joe não voltou... Perguntei, o que aconteceu com o Joe?, os homens ficaram quietos. Esa disse que... aquilo tinha matado Joe, aquele ouro infernal... mas que o sacrifício dele... não seria em vão.

Ele tentou fitar o mar novamente. Parecia ter dificuldades para respirar, o peito em espasmos, a garganta em aparente engasgos. Em seu rosto, água da chuva se misturava com água do mar que se misturava com suor.

Que se misturava com lágrimas.  

— Mas o que eu poderia fazer? — ele disse, com a voz embargada. — Estavam todos felizes... eu não podia... aquele ouro... seria um presente definitivo... um presente definitivo para as pessoas que amamos e que não estão aqui... Eu sentia — E olhou para Balltier, os dentes trincados de raiva — Eu sentia, sentia, sentia! Tudo de ruim, de estranho... eu sentia! Vinha... daquele ouro! Mas eu não podia dizer, joguem isso fora pelo amor de suas mulheres! Eu não podia...  

E chorou. E lutou contra o choro pra continuar:  

— O meu trabalho... um contramestre deve apoiar seu capitão... eu não podia. Eu não consegui... Eu falhei com eles por isso... Ah, eu falhei. — Os lábios tremiam, não mais por frio. Luto. — E aquela coisa nos atacou na noite seguinte, veio pegar o ouro... porque eu falhei, foi porque eu falhei... Se eu tivesse... Falhei com a família deles, suas filhas e filhos... falhei...  

E deixou de lutar, seu choro silencioso vencendo, lhe obrigando a usar a mão livre pra tapar a vergonha no rosto.  

Sagno estivera pronto para partir, estivera conformado com sua situação, se fosse ele a morrer, não teria problema... mas agora estava sofrendo a morte dos outros, uma dor mais pesada do que aquela que estava lhe matando. O caminho que ele tinha encontrado para continuar vivendo, ainda que só por mais um tempo, foi o remorso.  

Então Balltier ouviu um som qualquer, ali perto.  

Olhou na direção e viu uma pantera espreitando, à três metros deles.

***

Ho jogou uma pedra lá fora e nada aconteceu. Fosse o que fosse, eles não estavam lidando com uma criatura imatura o suficiente para se atirar numa coisa inanimada como uma pedra.  

Dragão? — Mic perguntou com a boca, sem fazer som. — Oh, merda!  

Sollrac permaneceu tranquilo.          

Bones engatou uma pergunta, Mic pensou por um segundo e sussurrou que nunca vira um dragão naquele lugar. Aí ele foi dizendo:  

— Talvez seja outra coi —        

Mas Aurélio se manifestou, cortando Mic:

— Existem cinco dragões nessa região. E os cinco são inteligentes e sábios. — Não gaguejou, nem parecia mais assustado, mas sim curioso com algo. — Talvez...

Daí ele começou a se levantar de onde estava e tudo indicava que ele, o arquivista, corajosamente, ia sair lá fora.

Mas Sean estava muito mais adiantado nisso. Mic teve tempo de esboçar um "o que você tá fazendo doido?", mas aí Sean já estava lá fora, sobre a chuva. O que será que ele estava pensando?

Sean olhou pra cima e viu um dragão negro que deveria ter vinte metros, do topo da cabeça à ponta da calda. Agarrado de ponta cabeça na encosta. E então não mais.  

Saltou, assim que viu Sean.  

Sean, olhos pro alto, foi brevemente cegado por um trovão que resolveu piscar na hora errada. Quando voltou a enxergar, o chão saiu brevemente do lugar, por causa do impacto de toneladas logo ao seu lado. Ele sentiu o cheiro de enxofre. Grandes olhos verdes refletiram sua própria imagem. Dentes cinzentos abriram passagem para uma respiração quente, que fez Sean piscar.  

Tudo à um metro de distância.

Aí acabou o mistério para quem estava no recuo da encosta. Era de fato um dragão e estava encarando Sean, meio de lado para a encosta, ou seja, não totalmente desatento à movimentação dos demais.

Aurélio, que estava meio dentro e meio fora, parou de súbito como que na ponta de um precipício. Disse apenas que:

— Não é um deles.  

E Mic fez gestos alarmantes para Bones.  

— A espada, cara — disse o Pintor. — Usa ela de novo!  

Sean, no entanto... bom, sua intuição ou estava falhando, ou aquele dragão não estava ali pra lhe fazer mal.  

Difícil.

Spoiler:
Indo viajar na quarta e ficando incomunicável até segunda. Se eu não responder nenhuma pm já sabem pq, hm. Até e bom feriado.


Última edição por NR Sérpico em Seg Abr 18, 2016 8:51 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Seg Abr 18, 2016 7:42 pm

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Correr não era mais uma opção.

Deixando o recuo, lembro-me apenas de algumas poucas palavras, dentre elas o amigo Bones mencionou "Dragão". Me peguei pensando, seria essa criatura grande um dragão? Enquanto pensava na ideia, tentei esfregar meus olhos com a mão direita, devagar, um pouco incomodado com o calor daquele bafo e também por conta do flash que o trovão causou momentos atrás. Bolotas, me deixou completamente desnorteado!

No que eu pude observar, a criatura era gigantesca. Por mais que eu fizesse esforço em lembrar, nunca havia visto algo parecido. Nem mesmo na floresta, nem mesmo nos meus mais profundos pesadelos. Ah, sim, acho que nunca cheguei a mencionar. Nas vezes em que Ifrit tomava conta, as vezes eu via coisas como se estivesse sonhando... mas não eram coisas comuns. Me lembro de ver criaturas, coisas grotescas, fogo e muito sofrimento. E mesmo lá, não me lembro de ter visto algo parecido com isso que eu imaginei ser o tal do Dragão. Olhos verdes e grandes, dentes cinzentos que aparentemente eram maiores que meu braço. Acho que involuntariamente eu me inclinaria pra averiguar. Queria ver tudo. Ter certeza do que era. E então...

— Você é mesmo um Dragão? — Indaguei, falando pausadamente como que ainda tomado pela curiosidade. Minhas mãos, um pouco inquietas, fizeram menção de tentar tocar-lhe o focinho. Não avançaria sem sua permissão, portanto, minha mão direita foi na frente, devagar e destemida.

Durante todo o feito, meus olhos manteriam o contato com a imensidão verde dos olhos da criatura. Esqueci completamente dos meus companheiros no recuo, bem como esqueci da chuva também. Naquele momento talvez nem mesmo os trovões pudessem me acordar da sensação que era estar diante daquele bicho. Em comparação a mim, ele parecia tão grande que eu me sentia até engraçado, não sei explicar. Sabe quando você pensa que é alguma coisa e, de repente, você vê algo que faz você imaginar que não passa de uma formiguinha? Eu não sei como chamar esse sentimento, mas eu me sentia assim. Talvez por isso a curiosidade de conhecer melhor aquela criatura. Ela me entenderia? Ela faria contato comigo?

Eu confiava na minha intuição. Sabendo que nenhuma sensação ruim me foi passada, então só restava a pergunta; o que aquela criatura haveria de querer comigo? Meu desejo era descobrir isso tentando interagir com ele. Para o caso de não conseguir, ou de assustá-lo de alguma forma, tentaria passar-lhe confiança. Eu me lembro que na Floresta toda vez que eu encontrava com algum animal eu tentava fazer amizade com ele. Se fosse preciso interceder entre a criatura e o grupo, eu o faria. Ainda não sei como, talvez chamando atenção deles - o grupo - para que não avançassem ainda, ou o mesmo para a criatura...

Obs:
Dale tio serpico! Tive um pequeno infarto nessa narração mas, a intenção era essa mesmo. Emoção.

Bom, o fato é que agora estarei usufruindo de uma habilidade que nunca usei antes, faz parte da Retribuição. É o Contato, onde através do contato físico o Sean tem acesso a flash's de memórias onde ele vê e ouve o que se passou nas memórias do alvo. Porém, nesse nível as memórias são aleatórias e você escolhe quais ele vai ter acesso por um curto período de tempo (Esse turno). A ideia é usar a habilidade caso o Dragão permita haver algum tipo de contato. Caso contrário, o Sean não vai forçar nada.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Ter Abr 19, 2016 1:55 am

Continuou ao lado do rapaz escutando em silêncio, mesmo quieto sempre demonstrava que permanecia ao seu lado. Tinha suas dúvidas se Shane era um lugar real, mas sabia que provavelmente era tão real como sua Lodoss, se fosse um dia iria tentar encontra-lá.

Então o silêncio se tornou incomum, já se preparava para sacudir Sagno mas logo voltou a ouvir sua voz. Em certo momento girou o rosto para olhar para o mar se sentindo finalmente um pouco de tristeza pelo rapaz, será que fora o certo impedir o rapaz de se entregar a morte ou estava preocupado que Sagno iria passar pelo mesmo processo que o homúnculo havia passado. Para ele era complicado definir a razão mas naquele momento queria escolher a vida.

Por um breve momento ele não tinha certeza que havia escutado com clareza, mas não tinha como mentir para ele mesmo, de fato tinha dúvida que fosse o tal objeto mas ali estava ele com uma vítima de um triângulo de Ouro. Com tudo que havia sentido e passado começava a ter certeza aquela ilha detinha uma das peças do trianguli.

Observou as lágrimas do rapaz e não tinha muita certeza do que deveria falar mas comentou para ele com convicção enquanto o mesmo chorava.

- Mas isso não quer dizer que deveria ter tentado... Um dia todos nós morrermos. Não se trata de quem vive e de quem morre. Trata-se de como nos vivemos. Trata-se de como vivemos. Trata-se de como nos morremos.- Olhou para Sagno, olhou para suas lágrimas e tentou mover sua mão para o cabeça do rapaz semelhante ao gesto de afagar a um animalzinho qualquer. - Você pode chorar e lamentar pelo seus companheiros, eu nem isso possuo. - Zombou um pouco de sua propiá situação. Não se sabia se ele comentou pela falta de companheiros ou de sua capacidade em chorar. Então escutou algo.

Se virou a tempo de olhar para o animal, era semelhante a um gato e estava espreitando a alguns metros. Ele sentiu uma carga elétrica em sua espinha insistindo para correr, mas a suprimiu respirando pesadamente, não tinha nenhuma maneira em combate um animal tão ágil sem sofrer ferimentos perigosos. - Sagno. É uma pantera. Você tem um ultimo pedido? - Ergueu a mão até onde era o rosto do rapaz. Propositalmente deixou os dedos bem longe dos dentes do rapaz, apenas para que ele entende-se o recado. -  Se você quiser desistir da vida morda minha mão. - Nem mesmo se virou para explicar a situação, estava de olhos bem abertos observando o animal. Em um espaço de tempo de três respirações se moveu.

Para Ball El Raizel entedia que; como acontece com todas as coisas verdadeiramente selvagens. Há que se tomar cuidado ao aborda-las. Agir furtivamente é inútil, os seres impetuosas reconhecem pelo que ela é: uma mentira e uma armadilha.

Seguiu para a esquerda observando a criatura de imediato soltou um chiado animalescos semelhante a um gato doméstico, na tentativa de atrair a atenção da criatura para ele. Não podia deixar ela se aproximar de Sagno, iria até mesmo arranjar algumas pedras para lançar caso sua tentativa inicial se mostra-se ineficaz.

Então iria correr, usaria sua agilidade e destreza para usar as árvores e o terreno para chegar até a praia, caso consegui-se iria lançar a areia molhada como um projetil contra os olhos da criatura tentando deixa-la confusa, então a contornaria e tentaria saltar em suas costas e doma-la como uma montaria, caso não fosse possível iria apenas tentar afastar a pantera da localização de Sagno.

Caso fosse impossível chegar ate a praia ao correr buscaria alguma árvore que fosse simples de subir e assim faria. Estaria se preparando para combater a criatura, assim que ela pulasse para subir na arvore saltaria em sua direção tentando ativa sua habilidade contra a mesma em direção ao chão.

Habilidade:



Nome: Retribuição dos criadores.
Nível: 1
Descrição: É uma habilidade inata criada pelos seus criadores, sendo assim Ball, não tem conhecimento sobre como controlar este poder inicialmente, porém esta tem um gatilho: Balltier não pode dar o primeiro golpe em uma luta, caso o mesmo golpeie o adversário a habilidade é anulada, no entanto golpes indiretos não contam. Ao receber um golpe com intenção de prejudicar o corpo ou a mente do Homúnculo, um contra ataque energizado é realizado utilizando a energia de Ball e o dano recebido. A energia segue em forma de onda seguindo contra a direção do responsável pelo ataque.Mesmo que Balltier, não sinta o golpe ou até mesmo não veja de onde o ataque surgiu o ataque se movimenta como uma entidade contra o agressor.
Efeitos: Devolve 40% do dano recebido  + energia utilizada.
Custos: 22% de energia.
Duração: Instantâneo.
Tempo de Conjuração: Imediato
Alcance: 20 metros
Área de Efeito: Pessoal.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Qua Abr 20, 2016 1:14 am

Fiz o que sabia com minha experiência, mas nada aconteceu. Inútil?! Não necessariamente, pois podia ser tirado alguns detalhes daquilo, mas acho que ficara óbvio instantes depois. Inteligência, força e todas as características que os bardos contavam nas histórias. Todas... só que com mais sentimento, adrenalina, mas eu não sentia medo, mas sim uma estranha curiosidade. Curiosidade que carrego desde o começo da ex carreira de soldado.

Aquele não era um animal puramente instintivo. Acho qu tinha sim uma mente, embora fosse difícil de dizer naquele momento, pois o bicho era simplesmente incrível. Tão rápido com um tamanho que dava fácil dez de mim e força que nem ousaria enfrentar sem algum instrumento muito forte em mãos.

Sean saiu da pequena caverna pensando que era só um animal querendo brincar. Quando vi, eu já havia jogado a pedra e ele já estava fora... Levei a mão a cabeça e o dragão apareceu de repente de cima... Foi o que pude ver de dentro da caverna. Estava com a cara virada para Sean e parecia que atacaria, mas não escutei nenhum grito nem rosnar do dragão e senti uma calma incomum. Digo... Me sentia pior com Vax do meu lado do que com uma possível ameaça do bicho.

Ouvi Mic pedindo para usar a espada novamente. Senti o coração batendo forte e disse – Não vai usar “poha” nenhuma! – Sei somente que não controlei um murro em direção a cara do pintor. Não sei se foi forte, mas sei que mirei o queixo do desgraçado. Mataria mais um do grupo por causa de um medinho escroto?! Sabia que o Sean era “meio” impulsivo, mas a cabeça do menino talvez tivesse pensado em alguma coisa... Eu quis acreditar nele, pois sabia que ele tinha um grande potencial e talvez momentos como aquele fossem bons para fazer algo acordar nele. Um voto de confiança?! Talvez sim.

Tentei pegar a merda da espada seja com quem estivesse e esperei. Olhei fixamente para aquela estranha interação dos dois, enquanto isso me colocava em posição de corrida. Eu sabia que os dois estavam tão pertos que talvez à vista do dragão fosse como se estivessem colados. Sim seria difícil, mas se eu percebesse algum sinal de ataque antes que o dragão fosse atacar... Algum eriçar de escamas, alguma angulação nas patas traseiras sinalizando que iriam para frente. Se o pior acontecesse, eu me transformaria em um guepardo e correria para tirar Sean da linha de ataque, me desviando da cauda que eu sabia que estava mirando o grupo.

Eu sabia que era arriscado, mas não permitiria usar aquilo novamente em uma situação parecida... muito menos com Sean perto do alvo. Eu já sentia meus olhos se transformando devagar por mais que eu estivesse me controlando para não me transformar. Talvez a adrenalina estivesse muito forte, Sentia as garras crescerem e a sola dos pés se transformando em coxins adaptados a alta velocidade que eu estava para me submeter.

Falhar naquela situação não significaria morte. Seria algo que eu não fazia ideia. Algo que eu não queria que mais um amigo passasse e logicamente que eu também não.




> Off : http://www.lodossrpg.com/t396-h-e-ho finalmente vou usar essa He hushauhsuhasu <
Habilidade 2: Transformação
Spoiler:

Nome: Transformação

Nível: 2

Descrição: Essa é uma habilidade celular e mágica, herdada por Ho de seus pais biológicos.
Essa He, possibilita a Ho:
1) Transformar partes do corpo em partes animais proporcionais ao próprio corpo e transformar completamente em alguns animais, desde que respeite seu tamanho e massa corporal, usufruindo das características, por exemplo habilidade de se locomover em árvores, se se transformar em um macaco. Além de poder se comunicar com animais pertencentes à espécie na qual se transforma.

2) Se transformar em outras raças, além de imitar seres já existentes, podendo imitar timbre de voz do alvo. Porém não capaz de usufruir dos atributos natos das raças, nem do ser imitado.

3) Transformar partes, ou o corpo inteiro no elemento fogo, assim usufruindo das características do elemento.

Resumindo, Ho é capaz de especificar, diferenciar e multiplicar suas células, assim, sendo capaz de transformar as partes do seu corpo, a fim de assumirem características animalescas e de outras raças. Além da parte exclusivamente celular, há uma interação mágica, a qual possibilita a Ho, falar com os animais quando transformado, imitar voz, transformar o corpo ou partes dele, fazer com que suas roupas, armaduras e armas sumam ou sejam aproveitadas quando a He está ativa.

A efeito da atuação representa características interpretativas, como as características dos animais e relação aos atributos a habilidade não dá ao usuário qualquer tipo de bônus/ buff, mas sim consiste em uma realocação dos atributos intrínsecos ao personagem, por exemplo, se a transformação se basear em um animal de velocidade, os atributos para aquela transformação será de B para agilidade e D para os restantes , em vez do original que é B para força e D para os outros. de mesma maneira; se a transformação se basear em um animal de resistência, a transformação terá B em vigor e D para os demais e assim sucessivamente.
Assim a disposição dos atributos estarão sempre suscetíveis a mudanças, com o evoluir ou retroceder (ninguém sabe heuhe).

Custos:
Para transformar partes do corpo em partes animalescas: 5% a 10% (dependendo do tamanho do membro).
Para transformar parte do corpo em  fogo: 5% na proporção de um dedo à 30% na proporção de um braço; 60% corpo inteiro.
Para transformar-se completamente: 20%.
Para transformar-se em outra raça ou imitar algum ser já existente 25%.
7%/turno para manter qualquer transformação.
Duração: Sustentável
Tempo de Conjuração: Instantânea
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[/quote]

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Qui Abr 21, 2016 2:22 am

Me levantei após ouvir falarem sobre um possível dragão que estava lá fora, sacudi alguma poeira das roupas que estava usando e observei que o pequeno Sean já tinha saído de vista para ver a criatura que se encontrava lá fora.
Decidi o seguir e ver o que o pequeno faria. Sean parecia ser bem bravo para a sua aparência e idade ou talvez fosse curiosidade, afinal se for mesmo um dragão...

_Dizem que dragões são criaturas muito territoriais. Será que estamos em seu território? Mesmo não conhecendo a geografia desse mundo, não creio que seja dragão e sim um wyvern..._

Falei em um tom para que todos ali pudessem ouvir e segui para fora e ver se realmente era um dragão, e me deparo com Sean e o dragão se encarando. Fiquei paralisado ao ver o tamanho da criatura, era ao mesmo tempo majestoso e enorme.

Procurei observar o dragão para analisar se seria um dragão jovem, adulto ou ancião...
Queria falar para Sean voltar, mas a minha voz não saia... talvez um reflexo de medo da criatura atacar o pequeno, então decidi que se o dragão fosse atacar o pequeno Sean, eu iria dar um jeito de salva-lo, caso contrario ficaria ali apenas observando e mentalmente me perguntando, qual a razão da criatura estar ali... estaríamos em seu território? Um dragão jovem procurando novas terras e tesouros?
Por enquanto fiquei apenas observando os dois e deixando um Flame-rá como ação preparada...

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Dom Abr 24, 2016 10:22 am

Sua concentração em buscar respostas e no dialogo com Mic, Aurelio e Sollrac mantiveram Bones entretido o suficiente para não perceber o que o pobre garoto morto e o grandalhão afoito estavam se dirigindo a morte certa, mas pelo menos sua parte havia feito ao ter avisado o grupo sobre o que rondava a caverna.


Existem cinco dragões nessa região. E os cinco são inteligentes e sábios.— Talvez..


_Dizem que dragões são criaturas muito territoriais. Será que estamos em seu território? Mesmo não conhecendo a geografia desse mundo, não creio que seja dragão e sim um wyvern...


- Justamente por isso questionei, Wyvern são bestas com baixo intelecto... Comparar um Wyvern com um Dragão é o mesmo que comparar um cachorro com um humano...

Enquanto falava olhou para entrada e pode finalmente perceber a situação que o garoto havia se colocado, estando cara a cara, literalmente, com aquela besta. Mic começou a fazer gestos para aquela espada, poderia novamente usa-la para atacar aquela criatura, mas seu pensamento ia um pouco mais longe do que simplesmente se entregar ao medo e instinto, atacando sem pensar. Não deixou Ho pegar a espada, pois a arma realmente era poderosa, então por precaução, queria mante-la num lugar onde sabia que não causaria nenhum mal, ou seja, consigo mesmo.

- Preciso meditar pra recuperar as forças, não façam nenhuma besteira enquanto isso, ele ainda não atacou a gente!

E com o aviso "fechou os olhos" e se desligou momentaneamente do mundo, procurando se concentrar na situação e meditar sobre as possibilidades em sua tempestade mental. Possuía uma noção precisa sobre seu próprio corpo, principalmente suas energias, então sabia que se a arma fosse usada com suas energias atuais, ou ela não seria usada ou golpearia com um ataque muito mais reduzido uma vez que pelas suas conclusões o poder do golpe era proporcional a energia gasta. Então momentaneamente a espada estava fora de questão.

O garoto ainda não havia revelado nenhuma habilidade e pelo que viu antes de começar a meditar, parecia estar tentando interagir com a criatura. Talvez alguma habilidade? Empatia? Ou simplesmente uma inocência suicida? Logo saberia.

Ho estava afoito, era mais impulsivo, chegou a golpear o próprio aliado apenas por sugerir o uso da espada. Esta certo que a ultima vez que foi usada acabou por fazer desaparecer ambos, aliado e inimigo, mas agir sem pensar poderia ser ainda mais desastroso e um golpe dela no local errado poderia acabar por causar estragos ou mesmo eliminar todo o grupo.

Se os relatos e historias que havia ouvido estivessem precisos, sendo aquela criatura realmente um dragão, ela teria uma afinidade elemental e uma fraqueza ligada ao elemento oposto, geralmente podendo descobrir a afinidade de acordo com coloração e tipo de bafo, mas a situação com pouca iluminação e chuva não dava para ter certeza se realmente era um dragão negro e descobrir o tipo de bafo seria algo tarde de mais...

Spoiler:
[off: Essa tempestade mental que citei é Brain Storm, deixar a mente vazia e vir varias ideias uma atras da outra em vez de pensar num discurso certinho e definido, é bom pra agilizar o pensamento e ter ideias criativas...]

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Abr 27, 2016 11:24 pm

17. Um segundo de memórias

Aquilo tudo poderia ser chamado de instinto. É o que eu gosto de pensar. Instinto. É.  

Ou mal entendido. Mas é que instinto soa mais macro. Então foi o que aconteceu, uma rodada de instinto.                

Mic não me interessava nenhum um pouco, por isso acho, do fundo da minha mente, que ele mereceu o punho de Ho. Foi uma represália dura, fez o pintor se afastar involuntariamente, com a boca torta, primeiro atordoado e depois assustado. Ficou quieto e recostado pra não cair, lá no recuo, onde Aurélio estivera.  

Aurélio, desta vez, não se afastou do perigo como antes. Ficou parado, parte da paisagem. Mas na verdade observava atentamente, pois algo não estava certo na cena.  

Observava do mesmo modo que Sollrac, que concluiu o mesmo que qualquer outro ali que tenha algum conhecimento draconiano: aquele era um dragão jovem. Grande, mas nem na metade do tamanho que um dia pode alcançar. Atlético e saudável, com poucos flagelos no corpo, vulgo cicatrizes, garras trincadas, rasgos no tecido das asas. Nada.

Bones não deixou Ho pegar a espada, e Ho se aprontou para o pior. Assim como Sollrac, energia se concentrando num disparo, se necessário.  

Claro que tudo isso aconteceu exatamente ao mesmo tempo que Sean tocou o dragão. E foi assim:

Os olhos verdes miraram a boca de Sean, lendo as palavras. Depois estudaram o movimento. Subiu uma nova respiração, dando coceiras no nariz do ex-possuído, que nem sentiu. Água da chuva pingava na cara do dragão que pingava por tabela na cara de Sean, que nem ligava. Olhos nos olhos agora. O dragão não se moveu.  

Sean sim. Continuou... e tocou o bicho.  

Houve um contato mental, mas não exatamente porque o dragão deixou. Ele meio que não esperava por algo assim. Esperava por algo, tanto que se deixou tocar. Mas não assim, não uma invasão espontânea. Acabou vazando memórias, sem querer querendo. Isso teve aspectos positivos e negativos no que veio a seguir.  

Positivo: Sean viu a terra, viu o céu, entendeu que voava pelo céu da noite recente, as asas rasgando as nuvens carregadas quando já chovia pesado, então viu a cidade arruinada repleta de neblina, neblina mesmo na chuva, silenciosa, apenas o dragão fazendo barulho naquela imensidão solitária, fazendo barulho pois estava com pressa, precisava voar rápido, não sabia quanto tempo ela tinha, só sabia que tinha de aproveitar o momento, aproveitar o rastro, ainda que fraco, pois o Filho estava em algum lugar que bloqueava o rastro, assinatura, presença, certamente na Redoma, mas ainda assim dava pra sentir, um pouco, bastava voar naquela direção, então o Filho saiu, deixou a Redoma, e agora é fácil de rastrear, de modo que Sean viu a terra, viu o céu, entendeu que voava pelo céu da noite recente, as asas rasgando as nuvens carregadas quando já chovia pesado. Tinha de ser rápido, pois não sabia quanto tempo ela tinha. Era o que ela queria. Ela, que agora apareceu numa imagem tocando o dragão quase como Sean fez, no espaço de um segundo. O último flash foi os olhos púrpuras, cópias dos de Sean. Os olhos dela. Encarando o dragão que se chamava Cyrus e pertencia à ela, mas por pouco tempo, pois ela estava partindo, ela estava desaparecendo e precisava de ajuda. E fim.  

Negativo: Cyrus se assustou, sua cabeça se afastou bruscamente, como se tivesse sido atingido, quase que perdendo o equilíbrio, as asas se abrindo involuntariamente e seus músculos se retesando e seus dentes dando passagem para um resmungo grave que qualquer um poderia interpretar como hostilidade. E fim.  

Não, espera.  

As asas — naquele movimento automático, coisa de instinto, o dragão talvez querendo se afastar de Sean — deram uma batida forte, um golpe no ar que atingiu Sean, lhe jogando pra trás. Sean não se machucou pra valer com aquilo. Mas pareceu que o pior viria a seguir.  

Por isso Ho correu, sua vez de ter instinto.  

Por isso Sollrac preparou seu Flame-rá. Estava engatilhado e na mira. O instinto dizia que devia disparar sem dó. E foi o que fez, distraindo o dragão de uma provável reação contra Ho.  

Foi rápido, foi assim:  

No momento que o dragão se afastou do toque do Sean, seja lá o que foi aquilo, Ho já estava completamente transformado. A distância não era das grandes, então vencer os metros foi fácil, e o dragão foi perceber o guepardo só quando este já tinha mordido a roupa de Sean e saltado pra longe dum golpe de garra — a reação instantânea do dragão, que tentou acertar Ho ou Sean, ou os dois.  

Parênteses: Sean tinha certeza que aquele golpe não era pra ele, o Filho.  

O dragão se moveu, acompanhando, uma segunda garra preparada para perseguir Ho e Sean, quando a rajada de fogo estourou no seu pescoço, o suficiente para dissuadir o dragão de perseguir Ho.  

Então: instinto.  

O dragão se virou imediatamente. Ainda que o fogo de Sollrac não tenha deixado uma aparência danosa, o dragão tinha, enfim, ganho um flagelo em sua vida jovem. Resmungou outro rugido, esse um pouco diferente de quando se afastou de Sean, um rugido realmente hostil, que foi interrompido pela tomada de fôlego... Sua cauda serpenteou perigosamente perto do guepardo, que saltou pra mais longe, ainda com Sean seguro. O dragão estava de costas para os dois. Seu foco agora era aquele do grupo que tinha um pouco de draconiano no sangue. Queria a desforra.  

E Bones agora sabia: a cor do bafo era laranja. Sabia porque a bocarra da besta vazou a cor. Além disso, as narinas sopraram fumaça. E quando o bicho abriu a boca, foi possível ver a garganta inflamando com todo aquele fôlego que ele puxou ainda agora.  

Daí o ar começou a queimar, bem na direção de Sollrac. Porém com fortes chances de arrebatar Aurélio e Bones num único golpe de área, e com alguma chance de também atingir Miclangelo, o mais recuado.            

***

Balltier ofereceu uma alternativa... Sagno ou não entendeu ou não queria desistir da vida... ainda. Então não mordeu a mão do homúnculo, e também não pareceu muito preocupado com o alarme, sobre ter uma pantera ali.  

— Um último pedido? — Num puxão, ele quebrou o cordão do colar. — Sim... consigo pensar em algo...  

E a pantera só de olho — duas gemas amarelas atentas, que só ficavam evidentes quando brilhava um relâmpago.  

Sorte, aquela frequência de luzes nas nuvens. Caso contrário, a pantera seria apenas um vulto danado de furtivo.  

Balltier arriscou um movimento. E aquele animal deveria ser jovem, do tipo que se atrai cegamente por uma presa que ofereça desafio. A pantera simplesmente poderia cair sobre Sagno, o desprotegido. Mas resolveu logo de cara perseguir Balltier, ter o prazer da caça. Se tudo desse certo, depois ela podia simplesmente voltar pra ver Sagno...

Era noite e chovia. Pérola tinha de tudo pra ser uma ilha tropical. E, até agora, só havia um animal. Aquele.  

Nos calcanhares de Balltier. Perseguição.  

Balltier correndo, se livrando das árvores e raízes e arbustos, tudo em ziguezague veloz, a pantera por perto, esperando o momento de pular nas costas do homúnculo, momento que nunca chegava. Mas ela era paciente.  

Praia. Os pés de Balltier afundando, a corrida perdendo velocidade, foi se virar e não conseguiu pois a pantera já estava sobre suas costas, pesada. Caninos perfuraram seu ombro esquerdo. Instantaneamente o animal foi afastado, como que atingido no ar, caiu, rolando. Balltier pegou areia, jogou, acertou, a pantera remexeu a cabeça, remexeu o bigode, atordoada com o dano de ainda agora. Deu brecha para o avanço de Balltier que, destemido, se engajou com a fera, tentando domá-la na força. Difícil, mas a pantera já não estava no seu melhor, então apenas se remexeu, rugiu e logo Balltier estava completamente sobre o animal.

No alto de uma de suas pernas traseiras, havia uma tira de aço frio em que, quando brilhou um relâmpago, Balltier leu "LUZ" esculpido em baixo relevo.

A areia estava fria e pegajosa. As ondas quebravam ali perto, trazendo mais destroços do Morsa. Ventava ocasionalmente. E a pantera esperava o momento certo enquanto lutava. O momento que Balltier cometeria um erro ou ficaria cansado de medir forças.  
                                                                                                             
Spoiler:
Balltier: -22% de energia pela Retribuição. -18% de vida pela mordida no ombro.

Ho: -20% de energia pela transformação.

Sollrac: -14% de energia pelo Flame-rá.

Bones e Sollrac: a rajada está pra acontecer, já à caminho. Vocês tem uma ação, antes que o fogo de fato cresça até onde estão. O dragão está à míseros 12 metros de vocês (Sean e Ho à 16 metros).  

Ho e Sean: Ou seja, vocês estão à 4 metros do dragão.


Spoiler:
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qui Abr 28, 2016 4:07 pm

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Eu realmente não sabia o que ia acontecer. Na minha mente eu só tive a impressão de que deveria fazer isso. Eu precisava tocá-lo... simples assim.

Não precisei de resposta. Por mais que seus grandes olhos verdes refletissem a mesma curiosidade que os meus, nosso contato se estabeleceu de outro jeito. Assim que toquei seu focinho com a palma da minha mão, tive a impressão de ser absorvido pela mente do dragão. Fechei os meus olhos, instintivamente, e senti como se estivesse num sonho do próprio Dragão.

— Cyrus... — Murmurei, involuntariamente. Deixei-me guiar por aquele sonho. Eu vi o céu, vi a terra, acho até que senti o vento e a chuva tocando minha pele, apesar de quase nem sentir. Eu estava tão endurecido, como se estivesse mais pesado e com uma armadura, não sei dizer. Tinha comigo também a estranha sensação de desespero. Estava aflito. Precisava fazer algo pra ela, estava atrás de alguém. Incrível como eu tinha a impressão de que esse alguém era eu? Não sei o motivo. Sei apenas que em determinado momento, comecei a ver as coisas turvas, senti como se estivesse pra acordar. Meu peito acelerou, eu estava ficando ainda mais aflito, não queria acordar agora, não! Eu sei que havia alguma coisa muito importante lá, algo que eu precisava ver, por favor...

E quase como uma prece, atendida por sabe-se-lá o quê ou quem, eu pude ver. Quase num último suspiro antes de abrir os olhos, de sair do fundo da água e respirar de novo, eu vi os seus olhos. Iguaizinhos aos meus. Era ela. Mas QUEM era ela? A aflição foi tamanha que quando voltei em mim, deparei-me com as asas do dragão me empurrando pra longe. Não senti perigo, não senti ameaça, muito menos raiva. Era como se eu estivesse preso naquela memória, como era mesmo a palavra? Sei que já ouvi uma vez. SIM! Era atônito! Eu estava atônito, olhar divagando naquela memória enquanto as coisas aconteciam ao redor. Uma agitação, não sei dizer. Dei-me por mim quando um animal(?) puxava-me pelo macacão, correndo comigo e escapando das investidas daquela serpente de escamas - vulgo cauda do dragão -. Mas por que estamos fugindo? Ele não quer me fazer mal. Ele só está aqui por minha causa, ele veio me buscar não veio? Não veio, Ifrit? Era ela não é? Eu não...

— Eu nã-..não quero fugir... — Murmurei, meio atordoado. Um turbilhão de coisas passavam pela minha cabeça e eu não conseguia entender o motivo. Eu estava assustado, eu estava aflito, estava curioso também, mas acima de tudo? Eu estava com medo. De repente me vi como anos atrás, me vi com medo, me vi perdido e sozinho, sonhando com quando eu encontraria meus pais novamente. E agora? Agora eu não sei porque sentia que a única coisa que me separa de encontrar um deles é justamente esse medo. Ifrit não estava comigo. Eu estava sozinho, no escuro, eu pude sentir as lágrimas escorrendo do meu rosto mais uma vez.

— Me solta! Eu preciso voltar, ele veio aqui pra me buscar! — Transbordei. Relutei em tentar livrar-me das garras do animal, sem saber exatamente quem era, só queria estar livre dele e voltar pra perto do Dragão. — Ele não vai me fazer mal, foi ela que o enviou! Você precisa acreditar em mim! Eu não quero ficar sozinho de novo! — Um grito de desespero na escuridão. Minha mente divagou, distante, suplicando por ajuda.

As coisas ficaram turvas de novo, eu senti meu corpo estranho como se fosse uma vela quase apagando no sopro do vento. No entanto, lá, muito longe, eu pude sentir. Era esquisito, foi como se eu estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, mas não era exatamente eu. Era ele. Uma outra vela, também fraquejando como eu. Mas a sua chama me aquecia, mesmo tão longe. Sua presença foi o suficiente..

— Você nunca está sozinho, pequeno corvo. — Foi mais uma frase que eu formei na minha própria memória do que acontecendo de fato. Mas era ele. O único que esteve comigo, mesmo no escuro.

O vento parou. A aflição parou por um instante, eu ainda estava ofegante, lágrimas descendo, mas de repente senti como se soubesse o que fazer. Estava na hora. Livrar-me das garras do animal tentando empurrá-lo ou dando alguns chutes, não sei qual seria mais eficaz, contanto que me largasse. Em seguida, relaxaria meu corpo inteiro. Em meus pensamentos eu só conseguia ver os olhos dela, desejava encontrá-la, e pra isso eu precisava do dragão. Então, se eu estava mesmo certo do que estava fazendo e então conseguisse levitar o suficiente;

— CYRUS! — Gritaria, tentando por sua atenção. Eu não estava com medo, não temia ser atingido mesmo por suas ações de reflexo ou instinto. Eu só queria que numa troca de olhares fosse possível passar pra ele o meu desejo de ver aquela mulher. Que ele me levasse até ela. De alguma forma acreditei que o contato anterior fosse capaz de nos aproximar a ponto dele entender o que eu estava querendo dizer com aquilo. Faria o possível pra me distanciar do grupo numa possível levitação, poupando-os de ter que entrar num verdadeiro combate com o dragão, além de facilitar as coisas caso ele realmente resolvesse me levar embora.

Obs:
Post de fortes emoções. Sei que foi um pouco apelativo colocar tanta emoção mas, sendo meu personagem uma criança, achei digno.

Explicando alguns pontos; a ideia do Sean ter esse breve contato com o Ifrit foi baseada nos efeitos/origem da habilidade Retribuição. Como ele passou a acreditar no Ifrit como um protetor, então isso fortalece o laço entre eles. Quero dizer então que, sob efeito colateral de uma quase transformação - pelas fortes emoções e pelo laço fortalecido - houve a possibilidade(?) dele estabelecer contato com o Ifrit do outro lado(estou considerando que o Ifrit ficou no corpo do Sean no mundo dos vivos e só a mente e parte da alma do Sean respectivamente vieram pra campanha). Então é como se tivesse uma parte dele viva lá (Ifrit) e uma parte aqui(Sean). Os dois fizeram contato agora e foi por meio disso que ele conseguiu a intuição do poder de Levitação que ele tbm nunca tinha usado até agora.

A ideia de levitar e tomar distância do grupo é pra chamar atenção do dragão e talvez quem sabe dar brecha pra ele me pegar e levar pra outro lugar, considerando que provavelmente ele veio só pra me buscar(?). É o que o Sean acredita.

Para o caso de necessidade, a parte da habilidade (Reflexos Aguçados) ainda pode ser ativada caso venha algum golpe que realmente ofereça perigo tipo uma rabada sem intenção ou coisa do tipo, e aí eu já vou sacrificando PE pra tentar desviar se for preciso. Deus no comando.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Qui Abr 28, 2016 8:31 pm

Diversas era as hipoteses e probabilidades em sua mente naquele instante, cenários e mais cenários se formando e desaparecendo, cada um revelando uma alternativa e desfecho diferente, uns mais agradáveis e outros com consequências muito desconfortaveis e dolorosas.

Assim estava meditando, ou melhor, tentando meditar, pois novamente fora interrompido de forma brusca e indesejada, a situação ao seu redor parecia ter ido para um viés que ja havia alertado e mesmo assim insistiram em agir como animais amedrontados, atacando primeiro e pensando depois, o que lhe dava certo orgulho por não ser mais humano...

- Mas que droga!!! Não conseguem ficar um instante sem arrumar briga !?!? Num é atoa que todos estamos mortos!!!

Levantava-se esbravejando, pois havia sido tirado de seu transe por conta do barulho do golpe, da forte rajada de vento e o rugido da criatura. Não precisava nem mais imaginar, sabia que a situação havia seguido pelo pior rumo e teriam agora um desafio imenso, pois por mais que fosse jovem o dragão, ainda assim era UM DRAGÃO!

Pelo que podia perceber, deveria ter sido aquele seu companheiro de dentro da caverna que atacou a criatura enquanto que Ho não estava presente mas sim uma criatura junto ao garoto, seria ele o grandalhão? Por falar no garoto, ele estava gritando, tentando chamar a atenção da criatura, talvez tivesse rolado um certo clima entre eles naquela troca de olhares, pelo menos pela parte do garoto, pois a criatura parecia pronta para atacar seu companheiro dali de dentro da caverna, inclusive Aurelio e ele próprio!

- Se meche Aurelio!!!

Gritou ele procurando puxa-lo pelo braço e correr em uma direção contraria a do seu companheiro encrenqueiro, se preparando para pular assim que o bafo estivesse chegando, puxando Aurelio consigo e rezando para que o dragão não goste de ossos bem passados...

- Morte, minha Deusa, por favor, torrado não! Eu ja to morto lembra??? Num precisa torturar... Tenho sido um esqueleto neutro, não tenho feito exércitos ou tentado raptar donzelas...

Ate passou em relance a ideia de usar algum dos itens dos quais havia pego na caixa, mas naquele instante não havia chance para erro, precisaria ser preciso e rápido para não ser pego pelo ataque dele. Com seus poucos conhecimentos sobre algo tão especifico, mas bastante nas artes das trevas, pela cor das escamas negras e laranja em sua bocarra, provavelmente ele era um filhote de dragão negro e seu elemento esta ligado a " trevas, decomposição, desintegração", podendo ser um jato de ácido ou algo parecido, mas seja como fosse, o que fosse atingido por ele iria ser corroído lenta e dolorosamente...

Spoiler:
OFF: curiosidade, como são as divindades no sistema? é que na minha concepção, mesmo que num existam, o Bones costuma "rezar pra Morte" como padroeira dele hehehe se existir é ate melhor, pq objetivo de longo prazo dele é trabalhar diretamente pra ela (como um ceifador) ou ate mesmo ocupar o cargo xD
Num to afim de testar os itens no sufoco não, vou tentar salvar o Aurelio e pular quando o dragao for golpear, pra longe do Sollrak... carinha encrenqueiro ¬¬  hehehe

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Sex Abr 29, 2016 12:43 am

Reparou na tira de aço na perna do animal e forçou seu peso sobre ele. - Veitie?- Comentou para o animal, dali de onde estava não esperava ver ou perceber alguma reação mas estava juntando as peças, de fato gostou da possibilidade; não de ser a presa mas de ser algo em que eles realmente estavam caçando, pois tudo que era caça tinha valor...

De súbito lembrou dos nomes *O filho da tempestade*, * Luz* eram similares, mas estava apenas supondo ser o clã no entanto se de fato era o clã, Sagno poderia ser salvo, ele esperava e mesmo no escuro de perspectiva queria acreditar nessa possilidade.

Entao com as mãos no torso do animal deslizou para o flanco, podia sentir, queria sentir o pelo e a respiração da pantera, mas não demorou muito tempo até deslizar até o pescoço, mais uma vez tentou pronunciar o nome  do clã da maneira que o predador havia falado, uma coisa complicada de fazer considerando o local, mas o homunculo forçava o som bem próximo das orelhas do animal.-  Veitie, xiiii, veitie - Tentou acalmar o animal. Então lentamente levou a mão esquerda até a cabeça do animal afagando, logo em seguida dizendo - Veitie -

Então apenas quando sentise que o animal havia parado de se debater ou ao tempo de cinco respirações que lentamente iria solta-lo, todavia não era todo seu movimento ele havia virado posicionado o animal em direção das ondas, neste mesmo momento se preparava, moldava sua energia em prol da retribuição estava se preparando para lançar a pantera em caso de um ataque em direção das ondas.

O homunculo simplesmente recuou com as mãos posicionadas para defender o pescoço, ele mal sabia o que tinha tentando mas se o palpite estivesse correto, deveria voltar a Sagno o mais rápido possível e assim o Faria.

Após isso tentaria voltar a Sagno e dizer o breve resumo de tudo. Pelo momento tentaria ignorar sua propias feridas para ouvir Sagno,então começaria a falar lentamente. - Os Veitie estão atrás de mim. Me deram o nome de filho da tempestade. Talvez estejam me caçando. -  Respirou fundo e cutucou a ferida do homem para ele permanecer acordado. -Desculpa... Diga exatamente isso:  Sou um teste dado pela tempestade, salvem-me ou jamais irão ter sucesso em sua busca. - Olhou seriamente para o homem e falou sinceramente. - Você aqui vai morrer, mas eu estou tentando antecipar  uma ínfima centelha de esperança, eles podem nunca aparecer. - Parou de falar e seguiu em direção contraria ao da pantera tinha aparecido inicialmente, ele simplismente tinha despejado as palavras esperando que pelo menos aquilo se cumprisse.

O homunculo agora correria pela praia, olhando nos destroços algo útil, então seguiria.

Spoiler:
srry. tudo tentativa.

Nome: Retribuição dos criadores.
Nível: 1
Descrição: É uma habilidade inata criada pelos seus criadores, sendo assim Ball, não tem conhecimento sobre como controlar este poder inicialmente, porém esta tem um gatilho: Balltier não pode dar o primeiro golpe em uma luta, caso o mesmo golpeie o adversário a habilidade é anulada, no entanto golpes indiretos não contam. Ao receber um golpe com intenção de prejudicar o corpo ou a mente do Homúnculo, um contra ataque energizado é realizado utilizando a energia de Ball e o dano recebido. A energia segue em forma de onda seguindo contra a direção do responsável pelo ataque.Mesmo que Balltier, não sinta o golpe ou até mesmo não veja de onde o ataque surgiu o ataque se movimenta como uma entidade contra o agressor.
Efeitos: Devolve 40% do dano recebido  + energia utilizada.
Custos: 22% de energia.
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Última edição por Pacificador em Ter Maio 03, 2016 4:26 am, editado 2 vez(es) (Razão : não li direito.)

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Sab Abr 30, 2016 9:36 am

Tá bem... Acho que peguei pesado com aquele soco... Eu poderia ter chamado a atenção de Mic de outra maneira... Sabe, embora eu cortejasse a Sabedoria e a buscasse continuamente, eu ainda não era sábio... logo, cometia muitos erros, mas só pensei nisso quando vi o olhar do pintor ao cambalear para o lado. Talvez eu tivesse reagido daquela maneira por considerar Sean como um amigo... um dos poucos que eu tinha.

Me arrependi naquele instante, mas não tinha tempo, então fechei a cara e fui para cima do ossudo e tentei tirar-lhe a espada, mas não forcei, talvez como resquício do arrependimento que sentia, o deixei de lado sem resposta clara do que ele pensava, pois não tinha expressão; olhei para fora... Meu coração estava batendo rápido. Adrenalina. O que eu precisava era de velocidade e o meu corpo já sabia o que fazer, porém eu tinha de me conter e esperar o momento certo.

Sentia a sola dos meus pés se modificando, a minha cor mudando levemente e pelos crescerem na pele que antes avermelhada, tinha pelos escassos; minha visão se modificava também, então ficava mais fácil notar os sinais que eu buscava para agir.

E os sinais não demoraram a aparecer. Sean sumia a frente daquele ser, o qual estava calmo, mas repentinamente percebi que ele faria o movimento, então pulei já transformado. Lembrei que tudo em um animal daquele porte, poderia significar um grande dano, seja por causa do peso, dos ossos afiados e até mesmo das escamas ásperas, fortes e resistentes... Então redobrei o cuidado. Correr aqueles metros àquela velocidade não foi difícil, mas talvez pela adrenalina e o cuidado que eu colocava em cada passo por causa do animal e do terreno molhado, fizeram que demorasse um tempo particularmente maior que apenas aqueles segundos. Correr com a chuva caindo nos pelos e na face era particularmente espetacular, mas talvez só fosse minha mente se regozijando das novas sensações.

Sean estava caído, corri, esquivando dos desafios, abocanhei-o pela roupa, instintivamente saltei para longe de uma patada que por pouco não nos acertou, corri mais. Sean relutava e tentou se livrar de mim. Obviamente não sabia que eu era, mas ele queria ficar perto do dragão. Correr com ele naquelas condições não era lá tão fácil ou mesmo agradável, então depois de uns metros parei e o soltei, voltando imediatamente à minha forma normal, o segurando pelo braço e disse:
– Sean! Calma! Eu confio em ti, mas não estás sozinho! Vamos tentar resolver juntos! – Eu tinha a consciência de que não estávamos longe do dragão, então me apressei em virar e percebi que o dragão estava virado para o grupo que estava encurralado na caverna, meus olhos se arregalaram, pois ouvira o rugido e sabia que eles estavam em perigo. Não soltei Sean, pois tinha quase certeza que se eu fizesse isso, ele correria para perto do dragão sem nem mesmo pensar duas vezes, negando minha indagação.

Aliás mesmo que eu quisesse, não tinha poder para peitar um dragão. Minha habilidade também não me possibilitava aumentar ou diminuir de tamanho, então eu não poderia nem me comparar a ele, mas havia uma coisa que eu poderia fazer, mas era uma teoria... Lógico que pensei nisso em uma fração de segundos ao ver o ataque iminente do dragão a parte ao grupo. Teoria?! Sim, pois dragões na verdade são um mistério... Então tentei me transformei em um dragão às minhas proporções, da mesma cor que o oponente para que eu pudesse me comunicar com ele, exercendo uma parte da minha habilidade que fazia com que eu pudesse entender e me comunicar com um animal de uma forma que eu entendesse e de forma que ele pudesse compreender.

Julguei que era um animal comum mesmo com toda inteligência, sabedoria, experiência e mesmo magia, então eu poderia ao menos me comunicar com ele... essa era a teoria, Encheria o peito e gritaria na esperança de que o dragão me ouvisse, entendesse e atendesse ao meu quase desespero diante daquela situação... bem... antes de completar o ataque. Sean não entenderia e nem eu sabia como poderia soar:
– Nãão! Espere! Misericórdia! – Era arriscado... Muito arriscado, mas era como eu reagira... talvez instintivamente. Em uma guerra a diplomacia poderia não ser a atitude mais fácil de se tomar, pois ia contra a honra e a bravura do guerreiro, na verdade ia de contra ao egocentrismo e o orgulho, mas às vezes era a melhor opção a se tomar... Se o dragão atacasse, acho que jogaria Sean para o lado e atacaria mesmo julgando que a minha força não fosse ofensiva o bastante contra aquele ser, mas essa era somente a segunda opção... não... era só um pensamento que flutuava lá ao redor... Talvez pudesse traduzir aquilo como instinto.







>Off: Gm, é a mesma habilidade do turno anterior. Mesmo com essa incerteza não mandei pm, pois achei mais emocionante não saber o que vai acontecer por mais que o pessoal esteja em perigo... Cara, falando isso parece mais escroto... Que merda AHSUAHSUAHSU. É isso ^^<  

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Sab Abr 30, 2016 9:57 pm

Pelo jeito consegui chamar a atenção da criatura para mim. Não era isso que eu queria! Esperava que Sean e o dragão fossem se olhar e nada iria acontecer, mas as coisas não foram assim... Agora me vejo frente a frente com a criatura que parece querer me devorar com seu bafo de dragão.
Decidi correr para um dos lados de fora da caverna, então fui avançando em diagonal no sentindo da direita, pois assim a criatura não atacaria os outros já que era a mim quem ela demonstrava querer e talvez isso desse tempo para os outros usarem algum item, fugirem ou alguma intervenção divina ocorrer...

_Intervenção divina? A quem eu quero enganar? Minhas preces a Zaltar nem em dia estão._

Fui seguindo velozmente na diagonal, saltando. Caso tivesse tempo eu usaria a minha outra habilidade especial “Escamas de Dragão” para o caso de ser atingido o dano ser menor, isso é se as escamas forem capaz de resistir ao ataque da criatura.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qui Maio 05, 2016 10:54 am

18. Diplomacia

Bones deu o alerta e puxou o arquivista. Aurélio parecia pesar por volta de 147 toneladas, de tanta paralisia. Uma massagem seria bacana, depois, pra relaxar do piripaque. Sobreviveu, ele e Bones. Este viu que não conseguiria sair completamente da reta do míssil de fogo, pelo menos não puxando 147 toneladas imóveis, mas perseverou no ato e Aurélio pisou em falso e caiu e Bones foi puxado pra baixo e os dois rolaram e o fogo passou mais ou menos acima deles, chamuscando alguns cabelos de Aurélio e alguns pelos de peles que serviam de armadura para Bones. Só. O dragão bem que podia ter baixado a cabeça na direção deles, jogando mais fogo sobre os dois. Mas não o fez. Não gostava de ossos, nem que fosse pra palitar as presas. Ou então até gostava, mas primeiro queria se acertar com Sollrac. Que bom, para Bones e Aurélio.

A morte estava pra atender orações naquela noite.  

Pra quem orasse pra ela, óbvio.

Eu e ela somos pessoas diferentes, que fique claro.  

Sollrac eu já não sei como andava, espiritualmente. Mas não dá pra dizer que foi por falta de fé que o fogo pregou nele... Acho que foi só a vontade de um dragão jovem agindo por instinto.  

Desse jeito: Sollrac ─ a luz do fogo enchendo sua vista de forma panorâmica ─ se moveu rápido para o lado. Foi o certo, mas o fôlego do dragão ainda estava pelo meio de modo que o bichão moveu a cabeça pra lá, pra Sollrac, seguindo ele, e a chama restante que ele cuspiu primeiro impulsionou o meio dragão, o ar quente querendo fugir do fogo e afastando tudo e todos como uma mão invisível. O equilíbrio errou o passo, Sollrac saiu do chão e depois foi engolido pelas chamas.  

Escamas. Cobriram o corpo e barraram boa parte do inferno. Sollrac sentiu a carne arder, mas numa proporção menor do que realmente seria. Perdeu alguns cabelos. O fogo pregou em sua roupa e na bolsa presa às costas. Estava atordoado, pois não era sempre que se recebia uma explosão à queima roupa. Mas se moveu o melhor que pôde pra ficar de frente, tentar levantar, não deixar a guarda baixa para uma garra ou uma mordida.  

O dragão provavelmente não ia desistir de Sollrac.  

Mas desistiu. De modo que Sollrac podia aproveitar a chuva resfriando seu corpo e apagando o fogo sobre si.  

O dragão desistiu porque ouviu Sean. Se virou, mas a primeira coisa que viu foi Ho. E os olhos verdes estudaram o novo rival: outro dragão, só que menor.  

Ho não teve dificuldades para tal feito. Mas também não se sentia capaz de se comunicar na língua do outro, e não sabia se o seu pedido de trégua foi de fato considerado, ou se o dragão estava apenas sendo cauteloso e avaliando o inimigo antes de qualquer nova ação hostil.  

Talvez tenha escutado a diplomacia: não avançou contra Ho e não se voltou mais para Sollrac.  

Então Sean levitando pra longe, desesperado, chamando pra si a responsabilidade. O grito do nome do dragão bastou, mas este ainda estava indeciso quanto à Ho. Passados dois segundos, resolveu agir, as asas batendo firme, tanto pra levantar voo como pra soprar as coisas pra longe. Uma distração singela que precedeu a fuga...  

Levou Sean consigo. Ou foi Sean que foi com ele. Discutível. O bichão passou e pegou o menino no ar, com uma das garras, não de forma letal, mas o suficiente para manter Sean seguro de alguma queda enquanto ascendeu veloz. Veloz pra valer, pra que Ho nem se quer pensasse em iniciar perseguição.  

Confesso que naquele momento fiquei dividido, indeciso. Mas optei pelo grupo.  

E Vax apareceu. Olhou pro dragão metamorfoseado como se soubesse que era Ho, depois viu Sollrac já sem nenhum fogo sobre si ou sobre a mochila, apenas rodeado por fumaça, depois fitou Bones e Aurélio que se empertigavam ali perto. Viu até o pintor, encolhido no fundo do recuo da encosta. E viu a picareta que estivera com Sean antes de Vax partir, lá, no recuo, largada.  

Fez deduções. Disse:

— É só eu me ausentar que... — Parou, talvez decidindo que não adiantava murmurar. — E amanhã, qual de vocês vai se reduzir a pó ou sumir na noite?  

— Ele não sumiu na noite. — Este era Aurélio, todo tenso. — Foi um dragão. Passou aqui e —

— Qual?

— Não sei. Não era nenhum dos... cinco. Era jovem e —

— Impossível.  

Mic, lá da caverna:

— É verdade. Um dragão jovem. Quase matou a gente. E levou o menino. O menino fez alguma coisa com ele. Não foi? — Essa última pergunta foi feita aleatoriamente para Bones, Mic pensando que o ghoul poderia saber de algo. — Ele fez alguma coisa e o dragão ficou de mal. Matou o rapaz ali... — Isso foi sobre Sollrac. Quando olhou de novo, o Pintor corrigiu: — Ah não, ele está bem. Nossa.          

Vax suspirou, acreditando.  

A chuva caia mais fraca, um sopro perdendo o fôlego.  

E qualquer um que olhasse para o horizonte ─ numa direção que quem viu o mapa saberia ser o leste ─ perceberia uma movimentação. Essa percepção aconteceria somente no momento de um relâmpago. Depois dele piscar, a borda do mundo tornaria a ficar escura e sem suspeita, convidando esse observador a pensar que talvez tenha sido tudo impressão.

Para Bones de fato parecia haver uma movimentação. Difícil dizer se longe ou perto. O alcance do horizonte era travesso, assim como a elipse que fazia as nuvens parecerem próximas da terra.  

O próximo relâmpago diria: não é impressão coisa nenhuma.  

— Vocês atraíram alguma atenção — disse Vax, quando percebeu.  

As coisas se aproximavam lentamente, ou porque eram lentas mesmo, ou por que estavam sendo cautelosas. Como o dragão de agora pouco. Talvez elas avançavam desde que o grupo se instalou ali, ou então desde que o dragão chegou.  

Era uma dezena de criaturas amorfas, com caras e bocas distorcidas. Se arrastavam como minhocas. Avermelhadas, como órgãos gordos e inchados. A tocha de Sollrac, dentro da caverna, iluminava um pouco o perímetro, mas foi outro relâmpago que de fato revelou o aspecto das criaturas: massas, simbioses, algo do tipo, formadas por corpos raquíticos, plasma e outras maldades.

Ho, em vida, já tinha encontrado uma daquelas...  

— Acho que nesses aí num é bom fazer carinho — disse MIc, apenas pra dizer alguma coisa. Depois, um pouco mais sério: — Por que não vamos embora? Eles não parecem rápidos.

Vax não disse nada.

Aurélio sim:

— Não podemos. Se não eles... é aí que eles vão correr atrás de nós.  

As criaturas mantiveram uma distância segura, algo em torno de 20 metros. E então uma daquelas coisas se destacou dos irmãos gêmeos e rumou até o grupo, sozinha, nem depressa nem devagar.  

Diplomacia?

***


Como disse, fiquei com o grupo, de modo que descobri tudo isso só depois:  

Sean conheceu o mundo do alto.  

Mas conheceu muito mal, porque tinha muito vento apertando seus olhos e água encharcando seu rosto. Mas de alguma forma viu a terra lá embaixo. Apenas uma terra negra da noite. Nenhuma árvore, nenhum lago. Só pedra. Montes, colinas rochosas, algumas delas soltando fumaça branca. E só.  

E uma estrada de ferro.

Cyrus manteve Sean preso numa das garras, não me pergunte o porquê. Não passou Sean para o dorso, para uma viagem mais confortável. Apenas continuou voando, compenetrado na tarefa.  

Quanto tempo nisso?

Difícil medir. Pra fazê-lo passar, Sean poderia tentar se distrair com mais algum contato, mas ou a habilidade não estava funcionando ou Cyrus se fechara por completo. Nem mesmo um olhar daqueles olhos verdes era dedicado ao menino.  

Pressa.  

O bom de ser jovem é que você tem mais fôlego. Claro que asas maiores fariam um serviço melhor. Mas a resistência do bicho já era de merecer medalha. Estavam horas naquele itinerário onde o cenário não mudava e o ritmo não caia.  

Ao menos, finalmente, parou de chover.  

Um olhar aleatório para o mundo árido lá de embaixo mostrou um homem parado olhando pra cima, vendo o dragão passar. Passou.  

Mais algumas horas. Sem olhares, corpo mais fechado que antes. Pressa triplicada. Quando ia chegar?  

Amanheceu. Entardeceu ─ os dias duravam quatro horas naquele ciclo, conforme Russelo dissera, mil anos atrás, na Antessala da Morte.

Aí Cyrus fraquejou no ar. Olhou para Sean, para os olhos púrpuras do Sean, achou alguma força ali. As asas bateram com o vigor extra que Cyrus não sabia possuir.  

Lá embaixo, rastros de magma. A terra toda costurada por rios de fogo.  

Quando?

Chegou.  

Cidade arruinada, em ruínas, em neblina. Velha. A mais Velha de todas.  

Mas Sean viu pouco da cidade pois logo pousou. Cyrus desceu sobre o terraço de um castelo meio arruinado. Suas asas exorcizaram a neblina daquela região. Ele deixou Sean no chão e fez um som, não pra ele, mas pra ela.  

Ela estava bem ali. O capuz não revelava os cabelos, todo o corpo coberto pelo robe escuro. O rosto pálido de alguém no auge da vida adulta, mas um tanto doente. Lábios rachados, secos. As mãos estavam a frente do corpo, uma segurando a outra. Os olhos familiares encararam Sean. Não parecia um olhar urgente, um olhar de quem está com pressa. Muito pelo contrário: parecia a contemplação de quem tem todo o tempo do mundo para estar ali, e pretende aproveitar o momento com calma.

Então, com um meio sorriso:

— Você se parece mais com ele. Mas tem os meus olhos.  

***

Destroços, grandes e pequenos. Parte de um mastro. O maior pedaço de casco que achou, que deveria ter pouco menos de dois metros de lado e um de comprimento, tinha um M de Morsa pintando em alguma tinta clara o suficiente para se ver a noite. Algo bateu em seu pé: um remo com a haste partida.  

A água era fria, dando choques em Balltier.  

Antes disso:

O homúnculo falou na cabeça da pantera. As orelhas dela viraram para o som de "Veitie", manteve a prontidão tensa, deixando a força um pouco de lado. Quando Balltier soltou, a pantera se afastou um pouco, ficou de frente para o homúnculo, seus olhos medindo a caça, e então suas orelhas viraram outra vez, na direção da floresta, como se tivesse escutado algo importante. Luz virou o pescoço naquela direção e depois correu. Sumiu na floresta, atraída.  

Depois foi a fez de Balltier correr. Encontrou Sagno meio sentado, usando um galho quebrado como alavanca pra tentar se erguer de onde estivera deitado até agora. O contramestre parou os esforços quando viu Balltier. Depois escutou o homúnculo com uma tremenda cara de interrogação, não pelo conteúdo do que era dito, mas pelo significado de tudo aquilo. Esboçou alguma pergunta, mas aí Balltier escutou algum som de animal ao longe e saiu depressa dali.  

De volta à praia, seus olhos varreram as ondas, em busca de algo.  

Se aproximando, os pés nas águas, viu os destroços, o pedaço generoso de casco, mastro, o remo partido.

Um som de ave ecoou. Veio da floresta atrás dele.  

E nenhuma ave sairia voando naquela chuva, é sabido.

Spoiler:
Ho: Eu havia lhe mandado uma pm, e não deu tempo de vc ver, rs. Acabei postando, considerando que vc ficou com o grupo. Mas ainda dá pra seguir na "direção" que o dragão foi, hm. Ou ficar. E –20 de energia pela nova transformação.  

Sollrac: -47 de vida pelo fogo, já reduzido pelas escamas. E -32 de energia. As escamas estão com você por 4 rodadas. Estamos na primeira rodada.  

Bones: Até onde eu sei, há duas divindades, Zaltar e Janiya. Essas são as divindades oficiais, que pagam iptu. Mas acho que vc pode ter o seu próprio deus, tranquilo.

Bones, Ho e Sollrac: o Sean deixou uma picareta média nível 1 pra trás, quem postar primeiro e tiver interesse, leva. Só tem que ir até o recuou e pegar.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qui Maio 05, 2016 9:53 pm

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Então... era Ho aquele animal? — Pensei durante o trajeto.

E de alguma maneira mesmo durante o voo, eu sabia que não conseguiria fazer aquilo com as mãos de novo. Quero dizer, tocar no dragão e ver as suas memórias. Aliás, essa era uma habilidade que eu também desconhecia dentre os poderes de Ifrit. Eu aprendi pouco em relação aos seus poderes, mas toda vez que eu os utilizava, era como se destrancasse alguma coisa aqui dentro e então eu instintivamente aprendesse sobre. Assim com as memórias do dragão, assim com a levitação. Assim como em diversas outras situações.

Mas o que eu me peguei pensando mesmo era nos olhos, aqueles estranhamente familiares aos meus. Os que vi nas memórias do dragão. Eles não saiam da minha mente, deixaram-me tão ansioso e preocupado que sequer eu consegui dizer alguma palavra antes de partir e deixar Ho para traz. Eu simplesmente não conseguia dizer. Eu estava divagando na ideia de que o dragão me levaria até ela — seja lá quem fosse.

E levou.

— Obrigado. Cyrus... — Murmurei, ainda meio sem jeito. Quero dizer, de alguma forma eu compreendo que ele ficou assustado com aquilo que aconteceu lá atrás. Talvez por isso estivesse tão recluso. Eu me senti mal com isso, não queria fazê-lo sentir-se invadido. Eu só queria que ele fosse meu amigo...

Então, minhas mãos foram levemente de encontro aos olhos. Esfregava-os tentando limpar da água, e também daquela ardência causada pelo voo descuidado. Durante o voo eu sequer conseguia abrir os olhos, tamanha era a violência com que a chuva chicoteava minha face. Mas agora, longe dos seus efeitos, no alto daquilo que mais parecia uma fortaleza em ruínas, longe até mesmo da neblina que antes encobria o local, eu pude vê-la. Enfim, meus olhos foram de encontro aos dela, sentindo aquela mesma sensação.

— Familiar... — Pensei em voz alta. Foi quase um sussurro, involuntário. Boquiaberto, deixei-me cambalear em passos desajeitados, mais pra cá do que pra lá, tentando alcançar seja lá quem fosse que estava por baixo daquele robe escuro. — Durante todo o caminho, eu pensei que você fosse a Dona Bruxa, aquela que encontrei no alto da montanha. Mas então lembrei que os olhos dela eram verdes...e que....e que ela não me passava a mesma sensação que você. Então, e-eu...estou meio perdido agora. Por favor, me diga, quem é você? — Palavra por palavra, insistiam em saltar acompanhadas de uma voz manhosa. Eu estava me sentindo indefeso diante daquela situação. Alguma coisa, bem aqui no fundo, apertava. E eu não sei como chamar aquele sentimento, mas, de alguma forma, sei que eu só conseguiria saná-lo ao abraçar aquela que estava por debaixo daquele robe escuro. Quase como se eu já soubesse — sentisse - quem ela era.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Sab Maio 07, 2016 9:46 am

Por si só ter pulado teria sido uma tarefa fácil de ser executada, mas carregar um "peso morto" como aquele que parecia petrificado no local acabou por fazê-los correr um risco maior, mas graças a sua Deusa, ainda não era sua hora novamente, a criatura estava realmente mais interessada em seu companheiro doq em seus ossos, mudando o rumo de seu ataque.

- Obrigado Morte, fico lhe devendo mais essa...

Acabou por cochichar tais palavras, agradecendo por ainda estar inteiro, diferente do que poderia perceber em seu amigo torresmo do lado de fora, tendo recebido boa parte do ataque, mas curiosamente ainda vivo, deixando por revelar um pouco de suas habilidades.

O combate parecia que iria se prolongar, mas o garoto gritando pareceu chamar a atenção da criatura ainda mais do que o combate, provavelmente algum tipo de dominação sobre o dragão ou apenas afinidade msm, mas o importante é q ao levantar vôo, o dragão levou junto o garoto.

Se levanta, vendo se não havia caído nada de suas roupas ou ossos e começa a andar com passos firmes a entrada da caverna e quando iria começar a falar surge Vax, com cara de mãe q viu os filhos aprontando.



— É só eu me ausentar que... — E amanhã, qual de vocês vai se reduzir a pó ou sumir na noite?  

— Ele não sumiu na noite. — Foi um dragão. Passou aqui e —

— Qual?

— Não sei. Não era nenhum dos... cinco. Era jovem e —

— Impossível.  

— É verdade. Um dragão jovem. Quase matou a gente. E levou o menino. O menino fez alguma coisa com ele. Não foi? — Ele fez alguma coisa e o dragão ficou de mal. Matou o rapaz ali...  — Ah não, ele está bem. Nossa.


- vamos deixar claro uma coisa: ele não teria feito nada conosco se não tivéssemos atacado ele primeiro, eu avisei! Segundo, o garoto está bem. Como sei disso? Pelo que percebi, sabia até o nome da criatura ou era algo q o dragão entendeu, deixou de atacar a gente mesmo tendo oportunidade e ele quando voou pegou com as garras, não com a boca estraçalhando-o... E tem razão Vax, não estamos sozinhos de novo...

Pelo visto apenas os dois conseguiram inicialmente perceber a aproximação das criaturas, lentas mas numerosas, se destacando do relevo e se aproximando constantemente até parar cerca de uns vinte metros do grupo.

- Não façam nada ou eu mesmo vou brigar com seus ossos!

Pela primeira vez falou firme com todos,  chegando a intensificar as luzes de seus olhos mediante seu estado, tomando a dianteira dessa vez, indo em direção a criatura que se destacou do grupo, provavelmente um líder talvez. Preferiu não levantar as mãos ou sacar arma, quaisquer sinais de que poderia estar com medo ou agressividade, permanecendo neutro e firme pois queria passar a impressão de que não procurava briga mas lutaria se necessário...

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Re: [Comum] Considere-se morto

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