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[Comum] Considere-se morto

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[Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 25, 2015 11:42 pm

Relembrando a primeira mensagem :


BALLTIER
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Robe de peles
Detalhes:
Descrição: Bisbilhoteiro / É fácil adquirir um inimigo; difícil é conquistar um amigo
Tendência: Bom
Animal: Cachorro


BONES
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Colar com várias presas de tamanhos variados e formatos diferentes. A mesma presa nunca se repete
-Pulseira de fio de cobre maleável, com unhas velhas e partes pequenas de ossos velhos
Detalhes:
Descrição: Ambicioso (conhecimento/poder) / Um ghoul amaldiçoado na forma esquelética repleto de vida, ironia e inteligência, bem equilibrado e centrado
Tendência: Caótico Bom
Animal: Corvo


HO
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja, chinelos de couro
Detalhes:
Descrição: Sabedoria / "Minha raça diz que sou mau, mas busco o bem; Que tipo de orc eu sou"
Tendência: Bom
Animal: Hellhound


SEAN
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Pequeno estojo com 3 tipos diferentes ervas de fumo
-2 moedas de prata com o desenho de uma faca em alto relevo num verso e com o outro raspado
-Poção de recuperação
Detalhes:
Descrição: Inocência / O essencial é invisível aos olhos
Tendência: Bom
Animal: Corvo


SOLLRAC
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja
-Par de botas de couro
Detalhes:
Descrição: O Aprendiz / "Conhecimento e treino sempre!"
Tendência: Neutro e leal
Animal: Lobo cinzento


Recuperação de energia
Funciona assim: após um tempo de descanso, o personagem recupera certa quantia de energia + o seu valor em Vigor. Então, segundo a tabela logo aí abaixo, se eu descanso por 1 hora e tenho Vigor 4, recupero 54% de energia. Essa é uma recuperação passiva, mas exige descanso, que é exatamente ficar parado, recuperando o fôlego, tirando uma soneca. Se o personagem está cavalgando, por exemplo, então ele não está descansando e não se recupera.
1 minuto: 5%
5 minutos: 10%
20 minutos: 25%
1 hora: 50%
5 horas: 100%

Recuperação de vida
Recuperação espontânea sem necessidade de descanso. Referente à dano físico, no corpo.
1 minuto: Inconsciência
5 minutos: 25%
20 minutos: 50%
1 hora: 100%
5 horas: Ressurreição


Última edição por NR Sérpico em Seg Maio 08, 2017 1:18 pm, editado 50 vez(es) (Razão : ue atua de forma clandestina no submundo)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Ter Fev 16, 2016 3:05 pm

O retorno de quem nunca esteve aqui.

O garoto apenas observou o gigante se apresentar, eram tantos pensamentos em sua cabeça que ele mal sabia como reagir, e tudo isso sendo bombardeado por emoções distintas que se apresentavam de uma forma que ele mal sabia interpretar, mas uma coisa ele sabia, todas eram ruins. Não tentou pensar, apenas tentou se mover da maneira mais provável de se defender, acabou se lembrando de como Morgan havia golpeado o chão, mesmo não prestando muita atenção ele podia entender que tinha sido o mesmo, agora ele se encolhia-a ainda mais, erguia o braços observando com medo. " Eu vou morrer.(denovo) Vou me machucar, porque ninguém me ajuda? Estou sozinho novamente..." Então, pode perceber a voz de um de seus companheiros; era o Senhor Bones. De alguma forma a voz dele acalmou Ball, logo em seguida o homúnculo pode constatar que o soco tinha parado, deitado, não pode entender o que estava acontecendo, apenas via que agora Bones empunhava uma espada para o alto de sua cabeça, bem legal a pose por sinal.

Balltier permanecia em sua posição defensiva, incapaz de reagi e apenas a espera do acontecimento, imaginou que Bones estaria ali para salva-lo, então após as breves palavras de zombaria de Morgan, voltou a prestar atenção no homúnculo, Ball mais uma vez tremeu, percebeu que ninguém iria tentar lhe salvar, então um estranho pensamento lhe ocorreu " Eu não sou, não sou humano." Concluiu. Morgan ergueu o punho, e assim aconteceu. Um som tenebroso ecoou pelo local , antes mesmo de perceber o que havia acontecido, estava se movendo.

Sentiu a água e algo fofo em seu corpo, macio e molhado, percebeu que estava no alto e se movendo em tremenda velocidade. Não conseguia controlar a direção, apenas olhar ao redor enxergando aquele mundo extenso e corrompido de um angulo privilegiado,  imaginou de fato que se transformara em uma estrela, este pensamento de certa forma acalmava seus pensamentos, ele tinha se tornado algo útil, era uma experiência nova e uma oportunidade única. Olhou para o mundo enquanto viajava, vermelho, monstros, criaturas que ele jamais imaginava conhecer enquanto estava vivo, agora enquanto morto tinha visto tais seres fantásticos, mas compreendia, que não eram como pareciam, podia perceber a áurea negras naquelas criaturas, isso o deixou sem reação, sentiu um sentimento de aperto ao olhar aquilo, era tão sem vida, tão sem proposito, assim como ele.

Viu as pessoas acorrentadas vindo do leste, sem liberdade fadados a um destino sem escolha, como ele. Tinha discernimento que talvez fossem almas, bem parecidos com humanos, mas almas em sua maneira, assim como ele era, se lembrou que não era humano, jamais seria, quanto mais cedo aceitar isso melhor para ele.

O mar azul mesmo no reino dos mortos aquela extensão de água tocava a essência de Balltier, assim como a terra o mar era extenso, palpável, uma existência que fazia sentido para ele, algo que detinha conhecimento, tentou balançar a cabeça rapidamente, não era hora para pensar em alquimia.

Passou por uma ilha e sentiu uma sensação forte, poderosa, sentiu uma estranha solidão como antigamente, quando tinha que ser estudado e lidar com o que não conhecia. Não sabia por que tinha de se lembrar daquilo, queria parar naquela ilha, queria explorar, mas passou por ela. Uma outra ilha, foi quando sentiu o poder acabar, sentiu sendo puxado violentamente para algo, como sempre foi incapaz de entender do por que o poder o abandou, mas compreendeu não era uma estrela, era um raio, assim havia compreendido que nunca iria alcançar os céus novamente.

Se tornou incapaz de ver por breves momentos, então escutou a voz de Morgan, sentiu um cala frio em sua espinha, se encontrava na mesma posição defensiva, então viu para logo sentir o soco contra ele. Sentiu todo seu corpo afundar, sentiu algo saindo de sua boca, por breves momentos imaginou que fosse sangue, mas logo compreendeu que era o restante do queijo que havia comido no tribunal. Suas costas estavam arranhada e doloridas em diversos pontos, seus olhos embaçaram pela lagrimas de dor, queria chorar, mas não tinha como faze-lo, não sabia como, o que tornou a dor ainda pior de suportar.

Aguá e mais água contra o garoto, tentou se levantar, mas a dor obrigava a ficar um pouco curvado ainda deitado,  o ombro lançado aviso que algo estrava estranho, sem ar cuspiu arfou e engasgou novamente, então jogou ainda mais saliva para fora, estava sufocando tanto pela chuva como pela falta de ar. "Socorro!" Mal prestou atenção em Morgan, estava tentando voltar a respirar, cuspia e puxava o ar respirando água, tossindo desesperadamente tentando se recompor.

Piscou diversas vezes tentando se recuperar, sua visão finalmente tinha voltado ao normal. Viu que estava em outro lugar, repleto de mato e verde, sentiu o ar e voltou a expelir saliva, quase vomitando só que segurou. De certo não prestou atenção nas palavras balbuciadas por Morgan, porém um único momento esboçou um imperceptível sorriso, tudo que ele passou foi real.

Apenas quando o grandalhão o agarrou ele entendeu muito pouco, apenas conseguiu entender que a viagem fora unicamente para ele, então comentou. - Você esta assustado...- Disse com dificuldade, levantou a mão boa para ele  e tocou o pulso de Morgan em um gesto apaziguador. - Pare, por favor... - Tossiu mais uma vez, desta vez pode sentir o ombro, reprimiu um gemido de dor e voltou a olhar para Morgan. - Não sou um segurança, sou um Réu. Dá...*Tosse* Ante-sala da morte.- Conseguiu balbuciar, ainda tentava segura o pulso do gigante com a mão boa, estava cansado, confuso e principalmente com medo de apanhar ainda mais, compreendia se Morgan o solta-se iria ser pior ainda. - Me coloque no chão, vamos conversar. - Parou e tentou respirar. A chuva caia e os trovoes rugiam, estava cansado, cansado de tentar combater coisa que desconhecia, claro, tinha confiado em seus companheiros e eles o haviam virado as costas. E novamente sentiu solidão, sentiu ainda mais por confiar em quem não merecia, como se um vazio o envolve-se em um abraço, se decidiu ali mesmo que não podia confiar, nem nos juízes nem nos outros Réus.
Habilidade:


Se ele me jogar da altura dos olhos deles a habilidade ativa. ;-;?

Nome: Retribuição dos criadores.
Nível: 1
Descrição: É uma habilidade inata criada pelos seus criadores, sendo assim Ball, não tem conhecimento sobre como controlar este poder inicialmente, porém esta tem um gatilho: Balltier não pode dar o primeiro golpe em uma luta, caso o mesmo golpeie o adversário a habilidade é anulada, no entanto golpes indiretos não contam. Ao receber um golpe com intenção de prejudicar o corpo ou a mente do Homúnculo, um contra ataque energizado é realizado utilizando a energia de Ball e o dano recebido. A energia segue em forma de onda seguindo contra a direção do responsável pelo ataque.Mesmo que Balltier, não sinta o golpe ou até mesmo não veja de onde o ataque surgiu o ataque se movimenta como uma entidade contra o agressor.
Efeitos: Devolve 40% do dano recebido  + energia utilizada.
Custos: 22% de energia.
Duração: Instantâneo.
Tempo de Conjuração: Imediato
Alcance: 20 metros
Área de Efeito: Pessoal.


Última edição por Pacificador em Ter Fev 16, 2016 3:23 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Ter Fev 16, 2016 3:21 pm

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E mais uma vez eu fui acolhido.

Era uma sensação esquisita, meio que parecida com a de saudade, um pouco de nostalgia... e depressão. Eu quase tenho certeza de que já senti essa mesma presença antes, anos atrás, só que desta vez eu não sei porque não tive medo. Aliás, foi a partir do momento que comecei a forçar minha memória pra lembrar, que me vieram flash's daquele dia. E o mais estranho nisso tudo é que, num piscar de olhos eu estava lá. Estava lá tanto quando era mais novo, como também quando mais velho. Eu e eu. Só que eu de agora estava olhando tudo de uma distância meio segura, como se ninguém naquele lugar pudesse me ver... exceto aquela presença. Ela. Sua mão, escura e dominada pela sombra, segurava a minha com ternura, como se tivesse me guiado até aquele momento de maneira a atender meu pedido.

Ela conversava comigo. Ela me dizia palavras de sabedoria, fazia a vida parecer efêmera e louca perto de sua sabedoria. Ao mesmo tempo que eu podia ver tudo outra vez, podia ver aquele ritual começando, podia escutar as lamúrias dos servos de Ifrit aprisionados em Gárgulas petrificadas, dispostas em pilares que cercavam aquela região da floresta. Meu outro eu estava num altar. Haviam muitas pessoas ali, todas pareciam reservar muito ódio e o lançavam contra mim. Eu não pude conter as lágrimas em meu rosto no meu eu de agora, enquanto observava aquilo tudo sem entender nada.

— Por que eles tinham tanto ódio de mim? Por que eles queriam tanto o meu mal? Principalmente aquela moça? — Eram tantas as perguntas. Mas Ela não me respondeu, parecia mais focada em ditar sua sabedoria e impregnar minha mente de coisas que eu não conseguia entender muito bem, por exceção de que as palavras que foram ditas lembravam muito de Ifrit e de como ele vivia me dizendo os riscos da nossa existência.

E por falar em Ifrit, naquele sonho(?) - era mesmo um sonho? - eu pude finalmente vê-lo. Demorou para que eu pudesse notar que era ele ali. Estava numa forma muito mais fraca, deplorável, era muito parecido com o amigo Bones, por exceção de que trajava um sobretudo negro. Ele uivou de dor, e eu pude sentir, mesmo tão distante, a sua frustração, o seu ódio. O que mais me deixou surpreso naquele momento foi quando eu vi o encontro de nossas almas. Era como um quadro, duas margens se encontrando, em puro preto e branco. Apesar de nossa diferença de tamanho, nossa luz/sombra era completamente equilibrada. Nossas mãos se ergueram, tocando a palma um do outro. Eu pude sentir seu ódio. Ele pode sentir minha inocência. E uma pergunta ecoou na minha cabeça quando eu vi o que realmente aconteceu, como aconteceu.

— Ele não sabia que isso existia, não é? Ele não conhecia a inocência, não conhecia a bondade. — Disse. E desta vez não precisei de resposta alguma dela. Ela simplesmente ficou em silêncio. Andou ao meu redor e me abraçou pelas costas, me acolhendo. Da mesma maneira que naquele dia em que eu fui possuído por Ifrit, por pouco ela não me levou. Desta vez ela teria sua chance de novo, senão fosse pelo momento em que passei a acreditar que foi o Ifrit quem me salvou naquele dia. Ele confiou em mim, não foi? Eu sobrevivi naquele dia porque ele acreditou naquilo que eu tinha de melhor, não é isso?

[ ... ]

— TRAIDORA! — Meu grito veio num súbito, como uma voz que vem ecoando lá do fundo, ganhando proporção, até chegar aos nossos ouvidos ficando cada vez mais alto. Meus olhos se abriram, eu ainda estava meio tonto, sem entender nada. Minha visão embaçada, notei a presença de alguém ali e sem pensar duas vezes quase avancei nela; — EU ACREDITEI EM VOCÊ, MAS VOCÊ ME ENGANOU O TEMPO TODO! AAAAAHH! — Esbravejei. Senão fosse pela minha fraqueza, certamente eu teria acertado alguns bons socos naquela presença, sem sequer notar que na verdade era o tal Aurélio que estava ali.

Aliás, foi só quando minha visão melhorou e eu percebi que era o Aurélio, que eu notei que tinha voltado ao normal. Bem, não tão normal. Meu corpo inteiro estava esquisito, como se eu tivesse dormido por muito tempo e aquela impressão de ter esquecido algo muito importante. Eu só conseguia lembrar do meu sonho sobre o dia em que eu conheci o Ifrit, e também sobre aquela traidora que me fez acreditar o tempo todo que eu quase morri por culpa do demônio.

Somente quando recobrei a consciência é que algumas peças foram voltando ao devido lugar. Pude lembrar melhor de momentos antes do meu desmaio, lembro de querer ajudar Ho, de ter tentado usar minha própria vida pra isso. Senti meu peito doer, a mão direita logo me acolheu, segurando o peito com força. Olhei pra Aurélio, meio com vergonha por tê-lo atacado agora há pouco, sorri meio desajeitado, tentando esconder a dor e a fraqueza.

— O que aconteceu? Parece que eu... — A dor me fez calar por um instante, fraquejando e caindo de joelhos. — Desmaiei? — Completei, meio perdido.

Off escreveu:- Opa, vlw pelo aviso Serpicao. Realmente eu não tinha reparado que não coloquei essas informações da minha H.E passiva na assinatura. Farei isso o quanto antes. Daqui em diante também farei menções de quando usá-las.
- Usei um pouco das informações que você deu como se fosse a própria Morte falando com o Sean. Ele já se encontrou com ela, anos atrás, quando foi possuído pelo Ifrit. Naquela vez ele acreditou que o Ifrit é que quase o matou e que a Morte tinha lhe salvado, dando-lhe uma segunda chance. No entanto, agora ele viu que foi o contrário. Que foi o Ifrit que reconheceu nele algo que poderia ser mais forte que o próprio ódio. Por isso do surto dele em chamar a morte de traidora. Vou tentar narrar com mais emoção essa decepção do Sean com essa "amiga de longa data" daqui pra frente rs.



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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Ter Fev 16, 2016 9:27 pm

Eu tava meio grog, tentei levar o Sean para longe... Até disse para ele esquecer a ideia; para esperar nos, mas quando vi o moleque já estava pálido, suando e com espasmos fortes e antes que eu pudesse fazer algo, Sean já tinha jogado aquilo em mim. Pensei "que merda! Tá tapado, crl?"

Porém a bola de energia viera até mim e me senti bem novamente, me senti capaz... Até lembrei e senti saudades da amada cimitarra que me parasitara há algum tempo... É... Talvez eu tivesse partido antes dela. Até hoje não compreendo se ela tinha realmente uma alma ou se era algo da minha cabeça... Mas os pensamentos ruins não apagavam aquela energia extra.

O ossudo gritou. Como eu notara, ele faria algo, então resolvi esperar um pouco. E esperei e a Morgana esperou -inclusive quando ouvi o nome daquele cara... Aaah que nomes hauhauhauh! Que moça feia- Aparentemente nada acontecera, nem aconteceria, mas quando o grandão virou de costas... Um raio caiu dos céus e "Baaam", " Schiustzius". Luzes para todos os lados, fiquei cego momentaneamente de novo e a terra tremeu, eu tremi. Só pensei: "que loooko hauhauha".

Depois houve poeira e o término da visão clara coincidiu com a poeira. Pensei que quando a poeira cedesse, o grandão estaria lá firme e forte com uma pose foda, mas o que vi me chocou... Vi nada... Nenhum dos dois estavam lá... Só tinha um chamuscado forte... Viraram pó. Meu olhos se arregalaram... Sinceramente não sei se ficará triste por não usar o que Sean se sacrificara para me conceder ou se ficava triste por causa daquele outro jovem... Abaixei a cabeça, cerrei os punhos e vi Vax indo conferir... Peguei Sean e disse:
--Da próxima vez tenta escutar os outros--

Fui seguindo Nic, o qual revelara o seu nome e seus dons artísticos... Rolou uma discussão, mas eu não prestei muita atenção... Talvez o Mic fosse chamariz de confusão... Mas, Vax que se virasse... A verdade é que eu estava mais triste pelo moleque que morreu de verdade daquela vez...

Fomos a um porão... Era para escolher uma caixa; Bonés correu como uma criança e pegou o melhor ao meu ver e depois o outro que eu não sabia o nome foi logo abrindo a outra. Eu abri a primeira... Tinha coisas de mulher... Nada como a cimitarra que havia pegado na sorte "hm", havia coisas que remetiam a uma mulher... Como quase sempre nada que eu pudesse vestir, mas gostei daquela caixa. Pura bobagem minha, mas abri e a escolhi.

Fiquei analisando aquilo por um tempo... Não sabia se encontraria algo que de fato me chamasse a atenção, mas era o que eu tinha para fazer por enquanto; não tornaria a lamentar a pulverização do jovem.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Seg Fev 22, 2016 11:09 pm

10. Mundo estranho

Um diálogo de surdos. Bones falou, ninguém respondeu. Sollrac falou com Ho, Ho não ouviu. Miclangelo parecia falar alguma coisa com Vax, que nem prestou atenção.

Mas uma coisa eles escutaram: acima do som da chuva, surgiu o que deveria ser Sean gritando. Praguejando ferozmente. E depois coisas caindo. Vai ver, outro capanga. Vax largou os papeis e subiu as escadinhas.

Lá de cima, depois que viu o que acontecia, ele gritou pra baixo, a título de tranquilidade:
 
Não é nada, não. Apenas molecagem.

Sean tinha despertado nervosão. Aurélio até estava por perto, naquele momento clássico de cutucar quem dorme, pra ver se acorda. A mão quase no ombro do Sean, que de repente abriu os olhos e saltou. Mesmo enfraquecido, derrubou Aurélio, pego de surpresa. Foram cair numa mesa de centro, com uma garrafa vazia, um copo vazio e uns potes de tinta vazios que rolaram de cima da mesa, dando espaço para Aurélio que ficou esparramado, arfando:

Não foi eu!

Ele fez um movimento, empurrando Sean e depois saiu de cima da mesinha. Sean acordou de verdade, vendo um Aurélio de olhos arregalados, ajustando sua roupa sob medida, desamassando o colarinho, quieto, mantendo distância.

Foi Vax quem respondeu:

Desmaiou, sim. Acho que você não tem se alimentado direito. Precisa de umas castanhas. ─ Não dava pra saber se era piada. Deveria ser. Mas o tom era de alguém que saiu do meio de algo importante. Alguém que estava perdendo tempo. Olhou pra Aurélio. ─ Você trouxe um mapa, né? Diga que sim, se não terá problemas maiores do que um colarinho amassado.

Aurélio gaguejou:

Trouxe. Sim. Um mapa. Trouxe. Dessa costa. Costa Leste. Sim.

Vai servir. Vamos lá pra baixo.

Vax deu as costas, voltando para a cozinha e descendo pelo buraco no chão. Aurélio foi atrás... mas bem depois de Sean, mantendo distância.

Enquanto isso, os demais exploravam.  

Ho cheirou os frascos, apenas para constar suas substâncias. O espelho era bem normal, com alguns arranhões que denunciava o muito uso e viajar. O vestido, no mundo dos vivos, poderia valer uma quantia razoável. Era coisa de primeira, nobre. E ainda tinha algum cheiro, cheiro de mulher. E o violino parecia novo, mas claro que não era. Na verdade, um instrumento bem cuidado, talvez limpado constantemente com cera ou qualquer outra coisa que preservava a madeira. Chacoalhou, notou papeis rolando do lado de dentro. Meteu dois dedos entre as cordas, pegou um dos papeis. Desdobrou. Tinha um nome escrito no topo: ISARA. E logo abaixo, grupos de linhas na horizontal com ganchos e pontos espalhados. Um tipo de linguagem. E se Ho um dia teve algum contato com música escrita, saberia que aquilo era uma partitura.

Sollrac analisou o punhal, as letras. Poderia ser um nome, uma dedicatória. Talvez Mic soubesse. Não que isso importasse. Olhando a faca, parecia saída do ferreiro ontem: como nova, jamais usada, fio afiadíssimo. Já a montante (que aliás, ficava com boa parte de si pra fora da caixa) deveria ter seus 1,80m de aço pesado, um palmo de grossura e tão afiada quanto a faca, reluzindo. Aliás, todas as armas daquela caixa pareciam perfeitas. Mas um olhar mais atento denunciaria que elas não eram exatamente novas ─ apenas bem cuidadas. O dono daquelas coisas deveria passar o tempo livre usando a pedra de amolar nos gumes. Mesmo a espada trincada pareceu ter recebido uma rodada de afiação, num passado não muito longe. Uma pena estar quase quebrada.

Já Bones secou a caixa sem pensar. O colete ficou um pouco folgado, talvez pelo fato de Bones ser só osso. Mas o chapéu deu certo, parecia ter sido feito pra ele. Colocou o colar, as presas batendo em seu peito, gerando barulhinhos. Mesma coisa com a pulseira, que tilintava conforme Bones movia o pulso. Enfeites, não notou nada de especial neles. Quanto à espada de prata, ele deu um jeito, através de costuras no colete, de prender a arma nas costas. Não ficou confortável.

Vassoura eu não tenho ─ disse Mic. ─ Serve esfregão? É quase a mesma coisa. E, escuta, que papo foi aquele de “Eu tenho a força”? ─ Esse era Miclangelo tentando, talvez, dar uma chance de amizade para Bones. Talvez.  

Ele, aliás, estava mexendo em suas próprias caixas. Quem olhasse de longe, teria impressão de ser caixas com telas em vários tamanhos, pinturas diversas. E algumas outras com tintas diversas. Mas não parecia procurar algo especifico. Estava só de olho mesmo, passando o tempo, talvez relembrando momentos.

Vax voltou aos papeis, catou alguns, guardou no bolso interno do sobretudo. Depois fez um sinal para Mic, que lhe entregou um saquinho de pano preto. Vax também guardou isso num bolso. Depois olhou para Aurélio, que imediatamente sacou um papel velho.

Venham ver isso ─ disse Vax, para os mortos. ─ Se possível, decorem. Coisas frágeis como papel nem sempre resistem à uma viagem. Tem outro desse, menino?

Mais um. Tem mais um ─ respondeu Aurélio.

Vax abriu o papel sobre a mesa de canto e segurou o lampião perto. Era um mapa, parte de um todo.

Estamos aqui ─ Seu dedo bateu na Redoma do Rei. ─ O Trianguli está nas ruínas da Velha Carcosa, na ilha Chama e na cordilheira Cem Mil Reflexos. É onde vocês irão agir.

***

Assustado? ─ perguntou Morgan, de rebote. Pra quem estava exigindo com pressa, ele até que escutou Balltier. Franziu o rosto ao ouvir o que o homúnculo era: ─ Réu? Tá brincando comigo? Se bem que... você não parece tanto com um segurança. Mas já aprendi que aparências enganam. Você quer me enganar? É isso?

Ainda segurava Balltier no alto. Então escutaram vozes. Como que conversas ao longe, se aproximando. Morgan fez silêncio, de orelha em pé, tentando escutar melhor. Balltier não entendia a linguagem, parecia selvagem demais, com sons de animais em meio as palavras.

Sabe subir em árvore? ─ Morgan perguntou, sussurrando. ─ É melhor que saiba.

Soltou Balltier. Daí caminhou um pouco e subiu numa árvore um pouco distante daquele trecho onde tinham “caído”. Balltier viu, para sua surpresa, que o capanga era ágil o bastante para escalar, como que se fosse um talento de infância, num instante se camuflando nos galhos.  

Descartável, aquelas relações. Até o Pedreira estava lhe deixando pra trás.

Chegando. Um grupo. Se Balltier olhasse na direção do som, poderia ver arbustos ao longe se movendo, conforme o contingente passava. Contingente do que? Não dava pra saber com certeza. Mas Balltier teve um vislumbre humanoide, aquele que vinha na frente: tinha a cabeça branca ao passo que todo o corpo era negro. E usava uma lança.

Estavam indo exatamente pra lá, onde o trovão tinha caído. E a chuva só apertava.

Spoiler:
Balltier: Aí ó, nem tinha visto a sua HE, rs. Essas habilidades automáticas são traiçoeiras até para o narrador, hm. Daqui pra frente estarei mais atento.  

Sean: Ok, boas interpretações. E devo avisar que editei a parte do sonho, no meu último post. Mas calma, a mensagem continua a mesma, de modo que não atrapalha o seu post. Só mudei o formato.

Bones, Ho, Sean, Sollrac: Sobrou caixa 2 e 3. Quem postar primeiro escolhe. Agora Sean tá na cena, participando da corrida. E falem o que irão realmente pegar, pra eu atualizar o post com os status. Por exemplo, sei que Bones pegou tudo da caixa 5 menos o mangual. E sei que Sollrac pegou a faca com bainha de escritos élficos, e que não tem interesse na montante (mas e as outras coisas?). Cada um tá na sua caixa ainda, terminando de analisar. Tem coisas que ainda não deu tempo de ver com calma (não teria graça falar de tudo de uma vez só, hm) e tem coisas que não tem muito o que ver. Daí postem indo pra outra caixa ou trocando itens ou continuando as análises. Se acharem necessário, pra adicionar uma ou duas respostas às trocas, postem outra mais de uma vez. Quando terminarem, considerem o chamado do Vax pra ver o mapa. Cuidado com o volume. Tem muitas armas sem bainha e sem cinto, o que pode dificultar a carga...

Outras coisas: Atualizei o post inicial com a recuperação de vida. E também com um mapa simples (os arquivos da Antessala estão carentes de um renovo, hm), só pra vocês se situarem. Aliás, conhecem algum programa que dê pra desenhar mapas online, sem precisar fazer download do programa? Tudo que achei foi gerador de masmorra ¬¬ daí tive de rabiscar um mapa na unha mesmo.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Ter Fev 23, 2016 1:07 am

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— Castanhas? Pelo nome parece gostoso. — Pensei em perguntar do que se tratava, mas, antes mesmo que eu fizesse menção de falar o tal Vax voltou a descer aquelas escadinhas numa escotilha. O que era aquilo? Uma breve olhada ao redor para notar que mais ninguém do grupo estava ali em cima por exceção de Aurélio que ficou meio que pra lá, à distância, como se não quisesse mais contato físico comigo. Mas...eu não fiz nada demais.

Desci as escadas atrás dos demais.

Lá em baixo encontrei o restante do grupo. Que lugar esquisito. Tinha caixas por todos os lados, algumas delas estavam abertas e os demais do grupo pareciam vasculhar o que tinha dentro. Aquilo realmente me chamou atenção, desta forma corri até uma das caixas que ainda estavam fechadas, escolhendo a de número 2. Elas estavam numeradas não é? Bem, ela era um pouco alta. Quase pensei em pedir ajuda para alguém, então eu vi Ho, lembrei pouco a pouco do que aconteceu e isso me fez engolir as palavras a seco antes mesmo que elas saíssem. Senti uma sensação esquisita, meio que parecida com vergonha. Notei também que Ball não estava ali. Realmente senti falta de suas inúmeras perguntas a todo momento, certamente ele compartilharia da minha inocência em horas como essa.

— Ei, que coisinha é essa aqui? — Com certo esforço, a caixa revelou seus segredos para mim e eu pude notar - depois de me apoiar meio que de peito na beirada da caixa - que havia um monte de coisas dentro dela. Em específico puxei um tipo de equipamento que mais parecia retrátil - a luneta -, dedilhando-o pra tentar entender pra que servia. Ao reparar o pequeno buraco em suas extremidades, logo tratei de botar o olho ali tentando descobrir o que tinha dentro. — Uau! Seus ossos são mesmo muito brancos, tio Bones. — Comentei, observando-o. Ainda movido pela curiosidade, logo passei a revirar o restante do que tinha ali dentro. Puxei uma espécie de saco de pele, bem parecido com um cantil d'água, mas este tinha um cheiro esquisito, não era água, definitivamente. Nem me arrisquei a tomar. Imediatamente procurei algum bolso em meu macacão para guardá-lo ou então tentaria amarrá-lo em minha cintura ou de alguma maneira confortável. Puxei também o que parecia ser um cachimbo, este eu conheço, me lembrei do tio Targo que tinha um desses, ou era um dos capangas dele? Isso não importa, também guardei comigo, junto também daquele saquinho de ervas. Acho que eram ervas pelo menos.

— Hmm, essas pedras aqui eu não conheço. — Referia-me às pederneiras. Assim que as puxei, averiguei o objeto mas não passavam de pedras normais pra mim. Ainda assim, na minha atual situação, talvez fosse interessante trazê-las comigo. Por fim tinha um negócio grande ali dentro que parecia um machadinho, mas era meio pontudo. Foi um pouco difícil de tirá-lo da caixa, tive que usar quase todo o peso do meu corpo flexionando-o para traz para então trazer a tal picareta comigo. Me peguei pensando se eu era mesmo capaz de carregá-la ou sequer usá-la. Faria o teste primeiro. Se fosse muito pesada, deixaria de lado. Caso contrário, ficaria comigo.

— Hmm? — Meu semblante então rapidamente mudou com certa surpresa. Eu quase ia esquecendo. Vi alguma coisa brilhar no fundo da caixa e rapidamente me apoiei na beirada de novo para tentar apanhar o que quer que fosse. Quase caí dentro da caixa. No fim consegui pegar, eram duas moedinhas. Aquilo encheu meu rosto de alegria e de um entusiasmo que há pouco estava meio perdido por conta do desmaio. Rapidamente levantei chamando atenção dos demais;

— Ei, ei! Encontrei duas moedas! Hahahaha! Não são lindas? — Alegava, balançando as duas moedinhas com a mão livre. — Vão ser minhas moedinhas da sorte. Posso ficar com elas né? E com as outras coisas também? — Indaguei como se esperasse uma resposta de alguém, afinal, até então eu não entendi direito que tipo de reunião era aquela ali no porão mas também nem fiz questão de entender.

O fato é que no fim das contas, Vax chamou a gente pra ver alguma coisa. Faria um segundo esforço para sair da caixa e então correr até onde ele estava com o tal pedaço de papel, averiguando do que se tratava. Tinha um monte de desenhos, era bem chamativo até. Quando ele falou numa tal ilha chama, logo procurei no mapa pela tal ilha, o que provavelmente também me trazia conhecimento da existência de outras ilhas. Puxa, imaginei como deveria ser divertido viajar por todas elas? E fiquei viajando em devaneios do tipo.

Considerações escreveu:Só fiz menção de pegar a picareta se meu personagem realmente conseguir manuseá-la. Se ele perceber que é pesada demais, então ele deixará de lado. Os demais itens ele tentou guardar no macacão, amarrar de alguma forma, fazer alguma gambiarra, o típico jeitinho brasileiro, se possível é claro.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Ter Fev 23, 2016 3:29 am

Com Ho não me dando atenção, olhei para a montante a erguendo ainda com uma certa dificuldade e pensei alto.

_Quem sabe com um pouco de pratica eu possa dominar a arte de manusear a montante, como se fosse uma espada normal...?_

Assim voltei a minha atenção para o baú novamente e fui ver o restantes dos itens.

_Vejamos o que temos aqui..._ Observei uma espada, porém a mesma estava com a lâmina danificada, mas me pareceu que com um certo cuidado ainda poderia ser usada, então me equipei com a mesma pensando no que a espada que Bones usou fez, quem sabe o que essa também poderia fazer?
Continuando a pegar os equipamentos achei um par de botas de couro, elas me pareceram ser mais resistentes do que os sapatos de pano, então as observei melhor e as calcei, serviram certinho e não pareciam estar em mal estado. Também uma pedra de amolar estava lá dentro do baú ao lado de uma machadinha, peguei os dois, a pedra guardei em um bolso do macacão e a machadinha junto ao punhal em outro bolso.

A montante ainda estava comigo ao lado de Ho, para ver se ele se interessaria pela “espada de grande porte”. Em seguida olhei a caixa que estava ao meu lado, a de número 3, a arrastei para perto de mim pensando que ela seria do pequeno que não estava mais no grupo, e a abri, ela também estava com algumas coisas que me pareciam interessante.
Fui pegando e as colocando para fora e vendo o que poderia usar... a mochila logo me interessou e junto dela estava um bom tamanho de corda, bandagens e duas tochas pequenas.

_Isso aqui deve ser um tipo de conjunto explorador._ Falei enquanto colocava a corda, as bandagens e uma das tochas na mochila e a usei nas costas.
Depois peguei dois frascos e os observei melhor, um continha um liquido denso, parecia ser óleo e o outro pelo cheiro era álcool, os separei. O baú também continha um lampião que me pareceu ser usado em conjunto ao frasco de óleo e os deixei juntos lado a lado e por fim encontrei flechas, achei estranho, mas não comentei nada, apenas as peguei e as coloquei a amostra para todos verem junto do frasco de álcool e a outra tocha.

_Sean você pode ficar com isso?_ e indiquei o frasco que continha álcool. _Pelo cheiro é álcool, e não tenho muita certeza, mas acho que pode ser usado com essas pedrinhas para fazer fogo._

Assim peguei uma das tochas, o lampião junto com o frasco de óleo, o frasco de álcool que ofereci para Sean caso ele não o tenha pegado ainda, as seis flechas e a machadinha que estava na mochila e as coloquei em algum lugar para que todos a vejam.

_E então, aqui tem algo que lhes interessem? Tem coisas que possa ser útil em nossa empreitada e podemos dividir, pois não temos como levar tudo._

Fiquei a espera de algumas trocas, até que Vax nos chamou para mostrar algo. Ele apresentava um mapa, e pelo seu dedo indicava que estávamos na Redoma do Rei, e pelo que entendi deveríamos ir em três lugares em busca do tal artefato. Pareceu ser uma aventura bem interessante então sorri.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Ter Fev 23, 2016 5:30 pm

Depois que o menino virou de lado -o que havia falado comigo-, foi que percebi que ele falara comigo... Acho que eu estava com a cabeça no mundo dos vivos, mas quando percebi, chamei atenção dele:

--Perdão, não sei onde estava a minha cabeça. Obrigado pela oferta, mas fui mercenário e soldado, então sei utilizar bem algumas armas.-- Esperei uma resposta e continuei-- Qual é o seu nome mesmo?

A caixa tinha um espelho usado, um pouco arranhado, mas aproveitei para me ver... Não é todo o dia que se encontra um espelho em Lodoss, pelo menos eu mesmo nunca havia segurado um por tanto tempo. Até que eu não era tão feio como dizem dos orcs. Porém minhas presas não eram lá grande coisa, o que me frustrou, mas talvez ainda pudessem despertar e ficar imponentes e fortes.

Eu tava cheio de frasquinhos, apertei a bolinha do perfume; era engraçado hauhauha. Mexi no violino e encontrei um nome que gostei: Isara. "Talvez, um dia, quando eu tiver uma espada digna... Sim... Talvez eu a chame de Isara". Mas eu sentia que já havia encontrado há algum tempo... Lembrar daquela fora inevitável.

O cheiro de mulher... Não sei o que senti... Acho que queria ver quem era... Se gorda, magra; feia ou bonita? Alta; baixa? Careca? Ruiva ou morena? Uma bela negra ou uma branquela pálida?! Ah... Pensar em várias combinações era pura tolice, mas naquele instante me deixei levar. Se " Nic" não estivesse ocupado, perguntaria a ele sobre essa tal de Isara e quem ela fora um dia.

O violino era bonito; me fez lembrar de Leroy-o bardo. O vira tocar com um grupo anos atrás, o qual era um bardo fenomenal e naquele grupo havia um cara com olhos de cores diferentes que tocava bem. Sempre quis aprender, mas meu pai dizia que eu não conseguiria por causa da minha raça. Aprendi contas, talvez ainda possa. Lembrar do sabor do hidromel que tomava com Jack... Uma palavra: Sensacional.

"Ah, morte; oh morte". A adrenalina ainda no meu corpo... Eu não ficaria pensando em como as coisas ocorriam... Talvez eu ficasse louco rapidinho dessa maneira. E eu não queria ficar louco. Louco; loucura. Pensei " quando será que o sol vai deixar meus olhos?"

Pensei na escuridão. Houve barulho lá em cima. Fiquei atento; Vax correu para ver se era o que temíamos, mas era só o Sean acordando... Alívio... Afinal... Quais monstros piores que Morgana não poderiam existir naquele lugar?

Relaxei. Cheirei levemente o vestido. O que será que teria acontecido com ela? Fui tentar conversar com o Mictórium; acho que por isso não gostava deste nome: Mic.

Chovia lá fora como se o céu estivesse sendo forçado... Gritava e esperniava e caíam umas gotinhas... Era triste, mas o que havia de especial na morte?! Mesmo com aquele meu discurso inicial, acho que naquele instante começava a perceber que a vida era melhor.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Ter Fev 23, 2016 8:32 pm

Balltier tentou manter o olhar despreocupado, mas nem mesmo ele conseguia deixar de sentir medo. Sua cabeça e ombro não paravam de pulsar e além de tudo havia contado a verdade, apenas para ter a desconfiança jogada contra ele. Certamente ele não deixou transparecer, como sempre fazia se fechava apenas em pensamentos. Escutou as vozes permanecendo em silencio, tentando compreender, não entendeu nada. Escutou as palavras de Morgan, assentiu, o gigante deixou Balltier próximo ao chão, incapaz de entender o que tornava aquele sons tão ameaçadores, queria sair dali, queria voltar para... Para onde? Estava morto, só agora percebia que não tinha garantia que iria retornar, talvez era para ele estar ali, era o melhor para todos certo? Tentou mover o ombro, respirou profundamente, finalmente sua respiração parecia estava normalizando.


Não sentiu a mesma sensação quando observou as costas de Morgan subindo arvore, aquilo já estava se tornando comum? Se deu conta que seus companheiros e até mesmo seus adversários estavam abandonando, descartável. O Homúnculo deu um ultimo olhar para a arvore de Morgan, executou um sinal; esquerda, direita completando em um circulo perfeito. Era sua escolha. Caminhou até a arvore queimada pelo o raio, suas vestes estavam pesando, respiração normal, sentia a garganta seca, a chuva não cessava, era como se pelo menos alguém estivesse chorando por ele, tantas coisas para processar em tão pouco tempo deixavam o garoto deprimido, certamente tinha sede de aprendizagem, mas de nada adiantava se não encontrasse um professor para guiar sua mente, se sentou encostando as costa contra o tronco queimado.

Ficou ali esperando pelos humanoides, razão? Nenhuma, ainda queria viver, mas para Ball que tinha não tinha nem mesmo uma década de vida, estar frente a frente com seja lá o que era, era seu objetivo. Inconsequente e confuso, este era o Homúnculo Balltier. - Quem é você? - Concluiu. A primeira vista não se deixou levar pela aparência, isso para ele era a ultima coisa a ser avaliada.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Fev 24, 2016 1:42 pm

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Não antes de ter minha atenção roubada mais uma vez, agora, por Sollrac, o único que mais chegava perto da aparência de um homem comum em nosso grupo. Quero dizer, só lembrei de seu nome agora quando este chamou por mim, oferecendo-me o que parecia ser mais um frasco de alguma coisa, não sei dizer ao certo o que era. Tentei apanhar o objeto, se eu conseguisse segurar ele junto de todos os demais, é claro.

Considerando o pouco espaço das coisas que conseguia carregar na mão e as que conseguiria guardar no bolso, é eu estava meio enrolado. A prioridade era guardar as moedinhas o cachimbo e as ervas no bolso. Os demais eu tentaria levar na mão, se possível. Mesmo assim ainda encontrei certa dificuldade em segurá-los todos e aquilo já estava me deixando meio perdido.

— Por acaso algum de vocês não tem algum saco ou bolsa pra mim não né? — Indaguei inocente, tentando chamar atenção de algum dos que estavam ali presentes. Caso conseguisse, faria menção do monte de coisas que eu segurava com os dois abraços abraçados na altura do peito.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Qua Fev 24, 2016 11:14 pm

Sua pergunta pensando no bem do grupo e aproveitar o potencial de todos os itens dividindo-os entre o grupo acabou se mostrando frustrante, pois foi simplesmente ignorado, nem mesmo olharam para ele. Meio cabisbaixo, procurou dar um jeito de diminuir os barulhos de seus itens ou então teria que guarda-los de outra forma. Estava terminando de arrumar as coisas que pegou quando ouviu o comentário do pintor e riu na mesma hora.

- Hahahaha não aguentei naquela hora. Não é todo dia que alguém tão forte e musculoso quanto eu pode se dizer mais forte do que um capanga pedregoso que se vangloriava de sua força e resistência hahaha Bom... Nunca ouvi sobre alguém voando num esfregão,sabe... funciona ou vai dizer que só serve de transporte na água? hehehhe

Nem se importou muito se era falso ou por educação o que o pintor falou, mas foi engraçado e deu uma resposta a altura, preferindo aproveitar o momento, uma vez que não fazia ideia quando seria a próxima vez que poderia rir despreocupadamente. Ouviu também o comentário do garoto sobre seus ossos, preferindo tirar sarro da ingenuidade dele.

- E você sabia que anões tem ossos escuros como rochas e os dos elfos são brilhantes igual maquiagem de dançarina? Eles levaram essa ideia de "beleza" longe de mais... hehehe

Iria fechar a caixa e deixar o mangual encima da caixa, para caso algum de seus companheiros se interessasse em sair dali com alguma arma extra. Enquanto isso, iria começar a poupar suas energias, acalmando seu ritmo e aos poucos deixando de dar importância ao redor, "fechando seus olhos", coisa que quem o observasse veria que as pequenas luzes de seus olhos diminuíam significativamente o brilho, quase desaparecendo, procurando meditar conforme podia, para recuperar um pouco mais de suas forças e acelerar sua cura.

Ouviu Vax chamando, mas preferiu não se mover por enquanto, não até um mínimo de energia ser recuperado, procurando apenas decorar os nomes e imaginar que tipo de lugares poderia ser as ruínas, a ilha e a cordilheira. Só depois de um mínimo restaurado é que iria mais apressado ver por último o mapa antes de partirem, olhando alguns pontos de referência.

Spoiler:
[off: Ae Sérpico, não recuperei vida? Energia vou tentar recuperar um pouco agora, mas a vida a minha regeneração e a regeneração do grupo (por todos estarem mortos e tal) não funcionou ainda? E sim, Bones fechou a caixa e ficou paradão lá de olho fechado meditando hehehe]

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Ter Mar 01, 2016 10:55 pm

11. Do céu

Eu não estava lá, fiquei com o grupo. Soube dessas coisas só depois. E devo dizer que foi uma ação deveras... interessante.

Balltier ficou de boa. As vozes se aproximando, Pedreira dando um último sussurro nervoso, e Balltier quieto, sentado nas pérolas. Pérolas. Sim, notou só agora, principalmente pelo fato da maioria ter ficado chamuscada e derretida com o relâmpago. O chão, aquele mesmo chão onde um monte de pedrinhas pontilhou suas costas de quando foi golpeado, era repleto de pérolas num tom púrpura profundo, digamos. Espalhadas pela terra, esparramadas ao redor, reluzindo de leve conforme algum raio nas nuvens.

Os sujeitos chegaram.

Parece que avistaram Balltier de longe, abriram a formação, se espalharam pelo perímetro, apareceram de todos os lados, grande experiência na caça. Balltier, costas na árvore. Viu homens de pele negra, tatuagens tribais nos braços, pernas, peitos,, pescoços, onde fosse visível, vestindo couro, peles de animais, crânios velhos sobre as cabeças, como elmos. O líder tinha um crânio do que deveria ter sido um urso. Armados de lança, outros de arco e flecha. Eram, ao todo, 14.

Olharam o ambiente, a árvore, o solo chamuscado, as pérolas chamuscas, e só então Balltier. Claro que estavam atentos à ele, mas talvez já olhassem para Balltier como uma presa derrotada. Mas havia algo de errado neles. Um alarme em seus olhos, gestos. Eles se entreolhavam, menos o líder, que ficava com os olhos na árvore queimada. Houve alguns sussurros animalescos entre eles, uma arara falando com um roedor falando com uma coruja. Uma conversa tímida. Até o momento do líder olhar firme para Balltier e... se abaixar sobre um joelho. Pousou a lança na terra.

Instantaneamente, os outros repetiram o feito. Soltaram as armas e ajoelharam perante Balltier, cabeças baixas em reverência.

Aquele Que Veio do Céu, Filho da Tempestade ─ saldou o líder e então respondeu Balltier: ─ Eu sou o Predador da Caverna, do clã Veitie. E nós o honramos em nosso humilde altar e agradecemos sua vinda. Sua presença é mais do que aguardada. Seus milagres, mais do que necessários.

Daí se agacharam mais, testas no chão, murmurando um tipo de cântico.

***


Vax:

Vamos primeiro para a Velha Carcosa. Tá mais perto. Hora de ir. ─ E subiu.

Miclangelo foi apagando os archotes, todos subiram. O Pintor, antes de fechar o galpão, tocou em alguma coisa, no ar, na escada, não dava pra saber, gerando, de novo, uma luz breve, verde. Daí fechou o lugar. Saíram da cozinha, foram para a sala. Vax observou lá fora.
 
Antes:

Sean estava um tanto fraco, adrenalina no chão, mas ergueu sem problemas a picareta, que deveria ter 1 metro apenas. Só não sabia dizer se seria capaz de dar um bom golpe com aquilo. Mas quem disse que ia precisar? Povo prevenido, hm.  

Quando o menino falou das moedas, tanto Vax quando Mic olharam pra ele. E depois se entreolharam, um segredo invisível cruzando o ar. Olharam de novo para Sean, as moedas nas mãos dele. Vax deu de ombros e Mic disse:

Pode ficar com essas coisas. Só lembre-se que está em débito comigo, hm? Isso aí era tudo meu.

Sean guardou as moedas no bolso. O cachimbo também coube lá, ficando com uma pequena parte pra fora. E tudo ficou bem apertado quando o estojo das ervas entrou. Claro, se guardasse só as plantas, descartando o estojo, aí sim ficaria ideal. Mas o estojo talvez fosse importante para a conservação das ervas. Talvez. Já os demais itens, ele teve de segurar nas mãos.  

Sollrac já não sentia nenhum resquício de dor, seu corpo já não guardava memória do golpe que levara minutos atrás. Mal percebeu a recuperação espontânea, tão entretido que estava em calcular a montante. Teria de ser com as duas mãos, e não poderia deixar um inimigo se aproximar muito, sempre mantendo distância. Fora isso, talvez conseguisse desempenho parecido com o que teria usando uma espada normal. Quanto ao mais, trocou os calçados, guardou a pedra de amolar no bolso e manteve numa mão o punhal, a machadinha e a espada trincada, excepcional trabalho de equilibrista, enquanto que na outra mão segurava a montante. O que poderia lhe salvar seria a mochila, da caixa seguinte. Nela, poderia guardar as armas e ainda ter espaço para os itens que selecionou ─ pois era uma mochila grande e resistente: deveria ter um metro e meio, de modo que, colocada nas costas, dependendo do tamanho do viajante, passava do quadril. E era bem costurada, alças com tiras de couro, dois bolsos de cada lado e a boca principal laçada com uma corda pequena.

Ho devaneava sobre muitas coisas, talvez finalmente pesando a morte numa balança. Mexer naqueles itens talvez tenha acendido (ou apagado) algo nele. Aquela adrenalina ainda pulsava em seu peito, força nos braços, mas aos poucos sufocada pela estranha e súbita melancolia. Mas ninguém pareceu notar seu comportamento incomum, cheirando roupas alheias e lendo papéis dobrados. E ficou lá, mesmo quando Vax o convocou.

O mesmo fez Bones, parado que nem morto. Antes, troçou. Miclangelo riu, mas pareceu uma risada forçada. Então o ghoul mergulhou num transe impenetrável. O dano que recebera antes já não lhe afligia. Já a meditação, foi breve, pois logo teve de deixar o lugar.

Ei, vocês dois ─ disse Vax, mas desistiu. Que vissem o mapa depois.

Sean perguntou por uma sacola. Mic deu uma sugestão.

Eu tenho isso ─ meteu a mão numa caixa e puxou uma bolsa de cintura, coisa pequena, simples e velha, toda manchada de tinta seca. ─ Tá novinha, olha só!

E depois disso saíram de baixo da terra. Vax parecia conversar algumas coisas com Mic. Depois de um tempo ele decidiu:

Estamos saindo. A chuva abrandou. ─ Vax talvez estivesse com pressa. Somente talvez.  

E foi, e foram. Grama encharcada, a água atravessando os calçados de pano, Sollrac imune graças as botas. Vento úmido de todos os lados, forçando o apertar dos olhos, Bones imune graças ao chapéu. E ainda chovia, o aguaceiro caindo impiedoso, açoite gelado. Não se sabe onde que tinha abrandado. Talvez apenas nos rugidos dos trovões. Desceram a colina, verde em todas as direções. Caminharam firme, Vax mais a frente, sem querer muito papo, talvez ainda chateado com a pulverização do Balltier.

Depois de um tempo, um denso manto verde começou a se destacar no horizonte. Floresta, árvores, como as do mundo dos vivos. Dali sentiam o cheiro silvestre, mesmo de baixo da chuva. E estavam longe, veja só, bem longe, no entanto já interpretavam a floresta e lhe pegavam o cheiro. Deveria ter árvores realmente grandes para que fossem avistadas à estádios de distância.

Os seres da floresta ─ Vax gritou contra o vento. ─ são amigáveis, mas poderosos. Não façam nenhuma besteira. Melhor que nem falem nada.  

Tolo, aquele Vax. Falando como se o grupo fosse formado por crianças levadas. Conselho totalmente desnecessário. Eles sabiam se comportar, com grilhões ou não. Certo?

Andaram bastante, mais uma hora de luta contra o tempo ruim, e nada de chegarem na floresta. Miragem? Não, o cheiro só fazia ficar mais forte ─ era do tipo que limpa instantaneamente qualquer narina constipada e purifica os pulmões carregados.

Agora sim ─ perto, já dava pra definir o desenho de galho altos.

Chegaram, a chuva ainda na briga, mas ali, levemente rebatida pelos galhos e folhas das enormes árvores. Árvores do tamanho de torres, imensas massas de madeira perfurando o solo, raízes monstruosas. Havia árvores em tamanho menores também, mas a grande maioria do mar verde era formado por centenárias colossais.

Vax tinha um passo incansável. Mesmo ali, tendo de desviar de sulcos e raízes, ele andava como velocista. Aurélio e Miclangelo caíram um pouco de rendimento, lutando pra acompanhar.

Mic:

Ou, Vax, vamos parar um pouco?

Nada disso. ─ Foi a resposta, geral, pra qualquer um que sugerisse o mesmo.

Bones estava sossegado, já acostumado a ser incansável por causa da maldição sobre seus ombros, mas o restante do grupo sentiu o ritmo pesar suas pernas. Claro, o problema não estava em seus corpos, mas na mente, que ainda carecia de adaptação, e aquele primeiro exercício estava forçando os neurônios. Resumindo: se sentiam cansados pela soma dos ventos e da chuva pesada com o caminhar rápido por quase duas horas, desde que deixaram a cabana. Cinco minutinhos de parada, um alongamento, uma espremida nas roupas encharcadas ─ coisas assim pareciam muito importantes para eles no momento.

Mas Vax continuava.

E ali se deu uma pequena e breve divisão do grupo: Vax continuou, se embrenhado rápido pela floresta, sem olhar pra trás, ao passo que Mic parou e se recostou numa raiz tamanho família. Aurélio foi heroico ao seguir Vax, correndo num fôlego último, saltando obstáculos naturais e ao mesmo tempo mantendo a bolsa meio protegida da chuva.

E os quatro?  

O céu ia ficando mais escuro, mas não por causa de nuvens. Noite à porta.

Spoiler:
Bones, Ho, Sean, Sollrac: Bom, dei dois turnos pra vocês citarem o que iam pegar e/ou trocar, e para que interagissem. Fez, fez. Não fez, ficará sem fazer, rs. Bola pra frente agora por que o mundo é muito mais do que um porão cheio de tranqueira.

Importante dizer que o macacão que vocês estão usando não possui bolso algum, exceto um no peito esquerdo. Fora a mochila que ficou com o Sollrac e a bolsa que o Mic passou pro Sean, o jeito de transportar as coisas que vocês pegaram é na mão mesmo ─ ou no improviso. Daí quero saber como fazem: “amarrar de alguma forma, fazer alguma gambiarra, o típico jeitinho brasileiro, se possível é claro”, mas tentem explicar como, lembrem-se das aulas de artesanato que seus personagens fizeram no ensino primário, lá na E. E. Lodoss Netto da Silva, rs. Tipo, o Bones prendeu uma espada sem bainha no colete de peles, perfurando entre as peles, mantendo a espada entre o corpo e a armadura propriamente, o cabo sobressaindo por um ombro e impedindo que a arma escorregue pra dentro do colete; deu certo, mas a arma fica rangendo no corpo do Bones (não que isso seja problema, talvez apenas num momento que deve haver silêncio da parte dele), fora que uma movimentação extremamente brusca pode rasgar um pouco as peles do colete. Um exemplo. Pensem aí.

E sobre a recuperação de vida, tenham sempre em mente que uma rodada completa em combate tem duração de 6 a 10 segundos...

Bones: sua regeneração depende de meditação, certo, mas espero que concorde que meditação leva algum tempo, afinal, pra você, é a substituição de um descanso normal que qualquer outro personagem teria. Então vou considerar como o que está lá, na tabela de recuperação de energia, só que no teu caso, é um transe poderoso que só poderia ser quebrado com algo muito hostil, como um ataque. E sobre a vida, já tem a recuperação normal da campanha, acho que você nem vai precisar meditar pra recuperar vida (a menos que leve algum tipo de dano que morto não regenera, hm).

Ho: Colega, você não formulou as perguntas, então nem respondi nada. E você também não especificou o que ia pegar, conforme eu pedi. Foi realmente um total devaneio, rs. Mas não se preocupe, eram só itens bobos.

Sean: Essa “bolsa” que o Mic ofereceu é tipo aquelas pochetes de pano, coisa de camponês, pequena mesmo, pra guardar grão recém colhidos. Deu pra visualizar?
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Mar 02, 2016 9:58 am

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Me peguei divagando por um tempo em relação àquelas moedinhas. Apesar de estar quase sempre absorto dos detalhes, tive uma sensação estranha como se fosse desconfiança quando vi a entreolhada que o senhor Mic e o tal Vax fizeram. Tudo por causa de duas moedinhas? O que tinha demais nelas? Criança é um bicho curioso mesmo. Não consegui mais tirar aquilo da cabeça. Fiquei um bom tempo tentando estabelecer alguma ligação dessas moedas para com a situação; teriam algum valor? Será que diferente do que eu imagino, elas poderiam valer mais do que todos os itens e equipamentos que encontrarmos nesses baús? Eu não sei, mas era muito legal imaginar tudo isso.

Seres da Floresta

Acordei quando ouvi o comentário de Vax. As coisas lá atrás, ainda na casa do pintor, terminaram cedo. Fiquei muito satisfeito coma  bolsa que me foi oferecida pelo senhor Mic, acreditei ser o suficiente pra guardar os objetos mais espaçosos que encontrei, sendo eles; o estojo com ervas, a luneta, as pederneiras, os frascos com óleo e tudo mais. O odre com a bebida de cheiro forte que ainda não identifiquei eu tentei amarrar em algum canto do macacão, talvez conseguisse fazer um buraco com as unhas, meio que esgarçar o odre tentando puxar um fitilho deste e passar pelo buraco, amarrar ali...não sei, minha ideia era tentar deixá-lo acessível mas não frágil. Caso não conseguisse, guardaria-o na bolsa que me foi dada por Mic. Não parecia muito espaçosa mas já era alguma coisa. Inclusive deixei-a bem presa na cintura, bem acessível também. Já o cachimbo e as moedas permaneceriam no bolso do meu macacão. A picareta, por sua vez, trouxe na mão mesmo, trocando entre uma mão e outra, dedilhando-a, brincando com o objeto. Realmente estava me afeiçoando a ela?

— Droga...essa chuva ta me deixando ensopado. Vocês não tinham uma capa de chuva não? — Perguntei para Aurélio durante a caminhada. Sendo ele um dos membros daquele lugar talvez soubesse melhor sobre o porquê da escolha das roupas ter resultado num macacão e sapatos de pano. Por vezes eu tinha que espremer um pouco ali, chacoalhar aqui, tudo pra escorrer a água que se acumulava e deixava o macacão cada vez mais pesado. A chuva por sinal não dava trégua. Fiquei muito feliz quando entramos em terreno da floresta por dois grandes motivos; 1 - a chuva parecia não surtir mais tanto efeito e 2 - me lembrou bastante da Floresta da Tortura, lugar que apesar de tudo eu considero como casa.

— Eu costumava viver num lugar parecido com esse, sabem? Chamam de Floresta da Tortura. Era muito legal apesar do nome. — Comentei, apenas por falar mesmo. — Aliás, ei, tio Vax, ainda estamos muito longe? — Decidi aproveitar a conversa para perguntar quanto tempo até a tal Velha Carcosa. As informações que vi de relance naquele mapa ainda não estavam totalmente fixadas na minha mente o que me deixava um pouco confuso em relação a distância. Por isso perguntei.

O problema é que daquele ponto em diante, acompanhar Vax tornava-se cada vez mais difícil. Era incrível, mesmo eles nos dizendo que estamos mortos, eu senti cansaço. Senti meu pulmão arder por falta de ar, senti minhas pernas um pouco doloridas apesar de estar acostumado a andar em terrenos assim. Talvez fosse por culpa daquele desmaio de antes, nem eu entendia muito bem o que estava acontecendo comigo. Senti falta da sopa da tia Sally naquele momento, sempre me dava tanta energia.

Mic também não parecia ter muito fôlego, vi meio de relance quando ele parou e se encostou numa árvore. Rapidamente parei minha caminhada e fui até ele, mesmo correndo o risco de deixar os demais passarem. Notei que Aurélio, apesar da aparência franzina, também seguiu acompanhando tio Vax quase no mesmo passo. Esquisito. Eu podia jurar que ele era do tipo que a essa hora já estaria botando o coração pra fora?

— Ei senhor Mic, está bem? — Indagaria, aproximando-me dele. Neste momento lembrei do meu odre com um líquido com cheiro forte e que por sua vez me trazia lembranças daquela mesma bebida que o tio Targo nos ofereceu noutra aventura de minha vida. Realmente ela ardia bastante mas, se bem me lembro, era bem forte. Talvez forte o suficiente pra ajudar o senhor Mic. Minha intenção então era oferecer um pouco da tal bebida para ele, mesmo sem ter certeza se era mesmo vinho ou não. — Beba um pouco, você parece bem cansado. Aliás, também estou... não imaginava que Vax era tão rápido assim.. — Comentei, meio que arfando.

E então ficaria ali para disposição do senhor Mic. — E obrigado pela bolsa, serviu direitinho! Hahaha! — Completei, mostrando a bolsa na minha cintura.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Seg Mar 07, 2016 3:02 pm

Então o garoto esperou. Ficou ali sentando com a cabeça pousada em seus joelhos, estava encolhido, queria correr, mas já estava desanimado. Apenas agora parava para perceber aonde estava, olhou em volta. Perolas; conseguiu identificar, eram purpura uma coloração que particularmente o Homúnculo gostava, então eles chegaram.

Se espalharam ao redor da área , Ball não entendia o por que daquela movimentação. Observou com curiosidade, negros e tatuados, não tinha nenhum conhecimento sobre algo similar, nem mesmo em Lodos ele detinha um conhecimento comum sobre as coisas. Ele continuo sentado, encarando as vestimentas dos nativos, eram tão diferente de tudo que ele já havia visto, eles eram naturais de uma maneira estranha, pertenciam aquela terra. A linguagem entre eles eram algo novo para Balltier, animalesco, de fato no entanto uma forma de comunicação a sua maneira.  Assim encontrou o olhar do líder, mas não por muito tempo, ele logo em seguida se agachou em um joelho, os demais fazendo o mesmo movimento, o garoto franziu a testa, não entendia e não tinha a menor ideia do por que daquilo. Então a voz do líder explicou o motivo daquilo tudo...

A primeira coisa em sua mente seria a descrença, mas de alguma forma conseguiu compreender que era real, não tinha razão para duvidar dos acontecimentos, estava claro que ele veio do céu, olhou para as pessoas ali prostradas no chão em um cântico, ficou em silencio esperando eles terminarem, mas suas duvidas o golpeava violentamente, deveria perguntar, deveria se perguntar, deveria responder e acabar com o mal entendido. Voltou sua atenção para o líder tentando explicar a situação. - Eh? Sim, eu realmente vim do céu, mas eu não tenho pais... - Tentou manter a logica de em seu pequeno conhecimento, ser considerado filho da tempestade, era algo que nunca e ninguém havia contando para ele. - Eu vi este mundo das nuvens, criaturas malignas, pessoas caminhado acorrentadas vindo do leste, barqueiros de mantos negros. O mar azul, depois negro violento desmembrando embarcações, mas ainda sim, mesmo com os gritos  outros seguiam pelo mar negro.- Parou, estava falando queria resposta, queria entender o motivo de estar ali. - Eu vi uma ilha, sentir algo poderoso, mas não parei nela, eu seguir, então algo me puxou. - Ou o poder tinha acabado, pensou logo em seguida continuou. - Eu não entendo, logo em seguida estava aqui, como se tudo fosse tão real, mas então o Morgan me atingiu com um soco, não entendi, mas parecia que ele não percebeu nada. Ele ficou assustado, quem são os Veitie? Por que o Morgan avisou para eu correr, vocês são perigosos? Eu não queria destruir o altar de vocês, eu juro.- Parou de falar, queria respostas, claro entendia que de alguma forma tinha sido salvo do ataque do senhor Bones, mas ainda sim queria respostas.

Então olhou para o céu, esperando uma afirmação, realmente era um filho da tempestade? Sempre fora descartado como obsoleto ou como incapaz de fazer as coisas mais comuns pela falta de conhecimento. - Onde eu estou? E quem são vocês!- Começou a respirar pesadamente, seu coração batia acelerado, estava morto, ainda tinha coração, confuso, não devia pensar que estava morto, já tinha se adaptado a tal realidade.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Ter Mar 08, 2016 8:41 am

Não sei o que deu em mim naquele momento. Ainda sentia a euforia do que Sean me havia feito, mas a melancolia estava cada vez maior. Deixei o instrumento de lado, assim como as coisas que pertenciam ao outro ser que as usava, assim como, os frascos e as roupas. Nada me servia ali, além disso, não queria ficar em dívidas com "Nic"; meu pai me ensinou que todo mal pagador é um excelente cobrador, além disso, nada fora informado sobre preço.

Minhas idéias vagaram naquele pequeno local. Vi os mapas e fui perguntar, mas por algum motivo as palavras não saíram da minha boca. Motivos?! Não... Só devaneios e lembranças que me despertavam a vontade de voltar à vida e aproveitá-la. Naquele instante eu questionava a minha entrada no exército; me vinha vontade de conhecer a terra, a conexão entre raízes; sentir o ar subterrâneo que muitos falavam que corriam debaixo dos pés daqueles que pisavam no solo da ilha. Queria sentir meu coração pulsar. Eu tinha de pegar esse tal de trianguli. Essa missão não poderia falhar.

Subitamente saí do meu pseudo transe, cerrei os punhos e comecei a caminhar rápido seguindo Vax. Depois de umas horas caminhando rápido fiquei cansado, o que era de se estranhar, mas forcei e continuei. Confiei à minha habilidade o direito de me manter íntegro sob qualquer circunstância e continuei.

A paisagem pouco mudara. Tentei lembrar do mapa, lembrar de uma floresta que se aproximava. Continuei. Foi a alertado sobre as criaturas fortes que haviam lá. Talvez fosse como aquela floresta grande, ou seja, era só mostrar respeito e dignidade que coisas ruins poderiam ser evitadas, então assim faria... Mesmo que fosse provocado, resistiria ao máximo.

Vax andava rápido... Não era de se duvidar que tínhamos pressa, tentei segui-lo. Acho que não ficaria para trás. Talvez o grupo já tivesse atrás, mas esqueci de olhar para trás com Vax andando daquele jeito. Só continuei andando, ouvindo uns reclamarem. Mic não parecia ser de lá, mas agora não perguntaria nada. Só seguiria tentando observar as coisas ao redor, preparado para as coisas que poderiam acontecer. Acho que o que Sean me deu também me ajudava bastante, então continuei.







>off: esqueci de perguntar mesmo, Gm. Hauhauhah. Viajei. Dorgaz. Hauhauhah. Em todo o caso, minha H.E 1 está ativa constantemente, então dá pra continuar de boa -eu acho- heuheuh. Vlw. Heuheuh e<

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Qua Mar 09, 2016 10:24 pm

Quando finalmente estava conseguindo colocar sua mente focada novamente em se recuperar e começando a sentir aquela sensação tão agradável de ter suas energias energias retornando, foi subitamente puxado de volta a realidade por Vax, o chamando para andar logo e ver o mapa. Foi um incomodo, mas nada muito grave, apenas queria ter tido um pouco mais de tempo.

Mas tempo parecia que era algo que não haveria ali, pois o grupo se colocou a andar, cada qual carregando seus pertences. Bones provavelmente era o único que parecia se divertir um pouco com o som que sua arma recém adquirida fazia em seus ossos, coisa que as vezes procurava disfarçar e outras fazia questão de deixar o som chato e irritante soar, apenas para ver a reação do grupo que parecia um tanto desconexo, ninguém falando com ninguém, exceto em raras exceções...

A viagem prosseguia e curiosamente percebeu algo que não lhe fez muito sentido: se todos estavam mortos ali, por que o grupo estava ficando cansado? Esqueceram de avisa-los que mortos não cansam, comem ou dormem? Não, realmente haviam avisado, mas não parecia ser esse o caso, parecia mais que suas mentes ainda estavam impregnadas pelas carnes que um dia vestiram em vida, coisa que ele próprio por ter "surgido" um esqueleto a tanto tempo já nem sabia qual era a sensação.

Mas então alguns foram diminuindo o passo e logo alguns decidiram parar, enquanto Vax e Ho continuaram. Decidiu continuar também, não precisava de cuidados ou descanso e aquele que mais sabia sobre o Trianguli era o próprio Vax, então era melhor não perde-lo de vista, pois ardiloso e traiçoeiro como era, seria sempre bom manter os olhos nele, além de ter uma oportunidade de conversar um pouco mais avontade com ele.

- Vax, aproveitando que estamos em particular... Ho, tape os ouvidos hehehe... Então, voltando... Há alguma chance real do tribunal cumprir com o que nos foi oferecido? Pela reação deles julgo que o Trianguli é importantíssimo, mas se existe um tribunal, então deve existir alguém superior a eles, não? Esse superior aceitaria essa barganha que fizeram conosco? Tenho a impressão de que tal historia não acabará muito bem para nós, basta ver naquilo que me tornei, um bom exemplo do que acontece com quem desafia A Morte hehehe... e é justamente nesse ponto que gostaria de conversar em particular com você uma outra hora, sobre garantias e serviços... hehehe

Novamente reafirmando sua natureza, Bones não era nenhum tipo que se destacava fisicamente, exceto quando se tratava em assustar os outros, mas intelectualmente ele sempre procurava ficar atento e ver um pouco mais adiante do que a maioria, tentando antecipar alguns passos e quem sabe se preparar para as possibilidades do que poderia ocorrer, seja para melhor ou para o pior, e principalmente vendo o que era necessário fazer para alcançar seus objetivos, pois sabia que tudo havia um preço então era bom escolher atentamente qual preço estava disposto a pagar e se o beneficio valeria a pena, nem que pra isso precisasse barganhar com uma serpente como Vax.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qui Mar 10, 2016 6:47 pm

12. Jogos

Ho e Bones firmes seguiram a Vax que, em determinado ponto se virou para dizer algo e só achou metade do grupo. Não gostou do que viu. E pareceu cansado de um jeito esquisito. Eles se lembravam de tê-lo visto assim uma vez, de quando retornou ao quarto, lá na Antessala da Morte. Suando, com a aura de medo reduzida.

─ Certo então ─ ele disse. ─ Vamos esperar os molengas.

Daí escutaram um sussurro no mato. Algo esquisito, algo assim:

?ieRodsetnatisiV ─ Ecoando por entre as enormes árvores.

Ao que outro respondeu:

éoãniuqadohlemrevosonemoA!rebaslicífiD.

E nem deram tempo para Vax explicar o que era, ou Aurélio desejar caminhar pra longe: apareceram, dois adolescentes gêmeos de loiros cabelos longos, vestidos no verde de casacões velhos e calçados nos chinelos marrons de couro. Surgiram de trás de uma árvore, como se escondido o tempo inteiro estivessem. Sorriram, felizes demais, e fizeram saudações exageradas aos quatro. Depois matraquearam como se fossem um só:

─ Olá viajantes!

─ Bem vindos ao nosso reino!

─ Aqui, a todos que passam devem pedágio pagar.

─ Mas não se preocupem, pois dinheiro não é o real pesar.

─ No nosso reino dinheiro não tem poder.

─ Apenas histórias admiramos pra valer.

─ Falsas ou verdadeiras, não queremos saber.

─ Apenas escutá-las é o nosso dever.

─ Mas satisfatórias no mínimo deve ser.

─ Conte-nos uma que começo, meio e fim deve ter.

─ E passar pra fora da Redoma ainda hoje irão fazer.

─ Desde que os estrangeiros assumam esse dever ─ E este, assim que terminou, apontou para Ho.

E o outro, óbvio, esticou seu dedo na direção de Bones.

Aurélio se afastou um pouco e Vax tirou o chapéu da cabeça lisa. Olhou para Ho e Bones e explicou com calma:

─ Eles querem que vocês contem uma história qualquer. Podem fazer isso, ou só entendem de socos e chutes?

Os gêmeos atentos ficaram, impacientes para escutar dos dois uma história qualquer. Pedágio era e dos “estrangeiros” deveria vir.

***

Sean, quando falou com Aurélio, recebeu apenas um muxoxo de confirmação, de que não, não tinham capa de chuva. E nada mais. Pelo jeito não ia conseguir muita conversa com o arquivista, ao menos não por enquanto. Que seja, o fato é que agora Sean estava de papo com Mic.

─ Obrigado ─ Mic aceitou a bebida. Deu uma cheirada antes, fez uma cara de sei lá o que é isso, e deu uma golada. ─ Bom ─ disse, apesar da careta. ─ Muito bom. Obrigado mesmo. Já até me sinto melhor. Nossa. Me sinto bem melhor.

E parecia mesmo. Revigorado. Deu outra golada, e Sean teve de pegar o odre de volta, se não Mic poderia secar tudo ali e agora.

─ Vax deve estar com pressa porque não é ele mesmo. Deve ser uma das peles, hm.

O que? Mas então outro alguém na cena:

─ Ei, você aí. Sem ser o tio Miclangelo, você jovem bonitinho. Sabe fazer contas?

Sean olhou na direção, lá pro alto de uma árvore. Essa era uma árvore de tamanho normal, o que ainda assim significava mais de 30 metros de altura.

A menina estava sentada num galho, pés a balançar - exatamente como Sean, de quando esteve acorrentado. Ela soltou um riso quando os olhares se deram.

─ Sabe fazer contas? ─ perguntou outra vez. Deveria ter a mesma idade que Sean, pele bronze com cabelos escuros. Olhos grandes e divertidos, duas amêndoas. Vestia vestido roxo, um cachecol branco laçando o pescoço. Os pés descalços balançavam e na meia luz do fim da tarde a pulseira de ferro num dos tornozelos reluzia. ─ Tio Mic eu sei que sabe, mas bem pouco – ela pôs a mão de lado sobre a boca, como se contasse um segredo sussurrado: ─ Ele não soube resolver nem o “Problema dos Vendedores de Melão”. ─ Daí deu uma piscadinha para o Mic e riu.

─ Ah, você ─ bufou Mic. ─ Sabe, acho que não temos muito tempo para seus joguinhos.

─ Apenas um, vai ─ ela pediu, balançando os pés. E nem esperou, apenas começou a falar, divertida: ─ Jovem bonitinho, vamos supor que você é um viajante e tem 1 cavalo. Vai andando pela estrada e encontra 3 irmãos discutindo. Eles pedem sua ajuda para resolver um problemão de herança. Acontece que o pai deles deixou de herança 35 cavalos, sendo sua vontade que a metade do todo ficasse para o irmão mais velho, um terço para o irmão do meio e um nono para o mais moço. Mas como pode ser? Metade de 35 cavalos é 17 cavalos e meio! O jeito seria partir ao meio um dos cavalos? E a partilha dos outros irmãos também não dão em números exatos. Como resolver o “Problema da Herança”, jovem bonitinho?

***

Sollrac caminhou, nem ficando pra descansar, nem seguindo de perto Vax e os outros. Apenas continuou num ritmo próprio, atrás dos rastros. Entre a mata, teve certeza que estava alcançando alguém. Talvez Aurélio, talvez Bones. Essa pessoa estava parada e quando Sollrac chegou numa distância em que já interpretava bem desenhos e formatos, percebeu que não era alguém que conhecia.

Primeiro por que o cidadão cantando estava. Segundo por que era uma mulher e não havia mulher no grupo. O manto lhe cobria da cabeça aos joelhos, fechado, de modo que não se via nada dela. Só do joelho pra baixo, claro: os pés descalços sujos na terra molhada, sujos mas de algum modo confortáveis, acostumados. Unhas pintadas de rosa.

Bela voz, algo que se Sollrac um dia se familiarizou com nomenclaturas de tonalidades, pensaria naquela como um mezzo soprano. E era noutro idioma, de modo que Sollrac nada captava de seu significado. Mas parecia triste, um lamento.

Então ela parou o canto e se virou e mesmo assim pouco podia ser visto do seu rosto: o queixo, os lábios, os cabelos castanhos encaracolados ao redor do pescoço.

Os lábios sorriram, gentis.

─ Gosta de música? ─ perguntou, como se soubesse que Sollrac estava por perto, sem necessariamente lhe olhar nos olhos. ─ Três cantos tenho aqui e queria que os escutasse e me falasse o que acha.

Coisa estranha, aquela abordagem. Mas de algum modo Sollrac escutou. Como se realmente estivesse curioso, se não pela letra, pela voz.

O primeiro canto foi assim:

”Ela e ele opostos são,
Ela morta e ele não.
Ela corpo e alma tem,
Ele, mente somente vem.
Ela jornadeia sobre os pés
E ele no ar encontra viés.
Aquele de ossos entre eles estará
Melhor ficará depois que o Trianguli pegar!”

Soou, novamente, como um lamento. Diferente do segundo canto, já engatado, que saiu da boca dela com mais energia e vibração. Foi assim:

“Aquele que meio é, inteiro será.
Mas na completude se perderá.
E quem poderá lhe obliterar?
Amigos e família não reconhecerá!
Apenas a linguagem do matar entenderá!
Quem ele será?”

E pausou. Um respiro, e então o terceiro canto:

“Canto eu pela terceira vez,
Pois foi em três que tudo se fez
Mas atenta na previsão da vez:
Apenas um dos cantos terá real vez!
Ou então os três de uma única e mortal vez!

Três cabeças um deles tem, na masmorra de prontidão.
O outro da espada traz julgamento, corta fora toda podridão.
Dono da ilha o terceiro é, reina soberano onde põem o pé.
Guardam o item tão precioso
E a todos enfrentam sem hesitar.
Sobre fiel juramento velaram:
O dever de matar quem perto chegar.
E se os já mortos os enfrentar,
Então grande pugna será!
Se os guardiões por cima saírem,
Equilíbrio há de continuar.
Mas se aos mortos a vitória for dada,
O tão precioso item se juntará.

Do casamento então será
O perfeito caos a reinar,
E para todos os mundos há de sobrar
Dor e tormento no gorgolejar.”


Fim. Então ela se mexeu um pouco, como se respirasse fundo após uma longa e tensa apresentação diante de enorme público. E enfim quis saber de Sollrac:

─ Agora me diga, por favor: de qual mais gostou?

***

Balltier foi falando e os cantos cessaram para que todos escutassem. Apenas escutaram, olhos bem abertos, como se uma importante mensagem estivesse a sair da boca do homúnculo. Ao fim, alguém disse:

─ Talvez esteja um pouco confuso.

E outro:

─ Ou então, não ele.

Nessa o líder se virou para o próprio bando, rápido, peito estufado.

─ É ele! Tem de ser ele! Não ouse questionar as previsões daquela que tudo vê. ─ Se virou de volta para Balltier. ─ Você está na Pérola. Veitie é o nome do nosso clã. Iremos levá-lo agora, para conhecer nossos líderes. E aqui, todos são perigosos, até o chão onde pisa.

O líder deu com a mão, para que Balltier o seguisse. Saiu na frente, os outros caçadores logo atrás. Balltier foi junto, meio que sem escolha. Mas andou só um metro, pois Morgan saltou de cima da árvore, todo revestido de heroísmo ─ ou então apenas querendo impedir que o único sujeito mais próximo de sua missão original (Ball) fosse levado por indígenas com caveiras de animais sobre as cacholas.

Saltou, caiu pesado sobre dois. Alguém lhe furou o lado do corpo com uma lança e duas flechas se cravaram no seu peito, tempo de reação dos Veitie = a muito rápido. Logo Morgan era Pedreira outra vez, socando a direita e a esquerda, todo cinzento. Os Veitie fizeram um cerco, mantendo boa distância, explorando ataques combinados. Num desses Morgan caiu, o cabo de uma lança no peito lhe empurrando ao passo que outra lança foi posta atrás dos joelhos. Tombou. No tombo gritou:

─ Vai menino! Corre daqui!

Estavam todos bem ocupados com Morgan. Era uma briga em que ele tinha a vantagem por ser mais durável, mas ficava muito atrás quando o assunto era número de combatentes em cada time.

Spoiler:
Era pra eu postar ontem, mas Thor passou aqui perto de casa, furioso, com vários amigos relâmpagos, um deles assassinando meu pc, que já foi pra uma ressuscitadora, da qual saberei noticias apenas na próxima segunda, de modo que agora estou no note emprestado postando muito rapidamente, como devem ter notado (ainda bem que eu já tinha as rimas prontas, hm). Provavelmente vou atrasar nessa próxima rodada, e se eu não responder pm já sabem o porquê. Aviso importante: cuidado com o Thor, principalmente se vc for de SP. Ele ataca de tarde.

Bird: 50 xp pelo atraso (depois posto lá no Registro)

Bones e Ho: Se aceitarem “pagar pedágio”, cada um contar uma história pode fazer. Mas opcional também é, um começar e outro terminar – claro que daí, combinações terão de ter, pra ver o que fazer. Sobre tamanho e formato, livre a escolha é de vocês. Assim como tema, pois satisfatória é o que importa ser (mas a preferência deles é por aventura e/ou terror, hm).


Última edição por NR Sérpico em Qua Mar 23, 2016 11:48 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Dom Mar 13, 2016 2:14 pm

Fechou os olhos, era como se cada palavra dos nativos o afetasse, ele sabia desde o começo, não era quem eles procuravam. Por que aquilo o atormentava? Olhou para o predador, ele não era o líder, alguém importante, mas ainda assim, não era o líder. Manteve a postura que ao menos ele pensava que alguém importante usaria, como naquelas historia que lhe contavam sobre escolhidos e heróis, manteve o olhar. Se levantou lentamente, não estava tão machucado como achava, mas se fez um pouco debilitado, precisava de tempo. Em apenas dois passos, então Morgan desceu sobre alguns Veitie. A reação daquele clã fora algo incrível, Balltier nunca tinha visto algo como aquilo, de certo só reforçava o quão perigoso era aquele local, se eles detinham tal velocidade em enfrentar Morgan que fora um oponente a altura do Meio-orc de seu antigo grupo que chance Ball tinha sozinho? Ele ouviu a voz de Morgan, olhou para o lado tinha de ter uma abertura, estavam focado em Morgan, não hesitou e apenas se moveu gritando a plenos pulmões, ele tinha certeza que Morgan não era uma pessoa tão ruim como parecia, então tinha de fazer sua parte. - EU SOU RAZIEL, FiLHo da teMPestade. - Saiu correndo, certamente imaginou a cena, ele gritando a todo pulmão algo que ele nem tinha certeza, apenas para ajudar a um inimigo que o havia ferido, se achou um idiota, muito idiota, ridículo de verdade mas não parou de correr.

Ele era Balltier El Raizel, não que isso fosse algo incrível, mas também não era qualquer coisa, um homúnculo, com nove anos, se tudo desse certo ele podia viver por séculos, mas não era hora para isso. Seguiu em linha reta, se embrenhar na mata era uma alternativa, mas duvidou que os Veitie fossem incapazes de seguir, teria de ter algum lugar, antes que ele perde-se toda energia, teria de encontrar um lugar.


Seguiu correndo, não olhou para trás nenhuma vez, estavam o seguindo? O pior cenário para ele se fosse fácil de seguir seu rastro, mas até então estava chovendo, uma coisa boa talvez, o macacão poderia estar começando a pesar, mas isso não iria desanimar o homúnculo, começava a se preocupar com Morgan, será que ele ficaria bem? Ele tinha feito aquele sinal feio para ele, algo como o dedo do meio como os humanos usavam, coisa de homúnculo sabe... Decidiu que já estava na hora de se arriscar na mata, ou um lugar que servisse de abrigo, duvidava que fosse capaz de usar as arvores como Morgan fizera, se bem que até o momento antes do ataque os veitie não tinha notado o gigante, talvez este fosse o ponto fraco deles? Não tinha como saber. Encontrar um lugar que se poderia servi como abrigo iria esperar, quieto, furtivo, se algo morasse ali? Ou pior se algo o encontrasse ali fora, também devia tomar cuidado aonde pisa, estava todo tenso, tudo que ele ouviu do predador dos veitie ele havia de usar naquele lugar, tomava cuidado ao pisar ao andar ao se mover, tinha que descansar o bastante, dormi um pouco, precisava disso.


Qual será o motivo de Morgan, talvez ele escutou  a historia de Balltier, de como haviam chegado ali, ali onde? Perola? Uma ilha chamada perola por ter apenas um altar; não talvez naquela ilha existisse mais santuários, assim que descansasse deveria conferir isso, conferir como estava Morgan, tinha tanta coisa para fazer, mas estava cansado e machucado, com o tempo passando iria tentar entrar em algum local que havia de achar, ou se não iria dormi ali, apenas um pouco, já deveria de acordar. Seguiu para a mata, seu cuidado era algo estranho, como se contassem que um dragão poderia sair da terra a qualquer momento para abocanhar o garoto. Então seguiu a procura de um abrigo temporário.

H.E:

Nome: Retribuição dos criadores.
Nível: 1
Descrição: É uma habilidade inata criada pelos seus criadores, sendo assim Ball, não tem conhecimento sobre como controlar este poder inicialmente, porém esta tem um gatilho: Balltier não pode dar o primeiro golpe em uma luta, caso o mesmo golpeie o adversário a habilidade é anulada, no entanto golpes indiretos não contam. Ao receber um golpe com intenção de prejudicar o corpo ou a mente do Homúnculo, um contra ataque energizado é realizado utilizando a energia de Ball e o dano recebido. A energia segue em forma de onda seguindo contra a direção do responsável pelo ataque.Mesmo que Balltier, não sinta o golpe ou até mesmo não veja de onde o ataque surgiu o ataque se movimenta como uma entidade contra o agressor.
Efeitos: Devolve 40% do dano recebido + energia utilizada.
Custos: 22% de energia.
Duração: Instantâneo.
Tempo de Conjuração: Imediato
Alcance: 20 metros
Área de Efeito: Pessoal.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Seg Mar 14, 2016 7:28 pm

Estávamos andando rápido, aquele trabalho mental não era fácil, tanto que achava que um mês ali poderia fazer até alguém comum suportar a pressão psicológica no campus de treinamento de Tákaras. Sim. Estava pesado. Se não fosse a ilusão de estar usando minha habilidade, não sei se teria conseguido, mas depois fui percebendo que eu não a estava usando, mas aquela adaptçõ ainda exigiria muito de mim.

Fomos adentrando o bosque, desviando de obstáculos naturais, até um momento em que paramos para esperar o resto do grupo, então ouvimos vozes que se comunicavam entre si utilizando um dialeto que eu nunca havia escutado quando vivo, então da mata surgiu dois seres que aparentavam ser jovens e se diziam senhores daquelas terras. Sendo assim, teríamos de pagar uma espécie de taxa para podermos passar. Eles não queriam dinheiro; queriam uma história com início, meio e fim. Pediram apontando para mim e para o ossudo Bones.

Ouvi a indagação do senhor peçonha, nem dei bola então tomei a frente, de repente lembrei de uma piada, lágrimas quase saíram dos meus olhos, os pulmões se encheram de ar e contei:
--Era uma vez um pintinho que nasceu sem cu. Um dia vendos os amigos peidarem, resolveu fazer o mesmo e explodiu-- Gargalhei. Eu sabia que seria repreendido mais tarde.

Mas então no meio da minha gargalhada, levantei a cabeça e disse -- é brincadeira! É brincadeira. Uuuuh Hahahah-- Recuperei o fôlego aos poucos limpandos as lágrimas dos meus olhos. --Ah, man. Lembrei daquele dia hahah. Perdão, agora vem a história de verdade, a qual verdadeiramente desejo contar-- O tom de seriedade tomara minha feição como se há instantes antes nada houvesse acontecido, então comecei mesmo sabendo que agora eu estaria desacreditado tanto por meus companheiros quanto pelos que pediam a história, então levaria a sério; até a voz ficaria mais sombria:

--Era uma manhã comum, um pouco antes dos primeiros raios do grande lumiar do dia tocarem a primeira folha da árvore mais alta. Dois cavaleiros estavam encarregados de uma missão aparentemente comum que consistia em transportar um artefato desconhecido de volta ao campo do exército ao qual pertenciam.

Haviam se hospedado em uma pousada humilde, a única que haviam encontrado após horas e horas de uma corrida cansativa em uma carruagem; a noite havia sido longa, pois a ansiedade por completar a missão daquele objeto tão estranho. Intercalaram a vigília, mas nenhum deles havia se sentido bem. Acordaram acabados, os músculos doiam como se houvessem sido pisoteados por cavalos de guerra naquela noite. A cabeça também não lhes deixava respirar em paz.

Montaram à carruagem e continuaram a viagem. O dia estava tranquilo. Nem música de pássaros, nem piu. As rodas atritando nas pedras da estrada eram as únics coisas sentidas e ouvidas, mas os soldados estavam atentos, pois queriam sucesso e não lamentos. As horas passavam, ficava mais quente, mas o cenário não mudava, nem nada notavam... Até que...-- tentei fazer suspense, durante a história, eu gesticulava e tentava imitar as emoções para fazer ficar interessante--

Até que um comerciante também em uma carroça surgiu no horizonte na direção contrária, os soldados fitaram os estranho, que passara rapidamente por eles até sumir na estrada. Mas alguns metros depois sentiram as costas arderem e olharam institivamente para traz e viram que o pano que cobria o veículo estava em chamas, bravejaram e urraram enquanto pulavam rapidamente nos cavalos, cortavam as correias e abandonaram a carroça, levando a carga que estava presa a um dos soldados.

Desembainharam as espadas, sabiam que o confronto viria, se armaram com seus espíritos, coragem e vida dispóstas ao sacrifício como verdadeiros guerreiros.-- Dei outra pausa inigmática, a qual eu aproveitaria para ver a reação dos ouvintes e continuei-- Deu certo? Meu amigo continuará o resto.

Deixei uma parte que achara justo à Bones, esperava que ele conseguisse improvisar aquele ápice e o fim. Chegaria a Vax e perguntaria baixinho-- E aí? Tudo certo?
Esperava ter feito um bom trabalho.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Ter Mar 15, 2016 9:25 pm

Durante o caminho para a Velha Carcosa, a chuva pareceu ter dado uma estiada, mas na verdade era por causa das enormes árvores que cercavam o local. Parecia que estávamos em um tipo de cidade – floresta, talvez uma cidade de elfos ...

Muito vento e a chuva gelada me deixava um pouco fraco e acabei andando devagar e a única coisa que ouvi da boca de Vax foi para ter cuidado com os seres da floresta. Por ter andado devagar devido a chuva e o clima frio acabei tendo de seguir os rastros de meus companheiros e acabei me perdendo deles. Continuei meu caminho mesmo assim, na esperança de encontrá-los, porém acabei encontrando outra pessoa, não a conhecia.
Estava completamente coberta dos pés aos joelhos com um manto, pelos pés sujos, mas ainda delicados e pela bela voz que cantava em uma estranha língua, identifiquei que poderia ser uma mulher. A melodia parecia ser algo triste...

_O que será que está cantando?_ murmurei... e parece que de alguma forma lhe chamei a atenção, pois a figura parou com o seu canto e se virou, nisso pude ver um pouco dela sobre o tecido e me perguntou se eu gostava de musica e que iria cantar três, e que gostaria de saber o que eu achava.

Ouvi cada uma delas e também estranhei, pois não imaginava que iria falar a minha língua. Assim que terminou a terceira que foi a mais longa de delas, ela se virou e me perguntou de qual mais eu gostei.

_A segunda me chamou muito a atenção, mas gostei muito da última que cantou! Me desculpe mas como você cantou em sua musica, o que elas significam? Me parecem ser sobre uma lenda ou profecia sobre o tal Trianguli..._ Respondi e fiz uma pergunta enquanto a tentava observar sobre o manto que a cobria.

_Seria um ser da floresta como Vax tinha falado antes?_ Pensei...

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qui Mar 17, 2016 8:03 pm

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Mic quase acabou com a bebida, parecia esfomeado. Puxei rápido antes que ele tomasse tudo. Posso jurar que senti vontade de tomar um golinho também? No entanto fui surpreendido pelas palavras do pintor. Falou algo sobre as peles. Isso me deixou curioso, tudo começou pela sensação estranha que eu tive desde que o vi no quarto aquela primeira vez. Podia jurar que tinha algo a mais, só não consigo entender o que tem haver uma pele com isso. Enquanto guardava a bebida, ainda meio pensativo, pensei em cutucar minha pele do braço pra ver se conseguia pensar em algo relativo...

— Que?! — Atônito, virei pra cima procurando por quem me chamava. É que enquanto eu estava distraído, quase não percebi uma garota que apareceu do nada, pendurada em um dos galhos da árvore. Ela balançava os pés igual eu quando estava ansioso. Aquilo me fez sorrir enquanto por fim, respondi ao seu elogio; — Obrigado! Você também é muito bonita! — Disse.

Acontece que a tal garota e Mic pareciam se conhecer. Não entendi muito bem, eles trocaram algumas palavras e deixaram no ar alguns mistérios que no momento eu não fazia questão de resolver. Quero dizer, eu já estava com outro dilema em mente. A menina simplesmente me colocou num jogo, e admito, eu adoro jogos. — Uh-uh! Vamos brincar sim! — Cerrei os punhos, animado.

E então esperei. Ouvi atentamente qual era o desafio. A menina me lançou um enigma, parecia mais uma xarada. Inclinei a cabeça meio pensativo, a mão direita foi de encontro aos meus cabelos, bagunçando-os, enquanto a esquerda dedilhava o tecido do meu macacão. Pensei em andar para um lado, depois para o outro, por mero instinto. Estava mesmo pensativo.

— Hmmm, essa conta é bastantão de difícil. Agora entendo porque ela zomba de você, senhor Mic. — Comentei, ainda pensativo.

Quer dizer então que, naquele dilema, a herança de 37 cavalos deveria ser dividida em partes específicas para cada filho, entretanto, nenhuma delas tinha um número exato. Eu também tinha um cavalo, o que pra mim já estava de bom tamanho, oras, pra que os irmãos querem tantos cavalos? Pra comer?

— Já sei! — E então apontei para a garota com a mão direita, chamando-lhe atenção. — Os irmãos podem simplesmente matar um ao outro, não podem? Quem sobreviver pode ficar com toda a herança. Parece bom! — Argumentei, realmente pensando que aquela era a solução mais plausível. No fim, tentaria puxar um pouco da opinião de Mic ao dizer; — Ou simplesmente eles podiam fazer casais com os cavalos e assim ter uma grande família de cavalos com cavalos para todos! O que acha senhor Mic? — As ideias realmente me pareciam cabíveis.

Eu estava um pouco confuso, não sabia ao certo qual das duas eu daria como a resposta certa. Aliás, aquilo era só um jogo certo?

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Seg Mar 21, 2016 11:47 pm

Meu amigo continuará o resto.


- ... E nada aconteceu por alguns instantes. Segundos pareciam horas devido ao estado de alarme que se encontravam, pois a qualquer instante o inimigo poderia surgir, mas da onde viria o ataque, era o que todos se perguntavam...

Bones ouviu o que os dois "garotos" diziam, achando realmente coisa de criança fazer as rimas como fizeram, mas pelo visto deveriam ter que "jogar o jogo" caso quisessem passar e para isso teria que bolar uma história. Não conseguia imaginar outras historias, pelo menos nao alguma que eles pudessem se interessar, quando viu que Ho tomou a iniciativa e começou, narrando os fatos, provavelmente uma de suas historias talvez, mas estava servindo de inspiração, quando acabou de subto e por sorte, por estar compenetrado, Bones conseguiu continua-la, embora o que viesse de sua nada normal cabeça talvez pudesse ser surpresa, inclusive para ele próprio...

- E quando alguns ja pensavam em baixar suas armas, um breve porém forte clarão amarelo-avermelhado surgiu na mata e uma bola de fogo atingiu o que restava da carroça, muito mais tentando intimidar do que acertar, fazer os coitados dos cavaleiros correrem com os rabos entre as pernas.

E com sua narrativa, procura ir alternando seu tom de voz, as vezes mais serio e as vezes mais irônico, dando enfase a cena, gesticulando, de forma a tornar a teatralidade o mais presente possível.

- Destemidos, os cavaleiros se entreolharam e ja sabiam o que cada um teria que fazer, pois eram companheiros de longa data e saqueadores não seriam páreos para eles. Um deles, o maior, tomou a dianteira, assumindo uma clara postura de combate, desafiando e chamando os oponentes, enquanto que o outro andou lateralmente e passou por tras da carroça, mas não saiu dali, provavelmente armando algo? Quem sabe... Mas o fato fez com que os inimigos pulassem da mata e tentassem atacar o desafiante com tudo.

- Sua grande espada servia como arma mas também como defesa, pois sua lâmina era tão larga quanto um tronco de uma mulher, e sua forma de manuseá-la usava-a em movimentos continuos, sempre rodando e girando a seu redor, num golpe interminável que mantinha os inimigos não muito próximos e acertava-os numa distância segura. O medo e descrença começaram a tomar conta dos atacantes. "Como um homem só pode deter todos eles?" era oque a maioria pensava.

- Mas ele não estava só. O outro, mais habilidoso e astuto, aproveitou das habilidades de seu companheiro e usou a oportunidade para se esgueirar e se enfiar na mata, resurgindo dela com o lider do grupo logo a sua frente, o mesmo que havia se disfarçado de comerciante e passado por eles, com uma espada curta pressionando seu pescoço e outra com a ponta em suas costas. O grupo imediatamente se rendeu, todos eles derrotados por apenas dois cavaleiros.

- Ao serem interrogados, o grupo disse que precisavam do artefato, caso contrário sua vila natal seria destruída justamente pelo mesmo exército que lutava contra o exército dos cavaleiros. O cavaleiro mais astuto viu a oportunidade e preparou o plano. Os saqueadores levaram o artefato ate o exército e os cavaleiros se infiltraram com sua ajuda, conseguindo usar o artefato e destruir mais da metade das barracas e inimigos com um grande clarão de luz.

- Depois daquilo, não havia mais guerra, o exército se rendeu e os cavaleiros estavam livres para voltar a sua espelunca e contarem as façanhas de terem acabado com uma guerra praticamente sozinhos e todos acharem que num passavam de histórias de bêbados, não que isso importasse para eles, contanto que lhe pagassem a cerveja...


Não fazia ideia se havia narrado uma historia boa ou não, mas o que sabia era que havia improvisado e tentando colocar algum nexo, drama e ação na historia, além de uma certa reviravolta nos fatos, algo que normalmente acaba prendendo a atenção dos ouvintes. Ao terminar, olhou ao redor, como se estivesse acordando para a realidade por estar muito envolvido e se dando conta que havia terminado, olhando para ver se havia alguma reação de alguém e se poderiam seguir...

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Mar 23, 2016 11:41 pm

13. Sinfonia da noite

A menina deu um risinho ao ouvir Sean se queixando, talvez cheia de si por ter elaborado um problema complicado. Daí Sean simplificou de um jeito que não envolvia muito divisões, mas subtrações.

─ É uma alternativa ─ Mic respondeu, depois de ouvir a proposta de Sean. E apertou os olhos na direção do menino: ─ Mas você não é jovem demais pra ficar com essas ideias?

Já a menina não deu mais risinhos e até parou de balançar os pés.

Não! Nananinanão! Não é assim que brinca de contar! ─ Pareceu até brava, mas não estava. Estava era antecipando o glorioso momento a seguir: ─ Vou explicar! ─ E até tornou a balançar os pés. Respirou fundo e decifrou o problema com aquele tom de mais esperta na voz: ─ O jeito de resolver o problema é você somar o seu cavalo aos dos irmãos. Assim, serão agora 36 cavalos. A parte que cabe ao irmão mais velho é a metade do todo, que, agora, será 18 cavalos! A terça parte do todo fica para o irmão do meio, ou seja: 12 cavalos! E ao mais novo a nona parte deve ser dada: 4 cavalos! Todos saem ganhando meio cavalo a mais do que no inicio do problema, veja só, caso resolvido! E ainda sobram o seu cavalo e mais um, que, se você for esperto, vai pedir como recompensa por ter solucionado o caso! Vê? Sabendo fazer contas, todos saem ganhando! E, as vezes, se você subtrair algo seu, acaba resolvendo o problema do todo e, quem sabe, ganha algo no final!

Daí ela saltou lá de cima. Metros de altura, mas pousou como uma pena, mal espatifou água de chuva empossada na terra.

─ Vocês estão saindo?

─ É ─ disse Mic. ─ Tem uns sujeitos mais a frente. Estão comigo. Nos separamos meio que sem querer.

─ Ah, entendo. ─ Ela torceu a boca, mastigando um pensamento. Decidiu: ─ Posso guiá-los até eles então!

─ Não precisa. O rastro está fresco.

Mas a menina olhou em silêncio para Mic e ele corrigiu:

─ Tudo bem, vamos lá.

Ela saiu na frente, caminharam. De repente ela descansou o passo um pouco, pra emparelhar com Sean. Mic caminhava mais atrás.

Ela disse:

─ Sabe por que não dava pra resolver o "Problema da Herança" daquele jeito? ─ Agora, ombro a ombro, Sean notou que ela era uns dedos mais alta que ele. E deve ter ficado escondida em algum lugar nos galhos, pois não estava ensopada pela a chuva. No máximo, uma leve umidade aqui ou ali. ─ Porque era uma questão de herança, oras! Era a vontade do pai que a partilha fosse feita daquele jeito, do contrário, o espírito dele não descansaria em paz, pois seu desejo póstumo não foi respeitado! ─ Então ela olhou para Sean ─ Imagina se fosse com você, se os seus pais tivessem deixado algo muito, muito importante, com instruções especificas sobre o legado. Você seguiria ou não as instruções? Faria de outro jeito, do seu jeito, ou respeitaria a vontade de seus pais?

Apesar de ser nova, em alguns momentos a linguagem parecia além de alguém jovem e imaturo.

Mas então, não mais:

─ Eu, por exemplo, se fosse sua mãe, ia te deixar uma capa de chuva! Mas você teria de dobrar direitinho quando não tivesse usando, pra não ficar amassada.

Mic tentou entrar:

─ E se eu fosse o seu pai te daria uma bolsa cheia de ─

─ Ó lá ─ cortou a menina da floresta, apontando mais adiante. ─ É um dos seus amigos, né, tio Mic?

─ Não é aquela coisa "nossa, como são amigos", mas conheço sim.

A floresta abriu um pouco, de modo que puderam ver. Era Sollrac. E estava sozinho.

Claro que ainda agora estivera acompanhado. Mas ouviu o som de vozes vindas de trás, desviou um pouco o olhar pra ver que eram Mic, Sean e uma menina, e depois percebeu que a mulher que cantara pra ele ainda agora não estava mais lá.

Antes disso:

─ Ah, o terceiro então? ─ disse a moça. ─ Mas foi o canto do meio, sobre o que meio é e inteiro será... que mais te chamou a atenção? Hm. ─ Pensamento alto, ela até demorou pra notar a pergunta de Sollrac logo a seguir. Deu de ombros e respondeu: ─ São apenas cantos que me vieram em mente assim que o vi. Não sei se significam alguma coisa, isso só você pode dizer. Eu apenas cantei.

Sollrac tentou, mas conseguiu captar poucos novos detalhes na moça. Apenas um: num movimento que ela fez, foi possível notar uma vermelhidão abaixo do olho esquerdo dela, como se fosse uma cicatriz. Mas Sollrac viu muito pouco para ter certeza do que era.

─ Estou apenas de passagem... mas iremos nos encontrar de novo.

Disse como se estivesse se despedindo, mas continuou apenas parada. Até o momento que Sollrac captou o som das vozes, desviou o olhar, e então a moça já não estava com ele. Sumiu depressa. Ou será que foi apenas uma... bom, Sollrac estava um pouco cansado, verdade, hm. Mas ainda não era o bastante para causar alucinações. Estranho.

A menina morena vestida num vestido roxo e com o pescoço envolto num cachecol que caminhava junto de Sean disse para Sollrac:

─ Olá! ─ E sorriu com a simpatia das crianças. ─ Sabe fazer contas, moço?

Mic se manifestou:

─ Mas menina, você já brincou de contar hoje! Deixa pra outro dia, certo?

Ela pareceu contrariada, mas não insistiu e nem olhou em silêncio pra Miclângelo, que não precisou corrigir nada dessa vez.

Mic não pareceu preocupado em apresentar a menina para Sollrac, e ela também não parecia tão interessada em saber quem era o meio dragão. Ela apenas disse que ia ajudá-los a achar os outros membros do grupo. Não deveriam estar longe.

E realmente não estavam.

Lá, no salão improvisado de contação de histórias, que era na verdade uma pequena clareira perto de enormes árvores, Ho começou com uma... brincadeira. Vax deu algumas piscadas, como se tivessem jogado pó em sua cara e ele estivesse tentando entender o sentido daquilo. Aurélio olhou pra Bones e depois pra Vax, curioso pra saber se era o único que não estava rindo. E os meninos ficaram um pouco pasmos, não tanto pela piada, mas muito mais em ver um meio orc rindo.

Mas quando Ho consertou a postura e começou a narrar de forma séria, os gêmeos sentaram no chão molhado de chuva, cruzaram as pernas e ficaram um período sem piscar, cobrando o pedágio com atenção. Interagiram, conforme a história era contada. Ho pôde ver um sorriso imaginativo nos dois, talvez ambos se imaginando nos papéis de cavaleiros viajantes. A hora do suspense fez um deles abrir a boca pra respirar.

─ Foi o comerciante! ─ sacou.

─ Sacana meliante! ─ disparou.

─ E depois? ─ perguntou.

E depois Ho continuou e logo parou. Eles ficaram esperando, mas... Ho virou o rosto pra Vax querendo um retorno. Vax fez um sinal que deveria significar "mais ou menos, mais ou menos". Daí Bones rapidamente pegou o fio. E nada aconteceu na história naquele ponto. Os meninos murcharam os peitos, voltaram a respirar, seus ombros caíram, suas bocas torceram.

─ Uma ilusão, será?

─ Daquelas que as bruxas fazem, bem pra lá?

Mas Bones enfim narrou o ataque, numeroso. Nessa, os meninos recobraram o animo, se imaginando novamente como os cavaleiros do conto. Daí tornaram a se acalmar com aquela reviravolta. Ficaram pensativos, talvez se colocando, agora, na pessoa dos "bandidos". A solução final pareceu satisfatória aos dois. A lição que pegaram, pensando nos bandidos que não eram bandidos, foi que:

─ A aparência nem sempre...

─ Significa ciência!

Se levantaram do chão, limparam os fundilhos dos casacões e agradeceram pela narração. Pareciam satisfeitos e saíram caminhando, como recordados de algo importante a fazer por aí em algum lugar. No caminho discutiam quem eles eram.

─ Eu sou o astuto, pois você é muito lento da cabeça.

Bah, o que gira a espada é muito mais legal!

Sumiram floresta a dentro.

Aurélio, para Ho e Bones:

─ Mas o que era esse artefato, afinal?

Os outros apareceram. Estavam junto de uma menina. Ela cumprimentou eles e perguntou se sabiam fazer contas. Vax disse que sabia, mas que suas contas não eram para jogos bobos. A menina não pareceu ofendida. Caminhou a frente, como que guiando o grupo, quando na verdade não precisavam de guia nenhum. Todos estavam relativamente descansados, Sean parando com Mic, Sollrac parando pra ouvir cantos, Ho e Bones parando pra contar histórias ─ sim, deu pra recuperar o fôlego e até se distrair um bocado. Logo continuaram normalmente. A chuva ainda era forte, e só perceberam isso quando a floresta acabou.

No fim da floresta, havia uma parede translucida azulada que parecia pender no ar.

─ Até logo. Voltem sempre. ─ Essa era a menina da floresta, despedindo deles e dando tchauzinho.

Vax foi na frente, cruzou pela parede e nada aconteceu, foi como passar por um lençol. Todos passaram. A chuva pegou eles de novo. E agora eles não estavam mais caminhando numa campina, sobre folhas ou galhos ou terra fora.

Estavam na pedra dura. Era como se a floresta tivesse um limite definido, como se suas raízes não crescessem além daquela parede azulada que, olhando pra trás agora, ia alta pelo céu, até onde a vista alcançava naquela quase noite em que estavam.

Verdade, quase noite. A elipse daquele lugar causava ilusões óticas: o céu parecia próximo demais; as nuvens, à altura das mãos. Cada som no céu, ronco de trovão ou vento mais forte, parecia amplificado. As vezes era até de se duvidar se os roncos vinham mesmo do céu. Ou então estavam num ambiente alto, apenas isso.

Caminharam um pouco num ritmo normal. Logo sacaram que Vax estava conduzindo o grupo até uma encosta, talvez buscando algum abrigo temporário para a chuva. Mas, droga, por que não ficou na floresta então? Chegaram na encosta, encontraram um recuou, como uma caverna mal feita da qual podia se ver o fundo. Vazia. Entraram.

Vax meteu a mão num bolso interno do casaco. Tirou um saquinho de pano preto, virou o conteúdo do saco na palma da mão. Tremia, e não por causa da chuva.

Eram três pedras pequenas e púrpuras, cada uma enrolada num paninho. Ele tirou os panos para mostras as pedras ao grupo.

─ Escutem ─ convocou. ─ Essas gemas servem para localização e reconhecimento. ─ Ele deu uma para Ho, outra pra Bones e a terceira para Sollrac. ─ Guardem. Vai servir para se localizarem, caso aconteça de se separarem. Mas só usem em caso de necessidade. No restante do tempo ─ Ele passou os panos para que embrulhassem as gemas ─, mantenham elas cobertas.

Novamente, vasculhou um bolso interno, dessa vez pegando papéis dobrados. Os passou pra Sollrac, pelo fato dele ter uma mochila para guardá-los.

─ É um mapa dessa região, igual ao que o Aurélio tem. E um mapa de algumas plantas da Velha Carcosa. Fique com elas. ─ Visou o grupo inteiro e acrescentou, apressado. ─ Tenho que ir agora. Mas volto. Não irei demorar.

E sumiu.

Mic sentou, não querendo esperar de pé. Aurélio foi mais pro fundo da caverna.

E o grupo ali ficou, a chuva estalando logo ao lado, nenhuma luz se quer pra iluminar o mundo. Exceto os relâmpagos, claro.

***

Balltier gritou, alguns viraram, viram o homúnculo correndo e ficaram divididos, sem saber o que fazer ou o que significava aquilo. E foi nesse pequeno tempo que Pedreira conseguiu alguma reação, distribuindo selvageria, mas isso Balltier não viu, pois aí já estava de cara na floresta, correndo, correndo mais.

Será que já correra tudo aquilo alguma vez antes? A chuva estourando nos seus ombros, relâmpagos clareando o caminho, as vezes lhe cegando. Correu a esmo, floresta fechada demais, sem nenhuma dica de pra onde ir. Apenas pra longe, sim, bom plano.

De tão distraído que estava, nem notou que o soco de Morgan já não lhe afligia o peito. Ao menos não muito. Parou num ponto, só pra tentar se orientar e fazer o que estava lhe tentando já há algum tempo: olhar pra trás. Olhou. Ninguém. Relaxou. Ouviu sons de animais. Retomou a corrida, agora mais veloz. Seriam os Veitie ou animais mesmo? Certamente os Veitie ─ animais, se é que haviam animais ali, deveriam estar refugiados daquela chuva.

Então apertou a corrida, o pulmão chiando, as pernas endurecendo, pesando. Foi-se o tempo que enxergava por onde ia - agora só ia, as vezes trombando, tropeçando. Se caia, levantava, nem percebia.

Chegou no fim. Na praia.

Olhou ao redor, campo aberto, areia de um lado, rochas do outro. Foi na direção das rochas, pois de longe viu saliências onde poderia se esconder. Encontrou mais: caverna natural formada pelo impacto das ondas em maré alta. Se esgueirou por ali, se aquietou. Dormiu.

Não, não dormiu! Acordou sobressaltado, apenas alguns segundos de sono. Não podia dormir! Vai que a maré sobe e pega ele lá dentro, ou algum animal retorna para o covil, ou um Veitie lhe rastreia e lhe surpreende. Não, não podia dormir!

Dormiu.

Cansado demais. Ou com a impressão de que estava cansado demais. Acordou de novo, sobressaltado, mas dessa vez tinha dormido mesmo, pois lá fora já tinha escurecido. Ficou um tempo curto ouvindo a sinfonia da noite: ventos mais brandos, chuva mais leve, porém ainda constante, ondas quebrando, madeira batendo nas pedras.

Madeira?

Saiu, lentamente. Observou, interpretou. Conjuntos de madeiras, destroços, chegando na praia, trazidos pelas ondas. E há uns metros dali, um homem de bruços deitado sobre uma porta de madeira. Inconsciente ou muito fraco. Ferido na barriga, na perna. Ele se virou num esforço heroico, ficando de costas para a porta que lhe serviu de jangada, barriga pra cima. Consciente, então. Daí o naufrago riu para o céu e tossiu de dor.

E quando um relâmpago estourou mar a fora, Balltier viu uma grande embarcação pelo meio, destruída, afundando, lá longe, no oceano negro.

Spoiler:
XP de atraso: 50 de xp para Pacificador, Knock e Kaede.

Dano severo, arrumar = praticamente montar pc novo. Resolvi comprar outro. Chega semana que vem, se tudo der certo. Até lá ainda estou sujeito a atrasos e tal e posts rápidos. Enfim, só avisando mesmo.

Balltier: recuperou a vida, depois da corrida e da dormida.

Bones: +12 de energia (5 minutos de descanso)

Sollrac: +12 de energia (5 minutos de descanso)

Sean: +14 de energia (5 minutos de descanso)

Todos: Se quiserem interagir com npc, uma pergunta, uma resposta, o que for, posta normalmente, por mais que eu já tenha avançado na cena. Aí eu volto no tempo e respondo.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Dom Mar 27, 2016 7:05 pm

Contara a piada e sorrira. Aquilo aliviou a minha alma. Agora compenetrado e buscando me esforçar, contava a história. Uma das minhas lembranças. Uma parte da minha vida. Fora impossível não gesticular e apreciar o olhar ávido daqueles representantes que cobrava o pedágio.

Ainda chovia, mas o calor da história me fizera ignorar o som das gotas que caiam. eu escutava o som das rodas atritando na terra da estrada, espalhando pedras e fumaça. A expressão de desconfiança do meu superior e companheiro antigo de missão- Rio Ligeiro. Fora impossível não querer saudá-lo. Orgulho?! Sim. Enquantos as palavras saiam da minha boca, eu sentia orgulho de ter pertencido àquela vida e por mais que toda a ilha fosse enorme com toda a diversidade de raças, culturas, histórias... Eu entendia enquanto falava que... Que eu havia sido feliz. Se morri, se fora planejado ou não; independentemente das circunstâncias que haviam me levado até aquele momento... Agora eu tinha certeza de que havia sido feliz; de que ter ido a Hilydrus mesmo tendo sido por um motivo errado-por vingança-, havia sido umas das melhores decisões enquanto ainda tivera fôlego. Acredite, não me sentia assim todo dia. Um bardo nascia naquela armadura enferrujada. Será?! Talvez fosse somente a alegria por ter ajudado o reino brilhante a se manter. Ter compartilhado de um companheirismo e daquela família; ter sido recebido mesmo sendo de uma raça inimiga. Posso lhes afrimar que me esforçara; não fora fácil. Mesmo que fosse meu trabalho... Naquilas dores encontrei prazeres e felicidade... mesmo que ninguém visse e em alguns momentos nem eu mesmo notasse. Sim. Eu via. Havia sido bom.

As palavras saiam enquanto meu coração parecia pulsar, olhara a reação de Vax que falara que dava para encher o tempo dos pequenos, os quais eu temia serem os tais seres poderosos, mas além disso, eu queria que eles gostassem daquilo que eu falava, mas logo chegara a metade e havia de passar ao meu amigo, o qual falara de forma boa e no final elas se levantaram satisfeitas, talvez gostassem de ouvir a original, a qual, mesmo tendo despertado boas emoções em mim, não tinha um final feliz... Mas elas se levantaram tais quais crianças e conversando como crianças se embrenharam na mata e sumiram com suas vozes. Seres inigmáticos dos quais eu não me esqueceria.

Enquanto acabávamos de conversar o restante do grupo apareceu acompanhado por outros seres. Lógico que procurei semelhanças e o maior número de detalhes que eu poderia gravar. Continuamos a caminhada. Caminhamos ao passo de Vax. Vimos uma camada azulada que parecia circular a floresta. Antes de sair, tentei dar um sinal de respeito e saudação àquele lugar e aqueles que viviam ali. Tentei saber se eu sentia algo passando por aquilo, mas não sei explicar. Talvez não tivesse sentido nada além da chuva que continuava mais forte fora daquela espécie de domo.

Não reclamei e não reclamaria. Continuamos caminhando até um local que parecia uma caverna e protegia da chuva. Lá Vax dissera que iria se ausentar e deixou conosco umas pedrinhas e disse que servia para localização caso nos perdessemos. Aparentemente nõ poderíamos deixa-la tocar na água, então a embrulhei bem no tecido que me dera e tentei guardar da melhor forma possível. Ele sumira, sentei. Tentei encontrar ritmo das gotas e lembrar de alguma música dos vivos. De repente lembrei da pergunta de Aurélio e fui falar para ele:

--Aquele artefato da história fazia parte da minha segunda missão quando eu estava tentande me tornar soldado em Hilydrus, mas falhei... E nem descobri o que era. O final fora diferente também. Meio triste, mas com um levantar.-- Sorri como criança e voltei a encarar o tempo, mesmo ainda em alerta, pois eu não sabia que tipo de seres poderiam aparecer ali e eu não queria mais contratempos, nem que nada me pegasse de surpresa ou mesmo ao grupo.







>Off: HUAushauSHASHUAsha. Eu queria provocar aquela reação com a piada ASHAUSHAUHSAUSHu *-*<

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Seg Mar 28, 2016 3:06 am

Ainda olhando a cantora misteriosa, me distrai por um segundo com a voz de alguém e quando percebo, eram as pessoas de meu grupo que estavam chegando, o que foi tempo suficiente para a “barda” desaparecer.
Eles estavam na companhia de uma menina com um sorriso de boa carisma e um vestido roxo, que logo me fez uma pergunta que foi seriamente barrada por Mic, então apenas lhe passei a mão em sua cabeça e fingi que não a ouvi.

_Me desculpem, mas me distrai com o caminho e acabei ficando para trás. Aconteceu algo com vocês durante o caminho? E quem é essa menina?_

Assim continuamos o caminho em busca dos outros, e durante esse tempo cantei uma das canções que escutei da barda.

Spoiler:

_ Canto eu pela terceira vez,

Pois foi em três que tudo se fez

Mas atenta na previsão da vez:

Apenas um dos cantos terá real vez!

Ou então os três de uma única e mortal vez!

Três cabeças um deles tem, na masmorra de prontidão.

O outro da espada traz julgamento, corta fora toda podridão.

Dono da ilha o terceiro é, reina soberano onde põem o pé.

Guardam o item tão precioso

E a todos enfrentam sem hesitar.

Sobre fiel juramento velaram:

O dever de matar quem perto chegar.

E se os já mortos os enfrentar,

Então grande pugna será!

Se os guardiões por cima saírem,

Equilíbrio há de continuar.

Mas se aos mortos a vitória for dada,

O tão precioso item se juntará.

Do casamento então será

O perfeito caos a reinar,

E para todos os mundos há de sobrar

Dor e tormento no gorgolejar._

_Vocês já ouviram essa canção? Escutei alguém cantando durante o caminho e agora ela não sai de minha cabeça!_

Perguntei a todos, na espera de algum deles saber do que se tratava.
Até que se encontramos com os outros do grupo e a menina foi guiando até onde pareceu ser o fim da floresta, o lugar tinha um tipo de parede translucida azulada que pendia no ar, deveria ser uma área magica... E foi ali que a menina se despediu do grupo.
Assim Vax guiou o restante do caminho até uma encosta e deu um tipo de gema magica para cada um do grupo e explicou o que realmente elas eram... Cobri a minha com o pano e a guardei no bolso do macacão de maneira que não saísse fácil caso fizesse algum movimento.
Depois foi a vez dos mapas, os guardei rapidamente para não molhar com a chuva e decidi ficar próximo a caverna, perto de Aurélio, para não me molhar e assim poder descansar e me recuperar mais um pouco.

_Enquanto esperamos irei descansar um pouco. Caso queiram ver os mapas fiquem a vontade!_

Peguei uma tocha da mochila e a preparei para o uso.

_Sean pode acender a tocha? Assim poderemos ver melhor o mapa..._

Assim com a tocha acessa me encostei-me a um canto procurei algo na caverna que pudesse fazer uma fogueira e descansar...

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Ter Mar 29, 2016 5:49 pm

Ele finalmente havia adormecido, mas por quanto tempo? Não sabia. Ficou ali abraçado as próprios pernas com o queixo nos joelhos. Quando acordou ficou escutando os sons, alguns conseguia compreender já outros se mostravam incomuns. Assim decidiu sair e olhar a praia, não demorou para encontrar o som e o homem deitado ali.  Continuo no lugar então ficou boquiaberto quando percebeu a embarcação sendo iluminada por um trovão, destroçada e dividida ao meio e ao longe. Imaginou como iria conseguir seguir para a ilha que demostrava a presença poderosa sem uma embarcação decente, já que agora entendia que nadar até ela era impossível: Se até mesmo aquela grande estrutura podia partir ao meio que chance ele tinha!

Ele balançou a cabeça tentando acorda de uma vez ou apenas para voltar a pensar com mais calma, já não estava cansado e aquilo certamente era ainda a pôs vida ou seja sua realidade. Levou sua mão esquerda pra a areia enquanto caminhava até o naufrago a levou até perto de seu rosto observando sua composição, fazia isso enquanto absorvia sua energia. Tentava notar algo de diferente naquela areia enquanto a mesma escoria com a água que caia em sua mão. Mas logo a jogou para o chão.


Voltou sua atenção para o Naufrago, não entendia como alguém podia sorrir assim que fosse naufragado, talvez por estar vivo? Imaginou. Ficou em pé encarando o sujeito por algum tempo antes de falar. - Seu nome?- Inquiriu e assentiu logo em seguida, iria chamar o homem por aquilo que ele mesmo havia falado, não tinha tempo para desconfiança. - Me explique o que é a ilha Perola, me conte tudo qualquer coisa serve. - Olhou ao redor como se estive-se temeroso ao ser encontrado, então continuou as perguntas. - Consegue andar? Não podemos ficar muito tempo na praia, vai ser um lugar fácil deles procurarem... Preciso encontrar um outro lugar... Por que estava na embarcação? Apenas agora ele parecia perceber que havia feito aquilo novamente, se afastou imerso em seus pensamentos, o homem estava ferido, mas poderia se revoltar com tantas pergunta e o machucar por medo. Ele voltou a olhar para o homem em uma tentativa de apaziguar seu erro. - Vou arrasta-lo até ali, tudo bem? Se nos verem agora, vou ter de te abandonar e não quero fazer mais uma vez. - Se enrolou nas palavras, mas já havia dito demais. Ele mal tinha parado para ouvir se o homem entendia ou queria sua ajudar, ele apenas continuou falando.

Tentou seguir para trás do homem e o carregar  para o começo da floresta, estava tentando arrastar ate onde fosse possível mas sabia que poderia machuca-lo ao tentar move-lo. Tentou ergueu o homem enfiando as mãos no sovaco e puxando para a área da floresta, caso ouvisse muitos resmungos iria usar a madeira como uma prancha para tentar arrasta o homem pela areia. Iria  Tentar por diversas  vezes carregar o homem para uma área protegida da chuva.  

- Tudo bem?- Comentou sem ter certeza, não queria ter de ficar parado, pois agora se lembrava de Morgan, deveria seguir atrás dele mas agora estava com sua atenção no naufrago.

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Re: [Comum] Considere-se morto

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