Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

[Comum] Considere-se morto

Página 2 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

[Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 25, 2015 11:42 pm

Relembrando a primeira mensagem :


BALLTIER
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Robe de peles
Detalhes:
Descrição: Bisbilhoteiro / É fácil adquirir um inimigo; difícil é conquistar um amigo
Tendência: Bom
Animal: Cachorro


BONES
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Colar com várias presas de tamanhos variados e formatos diferentes. A mesma presa nunca se repete
-Pulseira de fio de cobre maleável, com unhas velhas e partes pequenas de ossos velhos
Detalhes:
Descrição: Ambicioso (conhecimento/poder) / Um ghoul amaldiçoado na forma esquelética repleto de vida, ironia e inteligência, bem equilibrado e centrado
Tendência: Caótico Bom
Animal: Corvo


HO
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja, chinelos de couro
Detalhes:
Descrição: Sabedoria / "Minha raça diz que sou mau, mas busco o bem; Que tipo de orc eu sou"
Tendência: Bom
Animal: Hellhound


SEAN
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Pequeno estojo com 3 tipos diferentes ervas de fumo
-2 moedas de prata com o desenho de uma faca em alto relevo num verso e com o outro raspado
-Poção de recuperação
Detalhes:
Descrição: Inocência / O essencial é invisível aos olhos
Tendência: Bom
Animal: Corvo


SOLLRAC
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja
-Par de botas de couro
Detalhes:
Descrição: O Aprendiz / "Conhecimento e treino sempre!"
Tendência: Neutro e leal
Animal: Lobo cinzento


Recuperação de energia
Funciona assim: após um tempo de descanso, o personagem recupera certa quantia de energia + o seu valor em Vigor. Então, segundo a tabela logo aí abaixo, se eu descanso por 1 hora e tenho Vigor 4, recupero 54% de energia. Essa é uma recuperação passiva, mas exige descanso, que é exatamente ficar parado, recuperando o fôlego, tirando uma soneca. Se o personagem está cavalgando, por exemplo, então ele não está descansando e não se recupera.
1 minuto: 5%
5 minutos: 10%
20 minutos: 25%
1 hora: 50%
5 horas: 100%

Recuperação de vida
Recuperação espontânea sem necessidade de descanso. Referente à dano físico, no corpo.
1 minuto: Inconsciência
5 minutos: 25%
20 minutos: 50%
1 hora: 100%
5 horas: Ressurreição


Última edição por NR Sérpico em Seg Maio 08, 2017 1:18 pm, editado 50 vez(es) (Razão : ue atua de forma clandestina no submundo)
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Ter Jan 19, 2016 12:39 am

5. Cante uma canção que todos conhecem

Os guardas se mandaram e ignoraram Bones. Ou então nem o escutaram, tão concentrados que estavam em outra tarefa oculta, como farejar o ar em busca de alguma coisa, qualquer coisa.

Então o grupo confabulou um pouco. Bom, parece que tinha chegado num tipo de acordo. Talvez precisassem de um pouco mais de luz, para que enxergassem melhor o caminho proposto por Vax. Então o negócio era esperar que se passasse uma hora, até que o sujeito escamoso ressurgisse, conforme prometido.

E ficaram lá, descansados, esperando e esperando mais ainda... Ou Vax estava atrasado ou a passagem do tempo no submundo seguia regras diferentes. Lá fora a noite era a mesma, uma pintura estagnada. Não se escutava som, o que era bom para aqueles que queriam pensar. Mas então esse tempo acabou quando Vax enfim apareceu.

E então? ─ perguntou direto. Suava. Tirou o chapéu e abanou o rosto. E nem fazia calor. E sua aura do mal parecia bem menor (ou então os cinco já estavam acostumados a ela).

Ho tinha algumas perguntas engatilhadas. Atirou tudo em Vax, que parou de se abanar e respondeu, de repente não mais breve, mas todo prolixo, como se fosse um negociante:

Sim Ho, é completamente possível levar coisas daqui pra lá. Suvenires. Mas nem tudo... E quando você pergunta se todos podem voltar a vida, fala de vocês todos, vocês cinco, ou de mais alguém? Hm. Bom, o que irei tentar de forma legal é conseguir suas vidas, só. Claro que, meu caro, você pode ceder a sua conquista para outra pessoa. Será que tem alguém que você gostaria de reviver se pudesse? Podemos achá-lo se ele, ou ela, estiver nesse departamento ─ Talvez esse “departamento” que Vax e outros falavam pudesse ser entendido como “plano” ou “dimensão”, hm. ─ Mas inicialmente são só vocês cinco que voltam. ─ Então ele se inclinou um pouco, como se fosse cochichar algo importante, como se já não estivesse cochichando desde que começou a falar: ─ Mas sempre há a chance de encontrar alguém poderoso por aí, alguém que possa te ajudar a reaver algum ente perdido. Mas geralmente essas pessoas cobram caro. E não estou falando de dinheiro... ─ Então ele pôs a coluna no lugar. ─ Mas esqueça isso que eu falei agora, sim. Foco na missão. E quanto ao “jogo”, bom, será algo do interesse de todos daqui desse prédio. Por isso acho que eles podem topar. Não terão nada a perder, só a ganhar. E todos queremos ganhar, não é? Eu quero ganhar! Mas pra ganhar precisamos jogar. E vocês são boas peças no tabuleiro!

Essas últimas frases foram ditas com certa animação. Vax percebeu isso tardiamente. Limpou a garganta, passou a mão na testa úmida.

Olha ─ começou ─ desculpem, não foi o que eu quis dizer. Esse negócio de peças no tabuleiro... não foi o que eu quis dizer. Vocês são muito mais do que peças! Não vamos estragar a amizade, hein.

E sorriu. Um pouco. E vendo que a maioria ali parecia concordar com acordo, ele sorriu mais. Então acenou e sumiu sem dizer tchau.

Agora, só amanhã.

E nem queira saber o quão tedioso foi a sessão seguinte. O importante é que Vax conseguiu. Digo, ele conseguiu um meio para decidir a sentença dos cinco. Conseguiu, de alguma forma, conduzir a decisão do júri e aguçar a atenção do juiz. O promotor chegou, mas até ele ficou quieto e atento ao que Vax dizia.

Resumindo, foi assim:

Antes de Vax iniciar sua oratória, o júri leu os livros que deveriam ter tudo sobre a vida de cada um ali. Ou nem tudo, visto que faziam muitas algumas perguntas aos réus. Perguntas como “quantas pessoas eles já tinham matado e por que?”, “quantas pessoas eles já tinham salvado e por que?”, coisas do tipo, sempre com cunho moral, dificílimo de se tirar qualquer conclusão numa única hora.

Por isso a sessão durou várias e entediantes horas.

Aliás, quando vieram buscar os cinco no quarto, ainda era noite lá fora. E só depois de várias rodadas de perguntas que eles viram o céu através do vidro do teto do salão mudar de preto pra cinza ─ um dia nublado, com nuvens carregadas, mas sem som de trovões.    

Outra curiosidade: subir de volta para o sala do tribunal foi uma experiência esquisita, pois eles não pareceram seguir o mesmo caminho que tinham feito ao ir até o dormitório. Era como se o lugar tivesse mudado de lugar durante a noite. Só o lugar mesmo, pois os soldados, Gerovingio e Aurélio continuavam a disposição.

O promotor chegou. Um sujeito alto, do tipo que não tem problemas em pegar os livros nas estantes mais gigantes. Ele começou um arremedo de perguntas, mas foi bem aí que Vax atuou, se levantando e mudando o curso das coisas.

Quanto tempo será que este departamento ainda tem, senhoras e senhores? ─ ele perguntou em bom tom. ─ Não respondam! Não é preciso. Pois ninguém sabe! Pode ser hoje, ou amanhã, ou semana que vem que virá um Mensageiro com a notícia, e seremos tirados daqui, e este lugar não existirá mais, por ordem superior.

Senhor Vax, não entendo onde quer chegar ─ disse o juiz. ─ Atente-se ao caso dos cinc

Onde eu quero chegar? Direi, meu caro Russelo. Eu, como todo bom matemático e arqueólogo, procuro há ciclos pelo Trianguli! E agora tenho orgulho em dizer que finalmente o achei!

Vax meteu a mão dentro do casaco e tirou de lá vários papéis dobrados.

Houve um momento de silêncio.  

O que você disse? ─ perguntou Russelo em sua voz baixa.

É isso mesmo meus conterrâneos! Com base em velhos cálculos que encontrei no Memorial, e na observação de vários espaços físicos deste departamento nos últimos dois ciclos, eu achei a provável localização do Trianguli. Anda menino, toma aqui, leva pro senhor juiz, vai ─ essa última frase foi para Aurélio, que pegou os papeis da mão de Vax, desceu correndo e os entregou ao juiz.

O promotor se achegou ao juiz para ler também. Os convidados cochichavam e o júri todo murmurava pra cima de Vax, querendo saber mais.

Vax:

Todas as três localizações!

Quando terminou isso? ─ perguntou o promotor, sem tirar os olhos dos papeis na mão do juiz.

Ontem! É recente, meus senhores. E é exato! É a nossa melhor chance de conseguir algo de peso para barganhar com os superiores! E deve ser feito já! Ou a localização irá mudar de novo, sabem disso. O Trianguli não é achado há eras justamente por ser muito bom em brincar de tempo-espaço. Mas ele estará nessas três localizações nas próximas 552 horas!

As pessoas conversavam em alta voz agora. E aparentemente esqueceram dos cinco mortos ali sentados. Até Gerovingio parecia perdido em pensamentos ante aquela apresentação de Vax. Que demônios era aquele tal de Trianguli?

O juiz levantou uma mão e houve silêncio. Ele bebeu um pouco de água antes de falar.

Vax, o quão certo você está desses cálculos? ─ ele perguntou, ainda analisando os papéis.

99% certo! ─ bradou Vax.

E o 1% restante?

É apenas pra dar um charme, senhor. Na verdade eu estou 100% certo! Esse é o trabalho da minha vida!

Mas não podemos pegar o Trianguli, sabe disso.

Sei. Mas eles podem.

Daí lembraram que haviam cinco sujeitos bem ali, que não eram dali, que temporariamente não pertenciam a lugar nenhum e que portanto podiam se envolver com esse Trianguli, seja lá o que fosse.  

Houve mais perguntas dirigidas ao Vax. Ora pareciam referir-se ao Trianguli como se fosse uma pessoa, ora, como se fosse um objeto. E falavam sempre de três localizações, como se a coisa estivesse, ao mesmo tempo, em três lugares diferentes.

Podemos dar uma utilidade a eles! ─ disse Vax apontando para os cinco. ─ Seria um julgamento no antigo formato, o épico, de quando o condenado prova o se valor através dos atos! Nesse caso, se eles conseguirem, recuperam suas vidas e nós ficamos com o Trianguli! Vocês conhecem essa canção! Não haverá outra época, outro ciclo, em que tal jornada possa ser feita. Tem de ser agora! Rá, estou até arrepiado! Tem que ser agora! Este é o momento, senhores. Temos ainda 552 horas para manter o submundo no lugar!

E foi assim que aquela sessão ordinária terminou. Claro que ainda houve uma certa ponderação. Russelo se retirou para conversar com outros juízes e o promotor fez o mesmo. Mas invariavelmente eles voltaram diante dos cinco e perguntaram se concordavam com aquela epopeia. Se a resposta fosse positiva, seriam soltos imediatamente, e seriam guiados, até certo ponto, para as três localizações do Trianguli.

Os réus estão de acordo com este modelo de julgamento? ─ perguntou Russelo aos cinco. ─ “Se executarem determinada tarefa ou prestação de serviço, poderão, assim ganhar a vida de volta”. É este o modelo oferecido na ocasião e que, não escondo, vendo o que está em jogo, muito agradaria a todos daqui. Irão percorrer o submundo, passando por três lugares distintos, com perigos tais. Se falharem, não serão condenados perpetuamente, ou seja, terão outro julgamento futuro na tentativa de reaver a vida. Mas se tiverem sucesso, voltam a vida no mesmo dia em qeu nos trouxerem o Trianguli... Aceitam os termos?  

Se tinham algo para acrescentar, contra argumentar, inquirir ou bajular, esse era o momento. Seria concedido, caso quisessem, um instante para conversarem entre si ─ pois a decisão precisava ser unânime, os cinco tinham de topar.

Mas que fizessem isso logo ─ 552 horas e contando!  

Spoiler:
Ae, considerem a introdução enfim finalizada! E caso queiram responder uns aos outros, podem postar de novo no turno, se acharem necessário.

Duvidas me chamem.

Sérpico-Recomenda: deem um jeito de assistir The Shannara Chronicles e/ou Beowulf Return To The Shieldlands ─ duas séries atuais de fantasia medieval. Não é nenhum Senhor dos Anéis ou Game Of Thrones, mas dá pra tirar umas ideias bacanas de lá, além de curti o show. Shannara tem até o ator que fez o Gimli (e uma jovem elfa bacana de se ver, hm).
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qui Jan 21, 2016 3:59 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Hmm, então nós somos os peões?

É, eu acho que sim. Eu não gostei muito da maneira que ele falou com a gente, nos chamando de peças de um tabuleiro ou coisa do tipo. Ficou tão estranho, me fez sentir-me tão...descartável. Eu não queria isso. Senti algo parecido com o que Ball, o outro garoto, falou sobre até a morte ser uma piada. Era frustrante.

Desta vez eu estava sozinho. A todo momento pensava em recorrer à sabedoria de Ifrit mas ele não estava ali. Lembrar disso me entristecia um pouco, mais ainda porque eu não conseguia entender o motivo pra ele ter me enganado e tomado meu corpo. Agora estou aqui, morto? Parecia uma piada também mas eu não podia fazer nada, mesmo não sendo engraçado. Fiquei refletindo em meus pensamentos enquanto os demais faziam perguntas, conversavam, debatiam. Recolhi-me um pouco, ficando meio que atrás/do lado de Bones, o amigo osso.

Depois disso vieram horas e mais horas de tédio e espera. Tudo que podíamos fazer dentro daquele quarto era aguardar por nosso julgamento e seguir as instruções de Vax, o tal dono do tabuleiro se é que assim posso chamar. Toda vez que pensava nele eu acabava ficando emburrado. Trazia toda aquela sensação de inutilidade a tona, era horrível, eu acabei cismando com ele. No mais, as horas foram passando e eu já estava quase morrendo de tédio se é que isso é possível. Eu precisava fazer alguma coisa, minhas pernas estavam inquietas balançando na beirada da cama onde eu estava sentado. Decidi ir conversar com Ho, ele era o único que eu ainda conhecia por ali, não querendo desmerecer os outros é claro, mas eu não sei, eu gostava do grande Orc. Ele sempre foi gentil comigo.

— Ei Ho, sua história é mesmo incrível. - Tentei puxar assunto, referindo-me ao que ele falou lá no julgamento anterior. Ele falou tantas coisas que nem consigo lembrar todas, mas realmente ele tinha uma história forte. Aproximando-me dele então, sentaria ao seu lado ainda balançando minhas pernas que, por serem pequenas demais, não alcançavam o chão de onde eu estava sentado.— Você deve saber como é se sentir sozinho né? Porque agora eu estou me sentindo exatamente assim.. - Terminei fitando o chão, meio cabisbaixo. Realmente isso estava me incomodando. Passei tanto tempo acostumado com Ifrit que agora na ausência dele, eu me sentia triste e sozinho. Desanimado também. Parei de balançar as pernas então. As mãos, inquietas, foram de encontro uma à outra, buscando conforto.

— Espero que a gente consiga sair dessa. - Foram minhas últimas palavras. Desta vez, nenhuma delas carregava aquele meu entusiasmo característico.

Eu estava mesmo um pouco triste.


O que viria depois da conversa com Ho era o amanhã. Esperar até o nosso próximo julgamento. Lá inclusive, Vax tomaria a frente da situação e moveria as peças, ou seja, nós e o júri e o juiz e todos os outros envolvidos. Até o promotor entrou nessa, eu fiquei estagnado quando o vi. Ele não estava doente ou coisa assim? Bem, não importa. Parece que o julgamento prosseguiu, conversa vai e conversa vem, eles falavam sobre um tal Trianguli, devia ser mais uma peça do jogo. Besteira, eu pensei. Na verdade eu ainda estava intrigado com o caminho que fizemos pra chegar até a sala do julgamento, quero dizer, antes eu tinha visto quadros e pouca decoração, agora vi ainda menos - ao que parece - e tudo parecia diferente, o caminho por si só já era diferente. O que estava acontecendo então? Será que era mais alguma coisa que o Vax fez? Essas perguntas rondaram minha cabeça e me deixaram emburrado mais uma vez. Droga, era tanta coisa pra pensar justo agora que eu estava sozinho!

Foi então que vieram com aquele questionamento. Indagavam se estávamos dispostos a ir atrás do tal Trianguli pra eles. Eu sabia que ia sobrar pra gente, eu estava com essa intuição não sei porque. Acontece que esse era o único atalho pra voltarmos à vida o quanto antes, certo? E quem sabe nesse caminho eu ainda não encontre com ela. Referia-me a tal Bruxa. Quem sabe? Se eu estava sozinho então estava na hora de tomar minha própria decisão!

— Eu, eu, eu aceito! - Falei levantando a mão com certo entusiasmo. Demorei pra entender que na verdade a decisão deveria ser tomada entre todos do nosso grupo. Pelo que vi, todos tinham que aceitar, era isso? Então abaixei a mão meio envergonhado. Voltei minha atenção para os demais e comentei baixinho seguido de um pedido de desculpa; — O que vocês acham que é esse tal Trianguli? Acho que não deve ser difícil de encontrar. - Fiz um comentário positivo em função de incentivá-los a seguir a mesma decisão que tomei. No mais, eu já teria aceito a proposta, ficaria aberto para discussões com o grupo somente.

Seja como peão ou não, por que não?

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Dom Jan 24, 2016 9:43 pm

O silêncio se instaurara mais uma vez; um reflexo de uma mente que se esforçava a fim de se concentrar e um coração que eu não mais sentia. Todos falaram um pouco que preferiam aceitar a tramóia do ser escamoso do submundo... mas eu continuei tentando pensar... quase sempre chegando a algum de teoria conspiratória. Fiquei olhando a todos... observando o que eles falavam; "indo com a cara" de uns, me importando um pouco mais com o jovem Sean... Acho que esse era o nome do pequeno... acabei percebendo que sou péssimo em decorar o nome das pessoas. Talvez tenha percebido somente agora o fato de eu não ter me aproximado de tantas pessoas de forma tão íntima nos anos de minha vida.

As horas se passaram. Pelo menos foi o que apareceu. A uma hora pareciam eras (husauhsahsuhs; que exagero, pensei.)

Dax apareceu, transpirando, vermelho, como se tivesse se esforçado muito. Sorri em minha mente... Talvez fosse um plano grande, esse que ele tinha em mente e... orquestrar tudo de forma rápida, com vários fatores... eu sabia o quanto era complicado, entretanto, eu ainda havia de ter cuidado, pois eu poderia ter meu pensamento contra mim e ser engolido por mim mesmo. Ele fora logo perguntando se estava tudo certo e fiz minhas perguntas, as quais foram prontamente respondidas, como se ele já soubesse que eu perguntaria

"Esse era um bom estrategista", pensei, porém sem me preocupar. Ele estava cansado, mas algo a mais, talvez eu percebia: empolgação. porém, ainda ficava com o pé atrás. Esse contrato parecia ser muito arriscado.

Dax saiu. Eu abri um sorriso ao lembrar dele nos chamando de peças no tabuleiro. Quase não consegui conter a minha felicidade. Sean veio falar comigo, pois e sentia sozinho e eu percebia que o coração estava pesaroso, então eu falei com ele o que eu pensava:
--Sean, acho que te entendo... Mas sorria e aproveite, pois em breve estaremos fora daqui. Não é por quê alguém pensa estar no controle, que de fato está... olha, acho que você está se submetendo a esse tipo de situação, pois já está acostumado com isso; desde cedo você convive com alguém te dando ordens, assumindo a posição central em momentos difíceis... Talvez eu possa compreender o que você passou, mas é hora de mudar. Eu vivia com uma ira incontrolável dentro de mim e te confesso que muitas vezes não conseguia contê-la... Mas um dia você precisa assumir o controle simplesmente pelo fato de a "outra coisa" ser mais fraca que você... Eu saí de perto de meu pai ainda cedo e vivi como mercenário até pouco tempo atrás... Eu aprendi que se não pensasse e se eu não me impusesse em várias situações, eu morreria ou a missão falharia, o que também pode significar a morte em algumas vezes. -- dei uma breve pausa, levando minha mão à cabeça dele, levando a conversa em um tom mais leve-- Olha, se aquilo vivia dentro de você, é por quê ele era fraco, simplesmente pelo fato de ele precisar de um instrumento para se manifestar, entretanto você não é um vaso oco! Se souber se impor, se você crescer mais, se você ficar mais forte e mais sábio, eu tenho certeza de que você será maior do que as suas próprias vontades malignas e também do que esse ser que se diz ser algo. Acho que foi algo parecido com o que eu fiz comigo. Você tem uma nova chance. A sabedoria não habita na maldade, porém a loucura e a tolice se fartam no coração daquele que cultiva a iniquidade e a maldade. Quando sair daqui, voltar a viver, vá àquela floresta que aquele elfo estranho citou, lembra?! Aquela lar dos elfos... Dê um ponto de partida lá... recomece. Comece a buscar a sabedoria, seguir um caminho bom, busque o conhecimento. Fortaleça o seu corpo, a sua mente e alma e talvez, se aquilo ainda estiver no seu corpo, você possa mostrar a ele que quem manda é o ser vivente restaurado.-- Dei uma pausa, olhei a reação dele e resolvi contar o que eu achava daquilo;

--Lembra da missão que participamos juntos?! Naquela ocasião, também erámos como peças em um tabuleiro; cada um cumprindo um objetivo, a fim de que no fim realizássemos com êxito a missão... Mas não significa que não possamos tirar proveito da situação também... Para mim é quase que claro que esse cara tenha razões diversas para fazer o que está fazendo; se ele busca vingança, prestígio, poder, ou seja lá o que for, isso não me importa por enquanto, mas veja, é como um contrato indireto: nós estamos aqui mortos ou chamados ou chamados através da morte e podemos sair daqui se fizermos algo com êxito e ainda podemos levar algo mais. Frustrar os planos daquele cara não me interessa, por isso não vou pensar em um meio de fazer as expectativas dele ruírem, mas temos a opção de fazer ou não. Já que você escolheu ir então tente tirar algum proveito a mais, talvez levar alguma coisa daqui do submundo que você ache legal, que te auxilie e te seja útil em vida. Se falharmos, talvez fiquemos com a pele escamosa também, mas, como você pode perceber... não acaba.

Encerrei meu discurso... confesso que meio constrangido, mas já falara mesmo.

O tempo passou. Ainda era noite, quando nos chamaram perante o júri e o juiz. Eu que pensara ter sido uma noite entediante, não sabia que uma audiência poderia ser muito pior. Perguntas, indagações. Eu pensava no caminho de volta que havia sido diferente e no céu não tão imponente quanto antes. Até que Dax interrompeu tudo e começou a colocar o plano dele em ação. Fiquei maravilhado com o reboliço que criara apenas utilizando uma palavra "Trianguli" e dali em diante era como se eu tivesse sonhado com aquilo pela noite, pois podia prever, exatamente como quase nunca acontecia quando eu estava vivo... o que chegava a ser cômico de tão triste que era.

Teríamos 552h, mas quando me foi dada a possibilidade de perguntar, eu perguntei:
--Excelentíssimos júri e juiz, eu gostaria de perguntar algumas coisas: O tempo aqui passa conforme o tempo enquanto estávamos vivos? Nossos corpos são capazes de suportar quanto tempo? e se não se importarem... Quais e quantas coisas podemos levar daqui para a vida, por assim dizer, conosco se obtivermos êxito na missão? Obrigado.

Acho que eu estava satisfeito com meu questionamento, me sentaria e ouviria o decorrer dos fatos.

_________________
http://www.lodossrpg.com/t395-ficha-ho

Atributos:

Força: 8
Energia: 4 [D]
Agilidade: 4 [D]
Destreza: 4 [D]
Vigor: 4 [D]

[b]M.O: 3 650


Itens novos: Armadura leve completa do exército de Hylidrus lvl2; uma espada longa e uma curta, ambas lvl 2 e um colar de Hellhound.

Nivel; 6/ Exp:850/1000[/b]
avatar
Knock

Mensagens : 151

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Seg Jan 25, 2016 12:44 pm

Observei os guardas por breves segundos, eram estranhos. Esperamos por muito tempo. Vax chegou suando, não fazia calor, se bem que até aquele momento eu não sentia nada disso. Eu também podia sentir sua aurea corrompida ou algo assim, não estava tão forte, como antes talvez fosse algo do tempo que estávamos ali, sem querer me gabar eu até o momento me considero um menino que se adaptar muito facilmente, tinha de ser assim, era um homúnculo.

Ouvi sua palavras, rodeios e piadas, neste momento algo me veio a mente. " Humor de cadafalso, Rhudeus também era assim, cada falha ele se tornava mais parecido com Vax" Respirei fundo, tais lembranças iriam me fazer desatar as lagrimas, era um misto de raiva e alegria, eu acho que eu amava aquele guardião, no entanto, não estava certo sobre tal sentimento. "Inicialmente são vocês cinco" Comecei a grava palavras aleatorias, gostaria de aprender sobre este lugar. Mas aquilo estava me incomodando, inicialmente, talvez os que estavam mortos a mais tempo levavam mais tempo para retornar... Assim que ele desapareceu caminhei até a janela. Comentei em voz audivel. -Os fantasma querem vingança, os demonios querem nossa alma, os trapentos sentem fome e frio. AS coisas que compreendemos podemos tentar controlar. - Sorri com a ideia. Me virei e me forcei a dormi.

Segui com os demais pelos corredores, não notei a mudança de imediato apenas quando já estava bem proximo da sala do tribunal, quando notei que algo estava diferente, o caminho supunho, segui em frente.

Fiquei no banco quietinho como um bom menino, ouvi tudo com pouca atenção até o momento não me interesava, como disse pax eramos peça de um jogo, e realmente agora eu ja não gostava tanto da ideia. - Trianguli...- susurrei cada silaba calmamente De alguma forma estranha havia gostado do nome, me lembrava algo infatil como uma brincadeira, gosto de crianças.

E de alguma forma parece que todos os olhares voltaram para nosso grupo, esperança, raiva, medo. Não sei o que sentia, talvez fosse empatia ou apenas meus sentimentos descontrolados, eu ainda era incapaz de entender.

Ao termino me levantei e olhei para o juiz, parecia apropriado pois meus companheiros já estavam satisfeitos ou não com suas respostas. - Senhor, Russelus, tenho alguns  pedidos e perguntas. Pode me ouvir?- Esperei por breves segundos olhando para meus companheiros, parecia que todos estavam de acordo.- Seremos guiados até certo ponto, mas não acha um pouco negligente? Estamos mortos e não sabemos nada sobre este lugar.- Deixou as palavras no ar e voltou a falar e trocando de assunto. - Qual o nome da criatura no fim do mundo, para que serve?- Em seguida era uma pergunta parecida com o do Grande homem, mas distinta ao meus olhos. - Quantos ciclos podemos ficar neste lugar, ou até mesmo o que é um ciclo? É igual a quantos anos de onde viemos. - Respirei fundo e voltei novamente para a primeira questão, aquela pergunta era do gigante, parecia errado tentar reforçar tal coisa. - Senhor AURÉLIO. - Comentei seu nome claramente, minha voz era baixa por natureza, era incapaz de fazer minha voz muito alta. - Um sujeito com tal capacidade, quero ele para nos guiar e nos informar sobre o que não entendemos.- Meneei a cabeça fazendo uma rápida conta, devido minha personalidade retraída, era complicado fazer tais pedidos, no entanto, tudo me parecia um grande complô de ilusão, ser enganado, não gostava disso. - Eu não gosto de como o senhor Pax, oh VAx, nos abordou ontem a noite. Claro, nossas vidas é algo precioso, e como disse meu guardião. Precisamos aprender a viver. - Voltou a olhar para o juiz com aparente desanimo, ninguém havia dito que era um segredo a abordagem na noite passada, em seguida estava claro que manter tal dialogo era exaustivo para mim. - Quero viver, mas não quero falhar em algo tão importante. - me reunir com os demais ali apenas para comentar. - Perceberam? estamos mortos, mas podemos comer, sem contar que eu não passei mal mesmo ingerindo alimento. - Comentou aquilo como se fizesse sentido. - Se alimentar e continuar vazio, imagine isso e conte os ciclos que cada existência deste lugar, talvez tenha. Deve ser pior do que ser criado e se tonar obsoleto, imagino. me virei para o garoto com olhos estranhos. - Eu também acho que não seja dificil, no entanto, para que serve um trinaguli? - Comentei errando propositalmente.

_________________
Balltier El Raizel

MO$:0

Força: 0 (F)
Energia: 4 (D)
Agilidade: 4 (D)
Destreza: 4 (D)
Vigor: 2  ++ (E)
avatar
Pacificador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 57
Idade : 22
Localização : .-.

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Homúnculo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Ter Jan 26, 2016 12:07 pm

Depois de um bom tempo Vax, o cara da proposta retornou querendo as respostas, porém foi ele quem acabou dando muitas para Ho...

_Sim Ho, é completamente possível levar coisas daqui pra lá... E vocês são boas peças no tabuleiro! _

Depois das palavras boas peças no tabuleiro, Vax tentou se acertar ficando meio sem graça com um sorriso amarelo de canto da boca.
Não liguei muito com as palavras, mas não responderia por todos ali presentes, no momento eu estava mais interessado em saber como estava meus familiares: mamãe, vovô, Jorlos, Garou e Melanie... principalmente Melanie. Será que ela sabia da minha situação? E também Garou, era a primeira vez em anos que eu e ele estávamos separados.

Enquanto estava perdidos em meus pensamentos, Vax sumiu e só me restava esperar o dia seguinte, se é que tem dia seguinte em um lugar onde a noite parece ser eterna...

Parecia que tinha se passado um dia e fomos guiados mais uma vez para o tribunal, o engraçado mesmo ocorreu no caminho, que dessa vez estava diferente, parecia que os corredores em que passávamos, tinha vida própria e tinha mudado de forma e distorcido o caminho... ao menos foi isso o que me pareceu.

Passamos por uma maratona de perguntas pelo corpo do júri até que o promotor chegou. Ele começou a fazer perguntas, mas foi bem aí que Vax atuou, se levantando e mudando o curso das coisas. E no meio da discussão entre os dois se fez silencio entre os outros presentes, tudo por causa de um papel que Vax tinha tirado de seu bolso que chamou a atenção de muitos. Murmuros, cochichos... depois de um pequeno espaço Vax parecia ter conseguido toda a atenção que queria e falou apontando para mim e os outros “mortos”.

_Podemos dar uma utilidade a eles!_

Parecia que seria um julgamento diferente... o juiz perguntou se aceitaríamos a proposta,pegar algo que eles tanto precisam para assim podermos voltar, parecia ser algo bom... ou não.

Olhei para os outros ali comigo e a eles perguntei.

_Vocês querem conversar sobre o assunto antes de darem uma resposta?_

_________________
Força: D  Energia: D  Agilidade: E  Destreza: D  Vigor: E
Ficha - HEs

Rápido como o vento, silencioso como uma floresta, feroz como o fogo e inabalável como uma montanha.
avatar
Kaede

Mensagens : 51

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Meio-Dragão

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Qua Jan 27, 2016 12:15 am

Silenciosamente ouviu e percebeu os planos de Vax tomarem um contorno mais claro, pois suas palavras escapadas "peças de tabuleiro" indicavam a real posição do grupo diante da situação e plano, ou pelo menos assim ele queria que pensássemos.

- Uma vez trapaceiro,sempre trapaceiro... Será que deixou escapar ou seria outra encenação?

Baseado nas reações dos outros e dizeres deles, preferiu se abster de qualquer conversa, tomando aquele tempo para refletir bem no que poderia vir no julgamento. Enquanto eram levados, não deixou de notar de imediato a mudança na estrutura, parece que o labirinto se reorganizava durante a noite, provavelmente para dificultar fugas e passeios noturnos indesejados.

Perguntas e mais perguntas foram feitas, cada um sendo exaustivamente dissecado por tantos questionamentos e tendo toda sua vida revirada. Mesmo as coisas mais pessoais pareciam ter alguma relevância, ou quem sabe por pura diversão do tribunal em expor as vidas intimas de cada um.

Eis que então Vax coloca seu plano em ação e anuncia seu objetivo: usar o grupo para localizar Trianguli, seja lá que tipo de "existência" seja isso, uma vez que não falavam claramente, mas sem duvida sua mensão deixou todo o tribunal em chamas.


─ Os réus estão de acordo com este modelo de julgamento?  ─ “Se executarem determinada tarefa ou prestação de serviço, poderão, assim ganhar a vida de volta”. É este o modelo oferecido na ocasião e que, não escondo, vendo o que está em jogo, muito agradaria a todos daqui. Irão percorrer o submundo, passando por três lugares distintos, com perigos tais. Se falharem, não serão condenados perpetuamente, ou seja, terão outro julgamento futuro na tentativa de reaver a vida. Mas se tiverem sucesso, voltam a vida no mesmo dia em qeu nos trouxerem o Trianguli... Aceitam os termos?  


- Meritissimo Russelo, falo por mim, não pelo grupo. Ficaria em muito honrado em aceitar a oferta sob uma unica condição e contra proposta: que caso obtenha sucesso, tanto eu quanto minha amada esposa possamos voltar. Afinal, algo de tanta estima para todos aqui vale muito mais do que duas simples almas, não? E caso falhe, aceitarei sem questionar o novo julgamento e me coloco a disposição como voluntário, seja qual for o resultado do julgamento, a ser convocado novamente e cooperar com o próximo aparecimento do Trianguli e novamente tentar ajuda-los.

Aquela deveria ser a oportunidade única de redimir sua existência, procurando resolver todas as suas questões e deixar o tribunal com a vantagem de, mesmo que o grupo falhe, haver quem possa cooperar numa futura segunda tentativa. Dessa forma, o tribunal sairia ganhando, mas pessoalmente, Bones estaria mais do que satisfeito com o resultado positivo da empreitada.

_________________
FICHA
Força: F / Energia: B / Agilidade: E / Destreza: E / Vigor: E
L$: 0,00

H.E.
avatar
Bones

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 85

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Ghoul

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qui Jan 28, 2016 8:27 pm

6. Cabana na colina

Aquilo foi interessante. Não é todo dia que se tem tanta liberdade assim com aqueles caras. Seja em tirar dúvidas, seja em exigir algo a mais. Claro que nem todos puderam ficar pra ouvir as respostas do juiz e companhia: o velho senhor que fazia parte do júri teve outro repentino ataque de tosse, de modo que se retirou e não voltou antes do fim.

Às respostas, então. Primeiro Ho, sobre o tempo:

Sim ─ falou Russelo. ─ O tempo aqui é o mesmo. Com algumas diferenças, conforme o ciclo. No momento, é bem parecido com o tempo de onde vieram. Só que, no atual ciclo, temos apenas 4 horas de luminares eclípticos. Isto é, para que entenda, 4 horas de “luz solar”. As outras 20 são de escuridão noturna, com apenas um luminar celeste, algo parecido com uma lua. ─ Então a resposta seguinte, sobre a durabilidade deles, estando no submundo: ─ Seus corpos podem suportar o tanto que for preciso. Podem ficar aqui por muito tempo. O único problema é a adaptação da mente. Suponhamos que você, Ho, passe um bom tempo aqui no submundo, viajando por aí. Durante esse período de reconhecimento e exploração, você verá e sentirá coisas diferentes do mundo dos vivos, coisas que talvez agridam os padrões que você sabe existir no mundo dos vivos. Simples exemplo: se eu digo “uma espada azul”, todos aqui podem imaginar mais ou menos como ela deve ser, através dos padrões do seu mundo. Uma espada de cor azul, simples. Mas digamos que durante o seu tempo aqui você encontre uma espada, ou qualquer outra coisa, de uma cor que você não conhece, uma cor impossível, que não deveria existir, um fato que corrompe a razão que você conhece, que destrói os padrões que formam suas percepções. Sua mente irá lutar contra o que você está vendo. E será uma luta pesada, da qual, ao fim, só há duas possíveis consequências: ou você irá enlouquecer ou irá adaptar aquela cor impossível, a tornando, para você, azul. O efeito reverso pode acontecer, caso tenham sucesso e voltem para suas casas: se passarem muito tempo aqui e tiverem contanto e experiências sensoriais com muitas coisas, será igualmente difícil se adaptar, ou melhor, se readaptar, aos padrões que um dia conheceram quando vivos. Muitos que entram em coma, e sem querer caem nesse departamento, e que depois conseguem voltar, não sobrevivem ao período de readaptação, às vezes perdendo a fala, de tão estranho que se torna escutar a própria voz, ou mesmo vegetando num estado hipnagógico de meio-sono contínuo, pois a realidade dos vivos passa a ser como um sonho lúcido e não de fato a realidade. ─ Ufa. Então Russelo parou um pouco e deu uma bicada em sua água. ─ Para que uma readaptação seja muito difícil para vocês, seria preciso que fiquem aqui por muito mais tempo que é proposto. ─ advertiu, com o objetivo de tranquilizar. ─ Então, não terão grandes problemas.

Resumindo: seus corpos eram aparentemente invulneráveis, mas suas mentes não. Sobre a questão dos itens levados, Russelo deixou que Gerovingio respondesse, pois aparentemente ele quem tanto recebia quanto despachava.

A volta se dá através de uma porta, um portal mítico ─ disse ele. ─ Desde que passe pelo portal junto com você, os itens devem ressurgir no mundo dos vivos, assim como você.

Ele só não especificou o tamanho desse portal. Como chamou primeiro de porta, talvez fosse naquela altura básica, talvez como uma das tantas portas duplas daquele lugar, hm.

Na sequência, foi a vez de Balltier.

Sim, eu posso lhe ouvir. Diga o que pensa ─ disse o juiz. Ouviu, franziu o cenho, achando o jovem meio confuso e respondeu apenas o que entendeu, ou o que preferiu: ─ Um ciclo é o equivalente à 23 anos no mundo dos vivos. Um pouco menos, talvez. E como disse ao Ho, vocês podem ficar todo esse tempo sem nenhuma sequela aos seus corpos... Aurélio? Hm. Sim, é um pedido possível de se atender.

Mas... ─ Esse era Aurélio, codinome desconfortável-com-a-missão-inesperada. ─ Mas senhor eu, eu

É perfeitamente indicado como guia. Só não leve muitos livros. Ou melhor, leve apenas um atlas. Considere como parte do seu aprendizado, Aurélio. Será uma boa experiência. E quero alguém além do Vax.  

Aurélio baixou a cabeça, derrotado.

Sim, senhor ─ miou.

Senhor ─ disse Vax. ─ Devo relembrar que só irei leva-los até certo ponto.

Sim, eu sei ─ rebateu o juiz.

O promotor reviveu:

E que história foi essa que o homúnculo disse? Falou com os réus antes da sessão iniciar?

Apenas um “boa noite” ─ escapou Vax.

Vamos conversar sobre isso, depois. ─ o promotor riu, sem graça.

Ah sim ─ Vax tirou o chapéu e o colocou de novo. ─ Depois que eu deixá-los, voltarei imediatamente pra cá, promotor.

O juiz deu um basta na conversa paralela. Queria escutar Bones, agora. Depois que o morto falou, o juiz apenas olhou para Gerovingio e fez um aceno. Gerovingio saiu pela porta da frente, com alguma missão própria a ser feita. Depois Russelo olhou de novo para Bones e garantiu:

Será feito. Sua vida e a da sua esposa em troca do sucesso da missão.

Puxa! Eles tinham tanto poder assim pra reaver uma vida? O juiz nem barganhou nem nada. Se aquilo não fosse sinal de pressa, então não se sabia qual seria o significado.

E era isso. Sean concordara e Kaede parecia inclinado à discutir, mas Russelo não queria mais saber. Ele bateu na mesa, a título de encerramento. Depois chamou Vax de canto e trocou alguma ideia. Vax fez repetidos acenos de “sim, sim, sim senhor”. Um homem entrou pela porta dos fundos, foi até o juiz e lhe deu um papelzinho. O juiz leu numa passada de olho e fez um sinal, despachando Vax. Se levantou e disse:

Estão dispensados.

E então saiu apressado pelas portas do fundo. Aurélio foi atrás.

Vax voltou até o grupo e anunciou:

Senhores, ire leva-los agora. Alguém importante está vindo. ─ e, num sussurro sugestivo: ─ Alguém que queria ter visto tudo que aconteceu aqui, mas teve problemas na viagem. Uma pena... Enfim, temos de sair de cena agora. Um, dois, três, quatro, cinco... todos aqui. Exceto... Cadê o menino diligente? Ah, lá está ele. Vamos, venha cá, rapaz. É pra correr, caramba.

Aurélio correu e chegou perto deles. Trazia uma bolsa sobre um ombro.

Eu estava pegando alguns... suprimentos ─ explicou ele.

Ah, claro, claro ─ Vax se voltou para o grupo. ─ Vamos para um lugar que irão gostar. Vamos encontrar um amigo. Ele terá algumas coisas que podem ser úteis pra vocês. E é um ótimo desenhista, vai desenhar algo que vocês precisam ter. Tentem não se mexer agora, hm?

Bom, se tinham algo mais a falar ou outra coisa a fazer, foi-se o tempo. Quando piscaram, já não estavam na Antessala da Morte. Estavam numa campina verde e bacana, uma área elevada, uma pequena colina, de onde se podia ver planícies sem fim em todas as direções. E logo perto deles, existia uma cabana modesta porém bem feita. Talvez Vax tenha dito que iriam gostar apenas pelo fato de ser um cenário possível de se encontrar em Lodoss.

O céu era totalmente fechado por nuvens, mas ainda assim era claro, como se o dia estivesse no seu momento mais luminoso. Exceto ao norte ─ lá o céu era embaçado e escuro. O clima era ameno e com uma brisa que trazendo o cheiro do campo e o som de coisas quebrando.

Não! ─ exclamou Vax, quando escutou os sons. ─ Que foi que você fez agora Mic?

A quebradeira vinha da cabana. A porta estava aberta. E do lado de fora, uma cadeira de balanço estava deitada no chão, derrubada. Um livro atirado à esmo, como se o leitor o tivesse jogado. Ou como se alguém o tivesse tirado das mãos do leitor.

Mais coisas quebrando lá dentro. Talvez um vaso, uma porção de louças. Então a janela: um sujeito foi atirado de dentro pra fora, abrindo caminho pelo vidro e rolando na grama. Ele levantou a cabeça, revelando um olho preto, um supercílio rasgado, e um nariz estourado. Assim que viu Vax e o grupo, rogou:

Me ajuda, cara!

Quem é dessa vez? ─ perguntou Vax e foi até o atirado. ─ Quem é?

Capanga do Gushnasaph. ─ E o cara olhou para o grupo. ─ São eles? Pede pra eles me ajudar, cara. É um capanga só e eles são seis!

Ah, Mic, Mic, Mic! Tanto agiota por aí e você vai se meter logo com o Nasa?!

Com quem está falando, Pintor? ─ Essa voz veio de dentro da cabana. Voz grossa, exageradamente alta. De repente o dono do trovão sonoro apareceu pela porta. Ele teve de se inclinar um pouco pra passar pelo batente. Rivalizava em altura com Ho. Deu de cara com os cinco e Aurélio. ─ Ah, compreendo ─ bradou. ─ Dessa vez você não mentia, né não, Pintor? Você disse que os seus seguranças viriam, e aqui estão eles, como que por mágica.

O homem saiu da frente da casa, caminhando lentamente até os cinco (agora eram cinco: Aurélio meio que recuou alguns metros...). O homem, além de alto, era forte. Forte do tipo que as roupas ficam apertadas. Ele vestia apenas um colete (que deixava os braços cabeludos nus) e bermudas pra fechar o kit, como que pronto pra curtir uma praia. Era tão careca quanto Vax e seu rosto era amassado em alguns pontos ─ o tipo de rosto que já aguentou muita porrada.

E continuava falando, enquanto se aproximava do grupo:

Bom, isso não muda o fato de que você vai levar uma surra hoje, Pintor. Mas antes vou bater nos seus seguranças. Olha só, dois deles não passam de pivetes! Ainda bem que eu não tenho escrúpulos.  

Ao término, ele correu. Foram três passadas longas de atleta, como se ao fim ele quisesse dar um salto. Mas no caso, ele queria mesmo era atingir o grupo todo com um único murro. Seu ambicioso movimento indicava que ele iria varrer os oponentes com o braço, um golpe na horizontal, do qual ia junto todo o seu peso.

E antes do golpe seu braço mudou de cor, ficando preto-acinzentado. E pareceu crescer um pouco, ganhar densidade.
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Sab Jan 30, 2016 5:25 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


De repente estávamos sozinhos. Esqueci todo o restante do grupo e só consegui sentir a presença do grandão Ho, o que foi engraçado pois me fez acreditar que eu ainda tinha plena consciência das minhas habilidades, mas acima disso, as coisas que ele me disse me fizeram mergulhar em pensamento. Aquele era o meu mundo. E Ho estava ali através de suas palavras. Eu não esqueceria nada do que ele disse, provavelmente nunca mais.

Não tive muito tempo pra agradecer já que as coisas correram rápido. Do julgamento em diante, ficamos sabendo mais um monte de coisas sobre nossa missão e sobre o que os membros do grupo indagaram. Apenas prestei atenção no que diziam, ouvindo sem interromper. Esbocei um sorriso quando o garoto Ball concordou comigo sobre o tal Trianguli parecer algo difícil de se encontrar, muito mais de pegar. Será que era mesmo possível pegá-lo? Bem, ao que tudo indica, essa era nossa missão, e como disse o grande Ho, eu deveria pelo menos aproveitar.

Simplesmente acatei com as decisões. Uma estranha sensação de conforto me preencheu por dentro e eu estava seguro com isso. Não tive medo, não tive receio.

Dali em diante, ficou decidido que o tal Aurélio viria conosco. Fiquei feliz em saber que seria uma grande aventura! E quando me dei conta de piscar, um pouco distraído com meus pensamentos, já estávamos num lugar diferente. Justo na hora que eu ia agradecer o pessoal do julgamento por nos tratar tão bem? Nos deram até aquela cama pra dormir. Bom, eu agradeço na volta então.

Agora tudo que senti em primeira instância foi um aroma diferente. Não sei dizer, talvez fosse coisa da minha cabeça, mas tinha cheiro de... mel? Olhei ao redor e me deparei com uma extensa campina, a brisa balançando a grama aconchegante, o céu cheio de nuvens e aquele clima maravilhoso que eu não sentia já faz um tempão. Abri um largo sorriso, em seguida, apalpei meu corpo pra saber se aquilo era mesmo real ou conferir se ainda estávamos com as tais roupas listradas que mais pareciam um uniforme. Eu sentia falta da minha capa...

Dentre tantas sensações e situações, meus olhos logo foram atraídos por um...incidente?

— Ei! Vejam! - Apontei, quando vi aquele ser sendo jogado janela à fora. Foi uma bela queda. O tal Vax logo correu pra ajudar, ambos conversaram por uns instantes e tudo aquilo me pareceu muito esquisito. Eu não sei porque mas tinha uma sensação esquisita que me preocupava naquele tal Vax. Ele sempre estava me cheirando assim.

Quando aquele outro grandão apareceu então, minha primeira reação foi correr e esconder-me atrás de Ho. Grande por Grande, acredito que eu estava na vantagem. Conheço bem a força desse Orc, confio mais nela do que na do adversário, então eu estava bem ali. Fiquei olhando ressabiado, tentando escutar o que o tal outro grandão dizia. O amigo de Vax chamou ele de capanga de Ganash, alguma coisa assim. Na mesma hora cutuquei Ho para lhe dizer a primeira impressão que tive;

— Ei, Ho. Estou com aquela sensação esquisita de perigo. Você acha que consegue segurá-lo? - Terminei encorajando-o.

No mais, tentaria rolar por alguma direção. Meu instinto me dizia pra fazer isso não sei porque. Eu sempre confiei no meu instinto. Não é de hoje que ele me salva? O importante é que eu estava considerando que ainda tinha conhecimento de minhas habilidades. Eu ainda podia sentir a energia dos que estavam ali presentes, certo? Será que então consigo manipulá-la como Ifrit me ensinou?

Fiquei pensativo, tentando estabelecer alguma conexão com a energia dos que ali estivessem presentes.

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Dom Jan 31, 2016 11:38 am

A reunião seguiu; um dos que estavam comigo comentou sobre Vax ter ido ao quarto pela noite -Agora eu sabia que era Vax e não Dax hEHEuHEu-, fato que eu não gostei nenhum pouco. Queria ter dado um murro no "bostão", mas não faria isso na frente do juri, nem depois, já que seria criancisse. Dessa vez passaria, mas talvez Vax mais cedo ou mais tarde cobraria... Hipótese que me fazia despertar para uma certa cascata de ideias afim de... previnir algo? Até então não sabia, mas sabia que algo dentro em mim etava desperto a possibilidades aparente improváveis, tanto a Vax, quanto ao Juiz ou mesmo o amigo que nos recebera.

Fora me dado uma resposta. Eu aparentemente poderia levar o que quisesse, bem como talvez ficar ou explorar... Ou não -Risos em minha mente; risco de loucura. Risos- sinceramente gostei de tudo o quanto me fora dito, embora me fosse um pouco estranho. Talvez fosse eu sempre com "o pé atrás", um instinto. Mas gostei, pois me parecera sincero, mesmo eles não sendo tão idôneis, quanto imaginava... ou era apenas fogo do momento, mas eu confiaria um ponto a eles.

Fomos ter com Vax e já teríamos a perigosa missão em nossas mãos. Creio que seja perigosa porquanto Aurélio tremera ao saber que nos acompanharia, assim como, Vax que fizera questão de afirmar e confirmar que iria nos levar até certo ponto. Não seria fácil... Como eu aparentava ser o mais forte... Não... Lembrei do elfo de merda pensando nisso. Mas seria perigoso. Mas já estava morto mesmo.

Quando abri os olhos, vi que estávamos em um outro cenário que parecia com a terra na qual vivíamos... Não sei por quê pensei que o submundo fosse pequeno... Parecia tudo... Normal... Como se tudo fosse e não fosse... Especial? Estávamos em um campo enfrente a uma casa, da qual podíamos ouvir barulhos de quebradeiras, menos gritos... Talvez fosse um louco que fosse pintar aquilo que iríamos ter de juntar. De repente um cara fora jogado pela janela e Vax correu com ele perguntando o que havia acontecido e falaram de um tal de gigolô -HHSUAHSUA, mentira, mentira. Era um tal de agiota-, para o qual estava devendo e um cara do meu tamanho e tão forte quanto eu saíra da casa falando bobagem e alto... Daquele tipo que dá canseira de ouvir... Falara que ia nos bater.

De repente Sean apareceu atrás de mim perguntando se eu podia contra ele... O pequeno tinha me desanimado mais ainda -HASHAUSHau-, mas uma coisa me chamara a atenção: como ele havia corrido de uma forma tão polida para nos atacar; umas três passadas longas unidas a um salto no ar e a transformação do braço em "metal"?! Ficara interessante. Entretanto eu sabia que aquele golpe não era para matar ninguém... Talvez fosse... um teste?! Provável.

Porém não fazia perder o interesse repentino em uma possível luta. Entretanto aquilo no braço não era uma coisa que eu entendia... Talvez fosse magia... Eu explicaria assim. Talvez se ele pudesse transformar todo o corpo dele naquilo, eu iria me ferrar, mas minha habilidade ainda poderia estar "viva", o que me seria uma vantagem, mas e se não estivesse?! Eu não tinha tempo para não confiar, nem exitar. Meu corpo já assumia a posição por puro instinto e agora minha mente se unira a ação. Faria no tempo certo.

Ao correr do meu adversário, meu pé direito deslizara à diagonal para a frente, flexionando ligeiramente meus joelhos. Eu não era tão rápido, então tinha de antecipar o meu movimento ao do inimigo. O salto dele não havia sido tão alto, então não dava para bloquear antes que ele fizesse o primeiro passo do golpe, aumentando o meu gradiente de força, então imobiliza-lo seria muito difícil mesmo para mim. Resolvi esperar o tempo certo: Deslizei para a direita, com um movimento simples, a fim de que eu não recebesse o ataque íntegro caso eu falhasse e faria no tempo no qual ele estaria antes do movimento da minha cintura, a fim de que o chutando, o acertasse antes que os braços dele atingissem o solo. Faria um chute lateral, não esquecendo de levantar a guarda, com força, rotacionando o corpo e dando um grito, expulsando o ar dos meus pulmões, a fim de aumentar a força.



>Off: Gm, resumindo o ataque: é um chute lateral, como base este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=gnRhelilbJI <



_________________
http://www.lodossrpg.com/t395-ficha-ho

Atributos:

Força: 8
Energia: 4 [D]
Agilidade: 4 [D]
Destreza: 4 [D]
Vigor: 4 [D]

[b]M.O: 3 650


Itens novos: Armadura leve completa do exército de Hylidrus lvl2; uma espada longa e uma curta, ambas lvl 2 e um colar de Hellhound.

Nivel; 6/ Exp:850/1000[/b]
avatar
Knock

Mensagens : 151

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Seg Fev 01, 2016 8:50 am

Simplesmente sorriu satisfeito, a maioria de suas perguntas foram respondida, assim apenas continuou sorrindo, indiferente ao resto. A reação do juiz não era o que esperava, sendo assim apenas reforçou o que estava em seus pensamentos. " Isso tudo leva á apenas um fim, hein." Voltou a seguir com o grupo para perto de Vax, claro não tinha um motivo concreto para não gostar daquele escamoso, até o momento não tinha feito nada contra Ball, mas de alguma forma ele não conseguia ignorar aquela sensação de influencia sutil que Vax  sempre demostrava contra o grupo, isso o incomodava.  
Aurelio chegou logo em seguida, Ball tinha diversas perguntas para perguntar, certo isso deixava o homúnculo ansioso, não precisava nem perguntar em particular, apenas queria faze-lo em qualquer oportunidade. Então piscou, em seguida, o cenário ao seu redor tinha mudado. "Verde, verde" Sorriu amplamente, aquilo era tão nostálgico. Queria correr para longe, mas duvidava que seria de alguma utilidade, então se conteve.


Então veio o som. Algo quebrando, franziu o cenho, claro, estava intrigado com o novo evento. Seguiu com os demais ainda sorrindo, aquilo era tão divertido, tão diferente de viajar sozinho. Não prestou muita atenção no corpo voando, claro, não era uma cena comum, mas estava morto, parecia que não devia se importar com tal trivialidade.  Ouviu o pedido do estranho Mic, mas agora de certa forma estava preocupado com o sangue que estava no rosto do homem.


Em seguida ouviu a voz passando pelo porta, recuou apenas um passo, um misto de ideias percorreu Ball, mas nada tinham a ver com o corvadia, claro até o momento ele era incapaz de compreender suas emoções. Então o grandalhão se apresentou. Para Ball a cena era um pouco cômica, não para os padrões convencionais de comedia, mas sim cômica em sua maneira. De fato o homem parecia um cara legal, mas que representava o papel de um cara mau, muito ruim sua atuação por sinal.

Ao que parecia eles era alvo agora, claro era apenas um oponente, grande forte e sem escrúpulos... O homúnculo, recuou mais alguns passos e deixou a pernas cederem, aparentemente se agachando e caindo de bunda, deixou ser impulsionado para trás puxando seus joelhos em direção do peito em um simples movimento de rolamento de costas, olhando para baixo se afastando da investida, claro Aurélio podia estar atrás, mas ele torcia que o guia já estava a muitos metros, nem perto de atrapalhar tal tentativa de esquiva.


Ball continuo agachado, qual era o objetivo de tal movimento, de fato não dava para sacar de imediato mas compreendia o objetivo. Ball cravou as mãos no solo, absorvendo apenas uma pequena parcela da energia dele, deixando mais fácil tal tarefa. Poderia ser tanto areia, terra ou grama, deviam bastar para abrir certa oportunidade.  Assim que seus companheiros começaram o embate, retardou seu movimento por breves segundos, seguiu em uma breve corrida em direção do grandalhão, se aproximou, ainda não. Mais próximo, mais rápido que conseguia, lançou ambas as mãos contendo terra e grama ou areia na linha de visão do gigante, horizontal. A diferença de força e altura era simplesmente absurda, forçando o homúnculo a se afasta mais uma vez do gigante, agora restava o seu grupo lidar com o problema.

_________________
Balltier El Raizel

MO$:0

Força: 0 (F)
Energia: 4 (D)
Agilidade: 4 (D)
Destreza: 4 (D)
Vigor: 2  ++ (E)
avatar
Pacificador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 57
Idade : 22
Localização : .-.

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Homúnculo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Sab Fev 06, 2016 9:06 pm

7. Instrumentos de briga

Instinto correto, o do pequeno Sean. Não era um segurança ─ mas se fosse, ah, seria dos melhores com tal instinto. Tirando a parte que rolou de lado, claro. Mas tem o negócio do sábio combatente saber escolher o seu oponente, ou algo assim, então Sean estava perdoado.

Por outro lado, Ho resolveu escolher aquele oponente. As coisas ficam mais fáceis quando o inimigo é direto daquele jeito. O soco dele veio veloz, uma marreta como extensão do corpo. Ho aguardou o momento certo, escorregou de lado ─ para a direita do oponente, de onde o golpe chegava ─, o vulto sólido passou rente, enquanto devolveu um chute rápido. Acertou, mas o inimigo não recuou com o golpe, apenas continuou no movimento do peso do seu salto, talvez um pouco desequilibrado.

O soco dele, alias, varreu Sollrac e Bones pra alguns metros mais longe. Quando acertou, fez um som de rocha batendo. Sollrac ganhou um filete de sangue entre a orelha direita e o olho direito. Bones rangeu, sem nem saber ao certo onde tinha sido pego, se foi o golpe direto ou apenas Sollrac caindo sobre si. O céu e a terra trocaram de lugar com velocidade e quando a vertigem parou, se viram tombados.

E o capanga também rolou. Mas levantou rápido, com a mão normal no rosto ensanguentado e o punho cinzento cerrado.

Belo chute, grande ─ ele disse, se virando pra Ho. Cuspiu vermelho. Estavam próximos demais e ele já armava a retaliação quando terra voo bem em sua cara, entrando nos seus olhos. ─ Que...?

Ele deu um passo pra trás, com uma careta e piscando muito, sem entender que Balltier fizera aquilo. Quando entendeu, rugiu:

Pirralho! Lute que nem homem!

Ainda piscava, e recuou mais um pouco, extremamente ciente de sua súbita vulnerabilidade perante Ho.

Balltier manteve uma distância segura, pois sentiu que seria o alvo assim que o homem limpasse a cara. E Sean também ficou de boa, próximo de Ho, que estava com a iniciativa daquela rodada de briga. Estes dois, aliás, viram que o braço estranho do homem não era mais a única parte cinza e densa ─ o colete que ele vestia pareceu ficar mais apertado na região do peito, e foi possível ver seu pescoço ficando cinza, aos poucos, assim como a bermuda dilatando com a transformação vagarosa.

Aurélio estava há mais de vinte metros. Vax ainda ajudava Mic, que se arrastava pra longe sem tirar o olho bom de seus "seguranças peitando o capanga do Gushnasaph.

O céu nublado deu um pequeno ronco, prometendo chuva em algum futuro.

Spoiler:
Sean: esqueci de comentar sobre a ausência do Ifrit (não que seja um comentário importante, mas, enfim). Foi bacana a suposta causa da sua morte, e como vc mesmo criou isso, então fica a seu critério de interpretação como serão suas habilidades sem o demônio por perto. Em termos de efeito, será o mesmo. Mas no visual e qualquer outro detalhe interpretativo, fica a teu critério aí. Talvez eu explore isso mais pra frente (a ausência do Ifrit [ou quem sabe apenas uma hibernação?]), pra criar algum gancho joia.

Sollrac: -24% de vida.

Bones: -20% de vida.

Inicialmente eu não tinha deixado pontos de vida no status, pois vocês não “morrem”. Mas agora resolvi colocar, apenas pra se ter uma noção de dano recebido. Vocês sentem dor (ou talvez seja suas mentes que sentem a dor, hm), mas se regeneram. E se o dano for acumulado, continuo, ou simplesmente algo muito avassalador, vocês morrem ─ e voltam depois de um tempo. Então já que terá pontos de vida, durante a semana devo atualizar o primeiro post com os status, pra colocar uma taxa de regeneração para seus corpos virtualmente imortais.

Duvidas chamem-me.
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Dom Fev 07, 2016 2:12 am

Ainda na corte do juiz Russelo, o mesmo tirava as duvidas dos “mortos” ali presentes e uma breve prosa entre Vax e o promotor que foi interrompida por um basta do juiz para poder escutar Bones que parecia ter uma proposta diferente ou um tipo de plano “B” para a empreitada que foi acordada a pouco.
Quanto a mim? Fui ignorado, ninguém quis discutir o assunto e Russelo pareceu não dar a mínima e deu a conversa por encerrado. Resolvi que deveria pegar esse tal trianguli para eles e assim eles me fariam voltar a vida.

Vax e o juiz conversaram sobre algo e logo Vax voltou falando que alguém importante estava para vir e etc... Não dei muito ouvidos ao assunto depois de ser ignorado e sem prestar atenção em Vax e Aurélio que tinha falado algo, simplesmente pisquei os olhos e já não se encontrávamos mais no mesmo lugar.
Estávamos em um tipo de colina com uma cabana perto, até que era um lugar agradável, um ar diferente para se respirar... comparando com o lugar onde estávamos a um piscar de olhos atrás.

Voltei a minha atenção para Vax ao ouvir ele exclamar um não, parecia estar preocupado com alguém e esse alguém foi arremessado de dentro para fora da cabana, atravessou a janela e estava todo surrupiado.
Ele pedia ajuda e parecia conhecer Vax e também parecia saber o que eu e os outros estávamos a fazer e uma voz grossa e alta soava da cabana.

_Com quem está falando, Pintor?_

E um ser grotesco quase maior do Ho apareceu saindo da cabana. Ele caminhou até nós com a intenção de intimidar o grupo falou umas ameaças e em seguida avançou contra o grupo com um estranho movimento com o braço.
Não sei o que os outros fizeram contra o destruidor de cabanas, mas eu não fui rápido o suficiente para desviar de seu ataque e fui atingido, e como o amigo de Vax fui jogado para longe.
Me levantei e percebi que estava um pouco machucado e com um pouco de dor no corpo, Bone parecia que estava perto de mim, deve ter sido atacado também.

_Confesso que mais umas três ou quatro dessas e eu não me levanto mais, porém a minha mãe bate bem mais forte..._ murmurei para mim mesmo enquanto via que os outros estavam enfrentando a criatura. Sim, criatura, pois duvido que aquilo seja humano. Talvez já tenha sido humano um dia no passado, mas nesse momento não.
Observando a luta, Balltier um dos menores jogou terra nos olhos da criatura o que fez o grupo ganhar um espaço de tempo como vantagem enquanto a criatura limpava o rosto.

_A visão deve ter sido afetada, hora de aproveitar e atacar._ Assim, de onde eu estava mirei e lancei meu Flame-rá em seu peito de maneira que não afetasse os meus companheiros e em seguida corri para ficar perto dos outros e entrar na briga mais uma vez.

Spoiler:
Nome: Flame rá
Nível: 1
Descrição: Uma rajada de fogo sai das mãos de Sollrac indo em direção de um único alvo a 4 metros de distância, o acertando em cheio. Porém o impacto da rajada afeta tudo e todos que estão atrás do alvo em um arco do tamanho da metade da distância de Sollrac e o alvo, causando metade do dano afetado.
Efeitos: Causa dono por fogo/calor no primeiro alvo atingido, e ao contato com o primeiro alvo a habilidade se abre formando um cone de 2m de área, causando dano por impacto/calor aos demais dentro da área do cone.
Custos: 14% PEs
Duração: instantânea
Tempo de Conjuração: Instantânea
Alcance: 4 metros + 2 metros a área do cone após atingir o primeiro alvo.
Área de Efeito: 6m (4+2).


Última edição por Kaede em Ter Fev 09, 2016 7:18 pm, editado 2 vez(es)

_________________
Força: D  Energia: D  Agilidade: E  Destreza: D  Vigor: E
Ficha - HEs

Rápido como o vento, silencioso como uma floresta, feroz como o fogo e inabalável como uma montanha.
avatar
Kaede

Mensagens : 51

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Meio-Dragão

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Dom Fev 07, 2016 10:43 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Por um curto período de tempo fiquei absorto dos eventos externos. Era o meu momento. Não sei como consegui desviar daquilo, seja lá o que for, mas agora eu tinha tempo suficiente pra confirmar minhas ideias. Minhas habilidades ainda existiam, mas tudo era muito confuso. Sempre tive muita incerteza dos meus plenos poderes até porque sempre acreditei que era o Ifrit que os dominava e ele só me emprestava um pouco. Mas agora, depois de sentir que o meu instinto ainda não me abandonou e que, ainda com um certo esforço, eu era capaz de sentir a energia ali presente... tudo clareou.

E as palavras de Ho vieram na minha memória.

" Eu preciso tomar o controle. Preciso aceitar que eu tenho potencial, preciso acreditar que sou capaz...não é?" - Não que fossem exatamente essas palavras mas, seu encorajamento horas(?) atrás me fez acreditar que sim, havia possibilidade deu virar esse jogo.

Apoiado no meu joelho direito, um pouco atrás de Ho, pude abrir os meus olhos novamente e então ter uma breve noção da situação. Não sei o que aconteceu mas o grandalhão adversário parecia meio confuso, gritava sobre um pirralho mas eu não fiz nada. Será que foi Ball? Procurei o garoto, muito brevemente, só pra ter certeza de que ele estava bem. Enfim, não havia muito tempo. Minha intenção correr na direção de Ho, isso mesmo, correr até ele vindo pelas suas costas.

— Ho! Se prepare, acho que posso equilibrar as coisas. — Desta vez minhas palavras estavam recheadas de confiança. Até eu fiquei surpreso, eu nunca me senti assim antes. Almejava subir pelas costas do grande Orc, tentando chegar em seu pescoço, o mais rápido possível e se possível sem atrapalhar muito sua movimentação. Considerando o fato de que eu já tinha conhecimento e sintonia com as energias ali presentes, a ideia era usar minha habilidade o quanto antes pra tentar puxar aquela força exacerbada que eu sentia no adversário através da minha manipulação. Se eu conseguisse fazer a extração, concomitante a isso já infundiria-a no corpo de Ho. Para tal, tentaria me equilibrar atrás de sua cabeça, com as pernas no pescoço dele. Como uma criança nos ombros de um cara maior.

— Agora vamos acabar com ele! — Diria em caso do meu plano dar certo ao ter infundido aquela energia extra no meu companheiro. Para o caso de dar errado, faria o meu melhor para não atrapalhar o grande Ho em seu combate pessoal com o adversário.

Habilidade:
Nome: Manipulação
Nivel: 1

Descrição: Como Sean tornou-se um possuído e, em consequência disso, aprendeu a sugar energia vital dos seres vivos pra se manter, ele acabou descobrindo que podia ir ainda mais longe. Como? Era muito simples. Desde que nasceu e recebeu as bênçãos na catedral de seu Pai, o garoto tornou-se dotado de uma presença extremamente influente. Não necessariamente física, e sim, espiritual. Desta forma, Sean em conjunto de seu demônio, descobriram que podiam usar essa presença em favor da sua habilidade como possuído.. A partir disso, eles só precisam de um pouco de tempo - com essa presença constante sob o oponente - até que sejam capazes de estabelecer "sincronia" entre as energias. E, em suma, esse é o pior momento para um inimigo. Estabelecida a sincronia, o garoto torna-se capaz de "manipular" a energia vital do oponente com certa modéstia. Ele pode extraí-la em forma de energia instável e estabiliza-la com sua manipulação, dando-lhe um formato semelhante ao de uma pequena esfera de fogo. As chamas não são reais, não são tangíveis fisicamente e sua energia é extremamente pura. O motivo se dá porque a vitalidade que Sean é capaz de manipular tem ligação direta com emoções, estas quais, servem de combustível para vida. Sendo assim, é quase impossível de extrair essa energia vital sem que traga consigo alguma parte destas emoções, deletando parte delas de quem foi extraído e então transformando-a em combustível puro, que fica armazenado nessa pequena esfera flamejante intangível.

Até aí, mostraram-se os malefícios da habilidade. Acontece que Sean, na sua pureza ainda mantida, descobriu que também é capaz de "infundir" essa mesma esfera de energia vital em algum outro ser, ou mesmo devolvê-la para quem extraiu. Ou seja; infundindo a tal vitalidade em conjunto com um combustível "extra" que se originou da emoção antes retirada. Isso acaba trazendo emoções boas para quem recebeu a energia vital e, desta forma, fortalecendo o infundido em algum atributo em função disso. Entretanto, Sean não pode manipular sua própria energia vital, nem infundir em si mesmo, caso contrário, o demônio lhe tomaria a razão e controle.


Efeitos: Extração/Infusão de Energia Vital/Emoções | Baixa/Aumento de algum atributo do alvo.

- Extração de Energia Vital/Emoções - 40% no atributo FORÇA do alvo a ser escolhido por Sean.
- Infusão de Energia Vital/Emoções: + 40% no atributo FORÇA do alvo a ser escolhido por Sean.


Custos: Gasta-se 32% de PE pra fazer cada extração/infusão.

Duração: A energia não pode durar mais que 2 turnos sem ser infundida em alguém, caso contrário ela se dissipa. O Buff/Debuff dura 4 turnos.

Tempo de Conjuração: 1 Turno de concentração TOTAL. O atributo ENERGIA de Sean deve ser minimamente maior do que o atributo VIGOR do oponente pra lhe ser capaz de fazer a extração/infusão sem dificuldade. Depois de sintonizado; a extração é imediata.

Alcance: Raio de 2m ao redor do usuário.

Área de Efeito: Dentro do perímetro da área de alcance.


Off escreveu:- Estou considerando que o Sean ainda tem os poderes, até porque o próprio Ifrit ensinou ele a usar aos poucos. Ele só não tem consciência de até onde ele conhece dos próprios poderes. Esse é um momento de descobertas pro meu personagem porque ele vai começar a entender que ele e o Ifrit compartilham mais coisas do que ele imaginava. Antes ele era muito dependente do Ifrit, agora ele vai compreender que o demônio também dependia dele e que há motivos pra isso. Ele tem poder. Ele só precisa descobrir. =D

- Eu assisto Shannra Chronicles e Beowulf também, uns amigos meus tinham me recomendado, curti bastante


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Seg Fev 08, 2016 11:56 am

Ele seguiu reto e rápido, um verdadeiro vulto. Ele era forte. Creio que até mais que eu, logo, Sean tinha razão. Meu chute fora o suficiente para faze-lo perder o equilíbrio, porém continuou na linha inevitavelmente previsível e pouco eficaz, atingindo dois dos meus companheiros: o esqueletão e outro jovem, jogando-os longe. Não sei por que não se desviaram...

Ele parou, virou para mim, elogiando. Talvez não fosse um teste. Acho que era de verdade, mas as horas estavam passando e ainda não sabíamos nem o que era o tal trianguli... Um dos integrantes jogou terra nos olhos dele, o que fizera o bicho recuar, pensando que eu atacaria... Eu poderia sair correndo e dar um soco no queixo dele, a fim de faze-lo desmaiar, talvez eu devesse fazer isso... Um trabalho em grupo para aguçar nossa harmonia. Também tinha o fato de eu não ser lá muito competente sozinho... Pelo menos era o que estava marcado em mim do tempo que eu estava com Rio Ligeiro na missão do exército de Hilydrus. "Que saco"

Enquanto eu me perdia nos pensamentos, uma voz ainda indefinida me chamou a atenção; Sean subia em minhas costas e ficou no meu pescoço; o grandão-inimigo ficava mais musculoso, uma habilidade... admirável?!... Um velho me disse que não adianta muita coisa se não tiver outras coisas... Eu mesmo já sentira na pele o que é ser incapaz perante alguém aparentemente fraco mesmo sendo aparentemente forte... Acho que não tô falando nada com nada, mas só de lembrar da minha iniciação no exército, eu já fico com... raiva.


Fico com raiva de ficar com raiva... Parece um ciclo maldito, no qual eu não consigo mudar, do qual não consigo me livrar. Inconscientemente levo minhas mãos a cabeça, percebo que não entendi nada:
--O quê, Sean?

O cara tava ficando com o peitoral maior e músculos da perna também... Ficaria mais forte e mais rápido... e daí? Se ele não mudar o jeito de atacar, se ele não usar a mente... Do que importa? Acho que o Sean sozinho seria suficiente contra ele... Ele já havia matado orcs com mais massa muscular que esse cara... Penando, mas matara.

Não que eu o estivesse subestimando... Na verdade eu estava sim... Mas eu via uma pedra bruta... É como eu ainda sou. Creio só ve-lo com a mesma medida que me vejo: nada de mais.

Porém ver Sean empolgado, me empolava também.
--Certo, Sean. Qual o plano?

Me preparei para algo que poderia acontecer. Reparara agora que as roupas laranjas eram as mesmas e que não tinha armas. Ousei sentir mais da terra com os pés. Os céus estavam negros. Sorri, pois gosto de tempestades... Queria ouvir o rugido dos leões e dragões que iluminam os temores dos fracos. Fiquei em posição de defesa, atento aos movimentos do oponente. Dessa vez iria desperdiçar a vantagem dada pelo meu companheiro para dar a Sean a possibilidade de realizar o tal plano.

Vax e Mic entraram na casa e Aurélio estava lá longe... Observando?! Ainda não sabia, mas poderia ser. Aliás, eu não gostava muito do nome "Mic", ele tinha cara de ter outro nome... Eu pensaria nisso... Talvez a vida dele melhorasse com outro nome, assim como o Vax... Dax é melhor, mas talvez ele goste do próprio nome, nesse talvez eu não desse minha opinião.

_________________
http://www.lodossrpg.com/t395-ficha-ho

Atributos:

Força: 8
Energia: 4 [D]
Agilidade: 4 [D]
Destreza: 4 [D]
Vigor: 4 [D]

[b]M.O: 3 650


Itens novos: Armadura leve completa do exército de Hylidrus lvl2; uma espada longa e uma curta, ambas lvl 2 e um colar de Hellhound.

Nivel; 6/ Exp:850/1000[/b]
avatar
Knock

Mensagens : 151

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Ter Fev 09, 2016 1:18 am

Aquela resposta do juiz quase que prendeu Bones em um transe, pois acabou lhe tirando da realidade por vários minutos, imaginando como reagiria e o que falaria para sua esposa, uma vez que faziam longos anos desde a ultima vez que a viu e agora ele estava naquele estado.

Mas a dura realidade da vida, ou melhor, da morte, o trouxe de volta o acertando em cheio, sob a forma de um punho acinzentado, seu companheiro e tudo mais que estava no caminho voando diretamente até ele, literalmente invertendo céu e terra por alguns instantes.

Se tocando do que exatamente estava acontecendo, levou sua mão ao queixo para ver se os ossos ainda estavam no lugar, observando bem antes de agir, com seus olhos brilhando mais intensos devido a raiva pelo golpe. A briga estava girando em torno dos seus companheiros mais truculentos enquanto que o homem grandalhão estava ocupado com eles, deixando espaço para tentar algo mais inteligente, pois sabia o quão fraco fisicamente era e sem poderes que um dia teve não teria como enfrenta-lo ainda, mas poderia tentar usar a vantagem da confusão e se aproximar do tal pintor e ver se Vax estava correto na promessa de coisas uteis que fez ao grupo.

Procurou ser um pouco mais sorrateiro, se posicionando de forma que algum de seus aliados ficasse na frente ou que ele ficasse na lateral do homem a distância, procurando assim se aproximar do pintor e de Vax, quem sabe falar com ele sem ser atingido mais nenhuma vez por algum colega voador.

-Pintor, Vax falou que você poderia ter coisas uteis para a gente, num acha que seria uma ótima hora de mostrar correta as expectativas dele? Tem algo que eu possa usar contra o grandão ali?  Olhe minha cara, eu costumava ser um ótimo necromante, quem sabe um grimório talvez?

Spoiler:
Nome: "Falsa morte"
Nível: X
Descrição:
Afetado acima do normal e irreversivelmente, Bones não possui mais órgãos ou carne, sendo feito inteiramente de ossos, alterando diversamente seu corpo.
Efeitos:
-Em seus olhos, há órbitas vazias negras com dois discretos pontos vermelhos, podendo enxergar no escuro, e se tornam incandescentes devido fortes emoções ou uso de poderes.
-Por não possuir carne e órgãos, não há como se alimentar, não precisando comer. Entretanto, precisa constantemente de energia mágica, podendo drenar de objetos mágicos, seres vivos ou meditando, sendo lugares com baixa ou nenhuma energia mágica particularmente desconfortáveis e até mesmo nocivos.
-Não precisa dormir, mas pode entrar num estado de transe meditativo para recuperar suas energias mágicas e acelerar sua regeneração.
-Por não ter pulmões, não há necessidade de respirar, embora o faça por "hábito" de quando era normal, soltando uma pequena nuvem de ar gelado.
-Pelo estado do seu corpo, não gera calor, sendo seu toque gelado, podendo causar leves queimaduras de frio.
-Sua aparência gera medo primitivo a qualquer ser semelhante ao medo da morte, exalando uma aura de terror, dificultando absurdamente seu contato social, constantemente sendo visto como maligno. Pode disfarçar a aparência cobrindo todo o corpo, mas mesmo assim será mal visto, como um mendigo maltrapilho.
-Por haver inúmeros espaços vazios em seu corpo, ataques de perfuração como lanças e flechas quase não lhe causam dano, mas ataques de contusão como maças e pedras causam um estrago maior por não haver carne que anoiteça o golpe.
-Pode ser desmembrado caso receba um golpe muito forte, perdendo um braço, perna ou mesmo a cabeça, mas é possível recolocar o membro no lugar ou regenera-lo, "ressurgindo" após um tempo.
-E por se tratar de uma maldição, Bones está preso a esse estado, não se curando por meios normais mas possui uma regeneração acelerada, sendo condenado a permanecer assim nesse estado sem alcançar o descanso eterno.
Custos: 0
Duração: Eterna ate ser cancelada pela Morte
Tempo de Conjuração: X
Alcance: próprio corpo
Área de Efeito: próprio corpo

_________________
FICHA
Força: F / Energia: B / Agilidade: E / Destreza: E / Vigor: E
L$: 0,00

H.E.
avatar
Bones

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 85

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Ghoul

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Ter Fev 09, 2016 1:39 pm

Por dentro Balltier estava cheio de espanto, fez uma careta ao comentário do careca. Ele era um homúnculo, não necessariamente atrelado as perspectiva dos humano. " Ele deve estar se referindo ao meu gênero..." A apenas dez metros do gigante ele parou para raciocinar. " Tenho que entender como um homem luta? Fiz errado? " Olhou para os integrantes de seus grupo, para Ball, tal reação contra ele não era natural, quando estava vivo não tinha se envolvido em muitas brigas e ainda mais por apenas estar em um grupo. Agora era outra questão que voltava em sua mente, o mais parecido pelo conhecimento de Ball como um Homem era Sollrac e o gigante vermelho; Aparentemente sendo humano, se torna um homem? Estava começando a ficar confuso, o que ele era então?

Balltier se afastou observando a reação dos demais, pareciam que não iriam se mover contra o gigante, talvez era o momento para perguntar. "- Ei Soll, como um homem luta? Pode me mostrar? - " Apenas imaginou a pergunta, de certo não estava na hora para isso. Apenas agora ele percebia que o senhor Bones e até mesmo Soll, foram atingidos pelo golpe do gigante, sera que estavam vivos? Suspirou aliviado quando os dois começaram a se mover. Assim Balltier recuou mais alguns passos, não entendeu o motivo do grupo estar parado, aquele gigante era um inimigo... Certo?

- Quem é você? - Perguntou para o gigante, parecia que seu grupo não tinha ele como um inimigo, então era melhor tentar fazer as pazes. Continuou encarandoo gigante em busca de uma reposta

_________________
Balltier El Raizel

MO$:0

Força: 0 (F)
Energia: 4 (D)
Agilidade: 4 (D)
Destreza: 4 (D)
Vigor: 2  ++ (E)
avatar
Pacificador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 57
Idade : 22
Localização : .-.

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Homúnculo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Ter Fev 09, 2016 8:28 pm

8. Trovão e relâmpago

Mic pareceu pensar profundamente na pergunta de Bones, como se fosse um difícil problema matemático a ser resolvido. Até tremia um pouco. De repente olhou firme para o Ghoul e disse:

Não gostei de você, cara.

Porra, Mic ─ censurou Vax. ─ Péssima hora pra fazer acepção de pessoas. Os caras estão sangrando por você, eles que vão atrás do Trianguli, e tudo que você tem a dizer é que não gostou do cara só por que ele é um pouco ossudo? Anda, tem alguma coisa que dá pra usar? Alguma coisa da Hale?

O Pintor tentou ficar de pé, mas só conseguia ficar curvado por causa de algumas costelas fora do lugar. Ele tossiu um pouco de sangue e, para Bones, pareceu um sujeito... humano demais. Mortal.

Mic olhou pra luta que comia ali perto. Tinha fogo e barulhos ensurdecedores, assim como um tremor repentino. Fechou o único olho que dava pra fechar, numa meditação. Falou:

Embaixo do colchão. Tem uma espada lá. ─ Abriu o olho, encarou Bones. ─ Talvez dê pra usar, o clima é favorável...

Vai lá ─ disse Vax, pra Bones. O cobra não queria abandonar Mic.

Então Bones foi. Ninguém prestou atenção nele, distraídos com a luta. Entrou na cabana, passou por um vaso quebrado e teve de pular uma estante cheia de livros, caída, que ficava entre a pequena sala logo na entrada e o quarto. O quarto, que foi de onde Mic tinha sido atirado pela janela, estava com uma mesa virada e vários papéis e pergaminhos enrolados debulhados no chão. Tinha também uma tela de pintura, enorme e com um furão no meio, o que sugeria que havia sido usada como arma contra a cabeça do autor da obra. Era o desenho de uma paisagem, com uma mulher ao fundo. Bones chutou pra longe, foi direto no colchão. Levantou e viu, repousando no estrado da cama, uma espada embainhada. Pegou. Ferrugem manchou os ossos de sua mão e um cheiro ruim subiu. Não que ele ligasse pra essas coisas, mas quando trouxe a espada mais pra perto dos olhos percebeu o estado deplorável da bainha de couro, toda corroída e feiosa e cheirando mal, assim como o cabo da espada, oxidado até a última molécula.

Aquela espada era mais velha que a vida.

Então deu um ronco no céu, lá fora, e Bones podia jurar que a espada tremeu em reflexo.

Lá fora, aliás, acontecia o seguinte:

Dividido entre manter a guarda e tentar se livrar da terra nos olhos, o capanga foi alvo fácil para Sollrac, que só precisou mirar ─ a língua de fogo passou sobre o inimigo, um banho ardente. Atingiu o alvo e se expandiu num arco, esparramando pelo ambiente, queimando a terra, extinguindo a grama.

Balltier nem tanto, mas Ho e Sean sentiram o bafo quente se expandindo e quase lhes engolindo também. Recuaram, enquanto o capanga rugia.

Um rugido breve. Parte do fogo se foi, sobrou fumaça e ondas invisíveis no ar. Outra parte do fogo pregou no colete do homem e toda parte do corpo dele que ainda não estava totalmente densa e sólida e cinzenta ficou queimada. Seu rosto avermelhou, suas sobrancelhas sumiram e a terra em sua cara desapareceu. Seu braço esquerdo assou fácil.

Mas ele ainda estava de pé. E só não ouviu a pergunta de Balltier pois estava ocupado demais gritando:

Quente! ─ Enquanto rasgava a camisa fora.

Isso atrasou um pouco sua completa transformação. E outra coisa que poderia ter atrasado mais ainda seria a ação de Sean, querendo roubar um pouco da força alheia. O menino estava sobre o meio orc, em concentração. Conseguiu ignorar o calor súbito que passou perto e ainda estava dentro ─ bem no limite! ─ do alcance pra usar a habilidade. Só precisava de mais um pouco de tempo...

Mas então quebrou. A concentração.

Quebrou numa trovoada esquisita que não vinha exatamente do céu.

O capanga pareceu se esforçar para acelerar a transformação do braço queimado. Quando conseguiu, atacou imediatamente, os braços recuando e voltando como dois pistões pesadões e rápidos ─ bateu palma. Uma única e potente palma trovejante que apagou o fogo na terra, espantou o calor pra longe e ensurdeceu Sean, Ho, Balltier, e Sollrac, que se aproximou depois de seu ataque.

Causou desorientação. Tudo que ouviam era um insistente zzzzzzz, fundo em suas cabeças. Parecia que seus crânios iriam explodir de dentro pra fora. Aquilo dava uma vontade danada de cair no chão e ficar por lá. Ho oscilou e Sean quase tombou lá de cima dele, mas se segurou, no cabelo do colega, na roupa, em algum lugar, e não sofreu a queda ─ que seria de mais de dois metros de costas no chão, o suficiente para tirar um pescoço do lugar, por mais que a terra não fosse dura.

Balltier e Sollrac dançaram alguns passos, firmando uma base pra se manterem de pé.

Vã tentativa essa, de se manter em pé. Pois o próximo movimento do pedreira foi socar o chão com as duas mãos juntas, que desceram com tanta violência, mas tanta violência, que fez o mundo saltar.

Os quatro simplesmente não entenderam o que aconteceu, de tão violento que foi. Ainda com a cabeça zunindo, de repente se sentiram chacoalhados e quando piscaram já estavam pesadamente caídos no chão, de olhos no céu nublado.

Dái no momento seguinte Balltier não enxergava mais o céu, pois tinha alguém sobre ele, eclipsando a vista.

Tá na hora do acerto de contas ─ disse o coiso, totalmente revestido em densidade, com as partes queimadas (peito, braço esquerdo e rosto) enegrecidas e não cinzentas. Ele deu um sorriso duro para o homúnculo. Estava de pé ao lado de Balltier e seu punho direito fechou, como uma marreta. ─ Últimas palavras?

Daí Bones saiu da cabana. O céu deu outro ronco, mas nada de tempestade por enquanto. Apenas lá, no horizonte, que as coisas estavam mais pretas e tempestuosas. Ali ainda ia demorar a chegar. Mas Mic, assim que viu Bones, gritou:

Aponta essa coisa pro céu! ─ Ele levantou a mão, como se estivesse com uma espada imaginária, só pra mostrar como tinha de ser feito. ─ Assim, ó! Bem assim! Daí depois aponta pro grandão ali ó! Vai!

Não! ─ esse era Vax, falando meio que sozinho. ─ Calma... desse jeito o relâmpago vai pegar nele também... Está muito perto...

Bones sentia a arma responder ao clima. Era só remover ela da bainha e apontá-la para o céu. E depois para o inimigo cinzento. Fácil. As nuvens até pareceram ficar mais densas, roncando com mais frequência bem ali, na região da colina.  

Spoiler:
Balltier, Ho, Sean Sollrac: vocês estão atordoados por causa da palmada. E caídos. Ações complexas podem dar ruim.

Sean: poderia dar certo, mas aí tem o lance de que você deve passar a rodada inteira em concentração, daí não ativou nesse turno. Quem sabe na próxima, hm. E sua concentração quebrou. Se quiser tentar de novo, tem de gastar mais uma rodada em concentração. E eu meio que desanimei com as duas séries ¬¬ Beowulf eu vi até o 3, e desanimei com alguns lances meio previsíveis. Shannara tô fiel, mas achei que perdeu um pouco de gás nos últimos dois episódios, hm.  

Sollrac: -14 de energia.  

Todos: o Bones tem uma HE de duração continua que eu não tinha reparado. Tem alguns efeitos que pode afetar a vida em grupo, hm. Deem uma lida aí, só pra considerarem alguns dos detalhes em seus posts, daqui pra frente.

EDIT: Editei a parte do Sollrac: ele também foi atingido, pois se aproximou depois que atacou, hm.
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Fev 10, 2016 1:15 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Tudo aconteceu muito rápido. De um momento para o outro eu estava lá em cima, equilibrado no pescoço do grande Ho. A visão lá do alto era mesmo muito divertida, sem contar naquela sensação estranha que eu estava sentindo como se eu fosse capaz de fazer qualquer coisa. Era confiança? Eu não costumava sentir isso assim, ainda era confuso pra mim.

Mas eu não estava sozinho. Eu queria ajudar, queria fazer Ho ser capaz de vencer aquele inimigo com sua própria força. E mesmo com toda minha concentração, eu não consegui. Na verdade, levei um baita susto com um barulho que no começo eu não sabia nem dizer de onde veio. Só sei que quando escutei eu me tremi por inteiro, puxando até as orelhas do grande orc enquanto me encolhia. E numa sequência de outras coisas que foram acontecendo quase num efeito dominó, só lembro de um monte de tremores e depois de muitas vezes ser ameaçado de ser derrubado, quando me dei conta, todos estávamos no chão, inclusive o próprio Ho. Pensei; se ele caiu, eu então deveria ter voado longe, que sorte!

— Arggg — Bradei, sentindo as dores da queda. Minhas costas ainda formigavam pelo impacto com o solo que eu nem sabia explicar quando nem como foi. Abri meus olhos devagar onde fitei o céu quase como se estivesse num delírio. Quando me dei por consciente, rapidamente levantei, sentado de bunda no chão, olhos arregalados. Não poderíamos perder tempo. Ser derrubado parece ter me trazido uma ideia que veio das próprias palavras do Ifrit. Lembrei, tempos atrás quando eu ainda estava sendo ensinado por suas habilidades, que ele falava muitas coisas sobre minha capacidade de manipulação. Sempre me limitava, sempre desmerecia minhas habilidades. Agora eu estava sem ele, e mesmo me sentindo meio fraco, senti que deveria fazer algo que até então eu não tentei antes. Usar da minha própria energia em benefício dos meus aliados. Pensei se realmente daria certo mas, frente a indagação de Ho que parecia trazer confiança em minhas palavras, senti que eu conseguiria.

— Vou tentar te emprestar um pouco das minhas habilidades. Não sei se você se lembra, na nossa última aventura eu fiz algo parecido com o Gregar... — Dizia, me levantando. — Me apoie no seu pescoço de novo, precisamos de sintonia! Minha intuição me diz isso. — Completei, esperando que o grande Ho acatasse ao meu pedido.

Caso ele o fizesse, minha ideia era usar daquele mesmo instinto que outrora sempre me prevenia de danos maiores para nos guiar. Considerando que eu estaria com o grande Orc, qualquer menção de perigo talvez me desse alguma ideia de como ambos de nós poderíamos escapar. Eu buscaria não fazer muito esforço, afinal, precisava me concentrar em minha habilidade. Desta vez, acreditava que poderia fazer isso mais rápido considerando que já tinha alguma sintonia com a energia de Ho e com minha própria energia. Eu só queria poder ajudá-lo, eu quero ajudar...

Eu consigo?

Extrair minha própria energia e infundi-la em Ho para lhe dar mais força? Conseguiria mesmo ignorar os eventos externos, trovões e outros obstáculos apenas para mostrar ao meu amigo que sou capaz de ajudá-lo e de tomar controle das minhas próprias habilidades? É o que eu pensava naquele momento.

Considerações escreveu:- Nunca fiz isso com a habilidade do Sean então é um tudo ou nada, rs. Considerando que não tenho o demônio por perto nessa campanha, talvez não haja grandes consequências por exceção do debuff.
- Acho que com esse já é o terceiro turno e eu já posso usar da Intuição de novo, né? Queria usá-la para prevenir algum contratempo imprevisto comigo e o Ho.

Habilidade:
Nome: Manipulação
Nivel: 1

Descrição: Como Sean tornou-se um possuído e, em consequência disso, aprendeu a sugar energia vital dos seres vivos pra se manter, ele acabou descobrindo que podia ir ainda mais longe. Como? Era muito simples. Desde que nasceu e recebeu as bênçãos na catedral de seu Pai, o garoto tornou-se dotado de uma presença extremamente influente. Não necessariamente física, e sim, espiritual. Desta forma, Sean em conjunto de seu demônio, descobriram que podiam usar essa presença em favor da sua habilidade como possuído.. A partir disso, eles só precisam de um pouco de tempo - com essa presença constante sob o oponente - até que sejam capazes de estabelecer "sincronia" entre as energias. E, em suma, esse é o pior momento para um inimigo. Estabelecida a sincronia, o garoto torna-se capaz de "manipular" a energia vital do oponente com certa modéstia. Ele pode extraí-la em forma de energia instável e estabiliza-la com sua manipulação, dando-lhe um formato semelhante ao de uma pequena esfera de fogo. As chamas não são reais, não são tangíveis fisicamente e sua energia é extremamente pura. O motivo se dá porque a vitalidade que Sean é capaz de manipular tem ligação direta com emoções, estas quais, servem de combustível para vida. Sendo assim, é quase impossível de extrair essa energia vital sem que traga consigo alguma parte destas emoções, deletando parte delas de quem foi extraído e então transformando-a em combustível puro, que fica armazenado nessa pequena esfera flamejante intangível.

Até aí, mostraram-se os malefícios da habilidade. Acontece que Sean, na sua pureza ainda mantida, descobriu que também é capaz de "infundir" essa mesma esfera de energia vital em algum outro ser, ou mesmo devolvê-la para quem extraiu. Ou seja; infundindo a tal vitalidade em conjunto com um combustível "extra" que se originou da emoção antes retirada. Isso acaba trazendo emoções boas para quem recebeu a energia vital e, desta forma, fortalecendo o infundido em algum atributo em função disso. Entretanto, Sean não pode manipular sua própria energia vital, nem infundir em si mesmo, caso contrário, o demônio lhe tomaria a razão e controle.


Efeitos: Extração/Infusão de Energia Vital/Emoções | Baixa/Aumento de algum atributo do alvo.

- Extração de Energia Vital/Emoções - 40% no atributo FORÇA do alvo a ser escolhido por Sean.
- Infusão de Energia Vital/Emoções: + 40% no atributo FORÇA do alvo a ser escolhido por Sean.


Custos: Gasta-se 32% de PE pra fazer cada extração/infusão.

Duração: A energia não pode durar mais que 2 turnos sem ser infundida em alguém, caso contrário ela se dissipa. O Buff/Debuff dura 4 turnos.

Tempo de Conjuração: 1 Turno de concentração TOTAL. O atributo ENERGIA de Sean deve ser minimamente maior do que o atributo VIGOR do oponente pra lhe ser capaz de fazer a extração/infusão sem dificuldade. Depois de sintonizado; a extração é imediata.

Alcance: Raio de 2m ao redor do usuário.

Área de Efeito: Dentro do perímetro da área de alcance.


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Qua Fev 10, 2016 2:39 pm

Murmurei -- "Caralio"... O quê aconteceu?

Eu estava no chão, olhando para os céus. O chão parecia se mover em minhas costas e minha cabeça parecia me levar navegando em ondas que iam e vinham hora devagar, ora rápido, como um claro efeito do ataque do inimigo.

Momentos antes um dos meus companheiros jogara chamas no adversário, as quais quase me pegam junto e também a Sean. A ideia de sincronização fora antecipada demais na minha mente. Olhei confuso, dei alguns passos para trás e nesse instante ouvi um som forte que fez zunir os meus ouvidos, os quais também foram puxados pelo Sean e depois a terra trocou de lugar com o céu até que fiquei navegando na terra parada.

Era terra normal, o céu normal... Trovões sem relâmpagos que eu pudesse ver... Sean se ergueu rápido, eu levantei a mão dizendo para que ele esperasse. Sentia como se eu levantasse, não conseguiria ficar em pé normalmente. Me pus de joelhos apoiado com a mão. Tudo subia e descia.

Vi o oponente em cima do cara da lama e também o Bonés saindo da casa com uma espada e parecia que ia atacar, então decidi recuar um pouco e puxar Sean também... Algo pior que o fogo poderia acontecer e talvez eu acabasse acertando o cara que tava embaixo do carequinha heuhe.

--Vamos esperar um pouco, Sean... Vai se concentrando aí e se recupera.
Pelo menos dava tempo de melhorar antes de atacar

_________________
http://www.lodossrpg.com/t395-ficha-ho

Atributos:

Força: 8
Energia: 4 [D]
Agilidade: 4 [D]
Destreza: 4 [D]
Vigor: 4 [D]

[b]M.O: 3 650


Itens novos: Armadura leve completa do exército de Hylidrus lvl2; uma espada longa e uma curta, ambas lvl 2 e um colar de Hellhound.

Nivel; 6/ Exp:850/1000[/b]
avatar
Knock

Mensagens : 151

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Qui Fev 11, 2016 3:00 pm

A minha técnica de fogo parecia ter surtido algum efeito, porém parece que atrasou o pequeno Seam, um dos meus companheiros que parecia estar a preparar algo que não percebi.

_Hum, tenho que ficar mais atento..._ Pensei comigo mesmo, observando o menino, o que me fez perder um pouco de atenção no inimigo e ser atacado pelo mesmo.
Somente ouvi um estalo que veio acompanhado de uma lufada de vento e um som ensurdecedor que me fez ficar desorientado e me jogar alguns passos para trás, mas com algum esforço pude me manter de pé, mas ainda assim atordoado.
Ficar em pé, fiquei, mas por pouco tempo pois um forte tremor na terra me tirou o equilíbrio e me fez cair no chão. Abalo sísmico? Alguma técnica do oponente? Não tinha como saber estava muito atordoado para isso, somente tentei me erguer e visualizar o que estava ocorrendo com o grupo.

_Por onde será que está o “Puro Osso”? Não o vejo desde que caímos da primeira vez, aquele golpe que recebemos foi forte, mas não o suficiente para um nocaute. Creio que ele esteja a fazer algo!_ Pensei enquanto me erguia e ainda ciente do que Seam estava a fazer, decidi que deveria esperar e ver o que ele estava tramando.
Assim já de pé, me concentrei no evento, procurei focar a minha mente, visão e audição para enxergar e ouvir melhor e assim não ficar mais atordoado e poder observar o ocorrido e ver o que eu poderia fazer.


Última edição por Kaede em Qui Fev 11, 2016 3:10 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Erros e alteração de conteúdo. Post sendo feito no celular!)

_________________
Força: D  Energia: D  Agilidade: E  Destreza: D  Vigor: E
Ficha - HEs

Rápido como o vento, silencioso como uma floresta, feroz como o fogo e inabalável como uma montanha.
avatar
Kaede

Mensagens : 51

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Meio-Dragão

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Qui Fev 11, 2016 9:14 pm

A desconfiança Bones ja esperava, eram poucos aqueles que confiavam em seu sorriso encantador, mas pelo menos Vax estava junto e conseguiu convence-lo de dar a valiosa informação e sem perder nenhum segundo, aproveitou a luta para continuar nos bastidores, andando livremente até a cabana e revirando-a, não deixando de notar os muitos pergaminhos caídos, coisa que gostaria de colocar suas avidas mãos em cada um, mas seu senso de grupo falou um pouco mais alto.

O quadro lhe trouxe certas lembranças desnecessárias naquele momento e para não acabar perdendo a oportunidade, teve que ser mais enérgico e chegou a chuta-lo para voltar a realidade, buscando a tal espada. Esta, por sua vez, mostrava-se muito mal conservada e sem duvida extremamente mortal, podendo matar qualquer um com a quantidade de ferrugem e podridão que ela carregava...

Mas deixaria a ironia de lado e seguiria para o lado de fora, a tempo de ouvir a explicação do pintor de como ela deveria funcionar, vendo que seu grupo passou a nota-lo naquele instante, aguardando sua reação, algo que chegou a inflar um pouco seu ego devido a plateia ansiosa pelo espetáculo que ele iria proporcionar.

Para sorte de todos, ele era um estudioso, sempre foi, principalmente dos caminhos arcanos, e desde quando acabou naquele estado, uma das formas de obter energia era drenando objetos mágicos, o que indiretamente lhe deu um conhecimento um pouco mais diversificado sobre eles, não tanto quanto um artesão anão, mas algo suficiente para entender a base por trás do funcionamento dos itens. Desde quando a pegou e pelas palavras do pintor, poderia supor que ela deveria ter alguma ligação com o clima, pois estava ressoando com as nuvens, e se tratando de uma arma, o poder nela contido era do tipo ofensivo, afinal ninguem havia ouvido falar de uma espada curando outros por ai, e provavelmente utilizaria o que uma nuvem melhor tem de poder: raios.

- EEEEEIIIII GRANDÃO!!! Gritou ele para o capanga que atacava o grupo - Você sabe o que acontece quando uma tempestade atinge um saco de estrume como você? Nisso ele levantou a espada conforme foi instruído pelo pintor, tentando canalizar o poder dela da melhor forma possível - O mesmo que em todas as coisas! E apontou a espada em direção ao capanga, esperando que houvesse algum efeito ou poderia cavar uma cova ali mesmo e se enterrar por vergonha do que acabou de fazer...

_________________
FICHA
Força: F / Energia: B / Agilidade: E / Destreza: E / Vigor: E
L$: 0,00

H.E.
avatar
Bones

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 85

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Ghoul

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Pacificador em Sab Fev 13, 2016 5:38 pm

Balltier tornou a observar o gigante careca, em seguida arregalou os olhos quando o projetil em chamas se chochou contra o gigante. Escutou o rugido um pouco temeroso, ele sabia como se queimar era doloroso, observou Soll um pouco hesitante só agora tinha suspeitado que o jovem poderia ser um meio dragão. Ouviu o grito e enrugou a testa, queimaduras tinha que ser enfaixadas em água o mais rápido possível. O jovem respirou fundo, estava começando esquecer que estava em combate, de imediato se lembrou de algo primordial de sua existência tinha que aprender com cada informação disponível.

O movimento repentino do adversário fora incomum, mas Ball nem mesmo esperava por algo assim, então escutou o estampido, ergueu as mãos aos ouvidos pressionando sua palma em uma tentativa falha de amenizar aquilo, queria gritar, mas estava claro para ele que não iria suprimir aquela sensação. O Homúnculo recuou alguns passos tornando a força sua mente em se manter em pé, e quando achou que já tinha controle de tudo, apenas sentiu tudo se deslocar.


Caiu de costas sem entender nada, quando abriu os olhos sentiu um baque diferente da queda; medo. Pela primeira vez o Homúnculo conseguiu discernir o que era; medo. Olhando sobriamente para o gigante conseguiu entender as palavras e engoliu em seco, sabia de suas limitações e compreendia a força de seu adversário, por certo tinha se arrependido de brigar. Escutou e encarou o gigante em um ultimo sussurro audível si conformando com a derrota. - Quem é você. - perguntou novamente. Estava acabado.


Impotente e afetado pela técnica do adversário o homúnculo iria tentar corresponder em velocidade protegendo a parte superior de seu corpo, assim erguendo as pernas até o  peito em seguida erguendo ambas as mãos tentando parar o golpe do oponente, ele nem sequer conseguia imaginar a extensão do dano que iria receber, neste ultimo momento podia sentir sua mandíbula sendo cerrada em sua boca, com um estranho gosto de desistência.

_________________
Balltier El Raizel

MO$:0

Força: 0 (F)
Energia: 4 (D)
Agilidade: 4 (D)
Destreza: 4 (D)
Vigor: 2  ++ (E)
avatar
Pacificador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 57
Idade : 22
Localização : .-.

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Homúnculo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Seg Fev 15, 2016 11:35 pm

9. Viagem na ponta da luz

Quem sou eu? ─ O homem pareceu se divertir ─ Que últimas palavras curiosas. Que assim seja: eu sou Morgan, mas meus amigos me chamam de Pedreira. Agora tchau.

Ergueu o punho direito acima da cabeça. Ia socar Balltier exatamente como fizera com o chão, instantes atrás, só que com uma única mão ─ o que não era pouca coisa. Pareceu até travar a respiração. Balltier engoliu em seco e fez a melhor pose de defesa que conhecia, a mandíbula trincada de tensão. Os demais apenas distante, assistindo.

Daí Bones gritou.  

Pedreira parou o soco ainda no ar. Mas manteve a postura. Apenas olhou sobre o ombro, viu Bones e pareceu não dar a mínima. Mas então reparou na espada e se virou completamente para o ghoul, ainda mantendo um olho em Balltier.

Você fala muito para um saco de ossos, hm. ─ Ele ouviu as últimas bravatas de Bones e viu a arma sendo erguida para o alto. Até fez uma postura defensiva, no puro reflexo, sem saber o que viria a seguir. ─ Que brincadeira é essa, palhaço?

Tempo. Bones lá, paradão, com a espada erguida. Deu um ronco novo no céu e pareceu que era o momento... mas nada. Nada mágico aconteceu. Pedreira gargalhou.

Enquanto isso Sean tentava algo novo e... ousado. O inimigo estava muito ocupado para quebrar sua ação dessa vez, de modo que ele ficou em perfeita concentração... exceto pelo atordoamento. O zunido persistia, sua cabeça girava, o corpo reverberava como um diapasão tamanho família. Mas forçou. Foi além, tentou tapar o buraco da perfeita concentração com força de vontade. E foi exatamente essa força de vontade que começou a ser extraída, era a emoção predominante que lhe conferia fibra no momento. Quando extraiu, o zunido cresceu e sua cabeça bambeou, pesada demais. Sua vista ficou baça, depois escureceu dos lados. Daí só enxergava um ponto a sua frente. Estava perdendo a consciência, o corpo todo tremendo. Seu último esforço foi para Ho: jogar nele toda aquela energia extraída. Não viu se a infusão deu certo, pois aí já não estava vendo nada. Sentiu a terra nas costas ─ sinal de que estava no chão. Não tinha controle sobre os membros, que sofriam espasmos. E antes de deixar de sentir qualquer coisa, sua intuição disse que era bom sair do tempo, que não deveria ficar ali tomando chuva.

Curioso: ainda nem chovia!

Sean não viu o resultado, mas Ho sentiu o presente. Percebeu uma chama se formando nas mãos de Sean, conforme o menino tremia e suava. Não era preciso ser um especialista pra saber que aquilo não estava fazendo bem ao ex-possuído. Mas antes que Ho pudesse fazer qualquer coisa, já estava acabado: a energia completamente formada e Sean desmaiado. O menino, antes de cair, jogou a energia em Ho, que se sentiu mais capaz. A última vez que se sentiu assim foi quando empunhou certa cimitarra parasita. O atordoamento aos poucos se dissipou, dando lugar à clareza e adrenalina. Ele estava pronto para uma segunda rodada com o tal Morgan Pedreira.

Este último aliás, depois da gargalhada, caçoou de Bones.

Cadê, Carne Zero? Cadê a tal tempestade?  

Bones, ainda com a espada erguida, sem que nada acontecesse. Sua mão apenas mais suja de ferrugem. Deu uma olhadela para Mic, que tossiu disfarçadamente e olhou para Bones com uma cara de “era pra ter dado certo!”

Já vou aí descobrir o que acontece quando uma montanha caí sobre um esqueleto, um momento ─ Pedreira se voltou novamente para Balltier. Ergueu o punho ─ Cada coisa no seu devido tempo, né não, senhor “quem

Interrompido. Deu um relâmpago entre as nuvens. Rasgou o mundo, descendo veloz até Bones, que sentiu a descarga, mas ficou firme, pois a espada quem recebeu a maior parte do impacto. Pesada, ficou extremamente pesada, de modo que ele a abaixou instintivamente. Com sorte, na direção do Pedreira. Mas sem precisão. Apenas um movimento desesperado, que tinha de ser feito, se não, Bones sentia, haveria uma explosão bem na sua cara.

Da espada o relâmpago voo, indo pegar Pedreira nas costas. Brilho tremendo. Todos cegos. E dessa vez o som era de um trovão de verdade.

Bones caiu de joelhos, se sentindo extremamente... cansado.

Ho estava pronto pra aproveitar o momento, assim como Sollrac. O inimigo deveria estar bem acabado depois daquela trovoada, perfeito para ser abatido de vez se é que já não tinha tombado. Mas quando a fumaça baixou e eles voltaram a enxergar não viram mais Pedreira. Nem Balltier. Tudo que sobrou foi um campo de terra remexida, afundada, chamuscada.

Ficaram um tempo em silêncio, até o Pintor comemorar:

Isso!

E depois Vax lamentar:

O homúnculo... foi...

Pulverizado. Não sobrou nem o cheiro.

***

Viajou. Estava no alto, muito no alto. Algodão em sua cara, algodão denso e molhado e cinzento... como uma nuvem de tempestade, se desfazendo conforme ele passava, conforme ele rasgava o espaço na sua não forma eletrizante e veloz. Branco, reluzente, refém de grande poder.

Lá embaixo, o mundo. Rústico, sem nenhum verde, sem água, sem brisas, já distante daquela colina. Terra vermelha, monstros espreitando de buracos, de rochas, de sulcos vulcânicos. Monstros compridos, monstros com asas, monstros de couraças, rastejadores, garras, monstros com caldas pontudas, criaturas cingidas com auras negras, gigantes cabeçudos, dragões, árvores secas com faces demoníacas.

Estrada de ferro, filas, caravanas, procissões passando. Gente de todo tipo. Acorrentada, exatamente como ele estivera, na Antessala da Morte. Maltrapilhos, vindos de uma longa viagem, vindos do leste, do porto do leste, de onde se vê muitos barcos, grandes e pequenos, chegando cheios de gente, saindo vazios, pilotados por criaturas de manto negro.

O mar. Primeiro azul e calmo, onde os barqueiros transitavam. Depois negro e tempestuoso, mais para o norte. Negro demais, nem parecia água. Mas dava para ver navios, grandes embarcações com tripulação e tudo. Todas lutando contra o mar furioso, algumas das embarcações quebrando aos impactos das ondas sombrias. Gritos subindo ao céu, onde Balltier estava, viajando, indo mais longe.

Passando por uma ilha. A ilha. Sentiu que era lá... Alguma coisa... lá. Alguma coisa poderosa, assim como ele.

Mas passou adiante. Para outra ilha.

Então o poder acabou, Balltier sentiu algo lhe puxando pra baixo, como um ímã puxando o ferro, como uma árvore alta puxando um trovão.  

Daí não viu mais nada. Por um tempo ligeiro. E, através do bramido da chuva, ouviu alguém dizendo:

é você?”

Ou melhor: terminando de dizer.

Então enxergou. Pedreira acima dele, o murro descendo que nem foguete e afundando Balltier no solo. Perdeu o ar e cuspiu alguma coisa, o ombro direito saiu do lugar. Os olhos lacrimejaram e as costas doeram em inúmeros pontos, como se ele não estivesse mais na terra da campina, mas sim sobre algum chão arenoso, cheio de pedras duras.

Chovia forte, água entrando na boca, no olhos, em ritmo apressado, sufocante. Falta de ar. Tosse. Paralisia temporária dos doloridos, dos que caem grandes alturas, dos que recebem marretadas. O corpo chorando, pedindo tempo.

Mas o que...? ─ disse Pedreira, tentando se situar.  

Balltier, ainda afundado, piscou até limpar os olhos. Viu outro lugar. Floresta densa, forte cheiro de mato. Pequeno incêndio, já se apagando, numa grande árvore sem folhas, logo ao seu lado. O céu lá no alto preto, relampeando frenético. Estava em outro lugar.  

Pedreira deu alguns passos por aí.

Não ─ lamentou. ─ O que aquele Carne Zero fez?

Aos poucos, o corpo de Morgan assumiu a forma normal, deixando aquela consistência de rocha. Ele se voltou para Balltier ─ ainda caído, aos poucos se adaptando com o que tinha acontecido e ainda levemente atordoado, a cabeça zunindo. Pedreira pegou ele pelo colarinho e o ergueu à altura dos olhos. Daí exigiu, raivoso:

Vai “quem é você?”, nos leva de volta pra lá. Agora!

***

Sollrac e Ho ficaram na seca. Principalmente Ho, que estava no gás pra lutar, testar aquela nova força repentina dos seus braços. Vax se aproximou do chão atingido pelo relâmpago, chutou a terra, se agachou, tocou o solo. Pareceu pensativo. Sua aura má cresceu um pouco.

É melhor entrarmos ─ disse Mic, lá de trás, recuando para sua casa. Passou bem longe de Bones, dizendo: ─ Guarda ela na bainha, cara. Sem brincadeira.  

Mic passou pela entrada da cabana, levantando sua cadeira de balanço e pegando o seu livro do chão.

Entraram. Ho trouxe Sean. Sollrac, recuperado do atordoamento, caminhou numa boa. Bones cambaleou pra dentro da cabana, carregando a espada mítica consigo. Vax foi logo atrás. Por último entrou Aurélio, disfarçadamente, querendo que ninguém o notasse, por favor, obrigado.

Então choveu. Mais roncos de trovão do que água propriamente.

Não reparem na bagunça ─ disse Mic. Era um sujeito franzino, mas que tinha alguma astúcia nos movimentos, como se, um dia, tivesse sido alguém mais atlético e rápido. Não que fosse um velho ─ deveria estar na casa dos trinta, os cabelos lisos e pretos sem nenhum fio grisalho. Mas parecia meio acabado, e não somente pela surra que levou. ─ Eu ofereceria alguma coisa pra beber e comer, mas o Pedreira engoliu tudo antes de vocês chegarem. Aliás, obrigado por me ajudarem. Eu sou Miclagelo, o melhor pintor que existe, de todos os mundos, acreditem. Seres celestiais invejam minha arte, pois ela tem sentimento. Sentimento profundo. É minha religião e minha

Cala a boca, Mic ─ Esse era Vax. ─ Seja realmente útil uma vez na morte e me dê as plantas subterrâneas da Velha Carcosa. É pra isso que estamos aqui.

Ficaram em silêncio.

O que... o... que você...? Da Velha Carcosa? Cara... cara...

Onde estão?

Não me diga que... ah, cara... uma das partes do Trianguli está lá? Bem na Velha e Fodidona Carc

As plantas Mic. ─ Vax parecia impaciente, fez um sinal com a mão, querendo apressar Mic. ─ Sei que você tem. Você foi um dos que projetou a cidade, não é? Que tal se gabar disso, hm?

Vax... ninguém pode entrar na Velha Carcosa, cara. Deve ter algum erro nos seus cálculos. Não pode ser. Nem mesmo o Trianguli deve estar lá. Não dá pra entrar naquele lugar!

Dá sim. Eles aqui conseguem. E o Trianguli está lá, então preciso das plantas. Onde estão? E quero as gemas élficas também. E alguns equipamentos. Os caras estão calçando sapatos de pano, e isso não é certo. Sei que você tem coisas antigas aí. Do grupo da Hale.

Mic pareceu engolir em seco.

Preciso de ajuda contra o Gushnasaph. Virão outros capan

Você não tem nenhum poder de barganha aqui, Mic. Está atolado em dívida comigo. Se ficar de enrolação, eu mesmo te entrego pro Nasa, que é problema teu, não nosso. Anda. As plantas da cidade. E os equipamentos. Ninguém vai dar falta deles. Estão todos banidos.  

Os ombros de Mic caíram.  

Mas eu irei com vocês. Não posso ficar aqui. Não mais.

Tudo bem.

Me sigam.

Mic caminhou até a cozinha. Removeu um tapete do chão, revelando um alçapão. Uma escada de madeira descia para o escuro profundo. Mic meteu a mão lá dentro e pareceu tocar alguma coisa invisível. Houve um brilho, ligeiro, verde. Daí ele pegou uma vela na mesa da cozinha, acendeu e começou a descer as escadinhas. Quando já estava lá embaixo, passou a chama para dois archotes nas paredes, que pegaram fogo fácil e iluminaram o lugar.

Para um maldito porão cavado na terra, o lugar até que era bem conservado e limpo. Tinha várias caixas de madeira. Mic apontou para cinco delas, que ficavam no fundo do porão:

Lá tem algumas coisas que vocês podem pegar. Considerem-se em débito comigo, certo?

Vax pareceu ignorar a todos, indo direto numa mesinha de canto onde vários papeis repousavam. Começou a folhear.    

Bones, Ho e Sollrac foram até o fundo do porão. Cinco caixas fechadas. E estavam até mesmo numeradas, de um a cinco.

Sean ficou lá encima, onde Ho o deixou: sentado esparramado numa cadeira no projeto de sala de estar do Miclangelo. Aurélio também ficou por lá, fazendo nada. Apenas vendo Sean ter espasmos e cochichar coisas, como se estivesse sonhando. Estranho.

No sonho perturbado, ele escutava alguém falar.  

olha menino, tenha mais cuidado. essas coisas são perigosas. dão colapsos, sabe? e sem o demônio no seu corpo, ih... fiquei tentado. confesso. a existência é cheia de testes, as coisas acontecem ao nosso redor pelo puro capricho de algum ser superior irracional que quer ver como reagimos. é como um louco olhando para uma bacia com água. não tem nada de interessante pra ver lá, algo completamente sem sentido. mas ainda assim ele insiste, se diverte, querendo saber o que vai acontecer. me tentou. pois, já ouviu falar que quando a casa fica vazia, logo é ocupada novamente?

Esse alguém era eu, claro. Resisti qualquer impulso estúpido... mas não contive o contato, ainda que sublime. A explicação para isso, talvez, fosse o fato dele ser o meu preferido. Por razões óbvias.

Spoiler:
Todos: galera, quando forem usar alguma habilidade de forma implícita, avisem em off ou mesmo postem a habilidade em off. Conheço a ficha de vocês meio por cima, tendo nota só de alguns detalhes mais significativos pra trama. Então, tipo, coisas mais sutis acabam passando despercebido. Exemplo: só agora me toquei que quando Sean fala sobre intuição, não é mera intuição, mas sim uma habilidade inata que ele tem. E olha que eu já narrei pra ele e não me lembrava disso! Enfim, coisas do tipo, avisem, só pra não correr o risco de eu interpretar alguma ação de forma errada.

Sean: Bom, você ainda estava atordoado. Deu uns efeitos colaterais aí, inconsciência da braba. Mas no fim do seu post você pode escrever que despertou (mais ou menos depois da narração/monólogo que ressoou nos seus sonhos, hm), mas só, apenas despertou, talvez sobressaltado, talvez aquele despertar paralisado, você que sabe (oportunidade de dar um susto no Aurélio!). -32 de energia.

Baltier: -40% de vida. Já não está mais atordoado pela palma trovejante. Talvez apenas meio enjoado por causa da “viagem relâmpago”.

Bones: zerou sua energia por causa da espada de Greyskull.

Bones, Ho e Sollrac: Corrida. Quem postar primeiro meio que chegou na caixa primeiro e “tem direito” sobre aqueles itens. Por exemplo, Sollrac posta primeiro e escolhe a caixa 4. Em interpretação, fica na base da surpresa, tipo “abriu a caixa e der repente ‘ah, olha só, quanta coisa legal’, e remexeu em tudo ali”. Daí, claro, depois vocês fazem um escambo se quiserem. Mas de início cada um foi numa caixa. Vão sobrar duas caixas, a serem analisadas na outra rodada. São itens variados que podem não prestar pra nada, terem alguma utilidade ou terem alguma super utilidade. A única armadura é nível 1, todas as armas também, exceto a Montante e a Espada de prata, que são nível 2 ─ não que isso seja tão importante. Seria mais uma observação de como essas armas foram bem trabalhadas, acima da média.  

Duvidas já sabem
Caixa 1:
-Bolsa
-Frasco pequeno de perfume
-Frasco pequeno de tinta
-Pequeno espelho
-Violino em perfeito estado, com alguns papeis dobrados chacoalhando em seu interior
-Vestido branco com um decote ousado, expondo os ombros, decorado com espirais e arabescos feitos de minúsculas esmeraldas no corpete e nas barras das mangas folgadas
-Uniforme cômico, parecido com um macacão, todo em xadrez nas cores verde e preto, com sapatilhas de bico curvado
Caixa 2:
-Luneta
-Odre com 1 litro de vinho suave de cheiro forte
-Cachimbo velho
-Pequeno estojo com 3 tipos diferentes ervas de fumo
-Pederneira
-Picareta média
-2 moedas de prata com o desenho de uma faca em alto relevo num verso e com o outro raspado
Caixa 3:
-Mochila
-Frasco pequeno com óleo
-Frasco pequeno com álcool
-Lampião à óleo
-3 metros de corda
-2 tochas pequenas
-1 metro de bandagens
-6 flechas
Caixa 4:
-Montante
-Espada com lâmina trincada
-Machadinha
-Punhal com bainha de couro com runas élficas escritas em aço folheado a ouro
-Pedra de amolar
-Par de botas de couro
Caixa 5:
-Chapéu de abas largas, conífero
-Mangual com cravos
-Espada de prata
-Colete feito com duas camadas de peles de urso, quente e volumoso
-Colar com várias presas de tamanhos variados e formatos diferentes. A mesma presa nunca se repete
-Pulseira de fio de cobre maleável, com unhas velhas e partes pequenas de ossos velhos


Última edição por NR Sérpico em Seg Fev 22, 2016 7:49 pm, editado 3 vez(es)
avatar
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Bones em Ter Fev 16, 2016 12:27 am

Por mais que tenha se achado triunfante, parecia que tal item não estava em seu perfeito funcionamento, demorando para sua ativação, o que deu tempo mais do que suficiente de ser caçoado pelo capanga e olha a cara do pintor sem saber o que dizer sobre seu item quebrado.

E de repente, quando ja pensava em abaixar a espada e sair daquela pose constrangedora, surge o raio, com uma energia monstruosa. Provavelmente foi a melhor escolha ter sido ele para receber o raio, pois conseguia sentir e imaginar o que aconteceria caso alguem mais carnudo recebesse tal descarga.

Mas ao mesmo tempo a espada ficava tremendamente pesada, coisa que ela por si só ja era pesada para seus fortes ossos, quanto mais toda carregada. Não houve qualquer tentativa de segura-la, simplesmente deixou a gravidade fazer seu efeito e ela desceu, liberando seu poder, enquanto ele gritava liberando a raiva da vergonha que passou e das ultimas palavras do monstrengo.

- EEEUUUU TEEENHOOO A FOOOORÇAAA!!!

E o que se seguiu foi uma grande explosão, drenando todo o seu poder, o fazendo cair de joelhos momentaneamente, sentindo seus ossos darem uma tremida, como se quase estivesse por perder a ligação arcana que os prendia, perdendo sua forma física. O pintor e o grupo foi se aproximando, embora o criador desajeitado preferiu não passar muito perto dele, mesmo tendo Bones feito exatamente o que foi orientado e salvado o couro do mal agradecido.

Seja como fosse, entrou cambaleando, tentando guarda-la na bainha e arrastando-a pelo caminho devido sua falta de forças momentanea, ouvindo um tremendo zunzunzum do pintor e Vax, preferindo nem se intrometer, pelo menos não ate que sua cabeça parasse de rodar. Pode perceber que falou para irem em outro comodo e ficariam em "debito" com ele, coisa que achou um desaforo...

- Claro, ficarei em debito e quem sabe na próxima pagarei deixando você tomar o choque quando tiver que fazer pose de odalisca na frente duma pedreira...

Mas continuou, olhando as caixas, todas numeradas. Tudo igual ou coisas diferentes? Equipamentos e itens personalizados ou restos problemáticos das coisas dele como a espada? Decidiu ir para a ponta, abrindo a caixa de número 5, ja pensando em ir meditar o quanto antes para repor suas energias, mas sua curiosidade o levou a prosseguir um pouco mais.. Ao abri-la, soltou uma gargalhada renovado, pegando o chapéu e colocando-o na mesma hora, não resistindo.

- Agora sim to parecendo um bruxo... Tem uma vassoura pra sair voando também não? hehehe

Decidiu pegar o restante dos itens. Colocou o colete, coisa que ate seria agradável por ser quentinho em comparação de seus gélidos ossos, enquanto que o colar e a pulseira ele prenderia em seus ossos para que não caíssem. A espada de prata iria procurar prender em suas costas com a ajuda do colete, deixando a espada do trovão em sua cintura. Mas e quanto ao mangual?

- O que vocês pegaram? Alguem afim de trocar esse lindo mangual slayer? Aqui na caixa ta escrito que ele mata de tudo, de ogros a dragões... Alguem tem algo interessante ae? hehe



Spoiler:
OFF: so pra lembrar, minha HE tem algumas coisas tipo ossos gelados, cura acelerada e tal... Eu falei q num iria resistir na hora do ataque! xD hehehe

_________________
FICHA
Força: F / Energia: B / Agilidade: E / Destreza: E / Vigor: E
L$: 0,00

H.E.
avatar
Bones

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 85

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Ghoul

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Ter Fev 16, 2016 11:48 am

Assim que o relâmpago saiu da espada e voou em direção do brutamontes, um clarão surgiu. Resultado do acerto critico em cheio no oponente que estava a fazer uma tremenda covardia com o pequeno Balltier. O clarão que deixou todos cegos veio acompanhado de um som, um trovão e assim que voltei a enxergar, percebi que o brutamontes e Balltier não estavam mais presentes.

Confesso que fiquei triste, ainda mais por que de certa maneira eu devia algumas respostas ao pequeno que durante o combate me perguntou algo, e eu no calor da batalha o ignorei. Ele parecia não saber o que fazer em um combate. Talvez tenha sido a sua primeira luta e isso aconteceu...
Vax se aproximou do local onde o relâmpago atingiu o brutamontes, e demonstrou estar pensativo. O pintor falou que deveríamos entrar, mas decidi me aproximar do local onde Balltier estava à pouco tempo e fazer um minuto de silencio pelo jovem.

Alguns pingos de água começaram a cair do céu e decidi entrar antes que uma forte chuva começasse, e assim que todos estavam dentro da casinha, o pintor se apresentou e Vax foi cortando a apresentação do rapaz pedindo plantas baixas de algum lugar.
Os dois começaram a discutir até que Vax o convenceu e Mic, o pintor guiou a todos até um certo lugar da casa. Um alçapão embaixo de um tapete que dava em um porão, Mic apontou para cinco caixas falando que poderíamos pegar o que tivesse nelas.

Bones logo pegou a de numero cinco, então decidi pegar a de numero quatro...
Ao abrir a caixa um item me chamou a atenção. Um punhal com uma bainha de couro com runas élficas. Aquilo me paralisou por um instante e me fez lembrar de minha amada Melanie e acabei pensando alto.

_Nossa você vivia insistindo em me ensinar élfico, mas nunca que entrava em minha cabeça!_ Só então depois percebi que Melanie não estava ali, olhei para trás e me deparei com o pessoal me olhando sem entender nada. Fiquei sem graça e voltei à atenção aos itens da caixa mais uma vez.
Outro item que me chamou a atenção era uma espada enorme, uma montante.
A ergui apoiando pelo ombro e segurando pelo cabo e senti como era pesada, e também muito bem trabalhada.

_Uma ótima espada, mas não para mim! Creio que Ho se daria bem melhor com ela!_ Pensei enquanto observava o orc.

_Ho, você sabe manusear uma espada? Entende de esgrima? Em vida meu avô me ensinou como usar uma, e essa aqui exigiria muito esforço de mim. Caso não saiba como usar uma, posso lhe ensinar um pouco do que meu avô me ensinou, pois creio que você se sairia muito bem com essa montante!_ Falei enquanto lhe mostrava a espada e aguardava a sua resposta.

_________________
Força: D  Energia: D  Agilidade: E  Destreza: D  Vigor: E
Ficha - HEs

Rápido como o vento, silencioso como uma floresta, feroz como o fogo e inabalável como uma montanha.
avatar
Kaede

Mensagens : 51

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Meio-Dragão

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum