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[Comum] Considere-se morto

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[Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 25, 2015 11:42 pm

Relembrando a primeira mensagem :


BALLTIER
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Robe de peles
Detalhes:
Descrição: Bisbilhoteiro / É fácil adquirir um inimigo; difícil é conquistar um amigo
Tendência: Bom
Animal: Cachorro


BONES
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Colar com várias presas de tamanhos variados e formatos diferentes. A mesma presa nunca se repete
-Pulseira de fio de cobre maleável, com unhas velhas e partes pequenas de ossos velhos
Detalhes:
Descrição: Ambicioso (conhecimento/poder) / Um ghoul amaldiçoado na forma esquelética repleto de vida, ironia e inteligência, bem equilibrado e centrado
Tendência: Caótico Bom
Animal: Corvo


HO
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja, chinelos de couro
Detalhes:
Descrição: Sabedoria / "Minha raça diz que sou mau, mas busco o bem; Que tipo de orc eu sou"
Tendência: Bom
Animal: Hellhound


SEAN
PV: ?%
PE: ?%
Itens:
-Macacão laranja, sapatos de pano
-Pequeno estojo com 3 tipos diferentes ervas de fumo
-2 moedas de prata com o desenho de uma faca em alto relevo num verso e com o outro raspado
-Poção de recuperação
Detalhes:
Descrição: Inocência / O essencial é invisível aos olhos
Tendência: Bom
Animal: Corvo


SOLLRAC
PV: 100%
PE: 100%
Itens:
-Macacão laranja
-Par de botas de couro
Detalhes:
Descrição: O Aprendiz / "Conhecimento e treino sempre!"
Tendência: Neutro e leal
Animal: Lobo cinzento


Recuperação de energia
Funciona assim: após um tempo de descanso, o personagem recupera certa quantia de energia + o seu valor em Vigor. Então, segundo a tabela logo aí abaixo, se eu descanso por 1 hora e tenho Vigor 4, recupero 54% de energia. Essa é uma recuperação passiva, mas exige descanso, que é exatamente ficar parado, recuperando o fôlego, tirando uma soneca. Se o personagem está cavalgando, por exemplo, então ele não está descansando e não se recupera.
1 minuto: 5%
5 minutos: 10%
20 minutos: 25%
1 hora: 50%
5 horas: 100%

Recuperação de vida
Recuperação espontânea sem necessidade de descanso. Referente à dano físico, no corpo.
1 minuto: Inconsciência
5 minutos: 25%
20 minutos: 50%
1 hora: 100%
5 horas: Ressurreição


Última edição por NR Sérpico em Seg Maio 08, 2017 1:18 pm, editado 50 vez(es) (Razão : ue atua de forma clandestina no submundo)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Sab Ago 27, 2016 3:19 pm

29. Mortos sonham que estão mortos?

Esse foi um momento nebuloso na história. Eu fui meio que afastado, por não prever o movimento ousado da bruxa velha através do menino Balltier. Não que eu a temesse, ela não é mais ameaça para mim do que Lyra, mas era bom ficar inativo por um tempo. De modo que não peguei muito o que aconteceu a seguir. Claro, depois tive acesso a essas informações através, principalmente, de Ho. Mas alguns detalhes são questionáveis.

Foi assim:

***


O corredor tremeu, ruindo. Todos foram soterrados, o sonho quebrado. E aí acordaram.

***

Balltier de volta à liteira da Vigilante dos Portais. Não havia olho algum em sua mão. Bom.

A velha deu sugestões grosseiras de que, do nada, sabia tudo que o homúnculo sabia:

Isso foi interessante — ela disse. —, esse sonho compartilhado. Mas vamos falar do que realmente interessa: como planeja pegar o tal ouro? Planeja usar os Veitie a seu favor?

***

Quando Ho acordou, escutou alguém falando:

— Vou ver o que foi aquilo, Jack.

— Vai lá — era a voz de Jack, mais ou menos perto de Ho.

Numa espiada ligeira, o meio orc se viu na entrada de uma caverna. Estava deitado de lado com os pulsos amarrados pra trás. Não muito longe de si percebeu a mochila que Sollrac carregava, toda queimada. Aurélio também estava ali, desacordado, recostado, provavelmente com as mãos igualmente atadas atrás do corpo.

Também no chão tinha o chapéu queimado do Bones, um livro queimado do Aurélio e papéis um tanto quanto queimados, papeis entregues por Mic — as plantas do subterrâneo da Velha Carcosa e o mapa daquela região.

Se Ho olhasse para fora da caverna, veria Jack na entrada olhando numa direção qualquer, acompanhando os passos de alguém indo para o norte. E veria, mais à nordeste, no fundo do cenário, uma cidade sombria, com neblina pairando somente ao redor dela.

Ho não se lembrava com certeza se era dia ou noite quando fora desmaiado. Mas no momento raios tímidos de alguns luminares celestes começavam a clarear o submundo.

***

Quando Sean acordou viu um olho piscando acima de sua cabeça. O olho se afastou, um pouco assustado.

Sean sentia uma dor aguda no peito. E sentia sede. Sabia que a sede era coisa de sua mente, como dissera o juiz Russelo. Mas então sua mente deveria estar louca pois sentia que se não bebesse nada definharia em instantes.

— Bebe aqui — disse o olho, que Sean aos poucos identificou como um ser pequeno, com 1 metro e meio de altura e um único olho na cara vermelha. Havia escamas vermelhas visíveis no pescoço e nos braços do sujeito. Ele usava uma regata velha e uma calça curta apertada, algo provavelmente feito para uma criança.

Ele oferecia um odre de alguma coisa. Cheirava igual àquela bebida que Sean provou no salão de Targo, mil vidas atrás.

Sean enxergava o coiso por causa dos dois archotes acesos no laboratório... julgou ser um laboratório. Tinha muitas coisas esquisitas ali, frascos, aparatos, serpentes translúcidas suspensas transportando líquidos escuros e claros. Mesas apinhadas de papeis. Havia um cheiro de enxofre no ar e uma fornalha num canto, com pinças, martelos.

Sean sentia a roupa recém ganha meio úmida. No lusco fusco, diria que tinha sangue na região do peito, ao redor do rombo na camisa... mas tinha alguma outra coisa também.

Diferente do sonho, seu peito estava ali, no lugar, sem buracos. Mas a pele — num espaço circular do tamanho de um palmo — estava meio rosada, como se Sean tivesse coçado muito ali.

— Pensei que era um dos demônios. Desculpa, menino. — a voz do ciclope miniatura era fina como a de uma criança.

Sean estava deitado no chão de pedra, muito parecido com o chão do corredor onde levitava, instantes atrás. Instantes atrás? Não dava para saber ao certo. Olhando ao redor, Sean viu a porta fechada. Atrás da porta tinha um mecanismo complexo que conectava a maçaneta à um arpão em riste. O arpão, à luz dos archotes, parecia com a ponta molhada de vermelho.

— Mas não se preocupe, reconstrui você... E acho que sei quem você é. Sim — ele apurou o único olho na direção de Sean —, agora que está acordado... sim... sonhei com você! É você que veio enfrentar o guardião, não é?

As coisas iam tão rápido que talvez fosse bom Sean dar um gole mesmo.

***

Bones e Sollrac acordaram e se deram conta que estavam no lombo de alguma montaria peluda e comprida. Estavam com as mãos amarradas atrás do corpo.

Bones se sentia cansado, como alguém que dormiu demais e ainda assim deseja dormir por mais algumas horas.

Sollrac tinha a mesma sensação do sonho de ainda agora, como se a pele tivesse absorvido calor demais muito recentemente. Mas não se sentia necessariamente ruim. Na verdade, se sentia... mais capaz. Seu coração batia forte.

Uma espiada ligeira revelaria que eles estavam sendo escoltados por um grupo de encapuzados. Um exercício de memória revelaria que esse grupo era o mesmo que os emboscaram no vale há... bom, não dava pra saber há quanto tempo. Não se lembravam se era dia quando foram rendidos. Mas agora o céu clareava aos poucos.

E estavam indo na direção de uma cidade esquisita, toda cheia de neblina.

Ninguém percebeu que eles despertaram.

A montaria era uma espécie de hiena tamanho família, e só carregava os dois. Um dos encapuzados puxava o bicho pelas rédeas.

— O dragão vai ser um problema? — um dos encapuzados perguntou. — Estamos sem o Santo agora.

— É só não mexer com o dragão que ele não mexe com a agente — garantiu outra pessoa do bando.

Então pararam. Tinham chegado ao portão da cidade.

— Vocês estão em Carcosa, agora — anunciou uma voz hostil, além do portão. Não era possível ver quem falara.

— Não haja como se não se lembrasse de nós — disse alguém do bando. O que deveria ser o líder. — Trouxemos o tributo, um meio dragão e um ghoul. Agora nos deixe entrar.

Alguém uma vez perguntou qual era a moeda do submundo e a resposta foi que não existia moeda.

As coisas eram feitas na base do escambo...

EXPERIÊNCIA:
Bones = 1300
Hummingbird = 1900
Kaede = 950
Knock = 1600
Pacificador = 1550

Finalmente, rs. Essa XP é correspondente ao tempo de jogo do início para cá. Eu ia ceder ela junto com a XP de uma das partes do Trianguli, assim que fosse tomada. Mas adiantei.

Spoiler:
Então, mandei pm pra todos e a maioria respondeu. E as respostas eram pra continuar com o jogo numa boa. Então vamos continuar. A princípio estou pensando me manter o prazo maroto, eu postando 7 dias depois do primeiro post que entrar. Pode ser? Ou preferem algo mais liberal? Tô aberto a sugestões.

Bones, Ho e Sollrac: vocês estão, obviamente, sem os seus equipamentos. Seus captores pegaram tudo menos o que ainda estiver listado no post dos status.

Todos: com os últimos acontecimentos, alguns recuperaram ou perderam um pouco de vida/energia.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Kaede em Seg Ago 29, 2016 10:32 am

Outrora em uma luta com ladrões do deserto, onde o chão começou a ceder, depois em uma cela com meus companheiros e um desconhecido dizendo ser um tipo de sonho compartilhado e que ele era a consciência de grupo...

_Foi bem estranho..._ Eu pensei.

Por um lado foi bom ver que todos estavam bem, ao menos não sei se isso foi um delírio meu, ou se foi realidade. Horas atrás até a voz de Melanie conversando comigo eu escutei e...
Balancei a cabeça negativamente e percebi que tinha despertado. Estava com as mãos amarradas e preso junto de Bones e sendo levado em um bicho peludo, que galopava de forma estranha. Devo ter despertado por causa do balaço que ele fazia enquanto galopava...
Não demorou muito e percebi que um grupo de encapuzados estava fazendo escolta. Seriam eles, aqueles caras que atacaram o grupo antes?

_Bah..._ Pensei outra vez, agora decidi ficar quieto por enquanto e somente observar o aonde isso iria dar, mas eu não iria ficar de mãos atadas. De maneira bem delicada tentei manipular minha habilidade de lançar fogo pelas mãos para aquecer e queimar somente a corda e por enquanto deixar os caras da escolta fazerem o jogo deles.
Algum tempo depois, escutei um deles perguntar se o dragão seria problema. Gargalhei mentalmente e mentalmente respondi.

_Idiota! Todo dragão é um problema! _

E só depois lembrei que no inicio da busca pelo tal trianguli, o grupo enfrentou um dragão... e putz, não seria legal topar com um dragão novamente.
Quando percebi já estávamos próximos de um portão e alguém anunciou que estávamos em Carcosa.

_Não haja como se não se lembrasse de nós _ disse alguém do bando. O que deveria ser o líder.

_Trouxemos o tributo, um meio dragão e um ghoul. Agora nos deixe entrar._

_Então era isso? Eu e Bones estávamos para ser tributos para sabe-se lá o que?! Não mesmo! Então eles acham que sou um meio dragão? Se um dragão é um problema, um meio dragão é metade de um problema, e eles terão que enfrentar!_ Pensei novamente, mas não queria prejudicar Bones e nem sabia o que se passava em sua mente.

Caso Bones não tivesse desperto e a manipulação do fogo tivesse queimado as cordas que prendíamos, iria discretamente o cutucar para ver a sua reação, caso contrario iria esperar mais um pouco para ver onde isso iria dar, pois eles falaram em um dragão.
Se Carcosa for território de algum dragão...bem um problema e meio eles iriam ter...

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Seg Ago 29, 2016 10:01 pm

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De repente acordei, cheio de perguntas sem resposta. Diferente das outras vezes, minha cabeça não doeu desta vez, senti só uma sensação engraçada como se aquele vazio antes no meu peito por onde passava vento, estivesse agora preenchido por algo. Senti uma coceira engraçada naquela região, mas eu me contive. Na verdade, simplesmente me distraí voltando a olhar pro lugar em que estava.

— Que? — Indaguei, intrigado. Estava de volta na sala, aquela que parecia ser o tal laboratório onde eu ia entrar.

Ouvi as palavras do anão-vermelho-de-um-olho-só enquanto coçava um pouco a cabeça, esforçando-me para entender o quê diabos estava acontecendo. Meus cabelos ainda estavam ali, mesmo que na falta de alguns, mas estavam ali. Suspirei, deixando um riso aliviado escapar. Lembrança das aventuras ao lado de Cyrus, o dragão.

— Então... Eu me chamo Sean! Coff.. — Senti a garganta seca. Senti sede, tanta sede que eu posso jurar que se não aceitasse aquela bebida oferecida pelo tal anão, eu acabaria morrendo engasgado com a própria sede. Sem hesitar aceitei. O cheiro era forte e o gosto parecia lembrar-me de uma outra vida, aquela vivida com o grande Ho, o amigo Blues, o encrenqueiro Neil e o mascarado Gregar. Havia mais alguém naquela aventura? Não me lembro, mas o gosto era de nostalgia. E depois de beber o suficiente, sorri.

— Obrigado...err...como é mesmo seu nome? — Perguntei, ainda saboreando o frescor na garganta. Meus olhos saltaram por todo ambiente, analisando melhor o local e reparando que sim, aquilo era mesmo um laboratório. Instintivamente procurei pelo tal Silício, não que realmente fosse uma estratégia pensada. Na verdade era mais uma coisa que estava gravada na minha cabeça sabe? Fui dormir pensando nisso e acordei agora, como de surpresa, com isso gravado. E foi ainda nessa procura que avistei o tal arpão com um líquido vermelho na ponta. Senti um arrepio, percorreu meu corpo até o tal buraco que antes havia em meu peito. Minha mão livre deslizou por dentro da roupa, passando por ali como que pra ter certeza do que foi que aconteceu. Concluí então que foi aquilo que me atingiu?

— Se você sabe quem eu sou, sabe que estou aqui atrás do tal Silício não é amiguinho? — Meus olhos voltaram a fitar o anão-vermelho, buscando por contato ocular direto em seu único olho. Eu não tinha motivos pra guardar raiva de qualquer coisa, afinal, se ele me ajudou então não fez por mal naquilo do arpão né? — Preciso dele para ajudar minha mamãe! Eu ficaria muito feliz se você puder me ajudar... assim posso voltar logo para meus amigos. Eles ainda estão perdidos lá fora... — Comentei, divagando num olhar reflexivo como que tentando adivinhar se eles estariam bem?


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Seg Set 05, 2016 7:17 pm

Quando contestei Sean, ele respondeu rindo, essa vadia, Olhei pra ele puto e disse “ Cara, não é brincadeira não... Quando voltar lá, quero uns dentes de dragão! Não despreza a pele não. Pode pegar pra mim que eu aceito”

Depois disso nem sei o que aconteceu, só sei que acordei amarrado... Não entendi o que aconteceu direito... Acho que fora um tipo de sonho... É... Já que eu tinha pensado muito no cara que morreu, em Sean e na vontade de ter o dente de dragão... Hm... Não fizera diferença, eu acho... Só sabia que eu tinha de cortas as cabeças das bruxas (HASUHASUHAs)

Aí acordei, tudo estranho... E meu tutor estava lá, então, vi as coisas dos outros meio chamuscadas e até mesmo as anotações do pintor. Espero que eu tenha decorado tudo... E Jack estava lá... Eu nçao sabia se eu ficava feliz ou puto ou os dois, só sei que o chamei “ Jack, o que djabos está acontecendo por aqui?”

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Seg Set 05, 2016 8:52 pm

30. Perfeitos estranhos

Jack se virou.

— Calma — ele se aproximou e até mesmo se agachou — Ainda estamos... decidindo. Mas acho que convenço eles a deixar você livre...

Ele deu uma olhada por cima do ombro, para a saída por onde a pessoa que estava com ele poderia retornar a qualquer momento. Depois olhou de volta para Ho.

— Desculpa. Mas já tivemos problemas demais com estranhos. Mesmo eu falando que conheci você, mesmo assim eles preferem manter você amarrado... mas vai dar tudo certo.

Ele parecia meio nervoso. Olhou de novo sobre o ombro. Depois olhou para os pertences do grupo de Ho.

— Vocês não estavam simplesmente cruzando o campo. Vocês estavam vindo exatamente pra cá, não é? Pra Velha Carcosa. O que vocês iam fazer lá? E aquele cara ali — ele apontou para Aurélio. — É da Antessala da Morte, não é? O que vocês estão fazendo com um sujeito desses? Aliás, o que aconteceu com você Ho? Nosso melhor especialista de almas disse que você é uma alma duradoura aguardando julgamento. Não está nem vivo e nem morto, como se isso pudesse fazer algum sentido — E riu um pouco, pra descontrair. Mas suas cicatrizes não deixavam traços de graça em seu semblante. — Que inferno, Ho! Você é um completo mistério para nós, acredite...  

Esse era o momento que Ho deveria decidir se Jack era ou não de confiança. Como ele mesmo disse, conhecera, no passado, Ho, e o mesmo servia para o meio orc, que conhecera, lá longe noutra época, Jack. Hoje, talvez fossem completos desconhecidos um do outro. Perfeitos estranhos.

***

— Eu sou o Dufreine, e eu mesmo inventei o meu nome! — ele realmente pareceu orgulhoso desse feito. — Mas já que está dentro do meu laboratório, pode me chamar de Duf.

Então Sean falou do silício e Duf fez que sim com a cabeça. Sua expressão era de compreensão, como se entendesse totalmente as causas de Sean.

— Acho que ainda tenho algo aqui... — Ele se afastou, pegou uma cadeira e a deixou perto de uma estante, depois pegou um banquinho e pôs sobre a cadeira, depois subiu na cadeira e subiu no banquinho e ficou na altura exata para alcançar a última prateleira da estante. — Deve estar aqui.

Ele começou a fuçar entre vários frascos pequenos, os tirando do caminho para pegar o tal silício, que deveria estar mais atrás. Mas aí ele parou e se voltou para Sean e toda aquela compreensão de antes pareceu ter sumido dele quando disse:

— Mas você não vai enfrentar o guardião? — o olhar dele se perdeu na direção da porta. — As vezes tenho vontade de sair... mas o guardião está lá fora e acabo não saindo... Ele é uma pessoa triste, muito triste... E eu não saio por causa dele. Sei que ele ainda está lá, hm. — Então quando o momento de pensamento alto se foi, ele olhou de novo para Sean, um olhar agudo: — Você não vai enfrentar ele?

O tom era como se não enfrentar o guardião fosse o cúmulo dos absurdos. Duf simplesmente parou de procurar pelo silício pra ouvir a importante resposta que Sean deveria lhe dar, hm.  

***

Sollrac estava raciocinando rápido, os olhos fechados, na maciota. Cutucou Bones, mas não ganhou resposta alguma. Talvez o ghoul ainda estivesse dormindo. Então o meio dragão estava temporariamente só na missão de sobreviver a... ao que iria acontecer à seguir.

Foi cuidadoso na invocação das chamas. Na verdade, focou mais em gerar calor, algo sutil, mas que bastou para enfraquecer a corda sem que isso pudesse ser notado. Quando quisesse, poderia se libertar.

Ao seu redor, as aconteciam.

O bicho hostil do lado de lá do portão retrucou:

— O seu tom é mal. Você não tem autoridade alguma aqui. Mas por cortesia, e em honra do trato, deixarei que viva e caminhe por Carcosa.

O “deixarei que viva” foi curioso: já não estavam todos mortos? Vai ver foi força de expressão.

O portão se abriu num ranger de dobras metálicas. Sollrac pôde até mesmo sentir o cheiro do ferro velho, o odor simplesmente se soltando do portão conforme ele se abria.  

— Sigam até o final da rua — anunciou o porteiro, agora com uma voz menos hostil. — E deixem o tributo nas portas do castelo amarelo. Nenhum mal sucederá a vocês, mas quando a noite chegar, melhor que deixem a cidade...

— Mas foram dois que lhe trouxemos e ainda assim temos só até de noite?! — perguntou um membro dos salteadores, indignado com o prazo que dois tributos foi capaz de comprar.

Outro membro disse, passando por cima da questão:

— Obrigado.

— Sejam bem-vindos — a voz do porteiro pareceu sorrir.

O bando entrou na cidade. Imediatamente Sollrac sentiu uma densidade no ar, como se a atmosfera fosse um tanto quanto parada, como o mormaço das praias de Ruff. O que era bem esquisito pois a luz do dia mal parecia penetrar no local, por causa da neblina. O clima era ameno, meio frio, como dentro de um porão subterrâneo.

O som do portão se fechando veio logo a seguir e Sollrac e Bones continuaram em movimento, pra longe do portão, em linha reta. O grupo não conversou e pareceram apressados. Logo pararam. Uma espiadela revelou a Sollrac que ele estava diante de um castelo cinzento.

— Amarelo, ele disse — falou alguém do bando. Uma mulher.

— Talvez tenha sido, há uns dois mil ciclos atrás — disse o líder. — Vamos.

Alguém com mãos calejadas pegou Sollrac e o deixou no chão, às portas do castelo, que imediatamente se abriu. Sollrac, deitado na pedra fria da calçada, sentiu cheiro de miasma sair de dentro do lugar.

Na sequência, Bones foi deixado ao lado de Sollrac, no chão.

Da escuridão interior do castelo apareceu alguém vestido em roupas amarelas desbotadas. Sollrac conseguiu apenas espiar isso, as roupas, longas, como se fosse um vestido comprido. O homem, ou mulher, ou seja lá o que era, não disse palavra nenhuma, mas o grupo de bandoleiros se retirou como se tivessem recebido algum aceno de cabeça ou sinal de mão.

Então: passos. Aquele que vestia amarelo deu passos, parando ao lado de Sollrac. Provavelmente o próximo movimento da pessoa seria recolher o meio dragão do chão.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qua Set 07, 2016 8:28 pm

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Dufreine era seu nome, apesar de preferir ser chamado somente por...

— Duf. — Murmurei, catatônico. Meus olhos divagaram na imensidão. Eu pensava; não me lembro de ter conhecido alguém com esse nome em toda minha vida.

Pisquei algumas vezes, recobrando consciência. Me dei conta de que lá estava o amiguinho vermelho em cima de um banquinho meio bambo, apoiado em cima duma cadeira. Lá de cima ele mexeu em alguns frascos, coisa que me deixou bastante aliviado. Já pensou se ele fosse uma pessoa ruim? Digo, depois de tudo que passei, chegar até aqui e ainda ter de convencê-lo a me ajudar? Ufa!

Mas então ele falou de novo sobre o tal Guardião. Confesso que até então eu pensava que isso era só uma expressão, eu não entendi direito quando ouvi a primeira vez. Demorei pra perceber que, sim, se tratava de uma figura real. Num primeiro momento pensei nas grandes aranhas lá fora. Elas não tinham muita cara de guardião, não sei, pra mim elas parecem mais umas bestas selvagens com fome e com medo da luz. Então eu descarto a possibilidade; elas não eram o guardião.

— Poxa! Se ele é uma pessoa triste, talvez tudo que ele precise é de um pouco de companhia! — Aleguei cheio de mim. Um largo sorriso, característico, voltou a brilhar em meu rosto. Tentei me levantar e então caminharia pelo laboratório, tomando todo cuidado pra não esbarrar em nada nem ativar nenhuma outra armadilha. Eu não queria correr o risco de ser surpreendido de novo, então pra todo caso, iria bem devagar.

— Vamos, vamos! Assim como você passa muito tempo sozinho aqui, o tal Guardião passa muito tempo sozinho lá fora! Por que não fazemos as pazes? — Indaguei, como se realmente aquilo fosse muito simples.

E não é?

As pessoas ficam mais tristes quando estão sozinhas. Com alguém pra dividir fica mais fácil, eles podem até brincar juntos pra melhorar, eu não sei. Eu só não gosto de ver as pessoas tristes por estarem sozinhas, porque eu sei bem como é se sentir assim.

— Eu também ficaria triste se tivesse de viver com aquelas aranhas malvadas lá fora. Talvez ele só precise de ajuda... — Murmurei, propondo-me a ajudar.

Enfrentar o guardião não, confrontá-lo apenas. Talvez ele não precise ser derrotado, apenas precise de companhia. Para todos os casos, eu estava me propondo sim a ir, desde que o amigo Duf me dissesse por onde e me respondesse minhas perguntas, é claro. E em seguida, se não restasse mais nada de muito importante, eu me disponibilizaria para ir até o tal Guardião.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Sex Set 09, 2016 10:30 am

Perante a minha indagação, Jack prontamente fora tentar me acalmar. O que achei estranho... Quando vivo, ele certamente me repreenderia por ter falado daquela maneira. Olhei tudo ao redor, os pertences, os mapas, o desespero e agitação dele que eram mais evidentes que os que ele dizia que eu estava sentindo.

Foi difícil pra mim... Para eu olhar na cara dele e ver aquele olhar vazio por cima de mim e por cima do ombro dele. Ele não me via, entende?! E aos poucos eu ouvia um tambor batendo dentro de mim... Ele tocava chamando alguém que eu escondia; um lado meu que eu pouco mostrava, mesmo estando sempre presente: Ira.

Pensar “Jack, o que fizeram contigo?” era o que eu fazia e cada vez que eu repetia, mais o tambor tocava. Levei a mão direita à face, fingindo tirar remela dos olhos, mas a verdade é que eu queria segurar as lágrimas que poderiam aflorar com aquele vulcão ainda não adormecido em mim e respondi, sem mostrar uma mentira, como se tivesse saído de uma ressaca por causa do golpe antes recebido:
--Jack, só sirvo para carregar peso. O que fazíamos andando por aqui eu não sei... Mas acho que não era importante. Tanto faz. Não tem nada de bonito por aqui. Nem entendi o que disse sobre esse lance de vivo ou morto. Só sei que se tô aqui é porque vivo não tô.

Aproveitando o fato da decadência dele, aproveitaria para usar desse artifício de parecer tolo como se eu também tivesse decaído durante a miha vida, “carregar peso”; “tanto faz”; “tô”; “lance”, essas eram as palavras chave para induzi-los a pensar que eu estava falando a verdade. Já que Jack provavelmente não tinha noção do tempo que tinha se passado na terra por causa da confusão que era o submundo... É... acho que só isso bastaria. E complementei apontando a Aurélio:
--Eu só queria andar com esse cara porque ele é legal e eu não queria que ele se machucasse também.

Na minha opinião, com esse complemento, acho que outras versões de que eu poderia estar mentindo, estavam seladas... hm... é... sabe, eu não estava mentindo por completo... acho que tinha até muita verdade. O sentimento que eu sentia era capaz de tapar essas brechas de mentiras... sim. Sim, Jack era só um fantasma. Aquele era o adeus mais difícil, por mais que eu o continuasse vendo ali e talvez andasse como preso do grupo, ao lado dele. Minh’alma não o reconhecia mais.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Set 14, 2016 10:25 pm

31. Gente triste

Sean caminhou um pouco, as pernas funcionando normalmente. Lá do alto, Duf fez que não:

— Ele não é muito bom com companhias... Elas todas morrem ou ficam tristes. E aí ele fica mais triste... Não — E fez que não de novo. — Fazer as pazes é muito complicado! Alguém precisa ir enfrentar ele, isso sim! Acho que é o único jeito dele parar de ser triste.

Ou triste tinha um outro significado para Duf, ou o vinho estava fazendo efeito e na verdade Sean não escutava direito. Mas como o menino caminhava numa boa, talvez o vinho não estivesse tapando seus ouvidos. Duf tornou a mexer em meio os frascos, falando:

— Eu posso mostrar onde ele fica e você vai ver com os próprios olhos. Mas você tem que ser esperto: ele tem uma espada grande. O Domador de Cães, por exemplo, não foi esperto quando veio aqui embaixo. E o Rei de Amarelo também. Saíram daqui tristes.

Daí Duf saltou lá de cima. Na sua mão vermelha havia um frasco transparente com pedrinhas pequenas escuras do lado de dentro, como se fosse um punhado de sal grosso.

Sean viu de relance alguns papeis, um deles com um desenho exatamente igual ao da maquete que Lyra havia lhe mostrado. Em meio os papeis, viu uma bússola exótica, belamente manufaturada em prata, que não apontava para o norte: seu ponteiro rebelde ficava dançando entre o norte e o oeste.

— Então vamos fazer assim — disse Duf, sem entregar o silício. — Te levo lá, você conversa com ele, vê se ele aceita ir embora... aí te dou isso aqui — e chacoalhou o frasco com o ingrediente final para a ressurreição de Lyra. Ele fuçou numa caixa embaixo da mesa e pegou um lampião. Tinha um recipiente no lampião com uma terra preta, e Duf, depois de guardar o silício num bolso da calça,  pegou duas pedrinhas, riscou elas, gerou faísca, e a terra acendeu. A pequena explosão iluminou a sala e no fim o lampião estava pegando firme. — Vamos?

Daí ele foi até a porta, que abriu com cuidado. Olhou para Sean, esperando que ele passasse primeiro, pra depois ele sair e fechar a porta de seu projeto de laboratório.

No chão à frente da porta, do lado de fora, estava o lampião que Sean esteve usando antes de... desmaiar. Ele estava apenas apagado, caído, com o vidro trincado e com o recipiente onde ficava o óleo provavelmente quebrando.

No corredor houve o som de patas se afastando rapidamente.

***

Jack observou Ho, talvez pela primeira vez inteiramente focado no que acontecia dentro da caverna.

— Carregar peso? — o rosto dele se contraiu um pouco, decepcionado. Mas ele não insistiu. Fez foi suspirar. A mentira deu certo. Não havia traços de dúvida em Jack. — O que foi que aconteceu com a gente, hm? — Pareceu mais um pensamento alto do que uma pergunta.

O espírito daquele homem estava fraco e distraído — e talvez por isso ele nem foi capaz de reagir a Vax, que surgiu logo acima dele. Deu início a peleja, Jack por baixo, desvantagem acentuada. Vax aplicava golpes rápidos e sua ideia para finalizar foi agarrar a garganta de Jack, já com o rosto em sangue e agora sufocando, sufocando... até que as mãos de Jack subiram, encontraram os olhos de Vax e os dedos apertaram. Os dois gritavam.  

Ho estava com as mãos fortemente amarradas às costas, enquanto a luta acontecia logo ao seu lado.

E lá fora: explosão. Um golpe sonoro, seco, fez a caverna tremer e poeira levantar, agitada.

importante!:
Caras, vcs são de São Paulo - SP? Então, todo mês rola um encontro de rpg na cidade, e no próximo, que acontece só no final de outubro, eu estarei narrando uma mesa de guerra dos tronos (vai ser pra lá da muralha, e vai dar muita merda, hm)... e, meu, seria uma honra narrar um rpg presencial pra vcs!

Se tiverem interesse, tem que fazer inscrição aqui, na página do evento: https://www.facebook.com/events/1834394166846807/permalink/1838679766418247/?notif_t=event_mall_reply¬if_id=1473868059985858

No caso, a inscrição é só pra ir preenchendo as vagas das mesas, não tem que pagar nada, rs.

Até.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Qui Set 15, 2016 9:55 am

Não pense que mentir para alguém muito considerado por mim; que fora, por muitas vezes, o motivo de eu não ter desistido dos treinos e não ter esmorecido perante a exclusão social dos humanos e dos orcs puros. Desde o dia que meus passos seguiram diferentes dos do meu antigo tutor, nada fora fácil. Então não pense que fora fácil mentir ali, mas eu tinha de fazer.

A mentira dera certo e um pensamento alto saiu da boca de Jack, mas poderia ser algo como tentativa para saber se eu mentia, então respondi com uma cara de bobo, como se não houvesse entendido, como se “carregar peso” fosse o natural caminho por onde eu seguiria.

De repente Vax surgiu lutando contra Jack... Lutando... Nunca pensei que ele faria isso, visto que mesmo no pedágio da história, ele se afastou, então eu tinha duas teorias, a primeira que ele estava ali de corpo real e também por isso demorara e realmente estava ali para ajudar, mas a segunda que martelava na minha cabeça, como se fosse possível, era a de que algum espiritualista do grupo estava na minha cabeça sondando meus pensamentos a fim de fazer com que em alguma situação, eu mostrasse as respostas...

Eu poderia tentar me transformar em fogo e me desvenciliar daquilo que me prendia... Porquê Vax estava logo aqui? Por causa de Aurélio?! Na minha cabeça, a segunda teoria fazia mais sentindo, mesmo que eu sentisse e visse e ouvisse tudo ao meu redor como se fossem reais, então agi como retrato fiel das minhas palavras.

Era difícil me conter, mas pelo menos aquela explosão de sentimentos era útil para me fazer agir e, em alguns momentos até acreditar naquilo que eu falava, mesmo porque fora uma dualidade muito presente nos meus dias enquanto vivo.

Então quando eles começaram a lutar e Jack estranhamente estava perdendo, enfiou os dedos nos olhos de Vax, fechei os olhos e gritei como criança quando vê o pai e a mãe brigarem (não que eles fossem ok?! Ehueh), mais uma encenação que eu continuaria a fazer até que eu sentisse que seria seguro eu sair das sombras.

Quando ouvi o barulho, uma voz soou na minha cabeça, mas não foi ninguém além da minha imaginação, dizendo: Dragão.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Dom Set 18, 2016 3:15 pm

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— O Rei de Amarelo? — Por que isso me soa estranhamente familiar? E a palavra ficou nos meus lábios por mais algum tempo, como se repetindo eu fosse capaz de lembrar o motivo da estranha nostalgia. Mas não lembrei, então acabei me entregando; deixei pra lá.

Duf então disse que me levaria lá. Eu não retruquei nem hesitei. Apenas segui no caminho indicado, bom, pelo menos até chegar na porta. Lá, encontramos o tal lampião que eu trazia antes, agora quebrado e sem utilidade. O som das aranhas malvadas se distanciando na escuridão também chamou minha atenção.

Engoli a seco.

— Err...será que não podemos descansar um pouco antes de ir? Estou exausto, tudo que fiz pra chegar aqui me deixou sem energias, não sei se vou conseguir enfrentar o guardião assim... — Falei, olhando para as minhas mãos como se sentisse falta de algo. Depois olhando para Duf, tentando convencê-lo.

— Ou você tem algo aí que pode me ajudar? Eu só preciso de um pouquinho de energia, senão não posso usar meus poderes, amiguinho. — Expliquei, fitando-o com inocência.

Depois era esperar pra ver a reação dele né. Em caso de não for possível um descanso ou mesmo alguma coisa pra me ajudar, eu seguiria até o guardião. Não deixaria um amigo na mão, ainda mais sendo ele Duf, que me salvou momentos atrás.

Ps: A exp que foi dada uns dois posts atrás, já podemos adicionar ou não?

Obs:
Desculpe a demora, estive doente essa semana inteira então demorei para conseguir melhorar. Agora que estou mais ou menos deu pra postar rs, e vamo que vamo. Estou curtindo muito a campanha u.u

Sobre o lance da mesa de rpg, Game of thrones ainda (que é tão maravilhoso), você sabe que eu adoraria participar, mas pra ir pra capital eu precisaria de grana e aí já viu rs. Se eu arrumar um emprego, quem sabe? Qualquer coisa te mantenho informado.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Sex Set 23, 2016 12:18 am

32. Viagem na ponta do...?

— Descansar? — Duf ficou pensativo. — Tá.

A concordância minou sua empolgação. Ele fechou a porta novamente e mexeu em alguns gatilhos no estranho mecanismo atrás dela. Deixou o lampião sobre a mesa. E, sem nenhum motivo aparente, preferiu não ficar com o silício no bolso, deixando o vidrinho de volta na estante, agora num setor mais baixo, ao seu alcance.  

— Talvez eu tenha algo que possa te fazer... sabe, se sentir melhor. Deixa eu ver...

Ele saiu olhando pelas estantes.

Então tudo tremeu, o laboratório todo. Frascos tilintaram, bamboleando. Só não caíram pois o temor foi breve. Um reflexo. Veio do mundo acima, longe. Depois, apenas silêncio.

Duf piscava o olho, intrigado o bastante para esquecer de procurar alguma coisa que pudesse ajudar Sean. Agora parecia procurar outra coisa, nas caixas embaixo da mesa. De repente parou tudo e lá de baixo encarou Sean.

— Tem mais gente com você? — E tornou a procurar. Falou sozinho: — Acho que hoje funciona, será?

De uma caixa, desenterrou um tabuleiro redondo. No centro do tabuleiro, havia um cone aparentemente preso, com rodinhas, de modo que o cone poderia desfilar pelo tabuleiro. Aquilo parecia um brinquedo que não deu certo.

Duf o pôs no chão. Estralou os dedos e ficou parado, como se agora já não dependesse dele...

Não aconteceu nada. A boca de Dufraine dobrou pra baixo.

— Vou achar alguma coisa pra você — disse, se lembrando da busca anterior. Se voltou para estante, chateado.

O tabuleiro brilhou.

— Essa coisa funciona só quando quer — disse Duf, rabugento, se referindo ao tabuleiro. — É com ele que eu costumava ver o mundo lá fora.

O brilho do tabuleiro se resumiu no cone, então no interior do cone. A luz subia como um farol, uma marca redonda e brilhante estampada no teto.

— Sempre quando acontecia alguma coisa lá em cima, eu espiava. Via tudinho. Era legal.

O brilho diminuiu, se ajustou.

— Eu acho que era de alguém importante, da cidade. — Duf ainda procurava coisas, sem perceber a ação do tabuleiro. — Deveria servir para ver a cidade como um todo. É. Acho que era para isso. Deveria ser bom pra achar gente triste, correndo pelas ruas.

Se Sean espiasse, descobriria que aquele cone no tabuleiro tinha a função de luneta — o que era muito maluco de se considerar: a vista que tinha no fim do cone era do alto, bem alto, como se olhasse do céu. E lá de cima ele via a cidade e a neblina sobre a cidade. Se tentasse mover o cone com rodinhas, o deslocando pelo tabuleiro, acabaria vendo os cantos da cidade, e um pouco além dela. Parecia estar amanhecendo.

— Acho que algo estimula. Aí ela liga, sozinha. Sei lá. — Duf subiu na cadeira, no banquinho sob a cadeira. Garantiu: — Se não estiver aqui, é porque acabou.

E caso Sean movesse o cone/luneta, pelo tabuleiro/cenário-lá-fora, veria fumaça, fogo, pra fora da cidade, não muito longe. E caso apurasse a vista naquela direção, a engenhoca entenderia que ele queria ver mais de perto, de modo que a imagem faria um voo rasante, concedendo visão precisa e aí ele veria o rosto dela.

Os cabelos curtos eram os mesmos, mas dessa vez não usava um vestido branco, mas sim um macacão laranja, bolso no peito esquerdo, bolsos nos lados da calça, sapatos de pano. Sean não lembrava bem a cor dos olhos, nem conseguia discernir naquela fumaça. E talvez, muito talvez, Sean tenha identificado uma cicatriz no pescoço, bem onde a lâmina de Chagas passou, decapitando ela num momento tolo de hesitação, enquanto encarava Sean...

***

Então Ho gritou. Desconfiado de tudo, permaneceu no personagem. Seu grito serviu pra alguma coisa, mas talvez a explosão tenha sido a verdadeira arma pra separar aqueles dois.

Jack jogou Vax de lado. Vax caiu, cambaleou, levantando, os olhos fechados, vazados, sangue em seu rosto. Jack não se preocupava com o estranho, nem com Ho ou Aurélio. Seu rosto estava voltado para fora da caverna, para a explosão. Ele se arrastou pra lá, até se levantar e começar a correr naquela direção, fumaça e fogo, mais ou menos onde alguém tinha ido, quando Ho despertava, instantes atrás.

Não havia sinal de asas batendo, como naquela noite, noutra caverna.

Vax, que da última vez se espatifou no chão numa queda horrível, agora regenerado, perguntou para Ho:

— O que eles fizeram com os outros?

O grupo estava quebrado, e Vax estava ali para lembrar que o tempo não espera, corre. Ele tateou até Ho e cortou as cordas com as unhas.

— Vamos, Ho. De pé. — Ele abriu um dos olhos. — Isso é uma corrida! As peças no tabuleiro... é tudo uma maldita corrida. Sua vida está em jogo aqui! Quanto mais rápido conseguir, mais cedo volta pra casa!

Ele estava exaltado, obviamente. Caminhou até Aurélio, checando o arquivista.

Enquanto isso, lá fora, Jack tinha parado a caminhada. Em meio o fogo naquela terra árida, havia uma mulher. Eles estavam próximos.

Amanhecia lentamente.

Vax bradou:

— A gente vai entrar! Nós três. E vamos pegar o Triagulli.

Vax desamarrou Aurélio e o jogou sobre um ombro. Então começou a sair da caverna, e dali rumaria a passos largos e duros até os portões da Velha Carcosa.

Spoiler:
Sean: ah, então... pode adicionar sim, mas como o fórum tá off, praticamente só vai prestar pra evoluir atributos. Mas pode adicionar sim, quando o fórum voltar vc desfruta dos níveis altos, compra as HE e tal, hm. E, meu, que pena, pensei que tu era de SP, =/ A mesa tá com 3 inscritos agora, acho que nessa virada de mês fecha 6, hm. Mas eu provavelmente irei narrar outras mesas por lá, daí faço futuros convites ocasionais.


Última edição por NR Sérpico em Dom Out 02, 2016 1:15 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Dom Set 25, 2016 12:37 am

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Duf aceitou minha proposta e então ficou decidido; vamos descansar. Não sem antes, é claro, rearmar aquela engenhoca que tinha atrás da porta. Provavelmente foi a mesma engenhoca que me acertou quando abri a porta, mas eu ainda estou um pouco confuso quanto a isso, então preferi não me aprofundar nos detalhes, só achei...curioso.

De repente, brilhou.

— Aqui em baixo estou sozinho. Mamãe estava comigo, mas eu acho que ela está em outro lugar agora, eu senti isso quando passei pela porta do porão. A mesma sensação engraçada de quando saímos da floresta, sabe, eu e meu grupo, horas atrás. — Comentei conforme ia inclinando a cabeça meio de lado e observava o tal objeto que mais parecia um brinquedo, começando a se ativar aparentemente sozinho e brilhando. Curioso, ele parecia mostrar uma espécie de réplica da cidade — aqui é uma cidade? — e suas extremidades. Duf pareceu não perceber, estava muito empenhado em sua busca por algum elixir da vida ou poção misteriosa que certamente me faria sentir melhor. Tipo aquela bebida que entreguei ao senhor Mic, anos luz atrás.

Pensei em chamar sua atenção, mas, interrompê-lo ali parecia impossível. Ele falava sem parar como um gatilho ativado. Também não é pra menos, ele vive aqui sozinho há tanto tempo, deve ser chato falar sozinho né?

Meu braço direito, que ergueu-se em falso para chamar atenção do amigo vermelho agora baixava involuntariamente enquanto eu reparava de canto de olho que o tal cone em cima do brinquedo lá mostrava alguma coisa peculiar. Deixei-me levar pela curiosidade, me aproximei, espiei...

— AAAA! — Um grito. — É a Dona Bruxa! — Aleguei, olhando ao redor assustado. Então foi ela a responsável pelos tremores? Olha, eu realmente espero que não seja. Tenho certeza de que ela não ficou nada feliz com o presente que eu, Gregar e o Tio Chagas demos pra ela. Da pra ver, olha lá, perdeu todo o charme que tinha! A cicatriz no pescoço ficou muito evidente. Será que adianta pedir desculpa? Olhei para Duf como que esperando resposta e só então percebi que não havia falado nada, só pensado.

— Nós matamos essa moça! Aquela ali que apareceu na imagem! — Apontava, empolgado. Levantei-me num súbito, tentando me aproximar de Duf e chamar por sua atenção; que esqueça o tal do elixir! — Se ela souber que estou aqui, você vai ficar em perigo, amigo Duf. — Expliquei, pensativo. — A menos que...ESPERA AÍ! — De repente, cheio de mim, estufei o peito como que tendo uma ideia.

— O tal do Guardião tem alguma preferência ou uma bruxinha poderia ser uma boa companhia pra ele? — A ideia me parecia boa. Assim resolvemos dois problemas de uma vez só! Realmente a mocinha da floresta tinha razão, quando fazemos as contas certas tudo parece ficar tão mais fácil?

— Vamos, vamos! Não podemos mais esperar, eu tenho certeza de que ela está atrás de mim! Vamos até o guardião e assim eles vão acabar se encontrando mais hora menos hora! — Puxaria Duf pela mão, tentando apressá-lo. Sem esquecer é claro do tal Silício e do Lampião.

Spoiler:
Fala Serpico o/ Então, de sp eu até sou, só que sou de Santos, não da capital. Mas até que não é difícil pra subir a serra não, o problema é a falta de grana mesmo, não quero me comprometer estando desempregado.

De qualquer forma, obrigado pelo toque da exp. Dei um up nos atributos só, as habilidades vou mexer só caso haja um comeback no rpg mesmo. Vambora que essa Bruxa veio virada na Emily Thorn kkkkkk



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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Dom Out 02, 2016 2:22 pm

33. Passos

Duf parou de procurar, talvez tenha encontrado. Depois se virou assustado. Sean não devia gritar assim, do nada. As pessoas morrem do coração por causa dessas coisas. Mas Duf parecia tudo menos prestes a morrer de susto. Seu olho ficou tão aberto que ameaçava cair da cara. Ele saltou do banquinho na cadeira e veio ver o tabuleiro esquisito. Massageava as mãos como se tivesse dores nas articulações dos dedos, pura euforia contida.

— Deixa eu ver! — e meteu a cara no cone, observando a tal Dona Bruxa. — Nossa! Tem gente lá fora! De verdade! — De repente desviou ao escutar que ficaria em perigo, olhou para Sean, perguntas prontas atrás dos dentes, mas Sean falou do guardião e aí Duf levantou num salto — Será? Será que ela vai querer vim enfrentar ele? — Olhou de novo no cone. — Acho que ela vai ficar triste...

Mas Sean, com aquela empolgação, o convenceu e Duf, antes de apanhar as coisas, passou um vidrinho com um líquido roxo para o colega.

— Acho que é o único que eu tenho, vai te deixar como que descansado, mas tem um problema — Ele olhou sério para Sean. — Depois de um tempo, dá sono.

Aí tornou a apanhar o silício, meteu no bolso, pegou o lampião e desarmou a armadilha, abriu a porta e foi lado a lado com Sean depois de fechá-la. Em determinada parte do corredor cercado de totens, professor Dufreine assumiu a frente e ensinou, com o dedo em riste:

— Não sei como chegou até a porta, sabe, quando veio até aqui... mas é importante que pise exatamente onde eu pisar, certo?

Ele saiu andando, um pouco devagar, mas com segurança. Sean pisou onde ele pisava e os dois deixaram o corredor tranquilamente.

Por aí, aranhas caminhavam no teto, se afastando da luz do lampião.

Então Duf foi para o norte e Sean também, os passos ecoando. O fedor se fez presente, nenhuma corrente de ar pra limpar o ambiente. Duf nem se quer entortou o nariz. Passaram pelo corredor de onde Sean veio, seguindo mais para o norte. Patas atrás — ou do lado? Dobraram a primeira a direita, uma câmara de paredes roídas, soltando pedaços, vários deles no chão. Depois, três vias: oeste, norte, nordeste — Duf foi para direita, nordeste. E aí Sean sentiu alguma coisa, comichão no peito onde foi ferido, algum efeito colateral de leve.

Não, calma. Não era só a comichão. Sentia como se estivesse sendo... observado? Não, quase, mais ou menos. Sentia uma presença, mas era difícil de decidir se era algo bom ou ruim. Sua intuição parecia mais instiga-lo a continuar do que alertá-lo da natureza da coisa oculta na cena, em algum lugar ali...

— Perto — disse Duf. — Estamos perto agora. Ele fica numa salinha pequena.

Dobraram a esquina, deram com uma porta.

Eu não estava lá e você já sabe disso. Não quero ser repetitivo, desculpa, mas é necessário reiterar: não era para ele fazer isso sozinho. Não era.

A porta, pedra bruta que simplesmente não tinha trinca alguma, abriu. Abriu, assim, só ao chegar perto. Rolou para o lado. E de dentro veio algo próximo de uma corrente de ar, bateu neles como um beijo quente.

Nessa antessala o mais interessante não era o teto — vazado, um túnel para o alto que dobrava para um lado em determinada altura, com trechos reflexivos, espelhos mesmo, colados na pedra escavada —, não era a lareira de fogo azul da qual vinha alguma luz — mas não a principal do ambiente — , não era o cheiro de ferro nem mesmo o chão branco e liso, como se fosse um lago congelado, não era também o trono onde o homem estava sentado com sua espada no colo, olhos fechados, meio que dormindo, talvez uma estátua.

O mais interessante era o altar, antes do trono, no centro da sala, de onde flutuava um pedaço grande de ouro, meio triangular, emitindo luz pulsante, brilhando, chamando por Sean, chamando desde que chegou na cidade, chamando...

E o homem abre os olhos. Da entrada, é difícil ver como ele é, exatamente. A luz do Triangulli meio que ofusca tudo o mais. Mas os olhos, sim, Sean conseguiu ver que os olhos abriram. E a boca também:

— Eu vejo que animal você é e você é um corvo. — A voz era séria, grave, mas ele falava baixo. Encarava Sean. — Veio me enfrentar, corvo? Quer o ouro que guardo? Se sim, dê um passo à frente. Se não, dê dois passos para trás.

Duf estava ali, mas parecia que não estar, de tão quieto e paralisado.

Spoiler:
Sean: vamos dizer que vc descansou uns 5 minutos, hm. Recuperou 14% de energia. Essa sala, no mapa (que aliás joguei no post dos status) é uma salinha pequena, uma das únicas que tem uma porta, indo para o norte. Não sei se dá pra encontrar ela só com minha descrição da caminhada, rs, na dúvida depois dou uma marcada no mapa e digitalizo novamente.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Dom Out 02, 2016 8:32 pm

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Eu realmente gostei do amigo Dufreine. Não sei dizer qual a idade dele, se ele é mais velho ou mais novo que eu, ou sequer sei o que ele é. O que sei é que eu gostei mesmo dele, sempre cheio de palavras, sempre pronto pra falar, eu gosto disso. Ele tem um entusiasmo que me deixa alegre!

Vimos a Dona Bruxa através do brinquedo e ela não parecia nada contente caminhando lá na superfície. Duf, sempre cheio de perguntas, hesitou sobre o meu palpite mas no fim acabou aceitando. Deixamos a sala e eu ganhei um vidrinho com um líquido roxo e um alerta; depois de um tempo pode ser que ele me dê sono. Bom, na atual situação, eu não tinha muita escolha, sabe? Eu estava indo de frente para o guardião, sabe-se-lá que tipo de pessoa ele é, se vou precisar me defender ou não. Enfim. Eu tomei o líquido.

Depois saímos.

— A-há! Eu sabia! Sabia! — Aleguei, ainda durante o percurso. — Eu sabia que aquele corredor era cheio de armadilhas, tava na cara! — Vangloriava-me de minha descoberta, depois de passarmos pelo corredor e Dufreine explicar que, um passo em falso e alguma coisa de ruim podia acontecer. Eu senti isso, aquela hora quando cheguei aqui. Quando foi mesmo?

O fato é que logo passamos. Depois veio uma infinidade de corredores, caminhos, aranhas malvadas pra todo o lado e um silêncio constrangedor que vez ou outra era cortado pelo amigo Duf e suas exclamações a respeito de estarmos perto, perto, sempre perto, nunca perto o suficiente. Me distraí por um momento. Não sei dizer com exatidão quando foi, mas... quando numa dessas esquinas entre um corredor e outro, senti como se não estivesse sozinho. Foi esquisito, vinha do meu peito. E eu confesso, isso me deixou um pouco triste. Calma, calma! Não é triste do jeito que o amigo Duf diz, se é que realmente eu entendo que tipo de tristeza ele fala. No caso, eu fiquei assustado. Estava tão acostumado com uma segunda presença em mim quando estava vivo, que, agora, essa sensação me trouxe nostalgia e também saudades. Ah, como eu sentia sua falta, e eu arrisco dizer mais até do que de minha mãe ou de meu pai.

— Eu sinto falta da gente... — Murmurei no caminho.

Em seguida, esbarrei em Dufreine, alarmado. Parece que finalmente chegamos, então logo chacoalhei a cabeça e deixei esse pensamento de lado. A tal porta se abriu sozinha como se fosse um convite explícito para entrar. Olhei ao redor, o salão não era muito grande ou talvez fosse só minha impressão por estar um pouco escuro demais. Tinha uma luz estranha lá no meio, era uma fogueira? Não sei dizer, afinal, o que mais me chamou atenção além disso foram os olhos daquele que parecia ser um homem, sentado, ali mais pro fundo. Ele me encarou de uma forma esquisita, mesmo distante eu sabia; ele estava vendo alguma coisa muito além.

Duf ficou quieto.

O homem falou. Chamou-me por Corvo, e aquilo me desarmou de imediato sem necessidade de qualquer arma. Ele me pegou de surpresa, eu não soube ao certo como reagir, mas ele permaneceu aguardando por uma resposta minha. Engoli a seco, pensativo. Minhas mãos, inquietas, buscaram conforto uma na outra dedilhando-a. Pensei, pensei... e nada da Dona Bruxa até então. Será que ela vai demorar? Desse jeito a conta não vai dar certo! Espera aí...

— Quero propor sim um desafio... — Dono de um olhar intrigante e um sorriso cheio de mim, fitei-o nos olhos. — Um desafio de Adivinhação! — Minha resposta não foi sim, nem não, logo nem um passo para trás nem para frente. — Um por vez! E o amigo Duf pode me ajudar, porque eu sou criança. Quem errar primeiro, perde o ouro para o outro. Aceita meus termos? — Completei, colocando as cartas na mesa.

Nunca foi especificado que eu deveria efetivamente entrar em combate com o tal Guardião, mas que deveria confrontá-lo. Ali estava o meu desafio então. Para caso do Guardião aceitar os meus termos, ele tinha o direito de começar propondo uma adivinhação pra mim. Um jogo do "o que é o que é". E se eu ganhar eu vou agradecer muito àquela menina bonitinha da Floresta, ela me ensinou muita coisa pra um único encontro!

Spoiler:
Está pronto pra um Gollum x BilboBaggins 2.0? Sempre quis fazer uma cena parecida! Hahahaha

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Sab Out 08, 2016 9:28 pm

Houve grande barulho, mas não bater de asas... era algo diferente. Os dois se separaram no chão e depois do grito teatral, eu soube finalmente que não se tratava de uma ilusão ou algo do tipo... Sim... eu viajo nessas ondas de magia... Para ver como levo a sério esse lance de missões... às vezes viajo demais.

Vaz veio até mim no intuito de me animar a seguir para o local onde a missão enfim teria seu objetivo mais próximo... eu ri por dentro mesmo fazendo cara de bobão, pois a ideia de que eu tinha construído uma alegoria que conseguia enganar alguém com uma aura daquelas foi... espetacular. Mas lógico que tinha o momento, a briga anterior dele... tudo poderia ter diminuido a concentração dele... Só estou citando isso porque realmente fora importante para mim... divertido.

Então me levantei após vaz ter cortado as cordas com as unhas e disse “Yeah”; ele disse para eu correr, procurei rápido o mapa e o colar com o apito, então corri dando de costas àquele que eu não recohecia mais... grande pesar, mas eu não tinha tempo para esperar... falando em tempo... eu achava que faltava muito pouco... vários fenômenos acontecendo me fieram perder a noção de tempo... que eu estava construindo pelo menos... Aurélio estava seguro, então corri dando um salto e me transformando em um grande felino que me fizesse ficar mais rápido. Se Vax aproveitasse e fosse de carona, eu não me incomodaria.

Pulando, vi surgir uma mulher com roupas alaranjadas... Vaz gritou algo que não ouvi. Só cumpri a missão. Corri. Vi a mulher que tinha um ar de feiticeira e pensei em soar o apito, mas só corri. Se desse algo errado dessa vez eu o sompraria. Corri à direção apontada como Vax disse: Como se a minha vida dependesse disso. E de fato dependia. A minha e a de Aurélio e a do grupo inteiro que estava sumido.

Off: Gm, perdão o atraso~

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Dom Out 16, 2016 2:26 pm

34. Que caia naturalmente

— Não, Sean. Você não vai conseguir — esse era Dufraine, cutucando Sean e sussurrando. E, veja bem, não se incluindo no desafio. — Ele vai te vencer. Desse jeito, ele vai te vencer. Talvez... talvez você fique triste.

Antes disso, Sean emborcou a poção. O líquido caiu no estômago e subiu para a cabeça numa onda congelante interna. Ele até trincou os dentes esperando a tontura que não veio. Ao invés disso, parecia até enxergar melhor, mesmo na penumbra do lampião de Duf. E era como se conseguisse escutar exatamente as passadas das 8 aranhas pelo complexo de túneis. Talvez até fosse capaz de apontar a direção delas, mesmo os sons ecoando em confusão pelos túneis. Os cheiros ruins, agora soube, eram fezes, mas nenhuma humana. Havia também o cheiro de carne em decomposição. Mas o mais forte, e era estranho não ter sentindo isso antes, captando no ar apenas após tomar a poção, era o cheiro de ferro, era como se em algum lugar tivessem catado uma enorme espada e a transformado numa fumaça se espalhando pelo local de forma contínua.

Esse lugar, descobriu, era a câmara do guardião. E o cheiro de ferro emanava da coisa dourada no altar, o ouro bruto triangular.

Fora essas coisas, Sean se sentia novo. A última coisa que imaginava era um efeito colateral de sono: simplesmente sentia que nunca mais dormiria, tamanha a disposição pulsando no seu sangue.

E isso talvez fosse bom para o raciocínio também. Vamos ver.

O sujeito, ainda sentado, terminou de escutar a proposta de Sean de forma impassível, como um mestre veterano já esperando a jogada do aluno novato, que na cena seria Sean. Falou:

— E se não sair vencedor desse desafio, se ambos errarmos ou acertarmos, será minha vez de propor um desafio.

E então entrou no jogo de uma vez:

— Fui falar com a bruxa, pois preciso de um feitiço dela. Ela exigiu como pagamento uma porção de água que caia naturalmente. Não chove há dias, e nem aprece que irá chover nos próximos. Então, o que faço para pegar água que caia naturalmente? Responda, corvo.

***

Vax aproveitou a carona. A imagem de Jack e da mulher foi diminuindo ao longe conforme eles se aproximavam da cidade enterrada em neblina. Ho não olhou mais para trás, foco na corrida. A imagem do portão fechado da cidade foi crescendo e crescendo e Vax disse:

— Apenas continue correndo.

A imagem de uma coisa surgiu no portão. Uma sombra de alguém alto.

— Vocês devem parar — alertou o sinistro porteiro num gutural fantasmagórico.

— Apenas continue correndo — reiterou Vax.

Ho continuou e de repente já não estava correndo em pedra bruta e do lado de fora da cidade, mas sim sobre um calçamento bem pavimentado e úmido como se tivesse garoado recentemente. Neblina por todo lado. O portão ficou para trás. Tinham teleportado para dentro.

Vax disse:

— Precisamos achar uma fortaleza grande, qualquer uma. Todas elas foram construídas acima de entradas para o subterrâneo. Por ali.

Ele apontou um caminho, Ho dobrou a esquerda, correndo por ruas antigas. Havia vários prédios e casas aparentemente vazias, abandonadas ao frio. Este frio, aliás, não chegava a ser algo ruim, era apenas um detalhe, uma atmosfera diferente de todo o restante do submundo, que, até o momento, tivera um clima ameno, seco.

O ar não circulava naquela cidade. Quando Ho soltava a respiração, subia uma nuvem de vapor. E tinha a neblina.

Aquela neblina fazia os ossos de Ho doerem um pouco. Como daquela vez... na floresta, atrás de um bando de orcs que roubaram a herança do velho Targo.

E daquela vez, se Ho puxasse pela memória, lembraria daqueles... cães.

Instantâneo, em paralelo com as memórias: um rosnado estendido ao longe. Um uivo, na sequência. A audição de Ho captou patas estalando contra o calçamento de ruas próximas. Estavam ali também, no submundo. E se fossem os mesmos, então estavam atrás de desforra, rastreando o cheiro daquele meio orc que, com uma cimitarra de golpes de luz, os trucidou facilmente.

Cinco deles, tinham o tamanho de garranos. Apareceram no caminho de Ho, surgidos da neblina a frente. Alguns tinham feridas abertas, mas pareciam não ligar para isso.

Vax, óbvio, viu os cães infernais, mas comentou outra coisa:

— Acho que vejo uma fortaleza grande, no fim da rua.

Ho não via o mesmo que o membro do júri, precisava avançar mais, rasgar a neblina, para poder ter um vislumbre melhor do horizonte e achar essa tal fortaleza que Vax, ferido dos olhos, disse ter avistado.

— Consegue passar por eles? — perguntou, agora sim se referindo aos cães.

As bestas começaram a correr contra Ho. Estavam em rota de colisão, menos de 30 metros os separando da selvageria.

Spoiler:
Agora foi minha vez: mal a o atraso, hm.

Vou contabilizar essa xp de atraso no todo a ser dado daqui, sei lá, alguns posts, talvez, quem sabe, será? Vamos ver.

Ho: -20% de energia pela transformação.

Sean: vc tomou a poção. Além de recuperar tudo, tem direito ao uso de uma habilidade qualquer sem que consuma pontos de energia. Mas só uma vez. Depois desse tiro extra, as habilidades voltam a consumir energia normalmente.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Seg Out 17, 2016 7:35 pm

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— Larga de ser medroso, Duf! Nós vamos jogar sim e vai ser divertido pra caramba! Como é que posso ficar triste? — Respondi para Duf, antes de iniciar o desafio. — Eu aceito, seu Guardião! Acho justo seus termos. —  E puxa, como eu estou animado! Parece que meu corpo tem energia de sobra pra correr esse labirinto aqui inteirinho! Espero que esse entusiasmo seja o suficiente para encorajar o amigo Duf. Afinal, o que pode haver demais num desafio de advinhas?

Sem mais delongas, não demorou para que o homem esquisito soltasse as palavras. Falou pausadamente como que pra eu não perder nenhum detalhe, ou aquilo era só coisa da minha cabeça? De repente tudo parecia tão mais fácil de compreender; cheiros, vozes, sensações. Será que isso é coisa da poção? Quando Duf me alertou sobre os efeitos eu imaginei alguma coisa menos...agitada.

Mas voltando ao desafio; que diabos ele queria saber sobre água que cai naturalmente? Senão chuva? Pensei em engatar uma resposta logo de uma vez, a primeira que veio na cabeça. No entanto, as palavras não saíram. Me calei, respirei, olhei para Duf. Uma última tentativa de esperar por um conselho, mas ele não parecia lá tão empolgado quanto eu com o desafio; o tempo todo colocando-se de fora da situação. Então tá né, dei de ombros.

— Eu faço xixi, oras! — Foi minha resposta, assim, imediata. — Ele cai naturalmente não é? Quando você precisa esvaziar, ele sai. Assim como a água, que sai das nuvens que estão cheias! Não é? — Completei. Eu estava animado, aquela pareceu fácil. Ou será que eu errei?

Esperei por uma resposta, ansioso.


(Considere essa parte apenas se eu acertei a charada)
[...]


Enquanto esperava por uma resposta, pensava na minha vez de mandar uma advinha para o Guardião. Na verdade, pensar é uma coisa engraçada; eu acredito que aquele moço consegue ver muita coisa além do que parece. E se Duf disse que eu ia perder é porque, com certeza, aquele Guardião sabia de muita coisa. Há quanto tempo ele está aqui? Eles devem saber muita coisa mesmo, mas não tudo.

Está certo, então eu só preciso fazer uma charada sem pensar duas vezes, mandar direto. Ta bom!

— Quem sou eu? — Indaguei, fechando os olhos.

Meu pensamento, de imediato, circundou a sala. Eu estava concentrado, precisava entender, primeiro, se havia alguma artimanha por traz dos poderes daquele guardião. A ideia era sentir sua energia, estabelecer algum contato com ela como na base da minha habilidade. Talvez eu consiga captar alguma coisa, ainda mais agora com os meus sentidos tão...esquisitos?

Aliás, que cheiro é esse heim Duf? Parece que você não toma banho já faz décadas! Argh!

Observação:
Assim como no meu post, espero que na vez do Guardião responder, eu tenha um tempo de contra-resposta pra dizer se ele acertou ou não. Sim, a charada foi essa: Quem sou eu?

Sobre o lance de energia, considere como pré-uso da minha habilidade Manipulação, pra estabelecer contato de energia e tal.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Qua Out 19, 2016 12:04 am

Vax conseguiu pegar carona e corri como ele me mandara. Não sei como adquiri esse dom, mas eu era muito grato por poder fazer essas coisas. É muito bom; novas sensações, novas percepções dos espaços, tempo. Mesmo morto ainda é maravilhoso. Será que meus pais faziam isso também?! Eles devem ser incríveis. Não sei porque acabei pensando nisso enquanto corria.

Eu estava mais rápido e Jack ficava para trás e para trás. Não olhei, mas eu sabia e era como se eu olhasse, nunca o esqueceria, mas Jack já havia morrido. Enfim, no fim eu teria de encarar que era o fim... não; que o fim já havia sido há tempos e eu em minha estupidez remoí aquilo tudo por anos.

Eu corria pelo solo rochoso e estranhamente quente. Aurélio e Vax comigo. Eu não sentia nada esquisito com Vax ali de carona... achei isso estranho, mas continuei. No meio da estrada uma grande sombra se formou nos alertando de que era para nós não entrarmos ali. Sempre associei grandes sombras com seres pequenos, então não me assustei e continei.

Estávamos de frente para o portão, então de repente dentro das instalações do que acho que seria a velha mimosa... não... pera hahah. Era uma cidade velha, em ruínas, haviamos entrado por um portal. Fomos recebidos com uivos nada saudosos. Um clima que me lembrava de algum lugar, que me fez lembrar da antiga cimitarra que dançou comigo por algum tempo... ah, cara o que foi aquela maravilha?!

De repente dois Hellhounds a minha frente. Tinhamos de chegar ao fim da rua. Aqueles cães não eram os únicos ali. Se eu parasse para lutar com eles, era provável que outros chegariam, nos cercariam e nos impediriam de chegar. Vax me perguntou se eu poderia passar por eles, só continuei a correr. Eles vieram contra mim. O que eu faria? Esquivar. Eles eram cães. Eu teria de estar atento e agir no momento em que eles agissem... quase que como na situação com o dragão há... algum tempo atrás.

Eles iriam atacar de forma articulada; um por cima e outro por baixo ou um do lado e do outro; poderia existir um terceiro ou até mesmo já estarmos cercados, pois eu não conseguia ver com aquela neblina fria... Até meus ossos doíam um pouco... Isso incomodava um pouco, mas eu não queria usar outra parte da minha habilidade para não mostrar todas as cartas ali... Lógico que eu poderia usar as cartas e depois usar a cabeça para mover as peças, mas o elemento surpresa... faz o diferencial sim... sim.

Então só tentaria uma coisa mais elaborada se as coisas apertassem. Iria primeiramente diminuir a velocidade aproximadamente para a metade, depois quando eu percebesse o tipo de movimento que fariam, utilizaria os próprios movimentos deles para me esquivar, usando as patas para aproveitar os impulsos deles para desvia-los se fosse necessário; e além disso aumentaria a velocidade, assim, deixando-os confusos e só aproveitando as oportunidades ahuahauhha. Que covarde. Ahuahuah.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Seg Out 24, 2016 8:33 pm

35. Algum Interlúdio rápido

Os rugidos soprados na marcha ecoaram pela cidade. As patas batendo no chão pareciam fazer a percussão de canção distante.

Eram cinco. O movimento deles pôde ser parcialmente compreendido instantes antes do choque: um deles vinha em ataque frontal, queria de fato atropelar Ho, um encontrão; outros dois abriam para os lados, tentariam cercar Ho nos instantes seguintes ao ataque do primeiro; e os últimos dois que vinham mais atrás estavam lá para impedir que Ho esquivasse do primeiro golpe e continuasse impune sua corrida rua abaixo.

Ho encarou a besta em meio a corrida e deslizou par ao lado assim que entendeu o momento do ataque, daí passou da velocidade média para alta de novo, evitando o encontro e deixando o agressor deslizando atrás de si.

Vax se segurava firme no lombo de Ho transmorfo, Aurélio chacoalhava, mas estava seguro também.

Agora os outros dois mais recuados apareceram na visão de Ho, e eles tinham olhos espertos o bastante para não deixar que Ho esquivasse da mesma forma.    

***

— Não — ele disse, simples. — Xixi pode cair naturalmente, mas não é água.

Duf se remexeu impaciente como se fosse o próximo na fila de uma execução por forca.

O homem deu uma resposta que poderia ter considerado certa:

— O que faço para pegar água que caía naturalmente? Procuro por uma cachoeira. Agora é a sua vez, corvo.

O ouro brilhou, como se acendesse um pouco mais, e depois retornou ao estado de luminosidade anterior. Era como se piscasse daquele jeito ocasionalmente, apenas para lembrar que é uma coisa viva, talvez até consciente. Quando brilhou, todo o túnel acima brilhou junto, como se a luz caminhasse por ele, dobrando pelas curvas, indo de espelho em espelho até a superfície, lá fora.

Duf, profundo, sobre a vez de Sean:

— Sean, cuidado agora.

E o guardião esperou, repousando uma mão na espada em seu colo.


Spoiler:
Ficou um turno praticamente só de resposta minha aos seus atos, hm. Então provavelmente irei postar mais rápido nessa rodada, sem esperar os 7 dias depois do primeiro post.

Ho: -7% pela HE sustentada. E de fato eram cinco, não dois (pode ver no meu outro post, rs)

Sean: rapaz, essa sua proposta de jogo de advinha é um troço arriscado e que ao mesmo tempo me desarmou completamente, rs. Faz uma advinha fácil o/ uma que dê pra eu achar a resposta no google, hm.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Ter Out 25, 2016 3:15 am

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— Uuuuuh! Essa passou perto! — Dei uma cotovelada em Duf, movido pelo entusiasmo. E o guardião prosseguiu falando, explicando qual seria a resposta adequada para sua adivinha. Uma cachoeira. Como é que não pensei nisso?

Meus olhos então saltaram novamente pelo ambiente, explorando-o. Sentia como se algo ali estivesse vibrando numa sintonia diferente, parecia haver algo mais. Uma sensação esquisita, eu não sei explicar. Então percebi o tal ouro, aquele no centro do salão. Parecia brilhar mais, intenso, eu arrisco dizer até vivo. Será que respira?

— Certo, certo, você me pegou nessa. Mas agora é minha vez! — Engatei, levando a mão direita até o queixo, reflexivo. Meus olhos contornavam o ambiente como que buscando por inspiração, e meus dedos tamborilavam em meu queixo em sinal de ansiedade. Duf e eu estávamos dependendo disso, apesar de tudo. Era divertido mas, também era perigoso. Eu sei, eu sei! Calma Duf, vamos sair dessa.

Fiz então um sinal como que pedindo um minuto. A regra era clara; Duf podia me ajudar, isso fazia parte dos termos, então decidi puxá-lo para perto numa espécie de meio-abraço enquanto me curvava um pouco, forçando-o a abaixar-se junto comigo para que eu pudesse cochichar um pouco.

— Prepare-se, Duf. — As palavras saltaram com certo cuidado. — Se ele acertar, vai acabar me propondo um combate e eu não sei como vai ser, mas o que sei é que esse ouro precisa sair daqui. Você acha que consegue tirá-lo daqui se isso acontecer? — Cochichei, no entanto, fiz um sinal para que Duf não me respondesse com palavras. Bastava um sim ou não com a cabeça. E...bem, não havia muito o que decidir; aquela era nossa única chance afinal.

— Certo! — Num súbito levantei, voltando a fitar o Guardião com um olhar travesso e um sorriso desinibido. — Aqui vai a minha charada; — Dono de um certo suspense, apontei para o guardião por alguns segundos até que as palavras voltassem a sair da minha boca.— Um pau de doze galhos, cada galho tem seu ninho, cada ninho tem seu ovo, cada ovo um passarinho. O que é? — Concluí.

Aproveitei o momento para colocar o meu plano em prática, independente de eventos externos. A ideia era me concentrar, aproveitando aquele gás que a poção do Duf me deu, tentaria encontrar vestígios das assinaturas de energia do Guardião, qualquer coisa. Eu precisava me conectar com ele, entendê-lo melhor, compreender o que o faz ser tão... enigmático? Aquela era minha única oportunidade.

Spoiler:
Pré-uso da minha habilidade de Manipulação.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Knock em Ter Out 25, 2016 12:58 pm

Acabou que não eram só dois hellhounds, eram cinco. Três correram para cima de mim, tomando a frente do ataque com agressividade, mas a minha estratégia deu certo. Os ataques foram mais articulados do que havia previsto somente com dois, mas consegui passar por eles com muita atenção ao tempo e esforço.

Havia passado pelos três e dois apareciam perante mim não muito distantes, eu julgava que não poderia diminuir a velocidade novamente já que havia três cães malditos atrás de mim, os quais não parariam de tentar me pegar somente porque havia passado por eles, então eu não poderia utilizar facilmente da minha estratégia inicial, por isso não a usaria.

Vax se segurava aos movimentos e eu não o sentia me atrapalhando, mesmo sentindo os dois.

Pensei em manter a velocidade, mas eu via que não era isso o que eu precisava fazer naquele momento e como eu queria evitar embates pelo menos antes do que eu julgava necessário (pode me chamar de procrastinador ahauhau), me transformei em um Hellhound, o qual eu não sabia quais atributos poderia me fazer usufruir, mas talvez pudesse confundir os cães com alguma situação.

Eu já havia visto vários tipos desses cães, uns com capacidades de se comunicar telepaticamente, como foi o caso do primeiro a perecer nas minhas mãos. Esses pareciam ser somente fortes, então como força não faria diferença, tentei me transformar na mesma “espécie” do primeiro que matei no intuito de exercer alguma função caso existisse uma hierarquia, como eu pensava que poderia existir.

Era uma aposta. Caso desse certo, eu pretendia passar por eles com uma certa autoridade, caso não desse, eu teria de voltar ao normal e tecer um embate para distrair enquanto eu visse um lugar para fugir. Era uma cidade abandonada e enquanto eu corria, varria as áreas com os olhos a fim de encontrar algo que eu pudesse utilizar como arma ou outro lugar para correr. Vax havia dito que qualquer predio grande poderia ter entrada para o subterrâneo, então aquele no final da rua não era necessariamente noss alvo. Caso ficasse eu visse que a situação só tenderia a piorar, eu mudaria todos os planos e estratégias de súbito, mesmo pensando que uma atitude assim poderia atrair mais cães... já que teoricamente estávamos nas áreas deles.

Atrai-los todos de uma vez e esmaga-los nas estruturas da cidade seria muito legal, mas eu não sabia se o contratante e eu teríamos tanto tempo para articular e executar o plano. Mas seguiria assim mesmo, passo a passo adequando as minhas reações às atitudes dos adversários e caso ficasse pior: fugir e procurar rotas alternativas; caso ficasse pior, usar o Aurelio como isca HAUASHAUSHAU zoeira, bem, caso ficasse pior tentar atrair a todos enquanto corro e vou preparando armadilhas ou algo do tipo, além de procurar uma arma ou algo para ser usado como arma.

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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 02, 2016 12:18 pm

36. Cerco fechado

Sean ponderou por um tempo e depois jogou Duf contra a parede. Ao menos foi como Duf pareceu depois de ouvir Sean: encurralado. A boca dele tremeu e abriu sem soltar som. Ele desviou o olhar para o ouro e depois para o guardião e depois para Sean de novo. Ele parecia incerto, mas ao menos manteve o silêncio quando requisitado. Talvez estivesse pronto, sim.

Foco no guardião. O homem de feições duras e comuns apenas esperou, em nada alterado com o Sean de olhar travesso ou mesmo aquele suspense todo. Dada a advinha, o sujeito apenas apertou os olhos por um tempo, como se enxergasse algo à mais na cara de Sean, e então disse, seco:

— A resposta é: Uma árvore bem grande e exótica.

E aí ele ficou quieto por um tempo. Parecia satisfeito. Nem pareceu pensar na resposta, apenas disse aquilo. E seus dedos tamborilaram na lâmina da espada em seu colo. Satisfeitíssimo... com o que viria agora. Perguntou:

— Errei?

Sean pescou que aquele homem era um soldado, do tipo que adora gastar energia em demonstrações vigorosas de força. Ele parecia mais um lorde calmo e diplomático, sim, verdade. Mas escondia uma chama atrás daqueles olhos, uma velha chama querendo ser desencadeada. Ele olhava Sean com uma expectativa contida, as chamas do lado de lá tremeluzindo. Isso, essa chama contida, parecia crescer a cada minuto que Sean ficava na sala.

Como um eterno soldado, ele estava em vigília. Ele não cederia de seu cargo; guardar aquele ouro era o seu propósito, só daria para trás se fosse incapacitado por forças externas. E poderia ser apenas impressão de Sean — ou talvez alguma brincadeira daquele líquido antes ingerido em sua mente jovem —, mas até parecia que o guardião queria isso, queria ser incapacitado e, enfim, deposto de seu cargo.

Os dedos dele tamborilavam no aço. A respiração de Duf parecia travada. O ouro continuou flutuando, indiferente, talvez apenas um pouco menos luminoso. Patas de aranhas se aproximavam dali pelos túneis, muito cautelosamente e lentamente.

***

Quando tentou se transformar, algo aconteceu. Sentiu que não podia... por falta de energia. E além do mais, não teria como disfarçar Vax e Aurélio. Então acabou desacelerando, suas pernas voltando ao normal, assumindo um meio termo amorfo e depois tornando a ser as pernas da montaria que escolhera se transformar. Isso por alguns segundos, um tipo de curto em seu sistema. Tempo suficiente para que as bestas caíssem sobre Ho.

O primeiro encontrão jogou o meio orc alguns metros de lado e Aurélio acabou escapando da pegada de Vax, caindo com um baque seco no chão. Um segundo cão saltou e Vax ergueu as unhas em contragolpe — Ho nem pegou direito o que aconteceu, apenas sentiu Vax saindo de cima de si, rolando num redemoinho confuso com um dos cães.

E então, a mordida. Nas costas, num dos flancos, um palmo do pescoço. A dor abriu passagem pela carne e Ho se remexeu, tentando se livrar. Se livrou. E na sequência outro cão caiu sobre ele, outro encontrão, que lhe atirou no chão. Lhe cercaram, três deles.

Um estava com Vax, e o quinto, bem, Ho não conseguia ver onde ele estava.

Quanto ao ambiente, Tudo que Ho via — além da rua descendo até uma fortaleza carcomida — era um beco à esquerda e um grande salão à direita, um pouco mais a frente, com a janela aberta e estraçalhada.

Ao longe alguns ruídos ecoavam, se aproximando. E a neblina até parecia ficar mais densa. Ruim.

Spoiler:
Ho: -22% de vida pelos golpes recebidos. -5% de energia pela HE que não “funcionou”.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Qui Nov 03, 2016 3:06 am

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O silêncio perdurou instantes depois da charada feita. Meus olhos a todo instante fixos no guardiao, recaindo sobre ele com uma ideia travessa de que sim ele poderia errar, e que sim, eu tinha chances. Notei a agitação de seus dedos em segurar a espada, senti como se ele realmente esperasse por alguma coisa simplesmente pelo prazer de revida-la, e eu nem sei de dizer se isso foi um traço de intuição ou não, só sei que foi o que eu compreendi.

E entre tantos sinais e achismos, finalmente veio algo que posso chamar de concreto. Ele falou. Rompeu o silêncio e com sua voz firme e eloquente, lançou a resposta.

Duf praticamente engasgado com o próprio nó de ansiedade na garganta. Os passos daquelas aranhas grandonas mais uma vez ecoaram ao fundo do corredor, e por fim, minha risada.

— Hahá! Te peguei! Hahahaha — foi uma risada inocente, não por menosprezar o erro de meu adversario mas sim por me vangloriar de que eu estava certo; foi divertido.  — A resposta certa é... Um ano. Foi uma metáfora entendeu? Meu papai me contou essa quando ajudamos um passarinho caído de um ninho onde haviam mais 6 filhotes, e olha...eu também demorei a entender viu? — expliquei, referindo-me a lembranças minhas enquanto passava a mao direita pelo cabelo, baguncando-o.

— Bem... até que foi divertido né? Ambos erramos, agora como combinado, é a sua vez de propor o seu desafio! Vá em frente grandão! — falei descontraído, até com uma certa intimidade que implica um começo de amizade. Joguei meus braços para traz e os cruzei atrás da nuca como que numa pose despreocupada. Mas então, veio um súbito de lembranca e eu tentei interromper o guardião com uma pergunta!

— Ah! Seu guardião, vi que voce tem bons olhos e também sabe bastante coisa, entao será que você pode nos dizer se consegue ver uma moça bem mau encarada, cicatriz no pescoço, um jeito de que quer vingança e não vai desistir, lá em cima na cidade? — indaguei com um sorriso bobo como que tentando convence-lo de meu pedido mesmo sabendo que era uma coisa bem...digamos inusitada.

Bem, eu não tinha que trata-lo como mau apenas por terem me dito que eu deveria enfrenta-lo. Amigos também travam combates de vez em quando não é?

Spoiler:
Você pediu pra mandar uma fácil, peguei essa no Google heim? Eu fiquei meio na dúvida só se eles tem esse conceito de ano na era medieval ou se tratam apenas como ciclo? Número de luas? Sei lá, enfim. Ta ai.

Sean, inocente como é, está tratando ele inconvenientemente como amigo, mas ainda assim o plano B ja está em curso; se rolar um combate, minha habilidade de manipulação entra em cena. Se não. Vamos todos virar amiguinhos e sair pra beber.


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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por NR Sérpico em Qui Nov 10, 2016 9:53 pm

37. Pronto?

O homem fez que sim, compreendendo o erro. Parecia calmo e, como antes, satisfeito.

Duf era o oposto nervoso da figura do guardião.

— Ele que vai propor... — disse o pequeno, incapaz de completar, o olho vidrado no guardião. — Já estou me sentindo triste, Sean.

O guardião se ergueu da grande cadeira. A espada, segura em sua canhota, tocou o chão com a ponta num arranhão estridente. Não parecia uma arma afiada, mas pesada. Uma espada longa antiga que poderia ser parte de uma mobília, um artigo de arte na parede de uma casa nobre, mas de aparência letal quando empunhada por aquele homem.

Ele respondeu:

— Não posso ver lá em cima. Só aqui embaixo. Então não sei de que mulher você está falando. Mas se ela descer aqui, ficarei sabendo. E estarei esperando. Muitos desejam vingança, e saem daqui sem desejar mais nada. — Vai ver ele pensou que a vingança da tal mulher era para ele, e não para Sean. — Mas agora, vamos resolver o que já começamos, corvo.  

Ele deu alguns passos até o centro da câmara, ficou ao lado do altar onde o ouro flutuava. Ergueu a espada na direção de Sean. Duf arfou e recuou.

— Vamos correr — disse Duf. A porta atrás deles estava aberta, muito convidativa à uma fuga. — Ele não vai vir atrás. Tem que ficar aqui e proteger essa coisa aí.

Engraçado, esse Duf. No começo parecia muito interessado em trazer Sean para que este enfrentasse o guardião que deixa os outros tristes. Agora parecia amedrontado, completamente dissuadido da missão.

O guardião replicou:

— Verdade. Não irei atrás e a porta será fechada para vocês. Mas se for correr, deve fazer isso agora. Se ficar, encare o meu desafio: julgamento por combate. Se me derrotar em combate significa que deus, Erek Supremo, lhe julgou digno do que eu guardo. Caso contrário, deve perecer.

Sean já estava morto. As palavras finais do guardião só fariam algum sentido se ele, o guardião, fosse capaz de oferecer algum outro tipo de morte. Ele lançou o desafio e agora esperava alguma ação de Sean. Quem sabe até mesmo a iniciativa no combate. Era um tempo que Sean poderia tentar argumentar, verdade. Mas já podia notar que o homem estava pronto, tenso, o joelho esquerdo talvez um pouco flexionado para ele ativar alguma manobra nos instantes seguintes.

— Está pronto?

Spoiler:
Sean: XD então, eu meio que disse aquilo de pegar uma do google na brincadeira, na verdade podia ser de onde quisesse, pra ficar mais difícil pra mim, rs. E quando fui responder também pensei nesse lance do calendário de Lodoss... acho que poderia ser diferente. Mas vc bolou uma ideia pra incluir isso que ficou bacana, então vamos considerar que tem 12 meses sim, rs.
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Re: [Comum] Considere-se morto

Mensagem por Hummingbird em Sex Nov 11, 2016 4:57 pm

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— Espera! — alertei, puxando Duf pelo braço meio que tentando interrompê-lo de sua ideia de fuga. Eu sei que ele não fugiria e me deixaria para traz, ou pelo menos penso assim, mas o puxão foi intencional; eu precisava lembrá-lo do plano. — Não podemos ir embora! — falava cochichando, aproximando meu rosto do dele como se o Guardião não pudesse nos ouvir. — Preciso daquele ouro, esqueceu do nosso plano? — insisti.

Depois, sem esperar, voltei a falar em alto e bom som, agora para que o tal guardião também ouvisse.

— Não podemos ir embora assim, não seria justo! Ele aceitou o meu desafio sem hesitar, cumpriu sua palavra. Agora tenho de cumprir a minha... — expliquei, tentando clarear a situação. A verdade é que eu só precisava de tempo, desde o começo eu sabia disso. — E é por isso que estou preocupado seu Guardião. Na verdade, eu não sou o seu verdadeiro oponente. — lancei as palavras como um grande alerta; não ataque ainda!

— A moça de que lhe falei? Agora há pouco? — iniciei, referindo-me a dona Bruxa. — Foi ela que me mandou aqui, então isso faz dela seu verdadeiro oponente. Justamente porque você não pode vê-la, talvez ela só esteja esperando você se distrair comigo para que ela venha roubar o seu ouro! Isso não seria legal... — convidativo, incitei ao Guardião que pensasse nisso. Quero dizer, de fato não era mentira que vim até aqui por influência da dona Bruxa; sozinho eu nunca conseguiria derrotá-la e portanto eu fui coagido a vir até este lugar onde possivelmente encontraria um oponente a altura para ela. No fim tudo se encaixa e eu não precisei mentir, yay!

— Então... eu acho que seria justo realizar o desafio por combate com ela, a sua verdadeira oponente, não concorda Duf? — dei uma cotovelada amigável no amigo avermelhado, tentando tranquilizá-lo diante da situação.


(Considere essa parte abaixo apenas se o Guardião me atacar e cagar pra tudo que eu falei)


Um combate assim? De cara? É, eu não esperava isso. Ainda não tenho habilidade suficiente pra combate, e o seu Guardião deve ser dos bons então eu preciso ganhar tempo para que Duf roube o ouro. A ideia é; tirar a força do Guardião. Eu precisava puxar isso através da energia dele, baseado naquela força, aquela bravura em defender o ouro a qualquer custo... preciso enfraquecê-lo nesse ponto, assim talvez eu tenha mais chances de segura-lo.

Depois, me concentrar; lá se vai minha energia de novo! Precisava estar atento, reflexos à tona! Qualquer chance para esquiva era o que eu usaria como brecha, frequentemente. E puxa, aquela espada parece bem pesada, um acerto pode me quebrar inteiro... melhor manter distância, olhos bem abertos!

Aquela distração toda, evidentemente, serviria de brecha para o amigo Duf que, ganhando aquela mesma energia extraída do Guardião, teria valentia o suficiente para encarar o medo e enfim, pegar o ouro né?

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Re: [Comum] Considere-se morto

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