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> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

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[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

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[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Ter Nov 10, 2015 4:09 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Status dos Personagens





Analia
PV [][][][][][][][][][] (100%)
PE [][][][][][][][][][] (80%)
OBS: Deixou a Campanha.
Mochila:
* 4 adagas de arremesso com sua runa desenhada em alto relevo.
* Cantil com agua
* Muda de roupas
* Capa de viagem
* Mascara Encantada (permite que ela veja mesmo que não haja uma abertura para o lado direito).



Elsa
PV [][][][][][][][][][] (80%)
PE [][][][][][][][][][] (49%)
Mochila:
* 1 Arco de Nível 1,
* 1 vestido de seda negra de Nível 1
* 1 cantil de água
* 1 bolsa de viagem simples
* 1 Aljava de couro (20flechas)
* 1000 L$




Vincent
PV [][][][][][][][][][] (90%)
PE [][][][][][][][][][] (37%)
Mochila:
* Camisa aberta de tecido leve
* Braceletes de couro lvl 1
* Casaco leve
* Corda grossa roxa
* Calças leves
* Sandalias altas
* Espada Nibelung Valasti lvl 1
* Bainha pra espada
[color=orange] * 1 Anel misterioso[/color




Personagens Secundários e NPC's





ROOKAR - Anão meia-barba, contratante do grupo. Mercador muito conhecido no Porto Rangestaca. Estava disfarçado de Tusk desde o começo da campanha para roubar informações sobre o traidor Archen e também sobre quem estava liderando os traidores, no caso, Argus.
TUSK - Anão troncudo, gordinho. Velho amigo de Rookar. Muito galanteador com mulheres, um pouco rústico nas cantadas. Morto por Vincent com a espada cravada em sua garganta. Estava disfarçado de Rookar desde o começo da campanha.
ARCHEN - Goblin sobrevivente da barcaça de homens perdidos, enviada por Rookar pra buscar a mercadoria 1 mês atrás. Foi achado 1 semana atrás, perdido no porto Rasgapele. Traidor que fingiu ter perdido a memória mas que na verdade era o verdadeiro ladrão da carga desaparecida. Comparsa de Tusk e também dos tritões.
ARGUS - Líder do grupo corrupto de Tritões, aliado de Tusk e Archen. Tritão experiente em batalhas, escamas cinzentas e resistentes como rocha, é meio corcunda e como característica principal tem sua ambição descontrolada pela supremacia. Acha-se uma raça "superior" aos demais.



Informações Adicionais





* Vou considerar que todos os inscritos na campanha vieram até aqui interessados no dinheiro. Isso é uma informação relevante pro decorrer da campanha.
* Mantimentos e mapa confiscados.
* Archen e Tusk parecem ter um trato com os Tritões, algo relacionado com as mercadorias desaparecidas.
* Tusk era na verdade Rookar disfarçado e Rookar era na verdade Tusk. Tusk morreu como isca enquanto Rookar ficou sabendo de tudo enquanto espionava os traidores passando-se por um.
* Archen também morreu, vítima de algum encantamento de Argus com seu sangue.



Última edição por NT Bird em Qui Maio 26, 2016 9:56 pm, editado 8 vez(es)
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Seg Fev 22, 2016 2:56 pm


- Ótimo. – Respondi com um sorriso falso para o anão. Já que ele queria achar que tinha uma chance comigo, deixaria que ele sonhasse um pouco, desde que permanecesse somente nos galanteios e não tentasse nada engraçadinho. Por outro lado, meu incomodo quase que constante havia dado uma pausa, Vincent parecia ter se acalmado enfim, ou ao menos encontrado uma outra vitima para atazanar. Archen. Era nojento ver a forma como aquele demônio agia. Simplesmente ele resolvera que não deixaria ninguém naquela missão em paz, e já que não conseguira nada comigo, tratou de pular para uma vitima mais suscetível. Um verdadeiro verme parasita.

Só esperava que isso não afetasse demais nossa missão, que já estava cheia de altos e baixos. Archen vez ou outra dava uns lapsos de que iria se lembrar de tudo, igual da vez que quase se cagou de medo só quando dissemos o nome do porto. “Ou talvez ele não tenha esquecido de nada.” Quem sabe. O tempo trataria de revelar tudo que precisávamos, e se não o fizesse, a agua salgada o faria.

- Se cantar é o que vai te fazer não vomitar todo o convés, então cante... – Cante até sua garganta secar como um deserto árido. E depois cale a boca e nos deixe em paz. Para minha alegria, aquela viagem não seria muito duradoura, Segundo nosso capitão, estaríamos lá em poucas horas, e isso era bom. Quanto menos permanecesse na presença deles, melhor. E falando no diabo, Vincent acordou de seu sono e vinha falar comigo enfim, mas dessa vez estava diferente...

- Não que eu goste disso, mas… Você é o que mais passa despercebido entre nós todos, acredito que seja a melhor maneira. – A questão era, se eu poderia confiar nele para fazer um bom trabalho. Ou para coletar informações. Mas acreditava que com o dinheiro em jogo, duvidava que ele fosse se meter a esparto. Contudo, suas indagações de agora ainda me eram muito preocupantes. De tudo que ele dissera, a única coisa que eu talvez concordasse, era que Archen estava escondendo algo. Mas sobre a parte de me deixar em paz, eu não acreditava nisso, não enquanto estivesse viva. E sobre ele querer matar o pequeno. Apesar de não gostar da voz do infeliz, ele era essencial para a missão, não podíamos mata-lo por simples capricho.

- Como quiser, marujo. – Respondi com um leve sarcasmo na voz, retribuindo a ele a gentileza de nos chamar de capitães. Mas era obvio que ele só queria ficar de bobeira enquanto fazíamos todo o trabalho.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Qui Fev 25, 2016 3:31 pm

A viagem de barco parecia de longe a melhor parte daquele trabalho, infelizmente tal pensamento se justificou de forma errônea e cada minuto passado ali era tudo, menos algo completamente agradável. De todos ali, Analia era não apenas a mais suportável, era aquela com quem podia agir de maneira completamente natural e livre de preocupações extras como tinha com Vicent, que parecia enfim se acalmar nos insultos e provocações. O bem da verdade, agora era Archen que os rebatia, sugerindo algo que não agradava ao rapaz, este que como um encosto aparecia sem mais nem menos próximo de mim e da mascarada. – Você não precisa de ajuda. Só precisa não matar, haja racionalmente se é que você consegue. – retrucava embora não fosse do meu feitio agir desta forma freqüentemente. Ele me encara com seus olhos rubros e aos notar com mais minúcia não via neles nada que remetia a uma semelhança com os meus.

Se você quer, tudo bem não é como se tivéssemos melhores opções. – dava de ombros enquanto respirava profundamente. O céu permanecia escuro e aquilo era diferente do clima sempre frio e nublado do norte de Hilydrus, o mar calmo poderia esconder perigos, mas era difícil se lembrar disso com o balanço tranqüilo da embarcação. – Se precisar de algo, me avise Analia. – falava em meio a música horrível de Archen. O Goblin certamente não era o melhor dos músicos, mas pelo menos poderia ser mais educado e nos poupar daquela tortura. Educadamente me mantive em silêncio, enquanto tentava em vão achar certa beleza naquela melodia, mantinha-me a certa distância de todos, encostada a amurada do barco, observando o oceano, era como eu fazia para me esquecer de que estava ali, pelo menos por hora.

Tusk parecia feliz pelo sopro de vento favorável que surgia e isso parecia ser bom para encurtar aquela viagem. Longe da academia era difícil de me sentir em plena paz, mas a hostilidade do local, de certa forma fazia-me sentir pronta para enfrentar qualquer adversidade, seria talvez o clima local influenciando minha Energia? Não sabia dizer ao certo, ainda tinha muito a aprender sobre.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Dom Fev 28, 2016 12:21 pm



Todos




De repente o mar de Takaras não parecia tão assustador quanto o nome lhe dizia. Certamente que basta pensar em Takaras para imaginar todo tipo de criatura que vive por aqui, em sua maioria fugitivos, mercenários ou o tipo de pessoa ou criatura que simplesmente não se encaixou nos padrões dos demais lugares. Engraçado pensar que apesar disso tudo, mesmo em lugares como esse algumas características digamos, cômicas, ainda se faziam presente como o fato do próprio Tusk não desistir nunca de um galanteio mas manter uma mínima relação de respeito com as moças que corteja, ou o próprio Archen que apesar de cantar muito mal, não parecia oferecer perigo.

Ao menos Vincent tinha certeza de que as aparências enganam, principalmente a de Archen. Analia por sua vez sustentava apenas desconfiança, mas o meio-demônio não, ele teve a certeza. Bastou aquela troca de elogios antes de subirem na embarcação para que as máscaras caíssem. Bom, pelo menos para os dois. Até então eles eram os únicos no jogo, o que se fazia pensar; qual o verdadeiro motivo para o Goblin assumir essa postura assim, de cara aberta? Ele não tinha medo? Claramente ele estava em desvantagem ali. Seus propósitos então permaneceram tão misteriosos quanto a própria calmaria no mar de Takaras. A maré estava tão calma que era de se assustar.

Archen estava meio que sentado perto da popa da embarcação, encostado nuns barris enquanto tocava com seu instrumento uma melodia irritante e que aos poucos, só insistia em incomodar Vincent cada vez mais. As garotas contudo, não pareciam tão incomodadas ainda, estavam compenetradas nas informações do mapa e no que dizia Tusk, o anão que guiava a embarcação. Elsa, depois de confirmar as afirmações da Elfa Mascarada, seguiu até uma das laterais do barco, bombordo, e ficou ali observando o céu escuro e a calmaria do oceano. Sentiu suas pálpebras pesarem de repente, quase como se o sono lhe atingisse com uma baita marretada na cabeça. Um bocejo só nem era suficiente para sustentar essa sensação. Ela quase sentiu seu corpo amolecer, que esquisito, era assim que era viajar de barco? Analia sentiu o mesmo, mas começou de maneira diferente; uma pontada no peito. A pontada vinha mais como sinônimo de cansaço, se ela respirasse fundo, sentiria que ainda podia se segurar um pouco mais. E então veio o sono. Veio com força, quase insistindo em transformar aquela mesa improvisada de barris numa cama confortável e convidativa. "Deite-se aqui, Analia, eu vou fazer você dormir bastante e bem confortavelmente eu prometo" - mandou dizer a mesa.

Já distantes do porto e da orla, o silêncio do mar se fazia oportuno para que a melodia de Archen ecoasse por toda embarcação sem dificuldade. De repente a maresia parecia confundir todos ali presentes. Archen então se levantou e como se não bastasse tudo, dançou também. Parecia mesmo entusiasmado com sua música, esta tomando proporções ainda mais irritantes. Ah, é claro, se perguntarem por Vincent? Depois que o garoto vestiu seu anel e se escorou em algum canto, dormiu imediatamente. Em seus sonhos? Hmm, sentiria-se preso, hipnotizado pela própria vontade de dormir. O que sonhou ou não era irrelevante. O fato é que ele só tinha uma certeza; maldito seja o Goblin!

— Ahahahaha! Cantem, dancem, vamos nos divertir! Afinal isso é uma aventura não é? Hahahaha! — Gargalhava o Goblin, sapateando por todo o convés.

Elsa, a esse ponto, também não podia mais escapar dos efeitos daquela melodia. Rendida ao sono, debruçou-se onde estava senão por pouco quase caindo pra fora do barco. A sorte foi o Goblin passar por perto dela, puxando-a pelo vestido e derrubando-a no chão, já adormecida. Archen continuou cercando o ambiente e tocando seu instrumento para a medida que rodeava Analia. Em seu rosto tinham gargalhadas, deboche, olhares tendenciosos, tudo que deixava claro a sua real intenção como uma ameaça. Por vezes, enquanto dançava, o Goblin se aproximava para sussurrar algumas palavras perto de Analia, mesmo que essa sentisse seus movimentos restringidos, parecia estar sob efeito de alguma coisa muito forte, seria magia? Ela simplesmente não conseguia se mover enquanto seu corpo aos poucos desfalecia pelo sono. Mas a sua consciência ainda forte, insistia em entender o que estava acontecendo?

— Vamos pra ilha, dos tritões, aqueles grandes, bem mandões ♪ —  E sussurrava — conhece os tritões? — Depois voltava a cantar — Vamos pra ilha, dos tritões, lugar legal, cheio de emoções ♪ — E cochichava logo em seguida — vender vocês pra eles vai render uma boa grana, hihihi. — E por fim se distanciou, indo até onde estava o timão da embarcação, sendo este manipulado por Tusk. Foi então que Analia teve suas conclusões ao ver o anão sorrindo e dançando junto de Archen. Por fim seus olhos piscaram uma última vez e, para a medida que o faziam, viam Archen voltar a se aproximar. Piscada após piscada, até que viu Archen próximo demais, sorrindo com sarcasmo; — E voltar antes que anoiteeeeça ♪ — Esta última parte da música o anão cantou com uma voz grossa e bem diferente da sua habitual. E então Analia dormiu. Sono tão pesado quanto a de todos os outros afetados pela melodia.


[ ... ]

Vincent foi o primeiro a começar a recobrar seus sentidos. Ainda com muita dor de cabeça e com o corpo mole, meio que entreouviu um murmurinho que, aos poucos, foi ficando mais claro em sua percepção até ele entender que era uma conversa.

— Cara, você precisava mesmo forçar aquele teatro todo? Não fode, meu ouvido tava quase sangrando! — Resmungava alguém que parecia ser Tusk. E então uns barulhos, meio que de coisa sendo arrastada. Coisa pesada, pelo barulho. — Tsc. Preciso ser convincente, ou você prefere correr o risco de enfrentar o Rookar? — Retrucou o outro. Agora uma voz grossa, mas ainda assim meio que conhecida aos ouvidos de Vincent. Era Archen?

E então outro barulho de coisa sendo arrastada. Demorou um pouco, silêncio, depois passos na madeira. Então ele ainda estava no barco provavelmente. Sentiu algo lhe pegar os pés. Se ele se remexesse um pouco, notaria que estava preso e amarrado dentro de um grande saco de batatas. Começou a ser arrastado pelo convés, batendo a cabeça vez ou outra em algum barril ou qualquer outra coisa do barco. Depois foi puxado e num solavanco, colocado no ombro de alguém. Esse mesmo alguém que o carregava, parecia ter dado um pulinho e ido pra fora do barco. Ouviu barulho de água. Aquele barulho de quando alguém está pisando na água. Os passos continuavam, desta vez mais pesados e lentos. Ouviu o barulho da maré, ouviu pássaros também, ouviu o barulho de árvores balançando meio ao fundo.

— Você fica aqui e cuida deles. Eu vou lá negociar com o Argus, vê se não deixa eles fugirem! — Aquele parecia ser Tusk. Os passos pesados então começaram a ganhar espaço na areia e Vincent sentiu um baque nas costas ao ser jogado contra o chão. Não foi muito forte, algo amorteceu a queda. Parecia meio fofo, era areia molhada? Logo em seguida algo sentou em cima do meio-demônio, meio que fazendo peso pra ele não se levantar. Pelo barulho do acorde de um instrumento musical, aquele era Archen. — Te-hee, eu bem queria cortar a cabeça desse aqui? Prepotentezinho de merda. — Cuspiu as palavras com deboche.

Analia e Elsa, por sua vez, começavam a acordar agora. As duas, diferente de Cloud, estavam com a cabeça pra fora, mas o corpo completamente envelopado num grande saco de batatas. Estavam lado a lado, mais pra direita, deitadas na areia molhada. Archen estava sentado em cima de outro saco de batatas que parecia ter um corpo, cerca de uns 2 metros de onde elas estavam. As duas meio que ainda confusas, tinham flashs de memória do que viram quando se aproximavam da ilha, ainda quando estavam no barco, e então tiveram uma noção de onde realmente estavam agora, constituindo uma prévia imagem de como era aquele lugar;




Obs:
- Muito bem, vocês dormiram por cerca de algumas horas. Vincent dormiu primeiro, logo, ele acordou primeiro. Todos vocês estão amarrados e presos em sacos de batata, deitados sob a areia molhada. Somente Analia e Elsa estão com a cabeça pra fora do saco, Vincent por sua vez está completamente preso.

- Os mantimentos e afins foram todos confiscados, por exceção do Anel de Vincent, a Aljava/Flechas de Elsa e dos equipamentos pessoais de cada um.

- Analia e Elsa podem observar lá atrás, ainda meio que na água, a embarcação onde vieram. Cerca de uns 10 metros de distância de onde estão. Archen está de costas pra vocês, sentado em cima do Vincent.

50xp de atraso pro Vincent. Sinto muito pela demora, guys.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Seg Fev 29, 2016 12:34 pm

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O meio demônio observava as águas, esperando o tempo passar rápido mas logo desistiu, encostou na proa e o sono veio, desta vez rápido demais.

Algo o fez despertar, mas ao abrir os olhos não consegui ver nada, apenas ouvir as vozes de Archen e Tusk. Tentou ficar ao máximo parado após descobrir que estava amarrado e com a cabeça dentro de um saco, que pelo cheiro era de batatas.
"Malditos, sabia que Takaras traria algo assim, Takaras sempre será Takaras." Pensou o jovem.
Ouvia a conversa e teve mais certeza, Tusk e Archen traíram Rookar juntos.

Sentiu seu corpo ser arrastado e levado, aparentemente por Tusk. Agora estava no areia, provavelmente já chegaram na praia e Vincent era jogado no chão. Segurou-se para não gemer com a dor, mas sabia que Tusk estava longe, por sua voz, só podia ouvir Archen claramente.

"Será que as garotas estavam envolvidas nisso também? Será que seria vendido para o rei de Takaras?" muitas perguntas vinham a sua cabeça mas tinha de fazer alguma coisa concreta, e era hora de agir.

Buscou forças nas trevas, deixando seu lado demônio tomar conta, mesmo com o risco de também matar as mulheres, mas não sabia de que lado estavam, então era cada um por si.

Seu corpo era preenchido por tatuagens negras, seus dentes e unhas ficaram afiados e seu cabelo maior, agora era uma besta do inferno.

Usou sua força sobre humana para tentar arrebentar as amarras e tentar se libertar.

Spoiler:
Caso consiga se libertar voará para o pescoço de Archen, tentando arrancar sua jugular com os dentes, fincando as unhas em sua clavícula.
Caso não se liberte, tentará mais vezes
 

Habilidade Utilizada:
Nome: Dharmacakra Mudra (Bênção do Senhor das Trevas)
Nível: 1
Descrição: O usuário possui a habilidade de acessar seu total poder, o que lhe dá poderes incríveis (que não seriam acessados normalmente). O selo inicialmente é uma pequena tatuagem (semelhante à trés olhos) que fica localizada na parte posterior do ombro esquerdo. Quando ativado, a tatuagem começa a espalhar-se pelo corpo, como se fosse uma chama roxa, deixando várias marcas, que acabam por ficar como tatuagens tribais e o indivíduo ganha muita força e velocidade. Quanto mais se usa o selo, mais a pessoa se aproxima de sua insanidade.
Efeitos: +10% em Destreza, +10% em Agilidade e +20% em Força
Custos: 36% para ativar.
Duração: máximo por 4 turnos
Tempo de Conjuração: Instantaneo.
Alcance: Pessoal.
Área de Efeito: Pessoal.

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Dharmacakra Mudra



Força: 4(D) Energia: 2(E) Agilidade: 4(C)
Destreza: 4(C) Vigor: 2(E)

"Eu admito que não sou anjo, eu admito que não sou santo.  Eu sou egoísta e eu sou cruel e eu sou cego. Se eu exorcizar meus demônios, bem, meus anjos podem sair também.  Quando eles saem são tão difíceis de achar..."

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Seg Mar 21, 2016 2:52 pm


Estava torcendo dentro de mim para que aquela viagem terminasse de uma vez, mesmo que por fora eu demonstrasse a firmeza de uma rocha, aquela cantoria infernal estava começando a me irritar seriamente. Não que eu fosse igual nosso “companheiro” demônio, não iria descontar em Archen o fato de estar enlouquecido da cabeça, mas se eu mesma não tomasse uma atitude, logo logo estaria louca também com toda aquela musica.

Contudo algo estava para acontecer, e nem mesmo Vincent com toda sua esperteza infernal pode prever que os reais inimigos não eram os desconhecidos, mas assim aqueles que estavam ao nosso lado. Quando me dei conta, a situação já estava quase toda dominada, Vincent foi o primeiro a tombar com sono, mas por se tratar de um preguiçoso fanfarrão, mal me dei conta que ele não estava dormindo porque queria, mas sim por conta do encantamento. Eu só percebi o que estava errado quando eu mesma comecei a sentir um sono anormal, minhas pernas foram perdendo a força e eu senti que desmaiaria em breve.

Tentei lutar com todas as forças contra aquilo, mas seja lá o que for, era muito forte e acabei sucumbindo. Quando me dei conta, estava deitada num chão fofo e gelado, sentia uma leve umidade por baixo, seria agua? Estaríamos ainda em alto mar? Não, quando abri os olhos por completo e a luz cegante do sol me permitiu ver novamente, percebi que estava deitada na areia, porem completamente amarrada e presa dentro de um saco de batatas. A frente estava um outro saco, provavelmente onde estava Elsa ou até mesmo Vincent, e sentado bem em cima deste estava um dos raptores, que acabei identificando como Archen devido ao som do instrumento.

“Vamos lá, Ana. Pense. Pense!” Tentei pensar em algum modo de me livrar das amarras, mas nada me vinha a mente. Se ao menos tivesse uma de minhas adagas. Tentei buscar no cinto alguma delas, mas certamente não estariam ali. Poderia também me transportar até uma delas, caso não estivessem comigo, mas meu medo naquele momento era que eles tivessem dado um fim nas armas de uma forma não muito... "adequada", e eu fosse acabar parando no fundo do mar de mãos atadas pronta para ser comida por um tubarão ou morrer afogada.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Seg Mar 21, 2016 5:00 pm

Personagem: Elsa V. Frost
H.E: Frozen Soul




A cantoria irritante de Archen logo parecia ganhar contornos mais calmos e distantes, ao menos era essa a ideia que tinha conforme a canção passava pelos meus ouvidos. Cada vez mais distante e embalada pelo chacoalhar do barco em alto mar, começava a sentir-me cansada, tanto que nem estranhava aquele súbito estado até de fato ter adormecido. Tudo tão de repente e inesperado, em meio a escuridão do sono, as últimas lembranças foram de sentir-me como se estivesse caindo eternamente e tal pensamento agonizante só se provou falso quando aos poucos despertava.

A cabeça doía um pouco e a sensação de ser ‘jogada’ na areia úmida não me parecia tão agradável quanto simplesmente cair sobre a madeira. O sol cintilava ao alto, iluminando o ambiente e ofuscando minha visão em um primeiro momento, forçava a vista em uma careta e lentamente observava ao redor. Aparentemente havia sido traída, ou talvez devesse corrigir para ‘traídos’? Vicent e Analia se encontravam em um estado semelhante ao meu, amarrados e ensacados como uma espécie de mercadoria, porém apenas eu e a mascarada ficamos com as cabeças para fora do saco, ao contrário do rapaz estranho que adora cutucar os outros.

Preciso dar um jeito de me libertar e de tirar Analia também. – preocupava-me em me ver livre o quanto antes, tal como a jovem com quem tinha simpatizado bastante até o momento. Olhava ao redor, até notar que o barco não se encontrava tão longe e isso já era muito melhor do que o fato de estarmos sobre a areia úmida. – A água proveniente da umidade sempre irá gerar um gelo mais frágil do que a água tirada diretamente da fonte. – Fazia-me relembrar dos ensinamentos de Cobernick na Academia de Magia, as diferentes maneiras de se entender seu próprio elemento e como o utilizar sem gastar tanto de sua energia. Criar gelo a partir do nada não seria problema, mas para que fazer isso quando se tinha matéria prima tão perto? – Tally’la Soli’dsul. – balbuciava as palavras como em um sopro, quando desenvolvi minhas habilidades, costumava nomina-las no idioma comum de Lodoss, mas o respeito pelo lar sempre me faziam dizer o nome no idioma élfico dos elfos da neve.

Possuía muito tempo para me concentrar e medir a força com que faria as coisas. Controlar a aura gelada para que não alcançasse Archen seria a primeira coisa a se fazer, para só então trazer a água até mim, controlando-a para que pairasse suavemente sobre a areia até alcançar minhas mãos atadas. Para que fazer força? Molharia as amarras de minha mão e rapidamente as congelaria, o mesmo tentaria fazer com Analia, congelando as amarras que a prendiam para que assim ela conseguisse forçar sua liberdade. Tomaria maior cuidado comigo, tentando inicialmente expandir o gelo para que ele desfizesse minhas “algemas” ou simplesmente transformando o gelo novamente em água a fim de gerar uma lâmina fina e cortante de gelo para que pudesse cortar a corda ou seja lá o que estivesse me prendendo.

Se obtivesse êxito nisto, moveria mais água ao meu redor, antes de lentamente leva-las até próximo de Archen, como serpentes prontas para dar o bote. Se conseguissem, não haveria mais motivos para tanta descrição, liberaria meu poder e deixaria o goblin sentir o frio, antes de cobri-lo em água e o congelar.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Ter Mar 29, 2016 12:35 pm



Todos




O som da maré até que era agradável por ali. Trazia a estranha sensação de tranquilidade, mesmo em determinada situação.

Acontece que Vincent, o primeiro a acordar, logo confirmou suas suspeitas quanto a Takaras; um lugar sujo, repleto de traidores, não importa o quanto eles finjam, não importa quanto tempo passe, Takaras sempre Takaras. O meio-demônio então sentiu um certo peso como se alguém estivesse sentado em cima dele, bem nas costas. Vincent estava deitado meio que de bruços no chão, ensacado e amarrado. A areia meio molhada, graças a deus, amortecia o peso e tornava aquela situação menos desconfortante, ainda que a dor da traição prevalecesse. Archen aproveitou a oportunidade pra lançar mais algum deboche, não poupou palavras quando referiu-se a Vincent como prepotentezinho de merda. Aquilo certamente acelerou as coisas.

O meio-demônio então começou a mergulhar na sua própria escuridão. Dizem que as pessoas criam seus próprios demônios, e bem, se isso era verdade, Vincent estava pra mostrar como era o seu. Aquela marca em seu ombro esquerdo começou a se fazer presente e a primeira a perceber isso foi Elsa. Não era bem uma coisa pensada, racional, era apenas uma sensação. Ela sabia que vinha da energia de Vincent, ela reconheceu aquela desconfiança que tornou-se ainda mais marcante agora, além de perceber também que algo de ruim estava tomando conta daquela energia. Era mesmo seu companheiro Vincent?

Archen foi o segundo a perceber. Levantou de supetão, num ou dois pulos logo se colocou em guarda. A julgar pelos passos, ele estava assustado com algo. Analia e Elsa então puderam ver quando o saco em que provavelmente estava Vincent, começou a chacoalhar e tremer.

— Tsc! Esse diabo não consegue ficar quieto nem amarrado? — Disse o Goblin, meio que cuspindo as palavras. Não demorou para que ele começasse a tocar seu instrumento mais uma vez. No entanto, agora não veio acompanhado de algum canto ou coisa do tipo; somente o instrumental. O mais esquisito é que aquela mesma melodia parecia trazer um incômodo tão absurdo para os ouvidos de quem estava presente que, involuntariamente, refletia nos movimentos de cada um. Era como entrar em um estado de espasmos involuntários, tremendo, sem controle algum do próprio corpo. Bem, pelo menos foi isso que Vincent sentiu quando estava se deixando dominar por seus demônios. Mais um pouco e ele teria escapado. Ele podia sentir que as cordas que o amarravam estavam se rasgando, mas já era tarde, a melodia lhe pegou - mesmo com o saco de batatas envolvendo-lhe a cabeça - e deixou-o atordoado em espasmos involuntários. Nem mesmo sua insanidade parecia capaz de resistir, era uma diferença muito grande em questão da energia de cada um, provavelmente.

No entanto aquela também foi a distração perfeita para Elsa, a humana que poucos botavam fé em questão de poder, mostrar a que veio. Nem mesmo Analia foi capaz de resistir aos encantos da melodia de Archen, entregando seu corpo aos espasmos. Mas Elsa não. A loira parecia ter uma resistência acentuada, de alguma forma ela conseguia compreender um pouco além do que se mostrava naquela melodia. Era como se tudo fosse colocado em câmera lenta e de repente ela fosse capaz de ver, sentir pra ser mais exato, magia envolvida nos acordes daquele instrumento. Ela podia ver a magia vibrando incessantemente e envolvendo a melodia, expandindo-se infinitas vezes até englobar todo o ambiente. Era uma magia incrível já que conseguia ganhar poder com a melodia, já que conseguia atingir a todos naquela área. No entanto, magia é magia, e mesmo empregada daquela maneira, Elsa tinha conhecimento e saberia lidar com ela tendo-a presenciado uma outra vez.

Concentrou-se; acessou o poder de sua habilidade e uma aura incrível foi se destacando em sua pele. Archen, distraído, sequer notou o que acontecia ali atrás. A aura de Elsa foi o suficiente para retardar os efeitos daquela cantoria e ao mesmo tempo ceder-lhe controle na umidade presente. Se é de magia de área que estamos falando, era bom o Goblin se preocupar pois estavam bem perto do mar e que melhor matéria prima pra dar origem ao gelo que Elsa tão bem sabe controlar?

As marés cederam ao controle de Elsa e as ondas foram chegando cada vez mais perto de onde todos estavam na areia. Era como se fossem atraídas pela aura da loira. Não demorou para que uma única e discreta onda que se aproximou, fosse o suficiente para ser controlada e moldada. A umidade imediatamente saltou e envolveu toda a prisão de Elsa; a cor mudou subitamente e o saco de batatas foi ficando esbranquiçado, gelado, a própria areia parecia quase se transformar em neve. Em poucas palavras do seu idioma, Elsa dominou o elemento em questão e conseguiu quebrar o saco de batatas em pedaços de gelo. O mesmo aconteceu com a Analia, mesmo esta ainda perdida nos espasmos involuntários provocados pela melodia de Archen.

O barulho do gelo se quebrando chamou atenção. Archen se virou, estupefato.

— O-O-O QUE?! — Berrou, com voz estridente. — Que que isso? — Seus olhos saltavam entre Analia e Elsa tentando entender de onde surgiu aquele gelo, e quem diabos o controlava?

Com o susto, Archen atrapalhou-se na melodia que tocava e imediatamente os efeitos impostos em Analia e Vincent se perderam. Foi um evento em cadeia; Vincent rasgou o saco de batatas que lhe amarrava junto das cordas e tudo mais. Saltou como uma besta descontrolada e, apesar da irracionalidade, a única coisa que tinha em mente é que precisava se vingar daquele que tocava a melodia irritante que lhe aprisionou minutos atrás. Foi um movimento de sorte Archen ter tropeçado para traz e caído de bunda, caso contrário Vincent teria-lhe arrancado o pescoço naquele movimento. O meio-demônio meio que avançou, mas errou seu ataque e caiu numa cambalhota na areia, ficando mais pro norte de onde todos estavam.

Analia e Elsa, agora livres, encontravam-se meio que lado a lado, ali mais pra direita. Archen no meio de tudo, sentado no chão meio que ainda perdido com tudo que aconteceu.

— Então a mocinha que se fazia de Santa conhece de magia? — Levantou-se enquanto lançava palavras contra Elsa. O tempo não estava pra conversa, tanto é que a humana não perdeu tempo em expandir sua aura num controle ainda mais presente e então transformar a umidade presente em serpentes que, sabe-se-lá como moveram-se rastejando na areia com agilidade até alcançarem Archen. — Não tão cedo! — Bastou uma única nota daquele instrumento; volátil porém fatal, e a areia ao redor do Goblin moveu-se em sua defesa englobando as duas serpentes que avançavam contra ele. A areia tomou a mesma forma das serpentes criadas por Elsa e então as criaturas entraram num combate entre si até se desfazerem em seus elementos primários, sem qualquer vestígio de controle.

Aquela mesma areia que antes envolveu as serpentes, também se fez presente onde Vincent estava. O meio-demônio sentiu o chão de areia onde pisava transformar-se em algo pegajoso, esquisito. Não, não era lama. Era uma espécie de areia-movediça. Começou a engolir os pés de Vincent para a medida que ele tentava se mover. Quanto mais sua insanidade fazia-o se desesperar pra atacar Archen, mais a areia em baixo dele lhe engoliria.

Analia, por sua vez, aproveitou a oportunidade e teve a certeza de que suas adagas ainda estavam consigo. Bastou um discreto movimento com as mãos, deslizando os dedos por sabe-se-lá onde ela costumava guardar os equipamentos, para perceber que não foi saqueada. Estava tudo ali.

— Você não é a unica que entende magia, bonitinha. Eu aprendi muito desde que firmei um trato com os Tritões sabe? Tudo que eles queriam eram armas. E tudo que eu queria? Era poder, hihihihihi! — Gargalhou, debochado. — Agora seja uma boa menina e fique sentadinha aí! — Praguejou o Goblin, iniciando uma terceira melodia; poucas notas, um mesmo padrão, era até um pouco previsível. Elsa tinha a estranha impressão de que a areia da praia, mais uma vez, seria manipulada de acordo com aquela melodia. Ou seria só uma impressão?

[ ... ]

Você só precisa matar o Goblin...

Se você tomar o lugar dele, todo poder será seu...

As garotas também são uma distração. Você precisa matar todos, não acha? Todo aquele sangue, você precisa acabar com todos esses traidores!

As vozes ecoavam em sua cabeça quase como se fosse seu próprio subconsciente falando, apesar do momento de insanidade. Estranho é que o corpo de Vincent quase sentia arrepios conforme aquela voz sussurrava. Ele tinha a completa certeza de que era o anel, ele sempre soube que era. Desde que o pegou ele sabia do que o anel era capaz, só não acreditava por completo. E agora? A diferença é que agora o anel parecia ganhar poder com a insanidade do meio-demônio. Era como se as marcas de sua habilidade despertassem algo novo naquela joia...

Me diga, garoto, você quer poder?

Poder para acabar com todos esses obstáculos, poder pra matar qualquer um de Takaras, poder pra acabar com essa traça de traidores?

E num súbito os sussurros cessaram. O silêncio facilmente poderia engolir qualquer vestígio de razão do garoto se durasse por muito tempo.

Tudo que você precisa é se entregar pra mim e deixar toda e qualquer esperança para traz. - Completaram os sussurros. E o corpo inteiro do meio-demônio tremeu, como se uma estranha força estivesse tentando se comunicar com ele para a medida que a areia em seus pés tentava lhe engolir.

Observações:
Vincent - 36% de energia pela habilidade ativada. Como você pode notar, seus atributos em energia são efêmeros se comparados ao do Archen e por isso a magia do Goblin foi mais forte, mesmo com sua habilidade ativada. Apesar disso sua habilidade continua aí e ela meio que despertou interesse do anel, então surgiu uma nova proposta aí que você pode aproveitar com as informações que te dei. Digamos que o anel tem propriedades demoníacas, então a energia de vocês agora está em sintonia. Vou dando mais detalhes conforme for narrando.

Analia - Seus equipamentos pessoais ainda estão contigo. Você ta livre dos efeitos da melodia do Archen por enquanto, entretanto, mesma situação do Vincent; a sua energia em comparação com a do Goblin também é efêmera e por isso a resistência de vocês aos cantos dele são bem defasadas.

Elsa - Li na sua habilidade e vi que alguns gastos podem ser estipulados pelo próprio GM, no caso eu vou considerar 10%(pra congelar e quebrar o saco de batatas) e mais 14% para criar as cobras | 7% também pra manter ativada, estou considerando que ela está ativada, então num total você gastou 31% nesse turno ok?

200xp de atraso pro Cloud.
50xp de atraso pra Analia e pra Elsa.

Considerando o nome da campanha; se camarão que dorme a onda leva, então eu já to no fundo do mar pq olha, demorei horrores. Peço desculpas de novo. Dúvidas, mp.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Ter Abr 05, 2016 9:59 pm

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O despertar foi muito longe do que o esperado.

Ainda no saco de batatas, Vincent pode perceber que Archen notou seus movimentos e saltou de cima dele. Suas amarras começavam a ceder mas o goblin estava preparado, o maldito usava magia com sua música e o corpo de Vincent estava começando a não obedecer e foi tomado por espasmos. Mesmo em sua insanidade o mestiço não tinha mais controle e foi vencido.

Algo de fora aconteceu e a melodia se enfraqueceu, e seu poder junto dela. Assim Vincent recobrou o controle e rasgou amarras e saco, se libertando. Archen estava a sua frente e sua sede de vingança estava lhe cobrando, cobrava por sangue de goblin e Archen claramente se mostrava em pânico.

As marcas cobriam metade do corpo de Vincent, seus caninos estavam sobressalentes que liberavam uma pequena quantidade de saliva, seu cabelo tinha crescido e engrossado, parecia um guerreiro abissal agora, seu lado demônio dominava agora, e isso seria uma festa de sangue.

Saltou para atacar Archen visando sua garganta, como um lobo atacando sua presa. Mas o destino não estava do lado do meio demônio e Archen tropeçou, saindo do alcance de Vincent, que passou por cima dele, rolando ao cair.

Num piscar de olhos já estava como um felino abaixado no chão, porem Archen era astuto e usou sua mágica para parar o meio demônio.

A areia prendia Vincent agora, não areia normal, uma espécie de areia movediça. Quanto mais lutava pra sair, mais era puxado e pode ver as mulheres estavam libertas e enfrentando Archen. O lado irracional de Vincent entendeu que inimigo do meu inimigo é meu amigo e seu foco ainda era Archen.

Uma voz veio em sua mente, oferecendo... poder.

A cada palavra da voz em sua cabeça era um arrepio e aquilo não foi interpretado bem pela besta. Era sedento de poder mas era também egoísta e mesquinho, e a proposta de se entregar foi o estalo que precisava. E logo percebeu que aquele anel era demoníaco e sua metade humano podia ser perdida pra sempre. Já era difícil voltar por si só, imagina o que seria se o anel o dominasse? Não quis pensar nisso agora e deixou o lado selvagem aflorar.

Direcionou sua raiva para força, com a ajuda de seus "poderes demoníacos", aproveitou que Archen estava focado nas mulheres e usou suas asas para ajudá-lo a sair da areia movediça voando.

Caso tenha sucesso, tentará não chamar a atenção e atacar Archen, visando tirar o maldito instrumento de suas mãos. E caso isso aconteça, vai ser difícil reconhecer o corpo...



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Efeitos: +10% em Destreza, +10% em Agilidade e +20% em Força
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Seg Abr 11, 2016 11:24 pm


Aquela situação era no mínimo estranha e muito constrangedora. Estranho pois quem seria o tipo de sequestrador que deixaria suas vitimas com todos os seus pertences, inclusive armas. E constrangedora pois por mais que eu tentasse, não conseguia me livrar das amarras que me prendiam, e isso só me deixava ainda mais frustrada. Saber que caíra numa armadilha tão boba só não era pior que ter sido enganada por aquele falastrão cantor, que agora zombava de nós em seus pensamentos com certeza.

Por sorte, ou por ironia do destino, Archen não era o único a saber magia naquele lugar, e Elsa, surpreendendo tanto a mim quanto ao goblin desafinado, nos libertou usando uma magia de gelo muito singular. Ela tentou ataca-lo utilizando a mesma técnica, mas não surtiu efeito, Archen poderia ser desafinado, mas não era fraco. Usando uma espécie de magia que controlava nossos corpos, ele tocava uma musica que nos deixava incapacitados.

“Eu preciso… Tirar… Esse instrumento… Dele…” Quando enfim me vi livre daquele efeito terrível, era hora de agir, e bem rápido, antes que ele conseguisse novamente nos prender naquela melodia macabra. Tirando duas das minhas adagas do cinto, arremessei a primeira contra Archen, mas não para atingi-lo, queria que a adaga passasse ao seu lado propositalmente, tanto para que ele pensasse que errei, quanto para meu beneficiar meu próximo movimento. Assim que a adaga passasse por ele, ainda no ar, eu me teleportaria para ela, ficando assim atrás dele, e quando o fizesse usaria a outra mão com a arma já em punho para ataca-lo diretamente com uma estocada no flanco.

Caso não conseguisse um ataque direto, ao menos tentar tirar o instrumento de suas mãos seria uma segunda opção, pois assim acreditava estar “desarmando” ele. Por mais que usuários de magia fossem imprevisíveis, contava que tirar o instrumento dele o enfraqueceria de alguma forma.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qua Abr 13, 2016 12:00 am



Todos



Ter o Goblin morto era mesmo a melhor escolha?

Eis uma dúvida que talvez estivesse apenas flutuando em algum lugar do subconsciente daquele grupo. De fato, entraram num combate inesperado com um oponente ainda mais inesperado, então era difícil raciocinar em estado perfeito. Vincent que o diga, sua insanidade mandou lembranças. Ouviu a voz do anel - ao menos disso ele tinha certeza - e não interpretou como um bom sinal. Para uma besta descontrolada, um mal sinal é mais que motivo suficiente pra desencadear um rompante de alguma coisa, no caso fúria. Então, para a medida que as marcas escuras espalhavam-se pelo corpo da besta como as próprias nuvens ganhavam a escuridão do céu da noite, sua bestialidade tomou posse e com ela ele teve seu desejo. Não que isso fosse lá tão difícil de conseguir. Ele só queria dilacerar um Goblin, nada mais.

Bateu asas então. Forte, imparável. Nem mesmo a areia movediça conjurada pela melodia de Archen foi capaz de detê-lo, apesar de antes se mostrar tão eficaz. A velocidade com que as coisas aconteceram talvez fosse o maior dos motivos para relacionar as coincidências na situação. Quero dizer, para a medida que Analia, a elfa, lançava uma de suas adagas marcadas na direção do Goblin, Vincent lá mais pra frente livrava-se da areia movediça e batia suas asas.

Olhando bem, para qualquer um de fora da situação - Elsa - era como se tudo entrasse num slow motion. A loira visualizou bem a cena, quase em tela panorâmica pra ser mais exato. Viu quando sutilmente a adaga de Analia avançou, discreta, furtiva, almejando o lado direito do Goblin. Viu também quando os dedos de Archen, rápidos e habilidosos, deslizavam nas cordas de seu instrumento musical e dispunham daquela mesma estranha magia que parecia influenciar as coisas ao redor. Areia no caso. Concomitante; ali atrás a sombra de Vincent deu o ar da graça. Suas asas, grandes, um pouco chamativas também, delatavam sua aproximação e fizeram com que Archen no meio do pânico, desse alguns passinhos pra lá e pra cá, meio nervoso. Para cada passo que pensava em dar, a sombra de Vincent aproximava-se mais e mais. Em determinado ponto, as mãos do meio-demônio ergueram-se na frente, com garras no lugar das unhas, dedos grotescos e aparentemente mais violentos do que antes. Diga-se de passagem, tudo estava mais violento no garoto agora, certo?

Garras. Adaga. Magia...

E então o tempo voltou.

Num piscar de olhos a cena teve o seu desfecho. Vincent dilacerou, a adaga acertou, Analia teleportou e a areia dançou. E no fim, bem, Elsa piscou. O cenário mudou tão rápido que foi difícil de acreditar. Archen teve suas costas e braço direito gravemente feridos pelo ataque violento e selvagem do meio-demônio. A primeira adaga lançada por Analia atingiu a asa direita de Vincent, rendendo-lhe algum ferimento mas que ele não pareceu perceber, já que estava no auge do seu ataque. Não obstante, a elfa conseguiu teleportar-se pro meio dos dois, um espaço curto eu diria, mas que ela soube administrar. Tomou impulso com os pés apoiados no peito de Vincent, conseguiu passar sua adaga no flanco do Goblin, desarmando-o durante o movimento. Com seu movimento então, ainda saiu ilesa; lançou-se numa cambalhota seguido do ataque, rolou mais pra esquerda uns 2 metros, e conseguiu repousar meio ajoelhada no chão meio molhado. A areia que dançava ao redor de Archen ainda meio que tentou-se erguer, parecia formar estacas ou coisa do tipo. O objetivo, é claro, atingir o primeiro que se fizesse presente. No caso não deu nem tempo, a areia se desfez e acabou que não aconteceu nada demais. Exceto pela violência de Vincent.

Ignorar os avisos do anel não era a melhor escolha, mesmo no auge da sua loucura. O meio-demônio, mesmo sem dar uma resposta definida, no seu subconsciente escolheu que queria acabar com o Goblin. Escolheu pelo sangue então. Os arrepios em seu corpo voltaram uma segunda vez, delatando também o ferimento antes feito pela adaga de Analia. A adaga estava atravessada em sua asa direita, bem no meio dela, e o sangue escorria quente e vívido. Seu corpo tremeu, o sangue ferveu mais, as marcas ameaçaram espalhar-se mais rápido. Só ameaçaram. Por enquanto, o que falava mais alto era a sede de sangue do meio-demônio por acabar com Archen.

— N- aarrrg... n-não! Por favor! -ngg — E o Goblin caiu de joelhos. Seu instrumento, lançado ali pra direita depois do movimento de Analia, delatava sua fragilidade agora. Não havia mais magia que pudesse salvá-lo. Vincent pousou, meio que curvado, como uma besta que aos poucos ia perdendo sua pouca humanidade. Aquela sensação que antes Elsa e Analia sentiam, de desconforto e desconfiança, tornou-se mais presente...assustadora até, eu diria. O fato é que, não importava pra onde olhasse, Vincent tinha a impressão de só ver e desejar suas garras dilacerando o resto de Archen.

— Vo-vocês não pode-... não podem! Sem mim, Argus e os tritões vão matar todos vocês. Vocês...-nggg...não entendem... — Gaguejou, ainda ajoelhado e ofegante. O sangue escorria pelo flanco atingido e o Goblin tentava segurar o sangramento com as mãos livres. Já o sangramento nas costas e no braço, feitos por Vincent, estes não tinham jeito. Estavam bem expostos e pareciam arder bastante.

Já anoitecia, a brisa do mar ficava um pouco mais fria como se já não bastasse a presença de Elsa por ali. O silêncio então perdurou, como uma súplica, esperando pela próxima decisão a ser tomada pelo grupo. Um momento de alívio? Ou mais um momento de angústia?

Spoiler:
Vincent - 10% PV pelo ferimento da adaga. Considere que o anel está interferindo diretamente na insanidade proposta por sua habilidade. É como se ele acelerasse o processo, mesmo sem você tomar uma decisão. Daqui pra frente sua razão está se perdendo cada vez mais rápido, então eu vou considerar alguns dos seus atos como mais instintivos e selvagens.

Analia - 30% PE da sua habilidade usada.

Geral - Archen ta desarmado, no more melodias macabras pra vocês por enquanto. Decidam entre si como vão prosseguir daqui, se quiserem postar mais de uma vez interagindo entre si - dentro do prazo de 7 dias - também é liberado. Considerem que o Tusk saiu pra buscar o tal Argus ao norte da ilha, onde vocês podem ver montanhas bem gostosinhas, plantas exóticas e também muita água, muitos córregos, etc.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Ter Abr 19, 2016 9:26 am


Respirei fundo, tudo não durou mais que alguns segundos, o tempo de um piscar de olhos, mas o plano era simples. Teleportar para perto dele e se aproveitar do elemento surpresa para desarma-lo e incapacita-lo. Tudo teria dado certo, não fosse a interferência do demônio. E se antes eu não gostava dele por ser um belo de um chato inconveniente e desconfiar dele e de suas atitudes, gostava menos ainda agora que ele havia quase jogado tudo por agua abaixo por conta de seu descontrole emocional.

“Isso vai dar problema…”

Pensei ao final de minha manobra, agora de joelhos na areia molhada. Não dei muito espaço para que Vincent tentasse uma retaliação contra aquele ataque, mesmo que não proposital, da forma como ele estava agora, tinha medo que ele estivesse tão fora de controle a ponto de me enxergar como sua inimiga. “E ele já não estava fazendo isso antes?” Pensei comigo mesma, mas ainda tentando me concentrar nos fatos.

Archen estava caído, ainda vivo, mas pelo andar da carruagem não por muito tempo. Ele ainda tentava lutar contra o próprio sangramento e a dor, parecia querer dizer algo, mas suas palavras saíam entrecortadas, era difícil entender.

- Eles não serão problema se sairmos daqui antes deles chegarem…

Respondi ao Goblin, mas na verdade mirava Elsa. Estava mais do que óbvio que não poderíamos ficar ali, já estava anoitecendo e provavelmente não demoraria até que Tusk chegasse com os tritões. Fora que ainda tínhamos Vincent, o demônio que aos poucos parecia perder o controle de si mesmo, não duvidava que após matar Archen ele nos atacasse, tanto que fiquei de olho nele a todo instante, mas preferi me afastar por hora. Aquela sensação ruim que tinha perto dele se intensificou e isso não era bom sinal, não sabia o quanto aquela transformação macabra que ele sofrera o afetou, dava para notar pela forma como atacou e até mesmo pela forma como se livrou das cordas sozinho que sua força era muito grande.

- O que faremos agora, Elsa? Parece que ele está completamente descontrolado.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Ter Abr 19, 2016 11:01 am

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O que você vê no fundo dos meus olhos?
A sede de sangue do meio demônio só aumentava e a areia se desprendendo de seu corpo dava a sensação de liberdade que ele precisava.

Com sua força bestial, vencer a areia se tornou fácil e suas asas o tiraram dali, agora era acertar o goblin e beber de seu sangue. Sua "sede" era alimentada por aquele anel maldito mas, Vincent ainda sabia que tinha duas aliadas ali, mesmo não confiando nelas.

Archen não teve tempo de fugir, Vincent o alcançou facilmente, aterrorizando o pequeno traidor com suas assa e suas garras fizeram o trabalho seguinte, acertando seu braço e parte de suas costas. Claramente o próximo golpe iria matá-lo, mas nem tudo são flores, quando já abriu os braços para dilacerar o pescoço do goblin traidor algo apareceu em sua frente. Entre ele e Archen, não entendeu como, ou o que era, só sentiu algo empurrar contra seu peito, o jogando para trás. Conseguiu contornar com um bater de asas, pousando meio metro atrás. O anel não lhe dava descanso e seu corpo estremecia mais uma vez. Foi então que ele percebeu a adaga presa em sua asa direita e entendeu o movimento da elfa, ela estava do lado do Goblin, Pelo menos era isso que se passava na mente de Vincent. Porque interromper seu golpe e fincar uma adaga em um amigo? Isso era pra proteger um amigo, logo ela estava na armação junto com Archen e Tusk.

O anel bagunçava a mente do jovem meio-demônio, e com frieza no olhar ele puxava a adaga de sua asa, mantendo-a em sua mão com a lamina para baixo. Estava curvado como uma besta e Archen pedia por sua vida, muito clichê de traidores e covardes.

Vincent via Analia falar com Archen e as coisas começavam a fazer sentido na cabeça do jovem.
Parecia estar com a respiração acelerada, e levou a mão esquerda ao rosto, tentando usar o raciocínio, mas já era tarde. Começou a caminhar lentamente na direção do moribundo.

-"Porque me atacar? porque defender esse traidor? Sabia que essa mascara escondia algo,"


Trocou a adaga de mão, duas vezes, e se aproximou de Archen para acabar o que tinha começado.

-"Depois dele, você será a próxima…duas caras."








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OBS.:Vincent vai para matar Archen, caso alguem interfira, ele fará de tudo para consumar aquela alma….


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Ter Abr 19, 2016 8:32 pm

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Tudo havia sido tão rápido, era difícil imaginar como tanta coisa podia acontecer em tão pouco tempo, como tudo parecia seguir por um caminho que mais parecia-nos por em maior perigo do que antes. Analia e Vicent possuíam objetivos bem parecidos, mas seguiam por direções bem diferentes. Eu poderia ter evitado? Talvez fosse a minha maior dúvida quando Archen estava implorando por sua vida, enquanto seu sangue manchava a areia branca. Tusk e os tritões poderiam chegar a qualquer momento, isso já era uma possibilidade a ser considerada assim que tínhamos nos libertado, mas agora com todo o alvoroço, nosso tempo poderia começar a se reduzir.

Concordo. Quanto mais rápido voltarmos ao mar melhor. – parecia irônico procurar o mar quando tratávamos dos tritões, mas sabia que da mesma forma que eles poderiam ter uma vantagem naquele ambiente, eu também teria.

Mas Vicent, bem esse já não parecia se importar com nada. Abraçou sua bestialidade e parecia pronto para morrer por tão pouco, sua bravura ou loucura não estavam sendo apreciadas por mim ou Analia e, se nem mesmo aquelas que estavam em seu grupo pareciam concordar com suas ações, como resolveríamos aquela situação? – Seja lá o que for, parece que a situação só aumentou a animosidade dele por você. – comentava enquanto tentava me aproximar do barco. O meio demônio praguejava e ameaçava, já não duvidava de que ele fosse atacar Analia assim que terminasse com Archen.

Por que as vezes, a morte pode ser bem melhor do que permanecer vivo. – tentava alcançar a lucidez de Vicent, se é que ainda havia sobrado algo dela. – Ele traiu Rookar, certamente ele deve temer a retaliação que pode sofrer dele. Se você matar ele, então não há muita diferença entre vocês no fim das contas, será farinha do mesmo saco. – observava Analia, chamando-a para perto de mim. – Mas mantê-lo vivo, pode nos dar a possibilidade de sair daqui, de resolvermos nossa pendência com Rookar e então ficarmos livres para fazer o que bem entendermos, nem que isso seja terminar de mata-lo.

Se ele está fora de controle, então eu terei de pará-lo de outros métodos que não seja pela maldição. – dizia em um tom de voz que somente Analia pudesse me ouvir, enquanto movia os braços, induzindo a água do mar a obedecer aos meus comandos. Seria um movimento repentino, mas poderoso, uma grande torrente, o suficiente para cercar totalmente Vicent caso ele não demonstrasse vontade em me ouvir e prosseguir o ataque a Archen. O envolveria em uma grande redoma, a maior e mais poderosa que conseguisse fazer com minha energia e então a congelaria parcialmente, moldando uma esfera de água envolta de uma grossa camada de gelo. – Se isso der certo, a água além de limitar e desacelerar seus movimentos aos poucos vai fazê-lo perder a consciência, a parede de gelo eu tenho certeza de que pode aguentar os golpes dele por um tempo, tire Archen dali o quanto antes, ele já foi derrotado, matar ele é não vale tudo isso.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qua Abr 20, 2016 7:13 pm


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— AH-ARRRRHHH — O grito do Goblin.

E então a areia dançou mais uma vez.

Desta vez por um bom motivo. O silêncio da noite trazia tranquilidade, o som das marés trazia disposição - para Elsa - e a água do oceano trouxe a salvação. Tudo aconteceu muito rápido, seguido da breve troca de palavras entre todos. Começou com a animosidade de Vincent aflorando e destacando-se em suas palavras. O meio-demônio que já instigava desconfiança nos companheiros, agora tomado por sabe-se-lá o que, cuspiu ameaças contra a elfa como se ela fosse a próxima de sua vingança. E o anel, ousado, mandou dizer;

— Isso! Isso, você não precisa confiar nela. Não dê ouvidos à loira também, elas estão todas mancomunadas, você só precisa matá-las. Estão todos juntos daqueles que te enganaram...

Incrível como era persuasivo, hmm?

O fato é que, conversa vai conversa vem, a areia dançou e a água chegou. Envolveu Vincent numa espécie de redoma de água que mais parecia acompanhar os movimentos delicados que Elsa fazia com os braços. O meio-demônio, num súbito, viu-se perdendo o oxigênio que lhe era tão importante e sentindo aos poucos como se estivesse preso numa piscina. Seus movimentos perderam força, sim, bem como imaginado pela loira. Ainda assim ele teve tempo de trazer aquela adaga - presente de Analia é claro - em mãos, retirando-a do ferimento. Aquilo abriu a ferida mas a água gelada da redoma logo o fez esquecer das dores, ele tinha coisa mais importante pra pensar, tipo o ar. Cadê o ar? Pois é. E não foi tudo. Se já estava gelado pela água, ficou ainda mais quando uma camada de gelo foi adicionada. Não importava muito se era por dentro ou por fora, o que importava é que mesmo com as pancadas, o barulho era como se gritasse para Vincent; "estou longe quebrar, sinto muito". E o demônio, ainda assim, não esmoreceu. Mesmo dentro da prisão, ficou batendo e gritando como um animal selvagem engaiolado.

— nGG... hmm? — E então, Archen abriu os olhos. Suspirou profundamente aliviado. Viu logo de cara, ali meio ao seu lado, a tal redoma congelada proposta pela magia de Elsa.

A conversa então chegou ao fim e as duas precisavam se apressar. Fizeram uma escolha sábia; optaram por manter Archen vivo. Analia não demorou em ouvir o conselho da amiga, foi ao encontro do Goblin e logo o puxou pelo braço. Pela força que usou no puxão, a elfa não parecia disposta em tratá-lo com delicadeza, aliás, porque deveria? O diabinho verde acabou de tentar vendê-la para os tritões. Ou pelo menos é isso que pressupõe-se que aconteceria. Enfim. As duas não precisaram de grande esforço para retornarem ao barco. A praia estava vazia, a maré estava calma, e o barco não estava longe. Considerando que por ser um veleiro não tinha tanta necessidade assim de gente remando, as duas conseguiriam conduzir a embarcação com facilidade, só precisaram tirar o barco da costa e seguir seu rumo. Resumindo boa parte da história; Vincent, o meio-demônio, ficou para traz enquanto Analia e Elsa seguiram viagem. De longe, pra não dizer que elas nunca mais ouviram falar dele, as garotas ainda presenciaram algo no mínimo...curioso. Ouviram um grito. Não parecia humano, sequer acompanhava o tom de voz de Vincent. Ecoou lá da praia, mas isso não importava muito, elas já estavam um pouco distantes. A elfa tomou a frente e assumiu o posto no timão - roda do leme - da embarcação. Elsa por sua vez, ficou vigiando Archen, não que fosse lá muito necessário. O pequeno estava mais pra lá do que pra cá. O sangramento exposto lhe causava delírios já. Ele estava sem seu instrumento macabro, estava com as roupas maltrapilhas e rasgadas...e também, graças aos deuses, sem seu humor sarcástico. Ficou boa parte do caminho em silêncio, até que as duas começaram a se distanciar da costa já na embarcação. Um grande detalhe é; que sorte a delas, Tusk deixou o mapa - aquele mesmo que elas ganharam antes de vir na missão - na embarcação. Analia o encontrou e por isso tomou a frente em guia-los.


Vincent



— Decepção - Sussurrou

— Impotência... - Insistiu

— Medo. — Reiterou. A voz parecia querer enlouquecer Vincent. Mesmo dentro daquela prisão de gelo/água, mesmo perdendo o fôlego e as forças, ele ainda tinha aquilo que ninguém poderia tirar dele. Algo que ele só conseguia acessar com sua habilidade. Algo da sua verdadeira natureza... e a voz se aproveitou disso. Foi mais que suficiente para que o meio-demônio tivesse uma prova do que era seu verdadeiro poder. Sentiu um espasmo de dor por todo o corpo como se estivesse levando um choque. Aquilo despertou seus sentidos mais uma vez e de repente ele sentiu que podia respirar. Quando retomou consciência - se é que assim podemos chamar - ele abriu os olhos e viu a luz do luar, as estrelas, viu a praia novamente. Estranho, nada daquilo lhe chamava atenção. Ele sentia algo parecido com fome, raiva, ira. Seu corpo parecia em êxtase. Sentiu suas asas baterem com mais força, sentiu seus músculos destacados, firmes. Ele estava definitivamente mais forte. Em contrapartida, seu instinto pedia uma única coisa;

— Vingança... - Completou.

E então, de repente, o meio-demônio viu aquilo que poderia ser tanto a sua condenação quanto a sua satisfação. Dentre as sombras que emergiram das colinas ao norte, uma delas era conhecida. Na sua pouca razão, Vincent conseguiu identificar aquele como Tusk, o anão que estava mancomunado com Archen e todo o resto. O sangue ferveu. No entanto, o anão não estava só. Acompanhavam-lhe um grupo de criaturas humanoides e anfíbias ao mesmo tempo. O que eram? Não importava. Estavam ao lado de Tusk, sem via de dúvidas. E eles se aproximavam rapidamente, marchavam na direção da costa. De repente pararam por um instante, sob anúncio de Tusk.

E ali se confirmou; estavam sob comando do anão.

— O-OQUE?! — Gritou o anão, atônito. E então todos correram. As criaturas ao seu lado, aparentemente mais rápidas, avançaram primeiro. Não eram grandes, talvez estivessem entre um metro e setenta ou um metro e oitenta no máximo. Tinham escamas que variavam em cor e tamanho. O que mais se destacava nas criaturas eram suas guelras e membranas entre os dedos, braços e tudo o mais. Engraçado, mesmo parecendo peixes, eles estavam tão bem ali fora d'água. Corriam e saltavam com uma naturalidade que era de se surpreender. Ah, e é claro, detalhe mais importante; carregavam armas.

— O que foi que aconteceu aqui, seu merdinha? — Aparentemente o anão estava bem furioso.

Não demorou para que as tais criaturas anfíbias cercassem Vincent. Formaram um cerco com mais ou menos 2 metros de distância entre eles. Se parasse bem pra olhar, Vincent perceberia que no cerco haviam entre uns 10 ou 15 soldados. Ainda assim restavam mais 3 ao lado de Tusk, mais ao norte, uns 5 metros de distância do cerco fechado. E então as criaturas desembainharam suas armas; dentre elas lanças. Algumas pareciam mais sofisticadas, equipamento de exército mesmo. Já outras, talhadas na madeira e pedra, simples porém ainda assim ameaçavam Vincent e sua pequena adaga.

— Anda! Cadê aquela florzinha mascarada, a dama do gelo e o Archen?! — Insistiu Tusk.

Observações:
Elsa e Analia - As duas estão com todas as suas coisas, salvo exceção aquilo que vocês compraram na vendinha lá. Considerem que o Archen e o Tusk comeram tudo. Bem, na próxima narração vocês já vão chegar no Porto Rangestaca novamente, onde reside o Rookar. Os ferimentos do Archen estão priorando, se não ajudarem ele pode não chegar vivo rs. Elsa, como a redoma que você criou não precisou ser exagerada pra envolver o Vincent, vou considerar só 15% de energia gasto.

Vincent - Considere que o poder do anel DOBROU os benefícios da sua habilidade. Você ficou com 20% a mais em destreza e agilidade, e 40% a mais em Força. Aumentou também os turnos. Enquanto você estiver com o anel, sua habilidade permanece ativada. Vc só vai conseguir desativar se arranjar um pretexto pra tirar o anel. Aliás, lembra que você postou a um tempo atrás que tirou o anel e botou no bolso? Pois bem, aproveite a surpresa; ele está na sua mão direita, no dedo anelar. Insistente o bichinho, hmm?

Segue uma imagem de como são mais ou menos as criaturas que você encontrou Vincent; LINK AQUI

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Ter Abr 26, 2016 6:59 pm

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
Agora o Goblin era presa fácil. Desarmado e em pânico.
Vincent conseguia sentir o cheiro do pavor de Archen no ar, e isso lhe dava forças e mais vontade de trucidar aquela pequena criatura traidora.

Mas não conseguiu chegar a ele. Sem que percebesse, Elsa o prendia em sua magia, malditos sejam quem criaram a mágica. Num piscar de olhos o jovem estava envolto de água, em uma redoma de gelo.

Tentou lutar, lutar por sua vida. Bateu, socou, chutou e nada. A redoma não cedeu. Lutou até quando pode e viu o mundo perder a cor e se esvair em escuridão.

Um voz em sua mente o acordava. Estava deitado na areia molhada, ainda com as marcas em seu corpo. Tossiu um pouco, saindo água de seus pulmões e olhou em volta. Já não havia mais ninguém, somente as marcas do sangue de Archen na areia.
-"Malditas!"

Esbravejou o jovem, ainda de joelhos, socando a areia com toda sua força. Foi aí que percebeu sua força, de alguma forma estava mais forte, se sentia mais forte e sua transformação parecia amplificada de alguma forma. Sentia poder em sua pele e músculos.

Já era noite e as traidoras estariam longe, provavelmente voltando para contar as novidades para Rookar.
Levantou-se lentamente, jogando o cabelo para trás e tirando a areia do corpo com leves tapas, foi então que percebeu a aproximação de um grupo, pequeno a princípio, mas mostrou-se mais de uma dúzia de sombras e uma a frente era bem familiar, era Tusk.

O ódio sucumbiu a cabeça do demônio mas sua parte humana ainda estava lá e conseguiu manter-se parado com os punhos cerrados e os caninos rangendo em sua boca. Estava cercado, e mesmo com sua força, não conseguiria dar cabo de tantos e ainda aquelas coisas. Não eram humanos, eram peixes com pernas, coisas grotescas e primitivas.

Tusk perguntou primeiro e Vincent abriu suas asas como um sinal de alerta e deixou a mão repousada sobre o cabo de sua espada.
Os tritões cercaram o jovem e Tusk ficou a frente com o reforço de três deles. Alguns usavam lanças de metal bem trabalhado, outros estavam com lanças primitivas de madeira e esses seriam as primeiras vítimas.

Focou em Tusk mas não respondeu suas perguntas, pelo contrário, recolheu as asas e voltou a vestir a camisa que estava pendurada em seu cinto.
-"Ora ora, seu anão bastardo. Não sabe mesmo o que aconteceu? Vou te contar a história do goblin mais paspalho que conheci."

Assim terminou de vestir a camisa e cruzou os braços. Suas roupas ainda estavam encharcadas mas não se importava, neste momento percebeu que o anel estava em seu dedo e não lembrava de ter colocado.
Mas continuou com Tusk:
-"O goblin e seu fiel companheiro anão foram sequestrar um jovem espadachim, sabe lá pra que. Mas o anão deixou o goblin sozinho e ele descobriu que aquele espadachim era um demônio e acabou sendo devorado por ele. "

Vincent ficou em silêncio por alguns segundos, esperando a reação do anão, mas não resistiu e caiu na gargalhada.
-" Tinha de ver sua cara. Hahahaha foi demais."

Mas seu semblante ficou sério novamente e olhou nos olhos do anão, seus olhos pareciam duas lanternas vermelhas de tanta intensidade.
-"Eu consegui me libertar das amarras, mas Archen não teve sorte, ou teve. Quase lhe arranquei o braço, mas ele foi pro lado das mulheres, agora são aliados e estão indo buscar reforços com Rookar. Creio que seu pequeno amigo lhe virou as costas, assim como fez comigo seu puto!"

Descruzou os braços e mostrou as garras e caninos.
-"Nem todos os peixes do mundo poderiam me parar agora, talvez me matem, mas isso depois de arrancar suas entranhas e comê-las. "

Já estava arcado, pronto para o "bote" mas voltou a ficar ereto, passando a mão no cabelo para tirá-lo da testa.
-"Mas podemos passar por cima de tudo isso, só peço duas coisas em troca. A primeira é poder torturar aqueles três, porque eles merecem.... A segunda é mais simples, vou tomar o lugar do Goblin maldito, e seremos parceiros."

Levou as mãos a nuca, descontraído e com um leve sorriso no rosto.
-"Caso contrário, não me entregarei fácil, e você vai pro inferno. Mas não se preocupe, sei que não posso vencer todos os tritões, mas posso vencer você. "

Tirou o ombro de dentro da camisa, deixando-a cair novamente e ficar pendurada em seu cinto.
Lambeu os lábios como se estivesse esfomeado a frente de um banquete.
-" A escolha é sua Tusk. Tenho como dizer para o Rookar que elas estavam armando contra ele, e jogar a culpa nelas, ou ainda posso ser um aliado poderoso. Então, o que me diz? Temos um acordo?











Habilidade Utilizada:
Nome: Dharmacakra Mudra (Bênção do Senhor das Trevas)
Nível: 1
Descrição: O usuário possui a habilidade de acessar seu total poder, o que lhe dá poderes incríveis (que não seriam acessados normalmente). O selo inicialmente é uma pequena tatuagem (semelhante à trés olhos) que fica localizada na parte posterior do ombro esquerdo. Quando ativado, a tatuagem começa a espalhar-se pelo corpo, como se fosse uma chama roxa, deixando várias marcas, que acabam por ficar como tatuagens tribais e o indivíduo ganha muita força e velocidade. Quanto mais se usa o selo, mais a pessoa se aproxima de sua insanidade.
Efeitos: +10% em Destreza, +10% em Agilidade e +20% em Força
Custos: 36% para ativar.
Duração: máximo por 4 turnos
Tempo de Conjuração: Instantaneo.
Alcance: Pessoal.
Área de Efeito: Pessoal.




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Última edição por Cloud em Qua Abr 27, 2016 6:16 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Correção no template)

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qui Maio 05, 2016 5:48 pm



Vincent




Separados, sabe-se-lá por culpa do Destino ou não, o grupo a serviço de Rookar pendeu na frente do abismo. Um escolheu pular. O resto, encontrou sabedoria para retornar mais sábio talvez.

Dentro do abismo, Vincent acordou de seu transe raciocinando com ajuda da própria ambição. Bem, era isso que o anel desejava afinal, então não haveria motivo para contradizer a vontade de um ou de outro. Ambos estavam na mesma linha de raciocínio, sintonizados, o que não impediu o meio-demônio de cessar sua insanidade por alguns momentos e dar-lhe a oportunidade de falar com os possíveis inimigos que lhe cercavam.

Uma horda de Tritões. Sim, eram tritões aquelas criaturas que cercavam Vincent apontando-lhe armas; umas lanças bem feitas e que poderiam cortar-lhe a pele com facilidade, enquanto outras pareciam tão frágeis que com um simples bater de suas asas, o meio-demônio seria capaz de despedaçá-las. Mas as asas não se fizeram necessárias naquela ocasião, então ele as recolheu. Retomou sua forma mais apresentável, vestiu a camisa novamente naquele jeito que só ele fazia. Viu o anel em seu dedo, ora, que surpresa. Não estava no bolso antes? Mas em seus pensamentos a ambição falava mais alto, então que as bobeiras fiquem pra depois. Ainda que, não tenha perdido a oportunidade de provocar Tusk com uma brincadeira. E rendeu um quase massacre ali pois a perda de ar do anão provocou também os Tritões que quase avançaram, mas pararam no meio passo quando Tusk interviu.

— Hah-ha... — Engatou uma risada meio que depravada, recuperando fôlego. — HUAHAHAHAHAHA! Você é dos meus, pirralho! Eu gosto disso?! — E gargalhou, largamente. Pela expressão mais debochada, o anão gostou da proposta de Vincent e baixou um pouco a guarda. Os tritões o acompanharam, dando meio passo para traz e ficando menos tensos, porém ainda apontando suas lanças para o centro do cerco onde estava Vincent.

— O Archen sempre foi um baita vira-casaca. Fraco. Não conseguiu segurar a barra nem pra duas mocinhas como aquelas, imagina se ele tivesse que lutar com você agora? — Tusk realmente não parecia ser o mais fiel dos parceiros. Deixou implícito no que disse logo agora. Ao menos os Tritões pareciam não questionar sua lealdade, o que era algo a se pensar. Por que tudo isso?

— Ta certo, ta certo, você me convenceu. Só que não sou eu que estou no comando aqui, é o velho Argus. — E então novamente aquele nome. Tusk virou-se para traz e os Tritões fizeram menção de acompanhá-lo, prontos para seguir ao norte. — Anda! Vou te levar até ele. Ta na hora de você conhecer o líder desses nosso bando corrupto, hehehe! — Contemplou com deboche.

E Tusk foi na frente, Vincent acompanhando-o ou não. O mesmo para os tritões que eram muito bem organizados e dividiam-se em grupos para fazer um cerco muito bem protegido em volta do grupo.

Caminharam cerca de alguns quilômetros seguindo ao Norte. Passaram por diversas trilhas dentro da ilha, a maioria delas sempre seguindo algum pequeno riacho, água corrente, sempre havia água em algum canto e isso era intrigante para uma ilha tão larga. O relevo era plano apesar de tudo, havia grama e areia por boa parte do caminho, árvores, vegetação. E os tritões ainda assim caminhavam sem dificuldade, mesmo quando passavam por pequenos bosques na quase ausência de água. No entanto, ah! Ali está, outro córrego. Sempre alguma porção de água corrente, hmm. Mas o caminho não foi longo, afinal já estavam no auge da noite, alta madrugada. A luz da lua logo destacou uma porção montanhosa da ilha para onde o grupo estava seguindo. O relevo foi ficando mais baixo como se estivessem descendo, cortaram caminho pelas laterais dos montes até acharem alguma entrada de caverna. Era enorme, água corrente transbordando das paredes e gerando córregos. Os tritões foram na frente, saltando como rãs por todos os cantos, paredes, tudo, até sumirem. Tusk seguiu sozinho, sombra quase desaparecendo nas dobras do caminho caverna a dentro. Acontece que o caminho não era longo, bastava seguir os córregos até chegar num grande salão interno, fundo, e cheio de água lá mais pro meio. Acontece que nem era a água que chamava atenção, mas sim, o monumento que havia flutuando lá no centro do salão...



(Imagem Ilustrativa)


— Chegamos, pirralho. — Alertou Tusk, parado num pequeno precipício frente ao centro. Apesar do salão ser repleto de água, quase um foço, haviam porções rochosas por onde era possível andar ao longo do salão. A maioria terminava num pequeno precipício de frente pro foço e pro tal monumento. Inclusive, monumento esse que Vincent agora podia analisar melhor. Era feito de algum tipo de metal, brilhava ao toque da luz da lua, quase uma luminária. E na base daquele monumento flutuante, muito ouro. Riquezas, quase infinitas. Ouro, armas, joias, ambição pura. Aquilo gritou no interior do meio-demônio como se o próprio anel estivesse desesperado por aquela riqueza.

— Então.. rrgghhh... esse é o garoto que o meia-barba mandou? — Indagou uma voz rouca, meio monstruosa, ecoando nas imediações do salão. Vincent, no mesmo precipício onde estava Tusk, teve a impressão de ver algo escalar as rochas e vir na direção deles. Tusk deu alguns passos para traz e ficou lado a lado com Vincent. Na ponta do precipício então apareceu o dono daquela voz, um tritão grande, este não tinha pernas, não, tinha um corpo mais parecido com o de uma grande serpente do mar. Barbatanas largas e pontudas dispersas por todo o corpo, escamas escuras meio acinzentadas, quase da própria cor das rochas daquele salão. O tritão, apesar de enorme e musculoso, rastejava serpenteando, costas curvadas, olhar de predador, presença de perigo. Os olhos do bicho foram de encontro aos de Vincent e então aguardaram uma resposta, em silêncio.



Elsa e Analia




— Pelas barbas do Leviathan, maldito seja aquele gordo! — Bravejou Rookar, socando a mesa. Referia-se a Tusk. Elsa e Analia chegaram há pouco no Porto Rangestaca. Viagem rápida até, hmm? Segundo o mapa interpretado pela elfa, as duas conseguiram deixar a Ilha dos Tritões ainda no início da noite e então seguiram pelo litoral, sem chamar muita atenção, rumo ao Porto Range Estaca, d'onde vieram. Archen foi o caminho todo sob efeito de delírios causados pela dor. Ao menos ele não tinha mais o seu instrumento macabro em mãos, o que agraciou a viagem com um silêncio abençoado. Tudo que as garotas mais precisavam contemplar naquela viagem, era o silêncio. E assim o fizeram. Depois assim que chegaram no porto, já no auge da madrugada quase amanhecendo, arranjaram alguma ajuda para aportar, levaram Archen - mesmo enfermo - direto pro balcão do anão meia-barba. Lá contaram toda a história e, por incrível que pareça, o Goblin confirmou tudo. Ele também não estava lá em condições de negar, sua vida já estava em risco mesmo, então não hesitou. Rookar virou o próprio demônio quando soube que foi traído pelo próprio companheiro - Tusk - e por esse maldito Goblin cantarolante. O meia-barba queria afundar a cara de Archen com os próprios punhos, virá-lo do avesso, mas as meninas conseguiram controlá-lo. Conversa vai e conversa vem, as duas acompanharam um pra lá e pra cá incessante de Rookar. Pegava uma coisa ali, bagunçava outra aqui... na verdade ele estava recolhendo alguns equipamentos. E depois de muito xingar, deixou claro seu objetivo.

— Espero que tenham aproveitado a terra firme pois vamos voltar pro mar ainda de manhã. — Disse, enfurecido.

Com isso, Rookar deixou claro que as garotas teriam o que comer na embarcação, teriam como descansar durante a viagem, teriam o tempo da viagem pra recuperar suas forças. Enquanto isso, o próprio anão reuniria alguns homens dispostos a ganhar uma boa quantia em ouro para acompanha-los em mais esse serviço. Parece que a ideia de Rookar era comprar a briga com os Tritões e resolver isso com as próprias mãos. As garotas também não precisavam pensar muito pra entender porque o anão não pediu ajuda ao reino ou coisa do tipo. Estavam numa terra onde eles tinham de resolver as coisas por si só, do seu próprio jeito. E por mais que houvesse alguma trégua ou tratado entre os Portos de Takaras com a Ilha dos Tritões, parece que isso não impediria Rookar de tomar o que era dele de volta. O meia-barba carregaria a fúria dos sete mares consigo, se preciso, rumo a Ilha dos Tritões.

Analia e Elsa agora pareciam não ter escolha senão seguir Rookar. Ele não era do tipo que gostava de ter suas ordens refutadas. E aquele definitivamente não foi um convite, foi uma ordem.

— Se precisam de alguma coisa, ouro, armas? Pois digam agora. Vocês falharam no serviço anterior, então agora tem a chance de cumprir com sua palavra e me seguir na batalha. Mas eu não posso garantir retorno, muito menos um pagamento pra depois. Então deem seus preços agora e eu os pagarei, desde que me acompanhem nessa viagem. — Curto e objetivo, Rookar deixou claro os seus termos, esperando por uma resposta das garotas.

Archen não estava incluído. Inclusive o Goblin ficou meio de lado, deitado ali num canto, apenas esperando algum desmaio ou quem sabe o alívio de um último suspiro.

Observações:
50xp de atraso pro Cloud, desculpe o atraso - again- .

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Sab Maio 07, 2016 9:01 am

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
A tensão estava no ar.

A opção de Vincent foi ousada e perigosa. Estava em desvantagem e o anão com seus guarda costas.

Parecia que Vincent teria trabalho antes de morrer, não tinha planejado morrer ali, mas iria morrer lutando. Sua mão estava pronta para o primeiro golpe de espada, tentando aparar o primeiro ataque mas o destino lhe sorriu. Pelo menos pareceu sorrir.


Com o ânimo exaltados dos homens peixe, o ataque seria direto, mas Tusk cai na gargalhada e a dúvida era vista a quilometros nas faces dos tritões. Vincent também estava surpreso, mas tentou se manter imparcial, até o anão aceitar sua ideia.


O jovem não pensou que seria fácil assim, achava que depois de matar o terceiro ou quarto tritão o anão iria reconsiderar, mas apenas sua imposição foi suficiente, agora estava do lado oposto. Nada mal pra um meio demônio né? O clima ainda estava tenso mas já dava pra baixar a guarda, pelo menos por um tempo, e Tusk começou a falar de Archen.

Vincent logo revidou:

-"O goblin paspalho pode ser fraco, mas aquela Elsa usa uma magia poderosa."


Logo o jovem pode perceber que lealdade não era um assunto que Tusk levasse a sério, então sempre teria de desconfiar dele. Mas o anão cocho disse o que Vincent queria ouvir, o nome do líder, Argus. E ainda de quebra iria levá-lo a ele. Se era líder daquelas coisas, poderia ser um homem poderoso e poder era o que ele queria.

Então deixou-se levar, vestiu a camisa e deixou a espada descansar. Mas manteve a adaga de Analia em mãos.


Tusk virou-se, sendo seguido pelos peixes, nem sequer olhou pra trás, se Vincent fosse ou não, parecia não se importar. Mas o garoto seguiu.

Noite a dentro foram caminhando pela mata, mas o curioso é que sempre havia água por perto. No começo o garoto achou que estavam seguindo o curso do rio, mas então era surpreendido por um riacho e eles mudavam a direção. Vincent tentou ficar ao máximo próximo de Tusk, aquelas criaturas confiavam em Tusk, e pareciam não gostar dele. Adentraram a ilha por quilômetros, sempre próximos a água, talvez aquelas peixes não pudesse ficar tanto tempo fora d'agua ou esse era o caminho mesmo, era irrelevante, o certo era encontrar o tal líder.


Vincent começou a notar que não haviam montanhas, mesmo após horas de caminhada na mata, quase sem ver nada, era sempre plano.

Mas uma luz iluminou seu caminho e Vincent pode notar a grande lua, agora também podia ver alguns montes na direção que seguiam. Contornaram o pequeno monte e começaram a descer, o terreno ficava mais baixo, como uma ladeira leve. Pode logo perceber que chegavam a uma enorme entrada nas pedras, ali era o covil, bem clichê pois ratos sempre se escondem em buracos, mas peixe era novidade.


Era uma excelente oportunidade pra dar cabo do anão, água brotava das paredes e os homens peixe foram na frente, deixando Vincent e Tusk pra trás. A ideia de cortar a garganta do maldito anão era constante mas Vincent conseguiu se segurar e ambos entraram na caverna. O caminho era pela água sempre, mesmo dentro da caverna, a dupla seguiu alguns corregos até chegarem numa grande abertura, parecendo um salão preenchido por água e Tusk avisava a chegada.


Vince olhou em volta, tentando ver algo que pudesse ser hostil, mas só viu água e uma espécie de estátua de metal. Estavam em uma espécie de precipício, mas também pode notar que haviam caminhos de pedras na água, então um salto ali seria mortal, se não soubesse onde cair. Olhando melhor, pode ver que a base da estátua estava cheia de metais, as riquezas dos roubos estavam ali. Se chutar as costas do anão para uma morte certa, podia voar até lá e pegar sua aposentadoria. Seria rico e poderia ter o que quisesse.


Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz rouca e estranha que perguntava sobre ele. Girou a adaga na mão e percebeu que Tusk recuava, também achou ter visto algo subindo o abismo, mas estava em alerta e nada podia distraí-lo. Logo o dono da voz aparece, subindo na frente do abismo um tritão gosmento e mais estranho que os outros. Era mais peixe do que homem. Os olhos se encontraram com os de Vincent, mas seus olhos vermelhos não eram pareos para aquele predador nato.

Intimidado? Talvez, mas o garoto estava ali, já não podia voltar, prendeu a adaga no cinto e cruzou os braços.

-"Na verdade foi Tusk que me levou ao Rookar, então estou aqui graças a ele. Tusk me disse que o líder é Algus ou Argus, se me recordo bem."

Tomou fôlego ao soltar os braços e colocar as mãos na nuca, descontraído.

-"Só pra constar, Archen trocou de lado, quase consegui matá-lo mas ele tinha compania. Acho que posso ficar com a vaga e trazer a cabeça dele como bônus."

Voltou o olhar com fúria e ódio, mas apenas para intimidar.

-"Tenho as melhores intenções de arrancar a cabeça daqueles malditos. Só preciso ser aceito."


Habilidade Utilizada:
Nome: Dharmacakra Mudra (Bênção do Senhor das Trevas)
Nível: 1
Descrição: O usuário possui a habilidade de acessar seu total poder, o que lhe dá poderes incríveis (que não seriam acessados normalmente). O selo inicialmente é uma pequena tatuagem (semelhante à trés olhos) que fica localizada na parte posterior do ombro esquerdo. Quando ativado, a tatuagem começa a espalhar-se pelo corpo, como se fosse uma chama roxa, deixando várias marcas, que acabam por ficar como tatuagens tribais e o indivíduo ganha muita força e velocidade. Quanto mais se usa o selo, mais a pessoa se aproxima de sua insanidade.
Efeitos: +10% em Destreza, +10% em Agilidade e +20% em Força
Custos: 36% para ativar.
Duração: máximo por 4 turnos
Tempo de Conjuração: Instantaneo.
Alcance: Pessoal.
Área de Efeito: Pessoal.




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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 16, 2016 12:15 pm



Vincent




E lá estava Vincent, frente a frente com o líder das tropas inimigas, Argus, o tritão. A primeira impressão que teve certamente lhe trouxe a certeza de que não conseguiria vencê-lo sozinho, seria tolice tentar. Pelo menos não agora. Talvez se ele fizesse como Archen, conseguiria chances remotas de trair o líder e então apunhalá-lo pelas costas. A dúvida era; alguma adaga realmente seria capaz de atravessar aquelas escamas? O tritão mais parecia ser derivado das próprias rochas do local. As escamas eram tão escuras quanto a própria pedra, camuflando-o facilmente. E outro ponto interessante era um lenço meio cinza-transparente que ele vestiu durante a conversa. Parecia ser algum objeto pessoal do tritão, ou mero luxo, quem sabe?

O fato é que a proposta estava feita. O meio-demônio deixou-se levar pela ambição, no fim das contas. Estava oferecendo seus serviços para o traidor, oferecendo-se para ocupar o lugar de Archen naquele grupo. Rookar que se dane, certo? Certo. O anel praticamente se encarregava de eliminar esses pensamentos. Bobagem — ele dizia. E no fim a culpa se esgotou e em seu lugar, Vincent só desejava mais e mais ganhos. Se estava em Takaras porque não aproveitar?

— Argus. — Repreendeu o Tritão, com aquela voz rouca, meio falhando. Ele então serpenteou com rapidez, vencendo a distância entre os dois e passando por traz de Vincent. A presença do escamoso era ameaçadora, mas a do meio-demônio conseguia quebrar essa barreira facilmente, então estavam quites. E o Tritão sorriu, mesmo por debaixo do lenço, como que contente com a proposta. — Eu vejo ambição nos seus olhos, criança. — Comentou, parando agora de frente para o meio-demônio e ficando cara a cara com ele. Os olhos do Tritão eram tão sorrateiros quanto traiçoeiros. Pareciam enxergar no mais profundo da alma de alguém. E a breve troca de olhares foi o suficiente para que o meio-demônio não notasse um corte feito na palma de sua mão. Foi muito sutil, quase imperceptível. O sangue caiu, mas rapidamente Argus puxou uma espécie de frasco que trazia consigo, colheu o sangue e então recuou. Somente nessa hora que Vincent pôde perceber uma espécie de adaga na mão direita do Tritão. Onde ela estava que antes ele não viu? Esquisito. Mais esquisito ainda aquele negócio do sangue, mas, não parecia de fato ameaçar a presença de Vincent. Era mais uma espécie de trato, ao que parece. E se olhasse para Tusk, o meio-demônio teria a confirmação de que sim, aquilo fazia parte do trato. Tudo certo então?

— Não se preocupe com Archen. Ele foi tolo em pensar que poderia me trair, afinal, a mesma magia que o ensinei, eu sou capaz de tomar de volta. — E balançou o frasco com sangue de Vincent, como que deixando um aviso. "Faça o mesmo e o destino será igual". Sabe-se-lá o que ele queria dizer com isso mas, era uma garantia feita. — Quanto a garota, espero que você consiga ligar com ela desta vez, criança. — Referiu-se ao ocorrido na praia. Uma vergonha na perspectiva do tritão.

Papo vai e papo vem, Argus deixou claro os seus termos logo em seguida. Vincent era sim bem vindo naquele grupo, se é que bem vindo é a palavra certa. Ele praticamente estava preso agora, mas foi escolha dele afinal, hmm? Tusk ficou o tempo todo calado, como que esperando ordens. Não demorou e mais daqueles homem-peixe começaram a aparecer dentro da caverna. Vários, muitos, um exército deles. Emergiam dos buracos nas pedras e da água do foço. Todos aguardando comandos, enquanto Argus explicava para Vincent que Rookar estava se preparando para vir até a ilha. O tritão ainda disse que isso não poderia acontecer, pois ele não era o verdadeiro rei entre os tritões. Ele era apenas um líder pequeno, desse pequeno exército. E se Rookar chegasse na ilha, seria praticamente anunciar aos quatro ventos que o tratado entre tritões e as criaturas do Porto, foi quebrado. Apesar de tudo, Argus presava pela discrição de seus roubos, portanto eles tinham que evitar a chegada de Rookar. Então decidiram por uma emboscada. Argus ainda fez questão de perguntar se Vincent era capaz de usar suas asas para voar ou se eram meramente enfeite.

— Minhas crianças! Nessa manhã, vamos de uma vez por todas mostrar para Rookar o que é o medo. Vamos mostrar o quão traiçoeiro pode ser o mar de Takaras e então, afundá-lo nas águas que ele tanto acha que conhece! — Gritou Argus, incitando seu exército de que estavam prestes a partir. — Desta vez, não haverá amanhecer para o anão! — Ele serpenteou até a ponta do precipício e ergueu seu braço direito com a adaga. Em seguida bateu com o braço esquerdo no peito, como numa espécie de saudação. Todos os tritões fizeram o mesmo, salvo exceção Tusk que virou a cara meio de lado como se estivesse incomodado com isso. Ele era um anão afinal de contas, hmm?

— Está decidido. Você vem conosco ou não, criança? — E ali estava chance de Vincent em acompanhar os tritões nessa emboscada, ou ficar para traz e quem sabe ter o mesmo fim que possivelmente Archen teve.


Elsa & Analia




Analia foi a primeira a tomar sua decisão. Optou pelo mais coerente para si; deixar aquilo de lado. De fato, a tarefa não parecia agradável, muito menos correta. Considerando que o Porto funcionou sem problemas por todos esses anos, um confronto daqueles podia erradicar facilmente os tratados que eles tem e então mergulhar o lugar em puro chaos. A Elfa não queria isso e então deixou claro que não participaria disso. Sua escolha impõe também consequências; não recebeu pagamento, não recebeu nada. Inclusive ainda perdeu. Uma de suas adagas, lá atrás, que ficou para Vincent como uma recordação. Que azar.

Já Elsa, deixou-se levar por um antigo ditado; quem cala consente. A proposta foi aceita, mas sem qualquer pagamento especificado. Rookar tomou aquilo como imprudência, apanhou um saco com 1000 L$ e entregou nas mãos da humana, só pra dizer que não cumpriu com seu lado da promessa. Seja suficiente ou não, o dinheiro estava pago.

Não demorou para que no Porto, ambos o meia-barba e a loira encontrassem um pequeno grupo de criaturas, entre elas anões, goblins, até mesmo Orcs, preparados para acompanhar Rookar nessa jornada. Archen, no entanto, não estava lá. Se Elsa perguntasse para alguém, saberia da terrível notícia; parece que enquanto estava sendo tratado por alguém ele começou a agonizar como se o próprio sangue estivesse fervendo. Foi ficando quente, mais quente, tão quente que nem mesmo a pele podia aguentar, e então começaram as bolhas, até estourarem, explodindo Archen de dentro pra fora. Um relato terrível, mas que certamente expurgou seus pagados. Esse é o preço de uma traição?

Quem sabe.

Logo, todos estavam no barco de novo. As coisas foram resolvidas muito as pressas, como se Rookar precisasse zarpar antes que alguém notasse a movimentação e viesse intervir. Não que o porto fosse vigiado ou existissem muitas leis vigorosas ali, mas chamar atenção nunca é bom, ainda mais pra uma missão dessas. Eles estavam navegando direto para o conflito não é? Quanto menos atenção, melhor.

— Está tudo pronto, Kron? — Rookar confirmou com um de seus homens, este um meio-orc de rosto deformado e com uma baita cicatriz no braço esquerdo, um corte vertical que descia do ombro até o antebraço. Ele respondeu que sim. Os homens arrumaram seus equipamentos, alguns bem armados, outros não. Não havia algum padrão ou coisa do tipo, eram mercenários afinal. Cada um tinha seu próprio jeito de estar preparado, mas todos entraram de comum acordo que estavam pronto. Eles sabiam para onde estavam partindo, então não havia mais o que discutir. Elsa então foi na frente, subiu na embarcação, procurou por algum canto pra descansar. Percebeu que era a única fêmea no barco. Não digo mulher porque a predominância ali era por anões e orcs, então né?

Entraram em acordo que Elsa deveria ficar com a cabine principal. Que pelo menos ela aproveitasse para descansar, enquanto Rookar comandava os demais para zarpar.

Não demorou para que o barco deixasse o porto e seguisse a toda velocidade vencendo as marés. Como ainda estava amanhecendo, Elsa podia ver uma certa neblina pairando na superfície do oceano através da janela. Era tão misterioso e ao mesmo tempo nostálgico. Teve um vislumbre naquele momento, dos oceanos brancos das Montanhas Gélidas do Norte. Quase podia se sentir lá, divagando na imaginação. Por pouco não dormiu.

— ROOKAR! Você... rrrhh... viu? — De dentro da cabine Elsa não conseguia ouvir tudo. As frases ecoavam meio cortadas, talvez pelo balanço do barco ou pelo som das marés. O fato é que algo chamou atenção da tripulação e logo começou uma agitação no convés. — Temos companhia, rapazes! — Alarmou Rookar.

E olhando mais uma vez pela janela, Elsa podia ter a certeza de que via, vez ou outra, criaturas saltando fora d'água. Criaturas aparentemente humanoides, porém com barbatanas grandes, escamas no corpo e o mais importante; armas.




[ ... ]


— Argus! — Chamou Tusk, no alto daquele precipício. Nessa altura, tanto Argus quanto Vincent estavam lá no meio, naquele monumento de ferro, avaliando as riquezas e o ouro que tinham espalhados por ali. — Parece que os tritões encontraram a embarcação de Rookar. Ainda está longe da ilha, mais perto do porto, ao norte. — Explicou, apreensivo.

— Não se apressem, crianças. Não podemos chamar atenção dos homens do porto. Atraiam-no para os redemoinhos, grrrrr... — Respondeu o Tritão, firme.

— Na Moela do Leviathan? Mas..Argus... — Tusk tentou intervir, aparentemente aflito com a ordem, mas Argus fazia questão do que foi dito. Arremessou inclusive uma de suas adagas, esta fincando na ponta do precipício, poucos centímetros de atingir o pé direito de Tusk. Só assim o anão se convenceu e então saiu da caverna, levando o comando para o restante do grupo. Ficaram a sós novamente, só Argus e Vincent.

— Podemos compartilhar toda essa riqueza, criança. Tesouros que eu venho acumulando há tempos. Migalhas do que consigo roubar de Rookar ou outros transportadores. Mas, com sua ajuda, podemos ir ainda mais longe. Podemos dominar o porto, assumir o controle do sul de Takaras por completo. — Dizia, estimulando a ambição no meio-demônio. — Basta me ajudar a eliminar Rookar, e tudo isso também será seu. — Completou.

Obs:
Analia: aparentemente ela saiu da campanha.

Elsa: considerei o seu silêncio como um aceito. Então você recebeu aquele dinheiro e foi junto da embarcação do Rookar de volta pro mar.

Vincent: O negócio do sangue firmou um trato entre você e Argus. A dúvida do Tritão é saber se você pode acompanhá-los voando ou não, já que eles não usam barcos, eles vão pela água mesmo. Caso você não saiba voar, você pode ir com o Tusk, mas vai demorar mais pra chegar no lugar da emboscada, então aproveite esse post pra deixar claro suas capacidades e os seus objetivos ao lado do Argus. No próximo post já levo você e os tritões pra embarcação do Rookar e começa a luta.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Qui Maio 19, 2016 6:46 pm

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O bicho era feio, e grande é claro. Suas escamas pareciam um armadura natural e Vincent não tinha certeza se sua lâmina conseguiria atravessá-la, então era melhor esperar a oportunidade lhe sorrir, mas não agora.

A criatura vestiu um véu acinzentado quase transparente que o jovem teve de se conter para não chamá-lo de odalisca escamosa. Tinha de se manter focado.

A grande besta se movia rápido, até mesmo mais rápido que o meio demônio, e passou para atrás da dupla num piscar de olhos e Vincent enrigeceu seus músculos já esperando o ataque por trás. Estava cercado e era habitat deles, seria uma luta injusta. Mas Argus voltou a frente do jovem, até mais perto do que Vincent gostaria. Seu olhar era intimidador e traiçoeiro, tão invasor que Vince se sentiu nu até a alma.

Talvez tivesse descoberto seus piores segredos, ou talvez não. Perdido em devolver o olhar, o jovem não percebeu que veio a seguir. Argus já havia feito um corte na palma de sua mão e colhido seu sangue enquanto falava sobre ambição. E sim, Vincent era ambicioso, sempre foi.

O tritão recuou, com uma pequena garrafa que continha o sangue do impuro e na outra mão havia uma adaga que o jovem não tinha notado antes. Pensou novamente em fazer piada de onde a lâmina saiu, mas mais uma vez teve de se conter.

Vincent não gostou da atitude e já iria usar a mão para alcançar sua espada quando olhou pra Tusk. O anão estava olhando para ele como se fosse normal, talvez um ritual, ou iniciação. Só assim o meio demônio baixou a guarda e com dificuldades desativou sua habilidade, voltando a parecer com um humano normal, exceto pelas asas e seus olhos rubros. Foi difícil voltar, parecia que seu corpo desejava aquele poder, mas seus caninos retrocederam e seu cabelo voltou ao tamanho normal, com as marcas voltando a ser uma tatuagem  em seu pescoço novamente.

Logo tocou no nome de Archer, fazendo com que Vincent entendesse o recado, o sangue era um tratado, e Archen passou por isso, e neste tratado era servo de Argus.

-"Só vou parar de me preocupar quando a cabeça dos três traidores estiverem longe de seus corpos."

Retrucou o jovem. Então veio a menção a mulher e Vince não deixou barato.

-"Estava sozinho e ambas as mulheres usaram magia, inclusive o miserável do Archen!"

Virou de lado, ficando de frente para Tusk e voltou olhar para Argus.

-"Já que tem meu sangue impuro, acho que eu mereço algo para igualar as coisas. Algo que faça minha lâmina poderosa, que a magia dela não possa me derrubar."

Voltou-se para a fera novamente, cruzando os braços.

-"Se o maldito do goblin teve ajuda mágica, porque eu não? Já tem o meu sangue, preciso de ajuda mágica para lidar com magia. Simples assim."

Vincent foi surpreendido pela chegada de vários tritões, muitos para se contar. Surgiam do menor buraco entre as rochas ou emergiram da água, Vincent achou que tinha irritado Argus e iria pagar o preço, mas a besta era astuta, já havia programado um ataque a Rookar e ainda lhe contou sua história.

Mais tritões? Rei dos tritões? Ahhh Argus.

-"Seu safadinho! Agindo por trás de seu líder? Agora sei que estou em casa!"

Ironizou o tritão quando soube da história, mas seu sorriso foi praticamente arrancado quando falou de suas asas. Levou as mãos para trás e de cenho fechado encarou Argus.

-"Não precisa de mim para afundar um navio, olhe em volta! E Tusk indo de barco? Entrega o jogo a ele. Quem fez esse plano sabia andar? Acho que não. " Disse o garoto sobre a estratégia de Argus.

-" Vão precisar mais do que isso pra derrotarem a mulher loira, Elza. Ela manipula magia de água, então estarão em desvantagem lá. Ela me congelou e tentou me afogar! O que acha que ela fará com seus peixinhos dourados?"

Vincent abriu os braços e deu um giro lento ao redor de Argus.

-"Não me entenda mal peixão, mas você tem que aprender as maldades da vida lá fora. Pense comigo."

Deu um leve tapa no ombro da besta e ficou a frente dela:

-"Temos o elemento surpresa. Elas acham que eu morri, ou algo assim. E tenho essa rixa com elas.

Meu plano é simples, eu vôo até lá, e vocês vão por baixo. Desço no navio e mostro a Rookar o ferimento que tenho em minha asa, feito pela adaga de uma delas, que está comigo. Logo, influêncio Rookar a achar que elas estão do seu lado, pois me impediram de matar Archen. E isso elas não poderão negar. Quando estiverem dominadas, Rookar não verá quando minha espada atravessar seu coração."


Voltou a cruzar os braços, um hábito em sua vida de uns tempos pra cá, e oferece um sorriso para Argus.

-"Ai vocês entram e terminam o serviço, pois ele não deve estar sozinho... "

Novamente abre os braços, olhando em volta, até voltar aos olhos da besta.

-"Ah vamos lá! O que tem a perder? Se der errado, só eu que vou morrer, e vocês ainda podem afundar o navio da mesma forma..."







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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qui Maio 26, 2016 9:51 pm



Todos



As marés traziam a sensação de algo grande estava por vir. Anunciavam, quase como numa língua que só os mais sábios e experientes podiam entender, que aquilo não acabaria bem. Que acabaria em sangue. E Elsa sabia bem disso. Nas marcas deixadas por sua história, marcas de um passado que também foi castigado pelas mensagens trazidas pela natureza. De uma certa forma, também pela água, mais precisamente a neve. Anunciou, tempos atrás, que um dia a neve acabaria tingida de vermelho, com o vermelho que corre pelas veias de todos seus ancestrais. E assim aconteceu. Então porque duvidar agora?

Arrepio.

A garota saiu de seu quarto, as pressas, cambaleando entre uma parede e outra, tropeçando em barris, mas no fim chegou ao Convés. Lá, foi apresentada aos inimigos; humanoides, meio-peixe, barbatanas, lanças na mão, malha de couro como armadura, dentre outros equipamentos. Eles lutavam contra a tripulação de Rookar. O meia-barba, lá mais pro alto da embarcação, insistia em controlar o timão da embarcação enquanto intercalava movimentos de esquiva e ataque contra um ou outro adversário. Os peixes saltavam numa altura incrível, alguns conseguiam alcançar pontos extraordinários do mastro principal. Desciam pelo mastro, saltavam na vela, começaram a tentar rasgá-la durante a descida. Foi então que um meio-feral, uma espécie de homem-pássaro — pertencente a tripulação de Rookar, ainda bem — alçou voo e ficou encarregado de exterminar mais esse obstáculo. E não demorou para que as marés trouxessem os primeiros oponentes para Elsa. O primeiro caiu à esquerda, quase perto das escadas que davam pro interior da embarcação. Girou uma lança amadeirada, grande, por entre os braços e então saltou na direção da garota. O barco chacoalhou, brusco, para a medida que os cabelos da garota seguiam o movimento. A loira intacta, imóvel. Seus olhos brilharam, cintilantes como estrelas, e da mesma onda forte que bateu no barco, saltou uma torrente de água extinguiu a presença do tal homem-peixe no mesmo instante. Sua lança ficou, caiu no chão, cravada na madeira. Uma lança simples, hmm?

— São servos dos Tritões! Isso ta certo, Rookar? — Falou um meio-orc, indignado, enquanto pisava no crânio de um dos adversários. Impiedoso. Explodiu a cabeça do ser, espatifando miolos pra tudo que era lado. Elsa ainda pode ver, tinha uma coisa meio gelatinosa no lugar dos ossos da criatura. E Rookar, entre um chute e uma espadada, respondeu logo; — Deve ser obra daquela Falsa-Serpente! Cria do Leviathan! — Cuspiu as palavras com desgosto.

E enquanto lutavam, o meio-feral-pássaro percebeu que alguma coisa estava errada. Desceu e foi ao encontro de Rookar, avisar que os tritões estavam tentando fazê-los desviar do curso original. Rookar rapidamente deixou o posto e correu. Pegou a primeira corda que encontrou, lançou-se no ar, como um malabarista - habilidoso eu diria - e quando ganhou altura, equilibrou-se numa espécie de plataforma-barril lá no alto. Puxou uma luneta do bolso, quase derrubou-a com o balançar da embarcação, e então se colocou a olhar. Não ficou contente com o viu, cuspiu alguma coisa lá de cima. Derrubou mais um ou dois homens-peixe e então desceu pela mesma corda que subiu, retomando controle do barco. Pisava firme durante a caminhada.

— Fiquem atentos rapazes. As coisas vão ficar um pouco turbulentas agora... — Bufava, nitidamente irritado.

Elsa ainda escutou a tripulação trocar palavras entre si, apreensivos com um tal nome, a "Moela do Leviathan" ou algo assim. E não precisava ser um gênio pra ligar os pontos e entender que não era nada bom chegar nesse tal lugar. E a luta continuou, e a embarcação seguiu. Mas os esforços de Rookar pareciam inúteis. O barco parecia ser puxado por baixo pelos tritões, cortando o curso original traçado e forçando-os a seguir para o leste. Já era tarde. A embarcação chegou num ponto onde redemoinhos enormes se destacavam a superfície. Para cada redemoinho que passava, parecia que todos afundariam e sempre que o barco voltava ao normal, estavam com menos gente. Primeiro foi o meio-orc. Desapareceu no primeiro grande redemoinho que passaram. Elsa já no chão, só não caiu com o chacoalhão porque segurou-se naquela lança cravada no chão. Resistente apesar de simples, hmm? E nos dois redemoinhos seguintes o barco encheu de água, quase afundou uma vez e ainda perdeu mais uma boa parte da tripulação que quando não ficava a deriva, desaparecia no fundo dos redemoinhos. Era mesmo um temor velejar por aquelas águas, mas Rookar não abandonou o barco. Chamou por assistência e logo vieram mais gente de dentro da embarcação. Saíram para o convés, assustados, e logo se puseram a lutar contra os remanescentes homens-peixe que ali estavam.

— Rookar, eles mandar-... -arhh.. — Mandou avisar o meio-feral. Atrasado. Terminou a fala cuspindo sangue. A asa direita, arrancada com violência, caiu no convés, perto de Elsa. O resto, bem, sumiu né? Acontece que a loira só precisou bater o olho uma vez pra entender quem era o causador daquela chacina. Era Vincent. Chegou voando como um míssel. Engraçado que o tempo parecia ter se perdido completamente ali. Numa hora a garota se viu entrando no mar, há pouco. E agora, sabe-se-lá a quanto tempo já estava ali naquela guerra sob redemoinhos.

O meia-barba não entendeu bem a mensagem, chamou por um de seus assistentes e pediu que segurasse o timão enquanto ele vinha na direção de Elsa. Percebeu que ela sabia de algo quando viu o tal novo adversário.

— Garota? Você sabe de alguma coisa desse aí? — Indagou, aproximando-se meio que cambaleando. Na mão direita segurava um sabre. Na cintura, duas machadinhas presas e prontas pra uso. No braço esquerdo o couro de lobo que usava estava meio rasgado e alguns ferimentos leve. Coisa de lança, certeza. Mas quanto a sua pergunta, não precisou de resposta. Quando Vincent pousou, ele já tinha ali a sua resposta. Olhou para o garoto, lembrando das coisas que lhe foram ditas por Elsa e Analia. Arqueou a sobrancelha direita e ameaçou atacar com o Sabre, mas foi impedido quando o garoto simplesmente levantou as mãos, fingindo estar rendido, como quem não quer problemas. A embarcação chacoalhou, mandando avisar que vinha outro redemoinho pela frente. As nuvens no céu se chocaram, ressoando num estrondoso trovão que cortou todo barulho e em seguida trouxe silêncio e apreensão. Em poucas palavras, o meio-demônio tomou a frente da situação e mostrou o ferimento em sua asa bem como a Adaga de Analia que o tinha feito. Ele realmente acreditava que seu depoimento seria convincente, enquanto Elsa não deu nenhum parecer de algo contra. A garota ficou em silêncio, agarrada no cabo da lança cravada e rezando pra não ser derrubada. Rookar equilibrou-se depois de quase cair e então deixou um sorriso escapar.

— Eu sabia desde o começo... que o desgraçado do Archen tava nessa. Não se deve confiar num Goblin, pirralho. — Inclinou a cabeça meio de lado, como que conformado. — Mas o que eu não consigo entender é como você ainda está vivo, heim? — Quase que simultaneamente ameaçou um corte horizontal com seu sabre. Senão fosse pelos bons reflexos e pela agilidade proporcionada por sua habilidade, Vincent ganharia uma bela cicatriz no abdômen e quem sabe algumas tripas a menos? O meio-demônio deu um pulo para traz enquanto o Anão avançou. Empurrou Elsa para que a garota não ficasse na linha de perigo. O plano de Vincent não parecia ter dado certo e logo, ele teria de tomar medidas mais drásticas.

— Eu senti desde o começo. Essa maldita sensação de que nada de bom pode vir de você. Essa desconfiança, eu sabia! Meus instintos nunca me enganam, guri. Desde que eu te encontrei aquele dia com minha carroça. Mas agora me diz, era o Argus não é? É ele que ta liderando esses tritões? — E como quem não espera resposta imediata, Rookar avançou com o sabre em movimentos fortes. Vincent tinha mais habilidade no entanto, então numa rápida troca de golpes, o meio-demônio conseguiu desarmar o meia-barba com um movimento rápido. Jogou seu corpo por baixo, desviou do ataque. Cotovelo em alta, quebrou a força imposta no braço armado e em seguida tomou apoio ali pra pular por cima do braço do anão e então desarmá-lo com um chute. O anão rolou pra traz mas logo estava de pé novamente. Sacou as duas machadinhas que estavam no cinturão, sorriso no rosto. O espírito de batalha dos dois estava fervendo, principalmente o de Vincent que modéstia parte mandou dizer; você vai vencer, você consegue, você vai ter o sangue dele nas suas mãos.

E assim foi feito. Como a profecia ditada pelo mar, lembra?

Elsa sentiu aquele arrepio de novo. Tentou intervir da maneira que podia, meramente por reflexo, queria imobilizar o alvo com sua magia. Queria controlar a chuva que começou ou mesmo a água do mar pra imobilizar Vincent, mas algo em volta dele a impediu. Aquela mesma Adaga que o meio-demônio segurava brilhou, num roxo intenso, escuro e sombrio. Revelou a escuridão que o garoto carregava consigo e também interceptou toda magia de Elsa. Aqueles foram os momentos decisivos. Rookar percebeu que não poderia detê-lo e salvar Elsa ao mesmo tempo. As intenções assassinas do garoto eram violentas e acima de tudo; rápidas. Sabendo disso, acreditem ou não, o meia-barba optou por salvar Elsa. Deixou o ataque de lado e deu de costas para empurrá-la uma segunda vez; agora mais forte. Três, quatro passos para traz, Elsa viu tudo em câmera lenta; viu quando Vincent avançou como um flash e com sua espada, atravessou a lâmina na garganta do meia-barba de maneira que o sangue dele espirrou longe. As gotas se misturaram com a da chuva, uma coisa incrível. Mas no quinto e último passo, a embarcação chacoalhou forte; era o tal redemoinho a frente. A loira não tinha como segurar e caiu, longe da visão de qualquer adversário. A última coisa que viu foi a imensidão azul da superfície do mar sendo tingida de vermelho enquanto a garota afundava na água.

[ ... ]

— Está certo, está certo. Eu vou dar o que você quer, mas saiba que haverá um preço. Assim como foi com Archen. — Respondeu Argus, quanto ao pedido de Vincent. Sobre o lance da magia.

Seu pedido foi atendido e Argus, o Tritão, explicou que era um perito em encantamentos. O instrumento musical de Archen por exemplo, estava encantado por um de seus poderes e por isso o goblin conseguia controlar magia com mais facilidade, mesmo tendo pouca aptidão, aparentemente. Foi preciso treino, inclusive. Mas no caso de Vincent, ele faria uma coisa mais prática, específica para o caso.

Mostrou certa curiosidade com a adaga que o garoto carregava, aquela que Analia lhe deu como presente junto do ferimento na asa. Sorriu ao explicar que aquela marca na adaga era mesmo muito interessante, ela carregava energia, uma espécie de conexão que o Tritão não conseguia identificar mas que poderia ser útil de acordo com a maneira que seria usada. O Tritão apanhou a adaga, molhou-a com um pouco do sangue colido do próprio Vincent, e então começou um encantamento, banhando-a nas águas do foço daquela caverna. Os olhos e as mãos do tritão brilharam num roxo escuro e estranhamente sombrio. Vincent podia jurar que aquilo que estava acontecendo não era bom. E de fato não era pois tinha seu sangue, hmm? Sentiu o corpo fraquejar, sentiu sua energia ser drenada até um certo ponto. No fim, a adaga quase podia se comunicar com Vincent numa espécie de vínculo que apesar de poderoso, também era perigoso.


(Imagem Ilustrativa)

— No momento certo, o encantamento vai ativar a Adaga e ela vai impedir que seu sangue seja alvo de qualquer magia por um curto período de tempo. A adaga vai ser consumida no processo e você também vai perder um pouco de energia, esteja ciente disso, criança. — Explicou o Tritão, entregando a adaga encantada para Vincent. E o meio-demônio notou quando a marca na adaga mudou, sutilmente. Estranho. Mas isso explicava o que aconteceu quando nem mesmo a magia de Elsa foi capaz de tocá-lo no barco, hmm?

[ ... ]

— S-S-eu....bastardo...rghhh.. — Tossiu Rookar. E para a medida que ia perdendo sangue e também a fala, o meia-barba foi mudando de aparência também. Difícil era dizer o que estava acontecendo mas, aos poucos ele foi assumindo outra forma. Similar, inclusive. Alguém que o meio-demônio conhecia bem. Alguém que na verdade, era Tusk! — A-Agora... todos sabem....a verdade. — Foram suas últimas palavras. E os olhos do anão gordinho então divagaram na escuridão.

Nesse caso, então, se esse era Tusk, o verdadeiro Rookar era... ?

— ARRRHHH! SEU DESGRAÇAAAADDO! — Gritou um tripulante. Este era um humano comum, trajava uma espécie de couro de urso e segurava uma clava na mão direita. Avançou na direção do meio-demônio, visando vingar a morte do anão enquanto o restante da tripulação ainda lutava contra os Tritões. E os redemoinhos ficavam cada vez mais recorrentes, o barco não aguentaria por mais muito tempo. Aquele parecia o momento perfeito para o restante da tropa de Argus agir, conforme o plano de Vincent, certo? Afinal, o Tritão havia concordado com o garoto em seguir seu plano. Ele só esperava por um sinal e todos acabariam com aquela embarcação.

Obs:
Muito bem, muito bem. Eis que chegamos ao clímax da campanha. A verdade foi revelada.

Vincent - O grande erro no seu plano foi justamente a sua característica como meio-demônio; causa desconfiança nos demais. Considerando ainda que você ficou muito tempo com o anel, lembra que eu disse que as consequências seriam mais agravantes? Então praticamente todos ali sentiam que você não era de confiança nem falando a verdade. Aí era só ligar A + B e saber a verdade. Aliás, o Rookar que você matou era na verdade o Tusk. Então aquele Tusk que estava com vocês era na verdade... Rookar! Você gastou 50% do seu PE atual quando a Adaga foi ativada/consumida.

Elsa - Você foi empurrada pelo Tusk pra cair no mar e ser levada pelos redemoinhos. Dessa forma os tritões não podem te pegar porque nem eles vão conseguir entrar no redemoinho pra te capturar. Então nesse turno, se você for postar, considere que você vai acordar nas praias do Rasgapele, ou que foi salva por alguma embarcação no caminho, não sei. Fica por sua conta o que vai fazer e como vai lidar com as informações. Você sabe de tudo agora. Sabe do Argus, sabe que o Vincent está com eles, só não sabe que o Rookar que morreu era na verdade o Tusk, porque você não o viu se destransformar, hmm? Vou considerar que você gastou 25% de PE nesse turno, controlando torrentes de água pra te defender e os ataques contra o Vincent que não funcionaram.

Vamos lá amigos, o próximo post será provavelmente o último então mandem ver e não economizem palavras.

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NT Bird

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Qua Jun 01, 2016 7:13 pm

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
Evite acidentes,
faça tudo de propósito!


E o jovem abraçava ainda mais as trevas.

Parecia algo normal agora, já que era meio demônio parecia o certo a se fazer.

Quando foi ser bonzinho não teve uma boa experiência e ainda saiu como vilão da história, traidor e banido.
Então decidiu se entregar a escuridão e trilhar o caminho de seu pai, mesmo não tendo o conhecido.

Argus aceitou seu pedido como membro do grupo, mesmo que provisório. Já tinha um grande teste pela frente, acabar com Rookar e sua tripulação. O tritão lhe deu um poder, mesmo que passivo e descartável no primeiro uso, mas que seria suficiente para anular a magia de Elsa e deixa-la vulnerável.

Para isso o tritão pediu a adaga de Analia, mostrando certa curiosidade sobre o objeto.

Vincent por outro lado pegou a adaga e a observou por alguns segundos, entregando para seu novo contratante, se assim podia ser chamado.
Argus começou um pequeno ritual nas águas da caverna. Um brilho púrpura envolvia a adaga e emanava dos olhos do tritão. Definitivamente era energia das trevas e não parecia que teriam benefícios, mas já é estava decidido.
Argus explicava que seu sangue seria protegido de magia, por um certo tempo, a um custo além da destruição da adaga.

Vincent assentiu com a cabeça e recebeu de novo a adaga, enquanto Tusk estava quieto demais.
O anão parecia que iria amarelar, mas Vincent só se importava com sua pequena vingança.

Ao tocar na adaga Vincent pode perceber o puro poder da escuridão nela e a guardou no seu cinto, checando sua espada.

Voltou a atenção pra Argus, e perguntou:

-"Conseguem chegar a tempo? Quando for a hora jogarei minha camisa pra fora da embarcação, essa é a hora do ataque. Vejo vocês lá."

Virou-se e começou a caminhar para a saída da caverna, mas não antes de jogar uma piada para Tusk:

-"Se eu não ver um certo anão na batalha vou caça-lo até no inferno. Me recrutou e está com medo da batalha? A batalha vai até você, Tusk."

O jovem continuou sua caminhada em silêncio...





Demorou um tempo para chegar a praia, ou era a ansiedade pela carnificina, não sabia mais ao certo.
Colocou sua adaga e espada na areia, tirou a camisa dos ombros, deixando-a presa pelo cinto, caindo como uma espécie de saia. Voltou a colocar suas armas no cinto e abriu suas pequenas asas para voar, o destino era o norte, até avistar a embarcação.

Pareceu uma eternidade mas na primeira hora já avistou o barco que procurava, estavam mais perto do que ele imaginava, mas algo estava errado. O barco já estava sobre ataque dos tritões.

-"Malditos peixes, não sabem o que é um sinal?"

E realmente estavam atacando o navio, mas em menor número, o que era curioso. Vincent então percebeu, estão esperando meu sinal para o grande ataque.... Espero.

Rookar não estava sozinho, arrumou um tripulação que lutava a seu lado. Começou a perder altitude e ganhar velocidade mas percebeu que havia alguma criatura alada lutando contra os tritões e essa virou seu alvo. Pegou sua espada e a adaga no ar e voou como um cometa, girou o corpo ao se aproximar e dilacerou o corpo do feral, que não percebeu o ataque. Os pedaços do corpo voaram para várias direções inclusive caindo no navio e foi quando Vincent percebeu, alguns pedaços cairam ao lado de Elsa e próximo à Rookar.

Descer e colocar o plano em prática, e assim o fez.
Pousou próximo a Elsa enquanto guardava suas lâminas. Rookar logo chegou e era a hora do plano. Levantou as mãos, mostrando trégua enquanto Rookar já começava a avançar, mas parou ao ver a expressão do meio demônio:

-"Ai esta a traidora que tentou me matar ao se aliar a Archen! Aqui estão as provas, a adaga de Anália que foi usada para tentar me matar!"

Mostrou a adaga e abriu a asa, mostrando o ferimento. Rookar falou com a mulher caída, parecia chocada com a carnificina a sua volta e o chacoalhar do barco. E a mulher não disse nenhuma palavra em sua defesa mas Rookar não confiava em Vincent e esse foi o fim de seu plano.

O primeiro golpe veio com a desconfiança, e por pouco o jovem não era atingido, graças a sua agilidade. Não teria jeito, agora teria de lutar e algo lhe dizia que iria ganhar com facilidade, afinal era um anão mercador, não um guerreiro.

Saltou pra trás, ganhando espaço para sacar sua espada. O que não havia percebido é que sua habilidade já estava ativa novamente, seus cabelos cresceram assim como seus caninos, as marcas negras já cobriam metade do seu corpo e suas asas dobraram de tamanho.
Estava uma fera do inferno novamente. Sua vontade de matar agora era ainda maior, Elsa e Rookar ainda estavam ali, mas não via Analia.

O anão partia para o ataque, mas antes empurrou a jovem para longe do combate, saindo do alcance de Vince. Mas lá estava ele, com seu sabre avançando para sua provável morte. O meio demônio aparou os dois primeiros ataques com a adaga, mas se lembrou do que Argus tinha feito a ela, não podia arriscar perder isso, o terceiro foi um encontro de espadas e Vincent conseguiu desarmar o anão com sua força e habilidades, desviou do golpe e chutou seu pulso, arrancando a espada do anão.

Rookar rolou pra trás, pegando suas machadinhas e preparando o próximo ataque.

A adrenalina e o espírito de batalha tomava os dois ali, Vincent posicionou a adaga pra trás e a espada a frente, seria para valer e acabaria rápido com isso.

-"Ainda não enxerga a verdade seu verme? Eu fui o traído aqui!"

Neste momento pode ver Elsa, se passasse por Rookar estaria a dois passos dela e ela estava coagida, parecia com medo da tempestade ou do balanço do mar.
Mesmo assim ela tentou usar seu magia no meio demônio, a adaga brilhou em roxo e as marcas do corpo do jovem também. De alguma forma sombria o corpo do garoto absorveu a magia utilizada ali.

Estava ganho agora, era matar Rookar e depois Elsa, já havia feito em sua mente centenas de vezes, agora era hora de colocar em prática.
O anão veio para cima com suas machadinhas, mas parou, dando as costas para o meio demônio. Erro fatal. Mas o anão empurrou Elsa pra trás forte demais que a loira foi cambaleando pra trás e Vincent usou toda sua velocidade para atacar. Com Rookar de costas foi fácil, atravessou sua garganta com a lâmina, tirando rapidamente e ficando lado a lado com ele. Girou sua espada e o sangue começou a correr na espada e na garganta do anão.
Agora era pegar a maga e dar fim a ela.

Mas a sorte realmente não estava ao lado do jovem meio demônio, Elsa em seus passos de desequilíbrio acaba indo parar perto demais da borda e o forte balanço da proximidade dos redemoinhos fez o restante do trabalho, jogando a loira na água. Vincent ainda tentou correr, mas não chegou a tempo. Debruçou-se na borda mas nada havia além de águas revoltas.

O grito do meio demônio parecia um urro de uma fera grotesca. A raiva e frustração consumiam o jovem.

-"Nãããooo!"

Rookar tentava falar, mas o sangue já quase o afogava. Disse algo sobre verdade e Vincent tirou sua camisa da cintura com um puxão, jogando-a pra fora do navio.

O sinal era dado.

Voltando sua atenção para o anão, seus olhos se arregalaram, Rookar parecia se desfazer e se transformar em outra pessoa, era Tusk!

Todo aquele tempo Rookar era Tusk, então Tusk.....

-"Maldito seja, anão!"

Esbravejou o jovem enquanto o anão ia perdendo a vida lentamente.

-"Mande lembranças ao meu pai quando chegar no inferno, anão maldito! "

Vincent se aproximou e fincou a espada no peito de Tusk, empurrando posteriormente com seu pé. Jogando o corpo sem vida ao chão. Sua espada banhada de sangue pingava no convés, se misturando a água ali. Olhou para o corpo sem vida e apanhou suas machadinhas e fincou em seu cinto na parte de trás.

-"Não vai precisar mais disso, vou fazer bom uso matando o verdadeiro Rookar."

O sinal estava dado, agora era dizimar o restante da tripulação e procurar Analia, ahhh Analia!
Essa não iria escapar. Já que Elsa caiu nos redemoinhos, não sairia viva de lá.

-" Dois já foram, só falta.... "

Mas foi interrompido por um grito, que pelo adjetivo usado e a intensidade era claro que era para ele. Um homem vestido em pele de urso vinha para atacá-lo com um clava, UMA CLAVA!

Vincent trocou a espada de mão e sorriu de volta. Já tinha usado o sinal, mas não precisava ficar esperando o reforço chegar, iria tentar fazer o máximo de carnificina que pudesse. Até porque era o que lhe trazia prazer, sangue e mortes.

O cheiro de sangue e os sons das batalhas deixavam o meio demônio em ecstasy! Renovavam suas forças e lhe davam mais força de vontade!

Com a aproximação do homem Vincent ficou mais cauteloso, deixou que ele atacasse primeiro afim de desviar dos golpes, esperando uma brecha para atacar, mas o navio não estava mais confiável, então esquivou do primeiro golpe horizontal apenas abaixando. O segundo veio na vertical, para esmaga-lo como um inseto mas saltou para o lado e abriu suas asas, voando baixo e se mantendo em vôo a centímetros do convés.

A clava é uma arma de aste longa, seus golpes são lentos e Vincent iria tirar vantagem disso, era esperar o momento certo e atacar. A armadura era algo preocupante, então Vincent ficaria nas partes descobertas para incapacita-lo e jogá-lo pra fora da embarcação.

Mas a pergunta que não saia de sua mente: "Onde estaria Analia?







○ ○ ○

○ ○ ○

○ ○ ○




Cloud



Dharmacakra Mudra




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"Eu admito que não sou anjo, eu admito que não sou santo.  Eu sou egoísta e eu sou cruel e eu sou cego. Se eu exorcizar meus demônios, bem, meus anjos podem sair também.  Quando eles saem são tão difíceis de achar..."


Última edição por Cloud em Qui Jun 02, 2016 8:04 am, editado 1 vez(es) (Razão : Erro de digitação)

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qua Jun 08, 2016 6:42 pm



Vincent



Para o meio-demônio, o mar estava pra peixe, com certeza.

Mesmo ao falhar em seu plano inicial, Vincent viu a sorte lhe sorrir mais uma vez e no fim das contas tudo acabou bem. O acordo estava feito, bastava ele jogar a camisa no mar e os tritões fariam o resto do serviço. E assim ele o fez. Mas não antes é claro de terminar o serviço com o falso-Rookar, digo, Tusk. O anão, já sem vida, caiu no chão dando um último suspiro meramente reflexivo. Talvez fosse alguma reação natural de sua carcaça, pois o espírito do anão ali já não mais existia.

Sangue na espada, sede saciada, Vincent tirou a camisa e jogou no mar. Ainda teve tempo de roubar as machadinhas do oponente derrotado. Objetos valioso por sinal. Ainda mais sendo forjado por anões, que são exímios ferreiros, a perfeição ganhava detalhes mesmo na lâmina das machadinhas. Escritas na língua dos anões adornavam as extremidades da lâmina enquanto o metal que forjava a arma parecia ser de qualidade, a julgar pelo peso. Apesar da arma não ser lá muito grande, era pesada, o meio-demônio ia precisar treinar pra se acostumar com aquele peso desproporcional do machado na ponta. Mas enfim, ele não tinha tempo a perder com medidas. Ainda não. Outro oponente logo tomou o lugar do falecido, um homem com uma armadura improvisada com couro de algum animal pesado, e na mão empunhava uma clava. Baita injustiça não é?

Não, claro que não. Vincent não teve dificuldades em eliminar o inimigo. Suas habilidades estavam no auge, suas capacidades físicas drasticamente melhoradas. Quanto mais ele se entregava àquela sede de sangue, aquela vontade de se deixar levar pela ambição, pela vingança, mais poderoso ele se sentia. E mesmo diante de uma clava, sua espada foi capaz de cortar. Cortou o que viu pela frente. O garoto era inteligente afinal, analisou os movimentos do inimigo deixando-o atacar primeiro enquanto se restringia a meras esquivas. Tirando suas conclusões, já sabia onde e como atacar. Abriu as asas e assim o fez. A espada dançou quase tão perfeita que parecia acompanhar o balançar do barco pra atacar na hora certa, seguindo os instintos do meio-demônio. E no fim, o sangue e as tripas daquele guerreiro que se opôs a ele, despencaram no chão. O som oco do homem em pele de curso caindo de joelhos foi quase como um sinal. Aquilo desestabilizou os sentidos do meio-demônio que, num surto de êxtase e histeria, começou a enxergar as coisas em câmera lenta.

Viu os tritões invadindo. Chegavam por todos os lados, famintos, vorazes. A tripulação não conseguiu aguentar, um a um começou a cair. O barco sendo destruído no processo. Eles conseguiram.

Não. Onde está ela?

A elfa, aquela maldita mascarada, cadê ela?!

Seus olhos, esbugalhados, saltavam de alvo em alvo, procurando qualquer semelhança de alguém que pudesse ser o tão aclamado alvo. Não viu a máscara, não viu sequer algum elfo. E Vincent deixou-se levar pelo instinto, caçando-a até mesmo dentro das cabines do barco, nas paredes do fundo, em todo lugar! Mas não achou. Assim como Elsa, Analia havia escorregado por entre seus dedos e desaparecido como se o oceano tivesse limpado todos os seus rastros. Aquilo era frustrante. Revolta brotou em seu interior, extravasando numa fúria quase incontrolável que podia transformar o garoto numa besta animalesca a qualquer momento.

Voltou pro convés. Encontrou Argus lá. O tritão caminhou em sua direção, nos poucos destroços de madeira que ainda se mantinham enquanto o barco afundava. O tritão falou algumas coisas, pouco compreendidas nos sentidos do meio-demônio, mas, dentre elas, uma chamou atenção. Se o meio-demônio tinha planos pra capturar o verdadeiro Rookar, era tarde. Como todos os tritões seguiram o plano de Vincent e se acumularam aqui, Rookar teve a oportunidade de tomar algum barco - ainda lá na ilha dos tritões e fugir - sem que fosse seguido. Quando perceberam já era tarde. Mas não tão tarde para comemorar uma grande vitória.

— Hoje, minhas crianças, demos o primeiro grande passo aniquilando a tripulação de Rookar! — Anunciou Argus, erguendo uma espécie de tridente que parecia ser sua arma. — Rookar recuou e certamente vai levar os boatos para os homens do porto. O tratado de paz com o porto acabou! O próximo passo é tomar controle dos Portos e assumir todas as rotas marítimas de Takaras! Vocês estarão comigo, guerreiros? — Terminou com um grito, mesmo rouco, ecoando por todo perímetro como o som de um trovão na tempestade.

E todos os tritões responderam ao seu chamado. Comemoravam, aceitavam se colocar nessa guerra que estava pra começar dali em diante. E Vincent agora era parte disso. O meio-demônio estava lá, quer dizer, estava e não estava. Vez ou outra sentia como se estivesse apagando, não por cansaço, não por fraqueza, mas por sentir que sua bestialidade poderia tomar conta a qualquer momento. Usar suas habilidades na presença do anel que, vejam só, novamente estava em seu dedo, tornou-se um perigo em potencial para o meio-demônio. Algo a se pensar. Mas antes, alguns outros assuntos exigiam mais atenção do garoto.

A embarcação afundou, os redemoinhos ficaram para traz, todos voltaram para a Ilha. Argus já havia enviado alguns de seus soldados para que vigiassem Rookar caso o encontrem. Eles precisavam estar um passo a frente do anão daqui em diante, preparados para reagir e dar o próximo passo. E justamente por isso que Argus, o líder, chamou por Vincent em seu covil mais uma vez. Ambos dentro daquela gruta, em cima do tal monumento de ferro com ouro e tesouros em abundância, agora conversavam em particular, longe de intromissões.

— Você vai precisar tomar cuidado de agora em diante, minha criança. — Iniciou, caminhando ao redor do garoto. — Nem sempre você vai ter a sorte de ser recebido pelos meus vassalos quando vier na Ilha. E como ainda existe uma hierarquia com outros superiores dentre os Tritões da ilha, precisamos tomar cuidado para que eles não percebam sua íntima relação com minha tribo. — Explicou, gesticulando enquanto vez ou outra repousava os dedos com membranas sobre o ouro no chão. Ele apanhava um pouco, enchia as mãos, e depois deixava escorrer, fazendo as moedas tilintarem uma na outra e quebrando o silêncio da caverna. Era música para os ouvidos de qualquer um com ambição o bastante. — Colocarei um encantamento em seu Anel. Isso vai servir para que eu possa avisá-lo quando você pode vir até a Ilha e quando não pode. Também vai servir para que eu possa ajudá-lo em momentos que precisar da minha magia. — Argus estendeu a mão direita, puxando o braço de Vincent e forçando-o a abrir a palma da mão com o anel a mostra, no dedo anelar. O tritão não esperou que o meio-demônio concordasse, apenas forçou aquela mesma espécie de estranha energia púrpura que percorreu os dedos de Vincent até se acumularem onde estava o anel. O metal do anel foi ficando mais escuro, era como se mudasse um pouco a forma, ganhou também uma espécie de estampa, parecido com uma coroa. Vincent também sentiu alívio. Foi como se a insanidade proposta pelo anel ficasse um pouco suprimida durante o encantamento, um suspiro.

— Quando precisar dos meus poderes, basta molhar o anel e eu poderei ajudá-lo com meus encantamentos. Mas lembre-se, na ausência de água, meus poderes de nada servirão para ajudá-lo, minha criança. — Advertiu, terminando o encanto.

Argus também recolheu parte do ouro de seus tesouros, colocando-os em um saco. Entregou para Vincent ao fim. Era como o pagamento, hmm? E então o meio-demônio estava dispensado por hora. Estava livre para seguir seu rumo de volta de onde veio, pelo menos até ser convocado outrora. Não recebeu novas informações, não recebeu mais nada. Saiu com a única certeza de que ao menos uma vez Takaras lhe trouxe algo de bom.

"Os fins justificam os meios, então?"

Elsa



— Ei, companheiro, cê já viu um daqueles ali? — Falou uma voz meio engraçada, sotaque estranho.

— Eita! Com esses pelo dourado, nunca vi não! Será que é gostoso? — Respondeu um outro, mesmo sotaque, tom de alegria por ter encontrado algo valioso.

De repente a garota sentiu cutucar-lhe as costas. Ela ainda estava meio inconsciente, boiando na água. Só sentiu porque, bem, acabaram cutucando bem em cima da traseira da garota. E então puxaram. A garota foi fisgada pelo vestido e sendo puxada pela água até perto da embarcação em que os dois estavam. Um terceiro logo surgiu, puxando a garota da água e trazendo-a nos braços. Os outros dois deixaram escapar um ar de descontentamento. Não era peixe afinal.

— CHAMA A BERENICE! A moça precisa de cuidado, pode ta viva ainda! — Gritou esse terceiro, que ainda a segurava pelos braços, meio de lado.

Os outros dois se entreolharam e saíram correndo.

O que sucedeu depois disso era confuso demais pra se descrever. Elsa lembra de ouvir passos firmes, mancos. Lembra de ouvir uma porta rangendo - irritante! - e também lembra do cheiro de verduras e carne no fogo. Lembrou de uma cama macia, apesar do cheiro no colchão não ser muito agradável. Assim que despertou, de verdade, sentiu como se tivesse dormido por muito tempo. Ao menos estava me disposta, livre de qualquer preocupação ou necessidade de sobreviver.

É ISSO!

De repente, assim que ouviu o barulho de água em algum lugar da casa, lembrou-se do mar. Dos redemoinhos. Da força com que o oceano insistia em chacoalhar Elsa pra lá e pra cá. Sabe-se-lá como foi que a moça sobreviveu depois daquilo tudo. A única certeza que ela tinha é que encontrou alguém lá. Quando a água já era tão escura que nem a luz conseguia alcançar. Quando a temperatura da água era tão fria que mesmo o gelo de Elsa não parecia poder competir, ela encontrou alguém. Ela não conseguia se lembrar quem era, mas tinha a impressão de que foi essa presença que a ajudou.

E então, agora cá estava. Retomou consciência, analisou o lugar, estava numa casa de madeira velha, bem simples. Um quarto bem simples também, poucos móveis, janelas velhas e um cheiro de maresia vindo da janela. Por mais simples que a cabana fosse, bastava olhar por aquela janela pra esquecer que estava em Takaras. Lá estava uma praia, bela apesar dos corpos de gente morta que vez ou outra eram trazidos pelo mar. O horizonte, o céu, tudo estava lá, tranquilo e sereno.

— Nunca vi alguém ser trazido aqui vivo pelo mar de Takaras. Você é mesmo sortuda viu garota? — Falou uma voz de mulher. E lá perto da porta estava ela. A mulher manca. A tal Berenice, não é? — Estamos perto do Rasgapele. Nas praias ao redor. — Explicou. Disse também que só estava calmo assim porque era madrugada. Aliás, a terceira madrugada desde que a garota chegou aqui. Então ela apagou por três dias? Ou a quantos dias exatamente ela chegou aqui? Impossível dizer. Ao menos ela estava a salvo.

E Berenice, a mulher de quadris largos, vestidos maltrapilhos e cabelos esfumaçados, disse que o marido era pescador e que ele a encontrou nas imediações da costa. Ele podia levá-la de volta para seu lar caso Elsa precisasse mas, ela teria de pagar. Isso trouxe a estranha sensação para a moça dos cabelos dourados de que tudo nessa aventura tinha alguma ligação com o pagar, com a ambição. Todos queriam ganhar algo em cima de alguém, e os desprovidos dessa astúcia, acabaram sendo eliminados como a garota presenciou. Conclusão?

Camarão que dorme, a onda leva.

Informações:
CAMPANHA FINALIZADA

Agradeço primeiramente pela participação de todos, espero que tenham gostado da campanha e fico feliz que tudo tenha terminado de uma maneira completamente diferente do que eu tinha planejado (auheuaeguae)

Vincent - Você ganhou 1700xp da campanha. Ganhou também 2 Machadinhas, o tal Anel Misterioso e 2.000 L$ que o Argus te pagou pelo serviço. Seguem informações;

  • 2 Machadinhas - LINK (Elas tem cerca de 30cm de comprimento, são nível 2, metal de qualidade, e tem escrituras na língua dos anões dispostas na lâmina)

  • Anel Negro Encantado - LINK (Tem o tamanho de um anel comum. Ele é nível 2, metal resistente, cor negra. Encantamento - O encantamento do Anel foi feito pelo tritão Argus, e permite que através de magia o tritão possa se comunicar com Vincent. Quando o anel é molhado, essa conexão se estende e Argus pode conjurar magias através do anel, para que Vincent as utilize.
  • 2.000 L$ - num saco


Elsa - Você ganhou 1300xp da campanha. Ganhou também a Aljava de Couro com 20flechas e os seus 1000 Lodias que o Rookar te pagou.

Analia - Você ganhou apenas 500xp por ter abandonado a campanha nos finalmentes. E um abraço meu também <3 Sua linda


Vocês não postam mais nesse tópico, sigam suas vidas lindos e belos. Obrigado pela participação, desculpem pelos atrasos, e é isso. Vida que segue. Até a próxima aventura o/

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