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>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




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[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

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[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Ter Nov 10, 2015 4:09 pm


Status dos Personagens





Analia
PV [][][][][][][][][][] (100%)
PE [][][][][][][][][][] (80%)
OBS: Deixou a Campanha.
Mochila:
* 4 adagas de arremesso com sua runa desenhada em alto relevo.
* Cantil com agua
* Muda de roupas
* Capa de viagem
* Mascara Encantada (permite que ela veja mesmo que não haja uma abertura para o lado direito).



Elsa
PV [][][][][][][][][][] (80%)
PE [][][][][][][][][][] (49%)
Mochila:
* 1 Arco de Nível 1,
* 1 vestido de seda negra de Nível 1
* 1 cantil de água
* 1 bolsa de viagem simples
* 1 Aljava de couro (20flechas)
* 1000 L$




Vincent
PV [][][][][][][][][][] (90%)
PE [][][][][][][][][][] (37%)
Mochila:
* Camisa aberta de tecido leve
* Braceletes de couro lvl 1
* Casaco leve
* Corda grossa roxa
* Calças leves
* Sandalias altas
* Espada Nibelung Valasti lvl 1
* Bainha pra espada
[color=orange] * 1 Anel misterioso[/color




Personagens Secundários e NPC's





ROOKAR - Anão meia-barba, contratante do grupo. Mercador muito conhecido no Porto Rangestaca. Estava disfarçado de Tusk desde o começo da campanha para roubar informações sobre o traidor Archen e também sobre quem estava liderando os traidores, no caso, Argus.
TUSK - Anão troncudo, gordinho. Velho amigo de Rookar. Muito galanteador com mulheres, um pouco rústico nas cantadas. Morto por Vincent com a espada cravada em sua garganta. Estava disfarçado de Rookar desde o começo da campanha.
ARCHEN - Goblin sobrevivente da barcaça de homens perdidos, enviada por Rookar pra buscar a mercadoria 1 mês atrás. Foi achado 1 semana atrás, perdido no porto Rasgapele. Traidor que fingiu ter perdido a memória mas que na verdade era o verdadeiro ladrão da carga desaparecida. Comparsa de Tusk e também dos tritões.
ARGUS - Líder do grupo corrupto de Tritões, aliado de Tusk e Archen. Tritão experiente em batalhas, escamas cinzentas e resistentes como rocha, é meio corcunda e como característica principal tem sua ambição descontrolada pela supremacia. Acha-se uma raça "superior" aos demais.



Informações Adicionais





* Vou considerar que todos os inscritos na campanha vieram até aqui interessados no dinheiro. Isso é uma informação relevante pro decorrer da campanha.
* Mantimentos e mapa confiscados.
* Archen e Tusk parecem ter um trato com os Tritões, algo relacionado com as mercadorias desaparecidas.
* Tusk era na verdade Rookar disfarçado e Rookar era na verdade Tusk. Tusk morreu como isca enquanto Rookar ficou sabendo de tudo enquanto espionava os traidores passando-se por um.
* Archen também morreu, vítima de algum encantamento de Argus com seu sangue.



Última edição por NT Bird em Qui Maio 26, 2016 9:56 pm, editado 8 vez(es)
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Ter Nov 10, 2015 5:44 pm



Analia



Desde que a jovem decidiu embarcar junto daquele grupo de Goblins fanfarrões, tinha em mente que seu objetivo era muito mais valioso do que as cantadas meia-boca que recebia vez ou outra. Os goblins estavam todos ouriçados, coitados, não estavam acostumados com tamanha beleza. Justo dizer que a máscara lhe dava um charme. Criaturas como esses baixinhos ficavam atiçados por qualquer coisa mais misteriosa, era como um engenho que lhes chamava atenção. Somado a desenvoltura e beleza do corpo de Analia, era quase como um tesouro a ser descoberto pelos baixinhos. Tudo isso só pra explicar o porquê de tanta bajulação desses Goblins desde o momento que Analia topou com eles, horas atrás, lá num dos barzinhos da Vila Bate-Estaca. Certamente que ela não se daria ao luxo de perder tempo com um grupo como esse, mas além das cantadas, ouviu entre uma conversa e outra - quando eles ainda estavam na mesa bebendo - que um tal Rookar os pagou muito bem pelo serviço. Serviço fácil até. Pelo que Analia com toda sua genialidade conseguiu identificar, esse grupo só teve de caçar um grupo de javalis com uma pele muito valiosa e levar então para o tal Rookar. E veja bem, a julgar pelo tilintar incessante das moedas de ouro na mesa, o pagamento foi mesmo recheado. Mais até do que aquele leitão que jazia repleto de mordidas no canto da mesa redonda. O grupo dos tais Goblins não passava de uns 15, mas deveriam haver outros, talvez perdidos por aí pela cidade. O fato é que, motivada pela necessidade de dinheiro, Analia se deixou levar. Geniosa, não precisou de esforço para convencer os Goblins a falarem mais sobre o tal Rookar. Ficou sabendo que era um Anão, vivia lá pelos lados do Porto Rangestaca. Ela podia chegar até lá andando por terra, mas demoraria muito.

" Ei, porque não levamos ela conosco? Estamos com a barcaça livre mesmo! Hahaha! " - Gargalhou um dos Goblins, erguendo o caneco.

Os outros concordaram quase de imediato, movidos pelo êxtase da pele de seda da elfa, que reluzia no olhar de cada um deles. Por estarem bêbados, nenhum deles se atreveu a tocá-la nem tomar alguma ousadia semelhante. Ficaram somente em galanteios, dos piores tipos e de péssimo calão. Qualquer um ficaria no mínimo enjoado com tudo aquilo. O fato é que com um pouco de lábia ela conseguiu driblar a excitação deles e colocar como prioridade o seu objetivo; ser levada até o Porto. Com escolta e tudo, vê se pode? Os anões todos concordaram, beberam por quase toda a noite até que caíram de sono, com a promessa de que seguiriam viagem no amanhecer.

Como prometido, o amanhecer logo chegou e logo em seguida, com todo o grupo sóbrio e bem preparado, escoltaram a jovem Elfa numa embarcação um pouco velha mas que parecia transmitir segurança justamente por isso. As madeiras pareciam boas pra conseguir aguentar todo aquele grupo de Goblins, apesar deles serem um tanto pequenos. A barcaça em si era cheia de apetrechos e bugigangas, parecia ter sido adaptada pelos próprios baixinhos. Tinha até uma espécie de engenho onde ao invés de remar, eles só precisavam pedalar. O grupo dividiu-se e eles pedalaram, tirando a barcaça do lugar e deixando aos poucos a vila para traz. Um deles tinha até um mapa, então a viagem parecia segura. O único problema mesmo era ter que aguentar aqueles galanteios, aquela conversa fiada, toda bajulação e mais algumas histórias de bêbados. Ao menos Analia chegou em segurança no porto.

E chegando lá, veja bem, não bastasse ter que aguentar os Goblins o caminho inteiro;

" Minha florzinha de Maçarandu, não quer que a gente te ajude seja lá no que você vai fazer? Rookar costuma entregar trabalhos que precisam de um homem pra se resolver, sabe? " - Propôs um deles, o mais carrancudo. Tinha um sorriso ridículo no rosto, parecia devorar as curvas de Analia com cada um dos dentes.

" Eu sou bem forte! Olha só! " - O outro já exibia os bracinhos, pequenos, mas até que eram bem torneados.

Um cochicho entre eles logo se transformou em uma algazarra e logo todos queriam disputar quem ajudaria Analia. Isso tudo antes mesmo de desembarcar. Estavam na fila, por assim dizer. Até pra isso era necessário esperar. Outra embarcação estava na frente, demorando pra sair. Se Analia olhasse com atenção - deixando de lado os Goblins - veria que essa outra barcaça despejava uma horda de Orcs, grandes, robustos. Todos estavam enfileirados e algemados, interligados por correntes. O condutor parecia estar por perto, mas não dava pra ver com exatidão, visto que Analia estava vendo tudo de traz da embarcação.

O fato é que não demorou pra começar uma barulheira também ali mais pra frente, bem onde os Orcs estavam saindo. Da posição em que a Elfa estava, não dava pra ver grande coisa. Ao menos serviu pra distrair os Goblins que cessaram a discussão somente pra entender o que estava acontecendo, iniciando outro cochicho. Curioso dizer que, a pote de madeira onde todos desembarcam, não estava muito longe. Estava voltada à esquerda da embarcação dos Goblins. O mar estava calmo, a barcaça estava firme, parecia sussurrar no ouvido da Elfa o que ela podia fazer...


Elsa



Para Elsa, as coisas pareciam mais fáceis. As Montanhas da Neve Eterna nunca lhe deram medo, pelo contrário, parecia ser um ambiente que lhe agradava e muito. Acompanhada então somente da neve, a mulher transformou o que devia ser uma trilha solitária no equivalente a um passeio no bosque florido e cheio de animaizinhos cantantes. No caso, os cantos eram do vento mesmo. Canto é até uma palavra que não se encaixa muito bem, eram mais como uivos. Mas esses uivos eram como música para Elsa, então pouco importa a definição.

O fato é que, dentre cantos e uivos, um som distou na imensidão branca. Chamava atenção. Aliás, difícil não chamar, os gritos e comemorações poderiam gerar uma avalanche na montanha com facilidade.

Não muito longe dali, passou o que parecia ser uma caravana. Sabe-se-lá como, os cavalos ainda estavam vivos. Bem, ainda não estavam em grande altitude, a neve ali ainda não era tão mortal, nem o frio, mas a julgar pela fragilidade dos animais, não durariam muito. Talvez por isso que estavam correndo tanto. As carroças trambicavam pra lá e pra cá, as rodas mais pareciam estar embebidas de algum tipo de encanto já que sempre que pareciam estar prestes a se quebrar, ou mesmo se desprender das madeiras, elas meio que se esticavam, retorciam, e voltavam ao normal. Mais parecia magia mesmo. E vai que não é? A dúvida vinha mesmo por conta do conjunto de fatores; não eram só as rodas, havia cantoria também, haviam tripulantes aparentemente malucos, festejando como loucos. Avançaram, avançaram, e quando mesmo com todo seu esforço Elsa fez por escapar, não teve êxito. A carroça por pouco não lhe atingiu. A segunda então, escapou por muita sorte. As demais continuaram seguindo seu rumo, e levando a cantoria pra além do horizonte e da neve. Da carroça que parou, centímetros a frente de Elsa, a porta se abriu de sopetão.

" Mas que moça linda eu vejo por estas terras! Abençoa meus olhos com teu sorriso, jovem dama! " - Cheio de si, o homem que saltou da carroça era baixinho, troncudo, a barriga volumosa parecia querer romper os botões de seu casaco a todo instante. Sua pele era clara, apesar de ser um pouco difícil ver com exatidão no meio de tanta neve, e de tantos casacos e luvas que ele usava. Ele desceu então mais dois degraus da carroça luxuosa que o levava e, tomando a mão de Elsa com suas delicadas luvas, pediu permissão para beijar a parte superior dela.

" Encantado, meu doce. Sou Altair, um jovem mercador que festeja junto dos colegas mais uma grande demanda de pedidos que nos feita, lá das bandas de Takaras. " - Explicou, cheio de entusiasmo.

Os demais, dentro da carroça - por volta de mais 3 ou 4 pessoas - cantarolavam a todo instante, e bebiam, e comemoravam. Dentre as conversas, falavam de dinheiro, muito dinheiro. Falavam de Rookar também. E Altair logo se apressou;

"Vamos, vamos, minha jovem. Não fique aí nesse frio. Junte-se a nós, embarque nessa viagem. Não te instiga a ideia de ter quanto ouro puder gastar com roupas quentinhas e muita bebida? Hahahaha!" - Gargalhou, puxando-a pela mesma mão que antes queria beijar.

Levou-a para a carroça então, com sua permissão é claro. E daí em diante, sucederam muitos dias de viagem. Elsa pode conhecer melhor estes mercadores, cada um especializava-se em um tipo de mercadoria. Tinha até vendedor de plantas ali. De bebida também, mandou dizer o mais alegrinho de todos. E no longo caminho ficou sabendo que Rookar era um anão conhecido lá pelas bandas do Porto Rangestaca. Isso porque ele não mede esforços para conseguir o que quer. E paga bem por quem se oferece a fazer. Os mercadores que o digam, festejavam com todo ouro que podiam, já que ao chegarem lá, venderiam suas mercadorias e ganhariam ainda mais ouro. Altair, ainda assim, advertiu;

"Só tome cuidado, jovem donzela. Para Rookar, os fins justificam os meios. Ele não se importa com o que vai te acontecer, desde que você traga o que ele quer." - Suas palavras saíram com certa apreensão. Ele parecia mesmo preocupado com o que podia acontecer com Elsa.

O fato é que a viagem logo passou, a jovem logo foi deixada nas imediações do Porto, e por muita sorte, não teve que encarar fila no desembarque como uns e outros. Contudo, não escapou das mazelas daquele lugar; assim que pisou no solo mal acabado das ruas, deu de cara com uma algazarra de pessoas. Corriam pra lá e pra cá, gritando; "Orcs! Orcs!". E ao mesmo tempo, o pessoal que caminhava do outro lado da rua, continuou a seguir como se nada tivesse acontecido. A zona era tanta que era difícil dizer se os avisos sobre tais Orcs eram mesmo verdadeiros. Altair desceu logo em seguida, apressado.

"Muito bem, querida. Aqui nos despedimos. O balcão onde você vai encontrar Rookar fica logo no fim dessa viela, virando à direita. Entendeu meu doce? À direita!" - Frisou, olhando-a nos olhos.

Não esperou nem mais um instante, subiu na carroça junto dos companheiros e partiu, deixando a moça sozinha mais uma vez. E, não muito longe dali, se Elsa prestasse um pouco de atenção e com certo esforço de concentração pra compreender tudo, veria o motivo daquela algazarra de pessoas; um grupo de Orcs. Corriam desesperados, 3 vinham na direção da rua em que Elsa estava, mas demorariam um pouco pra chegar até ela. Um outro tentou pular na direção da outra ponte, mas ele parecia tão grande e gordo que certamente afundaria a ponte consigo. Isso é, se conseguisse chegar até o outro lado naquele pulo. Os demais, tropeçavam uns nos outros numa espécie de fileira que se desorganizou por completo quando um buraco na ponte se fez, derrubando alguns deles. Uma outra criatura, na descida da embarcação, logo correu pra acudir os orcs, ou seria repreendê-los? Difícil dizer. Ao menos não estava mais tão frio quanto outrora, não havia tanta névoa, só aquela multidão de pessoas, acontecimentos estranhos e um empasse de escolhas para Elsa.


Vincent



Acontece que, lá pro lado Norte da ilha, numa Taberna muito conhecida, Vincent recebeu uma proposta no mínimo esquisita. Mas é melhor irmos por partes...

Começou com uma invasão de umas criaturas selvagens. Luta pra cá, quebra-quebra pra lá, tudo como de praxe numa Taberna. Com direito a bêbados tomando uma sem nem perceber que o caneco tava quebrado por causa da pancadaria. Mas bêbado é mesmo uma criatura engraçada. O fato é que, no fim da pancadaria, quando as tais criaturas foram detidas, um caçador veio tirar o couro dos bichos. Não parecia muito justo já que ele sequer tinha lutado. Um dos que lutou contra a criatura era um Anão. Começou um bate boca, mas anão que é anão resolve as coisas de outra maneira. O baixinho barbudinho logo puxou duas machadinhas e deixou bem claro que não tava afim de papo. O caçador recuou, não parecia ser do tipo que queria uma briga desnecessária, ele só queria o couro do bichinho, tadinho. Tentou argumentar, o Anão não deu ouvidos. Uns bêbados começaram a jogar lenha na fogueira, como se quisessem mesmo ver o circo pegar fogo. O anão perdeu a paciência e foi pra cima, até que o caçador falou que o anão lembrava um tal de Rookar. O baixinho então falou em tom de surpresa;

"Você conhece aquele corno meia-barba?! " - e logo não deu outra; os dois foram beber e contar histórias a respeito do tal Rookar.

Vincent ouviu de longe e ficou sabendo que o tal Rookar era também um anão. No caso, ele costumava contratar gente pra fazer uns servicinhos rápidos. E olha só, a história não para por aí. Como ele já era conhecido por isso, não era preciso fazer nada as escondidas. O único problema é que esse tal Rookar vivia lá em Takaras, num tal Porto Rangestaca. É, o passado voltou a bater na porta de Vincent. Mas o dinheiro parecia soar tão convidativo, que nem mesmo o receio de encontrar alguma sombra do passado lhe impediu de chegar perto e perguntar mais sobre o tal anão.

" Ora, ora, temos um novato aqui! Hehehe!" - respondeu o caçador, em tom de deboche. Aquele sorriso libidinoso que rasgava sua barba rala no rosto deixou um ar de desconfiança. E então o anão ao lado dele logo se pronunciou, batendo o caneco de bebida na mesa.

" Arrrrh! Deixa o pirralho! Ele precisa mesmo conhecer o Rookar se quer virar homem de verdade! Gastar umas douradinhas pra beber umas, né não ôh guri? " - o anão parecia mais escrachado. Talvez por conta da bebida, já estava no 7º caneco.

O caçador então gargalhou e se apressou em prosseguir com a tal proposta esquisita de que tínhamos falado antes;

" Seguinte pirralho. Ta vendo aquele couro ali? É de lobisomem. Eu só vim aqui pra buscar esse couro, mas eu não fui o único. Eu fui seguido e, se eu sair agora, vão saber que estou levando essa belezinha aí. Então eu preciso que você leve esse couro pro Rookar na minha carroça, e deixe a carroça com o anão também, entendeu? " - Propôs.

E, antes que Vincent pudesse cogitar a ideia de roubar a carga para si e levar a carroça junto, o caçador comunicou que aquele anão fanfarrão ali do lado também ia junto. Eles partiriam durante a noite mesmo. O anão concordou, já que queria ver Rookar - um velho amigo - já faz tempo. Aceitando o convite do caçador, Vincent seria conduzido até a carroça e os dois passariam alguns dias no caminho rumo a Takaras, até chegarem no tal Porto Rangestaca.

Ao menos no caminho, Vincent ficou sabendo mais sobre o tal Rookar. Um anão que paga muito bem pelos serviços, mas que não se preocupa com a segurança dos homens que contrata. Ele só quer resultados, e o dinheiro faz valer a pena cada um deles. Tusk - o anão que o caçador colocou pra ir junto na viagem - também contou que recentemente, Rookar estava precisando de gente pra ir atrás de um roubo de mercadoria. Umas armas que ele tinha encomendado de uns mercadores do sul de Takaras e que foram roubadas antes mesmo de chegarem ao porto. Mas as informações eram pouco detalhadas, Vincent só ficaria sabendo de tudo mesmo pela boca do próprio Rookar. Ao menos Tusk foi uma boa companhia durante a viagem, contou de histórias de batalha, de elfas e ninfas maravilhosas que conheceu durante a vida, e muitas outras coisas mais. Nada relevante, no caso.

O fato é que, chegando no tal Porto Rasgapele, enquanto passavam por uma das muitas vielas, Vincent reparou que ao longe lá pra direita, acontecia uma espécie de algazarra. Mas tinha tanta gente que era difícil ver. No decorrer do caminho também, logo as casas e comércios foram tomando espaço e a algazarra ficou para traz. O que passou a lhe chamar atenção mesmo foi uma cantoria por ali nas redondezas da área residencial.

" Arg! Esse maldito! Continua vomitando essa porcaria que ele chama de musica pelos cantos do Rangestaca." - esbravejou Tusk, ainda guiando a carroça com o tal couro de lobisomem dentro.

Referia-se a tal cantoria que Vincent escutou. O dono da voz era estridente, mas pouco dava pra se compreender do que ele cantava, talvez por conta do barulho das rodas da carroça que atrapalhavam bastante. Aos poucos o cantor foi ficando para traz, e em cerca de alguns minutos, a carroça chegou no destino desejado; um balcão velho.

"- Ei, Rookar, seu corno! Ta por aí?" - Gritou Tusk, amarrando os cavalos em algum lugar e descendo da carroça. Sua voz ecoou pelo balcão. Não demorou para ser respondida por uma outra voz, mais rouca e grave que lhe dizia;

"- Se não me falha a memória, não foi eu que perdi minha Elfa pra um almofadinha humano, tsc! " - Retrucou.

Tusk iniciou uma série de resmungos e cochichos como se amaldiçoasse o mundo inteiro, mas essa história ficou nas entrelinhas. Agora Vincent teria chegado ao tão esperado local, bastava guiar-se na meia-escuridão do balcão para encontrar Rookar lá no fundo, no meio de um monte de tralhas, livros meio rasgados, comida de algumas semanas atrás pelas mesas, ferramentas penduradas por todos os cantos e mais um monte de coisa que nem dava pra identificar direito. Rookar era bem como lhe foi descrito; baixinho, troncudo, e aquela meia-barba raspada ou queimada, sabe-se-lá dizer. Um olhar meio cansado, desinteressado, e uma corcunda também. Saberia Vincent dizer a que veio?




Obs:
* Só informando que vocês não necessariamente são obrigados a ir direto pro Rookar, por exceção do Cloud que foi guiado diretamente pra lá. Os demais, considerando a parte de que chegaram no Porto em diante, tem o poder de escolhas.
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Qua Nov 11, 2015 12:17 pm

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
Algum ultimo pedido?
Algo importante a dizer?
Jogue-se para o lado negro!
Ahhhh o doce encanto das tabernas do norte no inverno. Se não houver briga não tem diversão e os frequentadores sabem muito bem disso.

Seu peito ainda ardia, parece que Vincent se lembraria daquelas feras pelo resto da vida, mas estavam mortas agora.
Um grupo estava comemorando por matar algumas, mas ele não conseguia ver ou ouvir muito bem.

Viu apenas o formar de confusão entre um homem e um anão, sendo incentivado pelos bêbados ali. Diga-se de passagem, os bêbados poderiam ser estudados por feiticeiros e estudiosos, algo grandioso poderia sair dali.

Estava atento agora e a briga era por couro de lobisomem, o que levou Vincent a dúvida. Os lobisomens que ele matou anteriormente se transformaram em humanos quando morreram, será que esses caras mataram um alfa?
Mas logo a briga se apaziguou antes das machadinhas do anão provarem o sangue do homem.

Ambos pararam de lutar quando falaram de um tal Rookar, que Vincent descobriu ser um anão que contratava mercenários e pagava muito bem, bem mesmo.

Ok, já tinham a atenção do jovem meio demônio. Um contratante generoso, que queria o serviço feito e não se importava com os empregados. Estava ai um oportunidade única.
Seus olhos arregalaram ao ouvir onde Rookar estava, Porto de Rangestaca em Takaras.

Porque tudo o fazia voltar pra lá? Mas que lugar grudento!
A grana era muito convidativa e se fosse sorrateiro, ninguem o veria lá e assim não teria problemas, mas o menor deslize seria a morte.

Tomou coragem e levantou, tomou fôlego e oferece sua caneca a um homem gordo que estava mais pra lá do que pra cá, neste meio tempo pegou o manto e cachecol do homem, tudo na surdina e foi até o caçador e o anão.

Abusado por sua natureza demoníaca, arrastou uma cadeira da mesa ao lado, colocando a frente da mesa da dupla com o couro. A cadeira estava invertida e sem dizer uma palavra ele se sentou de pernas abertas, colocando o manto a frente de sua perna, ocultando a espada.

Ficou em silêncio por alguns segundos, mas tinha de falar e ser social não era sua praia.

-"Vejo que esse Rookar precisa de um bom empregado e eu gosto de ouro, seria gentil poder acompanhar vocês até a presença dele."

Seu discurso foi extremamente horrível e o homem já caçoava dele.
Sua mão já estava no cabo da espada, até que o anão interrompeu, gostou da idéia e o convidou a se juntar a conversa para virar homem de verdade, mal ele sabia das mortes e quanto sangue passaram por suas mãos.

Enquanto o homem ali gargalhava, Vincent olhou pra trás e viu que o gordo que roubara o manto já estava desmaiado, devia estar sonhando com uma ninfa ou elfa que nunca teria no mundo real. Voltou sua atenção para o anão, cruzando os braços apoiando nas costas da cadeira a sua frente.

O homem contava contava o que ele já sabia, que o couro era de lobisomem, mas a novidade era que tinha de entregar ao Rookar. Um leve sorriso pairava nos lábios do meio demônio. Seria fácil demais, entregar a carga e dizer que matou o homem, ficando com a recompensa toda pra ele. Mas seus planos são frustrados quando o homem diz que o anão vai com ele. Talvez matar o anão no caminho, armar uma emboscada...  Talvez.

-"Minha escolta terá um desconto, mas só porque o nobre anão aqui chutou seu cú à algum tempo atrás. Mas não sairá de graça."

Dizia Vincent ao se levantar. Pegou um copo e deu seu último gole, fazendo uma falsa e grotesca reverência ao homem.
-"Sou Cloud, a seu serviço milorde."
Já ria da péssima atuação, tentava se enturmar desta forma

Jogou o manto sobre os ombros e foi pra fora da taverna.

Com a carroça carregada, foram a luz da lua. Que conveniente, lua e lobos.

A viagem era agradável, Tusk, o anão, era bem tagarela e deixou várias informações vazarem sobre Rookar. Ou talvez ele queria mesmo contar ou o álcool fazia seu trabalho.
Contou ainda sobre a carga roubada de um navio, o que soou familiar ao jovem, já que tinha feito um trabalho deste porte.

Vincent por outro lado manteve-se mais calado, sua história poderia ser fatal se fosse contada então preferiu só ouvir.
Aquele anão só sabia se gabar com as mulheres, sendo elfas, humanas ou ninfas, Vincent começava a duvidar de tanta virilidade e tantas histórias, mas foram um excelente passa tempo e Tusk um ótimo companheiro de viagem que levou ao jovem a mudar de ideia enquanto a mata-lo.

O porto se aproximava e Vincent envolveu seu torso com o manto e o cachecol sobre metade de seu rosto, deixando os olhos descobertos. Era estranho estar de volta.

Medo e aflição, mesmo após anos. Cada viela era um novo possível ataque ou emboscada.
Alguma algazarra acontecia ao longe, mas não era possível saber de que ou o que era. Aliviado, Vincent ficou a aliviado com a distancia.

Passando pela área residencial algum bardo devia estar almejando uma nova virgem e Tusk já parecia íntimo dele, mas passaram sem parar a carroça.

Vincent estava perdido em seus pensamentos quando a carroça parava. Ao olhar para o lado, Tusk já gritava por Rookar, havia desembarcado e amarrado os cavalos, indo em direção a um velho e surrado balcão.

Alguém respondia as provocações de Tusk. Durante alguns momentos Vincent ficou de pé na carroça, com seu manto balançando com o vento da noite fria.
Via que Tusk parecia rosnar e cochichar com alguém e então Vincent sabia, era Rookar e deveria falar com ele.

Saltou da carroça e caminhou para o balcão, baixando o cachecol ao se aproximar.
Via um anão exatamente como eles descreveram, aquela meia barba era estranha e agradecia por ter a aparência de um adolescente e não ter barba.
Ele estava em meio a uma enorme bagunça de tantas coisas que Vincent não perdeu tempo para olhar, foi direto ao ponto.

-"Seu nome é falado por muitos locais senhor Rookar. Você precisa de homens que não tenham medo de sujar as mãos com sangue, e aqui estou eu."

Dizia Vincent olhando diretamente para ele. Olhou rapidamente para Tusk e continuou.

-"Meu amigo Tusk me disse que paga bem para um serviço bem feito e sigilo total, quando eu começo?"

Virava sua cabeça de lado, estalando o pescoço enquanto apoiou o braço no cabo de sua espada, agora pra fora do manto, ainda presa ao seu sinto.







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Dharmacakra Mudra



Força: 4(C) Energia: 2(E) Agilidade: 4(C)
Destreza: 4(C) Vigor: 2(E)

"Eu admito que não sou anjo, eu admito que não sou santo.  Eu sou egoísta e eu sou cruel e eu sou cego. Se eu exorcizar meus demônios, bem, meus anjos podem sair também.  Quando eles saem são tão difíceis de achar..."

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Qua Nov 11, 2015 2:56 pm


A Vila Batestaca não era lá o lugar mais aconchegante do mundo, mas ao menos a companhia de alguns goblins fanfarrões era melhor que aqueles imundos com quem andava ultimamente. Fora que meu intuito não era o de simplesmente passear, estava ali pois haviam me dito que que aquele era o melhor lugar para se conseguir um serviço mercenário, e realmente, o lugar fazia jus à sua fama. Enquanto comia numa das varias tavernas que tinham pelo lugar, pude ouvir a conversa de um grupo daqueles goblins, eles pareciam bem endinheirados, e a todo momento falavam sobre um serviço que havia feito, gabando-se por terem caçado um animal qualquer. Como se este fosse um feito a se comemorar.

Seja como for,  pouco me importava o que aqueles goblins haviam feito, por mim eles poderiam ter matado um dragão, continuariam a ser criaturinhas chatas e desprezíveis. Mas o teor de suas conversas me interessou, tanto que fui até eles para lhes perguntar onde poderia encontrar um serviço como aquele. Já era de se esperar que eles ficassem interessados em minha beleza, mas não imaginava que chegasse ao ponto de se fascinarem por mim. Até porque, depois que me tornei a andarilha mascarada, tal interesse por parte do sexo oposto começou a diminuir, usar a mascara ajudava bastante nesse quesito, mas pelo visto com eles essa estratégia não funcionava.

- Seria um prazer acompanha-los, companheiros. - Apesar de não gostar muito de galanteios baratos, eles estavam sendo muito uteis a mim, então um pouco de gentileza da minha parte era o mínimo que poderia prestar a eles. Claro que não passaria disso, apenas belas palavras, pois a mim nenhum deles sequer despertava interesse para algo mais além de fazer favores.

A viagem seguiu bem “tranquila”, tirando é claro os goblins, que mesmo sóbrios conseguiam ser extremamente inconvenientes. Mas justo quando pensei que as coisas talvez mudassem, ficou ainda pior, pois assim que chegamos os pequenos começaram uma briga interna para ver quem iria me acompanhar em minha tarefa. “Gente, quando foi que eu disse que precisava de ajuda?”. Mas pelo bem de minha missão, apenas ignorei o fato.

Logo a algazarra fora interrompida por um incidente no cais do porto. Um barco levando possíveis prisioneiros acabara de aportar, e pelo visto, já estavam arrumando encrenca. “Orcs... Malditos imundos...” Por mais nobre que fosse minha causa naquela ilha, não conseguia ver os orcs com bons olhos. Elfos e Orcs sempre foram inimigos desde a antiguidade, e as mortes causadas nessa rixa eram incontáveis. A curiosidade de ir ver do que se tratava aquele incidente era grande, mas meu desprezo pela raça alheia era ainda maior, o que me fez ir direto para onde estava o anão, ignorando o que acontecia ali. Aproveitei a distração dos goblins para também despistar eles, assim me livraria logo de dois problemas com uma única cajadada.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Qui Nov 12, 2015 7:09 pm

Personagem: Elsa V. Frost
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As montanhas da Neve Eterna estavam a dias de distância da Academia de Magia, sua hostilidade singular provocada pelo sopro dos ventos era a melhor das melodias que podia escutar em Lodoss, estar ali era o mais próximo que conseguiria estar de casa. Nenhum clima senão o de Norte de Hilydrus se comparava com as das Terras Gélidas e isso me fez em dado momento de meu treinamento com Gro’mah, realizar uma pausa, sim um momento para esquecer-me das responsabilidades e vaguear a ermo pelas redondezas. Mas o futuro é uma ‘caixa de surpresas’ diria qualquer poeta ou pensador barato, fato é que tais palavras eram reais e vinha literalmente a toda velocidade.

A caravana cruzava como um lastro negro o branco da neve que cobria a estrada, entre o relinchar dos pobres cavalos claramente incomodados com o clima, o ranger das rodas aparentemente a ponto de se desfazerem e dos gritos que destoavam completamente da calma de minutos atrás, e por pouco eu não teria um silêncio eterno, as carroças quase me acertavam e tal situação espantou-me embora me esforçasse para manter no rosto um olhar forte. Quando a porta de uma das carroças, talvez a única que tivesse parado, abriu-se foi possível notar um homem de proporções modestas. A uma primeira vista, tinha dúvida se vestia casacos em demasia ou se era realmente muito gordo, mas suas palavras gentis davam-me a certeza de que pelo menos era educado.

O gracejo poderia ter sido normalmente recebido em situações normais, não havia sido o primeiro que ouvira na vida, mas naquelas condições era realmente difícil abençoa-lo com um sorriso, quem dirá com uma resposta minimamente de acordo com seu vocabulário. – Eu teria um sorriso, se não tivesse quase sido atropelada. – brincar com a situação, de maneira informal fora a saída encontrada, enquanto afirmava levemente com o rosto, para o beijo do homem em minha mão. – Sou Elsa, a propósito. – não queria dizer-lhes meu sobrenome, não havia necessidade para tal. – O senhor seria? – a curiosidade parecia atiçar-me de repente.

Mas que curiosidade poderia ser tão engraçada, isso sem dúvidas eu desconhecia totalmente. Ouvir o nome do homem provocou-me um acesso de riso do qual tive todo um esforço para parecer ser algo tímido e meigo, quando na realidade soava quase que como um deboche não intencional. Era impossível não associar as personas de nome Altair, um bem a minha frente era uma pessoa de porte atarracado, envolvido em lã e couro e embora educado nem pudesse ser comparado ao outro, pensando bem, quem seria igual a um lobo feito de puro gelo, capaz de manipular magias distintas, detentor de conhecimentos que fugiam a meu intelecto insaciável e principal guardião da Academia de Magia, logo abaixo de Cobernick o Mestre do local.

Ainda sim, o homem a minha frente conseguia minha atenção com outros detalhes. Estavam levando algo em grande quantidade para Takaras, ao sul do continente, um fato engraçado, uma vez que desde que qualquer pessoa que tenha ouvido falar de Lodoss sabe da rivalidade entre os dois reinos dominantes, e embora o norte de Hilydrus parecesse mais selvagem e desapegado ao reino, ainda sim era domínios deste. Temia a princípio que a mercadoria fosse embargada e Altair acabasse por perder seu negócio, mas a julgar o entusiasmo dos demais no interior da carroça, isso não aconteceria. Não levou menos que segundos para que o convite surgisse junto de propostas tentadoras a quaisquer ouvidos comuns e não libertos da cobiça.

“Quanto ouro puder gastar”, aquilo ecoava pela mente, atiçando-me a aceitar a proposta, embora os exemplos dados pelo homem fossem em parte completamente dispensáveis. Roupas quentes não eram exatamente do meu gosto e o frio que ele sentia nem mesmo me preocupava, do contrário, não estaria vestindo apenas seda no pé das Montanhas. A bebida também não era exatamente uma boa forma de convencer uma mulher, a menos que ele estivesse achando que tinha parado ali após uma fanfarra épica da qual ninguém se recordava de tão embriagados que ficamos o que certamente não era o caso. Mas ainda sim, entrei na carroça, sem me preocupar com eventuais ameaças. Em meio a tanta neve e gelo, um estalar de dedos seria o suficiente para retalhar qualquer ameaça por parte deles.

Os dias então avançavam no mesmo ritmo dos equinos, nem parecia que tinha saído do Norte de tão fresca que as memórias estavam, ou talvez fosse pela boa conversa com eles? Isso de fato não podia reclamar, eles pareciam ser livros abertos a respeito do trabalho e donos de uma honestidade comum, o suficiente para deixar de me preocupar com eles e me preocupar em deixa-los seguros quantos quaisquer ameaças pelo caminho. Entre um papo furado e outro, aos poucos os conhecia e buscava aprender com eles. Cada um deles ali atuava em um ramo de comércio distinto e nada melhor para saber de um produto do que com aqueles que trabalham com ele? Busquei saber dos melhores locais para comprar ervas medicinais e plantas de relativa raridade, a forma como se deviam cultivá-las e quando estariam boas para ser consumidas. Com outro pude me entreter ao conversar sobre vinhos, em especiais os do tipo tinto e branco, meus favoritos. Quis saber sobre vinícolas, tempo de armazenagem, produção e por fim dos segredos para que uns fossem tão marcantes quanto outros, embora ele se recusasse até o fim, entregar tal segredo.

Mas o grande ápice fora quando falaram de Rookar, um anão que vivia no Porto Rangestaca, conhecido aparentemente pelos serviços que oferece junto de uma gorda recompensa em ouro. Embora aquilo soasse como algo completamente normal, Altair em toda preocupação que tinha me advertiu, estava tão claro em suas palavras quanto eu seu olhar que ele dizia aquilo com seriedade. – Não se preocupe. – Sorri, enquanto segurava a mão do homem com delicadeza, procurando o tranquilizar. – Sei me cuidar muito bem! Mas agradeço a preocupação. – sorria docemente.

A viagem não tardou para encontrar seu fim nas imediações do Porto. Pela primeira vez estava em Takaras e a visão que tinha do lugar era bem ‘mais’ promissora do que se comparada ao que havia lido em livros. Havíamos evitado a longa fila, mas era impossível não se incomodar com a algazarra local, barulhentos demais pro meu gosto, antes mesmo dos gritos de Orcs que ecoavam ao fundo sem significar se era um aviso ou algo completamente normal por ali. Altair descera da carroça para dar-me um último aviso antes da despedida. Atenciosa, concentrei-me para esquecer o som ao redor e focar nas palavras dele, que nada mais se tratava do que o caminho que tinha de seguir para encontrar Rookar. – Fim da viela, a direita. Pode deixar! – retribuía com um sorriso. – Obrigado Altair, aproveite o resto da viagem e ouro! – a educação que antes era meramente obrigatória, agora era totalmente natural e espontânea.

Sozinha novamente podia observar a carroça se afastar antes de seguir caminho, em direção a viela. Aproveitava o momento para observar o local em que estava. Notava o solo demasiadamente castigado, as construções locais, tão pobres de detalhes e mais obscuras que a noite e obviamente os já comentados Orcs de minutos atrás. Eram três deles e vinham a certa velocidade na direção em que eu estava. O que me deixava em uma situação bem delicada. – Reagir ou não reagir? – pensava. O arco e flecha não seriam capazes de perfurar as peles daqueles três o que me restava reagir com magia, caso fosse ameaçada, mas valeria a pena? Qual seria a reação das pessoas ali? Certamente eu não tinha a cara de alguém nascido e criado por ali ou em qualquer região de Takaras, temia que uma reação dessas pudesse causar algo ainda pior. – Parar ou correr? – As opções pareciam piorar a cada instante, mas a julgar pela distância deles me arriscaria a continuar no ritmo despreocupado de sempre, caminhando normalmente até a viela. Lá, se ainda fosse seguida poderia utilizar Frozen Soul sem menores pudores e rechaçar os Orcs caso eles tentassem algo contra mim. Queria ficar para ver o desenrolar daqueles acontecimentos, mas meu foco era outro e minha descrição ali era apenas uma precaução para tal. Seguia o caminho indicado por Altair, indo até o fim da viela e virando a direita até encontrar alguém que pudesse me levar até Rookar, ou o próprio anão.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Dom Nov 15, 2015 3:47 pm



Analia



O que a Elfa aprendeu na viagem é que nenhum trabalho é capaz de ressarcir sua paciência perdida com aqueles Goblins, isso era um fato. De qualquer maneira, quando ainda estava no barco ouvindo os murmurinhos deles, tomou firmeza em seus pensamentos e planejou sair dali o quanto antes.

Os sussurros que vinham acompanhado do vento nem tão frio nem tropical, insinuaram-lhe que bastava um pequeno esforço para saltar entre a proa da barcaça e a ponte de madeira. Num movimento que deixou os Goblins estagnados por tamanha beleza, Analia praticamente flutuou naquela curta distância, deixando-se levar num impulso que ela, como uma Elfa bem preparada que é, sabia bem como fazer. Em segundos, repousou sobre a tal ponte de madeira. Dali, sua visão tornou-se privilegiada; aquele grupo de Orcs que antes estavam fazendo algazarra? Era ainda pior do que ela imaginava. Eles deviam estar todos algemados antes de acontecer o que sucedeu, quando uma parte do grupo pareceu ter afundado num buraco que se formou entre as madeiras da ponte. A outra parte, assim livre, começou uma correria, avançando pra todos os lados. Pobre coitado daquele Orc que tentou fugir saltando pra ponte ao lado; sequer alcançou o solo firme, rolou direto pras madeiras de sustentação, derrubando a outra ponte consigo. Bem, aquilo não era problema da Elfa, certo? A algazarra perdurou ali, mas Analia só precisou saltar por aqui, tomar impulso ali, se equilibrar no ombro de um ou outro Orc, e assim passar por toda aquela bagunça, repousando seus delicados pés já em solo firme do próprio Porto. Curioso dizer que, durante sua passagem, seus olhos tiveram atenção retida para o tal Condutor daquele grupo de Orcs. Era uma criatura bizarra, meio corcunda, aparentemente repleta de escamas nas poucas porções de pele que se mostravam no vão de sua armadura. Na cabeça, um elmo completamente escuro por onde só era capaz de se ver uma língua bifurcada emergindo vez ou outra, num barulho irritante. Enfim, foi questão de segundos, logo essa visão ficou no passado, junto de todo barulho. Analia escolheu seguir seu rumo procurando por Rookar, e a julgar por sua gentileza em falar com os civis, não foi difícil conseguir a informação de onde ficava o tal galpão do anão.

" Só precisa seguir por aquela viela ali e virar a direita no final, mocinha. " Disse um mercador, um pouco gentil até. Ou estava bêbado, não dava pra distinguir com exatidão.

Considerando a ambição de Analia em chegar logo no seu objetivo, não houve rodeios; bastou caminhar pela direção que lhe foi indicada e já se deu conta de que lá no fim do caminho, havia uma série de galpões velhos, armazéns, coisas do tipo. O cheiro ali era um misto de coisas entre suor, bebida, comida, urina, entre outros. Mas o que realmente chamou atenção naquele curto caminho é que não havia ninguém por ali, justo numa viela pouco iluminada, era puro silêncio. Arrepios acometiam sua espinha, era como se drasticamente o clima tivesse mudado, as paredes estalavam de frio, Analia podia jurar que estava nevando, mesmo sem haver um floco de neve sequer. E, a medida que foi caminhando, o frio lhe acompanhava, ou seria o contrário? Ao menos quando chegou no fim da Viela, deixando para traz toda algazarra do Porto, livrou-se do frio também; o clima voltou a ficar mais quente, talvez pelo excesso de fumaça que emergia de algum balcão por ali. Analia então olhou para um lado, para o outro, e logo à direita viu um galpão velho, grande até, com uma carroça estacionada na frente junto a dois cavalos saudáveis e de grande porte. De dentro do galpão, murmurinhos, cochichos, ou talvez fossem eco do que falavam? Era entrar lá dentro pra ver, e foi o que a Elfa fez. Aos poucos já não havia mais o barulho do porto, dentro do galpão Analia se viu num lugar repleto de tralhas, bugigangas metálicas pra todo lado, algumas armas perdidas entre os cacarecos que se empilhavam por todos os cantos. Esbarrou até em uma sequência de colheres/panelas que se amontoavam no teto, penduradas. Aquilo chamou atenção de um grupo que se encontrava mais ali na frente, todos viraram-se para Analia, encarando-a como se dissessem; quem é você? Por exceção do mais gordinho, é claro. Este fez questão de tomar a frente;

— Carambolas, Rookar! Só gostosa hoje heim? Você vai mesmo dar um trabalho pra essa delícia?- Indagou, arregalando os olhos. A primeira impressão deixada por ele foi péssima, certamente.

— Cala essa boca, Tosko.- Retrucou o outro anão, este mais velho, troncudo, meia barba, bem como já fora descrito pelos Goblins. Era o tal do Rookar, sem dúvida. Ele estava atrás de um balcão, mexendo numa espécie de engenho metálico, parecia algum equipamento, difícil dizer. Ele logo arqueou a sobrancelha direita, lançando um olhar incisivo para a Elfa;

— Antes tarde do que nunca, senhorita...?- E deixou vago um curto espaço de tempo, aguardando por apresentações. O outro anão não mais se pronunciou.

Elsa



Assim que Altair partiu, restou a frágil memória de criaturas que ainda prezam pela gentileza, pela solidariedade, entre outras características que, sem dúvidas, o bando de mercadores que trouxe Elsa até aqui tinham de sobra. Mas, agora o local era outro, era do Porto Rangestaca que estamos falando; não tardou para que um contraste se destacasse, cujo gentileza ele não conhecia. Eram Orcs. Mais pro lado de lá por onde as embarcações aportam. A algazarra por um instante chamou atenção da humana que, por instinto, ponderou a possibilidade de ter que usar seus poderes para livrar-se de problemas. Sua energia se destacou por um breve instante, oscilando. Qualquer um experiente ou não, sentiria um clima mais tenso e no mínimo gelado por onde a moça passou.

Por sorte, não foi preciso qualquer exaltação. Os Orcs logo se dispersaram na multidão, como se quisessem somente fugir, sem rumo. Algumas criaturas tentavam abatê-los, como se esperassem alguma recompensa pelo tal feito, eles até gritavam; "Eu peguei esse aqui!"

Irrelevante.

Elsa seguiu seu rumo, entrou na viela, escura, pouco movimentada. Os poucos que ali estavam eram em sua maioria criaturas mendigando um pouco de privacidade, escondendo-se dos demais, ou praticando todo tipo de atrocidade. Não se atreveram a arrumar problema com Elsa. A mulher era quase como um sopro de medo na espinha de qualquer um que se aproximasse. Nos seus passos, o frio lhe acompanhou, como um amuleto da sorte. Ninguém a importunou somente por causa disso. Nem mesmo ousaram cochichar, ficaram todos quietos. E assim, seu caminho rapidamente guiou-a até o local que lhe fora indicado; chegando lá, viu logo de cara uma série de galpões e armazéns velhos, todos muito desgastados. O cheiro era péssimo, talvez por conta dos diversos tipos de produtos que eles armazenavam por lá, sem contar no misto de coisas que se amontoavam pela viela, e pelos cantos. Fumaça então chamou atenção de Elsa; vinha de algum dos galpões. Enfim, ela não tinha tempo a perder, avistou logo na entrada do galpão indicado uma carroça com alguns cavalos amarrados. Companhia?

Por curiosidade e ambição, entrou no local. Sua energia não mais oscilava como antes, agora ela não tinha motivos pra ficar apreensiva. Cochichos ecoavam de alguma parte do balcão, a medida que em seus passos, Elsa tropeçava em um ou outro utensílio. O galpão estava pouco iluminado, não bastava o céu nublado de Takaras, o ambiente ainda era escuro. Talvez uma tocha ou outra por ali, e a julgar pelo calor que sentiu, talvez uma lareira também. O fato é que, caminhando por aquele oceano de tralhas, logo a humana chegou em seu objetivo; lá estavam, dois anões e um outro ser, parecia um humano.

— Vai dizer que você veio procurar um trabalho?- Indagou um dos anões, este não batia muito com a descrição que lhe foi dada. Parecia incomodado com a presença de Elsa, encarando-a com desdém.

— Ela veio até aqui para pegar o trabalho, só isso que importa.- Respondeu o outro, meio que cuspindo as palavras. Este sim, batia mais com a descrição do tal Rookar, como lhe foi dito por Altair horas atrás. Ele parecia meio corcunda, ocupado mexendo numa espécie de engenho em cima do balcão, acompanhado apenas pela fraca luz da lareira logo mais ali atrás. — Estou certo, senhorita...?- Rookar indagou, encarando-a de relance. O lugar agora parecia um pouco mais espaçoso naquela porção; apesar de ter tralhas espalhadas por todo canto, havia espaço suficiente para todos ficarem em pé e até caminharem um pouco se preciso. O outro anão estava inquieto, andarilhava pra lá e pra cá, fuçando nas tralhas. Já o outro humano, imponente e firme, parecia aguardar alguma resposta ou coisa do tipo.

— Ao que tudo indica, vou ter que dar o mesmo trabalho pra vocês do- No entanto, antes que o meia-barba terminasse o que dizia, outra presença irrompeu a escuridão do galpão, calando-o.

Vincent



Dentre os escolhidos pelo destino a realizarem este trabalho, Vincent foi o que primeiro chegou a falar com Rookar. Isso é claro, depois da troca de elogios entre o anão meia barba e Tusk. Assim que o jovem meio-demônio entrou no galpão, foi esbarrando aqui ou ali em tralhas que estavam espalhadas. Derrubou uma ou outra coisa, mas nada de valor. Tudo ali era muito velho, empoeirado...

— Se liga garoto! - Advertiu Tusk enquanto apanhava um ou outro utensílio derrubado.

Nesse meio tempo, Vincent deu de cara com Rookar. Assim que o viu, teve certeza de que era ele, batia exatamente com a descrição que lhe foi dada. Fora um detalhe ou outro que instigava curiosidade, como a tal meia-barba que dava a entender inúmeras possibilidades de como ficou assim. Era um pouco incômodo, só não mais do que o cheiro terrível que vinha lá de fora. Bem, por ser um porto, os galpões e armazéns ao redor deveriam estar abarrotados das mais variadas mercadorias, o cheiro vinha agregado.

— Medo de sujar as mãos com sangue? - Esbravejou, com certo deboche. Deu uma pancada no balcão onde estava mexendo nas bugigangas, elas se embaralharam todas umas nas outras. Seus passos foram firmes, contornaram o balcão com rapidez, guiando-o até uma das pilhas de quinquilharias que haviam por ali. Tusk, mais ali pra esquerda, fez cara de quem não deveria ter falado nada, repreendendo Vincent com um olhar apreensivo. Rookar então puxou um baú, abriu a trava e chutou-o na direção de Vincent. O baú deslizou, bateu em alguma coisa e tombou ali perto do meio-demônio, revelando inúmeras pernas de madeira improvisadas, ganchos, dedos cortados, até algumas mãos dilaceradas tinham ali dentro. Olhos também, diga-se de passagem quando dois deles pularam e saíram rolando rumo a escuridão das tralhas...

— Sujar as mãos com sangue é o de menos por aqui, garoto. Eu quero ver é você voltar com suas duas mãos no lugar, tsc.- E voltou murmurando pra traz do balcão, arrumando as bugigangas que estavam bagunçadas. Mas antes, não deixou de responder a última pergunta de Vincent; arqueou a sobrancelha mais uma vez e lhe encarou com curiosidade, inclinando a cabeça de lado.

— Quer mesmo esse serviço? Tusk devia ter lhe dito que não me responsabilizo se vocês ficarem sem mãos pra sujar de sangue, então pense bem.- Suas palavras eram carregadas de firmeza e um tom grave. Ele não estava brincando. Não parecia se importar muito também, só estava mesmo dando um alerta.

E no meio desses cochichos, mais um barulho ecoou vindo da escuridão. Acompanhada de uma presença humana delicada e bela, uma brisa gelada entrou no ambiente, causando oscilação nas chamas da lareira que estalava logo atrás de Rookar. Todos se calaram.

Obs escreveu:Considerem a ordem de chegada; Vincent > Elsa > Analia
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Seg Nov 16, 2015 11:08 pm

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
Algum ultimo pedido?
Algo importante a dizer?
Jogue-se para a escuridão!
A recepção com o anão meia barba não foi das melhores. Ele jogava um baú a frente de Vincent com diversas coisas que iam de pernas de paus de todos os tamanhos até partes de corpos como um par de olhos. Dizia ainda que não se responsabilizava por não voltar inteiro e que Vincent podia até não voltar. Não soou como ameaça, mas um aviso direto.
Vincent escorou-se no balcão, encarando o anão, enquanto perdia Tusk de vista.

-"Sem querer ofender, mas não preciso que se preocupe comigo, preciso que se preocupe em me pagar bem. Assim todos saem ganhan..."

O meio-demonio sentia um ar gélido que interrompia seu raciocínio. Ele era nativo de Takaras e não havia esse clima lá. Todos sentiram ao mesmo tempo e se viraram a presença de mais uma pessoa ali, uma mulher.  

Não sabia quem era, e então decidiu ficar calado. Seu passado podia condenar tudo e seria o fim da família Eldoras.
Tusk e Rookar conversavam com a jovem, que parecia humana e trazia consigo o frio.

Após uma segunda análise visual, Vincent entendeu que ela não era dali, e viria ajudar Rookar em alguma coisa.
Logo o meia barba oferece o mesmo trabalho para os dois, mas era interrompido por mais uma pessoa chegando.

Vincent já revirava os olhos e Rookar perguntava alguma coisa pra mulher que chegava, enquanto Tusk fazia graça com as mulheres.
-"Rookar…….trabalho…….foco……ouro.
Essas palavras fazem algum nexo?"


Já debochava do anão enquanto observava a conversa. As duas mulheres eram bem diferentes e Vincent sabia que iriam para o mesmo lugar, talvez se as matasse durante o trabalho ninguém iria notar. Mas isso é assunto para outro tempo.

Agora era aguardar Rookar esbravejar e gritar com ele, mas iria informar qual era o trabalho e Vincent esperava que fosse algo em que pudesse tirar algumas vidas no processo.




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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Qua Nov 18, 2015 6:46 pm

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Takaras em poucos minutos parecia confirmar boa parte de meus pensamentos sobre ela, muitos deles obtidos por meio de livros, pergaminhos e obviamente o boca a boca das pessoas que fora eficiente o suficiente para atravessar o Continente, além dos mares que separavam Lodoss das Terras Gélidas. O local era podre em muitos sentidos e o que pensei ser inicialmente repulsa, mostrou-se pena e indignação. Os orcs procuravam sua liberdade em meio a multidão, porém alguns apenas encontravam o fim de suas vidas de uma maneira mais veloz. Uma ou outra criatura gritava a plenos pulmões ter abatido um dos fugitivos e tudo o que pude fazer foi lamentar com pesar no olhar e a firmeza em meus passos, de que poderia ser útil os ajudando agora? Enfrentando todo um porto por escravos? Não que eu concordasse em mantê-los acorrentados como animais, só que de nada adiantaria agir de maneira heroica em um local onde tal virtude é demasiadamente depreciada. – Tsc... – o descontentamento com a incapacidade talvez fosse uma preocupação da qual não me importava, quando as emoções afloram, minha energia reage da mesma forma, mas com tamanha relutância em manter-me discreta, deixar um rastro ainda que fraco de energia não me parecesse ser um problema.

Adentrava a viela com a atenção redobrada e com o olhar altivo a cada passo, uma vez que conhecia mais a fundo aquele local. Se tivesse encontrado algo de bom ali, seria de fato uma surpresa, as vielas parecem sempre seguir o mesmo padrão em qualquer lugar, ser um canto escuro onde aqueles de má índole ou sorte acabam por se abrigar, para suplicar a ajuda daqueles que aparecem ou para cometer crimes dos mais variados tipos. Felizmente, parecia que ali, em meio a miseráveis eu era uma aberração e isso estava claro em seus olhos. O silêncio era talvez o mais perturbador companheiro naqueles breves segundos de andança, aos poucos cedia do semblante sério para algum de mais preocupação. Seria de fato a aberração ali? Nenhuma brincadeira, nenhum movimento, eles preferiam me ignorar temerosos de minha reação quando na realidade a preocupação parecia mútua, embora estivesse plenamente confiante de minhas capacidades de proteção. Uma caminhada em silêncio, até o fim da viela, onde Altair havia indicado.

Relaxava ao ver os galpões, mesmo com o mau cheiro que norteava os sentidos ainda não acostumados a tal odor tão potente. – Hmm só espero que valha a pena. – levava a mão ao rosto, tentando me acostumar com o cheiro forte. Observava os galpões até notar a fumaça em um deles, assim como uma carroça próxima do local, onde alguns cavalos permaneciam amarrados. – Da maneira que falam dele, não me surpreende não ser a única interessada no trabalho. – respirava fundo, ainda que com certa repulsa e seguia para o interior do galpão. – Anão ou Morcego? Eis a questão... – indignava-me com a iluminação precária, a pouca luz não era o suficiente para me fazer seguir tranquilamente até o local, porém graças ao burburinho perto do balcão, conseguia chegar ao local mesmo tropeçando ora ou outra por algum objeto jogado pelo chão. O calor do local aumentava, indicando haver fogo além dos archotes, provavelmente uma lareira. Mas tal informação era irrelevante as presenças que havia encontrado. Dois anões e um humano aparentemente.

Senti-me subitamente acanhada pela atenção que havia chamado, mas antes mesmo de tentar esboçar alguma coisa, um dos homenzinhos falava comigo e pelo tom aplicado por ele, não muito satisfeito com minha presença no local. Respirei fundo por um momento, como se tomasse um breve fôlego, a vergonha havia passado no instante em que as palavras me atingiram. Com toda educação élfica que tinha recebido em vida, preferi a reação mais humana possível, vinda logo atrás de um belo e meigo sorriso para todos no local. – Não! – soava categórica – Disseram-me que aqui haveria um chá só para garotas, com bolos, tortas, muita música e coisas fofas, só não me contaram que haveria um bobo pra nos fazer graça. – dizia acidamente, com todo sarcasmo que conseguia obter no momento antes de novamente voltar ao semblante sério e focado. O homem que me questionara, não batia com as informações de Altair, provoca-lo ou ter sua simpatia era irrelevante, uma vez que o contratante era o outro anão, que parecia repreender o primeiro.

Confirmava suavemente com o rosto as palavras daquele que parecia ser Rookar, uma figura deveras peculiar, mas que parecia carregar um mínimo de respeito e seriedade. – Elsa. – complementava Rookar, sem rodeios. O outro anão estava inquieto, enquanto o outro homem parecia estar destacado de tudo por ali, o observei dos pés a cabeça, não parecia muito interessante a princípio. O anão de meia barba voltou a falar, aparentemente sobre o trabalho que teria de fazer, mas antes mesmo dele terminar, outra presença surgia, fazendo-me virar o olhar até o local de onde eu havia surgido. Essa sim parecia bem mais interessante, a máscara que usava lhe dava um aspecto misterioso do qual gostava bastante, mas só busquei interagir com a mesma após Rookar perguntar por seu nome. – Muito prazer, Elsa. – dizia com um sorriso meigo no rosto, enquanto entrelaçava os braços ao redor do tronco, aguardando enfim pelas informações.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Sex Nov 20, 2015 12:57 am


Não dava para dizer o que era mais incoveniente naquele lugar, se eram os goblins me cantando e a todo momento, ou aqueles orcs imundos em meu caminho. Eu não costumava ser assim com outros seres que não fossem de minha raça, o tempo que passara fora de Daer’ven me ensinou que não só os elfos podem ser uma raça esplendorosa e digna de, mas uma coisa que não me vinha na mente era um orc digno. Para mim todos eram ogros brutais que só viam sangue e destruição em suas vidas desde o nascimento, e isso não mudaria tão cedo enquanto cenas como aquela se repetissem. Mas eu não me deixaria atrapalhar por aquilo, e com certa maestria de movimentos, consegui me desvencilhar dos empecilhos do porto, e tão logo quanto saí da embarcação, já estava a caminho de onde me encontraria com o anão.

Não foi muito difícil achar o lugar, apesar do caminho sombrio por onde passava, tentei não demonstrar medo em momento algum. Takaras era uma terra muito mal falada, principalmente na cidade dos elfos, e agora eu entendia bem o porque. Começando pela noite eterna que encobria aquele lugar, uma noite pesada, fria, era como um miasma de morte que a todo instante nos espreitava. Não era o céu límpido e estrelado que costumava ver de meu lar quase todas as noites.

“Foco, Ana. Foco.” Falei pra mim mesma num sussurro inaudível. Tinha um objetivo em mente, e nada me atrapalharia, nem mesmo a paisagem mórbida e misteriosa daquele lugar. Após algum tempo de caminhada, enfim cheguei no galpão onde o anão ficava. Não dava para medir o quanto me arrependi de ter entrado naquele lugar quando fui recebida, o anão só não havia sido mais rude por falta de tamanho. Mas ignorei o fato, até porque Rookar já havia colocado ordem na casa antes mesmo que eu pensasse numa resposta adequada. – Analia, senhor. Sinto muito tê-lo interrompido. – Falei com o máximo de educação que podia. Aparentemente ele era bem diferente do companheiro, mas para o bem, tanto meu, quanto do outro, ele ficou calado o resto da conversa.

Mas além dos dois anões, das tralhas que eles juntavam e toda a sujeira daquele lugar, havia mais gente ali conosco. Pela aparência, pareciam ser aventureiros, assim como eu, mas fiquei um tanto cismada com aquele rapaz. Ele tinha algo diferente, só não sabia dizer o que. Já a garota parecia ser bem delicada, suas vestimentas e porte físico indicava que não era uma guerreira. Talvez uma maga ou curandeira? – É um prazer, Elsa. – Lhe cumprimentei de igual forma como fizera com Rookar. Se pudesse também lhe retribuiria o sorriso, mas no momento não era possível.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Sab Nov 21, 2015 6:28 pm



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Sabe-se-lá porque, mas o destino orquestrou tudo com muita simplicidade desta vez. Um seguido do outro, chegaram no galpão do velho Rookar guiados pela mesma ambição, ainda quê, com motivações diferentes. E apesar dos gracejos de Tusk, as mulheres ali deixaram claro que ele não tinha qualquer crédito com elas. Elsa foi a primeira; a arma escolhida foi o sarcasmo. E com ele ganhou algumas respirações mais pesadas da parte do anão galanteador. Analia foi mais específica; escolheu ignorar.

— Que isso, essas fêmeas de hoje... doce como coice de cavalo. - Praguejou Tusk, cruzando os braços meio que emburrado. — Aliás, se interessa saber, me chamo Tusk ouviram? - Completou, cuspindo logo em seguida em algum pote ali perto. Mais nojento impossível.

O fato é que, agora todos estavam reunidos. O mau cheiro lá de fora já estava infestando o ambiente e não havia mais motivos para enrolar. Rookar então chupou um dos dentes como se procurasse palavras para dizer o que tinha pra dizer. Ergueu as sobrancelhas pesadas e bem peludas, encarando um a um diretamente nos olhos. Pouco tempo de silêncio, fez a sua análise. No fim, concordou com a escolha de Vincent e das garotas também. Ele não era mesmo babá de ninguém, certo?

— Muito bem. O trabalho que tenho é o seguinte; - Puxou um pedaço de papel ou pergaminho, muito velho, difícil diferenciar. Espalhou pela mesa a medida que limpava com o braço esquerdo todas as bugigangas que estavam ali espalhadas. Aos poucos a mesa foi abrindo espaço somente para o tal papel, que já mais aberto, deixava transparecer coordenadas geográficas, desenhos... era um mapa.

— Nesta área aqui eu tenho um velho amigo que vez ou outra me fornecia um carregamento de armas bem recheado. Eu digo vez ou outra porque esse carregamento geralmente era roubado de Hilydrus, entende? Arma de qualidade mesmo. - Seus olhos saltaram encarando um a um, como se avaliasse minuciosamente qualquer reação. — Como seria chamativo demais ele me trazer a mercadoria diretamente, geralmente ele atracava no Porto Rasgapele, bem aqui... - E apontou no mapa, descendo com seus dedos até uma porção mais ao sul do Porto. — Eu enviava então uma barcaça pouco chamativa com alguns dos meus homens, eles iam até lá sob pretexto de que estavam em busca de um bom escambo, e então traziam a mercadoria até mim. - Explicou, fazendo o mesmo trajeto que os seus homens fariam, dedilhando-o no mapa.

Tusk então tomou espaço ao redor da mesa, dizendo;

— Pois é, acontece que algum espertinho tentou passar a perna no Rookar, sacaram? E o barco não voltou até hoje. Isso já faz 1 mês. - O anão despejava as palavras com insatisfação. Parecia realmente indignado.

O mapa estava na mesa então. Infelizmente, não era muito amplo, focava apenas naquela região sul de Takaras. Rookar se afastou, caminhou no meio da semi-escuridão, vasculhando nas quinquilharias como se buscasse por alguma coisa.

— Essa carga de armas era muito valiosa pra mim, entendem? Ela já estava destinada a outro comprador, este por sua vez, muito importante, e com ele não existem dívidas. Elas são pagas com a própria cabeça. Mas eu gosto da minha cabeça onde está, sabe? - Falou com certo descaso, o que rendeu algumas gargalhadas de Tusk, e uns murmurinhos como; "Tem certeza de que está no lugar mesmo?". E nesse meio tempo, o grupo - se é que assim poderia-se denominá-los - tinha liberdade de vasculhar informações no mapa. Tusk encenou com a cabeça como se dissesse; vão em frente.

Rookar então voltou, trazendo consigo um saquinho cheio de moedas de ouro. O tilintar delas dentro do saquinho era de abrir o apetite de qualquer um. Isso é, a ganância eu quero dizer. Jogou o saquinho no centro da mesa. A luz da lareira logo refletiu nas moedas, clareando um pouco mais o ambiente.

— Esse é só um adiantamento. Cortesia da casa, eu devo dizer. - Falou a medida que rondava o grupo ao redor da mesa. Deixou algum tempo implícito para que percebessem que só havia um único saquinho com as moedas. Isso mesmo, único. E o anão não entrou em detalhes, esperou apenas que o grupo decidisse o que faria, se dividiriam entre si, ou como administrariam aquela quantia. Se contassem bem, saberiam que ali tinha um total de 1.000£ (moedas de ouro).

— Tusk, vá chamar aquele vagabundo do Archen. - Falou com imponência como se exigisse astúcia do amigo anão. E vejam bem, Tusk não recusou. Apenas saiu praguejando algumas coisas em tom inaudível, mas saiu. O grupo então ficou só, somente na companhia de Rookar. — O trabalho é simples, vocês só precisam descobrir onde essa carga está, recuperar a carga e trazer pra mim. Alguma dúvida? - Completou, dono de poucas palavras.

Pediu também para que o grupo esperasse até que Tusk retorne.

Mapa:


* Considerem que esse Ponto de Encontro é em alto mar mesmo. Os barcos se ancoravam ali e passavam as mercadorias pra galerinha do Rookar levar até o porto Rangestaca.
* Esse caminho traçado é o trajeto que a galerinha do Rookar faz pra chegar até o Ponto de Encontro.
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Seg Nov 23, 2015 1:30 pm


Seria muita imprudência da minha parte dizer o quanto aquela missão poderia ser um grande fracasso? Além, claro, de ser bastante errada e controversa. Mas só o fato de a tal carga estar desaparecida há um mês já me fazia crer que talvez não estivesse nem perto daqui. Talvez em outro lugar da ilha, ou talvez até fora dela. Com um mês de atraso, qualquer ladrão mais esperto já teria levado a mercadoria embora há muito, o que tornaria nossa ida ao local uma tremenda perda de tempo.

Bom, agora que já estava ali, depois de ter viajado tanto para chegar até aqui, depois de ter aturado os goblins fanfarrões no meu ouvido, e o cheiro dos orcs e dessa cidade maldita. Receber dinheiro para ir até o mar e dizer que não achou nada me parecia algo valido. E mesmo que eu estivesse errada em meu ponto de vista, seria bom de toda forma, já que encontraríamos a carga e a traríamos de volta. “Se é que o tal que a roubou não estiver junto...” O que poderia dificultar um pouco mais as coisas, mas isso eram detalhes apenas.

Ver aquele tanto de moedas sendo jogadas a mesa de forma tão... Desleixada por parte do anão me levava a crer que ele não era um mero colecionador de lixo, ele era realmente o grande comerciante que diziam ser, ou talvez só mais um maluco endinheirado jogando moedas ao ar. “Ou os dois.”

- Apenas uma pequena duvida. Acredito que esse Archen irá nos acompanhar na viagem, estou correta? - Até porque nenhum dos dois ali tinha cara de quem sabia como navegar, muito menos os dois anões estavam com cara de quem iriam conosco.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Ter Nov 24, 2015 1:34 am

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Se houvesse talvez uma figura mais distinta a destacar naquele momento, era Tusk. Ou pelo menos era assim que ele se apresentava após ser notar que tanto eu quanto Analia pouco nos importávamos com suas atitudes rabugentas. Ainda sim, fiz questão de sorrir e afirmar as palavras dele quando se apresentou, embora a língua coçasse para alfinetá-lo novamente. -Bom saber que sabe agir feito gente. – as palavras ficaram apenas no pensamento, algo que infelizmente não se aplicava ao odor repulsivo que se estendia desde a viela até aos poucos invadir o local em que estávamos. O silêncio parecia ser novamente o protagonista da situação por mais alguns segundos, até Rookar enfim contar qual era o trabalho.

Com certa agilidade o contratante limpava o máximo que podia a mesa onde estava a trabalhar com suas quinquilharias, no espaço aberto abriu o que seria um mapa, velho o suficiente para em meio a má iluminação local tornar impossível a distinção dele entre um pedaço de papel ou um pergaminho. Sem demonstrar qualquer preocupação, ele contou-nos sobre o carregamento, o local de encontro e como ele justificava a ida de seus homens ao local. Armas provenientes de Hilydrus, se Rookar dizia que eram roubados, eu suspeitava de que fossem desviados na realidade, no entanto pouco me importava com os assuntos do reino e o ato de dar de ombros a aquelas palavras entregava de maneira espontânea tal pensamento. Óbvio que tinha mais afeição ao norte do continente, mas uma vez neste a capital em nada me preocupava em relação as Montanhas, o Vilarejo de Calm ou a Academia de Magia.

O mapa curto exigia além de uma boa vista para compreendê-lo, espaço para que pudesse ter certeza de que não via coisas além do que estavam sendo ditas. Talvez por isso tenha prestado tanta atenção em Rookar e em como ele explicava o trajeto. Até Tusk complementar a situação. Uma interceptação, a mercadoria havia desaparecido antes da entrega e pelo tempo que isso ocorrerá, a ideia lógica era de que já estivesse longe de alcance ou se fragmentando pelos comércios da região.

Aproveitei que o anão havia se afastado para me aproximar do mapa e observá-lo mais de perto, refazendo o trajeto com as mãos, assim como havia visto Rookar fazer. – Posso entender. – respondia despreocupadamente em relação ao valor da carga até ouvir um tilintar ao longe, que me chamou a atenção. Franzia as sobrancelhas ao ver o saco de ouro pousar no centro da mesa. O ouro brilhava com a luz da lareira, mas embora fosse uma visão tentadora, sabia que aquilo era apenas uma pequena parte do que poderia conseguir e talvez por isso tenha optado por afastar a bolsa do centro da mesa, para que pudesse continuar a observar o mapa. Neste meio tempo, Rookar mandou que Tusk fosse chamar um tal de Archen, talvez o homem responsável por nos levar até o local de encontro indicado no mapa, uma vez que se localizava no meio do mar.

Sim. – a palavra vinha seca após as últimas palavras do anão. – Havia mais alguém além de você e do seu amigo que sabiam do real valor da carga? E essa ilha ao sul do ponto de encontro, há algo nela de relevante? – Tinha pensando em tantas outras coisas, tantas teorias que me faziam ficar eufórica, mas deveria esperar até estarmos longe dali, conversar com o grupo e saber o que eles pensavam sobre a situação, mas até lá, deveria esperar por Archen.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Ter Nov 24, 2015 4:29 pm

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O que você vê no fundo dos meus olhos?
Agora tinha um grupo, ou um trio. Vincent estava fadado a estar em grupos, por mais que gostasse de trabalhar sozinho, talvez esse fosse seu karma após o massacre daquela noite nas montanhas de Takaras….

Tusk se achava o galanteador e o jovem ria ao ver a bela dama glacial acabar com qualquer gracejo do anão espertalhão. Mas Rookar salvava a noite e já ia direto ao ponto.

Limpando a mesa de suas quinquilharias, jogando-as no chão pra ser exato, mostrava um mapa. O meio-demônio já se aproximava e cruzava os braços, prestando atenção em cada palavra do meia barba.

O trabalho era simples, mas tinha tudo pra ser um fracasso. Recuperar a carga seria fácil, o problema é o tempo, ela não estaria 1 mês esperando ser resgatada. A Elsa foi a primeira a falar, logo seguida pela misteriosa Analia. Essa ultima por sinal não passou nenhuma confiança para Vincent, ele era fugitivo e traidor, sabia que tinha de se esconder, mas usar uma máscara? isso é se declarar culpado a todos.

Mas os pontos levantados por Elsa foram cruciais e Vincent apenas se calou. Era evidente que ele não seria o cérebro da missão, a parte dele envolveria sangue e Vincent esperava que fosse muito, muito sangue.

O meia barba fez um movimento ousado jogando uma sacola de moedas de ouro em cima da mesa, enquanto Elsa e Vincent analisavam o mapa. Ele conhecia muito bem o terreno, Takaras era sua terra natal mas o mar? não era sua área.

Aproveitou o momento que todos esperavam o tal Archen e pegou a sacola e conferiu rapidamente seu interior, o brilho dourado era como a visão do paraíso, por mais que soubesse que nunca pisaria lá.
Olhou para Elsa e ficou parado alguns segundos, seus olhos vermelhos pareciam acesos e sua iris parecia mover-se dentro do olho. Logo jogou a sacola pra ela, apontando o dedo logo depois.

-“Acho que pode dar conta dessa primeira parte para nossos suprimentos. Acho que com isso eu ganho uma espada nova.”

Apoiou as mãos na mesa, olhando para o mapa a sua frente, enquanto Tusk não voltava com o tal Archen. O local era no mar, logo precisariam de uma embarcação. Mas não adiantava fazer muitas perguntas, teriam de aguardar o outro membro, que possivelmente iria no grupo.

Voltou sua atenção para Analia e sua mascara, sem tirar as mãos da mesa.

-“Podem me chamar de Cloud, caso precisem. Mas me surgiu uma duvida sobre você Analia. Sei que pode não ser da nossa conta, mas porque esconder o rosto? Aposto que não é por falta de beleza, até porque teríamos de arrumar uma destas para o Tusk…”

Seu olhar era de curiosidade, mas mostrava também a falta de confiança na nova companhia.



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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Ter Nov 24, 2015 8:04 pm



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Tusk já havia partido, desapareceu na escuridão entre quinquilharias e aquele monte de outras coisas.

Para traz ficou o grupo. Sim, um grupo. Vincent até pareceu pestanejar um pouco com a ideia, mas no fim aceitou. Analia por sua vez, estava mais focada nas informações que o anão meia-barba cedeu sobre o trabalho. Para Rookar, aquela ali parecia a mais promissora dentre os membros do trio. Ele a encarou com satisfação, mesmo que aquela máscara interceptasse qualquer troca de olhares, já que os olhos da Elfa mal podiam ser vistos ali. Por último, e não menos importante, Elsa. A humana parecia a mais tranquila, examinou as informações, o mapa, enquanto ouvia o que o anão tinha a dizer. Sentia-se vitoriosa, sem dúvida, por ter colocado Tusk em seu lugar há poucos minutos atrás. O pobre coitado saiu bufando, se não fosse Rookar, certamente sairia uma briga ali.

Na sequência, o anão sorriu ao notar que Vincent foi o primeiro que avançou no saco de moedas de ouro. O meio-demônio parecia ter uma forte ambição, destacou-se entre os demais, pelo menos na perspectiva de Rookar. Vincent contou as moedas então, chegando a conclusão de que haviam 1.000 delas, e repassando a informação para os demais. Não demorou para entregar o saco de moedas nas mãos de Elsa que, gentil como de costume, aceitou, segurando-o enquanto encarava aqueles olhos avermelhados um pouco perplexa. Aquilo não era característica de um humano, com certeza. E por mais que as palavras de Vincent não soassem com algum tom de ameaça, Elsa sentiu uma coisa esquisita naquela troca de olhares...sentiu desconfiança. Por sorte, a imprudência do meio-demônio em destacar tanto sua ambição, sobrepôs a tal da desconfiança que transbordava de seu olhar.

Analia então foi a primeira, tomou a frente do grupo dirigindo-se diretamente a Rookar. Estava descrente, de fato. Mas procurou não se aprofundar nessa questão e foi direto onde interessa; Archen.

— Sim, ele é de extrema importância pra esse trabalho, já que ele foi o único sobrevivente da barcaça que eu enviei pra buscar a tal carga, um tempo atrás. E acreditem ou não, ele é só um maldito Goblin que não sabe fazer nada de bom. - Falou com certo deboche, quase como se duvidasse de suas próprias palavras.

Continuou mexendo e arrumando um monte de tralhas pra lá e pra cá. Enquanto isso a conversa ia solta. Elsa tomou a frente desta vez, chamou atenção de Rookar, ainda ao redor da tal mesa. Seus olhos estavam fixados numa certa região do mapa, cujo no papel/pergaminho estava descrito vulgarmente como Ilhazinha. Difícil de acreditar não? Como muitas outras coisas nessa coisa toda.

— Ah sim, muito bem lembrado senhorita. - O anão esboçou entusiasmo agora. Caminhou entre o grupo, gesticulando, à medida que voltava a explicar; — Como eu disse, o único que sabe o valor das cargas sou eu, porque eu trato diretamente com o fornecedor. No entanto, dos meus homens que foram ao ponto de encontro, o único sobrevivente foi o Archen, e olha que só fomos encontrá-lo há 1 semana, vagando perdido lá perto do Rasgapele. Não lembrava de quase nada, ainda cismou que era um bardo, vocês acreditam nisso? Agora ele só vive cantando aquela droga de musica por aí, tsc! - Pestanejou.

— E sobre a tal ilhazinha, ela não oferece perigo. Lá é território dos Tritões, mas nós fornecedores do porto temos um tratado com eles, ninguém mexe com ninguém e todo mundo se dá bem. - E saiu murmurando outras coisas indo em direção a uma porta dos fundos do Galpão. Lá, parece ter subido em alguma coisa - a julgar pelos barulhos de passos em uma escada - e então gritou alguma coisa com alguém de longe, provavelmente. Nesse meio tempo, o grupo ficou lá dentro, perto da lareira, perto do mapa, e de mais um monte de coisas e de bagunça. Perto daquele baú, onde antes Vincent viu pedaços de perna de pau, e ganchos e etc, agora viu uma pilha de equipamentos meio velhos e empoeirados. Alguma coisa ali reluziu, fraco, mas chamativo, diante a luz da lareira. Parecia instigar, provocar sua ambição lá no fundo de seu ser. Era quase como um espírito, sussurrando em seu ouvido tudo aquilo que Takaras já lhe deu de ruim, e ao mesmo tempo, dizendo;

Vamos, pegue. Você não tem nada a perder

Ele não está vendo, está? - Insistia.

Ninguém liga mesmo. Takaras é um lugar sujo - Concluiu.

Se Vincent se deixasse mesmo levar, notaria então que se tratava de uma joia. Um anel, de um metal escuro, pequeno. Tinha um símbolo nele, empoeirado, difícil de ver naquela distância. Ele parecia dotado de muita persuasão, brilhava aos olhos de Vincent talvez até mais do que o ouro. Insistia em ser levado por ele. Guiava-o na intenção de coloca-lo em seu dedo.


Algum tempinho depois, Rookar voltou, as pressas, mesmo com aquele andar meio manco dele. Tocou o ombro de Elsa enquanto lhe dizia;

— Mocinha, ali no galpão ao lado, aquele onde tinha um cheiro horrível e uma fumaceira, sabe? Tem um amigo meu que pode te ajudar com os mantimentos. Aproveite e vá dar uma olhada enquanto o Tusk não volta com o Archen. - O anão estava meio ofegante, de certo já não tinha mais tanto fôlego quanto antes. Estava velho. Talvez por isso contrate tanta gente pra fazer serviços que, as vezes, são até simples. Seria esse um deles?

O fato é que, a pergunta de Cloud ficou no ar.

E Analia, porque escondia seu rosto? Talvez o meio-demônio não fosse o único a transpassar desconfiança. Vale ressaltar que Rookar parecia pouco ligar pra essas desavenças dentro do grupo. Ele só queria que o serviço fosse feito. A única coisa que chegou seu interesse foi a fibra e objetividade de Analia, e mesmo assim, tudo numa simples troca de olhares.

— Não se preocupem quanto ao barco. O velho Tusk tem um aqui pelas redondezas. Se precisarem mesmo ir além mar, ele vai guiar vocês até lá. - Afirmou, ainda meio esbaforido.


Obs:
Podem pegar o mapa se quiserem. Neste turno vou deixar um pouco aberto pra vocês baterem um papinho entre vocês (se quiserem). Na próxima narração o fulaninho já chega e vocês já vão decidir se vão começar explorando pelo mar, ou se vão por terra, enfim.

Vincent, o anel no chão só fez contato com você. Os demais não notaram. Você que decide se vai pegar ou não.

Elsa, vou deixar a parte de conseguir mantimentos por sua conta. Sinta-se livre pra fazer você mesmo a barganha, escolher quanto vai gastar desses 1.000 nos mantimentos, e o resto você decide o que faz com ele já que o Vincent - e supostamente a Analia - concordaram em deixar a grana com você. Vocês que sabem. Você não pode gastar menos que 100, nem mais que 1.000, ok?
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Qua Dez 02, 2015 11:29 am

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O silêncio de Analia incomodava o meio demônio. Talvez ela fosse enviada do rei, e se descobrisse um traidor ali acabaria com a festa de Rookar. Mas e se não fosse? Porque diabos ela esconderia o rosto? Porque evitava o assunto?

Parecia ignorar ele e a dama de gelo, voltando-se somente para o meia barba. Pelo visto, essa tinha o nariz em pé.

Após as explicações, o anão deixa o grupo a sós, agora eram apenas os três naquela parte do galpão.

O jovem se aproximou da lareira, colocando seu manto sobre uma cadeira velha e descansou sua espada sobre a mesa. Como um chamado, viu um brilho no meio das coisas que o meia barba jogou nele, parecia alguma jóia que mexeu com o interior dele. Provavelmente algum outro empregado sem sorte perdeu aquilo ali.

Vincent ainda estava do outro lado da mesa, e foi disparando suas palavras:

-"OK senhoritas, não vamos compartilhar nossos segredos, já que a mascarada nos ignora. Mas toda ação tem uma reação e mais pra frente vamos ver o que acontece."

Dito isso, já estava do outro lado da mesa, onde o brilho lhe chamou a atenção. Baixou para pegar o que fosse aquilo,  e percebeu que era um anel, que foi direto para seu bolso.

-"Bom, sou um espadachim sem bandeira, a tempos trabalhava para o rei de Takaras, mas agora estou por conta própria. Prefiro agir na surdina, evitar o ataque direto e assim aumentar a chance de sucesso da missão, mas  no nosso caso, seremos notados ao nos aproximar, no mar não tem jeito. Meu poder é o que posso fazer com minha espada, mas é você Elsa? O que pode ajudar na missão?"

Perguntava apoiando as mãos na mesa, do lado oposto a sua espada e as mulheres. Dirigiu-se diretamente a Elsa, já que Analia estava o ignorando, ele iria fazer o mesmo.

Após Rookar voltar e explicar do barco de Tusk, ele dava a volta na mesa, pegando sua espada e manto. Dirigiu-se a um canto próximo a lareira e sentou no chão, apoiando as costas em algo de madeira, não sabia se era a parte de trás de um pequeno armário ou uma caixa de madeira mesmo, não fazia diferença.

-"Elsa minha dama de gelo, não sou o mais honesto dos homens, mas confio a você não nos matar de fome no caminho, mas acho que Analia não deve comer. Sabe como é, a máscara não deixa."

Alfinetou ele, agora era provocar até sair. Mas jogou o manto por cima do corpo e baixou a cabeça. Já ia começar a dormir quando lembrou.

-"Ahhhh, se tiver algum broquel pra punhos pode trazer pra mim, sempre quis um... "

Calou-se no silêncio da escuridão, ali, a luz da lareira não o alcançava, e praticamente sumia aos olhos alheios.





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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Sex Dez 04, 2015 12:47 pm


Era bom estar pessoas aparentemente serias de vez em quando, toda aquela historia de ter que viajar com goblins galanteadores já me dera bastante nos nervos, e agora rezava a Zaltar que aquele tal Archen não fosse igual ao restante de sua espécie. “Visto a descrição dada por Rookar, duvido muito disso…” Mas não custava nada ter esperanças. Diferente por exemplo de Cloud. Desde o inicio sentia algo esquisito nele, uma sensação estranha, mas após a sua primeira tentativa em descobrir sobre minha mascara, foi que notei que ele realmente era bem mais do que um simples mercenário.

“Esses olhos vermelhos e essa aura estranha… O que será isso?” Prestei a atenção nele. E ele prestou a atenção em mim também, mais até do que eu gostaria. Todos ali pareciam estar encarando minha mascara com certa naturalidade, menos ele. Sua curiosidade era incessante, mas pior ainda do que isso, era a forma como falava. Não contente em ser ignorado na primeira vez, ele tentou novamente, implicava diretamente comigo, como se esperasse que suas indiretas fizessem algum efeito. Bobagem, já havia escutado coisa pior, não seria as birras de um... Ser qualquer que me fariam revelar meu segredo.

- Se não se importar, senhor Rookar. Gostaria de ter o mapa. Ou caso não seja possível nos dar, ao menos teria um parecido? - Por ora eu deixaria que o rapaz morresse com sua curiosidade, visto que Elsa parecia não estar ligando para isso, e como ele ainda não havia feito nada de muito inconveniente, simplesmente ignorei suas indagações sobre mim como se ele fosse apenas um mosquito zumbindo ao ouvido. Mas era engraçado que mesmo sendo tão diferentes, havia algo em comum entre nós. Também fora do exercito, não de Takaras, claro. E assim como ele, havia deixado minha terra para ficar sozinha. “Ou será que eu fui abandonada por eles por não ser mais útil?” Talvez a segunda opção fosse a mais verdadeira.

- Creio que a melhor ideia no momento é ir atrás de mais informações com esse Archen, talvez leva-lo até o ponto de encontro o ajude a refrescar a memória, ou então o porto Rasgapele. - E caso não ajudasse, talvez um pouco de agua salgada o fizesse lembrar, quem sabe. Se ele se mostrasse um inútil seria ótimo deixa-lo por lá mesmo, e de quebra deixar Cloud também, assim eliminaria dois inconvenientes com uma cajadada só. E para completar o pacote, além de inconveniente e esquisito, ele também era cínico. Uma mistura que não costumava dar bons resultados em tipos como ele. - Se precisar de ajuda, Elsa. Pode contar comigo. - E tomara que ela precisasse, pois o que eu mais queria era sair dali e deixar aquele chato sozinho.




[Só pra constar, galera. A mascara da Anália só tem a abertura para o olho esquerdo, o lado direito da mascara é totalmente fechado. Ela realmente passa a impressão de que a personagem não consegue enxergar com o outro lado. E foi mal pelo atraso. X.X]

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Ter Dez 08, 2015 1:52 am

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Todos que vieram até Rookar, de alguma maneira estavam atrás do mesmo objetivo, dinheiro. No entanto, fora engraçado observar as reações dadas à sacola de dinheiro jogada pelo anão de meia barba. Analia optou por ignorar a mesma, ou pelo menos era o que podia supor, ao contrário de Vicent que tratou rapidamente de contar o dinheiro, porém não permanecendo com o mesmo. O ato de ficar com aquele dinheiro representava um peso que ninguém poderia querer naquele momento, a responsabilidade pelo bem estar dos demais. Analia e Vicent mal se conheciam e a hostilidade entre eles era notável para qualquer um com uma atenção mais apurada.

Foi somente quando recebi a sacola de ouro que pude reparar com mais atenção o rapaz. Cabelos negros e olhos rubros como sangue, o desconforto veio de imediato, mas não tanto quanto a dúvida a respeito dele. – Curioso, pensei que fosse a única. – e talvez eu fosse de fato a única, daquilo que eu pensava enquanto Vicent era outra coisa da qual eu precisava descobrir. Detalhes a parte, voltava a atenção a Rookar, enquanto ele nos dava uma breve descrição de Archen, basicamente nos informando se tratar de um Goblin, uma raça da qual nunca tive o contato, apenas descrições em livros, a informação cativava o interesse pelo encontro, mesmo com o deboche do anão.

Quando o questionei sobre a ilhazinha do mapa e sobre as pessoas que pudessem saber da carga, o anão não pareceu tentar omitir nada, contando-nos tudo o que precisava saber. Poderia expor o que imaginava com tais respostas, mas era cedo para julgamentos apressados, mal havíamos começado a missão e muito pouco sabíamos do real problema. – Hmm, tudo bem então. – apertava a sacola de dinheiro, provocando o som das moedas como se tentasse encontrar uma melodia dali.

Mas fora apenas quando Rookar se afastou que as coisas de fato começavam a ficar interessantes. Vicent quebrava o silêncio entre nós, disparando palavras como um arqueiro disparando contra um alvo. Permaneci em silêncio as palavras iniciais, alternando o olhar entre meus dois novos ‘companheiros’, acompanhando o andar do rapaz e pousando o olhar sobre a moça, buscando saber o que diabos ela estaria pensando de tudo aquilo e talvez, como reagiria se o fizesse é claro. – Você demorou pra falar mais do que um punhado de palavras. – dava de ombros, com um riso nos lábios. – Mas quando o fez também...devo admitir que estou impressionada. – eu poderia jurar por tantas coisas que não estava sendo debochada com ele, mas só pude notar após falar aquilo, que tanto a forma como havia colocado minhas palavras, tal como sua entonação claramente diziam o contrário.

Eu posso ajudar tentando nos manter vivos caso socos e armas não sejam a melhor das soluções. Eu posso ter alguns truques, quem sabe. Como você mesmo disse, não vamos compartilhar nossos segredos, toda ação tem uma reação e eu estou muito ansiosa para ver o que acontece. – havia sido um elemento neutro entre os dois, mas ora essa, também gostava de ver as coisas ferverem e Vicent poderia muito bem fazer isso, por quanto tempo ele se manteria nas indiretas? E Analia, por quanto tempo se manteria indiferente às provocações? Eu tinha mil moedas de ouro em uma sacola e não poderia gritar que apostava todas em um deles por educação, embora estivesse tentada a brincar dessa forma.

O pensamento só fora quebrado com o toque de Rookar, avisando-me do local onde poderia obter os mantimentos. – Tudo bem, farei isso rapidamente. – assentia com a cabeça, preparando-me para seguir ao local indicado após as últimas considerações do anão. Mas novamente, Vicent voltava a atacar Analia, desta vez de maneira indireta. – É... – sorria. – E honestamente, fico feliz em não ser você a comprar os mantimentos. – piscava um dos olhos na direção dele. O rapaz de olhos rubros sumia praticamente de minha vista, dado o local em que ficou, mas sua cara de pau era difícil de esquecer, ao menos Analia se oferecia para ajudar, o que era de longe o que mais precisava. – Obrigada, vou querer sim, dependendo do que trouxermos talvez eu não seja forte o suficiente para carregar. – brincava da minha própria falta de força física, enquanto tomava a frente, me dirigindo até o local dos mantimentos indicado por Rookar.

Mil moedas. – comentava com a moça. – Vamos evitar qualquer tipo de alimento que estrague rapidamente. Carne seca, queijo, frutas secas parecem ser suficientes, assim como comprar mais um cantil de água para cada um. – passava a mão pelo cabelo, observando Analia, esperando algum pedido da mesma. – Vicent já tem uma espada, então vou por o Broquel como baixa prioridade, eu tenho um arco, mas nenhuma aljava então flechas são de alta prioridade hahaha. – brincava, tentando pelo menos arrancar algum riso da jovem.

Ao chegar no local, me dirigiria ao homem que estivesse nos esperando. – Olá, Rookar me falou que eu poderia conseguir mantimentos com você, pode nos ajudar? – Aguardaria por uma resposta, para só então solicitar aquilo que eu já havia pensado. – Por quanto ficaria tudo isso? Por favor, diga que tudo isso é menos de quinhentas moedas. – Tinha esperanças de conseguir manter pelo menos uma quantidade considerável de ouro comigo, a fim de usá-lo durante o trabalho caso fosse necessário. O ouro era uma ferramenta importante, além de nos dar a possibilidade de comprarmos aquilo que desejamos ou simplesmente alimentar nosso ego, poderia muito bem refrescar algumas memórias e soltar algumas línguas, caso fosse preciso.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Dom Dez 13, 2015 3:45 pm



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A desconfiança começou a germinar com grupo, sorrateira, ingênua, como quem não quer nada. Mas para qualquer um que pensasse um pouco; ela estava ali. E podia dar muito problema uma hora ou outra.

Vincent, o semeador disso tudo, rendeu-se à tentação daquela joia. Apanhou-a quando ninguém percebeu. Pensou em guardar no bolso, e a fez. Mais uma vez, ninguém percebeu. Enquanto isso, conversa vai e conversa vem, trocou mais algumas alfinetadas com Analia, mas a elfa parecia não se importar. Por traz de sua máscara, ela julgava as informações que havia recebido e, como se fosse a cabeça do grupo, logo se prontificou para ficar com o mapa. Rookar não hesitou, enrolou o pergaminho/papel velho, botou numa espécie de canudo de couro, tampou e entregou para a Elfa que ficou em sua posse.

Elsa por sua vez foi sucinta. Disse e não disse aquilo que Vincent queria saber. Realmente, todos pareciam desconfiados demais para abrir suas informações assim. O fato é que naquela divisão clara entre o grupo, a humana não deu a entender de que lado estava. Para esquivar-se de algo que lhe comprometesse, chamou Anália para ir junto buscar os tais mantimentos. A elfa aceitou, e ambas ignoraram por completo quaisquer outras indagações ou alfinetadas feitas por Vincent. O meio demônio ficou a sós com Rookar, por pouco tempo é claro.

E será que estava mesmo sozinho? Aquele anel em seu bolso parecia muito presente. Quase tinha consciência, insistia em se comunicar com Vincent, deixando a semente da intriga crescver em sua mente...

"Aquela maldita orelha-pontuda! Ela esconde a cara porque não quer se comprometer. Assim é fácil fazer um serviço desses não acha? " - Os pensamentos começavam a surgir, quase como se não fossem seus. Ora, eram inofensivos. Apenas pensamentos. Mas eles acolheram a desconfiança de Vincent, ou seria o contrário?


Enquanto isso, as garotas não demoraram para achar o tal galpão que o anão lhes indicou. O cheiro que vinha lá de dentro era forte, mas não era ruim, pelo contrário. Assim que entraram, já que as portas estavam abertas e muito convidativas por sinal, sentiram um misto de diversas especiarias. Tinha comida de todo canto de Lodoss por ali. O cheiro era maravilhoso, difícil resistir. E diferente do galpão de Rookar, este era bem organizado, tudo separado em caixotes, bancadas, mesões e até algumas coisas penduras nas paredes, seguindo também um padrão. E lá no fundo, entre uma das fileiras de bancadas, estava uma criatura. Difícil acreditar, mas ele tinha oito braços. Sim, 8 braços, tentáculos, longos e viçosos. Se movimentavam com agilidade, retirando objetos daqui, repondo ali, arrumando outros mais em baixo, pendurando outros em cima, enquanto ainda arrumavam algumas coisas numa cesta. Muita tarefa pra uma pessoa só. Aqueles braços davam mesmo uma mão. Ou melhor, 8.


— Hmm, até que enfim chegaram. Estou atolado de trabalho, seja breve mocinha. - Falou num tom de voz meio agudo e afeminado. Renderia algumas risadas, certamente. Era completamente o oposto do tom de voz esperado para seu esteriótipo, afinal, ele era uma criatura feral, meio humano, e meio..err... polvo? Não se sabe ao certo.

O fato é que Elsa foi direta, deu as informações a respeito do que queria e Analia estava lá do lado, passando firmeza no que procuravam. Com uma agilidade descomunal, a medida que a humana falava os produtos que buscava, o homem-polvo foi colocando-os numa mesa à esquerda um a um. Puxava de lugares dos mais inusitados, esticava os tentáculos ali, puxava aqui, derrubava lá, e pronto, todos os produtos na mesa. Mas o que tinha de eficiente, tinha de pão-duro. Foi só falar no preço...


— Só pode estar maluca! 500? Ai que absurdo. Querida, sabe de onde veio essa peça de carne de carneiro? Do Rancho Eldest meu amor! Demorou tanto que eles defumaram a carne no caminho mesmo. Então eu não aceito menos que 600L$ nisso aqui viu querida? Caso contrário, vão levar só metade da peça. - Falou em tom altivo e cheio de trejeitos.

Ficou ali a oferta. No demais, o resto das mercadorias estavam todas na mesa; 2 rodelas de queijo com um aroma extremamente agradável e bem conservado, certamente duraria por mais um bom tempo. Uma cesta com cerca de 18 frutas. 3 cantis d'água e a aljava de couro com 20flechas dentro. Já a peça de carne, grande, farta e apetitosa, parecia ser grande suficiente para todos. Mas tão cara quanto grande. Metade dela talvez não rendesse tanto, ainda que fosse alguma coisa.

Mas Elsa era uma mulher astuta, não se intimidou com a ousadia do vendedor e logo contra-atacou fazendo seu movimento. Ela parecia mais experiente do que os seus doces olhos gentis demonstram. Puxou o saco de moedas de ouro, balançando quase como se o som fosse um apito chamando pelo cão. E a medida que as moedas balançavam, o homem-polvo se sentia atraído, quase hipnotizado. Foi desacelerando seu trabalho, parecia nervoso. Começou a gaguejar, queria fingir que não se importava e que sua oferta já estava feita, mas Analia viu ali sua fraqueza e então encorajou a companheira a continuar provocando-o. Ambas então fingiram estar entristecidas com a oferta, falaram em alto e bom tom que teriam de levar todas aquelas moedinhas e comprar alguma coisa podre lá pelo Porto mesmo. Aquilo foi a gota d'água, o polvo mal se aguentava só com o barulho do dinheiro.


— NÃAAAAO! Não se atrevam, mocinhas! - Berrou, debulhando-se na frente delas e impedindo-as de sair. Parou todo o serviço.

Estava encantado no canto da sereia. Se rendeu com o joguinho das duas.


— Está certo, aceito 500L$ em tudo isso. Lembrem-se de divulgar que compraram aqui viu? No galpão do tio Oto! - Concluiu, aceitando a oferta.


[ .... ]


— No velho Rangestaca, as madeiras rangem, as madeiras rangem! - Cantarolava o Goblin, junto de seu instrumento musical que ritmava a canção
— No velho Rangestaca as madeiras rangem, peeeeeela estraaadaaaa! EEeeeyaaaahoo! - Terminou levando um cascudo de Tusk, o anão gordinho que o acompanhava.

Chegaram no velho galpão do Rookar e, bem, a cantoria do Goblin logo deixou claro que havia sido encontrado. Quando entraram, Analia e Elsa ainda não estavam lá, mas provavelmente ouviram a cantoria enquanto voltavam do galpão ao lado.

Rookar aproveitou o tempo a sós com Vincent para arrumar aquela bagunça perto da mesa. Colocou as bugigangas de volta no balcão e voltou a mexer numa espécie de engenho, na verdade era uma lança com um dispositivo, alguma coisa, não se sabe ao certo. E ficou em silêncio, mexendo nisso e naquilo até Tusk chegar...


— Até que enfim. Pensei que tivesse ido buscá-lo no Rasgapele de novo... - Comentou Rookar, um pouco mau humorado pela espera. Se passaram longos minutos desde então.


— Ei ei, melhor você sentar e relaxar... o mar não gosta de gente estressada, se continuar assim as ondas vão te leva-aa-aaaar... - Cantarolava o Goblin, com uma voz estridente e um pouco ridícula. A voz era conhecida por Vincent. Foi aquela mesma voz que ele ouviu quando estava vindo pra cá na carroça de Tusk. Era dele que falavam?

Tusk deu mais um cascudo no Goblin, empurrando-o pra perto da mesa onde todos estavam. Nesse mesmo instante, chegaram Analia e Elsa. Bem na hora. O Goblin pegou seu instrumento, subiu na mesa, e tocou mais uns versinhos, apresentando-se;


— Meu nome é Archen, e vocês perguntam quem? Mas eu voz digo que tem, nem um nem cem, iguais ao grande...Arc- cheeeeen - E mal terminou, levou um empurrão de Rookar que o jogou no chão. Cena cômica, senão fosse pelo real objetivo da missão. Rookar voltou a falar então;


— Muito bem, estão todos aí. Esse é o Archen. Agora vocês que decidem por onde vão começar. Andem, andem, preciso voltar ao trabalho por aqui... - Parecia apressado. Realmente, perdeu muito tempo arquitetando os preparativos disso tudo. Ainda teve de fazer "sala" para Vincent, certamente estava irritado.


— Quer dizer que vamos todos sair numa aventura? OH, que exótico! Eu quero! Vamos velejar pra onde? - Indagou o Goblin, aparentando ingenuidade.

E ficou a pergunta no ar; quem guiaria o grupo, e escolheria o rumo inicial da missão?

Obs:
50 xp para: Analia e Vincent.

Peço enorme desculpas pelo atraso, fiquei doente de última hora, e isso perdurou mais do que eu esperava, perdão.

Sobre o anel, Vincent, só vou dar mais informações mesmo no final da campanha caso você ainda esteja com ele. Até lá, vamos ver o que vou liberando a respeito dele.

Sobre as mercadorias que as garotas conseguiram; A carne é uma peça grande, cerca de 2kg. Sou péssimo com medidas, então vamos tentar interpretar de maneira coerente pra usar essa quantia no decorrer da campanha. As frutas são em unidade mesmo, e o queijo são duas rodelas grandes. Acho que da pra durar. Enfim.

Por fim, agora vocês que decidem por onde vão começar a explorar; aproveitem agora que provavelmente é um dos últimos contatos com o Rookar, depois só quando vierem buscar a recompensa. Dúvidas, mp.
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Sab Dez 19, 2015 7:31 am

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O silêncio reinou com a saída das mulheres, mas logo era interrompido por Rookar, que deu uma de arrumadeira e começou a juntar suas tralhas.
Vincent tentava descansar, mas algo o intrigava naquele anel, mesmo assim, aproveitou o tempo para descansar, não sabia se conseguiria fazer isso ao sair dali.

Pouco tempo depois Tusk chegou acompanhado de uma corneta ambulante, era Archen. Abria os olhos, semi serrando, com o olhar apertado. Podia ver os três de onde estava sentado mas a voz do goblin realmente o incomodou, fazendo surgir um sorriso quando o anão deu um cascudo nele.
Reconhecera a voz, era a mesma que cantarolava na zona baixa de Takaras. Quem diria que um goblin seria um bardo? Ou tentava ser.

Vincent se levantou e escorou-se na parede, sem se aproximar. Foi quando Rookar jogou Archen ao chão e as mulheres voltaram.

O meio demônio não se moveu, somente seus olhos acompanhavam tudo. Rookar parecia irritado com Archen e também queria despachar o grupo rapidamente.

Sentiu que não era mais bem vindo ali, e tinham um trabalho a fazer.
Caminhou em direção ao goblin, colocando a mão sobre seu ombro e mostrando ser amigável.
-"Vamos numa expedição amiguinho, e você será nosso guia."

Deu uma apertada em seu ombro, mudando para um semblante sério e sua íris parecia mover-se sozinha, com três tomões girando lentamente.
-"Espero não ter nenhum imprevisto ou emboscada nos esperando, vamos atrás de seus últimos amigos de viagem. Eles pegaram algo que não era deles e nosso amigo Rookar quer de volta, simples e justo não acha?"

Soltou a criatura e caminhou em direção a porta.
-"Tusk, vamos usar sua carroça ou seu barco está próximo? Não vamos deixar as meninas andarem muito."

Parou e olhou diretamente para Analia.
-"Vamos ver o que mais escondem..."

Ficou próximo a porta, fazendo uma falsa reverência para que eles fossem para fora.



○ ○ ○

Spoiler:
Desculpe pelo post pequeno galera, apenas interpretativo!
Analia, nada contra você tá, mas o Vincent é meio pilhado com Takaras por ser fugitivo.

Boas festas a todos!

○ ○ ○












Cloud

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Seg Fev 08, 2016 1:19 am



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A sensação que tiveram ao deixar o grande galpão de Rookar foi como se o tempo simplesmente não tivesse passado. O céu permanecia nublado, escuro, era difícil confirmar com exatidão se era noite ou dia. Quanto tempo passaram lá? Quanto tempo ficaram envolvidos na primeira parte do que parecia ser uma missão longa e aparentemente, tediosa?

As garotas, por sua vez, mal chegaram com as compras e já tiveram que sair. Analia, por infeliz ocasião do destino, não precisava de mais prova alguma pra saber que Vincent era um grande obstáculo nessa missão. Se a elfa já nutria desconfiança deste desde que o viu pela primeira vez - sabe-se-lá por qual motivo - agora essa discordância só tendia a crescer. E pior; de ambas as partes. Sabe quando dizem que o santo não bate? É, os dois estavam numa situação quase pior. Elsa era o único ponto neutro nisso tudo. Aliás, a mulher esbanjava beleza até na maneira de andar. Destacava-se no grupo por parecer indiferente frente as desavenças e por colocar o objetivo da missão em primeira instância. O mapa que requisitaram antes? Estava nas mãos de Anália agora. Os suprimentos que conseguiram com as moedas? Também ficaram com as garotas; a peça de carne ficou com Anália, embrulhada no que parecia ser algum tipo de várias folhas e muito sal pra não estragar. As demais peças - o queijo e as frutas - ficaram com Elsa numa cesta de palha de porte médio, quadrada com um design bem simples.

Archen, o mais novo integrante daquele grupo, mostrou-se acuado com a recepção calorosa de Vincent. Não bastasse a desconfiança que gerou nas garotas, agora foi direto ao ponto em deixar claro que qualquer escorregão seria, provavelmente, o último para o goblin. A criaturinha engoliu a seco quando recebeu aquele conselho pouco tempo atrás. Ficou calado durante o caminho enquanto Tusk, o anão rude, os guiava para fora.

— Sorte de vocês que meu barco ficou aqui no porto desde que parti na minha última viagem de carroça. — Resmungava, andando meio manco. Aliás, provável que ninguém tenha notado mas o anão andava sempre assim, mancando com a perna direita, bem desajeitado. Bruto. E seus passos firmes foram na frente do pequeno grupo para a medida que ele resmungava sobre o trabalho. Archen andava em passos confusos, acuado, não sabia ao certo se ficava perto do grupo ou se ficava meio longe. Baixinho como era, seus olhos aparentemente assustados buscavam qualquer mínima menção que o deixasse mais confortável ali. Suas mãos apertaram o tal instrumento musical que carregava debaixo do braço direito, próximo ao peito. Parecia mesmo amedrontado.

Ele é só um Goblin. O bobo da corte. Só mais um que vai ficar pra traz caso seja necessário, não é?

Esses pensamentos insistiam em perturbar Vincent como se o garoto já não estivesse ocupado o suficiente com a desconfiança que a máscara de Analia lhe passava. Mas a elfa sequer fez alguma menção de estar incomodada? E o grupo continuou, desta vez a pé, andando pelas vielas do Porto. O cheiro ruim dos galpões foi ficando para traz e aos poucos a brisa do mar já marcava presença, seja balançando os cabelos de Elsa, seja refrescando o clima quente e abafado daquelas vielas.

— P-pe...pensando bem...acho que eu gostaria muito de usar o banheiro antes dessa viagem? — Era quase impossível levar o Goblin a sério. Seu tom de voz deixava claro que ele não estava empenhado naquilo tudo, ou talvez fosse só um efeito colateral do que lhe aconteceu. Ele perdeu a memória não foi?

— Cala essa boca e anda logo. Essa hora o porto não está tão cheio. Vocês vão conseguir embarcar sem problemas e não vamos perder tempo porque você quer mijar. — Tusk sendo ríspido como sempre. Apressou o passo - se é que era possível - mancando com velocidade até que a viela terminou revelando uma grande rua. Essa mesma rua dava acesso àquele lugar inicial de antes, espaçoso e com diversas outras vielas interligadas. Lugar onde também os barcos ficavam mais próximos da orla, aportavam, desembarcavam e etc. Desta vez não havia alvoroço algum. Estranho. Analia talvez fosse a primeira a lembrar daquele enorme barco que parecia que demoraria horas pra descarregar o que tinha. Aquele mesmo barco que descarregou Orcs, que tinha o tal condutor com língua bifurcada? Nenhum sinal.

— Muito bem senhoritas e fanfarrões, subam a bordo! — Anunciou Tusk, apoiando o pé direito em cima de uma corda que por sua vez, junto de mais 3 semelhantes, seguravam uma embarcação de porte médio. Logo na proa, um enorme dragão aparentemente talhado em ouro dava um ar impetuoso e confiante na própria embarcação. A enorme vela estava recolhida mas ainda assim marcava presença fazendo um reboliço por conta do vento. Estava uma corrente de vento muito boa, Tusk ficou rindo todo bobo, contente de que a viagem provavelmente seria rápida. A embarcação estava de lado, uns blocos de madeira serviam de escada, o anão correu pra ajeitá-los e então dar passagem para que as senhoritas subissem primeiro. No caso do Goblin e de Vincent, ele não ajudaria. Claramente uma preferência explícita pelas garotas. Tsc, esses anões.

— Estão prontos para uma primeira viagem no mar? — Foi sua última pergunta, deixando explícito que dali partiriam o quanto antes.

O Barco:
O barco é mais ou menos esse aqui:

Spoiler:

Considerações escreveu:- 150 exp de atraso pro Cloud. Os demais não postaram, logo, não tem xp.

- Sinto muito pela demora. Eu estava sem computador, entrava pelo celular, enfim. Uma série de outras complicações na vida particular, mas é isso. Estou retomando - ou tentando - essa campanha e vamo que vamo pra ver no que vai dar. No mais, eu mantenho vocês informados por MP. Prometo.
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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Blackflash em Seg Fev 15, 2016 10:27 am


Se havia uma definição para o que eu estava sentindo naquele momento era irritação. Aquele infeliz estava me irritando de uma forma que não esperava que fosse acontecer. Não que eu não estivesse acostumada com o assedio por parte de curiosos, sempre tinha aquele mais ousado que vinha perguntar sobre minha mascara e ficava jogando indiretas, mas a maioria simplesmente se conformava após um tempo e esqueciam, mas Vincent? Ele parecia determinado a descobrir o que eu escondia, coisa que não iria acontecer, não enquanto eu estivesse viva.

Chegamos de volta ao galpão e logo em seguida saímos de novo. O mapa e a carne estavam comigo, e se eu fosse vingativa o suficiente, juraria pela minha vida que não dividiria nada com Vincent. Mas se tinha uma coisa da qual eu me orgulhava, era de não ser igual aos humanos ou outras raças, mesmo vivendo com eles a tanto tempo. E não seria por birra de um demônio medíocre que eu me rebaixaria a este nível deplorável.

Saindo dos becos tive alguns momentos de alivio, onde minhas narinas finalmente conseguiram uma porção de ar puro e livre do cheiro podre daquela terra maculada. No cais, o barco que nos esperava era só mais uma prova do quanto aquele anão era excêntrico, mas não reclamou, um pouco de luxo em maio às cinzas daquele lugar nos faria bem, mesmo que ainda tivesse que aturar o infeliz ao meu lado por mais algum tempo. Tusk mostrava uma educação aquém de sua pessoa para comigo e com Elsa, e eu não fingiria não saber porque, mas também não recusaria, se ele estava disposto a nos tratar bem mesmo tendo sido escorraçado mais de uma vez, eu não o repreenderia, apenas me manteria fria e impassível como sempre.

- De acordo, senhor Tusk. Nosso primeiro destino será o porto, então? - Coloquei o mapa sobre uma mesa qualquer, ou bancada, ou o que estivesse a disposição.




[Desculpe birdolino, tava curtindo as ferias adoidada. E Vincent, não se preocupe, sei que você só tah interpretando o personagem. xD]

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Seg Fev 15, 2016 11:55 am

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
Com a volta das garotas e a chegada de Archen o grupo estava pronto para partir e Rookar já praticamente expulsava-os dali.
Tusk conduzia o caminho e Vincent saía com seu manto, cobrindo sua boca e nariz ao sair do galpão.
Takaras sempre tinha o mesmo clima, parecia que os deuses não gostavam daquele local e o meio demônio menos ainda.
Caminhavam pelo Porto, que estava vazio aquela hora para sorte do grupo, por isso seu deslocamento foi rápido.
O pequeno goblin era um incomodo para Vincent, assim como Analia, mas tinham de seguir juntos, mas ninguém disse nada em voltar juntos, ou com vida, e isso reconfortava o jovem.

Nas proximidades do navio Archen praticamente pede pra Vincent matá-lo, dizendo pra Tusk que precisava ir ao banheiro antes de embarcarem.
O meio demônio bufou, voltando seus olhos vermelhos para Archen, mas logo vira-se para Tusk.
-"Por favor, me avise quando eu puder afogar essa criatura em seu próprio sangue."
Voltando a olhar diretamente nos olhos do pequeno goblin:
-"Quem garante que não foi ele que traiu a tribulação e estão mortos por causa dele? Torturar traidores faz um bem incomparável. Renova as forças, sabe... "

Mas Tusk cortou antes mesmo de censurar Vincent e foram andando em direção ao barco. Este que era em formato de dragão e Vincent pensou logo em uma piada, mas guardou pra depois. O anão logo se pôs a ajudar as damas a embarcarem e Vincent olhava pra Archen o intimando a entrar, mostrando o cabo de sua espada.

O cheiro do rio se misturava ao cheiro característico do Porto, o que confundia o meio demônio, subiu logo após de Archen, deixando o anão por último. Ignorou tudo é ficou olhando para o horizonte, lembrando de alguns momentos vividos em alto mar trazendo um leve sorriso no rosto coberto pelo manto.
Subiu na lateral oposta do barco e virou-se:
-"Encham os pulmões de ar e deixem tudo o que conhecem pra trás!

Menos a Anália é claro, acho que é quase impossível respirar debaixo dessa mascara, já pode tirar isso e sentir o ar puro."


Já alfinetava o meio-demônio, enchendo o peito e continuando sua encenação forçada:

-"Poderíamos ser piratas agora? Saquear cidades, matar alguns inocentes e beber até cair em uma praia deserta! O que me dizem?"

Desceu as gargalhadas, vendo como os outros o observavam.
-"Vocês não tem senso de humor? Mas Tusk, se gostou da história poderíamos conversar depois dessa viagem, seria uma ótima oportunidade de enriquecimento com diversão. Não vão faltar mulheres querendo se deitar com o capitão Tusk."

Disse Vincent ao escorar-se na lateral da embarcação, deslizando até sentar no chão do convés.
-"É só uma idéia de um joven maluco... Mas que pode cortar qualquer garganta enquanto dormem."

E se afundou em seu manto, deixando apenas a boca fora da escuridão, com um sorriso sarcástico á mostra. Se era verdade ou brincadeira? Ninguém sabia, ninguém o conhecia.




○ ○ ○

Spoiler:
Vamos para o infinito e além!

○ ○ ○







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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Elsa em Seg Fev 15, 2016 7:11 pm

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Takaras era um local que exalava hostilidade e isso contrastava, ou melhor, parecia apenas aflorar o clima de tensão que assolava o nosso grupo. Quase enxotadas do local onde Rookar falara comigo e com Analia, retornávamos pelo caminho fétido de antes, sentia-me verdadeiramente incomodada com todo aquele ambiente e Vicent constantemente fazia questão de tornar toda aquela experiência levemente pior. Carregando parte dos suprimentos, caminhava ao lado de Analia enquanto todos nós seguíamos até o porto.

Archen, o goblin e único sobrevivente do incidente contado pelo anão, demonstrava certo desconforto conosco, seu silêncio era uma prova disso. O medo que ele provavelmente teria de voltar ao mar só chegaria no momento em que avistássemos o barco. Tusk, para variar vinha conosco, uma presença da qual eu também não sentiria falta se ele tivesse decidido permanecer com Rookar. Bruto na forma de andar, ele seguia por todo o caminho resmungando de absolutamente tudo, um enredo que já estava ficando bem cansativo de se ouvir.

A brisa do mar fora como um sopro de ar puro em meio ao sufocamento, o vislumbre da embarcação me surpreendia e minha expressão não escondia isso de ninguém. – Sorte sua né? Ele poderia ter sido roubado nesse tempo. – comentava. Quando o goblin esboçou certa desistência, Tusk optou pelo grito, eu esperei que ele falar todas aquelas baboseiras para só depois optar pelo alento. – Archen né? – dizia aproximando-me dele, mesmo com o anão rabugento apertando o passo. – Você pode fazer isso no barco sem muitas preocupações, prometo que eu e Analia não vamos olhar. – brincava. – Mas é importante que você venha, não precisa ter medo eu e a senhorita mistério vamos estar perto para te proteger de qualquer coisa, eu prometo! – me levantava, estendendo a mão para que o goblin seguisse comigo até a embarcação.

Ao chegar a embarcação e em um raro momento de gentileza que fugia a tudo o que conhecia daquele baixinho rabugento, ele nos ajudava a embarcar. – Nossa! Esse é um momento para ficar na memória. Muito gentil da sua parte. – brincava. O vento soprava forte e não tardaria para partirmos. Analia buscava novamente ver o mapa, enquanto Vicent retornava com as indiretas. – Pirataria? Existem formas mais seguras de se ganhar dinheiro ora essa. – dava um risinho. – Apenas psicopatas matam por matar, se bem que...é você parece cumprir esse requisito, agora sobre a bebida, é melhor não entrar em uma disputa da qual você não pode ganhar. - ria.

Procurava a amurada do barco, onde observaria o mar. – É difícil manter o senso de humor quando há maus piadistas. – comentava antes das últimas palavras de Vicent. – Ha! Deixa pra lá, essa foi uma boa piada, oh grande mestre da degolação, o senhor das sombras, o articulador do caos! – erguia os braços levemente, como se clamasse divertidamente um anúncio de realeza, quando na realidade apenas debochava daquilo. – Podemos seguir logo Analia? Quanto mais rápido formos, melhor.


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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por NT Bird em Qua Fev 17, 2016 4:54 pm



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— P-po-porto?! Você diz...o Rasgapele? — Archen gaguejava nas palavras como se estivesse engolindo a seco um monte de pedras. Ficou com um nó na garganta; se antes já estava assustado com a intimidação de Vincent, agora se fazia em completo pânico.

Pra quem tinha perdido a memória, ele parecia no mínimo assustado demais.

— AHHH! — Tapou a parte da frente da cintura com seu instrumento, em resposta ao comentário de Elsa. — O que isso, dona? Não faz isso comigo não. — Logo desviou o assunto, meio envergonhado. Mais parecia um louco mesmo. Nem é preciso dizer que Archen era o grande deslocado ali no grupo. Desde antes de subirem no barco, Vincent fazia questão de pegar em seu pé, a todo momento torturando-o psicologicamente, fazendo menção de que qualquer deslize dele poderia ser motivo para a espada do meio-demônio cortar-lhe a garganta. Talvez fosse influência daquele maldito anel que o garoto pegou outrora. Inclusive, momentos antes de subirem no barco, quando estavam só Vincent e Archen em terra firme, o Goblin soltou um comentário que provavelmente ficaria martelando na mente do meio-demônio por todo o resto da viagem;

— Engraçado, você fala tanto da minha traição mas não sou eu o fugitivo de Takaras, ou o jurado de morte... muito menos sou eu quem rouba coisas de um contratante como...err... — Parou pra pensar um pouco e com um sorriso debochado e uma expressão que até então nenhum dos outros tinha visto, completou; — Esporte? Rs — Completou rimando. Definitivamente ele estava lúcido quando fez aquele comentário. A questão é; como ele sabia?

[ ... ]

A viagem começou e o mar parecia colaborar com o objetivo do grupo. Anália precisou de muito esforço e de bom uso de toda educação que tinha pra ignorar as alfinetadas quase que sem sentido de Vincent, para só então encontrar um barril plano ainda em cima do convés, onde dispôs o mapa para que dessem uma olhada. Tusk estava ocupado, guiando o barco e então não pôde olhar. Elsa pelo contrário estava livre, bem como Vincent ali deitado num canto, e Archen que ficou deslocado da maioria, sentado em um outro canto, ao lado de mais três barris. Ele estava segurando seu instrumento musical, pensando no que tocar.

— Sim, sim, minha florzinha mascarada. Se precisamos de informações, lá é por onde devemos começar! — Alegou Tusk, tentando disfarçar o falso galanteio que fez entre as palavras. Aquele sorriso bobo e malicioso do Anão costumava entregá-lo; rude como sempre.

— Ai...essas viagens no mar sempre me deixam muito ansioso e enjoado. A única maneira de melhorar é...cantaaaaar! — Falou o Goblin, naquele som estridente de novo. Curioso é que, desta vez, Vincent era o mais incomodado com aquele som. Talvez porque já tivesse lhe ouvido antes, e a repetição só o tornava ainda mais irritante? Tapar os ouvidos, apesar de parecer atrativo, ainda assim não era o bastante para deter a cantoria do colega. Elsa e Anália por sua vez, escutaram-no como se fosse a primeira vez, apenas desgostando da melodia, provavelmente. As notas eram péssimas, sem falar no tom de voz do Goblin que parecia simplesmente não condizer com a melodia que ele almejava tocar. Ou seja; o conjunto da obra era uma bosta.

— Parece que demos sorte! Vamos pegar uma corrente de vento que aparece nessa rota de tempos em tempos, com ela vamos agilizar boa parte da viagem! AHOOOOOOY! — Gritou Tusk, dando um pulo meio desajeitado, afinal ele era manco. E ele estava certo. O vento estava tão bom que a vela da embarcação parecia simplesmente ter vida própria, puxando toda a estrutura para frente e guiando-a através das águas do mar. Águas calmas. Calmas até demais. Outra preocupação também era o clima. Eles não podiam arriscar pegar uma tempestade, estando sozinhos como tripulação. Mas era tão difícil de entender a linguagem do clima sendo o céu de Takaras tão escuro e quase sempre igual? As nuvens sempre banhadas pela vermelhidão que mais parecia sangue. O próprio mar dificilmente mostrava alguma cor diferente. Era quase uma imensidão de vermelho pra tudo que é lado e aos poucos, o próprio porto rangestaca ficava para traz, apagando os únicos vestígios que sobrariam da sanidade em terra firme.

— Se o vento continuar assim, vamos chegar em algumas horas, minha flor! — O anão continuava para Anália, fazendo questão de manter sua posição firme como adorador da Elfa. Archen continuava cantando, aliás, ameaçava tocar por toda a viagem, já que era a única maneira de se sentir melhor e menos enjoado.

Considerações:
Dependendo do que vocês fizerem, na próxima narração já chegam no outro Porto. Depois eu digo quanto tempo passou, mais ou menos, desde a saída do Rangestaca até a chegada no Rasgapele.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

Mensagem por Cloud em Qui Fev 18, 2016 11:58 am

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
E então começava a empreitada.
Antes mesmo de Vincent poder se acomodar era interceptado por Archen.
O goblin foi astuto e ameaçou Vincent com todas as letras, falando até de seu passado. O meio demônio balançou, como ele poderia saber do anel e de seu passado?
Se o jovem meio-demônio já não gostava de Archen, agora era guerra declarada. Mas o gosto bom da vingança veio a sua boca, era uma questão de tempo e oportunidades agora, o goblin iria morrer.

Vincent sorria, e respodia:
-"Esse é um jogo pra dois, meu caro Archen. Espero que seja um bom jogador, pois as cartas já estão na mesa."

O jovem tirava o anel do bolso, e colocava-o no dedo de sua mão esquerda, deixando bem a mostra. Não ligava para os que os outros iriam pensar. Piscou um dos olhos para o goblin e escorou-se na mureta, deslizando até sentar-se.

O que não durou muito tempo, o maldito goblin começava a cantar novamente, o clima entre os dois já estava quente e ele ainda joga óleo, acende o fogo e depois assopra?
O sangue de Vincent fervia e a mão já segurava o cabo de sua espada, por baixo de seu manto.

Levantou-se rapidamente, atravessando o convés como uma bala, mas sua trajetória até Archen mudou de repente, indo em direção a Analia com o mapa, e lá também estava Elsa.

Chegou sem que elas percebessem e suspirou.
-"Vou precisar da ajuda de vocês ou vou acabar matando nosso maldito guia, ele me tira do sério."
Chamando a atenção das duas e olhando diretamente para o mapa.
-"Estamos em menor número, então podemos entrar no porto desapercebidos. Se quiserem que eu entre sozinho e veja o que podemos achar, é só dizer, sou um bom batedor de terreno e um excelente torturador, digo, mensageiro. "

Ficou a encarar Elsa com seus olhos vermelhos. Pensou em até usar sua hipnose em Archen e mandá-lo saltar na água, mas ainda poderia precisar dele, depois disso, seria uma tortura divertida.
Voltou de seus pensamentos e olhou para Analia.
-" Não vou pegar mais no seu pé, por enquanto.
Aquele baixinho ganhou toda minha atenção depois do que disse pra mim. Ele não é quem ou o que aparenta ser."


Vincent deu de ombros, fazendo suas palavras perderem o sentido, coisa de demônios sabe?
-"Quando chegarmos perto me avisem ok Capitães? Deixo a parte chata pra vocês. Decidam e me informem do necessário, estou as suas ordens."

Fez uma reverência exagerada e foi para a proa do barco, ficando ao lado direito do dragão, sentado com as pernas pra fora e os cabelos voando ao vento, ouvindo a voz de Archen baixa, mais ainda irritante.

Olhava para o horizonte, torcendo para ver logo terra firme, e acabar logo com isso. Neste meio tempo, teria de esperar.

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Re: [Clássica] Camarão que dorme, a onda leva.

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