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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Fev 06, 2015 9:50 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Observações:






Jogador: Ree
Personagem: Ree / Leah Therond Elbaz
Raça: Humano
Vantagens e Desvantagens importantes: Aptidão para armas em geral; Vulnerável a maldições, podendo se torna uma raça impura.

HP: 100%
MP: 100%
Equipamentos:
X1 Facão enferrujado (oculto por dentro da bota)
X1 Diamante de tamanho médio (escondido dentro do casaco)
X1 Colar com um único dente

Observações: --


Última edição por NT Hrist em Seg Jul 04, 2016 8:13 pm, editado 6 vez(es)
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qua Fev 17, 2016 12:28 am

Prazo: 23/2


@Sérpico

- Eh? O que? - Dália observou Sérpico confusa com a euforia dele – Mas... Eu nem acertei... – e olhou para a própria espada com certa frustração, de fato, não havia nenhum rastro da coisa negra na lâmina.

Dália piscou, ficando cada vez mais confusa e tentando acompanhar as palavras de Sérpico enquanto embainhava sua espada. Ela olhou para as mãos feridas dele e pareceu preocupada, mas sequer teve tempo para questioná-lo já que ele não parava de falar. Quando ele falou da visão, ela demonstrou surpresa sobre a visão, mas ainda sim abriu um meio sorriso, feliz pelo rapaz.

- Fazer? Fazer o que? Eu só at— E-ei!

Diante do abraço, Dália ficou envergonhada e não retribuiu. Ela apenas ficou rígida e não soube o que fazer diante do gesto, esperando Sérpico a soltar. Quando ele o fez, ela deu um passo para trás e desviou o olhar, com o rosto um pouco vermelho e claramente desconcentrada.

- Hm. – levou a mão até a boca e tossiu de leve, se recompondo – Eu não fiz nada... A magia das pessoas aqui é escassa, poucos conseguem usar alguma coisa e não há nenhum mago mesmo... E você está vendo? – balançou a mão na frente do rosto dele – Mesmo? Como isso é possível? Você acha que... Era aquela coisa que ficava perto de você? – e olhou ao redor, um pouco paranoica e incomodada com a ideia – Ele foi mesmo embora?

Quando Dália passou a mão a frente dos olhos de Sérpico, ele pode ver uma luminosidade leve. Mesmo agora, o corpo dela ainda parecia emanar alguma magia; ela não pulsava como antes, mas continuava presente. Talvez a garota não sentisse afinal. Sobre a coisa, não havia mais nenhum sinal de que ela estava lá, apenas de que esteve... Dália se aproximou e olhou de cima para o liquido pegajoso que havia no chão, a coisa parecia ter simplesmente surgido, não haviam rastros indicando por onde ela entrou nem nada semelhante.







@Ree

Ah, algumas vezes o guia soa estúpido. Mas, se ele é esperto, costuma ser intencional ou apenas para ser irritante. Mas há algo que determina quem é o guia real: informação. Aquele que tiver mais é quem tem mais chances de triunfar... Isso, é claro, se ele souber lidar com o que sabe e tiver meios.

Respondeu no mesmo tom jocoso de sempre e se calou em seguida. Wotan assentiu quando ela falou.

- Bem... – ele caminhou até a porta - Eu não vou descansar agora, vou ir falar com o garoto de novo para saber um pouco mais sobre as coisas daqui. Depois eu vou cochilar também... De qualquer modo, me chame quando for tentar fazer aquela coisa de novo.

Wotan saiu e Ree fechou os olhos para repousar. O sono não demorou para vir... Ree se sentia mentalmente cansada e havia gasto parte de sua energia para conseguir ver aquelas coisas, por isso ela logo adormeceu. Seu sono era leve, ela conseguia ouvir a chuva caindo do lado de fora...

Sua mente foi invadida pelo som de um raio... O estrondo alto fez a construção tremer um pouco. Rachaduras apareceram por entre o escuro, permitindo que luz entrasse ali... E a escuridão começou a ruir, caindo como vidro estilhaçado e dando visão a um cenário. A sua frente, havia um homem com uma armadura, o metal lustroso refletia o brilho do sol e ele estava com a mão apoiada no cabo de sua espada embainhada.

Ele virou o rosto para trás, em direção a garota. Niguel. Ele estava ali.

Havia sangue saindo de seus olhos e de sua boca, mas ele sorria na direção dela. O som de espadas de chocando, um grito determinado e algumas risadas de deboche. Tudo isso pode ser escutado... Embora tudo tivesse acontecido tão rápido naquela época, Ree se lembrava de como fora quando Niguel morreu. Os homens de takaras rindo do esforço dele, a fúria deles quando a determinação de Niguel permitiu que ele levasse alguns deles para a morte consigo, a queda dele bem próximo a ela... O som de tudo aquilo pareceu voltar a sua mente e o homem a imagem do homem a sua frente agora oscilava.

- Ei... – a voz natural dele soou – Eu... Hahaha... – e a risada maníaca que ela conhecia podia ser escutada por entre as palavras dele e agora a imagem de Niguel alternava... Como uma sombra sobre o rosto do soldado, Ree conseguia ver a imagem de CB – Sinto... Haha... Muito... – sangue começou a escorrer por entre as dobras da armadura – Não era... Hahaha... Para ser assim... HAHAHA. – a risada se tornou mais alta, mais intensa – HAHAHA!

E tudo mudou. A imagem de Clock Bunny surgiu a sua frente... Os ponteiros do relógio em sua testa giravam rapidamente e o vidro sobre eles se estilhaçou.


E os olhos de Ree se abriram repentinamente ao mesmo tempo em que um raio cruzava os céus, iluminando o quarto por um instant; o estrondo veio depois e fez tudo tremer levemente. A jovem estava suada na cama e Wotan dormia profundamente na cama ao lado. CB estava de pé, próximo a ela, com uma das mãos pousadas sobre o braço da jovem... Provavelmente havia tentado despertá-la de seu pesadelo.


Off: Eu vou considerar que você se limpou antes de dormir, porque embora você tenha se protegido da chuva depois, no início você havia se sujado. :c
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Fev 17, 2016 8:36 pm

Um resquício daquela luz ainda estava nela, que aliás nem parecia saber. Mais como se fosse algo natural que talvez tenha despertado com o estimulo certo. Hm. E ela dizer que não tinha acertado o monstro... soava como se Dália realmente não tivesse visto o que acabara de fazer, de invocar, aquela luz toda. Que coisa. E lembrava... lembrava... lembrava quem mesmo?

“Eric”, Sérpico sacou o nome e logo a memória do colega distante surgiu em sua mente, “Eric tinha uma energia parecida”. Era algo que o outro chamava apenas de Luz, e sempre que falava sobre, soava como um devoto religioso, como se a energia não fosse realmente dele, mas sim um presente que fluía através dele, Eric, um mero instrumento. “Mas Eric sabia o que fazia... quer dizer, tinha plena consciência da coisa toda.”

Acompanhou o olhar dela, perscrutando o que sobrou da sombra.  

Talvez estivesse dentro de mim. ─ Sérpico fez uma careta ao considerar isso. Mas era a melhor explicação. Sabia o nome de Sérpico, sabia sobre os pais, memórias, a doença. ─ Acho que ele estava na minha cabeça. Por isso sabia tanto. Desgraçado.

Mas se assim fosse, como a criatura sabia tanto sobre Dália também? Sérpico parecia tentar encontrar a resposta na sujeira negra, o que era uma completa besteira. Ficar ali, parado, encarando uma mancha no chão. Parecia desperdício, principalmente para uma pessoa que acabara de recuperar a vista.

Então quis olhar a casa, os móveis, as paredes, o cenários através de uma janela, a cadeira estourada, a xícara quebrada, a fumaça sobre o chá se ele ainda estivesse quente. Quis olhar portas, batentes, coisas reluzindo por causa das fontes de luz (velas, lampiões?), suas mãos de novo, alguma superfície reflexiva para que pudesse ver seu retrato, qualquer coisa pendurada nas paredes, quadros, enfeites. Como conseguiu sobreviver sem a visão? Quis olhar tudo, como um segurança, como um maníaco, como um segurança maníaco.

Apenas quis. Ficou foi de olho nela. Daí foi sua vez de tossir e disfarçar, olhando pra outro canto, qualquer canto. Mas logo depois olhou de novo pra Dália. Achou que não devia ficar encarando assim... mas, parecia inevitável. Fazer qualquer coisa diferente daquela encarada parecia estúpido. Desperdício.

“Certo Sérpico, já pode falar alguma coisa”, mas cadê? Achou:

Então... Acho que ele se foi. É...“A Luz, Sérpico, fale da Luz”Ele... eu vi que... “Da Luz, fale da Luz”Acho que...“Certo, desvia o olhar primeiro, assim, isso, isso. Aqueles cacos de xícara parecem muito interessantes. Continue assim. Agora fale da Luz!”Você não viu a luz? Quer dizer, mesmo agora quando ─ ele passou a mão na frente dos próprios olhos ─ passou a mão, assim... Não viu? Emana direto de você. Meio que energizou todo o ambiente, a casa. Acho que foi isso que expulsou a sombra. Mais do que isso: diria que feriu ele, que essa coisa aí no chão é a prova de que ele não está inteiro. Você acertou ele, pode acreditar... Mas, você não vê a luz? Não sabe nem que... é capaz de usá-la?  

Olhou pra ela. Olhou pra xícara quebrada de novo.

E desculpa pela xícara.

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Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

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Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qua Mar 02, 2016 2:34 pm

Prazo: 07/03


@Sérpico

- Dentro? – e fez uma careta como a dele ao ouvir a possibilidade – Isso não parece bem...

A mancha negra no chão parecia só uma espécie de liquido denso... Parecia vazar por entre as frestas da madeira, talvez a criatura conseguisse se esgueirar por esse tipo de passagem. Dália se aproximou da coisa negra e se abaixou, olhando para aquilo com certo desgosto.

- Talvez não seja bom tocar...

A casa de Dália era simples e pequena, provavelmente perfeita para alguém que morasse sozinho, tudo era feito de madeira. No canto havia uma lareira que estava apagada, o que mantinha a casa clara e um pouco aquecida eram alguns lampiões presos a parede. Não havia nenhuma decoração muito chamativa no local, apenas alguns poucos quadros com imagens de flores e algumas pequenas esculturas de animais feitas com madeira, os pequenos animais não pareciam tão bem feitos... Alguns deles eram um pouco disformes. As cortinas estavam entreabertas e, do lado de fora, Sérpico pode ver que tudo estava muito escuro, como uma noite sem lua ou estrelas, era possível apenas ver o cenário um pouco avermelhado por conta da chuva de sangue que caia. Se aproximou um pouco e foi capaz de ver o próprio reflexo... Ele parecia normal, um pouco sujo, mas nada fora do comum, parecia inteiro apesar de tudo.

A princípio, Dália não notou o olhar de Sérpico sobre si, pois estava mais entretida em observar a mancha negra no chão. Mas quando ela se ergueu e notou, pareceu ficar sem graça de novo... Mas não disse nada, apenas desviou o olhar e contraiu os lábios, se sentindo um pouco tímida.

- O que é? – decidiu falar para interromper aquela situação.

E quando Sérpico falou, ela apenas o observou, paciente. Quando ele enfim disse o que desejava, ela fez uma expressão confusa.

- Luz? – e balançou a cabeça, negando – De mim? Eu não vi nada... Nem senti. O que isso poderia ser? Você não só se confundiu porque voltou a ver...? – ponderou e depois olhou para a xícara quebrada – Hm? Ah, tudo bem... Alias...

Dália o olhou, dessa vez o olhar um pouco mais sério e preocupado.

- Por que você agiu daquele modo...?– hesitou um pouco – Ele surgiu e parecia estar se divertindo quando você gritou e o desafiou, mas... Depois, quando você ficou quieto e quase caiu, você pareceu... Fraco. E aquela coisa... – encolheu um pouco os braços e fez uma expressão de desgosto, provavelmente se lembrando – Ele pareceu... Gostar de um modo... Nojento... Por que você pareceu desistir? Você realmente ia deixar aquela coisa te matar? – e voltou a olhá-lo com certa preocupação.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Mar 02, 2016 7:46 pm

“Então ela não sabe”, matutou. Se aquele lugar sofria ataques de demônios e se por ventura esses demônios fossem parecidos com aquele que estivera por ali ainda agora, então ter uma habilidade como aquela poderia ser um triunfo e tanto. No entanto, ela não sabia. “Mas como?”

Ia tentar convencê-la, mas pausou o argumento por causa das perguntas dela. Sinceramente? Sérpico não queria lembrar daquele episódio, com exceção da parte em que o coiso era derrotado. No mais, na parte em que rompeu em fúria e logo foi subjugado, preferia fingir que não acontecera. Daí sua evasiva:

Ele me atacou, foi só isso. Por isso cai ─ Ele deu um pigarro e se movimentou pela casa, escapando daquele olhar de preocupação dela. ─ Desistir? Não, não. ─ E mentiu: ─ Eu não ia desistir. Estava apenas me recuperando, hm. Na verdade, não imaginava que você pudesse vê-lo, quer dizer, que ele estivesse realmente aqui. No começo, ele me contatou mentalmente, por isso pensei que ele não estava aqui, fisicamente, entende? Se eu soubesse, ah, não teria ficado no chão...

E parou de falar. Se continuasse, iria se contradizer, tropeçar nos argumentos. Então decidiu que tinha de voltar ao tópico da Luz. Na verdade, queria fazer alguma coisa, agora que tinha recuperado a independência. Dar uma volta, olhar tudo por aí, ver gente, conseguir respostas, saber mais, ir até as casas atacadas por demônios, mesmo de noite. E tinha também o... “George, céus! O George!”, pensou, confiante que agora, visão restabelecida, ele poderia resgatar o meio dragão, um teleporte e pronto.

Sim, George era a chave: era da mesma Lodoss que Sérpico, poderia saber o que tinha acontecido, como chegou ali, o que fazer pra voltar. Era o próximo passo. Sérpico foi até a janela, observou o céu, querendo medir quanto faltava para o amanhã. Não queria esperar. A multidão da vila levou George, furiosos. Vai saber o que estava acontecendo.

Dália ─ Se virou pra ela. ─, preciso achar George, aquele cara que foi rendido pelos aldeões. Apenas me diga pra onde o levaram. Apenas... ─ Coçou a cara, sem saber como ser persuasivo. ─ Eu preciso falar com ele, é importante. Ele veio do mesmo lugar que eu, deve saber algo. Apenas... apenas me diga, certo? Eu vou até ele e volto, num instante. E você fica. Ninguém vai me ver, prometo... Só me diga onde achá-lo, hm.

Preferia ir sozinho nessa. E não só porque 1 é mais furtivo do que 2, mas também pelo fato de Dália ter um rosto muito conhecido naquela vila. Sérpico ainda podia conseguir um disfarce, se fosse apanhado. Mas se estivesse com Dália, daí lembrariam quem ele era, o louco que falou loucuras ainda agora ─ e que era cego e não é mais! A vida ia ficar complicada, dado o fato daqueles sujeitos serem desconfiados demais. “Aliás, deve ter alguém por perto, de olho na casa”, pensou, se lembrando de um homem falando para o outro “ficar de olho”. Onde estaria? Sérpico se virou para a janela de novo, uma espiada para as passagens, para a casa da frente. Não podia sair sabendo que estavam de olho nele. Teria de ser no teleporte, ou pela...

Porta do fundo. Tem alguma?

Ou janela dos fundos, teria o mesmo efeito.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qui Mar 03, 2016 2:41 pm

Já fazia um tempo desde que sonhara com ele. Algumas semanas talvez. Ele nunca abandonou sua mente, embora a garota tenha passado anos processando e racionalizando o acontecimento. A pouco tempo, ela parecia ter encontrado finalmente um equilibrio em sua consciencia.

No entanto, não havia mente sã que pudesse vivenciar um trauma daqueles e não se incomodar. Novamente ela via, todo o sangue e sofrimento de Nigel. Ela sempre perdia a visão em determinado ponto, quando a poça de sangue lhe alcançava os pés, e a loucura a dominava.

Por sorte, dessa vez o pesadelo não continuou. Acordou com um sobressalto, como se estivesse tomando ar após quase se afogar. Clock Bunny pulou em seu colo, enquanto ela processava o que havia acontecido. Apenas um pesadelo.

Ree secou o suor do rosto no lençol, e suspirou, enquanto fazia carinho atrás da orelha de Clock Bunny, que agora parecia bem menos preocupado. As imagens ainda estavam frescas em sua mente, e por alguns minutos, ficou sentada em silencio, seus dedos dançando por seu colar com um único dente.

Quando a ansiedade passou, levantou-se devagar e silenciosamente, e caminhou até uma janela, afim de abri-la e tomar um pouco de ar fresco. Aquilo sempre a ajudava a voltar aos trilhos de raciocinio.

Não,não era para ser assim ... Mas também não acabará assim... - Ela encarou C.B, que estava ocupado remontando seu canto para dormir entre as cobertas - Você sabe disso.

Ree gostaria de voltar a dormir, porém duvidava que conseguiria.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Mar 25, 2016 4:13 pm

Prazo: 31/03
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@Sérpico

Dália apenas o observou, sem muita convicção nas palavras dele... Ela definitivamente não tentava disfarçar a sua desconfiança sobre as palavras de Sérpico. Mas, apesar de evidente descontento, parecia que ela havia optado por não o importunar mais com perguntas. Ela foi até os cacos quebrados da xícara e passou a coloca-los sobre um pano para limpar.

- Hm? – ela se voltou para ele com os questionamentos – Eu... Eu não sei para onde o levaram, nós não temos uma prisão nem nada parecido. E eu não acho uma boa ideia você andar por ai, ainda mais sozinho... As coisas não estão boas, você pode acabar sendo pego como ele.

E, parecendo perceber que não conseguiria convencê-lo, Dália fez uma careta.

- Tem uma janela, mas... Eu não acho uma boa ideia, mesmo. – e ela própria chegou perto da janela, espiando antes – Parece ter bastante gente na taberna... E eles estão segurando armas, talvez o tal George esteja lá...

Se aproximando da tal janela, Sérpico não viu o mesmo que Dália descreveu. Tudo o que ele viu do lado de fora foi escuridão, não haviam luzes ou casas, apenas as gotas avermelhadas que caiam do céu pareciam existir do lado de fora. Ele conseguia ouvir algumas vozes, distantes, pareciam mais sussurros, mas fora isso, apenas o negro. Mesmo no interior da casa, tudo o que estava mais distante ainda parecia um pouco escurecido... Mais distante de si? Não, não parecia ser tão simples. Foi então que ele notou que tudo o que estava mais próximo de Dália tinha uma iluminação melhor, já as coisas mais distantes...

- Não acho que é uma boa ideia você chegar perto desse cara... Você disse que ele pode estar sendo controlado e se ele tentar te machucar?






@Ree

E como Ree esperava, o sono infelizmente não veio. Wotan continuou dormindo pesadamente na cama e CB aproveitou para descansar também. Aquela madrugada parecia se arrastar lentamente e da escuridão do quarto, Ree observou o movimento da vila enquanto respirava o ar gelado da noite.

Do lado de fora, as coisas pareciam um pouco mais agitadas. Ela conseguia avistar os civis andando de um lado para o outro com foices, enxadas e alguns poucos com espadas. Eles batiam em algumas das portas e falavam com os moradores.

Dentro da casa onde estava, ela ouviu uma batida forte na porta. Alguém entrou e uma voz alterada pode ser escutada. Ree sequer precisou se deslocar para conseguir ouvir sobre o que falavam.

- Adam! – um homem gritou – Aqueles dois, onde estão?!

- O que? E-eu—

- Você saiu com eles, sabe para onde foram, não é? Eles estão aqui?!

- N-não! Eu ofereci, mas... – o jovem mentiu – Eles quiseram ir até a floresta, eu acho... Claro que eu não fui...

Com as vozes altas, Wotan também despertou e se sentou na cama, mas não disse uma palavra enquanto os ouvia.

- Escute, você tem que tomar cuidado. Eles podem ser perigosos... Não podemos confiar em ninguém de fora, você ouviu? Se você os ver, nos avise. Essas pessoas estranhas que apareceram bem durante a chuva... Qualquer um deles é suspeito.

- C-certo... – o jovem deu um sorriso torto enquanto o outro homem saia da casa.

Ele fechou a porta e, depois, verificou as janelas da casa para fechar as cortinas. Adam foi até o quarto onde os dois estavam e bateu na porta de leve antes de entrar.

- Ah... – ele demonstrou surpresa ao ver os dois de pé – Vocês ouviram, não é...? Vocês podem ficar ainda, mas... Evitem janelas e...

- Eu não tenho mais tanta certeza se é seguro ficar. – Wotan fez uma expressão de desgosto – Se eles nos acharem, vão tentar nos levar e provavelmente teremos o mesmo final que aquele rapaz.

- Mas agora eles estão viajando tudo... Pode ser perigoso tentar sair...

- Eles nos viram com você, talvez eles voltem... A situação parece estar ficando mais complicada para nós. Você já conseguiu se recuperar? – e se virou para Ree.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Seg Mar 28, 2016 1:32 pm

Com a insonia instalada, passou o restante da noite alternando entre os proprios pensamentos e o movimento lá fora. Ela notava um comportamento diferente do usual para uma vila, mas era compreensível, considerando-se a atual conjectura. O que ela ainda não entendia era porque raios ELA tinha que ser um dos elementos dessa confusão toda.

Ao ouvir as vozes no outro comodo, Ree se posicionou longe da janela, seu dedo flertando com o facão dentro de sua bota. No entanto, aquele rapaz Adam parecia protege-los. O garoto era inocente demais, e se colocava em risco por dois estranhos, aos quais ele não deveria confiar. Ree só tinha uma palavra para ele. Tolo. Mas se beneficiava da tal tolice, e por isso se manteve quieta. Clock Bunny ja estava em posição, pronto para o bote caso alguem passasse pela porta.

Por sorte, o homem acreditou, pelo menos temporariamente, na mentira, e partiu. Ao ouvir a porta se fechando, Ree começou a arrumar suas coisas rapidamente. Ree concordava com Wotan. Era só uma questão de tempo até voltarem e revirassem a casa a força. Ela procurou algo dentro da mochila.

- Wotan está certo. Vamos embora ou até mesmo você vai se envolver na droga dessa confusão.  - Ela parecia praguejar sobre crianças e coisa do tipo, até achar o que procurava. Moedas. ouviu a pergunta do espadachim e negou.

- Não totalmente, mas vai ter que dar. Garoto, tome  - Disse, entregando as moedas. Lhe dera um valor que considerava justo pela hospedagem, mais um extra pela mentira - Não gosto de dever favores. E mais isto   - Disse, entregando mais algumas moedas - Caso lhe ocorra a idéia de ir atrás daquele cara e informa-lo que nos viu correndo... para a direção oposta.  - Ela botou a mochila nos ombros e abriu a porta do quarto, esperando uma resposta de Adam.

Antes de sair, porem, Ree fechou os olhos e se concentrou rapidamente e tentou escanear novamente o fluxo de magia a volta, procurando um local oposto a floresta por enquanto. Ainda não era seguro entrar na toca do leão. Clock Bunny saiu a frente, como batedor, para guia-los pelas ruas mais desertas.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Seg Mar 28, 2016 3:31 pm

Por um momento, teve pânico: "Estou ficando cego de novo", mas então percebeu que não, não era bem isso. Perto de Dália as coisas continuavam normais; longe dela, breu. "Ah ótimo", pensou, achando que tinha sacado, "ela é minha luz agora".

Ainda era um cego, então. Mais ou menos. Devia comentar? Não sabia. Desanimou com isso, não daria pra sair por aí sozinho. E Dália lhe desanimou mais ainda, sugerindo que George poderia ter rodado, povo sedento, armado, dá nisso: "justiça" veloz. E mesmo se insistisse na missão de resgate, teria de explicar mais coisas pra Dália e encarar aquela careta de contrariada ou o rosto desconfiado de quem tá vendo a mentira lá longe. Não que Sérpico fosse mentir, talvez omitir, mesmo assim seria complicado convencer a outra.

O que fazer então? Não gostava da inércia, coisas acontecendo, ele apenas seguindo o fluxo. Gostava era de se mover por si só, independência. Estava num lugar estranho, longe de casa, e precisava se mover com urgência pra reverter isso. Espera: não era esse o real problema... casa, já não tinha uma casa há muito tempo, tinha apenas uma jornada arrastada em busca de cura. Não tinha nada lá, naquela Lodoss da qual se lembrava, que lhe deixasse inquieto para voltar com urgência. O perturbador era não entender como fora parar ali, com qual propósito. Aquele lugar não era certo, não devia existir. Tinha de sair dali, simples assim. Mas, diabos, como? Esperar até amanhã pra achar alguma resposta seria tortura pesada.

Mas era a única saída, se aquietar, por os pensamentos no lugar. Amanhã seria mais seguro, melhor ainda sem a chuva. No atual momento, estava limitado, não podia fazer muito. Limitado... Não que ter Dália por perto fosse ruim... mas talvez fosse, em algum sentido. A vantagem de sempre estar sozinho desde a morte de seus pais é que nunca mais Sérpico precisou se preocupar com alguém. Há alguma forma de independência maior do que não ter ninguém por perto? Enxergava isso, agora, como uma vantagem que sempre teve e não sabia. Dália, talvez, estava pra mudar isso.

Ficou parado, pensando. Quando se cansou, bufou:

Certo... eu vou esperar. Amanhã. Procuro por notícias dele amanhã, hm. ─ Era importante mudar de assunto. E como não sabia se ela ia se recolher para o quarto, já se adiantou dizendo: ─ Vou ficar por aqui mesmo. No sofá. Dormir um pouco.

Sérpico não ia dormir coisa nenhuma. Simplesmente não se achava capaz. Cabeça cheia de coisas. Nem com todo o chá do mundo ia relaxar. Mas antes de se jogar no sofá precisava dar um jeito na roupa, um tanto quanto ensopada de sangue. "Esse pessoal já deve estar acostumado com o sangue", pensou, descontente, pois já estava se acostumando. Antes, sem enxergar, não ligava nada pra isso. Agora sentia-se mal. Tirou a camisa, deu pra ela.

Se eu soubesse, não tinha saído na chuva ─ disse, tom de desculpa. Tentou sorrir: ─ Você deve perder um bom tempo lavando roupa, né?

Não queria ter de pedir roupas novas e se ela não se incomodasse, Sérpico se deitaria com a calça mesmo, manchando um pouco o sofá. Também não ia exigir banho nem comida.

Não vou sair, prometo. ─ Falou assim para o caso dela se recusar ir dormir, desconfiada de que assim que fechasse os olhos Sérpico saísse pra noite. Uma vez cego, sempre frágil: talvez Dália se sentisse, de algum modo, responsável por Sérpico. ─ Melhor esperar a poeira baixar, certo?

Queria um tempo pra pensar. Isso geralmente significa ficar só. Então até fecharia os olhos, se preparando pra dormir, na verdade tentando despistar Dália. Realmente não iria sair. Ficaria de olho no teto, escutando a chuva, pensando no que faria amanhã.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sab Abr 02, 2016 5:59 pm

Off: 9/4





@Sérpico

Dália abriu um sorriso singelo quando ele finalmente pareceu ceder e a escutar. Ela não pareceu desconfiar, não tanto, já que apesar de tudo Sérpico parecia um homem sensato. Talvez agora ela desse mais credibilidade as coisas que ele lhe dizia, afinal, ela havia visto a criatura que o atormentava.

Com o gesto dele de tirar a camisa, Dália apenas olhou. Parecei ficar rígida por um instante e, inevitavelmente, deu uma olhada rápida para ele, apenas para ficar vermelha em seguida e pegar a camisa com certa pressa, desviando o olhar.

- Está tudo bem. Na verdade... – manteve o olhar para baixo, o rosto ainda um pouco corado – Eu não me molho geralmente... É a única habilidade da qual posso me gabar, achei que você já tinha notado.

Depois disso, a jovem ofereceu para ele a janta. Aparentemente ela tinha feito um pouco de sopa antes de encontra-lo e ainda havia restado alguma coisa... Ela não demonstrou se importar que as coisas se sujassem um pouco, na verdade, apesar dela se proteger da chuva geralmente, a sola do sapato sempre ficava suja e por isso haviam algumas pegadas vermelhas no chão.

A jovem apontou para uma porta e disse que seu quarto ficava ali, que se ele precisasse de algo era só chamá-la, pois ela provavelmente escutaria desde que fosse alto o suficiente para acordá-la. E quando ela se foi, tudo se tornou escuro novamente e o que Sérpico havia pensado se demonstrou correto: agora ele dependia de Dália para poder enxergar.

O sofá era confortável o suficiente para que ele pudesse dormir... Não era tão espaçoso quanto uma calma de solteiro, mas era o suficiente. Dália havia lhe entregado uma coberta e um travesseiro extra que possuía para que ele pudesse ficar mais confortável.

E então, silêncio e escuridão. Parecia que Dália já estava dormindo e Sérpico conseguiu o tempo sozinho que tanto desejava para tentar colocar a cabeça no lugar... Quando você não pensava que a chuva era de sangue, o som era até agradável mesmo com os trovões que podiam ser escutados às vezes. A sensação de estar sendo observado desaparecera completamente, mesmo agora que Dália não estava no mesmo cômodo que ele, mas talvez aquilo se devesse ao fato de que ela ainda estava próxima.

E, mesmo que apenas depois de muito tempo, o sono enfim foi chegando... Em meio àquela escuridão e o som da chuva, os olhos do jovem foram ficando pesados e a consciência mais tênue. Naquela noite nenhum pesadelo veio atormentá-lo, apenas sonhos do passado... Sonhou com seus pais, sua vida na fazenda, a época em que sua vida era tranquila e foi inevitável que voltasse a sua mente a memória que lhe fora mostrada. Mas foram apenas visões rápidas, pensamentos vagos e depois, a escuridão do sono.

O despertar veio suave junto ao som da chuva que estava caindo do lado de fora. Ainda estava chovendo? Era o que parecia. Será que havia dormido tão pouco ou a chuva perdurou durante o dia dessa vez? Ao abrir os olhos ele pode ver o ambiente... Dália estava sentada em uma poltrona próxima ao sofá com os olhos fechados e uma coberta sobre o corpo, provavelmente cochilando. A lareira estava acesa, deixando o ambiente aquecido e Sérpico estava deitado no sofá, coberto. Além disso, fome.

Mas ao olhar para a janela foi que sentiu um certo incomodo. Estava de noite. Olhou para Dália e as roupas dela não eram as mesmas do dia anterior... Na mesa havia um pequeno balde com água e um pano úmido.







@Ree

Assim que avistou Ree ajeitando suas coisas, Wotan também se preparou para partir sem mais nenhum questionamento. Quando a jovem ofereceu moedas a Adam, porém, ele imediatamente negou, balançando as mãos a frente do corpo.

- Não precisa de nada. Eu não fiz isso para te fazer um favor... As pessoas da vila não são assim, não são assassinas... – e ele pareceu desanimado – Ao menos não eram. Eu não quero que eles cometam mais injustiças, isso só vai... Causar uma mancha neles no futuro... Eu fiz isso pela vila, não se preocupe. Eu posso dar cobertura para vocês irem embora... Eu vou ajudar eles e guiar a busca para outra direção, vocês aproveitam para sair.

O jovem disse, pegando sua enxada e saindo da casa.

A sensação mágica continuava a mesma, mas não havia nenhum traço mais forte daquelas criaturas sem que fosse a floresta. Mesmo que procurasse em lugares diferentes, talvez lugares mais distantes, nada... Até que, não. Havia alguma coisa. Uma energia que com certeza não estava ali antes, parecia estar mais distante da vila e não se encontrava na floresta, além de não ter semelhança alguma com a das criaturas. Naquele instante o coração de Ree bateu com mais força e ela sentiu uma familiaridade que a incomodou com aquela energia... Um nome, certamente havia um nome que estava na ponta da sua língua, mas ele não vinha para a superfície.

“O que você sentiu... É um presente, você pode ir reivindica-lo se desejar. ” A voz voltou a surgir em sua mente, com o mesmo tom animado de antes “Se não quiser também, tudo bem. Nós temos um leque de possibilidade para você, mas não importa tanto o caminho que você siga, pois todas as trilhas vão levar para o mesmo destino. Mas algumas trilhas são mais... Prazerosas do que outras, algumas são dolorosas, terríveis. Nós não nos importamos de verdade com qual você escolhe, todas delas tem momentos divertidos.”

- E então, vamos para algum lugar especifico...? – perguntou Wotan.

Clock Bunny logo fazia sinais para guia-los e, como prometido, Adam parecia ter indicado ter visto Ree e Wotan indo para outra direção e a busca se focou para uma área mais especifica, deixando várias das suas desertas para que eles pudessem se distanciar. O guerreiro estava logo atrás de Ree, permitindo que CB e ela guiassem o caminho.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Sab Abr 02, 2016 9:23 pm

Tudo certo. Dália foi dormir, Sérpico relaxou no sofá. Só quando deitou que percebeu as dores do estresse. Mas tinha que pensar em algumas coisas antes de apagar. Aquele cara, o da sombra ─ como conhecia Sérpico?

Sérpico se esforçou para se lembrar de qualquer pista que denunciasse isso. Não sabia porque, mas sentia que já tinha topado com aquele sujeito. Loucura. Talvez uma mera imagem no seu subconsciente, e Sérpico fazendo associações desesperadas. É ruim quando não se entende as coisas. Pensou em levantar, cutucar a mancha no chão, mas estava escuro demais, escuro novamente. E, como antes, odiou ficar sozinho no escuro. Apreensivo, até mesmo com medo, não conseguiu se mexer, paralisado, somado à mobília. O coração acelerou um pouco, descartando o cansaço de ainda agora... mas então nada aconteceu, nenhuma voz, nenhuma risadinha, apenas ele, esperando, esperando, a chuva caindo, e só... nem mesmo Dália fazia barulho. "Vai ver esta esperando atrás da porta pra ver se eu levanto", Sérpico pensou, sempre muito desconfiado. E com isso relaxou um pouco ─ tinha alguém zelando por ele. Dália. Quem era Dália afinal? Alguém que não era maculado nem por sangue, alguém que não sabia do alcance de sua própria virtude, enfrentava a todos os desgraçados sem esperança daquela vila demonstrando que ela ainda tinha esperança. Mais forte que todos, então. Como alguém assim não estava comprometida, um noivado, qualquer coisa? Dormiu.  

Acordou, luz outra vez. Viu Dália e entendeu. "Vai ver está comprometida sim", pensou automaticamente, um vento em sua mente. Depois deu algumas piscadas, últimos resquícios do sono. Quando foi a ultima vez que dormira daquele jeito, até com sonhos bons? Mas será que tinha dormido tanto assim? ─ Lá fora ainda era noite, vai ver cochilou só algumas horas. Ou será que Sérpico varou um dia inteiro roncando? Talvez, Dália estava até com outra roupa...  

Quem roncava agora era o seu estômago. Ensaiou pra se levantar, ir atrás da sopa de ontem. Mas ficou quieto: não queria acordar Dália. Mas porque ela estava ali e não no quarto? Ficou vendo Sérpico dormir? Isso não parecia certo. "É quase como uma invasão, num momento de vulnerabilidade pelo cansaço como esse", filosofou e... ficou vendo ela dormir, hm. Talvez pudesse ficar ali pra sempre, mas o estômago chorou de novo, então se levantou com cuidado, tentando não fazer som, afastando o cobertor lentamente, uma perna de cada vez, fizera muito aquilo quando moleque, mãe dormindo, ele indo pro campo na surdina, esperar o pai chegar de uma de suas viagens. Depois iria caminhar na direção da comida, se servir, talvez dar uma esquentada breve sobre a lareira. Enquanto comia, iria se aproximar do balde, todo curioso. Ela andou limpando o que com aquele pano e a água? A mancha da sombra? Olhou ao longe pra vê se achava os restos mortais do visitante de ontem. Se ainda estivesse por lá, Sérpico se aproximaria pra dar uma olhada mais demorada. Depois, ou então se a mancha já tivesse sido limpa, Sérpico terminaria de comer rapidamente, deixaria prato e talheres de lado e iria para o quarto dela.

É porque pensou: "o que será que tem de errado no quarto? Trocando cama por poltrona". Sabia que talvez não teria absolutamente nada de errado, aquela era Dália desconfiada ou então muito cuidadosa em relação à Sérpico, só. Mas alimentou o pensamento de algo errado por causa da curiosidade: tanta que, se Dália continuasse dormindo, Sérpico se esgueiraria para o cômodo intimo dela, abrindo a porta muito lentamente pra dar uma espiada geral, torcendo para que conseguisse enxergar o quarto, ou alguma coisa dele, estando Dália na sala. Aquilo sim era invasão. Mas é importante entender que Sérpico estava motivado por um desejo de descobrir mais... Que atire a primeira pedra quem nunca fez, de um jeito ou de outro, aquilo que ele estava pra fazer, hm.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Abr 15, 2016 1:09 pm

Prazo: 21/04




@Sérpico

Quando Sérpico se levantou, Dália nem se moveu. Aparentemente a jovem tinha um sono pesado; respirava profundamente e tinha uma expressão suave no rosto. Por sorte, deixando as portas abertas Sérpico era capaz de ver os ambientes, mesmo que um pouco mais escurecidos.

Ainda havia um pouco de comida e alguns pães sobre a mesa, então não foi difícil para Sérpico se alimentar. O balde parecia ter apenas água e um pano umedecido do lado; aquilo lembrou Sérpico que havia um desses sempre do lado da cama de sua mãe na época em que estava doente. Não havia nenhum sinal da tinta negra, nem no pano, nem na água e nem no chão. A jovem provavelmente havia limpado enquanto ele dormia com algum outro tecido.

Sorrateiro, ele caminhou e entrou no quarto da jovem. O quarto era simples, pequeno até. Para Sérpico, o ambiente era um pouco escuro, como se a luz estivesse apagada, mas a do cômodo ao lado acesa; então com a porta aberta ele conseguia bisbilhotar com certa liberdade. Havia uma cama no canto e ao lado dela um armário com algumas roupas e a porta estava entreaberta... Em uma das partes, mais desorganizada, haviam calças e blusas um pouco largas, provavelmente era a parte que era mais movimentada. Já do outro lado, mais arrumado e esquecido, com um pouco de pó por cima até, haviam alguns vestidos simples, desses usados por camponesas. Na parte debaixo quase o mesmo cenário, de um lado botas bagunçadas e do outro algumas sandálias organizadas.

Do lado oposto ao da cama, havia uma mesa com um lampião aceso sobre ela, além de uma cadeira de alguns cadernos amontoados. A curiosidade claramente falou mais alto e Sérpico não hesitou em pegar um dos cadernos para bisbilhotar.

Haviam algumas datas e escritas pessoais lá dentro. Pareciam ser espécies de diários que Dália mantinha, aparentemente desde quando era pequena. Acidentalmente ele pegou um de quando ela parecia jovem, ali ela descrevia algumas das travessuras que fazia com sua irmã, os dias eram recheados de eventos e as duas pareciam daquelas garotas que causavam problemas para a vila inteira. Ela parecia ser o tipo de criança que via a irmã mais velha como uma grande heroína.

Folheando as páginas, Sérpico chegou no dia em que elas iriam até o norte da ilha. Dália escreveu que elas ouviram pessoas falando sobre a terra ao norte... Amaldiçoada e perigosa. A pequena escreveu com empolgação sobre o lugar e sobre as possíveis aventuras que poderiam encontrar e que Kylia havia concordado com a ideia de irem para lá. O plano era fugir a noite com alguma comida e irem até lá... Depois dias, Dália ficou sem escrever por algum tempo e quando voltou, a letra estava mais trêmula e haviam alguns borrões.

“Onde ela está? Onde Kylia está?! Eu não a encontro, não a encontro em lugar algum! Ela estava bem atrás de mim! Os tios do bar falaram que nada vivo podia entrar lá, foi algum tipo de maldição?! Por que ninguém me ajuda a ir até lá procurar por ela?! É minha culpa, eu sou lenta, fraca, burra... Se eu fosse mais rápida ela não teria que correr atrás de mim...”

E os meses foram se passando. Dália passou a escrever mais e despejar suas frustrações em sua escrita. Ela reclamava que todos eram covardes demais para fazer qualquer coisa e apenas o velhaco a ajudava, mas que até mesmo ele desistiu com o tempo. Mas conforme os anos se passavam, as palavras dela foram se tornando um pouco mais duras... Ela descrevia que sentia que sua irmã estava viva em algum lugar e que algo havia a levado, por isso ela decidiu treinar a usar uma espada. Mas, infelizmente, ninguém quis ensiná-la, provavelmente por culpa do velho, ele devia ter convencido os outros para que ela não fosse fazer nenhuma loucura então ela passou a treinar sozinha, de vez em nunca pedindo dicas para algum viajante que passava por ali.

Dália pareceu crescer com pouco contato com os moradores. Falava apenas com o líder, mas sempre reclamava dele por ele não entender os motivos dela e por insistir que Kylia estava morta. Ela reclamava que ele insistia para ela se comportar mais como uma garota e parar de ficar carregando uma espada de um lado para o outro... Os vestidos do armário haviam sido presentes dele e ela resmungava deles, mas apenas em seu diário acabava admitindo que eles eram bonitos, mas que tinha medo de usá-los, que tinha medo de perder seu foco e acabar esquecendo de sua irmã.

Ela chegou a voltar para as terras escuras... Em uma data um pouco mais recente.

“Na época eu não lembrava tão bem de como era lugar... Eu vim com Kylia, mas foi tão apavorante que minhas memórias estavam um pouco confusas. É escuro, assustador, não há grama... Apenas cinzas e ruinas. É como se o fogo tivesse caído quase como um martelo sobre as casas. Eu me pergunto se foi obra de algum mago, talvez um demônio... Mas por que? Ir até aquele lugar me causou arrepios, nós devíamos ser mesmo idiotas para achar emocionante ir até um lugar desses. Te deixa um pouco paranoica, parecia que havia uma força lá, uma força que tenta te consumir... Mas ainda sim, eu procurei, mas não encontrei nada... Talvez ela não esteja mais lá.

E poucos dias depois, ela descreveu sobre a chuva de sangue que se iniciou de repente e que quase como mágica, desaparecia quando o sol surgia. E ela disse que ouviram uma música e que se lembrou de Kylia. Ela parecia ter sido honesta com Sérpico. E na última página ela falava sobre ele, a princípio o descreveu, admitindo ter o achado um pouco atraente e que ele parecia uma boa pessoa, mas que a incomodava de um jeito estranho quando ele a encarava demais. Disse sobre as coisas que ele havia lhe contado e que acreditava nele mesmo, ainda mais depois que aquela coisa surgiu para ataca-lo.

“Por que? Eu me pergunto se não foi aquela coisa que talvez tenha pego minha irmã... Ele falou sobre ela quando disse que eu encontraria “a casca de quem eu procuro”?! E ele disse que os planos dele para mim corriam bem também... Que planos? Como ele me conhece? Talvez aquilo tenha as respostas sobre Kylia... E aquela coisa está caçando Sérpico, será que ele também vai desaparecer como ela? É melhor eu ficar perto dele.”

E no dia seguinte, embora não tivesse acabado, haviam algumas linhas escritas já.

“Sérpico não acorda. O que eu faço?! Ele está queimando e não importa quantas vezes eu o chame. Eu fui pedir ajuda, mas... O rapaz de ontem, os homens estavam falando que ele foi morto! Como eu vou contar isso para o Sérpico?! Perguntaram sobre ele ainda! Eu disse que ele foi embora. Foi embora! Que mentira imbecil! Como um cego iria embora sozinho?! Ainda bem que não insistiram. Eu espero que não descubram. Se descobrirem, podem acabar matando ele também, é melhor eu manter as cortinas fechadas. Eu espero que ele acorde logo.”

Sérpico ficou um bom tempo lendo pedaços dos diários e, da sala, ele pode ouvir Dália se mexendo na poltrona, talvez se revirando apenas. Ele espiou o cômodo ao lado e ela continuava dormindo (por hora).[/justify]
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Sex Abr 15, 2016 9:32 pm

Então George estava morto e caçavam ele, Sérpico, que tinha ido embora, mas estava ali, com febre e talvez delirando durante a(s) noite(s), balde com água e pano explicados, Dália por perto esse tempo todo, indo dormir só agora, George realmente morto?, ela se culpa, mas não foi culpa dela, a irmã que quis ir pra lá, não foi?, Sérpico causou a morte de George?, poderia ter ajudado, poderia ter saído naquela noite, pela janela dos fundos, procurado o meio dragão, poderia ter falado alguma coisa diferente para a multidão, poderia, antes de tudo, não ter ido parar naquele lugar, mas era naquele lugar que havia uma Dália que achava Sérpico um pouco atraente e com encaradas que incomodavam de um jeito estranho, e não tinha nada lá nos diários que falava de noivado ou pretendentes, e ela realmente se culpava e ninguém a ajudava nisso, ninguém dava a mínima, ficavam era de olho nela, e ficaria pior se descobrissem Sérpico, que pra não ser reconhecido começou a considerar que talvez fosse um bom momento para passar a faca na cabeça e se livrar da juba, um bom momento para ir embora, mas como?, cego, sem saber onde estava, só ia morrer, só ia fazer Dália ir atrás dele e morrer também, Dália que não usava os vestidos nem as sandálias e escrevia diários.

"Nossa", pensou, por último, um tanto assustado e eufórico com a experiência de entrar na mente de alguém.  

Ouviu um som e travou a respiração; soltou quando percebeu que não era nada demais. Mesmo assim resolveu não abusar da sorte e tentou deixar os escritos da forma que encontrou, refez seus passos cuidadosamente e saiu do quarto no mais incrível silêncio.  

Voltou para o sofá, sentou. Ficou encarando Dália e pensando: "Oqueeufaço?Oqueeufaço?"

Apoiou a testa nas mãos, cotovelos sobre os joelhos. As mãos tocaram nos cabelos. Então se levantou, pegou uma faca e se aproximou da lareira. Começou a cortar e jogar o cabelo no fogo. Só ia parar quando estivesse curto.  

Com a faca não mão, pensou: "Eu matei ele?"  

Com os olhos no fogo, pensou: "Foi minha culpa?"

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Dom Abr 17, 2016 1:07 am

Prazo: 21/04

@Sérpico

Dália continuava dormindo, chegou a balbuciar alguma coisa como se estivesse resmungando de algo e continuou com seu sono pesado enquanto Sérpico parava próximo a lareira e cortava seu cabelo.

Agora que os olhos estavam fixos no fogo, ele conseguia ouvir o estalar da madeira e algumas faíscas voarem a cada estalo. O fogo estava forte e consumia a madeira, deixando elas mais escurecidas... E junto a isso o coração de Sérpico se escureceu em dúvidas.

Agora ele sabia que George não havia sobrevivido depois de ter sido capturado. Os moradores, provavelmente agora paranoicos, não iam ver com bons olhos qualquer pessoa que parecesse minimamente suspeita... Ainda mais Sérpico, que havia dito conhecer George. Em meio as suas inseguranças, o jovem se sentiu estranho... Um frio incomodo na barriga. Começando pelos cantos, as coisas começaram a ficar um pouco mais escuras, como se algo estivesse tentando comprimir sua visão, como se as sombras estivesse se esgueirando para deixá-lo cego novamente.

- Sérpico? – a voz de Dália surgiu atrás dele, parecendo surpresa.

A jovem se levantou da poltrona um pouco desajeitada e foi até ele em passos apressados. Dália chegou a mover a mão, provavelmente para verificar se ele estava com febre, mas hesitou e abaixou o braço, parecendo um pouco constrangida com a ideia de tocá-lo. Por isso apenas permaneceu ali, o fitando com estranheza e preocupação.

- Você... Ah... – e olhou para o cabelo dele, depois para a faca na mão do jovem – Você está bem?! Como... Como você está de pé? Você... Você ficou o dia inteiro de cama, estava com febre, eu pensei que você ia... – hesitou, preferindo não terminar a frase – Seu cabelo... – as palavras saiam um pouco pausadas, confusas, a garota estava claramente atordoada, parecia preocupada, mas talvez também não soubesse como lidar com as notícias de George.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Ter Abr 19, 2016 4:15 pm

Sérpico apertou firme o cabo da faca quando as coisas começaram a escurecer. Piscou algumas vezes, levou a mão livre aos olhos.  

"Não, de novo não!"

Se assustou quando ouviu o próprio nome, alguém chamando. "Dália", pensou e relaxou um pouco quando viu que não era nenhuma sombra de sorriso largo. Ela veio pra perto e Sérpico deu uma piscada demorada esperando o toque que não aconteceu.  

A mão descolou da faca. Deixou ela de lado.  

— Eu tô bem — foi dizendo enquanto ela falava. — Eu me sinto bem agora.  

"E eu li os seus diários."

— Na verdade, não sei o que aconteceu — deu de ombros. — Dormi bem. Digo, sinto que dormi bem. Não me lembro de nenhuma... perturbação. Acho que só estava um pouco cansado. Desculpa por ter lido...

"Os seus diários."  

— ...por ter te dado trabalho nesses dias — E apontou para o balde, pigarreando. Tentou sorrir: — Acho que com o tanto que dormi, vou ficar sem sono por uma semana. — E garantiu: — É sério, não sinto nada.  

"Sinto sim."  

Sobre o cabelo, Sérpico hesitou. Passou a mão na testa, pensando no que poderia dizer. Decidiu ficar quieto mesmo, dar de ombros outra vez. Qualquer coisa que falasse não ia soar convincente e Dália ia ficar lhe encarando com aquele detector de mentiras disfarçado de olhos. Ele olhou para a janela.  

— Será que falta muito para amanhecer?  

Não queria tocar no assunto do George, mas deveria, cedo ou tarde, só pra não dar na telha, fingir que não sabe de nada. E ainda não tinha ideia do que fazer. Sair lá fora poderia ser perigoso, mesmo sem o cabelo. Estava de noite quando o viram... então talvez não pegaram muito bem suas feições, de modo que tinha alguma vantagem. Mas só de andar perto de Dália... as pessoas somariam um mais um. E ele não era dali, de qualquer modo. Iam olhar torto.  

— Sabe... eu pensei se não seria melhor dizer que sou algum parente seu, distante. Alguém que você não sabia que existia, mas eu soube de você através... através dos meus pais, seus tios, de modo que somos primos e eu vim de Ruff conhecê-la, algo assim, só para o caso de alguém querer saber...  

Se a Ruff daquele lugar fosse no mínimo habitável, a mentira ia colar, Sérpico veio de lá, descobrindo de alguma forma que tinha duas primas que cresceram juntas desde pequenas e tal. Só não lembrava se Dália tinha dito seu nome no meio da multidão... achava que não.  

Sérpico foi até a mesa, pegou um pão, partiu e comeu, todo distraído, mas na verdade dando um tempo para ela pensar em como contaria o que ele já sabia.

E por todo esse tempo tentou acreditar que era apenas impressão... mas não: estava realmente mais escuro. Algo aconteceu no sono... Ou então dormir era algo que ele deveria evitar fazer, daqui pra frente, até descobrir mais, hm.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qui Abr 28, 2016 1:50 am

Prazo: 3/5.
50 de XP e desculpa o atraso. :C (pelo menos não foi que nem os outros u.u)


@Sérpico

- Mesmo? – pareceu confusa com a melhora repentina de Sérpico – Isso é esquisito. Você não parecia nada bem... Eu até pensei que... – e apenas suspirou, um pouco desanimada, mas depois sorriu – Mas que bom que você está bem.

E ela se virou, voltando a sentar na poltrona. Apesar de ter acabado de acordar, Dália parecia um pouco cansada e também parecia não saber bem o que dizer. Talvez estivesse pensando em como contar sobre George para Sérpico.

- Hm? Eu acho que sim... – e olhou na direção da janela, vendo a chuva cair - Quando eu acabei cochilando o sol estava se pondo...

Quando Sérpico propôs a ideia de se passar por algum parente distante de Dália, a jovem apenas assentiu com um sorriso torto.

- Ei, Sérpico. – ela começou, fazendo uma longa pausa em seguida – Sabe, eu... Hm. – hesitou mais uma vez, talvez tentando encontrar as palavras certas ou pensando se deveria realmente contar para ele ou não – Ontem... Ah, quer dizer... Hoje eu fui até a vila e... As coisas não estão boas, sabe... As pessoas daqui estão agitadas... Estão... Paranoicos, com medo de tudo, pensando que uma catástrofe deve acontecer logo... Por isso eles... – juntou as mãos e passou a apertá-las – Não estão pensando muito bem, sabe. E... Eles... – fechou os olhos e respirou fundo, planejando dizer aquilo de uma vez – Mataramseuamigo. – e depois olhou para Sérpico, a respiração quase presa, com receio da reação do jovem.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qui Abr 28, 2016 5:04 pm

Então ela disse e Sérpico pensou: "eu sei, foi por minha causa. Eu tentei ajudar, mas acabei matando ele."

E pensou: "Acho que se tentar te ajudar a achar sua irmã, vou acabar te matando também."

E pensou: "Meu pai tentou ajudar minha mãe. Não conseguiu. Morreram os dois."

Não precisou fingir diante dela: Sérpico realmente sentia remorso. Apenas parou de comer e foi sentar no sofá. Ficou olhando para as mãos. Elas não tremiam. Por que? Por que não tremiam? Sérpico deu uma risada sem graça quando lembrou de ter exigido algum tipo de julgamento, uma ação mais pensada, daqueles homens todos. Um pensamento deslocado disse: "Afonso. Tinha um que se chamava Afonso."

— Ele não era exatamente um amigo.

Talvez por isso que as mãos não tremiam?

— Eu não o conhecia. Não muito bem. Mas ele... — Sérpico olhou as palmas das mãos. Viu marcas, de quando as fechou com força demais. — Ele veio do mesmo lugar que eu. Ele poderia saber como isso aconteceu, como vim parar aqui...

E ficou quieto. Olhou para Dália só pra que ela pudesse ver um Sérpico sereno pelo abatimento, e não furioso com pensamentos vingativos. Ele não faria nenhuma loucura, e queria que ela soubesse disso. Simplesmente não ganharia nada indo confrontar alguém. Morreu, morreu. Não tinha mais jeito.

O tempo de agir passou. E foi aí que as mãos tremeram um pouco.

Percebeu que estava quieto demais, abatido, pensativo. Isso não era bom. Não podia parecer que estava desistindo, Dália ia notar. De novo. Então levantou a cabeça e falou no melhor tom de voz que achou, falou como se o assunto da morte de George já estivesse completamente superado e esquecido:

— Você disse algo grande? Não, uma catástrofe, foi o que você disse, não foi? Eles... será só paranoia deles ou realmente sabem de algo? Você... ainda quer ir até as casas? Mesmo com essa tal catástrofe?

Ainda faltava muito para o amanhã e Sérpico sentia que não podia esperar mais. O mundo ruindo ao seu redor e George morrendo e ele dormindo, dormindo! Não. Não podia esperar. Já tinha perdido muito tempo desde que aparecera ali. Não podia se acostumar, se acomodar. Tinha de se mover.

Mas precisava dela. E não queria que ela... era arriscado ir de noite, seja pelos boatos de demônios, seja pela multidão observadora.

Então Sérpico estava dividido entre a segurança dela e o próximo passo que ele, Sérpico, deveria tomar para solucionar o caso, um passo urgente. Com alguma luta interior, sugeriu disfarçadamente:

— Ou talvez seja melhor ir antes dessa catástrofe? — Olhou para a noite através da janela, observando o tempo presente, o precioso tempo presente. — Antes... O quanto antes...

Spoiler:
Ou Hrist, nem precisa se desculpar, já te disse isso. Pode postar no seu ritmo, numa boa mesmo. Não que eu esteja desinteressado, veja bem, muito pelo contrário: faz tempo que eu não me envolvia tanto! Então fica sussa =]

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Ter Maio 03, 2016 9:59 pm

*escala o monte formado por horas extras, freelances e contas a pagar do Robin* EU  VOLTEI   Ò____________Ó !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  *Escorrega nas planilhas a  fazer*

Toma aí como pedido de desculpas uma foto do Robin u__u
Spoiler:


---

Ree observou o rapaz recusar a moeda, e deu nos ombros. Sua parte, havia feito. Após um periodo de concentração, algo lhe pareceu diferente. O que era aquilo? Um nome? Achou estranho. Quem seria?

Não respondeu a voz, enquanto ponderava sobre o que fazer. Aquilo lhe parecia suspeito. Uma armadilha? Muito provavelmente. O problema é que sua segunda opção era ir para a floresta, ou serem pegos pelos camponeses.

Tsk.. Ok, vamos improvisar...  

- Sim, tenho um lugar... Prepare sua espada.

Ree se preparou mentalmente para disparar seu escudo, e começou a seguir C.B, já se  arrependendo do que estava fazendo.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qui Maio 12, 2016 8:12 pm

@Sérpico

Dália não disse nada. Com um olhar melancólico ela apenas o observava enquanto ele reagia a notícia, a jovem provavelmente não sabia o que dizer diante daquilo. E os pensamentos escuros mais uma vez iam surgindo na mente do rapaz junto do remorso que ele sentia... E uma sensação apertada surgiu em seu coração, um frio na barriga e um arrepio involuntário; como se algo estivesse o fechando em um lugar escuro e sufocado. E naquela escuridão, Sérpico sentiu um sorriso em algum lugar, como se alguém sorrindo em algum canto escuro de sua mente.

-... – Dália pareceu pensativa quando ele revelou que não conhecia tão bem George. Retribuiu o olhar de Sérpico com evidente preocupação – É só paranoia, provavelmente por causa do que aconteceu no norte... Mas, bem, eu não posso culpar eles... A chuva parece algum tipo de presságio mesmo... Até mesmo eu acho que algo ruim está para acontecer; uma chuva de sangue, pessoas de outro... Mundo ou tempo vindo parar aqui, aquela coisa negra... Parece que algo está acontecendo, sabe?

E juntou as mãos, um pouco apreensiva.

- Você diz as casas onde pessoas morreram? Nós podemos ir se você quiser... Ontem outro casal foi morto. Os restos deles foram encontrados perto do rio... Nós podemos ir até lá. Eu pensei em ir, mas você estava doente, então...

Dália emprestou uma de suas blusas largas para Sérpico, pois não houve tempo da roupa do dia anterior secar. Ela prendeu sua espada na cintura e esperou que Sérpico se organizasse também para que pudessem ir.

- Você acha que aquela coisa pode nos atacar de novo lá fora...? – ponderou, com certo receio – Bem, não é como se aqui fosse tão seguro mesmo... Vamos? Eu vou antes, ver se não tem ninguém perto da porta...

Ela se virou e chegou a tocar a tranca para destravá-la... Mas o movimento foi imediatamente cessado quando a porta recebeu uma pancada forte, como se alguém do outro lado a tivesse socado. Dália recuou, assustada e buscou a espada em sua cintura.

- O que... – a voz soou assustada e ela olhou para Sérpico, sem saber o que fazer.

E outra pancada, e mais uma. Depois a porta tremeu diversas vezes, como se alguém estivesse tentando força-la para abrir. E então, alguém do outro lado cantarolou um pouco... No momento em que isso aconteceu, os braços de Dália abaixaram e sua pele perdeu a cor; com os olhos arregalados, a jovem passou a encarar a porta.

- Irmã? – do outro lado, a voz feminina soou - Irmã! Sou eu!







@Ree

Esperando ela tirar uma duvida. :c
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Sex Maio 13, 2016 1:04 pm

"Acho que aquela coisa pode nos atacar de novo aqui dentro", Sérpico pensou, e continuou sentado, se controlando. O que sentia não era apenas remorso e culpa, mas também a própria escuridão, dentro dele, crescendo... voltando.

Como? Dália derrotou aquilo. Como ainda vivia dentro de Sérpico?

Se distraiu de si mesmo com a disposição de Dália em ir às casas. Bom. Ela estava tão inquieta quanto Sérpico. Inquieta e pronta. Sérpico ficou de pé, se vestiu e disse a si mesmo que ia resolver tudo antes de ficar cego novamente. Estavam indo.

Aí as batidas. Sérpico também olhou estranho para Dália, e foi pra perto. O dono das pancadas na porta era alguém um bocado desesperado, talvez não tanto pra entrar... mas pra fugir de algo.

Pensando nisso, Sérpico foi compelido a ir até a porta e abri-la antes que o predador chegasse. Mas aí ouviu o canto. Que pessoa, desesperada daquele jeito, resolve de repente cantarolar? No mínimo uma serenata de mal gosto. No máximo, um embuste. Sérpico não abriu a porta.

Mesmo quando a voz disse ser a irmã de Dália.

— Dália — disse Sérpico, baixo — Não...

Aí viu como ela estava, toda estancada pela expectativa, a calmaria que antecede a tempestade de atos que resultariam em abrir de uma vez a porta, que, para Sérpico, era um singelo modelo de segurança enquanto permanecesse firmemente fechada daquele jeito.

— Não faça nada — disse, sem saber o que dizer. Se colocou entre ela e a porta e tentaria impedi-la de abrir, primeiro com palavras e se necessário com força. Sérpico queria estar perto o bastante de Dália para impedi-la de sacar a espada. É o que ele faria, se fosse ela: sacaria a espada e ameaçaria aquele que está mantendo a irmã desaparecida do lado de fora. Mas que não chegasse à isso. Sérpico estava com as mãos abertas em sinal de calma e paz. Diria: — Espera um pouco. Pode não... pode não ser ela.

Mas e se fosse?

De costas para a porta e atento aos movimentos de Dália, Sérpico disse em alto tom, para Kylia:

— O que aconteceu no norte, quando você foi pra lá com sua irmã e não voltou?

Foi o melhor que conseguiu e logo depois pensou no que estava fazendo, que não devia ficar de papo, devia abrir a porta e ver com os próprios olhos. Mas resistiu firme à esses pensamentos. Ficou em silêncio, tenso, esperando uma resposta, esperando outro cantarolar, esperando qualquer som que comprovasse suas suspeitas.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Maio 13, 2016 8:59 pm

Prazo: 20/05




@Sérpico

Dália permaneceu pálida e sem reação por alguns instantes. Chegou a dar um passo na direção da porta, mas cessou o movimento ao cruzar o olhar com Sérpico que imediatamente entrou em seu caminho para impedi-la.

- Mas e se... – apesar de demonstrar uma grande ansiedade, ao menos a garota não havia se tornado irracional. Provavelmente se lembrando da criatura e das palavras de Sérpico, mesmo ela parecia ter dúvidas se era sua irmã de verdade.

Enquanto hesitavam, a porta foi forçada de novo e as batidas vieram com mais força do que antes. Mas esses movimentos cessaram quando a voz de Sérpico soou.

- Ei, Dália, quem é esse? – e agora o tom de voz pareceu ter certo desgosto – Você... Se casou? Eu pensei que você ia me procurar...

A morena permaneceu em silencio, fitando a porta.

- Nós estávamos correndo e aquela coisa negra caiu sobre mim, foi sufocante e assustador... Tudo ficou escuro por tanto tempo... Só haviam vozes e dor, eles me cortavam... Minha pele, minha alma... Eles se alimentavam da minha existência... Eu chorei por você... Eu sabia que você ia me procurar, que ia me encontrar... Mas parece que eu estava errada.

- Não! Eu ainda...!

- Naquele dia você correu tanto... Você lembra que estávamos de mãos dadas? Mas eu fiquei para trás  e você soltou minha mão sem nunca olhar para trás... Puxa! Eu não sabia que você conseguia correr tão rápido! Você sempre foi a mais lenta, mas não naquele dia. Naquele dia tudo o que eu vi foi você se afastando, me deixando para trás...

Sérpico, que estava mais atento do que Dália, pode notar que a tranca da porta tremia um pouco enquanto a voz do lado de fora soava. Não só isso, mas havia uma sensação estranha vinda da porta, como se a presença por detrás dela agitasse o ar... A voz de Kylia agora era grave e carregava rancor.

- Eu nunca...!

- Você fez! Você me abandonou naquele lugar e agora está com um homem... Mas eu entendo, você tinha que seguir em frente em algum momento... Apenas, abra. Eu quero te ver, irmã.








@Ree

Wotan imediatamente ficou em prontidão, a mão pousada sobre o cabo de sua espada e os olhos atentos ao redor. CB guiou o grupo para o lado de fora da pequena vila e dali Ree foi a guia.

Era possível ver a floresta na lateral, mas eles seguiram por uma trilha que os guiava para uma planície. Embora a chuva não atingisse Ree por causa de sua magia, o sangue pesado caia sobre CB e Wotan.

A presença da energia se tornava mais próxima e nítida a cada passo dado e o coração da jovem se apertava um pouco. Algo, não, alguém que ela conhecia estava próximo. E não distante dali, Ree conseguiu avistar uma luz fraca e oscilante e, mesmo em meio a escuridão e a chuva, todos conseguiram avistar a silhueta de alguém caído no chão.

-...? Será outra vítima? Deixa eu ir na frente. – o homem tomou a frente, com a espada em punhos.

A aproximação e a imagem da figura deitada no chão fez o nome finalmente chegar a sua mente e sua boca. Roswell. Ele estava ali, no chão. O corpo virado para cima e com os braços abertos... Os olhos estavam fechados e ele não parecia consciente. A expressão era suave e as roupas dele estavam banhadas com o sangue da chuva... O corpo dele estava gelado e a respiração era fraca.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qui Maio 19, 2016 10:14 pm

Ree seguia pela trilha sem saber o que iria encontrar. Algo lhe dizia que era uma armadilha. No entanto, mesmo se assim o fosse, para onde ir? Não havia muita escapatória...Diminuiu o passo ao avistar a estranha luz oscilante mais a frente. Novamente aquela sensação de familiaridade a inundava, e lhe incomodava TANTO que ficou inquieta enquanto esperava Wotan se aproximar, e foi junto.

E então tudo deu um clique. Era Roswell, uma figura constante em sua vida recheada de caos. O que ele fazia lá? Ela suspeitava que as crianças haviam mexido com mais gente do que ela primeiramente havia suposto, mas...porque ele? Para atingi-la? Clock Bunny se aproximou, pulando para cima do peito do rapaz, o farejando e checando. Ree também se ajoelhou ao seu lado, examinando o rapaz.

- Aparentemente.... - Disse Ree, voz levemente trêmula.

Ree levou alguns segundos para se recuperar do choque, e começar a raciocinar direito. Desde que aprendera sobre a maldição do rapaz, e sua incapacidade de morrer, sua mente havia se despido de um fardo de preocupação constante. Ela limpou os fios de cabelo do rosto encoberto, e o chamou, calmamente. Caso não funcionasse, tentaria tapinhas leves em suas bochechas. Ele não estava morto. Nem perto disso. Era na verdade a única certeza que podia possuir no momento.

- Roswell.. acorde. Vamos....

Ela olhou em volta, procurando algum local onde pudesse abrigar o jovem. Naquele momento, Ree respirava fundo. Eles queriam atingi-la emocionalmente. Ela não poderia errar agora.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sab Maio 28, 2016 12:58 am

Prazo: 03/06




@Sérpico

Afastando um pouco a cortina da janela perto da porta, Sérpico espiou para ver quem estava na porta. Lá ele avistou uma figura feminina, ela nua e o corpo estava coberto com o sangue da chuva... Os cabelos longos e ondulados tinham uma tonalidade esverdeada, mas agora manchas vermelhas escorriam e pingavam dele. Os olhos eram vermelhos e intensos, pareciam brilhar... Ela não pareceu notar Sérpico, mas a mão dela estava sobre a porta e ela tinha um sorriso largo e perturbador no rosto.

Sérpico não soube o que foi pior: Kylia contar a história exatamente como aconteceu, ou Dália interagir tanto com ela. Sérpico esteve pensando em dizer que Dália não estava, mas agora isso não ia funcionar. E pelo jeito não adiantava perguntar coisas como qual era a cor preferida de Dália, ou o que ela mais gostava de comer. Kylia saberia.

É. Provavelmente era ela.

Mas talvez não era mais a mesma. Difícil.

Ao menos Dália também parecia desconfiada. Mas Kylia jogava com ela. Aquelas verdades amarguradas... isso não é coisa que se fala logo quando se reencontra a irmã depois de tanto tempo. Estava perturbando Dália, inflando o complexo de culpa dela. Sérpico sentiu um pouco de raiva por isso. Aquilo não estava certo.

Ficou em silêncio, escutando. Quando teve certeza de que Dália estava imune ao impulso de abrir a porta, Sérpico escorregou até a janela. Espiou. Quando viu a moça nua e banhada de chuva vermelha, Sérpico se descobriu um tolo pois realmente deveria ser Kylia e ela estava em más condições. Mas aí viu os olhos vermelhos e o sorriso maluco, e imediatamente recuou da janela.

Olhou para Dália. Suas cordas vocais pareciam emperradas e cheias de teia de aranha, mas conseguiu sussurrar:

— Não é ela.

Como se ele já tivesse visto um retrato da irmã de Dália, hm.

Mas pregou outra vez, pra que sua palavra se tornasse verdade:

— Não é ela.

As respirações aconteciam em doses econômicas. O que era aquilo? Sérpico teve uma experiência recente que lhe deixou encabulado com sorrisos perturbados daquele tipo. Simplesmente não queria ficar perto de gente assim. Logo, a porta ia ficar fechada, que ela voltasse amanhã.

Sérpico podia orar por isso, mas não ia acontecer. A mulher não iria embora. Ia forçar a porta pra sempre. Sérpico engoliu em seco, pensando, pensando. Tinha de ganhar tempo. Falou para a porta:

— Por que não veio antes? Kylia, certo? — Sérpico encontrou o tom de prosador de taverna, quando na verdade suas mandíbulas travavam e o peito subia e descia descompassado: — Então, me diga uma coisa: por onde andou todo esse tempo?

Olhou o ambiente. O sofá estava ali, ninguém usando. Então Sérpico foi lá e arrastou, levantou o móvel e emparelhou com a porta. Numa fresta entre o sofá e a porta, disse:

— Não me leve a mal mas a vila tem sofrido alguns ataques de demônios, não sei se ouviu falar alguma coisa por aí Kylia. Ouviu? Mas então, é por isso que estamos... cautelosos. — Deu uma risada de medo. — Por isso ainda não abri a porta, espero que entenda. Mas, me diga, o que tem feito mesmo?

Dália alternava o olhar entre Sérpico e a porta, mas permaneceu imóvel. Quando viu Sérpico ir até a janela para espiar, por um instante ela pensou em fazer o mesmo... Mas provavelmente o medo de ver sua irmã lá fora a fez hesitar; talvez pensando que se fosse até lá seus olhos poderiam enganar seu coração. Ela chegou os olhos com força e balançou a cabeça, até que Sérpico falou e ela o olhou.

-... – o olhar desanimado e melancólico permaneceu ali e Dália não disse nada, permitindo que Sérpico tomasse a frente da situação. A tranca tremia com um pouco mais de intensidade, como se uma força sobrenatural estivesse a agitando.

- Eu estava trancada... Eu acordei aqui e estava chovendo vermelho, eu não sei quanto tempo passou... Além da dor e da escuridão, eu só lembro de andar na chuva... E... Vocês não acham que eu tenho algo com isso, não é? Dália – e voltou a dirigir suas palavras a irmã – Você não vai me abandonar de novo, não é? Está frio... Me deixe entrar...

- E se for ela? - Dália sussurrou, tensa - Eu não posso... Não posso deixar ela para trás de novo...

— Trancada? — Sérpico franziu o rosto. Aquela conversa não estava ajudando, só confundindo. E Dália estava se deixando vencer. Sérpico se virou pra ela e sussurrou: — Não é ela, Dália. Não é. É alguém... tentando te enganar. Alguém ruim. Igual aquela... aquela coisa que esteve aqui.

"Kylia" ia entrar, Sérpico se deu conta. A porta e o sofá não iriam impedir isso. E quando ela entrasse, seria perigoso e dramático demais para Dália. E Sérpico precisaria de uma Dália que pudesse agir, e não uma Dália que ficasse com os braços caídos. Então como preparar ela para o que viria?

O rosto de Sérpico era um desenho torto pelo conflito.

Foi lentamente até a janela e fez sinal para que Dália chegasse perto. Sussurrou:

— Veja com calma... apenas... não fala nada, apenas observe.

Por um instante Dália hesitou... Era visível na expressão dela que ela não queria muito ver, talvez por medo de realmente ver a imagem da irmã e fraquejar. Mas ela respirou fundo e deu passos firmes para frente, indo até a janela indicada por Sérpico e espiando também. Ela arregalou os olhos e prendeu a respiração por um instante.

- É ela. – confirmou, a voz melancólica e baixa – Quer dizer, parece ela... Os olhos... Por que estão vermelhos? – e o olhar não saia do lado de fora – Está possuída ou algo assim? – ponderou – Como eu posso saber se... Se não é ela mesmo? Se ela ainda está lá...? – se afastou da janela, os olhos marejados e a expressão triste.

- Ei, irmãã~ - chamou novamente do lado de fora.

- Vamos embora. – Dália disse, a voz baixa, olhando para Sérpico – Eu... Não acho que vou conseguir fazer algo contra ela... Mesmo que não seja ela... Vamos ir embora por agora... Não é melhor?

Sérpico concordou com a ideia de ir embora. Embora ele pensasse que talvez Dália quisesse ficar, a jovem não estava disposta a reencontrar sua irmã daquela maneira. Dália seguiu até o seu quarto junto de Sérpico e abriu a janela... Do quarto, era possível ouvir as batidas impacientes de Kylia na porta. A jovem abriu a janela devagar para não fazer barulho e depois ergueu a mão de leve... Uma fina camada de energia semitransparente surgiu sobre Sérpico e ela para que não se molhassem.

Dália foi antes e esperou por Sérpico. Antes que o jovem saísse, ele conseguiu ouvir algo estourando na entrada, talvez a tranca que estava tremendo quase desde o início da conversa. E a porta começou a ser empurrada e bater contra o sofá...

- Então é assim, Dália?! – a voz dela gritou, mas ela ainda não parecia ter entrado na casa – VAI ME DEIXAR DE NOVO?

Sem perder muito tempo, Sérpico também pulou pela janela. Dália olhou para trás uma última vez, parecendo hesitar... Mas logo se virou e seguiu pela vila.

Do lado de fora, a chuva caia pesada como sempre. As ruas estavam vazias, diferente do dia anterior... Dessa vez as pessoas pareciam estar dentro de suas casas. A vila era pequena então não demorou tanto mais do que 1 minuto de corrida para que alcançassem o lado de fora... Dália era quem guiava o caminho.

-... – Dália cessou os passos por um instante e olhou para trás – O que vamos fazer agora...? Como eu tiro aquela coisa de dentro da minha irmã...? Ela estava lá, não é? Em algum lugar. – estava nervosa e parecia um pouco perdida, olhando ao redor – Talvez o único caminho seja matar aquela coisa... Por agora vamos procurar abrigo; algumas das casas perto do rio estão abandonadas... – disse e voltou a caminhar.

Dália continuou caminhando... Estava preocupada e um pouco triste. A jovem parecia ser alguém que não conseguia esconder o que sentia, talvez as palavras, mas suas expressões sempre eram transparentes. Não demorou muito para que passassem a seguir pela beirada do rio... As águas que corriam por ali eram vermelhas como a chuva e o cheiro de sangue ali era forte e enjoativo. Dália caminhava e já era possível ver algumas casas no caminho, mas ela parecia querer ir para o mais longe o possível da vila... Claro que Sérpico via apenas as sombras da casas; era até um pouco assustador já que a forma delas não era clara.

Mas uma das casas chamou a atenção de Sérpico. De dentro de uma das casas, havia luz. Uma luz que Sérpico sabia que não deveria estar enxergando.









@Ree

Roswell certamente estava vivo, mas parecia frágil. O rosto estava pálido e gelado, o coração batia mais devagar do que deveria... Ele estava desacordado e não dava sinais de que acordaria tão cedo. Por mais que Ree se esforçasse para acordá-lo, o homem continuava de olhos fechados.

- Eu não acho que ele vai acordar. Você o conhece? Ele veio do nosso mundo também? – o guerreiro se aproximou um pouco – Vamos procurar algum lugar. – e se aproximou de Roswell, o colocando nas costas.

Por sorte haviam algumas casas próximas, provavelmente que pertenciam a alguns fazendeiros que moravam ao redor da vila. Provavelmente por conta dos últimos acontecimentos, várias delas pareciam abandonadas e estavam escuras. CB foi na frente e adentrou em uma das casas, voltando para avisar Ree que estava vazia depois.

Wotan entrou na casa e colocou o homem sobre o sofá. Agora com um pouco mais de calma, Ree conseguia sentir a energia de Roswell e ela parecia oscilar... Até mesmo a sensação da alma dele era um pouco diferente, parecia tênue.

“Ele está enfraquecendo. Eu sinto muito, parece que o presente não chegou em um bom estado~” a voz falava com ânimo “Eu aposto que ele vai acabar morrendo... Você acha que ele está a salvo? Nós somos os Deuses aqui.” O tom se tornou mais sério, arrogante “Você acha que a maldição vai mantê-lo a salvo? Por favor, esse mundo é nosso. Aqui a nossa vontade impera. Você pode ter a oportunidade de salvá-lo, se desejar... Está interessada?”
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Seg Maio 30, 2016 9:03 pm

Então de fato era Kylia. Sérpico temeu o que Dália faria, se iria abrir a porta, se iria ficar estática, qualquer coisa assim, mas não, muito pelo contrário, Dália continuou pensando. Não deixou qualquer emoção falar mais alto.

Apesar dos olhos cheios. Sérpico não sabia o que falar, apenas considerava que não queria ficar perto daquele sorriso no rosto de Kylia, e também não queria Dália perto daquilo. Grande alivio foi quando ela resolveu sair. Sérpico concordou com um aceno silencioso. Precisavam pensar no que fazer.

Teriam alguma dianteira e isso bastava, por ora.

Na chuva, Sérpico franziu o rosto para Dália. Aquela camada protetora... ela não estava vendo aquilo também? Era impressionante como Dália continuava um completo mistério, mesmo depois da leitura dos diários. Sérpico correu e, em outra ocasião, estaria satisfeito em esticar as pernas daquele jeito, respirar ao ar livre... mas agora ele só conseguia sufocar no cheiro de sangue ao passo que suas pernas estavam duras, numa fuga mecânica.

Sérpico parou quando ela parou. Balançou a cabeça negativamente, pensando, enquanto ela falava. Ela poderia fazer alguma coisa, poderia usar a Luz, a mesma que sarou a vista de Sérpico e repeliu a sombra. Aquilo poderia funcionar em Kylia, não é? Sérpico fitou Dália através da chuva, pensando em como poderia dizer isso. Mas ficou quieto.  

Abrigo. Continuaram, atrás de abrigo. O rio, visto de perto, fez Sérpico franzir o rosto, enjoado. Aquilo não era certo, aquele lugar não era certo. Como aquelas pessoas viviam ali, passivamente, apenas esperando, ovelhas no abatedouro?

Era isso que ia acontecer naquela noite? Ovelhas...

“Merda!”, praguejou, pois se perguntou o que Kylia faria a seguir... Iria embora, tentar de novo amanhã? Ou iria se proteger da chuva na casa de uma família vulnerável e amedrontada, perfeita para o abate?

Olhando as sombras no mundo, Sérpico diminuiu o passo, aterrorizado. O que tinham feito? Deixaram uma coisa solta por aí! Sérpico se permitiu uma olhada pra trás, remorso pesando seus músculos. O sangue de George já era pegajoso demais em sua consciência. Sérpico não podia aumentar essa conta.  

Então pensou em dizer que deveriam voltar, mas olhou pra frente novamente e viu uma luz. Uma luz errada, especial.

— Tá vendo aquilo? — perguntou e apontou para a casa iluminada. — Aquela... luz.

Sérpico passou por Dália, esquecido de Kylia, de George, do mundo errado ao seu redor. Correu até a casa, com os olhos bem abertos, querendo ver mais, ver tudo. Só quando chegou perto que recuperou um pouco do senso, da cautela. Sua mão tocou o cabo da faca, diminuiu o passo e tentou respirar só pelo nariz enquanto apurava a audição.

Ia entrar. Devagar.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qui Jun 02, 2016 11:26 am

Ree acompanhou Wotan, que a ajudou a carregar Roswell até uma das casas. No caminho, foi explicando. Ela estava séria e pensativa, mas não pelos motivos que a voz acreditava ser.

- Sim, o conheço. Ele é um....amigo.  - Foi a primeira vez que a Ree notou que dizia isso sobre alguém. Obviamente ele lhe significava muito mais, mas aqueles eram detalhes extras para Wotan. - Muito provavelmente querem nos desestabilizar. O porque querem isso, ainda é um mistério. Tome cuidado com rostos conhecidos... Fique de olho nele também.... E em mim caso eu surte com a vozinha irritante na cabeça....  - Ree deu uma risada baixa, meio desanimada - Quer saber? Só não confie demais em ninguém. Vou buscar algo para limpa-lo 

Adentraram a casa, e Ree foi em busca de um toalha, a qual pudesse limpar ao menos o rosto do rapaz. Enquanto executava seus cuidados, refletia como fazer os próximos passos. A voz novamente se pronunciou em sua cabeça, a provocando e tentando. Ree sorriu com desprezo, enquanto caminhava pela casa. Mas...

Você, um Deus? Me polpe. São apenas pirralhos que aprenderam alguns truques, não ligo para esse seu mundinho. Vocês não possuem mais poder que Hellger, e duvido que sequer possam quebrar a maldição. Você quer que eu colabore? Ótimo, então faça uma proposta melhor.  

Ela achou panos satisfatorios para secar Roswell e um cobertor, e desceu. Sim, a morte de Roswell poderia ser devastadora para ela. Mas... Ela sabia qual era o desejo do rapaz, dividido a meses atrás pela primeira vez com Ree. E ela simplesmente não acreditava em um poderio mágico maior do que Hellger. Ela já havia visto o pior.

Retornou ao local e acomodou melhor Roswell. Clock Bunny ficou o tempo todo cheirando e cutucando o rapaz, na esperança das deliciosas esferas de energia que o rapaz sempre o presenteava.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sab Jun 18, 2016 9:32 pm

Prazo: 24/06. 100 de XP de atraso. :c




@Sérpico

De fato, as pessoas dali pareciam esperar pela morte, mas em um mundo onde a magia era escassa, praticamente inexistente entre a população, era difícil julgar se eles estavam apenas esperando mesmo ou se simplesmente não havia o que ser feito.

Kylia não parecia ter os seguido, não por agora ao menos. Olhando de leve ao redor não era possível ver ninguém andando por aquelas áreas, como Dália havia dito, parecia uma área abandonada. O que ela fez quando notou que eles sumiram era difícil de pensar... Mas ligando os pontos, talvez ela tivesse mesmo ido matar alguém vulnerável. Não era impossível que ela fosse a responsável pelas mortes que haviam acontecido, já que falaram sobre a música que era cantarolada nessas noites.

Quando viu a luz e apontou para a casa, Dália apenas pareceu confusa e seguiu o rapaz. Ela foi atrás dele com passos apressados... A porta da casa estava entreaberta e a maçaneta parecia estourada e uma massa negra escorria por ela, além disso, parecia haver um rastro dessa massa no chão que seguia para o interior da casa.

Diante disso, Dália imediatamente levou a mão até o cabo de sua espada, esperando pelo pior. Até mesmo Sérpico não pode evitar de sentir certa tensão com a possibilidade de uma daquelas criaturas estar lá dentro; mas ele havia visto a luz.

- Abra. – insistiu Dália e, caso que o rapaz hesitasse demais, ela própria tomaria a dianteira e abriria a porta (aqui você pode decidir qual dos dois aconteceu).

A visão do interior, porém, foi diferente do que ele esperava. Ou talvez não tanto. A massa negra escorria por vários cantos daquele cômodo, estava escorrendo pelas paredes... E do lado oposto da porta, havia alguém caído. Apesar dos cabelos sujos de sangue, era possível ver uma tonalidade dourada... Mas o que chamou a atenção de Sérpico foi a manopla na mão do rapaz, com uma pedra azul chamativa nas costas da mão dele. Eric. Tinha certeza que aquilo pertencia ao rapaz. Isso provavelmente justificava a luz.

Além da gosma negra, havia bastante sangue no chão, mas era difícil saber se pertencia a algum ferimento ou se pertenciam a chuva. Dália se aproximou rapidamente e virou o corpo para cima.

- Parece estar respirando... Eu... Eu não o reconheço. – disse, provavelmente constando que ele não pertencia a vila. A jovem olhou ao redor novamente, seguindo os rastros daquela gosma com os olhos – Como ele sobreviveu...? – murmurou.




@Ree

Wotan pareceu estranhas as palavras de Ree, mas não duvidou delas. Ficou um pouco pensativo e se sentou em uma poltrona, parecendo pensar no que fazer.

“Hmmm.” E a voz voltou ao tom habitual de diversão “É verdade que somos pirralhos, não existimos a tanto tempo assim. Mas sim, somos Deuses. Você já deveria imaginar que não somos uma existência qualquer... Nós não temos uma alma, nós apenas existimos. Mas... Hellger, Azure, nenhuma criatura do seu mundo possui mais poder do que nós. Qualquer magia ou maldição do seu mundo não se compara a nossa energia, nós moldamos tudo como desejamos. ”

E se silenciou por algum tempo enquanto a jovem secava Roswell. Ela também achou algumas roupas velhas e secas para poder trocar as roupas encharcadas do homem.

“Não se preocupe, você vai se curvar em breve.” Ele sorriu, ela pode sentir “Uma escrava sempre se curva, mesmo contra a sua vontade.”

- Ele deve ser um amigo importante. – a voz de Wotan quebrou o silencio que existia no ambiente – Aquela coisa mostrou minha esposa quando lutamos naquela casa... Como eles sabem essas coisas? Estão na nossa maldita cabeça ou algo do tipo? Eles... – e hesitou, parecendo frustrado – Trouxeram seu amigo aqui. O que mais podem fazer? Nós não podemos... Não podemos esperar tanto. Não parece que seu amigo vai acordar por agora... Na verdade eu nunca vi alguém tão pálido quanto ele, parece até que está morto já. São aquelas coisas fazendo isso, não?

Wotan se levantou e foi até a janela, olhando para a chuva lá fora. De fato, Roswell não parecia estar nem perto de acordar... Agora limpo, o rosto dele estava branco como a morte, os batimentos dele estavam lentos e a respiração fraca. Até mesmo a energia dele parecia prestes a desaparecer a qualquer instante. Parecia um moribundo apenas aguardando a morte.

- Você disse que eles se escondem na floresta, não é? Você é uma maga, não é? – ele falava mais rápido que o comum, claramente tenso - Não tem nenhuma pista de como podemos derrota-los? Você não tem nenhum truque? Ah. – e piscou, deixando os ombros cair em evidente desanimo – Desculpe, se você tivesse algo já teria falado...
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

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