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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Fev 06, 2015 9:50 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Observações:






Jogador: Ree
Personagem: Ree / Leah Therond Elbaz
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Vantagens e Desvantagens importantes: Aptidão para armas em geral; Vulnerável a maldições, podendo se torna uma raça impura.

HP: 100%
MP: 100%
Equipamentos:
X1 Facão enferrujado (oculto por dentro da bota)
X1 Diamante de tamanho médio (escondido dentro do casaco)
X1 Colar com um único dente

Observações: --


Última edição por NT Hrist em Seg Jul 04, 2016 8:13 pm, editado 6 vez(es)
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Qua Maio 13, 2015 8:48 am

Aquele calor, mesmo que pequeno, me deixava um pouco mais confortável, o que era mais do que eu tinha sentido em dias, ou assim me parecia. Depois de repetir o que perguntei a ele, comecei a sentir um pouco de pressão em meu ombro esquerdo, mas como eu não sentia dor, não dei muita atenção, e quando dei por mim, eu tive essa parte de meu corpo perfurada por aquela lâmina estranha.

Depois da dor intensa, percebi que havia um jovem gritando atrás de mim, com uma lança em mãos. Era óbvio que ele queria me matar. O senhor que me havia dado abrigo me olhava com ódio, e em suas mãos havia uma lâmina curta, tal qual uma adaga.

A parte boa daquilo era que a dor não me impediria de me mover. Quanto ao ataque em minha direção vindo do jovem, fiz a tentativa de desviá-lo com o braço que tinha o ombro ferido, enquanto com a outra mão tentava estancar o sangue que vinha da ferida. Claro que eu tentei dissuadir qualquer ataque, tentando falar com firmeza:

- O que eu fiz pra vocês para merecer tanta hostilidade? Eu sou só um cara perdido, que veio parar aqui não sei como, sem entender nada o que está acontecendo! - claro que eu não revidaria contra duas pessoas aparentemente inofensivas, e não sabia qual era a extensão de meu ferimento, e não entendia o porque de tanto ódio dirigido a mim por aqueles dois, sendo que o mais velho havia me dado abrigo antes.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qua Maio 13, 2015 4:13 pm

Enquanto analisava o livro, Aldarion notou um vulto no alto das escadas que claramente tentava se esconder, o guerreiro imediatamente parou o que estava fazendo e a passos largos começou a subir as escadas decidido em descobrir quem se ocultava ali em cima. Mas na metade de sua subida algo saltou em cima dele fazendo-o recuar surpreso.

Dentes podres de Vecna! — Exclamou enquanto recuava para trás para não cair.

O que quer que tenha saltado sobre ele, com a mesma agilidade que havia atacado agora recuava voltando a ficar no topo da escada. Isso fez Aldarion pensar que talvez a criatura não fosse uma ameaça, pois a primeira vista aquele ataque não havia lhe causado ferimento algum e por isso o guerreiro decidiu não tomar uma iniciativa agressiva.

Quem é você e o que faz aqui? Responda enquanto sua boca ainda está em condições de uso! — Falou em tom alto e firme, agora pronto para o ataque.

Se novamente a criatura atacasse, Aldarion sacaria sua espada e se defenderia da melhor forma possível contra atacando no mesmo movimento. Se a criatura fugisse, o guerreiro a seguiria e se nada acontecesse, ele subiria as escadas novamente vagarosamente e em alerta.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Maio 13, 2015 5:34 pm

Sérpico ficou quieto. A história poderia ser aquela mesmo: alguém brincando com Sérpico, dando risadinhas nos cantos escuros de sua mente, o levando misteriosamente até aquele lugar, até que Dália, uma moça que estava apenas ajudando o próximo, o amparou num gesto legitimo, afinal Sérpico era cego agora. Ele gritou, antes. Por isso ela estava com uma arma presa na cintura. Saiu de casa não se dando ao luxo de ser surpreendida desarmada... Sim, a história poderia ser essa mesmo. Relaxou.

E foi uma boa caminhada. Sérpico ficou surpreso com o alcance de seus gritos em meio ao som da chuva. Ou então Dália tinha boa audição. Por falar nisso: será que seus outros sentidos seriam ampliados na falta da visão? Ouviu, certa vez, a história de um cego justiceiro e artista marcial, um tal de Murdock. O cara conseguia manobrar tão bem como se enxergasse, se é que se pode acreditar nas histórias. Sérpico ficou imaginando se isso aconteceria consigo... Não! Ele tinha que voltar a ver, caramba! Se soltou um pouco de Dália antes que apertasse mais ainda o braço dela na pura tensão que o pensamento “cego pra sempre?” o deixou, lhe fazendo ranger os dentes.

Um banho? Sérpico estava meio frio sim (notou isso só agora, diante do calor da casa) e um banho poderia mudar essa figura... mas talvez apenas uma toalha e ficar perto do fogo resolvesse... A menos, é claro, que lá atrás ele realmente tenha rolado na merda. Mas não sentia cheiro algum... Sem visão, sem olfato. Sérpico rangeu os dentes de novo. Respirou fundo e disse:

Acho que vou aceitar o banho. ─ Dália não era a única constrangida ali. ─ É. Obrigado... Acho que eu... acho que eu consigo. Digo... sozinho. É só me mostrar o caminho.

Casa quieta. Morava só? Talvez os familiares dela estavam fora. Mas naquela chuva? Calma. Vai ver tinha andares na residência, todo mundo já dormindo lá em cima. Era noite, certo? Era?

Tiraria o sobretudo, a faca, a roupa ─ tudo, menos o amuleto em volta do seu pescoço. Entregaria suas coisas para a moça. E então mudaria de ideia:

Acho que vou precisar de ajuda. Desculpe... Se puder...

Sérpico talvez bastasse para banhar Sérpico, mas ele queria Dália por perto. Ficar sozinho no escuro era terrível, uma sensação que estava aos poucos crescendo em seu peito. E tinha também outra coisa: com ela perto, Sérpico saberia de outra pessoa na casa se escutasse algum som ao longe.

Vai, pode julgá-lo de paranoico. Atire a primeira pedra aquele que nunca na vida ficou desorientado e desconfiado. Sérpico queria detalhes, apenas. Não desconfiava mais de Dália (a ponto de ficar nu diante dela sem nenhum problema, veja bem). Mas queria mais detalhes do mundo em que vivia agora, droga.

E também, em algum momento no meio do banho, aproveitaria pra falar:

Eu perdi a visão ao chegar aqui. Não acho que seja natural. Quer dizer, não recebi nenhuma pancada na cabeça. Acho que minha cegueira é mágica... A senh ─ parou, corrigiu: ─ Você conhece algum feiticeiro aqui por perto? Alguém que pudesse descobrir o que aconteceu com minha visão e talvez restaurá-la? Eu posso pagar. ─ A economia de Sérpico era um grande zero. Dália devia saber, já que ficou com as roupas dele. Então ele explicou, lembrando que estavam perto de Hirt onde havia fazendas e gado: ─ Eu cresci numa fazenda, perto de Paramet. Sei trabalhar com a terra, com animais do campo. Se eu conseguir um emprego do tipo, posso juntar um salário e pagar minhas dividas com o feiticeiro. E com você.

Spoiler:
Hrist, não sei se vc consideraria habilidades que peguei depois de entrar na campanha... No caso, peguei alguns sentidos especiais (estão na assinatura, pra visualização rápida). Um deles me permite saber que horas são ─ e foi daí que sugeri, no post, a ideia de ser noite, já que não no fundo não sei se é noite mesmo. Os sentidos são exatos, mas Sérpico considera que é apenas intuição, um palpite. Enfim, só avisando mesmo, pois vou recorrer a eles com frequência, pra orientar o personagem. Isto é, se vc considerar, claro. (Considera aí, não seja má, sim)

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Senso de direção: sempre sabe para onde é o norte, e sempre sabe voltar por qualquer caminho que tenha feito.
Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qui Maio 14, 2015 8:17 pm

Ree caminhou pelo andar de cima, invadindo a vida privada daquela família. Porém, nada que a incomodasse, nem que lhe chamasse a atenção. Exceto a janela aberta. Encarou a esquadria balançando e batendo, desconfiada. Era mais anticlimático do que estava aquilo que esperava, porém algo ainda estava suspeito. Fez um sinal para C.B, que entrou no quarto e começou a farejar, pulando para lá e para cá, procurando por algo.

A janela poderia ser simplesmente velha, e ter cedido ao poder da ventania. Ou, um invasor, assim como ela... Ree passou o dedo em uma das cômodas, a procura de uma indicação de quanto tempo aquela família não estava ali.

A pesquisa de C.B foi interrompida por um barulho na escada. Imediatamente o coelho saltou para a porta do quarto, orelhas para o alto e dentes amostras. Ree espiou pelo corredor, e podia ouvir uma voz masculina. Estava difícil enxergar o que estava acontecendo na escada, porém ela suspeitava que havia mais de um elemento ali. Fez um sinal com a cabeça, e o coelho seguiu pelo corredor sorrateiramente, como um animal pronto para o bote, caminhando e desviando das madeiras rangentes.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Dom Maio 17, 2015 1:04 pm

Eric não se lembrava mais das palavras da criatura nos seus sonhos, porque sua mente estava completamente ocupada com o estresse atual, mas se pudesse se lembrar... talvez teria agido diferente. Talvez teria interpretado como parte do plano da Escuridão, e talvez teria decapitado a garota nua assim que viu seu ferimento se fechar.
Mas o arrependimento era forte demais. A confusão também, e por isso ele só levantou e esperou. A pergunta ainda não tinha uma resposta, e percebeu o quanto ela sofria pra falar. Porque? A ideia de que era uma criatura mimicando um humano voltou. Mas... se fosse só um demônio, porque ele chorava tão emocionalmente? Como sabia expressar tantas emoções claramente humanas através do olhar?

Na sua confusão plena, Eric só ficou parado. Cerrava os punhos e constantemente era empurrado por duas forças, uma era sua responsabilidade como Cruzado, que o impelia a empurrar uma adaga na garganta da mulher e questioná-la. A outra era sua bondade inata, que apertava seu coração de dó ao ver o estado que ele tinha deixado Kylya. Kylya não era, até onde o conhecimento do loiro ia, nenhum nome demoníaco.

De repente, ele se sentiu muito cansado. Ela tossia, cuspia e se desesperava, e ele só queria ajudá-la. Talvez fosse uma manobra de puro subterfúgio da Escuridão, apelando para a inocência e ingenuidade do rapaz. Mas ele não podia. Não podia matá-la. Não podia enfiar uma lâmina na barriga dela e causar-lhe dor, interrogando-a com ferimentos quase mortais que seriam - inevitavelmente - regenerados. Cambaleou até a porta e a fechou, encostando as costas na madeira gelada e se lembrando de como estava frio. Estremeceu e quis chorar.

Fez uma prece silenciosa à Luz, suplicando uma direção, um guia, mas no seu coração ele já havia se decidido. Ainda encarava a mulher vermelha com desconfiança, mas não podia matá-la, não tinha mais a força impetuosa que sua raiva fanática induziu, por isso tirou seu manto curto, tirou sua jaqueta e jogou-os para perto da mulher.

Não queria mais vê-la nua, não queria mais vê-la chorando e tremendo, e não se importava que seus braços - agora descobertos por causa da camiseta regata - estivessem doloridos e gelados. Ele só queria que aquele sofrimento todo acabasse, o dele e o dela. Mas não sabia o que dizer, por isso não dizia nada.

Kylya... Não era um nome de demônios.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qua Jun 03, 2015 2:34 am

São 250 de XP de atraso: George, Gold, Sérpico e Besouro. Pelo mês anterior e por essa última semana.
Ree recebe 50 pela semana que passou, já que não postou no turno anterior. :c








@Vagalume

Se aquela havia sido a escolha certa a ser feita, Eric não sabia. Ao menos não naquele momento. No futuro, porém, o cruzado perceberia que cada pequeno gesto, cada pequena escolha teriam suas consequências e que elas se provariam mais pesadas do que ele imaginava.

A dificuldade da garota em falar parecia um tanto quanto suspeita, mas Eric sentia que era uma dificuldade genuína e que a garota carregava certa confusão e estranheza com essa dificuldade. Eric não se lembrava de ter ouvido o nome Kylya sendo ligado a demônios, mas ele sabia que inúmeros existiam e que conhecer o nome de todos eles era impossível; podia também ser apenas um nome humano que havia sido sussurrado para aquela criatura e agora ela o carregava para enganá-lo.

A sua frente, ela parecia com carregar dor e desespero. Uma massa negra e vermelha foi despejada pela sua boca e ela tossiu enquanto tentava se recuperar. Para sua prece, não houve resposta. Eric não sentiu nada diferente ou especial, como se sequer tivesse sido ouvido... Uma corrente de vento fria adentrou na casa através da porta e isso acabou levando Eric a ir até ela, fechando-a.

Incomodado com a nudez da garota, Eric jogou seu manto sobre ela. Ela reagiu surpresa ao gesto, por um instante fechou os olhos com força e se encolheu, temendo que aquilo fosse algum tipo de ataque oculto, mas ao se sentir aquecida e perceber que nada de ruim havia acontecido, olhou para o loiro com surpresa. Seu próprio corpo sentiu falta da coberta e, com o frio, veio um espirro involuntário.

Naquele ambiente, apenas o som da chuva do lado externo podia ser ouvido, além da respiração cautelosa de ambos. Kylya mantinha seus olhos avermelhados fixos em Eric, parecendo receosa a cada movimento feito pelo loiro. Ela passou a mão pelo rosto, tentando limpar o sangue que estava nele, mas estava seco e grudado em sua pele.

-
N... No...me...? Ky... Kylya... - apontou para si mesma e, depois, apontou para Eric -... No... me... ... ?

Ela permaneceu no mais ao canto, como um animal acuado. Usava as mãos para manter o manto fechado sobre o corpo e parecia estar aproveitando o calor que conseguia tirar dali. O olhar que se sustentava parecia um tanto inocente, carregava confusão e medo. Ela passou a desviar seus olhos quando ele a encarava, parecendo envergonhada.

-
Fo... me.... fome...? - e ela esboçou um sorriso timido.

E Eric se lembrou do que ela estava comendo quando ele entrou, assim como os corpos do lado de fora da casa. Teria sido obra dela? Estaria Kylya apenas enganando Eric e esperando pelo momento certo para o apunhalar?








@Sérpico

Era difícil dizer com certeza, mas Sérpico tinha a impressão de que seus outros sentidos estavam um pouco mais sensíveis com a ausência da visão. Por isso, agora que estava um pouco mais relaxado, ele pode perceber com mais força aquele cheiro metálico incomodo que parecia estar no ambiente. Não importava o quanto ele andasse, o cheiro não parecia abandoná-lo e agora que já não estava mais debaixo da água da chuva, ele pode notar o quão... Grudento seu corpo parecia. Seriam as roupas úmidas que dava essa impressão? Não parecia ser só isso. A água parecia ser um pouco mais viscosa do que a água natural.

A casa parecia quieta, Sérpico não conseguiu ouvir movimentação alguma além da feita por Dália. A jovem, ao menos sua voz parecia jovem, guiou ele até o banheiro. Fez questão de deixá-lo próximo da tina de madeira... Sérpico podia sentir o vapor que saia da água. Ela o ajudou a se despir com certo cuidado, parecendo querer evitar qualquer tipo de contato que deixaria ambos constrangidos. O jovem ouviu os passos dela se afastando e pareceu mudar de ideia.

-
Hm? A-ah... Tudo bem...

E ela ficou em silêncio. O primeiro contato com a água foi agradável; a água quente pareceu relaxar os músculos de Sérpico quase imediatamente. Ele se sentou e conseguiu e passou a tomar seu banho. Dália era prestativa, embora um pouco desajeitada. A princípio, ela entregou apenas o sabão para Sérpico e ele passou a esfregar a mão pelo corpo, livrando-se da sujeira... E ele notou que parecia sujo. Ele sentia como se realmente estivesse tirando camadas de sujeira de seu corpo; talvez seu corpo tivesse cheio de terra, já que ele havia acordado caído no chão? Enquanto ele limpava seu corpo, Dália o ajudava com as costas.

-
Por que alguém iria querer te deixar cego...? – ela murmurou, quase como se estivesse perguntando para si mesma – Um feiticeiro? Não... Todos eles sumiram. Alguns foram mortos pelo que eu saiba e os outros desapareceram, isso faz muito tempo, eu era uma criança na época. Alguém que possa ajudar... Hm...

A mão dela parou de esfregar as costas de Sérpico e ele pode perceber que ela parecia estar tentando encontrar algum tipo de resposta, talvez estivesse tentando encontrar algum nome em sua mente.

-
Você veio de Paramet...? – ela pareceu confusa, Sérpico pode sentir a mão dela tremer um pouco - Você... Deve estar enganado. A parte norte da ilha... – ela hesitou em suas palavras, parecendo não gostar de falar no assunto - Ela não existe mais. Tudo está morto lá. Dizem que ninguém sobreviveu... Alguns viram de longe apenas. Eu não sei bem, eu era muito pequena na época, mas... Dizem que choveu fogo por dias, não sobrou nada. Ninguém gosta de falar sobre isso ou ir até lá, acreditam que aquelas terras foram amaldiçoadas. – e ela voltou a esfregar as costas de Sérpico – Eu fui até lá uma vez, quando pequena... Minha irmã e eu éramos aventureiras. – e, apenas com o tom de voz dela, foi possível captar um sorriso nostálgico , mas logo o tom voltou a ser um pouco mais receoso - O solo é negro... Não há nada verde, não há animais... Tudo o que havia lá virou cinzas. Então é... – ela gaguejou - É impossível que você tenha vindo de Paramet. Você deve estar se confundindo ou talvez esteja maluco... Será que você não bateu a cabeça? Com todo aquele sangue talvez eu não tenha reparado... – e com certo receio e cuidado, ela pegou uma caneca e jogou sobre a cabeça de Sérpico – Me deixe ver.

E ela passou a mão pela cabeça de Sérpico, embora fosse cuidadosa, em certos pontos ela fazia uma leve pressão e esperava por alguma sensação de dor vinda do jovem. Sérpico, porém, sentia-se... Bem. Não houve dor e nenhum lugar de seu corpo parecia estar realmente machucado; exceto pelos leves arranhões da queda que ele mesmo havia provocado.






@Goldeen

A silhueta, esguia, pendeu a cabeça para o lado com as palavras de Aldarion. E, logo em seguida uma longa e prazerosa risada ecoou pela residência. O que quer que fosse aquilo, ria em evidente intenção de debochar do guerreiro.

Embora mantivesse sua postura firme, Aldarion sentiu um arrepio involuntário percorrer o seu corpo diante daquilo. Olhando bem, parecia algo magro... Talvez magro demais para ser humano. Um relâmpago cruzou os céus e iluminou a residência por um instante e, mesmo assim, aquela silhueta apenas continuava como estava. Parecia mais uma sombra, sem olhos, sem boca. Como se fosse um pedaço da própria escuridão que havia vindo atormentá-lo... Mas, o que quer que fosse aquilo, ele tinha certeza que era tangível já que aquilo havia o tocado anteriormente.

-
Quebrar minha boca? Você? – uma voz feminina soou, parecendo se divertir – Vai ser muito, muito divertido ver você tentar.

E a figura avançou novamente. Sua movimentação era estranha, parecia deslizar pelo ar em direção ao guerreiro. Não parecia ter movimentos naturais e humanos. Ela ergueu um dos braços e pulou na direção do guerreiro. Aldarion imediatamente ergueu sua dragonslayer e foi nesse instante que ele sentiu algo estranho.

Ele chegou a movimentar sua espada para frente do corpo, com a intenção de usá-la para cortar e esmagar o que quer que estivesse o atacando, mas assim que o fez, ele sentiu o peso da arma. Sua espada gigante assustava qualquer um que a visse, uma imensa e pesada arma que pouquíssimos conseguiriam empunhar devido a força requerida. Força que agora parecia ter se esvaído de Aldarion repentinamente. Incapaz de mantê-la em posição de ataque, a dragonslayer se curvou e sua parte laminada foi para o chão; o peso fez com que os primeiros degraus da escada se quebrassem no meio.

A sombra parou seu movimento. (continua)








@Ree

C.B. não conseguiu encontrar nada estranho naqueles cômodos, apenas o cheiro de sangue que parecia se tornar mais forte ali dentro por alguma razão. A camada de pó sob os móveis era fina; Ree poderia ter certeza que quem quer que vivesse ali não esteve na casa por alguns dias. Talvez estivessem mortos ou talvez tivesse fugido.

Mas não houve tanto tempo para que a mulher e seu puppet conseguissem investigar a casa tão a fundo. O som de movimentações do lado de fora chamou a atenção de ambos. Ree não conseguiu ver tanta coisa, mas C.B. conseguiu se esgueirar mais facilmente para ver o que acontecia no corredor, ainda mais com o barulho que ocorria na escadaria.  Espiando , C.B. pode ver uma silhueta subindo as escadas, pela estatura e largura parecia ser um homem, usava uma armadura pesada e carregava uma imensa espada em suas costas... Ele subia, mas foi impedido por algo. Ree conseguiu ver melhor, mas sequer houve tempo para reação tamanha a agilidade daquela coisa. Uma sombra caiu do teto, bem em cima do homem e o forçou a recuar, voltando para o inicio da escada.

Dentes podres de Vecna! – o homem exclamou ao ser empurrado.

A sombra parou no topo e o encarou. O que quer que fosse, causava estranheza na garota. Era um pouco incomodo olhar para aquela figura, parecia uma sombra sem rosto e sem um corpo delineado... Era alto e esguio, lembrava vagamente a imagem de um humano, mas era totalmente negro.

Quem é você e o que faz aqui? Responda enquanto sua boca ainda está em condições de uso! – o rapaz gritou, incomodado. E em resposta, a figura riu. Uma risada divertida, cheia de deboche, ecoou pela residência.

-
Quebrar minha boca? Você? – uma voz feminina soou, parecendo se divertir – Vai ser muito, muito divertido ver você tentar.

E a sombra avançou novamente em direção ao rapaz. O homem levou sua espada para frente, com a intenção de cortar o inimigo antes que fosse atingido, mas... A espada, gigante, pareceu pesada demais para aquele que a empunhava; sua lamina acabou caindo para frente e quebrando uma parte dos primeiros degraus.


@Ree / Goldeen

A coisa parou sua investida, cessando seus movimentos no meio da escada... Seu corpo pareceu se virar um pouco e, embora não houvesse olhos, C.B. sentia que havia sido avistado... A razão? Ele próprio não entendia, tinha certeza que havia sido silencioso e com a barulheira e falação entre os dois, além da chuva pesada lá fora, certamente ele não havia sido escutado. Talvez aquilo sentisse sua presença a certa distancia.

Acompanhando o movimento da criatura, Aldarion pode ver um vulto de relance no andar de cima. Parecia pequeno, talvez uma criança? Era impossível dizer, ainda mais porque ele tinha que manter seus olhos fixos em seu inimigo.

-
Ora. Ora. Senhoras e senhoras, a escrava está aqui! – ele bateu palmas – Eu sinto muito por não ter te visto antes, escrava~ Você deveria ter aparecido logo! Mas você, voltando ao assunto principal – e parecendo não levar a sério a presença de C.B. – O que você é sem sua espada, não é? O que vai fazer agora, grande guerreiro? – e ele deu mais um passo, descendo um degrau e começando seu caminho até Aldarion – Por que não vira um camponês? Hahahaha!







@George

Aquele jovem evidentemente não era um guerreiro, seus movimentos não eram tão rápidos, precisos e fortes. Ele provavelmente era apenas um camponês que estava tentando eliminar uma ameaça. George esquivou para o lado e usou seu braço ferido para empurrar a lança para longe de si, mas sem sair muito do lugar, o mestiço havia se esquecido que o velho também estava pronto para atacá-lo.

Tentar dissuadir os dois foi uma má escolha, a fúria no olhar deles claramente os deixavam surdos quanto aos apelos de George. Na verdade, sequer houve tempo para terminar sua frase, ele logo sentiu a lâmina da adaga do velho cortando-o pela lateral. O velho era um pouco desajeitado, então não fora um corte fundo , mas foi o suficiente para cortar suas vestes e fazer George sangrar.

-
Não pense que vai nos enganar, demônio! – disse o velho.

Depois de ter sido distraído pelo velho, George quase não viu o ataque do jovem. O garoto mais uma vez avançou, tentando furar o meio-dragão. E a reação de George, que nem mesmo ele próprio esperava, foi brutal.

George sequer entendeu o que aconteceu. Quando ele próprio percebeu, já havia levado a mão até o cabo de sua espada e, em um piscar de olhos, ele sacou sua arma e a movimentou para trás em um corte horizontal. O velho, que segurava apenas uma adaga curta, sequer teve chances. O som da carne sendo cortada foi rápido e sangue jorrou pelo ambiente; o senhor que teve seu estomago aberto urrou de dor e caiu no chão, ainda tremendo e gemendo enquanto agonizava sobre a poça de seu próprio sangue.

O jovem, diante da cena, gritou.

-
NÃO, VÔ!!! SEU...!

E o jovem o atacou. Mesmo não querendo dilacerar a vida daqueles dois, que eram praticamente indefesos diante de um guerreiro, o corpo de George se moveu. Ele pareceu responder mais ao instinto de sobrevivência do que aos seus desejos... O meio-dragão não conseguia controlar seu próprio corpo.

George repeliu a lança do rapaz com a da sua própria espada, chorando as duas lâminas e usando sua força para empurrar a lança do camponês para o lado e abrir a sua defesa. Em seguida, com um movimento rápido, George perfurou o rapaz na área do pulmão. O garoto caiu no chão, agonizando e parecendo estar se afogando em seu próprio sangue... Ele tossiu sangue. A mão de George fraquejou e ele soltou sua espada... Seu corpo parecia seu novamente.

O velho e o jovem ainda agonizavam... O primeiro já sem tanta força, provavelmente alcançando seu suspiro de vida, o sangue escorria pelo rasgo aberto em seu abdômen. Já o segundo, tossia sangue e parecia lutar para respirar.


“Ouça, George... Como eles gemem de dor, ah, a dor e a agonia, os últimos suspiros de vida de alguém são belos... Vê o que você fez? Você os matou... Ah-ah. Olhe para o sangue deles, escorrendo para fora do corpo... Um vermelho tão vivo e intenso...

Eu sabia que isso terminaria assim. Por que você não só admite, George? Vamos, admita, você gosta disso. Lutar, derrotar seu inimigo... Era você ou eles! Eles mereceram!”
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qua Jun 03, 2015 4:50 am

A resposta da estranha criatura, que mais parecia uma sombra por alguma razão assustou Aldarion. E com um desafio na voz feminina, ela avançou para cima do guerreiro. Aldarion que já estava pronto para atacar, sacou seu enorme espadão com uma velocidade espantosa e humanamente impossível para uma arma daquele porte. Mas ele era um guerreiro que havia ultrapassado os limites humanos. A enorme espada se moveu mas na metade do caminho o guerreiro simplesmente sentiu-se fraco. Sua armadura agora pesava horrivelmente, sua espada então era insustentável, ele sentia-se fraco como uma criança. Suas pernas bambearam, seus braços tremiam e seus dedos vacilavam ameaçando soltar sua arma a qualquer momento. A sombra no entanto parou seu ataque e ficou apenas observando, parecia que ela estava se divertindo com aquilo.

Música Tema

Por... Kord... Esse peso! — Resmungou Aldarion que lutava para ficar de pé.

Incontáveis gotículas de suor brotaram em sua face e somente por pura força de vontade é que ele ainda permanecia de pé mesmo com todo o peso sobre seu corpo. E então veio o desespero, o desespero de se ver indefeso diante daquele monstro, o desespero de morrer ali e não ser capaz de proteger sua amada Sabrina. Por um instante Aldarion piscou e o rosto de Sabrina apareceu para ele. Não, ele não ficaria ali a mercê dos inimigos, ele era conhecido como Juggernaut, O Imparável.

Não eu... não posso ser derrotado... por alguém como você! Sua filha da puta! AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! — Gritou em fúria fazendo toda sua energia explodir.


Se conseguisse quebrar o feitiço, Aldarion atacaria imediatamente com toda a velocidade ativando suas habilidades e atacando furiosamente com golpes velozes, verticais, horizontais e em arco formando uma sequência de golpes devastadora, como um tornado de aço e fúria que provavelmente causaria a destruição das paredes de madeira e do que quer que estivesse no caminho, o Juggernaut não pararia até destruir seu alvo. Por outro lado se ele não conseguisse se libertar do encanto que o enfraquecia ele largaria sua arma e em fúria gritando insanamente avançaria com as mãos vazias. Qualquer que fosse a situação a loucura da fúria tomaria conta do guerreiro para que o medo não o dominasse.

POR TEMPUS SENHOR DA GUERRA! VOCÊ VAI SENTIR A FORÇA DA MINHA FÚRIA!!! — Clamava furioso evocando o nome de Tempus, deus da guerra de sua terra natal.

Informações: Narradora, estou pagando 30% de PE para me livrar completamente do encantamento que está me enfraquecendo usando minha habilidade Ironwill. Em seguida vou usar Lightning Blow e retirar 30% da força e colocar em Destreza para aumentar minhas chances de acerto, também vou ativar Quick Strike por uma rodada pagando 12% de PE para ganhar + 25% de Destreza e +15% de Agilidade.

Resultado final: -30% em Força A, + 55% em Destreza D e +15% em Afilidade D

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Jun 03, 2015 8:39 pm

Fazia tempo. Geralmente tomava chuva por aí e isso resolvia o problema da poeira, do suor. Mas mergulhado numa tina como aquela... realmente fazia tempo.

Escutou ao longe, escutou antes de entrar no banheiro. Dália parecia estar sozinha. Ficou satisfeito e curioso com essa descoberta. Ela o ajudou ─ e que bom que o ajudou, pois ele estava realmente sujo. Não sabia ao certo o que era. Mas não era bom, caso fosse o que estava pensando. Seu olfato chegou a ficar irritado com aquele cheiro. Só associava o odor a duas coisas. Ou Dália tinha acabado de o transportar até o local de trabalho de algum ferreiro ou então tinha sangue por aí. "Por aí não. Em mim”.

Não sei ─ respondeu, sobre o porque de alguém ter lhe deixado cego. ─ Mas isso é novo para mim. Eu enxergava até pouco tempo.

Pouco tempo? Como saber? Ele poderia ter ficado ali, caído perto de Hirt, a dias. Não lembrava de nada, nenhuma imagem se quer de antes de acordar. (Meia verdade, pois lembrava um pouco de um pesadelo mal formado, hm). E sua noção do tempo estava uma merda.

Depois ouviu que não havia feiticeiros por ali. Dália falava de forma estranha. Foram mortos, desapareceram, quando ela era uma criança... Sérpico não deu rebote sobre essas coisas. Pensou ter entendido errado. E também não quis interromper Dália, que parecia estar pensando em alguém que pudesse ajudar... Mas não. Ela realmente não estava falando coisa com coisa. Sérpico tentou sorrir, mas estava ficando nervoso com todas aquelas ficções.

Dália, não brinque comigo ─ disse, meio ríspido, afastando as mãos dela, impedindo o diagnóstico que ela fazia em sua cabeça. Logo se arrependeu, mas não se desculpou. Ele até poderia ter batido a cabeça, mas sabia muito bem de onde tinha vindo. A parte dos feiticeiros ele poderia tolerar, vai ver era algum problema local que ele desconhecia. Mas sobre o norte da ilha não existir mais? Isso ele rejeitou de pronto. ─ Quantos anos você acha que eu tenho? Pouco mais de vinte, se quer saber. Cresci nos arredores de Paramet. Deixei o lugar aos 17 anos e tudo estava bem! ─ Ele parou um pouco quando percebeu que falava alto. Respirou. ─ Fui até o Vilarejo de Calm duas vezes após isso. E tudo estava bem! Não estou me confundindo! Nunca vi nada disso, de solo negro, cinzas. Eu tenho certeza, Dália! Não bati a cabeça. O sangue em mim não era meu, não estou machucado. Me sinto bem, exceto pela visão. Me lembro perfeitamente de tudo! Acho que é você quem está se confundindo.

Sérpico logo descartou a possibilidade de Dália estar brincando, dada a mão tremula que limpou suas costas. Ela parecia sincera. Talvez acreditasse em suas próprias criações fantasiosas...

Tratou de terminar logo o banho, calado, escutando com meio desdém o que ela poderia contra argumentar. Depois sairia da água, esperaria as roupas emprestadas. Agradeceria o banho, a ajuda, as vestes.

Dália era uma boa companhia (Sérpico, aos poucos, desejava poder vê-la), mas aquele papo sobre uma Lodoss alternativa onde não há mais vida no norte era loucura... aquilo era tão provável quanto Sérpico ser herdeiro do rei... É. Ela estava se confundindo. Certeza.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Qua Jun 03, 2015 11:50 pm

Eu ainda não entendia a hostilidade vinda deles, mas eu passaria a me defender. Eu simplesmente não me entregaria pelo fato de os dois não serem guerreiros, apenas camponeses. Logo eu senti minha carne sendo rasgada de leve pela adaga do senhor que tinha me abrigado. Foi quando a frase do velho veio...

Eles pensavam que eu era um demônio.

Com um instinto dracônico, minha defesa foi absurda, peguei uma de minhas espadas curtas e perfurei o senhor à minha frente, ele iria morrer. O jovem, que eu sabia agora que era o neto velho que eu deixara moribundo, e foi quando eu percebi que eu não estava me movendo por livre e espontânea vontade, alguém estava me controlando. Com um movimento rápido e certeiro, meu corpo, não controlado por mim, fez a lâmina chorar faíscas e, para no momento seguinte, perfurar o peito deste e o deixar no mesmo estado que o avô, de agonia mortal.

Foi quando eu senti que eu tinha controle sob meu corpo novamente. Eu não tinha mais como impedir.

Foi quando aquela voz surgiu de novo... Aquele ser que me dominou adorava a carnificina, dor e agonia, e ainda vinha com frase cheias de sarcasmo...

Respondi mesmo assim...

-Sinto muito, quem gosta disso é você, não eu. Por mais que você tome o controle de meu corpo, minha mente é bem formada. Não me regozijo com a matança, nem com o último suspiro de um ser vivo, apenas teria feito tal atrocidade se por acaso meu adversário pudesse se defender e eu estivesse ameaçado de morte. Aqueles dois não eram sequer uma ameaça, era apenas eu colocar-los pra dormir, os desacordando, que tudo estaria resolvido, eu sairia daqui sem o sangue de inocentes em minhas mãos... Mas não tem problema. Eu sei que fui controlado, então com esse sentimento de consciência limpa, você não vai conseguir me dissuadir a agir como você quer, como uma besta que não pensa em nada, apenas em violência gratuita e morte.

Tendo em vista aquilo, olhei ao redor, procurando por algo que eu pudesse fazer um torniquete em meu braço ferido e sairia logo dali, não me importava ficar ali, provavelmente me taxariam de assassino e tentariam me liquidar, e aquilo só geraria mais e mais violência.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Seg Jun 08, 2015 9:32 am

C.B se assustou quando a sombra misteriora apareceu, principalmente pois não havia notado ela ali. E aquilo o preocupava tanto quanto Ree. Suas habilidades de percepção, quando combinadas, eram ótimas, e se alguém conseguiu se esgueirar sem eles perceberem, e pior, os notarem, era porque aquilo não podia ser completamente subestimado.

Além do mais, havia a figura de um homem a mais para Ree se preocupar. Para sorte dela, ela não estava em desvantagem, observando a discussão que se desenrolava. O homem parecia saber tanto quanto ela sobre a criatura. Porém ele agia de modo estranho. Avançou com determinação para a sombra, mas pareceu perder a força no meio do caminho. Seria aquela espada um artifício inutil de intimidação?

Porém as provocações da sombra irritavam Ree o suficiente para não pensar sobre o assunto demasiadamente. Novamente ser nomeada de escrava a deixava em um estado de raiva que raramente se deixava levar. Seus olhos se tornaram prata, e num subto acesso, expandiu sua energia, como uma ameaça á aquela sombra. Mechas do seu cabelo se tornaram brancas, e flutuavam levemente.

Clock Bunny,ressoando com o humor de Ree, rosnava ferozmente, saliva começando a brotar em sua boca, assumindo uma posição de ataque.

- Nunca mais me chame de escrava... - Susurrou Ree entre os dentes, liberando ondas de energia - Clock Bunny... VÁ

E como se tivesse liberado a porteira para um touro enfurecido, Clock Bunny avançou no mesmo instante que o homem misterioso berrava. Rápido como era, ele podia ser capaz de aproveitar a distração criada pelo mesmo para avançar, e caso o homem se mexesse, ele ainda tinha altas chances de não ser acertado. Mirando nos membros inferiores da criatura, Clock Bunny estava pronto para colocar suas garras e dentes em ação.

Ree, por outro lado, se enxergasse uma alma naquela criatura, ativaria sua habilidade de paralisação, auxiliando C.B em seu ataque.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Sex Jun 12, 2015 11:26 pm

Não sabia o que pensar. Por um lado, aquela garota era realmente estranha; e não era só seus cabelos. Algo no seu olhar, no seu comportamento... Eric não conseguia deixar de pensar que ela agia como uma criança. E talvez fosse isso que aplacou sua fúria e o fez se compadecer daquela mulher. Kylya. Kylya, a criança.
Como ele podia machucar uma criança?!

Espirrou com o frio e abraçou os próprios braços. O som da chuva ainda era forte, e o vento também, e ele se virou encarando as velas no cômodo. Buscava uma segunda vez por uma lareira, porque realmente queria se aquecer, e seus olhos bateram nos pedaços de carne da mesa. Eram os restos dos corpos de fora, sem dúvida. Eric encarou Kylya de novo e ela pareceu encolher, evitando olhá-lo nos olhos. Maldições.

Ela pigarreou e vomitou algo, uma massa vermelha e disforme que provavelmente era parte daquela mão, pensou o Cruzado. Ele caminhou até os pedaços de defunto e os jogou pela janela, fechando-a novamente. O pouco do vento que deslizou pela abertura o fez estremecer e pensar naquela lareira inexistente. Quando fechou a janela com um baque, ouviu a pergunta da garota e ele franziu o cenho mais ainda.

Ele abraçou os braços e ficou encarando-a com seu sorriso tímido.


- Quem é você? - Ele estava claramente irritado, no mínimo confuso, mas não conseguia sentir uma aura maligna saindo daquela criança - e por isso não conseguia odiá-la, ou só seguir seus instintos e matá-la. Percebeu que o tom de voz tinha sido agressivo demais e respirou fundo, apertando as costas da mão contra a testa, normalmente apertaria a base do nariz com os dedos, mas eles estavam sujos demais. Escolheu melhor as palavras. - Sou... Sou Eric. - Não conseguiu sorrir. - Não estou com fome. Você-- por que você come aquilo? - E também não conseguiu esconder o desgosto na última palavra, enquanto sinalizava pra janela próxima, ou mais especificamente, pros pedaços de carne que ele jogara fora. Não entendia como qualquer pessoa era capaz de comer carne humana. Era ilógico, asqueroso, desumano! Era quase demoníaco, algo ligado à heresias e cultos malignos. Então por quê?! Por que uma garota aparentemente tão inofensiva fazia aquilo?

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Jun 26, 2015 7:35 pm

@Sérpico

Os sentidos de Sérpico não pareciam ter sido afetados, ele conseguia perceber o ambiente e tinha certeza que era noite. Porém, ele não tinha ideia de quanto tempo havia permanecido apagado. Era como se houvesse um buraco no meio de sua percepção de tempo, um buraco que ele não conseguia preencher por mais que se esforçasse.

Dália não demonstrou oposição quando as mãos de Sérpico afastaram as suas. O ouviu em silencio e sem demonstrar coisa alguma através de gestos; talvez tivesse apenas o observado. A cegueira novamente estava se mostrando um incomodo... Silencio se instalou no ambiente por alguns segundos quando Sérpico terminou de falar e era impossível saber como ela havia levado as palavras dele. Ele conseguiu ouvir a respiração lenta e curta dela antes de sua voz soar.

-
Talvez você não seja louco, mas eu não estou me confundindo. – a voz soou firme, diferente do tom que ela costumava ter, a voz parecia carregar certa amargura – Eu jamais me enganaria sobre algo assim. Eu... – ela cessou a frase e soltou ar pelo nariz lentamente.

Mais uma vez ela ficou em silencio e a cegueira se tornou ainda mais irritante. Ela respirou lentamente, talvez tentando se recompor e se acalmar. Dália afastou as mãos de Sérpico das suas e se levantou.

Esqueça. É melhor você terminar seu banho... Eu vou preparar algo para comermos. Eu vou deixar algumas roupas próximas à entrada.

E Sérpico pode sentir ela se afastar, além dos passos duros em direção a saída. A jovem se retirou sem dizer mais uma palavra. E assim, o loiro passou a se sentir solitário ali dentro, ele ouvia apenas o som da movimentação da água quando ele se movia. O banho fora agradável e o ambiente era aconchegante se comparado com lá fora. Ele saiu devagar e com cuidado... Sem auxilio, as coisas pareciam um pouco mais difíceis de serem feitas. Teve que se apoiar na madeira e tirar uma das pernas da tina com cuidado, abaixando-a para encontrar o chão. Também, teve que tatear o chão próximo a porta (ou ao menos onde ele lembrava que era a porta) até que encontrasse as vestes... E vesti-las, bem, isso foi um problema, ainda mais caso ele quisesse ter a certeza de que não as vestiria do avesso ou de modo errado.

E um arrepio percorreu seu corpo enquanto ele tentava se vestir. Ele ouviu uma breve risada, uma risada que parecia debochar da situação dele. A mesma risada que ele havia ouvido antes, mas ele não conseguia sentir nada próximo... Não parecia haver ninguém ali além dele mesmo. Mas, agora que estava sozinho, Sérpico conseguiu sentir... A sensação de que estava sendo observado se fez presente. Olhos. Ele podia sentir olhos o observando. E embora a sensação de que era observado estivesse ali, ele não conseguia sentir ninguém junto dele.

-
ASSASSINO! UM DEMONIO!

- POR QUÊ?! SEU MALDITO! OLHE O QUE VOCÊ FEZ!

Do lado de fora da residência, gritos começaram a ser escutados. E Sérpico pode ouvir o som de portas se abrindo enquanto lá fora tudo pareceu se tornar mais agitado. Vozes alarmadas podiam ser escutadas. A porta de onde estava se abriu e ele pode ouvir um suspiro aliviado.

-
Eu vou ir ver o que houve. – disse Dália, ela parecia inquieta – Talvez seja melhor você ficar. Não... E se algo vier... – ela murmurou a última frase, parecendo indecisa sobre o que fazer.






@Besouro

Assim que ele espirrou, a garota se encolheu um pouco, assustada com o gesto repentino do rapaz. No cômodo, Eric pode ver um lugar destinado à lareira, mas não havia madeira alguma... Talvez ele pudesse usar a madeira de alguns dos móveis para acendê-la caso desejasse.

Mas entre ele e a lareira, a mesa com os pedaços de carne humana. O estomago do cruzado se embrulhou com a visão e a lembrança de Kylya se alimentando daquilo lhe causou incomodo... A cena voltou a sua mente como um flash e ele se recordou do som do mastigar; a lembrança foi tão intensa que ele podia jurar que estava ouvindo novamente aquele som da carne sendo cortada pelos dentes daquela garota.

Sentindo irritação, Eric se levantou e jogou os restos pela janela. Os olhos de Kylya acompanharam a movimentação dele e ela pareceu quase contestar a atitude dele, mas talvez a lembrança da luta entre os dois a impediu e ela voltou a se encolher. A jovem abaixou o rosto e não disse nada.

Com a pergunta ríspida, ela se encolheu ainda mais e sua expressão voltou a ser temerosa. Ela não disse nada e continuou a evitar os olhos dele, parecendo ter receio de irritá-lo ainda mais. Ele chegou a se apresentar, mas a postura dela não demonstrou nenhuma alteração, com a questão, porém, ela chegou a fitá-lo com certa confusão.

-
... P... or...que...? C...c-comida... Eric... Não... Não comer? – e ela se encolheu um pouco – Por... T... empo... Kylya não... Não comer... Mas... Fraca... Dor... D... Dói aqui... – ela apontou para a própria cabeça – E aqui... – apontou para o próprio peito – Quand... o... ver... Estar comendo... Bom... Força vol... Voltar... Eric... Não sentir...? Não comer...?






@Ree e Gold

O grito furioso de Aldarion ecoou pela residência, o desespero mesclado com a coragem do guerreiro parecia dar mais forças a ele. Ele se sentia forte o suficiente para reagir diante daquela situação e ele depositou toda a sua força em seus braços enquanto tentava erguer sua dragonslayer. Mas, ainda sim, a espada não se erguia. Ele tentou mais uma vez e as veias de seus braços se tornaram salientes com o empenho que ele colocava naquele gesto e, mesmo assim, de nada adiantava.

Os olhos de Ree tentaram enxergar a verdadeira essência daquela criatura... E ela o fez, mas o que ela viu parecia algo muito distante de uma alma. Em volta daquela coisa, ela conseguia enxergar uma aura escura e sombria, uma aura que parecia fazer com que o ambiente ao redor dele tremulasse. Havia uma sensação presente naquela visão, uma sensação quase tangível de que algo estava errado, de que algo estava fora do lugar.

Talvez fosse uma alma distorcida, era difícil saber, a sensação era diferente. Ainda sim, ela tentou afetá-lo para que não se movesse mais, mas quando ela tentou afetá-lo, ela sentiu resistência. Foi como se uma barreira existisse ali e ela fosse incapaz de superá-la... Uma barreira que ela tocou ao tentar afetá-lo. Tentar mexer com a alma daquele ser provocou reações na mente da jovem... Ela sentiu-se enjoada e sua visão ficou turva por um instante. De repente, havia sangue em suas mãos e ela conseguiu escutar gritos de ódio e desespero, mas isso durou apenas um instante; de repente, já não havia mais sangue.

“Não tente me enxergar, escrava.” A voz soou para ela.

A sombra negra continuava observando o esforço do guerreiro e chegou a rir da cena. C.B. era rápido e conseguiu se aproximar do inimigo sem dificuldades e não pareceu ser notado, assim que aquela coisa negra estava no alcance de suas garras, ele cortou os membros inferiores dela sem piedade.

Quando as garras atravessaram suas pernas de lado, uma tinta negra pareceu se desprender daquela sombra e manchar a parede, mas aquela coisa continuou de pé como se nada tivesse a atingido. Ele chegou a começar a virar o corpo para ficar de frente para CB, mas cessou seu movimento quando o punho de Aldarion o atingiu. E o guerreiro o fez, diversas vezes, de novo e de novo seu punho atravessava aquela coisa, Aldarion sentia seu punho varar aquela criatura, atravessando-a por completo, seu punho parecia atravessar uma massa pegajosa e a cada soco, mais tinta negra esguichava daquela criatura. Era assustador como aquela coisa continuava ali, imóvel, parecendo não receber dano algum.

-
Você é só um brutamontes. – ele segurou o pulso de Aldarion -Mas não se preocupe, eu estou só...– e a tinta pingou pelo corpo e aquela sombra assumiu outra forma... Uma forma que fez Aldarion congelar – Brincando. – a voz, agora claramente feminina, acompanhava o novo corpo daquela coisa.

Cabelos longos e negros, olhos verdes. Até mesmo a voz era idêntica, embora o tom fosse diferente do habitual. Aquela criatura tomou a forma de Sabrina e agora ela estava ali, nua diante dos olhos dos dois.

-
Você gosta desse corpo, não é? – a criatura soltou o pulso de Aldarion – Eu sei que gosta... Eu não sou bom? Eu tirei algo de você pelo seu próprio bem e agora estou te deixando ver esse corpo mais uma vez antes do grande show. Você pode até tocar se desejar... – e ele passou a mão nas curvas da cintura do corpo de Sabrina – Mas eu acho melhor não. Não se enganem achando que poderão fazer algo aqui dentro. Vocês cinco são nossos brinquedos, estão aqui para nos divertir e nada mais. Nós controlamos tudo e todos; o que você faz, escrava, é só uma brincadeira. Um verdadeiro titereiro manipula toda a realidade.

A imagem de Sabrina começou a derreter em tinta negra; mesmo que alguém o atacasse ou tentasse impedi-lo, aquela tinta apenas escorreria por entre seus dedos, deixando uma mancha negra no chão. E, embora Aldarion não avistasse Ree, Clock Bunny estava bem a sua frente.

[Off: Caso desejem, podem postar mais de uma vez nesse turno.]






@George

“Sente muito? SENTE MUITO? HAHAHAHA, GEORGE... Por favor, George. Você não se conhece, você sequer sabe o que pensa ou sente. Você mesmo pensou que agiu por instinto a princípio! Você nem tentou resistir ao controle, você só... Se observou agir, se observou matar sem sentir um pingo de remorso. Se engane, George, se engane mais e mais... Faça de conta que você é um bom samaritano. Mas é claro, o que aconteceu não deve mesmo te atingir, afinal, como você mesmo disse, você era melhor do que eles. Eles eram só vermes patéticos que tentaram tirar sua vida... Eles mereceram.”


A voz respondeu, parecendo vir de todos os lugares. Conforme falava, tinha um tom irritante... Cheio de sadismo e diversão.

“Por mais que você negue; o sangue está na sua espada.”

Disse, por fim, retornando ao silencio. Os olhos de George se voltaram para a própria espada antes de embainhá-la e ele pode ver o sangue vermelho vivo escorrendo pela lâmina... Ele observou aquele sangue que escorria e escorria, se acumulando na ponta da espada e pingando no chão.

O guerreiro embainhou sua arma e ignorou os corpos no chão, passando a buscar por alguma coisa que pudesse usar para estancar o sangramento e fazer um rápido curativo em seu braço. E ele encontrou isso com certa facilidade e passou a enfaixar seu braço, mas George descobriria que havia sido um erro ter parado; que ele deveria ter simplesmente saído da residência assim que matou aquelas pessoas. A madeira da porta rangeu e ela se abriu.

-
Ei, vel... ho... – uma dupla de homens entrou na residência.

Um deles, o que aparentava ser o mais velho, não carregava nenhum tipo de equipamento consigo, trajava roupas simples e tinha um ar de quem trabalhava no campo; a pele bronzeada e os braços fortes. Já o outro, usava uma vestimenta de couro leve e tinha uma espada presa em sua cintura. Com a visão dos corpos, o primeiro pareceu em choque e o segundo prontamente levou sua mão até o cabo de sua espada e observou o único que poderia ter feito aquilo: George.

P... pai...? – o mais velho deles deu um passo para frente e observou o corpo do idoso caído no chão – A-ah... F... Fi... lho...? – e as lagrimas brotaram ao observar o corpo do mais jovem.

O homem correu até o jovem e o segurou nos braços, na visível esperança de que ele ainda pudesse ser salvo. Mas obviamente o corpo não se moveu... O homem o sacudiu enquanto gritava e chorava e em desespero diante da visão.

-
ASSASSINO! – gritou o outro homem, que parecia um pouco mais jovem – UM DEMONIO! – a voz soou alta e certamente havia sido escutada pela pequena vila.

-
POR QUE?! SEU MALDITO! OLHE O QUE VOCÊ FEZ! – gritou o homem em lágrimas, pegando a foice que o jovem havia empunhado anteriormente.

O outro homem desembainhou sua espada, preparado para um combate. O homem da foice, porém, tomado por ódio e fúria se deixou levar pelo ímpeto de eliminar aquele que havia matado sua família. Ele avançou ferozmente, mais rápido e certamente mais forte do que seu filho morto, ele atacou George com toda a sua vontade.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Sex Jun 26, 2015 11:17 pm

Tá. A moça ficou cabreira. Então estavam empatados. Mas como agora ele era uma pessoa cega e Dália era uma pessoa disposta a ajudar cegos, teria sido melhor não se exaltar afim de preservar a presença dela, ali, ao seu lado. Mas ele se exaltou, ela se mandou, e agora ele tentava se virar sozinho.

Complicado. Sem ninguém ali para ao menos dizer que ele está na direção certa. Aquilo era revoltante. Sérpico ainda não tinha alcançado o nível da aceitação ─ estava fervendo de rebeldia. Por quê? ─ teria perguntado, num tribunal. O que foi que eu fiz? ─ teria perguntado, no mesmo tribunal. Quero saber porque estou sendo punido!

Tateou no escuro e achou as roupas. Enquanto se vestia, tentava decidir o que fazer. Dália não podia lhe ajudar. Não mais do que já ajudara. Ele teria de procurar outra pessoa, outra pessoa que desmentisse tudo que Dália falou e que ainda por cima arranjasse um feiticeiro para lhe restaurar a visão. Mas estava chovendo e era noite, então teria de esperar até amanhã. “Acho que posso esperar”, pensou, muito ciente que seria uma espera insone ─ pois nem sobre o efeito de um nepente ele conseguiria dormir naquela noite.

Daí o arrepio. Sérpico parou, segurando a calça, uma única perna vestida. A risada! Bateu os dentes e moveu a cabeça, querendo ver, por favor, querendo ver! Mas a coisa não estava ali, fisicamente. Mas ele se sentia visado!

Terminou de vestir a calça, de vestir a camisa, e pensou: “Enlouqueci”. Estava ouvindo coisas, estava sentindo coisas. Estava louco. Dália tinha razão. Ele estava louco. Com medo e cego.

Agora os gritos. Inferno!

O que foi? ─ perguntou pro escuro que era o seu mundo.

Dália, querendo sair. Altruísta ou simplesmente curiosa? Já ajudou um cego hoje, não basta? Mas ela hesitou, palavras finais que Sérpico não entendeu. Aproveitou pra intervir:

Eu ouvi "demônio"? Não. Melhor você não ir. ─ Ele tentava caminhar, passos rasteiros, mãos na frente, parecia um bebê. Revoltante. ─ Deixe que eles resolvam."Eles" igual ao movimento de gente lá fora. Sérpico tentava ir na direção da voz dela, na direção da porta que ouviu ser aberta. ─ Deve ser perigoso.

De que forma ele poderia dizer que não queria ficar só?

Mas Dália devia ser um tipo de pessoa obstinada. O perigo está lá fora, ela sabe disso, e mesmo assim quer ir até lá para fazer... alguma coisa. Vai ver ela era muito mais do que Sérpico vinha imaginando, vai ver ela tinha algum tipo de importância naquele vilarejo, uma líder. Daí sim, curiosidade e altruísmo justificados numa única possibilidade. Sérpico conseguiria manter uma pessoa assim dentro de casa enquanto gritam “assassino” lá fora? Se Sérpico fosse ela, não ficaria ali, ia ver rapidinho e depois voltava. É. Era o que ia acontecer. Sérpico ia ficar só. No escuro, com aquela risada, com aquela sensação de ser observado ─ sua loucura.

Ah, não queria.

Então:

Vou com você. É. Vou. Só preciso do teu ombro. Digo, pra saber onde você vai. Não se preocupe em me segurar e pode andar rápido que eu acompanho. Vamos logo, então.

Tinha acabado de tomar banho... Mas era também sua chance de entrar em contato com outras pessoas. No mundo solitário em que estava, quanto mais pessoas pra interagir melhor. E não estava muito curioso quanto ao fato, aos gritos. Alguma briga de bar, deu em morte, e por falta de um termo melhor, chamaram o cara de demônio. Só.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Sab Jun 27, 2015 1:17 pm

Eric lutava pra entender as palavras da garota. Ela parecia não estar acostumada com a língua comum, e isso o deixou paranoico até se lembrar que nem todos falavam a mesma língua. Ele havia viajado bastante, e havia conhecido povos que não tinham ideia da língua comum. Sendo assim, respirou fundo e tentou ter paciência. Havia uma explicação lógica para aquilo, ele tinha certeza!

Pelo que entendeu ela sofria de fome, e por isso comeu qualquer coisa. Mas ainda não entendia por que ela estava nua, nem por que ela comia restos de pessoas recém-mortas. Abriu a boca pra questioná-la mais, mas percebeu que ela não estava bem com aquela situação. E é claro que não estaria! Estava encharcada de sangue, nua, com frio, com fome e aterrorizada por quase ter morrido. E o seu algoz ainda estava ali, questionando suas razões.

De repente Eric estava de volta à sua mente normal. E se sentiu um imbecil. Havia ficado alguns segundos em silêncio, organizando os frangalhos da conversa com seus pensamentos conflitantes, mas agora tomou uma ação - e finalmente conseguiu sorrir pra ela.


- Você está certa. Estou com fome. E frio! - Andou até uma cadeira e partiu-a em pedaços. Usaria uma ferramenta de Luz se precisasse. Jogaria a lenha improvisada na fogueira e procuraria qualquer coisa pra acender fogo na sua mochila. Sua mochila! Pelas estrelas, ela devia estar ensopada. Torceu pra uma pederneira ainda funcionar, mas se pegou testando-a perto de uma das velas que pouco iluminavam o cômodo e se sentiu burro.

Fogo era essencial ali, tanto pelo calor, quanto pra resolver a questão principal: confiança. Eric não confiava completamente em Kylya, e ela sequer confiava o suficiente nele pra encará-lo, e isso precisava mudar.
- Sente-se pra cá, sim? Não vou te machucar. - Quase disse "mais" no final da frase, mas se calou subitamente antes disso. Precisava agora de água. Lá fora não havia chance, era tudo sangue, então tudo que tinha estava no cantil que sempre carregava consigo. Teria de servir.

Em algum lugar daquela cabana devia haver uma panela, ou uma tigela de ferro. Odiaria ter que queimar seu cantil de novo, por isso procurava qualquer utensílio de cozinha improvisado que existisse ali. Na falta de qualquer um, lutaria contra sua consciência para conjurar uma tigela de luz e usá-la para ferver a água. Odiava usar seus dons sagrados pra coisas mundanas, mas as vezes era inevitável.

Eric esperaria a água ferver sentado ao lado do fogo (do outro lado dele caso Kylya resolvesse se sentar ali perto). A lareira e seu calor eram confortantes, mas secavam rapidamente o sangue na pele e nas roupas do loiro, e ele se lembrou que precisava se lavar. Ainda assim, o crepitar das chamas o lembrava que ainda havia Luz no mundo. Ainda havia Luz naquela cabana escura, onde ele dividia o calor do fogo com um demônio-garota.

Ou uma garota-demônio. Ou só uma garota.

Se perguntou o que ia fazer pra ela comer. Será que ela gostava de pão preto e queijo duro? Provavelmente seriam as únicas coisas naquela casa. Se deixou descansar um pouco, enquanto a água esquentava, antes de revirar a casa por qualquer coisa pra fazer um ensopado.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Dom Jun 28, 2015 6:46 pm

Com mais que eu dissesse, ele continuava falando aquelas barbaridades. E tinha que acabar com ele, de algum jeito ou de outro. Depois que ele falou e se calou, peguei um pano presente no local e limpei a lâmina da espada, tirando aquele sangue de lá. Mas o remorso veio em minha direção... Eles não mereciam morrer... Um deles até abrigo tinha me dado.

E lágrimas escorreram pelo meu rosto.

Depois, usei outra parte do mesmo pano que usei pra limpar a lâmina de uma das minhas espadas para estancar o ferimento de meu braço... Mas percebi meu erro meio tarde demais, dois outros entraram na casa perguntando pelos mortos. Foi quando eu soube que um deles era o filho do mais velho e pai do mais novo. Ele não entenderia o que aconteceu. Mas eu não cometeria o mesmo erro novamente... Lutaria comigo mesmo, deixaria eles me matarem se necessário, mas eu não ficaria sob o controle daquele ser asqueroso novamente...

Eu não mataria mais aqueles dois, e ouvi os dois, eu não ficaria mais naquele lugar, seguiria para a outra ponta da cidade, fugiria dali, não queria mais sangue de inocentes nas minhas mãos... O filho do velho tentou me atacar, mas eu saí correndo mesmo, não o iria atacar, não mataria mais ninguém.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qua Jul 01, 2015 12:42 am

Não importava o quanto se esforçasse, a espada simplesmente não se erguia e os músculos de Aldarion se mantinham tão fracos quanto os de um ancião. Incrédulo e de pé apenas por sua força de vontade, ele largou a espada e avançou com os próprios punhos socando a criatura com o que havia sobrado de sua força mitológica. Durante o ataque, Aldarion viu uma outra forma pequenina atacar seu alvo por trás, isso era bom, talvez fosse um aliado. A sensação de socar aquele monstro era a mesma que socar água, literalmente, a cada murro o punho do guerreiro atravessava a forma semi-incorpórea e esguichos de um líquido preto esvoaçavam por todo lado. A criatura no entanto simplesmente ignorava, ela se quer parecia abalada com o ataque conjunto de Aldarion e seu pequeno aliado desconhecido.

Foi então que o ser mudou de forma assumindo a aparência de Sabrina, imediatamente o guerreiro parou de atacar e deu um passo para trás. Não que aquilo tivesse causado algum efeito, mas então ele entendeu que nada do que fosse fazer iria ferir aquele monstro e se aquela criatura o quisesse morto, ele morreria. O guerreiro apenas ficou encarando a forma, o ódio queimando em seu coração, ele queria estraçalhar aquele miserável mas naquele momento ele sabia que não poderia. Finalmente o monstro foi embora, desfazendo-se como que derretendo, deixando Aldarion a sós com o que parecia ser um coelho ambulante.

Pelas barbas do profeta! O que é você... criaturinha? ─ Questionou com a guarda levantada, não sabia se aquilo iria atacá-lo ou não.

Independente da resposta, Aldarion tentaria recuperar sua espada novamente.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qua Jul 01, 2015 9:56 am

Ree olhava aquela criatura, confusa. Aquela aura deturpada, algo não estava correto. Ela jamais havia visto nada do tipo. Jamais havia sido repelida em algum contato com qualquer alma, quanto mais aquilo. Sim, era possível as vezes ver pequenos lapsos da vida passada, mas aquilo era muito diferente. Ela estava envolvida naquela... memória... Ou quem sabe ilusão. Sua cabeça começou a doer, o que não ajudou em nada seu enjoo.

Por sorte, o lapso foi rápido, e ela voltou. O choque de realidade a fez apoiar uma mão na parede, enquanto a outra massageava as têmporas, tentando se recuperar. Respirou fundo três vezes, até recuperar o poder sobre seu corpo e ignorar o desconforto.

"Ora sua... Isso vai ter volta..." - bufou, de raiva.

Enquanto se recuperava, ela observava como a criatura agia e interagia com os outros. O ataque de C.B foi inexistente diante daquela matéria estranha, e o homem nas ecadas não parecia estar com sorte também. Pior, estava sendo enganado por um truque barato de ilusão.

Talvez era o que aquela sombra era. uma ilusão? Ree tentou escanear em volta procurando por alguma outra presença mágica, mas não teve tempo suficiente, uma vez que a criatura recuou, surpreendendo a garota, deixando no ar palavras enigmáticas.

E então o silencio voltou a imperar no ambiente. Ree amaldiçoou que a criatura havia sumido, sem que ela tivesse conseguido informações mais substanciais.

Clock Bunny, que rosnava durante toda a ação, confuso sobre o que fazer pois sua mestra não lhe dava ordens, praguejou profanidades enquanto farejava em volta, tentando descobrir o rastro da criatura. Suas orelhas captaram a voz do humano a sua frente e ele finalmente o encarou. Farejou em volta dele, ignorando a pergunta, e voltou-se para o corredor escuro de onde tinha vindo, tentando consultar Ree.

A moça saiu de sua distração e se aproximou, escapando das sombras a sua volta.

- A pergunta correta deveria ser o que era AQUELA criatura.

Ela encarou durante alguns segundos o homem enquanto se aproximava, analisando sua alma. Era bem diferente da anterior, e ela pode ate sentir um alivio por não ser mais um ser bizarro. Ela podia sentir que ele era forte. Porém nada mais relevante do que isso. A energia que ele emitia era irrelevante.

"Apenas uma espada grande e dois punhos, Humph.."

Ficou bem próximo dele, porém se ajoelhou, voltando-se para a tinta preta que escorria pelo piso. Curiosa, tocou e testou a viscosidade, intrigada com aquele material. Clock Bunny pulou para o ombro dela, encarando o humano enquanto ela se ocupava.

- Essa coisa... seja la o que for, é forte. MUITO forte. Eu mal pude afetá-la... - Murmurou, levantando-se,mas ainda mexendo nos dedos um pouco da tinta que havia coletado - E seja o que for, ela esta brincando conosco.

Ela olhou em volta, notando mais presença, sem muita relevância mais abaixo da escada. Seus olhos encararam durante alguns segundos a posição dele, antes de se voltar a "cena do crime" . Se ela conseguisse rastrear um pouco daquela essência....

- Clock Bunny é meu servo, aliás. Se quer manter seus dedos intactos, sugiro não irritá-lo.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qua Jul 01, 2015 4:08 pm

Aldarion se surpreendeu quando viu uma moça atraente e de cabelos negros como a noite sair das trevas, ela tinha um jeito arrogante de andar, de se comportar e até de falar com ele. Não restavam dúvidas de que ela também não era um deles, pelo menos não se parecia.

Não se preocupe, eu sei me comportar. Espero que seu animalzinho também saiba, tenho um frasco de óleo inflamável... ─ Respondeu analisando a mulher dos pés a cabeça. Aldarion percebeu que ela não carregava nenhuma arma e pelo físico frágil deduziu que não deveria ser uma lutadora. ─ Pela forma como fala e esse seu físico de lavadora de pratos, posso supor que você ou é uma louca curiosa ou é alguma maga. Vou considerar a segunda opção. ─ Disse o guerreiro olhando ao redor para terminar encarando Ree com um olhar indiferente.

Aldarion não tinha nenhum tipo de sensibilidade mágica, ele jamais iria sentir o poder de Ree, se fosse capaz disso com certeza ele a trataria com muito mais respeito.

Se você não percebeu, nós não estamos mais exatamente em Lodoss, pelo menos é o que eu penso. Nós estamos em alguma espécie de dimensão formada dentro da própria Lodoss. Aqui as leis do mundo real estão sob o controle deles... Eu não fui capaz de ergue minha espada, não pude resistir aos feitiços que lançaram em mim e... Eu SEMPRE consigo superar qualquer magia até mesmo as mais poderosas como uma petrificação por exemplo. Isso me faz pensar que ou estamos em um pesadelo ou outra dimensão qualquer. Ficou óbvio que não devemos enfrentar a criatura de frente ou isso vai resultar em morte. ─ Disse o espadachim conjecturando, agora olhando CB com curiosidade, pensando em como um ursinho de pelúcia poderia ser tão perigoso, se não tivesse visto com seus próprios olhos a forma como a ferinha retalhou as pernas do monstro ele jamais acreditaria.

E a proposito, o nome é Aldarion. ─ Apresentou-se.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Qui Jul 02, 2015 9:52 am

- Quem sabe uma maga louca curiosa? - Respondeu sarcástica, sem indicar qual das opções estava mais correta sobre si.

Ree escutava Aldarion com metade de sua atenção, inicialmente. Caçando algum rastro, tinha que dividir-se entre ambas as atividades. Porém interrompeu a busca quando se interessou pela teoria do homem. Surpreendida pelo fato dele ter algo mais na cabeça do que apenas suor e massa muscular, Ree se virou, com um meio sorriso sarcástico.

- Oooh ~. Interessante... apesar de um corpo oco sem alma, aparentemente existe alguma massa cerebral dentro de você. - Ela olhou em volta e caminhou de volta para o quarto, para verificar se ainda chovia.

- Estamos em Hirt. Encontrei um mapa lá embaixo. E tenho minhas dúvidas sobre sua teoria. Seja o que for que está infernizando o meu dia possui uma magia muito forte, pois não consigo vencê-la. Ele poderia quebrar... - Ela parou por um segundo, pensando na palavra correta. - seja lá o que for que você faz - Aparentemente ela havia desistido - Não subestime o uso de uma magia muito bem executada.

Voltando para o corredor, ela suspirou, observando as roupas manchadas de sangue.

- E ainda por cima é deveras deselegante, encardindo minhas roupas de sangue...

─ E a proposito, o nome é Aldarion. ─ Apresentou-se.

- Ah, claro... Apresentações. - Ela revirou os olhos, como se achasse aquilo irrelevante - Ree. E Clock Bunny. Você pode adivinhar qual nome é de quem eu suponho.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qui Jul 09, 2015 1:57 am

@Besouro

Kylya parecia tímida com a presença dele. As mãos dela seguravam o casaco por dentro, mantendo-o fechando enquanto provavelmente se aquecia. O cruzado ainda se questionava sobre as origens dela e, enquanto fazia isso, conscientemente ou não lançava olhares sérios para a jovem e cada vez que isso acontecia, a garota parecia não saber como reagir e desviava o olhar. Quando enfim ele sorriu, ela o encarou com estranheza e confusão que logo deram lugar a uma expressão levemente desconfiada, talvez imaginando que ele estava a enganando ou algo assim. Ela se encolheu novamente.

Quando Eric criou uma ferramenta de luz para auxiliá-lo, ele pode notar a leve expressão surpresa de Kylya. Ela olhou com certa... Admiração. Talvez nunca tivesse visto magia ser usada antes e isso parecia fascinante diante dos olhos dela. Mas ainda sim ela não ousou se aproximar.

Ao criar a ferramenta, Eric sentiu-se um pouco estranho. Manipular sua energia interior não havia sido difícil, mas materializá-la exigiu um pouco mais de esforço. Não apenas isso, mas enquanto destruía a madeira, olhando para a luz que emanava de sua mão ele notou algo diferente. A luz que ele criava parecia mais fraca, ela oscilava como se estivesse falhando e em alguns momentos ele tinha a impressão de que ela se extinguiria.

A mochila de Eric, como esperado, estava encharcada. Por sorte seus itens básicos pareciam estar intactos, embora úmidos e sua pederneira certamente não estava funcionando como deveria. Teria que limpá-la e secá-la quando tivesse tempo. Felizmente ainda havia algumas velas acesas e usar uma delas para que pudesse acender a lareira não foi difícil.

Com o convite, Kylya balançou a cabeça negativamente com rapidez. Ela parecia estar com frio, mas não o suficiente para confiar no cruzado ou talvez uma criatura como ela se sentisse mais confortável na escuridão... Ou talvez fosse algo mais. A jovem encarou as chamas com evidente desconforto e estreitou um pouco os olhos como se estivesse pensando em algo, talvez se lembrando de algo, algo que a assustava. O canto onde ela estava ainda era um pouco escuro e Eric não tinha certeza se havia sido apenas sua imaginação, mas por um instante ele teve a impressão de ter visto melancolia no olhar dela.

Buscando coisas pela cabana, Eric conseguiu encontrar materiais que certamente seriam uteis. Na pequena cozinha do local havia um grande recipiente de madeira com água limpa. Ele limpou as mãos usando a água do próprio cantil antes de mergulhar qualquer tigela ou recipiente ali dentro. Achar uma panela também foi fácil... Na verdade, neste instante Eric notou que quem quer que morasse ali provavelmente teve sua última refeição naquele cômodo.

Na pequena mesa de canto estavam duas tigelas e dois copos, todos sujos. Em cima do lugar onde eles acendiam o fogo para cozinhar havia uma panela grande com alguns restos de ensopado de carne com batatas. Eric se aproximou e cheirou o conteúdo, parecia ainda estar comestível, na verdade a comida ainda parecia morna, provavelmente era algo que valeria a pena reaquecer e comer. Provavelmente ele não encontraria nada melhor naquela residência.

E enquanto ele esquentava a comida se utilizando do fogo, Kylya o observava de longe. Quando tudo já estava quente, Eric serviu em duas tigelas e ofereceu uma a garota. A jovem engatinhou até a sua tigela e a pegou, voltando para seu canto escuro logo em seguida. Ela olhou para o pote e cheirou... O cheiro da comida pareceu agradá-la, já que ela deu um pequeno sorriso, mas ainda sim, parecia um pouco desconfiada e olhou para Eric. Ela provou da comida apenas quando o rapaz deu sua primeira colherada.

Ela chegou a mastigar e parecia estar achando aquilo saboroso ou talvez estivesse apenas feliz por estar sendo alimentada, mas, assim que a jovem engoliu a primeira colherada daquela refeição, seu corpo pareceu reagir. Ela tossiu com força e despejou o que havia acabado de engolir, seu corpo parecia ter rejeitado aquela comida.

-
... – ela fez uma careta, levando a mão até o estomago – Enjoar... Ruim... Como Eric comer...?


Off: Se você quiser interromper a narrativa com alguma ação, é só me avisar pelo skype que ajeitamos as coisas. o/







@Sérpico

-
Eu... – e ela se aproximou, parecendo notar que ele tentava caminhar sozinho e no escuro – Tenho que ir. – completou a frase, tocando os braços de Sérpico para que ele parasse de andar (antes que caísse) – Se for mesmo um demônio, eu preciso ir antes que o matem.

A resposta pareceu escapar dos lábios dela, mas não houve arrependimento. Dália parecia carregar certa necessidade em sua voz, talvez fosse responsável ou algum tipo de líder... Mas, não. A voz dela parecia jovem para ser uma líder. Talvez fosse ela fosse uma grande curiosa, mas porque queria chegar lá antes que o demônio fosse morto?

-
Eu... – ela pareceu surpresa quando ele disse que iria junto, mas ainda sim, a incerteza de levá-lo era clara – Pode ser perigoso, mas... Eu sinto muito. Eu preciso ver o que é.

Dália segurou a mão de Sérpico e passou a guiá-lo. Dessa vez ela não estava sendo tão cuidadosa, seus passos eram rápidos, ela parecia estar com pressa. Sérpico podia notar que a mão dela tremia um pouco... Tinha a impressão de que ela estava ansiosa por algo. A porta da residência se abriu e eles saíram, embora o som da chuva fosse alto novamente, as gotas não os alcançavam.

-
ONDE ELE ESTÁ?!

- Vamos queimá-lo!

Os passos de Dalia foram se tornando mais lentos conforme as vozes se tornavam ainda mais próximas. A sensação de ódio e tensão no ar era crescente, ainda mais para Sérpico. As vozes carregavam amargura e aquelas pessoas pareciam com sede para eliminar a vida do tal demônio.

-
ELE... ELE MATOU MINHA FAMILIA!

- Fique calmo Afonso!

E um trovão cruzou os céus... E, por alguma razão, Sérpico viu uma imagem.

Ele avistou um homem, seu rosto estava machucado e um pouco inchado, provavelmente por causa do espancamento. Dois homens fortes o seguravam pelos braços e ele parecia estar a beira da inconsciência enquanto vários o cercavam, com armas improvisadas na mão... E aquele homem estava banhado de sangue... Por alguma razão todos estavam sujos de sangue. E Sérpico reconhecia aquele homem.

A visão veio e se foi em um flash, infelizmente, tudo voltou ao escuro logo em seguida. (continua)



@George

Dessa vez nada pareceu controlar o corpo de George. Guiado pela sua própria decisão o rapaz havia decidido tentar fugir daquela casa antes que fosse forçado a lutar, mas as coisas não correram bem como ele esperava. Sem conhecer bem a residência e suas saídas, ele tentou se esquivar para sair pela porta por onde havia entrado. Desviar do primeiro ataque foi fácil, o homem sem experiência de combate, depois que George se esquivou, acabou perdendo o equilíbrio por conta da força que havia utilizado e cambaleou para frente.

Mas o guerreiro que estava atrás do camponês era outra conversa. Ele sim parecia experiente e forte. Se esquivar do golpe dele não foi algo tão bem sucedido, ele atacou George com sua espada e, por mais que o segundo tivesse tentado esquivar, havia sido atingido de raspão na região do abdômen e para evitar que a espada o rasgasse ainda mais o meio-dragão foi forçado a jogar seu corpo para a lateral e acabou por cair no chão. O guerreiro logo se pôs por cima dele e socou sua face com fúria.

-
ELE ESTÁ AQUI, EU O PEGUEI!

O guerreiro gritou. George tentou escapar, mas sem desejar machucar ou matar aquele homem, não havia chance alguma dele conseguir tirá-lo dali. O homem socou George mais uma vez, dessa vez com uma força tremenda que fez com que o meio-dragão ficasse atordoado... O jovem sentir o gosto do sangue que escorria pelo corte que sua boca havia ganhado, teve certeza que sua espada foi tomada dele e jogada em algum canto.

-
ONDE ELE ESTÁ?!

Vozes exaltadas foram escutadas do lado de fora e, tonto, George não conseguiu perceber bem o ambiente. Mas tinha certeza que estava sendo arrastado... E também tinha certeza que outras pessoas estavam ali e cada vez mais chegavam, provavelmente para ver o demônio que havia sido capturado.

-
ELE... ELE MATOU MINHA FAMILIA!

- Fique calmo Afonso!

E o som da chuva voltou a ser próximo... George sentia seus braços sendo segurados e seus pés se arrastando pelo chão; estava sendo levado para algum lugar. Um raio cruzou os céus e George sentiu a chuva batendo contra seu corpo novamente e o som dela se tornou alto novamente.


@George / Sérpico

- Seu demônio desgraçado!

- Ele assassinou a família de Afonso...?

- Sim, eu vi os corpos!

- O que vamos fazer?

- Ele não parece um demônio...

- Deve estar nos enganando com uma ilusão!

- Vamos prendê-lo e queimá-lo amanhã!

- ESPEREM!

Dália gritou, mas por alguma razão ela não soltou a mão de Sérpico, não a princípio. Ela pressionou um pouco a mão dele e deu um passo a frente... As vozes cessaram, provavelmente prestando atenção na jovem que havia gritado.

- É a Dália... – Sérpico foi o único que pode escutar a voz de um homem sussurrando para outro.

- De novo...?

- Dália. – uma voz masculina soou, provavelmente pertencente a um senhor mais velho – Volte para sua casa.

- Não! Ele pode saber! – ela soltou a mão de Sérpico e se aproximou de George – Onde ela está?! Eu sei que vocês a pegaram! – e o segurou pela gola de sua vestimenta.








@Gold / Ree

Aldarion chegou a hesitar por um instante ao colocar a mão no cabo de sua espada novamente, com duvidas se seria capaz de levantá-la ou se sua dragonslayer continuava pesada como antes. Ainda sim, tentou erguê-la e a espada se levantou... A sensação de que ela era pesada demais para ele havia desaparecido.

A sensação que Ree havia sentido não havia parecido tanto uma memória e sua percepção mágica lhe dava a certeza de que não havia sido uma ilusão. Aquilo se assemelhava mais a sentimentos que talvez estivessem atrelados àquela criatura, sentimentos turbulentos que Ree já havia visto em pessoas deturpadas. A morena parou para se recompor por alguns instantes e a sensação de enjoo e a dor de cabeça não levaram mais do que alguns segundos para desaparecerem por completo.


Percepção Mágica (Ree):
Tentando encontrar alguma presença, Ree teve a sensação de que realmente havia algo, mas era difícil saber sua localização exata. Era como se magia estivesse fluindo em todos os lugares, como se tudo estivesse sendo tocado por uma magia ativa.

Se concentrando e tentando escanear mais a fundo, ela conseguiu sentir algo. Mas esse algo parecia emanar de si, era como se houvesse algo mágico dentro dela própria, algo que não deveria estar ali. Já no homem da escada, Ree tinha certeza que ele não era um usuário de magia. Sua energia era fraca e sua presença mágica praticamente inexistente, mas, ainda sim, ela sentiu algo dele. A impressão era de que faltava algo.

Quanto a criatura, Ree não sentiu magia emanar dela. Aquela coisa apenas lhe causava uma sensação de estranheza... Ele tinha uma aura caótica, como se fosse algo que não devesse estar ali, algo que não deve existir. E distante, a mesma sensação de que aquela criatura lhe causada podia ser sentida em outro lugar; com muito mais intensidade do que ali.

CB infelizmente não era capaz de rastrear aquela criatura, mesmo seguindo a tinta negra, ela apenas escorria pelo piso. Ree tocou a tinta e percebeu que ela era viscosa, quando sua mão se ergueu o material se esticou um pouco e emitiu um som nojento... Aquilo emanava aquela sensação estranha, mas era bem fraco. A sensação caótica ainda podia ser percebida por ela em algum lugar distante; talvez aquela criatura tivesse ido para lá.

Os dois conversaram por algum tempo e assim que terminaram suas apresentações, a porta atrás de Aldarion foi aberta rapidamente.


- SENHOR! – Adam entrou correndo, encharcado de sangue – NÓS PEGAMOS UM DELES! Ele matou dois homens, mas... – ele ofegava, mas sorria – Foi capturado!
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qui Jul 09, 2015 12:09 pm

“Antes que o matem?”, Sérpico ficou confuso. Se fosse uma briga de bar e tivessem linchando o homem, tudo bem ela querer ir lá salvar o coitado. Mas se for mesmo um demônio... o que ela tinha com isso?

Sérpico só não perguntou em voz alta porque foi dura a tarefa de caminhar no mesmo passo que ela. Ele simplesmente não conseguia andar e fazer qualquer outra coisa ao mesmo tempo. Bom, ao menos não estava sozinho.

E estavam falando em piras. Aquele era um fim de mundo? Iam queimar um homem por tão pouco? Quer dizer, a menos que fosse um demônio. Nesse caso, toca fogo no maldito. Mas então Dália... o que? O que ela faria? E estavam falando em morte, morte de uma família. Então a coisa era séria. Demônio ou não, a coisa era séria e iam fazer um olho por olho.

Dália ─ começou e foi interrompido pelo trovão milagroso.

“Voltou”, pensou, atônito, a respiração presa num susto alegre. “Voltou!”

Estava vendo! Estava enxergando de novo! Sim! Finalmente, finalmente, finalmente! Não! Cadê? Não, não. O que foi que aconteceu? Sumiu, sumiu de novo, apagou. Não!

Sérpico ainda estava na mesma posição quando tornou a ser cego: parado, quase que tremendo, o peito cheio de ar. Por um instante estivera são e então não mais. Não, não fora uma mera impressão. Ele viu! Ele viu o pessoal, viu Dália, viu tudo... não, calma, nem tudo. Estava imaginando coisas, acrescentando ─ como alguém que tenta lembrar o sonho da noite passada. Tentou se recompor, se concentrar. O que viu de verdade?

Viu sangue, sangue nos homens. Nos dois carrascos e no sentenciado. E este último... “De onde que eu conheço esse cara?”, não sabia, não lembrava direito. Mas o conhecia, certo? Então talvez fosse reconhecido por ele! E isso significava ter alguém para comprovar sua história, comprovar que não estava louco, comprovar sua visão de mundo.

Dália assumiu. E então sussurros. A comunidade conhecia ela, talvez não como uma líder mas de um jeito que Sérpico não gostou muito de interpretar. Como se ela estivesse marcada. Uma pária, coisa do tipo.

Dália se soltou dele e Sérpico quase perdeu o equilíbrio, se sentindo muito desamparado. Escutou ela falando. Ao menos as pessoas estavam escutando também. Por enquanto. E ela parecia falar diretamente com o homem acusado. Sérpico se concentrou de novo, tentando caminhar na direção que o mísero segundo de visão lhe apontou, tentando ir junto com Dália. As mãos subiram novamente a frente do corpo, para que ele não tombasse em ninguém. Mas ia tombar. Estava até com medo de cair. Estava atordoado, confuso. Respirou, finalmente.

Eles não estavam longe... mas a distância era grande demais para Sérpico. Desistiu de tentar. Respirou de novo. Agora arfava. Por que estavam todos manchados de sangue? Sim, a visão lhe lembrou isso. Não, não importava. O homem importava. Então:

Eu o conheço! ─ Baixo demais, fraco demais, sufocado. Respirou de novo, buscando forças na voz: ─ Eu conheço esse homem! Ele não é um demônio. Ele não é um demônio! É um mal-entendido.

Ele temia a reação do povo, do Afonso. Estavam prontos para fazer justiça, estavam com o sangue quente. Contra uma hostilidade coletiva, ele nada poderia fazer. A única coisa que tinha como arma eram as palavras ─ e esse era o único momento que conseguiria usá-las para atingir o povo.

Não... Não façam algo em que se arrependam mais tarde!

Spoiler:
Então, conheço o George da campanha inacabada do Gin. Mas vou interpretar que não me lembro direito quem ele é. Vou assumir que não me lembro muito bem dos conhecidos da “outra” Lodoss, hm.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Qui Jul 09, 2015 11:35 pm

Tentei fugir, mas não conhecia nada por ali, o máximo que consegui foi me desviar algumas vezes, mas quando caí no chão, recebi vários golpes no rosto, ficando atordoado em seguida, não sabendo pra onde fugir. Tonto, não sabia mais pra onde ir, me deixaria levar por aqueles seres. Eu tinha matado o pai e o filho do que me atingiu, e já me sentia cheio de culpa. Eu sentia o gosto ferruginoso do meu próprio sangue em minha boca por causa do corte, e me sentia sendo levado para algum lugar do qual eu não fazia qualquer ideia.

A única coisa que eu conseguia sentir ao meu redor era a desorientação e ouvir o que eles falavam, principalmente o homem que havia perdido o pai e o filho. Ele queria me matar, mesmo que aquilo não trouxesse sua família de volta. Por causa daquele ser que tomou meu corpo, eu estava naquela situação. Por causa daquele ser que tomou meu corpo, eu ceifei a vida de duas pessoas inocentes... Como aquele ser poderia ter me forçado a fazer tal ação tão horrível? Um deles era uma criança, UMA CRIANÇA!! Deuses, quanto mais eu pensava no assunto, mais eu me sentia sujo por ter sido possuído por aquele ser.

A chuva se fazia presente de novo, e diferente de ser sangue, agora era apenas água, era apenas a tristeza dos deuses que me viram agir como um demônio.

Havia uma indecisão no ar, eles iam me prender para me matar no dia seguinte. Será que eu conseguiria fugir? Eu já estava desarmado (ao menos minha Bo ainda estava comigo, eu sentia o bastão retraído em meu bolso, mas as espadas que eu tinha conseguido antes tinham sido arrancadas de mim), sendo arrastado e completamente tonto. O que eu poderia fazer?

Ouvi a garota gritar, e todos os outros pararem de gritar, para prestar atenção nela. Ela veio perguntar alguma coisa pra mim, perguntar onde ela estava, que "nós" a pegamos.

Ainda tonto, respondi...

- Nós quem? Não sei de quem você está falando, moça. Tudo o que aconteceu aqui foi um mal entendido. Tive meu corpo controlado e tudo acabou assim... Tô me sentindo sujo...

Foi quando ouvi aquela voz masculina. Uma voz que me fazia voltar à realidade, que me ajudava a deixar a tontura de lado... Quem era...? Eu me lembrava dele.

"Fale mais, quero saber quem você é."

E ele falou, uma única frase no final, que me fez lembrar...

"Sérpico!"

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Jul 10, 2015 7:02 pm

Obs: Esse é um post extra para os dois jogadores, pois a situação deles precisa ser resolvida pra se encaixar na linha do tempo dos demais (assim ninguém tem que ficar esperando depois). Para os demais jogadores ver o meu último post nesse tópico.





@George e Sérpico

Sérpico deu alguns passos para frente, tateando o ar, em meio aos gritos de ódio, ele pode ouvir algumas pessoas se indagando sobre quem seria o cego. Por sorte ele não tropeçou, mas sentiu suas mãos tocarem os ombros de alguém... Estavam secos. Talvez ele tivesse tido sucesso em alcançar Dália.

-
Controlado...? Não brinque conosco! Você espera mesmo que acreditemos nessa bobagem?! Eu sei que você sabe de algo! – Dália gritou em fúria, ainda segurando o jovem pela gola da camisa, mas um homem mais velho se aproximou.

Sérpico sentiu Dália dar alguns passos para trás, provavelmente se afastando do acusado e acabou sendo forçado a fazer o mesmo antes que ela acabasse dando um encontrão nele e o derrubasse.

-
Controlado é o caramba! Eu o vi limpando o sangue de sua espada! Mesmo que ele não seja um demônio, é um assassino!

E as palavras de Sérpico soaram altas em meio à tempestade. Um silêncio incômodo se instalou. O som da tempestade foi a única coisa que pode ser escutada durante o que pareceu ser um longo tempo. George ainda se sentia zonzo e, embora escutasse bem, não conseguia enxergar com tanta perfeição o ambiente.

-
Sérpico...?

- Quem é esse, Dália?

- A-ah... – a garota gaguejou por um instante, provavelmente buscando uma resposta rápida em sua mente – Ele... Ele estava viajando com uma caravana para o sul, mas por ser cego e lento acabou ficando para trás... Eu o achei perdido...

- Ele disse que conhece o demônio!

- Deve estar apenas te enganando, Dália!

- E-ele é cego! Deve ter se confundido ao ouvir a voz dele...

- Não fale besteiras, garotinho, esse homem—

- ELE MATOU MEU PAI E MEU FILHO! – um homem gritou, obviamente devia ser Afonso – Ele vai pagar!

Afonso tentou avançar contra aquele que havia matado sua família, mas outro homem o segurou e pediu para que ele se acalmasse.

-
Tsc... Esses monstros continuam vindo e fazendo o que desejam na nossa vila. Vamos queimá-lo para que os outros vejam!

- Vamos apenas matá-lo agora!

- Espere! – disse Dália – Chefe, talvez ele saiba... Os boatos—

- Dália! – a voz do homem mais velho soou novamente – Eu não quero mais ouvir você falar sobre isso. Chega! Já passou da hora de você seguir em frente.

E Sérpico pode sentir que Dália deu um passo para trás e os ombros dela caíram um pouco, provavelmente em desanimo.

-
Chefe, ela tem um ponto. Talvez ele saiba onde os demônios estão... Nós nunca capturamos um antes.

- É, vamos torturá-lo até que ele nos diga!

Obs: Só para ficar mais claro e depois não ficar duvida, a Dália não estava no seu campo de visão quando o flash ocorreu. Sobre a “outra lodoss” você se lembra, as lembranças podem ser um pouco embaçadas, mas você se lembra que teve outras aventuras e etc. :c
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Sex Jul 10, 2015 11:31 pm

Foi quando eu pensei... "Por que não fingir que sou o demônio pra tentar escapar no meio do caminho? Posso tentar me livrar no caminho, longe de toda essa gente, pra depois ir embora com segurança... Mas Sérpico não parece estar bem."

- Ok, vocês me venceram. Levarei vocês até o meu covil, atrás dos meus colegas. Mas preparem-se, eles são muito poderosos. Eles me mandaram aqui pra pegar uma coisa, e o velho e o moleque me atrapalharam... - e, com dor no coração, eu disse... - Por isso morreram. Foram imprudentes, apenas me impediram... E eu não conheço esse cego! Você acha que eu seria companheiro de um cego incapaz como esse? Ora, não me faça rir!

Eu não sabia se minha interpretação estava convincente, mas eu ao menos tentei. Se eles acreditassem, eu tentaria me livrar deles fora do vilarejo.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Sab Jul 11, 2015 11:43 am

“Estão me ouvindo”, pensou, entre uma frase e outra. Fizeram silêncio, sua voz foi forte o bastante. Estavam escutando... Mas aí alguém perguntou quem é esse, três palavras apenas, mas que bastou pra Sérpico se sentir desmoralizado, como se contasse piadas que não fazia ninguém rir. Então Dália terminou de matar o ego dele: “Cego e lento?”, ah, quanta injustiça com sua pessoa. Sérpico não era lento. Sérpico não era cego. Tudo bem, estava cego. Agora. Mas não era... Garotinho? Aquilo foi para ele, para Sérpico?

E de que jeito ele ia conseguir replicar, agora que todo mundo resolveu falar? Logo pareceram esquecer ele ─ crédito de Dália, que talvez tenha prezado por sua segurança diante daquela multidão furiosa. Sérpico estava protegido novamente, no anonimato. Era um garotinho falando besteira, cego e lento.

Voltaram ao George ─ George, esse era o nome dele? Sérpico achava que sim. E o que diabos ele estava fazendo agora, com aquela confissão? Era um demônio, então? Mesmo assim podia ser uma ajuda para Sérpico, que só precisava conversar com ele. Mas como? Não sabia. Céus, não sabia mesmo. Abriu a boca para falar, muito convencido que uma palavra errada poderia ruir tudo. Mas ele tinha que continuar na jogada, mesmo que fosse com mentiras e ardis. Foi:

Não disse que sou seu companheiro ─ Não tão alto como antes, mas o suficiente para que os mais próximos escutassem. ─ Mas que o conheço. Sim, não posso ver, agora sou cego para este mundo físico. Mas posso ver sua essência, e foi como o reconheci... Ainda lembro daquela incursão até a Baixa Lodoss, na época em que você... ─ Manter o interesse, ele tinha que manter o interesse, transformar a fúria em curiosidade. ─ Quer dizer que você cedeu aos poderes malignos? É isso, Souran? Deixou de ser quem era? O que eles te ofereceram para vir até aqui?

Aquilo é o que chamam de tudo ou nada? Bom, que ninguém notasse que ele estava tremendo um pouco.

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