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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

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[Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Fev 06, 2015 9:50 pm

Observações:






Jogador: Ree
Personagem: Ree / Leah Therond Elbaz
Raça: Humano
Vantagens e Desvantagens importantes: Aptidão para armas em geral; Vulnerável a maldições, podendo se torna uma raça impura.

HP: 100%
MP: 100%
Equipamentos:
X1 Facão enferrujado (oculto por dentro da bota)
X1 Diamante de tamanho médio (escondido dentro do casaco)
X1 Colar com um único dente

Observações: --


Última edição por NT Hrist em Seg Jul 04, 2016 8:13 pm, editado 6 vez(es)
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Sex Fev 06, 2015 10:07 pm

Como semana que vem meio que inicia o carnaval e eu não sei se vocês vão viajar, dessa vez o prazo será mais longo. Se postarem antes é melhor, pois eu já posso ir montando a resposta de cada um e responder antes. o/
Prazo: 18/02






Jigoku Shoujo
Ake Ni Somaru
Takanashi Yasuharu
Música usada para me inspirar nos posts iniciais, caso alguém tenha interesse. ^^

@Sérpico

Respirando lentamente, Sérpico podia sentir um ar gelado invadindo suas narinas. Onde quer que ele estivesse o frio cobria seu corpo. Mas onde diabos ele estava? Não conseguia ver nada e a sensação de existia era leve, quase vaga. Seu corpo imóvel parecia pairar ali e o homem não conseguia se mover ou falar.

-
Ei, você sabia? – uma voz feminina soou próxima, tão próxima que parecia estar sussurrando em seu ouvido – Você vai morrer.

E a sensação de que algo se afastou dele foi presente. Havia algo ou alguém ali com ele... Uma presença que talvez estivesse estado ali o tempo todo, mas que só agora, quando se afastou, ele havia a notado.

-
Você luta, luta, luta... Ah... Tanto empenho para ficar vivo... – a voz soou, carregada de um falso pesar – Mas você vai morrer mesmo assim! – e riu, breve, mas em seguida voltou a um tom mais suave - Os dedos da morte já estão se esticando em sua direção... Eles já conseguem tocar sua vida, falta pouco para que eles a agarrem. Você não sente?

Com o término da frase o inconsciente de Sérpico pareceu trabalhar. Embora talvez fosse apenas um fruto da sua mente amedrontada, a sensação parecia real... Algo tocava seu corpo. Algo gelado como a morte deslizava pela sua pele. Algo? Não, vários deles deslizavam pelo seu corpo... Era como se dedos estivessem tocando-o levemente, tentando alcançá-lo.

-
Você sente, não é? Haha~ - a voz riu e a silhueta se aproximou novamente do homem – Está tudo bem... – e dedos quentes tocaram seu rosto – A chuva vai lavar tudo... - a voz se aproximou e Sérpico pode sentir o ar quente da respiração daquela coisa – Sua vida também vai ser lavada. Vai ser menos doloroso do que esperar e esperar...

E Sérpico despertou. Embora seus olhos estivessem abertos, ao redor dele, tudo era escuridão. Ele sentia sua face encostada contra o solo e seu rosto podia sentir o leve pinicar da grama úmida, seu corpo estava caído desconfortavelmente em algum lugar... Um lugar que ele não tinha ideia de onde era.

Um cheiro forte e metálico tomava conta do ambiente, era tão intenso que ocultava os demais. Chegava a deixar o estômago de Sérpico um pouco enjoado. Ele podia sentir grossas gotas de água batendo contra si e suas vestes úmidas estavam coladas em seu corpo. O homem ergueu o corpo e chegou a dar poucos passos para frente, pois logo ele havia tropeçado.

Antes de tocar o chão, ele pode sentir seu ombro bater em algo duro e áspero. Isso o fez cair um pouco de lado e tornou a queda mais dolorosa e desajeitada. O som de um trovão chegou a assustar o jovem, o som foi alto e pareceu próximo... O ar pareceu tremer em resposta àquele raio. Ele veio sem avistar e sem demonstrar sinal de que viria, não houve clarão, apenas o som.

A escuridão de onde estava era tão intensa quanto a do pesadelo... E, em meio a tempestade, Sérpico teve a impressão de escutar passos.




@Ree

Ree estava em algum lugar escuro, sufocada, acorrentada, trancada. Mesmo sem uma imagem mental, ela conseguia se sentir presa. Era como se uma jaula estivesse a prendendo, uma jaula estreita. Ela não conseguia se mover, não conseguia falar, tudo o que conseguia era sentir e olhar aquela escuridão a sua frente. Estava gelado e ela estava com fome.

-
Pobrezinha, não é? – a voz soou, carregada de uma preocupação falsa. Ree não conseguia ver bem o que, mas havia algo fora de sua jaula, a voz a lembrava de uma criança – Presa, encarcerada... – o vulto se afastou com um leve salto, parecendo animado - Tsc, tsc... Não importa o quanto você mude, você sempre é o que é. Uma escrava! E uma escrava sempre, sempre, SEMPRE precisa de um mestre! – ele abriu os dentes, revelando dentes pontiagudos enquanto sorria – E se eu me tornar seu mestre?!

E o vulto pareceu mover os braços, erguendo-os... Era impossível ver com clareza, mas ele parecia mover os dedos. Em resposta aos movimentos, Ree sentiu seu próprio corpo se erguer.

-
Olhe, eu posso te mover! Talvez eu deva te colocar dentro de alguma boneca~

E conforme os dedos dele se moviam, o corpo de Ree começou a dançar desajeitadamente naquele lugar estreito.

-
Meh, você não se move tão bem.

O vulto abaixou os braços e o corpo de Ree cedeu, voltando ao chão.

-
Não tem vida, não tem brilho! Você fez uma casca em volta de si... Mas eu te enxergo. A vida te quebrou. – disse, como se aquilo fosse simples – E eu... Irei terminar o serviço que a vida não concluiu.

Dedos gelados como a morte tocaram o rosto de Ree, aquilo causou um desconforto imenso... A princípio, mesmo sendo gélido, o que transmitiu certa gentileza. Gentileza que desapareceu no movimento seguinte, quando aquela mão segurou o maxilar de Ree com força, apertando-o com uma força que causou dor.

-
Você vai ser despedaçada. O tempo está se esgotando. – e a criatura sorriu, mostrando seus dentes afiados.

Ree despertou daquele pesadelo repentinamente. Ela estava sentada no chão, com as costas tocando a madeira de uma árvore. Em suas mãos ela podia ver filetes de sangue escorrendo e pingando... E parecia que mais gotas de sangue caiam sobre suas mãos e por todo o seu corpo. Mesmo que houvesse sangue, a água da chuva deveria limpá-lo. Olhando para cima, a jovem foi capaz de notar que era da chuva que o sangue vinha.

O céu estava sangrando naquela noite. Mas, além o fato de estar chovendo sangue, Ree também não se lembrava de como havia chegado ali. E Bunny era o único que estava ali também, sendo molhado pela chuva.

Olhando ao redor, ela avistou um rio... E as águas que corriam por ele eram vermelhas. Próximo ao rio, uma pequena casa; não parecia estar com as luzes acesas, talvez fosse uma casa abandonada. Mas a presença de uma casa ali, talvez indicasse que havia uma vila próxima. Mais atrás de onde ela estava uma floresta era visível. As árvores eram altas e grossas, pareciam antigas... E as folhas balançavam por causa da tempestade.



Obs: Eu não sei bem como funcionam seus puppets, se eles dormem ou qualquer coisa do tipo. O Bunny é o único que está com você, ele também não sabe como vocês foram parar ai, foi como se ele tivesse apagado e de repente acordou ai, mas ele não teve sonho algum.




@Beetle

Escuridão. Era apenas isso o que havia em volta de Eric... Ele parecia estar flutuando em algum lugar onde a luz não existia. Ele não conseguia sentir nada com clareza... Todas as suas sensações eram vagas, quase vazias. Sua consciência permanecia ali, mas... Havia algo mais?

Não parecia haver nada ali. Nada podia estar ali. Ele sentia isso. Era quase algo inconsciente, mas o rapaz sabia que aquele lugar não podia ser iluminado... Aquele lugar vazio estava fadado a escuridão eterna.

-
Ora... – e uma voz surgiu, distante, mas ao mesmo tempo parecia vir de todos os lados - Que coisa interessante veio parar aqui.

E o som de uma respiração foi se tornando mais nítido, pouco a pouco. Respirava lentamente e, em certo momento, inspirou profundamente em busca de algo dentro daquela escuridão. O soltar de ar pela boca foi audível, claro e próximo.

-
Aah. Sim. Eu posso cheirar sua luz... Ela existe, mas ela é inútil aqui. Nada pode iluminar esse lugar. Deve ser sufocante para você não é? Sua tão adorada luz, tão distante... Ah... Criaturas como você são as que eu mais odeio...

Aquela presença se aproximou, trazendo consigo um ar gelado e assustador. De repente, Eric sentiu-se sufocado. Não houve a sensação de um toque, não houve gesto, ele apenas sentiu sua existência sendo pressionada... Uma pressão que parecia tentar esmága-la, ou talvez só quisesse lhe causar dor e desespero.

-
Lixo... Lixo... Vocês todos... Seres desprezíveis. – as palavras, quase cuspidas, carregavam um ódio tenebroso – Sua fé é falha e limitada. Até onde você acha que ela vai alcançar? Eu irei fazer você presenciar os piores sentimentos... Farei com que sua luz comece a se esvair enquanto sua mente encontra o mais puro e belo desespero. – a voz mudou de tom conforme dizia as palavras, passando de ódio para uma espécie de sadismo – Hahaha~ - e agora a voz riu - Nada, nada, NADA VAI TE SALVAR! – regozijou, mas o tom seguinte voltou a carregar desprezo – Sua luz vai se apagar. Eu não vou permitir que nada te salve. Não, não você.

E Eric sentiu seu corpo despertar... Mas onde? Tudo continuava escuro ao seu redor. Ele podia ouvir o som da chuva... Seu corpo estava molhado, suas roupas úmidas estavam pesadas e coladas contra seu corpo. De repente, um raio caiu do céu e sua claridade iluminou o ambiente por um instante.

A visão foi assombrosa... Eric pode ver um rio a sua frente, mas as águas que corriam por ele estavam vermelhas e densas. E até mesmo o ar estava vermelho, a chuva não estava despejando água... O cheiro levemente metálico no ar tornou claro que o que caia dos céus era sangue.

Conforme seus olhos se habituavam a escuridão, as sombras no escuro foram tomando forma. Ao lado do rio, Eric pode ver duas silhuetas, caídas no chão... Era difícil ver a forma, com aquela chuva escarlate era até mesmo difícil ver se se tratava de humanos. Próximo das silhuetas havia uma pequena casa, parecia haver uma luz acesa lá dentro.





@Aldarion

Aldarion parecia estar em um sono profundo e tudo estava escuro ao seu redor. Um som estranho pode ser ouvido, baixo... Tão baixo que era impossível saber o que era. Mas tal som foi se tornando mais nítido. Era o som de algo sendo cortado. Um som que Aldarion conhecia bem, um som que sempre era escutado em batalhas... Carne sendo cortada por uma lâmina. De novo, de novo e de novo.

Da escuridão, fios de sangue começaram a escorrer. O ambiente começou a se tornar vermelho. Aldarion estava imóvel, incapaz de se mover ou de falar, apenas sua consciência se mantinha ativa naquele lugar.

Uma silhueta feminina surgiu na frente de Aldarion, os cabelos ondulados... Os olhos verdes eram visíveis, mesmo na escuridão, olhos verdes que ele reconhecia como sendo os de Sabrina. E dessa silhueta, sangue. Um golpe a atingiu por trás e a fez se curvar para frente. Pega de surpresa, a mulher se curvou para frente e foi atingida de novo. Agora que ela estava caída, a arma que a atingiu se tornou visível: era a espada do próprio Aldarion. Os golpes repetidos ecoavam pelo ambiente enquanto a carne dela era cortada.

-
Hehe~~ - uma risada soou, não parecia ter se divertido de verdade, mas riu mesmo assim – Está morta. – e Aldarion conseguiu ver um vulto empurrando o corpo de Sabrina com o pé... O corpo dela foi virado para cima e se tornou visível.

Sabrina estava praticamente dilacerada, embora seu corpo ainda se prendesse junto, inúmeros cortes faziam o sangue dela jorrar, estava nua e as partes internas de seu corpo estavam expostas. Exceto pelo rosto; a beleza do rosto de Sabrina estava intocada... Suas sobrancelhas estavam um pouco estreitas e os olhos fechados, seus lábios estavam um pouco comprimidos e ela carregava uma expressão de dor... Expressão que foi se suavizando aos poucos, a musculatura do rosto dela foi relaxando até que ela pareceu tranquila em sua morte.

-
Bem, você não se importa não é? É esse tipo de coisa que você faz! É só mais um corpo... – a silhueta escura respirou fundo, fungando o ar – Aaah... Eu adoro o cheiro de sangue. Você também deve gostar, já que adora derramá-lo. – e a silhueta pareceu se aproximar, mostrando seus dentes pontiagudos para Aldarion em um sorriso disforme – Você adora matar, não é? Sangue, lutas, guerras... Esse é o caminho que você sempre escolhe! E esse... – ele abriu espaço, novamente expondo o corpo de Sabrina caído no chão – É o destino que ela vai ter por sua culpa. Hahaha! – riu, parecendo se divertir - Você é um homem muito impulsivo... Acha que seus músculos vão protegê-la?

E Aldarion conseguiu sentir dedos gélidos tocando seus punhos. Agora o vulto estava bem a sua frente e tocou seus braços. O guerreiro sentiu seus braços doerem, o gelo parecia começar a queimar seus punhos.

-
E se você não puder mais lutar?

E uma dor excruciante tomou conta de Aldarion. Sentiu os ossos de seu punho se quebrarem com facilidade... Mas, embora quisesse, não houve um grito de dor, não houve nada além da própria dor.

-
Você vai ver... O quão fraco você é. – os dedos se afastaram e a dor desapareceu repentinamente.

E Aldarion despertou. Finalmente seu corpo pertencia a ele. Os sons da chuva e de trovões dominavam o ambiente e o guerreiro sentia as grossas gotas baterem contra seu rosto. Moveu-se um pouco e sentiu que seu corpo estava um pouco mais pesado que o natural... Foi só então que seu deu conta que vestia sua armadura. Seu elmo, porém, não estava visível em lugar algum. Sua espada estava ao seu lado, banhada de sangue.

Sangue? Foi então que ele se deu conta. Não estava chovendo mesmo. O céu estava sangrando... A grama, as árvores e ele próprio estavam manchados de sangue. Ele se deu conta de que, ao respirar, o cheiro de sangue com o qual ele tinha familiaridade estava presente.

Um pouco mais distante de onde ele estava caído, ele também avistou sua mochila com a maioria de seus pertences. Mas como ele havia ido parar ali? Da última vez que cochilara, ele estava ao lado de Sabrina... Mas agora, ele estava em algum lugar totalmente diferente.

Ao seu redor, ele conseguia ver algumas árvores. A sua frente havia um pequeno vilarejo... Ele só conseguia vê-lo porque dentro das casas havia iluminação. Atrás de si havia uma floresta densa e escura... De algum lugar, uma leve cantoria podia ser ouvida. Era baixa e parecia distante, mas estava presente mesmo em meio a chuva.





@George

George sentia frio. Aquele ambiente estava gelado e aquilo fazia com que ele se sentisse exausto e fraco... Por que estava tão gelado? Ele não conseguia ver nada ao seu redor, na verdade, ele sequer conseguia sentir seu corpo com perfeição. Mas ele sabia que estava lá. Naquele lugar escuro.

-
Eu posso ver seus defeitos. – uma voz nítida surgiu e a frente de George, algo se moveu, um vulto negro, esguio – Você é um homem luxurioso, não e? HAHAHAHA – e a figura abriu a boca rindo e expondo seus dentes brancos e pontiagudos – E você se acha bom. Aah, essas pessoas que se acham bondosas. Mas sua verdadeira face... – o sorriso desapareceu e a silhueta pareceu se aproximar... E com o passo dado adiante, o ambiente se tornou ainda mais gelado – É outra. Cortar, rasgar, sangrar, MATAR! – e os braços se ergueram enquanto as palavras foram despejadas com desprezo – Você não cansa até o sangue de seu oponente jorrar! Até que a vida dele se esvaia...! Você não pensa. Você só faz.

A silhueta se afastou, levando parte do frio consigo.

-
Aaah~ - soltou um longo suspiro – E por que, George, por que faz isso? – se virou novamente para o rapaz – Pelo bem? Pelo mal? Pelos outros? Por si mesmo? Você gosta disso? Ah, meu detestado George, qual é a verdade? A verdade! O que você sabe sobre si mesmo? Mas eu sei sobre você. Você... – se aproximou novamente, causando aquela sensação gelada – É só um nojento. Uma grande piada. – as mãos se ergueram e os dedos, como se fossem feitos de gelo, tocaram o pescoço do rapaz – E coisas nojentas como você... Abominações como você são descartáveis.

O som de uma chuva pesada invadiu os ouvidos de George e seus olhos se abriram rapidamente, como se tivesse despertado de um pesadelo. Ele estava caído no chão, de barriga para baixo e seus braços estavam estendidos a sua frente, ele pode ver suas mãos vermelhas. Levaram alguns instantes para que ele notasse que aquele sangue que estava grudado em suas mãos e vestes não havia sido ganho através de uma batalha, mas sim... Da chuva. Estava chovendo sangue.

George sentia seu corpo um pouco fraco... Ele não tinha ideia de onde estava. Não se lembrava de como havia chegado até ali, se lembrava apenas de ter ido dormir. Teria andado até ali por conta própria? Um grande raio cruzou os céus, iluminando um pouco o ambiente... George parecia estar próximo de uma floresta, ele podia ver as árvores altas e densas. Próximo dali havia algumas casas, parecia ser um pequeno vilarejo.

“Gosta do cheiro?” uma voz soou, parecendo vir de todos os lados.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Dom Fev 08, 2015 1:07 am

OFF: Ha! Nesta campanha estarei com minha dragonslayer! Só avisando.

O guerreiro despertou de seu pesadelo em um sobressalto, sentiu seu corpo pesado e percebeu que vestia sua armadura com exceção de seu elmo. Ele estava deitado no solo lamacento, sua enorme espada estava do seu lado fincada no chão enquanto sua mochila de equipamentos estava do outro lado.

Um cheiro ferroso invadia suas narinas enquanto que grossas gotas escarlates molhavam seu rosto. Ele logo reconheceu, era sangue, sangue que chovia dos céus.

- "Mas que pesadelo foi esse? Como vim parar aqui? Isso não pode ser verdade, ela não está morta eu sei que não está se não eu não estaria vivo ainda."

Aldarion ergueu seus punhos e os viu inteiros, havia tudo sido um pesadelo. Mas chovia sangue e aquilo não era natural. Será que ele ainda estava preso em algum tipo de tormento?

- "Será que ainda estou sonhando? Mas o que está acontecendo?"

O guerreiro se levantou agarrando sua mochila e de pé recolheu sua espada prendendo-a nas costas. Era uma arma formidável, descomunal, para prendê-la Aldarion precisava usar um gancho na ombreira direita e uma corrente na cintura. O guerreiro ficou ali em pé sob aquela chuva sinistra, seu único olho encarava o céu escuro onde vez ou outra relâmpagos reluziam furiosos.

- Você está enganado cão. - Disse ele em voz alta .- Eu não luto por que eu gosto, eu não sinto prazer em tirar vidas. Nesse mundo cruel sempre haverão aqueles que se acham no direito de impor suas vontades sobre os mais fracos. Essas pessoas sempre vão lutar para se impor sobre os demais. Para ser livre e poder proteger as coisas que eu gosto, que eu amo, eu luto buscando me tornar cada vez mais forte. - Aldarion falava encarando o céu escuro, como se tivesse certeza que alguma coisa o estava ouvindo. - Quando se trata de lutar por minha vida, por minha liberdade, pelo meu amor eu o faço com todo o prazer. E hoje, me trazendo aqui e brincando com meus sentimentos você se mostrou uma ameaça. E eu juro por tudo que é mais sagrado e mais amaldiçoado, eu irei cortá-lo!!! VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO!!! - A frase de Aldarion terminou em um grito enfurecido e ele ergueu um de seus punhos serrados em direção ao céu negro. Como resposta um poderoso relâmpago cortou o ar de leste a oeste revelando por um segundo um céu tomado por nuvens rubras.



Aldarion não se assustou, apenas cobriu-se com seu manto negro e começou a caminhar sob a chuva escarlate sem se importar com aquilo. Na verdade por dentro ele estava apavorado, todos os ossos do seu corpo estavam gelados de pavor e seu coração pulsava aceleradamente tomado pelo horror. Todos os sentidos do guerreiro estavam a flor da pele, sua aura espiritual irradiava uma forte tensão e uma brutal intensão assassina.

Caminhando a passos largos e decididos, ele rumava em direção ao vilarejo enquanto tentava deduzir da onde vinha aquela misteriosa cantoria. Era muito difícil conseguir enxergar de noite ainda mais com aquela sinistra chuva escarlate. Mas ele seguiria em frente, ele agora sabia que de alguma forma a vida de Sabrina estava em risco e faria qualquer coisa para protegê-la.

Enquanto ele vivesse, ele sempre encontraria uma forma de lutar. A dor da morte não lhe era novidade, seu corpo havia ha muito tempo ultrapassado os limites da raça humana adquirindo a capacidade de resistir a mais rígida das provações. O calor do deserto, o frio glacial, a sede, a fome, a dor e o cansaço, nada disso era mais capaz de pará-lo. Nem mesmo o medo, a dúvida, o horror podiam contra seu coração de aço forjado no calor de mil batalhas, sua força de vontade o faria sempre seguir em frente, sempre perseverar. Porque ele era Aldarion, ele era o lendário e imparável JUGGERNAUT!!!

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Peças de Ouro: 10

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Dom Fev 08, 2015 4:57 pm

Quando em um sonho, não importa como você foi parar ali. De fato, o cérebro humano aceita qualquer situação como possível e real, a ponto de não permitir que sua consciência sequer questione se o que estava acontecendo era possível, ou não.

Esse não era o caso, como Eric observou aterrorizado nos primeiros instantes de suas visões.

Para ele, parecia que estivera ali fazia algum tempo indistinguível, como se seu cérebro estivesse tentando processar o que acontecia - em vão. Ele sabia que, de alguma forma, ele estava ali. Aonde? Não sabia com certeza, mas num lugar incrivelmente escuro; mais escuro do que deveria ser possível. Não tinha sensação alguma, senão uma ansiedade crescente sobre sua situação. Seria possível existir uma escuridão tão densa e sufocante assim? Não haveria nada mais naquele lugar, além de vazio, frio e medo?

A voz espectral que reconheceu a presença do Cruzado foi a gota d'água que empurrou seu cérebro direto pra resposta "luta ou fuga". A ansiedade virou estresse, medo e insegurança. Afinal, havia algo mais. Quanto mais a voz falava, mais Eric sentia como se seu peito pudesse explodir - e certamente suas mãos suariam e seus dentes cerrariam, se ele tivesse corpo naquele plano. A voz parecia saber exatamente o que ele era, podia farejar sua existência, e isso o assustou ainda mais. Quantos outros Cruzados ela havia ameaçado? Ferido? Assassinado...

Incapaz de falar ou de lutar contra a entidade opressiva que parecia esmagar seu espírito, Eric quis gritar. E gritar, ele conseguiu, quando acordou num espasmo, suando e ofegante. Não, suando não, encharado.

O relâmpago iluminou seus arredores, enquanto ele ainda estava sentado tentando suprimir o medo, e isso acalmou levemente seu coração. O raio era um sinal de que a Luz o havia resgatado da escuridão e o levado até ali. Tocou o peito com a luva metálica inconscientemente, logo que sua cabeça entendeu o que estava acontecendo, e repetiu algumas preces em voz baixa, ainda que a chuva tornasse qualquer som em nada mais que um sussurro. Quando teve a paz mental de se levantar e tomar uma ação, percebeu as duas silhuetas jogadas no chão e imediatamente disparou na direção delas. Seriam outros salvos pela Luz?

Enquanto corria para ajudar as sombras caídas, não conseguiu parar de pensar na voz da escuridão.
"Que existência triste... Será minha missão salvá-la, ou destruí-la? Avô, pai... Me guiem! O que devo fazer?"

E na face de seu maior opressor, ele se levantava novamente. Na sua petulante ignorância, acreditava que tinha poder suficiente pra antagonizar a mesma força colossal que o fez desesperar. Ou que, no mínimo, iria adquirir esse poder. Afinal - mesmo no vazio absoluto - a Luz o salvou; Ela estava com ele!

Mas agora ele tinha de se concentrar em, usando seus outros poderes, salvar as outras duas almas caídas naquela chuva sangrenta.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Dom Fev 08, 2015 11:35 pm

Frio. Era tudo o que minha mente irradiava, era tudo o que eu sentia naquele momento. Primeiro, o cansaço, depois a fraqueza. Nas primeiras horas eu já perdera a sensibilidade dos extremos, ou seja, não sentia mais minhas mãos, meus pés, as pontas das orelhas... Mas ao menos meus outros sentidos estavam intactos.

A prova de que minha audição estava boa foi quando ouvi uma voz gutural me dizer que conhecia meus defeitos. Com a visão um pouco embaçada, vi um vulto negro, esguio que mostrou dentes brancos de besta. Eu não sabia como proceder, nem conseguia me erguer... Disse que eu me achava bom mas na verdade eu era um assassino. Isso eu não era, nem tinha nem instinto assassino os dragões de Algaësia não possuíam tal instinto...Naquele momento o local ficou mais e mais frio, e eu me senti mais fraco e mais cansado.

Quando o vulto se afastou, ficou um pouco mais quente, e eu consegui recuperar, mesmo que lentamente, um pouco de minha energia. Claro que este vulto despejava palavras que eu não fazia questão de prestar atenção, até que seus dedos gelados (isso porque eu estava gelado, aqueles dedos pareciam ter sido feitos de geleiras, o próprio frio do inferno, daqueles demônios de frio... Como eu poderia me desfazer daquele algoz, que trazia minha morte para mais e mais perto da realidade?

No momento seguinte pareceu que eu despertava de um pesadelo. Levantei rapidamente depois de notar que eu estava de bruços. Em seguida, notei que em minhas mãos havia sangue, porque havia sangue por todo o lugar, havia, literalmente, chovido sangue. Eu não lembrava de nada, nem de como eu tinha parar ali, nem como tudo aconteceu, e nem daquele sangue todo... Foi quando comecei a notar o redor, onde eu estava.

Uma densa floresta, um raio ao fundo e, próximo dali, tinha algumas casas, um pequeno povoado.

Uma voz, que parecia vir de todos os lugares e de lugar nenhum, me perguntava se eu gostava do cheiro de sangue. Um cheiro ferruginoso, de morte, e de vida ao mesmo tempo. Mas eu não gostava. Nunca gostei...

Resolvi não responder. Afinal de contas, eu não sabia se aquele sonho que eu tivera era real ou não, e o que eu tinha que fazer para sair daquele lugar... Como eu poderia sequer entender o que estava acontecendo por ali? Então fiz a única coisa que me restava: fiquei quieto, esperando que algum sinal bom, e não que um sinal ruim, chegasse a mim. Se demorasse demais, eu sairia de perto daquele lugar.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Seg Fev 09, 2015 12:33 pm

Quando acordou do pesadelo ele teve o impulso natural de todas as crianças: o de querer se cobrir, se esconder no próprio escuro, onde estaria protegido da escuridão de fora. Mas não havia coberta e Sérpico apenas manteve os olhos fechados, bem apertados, seus ouvidos cheios com o som das batidas de martelo que logo tornaram a ser batidas normais de um coração humano. Respirou. Abriu os olhos, lentamente.

Nada. Só o breu. E a grama. Que raio de grama? Não sabia. As batidas de martelo estavam voltando. Respirou. Respirou de novo, agora arfando. Quis vomitar, por causa daquele odor. Mas não tinha nada pra pôr pra fora, então a sensação era ruim demais, o corpo indeciso, tentando assimilar aquilo tudo.

“Ainda estou sonhando”, pensou. Mas esse não é um tipo de pensamento que ocorre aos sonhadores. Enquanto no sonho, tudo é real e relativamente possível. Só se percebe ser fantasia e irreal quando a coisa toda acaba, quando a pessoa desperta. Se ele estava estranhando a realidade, então estava, sim, desperto e raciocinando... Ou não. Vai saber.

Estava de pé, agora. Logo, não estava mais. A vertigem por causa da escuridão o derrubou ou será que foi apenas um tipo de degrau? Estava ouvindo trovões agora? “Sim, ainda estou sonhando”, ele realmente queria acreditar nisso. Até que, em meio as marteladas intensas e internas, ele ouviu passos. Céus! Como queria ter um cobertor agora!

Paralisado. Ficou rememorando aqueles dedos em seu rosto enquanto pensava no que fazer. Mas, droga, o que podia fazer? Estava com medo e o jeito de encarar isso foi gritar. Estava confuso, e o jeito de encarar isso foi sentir raiva. Então gritou. Gritou com raiva:

Ei! ─ rugiu, rouco, um prisioneiro num calabouço. Ainda estava sentado e suas mãos se cravaram na grama, querendo arrancar tufos, como se destruir o cenário pudesse lhe remover dele. ─ Ei!

Então tentou se levantar. As mãos a frente do corpo, querendo encontrar aquela coisa que chocou com seu ombro quando ele caiu.  

EI! ─ e de novo e de novo, raiva e pânico como combustível, até que as cordas secas fizessem sua garganta doer.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Ter Fev 17, 2015 10:02 pm

A garota tentava se mexer, porém a unica coisa que fazia era chacoalhar os grilhões. Estava frustrada, raivosa, e tentava a todo custo se soltar. Se não estivesse tão escuro, seus olhos estariam encarando a direção da voz ameaçadoramente, como um animal furioso.

A moça queria arrancar a cabeça do ser que lhe dirigia a palavra. Odiava cada palavra que saia daquela boca odiosa, e ela quase podia sentir o sangue saindo de sua lingua, a qual mordia, pois nada mais podia fazer para aliviar sua raiva. O vulto brincava com sua mente e corpo, como uma boneca. Por um momento era ela a serva e ele o mestre.

Por sorte, ou quem sabe por azar em não poder retribuir o favor, fora tudo um pesadelo. Meio ofegante, abriu os olhos repentinamente após as palavras finais da criatura, piscando várias vezes até entender o que estava a sua volta. Olhou para as próprias mãos, observando o líquido vermelho escorrer pelos dedos. Aos poucos foi levantando a cabeça, encarando aquela paisagem estranha e incomum.

Quase como uma imagem saída de um livro de terror de mal gosto, ela entendeu que aquilo era sangue chovendo. Levantou-se aos poucos, imaginando que tipo de magia havia levado ela até ali. O sonho era uma conexão, disso ela não tinha dúvidas. Encarando o rio, tão vermelho quanto seus próprios olhos carmins, ela deu um sorriso sarcástico.

- Pois então tente. Você não é o primeiro. E não será o último.  

Já havia passado por situações semelhantes para entender que não estava ali a toa. Deixaria que o destino seguisse seu curso, até que encontra-se aquele que a queria derrotada. E então, ela colocaria mais uma vez a prova seu próprio destino. Mantinha dentro de si uma raiva contida, uma raiva que seria liberada apenas na hora correta.

- Vamos Clock Bunny. Odeio manchar minhas roupas de sangue.  

E com um coelho que parecia brincar na neve, bebendo do sangue macabro, eles se dirigiam a cabana abandonada, em busca de abrigo para o resto da noite. Quem sabe talvez pudesse encontrar até algo que indicasse onde raios foram parar.



Off: C.B é o unico que fica sempre materializado. Todas as outras almas se mantem ao lado de Ree. Ela pode conversar com as almas em sua mente até, mas elas n se manifestam até serem invocadas pela habil. Alguem com habilidades boa em exorcismo por exemplo as veriam como "encostos" no máximo.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qui Fev 19, 2015 8:56 pm

Prazo: 24/02






@Besouro

Banhado em sangue por causa da chuva, Eric seguiu até os corpos acreditando que a luz também havia os salvado daquela escuridão. Infelizmente, o garoto estava sozinho... O desejo de Eric para que seus antepassados o guiassem servia apenas para provocar um vazio triste, não havia resposta nem sinal de um caminho pelo qual ele devesse seguir.

As gotas vermelhas que despencavam dificultavam a visão dele, por isso foi necessário que ele chegasse bem perto dos corpos para avistar o que havia ali... Chegou perto deles e acabou se abaixando para verificar como eles estavam. E a visão fez seu coração tremer.

Aqueles corpos estavam dilacerados... O trabalho não parecia ter sido feito por uma lâmina, talvez... Por garras? Era difícil dizer sem conseguir enxergar com tanta clareza, afinal as gotas vermelhas manchavam o corpo ainda mais. Inúmeros rasgos eram visíveis, tanto nas vestes quanto na pele daquelas pessoas. Pareciam faltar partes do corpo; metade do rosto e uma mão de um e dedos e um olho do outro. As expressões estavam aterrorizadas e contorcidas.

Aqueles dois não haviam sido salvos. E, ali, Eric não tinha quem ajudar, não havia quem salvar. Diante da imagem, o corpo de Eric pareceu reagir... O peito do rapaz se apertou dolorosamente, não chegava a ser uma dor absurda, era apenas incomoda.

Perto dos corpos, havia a pequena casa. Seriam onde aquelas pessoas moravam? Havia uma luz oscilante lá dentro e, por um instante, Eric teve a impressão de ter visto uma sombra passar pela janela. Talvez houvesse alguém lá dentro...? Talvez a criatura que tivesse causado aquilo àqueles dois ou talvez alguém que estava se escondendo e tentando viver. Teria ali alguém para Eric salvar? Ou aquela sombra era a escuridão tentando atraí-lo?







@Sérpico

Por mais que desejasse, aquilo não parecia ser um sonho. Por mais que seu coração batesse forte, carregando o desejo de acordar daquele lugar, ele não acordava. Todas as sensações que seu corpo sentia eram reais, pareciam reais. A água batendo contra seu rosto, a grama que seus dedos tocavam, suas vestes úmidas grudadas em seu corpo... Aquela era a realidade fria e escura na qual Sérpico se encontrava.

E Sérpico gritou, um grito carregado de frustração e raiva escapou de sua garganta e chegou a arranhá-la um pouco. Os sentimentos do jovem, porém, não pareceram chegar tão longe... O som de seu grito parecia ser consumido pela tempestade. Desaparecendo em meio as gotas vermelhas da chuva.

Tateando mundo escuro a sua frente, não foi difícil para Sérpico encontrar no que havia esbarrado. Ele pode sentir algo sólido, tateando mais, ele podia notar que a coisa não tinha uma textura linear, parecia ter falhas e rachaduras... Não era tão difícil para que Sérpico notasse que aquilo se tratava de madeira. Talvez aquilo fosse uma árvore? Mais um trovão alto pode ser escutado; mas novamente nenhum clarão o acompanhou.

Os passos que Sérpico escutava se tornaram mais próximos até que eles finalmente cessaram. Por alguns instantes, não houve nada além som da água caindo... Mas logo, uma voz feminina soou.

-
Que diabos você está fazendo aqui...? – perguntou, parecendo confusa e preocupada.







@George

George permaneceu parado em meio àquela tempestade por alguns instantes... Aguardando por algo. A espera, porém, fora infrutífera. Nenhum sinal viria, nenhum sinal bom viria. Tudo o que vinha era mais e mais sangue. Aquele lugar frio e sangrento era a realidade onde George estava. Não importava o quanto ele esperasse.

Apenas ouvindo o som da chuva, George não viu outra alternativa além de se mover dali. Teria que procurar as respostas que desejava.

E assim, o jovem passou a caminhar para sair de perto do lugar onde havia despertado. Seus pés pisavam na grama úmida e as gotas de sangue continuavam escorrendo pelo seu corpo. Sem caminhar para um lugar especifico, apenas se afastando dali, tudo parecia vazio. Ninguém estava andando pela estrada e nem pela floresta... O único lugar que demonstrava algum sinal de vida era o pequeno povoado, pois no interior de algumas casas havia luz.

“Aah... Olhe como você é. Está caminhando pela chuva ao invés de procurar um abrigo! Como você pode negar o que você é? Vamos, admita~ Você gosta.”

A voz soou novamente, não parecendo ter uma origem especifica, parecia semelhante a voz que havia ouvido em seu pesadelo. Talvez George estivesse sendo vigiado? Mesmo que olhasse ao redor, ele não encontraria a origem daquilo. Estaria alucinando?







@Gold

Aldarion talvez estivesse certo. Talvez tudo aquilo fosse algum tipo de tormento, talvez aquilo fosse um sonho... Mas, não. Sonhos sempre passavam uma sensação diferente, por mais assustador que fosse, por mais que uma ou outra sensação parecesse real dentro de um sonho, aquele não era o caso. Tudo parecia real. Embora o sangue que caia do céu fosse absurdo, nenhuma das sensações dele o lembrava de um sonho.

As gotas de sangue que caiam em sua armadura escorriam por ela... Outras entravam pelas pequenas frestas e faziam o sangue escorrer pelo corpo do guerreiro. E, por alguma razão estranha, Aldarion não conseguia sentir onde Sabrina estava. Seu coração sentia que ela estava viva, mas ele não conseguia sentir sua localização.

As palavras de Aldarion foram ditas sem interrupções e, conforme ele dizia, a sensação estranha de que era observado surgiu. Mas não houve nenhuma resposta, nenhum sinal de que havia alguém fisicamente ali. O raio que cruzou os céus em meio ao seu grito revelou um céu estranho e sem nuvens... Sim, não havia sinal de um céu nublado, o que tornava aquela chuva ainda mais sobrenatural.

Os passos de Aldarion afundavam um pouco na lama conforme ele andava, mas aquilo não o prejudicava de modo algum seu avanço firme. Conforme ele caminhava em direção ao vilarejo, a cantoria se tornava distante... Talvez a canção estivesse vindo da floresta? De qualquer modo, a cantoria se tornou distante e, depois de mais alguns passos, não pode mais ser ouvida.

Já mais próximo do vilarejo, ele pode avistar que algumas casas tinham o interior aceso. Algumas sombras podiam ser vistas pela janela e, quando Aldarion olhava na direção delas, as cortinas das janelas se fechavam. Talvez fossem moradores assustados com a imagem daquele homem enorme caminhando em meio a tempestade.

Uma das residências era um pouco maior, tinha dois andares e apenas o térreo estava iluminado. Na frente, uma porta dupla e uma placa... Era difícil ler em meio àquela tempestade e, também, com o sangue que escorria pela placa. Mas com algum empenho, ele podia ver que aquilo era uma taberna pequena, talvez em conjunto com uma pousada. Pela janela, poucas silhuetas eram visíveis.







@Ree

Em meio a chuva escarlate, Ree passara a caminhar ao lado de Clock Bunny. Os passos eram pesados e ela podia sentir seu pé afundar um pouco ao pisar na terra úmida. A jovem tinha certeza de que algo havia a trazido até ali, certamente algo mágico. Mas por que o destino havia a colocado naquela situação?

A jovem caminhou até a pequena residência. Chegar lá era uma tarefa sem desafios e, para a surpresa dela, entrar no lugar também não exigiu esforço algum. A porta estava fechada, mas um simples toque fez com que ela se abrisse... A madeira rangeu e ela entrou naquele ambiente escuro e frio, mas, ainda sim, às vezes o ambiente era iluminado pelos raios que caiam dos céus do lado de fora.

O cômodo com o qual se deparou ao abrir a porta parecia ser uma pequena sala de estar... Havia um tapete vermelho no centro e dois sofás, além de uma poltrona no canto ao lado de uma estante com alguns livros velhos. A residencia parecia simples, provavelmente pertencia a donos sem muitos recursos. A casa era escura e não havia muito pó acumulado sobre os móveis, não parecia haver alguém ali também. O único som que podia ser escutado era o da chuva do lado de fora... No interior nenhum som era produzido. Apenas o da sua própria respiração e das gotas de sangue que escorriam das suas vestes úmidas.

Havia uma escada que levava para o andar superior... Provavelmente para o quarto das pessoas que residiam ali. Além disso, uma porta que levava para o que deveria ser a cozinha daquela residência simples. E de repente, algo pareceu bater no andar de cima... De novo e de novo, batidas constantes e barulhentas. Será que havia alguém lá dentro tentando atraí-la? Do lado de fora ela não tinha visto nenhuma iluminação no interior... Talvez fosse outra coisa.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qui Fev 19, 2015 10:36 pm

“Tem de ser mais cortês com as meninas, Sérpico” ─ sua mãe lhe dissera isso em tom de bronca, uma bronca com amor, pois no fundo Sarah sabia que o filho não teve culpa. Era festa no campo, ele tinha 14, e a menina em questão tinha 17. Brigaram feio; Sérpico perdeu tufos de cabelo e levou uma mordida na mão... já a outra, teve o vestido novinho rasgado e caiu na lama (deixemos lama, mas na verdade era outra coisa...). Ele seria incapaz de dizer o porquê daquela briga, hoje, anos depois ─ mesmo que sua vida dependesse disso. Não lembrava do móvel da briga e tampouco da face da briguenta.  

Mas lembrava da voz. E era mais ou menos como aquela ali, que ouvia agora, no meio do preto que era o mundo em que estava. Ele engoliu em seco e sua voz ressoou rouca e fraca, num princípio de resposta:

Senhora, eu...

Por que chamá-la de senhora? “Tem de ser mais cortês com as meninas, Sérpico”, um sussurro distante de uma época distante. E a atual situação, por mais diferente que fosse, poderia se utilizar da bronca. Pois ele estava em terra desconhecida e ouvia uma voz lhe indagando como se fosse muito errado estar ali, no não-lugar que nem trovão brilha. Então era melhor ser respeitoso e decoroso com aquela voz quase familiar. Repetiu, agora com mais certeza:

Senhora, eu... ─ certeza só no tom de voz, pois... o que demônios ele poderia responder? Que estava ali dormindo, desculpa, com licença? Teve um pesadelo e por isso estava gritando e, escuta, minha senhora, que tempo chuvoso é esse? ─ Senhora, eu... ─ Se falasse isso pela quarta vez ele já poderia ser um músico, daqueles atuais. ─ Sen... ─ Se controlou. Céus, como estava confuso! Um cobertor talvez o ajudaria. ─ Eu acordei aqui. Eu simplesmente acordei... bem aqui.  

Como era possível ele não enxergar nada? Seu rosto deveria ser uma careta agora, os olhos quase caindo da cara, esbugalhados na tentativa de ver alguma coisa. “Cego?”, pensou e se apoio naquela estrutura de madeira, temendo cair com essa revelação súbita. Só podia ser isso. Ele estava cego. Mas... Fechou os olhos por um tempo: com fé, quando os abrisse de novo, a visão estaria restaurada...

De alguma forma, manteve a compostura. Afinal, não sabia com quem falava, como ela era, onde estava exatamente e se tinha na mão um lampião aceso ou uma besta armada.

Eu... desculpe. Eu não sei como vim parar aqui.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Sab Fev 21, 2015 11:28 am

Você nunca está pronto pra essas coisas. Não era a primeira vez que ele via morte, mas ainda assim doía como se fosse; e talvez o que mais machucava Eric não era a morte daquelas pessoas, em si, elas só voltaram pra Luz. O que realmente doía era que ele se importava, ele queria ajudar, e o sentimento de fraqueza que oprime um médico incapaz de salvar uma vida, também afligia o Cruzado que não tivera poder suficiente pra defender aquelas. Com uma mão agarrada firme na própria camiseta, em cima do peito, Eric tentou se convencer de que era apenas o decorrer natural das coisas. Mas seja pela visão anterior, seja pela chuva vermelha, ele sentia que afinal aquilo não era uma mortalidade da natureza.

Seu coração apertado pulou uma batida ao ver sombras se movendo na casa. Ele cerrou os punhos e se levantou, prometendo a si mesmo que voltaria ali pra cremar aqueles corpos, depois de lidar com o que os havia assassinado. Ele sequer cogitou a hipótese de ser um sobrevivente do ataque, talvez um membro da família que se escondeu debaixo da cama. Não. Aquela sombra era um ladrão, um licantropo, um demônio ou coisa pior. Era uma sombra, e naquela noite - naquele momento em especial, Eric queimava com a ira e a certeza de que ele era a Luz. E a Luz iria purgar as sombras.

Se aproximou da casa oculto no som da chuva e na escuridão da noite, e entraria pela porta da frente - fosse pela maçaneta ou pela bota. Ele confrontaria aquele mal frente-a-frente, uma espada recém conjurada na mão direita e a manopla reluzente na esquerda. Esse era o caminho dos Cruzados, sem truques e sem artimanhas.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Ter Fev 24, 2015 5:54 am

A chuva escarlate caia inclemente sobre o corpo grande e pesado de Aldarion, o espadachim já não mais se incomodava com todo aquele sangue, em sua cabeça passava a ideia de que um pedaço do inferno havia se aberto e o sangue dos inocentes chovia sobre aqueles que mereciam. Mas ele não merecia, ele não era um assassino, nunca fora, todos que matou no passado foi para defender-se ou em prol da defesa de alguém. Mas aquilo não importava, o sangue continuava caindo e Aldarion seguia firme em sua caminhada, os sentidos a flor da pele, seus ouvidos e olhos prescrutando o ambiente ao seu redor. Ele estava pronto para sacar sua arma e atacar, sua aura assassina pulsava e no centro dela estava um homem apavorado.

Mas mesmo que o medo espremesse seu coração com garras gélidas e afiadas, ele continuava seguindo em frente, porque ter coragem não é ter medo, ter coragem é desafiar seus medos. E Aldarion sempre fora corajoso. Finalmente depois de caminhar alguns metros, o espadachim chegou na cidade, seguindo por vielas estreitas e lamacentas ele encontrou o que parecia ser uma taverna. Sem demora entrou escancarando a porta, as pessoas dentro puderam ver uma enorme figura com pouco mais de dois metros, trajando uma armadura negra com espinhos e um manto por cima que era perfurado pelos espinhos ando um aspecto aterrador, mas mais aterradora que sua aparência era a arma que ele carregava em suas costas, uma espada tão grande que era maior que o próprio dono.

Aldarion entrou na taverna e rapidamente seus olhos ganharam a posição de todos ali, em seu íntimo o espadachim se perguntava se aqueles eram humanos ou demônios disfarçados. Dane-se, ele não pretendia ficar ali, só precisava de um lugar seco para acender sua lamparina, seu real objetivo era retornar para a floresta e descobrir quem estava cantando no meio daquela tempestade rubra. O espadachim acendeu a lamparina e saiu da estalagem e então surpreso viu ela se apagar misteriosamente. Ele tentou seguir com seu plano três vezes e em todas as vezes sua lamparina se apagou no momento que ele saia da estalagem. Aldarion bufou irritado e com um pouco mais de atenção observou a noite e percebeu que tudo estava muito escuro, escuro demais, um escuro sobrenatural que parecia engolir a vida. Praguejando contra todos os deuses que conhecia, o espadachim retornou à taverna e entrou nela com um humor pior do que o de antes. O espadachim caminhou até o balcão e então encarou o responsável pelo lugar.

- Taverneiro! Me traga um prato de carne cozida, maldição homem ande rápido, o que está olhando eu tenho demônios para caçar e matar e não posso fazer isso de estômago vazio! - Esbravejou irritado batendo com a mão no balcão.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Ter Fev 24, 2015 9:10 am

Alcançando rapidamente a cabana, adentraram sem muitos esforços.

Quase como se a casa a convidasse a entrar. Desconfiada, porém aliviada por sair daquela chuva nojenta, Ree aproveitou para torcer o cabelo e as roupas, se livrando do excesso. Praguejava sobre como ela teria que gastar dinheiro em novas roupas, e o quanto demoraria para lavar Clock Bunny.

O coelho, por sua vez, rapidamente começou a vasculhar o andar debaixo, atento a todos os cheiros e sons. Subindo e descendo de mobilias, adentrando todas as portas para logo saltar de volta ao lado de Ree, e novamente sumir por outra porta. Quando visitou a cozinha, guloso como era, aproveitou para fuçar todos os armários em busca de alimento. Se encontrasse algo que não estivesse estragado, ele colocaria um bom pedaço na boca, e levaria o restante para sua mestra.

Ree também vasculhava a casa, porém em busca de documentos, algo que lhe indicasse qual era o endereço do local onde se encontravam. Sua mente ainda repetia as palavras daquele estranho sonho. O tempo estava se acabando... Aquela era a parte que mais intrigava a moça. Não sentia a urgência pois ainda não havia compreendido em que se metera dessa vez, e suspeitava que era apenas o alvo de mais um maluco de Lodoss. O que era bem comum na verdade, considerando que ela mesma era uma deles de vez em quando.
Contrariando o senso comum, se mantinha mais calma que o comum, não se deixando abalar pelo cenário que se encontrava. Por dentro, entretanto, ela continuaria alimentando uma raiva especial, voltada ao ser que ousara provoca-la em seus sonhos.

Porém ao puxar um livro aleatório da estante, sua atenção foi conduzida as escadas. No andar de cima, algo fazia um barulho estranho. Desconfiada que não estava sozinha, pesou suas ações. Ela bem poderia subir as escadas para descobrir o que estava ali. Porém seu mal-humor a dizia que não teria paciencia para lidar com os possíveis moradores daquela casa. Isso é, se fossem moradores.

Talvez fosse pelo sonho, quem sabe pela chuva macabra, mas algo a dizia que não eram humanos comuns que a esperavam. Com uma preguiça em lidar com seja lá o que estivesse lá em cima, suspirou, acenando para que C.B voltasse ao seu lado. A única coisa que a convencia a continuar na casa era a chuva que continuava. Porém, não se submeteria a subir as escadas e se encontrar acuada como um rato. Ali embaixo, ao menos, existiam portas ao exterior e uma altura menor que 5 centímetros entre ela e o chão.

Não, ela não subiu. Em vez disso, permaneceu na sala, sentando-se no sofá, no aguardo pela chuva passar, enquanto folheava o livro, porém sem prestar atenção. Clock Bunny mantinha guarda ao seu lado oculto nas sombras, orelhas ao alto e farejando sempre. Um único movimento de C.B, e Ree estava pronta a disparar seu olhar paralisante em defesa.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Seg Mar 02, 2015 10:02 am

OFF:
Desculpem imensamente por ter perdido o prazo. Minha vida ultimamente está uma turbulência, e eu sequer consegui acessar minhas coisas. Agora está voltando.
Assim, vendo que eu não receberia nada em resposta, passei a me levantar e me dirigir a um lugar qualquer, eu queria sair dali, me sentir livre daquele sentimento. Enquanto caminhava, sentia a grama nos meus pés e eu via sangue em meu corpo. Era meu? Era de outros? Perguntas assim iam pipocando em minha mente, sem que eu tivesse qualquer resposta à respeito. Após sair daquele gramado, eu dei de cara com uma estrada, mas era tão vazia quanto.

Ao fundo, havia um pequeno povoado, e eu notei que aquilo poderia ser o sinal de que alguém estava ali, o sinal de que alguém poderia me ajudar a entender o que estava acontecendo. A voz continuava a me provocar, vindo de todo lugar e ao mesmo tempo de lugar nenhum... Inflamando que eu gostava, sim, gostava do cheiro ferruginoso de morte. Aquele frio não me deixava nem que eu quisesse. Seria controle mental? Seria o fato de eu estar sendo vigiado que causava eu ouvir aquela voz? Ou era simplesmente alucinação de minha mente?

Mesmo com todos esses pensamentos a me martelarem a mente, eu continuei seguindo até de fato chegar ao vilarejo. Cheguei perto da primeira casa que eu vi com a luz acesa e, imaginando que ao menos teria acolhida, bati à porta. A resposta tardaria? Ultimamente eu pensava demais, imaginava demais, mas mesmo assim eu esperava que tudo pudesse se resolver com aquela ação.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qua Mar 11, 2015 1:27 am

Prazo: 16/03
Antes de tudo, eu atrasei na postagem, peço desculpas. =/
100 de XP - Sérpico, Gold, Ree e Besouro
50 de XP - George (porque postou atrasado também)








@Sérpico

Enquanto Sérpico falava e ponderava, a garota permaneceu em silencio. Quem quer que fosse, parecia paciente o suficiente para aguardar o jovem se recompor. Talvez para ela fosse estranho ver o quanto Sérpico parecia confuso... Mas com a revelação dele, ele pode ouvir um claro “Oh” de surpresa. Era impossível saber se ela realmente acreditava ou não nas palavras dele sem conseguir enxergar sua face. Talvez ela o achasse louco.

De qualquer modo, Sérpico conseguiu sentir uma aproximação. Mas nada se movia na escuridão que ele enxergava... Cego? Essa parecia ser a resposta correta para toda aquela situação. Não importava o quanto ele tentasse forçar a vista, tudo o que havia a sua frente era uma incomoda escuridão que, agora, parecia sufocá-lo. Quando ele fechou os olhos, na esperança de que ao reabri-los estaria enxergando de novo... Sérpico pode ouvir uma risada de deboche, breve. Teria vindo daquela garota? Fora tão breve que era difícil saber. Sua fé, porém, de nada adiantou... Ao abrir os olhos, apenas o escuro.

-
Oh. Eu sinto muito. – ela disse, a voz era suave e parecia carregar certa gentileza – Eu não sabia que você... – a voz soou um pouco sem jeito - Er, você sabe.

O som da chuva permaneceu, mas com a aproximação a água parou de cair sobre a cabeça de Sérpico. Depois, um toque hesitante em seu braço... Primeiro, apenas a ponta dos dedos dela. Um toque gentil e hesitante, por um instante ela pareceu aguardar a reação de Sérpico, talvez com medo que ele se assustasse ou a repelisse com violência. Se ele permitisse, ela seguraria o braço dele com cuidado. O toque dos dedos fora leve, mas as mãos dela pareciam um pouco calejadas e duras; era possível imaginar que ela não tivesse a vida de uma dama.

-
Vamos. Não é bom para você ficar aqui nessa chuva, vai acabar ficando resfriado. Eu moro em uma vila próxima daqui... Vamos até lá, tudo bem?







@Besouro

Furioso, Eric escolheu seu caminho. Com os pensamentos tomados pela raiva e pelo ódio, o jovem cruzado desejava destruir aquele que havia causado a morte daquelas pessoas e imaginava que o dono da sombra que ele havia visto era o responsável. Com passos firmes e já com suas armas em mão, ele avançou em direção a residência. Sem cautela, sem hesitação, o loiro se deixava levar pelos seus sentimentos. Alcançando a porta entreaberta, ele a empurrou para ter visão do ambiente interno da casa.

O interior da casa estava iluminado algumas velas, mas ainda sim era escuro. Era uma casa pequena, de um único andar. Uma das janelas estava aberta e a ventania trazia um pouco da chuva para o interior, fazendo com que as velas oscilassem sempre que o vento se tornava mais forte. O chão da casa estava manchado de sangue... Sangue que não havia sido carregado pela chuva. O sangue parecia formar um rastro da porta até dois pontos distintos da sala... Provavelmente haviam sido arrastados, mas não havia tempo para realmente analisar o que acontecera ali, pois outra coisa tomou sua atenção.

De costas para ele, alguém. Uma mulher despida estava ali. O corpo dela estava sujo de sangue e o liquido vermelho ainda pingava e escorria pelo seu corpo, ela provavelmente esteve do lado de fora há pouco tempo... O som do mastigar era audível e uma das mãos parecia estar próxima ao rosto. Embora os cabelos estivessem úmidos e sujos, era possível notar que eles possuíam um tom esverdeado.

Parecendo ter notado a entrada do Cruzado, a figura se virou. Os olhos tinham um tom castanho avermelhado. Na mão da garota, algo vermelho, parecia carne e pingava sangue. Na mesa próxima a ela, haviam outros pedaços de carne... Restos. Pedaços que ele conseguiu reconhecer como os que faltavam daqueles corpos; uma mão, dedos e um olho.

E o som do mastigar continuava enquanto ela o observava.








@Gold

Abrir a porta com violência talvez não tenha sido a melhor as escolhas. Embora ninguém tivesse agido contra o espadachim, sua entrada brusca certamente havia causado uma impressão ruim. Poucos homens estavam ali, a maioria deles já de mais idade com exceção do aparente dono da taberna. A princípio, eles pareceram assustados e desconfiados com a presença de Aldarion, uma evidente tensão se instalou no ambiente.

Os que estavam sentados observaram Aldarion, imóveis, quase sem respirar e com os olhos arregalados. O dono do estabelecimento, porém, estreitou os olhos, demonstrando alguma agressividade. Mas, ainda sim, ele também não se moveu e pareceu aguardar enquanto observava o espadachim. E então, Aldarion tentou ascender sua lamparina... Ascende-la foi fácil, porém, sempre que pisava do lado de fora da estalagem a luz se apagava. E isso aconteceu três vezes, até que ele desistiu.

Os olhos castanhos do homem do balcão acompanharam os movimentos de Aldarion, agora não mais estreitos e agressivos, mas carregando certa confusão. As palavras dele causaram murmúrios entre os outros homens, mas por conta do barulho da chuva que caia lá fora, nenhuma palavra foi compreendida.

-
Demônios? – o taberneiro ergueu uma das sobrancelhas – Você veio até aqui por causa da chuva? – ele perguntou, pegando um prato para atender ao pedido de Aldarion – Não devem ser demônios, jovem, deve ser algum mago fazendo... Suas bruxarias.

- Mas e os corpos—- um dos homens começou a falar.

- Tsc. É, é verdade. – o taberneiro resmungou, colocando o prato de carne a frente de Aldarion – Mas nós não temos evidencia nenhuma de que é um demônio—

- Deus! Todos nós vimos os corpos! Multilados! Eles estavam... Deformados, rasgados... Acha mesmo que um louco faria aquilo? Todos acreditam que foi obra de algum demônio... E encontramos os corpos logo quando começou a chover sangue!

- É, pare de fazer de conta que nada está acontecendo, Sr. Arnold... Está chovendo sangue! Mesmo que os vestígios sumam, todos estão vendo isso agora!

- Talvez esse viajante consiga resolver as coisas...

- Pela minha barba! Como vocês podem ser tão covardes em pedir para um forasteiro resolva as coisas para nós?! Essa é nossa vila! – e resmungou, a voz agora soando mais alta – Não me leve a mal, senhor – o taberneiro voltou a olhar Aldarion – Você parece muito forte, mas... Se isso for mesmo obra de um demônio, você pode acabar morto ou pior... Cinco pessoas já apareceram mortas; destroçadas. Minha sugestão é que você vá embora.







@Ree

O armário da cozinha, para a sorte de Clock, possuía alimentos. Não muitos, mas o suficiente. Os pães não estavam verdes, ainda estavam macios e tinham um aspecto fresco. Encheu a boca com o pedaço de um deles, descobrindo que eles faziam jus a aparência. Talvez os donos do lugar esperavam voltar para casa ainda naquele dia, mas não puderam por conta da tempestade.

A busca de Ree não foi tão bem sucedida... Mas ela conseguiu descobrir o que desejava ou ao menos supor onde estava. Dentro de uma das gavetas havia um mapa da região de Hirt com algumas anotações: os pontos de comércio da região estavam marcados e em uma caligrafia rude e feia, havia indicações dos lugares em que o preço era mais em conta.

O som do andar de cima continuou, incessante, as supostas batidas ora mais fortes e ora mais fracas. Caso se tratasse de alguém, não parecia ter intenção alguma descer. Algum tempo se passou e Ree, sem realmente ler o livro, apenas passava os olhos pelas imagens dele. Parecia um livro infantil sobre animais que se perderam e buscavam por seus donos.

De repente, o som de gotas pode ser escutado. Olhando para cima, Ree e Clock puderam ver que a madeira do andar de cima parecia úmida e algumas gotas vermelhas escorriam e pingavam no andar de baixo. E foi então que madeira da residência pareceu ranger... Um rangido longo e desconfortável, o suficiente para causar um leve arrepio.

Pequenas poças de sangue começaram se formar por conta das gotas... E, de um modo sobrenatural, o sangue passou a escorrer pelo chão e se espalhar pela sala. Escorria pelas fresta entre as madeiras, mas não parecia descer nem ser absorvido. Levou poucos segundos para que fosse possível que aquele sangue estava formando um desenho: o desenho de várias correntes que escorriam na direção de Ree.








@George

Para George, as respostas que ele queria pareciam estar longe de serem adquiridas. A única coisa da qual tinha certeza era de que estava chovendo sangue e que ele ouvia uma voz. Embora ele sentisse certo desconforto, seu corpo parecia livre... Ele conseguia movimentá-lo conforme desejava, ao menos por enquanto. Sua mente, por outro lado, era um grande mistério. Talvez estivesse alucinando, mas, mesmo que estivesse, as sensações pareciam bem reais.

Não houve dificuldades em chegar até o vilarejo. Algumas das casas estavam com as luzes acesas, mas não era possível ver o interior, pois as cortinas ficavam fechadas. De vez em quando era possível ver uma sombra passar pela janela, nada fora do comum.

George bateu na porta, duas vezes. O som da batida soou pelo interior da residência e levaram alguns segundos para que houvesse alguma resposta... A princípio, ele pode ver uma sombra na janela, empurrando a cortina para o lado. Não foi possível ver com clareza a imagem no interior da residência, a chuva pesada deixava os vidros escuros... Parecia a silhueta de um homem. Mais alguns segundos se passaram e a porta foi aberta... Lentamente, com cautela. O olhar escuro e desconfiado era presente.

Um senhor abriu a porta, ele parecia estar chegando na quarta idade. Tinha cabelos pretos e cinzas mesclados e uma barba rala... Era magro e esguio.

-
Sim?
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Qua Mar 11, 2015 9:16 am

Ao bater à porta, ouvi a reverberação da ação no interior da casa, e ouvi os passos ecoando no piso. Alguns segundos depois, a cortina se abriu lentamente e um vulto apareceu, não consegui ver nada. Depois de algum tempo, a porta foi abrindo, rangendo... A ação foi tomada com cuidado, como se a qualquer momento pudesse ser fechada.

Um homem apareceu. Magro, alto, cabelo grisalho, e um olhar extremamente desconfiado, tanto que ele nem chegou muito perto.

Com uma pergunta curta e grossa, ele me perguntou o que eu queria (na verdade, ele foi monossilábico), e eu respondi.

- Boa noite. Desculpe lhe incomodar a esta hora, mas poderia me ceder abrigo? Está chovendo, eu não sei onde eu estou e preciso dormir... O senhor pode me ajudar?

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Mar 11, 2015 11:35 am

“Não”, pensou, “não sei... Seja lá o que for.”

Mas não falou mais nada. Estava frustrado por causa da falta de fé... e muito confuso com aquele riso breve e agora esse “sinto muito” que escutava da outra. A risada não era compatível com a voz que falava ─ ao menos foi o que Sérpico considerou. Então tinha outra pessoa ali, rindo dele? Ele bateu os dentes. Estava se sentindo desorientado e envergonhado, como que participando de alguma pantomima em que não lhe entregaram nenhum roteiro.

A súbita parada do banho foi algo esquisito, algo que fez Sérpico olhar para os lados (inutilmente) e tencionar os músculos. Aquela que falava com ele fez certo em hesitar, pois Sérpico estava com os punhos cerrados, uma postura hostil, pura prevenção, pura reação. O ar escapava pelo nariz em lufadas pesadas, chiando. Mas pra continuar o show do qual ele participava sem saber: a mão lhe tocou com... gentileza? Ele esperava tudo menos aquilo.  

Ficou petrificado por um tempo e entendeu que a mulher não tinha uma besta ou um lampião, mas sim um guarda-chuva... As mãos se abriram, tremendo de leve. Ele deixou um braço ser envolvido por ela. A respiração já não chiava tanto. “Até as mãos são de gente do campo”, pensou, alheio, lembrando da briga do passado. Deu alguns passos com ela, se deixando conduzir, mas logo a suspeita voltou. Ele não podia ir aceitando as coisas só por causa de um toque e uma voz gentil. Tolo!

Onde estou? ─ Esse era só o começo da inquisição. Ele tinha uma lista de perguntas a serem feitas após essa.

Mas antes, ele tinha que descobrir mais coisas...

Seus passos eram baixos, a sola das botas raspando no chão. Ele queria ter uma noção melhor de onde estava pisando. Queria, acima de tudo, pisar numa pedra, pequena ou grande, tanto faz. Assim que pisasse, rolaria sobre ela, fingindo um passo em falso, uma torção involuntária, digna de quem não enxerga nada e sai andando por aí. Mesmo se não achasse pedra em seu caminho, daria um jeito de fingir o acidente.

Talvez arfasse no ato da queda, para dar mais verossimilidade à cena. E então puxaria a mulher, como se antes da queda tentasse se sustentar em algo. Puxaria ela pra si. Cairia sobre um ombro, sobre um único braço, enquanto que o outro (o que a mulher segurava) seria rápido em laçar a cintura dela em meio a queda ─ um ato de proteção, veja bem, como que para garantir que ela caísse sobre ele e não no chão.

É claro que no meio dessa pantomima improvisada ele se certificaria sutilmente se havia armas na cintura da mulher. Assim como qualquer outro detalhe que pudesse perceber nela através do toque.

Desculpe, senhora ─ murmuraria, fingindo extrema vergonha. E então, para dar crédito à mentira, uma verdade: ─ Eu não estou enxergando.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Qui Mar 12, 2015 3:28 am

Aldarion ficou ouvindo aqueles homens discutirem entre eles, descobriu algumas informações sobre a situação. O guerreiro ficou calado comendo sua comida em total silêncio, somente depois que terminou de comer tudo é que ele levantou o rosto e encarou o taberneiro, depois virou a cabeça e encarou aqueles homens que lhe observavam também.

- Escute aqui velho você acha que essa minha espada foi forjada para matar humanos? Por Gond! Eu posso partir o crânio de um homem saudável com um soco, não preciso de uma espada para matar um homem. Caçar monstros é o meu trabalho ainda mais quando eles mexem comigo. - Disse ficando eufórico.

- Vocês são todos uns tolos! Por Sha, vocês acham que os demônios já estão aqui? Vocês acham que alguns corpos mutilados foi obra de algum monstro? Não existe monstro mais terrível do que nós os humanos. - Disse encarando sua pequena plateia, a expressão de Aldarion agora era sombria.

- Aqueles corpos que vocês viram eram um sacrifício, cinco corpos, as cinco pontas da estrela que formam um pentagrama. - Explicou. - Enquanto vocês se trancam aqui como ratos o ritual está sendo executado, um pedaço do inferno se abriu sobre nós e ainda assim, quando eu estava a caminho daqui escutei cânticos na floresta. Eu estava tentando acender meu fogo pra ir lá ver quem era o responsável mas alguma coisa sobrenatural está fazendo que tudo o que é tocado por esse sangue podre seja coberto por trevas.

Agora Aldarion se virou para Arnold, o taverneiro.

- O inferno está caindo sobre nossas cabeças e você aqui, trancado como um rato. Não tem o vigor e nem a coragem de pegar uma espada e sair para proteger sua amada vila. Vá se foder você é seu medo achando que tudo vai ficar bem amanhã. Eu não quero conselhos, eu quero informações, então é bom você abrir a boca e vomitar tudo o que sabe se tem amor a sua família. Ha... E não serei eu que os matarei. - Aldarion terminou a frase com um sorriso cruel.

Depois de ouvir o que queria, Aldarion começaria a agir.

- EI VOCÊ!- Falou apontando o dedo para o homem que havia citado os corpos. - Pegue uma arma e venha comigo, me mostre onde vocês encontraram os corpos. E não me olhe com essa cara, está chovendo sangue lá fora e foda-se, eu me molhei nesse sangue e estou aqui, bem saudável obrigado. Não vou aceitar um não como resposta.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Qui Mar 12, 2015 7:46 pm

A porta estava aberta, e isso poupava Eric o esforço de chutá-la, mas ainda a abriu com tal violência, que a fez ricochetear na parede e voltar na sua direção lentamente. De início não enxergou bem, por isso passou as costas da mão enluvada na testa e nos olhos, afastando os cabelos dourados encharcados de sangue e limpando a visão. Viu vermelho por todo o chão da cabana, pela janela aberta e pela arrumação simples, mas nada disso importou quando percebeu a garota nua na sua frente. Recuou um passo, gaguejando um começo de desculpas e sentiu o rosto queimar, mas de repente o som da chuva diminuiu bastante, deixando apenas o som do mastigar.

E quando ela se virou, ele sentiu o calor do rosto se espalhar pelo corpo todo. Mas não era de vergonha.

Por um momento hesitou, incrédulo, mas achou coragem no olhar vazio da... criatura. Tinha corpo de mulher, mas o sangue e os olhos deixavam fácil confundi-la com um demônio, e a associação fez o rapaz urrar um misto de grito de batalha com dor. Como aquilo ousava vestir pele humana? Bateu a mão na porta que começava a obstruir sua visão, e desviou de alguma coisa no chão - um banco ou um balde. Ainda gritava quando terminou de passar pelo obstáculo e saltou na direção da criatura, puxando mão direita e estocando com força, mas nem perto de atingir o coração com a arma dourada. A raiva e os músculos gelados, subitamente forçados a explodir em energia, fizeram o golpe parecer bastante feio e bruto, mas a guerra ensinava que não eram golpes bonitos que as venciam. E nenhuma beleza saiu do Cruzado ensanguentado naquela noite.

Brandiu a espada pra esquerda e pra direita, cortando e rasgando, sem se importar com os danos ao gume de sua lâmina de Luz. Uma espada, depois de uma batalha, não era muito mais do que um porrete de metal cego, por isso a maioria dos guerreiros sem escudeiros pra afiar suas armas preferia estocadas curtas e golpes rápidos, pra preservar o fio, mas Eric conjurava suas armas e tinha o luxo de usar suas espadas como porrete. Balançaria a espada com força, cada corte carregado com potência letal, e não parou pra pensar que o demônio estava desarmado, mas que não era menos perigoso.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Ree em Seg Mar 16, 2015 7:49 pm

A garota suspirou, jogando o livro para o sofá quando percebeu o teto gotejando. Seja lá o que houvesse ali em cima, estava fazendo uma baita de uma sujeira. Ao menos agora sabia que ainda se encontrava em Lodoss, e por mais que a ilha fosse estranha, ela era capaz de lidar com as regras do jogo.

Enojada pelas poças de sangue, deu mais uma olhada em direção a janela, na esperança da chuva ter terminado. Infelizmente, não era o caso. Conformada com a inevitável tarefa de ter que lidar com aquela situação, se pos a desviar das poças que se formavam, observando a movimentação delas, caso a seguisse. Ela encarou a escada com um olhar irritado, e chamou C.B, que rosnava para as poças, para acompanha-la. Quando ouviu o chamado, o coelho imediatamente

saltou para os pés de sua mestra, puxando de sua bota um facão velho, envolto por tecido branco. O coelho colocou o cabo na boca, e iniciou a subida das escadas.

- Ótimo. Quer que eu suba? Subirei então. Apenas não reclame quando virar comida para o Clock Bunny.

Seus olhos se tornaram prata, e por segurança invocou seu escudo magico em volta de si, a fim de repelir o sangue no chão. Com sua sensibilidade mágica, a garota seguiu o rastro da energia que estava dando vida aquela cena macabra, supostamente para o andar de cima. E, na sua opinião, de mau gosto.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Ter Mar 24, 2015 2:25 am

Prazo: 29/03.






@Eric

Com o grito, a garota abriu a mão e deixou o pedaço de carne que tinha nas mãos cair no chão. Ela arregalou os olhos e recuou um, dois passos, parecendo um pouco assustada com a reação do Cruzado. Ela abriu a boca, mas apenas um som rouco escapou de sua garganta, os lábios se moviam e pareceram tentar produzir palavras, mas nenhuma delas veio.

Eric disparou contra a criatura, brandindo sua espada com a clara intenção de matá-la. Com o primeiro golpe, a jovem desviou do ataque de um modo ajeitado e um tanto quanto desesperado. Ela gritou, assustada e continuou recuando. A espada de Eric golpeava o que quer que estivesse a sua frente, em uma tentativa de atingi-la de novo e de novo. Quase encurralada, a garota pulou em cima do Cruzado, eliminando a distância que havia entre eles e impedindo que Eric pudesse brandir sua espada contra ela.

O Cruzado acabou caindo no chão com o impacto e a jovem, mais rápida, tentou engatinhar por cima dele para sair e correr em direção a porta, mas Eric conseguiu a segurar pelo calcanhar e ela acabou caindo de frente no chão, dando tempo para que o loiro pudesse se recompor. A garota de cabelos verdes se virou para ele enquanto a espada do cruzado estava mirada para se fincar nela, prendendo-a no chão com o gesto.

E nesse momento, os olhos dos dois se encontraram novamente. Mesmo com o rosto manchado de sangue, Eric podia ver a garota chorando, mas a expressão dela não carregava tristeza apenas. Os olhos estreitos carregavam desespero e ódio; Eric pode ver sua própria expressão carregada de frustração e raiva sendo refletida pela garota. Mas, com o coração negro, Eric fincou sua espada nela. Ela tentou se mover, mas a espada acabou acertando-a no abdômen.

A garota urrou de dor e se contorceu no chão. Um soluço algo veio para acompanhar as lágrimas. A garota chorava e se debatia, em uma tentativa lutar contra o destino que Eric escolhia para ela, isso fazia com que o seu ferimento se abrisse mais e um sangue vermelho vivo passava a escorrer dela.








@Sérpico

A voz que ele ouvira junto da risada e a da jovem, de fato, não pareciam ser a mesma. Mas era difícil ter uma percepção absoluta sobre isso, afinal, sua mente estava abalada. Talvez fosse a mesma. Talvez ela estivesse rindo e o enganando de algum modo. A falta de visão tornava mais difícil interpretar as reações de uma pessoa, ele só conseguia fazer isso através do tom de voz delas.

Quando Sérpico pareceu se acalmar, a jovem demonstrou ficar mais confortável e envolveu o braço dele para que pudesse guiá-lo. Eles chegaram a dar alguns passos; pequenos e cuidadosos. Provavelmente após ter notado que o rapaz não enxergava, ela tentava levá-lo com certa cautela.

-
Hm? – ela emitiu o som, parecendo estranhar a pergunta dele – Em Hirt. Maaais ou menos perto da floresta... Será que você andou dormindo ou algo assim? Alias, eu sou Dalia.

Tropeçar em alguma coisa não foi difícil. A jovem não parecia ter muito experiência em guiar alguém naquele estado e, por mais que parecesse se esforçar para alertá-lo sobre empecilhos no caminho, hora ou outra Sérpico conseguia sentir pequenas pedras na sola de seu pé. E, assim ele arriscou escorregar propositalmente.

Para sua sorte, ele não sentiu dor alguma em seu tornozelo, tudo o que aconteceu foi o escorregão. Particularmente fácil, ainda mais com o chão úmido. A jovem também teve o impulso de tentar segurá-lo para que ele não caísse, mas ela não pareceu ser forte o suficiente para suportar o peso do jovem.

O toque na cintura revelou uma coisa ou outra. Dalia parecia ser uma jovem magra e não usava uma armadura ou algo do tipo, suas vestes pareciam ser de tecido simples. Ao enlaçar o braço na cintura dela, um gesto simbólico de proteção, Sérpico pode sentir sua mão tocar algo de metal, parecia um cabo, talvez ela carregasse uma arma amarrada na cintura. Talvez uma espada, talvez uma adaga, talvez um facão. Quando ela caiu, imediatamente as gotas da chuva voltaram a cair sobre o corpo de Sérpico.

-
Ah, droga... – ela reclamou, tratando de se levantar e se ajeitar – Eu sinto muito, sinto muito mesmo! – o corpo dela saiu de perto de Sérpico e ele logo pode sentir as mãos dela novamente segurando seu braço – Eu sou um desastre, eu sinto muito! – se desculpou de novo, parecendo realmente arrependida – Aaah, eu estou encharcada também... Minha roupa nunca mais vai ser a mesma... – choramingou em um tom baixo, provavelmente resmungando para si mesma – Você está bem?

Uma das mãos abandonou o corpo dele e a chuva que caia sob a cabeça deles cessou mais uma vez.

-
Droga, você se machucou? – perguntou de novo, parecendo preocupada.






@Gold


-
Sua espada pode ser capaz de matar monstros, nisso eu acredito. – um dos homens disse, com um tom amedrontado, mas carregado de seriedade – Mas eu não acredito que um verdadeiro demônio possa ser cortado por uma espada e nem que os corpos formavam uma figura, eles foram encontrados em dias diferentes e lugares diferentes. E, com todo respeito... Você está errado. É verdade que nós, humanos, podemos ser criaturas terríveis, mas não é a única coisa que podemos ser. Os humanos podem ter uma escuridão natural, é verdade, mas em vários de nós também há luz... Existem os seres, porém, que não tem luz alguma, que são feitos apenas de escuridão e arrastados por ela durante toda a vida. Eu acredito que existem criaturas formadas por pura escuridão e que nunca serão capazes de tocar qualquer tipo de luz.

- Você pode pensar o que quiser de mim, jovem. Eu ainda acredito que isso é obra de um mago ou um louco. Mas nós não temos como encontrá-lo, nós somos em poucos e ele sempre age durante as chuvas, momento em que a visibilidade é difícil. Se não agir impulsivamente e não ser estúpido me faz um rato, que seja, sua visão sobre mim não é importante. Você pode ir fazer a loucura que desejar. – e deu as costas, sem se importar com o que Aldarion diria.

O homem que foi apontado hesitou por um instante, mas se levantou e pareceu decidido a acompanhar o espadachim. Sendo um simples camponês e sem nenhum tipo de arma de qualidade, o homem pegou um facão e o prendeu na cintura.

-
E-eu não sou um guerreiro... – ele disse, parecendo um pouco tenso com a ideia de sair – Mas eu vou te levar até lá, q-quem sabe não encontremos quem quer que tenha feito isso no caminho... Alias, meu nome é Adam.

O rapaz caminhou até a porta do estabelecimento e respirou fundo, parecendo se preparar para andar debaixo daquela tempestade. Ele manteve a mão acima da cabeça, próxima aos olhos, tentando evitar que as gostas de sangue dificultassem tanto sua visão. Mas esse gesto não era tão efetivo.

De qualquer modo, ele caminhava em passos largos pela chuva de sangue, parecendo apressado para chegar ao seu destino. A dupla percorreu uma distância razoavelmente curta, talvez o trajeto tivesse levado por volta de 5 ou 10 minutos. A casa para onde estavam indo ficava mais afastada da vila, próxima ao rio. Com a chuva forte, era impossível ver a vila da casa.

-
É aqui! – o rapaz falou alto para que fosse escutado – Nós encontramos a família assassinada... O pai e a mão foram encontrados mutilados, mas o garoto sumiu já fazem dois dias!

O jovem caminhou até a porta da residência e a empurrou. Não estava trancada, embora estivesse encostada. A madeira rangeu e o ambiente revelado era frio e escuro, sendo iluminado apenas pelos raios que cruzavam os céus de vez em quando. Aldarion e Adam se viram diante de uma sala de estar pequena, havia um tapete vermelho no centro e dois sofás, além de uma poltrona de canto com uma estante ao lado. Um livro estava jogado no sofá.

Mas o mais chamativo não era isso, sangue pingava do teto e caia no chão de madeira... E neste, parecia haver um desenho feito com esse sangue. Olhando com certa atenção, pareciam formar correntes que seguiam até o canto onde o livro estava aberto, mas cessavam em determinado ponto.

Próxima a escada, os dois puderam avistar a sombra de alguém, mas ainda não era claro de quem se tratava.

-
Olha... Será que... Ele voltou? Ou será o assassino...? – o homem sussurrou e pegou o facão, segurando o cabo com firmeza e olhando para Aldarion. Ele tremia um pouco, carregando um olhar amedrontado enquanto aguardava por instruções.







@Ree

Do lado de fora, a chuva continuava pesada.  As correntes não pareceram seguir a jovem, apenas se desenharam e se espalharam pelo chão. Fosse o que fosse, parecia estar tentando provocar Ree de algum modo.

Clock Bunny subiu na frente e Ree foi atrás, preparada para lidar com qualquer tipo de investida que houvesse contra si. A cada passo dado por ela na escada, a madeira rangia e causava um arrepio involuntário. O escudo mágico serviu o propósito desejado, o sangue que estava caído no chão era repelido pelo escudo e se acumulava nos cantos, abrindo passagem para Ree.

Alcançando o andar de cima, duas portas estavam abertas. Assim, não foi realmente necessário abrir uma porta ou realmente entrar no cômodo para avistar o interior. Um dos quartos era de casal; possuía uma cama larga e um armário grande, além de uma cômoda; enquanto o outro possuía uma cama de solteiro e algumas cômodas, que estavam cheias de brinquedos de madeira em cima.

O que estava fazendo o som que a fez acreditar que havia alguém no andar superior foi revelado. A janela do quarto da criança estava aberta e, por conta do vento, ela batia repetidas vezes... Não só isso, mas por conta da abertura, a chuva do lado de fora era trazida para o interior e formou uma poça, provavelmente era daí que o sangue escorria para o andar inferior.

Não parecia haver ninguém ali. No andar inferior, o som da madeira rangendo pode ser escutado. Alguém parecia ter aberto a porta e ela pode ouvir o remexer de metal... Um sussurro foi detectável, mas ela não conseguiu ouvir o que estavam falando.






@George

O homem sequer havia aberto toda a porta, a deixou entreaberta e olhava para a figura no jovem na chuva. Após as palavras do rapaz, o velho permaneceu em silencio durante alguns instantes. O olhar ainda carregava desconfiança e ele estava parecendo cogitar a possibilidade de deixar um completo estranho entrar na sua residência. Talvez ele fosse um velho carrancudo.

O homem se afastou da porta por um instante e depois a abriu por completo.

-
Claro, tudo bem. – ele disse - Sinto muito se pareci rude, mas você entende, um velho como eu não pode fazer muito para se defender... Mas você não parece uma pessoa ruim. - o senhor sorriu, um pouco sem jeito.

A casa era simples. No canto da sala havia algumas velas acesas e, no centro, um pequeno pilar com fogo que mantinha a residência aquecida. Havia uma mesa pequena no canto, com duas poltronas e no centro dela uma bandeja, que deixava escapar um pouco de fumaça, e duas xícaras. O velho senhor entregou um pedaço de pano para que George pudesse se enxugar, mesmo que um pouco, e em seguida serviu as xícaras, oferecendo uma a George.

-
Tome um pouco de chá, você deve estar com frio depois de ficar nessa tempestade. – e ele pegou a outra xícara para si, tomando do mesmo chá e sentando em sua poltrona – Você disse que não sabe onde está, meu jovem? Está perdido por acaso? – ele perguntou, curioso – Você não deveria andar mesmo por ai no meio dessa chuva... Está chovendo sangue esses dias. São sinais de que coisas ruins estão por vim, eu tenho certeza... Ah, essas magias estranhas que os jovens gostam de usar. Na minha época as coisas não eram assim, não, pouquíssimos sabiam usar essas magias estranhas, eu acredito que o mundo era mais tranquilo nessa época, magia é algo diabólico e instável, não deveria existir se você quer mesmo saber. – o velho tagarelava.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por George Firefalcon em Ter Mar 24, 2015 3:15 pm

Deu pra ver que o homem não confiava em mim nem um pouco, e com isso, ele me estudou primeiro. Depois de algum tempo, ele permitiu que eu entrasse em sua casa. Finalmente eu poderia ter um lugar onde descansar. Depois que eu entrei, ele se desculpou, dizendo que aquilo era uma medida de segurança, o que eu entendia completamente.

- Não tem problema, sei que é bastante complicado viver sozinho... Mas obrigado mesmo assim.

Eu seria hipócrita se não notasse que a casa era bem simples, mas naquela hora eu não queria e nem precisava de luxo, e sim de um lugar seco e aquecido para poder passar a noite, e era o que eu tinha conseguido. Havia uma lareira, uma bandeja com alguma bebida quente, e ele me entregou um pedaço de pano felpudo para que eu me enxugasse e recuperasse o calor de meu corpo.

Me ofereceu um pouco de chá e se serviu em seguida, o que me tranquilizou a respeito de qualquer coisa que ele pudesse fazer comigo. Claro que no momento seguinte ele começou a me fazer perguntas, mas eu não me importei pelo simples fato de ele estar me abrigando.

A primeira pergunta foi óbvia, e eu respondi com sinceridade.

– Sim, senhor. Eu simplesmente fui tragado pra cá, a última coisa de que me lembro antes desse negócio todo era que eu tinha acabado de terminar uma missão...

Foi quando ele começou a falar de acontecimentos ruins, é eu não duvidava um instante sequer. Em Algaësia toda vez que chovia sangue nos lembrávamos das batalhas causadas pelos traidores... Em seguida ele falou de magias estranhas, e eu pude perceber que ele era um pouco antimagia, era contra todos saberem usá-la. Eu ria levemente, aquele senhor tinha se sentido confortável com a minha presença, e isso era bom.

Eu tinha que dar um pouco mais de corda, e isso era fácil.

- E o que aconteceu pro senhor ter um pensamento tão radical assim?

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Ter Mar 24, 2015 3:57 pm

Um cabo? Bom, ter uma adaga a tira colo não é tão digno de atenção assim. Talvez Sérpico pudesse relaxar por ora, em relação a ela ─ Dalia, disse que se chamava Dalia... Ele anotou mentalmente que ela teve ao menos a intenção e o reflexo para mantê-lo de pé, antes do “acidente”, mas faltou força. Talvez não fosse uma camponesa, afinal. Talvez as mãos duras viessem de alguma outra coisa (treino com aquela adaga/espada, talvez?) e não de trabalhos do campo. Ou talvez ela foi apenas pega desprevenida e não conseguiu sustentar Sérpico.

Estou bem ─ disse, com um meio sorriso. Ele acabou ficando constrangido com aquilo. Era pra ele estar se desculpando agora, mas a preocupação dela o surpreendeu. Espera: ele estava amolecendo de novo? Tolo! Ainda não. Ainda tinha coisas a descobrir. ─ Não foi nada. E... eu que peço desculpas... Sinto muito pela sua... roupa.

Estranho. Será que tinham escorregado na merda pra ela falar que a roupa nunca mais seria a mesma? Era só passar na água, se estivesse muito ruim bastava deixar de molho com aquelas ervas ácidas de cheiro forte, oras. “Vai ver rasgou”, pensou, concordando silenciosamente, ignorando o fato de não ter ouvido nenhum rasgão. Como a visão lhe fazia falta! Sérpico respirou fundo, frustrado.

Mas voltando: Hirt. Ela disse que estavam em Hirt. O que era estranho pois Sérpico não se lembrava de ter passado por ali, tampouco se deitado no chão pra tirar um sono. Não se lembrava de muitas coisas, na verdade. Foi logo deduzindo que algo lhe acertou na cabeça, lhe roubando os sentidos (inclusive a visão!) e o deixando desmaiado... A mão livre logo subiu até o pescoço, procurando o Amuleto. “Bandidos. Devem ter me surpreendido”, pensou, “não, não foi isso”, reconsiderou depois de checar que o item continuava lá, debaixo da camisa e sobre o peito. A faca também estava em seu lugar... Então não foi abordado por bandidos ─ até porque, nada tinha de interessante. “Ou então me largaram aqui quando viram que eu não tinha dinheiro”. Não dava para saber.

Sou Sérpico ─ disse, depois de um tempo. Esperava ter retomado a caminhada, tentando até caminhar com mais confiança, pra que Dalia não ficasse tão preocupada. ─ E não. Não andei dormindo. Quer dizer, nunca fiz isso antes. Então não acho que foi isso. Mas sendo franco, eu nem me lembro onde estava antes de acordar aqui.

Fez silêncio. Estava pensando em novas questões. Achou uma. Bem importante. Um tanto indelicada, no momento. Talvez Dalia estranhasse, talvez deixasse de guia-lo ali mesmo, ou talvez respondesse naturalmente. “Vejamos”.

Dalia ─ Mesmo não enxergando, ele virou o rosto na direção dela ─, por que está me ajudando?

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Laser Beetle em Qua Mar 25, 2015 8:09 pm

O som rouco da voz demoníaca da criatura - que muito depois Eric se lembraria como sendo, na realidade, apenas uma voz de pânico e temor - pareceu impelir o loiro à frente, enquanto ele tentava, na sua fúria, roubar a vida do demônio antes que ele pudesse conjurar seus feitiços.

Ó, doce ironia... Pois, sem perceber, Eric já estava encantado pelo maior e mais cruel dos feitiços, o da ira.
O gemido da garota ao recuar das cutiladas do Cruzado o fez urrar, também, se aproveitando da brecha causada pela surpresa. A Sombra fugia, aterrorizada pela faceta de Eric que certamente brilhava por trás do sangue, lutando como um paladino enviado dos céus! Quando se viu encurralando o demônio, avançou descuidadamente e recebeu um abraço mortal, onde imaginou de que lado viria o ataque da "mulher". Seria transformando suas mãos em alfanjes, dilacerando o tronco do rapaz? Talvez abrindo a boca mais do que deveria ser possível, engolindo sua cabeça numa mordida só.

Em meio a tais tumultuosos pensamentos, sentiu o chão nas costas e o peso aliviar, enquanto o demônio rastejava como o verme que era, procurando fuga ao se descobrir incapaz de matar um servo tão puro de Luz. Com um puxão no calcanhar, Eric impediu a fuga e virou as mesas da situação, montando a garota e erguendo sua lâmina para o golpe final.

E naquele momento, olhou fundo nos olhos da mulher de cabelos verdes, queria ver o medo e a raiva nos olhos da criatura de sombras. Queria ver a justiça tirando o resquício de vida que se encontrava ali, levando toda a impureza de volta pra Luz. E, por todas as estrelas, foi exatamente isso que Eric viu. Ele viu a verdadeira face do mal, o demônio de puro ódio e algoz dos inocentes, e ele carregava seu rosto.
Somente aí percebeu que a garota chorava, e gritava, e que sua espada a prendia no chão pelo abdome.

Seu rosto recuou da pior ira pra confusão, e da confusão pra agonia, ao passo que ofegava pesadamente e recobria os sentidos e a razão. Conseguia sentir o sangue pulsando feroz no seu braço, que parecia infinitamente pesado, no seu pescoço que queimava com sede, e nos seus olhos que passaram a embaçar. O cansaço o fez cair pra trás, ainda encarando a garota nos olhos, esperando que ela falasse em línguas, que o amaldiçoasse e prometesse voltar pra buscar sua alma, esperando que ela falasse alguma coisa. Qualquer coisa.
Eric se levantou, indo pra cima da mulher novamente, e quando apoiou o braço no chão viu as primeiras lágrimas caírem, e percebeu que tremia.


- Seu nome! - Gritou, em um misto de ordem e súplica. A adrenalina baixava, o ar voltava a fazer sua cabeça funcionar, e seus ouvidos voltaram a escutar. O som da chuva voltou a castigar o teto da cabana fortemente, de forma que ele não sabia se ela não respondia por incapacidade ou por não o ter ouvido. - Seu nome, pela Luz! - Ele urrava, mostrando um pingo de raiva no rosto e uma sombra de voz imperativa, antes de voltar à faceta de pranto e agonia que se encontrava. Tocou a lâmina e a desfez em cristais dourados, que caíram como areia por um instante, antes de desaparecerem em energia. O ferimento era grave, e sangrava demasiadamente.

Esperaria alguns momentos, cruel, porque sabia que ela não iria viver. Sua Ordem ditava que um moribundo devia ser posto em descanso, e a mulher dos cabelos verdes era tão moribunda quanto possível. Mesmo que seu corte não fosse o pior, Eric não fazia ideia de como podia salvá-la, mesmo que quisesse. A verdade é que esperava, apenas pra ter a confirmação do que já suspeitava. Queria ouvir um "Baphomet", "Mefisto", ou "Baal". Queria ouvir algo que reconheceria como imundo e sombrio, como demoníaco e digno da punição que o Cruzado havia imposto àquela pobre alma.

Mas, que a verdade seja dita, em seu coração, Eric já havia se posto como pecador. No momento em que cravou aquela lâmina, foi como ter pregado sua alma na cruz do Deus-Cristão, por falta de uma analogia melhor. E assim que tivesse uma resposta, ou que um tempo suficiente tivesse passado sem uma, conjuraria uma adaga fina e comprida, que usaria pra atravessar o coração da mulher e encerrar-lhe o sofrimento, dando lugar apenas ao começo de seu próprio.

Ou, talvez, ele apenas tivesse esperado pra ver se ela regeneraria. Se o corte magicamente fecharia, salvando aquela vida. O que o Cruzado faria, diante tamanha confirmação das origens demoníacas daquela mulher, talvez nunca seja descoberto.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por Goldsilver Ironsteel em Ter Mar 31, 2015 2:55 pm

OFF: Desculpem o atraso, achei que iam pular meu turno.




Aldarion caminhou sob a chuva pesada se mantendo bem perto do seu guia, seus sentidos continuavam a flor da pele e ele se mantinha alerta. O fato da chuva ser feita de sangue já não o incomodava mais, aquela não era a primeira vez que ele se deparava com coisas estranhas e sobrenaturais.finalmente depois de alguns minutos a dupla chegou a uma casa que parecia abandonada. O jovem fazendeiro sacou seu facão com uma mão trêmula e destreinada e corajosamente ele caminhou até a porta e a abriu devagar revelando o interior da casa.

Parecia uma casa comum, mas estava abandonada e havia um outro detalhe, serpenteando pelo chão haviam correntes, correntes feitas de sangue que se emaranhavam por todo o piso de madeira e ao redor de um livro que estava jogado em um canto. Aldarion então pousou a mão sobre o ombro do rapaz que o guiara e o puxou para trás com firmeza e suavidade.

- Você tem coragem meu amigo e ganhou meu respeito, mas sua tarefa acaba aqui. Os calos em suas mãos foram crivados pelo cabo de uma enxada, os meus foram crivados pelo cabo de uma espada. Volte para a estalagem e deixe isso comigo, se amanhã você encontrar meu corpo sem vida... Pegue suas coisas e fuja. - E sem dizer nenhuma palavra ele passou pelo fazendeiro indo até a porta.

De frente da porta, esquadrinhou mais atentamente o lugar com seu único olho, depois de constatar que havia mais alguém ali, não demorou a bolar um plano de ação, seja o que quer que fosse as correntes pareciam estar sendo originadas do livro, Aldarion pensou em pegá-lo mas deduziu que pisar naquelas correntes seria muito arriscado. Por isso fazendo um mínimo de esforço o guerreiro arrancou a porta do batente, tamanha a sua força que em apenas um tranco a porta já estava em suas mãos solta e com uma grande lasca do batente de madeira preso nas dobradiças moles e entortadas.

Com a porta em mãos Aldarion a jogou no meio do chão, entre as correntes, de forma a criar um ponto cego onde poderia saltar e dali alcançar o livro para pegá-lo. Mas claro, antes de fazer tal ação ele parou e observou se as correntes não se projetavam por sobre a porta e também para ver se o tal vulto não fazia algo. Caso essas coisas acontecesse ele se manteria onde está e com os sentidos a flor da pele fitando fixamente a direção da onde o vulto estava.

Se sua manobra para pegar o livro desse certo, ele o pegaria e o fecharia e depois se voltaria para o vulto misterioso, seus tendões prontos para sacar sua formidável espada e trazer o flagelo a quem quer que fosse ousado o suficiente para atacá-lo.

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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Qua Maio 13, 2015 1:25 am

Off: Amanhã eu edito com a XP de atraso, pois eu preciso contar. Dessa vez não vou dar um prazo fixo, mas aviso que eu postarei no máximo na próxima quinta, independente de todos terem postado ou não. [E amanhã eu coloco a corzinha no post =/]





@Eric

Eric recuou alguns passos, confuso e cansado... A garota no chão não o encarava, ela apenas chorava e parecia desesperada por estar presa daquela forma e, conforme ela se debatia, o ferimento se abria e mais sangue escorria dali. Embora ele esperasse um xingamento, uma maldição, qualquer palavra diabólica vinda da boca daquela criatura, ela não dizia nada. Tudo o que escapava de sua garganta eram gemidos de dor, além das lágrimas grossas que escorriam pelo seu rosto.

Quando ele gritou, a criatura pareceu ficar assustada e levou os braços ao rosto, tentando se esconder. Na segunda fez ela tentou se encolher e Eric notou que os braços dela tremiam... Eric tocou a espada, que se desfez, libertando a mulher. Ela gemeu um pouco de dor e se encolheu, levando uma das mãos ao ferimento... O sangue logo parou de escorrer e Eric conseguiu notar que ela estava se regenerando rapidamente.

Mas, mesmo assim, ele apenas aguardou. A garota se arrastou um pouco, ofegante, parecendo esperar que sua dor passasse... Ela ergueu um pouco o rosto e olhou para Eric em um misto de desconfiança e confusão. Parecia um animal acuado. Ela piscou e abaixou o olhar, abrindo a boca. Um som rouco escapou, mas nenhuma palavra foi realmente dita... Um som que não parecia ter um significado real, visto que ela levou a mão até garganta e parecia tentar falar.

- K... – pigarreou, parecendo tentar limpar sua garganta... - ... y... – estreitou um pouco os olhos, parecendo carregar certa frustração e apertou um pouco sua garganta – Ky...la... L...ya... – balançou a cabeça - Ky...lya...!

Humana ou demônio, os olhos daquela garota carregavam muita sensações. Embora seus olhos estivessem estreitos, com frustração e raiva, lágrimas rasas escorriam. Ela olhou par ao próprio corpo e ao redor, confusa, parecia perdida. Olhou para as próprias mãos cheias de sangue demonstrou certo pavor enquanto sua respiração voltava a ser irregular. Ela respirou rapidamente e suas mãos passaram a tremer.

E ela urrou, um grito doloroso e assustado. Ela levou a mão até a cabeça e sua expressão se contorceu enquanto ela gritava e lágrimas grossas voltaram a escorrer pelos seus olhos. Ela apertou os cabelos por entre os dedos e se curvou para a frente, vomitando, enojada... Algo negro e vermelho foi despejado para fora e ela tossiu.







@Serpico

Era, no mínimo, estranho estar em um lugar desconhecido com todos os seus pertences. Certamente Sérpico não havia sido roubado e ele não lembrava tão bem onde estava antes de ter acordado ali. A resposta mais razoável para aquilo tudo talvez fosse magia; talvez aquela coisa que falou em seus sonhos fosse a responsável.

Era difícil para Sérpico andar com tanta confiança, a ausência de visão já causava uma certa insegurança a cada passo que ele dava. Mas Dalia agora estava sendo mais cuidadosa e avisando sobre qualquer empecilho que houvesse no caminho para que evitassem aquela situação novamente.

- Ah... Sei. – ela disse, parecendo levemente confusa, talvez descrente das palavras dele. Talvez, na cabeça de Dalia, Sérpico fosse só um maluco perdido – Hm? – foi o som que ela emitiu ao ouvir a pergunta dele – Por que? Bem... Eu não sei. Eu ouvi gritos, fui ver o que era e você estava lá. Parecia precisar de ajuda, ao menos foi o que eu pensei, ainda mais quando notei que você é cego. Haha – o tom de voz parecia levemente tímido e, depois, a risada parou bruscamente. Talvez tivesse achado que havia feito um comentário indelicado – Er... Mas por que essa pergunta estranha? Acho natural querer ajudar alguém. Ah! – e não pareceu se importar em receber ou não uma resposta – Ali, estamos quase em casa!

Ela apressou um pouco o passo e Sérpico notou uma leve diferença no terreno onde pisava então. Pareciam ter alcançado uma estrada mesmo, o chão não era liso, mas parecia mais limpo e livre de empecilhos. Logo ela diminuiu um pouco o ritmo da caminhada e eles pararam; Sérpico pode ouvir o som da madeira rangendo, baixo, provavelmente por causa da chuva. Mas quando a porta se abriu, Sérpico já pode sentir o calor do interior da residência.

- Vamos, eu vou te dar uma troca de roupas... E acho que a água ainda deve estar quente, você pode tomar um banho se quiser ou se... – e a voz dela pareceu carregar um leve constrangimento – Conseguir... E-eu não sei como funciona para você. Eu posso te ajudar se você precisar.








@George

O som da chuva pesada do lado de fora ainda era audível, bem claro. As gotas de sangue colidiam com força no vidro da janela, como se estivesse batendo para que ninguém se esquecesse de que ela estava ali. O som do fogo estalando chegava a ser baixo quando comparado ao da chuva, mas conseguia manter a residência bem aquecida. O calor e a presença de alguém ali deixavam George mais relaxado e as palavras do velho senhor acabou por prender a sua atenção.

- Ah, o que aconteceu? Bem... – o velho voltou a falar após o questionamento, mas não houve muito tempo para que a fala fosse concluída.

O excesso de confiança acabou por ser um erro e, graças a isso, George acabou sendo de surpresa. A resistência a dor, também, acabou por ser uma desvantagem ao invés de uma vantagem. George sentiu certa pressão em seu ombro esquerdo, mas como aquilo não era doloroso, seu reflexo acabou sendo lento. Quando se deu conta, um objeto metálico pontiagudo havia perfurado seu ombro.

Rapidamente, a lâmina foi puxada de volta e abandonou o ombro do rapaz, de onde jorrou sangue.

- SEU DEMONIO...!! MORRA! – a voz de um jovem soou atrás dele e, olhando de relance, George viu um jovem camponês com uma lança um pouco velha, mas o suficiente para machucar alguém. E, sem dar muito tempo para George se recompor, o jovem atacou novamente, dessa vez buscando perfurar o estomago do rapaz.

O velho que antes tomava chá também pareceu entrar em estado de alerta e segurava uma faca nas mãos. O olhar do velho senhor estavam estreitos e carregavam raiva e ódio, direcionando esses sentimentos a George. Embora fosse de mais idade, parecia disposto a auxiliar o jovem que havia atacado caso fosse necessário.








@Gold

O homem olhou para Aldarion quando aquelas palavras foram proferidas. Por um instante ele pareceu indeciso, sem saber o que fazer. Ele ficou parado observando Aldarion entrar na casa.

No interior da casa, a primeira coisa visível foram as correntes. Arrancar a porta e colocá-la no meio da sala para evitar contato direto com as correntes foi fácil, o sangue não pareceu se mover para cima do objeto. O vulto que estava no topo das escadas se moveu, saindo da visão do guerreiro em uma aparente tentativa de tentar se esconder; quando este se moveu, Aldarion conseguiu escutar os passos leves de quem quer que fosse.

Se aproximando do livro, Aldarion não sentiu nada mágico vindo dele. As correntes de sangue não chegavam a tocar o livro nem nada do tipo... E o livro parecia apenas um livro infantil. Estava limpo e sem nenhuma mancha de sangue. O guerreiro, então, decidiu descobrir o que era que estava no andar de cima.

A cada passo no degrau, a escada de madeira rangia, provavelmente por conta do peso do guerreiro e de seus equipamentos. Sangue ainda pingava da sua armadura. Mas o que surpreendeu Aldarion não veio realmente do andar de cima, nem do térreo. Um vulto negro de repente pulou em cima do guerreiro, parecendo vir de cima.

Pego de surpresa, o guerreiro foi forçado a recuar alguns passos com certa pressa para evitar que caísse da escada. O que quer que tenha o tocado, não parecia ter se importado com a armadura de espinhos que ele vestia... Naquele ambiente escuro, ele podia enxergar uma figura esguia e negra no topo da escada. Não era possível enxergar sua forma com exatidão, mas certamente parecia humana. Não parecia carregar nenhum tipo de equipamentos nas mãos e, talvez sequer estivesse usando roupas.

A coisa permaneceu ali, parada, aguardando pela reação do guerreiro.
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Re: [Clássica - Ree] Chuva Escarlate

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