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Arena Ossorrange

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Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Qui Jan 15, 2015 6:05 pm



Construída a pouco tempo nas montanhas próximas ao Deserto de Ossos, a Arena Ossorrange é um lugar cruel aonde muitos procuram fazer fama e fortuna, enquanto outros apenas lutam por suas vidas. O lugar possui vigilância pesada e é gigantesco, podendo comportar centenas de espectadores para assistir às lutas. A área de desafios é circular, tem 120 metros de diâmetro e é preenchida com areia e pedras. As paredes que o cercam são de pura rocha, 30 metros de altura que separam os gladiadores de sua platéia. Há apenas um grande portão para sair e entrar dela. A estrutura em volta da arena também é enorme, tendo inclusive uma área para abrigar viajantes — que recebem quartos confortáveis — e outra para os lutadores. Estas últimas instalações podem variar de acordo com a importância do lutador, mas geralmente são calabouços e celas. Dependendo do nível dos lutadores, eles são simplesmente tratados como escravos... e algumas vezes o são. Também existe uma área aonde mantêm criaturas e animais perigosos, afinal também há lutas interessantes entre bestas e homens.

O lugar é comandado por um orc chamado Throgar Punhofúria. É um exemplar raro de pele vermelha, três metros de altura e cicatrizes de seu tempo como gladiador. Costuma utilizar apenas algumas peças de armadura como peitoral, uma ombreira de ossos e perneiras. Sua arma é um machado de duas mãos e lâmina dupla, tão antigo quanto ele próprio, companheiro de inúmeras batalhas vencidas. Throgar ergueu a arena por poder, riquezas e para satisfazer sua sede por lutas. Para isso ele possui um grande número de subordinados e seguidores, todos o seguindo fielmente.

As recompensas pelas lutas são atraentes, o que faz muitos guerreiros de toda ilha viajarem até este local. Mas nem todos ali desejam isso. É comum ver escravos cujos senhores os obrigam a lutar em seu lugar, também havendo apostas fabulosas em vários momentos. Eventualmente Throgar envia seus subordinados para sequestrar novos lutadores, obrigando-os a lutar pelas suas vidas para ter sua liberdade como recompensa. Desta forma as lutas, apostas e público jamais se encerram.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:30 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Seg Jan 26, 2015 11:37 am

O demônio ergueu alto sua espada de ferro bruto, sentindo seus músculos esquentarem com a ação. Ele semi-flexionou ambas as pernas, parando com uma a frente e outra atrás, impulsionando-se num salto e fazendo um movimento em meia lua com sua lâmina que se originava atrás de seu corpo e só se encerraria no inimigo, brandindo-a no ar, fazendo o vendo zunir no fio de metal com a velocidade que era como a de um bate-estaca, aprimorando-se com seu peso e o pulo, ganhando força e intensidade. Bem que ele tentou se defender, o monstro de gelo, mas seu braço fora seccionado pelo ferro e seu corpo, no impacto, se fraturou em múltiplos fragmentos, cacos estes que eram como navalhas e que se lançaram ao ar numa chuva cortante e mortal de estilhaços dos quais um passou raspando no rosto do demônio, fazendo abrir sua pele num corte superficial, deixando que uma gota viscosa e vermelha descesse devagar. Katsuo tinha um sorriso perverso. Ele havia esmagado o inimigo. Não só: agora fazia questão de não absorver o sangue em sua face, mas de segurá-lo como um troféu, uma marca da ardente batalha contra o golem de gelo que se opusera a ele.

Dentre os mil pedaços que agora já derretiam e debaixo da cúpula de gelo que começava a desabar, Katsuo encontra mais um fragmento semelhante aos que havia encontrado anteriormente. Dos restos caídos do inimigo ele o recolhe, juntando aos demais, percebendo que todos poderiam encaixar, o que formou um círculo perfeito. Neste momento, como uma porta, um feixe de luz rasga o ar verticalmente à sua frente, depois se desdobrando num retângulo, como se uma mão invisível a empurrasse. Aquilo era um portal. Mas havia, ainda, uma peça faltando no medalhão: era a que deveria ocupar o centro. Ele lembrou de um suposto general demoníaco que, pelo que descobriu, jazia aprisionado naquela dimensão. Valeria a pena esperar? A chance que se abria à sua frente poderia ser a única e, ao que também conhecia, aquele lugar era como uma prisão e se o tal ser tão poderoso ainda a habitava, era porque não era fácil escapar. Katsuo decidiu, mais uma vez, encarar o fluxo célere e inesgotável de seu destino e então, sem medo, mergulho na luz que o tragou para uma outra realidade.

...


Alguns lampejos fugazes irromperam no coração da arena. A energia que se originava era tamanha que bania a luz parcialmente, fazendo o ambiente, mesmo que castigado pelo sol, obscurecesse e desse destaque para as múltiplas fraturas lumunosas no tecido da realidade, como uma teia. Olhares de espanto da plateia se fixaram naquele lugar. Faria aquilo parte do espetáculo? Um silêncio de tensão se espalhou como uma peste, maculado pelo barulho do portal se rompendo, como o estouro de vidro quebrando violentamente. De dentro dele desceu primeiro um pé numa bota de couro rústico que depois se revelou a criatura inteira: um ser de aspecto demoníaco, de altos chifres que miravam o céu, cabelos alvos como nuvem e olhos azuis como o céu. Seu olhar era desafiador e ele portava, em cada uma das mãos, uma espada.

Quando Katsuo tocou no solo arenoso da arena, postou-se imediatamente em postura defensiva. Uma nuvem circular de poeira se lançou nos arredores. A seguir, seu olhar percorreu os arredores buscando descobrir em que tipo de mundo ele se encontrava. O que será que poderia estar a sua espera?
Notas:

Oi, Gabz. :3

Seguinte, eu resolvi me libertar da minha prisão intergalática, digo, dimensional. Já que podia aparecer em qualquer lugar, em teoria, resolvi aparecer aqui. ♥

Como na parte anterior da minha aventura meu personagem absorveu uma quantia absurda de sangue (HE dele), vou considerar que minhas F e Agi estão no rank C, sendo este o máximo para o buff, e que tenho uma boa quantia de energia em reserva, o que fará esse buff durar uns bons turnos. Não cheguei a calcular essa budega porque mudou o sistema de rank, mudou o sistema de HE e upei a HE nesse meio tempo, mas suponho que poderá durar por toda a ação a seguir (que não seja muita...).

Minha intenção na arena é mesmo participar dela, mas gostaria que pudesse ser aos poucos, digo, não tendo que lutar já com todas as habilidades de começo. Não sei se é possível, mas seria bem mais emocionante. *w*

Ah, como o Kamui sumiu, pode me dar a XP por atraso?

Valeu.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 02, 2015 10:25 pm



[Seja bem vindo à Arena Ossorange! Irei lhe entregar a experiência pelo atraso do narrador Kamui em breve. Por enquanto aproveite a estadia ]

A Arena. Um lugar que o sol castiga todos os dias, tornando a terra seca e as rochas quebradiças. Mas isso não era problema para os gladiadores, pois eles tinham mais com o que se preocupar: a própria vida. E Katsuo descobriria isso em pouco tempo. Assim que o demônio pisou na arena, precisou fechar os olhos por alguns momentos devido ao sol forte. Mesmo assim, por desconhecer aonde estava e se haviam inimigos, o demônio manteve-se em posição defensiva. A primeira coisa que reparou foi no som: uma platéia, gritando animada. Mas não parecia uma plateia humana, já que os gritos eram mais ferais. Então os olhos de Katsuo conseguiram ver com clareza o que o cercava: uma enorme arena de areia e terra seca, cercada por altas paredes de pedra castigadas pelo tempo. Ao seu redor as arquibancadas estavam lotadas das mais variadas raças: ferais, orcs, ogros, goblins, anões, meio-dragões e muitos outros. Por um momento o rapaz não pôde entender o que acontecia, até que à sua frente viu um corpo cair ensanguentado. Era um simples humano, seu peito dilacerado por uma lâmina. Erguendo a vista podia-se ver o responsável pela morte: um meio-orc de dois metros de altura. Ele tinha a pele esverdeada e utilizava apenas calças para combater. Mas, em suas mãos, um machado de duas mãos tinha sangue pingando de sua lâmina. Ele olhava para Katsuo com um olhar ameaçador.

Num grito o meio-orc avançou, ao mesmo tempo a platéia gritou animada. Ninguém sabia da onde tinha saído aquele demônio, mas não importava. A platéia queria sangue e era isso que teriam.

[O meio-orc é mais rápido do que você esperava, Katsuo. Ele te ataca com um golpe diagonal de cima para baixo com o machado. Poste sua ação e reação. Boa sorte!]

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Seg Fev 09, 2015 4:13 pm

A areia, o ar seco e o calor causticante: não precisou que seus olhos se readaptassem à luz para que soubesse que estava no deserto. A surpresa maior foi descobrir que não estava sozinho ali, pelo contrário: estava cercado de inúmeras pessoas que gritavam num coro que fazia os sentidos do demônio levemente se entorpecerem por um instante, até que um corpo ensanguentado e lacerado caísse num baque surdo na areia à sua frente, fazendo com que sua atenção fosse retomada conforme o fluxo de energia parecia retornar e retonificar o seu corpo. Então Katsuo soube exatamente do que aquilo se tratava: um espetáculo. Sim, um show sádico de vitórias e derrotas, de vida e de morte, como era muito comum em sua terra natal.  

— tch! Que seja! — Disse ele, sem se rebelar contra as rédeas do próprio destino. Se estava ali, o espetáculo deveria continuar.

O inimigo avançou sem recear, furioso. A plateia se agitou como uma onda rompendo-se contra um rochedo no mar. Aquele era o momento de glória dos gladiadores, o fio da espada que separava suas vidas da morte, suas gargantas da guilhotina atroz. O demônio inspirou profundamente o ar abrasivo do deserto por uma última vez e então se preparou para o embate.

Se aproveitando da postura com as pernas semiflexionadas, o demônio impulsionou o corpo para trás quase no exato instante em que o machado descia buscando seu sangue, mas mantendo ainda suas espadas cruzadas para caso não pudesse recuar a tempo. Aquele orc era grande e sua arma também o era, portanto, deduziu que, apesar de estar se sentindo muito forte graças ao sangue drenado, aparar o impacto não era a melhor das opções, pois ficaria incapacitado. Ao invés disso, quando estivesse baixo o suficiente, avançaria pela lateral oposta à queda do machado. Para tal, assim que tocasse o solo novamente após seu salto de recuo, permitiria que seus joelhos se flexionassem ao máximo e então se lançaria à frente.Com uma das armas, miraria um corte de raspão, mas profundo o suficiente para incapacitar um dos braços do grandalhão, ou pelo menos era isso que ele pensava. Katsuo tinha um sorriso que rasgava seu rosto de canto a canto, com escárnio e, também, como o de uma criança que acabava de ganhar um doce. Era como se ele comprouvesse com o fato de sua vida estar posta em risco novamente. Seu coração batia acelerado e o calor em seu corpo subia num ritmo estonteante.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Ter Fev 10, 2015 9:42 pm

A lâmina desceu com fúria, uma força que Katsuo certamente não ousaria enfrentar. Aproveitando que suas pernas estavam flexionadas, o demônio deu um salto para trás a tempo de ver o machado descer a poucos centímetros à sua frente, cravando-se no chão e erguendo areia e pó violentamente com o impacto. Assim que pousou no chão, o desafiante aproveitou que seu inimigo ainda estava se recuperando e então avançou lateralmente. Sua espada passou pelo braço esquerdo do meio-orc fazendo um corte não muito profundo pouco acima do cotovelo.

Katsuo agora estava atrás do meio-orc, mas não demorou para que ele se virasse já com o machado em mãos. O corte sangrava mas era como se nada tivesse acontecido. A platéia gritava pedindo por sangue, mas aquilo era pouco demais.

Para o azar do demônio, seu oponente era mais rápido. Orcs tinham a fama de ter uma força magnífica enquanto os meio-orcs tinham uma força menor, porém mais agilidade já que seus corpos não eram tão grandes. A única coisa que permitiu a Katsuo escapar do ataque era que o machado era muito mais pesado do que deveria. Meio-orcs pareciam também não ser muito inteligentes. Mas não deixavam de ser letais.

Mais uma vez o inimigo avançou, mas não em um ataque como antes. Ele agora tentaria cortar Katsuo ao meio com movimentos horizontais do machado, fazendo movimentos de meia-lua mais rápidos do que parecia possível. Não parava com os ataques e estava cada vez mais difícil para o demônio desviar-se da sequência violenta naquela areia seca. Se não fizesse algo, perderia a cabeça.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Qui Fev 12, 2015 10:27 am

Quando virou de volta para o inimigo, percebeu que corte de raspão não havia sido profundo o suficiente para arruinar aquele braço, apenas para derramar o fluido vívido e quende do qual já conseguia sentir o cheiro. Mais sorte da próxima vez. Katsuo se posicionou aguardando o próximo e iminente ataque do orc, lambendo os lábios e depois exibindo um sorriso e olhar afiado, se deliciando com aquele momento.

Havendo percebido que usar o machado na vertical abria uma brecha, o inimigo mudava  sua estratégia. Ele não era tão burro quanto era feio, concluía o demônio.  Os ataques agora eram na horizontal permitindo que fossem contínuos, o que tornava as coisas um pouco mais complicadas, ficando cada vez mais difícil manter o pescoço a salvo. Entretanto, Katsuo era um guerreiro ardiloso e tão cedo percebeu a mudança de tática, já engenhava a dele mesmo e, quando o orc terminou seu primeiro corte, já sabia o que fazer.

Foi quando o adversário esboçou o segundo golpe que Katsuo saltou com ousadia, investindo pelo ar, aproveitando-se das suas atuais força e agilidade que deveriam permitir altura suficiente de pelo menos alguns metros. Ele manteve as pernas flexionadas no ar, escondendo o corpo por detrás das espadas posicionadas em X , para  uma eventual defesa, mas depois posicionando as lâminas incisivamente contra o inimigo e fazendo o movimento de uma tesoura, friccionando e rangendo o metal já aquecido de uma com a outra, mirando e almejando cindir a garganta pulsante do brutamontes. O demônio sabia que o movimento pendular da arma de duas mãos do orc a tornaria pesada o suficiente para impedir que ele alterasse com precisão a trajetória do golpe e, mesmo que pudesse, também teria que lidar com o problema da lâmina do machado que não estava em posição para cortar algo acima.  O mesmo peso também deveria impedir que recuasse o suficiente, a não ser que largasse a arma. Mesmo assim, ao término da trajetória, se voltaria atento ao inimigo porque nunca se sabe o que alguém poderia fazer sem a cabeça.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Qui Fev 19, 2015 7:58 pm

[Já assistiu o filme Esqueceram de Mim? Pois é.... 50 pontos de experiência pelo meu atraso]

O ar. Um lugar tão livre, tão vasto, permitindo tantas manobras... se não fosse pela maldita gravidade, o ar seria perfeito para lutar. Por isso Katsuo só o usava por um tempo e ele precisava ser exato. Após apenas alguns golpes do meio-orc, Katsuo saltou para cima em uma tentativa de cair com suas lâminas sobre a garganta do inimigo. Sua força foi suficiente para lançá-lo e sua agilidade foi o bastante para que ele preparasse as armas rapidamente em uma defesa.

E isso salvou sua vida.

O meio-orc era mais rápido do que orcs comuns e Katsuo aprenderia isso do jeito mais doloroso possível. Assim que o demônio saltou seu inimigo permitiu que seu machado terminasse o arco apenas para puxá-lo para cima com as duas mãos em um movimento violento! Um corte que teria dividito Katsuo ao meio se não fosse suas espadas cruzadas, mas nem elas foram suficientes para impedir todo o impacto.

O demônio foi jogado para cima e para trás do meio-orc, caindo num baque surdo na areia e pedras. A platéia gritou, delirando com o ataque inesperado! Graças à sua incrível resistência Katsuo conseguiu se levantar, mas não sem notar um grande corte ligeiramente diagonal em seu peito. Sangrava, mas não o suficiente para se preocupar. Mas suas espadas haviam se perdido na arena.

Sem armas. Um alvo fácil.

— MATA ELE!!

— ARRANCA A CABEÇA!!

— QUERO VER TRIPAS!!!

A platéia gritava enquanto o meio-orc virava-se para Katsuo, erguendo seu machado em sinal de vitória. Ele mesmo urrou, a adrenalina o envolvendo como nunca.

[Kat, você perdeu 10% de HP com este golpe. Por ter vigor alto isso não vai afetar sua luta. Você pode passar este turno procurando por suas espadas mas isso deixará sua defesa aberta contra o orc. Perto de você há várias pedras do tamanho de punhos fechados, uma espada com lâmina quebrada e uma flecha. Nada mais ao seu alcance.]

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Qua Mar 11, 2015 12:00 pm

Romper o momento de inércia do próprio ataque era uma capacidade venerável, Katsuo deveria assumir isso. Anular a força do próprio ataque para invertê-lo num sentido quase oposto e ainda ter alguma precisão, tudo isso no ínterim de um salto, era um feito somente realizável pelos grandes e habilidosos guerreiros. O demônio sabia disso. Ele entendia disso. Não na teoria, pois ele era um completo ignorante neste sentido, mas ele conhecia na prática; na própria pele. Sim, ele conhecia com o corpo, com o movimento, com a dor e com o próprio sangue que agora manchava seu corpo e fazia exalar um aroma agridoce como o de uma flor selvagem que acabava de desabrochar. Ele sorria. Era prazer; emoção; um transbordamento de tenção; era tudo aquilo misturado, um coração pulsando forte e a certeza de que aquela luta não era a brincadeira que até então achava que fosse. Ele sorria, ainda que sua face e boca estivessem salpicadas pela areia amarga do deserto. Mas aquele ainda não foi o dia de retornar para o Inferno.

— Pelo menos você não é tão burro quanto feito. — Debochou, enquanto se levantava e retirava o excesso de areia de seu corpo.

A plateia gritava furiosa. Eles queriam ver morte. Eles queriam ver sangue. E Katsuo estava desarmado. "Sem armas. Um alvo fácil". Inofensivo. Não. Aquelas não eram palavras que combinavam com aquele demônio. Não enquanto ele tivesse uma gota sequer de sangue pulsando dentro de suas veias. E isso não era uma metáfora de sua determinação.

Katsuo seguiu com a mão direita até a abertura em seu peito. Seus olhos correram, de canto, pelas pedras e armas quebradas ao seu alcance. Não era como se ele fosse usar qualquer coisa daquilo contra seu inimigo. Não o derrubaria com uma pedrada.

— Hunpf!  

Então fechou o punho abruptamente. Mas ele segurava algo: era seu próprio sangue! Então afastou o punho de seu ferimento e, como se emergisse de dentro de seu próprio corpo, uma lâmina escarlate foi se formando. Ele tinha em sua mão uma espada feita de seu próprio eu. Não era incrível? De todas as características que os demônios possuíam, corromper a própria vida era, de longe, a mais extraordinária. Fruto dos temores e dos pesadelos, a devassidão dos demônios jaziam não na criação, mas em profanar aquilo que é sagrado.

O demônio agora tinha uma expressão séria. Com o inimigo próximo o bastante — mas não o suficiente para atingi-lo — brandiu sua arma maldita e deixou com que ela se expandisse com o movimento, alargando e alongando, como se fosse líquida — o que, em partes, o era — até que por fim alcançasse a criatura. Em sua mente, Katsuo lembrava de um peculiar instrumento de tortura, muito incomum, mas fonte de grande tormento: a dama de ferro. Uma dama de ferro era um caixão às vezes cuidadosamente elaborado para manter sua vítima intacta em seu interior, desde que se mantivesse inerte, de outra forma os espinhos que jaziam incisivamente em seu interior poderiam perfurá-la até a morte. É uma mecânica perversa que usa da própria vítima para sua morte e tortura. Assim, quando a torrente vermelha se chocasse contra o machado do inimigo, ela não apresentaria resistência. Ao invés disso, o transpassaria, contornando como a dama fria, deixando-se perfurar, para vir a fazer o mesmo no corpo do orc. Porém, quando chegasse a este segundo, Katsuo a forneceria resistência e conferiria a forma de lâminas em todo o seu entorno, então, assim que o inimigo tentasse se desvencilhar dela ou mesmo puxar o demônio, ele causaria cortes em seu próprio corpo na mesma proporção de sua força que, somada à do guerreiro que seguiria na mesma direção, poderia ser letal. O foco de sua mira era o pescoço do inimigo, mas qualquer outra parte do corpo serviria para o demônio. Completamente inconsciente daquela trama, era bem provável que o orc ocasionasse em si mesmo um dano pelo menos próximo à fatalidade. Uma diversão, um brilho sádico fulgia como uma labareda do inferno nos olhos de Katsuo. Só restava esperar que o oponente mordesse a isca.
LEIA GABZ LEIA GABZ LEIA GABZ LEIA GABZ LEIA GABZ LEIA GABZ:

Você venceu, estou usando minha segunda HE. Agora fiquei sem surpresa para uma próxima batalha. u.u  

Seguinte: enquanto minha primeira HE manipula sangue energeticamente, a segunda manipula fisicamente. Eu posso alternar o sangue de estado líquido para sólido como quiser, fornecer corte e resistência. Não posso dar movimento outro que não pelo próprio braço. A qualidade do item é idêntica ao meu vigor até A, sendo F desprezível. Então isso me dá um item de level 3. Eu posso fazer volume no sangue conforme o rank de Vitalidade, nesse nível cada 1% rende 16cm³ (cúbicos, ou seja, um cubinho. Ele pode ficar maior que 16cm se eu quiser fazer mais fino, por exemplo). Contabilizei aproximadamente os 10%, mas já inferindo que nem todos os 10% que apanhei foram só do corte. Mesmo assim, suponho que dê um bom chicote.

A ideia é envolver tanto a arma quanto o pescoço do orc mais ou menos no sangue, quando o mesmo tentar se defender. Quando isso acontecer, o sangue fica sólido completamente e fica como se fosse uma lâmina em toda a circunferência. Se o orc puxar, em teoria, se corta. Se empurrar também, porque é uma haste rígida. Não sei se deu pra entender ou se vai ser totalmente possível, mas qualquer coisa perto disso tá valendo. Na pior das hipóteses, vai ser uma boa defesa, eu suponho. Ah, o custo para conjurar é o próprio sangue +1% PV e só para manter depois é 10% PE/turno. Pelo menos isso que entendi de lá...

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Ter Mar 31, 2015 8:49 pm

O público gostava de ver sangue, principalmente quando era esparramado na areia da arena ou quando espirrava sobre as paredes. Algo cruel, é claro, mas este é o exato lugar aonde a crueldade é apreciada. Talvez fosse por isso que Katsuo sentia-se em casa. Sabia que poderia matar seu oponente e que ninguém iria tentar impedí-lo.

Foi exatamente isso que o demônio fez.

De seu corte ele manipulou o sangue que escorria, mas não deixou de puxar um pouco mais. Aquilo era algo que o meio-orc talvez nunca tivesse visto, mas isso não o impediu de continuar a atacar. Enquanto Katsuo transformava seu sangue em uma lâmina, seu inimigo avançou segurando o machado com as duas mãos ao lado do corpo, urrando. Queria terminar isso ali mesmo!

O golpe foi ainda mais brutal do que antes e Katsuo certamente não esperava por isso. Aquele era um meio-orc treinado, vencedor de várias batalhas, e não deixaria que esta durasse mais tempo. A sorte do demônio foi que o inimigo ergueu o machado antes de descê-lo com uma velocidade assustadora, dando tempo para que se esquivasse por muito pouco — tão pouco que perdeu alguns fios de cabelo. O impacto atingiu a arma de sangue em cheio, mas para a surpresa do meio-orc ela simplesmente se desfez, seguindo feito chicote para o pescoço, envolvendo-o como uma fina lámina.

Ele sequer entendeu o que aconteceu. No susto o poderoso guerreiro tentou saltar para trás e conseguiu. Mas, após alguns segundos, lentamente sua cabeça escorregou do pescoçø e caiu no chão. Demorou alguns momentos para que o corpo caísse também e o sangue jorrasse na areia, e mais alguns momentos para a platéia entender o ocorrido. Katsuo não demorou para explicar de forma clara: ergueu a cabeça decepada pelos cabelos, a mostrando em sinal de vitória.

O público urrou empolgado. Nunca esperavam que um ser vindo do nada pudesse derrotar um meio-orc calejado! E só agora que Katsuo podia ver melhor quem o assistia: orcs, trolls, ogros mas também muitos humanos, ghuls, ferais e eventuais anões. A maioria deles parecia prestes a enfrentar uma boa briga violenta sem nenhum problema. Mas o demônio notou que havia uma construção maior na beirada da arena. Abaixo haviam alguns homens que pareciam nobres, separados do grande público. Em um andar para cima, mais atrás, havia um trono maior e mais oculto nas sombras. Ali estava sentado um orc enorme e de pele vermelha, um ser que Katsuo nunca tinha visto na vida. Ele trajava poucas peças de armadura e era difícil notar mais detalhes, mas seu olhar sanguinário ainda podia ser notado. O jovem demônio sentiu como se ele fosse um mero coelho encarando um worg.

O portão de ferro próximo a Katsuo foi aberto, tirando-o do transe. Provavelmente o sinal para ele sair. Largou a cabeça do meio-orc e caminhou através dos portões. Seguiu por um corredor escuro de pedras e, no final, havia uma área sem teto cercado por mais pedras. Muitos guerreiros se preparavam para as lutas, haviam todo tipo de armas e armaduras espalhados e até mesmo um pouco de sangue. Provavelmente se haviam problemas entre eles, resolviam ali mesmo.

— Ei, demônio. — Chamou uma voz pesada e Katsuo virou-se para ver um ogro. Ele tinha dois metros de altura, gordo, mas parecia incrivelmente forte. Possuía presas similares às dos orcs, mas maiores. Ele portava uma clava de espinhos bastante usada, se é que me entende. — Não te vi entrar, quem é seu amo? Ou está só?

Aquilo era um problema que Katsuo sabia que teria de resolver. Entrou do nada na arena, lutou pela sua vida, mas não fazia idéia de onde estava e das regras do lugar. Lógico, era um coliseu, pessoas lutavam pelas suas vidas, mas não sabia dizer se todos ali eram escravos ou pessoas que pagaram pela participação.

—Ele é um dos meus, ogro. — Uma segunda voz se aproximou. Pertencia ao que à primeira vista era um homem, mas logo Katsuo percebeu ser um meio-dragão. Era um homem alto e vestia uma armadura de ferro puro sem maiores detalhes. Seus cabelos eram negros espetados para trás e seus olhos tinham uma cor amarela e profunda, muito similar a de um dragão. Tinha uma barba curta e algumas marcas de corte. Em suas costas, asas de um verde-escuro garantiam sua raça. Suas mãos usavam manoplas mas não era difícil saber que as garras eram naturais. Ele se aproximou, mantendo um tom sério e encarou Katsuo. — A luta foi ótima, meu caro.

— Hunf, tem certeza? Não lembro dele, teria me lembrado de ver esses chifres! — Falou o ogro, levantando a voz.

[Kat, sua reação é super importante aqui, boa sorte!]

[Experiência:
• 200 pontos de experiência pela luta,
• 200 por bônus de narração,
• 150 por três semanas de atraso meu
TOTAL: 550]

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Sex Maio 08, 2015 11:06 am

E todo o espetáculo se encerrou com uma única e silenciosa nota, como a tecla muda de um piano ou a corda ausente de uma harpa de ferro. Então a plateia se ergueu numa fervorosa euforia quando o demônio levantou a cabeça de olhar incrédulo do inimigo derrotado para que ele os encarasse.  Sim, Katsuo conhecia aquele sentimento,  aquela emoção se espalhava por cada músculo do corpo como o fogo na pólvora e que cada um daqueles homens e mulheres cairiam eles próprios numa luta se tivessem a chance. Estava feito: o guerreiro recém chegado havia subjugado o temível oponente.  

Os olhos cor de gelo percorreram cada uma daquelas almas em busca de alguma pista até que se chocaram com um espaço que destoava do restante do ambiente e foi lá que encontrou um trono onde um ser de pele vermelha e olhar sanguinário se sentava. No Inferno, aqueles que se sentavam em tronos o faziam não pelo sangue em suas veias ou pela fortuna de suas famílias, mas por poder e toda vez que um deles se levantava, exércitos pereciam. Apenas esta lembrança fez com que Katsuo instintivamente respeitasse aquela criatura enquanto sentia seu corpo se arrepiar.

O portão de ferro se abre fazendo muito barulho. O guerreiro desfez sua arma — o algoz de sangue — numa chuva vermelha que gotejou sobre a areia seca que se transformou num tapete vermelho por onde seguiu até o que parecia a única saída daquele lugar. Do outro lado encontrou vários guerreiros e correu os olhos pelo ambiente buscando uma saída até que teve sua atenção chamada por um ogro gordo e fedorento.

— E...  — E foi interrompido por um homem de olhos de âmbar e asas cor de musgo que deduziu ser também um demônio.

Katsuo cerrou o olhar e fez um silêncio pensativo. Amo? Um dos meus?! Que história era aquela? Embora estivesse prestes a retrucar, deduziu que o homem tentava alguma coisa. Por isso, segurou seus lábios e sua língua.  

— Você não escutou?! — Ríspido.  

O olhar de Katsuo não focava o ogro e era o de quem o desprezava. Mesmo assim, se mantinha atento e preparado para o caso de precisar.

Sem dar muita atenção, continuou a caminhar buscando algum caminho que pudesse indicar uma saída. Já imaginava que o tal sujeito fosse segui-lo. Caso realmente o fizesse, assim que o demônio notasse proximidade, perguntaria, em tom de deboche:

— Dos "seus"?!

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Ter Jun 02, 2015 5:37 am

[Sério que faz 1 mês? Haha... desculpa. 150 pontos de experiência pelo atraso.]

O ogro grunhiu, notavelmente desgostando da reação do demônio.

— Ora essa, então coloque correntes ou algo assim! — Bradou, deixando um pouco de saliva escorrer pelo canto da boca. Algo que parecia ser bem comum naquela raça um tanto tosca.

— Sabe que sou um visionário, caro guarda. — Respondeu o meio-dragão, sem abalar-se. Na verdade, mostrava incrivel naturalidade em relação a tudo aquilo. — Confio em meus homens. Agora vá fazer seu trabalho, está precisando ocupar sua cabeça.

Mais uma vez o ogro grunhiu, mas desta vez simplesmente foi embora. Não demorou para que o homem fosse até Katsuo e desse um leve tapa em seu ombro. Diante da pergunta do demônio, o homem apenas sorriu de canto e indicou um corredor. Caminharam até chegarem em uma área externa da arena, aonde haviam algumas construções rústicas de madeira e pedra. Uma delas, bastante grande e arrumada, tinha uma placa de madeira bem grande com uma caneca de cerveja talhada. Obviamente uma taberna, talvez a única do lugar. A dupla caminhou até lá e, uma vez lá dentro, escolheram uma mesa mais afastada.

A taberna era rústica, mas confortável. Afinal, muitas pessoas — que não os escravos — vinham ali para gastar seu dinheiro com apostas estúpidas no coliseu. No tempo livre, gastavam seu dinheiro com bebidas estúpidas na taberna. Alguns anões e orcs serviam as mesas, sendo um local bastante movimentado. O suficiente para ninguém se importar com a presença de Katsuo. Na verdade, era como se fosse invisível.

— Sou Razor Meatcleaver, meu caro. — Apresentou-se o meio-dragão, apertando firmemente a mão de Katsuo. — Não precisa se explicar, ficou um tanto claro que você sabe tanto a respeito daquele portal quanto qualquer um aqui. Em poucas palavras: mal sabe aonde se meteu.

Não demorou para duas canecas de um hidromel viscoso fosse servido na mesa. Razor pegou uma delas e deu longos goles. Estava bem gelado.

— As regras aqui são bem simples: as lutas são de vida ou morte. Loucos de toda Lodoss vêm para cá para fazerem apostas, e devo dizer que é algo bem lucrativo. Só há dois meios de participar: você pagando sua inscrição ou tendo alguém que pague por você. Imagino que o portal não te deu dinheiro para a viagem, e se descobrissem isso pode ter certeza de que sua cabeça estaria acompanhando a daquele meio-orc. — Mais alguns goles demorados. Razor parecia não ter pressa em responder o rapaz. — A questão é a seguinte, meu rapaz: sou um patrocinador. Eu negocio, vocês lutam, e eu fico com uma parte.

A partir daqui ele apenas cruzou os braços, encarando Katsuo com um olhar sério. Parecia apenas esperar a reação do rapaz.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Ter Jun 09, 2015 9:00 pm

Ah, o mundo dos homens! Sempre se resume ao valor do dinheiro, não é verdade? Aquela ganância descontrolada, sua ruína, como um verme maldito corroendo o corpo do osso para a carne, como a fruta que apodrece de dentro para fora. Um valor sem sentido para um demônio que conhecia o inferno na pele. Um valor que ele não podia compreender. Ainda não.

Não há valor maior do que a força.

Era o que pensava Katsuo enquanto ouvia, com um sorriso cínico no rosto, a explicação de Razor.  

Um segundo e um terço: foi o tempo que levou para que o demônio levantasse a caneca de hidromel gelado e se deliciasse com ela, bebendo como um morto de sede, depois secando os lábios com o braço. Isso sem sequer relevar o fato de que ele não tinha uma moeda sequer. E ele não dava a mínima para o ambiente daquela taverna: para o barulho, para os olhares, as brigas, a prostituição e qualquer outra coisa mais. O ambiente era, afinal, do jeito que o Diabo gosta.

— Há! Então é isso que você quer?! Que eu lute por você? Mas o que eu ganho com isso, ou melhor, por que eu faria isso? — Disse aproximando o rosto de Razor, comprimindo os olhos e curvando as sobrancelhas agressivamente sem receio de elevar levemente o tom da voz.

Manteve a mira fixa nos olhos do meio-dragão, desafiante. Será que ele era digno, minimamente, dos serviços de Katsuo? Será que seria capaz de incitar a menor fagulha de respeito no coração do demônio? Aquela era a chance daquele homem.  

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Sex Jun 26, 2015 4:03 pm

Sem pressa, Razor terminou de tomar seu hidromel. Assim que terminou, deixou a caneca sobre a mesa e encarou Katsuo, retribuindo a tentativa de intimidar.

— Meio-dragões são criaturas formidáveis, não acha? — Ele apoiou os cotovelos na mesa e juntou as mãos, entrelaçando os dedos. No pouco que era possível ver a pele por além das manoplas, podia-se perceber as escamas verde-escuro e garras espessas. Não eram delicadas como as de um felino. Eram feitas para rasgar, não cortar. — Alguns nos confundem com demônios, ou até mesmo que vocês vieram de nós. Ah, a criatividade humana é impagável.

Mas Katsuo podia sentir uma aura poderosa em Razor. Não só isso, mas o olhar do meio-dragão era tão penetrante que parecia haver fogo neles. Uma criatura formidável.

— Você não é idiota, demônio. Sabe que se sair daquela porta sem mim, não viverá livre por muito tempo. Mas, se continuar aqui, poderá ter uma chance cada vez que pisar naquela arena. E isso pode ser muito lucrativo.

Razor levou uma mão até uma pequena bolsa presa em seu cinto. Dali, tirou um maço de Lodians e colocou sobre a mesa, entre ele e Katsuo. Era papel-moeda, devidamente impresso em Hilydrus, em um acordo comercial com diversos reinos incluindo Takaras. Fácil de carregar, de esconder, de apostar. O demônio não tinha certeza, mas imaginava que naquele bolo poderia ter mais de mil lodians facilmente. Estava acostumado com moedas, mas aquilo ali também cheirava a ouro.

— Mas ainda não sei seu nome, ou como quer ser chamado.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Qui Jul 02, 2015 6:16 pm

O demônio coçou o queixo, pensou um pouco e, em seguida, voltou o olhar para Razor com um sorriso de escárnio marcando seu rosto infernal.

— Se você é um filhote de dragão, quer dizer que sua mãe botou um ovo?! — Ele riu em voz alta, bebeu mais um gole de hidromel e depois se acalmou.

Garras afiadas e uma pele grossa não podiam surpreender nem assustar Katsuo. Ele era um demônio oriundo do próprio Inferno, afinal. Já havia visto e estava acostumado com aberrações muito piores, de dar arrepios, de fazer até mesmo os ossos tremerem de medo.

Nos próximos instantes, o guerreiro ponderou. Ele olhou para o dinheiro e ficou pensativo. Em Lodoss, desde que ficara livre, ele já havia cumprido diversos serviços, a maioria degradante demais para se mencionar. Então, cortar algumas cabeças e ganhar algumas moedas não parecia nada mal. Era até divertido. Por que não?!

— 'Tá certo. Eu aceito lutar por você. Mas já adianto que vou precisar de equipamento!  — Katsuo pegou o dinheiro e examinou minunciosamente uma nota de perto, incrédulo. — Isso aqui tem mesmo algum valor?! Essa coisa não tem peso nenhum... — Ele cheira e termina lambendo de leve uma nota. Tudo para comprovar sua legitimidade.

— Pode me chamar de Katsuo, Razor Meat-algumacoisa. E como funciona essa tal arena? Quantas cabeças eu vou precisar cortar? Ganho só dinheiro ou tem mais alguma coisa? — Um brilho dourado surgiu naquele olhar. Claro, a ganância. Será que algum demônio já havia nascido sem ela?!

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Qui Jul 23, 2015 6:05 pm

Katsuo poderia ser um demônio bastante escolado, mas talvez devesse conhecer também alguns ditados populares. "Não mastigue mais do que pode engolir", "filho de troll, trollzinho é", mas talvez a mais adequada no momento seria "não cutuque o dragão com vara curta". Existem diversas raças em Lodoss, mas os híbridos são especiais por muitos motivos. Possuem vantagens e desvantagens de seus pais, tornando-se versáteis e poderosos por isso, mas também muito explosivos — afinal, são duas naturezas em um só corpo. Mas, em especial, não se fala sobre a mãe de um híbrido. Claro que Katsuo não sabia disso.

Assim que o demônio falou sua primeira frase, pelo menos 10 pessoas que estavam próximas o bastante para ouvir se afastaram imediatamente. Olhavam, surpresos, enquanto Katsuo pegava uma das notas da mesa. Antes que ele pudesse pegar o resto, a mão de Razor pegou o dinheiro, suas garras se cravando na mesa. Ele apenas encarava Katsuo, mas era como se o demônio estivesse encarando outro.

— Mudei de idéia. — Falou, sua voz agora mais pesada. — Você vai ficar melhor como escravo preso nos calabouços deste lugar.

Katsuo podia jurar que as escamas de Razor eram verdes. Mas agora estavam vermelhas. Havia se enganado? O meio-dragão guardou o dinheiro e levantou-se, dando as costas para o rapaz que acabou de perder a chance de, bem, não ser feito de escravo em um coliseu assassino. Talvez, só talvez, Katsuo pudesse tentar reparar o problema...

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Sab Ago 08, 2015 5:43 pm

Katsuo deu de ombros enquanto seus olhos cor-do-céu acompanhavam pacificamente Razor se levantando e talvez seguindo em direção à saída. Ele não havia se dado conta de fato do que tinha acontecido. Sendo oriundo do inferno, ele não era exatamente versado em comportamento social e seu tempo de vida em Lodoss não contribuiu para mudar isso.  

Ele olhou para os lados, reparou alguns comentários e os olhares assustados dos bêbados da taberna. O guerreiro abanou uma daquelas notas que havia ficado em sua mão frente a seu rosto, pensando nela sobre se era ou não verdadeira, sentindo seu cheiro, e decidiu de que, caso fosse, estava perdendo uma grande oportunidade. Ele não era tão burro a ponto de não perceber a seriedade como todo mundo o encarava. Sendo assim, deu um último gole na caneca de hidromel — que terminou por quase secá-la e derramar o restante pelos cantos da boca — e se levantou apressado, seguindo o meio dragão e limpando  rosto com os braços.

— Hey, Razor Meat-algumacoisa! Espere aí! — Diria quando o alcançasse, reduzindo a velocidade para caminhar ao seu lado. — Eu disse alguma coisa de errado?! Eu acredito no valor dessa coisa. — Abando a nota de dinheiro sinalizando do que se tratava. — Vamos lá, você tem essa coisa e eu tenho vontade de lutar. Uma arma e uma proteção e fechamos o trato! Vai perder essa oportunidade?! — Provoca.

Katsuo continuava sem dar importância ao que havia falado. Para quem era filho de uma p*** do inferno, o que era uma bunda grande o suficiente para botar um ovo?! Aquilo não era exatamente ingenuidade. Era ignorância: ausência de normas sociais de convívio. Ao menos daquelas comuns no mundo de Lodoss.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Sex Ago 14, 2015 7:06 pm

Razor parou de andar e riu. A apreensão das pessoas ao redor deu a Katsuo a dica de que aquilo não era exatamente algo bom. Em seguida o meio-dragão passou o braço pelos ombros do demônio, o puxando pra perto.

— Meatcleaver — Repediu seu nome, sua voz ainda pesada, mas com um tom cínico. — E quem está perdendo a oportunidade é você, garoto. Acho que precisa valorizar um pouco mais a ajuda que estou oferecendo. Talvez a melhor maneira é sentir na pele.

Em seguida, empurrou Katsuo para frente de forma que ele passasse pela porta da taberna e caísse no chão da rua. Uma vez ali um dos ogros que estava de passagem virou-se imediatamente para ele. Era bem mais feio do que o outro: usava um elmo de chifres e partes de armadura que pareciam ser ossos. Razor ficou na porta da taberna de braços cruzados enquanto o ogro se aproximo.

— HA! Um penetra? Vai ser bom! — Urrou o ogro, erguendo Katsuo pelo antebraço sem nenhuma dificuldade... ou delicadeza. Na verdade a mão do mostro segurava o antebraço inteiro. — É seu, Meat?

— Nunca o vi mais gordo. — Respondeu o meio-dragão. Ele encarou Katsuo e sorriu sarcástico. — Tenha uma boa estadia, escravo. Talvez eu lembre de você em alguns dias.

E deu as costas, voltando para a taberna.

Com certeza algo que Katsuo não esperava.

----------------------

Para um ogro daquele tamanho, carregar um demônio semi-humano era tão fácil quanto arrastar um saco de batatas. E foi exatamente isso que ele fez. Katsuo estava cansado da luta e por isso era fácil arrastá-lo mesmo que ele lutasse. Caso insistisse muito, um murro na cabeça talvez resolvesse. Tudo que Katsuo pôde fazer era tentar entender o que aconteceu e ver por onde estava sendo arrastado: uma masmorra.

Era um lugar um pouco afastado da arena. Por fora parecia apenas um pequeno forte, mas o subsolo era o que interessava. O demônio foi levado escadarias abaixo até chegar em um corredor largo com marcas de sangue e algumas pedras quebradas. No caminho havia um braseiro fumegante e, dentro dele, um ferrete que parecia bastante velho. Katsuo conhecia aquilo como “marca-gado”, usado por fazendeiros para fazer uma queimadura nos bois e marcá-los como seus. Não havia nenhum gado por perto.

————————————

A “tortura” havia durado apenas alguns segundos, mas a dor duraria por horas. As costas da mão esquerda de Katsuo agora ardiam com a marca dos escravos, para sempre marcada em sua carne.

Spoiler:

Sem qualquer cerimônia, independente da agonia que sentia, Katsuo foi levado a uma grande sala escura, cuja única fonte de luz era uma abertura no teto a 10 metros de altura e fechada com grossas grades. Mesmo o lugar sendo escuro, o demônio pôde sentir outras formas de vida ali. Outros escravos, escondidos na escuridão. Mas não porque queriam: estavam presos à parede pela mão esquerda em um forte elo de ferro. Não demorou para Katsuo ser preso da mesma forma na parede oposta à porta.

— Durmam. Novas lutas só amanhã. — Anunciou o ogro. Como se fosse confortável dormir com um braço preso acima da cabeça. E partiu.

Katsuo lembrava que masmorras eram úmidas e às vezes haviam ratos para caçar. Mas sua sorte também deu um jeitinho nisso: estavam no meio de um deserto. Nada de goteiras ou algo que aliviasse seu calor. Nada de ratos para capturar e fazer um lanchinho. Talvez, só talvez, pudesse encontrar algum inseto. Ah, pensamentos de escravo já borbulhavam em sua cabeça. Junto com raiva.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Sex Ago 21, 2015 9:57 am

O demônio ainda tinha um sorriso largo no rosto quando Razor o empurrou e derrubou para fora da taberna. Aquela atitude do meio-dragão foi uma surpresas para ele. Katsuo não teve nem o tempo de se erguer e limpar a poeira das vestes e um ogro enorme e grotesco o agarrava pelas pernas e arrastava caminho a fora. O guerreiro praguejou:

— Maldito! Você vai ver só... me solta, seu monte de bosta! — Não estava claro se no início ele se referia ao ogro ou a Razor. Possivelmente aos dois.

E seguiu em gritos pelo caminho, revirando o corpo e tentando se agarrar no que podia. Mas a verdade era que Katsuo não era tão grande, nem tão pesado ou tão forte. Somado ao seu cansaço, ele logo se deu conta de que não adiantaria lutar. Em resignação, ele cruzou os braços, torceu a cara e "seguiu" até a fétida masmorra. Quando chegou lá, se preparou para lutar, mas o grandalhão não permitiu isso, o segurando pelo braço e marcando com ferro quente e tinindo, que fez o cheiro da carne queimada impregnar o ambiente, uma amarga lembrança do "lar".

Marcado como um animal, Katsuo gritou e praguejou mais alto ainda. Ele se debateu e tentou lutar, mas foi arrastado e acorrentado numa sala escura, mais ainda que o restante daquela masmorra asquerosa.

— Volte aqui! Estrume de dragão! Me solte e vamos ver o que sobra de você! Volte aqui!  — Gritava enquanto o ogro saia.  

Levou alguns longos minutos até que o demônio calasse a boca. Só então ele tentou dar uma boa olhada na marca em sua mão. Era um pouco difícil enxergar naquela escuridão, ainda mais com a mão para cima e a queimadura escurecida, mas seus olhos já começavam a se acostumar com a falta de iluminação. A marca estava em carne viva, bem molhada, mas não havia sangue, já que havia sido cauterizada. A forte ardência não era tão incômoda quanto a raiva que queimava dentro de si.

Só então Katsuo percebeu os demais escravos. Ele cerrou as vistas para que pudesse perceber o máximo possível destes, mas concluiu que não passavam de lixo.

— Tch!

Ele estava agitado, se movendo constantemente e fazendo barulho com as correntes.

"Rooonnnnc..." — Roncou seu estômago.

Acontece que toda aquela luta por tanto tempo havia lhe sugado as energias. Não bastasse o fato de estar sempre com fome, a exaustão fazia com que seu corpo demandasse mais alimento. Sem ratos, sem água. O que restava naquele ambiente?

— Que droga! — Resmungou. Quem está aí?!

Ele indagou, mas, na verdade, não tinha muito interesse naquelas pessoas. Ao invés disso, com a mão direita e livre, Katsuo apalpava o elo de ferro que o mantinha preso à parede. Ele buscava algum tipo de buraco de fechadura. A conversa era só um jeito de se distrair enquanto martelava um plano para sair dali.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Seg Ago 24, 2015 11:23 am

[Segue a exp pelos meus atrasos:
100xp do primeiro (Katsuo em Ter Jun 09, 2015 9:00 pm - ADM GabZ em Sex Jun 26, 2015 4:03 pm)
150xp do segundo (Katsuo em Ter Jun 09, 2015 9:00 pm ADM GabZ em Sex Jun 26, 2015 4:03 pm),
total de 250xp]

Quanto mais tempo passasse naquela escuridão, mais Katsuo podia ver através dela. Rostos, vários deles. Apenas alguns encaravam o demônio com curiosidade, outros apenas continuavam seus lamentos silenciosos. Era fácil ver o reflexo da única luz do lugar nos olhos daqueles seres. Katsuo foi percebendo suas raças aos poucos: orcs, meio-orcs, alguns ferais. Nenhum humano. Talvez eles não sobrevivessem por ali, talvez fossem os donos de algumas ossadas que podiam ser vistas pelo chão.

Isso tudo foi a única resposta que Katsuo teve por longas horas.

Perto de anoitecer um ogro entrou pela porta da cela, trazendo consigo um enorme saco que parecia pesado.

— Acordem, escravos! Hora do rango! — Anunciou e foi passando por cada um deles, jogando em seus pés o que parecia enormes nacos de carne. Ótimo, parecia que pelo menos seria bem alimentado.

Katsuo percebeu muitos dos escravos se prepararem para pegar a comida. Mal ela atingia o chão, seu respectivo dono a pegava e devorava. Parecia uma espera interminável enquanto o demônio assistia a lenta entrega da "refeição". Quando enfim chegou a vez do demônio ele já salivava, sentia o cheiro da carne crua, queria devorá-la logo. Ficou surpreso com o que o ogro jogou aos seus pés.

Um braço. Definitivamente, um braço. Provavelmente de um humano, um pouco forte. Havia sido cortado fora de maneira bruta, talvez com uma clava mal afiada, talvez com as próprias mãos de um ogro. Ainda estava fresco. Ainda havia uma peça de armadura presa ao antebraço. Era um jeito eficiente de não desperdiçar as mortes da arena: alimentar os escravos com os restos mortais. Era carne, deixaria todos nutridos. Genial.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Sab Ago 29, 2015 2:39 pm

Hmmmmmmmm! O jantar estava servido! O perfume delicioso acariciava as narinas e atiçava o estômago do demônio. A carne suculenta com o sangue ainda fresco escorrendo era uma verdadeira tentação. Mas espere: aquilo era um braço humano! Decepado de maneira brutal, os tendões rasgados à mostra e o osso rachado eram uma imagem que poderiam chocar fortemente uma pessoa. Não Katsuo. Já fazia algum tempo que ele havia trocado aquele tipo de refeição por outras mais bem passadas e fáceis de abater. Entretanto, para um ser oriundo do inferno, o canibalismo não era um tabu. Nos reinos inferiores, qualquer comida é comida e a miséria impera num mundo onde os mais fortes devoram os mais fracos — literalmente!

Só havia um pequeno problema: com uma das mãos nas alturas, ele não podia alcançar sua refeição. Uma manobra era necessária. Assim sendo, o guerreiro segurou o braço, na altura da mão, com os dois pés. Em seguida ergueu até que conseguisse segurar com a sua própria, aquela que estava livre, para então se deliciar.

A primeira mordida era inesquecível: os sucos preenchendo cada recanto da boca, escorrendo pelos lábios e pingando sobre seu peitoral. O sangue humano fresco revigorava Katsuo de maneira descomunal. Nutriam seu corpo e sua alma com energia abundante e extasiante. As fibras musculares enrijecidas não eram páreas para os dentes afiados e bem conservados que laceravam o bíceps e depois o tríceps, as partes preferidas, já que eram mais macias. Mas nada de botar comida fora: até mesmo a carne dos dedos magros era comida, afinal. Enquanto houvesse espaço, elas também seriam bem vindas.

Com a barriga cheia até doer, veio o sono. Tanto espaço percorrido, lutas e batalhas: o descanso urgia debaixo daquela pele. De repente, os planos de fuga davam espaço para um torpor dos sentidos, para a visão que ficava turva, as pálpebras pesadas que acariciavam os globos oculares os chamando para repousar. Sem que percebesse, Katsuo caia no sono. Escuro e profundo, mas com um ouvido sempre atento para o caso de qualquer movimentação.  

Bons sonhos, Katsuo...

Até que o novo dia raiar e com um longo bocejo o demônio despertar. Mas ele ainda estava preso. Só mais 5 minutinhos então...

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Sab Set 26, 2015 5:33 pm

[200 pontos de exp pelo atraso. Espero que tenha aproveitado o cochilo =P]

Acordou extremamente desconfortável, os músculos do ombro rígidos pela posição em que estava. Por sorte não era um humano, então aquilo não iria o atormentar por muito tempo. Seu corpo sabia como se manter ativo. Porém Katsuo não acordou naturalmente: o ranger da porta abrindo e de alguns ogros entrando que o tirou do transe. Eles caminharam até os prisioneiros e, um a um, os prendeu a mais correntes, forçando-os a andarem em linha para fora dali. O demônio novato logo perceberia a rotina dali.

Ao saírem no sol escaldante, Katsuo pôde enfim ver seus companheiros de cela: orcs, ferais e alguns híbridos. Todos eles pareciam fortes e brutos, afinal tinham que ser para sobreviver ali. Era a seleção natural trabalhando da forma mais brutal possível — mesmo que contra a vontade dos participantes.

O grupo de prisioneiros foram levados até uma arena menor, mais distante da principal. Ali foram colocados no centro e livrados de suas algemas. O chão de areia e pedras tinha um aroma forte misturado a sangue. As paredes que cercavam o lugar eram rústicas, algumas estacas de madeira ajudavam a manter tudo no lugar — mas também eram usadas nas lutas, como Katsuo logo pôde notar pela coloração rubra. As arquibancadas eram ocupadas por espectadores menos exigentes, mais focados em dinheiro fácil e em um prazer incomum em ver violência gratuita.

Ali, no meio da arena em meio a cerca de 20 prisioneiros, Katsuo era só mais um. Não sabia o que esperava, mas sabia que o sol os castigava. Deveria ter aceitado a oferta de Meatcleaver...

Bem à frente do grupo, acima dos muros, apareceu uma figura imponente e ameaçadora. Um orc de pele vermelha, enormes presas e marcas pelo corpo forte. Usava peças de armadura em poucos lugares, como no ombro e antebraços, e sua mão segurava um poderoso machado de ossos. Era Throgar Punhofúria.

Spoiler:

Apenas sua presença intimava o grupo. Pela primeira vez Katsuo sentiu-se intimidado. Parecia que aquele orc era capaz de derrubar um exército sozinho, e o demônio não duvidaria disso se alguém lhe contasse. Ele olhou por um longo tempo para todos ali.

— Cem vidas. — Brandou, sua voz um urro amedrontador. — É o preço da liberdade. Vocês vão lutar nessa arena, vida ou morte, nenhuma outra opção.

Ele fez um sinal com a cabeça e alguns ogros jogaram armas na arena: espadas, machados, escudos.

— Comecem.

E sentou-se em seu trono de pedra.

Não foi necessário mais de um instante para todos os prisioneiros agirem. Alguns foram diretos para as armas, enquanto outros começaram o massacre ali mesmo: um enorme feral urso rasgou com suas garras o peito de um orc, em seguida abocanhando sua garganta e arrancando um enorme pedaço. Faltavam 19.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Sab Out 17, 2015 5:29 pm

Uma boa e revigorante noite de sono. Pelo menos para o demônio. Na qualidade de um ser infernal, ele já havia desfrutado de descansos em situações muito piores e, para falar a verdade, mesmo em Lodoss as coisas não estavam assim tão diferentes. Uma noite no celeiro, no chão duro da masmorra, pendurado de braços para cima ou de cabeça para baixo: os músculos enrijecidos e doloridos não ficariam assim por muito tempo. Bastaria se aquecer. Naquele dia não seria diferente.

— Uaaaaaah! — Bocejou, ainda preguiçoso. — Por que acordar assim tão cedo?!

Acorrentado e sem outra opção, Katsuo foi conduzido como gado junto aos demais escravos. Seus olhos curiosos vasculhavam o ambiente em busca do que estava por acontecer. Por vezes, suas distração o fazia reduzir o passo e o guerreiro acabava sendo puxado, perdendo parcialmente o equilíbrio.  

O demônio seguiu até a arena. Mas não era a grande — e talvez luxuosa, em comparação — onde ele aportara anteriormente; era um lugar mais simples, rudimentar, assim por dizer. Mas a decoração indicava que não era menos brutal. Talvez até mais. Quando Katsuo foi libertado de suas correntes, ouviu aquela voz que era como trovão. Seus olhos azuis instintivamente buscaram sua origem. Primeiro foram castigados pelo sol que forçou as pálpebras a comprimi-los e as lágrimas a umedecê-los. Quando se acostumou, pôde perceber a imponente presença do orc de pele vermelha. Ele já o havia visto antes e desta vez não era diferente: Throgar inspirava respeito.

Bastou o anúncio e todos os prisioneiros se agitaram para a batalha vindoura. O som de seus passos e movimentos cresceu, conforme o demônio os acompanhava. Seus sentidos se expandiram. Uma tempestade tomou sua alma e seu corpo. O barulho se tornou atordoante, como de mil trovões. O cheio de sangue era inebriante. A ânsia de sobrevivência fez seu corpo inteiro tremer de leve em tensão. Uma memória despertou.

Como se estivesse adormecida, surgiu dos cantos obscuros de sua mente. Seus olhos, naquele instante em que o tempo pareceu parar, não mais viam o deserto. Pelo menos não aquele onde estava no presente. O que ele viu foi outro deserto. Um de seu passado distante. Seus pés estavam em marcha. Milhares de demônios o acompanhavam nas fileiras. O céu urrava furioso e despejava sua ira em trovões avermelhados contra o solo. O cheiro do enxofre fazia arder as narinas. Aquela era uma lembrança do Inferno Ardente.

Enquanto marchavam, levou somente um instante para que uma explosão ensurdecedora o atordoasse. O exército inimigo. Mil lâminas se entrecruzaram. Mil corpos foram cortados e esfacelados e depois pisoteados pelos seus próprios companheiros. O sangue caia na forma de uma chuva maldita que não cessava enquanto a carnificina durava por horas a fio. Mas as horas não tinham sentido na eternidade.

Katsuo sobreviveria.

Num estalo, ele voltou para a realidade sem que um segundo sequer tivesse decorrido. Aquele mundo, aquela batalha, não era tão diferente das que ele viveu. A ânsia pela sobrevivência: aquele sentimento que despertava no fundo do seu peito, que fazia seu coração pulsar mil vezes, que fazia sua lâmina se mover e cortar os corpos dos inimigos. Aquele era o ambiente para onde sua natureza maligna o havia desenhado. Era exatamente onde ele se encaixava. Um monstro. Um guerreiro, se preferir. Mas, acima de tudo, um verdadeiro demônio, construído para tirar proveito de sua própria sede de sangue. Enquanto alguns demônios nasciam da inveja, do ódio ou da luxúria, nenhum sentimento o designava melhor do que aquele.

Ele se lembrou como era lutar e não pararia enquanto tivesse uma gota de sangue sequer correndo em seu corpo. Lembrou que enquanto tivesse vida a seu dispor, jamais estaria desarmado ou desprotegido. Ele era uma arma viva. Um algoz das frentes de batalha do Inferno.

Sua mente pensou rápido. Enquanto a maioria dos prisioneiros correu para uma arma, o demônio tinha outa motivação. Ele não precisava de uma, afinal. Quando um inimigo próximo estivesse focado na busca por um item, Katsuo passaria suas mãos pela garganta do mesmo, enquanto estivesse, talvez, abaixado. Em seus dedos, garras feitas de seu próprio sangue cresceriam para cortar, afiadas como navalhas, poderiam penetrar na carne macia sem dificuldades. Mas estaria atento: não permitiria ser pego desprevenido.

Como um predador, ele tiraria vantagem primeiro dos mais fracos. Buscaria uma posição onde ninguém ficasse às suas costas e ficaria onde encontrasse a maior poça de sangue, talvez próximo de sua vítima. Somente se ninguém o mirasse ele buscaria pela arma mais próxima. Espadas estavam na melhor opção, mas martelos ou escudos também o serviriam.

Nota:

Gabz, tô usando a ideia de reminiscência (lembrar) para justificar minha "nova" HE. Como usei na minha história que o Katsuo perdeu os poderes ao vir para Lodoss, o que faria sentido, já que ele é razoavelmente antigo estou usando isso de pretexto para ficar mais poderoso. Assim não precisa ficar treinando para aprender melhoria de HE. Facilita minha vida. Mas fica atenta, porque eu tô com uma HE de ativação automática. Pode ver na minha ficha, mas vou colar aqui para ficar mais fácil:


ARMADURA DIABÓLICA:

Conferindo resistência ao sangue dentro de seu próprio corpo, o usuário da Eritrocinese é capaz de se blindar contra ataques físicos de maneira muito eficiente. Esta habilidade pode ser ativada instintivamente, protegendo inclusive contra ataques surpresa. A resistência desta armadura segue a tabela dos itens em relação ao vigor e ela poderá reduzir os danos para um mínimo de 1% de PV, já que se localiza abaixo da pele, podendo, ainda, haver cortes extremamente superficiais. Vale lembrar que, assim como uma armadura de metal, a Armadura Diabólica também pode ser rompida. Nesses raros casos, ela irá absorver uma boa parte do dano (a critério do GM).
Custo: Idêntico ao de manutenção cobrado apenas no turno, mas pode ser mantida. 5% PE (pequena área); 10% PE (um membro inteiro ou área média); 15% PE (o corpo todo). Caso não haja PE, o custo será da metade do valor em PV, mas este uso sobrecarregará o usuário caso se repita excessivas vezes, levando rapidamente à exaustão.


Meu controle sobre o sangue também aumentou muito. Isso explica minha tentativa de fazer garras sem eu ter um corte para fluir meu sangue.

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Qua Nov 04, 2015 11:02 am

Lutar. Matar.

A batalha pela própria sobrevivência movia Katsuo como uma tempestade que arrastava tudo em seu caminho. Ele não mais se permitia pensar: seus instintos tomavam conta de cada movimento, buscando alternativas em meio àquele turbilhão de corpos. Seus inimigos agiam de forma similar: ferais dos piores tipos dispensavam armas enquanto usavam presas e garras para atacar seus inimigos. Orcs maiores do que Katsuo já vira — maiores que o mísero meio-orc que enfrentara no dia anterior — já se armaram com enormes machados ou maças pesadas. Era como se Throgar jogasse ali todos que pudessem se tornar verdadeiros monstros no campo de batalha. E apenas um deveria sobreviver.

— Lok'tar Oghar! — Rugiu um dos orcs, seu machado descendo e cravando-se na cabeça de um segundo, o sangue jorrando bem aos pés de Katsuo.

Sangue. A melhor arma do demônio.

Não demorou para que o instinto puro dele o levasse aos mais fracos. Alguns dos guerreiros ainda procuravam por armas ao chão, e nisso que Katsuo eliminou mais 3 concorrentes. Suas gargantas cortadas agora manchavam o chão arenoso, enfeitando ainda mais aquela maré de violência. Antes de avançar para sua quarta vítima, Katsuo recebeu uma fortíssima pancada do lado direito do corpo, o suficiente para lançá-lo vários metros além. Se não fosse sua armadura de sangue, aquilo teria quebrado seus ossos com facilidade.

Seu atacante: um feral gorila maior que qualquer orc. Ele sequer usava armas, seus punhos e suas presas eram o suficiente. O feral tinha várias cicatrizes pelo corpo, incluindo o rosto, e assustava mais do que alguns demônios que o próprio Katsuo já enfrentou. Ele urrou, expondo presas que atingiam facilmente 15cm de comprimento. Não demorou para que um orc o atacasse com um machado, tentando cortá-lo ao meio. O feral parou a lâmina com sua mão esquerda — sua pele tão grossa quanto malha — e em seguida fez valer suas presas, cravando-as no crânio do orc e jogando seu corpo para cima de Katsuo. Era óbvio que ele estava o desafiando. A esta altura havia não mais de dez combatentes vivos na arena.

[Katsuo, você perdeu 10% de PE para absorver a porrada, mas ainda assim recebeu 5% de dano. Sente-se dolorido, mas nada que te impeça de continuar lutando. O orc que o feral jogou em você ainda segurava o machado de uma mão.]

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por Katsuo em Qui Nov 12, 2015 10:10 am

Que espetáculo maravilhoso! A cada segundo que passava mais uma vida irrompia num lindo campo carmim que se estendia sob os pés de cada um dos combatentes. Um tapete vermelho de possibilidades. Eles agora pisavam sobre a boca do dragão, numa armadilha sangrenta, preparada para devorar suas vidas. Bastaria um movimento. Mas isso estragaria com toda a graça, não estragaria?

No mais íntimo devaneio, num momento de prazer sádico que marcava sua face num sorriso enorme, conforme rasgava as gargantas dos mais fracos, conforme os perseguia como um ávido, se banhando  no sangue quente. Seu corpo se manchava no de suas vítimas. Seu calor se misturava ao delas. Assim se alimentava. Essa era a lei da vida. Foi nesse instante que algo acertou em cheio o demônio. Poderia ser uma arma. Foi tão intenso como se fosse.  

— FILHO DE... uma macaca?! — Exclamou, enquanto se levantava e dava uma boa encarada no seu oponente.

Katsuo já havia lutado contra muitas coisas das mais estranhas possíveis, mas aquele macaco... bem, era o primeiro macaco. Ele ter parado um golpe de machado com a mão nua era incrivelmente assustador. Parecia que o demônio não era o único pele dura naquele lugar. De presente, ele recebeu o corpo de um inimigo abatido. Estava feito o convite. Aquele seria um desafio interessante e divertido. Todos os outros sobreviventes, de repente, pareceram desprezíveis — mas não que ele ainda não estivesse atento aos mesmo.

— Parece que alguém andou comendo muita banana. — Debochou por conta do tamanho e da corpulência do feral.  

Em seguida recolheu aquele machado sem tirar o olho do oponente. Aquela arma não parecia suficiente para uma ofensiva, afinal, já tinha falhado uma vez, entretanto poderia funcionar muito bem como uma defesa. Em tempos desesperados, atitudes desesperadas são necessárias. Qualquer coisa serviria. Katsuo se colocou em posição de combate segurando a arma com apenas uma mão.

— Vamos ver do que você é capaz... — Convocou o macaco com a outra.

Não importa qual fosse a velocidade daquela coisa, Katsuo não iria querer provar de suas presas. Ele não sabia se podia pará-las e não iria querer descobrir isso na prática. Mas caso ele fosse lento o suficiente, desviaria com o corpo para o lado num rápido giro e tentaria pegá-lo pelas costas. Neste meio tempo, seus olhos também exploravam o corpo da criatura. Ele sabia que alguns inimigos poderiam ser bem resistentes, mas existiam pontos fracos que todos eles compartilhavam. Se ele fosse rápido demais, faria o máximo para apenas se manter ileso.


Status: Inteiro
PVs: 95%
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PEs: 90%
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Sim, roubei da campanha da Sah na cara de pau. u.u

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Re: Arena Ossorrange

Mensagem por ADM GabZ em Qui Nov 12, 2015 1:20 pm

Areia. Sangue. Suor.

O cheiro de tudo isso misturado era o que melhor caracterizava aquela arena. Não era à toa: dos 20 combatentes que haviam momentos atrás, poucos restavam em pé. Katsuo, no entanto, estava focado demais em seu rival atual para se preocupar com os demais. Um engano quase fatal. Mal o demônio ergueu o machado — que percebeu ser pesado demais para uma única mão —, um ataque veio de trás: garras rasgaram suas costas como navalhas e o impacto ainda jogou o rapaz ao chão.

O poderoso feral urso rugiu, seu pêlo do rosto e mãos manchados pelo sangue criavam um aspecto assustador para o urso branco. Ele era enorme, mas não maior do que o feral gorila que agora o tinha como alvo. Ambos se enfrentaram e era como assistir a duas tempestades se chocando.

Caído ao chão, Katsuo ainda sentia a dor do ferimento. Não fosse sua habilidade, aquilo teria sido fatal. Ao invés disso o corte foi ligeiramente superficial, mas ainda sangrava. Não era o suficiente para derrubá-lo, mas isso foi útil para perder a atenção do urso. Ao olhar ao redor, Katsuo percebeu que restavam apenas ele e os dois ferais de pé. Dezessete vidas foram tiradas em um piscar de olhos.

Talvez essa fosse a chance de ouro do demônio. Pequeno, sentiu-se intimidado pela monstruosa demonstração de força dos dois ferais que se enfrentavam. Um escapava das presas do outro, mas não recuavam. O máximo que o urso conseguiu foi arranhões superficiais nos braços do gorila, que eram incrivelmente fortes. Eles não sabiam que Katsuo ainda vivia.

[Katsuo, a porrada foi forte, mas mais uma vez você foi salvo pela sua habilidade. O custo foi de 20% de PE por ter sido um corte + impacto que teria te matado. Ainda assim você perdeu 20% de HP. Ainda consegue lutar normalmente, mas interprete um pouco de atordoamento inicial ao se levantar]

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