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Mensagem por NR Lima Limão em Qui Ago 07, 2014 10:38 am

Status dos personagens:

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Saphira
PV: 100%
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Sigurd
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PE: 100%
Status:
Inventário: Nada


<Informações complementares:
Sobre a EXP - Como a campanha é bem fácil e teremos poucos capítulos e poucas lutas, as recompensas em EXP serão razoavelmente baixas. Cada capitulo dará por volta de 700 EXP no máximo, e o capitulo final será acrescido da EXP por finalização.

Sobre o inventario - Todos vocês devem ter visto o campo inventario vazio, mas isso não significa que vocês não tenham absolutamente nada. Este inventario é referente somente aos itens adquiridos dentro da campanha, os itens conquistados fora dela não são listados ali, mas vocês o possuem e podem usa-los sem problemas.

Sobre os atrasos e desistências - O prazo será de uma semana, porem usarei um esquema diferente do que uso na minha campanha atual, para ver se evito gente atrasando. A partir do meu post, todos terão 7 dias. Caso alguém atrase sem aviso prévio, será perdoado, mas na segunda vez, será retirado da campanha de imediato, sem chance de retrucar. Caso o jogador avise que por algum motivo terá que ficar ausente, seu personagem será controlado por mim como um NPC e realizará ações "padrão", mas nada que interfira demais no andamento da historia, por razões óbvias, porem ele não será punido com falha nem nada do tipo.

Se tiverem mais alguma duvida, podem me encontrar no chat do skype, ou via PM. Bom jogo a todos. ^^>

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Mensagem por NR Lima Limão em Qui Ago 07, 2014 10:38 am

Introdução


Mais uma noite se arrastava pelo céu de Ruff. O manto azul estrelado e infinito se estendia até o horizonte, uma lua tímida, minguada e ofuscada pelo brilho das dezenas de estrelas completava o céu sem nuvens. O clima estava fresco, como era de costume naquela região, onde os dias eram, em sua maioria, bem quentes, e as noites um pouco mais frias e de brisas mais frescas. Mas apesar de todo o cenário de beleza e tranquilidade que Ruff passava aos viajantes, por trás havia tensão, medo, preocupação. Um crime acontecera há dias atrás, e desde então, pessoas vêm desaparecendo de forma misteriosa. Não são encontrados corpos, ou sequer sinais de luta ou sangue. Todos os ataques até o momento aconteceram durante a madrugada, não há testemunhas e nenhuma das pessoas desaparecidas foi encontrada, viva ou morta. Até o momento 3 pessoas desapareceram, entre elas dois homens e uma mulher, nenhum deles com algum tipo de ligação entre si, todos com idades por volta de 20-25 anos, de famílias completamente diferentes. Suas famílias não sabem o que aconteceu, apenas que escutaram um barulho durante a madrugada, e no dia seguinte pela manhã, as portas de suas casas estavam escancaradas e as pessoas em questão haviam desaparecido. Não fora levado nada também, tudo estava em seu devido lugar. As autoridades de Hilydrus chegaram à cidade para tentar resolver o acontecido, e os moradores começaram a abafar o caso, para impedir que os viajantes parem de ir a Península. Mas mesmo com a presença da guarda, o ultimo dos desaparecimentos aconteceu... Naquela noite.

@ Todos

Vocês chegaram de algum lugar, seja ele qual for, e estão agora no vilarejo onde fica a Estalagem Estallion. Vocês não sabem sobre o acontecido, pois os cidadãos e a guarda estão mantendo em segredo para os novos viajantes. Porem, da para notar pelo clima de tensão no ar, e pela movimentação anormal de guardas de Hilydrus, que algo está muito errado. O primeiro post de vocês é bem simples, narrem sua chegada, seus motivos, e interajam com o cenário, tentem descobrir algo, ou simplesmente caminhem pelo lugar, façam o que estiverem afim até o anoitecer. Durante a madrugada, vocês deverão narrar que ouviram uma movimentação intensa de guardas na rua, e caso alguém queira ver do que se trata, pode faze-lo e eu irei dizer o que houve no próximo post.

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Mensagem por Sigurd em Dom Ago 10, 2014 2:41 am

Andarilho então? Sim... talvez essa fosse a melhor definição para uma auto-analise, afim de livrar-se do tédio, enquanto perambulava por uma estrada qualquer da península, sem um objetivo especifico a não ser conseguir um bom teto para passar noite. Poderia ser um bardo, talvez? Não...seria injustiça com tal classe, pois apesar da boa habilidade com os dedos - no melhor sentido, é claro - cantar não era muito sua vocação. Digamos que não tinha tanta afinidade com o idioma popular da ilha e sua voz não era adequada(muito grossa e rouca), todavia tocava seu alaúde muito bem para se sustentar na medida do necessário, afinal todos precisam comer.

O céu estava limpo, na ocasião, quando por fim dera de encontro com o vilarejo do qual esperava encontrar. Havia sido bem recomendado durante seu ultimo trabalho, em uma cidade vizinha. A vila era conhecida por sua famosa Estalagem Staillon e como qualquer bom artista - "musicoportunista" - era para lá que seguiria logo que botasse os pés por ali. Então foi o que fez. O sol ainda estava chegando em seu ápice, naquela situação. Sua barriga logo começaria incomodar, tal como a sede já estava fazendo. Era a hora de conseguir o almoço e descobrir qual a perspectiva para o jantar. Todavia, quando finalmente sentou ao pé da estalagem para trabalhar, notou algo estranho naquele local. O clima das pessoas era pesado, tenso; os olhares mais desconfiados do que os de costume. Porém o que mais intrigava não eram os moradores, mas sim os soldados. Por que tantos e por que tão inquietos? De certo era novo em Hilydrus para saber seus modos e costumes, mas de soldados entendia. Algo estava errado, isso tinha certeza, mas o que?

Com sua capa servindo de sacola para moedas, cujo esperava ganhar, soou a primeira nota do alaúde seguida de várias outras. A musica era animada, de fato. Se não fosse capaz de elevar o astral das pessoas, ao menos esperava chamar sua atenção. Talvez com isso tivesse alguma pista do que estava acontecendo.


Última edição por Sigurd em Seg Ago 11, 2014 12:12 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Erros gramaticais -.-")

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Mensagem por Saphira em Qua Ago 13, 2014 11:49 am

“A confiança é como um espelho, quando quebra, pode ser consertado, mas jamais voltará a ter o mesmo reflexo que antes...”

A batalha para “proteger” Calm de uma invasão de orcs estava terminada, mas minha jornada pela ilha de Lodoss estava apenas começando. Minha passagem pelas terras geladas do norte não havia trazido nada de proveitoso ao meu objetivo principal, que era encontrar o cálice, mas ao menos havia me rendido algumas aventuras e um pouco de dinheiro. Uma pista não muito confiável, porem a única que tinha no momento, era de que o cálice, talvez, estivesse escondido numa caverna na região da Península de Ruff. Roubado há muitos anos por saqueadores, havia sido vendido a piratas que o esconderam próximo ao porto, para um dia reavê-lo. Se a historia era mesmo verdade, eu tinha minhas duvidas, mas não custava nada tentar... Na verdade custava. Ah, o maldito sol, aquela estrela que guiava a vida na terra, mas que ao mesmo tempo, castigava aquela que já havia perdido sua vida há tantos anos. Por que este astro, que proporcionava o bem estar e as condições de vida a tantos, insistia em querer retirar minha existência desse mundo? Era uma das muitas duvidas que assolavam minha mente desde me tornara uma vampira. Minha expectativa era a de chegar ao local, descobrir o que precisava e ir embora o mais rápido possível. Quanto menos tempo eu ficasse sob este sol escaldante da costa, melhor seria para minha sobrevivência. Não fosse a capa que cobria todo meu corpo, já teria virado pó diante daquele clima quente e ensolarado da Península.

Eu não conhecia praticamente nada do lugar, mas a paisagem não era muito diferente do que eu imaginava, uma pequena aldeia composta por pescadores e viajantes, não era algo grande como Hilydrus ou Takaras, sequer era tão grande quanto Calm. Não deveria ser muito difícil de encontrar o que eu queria, mas a movimentação incomum e numerosa de guardas me chamou bastante atenção. “Por que uma quantidade tão grande de guardas num local como este? Será que aconteceu algo?” Seja por qual motivo, era bom não me meter, e seria melhor ainda que eu terminasse minha busca o quanto antes, para me ver livre daquele lugar o mais rápido possível. Com o dinheiro que ganhei em Calm, trabalhando para o exercito, aluguei um quarto numa estalagem qualquer sem muito luxo, mas ao menos confortável de se ficar, bem diferente do buraco escuro onde ficou boa parte de seus dias quando esteve no norte. Passei boa parte do dia dentro do quarto, apenas aguardando o por do sol, e assim que este aconteceu, saí para vasculhar a localidade. Horas se passaram e eu não havia encontrado nada naquela região, pensei que poderia estar na praia ou até mesmo nos rochedos, mas uma situação inusitada me pegou de surpresa aquela noite quando voltava para a estalagem. Uma movimentação de guardas, pareciam preocupados, nervosos, algo muito errada estava acontecendo. Me escondi num beco e ali fiquei aguardando a passagem deles. Logo em seguida tentei segui-los de longe para ver do que se tratava tal movimentação. “Só espero que não tenha a ver com minha presença na cidade...”

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Mensagem por Elsa em Qua Ago 13, 2014 3:50 pm

Sombra da Meia Noite - Capítulo 1 - Chegada


O céu noturno iluminava o local com a luz das estrelas e de uma fraca e tímida lua. Havia enfim chegado em Ruff e o cansaço da viagem se abatia sobre mim, o sono era o principal motivo da minha procura por um local para passar a noite. Mesmo assim dava-me ao luxo de contemplar aquela nova paisagem, de fato era bem diferente da Academia de Magia, não possuía tanta imponência, mas mesmo assim tinha seu charme aparentando ser um local acolhedor. Enquanto caminhava pelas ruas do local notava outra coisa, algo diferente uma espécie de mal estar no qual não podia descrever ao certo tal sentimento. – Algo não está certo... – puxava meu cabelo para frente a fim de refazer minha trança, um hábito meu quando começava a pensar sobre algo ou alguma coisa.

A movimentação dos guardas não parecia algo próximo da normalidade, pareciam que estavam em todo lugar e preparados para algo muito ruim, aquilo tudo poderia ser apenas uma cisma minha, mas não pude negar achar aquilo extremamente estranho. – Cobernick disse para que eu viesse até aqui, mas não me explicou mais nada sobre o assunto... será que tem algo de errado por aqui? – Não pude evitar pensar no pedido do mestre da Academia de Magia. Se o Mestre me enviou até aqui, havia de ter alguma razão, ou talvez eu só estivesse cansada demais para pensar com clareza naquilo. Após alguns minutos caminhando pelo local cheguei em uma pequena estalagem, a mesma não era muito luxuosa mas oferecia cama e comida e isso já bastava para uma simples noite.

Antes de seguir para o quarto pude matar a fome com um bom peixe acompanhado de vinho que mesmo amargo demais para meu gosto, servia para saciar a sede enquanto o peixe era bom o suficiente para matar a fome. Segui até o quarto apenas na expectativa de dormir um pouco, mas ao entrar no cômodo notava além da cama uma banheira de madeira simples, estava com água até praticamente a borda e a fumaça vinda dela era um convite a um banho relaxante. Fechei a porta do quarto com um sorriso de alegria sabia agora que todo o dinheiro que tinha não tinha sido desperdiçado. Retirei o arco e a aljava, assim como minha bolsa de viagem e os coloquei sobre a cama enquanto despia-me para entrar na banheira. O vestido de seda negra era deixado no chão devido a pressa e não evitava um suspiro de prazer ao mergulhar o corpo na água morna. Desfazia a trança para molhar o cabelo e escová-lo e depois me limpava como se pudesse tirar todo aquele cansaço com a água do banho. Quando enfim estava limpa relaxei o corpo e encostei a cabeça na borda da banheira perdendo lentamente os sentidos e caindo no sono.

Despertei algum tempo depois ouvindo sons que vinham da rua. Naquela altura da noite as poucas velas que iluminavam meu quarto já haviam se apagado e a água havia ficado fria. Levantei-me e procurei o primeiro pano seco para cobrir o corpo e ir em direção a janela ver o que ocorria. Guardas moviam-se pelas ruas, aparentavam ter muita pressa o que novamente me fazia pensar na razão de tudo aquilo. – Algo não está certo aqui...preciso ver melhor o que está ocorrendo. – Com o pano que cobria meu corpo, enxuguei-me e voltei a me vestir com o vestido de seda negra, não podia perder tempo fazendo a trança do cabelo, por isso deixava-o solto enquanto pegava o arco e a aljava colocando-os em minhas costas. Abria a porta do quarto com certa cautela e com passos rápidos movia-me até a saída da estalagem. A movimentação ainda era intensa e os passos apressados eram ouvidos de longe, esgueirava-me pelos becos na direção dos guardas, na tentativa de descobrir a causa daquele tumulto. – O que eles estão escondendo?

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Mensagem por Lyza Simons em Qui Ago 14, 2014 10:21 pm


Um crime misterioso

Lyza ja havia passado por muitas aventuras desde que deixou sua vida pacata em Calm, e até mesmo ao voltar ao seu antigo lar adotivo em Lodoss, teve de lidar com uma situação de crise inesperada. Era hora de descansar, seu corpo já não era mais como antigamente, apesar de ainda ser considerada jovem por muitos, Lyza preferiu dar um tempo em sua jornada em busca de Samantha e seu livro, para tirar umas férias. E em sua mente, não existiria lugar melhor para isto, senão a Península de Ruff, a região costeira de Lodoss. Lar de paisagens belíssimas e um clima quente e convidativo. “Um pouco de sol e ventos em meus cabelos não farão mal...” E com este pensamento, ela seguiu para a Estalagem Estallion, lugar bastante conhecido ali naquela região de Lodoss. Aproveitou o dinheiro que havia ganho em Calm para desfrutar do conforto da estalagem, e não se arrependeu da escolha. Mas Lyza era como um imã de mistérios e situações perigosas, isto a seguia como ratos seguem o cheiro de queijo. Assim que chegou ao vilarejo, percebeu uma movimentação incomum de guardas reais de Hilydrus, uma quantidade bastante exagerada dado o tamanho do lugar. Amaga permaneceu com um olho naquela movimentação, mas procurou se distrair e tentar aproveitar sua estadia ali, afinal não estava la para se meter em mais nenhuma aventura arriscada, queria paz e tranquilidade. A maga passou o restante do dia caminhando pela praia, e no inicio da noite, voltou e passeou pelo vilarejo a procura de algo que a interessasse. Um dia bastante comum e proveitoso, sem nenhum imprevisto ou qualquer outra coisa, mas no fundo, a mulher ainda tinha a leve sensação de que algo estava para acontecer, era como um sexto sentido. Poderia ser somente sua imaginação, mas assim como quando chegou em Calm esperando uma cama confortável, chocolate quente e hospitalidade, Ruff também não estava livre de seus problemas, e eles rapidamente surgiram para atormentar a noite pacifica da Peninsula.

Na madrugada, enquanto dormia, Lyza ouviu pela sua janela som de passos, estavam rápidos e eram muitos, havia vozes também, aflitas, falavam alto, como se não se importassem com os que tentavam dormir tranquilamente em suas casas. Seu sono fora interrompido por esse estardalhaço do lado de fora, e um pouco mal humorada, a maga foi averiguar do que se tratava. – Mas o que será que aconteceu? – Lyza estreitou os olhos e tentou entender a cena, um grupo de guardas se dirigiam a um local, possivelmente algo de ruim acontecera por la, mas não dava para saber o que era sem ir la antes para ver. Lyza queria manter-se fora daquilo, mas sua curiosidade era mais forte, sua mente aguçada pedia por mais informações, pedia para que a maga se levantasse e fosse até la, e foi o que ela fez. A maga aprontou-se e saiu da estalagem, seguindo o batalhão de guardas que corria pelas ruas.



OFF: Desculpe a demora, prometo que não acontecerá de novo. ^^
Eu e a jogadora Saphira combinamos que ja nos conhecemos pela campanha do Gold no norte, quando nos encontrarmos iremos interpretar isso.

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Mensagem por NR Lima Limão em Sex Ago 15, 2014 2:56 pm

Capitulo 1 – Mais um desaparecimento...

Todos os aventureiros tinham seus motivos para estarem ali, fosse por razões pessoais, influencia de terceiros, ou o simples acaso, eles haviam sido reunidos naquele vilarejo, e viam-se agora, diante de um mistério que os surpreenderia. A noite caiu sobre o lugar, e as ruas começaram a se esvaziar, o céu ainda limpo e estrelado contradizendo a aura de preocupação que fora instalada naquele lugar. Agro já havia conseguido um bom dinheiro com sua melodia, daria ao menos para sobreviver mais alguns dias de forma bem simples, mas já era um bom inicio. Lyza voltava de um dia ensolarado na praia, sua pele um pouco mais bronzeada que o comum e seu espírito renovado. Saphira chegou apenas no fim da tarde, a vampira preferia evitar as cidades durante o dia, para que sua aparência muito fechada e sinistra não chamasse demais a atenção, e por ultimo, mas não menos importante, a aluna de Cobernick, enviada ao local ainda sem uma razão aparente. Apesar das motivações e objetivos diferentes, todos tiveram um mesmo pensamento assim que viram a movimentação incomum dos guardas na rua. Um grupo deles se dirigia a uma área mais remota da vila, próxima a praia, e ao se aproximarem mais, puderam ouvir alguém aos prantos. – MINHA FILHA, ONDE ESTA MINHA FILHA?! – O som ficava cada vez mais alto até se tornarem gritos, gritos de desespero, de dor e angustia, gritos de um pai que acabara de perder algo importante. Gritos de um pai que perdera sua filha sem nenhuma explicação.

@ Todos

O cenário era de medo e preocupação. Uma pequena multidão de pessoas se aglomerava em volta de uma única casa. Assim que os guardas chegaram, abriram caminho e tentaram dispersar boa parte dos curiosos, mas alguns ainda insistiam em permanecer, mesmo que de longe. Quando as pessoas se separaram, o grupo pode ver do que se tratava aquilo e qual a origem dos gritos desesperados. No chão, de joelhos e se debulhando em lágrimas, uma mulher jovem, cabelos longos e castanhos e vestes muito simples. Atrás dela, um homem igualmente jovem, cabelos curtos e negros, a segurava pelos ombros enquanto contava aos tropeços uma historia para um dos guardas. Lyza, Agro e Elsa não conseguiam distinguir muito bem as palavras do homem devido a distancia, e os guardas criavam agora um cerco em volta da casa, para evitar que mais gente se aproximasse. Mas Saphira, caso conseguisse chegar perto sem ser notada, conseguiria ouvir perfeitamente as palavras do homem, que dizia com certo desespero e pressa em suas palavras... – ...Ela estava na cama, ouvimos um barulho estranho no quarto e quando fomos ver ela não estava mais! Façam algo! Pelo amor de deus, encontrem nossa filha! – A mulher parecia chorar mais ainda ao ouvir a historia contada por seu marido, que agora tentava faze-la se levantar. Os demais poderiam tentar se aproximar para ouvir, mas os guardas certamente os mandariam voltar, ou simplesmente poderiam esperar e tentar conseguir alguma informação com um dos moradores que já estava lá antes deles chegarem. Saphira era a única privilegiada, pois com sua audição mais aguçada que a de um humano comum, não teve problemas em escuta-los de longe. – Calma senhor, faremos todo possível para encontra-la. Conte-me mais detalhes... – E a conversa continuou com o guarda questionando o homem sobre o ocorrido, bastaria aos demais decidirem o que fazer quanto aquela situação.




<Bom, Agro, Elsa e Lyza, como puderam ver no post, foram afastados pelos guardas e não ouviram toda a conversa. Se quiserem saber mais terão que perguntar a alguém que tenha escutado, ou ver se algum dos moradores sabia de algo. Saphira, como vc é a única jogadora com sentidos aguçados, você foi a única que conseguiu ouvir a conversa por inteiro. Isso SE você decidir se aproximar. Caso você queira saber o resto da conversa, as perguntas e as respostas feitas pelo guarda, me manda uma PM que eu vou responder com essa parte do post SOMENTE para você. O prazo agora é até dia 22/08 próxima sexta. Duvidas, podem me contatar via Skype ou PM.>

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Mensagem por Elsa em Sex Ago 22, 2014 4:24 pm

Sombras da Meia Noite - Capítulo 2 - O Desaparecimento


Com calma e muita cautela conseguia espreitar-me por todo o caminho que o grupo de guardas fazia até seu destino desconhecido, não tinha idéia do tempo que passava perseguindo-os, a tensão que sentia parecia inibir-me de qualquer sensação de passagem de tempo, os minutos podiam ter virado horas e as horas poderiam ter virado minutos em minha mente devido ao foco na ação e na sensação de que algo não muito agradável estava por vir. Saiamos do centro da cidade para uma região mais deslocada, próxima a praia foi quando ainda muito distante podia ouvir uma voz chorosa, a frase de clamor se tornava mais angustiante conforme me aproximava, o choro tornou-se desesperador e o clamor daquelas palavras expunham uma dor de partir o coração. O local estava cheio, os gritos atraiam curiosos e então me senti livre para deixar de espreitar os guardas e me misturar à multidão.

Os guardas por sua vez não perderam tempo e energia ao abrir caminho por entre as pessoas e começar a afastá-las do local, mesmo assim alguns mais teimosos resistiam aos pedidos e permaneciam fixos ali. Eu era uma dessas pessoas, tentava chegar mais perto do local desviando daqueles que desistiam de ficar ali para continuar observando. Quando parte daquelas pessoas já havia se afastado podia notar bem a frente um corpo encolhido no chão, de joelhos afogando-se em lágrimas a mãe parecia inconsolável ainda sim não era a origem daquele grito agonizante, mas ver aquela cena apertava-me o peito. Um homem estava próximo dela, talvez o pai da criança, parecia muito abalado e podia-se notar na forma que gesticulava enquanto falava sons incompreensíveis a meus ouvidos.

Dava um passo em direção a casa, mas recolhia imediatamente ao notar o cerco dos soldados, blindando o local de curiosos. – Óbvio que não seria tão fácil... – lamuriava em minha mente a ação dos guardas. - ...mas pelo menos tenho a confirmação de que algo não está certo por aqui e de que estão escondendo algo dos visitantes. – concluía enquanto abraçava-me e observava as coisas a meu redor. – Vai ser perde de tempo continuar aqui com esses guardas, talvez deva passar mais tarde, quando a situação se acalmar. – caminhava para longe da casa. Procurava pela vizinhança alguém para perguntar, afinal de contas deveriam ter sido os primeiros a acudir o casal antes dos guardas chegarem, observaria as janelas das casas na esperança de encontrar alguém observando por entre elas ou por algum vizinho que tenha se dirigido ao local. – Senhor(a) posso ter um minuto de sua atenção por favor? Eu gostaria de saber o que aconteceu naquela casa, se importaria de falar o que sabe? – perguntaria com delicadeza na voz, se a pessoa demonstrasse certo desconforto ou tentasse desconversar insistiria. – Eu quero ajudar...eu “posso” ajudar...mas não posso fazer isso com todos tentando esconder o que está acontecendo por aqui. Por favor... – pediria com serenidade e determinação no olhar. Uma vez que a pessoa falasse do ocorrido questionaria acerca do tal desaparecimento, se este era o primeiro e o que os soldados faziam com as famílias que haviam sofrido algo do tipo.


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Mensagem por Sigurd em Sex Ago 22, 2014 4:43 pm

- Obrigado... - O rapaz agradeceu, junto a um acenar de cabeça, quando uma moça de meia idade lhe dera a ultima moeda daquela noite.

Com o cair da noite já era hora de dar um descanso aos seus dedos. Havia feito uma quantia razoável de ouro naquele dia, boa o bastante para abastece-lo com um teto quente e uma refeição digna, pra variar. A proposito: o cheiro do guisado era notável de fora da estalagem e imagina-lo com um bom corno de cerveja fizeram Agro salivar. "Hora do jantar", ele pensou animado. Porém, uma inquietante movimentação das pessoas chamaram a atenção do rapaz - não que o simples clima de tensão já não o fizesse, mas era como se o motivo disso estivesse se revelando. Todos seguiam para uma área comum da vila, em direção a praia, e Agro os seguiu curioso. O jantar podia esperar.

- Hey...Problemas? - Indagou a um homem qualquer, cujo julgou já estar ali quando tudo aconteceu, à uma distancia razoável da onde podia-se ver alguns guardas em volta de uma casa. A geografia do local, tal como a altura do garoto, permitia ver que por trás da cerco feito pelos guardas afim de manter afastado os curiosos, um casal era interrogado. "O que será que está acontecendo?" questionou a si mesmo, como se pudesse obter a resposta, talvez o homem soubesse.

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[Clássica] Sombra da meia noite. Empty Re: [Clássica] Sombra da meia noite.

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Ago 26, 2014 12:43 am

@ Todos

O cenário atual era de muitas duvidas e espanto por parte daqueles que assistiam, e uma dor e sofrimento sem igual para os que acabaram de perder um ente querido sem qualquer explicação. As pessoas pareciam ainda mais tensas que antes, cochichavam entre si, apontavam para o casal e para a casa, e em seguida em direção a praia da nevoa, e que coincidência, lá estava a dita cuja que dava o nome famoso ao balneário. A névoa fina, porem ainda visível se formava aos poucos na região, tomando conta da praia e aos poucos, turvando a visão além dela. Quem se demorasse mais no olhar, poderia ver de relance algo movendo-se entre a fumaça acinzentada, uma sombra, algo bem grande, certamente não humano, saíra de trás de uma arvore e entrara no mato rapidamente. Um movimento tão rápido e repentino que ninguém notou, ou quase...

@ Saphira

A vampira fora a primeira a chegar no local, em suas andanças pela região em busca de algum ser vivo para se alimentar, acabou por deparar-se com uma cena bastante estranha. Enquanto caminhava pelos limites da vila, ouviu algo estranho vindo de uma das casas mais próximas a praia. Um grito de horror de uma mulher, seguidos por clamores altos de um homem gritando por alguém. “Emília! Emília!” O desespero era claro na voz de quem gritava, era como se alguém tivesse acabado de cometer um ato hediondo, e a realidade talvez não fosse muito diferente. Saphira decidiu se aproximar de forma mais sorrateira e furtiva que pode, e chegou a tempo de ver o casal saindo da casa aos prantos. A mulher ficou pasma olhando em direção a praia, enquanto sucumbia ao próprio peso e caía de joelhos na terra áspera. O homem por outro lado continuava a gritar desesperadamente, reunindo uma pequena multidão de pessoas ao seu redor. Poucos minutos depois de ter começado a bagunça, o grupo de guardas chegou e começou a tentar por ordem na situação. A vampira se aproximou mais um pouco, subindo num dos telhados vizinhos e ali ficando escondida nas sombras da noite, seu lugar de origem, ouvindo a toda a conversa. Saphira surpreendeu-se com o que escutou, mas ainda assim era algo que não lhe importava tanto por um lado. Era de pouco interesse da vampira ajudar uma família de desconhecidos a reencontrar sua filha perdida, mas era de muito interesse caso houvesse alguém envolvido nisso. Uma nova vitima a aguardava? Talvez. Ela precisaria saber mais sobre o caso antes de ter certeza dos fatos, mas de uma coisa ela tinha certeza, segundo as palavras do homem, aquele não havia sido o primeiro, muito menos o ultimo dos desaparecimentos na vila...

@ Lyza

A maga já estava deitada, aproveitando o conforto de uma cama bem macia e quente na estalagem. Sua consciência pesava cada vez mais, e aos poucos seus sentidos começavam a se esvair, até que enfim ela estava dormindo. Sua mente começou a turbilhoar com dezenas de imagens, e então o tempo parou, uma única imagem se fazia presente. “Aquela é...? Samy!” A menina estava aos prantos no gramado em frente a casa, um grupo de pessoas tentava consola-la, mas sem sucesso. Somente quando Lyza chegou foi que a pequena enfim tentou conter o choro e, aos soluços, tentava passar uma mensagem à sua tia. “Minha... Mãe... La dentro... Morta...” a expressão de Lyza abriu-se numa carranca de horror. Era como ter visto uma assombração, ou coisa pior. A mulher queria correr la para dentro e tentar descobrir se era mesmo verdade, mas ao mesmo tempo, tinha medo de deixar a pequena sobrinha sozinha no meio do gramado. Por via das duvidas, deixou-a aos cuidados do vizinho, que vinha para acudir após uma torrente de gritos de desespero vindos da casa. Lyza ignorou todas as perguntas que lhe foram dirigidas e correu para dentro do recinto, apenas para ter o horror de ver sua irmã caída em meio a uma poça de sangue e seu marido mais a frente de bruços, também caído. A maga ignorou o homem, não tinha interesse nenhum em ver se estava bem, tampouco queria que o estivesse, sua irmã era a única coisa que importava no momento. O coração da mulher ainda batia, fraco, quase parando, assim como sua respiração. A jovem moça de cabelos rosados estava com um ferimento grave na região do estômago que sangrava bastante, encharcando suas roupas e o chão. Lyza não sabia o que fazer diante daquela tragédia, e ficou ainda mais perdida quando sua irmã, em seus últimos suspiros de vida, pediu que ela cuidasse de sua filha... E como num passe, o pesadelo acabou. Lyza acordou suando frio, ofegante, como se tivesse corrido uma maratona. Colocou as mãos na cabeça e tentou desvencilhar aquelas memorias ruins de sua mente. Estava ali para relaxar, e não queria que nada a incomodasse, nada... Nem mesmo um grupo de guardas barulhentos gritando em sua janela. “A essa hora? O que será que houve?” Eles seguiam todos na mesma direção, e eram muitos, cerca de uma dúzia de soldados corriam pela rua de pedras em direção a praia. Lyza não pode conter sua curiosidade, sabia que não era um assunto do qual iria querer se meter, mas sua sede por informação a traía novamente. Arrumou-se rápido e correu atrás dos soldados, e quando chegou, deparou-se com o grupo de pessoas que envolviam a casa. Os prantos sofridos do homem logo chamaram sua atenção e ela começava a entender o porque de tantos soldados terem vindo. “A menina desapareceu? Tenho que saber mais...” Sua mente estava avida por saber mais sobre aquele misterioso desaparecimento, mas a principio sua principal fonte de informação estava agora sendo bloqueada e protegida pelos soldados. Decidida a descobrir algo, Lyza foi até um dos moradores que estavam ali parados assistindo a cena e perguntou sobre o acontecido, mas a resposta não fora muito diferente daquilo que já era óbvio aos olhos de um bom espectador.

- A Filha deles desapareceu durante a noite, eles não sabem como, nem por onde. Igual nos outros... Que tristeza.

Igual nos outros? Houveram mais? Isto estava começando a ficar cada vez mais estranho, porem as peças daquele imenso quebra cabeças começavam a se encaixar aos poucos. O clima de tensão, o contingente de soldados exagerado pelo vilarejo, tudo fazia sentido agora. O motivo se mostrava claro, pessoas estavam sumindo e os moradores estavam assustados, clamaram pela ajuda de Hilydrus e estes os enviaram soldados para proteger as ruas. Mas ao que tudo indicava, nem mesmo a presença do exercito real no lugar estava inibindo os desaparecimentos. Faltava a Lyza ainda muito sobre aquele mistério, mas cabia somente a ela agora decidir se continuaria tentando saber mais, ou se ignoraria e continuaria com suas férias na praia.

@ Elsa

Ah, como uma jovem bela e exótica como Elsa poderia descrever um vilarejo como aquele? Fora de tempos tão aflitivos como aqueles que os moradores viviam, certamente aquele era um lugar de paz, sossego, conforto e lazer. Mas agora, era o lar de um mistério tão sinistro quanto o conto mais tenebroso entoado pelos bardos da região. Elsa estava bastante intrigada com tudo aquilo e em sua mente, as ideias sobre o que poderia estar acontecendo borbulhavam como uma poção recém fervida num caldeirão. Mais intrigante ainda fora o pedido de seu mestre, Cobernick, que a indicara a vir até este local sem nenhum motivo ainda aparente. Saberia ele mais acerca do que se passava na Península? Ou aquilo era mais uma das peças que o destino pregava na jovem? Seja como for, o mistério não tardou em se pronunciar, não só a Elsa, como a todos no vilarejo. Uma pequena guarnição de soldados corriam desesperados em direção à praia. Estavam bem aflitos e com certa pressa de chegar em seu destino, o que indicava que algo estava acontecendo, e Elsa, mais do que nunca, via naquilo a oportunidade de saber o que estava realmente acontecendo naquela região. Elsa seguiu o grupo de soldados até dar de cara com a cena chocante. Uma mulher em trajes simples, mas de certa beleza encontrava-se ajoelhada em frente a uma das casas, chorando copiosamente. Atrás de si, tentando ampara-la, estava um homem, igualmente jovem e bonito, mas que carregava no rosto, uma expressão de imensa dor e sofrimento. O homem gesticulava e falava em voz alta, e as primeiras frases da conversa foram soltas para todos ouvirem, mas assim que o capitão da guarda se aproximou para interroga-lo, ele pareceu se tranquilizar ao menos um pouco, baixando assim o tom. Foi nesse momento que Elsa tentou se aproximar, e fora prontamente detida pelo braço forte de um dos soldados, e a segurou sem nenhuma dificuldade e a empurrou para trás com cuidado o suficiente para não derrubar a jovem. – Para trás mocinha, volte pra sua cama, não é seguro andar na rua sozinha a essa hora. – O homem falou num tom rígido, mas ainda educado, um alerta típico de um soldado que fazia seu trabalho de tentar proteger a população. Elsa tentou ouvir algo, mas as palavras, tanto do capitão quanto do pai eram agora ininteligíveis aos seus ouvidos. Sua única opção foi obedecer ao guarda e sair da proximidade, mas ela não desistiu, e encontrou a oportunidade de descobrir alguma informação num dos vizinhos da casa. A mulher estava atravessando a porta de casa para entrar quando Elsa a abordou, dando-lhe um pequeno susto. – OH! Minha querida, que susto você me deu!

- Bem, parece que a pequena Emília desapareceu, uma lástima. Coitados deles, estão desesperados, eles chegaram aqui tão novos, formaram uma família tão bonita e sempre estavam de bem com tudo e todos, por que isto tinha que acontecer justo a eles? – A mulher falava tudo aquilo, mas seu olhar ainda repousava no casal, estes que agora eram escoltados pelo capitão para dentro de sua casa, enquanto a maioria dos guardas se dispersava pelas ruas em busca da menina, e mais dois se postavam a porta da casa de vigia. – Isto está ficando cada vez pior, já é o terceiro desaparecimento e nem mesmo o exercito real de Hilydrus conseguiu descobrir o que está acontecendo... Sinceramente, se eu fosse você, iria embora deste lugar enquanto ainda há tempo. – A mulher então entrou e fechou a porta de sua casa na cara da maga. Mas as informações das quais Elsa precisava, ou pelo menos parte delas, ela já havia adquirido, era hora de começar a agir, mas por onde? Talvez ajudar a procurar a menina? Mas seria perigoso andar a noite sozinha, assim como o guarda havia dito? Eram muitas perguntas que surgiam, mas pouquíssimas respostas foram dadas até o momento.

@ Agro.

Agro via naquele lugar a oportunidade perfeita de fazer algum dinheiro. Os lucros do dia haviam sido satisfatórios, e o dia seguinte prometia ainda mais para aquele que sabia como aproveitar cada um de seus momentos. Mas a noite também tinha algo especial preparado para o rapaz. Enquanto este jantava numa hospedagem próxima, ouviu o som dos guardas correndo, e ao olhar para trás, viu uma dúzia deles seguindo em direção a praia. Algo estava pestes a acontecer, disso ele tinha certeza, e foi com essa duvida que ele abandonou o guisado que estava em sua mesa pela metade e decidiu que seguiria os soldados até seu destino. Chegando lá, deparou-se com uma cena tocante, uma família que acabara de ser desmembrada, a filha do casal havia desaparecido sob circunstâncias misteriosas, e agora os dois encontravam-se desesperados e desolados buscando uma solução. Os soldados tentavam afastar os transeuntes que se aglomeravam em frente a cena do crime, enquanto o capitão atravessava a barreira de pessoas para falar com o homem da família. Os gritos do rapaz eram de tocar o coração, mas ele logo se acalmou após ter uma breve conversa com o capitão da guarda e logo em seguida fora acompanhado por ele e por sua esposa de volta a sua casa. Agro queria saber mais sobre a situação, mas com aqueles dois vigias na porta seria bem difícil espreitar alguma coisa. Sem querer arriscar-se por um bocado de informação, ele decidiu ir da forma mais fácil e simples, perguntando ao indivíduo mais próximo sobre o ocorrido, e eis que um senhor de meia idade que encontrava-se numa roda de amigos o respondia prontamente.

- Voce não é daqui, certo? Não está sabendo?

- Pessoas estão sumindo misteriosamente por todo vilarejo, ninguém sabe onde vão parar, nem como sumira. Não há sequer um sinal que indique o porque desses desaparecimentos.

Os homens entregavam as informações como se estivessem contando uma historia de terror, e realmente o era, só que uma historia verdadeira, e que estava acontecendo bem ali e naquele exato momento.

- Nem mesmo os soldados de Hilydrus estão dando conta do recado, que inúteis. Só servem para proteger aquele rei de peito estufado...

- Se eu fosse você, iria embora deste lugar, há algo muito estranho acontecendo por aqui. Ninguém está seguro, as pessoas já estão começando a dar o fora do vilarejo, logo logo isto virará uma cidade fantasma, mais fantasma do que o reino de Takaras!




<Bom, desculpem não ter postado no prazo certo, eu fiquei o FDS todo foram, e só pude postar hoje. Sobre as atrasildas, elas me avisaram sexta que estão com problemas pra se conectar na internet,por isso segui com as personagens delas por enquanto. O prazo se mantem em 7 dias, sendo o fim do prazo atual no dia 02/09, terça que vem. Bom jogo a todos. o/>

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Mensagem por Saphira em Ter Set 02, 2014 11:25 pm

Ser uma vampira numa cidade infestada de humanos estava sendo um tanto difícil. Refrear a minha sede de sangue, meu instinto assassino mostrava-se cada vez mais difícil. Não era como em Calm, onde o frio e o isolamento me mantinham afastadas das pessoas, ou mesmo em Takaras onde eu podia andar livremente pelas ruas sem esconder o que sou e sem me preocupar, muito, com as consequências disso. Mas ali era bem diferente, estar em meio a tanta gente estava sendo uma prova pela qual eu não tinha certeza se passaria, mas até o momento estava suportando o peso de minha maldição. O dia passou devagar, arrastado como se fizesse de proposito para me provocar, as pistas sobre o paradeiro do cálice eram pouquíssimas, e minha vontade de permanecer ali diminuía a cada minuto. Não era como se eu estivesse desistindo da minha busca, mas me sentia, de certa forma, enganada por um boato falso que me levara até uma armadilha. A noite, enquanto caminhava pelas extremidades da vila, fui surpreendida por um acontecimento curioso. Gritos de desespero vinham das casas mais próximas à praia, e uma guarnição de soldados de Hilydrus se movia para o local rapidamente. “Algo de muito ruim aconteceu...” Resolvi segui-los, por pura curiosidade, não era minha intenção me intrometer em mais assuntos do exercito, ainda mais sabendo como eles agiam após ter sido praticamente obrigada a servi-los em Calm. Subi num dos telhados mais baixos, e dali fui seguindo-os por cima das casas até chegar no local de origem de todo aquele estardalhaço. A cena era intrigante, mas a mim não me comovia, não me importava com o sofrimento alheio, desde que este não me afetasse, portanto apenas observei atenta a todos os movimentos. Pessoas e mais pessoas se aglomeravam para assistir a cena, mas assim que os guardas chegaram trataram de dispersar a maior parte deles, deixando alguns poucos fofoqueiros teimosos por ali. “Aquela ruiva me é familiar... Sim, é Lyza! Parece que onde há um problema, esta mulher está metida no meio...” Fiz uma observação curiosa ao notar uma conhecida em meio aos curiosos insistentes. O capitão da guarnição se aproximou e foi até o casal, que em prantos, tentava uma maneira de reencontrar sua filha desaparecida, mas meu interesse mesmo era em como ela havia desaparecido. Pulei para o telhado da casa vizinha e dali consegui ouvir boa parte da conversa entre os dois, e as noticias eram no mínimo intrigantes. “Desaparecimentos sem explicação? Sem corpos nem pistas? Muito estranho...” Era difícil dizer com certeza o que poderia estar acontecendo, mesmo com minha experiência de vida num lugar como Takaras, nunca havia presenciado algo parecido. Poderia ser obra de um vampiro, mas também poderia ser muitas outras coisas.

Sem mais o que fazer naquele local, decidi que era hora de partir, mas antes de tudo, precisava matar minha curiosidade sobre o caso, e ninguém melhor que uma pessoa conhecida para me fornecer informações de forma segura, confiável e gratuita. Dei a volta na casa e esperei que os guardas se dispersassem, então corri até Lyza e abordei antes que fosse embora. – Ora, se não é a Maga do Gelo de Calm... É um prazer revê-la, Lyza. – Permaneci afastando em meu lugar, mas caso esta quisesse me cumprimentar, não negaria. – Parece que onde há problemas você está sempre por perto... Você está ajudando o exercito novamente, ou foi apenas mais uma coinci... Digo, obra do destino? – Me lembrava agora das conversas que tivera com a maga em Calm, ela não acreditava em coincidências, para ela, toda a vida de uma pessoa estava praticamente escrita nas linhas do destino, e tudo que acontecia no mundo, tinha um proposito. Uma filosofia estranha, mas não era meu trabalho questionar, portanto apenas seguia com a conversa. – Por um acaso você não saberia o que está acontecendo aqui? Acabei de chegar a Península, e fui pega de surpresa por mais uma dezena de guardas de Hilydrus...

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Mensagem por Lyza Simons em Qua Set 03, 2014 12:25 am


Um novo mistério a frente.

O dia estava lindo, ensolarado, e nem mesmo o clima pesado no vilarejo conseguiu estragar a tarde de relaxamento da maga. Banhando-se ao sol nas areias da praia, solitária, Lyza refletia sobre suas escolhas e ao que a levaram. Estava viva afinal, tinha passado por tanta coisa desde que chegara a Lodoss, suas tentativas de viver uma vida normal fracassando uma após a outra... Talvez aquilo fosse um sinal de que seu destino era viver sua vida mais intensamente, como fazia quando mais jovem. – Não. Deve ser só coisa da minha cabeça... – Falou consigo mesma enquanto caminhava na areia molhada próxima ao mar, seus pés molhando-se com o bater das ondas de leve em seus calcanhares, a brisa soprando seus cabelos a frente do rosto e o sol marcando sua pele clara. Lyza tratou de aproveitar cada momento que passou ali para relaxar e esquecer todo e qualquer pensamento mundano que a estivesse atormentando no momento. Tudo que ela queria agora era ter paz e tranquilidade. Ao fim da tarde, a mulher deixou a praia e dirigiu-se a feira local em busca de alguma lembrança para levar consigo, mas não conseguiu achar nada que a agradasse, então decidiu voltar ao seu quarto na estalagem. A Estalagem Estallion, lugar famoso na região, conhecida como a melhor da Península, e agora seu lar temporário. Realmente a fama fazia jus ao local, muito bem organizado, funcionários dedicados e educados, além de acomodações muito confortáveis. O preço poderia ser um pouco mais caro que uma noite numa taverna qualquer, mas jamais lhe proporcionariam todo o conforto e relaxamento que ela queria. Lyza então terminou seu dia na cama macia e confortável da estalagem, mas seu sono logo foi perturbado por uma memoria, há muito oculta em sua mente. As lembranças daquele dia terrível, quando sua vida mudou completamente. Desde aquele dia, a vida de Lyza mudou completamente, o que antes era somente ela e sua consciência, passou a envolver também Samantha, as sobrinha. Quando estava com sua irmã nos braços, em seus suspiros finais, Lyza prometeu que cuidaria da sobrinha, mas era difícil não pensar no bem estar da menina vivendo da forma como a maga vivia. Lyza fez de tudo para manter sua promessa com Julia, e chegou a deixar de fazer muitas coisas, em prol de Samantha, mas em momento algum desamparou a menina, muito menos deixou de dar a ela todo amor e carinho que precisava para superar o ocorrido em seu passado. Mas as coisas estavam começando a ficar cada vez mais difíceis, mesmo após ter deixado um pouco de lado sua vida como feiticeira, esse lado mais sombrio de vida começou a persegui-la e isto em breve afetaria a jovem Samantha, e com uma decisão difícil nas mãos, Lyza optou por manter a promessa mais importante que fizera aquela noite para Julia. “... Não se preocupe, minha irmã. Não deixarei que nada de mal aconteça a ela...” E com isto ela deixou Samantha assim que a mesma completou 18 anos.

O pesadelo terminou e Lyza acordou, ofegante, suando frio, estava atordoada com as memorias que invadiram sua mente e perturbaram sua tranquilidade. Respirou fundo algumas vezes, levantou-se e foi buscar um pouco de agua, mas as coisas não terminaram por aí. Assim que voltou para o quarto, viu do lado de sua janela uma movimentação incomum, algo estava acontecendo no vilarejo, e logo a realidade começou a bater em sua porta novamente. O clima estranho de tensão por todo lado, soldados e mais soldados rondando as ruas, havia algo muito estranho acontecendo ali, e isto em breve chegaria aos ouvidos de Lyza. “Droga, por que essas coisas sempre acontecem quando estou por perto?” Lyza estava agora sem sono, sua mente fervilhando de pensamentos sobre os mais variados assuntos. Curiosa, e movida pela falta de sono, Lyza decidiu sair um pouco pra descobrir o que estava acontecendo, antes mesmo que as fofocas de amanhã de manhã a informassem. A maga seguiu de longe os guardas até chegar no local desejado, mas antes mesmo, já dava para ter uma ideia vaga do que se tratava. Ouviu grito e choro, desespero na voz de um casal que procurava por alguém... A filha! Ao chegar, viu a cena de cortar o coração e desejou ter continuado na cama. Os guardas tentavam afastar os curiosos para dar mais espaço ao capitão, que chegava para interrogar a família, e foi após isso que ela perdeu o fio da meada. Sem conseguir ouvir a conversa entre os três, sua única opção foi tentar tirar a informação de algum dos presentes. – Boa noite. Pode me dizer o que foi que aconteceu aqui?

- A Filha deles desapareceu durante a noite, eles não sabem como, nem por onde. Igual nos outros... Que tristeza.

“Igual nos outros... Então está não foi a primeira vez?” E-Ei! Espere... Ah, droga... Tenho que saber mais sobre isso. – Lyza olhou em volta, mas todos já estavam voltando para suas casas, pelo visto só conseguiria saber de alguma coisa amanhã pela manhã, então decidiu que faria o mesmo. Quando estava caminhando de volta para casa, fora chamada por uma voz familiar. Lyza teve uma bela surpresa ao rever sua companheira de aventuras, Saphira. Parecia um tanto diferente sua aparência, mas Lyza não se importou muito, estava feliz em rever alguém conhecido. – Saphira, que prazer em revê-la também.

- Haha, estava aqui apenas para relaxar um pouco, fui pega de surpresa por tudo isso... Mas e você, o que faz por aqui? Também está de passagem, ou decidiu que fará parte do exercito agora?
– Fez uma brincadeira com Saphira, pois sabia o que ela sentia contra o exercito, principalmente após o ocorrido em Calm. – O que sei é que a filha deste casal desapareceu, parece que houveram mais desaparecimentos alem deste antes, mas cheguei hoje apenas, estou tão perdida quanto você nesse caso, mas lhe avisarei assim que descobrir algo novo. Creio que com esse toque de recolher pelo vilarejo seja difícil descobrir algo há essa hora. – Saphira, apensar de um tanto fria as vezes, era uma boa companhia, principalmente numa situação como aquelas, mas quando esteve em Calm, a maga não teve a oportunidade de retribuir a ajuda prestada pela Drow da forma como desejava, então decidiu que tentaria ajuda-la de alguma forma. – Ei, você já tem algum lugar para ficar? Estou na Estalagem Estallion, um lugar realmente incrível, deveria passar uma noite lá.

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Mensagem por Elsa em Qua Set 03, 2014 3:27 am

Sombras da Meia Noite - Capítulo 3 - Procura


O clima certamente não era o mais agradável na cidade, na realidade tudo parecia seguir para algo próximo a uma história de terror. O choro copioso da mãe e o desespero do pai fizeram um grupo de curiosos rondar o local a procura de algo que matasse suas curiosidades, infelizmente ou não também estava neste grupo, com olhos fixos na cena. As palavras do pai tornavam-se confusas obrigando-me a tentar me aproximar, apenas para ser afastada por um dos guardas que prontamente rodearam a casa e afastaram os curiosos. Gostaria muito de que as coisas pudessem ser tão simples como as palavras do guarda que me afastou, porém retornar a cama já não era minha melhor escolha. Ainda tentada pela curiosidade, procurei informações com os moradores locais, abordando uma senhora que estava prestes a entrar em sua casa. Apesar do susto que havia causado, a mulher respondeu minhas perguntas enquanto olhava fixo para o casal que entravam para o interior de sua casa escoltado pelos soldados. – Obvio que não seria tão fácil. – lamentava ao ver a vigia formada na porta da residência.

Ainda com a senhora, constatava algumas poucas informações. Emilia era o nome da jovem seqüestrada, seus pais não possuíam atrito com nenhum vizinho e aparentavam ser pessoas simples e bem intencionadas, o que tornava difícil imaginar quem tentaria prejudicá-los com um ato desta natureza. – Um seqüestrador talvez... – foi minha primeira conclusão enquanto ouvia as palavras da mulher. No entanto um novo fator surgia, não havia sido o primeiro mas sim o terceiro desaparecimento a informação ainda que pouca veio com um alerta, de que eu fugisse da cidade o mais rápido possível. – Agora entendo a inquietação dos guardas... – levava a mão ao rosto para afastar os fios que cobriam meus olhos. O fato de não terem chegado a um suspeito, além da forma estranha que agiam levava-me a pensar que não eram simples seqüestros, de que havia algo a mais naquilo e que a forte atuação do exército na região era uma tentativa atrapalhada e arriscada de conseguirem um flagrante destes atos.

Afastava-me do local logo após a senhora bater com a porta em minha cara. Uma conversa com o casal é inviável, procurar a criança gastaria tempo demais e provavelmente não resultaria em nada diante dos fatos passados, mas ainda havia outras duas famílias. – O guardas devem ter registrado os desaparecimentos em algum lugar...se obtiver acesso aos documentos posso ir em busca das outras famílias, elas podem ter mais informações. – começava a andar pelas ruas da cidade. Se houvesse uma sede local do exército certamente a mesma ostentaria o símbolo de Hilydrus e teria uma presença regular de guardas. Se encontrasse o local o observaria, para ver a quantidade de guardas que andavam pelo local assim como a estrutura da construção e suas entradas possíveis, aguardaria algum minuto próximo do local, escondida em alguma viela escura. A expectativa era de que os guardas que estivessem com o casal retornassem, mas caso isso não acontecesse correria na direção dos guardas, tentaria aparentar desespero enquanto me esforçava para dar um tom choroso a minha voz. – Por favor ajuda! Por favor ajuda...algo aconteceu próximo das casas... – apontaria para a direção que vinha, indicando um local distante. - ...algo estranho está ocorrendo próximo de uma das casas, ouvi gritos de desespero mas tive medo de ir ajudar, por favor ajudem, rápido! – mentia na realidade, tentava tirar a guarda do local para ter acesso a construção e conseqüentemente ir em busca dos relatórios.

Caso não houvesse ou não encontrasse o local, caminharia por uma área circular ao redor do ocorrido a procura de pistas, marcas, ou rastros do que poderia ter acontecido. – Isso não pode ter acontecido e não ter deixado nenhum rastro...ou pode?

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Mensagem por Sigurd em Qua Set 03, 2014 2:55 pm

- Não... Agro vem do além mar. - Respondeu ao velho, com o máximo de palavras que conhecia. Ainda estava se adaptando as novidades daquela fantástica ilha.

Com os olhos atentos ao local, enquanto trabalhava a língua solta do povo local, pôde notar outros estrangeiros por ali - na verdade julgou que fossem. Não estava tão habituado ao idioma local, mas viver como escravo lhe dera uma certa compreensão da humanidade em diferentes tipos de raças. Observou os olhos e o medo neles, a angustia, mas a curiosidade só era notável em alguns. "Estão tão curiosos e animados quanto eu", pensou escondendo um sorriso. Também era possível notar um certo misto de tudo isso em outros, mas apenas alguns poucos pareciam curiosos o bastante para se envolverem.

"Palavras podem enganar, persuadir, mas não existe ato mais honesto que um olhar..."

- Não! Agro corajoso! - Falou quando compreendeu "ir embora" em meio ao vômito de informações.

- Obrigado! - Agradeceu, por fim, interrompendo-os enquanto saia dali. Já estava na hora de envolver-se naquilo e só faria isso com os guardas. Seguiu até eles.

- Agro Sigurd! - Apresentou-se a primeira guarda que encontrou, encostando o punho no peito em sinal de respeito. Era um costume estrangeiro, de mercenários, mas o significado era nobre. - Como...ajudar? - Indagou aos homens, com dificuldade. Com a mão esquerda, mostrou a espada embainhada. Queria mostrar poder de ajuda.

Sinceramente não esperava um bom retorno da ação, mas já era um começo. "Guerreiros são teimosos e orgulhosos" lembrou-se, todavia não poderia ser culpado de não oferecer ajuda.

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Mensagem por NR Lima Limão em Qui Out 02, 2014 8:34 am

Campanha encerrada. Aos participantes, deixo aqui minhas sinceras desculpas, e 300 exp pelos acontecimentos vividos até aqui e tambem pelos atrasos. Para mais informações sobre minha partida, venham aqui.

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Lvl: 500
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[Clássica] Sombra da meia noite. Empty Re: [Clássica] Sombra da meia noite.

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