Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

[Clássica] Noiva de prata

Página 1 de 3 1, 2, 3  Seguinte

Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Dom Jun 01, 2014 8:10 pm

STATUS
ARI
Hp: 79%
Mp: 4%
Itens: A Capa e a Moeda

GIN
Hp: 65%
Mp: 75%
Itens: A chave

TENKAI
Hp: 53%
Mp: 100%
Itens: O elmo


APÊNDICE DE PERSONAGENS
Isso aqui é mais pra mim do que pra qualquer outro. Trata-se de uma lista com os personagens da campanha, seus nomes, alcunha (se tiver), cargo/ocupação (idem), e algum complemento. Conforme os personagens forem aparecendo (e conforme vocês forem descobrindo quem são eles), irei editando a lista.  


─ EREK, antigo deus do tempo, oráculo,

─ SLAO, O homem escuro, preso à Lodoss,
─ RHEA,  
─ CIRCE, A velha senhora, ermitã que mantém a energia de Slao inativa,

─ ARIADNE, A noiva de prata
─ HENGALL, rei de Ratharyn
─ LENGAR, filho mais velho de HENGALL
─ SABAN, filho mais novo de HENGALL
─ FEDRA, filha primogênita de HENGALL

─ CAMABAN,
─ TARK, O pugilista,
─ MAGRUDER, um cocheiro da realeza
─ O CAVALEIRO RISONHO, um competidor veterano do Capeonato

─ AMALIA
─ LUKIN

─ MAX, amigo de infância de Slao
─ MIGHARIEL, carrasco de Ratharyn que cuidou da sentença de Slao
─ BLANE, jovem que tinha uma divida com Slao


Última edição por NT Sérpico em Dom Out 26, 2014 10:44 pm, editado 18 vez(es)
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Dom Jun 01, 2014 9:04 pm

Eram quatro e estavam entrando na Floresta Allgreen. De primeira vista, eles nada tinham em comum. Apenas de primeira vista. Um exemplo para provar o contrário: todos estavam com sono. Tamanho era o cansaço que, se isso matasse, eles já seriam carcaças podres para o deleite das moscas.

E mesmo assim seguiam em frente. Cruzavam a Floresta com afinco, guiados apenas pela intuição, às vezes tropeçando numa raiz ou num galho ─ geralmente nos momentos que piscavam, quando os olhos demoravam a se abrir novamente, arrastados, pesados, como se cada pálpebra fosse feita de chumbo.

Quando o sol baixou, a tentação venceu: cada um parou, em suas trilhas próprias a caminho do desconhecido, para se aninhar em qualquer lugar seco e protegido. E dormiram. Finalmente.



GIN
Quando acordou, já não estava em Allgreen.

Você será uma marionete, meu caro. ─ disse o homem escuro, com senso de humor na voz. Ele estava sentado perto de onde Gin acordara. Em suas mãos havia um boneco de madeira, polido e com cordinhas presas aos membros. ─ Por isso tenho de ir lhe buscar, para que este ─ ele balançou o boneco ─ não seja o seu destino.  

Gin estava numa caverna escura, de modo que tudo que enxergava eram as silhuetas deles. E o boneco.

"Deles"... Pois o homem escuro não estava só. Havia duas pessoas com ele, um senhor à sua direita, uma senhora à esquerda. Entre os três e Gin, havia um posso no chão e dele subia o chiado de um rio. O homem escuro balançava o boneco acima do posso.

É um saco pessoas nos controlando, ditando o que devemos fazer. Acham que somos a porcaria de marionetes! ─ Já não havia humor ali. Ele se acalmou um pouco antes de continuar: ─ Por isso, digo que você deve matar a todos. Mate aquela velha assim que a encontrar. E depois mate os outros três. Não hesite. Somente deste modo você não será ─ ele jogou a marionete para o alto ─ uma marionete de merda que diverte o público por um tempo e depois é descartada. Irei lhe salvar deste destino. Mas precisa matá-los.  

A marionete foi até o céu de pedra da caverna e começou a cair... lentamente. Rumo ao posso. O homem escuro envolveu as duas pessoas ao seu lado num abraço família.

E seus pais não gostariam nenhum pouco de vê-lo sendo descartado, caindo num posso. Não é mesmo? ─ ele apertou ambos com mais força e Gin viu o sorriso dele, mesmo na escuridão.

O boneco caiu no posso.

Não! ─ gritou a mulher.

Gin! ─ suspirou o homem.

Mate ela ─ sorriu o homem escuro ─ e espere por mim.

E Gin era o boneco e estava caindo. O rio lá embaixo correu em sua direção, seu som enchendo o mundo...


TENKAI
Quando acordou, não estava mais na Floresta.

Estava sentado numa pedra, no alto de uma montanha branca. O frio era um inimigo do corpo, entrando na profundidade dos ossos. À frente de Tenkai havia uma fogueira, que assava alguma carne. Muita fumaça subia do assado, de modo que ele não conseguia ver a comida... e nem o homem escuro, que estava do outro lado da fogueira, sentado de frente para o elfo.

Sabe de uma coisa ─ disse o homem escuro, a boca cheia, mastigando enquanto falava ─, eu irei lhe matar Tenkai. Ah, sim. Irei abrir sua barriga com os meus dentes, e você irá morrer devagar. Por quê? Bom, é porque adoro matar elfos. ─ Ele estendeu a mão para o assado e tirou mais um pedaço de carne, nesse momento Tenkai conseguiu ver o que era. ─ E adoro comê-los!

Eram braços.

Seus braços! Não mais colados em seu tronco, mas sim ali, assando, os tendões triturados pelos dentes do homem escuro. Tenkai sangrava, os ombros espirrando. Seu sangue se espalhava e a montanha branca se tingia, aos poucos, de vermelha.

Desta vez você perderá mais do que um braço ─ ele disse, um pouco de carne caiu de sua boca. ─ Eu irei lhe buscar, elfo.

O braço queimou e no final só havia o cheiro de carne assada...


ARI
É um belo instrumento.

Ari acordou. Havia música no ar. Quando olhou para o lado, viu o homem escuro tocando o seu alaúde.

Muito bom mesmo. Sete cordas. Braço firme. Leve. Digno de ser tocado por um Quoyan Hayel.

O homem escuro não estava oculto desta vez. Suas roupas eram negras, assim como sua pele. A cabeça raspada revelava desenhos tribais marcados acima das orelhas. Ele sorria, e os seus dentes eram brancos. Mas o mais marcante certamente eram os seus olhos: eram dois faróis azuis, capazes de paralisar por um instante quem os olha diretamente.

Que indelicadeza a minha! Eu nem me apresentei. ─ Ele parou de tocar o alaúde e estendeu a mão para Ari, num cumprimento. Seu toque era gelado. ─ Meu nome é Slao e é um prazer te conhecer. ─ Voltou a tocar. ─ Tenho uma proposta para você, meu jovem. Estou indo lhe buscar para que você seja o meu músico. Quero você como o meu braço direito. Espere por mim, por favor.

Slao tocava com habilidade. Ari reconheceu a música, era algo antigo e simples, em Lá Maior, acordes com a Sétima, compasso em três por quatro. De repente ele parou.

Sabe, também estou procurando por Salatiel... Vê, temos coisas em comum. A outra coisa é isso ─ ele mandou um último acorde no alaúde ─, gostamos de música. De boa música.

E havia música. Mas... Slao havia parado de tocar o alaúde... Então quem...?

Já isso ─ Slao se levantou, e fez sinal, se referindo a nova melodia que permeava pelo local. ─ Isso é má música! Não se junte à ela, caro Ari. Não se junte a essa porcaria de melodia.

E a melodia ficou subitamente mais alta...


REE
Quando acordou, estava num campo de batalha.

Os corvos faziam um festim, tamanho o número de mortos ao redor. A terra estava maltratada e o fogo consumia casas ─ pois agora já não estava num campo de batalha, mas sim numa cidade. Quando piscou, estava num palácio e o sangue dos mortos batia em suas canelas.

Olá ─ disse o homem escuro, sentado no trono. Ele tinha uma cabeça decepada na mão direita, e com a esquerda segurava uma orelha élfica meia comida. De repente a jogou de lado, com uma careta. Justificou: ─ essa elfa estava um tanto amarga ─ e começou a palitar os dentes com a unha do indicador esquerdo. Enquanto fazia isso, media Ree com os olhos. Olhos azuis, famintos.

Ele vestia roupas brancas, que faziam contraste com a pele negra como carvão. Uma bandana cinza cobria toda a cabeça. De repente, se levantou. Caminhava na direção de Ree enquanto gesticulava para os lados, ainda segurando a cabeça.  

Gostou da decoração? Fiz especialmente para você. É minha promessa. Meu dote.

E então, ele atirou a cabeça, que foi quicar perto de Ree, boiando no sangue. Era a cabeça de Hellger. Quando Ree olhou novamente para o homem escuro, este já estava perto. Perto até demais.

Sabia que ele ainda está vivo? ─ e apontou para a cabeça. ─ Ele e alguns criminosos de guerra, disfarçados entre a nobreza. Você gostaria de encontrá-lo? Eu poderia lhe ajudar nisso. E então matamos todos.

Seu hálito era frio, assim como o seu toque ─ ele pegou a mão de Ree. Na palma dela, desenhou um circulo com o indicador que acabara de usar para palitar os dentes. Ree sentiu a pele queimar conforme via uma marca aparecer.

E depois que eu lhe der todas essas mortes, você será minha. ─ Ele sorriu. Seu toque já não era frio. ─ Será minha noiva.

De repente, estavam em outro palácio, num altar. O público que assistia eram mortos-vivos e almas translucidas ─ familiares a Ree... O mestre de cerimônia era um corvo branco, com vermelho em algumas penas. E ele crocitava e crocitava e crocitava.

E crocitava...





Acordaram sobressaltados ─ desta vez no mundo real. Já era manhã, e apesar de terem dormido, ainda se sentiam cansados. Como se os sonhos tivessem cobrado um preço no vigor de cada um.

Gin ouvia o chiado de um rio, que passava ali perto... Tenkai sentia um cheiro de assado... Ari ouvia uma melodia trazida pelo vento, tocada em harpa. Ree ouvia o crocitar de um corvo, que voo pra longe quando CB rosnou pra ele.

Estavam perto.  

Logo todos ouviam a música e sentiam um cheiro de comida, carne assando sob uma fogueira. Ouviam também o som de um rio. Viram de longe algumas rochas altas e aquilo foi o detalhe final. Nos últimos metros que cobriam, perceberam que este trecho da floresta estava morto: frutos podres, folhas que se desfaziam ao toque e árvores corroídas por fungos.

E então saíram da floresta para um trecho mais aberto. Agora viam melhor as rochas, mas vê-las melhor não ajudava a entender o que eram. Elas deveriam medir 5 metros, e seus padrões eram confusos: uma era mais “gorda” que as outras; tinha uma que fora, aparentemente, esculpida, por ter ângulos retos. As outras ocupavam menos espaço, sendo finas. Eram quatro.  

Perto das rochas, uma fogueira acesa. Acima da fogueira, um javali no espeto. Ao lado, a velha senhora dos sonhos, tocando sua harpa. Perto dela tinha uma cuia com água e uma bolsa volumosa.  

Oi ─ ela diz ao primeiro à chegar. O segundo logo desponta do meio da floresta e ela o saúda também: ─ Tudo bom com você? ─ e sorri. Quando o terceiro chega, ela para de tocar sua harpa e diz: ─ Olá! ─ Ela olha pra cada um e franze a testa, calculando ─ Falta um. Ah, Erek gosta de jogar os seus dados um de cada vez. E sempre demora um pouco para jogar o último ─ nesse momento a quarta pessoa chega e a velha senhora dá uma batida de palma ─, ah, ai está você!

Ela deita cuidadosamente sua harpa no chão de pedra, ao lado de onde está. Depois volta a olhar para os quatro. Não levanta do chão, mantendo-se na posição de lótus. Sorri novamente, como se estivesse ouvindo música agradável aos ouvidos, que lhe fizesse relembrar o passado.

É muito bom vê-los aqui! Vamos, vamos! ─ ela os chama com a mão. ─ Se aproximem, quero vê-los mais de perto. Minha vista não é mais a mesma que 50 anos atrás. Sentem-se comigo, comam um pouco. Ora, vamos, não sejam tímidos! Timidez é coisa de gente velha, como eu. Isso, sentem-se. Modéstia parte, o assado está muito bom.

Aparentemente, 70 anos. No entanto, o rosto não era muito marcado pelo tempo. As marcas em evidência eram aquelas causadas pelos sorrisos, marcas bonitas. A voz era firme e o discernimento parecia estar no lugar. Como nos sonhos, os cabelos brancos estavam livres ao redor do corpo, tocando o chão. Não que eles fossem muito grandes ─ é que ela era pequena. 1,60, no máximo.

Ela ofereceu uma faca para o primeiro que chegara até ela, para que este se servisse, cortando uma lasca do javali. Havia outra faca no chão, para aquele que cedesse mais rápido a vontade de comer. Estavam com fome, mas só agora descobriram.

Compartilhe a faca, meu filho. Isso, isso. É bom todos comerem. Ficamos mais inteligentes com comida na barriga.

E estava bom. Tinha algum tempero ali que tornava a coisa toda especial. A própria senhora comeu um pouco. Bem pouco. Revelou um odre de vinho e o deu, novamente, para aquele que chegara primeiro. Disse para compartilhar o vinho, passá-lo de mão em mão e que tomassem a vontade. E então:


Bom, meu nome é Circe e eu sou uma ermitã. E acho que vocês têm algumas perguntas.

Spoiler:
“O primeiro a chegar” é o primeiro a postar aqui, o “segundo” que chega é o segundo a postar, e assim por diante. Vocês se sentam num circulo mal feito: o primeiro a chegar está à direita dela, o segundo ao lado e depois o terceiro. O último a chegar está à esquerda da senhora, fechando o círculo.

Sobre os sonhos: o homem escuro estará com vocês por boa parte da campanha. Vocês podem interpretar os sonhos da forma que quiserem. Eles irão aparecer para informar ou confundir ou as duas coisas. Meu objetivo é perturbar geral.

Próximo post sábado que vem. Mas posto antes, conforme a velocidade do grupo.



Última edição por NT Sérpico em Dom Jun 01, 2014 11:05 pm, editado 1 vez(es)
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Gin em Dom Jun 01, 2014 10:24 pm

Finalmente, Allgreen.. mas por qual motivo estava ali? Essa já era uma pergunta da qual a resposta viria depois. Talvez fosse o instinto ou talvez seu próprio senso de aventura. De qualquer modo tinha deixado sua montaria, Choudon, para trás quando entrou na floresta. Não precisaria dela.. ou, quem sabe, estivesse protegendo-no. Novamente, instinto.

Sua caminhada era perturbada pelo sono incomum. Não era a primeira vez que fazia esse percurso mas, no estado que se encontrava, parecia um andarilho novato se aventurando num emaranhado desconhecido. Tropeçava, batia em galhos e troncos. Deveria parar e dormir. Seguiu em frente.

O sol já baixava quando lembrou-se de uma pequena fenda numa árvore ali próxima onde já tinha passado a noite. Mais alguns minutos e encontrou-na, fazendo um ninho perfeito para alguém se encostar e dormir. Foi instantâneo: sentou-se e no primeiro suspiro mais profundo, adormeceu.


--//--

Sobressaltou-se para acordar. Não acreditava que tinha adormecido em ambiente aberto, sem preparar defesas para a noite. Já pensava em fazer isso antes de sucumbir ao sono novamente, quando percebeu que já não estava onde tinha sentado, aquela árvore tão aconchegante. Olhou em volta, seus olhos se focando nas únicas presenças da escura caverna.

Ninguém nunca me controlou, meu amigo da noite.Respondeu ao ver o balanço do boneco de madeira, sua fala também carregada com seu senso de humor sarcástico de outrora. Quando viu que este não estava só, uma tristeza tomou conta de si. O motivo, não sabia. Será que conhecia os dois?

Ouvia a fala do misterioso homem do meio. Normalmente, em qualquer outra situação, Gin já estaria ignorando o que estaria sendo dito, procurando saber se o o falador parecia forte ou não a ponto de ter uma boa luta. Nesse caso, porém, não conseguia. Talvez estivesse mesmerizado por sua voz e o que falava. Talvez estivesse paralisado, tentando entender quem eram os outros dois com ele. Talvez fosse o instinto.


''Matar a velha?''Pensou, sua atenção voltada à marionete que caía lentamente.''Depois matar os outros trés.. que ti-''Seu pensamento foi interrompido quando já começava a sentir o desespero da descida, o som do rio. Tudo que ouviu depois foram as vozes dos dois abraçados e seu peito se encheu de emoção e tristeza, lágrimas aparecendo em seus olhos.

--//--

Mãe! Pai!Sentou-se assustado no chão da floresta. Era manhã e se sentia terrível. Não pelo desconforto, mas sim psicologicamente. O que tinha acontecido? Limpou alguns resquícios de lágrimas que insistiam em prenderem-se no olhos, tentando adormecer os sentimentos perdidos que haviam aflorado. Levantou-se e foi caminhando, meio que sem rumo.

Depois de alguns instantes viu que não tratava-se, novamente, de Allgreen. A floresta estava morta, seus galhos retorcidos e o ambiente desolado. Controlou-se para não tocar em nada enquanto avançava. Agora já sabia seu rumo: havia um caminho com pedras grandes no final deste. Seria um arco? Um portal?

Não era nada disso. Somente quatro pedras estranhas que não prestou tanta atenção. O que mais chamou sua atenção foi a velha sentada no meio destas, um belo javali assando lentamente no fogo..''Uma velha.. mate a velha.. não foi isso que foi dito?''Sacudiu a cabeça, tirando esses pensamentos da mente.''O que estou pensando? Nem conheço o maldito que me apareceu e, muito menos, sou assassino. Marionete.. pff.. vou mostrar o que acontece com quem me joga na água.''

Já começava a recuperar seu auto controle. Ao se aproximar da velha misteriosa, percebeu que outros também iam em sua direção.''e depois mate os outros três?''O pensamento surgiu na sua cabeça e foi rapidamente descartado.''Vou meter a porrada naquele filhotinho de cruz credo escuro quando o encontrar.''Finalmente já tinha controlado seus pensamentos quando se sentou à direita de sua anfitriã.

Olá.Respondeu simplesmente, vendo os outros três se aproximando. Estreitou seus olhos quando reconheceu Ree, com quem tinha se aventurado anos atrás. Mais parecia uma vida atrás, mas lembrava-se bem: tinha sido com ela que havia conquistado sua misteriosa montaria, Choudon. Sentia falta de seu símio mega crescido nesse momento. De qualquer modo faria um leve aceno com a cabeça para a garota, caso conseguisse que seus olhos se encontrassem. Era melhor não demostrarem que se conheciam agora, já que estavam em um ambiente desconhecido e, até que se provasse ao contrário, hostil.

Aceitou a faca de bom grado, cortando uma boa lasca do javali. Analisava bem a velha enquanto comia, passando a faca para quem estivesse mais próximo de si. Era essa a velha que tinha que matar? Não tinha reconhecido ninguém em seu ''sonho'', mas não achava que esta figura estava presente com as outras. De qualquer modo, sua educação entrou em questão na momento seguinte.


Sou Gin, muito prazer.Inclinou a cabeça, se apresentando depois de Circe falar seu nome. Tentou falar alto para que todos se sentissem agraciados com sua apresentação.Bom, eu tenho uma pergunta básica, se me permite minha velha senhora ermitã..Fez uma pausa...uh, onde estamos? Você sabe algo do motivo de estarmos aqui, reunidos?Esperou a resposta, mordiscando seu javali. Só gostaria de ter algo para beber no momento.

_________________

[Clássica] Noiva de prata Ginsian


L$: --

Atributos - Gin:
Força:6
Energia:4
Agilidade:8
Destreza:4
Vigor:6

Montaria: Choudon
Spoiler:
[Clássica] Noiva de prata Choudon

Força:5 [E]
Energia:1 [F]
Agilidade:7 [E]
Destreza:4 [E]
Vigor:5 [E][/justify]
Gin
Gin

Mensagens : 65
Idade : 29

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Ree em Seg Jun 02, 2014 12:24 am

Irritada. Confusa. Cansada.

Muito cansada. Já nem sabia mais que forças a levavam até aquela maldita floresta.

"Os malditos sonhos..."

Ree caminhava rabugenta entre a mata. Fazia dias que não descansava direito, e aqueles estranhos sonhos a perturbavam a todo momento. Tentou ignora-los no começo, voltando a dormir sempre que podia. Descobriu que aquela não era a melhor estratégia.

A cada sonho, as imagens se tornavam mais perturbadoras e confusas. Pelo quarto dia, compreendeu que ela não teria controle sobre aquilo, até que ouvisse aquele... chamado.

E que eles se arrependam de terem escolhido essa forma. Ambos......

Pensou, antes de deitar exausta em uma rede improvisada, Clock Bunny de guarda, como sempre. Não demorou muito para que os sonhos voltassem.

--

Assistia impassível a cena de desolação a sua frente. Não parecia surpresa, apenas um pouco entorpecida. Piscou, e o fogo consumia casas. Piscou novamente, e lá estava, em um palácio de sangue.

Uma voz a fez acordar do quase transe. Olhou em direção ao trono, encontrando mais uma vez aquele estranho homem. Dessa vez, sem cavalos ou lobos. Porém ainda com suas estranhices. Assistiu calada enquanto palitava os dentes. As palavras lhe soaram estranhas, e era sombrio o modo como conversava, casualmente. Porém aquela não era a hora de se preocupar com formalidades.

Seus olhos carmins desafiavam os olhos azuis do ser, impondo sua aura de sempre. Tentou caminhar porém o sangue lhe deixava muito lenta, e sentiu um pouco de náuseas. Resolveu permanecer onde estava.

- Ah sim, adorável. Porém o vermelho não faz muito o meu estilo - Respondeu sarcástica. Porém ficou curiosa. O que estava acontecendo? Promessa? Dote?

Suas respostas vieram com a cabeça de Hellger. Por um momento, ia desviar o olhar, porém traços familiares a fizeram voltar sua cabeça ao volume boiando a sua frente. Perdendo de repente todas as náuseas, esticou-se e puxou a cabeça, encarando de modo pasmo, Hellger, a sua frente.

Era diferente de tudo que imaginava. Ver a expressão cadavérica de Hellger deveria ser seu epitomo de satisfação. então porque não se sentia assim?


─ Sabia que ele ainda está vivo? ─ e apontou para a cabeça. ─ Ele e alguns criminosos de guerra, disfarçados entre a nobreza. Você gostaria de encontrá-lo? Eu poderia lhe ajudar nisso. E então matamos todos.


Ah sim, era por isso. No fundo, entendia que Hellger ainda vivia. Porém agora seu interesse no homem era muito grande. Sua proximidade lhe incomodava, porém o desejo repentino em ouvir mais do que ele falava a mantinha quieta. Ali lhe ofereciam seu maior desejo, seu objetivo mais secreto e profundo. E algo em suas palavras fazia soar tudo aquilo de modo tão sedutor...

Quando sua mão começou a queimar com o gesto,porém, ela a puxou para si, soltando um grunhido de dor. De repente, um alarme começava a soar em sua cabeça, tirando-a de sua curta admiração. Estava confusa novamente.

- Noiva..?

Foi seu último pensamento, parada ali em cima do altar, assistindo melancólica a platéia a sua frente, enquanto ainda segurava a cabeça ensanguentada de Hellger na outra.


--

Acordou assustada e confusa. Por minutos ficou encarando o céu azul, de modo melancólico. Qual era o significado de tudo aquilo? Levantou a mão que sentira queimar, procurando indícios de alguma marca. Repetiu inclusive o gesto que havia sido feito, sem entender.

Decidiu que, se queria mais respostas, deveria continuar. Suspirou, cansada, sentindo suas olheiras pesarem quilos em seu rosto. Chamou C.B e juntaram as coisas, partindo novamente em caminhada.

Nada lhe dizia sobre o caminho que tomava, ela apenas...seguia em frente. Porém quando um corvo crocitou e a fez se sobressaltar, lembrou-se novamente do sonho, e sentia que estava perto. A cada passo que dava, mais se ouvia uma melodia e aroma convidativo. Porém o entorno seco e morto em volta não lhe parecia tão agradável assim.

Quando finalmente alcançou a formação de rochas, notou quem habitava o local. A primeira, era uma velha, ou melhor dizendo, A velha. Se não estivesse tão cansada, voaria no pescoço dela naquele mesmo instante. Em vez disso, apenas levantou uma sobrancelha com a saudação da mesma. Notou também que já conhecia o rapaz. Não se lembrava exatamente do nome do mesmo, mas lembrava-se da aventura que haviam compartilhado. Não gostava de se lembrar daquilo. Retribuiu o aceno.

Resolveu se sentar, se sentindo de repente exausta. Olhou pouco para as outras pessoas, apenas o suficiente para classifica-las no momento como não ofensivas. Não estava com cabeça para pensar e avaliar demais.

Ignorou a faca, já que Clock Bunny fazia questão de atacar o javali com suas garras. Um grande pedaço para ele, outro moderado para Ree. O coelho parecia o mais feliz de todos naquela situação, e o mais ativo. Comia de modo barulhento, e fez questão de arrotar quando terminou, coçando a barriga. Demoraria alguns minutos antes de voltar a sua curiosidade de sempre, e começar a atazanar a todos.

Ree tomou um grande gole do vinho, sentindo sua garganta aliviar, e seus pensamentos clarearem. Passou a diante, enquanto fazia uma massagem na cabeça. Não foi tão educada quanto Gin. Pulou as introduções, como de costume, emendando suas perguntas ás de Gin. Seu tom era levemente irritado, e cansado.

- Quem é Erek? E como raios você consegue entrar na minha cabeça?!?

Aquela era uma pergunta que a atormentava. Sua magia era poderosa, e o fato de ter seus sonhos invadidos tão facilmente a incomodava.

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Bônus 15/04/2019 - Anular 1 dado quando quiser [ ]
Ree
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 740
Idade : 27

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Seg Jun 02, 2014 11:45 am

A muito Tenkai ouvirá falar pelos centauros sobre a floresta Allgreen. As maravilhas e cada detalhes que lhe era dito, marcaram sua mente de uma forma inacreditável. Decidiu então que um dia iria conhecer esse lugar que falavam ser tão tranquilo e silencioso.

Partiu pensando nessa paz que poderia ter. Entretanto, apesar de ser acostumado com viagens e caminhadas longas, notou o súbito sono que ia crescendo enquanto ele seguia em frente. Porém o cansaço ia se acumulando e o elfo começava a perder seu ritmo natural.

" Me desgastei tanto assim? Hum... "

Refletia sobre seu condicionamento físico, que por ainda ter um pouco de motivação, acabou ignorando sua necessidade de dormi e continuou em seu grande erro. Caminhou e caminhou, e logo seus olhos ficavam embaçados e sua visão apurada desgastada, já não via tão perfeitamente como deveria.

" Entendo. Melhor descansar meus olhos "

A desculpa de sempre, Tenkai costumava falar para si mesmo sobre descansar seus olhos. Se fosse outro elfo, seria por puro orgulho para não admitir a própria fadiga. Mas no caso de Tenkai essa era a forma de assumir que já estava quase em seu limite e necessitava urgentemente de repouso. Procurou uma árvore com formações convidativas para se deitar confortavelmente e lá se acomodou.

Ainda sem dormi, ficou olhando para o mais longe que podia e pouco a pouco ia fechando os olhos, piscando vez ou outra, tentando segurar o sono que insistia. Tenkai apesar do sono, temia por sua segurança, pois seus hábitos que adquiriu no Templo na qual viveu a maior parte de sua vida, simplesmente não o deixavam se permitir a descansar merecidamente. HaHa, doce ilusão. O elfo que se tornava um verdadeiro pescador de sonhos, acabava por apagar sem ao menos perceber.

~X~x~X~x~X~

Seu despertar foi um tanto... Incomodo. Estava frio, muito frio. Talvez nunca em sua vida tivesse enfrentado uma temperatura tão baixa, nem mesmo a fogueira próxima a ele amenizava o frio. Espere. Uma fogueira?

Foi quando Tenkai notou o sujeito que estava ali, que sem demorar dirigia algumas palavras para o elfo. Tais palavras não era nenhuma novidade para o elfo, que já havia sido ameaçado diversas vezes dessa forma.

" É sempre a mesma coisa... Vou te matar, te cozinhar vivo, estripar suas tripas enquanto você vê elas saltarem para fora, violar meu corpo com próprio membro... Tcs. Estou farto disso. Mas como vim parar aqui? Não é do meu feitio não perceber algo assim, será que dormi dema... "

Os olhos do elfo arregalavam com a surpresa. Seus braços, arrancados e prontos para serem servido. Mais uma vez sentia a tensão de perde um braço, ou melhor dizendo, dois braços. Tenkai já podia até ouvir as canções feitas pelos bardos de Lodoss a respeito sobre O Retorno do Maneta.

~X~x~X~x~X~

Terminava seu pesadelo vendo o branco da neve tingida com seu próprio sangue. Era uma combinação até bonita, um vermelho vibrante em um branco que transmitia uma sensação de pureza tão grande. Antes que pudesse fazer ou falar qualquer coisa no sonho, o elfo acordava aflito e com a adrenalina percorrendo todo seu corpo. Seu coração estava disparado e isso o fazia levar sua mão direita no peito, o que também lhe dava certo alivio em ver ambos os braços intactos.

Se encostava novamente na árvore e respirava fundo. Esperava aquela agitação e pensamentos tortuosos sumirem de sua mente. Decidiu então que já era hora de se levantar e continuar seu caminho. Ainda estava cansado, mas o sonho que teve não iria deixa-lo dormi mesmo.

Se levantou e quando fora seguir alguma direção, sentia um cheiro de algo sendo assado. A principio pensou no que poderia ser, mas não, não eram seus braços, tinha certeza que estava acordado agora, ao menos acreditava que isso não era outro pesadelo. Seria estranho um pesadelo acontecer enquanto ele esta tendo um pesadelo. Nada impossível, mas bem incomum.

Atraído pelo cheiro bom, Tenkai seguiu em direção ao que acreditava ser do local aonde vinha o cheiro de assado. Logo música e o som do rio eram captados pelo elfo, que notava que vinha da mesma direção que o cheiro.

Não vá Tenkai, isso é um erro.

Mesmo comentando isso para si mesmo, acabava por ignorar suas próprias palavras e ia adiante, chegando a uma rocha e logo em seguida descobrindo que ali havia uma senhora responsável por tudo que havia sentido ou ouvido.

Ele se aproximava e notava mais duas pessoas. Dois estranhos que Tenkai analisou seus perfis o mais depressa possível. Uma garota jovem e um rapaz. A senhora o cumprimentava, e o elfo acenava positivamente com a cabeça. Em seguida mais um chegava e completava quatro pessoas e logo a velha começava seu discurso.

Tenkai não sabia muito bem como reagir, ela os convidava como se conhecesse os três e ele mesmo a muito tempo. Seu carisma era de fato admirável. Vendo que todos também pareciam estar na mesma situação, o elfo fez como todos, pegou a faca e cortou do javali que era servido e esperava o restante abocanhar enquanto analisava a carne e cheirava seu odor, buscando descobrir se o javali estava puro ou envenenado. Suas dúvidas foram sanadas quando a velha mordiscava a carne e engolia com vontade, talvez não houvesse nada de errado.

Os jovens ao seu redor também aproveitavam da comida e bebida, inclusive uma criatura estranha e um tanto grosseira, era pior que um orc misturado com anão. Seus modos eram de fatos inexistentes, mas o elfo não ligava, apenas ouvia o que os desconhecidos tinham a dizer, pois por hora Tenkai não tinha certeza do que perguntar, e por isso finalmente mordia a carne do javali, apreciando a carne mastigando bastante e sentir bem o gosto do assado. Engolia e logo dava um belo gole para saciar sua sede. Estava boa realmente, o que fazia o elfo levar mais um pedaço para a boca e dar mais um leve gole do vinho.

Está bom, o javali está bem suculento... — Comentava o elfo enquanto dava tempo ao tempo.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Mr. Death em Seg Jun 02, 2014 2:18 pm



"Should i give up
Or should I  just keep following roads?
Even if it leads nowhere"


Wake Me Up by Avicci on Grooveshark

Caminhava pesadamente, vagando meio a vegetação daquela floresta desconhecida. Estava exausto. Sentia o cansaço apoderar-se de seu corpo. Em sua carne, em seus músculos e em seus ossos. Mas se forçava a continuar. Não queria dormir, não queria sonhar. Nunca em toda a sua vida havia sentido um medo tão aterrador, e, ao mesmo tempo, uma raiva tão profunda e silenciosa. Estavam o controlando novamente. Pior: estavam jogando com ele. E não existia nada que Arliden odiasse mais do que ser usado como peão nos jogos de outra pessoa.

"Sonhos. São apenas sonhos, Arliden. Eles não podem lhe fazer mal... Certo?" Recordou de ter pensado em algo assim quando os sonhos tiveram inicio, e soltou um risinho amargo. Os sonhos ruins nunca lhe foram estranhos. Caso fechasse os olhos, ainda podia reviver a noite em que encontrou os corpos de sua família: O sangue; Os olhos vidrados; O cheiro de cabelo queimado; Mas não. É claro que ele não faria isso. Também não queria se lembrar, não agora. Não ainda.

Contudo, Arliden podia sentir que esses sonhos eram... Diferentes. E, conforme as noites em claro se tornavam cada vez mais numerosas, e os sonhos mais nítidos, essa sensação estranha de que, talvez, esses não fossem apenas sonhos comuns, e que, de alguma forma, tudo fizesse parte do mundo real se tornava cada vez mais forte. E, tanto o homem escuro, quanto a velha musicista — como Ari passou a pensar neles — pareciam ser a chave para decifrar esse mistério.

A chave para recuperar sua liberdade. Para cortar os fios do titeriteiro.

Em seu sonho mais recente, a dois ou três dias atrás — não conseguia se recordar quanto tempo fazia desde a última vez que havia dormido — a velha musicista lhe fez o convite para que eles se encontrassem. E, quando acordou, sobressaltado, Ari finalmente soube em que direção deveria seguir.

E foi exatamente o que fez.

Era a primeira vez que seus pés tocavam o solo da Floresta Allgreen. Caminhou o máximo que pode antes do pôr-do-sol. Tomando o máximo de cuidado que seus sentidos entorpecidos lhe permitiram tomar — o que, de fato, não foi muito. Cedendo ao cansaço, Arliden resignou-se a tentar dormir mais uma vez. Estava perto, podia sentir. De forma que aquela poderia acabar sendo sua última noite de sono afinal. E bastou encontrar um lugar oculto entre algumas rochas, para que Ari se enrolasse em sua capa, puxasse o capuz sobre o rosto, e adormecesse em menos de três respirações longas.

E então, o sonho veio...


Abriu os olhos e sentou-se, sobressaltado. Com a melodia ainda a inundar-lhe os ouvidos, e tocar sua alma. "Slao..." Pensou. Agora Ari sabia o nome de dois. Erek e Slao. Mas a diferença é que, agora, um desses nomes possuía um rosto. Levantou-se devagar, já era manhã, mas não sentia-se muito melhor do que na noite anterior. Moveu sua mão, relembrando o toque frio. Os olhos azuis de inverno. A voz, e a pela negra feito carvão.

Ajeitou seu alaúde no ombro esquerdo, olhou para o céu, espreguiçou-se e soltou um longo bocejo. E então pôs-se a andar.

O cheiro de carne era agradável, e fez seu estomago roncar. O chiado de água também lhe lembrava a sede que sentia, mas o crocitar do corvo lhe trouxe uma sensação ruim, como um mal agouro. Deu de ombros, e continuou a seguir, mais cauteloso ao se aproximar do local aberto no meio da floresta. A vegetação morta parecia ser um aviso, mas decidiu que já havia vindo longe demais para apenas desistir agora. Continuou a seguir.

Ao entrar no circulo de pedras, foi cumprimentado pela velha musicista de seus sonhos, mas ela não estava só. Havia outras pessoas ao redor da fogueira, pessoas que Ari nunca havia visto antes. Ainda assim, a velha parecia já estar aguardando sua chegada, e isso foi o suficiente para confirmar suas suspeitas. Os sonhos eram mesmo reais afinal. Agora não havia mais lugar para dúvidas.

Foi o último a cortar um pedaço da carne, e o último a provar do assado, mas ficou feliz em poder fazê-lo. Estava realmente faminto no fim das contas. Enquanto comia, ouviu as palavras da ermitã. Circe. "Três nomes." Refletiu, com um sorriso a roçar-lhe o canto dos lábios. E então, a pergunta de Gin, e a de Ree. Mas foram as palavras da bela garota de cabelos negros e olhos vermelhos que mais lhe chamaram a atenção. E, em um instante, sua mente disparou uma centena de perguntas, chegando a várias conclusões...

Quando ninguém mais parecia querer se manifestar, o garoto também decidiu emendar sua própria pergunta às palavras dos outros dois aventureiros.

— Também gostaria de perguntar: Como podemos nos livrar desses sonhos?... E, como podemos saber se podemos confiar em você?... - Parecia ser óbvio que ela não queria lhes fazer mal, mas seus sentidos estavam entorpecidos pelo cansaço, assim como sua habilidade de raciocinar direito. Afinal, se não estivesse tão exausto e faminto, talvez sequer tivesse se arriscado a comer daquela carne oferecida por alguém que sequer conhecia.

Mas o que mais lhe incomodava, é que a velha também parecia poder invadir seus sonhos. Enviar-lhe mensagens. E, que proveito ela teria nisso? O que ela ganhava em ajuda-lo? Em ajudar qualquer um deles?

E, mais importante, e era o que mais estava lhe incomodando desde o momento em que havia acordado. Por que Slao parecia saber tanto sobre seu passado? Sobre sua família e o único amigo que teve?

Como disse, Arliden já possuía, ao menos, uma boa centena de perguntas dentro de si. Mas, estava exausto demais para formula-las, e faminto demais para perder tempo falando ao invés de comer.


Créditos: MM's GIRL


Última edição por Mr. Death em Ter Jun 03, 2014 2:49 pm, editado 1 vez(es)

_________________
Ser Aventureiro é fichinha ! ;3
{ Habilidades Especiais }
FOR [F] / ENE [A] / AGI [F] / DES [F] / VIG [E]
Lodians 0$
Mr. Death
Mr. Death

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 101
Idade : 26

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 5
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Seg Jun 02, 2014 10:43 pm

Depois das perguntas, Circe sorriu para Gin, satisfeita com o magnetismo do rapaz.

Gin, estamos na Floresta Allgreen. Mas nem todos chegam até aqui. Só quem eu convido. ─ Então ela explicou que se alguém passasse ali perto, esse alguém não avistaria as rochas e não sentiria o cheiro do assado. Pois aquele era um lugar de meditação e ficava escondido aos olhos e ouvidos mortais. ─ E vocês estão aqui porque eu os convidei.

Depois foi a vez da Ree. Circe não pareceu se abalar com o comportamento dela. Foi rápida na resposta:

Erek era um deus antigo, um oráculo que enxergava muito a frente, capaz de ler e moldar o destino dos vivos. Mas ele enlouqueceu e perdeu sua divindade, de modo que hoje vaga pelo mundo como um velho mendigo que gosta de jogar dados. Mesmo não sendo mais um deus, alguns acreditam que seus poderes estão ativos, acreditam que ele ainda pode ler o destino de cada pessoa viva e que anda por aí fazendo suas jogadas. ─ “Alguns”, explica ela, porque quando Erek perdeu sua divindade a sua existência e tudo que lhe prestava culto foram apagados, como se o deus nunca tivesse existido. Ele desapareceu da memória das pessoas. Mas um lugar, de alguma forma, guardou escritos e imagens que falavam sobre o deus. ─ E é deste modo que sei sobre ele, por ter passado por este lugar.

Ela recuperou o odre de vinho e bebeu um pouco, antes de prosseguir.

Sou uma telepata. ─ E isso explicava o contato mental. Ela olhou para Arliden com divertimento, como se enxergasse o que havia dentro dele: ─ E você é um jovem de muitas perguntas! ─ abanou o comentário, para que o ele não o levasse a sério. ─ Bom, para confiar em uma pessoa é preciso conhecê-la por um bom tempo. E é justamente isso que não temos: tempo.

Pois, eles sabiam, o homem escuro estava vindo.

Agora, sobre se livrar desses sonhos, da minha parte, considerem-se livres. E desculpe o transtorno. Meus poderes estão baixos e não encontrei outro meio de me comunicar com vocês, que não fosse por sonhos... Ah, sim, que bom que gostou do javali ─ e a observação de Tenkai a lembrou de algo: ─ Aliás, precisamos dar os devidos agradecimentos.

Aquilo foi meio súbito. Ela lavou as mãos na cuia com água, as secou na roupa e as estendeu para os mais próximos: Gin à direita e Arliden à esquerda.

Deem as mãos. Isso, as mãos. Ora vamos... até parece que nunca deram a mão pra alguém. Por favor. É rápido. ─ Ela estava novamente alegre. ─ Vocês querem confiar em mim e saber mais? Então me deem a oportunidade demonstrar confiança. Isso. Ótimo. ─ Fechou os olhos e orou: ─ Erek, obrigado por mais essa refeição e que o senhor faça boas rolagens daqui pra frente!

Não estavam dormindo, mas tiveram uma visão... como se a velha tivesse compartilhado algo com eles no simples ato de darem as mãos, de estarem conectados tão brevemente. Era uma lembrança. Era uma história resumida picotada em flashes.  


Viram uma jovem mulher, baixa e de cabelos negros, longos e lisos. Ela segurava uma harpa e caminhava acompanhada de um homem com roupas escuras. Quando chegaram num local em que havia quatro pedras estranhas, o homem quebrou o silêncio:

É aqui.

Ótimo local! ─ disse a mulher, divertida. ─ Bom para contemplar a natureza e compor algumas músicas. O único problema é que aqui não tem vento, como na Eala.  

Não deveria levar tudo na brincadeira, Circe.

E não estou! Você quer que eu fique aqui o resto da minha vida, contendo a energia de Slao nesta ilha. Ora, nem tem como levar isso na brincadeira.

Você é a única capaz de contê-lo, sabe disso.

Não, não sou a única. Tem a...

Sim, tem ela. Mas agora ela é uma Noiva de Prata.

Nesse caso, mande lembranças minhas. Felicidades pra ela e pro Lengar.

O plano era esse. Mas algo não deu certo no decorrer do tempo. 15 anos se passaram e Circe envelheceu... depressa demais. Deveria ter 20 anos quando sentou lá, perto das rochas. E, no entanto, tinha o aspecto de 70 no tempo presente.

Slao, o homem escuro, causara isso. Indiretamente.

Os quatro viram quando ele fora atirado em Lodoss, quando passou a viver como indigente, sem status e sem poderes, vagando pelas cidades e campos. Ele era um condenado, banido de sua terra natal. E a sua prisão era Lodoss ─ de onde nunca poderia sair. E Circe era a sua carcereira, anulando seus poderes. Mas, de algum modo, no último ano, o homem escuro recuperou suas forças. Descobriu uma brecha na Ilha, algo que lhe permitiu voltar a ser o telepata de antigamente.

Circe percebeu a mudança. Percebeu que a energia de sua meditação não era mais capaz de conter os poderes de Slao. Então, se esforçou mais... e envelheceu no processo. Fraca como estava, não conseguia mais chamar o homem de vestes escuras, aquele que estivera com ela no inicio. Não conseguia contatar ninguém da Eala. Estava só.

Então sonhou com os quatro. E, de alguma forma, com eles conseguia usar seus poderes. Só podia ser um sinal. Um sinal de Erek! Então ela reuniu o que ainda tinha de energia (na verdade, teve de pegar emprestado ─ a natureza pagou, um trecho da floresta envolta cedendo energia e morrendo logo depois) e contatou os quatro.

E foi isso.  



Uma oração de três segundos. Eles soltaram as mãos.

Mas as visões não tinham acabado com eles. Só que essas não eram por causa de Circe.


REE
Estava dormindo quando aconteceu. O fogo era tudo e não havia som, por causa da explosão. A causa era misteriosa, talvez vinda de fora, talvez causada de dentro. E então as vigas da casa caíram em chamas, uma delas acertando violentamente o seu único parente vivo ─ morto na mesma hora.

A causa era misteriosa... Fogo e dor mudaram sua vida.


TENKAI
Não deixava o quarto. Era um ótimo lugar para ler os livros do pai. E era um ótimo lugar para ler as pessoas ─ aquelas que passavam lá embaixo na rua ─, ler o que tinham do lado de dentro.  

Então, guerra. E o pouco que havia de bom fora destruído pela luta de outros.  

Afinal, por que os homens corrompem e destroem? Por que eles fazem guerra?


ARI
Por que eles fazem guerra?

Ao cruzar o monte e olhar o campo, a morte enche os olhos. Sua mãe está suspensa, erguida no alto pelo pescoço, o inimigo a segurando sem misericórdia. Seu pai, agonizando no chão, a vida vazando lentamente de vários ferimentos, olha na tua direção e sorri.

“Vai ficar tudo bem”, era o que dizia o sorriso, “vai ficar tudo bem”.


GIN
Você voltou tarde. Quando chegou, estavam todos chacinados. Seus amigos, conhecidos, companheiros de viagem. Sua trupe. Seus pais. O sangue era abundante, o cheiro de cabelo queimado era entorpecente. Aquilo tudo era pesado demais.

E depois, seus dedos sangravam de tanto tocar o alaúde.



Mais dois segundos. Não mais que isso. Circe falou e todos piscaram:

Chamei vocês porque preciso de ajuda. Eu não posso sair daqui. Então, quero que busquem uma velha amiga pra mim. E ela está lá.

Circe apontou para o céu e o que todos viram foi uma mancha preta entre as nuvens.

Eala. É uma ilha voadora. Ela está passando por cima da Lodoss nessa semana, completando uma volta no mundo. Minha amiga mora lá. Ariadne, A Noiva de Prata. ─ Ela baixou os olhos para o grupo. Já não estava tão sorridente. O assunto era sério e ela conseguiu transparecer isso. ─ Preciso dela aqui. Só ela pode me ajudar a conter o homem escuro. E só ela pode romper a ligação mental de vocês com ele... Mas não quero obriga-los a isso. Se não aceitarem, não os culpo. Mas se aceitarem, ao menos tenho alguns presentes como forma de pagamento.

Ela estendeu a mão para a sacola volumosa ao seu lado. Virou o conteúdo no chão, perto de si.  

Tinha uma capa velha, com capuz. Uma moeda estranha. Uma chave pequena. E um elmo com uma viseira enegrecida que parecia ser feita de vidro. Presentes estranhos. Aparentemente nada valiosos.

O que me dizem?


Spoiler:
Pretendo postar de novo na sexta. Mas posto antes, conforme a velocidade do grupo. No meu próximo post acabam as introduções e vocês terão mais liberdade pra agir. Prometo.
.
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Mr. Death em Ter Jun 03, 2014 9:49 am



"Should i give up
Or should I  just keep following roads?
Even if it leads nowhere"


Logo que terminou de comer a porção de assado que havia cortado para si, Ari soltou um leve suspiro de alívio e contentamento. Aquela era a primeira vez que se sentia verdadeiramente satisfeito em dias, já que o cansaço causado pela falta de sono, junto a necessidade de ter que viajar para aquela floresta lhe atingiram tão repentinamente, que mal teve tempo de se preparar para a jornada. Ainda assim, ao menos agora, com o estomago cheio, se sentia um pouco melhor.

Limpou as mãos em um pedaço de trapo que tinha guardado em um dos bolsinhos de sua velha capa, não querendo mexer com a cuia de água da velha musicista, por mais que achasse que ela não se importaria. Ouviu as palavras da ermitã com atenção redobrada, para não perder qualquer detalhe. Circe lhes contou o nome da floresta, e o motivo para terem conseguido chegar até ali. Lhes contou sobre Erek, o deus antigo capaz de ver o futuro das pessoas, a muito esquecido, mas não por todos.

Ela falou sobre o motivo para os sonhos terem acontecido. E sobre sua habilidade. O que fez Ari pestanejar, com uma mescla de surpresa, fascínio e divertimento estampada em seu rosto. "Entendi, eles podem ler nossos pensamentos..." Um brilho vivo inundou seus olhos pelo tempo de uma respiração curta. E foi isso. Ele conteve sua expressão, e abaixou os olhos, novamente ouvindo as palavras da velha ermitã sorridente.

Mas, agora, com boa parte de suas perguntas ocultas respondidas, mesmo que fossem apenas por hipóteses ou mero instinto.

E então, chegou a hora de agradecer pela refeição, com o que, a primeira vista, pareceu ser apenas uma simples oração. Ari não viu qualquer problema em estender as mãos para a velha musicista e para o elfo ao seu lado, e, quando Circe fechou os olhos, ele fez o mesmo, em silêncio, com uma expressão de grave seriedade em seu rosto, enquanto o divertimento bailava no canto de seus lábios, querendo sair.

Tudo pareceu acontecer no tempo de uma respiração longa.


Piscou e havia terminado. E então, outra porção de imagens, e, quando Circe falou, tudo acabou. Simples assim, mas ainda mais rápido do que consigo contar.

Arliden ficou atônito por um instante, então respirou fundo e se esforçou para recuperar a compostura. "Onde quer que vá... Seu passado nunca o abandonará, Arliden. Não têm como fugir do passado..." Pensou, amargamente, enquanto ouvia as palavras da velha e observava a mancha escura distante no céu. Uma ilha voadora. "Eala..."

Ouviu tudo, e apenas então se pronunciou:

— Eu aceito. - Disse, sem pensar. Às vezes isso acontecia, sua boca falava antes mesmo que ele cogitasse em fazê-lo, mas dessa vez não pareceu ser tão ruim assim. Ele queria mesmo ir. — Mas como chegaremos até lá?... E como encontraremos sua amiga Ariadne, e o que devemos dizer para a convencer que fomos realmente enviados por você, e para que ela venha até aqui?... - Deixou a voz morrer com um rubor violento tomando seu rosto. Novamente uma enxurrada de perguntas, e não eram nem mesmo a metade do que tinha dentro de si, mas finalmente, e felizmente, conseguiu conter sua língua.

Deu um olhar de quem se desculpa para Circe, sabendo que ela provavelmente entenderia que ele não teve a intenção de cobri-la de duvidas e questões, já que provavelmente todos aqueles detalhes lhes seriam explicados caso aceitassem o desafio. Mas ele estava realmente animado com a chance de visitar uma ilha no céu, era uma oportunidade provavelmente única na vida.

Só então, mais calmo, olhou para os presentes. — Uma capa nova seria um bônus agradável. - Deixou escapar, baixinho, sem sequer notar que estava falando. E mesmo sem saber se poderia escolher seu presente. "Talvez precise costurar alguns bolsinhos nela, mas ficará boa quando terminar..." E então, sorriu. Um sorriso leve e discreto, exibindo os dentes alvos, o primeiro em vários dias.

Era bom sorrir novamente.


Créditos: MM's GIRL

_________________
Ser Aventureiro é fichinha ! ;3
{ Habilidades Especiais }
FOR [F] / ENE [A] / AGI [F] / DES [F] / VIG [E]
Lodians 0$
Mr. Death
Mr. Death

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 101
Idade : 26

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 5
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Qui Jun 05, 2014 1:30 am

A refeição seguia adiante com a velha senhora respondendo a algumas perguntas dos demais. Tenkai a princípio não estava entendendo bem, mas concluiu que os outros três viram outras coisas, afinal ele fora o único que não interrogou a velha, já que seu sonho não tivera nada em relação a ela, apenas o cara e seu er... jantar.

Entretanto no meio da conversa, a velhota do nada interrompeu o grupo, pegando na mão de dois dos quatros, e pedindo para que todos façam o mesmo. Tenkai não queria causar conflito e fez como havia sido pedido. Entretanto ao fechar a conexão de mãos, uma visão rápida passou pela mente do elfo. Parecia até um relâmpago percorrendo seu corpo e mente com tanta informação que ia obtendo de forma tão rápida. Sentiu que devia soltar a mão e quebrar aquela "conexão" e assim o fez. Mas apesar de soltar, ainda era possível ver algo em sua mente.

" Pai? "

E puff. Sua mente voltava a realidade. Ouvia em seguida Circe pedir para que buscassem sua amiga. Nesse momento Tenkai falava ao mesmo tempo que a mulher.

A Noiva de Prata?

Tenkai continuava a ouvir a mulher e em poucos segundos o elfo abaixava a cabeça e ficava pensativo. Voltava sua mão para seu pescoço e puxava o cordão que escondia um pingente na qual ganhou a anos atrás por Kiur. Sem deixar ninguém ver o que era, o elfo olhava para o símbolo do concelho de Lodoss se questionando do que deveria fazer.

" Hum... Se esse sujeito consegue se infiltrar em nossos sonhos, em algum momento vai começar a causar confusões por todo o continente. Precisa ser detido o quanto antes. Tcs... Que conveniente ser logo eu uma das vítimas. Mas e esses três? O rapaz de olhos negros tem uma boa expressão e suas cicatrizes são evidentes. Quanto aos outros dois... Se todos que estão aqui tiverem alguma competência em batalhas, talvez estejam ligados com energia magica. Já essa criaturinha. Talvez tenha ganhado vida?

Que seja, pelo que vejo em suas atitudes e expressões, não devem ser pessoas comuns.
"

Tenkai como de costume tentava analisar cada mero detalhe. Porém seu momento de observação foi quebrado ao ter os presentes serem apresentados a eles. O guerreiro assim que botou seus olhos neles, notou o estranho elmo e comentou enquanto voltava o pingente de volta para dentro de suas vestimentas.

Que elmo peculiar... Bom minha senhora, se tudo que diz és verdade. Não temos muitas opções. Se este sujeito nós atormentar toda vez que formos repousar, em algum momento enlouqueceremos. Acredito que tenhas algum tipo de marca ou objeto que te representes, não é mesmo? Mas antes de mais nada, tenho uma pergunta pessoal. Como está a relação atual com sua amiga? Digo... Seria constrangedor chegarmos lá, seja aonde for, e ela negar a amizade ou algo parecido. Se tempo é o que falta, não quero desperdiçar detalhes como esse. Resumindo, passe qualquer informação simples que for, esta busca necessita disso.

Tenkai falava com tom de voz sério e com os olhos vidrados em Circe. Informações nunca eram demais, e Tenkai aprendeu em Lodoss que desbravar o desconhecido é um tanto problemático demais. Tendo detalhes mínimos poderia ajudar o elfo em alguma situação que ele nem esperaria que teria tanta dificuldade em supera-la.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Gin em Sex Jun 06, 2014 11:09 am

Off: Daí tio, acho que você inverteu minha ação com a do ARI.. mas relaxa, entendemos XD

On:

Satisfeito com a resposta de Circe, Gin concentrou-se em terminar seu delicioso Javali antes que as perguntas terminassem. Estava matando sua fome, que não era pequena. Descobriu uma bebida qualquer e usou para descer o resto do alimento, limpando suas mãos com água depois.

Registrou as coisas importantes da conversa: Erek, Deus. Certo. Seu interesse maior estava no fato da mulher ser uma telepata, mas que não causou todo esse problema para o grupo ali reunido.

Nesse momento deram as mãos. Pensava que seria uma forma de agradecimento, mas foi muito que isso.. uma visão, um destino? Gin ainda tentava entender quando tudo acabou. Muitas dúvidas em sua cabeça, mas uma certeza: Slao, o homem escuro que tinha atormentado o andarilho com outra visão maléfica. Iria arrebentar ele na porrada.

Dessa vez a tristeza foi menor em Gin, que já esperava uma visão dessas em algum momento. Mesmo assim teve que se controlar para não demonstrar nada. Não queria ser taxado, mas sua amargura era muito profunda.

Voltou a si quando o assunto ficou sério. Já tinha decidido em sua mente, mesmo que nada tivesse acontecido. Não era de sua natureza recusar a um pedido de ajuda, ainda mais vindo de uma velha nova senhora. Os motivos eram diversos também, mas queria conhecer esse homem escuro mais pra frente.


Eala..Repetiu, ouvindo as perguntas de seus outros dois companheiros. Em seguida observou a pequena chave e tomou-a nas mãos.''Curioso''.Pensou.

Agora aguardava o próximo passo. Imaginava que envolveria tirar a energia de outra parte da floresta, algo que não era muito legal para Gin. No entanto, no momento, os fins justificavam os meios.

_________________

[Clássica] Noiva de prata Ginsian


L$: --

Atributos - Gin:
Força:6
Energia:4
Agilidade:8
Destreza:4
Vigor:6

Montaria: Choudon
Spoiler:
[Clássica] Noiva de prata Choudon

Força:5 [E]
Energia:1 [F]
Agilidade:7 [E]
Destreza:4 [E]
Vigor:5 [E][/justify]
Gin
Gin

Mensagens : 65
Idade : 29

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Ree em Sex Jun 06, 2014 12:28 pm


Ouvia as respostas de Circe atenta, recuperando aos poucos a energia faltante após um bom pedaço de javali. Para dizer a verdade, a moça estava agora mais interessada em que local ela havia passado, do que exatamente a historia de Erek. Por alguma razão, saber que alguém poderia estar jogando com seu futuro a incomodava mais do que uma pessoa normal deveria se incomodar.

Bufou com a palavra "telepata". Não gostou nem um pouco daquela contastação. Alguém que poderia invadir sua mente a qualquer momento não era muito bem visto aos olhos de Ree. Fez uma anotação mental para aprender algum feitiço capaz de se proteger contra isso. Porém antes que pudesse, mais uma visão se iniciava ao dar as mãos ao grupo.

"Ah ótimo, mais uma..."

Dessa vez porém, algo mencionado chamou sua atenção. Novamente, a menção ao termo "noiva de prata". O que seria aquilo, afinal? Pensou, quando soltou as mãos. Porém logo em seguida uma nova visão.

Dessa vez, era confusa. Ree não entendeu exatamente o que se passava. Sentia a dor de perder um parente. Porém... Aquele não era seu parente. Ree só possuia os pais, e a muito tempo ela não pensava neles, sabendo o que se passara na guerra. Então porque sentia tanta tristeza e dor ao ver a cena?

Piscou confusa. Era sempre assim com as visões. Segundos, que a deixavam completamente desnorteada. Balançou a cabeça, deixando no momento a visão pra lá. Teria tempo para meditar sobre o assunto depois. No momento, pareciam ter algo mais urgente a vista. Cruzou os braços ao final de tudo.

- Velha, não é uma questão de nos forçar. Se eu passar mais uma semana tendo essas visões idiotas, não serei responsável por possíveis danos em Lodoss. - Comentou, mal humorada como sempre. Os ditos presentes não chamaram a atenção da garota. Que a velha lhe desse o que quisesse, não estava interessada em brigar por quinquilharias, quando a única coisa que mais queria era simplesmente dormir.

Deixou que os outros questionassem a velha, enquanto encarava a mancha escura no céu. Ree poderia prover seu próprio meio de transporte caso necessário, portanto não era a maior de suas preocupações no momento. Era apenass uma questão de localizar a moça, e traze-la. Quer ela queira, ou não, Ree faria questão de entrega-la.

- E afinal, o que é uma Noiva de Prata?

Completou, após todas as indagações serem feitas

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Bônus 15/04/2019 - Anular 1 dado quando quiser [ ]
Ree
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 740
Idade : 27

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Sex Jun 06, 2014 6:24 pm

Spoiler:
Parece um erro, mas não é! Era pra eu ter explicado em off o que foi as visões (mas quis ver se alguém pescava a ideia): vocês compartilharam memórias. Um trecho do passado de cada um invadiu a mente de quem estava sentado à direita (Gin→Ree→Tenkai→Ari→Gin). Vocês vivenciaram a memória do outro, daí a impressão de que eram vocês na cena.

Meio confuso, né? Mas os sonhos são assim mesmo ─ não nos vemos, mas sabemos que estamos lá; sonhamos com lugares e pessoas desconhecidas, mas no sonho tudo nos parece familiar... como se já tivéssemos vivido aquilo... e nada garante que sejam nossos próprios sonhos, nós mesmos... Tentei simular essa loucura toda.

Na próxima deixo mais claro. Isso tudo é pra vocês terem o que conversar (ou não) quando estiverem trocando ideia lá na Eala. Pois a desgraceira na família/infância é algo em comum na vida de heróis aventureiros! Isso deveria unir as pessoas em encontros semanais de autoajuda! Parei. Vamos lá. Sonhos/visões estarão "entre aspas e em itálico"


Circe respondeu, desta vez de trás pra frente:

Noiva de Prata é um título que se dá a uma mulher, quando ela é prometida a um membro da realeza de Eala. Nada demais. ─ E Ree percebeu que aquilo era apenas uma meia verdade. Circe pegou a moeda, o item que sobrara, e a entregou para Ree: ─ É uma boa moeda de troca. Leve. Pode ser útil.  

Uma árvore em alto relevo figurava um lado da moeda. O outro lado tinha o desenho apagado, como se tivesse sido raspado. Numa borda, havia marcas de dentes. Parecia ser feita de bronze. Pesada. Três centímetros.

Agora, a ermitã telepata olhava para Tenkai e Ari.

Se disserem que eu os mandei, isso deve bastar para que acreditem em vocês. Afinal, só aqueles que eu convido sabem sobre mim. E esses itens talvez ajudem um pouco. ─ Ela jogou o elmo para Tenkai e fez sinal para que Ari pegasse a capa. ─ Ariadne também é telepata, de modo que saberá a verdade assim que ver vocês. Se é que me entendem. Ela não negará ajuda. Acredito que ela estará no palácio de Ratharyn, uma das cidades da Eala. Irei teleportá-los direto para lá.

Sobre os itens, ela foi breve. Disse que o elmo seria uma boa proteção para a cabeça e para os olhos, caso realmente precisasse ser usado... Sobre a capa, disse apenas que gostaria de ter mais do que uma para ofertar... Por último, olhou para Gin.

Essa chave é especial ─ disse. O que Gin via era uma chave velha, do tamanho de um dedo. Mas o que ele sentia era um tipo de poder, que emanava dela. Um poder que ia ficando mais claro conforme ele pensava nisso. Estranho. ─ Ela foi forjada em um lugar incomum e o seu propósito é abrir qualquer porta. Mas ela depende muito da vontade de quem a está usando.

Ela sorriu novamente, um sorriso cansado. Pegou sua harpa e dedilhou algumas notas. Ao redor, pássaros levantaram voo do meio da floresta. Uma árvore tombou com estrondo, o tronco fraco, apodrecido. Depois outra, e mais uma após esta. Um vento soprou e trouxe folhas secas como palha. Havia também o odor de fruto estragado. A floresta estava pagando novamente. Circe pareceu concentrada, mas não na melodia. Em sua saudação final, disse que os quatro estavam conectados. Através do toque, eles poderiam transferir energia vital uns para os outros. Através do pensamento, eles poderiam localizar uns aos outros. O único revés é que, no processo, eles corriam o risco de compartilhar trechos de memórias. E isso explicava o ocorrido de antes, pouco depois de soltarem as mãos. Naquele momento, todos tiveram visões que na verdade eram memórias! Memórias de outra pessoa, tão bem inseridas que pareciam experiências próprias!

Boa sorte. ─ ela disse, com um último acorde. E tudo ficou escuro.

E Slao atuou novamente. Dessa vez para os quatro no mesmo sonho.


"─ Ela uniu vocês! Rá! Que coisa!

O homem escuro estava no leme, conduzindo o grande barco. Não era possível vê-lo muito bem. Mas a voz era familiar, assim como o sorriso. Os quatro estavam lá, como se fossem a tripulação. E a voz de Slao voava acima do bramido das águas:

Eu disse para você não se juntar a ela, não ouvir essa porcaria de música! E você, você deveria matá-la! Mas ao invés disso, se sentou para comer! Eu lhe daria algo melhor para comer: carne de elfo. Pois você não irá escapar. Ah, não. Será servido no dia do meu casamento. Pois, não se esqueça, você será minha!

O corvo branco chegou voando. Pousou ao lado de Slao e começou a regurgitar. O que colocava para fora era um bebê, ainda vivo, chorando. Um recém-nascido, dado o cordão em seu umbigo e a sujeira que o envolvia, sujeira de um útero. Slao soltou o leme e pegou a criança pela perna. À ergueu na altura dos olhos.

Com licença tripulação. Preciso me alimentar."



Acordaram ─ embora não tivesse claro o bastante se tinham dormido. Talvez aconteceu quando Circe usara sua mágica, os enviando para... Eala? Já estavam lá? Por quanto tempo dormiram?

Espera... onde?

Um quarto. Ari e Ree em um. Tenkai e Gin em outro. As duplas estavam deitadas em camas confortáveis, grandes, que abrigavam duas pessoas facilmente. Uma janela entreaberta deixava uma fraca luz do sol entrar, subindo, entrando de baixo pra cima... como se o sol estivesse mais abaixo que a linha do horizonte.


REE/ARI
E ouviram vozes. Gente conversando, do lado de fora do quarto. Duas pessoas.

Isso não quer dizer nada, irmã ─ era uma voz masculina. Firme.

Quer sim, Lengar. A moça tem a marca na mão. Devemos apresentá-la a Saban. ─ respondeu a tal irmã, em tom de encerramento de conversa.

Lengar tentou argumentar:

Saban ainda não tem idade para casar. E ela é mais alta que ele.

Ora, todas as mulheres tem o mesmo tamanho quando estão deitadas. E é isso que importa. Não, acabou. Assim que ela acordar vamos levá-la até o pai. E até Saban. Talvez precisemos cortar um pouco aqueles cabelos. Um banho. E pronto. Não! Sem discussão Lengar!

Suspiro. E depois:

E o jovem ruivo?

O pai também vai gostar dele. Viu aquele alaúde? Ah, o pai vai gostar dele... É uma pena que ele não seja eunuco. Eunucos são os melhores músicos. Mas o pai vai gostar dele mesmo assim. E os outros dois?

O Pugilista está com eles agora mesmo. E Camaban.

Tark, O Pugilista? Ah, irmão, isso não é um bom jeito de receber estrangeiros. Não mesmo.

E se afastaram, de modo que Ree e Ari não conseguiam mais ouvir o que falavam.

Ree não avistou CB no quarto. E inconscientemente olhou para sua mão esquerda ─ como se soubesse de algo. E lá estava uma marca. A marca. Aquela desenhada por Slao...

Os itens de ambos estavam numa mesa próxima. Eles não ouviam nada do lado de fora do quarto. E da janela chegava o som de gente conversando, cavalos passando, crianças rindo e outras coisas de cidade grande. Até que algo pareceu tampar o som que vinha de fora e a luz do sol gerou uma silhueta na parede.

Olhando para a janela, viram um homem com roupas de couro e luvas. Ele estava meio agachado, no parapeito. Segurava, numa das mãos, uma garrafa transparente. Havia algum liquido lá dentro. E no lugar da rolha, tinha uma espécie de cordão que tocava o liquido e sua ponta, pendendo do lado de fora da garrafa, faiscava com um fogo ligeiro. Ele estava prestes a atirar a garrafa para dentro do quarto... daí viu Ree e Ari meio deitados.  

Mas que merda é essa? ─ ele sussurrou, hesitando. O fogo no cordão pareceu acelerar, rumo ao líquido.


GIN/TENKAI
E ouviram o longo desembainhar de uma espada.

Tem certeza Tark? ─ Uma voz hesitante, como se falar fosse uma tarefa difícil.

Sim, jovem manco. Depois eu pago uma cama nova para vocês. Com lençóis mais brancos que o véu de uma noiva. ─ Essa voz era rouca e brincalhona.

Tenkai e Gin acordaram de vez. Viram um velho careca, forte, nu da cintura para cima e de bigode farto, logo ao lado da cama onde estavam deitados. Ele segurava, com ambas as mãos e acima da cabeça, uma espada enorme. Gin era o mais próximo, mas o golpe acertaria os dois.

Seus braços desceram e a lâmina reluziu que nem relâmpago.  

Spoiler:
Sobre o sono: vou usar isso mais como interpretativo mesmo, não há redutores nem nada, e vocês não estão assim tão zumbi. Deu pra descansar um pouco com essa ultima dormida, mas bem que mais algumas horas fariam bem... se Slao deixasse.

Sobre as ligações: eis o meio alternativo de cura. Vocês podem transferir HP de um para o outro, basta o toque e um pouco de concentração. Só HP. E também podem localizar uns aos outros. Nada tão preciso como um GPS, rsrs. Vai ser algo tipo “tá perto, num quarto há alguns metros daqui”. Basta um pouco de concentração.

Acho que posto na próxima terça.

Dúvidas pm-me.
 
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Seg Jun 09, 2014 8:53 pm

Com calma a velha respondia a todas as perguntas, ou quase todos. Lhes distribuía os itens a seguir, entregando o elmo para o elfo, que deu uma breve olhada no seu interior e logo a colocou em seu colo esperando a velhota dar sua deixa, que fora passar a tocar seu instrumento como anteriormente.

Sem saber em que momento, Tenkai e os demais caíram novamente em um sono profundo. Novamente Tenkai sonhava com aquele sujeito estranho que tanto queria er... Comer ele, literalmente. Mas dessa vez não seria ele, e sim um pobre bebê que mal havia nascido e já estava sujeito a morte.

O sonho se rompeu quando Tenkai ouvia com sua audição apurada, passos lentos, mas não hesitantes. O tinir de uma espada sendo desembainhada e uma conversa nada agradável. Entendia que estava em perigo e agiu como costumava fazer no templo ao ser atacado enquanto dormia. Se levantou depressa, e rápido como raio avançou ligeiro contra o velho que empunhava no alto uma espada grande e perigosa.

Seu objetivo era impedir que o inimigo conseguisse brandir sua espada como pretendia, ou seja, Tenkai ao disparar contra o sujeito, rapidamente levaria suas mãos aos braços do homem, procurando segurar na região da junta dos braços com o punhos. Nisso o elfo tentaria resistir o movimento do velho, segurando firme e aplicando força para diminuir a velocidade que seria criado por aquele golpe. Para garantir isso, Tenkai enquanto freava o golpe, daria uma bela joelhada em seu genital para atordoa-lo. Isso daria a chance para uma cotovelada feita pelo braço esquerdo, focando acertar o rosto do oponente, que deixaria a guarda do velhote enfraquecida devido ao susto e dor do golpe, cedendo então sua força e deixando Tenkai tomar sua espada e o render ele com sua própria arma.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Ree em Sex Jun 13, 2014 11:58 am

Passou os dedos pela moeda misteriosa, sentindo seu desenho em relevo. Não parecia assim tão valiosa, mas teria algum outro significado talvez.  Guardou a moeda em um bolso interno do casaco.

As últimas instruções foram rápidas, porém informativas. Ree só tinha em foco arrastar logo essa mulher de volta, e assim voltar a dormir em paz.

Aos poucos, todos entraram novamente em um transe, sem perceberem quando voltaram a dormir.

No sonho, Ree se mantinha em silêncio, apenas encarando Slao, curiosa porém desconfiada. Ele se dirigia a todos com frases esparsas e um pouco confusas, parecia bravo.

Mas o sonho foi breve, e com a imagem grotesca de sua refeição, Ree abriu os olhos.

--

A luz do dia incomodou sua visão, e precisou piscar algumas vezes até se acostumar com a luminosidade. Sentou-se devagar, tentando entender onde estava. Ao seu lado, estava um dos rapazes de antes, porém ela não se lembrava do nome dele.

Apertou a região entre os olhos, dispersando a leve dor de cabeça que sentia. Enquanto o fazia, ouviram vozes do outro lado da porta.  Desconfiava que falavam dela, enquanto espiava a própria mão, agora com a marca visível. Não gostou nem um pouco daquilo. Rapidamente puxou a manga do casaco até cobrir as costas de sua mão.

As vozes foram se distanciando, e com elas, mais informações. Bufou irritada, finalmente olhando em volta do quarto. Não via Clock Bunny em lugar algum, porém não sentia fortes dores pela distância, portanto, ele não deveria estar longe. Enviou um sinal mental para o servo, tentando chamá-lo.

Enquanto isso, localizou seus pertences pessoais em uma mesa. Se dirigiu ate ela, e recolheu os poucos itens que possuía, enquanto se levantava.

- Vamos dar o fora logo daqui, ainda precisamos achar a tal mo...

Interrompeu sua fala quando viu uma sombra se projetar a sua frente. Instintivamente se virou, dando de cara com um homem na janela. Seus olhos escanearam a figura suspeita, porém se demorou no item a sua mão. Ree não gostou nem um pouco daquela combinação.

- Atreva-se a jogar isso, e estará assinando seu atestado de morte...

Falou mais para chamar a atenção do rapaz do que outra coisa. Com os olhos dele voltados para ela, Ree ativou sua habilidade, paralisando o rapaz momentaneamente. Seus olhos se tornaram prata, assim como uma mecha de seu cabelo. Chutou Ari para fora da cama quando sentiu que havia conseguido, sem tirar os olhos do homem.

- Se livra daquela garrafa, JÁ! E puxa essa babaca pra dentro...

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C

Bônus 15/04/2019 - Anular 1 dado quando quiser [ ]
Ree
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 740
Idade : 27

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Sex Jun 13, 2014 6:14 pm

Gin/Tenkai

Mais rápido que a lâmina foi Tenkai, que saltou da cama, detendo o golpe de Tark. Sua acrobacia lhe permitiu cair em pé, numa boa base, para aguentar o peso do golpe. Suas mãos se fecharam nos pulsos do agressor antes do golpe terminar o arco, de modo que a lâmina ficou alguns centímetros acima da cabeça de Tenkai.

Puxa! ─ disse Tark, seu hálito de hortelã voando até Tenkai. E então os braços do homem ficaram mais pesados e o elfo começou a tremer por causa do esforço. A lâmina foi passando rente ao seu rosto, indo até o seu ombro, cortando a pele. Mas antes que a espada entrasse fundo na carne Tenkai revidou com um golpe baixo e uma cotovelada. Bastou para que Tark se afastasse, atordoado e rindo. ─ Viu isso jovem Camaban? Viu quando ele se levantou? Você viu? Pois eu não vi! O sujeito é rápido!

Tenkai tinha certeza que sua cotovelada quebrara o nariz do homem. Mas não havia sangue algum sob aquele bigode gordo. Mesmo assim Tark massageou a face, aparentemente desinteressado numa segunda tentativa de atacar. Ao invés disso baixou a enorme espada e acenou para o corte no ombro do elfo:

Mais uma cicatriz para você, guerreiro.

Aquele chamado Camaban estava perto da porta, curvado, se apoiando num cajado como se fosse um velho. Mas na verdade era um jovem adulto de cabelos longos e negros, trançados. Vestia robes pesados, como se fizesse muito frio ─ mas o clima ali dentro era ameno. Então ele avançou um pouco, mancando, e sua voz surgiu, arrastada, gaguejante:

Desculpe, estrangeiro, desculpe ─ ele falou, olhando para Tenkai. ─ Este homem ─ um dedo apontado para Tark ─ não queria realmente te ferir. Ele

Eu queria te conhecer ─ cortou Tark. Ele caminhou e guardou sua espada numa enorme bainha, apoiada na parede. ─ Conhecemos melhor as pessoas quando elas estão acordando. E você, elfo guerreiro, é um sujeito interessante de se conhecer. Meu nariz que o diga.

Tark riu. Mas ainda era difícil achar senso de humor naquilo tudo.

Camaban retomou:

Você apareceu nas escadarias do nosso palácio ─ daí apontou para Gin ─, você e ele. Sabemos que não são daqui, que são estrangeiros. ─ Ele pigarreou, como se fosse algo necessário de tempos em tempos, meio que pra recarregar a capacidade da fala. ─ Por isso acolhemos vocês. Estrangeiros quase sempre são enviados dos deuses e

E você certamente é um favorecido dos deuses, com toda essa velocidade! Um abençoado. E bem na época do nosso campeonato! Ora estrangeiro, diga logo o seu nome para que eu o coloque na lista dos

Não, Tark. Precisamos saber de onde ele veio e qual o seu propósito na Eala.

Verdade. O manco tem razão, elfo guerreiro ─ Tark pareceu um pouco mais sério agora, Camaban também ficou sério, mas talvez por ter sido chamado de "manco". Ambos encararam Tenkai. ─ O que veio fazer aqui na Eala? O que veio fazer em Ratharyn?

Eala, a ilha. Ratharyn, a cidade. Então tinha chegado. E agora, com um pouco mais de calma, deduziu que aquele quarto era algo de nível real. Ele deveria estar em algum lugar importante. E tinha sido acolhido por aquelas pessoas. Mas nenhum deles se apresentara com cortesia... Talvez, um costume. E agora Camaban e Tark o olhavam com atenção, como se esperassem ver um traço de mentira em Tenkai, conforme ele respondesse as perguntas. E o que era aquela sensação? Não era de todo ruim. Era apenas diferente. Era como se o seu espírito estivesse contido, como se sua energia estivesse limitada por algo.

Talvez fosse o cansaço do sono. Talvez.

E Gin continuava deitado. Dormindo ou fingindo que estava dormindo. Mas também tinha a mesma sensação de Tenkai.

Da janela, ouviam o som de marteladas, coisas sendo arrastadas e outros sinais de obras em construções.


Ari/Ree

Ele iria.

Iria se atrever a jogar a garrafa. Provavelmente porque queria se livrar logo dela. Mas aí ficou paralisado, sem entender, os olhos em Ree, arregalados. Suor escorreu por sua testa. Ele tentou falar, mas a voz falhou.

O fogo terminou sua corrida e o líquido acendeu, se tornando chama azul. E a chama tinha um rosto fantasmagórico que se contorcia, impaciente, querendo sair, querendo se espalhar. A garrafa ganhou uma rachadura. Ree viu tudo isso, mesmo que perifericamente, enquanto fitava o homem, que parecia suar mais ainda. E, de fato, a temperatura do quarto estava um pouco maior? Parecia que sim.

Outra rachadura. O fogo vivo se contorcia mais e mais. Um chiado ressoou e depois o cheiro de coisa queimada ─ uma luva de couro, e logo mais a palma de uma mão ─ subiu da garrafa. O homem gemeu.

CB não estava longe, mas ainda não estava lá! Estava vindo, mas... devagar demais!

E Ari dormia ou fingia que dormia. Vai ver um chute não foi suficiente.


Gin/Tenkai

De repente Camaban pareceu distraído.

Senti alguma coisa. ─ ele olhava sem enxergar. Se virou e foi caminhando até a porta. ─ Vou avisar os guardas.

Tark deu de ombros e encarou Tenkai, esperando respostas.

Spoiler:

Tenkai: HP - 2%
Ree: MP - 25%

Posto novamente sábado que vem, 21/06. Ou antes, conforme a velocidade do grupo.
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Mr. Death em Sab Jun 14, 2014 1:14 am



"Should i give up
Or should I  just keep following roads?
Even if it leads nowhere"


O chute de Ree apenas serviu para lhe fazer rolar para fora da cama. Ari se sentia um trapo, estava exausto, e realmente tudo o que mais queria era poder dormir. Mas, quando se chocou contra o chão, o garoto finalmente despertou de seu sono.

Seus olhos se arregalaram e se estreitaram em seguida. O garoto se firmou sobre os pés em um instante, alerta. "Há tempos que você não sonhava estar caindo, Arliden, mas essa foi a primeira vez que você realmente caiu no final..." Pensou, deixando escapar um risinho amargo. "E que sorte, heim? Parece que, ao invés do céu, você acabou por cair direto no inferno!..." Refletiu, sentindo o calor aumentar.

— Obrigado. - Disse, sem olhar para a garota, mas se referindo ao chute que ela havia lhe dado.

Nesse momento Ari olhou através da janela e teve um pressentimento ruim sobre a garrafa na mão do rapaz desconhecido. Então não hesitou, girou sobre os calcanhares e seguiu até seus pertences. — Hora de partir! - Anunciou, sem olhar para bela jovem de cabelos negros feito à noite. — Melhor nós darmos o fora antes que as coisas fiquem ainda mais quentes. Se é que me entende... - Disse, com uma rápida piscadela cúmplice para a garota.

Já com a nova capa sobre os ombros e seu precioso alaúde junto ao corpo, Ari tentaria, a principio, apenas abrir a porta normalmente, girando a maçaneta. E, caso os céus fossem bons e a sorte lhe sorrisse pelo menos uma vez naquele dia, de forma que a porta estivesse comodamente aberta, ele apenas esperaria por Ree para que pudessem sair daquele lugar o quanto antes — principalmente antes que a garrafa com o fogo azul viesse, de fato, a explodir, ou se desfazer em uma torrente de chamas.

Contudo, caso a porta estivesse trancada, e não houvesse tempo para tentar destranca-la com um pedaço de arame qualquer antes que a garrafa se desfizesse em chamas, Ari tentaria proteger Ree do pior das chamas envolvendo os dois com sua nova capa, a menos que ela tivesse uma solução melhor... Afinal, Ari não a conhecia, não sabia do que ela era capaz... Ainda.

♠♥♠

Off: Pessoal, foi mal o atraso na postagem! :p fiquei sem internet logo na segunda, quando ia postar, mas tô de volta!


Créditos: MM's GIRL

_________________
Ser Aventureiro é fichinha ! ;3
{ Habilidades Especiais }
FOR [F] / ENE [A] / AGI [F] / DES [F] / VIG [E]
Lodians 0$
Mr. Death
Mr. Death

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 101
Idade : 26

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 5
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Gin em Sab Jun 14, 2014 2:56 pm

Off: mal o atraso, não era minha intenção.

On:

Manteve-se em silêncio enquanto a nova velha telepata falava as considerações finais. Gin fitava sua chave, rodando-na nas mãos para ver se havia algo que indicasse tão grandioso poder quanto lhe foi falado. Dando de ombros sem acreditar muito, ficou de pé esperando o próximo passo.

Vamos logo com isso.Disse, com certa impaciência. Já se sentia bastante alimentado e bem pro que viesse a seguir. Mesmo assim se irritava com a possibilidade de extrair mais energia da floresta e isso transparecia em sua fala. Só queria acabar com aquilo tudo. Nem mesmo a informação de que teriam os pensamentos compartilhados fazia muita diferença no momento.

Sentiu um tranco quando o poder de Circe lhe invadiu. Realmente a mulher era poderosa, mesmo enfraquecida como dizia que estava. Estranho, se tivesse tão fraca como conseguia fazer isso, mesmo tendo roubado energia? Esqueceu desse pensamento quando ficou inconsciente.


--//--

Lá estava ele de novo. O homem escuro. Então havia duas coisas que tinha que fazer: acabar com essa aventura compartilhada e socar a cara daquele homem nojento.

Observava a cena se desenrolando na sua frente mas não sabia se podia impedir do homem falar ou parar suas ações. Achava que sim, porém nem sabia se estava sonhando ou vendo uma cena real através de pensamento. de qualquer modo desviou os olhos com nojo quando a criança foi regurgitada e, quase em seguida, ficou inconsciente novamente.


--//--

Acordou, mas não abriu os olhos imediatamente. Dessa vez o local parecia muito mais ''real'' do que anteriormente. Ao menos estava deitado em algo confortável. Ouvia alguns sons que podiam ser de brigas, só que estava um pouco afastado de si. Por isso, escolheu não atuar.

Foi quando ouviu os dois falando com alguém. Pelo modo que se comunicavam, era Tenkai. Um de seus companheiros. Ora, ainda bem. O elfo sabia se cuidar e tinha confiança que não precisava ajudar. Por isso foi ouvindo atentamente os três ali presentes conversando, tentando captar algo a mais nessa conversa.

Arriscou entreabrir seus olhos quando o primeiro homem saiu apressado do aposento. O outro, o tal pugilista, ainda estava por ali mas seus olhos não estavam em Gin e sim em Tenkai. Olhou em volta, onde estavam. Era um local nobre e, pelo que falaram, eventos de luta era comuns. Em uma ocasião normal isso animaria Gin, mas agora não era o momento pra isso.

Sentia algo diferente em si. O que seria? Uma sensação contida, sem energia? Tinha mais ainda: sentia algo mais estranho, como se soubesse que estivessem pessoas perto de si.. aliás, 3 pessoas. Uma dessas sensações era mais forte. Recordou-se do que Circe disse de estarem conectados e achava que essas sensações pudessem ser seus companheiros.

Isso não importava agora. Não estava com pressa e Tark, aparentemente, não era hostil. Mesmo assim seu instinto falava mais alto e, por isso, se manteve quieto em sua cama, somente esperando para ver o que aconteceria a seguir. Se fosse necessário, se levantaria e tentaria desmaiar Tark com um soco surpresa em sua têmpora. Mas isso dependia do que iria acontecer a seguir.


_________________

[Clássica] Noiva de prata Ginsian


L$: --

Atributos - Gin:
Força:6
Energia:4
Agilidade:8
Destreza:4
Vigor:6

Montaria: Choudon
Spoiler:
[Clássica] Noiva de prata Choudon

Força:5 [E]
Energia:1 [F]
Agilidade:7 [E]
Destreza:4 [E]
Vigor:5 [E][/justify]
Gin
Gin

Mensagens : 65
Idade : 29

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Ter Jun 17, 2014 12:33 am

Uma em milhares, Não acho que faça diferença... — Respondia descontraidamente para o sujeito.

Apesar disso, Tenkai ainda estava confuso, mas se mantinha atento. Ficou observando o sujeito a sua frente e o que tentava aparecer, mas que apenas falava algumas palavras antes de ser cortado pelo sujeito armado, que por acaso embainhava sua espada. Aquilo certamente era um alívio, evitar uma luta dessas era o melhor a se fazer.

Mas apesar do desentendimento, o sujeito parecia estar bem tranquilo e com o passar do tempo as coisas iam sendo explicadas e esclarecidas. A duvida que ficava, era se tudo aquilo era verdade ou pura mentira.

" Que história de deuses é essa agora? Será quem tem haver com a Circe? Tcs... "

Mas antes que tudo ficasse em plena calma. Os desconhecidos agora demonstravam seu lado sério e exigiam respostas sobre o motivo de estarem lá. Tenkai nesse momento curvava seu pescoço para o lado e dava uma olhada no rapaz que estava consigo. Refletia bem o que iria dizer e então respondia.

Viemos de um lugar chamado Lodoss. Nossos objetivos se limita em encontrar uma pessoa em Ealla, pois precisamos de sua ajuda. Entretanto... — Nesse momento Tenkai começaria omitir informações — Não sabemos quem é exatamente — O que de fato é verdade — Os deuses disseram em sonho para nós, que iriamos saber quem é a pessoa que procuramos quando a encontrasse. Sobre Ratharyn eu não me recordo sobre nada, talvez seja apenas um acaso nós estivermos aqui. Se os deuses nós trouxeram até aqui, algum motivos eles devem ter, não achas? — Antes que o homem respondesse, ele completava — Aproposito, sou Tenkai da Floresta Perdida que a muito fica distante de Lodoss.

Finalizava com uma mentira de leve, na qual o elfo não demonstrava nenhum tipo de nervosismo enquanto falava, pois afinal viveu bastante tempo e o dom da serenidade era algo comum na raça élfica.

Sua mentira era uma forma de se precaver sobre o objetivo na qual os quatros estavam fadados a realizar. Afinal a Noiva de Prata parecia ser alguém bem conhecida e com grande respeito. Se seu prestigio fosse como Tenkai imaginava, citar que sua busca se tratava sobre essa mulher, poderia acabar em maus lençóis, afinal as chances desses povos defende-la era uma possibilidade. Sendo assim, omitir certas coisas era fundamental para garantir um pouco de segurança.

Fora isso, Tenkai sentia algo anormal. Intrigado, começava a especular sobre a tal ligação que a velhota havia citado no pouco tempo que ficaram juntos no momento da refeição. Não chegava a dar muita importância para o desconhecido que se retirava, pois se houvesse um problema naquele lugar, não faria diferença, afinal eles eram os intrusos ali, as chances de alguém ficar do lado deles parecia ser baixas.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Sab Jun 21, 2014 4:24 pm

Gin/Tenkai
A sensação que tinham... sumiu, assim que Camaban saiu pela porta. Então não era consequência do que Circe havia feito, ao conectá-los ─ a magia dela, até o momento, não parecia ter se manifestado. O que sentiam era, sem dúvida, por causa da presença homem manco com fala arrastada. Estranho.

Hm ─ fez Tark, e depois sorriu ─ e eu sou Tark, filho de Rark. Muitos me chamam apenas de “O Pugilista”. Prazer em conhecê-lo, Tenkai da Floresta Perdida.

Tenkai escolheu bem as palavras. Principalmente a respeito dos deuses. Tark parecia convencido.

Sim, há riqueza em suas palavras! Algum motivo eles devem ter. Os deuses trabalham de forma misteriosa. ─ Tark caminhou, pensando. Por fim chamou Tenkai com a mão enquanto se dirigia até a porta, levando sua espada embainhada. ─ Mas vamos sair daqui. Deixe o seu companheiro dormindo, ele parece realmente cansado. Vamos, irei lhe mostrar algo. Acho que sei por que os deuses lhe trouxeram até Ratharyn.

Tark abriu a porta e saiu, esperando Tenkai do lado de fora.


Tenkai
O elfo o seguiu, meio sem escolha, sendo cortês. E realmente, Gin parecia estar com um sono tão pesado que mal acordara com a breve conversa de Tark e Camaban e depois a investida do Pugilista. Que ele dormisse mais um pouco, afinal.

Ao sair e fechar a porta atrás de si, Tenkai viu um longo corredor que se estendia por vários metros a sua direita. Já a sua esquerda, ele terminava num lance de escada, em espiral. 10 homens poderiam caminhar tranquilamente lado a lado por aquele espaço, seja no corredor, seja nas escadas. Mas não havia nem metade desse número ─ o que o elfo viu foi dois guardas parados perto das escadas e, no outro extremo, Camaban caminhando o mais rápido que conseguia com outros dois guardas o seguindo.

Por aqui ─ disse Tark, caminhando até as escadas. Tenkai o seguiu. Desceram o lance e saíram num salão, com um trono posto num local alto. No ponto contrário, havia a grande porta do local ─ Estamos no palácio real de Ratharyn, onde o rei e sua família vivem. Lugar bem feito, lugar bonito.

A arquitetura era realmente bem trabalhada, mas o local todo era muito pobre de adereços. Não havia um grande tapete, por exemplo. Quadros, heráldicas bordadas em seda de primeira, armas em exposição ─ nada. A falta de móveis, seja uma mesinha qualquer, também era notável. E por causa disso o ar era facilmente preenchido com ecos. A voz de Tark foi e voltou duas vezes no ar.

Ele abriu a porta do palácio.

A primeira coisa que Tenkai viu do mundo lá fora foi uma árvore. A entrada do palácio provavelmente foi feita de frente para aquela beldade da natureza. Mas... Espera! A árvore está longe! Numa primeira olhada desacostumada, ela parece uma árvore grande plantada no pátio externo. Mas não! Ela está no horizonte!

Enorme né? ─ disse Tark, orgulhoso ─ aquela é a Forja. A maior árvore da Eala. Ela fica bem no centro da nossa ilha. E ela é tão grande, que podemos vê-la perfeitamente daqui, numa distância de dois dias de cavalgada!

A Forja era uma árvore de aspectos diferentes ─ e não somente por causa da altura: seu enorme tronco era da cor normal de madeira, mas acima, na parte em que os galhos começavam a ramificar, pairava uma aura branca onde deveria haver o verde das folhas. Como se fosse nuvens. E elas brilhavam levemente, ao toque da luz do sol. Já do tronco pra baixo, havia uma luz incandescente, que parecia pulsar de forma aleatória, intensificando a luz. Tenkai teve a impressão que eram... espirros de magma.

Depois, Tenkai percebeu o restante. À sua frente, uma escadaria que descia até o pátio externo e mais a frente um portão, que limitava os acessos ao palácio.

Foi aqui que achamos você e o seu amigo. ─ disse Tark, se referindo a escadaria que começavam a descer. Logo chegaram até os portões e os guardas abriram, reconhecendo Tark. Os dois guerreiros saíram para as ruas da cidade. Tark apresentava a região, apontando o ferreiro local, o curandeiro, um dos juízes, a biblioteca, a praça. Não era uma cidade diferente das que Tenkai conhecia em Lodoss. A única diferença era que ventava. E era um vento frio. Mas qualquer lugar não aberto servia de proteção contra o vento e logo se percebia que a temperatura da cidade, na verdade, era alta. Um paradoxo climático. Logo chegaram onde Tark queria ─ Aqui está, Tenkai da Floresta Perdida: O Tabuleiro.

E apontou para uma enorme estrutura circular, no meio da cidade. Um coliseu, uma arena de jogos ─ O Tabuleiro.

E eu acho que por isso que está aqui. Para participar do nosso abençoado campeonato anual!

O passeio foi bom para que Tenkai olhasse a cidade. Já tinha na memória a imagem de duas ruas que usaram para chegar até ali. A maioria das pessoas eram de raça humana ─ ou pelo menos de aparência humana. Mas também havia anões e elfos em evidência. Muitas pessoas usavam capas com capuz para se proteger do vento, de modo que o elfo não captou tantos rostos no meio da multidão. Mas não pôde deixar de perceber três sujeitos em especial, que vinham caminhando ao largo, desde que Tenkai e Tark saíram do palácio real...

Agora que estavam parados, diante d’O Tabuleiro, os três sujeitos se separaram, posicionados de forma a cercar os dois. Havia muita gente na rua. E eles avançavam devagar. Tenkai notou isso perifericamente, não dando mostra que tinha conhecimento dos três seguidores. Tark também não parecia dar mostras ─ ou vai ver não notou as mesmas coisas que o elfo.

Os três homens avançavam. Um deles chegaria até Tenkai com mais seis passos.


Ari/Ree
A porta estava aberta.

Ari espiou para fora e viu primeiro um lance de escada, espiral, mais ou menos 5 passos de distância do quarto. Viu também um grande corredor que se estendia para a esquerda ─ largo, talvez fosse possível apostar corrida de carroças ali, com dois competidores lado a lado. E por fim, viu ─ sem que o vissem ─ três homens vindo pelo corredor. Pareciam apressados. E como à direita havia apenas um paredão, finalizando o corredor, talvez aqueles três sujeitos estivessem indo direto para onde Ari e Ree e o estranho estavam.

E por falar no estranho: a garrafa estourou e o fogo vivo prendeu primeiro na mão do homem. Alguns fragmentos flamejantes caíram no chão e foram se arrastando até onde tivesse o que queimar. Logo a cama e a mesa estavam encolhendo e estalando por causa deles. Já havia fumaça. E calor, muito calor ─ apenas para Ree. Ari não sentia calor algum. O estranho que entrara pela janela se tornara uma estrela viva, o fogo em volta de si. Seus gritos surgiram. Ele cambaleou e tocou na parede, ao lado da janela. O fogo passou para a cortina. O quarto ficou mais quente e com mais fumaça.

CB surgiu no parapeito da janela, como se estivesse chegado de cima. Ele estava procurando sua dona, mas o que viu primeiro foi um homem em chamas azul... assim como a cortina, ondulando, perigosamente próxima.

Do lado de fora, os homens se aproximavam. Ari deu uma nova olhada para aquela escada, tão longe do fogo e tal, e ficou tentado. Mas esperava por Ree! A qual não lhe deu resposta ─ ela permaneceu parada. Mas o fogo não. Ele se arrastava na direção dela.


Gin
Agora já podia levantar. Estava sozin... Que vozes eram essas? Eram duas vozes, sussurradas. Vinham da janela:

Vai logo.

Eu tinha que esperar o sinal do Pete, lá no outro quarto.

Vai ver ele teve problemas com a garrafa. Anda, acende logo isso.

Saíram todos do quarto?

Sim. Não ouço mais ninguém lá dentro. E você sabe como minha audição é pancada de boa. Anda, bota fogo nessa merda!

Gin não via os dois, mas sabia que eles estavam ali perto, ao lado ou abaixo da janela de seu quarto.

Daí, ouviu o som de um pavio sendo aceso.

Prazo:
Posto novamente sábado que vem, 28/06. Ou antes, caso... bah, vocês já sabem.
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Dom Jun 22, 2014 1:58 am

Certo, mas antes irei pegar meus pertences. És um guerreiro, sabe a falta que faz não ter sua espada a seu lado — Respondia o elfo para Tark, que não se demorou muito em por sua espada na cintura, seu arco nas costas e seu bastão em mãos.

Seguiram por um corredor, andaram por algumas escadas e logo entraram em um grande salão. Era a sala da realeza, o que Tenkai achou estranho.

" Nunca pensei que um salão da coroa fosse tão... Rudimentar. "

Mas apesar daquilo, Tenkai podia ver algo que o chamava a atenção. Uma árvore, enorme, mas algo incomodava os olhos do elfo, que por mais que fossem aguçados e bem perceptíveis, sentiu que algo estava errado. Fechou os olhos e balançou a cabeça. Era como se fosse um ritual para desembaralhar a confusão que sua mente fazia ao receber as informações vistas pelos olhos do elfo. Quando tornou a abri-los, percebeu que a árvore estava a muito distante.

Uau, surpreendente. Quando novo ouvi lendas sobre a maior árvore do mundo. Talvez seja está a árvore citada. Gostaria de poder olha-la de perto um dia.

Tenkai completava sua frase e logo seguia o homem que o guiava. Dessa vez ele fora mostra um pouco da cidade e assim chegando ao objetivo do homem, o tal Tabuleiro. Tark acreditava que Tenkai estava la pelo evento anual que acontecia naquele lugar.

Campeonato? Não esperava que vindo a esse lugar eu acabaria por ter que participar de nada assim. Na verdade nunca competi em toda minha vida. A não ser que sobreviver seja considerado competição nos tempos de hoje hehe. Mas me diga Tark, quem vai estar nesse campeonato? Possa ser que eu acabe encontrando quem os deuses querem que eu encontre nesse evento, que dependendo eu participe ou não, dependerá de minha intuição sobre o caso. Tark, eu gos... — Tenkai corta sua fala ao notar uma movimentação estranha — Tem alguém nós seguindo...

Assim que comentou com voz baixa para Tark o que tinha notado, o desconfiado elfo se virava subitamente para trás, olhando finalmente na face de seu perseguidor. Logo em seguida o elfo com seu bastão ergueria rapidamente para cima deixando toda a extensão do bastão dourado na vertical, e logo voltaria ele com mais velocidade ainda para colidir com o piso. Era uma demonstração clara para o sujeito parar o que quer que fosse e dissesse algo. Porém se o sujeito de fato fosse um ser hostil para Tenkai e o tentasse atacar antes mesmo do elfo se virar completamente, o guerreiro de orelhas pontudas usando de seu bastão, tentaria golpear o punho do homem mesmo se não tivesse uma arma. E em seguida com a outra ponta do bastão o elfo tentaria acertar o maxilar do mesmo e logo ficaria em guarda após seus dois primeiros golpes, afinal ainda haveria dois oponentes.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Mr. Death em Sab Jun 28, 2014 1:47 am



"Should i give up
Or should I  just keep following roads?
Even if it leads nowhere"


Observando a situação desesperadora em que se encontrava, Ari fechou seus olhos pelo tempo suficiente para meia respiração rápida, não mais que dois segundos, enquanto sua mente disparava em busca da resposta que melhor lhe ajudasse a escapar do perigo. E, por um instante, como todo garoto, deixou sua mente vagar. Pensou, que se fosse um guerreiro poderoso, criado para o combate e nascido no seio da guerra, ele poderia brandir seus punhos em fúria, lutar e abrir caminho para fora daquela mansão. Contudo, ele não era guerreiro nenhum, e, portanto, o problema persistia. Imaginou, que se fosse um assassino meticuloso e frio, treinado nas mais variadas técnicas de combate e versado na arte das sombras, ele poderia ceifar a vida de qualquer um que ousasse entrar em seu caminho, e nada mais teria a temer. Entretanto, assim como não era guerreiro, tampouco era um assassino. E, sendo assim, o problema persistia. Sonhou, por um momento, que se fosse um mago, com plenos poderes e controle sobre os elementos, poderia sussurrar o nome do fogo, e ele lhe obedeceria, e seria nada mais que um sopro quente de verão. Mas também não era um mago pleno, e o pouco que sabia de magia caberia em um dedal, sem que antes fosse necessário tira-lo do dedo. Portanto, o problema ainda persistia. Então, por fim, refletiu que se ele fosse um grande herói... Mas não, é claro que ele não era um Herói. Não era nenhuma dessas coisas, e, por isso, se quisesse sobreviver, apenas lhe restava ser ele mesmo. O último Quoyan Hayel, ladrão e artista, até a medula dos ossos.

Seus olhos se abriram novamente, e estavam verdes feito a campina, com um brilho ousado e vivo. Ari sorriu, e o fogo refletido em seus cabelos rubros fizeram-no assemelhar-se ainda mais a um demônio com a cabeça em chamas. Então, ele respirou fundo, e, ao soltar o ar, seu rosto se crispou em uma mascará de desespero e agonia profunda, com um olhar desvairado. Agarrou o pulso de Ree com firmeza, mas sem machuca-la em hipótese alguma, enquanto deixava seu alaúde pender na outra mão, sacolejando a esmo. Puxou a garota consigo em um rompante para fora do quarto, batendo a porta com estardalhaço ao sair, tropeçando nos próprios pés no processo e caindo no corredor feito um saco de batatas, mas apanhando Ree para que ela não se ferisse com a queda. — fo-FOGOOO!! FOGOOO!! - Gaguejou, engasgou e tossiu um pouco, gritando as palavras o mais alto que pode, enquanto olhava ao redor, com um olhar desvairado e cheio de medo. Então, avistou os três guardas que se aproximavam pelo corredor, e, ao captar seus olhares, sua expressão se iluminou com uma mescla curiosa de esperança, alívio e aflição.

— Por favor! Ajudem-nos! Eu imploro! Por favor! - Repetiu várias vezes, enquanto se arrastava debilmente e sem êxito para longe da porta e do fogo que continuava a se alastrar no interior do quarto. E então, "le grand finalle". — T-três homens! - Disse, apontando para o interior do quarto com a mão trêmula, quando os guardas se aproximassem o suficiente para ouvi-lo melhor. — Havia três homens encapuzados na janela! - Balbuciou, enquanto olhava para as próprias mãos e para os guardas, como se estivesse em choque profundo. — Deus, ele colocou fogo em si mesmo! - Pronunciou como se fosse a coisa mais bizarra e impensável que já havia visto alguém fazer — O que não estava realmente muito distante da verdade a final. Então, em um estalo, lembrou-se de algo de suma importância, como se acabasse de ligar os pontos.

— O-os outros dois! Seguiram cada um em uma direção da janela... Disseram algo sobre eliminar outros alvos... Eles devem planejar colocar fogo em outros cômodos da mansão! Temos que avisar a guarda, podem haver mais pessoas em perigo! - Comunicou, em voz urgente, enquanto se colocava em pé com esforço, cambaleando um pouco e se apoiando na parede com visível esforço em seu rosto, enquanto ajudava Ree a ficar em pé também com uma mão solidária. — Por favor, tragam ajuda. Minha amiga e eu esperaremos aqui, acho que torci o tornozelo quando cai... Talvez esteja quebrado... Por favor! - Implorou, enquanto, de maneira curiosa, poupava a perna direita, que não chegava a tocar o chão, enquanto deixava sua voz tremer apenas um pouquinho na borda, e cristalizava sua expressão em uma nítida mascara de dor, medo e determinação, de uma criança que se esforça para ser corajosa.

É claro que havia sido tudo fingido, obviamente. Arliden era um artista de longa data, e possuía uma longa formação de palco, que havia recebido ainda em idade precoce. Então não foi difícil para ele construir toda essa pantomima na forma de uma mentira suficientemente plausível para os guardas. Afinal, ele era mesmo apenas um garoto, e, aos olhos de muitos, não mais que uma criança. E ele estava com medo. De fato não era tanto ao ponto de se borrar de medo, mas uma pitada de verdade é sempre bom para ajudar a tornar a mentira mais fácil de engolir. Ele também não sabia se existia outros maniacos incendiários ao redor da mansão, e, em suma, eles haviam visto realmente apenas um, o qual agora queimava no interior do quarto onde eles estavam. Contudo, os guardas não sabiam disso, e essa era uma ótima forma de conseguir se livrar deles.Por fim, mas não menos importante, a perna ferida, que impossibilitava Arliden de segui-los rapidamente até qualquer lugar que fosse, e a promessa de que permaneceriam ali.

Se tudo desse certo, e sua sorte durasse o suficiente para mais uma grande jogada, era possível que eles conseguissem se ver livres dos três guardas de uma vez. Ou, na pior das hipóteses, ao menos sairiam como vitimas daquilo tudo, e não como cúmplices de um plano que deu terrivelmente errado. É claro... Se os céus fossem bons.

Apenas por precaução, Ari cruzou os dedos em sua mente. Sorte nunca é demais.



Créditos: MM's GIRL


Última edição por Mr. Death em Sab Jun 28, 2014 10:39 pm, editado 1 vez(es)

_________________
Ser Aventureiro é fichinha ! ;3
{ Habilidades Especiais }
FOR [F] / ENE [A] / AGI [F] / DES [F] / VIG [E]
Lodians 0$
Mr. Death
Mr. Death

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 101
Idade : 26

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 5
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Gin em Sab Jun 28, 2014 10:46 am

Finalmente todos haviam saído do quarto. Dessa forma conseguiu se sentar na cama e abrir seus olhos totalmente, olhando melhor o quarto. Se tivesse alguma coisa que lhe chamasse atenção, trataria de ir até lá para levar consigo. Não se importava muito em levar as coisas nesse momento.

Depois disso ficou pensando no que faria. Poderia seguir seu companheiro elfo para onde quer que fosse ou, então, explorar melhor onde estava. Gostava mais da segunda opção, já que não tinha paciência de ficar seguindo os outros silenciosamente. Já estava pra sair do quarto quando ouviu vozes.

Ficou olhando em volta até perceber a fonte. Na janela. Agora que sabia esperaria pra ver o que ia acontecer. Ao que indicava, pretendiam incendiar o quarto. Não seria legal com ele dentro. Foi se aproximando sorrateiramente da janela o mais rápido que pôde. No último centímetro antes de aparecer acelerou seu movimento, aparecendo inesperadamente na janela para que quem estivesse do outro lado se assustasse.


Bu!Disse, quando apareceu. Queria ver a reação dos dois que estavam tramando os planos do outro lado. Iria rir se fosse engraçado, mas não deixaria de ajudá-los caso fosse necessário.

Quem são vocês? Querem me queimar vivo, tão doido é?Perguntou, assim que se assegurasse que eles não fugiriam e nem tentariam ir pra briga. Não era a hora de lutas agora e sim descobrir tudo que podia a respeito do lugar.

_________________

[Clássica] Noiva de prata Ginsian


L$: --

Atributos - Gin:
Força:6
Energia:4
Agilidade:8
Destreza:4
Vigor:6

Montaria: Choudon
Spoiler:
[Clássica] Noiva de prata Choudon

Força:5 [E]
Energia:1 [F]
Agilidade:7 [E]
Destreza:4 [E]
Vigor:5 [E][/justify]
Gin
Gin

Mensagens : 65
Idade : 29

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 7
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Dom Jun 29, 2014 1:24 am

Tenkai
O Pugilista ficou contente com a reação de Tenkai ao ver a Forja, e mais ainda em saber que o guerreiro nunca tinha competido. Já estava com respostas prontas atrás daquele bigode, mas se interrompeu quando foi avisado sobre perseguidores.

Fãs em busca de uma assinatura do Pugilista? ─ brincou, olhando em volta.

Um dos sujeitos, aquele mais perto de Tenkai, iria tentar algo. Mas parou no meio da ação, seja qual fosse ─ pois o elfo o surpreendeu ao se virar de repente e manusear sua arma de haste. A mensagem fora recebida. Tenkai não via armas, nem sentia algum efeito místico naquele homem. O que viu, através das onduladas do capuz causadas pelos ventos, foi o olhar de um homem sábio, do tipo que pensa duas vezes antes de iniciar uma luta que não sabe se é capaz de ganhar. Talvez tenha visto em Tenkai um adversário que deveria evitar.

E o que vai ser? ─ perguntou Tark, entendendo a situação. Avistou os outros dois que estavam um tanto mais distantes, dando cobertura. ─ Vocês querem dar uma mensagem, eu já entendi. Retaliação, talvez? Querem um refém pra negociar? Rá, acham que estou andando por ai com qualquer um? Este homem ─ um polegar virado para Tenkai ─ é um enviado dos deuses. Nem dá pra encostar nele direito! ─ Tark ainda estava divertido. E falava alto, de modo que as pessoas que passavam olhavam, curiosas. Algumas pararam pra assistir. ─ Parem com essas tentativas desesperadas de ter atenção e mandem logo um representante para falar com o rei.

Não queremos falar com o rei. Já tentamos isso... Não... Queremos de volta a noiva que vocês humilharam.

A voz do homem era limpa de emoções, com exceção da ultima palavra, que veio carregada de... o que? Raiva? Algo bem próximo a isso, com certeza.

O Pugilista estava sério agora. Ficou quieto.

Mais pessoas se amontoaram, e aquilo pareceu intimidar os homens suspeitos. O mais próximo ainda dedicou um olhar para Tenkai, como se tentasse decidir se ele era mesmo um enviado dos deuses. Olhou seus equipamentos, olhou o elmo... Depois deu meia volta, sumindo no meio do povo. Os outros dois também evaporaram. As pessoas voltaram para suas vidas. Tark respirou.

Vamos elfo guerreiro. Vamos voltar para o palácio. Logo vai anoitecer e as ruas de Ratharyn ficam geladas durante a noite.

Agora que Tenkai percebeu: realmente, o dia já estava se resolvendo em noite. Recapitulando, era manhã quando encontrara Circe, então deveria ter dormido por longas horas, acordando no fim da tarde no palácio real, de modo que agora era a vez do crepúsculo. Mas ainda havia luz ambiente, uma luz que vinha da Forja, da metade inferior do tronco que era agora um vermelho vivo, irradiando luz talvez por toda a Eala. A luz da lua, numa noite na Eala, era uma mera coadjuvante perto da Forja.

Estavam voltando. Tark, aos poucos, foi recuperando a postura. Resolveu abrir o bico, quebrando o silêncio e fingindo que nada tinha acontecido lá atrás:

Respondendo sua questão: simplesmente toda a Eala estará no campeonato! Competidores e pessoas que vêm assistir, torcer, apostar. Então certamente você vai encontrar quem procura... Aliás, você tem pelo menos um nome ou uma sugestão de aparência? Quem sabe posso ajuda-lo.

Ele estava sendo sincero, além de curioso. Tenkai, até agora, tinha interagido bem, dançando conforme a música dos deuses, tão ágil com as palavras quanto com suas armas. Tinha o caminho de volta para responder e continuar sendo ágil, com respostas evasivas, ou quem sabe arriscar um contra ataque para tentar saber mais...

O diálogo é um jogo. Muitos só competem quando tem certeza que podem ganhar.


Ari
O fogo vivo estava encima e Ari se moveu, arrastando Ree pra longe. A chama azul cresceu, como que furiosa em não ter o que queimar, e sua face fantasmagórica olhou diretamente para Ari enquanto ele caia pra fora do quarto.

O diálogo é um jogo, verdade. Mas é também um teatro, um faz de conta. E disso Ari manjava. Um conhecido mais chegado teria dúvidas, ficaria dividido em acreditar ou sacar que era uma encenação. Mas como nenhum daqueles três homens eram conhecidos de Ari, todos se convenceram que a tragédia era verídica. Dois guardas correram para o quarto enquanto o terceiro homem (cabelos negros trançados, vestido em robes pesados, mancando, usando um cajado) se abaixava perto de Ari, a título de socorredor.

Calma ─ disse ele e Ari relaxou um pouco, pois vencera o jogo. A voz do homem era carregada, parecia difícil vocalizar o som das palavras. ─ Esta tudo bem, esta tudo bem.

Senhor Camaban ─ chamou um guarda, e o homem manco se levantou ─, é o tipo de incêndio que não conseguiremos apagar.

Camaban então caminhou para dentro, fez algum gesto ligeiro com a mão e bateu o cajado no chão, para então o ar ficar subitamente pesado e as chamas azuis minguaram lentamente, até se extinguirem. Ari deu uma última olhada para dentro, e viu o corpo carbonizado do homem que iniciara ─ de certa forma ─ tudo aquilo.

Olhem lá fora, achem os outros dois ─ disse Camaban, falando para os dois guardas. Sua voz agora era normal e bela, como a de um arauto eloquente.

Os guardas desceram as escadas ao lado a toda, os adornos em suas armaduras chocalhando. Camaban fechou a porta atrás de si e se voltou para Ari.

Esta tudo bem.

Estranho ─ sua voz estava carregada novamente. E outra coisa: desde que Camaban se aproximara, Ari começou a se sentir... limitado. Como se sua energia não estivesse de acordo com alguma coisa no ambiente, não sendo capaz de se manifestar inteiramente.

Não se mova ─ disse, apontando para o tornozelo do jovem músico. ─ Deixe-me ver a torção. ─ Ele se apresentou formalmente e acrescentou: ─ Sou curandeiro, posso ajudar.

Daí Ari descobriu que o jogo era na verdade uma melhor de três. Se vencesse essa rodada, levava a medalha.


Gin
Gin surgiu do nada e as duas pessoas ficaram brancas feito leite, e isso foi bem engraçado. Uma delas ─ a moça loira ─ deu um gritinho e quase perdeu o equilíbrio, mas se segurou firme no último instante. Já o rapaz de cabelos castanhos não gritou, mas caiu. Daí se segurou nas pernas da mulher.

Você disse que não tinha ninguém lá! ─ gritou o jovem, escorregando. Ele segurava uma garrafa transparente. Dentro tinha um liquido qualquer e no lugar da tampa havia um pavio grosso. Ele soprou o pavio, apagando as fagulhas.

Ao que tudo indicava, os dois estavam escalando. Gin olhou mais abaixo, conferindo a altura razoável de 20 metros. Lá embaixo tinha um jardim. E depois dos muros havia a vista de uma cidade. O sol estava se pondo, em algum lugar além do horizonte.

Somos arquitetos ─ ganiu a moça loira. Seu pescoço pulsava como se tivesse um coração gorduroso bem ali. Era por causa do esforço. O jovem deveria ser pesado. ─ Somos arquitetos. Estamos trabalhando aqui. ─ E ela conseguiu a façanha de sorrir, pra dar crédito à mentira.

É, é. ─ soltou o jovem, lá de baixo. Ele abraçou com mais força as pernas da moça. ─ Esse negócio de “bota fogo” é uma gíria de trabalho. ─ explicou, olhando pra cima, procurando uma amizade compreensiva no rosto de Gin.

Daí, um grito. Veio de algum lugar por perto, o som trazido pelo vento. Parecia um grito de dor.

É o Pete! ─ disse o jovem.

A moça balançou o corpo em represália e sussurrou algo tipo “fica quieto”. Ela olhou para cima, suplicante:

Por favor ─ suor colava alguns fios dourados em sua testa e seus braços tremiam em espasmos ao tentar erguer seu corpo, sem sucesso. ─ Ajuda... Ajuda aqui. Por favor.

Prazo:

Santa Tartaruga, sensacional essa rodada, haha. Curti as interações de todos.
Posto novamente no sábado que vem, 5/7, ou antes, oras.
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Bluesday em Dom Jun 29, 2014 8:01 am

De fato os desconhecidos que chamou a atenção de Tenkai, pretendiam algo. Mas o pobre elfo não fazia ideia do que. Aquela situação fora se desenrolando e agora Tark intimidava os sujeitos e lhes dava opções. Porém falarem suas intenções, Tenkai finalmente teve sua primeira suposta pista sobre a Noiva de Prata.

" Uma noiva humilhada? Hum... "

Aquele momento finalmente se encerrava e a dupla voltava para o palácio. Tark por sua vez respondeu a pergunta do elfo, que olhou para o mesmo e respondeu — Entendi... — Ficou calado por algum tempo e vez uma menção — Senhor Tark, acho que seria melhor manter certa discrição sobre os deuses terem me enviado. Tudo bem para o senhor? — Perguntava demonstrando ser um sujeito que não tinha costume de chamar atenção.

Depois que andassem mais um pouco depois que Tark respondesse sua questão, o elfo aproveitaria a situação antes que perdesse o momento certo para duvidas e faria agora uma ou duas perguntas.

Desculpe senhor, mas quem eram aquelas pessoas? Por um momento achei que pudessem ser assassinos em busca de matar os enviados dos deuses, porém o olhar deles não pareciam de gente má. Digo, pareciam sofrer sobre a tal er... Noiva? Poderia me contar melhor sobre este assunto?

Demonstrando a curiosidade de um recém chegado, Tenkai começava a trabalhar para conquistar as informações que precisava. Mas o elfo sabia que não podia se expor depois, ou passaria a ser suspeito, afinal Tenkai ainda não sabia quem era realmente o verdadeiro inimigo.

_________________
Lodians: 7.000,00

Força:  C  
Energia: D
Agilidade: S +
Destreza: C +
Vigor: D
Bluesday
Bluesday

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 518
Idade : 29
Localização : Me ferrando legal...

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 19
Raça: Elfo

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por NR Sérpico em Dom Jul 06, 2014 8:27 pm

Tenkai
É ─ estava meio decepcionado, mas concordou, rindo: ─ Tudo bem Tenkai. Você é o destinado a tal missão. Longe de mim querer me intrometer!

As ruas ficavam vazias aos poucos. Os ventos continuavam chicoteando e a sensação era que o inverno estava às portas. Tenkai esperou um pouco antes de investir e Tark ouviu, como se estivesse distraído com a volta para o palácio ou talvez apenas escolhendo a melhor resposta. Talvez não a melhor, mas aquela que achava apresentável à um estrangeiro.

Aqueles homens são uns perturbados, um clã de perturbados. Eles nutrem um grande ódio para com a coroa de Ratharyn. Eles foram os responsáveis por um ato de terrorismo, logo ali perto. ─ Tark apontou pro final de uma rua; ali ainda havia movimento, no caso, de trabalhadores que faziam os mesmos sons de quando Tenkai acordara. ─ Uma magia estourou no Banco de Ratharyn, muitas pessoas se feriram e a estrutura desabou parcialmente. Veja, homens nobres reconstruindo o local... Culpa daqueles homens. E tudo por causa de uma mulher, rá! ─ Já estavam quase nos portões. ─ Eles nos deram uma deles para ser da realeza e agora estão arrependidos.

E falaria mais se não fosse a movimentação de guardas no pátio do palácio. Tark correu pra dentro rapidamente, esquecido de Tenkai. Perguntou o que acontecera, qual era o motivo de alarme.  

Fomos atacados! ─ respondeu um dos guardas ─ Passaram por nossos muros de alguma forma e atearam fogo num dos quartos!

Mais guardas surgiram, circulando o palácio. De um lado Tenkai ouviu alguém gritar “Aqui!”. Tark foi naquela direção, assim como a maioria dos guardas. De longe o elfo pôde ver duas pessoas penduradas um pouco abaixo de uma janela. A figura que viu do lado de dentro foi o rapaz que se apresentara mais cedo como Gin, quando estavam diante de Circe.

Estão querendo entrar e ferir o nosso convidado! ─ bradou Tark ─ Arqueiros! Onde estão os arqueiros?

Tark, o Pugilista, não se apresentara como membro da realeza, mas ainda assim deveria ser muito importante, visto que manipulava facilmente os guardas com ordens. Dois instantes depois e três arqueiros apareceram.


Gin
Ah, droga, droga ─ disse o jovem.

Sim, ele estava escorregando, mas ele não praguejou por causa disso: acontece que guardas apareceram lá embaixo. O céu já estava meio rosado, a noite tomando conta, de modo que era complicado ver as feições dos homens lá embaixo. Mas era reconhecível a voz de Tark, que gritou pedindo por arqueiros.

Vai, joga essa garrafa neles ─ a moça ganiu para o parceiro. ─ Joga, joga!

Saia da janela estrangeiro! ─ gritou uma voz lá de baixo.

Não! ─ gritou mais alto o jovem ─ puxa a gente estrangeiro! Puxa!

Com um contorcionismo monstro ele foi caçando algo num bolso interno de seu colete. A mão voltou de lá com fósforos. Ele os riscou na parede. Escorregou um pouco com o movimento e gemeu. A moça também. Mas acendeu os palitos e os direcionou para a garrafa que segurava, a chama pequena ansiando passar para o pavio.

Lá embaixo três homens envergaram seus arcos.


Ari
Ouviram uma gritaria e com isso Camaban desistiu de fazer seu diagnóstico. Alguém descia as escadas ali perto. Quando Ari virou o rosto, viu uma mulher num vestido verde claro, pulseiras brancas e uma tiara que deveria ser de ouro sob a cabeça. Seus cabelos eram uma longa trança negra que caia pelo ombro direito, passando entre os seios, terminando no ventre. Ela olhou Ari com curiosidade, com seus olhos escuros maquiados nas bordas de modo a terem um aspecto lupino. Ela olhou Camaban também.

O que houve? ─ perguntou e Ari reconheceu a voz dela.

O quarto... deles foi... atacado ─ disse Camaban, apontando Ari e Ree no chão. A fala dele já era difícil; agora, diante daquela mulher, parecia até impossível falar.

Por Erek! ─ ela pareceu chocada.

E então subiu rapidamente e retornou com seis criados, disse que levariam os dois para outros aposentos e Camaban agradeceu, sem jeito, e antes de fugir escada abaixo justificou que tinha de ver o que estava acontecendo. Dois criados pegaram Ari, que foi levado para um andar acima, para dentro de um salão amplo, que deveria ter o espaço de três daqueles quartos reais. O deixaram numa cadeira macia.

Sou a Princesa Fedra, prazer ─ a mulher se apresentou, pegando na mão de Ari, suas pulseiras tilintando. ─ Você está ferido? Ah... Desculpe o transtorno jovem menestrel. Mas vamos esquecer isso, hã. Haverá um banquete logo mais e talvez você queira um banho. Estou certa?

Ela não tinha palavras tão macias como uma típica princesa bem educada e persuasiva. Mas sua beleza resolvia isso, na questão de convencer. Com a mesma fala, talvez ela conseguisse convencer meio mundo a tomar um banho. E ela estava próxima, de modo que Ari conseguia sentir o perfume de maçã verde. E talvez, somente talvez, aquele vestido era um tanto transparente nalgumas partes. É. Talvez. Dependendo do ângulo que se olha.

Uma voz masculina quebrou o momento. Chamava por ela, e Ari viu a imagem de um homem muito parecido com Camaban, cabelos negros também trançados, só que mais alto e mais forte. Usava uma armadura de couro rígido e uma capa vermelha. Ele cumprimentou Ari apenas com um gesto frio.

O pai chegou? ─ ele perguntou.

Não ─ respondeu Fedra. ─ O barulho que você ouviu foi um ataque. Eles estão ficando ousados por causa da sua Noiva de Prata. Você deveria ir buscá-la de volta, Lengar.

Lengar pareceu ignorar o comentário e foi descendo as escadas.

Duas criadas chegaram e Fedra disse que elas estariam por perto para ajudar Ari, caso precisasse. Apontou na direção de uma porta, onde estaria uma banheira com água quente para o banho. Lá teria um lugar para ele deixar as roupas e toalhas para se secar. Enquanto isso, Fedra puxou assunto:

De onde você é?


Tenkai
Todos tinham os olhos virados para cima.

Mas de alguma forma Tenkai baixou o rosto por um instante. Soldados chegavam aos poucos... mas ele viu muito bem a hora que um deles recuou pra longe da cena, dobrando uma esquina da estrutura do palácio, sumindo das vistas. Talvez não fosse nada. Mas era uma atitude suspeita.

Spoiler:
Posto novamente no próximo domingo, 13/07. Ou antes.
NR Sérpico
NR Sérpico

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 222

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

[Clássica] Noiva de prata Empty Re: [Clássica] Noiva de prata

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 3 1, 2, 3  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum