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[Comum] UAOM - In The North of The Island

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[Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Mar 09, 2014 8:22 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Tópico criado como parte integral da campanha Uma Ameaça de Outro Mundo. Essa parte da campanha se passa nas regiões gélidas de Calm.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Abr 27, 2014 7:32 pm

@ Kirshin

A batalha brutal se desenvolvia rumo a um desfecho perigoso. Daquele embate furioso apenas quatro seres continuavam vivos, o chefe dos gnolls, Aldarion, Lyza e Kirshin. Aldarion agora enfrentava a fúria e a força descomunal do líder dos gnolls, uma criatura com cerca de dois metros e meio de altura e que portava um enorme machado de batalha. O monstro atacava com voracidade desejando ceifar a vida de Aldarion com um só golpe, mas o guerreiro resistia bloqueando os ataques com sua grande espada que competia em tamanho com a arma do gnoll.

Lyza e Kirshin avaliaram rapidamente a situação, precisavam fazer alguma coisa ou Aldarion morreria. Kirshin observando o espadachim percebeu que ele não tinha problemas em bloquear os ataques do gnoll, a dificuldade estava em contra-atacar, porque cada vez que Aldarion aparava um golpe a força do gnoll o desestabilizava impedindo um contra-ataque. Kirshin com seus olhos frios e analíticos de um assassino percebeu facilmente que tudo que Aldarion precisava era uma distração. O assassino meio-demônio olhou para o lado e viu Lyza caminhando até a sua direção, quando ela se aproximou lhe pediu ajuda e o mesmo concordou com a cabeça.

- Temos que criar um plano. - Disse ele resfolegando com a dor de seu ferimento. - Aldarion só precisa de uma distração para ganhar tempo e contra-atacar. Vamos ajudá-lo.

Lyza entendeu a mensagem de Kirshin e assentiu com a cabeça positivamente. Decididos a ajudar o guerreiro os dois se aproximaram o mais rápido possível do gnoll, Lyza não teve muita dificuldade mas Kirshin não podia dizer o mesmo, o sangramento em sua perna, o ferimento e a dor cobravam seu preço, com certeza a dor ficaria ainda maior quando os efeitos da adrenalina passassem.

Kirshin percebeu que não conseguia correr, sentiu-se inútil por um momento. Ele precisava pensar em algo, em uma solução, olhou para baixo e viu uma azagaia e tomou-a em mãos, era tudo o que ele precisava. Se não poderia se aproximar de seu alvo atacaria de longe no momento certo, então esperou.

Ação: Ataque de Lyza - Foice de Guerra + Força 1 / Destreza 2 + 1 de Bônus devido ao tamanho do oponente. (Sucesso Parcial)

Quanto a Lyza, esta correu em direção do gnoll, estava armada com sua foice e pronta para atacar, assim que se posicionou desferiu um golpe de cima para baixo na vertical pegando as costas da criatura, o golpe acertou em cheio o monstro porém o mesmo estava usando uma armadura de couro que unida ao seu couro natural resistiram a maior parte do golpe. O ataque de Lyza abriu uma ferida grande nas costas do gnoll fazendo-o sangrar, apesar do corte ser extenso não era profundo e portanto fatal.

Ação: Defesa de Lyza - Esquiva - Agilidade 2 - 1 Redutor da Neve (Sucesso Parcial)

Ao sentir a dor o monstro se virou para atacar sua agressora, a criatura girou o corpo puxando seu machado na horizontal. Lyza percebeu o ataque e saltou para o lado tentando escapar, porém não conseguiu fazer a tempo e parte da lâmina do machado roçou seu corpo lambendo sua carne com voracidade. Um grande corte se abriu em seu braço esquerdo perto do ombro, era um corte brutal que quase decepara o braço da jovem. Ela caiu ao chão desnorteada e tomada pela dor, a criatura agora se aproximava dela furiosa e pronta para desferir o golpe fatal que reduziria Lyza a um amontoado de carne. Mas não se Kirshin pudesse impedir.

Ação: Ataque de Kirshin - Arremesso de Azagaia - Força 4 / Destreza 1 + 2 de Bônus por fazer pontaria e pelo tamanho do oponente. (Sucesso)

Kirshin que observava tudo a alguns metros de distância e fazia pontaria com sua azagaia aguardando o momento certo para atacar, decidiu que era hora de agir. Segurando sua respiração por alguns segundos e torcendo para acertar, o meio-demônio arremessou a pequena lança com força. No exato momento que o gnoll levantou os braços para dividir Lyza ao meio com seu machado, a lança de Kirshin acertou-o em cheio no tórax, por causa da força do meio-demônio o arremesso conseguiu fazer a ponta da lança penetrar inteiramente no peito da criatura causando um ferimento sério.

O monstro cessou seu ataque a Lyza que encontrava-se desamparada no chão e com o braço inutilizado, urrando de dor o gnoll encarou Kirshin, seus olhos amarelos brilhando de ódio. A criatura ameaçou dar um passo a frente em direção a Kirshin e pisoteando Lyza, mas assim que levantou a perna para pisotear a ceifadora, uma enorme espada acertou-o em cheio na altura da cintura e o dividiu ao meio. Sangue e tripas voaram por toda parte e Lyza em espacial banhou-se com a mistura de sangue, orgãos, comida semi-digerida e fezes que saltaram de dentro do corpo do gnoll no momento que este foi cortado ao meio.

A batalha estava acabada, eles haviam sobrevivido, os três, Lyza, Kirshin e Aldarion. Vivos e feridos. Kirshin tinha um ferimento grave na perna e decidiu que agora que a batalha havia acabado era hora de cuidar do sangramento que começava a incomodar. Olhou para sua perna e viu que esta estava encharcada de vermelho. Usando o manto de um dos soldados mortos, ele conseguiu criar uma atadura.

O ferimento de Lyza por sua vez era muito mais sério, agora que a batalha havia acabado a jovem pode ver que seu braço só estava preso ao corpo por pura sorte. O golpe do gnoll havia cortado seus músculos a tal ponto que era possível ver o osso. Ela precisaria de tratamento médico rápido e de preferência auxílio mágico ou perderia o braço. Aldarion vendo o estado da jovem se prestou a ajudá-la, o guerreiro se agachou ao lado da jovem e removeu de um compartimento preso ao seu cinto um frasco com um líquido, uma espécie de unguento. Lyza gemia e não conseguia conter um choro ao ver o ferimento e sentir toda aquela dor, a ideia de poder perder seu braço era desesperadora e a jovem  colocava a mão em cima da ferida desesperada.

Tamanho era o desespero de Lyza que a jovem não deixava Aldarion prestar seu auxílio, irritado o guerreiro removeu a mão de Lyza e livre derramou o unguento sobre o ferimento. O que Lyza sentiu foi um alívio imediato, a dor no braço sumiu em um piscar de olhos e o sangramento cessou.

- Esse unguento vai conter o sangramento e uma infecção, comprei de um xamã que mora em Endless. Temos que te levar pra uma cidade o mais rápido possível ou você vai perder seu braço. Se não me falhe a memória Calm está há pelo menos um dia daqui. - Disse o guerreiro agora fazendo uma atadura no braço de Lyza de forma a cobrir toda a abertura da ferida e manter o braço imóvel, chegou até mesmo a passar a atadura sobre o pescoço da jovem para ter certeza que o membro ficaria imóvel.

Aldarion olhou para Kirshin e viu que este havia se cuidado e parecia bem dentro do possível. O meio demônio agora caminhava apoiando-se sobre um bastão. Kirshin observou Aldarion e viu que o mesmo não estava bem como aparentava, sua armadura estava cheia de buracos, cortes e amassados, em alguns pontos haviam flechas fincadas, o meio-demônio percebeu que o guerreiro estava sangrando em alguns pontos.

- Vamos! Não temos tempo a perder, temos que sair daqui antes que apareçam mais gnolls. - Disse o guerreiro oferecendo apoio para Lyza. - Pegue a foice dela. Temos que nos apressar, temos que achar abrigo antes do anoitecer e rezar aos deuses para que não caia uma nevasca.

Informações:
Spoiler:
Olá, acho que perceberam a nova metodologia de narrativa, agora sempre que fizerem uma ação envolvendo atributos eu irei postar quais atributos foram levados em consideração.

Kirshin você perdeu +2 PVs para o sangramento, mas agora ele estabilizou. Eu mudei sua ação no post porque você está com um buraco na perna e não consegue andar, seria impossível fazer a manobra que você queria.

Lyza você perdeu 30 PVs e seu braço esquerdo está completamente inutilizado, tome muito cuidado, qualquer descuido e você perderá seu braço que está sendo segurado apenas pelo osso! Existe uma chance de você se curar se encontrar auxílio mágico em Calm.

Desculpem a demora, vocês receberam mais 400 XP por terem sobrevivido (estou dando bastante porque eu não tive pena eu narrei pra matar vocês) e mais 50 XP pelo meu atraso. Vocês tem até o dia 2 de maio pra postar, postarei no dia 3. Se vocês atrasarem serão penalizados com falhas críticas.

Não adicionem o XP em suas fichas ainda.

Abraços. o/
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Seg Abr 28, 2014 6:14 pm


- C09 -



Kirshin não poderia deixar Lyza morrer daquela maneira. Não que realmente se importasse com a vida da mulher, mas a verdade era que, apesar de todos os seus defeitos, não era do feitio do meio-demônio abandonar seus companheiros de batalha quando podia fazer alguma coisa para ajudá-los - desde que isso não o colocasse em uma situação claramente mortal. E ele tinha a posse de uma azagaia em sua mão e o momento para utiliza-la era aquele.

Vamos lá, perfure-o! E o projétil realmente perfurou a armadura, o couro e a carne do inimigo. Um sorriso de satisfação curvou os lábios do meio-demônio e ele se preparou para enfrentar a criatura se ela viesse contra ele. Ele apenas não temia ter que confrontá-la pelo simples fato de que sabia que Aldarion iria interrompê-lo a qualquer instante. E o guerreiro não só o interrompeu como também acabou o serviço ao cortar o gnoll gigante ao meio.

A batalha estava ganha, mas os desafios ainda não estavam no fim. Kirshin estancou seu ferimento e, enquanto Aldarion tratava do de Lyza ele apressou-se para saquear o que restava da caravana. Sabia que não tinha muito tempo e foi rápido com aquilo. Primeiro verificou se Samuel trazia algo de valor consigo, tal como alguns Lodians, joias, ou mesmo qualquer tipo de item mágico. Qualquer coisa que encontrasse, manteria apenas para si. Porém, caso alguém requisitasse sua parte do espólio, cederia; afinal de contas, todos ali ajudaram a combater o inimigo.
Realmente é uma pena ter que abandonar tudo isso aqui, mas nossas vidas são mais importantes. Em seguida, pegou o que poderia carregar de comida e procuraria rapidamente por uma outra espada bastarda para substituir a sua. Caso não encontrasse nenhuma, ficaria com uma outra espada longa, um machado de uma mão, ou qualquer outra arma que lhe parecesse valiosa ou de boa qualidade e que ele pudesse utilizar. E então o meio-demônio desatou o cavalo da carroça e caminhou até onde estava Aldarion e Lyza.

- Lyza, é melhor que você siga no cavalo. Apesar do fato de eu estar mancando devido ao ferimento na perna, o seu parece ser bem mais grave. Se não se sentir segura com um braço só para cavalgar, podemos amarra-la na sela e alguém conduzirá o animal. Podemos levar a comida carregada no cavalo, também.

Em seguida, fez como Aldarion sugeriu e pegou a foice da moça. Tentou três golpes rápidos para se acostumar com a arma. Talvez não fosse tão bom como a garota em seu manejo, mas se adequar ao peso e ao balanço da arma poderia ser útil caso ele visse uma vantagem em utilizá-la.

- Aldarion, você que conhece essas criaturas... Elas são comuns nesta região? - Perguntou ao guerreiro enquanto seguiam a viagem. - Devo confessar que a ilha de Lodoss me é estranha em muitos sentidos, uma vez que apenas conheço bem Takaras, mas pensei que Hilydrus fosse um lugar mais seguro que isso que vimos aqui.

O ferimento na perna castigava Kirshin e, embora ele soubesse que iria se curar sozinho, sabia, também, que isso não seria da noite para o dia. O frio, a dor, o cansaço eram terríveis. A sensação de ter falhado na missão também não era das melhores, uma vez de que ele gostava de executar qualquer serviço mercenário que fizesse de maneira satisfatória. Tudo o que Kirshin mais queria naquele momento era um lugar quente para passar a noite e deixar aquele dia para trás. Mas será que seria fácil conseguir o que desejava?


Uma caverna, uma casa abandonada, uma torre em ruínas, qualquer coisa que possa espantar o vento e abrigar uma fogueira irá servir. Era o que permeava a mente de Kirshin enquanto ele ajudava Aldarion a procurar um abrigo.



Off - Gold, meus status estão errados, ou você esqueceu de atualizar. Kirshin tem 51% de PV's e 50% PE's, segundo meus cálculos. E também não esta mais sangrando.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Seg Abr 28, 2014 9:36 pm


Despair

Quem dera Lyza pudesse dizer que ao derrotar a criatura o pesadelo teria enfim terminado, mas o destino havia lhe reservado mais uma surpresa. Após tantos anos, Lyza havia se esquecido como a vida pode ser impiedosa até para os bondosos, ou aqueles que ao menos tentam seguir algum valor moral. Mas o destino, infelizmente sempre lhe fazia o favor de lembrar das maneiras mais penosas possíveis, o quanto ela poderia se arrepender de tomar certas atitudes. Aconteceu de forma e quase instantânea, assim que a maga chegou a seu alvo e o atingiu, este pareceu esquecer que Aldarion existia, e parte do plano da mulher estava concluído, ela só não contava que o ser monstruoso tentaria mata-la logo em seguida e de forma tão rápida. Sem a opção de bloquear aquele ataque, tudo que ela poderia fazer era tentar esquivar, mas não obteve sucesso total em sua manobra, resultando em um grave corte em seu braço, que por muito pouco não arrancou seu membro fora. Completamente desnorteada pela dor intensa e a sensação de dormência tomando seu braço aos poucos, ela sentia que morreria em breve, o monstro não teria piedade de um alvo tão fácil. Ela deu uma ultima olhada em direção a criatura e já quase chorando, ela fechou os olhos e aguardou o golpe de misericórdia. O que ela ouviu foi um grunhido, algo monstruoso, colossal, que a fez abrir os olhos novamente, e ao ver a cena ela sentiu um alivio momentâneo, estava salva, por enquanto.

Lyza agora tinha uma nova preocupação em mente, passado o calor da batalha, ela notara o quão sério havia sido seu ferimento, ao ponto de perder completamente a compostura e se desesperar a frente de seus companheiros. Ela chorava e tentava segurar o ferimento, como se o seu braço fosse cair a qualquer momento se ela não fizesse algo. Aldarion correu para socorrer a mulher, que de inicio recusou, estava muito aflita para raciocinar corretamente, um guerreiro bruto como Aldarion certamente assustava mais ainda Lyza, que tinha medo até de se mover demais para que seu braço permanecesse no lugar. A muito custo, Aldarion conseguiu aliviar a dor e parte do desespero de Lyza, o unguento derramado pelo guerreiro estancou sua hemorragia e preveniria também contra uma possível infecção. Mas o desespero de ainda ter seu membro perdido lhe afligia de tal forma, que ela demorou vários minutos para recobrar o controle sobre si mesma e começar a pensar de forma mais sã. – Obrigada... Aldarion... Obrigada por me salvar... Você também Kirshin. – Ela apenas podia agradecer aos seus salvadores por estarem fazendo o possível para que ela saísse dali com vida, e só podia rezar para que a senhora do destino não a fizesse uma nova e infeliz surpresa durante sua ida para Calm. Após os agradecimentos, tudo que Lyza fez foi ouvir ao que os outros lhe diziam, não sabia o que fazer naquela situação e a aflição não a deixaria pensar corretamente por ainda mais algum tempo. – Eu não... Não conseguirei sozinha. – Respondeu um pouco envergonhada ao meio demônio, talvez por estar se achando um peso para a continuação da viagem dos guerreiros.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Qui Maio 01, 2014 7:36 am

@ Lyza e Kirshin

Agora que haviam sobrevivido a batalha e se recuperado do choque inicial, os aventureiros decidiram que sairiam dali o mais rápido possível. Kirshin teve a brilhante ideia de usar o cavalo que havia sobrevivido ao ataque, solto o animal das amarras que o prendiam a carroça e mancando levou-o até Aldarion que colocou Lyza ainda muito abalada em cima do animal.

Enquanto a jovem aguardava em cima da montaria segurando seu braço ferido, Aldarion e Kirshin saqueavam a caravana. Kirshin conseguiu pilhar do corpo do chefe da caravana dois anéis de ouro, um colar de ouro e uma bolsa com 500 lodians. Ele não sabia o valor das joias, teria que mostrar a um joalheiro para uma avaliação. Também conseguiu encontrar na caravana uma espada longa de boa qualidade, armaduras leves de cota de malha e escudos, poderia pegar o que quisesse. Só havia um problema, todos os objetos da caravana possuíam o símbolo do Exército de Hilydrus, as armas dos mercenários mortos por outro lado, eram idênticas as armas do carregamento com exceção de que estas não tinham nenhuma marcação. Outro detalhe importante era que as espadas do exército pareciam ser de qualidade superior. Caberia a Kirshin decidir o que levar.

Aldarion por sua vez decidiu levar mantimentos e bandagens colocando-os no cavalo. Terminados os saques, o guerreiro se virou para Kirshin e o encarou focando a forma como este caminhava.

- Seu ferimento na perna é bem sério. Suba no cavalo e fique junto de Lyza, eu irei a pé e puxarei a montaria. Esse animal é forte e vai suportar a viagem. Neste frio não podemos nos arriscar a forçar nossos ferimentos, a hipotermia é fatal.

Kirshin decidiu não desacatar Aldarion e subiu no cavalo, sentiu-se aliviado por não precisar mais forçar seu ferimento. Com um dos braços segurava Lyza para ter certeza de que ela não cairia e com o outro segurava a foice da garota. Lyza permanecia em silêncio, parecia ainda muito abalada com tudo aquilo ainda mais com seu braço que se tornava cada vez mais gelado e rígido. Ela não o sentia mais, talvez fosse tarde demais, mas preferiu ficar em silêncio e torcer para que Aldarion encontrasse ajuda.

Kirshin aproveitou o momento e perguntou a Aldarion sobre os gnolls.

- Sim eu conheço essas criaturas, são saqueadores e costumam habitar savanas, planícies ou florestas temperadas. Jamais imaginei ver essas criaturas em uma região de clima ártico, isso é muito estranho. Gnolls são carniceiros covardes e sentem fome o tempo todo, eles comem de tudo, até humanos. Eles são bem fortes e um pouco resistentes, mas são burros e têm pouca estratégia apostando em sua força física e vantagem numérica para vencer seus combates. - O guerreiro respondia a Kirshin enquanto puxava o cavalo.

Depois das explicações de Aldarion houve apenas o silêncio. O trio agora estava em um vale com montanhas a frente e florestas nas laterais, estavam no centro de tudo aquilo em uma vastidão branca. Kirshin observava Aldarion marchando sobre a neve resoluto, parecia que a quantidade enorme de ferimentos que certamente marcavam seu corpo não o afetava. Depois de algumas horas sem nenhum motivo aparente, Kirshin e Lyza viram Aldarion cair de joelhos na neve, o guerreiro então usou a própria espada para se apoiar.

Os dois companheiros perguntaram se estava tudo bem com ele, Aldarion apenas sacudiu a cabeça positivamente e então tossiu bastante. Lyza e Kirshin tiveram a impressão de ver o guerreiro cuspir sangue. Passado o susto, ele se ergueu e continuou a marchar, a marcha começou a se estender exaustivamente por horas e tanto Kirshin quanto Lyza tiveram que compartilhar uma manta que Aldarion havia pego da caravana antes de partirem. Finalmente depois de uma longa marcha o brilho do sol desvaneceu dando lugar ao manto negro da noite.

O frio se tornou mais intenso e um vento gélido começo a uivar castigando os aventureiros. Aldarion continuava marchando impressionantemente resoluto como se nada daquilo o afetasse. E então veio o pior, uma nevasca que a princípio era fina mas em poucos minutos tornou-se grossa e pesada, era impossível enxergar além de poucos metros. O gigante de aço que guiava a montaria finalmente encontrou seu limite e simplesmente parou de andar, quando Lyza e Kirshin o observaram viram o guerreiro tombar para frente desfalecido.

Para piorar ainda mais a situação, não apenas Aldarion tombou, mas também o cavalo que carregava os aventureiros. Lyza e Kirshin caíram na neve fofa desamparados. Parecia que os 3 encontrariam seu fim ali, então em meio ao breu da noite e a forte nevasca que caiam todos puderam ver um brilho dourado surgir a poucos metros, eles não sabiam o que eram e estavam fracos demais para sequer se levantar. Kirshin era o que estava em melhor estado e com muito esforço conseguiu ficar de pé e de espada em punho. Lyza apenas observava exaurida pelo cansaço e pela perda de sangue que sofreu.

O brilho se aproximou dos aventureiros e todos puderam ver um contorno humanoide, o brilho dourado era tamanho que atravessava até mesmo as trevas da noite e a cortina de neve e frio que turvava a visão e a vida dos viajantes. Quando finalmente estava a poucos passos todos foram capazes de enxergar o que era aquilo, uma mulher, uma belíssima elfa de pele alva e trajando uma armadura dourada reluzente. A mulher brilhava como uma estrela de esperança em um céu negro de agonia e desespero.


- Por Tyr! Vos estais morrendo! - Disse ela com uma voz que era ao mesmo tempo firme e doce carregada de um sotaque incomum. - Não me temas, eu serei vossa salvadora esta noite em nome de Tyr. - A mulher então se aproximou mais ainda dos aventureiros, Kirshin e Lyza sentiram que a aura dela emanava calor, compaixão e bondade. A sensação era tão boa que o meio-demônio guardou sua arma.

A mulher se aproximou então de Kirshin e tocou-lhe no ombro, uma onda de energia dourada percorreu seu corpo e ele sentiu a dor da perna desaparecer junto com o frio, mesmo com toda a neve caindo sobre ele, ele se sentia refrescado. Notou com espanto que seu próprio corpo agora estava coberto com uma tênue aura dourada, deduziu que era aquilo que o mantinha protegido do frio mortal. Tomado de certeza Kirshin removeu sua atadura e com grande surpresa viu que onde antes havia um ferimento, agora havia apenas a pele nua no buraco que a lança havia feito em suas vestes.

Enquanto ainda tentava entender tudo aquilo Kirshin viu a elfa de armadura dourada se aproximar do cavalo cansado e de Lyza, observou-a erguer um amuleto com um símbolo desconhecido e então apontar para o cavalo.

- Em nome de Tyr, eu te ordeno garanhão, levanta-te para salvar a ti e a teus senhores. - Disse a mulher com firmeza.

E o animal se levantou agora também envolto pelo brilho dourado. A elfa agora se virou para Lyza que ainda encontrava-se desamparada no chão e a tocou, a mesma coisa que acontecera com Kirshin ocorreu com ela e a jovem sentiu seu braço ganhar vida novamente. Olhou para o ferimento e viu que ele não existia mais, seu braço que outrora estava morto e congelado agora estava quente e saudável. Sentiu uma enorme alegria explodir em seu ser, estava contente por ter recuperado o seu braço. Assim como Kirshin e o cavalo ela também estava agora envolta pelo brilho dourado e não se incomodava mais com o frio.

Faltava apenas Aldarion, a elfa aproximou-se dele e viu que seu estado era muito mais grave do que aparentava.

- Este homem está a beira da morte, precisamos socorre-lo rapidamente ou ele perecerás. Por hora conseguirei apenas protegê-lo do frio como fiz com vos. Ajuda-me a pô-lo no garanhão.

Sem pensar duas vezes, Kirshin e Lyza ajudaram a misteriosa mulher a colocar Aldarion em cima do cavalo, agora ele também estava envolto pela aura dourada e portanto encontrava-se longe do perigo do frio.

Sigam-me vos ao meu abrigo. - Sem mais palavras, a mulher começou a andar. Lyza e Kirshin seguiram puxando o cavalo.


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Status de vocês atualizado.

PS: Fiquem a vontade pra falar com a estranha mulher durante a caminhada.

Prazo: Até o dia 5, postarei dia 6.

Abraços. o/
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sex Maio 02, 2014 3:59 pm


- C10 -



Tsc. Todas com emblema do exercito... Pra mim de nada servirão. Kirshin decidiu deixar as armas e armaduras do exercito para trás, pois não desejava chegar a Calm e ser interrogado para saberem qual o motivo de estar carregando aquelas armas. Apesar disso, pegou uma segunda espada longa de um mercenário e colocou-a embainhada no lado oposto à que havia pego anteriormente. O saco de moedas e as joias de ouro ele guardou em sua mochila, mais tarde tentaria vender as joias.

Quando Aldarion sugeriu que ele cavalgasse junto de Lyza ele acabou concordando. Não gostava de demonstrar fraqueza, mas sabia que apenas atrasaria o grupo se insistisse em andar. Além disso, havia outra vantagem. Para manter a moça sobre o cavalo, Kirshin envolveu sua cintura com o braço esquerdo e forçou-a contra seu corpo. O calor do corpo feminino era agradável, principalmente de uma garota atraente como Lyza.

Conforme avançaram Kirshin começou a se preocupar com a saúde de Aldarion. Sabia como o homem era forte, mas o frio e os diversos movimentos certamente o estavam afetando muito. Quando ele tossiu sangue, então, a preocupação tornou-se ainda maior. Amaldiçoou-se mentalmente por ser tão fraco. Se fosse seu pai ali naquela imensidão gelada ele estaria rindo do frio como ele não fosse nada. Mas seu pai era um demônio com incontáveis anos de existência e ele apenas um jovem mestiço.

Quando a nevasca teve inicio, Kirshin começou a pensar que realmente seria o fim de suas vidas. Sua esperança era que sua perna estivesse melhor. Mas, mesmo se estivesse ele não saberia para onde ir naquela nevasca impiedosa.
Maldição! Sobreviver aos gnolls para terminar assim!

E, então, Aldarion tombou para frente, inconsciente. E antes mesmo de Kirshin cogitar a hipótese de coloca-lo sobre o cavalo e tomar o lugar do guerreiro, o animal também tombou, derrubando-os na neve. Foi quando ele viu um brilho dourado a frente. Obrigou-se a ficar em pé, mesmo sob o protesto de todos os músculos de seu corpo. Desembainhou a espada e preparou-se para o combate. Certamente iria preferir morrer lutando que congelado na imensidão de neve.

Mas aquela elfa que surgiu não era uma inimiga e ele embainhou a espada novamente. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa ela tocou-lhe no ombro e uma sensação agradável e reconfortante tomou conta de seu ser. Aquilo certamente era magia. Possivelmente uma magia que ele próprio nunca poderia vir a aprender, mesmo que se esforçasse para isso, pois lhe parecia uma magia boa e regenerativa, fora das capacidades dele, que era um ser moldado para a destruição. Além dos ferimentos curados, sentia-se quente e confortável, mesmo com toda aquela neve caindo a sua volta.

Viu que ela também estava curando Lyza e fazendo com que o cavalo se erguesse novamente. Em seguida ela aproximou-se de Aldarion e colocou sua proteção dourada sobre ele, mas por algum motivo ela não havia sido capaz de curá-lo como fez com os outros dois. Kirshin, com grande esforço e com ajuda de Lyza, colocou o guerreiro sobre o cavalo e então eles seguiram com a elfa para o que ela chamava de abrigo.

- Eu sou Kirshin e devo dizer que sou muito grato por ter nos salvado. - Disse, um pouco relutante em ter que agradecer uma outra pessoa. Poderia me dizer o seu nome e, se perdoar minha curiosidade, o que fazia em um local tão desolado durante uma nevasca como esta? - Seu tom era brando e quase sem nenhuma emoção, mas esforçava-se para não soar rude com a estranha elfa de armadura dourada.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sex Maio 02, 2014 6:47 pm


An angel to save her.

Lyza já não sentia mais seu braço do ombro para baixo, era como se ele tivesse congelado completamente, nem mesmo podia move-lo. Por dentro ela só se desesperava ainda mais, mas por fora, mantinha sua postura para não incomodar ainda mais seus companheiros feridos da batalha. Ela seguiu em completo silencio em cima do cavalo, Kirshin logo atrás segurando-a enquanto Aldarion guiava o cavalo onde os dois estavam pelo solo. Aldarion, a contrario de Lyza e Kirshin, parecia estar em situação bem melhor que a nossa, exceto quando subitamente este parou e se inclinou em direção ao chão, Lyza pensou tê-lo visto tossir sangue naquele momento, mas preferiu não colocar mais pensamentos ruins em sua cabeça afim de não perder o controle de si novamente. Eles continuaram a viagem de forma lenta, e gradualmente a neve começava a cair com mais intensidade, o vento começava a soprar mais forte e pouco a pouco a geada tornava-se uma forte nevasca. A situação dos guerreiros só piorava a cada minuto, mas Lyza manteve as esperanças até o ultimo minuto, quando finalmente tudo pareceu desmoronar a sua volta. Primeiro foi a vez de Aldarion cair ao chão, de bruços, como uma estatua. – ALDARION? ALDARION! – A mulher gritou inutilmente, ele não respondia, nem movia um músculo. Morto? Talvez. Logo em seguida foi a vez de seu cavalo, extremamente casado, ele tombou, fazendo com que Kirshin e Lyza caíssem na neve, sem chances, sem esperanças. Este foi o momento em que ela finalmente deixou a postura de lado e se desesperou. Ela olhou nos olhos de Kirshin, pensou em lhe dizer algo, mas tinha medo... Olhou para todos os lados, talvez esperasse algum milagre, segundos se passaram e nada, até que um brilho surgiu no horizonte.

Em meio a toda aquela nevasca, onde eles mal podiam ver um metro a frente de si, um brilho forte vinha em sua direção. Seria este o milagre que Lyza esperava? Sim, era este mesmo. Ao se aproximar mais, a maga notou que se tratava de um humanoide, todo seu corpo brilhava como o sol ao amanhecer, era uma luz que irradiava com tanta força que ultrapassava até mesmo a quantidade de neve e os ventos fortes da tempestade. O ser se aproximou e logo revelou sua identidade, era uma linda elfa de cabelos castanhos, aparência deslumbrante, era literalmente um anjo que viera os salvar. Lyza não pode evitar de sorrir largamente ao ver que ela estava ali para os salvar, e observou em silencio cada uma de suas ações, até que finalmente chegou sua vez de ser ajudada. Assim que a elfa tocou sua cabeça, ela fechou os olhos e pôde sentir o calor fluir por seu corpo novamente, e seu braço estava de volt, como era antes, vivo e inteiro. Maga tirou suas ataduras apenas para confirmar que já não havia injuria nenhum em seu membro. – Agradecemos muito. Você precisa ajuda-lo também, não pode fazer nada por ele? – Falou se aproximando mais do corpo de Aldarion, sua primeira ação foi ver se ele ainda respirava e confirmando isso, bem de perto foi que ela notou o estado em que ele se encontrava. Sua armadura estava bem avariada e amassada, indicando que ele havia levado toda sorte de golpes durante a batalha. “O quanto será que ele está ferido por dentro? Deve ter aguentado por tanto tempo que agora seu corpo está quase em colapso.” Ela olhou nos olhos da elfa e assentiu quando esta pediu que a ajudassem. Com Aldarion no cavalo, eles seguiram a elfa até onde ela os levaria, e aproveitou a deixa para se apresentar também, como havia feito Kirshin. – Me chamo Lyza. Lyza Simons.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sex Maio 09, 2014 10:58 am

@ Lyza e Kirshin

Os aventureiros caídos vítimas da exaustão e do frio observavam estupefatos aquela misteriosa figura dourada que afastava o frio e curava suas feridas. Envoltos por uma luz dourada que cobria seus corpos como um suave manto de seda, os aventureiros agora seguiam com novo vigor sendo guiados pela elfa que caminhava a frente, a luz que emanava de seu corpo em meio a escuridão era intensa, fugaz e vibrante. Em meio a torrente de fúria branca os ventos da tempestade uivavam furiosos como se ganhassem vida para atacar em nome das montanhas aqueles que ousavam desafiá-las.

A nevasca jogava sobre os aventureiros grandes quantidades de neve enquanto que os ventos envolviam seus corpos fazendo seus mantos esvoaçarem furiosos, era como se a morte gélida tentasse com suas garras frias vencer o brilho dourado que reluzia tenuamente sobre seus corpos afastando a ameaça do clima hostil. Em meio aos gritos da ventania furiosa, Kirshin e Lyza tentavam conversar com a estranha mulher, mas a mesma fez um sinal pedindo silêncio seguido de outro pedindo que eles continuassem seguindo-a.

Não se sabia para onde ela os estava guiando, o lugar para onde rumavam era tão misterioso quanto a própria mulher. Mas ainda assim era melhor seguir aquela que se tornara a salvadora de suas vidas do que permanecer ali. Depois de uma curta caminhada que para Lyza e Kirshin pareceu uma eternidade, finalmente eles alcançaram o destino, em meio ao vale que antecedia as montanhas, havia um bosque de pinheiros que se sacudiam agitados como guerreiros batalhando contra a tempestade. A medida que adentravam no bosque os aventureiros conseguiam ver por entre os vigorosos troncos daquelas árvores uma cabana, uma larga casa de um único andar e completamente coberta de neve de modo que esta quase confundia-se com um pequeno monte.

A mulher continuou andando resoluta rumo à estrutura, quando o grupo se aproximou até estar a poucos passos de distância do que parecia ser o objetivo. Um vulto negro surgiu de trás da construção surpreendendo a todos, em meio a neve e a escuridão a única coisa que os aventureiros conseguiram discernir com seus olhos de pavor era o tamanho e a forma humanoide da criatura que media pouco mais de dois incríveis metros. Lyza e Kirshin cessaram seu movimento enquanto suas mãos buscavam os cabos de suas armas.

Senhora você voltou! Fiz como ordenou e removi a neve da entrada da dispensa. – Gritou o vulto com sua voz poderosa que mais parecia como um trovão em meio à tempestade.

Nobre Hangrim, guardai o cavalo na despensa pois este homem esta gravemente ferido e necessita de socorro imediato. – Respondeu a elfa de armadura dourada.

O gigante não respondeu com palavras, atendendo aos comandos da mulher ele se aproximou mais do grupo e então todos puderam vê-lo melhor. Tratava-se de um humano muito alto e robusto, tão alto que mais um pouco poderia ser facilmente confundido com um gigante. Seu corpo era largo como o de um búfalo e estava completamente coberto com várias peles costuradas que formavam uma eficiente vestimenta protetora, o rosto do homem era fartamente ornamentado por uma espessa barba negra que pendia até seu peito enquanto mantinha a boca completamente oculta. Seus cabelos desgrenhados e igualmente negros eram tão grandes quanto a barba e caiam por sobre os ombros.

O homem se aproximou e tomou as rédeas do cavalo das mãos de Kirshin que ainda segurava a sua espada apreensivo. De posse do cavalou começou a guiá-lo até sumir com ele atrás da casa, mas antes que o gigante levasse o cavalo o mesmo permitiu a Lyza e a Lisbeth removerem Aldarion de cima da montaria. Apressadamente o trio entrou na casa carregando Aldarion, dentro encontraram uma lareira acessa, um chão simples de madeira coberto por um tapete de pele de urso e paredes feitas de toras de pinheiro encaixadas. No ar o cheiro gostoso de sopa dominava o ambiente dando pistas sobre o conteúdo de uma panela que borbulhava sobre a lareira.

Ajudai-me a remover a armadura do guerreiro para que eu possa salvar-lhe a preciosa vida. – Pediu a elfa.

Com uma pressa motivada pelo medo de ver Aldarion morrer, Lyza e Kirshin removeram a armadura de metal do guerreiro e o que viram por baixo os surpreendeu com um espanto de horror. Por baixo da armadura Aldarion vestia um perponto, uma camada de couro macia que servia para tornar a armadura mais confortável por dentro, o perponto normalmente marrom, encontrava-se banhado em sangue revelando que Aldarion estava sangrando mortalmente o caminho inteiro.

Por Tyr! O estado dele é grave. – Constatou a elfa agora removendo também o restante das vestimentas do corpo do guerreiro até deixá-lo completamente nu.

Nesse instante a porta da casa se abriu e entrou por ela Hangrim sendo seguido pelo vento gélido que invadia juntamente com alguns flocos de neve antes de ser expulso novamente com o fechar da porta. Agora que estava nu, todos podiam ver melhor a gravidade dos ferimentos do guerreiro, sete flechas estavam fincadas em seu corpo, cortes e contusões se espalhavam fartamente e um buraco na barriga aberto por uma lança deixava vazar boa parte da vida vermelha do guerreiro. Era inacreditável que mesmo com todos os ferimentos ele havia sobrevivido e ainda guiado o cavalo por uma boa parte do percurso.

Precisarei remover as flechas de seu corpo antes de aplicar a cura devida. Ajudai-me, Hangrim trazei-me medicamentos. Lyza, fazei um torniquete ao redor do abdômen do homem afim de evitar maiores perdas de sangue. Kirshin, trazei-me aqueles panos brancos que ali estão pendurados.

Ninguém questionou as ordens da mulher e logo todos se prestaram em silêncio a realizar suas tarefas. No momento que Lyza terminou de envolver o abdômen do guerreiro com uma corda que lhe fora dada por Hangrim, ela percebeu com espanto que o espadachim havia acordado.

N... Não... Sabri... na... Te a-amo. – Disse ele com extrema dificuldade vertendo sangue pela boca.

A elfa rapidamente silenciou-o colocando sua mão suavemente sobre a boca do guerreiro.

Confiai tua vida a mim nobre espadachim, pois em nome de Tyr eu vos trago a providência divina para salvar-te. Agora descansai, poupe vosso fôlego.

Aldarion não questionou, manteve-se quieto, desperto e em silêncio, nem mesmo quando a mulher começou a remover as flechas e lascas de ferro e madeira fincadas em seu corpo ele esboçou qualquer som além de grunhidos baixos. Finalmente com o corpo livre de objetos, a elfa tocou Aldarion e com uma prece rogada em uma língua estranha da qual a única palavra reconhecida por todos foi “Tyr”, Kirshin e Lyza puderam ver com espanto as feridas no corpo do guerreiro desaparecerem completamente deixando em seu lugar a pele manchada de sangue. Curado o guerreiro se sentou puxando um pano branco da mão de Kirshin para usá-lo afim de tampar-lhe o sexo, mas não foi preciso muito tempo para que Hangrim desse calças e uma camisa de algodão ao guerreiro que as vestiu com uma pressa motivada pelo constrangimento. Com a ameaça da morte afastada dos aventureiros, a dama élfica se levantou e fez uma reverência curvando-se diante de todos.

Me chamo Lady Lisbeth e estou à disposição de vos. – Disse ela apresentando-se. – Sou uma serva de Tyr, senhor da justiça, por favor fiquem a vontade para perguntarem o que desejarem.

Caberia agora os aventureiros realizarem todas as perguntas que quiserem.

Informações:
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Status de vocês atualizado.

PS: Fiquem a vontade pra falar com a estranha mulher durante a caminhada.

Prazo: Até o dia 13, postarei dia 14.

Abraços. o/
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Dom Maio 11, 2014 9:58 am


- C11 -



O vento e a neve eram furiosos e Kirshin não queria nem imaginar o frio que sentiria caso não fosse a magia. Mais de uma vez ele pensou em quão útil seria aprender um pouco das artes arcanas. Mas isto teria que esperar para outro momento, pois ainda não confiava totalmente naquela estranha elfa.

Quando se aproximaram da grande casa e viram o gigante ali parado, Kirshin teve que se conter para não desembainhar a espada. No final, seus temores provaram-se infundados, pois o grandalhão que atendia pelo nome de Hangrim era um dócil servo da elfa de armadura dourada.

Dentro da residência eles ajudaram na a curar o guerreiro. Ao removerem sua armadura perceberam o quanto ele estava ferido e o porque de ela não o ter curado no local como havia feito com eles.
Realmente é inacreditável que tenha sobrevivido tanto tempo nessas condições. Se não fosse essa estranha mulher certamente não estaríamos vivos.

Ela, então, apresentou-se como Lady Lisbeth. Serva de Tyr? Não conhecia esse deus. Conheço Janiya, que esta adormecida sob o templo em Takaras e aquele tal Zaltar, seu inimigo, mas desse tal Tyr nunca ouvi falar. Apesar dos pensamentos que permeavam a mente de Kirshin, eles nada tiveram a ver com as atitudes do meio-demônio. Ele caminhou ate Lyza e  enregou lhe a foice.

- Acho que isto será útil se quisermos chegar até Calm.

Após isso, voltou-se para a salvadora do grupo.

- Eu sou Kirshin, um mercenário. - Respondeu sem a certeza de que ela havia ouvido quando disse na tempestade. - Sou grato por salvar nossas vidas e nos trazer em segurança para a sua residência. Se houver algo ao meu alcance para te recompensar basta dizer.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qua Maio 14, 2014 9:24 pm


Lady Lisbeth

Quem poderia imaginar que em meio uma tempestade furiosa como aquela, um ajo viria para salvar o grupo. Lady Lisbeth surgiu como uma verdadeira aparição divina aos três guerreiros, aliviando-os de seus fardos e livrando-os da morte certa pelo frio. Lyza ficou quieta boa parte do caminho, principalmente quando a elfa pediu que fizessem silencio, certamente deveria haver algum custo para a mulher manter aquele feitiço sobre eles, mas Lyza ficava imaginando para onde ela os estaria levando. Seja onde for, com certeza era um lugar melhor que aquela maldita nevasca. Ao caminharem por mais um tempo, sendo açoitados pelos ventos fortes, mesmo não sentindo frio, ainda havia a resistência que seus corpos produziam contra a ventania, esta que parecia perceber que estavam protegidos e batia cada vez mais forte para ver se os arrastava para longe, como folhas voando ao vento. Minutos de caminhada, que mais pareceram horas para a maga, e finalmente eles encontraram algo diferente, uma floresta de pinheiros e ao longe um monte gelado. As arvores ajudavam a bloquear uma parte da neve que caía, melhorando um pouco a visibilidade, e assim Lyza pode ver o que havia entre as arvores, uma cabana. Era uma casa simples e pequena, que parecia estar sendo quase toda engolida pela neve branca.

Lyza sentiu um alivio imediato por finalmente estarem perto de algum lugar mais seguro que o lado de fora, agradeceria à mulher eternamente mesmo que ela os levasse a uma caverna úmida, desde que não tivessem mais que enfrentar o frio e a caminhada na neve. Mas a mulher não deixou de ficar muito surpresa ao ver quem se aproximava do grupo. Um ser grande, talvez um gigante das montanhas corria na direção deles. Lyza se permitiu ficar bastante preocupada, mas invés de tomar qualquer atitude precipitada, olhou primeiramente para Lady Lisbeth. Esta parecia não esboçar nenhuma emoção contraria, o que era bastante estranho vistoa situação em que estavam. Lyza olhou novamente para o gigante então ouviu suas palavras... “Ele é aliado, não inimigo...” Sua preocupação sumiu novamente, dando lugar a mais alivio. Eles estavam enfim salvos.

Finalmente dentro da cabana, era hora de prestar o socorro necessário a Aldarion, Lyza não tinha ideia do quão ruim era seu estado até terem tirado sua armadura. A mulher virou seu rosto por algum tempo, mesmo estando acostumada a ver coisas piores, ainda era uma visão terrível, e ainda saber que ele estava vivo e sofrendo com tantas injurias. Lyza ouviu a todas as instruções e acatou prontamente, quanto mais rápido agissem, maiores seriam as chances de salvarem a vida de Aldarion. “Será que ela poderá salva-lo também?” Uma duvida surgia em sua mente, mas ela não permitiu que este pensamento tomasse conta de sua cabeça. Ela deveria ter esperanças de que Aldarion ficaria bem, caso contrario... Bem, ela não fazia ideia de onde estava, nem como faria para voltar, mas certamente não haveria mais missão sem Aldarion com eles. Foi nesse instante que o guerreiro acordou, ele tentava dizer algo, mas foi rapidamente impedido pela elfa, que pedia com bastante educação e calma, que ele se acalmasse e esperasse pela cura que viria em breve. “Sabrina... Ele deve amar muito esta mulher...” Pensar numa pessoa durante seu leito de morte era algo ao qual Lyza talvez não tivesse permissão, no máximo, poderia lembrar-se de sua filha adotiva, a querida Samantha, a qual ela agora tentava buscar pela ilha.

Os primeiros socorros seguiam tensos até que o momento de cura-lo enfim chegou, Lisbeth colocou suas mãos sobre o corpo do guerreiro e então a luz veio novamente, muito parecida com aquela que estava sobre seus corpos, porem mais forte. Uma sensação quente percorreu a sala e no segundo seguinte, o corpo de Aldarion estava totalmente curado. – Impressionante... – Lyza observou com graça enquanto Aldarion escondia-se atrás da toalha, mas o grandalhão logo lhe providenciou roupas. E após todo o tormento ter passado, era chegada a hora das apresentações. – Muito prazer, me chamo Lyza Simons. Também agradeço de coração por ter salvo nossas vidas. – Lyza acompanhou os agradecimentos de Kirshin, em seguida recebeu de volta sua arma, que ela tratou de prender as suas costas novamente como de costume. – O que fazes aqui num lugar como este? Moras aqui mesmo, ou vieste por algum outro motivo e acabou por nos encontrar no caminho? – Era deveras esquisito morar tão longe assim da civilização, ainda mais se tratando de um lugar como aquele, onde o perigo era constante, tanto por parte da natureza, quanto de qualquer outra coisa.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Dom Maio 18, 2014 5:24 pm

@ Lyza e Kirshin

Assim como Kirshin e Lyza, Aldarion também agradeceu à Lisbeth pelo salvamento. Lisbeth não respondeu as perguntas ainda oferecendo a todos um convite para o almoço que foi prontamente aceito. Agora todos estavam acomodados e comiam servidos de uma sopa de carne com legumes cozinhada e oferecida por Hangrim. Todos estavam sentados no chão com os pratos nas mãos porque a casa era pequena e não tinha espaço para móveis grandes como uma mesa, durante a alimentação todos conversavam.

Eu não moro aqui, eu estou apenas de passagem em uma missão sagrada a mando de meu senhor. – Disse Lisbeth. – Esta casa pertence a Hangrim que vive aqui como caçador e lenhador, no passado o bravo Hangrim teve sua vida salva por mim desde então ele sempre me oferece de sua hospitalidade quando estou de passagem por esta região. – Disse a graciosa mulher dando uma pausa para saborear um pouco a sopa.

Eu sou uma paladina, guerreira sagrada de Tyr, deus da justiça. Minha missão é investigar se os ataques dos orcs que estão invadindo estas montanhas têm alguma ligação com os devoradores de mentes e vampiros que estão atacando Hilydrus. – Disse a mulher sem deixar esconder uma expressão de apreensão em seu rosto. – Sou sortuda por ter encontrado vos, meu senhor disse-me que vos serão importantes nesta cruzada importante.

As palavras de Lisbeth pegaram todos surpresos, mas algo que assustou foi o nome nefasto que ela pronunciou, devoradores de mentes. Todos já ouviram falar em vampiros e orcs, mas devoradores de mentes eram uma novidade para os aventureiros exceto para Aldarion que visivelmente pareceu incomodado, a expressão em seu rosto denunciava assombro.


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50 XP pra ambos pelo meu atraso neste turno somado ao atraso do turno passado. Adicionem o XP na ficha imediatamente.

Prazo: sem prazo pra vocês, posto no máximo até 3 dias depois que vocês postarem.

Abraços. o/
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Ter Maio 20, 2014 8:39 pm


- C12 -



O alimento foi algo muito bem recebido por Kirshin, que devorou tudo avidamente. Ele havia se alimentado regularmente antes do combate com os gnolls, mas os últimos acontecimentos requereram muito de sua energia e isso lhe deixou faminto.

Ouviu atentamente o que Lady Lisbeth tinha para lhes dizer. Os orcs não lhe pareciam problemas, mas os vampiros pareciam algo a se preocupar. Kirshin conhecia-os de Takaras e sempre os viu como seres traiçoeiros e perigosos. E aqueles tais Devoradores de Mentes também não pareciam um bom sinal e pela maneira que a elfa havia falado e que Aldarion reagiu eles pareciam ser a maior ameaça.

- Poderia nos esclarecer o que seriam esses tais devoradores e suas habilidades? E também como acabar com eles. Quero dizer, eles devem ter algum fraqueza, não? - Kirshin não se importava muito com um ataque em Lodoss, desde que fosse deixado em paz, mas ele começava a ligar os pontos e aquelas criaturas estranhas chamadas gnolls poderiam estar envolvidas, então era bem provável que ele não fosse deixado em paz.. - E qual exatamente seria nossa parte nisso tudo? Como lhe disse, você salvou nossas vidas e eu irei lhe recompensar se eu puder fazê-lo. Além disso, isso pode acabar me envolvendo caso eu queira caso não.

Após obter as informações da paladina, Kirshin voltou suas atenções para Aldarion. Havia algo que ele estava querendo saber do espadachim há algum tempo.

- Aldarion, você é um humano, mas tem uma resistência ímpar. Que tipo de treinamento você fez para adquirir esse condicionamento físico? - Aquilo realmente intrigava o meio-demônio. Poucas vezes ele tinha visto alguém resistir tanto à castigos físicos como aquele homem havia resistido e se aquilo fosse algo que pudesse ser conquistado, certamente seria de seu interesse.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qui Maio 22, 2014 2:18 pm


Um novo objetivo em mente.

Unidos na cabana aconchegante do gigante, sendo afagados pelo calor confortante da lareira, livre enfim das ameaças constantes contra sua vida. Lyza agora relaxava enquanto recebia a calorosa recepção dada por lady Lisbeth. Sua anfitriã lhes oferecia abrigo e comida até o fim da tempestade, mas era com suas palavras que Lyza mais se preocupava. “uma invasão de orcs? Certamente teríamos sido pegos por esta invasão uma hora ou outra.” A maga tinha plena consciência que essa era uma questão que não deveria ser deixada de lado, se a região norte da ilha fosse tomada, seria questão de tempo até que uma guerra estourasse pelo controle da área, ou até mesmo uma nova invasão nas áreas mais a sul... – Fomos atacados por um bando de... Gnolls! Acho que foi este o nome citado por Aldarion... – Deu uma breve olhada para guerreiro afim de ter sua confirmação, em seguida prosseguiu com a palavra. – Eles estão aliados aos orcs, ou foi somente coincidência termos os encontrado por aqui? – Esperava que aquela informação os ajudasse na investigação, mas de uma forma ou de outra, Lyza estaria com eles, pois querendo ou não, ela acabaria sendo envolvida naquela guerra.

- Saiba que podes contar comigo, Lady Lisbeth, para o que precisar. Minha foice estará a seu dispor a partir deste momento. – Como forma de agradecimento à aquela que salvara sua vida das garras afiadas e frias da morte. Nada mais justo que ajuda-la em sua empreitada, que parecia ser tão árdua e difícil quanto enfrentar a tempestade do lado de fora da cabana. – Esse Tyr... Nunca ouvi falar dele também. – Aproveitou a deixa dada por Kirshin para expressar também sua duvida, pois mesmo não acreditando muito em divindades, era curioso ver como a fé d uma pessoa era capaz de mudar as vidas de tantos. A devoção que aquela mulher demonstrava era digna de uma verdadeira sacerdotisa de seu deus.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Seg Maio 26, 2014 9:44 am

@ Lyza e Kirshin

A conversa se desenrolava naquele pequeno e aconchegante ambiente que contrastava com a gélida tempestade do lado de fora tal qual o fogo se diferencia da água. Além do calor acolhedor da pequena cabana de dois cômodos, havia uma aura de paz e confiança que parecia emanar de Lady Lisbeth, tudo isso somados à refeição tornavam aquele momento unicamente agradável.

A atmosfera do lugar era tão confortável que fazia com que os preocupantes assuntos que eram comentados ali não passassem de meras histórias inventadas para assustar criancinhas desobedientes. Mas a verdade era o contrário, tudo aquilo era real e palpável tal como uma rocha ou uma moeda de ouro, tal como a própria Lady Lisbeth, tal como os próprios aventureiros que em seu íntimo desejavam que os gnolls fossem apenas um bando errante.

Poderia nos esclarecer o que seriam esses tais devoradores e suas habilidades? E também como acabar com eles. Quero dizer, eles devem ter algum fraqueza, não? – Questionou Kirshin sempre muito incisivo e preciso tal qual o era sua lâmina. – E qual exatamente seria nossa parte nisso tudo? Como lhe disse, você salvou nossas vidas e eu irei lhe recompensar se eu puder fazê-lo. Além disso, isso pode acabar me envolvendo caso eu queira caso não. – Completou.

Sobre os devoradores de mentes, bem... Meus companheiros magos, Zaran e Yolavos me instruíram que essas criaturas são abominações vindas de um mundo onde os nossos piores temores são reais, uma dimensão povoada por criaturas nascidas dos mais hediondos pesadelos. – A expressão no rosto de Lisbeth pareceu se tornar sombria por algum momento como se ela estivesse se lembrando de algo muito ruim, talvez um pesadelo que ela mesma tivera em algum momento de sua vida ou quem sabe uma experiência real. – Tudo o que sei sobre esses seres é que eles precisam se alimentar regularmente de cérebros e que possuem incríveis poderes mentais capazes de derrubar a vontade de um homem tal qual um tornado o faz com uma árvore podre. Sobre a participação de vos nesta empreitada, pois bem, por alguma razão meu senhor por intermédio de sonhos avisaste-me que vos sois escolhidos para salvar este mundo e neste mesmo sonho indicou-me o caminho em meio a tormenta para vos acudir do toque da morte. Quanto ao restante não cabe a mim questionar, apenas vos digo, ao findar desta tormenta, dirigi-vos o mais rápido para Calm.

As respostas de Lisbeth mais levantavam questões que respondiam, mas ao menos ela não parecia esconder nada e suas palavras soavam cristalinas como um diamante lapidado por um joalheiro mestre. Certamente a paladina não tinha nada a esconder e agora tudo o que ela sabia era o mesmo que os aventureiros sabiam em igual como uma balança com dois pesos iguais em ambos os pratos.

Fomos atacados por um bando de... Gnolls! Acho que foi este o nome citado por Aldarion... – Disse Lyza que até então apenas sorvia a sopa e escutava a conversa. – Eles estão aliados aos orcs, ou foi somente coincidência termos os encontrado por aqui? – Completou emprestando seu raciocínio à conversa enquanto Aldarion confirmava com um aceno de cabeça a afirmativa da jovem.

Que Tyr me perdoe se eu soar como arrogante, mas os gnolls em sua maioria não passam de carniceiros, eu combati muitas destas criaturas no início de minha carreira e elas não costuma aparecer em regiões árticas. Mas agora que vos mencionas-te tal incidente, creio eu que eles tenham relação. Mas é muito cedo para eu conjecturar sobre tal fato, uma vez que esta terra não me é familiar e talvez possa ser que os gnolls aqui sejais nativos da tundra. – Respondeu Lisbeth movendo os olhos para cima e arqueando uma sobrancelha pensativa.

Hargrim e Aldarion sorviam a comida em silêncio, apenas seus olhos participavam da conversa movendo-se de um lado a outro sempre mirando a face daquele que estava a falar no momento. Foi em uma dessas olhadelas que os olhos de Kirshin se focaram nos de Aldarion e assim se mantiveram por alguns segundos onde o meio-demônio perscrutava a face daquele guerreiro incomum que lhe devolvia uma expressão indecifrável. Kirshin questionava se aquele homem era apenas um humano ou membro de alguma raça similar ou quem sabe um mestiço. Mas logo percebeu que nada era sentido daquele ser, nenhuma aura pendendo para o bem ou para o mal e nenhum traço incomum. Até que rendido pela curiosidade Kirshin se prestou a mudar de atitude assumindo uma abordagem mais direta.

Aldarion, você é um humano, mas tem uma resistência ímpar. Que tipo de treinamento você fez para adquirir esse condicionamento físico? – A pergunta de Kirshin veio acompanhada dos olhares curiosos de Lyza e também de Lisbeth que agora passavam a mirar a face do guerreiro.

Agora que mencionas-te, eu também estou curiosa. Em todos esses dias eu jamais vi um humano sobreviver a tamanho flagelo sem o auxílio de magia. – Falou a paladina adicionando suas próprias palavras à questão de Kirshin.

Aldarion ficou em silêncio por alguns momentos, seus olhos deslizavam pelos rostos de seus companheiros, nenhuma palavra saia de sua boca e durante algum tempo ele se manteve em silêncio apenas sorvendo sua sopa vagarosamente com a colher. Parecia que não ia responder até que ele simplesmente arremessou a colher em cima da mesa e terminou de tomar o restante da sopa usando o próprio prato. Pequenos filetes de sopa escorreram pelos cantos de seus lábios, mas o guerreiro logo os limpou com as costas de uma das mãos. Sua face era séria.

Tenho 23 primaveras, desde que me dou por gente eu treino para ser um guerreiro. Quando tinha apenas 16 primaveras eu já era soldado em um exército profissional, com 17 fui condenado por crimes que não cometi e na minha prisão no extremo norte de minha terra eu sobrevivi ao primeiro cerco de minha vida. – A face de Aldarion mudava acompanhando suas palavras, seus olhos e sobrancelhas se moviam ora cerrando-se ora arregalando-se dando um fundo dramático à resposta do espadachim.

Depois de 3 meses de um cerco infernal o forte onde eu estava caiu e eu escapei com um grupo de sobreviventes por uma passagem secreta. A partir dai nós sobrevivemos a uma saga que durou um ano nas terras mais gélidas e inóspitas de minha terra. Acho que qualquer um que passar pelo que passei e continuar vivo, certamente não cairá ante a simples estocadas de lanças ou golpes de machados. – A resposta de Aldarion soou firme e convincente sem margem para dúvidas ou suspeitas. Lyza e Kirshin sabiam que o guerreiro não mentia, seu próprio corpo que eles haviam visto nu era a prova de que ele falava a verdade, pois sua pele era marcada por incontáveis cicatrizes.

Tu és aquele a quem chamam de Juggernaut? Eu já ouvi falar desta lenda que conta sobre guerreiros incomuns capazes de suportar castigos físicos soberbos e ainda assim continuar lutando. Fico contente de ter-te ao nosso lado. – Informou Lisbeth revelando o título incomum do espadachim elucidando as mentes de Kirshin e Lyza.

Sim, eles já haviam ouvido falar da lenda dos juggernauts da mesma forma que haviam ouvido falar dos bárbaros berserkers. Juggernauts são guerreiros fanáticos que tem como único objetivo alcançar a perfeição em sua arte, eles são conhecidos por sua maestria em combate e resiliência incomum que lhes permite suportar grandes quantidades de injúria física.

Aldarion por sua vez reagiu as palavras de Lisbeth de forma casual, seu rosto corou e ele logo tratou de escondê-lo trazendo seu prato de sopa, que estava cheio novamente, à boca. Estava visivelmente envergonhado, talvez não se sentisse bem em ser o centro das atenções nem mesmo por um breve momento.

Saiba que podes contar comigo, Lady Lisbeth, para o que precisar. Minha foice estará a seu dispor a partir deste momento. – Disse Lyza à paladina ao ver como esta reagira diante do companheiro. Afinal, ela poderia não ser tão experiente ou forte quanto Lisbeth ou Aldarion, mas nem por isso deixaria seu brilho ser ofuscado ainda mais quando se via em dívida de gratidão. – Esse Tyr... Nunca ouvi falar dele também. – Terminou a frase abaixando a voz, como que tomando cuidado para não ofender sua salvadora, afinal, ninguém gosta de servir a um deus pouco conhecido.

Tua ignorância minha cara amiga, é natural. Meu senhor assim como eu não é nativo deste mundo, sou uma visitante buscando refúgio de inimigos terríveis mas sem permitir-me distanciar-me daquele que me manteve viva até hoje, daquele que dá um sentido a minha existência. – as palavras de Lisbeth soavam cheias de paixão de tal modo como são proferidas as juras de amor. – Da onde venho, Tyr é muito conhecido, ele é o deus da justiça, o Juiz, aquele que nos conduz por caminhos certos em meio a trilhas tortuosas. Tyr é o guerreiro supremo da verdade e do que é correto. – Explicou Lisbeth de forma precisa e breve.

Enquanto a conversa se estendia, a tempestade lá fora começava a dar sinais de enfraquecimento e pouco a pouco desaparecia da mesma forma repentina que havia surgido.


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Podem adicionar o XP em suas fichas imediatamente.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sab Maio 31, 2014 9:42 pm


- C13 -



E no final das contas as informações que recebemos de Lisbeth foram quase inúteis. Aqueles tais devoradores eram algo perigoso e para ser temido, certamente. Eu odiava quando era controlado indiretamente por meu avó, um controle direto então será algo que eu certamente pretendo evitar. De qualquer maneira, foi muito bom que esse tal Tyr, o tal deus da justiça, tenha guiado esta elfa para o nosso auxilio.

As respostas obtidas de Aldarion também não me acrescentaram nada de útil. Pouco me interessava se ele tinha sofrido com um cerco em terras gélidas ou vivido em uma campo de flores. Pelo jeito cada qual tem que procurar sua maneira de ser forte como pode e a minha é meu braço e minha herança demoníaca.

- Se é para Calm que devemos ir, para lá iremos. Acordem-me assim que a tempestade passar - respondi, simplesmente.

Eu estava cansado e, apesar da cura mágica que havia recebido, com o corpo um pouco dolorido. Dirigi-me para um canto qualquer da cabana, de preferencia o mais escuro e livre de objetos. Ali desatei ambas as espadas longas que havia pegado e coloquei-as do lado de meu corpo. Em seguida, recostei-me na parede de maneira que uma de minhas pernas ficasse esticada e a outra dobrada. Apoiei meu braço esquerdo sobre o joelho e a cabeça na parede para, então, fechar meus olhos. Aquela certamente não era a posição mais confortável de se dormir, mas já havia enfrentado condições piores. Lentamente desvaneci-me enquanto minha mente divagava focado nas ameaças que teria que enfrentar num futuro próximo.


OFF - Resolvi tentar mudar pra primeira pessoa, caso prefira em terceira é só falar que mudo de volta.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Sab Jun 07, 2014 10:22 pm


Novo destino: Calm!


Lyza não sabia o que dizer sobre aqueles seres que possivelmente enfrentaria. "Monstros horrendos vindos de pesadelos? Comedores de cérebros e possuem poderes mentais? Isto está ficando cada vez pior." Sim, era uma situação delicada, e Lyza não tinha a menor ideia de como proceder em tal situação. Mas ajudaria a elfa no que fosse necessário, mesmo que acabasse por colocar sua vida em risco novamente, estava la por uma missão, deveria chegar em Calm, acima de tudo, sua escolta à caravana era meramente um intermediário para conseguir o que queria. Mas e quando chegasse a Calm? Será que ela estaria de pé ainda? A ideia de ter Orcs e Gnolls cercando a região era preocupante. Mas ainda assim não um empecilho para aquela que estava determinada a pagar uma divida de gratidão para com sua salvadora. As explicações continuaram acerca do ocorrido e também duvidas esclarecidas sobre o tão resiliente Aldarion. "Juggernaut? Também nunca ouvi falar... Certamente este homem não é daqui." Lyza concluiu mentalmente enquanto apenas apreciava a sopa que lhe era oferecida. Estava deliciosa, diga-se de passagem, na temperatura ideal para esquentar o corpo após ter quase congelado do lado de fora. Logo Lisbeth começou a explicar quem era Tyr e como sua fé nessa entidade era grande. Apesar de não crer em tais coisas, Lyza não deixou de ouvir com interesse a historia da elfa, e sorria com as palavras da mulher. Mesmo não compartilhando das mesmas crenças, a maga tinha respeito pela opinião alheia, e achava aquele ato de fé incondicional extremamente louvável.

- Em breve a tempestade vai estiar completamente, se acharem prudente, prefiro seguir viagem ainda hoje para Calm. Quanto mais tempo perdermos aqui parados, pior será para todos.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Qui Jun 12, 2014 7:46 am

@ Lyza e Kirshin

A conversa com Lady Lisbeth parecia ter chego ao fim, não haviam mais informações a serem passadas e agora o destino estava definido, deveriam ir para Calm. Sendo assim terminaram de sorver o que restava da sopa e descansaram esperando o fim da tempestade. Lyza encontrava-se dominada pela ansiedade e não conseguia pensar em perder mais tempo ali, já Kirshin por outro lado não mostrava problemas em se acomodar em um canto e começar um cochilo. Aldarion por sua vez permanecia em um canto pensativo, sua face com uma expressão indecifrável. Hargrim assim como Kirshin, também havia adormecido em um canto enquanto Lady Lisbeth se recolhera em um canto e ali ficou de joelhos sussurrando o que pareciam ser orações.

A espera não demorou mais que uma hora, de forma tão repentina como veio, a tempestade desvaneceu-se até se reduzir a uma brisa gélida e forte. Lyza foi a primeira a notar o fato e a chamar por todos. Em poucos minutos estavam todos prontos e do lado de fora da casa exceto por Hargrim que permanecera descansando, afinal aqui era o lar dele e não havia motivos para partir.

É aqui bravos aventureiros, que nossos destinos se separam, talvez se tudo der certo nos veremos novamente. É chegada a hora de minha partida, devo ir à Península Huff para ver se o mal que se projeta sobre esta terra lançou seus tentáculos pegajosos por lá. – Disse Lisbeth aos aventureiros. – Boa sorte, ó bravos heróis, que as bênçãos de Tyr recaiam sobre suas cabeças e guiem seus passos. – Disse a paladina saudando os aventureiros com uma reverência humilde.

Aquela figura graciosa e surpreendente, ao mesmo tempo delicada e firme, graciosa e destemida, humilde e poderosa. Lady Lisbeth.

Terminada a despedida, a paladina élfica deu suas costas para os aventureiros e então ergueu a cabeça fitando o céu.

Elonias! Vinde a mim meu fiel amigo, vinde a mim para ganharmos o firmamento juntos mais uma vez. – Gritou a paladina com uma voz firme mas ao mesmo tempo doce e agradável.

Os aventureiros e Lisbeth ficaram olhando os céus, Lisbeth aguardando e os demais curiosos. Até que todos viram surgir por entre as nuvens uma figura incomum que desafiava a lógica. Uma cavalo, um cavalo com asas. Um belíssimo cavalo branco tanto quanto a neve e dotado de um par de asas e cascos dourados que reluziam surgiu de trás das nuvens e voou até onde Lisbeth se encontrava.

Aldarion, Lyza e Kyrshin olharam estupefatos diante daquilo, um pégaso, um magnífico e imponente pégaso estava diante deles ali, pousado a frente de Lady Lisbeth. Sem demora a mulher montou no animal e com um aceno despediu-se dos aventureiros para em seguida ganhar o firmamento branco nas asas daquele magnífico animal. Os aventureiros ficaram parados de surpresa admirando a cena de Lisbeth singrando o ar como um anjo vingador, um arauto divino da justiça que só surge nos momentos de maior necessidade para trazer esperança e conforto para os mais necessitados. Em segundos ela se foi desaparecendo por entre as nuvens que haviam restado após a tempestade, era hora de seguirem para Calm.

Caminharam por várias horas sobre a neve fofa que fazia com que afundassem até os joelhos, Aldarion seguia na frente guiando o caminho, o truculento guerreiro conhecia a região. Durante o trajeto se tentassem conversar com Aldarion receberiam como respostas o silêncio ou grunhidos, o guerreiro estava visivelmente mal humorado.

Finalmente no meio da tarde o trio de viajantes alcançou o topo de uma colina e dali puderam ver toda a paisagem. Um grande vale se estendia adiante, árvores próprias do clima gélido se amontoavam por toda a região tornando impossível ver qualquer coisa que estivesse a nível do solo. Pra qualquer lado que olhassem os aventureiros viam apenas as copas das árvores esbranquiçadas pela neve que se sacudiam conforme ventos agitados, resquícios da tempestade passada, balançavam-nas.

Aldarion parou para observar, então sem pronunciar uma palavra apontou para o norte, Lyza e Kirshin acompanharam o dedo do guerreiro e avistaram centenas de filetes de fumaça, provavelmente chaminés. Com um murmúrio que mais parecia um rosnado, o espadachim acelerou o passo induzindo seus companheiros a fazerem o mesmo. Levaram duas horas para atravessar a floresta, teriam levado mais, mas Aldarion realmente conhecia o local a tal ponto de conduzir a caminhada por uma trilha discreta e quando finalmente conseguiram alcançar Calm viram que 'o lugar se tratava de um vilarejo de grandes proporções, talvez em pouco tempo viesse a se tornar uma cidadela.


Centenas de casas se aglutinavam formando um centro redondo que era contornado por uma larga rua e esta por sua vez contornada por um anel de casas. Pessoas iam e vinham de todas as direções, mas o que mais chamou a atenção foi a movimentação ao redor do vilarejo, centenas de trabalhadores e militares estavam erguendo uma paliçada e construindo torres de madeira em vários pontos parecia que estavam se preparando para uma guerra.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sab Jun 14, 2014 10:15 am

- C14 -

Aquele animal que a paladina utilizou era realmente magnífico, embora eu certamente preferisse um dragão. De fato, poder voar era algo muito bom. Quem sabe um dia quando eu conseguir aprender algo sobre magia não possa utilizar os conhecimentos obtidos com ela e com a minha habilidade de transformar minhas unhas em garras para também adquirir algumas asas. De preferencia asas bem amedrontadoras para inspirar o terror no coração de meus inimigos.

Mas enquanto minhas asas e meu dragão não eram conquistado, teríamos de seguir viagem da maneira como podíamos. Por sorte restava-me um cavalo que adquiri com o direito de espólio. Seguia montado nele e um tanto quanto mais confortável. Entretanto, acho que poderia convidar mais alguém para dividir o cavalo.

- Lyza, nós não somos muito pesados e a marcha não será forçada. Acho que não terá problemas se nós dois formos montados.

Caso a maga aceitasse meu convite, eu estenderia-lhe minha mão para ajudá-la a montar. A mão direita, é claro, pois a esquerda talvez não fosse tão confortável de se ver.

De qualquer maneira, seguimos viagem até Calm. Levou mais tempo do que eu imaginava, mas finalmente chegamos ao local. E parecia que eles estavam se preparando para um guerra. Fiquei me perguntando se ela seria contra os gnolls, contra os orcs e vampiros, ou contra os tais devoradores. Temo que possa ter uma parcela de cada criatura envolvida.

Desmontei o cavalo e esperei que Lyza fizesse o mesmo. Depois disso, segurei o cavalo pelas rédeas e pretendia continuar a pé dentro da vila. Talvez mais tarde eu procurasse uma maneira de vender as joias que "conquistei" e talvez comprar alguns equipamentos melhores. Mas antes eu gostaria de descobrir o que estava acontecendo aqui.

- Lyza, pretendo perguntar o que esta acontecendo aqui, mas nem sempre um meio-demônio é bem vindo em cidades de Hylidrus, então gostaria que me acompanhasse.

Mesmo que ela se recusasse, eu seguiria com meu intento da mesma maneira. Entretanto, antes eu verifiquei os soldados para me certificar se pertenciam ao exercito real ou eram uma milicia local. No caso de ser um contingente do exercito real, eu pediria para que Lyza os abordasse e seguiria um tanto quanto atrás da garota. Mas se fossem uma milícia local eu mesmo faria a pergunta.

- Desculpem a intromissão, mas eu percebi que alguns preparativos para uma batalha estão sendo feitos aqui. A caravana na qual estávamos foi atacada por gnolls a caminho deste vilarejo, então queria saber quem pretende atacar este local. Dependendo da situação acho que poderei ser de alguma ajuda na defesa. - Ainda não tenho certeza de que quero lutar, mas oferecer ajuda normalmente é uma boa maneira de conseguir algumas respostas.

Mas caso a maga não desejasse seguir comigo e fossem soldados de Hylidrus ali, eu me afastaria do local e abordaria algum cidadão, de preferência algum com uma idade mais avançada.

- Algo estranho esta acontecendo aqui, não? Parece-me que vocês estão se preparando para a guerra? Quem pretende atacar Calm?



OFF - Gold, sei que são muitas condicionais ali, mas é que eu dependo das respostas da Lyza, então deixei algumas possibilidades em aberto para acelerar a campanha.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Sex Jun 27, 2014 7:34 am

OFF 1: Perdoe meu atraso, estava esperando Lyza postar mas soube que o PC dela passou para o além então por hora cuidarei das coisas.

OFF 2: Chegou a hora de cumprir minha promessa e incluir os jogadores que eu havia planejado.

@ Sérpico

OFF: Não li toda sua história, é coisa pra caralho, bom... Essa campanha acontece em uma realidade paralela à que é jogada em Lodoss então considere que você passou por todas as aventuras normais e agora voltou a Calm.

ON:

– Sérpico, preocupe-se contigo – ele dizia. – Você deve achar um mago. Não, não. Você deve achar o mago. Aquele, das montanhas, em Calm.

Quanto tempo se passou desde que você ouviu estas palavras e colocou todas as suas coisas em uma trouxa de tecido, deixando para trás a segurança e conforto do seu lar para aventurar-se pelas terras estranhas e maravilhosas de Lodoss?

Quanto tempo faz que você mudou tanto, que viu a inocência da juventude abandoná-lo para dar lugar a maturidade prematura alimentada por uma sequência de perigos e provações? Quanto tempo faz e o que aconteceu? Foram tantas estradas trilhadas... Tantos obstáculos superados que você quase se esqueceu do que realmente o levou a abandonar a pacata vida no campo para trocá-la pelas incertezas de uma existência nômade. Mas não importa o quanto sua mente se embaralhe sobre as razões que o fizeram mudar, não importa o quanto sua memória afunde suas lembranças nas areias do esquecimento, há coisas que se fazem lembrar. A fome, o sono, o chamado da fisiologia, mesmo que nos esforcemos para tentar esquecê-los eles sempre se fazem lembrar e assim se fez lembrar o que mudou sua vida para sempre.

Naquela manhã contemplada com um Sol espetacular e a beleza que só a paisagem tomada pela mata virgem de uma floresta misteriosa poderia proporcionar você despertou com o peito doendo, uma dor aguda que atravessava-lhe o corpo como a lança da morte. Você pensou que iria morrer, você chorou enquanto agarrava o próprio peito em desespero, mas para sua sorte a dor se foi deixando para trás um alívio e a vida pulsando em suas veias. Porém um sentimento de medo e angústia logo substituiu o alívio e você sabia que aquela dor voltaria para reclamar o brilho da vida em seus olhos, era a morte negra, a doença maldita.

A herança desgraçada que lhe foi passada involuntariamente pelas pessoas que mais lhe amaram e que agora em suas pós vidas você sabia que desejavam mais do que tudo o seu triunfo perante esse mal misterioso.

Depois daquela manhã, você mudou seu curso e rumou à Calm lembrando-se das palavras de Fredrik.


@ Eric

Quem é você Eric? O que quer? O que busca em sua vida? São perguntas que todos os dias você faz a si mesmo, e mesmo que se lembre de seu sobrenome você sabe que ele nada significa aqui, nestas terras estranhas cheia de pessoas esquisitas e povoada por uma cultura pincelada com incontáveis imigrantes vindos de terras exóticas e distantes.

As vezes você sente uma brisa soprar e lembra-se dos ventos que o trouxeram até Lodoss, as vezes você pensa em sentir o balanço do mar mais uma vez sob seus pés enquanto seus olhos avistam seu amado lar na eterna linha do horizonte.

O que você realmente quer Eric?

Raios de sol refletem em seu rosto tocando com suavidade sua pele e aquecendo-a e você sente, você sabe. Ainda não é hora de voltar ao seu lar ou se deixar cair em incertezas, sua fé precisa de você, a Cruzada precisa do seu braço forte, de sua espada afiada e seu escudo firme. Existe um mal em cada lugar e incontáveis vidas sendo ameaçadas e é você quem deve arcar com o pesadíssimo fardo de caçar e combater a vilania onde quer que esteja e com que forma venha a tomar.

Pois mesmo que não saiba responder o que você quer, sabe ao mesmo dizer quem você é... Sim, você tem a resposta na ponta da língua e mesmo que seu sobrenome não tenha a mesma força que tem em sua terra natal, ao menos seu significado pode ser entendido por todos que o escutam, não é mesmo?

ERIC CHAMADO DA LUZ!

Guiado por ventos incertos e estradas tortuosas você marchou até finalmente chegar a este lugar afastado porém acalentador. Calm, o motivo que o trouxe aqui foi simples, você veio porque ouviu falar de um coliseu onde guerreiros formidáveis aprimoram suas habilidades de luta. Se você pretende ser um cruzado, por que não se aprimorar um pouco antes de arriscar sua vida combatendo o mal?


@ Skazka

Um monstro. É do que te chamam por ai aonde quer que vá. Não importa o quanto tente entender e se aproximar das pessoas as respostas para suas tentativas sempre são composta por paus e pedras e por vezes lâminas e tochas. Já houveram situações desagradáveis onde você teve toda uma turba furiosa gritando e correndo atrás de você.

Por que as pessoas dão tanta importância as aparências? Tudo o que você quer é um par de ouvidos pacientes e atenciosos dispostos a escutar tudo o que você tem a dizer, um ouvinte, um confidente para te ouvir, para filosofar ao seu lado, para testemunhar suas descobertas e apresentar-te as dele próprias.

Tudo o que você quer no final das contas é um amigo... Um bom amigo.

Mas enquanto você não acha nada disso, você continua a vagar errante por Lodoss e foi essas andanças confusas que o trouxeram a Calm. Aqui você foi recepcionado de forma não muito diferente do que fora em outros lugares, mas após uma semana preso acabou encontrando o que procurava, um amigo. Zebekis, um jovem mago do exército de Hilydrus.

A princípio ele estava interessado em dissecá-lo como objeto de estudo, mas após uma boa conversa digna de uma sala de filosofia, Zebekis mudou de ideia e transformou-o de um prisioneiro para um companheiro e ajudante. Oferta que por hora você achou interessante aceitar e que até agora tem lhe rendido bons frutos.


@ Skazka, Sérpico e Eric

Os motivos que os trouxeram a Calm são diferentes, mas o lugar onde estão agora é algo em comum. Aqui vocês chegaram e aqui vocês permaneceram um tempo e durante este tempo vocês viram coisas, coisas que não deveriam acontecer nessas regiões.

Desaparecimentos, grupos de orcs rondando as florestas, relatos de caçadores e mineradores sobre humanoides peludos atacando viajantes como bestas assassinas. Não demorou para que os boatos chamassem a atenção das autoridades, não demorou para que batedores fossem enviados e não demorou para que uma terrível notícia viesse das bocas trêmulas daqueles que retornaram. Um exército! Um enorme exército de orcs está abrigado em algum lugar das montanhas.

Temendo pelo pior reforços foram solicitados e Hilydrus prontamente respondeu enviando um largo contingente de soldados. Não obstante os reforços, a coroa real ofereceu 1000 Lodians a todo mercenário disposto a emprestar suas armas à defesa de Calm.

Sérpico, você aceitou, não pela recompensa mas por considerar perigoso demais procurar a Academia de Magia nessas regiões ameaçadas pelos orcs e mais perigoso ainda sair de Calm sozinho.

Eric, você aceitou, não pelo doce tilintar dos lodians em seus bolsos, mas sim pelo fôlego da vida que infla os pulmões de cada criança e pessoa que sem sua ajuda seriam vítimas fatais das barbáries dos orcs.

Skazka, você aceitou, ou melhor, nenhuma proposta lhe foi dada, você apenas está aqui e isso basta. Talvez os orcs se mostrem interessantes objetos de estudo, quem sabe?

Vocês três, estão aqui há um mês e se conhecem de vista apenas, sabem os nomes uns dos outros e nada mais. Agora nesse momento a noite se aproxima mais uma vez de Calm, mas o trabalho para fortificar o vilarejo não para e a paliçada vem está sendo erguida hora a hora.


@ Lyza e Kirshin

O trio composto por Lyza, Aldarion e Kirshin haviam finalmente chego a Calm junto do cair da noite, durante a viagem Kirshin tentou contato com Lyza, mas essa estava cansada demais para um diálogo decente e após dar gentilmente algumas respostas monossilábicas ao meio demônio este decidiu desistir por hora.

Finalmente diante de Calm, surpreenderam-se com a visão dos soldados levantando a paliçada mesmo com o cair da noite sem demonstrar intenção alguma de cessarem as atividades. Motivados pela curiosidade, o trio se aproximou e Lyza aceitou a ideia de Kirshin assumindo a dianteira do grupo, mas logo que se aproximaram ouviram uma voz de comando antes que pudessem sequer pronunciar uma única letra.

ALTO! QUEM SÃO VOCÊS? IDENTIFIQUEM-SE AI MESMO E NÃO OUSEM DAR NEM MAIS UM PASSO. – Gritava um soldado que montava guarda em uma das torres de madeira construidas recentemente enquanto exibia despudoradamente a pesada besta que tinha em mãos.

Ao grito do companheiro que era ao mesmo tempo um comando e um alerta, os soldados que estavam no solo rapidamente largaram suas ferramentas de trabalho para trocá-las por lanças e alabardas, em seguida formaram um grupo de pouco mais que uma dezena e cercaram os aventureiros.

O que querem em Calm e de onde vieram? – Questionou um dos guardas.

E foi Kirshin o primeiro a responder, de cabeça erguida assim como sua guarda.

Somos aventureiros contratados como guarda-costas por uma caravana comercial, fomos atacados por um grupo de... hã? Homens-hiena, gnolls.

A resposta de Kirshin fora dada, segundos depois os guardas perscrutaram o trio até finalmente abaixarem suas armas.

Me chamo Markis, sou o capitão desta divisão, estamos nos preparando para uma guerra, um exército de orcs e outras criaturas rondam esta região. Venham, entrem, se vocês são inimigos desses monstros são nossos amigos e por Zalthar, vamos precisar de cada braço forte que puder nos auxiliar. – Disse Markis agora conduzindo o trio para dentro de Calm.

Quando os aventureiros adentraram Calm que agora mais parecia um forte, puderam ver dezenas, centenas de soldados, tanto soldados do Exército Real quanto milicianos de Calm, até mesmo alguns aldeões estavam armados, a situação parecia muito séria.

E agora o que fariam?

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Vocês têm até o dia 1 do 7 para postarem.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Sex Jun 27, 2014 3:19 pm

Off: Morte negra, herança desgraçada... brother, curti pra diabo tua narração, falando direto com o personagem e tal. Sensacional. E sobre minha história, basta ler o “Ano Zero”. O restante sou eu brincando, passando o tempo. Vamos lá.


Se fosse alguém lhe infligindo aquela dor ─ se fosse, por exemplo, um inimigo lhe perfurando o peito com uma brônzea lança ─ Sérpico suplicaria misericórdia, pedindo que terminasse logo com o serviço, findando a dor, findando Sérpico.

Mas não era um inimigo com que Sérpico pudesse pedir misericórdia. A dor terrível vinha de dentro, vinha do seu sangue que aos poucos se tornava negro, enfermo, mortal. A dor era a doença que herdara dos pais, a doença que lhe deixara órfão. Estivera oculta até agora, mas despontou finalmente, para lembrar a condenação que significava. Como um ladrão que no silêncio da noite chega e invade uma casa, sem aviso prévio, pegando a todos desprevenidos, assim era a doença que viria a qualquer tempo arrebatar Sérpico. Ficaria fraco, depois delirante e enfim expiraria.

Quantos dias ele tinha pra fazer história no mundo? Uma semana, um mês? Ele precisava da cura! Queria viver! Daí se teleportou repetidamente, encurtando a viagem de onde estava até onde seu pai lhe recomendara ir: Calm ─ onde talvez encontrasse a cura.

Chegou no Vilarejo, mas não partiu para as Montanhas, não caçou a Academia. Pois havia um exército de orcs entre Sérpico e o seu objetivo. Sérpico nada tinha com eles e inicialmente nem se preocupava com a ameaça bélica que os orcs significavam para Calm e a Ilha. Ele só queria sua cura, só queria viver. Seria pedir muito? Ele podia se dar o luxo de ser egoísta, certo? Sobreviver vinha em primeiro lugar! Que os outros resolvessem o caso dos orcs, pois Sérpico tinha seus próprios problemas para desgastar o coração em preocupações.

Ficou na comunidade, esperando uma oportunidade que nunca vinha. Sair era um risco, dado os sumiços esquisitos nas redondezas. E Sérpico precisaria de um guia para entrar nas Montanhas, e nesses tempos sombrios era duro de conseguir alguém disposto a deixar a segurança do Vilarejo. Segurança essa ameaçada cada vez mais. Hilydrus chegou em socorro e a população de repente ficou pronta para defender o que era de todos. E Sérpico, no meio daquilo tudo, não tinha grandes opções que não fosse colaborar, ainda que sua vontade não estivesse em seus atos.

Armar uma paliçada não era algo complicado para quem já trabalhou no campo, fazendo cercas para animais e hortas. Era lá que Sérpico ficava; escolhendo os olmos mais resistentes para se tornarem estacas e depois os martelando no chão; cavando o solo a frente para se criar um relevo de modo a complicar a vida de quem avança em carga, além de sulcos ocultos para fazer tropeçar montarias. Fazia tudo com perícia, mas sem emoção. Que os orcs chegassem logo! Assim toda aquela guerra muda terminaria. Os orcs perderiam, sem dúvida. E Sérpico seguiria seu caminho.

Estava frio e Sérpico espirrava vez sim, vez não. Mas nem considerava ficar sob algum teto, ir descansar um pouco, comer algo quente. Pois sabia que não teria paz. Seu anestésico era ficar ao vento, trabalhando. De preferência sozinho. Memórias de quando trabalhava com o pai chegavam de vez em quando e ele não queria ninguém por perto o vendo com os olhos lacrimejados.

As estacas estavam no lugar. Sérpico pulou para fora com sua pá e começou a cavar o solo. A neve atrapalhava um pouco, mas era também a camuflagem perfeita para os sulcos.

Deu uma pausa e olhou para os trabalhadores e soldados em total atividade. Depois olhou para o longe, para onde o inimigo deveria estar. Nada viu. Espirrou. Voltou a trabalhar.

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Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
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Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por SKAZKA em Sex Jun 27, 2014 7:18 pm

Tolos, o mundo parecia estar cheio deles. Observar através da aparência parecia ser uma habilidade incomum, se não, excepcionalmente rara. Cada ação que cada ser vivo faz é o que realmente define o ser que cada um se torna. Mas uma terra como Lodoss deveria ter seres mais sábios que estivessem abertos ao novo. Para a mente do homúnculo, isso era um conceito básico da vida: A mudança e o aprendizado deveria ser a base de toda a cultura, não a estagnação e negação.

Não fora a primeira vez que ele foi rechaçado por tentar se aproximar. Uma vez ou outra, ele emergia da floresta, levado pela curiosidade e se aproximava de algum vilarejo. Resultados mistos seria uma resposta mais valida, já que horas ele perceberia que seria observado na mesma medida que ele observava o local, e outras ele seria simplesmente perseguido, por homens desesperados tentando proteger as suas famílias. O fato da sua aparência ser anormal não o incomodava, o que o deixava desconcertado era a reação das pessoas no momento que ele demonstrava que era um ser inteligente e capaz de falar.

O quanto uma fala pode ser assustadora? Um mero gesto de gentileza de dizer algo polido já tinha causado vilarejos inteiros o expulsarem pela floresta, com medo de ele ser uma besta hibrida draconica. Ele já fora atacado por espadas, fogo e flechas, tudo sem nunca nem ter provocado a menor agressividade. Mesmo que fosse pouco o que era capaz de feri-lo, ele estava começando a se alterar no modo de pensar.

Ironicamente, ele desenvolveu o gosto pelo selvagem: O ciclo da vida não tinha preconceitos e era perfeito. Uma aranha não montava uma teia por capricho, mas sim por necessidade. A complexidade do natural era dito em ações, nunca em palavras. Esse era o grande paradoxo de Skazka: Ele havia se aficionado por algo que ele próprio não fazia parte, ao mesmo tempo que a sua mente era metódica demais para realmente compreender algo tão caótico e imprevisível como a natureza. Mas mesmo assim ele caminhava, sem rumo.

O que era antes estudado por livros agora era estudado pelo ambiente: a reação do mundo a ele era algo sempre interessante, mesmo que pudesse o causar problemas. Um dia no norte, ele foi encontrado por uma patrulha que aparentava ser paranoica. Ele foi preso, sem luta, deixando-se levar por seus costumes pacifistas. Se não fosse pela sua capacidade de fala , ele tinha certeza que poderia ter sido morto na hora. Ele pensava enquanto sentava em sua gaiola: "Humanos tolos. Onde foram parar os sábios e os curiosos?"

E assim ficou, acorrentado por menos de um dia, até que alguém mais sensato lhe foi apresentado. Um mago militar, cuja idade e tamanho eram ambos pequenos em comparação a Skazka. Embora ele desconhecesse a intenção inicial de Zebekis, este parecia ser o único ali a ouvir realmente as palavras que saiam de sua boca. Uma sensação saudosa, ter alguém para conversar.

Embora ele parecesse um monstro, o homúnculo nunca demonstrava o menor sinal de agressividade, e isso foi percebido por Zebekis. Em uma decisão que gerou um certo desconforto nas tropas em volta, Skazka foi libertado e "recrutado" como auxilio para o esforço de guerra. Uma reviravolta estranha, se a lógica for seguida, mas nada o animava mais que a ideia de ter um novo objetivo, um novo "trabalho".

Em sua inocência, ele dividiu segredos da sua antiga ordem com o mago, feliz por ter alguém por perto que não ficava apreensivo.Com o passar dos dias, ele se provou útil, auxiliando onde fosse necessário, sem nunca precisar parar para dormir nem descansar. O próprio frio lhe incomodava pouco em comparação ao resto dos humanoides em volta.

Mas ele não tinha ilusões: sabia que iriam ser atacados por orcs. Em suas longas e bem articuladas conversas, Zebekis lhe informou da razão das patrulhas e das paliçadas. O conceito de guerra lhe incomodava, assim como a sua natureza pacifica. Mas ao mesmo tempo, não poderia perder o pouco que ele havia conquistado recentemente. Ter uma razão e uma missão era o suficiente para convence-lo a lutar.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Kamui Black em Sab Jun 28, 2014 9:39 pm


- C15 -



Existe algo muito interessante a se relevar quando se lida com soldados: eles tendem a não atacar se não forem atacados ou não te julgarem algum tipo de criminoso. E foi este fato que me manteve calmo quando fui abordado e cercado. É claro que minha natureza desconfiada não deixaria que eu ficasse totalmente relaxado, então mantive minha guarda alta. Apesar disso, quando expliquei-lhes a situação em que estávamos, todos nos tomaram por aliados.

- Isto é bem preocupante, capitão Markis. Já que estou aqui em Calm emprestarei minha espada na defesa desta cidade. Entretanto, a vida como mercenário é o que trás o meu sustento e creio que o exercito de Hilydrus é generoso o suficiente para recompensar aqueles que lutam ao seu lado, não? - Visto que dada a situação eu teria que lutar de qualquer maneira, seria bem interessante que eu pudesse tirar algum proveito nisto. Pelo que eu percebia, tentar escapar naquela situação poderia significar minha morte, uma vez que era possível encontrar um batalhão de orcs em ronda e ter que enfrentá-los completamente só.

Após minha produtiva conversa com o guarda eu decidi explorar a cidade. Avisei os meus dois companheiros que eu iria cuidar de alguns assuntos meus e combinei um lugar para que nos encontrássemos mais tarde. Esperava que algum deles conhecesse minimamente a cidade para sugerir um local.

Depois disso comecei a caminhar pela cidade, sempre levando o cavalo pelas rédeas, exceto se descobrisse algum estabulo para deixa-lo. Não pretendia dar-lhe nenhum nome como os humanos tolos fazem. Um cavalo não precisa de um nome, e sim de água, comida e exercício. E agora creio que poderia considerar aquele animal como sendo meu e pretendia alimenta-lo se encontrasse um local próprio para isso.

Em minhas andanças pela vila observei bem as fortificações e anotei principalmente locais em que eu poderia me abrigar de maneira a diminuir uma possível vantagem numérica que eles poderiam ter. Provavelmente seria impossível escapar da cidade se a batalha ficasse ruim, mas sempre era possível buscar um refúgio que aumentassem minhas chances de sobrevivência em um combate.

Além disso, o que eu procurava era um joalheiro ou ourives. De preferência um pequeno e que chamasse pouca atenção. Pretendia vender aquelas joias e comprar uma armadura melhor para mim e talvez alguma arma. Antes de mais nada, verifiquei se aqueles anéis não possuíam qualquer simbolo que os identificasse. Não queria ser confundido com um ladrão por isso, e caso visse algo que poderia identificar a procedência da joia eu desistiria da ideia e deixaria para vende-las em Takaras um outro dia. Lá eu tenho certeza de que ninguém questionaria a origem das joias.

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Laser Beetle em Dom Jun 29, 2014 1:49 pm

Já havia alguns meses que Eric estava em Lodoss. A ilha era magnífica! Saindo da península onde desembarcou, seguiu até a capital à procura de aventura. Hilydrus era incrível, um verdadeiro santuário, onde acabou ficando um pouco mais do que devia. Conheceu muita gente, entre eles um pequeno grupo de sacerdotes da Luz que estavam em missão de evangelismo. Ouviu histórias sobre todas as partes da ilha, em especial sobre o norte e o sul. Aparentemente, o outro reino do continente era terrível, repleto de morte e escuridão, o exato lugar onde um Cruzado era preciso.

Mas também foi alertado dos perigos de lá. Sabia que não podia simplesmente caminhar até o reino das sombras e esperar combater todo o mal que encontrar. Seu treinamento ainda era incompleto, recebeu o título de Cruzado por cortesia, sem realmente ter passado pelos estágios avançados da educação e treinamento militar. Tinha ainda muita coisa que não sabia, e seria desperdício sacrificar sua vida para o primeiro grupo de ladrões que lhe abordassem. Decidiu, então, seguir para o norte. Nas terras geladas, havia ouvido falar de uma espécie de coliseu, onde qualquer um podia participar - se assim desejasse - e as lutas não eram até a morte. Se conseguisse chamar atenção o suficiente, talvez conhecesse algum mestre de esgrima que lhe ajudaria mais no seu treino. No mínimo, poderia arranjar algum dinheiro para sobreviver as longas jornadas que estavam à sua frente. Com destino decidido, aceitou a oferta dos sacerdotes e usou o dinheiro que lhe foi dado para embarcar numa carruagem para o norte. Para Calm!

Queria ele que seu entusiasmo fosse recíproco... A primeira notícia que recebeu foi que o coliseu estava fechado temporariamente, devido às notícias da ameaça dos Orcs que se escondia nas florestas. Provavelmente o vilarejo seria atacado em breve, e - como que pra confirmar as dúvidas - um contingente do exército de Hilydrus estava à caminho para reforçar as defesas. Que péssima hora. Ou seria a melhor hora possível? Refletindo sobre tudo aquilo, era difícil acreditar em coincidência... Havia a Luz iluminado o caminho de Eric mais uma vez? Só podia ser! Os Sacerdotes que apontaram Calm eram devotos da Luz, afinal. Com sua mente decidida, Eric começou a ajudar como podia, era um rapaz jovem - não muito forte - mas ainda assim com grande entusiasmo e energia, e era exatamente esse tipo de pessoa que era necessária na construção de barricadas e paliçadas.

Ele trabalhava junto a outros três homens - provavelmente moradores de Calm, pois não usavam armadura - cortando lascas das toras de madeira para fazer estacas. O frio era sempre presente, e a única coisa que aquecia Eric era o sentimento de satisfação por estar realizando a vontade da Luz, e a emoção de explicar para os três homens como ele conseguia conjurar armas douradas com a mente. Aquilo sim, foi interessante. Durante a comoção, percebeu que todo tipo de gente participava dos esforços de reforçar o vilarejo. Tinha ouvido falar de uma recompensa de alguns tantos Lodians para os mercenários que ajudassem o exército, mas ele não se importava com aquilo, estava ali porque queria. Porque seu deus queria.
Mesmo depois de recusar várias vezes o dinheiro, acabou aceitando porque - aparentemente - era ilegal aceitar trabalho mercenário não-remunerado, e como Eric aprendeu rapidamente, Hilydrus possuía um grande arsenal de regras e códigos.

Ele planejava doar os Lodians à reconstrução da cidade, quando tudo terminasse. Sentiu um vento estranhamente mais gelado arrepiar sua espinha, e olhou para os céus. Céus nublados de inverno. Sentia que a batalha estava mais próxima do que eles esperavam, e isso lhe traria medo, se não soubesse que a Luz estava com ele. Sempre. Acomodou-se melhor dentro do grande poncho que um dos homens lhe ofereceu, e continuou a cortar lascas, começando a sentir seus músculos queimarem um pouco com o esforço.

Pelo menos era melhor que o frio!

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Lyza Simons em Qua Jul 09, 2014 9:21 pm


Cerco em Calm.

Era hora de partir enfim, a tempestade havia cessado e Lyza já estava descansada o suficiente para seguir em frente. A mulher acreditava que a elfa segui-los-ia até Calm, mas esta se separou do grupo bem antes, assim que saíram da casa do gigante Hargrim. Sua partida, porem não fora menos deslumbrante do que sua chegada, montada num lindo corcel alado branco, ela deixou o grupo deixando toda sua humildade e desejos de boa sorte. Lyza não respondeu, apenas observou toda a magnificência daquela cena boquiaberta. Era hora de seguir em frente, Kirshin convidava Lyza a montar no cavalo junto a ele, e sem hesitar a maga aceitou a gentileza do companheiro. Mesmo sabendo de sua origem, ela era talvez uma das poucas naquele lugar que não o recriminava simplesmente por ele ser o que era, talvez pelo fato de ter visto no rapaz algo além de uma aura sombria e desconfiança. Fosse o que fosse, eles estavam trabalhando juntos, desde quando foram contratados pelo gordo e sua concubina, até o momento em que foram emboscados pelos Gnolls, e se viram tendo que lutar lado a lado por suas vidas. “Um demônio de verdade teria nos abandonado, teria nos deixado morrer nas garras daqueles seres enquanto fugia para as sombras...” E talvez fosse por esses e outros pensamentos positivos sobre Kirshin, que gostava mais dele do que sentia medo. Após horas de uma viagem lenta pela neve, porem tranquila, eles enfim avistavam algum sinal de vida. – Fumaça... - Constatou Lyza ao notar os pilares cinzentos subindo ao fundo. Atravessaram a floresta e la estavam, em Calm.

Ah, Calm! Seu antigo lar antes de sair pela Ilha de Lodoss à procura de pistas sobre sua afilhada. Seria certamente uma visão um tanto nostálgica e até mesmo bela, não fosse pela drástica mudança que ocorria em tempo real no vilarejo. Torres de vigia, soldados armados por todos os lados e um cercado sendo erguido em volta de toda a vila. Lyza parou de imediato e ficou bastante apreensiva com aquilo, sabia que a vila era um local extremamente pacato e hospitaleiro. Se a guarda já estava mudando a cidade a tal ponto, certamente algo de muito errado estava ocorrendo naquela região. “Os orcs, como Lady Lisbeth havia dito...” Foram os primeiros pensamentos de Lyza antes de tentarem entrar. Kirshin novamente tomou a frente na situação, a mulher apenas concordou e o deixou seguir, mas antes que pudessem pronunciar qualquer palavra, foram interrompidos pelos guardas, que rapidamente se armaram para combater o grupo. “Que clima é este, eles mal esperaram uma ordem ser dada, será que estão tão desesperados assim?” As palavras do capitão logo denunciaram a gravidade da situação, estavam necessitando de muita ajuda, todos que pudessem ajudar a combater os orcs seriam bem vindos. – Pode contar com minha ajuda, Capitão. Certamente farei o que estiver ao meu alcance para ajudar, afinal, Calm já foi meu lar em tempos passados. – Lyza e Kirshin já estavam dispostos a ajudar desde que saíram da casa de Hargrim, restava apenas Aldarion dar sua resposta. Quando entraram na vila, mais e mais soldados eram vistos, juntamente com a milícia de Calm e até mesmo alguns camponeses armados eram vistos perambulando sem rumo pelas ruas nevadas. Todo o clima de hospitalidade e tranquilidade desaparecera, o que predominava agora nas faces dos moradores locais era a preocupação, a apreensão, o medo. Lyza estava começando a sentir-se incomodada em ver tamanha pressão sobre aquele lugar, mas sabia que a única forma de terminar com isto seria ajudando a terminar com aquela guerra. Mas quanto tempo levaria? Dias, talvez semanas, meses, anos... Quem sabe, quem ditaria o ritmo daquele confronto seriam os próprios lutadores...

- Devemos descansar por hora, nossa viagem foi longa, acho que pela manhã sera um bom horário para decidirmos como agir. – Lyza deu a ideia a seus companheiros, mas ela própria já procurava para si uma taverna ou qualquer lugar onde pudesse se instalar. Olhava para todos os lados a procura de uma estalagem, mas não se moveria até que todos concordassem com o plano. Uma vez decidido, era hora de descansar, e tentar dormir a noite com toda aquela pressão sobre sua mente e seu coração.



[Peço desculpas pela imensa demora de minha parte, eu estava sem computador e sem possibilidade de me conectar ao forum de algum outro lugar. Tentarei não atrasar mais a partir de agora.]

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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por NR Nayruni em Qua Jul 16, 2014 10:11 am

@ Saphira

Sua vida nunca foi um mar de rosas, não é mesmo? Até naqueles dias em que você ainda podia se dizer humana, jamais sentiu o manto da paz repousar sobre seus ombros. Você tinha que ficar sempre em alerta, temendo que a qualquer momento um demônio asqueroso, nativo daquela terra a atacasse.

Seus dias eram negros, você se perguntava como seria sair dali, viver sua vida nas cidades brilhantes que repousavam sob o céu azul diferente do céu eternamente coberto por nuvens negras que você estava habituada a ver. Você se perguntava, se perguntava tanto que começou a agir. Pouco a pouco suas parcas economias iam se somando, dia após dia, aquelas poucas moedas que você escondia embaixo do assoalho da sua humilde casa.

A medida que os dias passavam o número de moedas ia crescendo e junto dele sua esperança de finalmente poder deixar aquela terra de trevas eternas onde demônios caminhavam sobre as ruas com liberdade alarmante. Depois de dois anos juntando economias e passando por privações, estava tudo pronto, faltava apenas um dia para você partir junto de uma caravana de mercadores ousados que visitavam Takaras vindos de Paramet.

Mas o destino tinha outros planos para você. Naquela noite fatídica você retornava para sua casa quando foi atacada por aquele que se tornou o algoz de seu corpo, de sua mente e o mais importante, de sua alma. Você tombou e quando acordou não era mais humana, era agora um monstro, uma predadora, uma criatura condenada eternamente a vagar em trevas não importando onde vá. A luz que você tanto ansiava se tornou sua maior inimiga ferindo-a como se o próprio Sol tivesse repulsa de você, como se sua presença sobre a face do mundo fosse um pecado.

Seu mundo agora não passa de uma pálida lembrança do que fora outro dia, antes você sonhava com a liberdade, com o brilho do Sol e de uma nova vida, hoje você tenta em seu íntimo recuperar desesperadamente o que perdeu. Viver, é tudo o que você quer, mesmo que nesta forma decadente, por isso você aprendeu a controlar sua fome e a direcionar contra presas que segundo os julgamentos morais, mereciam a morte.

Mas em suas andanças você descobriu o mito sobre um artefato mítico, algo que talvez pudesse salvar sua alma e restaurar sua vida perdida, o Cálice de Eludel. Sua busca pelo artefato a levou até as terras congeladas das Montanhas da Neve Eterna, aqui você encontrou Calm um vilarejo outrora pacato mas que agora se preparava para a guerra. Você logo se encontrou prisioneira neste conflito que em nada tinha haver, sem outra alternativa você passou a se esconder no porão de uma casa saindo apenas para coletar informação ou drenar o sangue das ovelhas que os aldeões criavam. Sangue de animais não era tão suculento quanto o sangue humano, mas servia.

Hoje a noite mais uma vez caia sobre esta terra gélida e mais uma vez você despertava para caminhar entre os de sangue quente, entre o rebanho mortal que lhe sustentava.


@ Skazka, Sérpico, Eric e Saphira.

Todos vocês, não importando onde estão, vocês conseguem ver uma movimentação na rua principal, um pequeno grupo de guardas escolta o que parece ser um trio de viajantes. Eles são apenas viajantes e não deveriam chamar tanta atenção, mas há algo neles que atrai seus olhares.

O trio é composto por um homem sombrio coberto por trajes negros, uma mulher de bela aparência portando uma foice, um guerreiro alto e musculoso vestindo uma armadura negra repleta de espinhos e carregando uma espada maior do que ele próprio nas costas. Um trio incomum, um trio de estranhos de estilos e aparências singulares.

Vocês conseguem ver claramente o capitão da guarda, Markis, conduzindo o trio pela avenida principal provavelmente com destino a prefeitura onde o general Thurandor fixou sua residência e base de operações.

Sérpico de longe reconhece a aparência do velho companheiro de aventuras, o brutal e agressivo Aldarion. Vocês estão livres para fazerem o que quiserem, podem se aproximar do grupo e ouvir suas conversas ou fazer qualquer outra coisa.


@ Lyza e Kirshin

O trio continuava a marcha ouvindo as palavras do capitão Markis, Kirshin respondeu de maneira positiva à história do homem sendo apoiado por Lyza, Aldarion por sua vez permaneceu em silêncio. O grupo continuou andando e logo os três estavam conversando sobre o que fariam na cidade, quando Markis escutou que pretendiam se separar temporariamente ele logo os interrompeu.

Desculpem, senhores mas peço que antes de se separarem me acompanhem, temos que falar com o general Thurandor, tenho certeza que ele vai querer ouvir o que vocês viram quando vieram para cá.

Me desculpe Markis mas não tenho tempo para seus problemas, preciso cuidar de um assunto particular. – Disse Aldarion agora tomando o cavalo para si. – Preciso do cavalo! – Disse simplesmente, em seguida saiu em disparada pelos portões da cidade até desaparecer de vista.

Se Kirshin tentasse impedir Aldarion, este o empurraria fazendo-o cair sentado na neve macia e depois tomaria o cavalo para então finalmente sumir.

Que cara estranho, que bicho mordeu ele? – Perguntou Markis confuso enquanto coçava a cabeça. – Vocês vêm comigo ou vão tentar ir atrás do seu amigo louco?

Caberia agora aos aventureiros decidirem o que fariam.


Prazo mínimo de 7 dias a contar de hoje.

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Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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Re: [Comum] UAOM - In The North of The Island

Mensagem por Sérpico em Qui Jul 17, 2014 10:20 pm

“Aldarion?”, pensou, quando avistou o guerreiro na via principal. E não só ele. “O Olhos Brancos também”. A verdade é que Lodoss é um lugar pequeno: fácil de trombar com conhecidos. Bom, era verdade também que uma guerra menor estava armada e isso serve pra atrair combatentes. Sérpico ficou satisfeito ao ver os dois. Suas respectivas vidas aventureiras, cheias de perigo, não prometiam longevidade; então era ótimo vê-los bem e prontos pra outra, reforçando as fileiras.

Mas Sérpico não foi até lá.

Mas também não continuou trabalhando ─ pois aparentemente todos pararam de trabalhar e Sérpico não queria chamar atenção como o sujeitinho altivo que não dedica nem um momento de saudação a autoridade e aos novos irmãos de armas. Não queria chamar atenção. Não queria aparecer. Queria o anonimato.

Então largou a pá, olhou um pouco o movimento, tentou ouvir o que os outros trabalhadores falavam e depois ─ feito o disfarce social ─ foi se aquecer brevemente numa fogueira ali perto. O fogo era especialmente lindo e Sérpico ficou ali por um tempo, melancólico, olhando um monte de cenas imaginárias dentro da chama.

Voltaria para o trabalho depois de dar uma espiada, para se certificar que Aldarion e Kirshin não estavam por perto...

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