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Cemitério

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Cemitério

Mensagem por ADM GabZ em Qua Fev 26, 2014 12:43 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Apesar de não parecer, os moradores de Takaras se importam com seus mortos. Ao menos com os que eles prezam. Centenas de túmulos guardam caixões de grandes necromantes, feiticeiros, demônios, orcs, humanos e quaisquer seres cujos relativos se importassem o suficiente para preparar um merecido descanso. Alguns túmulos são profanados por ladrões de corpos, ou até mesmo pelo próprio morto por ter morrido amaldiçoado. Alguns zumbis vagam pelo lugar, sem ter certeza do que fazer, a não ser apodrecer aos poucos. Mausoléus abrigam famílias inteiras, muitos protegidos por magias negras poderosas. Mas nem todos. Poucos loucos se atrevem a invadir mausoléus e fazer deles sua morada ou local de trabalho. Afinal, não há lugar melhor para encontrar restos mortais para práticas hediondas.

Alguns jovens tolos gostam de se aventurar pelo cemitério, seja para provar sua coragem ou apenas para exagerarem em bebidas fortes e de origem duvidosa. Enquanto isso, corvos fazem daqui sua morada e assistem com curiosidade toda atividade do lugar, apenas esperando por refeição — ou apenas agourando quem entra. Como em Takaras é sempre noite, não existe momento mais seguro para andar-se por aqui. Mas se pensar bem, funciona assim em todo o reino amaldiçoado.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:31 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sex Maio 23, 2014 6:46 am


A tarde passou rápido com Kirshin tendo tantas coisas novas a fazer, precisava se apressar em aprender, mas tinha em mente de que em um dia não conseguiria. O tronco que treinava terminou por quase destruído, não era um sinal de que ele conseguia, mas sim de quantas tentativas houveram. Estava suado e sentia as roupas grudarem no corpo quando  começou a cortar lenha,  mas ao entrar na casa percebeu que tinha quantia suficiente para mais dois dias.

Talles chegou meia hora depois do sol se pôr.  Tinha uma camada fina de poeira na roupa e uma linha de suor brotando na testa. Deu um suspiro ao sentir a casa quente; carregava nas costas um saco pesado. Deu um sorriso cansado com o que Kirshin dissera.

- Nos andares de cima tem dois quartos com banheiro, suba no da esquerda e use-o como bem entender. Nos armários deve ter algo que sirva em você.  Fui até  a cidade para comprar algo para comer. - Talles concordou mentalmente com Kirshin olhando para o estado lastimável que estava e foi para a cozinha.

Lá em cima havia apenas três portas:uma aos fundos e duas nas laterais. Assim que Kirshin entrou no seu pôde perceber que apesar de simples, Talles tinha um bom conforto. A cama era grande e feita de madeira com reforços de metal, o armário era frande e usava o mesmo material. Um criado-mudo encostado na cama tinha um castical com um toco de vela. o cômodo era grande e espaçoso, com uma janela com vista para o cemiterio e à esquerda e à direita uma boa parte do labirinto, que a esta hora ja tinha uma névoa esverdeada cobrindo-o.  O banheiro era logo numa porta ao lado do armário.  Tinha uma banheira de tamanho médio com sabão e uma esponja ao lado num banco. Uma torneira dentro da banheira deixava a água quente sair. Como ele conseguia fazê-la sair quente que era uma boa pergunta.

Depois de um bom tempo no  banho e quando procurava alguma coisa para vestir, sentiu o cheiro delicioso de carne e legumes que fez sua boca encher de água e seu estomago roncar.  Quando desceu estava na panela um bom guisado com carne em cima da mesa e vinho que Talles estava colocando. Ele mesmo estava ansioso e faminto pelo jantar, não se sabe o que fez o dia inteiro, mas que estava delirante de fome estava. Ele também estava limpo, tinha usado parte do tempo para se arrumar e colocar uma roupa simples para dormir. Aquela noite seria fria, mas ambos os quartos estariam quentes pelo calor que vinha da sala.

- Que bom que está limpo e faminto.  Sente-se, está pronto.

Tirou a panela do fogão e colocou na mesa enchendo bem dois grandes pratos. A comida fumegante foi convidativa demais e em pouco tempo os dois ja estavam quase completos e a panela vazia. O pão e a carne tinham ido quase tudo e parte do vinho, estavam com os rostos corados pelo calor da comida. Talles exibia um sorriso satisfeito e agora com o rosto desanuviado da expressão faminta, seus olhos avermelhados exibiam o sono merececido que viria.

- Vi seu desempenho pelas marcas do tronco. São muito boas para alguém que começou na parte da tarde. Mesmo assim, não exija muito de si mesmo. Temos mais um dia para treinamento apenas, quero que descanse bem, acordamos cedo.

Sua fala foi clara como água, não responderia mais nenhuma pergunta e os enchotara para a cama. Poderia ser cedo ainda para ir se estivesse numa taverna com lindas mulheres e muita bebida, mas para a situação que estavam era tarde da noite. Talles lavou a louça e ajeitou a cozinha e trancou as portas assim que deu comida aos cães e foi se deitar. Apagou as luzes que estavam na sala deixando apenas a lareira e foi para seus aposentos, acendeu a luz da vela e deixou-a no chão perto da janela para que iluminasse o quarto por inteiro. Caminhou até a janela e observou a paisagem que tinha: parte do labirinto e o castelo. Suspirou, fechou a janela e caminhou para a cama sentindo aquele ardor costumeiro no peito que sempre sentia ao olhar oara o labirinto.

- Nem que eu arranque meu proprio coração para te matar, eu faço. - E deitou, adormecendo minutos depois.
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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Sex Maio 23, 2014 11:32 pm


- 038 -



Kirshin agradeceu mentalmente por ser possível tomar um bom banho e por Talles ter trazido comida. Quando verificou seu quarto, reparou no cemitério e no labirinto que podia ser visto da janela. Quem será que construiu isto e com qual propósito? O meio-demônio conhecia muitas partes de Takaras, mas nunca havia estado no labirinto. E nem gostaria de ir para lá, se pudesse evitar.

Quando verificou o banheiro, percebeu que havia uma banheira e tubulações por onde saia água quente. Não perdeu tempo pensando em como aquilo funcionava e apressou-se em se despir. Lavou suas roupas, pois havia verificado que existiam outras para ele usar, e estendeu-as na janela para secarem. Dentro da banheira pós-se a lembrar de uma coisa que deveria tentar.
Já faz tempo que não tento transformar minhas unhas em garras. Talvez eu deva tentar mais uma vez, estava quase conseguindo.

Dentro da água e relaxado, Kirshin estendeu sua mão esquerda e começou a se concentrar. A energia começou a soltar pequenas faíscas negras e ele fechou os olhos para melhorar sua concentração. Imaginou as unhas crescendo e se endurecendo... tornando-se mais afiadas que qualquer lâmina. Quando abriu os olhos lá estavam elas. Suas unhas tinham se transformado em garras de quinze centímetros cada. Kirshin sentiu-se muito satisfeito e orgulhoso de si mesmo. Já tinha um tempo que ele havia imaginado a possibilidade de desenvolver armas naturais e agora ele as tinha. Mas aquilo custava-lhe muita energia e elas logo voltaram ao seu formato original.

Kirshin, então, tentou mais uma vez. Desta vez ele conseguiu fazer com os olhos abertos. As unhas começaram a se alongar conforme bebiam de sua energia corrompida e logo ele possuía cinco garras no lugar de suas unhas dos dedos. Elas eram negras e muito afiadas e o meio-demônio pretendia testá-las na primeira oportunidade. Sabia que poderiam ser muito perigosas caso fossem semelhantes a energia que ele havia denominado Daemon Touch. Desfez sua técnica e terminou seu banho muito mais satisfeito que anteriormente.

Antes mesmo de ser convidado para comer, Kirshin pode sentir o aroma da comida. Seu estomago roncou com aquilo e ele apressou-se em terminar de se vestir e desceu para comer. Apreciou muito o vinho. Aquela era uma bebida pela qual tinha um grande apreço e dificilmente recusava uma bela caneca.

- Agradeço pela comida e agradeço ainda mais pelo vinho.

Encheu uma caneca e a entornou antes mesmo de comer qualquer coisa. Sentiu sua visão girando logo que o vinho lhe descia até o estomago vazio. Mas sabia que não ficaria bêbado, pois tratou logo de comer a carne e os pães, lambendo a gordura da ponta dos dedos. Ninguém podia dizer que Kirshin era o mais educado em se tratando de se alimentar. Quando recebeu o elogio, respondeu-o.

- Como disse, aprendo rápido, mas sei que ainda não estou bom o suficiente. Amanhã praticarei muito mais e agora que já encontrei o caminho é apenas uma questão de tempo até dominar a técnica. Depois quero tentar com as foices atadas à ponta da corrente até ser capaz de manusear duas ao mesmo tempo.

E então eles se retiraram para seus quartos. Ter uma cama macia para dormir era algo realmente muito satisfatório. Fazia um bom tempo que não dormia. Na verdade desde que sua casa fora queimada por seu próprio pai e que ele decidiu deixar Takaras e conhecer o restante da ilha.


Parece que eu ainda levarei algum tempo até sair de Takaras... Pensou pouco antes de adormecer.



Off - Um roleplayzinho só pra ativar minha nova H.E. =D

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Seg Maio 26, 2014 7:54 pm

A noite passou devagar e os dois dormiram bem feitos pedra. A Lua estava cheia do lado de fora e tudo estava tranquilo como se nada de ruim estivesse para acontecer. Assim ela deu lugar aos raros fios de luz solares da manhã o suficiente para acordar Talles e o fazer levantar e começar o café. O cheiro inundou a casa assim como os pães quentes que acordaram Kirshin sem demora. Estava faminto e ansioso pelo que aconteceria no decorrer do dia.

Assim que desceu Talles ainda arrumava a mesa, ao avistá-lo na porta da cozinha abriu um sorriso jovial, parecia ter acordado anos mais jovem. Apontou para fora onde estava o jardim e ofereu um balde grande para Kirshin.

- Lá fora tem uma bomba d'água, poderia bombear o bastante para encher três vezes este balde? O lugar para deposito da água fica numa caixa branca encostada nos fundos da casa perto dos cães. O sistema é diferente, e para funcionar precisa puxar para baixo duas vezes para a água entrar no cano e entao girar para a água cair no balde. É necessário uma mão apenas, tem q ser a que você usa mais por ser forte e esperta. Quando terminar volte para tomar o café.

Aquele pedido não era estranho e explicava muita coisa, como por exemplo a água que saía da banheira e da pia que tinha na cozinha. Ele fez um gesto com a mão dispensando Kirshin e então voltou aos seus afazeres.

Uma vez lá fora não foi difícil achar a engenhoca. Era um pedaco quadrado de pedra no chao com um furo por onde passava um comprido cano que dobrava quando chegava na ponta tinha mais um pedaço que ia pela horizontal imitando uma forca, mas na ponta havia um circulo com um pedaco de ferro grudado o de Kirshin seguraria para girar. Passava um pouco de sua cabeça e teria de ficar com o braco esticado por tempo suficiente até encher o balde. a água saia de um outro cano ao lado pouca coisa mais alto que o balde para a água cair sem desperdicar. Era uma engenhoca tosca, porém inteligente e eficaz a sua maneira. Os cães latiram um pouco e estavam com pouca água em seus potes, e ao lado dele estava uma majestosa caixa branca que Kirshin nunca vira, lugar onde colocaria a água. Estava tampada e teria de usar a forca para empurrar sua tampa que era bem pesada. Sentia fome e o cheiro de comida não ajudava, logo de manhã as coisas começaram bem.

Uma coisa pôde ser notada por Kirshin, assim como quando ele cortou madeira já tinha uma boa quantia, a água estava quase até a boca da caixa e os três baldes eram perfeitos para terminar. Estranho né?

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Ter Maio 27, 2014 10:30 pm


- 039 -



Kirshin teve uma noite para realmente descansar. Tanto que demorou para levantar e quando o fez foi atraído pelo cheiro de comida. No entanto, ao descer as escadas para o andar inferior, descobriu que ainda não comeria de imediato. Mas não achou ruim os favores pedidos por Talles, afinal de contas, a casa era dele e ele estava usufruindo de sua hospitalidade.

Apesar das explicações dadas por Talles, Kirshin teve que observar e pensar bem para descobrir como aquilo funcionava. Quando o fez, puxou a alavanca duas vezes como o homúnculo havia lhe instruído e usou a mão direita para girar a manivela enquanto enchia o balde. Praguejou baixo ao ter dificuldade devido a altura demasiada do aparato.

Aproximou-se dos cachorros com certa apreensão. Sabia que eles eram bem treinados e já haviam reconhecido o seu cheiro, mas Talles não estava com ele naquele momento. De qualquer maneira, decidiu colocar água para os animais antes de encher a caixa d'água. Teve que fazer um bom esforço para abrir a tampa e sentiu vontade de comer algo antes de continuar com aquele trabalho, principalmente ao ser tentado pelo aroma da comida. Apesar disso, terminou de fazer o que lhe foi pedido, afinal de contas não demoraria muito.

Quando terminou seus afazeres, Kirshin foi direto para onde Talles estava.

- Já fiz o que me pediu. Podemos continuar com o treinamento imediatamente. - Apesar das palavras, os olhos traíram o meio-demônio, pois não se desviavam do alimento que Talles havia preparado.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qua Jun 04, 2014 6:45 am

Os cães nada fizeram quando Kirshin se aproximou para colocar água.  Eles estavam soltos e se fossem para morder ja o tinha feito. O serviço era pesado apesar de tudo e o cheiro de comida fazia o estômago doer e a vontade de largar aquilo tudo e entrar era maior. Mesmo assim conseguiu enxer e voltar dolicitando o treinamento.

Talles tinha acabado de sentar na mesa quando Kirshin apareceu. A mesa estava daquele jeito, bem posta e suculenta. Ao ouvir sua frase ele abriu um sorriso e soltou uma breve gargalhada enquanto colocava cafe em seu copo e servia-se de pão.

- Você nunca parou seu treinamento, estava exercendo-o agora mesmo. - Disse num sorriso esperto - Cortar a lenha com sua mão direita fez você se acostumar com o movimento dr lançar a corrente. - Imitou o movimento olhando sua reação.  - Aquela minha geringonça não foi criada daquele jeito por acaso. Você teve que segurá-la e girar, o que é exatamente o primeiro movimento com a arma. E o mais importante que era manter a mão erguida para que ela aprenda a aguentar o maior tempo possível na mesma posição até achar o momento oportuno para lançar. Apenas coma, depois continuaremos.

E foi assim, depois desta descoberta que os dois comecaram a comer.  Talles estava com fome o suficiente para comer muito, talvez pelo fato de ser grande ou que ao almoço demoraria para sair...vai saber.

E ele passou logo. Em pouco tempo já estavam do lado de fora com quatro correntes. Duas ele deixou de lado e ficou com uma e entregou a outra para Kirshin. Ficou posto na frente do poste há uma certa distância e olhou-o pedindo atenção.  

- O primeiro passo é manter o braço tempo suficiente para esperar a hora de jogar a corrente sem o braço doer, senão ele ficará sem força para lançar e dar o tranco no alvo.  Este é o girar daquela manivela. - E imitou o movimento por quase três minutos como demonstração.

- O segundo é o cortar tenha, que fazemos na hora de lançar a corrente já num jeito espiral por estar girando. - Tornou a imitar o movimento e lançou a corrente, que acertou em cheio o tronco, machucando um pouco a casca.

- Seus músculos vão lembrar deste movimento, e você só precisará fazer as duas primeiras voltas forte para dar o impulso para eles entenderem que a velocidade deverá ser o suficiente para arrancar pedaço.

E sorriu de canto, caminhando até a corrente e desprendeu do tronco e voltou ao seu lugar. - Assim. - Fez o impulso para cima com a corrente e então deu os dois giros fortes deixando a velocidade tomar conta do resto. Assi. Que mirou e soltou, a corrente se agarrou ao tronco de tal forma que o atravessou arrancanfo um bom pedaço.

- Sua vez. - Falou com um sorriso, fazendo um gesto com a mão para que repetisse quando estivesse pronto.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Qui Jun 05, 2014 8:08 pm


- 040 -



Então eu estive treinando o tempo todo? Bom, tirar a água realmente exigiu um certo esforço para ser executado. Mas talvez essas explicações sobre as técnicas sejam as que mais me ajudarão a fazer isso corretamente.

A comida estava novamente muito boa. Tão boa que eu acabei comendo mais do que deveria. A verdade era que aqueles dias treinando foram alguns dos que eu me alimentei melhor em minha vida. Ao menos em termos de qualidade e de sabor. Apesar disso, eu estava ansioso para dominar aquela técnica de combate e partir para a ação e acabei comendo tudo bem rápido.

E então Talles demonstrou na prática o que havia me explicado dentro de sua casa. Ver a demonstração era algo totalmente diferente e eu comecei a entender como ele fazia para causas tanta destruição com aquela arma. Realmente tudo estava na técnica e não na força. A energia cinética do giro da corrente que era a responsável por todo aquele estrago no alvo. Além disso, ao ver quatro correntes eu já pude imaginar que o que viria a seguir seria treinar com duas delas simultaneamente, então eu tinha que dominar o primeiro passo o mais rápido possível.

Primeiro eu pratiquei girar a corrente. Aquele movimento era desgastante e exigia muito dos músculos de meu braço. A cada volta a corrente parecia fica mais e mais pesada, até que chegava um ponto em que eu não aguentava mais. Quando isto acontecia, eu parava e descansava por um momento. Fiz isso algumas vezes até sentir a firmeza suficiente para arremessar a corrente. E, então, eu a girei até sentir ela pegando força e a arremessei diretamente contra o tronco. Eu estava confiante e concentrado e tinha certeza de que conseguiria ao menos arrancar várias lascas do meu alvo.



OFF - Shao, estou narrando em primeira pessoa. Se preferir que eu volte para a terceira é só pedir.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qua Jun 18, 2014 5:57 am

Observar a surpresa no rosto de Kirshin foi um gosto para Talles, o que provava sua inocência na hora de executar a ajuda que tinha pedido naquelas vezes e sua força de vontade em ajudar. Após sua demonstração, Kirshin resolveu testar começando por girar a corrente, imitar cada gesto agora era diferente uma vez que já sabia do que se tratava.

Talles observava com um dos braços cruzados e o outro com o cotovelo em cima e mão no queixo, analisando. Da primeira vez que jogou a corrente sentiu seus braços doerem, porém não tanto quanto no dia anterior. Já na segunda vez que girou e lançou contra o tronco, destroçou da metade para cima e a corrente, agarrada ao pedaço de madeira, parou longe. Talles vendo aquilo deu um suspiro demorado e pegou outra corrente e entregou a Kirshin.

- De novo. Sua intenção era dilacerar o inimigo, certo? Isso parece que sabe fazer bem. Agora, quero que tente lançar apenas para segurar. Lembre-se que para isso nao usará a técnica de cortar lenha, apenas de girar; é bom interrogá-las às vezes.

Apesar de parecer um movimento fácil, exigia mais técnica que a outra, afinal seu braço e adrenalina estavam voltados para a outra técnica, que também era seu propósito pois valia para o uso da outra arma com foice. Seu braço estava cansado e precisaria se esforçar um pouco mais.

Talles fez o primeiro movimento e lancou a corrente direto para o tronco que com balançou um pouco e teve um baque seco ao ser amarrado pela corrente. Kirshin podia notar que a ponta da corrente ricocheteou e bateu do lafo esquerdo do tronco onde poderia ser um coração. De propósito ou não, Talles mostrou que mesma tecnica podr ser usada para duas armas, a única diferença era que na corrente sem foice você a seguraria para ser morta ou torturada; já com a outra, usada da forma correta e bem executada, apenas a morte era a sentença.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Ter Jun 24, 2014 10:09 pm


- 041 -



Sorri satisfeito quando vi a corrente atingir o tronco e desfazer parte dele em centenas de estilhaços de madeira. Devo confessar que sinto certa satisfação macabra ao destruir coisas... e corpos. Deve ser o sangue de demônio que corre em minhas veias. Não sei se Talles já havia percebido aquilo. Provavelmente sim, devido a aura que eu emitia. De qualquer maneira ele parecia não se importar muito e eu já ia pegando a corrente para arremessar e destruir mais um pouco a madeira quando ele me interrompeu com suas palavras.

- Certamente que dilacerar é algo que eu sei fazer muito bem. - Respondi-lhe ainda sorrindo. Em seguida minha expressão tornou-se séria. - Mas eu entendo que para aprender o que você está tentando me ensinar precisarei muito mais de habilidade e técnica que força, então será isso o que praticarei.

E foi o que fiz. Pratiquei da maneira que Talles havia me mostrado. Girei a corrente da maneira que eu girei a manivela na hora de pegar água e deixei a corrente fluir para o alvo sem colocar força no ataque, apenas habilidade. Devo confessar que aquilo era mais difícil do que parecia e eu errei várias vezes. Mas não desisti. Continuei jogando de novo e de novo e de novo. Por fim, depois de tanto praticar, consegui algo que considerei aceitável para ser classificado por um primeiro acerto. Encarei o homúnculo para analisar sua reação, mas, independente dela eu pretendia continuar com meu treino até conseguir algo o mais próximo possível da perfeição. Eu estava ansioso para testar a foice com correntes.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Seg Jun 30, 2014 2:31 pm

Talles observou a forma como Kirshin estava treinando e decidiu não atrapalhar, ele estava indo pelo caminho certo e estava gostando daquilo. Ele tinha demorado um pouco para entender que em alguns casos ele usara técnica e não força e era uma tarefa difícil fazer um demonio - ainda mais mestiço - entender.

Kirshin notou quesum tempo depois de treino seu braço foi parando de doer e os músculos desta região estavam mais acostumado com o exercício, tanto que depois da quinta vez que lançou a corrente ele não dilacerou o tronco, apenas o segurou. Talles deu um riso satisfeito e se aproximou de Kirshin e bateu a mão em suas costas, cumprimentando-o.

- Vejo que já percebeu como é, por isso tanta dificuldade. Se continuar assim, vai estar pronto rápido; mas lembre-se que está treinando há dois dias apenas e que isso conta muito na hora da luta. Será normal o erro, e terá de ter um plano B. Não poderei deixar você com mais de duas correntes. Apesar de nao serem muito pesadas sozinhas, juntas são.

O homúnculo sabia por que ele estava tão empenhado, queria usar a arma com foice, mas sabia que se ele não dominasse sem ela, não saberia usar esta arma tão fabulosa, poderia matar a si mesmo. Talles saiu por um tempo e deixou Kirshin livre para treinar, tinha alguns assuntos pendentes antes de continuarem.

E assim a manhã passou e Kirshin só percebeu quando a fome surgiu e os minutos começaram a se arrastar. Talles passou o restante da manhã fazendo outros afazeres. Tinha deixado mais madeira para kirshin treinar se quisesse. Logo, um cheiro gostoso de comida surgiu e Talles se aproximou do demônio.

- A comida está na mesa, venha. Mas antes...preciso que bombeie água novamente.

Mesmo vendo que Kirshin estava com fome e cansado, o suor escorrendo por seu rosto, não ligou em dar a tarfa. Talvez Kirshin já tivesse aprendido que tudo poderia ser treinamento, e desta vez não era diferente. Sentiu a exaustão de seu corpo ao sentar na cadeira. Talles mantinha um sorriso no canto dos labios. Colocou a comida no prato de Kirshin e na dele. Carne seca e de cordeiro, grãos e pão. O vinho estava na mesa e serviu apenas meio copo para cada, sabia que em excesso faria mal num treinamento. Comeram em silêncio. A cada movimento do braço Kirshin sentia dores e sabia que no dia seguinte seriam piores antes do aquecimento. Tinha comida suficiente para cinco pessoas comerem, então se Kirshin quisesse repetir poderia, pois Talles também o fez.

Assim que o almoço acabou, Talles livrou a mesa e trouxe dois mapas, um das terras próximas do castelo e uma de dentro. Esta ultima era mais velha e quase rasgava de tão antiga. A forma como obtivera este papel era desconhecido.

- Antes de voltarmos ao trabalho, precisa saber algumas coisas. Este mapa representa as terras próximas ao castelo, aqui tem o castelo no fim do Labirinto e ao lado esquerdo temos a Floresta da Tortura, teremos de passar por uma estrada que fica entre estes dois lugares que é bem aqui. - Apontou para uma pequena estrada que tinha desenhada no mapa que pegava a lateral esquerda da Floresta e algumas montanhas que seguia direto para a lateral do caminho e se encontrava com o labirinto. Estava marcado com tinta, provavelmente era um caminho que não existe no mapa.

- Perto da entrada do castelo ja temos varios inimigos, criaturas de todos os tipos que não são bruxas. Seguindo até a porta do castelo há varios alojados por terra e ar.
Os corvos que sobrevoam este castelo não são corvos comuns, são criaturas muito bem treinadas. De tempos em tempos trocam os tipos de sentinelas para que ninguém saiba o que encontrar ao passar por este caminho.

- Nós seguiremos esta estrada como viajantes, nossas armas estarão escondidas sob o sobretudo e passaremos por eles com sorte. Passei varios dias passando por aí vendendo algumas coisas tentando saber de quanto em quanto tempo eles trocam. Ha três dias fizeram a troca e já passei por la para se acostumarem com a minha presença. Descobri que há uma entrada diferente que eles mesmos usam e sai direto no hall do castelo. E é esta que vamos usar.

- Terá esta tarde e amanhã para treinar, sugiro que treine bastante. Descanse um pouco para a comida baixar e vá treinar, tenho algumas coisas para resolver ainda.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Seg Jul 14, 2014 9:12 pm


- 042 -



O treinamento era exaustivo, mas eu estava gostando de lançar a corrente, mesmo aquilo sendo meio repetitivo. Talvez perceber o quanto eu estava evoluindo rápido era o que me animava no momento, ou talvez eu apenas estava ansioso para enfrentar a tal bruxa que tanto Talles almejava. Logo após meu primeiro sucesso ao "capturar" o tronco ao invés de destruir fui parabenizado e lembrado de que eu deveria ter um plano B caso a corrente falhasse. Dei uma breve risada ao ouvir aquilo e ergui minha mão esquerda enquanto agitava os dedos para que o homúnculo os visse. A mão demoniaca podia não ser bonita de se ver com seu tom cinzento, os veios vermelhos e as unhas enegrecidas, mas eu gostava daquela parte de meu corpo. Então disse à Talles:

- Eis aqui meu plano B. - Deixei aquilo subentendido. Talvez ele acabasse vendo o que eu poderia fazer, mas não pretendia demonstrar minhas habilidades a não ser que fosse realmente necessário.

Por fim, a manhã passou rapidamente e logo quando meu estomago começava a roncar fui avisado de que havia comida para mim. Queria devorar tudo aquilo logo, mas o homúnculo me fez executar aquelas tarefas-treino de sempre. Resmunguei um pouco mas acabei concluindo-as do mesmo jeito. Afinal, elas eram parte do treinamento e eu tinha que fazer aquilo. Comi tudo avidamente e emborquei o vinho antes mesmo de começar a comer. Eu queria mais daquela bebida que lembrava um pouco o tom do sangue, mas sabia que o alcool não me faria bem naquele momento então me contentei com o que me fora oferecido. Após a refeição veio a parte empolgante. Talles explicou um pouco do que ele planejava fazer no dia seguinte, e a minha parte naquilo tudo também.

- Duas dúvidas: Esse castelo pertence a tal Kernolde? E a segunda é: teremos que passar pelo labirinto?

Foram as únicas dúvidas que me ocorreram. Eu não sabia que essa bruxa possuía um castelo e muito menos guardiões. Mas a parte dos guardiões me veio fácil a mente, pois era bem lógico que alguém com esse poder deveria ter algum tipo de serviçal ou guarda-costas. E a ideia de conhecer o labirinto me intrigava. Na verdade sempre tive alguma curiosidade sobre aquele lugar e pensava em me aventurar por ele algum dia, quando tivesse meus poderes um pouco mais desenvolvidos. Pensando melhor, por hora seria até melhor evitar aquele lugar. Já a floresta não me era um local estranho, uma vez que já passei e adentrei nela algumas vezes.

Deixando o planejamento de lado concentrei-me novamente no treinamento. Já que eu teria pouco tempo, queria aproveita-lo para ficar o mais hábil possível com aquelas armas um tanto quanto exóticas. Toda vez que lançava a corrente no tronco imaginava estar enlaçando a tal bruxa, mas mais trade imaginei-me atacando meu avo Garlany, mas logo tive que limpar minha mente, pois toda vez que focava nele eu acabava destruindo o tronco.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qui Jul 24, 2014 6:23 am

- Faremos uma breve passagem por ele, mas pelo lado de fora, isso deixe para outro episodio, como procurar a corrente dos abissais ou a foice de Tarsus.  Isso sim seria um bom motivo.

-Achei que já tinha te dito quem é o dono do castelo. É o Rei de Takaras, ela é apenas sua bruxa mais confiavel e uma das cinco mais poderosas de seu reino, e também a que da mais trabalho.

Após a explicação, Kirshin voltou sozinho para seus treinos e Talles gostou disso. Observou-o por quase uma hora pedindo que mudasse o treino, como ir até a máquina de girar ou correr de uma certa distancia até o tronco e jogar a corrente, fazer isso em movimento era mais dificil, mas não impossível uma vez repetido por várias vezes.

Talles o deixou sozinho novamente no meio da tarde e ficou fora quase duas horas, mas quando voltou e passou da casa para os fundos Kirshin pôde ver três correntes com a foice. Se aproximou devagar e colocou-as com cuidado no chão. Com o fraco Sol que ainda passava pelas nuvens negras do céu de Takaras ao entrar em contato com as armas fez brilhar as foices num brilho ameaçador, sem dúvida eram armas poderosas.

- Por conhecer seu outro lado, vou diminuir seu treino com a normal, o que não quer dizer que você vai parar de usá-la, e vai aprender na corrente com foice. Observe.

Com destreza, Talles segurou a corrente como seguraria a normal comecou a gira-la no ar. A foice começou a cortar o vento provocando um uivo assustador, porém nada alto. Os cães de longe ergueram as orelhas e prestavam atenção no que acontecia. Girou o suficiente para a foice sumir ao olho nú.

- Se souber como fazê-la girar rapido antes que a bruxa veja que há uma foice na ponta, ela tenta se arriscar e atacar. Quando ela vem e você avança, é o movimento de sua mão na hora certa que faz a diferença.

Ainda girando, enfim lançou a corrente no tronco e girou o punho para o lado de dentro - sua direção - e a corrente foi em direção ao tronco em espiral só sendo possível ver a foice quando ja estavam bem perto. Rapidamente enlaçou o tronco e a foice parou fincada direto no lugar onde seria o tronco.

Caminhou até ele e tirou a foice e olhou para Kirshin. - Bem manuseada, ela acerta pontoa vitais. Coração, pescoço ao arrancar a cabeça ou metade, entrar pela lateral do corpo onde é mais macio e perfurar grande parte dos órgãos. E se a criatura estiver muito perto e você conseguir segurar a ponta da corrente, assim que ela fincar, independente do local, poderá puxá-la e levá-la para onde bem entender, como queimá-la, por exemplo. Estas correntes são de prata e não sofrem alteração alguma ao entrar em contato com o fogo por longoa periodos. Agora, vamos tentar.

Deixou que Kirshin tentasse com as três correntes, deixando claro que o foc é na foice e não em triturar ou arrancar o tronco. Com alguns minutos fez os ajustes necessários no manuseio e modo como Kirshin efetuava os lançamentos até que tivesse a seu agrado. Deixou-o treinar ainda por um tempo e foi em direção à mata a frente dos dois. As proximas três horas seguintes foram exaustivas e muito técnicas para o demônio, precisava estar bem preparado.

Antes do Sol se pôr e Takaras escurecer ainda mais, Talles voltou com uma corda que tinha seu termino dentro da mata. Pediu que Kirshin o ajudasse a puxar, o que estava realmente muito pesado - ou era o Homúnculo que não fazia força e deixava tudo com o demonio para ele treinar as puxadas. Levou um tempo para o que quer que fosse se mostrar, e quando o fez, viu que eram inumeroa troncos igual aos que estavam no chão para treino. Todos estavam amarrados à corda. Assim que trouxe todos, deixou Kirshin descansar um pouco e o chamou, ficando numa boa distância.

- Treinamos sem o movimento, e agora que está bom nos dois, vamos adicionar vida ao treinamento. Suponho que deva enchergar um pouco mais quanfo tiver escuro, sim? Corrente simples primeiro, certo? - E sorriu de canto.

Sem que ele respondesse, lançou o tronco em sua direção como se ele fosse um travesseiro de tão leve, homúnculos eram fortes e bem ágeis quando queriam. O tronco veio do lado direito não muito alto, veio rápido e com força para realmente imitar a bruxa em seus movimentos rápidos.  Desta vez ele não disse como Kirshin teria de agir, ele teria de usar sua imaginação e perspicácia para agir nesta situação. Caso ele conseguisse de primeira, Talles lancaria outra do lado esquerdo para o direito, como se ela estivesse correndo de Kirshin. Tinham vários tocos, quase dez, o que mostrava que o treinamento ia muito além da noite. Com o tempo ele poderia trocar as correntes e intercalar entre elas.


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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Ter Jul 29, 2014 10:14 pm


- 043 -



E novas informações foram reveladas. Eu não pude esconder minha surpresa ao ouvir que o proprietário do castelo era ninguém menos do que Hellger. Em seguida meus lábios se curvaram em um sorriso provavelmente de aparência meio insana. Não que eu quisesse o Rei como meu inimigo, ou destrona-lo como muitos nesse pais provavelmente desejam, mas a ideia de enfrentá-lo um dia me era interessante.

Mas deixei isto de lado logo para me concentrar novamente no treinamento. Atirar a corrente em movimento foi um novo desafio e certamente mais difícil do que fazer estando parado, mas tendo dominado a primeira técnica foi possível realizar a segunda. Senti-me muito empolgado quando percebi que Talles trazia as correntes com a foice acoplada. Senti-me empolgado ao ver aquilo, pois estava ansioso para testar a versão final daquela arma extraordinária. Apesar disso, me contive até ver como Talles fazia uso delas. Realmente ele sabia manipular muito bem aquela arma e era bem provável que eu não adquirisse tamanha pericia antes de executarmos nossa "missão". Mas isso não importava, pois eu pretendia manter aquelas armas comigo e continuar praticando. Elas pareciam ser mais promissoras até mesmo que uma espada e talvez eu transformasse aquelas armas em uma marca pessoal minha.

Realmente aquelas armas requeriam muito mais técnica do que força, mas como eu já havia me acostumado com a corrente sem a foice bastaram algumas dicas e várias tentativas para que eu conseguisse lançar a foice e faze-la se fincar no alvo. No momento eu comecei a imaginar como seria útil conhecer um pouco de telecniese. Talvez eu me concentrasse nisso depois de aprender um pouco de magia no tempo de Janiya. Mas no momento eu teria que me concentrar em dominar aquela arma, pois eu pretendia continuar a ser um guerreiro mesmo aprendesse algo sobre as artes arcanas no futuro.

E as horas se passaram enquanto eu praticava com a foice e a corrente. Em certo momento eu comecei a analisar melhor a a arma, verificando a afiação da foice e sua curvatura, além do comprimento da corrente que ligava as duas foices. Talles havia dito que elas eram de prata, mas deviam ser de uma prata especial para lhe garantir aquela resistência que tinha. Então eu tive uma ideia e comecei a praticar o lançamento da foice em movimento. Eu tomava cuidado para não me ferir e comecei devagar, apenas andando de um lado para o outro e lançando em movimento. Depois comecei na correr e lançar durante a corrida e evasivas imaginárias. Era verdade que eu errava a maioria dos lançamentos, mas eu tinha que praticar como se fosse em uma batalha de verdade se quisesse realmente aprender e estar preparado.

E a próxima etapa do treinamento que Talles propôs foi também baseado na realidade da batalha. Ele começou a arremessar troncos de árvores contra mim. Para minha sorte minha visão no escuro era um pouco melhor do que a de um humano, embora não fosse tão boa quanto a de outras raças como os ferais, por exemplo. De qualquer maneira eu pensei e agi rápido quando o primeiro tronco foi lançado contra mim. Lancei a corrente contra ele assim que ele foi atirado, mas lancei-a apenas para prender e não para destruir, como meu instinto primeiro havia insistido para que eu fizesse. Em seguida, puxei o tronco para o lado, derrubando-o no chão. Quando ele lançou um segundo, porém, meus reflexos não foram assim tão rápidos e eu apenas me esquivei para não ser atingido pelo pedaço de madeira. Peguei ambos os troncos e joguei-os para Talles, devolvendo-o.

- Mais uma vez!

Desta vez eu me concentrei para prender o primeiro e o segundo tronco, depois o terceiro e assim por diante. Mais tarde da noite troquei pelas foices com corrente para me familiarizar ainda mais com a arma. Eu estava muito cansado e a noite ia passando, mas a adrenalina me mantinham ali em pé treinando. Provavelmente quando parasse eu dormiria quase que instantaneamente. Mas naquele momento eu estava focado e quando passei a pegar os troncos com certa facilidade, sugeri que ele arremessasse os troncos enquanto eu me movimentava para alcançar um novo nível de treinamento e preparação. E assim continuei treinando durante o tempo em que meu corpo aguentasse antes de ficar completamente exausto.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Ter Ago 12, 2014 6:03 am

Talles acompanhou Kirshin por um bom tempo lançando os troncos, tinha vários e estava bem disposto e de certa forma contente com o avanço rapido que o demônio tinha, afinal de contas ele não era um humano por completo e isso tornavam as coisas mais fáceis e interessantes. Depois de um tempo ele cravou os troncos no chão e pediu que ele treinasse agarrar o tronco e fincar o coração. Não era tarefa fácil, mas daria tempo suficiente para que fizesse um jantar rápido.

O cheiro de ensopado logo chegou aos narizes dos cães e de Kirshin, tirando sua atenção do treinamento. Uma vez que isso acontece é porque além de seu cerebro estar cansado, era uma noticia de que em breve o corpo descansaria. Quando Talles apareceu na porta estava com duas travessas de ensopado morno com carne para os cães que comeram vorazmente.

- Não esqueça de bombear água para a caixa antes de jantar.

Essa era uma tarefa difícil de cumprir depois de tanto tempo de treino. Seus bracos estavam doendo e ainda nem tinham esfriado. Talvez tivesse dor no dia seguinte pelo treino puxado. Quando chegou na mesa Talles o esperava tomando uma boa taça de vinho e servia o ensopado fumegante para os dois. Pedaços de carne e paes estavam na mesa para se juntar ao restante do ensopado nas tigelas.

- Amanhã descansaremos e partimos a tarde. Um humano comum não conseguiria aprender tão rápido o basico se ambas armas, estou contente com a sorte para ambos os lados. Tenho algumas coisas para criar contra elas amanhã e se quiser me ajudar para aprender fique à vontade.

E assim começou a comer, ambos estavam famintos e comeram muito. Talles aproveitou para tomar mais uma taça só para relaxar mais a musculatura e dormir mais profundamente. Os caes neste instante perambulavam pelo jardim monitorando a casa. Durante o jarta responderia as perguntas que Kirshin ainda tivesse, e quando terminaram Talles arrumou a mesa e partiu para seu quarto para tomar um banho e descansar.



( Kirshin me desculpe a demora, tive alguns pequenos contra tempos. Vc pode deixar suas perguntaa no seu post durante o jantar que as responderei no proximo e darei continuidade ao dia seguinte. Bom post.)

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Qua Ago 20, 2014 12:10 am


- 044 -



O treino foi cansativo ao extremo, mas muito compensador. Eu conseguia compreender e dominar a técnica e estava muito satisfeito comigo mesmo. Quando eu estava perto de não aguentar mais, fui chamado para comer. Mas não sem antes bombear a água, e o fiz com um grande esforço, pois meus braços estavam pesados e pareciam que iriam queimar com a dor do esforço físico excessivo. Enquanto eu comia meus olhos ficavam mais pesados e eu piscava várias vezes entremeio as colheradas do alimento. Apesar disso, ainda havia algo que eu gostaria de perguntar e desta vez não era nada sobre a missão ou a bruxa que teríamos de enfrentar e sim algo sobre qual eu estava curioso há algum tempo.

- Esta arma, as foices presas com correntes, elas tem algum nome? Além disso, esta em especifico não me parece uma arma comum... Ela parece ser de prata, mas é muito mais resistente que o metal deveria ser. Ela tem alguma propriedade especial? - Eu já havia ouvido falar sobre armas mágicas antes e estava supondo que aquelas também poderiam ser, embora fosse apenas uma possibilidade.

Eu não havia tomado sequer uma taça de vinho antes de ouvir a resposta de Talles, uma vez que eu queria me manter acordado. Depois da conversa terminada, porém, tomei uma taça muito bem servida do liquido carmesim e fui direto para a cama. Como esperado, adormeci quase que imediatamente. Sequer cheguei a me lavar de tão cansado que estava. Assim que amanhecesse o dia e eu acordasse, primeiro tomaria um belo banho e, em seguida, pretendia ajudar Talles com os preparativos que ele tinha que fazer. Se eu tivesse algum tempo, ainda pretendia treinar mais um pouco. Caso contrário, teria que contar com a pericia já adquirida até aquele momento e com as habilidades que eu já possuía antes daquele treinamento começar.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Seg Set 15, 2014 5:39 am

Tales não ficou surpreso com as perguntas sobre as correntes, ainda mais da que ele mais se identificou. Pensou por alguns instantes e terminou de mastigar um pão que mergulhara no ensopado.

- Elas não tem um nome específico, não senti necessidade disso ainda. Há várias maneiras de criá-las e de potencializar seu poder. Como você mesmo viu, esta com foice é mais pesada pois seu material é prata pura misturada com adamantium, ou seja, inquebrável. Alem disso, podem ser adicionados magia nela e pedras para sua potencialização ou aumento de poderes. De toda Lodoss apenas um específico ferreiro amigo meu que sabe fazer, mas ele é dificil de achar por viver em Hirt e eu. Nem todas faço para esta finalidade, afinal muitas somem nas batalhas e é disperdicio de material que é tão dificil de achar.
Sem outra palavra, kirshin se recolheu enquanto Talles pensava em outras coisas e arrumava sua mesa. Ambos dormiram rápido pela exaustão e acordaram pouco depois do amanhecer. Desta vez Kirshin não acordou com o cheiro do café pois ele já tinha sido feito há algum tempo. A mesa mesmo assim estava posta para quando acordasse. A porta do porão de Talles estava aberta e ele estava saindo de la com uma caixa cheia de poções e sacoa de couro com materiais e especiarias.

- Ah, vejo que acordou, espero que tenha descansado bem. Hoje nem sei a que horas dormiremos e se faremos isso. Termine seu café, arrume a mesa e bombeie água. Preciso de você noa fundos além da floresta e dos poços.

Sem mais uma palavra ele saiu, seu corpo estava coberto por quatro correntes duas delas com foice que se arrastavam e dada as suas posições não riscavam o chão. Lá fora não estava tão quente mas o Sol ja estava alto que fazia o suor brotar da fonte do Homúnculo. Os cães estavam perambulando pela casa como que se aquecendo para o que viria a acontecer.

Quando Kirshin terminou seu café e passou pela floresta avistou um puxado antigo com no máximo dois cômodos. A porta estava aberta e apesar da claridade, haviam algumas velas postas em cima de uma comprida mesa onde estavam vários potes de experimento, sapos em potes, cobras e escorpiões. Talles não disse nada quando Kirshin entrou, continuou a misturar as poções. Caminhou até o canto do comodo e abriu dois sacos grandes e pegou vários punhados de sal e colocou em um dos bolsos do casaco, repetindo o mesmo com o ferro. Enquanto fazia isso, chamou Kirshin e fez o mesmo se ele tivesse bolso, caso contrário daria a ele uma veste que os continha. Quando voltou à mesa o líquido que tinha misturado, que estava transparente, agora estava verde escuro. Ele pegou seu cajado e destravou-o exibindo a lâmina, e jogou um pouco do líquido e fez o mesmo com as foices e com toda a corrente daquelas que não tinha a arma na ponta.

- Isso fará com que nossas armas ultrapasse sua barreira de proteção e contém uma leve porcentagem de sal e ferro, o que torna mais mortal. É claro que eles devem ter outras criaturas aos seus serviços como ogros, estes vc deve exterminar sem pensar duas vezes. Nosso foco é apenas uma das bruxas e ela não vai querer estar no meio da batalha enquanto uma estiver em pé que ela não possa revitalizar. As outras bruxas que formam a parte superior do castelo como ela, estarão fora esta tarde e voltarão em três dias para resolver um assunto muito importante do Rei. Deixaram apenas ela por ser forte suficiente e por não imaginarem que haverá uma emboscada. Mas como sabemos - falou sorrindo - nenhuma delas gosta dela e não achariam nada ruim se a matassemos.

- Nossa viagem começa em pouco tempo, pois precisamos passar pelos guardas do castelo. Ainda tenho alguns preparativos, mas para esta casa enquanto não estivermos. Se quiser treinar por uma hora não terá problema, afinal quero você pronto e não cansado.



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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Nov 23, 2014 6:11 pm

OFF - Olá, Aya, há quanto tempo. Estive muito ocupado com a facul e trabalho e acabei deixando o fórum um pouco de lado. Mas senti saudades da minha aventura narrada por você e cá estou. Espero que possamos continuar de onde paramos.


- 045 -



Quando acordei eu quis ficar mais um tempo na cama, mas sabia que aquele dia seria longo e eu estava ansioso pelo que viria, então levantei-me em um salto. Minhas roupas estavam amontoadas em um canto e um tanto quanto malcheirosas, mas não havia nada que eu poderia fazer quanto a isto. Tomei um banho demorado para que ao menos meu corpo ficasse limpo e vesti minhas roupas e meu peitoral de couro batido, peguei minha espada e desci para o café da manhã. Como de costume a mesa estava farta e eu comi com vontade. Após isso, fui cuidar dos afazeres diários daquele local.

Quando fui para o local que Talles havia me pedido eu percebi que ele fazia vários preparativos para o que viria a seguir. Ele deu-me alguns saquinhos com sal e ferro que eu bem sabia que seriam para jogar nas bruxas. Não sei se no calor da batalha eu me lembraria de usa-los, já que aquelas eram armas de alquimistas e eu não estava nem um pouco acostumado a usa-las. Apesar disso, as aceitei do mesmo jeito e coloquei-os no bolso de minha calça.

Ouvi as explicações do homúnculo sem dizer uma palavra. Em minha cabeça eu já imaginava o que estava por vir e me preparava mentalmente para aquilo. Talvez aquele fosse o trabalho mais difícil que eu teria que fazer em minha vida. Além de enfrentar uma criatura nova para mim, como uma bruxa, eu teria que enfrentar varias outras coisas que eu nem sabia ao certo o que esperar.

- Apenas me chame quando estiver pronto. Estarei lá fora aguardando.

Peguei as foices com correntes e fui para fora do recinto. Não pretendia treinar vigorosamente como no dia anterior, mas concentrei-me em um aquecimento. Antes de mais nada, desembainhei a espada bastarda que estava presa do lado esquerdo de minha cintura e treinei alguns golpes no ar. Fazia alguns dias que eu não a segurava e queria aquecer minha pericia com ela antes de mais nada. Após uns quinze minutos comecei a me concentrar nas foices. Eu arremessava-as no ar sem atingir nada apenas para me aquecer e me familiarizar completamente com o seu peso. Eu me sentia completamente preparado para aquilo que teriamos que desempenhar e meu sangue fervilhava ante a antecipação da batalha.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qua Nov 26, 2014 7:06 pm

Kamui LOL que bom que voltou! Achei que tinha me deixado. *_* filho bom a casa torna neh lindo? Ah q bom q sentiu saudade da tia aya judiar kkkkk bom lembrar d mim, pq nunca esqueco de vcs. ^^


A hora passou mais rápido que mais esperava e Talles já o chamava na porta dos fundos. Assim que entrou trancou a porta com os ferrolhos e saiu pela porta da frente com os cães soltos à sua volta despedindo. Ele estava com o olhar decidido e um sobretudo. Tinha sacolas de couro em suas mãos para cumprir seu papel e entregou uma corrente simples e uma com foice para Kirshin.

- Tome, coloque embaixo do sobretudo, assim quando entrarmos poderemos colocar por cima.

E assim começou a andar em direção ao castelo. Continuaram por uma estrada perto dali. Ainda era cedo e o Sol estava aparecendo ligeiro pelas folhas dar árvores. Caminharam mais de meia hora em silêncio até que Talles, curioso, começou:

- Se estiver sendo então demais diga-me, mas fiquei curioso....por que ter divida com as bruxas videntes se ela sabe tudo que acontecerá e esta é sua vantagem por cada aventura que oferece.

A floresta estava vazia e naquele pedaço, árvores antigas e malignas com seus arbustos espinhosos e flores e frutos envenenados. Animais grasnavam e cantavam a sua moda, observando os dois sem muito o que fazer.


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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Dez 21, 2014 10:16 am


- 046 -



E finalmente havia chegado a hora de partirmos. Talles deu-me as armas para guardar sob o sobretudo e seguimos nosso caminha pela floresta. A partir daquele ponto minha atenção se voltou totalmente para o ambiente ao nosso redor, pois poderíamos ser atacados a qualquer momento. Foi, então, que Talles fez uma pergunta.

- Digamos que eu peguei um objeto que pertencia à elas. Mas o que eu peguei e para quem eu não posso revelar.

Minha resposta foi simples e não pretendia dizer mais nada além daquilo. E depois que tudo terminasse eu ainda teria que entregar minha encomenda, receber por ela, e tirar satisfações com meu "cliente". Ele realmente teria muito o que explicar. Mas aquele não era o momento para pensar naquilo. Eu tinha que me concentrar em tudo o que teríamos que fazer e foi o que eu fiz.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qui Jan 22, 2015 10:58 am

Feliz ano novo Kamui e bem vindo novamente! Mto exp, habils e vitorias! Enjoy x3

Talles aquiesceu sem dizer uma só palavra. Estavam certos de que as três bruxas eram maldosas e que fariam qualquer coisa para sanar uma dívida, eram muito espertas. Dali em diante a caminhada começou, o céu estava mesclado no verde natural de Takaras, rosa e roxo, mostrando que o dia estava amanhecendo aos poucos. Deixaram rápido a casa para trás e pegaram a estrada que dava direto para o castelo. O silêncio não era incômodo apesar de tudo, pois sempre estavam observando por onde passavam e se algo diferente acontecia. Nas primeiras horas nada aconteceu. As árvores eram altas então não conseguiam ver nada além, mas com o clarear do dia e o caminho com mudanças, a paisagem foi mudando e apenas nas laterais elas ficaram, grandes e potentes, cobertas de folhas secas e novas, de troncos antigos que no cair da noite mostravam sua real face.

- Ali na frente está o castelo e logo atrás bem ali na lateral você consegue ver o labirinto. Olhando daqui parece ser rápido chegar até lá mas não é. Para chegar ao labirinto você precisa ser convidado por alguém, mesmo que não saiba quem foi. Por isso criaturas ficam milhares de dias para chegar até ele e não sabem explicar como e nem quando de fato acharam a entrada.

Caminharam por mais duas horas até a trilha mudar. Chegaram numa bifurcação e ambos caminhos eram iguais. Talles abriu um sorriso e foi pelo da esquerda, onde mostrava o labirinto, sendo que o da direita que mostrava o castelo. Essa atitude foi explicada um tempo depois quando sentiram uma magia diferente no ambiente e, fazendo uma curva para a direita, estavam na direção do castelo.

- Eles sabem que não queremos ir até lá, por isso qualquer caminho que pegássemos daria no castelo. E falando nele...

Não existem palavras que possam descrever o castelo de perto. A magia foi a mesma do labirinto, quando perceberam estavam na estradinha que passava na lateral dele. É grande como o castelo de Hilydrus, porém vezes mais negro e maldoso. Conseguiam sentir a maldade pura vir dali e por um instante sentiram que não seriam felizes na vida. Gargulas eram dispostas por todos os lados observando cada transeunte sem sequer se mexer, corvos ficavam ao seus arredores olhando fixamente para os dois. Um muro de quase três metros mantinha a segurança além dos sentinelas que passavam de hora em hora.
(Responda o post que o proximo meu sera nos arredores do castelo)


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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Sab Jan 31, 2015 9:30 am


- 047 -




Caminhamos por algumas horas em silêncio, ambos concentrados no ambiente ao seu redor. Eu podia sentir que a magia permeava cada canto daquele lugar. Talles explicou algumas coisas para mim, mas, para falar a verdade, eu não havia compreendido muito bem como as coisas funcionavam. Provavelmente Talles também não sabia direito como elas eram. Minha preocupação, na verdade, era não conseguir sair dali após tudo estar concluído.

De uma maneira ou de outra chegamos a um castelo sombrio. Vendo aquela enorme construção cheia de gárgulas e todo o mais eu imaginei que poderia ter um castelo assim algum dia. Talvez um bem no meio do território de Hilydrus para assustar as pessoas mais fracas e medrosas que haviam naquele reino.

Sorri com malicia antes de afastar esses pensamentos de minha mente. Nosso foco ali era outro e logo perguntei a Talles o que ele pretendia:

- E agora, o que faremos?

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sab Out 10, 2015 1:43 pm

Aquilo se transformou num jogo e parece que todos gostaram. Julius manteve a retaguarda sem se pronunciar e deixou que distraíssem com algo sério, era divertido. Sem nem esperar as beuxas foram abatidas pelos dois. As quatro cairam certeiras sem nem conseguir falar e pegaram fogo, o que mostrava que o feitiço tinha dado certo, quando Silmeria lançou a flecha para a bruxa e ela atravessou seu tronco, ao mesmo tempo a de Daniel acertou, e ambas perfuraram numa só labareda. Ele a olhou surpreso e deu um sorriso grande satisfeito.

- Estamos prontos. - Disse enquanto guardava o arco. - Pena que não sobra nda para olharmos.

Deu de ombros e então se aproximou do que restou assim que Julius permitiu, contemplando apenas o chão manchado de preto. Suspirou, aliviado por ter funcionado.

- Já devem saber que estamos aqui ou essas aí que estavam indo falar de nós. Seja como for, precisamos apertar o passo. - Disse Julius, olhando para a montanha que não estava nada longe.

A impressão que dava era de que estavam perto, mas conforme andavam sentiam que nem perto estavam. Daniel estava ansioso e irritado pela demora, já estava de cara feia. O dia ia passando e tudo que viam era a montanha aumentar e aumentar com a notável - horas depois - aproximação. Foram percebendo que no caminho o cheiro de putrefação incomodava e os cadáveres sendo eles destroçados, em pedaços ou apenas com partes faltando, mas todos humanos. Poças de sangue penetradas na terra fofa e que escorriam de alguns dos cadáveres recentes enfeiavam ainda mais o local, sentiam a presença de espiritos irritados e perdidos, sem ter para onde ir e pedindo ajuda.

Julius pediu mais atenção quando chegaram ao pé da montanha. Indo para a esquerda tinha um caminho criado pelas bruxas e um ingreme que escalava parte do caminho. Os dois homens se entreolharam e deram de ombros com um suspiro e se aproximaram do caminho mais ingrime. Teriam de andar por uma parte e escalar na outra, dariam direto num ponto mais alto onde conseguiriam ver a clareira onde fariam a cerimonia.

Deixou Silmeria ir primeiro, então Daniel para não fugir ou fazer alguma gracinha e ele por último. Levaram quase uma hora para chegar ao topo e o por do Sol estava começando, tiveram de se esconder algumas vezes pois bruxas chegavam voando de todos os lugares e a visão para quem caísse era deprimente. Silmeria foi a primeira a ter visão do inferno: um caldeirão gigantesco no centro no qual fervia um liquido viscoso parecido com sangue saindo bolhas sem parar. Ao seu redor estavam três bruxas e um pouco mais distante estavam mais de cinquenta de todos os tipos, cores e talentos. Num paredão ao lado esquero de vocês dois homens, duas mulheres e um casal de crianças de pouco mais de oito anos estavam amarradas sujas de sangue desesperadas e com medo.

De onde estavam não era possível serem descobertos pois todas tinham algum serviço para fazer. Uma fogueira estava sendo construída para colocá-los enquanto que mais e mais bruxas chegavam.

- Estão de brincadeira não é? Nós três contra tudo isso que ainda chega mais? Não é possível. Precisamos de um plano....moça? - Os dois olharam para Silmeria. A situação não era nada boa, definitivamente.



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