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Cemitério

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Cemitério

Mensagem por ADM GabZ em Qua Fev 26, 2014 12:43 pm


Apesar de não parecer, os moradores de Takaras se importam com seus mortos. Ao menos com os que eles prezam. Centenas de túmulos guardam caixões de grandes necromantes, feiticeiros, demônios, orcs, humanos e quaisquer seres cujos relativos se importassem o suficiente para preparar um merecido descanso. Alguns túmulos são profanados por ladrões de corpos, ou até mesmo pelo próprio morto por ter morrido amaldiçoado. Alguns zumbis vagam pelo lugar, sem ter certeza do que fazer, a não ser apodrecer aos poucos. Mausoléus abrigam famílias inteiras, muitos protegidos por magias negras poderosas. Mas nem todos. Poucos loucos se atrevem a invadir mausoléus e fazer deles sua morada ou local de trabalho. Afinal, não há lugar melhor para encontrar restos mortais para práticas hediondas.

Alguns jovens tolos gostam de se aventurar pelo cemitério, seja para provar sua coragem ou apenas para exagerarem em bebidas fortes e de origem duvidosa. Enquanto isso, corvos fazem daqui sua morada e assistem com curiosidade toda atividade do lugar, apenas esperando por refeição — ou apenas agourando quem entra. Como em Takaras é sempre noite, não existe momento mais seguro para andar-se por aqui. Mas se pensar bem, funciona assim em todo o reino amaldiçoado.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:31 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Cemitério

Mensagem por ADM GabZ em Qua Fev 26, 2014 12:47 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
como sempre em Takaras tudo é mais difícil de conseguir, violar o túmulo e roubar o que precisava foi mais fácil, mas o último item que era a pederneira seria o mais difícil, afinal estava no corpo que os zumbis estavam dilacerando.

O rosto do indivíduo estava desfigurado e seu corpo já estava irreconhecível; o cheiro de sangue era quase insuportável e se misturava ao de carne passada. Eles ainda comiam o corpo como se a qualquer momento alguém fosse os interromper, e foi o que acontece.

Kirshin avançou para os zumbis e atacou um por um em uma sequência de golpes com a espada. Os zumbis por sua vez ficaram irritados e largaram o corpo para atacar Kirshin sem hesitar. Eram cinco no total, sendo que dois já haviam sido mortos. Eles eram bravos e iam com suas mãos manchadas de sangue. Dois deles tinham uma faca em mãos que usaram para fincar no cadáver.

Como todo zumbi, eles eram lentos apesar de fortes e grandes, não eram páreo para um ser racional, que liquidou-os facilmente, apesar de ficar todo manchado de sangue.

Quando chegou ao corpo, a visão era terrível, se fosse um humano não teria condições de olhar pelo corpo ter as vísceras de fora e músculos. A pele estava ensanguentada e um dos olhos arrancados e o maxilar caído. Era uma mulher. Ela estava descabelada e usava calças e blusa de manga cinza.

No bolso dela estava o que Kirshin queria, agora era mais fácil de entrar.

Sem demora e usando os itens, conseguiu ascender uma tocha e iluminar seu caminho para entrar naquele mausoléu. Assim que Kirshin entrou e começou a descer iluminando o bem o caminho, uma fumaça cinza pairou sobre o corpo dilacerado e entrou pela boca; alguns segundos depois o único olho piscou e mexeu para o lado. O braço torto foi até a boca caída e tentou consertar, mas ao ver que não conseguia, se levantou e, devagar, começou a andar até o mausoléu e entrou trancando ele por dentro.

Quanto mais Kirshin descia, mais fundo ficava o mausoléu, as paredes estavam recheadas de cristais falsos e verdadeiros, além dos que ele queria que era bem mais que o necessário. Avançando mais e mais, teria mais do que precisava.

Porém começou a sentir uma presença forte vindo do final do mausoléu, o que era normal por haver criaturas enterradas ali, porém havia uma nova vindo do caminho que acabara de vir; não conseguia ver quem ou o que era por já ter avançado bastante, mas sabia que era algo forte e ruim.

@ Kamui Black
Spoiler:

Kamui Black escreveu:

- 020 -



Devia ter partido para cima desses zumbis desde o início... Este era o pensamento de Kirshin enquanto ele obliterava todos os seus oponentes.

De fato, aquela luta não foi nem um pouco difícil. Sentir sua lâmina cortando a carne putrefada dos mortos-vivos foi bastante satisfatório para Kirshin, que estava com muita vontade de descontar sua frustração em alguma coisa. O sangue que o sujava realmente o incomodava, mas era um incomodo pequeno e ele acabou deixando este fato de lado para seguir com seus objetivos.

Pegou a pederneira do bolso do cadáver, que revelou-se o de uma mulher. A cena horrenda não o afetava em nada, uma vez que coisas assim eram quase que cotidianas em Takaras. Testou o objeto e ficou satisfeito ao perceber que ele funcionava.

Assim que aproximou-se novamente da entrada do mausoléu, acendeu sua tocha improvisada e o adentrou sem qualquer cerimônia. Pegava todas as pedras preciosas que encontrava e colocava-as em um saco de algodão que trazia na mochila. Tinha certo trabalho em separar as verdadeiras das falsas, mas esse trabalho foi levando-o cada vez mais ao fundo da cripta.

Algo chamou-lhe a tenção. Era uma presença ruim vindo atrás dele. O que seria aquilo? Kirshin não sabia, mas pretendia se preparar para ela. Procurou algum suporte para a tocha ali perto, caso encontrasse algum, colocaria a tocha no mesmo e ficaria por perto para aproveitar sua boa luminosidade. Caso não encontrasse nenhum, teria que manter a tocha em sua mão esquerda.

Feito isso, guardou o saco com as joias em sua bolsa e sacou sua espada bastarda. Apoio a ponta da arma no chão e manteve sua mão direita no cabo. Queria parecer com a guarda baixa, mas na verdade estava pronto para golpear o que quer que viesse de baixo para cima caso fosse algo rápido e o atacasse de imediato.


O que será desta vez? Será que essa noite não terá fim?

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
De espada empunhada, observou o ambiente cuidadosamente esperando seu inimigo surgir. Aos poucos Kirshin ouviu pegadas lentas e molhadas misturadas a um cheiro forte de sangue. Aos poucos o som tornou-se mais alto e perto quando enfim surgiu o cadáver que os zumbis estavam dilacerando.

De um olho só que se movia rapidamente, que no momento em que viu Kirhin parou fixo em sua direção ergueu a mão que segurava a faca e apontou ele. Sua boca pareceu mexer para falar algo, mas o som não saiu alto e claro, nada parecido com o de uma mulher.

— Sua hora chegou, garoto...devolva as jóias para seu dono!

Desceu os últimos degraus aos tropeços com a arma direcionada para seu peito. Apesar da espada estar pronta para ataque, quando foi se defender as duas armas se chocaram que faíscas saíram. Apesar do corpo sem vida quem quer que estivesse controlando-o era forte. Mesmo assim era um corpo quase oco em início de putrefação, estava em desvantagem.

O youkai já tinha pegado uma boa quantia de pedras, seria uma boa pegar mais para ver o que mais iria aparecer? E qual criatura teria se apossado do corpo da mulher?

@ Kamui Black
Spoiler:

Kamui Black escreveu:

- 021 -



Devia ter esmagado a cabeça dela quando tive a chance. Foi este o pensamento de Kirshin quando ele reconheceu o cadáver de pouco tempo atrás. Então ele ouviu a voz que falava com ele. Respondeu de imediato.

-
Penso que não. Os mortos não precisam de joias e estas que estou pegando servirão para salvar alguém que ainda está vivo.

Mal havia proferido as palavras e o zumbi aproximou-se ainda mais. Almejava um ataque, mas viu-se obrigado a levantar a espada para se defender. Mediu bem a força de seu oponente e ela se demonstrou bem forte. Enquanto faíscas saltavam das lâminas que se chocavam, Kirshin tentou afastar sua oponente utilizando força bruta. Assim que conseguisse uma abertura, atacaria visando arrancar a cabeça. Qualquer outro membro seria bom também, caso visse a oportunidade. Apesar de sua ofensiva, também manteria-se atento para defender-se, já que não conhecia exatamente a natureza daquilo que o ameaçava.



Off - O Kirshin encontrou um suporte para a tocha ou está segurando-a com a mão esquerda?

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:

A criatura nem quiz saber suas explicações e logo atacou, mas Kirshin estava preparado e atacou com tudo e rápido, poe sorte tinha um apoio onde colocou a tocha e ela iluminou melhor o lugar para que KIrshin pudesse ver o sangue resspingar na parede atrás do corpo e na sua espada. A cabeça rolou escadas abaixo até o maximo que ele conseguiu ouvir.

O mais estranho foi que quando a cabeça parou de rolar, pode ouvir um rosnado e o barulho de alguma criatura comendo a cabeça.

O corpo caiu para frente e uma fumaça cinza saiu do pescoço da criatura e subiu direto para a porta. Kirshin escuta uma risada e em seguida o mesmo rosnar la do fundo onde a cabeça estava, porem mais perto. Alguma coisa estava vindo ao seu encontro. Sentiu uma força tão forte surgir, que o fez passar mal. A fumaça tinha subido rápido para voltar ao seu mestre.

@ Kamui Black
Spoiler:

Kamui Black escreveu:

- 022 -



Kirshin tinha duas opções em mente devido a situação que se encontrava. Levar as joias dali e deixar o que quer que estava atrás dele não era uma delas. Poderia pegar sua tocha e continuar descendo a cripta, mas o que optou por fazer foi aguardar com a espada bem firme em sua mão direita.

O que será que era aquela estranha fumaça que saiu deste corpo quando eu o decapitei? Será algum tipo de espectro?

Enquanto pensava nas possibilidades, Kirshin aguardava impacientemente o que estava subindo atrás dele. Mantinha-se bem atento e próximo a tocha. Sua espada estava bem segura em sua mão direita para conseguir amparar qualquer ataque que viesse a sofrer. Gostaria de atacar, mas precisaria saber o que atacar antes disso.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sex Fev 28, 2014 10:50 pm

Sem pensar duas vezes Kirshin ficou para aguardar a criatura que estava lá no fundo, que não demorou a aparecer. A primeira coisa que Kirshin viu foram os olhos vermelhos. Em seguida, surgiram bigodes e um focinho gigante, mas não havia uma cabeça só, eram duas, a única diferença eram os olhos que eram brancos. Sem ao menos olhá-lo uma segunda vez avançou para cima de Kirshin. Uma das cabeças, a de olhos brancos, babava um pouco, e quando a saliva caía no chão fazia buraquinhos; era ácido.

O primeiro a tentar morder foi o da cabeça vermelha, havia muitos dentes e sua boca parecia maior que a da outra. O bicho era realmente grande e tinha uma grande vantagem. Seu corpo era grande e troncudo, além de ter muita força.

Assim que o outro tentou a mordida, a outra cabeça usou o tronco para dar um tranco em Kirshin fazendo suas costas baterem na parede com força, afinal a criatura era inteligente e sabia que Kirshin desviaria da mordida.


Animal
Spoiler:

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Mar 02, 2014 8:39 am


- 023 -



- Puta merda! Que bicho feio! De que profundidade do inferno você saiu?! - Com a quantidade de criaturas que Kirshin tinha visto em Takaras, ele não estava realmente impressionado com a aberração à sua frente, mas não podia negar certa surpresa.

Preparou-se para a batalha e observou bem a fera que vinha em sua direção.
Seria acido aquilo? Se for, isso poderá ser bem complicado, essa urina de alquimista pode ser bem perigosa... Provavelmente as preocupações do meio-demônio não eram infundadas, mas o primeiro ataque não veio daquela cabeça e sim da que ele percebeu ser um pouco maior e com olhos vermelhos. Esquivou-se de uma mordida que poderia arrancar um pedaço de sua carne. Apesar disso, um segundo golpe inesperado atingiu-o e lançou-o contra a parede.

Tudo bem, enquanto não for a mordida de acido ficarei bem. Este deve ser meu primeiro alvo. Kirshin teria preferido tentar decapitar aquela cabeça, mas sabia que essa seria uma manobra muito mais difícil, então mudou seus planos. Lutou para recuperar a estabilidade depois do golpe recebido e ergueu sua espada bastarda acima da cabeça, segurando seu punho com ambas as mãos. Avançou veloz em direção à aberração e desceu a lâmina em um movimento vertical com toda a força que possuía. Seu alvo era simples e objetivo: visava o centro da cabeça de olhos brancos que soltava a saliva acida. Planejava romper a cabeça em duas com seu poderoso golpe, ou, ao menos, causar um estrago semelhante.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qua Mar 05, 2014 11:01 am

A atitude de Kirshin depois do ataque dos cães foi certeiro para o cão de olhos brancos que soltava ácido. A cabeça tentou esquivar do ataque mas não conseguiu a tempo e teve sua cabeça cortada ao meio. Houve uma quantia considerável de sangue expelido e o cão foi para trás.

Mas algo acontece com a cabeça dividida. Uma fumaça começo a sair de cada lado das duas metades e aos poucos começou, a partir destas metades, surgir duas novas cabeças. Agora eram três.

Ambas novas cabeças tinham um olho branco e outto vermelho, e da boca das duas também saía ácido. Foi então que as duas da ponta rosnaram e um jato de acido saiu da boca do meio na direção de Kirshin.

Ao mesmo tempo que lançou o jato e avançou com o corpo. A cabeça de olhos vermelhos avançou para morder novamente.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Qua Mar 05, 2014 11:44 pm


- 024 -



O golpe de Kirshin havia sido certeiro, porém, ele não teve tempo nem de comemorar e já viu que o resultado foi muito mais prejudicial do que benigno para ele. Merda, agora são três delas! E já vi que não adianta corta-las, talvez nem degolar vá resolver o assunto. Talvez se...

Por mais que os pensamentos de Kirshin fossem frenéticos, sua linha de raciocínio foi interrompida por um ataque possivelmente devastador vindo de seu inimigo. Na verdade eram dois ataques, mas um deles era mais preocupante que o outro. O acido... tenho que escapar  do acido!

Kirshin concentrou-se no jato que foi expelido e tentou esquivar-se da melhor maneira possível, visto que não havia defesa eficaz contra aquilo. A mordida também era preocupante, mas havia uma boa solução para isso. O meio-demônio utilizou sua espada para amparar o ataque. Pretendia enfia-la entre os dentes da criatura, forçando-a a morder a lâmina. Poderia tentar abrir sua cabeça, mas esta ideia não lhe parecia boa quando se lembrava do resultado de sua última investida. Ao invés disso, manteve a criatura bem presa, forçando-a com a espada e mantendo a arma bem firme em sua mão direita. Com a mão esquerda, a mão demoníaca, ele tocou o topo da cabeça do cão-aberração e fez sua energia fluir da maneira que estava acostumado a fazer. Ele pretendia destruir o oponente utilizando seu toque da destruição.


habilidade utilizada:

Nome: Toque da Destruição
Nível: 1

Descrição: Esta é a primeira habilidade que Kirshin desenvolveu com seu braço demoníaco. Ela se consiste em concentrar o poder do meio demônio em seu braço esquerdo e, quando liberá-la, destruir o que ele estiver tocando. A destruição não é por meio de explosão ou qualquer coisa do tipo e sim uma degeneração molecular intensa, praticamente desintegrando objetos de menor resistência.

Efeitos: Kisrhin toca em algum objeto ou ser vivo e, ao utilizar o Toque da Destruição, as moléculas desse objeto começam a se destruir. Objetos de baixa resistência (ligação molecular mais fraca), serão degenerados em 1-2 turnos(dependendo do GM). Objetos de alta resistência (ligação molecular mais forte), sofrerão degeneração mais devagar, sendo o tempo de 3-6 turnos. Isso se aplica apenas para matérias inorgânicas, como metais, madeira, rochas e etc. A proporção da degeneração de matérias inorgânicas e dada pela energia de Kirshin (1m³ para cada 3 pontos de energia).

Para seres orgânicos (seres vivos, plantas e afins), a habilidade não consegue degenerar completamente os tecidos e ossos, porém, dependendo do vigor do ser que for tocado, poderá sofrer de ferimentos leves até ferimentos graves (dano decidido pelo GM). Em ambos os casos, tanto em matérias inorgânicas, como em matérias orgânicas, é necessário manter contato com o material durante todo o processo, caso seja interrompido o contato, a degeneração para imediatamente, porém não volta ao estado inicial, podendo ser retomada após caso haja um novo contato. Os PE's gastos por tentativa serão descontados por turno, ou seja, caso o processo seja interrompido na metade, apenas metade dos PE's será gasto.

Custo: 50% PE
Duração: Variável
Tempo de Conjuração: Instantâneo
Alcance: Toque
Área de Efeito:  Toque

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Dom Mar 16, 2014 5:03 pm

A manobra de Kirshin pegou os cães de surpresa. Quando a boca ficou presa, o animal balançou a cabeça desesperado, quando sem esperar veio outro ataque de cima em uma das outras cabeças. Assim que foi tocada, o cão começou a urrar e a cabeça ficou imóvel, desintegrando-se rapidamente, o animal estava preso pela cabeça e pela espada, se a mão de Kirshin entrasse em contato com o corpo, estaria tudo acabado.

Porém Kirshin não estava lidando com duas cabeças, eram três. Uma delas era que jogava ácido, mas a criatura não jogaria em sua companheira, então a terceira cabeça abocanhou o braço de Kirshin, não teve tempo de se desviar e levou a mordida. O animal fincou os dentes seu braço e sangue começou a escorrer e a ardência surgiu. Quanto mais Kirshin mexia o braço, mais o cão fincava os dentes.


[ Kirshin está impossibilitado de mexer o braço, mas se o fizer sairá com arranhado e até um bom pedaço pode ser arrancado. A habilidade é interrompida na metade - 25% de PE. Sua espada está machucando a boca do outro animal também.]

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Ter Mar 18, 2014 9:50 pm


- 025 -



A única coisa que impediu um sonoro grito de dor por parte de Kirshin foi a adrenalina. Assim mesmo, um abafado gemido pôde ser ouvido quando o cachorro mordeu o braço do meio-demônio.

Tenho que ficar esperto... são três cabeças e não uma.

E foi com esse pensamento em mente que Kirshin realizou suas próximas ações. Primeiro ele largou sua espada para empunhar rapidamente a faca que estava presa na parte de trás de seu cinto. O próximo passo foi finca-la no olho da cabeça que mordia seu braço esquerdo, sempre atento na outra cabeça para que ela não agarrasse seu braço livre também. Sua intenção era que a dor causada pela facada fizesse seu oponente livrar seu braço. Caso isso acontecesse Kirshin iria segurar a espada bastarda com a mão esquerda recém libertada, uma vez que sua habilidade havia sido interrompida e fincar sua faca no peito da criatura, visando um órgão vital, preferencialmente o coração.

Obviamente que Kirshin teria que manter em mente que, apesar de uma cabeça estar imobilizada por sua espada e a outra possivelmente inutilizada momentaneamente pela dor, ainda havia uma terceira para se evitar. Caso ele percebesse que seria impossível atingir por causa dela, o meio-demônio tentaria puxar a espada da boca da criatura com um movimento brusco e recuaria alguns passos para pensar em uma nova estratégia.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Dom Mar 23, 2014 3:14 pm

Suas ações foram feitas mais por dor do que por raiva. E funcionou, a dor que a cabeça sentiu foi tão grande que o animal largou seu braço e ergueu o corpo com as patas dianteiras para cima com o intuito de atacar de uma vez sem nem pensar, e isso lhe custou muito caro, afinal o golpe mortal de Kirshin veio rápido e frio.

Kirshin fincou a espada direto no coração da criatura e sangue espirrou em seu corpo, a criatura soltou gritos desumanos até morrer e ficar imóvel, dura, e sem brilho nos olhos. Tudo ficou no silêncio e quase no escuro. Um vento forte surgiu do fundo da tumba e outro grito desumano apareceu. Era outra criatura que abara de surgir, igual a esta que tinha matado. Seria ali um círculo vicioso que levaria kirshin à morte. O cansaço chegaria logo e ele seria morto facilmente.

A tocha estava para apagar pelo vento que estava forte, e o ferimento de Kirshin ardeu não o deixando pensar em outra coisa e se concentrar em outra luta. Sentiu alguma coisa fluir pelas veias do braços machucado, e aos poucos foi perdendo a movimentação neste. Deve ser veneno que o corpo daquela criatura tinha, mas como curar-se? O que aconteceria se chegasse ao coração? Kirshin não conseguiu pensar direito, e aos poucos começou a ouvir passos mais perto e rosnados altos.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Seg Mar 24, 2014 10:46 pm


- 026 -



E a vitória veio, mas não sem um alto custo. Sentiu sua espada dilacerar a carne de seu inimigo, mas depois seu braço estava tão dormente que mal podia mexe-lo. Seria veneno? Era bem provável. Kirshin não tinha o que fazer sobre aquilo naquele momento e torcia para que seu corpo fosse capaz de curar-se sozinho.

E então vieram os barulhos seguidos da fumaça que foi novamente para o fundo da cripta. Kirshin queria mais algumas pedras preciosas, mas de repente um pensamento veio-lhe na mente:
Pra que tanta ganância? Essas pedras preciosas que peguei já são suficientes.

Guardou sua espada e sua faca e tratou de pegar a tocha. Correu rapidamente para a saída, encontrando-a trancada. Mas que merda é essa? Droga! Quem foi que trancou isso? Agiu de forma rápida, deixando a tocha em qualquer suporte que encontrasse para poder empunhar sua espada novamente. Em seguida, utilizou-a para golpear o obstáculo com toda a sua força. Esperava que a porta cedesse, mas se isso não acontecesse, seria obrigado a guardar a espada novamente para utilizar seu Toque da Destruição na porta. Uma vez que não conseguia mexer seu braço esquerdo, teria que utilizar sua mão direita para suporta-lo e dobrar sua concentração para fazer a energia fluir pelo membro até conseguir destruir o obstáculo que se entrepunha entre ele e sua liberdade.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Dom Mar 30, 2014 4:21 pm

Foi uma surpresa para Kirshin achar a porta trancada, mas como ele já tinha visto, a porta era antiga, porém de ferro. Poderia tentar usar a sua habilidade exatamente como fizera no cão, porém quando ele tentou usá-la, seu braço ardeu e conseguiu apenas derreter um pedaço da porta, pois a dor em seu braço era absurda.

Com o pouco que conseguiu, com o auxílio da espada, facilmente quebraria a porta. Uma vez lá fora, ainda estava escuro. Parecia que apenas algumas horas havia passado, dando tempo suficiente para ele pensar que seu amigo ainda estava vivo, porém por pouco tempo. Agora com seu braço a história era diferente, ele não estava ardendo nem latejando, mas sua coloração estava diferente, um tom esverdeado misturado ao vermelho. Estava apenas no lugar da mordida, mas ele conseguia ver que estava como ramos subindo direto para suas axilas; seu objetivo era chegar no coração. Mas ele não teria como resolver isso agora, precisava ajudar seu amigo antes que ele morresse.

Onde era para estar aquele corpo que o atacou agora só tinha marcas de sangue e restos de pele e órgãos, além de alguns pedaços dos próprios zumbis que talvez tenham sido extinguidos pelo corpo.

Notas: - Como foi dito, não sente dores mas uma dormência leve no braço e não consegue pegar peso algum com ele. Sua espada não é mais suportável pelo braço.

- Sente-se estranho lógico e um sentimento como se fosse desmaiar a qualquer momento.

- Agora entrou num impasse: procuraria as velhas do jeito debilitado que está, ou procuraria ajuda primeiro para acabar com o envenenamento? Ou melhor, juntaria o útil ao agradável? Depende só de você saber.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Ter Abr 01, 2014 11:31 pm


- 027 -



Foram poucas as vezes em que Kirshin correra um real risco de vida e aquela poderia bem ser uma delas. Amaldiçoou-se por ter aceitado ajudar o Thales, ainda mais de graça. Mas depois de tanto tempo como cliente, o comerciante acabara tornando-se quase um amigo para o meio-demônio e, fosse o que fosse, ele não era desprovido de emoções para abandonar alguém naquela situação, ainda mais sendo uma situação em que ele colocara o sujeito.

De qualquer maneira, agora ele tinha um saco cheio de pedras preciosas e esperava que elas agradassem as coroas. Esperava mais ainda que elas pudessem dar alguma cura para ele além de Thales. Sentia-se zonzo e enfraquecido, como se fosse perder a consciência a qualquer momento. Por sorte poderia utilizar a espada com o braço direito, mas o esquerdo era a maior fonte do poder do meio-demônio.

Apesar das dificuldades, apressou-se em sai dali o quanto antes, pois temia ser seguido e queria chegar à Floresta da Tortura o quanto antes.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Seg Abr 21, 2014 1:07 am


- 031 -



Ela estava ele de volta o cemitério. Ou melhor, na parte de trás dele. Havia certa apreensão no meio-demônio, afinal de contas não queria encontrar aquele cão de novo. Atento ao ambiente, procurou por seu objetivo.

Um homúnculo, hein? Já ouvi falar dessas crias dos magos e alquimistas, mas nunca vi nenhum deles pessoalmente, será que este possui alguma habilidade interessante. Havia um pouco de curiosidade em Kirshin, na verdade, o meio-demônio começava a se interessar por magia. Ao ver como ela funcionava e como era útil para seus usuários, ele começava a imaginar se poderia vir a aprender a utiliza-la algum dia.

Mas isto também teria que esperar para outro dia, pois naquele momento ele tinha outras preocupações em mente. Voltou a procurar com base nas informações que as velhas haviam lhe passado. E se elas não tivessem passado nada, seria obrigado a procurar por qualquer ser que aparentava ter inteligencia. A última coisa que queria era topar com mais zumbis no fundo do cemitério.


OFF - Shao, eu recuperei também meus PE's ou só os PV's? Pode postar aqui mesmo se eu recebi alguma informação lá das velhas?

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sex Abr 25, 2014 11:49 pm

Apesar de ter saído há menos de algumas horas do cemitério, quando voltou o céu estava diferente; poucas nuvens, névoa levemente esverdeada em volta dos pés e poucas e raras estrelas. Alguns animais faziam seus ruídos característicos. Kirshin agora conhecia uma nova parte do cemitério, uma parte que não tinha odor de putrefação, sangue e zumbis, havia apenas um leve cheiro de ervas...Mas espere, no cemitério não há cheiro assim, a não ser perto das casas das bruxas ou talvez estivesse perto de quem procurava. Ainda estava fresca na memória o nome do Homúnculo que as bruxas tinham acabado de lhe contar: Talles. Apesar de sua aparência não ter sido dita em detalhes, o básico que a menor lhe disse fora as seguintes palavras "alto o suficiente para lhe botar medo."

Como estava em uma pequena floresta, bastou andar mais um pouco para o Sul e ver pelas folhagens uma casa feita de tijolos, aparentemente resistente, com um telhado de telha com palha nas laterais em formato de pirâmide. Era uma casa grande e bem-feita, com um grande jardim com um caminho de pedras que ia da porta até rente com as árvores. Nos fundos havia um caminho igualmente de pedra para um enorme jardim. A única janela disponível para observar o interior da casa estava com uma cortina branca. Ao chegar mais perto, viu que lá dentro os móveis eram de madeira pura e de boa qualidade, não aparentava ser de alguém que morava em Takaras.

Seu ocupante não estava, mas a porta estava trancada se tentasse forçá-la, mas uma vez que chegou perto, ouviu um barulho estranho vindo do lado de trás da casa, algo de metal ricochetear no ar. Aquilo aguçou a curiosidade de Kirshin fazendo-o automaticamente abandonar seu posto de vigilância e caminhar até os fundos a tempo de ver uma figura grande e forte manusear uma belíssima e poderosa corrente de prata e acertar um tronco e estraçalhá-lo espatifando em inúmeros pedaços.

Era o Homúnculo, isso não restava dúvida. Ele tinha o corpo grande e olhos bem verdes de rosto branco coberto por cicatrizes. Seu cabelo ruivo era curto com alguns fios desgarrados e um sobretudo escorria pelo corpo dando um ar poderoso para a criatura além da que a sua postura já passava. Ao vê-lo, pareceu surpreso por um instante até sua feição ficar séria e ele se aproximar. Kirshin tem a impressão do chão tremer e que ele fosse segurá-lo com os braços.

— Posso perguntar quem é você e por que está aqui? — Sua voz soou como um trovão, porém com um resquício de seda no final. Seus olhos se fixaram nos de Kirshin e um fio de seu cabelo ruivo caiu na testa.



[Sim Kirshin, recuperou todos os seus atributos claro!]

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Sab Abr 26, 2014 4:17 pm


- 032 -



De certa forma a parte de trás do cemitério parecia bem agradável. Não que o meio-demônio se incomodasse com a podridão de Takaras, mas ele certamente apreciava mais as coisas boas, afinal de contas ele ainda era meio humano. A visão daquela casa, porém, colocou-o a pensar em que tipo de criatura poderia viver ali. Para alguém que nunca havia saído de Takaras antes, ver algo como aquilo naquelas terras sombrias e amaldiçoadas certamente era estranho.

Independente do que passava pela cabeça de Kirshin, ele resolveu investigar a casa, pois tinha suspeitas de que o tal homúnculo vivesse ali. Sua tentativa de visualizar o que havia dentro da casa foi infrutífera, mas um som característico de metal chamou-lhe a atenção. Quando foi verificar viu uma cena muito singular.
"Alto o suficiente para lhe botar medo". Foi isso o que elas disseram... Não me bota medo, mas que é bem alto, realmente é. E a maneira como maneja essas correntes... Uma arma dessas seria muito útil... O alcance unido à força do golpe... Mas os pensamentos bélicos que apareceram na mente de Kirshin foram varridos para longe quando Talles se aproximou com seu olhar sério e seus passos pesados.

-
Meu nome é Kirshin Arcroem. - Começou a responder. - Venho da floresta da Tortura, aonde estive com as gêmeas que tudo sabem. -
Elas devem ter algum nome, devo me lembrar de perguntar à elas quando as vir novamente. - Elas me disseram que lhe deviam um favor à Talles, que pela descrição que me foi passada devo presumir ser você. Pois bem, se eu estiver correto em minha suspeita, estou aqui para pagar o favor no lugar delas, pois eu mesmo devo a elas um pequeno favor. - Um sorriso discreto apareceu no rosto de Kirshin. Se aquele homúnculo conhecesse bem as velhas, já devia imaginar que ele estava encrencado com as mesmas e desejava se livrar do problema.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Dom Abr 27, 2014 1:10 am


O Homúnculo não precisou responder que seu nome era Talles, bastou olhar em seus olhos e um aceno foi feito. Mas ao ouvir a pronúncia das velhas, um olhar duro passou por seu rosto e sua posição endureceu por questão de segundos, até relaxar e voltar a posição anterior.

— Dia menos dia sabia que elas mandariam alguém me procurar, e não há hora melhor para isso. Imagino que sabem dos meus planos, espertas do jeito que são. Sabe algo sobre bruxas?

Deu uma boa olhada para ele de cima a baixo e suspirou. Krishin talvez não fosse tão alto e forte - de aparência humana - da qual ele precisasse, mas só de sentir o cheiro que ele emanava, sabia que tinha algo de especial, um meio demônio. Thalles precisava de um especialista no quesito, mas sabia que o único pelas bandas era ele mesmo. Deu um suspiro suave e olhou para trás, observando a maneira como estava enlaçada no que restou do tronco.

— Até que ponto as conhece? Diga logo, assim se não souber nada já lhe adianto um bom bocado, não quero perder um ajudante raro. Está disposto?

Falou, buscando palavras certas para não fazer Kirshin correr de medo. Fez um gesto com a mão para que o acompanhasse e levou-o para dentro de sua casa. Havia uma porta dos fundos na qual estava aberta e passou, dando de cara com uma cozinha simples, rústica e bem construída. havia um fogão a lenha à esquerda da porta com uma pia entre eles, um balcão de comprido do lado direito repleto de portas para armazenar comida e em cima diversas frutas, tudo coisas que humanos comem, claro. Uma mesa média de madeira com quatro cadeiras estava disposta com alguns poucos copos e pratos em cima e um belo pão ainda morno com um cheiro suave de cebola.

Dada as circunstâncias, o Homúnculo lavou as mãos e encheu uma caneca de água e colocou para ferver no fogão enquanto arrumava a mesa, achava que Kirshin estivesse com fome por seu rosto pálido e olhos famintos quando viu a comida. Apontou para uma das cadeiras enquanto ouvia o garoto falar sobre seu conhecimento do assunto, esperando que sentasse.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Abr 27, 2014 12:18 pm


- 033 -



Quando o olhar de Talles se endureceu enquanto ele falava das velhas, Kirshin teve que controlar todo o seu impulso de levar a mão à espada. Geralmente o meio-demônio não temia ninguém, mas ele bem sabia que existia muita gente mais forte que ele naquele mundo e aquele homúnculo gigante era um deles. Se aquilo terminasse em sangue, tinha quase certeza de que seria o seu. Mas... se ele é assim tão forte... por que será que precisa de minha ajuda?

- Eu sei que elas fazem bruxarias - respondeu um tanto quanto sarcástico, com um meio sorriso no rosto. - Para falar a verdade eu não sei muita coisa, apenas que podem ser bem perigosas - respondeu com sinceridade. Na verdade, Kirshin estava imaginando se aquelas três velhas eram um tipo de bruxas.

Quando entrou na casa, Kirshin viu um lindo e maravilhoso pão. Só então percebeu o quanto estava faminto. Com tudo aquilo que lhe ocorrera durante todo o dia ele acabou não tendo tempo de comer. Na verdade, apenas não estava exausto devido a joia que as velhas haviam dado para que ele comer, mas aquilo não substituiria o alimento. Kirshin era desconfiado por natureza e em condições normais não aceitaria comida de alguém que ele acabara de conhecer, mas faminto como estava aceitaria o pão e qualquer outro alimento que Talles estivesse disposto a oferecer. Como que para comprovar isto, sentou-se rapidamente na cadeira em frente a mesa.

- Como lhe dizia lá fora, não conheço muito sobre as bruxas, mas se a ajuda que precisar for para caçar e matar, creio que posso dar meu jeito. Precisa de ajuda para eliminar alguma inimiga em potencial? - Arriscou um palpite sem ter total certeza de qual tipo de ajuda o homúnculo precisava. - Mas se possuir informações importantes que possa compartilhar, posso aprender o que for necessário, se estiver disposto a me explicar.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Qua Abr 30, 2014 11:26 pm

Abriu um sorriso perante a resposta de Kirshin e percebeu que ele estava com fome, realmente muita fome. Além de saber apenas o básico, quase nada, sobre as bruxas.

— Bruxas são fortes e muito espertas. Conseguem invocar espíritos que estiverem por perto e o convencem a fazer o que querem, como controlar humanos por exemplo.

— Estou atrás de Kernolde, a bruxa estranguladora. Nem preciso explicar porque seu nome é este, não é? Após estrangular seu inimigo, ela o pendura pelo pescoço em uma árvore e deixa seu sinal.

— Uma vez morta uma bruxa, é necessário que arranquemos seu coração e fritarmos em fogo aos pedaços ou demos para meus cães comer. Eles são treinados para atacar bruxas e arrancar seu coração. estão presos nos fundos, para sua sorte.

— Caso só matemos as bruxas sem arrancarmos seu coração e dilacerá-lo, elas voltam à vida em questão de dois à três dias. Voltam com pouca ou sem carne alguma na pele, totalmente desfigurada e sua nova vida é caçar para ter sangue, ela não come mais nada.

— São extremamente fortes nos primeiros dez dias e muito velozes, conseguem correr por quilômetros em questão de minutos. Então, torça para que nenhuma delas consiga te perceber.

Olhou de soslaio para Kirshin, para ver se ele estava prestando atenção e estava, o que incentivou o Homúnculo a continuar.

— Elas conseguem sentir e reconhecer seu inimigo de longe. Elas simplesmente respiram, tipo um cachorro. Dão respiradas com o nariz para o alto e conseguem perceber a distância e que tipo são seus inimigos ou aliados. É quase impossível chegar perto delas sem que nos percebam.

— Há vários tipos que podemos encontrar, seus poderes são inimagináveis, mas muitas delas não são treinadas o suficiente para se defenderem da maneira certa, a não ser as que são assassinas, o que nos deixa numa grande desvantagem já que esta que procuramos é uma.

— Alguma pergunta? Coma primeiro, depois fale.

Thales falava bastante e pelo seu modo de falar mostrava que tinha muito mais a ensinar delas do que Kirshin imaginava, seu conhecimento era profundo, tão profundo que o fez imaginar por quantas poucas e boas ele já não passou para saber tudo isso. Seus conhecimentos haviam aumentado sobre uma classe que talvez achasse já conhecia e era simples. Tinha então uma diferença de bruxas humanas que faziam poções e as bruxas que já nasciam bruxas e tinham qualidades e habilidades inimagináveis.

Enquanto ele falava colocava a água fervente no bule junto com o café e aquele cheiro inundou a cozinha. Era tudo que precisava agora: Comer. A explicação não durou muito, ele foi rápido e específico em suas palavras, claramente um profissional. Aproximou- de Kirshin e encheu duas canecas com o café e pousou o bule na mesa, sentando na frente do rapaz. Cortou algumas fatias de pão e deixou perto dele carne seca, manteiga e gordura, o que desejasse colocar.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Qui Maio 01, 2014 7:56 pm


- 034 -



Então realmente é uma inimiga especifica. Kirshin pensou quando ouviu o nome da tal Kernolde. O meio-demônio prestou atenção em tudo o que Talles lhe dizia, tentando absorver o máximo de informações que conseguia guardar. Apesar de ser rude às vezes, Kirshin apreciava aprender coisas novas, principalmente se fossem técnicas de combate ou sobre criaturas que poderiam vir a ser inimigos em potencial. O caso das bruxas em especifico, era algo importante de se saber, pois caso matasse alguma não poderia se esquecer de queimar o coração. Devo considerar-me com sorte de não ter encontrado nenhuma bruxa por aí... ou talvez até tenha encontrado.

Quando a comida lhe foi servida, comeu-a rapidamente escolhendo o pão e a carne seca. Tomou também o café, achando-o uma bebida bem singular, uma vez que nunca havia provado antes. Certamente que preferiria um bom cálice de vinho ou um corno de cerveja, mas só pela comida já tinha o que agradecer, embora não o tenha feito propriamente dito. Terminado a refeição, encarou o homúnculo por alguns segundos antes de perguntar.

- Compreendi muito bem sua explicação, Talles. Antes de mais nada, uma curiosidade: as três senhoras que podem ler e controlar o destino das pessoas também são bruxas? - Esperou pela resposta e acenou afirmativamente com a cabeça para indicar que compreendeu. - Agora devo pedir-lhe que me esclareça algumas dúvidas importantes. Primeiro, o coração tem que ser destruído com fogo ou basta destruí-lo? E esses seus cães, tem algo de especial neles? - Ergueu um dedo de sua mão demoníaca enquanto enumerava suas dúvidas. Antes da próxima, ergueu um segundo dedo. - Segundo, qual seria o modo mais efetivo de se defrontar tais criaturas? Alguma arma em especifico ou tática de combate? Espero sinceramente que não seja com magia. Terceiro, você sabe quais são os poderes e habilidades dessa tal Kernolde? E quarto e não menos importante, - ergue um quarto dedo enquanto fazia uma pequena pausa. - Para aonde temos que ir e quando iremos atrás dessa velha maldita para terminarmos logo com esse serviço?

Terminou de despejar suas questões em Talles e dispensou-lhe um meio sorriso divertido. De certa forma, apesar do perigo - e veja que as gêmeas disseram-lhe que não seria nada perigoso -, ele estava ansioso para se testar contra esse adversário que lhe parecia formidável. Mais do que isso, queria ver o que aquele homúnculo era capaz de fazer e o que mais poderia aprender com ele.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sex Maio 02, 2014 12:08 pm

Thalles parou para pensar um momento diante das perguntas e começou da ùltima. Ele riu, praticamente gargalhou, quando ouviu a palavra velha.

- Só se for em idade mesmo, pois quando a ver, se arrependerá amargamente e terá de penaar com a cabeça de cima e não com a debaixo, o que será muito difícil.

- A arma mais efetiva é a corrente e meu cajado com lâmina retrátil, que assim que a segura, finco a arma em seu coração e dou aos cães ou queimo seu corpo todo. O sal e o ferro são para distraí-las, mas são muito eficazes além de mortal em grande quantidade.

Sobre a pergunta dos poderes da bruxa ele nem precisou respirar ou piscar, as palavras ja foram saindo.

- Ela é uma bruxa com especialidade em ossos, sangue e espiritos. Ossos: que costuma agir junto com a de sangue com seu foco em ossos de criança; e por último as que andam acompanhada por animais do tipo gato, aranha, sapo...pois usam seus espiritos e habilidades em diversas coisas. Estas costumam ser as mais perigosas por ter mais facilidade com espiritos que as outras, sem tirar a importancia das demais.

A esta altura tomava o mesmo que Kirshin e comia, pegou um pedaço de bolo seco e comeu tomando mais um gole.

- Como disse, coração tem que ser queimado uma vez que eu não o como. Isso acontece quando nao estou com os cães, mas quando estão, deixo-as impotentes para lutar e os cães dão conta do resto.

- As bruxas que conheceu são mestiças e são três irmãs que cometeram o pecado de amar o mesmo homem e apunhalaram umas as outras para ficar com ele, mas ele era um Deus, então as puniu com a vida eterna e a obrigação de cuidar da linha da vida de todos os seres para que elas aprendam a dar valor a suas vidas e as de suas proprias irmãs. São bruxas sim, mas meio a meio.

Terminou de comer e seus olhar ficou mais duro; faltava uma última pergunta a ser respondida. Thales abriu um sorriso de canto.

- Ela não é ninguém mais, ninguém menos, que uma das bruxas particulares do Rei de Takaras. Por isso terá de aprender lidar com elas, afinal são várias. Poderia até chamar um ou dois barbaros, mas sao burros.

Estava claro como água que as bruxas novamente o colocou numa armadilha. Era óbvio que era muito perigoso, eatavam mexendo com gente grande.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Sex Maio 02, 2014 3:09 pm


- 035 -



As dúvidas de Kirshin foram sanadas e ele agora possuía algumas informações com as quais trabalhar. Então elas são imortais mesmo. É, o jeito será torna-las em aliadas. Mas naquele momento o que devia ocupar a mente do meio-demônio era o que teria que fazer e não aquelas três velhas malditas.

- Pelo jeito não será nada fácil matar essa bruxa. E também será uma pena se ela for assim como você falou. - Enquanto falava, Kirshin deu um sorriso malicioso devido ao que imaginava que fosse aquela bruxa, não que ele tivesse um fraco por mulheres, mas possuía um apetite para estas coisas como qualquer outro homem. - E qual será minha parte nesta história toda? Pelo que eu entendi essa bruxa é tão forte que nem mesmo você poderia derrota-lo sozinho, estou certo? Meu papel nessa história será confronto direto contra ela ou tem outra ideia em mente?

Kirshin aguardava a resposta de Talles, mas já imaginava que ele iria querer algum tipo de demonstração de habilidade por sua parte. Caso fosse isso, demonstraria o que sabia fazer com a espada em alguns golpes rápidos e habilidosos e se ele desejasse ver a sua força, sairia para fora da casa e golpearia o tronco da árvore na intenção de parti-lo ou causar o maior dano possível.

- Como vê, tenho maior afinidade com a espada, mas posso aprender a utilizar outras armas também. Essas correntes que te vi usando, me parecem uma boa opção devido ao alcance, mas se eu soubesse utilizar alguma arma desse tipo, certamente fixaria uma lâmina na ponta da corrente para torná-la ainda mais letal.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Dom Maio 11, 2014 1:07 am

Talles aparentou gostar da forma hábil que ele manejou a espada e para um combate prestaria para alguma coisa. Abriu um sorriso quando terminou, claramente satisfeito. Ao mencionar sobre a corrente, ficou pensativo por um momento, olhando fixamente para ele. Kirshin pensava em manobras antes mesmo de ser explicado a ele o procedimento, isso era algo positivo, afinal ele estava sendo produtivo. Odiava quando lhe mandavam pessoas que mal pensavam sozinhas.

Já existe uma arma assim, é usada contra uma bruxa, por exemplo, pode-se tanto arrancar a cabeça quanto, jogada de maneira correta, fincar a foice direto no coração. Algumas vezes pela velocidade com que a corrente é jogada durante a batalha, ao enlaçar a criatura a foice finca em seu coração e volta arrancando-o com tudo e lançando longe.

— A sua parte na história é apoio, não me ajuda em nada em não saber pelo menos o básico, apenas atrapalharia. Pretendia contratar dois mercenários para acabar com parte das que nos atacar, mas eles não são inteligentes e nada obedientes, o que precisamos é de um mercenário-inteligente e muito habilidoso. Isso sim é difícil de achar, mas acho que ao menos um deles eu achei. — Disse satisfeito, dando uma boa olhada para Kirshin.

Contornou a mesa assim que levantou e começou a arrumá-la sem pressa, obviamente testando a paciência de Kirshin. Quando terminou pediu que deixasse seus pertences dentro da casa e fosse para fora junto com ele. Apesar de seguirem o mesmo caminho para o jardim onde treinava, Talles não parou, caminhou mais além, numa pequena mata que lhe era conhecida e muito usada. Antes que pudessem adentrar pelas árvores Kirshin sentiu um arrepio passar sua espinha. Haviam buracos no chão, grandes o suficiente para caber três pessoas uma ao lado a outra, com duas barrras de ferro mais finos que formavam uma espécie de grade. Havia uma pedra na lateral, grande o suficiente para escrever alguma coisa. Haviam nomes e simbolos gravados. Todas eram iguais, exceto por umas três que eram mais largas e elaboradas com ferro tampadas com pedras grandes que também estavam rabiscadas.

— Estes são chamados poços onde deposito bruxas e ogros vivos, as iguais com poucas barras de ferro como consegue ver a frente são as de bruxas. Mas as com pedras maiores são de ogros. São basicamente os que fiquei com preguiça de matar e que são muito mais seguras vivas. Dentro há ferro e pó, em barra e sal e outros ingredientes.

— Mas é claro que ela não terá a mesma sorte, meus cães vão adorar seu coração. — Foi neste momento, ao ouvir o som da sua voz, os cães começaram a latir como loucos. É claro que tinham sentido também o cheiro de Kirshin e estavam querendo saber o que acontecia.

Talles caminhou mais um pouco para trás da casa e Kirshin avistou primeiro uma casa grande que dava para quatro caes. Do lado de fora, soltos, estavam dois caes grandes de pelagem marrom e preto. O marrom era menor que o preto, deixando claro uma femea e macho. Eles tinham um rosto feroz e eram muito bem treinados, isso era claro por não estarem presos e ainda por cima na frente de suas casas mesmo quando avistam alguém que não conhecem. O preto tinha uma cicatriz perto do focinho, marcando suas batalhas intensas.

— Estes são clark e star. Calma, ele é amigo. — Aproximou e colocou a mão nos focinhos dos animais. Eles se aquietaram e olharam na direção de Kirshin e se aproximaram e começaram a cheirar captando seu cheiro para momentos futuros e se afastaram, voltando a deitar.

— Bem, o primeiro passo é ensinar você a usar a corrente. Começaremos com a mais simples, depois quando tiver pratica, passa para a que carrega a foice.

Voltou então para o campo de batalha improvisado que tinha. Pegou duas correntes e entregou uma à Kirshin e tomou certa distancia de outro tronco.

— O primeiro passo é você saber como jogar a corrente nelas a distância. Observe.

Talles segurou firme a corrente com a mão direita e firmou o pé esquerdo no chão e girou o tronco e o braço o suficiente para lançar a corrente no tronco em espiral. A corrente voou na posição correta até o tronco e prendeu o tronco de cima para baixo em espiral, prendendo-o perfeitamente. O tronco ficou bem preso e, obviamente se fosse uma bruxa, presa na hora.

— Entendeu? O único problema é que elas estarão em movimentos. Então...precisa apenas ter noção do próximo lugar onde ela estará e jogar, que acerta na hora. Isso também depende do estado da bruxa e o quão esperta é, afinal elas não vão querer ser capturadas. Tente você. Não tem problema se errar da primeira vez, vai treinando que aos poucos fica perfeito.

E esperou, seria naquele momento que veria se Kirshin aprendia fácil ou se era apenas um homem que sabia portar uma espada para brigar. Tinham tantas armas a oferecer naquela missão, que não tinha certeza se ele conseguiria manejar todas.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Maio 11, 2014 9:35 pm


- 036 -



Kirshin não era uma pessoa de muitos amigos e nem fácil de se relacionar com as outras pessoas, mas ele estava começando a se identificar com Talles. O homúnculo e ele tinham interesses em comum que envolviam técnicas de combate. Inclusive, ouvindo o que ele lhe explicava sobre as correntes com foices fixadas em suas extremidades dava algumas ideias ao meio-demônio. Realmente, o alcance deste tipo de arma seria excelente. Com a velocidade e pericia certas nenhum oponente conseguiria se aproximar de mim. Irei dominar está técnica. E meu pai que pensava que eu teria que deixar Takaras se quisesse me tornar mais forte... Vejo que ainda existem coisas a aprender nesta terra amaldiçoada.

A paciência de Kirshin foi testada enquanto o homúnculo organizava lentamente sua mesa. Era evidente que o meio-demônio estava aborrecido com aquilo, mas aguardou calado enquanto ele fazia tudo aquilo para acompanha-lo quando ele se dirigiu para fora da casa. Prestou atenção quando ele explicou sobre os poços, mas aquilo não lhe despertou interesse, uma vez que sempre preferia dar cabo de uma vez dos inimigos ao invés de prende-los enquanto guardam rancor.

Quando viu os cachorros de Talles um mau pressentimento passou por ele. Não havia tido uma boa experiência com o último cão que encontrara, principalmente porque aquele possuía três cabeças e uma delas cuspia ácido. Apesar disso, Talles havia treinado muito bem aqueles dois e eles reconheceram Kirshin como aliado. Isso era bom, visto que o meio-demônio não desejava ter que desembainhar a espada presa em suas costas para se defender dos cachorros de seu mais novo aliado.


Agora chegou na parte mais interessante. Pensou enquanto Talles explicava-lhe como utilizar a corrente. O jeito como o homúnculo fazia indicava que ele possuía anos de experiência com aquilo, mas Kirshin estava determinado e tinha certeza de que também aprenderia.

Quando Talles entregou-lhe a corrente, primeiro ele a pegou e analisou toda a sua extensão, depois disso, verificou o peso como um todo e girou-a em sua mão direita, deixando apenas um metro de extensão apenas para verificar o balanço da arma. Depois de conhecer o máximo possível da arma que empunhava ele decidiu que era hora de tentar um arremesso. Imitou a postura de Talles e apoiou bem o pé esquerdo, deixando o direito um pouco mais para trás para dar estabilidade. E então arremessou a corrente e... errou por mais de um metro.


Isso é mais difícil do que parece... Sem desanimar, Kirshin puxou a corrente rapidamente em um movimento veloz. Ela voltou rapidamente para sua mão. Ao menos tenho força suficiente para recolher a arma bem rápido, acho que isso será uma vantagem pra mim, mas preciso melhorar minha precisão.

Então tentou novamente. Desta vez conseguiu atingir o tronco em cheio, mas não o envolveu com a corrente. Se possuísse uma lâmina na ponta, poderia ficar fincado. Não. Se eu não conseguir fazer a corrente envolver o tronco, também não conseguirei a habilidade para fazer a foice ficar com a lâmina do lado certo e ela pode atingir com o cabo. Agora posso compreender o principio deste treino. Arremessou a corrente novamente e ela atingiu o tronco. Com um puxão rápido a recolheu para sua mão para tentar de novo. Desta vez fez com que ela passasse do lado do tronco e assim que viu que estava na posição ele puxou-a para o lado, mas não conseguiu fazer com que ela o envolvesse.

- Acho que estou encontrando o caminho certo, Talles. Deixe-me treinar mais um pouco que tenho certeza de que conseguirei.

E voltou a puxar a corrente e a treinar seus lançamentos, manejando-a cada vez melhor. Inúmeras tentativas foram feitas e nenhuma realmente satisfatória. Entretanto, Kirshin percebia que cedo ou tarde iria conseguir dominar aquela técnica, era apenas uma questão de tempo e de treinamento.



OFF - Shao, espero que eu tenha feiro o post certo. Creio que em pouco tempo não seria possível aprender algo novo e diferente assim, então interpretei que Kirshin está aprendendo pouco a pouco.

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Re: Cemitério

Mensagem por Shaorin em Sex Maio 16, 2014 2:17 pm

Agora era o momento que Kamui mostraria se seria ou não um bom aprendiz. Seu primeiro movimento não chegou nem perto do tronco, sentiu seus músculos enriquecerem quando fez o movimento novo,e percebeu que não tinha a agilidade e destreza suficiente para jogá-la longe e isso Talles notou, se ussasse a corrente de foice, facilmente acertaria o coração e arrancaria, mas nem tudo se consegue pela força, este era um dos casos.

Na segunda tentativa o resultado foi melhor e a terceira também, ele estava pegando o jeito fácil e rapidamente, mas Talles não esboçou sorriso algum. Ele se aproximou de Kamui assim que voltou a corrente.

- Existem aquelas que apenas jogamos e que lançam por inteiro na criatura, para derrubar. E as que puxamos, que e o caso da foice.

- Então - continuou ele com um sorriso limpo - movimente o braço com agilidade e força suficiente, assim...- Seu braço enrijeceu e ele fez um movimento com o braço na direção do tronco e a corrente foi perfeita o para lá, agarrando o tronco e estraçalhando.

- O segredo está na respiração e no impulso que o braço da na hora de jogar, somado com a força, que em alguns casos não temos tempo para jogar com agilidade necessária.

- Tente novamente.

Kamui não sabia quanto tempo tinha para treinar, mas pela tranquilidade e paciência de Talles para ensinar, percebeu que teriam tempo suficiente afinal, precisavam um do outro e erros não seriam admitidos.

Observou-o fazer o primeiro movimento, que foi consideravelmente melhor que os outros e deu seu primeiro passo.

- Darei uma saída e voltareu em breve. Continue o seu movimento. Assim que se cansar, por favor, corte para mim um pouco de lenha, esta noite será fria. - Apontou para sua esquerda onde tinha uma pilha considerável de madeira e um machado. Ele abriu um sorriso e virou as costas daindo pelo jardim direto para a cidade.

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Re: Cemitério

Mensagem por Kamui Black em Dom Maio 18, 2014 1:45 pm


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As instruções de Talles foram bem claras. Kirshin havia compreendido a teoria, mas a pratica era uma coisa muito mais complicada. Até agora eu tinha combatido principalmente utilizando a força. Para utilizar essa arma preciso mudar minha forma de lutar e praticar um pouco mais minha precisão e firmeza de movimentos. E me tornar mais rápido também.

E voltou a praticar, mal prestando atenção quando o homúnculo disse que sairia. Lançou a corrente tantas vezes que acabou perdendo a conta. Algumas vezes se saia melhor do que em outras, mas no decorrer do tempo percebeu que tinha melhorado bastante seus movimento. Melhorado o suficiente para enlaçar o tronco a maioria das vezes que lançava a corrente. Era claro que ainda não conseguia destruir a madeira como Talles conseguia fazer, mas podia sentir o progresso que estava fazendo.

Hum... Tenho que ir cortar a lenha. Lembrou-se quando percebeu que estava escurecendo, o que indicava que estava anoitecendo. Cortar lenha era algo que Kirshin sabia muito bem fazer, pois era sempre ele quem tinha que fazer isso quando morava com seu avô, o mago negro Garlany. Cortou madeira o suficiente para dois ou três dias e adiantou-se em leva-la para dentro da casa e acender a lareira. Enquanto fazia isso, percebeu que estava faminto novamente, mas iria aguardar que o homúnculo lhe oferecesse comida. Lembrou-se, também, de Thales da vila Solstício. Ele deve estar bem... A doença era debilitante, mas não parecia ser nada fatal a curto prazo. Tenho que me concentrar no treinamento. Caso Talles ainda não tivesse voltado, voltaria a treinar, mas quando visse o homúnculo novamente mostraria seu progresso e pediria-lhe duas coisas.

- Talles, devo confessar que estou com mais fome do que cansado - embora o cansaço se instaurasse até em seus ossos. -
E eu também gostaria de saber se existe algum local com água pra que eu possa me lavar. Esses dois últimos dias tem sido bem agitados e eu tenho me descuidado um pouco de minha higiene.

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