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Templo de Janiya

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Templo de Janiya

Mensagem por ADM GabZ em Qua Fev 26, 2014 12:39 pm

Templo de Janiya


Localizado bem próximo à Floresta da Tortura, o templo é onde se concentra o aprendizado e a prática de magia negra. Sacerdotes e necromantes praticam suas artes proibidas sob a proteção de uma divindade já esquecida pelo tempo. Eles acreditam que Janiya, a Deusa da Noite, está adormecida sob seus pés, e por isso as práticas ali são mais poderosas devido à grande energia vindo da deusa. Aqui acreditam que ela foi dilacerada por Zaltar, o Deus do Sol, por obstruir seu caminho e não permitir que a noite dominasse. Ela acumula vingança século após século.

Demônios, ghouls, humanos e quaisquer outras raças são aceitas neste lugar corrompido. Algumas das práticas necessitam de auto-flagelação, onde os fiéis oferecem seu próprio sangue para evocar seres e entidades poderosas. Alguns oferecem a própria vida em pactos desastrosos. Outras práticas, no entando, requerem apenas conhecimento profundo de poções e venenos, com sacrifícios animais ou não. Alunos podem aprender a arte das trevas: maldições, envenenamentos, encantamentos, necromancia, demonologia e mais. Com estudo e treino, é possível evocar servos demoníacos, rescussitar mortos e até mesmo causar pestes e doenças.

O templo é obscuro, cercado por árvores retorcidas. Em seu andar térreo, um vasto espaço com bancos reservados às rezas de seus fiéis, e um altar explendoroso reservado para seus sacerdotes. O lugar é iluminado por lamparinas fantasmagóricas, dando uma aparência aterradora até para as menores sombras. Portas laterais levam a quartos mal acabados e a uma cozinha mal-cheirosa. Escadas levavam a cômodos superiores, os aposentos dos Sacerdotes. Duas portas atrás do altar levam ao subsolo do templo. Lá haviam inúmeros cômodos diferenciados: celas aguardavam por vítimas, e salas de tortura ainda tinham sangue fresco. Salões subterrâneos garantiam rituais reservados e sem interrupções. Podia-se dizer que o templo é como um iceberg, onde o que está para fora da terra é apenas um pequeno pedaço do todo. Alguns demônios que foram evocados por inexperientes ainda agonizam em algumas das salas.

Os sacerdotes deste lugar estão sempre a procura de mercenários para buscar especiarias — e até mesmo alvos de sacrifício. O pagamento sempre é satisfatório, seja em peças de ouro ou em serviços.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:26 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por ADM GabZ em Qua Fev 26, 2014 12:42 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ DSVexor
Spoiler:

DSVexor escreveu:Enquanto esperava alguém aparecer, pude ver várias coisas que não seriam novidades em Takaras. Até algumas almas deram as caras. No momento que às vi, logo pensei "Estão com sorte que não estou com fome". Pouco tempo depois, alguém apareceu.

Ele estava com o rosto coberto, então a única pista de sua aparência era a forma de sei seu corpo. Ele demorou um tanto para falar, mas aconteceu.

O que deseja, demônio?

Realmente, minha aparência não infringiu em nada. Sua voz era um tanto quanto bizarra, indicando que sua alma já estaria muito corrompida. Ele aparentemente parecia não gostar de esperar, então não demorei muito para responde-lo.

— Ouvi falar que vocês praticam de magia negra, — o que se mostrou claro quando cheguei no lugar — E fiquei interessado com o assunto. Então venho aqui lhe pedir para me ensinar da magia negra; ou arrumar alguém para me ensinar. — Fui bem direto com meu interesse.

"Demônio?"... Essa não fora a primeira vez que alguém me referiu como um demônio. — não que estejam errados — Na minha opinião, "demônio" é algo bem limitado para simplesmente me descrever.

Antes que a criatura pudesse responder, completei: Tenho um pequeno conhecimento em magia negra; o básico.. Falei isso, pois, imaginei que fosse me perguntar. Fiquei olhando para seus olhos, aguardando a resposta.

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
O demônio deu uma gargalhada quando Raziel afirmou ter básico conhecimento. Virando-se e começando a voltar pelo mesmo caminho que viera, disse:

— Isso é a única coisa que sempre saberá, o básico. Venha comigo...

E então começou a andar sentido um corredor comprido que dava de encontro com várias portas ao seu lado esquerdo e do direito uma bela e grotesca vista do labirinto de Takaras.

Caminharam um pouco e ele entrou numa porta grande que de longe Raziel sentiu uma força imensa ali onde estaria prestes a entrar. Assim que o fez a criatura pediu que aguardasse no centro e pôde vê-lo caminhar até uma criatura muito alta acompanhada por dois cães.

Spoiler:

O lugar onde estava era um cômodo alto sustentado por seis pilastras largas, não havia nada pendurado nas paredes roxas além de um brasão em forma de dragão.

Foi então que uma voz cortou o silêncio; era o mago.

— Então quer aprender magia negra e conhece o básico, não é? Pois então, apresente-se e mostre o seu básico e um  motivo para que eu me convença a lhe dar meus conhecimentos e ser meu aprendiz.

Por mais que ele estivesse falando, nenhum som saía de sua boca, sua voz se fazia presente na mente de Raziel, uma voz suave ao mesmo tempo sinistra. Esperava a resposta, olhando-o fixamente como seus cães.

@ DSVexor
Spoiler:

DSVexor escreveu:
Isso é a única coisa que sempre saberá, o básico. Venha comigo...

Piadas sarcásticas, já ri dessas. Não mais. Comecei a seguir a criatura, como já era esperado. Não dei uma palavra durante caminhávamos em direção ao que seria o local do meu aprendizado; a criatura igualmente.

Depois de um tempo andando por um corredor gigantesco, adentrei uma porta grande aonde uma força imensa emanava. Provavelmente seria o local do meu aprendizado, ou o local aonde eu seria testado. Logo que entrei, a criatura me pediu que eu ficasse no centro da sala. Logo após, ele caminhou até uma criatura muito alta. Ele tinha consigo dois cães. Talvez ele fosse quem me testaria. De repente eu escuto uma voz suave e sinistra falando comigo.

Então quer aprender magia negra e conhece o básico, não é? Pois então, apresente-se e mostre o seu básico e um motivo para que eu me convença a lhe dar meus conhecimentos e ser meu aprendiz.

O mago não estava mechendo a boca para falar comigo, provavelmente estava falando via telecinese. Então é ele mesmo que vai me testar... ele parece ser bastante poderoso, seu conhecimento me será muito útil. Comecei a falar, enquanto concentrava minha alma para materializar minha espada espectral.

— Meu nome é Raziel Steelsinner, já fui humano, vampiro e atualmente sou um "demônio" sugador de almas. Por conta disso, tenho uma grande perícia em almas; capaz de criar armas, dissolver minha forma física para uma forma espectral e etc. Porém para dissolver minha forma física, preciso de um artefato que não trouxe.

Sei que menti, mas não quero que ele peça para eu fazer isso. Fiz uma pausa e comecei a materializar a espada, as primeiras faíscas de energia começaram a surgir em meu braço direito. Logo, continuei a falar.

— Quer um motivo? — parei de olhar para meu braço por um instante e comecei a olhar fixamente para o mago — Vingança. — virei minha atenção para meu braço novamente. E continuei a falar.

—Por que vingança? Bem, irei explicar. — fiz uma pequena pausa para mais concentração na espada, fazendo com que surgisse os primeiros indícios de que a espada estava sendo materializada; um espectro em forma de espada começara a surgir por uns instantes em meu braço. Logo comecei a explicar — Isso tudo aconteceu á muitos anos atrás em um reino chamado Nosgoth... um vampiro chamado Kain formou seu exército de vampiros no reino, tomando controle do mesmo. Eu era um dos generais do exército. — fiz outra pausa, para mais concentração. Agora a espada já estava quase completa, já ficando ativa por mais tempo. Continuei minha explicação — Em Nosgoth, os vampiros tinham evoluções conforme o tempo, e Kain era sempre o primeiro a ter as evoluções. Até que um dia eu tive o infortúnio de evoluir primeiro que ele; ganhei asas. Graças a isso, fui condenado à execução; Algo pior que a morte. Um sofrimento eterno. Queimei durante uma eternidade em algo que chamo de "Lago dos Mortos". Porém sobrevivi. E aqui estou, um "demônio sugador de almas".

Nesse momento, a espada foi completamente materializada. Apontei a espada espectral para o mago, enquanto dizia — Aqui está a demonstração do meu básico; uma espada feita da minha própria alma. Mas se quiser, posso fazer isso com a alma de outra pessoa.

Abaixei a espada, e comecei a olhar fixamente para o mago.

— Enfim, está convencido?

Continuei olhando fixamente, esperando uma resposta.

OFF:
Eu sei que a gente tirou essa dúvida da H.E por PM, mas se quiser, pode descontar o PE. Embora o custo não seja fixo... Vish. Quer saber, faz o que quiser xDD

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
O mago  abriu um sorriso quando viu aquela arma e do que ela era feita. Conseguia sentir as almas que ele já tinha usufruido e capturado, era impressionante o fato dele conseguir ver cada uma. Sua história era como as outras, de um mesmo objetivo. Mas desta vez era algo mais interessante, envolvia almas e ele era um espectro, bem mais fácil de lidar.

Para Raziel, usar sua habilidade não lhe causou muitos danos, mas exibi-la e ver o sorriso do mago era de se esperar que alguma boa notícia vinha por aí.

O mago não respondeu, chamou seu criado e disse-lhe algumas palavras. Ele saiu as pressas e quando voltou, cochichou novamente.

— Pois bem, aceito-lhe em meu templo para aprender de minha magia. Espero não ter preconceito, hehe...

Passos altos e fortes soaram do corredor a esquerda de Raziel, um cheiro de jasmim inundou o templo e mostrou seu dono: uma mulher. Era bonita, pele morena e olhos castanho levemente puxados, cabelos longos até a cintura cor de mel; vestia uma calça de couro e uma blusa branca e um sobretudo negro. Ela deu uma olhada rápida para Raziel e se aproximou do mago.

— Mestre...— Sua voz era firme e determinada, tinha feito uma breve reverência.

— Tenho um aluno para você, Carla.

— E onde ele está? — Questionou a mulher olhando em volta até parar em Raziel, mediu-o de cima a baixo. — Ele? Um espectro? — E abriu um sorriso e arqueou a sobrancelha.

— Dê-lhe o que necessita sobre nossa magia. — Continuou o mago, satisfeito com a aceitação da mulher, que aquiesceu e virou, caminhando até Raziel.

— Acompanhe-me, espectro. Temos muito o que fazer. — Falou, caminhando de volta para o caminho donde viera. Raziel deveria acompanha-la para então dar continuidade ao seu tratamento.

Ela caminhou por entre os corredores com ele a seu encalço até uma sala grande, alta e escura. A mulher abriu as portas num estrondo enquanto andava até o altar, estalava os dedos e luzes fortes ascendiam e clareavam o local. Era como se fosse uma sala de rituais. Havia um quadro negro e poções numa bancada e um círculo no meio com algumas escritas antigas.

— Como um espectro seu foco deve ser almas. A espada que segurava também se eu estiver certa...Pois bem, como espero já deve ter lidado com vários tipos.

— Almas podem ser traiçoeiras, fracas, de pessoas que ainda vivem e estão apenas vagando como espiãs e até mais fortes que você e eu. Podemos perceber sua chegada há metros mesmo por cor e cheiro. Os seres de boa índole gostam de levá-las para os lugares onde devem ir, mas são raras as  vezes em que também nós fazemos isso.

Começou a andar em círculos gesticulando com as mãos, vez ou outra olhando para ele.

— Também as usamos, bastante até, para assombrar nossos inimigos até a morte, verificar lugares de dificil acesso...entre outras. Ms de fato qual é a melhor maneira de se lidar com eles? Espíritos sem luz e caminho? Com a eloquência e magia. Agora vamos pensar: O que você faria com um espírito que acabou de desencarnar? Você precisa que ele faça um serviço que pode liquidá-lo de vez. O que você faz para convencê-lo? Oferece algo a ele ou pede simplesmente? Usa magia? Se sim, qual, porquê e me mostre.

Carla era uma maga esperta e durona pelo visto, e não poupava tempo. Queria logo saber o quanto de conhecimento ele tinha para seguir a diante.



@ DSVexor
Spoiler:

DSVexor escreveu:Admito que estava prevendo uma resposta negativa, mas na verdade fora totalmente ao contrário. O motivo dessa minha idéia era porque para mim, materializar aquela espada foi uma coisa fácil. Porém pensando melhor, alguns não tem tanta maestria nessa habilidade.

O mago sorriu, o que indicava que uma boa notícia estava por vir. Porém ele não respondeu, apenas chamou seu provável criado e disse-lhe algo que não pude escutar. Também porque não fiz esforço para tal ação. O criado saiu rapidamente, e quando voltou, cochichou novamente comigo.

Pois bem, aceito-lhe em meu templo para aprender de minha magia. Espero não ter preconceito, hehe...

Não respondi nada, apenas continuei fitando-o, esperando alguma ação. Mas logo ouvi passos vindo do corredor a minha esquerda, e de repente um cheiro de jasmim pôde ser sentido de praticamente todo o templo. Até que a dona do cheiro se revelou: uma mulher bonita, provavelmente alguém importante, a julgar pelo o que o mago a chamou. As vezes ela lançava olhares rápidos em mim.

Tenho um aluno para você, Carla.

Então seu nome é Carla... isso é algo que provavelmente vou precisar lembrar. Pude ouvir ela o perguntando se o tal "aluno" era eu, e logo ela curvou sua sobrancelha e sorriu, o que indicou que estava feliz com o que estava vendo. Continuei apenas os observando, o mago pediu que ela me desse seu conhecimento sobre magia, ela concordou e se virou, vindo em minha direção.

Acompanhe-me, espectro. Temos muito o que fazer.

Não pude sorrir, já que isso não seria possível. Mas estava um tanto quanto feliz no meu interior. Ela se virou e fez o caminho inverso de onde viera, e comecei a seguir-la, para dar continuidade ao meu ensinamento. No caminho, fiquei pensando nisso, não me arrependo do que estou fazendo. Sou imortal e quero ficar mais forte, então o melhor modo de fazer-lo é adquirir conhecimento sobre novas coisas — Técnicas de combate, magias, técnicas de sobrevivência e entre outros.

Caminhamos por entre alguns corredores e adentramos uma sala grande, alta e escura. Ela abriu as portas sem muito cuidado, fazendo um estrondo. E as luzes se acenderam pelo estalar de dedos dela, realmente, ela é uma maga poderosa. Agora que pude ter visão do local, era como uma sala para rituais. Um quadro negro estava na sala, aonde provavelmente lições são anotadas, haviam poções na sala e um círculo no meio com algumas escritas antigas, as quais eu desconheço.

Como um espectro seu foco deve ser almas. A espada que segurava também se eu estiver certa...

Não era algo muito difícil para uma pessoa deduzir, ainda mais alguém como ela. — Exatamente.

Pois bem, como espero já deve ter lidado com vários tipos.
Acenei minha cabeça em concordância. E ela prosseguiu.

Almas podem ser traiçoeiras, fracas, de pessoas que ainda vivem e estão apenas vagando como espiãs e até mais fortes que você e eu. Podemos perceber sua chegada há metros mesmo por cor e cheiro. Os seres de boa índole gostam de levá-las para os lugares onde devem ir, mas são raras as vezes em que também nós fazemos isso.
Eu já sabia da maioria dessas informações, mas provavelmente ela apenas quer me lembrar dessas coisas, então permaneci calado. Ela começou a andar em círculos, gesticulando com as mãos, em alguns momentos olhava para mim.

Também as usamos, bastante até, para assombrar nossos inimigos até a morte, verificar lugares de dificil acesso...entre outras. Mas de fato qual é a melhor maneira de se lidar com eles? Espíritos sem luz e caminho? Com a eloquência e magia. Agora vamos pensar: O que você faria com um espírito que acabou de desencarnar? Você precisa que ele faça um serviço que pode liquidá-lo de vez. O que você faz para convencê-lo? Oferece algo a ele ou pede simplesmente? Usa magia? Se sim, qual, porquê e me mostre.

Carla aparentemente é bem direta, já querendo ter conhecimento do meu conhecimento. Pensei um pouco em uma resposta, e enfim veio a minha cabeça o que seria a resposta 'correta'.

— Bem, isso dependeria muito da pessoa. Pessoas gananciosas e pessoas com uma condição precária de vida poderiam ser convencidas através de uma oferta de dinheiro. Pessoas em busca de algo, seja uma pessoa ou até mesmo um objeto, poderiam ser convencidas se eu falasse que ao completar o serviço elas teriam uma dica que iria os ajudar muito na busca. Resumindo, com lábia e mentiras, e ser persuasivo. Mas em último caso, se eles não aceitarem a oferta mesmo depois de eu insistir bastante, iria tentar o assassinato. — Fiquei olhando a todo tempo para ela, as vezes gesticulando. E agora eu estava esperando alguma resposta para a minha idéia.

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
Carla ouviu pacientemente as resposta de Raziel olhando-o fixamente. Aquiesceu algumas vezes, pareceu pensativa em outras. Ela prestava bem atenção, e quando ele terminou citando o assassinato, ela abriu um sorriso de canto.

— E como é o assassinato? — Esperou a resposta. — Com detalhes.

Por enquanto as coisas estavam indo bem, até ela estava interessada em conhecê-lo a fundo para saber o que fazer e até onde ir, mas o mais interessante será conhecer até onde vai a sua capacidade.



[ Post pequeno pela pergunta que fez. Prefiro fazer post assim, do que fazer um desagradável enchendo linguiça. ;D ]

@ DSVexor
Spoiler:

DSVexor escreveu:
E como é o assassinato? — Esperou a resposta. — Com detalhes.

As coisas estão indo bem por enquanto... e assim eu espero que fique. Não poupei tempo para explicar para Carla sobre o assassinato: — Eles variam de acordo com a situação... podem ir desde decapitação da cabeça com uma espada ou qualquer outro objeto laminar, até empalação na barriga ou na cabeça com qualquer objeto pontiagudo. E no caso de eu estar desarmado, minhas garras podem fazer o serviço... iria arranha-lo até a morte. Especialmente no pescoço e no torso. — As formas de assassinato que citei são as que eu mais uso, por isso eu entendo mais sobre elas. Fiquei esperando a reação de Carla, vez ou outra olhando para os lados.

OFF:
Fiz a mesma coisa que você, não quis encher linguiça no post. :3

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
Carla abriu um sorriso de cantos ao ouvir sua resposta. O tipo de técnicas dependia das armas que usa e o tipo de criatura a conjurar a magia. Carla tinha de explicar isso para Raziel, mas quis de outra forma.

Carla começou a fazer movimentos circulares com as mãos e o círculo embaixo dela começou a b rilhar e a subir uma luz negra na altura de seu calcanhar. Ela começou a mexer um pouco mais rápido, mexendo a boca com seus encantamentos. Então ali, na frente dela, surgiu o espírito de um camponês, que ao vê-los percebeu que eram do mal e começou a ofendê-los.

— Ora cale essa boca...— Tirou do bolso um canivete e foi para cima do espírito e fez um único corte na horizontal e ele se desfez e a luz do círculo sumiu. Ela guardou o canivete e olhou para Razie.

— Temos também espíritos que são corrompidos depois de um ataque deste mal sucedido. Outros espíritos com o mesmo problema se juntam em um só. as vezes com o mesmo objetivo ou simplesmente para ficar mais forte.

— Dão mais trabalho porque são espertos e sabem algumas das magias e armas, então torna-se mais difícil, por isso temos que saber todos ou a maioria.

— A lâmina é preparada com sangue de unicórnio encontrado no labirinto, eles são mais raros que os normais que já são. Talvez sua lâmina não precise ou só falta este detalhe. Vamos experimentar?

Ela piscou para ele e o círculo voltou a piscar e sua boca voltou a se mexer. Dali um outro espírito surgiu, desta vez com a aura negra, claramente um daqueles que ela havia acabado de citar sobre ter vários em um só. O espírito riu na hora e avançou para cima de Raziel exibindo dentes podres.


[ Raziel, sua hora de agir. Sua arma talvez tenha ou não oq ela diz que precisa ter para acabar com as criaturas, afinal você apenas citou que os matava com as mãos. então... fica ao seu criterio dizer se a arma funciona ou não.
Dica: Se nao quiser que ela funcione. Basta dizer que a materializou e tentou matar a criatura. Visto que não conseguira, usou as maos e terminou o assunto. dai então seguimos a procura do unicornio. Você q sabe. =D Alias...sua habilidade ja foi ativada pelos gms, neh?]

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Shaorin em Sex Abr 04, 2014 11:15 pm

A meia hora seguinte foi dedicada a chegar ao templo. Já conseguiam ouvir os uivos de seus dois cães dentro do lugar e aquilo era realmente assustador. Julius sentiu um arrepio em sua nuca descer suas costas e suspirou, tentaria ao máximo não demonstrar o nervosismo que sentia.

Mal passaram pelos portões e uma figura negra surgiu caminhando até poucos metros deles e os observar passar pelos portões e se aproximar. Quando estava próximo suficiente, voltou a caminhar levando-os até quem interessava. Uma vez lá, ele tinha uma visita. Era um arqueiro que, ao notar suas presenças conversou baixo com ele e despediu-se, saindo em direção aos três. Ao passar bem perto, encarou-os até seus olhos verdes não aguentar e sumiu virando à esquerda.

Spoiler:

— Então voltou com vida! Para ser sincero, não esperava você voltar. Esta com o que pedi?

Assim que ela se preparou para entregar a chave, ele fez um sinal para seu servo ir buscar o dinheiro e o item. Quando Silméria mostrou a chave o servo foi ao seu encontro e com uma mão pegou a chave e com a outra entregou a grana em um saco de couro contendo a joias e outro contendo quatro cápsulas.  Esperou que ela pegasse e levou a chave embora sob o olhar do mago. Um momento depois os olhos dele caíram sobre Julius.

— E ele, ganhou também com a chave? — Falou com um sorriso malicioso, desta vez usando a boca.

— Não senhor, apenas a acompanho. — Respondeu Julius exibindo confiança, apesar de não saber se fizera certo ou errado.

— Ninguém acompanha ninguém de graça. Apesar de que...— Parou de falar por um instante e então olhou Silméria. — Precisaria de mais alguma quantia? Tenho um trabalho que seria ótimo para vocês dois, tem uma boa quantia envolvida e objetos que podem pegar. Basta pegarem o que quero.

Esperou a resposta. Julius preferiu ficar quieto e responder depois de Silméria, afinal se aceitasse precisaria dela também...E outra que ele falou mais para ela do que para ele. Ambos a olharam por mais um momento, e então o velho cortou o silêncio.

— Antes que me responda, tenho que dizer o que são os frascos. São quatro poções de um elixir que são feitos por nós que dão ao seu usuário cura independente do ferimento que tiver. Se você estiver a beira da morte com um ferimento no coração, ele te cura; se estiver sem uma perna e hemorragia, também cura e ainda faz crescer outra no lugar. Darei apenas quatro por hora, gostei da sua lealdade, afinal, deve ter conhecido os poderes desta joia e mesmo assim me trouxe.




[ Silméria, como o trato era simples com o velho e você o terminou, lhe dou 850 de exp + 1k de l$ e quatro elixires que devem ser adicionados na sua ficha e explicado o que faz para caso você use em outro lugar da lodoss.

O exp vale tanto por sua narração, inteligência e linha de pensamento. Seus posts são longos e com muito conteúdo, além de não perder o fio da meada no meio dele como muitas pessoas fazem. Nos prende até o final além de ser objetiva. Gosto disso e adorei narrar a aventura para você, espero que você também tenha gostado.

Agora você decide se aceita esta aventura ou para por aqui, tentando outra jornada. Fica a seu critério.]

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Phyress em Seg Abr 21, 2014 11:23 am

Silmeria apenas caminhava, um pouco mais relaxa, em direção ao templo. O latido dos cães, embora assombroso, foi reconfortante. Agora tinha certeza de que não seria atacada, ainda mais do que antes. Ao ouvir o suspiro de Julius, a mestiça o olhou e notou o nervosismo dele.

-
... – levou a mão até a boca e soltou uma risada breve – Você não tem que ficar tão nervoso. – e levou a mão até o ombro do companheiro – Relaxe, estamos melhor aqui do que lá fora. – e piscou de leve, em um tom um pouco divertido enquanto passavam pelos portões.

Avistando aquela figura negra, Silmeria entendeu que deveriam segui-la. Olhou para Julius para ter certeza que ele estava ali, ao lado dela e a seguindo e então foram guiados até a sala em que esteve antes. O olhar da mestiça pousou sobre o arqueiro, sentiu-se incomodada quando seus olhares se cruzaram, mas fez questão de não desviar seus olhos dos dele e, quando ele finalmente passou por eles, não fez questão de virar o rosto par acompanhar sua saída.

Ouviu o comentário sobre sua volta com um sorriso e apenas assentiu, retirando a chave do bolso de seu manto. Entregou a chave e pegou sua recompensa sem pestanejar. O último comentário feito por ele a alarmou um pouco e, naquele instante, se viu ponderando se aqueles que os seguiam não eram homens ligados a velha, mas talvez ao templo; para garantir que o serviço fosse completado. Talvez fosse prudente aceitar a oferta, afinal, trabalhando sob as ordens do templo teria um pouco mais de segurança.

-
Eu aceito. – disse depois de lançar um breve olhar para Julius, que pareceu interessado no serviço – Mas devo informar que para pegar a chave foi necessária uma certa... – fez uma breve pausa, buscando a palavra correta – Agressividade. O que não deixou os amigos da antiga dona muito felizes. Quando caminhávamos até aqui, notamos que fomos seguidos e... Bem, achei melhor te informar, pois eles podem estar tentando encontrar um meio de tomar a chave de volta.

[Obrigada! Também gostei bastante da aventura narrada por você! Lhe dou os parabéns porque você consegue criar situações bem tensas e a história parece bem pensada antes que você inicie a aventura... Foi uma aventura que me surpreendeu e me deixou "meu deus, o que eu faço agora?" em vários momentos! ((: Você faz as coisas de um jeito que deixa difícil de prever qual é a escolha certa... Como gostei bastante, decidi ficar por aqui pra encher seu saco mais um pouquinho xD]

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Shaorin em Sex Abr 25, 2014 11:26 pm

Os olhos do mago brilharam e um sorriso brotou nos lábios dele. Julius aquiesceu para aceitar a oferta também. Ele pensou por alguns instantes e um de seus criados se aproximou e contou-lhe alguma coisa que o fez sorrir mais e voltar-se para nós com um gesto com a mão dispensando o criado. O mais novo parceiro de Silméria olhou-a de soslaio.

— Preciso que recuperem uma esfera que me foi roubada. Tragam-na a salvo e ambos terão premiações. — Está última foi dita com um sorriso cínico que Silméria conhecia bem.

— O lugar é o Centro de Takaras. Há uma taberna lá chamada Diabo Verde, nela falarão com o taberneiro Arnold, basta dizer que estão à serviços do Templo que ele explicará o resto.

Ouviu atentamente o que a garota tinha a dizer sobre os ladrões e manteve-se impassível. — Sugiro que deva dizer para terem cuidado, posso guardá-los apenas sob meus domínios. — E imitou o gesto que fizera para o seu criado, dispensando-os.

Spoiler:



{ Silméria, o mesmo caso. Poste saída aqui e em seguida no centro de Takaras. Perguntas podem ser feitas que serão respondidas aqui também se desejar...Caso não, poste lá mesmo interagindo com Julius e o taberneiro.  Boa aventura...;D }

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Phyress em Ter Maio 20, 2014 6:44 pm

Por alguma razão, o sorriso daquele homem incomodava um pouco Silmeria. Ela sentia que ele brincava com a vida dela, mas por alguma razão aquilo também a divertia. E o pagamento também era bom e alto, então não havia porque reclamar. Prestou atenção no servo que se aproximou do homem e lançou um olhar para Julius... Logo, porém, o mago falou. A noticia que chegou aos ouvidos dele provavelmente envolvia o próximo trabalho que ela acabara de receber.

-
Entendido. – disse, após ouvir as instruções e, fazendo um breve sinal para Julius, se retirou da sala após uma breve reverencia ao mago.

Assim que saíram da sala, Silmeria pareceu um pouco pensativa.
“Eu pensava que talvez homens do templo fossem as pessoas que estavam nos seguindo, mas... Agora eu não tenho mais tanta certeza... Eu me pergunto quando eles vão agir, ou se vão realmente agir depois de ver que estou a trabalho do templo.”

Optou por ficar em silêncio, ao menos dentro do Templo. Não gostava de dar indícios sobre si mesma naquele lugar, por mais que não achasse que aquelas pessoas lhe causariam mal enquanto trabalhasse para eles e fosse leal, não confiava neles a esse ponto. Apenas olhava de soslaio para Julius, queria perguntar coisas, mas não ali. Talvez quando alcançassem o centro.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Seg Ago 17, 2015 9:25 pm

oites longas e dias intensos. Talvez assim pudesse ser descrita a trajetória de Loras. Ou talvez fosse melhor desenhá-la por trilhas tortuosas e caminhos obscuros, saturadas de hipocrisia e traição, de pesadelos e atos nefastos que apenas uma mente sombria poderia projetar. O caminho não foi fácil. Muitos peões precisaram ser movidos — e talvez até sacrificados. Quando o mago era incapaz de encobrir sua farsa, Airmed, sua companheira meio-dragão, jogava o seu papel. Juntos, os dois formavam uma dupla poderosa e moviam-se discretos.

Os caminhos desde a Academia de Magia foram longos e perigosos. Meses inteiros se passaram. As estações se alteraram e o destino do aventureiro se movia pouco a pouco rumo à escuridão. De Calm até Hylidrus, da grande capital ao Rancho Eldest e por fim rumo à terra amaldiçoada de Takaras: Loras não evitou os grandes centros populacionais, pelo contrário, sem a presença das caravanas, das apostas, das trapaças e do fingimento, aquela viagem não seria possível. Sem que caminhasse sobre os corpos magros e castigados dos trabalhadores, sem que guiasse suas cabeças como animais de carga domesticados, nunca haveria chegado àquele lugar tão sinistros.

Aos poucos, as paisagens verdejantes de árvores frondosas e floridas pela primavera foram dando lugar a uma terra escura e estéril onde galhos enegrecidos e retorcidos se prostravam contra o próprio céu, gemendo raivosos ao vento, produzindo frutos amargos como bile e venenosos como serpentes. A luz quente e confortável do sol, símbolo de Zaltar, foi dando espaço à escuridão perpétua da noite eterna daquela terra maldita. Takaras era mesmo um lugar desgraçado. As pedras que se desprendiam tornavam o caminho arriscado e perigoso e as criaturas que se esgueiravam na noite eram uma ameaça constante. Mas a vitória parecia ter abraçado ao feiticeiro, assim como a Escuridão.

— Deve estar em algum lugar por aqui... — Fala o rapaz, revirando um pedaço de mapa feito no couro que ainda tinha vestígios de sangue seco.

A verdade é que já faziam alguns dias que as árvores distorcidas confundiam o caminho, construindo um intrincado labirinto natural que constantemente o desviava do caminho. Mas Loras tinha fé. Ou isso, ou ele era muito teimoso. A fonte de energia negra o atraia como uma lamparina aos insetos noturnos.

Mais alguns passos e uma estrutura se revelou como uma abominação por entre as árvores. Um Templo amaldiçoado, um lugar tenebroso, mas Loras não teve medo. O medo, afinal, era seu melhor amigo.  

Uma faísca de curiosidade atiçava a mente do rapaz: que tipo de guardião o recepcionaria? A magia, sentida na pele, mostrava que aquele era um lugar de poder.  

— Chegamos, Airmed. A nossa trilha era verdadeira.

A porta dupla de madeira velha gemeu agonizante quando Loras a empurrou. Seus olhos da cor de sangue pulsante brilharam em expectativa das Trevas que o aguardavam no interior daquele lugar. Sua busca por poder apenas começava.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Airmed Ixchel em Ter Ago 18, 2015 9:12 pm

Miséria é a falta de um meio de subsistência, é o infortúnio, a pobreza, às vezes é até considerada um estado indigno. A miséria, às vezes, causa desespero e o desespero cria um ambiente perfeito para o surgimento da esperança - afinal, quando você sempre teve uma vida boa e nunca teve problemas, é impossível esperar que algo bom aconteça, se você nem sequer saberia diferenciar o bom do ruim. Infelizmente, o desespero também gera condições ideais para parasitas. Várias pessoas por toda a Takaras viviam em condições desumanas, eram pobres coitados sem pretensões e à mercê de parasitas como Airmed e Loras. A diferença drástica entre Takaras e Hylidrus foi um problema no início, no entanto, a dupla se adaptou rapidamente ao reino sombrio e aprendeu a valorizar ainda mais a luz da Lua.

Ela e o humano de cabelos azuis saíram de Calm, um lugar relativamente bom e passaram por diversas partes de Hylidrus, até que chegaram em Takaras: foi como um choque de realidade. Airmed sempre viu um lado razoável de Lodoss, mas nunca imaginou a existência de um lugar tão obscuro, repleto de recursos - e pessoas - que poderiam ser muito bem usados. Em muitos trechos do percurso até o Templo, a meio-dragonesa guiou apenas com a intuição fornecida pelo Shàng Dāntián, um método de viagem bastante simples: seu sexto sentido apitava e ela ouvia. As pessoas de Takaras pareciam em pior situação que as de Hylidrus e em sua maioria, eram mais fáceis de se manipular e iludir, porém, boa parte da população também era formada por trapaceiros profissionais e pessoas já acostumadas com a mentira. Por sorte, as habilidades de Loras também eram úteis para persuasão e dominação, o que permitiu que a dupla viajasse com um mínimo de conforto e condições para viver. Os perigos eram constantes, contudo, o humano e a meio-dragonesa formavam uma aliança que realmente dava certo.

Ao longo do curso, os dois enfrentaram monstros de todos os tipos - sobretudo aqueles que podem ser considerados os mais comuns: humanos. O ambiente tenebroso de Takaras fazia com que toda aquela parte de Lodoss tivesse sido amaldiçoada, porém, Airmed nunca viu muita beleza na paisagem de Hylidrus. Takaras tinha uma aura de mistério que fornecia um charme único às árvores retorcidas, ao solo enegrecido e às bestas nos bosques. Loras e a meio-dragonesa conseguiram um mapa que parecia confiável, mas se tratando de um local tão obscuro, a incerteza é a única certeza. Airmed seguia o mapa, porém, jamais deixava de contar com o Shàng Dāntián para ter certeza de que estava fazendo tudo certo.

Após muito tempo, chegaram em uma área especialmente sombria, mais conhecida como Floresta da Tortura. Toda a vegetação e o solo remetiam a ideia que a meio-dragonesa tinha do que seria o inferno, mas ela tinha uma sensação agradável, pois conseguia sentir uma energia poderosa fluir por todos os cantos. Loras estava mais animado e mesmo os dois tendo se perdido algumas vezes pela floresta - talvez um efeito daquele local infernal -, sempre encontravam o caminho de volta. Eles estavam perto, era como se uma voz dentro de Airmed gritasse para ela seguir em frente sem olhar para trás. De longe, ela viu luzes fantasmagóricas e então se deu conta de que mal se lembrava do Sol - o céu nunca deixou de estar coberto de nuvens e a única fonte de luz natural era a Lua. Após mais alguns passos, ela finalmente chegou ao Templo, o lugar que as lendas afirmavam estar acima do corpo de Janiya. Loras foi mais impulsivo e por isso foi logo, já Airmed o seguiu, mas de maneira cautelosa.


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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Qua Ago 19, 2015 7:04 pm

Airmed e Loras caminharam muito, passaram por muita coisa, todo tipo situação viveram os dois aventureiros. Condenados a não porem mais os pés na academia, foram forçados a sair das terras do norte e viajar por toda a ilha em busca de um lugar que os aceitasse. Através de bosques úmidos, estradas escuras e solitárias, becos sujos e repletos de pessoas sem o menor valor à vida. E por fim, o deserto escaldante, que outrora fora o campo de batalha de uma grande guerra, mas hoje em dia, era assombrado por memorias e historias antigas, e também pelas almas daqueles que não conseguiram partir para o outro mundo ao fim da guerra.

E depois do deserto, um novo lugar os esperava. Um local dominado pelas trevas e a escuridão. Iluminada apenas pela luz pálida da lua, Takaras se via logo a frente. E logo ao fim do deserto os primeiros sinais já eram notáveis. Como a camada de nuvens espessas e escuras que se formavam e iam aumentando em tamanho e quantidade, até que depois de alguns metros, já não fosse possível sequer ver a luz do sol. Mas ali eles não eram estranhos, muito pelo contrario. Gente como eles havia aos montes, e talvez por isso, ao invés de se assustarem com a aparência morta e decomposta daquela terra, eles simplesmente seguiram em frente, sem hesitar em momento algum.

E assim eles seguiram em frente, passando pela Floresta da Tortura, ouvindo os gritos de desespero ecoando ao longe, as arvores retorcidas com seus frutos podres e mal cheirosos. Eles seguiram por aquele labirinto bizarro até encontrarem finalmente seu destino. O Templo de Janiya. Aquele dito como a tumba da deusa, agora jazia a sua frente. Mas eles não esperaram muito e logo entraram. Loras guindo, o primeiro a entrar, e também o primeiro a sentir. Aquela aura de magia, uma magia obscura, algo como trevas e morte unidas numa só. Loras sentiu aquele baque em seu peito que subiu até a garganta, quase como um engasgo, obrigando-o a engolir seco.

Airmed sentiu a mesma sensação, mas algo ainda pior, era como se alguém a observasse de longe. Não só um, mas muitos. Muitos olhos voltados para a jovem dragonesa, que agora adentrara num local profano como aquele sem a devida permissão. E precisavam de permissão? Até onde sabiam, não. Assim que entraram viram um grande salão com cadeiras de madeira, como as de uma catedral, indo desde o inicio até pouco mais da metade, onde um grande espaço vazio e logo em seguida o altar de Janiya. Em cima do altar, talvez a única peça intacta e limpa de todo o templo, era a estátua imponente da deusa, uma mulher bela, sensual, trajando um lindo vestido e envolta numa serpente, o símbolo da perdição e do pecado. Em volta da estátua, o altar era quase como uma grande escada, onde varias velas eram dispostas e a frente, bem aos pés da mesma, as oferendas eram depositadas à deusa da lua.




Mas o ambiente não estava completamente abandonado, claro que não. Havia pelo menos 5 sacerdotes ali, todos usando uma túnica negra que cobria desde suas cabeças até os calcanhares.  E bem no centro, uma das sacerdotisas rezava com os olhos fechados, até que ouviu o som da porta de entrada rangendo e se abrindo. A mulher abriu seus olhos e vagarosamente levantou a cabeça. Seu semblante ainda sereno, era uma mulher aparentemente muito jovem, em torno de seus 20, 25 anos. Sua pele era pálida como gelo seco, e em volta de seus olhos carmesim, intensas olheiras. Ela usava, além de sua túnica, um véu semi transparente, que apesar de deixar boa parte de seu rosto a mostra, dava-lhe um ar ainda mais misterioso, e por baixo daquele pano fino era possível ver os lábios grossos e escurecidos como vinho tinto. Seus cabelos pretos e escorridos eram um pouco desarrumados e repicados, dando um ar de desleixo, mas o que mais impressionava talvez era sua presença imponente. Assim que a jovem bateu os olhos contra os da dupla que entrava, eles imediatamente pausaram sua caminhada, ficando ali mesmo, antes de passarem da linha dos bancos, congelados pela estranha presença daquela mulher. Não que estivessem com medo, mas no mínimo surpresos com tamanha força espiritual.

- Quem são vocês? O que desejam ao interromperem nossa oração? – A voz dela contradizia totalmente sua aparência. Era rouca e um pouco grave, ainda que bem feminina, era quase como a de uma mulher de muita idade. Firme e autoritária, ela se manteve em sua posição, parada a frente do altar, iluminada apenas velas e lamparinas, suas mãos juntas a frente do corpo. Já os outros sacerdotes, que estavam espalhados pelas primeiras cadeiras do recinto, pararam sua reza e se viraram para olhar a dupla, relaxando seus corpos e fitando por baixo de seus capuzes os indesejados que ousavam interromper seu momento de devoção.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Airmed Ixchel em Qui Ago 20, 2015 8:46 am

A primeira impressão que Airmed teve, foi a de estar sendo vigiada, era como se a meio-dragonesa estivesse vendada e uma legião de pessoas a estivesse cercando por todos os lados. Se alguém a perguntasse, ela diria naturalmente que tinha certeza que sua sombra a estava espionando. De repente, outra sensação se sobrepôs à primeira: uma aura sombria de corrupção que envolvia tudo ali. Apesar daquela mistura estranha de impressões, a meio-dragonesa não se intimidou e admirou por alguns instantes o interior do curioso Templo de Janiya. Haviam bancos de madeiras e um altar magnífico que davam àquele lugar ares de uma verdadeira igreja - não que o Templo por si só não fosse um lugar para se seguir uma religião própria. O altar, parecido com uma grande escada, era cercado por velas e sobre ele havia uma estátua colossal da reconhecida deusa da Lua, Janiya. Tudo ali era grandioso ou misterioso, porém, aquela imagem de uma mulher envolvida por uma serpente era hipnótica.

Airmed contemplou a estátua e ficou quase encantada com a beleza e imponência de tal estrutura, porém, logo voltou sua atenção às pessoas próximas ao altar: cerca de cinco ou seis sacerdotes cujas roupas eram túnicas negras. Devagar, como se soubesse quem eram os visitantes e que inevitavelmente chegariam, um dos seguidores de Janiya levantou a cabeça, revelando-se uma mulher com expressão serena - algo como a certeza mórbida, mas tranquilizadora, de que quase tudo chegará ao fim em algum momento. Assim que os olhos brilhantes da meio-dragonesa se cruzaram com os olhos vermelhos da sacerdotisa, Airmed se deu conta da presença imponente daquela mulher de vestes negras. Sem perceber e, talvez até mesmo por puro instinto, ela parou e permaneceu estática por um bom tempo. Era essencial que a dupla agisse de maneira cuidadosa, já que a cada segundo a aspirante à feiticeira era bombardeada por sua intuição com avisos de perigo. Apesar do risco, a jovem de Penglai decidiu permanecer ali, sua determinação em aprender as artes místicas era inabalável - e faria o que fosse necessário para conseguir o que queria.

Durante todo o tempo, ela ficou atenta às ações dos sacerdotes - sobretudo a que os havia recepcionado. Airmed sentia que tudo ali era bastante perigoso, mas que o verdadeiro mal daquele lugar se concentrava nas pessoas que veneravam a deusa da Lua. Assim que a sacerdotisa terminou de falar, a meio-dragonesa se conteu para não dizer a primeira coisa que pensasse. Ela aprendeu que nunca se deve subestimar a inteligência de um mestre da magia e sabia que o Templo era um lugar onde seus objetivos e personalidade provavelmente não seriam vistos com maus olhos. Mesmo ainda assim, não podia falar qualquer coisa. Sem demorar demais, mas ainda parada e bastante afastada da mulher que usava túnicas negras, Airmed decidiu responder. Sua voz não correspondia a nenhum disfarce e, por algum motivo estranho, era muito parecida com a da sacerdotisa:


- Eu sou Airmed Ixchel, uma meio-dragonesa de terras distantes do Oriente, bem longe de Lodoss. Este jovem senhor é Loras Razorheart. Pedimos perdão por interromper as orações, não foi nossa intenção. Viemos em busca da adoração à Janiya e de um meio de se aprender o domínio sobre as artes místicas.

Apenas depois que terminou de falar, Airmed percebeu que os outros sacerdotes também interromperam suas orações e se viraram para ver o que estava acontecendo. A sensação de que olhos no escuro observavam tudo ainda não desapareceu. O Templo de Janiya certamente era o lugar mais misterioso e sedutor que havia em Lodoss, na verdade, talvez até fosse uma armadilha para tolos em busca de saber. A meio-dragonesa estava pronta para um ataque, para uma reação indesejada e sabia que se fosse capturada, sofreria males que mal conseguia imaginar, no entanto, sua sede de poder não permitia que ela fugisse e seguisse seu instinto de autopreservação. Quando sentiu a presença da sacerdotisa, todo aquele poder que chegava a pressionar os corpos dos outros ao redor, Airmed percebeu o poder que poderia conquistar. Como em qualquer outro lugar de Takaras, o perigo era a única variável constante e o único jeito de se conseguir algo era andar no escuro, sem saber o que iria aconteder. Bem, às vezes é preciso arriscar.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Qui Ago 20, 2015 10:19 am

uando Loras empurrou aquela porta, quando ela chorou seu lamento, a escuridão que fugiu foi tão intensa que se adensava até quase tomar corpo material. Se o exterior do Templo era negro e maldito, se a energia mágica lá fora corrompia a natureza num fluxo intenso, o coração da estrutura profana era ainda pior — o suficiente para fazê-lo segurar a respiração por um tempo. Ele olhou para baixo e para o caminho: sabia que, uma vez pisando ali, cruzando a linha invisível que separava dentro e fora do Templo, não haveria retorno. Sabia que provavelmente até mesmo sua alma se tornaria negra num processo irreversível. Mas quem disse que ela já não era?

Por dentro, aquele lugar era ainda mais fascinante. A poeira, a morte e a decadência faziam uma mórbida decoração. O espaço era amplo, porém, vazio como uma verdadeira tumba. No início, Loras acreditou estar sozinho. Seus passos — os poucos que deu — ecoavam como sussurros ao vento. Sua mira se prendeu em fascínio na gloriosa imagem da Deusa, envolvida na serpente da corrupção. O cheiro de vela queimada invadia suas fossas nasais.

A contemplação da imagem se deu até que o mago percebeu os vultos escuros que a circundavam. Como sombras, aquelas pessoas em túnicas escuras adoravam a Deusa. Nenhuma delas era surpresa ou parecia especial, exceto aquela que tomava seu centro e que tinha uma presença tão intensa que fez Loras barrar seu caminhar instintivamente em respeito. Aquela, sem dúvidas, era a sombra mais escura.  

Um sorriso leve transpareceu nos lábios de Loras.

Os seus olhos em brasa se cruzaram com os da sacerdotisa que tinham a mesmo cor. Ele podia sentir a intensidade quase perfurante deles. A cautela se estendeu por um momento na forma de silêncio, até que Airmed a tornou em palavras e o rompeu.

Loras se curvou numa reverência. Com o braço direito tomando a frente do corpo e o esquerdo suas costas, sua curvatura de leve não tomou mais do que poucos segundos. Era uma reverência polida, ao estilo da aristocracia.

— Nós buscamos a escuridão. — Completa sua companheira, em tom de sinceridade. — E o poder. — Acrescenta.

Se manteve no mesmo lugar em postura em olhar firmes. De forma alguma era desafiador. Loras estava confiante, mas de forma alguma seguro. Aquele lugar inspirava a sabedoria e os mistérios, mas também arrepios que surgiam como se tomassem vida própria. Os perigos e a maldade daquele lugar o tornavam ainda mais fascinante — assim como o pecado.  

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Dom Ago 23, 2015 6:13 pm

A mulher os olhou por algum tempo, principalmente Loras, como se esperasse ver algo nele que estava oculto, uma vontade, um anseio, uma intenção. Ela se aproximou a passos vagarosos e silenciosos. A dupla continuou no lugar onde estava, aquela sensação de um peso sobre suas costas permanecia, e para Airmed era ainda mais intensa, talvez devido à sua espiritualidade mais, seu dantian a fazia sentir ainda mais aquele poder, como se ela fosse observada por todas as direções. E mesmo que olhassem para os lados, nada veriam além do vazio da grande catedral como ela era. As paredes escurecidas, não havia sequer janelas ou frestas por onde um espião, ou entidade pudesse estar lhes vigiando.

- Acham que podem entrar em nosso templo e simplesmente tornarem-se aprendizes de uma hora para outra? – Ela parou na metade do caminho, bem no centro do salão, e então ela se virou e se dirigiu aos sacerdotes atrás de si. – Algum de vós aceitais estes dois como vossos aprendizes? – Todos eles balançaram suas cabeças negativamente, ainda calados como túmulos. – Pois bem, não é tão simples como pensaram. Contudo, talvez se provarem que são dignos de minha tutela, poderei lhes ensinar algo.

E vinda de repente, todos puderam ver uma borboleta cortar a cena, voando calmamente próximo ao rosto da mulher de capuz, foi acompanhada pelos olhos tanto de Airmed e Loras, quanto os de Kalysta. A mulher levantou sua mão esquerda, e então, o inseto pousou na ponta de seu dedo e ali permaneceu. – Lhes proponho um desafio. Se forem capazes de descobrir aonde está a verdadeira, lhes ensinarei o caminho para as artes das trevas. Contudo, se falharem ou desistirem, terão que partir imediatamente. - E com um movimento brusco de sua mão, jogou a borboleta ao ar novamente, mas o que aconteceu foi que ao levantar voo, outras dezenas de borboletas exatamente iguais apareceram em volta, preenchendo todo aquele espaço em volta mulher.

- Acho melhor serem rápidos, meus companheiros não costumam ser pacientes, menos ainda eu. - O desafio já estava lançado, bastava agora à dupla decidir se aceitariam ou não. E mais ainda, como fariam para encontrar a borboleta verdadeira em meio a tantas outras que haviam surgido em meio aquela bagunça. Os insetos voavam todos no centro do salão, aonde era possível vê-los, nenhum deles indo mais distante, porem voavam desordenadas, algumas pousaram sobre os bancos de madeira, outras ainda voavam alto, próximas dos candelabros e outras mais próximas de Kalysta. Deveria haver facilmente 50 insetos ali, ou mais, porem eles não tinham tempo para contar, sequer pensar muito, pois segundo as palavras da mulher, eles tinham pouco tempo para agir.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Airmed Ixchel em Seg Ago 24, 2015 11:27 pm

Olhos em cada canto daquele local sombrio. Centenas, talvez até milhares deles - não que fosse possível fazer qualquer afirmação. Airmed olhou discretamente toda a área que conseguiu cobrir com sua visão periférica, mas foi incapaz de ver qualquer coisa. A meio-dragonesa piscou e sentiu que naquele breve instante, estava vulnerável, como se praticamente pedisse para morrer... Aquilo que a observava permaneceu oculto ou talvez nem existisse - era impossível saber se era uma ilusão ou não, pois mesmo não vendo nada, a jovem sentia presenças nas sombras. A sacerdotisa logo se expressou e, conforme Airmed imaginou, não seria nada fácil aprender por ali. Quando a mulher de vestes negras se virou para os outros e lhes fez a pergunta, a meio-dragonesa os fitou sem deixar que qualquer emoção se manifestasse em seus olhos. A resposta deles era óbvia, porém, observar suas reações era algo interessante.

- Janiya? Será que... Ela se calou imediatamente. Esperava que tivesse falado suficientemente baixo para que ninguém tivesse ouvido. Mas Airmed poderia jurar que sentia a deusa da Lua. Após isso, a jovem permaneceu calada, até que uma borboleta invadiu o Templo - após surgir do nada. Ainda em silêncio, a moça acompanhou o voo do inseto com os olhos, até ver que ele pousou no dedo da sacerdotisa. Parecia estranho ver uma criatura tão bela e delicada se aproximar justamente de uma pessoa tão corrompida quanto um adorador de Janiya, no entanto, não expressou qualquer opinião. Aquela era a ocasião para se calar e ouvir. Como um teste, a mulher de vestes negras propôs um desafio à dupla: se capturassem a borboleta verdadeira, receberiam instrução nas artes das trevas. De início, Airmed teve que se segurar para não deixar que um pequeno sorriso se formasse em seus lábios, mas à medida que a sacerdotisa falava, a meio-dragonesa se convencia de que o desafio não era capturar a borboleta. Tinha que ter algum sentido por detrás de tal teste.

O plano era usar o Shàng Dāntián para iluminar sua mente e assim descobrir qual dos insetos era o verdadeiro... Mas será que algo tão simples funcionaria? Por mais que achasse que as coisas não poderiam ser tão fáceis, decidiu seguir seus instintos. Claro, a mulher vestida de preto não conhecia a dupla, então dificilmente saberia que lançou um desafio que a meio-dragonesa poderia cumprir sem grandes dificuldades, contudo, era impossível não ficar desconfiado. Cedo ou tarde, as pessoas aprendem que, quase tudo que parece fácil, na verdade é difícil - uma lição que a mulher de Penglai aprendeu há muitos anos. Airmed se concentrou durante alguns segundos e, se conseguisse sentir qualquer coisa que indicasse qual era a borboleta verdadeira, imediatamente tentaria capturar o inseto. Se não captasse qualquer intenção, tentaria sentir a energia mágica nos arredores para distinguir as borboletas supostamente criadas por magia da borboleta verdadeira e capturaria esta.

A meio-dragonesa não se esqueceu de seu querido companheiro. Inclusive, muito pelo contrário, torcia para que o humano de cabelos azuis fosse capaz de encontrar o inseto verdadeiro ou ao menos ajudar. Tudo de resumia em cumprir o desafio, mas logo que pensou bem no que fazia, Airmed deparou-se com um fato: uma mudança tão grande em sua vida, dependia de algo que parecia insignificante. Os olhos da jovem brilhavam diante da perspectiva de evoluir. Tinha que conseguir! Depois da falha na Academia, ela acreditava que a única chance que restou para aprender magia, se resumia no ensinamento de alguns dos sacerdotes - não importa quem, bastava ser alguém.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Qui Ago 27, 2015 11:02 am

m desafio: um jogo misterioso de certo ou errado, verdade ou enganação; uma instigante e perigosa armadilha, doce e amarga ao mesmo tempo. Claro, não poderia ser diferente. Loras não esperava de outra maneira, senão por um teste, ainda mais num lugar como aqueles. Se mesmo na iluminada Academia de Magia, lar dos bondosos magos de coração puro que os repudiaram, os dois aventureiros foram colocados à prova, nas profundezas da Escuridão não seria nada diferente. Talvez fosse até pior. Sim, ele esperava que fosse pior.  Ele mesmo faria assim, se fosse ele do outro lado.

As palavras daquela mulher soaram fortes. Mesmo que não fossem exatamente altas, elas soavam com a força de um trovão. Ecoavam e voltavam aos ouvidos do rapaz para que não houvesse dúvidas do que ela dizia. Eles não os aceitariam simplesmente, mas talvez, se obtivessem sucesso, a própria mulher poderia ser sua mestra. O poder que a presença dela emitia fascinava Loras com as possibilidades. Nenhuma outra pessoa ali presente o inspirava tanto.

Então veio aquela borboleta. Ela surgiu do nada e tão silenciosa quanto a noite, transcorrendo o espaço entre os jovens até a mulher, uma surpresa para o jovem. A vida não parecia florescer ali, afinal.  E estava proposto o desafio: encontrar a verdadeira dentre aquelas que não passavam de ilusão. Recusar não era uma alternativa.

O coração de Loras bateu mais forte movido pelo desejo. Ele comprimiu suas pálpebras e contraiu os músculos da face sutilmente, adquirindo foco. Descobrir a verdadeira não era uma tarefa fácil, mas ele resolveu buscar pela resposta na Escuridão. O rapaz de cabelos azuis fechou os olhos e escondeu as vistas da cor do inferno por um momento.

— Hey, Airmed. Talvez você possa fazer aquilo. — Ele se referia ao dom da meio-dragão que ele veio a conhecer tão bem durante a viagem. — Talvez possa me ver errando e me indicar antes que eu o faça. Ou me ver acertando. — Sugeria em tom de sussurro. — Isso se alguma for mesmo verdadeira...

Era exatamente o que ele queria dizer. Loras desconfiava que talvez todas as borboletas fossem faltas, fruto da magia. Aquele era, no final, um templo de enganação, tal qual a Lua que reflete a luz do Sol como se fosse sua própria. Ele se concentrou. O fluxo de energia era intenso, mas no escuro e no silêncio discerni-lo se tornava uma tarefa mais fácil — ou menos difícil. Se havia uma borboleta diferente, enquanto as outras eram fruto de magia, não havia dúvidas que elas emitiriam energias diferentes.

Se ele notasse essa diferença, abriria os olhos focando a escolhida. Se aproximaria lentamente, estendendo a mão, atento ao que Airmed pudesse indicar como um engano. Pegando a borboleta, Loras a esmagaria! Faria isso apenas para ter certeza de que era de verdade e com uma cara de que nada havia acontecido indicaria o sucesso para sua futura mentora.

Nota:

Estou usando a percepção própria do atributo Energia para buscar as energias.
Para facilitar, a parte relevante da descrição está aqui:

Rank C
"...a capacidade de sentir a magia no ambiente se torna mais forte, dando a possibilidade do personagem sentir quando algo ou alguém carregado de energia está se aproximando."

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Qui Set 03, 2015 11:53 am

As palavras de Kalysta podiam soar duras a primeiro momento, mas era a dura realidade, a qual eles não poderiam fugir. Se nem na academia foram aceitos, quem os aceitaria após isso? Para a sacerdotisa, não bastava somente ter o desejo pela escuridão. Pessoas assim havia aos montes por aí em Takaras. Para ser um aprendiz era necessário bem mais, algo que um simples rufião de Takaras não tinha. O discernimento. Um aprendiz das artes arcanas não era aquele que mais dominava a magia, ou aquele com o maior poder destrutivo, mas sim aquele que sabia discernir de forma clara o que estava ao seu alcance, o que era possível se alcançar no futuro, e o que era humanamente impossível. E para a dupla, estava bem claro, que tornar-se aprendiz de um daqueles sacerdotes era um desejo possível de se alcançar.

O desafio parecia simples, mas o templo com suas cadeiras vazias e empoeiradas provava o contrario. Muitos eram os que fracassavam, ou desistiam antes mesmo de tentar. Mas o campo da derrota não estava povoado de fracassos, mas sim daqueles que tombaram antes de vencer. E aqueles dois estavam dispostos a por a si mesmos a prova em nome daquela causa. O desafio foi aceito, a primeira barreira fora ultrapassada, e logo eles puseram suas mentes para funcionar. Cada um com um pensamento diferente, mas no fim ambos convergiam para um mesmo ponto. Tentar sentir a magia por trás daquele truque. Um truque que poderia muito ser descrito de varias formas diferentes. Uma ilusão de ótica talvez? Ou uma invocação? Seria um misto dos dois?

A verdade é que cada um deles tentou, ao seu modo descobrir a verdade por trás daquele desafio, pois um desafio simples como aquele, certamente tinha uma razão, um sentido. Uma mensagem subliminar, que se descoberta, seria a chave do sucesso. Mas enquanto Loras tirava conclusões baseado em sua própria intuição, Airmed decidiu tentar algo mais. Ela usou seu Dantian para tentar identificar o que havia por trás daquela magia. Mas o que ela viu foi bem diferente. Ela viu dor e sofrimento. Algo dera muito errado em sua tentativa, e ela nem sequer podia dizer se fora uma interferência externa, ou algo que veio de si mesma.

Para Airmed:
A sequencia que se deu para a jovem dragonesa foi intensa, dolorida e desconfortável. As visões vieram acompanhadas de uma forte dor de cabeça e tontura. Tanto que ela não conseguiu se manter de pé, precisando agarrar-se a um dos bancos depressa para não despencar. Aos poucos ela foi descendo até ficar de joelhos, e ali, pôs as mãos sobre a cabeça e fitou o chão a sua frente.

“...Mestiça desgraçada, diga logo onde está aquela maldita maga, ou arrancarei seus olhos fora...” Uma frase. Um sentimento. Ela sentia seu corpo imóvel e pendurado, enquanto uma onda de dor percorreu seu corpo como um choque. Sentia um calor infernal e seu corpo suado e ensanguentado estava exposto e ferido. Ela não sabia dizer porque nem onde estava, nem mesmo se era ela própria na visão ou outra pessoa. Era escuro, muito escuro, praticamente impossível ver alguma coisa.

Mas havia uma presença, um ser oculto pelas sombras, um vulto que ela mal conseguiu distinguir ser de um ser humano ou não. E uma nova onda de dor sobreveio. Partiu de seu abdome, seu corpo estremeceu como bambu. Seus músculos se contrariam visto o novo ferimento, que apesar de superficial, era bem extenso. “Vamos, diga!”

E terminou. Da mesma forma como surgiu, a visão se foi. Deixando apenas a abalada Airmed de joelhos no chão, ofegante e com os olhos cheios de lágrimas. A dragonesa suava frio e sentia como se seu coração fosse pular pra fora do peito a qualquer momento.

Para Loras:
Para Loras, que estava prestes a se concentrar e tentar descobrir o mistério por trás daquele desafio, foi uma grande surpresa ao ver sua companheira caindo ao seu lado sem explicação. Ainda mais depois do que veio a seguir, pois enquanto a mente da jovem estava presa naquele pesadelo, seu corpo reagia de forma a tentar se livrar daquilo. E ela gemia como se sentisse dor, chegou a gritar em um ou dois momentos, e lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da jovem que quase arrancava o braço da cadeira ao seu lado de tanto aperta-lo.

E da mesma forma como aconteceu, ela voltou. Ainda bem confusa, chocada. Ela olhava fixamente para o chão, respirava rápido e profundamente, e mesmo que Loras perguntasse, ela ainda demorou algum tempo para se recuperar do susto e enfim responder.

E uma borboleta passou voando próximo aos dois. Loras a acompanhou com os olhos, vendo seu brilho. Ela era majestosa visto de perto. Suas asas negras com detalhes transparentes, certamente uma espécie muito rara. Os olhos de Loras foram seguindo o inseto, que parecia telo hipnotizado por alguns segundos. De perto era possível sentir algo diferente. Era como se aquele pequeno ser carregasse uma aura consigo. Uma pequena quantidade de energia que era possível sentir, como um calor emitido por uma chama. Ou mesmo sua luz que poderia ser vista a distancia. Mas diferente disto, ele não podia ver, mas sim sentir a luz daquele inseto.

Loras se concentrou um pouco mais, e sentiu mais. Um misto de sensações intenso, algo como uma forte presença lhe oprimindo. Era Kalysta. Ele sabia, pois havia sentido isso assim que ela os encarou quando entraram. Ele sentiu outras 5 presenças, mais fracas, mas igualmente opressoras na sala. Talvez os sacerdotes. E por fim, aqueles pequenos pontos de luz, longe em meio a tantas sensações diferentes. Ele precisou fechar os olhos para senti-los, e foi com muito esforço que conseguiu separar eles dos demais. Seu controle ainda não era tão bom, mas era o suficiente para perceber algo intrigante, e ao mesmo tempo muito importante. Ele estava certo. Nenhuma daquelas era verdadeira, ou ao menos não pareciam ser, pois todas emitiam a mesma frequência que ele sentia naquela borboleta bem a sua frente.

- E então? Já descobriram qual é a verdadeira? - E como se nada estivesse acontecendo, Kalysta os indagou sobre a resposta daquele enigma. A sacerdotisa parecia realmente não ter se importado com o pequeno show dado por Airmed, tampouco os outros sacerdotes do fundo também o fizeram.

<Pessoal, desculpem a demora, eu andei meio ausente esses dias. +50 exp pelo meu atraso. E uma pequena observação. As partes em spoiler são exclusivas de cada um, ou seja, seus personagens não sabem o que aconteceu dentro do spoiler um do outro, a não ser que queiram falar sobre isso mais a frente.>

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Sab Set 05, 2015 4:28 pm

s olhos de Loras estavam prestes a se fechar, gentis como uma brisa de outono, quando ele percebe a reação estranha de sua companheira. Geralmente ele era capaz de mirar as intenções por detrás das atuações da mestiça, ler nas entrelinhas de sua malícia e colaborar secreta e silenciosamente nas vis maquinações, na aparência de coitada, na mentira que fosse. Mas daquela vez ele simplesmente não podia decifrar do que se tratava. Era repentino demais e sem sentido e qualquer que fosse a ideia da meio-dragão aquele simplesmente não parecia o momento certo para tentar aquele tipo de enganação.

— O que você está fazendo?! — Ele sussurrou com o canto dos lábios de uma forma discreta, mas que, dada a situação, não passaria como invisível. A seguir, ele voltou o olhar à sua anfitriã e moldou um sorriso sem graça que dizia "está tudo certo".

Aquela reação de Airmed era inesperada demais. Será que ela havia sido vítima da perversão da sacerdotisa? Se fosse, talvez tudo o que ela esperasse fosse que o rapaz fechasse seus olhos para que então fosse vítima do mesmo ou de algo muito pior. Ele sentiu como se estivesse nas garras de um predador.

Loras engoliu seco. Depois fechou os olhos deixando que suas pálpebras deslizassem lentamente sobre eles. No escuro, a presença daquela mulher era ainda mais assustadora. Era possível sentir o seu poder na pele. A sensação era horripilante. E, vejam só, os demais sacerdotes não eram tão inúteis quanto o rapaz julgara ao primeiro olhar. O mago ergueu uma sobrancelha alguns milímetros quando percebeu isso, expressando sua surpresa.

As borboletas... Loras respirou fundo oxigenando o próprio cérebro. Sim, dava para sentir. Pontilhando o interior do Templo cada um daqueles pequenos insetos era como a chama de uma vela, tremeluzindo na companhia dos outros. Elas eram todas idênticas. Ele tinha um sorriso vitorioso quando abriu os olhos.

— Verdadeira?! — Respondeu ele, indagando. — O que é a verdade, senão um engenhoso composto de desejo e aparência, se aquilo que ouvimos é fruto de opinião e o que vemos manchado de perspectiva? Se uma coisa existe na mente de um ou de muitos, o que uns percebem e outros não: a "verdade". Então, eu diria... — Ele dá uma olhada ao redor para ter certeza de que estão prestando atenção. — Diria que todas são verdadeiras. Mas que todas elas são igualmente uma mentira. Todas são fruto da magia. São uma farsa criada para nossos sentidos, mas igualmente verossímeis... impressionante.

Levou sua mão na direção da borboleta mais próxima, a provocando, investigando até que ponto iriam as sensações. Aquela magia, o que ele estava convicto de que se tratava, era um truque interessante e muito útil. Poderia imaginar uma infinidade de fins para algo como aquilo, já podia ver os homens e mulheres que poderia ludibriar. Ele tinha muito o que aprender naquele lugar. Mas ele também foi igualmente ardiloso com sua resposta. O uso de falácia era uma de suas jogadas preferidas. Existiam outros meios de se enganar que não pela magia e eles eram especialmente cativantes.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Airmed Ixchel em Sab Set 05, 2015 5:55 pm

De repente, ela sentiu um espasmo, que logo se transformou em uma onda violenta de dor que se espalhou rapidamente por todo o corpo da jovem simplória que ousou brincar com o destino. A cabeça de Airmed pareceu pulsar, ela sentiu que seu cérebro simplesmente incharia até quebrar sua caixa craniana. Ao mesmo tempo em que as dores a atingiram, uma tontura forte fez com que aquela pobre criatura imediatamente perdesse o equilíbrio. Ela caiu de joelhos, se perguntando insanamente a razão de estar assim. Se alguém lhe perguntasse, ela teria dito que suas entranhas estavam em chamas. "Como isso aconteceu? É essa sacerdotisa? Essa mulher é um demônio, o que ela fez comigo?" A meio-dragonesa queria se levantar e revidar, mostrar que não seria neutralizada de maneira tão fácil, contudo, não teve a menor chance de agir. Se foi amaldiçoada ou não, jamais descobriria, pois teve uma visão tão estranha, que ignorou tudo o que aconteceu segundos atrás.

As dores se intensificaram, mas além disso, havia ainda a sensação de terror e vulnerabilidade. Apesar de ver um corpo, lhe era impossível saber a quem pertencia - tudo o que conhecia naquele momento era a dor e a vontade de sobreviver. Lágrimas de desespero escorriam de seus olhos. Ela se recusava a saber, não aceitava continuar com a visão  porém, não tinha escolha. Uma voz - ainda - desconhecida dizia coisas horríveis e todas as vezes que a meio-dragonesa tentava dizer alguma coisa, sentia seus músculos queimarem e a voz falhar. Era uma inútil, patética e inútil. A visão continuava: uma forma de vida se destacava nas sombras, contudo, logo que tentou entender os acontecimentos bizarros, sentiu uma dor forte se originar de seu abdômen. A voz falou mais uma vez, mas então tudo acabou. A meio-dragonesa ficou atônita, não tinha ideia de como alguém foi capaz de se aproveitar de seus poderes, no entanto, seu sexto sentido disparou mais uma vez. Um aviso de que corria grande perigo.

No chão, Airmed ofegava, era como se estivesse afogando e procurasse loucamente por ar. Lágrimas escorriam de seus olhos brilhantes. Foi como se tivesse sido pisoteada por um dragão gigante. Ela permaneceu no chão durante alguns instantes, tentando entender que força diabólica fora responsável por ter feito aquilo.
"Quem é essa maga? Quem é essa maldita maga? Droga, como essa pessoa conseguiu se aproveitar das minhas habilidades... Será que é alguém caçando a Feiticeira Branca?" Outra borboleta passou perto da meio-dragonesa e quando a viu, a jovem quis queimar o inseto. Sua respiração ainda estava anormal, ela olhou os arredores de forma a averiguar se algum dos sacerdotes se deu ao trabalho de observar a cena, mas logo ficou claro que não. Certamente, se acostumaram com coisas muito piores. Loras disse algo e voltou a falar, contudo, Airmed ignorou, não tinha interesse em ouvir mais palavras poéticas proferidas pela boca podre daquele humano, sua concentração se voltou completamente à necessidade de compreender o que aconteceu. Ela permaneceu no chão, relembrando o que viu, era crucial entender para que pudesse evitar uma ameaça futura. Após algum tempo, finalmente se levantou:

- Sacerdotisa? Por acaso está sendo caçada? Tem alguém atrás de você, bruxa imunda? Não sria surpresa saber que algum demônio te quer de volta. RESPONDA! EU VI!

Na verdade, Airmed não tinha certeza do que falou. Ela simplesmente fitou a mestra da magia, a meio-dragonesa encarava a outra mulher e falou de maneira firme, fazendo questão de transparecer cinismo e mesmo um pouco de nojo. A jovem apertou as mãos com força, não como um meio de conter a tensão, mas sim para seguir em frente e continuar a enfrentar aquela adoradora de Janiya. Por um breve instante, seus olhos verdes se viraram para o lado de modo a se encontrarem com os de Loras, a intenção era avisar ao humano de cabelos azuis que ela ainda não enlouqueceu completamente. Uma sombra de hesitação se projetou em sua mente... O que é que estava fazendo? Era como desafiar uma deusa sanguinolenta! Bem, nada mais importava. Já que teve a coragem de comecar a afronta, teve a dignidade de não vacilar. Os olhos continuavam fixos aos da sacerdotisa, uma verdadeira guerra oculta. "Vamos lá! Reaja, mostre-me o que passa por essa cabeça maldita... Responda-me, eu quero saber! Espero que a Feiticeira Branca não me abandone justo agora... Por mais que tentasse se convencer de que havia feito a coisa certa, não conseguia deixar de se sentir uma criança que se frustrou por não conseguir o que queria. Se esforçou tanto durante anos para controlar completamentebsuas emoções, todavia, permitiu que seus sentimentos se manifestassem no momento menos oportuno... Não, já não fazia diferença, teria de lidar com a sacerdotisa de uma maneira ou de outra.

A hipótese original da moça de Penglai, era que alguém estava caçando a Feiticeira Branca e não aquela sacerdotisa, mas a meio-dragonesa decidiu arriscar. Estava cansada de tudo aquilo, tinha raiva daquela mulher vestida da preto, raiva do idiota que interferiu no Shàng Dāntián e raiva de todo o resto. Apenas se cansou das frustrações e decidiu liberar toda a sua fúria, por mais irracional que fosse confrontar uma mestra da magia cuja presença fazia qualquer um de arrepiar. Claro, aquele era apenas um surto de insolência que logo passaria, no entanto, Airmed se cansou de fingir que não sente nada e por isso quis fazer o que quisesse sem lidar com as consequências. Estava completamente revoltada e ao menos uma vez agiu como uma verdadeira pateta. O desespero tomou conta de seus pensamentos... Sim, a única explicação de ter abandonado o controle era o despero. Quem diria que Cobernick, o tão odiado mago da Academia, tinha razão - ou ao menos foi sábio o suficiente para mostrar uma verdade.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Sab Set 12, 2015 3:19 pm

Kalysta estreitou os olhos por um instante ao ouvir as palavras de Loras. Eram sabias, carregadas de um conhecimento que somente um mestre na enganação como era poderia compreender. Ele havia descoberto o truque por trás do teste de Kalysta. Era algo tão simples, mas que pouquíssimos sequer pensavam. Quem diria que nenhuma delas é verdadeira? O estúpido que só pensa em magia como uma fonte de destruição, e usa seu poder descontroladamente? Ou aquele que não conhece a si mesmo e não tem a capacidade de conhecer o mundo a sua volta por outros meios? Não, nenhum destes poderia sequer passar neste teste. E mesmo que o fizessem, seria por mera sorte, e a sacerdotisa sabia diferenciar muito bem aqueles que mereciam, e aqueles que eram dispensáveis.

Mas as coisas não foram o mar de rosas que Loras imaginava que seria quando teve êxito em sua conclusão. Sua companheira, irada pelo fato de ter sido rebaixada na frente dos demais sacerdotes, explodiu em raiva, proferindo palavras duras e carregadas de cinismo para a mulher a sua frente. A jovem se recuperou colocando-se de pé, e estava agora frente a frente com Kalysta, apenas alguns metros as separavam uma da outra. As borboletas desapareceram, Loras ficou surpreso ao seu lado, estupefato pela ação da companheira, mas nada disse, nem nada fez, deixou acontecer, talvez por medo das consequências. Os sacerdotes finalmente pareceram mostrar sinal de vida, e um deles ameaçou até mesmo sair de seu canto e se aproximar. Um leve burburinho se ouviu entre os outros, mas a sacerdotisa logo interferiu. Levantou sua mão, e na mesma hora todos se calaram, e aquele que já tomava a iniciativa de ir a frente, parou no meio do caminho.

Ela então se aproximou da dupla, vagarosamente ela vinha caminhando. Com seus passos silenciosos como os de um fantasma, ela se aproximou dos dois até estar ao alcance do toque de um deles. Ela olhou fixamente para Airmed, sua expressão ainda neutra, não demonstrava nem ódio, nem outro sentimento diante das palavras da mestiça. Era como se tentasse compreender o que se passava na mente da garota, tentando analisar o que levara a jovem que antes fora tão educada e comportada a agir daquele modo.

- Não devo temer a ninguém neste mundo, pois não é daqui que eu venho, e não é daqui que tenho minhas raízes. Mas lhe dou um aviso, Airmed. Saiba diferenciar aquilo que é verdade, daquilo que é meramente ilusão... Nenhum ser nesta terra é sábio o suficiente para manter uma mentira por tanto tempo, mas ao mesmo tempo, uma mentira, quando muito bem contada, passa a ser verdade até mesmo aos olhos de quem a contou. – ela então se voltou para Loras, e pela primeira vez, uma expressão diferente se viu em seu rosto, algo como um sorriso de satisfação se formou, e finalmente ela pode dar a atenção devida à resposta perspicaz do rapaz.

- Está de parabéns, como prometido, serei vossa mestra de agora em diante, se assim desejarem. Lhes ensinarei tudo que for possível, mas quero que saibam, que não será fácil, muito menos será gratuito. Terão que prestar favores ao templo da deusa Janiya pelo tempo que permanecerem aqui, estão de acordo?

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Airmed Ixchel em Sab Set 12, 2015 5:22 pm

Logo que terminou de proferir suas palavras, sentiu a garganta ser entalada e percebeu que durante um tempo não conseguiria falar nada - a certeza de que ia morrer fez com que seu corpo reagisse. Se calou a contragosto. Usando sua visão periférica, Airmed percebeu que as falsas borboletas desapareceram e os sacerdotes que estavam mais no fundo finalmente se agitaram. Um deles ousou se movimentar, mas parou assim que viu que a sacerdotisa levantou a mão. Um gesto tão simples retomou a ordem entre aquelas criaturas sombrias em questão de segundos, deixando a certeza absoluta de que Kalysta era, de alguma forma, absurdamente superior aos outros. Assustador, afinal, significava que ela era a pior dentre os piores. Apesar da incerteza de Airmed em relação ao que lhe aconteceria, ela continuou fitando a mulher que trajava vestes negras. Esta se aproximou com passos lentos, exalando arrogância com sua presença poderosa, mas nem por um único instante, a meio-dragonesa abaixou a cabeça. Sim, estava intimidada e sabia que facilmente poderia ser neutralizada, contudo, a jovem aprendeu em Penglai a ter um mínimo de honra em certas situações.

Sem produzir quaisquer sons, a sacerdotisa chegou ainda mais perto e fixou seu olhar na meio-dragonesa. A mestiça continuou encarando Kalysta, mas percebeu no olhar desta um resquício primitivo de dúvida - podia ser um produto de seu Shàng Dāntián ou apenas sua intuição natural, mas Airmed sentia que mesmo a sacerdotisa não tinha total certeza sobre o que ocorreu.
"Parece que minha visão não tem qualquer relação com Kalysta... No entanto, a conclusão mais importante que tiro de tudo isto, se refere justamente aos limites dessa maldita adoradora de Janiya." Já completamente recuperada do choque que sofreu momentos atrás, a meio-dragonesa se recompôs, ainda em dúvida entre o arrependimento de ter perdido o controle ou o orgulho de finalmente ter agido mais como si mesma e menos como a Feiticeira Branca. Cometeu um deslize que foi razoavelmente útil e por fim, decidiu que ao menos no Templo, seria ousada.

Conforme o prometido por aquela criatura tenebrosa, a dupla recebeu a oportunidade de aprender sobre as artes místicas. Airmed se sentia satisfeita por finalmente ter encontrado um verdadeiro mestre que iria ensiná-la, mas por outro lado, se sentiu tentada a fazer um ligeiro comentário em relação à sua nova mestra. Quando Kalysta citou os trabalhos pelo Templo, a meio-dragonesa sorriu por poucos segundos: qualquer missão em que fosse possível conseguir corpos, seria aceita sem pestanejar. Airmed queria descobrir muito sobre corpos, por isso ficou feliz com a perspectiva de conseguir quantos quisesse e a oportunidade de se engajar em duas pesquisas diferentes: uma relacionada à medicina e outra relacionada à magia. No instante em que sua mente voltou a se concentrar na presente realidade, a mestiça, desprovida de grandes temores, se virou para a sacerdotisa.
- Aceito tais condições. Ah, Kalysta, tente não se superestimar tanto. Acabo de descobrir que mesmo você tem seus limites. Claro, era impossível ter certeza de que a adoradora de Janiya realmente não sabia sobre o poder de Airmed e a visão - além do mais, Kalysta poderia simplesmente usar alguma magia ou ritual para descobrir o que aconteceu -, todavia, a meio-dragonesa simplesmente quis provocar. Mesmo que não obtivesse resposta, se sentiria bem, afinal, achava divertido brincar um pouco com o perigo.

"O que será que acontecerá agora? Estraguei tudo? Não importa. Se eu sair viva, certamente encontrarei mais pessoas para me ensinar. O que está por trás de Kalysta? Ela se diz de outro lugar... Talvez seja realmente um demônio ou quem sabe uma criatura extra-dimensional que eu não conheço ainda." O surto de coragem e sentimentos continuou. Ainda que fosse obrigada a enfrentar a ira, o medo e a dúvida, Airmed decidiu abandonar de vez sua apatia para continuar se tornando passional como Wu Zetian - identidade abandonada há muito tempo, que retornou de maneira súbita. Devido a tantos acontecimentos em um espaço tão curto de tempo, Airmed não deu muita atenção a seu companheiro de cabelos azuis. Loras sempre foi bastante divertido também e passou tanto tempo com a mestiça, que talvez fosse capaz de saber que a meio-dragonesa não estava fazendo algo tão banal quanto bater boca ou conseguir uma espécie de vingança infantil. Se o humano prestou atenção na vidente, saberia que a moça de Penglai simplesmente queria ver o circo pegar fogo. Sem planos, sem disfarces, sem rancor... Seu único e singelo desejo, no momento em que confrontou Kalysta, era de ter um pouco de caos perturbando a ordem venerada por tantos.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Sab Set 19, 2015 10:24 am

pequena e inesperada reação de Airmed frente sua anfitriã era... interessante. A ira peculiar e o misto de mistério e provocação faziam surgir um toque de excitação e malícia no rapaz que culminaram no estreitamento de seus olhos. Era uma surpresa e as pessoas tendem a ser elas mesmas nesses momentos; Os monstros por detrás das máscaras. Terríveis, às vezes, mas despidos de suas defesas. Loras também conhecia o dom de sua companheira. Ele já suspeitava, senão até mesmo mantinha certeza, de que ela havia visto alguma coisa. E, não importando o que fosse, ele ansiava pelo momento em que estariam a sós para poder saber.  Mesmo Kalysta tinha seus limites, ela dizia. Isso poderia vir a ser muito útil. Ou, no mínimo, instigante.

Loras não pôde esconder o sorriso de satisfação por ter desencoberto a farsa daquele teste e obtido sua aprovação. Ele estava muito confiante. Deveria admitir, também, que uma certa felicidade crescia e reverberava dentro de si. Algo incomum nascia: o sentimento de pertencimento. Aquela era, possivelmente, a primeira vez que ele florescia dentro do peito do rapaz. Era tão estranho e ao mesmo tempo assustador pensar que ele queria estar exatamente onde ele estava. Mas então voltou sua atenção para uma outra questão.

— Totalmente de acordo. — É claro, ele sabia que nada vinha de graça. Essa ingenuidade já havia morrido nele há muito tempo. — Não é daqui? — Parafraseia Kalysta. — Então de onde? — Indagou suave com um breve sorriso gentil contornando o rosto.

Ele não podia deixar de pensar nas palavras da sacerdotisa. Se ela não pertencia àquele mundo, então a qual poderia ser? Certamente ela não tinha a aparência de quem vinha do Inferno — embora nunca se sabe. E as mentiras que se tornam verdade, não seria ela mesma o produto de uma ilusão, talvez, a verdadeira ilusão por trás daquele templo? Era como um sonho que, ganhando vida própria, fugia de seu criador para andar pelo mundo guiado por seus próprios desejos.

— E agora? — Se referindo ao próximo passo. Por ele, iniciaria de imediato o treinamento, mas, às vezes, as coisas deveriam vir ao seu devido tempo, então ele sabia que poderia esperar um pouco mais.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Qua Set 23, 2015 2:56 pm

Kalysta então sorriu para o comentário da jovem. Um ato um tanto controverso com toda a aura de penumbra e mistério que rondava a sacerdotisa, principalmente depois de ter afirmado realmente não ser deste mundo. O que seria então Kalysta? - Agradeço seu conselho. E Loras, esta é uma questão que não pretendo lhes responder agora, devo pedir que foquemos no assunto principal, que é o motivo de estarem aqui... Me acompanhem. - Kalysta foi em direção ao altar novamente, os outros sacerdotes ainda esperavam lá em seus lugares, quando a mulher parou frente a estes. - Finalizamos por aqui.

E da mesma forma como permaneceram durante toda a conversa, eles também se foram, em silencio. Cada um que passava pela mulher lhe fazia uma curta reverencia antes de então se retirar porta a fora. O ultimo, porem fez questão de virar o rosto ao passar pela dupla e encara-los. Seus olhos dourados e com fendas no lugar das pupilas denunciavam que não era um ser humano. Era o mesmo que havia ameaçado há minutos atrás se interpor entre Airmed e Kalysta.

Quando todos se retiraram do salão, Kalysta os levou por uma porta que ficava no fundo do templo, escondida pelas sombras dos pilares, ali eles passaram por um corredor iluminado somente por tochas, e no fim deste uma pequena ante sala com algumas portas e uma escada que dava para um subsolo desconhecido. Kalysta seguiu pelas escadas, desceram num novo corredor, um pouco mais largo que o anterior, porem um pouco mais baixo. O cenário era todo de pedra, uma pedra crua e com poucas ranhuras, como se tivesse sido escavada pelo próprio tempo e não pelas mãos de alguém. O ar do ambiente era um ar mórbido, apesar de não haver um mal cheiro presente no lugar, era como estar respirando um ar mais pesado e denso.

Kalysta parou numa das muitas portas que havia naquele corredor. Ao entrar na sala, a primeira coisa que viram foi a imensa escuridão. Diferente de todos os lugares do templo, que apesar de sombrios, ainda era possível se ver alguma coisa devido ao fogo das tochas. Aquela sala era bem diferente, não havia uma luz sequer, e a poucas luz que entrava pela porta agora aberta parecia ser engolida pelas travas daquele lugar. Quando entraram, a porta se fechou atrás deles, e tudo foi tomado pelo escuro. Mas não era um escuro comum. Era possível ver nitidamente a todos ali, Kalysta, Airmed e Loras. Mas fora isso, tudo era tomado por trevas.

- A primeira coisa que preciso saber é do que vocês são capazes. Apesar de já ter visto um pouco de suas capacidades durante meu breve teste, preciso saber até onde posso ir com vocês...

- Esta sala se chama câmara do medo. Por que desse nome? Bem simples, é nesta sala que seu verdadeiro ser será revelado. Todos os seus temores, desejos e anseios serão postos a prova aqui neste momento. E vocês devem suportar isso, se quiserem realmente ser meus aprendizes... Espero que estejam prontos, pois o medo não espera, ele tem pressa e tem fome também...


E dito estas palavras eles começaram a sentir novamente aquela sensação de estarem sendo observados. Era como se uma multidão os olhasse de longe e os julgasse. As trevas começaram a se mover, e a tomar forma. Já não era mais possível ver nem ouvir a ninguém na sala, repentinamente todos havia sumido. Eles estavam sozinhos agora, era cada um por si...


Loras:
Loras foi tomado pelo escuro, sentiu seu corpo pesar e ficar dormente. Já não tinha força nas pernas. Suas pálpebras pareciam ter uma tonelada e era difícil mantê-las abertas. O sono veio com tamanha força que restaram-lhe poucos segundos de consciência até que sua mente apagasse por completo. E então acordou. Assustado com o que acabara de presenciar, seu primeiro pensamento foi o de ter morrido. Tocou seu próprio corpo para ter certeza que ainda vivia, mas ao olhar para si mesmo, por breves segundos não se reconheceu. Era como estar vivenciando um sonho. E talvez fosse, um pesadelo. Era como Kalysta havia dito, seus temores eram revelados, seus desejos expostos e julgados. Tudo seria julgado. A começar por seu passado...

Loras se viu naquela mesma cidade, tempos atrás, quando ainda criança e vivia com seus pais e irmãos numa felicidade que ele já nem lembrava mais que existia. Era de manhã cedo, e o jovem estava deitado numa cama confortável, as cobertas lhe cobriam até a cintura e suas vestes nada mais eram que roupas comuns de tecido. O quarto não era muito grande, mas havia mais de uma cama, sua própria inclusive era uma beliche, que ele só notou quando tentou se levantar e deu de testa na mesma. Dor, ele sentiu mesmo aquela dor, e aquilo o confundiu um pouco. Seria possível sentir dor sonho? Ele ainda estava em choque devido a toda aquela situação. Loras fitava suas próprias mãos em um misto de duvida e surpresa, até que uma voz doce feminina o acordou.

- Irmaozão! Irmaozão! Vamos, vamos. Mamãe está chamando. - Era uma linda menina, deveria ter entre seus 8-10 anos de idade apenas, e suas características peculiares batiam com as de Loras, denunciando seu parentesco. Seus cabelos eram levemente ondulados e muito compridos, quase chegando aos joelhos da menina franzina e baixinha, e num tom de azul muito semelhante ao de Loras. A jovem tinha um porte bem delgado e pouco desenvolvido, reflexo de sua tenra idade, além de uma expressão alegre e inocente. A única coisa diferente talvez fossem seus olhos, num tom de dourado beirando o mel, a jovem tinha uma beleza singular e única.

A menina que insistia em chama-lo de irmão, o puxava pelo braço para que saísse da cama, mas logo saiu do caminho num susto repentino, e então, como que caindo do céu, um “ser” pousou no chão bem no meio dos dois. Loras imediatamente pensou que aquele fosse um ataque de demônios, ou coisa pior. Seu coração acelerou, não por medo de si mesmo, mas por medo também de que a menina fosse atacada, mas no fim das contas não se tratava de nada disso. A menina emburrada logo tratou de partir pra cima do ser, que revelou-se apenas como seu irmão mais velho que pulara pra fora do beliche de cima.

- Hahaha, sua baixinha, venha cá! Vamos ver se você é forte mesmo como diz, huh? - E ele rapidamente agarrou a menina levantando ela como se levantasse uma boneca, e começou a fazer cocegas na menina até que esta não se aguentasse mais de tanto rir. A cena chegava a ser comovente, seu irmão e sua irmã sorrindo e brincando juntos, bem a sua frente, felizes como nunca. Eles estavam bem ali, diante de seus olhos, e podiam ser tocados de novo, ouvidos, era como voltar no tempo e receber uma segunda chance.


Airmed:
Um frio descomunal começou a envolver o corpo da jovem. Algo como se sua pele estivesse congelando, e logo em seguida sua carne e ossos. Era um frio que queimava, que incapacitava e paralisava. Airmed não conseguia mais mover seu corpo, ela apenas podia sentir o frio dominando tudo, e à medida que aquela sensação subia pelo seu corpo, ela sentia sua consciência se esvaindo, até o momento que tudo se apagou e ela enfim desmaiou. Quando acordou, ela ainda sentia frio, mas não a mesma sensação de estar sendo congelada viva, mas sim um frio de quem estava desprotegida em plena uma noite de inverno. Zetian abriu novamente seus olhos, agora podia respirar e se mover, apesar de sentir seu corpo cansado, um pouco dolorido e rígido, mas ela estava viva afinal.

A primeira coisa que notou foi que já não estava mais na sala do medo. Apesar de ainda estar inteira, ela sentia como se seu corpo tivesse sido surrado, sua juntas estavam um pouco rígidas e seu corpo dolorido, principalmente suas costas... Mas não era só isso. A noite predominava no lugar, apenas alguns poucos raios de luar passavam por frestas nas paredes grossas de pedra iluminando pouco aquele salão. Um salão sem mobília alguma, sem janelas, sem adornos. Somente a pedra nua e crua e os pilares sustentando o teto sob sua cabeça. Mas havia mais alguém ali, não só um, mais vários.

Seus olhos foram descendo lentamente, e desde o teto até as paredes, tudo parecia muito familiar, até que finalmente seus olhos bateram no chão e ela pode constatar com terror nos olhos o lugar onde estava. Ela havia voltado ao templo em Penglai. Zetian viu as dezenas de crianças deitadas no chão, assim com ela estava, todas elas encolhidas sobre a pedra fria, apenas a luz da lua para lhes acalentar e dar algum conforto. Zetian olhou para si mesma e mais uma surpresa lhe acometeu, ela não era mais a Airmed de Lodoss, ela havia voltado aos seus tempos de Adolescente, seu corpo estava o mesmo de tempos atrás antes de ir para a ilha.

A garota estava sozinha, e mesmo em meio a tantos iguais a si, ela se sentia solitária. Como uma flor roxa em meio as margaridas. Mas havia mais flores coloridas ali, não roxas, mas de outras cores que não fossem brancas. Era como estar num buquê e ser a única flor daquela espécie em maio a tantas outras. Mas havia dois outros especiais em meio aquele buquê, dois que ela não conseguia esquecer, e foi quando olhou para trás de si que viu um deles. Jake dormia tranquilamente atrás de si, o cão de pelos dourados e macios estava vivo... Por enquanto.

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Ter Nov 17, 2015 10:40 am

quela era uma questão que a sacerdotisa negra não pretendia responder naquele momento. Mas, para quem estava atento às palavras, à sua miudeza, o "agora" saltaria aos olhos, como se fosse ouro exposto à luz da lamparina, como um tesouro escondido que o ávido explorador apenas começava a desenterrar. Ela responderia afinal. Um breve sorriso de satisfação marcou o canto dos lábios de Loras temperado com uma pitada de confiança. Porém, teria que esperar. Um pouco mais de paciência. Aquele era um exercício necessário. Um bom estrategista sabia usar o tempo como aliado. Ou então falharia.

Sem o menor receio, o jovem acompanhou o caminho de Kalysta. As sombras daquele templo pareciam esconder mais do que portas. Escondia mistérios que Loras gostava de imaginar enterrados naquele subsolo que agora ele percorria. O quão fundo aqueles túneis iriam? Até o centro da Terra, quem sabe? No fim, quem repousaria? O temível dragão negro? A deusa enegrecida? O potencial era limitado apenas por seu desejo pelas trevas, então era natural que ele o visse em seu extremo.

Por fim, outra porta. Loras alongou os dedos. Um merecido descanso, se aqueles fossem os aposentos que ele imaginava. Mas não o eram. Ao invés disso, um novo teste que sua anfitriã agora apresentava. Uma sala tomada por uma escuridão que parecia negar sua própria existência, mas que era indiferente aos visitantes, já que eles permaneciam intocados por ela. Era magia. Ele não precisou de muito tempo para formar uma opinião.

— Não tão diferente da Academia, afinal... — Falou num tom baixo e depois suspirou em resposta à sua anfitriã. — Que venha o medo. Eu já o encarei  uma vez. — E seus olhos arderam em brasa.  

Mas o que veio não foi o medo...

Ou será que foi?



"Uma mentira, quando muito bem contada, passa a ser verdade até mesmo aos olhos de quem a contou."
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Do que você mais tem medo? Se não é a escuridão que engole o seu coração, o que você mais deveria temer é que seus sonhos se tornem realidade. Então e somente então a verdade sobre o quão infeliz e miserável sua vida é será revelada. Então e somente então ela poderá ser esmagada.

Depois da escuridão, Loras despertou preguiçoso numa cama quente e confortável. Ao invés da calma, foi a agitação que irrompeu no seu peito e compeliu à rápida ação. Ele estava preparado para um monstro. Se coração batia forte, mas foi interrompido pela cama de cima da beliche.

A dor era quase insuportável. Deixava difícil de pensar. Ele teria praguejado mil palavrões se não tivesse sido interrompido pela doçura e gentileza da voz de uma menina. Era aquele o monstro?!

Aquelas memórias, fazia tanto tempo que Loras não as visitava. Ele nem mesmo sabia se aquela menina era mesmo real, se algum dia ela tinha mesmo existido, mas, por algum motivo, ele sabia que era sua irmãzinha. Perplexo e com uma expressão de incredulidade, ele se deixou ser levado. Foi um grande susto quando alguém saltou quase sobre eles, forçando o rapaz — ou agora uma criança? — a se proteger com ambos os braços. Mas aquele se revelou apenas o seu irmão.

Mentiras! — ele pensou.

E se sua vida inteira não tivesse passado apenas de mentiras? Como um sonho mau, então aquela poderia ser a verdade. Aquela poderia ser a felicidade que ele nunca tivera e seu coração poderia repousar em seu peito, ao invés de lutar. Ele quis acreditar. Quis acreditar pelo menos um pouco mais...

Loras deu dois passos a frente de súbito e tomou forte seus irmãos em seus braços. Ele os abraçou como se há muito tempo tivessem sido separados. Sentir o toque quente e aconchegante de seus corpos fez seus olhos molharem. Como era bom estar em casa de novo...

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Qui Nov 26, 2015 11:07 am

@ Loras

A cena era aconchegante, mas não só isso, era bem mais do que um simples sonho. Era tudo tão real, as sensações, o toque suave dos cobertores em sua pele, o cheiro de pão quente feito na hora vindo pela porta do quarto. Tudo era tão real que era praticamente impossível ser ilusão. Mas por que duvidar? Loras queria tanto aquilo, desejava tanto, que preferiu acreditar. Acreditar que estava ali, com sua família, que estava de volta em casa.

Seus irmãos mal perceberam o estado catatônico do garoto quando ele acordara assustado, estavam distraídos demais brincando, quando de repente foram interrompidos por um abraço apertado, carregado de sentimento. Sua irmão devolveu o abraço com muito carinho e amor, sua inocência impedia a ela de perceber que havia algo errado naquele gesto. Talvez não errado, mas diferente. Mas seu irmão sabia que ele estava diferente, mesmo sem saber o porque. Ele também abraçou Loras, mas tinha duvida, até mesmo em sua expressão.

- Ei, Loras. Está tudo bem?

- Crianças, já acordaram? O café está na mesa, venham ou vai esfriar. - Uma voz feminina veio de fora do quarto.

- Vamos, irmãozinho. - Então a menina o puxou para fora. A casa onde viviam era bem simples, humilde em todos os detalhes, mas ao menos tinham o que comer e eram saudáveis, não passavam necessidade. Na mesa um pão grande e redondo estava bem no centro, ainda soltava fumaça como se tivesse saído do forno nesse instante. Ao lado, uma jarra de barro jazia ao lado dos canecos de madeira, também havia um prato com um pequeno pedaço de manteiga, que apesar de não ser muito, daria para todos sem problemas.

- Sentem-se, aproveitem enquanto ainda está quente.

- Onde está o papai?

- Ele precisou sair mais cedo, querida.

- Aaaaahhhh...

A moça então veio acalentar a menina, que agora cruzava os braços e fazia cara de emburrada. Era uma mulher de certa idade, deveria estar na casa dos 30. Sua aparência era a de uma dona de casa, roupas de pano comum com algumas pequenas manchas aqui e ali, cabelos presos num rabo de cavalo desleixado e o avental surrado após tantos anos de uso.

- Não fique assim querida, papai tem trabalhado bastante nesses últimos dias, mas ele ainda te ama e sempre vai te amar, assim como eu e seus irmãos. Então não fique assim, está bem? - E terminou com um beijo na testa da garotinha. - Agora comam, vai esfriar!

E eles comeram, e Loras sentiu o gosto daquele pão quente e delicioso, pão caseiro que somente uma mãe amorosa e cuidadosa saberia como fazer. O suco na jarra estava igualmente delicioso, era como um manjar dos deuses para alguém que estava tão acostumado a viver como mercenário e andarilho.

<Segue uma legendinha pra ficar mais fácil a compreensão:
Mãe
Irmã
Irmão
Obs.: Se quiser dar nome a eles, eu agradeceria, pois sou péssima com nomes. xhuahxua
+50 EXP pelo leve atraso.>

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Razorheart em Ter Dez 22, 2015 9:28 am

oras deixou um breve sorriso transparecer com a pergunta de Joshua, seu irmão. Ela era, ao mesmo tempo, carregada de inocência e sagacidade. Ah, já fazia tanto tempo! Mas ele não poderia permitir que nenhum dos dois soubessem da verdade. Não poderiam saber que Loras já teve uma outra vida. Não! Jamais poderiam imaginar. Se soubessem, se simplesmente desconfiassem, tudo aquilo estaria arruinado. Talvez ele precisasse disso para simplesmente poder acreditar...

O rapaz de olhos cor de rubi abraçou mais forte os seus dois irmãos, ao invés de responder.  

— Vamos! A mamãe está chamando! — Interrompeu o irmão antes que ele pudesse surgir com a pergunta de novo.

O menino — Loras agora era só um menino — seguiu apressado, o que era normal, afinal, estava com fome. Ele segurou a mão da irmãzinha de um lado e a do irmão mais velho do outro, se assegurando de que os dois o acompanhariam. Ele tinha, ainda, aquele sorriso estampada no rosto.

À mesa, tratou de primeiro servir seus irmãos. O cheiro do pão quentinho era tão delicioso que era difícil resistir. A manteiga macia se derretia sobre ele exalando seu aroma maravilhoso. Não era o banquete que o jovem sempre idealizava com carnes e frutas suculentas fresquinhas, mas contava com alguns ingredientes que ele jamais havia sonhado a respeito: o conforto, a segurança e, sustentando os dois, o amor. Sim, aquele sentimento que parecia ter murchado em seu peito já fazia muito tempo. Será que era possível, num terreno tão árido, brotar de novo? De qualquer forma, era também muito distante da comida através dos caminhos e das viagens difíceis que enfrentava.  

Com a boca cheia, ele apenas ouviu atento à reclamação da irmãzinha. Zelena queria o seu pai, mas Loras não lembrava dele. Mesmo se esforçando, nem mesmo o esboço de sua face ou a primeira letra de seu nome parecia surgir na sua mente. Ele era só uma criança quando tudo aconteceu, então era natural, não era?

— O seu pão está delicioso, mamãe! — Num tom de gentileza. — Quando o papai vai voltar?

Talvez ela pudesse contar um pouco mais sobre ele. Loras ficou tentado a perguntar, mas preferiu deixar que ocorresse naturalmente. Qualquer coisa a mais que soubesse sobre sua nova vida era importante para alimentá-la e mantê-la viva.


NOMES:
Mãe: Merida
Irmã: Zelena
Irmão: Joshua

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Re: Templo de Janiya

Mensagem por Kalysta em Sex Jan 22, 2016 9:12 am

Joshua e Zelena tomavam o café calmamente, a menina de feições meigas sorria e balançava a cabeça enquanto mastigava seu pedaço do pão, enquanto que seu irmão mais velho ficava pensativo, mas vez ou outra olhava para Loras, parecia um pouco desconfiado, mas deixou aquilo de lado, algo bem sutil e quase imperceptível. – Esta noite, meu filho. – Loras não soube o porque, mas o impacto das palavras de sua mãe fora mais forte que o esperado, era estranho, aquela sensação, como se algo grande estivesse para acontecer esta noite.

Joshua foi o primeiro a terminar, e assim que se levantou foi correndo para a porta da frente, mas rapidamente chamado a atenção por sua mãe. – Ah ah ah! Onde pensa que vai, Joshua Razorheart? – O garoto travou em frente a porta como se tivesse sido petrificado, na mesma posição em que estava. – Primeiro as suas tarefas, depois a diversão, lembra?

- Ah, mamãe. Só hoje...

- Nada disso, você sempre diz isso, Jashua. Se eu fosse deixar você ficar sem fazer suas tarefas todo dia que você diz “só hoje” ficaríamos sem refeição por dias!

- Ahhhh... Está bem. – O garoto cabisbaixo voltou de mansinho para dentro da casa, indo em direção a seu quarto novamente. Zelena então terminou seu café e foi até sua mãe lhe dar um abraço.

– Será que o papai vai trazer aquele doce gostoso?

- Claro, filha. É seu favorito, não é? Ele sempre trás. – Ela deu um sorriso gentil, e já se levantava para tirar a mesa. – Pode arrumar as camas para mamãe, querida? – A menina balançou a cabeça positivamente e em seguida correu para o quarto, ao mesmo tempo que seu irmão saía de lá, mas agora equipado com um arco curto grosseiramente manufaturado e uma aljava com algumas poucas flechas. Em sua cintura, uma corda amarrada segurava uma bainha pequena, suficiente para acomodar uma adaga que ali já repousava pronta a ser sacada a qualquer momento.

- Hey, Loras... Está atrasado, vai perder toda a diversão. – Falou o irmão num tom mais zombeteiro enquanto saía de casa novamente. E Loras imediatamente sentiu o que aquilo significava, apesar de não ter se lembrado como seria o normal, ele sentia dentro dele que deveria sair e acompanhar o irmão em sua caçada diária.

Mãe - Merida
Irmã - Zelena
Irmão - Joshua
Fim das férias, fim da moleza! Partiu postar, mermão. aeHOOOOO!>

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