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Floresta da Tortura

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Floresta da Tortura

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 2:05 pm

Relembrando a primeira mensagem :


A floresta amaldiçoada não leva este nome à toa. Diversos seres acertam suas contas neste lugar, levando suas vítimas a mortes horrendas e extremamente dolorosas — e muitas vezes, lentas. Corpos ficam muito tempo pendurados, pois quase nenhum animal se atreve a ficar na floresta por muito tempo. Algumas árvores parecem ter rostos, outras brotam em formatos destorcidos e atormentados. O chão é lamacento, úmido, e as poucas formas de vida que vagueiam por ali já não possuem uma alma para ser atormentada. A energia é negativa e pesada, fazendo qualquer pessoa fraca de mente ficar amedrontada e insegura. Gritos de agonia são ouvidos vindos da floresta eventualmente, e é difícil dizer se são seres sendo torturados... ou ecos que se perderam na escuridão. Alguns demônios nascem aqui sem motivo aparente, surgindo de almas atormentadas, ou do ódio delas.

Existem muitas lendas que levam aventureiros a desbravar a floresta amaldiçoada. Promessas de riquezas, tesouros perdidos a milênios atrás que apenas esperam por almas corajosas encontrá-los. Outra das lendas apontam uma fenda no espaço-tempo em algum lugar da floresta. Nela o tempo passa muito mais rápido do que o normal. Existem relatos de demônios que passaram apenas alguns dias na floresta e, quando retornavam, tinham centenas de anos de idade.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:24 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Qui Nov 19, 2015 10:33 am

Se alguém não sabe nada sobre a morte, então não saberá nada sobre a vida.








Antes de pensar, o corpo de Sean havia agido. Sua faca, aquela pequena lâmina insignificante, havia perfurado a garganta do homem e a última coisa que o menino ouviu desse foi quando o sangue jorrou e ele se engasgou, se afogando nele antes de vir a morrer. Tal qual a visão que Angelique havia previsto, abrindo a pergunta: seria possível escapar do destino?

O trabalho fácil — matar! — precedeu um trabalho muito mais difícil: eles precisavam de uma parte do corpo, afinal, não parecia que as duas crianças sairiam arrastando um homem adulto pela floresta a fora. O que eles precisavam, mais especificamente, era da cabeça. Era preciso separá-la do corpo, cortar os tecidos ainda quentes, serrar o osso duro e encarar aqueles olhos que, embora opacos, ainda pareciam vivos.

Angelique ajudou com sua própria faca — ela não tinha preconceitos com a morte. Também se sujou no sangue que às vezes respingava na face das duas crianças dando uma visão aterrorizante a quem quer que observasse. Daquele jeito, as duas crianças se pareciam mais com dois pequenos e assustadores diabretes.

A floresta se calou.

Como se estivesse satisfeita, a floresta mergulhou num intenso silêncio. Nem mesmo os sussurros dos torturados eram ouvidos, mas, ao mesmo tempo, era como se mil olhos os observassem como uma plateia atenta. Sean não podia ver nem mesmo um animal. Eles estavam ali apenas em espírito e logo saciariam sua sede com um corpo fresquinho e devorariam aquela alma que para sempre estaria ali aprisionada.

No caminho de volta, poucas palavras foram trocadas. O garoto tinha suas mãos manchadas de sangue e talvez quisesse limpá-las, mas aquela mancha ia muito mais fundo do que a superfície de sua pele: o sangue escorria até os confins de seu coração numa marca horrenda violava sua alma. Pouco importava se quem tinha tomado o controle era Ifrit. Daquela vez, Sean compartilhava de igual responsabilidade. Tinha se tornado ele mesmo o demônio. Se não foi ele quem cortou, era indiferente, porque ele havia permitido. Isso o fazia igualmente culpado.


Culpado!


Culpado!


As vozes da floresta ciciavam.


O caminho parecia muito maior para voltar. Uma hora inteira pareceu transcorrer até que o primeiro túmulo pudesse ser notado.

[Sally] — Você conseguiu! — Usou um tom de empolgação. A necromante estava em frente a um caldeirão que borbulhava sobre uma chama azulada.— Você deu o primeiro passo para a Noite, pequeno guerreiro. Seja bem vindo.

Ela abandonou o jantar por um instante e se aproximou rapidamente das duas crianças, ficando bem pertinho de Sean, olhando no fundo de seus olhos.

[Sally] — Agora você está finalmente preparado para a Arte. Vamos começar de novo?


O que era aquilo que aquela mulher via que Sean não via?


05

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Qui Nov 19, 2015 11:31 am

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Por fim, eu havia mesmo matado o homem. Acho que só fui me dar conta disso quando voltamos para onde estava a tia Sally. Durante todo o caminho, teve pouquíssima conversa. Hora ou outra nos olhávamos de relance, como se esperássemos que um ou outro tomasse a frente com alguma brincadeira ou qualquer coisa que desviasse o foco do assunto. Ou talvez não. Só queríamos compartilhar a culpa? Dividir o fardo? Foram inúmeras ideias que me passaram pela mente, mas nenhuma delas conseguiu sobrepor a segurança que as palavras de Ifrit me traziam. Eu realmente estava me sentindo mais confortável em saber que ele estava do meu lado.

E então, as dores de cabeça constantes que eu sofria antes, desapareceram.

— Sim! Nós conseguimos!- Adicionei, dando uma leve cotovelada em Angie como se quisesse partilhar os créditos daquela façanha também com a garota. Trazíamos conosco a cabeça daquele pobre coitado. Seus olhos, opacos e sem vida, ainda permaneciam abertos como se o tempo tivesse congelado sua expressão. Era no mínimo curioso. Ifrit gargalhava, debochou desde o momento em que cravei minha adaga na garganta deste homem, e até o momento atual ainda ria. Por reflexo disso, deixei com que um largo sorriso se formasse em meu rosto, contente, empolgado.

Tomei a frente, puxando a cabeça do homem nas minhas mãos e indo na direção de Sally, que por sua vez também se aproximou. Nos encaramos profundamente nos olhos; da minha parte somente entusiasmo. Eu podia pegar fogo ali mesmo com a proposta daquela moça. Puxa, eu estava tão animado!

— Obrigado tia Sally! Agora vamos logo, estou muito ansioso pra aprender algo novo!- Minhas palavras saíam com inocência. Era como se não houvesse fardo. Os fins justificavam os meios. Estou fazendo algo que agradou Ifrit e que me fez bem, logo estou fazendo o certo e é só isso que preciso saber né?

Com a proposta então de que eu poderia aprender a conjurar aquelas habilidades incríveis da tia Sally algum dia, me deixei levar por seus ensinamentos. Aguardava por alguma instrução mínima do que eu deveria fazer, ainda segurando a cabeça daquele homem por seus cabelos ensanguentados. Ah, acho que meu rosto também estava um pouco sujo, mas eu cuido disso depois. Eu posso jurar que meu entusiasmo era tanto que aos poucos fui ficando imerso naquele mundinho que era a conexão dos meus olhos com os olhos do morto sem vida. Encarei-o profundamente, queria muito enxergar alguma coisa além, ver se eu era mesmo capaz de conversar com a morte como a tia Sally já mencionou antes. O vento assombroso da Floresta bagunçou os meus cabelos, derrubando meu capuz e revelando meus olhos brilhando quase como fogo. Eu podia sentir que não estava sozinho, com todas as minhas forças eu sei que Ifrit também estava ali, olhando ainda mais fundo naqueles olhos do que eu podia imaginar. Eu acho que conseguia sentir tudo, até mesmo as entranhas das árvores dispostas nos arredores. Elas pareciam carregar coisas tão terríveis, eu sinto isso. Memórias, o sangue que penetrou suas raízes e que guardou pedaços de morte e de ódio por todos os lados. Eram todos como pedacinhos de um livro, eu acho. Ainda que, no momento, o único que eu fosse capaz de ler estava bem na minha frente; aqueles olhos opacos me encaravam como um livro esperando para ter suas primeiras páginas exploradas.

— Você gosta de ler?- Ele disse em tom de sarcasmo, dando-me permissão de avançar com o que pretendia.

Era só fazer da mesma maneira que fiz antes, certo? Foi a pergunta que transmiti num último olhar de relance para tia Sally, para só então prosseguir se ela não me interrompesse nem nada.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Nov 21, 2015 3:09 pm

A vida é impermanência.





 
Sally acenou positivamente com a cabeça. Aquela era a deixa para Sean tentar. Ele deveria fazer aquilo que já tinha feito antes. Era fácil, não era? Bastava que repetisse.  

Os sentidos do garoto se expandiram. O vento soprou uivante, mas estava diferente. Carregava consigo um o cheiro da podridão misturado ao sangue fresco. Ele sabia disso, mas não porque podia cheirar. Sabia porque podia sentir. As árvores — testemunhas de toda aquela atrocidade — se mantinham firmes e se nutriam de toda aquela tragédia. Cada uma delas estava ali muito antes de Sean vir ao mundo e provavelmente estariam ainda muito depois. Era fascinante pensar nisso, em cada vida que suas raízes amaldiçoadas sorveram.

O menininho ergueu a cabeça do homem pelos cabelos ensanguentados até que ela estivesse bem a sua frente. Os olhos opacos já se tornavam esbranquiçados. A boca estava aberta, a musculatura da face assustadoramente relaxada e os nervos rasgados ficavam pendurados com veias e artérias logo abaixo no pescoço ceifado pelas duas crianças. Mas onde estava sua alma?

Sean ouviu.

Não com seus ouvidos, mas com seu coração e num lugar muito, muito distante. A fagulha de vida que habitava aquela cabeça ainda era enorme, era uma chama, na verdade, de aspecto verde-azulado e fria que só se podia perceber com os olhos da mente. Longe, ela ecoava seus gemidos e engasgos como no momento de sua morte. O menino deixou que sua própria energia alimentasse aquela chama e ela se tornou mais brilhante. A sensação era muito próxima de antes, mas diferente num ponto muito importante.

O sangue que escorreu sobre seu coração se tornou negro. Pela pequena mancha que ele formou, brotou a escuridão. Como uma peste, contaminou sua magia, maculou sua alma. Mas esta mesma escuridão era decisiva para aquela habilidade. Era através dela que Sean podia chamar os mortos. Ele sabia disso agora. Sabia porque a morte, em sua essência, é escuridão. É como um sono, mas sem sonho nenhum. É a noite sem estrelas. E desta noite emergiu o homem.

[???] — Você me matou, menino! Ela te enganou!

[Angelique] — Eu estava falando a verdade... — Ela tinha seu jeito retraído de falar, mas dava para sentir uma pitada de irritação.

[Sally] — Huhuhuhu! — Saltando e batendo palmas freneticamente. — Você conseguiu, pequeno guerreiro! Uma invocação completa!

Sean deveria estar muito orgulhoso dele mesmo. E Ifrit de sua escuridão...

Mas algo estava errado. De alguma forma, aquela magia começava a se tornar instável.
 
06


Magia:

Olá, Bird!  

Você tem acesso à magia seguinte. Poderá aprendê-la e adicionar à sua ficha, a seu critério. Lembrando que os pontos de magia seguem a mesma progressão dos pontos de HE e tem também um limite. Se optar por não aprender, você não terá mais acesso e não poderá fazer uso dela. O sistema de magias ainda está em desenvolvimento, então ajustes podem ser necessários no futuro, mas fique tranquilo quanto a isso. E parabéns. :3






Nome: Convocar Morto
Nível: 1
Elemento: Trevas
Requisitos: Energia C
Descrição: Chama um espírito do mundo dos mortos em busca de informação. O espírito tem a aparência e a personalidade do morto e responderá a qualquer pergunta corretamente ou não.  Caso se falhe, o espírito pode se enfurecer e se tornar agressivo e também pode acontecer de outra coisa aparecer no lugar. É possível obrigá-lo a responder corretamente caso a Energia do conjurador seja maior do que a do morto em vida. Para convocar um espírito, é necessário pelo menos uma parte do corpo do falecido.
Efeitos: Convoca um morto a falar.
Custos: 20% PE.
Duração: Enquanto mantiver ativa.
Tempo de Conjuração: Instantânea.
Alcance: Toque.
Área de Efeito: Nulo.

Código:
[b]Nome:[/b] Convocar Morto
[b]Nível:[/b] 1
[b]Elemento:[/b] Trevas
[b]Requisitos:[/b] Energia C
[b]Descrição:[/b] Chama um espírito do mundo dos mortos em busca de informação. O espírito tem a aparência e a personalidade do morto e responderá a qualquer pergunta corretamente ou não.  Caso se falhe, o espírito pode se enfurecer e se tornar agressivo e também pode acontecer de outra coisa aparecer no lugar. É possível obrigá-lo a responder corretamente caso a Energia do conjurador seja maior do que a do morto em vida. Para convocar um espírito, é necessário pelo menos uma parte do corpo do falecido.
[b]Efeitos:[/b] Convoca um morto a falar.
[b]Custos:[/b] 20% PE.
[b]Duração:[/b] Enquanto mantiver ativa.
[b]Tempo de Conjuração:[/b] Instantânea.
[b]Alcance:[/b] Toque.
[b]Área de Efeito:[/b] Nulo.


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sab Nov 21, 2015 3:49 pm

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Num piscar de olhos, o vento parou. O silêncio tomou conta da floresta e até mesmo as súplicas carregadas pelo tempo, deixaram de ecoar por ali. Sally me deu um sinal de que era isso mesmo que eu devia fazer, e eu o fiz.

Mais uma vez, Ifrit estava certo.

Senti alívio; suspirei. De repente, uma espécie de energia começou a tomar forma emergindo de um lugar muito além do que os olhos podem ver, oculto naquela cabeça morta. A vida queimou mais uma vez, numa faísca meio azulada que logo tomou a forma daquele mesmo homem. Seu corpo, no entanto, parecia disforme. Por algum motivo me veio em pensamento que talvez não estivesse totalmente sincronizado com a energia que lhe dei. Foi só uma faísca, não foi?

— Eu não disse, Sean? Você não tem nada o que temer. Eu estou aqui. - Os sussurros de Ifrit me tranquilizavam diante a situação.

O homem, agora em espírito, começou a me ofender, gritar, e a medida que ele o fazia, eu podia sentir vibrações. Sim, era uma sensação esquisita, era como se eu pudesse entender passo a passo o que estava acontecendo; ele estava dessincronizado, estava com ódio, enfurecido porque eu o matei, justo eu, uma criança. Angelique murmurou algumas palavras logo ali atrás, daquele jeitinho dela, meigo e retraído. Não deixei de soltar um sorriso, mas nada que me distraísse muito. Eu estava curioso, minha atenção totalmente retida naquele monte de informação que as tas vibrações me traziam.

— É engraçado. É como se você fosse uma brisa de inverno, que assim que toca minha pele, me faz sentir arrepios, mas eu os sinto para então compreende que está frio, e que por isso minha pele se arrepia. - Comentei, como se fosse um resumo do que eu estava entendendo de tudo aquilo. Desta vez, não esperei por aprovação alguma de Sally, Ifrit tomou a frente. Sua presença me tranquilizava mais e também me trazia coragem. Apesar de sentir que eu estava fraquejando e que isso estava deixando o tal espírito furioso, eu soube no mesmo instante que ainda havia uma maneira de tomar o controle.

— Concentre-se Sean. Você o chamou aqui por um motivo, certo? Não perca o foco, você é um garoto esperto, sabe o que fazer. - Ele despejava essas palavras de confiança de uma maneira que eu não tinha como ignorar. Sorri, arregalando os olhos com entusiasmo.

— É verdade! - Falei num súbito, interrompendo o espírito em suas lamúrias. — Ei, cadê meu obrigado? Eu te trouxe aqui de volta e ainda te deixei falar e você nem agradece? Que coisa heim! - Pestanejei, segurando o riso. Claro que ao mesmo tempo, nessa súbita mudança de postura eu soube que precisava ser firme. Por instinto - eu imagino - tentei impor a minha presença de forma mais imponente. Foi eu que o chamei, oras, quem ele pensa que é pra ficar descontrolado desse jeito? Nessa brincadeira sou eu que mando aqui!

— Agora vamos parar com a conversa fiada e me fala, o que é que aconteceu pra você aparecer daquele jeito lá no meio da floresta? - Franzi o cenho, encarando-o co curiosidade. No mesmo instante inclinei um pouco a cabeça, averiguando-o mais de perto como se quisesse ver se ele ainda carregava os tais ferimentos ou se agora, em sua nova forma, ele estava "normal". — Deve ser mesmo muito esquisito você morrer. Você está lá, andando pra lá e pra cá, vivo, e de repente, BUM! Morreu. E aí? Acabou? O que vocês fazem quando morrem? - A euforia era tanta que comecei a andarilhar de um lado para o outro, gesticulando, murmurando um monte de curiosidades... mas acima de tudo, muito imponente em relação a tudo isso. Eu é que tinha controle ali, e eu queria respostas, ora essa!

Off:
* Quero aprender a magia sim *---*

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sex Dez 04, 2015 10:38 am

Não existe cura para a curiosidade.
— D. Parker





 
O espírito daquele homem começava a se tornar negro. A magia seguia rumo ao descontrole. Ele estava furioso. Sua ira era visível no seu relevo que se agitava constante e abruptamente, como se a qualquer momento fosse atacar Sean ou todos ali presentes. Mas isso não era possível. Ou será que era? Afinal, o garoto apenas começava a entender o poder que acabava de adquirir.

Iniciar aquela magia já era simples. Controlar, talvez nem tanto. Por sorte, o garoto contava com um mentor — e não apenas Sally. E ele estava certo, em parte: era Sean que o havia chamado. Aquele espírito já não mais tinha forma nesse mundo. A que exibia, ele tomava emprestada. O seu novo corpo, ou chame como quiser, era inteiramente feito de energia. Mas não era a dele, era a de seu invocador. Era um delicado equilíbrio: torná-la maleável o suficiente para que ele se manifestasse e, ao mesmo tempo, rígida para que ele não fugisse do controle. Por vezes, na tentativa que durou não mais do que alguns segundos, ele quase se apagava, como a chama de uma vela que o vento soprava, brincando de assustar.  

A escuridão se dissipou.  

Sean obteve sucesso. Ter um foco era também um ponto crucial para treinar sua própria mente. A necromante avançou alguns passos e deu uma semi-volta examinando a aparição.

[Sally] — Muito bem! Não o deixe assumir o controle. Nós não queremos que ele se solte por aí...

Então aquilo era mesmo possível. Bom saber.

Se sentindo poderoso, Sean questionou o espírito. Ele tinha uma curiosidade afiada e perigosa. Existiria algo mais inquietante? Se sentir poderoso e curioso era um veneno inebriante.  

Quando perguntou, o espírito se calou. Seus contornos se acalmaram. Seus olhos perderam a "vida". Ele não era mais ele mesmo. Era um fantoche nas mãos do garoto que espiou de trás do crânio ensanguentado só para ter certeza de que as marcas da morte cruel que ele o havia dado ainda estavam impressas no seu espírito: o corte fundo na garganta.

[Homem-decapitado] — Eu fui contratado com meu grupo de mercenários. Eram pessoas estranhas. Lembro que eles tinham um olho desenhado nas roupas. Um olho vermelho. Queriam que atacássemos uma caravana. Queriam que matássemos todos: homens, mulheres, crianças... nós teríamos matado, mas os monstros dessa floresta maldita nos pegaram primeiro! Malditos monstros! Malditos monstros!

Era possível sentir as emoções nas palavras daquele espírito, como se ele revivesse cada trecho das suas memórias ao recordar. Quando ele falou da caravana, Angelique se encolheu um pouco para o lado e aquela ação não passou despercebida.

[Homem-decapitado] — Agora eu entendo! Ela! Ela! Ela era o que deveríamos matar! Maldita bruxa!

E novamente se enfureceu. Desta vez, foi necessária uma maior atitude de Sean, tornando sua energia tão rígida que o obrigou a se calar. Quando fez a última pergunta, ele não respondeu. Não porque o garoto o impedia, mas simplesmente porque parecia não ter voz para tal.

[Sally] —  Cuidado, pequeno guerreiro: algumas perguntas são proibidas até mesmo para os mortos. — Adverte.

Aquele se mostrou um jogo muito divertido. Eram tantas perguntas para tantos mortos. Haveria segredo que Sean não seria capaz de descobrir?  
 
07


XP:

+50xp por atraso.


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sex Dez 04, 2015 9:18 pm

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Eu acho que estava pegando o jeito. Conforme a minha vontade, o tal espírito parecia se curvar ante os meus comandos. Bem que Ifrit falou que eu estaria no controle. A dona Sally também me encorajou, aos poucos fui sentindo mais liberdade, caminhei um pouco de um lado para o outro enquanto pensava nas coisas que o tal morto me falou. O que mais me deixou pensativo foi quando ele falou de uma tal bruxa, só não reparei a qual das duas ali ele se referia; Angelique ou Sally? Bom, Sally tinha mesmo um monte de habilidades legais, mas eu não vejo motivo para que ela seja morta.

— Ei, você devia mesmo estar com tanta raiva? Você já morreu, oras. Não precisa dar satisfação pra ninguém, nem cumprir objetivo nenhum. Sei lá, acho que você pode relaxar agora não? - As palavras podem ter soado quase com sarcasmo, mas esse não era o verdadeiro intuito. Eu estava falando com profunda inocência; é o que eu penso. Ué, eles tinham uma missão. Mas ele morreu, então não tem mais que cumprir nada, só ficar tranquilo. Não vejo motivo pra essa fúria toda.

Mas admito, era incrível essa habilidade que a tia Sally me ensinou. Eu podia jurar que sinto, em cada palavra, as vibrações que carregam sentimentos. Sinto ódio, sinto frustração, sinto revolta. Se eu me deixasse levar, tenho certeza de que surtaria, e certamente daria vazão ao controle de Ifrit. Mas de alguma forma, eu posso controlar isso. Sinto que posso. E quando tenho certeza disso, não sei dizer, parece que fico mais seguro.

— Ora, quanta bobagem! Você já sabe que pode controlá-lo! Porque não tortura ele um pouco? Porque você tem que ser sempre tão inocente?! - De repente, senti frustração vir de dentro de mim. Será que foi por dar muita vazão aos sentimentos do tal espírito, que acabei dando brecha?

— Para com isso, Ifrit! Ele já morreu, eu só o chamei aqui pra perguntar o que aconteceu. Nada de fazer maldade! - E assim, iniciou-se um conflito mental.

— Isso é ridículo! De que adianta tanta habilidade se você não pode usufruir? Vai ficar aí só conversando com ele? Você tem potencial pra ir muito além! - Seu rompante foi tamanho que meu corpo estremeceu. Tenho certeza de que todos ali perceberam. O primeiro sinal foi do próprio espírito que num súbito, teve sua energia dessincronizada, parecia oscilar como ondas num rio. Dei um, dois, três passos para traz, pausadamente. Segurava a cabeça, tentando conter as dores repentinas;

— Eu não quero isso! Você não pode me obrigar! - E a voz começou a fraquejar também; ora oscilando entre o meu tom, e o do demônio. Naquele instante eu senti revolta. Foi acolhedor, porque eu conhecia aquela revolta. Era a mesma daquele espírito. Estava passando por mim, estava me preenchendo devagar, enquanto entre gritos, eu tentava afastar tudo e todos de mim.

— Estou me cansando da sua bondade, pequeno corvo! Ambos sabemos que ela não vai te levar a lugar nenhum! Comigo você pode ir muito mais longe, então já passou da hora de crescer e sair desse conto de fadas! A droga dos seus pais já devem estar mortos, é a sua vez de seguir em frente, de usar esse ódio a seu favor! - Seus sussurros apelavam de uma maneira que me deixou desarmado.

Eu acho que vou perder o controle...

— Cheg... A-AAAAAHHH! - E a última coisa que me lembro foi a escuridão. Eu estava do lado daquele espírito. Ele estava triste. Parecia querer gritar, esforçava-se ao máximo, mas não sua voz não saia. Ninguém podia ouvi-lo. Nem mesmo eu, que estava bem ali ao lado. E então eu dormi...

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Dez 08, 2015 8:20 am

fênix • phoenix • Fenikkusu


As árvores altas e delgadas que formavam aquela parte da floresta avultavam sobre nossos bravos aventureiros, com seus galhos finos e pontiagudos se estendendo ameaçadoramente na direção dos olhos, feito dedos nodosos cheios de maldade e ressentimento. O solo de terra fofa e negra como o negrume abafava o som dos cascos das montarias, deixando escapar nada mais que o mais suave sussurro de terra revolvida. E tudo além daquela névoa parecia distante demais, como se estivessem em um mundo diferente. O cheiro de sangue preenchia as narinas de ambos, assim como o sussurro baixo e constante dos espíritos atormentados tornava difícil ouvir qualquer outra coisa.

Ainda assim, Ree pode sentir aquela pequena fagulha mágica... Se multiplicar. Duas, quatro, nove, vinte. Quantas mais? Era difícil contar, difícil dizer se a faísca era grande o bastante para ser dois, ou pequena demais para estar realmente lá. Hoshitteru podia sentir também. E foi por isso que Ree não precisou dizer, ele soube: Estavam cercados. As montarias pararam de se mover e começaram a relinchar, revirando os olhos e resfolegando. O cheiro de sangue se tornou mais forte, e com ele um cheiro profundo de podridão e morte, mas também havia algo mais, um fedor que fez os pelos de Hoshi se eriçarem.

E de meio a névoa, bem a frente dos dois, surgiu uma criatura.

E, ao vê-la, Hoshi compreendeu sua reação instintiva.


( clique para expandir )

O monstro cão abriu sua bocarra, mas era difícil dizer se ele estava sorrindo ou rosnando, ou apenas tentando intimidá-los. Não que fosse realmente necessário, afinal, não importava em que direção Ree ou Hoshitteru olhasse, havia mais deles. Dezenas. Talvez até uma centena de carniceiros. Mas nenhum sinal de Fae.

— Uma garota, um... – Dessa vez ele rosnou, mas se aquele era um som de raiva ou de alegria isso era difícil dizer. — Felino, e uma fênix... – A criatura deu alguns passos, rodeando os dois viajantes lentamente. — O que fazem aqui sozinhos? Ah... Sim, a fênix, sim. Entendo. Ela parece cansada, deve estar queimando suas últimas penas, sim. – O cachorrão babava e olhava para o pequeno pássaro na gaiola com olhos de cobiça, ele pareceu não notar, mas suas mãos até mesmo faziam alguns movimentos suaves de agarrar. — Devem estar em busca da passagem, sim. Entendo. Querem chegar à Forja. Sim, a Forja de Brighid, sim. Entendo.

Então ele abriu sua bocarra em um sorriso. Sim, um sorriso tão largo que parecia cortar o rosto do cachorrão carniceiro ao meio. — Impossível. Ao menos não sem um guia. – Ele soltou um risinho satisfeito e esfregou as mãos, então encarou Ree diretamente, como se a tivesse tomado como a líder da dupla. — Se estiver aberta a uma pequena barganha, eu e meus irmãos ficaríamos satisfeitos em guiá-la até lá pessoalmente... Sim, por um pequeno preço. – Ele então encarou Hoshitteru e seus olhos pareceram brilhar, enquanto o carniceiro salivava ainda mais. — Nos entregue seu serviçal. Ele tem um cheiro tão... Agradável. Saboroso. Sim, nos entregue ele, e a guiaremos. Você não precisa dele.

O carniceiro deu um passo à frente, e o circulo pareceu se fechar ainda mais ao redor dos dois aventureiros. Eles puderam captar sons de armas deixando as bainhas e captar o brilho característico do aço mesmo em meio à névoa. Talvez não houvesse um modo de sair daquela sem uma luta... A menos que Ree decidisse entregar o que eles queriam. Ou talvez até mesmo se ela entregasse. Afinal, o olhar ganancioso do líder dos carniceiros não se estendia apenas para Hoshitteru, mas se dividia entre o jovem meio-felino e a fênix engaiolada.

O que fazer? Onde estava o guia? Onde estava Fae?

— Seja esperta e faça a escolha certa. – O carniceiro sussurrou. — Sabe que não pode vencer todos nós. – Novamente o sorriso. — E um carniceiro sempre consegue o que quer. Seja na vida, ou após a morte. Sua morte.

Risadas guturais ecoaram de todas as direções.

O que fazer?

○ ○ ○


OFF: Desculpem a lerdeza! Quase de férias~

Xp de atraso:

Hoshi +150xp
Ree +150xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +800xp
Ree +900xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
Takaras • Floresta da Tortura


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Ree em Sex Dez 11, 2015 11:12 am

Ree não precisava olhar em volta para saber. Estavam cercados. Aquelas criaturas mal pareciam ter almas. Talvez um dia já tiveram. mas hoje elas estavam tão fracas que não passavam de meras fagulhas. Aquilo era ruim.

Clock Bunny rosnava, seus pelos eriçados, orelhas baixas e unhas cravando nos ombros de Ree. Ele sentia sede de sangue, e correspondia aos instintos da mesma maneira.

Um dos carniceiros se pôs a frente, indicando talvez que fosse o líder. Ree o media de cima abaixo, calculando as capacidades que a criatura teria. Eles pareciam bem selvagens. Fortes. Porém fracos na magia. Infelizmente, eram muitos, e mesmo com sua melhor habilidade, não seria capaz de bombardear a todos, além de ficar extremamente vulnerável logo após. Atacar não era o plano.

Seus olhos carmim seguiam o canzarrão, sem nunca abaixar o escudo. Ainda que de frases rudimentares, o carniceiro deduziu corretamente a situação. Na verdade, ele fornecera sem querer mais informações do que Fae até aquele momento.

"Para onde raios a carcaça foi parar?"

Ree começava a desconfiar que o desgraçado estava testando ambos. Primeiro pelas almas, no qual sem querer acabou flagrando o mesmo a observando mais cedo. Agora, os carniceiros e seu sumisso.

O cão começou a se dirigir a ela. Apesar de tudo, a lógica deles era simples, e Ree gostava daquilo. Mostrava o quanto não sabiam com quem lidavam. A garota se virou para Hoshi, analisando o mesmo. Depois, voltou-se para o líder, e sorriu.

- Você está certo. Você é o alfa desta matilha? Tenho que admitir, parecem bem fortes - Um pouquinho de massagem no ego dele... -  Honestamente o garoto só está me trazendo problemas, não me importaria de trocá-lo por um guia mais útil. Se vocês me levarem até a forja, podem come-lo. APÓS o serviço. E mais...

Ree pulou do cavalo, se mostrando disposta a negociações.

- Seja meu guarda até lá. Se eu conseguir realizar este serviço completo, consigo fornecer mais de onde esse veio - Ela sorriu daquela sua maneira meio macabra, como se entendesse os prazeres de uma boa caça - Eu não fedo a morte por acaso... O que me diz?

Ree estendeu a mão, esperando pelo acordo. Seu escudo ainda estava ativado, mas duvidava que os cães fossem sensíveis o suficiente para sentir a magia ao redor. Ainda mais num lugar impregnado dela.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Qui Dez 24, 2015 9:36 am

Se vale a pena viver e se a morte faz parte da vida, então, morrer também vale a pena...
— E. Kant





 
Manter um espírito não era tão fácil quando o seu próprio estava em conflito. Luz e trevas se chocavam no interior de Sean e, como o calor e o frio, produziam uma violenta tempestade. Ele não podia perceber naquele instante, mas isso ficava evidente na sua magia que se retorcia e deformava como graveto no fogo. Afinal, as emoções e os sentimentos eram a pedra fundamental daquela arte, a magia.  

Primeiro o fantasma tremeu como se o vento Bóreas soprasse sobre ele sua fúria. A energia descontrolada do garoto passou, então, a alimentar a aparição sem que o próprio percebesse. Ele inflou, perdeu a forma e a expressão, perdeu sua alma e se tornou um amontoado de energia sem personalidade, perigosa e destrutiva; uma bomba verde e luminosa prestes a explodir!

Percebendo o perigo, Sally se afastou. Com uma mão ela trouxe Angelique para trás consigo. Não que Sean, naquele estado inconsciente pudesse notar isso, mas, em seguida, uma série de braços esqueléticos se ergueu na frente da necromante, construindo uma verdadeira muralha de ossos em sua proteção. A energia do garoto era forte demais para que ela pudesse controlar. Se proteger era uma opção muito mais plausível.  

Quando Sean terminou, toda aquela energia se dispersou numa nuvem luminescente. Não que ele pudesse lembrar, porque, antes disso, o garoto havia perdido seus sentidos. Sua energia havia sido inteiramente consumida por aquela magia sem controle e ele foi jogado àlguns metros pelo ar.

Veio a escuridão.

O menino sentiu com ela a presença da Morte. Sua mão esquelética segurou a sua firme e amistosamente. Era como se ela fosse uma velha conhecida, como se sempre estivesse bem ali, ao seu lado. Uma velha amiga. Dentre outras almas, ela o acompanhou para um passeio...

???:

Tudo o que aconteceu nesse tempo é um mistério. Nessa lacuna é onde se encaixa a campanha Considere-se Morto. Sua memória retornará ao mesmo passo em que a campanha for se sucedendo.


Depois de algum tempo Sean despertou, mas não foi suave. Ele retomou a consciência como se emergisse de um longo mergulho ávido por respirar mais uma vez. O ar tomou rápido seus pulmões, fez arder seus antigos ferimentos. Ele estava, talvez não confortavelmente, deitado sobre um leito de ossos. Mãos esqueléticas o recobriam como um véu mórbido e bizarro. Sally estava ao seu lado.

[Sally] — Pensei que não iria voltar dessa. Achei que a Morte tinha me trapaceado. — Suspira. — Você ficou sem respirar por muito tempo. Ainda está funcionando?! — Cutuca e vira a cabeça do menino como se ele fosse um objeto. — O que foi que você viu do outro lado?!

[...]

Enquanto Sean contava ou, bem, tentava, Angelique se aproximou trazendo um pequeno caldeirão de onde um vapor quente levantava como pequenas serpentes dançantes. Ela alcançou para a necromante que retirou de dentro dele uma colher de ossos branquinha bem cheia.

[Sally] — Tome isso. Faz bem para os ossos.

O chá ou seja lá o que fosse tinha um sabor que poderia apenas ser descrito como estranho. Não era ruim, era uma mistura de doce com salgado e o líquido tinha uma cor escura muito suspeita. Mas, se ela dizia, quem sabe era bom mesmo. Bom para os ossos. Sally parecia entender bem de ossos, afinal.
08


Presente de natal!:

+50xp de presente!






Mentira. É de atraso mesmo. Como o fórum entrou em férias dia 16, então é só uma semaninha,


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sab Dez 26, 2015 6:21 pm

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Me lembro de ter sonhado. Sonhei com coisas estranhas, diferente de tudo que eu já tinha visto e vivido. Parecia um mundo de fantasia, cheio de coisas interessantes, e assim como num piscar de olhos, tudo sumiu. Ficou tudo escuro de novo. Por muito tempo. Depois eu me lembro de ouvir a respiração do Ifrit. Ele estava irritado, mas também estava fraco, eu podia sentir. Concomitante, pude ouvir a voz da tia Sally ecoando de longe... foi chegando mais perto, foi me acordando... até que...

— Nghh! - Me contorci.

Abri os olhos num súbito, tentava respirar mas estava com muita dificuldade. Era uma sensação parecida com a de ter quase me afogado. Senti meu peito arder um pouco, fraquejei, me encostei em alguma coisa. Não sei dizer o que era. — Hmm.... o-o..oque aconteceu, t-tia Sally? - As palavras ainda saiam com dificuldade, estava mesmo difícil de respirar. Eu também estava um pouco tonto.

Foi preciso algum tempo pra acordar direito. Minha cabeça doía, eu sentia uma espécie de fraqueza, como se eu tivesse dormido muito. Tia Sally me revirou de cima pra baixo, ponta cabeça, chacoalhou, queria ver se eu estava bem. Aquilo me rendeu alguns risos bobos. Senti falta disso, não sei porque. Ouvi a voz de Angelique ali por perto também, senti alívio.

Foi então que comecei a pensar. Antes disso tudo eu estava aprendendo aquela habilidade dos espíritos não é? Depois eu lembro de ter discutido com o Ifrit...e aí... eu não me lembro mais. Que dor!

— Por quanto tempo eu dormi, tia Sally? Estou tão cansado.. - Resmungava com um pouco de manha. Aceitei aquela colher de alguma coisa que ela me ofereceu, bebi, senti o líquido fazer cócegas na garganta enquanto descia. Tossi um pouco, mas consegui engolir com certo esforço. O gosto até que era bom, diferente do aspecto é claro. Sequer pensei em perguntar do que se tratava, só bebi.

— Eu não me lembro direito o que aconteceu... só parece que eu dormi por muito tempo. - Era tudo que eu podia responder. E aos poucos a tontura estava amenizando.

Afinal, o que foi que aconteceu?


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Jan 16, 2016 2:45 pm

Sally suspirou pesado. Ela parecia relutante em responder as perguntas de Sean. Mas, no fim, não havia por que esconder. Não tinha motivos para poupar sua inocência há muito perdida, essa era a verdade.

[Sally] —  Você ficou desse jeito por muito tempo. Difícil dizer. Não é tão simples contar os dias por aqui... — Olhando para o céu escuro por trás dos galhos secos e amaldiçoados das árvores. — Alguns dias, talvez. Eu sabia que essa magia podia dar errado, mas nunca tinha visto acontecer dessa forma. Parece que ao invés de trazer alguém de volta, acabou te levando para o outro lado por um tempo. Você é um sortudo, sabia? — Fazendo um cafuné na cabeça dele e depois levantando e se afastando um pouco. —  Eu acho, não, eu tenho certeza que você esteve morto por algum tempo.

A necromante dizia aquilo com algum pesar. Era estranho. Era como se ela estivesse escondendo alguma coisa, evitando que uma informação escapasse. E não era só o fato de que não teria o corpo magnífico e crescido que esperava.

[Sally] — Antes de explodir, você estava falando algumas coisas estranhas. Parece que alguém aqui vem guardando um segredinho. Quem diria! Quem diria! — Dando uma voltinha e retornando para perto de Sean. — Como é o nome dele, você sabe? Ou seria ela? Hmmm... deve ser realmente desconfortável duas almas num corpinho tão pequeno. — Examinando com o olhar.

Parecia que tudo havia corrido bem, afinal. Mas então por que Sean continuava com aquela sensação de que havia algo errado? O que será que Sally não queria lhe falar?

Enquanto isso, Angelique se mantinha em silêncio ali perto. Ela parecia se dar muito bem com a necromante, já que se mantinha sempre por ali. Amigas, parentes, estranhas: era difícil deduzir a relação entre elas, mas era bem próximas. Talvez a fascinação que Sally tinha pela morte combinava com o dom negro de poder ver os momentos finais de cada um.  
 
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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sab Jan 16, 2016 6:00 pm

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Sally parecia um pouco insatisfeita com as minhas perguntas ou talvez fosse só paranoia minha?

O problema é que as coisas ainda estavam estranhas. Eu não lembrava de quase nada, Ifrit também não comentou nada desde que acordei, Angelique também não falava nada. No fim das contas aquilo já estava me deixando irritado, decidi deixar pra lá depois de inchar as bochechas, insatisfeito pela falta de informações. Terminei de tomar o caldo que me fora oferecido por Sally, então, voltando a prestar atenção no que ela dizia.

Desta vez falou sobre Ifrit. E agora, o que faço? Conto tudo sobre ele? Não sei porque mas o tom nas palavras dela me pareceram de bastante curiosidade. Será que ela ficaria satisfeita se soubesse? Ah, que seja! Se ela não acreditar também, vai ser só mais uma.

— E-ele...se chama Ifrit. - Gaguejei um pouco no começo mas depois consegui falar o resto.

Eu estava me sentindo mais tranquilo, sereno, até um pouco tímido de novo. Não sei explicar o motivo. Parecia que voltei de uma viagem de longa data. Estava me sentindo esquisito, sem intimidade com ninguém, recluso. Não queria falar muito, estava deslocado no meio daquela conversa. Oras, o que eu podia dizer? Eu acabei de esquecer um monte de coisa!

Essa não...

De repente abaixei, fitando o solo, meio desolado. Estava um pouco cabisbaixo mesmo, era tão triste não conseguir lembrar das coisas. Isso voltou a acontecer então? Por que tenho essa impressão, será que já aconteceu antes?

Meu nome é Sean. Sean Lionheart! - Isso insistia em ecoar na minha cabeça, parecia um pouco com minha voz, mas era meio esquisito, uma voz metálica, vazia. Só ficava repetindo a mesma coisa como se eu não pudesse esquecer disso nunca. Esse sou eu? As perguntas continuavam me deixando tontinho. Decidi levantar, mesmo meio zonzo.

— Ei, acho que estou me lembrando! - E aos poucos uma avalanche de informações parecia me trazer de volta pro presente. — Eu e Angelique matamos aquele homem não é? E depois eu o trouxe pra cá e você me ensinou a falar com ele não é? Estou certo tia Sally? - Eu estava atônito pelo monte de informações. Mais ainda porque sentia que estava faltando alguma coisa. Fiz um esforço, mostrando os dentes que insistiam em morder um o outro, forçando minha mandíbula. Tudo isso só pra tentar lembrar que;

— Estamos atrasados! Preciso levar Angelique embora, não é?! - Aleguei de supetão.

Até então, Ifrit não falou mais nada. Que esquisito.

* Considere esse surto na personalidade do Sean como parte da relação dele com o Ifrit. É como se ele tivesse voltado a agir um pouco como ele era antes, timidozinho, na ausência da influência do Ifrit que está meio de escanteio depois do desgaste.


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Sab Jan 23, 2016 12:22 am

Sua busca por uma saída ou caminho naquela mata fechada se mostrava mais e mais infrutífera,  revelando que a floresta parecia fazer juiz a todo o mistério o qual havia ouvido brevemente os rumores na cidade sobre ela. Entretanto, a "jovem" parecia bem familiarizada com tal local e agia com naturalidade, provavelmente tendo se achado talvez ou quem sabe ela não se importava. Na pior das hipoteses, era uma armadilha para pega-lo, mas preferia não pensar em tal assunto...

Gradativamente o local foi se transformando conforme se aprofundaram mais mata a dentro, tomando todo o local uma coloração rubra, algo que o levou a se questionar sobre aquilo pois era completamente improvável tal local logo naquele reino. Talvez houvessem passado por um portal em meio a neblina, o que justificaria a mudança brusca, mas talvez tivesse sentido, coisa que não percebeu.


- Encontrei o lugar... Sabia que era esse o caminho. Hihihi


- Ainda bem, estava começando a acreditar no que disse sobre estar perdida hehe

E então o Lich acompanhou com os olhos a jovem, recolhendo com delicadeza e atenção as flores, como se ela tivesse todo o tempo do mundo, coisa que não estava longe da verdade, enquanto ele próprio apenas ficou parado em silêncio, aguardando, pois não havia muito o que dizer ou fazer, apenas faria companhia para ela em seu trabalho.


- Pronto, já tenho tudo que precisava, agora posso voltar ao templo. Espero não tê-lo cansado demais, senhor Bones. – Muito obrigada por me acompanhar até aqui, há muitos anos não ando sozinha por esta floresta.


Ao lhe entregar a flor, aquele gesto o pegou de surpresa, foi completamente inesperado e o deixou momentaneamente sem reação. Com cuidado pegou a flor e a prendeu do lado de dentro de seu manto, onde havia bastante espaço entre suas costelas para ela ficar, enquanto que em sua mente inundavam pensamentos sobre o quanto ele fora escorraçado e maltratado mundo a fora, enquanto aquela delicadeza contrastou e o fez momentaneamente se sentir vivo novamente, respondendo de uma forma um pouco mais gentil, agradecendo.

- Eu que lhe agradeço por devolver uma parte de mim. Então vamos até nosso próximo destino...

E com isso a acompanhou silenciosamente, momentaneamente um pouco mais reflexivo sobre si mesmo, mas procurando ainda estar atento a ela e onde estava, pois uma floresta não recebia um nome como aquele sem motivos.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Seg Jan 25, 2016 11:25 am

BONES

- Claro, vamos sim. – Talvez fosse só brincadeira a parte de estar perdida, ou talvez não. Vai saber se ela encontrou aquele lugar apenas por acaso? De qualquer forma, ela seguiu em frente, caminhando mais a dentro da mata rubra, agora já não cantarolava mais, apenas seguia com seus passos ritmados, saltitando como uma menininha que passeava pelo parque, era realmente de impressionar que mesmo morta, ela ainda mantinha tantos de seus traços que tinha em vida, assim como sua inocência e gentileza.

Apesar da aparência um pouco mais “viva” daquela área da floresta, ali era um lugar ainda mais sombrio que o restante da floresta. Constantemente era possível ouvir o ranger da madeira, como se as arvores estivessem se movendo, era como se elas tivessem vida própria. E vez ou outra, um gemido cortava o ar e o silencio, um grito de dor e desespero que ecoava pelo grande vazio da floresta, como se uma alma torturada vagasse ao longe.

Ao virar na copa de uma grande arvore, a jovem pareceu se assustar, parando em seguida de súbito. – Oh! Parece que alguém não teve sorte andando por aqui... – E quando Bones olhou, viu que se tratava de uma carcaça, já morta há muito tempo, mal dava para distinguir seu sexo avançado era seu estado de decomposição. Não era possível ao lich sentir o cheiro, mas dava para imaginar pela quantidade de moscas e vermes ali que a coisa não era nada boa. – Melhor seguirmos em frente, Senhor Bones.
Você recebeu 300exp pela aventura até aqui + 150 do bônus narrativo. Pode adicionar à sua ficha.




Olá, Bones!

Seja muito bem vindo à Floresta da Tortura. Espero que sua estadia seja muito... gratificante.

Como combinado com sua narradora, estarei repassando os posts dela assim que ela me passar. Qualquer coisa pode se comunicar diretamente com ela.


BIRD



O que faz um herói não é a vitória, mas a aventura.




 
 [Sally] — Ifrit, então! — Exclamou apertando os olhos e mirando bem dentro dos de Sean. Sally olhava para um lado, depois para o outro, examinando, tentando ver alguma coisa, como se buscasse a visão do demônio lá dentro. Mas não podia ver nada. Se pudesse, Sean saberia.— Deve ser bem apertado aí dentro...

Satisfeita, a necromante voltou à sua postura normal — se é que alguma coisa ali poderia ser dita "normal". Ela fez um sinal para Angelique que lhe alcançou mais daquela bebida que serviu novamente ao menino. De qualquer forma, depois de tanto tempo, beber alguma coisa, qualquer que fosse, deveria ser bom. Seu corpo pedia por isso.

 
[Sally] — Isso. Isso. Aham. — Respondia a cada fala de Sean, acenando a cabeça positivamente. — Isso mesmo. Quer dizer, não! Você não pode sair! Quer dizer, não agora. Quer dizer, não a qualquer lugar...

Sally se afastou alguns passos. Receou algumas vezes, parecia pensativa, encontrando as palavras certas para falar alguma coisa.

[Sally] — Você esteve ao lado da Morte muitas vezes em pouco tempo. Isso não é bom. A conexão da sua alma com seu corpo pode ter ficado fraca. É como uma corda... — Gesticula como se segurasse uma e depois imita puxar. — Se você força demais, ela fica fraca. Pode arrebentar a qualquer momento... isso não é bom. Você pode morrer a qualquer momento, assim, do nada! — Volta a encarar Sean nesse momento, falando bem firme e fazendo uma pausa, com tom de história de terror. — O que pode ser bom para o outro aí dentro. Aposto que Ifrit vai querer um corpo só dele. Mas também pode ser ruim. É imprevisível! Se você morrer dessa forma, pode ser que os dois morram! O que seria uma pena...

Moveu a cabeça negativamente sucessivas vezes. Aquele era um final que ela realmente não esperava. Talvez fosse como perder um investimento: um corpo, ou ossos, jovem e fraco ao invés de um grande e forte. Será que ela ia querer que ele morresse antes da velhice? Depois ela mesma encheu uma colher e enfiou na própria boca como se fosse uma delícia.

[Sally] — Existe uma cura. Uma rara e perigosa cura. O que vai precisar de uma aventura! Sim! Perigosa e interessante aventura! Não é empolgante? Eu mesma iria, se pudesse... mas acontece que não posso. Fazer o quê? Minha arte tem um preço, sabia? Eu não posso deixar esse cemitério. Mas em troca controlo sem falha todo e qualquer osso aqui enterrado. Posso também expandi-lo com mais ossos! Um dia a floresta inteira vai estar coberta de ossos! Não, melhor: a ilha inteira! Huhuhuhu... — Divagando como se Sean não estivesse ali. — O que você me diz? Hein? Hein?!

Uma interessante e perigosa aventura! Era algo a se pensar. Mas será que existia escolha?

10


XP:

XP, finalmente!
Pode adicionar 350xp. Estou considerando um bônus por ter aprendido uma magia nova e pela primeira vez.
Como o fórum só saiu de férias no dia 22, não tem atraso, ok?


Última edição por NR Katsuo em Sex Fev 05, 2016 4:31 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Qua Jan 27, 2016 12:33 am

Aquela floresta começava a dar sinais da agonia e sofrimento que escondia, dos inumeros espiritos que por ali ainda vagavam sem rumo, o que nem sempre acabava bem para um par de viajantes desavisados caso desse de cara com um deles mal humorado.

Ainda refletia sobre o gesto da garota, tentando afastar os pensamentos de desconfiança de outrora ao lhes diminuir a chance de ocorrência, mas sabia que com isso poderia aumentar o pesar caso viessem a se concretizar. Um risco disposto a correr.


– Oh! Parece que alguém não teve sorte andando por aqui..


- Garanto que para estar andando por aqui ele não teve sorte alguma em sua vida... hehehe Deixe-me ver

Era um corpo, ja putrefazendo, sem conseguir maiores detalhes de uma olhada superficial. Parecia estar ali a bastante tempo, então provavelmente não era dele os gemidos que ouviram pouco tempo atras.

Poderia melhor examina-lo e ter uma noção daquilo que lhe causou a morte, mas não faria diferença alguma naquele momento, apenas iria atrasa-los ainda mais, coisa que sentia que o templo poderia ter muito mais conhecimento do que um corpo na floresta.


– Melhor seguirmos em frente, Senhor Bones.


- Vamos, minha cara, a floresta reivindicou este viajante para si, será melhor não mexermos nas coisas dos outros...

Ate pensou que o corpo poderia ter algum tipo de informação ou dinheiro, talvez um item, mas naquele momento era melhor continuarem, queria evitar de acordar os mortos, quem sabe outro dia, quando não restasse mais corpo, pudesse voltar e conferir. Ele tinha todo o tempo do mundo para isso...

[off: opa, blz? tranquilo ^^ era vc q queria narrar pra mim, agora ta tendo uma oportunidade meio indiretamente de fazer isso hehehe bem vindo a minha historia, puxa uma cadeira e aperta os cintos, se prepara pq tenho andado empolgado ^^ hehehe ]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Qua Jan 27, 2016 10:44 am

Prosseguindo, mais uma desventura parecia surgir em nosso caminho, e esta trazia consigo um odor ainda mais podre e fétido do que os anteriores. Era tão perturbador que sentia um grande arrepio percorrer por toda a extensão do meu corpo. Com esta constante sensação estranha, me atentava mais uma vez aos arredores, já percebendo com o sessar das cavalgadas que estávamos cercados, mas só pudera ver do que realmente se tratava quando uma das criaturas se aproximou.

Cães ferais, que mais pareciam monstros. Estavam por todas as partes, nos impedindo de prosseguir. O líder deles parecia ser aquele que se colocava na frente, já que era o único do bando à se pronunciar. E este se situava cada vez mais próximo, em pouco tempo ele já estava nos rodeando, como se estivesse nos examinando.

Quando ele finalmente parou, estava mais próximo à mim, com os olhos atentos à gaiola. Sua excitação era tanta que poderia dizer que ele estava babando. Incomodado, sibilei instintivamente, exibindo os dentes e aderindo uma posição diferente em cima do cavalo enquanto agarrava a gaiola com um pouco mais de força e a trazia para o lado oposto do cachorro.

Não levara muito tempo para que sentisse a necessidade de sibilar novamente para o monstrengo. Recuando o corpo com uma cara de espanto e nojo. Aqueles cães não queriam só à mim, como também a fênix e possivelmente Ree também. Aos seus olhos eramos apenas um grande banquete.

Assim sendo, não me surpreendi com as respostas de Ree, apenas decidi deixar tudo em suas mãos na esperança de que ela soubesse o que estava fazendo. Afinal, de certa forma ela acabava sendo a líder mesmo, não que isso fosse de muito importância para mim já que líder nato era uma habilidade que eu não possuía.

Outro fato estranho era a falta do senhor Fae naquele cenário, a qual não pude deixar de notar, principalmente após o monstro citar sobre a necessidade de um guia. Se fosse possível, tentaria usar daquela técnica posterior de localização, já que estávamos conectados ou algo semelhante provavelmente conseguiria encontra-lo com facilidade.

Independente das ações dos cães dali em diante, ou da ausência do senhor Fae, estava atento à tudo, com os instintos felinos à tona e a concentração necessária para invocar Kemo o mais rápido possível, isto é, caso fosse necessário.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Off:
Vish, dessa vez acabei demorando um pouco mais do que esperava, me desculpe. A minha desculpa dessa vez é por causa de uns probleminhas aqui em casa mesmo e também tem toda aquela história de qual faculdade escolher e tudo mais. Acabei nom tendo tido tanto tempo livre ultimamente, por isso a demora. Mas falando do post, eu nom sei se interpretei corretamente essa rixa entre cães e gatos sem sair do personagem (auheuaeha), entom qualquer coisa ou errinho é só mandar uma mensagem em pvt. Mil perdões pela demora novamente e um abraço. c:

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Qui Jan 28, 2016 12:15 pm

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Aposto que o Ifrit vai querer um corpo só pra ele

Aquelas palavras martelavam minha cabeça causando desconforto por um tempo. Fiquei pensativo.

Sally fez tanta referência para que eu tirasse Angelique daquela floresta e, mesmo agora com um lugar como o tal Templo, ela não quer que eu vá? Isso me deixa muito confuso, eu realmente não consigo entender o que ela quer. Tomei mais um pouco daquela sopa que ela me oferecia, realmente parecia gostoso e a sensação do líquido descendo pela garganta era confortante. Tinha gosto de lembrança. Nostalgia. Sorri por fim, lembrando um pouco de meu pai. Do pouco tempo que convivemos naquele lugar, acho que era um porto. Eu sentia muita falta dele... do meu pai.

Meus olhos então arregalaram-se quando dona Sally mencionou sobre uma espécie de cura. Eu nem sabia se isso era possível, foi tanto tempo convivendo com Ifrit que já imaginava ser impossível retroceder tudo isso. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi; será que eu quero mesmo ficar sozinho de novo?

— Cura?! Isso parece... interessante. - As palavras saltaram da minha boca sem meu consentimento. Não houve alteração no tom mas, eu sabia que foi ele. Desviei o olhar logo em seguida, com medo de que Sally ou Angelique notassem alguma coisa. Mas já era tarde. A proposta de Sally pareceu tão tentadora pra ele que eu senti meu corpo inteiro formigar. — Você deve estar certa! Uma cura resolveria todos os meus problemas, sendo assim, onde começamos? - Completou Ifrit, ainda falando através da minha voz.

Era incrível, ele estava muito mais forte que antes. Eu simplesmente não conseguia contê-lo. Foi uma dominação completa por um curto período. Depois senti a formigação se concentrar em minhas mãos, aos poucos fui retomando meu estado normal, com um pouco de náusea. Olhei para minhas mãos, em seguida para Sally e depois Angelique. Rapidamente escondi as mãos atrás da cintura e deixei um sorriso desajeitado ganhar espaço em meu rosto. Acho que elas já viram esquisitices demais por hoje.

— Angelique virá comigo, tia Sally? - Perguntei, ainda meio envergonhado com a situação anterior.


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sex Jan 29, 2016 8:14 am

fênix • phoenix • Fenikkusu


Após Ree anunciar sua ousada proposta, caiu-se um pesado silêncio naquela parte da floresta, de maneira tal que era possível ouvir o sopro do vento e o resfolegar das narinas dos monstros que os cercavam. E então, subitamente, o líder começou a rir. Ele gargalhava de forma quase incontrolável, riu até acabar se dobrando ao meio. E, assim como ele, vários outros cães também riram, gritando a plenos pulmões.

E então o líder parou, secou uma lágrima de seus olhos e levantou sua mão direita. Os cães pararam de rir. De fazer qualquer espécie de barulho. Quase como se não ousassem repirar.

— Contrato aceito. – Rugiu o líder. E então foi uma cacofonia de gritos, berros, urros. Todos tentando protestar, praguejar e amaldiçoar ao mesmo tempo. Mas, novamente, o líder apenas precisou erguer a mão direita para que todos os seus seguidores se calassem. — Vamos guiar a jovem Feiticeira até A Forja de Brighid, sim, está decidido.

Dessa vez os cães permaneceram em silêncio.

— Iremos pelo caminho mais curto, mas também um dos mais perigosos. – Ele soltou um risinho bem humorado. — Não que exista algum lugar nessa floresta que não seja perigoso ao extremo, obviamente. – E em seguida partiu em um trote na direção da floresta, como se a neblina suave que agora os envolvia sequer pudesse perturbar seus olhos.

Nesse instante, porém, enquanto os cães abriam caminho para os cavalos e que todos seguiam o novo líder, Ree pode sentir uma presença muito sutil, extremamente sutil, algo que ela já havia notado, mas mais parecia uma impressão do que a constatação de um fato: À cerca de cinquenta metros de onde estavam, havia uma presença mágica que os estava seguindo. Não uma presença forte, mas a mais tênue sugestão de um resíduo. Enquanto, por outro lado, Hoshitteru podia sentir entre suas omoplatas a sensação constante e forte de que alguém o estava observando. Alguém que estava muito, muito mais perto do que eles imaginavam.

Mas isso talvez não importasse. Poderia ser Fae, ou poderia ser qualquer um. No entanto, eles tinham novos guias, e estavam seguindo rumo a um novo objetivo. A Forja de Brighid


O que fazer?

○ ○ ○


OFF: Ano novo, trabalho novo, correria antiga. Malz a demora! >.<''

Peço desculpas pelo post não tão detalhado, prometo que no próximo capricho muito mais! Qualquer dúvida, pm-me.

Xp de atraso:

Hoshi +100xp
Ree +100xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +900xp
Ree +1000xp Upou de Nível!

Pessoal, comecei a trabalhar em uma nova empresa e estou em periodo de treinamento, me adaptando aos equipamentos e tudo mais, mas devo ficar mais livre à partir de domingo. Então tentem postar até lá que já posto novamente e podemos tentar seguir em um rigmo mais agradável para todos. :3
Takaras • Floresta da Tortura



BONES E BIRD EM BREVE AQUI.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Ree em Sex Jan 29, 2016 10:30 am

Ree não fazia a mínima idéia do que fazer... a primeira parte do plano havia funcionado: Não serem mortos naquele instante. O passo 3 era jogar a fenix no fogo e ir embora. O passo 2: se livrar dos cães, ainda estava em planejamento....

Ela limpou a mão nas laterais do casaco, e voltou a sua montaria. A decisão do líder pareceu não agradar muito a matilha. Porém, foi um movimento de sorte, e deu certo. Os cães poderiam ter simplesmente atacado, já que o que Ree prometia, era algo futuro. No entanto, agora tinham um trato, e podiam prosseguir viagem. Odiava ter que admitir, mas teria que contar com a sorte, e os perigos da floresta, para se livrar do máximo de guardas até a chegada na forja. Ou nenhum deles sairia intacto de lá.

Ela espiou rapidamente para o youkai, que parecia bem diferente da criatura que vira a segundos atrás. Os instintos lhe imprimiam um olhar mais atento, e até sua postura havia mudado.

"Finalmente... Quem sabe assim você não fica mais esperto, garoto? "

Também olhou para a Fenix, notando que a cada minuto que desperdiçavam, a ave parecia se tornar mais fraca. Ree ajeitou a postura, e esperou que alguns guardas partissem, para que ela também os seguisse. Clock Bunny, porém, não estava com ela. Ele seguia em cima da gaiola da Fenix, como uma proteção extra, caso algum cão resolvesse querer petiscar no caminho.

E enquanto cavalgavam pela floresta, ela pode sentir. Olhou para trás enquanto cavalgavam, procurando, sem nada achar. Porém, já possuía uma teoria de quem seria.

"Muito bem Carcaça... Assista do seu camarote. Se isso é algum tipo de teste, eu aceito. "

Voltou-se então para frente, concentrada no que teria que fazer dali em diante. Cada perigo e oportunidade de terreno, ela teria que dar um jeito de sabotar aquela caravana. E não tinham muito tempo.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Jan 30, 2016 4:33 pm



BONES



Caminhando mais um pouco a dupla foi se embrenhando mais na mata rubra, um misto de beleza e mistério rodeava aquele lugar por completo. Como era possível um lugar daqueles existir numa terra amaldiçoada como Takaras? Do que eram feitas aquelas plantas e arvores cor de vinho? Talvez no templo conseguisse a resposta, talvez até antes. Mas até mesmo a beleza sombria da floresta poderia ser apenas um jogo, uma armadilha para atrair desavisados, que por sua vez terminavam como aquele corpo, jogados no meio da floresta, sendo comidos pelas larvas e corvos e suas almas sendo amaldiçoadas a vagar eternamente pelo vazio.

- Esse é meu lugar preferido da floresta, foi aqui que eu despertei. Costumava vir aqui sempre alguns anos atrás, mas ultimamente quase não tenho vindo, só quando Kalysta me pede algum favor.

Novamente o som de ranger da madeira, mas dessa vez mais alto, realmente parecia que uma arvore estava se movendo, mas isso logo foi explicado quando mais a frente, uma enorme raiz pousou pesadamente sobre o solo, e outra veio em seguida, revelando o que era na verdade tudo aquilo.




O Treant se revelou imponente por entre as copas rubras das arvores, seus pesados pés compostos de raízes emaranhadas eram quase tão grandes quanto um homem adulto, e sua largura era quase a de uma carroça. O enorme ser parecia não tê-los visto ainda, pois caminhava na direção contraria a deles. Bones era capaz até mesmo de sentir as passadas pesadas e vagarosas da arvore, e o ranger e estalar da madeira estava bem mais nítido agora.

- Olha, senhor Bones. É o Treant. Ele quem toma conta dessa parte da floresta, normalmente ele é bem amistoso com as pessoas que se perdem por aqui. Já faz tantos anos que não o vejo, vou dar um olá. – A jovem então se aproximou mais do Treant e gritou para lhe chamar a atenção enquanto acenava. – OI, SENHOR TREANT!

A arvore então parou, seu corpo enorme pareceu congelar, como se tivesse perdido sua capacidade de se mover de repente e tivesse se fundido ao cenário, sendo só mais uma das arvores do lugar. Ele foi se virando vagarosamente até estar de frente para Kayle, esta que por sua vez permaneceu imóvel esperando por uma reação do Treant. Por um momento os dois se encararam, mas foi aí que Bones pode perceber algo errado.

Para começar os olhos do Treant estavam roxos, era um púrpura brilhante que não se assemelhava a nada visto antes na natureza. E em segundo foi a sensação ruim que teve ao em encarar seus olhos, como uma espécie de sexto sentido que o dizia que tinha algo errado, que havia algo sombrio naquele Treant e que tanto ele quanto Kayle corriam algum risco.

[Você sente que tem algo errado com o Treant, mas não sabe dizer o que é, apenas sente que é perigoso ficar ali.]



BIRD



A mulher de cabelos cor de fogo olhou bem firme para Sean, um pouco pensativa, mas foi rápida em sua conclusão:

[Sally] — Então você é mesmo do tipo aventureiro? Isso é tão legal!

Ela poderia dar pulinhos de alegria, mas a verdade era que a empolgação toda já estava bem evidente na sua voz. Enquanto o menino continuava com suas perguntas e Angelique a acompanhava com um olhar curioso, Sally buscava alguma coisa num amontoado de ossos. Dentro dele dava para ver uma série de itens, como facas enferrujadas e outras bugigangas sem valor nenhum.

[Sally] — Deveria estar aqui... em algum lugar... — Concentrada em sua busca. — Bom, sem mapa! Você começa numa busca e... bem, acho melhor Angelique ficar comigo. Sem ofensa, mas você só iria atrasar.  —  Fazendo um cafuné nos cabelos cor-de-rosa da menina. — Existe uma fruta que nasce da morte e é capaz de juntar a alma de volta ao corpo, mantê-la unida forte por um tempo, o suficiente pra se recuperar. Ela cresce apenas em um lugar, um lugar muito especial... um lugar ainda mais assustador que essa floresta!

Um clima de suspense se instalou no ar. Os dois pequenos acompanhavam Sally com olhos esbugalhados, como se aquele não passasse de um conto fantasmagórico para assustar crianças para suas camas. Só que, neste caso, o conto destinava-se a enviar a criança rumo ao perigo. Seria possível um lugar ainda mais assustador que aquela floresta maldita?

[Sally] — Já ouviu falar do Labirinto Soturno? Na verdade, não fica muito longe daqui... e a boa notícia! Vou enviar um esqueleto para te acompanhar! Você já deve ter conhecido ele.

Ah, sim! O esqueleto! Daria para esquecer? Olhos brilhantes, sigilo impresso no crânio. Aquele que estava bem ao lado de Sean quando ele acordou de sua primeira quase morte. Não levou muito tempo até que ele aparecesse de novo e voltasse a perambular ali em volta, fazendo seu característico som de ossos batendo. Era como se ele pudesse ouvir e obedecer aos pensamentos de Sally.

[Sally] — Ele não tem um nome... você pode dar um jeito nisso! O que acha? Vou comandar e ele vai obedecer certinho suas ordens e também guiá-lo. Até você voltar...

Aquilo ainda era uma opção para Sean, mas deveria admitir que ter um servo-guardião para protegê-lo tornava tudo um pouco mais fácil. Afinal, se ele já não temia a floresta por conta própria, então acompanhado deveria temer ainda menos. Mas a decisão ainda era sua. Deveria mesmo partir naquela missão?

01


XP + Adicional + Esqueleto:

50xp por atraso para adicionar à sua ficha. ^^
Andei pensando sobre os teus itens da campanha terminada e, se quiser, você pode usá-los. Se for esperar exatamente um momento para encaixar a história da campanha vai ser um pouco difícil e demorado, então tranquilo se mantiver anacrônico.




GUARDIÃO ESQUELETO


Um servo de outro mundo animado através da magia negra de uma necromante. Ele vai seguir e obedecer a Sean em sua aventura até o seu retorno. Ele também conhece o caminho até o Labirinto Soturno e a fruta milagrosa, já que recebeu de sua mestra.
Atributos:
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Última edição por NR Katsuo em Seg Fev 08, 2016 11:07 am, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Qui Fev 04, 2016 9:12 pm

O passeio pela "floresta encantada" prosseguia, embora os sons das almas agonizantes não lhe deixavam esquecer que era o lar de muitos incautos que acabaram seus dias ali, com seus corpos servindo de alimento e suas almas servindo de aviso.


-  Esse é meu lugar preferido da floresta, foi aqui que eu despertei. Costumava vir aqui sempre alguns anos atrás, mas ultimamente quase não tenho vindo, só quando Kalysta me pede algum favor.


Primeira vez que ouvia aquele nome e a informação sobre seu despertar naquele local foi um tanto curioso, pois não parecia o tipo de lugar que permitia seus "moradores" poderiam simplesmente se levantar e sair andando por ali, era no minimo algo curioso e merecia um pouco mais de atenção por parte dele.

- Então esta deve ser quase como sua segunda casa... Ja viu outros como a gente por ai nesse local?

Suas palavras acabaram sendo interrompidas por árvores caindo, pelo menos essa foi a primeira coisa que conseguiu imaginar para descrever o som que se seguiu por entre as árvores, logo revelando uma figura um tanto digna de atenção e cuidado.

[quote]- Olha, senhor Bones. É o Treant. Ele quem toma conta dessa parte da floresta, normalmente ele é bem amistoso com as pessoas que se perdem por aqui. Já faz tantos anos que não o vejo, vou dar um olá – OI, SENHOR TREANT![/color]

Disse ela completamente incauta, sem perceber detalhes na face da criatura, literalmente, pois seus olhos não pareciam de uma criatura dócil e amigável. Falhas na memória dela, efeitos sobre a criatura ou mesmo aquela sendo sua verdadeira natureza, seja como fosse, alguma coisa estava claramente errada e era melhor se afastar e chamarem menos atenção possível, embora ela não conseguisse ajudar nesse ponto com seus gritos e felicidade exacerbada.

- Acho que o Senhor Treant não esta de bom humor hoje... O que me diz se formos logo para o templo e lhe preparamos uma surpresa lá? Posso lhe ajudar a traze-la, o que me diz? Vamos...

Disse ele tentando disfarçar e de uma forma que ela entenderia, mais suave, procurando tirar logo os dois de tal situação antes que os gritos e estrondos começassem, pois era capaz de imaginar o que uma criatura daquele porte faria facilmente com seus ossos caso optasse por ataca-lo e isso, sem duvida, iria doer muito...

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Sab Fev 06, 2016 7:37 pm

O líder e sua matilha reagiram de formas inesperadas à proposta de Ree, primeiro uma exagerada gargalhada e logo em seguida urros e berros como reclamação pela confirmação do líder. Não sabia o que me trazia mais arrepios, a ideia de que o líder havia aceito a proposta ou os berros intensamente exagerados de seus seguidores enfurecidos. O importante era que havíamos evitado uma batalha. Ao menos por hora.

Oh...! — Deixava escapulir um pequeno sussurro ao me alarmar com a aproximação de C.B., que logo se posicionava sobre a gaiola da fênix. Ela parecia se tornar mais e mais frágil à cada minuto que passava, me perguntava se tínhamos algum tempo limite. Também gostaria de fazer como anteriormente, usando minha cura para tentar fazer com que esse processo se atrasasse, mas a situação em que estávamos pedia minha completa atenção.

Logo os monstros nos abriam caminho para que pudéssemos seguir o seu líder. Não fazia ideia se podíamos confiar que eles nos levariam para a direção certa, mas continuaria deixando as decisões nas mãos de Ree, já que até então não tinha nenhuma ideia melhor que invocar Kemo e simplesmente lutar contra eles. Até porque, fujir estava fora de cogitação.

Naquele mesmo instante, com as orelhas felinas se remexendo e o nariz ofegando, podia dizer que sentia alguém à nos observar e ao que meus instintos indicavam estava bem próximo, mas ainda assim não sabia dizer de quem ou do que se tratava. Tinha esperanças que fosse Fae. Só me questionava se ele nos ajudaria se precisássemos mesmo lutar contra os monstros.
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Off:
Desculpa, :c acho que acabei demorando de novo, mas pelo menos ainda estou no prazo. õ/ Eu acho Desculpas mais uma vez, o post ficou um horror como sempre, mas dessa vez tenho a desculpa de que meu pai foi mexer enquanto eu tava fazendo o post no meio da semana e acabou fechando sem eu ter salvado. A preguiça de ter que refazer o post quase todo de novo deu nisso aí. auehuahe :c Btw, qualquer coisinha é só me chamar no pvt. Um abraço : 3

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Ter Fev 09, 2016 1:51 pm

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Puxa, que incrível! Eu vou sair numa aventura então! Aquela empolgação da tia Sally me fez esquecer ou pelo menos ignorar o ocorrido anterior. Me deixei levar pelo entusiasmo para a medida que ela procurava alguma coisa naquela bagunça que eram os ossos e mais um monte de coisa. Eu só conseguia pensar em que tipo de aventura seria quando de repente, comecei a ter a estranha sensação de que já me senti assim antes. Digo, que já estive em algo parecido, só não consigo entender o porquê de eu não conseguir lembrar.

Despertei de meus pensamentos quando Sally me disse que Angelique não viria comigo. Bem, aquilo era um pouco triste, mas eu já estava acostumado. — É uma pena. Pode deixar, vou me divertir por nós dois! — Abri um largo sorriso sincero.

No mais, Sally me explicou que eu teria de viajar até um tal labirinto. Nunca ouvi falar, ou pelo menos o nome não me era conhecido. Pensando bem eu conheço tão pouco? O único lugar que realmente sei por nome é essa Floresta em que já estou acostumado a viver por tanto tempo. Vai ser muito legal viajar! Ifrit pareceu concordar com a viagem, sentia meu corpo entusiasmado por dois e isso era muito bom. Bom pelo menos enquanto eu não lembrava que no fim das contas, pode ser uma cura que vai me livrar de Ifrit.

— O que? Como assim ele não tem um nome?! — Respondi meio incrédulo. Um nome era essencial pra qualquer um, mesmo morto. Cruzei os braços enquanto balançava a cabeça em sinal negativo. Caminhei de um lado para o outro, pensativo. Por algum tempo fiquei assim enquanto tia Sally falava mais sobre a aventura. De repente me veio uma ideia! Abri os olhos de repente e corri na direção do tal esqueleto, pegando-lhe na mão se me fosse permitido. — Ele vai se chamar Sorriso. Por causa desses dentes branquinhos que ele tem! Haha! — E sorri de acordo, tentando imitá-lo.

— Certo, certo! Puxa, estou tão animado? Vamos, vamos, já estamos atrasados! Vejo você quando voltarmos, tia Sally! — Mal conseguia me conter, queria puxar o esqueleto pela mão e então iríamos andando. Claro, isso se Sally não tivesse mais nada pra dizer, ou mesmo Angelique. Ah! É verdade, quase me esqueci dela. Único motivo pelo qual eu pararia nossa caminhada, voltaria correndo apenas para lhe dar um tchauzinho sorridente, e então, só então, voltaria pra perto do esqueleto esperando começar nossa viagem.

Você é mesmo muito ingênuo, pequeno corvo... - Foi o pensamento que me ocorreu naquele instante. Mas eu ignorei.


Considerações escreveu:Estou tentando encaixar aquela campanha que o Sean viveu como algo anterior ao encontro com Sally. Como durante as transformações ele costumava perder a memória, então ele não se lembra muito bem da aventura, sequer lembra que trouxe itens com ele. Aos poucos eu quero tentar introduzir isso, se for possível auheuaeauhe

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Fev 13, 2016 9:29 am



HOSHI E REE


fênix • phoenix • Fenikkusu
Talvez fosse apenas coincidência, ou seria de propósito? Impossível dizer. Mas, a caminhada mal havia durado uma hora completa, os viajantes poderiam dizer, e eles já haviam visto as mais estranhas e bizarras criaturas! Sim, sim. Mas nada temam, pois nossos corajosos viajantes agora tinham uma escolta de peso, ao que parecia. Enquanto acompanhados pelos cães, nem mesmo os espíritos sussurrantes ousaram se aproximar. No entanto, parecia que os espíritos sussurrantes eram apenas a ponta do iceberg quando o assunto era os habitantes da floresta da tortura.

Ah, sim, havia coisas piores... Muito piores.

A primeira aparição sinistra foi em uma parte da floresta em que a copa das árvores não deixava que nenhum fiapo de luz da lua ou das estrelas atravessar esse espesso emaranhado, deixando os viajantes em uma escuridão profunda. Ou ao menos era o que deveria ter acontecido se não fosse pela existência de criaturas grotescas, semelhantes a Alces, que emitiam um estranho brilho azul esverdeado de sua pele, e um brilho amarelado de seus chifres. As criaturas não se aproximaram, mas estavam sempre observando, atentos e silenciosos. Mas será que teriam ficado tão silenciosos e passivos se fossem apenas três viajantes? Difícil dizer.


(clica)


Nenhum sinal de Fae. Até mesmo o menino felino não podia capta-lo pelo cheiro, devido ao forte cheiro de couro e pedra molhada naquela parte da floresta.

Em seguida, chegaram a um lodaçal que batia na cintura dos cães e quase chegava a barrida dos cavalos que montavam. Os cães desembainharam suas armas, ao tempo que começaram a surgir estranhas criaturas com caldas e peles rosadas em cima de rochas lisas, as criaturas não possuíam olhos, mas suas cabeças pareciam seguir os viajantes, com a boca enorme aberta, salivando. Novamente, nada fizeram para feri-los.


(clica)


Subiram uma trilha na lateral de uma montanha, atravessaram uma ponte de pedra onde ventava muito forte e viram criaturas semelhantes a cavalos, mas mais bizarras e distorcidas colhendo gravetos. As criaturas acenaram para os cães e os cães acenaram de volta, gritado e dando gargalhadas que foram correspondidas. Ao que parecia até mesmo monstros tem amigos.


(clica)


Também atravessaram um campo repleto de cadáveres que andavam, esses com corpos em estado de putrefação, que possuíam números em suas testas. Os cadáveres atacaram os cães sem hesitar um instante sequer, sendo repelidos com armas e força bruta. Os inimigos vieram em ondas com dezenas e dezenas, mas os cães se organizaram ao redor dos cavalos e combateram com tudo o que tinham, não apenas lutando por suas vidas, mas claramente se esforçando para ganhar cada metro de passagem. Lutando para cumprir sua parte no pacto, mesmo que não concordassem com a decisão do líder. Demonstrando assim algum simulacro de honra. Novamente, algo estranho, para monstros.


(clica)


Durante essa batalha, porém, algo chamou a atenção de Ree. Não foi uma aura mágica, mas a sensação de estar sendo encarada. Não digo ‘observada’, pois a sensação de ser ‘observado’ jamais deixava alguém que adentrava na floresta da tortura. Nunca. Porém, ela sentiu um olhar recair sobre ela, quase pode sentir algo semelhante à cobiça emanar em sua direção, e ao virar o pescoço... Lá estava ele. Olhando diretamente em seus olhos.


(clica)


Durou apenas um instante, então um machado passou diante de seus olhos, cortando o contato visual, e no instante seguinte, o velho havia desaparecido. Feito fumaça.

Após essa curta mas dura batalha, seguiram rumo a uma caverna no alto da montanha. Infelizmente para Ree, durante a luta apenas três dos cães pereceram, e apenas por terem sido mordidos em 'partes que não podiam ser cortadas', como seus companheiros disseram. Após esse episodio, chegaram a entrada de uma grade caverna, onde havia uma criatura que lembrava muito vagamente um escrivão, com a qual o líder da matilha conversou em voz baixa e pareceu entregar um saquinho com alguma coisa. Após isso seguiram sem problemas.


(clica)


Contudo, antes de entrar na caverna, foi a vez de Hoshi notar algo intrigante. Não uma aura ou mesmo um olhar, mas um cheiro de... Amoras frescas? Um cheiro tão doce e puro, no meio de tamanha morte e desolação? Sim. E ao seguir a direção do vento, ele avistou o que parecia ser uma criança, provavelmente uma menina, que passava sorrateiramente para o interior da caverna. A menina notou que era observada e se assustou com os olhos do rapaz, na verdade, ela quase pareceu ofendida, por alguma razão, mas acabou sorrindo para Hoshi ates de desaparecer nas sombras.


(clica)


E assim seguiram, no interior de uma caverna escura, enquanto tinham como fonte de luz apenas tochas e o fogo da fênix, que se tornava cada vez mais escasso... Pouco mais de uma hora havia se passado, quanto mais faltaria?

○ ○ ○


OFF: Novos npc's, desafios chegando...

Xp de atraso:

Hoshi +50xp
Ree +100xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +950xp
Ree +1100xp

Eu estou me esforçando para colocar tudo em ordem, todas as XP's ainda não registradas e tudo mais. Espero conseguir isso no máximo até terça feira dessa semana. Peço desculpas se causei qualquer transtornos.

E, obviamente, também tentarei postar com maior frequência. Qualquer dúvida só chamar no skype!
Takaras • Floresta da Tortura




BONES


Kayle balançou a cabeça negativamente assim que ouviu a pergunta sobre outros iguais a eles. – A maldição da floresta não deixa que ninguém saia. Vovô disse que foi muito difícil me trazer de volta. Ele precisou da ajuda da Tia Kalysta. – E novamente o nome, que por sinal ele ainda não sabia quem era, mas por hora não dava para perguntar, pois o aparecimento do Treant acabou por distrai-los da conversa atual. Mas diferente do que a jovem zumbi havia comentado, o Treant não parecia nem um pouco amistoso, pelo menos não naquele momento. Mas a jovem inocente como era, não notou essa diferença e sem nenhuma cerimônia chamou a atenção da grande arvore.

O Treant por sua vez, que caminhava para longe deles, parou de imediato, como se tivesse se fundido às arvores e paralisado completamente. Depois, ele se virou lentamente para a dupla, seus olhos arroxeados logo denunciaram que havia algo errado, mas ainda assim Kayle permaneceu parada no lugar onde estava, cerca de uns 10 passos de distancia de Bones. A arvore então voltou a se mover, ele vinha na direção da dupla, e mesmo com os avisos de Bones, a jovem mantinha-se firme no lugar.

- Não se preocupe, ele é bem legal, as vezes fica um pouco nervoso quando alguém destrói a floresta, mas ele não desconta nos outros.

Ele se aproximava ainda mais, e por instinto, ou por puro medo, o lich resolveu se afastar da jovem novamente, mantendo a distancia anterior e esperando para ver como terminaria aquilo. Então o Treant chegou, ele parou a frente de Kayle, deveriam estar a um braço de distancia, mas ele nada fez por alguns segundos. Será que ela estava mesmo certa?

- Oi senhor Treant, lembra de mim? – A jovem levantou a cabeça o máximo que podia para olhar o rosto da grande arvore, ela sorria de forma doce e ingênua. Então tudo aconteceu tão rápido quanto se podia esperar de uma arvore enfurecida. O braço do Treant se moveu como se fosse um enorme tronco sendo derrubado, acertando em cheio o flanco da garota e a atirando longe floresta a dentro até onde Bones não conseguia mais enxergar. Tudo que ele ouviu foi um gemido de dor, antes dela enfim desaparecer no meio do mato, provavelmente morta novamente.

A arvore então abriu sua bocarra, e dela um ensurdecedor estrondo surgiu, como se uma trombeta colossal estivesse sendo tocada a plenos pulmões, era de estremecer os ossos tamanha potencia de seu rugido. E depois disso, foi na direção de Bones, já se preparando para fazer com ele, o mesmo que havia feito com Kayle.
[Sah: Tio Ossos, desculpe o atraso, tava curtindo o carnaval adoidada. Hehehe. +50xp para adicionar à sua ficha.]


BIRD


[Sally] —  Sorriso... é um ótimo nome! Sorriso, você vai guiar o pequeno guerreiro até o lugar onde a morte floresce!

O esqueleto deu alguns passos e fez seu costumeiro som de ossos batendo. Seus movimentos eram claramente automáticos, como se andasse sempre em círculos e inconsciente.

"Onde a morte floresce". Aquelas palavras, não se sabia por que, ficaram presas na cabeça do menino. Parecia um jeito poético de se falar sobre o horror. Uma pintura sóbria onde deveriam existir cores intensas e brilhantes, até apavorantes. Mesmo assim, era mais do que metáfora: poderia alguma planta crescer e dar frutos alimentada pela Morte? Quer dizer, não dos resíduos, dos corpos podres que adubam a terra, mas daquela energia escura que impregnava aquela floresta e saturava o ar com o cheiro dos mortos e do horror. Aquilo era algo que Sean iria descobrir. Se ele obtivesse sucesso na viagem...

[Sally] —  Eu sei que posso contar com você! — Disse confiante dando um último beijinho na testa do menino. Os lábios da necromante, como esperado, eram frios como o beijo do inverno.

Uma nova aventura: um caminho cheio de possibilidades se desdobrava na frente de Sean. Quais desafios o aguardavam? Mas agora, talvez pela primeira vez, a missão era clara: salvar sua própria vida. Sim. Seria uma missão egoísta?

Mas antes de sair, só mais um momento...

[Sally] —  Apenas tente não desviar do caminho, tudo bem?

Um sábio conselho, afinal, Sean não ia querer se atrasar, não é?! Mas Sally não era a única que tinha algo a falar. Angelique também queria fazer sua despedida então ela se aproximou do menino com seu jeito tímido e silencioso, mas, de alguma forma, temperado com uma pitada de ternura naquele momento.

[Angelique] — Eu te desejo boa sorte... quando voltar, vamos ter uma grande aventura juntos!

Dava para jurar que ela estava sorrindo. Entretanto, apenas uma feição melancólica se desenhava em sua face. Por dentro, talvez, ela tinha desenvolvido algum sentimento que nutria pelo garoto. Era natural. Afinal, eles haviam sobrevivido juntos e ela, pelo que se sabe, tinha visto a morte de Sean como se fosse ele mesmo. Haveria jeito de se conhecer alguém mais intimamente?

A VIAGEM...

O que se abriu frente ao possuído não foi um curto caminho, mas um bem longo. Dias de caminhada, para ser mais exato. O passo dos dois era lento, às vezes barulhento. Um esqueleto não tinha do que se esconder, afinal.  

Era curioso: mesmo vivendo tantos anos naquela floresta, conhecendo seu âmago como poucos conheciam, era sempre como se aquele lugar fosse um completo desconhecido para Sean. Era como se o menino tivesse passado sua vida ao lado de uma falsa amiga com falsas intenções e falsas aparências. Nunca se sabe quando ela vai acabar por matá-lo.  

Por todo o caminho os dois viajantes eram acompanhados por olhos que espreitavam de todos os lados. Curiosos, intrigados e famintos, eram muitos e em muitos formatos. Por vezes era apenas a sensação. Noutras brilhavam no escuro, mas nunca perto demais para que pudesse de fato vê-los, jamais revelando suas identidades ou intenções. Ás vezes pareciam até mesmo tramar contra Sean e Sorriso, mas nada faziam. A aparência esquelética e mórbida do novo guardião do menino deveria espantá-los.  

Dias se passaram, ainda que não se pudesse ver luz nenhuma senão da pálida lua lá no céu. Quando Sean dormia, Sorriso mantinha guarda. Na última noite, quando o menino despertou, encontrou o esqueleto manchado de sangue — marca de que ele o havia protegido e de que os perigos começavam a aumentar, ainda que estivessem deixando o coração da floresta. Comida e água também era um problema. Às vezes a garganta de Sean sentia saudade daquela sopa esquisita da tia Sally. Por sorte, existiam fungos e pequenos animais, mas a fome insistia em nunca sumir por completo. Sorte de Sorriso que não precisa comer.

Da escuridão que caia como um manto das árvores de copas altas e fechadas até onde elas ficavam escassas: era claro que se aproximavam da borda da floresta. Mas alguma coisa ali parecia perigosamente fora de lugar: poças de sangue!

Elas se espalhavam de forma irregular. Era sangue fresco, mas não existiam corpos, como se brotasse da própria terra. Era um claro sinal de perigo.

Quando Sean olhou para frente de novo, ele viu algo diferente: uma pequena luz levantou de uma daquelas poças, como se antes estivesse mergulhada. Ela ziguezagueou, mas de repente parou fixa no ar, como se encarasse o menino. Seus sentidos se ergueram em precaução. Sabia que indicava perigo, mas ainda não podia precisar o quanto.  

A luz era vermelha. Tinha não mais do que o tamanho de um vagalume, mas não existem vagalumes vermelhos, não é? Era também mais brilhante, como uma pequena estrela. Sorriso continuou. Ele não sentia o perigo e ignorava a luz, mas seu passo diminuiu para acompanhar Sean. Ele nunca se afastava mais do que alguns metros.

02

Comentário + XP:

Mais 50xp. /o/
Podia jurar que o prazo era até sábado.

Estou percebendo pela tua narração que talvez tu tenha entendido a ideia um pouco equivocada. Você pode até interpretar que Sean não entendeu ou que entendeu errado, se quiser, mas a teoria da tia Sally é um pouco diferente:

O corpo é de Sean. Ele esteve morto e quase morto duas vezes seguido, sendo que uma foi por magia. Quando isso aconteceu, a alma dele, como o normal, descolou do corpo e foi para o outro mundo, mas depois ela voltou. O que acontece é que Sally teme que a alma dele, graças a tantos traumas, possa ter essa ligação fragilizada e, como consequência, possa simplesmente descolar. Se a alma de Sean descolar, bem, ele morre. Mas é Sean que vai deixar o corpo. O que ela não sabe é se isso acontecer Ifrit continuará "vivo" ou se vai morrer com Sean. Logo, a alma que poderá deixar o corpo não é a do demônio, mas a do menino. Se ele comer a tal fruta, essa ligação se torna forte de novo e tudo volta ao normal (não tem nada a ver com o demônio).

Portanto, Ifrit pode querer conspirar para que Sean não coma a fruta e arriscar ficar com o corpo só para ele ou morrer. Ele, muito provavelmente, entendeu bem direitinho o que a necromante quis dizer. Por isso também eu disse que poderia haver um certo dilema: Ifrit vai ajudar ou conspirar contra Sean? Talvez seja a melhor oportunidade dele.

Se você já tinha entendido, ignore o comentário.

Esqueleto:




GUARDIÃO ESQUELETO — SORRISO


Um servo de outro mundo animado através da magia negra de uma necromante. Ele vai seguir e obedecer a Sean em sua aventura até o seu retorno. Ele também conhece o caminho até o Labirinto Soturno e a fruta milagrosa, já que recebeu de sua mestra.
Atributos:
PV: 50/50
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Destreza: D
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Última edição por NR Katsuo em Sab Fev 20, 2016 12:01 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Sab Fev 20, 2016 12:17 am

A inocência da garota estava se tornando algo perigoso, pois ela parecia ignorar ou não perceber o treant, pois por mais que ele pudesse ser como ela dizia, aquela sensação ruim apenas aumentava mais e sua forma de se mover e fixar neles era no mínimo suspeita, pois não dava qualquer indicio de que a havia reconhecido. Tudo foi tão rápido que mesmo tendo qualquer forma de reagir e defender a garota, duvidava de si próprio que teria condições de seguir aquele ritmo acelerado de fatos e impedir o ataque, pois a força e velocidade do treant foram tamanha que arremessou a garota como se fosse uma boneca de pano, vários metros para dentro da mata.

- Corre

Aquele foi um simples e rápido pensamento instintivo que teve, pois mesmo ele sendo quem era, corria perigo contra "coisas esmagadoras" e ainda precisava chegar a seu destino o quanto antes, tendo um certo receio quando ela disse que a floresta não deixava seus moradores partirem, já podendo imaginar que tipo de destino teria ele caso fosse apanhado pela floresta. Temeu pela existência da garota, que poderia ter morrido novamente, mas o que poderia ele fazer naquele momento?

Por hora, nada poderia fazer pela garota, não havia como ele se defender quanto mais defende-la, pois a árvore vinha em seu encalço e não tinha os mesmos poderes que uma vez teve em vida, ou pelo menos suspeitava que teve, restando apenas a boa e velha opção de correr desesperadamente pela floresta, tentando seguir em uma linha o mais reta possível e quem sabe caso a árvore acabasse por perde-lo de vista, voltar ate a garota, mas tudo que restava no momento era correr o mais rápido que a mata permitia.

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Re: Floresta da Tortura

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