Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

Floresta da Tortura

Página 3 de 6 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Floresta da Tortura

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 2:05 pm

Relembrando a primeira mensagem :


A floresta amaldiçoada não leva este nome à toa. Diversos seres acertam suas contas neste lugar, levando suas vítimas a mortes horrendas e extremamente dolorosas — e muitas vezes, lentas. Corpos ficam muito tempo pendurados, pois quase nenhum animal se atreve a ficar na floresta por muito tempo. Algumas árvores parecem ter rostos, outras brotam em formatos destorcidos e atormentados. O chão é lamacento, úmido, e as poucas formas de vida que vagueiam por ali já não possuem uma alma para ser atormentada. A energia é negativa e pesada, fazendo qualquer pessoa fraca de mente ficar amedrontada e insegura. Gritos de agonia são ouvidos vindos da floresta eventualmente, e é difícil dizer se são seres sendo torturados... ou ecos que se perderam na escuridão. Alguns demônios nascem aqui sem motivo aparente, surgindo de almas atormentadas, ou do ódio delas.

Existem muitas lendas que levam aventureiros a desbravar a floresta amaldiçoada. Promessas de riquezas, tesouros perdidos a milênios atrás que apenas esperam por almas corajosas encontrá-los. Outra das lendas apontam uma fenda no espaço-tempo em algum lugar da floresta. Nela o tempo passa muito mais rápido do que o normal. Existem relatos de demônios que passaram apenas alguns dias na floresta e, quando retornavam, tinham centenas de anos de idade.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:24 pm, editado 1 vez(es)

_________________
avatar
ADM GabZ

Pontos de Medalhas : 999
Mensagens : 912
Localização : Extrema - MG

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 1
Raça: Humano

Ver perfil do usuário http://www.flickr.com/photos/gabzero

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Ago 18, 2015 10:09 am

A menor menção positiva com a cabeça: foi tudo que Sean precisou para fechar aquele acordo. Aquele trato. Ou seria melhor dizer pacto? Na verdade, ele não sabia o que esperar. Será que estava prestes a perder mais um pedaço de sua alma para outro demônio? As outras opções não eram mais desejáveis, afinal...

[???] — Perfeito! — Exclama num pequeno salto e um bater de palmas ao perceber que Sean estava disposto a selar aquele acordo. O sorriso na face dela não poderia ser maior.

[???] — Angelique, largue ele deitado sobre o chão. Eu preciso de conexão com a terra e com os vermes... — Isso não foi muito animador.— Hm... nunca fui boa com os vivos. Mas sou boa com ossos. Isso deve bastar. — Isso também não foi animador.

Angelique seguiu as instruções daquela mulher maluca. Deixou Sean sobre um colchão macio de musgo que crescia sobre algumas pedras. Ele podia sentir a umidade e o cheiro levemente adocicado. Em seguida, a mulher se aproximou. Ela afastou as roupas e fez um furo com sua unha grande e afiada na altura do coração do menino. Com o sangue que brotou marcou um sigilo na testa de Sean. Pronunciou algumas palavras e aquela marca de sangue ardeu como brasa. O garoto sabia que podia resistir àquele feitiço, mas como era parte do trato, ele apenas aceitou.

Quando aquela parte do ritual terminou, a bruxa se concentrou no que mais importava: as costelas de Sean. Pronunciando mais algumas palavras ininteligíveis, ela o toca mais ou menos onde haviam se quebrado. Quando a pele suave, pálida e levemente gelada toca a barriga do menino, ele sente uma dor descomunal, uma que nem mesmo sua tolerância podia resistir: era a sensação da sua medula sendo rasgada, arrastada e reconfigurada de volta no lugar, junto aos ossos e todos os demais tecidos. O que ela fazia era se concentrar nos ossos quebrados e colocá-los de volta no lugar, perfeitamente, como se não tivessem sido danificados, causando o menor estrago possível no processo. Aquela mulher era uma necromante: ela era boa com os mortos, mas não tanto com tecidos vivos.

Sean desmaiou.

Mergulhando na escuridão de seus pensamentos, o menino viu novamente o seu demônio. Ele estava em silêncio, mas tinha um sorriso vencedor rasgando sua face. Sua imagem era tão grande que fazia Sean parecer insignificante diante de sua grandeza. Era também muito clara. Aquilo o fez ter certeza de que a luta pelo controle ficaria cada vez mais acirrada. Sean diminuía, diminuía, diminuía...

Então acordou. Quanto tempo havia se passado? Não dava para dizer. O garoto estava deitado ainda no mesmo lugar e ao seu lado um esqueleto fazia guarda.  



Exatamente: uma pilha de ossos animados com um sigilo — possivelmente igual ao que o garoto havia sido marcado — estava bem ao seu lado segurando uma espada enferrujada. Ele ainda tinha alguns fios de cabelo, o que o conferia uma aparência ainda mais bizarra e pareceu inconsciente da mudança do estado do menino.

O que será que havia acontecido? Pelo menos Sean já se sentia muito melhor e capaz de respirar. Podia até erguer seu corpo novamente, embora tivesse a certeza de que não estava completamente recuperado.

[???] — Pequeno guerreiro, você acordou. É mais forte do que eu esperava. Isso é bom.

O menino poderia até se assustar com a forma repentina como a mulher simplesmente parece surgir no seu lado. Mas, pensando bem, talvez apenas não tivesse a percebido antes. Angelique não estava presente. Onde será que ela estava?
06


XP:

Vou te dar +100xp por ter sobrevivido. Mas seu estado de saúde ainda não está perfeito. Seu PV agora está em 60%, os ossos estão no lugar, não há mais sangramento e nem pressão nos órgãos vitais, mas você ainda está machucado. Possivelmente vai levar alguns dias até tudo estar de volta ao lugar. Tem +50xp do meu atraso, totalizando +150xp. Parabéns por subir de level. ^^

Eu dei alguns detalhes breves sobre o sonho com o teu demônio, mas você poder aprofundar a vontade, adicionar falas, o que quiser.

Até logo. :3

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Ter Ago 18, 2015 10:24 am

A medida que o sol ia se pondo, a lua ia se tornando mais intensa e visível no céu que consequentemente se escurecia. Com a floresta distante de qualquer vilarejo ou instalação, o céu estrelado era quase que inevitável, porém aparentemente seria o único motivo de conforto vindo da paisagem. Já que a floresta ficava cada vez mais apavorante e obscura, intensificando todos aqueles sentimentos negativos que já havia sentido, mas desde que não estivesse sozinho estaria tudo bem.

Enquanto isso, Faeriniel insinuava um ato jocoso diante do comentário de Ree. Em seguida se aproximando e pegando a gaiola de minhas mãos para posicioná-la sutilmente no chão. O que mesmo sendo realizado de tal forma me preocupou um pouco, fazendo com que minhas mãos seguissem todo o seu trajeto até o chão, porém logo voltei o olhar para ele, que já estendia sua mão em minha direção. Inicialmente não havia compreendido, então curvei levemente a cabeça para o lado enquanto soltava mais uma vez um miado com sonoridade interrogativa.

Não levaria muito tempo para compreender e posicionar minha mão sobre a dele, que logo fora guiada até uma posição em que elas ficassem frente à frente. Quando senti uma sensação morna e confortante. Só percebendo poucos segundos depois que, independente de onde estivesse encontraria o senhor Faeriniel facilmente. Era como se estivéssemos conectados por uma bússola ou algo semelhante, o que me era reconfortante, já que agora tinha certeza que de certa forma não estaria sozinho.

A fumaça de seu cigarro aos poucos nos alcançava e saqueava todo nosso oxigênio "puro". Não sentia incomodo nenhum perante aquilo, porém o contrário poderia ser dito sobre Ree, que parecia se irritar cada vez mais. Ao menos para mim, era preocupante ouvir todas aquelas palavras sobre a floresta, o que me induzia à pensar ainda mais no quão diferente aquele lugar era de minha casa. E sem guia de dúvidas, não havia nada que pudesse realmente comparar.

Kai... Hoshitteru... —  pronunciava baixo e um pouco envergonhado, logo em seguida me assustando com os variados flashes de memória que repentinamente vieram em minha mente. Agora, realmente envergonhado, com o rosto corado e o coração palpitando fortemente, onde minha mão permaneceu durante todo o restante da explicação, na tentativa de acalma-lo.

Mas e você senhor Fae? Se possível posso escrever seu nome em minha perna, ou até mesmo em um dos meus dedos. — falava com certa empolgação enquanto balançava a cauda e representava o que dizia com o movimento dos próprios órgãos.

Quando terminasse, teria o braço puxado bruscamente por Ree, que em poucos segundos corrigiu seu nome com pressa e me entregou a gaiola antes mesmo que pudesse analisar a escrita feita em meu braço ou até mesmo questioná-la sobre o que estava escrito. Conformado. Tudo o que faria seria aceitar e olhar para os dois enquanto aguardava qualquer decisão.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Off:
Desculpa pela demora e pelo post horroroso. :c Os motivos são vários, mas acho que já falei anteriormente, por isso não vou descrever aqui. Xd Ah! Queria perguntar se somente o Kai quem vê os flashes ou se o Fae viu também. Desculpa se parecer rude, mas não é a intenção. :c Você deixa a quantia de exp acumular pra postar no tópico ou só esquece mesmo? Hue Um abraço : 3

_________________

Força: E (2) | Energia: B (14) | Agilidade: C (8) | Destreza: E (2) | Vigor: E (2)
Ficha | Lodians: 0

Assinatura feita pela Evy ♥~
avatar
Hoshitteru

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 119
Idade : 20

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 6
Raça: Meio-Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Ter Ago 18, 2015 9:03 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


É curioso. Quando eu vim parar aqui, entrei num processo de aceitação que foge dos parâmetros normais para um demônio. Era como ter que aceitar ter sua existência reduzida, diminuída. Dificilmente esses humanos tolos entenderiam... nem eu entendi. Sean muito menos. Ele era filho de um Padre afinal, tinha aquela energia nojenta, repugnante, aquele cheiro de fé impregnado em cada centímetro da pele, e até no espírito. Eu não sei porque diabos ele sobreviveu quando invadi seu corpo. Meus poderes eram absolutos, soberbos, eu me destacava entre os grandes servos do Inferno, eu comandava milhares de demônios menores, eu espalhava terror e fúria por todo lugar... e nem mesmo tudo isso foi capaz de matar essa criança. Então eu me pergunto; o que ele teria de tão especial? Um reles humano. Ora, foram tantos outros que matei, tantos outros que vi sucumbir para ganância, medo, ambição... então porquê? Justo uma criança!

[ ... ]

— Diga-me, pirralho, como sobreviveu? - A voz dele me despertou.

Aos poucos, um turbilhão de memórias atingiam minha cabeça causando muita dor e até alguns transtornos de pensamento. Demorou até que as coisas se organizassem minimamente, fui lembrando de Angelique, da mulher...do nosso trato. Lembro de sentir ela me furando com aquelas unhas, fazendo uma espécie de desenho na minha testa e eu senti nostalgia, lembrei de meu pai não sei porquê. E por fim, aquela sensação ruim. Era dor. Excruciante, foi um choque tão grande que eu perdi a consciência. Por muita sorte ele não se aproveitou disso, mas não perdeu tempo também até dar o ar de sua graça. Chegou me acordando desse sono profundo, enchendo minha cabeça de fúria e de perguntas que eu não entendia muito bem. De onde veio aquela revolta toda? Só porque foi derrotado?

— Que!? Já faz tanto tempo e você vem perguntar isso agora? Deveria agradecer que o monstrengo não achou a gente. Angelique até que sabe bem se esconder...- Respondi, mentalmente é claro. Ainda estava com certa dificuldade de organizar as ideias e assimilar tudo que estava vendo do lado externo.

— Eu fui de Rei à Cão de Guarda, e você, o que perdeu? O que sabe da vida, já que viveu tão pouco? E ainda ousa querer me ensinar o valor das coisas..ora, eu deveria rasgá-lo por inteiro, peste! -Esbravejou. Uma das poucas vezes em que senti algo diferente em sua fúria. Não sei explicar, também não me ative aos detalhes.

Nosso diálogo mental terminou ali.


—Hmm, oi? - Cumprimentei o tal homem-osso.

Me recuperei lentamente daquela dor de cabeça. Senti meu corpo um pouco mais forte, já era capaz de levantar e o fiz. Limpei aquela sujeira de musgo da minha capa, ajeitei minhas vestes, conferi minha mochila e, a essa altura, já não estava mais com minha cesta. Uma frágil lembrança dela sendo destruída por aquele monstrengo me veio na mente. Eu gostava de carregá-la, mas, ao que tudo indica se foi. Ergui levemente o capuz para então ser capaz de enxergar com mais clareza o ambiente, e nisso eu pude ver - e ouvir - aquela mulher. Chegou do nada, nem parecia estar ali antes, ou estava mas eu não a notei, não sei dizer. Abri um sorriso quando a vi.

— Puxa, você é mesmo habilidosa. Me sinto bem melhor, olha só; - E tocava meu dorso - na região das costelas - como se quisesse mostrar que não doía tanto como antes. Ainda assim sentia um certo desconforto. Não demorei em erguer a cabeça e fitar a mulher diretamente nos olhos logo em seguida; entusiasmado. — Você pode me ensinar? Aquilo que você fez, aquelas palavras. O que era? - Aquela hiperatividade de criança, sempre presente nos momentos de curiosidade.

Se possível, tomaria alguns passos a frente, aproximando-me da mulher enquanto arregalava os olhos observando minhas mãos com vislumbre. —Você pegou meu sangue, depois fez aquelas coisas estranhas dos vermes e tudo mais, e aí começou a mexer nos meus ossos né? Uau! - Gesticulava, enaltecendo aquilo que a mulher fez como se fosse pura magia - apesar de desconhecê-la -.

— Aliás, como você se chama mesmo? Eu sou Sean, Haha! - Completei, inclinando um pouco o rosto numa expressão um tanto..entusiasmada.

[ ... ]

A resposta para as minhas dúvidas? Eu não tive, e nem tão cedo teria. O garoto não tinha nada para me surpreender, mas por algum motivo, eu estava me sentindo maior dentro dele. Parecia estar ganhando mais espaço, poder. Aliás, eu nunca entendi o real motivo daqueles demônios esconderem-se na carcaça de humanos e se submeter as vontades deles. Talvez fosse por esse poder? A noção de espaço e liberdade ali dentro parecia crescer infinitamente, dia após dia. Por isso o meu sorriso. Enquanto eu não acho minhas respostas, não há mal em usufruir desse espaço e desse poder que venho adquirindo dentro dessa peste humana...


* Nesse post resolvi dar um pouco de liberdade pro Ifrit dar o ar de sua graça em alguns pontos. Daqui pra frente, até por conta da nova habilidade do Sean, isso vai acontecer com mais frequência. Como você pode ver, o Ifrit agora está ganhando mais "espaço" na existência do Sean porque o garoto passou a crer nele com mais convicção. É como se ele se alimentasse da fé do Sean, crescendo dia após dia. Enfim, isso vai ter consequências em algumas ações e alguns desvios de personalidade do meu personagem daqui pra frente, espero que não se assuste =D


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Ago 22, 2015 3:58 pm

Um delicado sorriso emergiu na face da necromante como uma flor silvestre que desabrochava. Mas, por mais que fosse simples, uma pitada de malícia brotava por entre seus lábios, como um sórdido veneno que se escondia por detrás das pétalas delicadas de uma erva daninha.

[???] Verbis diaboli...

Duas palavras apenas. As sombras ficaram mais densas, o escuro mais escuro e o frio mais aterrorizador. De repente, foi como se o hálito da Morte tivesse soprado a lamparina da esperança. Duas palavras: o nome de uma língua profana e perdida, cuja pronúncia é tão maldita que fez com que os demônios do inferno mirassem e se tornassem conscientes daquela conversa. Ifrit conhecia aquelas palavras, embora ele mesmo não a soubesse usar. A língua do Diabo. A língua que o Mal usa para subjugar seus servos no inferno.

[???] — Não é coisa de criança. — Ela toca a ponta do nariz de Sean com o dedo, numa brincadeira. — Toda vez que se usa essas palavras, um pedaço de sua alma fica presa à noite. E você não vai querer isso. — Termina com um novo sorriso.

O esqueleto que acompanhava ficava perambulando de um lado ao outro, bastante atento, como uma verdadeira sentinela. O som dos ossos em movimento tremelicando era único e inconfundível. Ele parecia dotado de nenhuma personalidade.

[Sally] — Meu nome é Sally, mas alguns me conhecem como A Colecionadora. Isso porque minha arte exige ossos. Pequenos, grandes e de várias espécies: quanto mais, melhor. Mas eu preciso admitir que tenho uma queda por ossos "especiais". Nem todos são especiais, você sabia? A maioria das pessoas morre e gera cadáveres comuns. Existem alguns que deixam o seu poder dentro de seus ossos branquinhos... — Ela parecia extasiada só de pensar. Os olhos tomavam um brilho de uma apaixonada pela morte.

Ela se levanta e dá alguns passos à frente meio ritmados e dançantes. Os pés descalços tocavam a terra macia e os musgos úmidos do cemitério onde dava para ver alguns fragmentos de ossos.

[Sally] — Mas tal-ve-ez tenha algo que eu possa te ensinar... — Rodopiando. — Você é forte, pequeno guerreiro. Eu posso sentir. Sem dúvidas vai me presentear com um esqueleto especial.

Sally voltou a se aproximar de Sean e colocou o seu rosto bem pertinho. Seus olhos cor de terra miraram os dois lados antes que ela falassem em tom de segredo, como se alguém pudesse escutar:

[Sally] — Você não entendeu nada sobre Angelique, não é mesmo?! — Sean sinalizou negativamente com a cabeça e, após um curto silêncio, a necromante continuou. — Ela é uma garotinha muito especial. Não como um esqueleto. É algo com os olhos dela. — Apontando para os próprios olhos como se tentasse mostrar algo lá dentro. — O que ela é, você pode chamar de divino. Por isso você tem que me prometer que vai levá-la em segurança para... algum lugar seguro. Combinado?

Aquela mulher parecia meio doida. Mas, pensando bem, quem não parecia assim naquela floresta? Aquele lugar, não se sabe se pelo solo ou pelas árvores, tendia a fazer isso com as pessoas: torná-las distorcidas como aqueles troncos enegrecidos. Uns mais, outros menos.
07

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sab Ago 22, 2015 5:35 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


No ápice do meu entusiasmo, quando pensei que não havia maneira de melhorar, a mulher falou um conjunto de palavras que me arrepiou profundamente. Foi uma sensação tão estranha, quase pude sentir minha alma tremer. Sei disso porque foi assim que veio na minha mente, com um pouco de deboche e sarcasmo também. Eu estava feliz? Ele estava. E que diferença faz mesmo?

— O que?! - Foi tudo que consegui dizer, num tom de indignação é claro. Tudo bem, eu sei que sou criança, mas idaí? Essa baboseira da noite querer um pedaço de mim é irrelevante! Não é? E quase posso jurar que ouvi um "É claro que sim, você tem seus direitos afinal" no meu subconsciente. E sei que estava correto, afinal.

— Não se precipite, peste. Você não sabe do que essa criatura é capaz. - Ouvi seu sussurro, quase tão claro como se ele estivesse ali do lado. E veja bem, de uns tempos pra cá, isso parecia se tornar mais constante, com ausência das dores de cabeça. Nossos pensamentos pareciam se embaralhar com mais facilidade que antes, ainda que eu tivesse a sensação de que isso não era bom. E que seja, ao longo desses devaneios, ouvi a moça se apresentar como Sally. Ela coleciona ossos então? Não pude deixar de apresentar vislumbre e interesse nos meus olhos, agora não mais escondidos por baixo do capuz. Fiz questão de tirá-lo, para observá-la melhor. Não me sentia tão tímido perto dela, estava encantado.

E então, quando já havia esquecido a indignação por ter me chamado de criança, ela me traz uma nova esperança. Coisa que não me animou muito, senti que esperança ou expectativa não era algo que eu podia nutrir estando dentro dessa floresta. Estranho, hmm? "É a realidade, peste", e eu juro que quase murmurei isso pra eu mesmo.

— Angelique? Pensei que ela fosse só outra garotinha perdida na casa da Tia Anna... - Murmurei inocente. Ouvi o que Sally tinha a dizer e, bem, não foi muita surpresa, afinal não entendi quase nada. Mistérios e mais mistérios, isso me interessava. Nos interessava...

— Ela falou de um tal Templo, de Janette eu acho, não lembro direito. Você acha que lá é seguro? - Indaguei, deixando implícito a ideia de levá-la para lá, coisa que também era do meu interesse.

— Ora, quantas vezes tenho que dizer?! - Resmungou Ifrit.

Senti uma certa fúria escoar de minha mente e descer pela boca tomando conta de minhas palavras por um último instante;

Se você é tão cheia de mistérios e poderes que as crianças não devem conhecer, porque não leva Angelique você mesma? - Não soou com deboche ou sarcasmo, afinal no meu tom de voz isso dificilmente acontecia. Mas, quando me dei conta, sei de onde vieram essas palavras e esse interesse, o que pensando bem, eu também estava com vontade de perguntar.

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Ago 25, 2015 9:12 am

fênix • phoenix • Fenikkusu
O homem esqueleto abriu um sorriso largo e preguiçoso diante das palavras de Ree, um gesto que se tornou em uma curta gargalhada de deleite ao ouvir a pergunta animada de Hoshi. Ele abriu a boca e fez menção de que iria dizer algo, mas pareceu mudar de ideia e apenas abanou com a cabeça. Então, ainda sorrindo, terminou de ativar o truque de localização. Em seguida o guia colocou dois dedos entre os lábios e soprou um assoviou alto e continuo. O fato é que animais possuem sentidos mais aguçados, e o que pode ser uma vantagem em muitas ocasiões, também pode torná-los mais sensíveis em outros cenários. No caso, Hoshitteru e até mesmo Ree podiam sentir o cheiro de sangue fresco e de morte que emanava do interior da floresta, e aquela essência pura havia deixado suas montarias enlouquecidas a ponto de terem que soltá-las antes que os animais os ferissem.

Mas cerca de um minuto após o assovio de Fae ter se extinguido, algo aconteceu. Foi diferente para cada um. Hoshi ouviu antes de sentir algo. Ele ouviu o trote dos cavalos, mas havia algo mais, correndo junto deles... Com passadas suaves. Ree, por sua vez, sentiu a aura ínfima que todo ser vivente possui muito antes que as montarias surgissem em seu campo de visão, mas enquanto duas dessas chamas eram mínimas, havia outra mais forte junto a eles. Um ser de poder mágico razoável. Suas montarias voltaram até eles sendo guiadas pelas rédeas, e o animal que os trazia era um lobo gigante, quase tão grande quanto os cavalos que guiava. Fae acariciou a espessa pelagem cinzenta do animal de olhos dourados, então apagou o cigarro e montou sem qualquer dificuldade.

O homem aguardou até que os outros dois tivessem montado, então seguiu na frente. Os cavalos estavam mais calmos, mas essa calma parecia provir de estarem próximos do lobo gigante. Como se a fera com bocarra grande o bastante para abocanhar a cabeça de um homem com facilidade fosse alguma espécie de anjo da guarda. Um espírito protetor. E, antes que eles sequer notassem de todo, à noite os envolveu feito um manto, enquanto ainda seguiam rumo à margem da famigerada Floresta da Tortura, com as chamas da pequena fênix engaiolada servindo para iluminar o solo escuro e as árvores com galhos em formatos estranhos ao seu redor que pareciam se estender feito mãos nodosas, sempre tentando alcançá-los, agarrá-los.

Fae não disse nada, e também já não fumava mais. Ele seguia à frente da dupla em um silêncio soturno. Mas no instante em que atravessaram o limiar da floresta, os dois aprendizes de magia foram atingidos por sensações... Intrigantes. Ree sentiu presenças. Não fortes, mas numerosas. Como pequenos olhos a observá-la. Dezenas. Não, centenas. Mas bastava olhar na direção que eles estavam, e a sensação... Sumia. Como se nunca tivesse sequer existido. Vez ou outra ela podia captar um vulto com o canto do olho, um movimento rápido demais, que bem poderia ser apenas imaginação. Talvez. Hoshitteru, por sua vez, sentia a floresta de maneira diferente. Onde seu sentido mágico não era tão forte, ainda, seus sentidos físicos eram naturalmente mais aguçados que os de um humano comum.
E ele podia sentir... Ouvir... Ver. Olhos na escuridão. Silhuetas deformadas que os observavam com olhos famintos, desejosos. Estava escuro demais para distinguir mais que um contorno muito suave, mas as criaturas que ele via eram feias o bastante para embrulhar o estomago de pessoas comuns e fazer se tremerem até os ossos. E o que os monstros sussurravam em voz quase inaudível era ainda pior... Mas isso, felizmente, o jovem felino apenas podia ouvir quando o vento trazia as palavras entrecortadas até suas orelhas felpudas.

Entretanto, mesmo que estivesse claro que aqueles monstros queriam lhes fazer mal, nenhum deles se aproximou ou atacou. E após cerca de uma centena de braças o murmúrio suave feito um ronronar se desfez e se extinguiu por completo. A sensação de ser observados também se foi, enquanto o espaço deixado era preenchido pelo mais absoluto silêncio. Ao avistarem uma ponte de pedra com cerca de seis braças de largura que se estendia sobre um rio com água cristalina e de vinte braças de uma margem à outra, mas de correnteza fraca, o homem esqueleto sussurrou por sobre o ombro direito.

— Não olhem nos olhos das sereias, e não respondam nenhuma pergunta. – E soltou um longo jato de fumaça.

Hoshi e Ree ouviram um canto suave apenas um instante mais tarde. Risinhos suaves de vozes melífluas e totalmente desprovidas de arestas cortantes. Avistaram seres desnudos, com corpos molhados e de uma beleza perfeita, ou quase... As escamas que cobriam seus corpos lhes davam tons que variavam do ébano ao dourado, cores sem fim, o que os tornava ainda mais difícil de não encarar. Compunham uma visão estonteante, de tirar o fôlego. E tão logo os viajantes se aproximaram, os sereianos se aproximaram da ponte, ou sobre pedras largas, e começaram a chamar pelos que passavam, fazendo convites picantes e explícitos, ou apenas convidando para saborear uma refeição agradável, nadar e se divertir...

Eram tão lindos... Tão amigáveis.

○ ○ ○


OFF: Dois passos equivalem a uma braça. Mil braças a uma milha. Quatro milhas compõe uma légua.

Xp de atraso:

Hoshi +50xp
Ree +50xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +400xp
Ree +400xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
Takaras • Floresta da Tortura



Sally ergueu o dedo indicador e silenciosamente apontou para Sean. A unha pontiaguda mirava incisivamente o menino, ameaçadora, o que fez emergia de leve uma sensação de frio no estômago. Em seguida, ela embala o dedo e conclui:

[Sally] — Boa pergunta! Por que eu mesma não levo Angelique?! ... Bom, se eu levar Angelique, quem é que vai cuidar da minha querida coleção? Não, não. Isso não vai dar certo. Tantos ossos não são fáceis de se conseguir.

Ela seguiu alguns passos a frente. Parecia não ter percebido quem realmente falava, se era o menino ou o demônio, o demônio ou o menino: afinal, qual era a diferença? Aos poucos eles se tornavam mais próximos de um só. Provável que fosse natural não notar a diferença. A seguir, ela recolheu um crânio do chão. Ele era pequeno, mas nitidamente humano. Será que era de uma criança? Ou talvez não fosse tão humano assim. Difícil dizer. Existiam tantas criaturas diferentes que os olhos do menino já haviam testemunhado naquele mundo, afinal.

[Sally] — O Templo de Janiya. — Ela corrige em tom sério, mas não de repreensão. — O templo da noite e da Lua. Um lugar impregnado de maldade e de trapaça. É... talvez ela fique segura lá. Mas ouvi dizer que Hylidrus é um melhor lugar. Lá tem gente procurando por ela e, principalmente, disposta a pagar. Não é legal?

Sally fica encarando aquela cabeça nos olhos profundamente, como se pudesse ver alguma coisa. Um sorriso maliciosa brotava em seu rosto.

[Sally] — Ela é uma garotinha especial. Quer dizer, não ela, mas os olhos dela. Mas vamos deixar isso de lado. Pega! — Ela lança aquele crânio na direção de Sean de maneira repentina, sem se importar se ele podia ou não agarrar. — O que você escuta?

Ela se referia claramente ao crânio. Mas, afinal, do que ela estava falando? Será que dava para escutar alguma coisa daquilo? Aquela conversa estava muito estranha.

08

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Dom Ago 30, 2015 12:11 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Afinal, o que diabos essa necrófila quer? O pirralho não tem grande vitalidade, não tem poder, não tem qualquer valor. Ela é mesmo tão fútil a ponto de precisar de alguém sem valor pra fazer esse serviço?

Huhuhuhu....

Isso estava ficando curioso, hmm? Eu quase sinto vontade de sair, de olhar profundamente nos olhos dessa criatura, de ver o seu passado de sofrimento e dor, compartilhando cada segundo de suas mais infelizes e penosas memórias, enchendo-me de prazer e êxtase. Vamos, Sean, me deixe brincar com ela, eu juro que não vou me descontrolar, só quero me divertir um pouco...

— Xiu! Eu você já fez estrago demais, agora é minha vez ta legal? -

— Hmmm, quanta bravura e valentia. Até quando você acha que consegue seguir com isso? Existem outros como aquele monstro na floresta, você não vai se esconder pra sempre, huhuhuhu...-

— Eu não. Mas nós sim. Já escapamos dele uma vez, hmm? Desta vez eu já estou mais esperto então senta aí e espera. -

— Ora seu...rrrrrrhhhhh - Rosnava.

[ ... ]

E continuou rosnando.

Havia uma certa inquietude nos meus pensamentos, senti ansiedade, nervosismo. Sei que nossas opiniões divergem em alguns momentos, maseu não vou fraquejar desta vez! Acredito muito nele, agora chegou a hora dele acreditar em mim.

E quando me dei conta, Sally terminou de falar e jogou-me um crânio. Por mero reflexo - eu acho - consegui apanhá-lo passando perto da minha cabeça pela esquerda. Reposicionei o tal crânio nas mãos, frente a frente com meus olhos, encarando-o da mesma forma que a mulher encarou-o antes. E ela queria saber o que eu ouvi. Pergunta curiosa não é? Não pude deixar de sorrir, meio sem jeito.

— Ele rosna. - Murmurei.

As palavras saíram num tom de voz diferente, uma das poucas vezes que isso aconteceu, quando sua existência parece se misturar completamente com a minha. Sua voz era minha voz, e vice-versa. Era nossa voz. Carregada de ínfimas experiências que o demônio já viveu e lhe fizeram um ser desprezível, rancoroso, cheio de maledicência. Inclinei o rosto levemente, voltando a fitar Sally nos olhos. No reflexo do amarelo-fogo em minha íris; somente amargura recheada de sarcasmo. Aquele sorriso tornou-se macabro, mal feito...

— Ele é o único de quem não consigo me esconder. Você consegue ouvir? Ele rosnando na minha mente? - Indaguei. — Rrrrhhh. Seres desprezíveis. Grrrrhhhhhhh. Escória. Rhrrrrrrr - E tentava reproduzir os sons, bem como eu ouvia constantemente, com certo pesar nas palavras.. desalento no olhar.


Por fim, acabei perdendo um pouco o foco da conversa...

— AH SIM! Eu sempre quis saber, pra onde fica Hilydrus? Meu pai falava muito de uma Catedral onde ele servia como Padre, pode ser um bom lugar para Angelique né? - E num súbito, retomava aquele perfil de menino, cheio de vigor e entusiasmo, com um largo sorriso animado no rosto. E a ideia até que não era ruim, eu poderia conhecer a Catedral do papai, e proteger Angelique ao mesmo tempo, todos sairiam ganhando eu acho...


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Ree em Seg Ago 31, 2015 9:46 am

Ree cavalgava tranquilamente, quase que como ignorando as presenças ao seu redor.

Não lhe era estranha a floresta, já havia frequentado-a em mais de uma ocasião. Além do mais, as coisas que a assustavam eram muito diferentes. Por isso, mantinha seu olhar blasé, sem muito interesse ao seu redor. A morte lhe era uam amiga, quase uma companheira, afinal, era dela que provinha seus melhores puppets.

Clock Bunny ia em cima da cabeça da montaria, olhando em volta, de orelhas em pé, porém também com relativa calma. Estava apenas vigilante com sua mestra, pronto a saltar caso uma das criaturas ousasse quebrar a barreira da observação.

Para dizer a verdade, a falta de susurros lhe era mais perigosa do que o contrário. Pois significava que ali havia uma ameaça que afastava as criaturas mais banais da floresta, por temor ou segurança. E de fato foi comprovado, aos primeiros encantos no ar.

Ree deu uma risada de escarnio, entendendo o que eram aquelas criaturas. Sereianos, claro. Já havia lido em livros sobre a beleza e os encantos mágicos de tais criaturas. Sabendo do que eram capazes, era fácil ignora-los. Até porque, pouco lhe interessava os convites feitos. Eles que se explodissem, ela só precisava jogar a Fenix no vulcao, e pronto. Que ficassem amiguinhos de outros.

Continuou olhando em frente, cabeça ereta. Em uma provocação, bocejou, extenuando sua falta de interesse naquelas criaturas. Seguindo atrás de Hoshiteru, aproveitava para vigiar os movimentos do rapaz, e a qualquer sinal de que ele se distraisse do caminho. Clock Bunny apenas rosnava, não tendo a capacidade de distinguir beleza em tais criatura.

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C
avatar
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 156
Idade : 26

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Seg Ago 31, 2015 1:58 pm

Não muito tempo depois do assovio do senhor Fae, pude sentir minhas orelhas ferais se remexerem ao escutar o trotar dos cavalos e as passadas de uma outra criatura, que só consegui descifrar quando esta apareceu em nosso campo de visão. Se tratava de um lobo cinzento e gigante, que aparentemente guiava nossos cavalos de gelo como um grande protetor que emanava segurança e calma para os demais, o que ao mesmo tempo que me trazia certo conforto, trazia certa inveja. Diferente do lugar onde havia crescido, os animais desta área não pareciam se acalmar perante a minha presença. Não sabia o porque, mas agora que o lobo trazia conforto para nossos cavalos, tinha uma esperança maior de que o fato anterior não se repetiria.

Durante a cavalgada, a floresta pareceu se demonstrar cada vez mais perigosa e amedrontadora. Diante de todos aqueles seres que nos observavam e sussurravam coisas assustadoras, arrepios e sensações de pavor eram indispensáveis. Assim, me forçando à abraçar a gaiola com um pouco mais de força e me encolher sempre que possível, ou pelo menos até que chegássemos próximo de uma ponte de pedra.

Segundo o senhor Fae, não deveríamos olhar nos olhos das sereias. Por mais que fosse um ser desprovido de muita informação, já sabia de que tipo de seres se tratavam. Já que vez ou outra, minha mãe me contava histórias sobre alguns seres mágicos que habitavam em Lodoss. Tudo o que sabia, era que sereias eram monstros que lhe enganavam para lhe atrair para o fundo do mar, ou algo semelhante. Ainda que não tivesse visto nenhuma pessoalmente, o que trazia certa vontade de conferir como realmente eram suas aparências, mas sabia o perigo que corria se o fizesse.

Assim sendo, independente do quão belo achasse a melodia, o quão intrigante fossem os convites, ou mesmo o quão amigáveis aparentassem ser. Faria o máximo para me segurar, na pior das hipóteses até mesmo chegando a fechar os olhos, ou mesmo murmurarando uma das canções que minha mãe cantava para mim. Já que podia localizar a direção de senhor Fae mesmo de olhos fechados, isto não seria lá um problema.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Off:
Desculpe pelo post ruim (o que não é novidade. uaheuahuea), como geralmente costuma acontecer, bateu uma certa dificuldade na hora de escrever o post, mas se estiver muito ruim pode pedir que eu reescrevo amanhã. :c Hue Um abraço

_________________

Força: E (2) | Energia: B (14) | Agilidade: C (8) | Destreza: E (2) | Vigor: E (2)
Ficha | Lodians: 0

Assinatura feita pela Evy ♥~
avatar
Hoshitteru

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 119
Idade : 20

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 6
Raça: Meio-Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Set 05, 2015 5:06 pm

A necromante embalou a cabeça frenética e negativamente com tudo o que Sean falava.

[Sally] — Não, não, não... você precisa prestar mais atenção. Precisa de mais... como é o nome daquilo mesmo? — Ela pergunta virando o rosto para o lado, como se indagasse a outra pessoa presente ali e depois retorna como se tivesse ouvido uma resposta. — Isso! Concentração. Por que não tenta fechar os olhos? Afinal, o que há de errado com você?

Até aquele momento, ao que tudo indicava, Sally permanecia completamente insciente do demônio dentro do garoto. Ou isso, ou simplesmente não demonstrava. Depois do que ela falou num misto de sermão e piada, ela se dirigiu até uma outra caveira jogada no chão — não precisou ir longe, já que elas não eram raras.

[Sally] — Preste atenção...

Naquele meio tempo, Angelique surgia escoltada por dois esqueletos muito semelhantes àquele que estava próximo de Sean. Ela trazia algumas frutas embrulhadas em uma sacola de pano sujo e esfarrapado.  

Quando o menino voltou a focar Sally, notou um brilho estranho esverdeado emergindo de suas mãos e daquele crânio. Um forte vento — do tipo que se sente com o espírito e não com a pele — soprou daquela origem. O cheiro de enxofre infestou o ar e uma agitação energética brotou e se intensificou.

[Fantasma] — A guerra! — Gritou uma voz ecoante e espectral. — ATACAR!

Da posição frente à Sally surgiu o que apenas poderia ser identificado como um fantasma. Ele ainda vestia uma armadura e portava uma espada que empunhou e com a qual avançou num ataque a ninguém, como se estivesse ecoando no tempo, vivendo eternamente uma batalha que há muito já se acabou. Ele era verde, inteiramente feito de energia brilhante e, quando Sally largou a caveira, ele se dissipou.

Ela suspirou.

[Sally] — Você não está pronto... Para chamar os mortos, você primeiro precisa aprender a ouvir... Ah, Angelique! — Ela avançou rumo à garotinha, enfiou a mão no saco, retirou uma fruta de aspecto escuro e pouco atraente e mordeu vorazmente.  

[Angelique] — Am... — Se encolheu, com seu aspecto tímido. Angelique não parecia nem um pouco impressionada com a habilidade exibida por Sally há pouco tempo.
09

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Dom Set 06, 2015 1:01 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Que dor de cabeça! Droga.

Franzi o cenho, um pouco confuso. Eu só respondi o que ela perguntou, então, o que fiz de errado? Já com o capuz abaixado, meus olhos buscaram os dela através da preocupação. Instruções? Dicas? Ajuda? Palavras que rodeavam meus pensamentos como abutres rodeiam um corpo morto. Ainda bem que a luz ainda não havia me abandonado, de fato. Iluminou o céu nublado de minha mente com um forte dia ensolarado, espantando até mesmo os abutres. A luz no entanto, foi tornando-se um pouco esverdeada a medida que as palavras de Sally invadiam meus ouvidos. Minha compreensão foi ficando um pouco turva, aliás, já estava desde o momento que ela exigiu mais concentração da minha parte. Não bastasse os risos daquele cão alaranjado pra me atordoar. Tsc!

Voltando à luz verde... Sim, os raios de sol foram esverdeando por algum motivo ainda incompreendido. Notei que eu estava me deixando levar por devaneios, pisquei algumas vezes, respirei fundo. Senti a vida preencher os meus pulmões outra vez, uma sensação engraçada até, não sei se já mencionei. É como o entusiasmo.

— Guerra? - Com o som da minha voz eu pude retomar a consciência. Meus olhos foram de encontro a uma coisa esverdeada, origem daquela luz atordoante, que se prostrava pouco a frente de Sally. Levei um baita susto. — O-O...O QUE? - Afastei-me dois ou três passos, inclinando o braço direito a frente do corpo numa frágil tentativa de defesa. Acho que isso era mais instintivo, eu sei lá. O curioso é que o tal fantasma - acho que era um - avançou erguendo sua espada como se quisesse atacar algo ou alguém. A última coisa que vi em seus olhos foi a vontade de guerrear. Era quase tão viva quanto fome ou alguma coisa do tipo. Fechei os olhos então, tentando fugir daquilo, ainda que nos meus pensamentos aquela imagem ainda me intrigasse. A imaginação voou longe. Acho até que consegui escutar os gritos em um campo de batalha, um barulho de metal enferrujado colidindo em escudos de madeira ou cobre, não sei dizer. Um barulho líquido também se destacava pouco a pouco, como numa lembrança, acho que era o sangue pingando... eles estavam mesmo guerreando? Mas onde? Quando?

— Ah!  - Gritei, seguido de um suspiro. Foi quase como se tudo aquilo me invadisse de um momento para o outro, junto de um vento gelado que me arrepiou por inteiro. Quando abri os olhos, já livre daqueles pensamentos e também do barulho - diga-se de passagem um tormento - meus olhos rapidamente ziguezaguearam pelo ambiente. Dois outros esqueletos apareceram, estes, escoltando Angelique. Ah, que sensação boa, um rosto conhecido pra me tirar daquele choque que foi deparar-me com um passado de guerra. Seria passado? Palpite. E então aqueles risos diabólicos outra vez, seguido de lamúrias, ofensas cuspidas aos humanos como se fossem escória. A essa altura eu já estava acostumado a ouvir isso, então tentei ignorar. Meus pensamentos estavam mais intrigados com o que Sally me falou. Ela pediu concentração. Disse que eu precisava ouvir mais. Admito que foi isso que me levou a ficar um tanto cabisbaixo...

— Err... me desculpe dona Sally. Me dê só mais um tempinho, eu vou tentar de novo. - As palavras escoaram dos meus lábios como um murmúrio. É claro, estavam recheadas de incerteza, mas eu não queria desmerecer a minha vontade. Devo aceitar que aquilo tudo me deixou muito intrigado. O único motivo pelo qual eu estava inseguro era uma verdade a qual Sally parecia não conhecer. Essa verdade tinha nome, atormentava minha mente há anos e, modéstia parte, tem uma risada diabólica que confunde toda e qualquer atenção que eu tente conseguir;

Ifrit.

Eu gostaria de ter certa liberdade pra dizer; "Desculpe, não consigo me concentrar porque tem um demônio canino na minha cabeça ", mas, isso parece - até mesmo para mim - travessura de criança. Como eu explicaria os seus risos diabólicos que ninguém mais ouve? Suas palavras recheadas de maldade, malícia, descaso? Bobagem, acho que já passei o suficiente pra saber que ninguém entenderá. Respirei fundo, um pouco desatento ao externo. Se a garotinha - Angelique - ou Sally fizeram/falaram alguma coisa, não escutei muito bem. Meus olhos foram primeiro de encontro ao solo. Se ela disse que precisava da energia do solo, dos vermes - ou algo assim - talvez fosse mesmo verdade. Por um momento pensei em me atirar ao chão e fazer o que me foi pedido, mas devido a insegurança, acho que na simples força do pensamento um; "Preciso da sua energia, por favor", seria suficiente. E foi o que fiz. Olhos fechados então, um suspiro forte e pesado veio na sequência. Não era só meu, só pra constar. Tanto é que ficou um pouco evidente, mais parecia um cachorro. Na palma das mãos eu podia sentir aquele crânio envolvido na minha pele. Não fazia ideia de como fazer pra ouvir o que ele dizia - como Sally explicou - então tentei buscar intuição no pensamento. Enquanto de um lado Ifrit dizia; — Pense na morte. Sinta a morte, eleve seu pensamento até o dia em que ela veio buscar o dono desse crânio. - , minha razão me dizia pra usar o meu conhecimento. Eu sei que consigo controlar um pouco de energia vital, será que havia algum vestígio dela nesse Crânio? Um mínimo que eu possa usar, que eu possa me conectar com ele, e então quem sabe fazer como Ifrit mencionou. Será que consigo unir essas duas faces de uma mesma moeda?


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Set 15, 2015 10:11 am

A superfície óssea daquele crânio era áspera e seca, bruta. Era silencioso e completamente ausente de movimento. Era a própria morte. Era como ela deveria ser. O eterno descanso. Sean duvidaria se realmente seria capaz de ouvir alguma coisa, se os mortos podiam realmente dizer alguma coisa, não fosse a recente demonstração da necromante. Mas será que todos os ossos eram exatamente iguais?

Enquanto o menino pensava na vida, Ifrit pensava na morte. Vida e morte — um paradoxo, tal qual o menino e o demônio, o crânio e a força de vida. Quando as luzes se apagaram, Sean sentiu: era só uma fagulha no começo. Na verdade, nem era isso. Era mais como uma lembrança. Sim, uma lembrança da vida que um dia existiu. Um eco quase inaudível no tempo. Quando ele se focou nela, a sentiu crescer. Podia sentir também sua própria energia vital fluindo e alimentando aquilo que existia não dentro daquele crânio, muito mais fundo que isso, em outro mundo. Como se soprasse aquela faísca, uma chama inflamou e cresceu. Ele poderia ter parado o processo a qualquer momento, mas não parou. A empolgação de estar fazendo algo certo o compeliu a continuar. A curiosidade o forçava a dar passos perigosos num terreno desconhecido.

Sean abriu os olhos.

A sua frente, uma imagem fantasmagórica e assustadora se esboçou em fumaça e com suas garras grandes e assustadoras tentaram alcançar o menino. Assustado, Sean bloqueou o fluxo de energia que alimentava a aparição e ela, assim como uma chama que sufoca, desapareceu como se nem tivesse existido. Sally deu um pulinho e bateu palmas curtas e frenéticas.

[Sally] — Isso! Eu sabia que você era forte, pequeno guerreiro. Você não me decepcionou. Mas ainda falta... um pouco para dar certo. Treino. Não. Descanso. Por que você não descansa um pouco? Por que não come uma fruta?! — Ela morde aquela que tinha em mãos, fazendo o som semelhante ao de morder uma maçã. — Coma, coma! Elas são deliciosas!

A morte. A vida. Talvez a combinação das duas. A força da terra. A força de Sean. Era difícil dizer o que determinou o seu sucesso. A combinação de todos, havia a possibilidade. Ou será que era sorte de principiante?
10

XP:

Já é o turno 10 de novo? Passou rápido. Você tem 400xp para adicionar à sua ficha. 50xp por atraso, 250xp de bônus de narração e 100xp pela aventura até aqui.

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Ter Set 15, 2015 2:16 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


E então veio o silêncio. Quero dizer, na minha cabeça.

Acredito que ouvi a dona Sally comemorando, talvez até batendo palmas mas... minha atenção estava voltada para outra coisa. Abri os meus olhos então, ainda naquela posição defensiva de puro reflexo e olhei ao redor. Não havia mais nada, aquela imagem brilhante e de outro mundo simplesmente desapareceu. Foi uma experiência que não sei descrever, mas em palavras, a que mais se aproxima é nostalgia.

As lembranças que me vieram na mente foram daquele dia. Talvez eu nem tivesse tanta consciência das coisas naquela época, e pra ser sincero, nem eu me lembro direito. Era só uma mente normal, atormentada pelas vozes e gritos dos mortos que ecoavam na floresta. Foi na primeira vez que entrei nela. Foi naquele dia também em que ouvi Ifrit pela primeira vez. E a sensação que tive de reconhecê-lo como um ser de outro mundo foi semelhante a que eu tive agora, por exceção que desta vez, foi um pouco mais amena. Talvez eu já estivesse me acostumando, não sei dizer, continua sendo uma sensação estranha.

— Eu podia jurar que estava ouvindo-o dizer alguma coisa. Sua voz era tão clara como se realmente estivesse aqui... - Minhas palavras saíam com dificuldade, eu ainda estava um pouco incrédulo sobre como uma coisa tão vívida desapareceu assim, num único instante?

Demorei a me recompor.

Quando me dei conta, dona Sally estava mastigando uma espécie de fruto, aquele que a vi carregar antes, quando Angelique trouxe. Não reconheci o fruto, nem sabia dizer se era mesmo comível, mas enfim, a última vez que comi alguma coisa foi na casa da tia Anna e isso já faz um bom tempo. Aliás, algo me dizia - lá no fundo da mente - que se eu comesse, me recuperaria mais rápido. Concordei com a ideia, iniciando uma procura nos arredores por algum fruto que eu pudesse comer, seja ele oferecido pela dona Sally ou mesmo por Angelique, ou então algum que eu encontrasse pelo chão. Inclusive, teria largado aquele crânio em algum lugar por ali, durante essa procura.

— É curioso não é? - Indaguei, mesmo que não olhasse diretamente para a mulher ou mesmo me distraísse da minha procura. — A vida é tão frágil quanto a daquela coisa. Você tem todo tempo do mundo para viver, mas um único segundo para morrer. E no fim das contas, de que tudo isso vale? Mesmo depois de morto, continua vagando atrás de ambições mundanas... - Completei. Nessa última frase, os meus tons de voz variavam um pouco, coisa que acontece muito quando Ifrit e eu compartilhamos de uma mesma opinião, se é que assim eu posso chamar esse tipo de coisa. E em caso de achar um fruto então, o morderia, saboreando-o enquanto vagava em devaneios de minha mente.


Off escreveu:* Gostaria de saber como está a minha situação de Pontos de Vida/Pontos de Energia?



-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Set 22, 2015 8:15 am

fênix • phoenix • Fenikkusu
Eles conseguiram resistir à curiosidade, e seguiram viagem sem grandes problemas, deixando a ponde de pedra em arco para trás. A floresta se tornou mais uma vez densa e escura, de forma que a única iluminação que tinham eram os escassos filetes de luz do luar e das estrelas que conseguiam abrir caminho entre a folhagem das árvores. Contudo, o silêncio permanecia. Era algo óbvio para ambos que aquela não era uma floresta comum, mas ali o silêncio poderia facilmente significar tanto quanto os sussurros. E, aos poucos, conforme o grupo se afastava do som do rio e dos sereianos, uma névoa começou a brotar do solo da floresta, a princípio nem ao menos alta o bastante para envolver o casco dos cavalos. Mas Fae pareceu soltar um rosnado baixo, raivoso, enquanto se virava para dar-lhes outro aviso sobre o ombro, enquanto sua montaria diminuía o ritmo, ficando lado a lado com um cavaleiro e então com o outro.

— Espíritos. Tapem os ouvidos com isso, – Disse entregando pequenos tampões de ouvido para cada um. — Não deem ouvidos a nada do que eles disserem e fiquem próximos de mim não importa o que virem. – Disse em uma voz apressada e baixa, já apertando os calcanhares nos flancos de seu lobo para voltar para a dianteira. A névoa, porém já batia no peito dos cavaleiros, o que tornava difícil e arriscado apressar muito os cavalos, por não ser possível enxergar o solo com exatidão. Em mais poucos segundos a névoa branca havia os envolvido por completo, apenas sendo possível ver a sombra do cavaleiro logo à frente.

E então os vultos surgiram. Sombras que passavam logo no canto dos olhos, mas que desapareciam no instante em que se virava a cabeça. Um toque gelado na lateral do rosto, como a mão de um cadáver. A sensação de estar sendo observado mais forte do que nunca. E sussurros... Mas seriam mesmo sussurros? Pensando melhor, talvez fossem gritos, já que ainda podiam ser ouvidos mesmo com os tampões em seus ouvidos. Mas mesmo o pouco que eles conseguiam ouvir deveria ser o suficiente para fazer até o estomago de um homem forte se revirar, o rosto empalidecer e as entranhas se tornarem em água... — Carne tão boa, tão boa de rasgar, lacerar a pele; pele para arrancar em tiras, para trançar, tão bom trançar as tiras; tão bonitas, tão vermelhas as gotas que caem; sangue tão vermelho, tão vermelho, tão doce; gritos doces, gritos bonitos, gritos que cantam, grite sua canção, cante seus gritos... – Os sussurros se extinguiram e então vieram as visões.

Era impossível dizer como eles sabiam, ou como haviam descoberto. Mas aqueles espíritos reproduziam os medos dos cavaleiros. Qual seu maior medo? A morte? Ser queimado vivo? Alguma criatura que rasteja ou um monstro que não pode ser derrotado? Um inimigo de longa data? Um amor esquecido e enterrado?... Velhas feridas eram atingidas por agulhas incandescentes, não tinha como nada daquilo ser real, mas ao mesmo tempo parecia tão... O que você teme? De algum modo, ao ver seus medos sendo reproduzidos ao seu redor com tamanha perfeição e riqueza em detalhes, era até possível começar a acreditar que estava ficando louco...

E quando parecia que aquilo jamais teria fim, as visões se extinguiam, e os cavaleiros podiam respirar novamente, enquanto ouviam sussurros distantes de gargalhadas encantadas. E então os sussurros se tornavam mais altos, mas ainda era possível ouvir apenas de forma muito distante. — ... Sangue tão doce, tão doce beber o sangue, o sangue que pinga, pinga, pinga tão vermelho. Olhos bonitos, muito bonitos, eu não tenho olhos, arrancar os olhos da sua cabeça. Moer seus ossos, quebrar seus ossos dentro da carne, sugar o tutano enquanto você grita. Grita, grita, gritos cantantes, cante seus gritos... – E o silêncio... E mais visões, ainda piores, ainda mais reais e mais presentes.

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso! >.<

Xp de atraso:

Hoshi +150xp
Ree +150xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +550xp
Ree +550xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
Takaras • Floresta da Tortura



Sally estava bastante distraída degustando sua fruta. Sua mente já parecia ter viajado para outro lugar. Enquanto Angelique oferecia um fruto idêntico a Sean, algumas palavras do garoto despertaram repentino interesse na necromante e a fizeram despertar de súbito de seu devaneio.

[Sally] — HA! Sabia que você não iria me decepcionar, pequeno guerreiro. Ainda bem que não te deixei sangrar até a morte. — Falava depois de uma mordida, de boca cheia. Então faz uma pausa para engolir e continuar, fazendo o resto parecer crescer em importância. — A vida é rápida como uma estação, um sopro na linha do tempo. A morte, por outro lado, é a eternidade. É por isso que ela me fascina. Por isso que escolhi a Morte para a minha arte. Mas não são todos que podem ver por este lado. A maioria, mesmo aqui em Takaras, apenas foge e teme a Morte. Alguns, por outro lado, são abençoados e podem ver de uma forma que é incompreensível, mesmo para mim...

Ela olha de canto e discretamente para Angelique, que se encolhe um pouco. Era nítido que ela falava da menina. Agora Sean tinha todas as partes daquele quebra-cabeça. O que, claro, não significa que ele seria capaz de montá-lo.

[Sally] — O que eu tento te ensinar é um meio de falar com os mortos. Ou fazer com que eles falem. Como preferir. Os mortos sabem de muitas coisas, você sabia? E eles me contam os seus segredos. O diabrete que nunca viu a luz dia que você quase conseguiu chamar. O guerreiro que ainda não percebeu que a guerra acabou... pobre alma. Mas podemos falar mais sobre isso em outro momento. Por que vocês não descansam um pouco e não procuram algum corpo mais "fresco" por aí? Eles são mais fáceis de falar... — Termina com uma piscadela.

Será que ela estava mesmo sugerindo que eles matassem alguma coisa? Talvez fosse possível. Mas aquela floresta era rodeada de perigos.

01

XP:

+100xp pelo atraso.

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Qui Out 01, 2015 1:25 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Apanhei o fruto que me foi oferecido por Angelique. Agradeci com um sorriso juvenil, inocente. Notei que a garota estava sempre muito retraída, reservada, sequer retribuiu meu sorriso, simplesmente se afastou e ficou ali num canto ouvindo as palavras da dona Sally. Bom, isso não era da minha conta mesmo. Dei de ombros, apagando esses pensamentos, enquanto avançava com a boca sob o fruto. — Nghh! - Em primeiro momento era um pouco azedo. Franzi as sobrancelhas enquanto tentava me acostumar com o gosto. Quando o arrepio passou, o gosto passou a ficar mais doce.. até um pouco agradável.

A medida que saboreei o fruto, pude contemplar um pouco do que a dona Sally chama de descanso. Senti tranquilidade. Transformei aquele momento em algo maior. Ifrit rapidamente interviu, gargalhando no mais profundo da minha mente, como em resposta a ideia que eu tive de chamar isso de "uma boa memória". Ele definitivamente não tinha qualquer sentimento bom guardado em si. Era um pouco deprimente, até porquê, é muito difícil imaginar uma existência que não tenha o lado bom... ela fica desequilibrada. Começo a pensar se não é por conta disso que ele está comigo?

E então acordei. Acordei com a estranha sensação de que ainda havia alguma coisa sobre Angelique que eu não sabia. Dona Sally fazia questão de mencionar isso nas entrelinhas. Eu não sei dizer, é mais uma intuição minha mesmo.

— Você parece fazer isso já faz tempo não é dona Sally? - Respondi, com outra pergunta. Da maneira com que ela fala, faz parecer que já conversa com os mortos há muito tempo. — Espero um dia me tornar tão habilidoso quanto a senhora. - As palavras fluíram com certo entusiasmo. A ideia me fazia ficar animado, admito.

No entanto, o curso daquela conversa chegou num ponto complicado.

— Um corpo...fresco?! - Engoli a seco. — Mas se nós vamos matar alguém, pra depois fazê-lo falar, não seria mais fácil perguntar antes de matar? - Com uma feição inocente, aguardei uma resposta da mulher. Meus olhos foram de encontro aos de Angelique, como se também esperasse que ela concordasse comigo. Afinal, não era o mais prudente?

Para o caso de uma resposta convincente ou não, como toda criança, eu já estava convencido a fazer o serviço mesmo. Só queria perturbar mesmo. Então, ficaria só mais um pouco, o suficiente para saborear outro fruto. E, antes mesmo que esse acabasse, tomaria a mão de Angelique e, se nos fosse permitido, sairíamos na busca de algum corpo mais fresco, como requisitou dona Sally. Onde será que vamos achar um por aí...?


-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Ree em Qui Out 08, 2015 11:23 am

Quando a névoa começou a tomar conta do horizonte, Clock Bunny se endireitou, tomando a cabeça do cavalo como base de observação. Orelhas ao alto e sentidos atentos, o coelho estava sério e concentrado em sua missão de vigília.  Fae diminuiu o ritmo até emparelhar com eles. Ree achou intrigante o quanto ele pareceu preocupado com espíritos. Talvez fosse ela a estar deveras acostumada com aquele tipo de coisa. De qualquer maneira, não parecia preocupada.

Colocou os tampões, porém não lhe seriam assim tão úteis. Ela era facilmente conectada a eles por conta de seus poderes e magia. Antes mesmo que os vultos surgissem ela já os sentia, a essência pesada no ar. Ree suspirou, observando-os e imaginando o que poderia fazer com tantas almas.

- Haa... Um desperdício de almas tão boas... Se elas fossem mais frescas e limpas...  

Agora cavalgavam a um passo tão lento que não faria muita diferença andar a pé naquele local. Os vultos se tornavam mais ousados, suas formas dançando pela floresta agora pareciam se transformar. Tomavam volume, silhuetas e rostos. E um rosto que Ree conhecia bem. Ela encarava séria e fixamente para um único rosto. A risada que lhe congelava a espinha. O som de um chicote pelo ar e correntes a se arrastar. Na sua frente, Hellger lhe encarava, rindo.

Seus maior medo era também seu alvo de vingança. Nem mesmo a garota foi capaz de se controlar, e em uma raiva contida mascarando o medo, começou a emanar energia. Seus olhos se tornavam prata, idem ao seu cabelo, que esvoaçavam ora ou outra, por conta da densidade mágica ao seu redor.

Os vultos não paravam quietos, e novas visões apareciam. Novamente Hellger, porém dessa vez de corpo inteiro. Espada na mão, batalhava com alguém desconhecido, que ainda tomavam forma. Primeiro, de um jovem rapaz, cavaleiro de Hilydrus. Mas rapidamente ele tomou uma nova forma. Cabelos emaranhados, um olho faltando, e um sobretudo preto, muito semelhante ao da própria Ree. E antes que ela pudesse ao menos sussurrar seu nome, ele foi empalado cruelmente por Hellger, caindo no chão, inerte.

Seu misto de tristeza, medo e raiva aumentaram, e mais energia ela emanava.  Clock Bunny rosnava tão alto agora que chegava a espumar pelos cantos da boca. Ree estava com o cabelo totalmente prata. Os nós dos dedos estavam brancos, de tão forte que ela segurava as rédias.

- Basta. 

E ela liberou uma forte onda de energia, para perturbar os poderes daqueles espíritos e acabar com as visões.

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C
avatar
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 156
Idade : 26

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Ter Out 13, 2015 11:32 am

[Sally] — Claro que seria. — Responde rapidamente à pergunta de Sean. — Mas aí estragaria toda a graça. Você não acha? — Pisca um dos olhos. A necromante se coloca sentada sobre um túmulo. — Não demorem muito, crianças. Eu não quero perder o jantar...

Jantar? Será que ela planejava cozinhar o corpo? Bom, poderia ser de um animal, afinal. Ou ela poderia ter gostos estranhos. Como saber? Depois de tudo que Sean já havia comido, ele não deveria se importar.

Sean agarrou a mão da menininha e juntos saíram rumo ao interior da floresta. Ele animado, ela nem tanto. Diferente de como era no cemitério, a vegetação ia se tornando mais densa. Galhos com espinhos se atravessavam pelo caminho e era preciso tomar muito cuidado. Vez ou outra um grito inesperado surgia para dar um susto. Será que era um corpo fresquinho sendo produzido ou apenas mais uma alma penada?

[Angelique] — Ammm... eu tenho uma ideia... e se a gente pegasse aquele homem que o caçador matou? Pelo menos ninguém mais teria que morrer...

Numa floresta repleta de morte e que carregava o nome do sofrimento, era novidade se preocupar com a vida de alguém. Que diferença fazia, todos ali já estavam condenados mesmo. Mas talvez fosse melhor, afinal, o que mais duas crianças poderiam fazer?

Conforme mergulharam na floresta, também o som de passos podia ser ouvido nos arredores. Podia ser só alucinação. Aquele lugar costumava pregar peças nos viajantes e até em seus habitantes. Animais, espíritos, monstros... é, eles não estavam no mais saudável dos ambientes. Só restava ver o que eles iriam caçar. Ou será que seriam eles a caça? Nunca se sabe.

[Angelique] — Mas... se precisar matar... eu posso indicar como.

Sério? Uma criança daquelas não parecia uma caçadora. Mesmo assim, ela havia sido bastante convicta no que dizia. Dava para sentir. Agora os dois só precisavam decidir o que fazer e, bem, fazer. Ou pelo menos tentar.
02

XP:

Como de costume, 50xp pra você. \o\

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Ter Out 13, 2015 6:12 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


No caminho, me dei conta de que ainda sabia muito pouco sobre Angelique. Tomei a frente da dupla, passos largos, alguns pulinhos entre uma poça de lama ou outra, eu não posso dizer que não estava me divertindo. Até que eu já estava um pouco acostumado a andarilhar pelos cantos da floresta, achava relaxante. As vezes me pego pensando se sou realmente eu quem gosta desse tipo de ambiente...

O fato é que, no meio da trilha, a garotinha voltou a falar mesmo com toda sua timidez. Ela conseguia ser ainda mais fechada do que eu, sempre retraída, me parecia até um pouco frágil. Fiquei um pouco curioso sabe? Outros pensamentos inundavam minha mente e me fizeram ignorar qualquer que tenha sido a pergunta da garota. Parei então frente a uma das árvores, usando-a como um escudo pra observar de canto se havia alguém por perto. Posso jurar que ouvi passos? Enfim. Voltei meus olhos para Angelique, baixando meu capuz e encarando-a diretamente.

— Ei, Angie, do que a dona Sally falava tanto sobre teus olhos? - Inocente, tentei avançar com as mãos no rosto da menina. Queria tateá-lo, procurar por alguma coisa anormal que justificasse minha curiosidade. As palavras de Sally ainda flutuavam na minha memória, junto das risadas dele é claro. "Olhos que podem ver a morte de outro jeito", o que ela queria dizer com isso? E só depois de perceber que já estava sendo um pouco inconveniente, recuaria, pensativo. — Ah! Droga, eu não consigo entender essas falas difíceis da dona Sally! - Cruzei os braços, passando a resmungar algumas palavras como se a timidez voltasse aos poucos.

Em seguida, fui pego de surpresa. Espera, Angelique estava mesmo propondo me ensinar a matar?

— V-Vo..você ta falando sério?! - Fiquei estupefato. Não pude deixar de abrir um sorriso, a curiosidade foi a mil mais uma vez. Se me fosse permitido, tomaria proximidade com a garota de novo, tomando-lhe as mãos desta vez, trazendo na altura dos nossos rostos agora mais próximos. — Então você sabe combater? Como aprendeu? Me mostra, me mostra! - Cheio de entusiasmo nas palavras, acredito que fui até um pouco invasivo demais nesse instante. Mas isso também pouco importa. Para todo caso, fiz questão de terminar com outra menção;

— Procurar pelo tal homem morto está fora de cogitação. Se aquele bicho aparecer de novo, eu não sei porque, mas eu sinto que não sairei vivo... - Murmurei, com uma certa alteração no tom de voz. Era difícil distinguir se a intenção nas palavras foi de apreensão ou deboche, até porque, desta vez não era só a minha voz que estava a falar.

— Que seja, vamos, me ensine como se faz, pooor faaavor? - Voltei ao foco, insistente como sempre.

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Dom Out 18, 2015 1:08 pm

A medida que cavalgávamos em linha reta, a melodia dos sereianos fora se dissipando em meio à um silêncio perturbador. Ao mesmo tempo, pude sentir a presença do senhor Fae se aproximar cada vez mais, até que ele estivesse próximo o suficiente para me trazer o conforto necessário para que conseguisse abrir os olhos novamente, mas para o meu infortúnio, aquilo não significava que estávamos seguros. Muito pelo contrário, senhor Fae se aproximava um tanto raivoso para nos alertar sobre espíritos. Não que houvesse compreendido muito bem, mas decidi seguir suas ordens, assim como na vez anterior. Não conhecia o senhor Fae a muito tempo, mas já depositava uma certa quantia de confiança nele.

Ajeitaria os tapões nas quatro orelhas de forma dedicada enquanto observava senhor Fae retornar para sua posição inicial. Era preocupante ver a névoa se intensificar à ponto de nos cobrir até a região do peitoral, mas nada fora mais incomodo que os vultos que passaram à nos rondar. Com a barriga à reclamar, tremulava com cada toque que sentia na lateral do rosto, mas as palavras que os mesmos sussurravam me traziam um temor ainda maior.

E quando os sussurros pareceram ter acabado, as imagens do senhor Fae e de Ree se tornaram cada vez mais foscas, dando lugar à pequenas sombras que foram ganhando forma à medida que o cavalo continuava seu trajeto. Primeiramente a terra fora se tornando cada vez mais vermelha, até que se igualasse à um pequeno riacho ensaguentado, porém o grande incomodo veio quando a sola do cavalo pareceu quebrar um osso. Claro, já haviam alguns ossos por ali de pessoas que desconhecia, mas a sensação que tivera não me trazia nenhum sentimento bom.

A cada galope, abraçava a gaiola com um pouco mais de força, à envolvendo o máximo que pude em meus braços, enquanto abaixava a cabeça para observar a ave com a pior expressão possível. Só retornando à olhar para frente quando me convencesse de que estava tudo bem. Afinal, ainda sentia a presença do senhor Fae, e tínhamos Ree e clock bunny conosco também, mas nada disso teve importância quando percebi os corpos de todos aqueles os quais havia conhecido. Amigos mais próximos, conhecidos e até mesmo aqueles os quais apenas havia trocado um olhar ou outro.

Quase aos prantos, recorria à gaiola mais uma vez, porém os sussurros voltaram à se repetir junto à pequenos toques em algumas regiões tateáveis do corpo. Erguia os ombros enquanto fechava os olhos, na esperança de que assim como os sereianos, aquilo acabasse logo, mas o pior aconteceu quando ergui a cabeça.

Minha mãe estava no lugar da gaiola, com o abdômen rasgado e coberto por sangue, e em minha mão esquerda havia uma faca, que se encontrava na mesma região. Com o olhar apavorado, já não sabia mais o que pensar, já não conseguia mais distinguir o que era ou não real. Estava desesperado.

Mamãe... Não me deixe... — Lágrimas corriam por minha face enquanto permitia escapulir pequenos miados. Estava prestes à me render, abraçando a imagem da minha mãe e choramingando em seu colo ensanguentado.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Off:
Whuuuu! Consegui postaaar! Yaaay! Xd Como eu tinha explicado pro Lucas via pvt, por agora eu to um pouco ocupado com o meu curso, o Enem, Fies e essas coisas todas e não to tendo muito tempo livre pra escrever (E quando tenho fica um pouco difícil planejar o post com tantas coisas em mente), mas acho que consegui fazer o dessa vez. Não ficou como eu esperava, eu queria fazer algo mais elaborado, mas enfim, acho que não tenho capacidade. :c Só de explicação, eu encerrei o post na parte onde, eu acredito que, se a ação da Ree der certo, as minhas ilusões também serão atrapalhadas. De qualquer forma, desculpe pelo atraso. :< Um abração

_________________

Força: E (2) | Energia: B (14) | Agilidade: C (8) | Destreza: E (2) | Vigor: E (2)
Ficha | Lodians: 0

Assinatura feita pela Evy ♥~
avatar
Hoshitteru

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 119
Idade : 20

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 6
Raça: Meio-Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Qui Out 22, 2015 11:50 am

Durante toda a agradável e relaxante caminhada — para alguém, pelo menos, era o que parecia ser — Angelique se mantinha, de certa forma, esquiva. Seus olhos fugiam do encontro dos de Sean. Ela evitava o toque excessivo, mas as circunstâncias a levavam a depender do garotinho talvez um pouco mais do que gostaria. Seu passo era lento e desajeito, claramente não os de alguém acostumado às aventuras insanas daquela floresta maldita. Que tipo de passado ela teria? Muitas coisas se poderia imaginar.

Quando o menino parou, a garotinha não permitiu que ele tocasse o seu rosto. Ela se afastou, como se temesse algo. Angelique deu um passo para trás.

[Angelique] — Devemos seguir em frente... — O que ela evitava também eram as respostas.

Entretanto, o que ela havia dito, tinha despertado um interesse exagerado em Sean. Tinha atiçado uma sede que era difícil de sanar. Parecia cada vez mais difícil de fugir. Talvez por isso ela tenha desistido. Ou quem sabe precisou de mais tempo para poder confiar no garoto. Quando ele a pegou pelas mãos, ela não tentou escapar. Ao invés disso, apenas manteve o olhar fixo ao chão.

[Angelique] — Eu... eu não sei combater. — Sean podia jurar que um princípio de sorriso havia surgido naquele rostinho. — Nisso eu não posso ajudar. Mas... mas tem uma coisa... — Angelique fez um silêncio como se a voz entalasse em sua garganta, mas, com um pouquinho mais de força, ela saiu.  — Um amigo meu me disse uma vez que algumas pessoas nascem abençoadas e outras nascem amaldiçoadas... ele me disse que sou abençoada, mas... mas acho que nasci amaldiçoada... eu não posso te mostrar como faço o que faço, porque nem eu sei, mas sempre que eu olho nos olhos de alguém... de qualquer coisa viva... eu vejo a morte! — Ela fecha os olhos, comprimindo com bastante força, como se lutasse contra o que vê. — Eu vejo não do jeito que se vê... é diferente... eu vejo pelos olhos deles. Eu sinto a dor. É terrível! — Leva as duas mãos à cabeça também. — A dor de morrer...

A garotinha se afasta um pouco, leva alguns segundos para se recompor. Ela parecia mais leve, mas, ainda assim, aquele era um fardo insuportável para quem era apenas uma criança.

Amaldiçoados...

Talvez o menino também se identificasse com aquilo. Afinal, ele também era dotado de uma coisa que não podia definir bem como uma bênção ou maldição. Será que o destino se divertia com aquilo?

[Angelique] — Por isso, eu sei. Sei se você vai morrer ou não vai. Sei se você vai vencer, se pode matar... sei como matar.

A voz dela agora estava bastante instável. Assim que terminou, Angelique disparou em corrida sozinha e sem rumo. Mas ela não era boa com a floresta, como bem Sean sabia, então não foi difícil para ele alcançar.

[???] — Cof... cof... cof...

Ela estava parada. Frente a ela, um homem jazia recostado a uma árvore espinhosa e de sombra escura. Havia sangue nas roupas dele. Ele estava ferido. Angelique estava estarrecida olhando para ele.  

[???] — Ei, garota... cof! Cof! Me ajude!

[Angelique] — É... é isso... ele vai morrer de qualquer jeito.  — Ela sussurra para Sean.

Então, o menino se deparava com a Morte. Fresquinha em suas mãos, será que ele estava preparado para assumir sua responsabilidade?
03

XP:

Como de costume, 50xp pra você. \o\ (Nem vou mais deletar essa mensagem...)

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Dom Out 25, 2015 6:08 pm

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


No fim eu percebi que nem mesmo meu entusiasmo era suficiente pra deixar Angelique mais a vontade. Ela parecia estar sempre muito tímida, não sei, toda fechada... esquivou de todas as minhas tentativas de conversa. Fiquei meio sem entender quando ela não me deixou tocar seu rosto, cruzei meus braços então, pensativo. É, ela não mudou nada desde quando nos encontramos na floresta há pouco. Quer dizer, faz quanto tempo mesmo? Sequer eu sei quanto tempo fiquei apagado depois de encontrar aquele bicho.

E apesar de estar distraído com tais pensamentos, pude ouvir o que Angelique falava sobre o mistério de seus olhos.

— AH SIM! AGORA EU ENTENDI! - Elevando meu tom de voz, gritei de repente. — Por isso que lá na casa da dona Anna você me disse que eu não ia morrer lá... você viu o dia da minha morte... isso explica tudo. - Murmurava as palavras como se não precisasse de resposta alguma da garota. Acredito que entendi muito bem o que ela quis dizer. Ifrit também, a julgar pelos seus deboches. Ele se achava tão magnífico e soberano que não acreditava ser capaz de ter seu destino escrito numa visão da garota. Acho que parte desses pensamentos me vieram dele mesmo, enfim. Aos poucos a curiosidade sobre aprender a combater foi se perdendo e, mais uma vez distraído, quase não percebi quando Angelique correu, sem rumo outra vez.

— Tsc! Ela vive correndo desse jeito toda vez que tento conversar, será que ela tem medo de mim? - Com essas palavras ao vento, entendi que não haveria resposta se eu não fosse atrás dela. Sendo assim, segui seus rastros até reencontrar a garota.

Agora, estava perto de alguém. De longe não reparei direito se era homem ou mulher, demônio ou anão, que seja. Meus cabelos estavam bagunçados pela corrida, tentei arrumar enquanto lhe dizia; — Ei, você ta fazendo um jogo comigo, garota? Podia só ter dito que não queria conversar... - Resmungava. Somente alguns passos depois, esbarrando em Angelique, é que reparei que a tal pessoa ali perto era um homem, parecia ferido ou algo assim. Senti um arrepio, enxerguei tudo turvo por alguns instantes, minha boca salivou. Naquele breve momento eu podia jurar que senti a vontade animalesca de Ifrit em devorar aquele homem, e eu quase me deixei levar. Senão fosse pelos sussurros da garota, eu teria perdido o controle. — Ah! Certo! Quer dizer... você já.. err, olhou nos olhos dele? - Ainda meio estupefato, na verdade queria saber se aquela certeza nas palavras da garota vinham de sua habilidade. Depois da resposta da garota, eu tomaria a frente da dupla, interpondo-me entre eles. — Ei moço, o que aconteceu com você? Precisa de ajuda? - Dizia, com certa curiosidade no olhar.

Na verdade, queria entender o que aconteceu com ele antes de simplesmente matá-lo. Quer dizer, alguma coisa me dizia pra puxar minha adaga e cravá-la no pescoço daquele homem, mas isso seria completamente sem graça. Ele simplesmente ia morrer e eu só ia saber o que aconteceu quando a tia Sally trouxesse-o de volta para falar. Eu queria ser o primeiro a saber, estava curioso, oras.

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Seg Nov 09, 2015 8:33 am

fênix • phoenix • Fenikkusu


Do que é feita a alma humana? As emoções de uma centena, centenas, de almas perturbadas e destorcidas atacavam os viajantes. Mas do que tantas almas se alimentam? O que as prende a esse mundo? Loucura; medo, bravura, amor, ódio, insensatez. As emoções que rugiam nos corações de nossos valentes viajantes pareciam tornar os espíritos mais fortes, mas não apenas isso. A aura mágica. Eles não eram capazes de se alimentar de muito, mas uma pequena fagulha da energia de Ree e Hoshitteru era absorvida pelos fantasmas. E, como se fortalecidos, as vozes ganharam paixão. A emoção transbordando, mais e mais forte, ganhando um tom imperioso; ameaçadores, mortais.

— Vermes insignificantes, tão pequenos e frágeis, tão fáceis de esmagar; esmagar em uma massa de carne, carne para assar, tão saborosos assados; tão suculentos, tão macios para se morder; para devorar, devorar enquanto gritam, gritos de amor; gritos doces, gritos bonitos, gritos que imploram, grite por sua vida, implore por sua morte... – Mas após a torrente de energia, energia demais para ser absorvida de uma vez, que Ree liberou, eles se afastaram. E as palavras que eram quase perfeitamente audíveis há um instante atrás, novamente se reduziram a apenas um sussurro distante.

Os fantasmas não mais os cercando, mas ocultos em meio as árvores e vegetação ao redor. Até mesmo a névoa se tornou mais pálida, permitindo que Ree visse o cavaleiro a sua frente. Fae a observava. Com o corpo virado na direção da garota, ele olhava diretamente para ela, e ela poderia apostar que ele não havia se virado naquele momento, mas que a observava todo o tempo. Analisando, medindo e pesando. — ... Carne tão tenra, tão bom rasgar a carne; Carne cheia de ossos, ossos tão brancos, tão fáceis de quebrar; Mastigar seus ossos, quebrar seus ossos dentro da carne, sugar o tutano enquanto você implora. Implora, implore cantando; gritos cantantes, cante seus gritos... – O homem caveira virou-se para frente. Os fantasmas pareciam afetá-lo tanto quanto ao Clock bunny, em nada.

— Estamos quase lá. Fiquem atentos. – Ele gritou acima do sussurro dos fantasmas. — Sinto cheiro de carniceiro. Atentos! – O que seria isso? Um ‘Carniceiro’, como ele disse? Não fazia diferença. Os fantasmas permaneceram distantes de Ree, devido a aura mágica forte demais que os impedia de se aproximarem, mas Hoshitteru, por outro lado, não era tão poderoso a ponto de ser capaz de espantar tantos sozinho. Por pouco; mas não o bastante. — ... Arrancar o coração de seu peito, esmagar seu coração, devorar seu coração enquanto ele pulsa, pulsa, pulsa... – Os fantasmas o envolveram como um manto pesado; não, não ele. A fênix. O alvo deles era a criatura mística! — ... Tão arrogante, tão pequena, pequena que brilha; brilho tão bonito, muito bonito, tão quente, eu não tenho esse brilho, apagar seu brilho; Roubar o seu brilho, brilho secreto, conte-me o segredo, revele gritando, implore com gritos...

A névoa tornava difícil dizer o que acontecia a mais que um metro de distância. Hoshitteru começou a ter visões de seus maiores medos mais uma vez; visões de congelar seu sangue e fazer seu coração parar de bater por segundos que durava por uma eternidade. Visões que lhe davam calafrios e o faziam querer vomitar; visões enlouquecedoras. E então as promessas das mentes perturbadas dos fantasmas. Ele tinha que pedir ajuda antes que enlouquecesse. Tinha que encontrar uma forma de afastar os fantasmas. A fênix começou a se agitar na gaiola. Algo estava acontecendo. Algo ruim. Tinha que agir rápido.

A sua esquerda, à cerca de quinze metros de distância, Ree avistou uma silhueta de um metro e setenta de altura, parada ao lado de uma árvore. Qualquer um poderia tê-la confundido com a sombra de outra árvore, mas Ree foi capaz de sentir a ínfima capacidade mágica que a criatura possuía. Seria ele um desses, como Fae havia chamado, ‘Carniceiro’?

○ ○ ○


OFF: Desculpem a demora! x.x

Xp de atraso:

Hoshi +100xp
Ree +200xp

Total ganho por cada um até então:

Hoshi +650xp
Ree +750xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
Takaras • Floresta da Tortura





Dê uma boa olhada ao redor e me responda: o que move você? Você poderá dizer que é a vida ou o amor, mas na verdade o que realmente te move é a morte e o temor inexorável de sua fatalidade. O que te move é o vazio no seu peito que, você sabe, no fim acabará por devorá-lo por completo. É inevitável, então, por que não abraçá-la?



 


[Angelique] — Sim, eu olhei... ele foi envenenado. Vai se afogar no próprio sangue... — A garotinha permanece virada para o lado com as mãos unidas próximas ao queixo numa posição de uma súplica para um destino tão cruel. Ela carrega emoção em suas palavras.  
 
Mas até onde Sean poderia confiar em suas palavras? Ele, talvez, a devesse — em partes — a sua vida. Entretanto, aquela floresta era também memorável pela loucura que fazia brotar e prosperar na mente de seus habitantes. Ver a morte... uma habilidade ímpar e igualmente perigosa, certamente divina ou profana, não importa, mas de grande potencialidade. Que tipo de coisas alguém com aquilo poderia fazer? Será que alguém realmente poderia ser capaz disso?
 
[???] — Cof! Cof! Do que você está falando, garota? Eu não vou morrer. Só preciso de um tempo para me recuperar. Cof! Cof! Você não está pensando em ouvir essa louca, não está, garoto?!  
 
Pelo visto ele havia ouvido tudo. A vida ou a morte. As duas numa só. Se ele ia morrer, matá-lo era certo ou errado? Aquele era um novo jogo que Sean se via forçado a jogar; o jogo das escolhas. Era brincar com o destino ou "ser brincado" por ele?  
 
Ainda tão jovem, era certo que o menino já havia presenciado a morte. Talvez por mais vezes do que gostaria de lembrar, por motivos torpes, quem sabe, ou pura necessidade. Mas a verdade era que, até aquele ponto, suas mãos ainda estavam limpas. Quantas vezes ele já havia sacrificado um animal? Ou outras, inconsciente e guiado pelo demônio, até mesmo vidas humanas. Entretanto, agora a escolha era sua.  
 
Ele estaria preparado ou disposto a isso? Para Ifrit aquilo nada significa. Besteira! Sua alma já era escura demais. Mas não a do menino. Escolha: um fardo demasiado pesado para quem era apenas uma criança, mas que parecia inevitável. Então por que protelar? De alguma forma, sua adaga deslizou até sua mão sem que ele percebesse ou desejasse.  

Era aquela sua verdadeira intenção?
 
04
 
XP E NOTA:
 
Bônus por atraso: 100xp

Hey, Bird! Estou considerando como se nada tivesse acontecido no meio da aventura. Não sei se o Sean já matou alguém numa campanha, mas, se fez, estou considerando essa como a possível primeira vez.

_________________
avatar
NR Fury
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 289
Idade : 28

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 0
Raça: Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Ree em Qui Nov 12, 2015 12:01 pm

Havia funcionado. Por sorte aquilo havia funcionado. Ou Ree não saberia responder o que poderia acontecer com ela caso sua mente continuasse a ser atormentada daquela maneira. Suas mãos ainda apertavam com força as rédeas, Clock bunny ainda rosnava. Mas sua mente parecia clarear um pouco.

Respirou fundo, fechando os olhos por um segundo, recobrando a concentração

"Foram só visões... Nada demais. Aquilo não vai acontecer. Não enquanto eu estiver viva.

Ela voltou a abrir os olhos. Ainda pratas, carregando uma seriedade e concentração, enquanto suas mãos afrouxavam aos poucos as rédeas. Por coincidência, seus olhos encontraram Fae, que a observava atentamente. Ela retribuiu, como se estivesse vendo nele um inimigo tal qual os espíritos a haviam mostrado.

E assim a garota continuou, em silencio, seus cabelos com mechas pratas flutuando vez ou outra, sem que ela ousasse diminuir sua emanação. por sorte aquilo não a cansava, já que o local era carregadissimo, e do tipo de energia que Ree se aproveitava. Ela não entendia o que eram as criaturas que Fae havia anunciado. Mas era um nome até adequado para qualquer criatura que morasse naquela floresta.

Clock Bunny girou a cabeça em direção a silhueta de Hoshi. Era difícil enxergar pela nevoa, ainda que o redor da garota estivesse melhor do que os restantes. Ree notou a movimentação de C.B e ela mesma podia sentir agitações naquela direção. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma fagulha espiritual chamou a sua atenção.

Seus olhos correram imediatamente em direção as arvores. Ela podia sentir algo. Encarou fixamente o local, até compreender a silhueta alta.

- Merda de dragão.... Fae, à sua esquerda!

Guinou a sua montaria para se aproximar de Hoshi rapidamente, uma vez que aquilo que estava sentindo pudesse ser fruto de mais uma daquelas criaturas. Emanava bastante energia para limpar a neblina e expulsar aquelas almas irritantes do caminho. Quando estava se aproximando, ativou seu escudo de modo que pudesse envolver ela e Hoshi, enquanto emparelhava com o rapaz.

Ele não parecia nada bem. Choramingava, agarrado a gaiola, enquanto a Fenix parecia se agitar. Aquilo pareceu irritar a garota. Com força, deu um tapão na cabeça dele, chamando a atenção dele.

- Acorda garoto! Choramingando por ai? Cade o heroizinho de ontem?!?

Ree parecia mais irritada que o normal. De que adiantava chorar?!? Lute, grite, avance, se vingue!!Faça qualquer coisa!! Aquele garoto em compensação era agora uma vara verde, paralisado por pesadelos pessoais, enquanto ainda ontem se portava como um corajoso protetor de donzelas.

- Presta atenção, não aprendeu nada com Cobernick?!? Use a sua cabeça, pirralho. Temos companhia caso não tenha reparado.

O escudo estava ali para prevenir um ataque surpresa. Tentava enxergar Fae de onde estava, imaginando se precisaria estender o escudo mais além.

_________________

Força: F
Energia: S
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: C
avatar
Ree
Puppet Master
Puppet Master

Pontos de Medalhas : 120
Mensagens : 156
Idade : 26

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 13
Raça: Humano

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sex Nov 13, 2015 12:45 am

----------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------


Como eu imaginei; Angie já tinha olhado nos olhos daquele homem. Ela viu sua morte então, certo? Isso tudo ainda é um pouco confuso pra mim, e em meio a esse turbilhão de pensamentos e sensações, me dei conta de que a adaga que carregava no bolso já havia deslizado para minha mão. Senti um breve temor, engoli a seco. Meus dedos se firmaram no cabo da agada, como se clamassem pelo seu uso.

— É melhor você não falar muito, só vai piorar sua situação!- Respondi de involuntário, tentando acalmar o tal homem. Ele me pareceu um pouco nervoso, talvez no seu direito, afinal segundo Angie, ele estava envenenado. Me peguei pensando em como seria essa sensação...

No meio desses pensamentos, tudo parou.

Inclinei levemente a cabeça, tentando entender o que se passava. Na minha percepção as coisas pareciam mais lentas, como se eu estivesse mergulhando num lago escuro e sem vida. O breu logo me abraçou, senti cócegas. Esquisito.

— O que foi, Sean? Não confia em mim? - Era a voz de Ifrit, astuta como um sussurro.

— Não é isso! Você sabe...eu só...- As palavras me faltaram, mesmo que tudo isso estivesse acontecendo exclusivamente em pensamento. E quase como numa troca de pensamentos, a resposta me veio como; "Medo".

— Que tolice! Só porque você nunca matou alguém, isso não significa que você não é capaz. Pois eu digo que é. Você não acredita em mim?- Seus argumentos inundavam minha mente como se aquele mesmo lago agora virasse um oceano. De repente ficou frio.

Eu podia jurar que senti minhas pernas tomarem impulso, como se eu fizesse um movimento. Mas eu estava distraído, pensando comigo mesmo se isso tudo era certo. Meu pai nunca falou sobre isso. Mas o meu pai não está aqui agora, certo? Ele me deixou, não foi? Meus pensamentos estavam confusos, senti dor de cabeça.

— Eu to me sentindo estranho, meio ansioso. O que eu faço?- Indaguei para Ifrit, desejando do meu mais íntimo que ele pudesse me ajudar. E naquele instante eu juro que senti minhas mãos fazerem força, como se estivesse lutando contra algo. E então a resposta, veio logo após uma risada diabólica característica dele;

— Você só precisa confiar em mim, pequeno corvo. Eu estarei sempre aqui pra te guiar... - E aos poucos suas palavras foram se afastando, ecoando na escuridão. Um suspiro, seguido de mais outro...eu estava ofegante.

Quando acordei, me dei conta do que estava fazendo; todas aquelas sensações, eram verdadeiras. Naquele curto período de tempo, tentei avançar contra o homem segurando firme a minha adaga em punho. A mão livre usava como distração, apoio, inclinando-a a frente. Logo atrás, vinha a adaga, empunhada com precisão; tive a impressão de que naquele movimento eu almejava cravar a adaga em seu pescoço, de baixo pra cima, não sei porque. Meu corpo moveu-se com astúcia, era quase como se não fosse meu, mas quando eu acordei, me dei conta de que estava mesmo fazendo aquilo. E quando meus olhos se arregalaram revelando o mais profundo vermelho carmesim que me tomou por alguns instantes, tudo que vi foi a brutalidade com que avancei contra aquele homem tentando esfaqueá-lo com todas as forças... e junto disso, um conjunto de lágrimas que escorreram de meu rosto sem motivo algum. Afinal, porque eu estava chorando? Ifrit disse que aquilo era o certo...então eu só preciso acreditar nele.

Off:
* Tudo bem, vou considerar os acontecimentos da campanha posteriores a essa aventura. Depois dou um jeito de inserir, tudo bem? E, a propósito, sei que esse post ficou meio confuso. Só esclarecendo; estou tentando introduzir mais isso da confiança que o Sean tem no demônio pra dar mais liberdade pro Ifrit agir através do corpo dele. Como deu pra notar agora, em alguns momentos o Sean se moveu sem uma intenção própria dele, ainda que ele tenha uma mínima percepção de que o estava fazendo, entende? Estou tentando fundir ainda mais os dois numa única existência, se é que é possível auheuaeh

-------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------

_________________

Força: D+
Energia: B
Agilidade: D
Destreza: D
Vigor: D

Lodians: 0


Sean Lionheart
avatar
Hummingbird

Pontos de Medalhas : 70
Mensagens : 187
Idade : 22

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Possuído

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Sex Nov 13, 2015 2:32 pm

Por alguns segundos, as vozes pareceram se ofuscar, mas logo em seguida elas voltaram com uma feracidade ainda maior. Dizendo coisas que remoíam meu estomago e apalpando as regiões tateáveis com um pouco mais de força, além de fazerem sons que me traziam os piores pensamentos possíveis.

Já não sabia mais o que fazer naquela situação, então simplesmente continuei abraçando a imagem de minha mãe até que aos poucos ela fosse se dissipando, como uma nuvem, porém só o percebi quando levei um tapa na cabeça. Resmungava com um breve miado enquanto trazia a mão direita até a região. Ainda um pouco afetado, observava os arredores com o olhar perturbado, só então conseguindo prestar atenção no que Ree dizia.

Desculpe — dizia em um tom lerdo, trazendo o braço para secar o quer que ainda estivesse em meu rosto. Ree estava certa, se não quisesse acabar sendo apenas um incomodo, deveria me esforçar mais. Ao contrário de mim, ela estava emanando uma quantidade de energia bem superior, a qual fazia com que todos os espíritos se afastassem involuntariamente o suficiente para não serem mais incômodos. Além disso, parecia haver uma bolha mágica ao nosso redor, provavelmente seria provinda de Ree também.

A fênix ainda se agitava de uma maneira incomum dentro da gaiola, ainda mais para o estado que ela estava agora. — Não precisa ter medo, foram só visões, não era real. — Tentava acalma-la, passando o dedo por qualquer greta para que assim pudesse acaricia-la e em um caso mais rígido, até mesmo tentando usar minha cura para passa-la uma energia reconfortante, mas ainda assim estava atento aos arredores, com os instintos felinos dispostos à ouvir qualquer barulho ou aroma diferente que surgisse por ali.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Off:
Primeiramente desculpa pelo post horrível como sempre, eu ainda to com uma certa dificuldade pra escrever. Por mais que a temporada de provas já tenha passado, eu acabei me ocupando com outras coisas, como procurar emprego que não tá nada fácil de achar aaeuhauhae. Também peço desculpas pra Ree pq se n me engano eu deveria ter feito o post antes né/ aeuehuahe bom é só isso por hoje, qualquer errinho só mandar mp ou chamar no skype que arrumo o mais rápido possível. Um abraço. :3

_________________

Força: E (2) | Energia: B (14) | Agilidade: C (8) | Destreza: E (2) | Vigor: E (2)
Ficha | Lodians: 0

Assinatura feita pela Evy ♥~
avatar
Hoshitteru

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 119
Idade : 20

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 6
Raça: Meio-Feral

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 6 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum