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Floresta da Tortura

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Floresta da Tortura

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 2:05 pm

Relembrando a primeira mensagem :


A floresta amaldiçoada não leva este nome à toa. Diversos seres acertam suas contas neste lugar, levando suas vítimas a mortes horrendas e extremamente dolorosas — e muitas vezes, lentas. Corpos ficam muito tempo pendurados, pois quase nenhum animal se atreve a ficar na floresta por muito tempo. Algumas árvores parecem ter rostos, outras brotam em formatos destorcidos e atormentados. O chão é lamacento, úmido, e as poucas formas de vida que vagueiam por ali já não possuem uma alma para ser atormentada. A energia é negativa e pesada, fazendo qualquer pessoa fraca de mente ficar amedrontada e insegura. Gritos de agonia são ouvidos vindos da floresta eventualmente, e é difícil dizer se são seres sendo torturados... ou ecos que se perderam na escuridão. Alguns demônios nascem aqui sem motivo aparente, surgindo de almas atormentadas, ou do ódio delas.

Existem muitas lendas que levam aventureiros a desbravar a floresta amaldiçoada. Promessas de riquezas, tesouros perdidos a milênios atrás que apenas esperam por almas corajosas encontrá-los. Outra das lendas apontam uma fenda no espaço-tempo em algum lugar da floresta. Nela o tempo passa muito mais rápido do que o normal. Existem relatos de demônios que passaram apenas alguns dias na floresta e, quando retornavam, tinham centenas de anos de idade.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:24 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Seg Jun 13, 2016 1:29 am

Por favor, não precisa me olhar como se eu fosse uma bruxa que desabilitou seus sentidos. Nós também somos predadoras, entende meu querido? Sabemos como lidar com outros predadores.

" Todos se acham predadores até virarem minha caça... "

Estranho, ela não esboçou nenhuma reação, será que eu falei baixo demais? Ou sequer falei?!

Outra humanoide surgia, a veloz o suficiente para apagar chamas sobrevoando as mesmas - Três, até o momento.

— É mesmo incrível como você conseguiu abater meus paragons tão facilmente. De onde você vem? Eu estou mesmo curiosa

A voz daquela mulher, seu corpo, sua existência por algum motivo me cativava a jogar o seu jogo, e não impor o meu, pois eu queria a recompensa que ela poderia me oferecer, e não a que eu poderia tomar a força. Respirava fundo, tentando retomar a calma, contudo só piorava, enchendo minhas narinas com o seu perfume, mais e mais desejos vinham a minha mente, havia uma vontade imensurável de enfiar a garra presa em meu pulso esquerdo em sua garganta e violar seu corpo como punição por me deixar em tal estado caótico, porém algo me segurava, mantinha a parte caótica em xeque enquanto a parte sã agia.

- Vim de lugar nenhum e vou a tudo que quiser, vivi sempre como nômade.

Uma discussão ocorria em minhas costas, entretanto meu interesse se prendia a frente, e meus pensamentos sobresseram a voz, me deixando à parte da situação.

Repentinamente, elas se agruparam, uma de cada lado, todas com suas peculiaridades, nesse momento eu compreendi algo; Estava enfeitiçado, de alguma maneira. A mais bonita era Sybil, e mesmo a meia-demônio superava quaisquer uma das três, ainda sim, meus olhos se fixavam na segunda, Kahla.

— Somos as três irmãs harpias. Kahla, Sybil e Mithra. É um prazer conhecê-los, caçador Hotah e... — Os olhos de Sybil regularam Lisbeth de baixo pra cima em seguida; — Você, meio-demônio fêmea.

Isso me parece briga por território, atitude típica de algumas fêmeas pelo mais forte, ainda sim... não é o que sugere...

— Não posso permitir que passem e destruam meus queridos paragons como fizeram com esse.
- Então simplesmente ordene-os para sair.

— No entanto, entrar em confronto com vocês, aqui, não traria benefício para nenhum de nós dois.

Um leve sorriso de canto tomou conta de mim, estaria essa fêmea decidindo o que seria ou não benefício para Hotah? O simples prazer da caça me seria o suficiente, o simples dominar aqueles que se opuseram a mim e punir os que tentaram me ferir, me seria suficientes motivos para lhe matar, contudo novamente, algo me manteve em xeque.

Sua proposta era uma caçada; O vencedor ganhava o território.
Havia diversos problemas na sua ideia; O que elas ganhariam se vencessem? Se estão causando problemas, por que já não caçaram? Isso significava que elas não eram capazes de derrotar tal criatura, ou que não eram capazes de a encontrar, o que seria pior ainda, pois seria mais habilidosa do que o esperado.

Naquele momento, eu dei um passo em sua direção, meu instinto assassino exalava, meus olhos estavam fixados em seu busto/pescoço, finos como de um gato a espreita, porém em apenas um passo, acabei por congelar.

" M-merda! Eu preciso me livrar disso primeiro "

Esticando a mão direita inofensivamente, e agora sem a aura assassina, falei: Esta noite, caçaremos! Porém! Não interessa a um nômade território. /b]Virei-me começando a andar ao longe delas, e ao mesmo tempo proferi "[b]Interessa-me experiências."

Meu único objetivo era ganhar tempo para me livrar daquele "feitiço", mas sem querer, havia disfarçado melhor que o esperado, demonstrando algum desejo diferente.

Spoiler:
Demora? Fale com a Kiteky ¬¬
Relaxa ai, nem se preocupe, seus posts são ótimo, i can wait~ Haha

E eu não ri do teu esboço, e sim de tu ter feito um mesmo, em folha e tal, e ser bonito até. Eu costumo fazer, como disse, no paint, ai fica tipo... >dois traços de cor diferente / Árvore e player, fdc.

H.E, Ok, se decidirem alguém, comenta que tem eu lá na fila ~ <3

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Kiteky em Qua Jun 15, 2016 8:09 pm

ॐ━ { Lisbeth Anner
A meio-demônio variava o olhar entre as três figuras e o caçador ao seu lado. Não sabia descrever o que sentia perante aquelas três figuras ali, paradas, que a desafiavam com o olhar quase que em tempo integral. Havia perdido seu chicote faziam poucos segundos, e isso a fez segurar o objeto com força, sentindo até mesmo os nós dos dedos doerem com a ação. Precisava ser cautelosa, mesmo que uma de suas principais características fosse agir sem pensar. Sua vida estava em risco, e não perderia ali. Não para elas.

Era notório que o feral estava se sentindo atraído pelas fêmeas, se é que podia ser usada tal palavra. Sentiu algo dentro de si, ciúmes talvez? Ou seria apenas seu lado egocêntrico falando mais alto, já que seu lado feminino não a permitia perder para outras mulheres? Tanto faz. Apenas tinha uma certeza. Não perderia para elas. De jeito algum.

A proposta foi ouvida, e um riso de desdém se formou em seus lábios, resultando em uma resposta um tanto mal-educada de sua parte.  ❛ Então porque trouxe esses malditos bichos? ❜ respondeu após Hotah terminar sua frase. Não sentia-se bem ali, em um lugar completamente desconhecido por si, porém a proposta era interessante. Um território lhe daria certa estabilidade, e mesmo não ficando em um lugar por muito tempo, talvez ali conseguisse ficar mais segura do que vagando pelas terras de Takaras.

Contudo, não era boa em caçadas. Sequer em lutas conseguia ser muito eficaz sem sua magia, porém seu interior gritava para que confiasse no feral. E estava apostando tudo nele.
❛ Elas tem o território. Não temos nada a oferecer em troca, caso ganhem. ❜Virou-se para o outro para deferir tais palavras, falando aquilo em um tom de voz mais baixo. Porém, percebeu que ele não estava mais tão perto de si. Hotah estava, agora, mais próximo das harpias, estendendo-as a mão direita enquanto falava sobre experiência. Revirou os olhos, cruzando os braços. Até abriu a boca para dizer algo, porém censurou-se mentalmente. Queria ver onde ele queria chegar, mesmo sentindo-se incomodada com certos olhares que ele dava a elas. Não são tudo isso. foi o que pensou, rangendo os dentes, lembrando-se do ódio que as mulheres do vilarejo onde passou os últimos anos sentiam por si. Mas claro que era um ódio diferente que estava sentindo, já que não sentia inveja. Ou bem, sentia um pouco, mas jamais admitiria.

Desistiu de pensar sobre o assunto, tentando focar a mente nas últimas palavras proferidas por Kahla.
OBS.:
Eu voltei! E bem, a resposta não ficou tão boa quanto eu gostaria, mas quis responder o mais rápido possível pra trama ir se desenvolvendo mais rápido (muito boa ela por sinal, adoro a escrita de vocês dois). Pois bem, não ficou comprido e eu decidi apenas colocar os pensamentos dela sobre a situação em questão, já que não quis ficar repetindo muitas coisas (perdoem-me, não é por falta de esforço). Então, de novo peço desculpa pela demora e pela ausência. Ainda não sei os resultados das provas, mas acho que fui bem sim. Se eu sumir, já sabem que fiquei de dp, risos.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Qui Jun 16, 2016 9:12 pm



Hotah & Lisbeth



— Não tem? — Disse Kahla, enquanto seus olhos saltaram furtivamente de Lisbeth para Hotah; — ELE já é o bastante. — E apesar da indiferença no olhar, o felino conseguia sentir nela um misto de sensações que ele estava interpretando como um feitiço até o momento, mas que para Kahla não passava de um jogo de sedução. Pobre felino, estava de quatro para a mulher alada e não sabia! Mas aquele ainda não era o fim do jogo, certo? A proposta de caça conseguia superar até mesmo aquele instinto sexual que insistia em ganhar controle de Hotah. Talvez o instinto de caça seja ainda mais primitivo e desenvolvido no felino do que em qualquer outro. Bastou que a palavra caça fosse mencionada e aos poucos o feral tinha total controle de seus sentidos mais uma vez.

Com a surpreendente revelação de interesse de Kahla por Hotah, surgiram mais dúvidas; seria um interesse compartilhado pelas três irmãs, ou somente Kahla o desejava? Haveria alguma coisa além desse interesse ou seria apenas uma disputa de fêmeas pelo macho mais forte presente? Talvez as Harpias ainda o estivessem testando, a própria grande caçada podia ser um simples jogo pra compreender mais das habilidades de cada um. Mas neste caso, as Harpias também estariam se expondo, afinal, elas também participariam. Definitivamente era um jogo de adivinhações o qual estava longe do fim. Ao menos de uma coisa eles tinham certeza, as Harpias eram confiantes demais pra apostar seu território assim para desconhecidos.

— Querida, é melhor tomar cuidado com esse chicote. Sua pele parece frágil demais pra aguentar algumas chibatadas, huhum... — Os olhos de Sybil insistiam em fuzilar Lisbeth como que num prazer descomunal em provocá-la. — Você não estará segura para sempre. — Então ela desviou o olhar passando de relance por Hotah e depois virando a cara, fingindo estar avaliando as próprias unhas à frente do rosto. E dali em diante esqueceu completamente que a dupla estava presente.

Daí veio o silêncio. Por fim, a voz da razão naquele grupo de fanáticos pela caça, resolveu se manifestar.

— Estamos atrás de uma criatura que não pode ser rastreada, se é o que estão se perguntando. — Era Mithra. Falou num tom de seriedade, não esperava que fosse contrariada ou interrompida, então simplesmente falou. As outras irmãs ficaram apenas ouvindo, como se esperassem que os termos da caçada fossem propostos pela voz da razão do trio. — Por isso não podemos recolher os Paragons, por isso estávamos usando aromas e outras táticas quando nos encontraram. Sabemos que a tal criatura ainda está em nosso território pois é amplo e cheio de comida. — Os olhos de Mithra foram de encontro ao pássaro dilacerado por Hotah. Então o tal bicho que elas caçavam estava se alimentando dos pássaros? Que problemão!

— Ele tem a capacidade de ocultar completamente seus rastros e sua presença, habilidades de camuflagem, sentidos aguçados, e alta sensibilidade a aromas. — Informou, repousando a garra direita no queixo como se estivesse pensando em mais detalhes possíveis pra informar o grupo.

Tratava-se de uma criatura reptiliana, grande, aproximadamente 5 metros de cumprimento, talvez 2 metros de altura de altura, difícil dizer com exatidão. As informações eram poucas, tendo em vista os poucos desencontros que tiveram com o bichano sem que ele estivesse oculto. As Harpias tinham mesmo dificuldade em localiza-lo, afinal, afirmaram estar nessa caçada a pelo menos algumas semanas e que já perderam muitos pássaros desde então. Importante salientar que eram pássaros capazes de cuspir rajadas intensas de fogo como aquela que Hotah presenciou, e, ainda assim, os pássaros estavam morrendo aos montes. Criaturinha dura na queda, hmm?

— Se nós Harpias aniquilarmos a criatura primeiro, Hotah se tornará nosso escravo. Quanto a meio-demônio... — Kahla inclinou a cabeça, alertando que Sybil cuidaria do destino de Lisbeth nesse caso. E esse destino incerto ficou nas entrelinhas, por traz daquele sorriso diabólico que a mulher alada esboçava sempre que seus olhos encontravam os de Lisbeth. Mithra rapidamente abriu as asas e sumiu, como um flash, sem deixar sequer algum rastro senão do seu doce aroma de mulher. Algumas folhas nas árvores à esquerda balançaram um pouco depois, atrasadas, revelando que foi por ali que a harpia passou. Kahla lançou um último olhar penetrante para Hotah, seguido de um salto rodopiando em volta do próprio eixo enquanto Paragons - vulgo aqueles pássaros de quatro asas - emergiam das sombras das árvores e cercavam-na num turbilhão até que não restasse mais pena sobre pena da Harpia. Sybil foi a última. Não sem antes aquele sorriso característico, provocadora, debochada.

— O tempo está acabando, Hhuhuhuhum... — E alçou voo. Não foi algo cuidadoso, foi um voo despreocupado, tranquilo, ela definitivamente estava confiante de que não seria interrompida enquanto sua risada ecoava embalando o restante da noite. E para o caso de não restar dúvidas, ou qualquer outra interação entre os grupos, as Harpias deram início à grande caçada enquanto Hotah e Lisbeth tinham agora sua liberdade - provisória - até que alguém trouxesse a cabeça da criatura reptiliana primeiro. Engraçado que sequer combinaram um local de encontro ou coisa do tipo. Aquelas Harpias eram mesmo muito confiantes em seu território.

Spoiler:
A GRANDE CAÇADA

Tratem isso como uma sidequestzinha. A cronologia dos fatos vai funcionar assim; vocês tem 2 chances de emboscar o bicho. Se não conseguirem matá-lo nessa duas chances, na terceira vez que o encontrarem ele já estará sendo emboscado pelas Harpias, o que significa que vocês vão ter que lidar tanto com o Bicho, quanto com elas, hmm?

Também vou considerar que; se houver atraso de um de vocês dois durante as postagens seguintes, vai custar 1 das emboscadas, certo? E para o caso de EU atrasar na narração, darei mais 1 chance de emboscada extra pra vocês.

Dúvidas, só falar =D


Emboscadas Restantes: 02

OBS: Welcome back, Kiteky
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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Seg Jun 20, 2016 1:16 am

— ELE já é o bastante.

" Ohoho... parece que já capturei outra presa, não? "

De fato, minha guarda estava baixa para essa humanoide, porém os eventos a seguir pouco a pouco acordariam Sakima de seu sono.

— Você não estará segura para sempre.
Seu olhar se voltou a mim, o que tomou minha cabeça de uma dúvida; Estariam dizendo que eu a abandonaria, que não estaria sempre com ela, que não iria mais a proteger ou... que não era capaz?
Meu instinto de dominância de qualquer maneira tomava conta da resposta; Não importa, nunca duvidem de Hotah Sakima.

Antes de intervir, entretanto, a outra mulher pássaro iniciou seu discuso, explicando que o animal era de difícil rastreio, réptil, forte, ágil e, obviamente, esperto, além de ousado. " Ótimo. " Veio a minha cabeça, com um sorriso evidente.
- Além de um bom gosto. Murmurei, referente as lembranças do gosto daquele "Paragorn"? Tanto faz, pássaro macio, de fato, saboroso.

— Se nós Harpias aniquilarmos a criatura primeiro, Hotah se tornará nosso escravo. Quanto a meio-demônio...

- Escravo? GUR HA HAH HA! ESCRAVO! O GRANDE HOTAH SAKIMA, ESCRAVO? GUR HA HAH HA!
Impossível de me conter perante tal comentário, demonstrei desprezo mediante a tal afirmação, ainda um pouco risonho e olhando para o chão, logo prossegui - Sim, sim, claro... aceito os termos. Ergui minha cabeça, olhando diretamente aos olhos de Kahla, era impossível não perceber a aura ameaçadora que se criara repentinamente, um humano normal se mijaria paralisado, elas? Aguentariam o tranco. - Boa sorte na caçada, vão precisar.

Tais termos implícitos para mim, se meu olfato seria prejudicado por elas, eu também poderia prejudicar sua caçada, não é mesmo? O rei da selva espera a fêmea realizar o trabalho e apenas pega seus espólios, muito bem poderia fazer, contudo aquele réptil me atiçou, realmente, me atiçou! Uma presa a altura! Uma grande caçada! Tantos alvos! Meus pensamentos sexuais eram totalmente tomados pelo furor da caça.

— O tempo está acabando, Hhuhuhuhum...

- Então é melhor se apressar! GUR HA HAH! Me virei para a meia-demônio, olhando seu estado, estaria ela com ciúmes? Seria ela um empecilho ou auxílio? Ruh, irrelevante.
- Irei pegar esse maldito logo, preciso de seu cheiro. Me aproximei da meia-demônio, puxando alguns poucos fios de seu cabelo delicadamente, como se estivesse fazendo carinho em seu rosto e cortando com as unhas, aproximadamente cinco fios, e guardando-os.
- Vamos. Enquanto andava, peguei o pássaro caído e meio devorado, e continuei a mastigar ele por algum tempo, segurando com uma mão e andando calmamente por entre a floresta.

" Quais motivos me obrigariam a ficar aqui? Poderia muito bem tentar fugir, elas conseguiriam me alcançar? Tsc, é claro que não. Ainda sim, sou obrigado a ficar. Fugir de uma caçada? Hah! Que piada! "


Após nem um minuto andando e comendo, joguei os restos do animal para longe com força, rapidamente subindo em uma árvore e tentando avistar algo daquele ponto.

" Se ele pode se camuflar e é um predador, parece pensar como eu. Onde eu ficaria? Perto do covil delas, é claro. Abundância em comida, facilidade em monitorar elas e, um local não esperado de se buscar. "

Agora, onde, diabos, era? Urghh... O perfume, seguir ele regressivamente deve me dar uma pista de onde iniciaram a busca ao menos.

- Me siga. Falei, saltando ao chão e começando uma disparada veloz de quatro patas, ainda atento a qualquer sinal dele e indo atrás do cheiro regressivamente.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Kiteky em Qui Jun 23, 2016 5:26 pm

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        A resposta dada a fez franzir o cenho. Quer dizer então que estariam disputado pelo Feral? Certo, ele não era de tanta importância para si, ao menos até o momento, mas novamente seu ego implorava por aquela vitória. Adoraria vê-las perdendo, jogadas ao chão. E aparentemente, Hotah possuía o mesmo desejo de vencer. ❛ Hah. ❜ fez o som, sorrindo pelos cantos ao ouvi-lo aceitar os termos ❛ Quero só ver a cara de vocês quando ganharmos. ❜ foi o que disse após ignorar totalmente as ameaças feitas contra si.

        Permitiu que os fios fossem tirados de seu cabelo, acompanhando suas garras com os olhos esverdeados. Não entendeu muito bem o motivo, já que para si não havia diferença alguma entre o cheiro próprio e o das hárpias, mas decidiu não perguntar. Apenas guardou o chicote de volta nas luvas e girou o corpo para os lados, acompanhando-o para a direção que seguia. ❛ Esse negócio fede a carne morta, sabia? É nojento. ❜ Com uma careta, encarou-o, não recebendo uma resposta. Apenas ignorou-o e continuou seu caminho.
         
     Mentalmente, agradeceu por ter encontrado o Feral horas atrás. Sem ele, estaria provavelmente morta e ferida, e bem, queria ser útil para lhe devolver o favor durante aquela emboscada. Não era boa com cheiros e muito menos com velocidade, mas mesmo assim, garantiu que lhe ajudaria. Se o perdesse, certamente não saberia o que fazer novamente em uma situação de perigo sem qualquer magia.

      Ouviu a voz d'ele adentrar-lhe os ouvidos e ergueu a cabeça ao vê-lo ir rapidamente para uma direção. Acenou com a cabeça prontamente, tratando de aumentar sua velocidade também para alcançá-lo, mesmo que isso fosse difícil. ❛ Só não me deixe pra trás!  ❜ Praticamente gritou de volta fazendo com que suas asas, mesmo frágeis, lhe ajudassem na corrida.

           Sabia que, de acordo com os dados que lhes foram dados, os rastros sobre a presa podiam ser facilmente apagados, então qualquer rastro teria que ser seguido de forma imediata, então isso apenas a deu determinação para aumentar sua velocidade.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Sex Jun 24, 2016 5:44 pm



Hotah & Lisbeth



E o casal improvisado acabou aceitando o desafio. Já dizia Hotah; e perder uma caça? Que piada!

E como um caçador nato, o feral tomou suas precauções. Iniciou recolhendo alguns fios de cabelo de Lisbeth, sua companheira, considerando que talvez o cheiro deles servisse de alguma coisa quando confrontassem o animal, ou mesmo servisse para rastreá-lo. E a meio-demônio em momento algum refutou a decisão, deixou-se ser acariciada pelo companheiro e sentiu apenas um pequeno desconforto quando seus fios de cabelo foram retirados. Nada que fosse ser notado, é claro.

Então, do alto da árvore seca com galhos retorcidos, Hotah espreitou seu olhar buscando nos arredores por alguma pista. Ao sul, viu o que poderiam ser rastros de Mithra, e as outras duas provavelmente estariam em sua cola. Mas o feral tinha certeza de que aquela direção que elas seguiram não era o seu covil, por assim dizer. Pensou nisso porque, ligando os pontos, Hotah supôs que o tal animal a ser caçado escolheria o ninho das Harpias como melhor esconderijo. Pelo menos se considerarem que ele estava ali por comida. Que melhor lugar do que um ninho cheio daqueles Paragons?

Seguindo esse preceito, Hotah tomou por iniciativa correr e procurar pelo ninho delas. Considerando que as Harpias eram em menor número, talvez seguir o cheiro delas não fosse suficiente. Ele precisava também fisgar o aroma dos tais Paragons, pássaros que acompanhavam as Harpias aos bandos. E vejam só que sorte, o feral acabara de mastigar um deles! Estava com o cheiro fresquinho em seu focinho, até nos dentes com o sangue escorrendo. E apesar do terrível cheiro podre - como mandou dizer Lisbeth - aquilo poderia lhes ser uma vantagem.

E o feral colocou-se a correr. Seu instinto colocava-lhe em êxtase, o furor da caça despertava-lhe uma outra faceta que por vezes, sobressaía até mesmo a desconfiança que Lisbeth lhe passava. Se a meio-demônio em alguns momentos lhe trazia uma sensação de desconforto, em situações como essa a coisa se invertia completamente. Era como se Lisbeth estivesse agora do lado da própria besta, e nem mesmo seus traços de meio-demônio poderiam salvá-la. Talvez foi isso que Sibyl quis dizer com "não estará salva para sempre".

Dispensando teorias, o casal seguiu correndo, embrenhando-se na mata. O mais curioso é que; além da mata ser bem extensa e quase sem qualquer vislumbre de saída, em todo percurso Hotah não percebeu sequer a presença de qualquer outro animal até então. Aquilo pelo menos confirmava que aquele era território somente das Harpias, mas até que ponto? Haveriam fronteiras desse território? Mesmo depois de correr tanto? Espera!

Sentiu.

De repente, seus pelos se arrepiaram e Hotah sentiu a presença de um daqueles pássaros malditos. E o pássaro, mesmo de longe, sentiu um arrepio que o fez levantar voo. Estava ao leste, e assim que voou desesperado como se sentisse o perigo se aproximar, o tal Paragon continuou ao extremo leste. O aroma, as sensações, tudo trazia um conjunto de informações que só poderia ser interpretado pelo Feral com seus sentidos apuradíssimos. Lisbeth ficou sem entender nada quando viu seu parceiro parado, imóvel, olhares fixos em focos de nada. E de repente, Hotah alavancou. Saltou como uma besta selvagem, quebrou galhos, pulou pelo tronco das árvores até alcançar a copa. Corria por cima, galho por galho, alguns quebrando-se com a firmeza de suas aterrissagens. Mas ainda assim, sua destreza de movimentos era tamanha que era difícil de acompanhá-lo, mesmo para ouvi-lo. Os únicos barulhos eram mesmo os dos galhos. E Lisbeth teve que segui-los se quisesse acompanhar o feral.

Foram quase dez minutos de corrida. Lisbeth estava exausta, quase perdida no caminho se não fosse auxílio de suas asas que lhe estabilizavam quando o cansaço fazia suas pernas fraquejarem. Enquanto que Hotah, seguiu no mesmo ritmo, interrupto, até alcançar aquilo que tanto desejava. O sangue do Paragon molhou suas garras novamente, abatido, dilacerado. O pássaro encontrou o descanso eterno em seu lar, enquanto que o casal, encontrou seu primeiro objetivo...


(Imagem Ilustrativa)

As árvores secas abriram espaço naquele ponto para uma cadeia de árvores enormes, troncudas e tão antigas quanto o próprio tempo. O cheiro de podre já não era mais o destaque naquele ponto. A floresta não parecia mais tão amaldiçoada naquele ponto. Afinal, lá no alto dos galhos, o que se destacava mesmo era um ninho de proporções colossais. Tão grande que mais parecia uma grande estrutura, quase um castelo, com muitas pontes, muitos galhos, e um perfume doce de mulher por todos os cantos. E acreditem ou não, acolhidos nas partes de baixo de toda estrutura, haviam milhares de ninhos menores com grupos de Paragons em cada um. A maioria adormecidos, alguns até se alertaram com a chegada de Hotah, mas não tomaram qualquer reação. O que chamou ainda mais atenção.

O silêncio naquele ponto só não era completo pois Hotah ainda dilacerava com voracidade os pequenos e frágeis ossos daquele pássaro que capturou no caminho. Lisbeth, por sua vez, chegou logo em seguida, ainda no solo. Percebeu que a terra foi ficando úmida durante todo o caminho e agora, encoberta por um lodo ou água salgada, algo assim. Certamente estavam bem perto da costa. Tão perto que até mesmo neblina com uma pitada de maresia ganhava espaço nos arredores do solo. O ambiente também era um pouco mais fresco, quase frio eu arrisco dizer. A meio-demônio então viu Hotah, à uns poucos galhos de distância do grande Ninho das Harpias. Bastava um salto e o Feral estaria lá. A dúvida era se as pontes do ninho eram mesmo resistentes a ponto de aguentá-lo lá em cima? E em suas observações, Lisbeth teve a estranha sensação de sentir um arrepio na nuca. Talvez fosse fruto daqueles milhares de olhinhos avermelhados dos Paragons em seus respectivos ninhos, observando-a de longe, sem tomar qualquer reação, apenas....observando.

Por que os pássaros não se moviam? Nem mesmo na presença de Hotah?

Spoiler:
A GRANDE CAÇADA

Tratem isso como uma sidequestzinha. A cronologia dos fatos vai funcionar assim; vocês tem 2 chances de emboscar o bicho. Se não conseguirem matá-lo nessa duas chances, na terceira vez que o encontrarem ele já estará sendo emboscado pelas Harpias, o que significa que vocês vão ter que lidar tanto com o Bicho, quanto com elas, hmm?

Também vou considerar que; se houver atraso de um de vocês dois durante as postagens seguintes, vai custar 1 das emboscadas, certo? E para o caso de EU atrasar na narração, darei mais 1 chance de emboscada extra pra vocês.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Sab Jun 25, 2016 2:24 am

Com o cheiro fresco da presa, em meio a minha disparada, acabei por detectar outro daqueles pássaros suculentos, parei por um instante, olhando ao horizonte no leste em silêncio, após me certificar de que só havia aquele pássaro por ali, comecei a o seguir em alta velocidade, movimentos fluídos e silenciosos me guiavam por entre aquela floresta escura, a noite eterna de Takaras facilitava a vida de quem desejava ficar a espreita - Sendo caçador, ou caça. De qualquer maneira, mesmo em uma perseguição longa daquelas, não havia detectado nenhum outro animal pelo caminho. Uma área extensa e totalmente dominada por aquelas humanoides? Sinceramente, estranho demais.

A ave não possuía dificuldade alguma de seguir seu caminho em voo, e também ela decidia seu caminho, o que lhe dava vantagem, mas não o suficiente, basicamente em seu ninho, consegui a abater minha presa, a área perdia seu clima sombrio, era mais aberta, com árvores imensas e ar mais limpo, comia apenas as partes mais apetitosas do animal, o jogando para longe - Vai que o réptil não é tudo isso e corre desesperado atrás de comida?
Era possível perceber uma árvore em especial, tão grande quanto uma colina, cheia de ninhos, e nesses ninhos, cheios de pássaros para um banquete, infelizmente - Ou felizmente? - Minha fome já havia passado, a corrida podia ser chamada de aquecimento, mas meu corpo ainda estava frágil graças ao veneno que me foi atingido a pouco tempo, o que não me deixava 100% após uma caçada daquelas, nada que me fosse me impedir... espero. Olhando para a palma da minha mão direita, com um pouco de sangue, fechava o meu grosso punho, descendo a árvore que me encontrava e ficando próximo da meia-demônio que logo chegava, os pássaros me observavam, mas nada faziam, o chão era úmido, estaríamos próximos de água? Répteis costumam viver em ambientes assim, certo? Os perigosos, ao menos. Estaria certo meu palpite? Algo me dizia que sim, já meus olhos diziam que não, pela quantidade de súditos que as harpias tinham, podia compreender como dominavam uma área tão grande ''sozinhas'', e como seria arriscado caçar por essa área. Mas como eles não atacam sozinho, talvez só precise se preocupar com as três?

- Você por acaso viu alguém? Meu instintos já estavam mais sobre controle a esse ponto, mesmo uma caçada simples havia me satisfeito pelo momento, me mantinha em cheque da besta selvagem, que ao primeiro olhar na caça principal, me faria acordar novamente para um modo mais selvagem.

- Não acho que ele seja louco a ponto de entrar no ninho delas, esse chão nos dá facilidade de rastreamento, se perceber pegadas ou algo, avise. Ele pode se camuflar, o que significa que pode chegar a ficar invisível aos olhos desatentos, e até atentos, então cuide com os sons da água também.

Uma leve neblina dificultava a visão plena, mas isso não era de tão mal quanto a quantidade de pontos cegos no meio da floresta completamente fechada, o cheiro ainda era forte das fêmeas, porém o cheiro de sangue sobressaía graças a meu rápido banquete anterior, a única dúvida que me perambulava era se ele estaria mesmo ali, répteis gostam de locais frios? Tanto faz.
- Bem, vamos procurar ele pelas redondezas, talvez seja uma caça que dure dias considerando a área imensa, mas pretendo acabar isso em uma noite.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Ter Jul 05, 2016 3:20 pm



Hotah & Lisbeth



Estaria certo o palpite do Feral? O réptil escolhera aquele ambiente por ser úmido o bastante para agradá-lo? Comida abundante? O melhor esconderijo contra as suas inimigas naturais - as harpias - ou só um método de não ser detectado por elas?

Eram tantos os palpites...

Mas eles estavam no lugar certo, na hora certa. Só não se sabe se pelos motivos certos, hmm?

A meio-demônio andou na frente, passos leves como só os que ela poderia dar em comparação a todos ali. Ela era a mais delicada, considerando também suas asas que reduziam o impacto de seus movimentos. Era como se ela estivesse planando na água, mas ainda assim caminhando. Os olhos dela vasculhavam o ambiente depois do alerta dado por Hotah sobre ver alguém. E a garota não viu nada. Lembrou-se apenas da sensação de frio súbito que sentiu há pouco, como um arrepio na espinha, mas que agora já havia passado. A neblina era bem frágil, não atrapalhava tanto a visão e ainda assim deixava transparecer aquele exército de incontáveis Paragons escondidos nos diversos ninhos da grande árvore. Os olhos brilhantes das aves acompanhavam cada passo da dupla, minuciosamente, como se fossem apenas espectadores de algo maior. Continuavam olhando...olhando...

Até que Hotah tomou uma decisão pela dupla; procurar nas redondezas. Já que não estavam oferecendo perigo suficiente para serem atacados, então porque não aproveitar disso?

— RAAAAAAAAAAAAWWW! — Não tão cedo, mandou dizer o primeiro grupo de pássaros. De repente, assim sem motivo aparente, aquele primeiro grupo lá em cima mais pra direita, começou a gritar, agitado. Gritavam, incessantemente, irritantes! Não bastasse isso, outros grupos começaram a se manifestar, todos gritando juntos, uma orquestra infernal praticamente atordoando todos os sentidos de Hotah por alguns segundos, mas nada que viesse a machucá-lo fisicamente, afinal não eram gritos agudos, e sim mais graves, assustadores eu diria.

Lisbeth teve a impressão de sentir aquele calafrio de novo, começando no pé da orelha e seguindo pelo pescoço e depois pela espinha. Um horror de sensação!

E então, quando veio o silêncio tão desejado pela dupla mesmo que fosse para um breve momento de alívio, aquela voz ecoou;

— Huhuhuhuahahahaha! — Começou, gargalhando. — Vocês acreditam mesmo que são capazes de me caçar? Mesmo quando aquelas três com esse exército de pássaros cuspidores de fogo não conseguiram? — Debochou.

E é importante dizer; sabe-se-lá de onde vinha aquela voz! Ela simplesmente ecoava por todos os cantos. O barulho dos pássaros foi tanto que deixou impossível para Hotah distinguir de onde vinha. Mesmo Lisbeth, que não tinha uma audição tão aguçada a ponto de ficar danificada com o barulho, conseguiu ter alguma pista. Simplesmente ouviram, de todos os lados, e por algum motivo sabiam de que se tratava da voz daquela criatura que caçavam. Ao menos sabiam agora que era uma criatura racional, sabia falar!

— Tchhhh! — Espirrou. Acreditem, aquele barulho horroroso que ouviram era um espirro. — Como eu odeio esse cheiro de vocês, fêmeas humanoides! Pra quê tanto perfume?! — Bradou, com a voz meio catarrada.

— craaaww! CRAAAAAAWW! — E nisso os pássaros voltaram a gritar, quebrando o silêncio e voltando a atordoar a audição de Hotah como se estivessem todos sincronizados. E o mais esquisito é que o motivo dos pássaros estarem agindo assim parecia ter alguma ligação com a presença do tal réptil ali, restava saber se era uma ligação negativa ou positiva.

O feral ainda tinha como opção sair do foco dos pássaros e continuar sua procura nas redondezas, enquanto Lisbeth, bem, a garota precisava decidir o que fazer a começar por lidar com esses arrepios que sentia constantemente desde que chegou. Ao menos uma certeza ela tinha, não era nada do além ou com relação a energias. Era como se estivesse sendo observada, muito de perto. Estranha sensação que Hotah só sentiu muito brevemente quando ficou perto de Lisbeth, como se houvessem três ali, e não dois.


Spoiler:
A GRANDE CAÇADA

Bom, como eu atrasei, mas a Kiteky também atrasou, então ficou por isso mesmo. Sem ganho de emboscada, nem perda. Vambora fazendo.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Sex Jul 08, 2016 10:36 pm

Repentinamente os pássaros começavam a fazer um grande barulho, uma reação inesperada considerando o dado momento. Algo havia ocasionado aquilo, e se não somos nós...

- Ele... Sussurrei, abafado demais para sequer poder me ouvir graças a orquesta de berros aterrorizantes, soava como um cenário de terror.

Mesmo não sendo prejudicial, o barulho excessivo me deixava muito desconfortável, era aquela sensação constante de algo errado, algo faltando, uma inquietação angustiante que parece piorar, deixando cada vez mais aflito, e minha teoria logo se confirmava com a voz de outra pessoa naquele local, era impossível identificar de onde, mas era ele, ele realmente estava lá.

Vocês acreditam mesmo que são capazes de me caçar? Mesmo quando aquelas três com esse exército de pássaros cuspidores de fogo não conseguiram?
- Só existe duas coisas no mundo, novato Respondi em um tom alto, tentando sobrepor os pássaros e me comunicar com ele - A caça... e o caçador. No fim desse dia, veremos quem triunfará! GUR HAH HA HAH!

Meus lábios se contorciam em um tipo de sorriso conquistador, realmente estava no local certo, era a hora da caçada. Ele podia sentir o cheiro da meia-demônio, isso significava um ótimo olfato ou... ele estava próximo o suficiente.

Precisava agir rápido, porém não podia me precipitar, se ele estivesse por ali, poderia ver a água se mover de uma fonte diferente, criando ondulações de onde não deveria vir - E também poderia ser enganado com uma simples folha caindo na superfície. - Era um jogo arriscado, e nesse tipo de jogo, a adrenalina costuma ser maior.

Se a voz soasse distante demais para ondulações simples me alcançar ou não visse nenhuma durante um bom tempo, fecharia os olhos, ignoraria os sons e me concentraria na simples caça, utilizando o máximo do meu instinto, e literalmente sendo guiado em base nele para qual direção deveria avançar, de modo quadrupede para priorizar a velocidade. Seja por lógica ou instinto, não ficaria parado sabendo que ele estava próximo, e se em ambos falhasse, gritaria novamente, provocando ele; Está com medo de me enfrentar? Defina uma área, e vamos brincar de pega a pega! Se não nos enfrentar logo, acabará cercado e será seu fim. Vamos lá... eu não vou demorar! GUR HAH HA HAH! Com uma face amedrontadora e gesticulando com a mão, dava mais efeito a minha provocação.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Sex Jul 15, 2016 4:59 pm



Hotah & Lisbeth



— Se é o que deseja... — Sussurrou em resposta ao desafio de Hotah.

E por mais estranho que fosse, o feral sentiu, sentiu como um sexto sentido, que um mau presságio lhe acompanhava nas sombras. Sentiu de maneira que não podia explicar; uma presença que caminhou nas sombras, tão delicada quanto o próprio balançar das folhas das árvores caindo no Outono. Seus olhos acompanharam aquela visão enquanto seu corpo, em êxtase pelo sentido, estava completamente imóvel.

E no que o olhar do Feral o acompanhou, foi de encontro a Lisbeth. Um último encontro? — é o que pareceu.

E então um sumiço.

A garota parecia ter sido abduzida por inteiro sabe-se-lá pelo quê. Foi como se num piscar de olhos ela sumisse. Mas com sua audição apurada, mesmo em meio aos gritos dos pássaros, Hotah compreendeu que não foi um desaparecimento comum. Ele ouviu, o barulho dos dentes rasgando a pele, alcançando ossos, esforçando-se para quebrá-los. Já a voz da garota? Inaudível. Talvez ela nem tivesse morrido, apenas desaparecido e aqueles barulhos eram consequência desse sexto sentido inexplicado que o Feral sentiu agora pouco.

O corpo de Hotah simplesmente não respondeu aos estímulos. O fato é que tudo aconteceu tão rápido que mesmo se ele tentasse, não conseguiria. E quando recobrou os sentidos, seus pelos se arrepiaram e focando em Tato e Visão, Hotah começou a compreender mais a linguagem dos seus sentidos. Diferente do que as Harpias disseram, a tal criatura não conseguia apagar completamente sua presença. O Feral estava sentindo-o ali por perto, não sabia explicar como e nem precisava, afinal o único que tinha de compreender isso era ele mesmo.

Seguir o instinto

Procurou a primeira ondulação na água, procurou qualquer mínimo motivo que fosse para que toda sua bestialidade saltasse pra fora num rugido com os caninos a mostra. E nem mesmo os gritos irritantes dos pássaros conseguiram calar o Feral. Talvez pelo desaparecimento da colega, uma outra força ganhou espaço em seu rugido, seria vingança? Ou simplesmente por não querer ser o próximo?

Avançou. Lançou-se num impulso, braços na frente com músculos saltados e prontos para uma corrida selvagem. Pisou na água como um elefante, tamanha força embebida no movimento. E nisso sentiu de novo aquela estranha comunicação de seus sentidos para consigo mesmo. Era quase como um sussurro, bem de longe, mas tão perto... uma brisa passageira.

— Rsss.... — Debochou a criatura.

E finalmente Hotah teve certeza de que não estava louco. A criatura existia sim, e passou bem do seu lado como uma sombra mas ele não viu. Só sentiu. Ouviu. E não estava longe de tocá-lo. Os pelos se arrepiaram novamente, reação tardia do seu sentido tátil, como se alguma coisa lhe oferecesse perigo estando por perto, mas já era tarde, a criatura desapareceu nas sombras outra vez. Nenhuma ondulação na água então, nenhum sinal. E os pássaros pararam de gritar, olhos observadores, atentos. O silêncio reinou naquela porção da floresta. Foi como parar no tempo, e junto disso, Hotah parou sua investida. Estava de quatro, cabeça meio abaixada, ouvidos atentos e sentidos em neurose.

— O que foi, gatinho? Já desistiu? — Falou a criatura ao ver Hotah de cabeça baixa.

E foi aí que o Feral teve a impressão, como uma tontura ou um borrão, de ver algo se mover através do reflexo da água. Era como se em algum ponto a iluminação estivesse esquisita, mesmo que se olhasse para aquele ponto com seus próprios olhos, não visse nada. Estava tudo apenas no reflexo. Mover o braço um único milímetro tornaria a água turva e então o Feral teria certeza de que aquele borrão sumiria. Estava delirando? Talvez fosse culpa do perfume inebriante de Lisbeth.

Ou talvez fosse só o medo de acabar virando a caça essa noite?


Spoiler:
A GRANDE CAÇADA

Bom, como a Kiteky não respondeu a mensagem do colega, nem a minha(apesar de a minha eu ter enviado recentemente), foi decidido entre ambas as partes - administração e player - que ela foi retirada da aventura. Sendo assim você morreu Kiteky. O Hai Zeptuen segue sozinho daqui em diante.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Sex Jul 15, 2016 8:31 pm

Em um simples instante que parecia durar minutos, a mulher que se encontrava atrás de mim simplesmente desaparecia.
Sem rastro algum, sem pista alguma, o máximo que pude obter daquilo foi a certeza de que ela estava morta, o som em meio aos gritos me deixava atordoado, foi uma mordida? Ele engoliu ela por inteiro? Impossível, apenas um dinossauro faria tamanha atrocidade. E se fosse o caso, eu estava em perigo.

Não, eu não estava com medo de uma caça, porém sabia das regras, não se deixar abater é uma delas, não se tornar a caça é outra. Na situação que eu me encontrava, logo não poderia seguir mais regra alguma.

" Uma criatura tão imensa poderia ser furtiva? "

Me soava impossível.

Porém meus instintos me guiariam, aquela seria a brecha, podia pressentir que ele estava por perto - Sua aura exalava o desafio? Ou meu desejo de sobrevivência criava uma barreira envolta de onde me encontrava?

Com uma forte investida, saltei golpeando onde pensei estar meu adversário, entretanto no meio do ataque senti novamente sua presença - ATAQUE OU ESQUIVA?!

Intensifiquei meus braços para certificar que o destruiria se tocasse, enrijeci a barriga para suportar um ataque e acertei o nada, apenas ouvi sua risada passando.

" Preciso compreender logo! "

Sua próxima provocação me pôs em êxtase, não poderia mais fugir, minha honra seria capturada aqui, e seria apenas um caçador medíocre vagando.

Algo me chamou atenção, por algum motivo, o reflexo da luz na água parecia irregular - A luz!

O que torna as coisas visíveis é a luz, algo refletido na água cria um reflexo atrasado, irreal, uma simples pesca de peixes ensina essa teoria. Agora, se ele refletir toda luz, poderia se tornar invisível?
Suas escamas fazem isso? Ainda sim, e os olhos? Ele utiliza magia? É possível fazer isso?

Não importa, eu havia uma pista, e se essa falhasse, havia outras duas para me certificar de que ele não fugiria.

Com um forte impulso usando as patas traseiras dei uma investida, enquanto com as dianteiras, ergui a mão direita com uma porção de água, golpeando aquela área irregular e arremessando água junto, com garras a fora.

Se ele estivesse lá e eu o tocasse, seria o fim de sua camuflagem.
Se ele desviasse, mas estivesse lá, a água que até então flutuava em uma direção, pararia ou desapareceria, e sabendo seu destino, usaria a garra presa a minha mão esquerda.

Se mesmo assim falhasse, golpearia a água e solo, arremessando ao meu redor, e verificando se em alguma direção dos dejetos ocorreria algo.

" De alguma maneira devo conseguir pegar ele! "

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Seg Jul 18, 2016 4:15 pm



Hotah & Lisbeth



Por um instante deve ter sido difícil de acreditar que era com aquela criatura que Hotah estava lidando. Primeiro vieram os olhos, esbugalhados, movimentando-se freneticamente como se estivessem em puro frenesi. O animal estava com fome. Lisbeth não foi uma refeição suficiente, dava pra ver isso pela maneira como os olhos do bicho regulavam cada parte do corpo de Hotah. E a boca do bicho? Bem, parecia grande o suficiente para devorá-lo sim se essa era a dúvida. Basta tirar como exemplo a meio-demônio; de repente o corpo dela pareceu tão pequeno que não era surpresa se aqueles dentes tivessem-na mastigado sem dificuldade. Talvez por isso aquela sensação de ouvir os dentes rasgando a pele, tentando quebrar os ossos e tudo mais. Mas apesar de tudo, os dentes não eram o pior, eram até menos intimidadores que os do próprio Hotah. A questão era o tamanho da criatura mesmo. Ele era provavelmente quase 2 vezes maior que o Feral. Tão grande quanto a copa das árvores ao redor do grande ninho das Harpias. Tinha dois chifres no focinho, bochechas largas e distantes uma da outra, abrindo espaço para uma boca de sorriso marcante. Era maledicente, dava pra sentir isso só de olhar!

— Surpresa... rss.. — Debochou, deixando a língua escapar pra fora, saltando entre os dentes. Saliva escorria em abundância junto de um misto de sangue com cheiro de Lisbeth, dava pra sentir de longe.

E os dois se encararam por um curto período como se todo o mundo tivesse parado somente por aquele momento.

...

Acontece que, aquele borrão que Hotah avistou na água era sim uma pista. Não necessariamente relacionada a qualquer que fosse a habilidade do réptil, mas sim, relacionada a sua posição atual. Não importava como ele fazia aquele truque, importava que essa era a primeira chance do Feral se colocar cara a cara com ele e então ter seu primeiro avanço se comparado com as Harpias. Oras, ele precisava saber fisicamente o que estava enfrentando! Precisava de formas! Algo material pra caçar de verdade.

Lançou-se numa investida agressiva, viu o borrão se mexer um pouco de uma maneira estranha como se estivesse analisando se realmente estava no alvo e se deveria fugir ou não. O Feral não se intimidou. Ergueu a garra esquerda lançando uma boa quantidade de lama e da água em cima daquela direção. A espera finalmente acabou. Hotah não dependia mais somente de seus sentidos, viu ali com seus próprios olhos quando a água bateu em algo sólido e foi escorrendo pelo resto do corpo. Revelou primeiro uma silhueta esquisita, uma criatura quadrúpede que rapidamente correu, escalando uma árvore logo atrás. Aquilo que deveria ser sua fuga, não se revelou tão eficaz. Quer dizer, escapou do movimento agressivo com as garras que Hotah desferiu, no entanto, a custo de sua camuflagem. Enquanto contornava a árvore, o réptil foi ganhando forma. E vejam só, Hotah não esperou que ele desaparecesse de novo não! Ignorou as provocações e se colocou em um estado de fúria, pisando e jogando água e lama pra todos os lados como se soubesse que o bicho agora não tinha como escapar.

E realmente, não teve. Com tanta lama assim, o borrão ganhou silhueta, a silhueta ganhou forma, a forma apresentou um grande...Camaleão!

...


(Imagem Ilustrativa)

— Você realmente é muito mais ágil do que aquelas galinhas, tenho de te parabenizar por isso. — Falou, já no alto da árvore, esbanjando confiança de sua nova aparência. Não que ela fosse intimidar Hotah, afinal, o Feral certamente já caçou coisas daquele tamanho. O fato é que agora não havia mais pra onde fugir exceto o combate frente a frente. A distância entre a árvore onde estava o camaleão e o lugar onde estava Hotah talvez não fosse mais do que 3 metros.

— Acho que você já percebeu não é? Que aquelas Harpias não estavam me caçando. Elas estavam na verdade... — Uma breve parada para lamber os dentes novamente. — Caçando PARA mim. — E seus olhos giraram em 360º como uma criatura de outro mundo. Esquisito.

Aliás, não foi a única coisa esquisita que Hotah percebeu.

Assim que o disfarce do Camaleão se desfez, o feral também percebeu que os arredores começaram a mudar. Aos poucos, as árvores ganhavam um aspecto vivo, as copas das árvores ganhavam folhas, o verde voltava a ganhar destaque como se sempre estivesse ali mas escondido. E agora voltava... gradativamente. O Ninho das Harpias, no entanto, permaneceu imutável assim como os tais Paragons. Os pássaros não se atreviam a mover um só músculo, ficavam observando em silêncio.

Importante salientar que as cores do lugar aos poucos se assemelhavam às cores do corpo do Camaleão. Sua cauda, grande por sinal, já estava ficando difícil de enxergar naquela imensidão verde. E o réptil sorriu mais uma vez.

— Achou mesmo que minha camuflagem era tão frágil assim? Óh, não, por favor! Isso estragaria toda a diversão, rs. — Debochou de novo, confiante. As garras lascaram um pouco do tronco da árvore em que estava pendurado enquanto a cauda balançou de um lado para o outro até gradativamente começar a desaparecer a olho nu. O resto do corpo ainda estava iniciando o processo, então Hotah ainda conseguia vê-lo por mais um tempo. Via também o sangue de Lisbeth dançar por entre os dentes sorridentes da criatura. Afinal, o que diabos era aquilo, um tipo de jogo macabro que o Camaleão gostava de fazer com suas presas?

Quem era a caça afinal?


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Ter Jul 19, 2016 12:35 am

Minha investida fazia o borrão se locomover, arremessando água e lama naquela direção, os dejetos batiam no ar e começavam a deslizar.
A criatura então rapidamente tentou escapar, porém mesmo sendo um felino, não gosta de brincar de gato e rato, rapidamente joguei mais material para todos os lados, visando o cobrir o suficiente para manter o encalce e acabar com isso, ele então aos poucos começava a ficar visível - Sua silhueta, ao menos.

Logo, em cima de uma árvore próxima, começava a desfazer a sua camuflagem, demonstrando uma espécie de camaleão gigante, babando e com sangue nas presas.

" Presas grandes são mais fáceis de acertar. "


Ele logo então começou seu ''discurso'' em meio a luta, enquanto eu dava alguns passos vagarosos, até o momento em que ele disse algo peculiar.
— Acho que você já percebeu não é? Que aquelas Harpias não estavam me caçando. Elas estavam na verdade... Caçando PARA mim.

O olhei com desprezo e desdem, com uma aura maligna e olhos mortos. - E dai?

Nada daquilo importava, todo aquele blábláblá, era inútil. Eu simplesmente cacei por querer algo interessante, seja como for, quem se opor ao grande Hotah, será caçado.
Peguei o fio de cabelo guardado da meia-demônio, o cheirei profundamente enquanto percebia que o ambiente começava a mudar de coloração gradualmente.
- Quer me provocar tendo matado minha companheira? Desculpe, mas apenas me livrou de um fardo, estou grato, e como gratidão, irei lhe mostrar isso.

O cheiro de sangue dela nele me deixava em certo frenesi, o perfume agora de seu cabelo nas minhas narinas guiava ao perfume impregnado nele, e antes que ele terminasse sua última frase a respeito de sua camuflagem, estava na hora de mostrar que esse podia ser um jogo de rato e rato.
Minha aura simplesmente desaparecia, e toda minha aparência começava a piscar em um tom amarelado, logo ainda agachado, golpeava a água para todos os lados, erguendo uma barreira a minha frente de água e agitando todo o solo, conjunto daqueles golpes joguei bolas de lama para cima, que cairiam com força, criando ondulações próprias, e no momento que a água caísse, já estaria invisível.

Em passos largos, sutis e, ao mesmo tempo, firmes, me aproximava da criatura indo pelo lado que seu corpo mais se inclinava, tentando predizer que, no momento que não me enxergasse, tentaria trocar de posição para não ser pego.
Se fosse ágil o suficiente - O como se mostrou até agora - De sair da árvore antes de um pulo meu nela, usando o pé como impulso para ir até onde ele se encontrava, tentando fincar as garras presas na minha mão esquerda em seu tórax, utilizaria o impulso do pé para seguir o rumo que ela tomaria, e por instinto, audição, visão, tato ou olfato, o atacaria no ar, sem como esquivar, e rasgaria ele com a garra presa na mão esquerda, socaria-o com a mão direita e, com as presas, arrancaria um pedaço seu.

É claro, estaria atento a seu rabo, pois quando pisasse na árvore, ele sentiria onde eu estava finalmente, até então ocultados meus passos pelos "passos" do barro caindo, poderia me derrubar com um golpe invisível fácil - Invisível, mas previsível. - Utilizaria minha ombreira para bloquear o ataque, agarraria sua cauda com a mão direita e puxaria com força para baixo, girando o braço esquerdo como se fosse o arranhar, com as grandes lâminas presas, seria mais fazer um "sushi" da sua cauda.

Spoiler:
Bem, considerando que esse personagem vai ser excluído da face de Lodoss, vou pressupor que minha H.E passou e usar ela aqui pra deixar mais divertido a coisa. HAUHA

E já deixo minha dúvida aqui; Cê tem skype/face/algum lugar pra conversar melhor, ou prefere só por PM mesmo?

Ah! E sobre a parte de morder ali, seria num local que dá - Garganta, barriga, abaixo do braço - E não nos espinhos/escamas. <3

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Sex Jul 22, 2016 5:09 pm



Hotah & Lisbeth



Daquele momento em diante era uma briga pela grande espreitada! Quem colocaria as garras ou presas na caça primeiro?

Importante dizer que aquele era um jogo pra dois. Digo, a história da tal camuflagem. Enquanto o camaleão perdia tempo tagarelando, o que é típico de vilões, o Feral aproveitou pra traçar o seu plano. Claramente um caçador mais experiente. Papo vai e papo vem, Hotah fez questão de deixar claro que aquela história sobre as Harpias não passava de baboseira. Balela! O que lhe motivava ali, naquele instante, era o simples desejo de ter as escamas do grande camaleão sangrando em suas presas. E veja bem, não estava muito longe de conseguir não...

Começou entrando em surto. Há quem diga que foi por causa do cheiro de sangue perfumado da meio-demônio, saudosa Lisbeth! Ainda morta fez questão de deixar a sua assistência, hmm? Então voltando ao frenesi de Hotah, um monte de lama, barro, água - e tudo que há de mau cheiroso -, uma espécie de espelho d'água se ergueu ao redor do feral. O Camaleão olhou intrigado, ainda aguardando sua camuflagem funcionar e garantir-lhe um salva-vidas. Entortou de leve o pescoço, flexionou as patas na árvore preparando-se para o pior ou para uma fuga inesperada quem sabe, mas a atenção mesmo estava voltada para o tal espelho d'água. Espreitou o olhar, estava mesmo curioso.

— Ora, ora... o gatinho vai querer entrar no jogo? — Debochou, largando a língua pra fora junto de uma gargalhada medonha.

Mas é aquele ditado; quem ri por último ri melhor. E nesse caso, bem, ele riu cedo demais.

— Rgg-grww... — Engasgou, atingido. E como num piscar de olhos, mesmo invisível, o camaleão se viu atingido. Sentiu de repente uma mordida extremamente forte afligir seu abdômen mais voltado pro lado esquerdo. O sangue jorrou, incolor. Isso mesmo, o sangue do bicho era incolor feito água, só um pouco mais pastoso. Que esquisito? O fato é que lá estava Hotah, pendurado na árvore segurando-se com a própria boca no abdômen do bicho. Mordeu tão forte que nem uma rabada meramente reflexiva do réptil foi capaz de livrá-lo dali. Digamos que a ombreira reduziu parte do impacto sim, mas a mordida fez o trabalho por si só. Dali em diante o réptil se desequilibrou, Hotah aproveitou a chance e apoiou os pés na árvore meio que quase de ponta cabeça. Agarrou a calda do bicho com as duas mãos, fincou-lhe as garras ali e então um movimento arriscado; usou o peso do próprio corpo junto da força pra puxar o camaleão e jogá-lo no chão. A lama jorrou pros lados de novo enquanto o réptil se debatia nela tentando estancar o próprio sangramento e também tentando fugir, mas era tarde. Sua camuflagem já não estava mais em perfeito estado depois da mordida recebida. Hotah também não estava mais camuflado, mas tinha agora seu momento; estava frente a frente com o bicho.

Daí começou a luta livre.

— RAAAARR! Desgraçado! — Bradou o lagarto num súbito de coragem. Alvejou uma rasteira no Feral mas Hotah escapou graças aos vestígios de sua habilidade que lhe forneciam sentidos ainda mais apurados. Saltou, caindo direto em cima do lagarto que estava de barriga pra cima. Garras fincadas no estômago do bicho, rendeu mais uma cicatriz pro camaleão, mas em compensação rendeu outra pra Hotah. Com a pata dianteira direita, o réptil desferiu-lhe um bofetão no pescoço tentando tirá-lo de cima de si. Desta vez não teve ombreira que segurasse o dano, foi um golpe certeiro, desequilibrou o feral e o deixou meio atordoado pelo impacto. Daí o lagarto rapidamente contornou a situação e com muita flexibilidade colocou-se de pé, ou melhor, enrolado, no corpo de Hotah tentando imobilizá-lo. A cauda foi direto puxando o braço direito do Feral, forçando-o para traz enquanto que o resto do corpo o réptil forçou por cima de Hotah tentando derrubá-lo e imobilizá-lo no chão. O bicho insistia em dar patadas aos montes visando impedir mais movimentos ofensivos ou mesmo para dar-lhe algum bom dano.

— Eu já consigo sentir o gosto dos seus ossinhos, gato insolente! — Dizia, deslizando a língua pelo pescoço de Hotah num movimento asqueroso que causava arrepios.



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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Sab Jul 23, 2016 7:29 pm

A estratégia dava certo, chegava furtivamente e cravava meus dentes na lateral esquerda da minha presa, um sangue incolor jorrava e seu golpe não era o suficiente para me derrubar, aproveitando o golpe tão bem executado, tentei forçar sua queda, pois combates aéreos não eram exatamente minha especialidade.

Usando a cauda que a pouco me acertou, finquei minhas garras e rasguei sua pele, puxando-o em conjunto de meu corpo para baixo, a água e lama voava com o impacto dele no chão, e sua camuflagem voltava a falhar, a um ponto que me parecia impossível voltar.

— RAAAARR! Desgraçado!

Seu grito me fazia rir, tanto falou, e no fim não era de nada. Depois talvez fosse caçar as três harpias? Uma poderia me satisfazer antes da morte, já que minha companheira havia sido devorada. Bem, faremos as coisas em ordem, primeiro irei me deliciar com essa caçada!

Tentou acertar-me uma rasteira, contudo seus movimentos não eram tão rápidos, consegui saltar, caindo em cima dele, finquei a garra da mão esquerda profundamente em eu tórax, porém um golpe do mesmo lado me jogava com força no chão - Huh, subestimei sua resistência, hein? - Com isso em mente, tentei me focar na batalha, uma leve tontura graças a pancada me fazia ficar desconfortável, ele logo subiu em mim, tentando me imobilizar e batendo com as patas me desequilibrando, por um momento me passou a cabeça que ele seria um oponente digno, mas só por um momento.

- Amador...

Imobilizava meu braço mais forte - Mas não o armado. E sua língua, passando perto de meu rosto, parecia um convite para me livrar daquela situação. Me encolhi, quase deitando usando as pernas dobradas como apoio, seu peso imenso fazia eu manter a constante vigilância para não ceder e cair, entretanto isso acabaria agora, no momento que encolhia meu corpo, mordia sua língua com força, puxando-a para baixo, então me impulsionava com força o pouco que conseguia com as pernas para cima, e usava a cabeça e corpo a pouco abaixados como alavanca para bater em sua cara. Com azar, a sua língua agora rasgada e perfurada pelos meus dentes seria arrancada pela sua própria boca com a pancada, fechando a mandíbula dele, com sorte, minha cabeçada pegaria em seu nariz - Ou protótipo disso - E tentaria quebrar ele.

Ah, é claro, apenas isso seria tolice, pretendia acabar com aquilo no ato, minha mão esquerda que estaria livre subiria junto no momento que puxasse a língua dele para baixo na mordida, antes da cabeçada, e golpearia com um "gancho", tentando rasgar sua cara antes da cabeçada, e após isso, giraria o braço na altura da minha cintura, enfiando a garra nas "minhas costas", perfurando ele, como se fosse me coçar.


Se no agachamento, ele sobreposse minha força com seu peso e tamanho, jogaria todo meu corpo para baixo, girando junto e tentando livrar minhas pernas, mesmo que se mantivesse em cima de mim, com as pernas não mais dobradas, poderia rasgar ele com as garras laterais, como um gato se coçando.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Ter Jul 26, 2016 8:58 pm



Hotah



De fato; o Camaleão subestimou sua presa. Hotah tornou-se o caçador, aliás, se é que um dia deixou de ser, hmm?

A tentativa do camaleão de usar o peso do próprio corpo para derrubar Hotah falhou. O Feral também sabia como usar o peso a seu favor, aproveitou a oportunidade e flexionou um pouco as pernas como se estivesse indo deitar no chão, mas ficou num meio termo apenas para ter o lance do peso em mãos. Nisso sentiu a língua do cameleão lamber seu pescoço, deslizando pelo rosto num movimento asqueroso. Não perdeu a chance, avançou com seus caninos pregados na língua do réptil e concomitante ao grito de dor que o bicho soltou, Hotah puxou-o fazendo com que a cabeça do bichano colidisse num gancho direto que o feral engatou num movimento ágil. Era justamente o braço armado, aquele livre? Foi mais que suficiente pra que as garras causassem um ferimento grave no rosto do animal. Se não fosse por seus chifres, certamente teria perdido os dois olhos.

O Réptil tentou recuar, desesperado, e foi então que percebeu que havia um outro sangramento; na boca. Metade - ou pelo menos a maioria - da língua foi arrancada depois daquele movimento. A língua morta ficou presa nos dentes de Hotah enquanto que o próprio camaleão se desvencilhava numa recua desesperada.

O caçador estava livre. Sua presa estava transbordando medo. Nem seu tamanho nem sua habilidade foi suficiente para sobrepor as habilidades de Hotah e agora o camaleão se via sem sua camuflagem e com três grandes ferimentos; um no tórax, outro na parte superior do rosto/cabeça, e um na boca onde sua língua foi cortada.

— Nghhhaaahhh! — Cuspiu o sangue num grito, afastando-se em passos rápidos porém desordenados, tropeçando na lama e batendo a cabeça no chão. Tentou fugir para a árvore mais próxima onde tentaria escalar se o sangue escorrendo não lhe derrubasse, é claro. — Ngmaaaaggldito! — Começou a falar de maneira esquisita, quase não conseguia pronunciar as letras como se estivesse pra se engasgar com o próprio sangue ou coisa assim. Dali em diante ficou impossível entender o que o bicho falava, só ficou resmungando coisas sem sentido.

Os pássaros todos voltaram a gritar, sabe-se-lá se estavam comemorando ou o quê; o fato é que um a um começavam a alçar voo, como se vissem estar livres de alguma ameaça ou simplesmente por medo que Hotah viesse caça-los assim que terminasse com o grande réptil. Quem estava no topo da cadeia alimentar agora? Era claro; o feral.

Não foi preciso um movimento como aquele - tentar coçar as costas - como o feral pretendia, pois agora estava livre enquanto que o grande réptil arrastava-se em desespero tentando fugir pela esquerda, procurando a árvore mais próxima que estava a mais ou menos 4 metros de onde Hotah estava.

Quanto ao Feral? Só uma leve dor de cabeça pelo movimento de antes.


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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Ter Jul 26, 2016 11:55 pm

O gosto de sangue em minha boca atiçava meus sentidos, a língua da criatura logo era arrancada e ficava presa entre meus dentes, como um chiclete mais consistente e nojento.
Pelo outro lado, o golpe com a mão esquerda parecia dar certo, era possível sentir a carne sendo rasgada pelas lâminas fixadas em meu pulso, curvas, entrando em sua pele e fazendo estragos.
Aquele dano repentino o fazia sair de cima de mim, recuar no momento que havia conseguido uma vantagem, demonstrando sua inabilidade de caçada.

" Falou tanto, fez tão pouco... Como aquela mulher inútil pode morrer tão fácil? "

O peso da criatura ainda sim era imenso, e após ele sair, meus pulmões se enchiam de ar mais tranquilamente, de modo que aliviava meus pelos há pouco ouriçados. A tensão em minhas pernas se esvaia, fazendo um relaxamento, permitindo o sangue circular e dando uma sensação de leve formigamento, logo me levantava e via a criatura em um estado deplorável, deixando um pequeno rastro de sangue na água rasa enquanto tentava falar de modo patético, colocava a mão direita na cabeça, uma leve tontura e dor na parte superior graças a cabeçada - Nada de mais, é claro, mas a pose ainda sim estava ótima. Logo então cuspia a língua dele no chão, com certo desprezo ao gosto.

Enchendo mais os pulmões de ar, soltei um longo suspiro de decepção, me virando bruscamente e largando ao ar em alto e bom som;

- Esperava que isso fosse mais divertido... essa caça... não me satisfez

O som dos pássaros, que até o momento se mantinham parados e quietos, começou a tomar conta do local, fazendo um ótimo cenário de terror, com uma água até os pés, sangue, barulho de animais voando e gritando, gemidos, uma leve névoa, escuridão... o problema é que naquele filme, só havia vilões, e o melhor vilão vence o jogo.

Comecei a correr em uma alta velocidade para um canto, costeando a área que o camaleão pretendia ir, subindo em uma árvore que me possibilitasse pular para outra, e outra, e quantas fossem necessárias, pra chegar onde ele pretendia antes. Por um segundo, eu poderia ter sumido de sua visão e audição provavelmente afetadas e desatentas pelo desespero, e repentinamente, surgiria acima dele, num salto de fé, utilizando ambas patas traseiras como golpe para o por no chão, e no momento que ele caísse, passar as cinco garras pequenas e afiadas em sua garganta, de modo que colocasse um fim àquela vida medíocre.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Sab Jul 30, 2016 12:59 pm



Hotah



E assim num piscar de olhos, Hotah fez jus ao nome da floresta, mesmo não fazendo a mínima ideia de qual era.

A floresta da Tortura. Pelo menos pra alguém, aquilo fazia sentido.

O grande réptil cambaleou pra lá e pra cá, andando desengonçado e com pouca força nas patas talvez pelos espasmos de dor que o pressionavam a todo instante. Mesmo de longe era possível ver, os ferimentos e mais, o sangue que insistia em jorrar de sua boca, deixou-o completamente descontrolado. O camaleão tremia, como se estivesse levando choque em alguns momentos. Chegava a fraquejar, cair no chão até, quase afundar na lama, se não fosse o desespero em fugir é claro. Então ele insistia, persistia, levantava e corria de novo.

Hotah, no entanto, cuspiu a língua do bicho lá num canto e fez questão de deixar claro, em alto e bom som, que aquela caçada não correspondeu às suas expectativas. Pobre Réptil. No fim das contas sua habilidade de camuflagem podia até esconder muita coisa, menos a sua inferioridade ao Feral no quesito predador.

O mais novo caçador então saltou de onde estava, olhos atentos, sentidos a mil. Costeou a área por onde o réptil seguia, pulando de árvore em árvore mais próxima. E veja bem, o grande felino saltava com muita facilidade. Sua destreza e agilidade ainda estavam no auge, seus sentidos apurados garantiam um pouso perfeito em cada ponto das árvores para que não cometesse deslizes. Era um predador nato, frio e calculista. Determinou então o momento exato de pular da última árvore em direção ao réptil, há poucos metros ali na frente. Cruzou a última árvore à esquerda, saltou por cima de um galho forte mas que ainda assim rangeu com sua presença. Os últimos pássaros levantaram voo, o céu ficou encoberto de branco - os Paragons no geral tinham penas brancas meio acinzentadas - e ali foi como um grande Eclipse. A luz desapareceu e por um momento, tudo que o grande camaleão viu foram os olhos sedentos por sangue do grande predador albino caindo. Era algum tipo de anjo enviado para recolher sua alma?

E então veio o sangue.

Jorrou da garganta do grande camaleão tão fácil quanto as garras de Hotah podiam cortar. A violência da queda foi mais que suficiente pra imobilizar o bicho. Ambos rolaram um pouco pra direita, o réptil tentou contra-atacar com algumas patadas mas nada que fosse realmente importante. O Feral livrou-se das garras do réptil, imobilizou-o e por fim, dilacerou seu pescoço sem muito esforço. Estranha mesmo era a sensação de ver aquele líquido incolor jorrar no lugar do sangue. Pra quem está acostumado com o vermelho carmesim e aquele cheiro férreo, não viu nada disso desta vez. Era apenas... muito parecido com água, mas numa textura um pouco mais pastosa.

As penas dos Paragons em revoada começaram a tocar a superfície da água lentamente, carregando também os últimos suspiros do grande réptil que aos poucos engasgava com o próprio sangue e o corte na garganta. Os olhos do camaleão se esvaíram sem vida enquanto todo os arredores foram mudando de forma outra vez. Hotah, ainda em cima do bicho, sentiu-se no meio de um vislumbre, uma cena que dificilmente sairia de sua memória. O verde voltou a desaparecer, a luz voltou a ganhar aquela tonalidade escura e sombria de Takaras. As árvores estavam mortas novamente, o musgo desapareceu e restou apenas os fungos e a lama pantanosa e com cheiro de enxofre mas não tão forte. Dilacerar o pescoço do grande réptil foi também rasgar aquela realidade alternativa que ele era capaz de camuflar. No fim a grande verdade é que as habilidades de camuflagem do bicho não interferiam só nele, mas sim, no ambiente como um todo.

E ao cair da última pena, concomitante ao revoar do último Paragon, Hotah voltou a ver o lugar como realmente era. Sombrio, melancólico, desolado.

Aquela então era sua grande conquista? O fim da caçada?


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  • OBS: O buff da habilidade já acabou.


Spoiler:
FIM DA GRANDE CAÇADA

Parabéns, Hai. Você venceu o grande camaleão e finalizou a sidequest da Grande Caçada. Como prometido, segue a experiência obtida:


1150exp recebida por completar a sidequest e resolver o enigma das Harpias.

Como discutido na Staff, essa xp vai ir toda pro seu novo personagem, então quando você criar não esquece de botar o link dessa narração aqui lá, pra comprovar e tudo mais.

No mais, é só isso mesmo.

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Re: Floresta da Tortura

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