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Floresta da Tortura

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Floresta da Tortura

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 2:05 pm

Relembrando a primeira mensagem :


A floresta amaldiçoada não leva este nome à toa. Diversos seres acertam suas contas neste lugar, levando suas vítimas a mortes horrendas e extremamente dolorosas — e muitas vezes, lentas. Corpos ficam muito tempo pendurados, pois quase nenhum animal se atreve a ficar na floresta por muito tempo. Algumas árvores parecem ter rostos, outras brotam em formatos destorcidos e atormentados. O chão é lamacento, úmido, e as poucas formas de vida que vagueiam por ali já não possuem uma alma para ser atormentada. A energia é negativa e pesada, fazendo qualquer pessoa fraca de mente ficar amedrontada e insegura. Gritos de agonia são ouvidos vindos da floresta eventualmente, e é difícil dizer se são seres sendo torturados... ou ecos que se perderam na escuridão. Alguns demônios nascem aqui sem motivo aparente, surgindo de almas atormentadas, ou do ódio delas.

Existem muitas lendas que levam aventureiros a desbravar a floresta amaldiçoada. Promessas de riquezas, tesouros perdidos a milênios atrás que apenas esperam por almas corajosas encontrá-los. Outra das lendas apontam uma fenda no espaço-tempo em algum lugar da floresta. Nela o tempo passa muito mais rápido do que o normal. Existem relatos de demônios que passaram apenas alguns dias na floresta e, quando retornavam, tinham centenas de anos de idade.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:24 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Ter Fev 23, 2016 12:30 am

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Sorriso parecia gostar mesmo de caminhar. Ele nem sequer aparentava cansaço, mesmo depois de tanto tempo caminhando.

Caminhei a maior parte do tempo com muito entusiasmo, dando algumas corridinhas ao redor do amigo esqueleto como se o cercasse enquanto corria. Por algumas vezes tentava tomar a frente da dupla, vasculhando o caminho e procurando por coisas que eu pudesse recolher como comida, gravetos e tudo o mais que fosse necessário. Esse tempo todo vivendo na floresta, era quase um costume procurar por essas coisas básicas que para mim mais pareciam parte do cotidiano; cogumelos ou fungos para comer, gravetos ou palha para fazer uma fogueira se necessário. Não que eu realmente precisasse do calor, quero dizer, com o tempo aprendi que nem mesmo o frio me trazia tantas complicações como para os outros mas, eu gostava daquela sensação de quentinho que as chamas de uma fogueira transmitem. Aliás, isso me fez lembrar como tia Sally era fria. Até mesmo seu beijo me pareceu mais como encostar num metal gelado em meio ao inverno. Lembrei também das palavras de Angelique. Como eu queria que ela estivesse ali comigo, essa caminhada estava sendo tão divertida.

A viagem era longa mas sempre cheia de surpresas. Durante a noite, Sorriso ficava encarregado de cuidar da nossa retaguarda. Perdi a conta de quantas vezes acordei durante o sono e notava o esqueleto sempre de prontidão, firme e forte. Certa vez até o vi com manchas de sangue, aquilo me deixou preocupado, tanto a ponto de lhe dar um conselho;

— Ei Sorriso. Não se esforce muito ta legal? Mas eu ficaria muito satisfeito se, num desses ataques de animais, você conseguisse salvar pelo menos a pele do animal. Talvez possamos usá-la para fazer alguma coisa legal não acha? Um casaco pra você quem sabe. Você parece tão frio... — Dizia, apoiando a mão direita sob seu ombro.

Estranhamente senti um arrepio.

Mas enfim, aquilo foi passageiro. Não demorou para que em certo dia de nossa viagem, durante a caminhada, algo me chamasse ainda mais atenção. Naquele dia em especial, eu segurava minha cesta de palha com a intenção de recolher aquelas mesmas coisas que almejava encontrar antes. No entanto, o que vi foram poças de sangue. Um largo sorriso ganhou meu rosto e a ideia de brincar nas poças, pulando pra lá e pra cá me pareceu a mais tentadora. Sorriso, no entanto, permaneceu no mesmo passo de antes. E inclusive foi entre esse momento de lazer e de indiferença que algo me despertou atenção. A sensação de perigo percorreu minha mente e eu simplesmente não sabia de onde vinha, só me senti ameaçado. Parei tudo, olhei ao redor, estagnado.

— Ei, Ifrit, o que voc... — Pensei, mas não concluí. Quase posso jurar que ouvi ele rosnando no fundo de minha mente como se deixasse claro que não haveria resposta para minha pergunta. Ele provavelmente não estava disposto a me ajudar agora. Eu ainda não consigo entender o que foi que aconteceu pra ele ter se distanciado tanto. Justo naquela hora que estávamos começando a nos entender. Bem, ao menos eu tinha sorriso comigo. Sendo assim, mesmo depois de ver aquela luzinha brilhante ziguezagueando pra lá e pra cá, rapidamente corri até onde o esqueleto passava, tentando-lhe segurar a mão num movimento instintivo. Eu me sentia seguro quando alguém segurava minha mão.

— Sorriso...estou com uma sensação esquisita. Esse lugar não parece mais tão divertido... — Comentava, olhando para ambos os lados com certa apreensão. Com a mão livre, levaria o dedo indicador até a boca como se fizesse menção de questionar o que é que era aquela sensação?

— O que é que você quer senhor vagalume? — Decidi perguntar. Por via das dúvidas, acreditei que era mesmo um daqueles insetos. Isso, vagalumes, aqueles que tem a bundinha brilhando. Parecia um pouco diferente este, mas eu não tinha escolha senão buscar entender o que ele tanto queria chamando atenção daquela maneira. Se a sensação de perigo se amenizasse, eu tentaria correr atrás da luzinha, brincando com ela.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Fev 27, 2016 9:31 am



BONES


Correr, era a única opção viável naquele momento, aquele golpe já demonstrara o quão forte e perigoso o treant era, e enfrentar aquilo sozinho estava completamente fora de cogitação. Sem mais nenhuma alternativa, ele precisou deixar a garota para trás sem nem ao menos saber se estava bem ou ferida. Talvez tivesse até morrido com a força do golpe, quem teria sobrevivido? Bones não queria ficar para descobrir, mas o treant era tão rápido quanto ele, talvez até mais. Suas longas pernas de raízes faziam impacto cada vez que tocavam ao chão, e aos poucos o lich sentia que a arvore estava cada vez mais perto dele e pronto a esmaga-lo.

Mas o que fazer? Correr de um gigante era impossível, talvez seu destino estivesse selado, como a própria menina havia dito, a floresta não deixa ninguém sair. Talvez ele tivesse assinado sua própria sentença de morte quando adentrara ali junto dela. A lich já sentia o impacto da criatura como se estivesse a poucos metros de si, mas então o ser repentinamente parou. Será que havia desistido? Bones hesitou em olhar para trás para ver do que se tratava, poderia atrapalhar sua corrida, mas então ele ouviu estalos de madeira, como se uma arvore estivesse caindo, ou... Sendo arrancada.

Se o lich tivesse um coração agora, ele teria parado de vez com a ideia. Mas então, ao olhar para trás ele confirmou da pior forma possível. O treant havia realmente arrancado uma arvore pela raiz e agora a arremessava com toda força contra Bones. Era o fim, ele não conseguiria desviar, Bones voltaria ao mundo dos mortos antes mesmo de poder aproveitar sua segunda vida. Ele já estava aceitando sua morte, quando do meio dos arbustos a salvação veio de forma rápida e furtiva. Bones só pode sentir um braço o envolvendo e depois o solavanco de seu corpo sendo retirado da inercia e jogado para um canto no meio das folhas secas.

A arvore passou rente aos dois, parando em seguida na copa de uma outra que estava mais a frente produzindo um belo impacto, este que por pouco não transformou Bones em poeira de ossos. Mas afinal, quem era aquele, ou aquela, que o salvara tão milagrosamente?

- Senhor Bones, está tudo bem? Desculpe, o senhor Treant não costuma ser assim, não sei o que há com ele, mas irei descobrir, não posso deixa-lo assim.

Para a surpresa de Bones, Kayle ainda estava viva, e com uma demonstração ímpar de agilidade e resistência, ela ainda tinha forças para tentar descobrir o que havia de errado com o treant. Mas mesmo sendo um pouco mais forte do que aparentava, ela ainda assim havia se ferido com o ataque, tanto que quando Bones se recompôs da queda, viu que a jovem agora estava de pé à sua frente. Em sua mão direita, uma foice se materializou e ela a segurava com força, pronta para usa-la, mas seu braço esquerdo pendia torto ao lado do corpo de uma forma que parecia bem dolorosa.

- Não sei o que fizeram com o senhor, senhor treant, mas prometo que vou tirar você disso.

O treant novamente pareceu não entender a garota, e com aquele mesmo estrondo colossal que mais pareciam mil trombetas tocando, ele iniciou seu ataque de carga em direção à dupla novamente. O que será que Kayle iria fazer dessa vez? E Bones?


BIRD


Normalidade é uma ilusão. O que é normal para uma aranha é um caos para uma borboleta.
Mortícia Addams





 
Sorriso não tinha roupas e mal tinha cabelos. Quem dera não tivesse, talvez ficasse menos feio. Mesmo assim, ele tinha qualidades: quando Sean corria à sua frente, Sorriso acelerava o passo, então podia sempre guiá-lo em segurança; Sorriso nunca ficava longe; Sorriso era mais confiável que qualquer pessoa. A perfeita companhia! Para quem gosta da morte, é claro. E para quem não se importa com longos momentos de silêncio.  

Quando Sean segurou a mão do esqueleto, ele parou. Ele jamais se afastaria muito do menino. Não era medo, por favor, não entenda errado. Esqueletos não tem sangue para gelar e nem nervos para os arrepios. Eles só tem ossos e um enorme espaço para um coração.

Sean não era bem um menino sensato, mas tentar contato com aquela luz?! Muitos homens adultos se borrariam de medo só de olhar para ela, ainda mais com tanto sangue. Suas pernas ficariam presas e suas peles sentiriam como se mil agulhas de gelo os perfurassem. Talvez essa fosse a grande dádiva em ser criança: sua ingenuidade. Mas o fato era que, quando ele chamou aquela luz de "senhor vagalume", quase pôde jurar ter ouvido um suspiro.

[???] — Por que esses idiotas continuam me confundindo com um vagalume?! — Disse uma vozinha bem abafada.

Os sentidos se Sean dispararam. De repente, foi como se sua cabeça fosse pular de cima de seu pescoço, mas então aliviou — veja bem, aliviou e não parou! Aquela coisa era claramente maligna. Ela cresceu. Agora tinha o tamanho da palma de uma mão.

[???] — Olá, olá! O que faz uma criança perdida aqui e acolá? Hihihi~♪

A luz dançou em círculos pelo ar, rodou para cima e para baixo e depois em volta do menino. Era tão rápida que mal dava para acompanhar, literalmente estonteante. A voz era aguda, quase estridente, como vidro arranhando.

[???] — Por favor, por favor, não me chame de vagalume, ou vai acabar em puro queixume! Com a cabeça arrancada e suas tripas na boca enfiadas! — Essa parte foi mais séria. A voz até mudou, ficou mais grave, menos infantil, mais assustadora. — Eu nunca fui boa nessa coisa de rima...

A luz, então, pairou devagar frente ao menino e se revelou uma figura bizarra de tão peculiar.



[???] — Eu sou Vermelha, a fada do sangue! Mas não se preocupe, não vou comer sua orelha! Hihihi~♪ Você deve melhor conhecer Azul, minha prima... aquela fada chata e irritante! — Então até fadas tem problemas familiares. Dá para acreditar?! — Eu sou a fada das lendas! Você conhece as lendas, certo? Me responda e seja um menino espero! Hihihi~♪

Enquanto falava, tinha o irritante costume de ziguezaguear, de deixar vesgo só de tentar acompanhar. E agora, o que Sean poderia falar? Era improvável que um garoto que tinha passado a vida toda na floresta pudesse conhecer qualquer lenda. Seria mais perigoso mentir ou falar a verdade?
03

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hummingbird em Sab Fev 27, 2016 11:41 am

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A cesta de palha ficou para traz, caindo em cima de uma das poças de sangue. Eu estava concentrado em conversar com aquele vagalume enquanto segurava na mão de Sorriso, ainda sentindo aquela estranha sensação de perigo. Os pelos da minha nuca se arrepiaram todos quando aquela luzinha começou a falar. E olha só que surpresa, ela tinha uma voz bem engraçada. Quase deixei escapar uma risada.

— Ah! Me desculpe. — Respondi meio sem jeito quanto a reclamação feita. Pensei em voltar a lhe falar, justificando o motivo pelo qual lhe chamei assim mas não tive tempo. A luzinha ziguezagueava o tempo todo, voando rápido, enquanto jogava mais um monte de informações e rimas mal feitas. Era mesmo bem engraçado. E o mais curioso nisso tudo é que apesar de todos os meus instintos praticamente gritarem por me alertar do perigo, eu só conseguia pensar na ideia de conforto que se estabelecia em meus pensamentos para a medida que conversava com aquela criaturinha. Ela me pareceu tão gentil, conversou comigo - coisa que com Sorriso eu não tinha tal luxo -, ainda fez aquelas rimas engraçadas e mais parecia cantarolar enquanto falava com sua vozinha estridente. Realmente eu estava imaginando se ela oferecia mesmo perigo?

— E-Eu estava indo numa missão, senhora vag- — Lembrei de sua insatisfação por ser chamada assim e então engoli a seco, meio tímido. Ela já havia se apresentado como uma fada, então, assim eu a chamaria. Voltei a falar bem rápido, tentando não deixar um clima esquisito depois da minha quase segunda gafe. — Estamos numa missão, dona fada. — Fiquei apreensivo de chamá-la pelo nome. Vermelha era seu nome não é? De repente tive a impressão de que se eu errasse novamente ela poderia realmente cumprir com o que disse. Na verdade, o meu maior desconforto era de não ser educado como deveria. Papai sempre me dizia pra ser educado e gentil com quem não se conhece e assim conseguimos fazer amizade mais fácil, então, bem, eu só estava fazendo como fui ensinado. Logo voltei a falar, agora gesticulando com a mão livre enquanto com a outra, segurava o tempo todo na mão de Sorriso;

— Na verdade eu não conheço não, dona fada. Nem a dona Azul, nem as lendas. Desde muito pequeno que estou perdido nessa floresta então eu quase não sei de nada sobre o que os outros falam. Conheci pouca gente desde que me entendo por gente... — Nesse momento as palavras foram soando com certo pesar, fiquei um pouco cabisbaixo. Isso sempre me deixava um pouco triste, digo, de ter feito poucas amizades até então. Sem contar que eu lembrava tão pouco sobre minha vida, sempre que Ifrit tomava o controle deixava grande sequelas em minha memória. Por falar nele, tive a impressão de que o demônio queria fazer de tudo pra que eu cometesse a pior das gafes e erguesse minha mão direita pra tentar tocar na dona fada. Sentia minha mão formigar, quase tremia os dedos, mas por algum motivo eu consegui segurá-la desta vez. Acho que é porque eu estava pensando no papai e no que ele me ensinou. Isso com certeza seria muito rude...

— Ei dona fada, já que você é a fada do sangue, pode me dizer por que tem tantas poças de sangue por aqui? Eu nunca vi isso desde que me conheço por gente. — Comentei, ainda com os olhos um pouco zonzos pelo ziguezagueado da fada. Se possível tentaria apontar para as poças de sangue enquanto lhe falava, exemplificando minha dúvida. Inclusive, terminaria com um adendo; — A senhora também conhece o Labirinto So-...sot...sotã — A palavra me parecia difícil de lembrar, gaguejei um bom tempo até sair; — Soturno! O labirinto soturno, você conhece? — Diria com certo entusiasmo.

Apesar da sensação de perigo eu queria insistir que com um pouco de gentileza talvez ela pudesse me ajudar. Aliás, me peguei pensando, o que é uma Fada? É um tipo de curandeiro?

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Dom Fev 28, 2016 4:28 pm

O desespero e preocupação tomaram conta de cada parte do corpo de Bones, correndo desesperadamente e sentindo que não teria a menor chance, pois mesmo sua fuga parecia em vão contra a criatura pois cada passada dela se aproximava mais e mais de Bones que encontrava dificuldade em se mover naquele local.

Por mais que estivesse aprisionado naquela forma, morrer sempre era algo doloroso e seu processo de retorno testava sua sanidade cada vez que ocorria, sendo um processo desgastante e muitas vezes longo variando conforme a gravidade do seu estado, e julgando pela força absurda do treant, ficaria por ali por um boooooom tempo...

A árvore o atacou, gelando sua espinha, soltando um suspiro enquanto pensava "- Vai doer muito...", fechando seus olhos e virando um pouco o rosto, como se não quisesse ver o golpe da criatura. Mas algo diferente o acertou e não foi a árvore arremessada, mas mesmo assim o jogou longe. Quando se deu conta, a garota Ghoul estava a sua frente, machucada mas ainda viva e se desculpando pelo treant!!!


- Senhor Bones, está tudo bem? Desculpe, o senhor Treant não costuma ser assim, não sei o que há com ele, mas irei descobrir, não posso deixa-lo assim.


- Você ainda esta inteira !? Como !? Achei que ele tinha te esmagado com aquele golpe!!! Ta certo que você foi rápida, mas dá conta dele? Eu vou te atrapalhar se ficar perto...

No começo estava meio eufórico pela surpresa dela ainda estar ali, mas aos poucos voltou a raciocinar um pouco mais friamente, pois ela havia se mostrado mais rápida do que uma árvore arremessada por uma criatura incrivelmente forte, então seu comportamento mais ingênuo até justifica o por que levou o golpe quando poderia ter esquivado, enquanto ele próprio não possuía utilidade alguma para auxilia-la, uma vez que era justamente uma das finalidades buscar o templo, quem sabe recobrar ou conhecer algum poder ou magia que lhe possa ser útil.

Ao ver a garota invocar sua arma, ficou e muito interessado naquilo, pois quando acordou em sua caverna havia uma ao seu lado, mas depois de meses de viagem acabou ficando gasta e se quebrou, mas particularmente tinha uma afinidade por tal tipo de arma, algo que sem duvida poderia sondar mais com a garota sobre aquele poder.

Mas os dois estavam em um combate iminente e ele não tinha uma velocidade como a dela ou uma força e resistência como a dele. Poderia ser o mais inteligente ali, mas o que iria fazer? Bater nele com seu cérebro? Nem isso tinha mais dentro da cabeça. Poderia ser uma isca, para ela, mas teria que ser algo muito bem coordenado para que ela pudesse dar um ataque certeiro, coisa que provavelmente ela evitaria por considera-lo seu "amiguinho encantado do bosque magico", uma visão bem deturpada do que acontecia, mas parecia não ter escolha...


- Não sei o que fizeram com o senhor, senhor treant, mas prometo que vou tirar você disso.

- Vou te ajudar... Entende algo de magia? Eu vou pela esquerda e você vai pela direita, vou atrai-lo e você tenta pular nele pra ver se tem algo diferente preso nele ou um simbolo que possa estar deixando ele louco assim... Tira dele ou usa a foice pra estragar que já deve funcionar.

- EEEEIIII CARA DE PAU !!! ontem a noite na cidade fizeram uma fogueira com teu irmão!!!


Sua desconfiança era de que algo estava influenciando-o, o que poderia ser algo, seja um objeto magico controlando-o ou seja alguma marca ou runa controlando-o, que ainda poderia estar nele, sendo assim passível de ser investigado. E com isso Bones disparou para a esquerda, correndo desesperadamente novamente mas dessa vez mais equilibrado, procura tentar usar a geografia do lugar não contra si mas a seu favor, tentando ficar um pouco mais atento a que tipo de coisas poderia encontrar ali, seja rochas ou troncos retorcidos... Por mais que o treant pudesse passar pela maioria deles, ainda assim poderia reduzir a velocidade dele caso optasse por caminhos mais estreitos em relação a seu adversário e pontos que a garota poderia usar de base e apoio para sua investida.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Fury em Sab Mar 05, 2016 6:14 pm

Toda vez que uma criança diz "não acredito em fadas", uma fada cai morta em algum lugar.
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Vermelha, a fada, fez um breve silêncio. Ela estava pensativa. Ficou assim quando Sean disse não conhecer nem ela, nem sua prima. Por outro lado, o menino seguia em seus questionamentos sem dar muito tempo para que respondesse.

[Vermelha, a fada do sangue] — É tudo por causa da minha mágica. Ela muda a natureza e ela sangra, até mesmo a água. Assim a floresta fica muito mais fantástica. Hihihi~♪ É por isso que as outras fadas ficam desconfortáveis quanto a mim, mas não importa: os habitantes da floresta gostam assim. Hihihi~♪ Eles até me trazem oferendas de vez em quando... e eu os deixo viver!

Entre rimas e aquela vozinha quase irritante, ela tinha o poder de tornar o clima bem pesado.  

[Vermelha, a fada do sangue] — Como pode das lendas não saber nem um bocado? Nem de Vermelha, nem de Azul, até parece que passou a vida aqui enraizado! Hihihi~♪ Mas a verdade vou te contar: está em sorte, menino. Todos os seus sonhos poderá realizar! Diz a lenda que aquele que o labirinto cruzar, três chances tem de a verdade encontrar. O verdadeiro demônio: ele pode realizar seu maior sonho! Pode imaginar? O que será? O que será? — Ela voou em volta do menino e depois do esqueleto, passando por dentro de suas costelas. Era bem rápida, como um raio. — Talvez seus pais encontrar! Sim! Um menino tão jovem na floresta... deve estar perdido! Ao Labirinto Soturno eu posso te guiar! Hihihi~♪ Pense nisso: um menino assim pode ter um lar! Você gostaria? Você gostaria?

Ela pairou frente a Sean, esperando sua resposta. Mas, antes que a tivesse, continuou:

[Vermelha, a fada do sangue] — A entrada do labirinto fica bem à frente. Podemos ser amigos e isso seria coerente! Hihihi~♪

Ele deveria confiar naquela fada?
04

Note:
Se você aceitar, pode fazer seu próximo post AQUI com suas primeiras impressões sobre a entrada. Se não aceitar e quiser seguir em frente sem a fada, também. Se ficar parado conversando com ela ou tomar outro rumo, pode continuar na floresta.
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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Mar 15, 2016 3:48 pm

Bones ficava impressionado não só por ver Kayle viva, mas também por sua incrível agilidade e habilidade. Agora ele tinha mais do que certeza que a garota era realmente inocente demais, não só pela forma como falava ou agia, mas por ser inocente a ponto de se deixar atingir pelo Treant mesmo tendo todas as chances do mundo de desviar de seu golpe.

- Não se preocupe, senhor Bones. Vou ajudar meu amigo Treant, e logo vai ficar tudo bem... – Ela terminou a frase com um sorriso, um tanto mórbido, diga-se de passagem. Era espantoso a forma como ela agia, mesmo ferida e em perigo, ela parecia nem sequer se importar com o que acontecia à sua volta, ou tinha uma ótima resistência. Já a arvore se enfurecia ainda mais ainda ao ver que seus alvos permaneciam vivos e se movendo, ele não se importava se a dupla estava ali somente de passagem, se eram amigos ou inimigos, iria esmaga-los como insetos se deixassem e Bones podia sentir isso em seus ossos. Se o lich ainda tivesse um coração, este com certeza estaria quase saltando para fora de seu tórax tamanha a adrenalina.

O Treant avançou novamente, rugindo com força, ao mesmo tempo que Kayle e Bones também se mexiam, traçando um plano para conseguir libertar o guardião de sua fúria cega. Bones foi pela esquerda, chamava bastante atenção com seus gritos, e visto que a arvore estava numa espécie de fúria insana, sequer se importou com seu nível de ameaça quase nulo. Seu ataque de carga era rápido, seus passos estremeciam o chão, e tão logo quando o lich viu que estava prestes a ser esmagado, viu também que Kayle havia sumido de vista. Talvez preparando uma emboscada? E como Bones faria pra se livrar de um arvore gigante enlouquecida a toda velocidade vindo em sua direção?

[Desculpe o leve atraso. +100exp pra você, pode adicionar à ficha. Como o NR Katsuo saiu dessa região, irei assumir novamente a partir daqui. o/]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Hoshitteru em Seg Mar 21, 2016 11:34 am

Havia se passado tão pouco tempo desde que chegamos, era quase impossível pensar que vimos e passamos por tantas coisas até então, já estava quase me adaptando ao clima tenebroso que a floresta emanava, o que me permitia me questionar se a lenda de que dentro da floresta o tempo passa mais rápido era algo verídico. Se fosse, talvez tivéssemos ainda menos tempo do que esperávamos para concluir nossa missão.

Porém, a minha esperança de estar me adaptando não passava disto, apenas uma esperança. A cada trote que os cavalos davam à diante, criaturas de variados tipos apareciam em nosso caminho, cada uma qual com seu toque monstruoso. Algumas mais pacificas, outras mais agressivas, apesar de que no fundo todas ainda me eram assustadoras de certa forma.

Até então houvera apenas uma batalha contra uma espécie de cadáveres que andavam. Nossa escolta nos protegeu com tudo o que tinha, o que era impressionante. Até então pareciam ser seres que cumpriam com suas promessas. Só de pensar nisto, já sentia um dos mais piores pressentimentos.

Ree! Cuidado! — assustado, tentava alerta-la sobre um machado que vinha em sua direção num momento de distração. Só me permitindo me aproximar para que pudesse averiguar se estava tudo bem quando o combate houvesse terminado, mas ao que tudo indicava o machado não chegara a toca-la, o que era um alivio.

Em seguida, o grupo continuou nos guiando até uma grande caverna, aonde paramos por alguns segundos para que os monstros conversassem com uma criatura. No entanto, nestes poucos instantes, pude sentir um cheiro de amoras frescas. Em uma hora cheirando couro e pedras molhadas, um aroma puro e doce era tudo o que precisava. Aproveitei para dar uma longa respirada, só então reparando ao longe em uma garota que corria para dentro da caverna. Ela também pareceu me notar com certo espanto, mas apenas sorriu e prosseguiu para dentro da caverna. Me perguntava o que ela fazia por aqui, tudo parecia ser tão perigoso. Se ela estivesse realmente sozinha, poderia estar correndo perigo.

Porém, naquele estado, já não sabia mais o que poderia e o que não poderia ser uma ilusão. — Você também viu aquela garotinha coelhinho? — perguntava para Clock Bunny, na esperança de que ele me averiguasse sobre o que aquilo se tratava.

Logo estaríamos dentro da caverna, com a fênix cada vez mais fraca, era difícil saber se ela suportaria por muito mais tempo. Em um ultimo caso, pediria à Ree que me desse cobertura, para que assim pudesse tentar usar minha cura novamente para retardar esse processo.
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Off:
Perdão pelo enoooorme atraso Lucas. :c A faculdade começou a passar vários trabalhos em conjunto e tá um pouco difícil ficar com um tempinho livre, mas vou me esforçar pra continuar postando no prazo, prometo. Ao que tudo indica eu subi de nível com o final da campanha da tia Sil, assim que puder vou fazer uma H.E nova, mas não se preocupa que assim que ela for aprovada eu te aviso (Se for necessário auheuaeh). Bom, é isso, um abraço. õ/ Qualquer coisa estou no skype.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Ter Mar 22, 2016 12:05 am

Bones preferiu ficar em silêncio sobre o sorriso e atitude da zumbi, sua aparência ja era assustadora por si só e uma atitude completamente incoerente como aquela a tornava ainda mais assustadora, pois o que era ela afinal, algum demonio? Mas o medo da árvore ambulante naquele momento estava maior, ainda mais por vê-la enfurecida vindo em sua direção a toda velocidade.

Seus ossos estavam gelados, nem respirava ou sentia seu coração... Se bem que ja eram coisas normais para ele, mas podia ter certeza que seria exatamente assim que se sentiria caso fosse um pouco mais "carnudo", provavelmente instantes próximos de ter um ataque cardíaco ou qualquer outro tipo de problema devido ao desespero e pânico.

O treant vinha com velocidade e estava investindo num ataque de carga, então poderia ser facilmente esmagado por ele caso não fizesse algo. Percebeu de relance que a zumbi desapareceu, mas a menos que ela fizesse algo naquele exato segundo, ele próprio teria que fazer algo. Pois é, ela não fez. Desespero. Até pensou na loucura que seria tentar bruscamente parar e tentar passar no meio das pernas dele, mas isso provavelmente seria sua sentença de segunda morte, pois bastaria um pisão dela e não sobraria nenhum osso seu para contar a história.

Olhou rapidamente por onde corria e buscou um ponto entre pedras e troncos que pudesse bruscamente desviar sua direção num ângulo de 90º para a lateral, sua intenção era justamente deixar que a árvore passasse reto por ele, saindo de sua frente, nem que precisasse se jogar para a lateral, deixando que a própria velocidade e peso do Treant o fizessem seguir em linha reta alguns passos a frente. Afinal, não conseguia conceber a ideia de uma arvore ambulante mudando bruscamente sua direção no meio de um ataque de carga.

Spoiler:
[off: AEEEEE, saudades hehehe desculpe a demora, umas mudanças no emprego aqui me tiraram o sono, mas ja to de volta ^^ e so pra avisar, mais duas esquecidas sua e subo de lvl xD hehehe 750/1000 ja xD ]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Mar 29, 2016 4:20 pm

E o que antes era pra ser um plano em conjunto, acabou tornando-se novamente uma corrida desesperada por sua vida, onde Bones via-se em perigo eminente de morrer de novo. O lich já conseguia sentir o impacto dos grandes pés da arvore, mas ele tinha um plano audacioso, o qual se não desse certo, seria seu fim. Mais a frente, alguns metros depois de onde reencontrou Kayle, havia um emaranhado de cipós, e foi correndo naquela direção que ele viu a esperança de sair vivo. Dando tudo que tinha de si, se ele ainda tivesse pulmões, já estaria sem fôlego algum com a corrida, o que não o impedia de sentir certo “cansaço” pelo esforço excessivo, mas não se fazia tão presente como se tivesse um corpo biológico comum.

Quando chegou até as vinhas ele as agarrou e segurou com força, enrolando em sua cintura enquanto corria para longe. E não demorou muito para a estratégia louca dar certo, pois assim que os cipós se esticaram por completo, foi como se ele estivesse sendo puxado por um elástico, toda sua inércia fora subitamente corta e ele foi jogado para a diagonal, indo parar quase na lateral do Treant. Na queda, o impacto de seu corpo contra o solo fora tão brusco e sua aterrissagem fora tão desfavorável, que o lich pode sentir que algum osso seu havia saído do lugar, mas o que era um osso deslocado quando se estava vivo e inteiro?

O treant passou direto por Bones, mal conseguindo acompanhar a hora que este fugiu de sua visão, e no final de sua corrida, bateu de frente com uma enorme arvore, que por pouco não tombou com a força do encontro. O Treant parecia visivelmente atordoado com o choque, tanto que demorou alguns segundos a mais para se recompor e soltar a arvore na qual se chocou, e foi nesse momento que Bones percebeu algo diferente. Em suas costas, escondido entre as folhagens que compunham o corpo dele, estava uma espécie de aranha roxa, era grande, maior que um crânio humano e tinha a mesma coloração que os olhos do Treant. Só podia ser essa a fonte de toda aquela confusão, bastava só achar um jeito de tira-la dali.

[Hehe, não pretendo esquecer mais vezes. =P
Não sei se seu personagem sente dor ou não, por isso não interpretei isso, mas você sente que seu ombro direito está fora do lugar e não consegue move-lo direito, mesmo que não sinta dor nem nada.]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Ter Mar 29, 2016 10:38 pm

Seu corpo podia não ligar muito para cansaço físico, até por que não sabia que ossos cansavam, mas seu espirito sim poderia fraquejar e era sua alma aprisionada que movia seu corpo anormal, e tão logo sua mente começasse a ceder ao impulso negativo de que poderia fraquejar que seu corpo responderia da mesma forma, pois o simples fato de se manter de pé e inteiro exigia uma leve concentração passiva, afinal foi a primeira coisa que teve que aprender com aquele corpo.

Mas aquela corrida desenfreada, a quantidade de coisas que deveria prestar atenção, as possibilidades de ação improvisada que precisava tomar o quanto antes e ainda tentar não ser surpreendido pelo Treant estavam esgotando sua mente, logo seu corpo, e uma fadiga ja podia ser sentida por ele e sabia que se prolongasse por mais tempo, poderia simplesmente acabar caindo cansado no chão, e na pior das hipoteses todo desmontado e pisoteado pela árvore.

Mas então percebeu os cipós e num impulso tratou de agarra-los firmemente, prendendo como podia, tentando improvisar uma amarração e se segurando firme, pois sabia que iria ser muito, as MUITO arriscado, mas sem dúvidas melhor do que o que vinha atras dele. Num solavanco acabou mudando bruscamente de direção, sentiu o peso de seu próprio corpo, que não era muito, mas naquela velocidade e violência sem dúvidas poderia jurar que ganhou alguns quilinhos a mais.

O Treant passou reto, se chocando contra uma grande árvore, coisa que Bones faria uma piadinha sobre amor a primeira vista, caso não estivesse todo esborrachado de sua queda. Sentia seus ossos doloridos, provavelmente alguns trincados e outros que precisava colocar no lugar, mas precisava ser rápido. Tentou se levantar, mas caiu de lado, foi então que se deu conta que seu braço estava mole, o ombro havia sido deslocado com o impacto.

Um arrepio e aflição o abateram, pois fisicamente não sentia a dor por não ter os nervos receptores, mas era muita aflição ver parte do próprio corpo deslocado e inerte, segurando para não dar um urro, trincando forte os dentes para evitar, pois a árvore parecia atordoada com a pancada e teria que aproveitar ao máximo para evitar chamar a atenção.

- Que m$$$$$#&@ é essa!!! Isso lá é hora de desmontar ?! Funciona, anda, funciona!!! Aquela coisa vai pegar a gente! Que droga, num tem nenhuma curandeira elfa semi-nua por aqui não !? Se você num funcionar vou te deixar aqui!!! Como é mesmo que essa coisa se encaixa...

Pensava ele, se levantando quando reparou nas costas do Treant. Talvez fosse algum animal daquela região ou provavelmente alguém o havia colocado nas costas do Treant, mas seja como fosse, agora sabia o que estava causando aquela reação. A garota havia sumido novamente e talvez não tivesse tanta sorte caso tivesse que fazer aquilo novamente, então provavelmente ele próprio teria que fazer algo.

- Num tava gostando muito dessa vida mesmo... Quem sabe na próxima num apareço numa floresta com unicórnios e esquilos saltitantes...

Estava olhando rapidamente ao redor, principalmente por onde o Treant passou para ver se encontrava alguma pedra mais pontiaguda não muito grande ou um galho quebrado para usar como lança e pensava nele mesmo, suicidamente, se aproximar das costas dele aproveitando o momento de desnorteamento para que num pulo do chão caso desse altura ou alguma coisa que pudesse usar como plataforma, tentando golpear a aranha. Era tudo ou nada, o tipo de situação que sua vida sempre o colocava e ele estava acostumado, sempre preferindo dar tudo de si do que abaixar a cabeça e deixar o mundo fazer o que quiser com ele...

Spoiler:

[off: pensamento sobre o corpo dele: pela historia e como narrei agora, faz muito mais sentido em vez de ser uma dor "física" ser uma dor "mental", então  em vez de atrapalhar fisicamente ele a fazer algo, pode atrapalhar mentalmente, pois a mente dele que mantem o corpo funcionando... Dessa forma a HE não fica tao forte e equilibra ela deixando com mais sentido. Por isso que ele não é tão poderoso quanto era em vida, pois exige dele um certo nivel de concentração simplesmente pra se manter de pé ou levantar um braço. Digamos assim, tenham muito medo caso o Bones se torne poderoso e acabe voltando ao corpo físico dele, que toda essa concentração e poder vai estar livre dnovo pra usar nas magias hehehehe xD]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Abr 11, 2016 12:37 pm

Por hora Bones não conseguia mover seu braço, apesar de não sentir dor, apenas não sentia mais como se ele estivesse ali, o que era deveras problemático para uma ossada como ele. Com um pensamento rápido, ele logo se levantou e foi a procura de algo que pudesse usar como arma. Ah, como ele desejava ter uma foice igual aquela da garota nesse momento. E por falar em Kayle, onde ela estaria? Ali!

Foi enquanto ele procurava por uma arma que ele viu sua esperança surgindo novamente. Kayle se aproveitou que o Treant ainda se recuperava do choque e pulou em suas costas, mas ao contrario de Bones, ela parecia não ter notado a presença da aranha nas costas da arvore, e ela agora o escalava indo em direção à sua cabeça. Já a arvore sentia que havia algo em cima de si e começava a se mexer tentando tira-la dali, era como um cavalo selvagem tentando tirar seu domador de cima de si, e agora os dois encontravam-se numa valsa perigosa em meio a floresta rubra.

[Desculpe ter atrasado de novo. ç.ç +50 EXP pra vc tio.]

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Qua Abr 13, 2016 10:47 pm

Enquanto procurava por sua "arma" em meio aos destroços, veio a recente lembrança da arma invocada pela garota, algo bem temático mas que ele possuía uma afinidade muito grande, afinal ao despertar no mundo, ao lado de seu corpo havia encontrado um livro e uma foice, embora a tenha perdido a longos anos atras. Quem sabe a garota não pudesse mais tarde lhe ensinar aquele truque...

E por falar na garota, ela decidiu aparecer, atacando o Treant, o que lhe trouxe uma esperança renovada, pois não queria ir ele pra cima da criatura, estava indo apenas por necessidade, então agora poderia relaxar um pouco mais, exceto pelo fato da garota parecer perdida em seu ataque, sem um rumo definido na criatura e pelo visto sem tem percebido o animal nas costas do grandalhão.

- Nas costas dele!!! Uma aranha com o mesmo brilho dos olhos dele!!! Mata ela que ele melhora!!!

Sabia sobre a inocencia e certa "limitação" da garota, então ja estava se acostumando a usar um linguajar mais simples para lidar com ela, e nesse caso passar uma instrução em meio a uma briga. Enquanto isso, Bones decidiu voltar sua atenção para si próprio, tentando não ficar num lugar que a árvore pudesse cair em sua direção e pudesse tentar colocar seu ombro no lugar, algo que não deveria ser tão complicado uma vez que podia sentir e vislumbrar nitidamente o que estava fora do lugar.

- Mas que droga... Toda hora desmontando... Agora sei porque tenho alguns irmãos que preferem assombrar armaduras completas... Resmungou ele

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Abr 18, 2016 5:52 pm

A sequencia que se seguiu foi bem rápida, enquanto Kayle procurava se manter em cima do Treant, o mesmo se debatia e tentava a todo custo tirar a zumbi de cima de suas costas. A garota pareceu não ter escutado um primeiro momento as instruções de Bones, mas após um instante ou dois, quando ela finalmente conseguiu se firmar nas costas dele, ela então pegou a foice e mirou direto nas costas do mesmo. E quando Bones se afastou, viu o exato momento em que Kayle cravou a lamina de sua foice na aranha.

O Treant pareceu parar por uns segundos quando Kayle golpeou o parasita, e então num rompante de luz, a aranha explodiu produzindo um clarão imenso e roxo. Mesmo Bones sendo quem era não pode deixar de ficar cego por alguns instantes com aquele clarão tão forte. Em seguida, quando sua visão se recuperou do flash, lá estava o Treant, ele estava com Kayle nas mãos, ambos se encarando. Os olhos da arvore estavam normais, mas não era bom arriscar, o lich permaneceu no lugar onde estava, esperando por uma reação de algum deles.

[Kayle] – Tudo bem, Senhor Treant?

[Treant] – Kayle? O que está acontecendo aqui? Onde estou?

[Kayle] – O senhor nos atacou, um bicho estranho estava sugando sua energia e fazendo o senhor agir sem controle.

[Treant] – Um... Bicho estranho? Eu não... Lembro de nada.

[Kayle] – Sim, uma aranha roxa, muito estranha. Mas por sorte eu e meu novo amigo estávamos passando por aqui, foi ele que descobriu o bicho estranho e me avisou, eu não tinha visto ainda. Hihi

[Treant] – Amigo?

Nesso momento o Treant olhou em volta, colocando a zumbi novamente no chão. Kayle por sua vez desinvocou sua foice, e ao mesmo tempo também procurava por Bones. Naquele momento o lich teve certeza que tudo havia voltado ao normal, mas os acontecimentos foram tão rápidos, que mal teve tempo de ele próprio se cuidar e colocar seu ombro no lugar.

[Kayle] – Olha, é ele ali! Senhor Bones! Senhor Bones! O senhor está bem?

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Bones em Qua Abr 20, 2016 9:45 pm

A garota lutava para se manter encima do Treant e Bones se preocupava que caso ela caísse, ele teria que fazer algo, seja lá que absurdo for para ganhar tempo para ela pois tinha ciência de que nada poderia fazer para impedi-lo.

Mas então em uma reviravolta, a garota não apenas se estabiliza como também acaba conseguindo golpear a aranha com sua foice, fazendo-a explodir em um clarão de luz ofuscante. Naquele momento, Bones até estava tentando colocar seu ombro no lugar, mas não conseguia tirar os olhos da luta pois estava preocupado com o que viria a seguir e quando foi dado o golpe e surgiu a explosão, seu pensamento foi rápido e direto.

- Agora sim eu to f...

Mas o pensamento foi incompleto, pois o Treant tinha a garota em suas mãos agora e a princípio imaginou que ele fosse esmaga-la, mas logo começou um diálogo, indicando que a árvore parecia estar normal, vindo a garota em sua direção com a mesma inocência de sempre, perguntando.


[Kayle] – Olha, é ele ali! Senhor Bones! Senhor Bones! O senhor está bem?


- Um ombro fora do lugar e ainda estou contando os ossos, sabe como é, são os ossos do ofício hehehe Ele voltou ao normal? Num vai tentar me esmagar de novo não ne? Por sinal, gostei bastante daquela sua arma, bem trabalhada, ornamentada...

Deixou propositalmente o assunto em aberto, queria ver a reação dela se iria falar algo sobre ela ou na melhor das hipóteses se oferecer para lhe ensinar, algo que seria imensamente útil uma vez que ele não dispunha de nenhuma forma de ataque ou defesa, além dos próprios ossos claro...

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Abr 28, 2016 12:23 pm

Quando Kayle apontou para o lich, a arvore a colocou cuidadosamente no chão, deixando que esta se aproximasse primeiro, ele logo a seguiu, seus passos pesados no chão estremeciam a terra, mas ele agora vinha devagar, parecia não mais ter raiva, até mesmo seu olhar estava diferente. Ele falou com sua voz rouca e muito grossa, como um trombone, mas parecia bem mais amigável e gentil que antes.

- Não se preocupe, senhor Bones. Ele está bem agora, nós salvamos ele.

- Hum, peço desculpas, pequenino. Estava fora de mim. Sou o guardião destas florestas, normalmente eu só ataco quando vejo algo de errado sendo feito com meus irmãos arvores, ou com os animais e entidades daqui.

- Sabe quem foi que colocou aquela coisa feia no senhor?

- Não faço a menor ideia, pequena Kayle. Eu estava andando um dia pela floresta quando de repente uma figura sombria surgiu. Achei que fosse uma entidade maligna, muitas costumam aparecer por estas bandas, mas de repente comecei a me sentir fraco, pesado e então tudo ficou escuro. Depois disso, não lembro de mais nada além de ter sido acordado por vocês dois.

Era realmente um mistério intrigante, e por mais que isto não viesse a interessar o Lich por agora, ele deveria admitir que alguém, ou algo, com capacidade de controlar um ent daquele tamanho, era no mínimo muito poderoso.

- Ah, fala da minha foice, senhor Bones? Foi a tia Kalysta quem me deu, ela disse que era pra eu poder me defender, ela me ensinou a usa-la logo depois de ter me ajudado a levantar.

E com aquele levantar ele poderia entender tira-la do mundo dos mortos.

- Vejo que também é um desperto dos mortos, pequenino. Seu nome é Bones? Nunca o vi por aqui antes, e eu costumo me lembrar dos mortos que andam por esta floresta.

- Não não, senhor Treant. Ele veio de outro lugar, mas ele também não lembra, como eu.

- É uma pena... Gostaria de conversar mais, porem devo continuar cuidando de meu lar, fiquei muito tempo fora de controle. Mas devo dar um aviso a vocês dois...

E um vento gélido subitamente passou por entre eles, como um mau agouro. Bones não sentiu o arrepio em sua espinha devido à sua falta de nervos e carne, mas ele podia sentir a repentina tensão no ar que envolvia aquele assunto que o ent estava prestes a dizer.

- ... Tomem muito cuidado. A floresta está diferente. Coisas muito malignas andam por aqui.

E depois de ter dito isto, ele simplesmente se virou e foi embora, se misturando às arvores novamente e sumindo da vista. Seus passos ao longe se distanciavam cada vez mais até não poderem mais ser ouvidos, e então Kayle chamou Bones novamente para saírem dali.

- Vamos indo, senhor Bones. Tia Kalysta está me esperando no templo.

Spoiler:
Bom, para adiantar mais as coisas, pode considerar que voces voltaram todo o caminho anterior e chegaram ao templo. Seu proximo post será aqui.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Dom Maio 15, 2016 12:43 am

Andava perambulante em meio a floresta, a sensação de dormência no corpo persistia, mesmo não estando afetado. Sabia, meu corpo já havia se curado do veneno, porém o efeito placebo parecia ser superior a lógica, ainda me fazendo hesitar de mover-me livremente.

A meia-demônio andava comigo, não havíamos nos falado muito, sinceramente, e sequer sabia o do motivo uma caminhada em dupla, contudo podia afirmar algo.

- Estamos perdidos. Comentei subitamente, quebrando o silêncio da passeata.

O local era obscuro, pesado. Não havia grande conhecimento da geografia local, porém era evidente ser uma floresta, e graças a sua atmosfera e originalidade dos humanos, isso deveria se chamar "Floresta Assombrada" ou "Floresta proibida".
Um clima daqueles costuma afastar os fracos, e isso fazia meus lábios se moverem em uma espécie de sorriso satisfatório; Apenas presas fortes.

"Na teoria, obviamente."


Me respondia mentalmente, contradizendo minhas expectativas.

Esperava a resposta da minha nova companheira, não possuía objetivo algum de saber o porquê de ela me seguir, ao menos não no momento, entretanto havia a esperança de ela saber onde estávamos e guiar até a próxima cidade.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Kiteky em Dom Maio 15, 2016 3:29 pm

ॐ:━ { Lisbeth Anner
       Praticamente arrastava os pés cansados. Seus músculos doíam, e seu corpo clamava por um descanso. Estavam andando faziam algumas horas juntos, mas sequer sabia o nome daquele que a acompanhava. Por mais que seu orgulho gritasse que conseguia se proteger sozinha e de que não precisava dele para nada, as marcas existentes em seu corpo e a própria dor lhe diziam o contrário, que ao menos pelos próximos dias precisaria dele ali, acompanhando-a. A aparição do meio-feral fora quase que um milagre. Tinha a absoluta certeza de que seu fim aconteceria caso ele não tivesse aparecido e salvado-na.
     O silêncio reinava ali até ser quebrado pela voz grave do outro, lhe dizendo que estavam perdidos. Respondeu-o com um sarcástico ❛ Jura? ❜, enquanto fazia certo esforço para continuar andando. ❛ Bem, não conheço muito essa parte da floresta. E honestamente, agora eu 'tô cansada. Vamos arrumar um lugar para ficar ou passar a noite ao menos. Ou então, você poderia me carregar nas costas, já que eu salvei a sua vida e tal. ❜ Riu de leve, parando para encostar no tronco de uma árvore qualquer logo em seguida.

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                 ℒ isbeth Anner.
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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 16, 2016 11:01 am



Hotah & Lisbeth



O inesperado casal composto de um Feral e uma Meio-Demônio, de repente, viram-se andando pelas bordas de uma Floresta. Lugar esquisito aquele, transpassava uma impressão de que tudo ali estava pra morrer. De que não havia vida, nem mesmo nas árvores ou na fraca vegetação que se via em um arbusto ou outro. A maioria estava seca, como se a própria essência tivesse sido sugada pelo solo maltratado do lugar.

Não bastasse as primeiras impressões, ainda havia o cenário natural. Árvores retorcidas pra todos os lados, solo morto com folhas em decomposição em todo lugar. Vez ou outra o casal deparava-se com alguma leve mudança na paisagem, um corpo ou outro pendurados pelas árvores, enforcados ou atravessados nos galhos. O cheiro de carne podre era quase uma tortura para Hotah, ainda que o perfume de meia-mulher de Lisbeth amenizasse as coisas. Incrível como uma mulher pode fazer a diferença no ambiente? A começar pelo seu sarcasmo. A meio-demônio respondeu a constatação do colega feral com sarcasmo, como se realmente não se importasse com o perigo da informação. Diga-se de passagem, estar perdido num lugar como aquele era definitivamente o fim. E as bordas da floresta insistiam em apagar seus rastros para que não se lembrassem de onde vieram ou por onde passaram. Mesmo Hotah com toda sua experiência em caçada, não conseguia recuperar tais rastros. Estavam de fato perdidos.

O engraçado é que até então não viram sequer UM animal. Nem mesmo perto dos corpos, não havia corvos, não havia nenhum carniceiro. O silêncio na floresta só não era completo por causa do vento, que estranhamente estava forte naquele momento. Espalhava as folhas do chão com facilidade além de trazer sussurros de mistério para os ouvidos de qualquer um. Não só sussurros. Hotah foi o primeiro a perceber, ouviu algo mais. Difícil distinguir, a julgar pela distância, mas ele teve a impressão sim de que ouviu alguma coisa.

E então Lisbeth encostou-se numa árvore. Meio que uns 4 passos pra direita de onde o Feral estava. O vento soprou mais uma vez, forte, empurrando folhas e levando alguns gravetos consigo, espalhando também a terra. Os pelos do corpo do Feral pareciam gritar, como puro instinto, de que havia algo errado por ali, mas era uma coisa sentida e não pensada. Não havia como distinguir de fato o que era.

crack!

Um galho se quebrando chamou atenção. Rompeu o silêncio do local com violência, praticamente obrigou os dois a olharem para o leste, atrás da árvore onde estava Lisbeth. O galho caiu ali perto, como se algo tivesse quebrado-o de propósito, ou sabe-se-lá o quê. Se procurassem o quebrados de galhos ali no alto, nada veriam. Mas no mais profundo instinto do Feral, ele sabia, não estavam sozinhos. Quase como se pudesse fechar os olhos e sentir uma criatura, uma silhueta que fosse, movendo-se nas sombras com muita velocidade, esperando o momento... esperando...

CRAAAAAAAARRWWW — Gritou.

E da esquerda veio um brilho. Incomum, quente, laranja-fogo. FOGO! Avançou como um disparo, almejando a árvore. Quem atirou acabou errando? Talvez não. Nos olhos de Lisbeth, aquela luz quente se aproximava, quase pronta para atingi-la.

Obs:
Muito bem, considerando que vocês estão jogando em dupla, eu só vou narrar quando os dois postarem ok? O prazo de 1 semana de atraso - que valida bônus pra vocês - só vai valer a partir do momento que AMBOS tiverem postado. Ou seja, se um postou hoje, e o outro só postar semana que vem, não haverá bônus. O bônus vai ser somente quando passar o prazo a partir do post da DUPLA.

Qualquer dúvida ou necessidade de me contatar, enviem mp ou coloquem em obs no post de vocês que eu sempre leio =D

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Seg Maio 16, 2016 11:45 am

Escutando a brincadeira da mulher, soltei um suspiro.

- Não. Parar aqui seria tolice, a noite é quando o predador caça, e não dorme.

Porém, na eterna noite de Takaras, era sempre hora da caça, uma sensação me pôs em alerta, aquele vento incomum arrastando as folhas fazia meu coração bombear sangue para batalha, instintivamente minha visão e audição estavam a finco para um combate, rapidamente olhei aos lados e nada avistei.

" Estou sendo enganado pela situação? "


Não, não era possível. Um guerreiro treinado como eu, não se colocaria em estado de combate sem motivos, um oponente a altura então? Cogitei, abrindo um sorriso.

*Crack*

Meus olhos se fixaram instantaneamente onde o barulho surgiu, próximo a meia-demônio, porém não havia vestígio algum tanto de galho quanto de pessoas.

- Atente-se para caçada! Alertei a garota próxima da árvore, meu corpo ficou mais relaxado e aberto, até meus pelos se arrepiaram, foi nesse momento que estranhei tudo. Desde quando chegava a ficar ouriçado para um combate incerto?

*CRAAAAARRWWW*

O barulho vinha do outro lado, em um movimento brusco me virei, algo similar a uma labareda avançava, encontrei-me com o chão rapidamente, tentando desviar do golpe, e ao mesmo tempo, esticava a mão esquerda, em uma tentativa de rasgar tal coisa com minha garra, não pondo perto o suficiente para me queimar e nem permanecendo com a mão próxima se esquentasse demais.

- Fuja! Rugi, em alerta para a garota, enquanto meus olhos se focavam apenas de onde veio o disparo, procurando quem ousava me atacar da sombras.

" O caçador vai virar a caça. "


Obs:

1- Adorei sua escrita, sério. ASUHE
2- Mim disgurp q de vocês 3 sinto que sou o pior, mas vamo lá né
3- Ele não tá olhando pro fogo desde que se agachou, então se tiver algo dentro do fogo, ou se o próprio fogo for uma criatura, pode pegar ele desprevenido com isso. Desde que se agachou, ficou fitando o fundo procurando o atacante.
4- Imagine cá voz do Rengar que fica legal.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Kiteky em Dom Maio 22, 2016 6:06 pm

ॐ━ { Lisbeth Anner
                     Não tardou para que um som alto fosse ouvido. Algo quebrando, talvez? Segurou um grito dentro de sua garganta, e apenas não o fez por medo. Medo de estar novamente sendo perseguida. Olhou para os lado quase que ao mesmo instante que o feral, ouvindo um barulho quase que ensurdecedor.
                     E quase que no mesmo segundo, um calor súbito tomou conta de seu corpo. Demorou alguns segundos para que percebesse que algo vinha em sua direção, flamejante. Ouviu a voz grave dizendo-lhe para fugir, e negando com a cabeça jogou o corpo para a direita, escapando d'aquilo que queria atingi-la.  ❛ Acha mesmo que vou deixar todo o mérito para você? ❜ Perguntou, tirando o chicote instantaneamente da luva, batendo-o o no chão com força. Não queria demonstrar medo, mas conseguia pressentir as sombras aproximando-se dos dois. Foi para mais perto dele, deixando-o ficar na frente de si para protegê-la. ❛ Se for para fugir, vamos juntos. Não vou deixar você aqui para morrer sozinho. ❜ Encarou-o com os olhos claros, apenas esperando para que algo acontecesse.
OBS.:
Quase estourei o tempo, me perdoem! Tive coisas pra fazer na faculdade essa semana e fiquei ocupada, mas respondi um dia antes de completar uma semana. Agora que tudo se acalmou vou conseguir responder mais rápido, prometo. Hai, me perdoa mesmo, k. Prometo não te ignorar mais no facebook.
&& aliás, também adorei a sua escrita. beijos pra vocês!

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 23, 2016 2:22 pm



Hotah & Lisbeth




E o Feral estava certo. Seus sentidos não o enganam mesmo, hmm?

Eles não estavam sozinhos. A sensação que antes era passada apenas como uma intuição, ganhou forma. Primeiro veio a bola de fogo. O felino jogou-se ao chão, desviando com facilidade do projétil de fogo ou seja lá o que fosse aquilo. No processo, estendeu sua garra pra tentar atingir ou ter uma noção do que era o fogo. Sentiu apenas calor, não havia nada sólido dentro. Então era mesmo só um disparo de fogo? Talvez. Lisbeth teve chance de ver mais de perto, alias quase tão perto a ponto de deixá-la suando. Era mesmo quente a rajada! Cuidado!

E a meio-demônio, graças ao aviso de Hotah, teve tempo suficiente de desviar jogando o corpo pra direita. A árvore em que antes estava recostada, acreditem ou não, se quebrou quando o fogo atingiu-na. Era de se surpreender o resultado daquela rajada. Mesmo pequena, teve força suficiente pra atravessar o galho da árvore. Ainda bem que não era uma árvore muito grande, já pensou no estrago quando ela caísse? Essa caiu e só fez um som abafado que de longe, poucos podiam interpretar.

Concomitante ao chicote da meio-demônio estalando no chão, veio um bater de asas. Era quase imperceptível, justamente por conta do vento sombrio que castigava o local. Talvez por isso a dupla não percebeu antes. O vento não trazia apenas sussurros, eram também um presságio, sinal de que havia alguém os seguindo. Nas sombras a criatura passava, sobrevoando como o próprio vento, e poucas vezes o seu bater de asas a denunciava. Era um perito nisso. Mesmo Hotah com seus instintos tinha dificuldade de acompanhar os movimentos. Mas como um bom caçador de uma coisa ele tinha certeza, estavam sendo cercados. E o movimento de Lisbeth em trazer seu chicote em mãos foi correto. Antes prevenir do que remediar, certo? Certo. E então o vento...

Soprou vindo de longe. As folhas dançaram acompanhando o fluxo. Os sussurros transformaram-se em aroma - para Hotah - e em investida para Lisbeth. Estava claro que a criatura das sombras tinha como objetivo atacar a meio-demônio primeiro, sabe-se-lá porque. E mesmo a mulher precavida atrás de Hotah, foi surpreendida quando de uma das árvores próximas avançou um vulto, tão rápido quanto o próprio vento. Ameaçou atacar a meio-demônio mas com sua reação de puro reflexo, o chicote manteve a criatura distante. Foi o suficiente pra que a meio-demônio identificasse que era um tipo de pássaro estranho. Tinha quatro-asas é isso mesmo? Bom, em Takaras nada era normal mesmo. A começar pela dupla, hmm?

Mas voltando ao cheiro. Hotah teve a chance de farejar o bicho, mesmo com toda aquela dificuldade. Sentiu o cheiro da ave, e era diferente de aves carniceiras, não tinha cheiro de podre nem de nada parecido. Então porque diabos estavam sendo atacados? E o mais interessante é o motivo pelo qual Hotah estava com tanta dificuldade de farejar o bicho. O feral percebeu que, assim que o vento soprava, trazia consigo uma brisa com aroma diferente. Era um aroma pesado, impregnava em suas narinas trazendo aquele desconforto que ele sentiu desde que entrou na floresta. Depois que o vento passou, mais uma vez sentiu que ia perdendo o faro e que o tal pássaro desaparecia nas sombras mais uma vez. Ainda que seus instintos dissessem; ele ta ali ó, escondido, na espreita!

Lisbeth, diferente do feral, era o alvo. Mas ela não pensou em fugir, não. Deixou claro que se fosse pra morrer, que morreria ao lado do imprevisível parceiro feral. Que união mais...curiosa. Principalmente pelos motivos que o levaram a tal.

— Bem, eles salvaram um ao outro né? Fazer o quê? — O vento soprou.

Espera. Quem é que estava falando isso mesmo?

O instinto do Feral, ou seja lá o que fosse mandou dizer, tem mais alguém além do pássaro. Alguém com cheiro de... Mulher? Então veio outra bola de fogo. Esta veio de mais longe, caindo do alto, alvejando Hotah. Desta vez uma simples abaixada não pareceu eficaz pra escapar. E que estranha sensação era aquela de que a bola estava crescendo? Talvez fosse ilusão de ótica ou culpa do miasma na floresta. Mas eles não tinham muito tempo pra pensar, não, não. Lisbeth ainda era o alvo, lembra? Desta vez o inimigo foi mais direto. Ocupando Hotah, resolveu dar as caras mais uma vez, saindo das sombras de um galho seco à esquerda e vindo na direção de Lisbeth por traz.

— CRAAAAAAAARRWWW — Gritou de novo, abrindo o bico e parecendo estar prestes a cuspir alguma coisa brilhosa, quente. Espera... Lisbeth já viu isso antes. FOGO!



(Imagem ilustrativa)


Obs:
* Obrigado pelos elogios

Hotah - Nessa narração expliquei um pouco mais do motivo pelo qual você não ta no seu 100% com seus sentidos aguçados. Tem alguém tentando trolar seus sentidos usando aromas, barulhos do vento e etc. Você tem quase certeza de que esse "alguém" não é o pássaro que atacou a Lisbeth, e de que esse mesmo alguém está por perto, cercando vocês.

Lisbeth - O pássaro avançou mas a distância entre vocês era de mais ou menos uns 6 passos - do galho onde ele partiu até você - então considere que desta vez ele está mais perto do que o disparo da última vez.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Seg Maio 23, 2016 10:52 pm

❛ Acha mesmo que vou deixar todo o mérito para você? ❜

- E pretende me desafiar por ele? Comentei, porém havia certa noção de que o barulho das chamas e dos danos iria evitar ela de ouvir, isso se sobrevivesse ao golpe.

❛ Se for para fugir, vamos juntos. Não vou deixar você aqui para morrer sozinho. ❜

" Por que esta fêmea possui algum apego por mim? Não, concentre-se! "

A chama passou por minha mão, contudo nada se prendeu nela, era puras chamas, e apenas pude sentir calor.

" Magia. "

Confirmei mentalmente que o combate era contra um mago, criatura elemental ou alguém com uma arma valiosa.
O som das chamas passando por mim atingiram a árvore que outrora a mulher estava, caindo no chão e prejudicando minha detecção por sons momentaneamente. "Escapou" Deduzi, mantendo os olhos fixos de onde vinha a chama, com todo meu esforço, apenas enxerguei um vulto com asas que rapidamente sumiram, em um movimento circular.

" Ele virá pelos flancos, porém se avisar a ela, perderei a vantagem. "

Com um gesto simples, e provavelmente imperceptível até mesmo a ela, fiz com a mão direita um sinal alertando que ele viria por um dos lados, mexendo o dedão rapidamente pra ambos lados.

" É o máximo que posso fazer por ti, mulher. "

O som do chicote estalava no chão, isso me pôs em alerta por um segundo, me fazendo virar até ela. Sequer sabia de sua arma, e não havia confiança nela para manter minhas costas abertas daquele jeito com alguém armado.

O vento veio mais uma vez, e com ele, consegui sentir um cheiro.

" Maldição, o vento trás um aroma que está me prejudicando! "


Não bastasse o cheiro decrépito antes, agora algo estava me impossibilitando de usar outro sentido meu.

" Não me serve o cheiro, a visão e a audição, o paladar não me é útil neste caso, restando... "


O tato, pretendia sentir a alteração do vento na pele, e assim identificar os ataques. Todos aqueles pensamentos fluíam quase que instintivamente, rápidos demais, tão rápidos quanto a criatura que saiu do meio das árvores e tentou golpear a garota, instintivamente ela se defendia, fazendo uma ave de quatro asas recuar.

- Bandos! Grunhi, avisando a ela. Pássaros não caçam sozinhos, muito menos um tipo daqueles, não possuía o porte para batalha... exceto, pela magia, é claro. Porém, ataques físicos, isso era apenas distração, uma magia logo viria.

Mais uma rajada de vento veio, apagando os poucos rastros existentes de cheiro. "De fato, só poderei confiar em uma visão turva, tato e... meu instinto de caçador."

Aquele último item faria imensa diferença em situações como aquela, entender como caçam torna ataques previsíveis, se não fosse o reflexo da garota, teria pego o pássaro no ato antes que a golpeasse, talvez fosse o destino, ter me feito virar e encarar seu chicote.

"Bem, eles salvaram um ao outro né? Fazer o quê?"

Meus pelos novamente se arrepiaram, aquela voz... aquela sensação... havia sentido poucas vezes, era perigo. Era algo perigoso.

Aquele modo de falar me dava uma pista, porém o odor quase confirmava, era outra fêmea.

" Esse cheiro.. não é natural! Estão nos seguindo?! Maldição. Por isso o foco nela... "

Criava rapidamente uma teoria, e se estivesse certo, seria preocupante; Estávamos além de em um território desvantajoso, em uma luta desvantajosa, com menos lutadores e menos informações.

- GRWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Rugi, fazendo ecoar pela floresta. Talvez outros animais entrassem no jogo, e piorasse para todo mundo, talvez aquilo conseguisse afetar eles mentalmente, porém meu objetivo era ocultar minha voz que em seguida saia - São vários e uma mulher. Imagina qu-

Antes de completar minha pergunta, o meu rugido ainda ecoando não me deixou ouvir as chamas em minha direção, talvez o destino não tenha me ajudado. Uma bola de fogo vinha dos céus, graças as sombras tremulando no chão virei meu rosto, porém minha reação era tardaria, a bola de fogo parecia crescer, e não apenas se aproximar, me agachei novamente, porém dessa vez para me usar das quarto patas e dar um impulso com força para frente, indo em direção a fêmea, usava toda minha força e reflexo naquilo, sem olhar para trás, não havia tempo de confirmar se iria desviar.

Se conseguisse sair do golpe sem ser barrado, ao avançar para a garota, vi um pássaro saindo em suas costas, sorri, mantendo o ritmo agachado. Talvez realmente o destino tenha sorrido para mim, pegaria ele de frente.

Quando pretendia dar o salto com o bote, vi sua boca brilhando em vermelho...

" Quer saber? Que se foda o destino. "


O que era uma ótima investida, agora se tornaria suicídio, não havia tempo de barrar meu pulo por completo, então mudei a direção, saltando na mulher e agarrando-a, tentando parar meu impulso e a retirar do alvo. Talvez parecesse um ato heroico, contudo meu objetivo era apenas me livrar, e aquilo foi o que me veio primeiro a mente - Se ela fosse de minha tribo, nunca duvidaria de seu potencial de explodir aquele pássaro, mas uma desconhecida? Não arriscaria.


Spoiler:
Eu juro que eu fui desenvolvendo o post enquanto lia, e mesmo assim, evitei ao máximo fazer metagaming, foi pura coincidência ter me virado e rolado o que rolou. T_T

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 30, 2016 7:24 pm



Hotah & Lisbeth




Apesar de tudo, a dupla tinha sim uma vantagem. Não era nada relacionado à sabedoria individual de Hotah, ou às habilidades de Lisbeth. Não. Era o conjunto como um todo que os dava vantagem da situação; a maneira como eles começavam a estabelecer comunicação. Seja lá quem for que os estava emboscando, provavelmente os subestimara. Não esperavam que a dupla se desenvolvesse tão rápido, pelo menos não depois do que passaram.

Graças a essa comunicação é que a meio-demônio e o feral conseguiram se sobressair nesse embate. Primeiro veio a grande bola de fogo, aquela caindo de cima e queimando os galhos secos no caminho. Alvejou o grande felino, a luz tremeluzia e forçava os instintos de Hotah ao máximo. Seus pelos sentiram o calor, sentiram a brisa quente cortar o fluxo sombrio do vento de antes. Sentiram a mudança de temperatura, sentiram a energia que emanava daquela esfera. Era uma coisa mais sentida, pouco raciocinada. Tudo que Hotah podia concluir é que sim, a bola de fogo estava crescendo para a medida que caia. Parecia ter um foco de energia dentro de si que à medida que era consumido, dava mais combustível pra esfera e ela ia crescendo e crescendo. O Feral não pensou duas vezes, colocou-se de quatro e num impulso dos mais selvagens, saltou na direção de Lisbeth, tentando apanhá-la e livrá-la de uma morte "bem passada".

O que ele não havia percebido, ou melhor, percebeu um pouco tarde, é que aquela bola de fogo era a primeira distração. Enquanto corria, agora na direção da meio-demônio, seus instintos voltaram a dar-lhe percepção de que outra coisa já se encarregava de atacar a mulher. Era aquele mesmo pássaro de antes, porém, a julgar pela situação, Hotah concluiu que era um bando afinal estavam atacando por todos os lados. O pássaro de quatro-asas era um pouco grande e preparava uma segunda rajada de fogo para a medida que se aproximava. E quando Hotah pensou em fugir e escapar, Lisbeth mostrou que era capaz de mais que isso. Lembra da sinalização feita pelo Feral antes? Aquilo deixou a meio-demônio atenta. Então enquanto Hotah cuidava de reconhecer o ambiente e analisar a situação, bem, a meio-demônio cuidou do que podia cuidar; seu adversário. Então num piscar de olhos, Hotah se deparou com a ave de quatro-asas com o bico preso e enrolado no chicote de Lisbeth.

" Se vamos morrer, então morreremos juntos "

As palavras da mulher ecoavam na mente de Hotah. Então não foi preciso tirá-la da linha de fogo, não foi preciso evadir. Hotah avançou. Destino sorrindo ou não, o caçador teve sua tão aclamada presa. Numa investida brutal, despedaçou a ave de quatro-asas com suas garras e dentes. A ave não era muito resistente e também não sabia brigar no corpo a corpo. Ela só era perigosa à distância mesmo, hmm?

Então veio o fogo. Aquele da bola de fogo ali atrás. Explodiu no chão e rapidamente se espalhou. Foi quase como riscar pólvora. Foi ganhando terreno, incendiando galhos, terra seca contribuindo, o cheiro ficando cada vez pior, aquilo estava virando um inferno. Por sorte da meio-demônio, a investida de Hotah jogou o pássaro meio que pra longe e com isso o chicote preso ao bico da ave puxou Lisbeth consigo, tirando-a da linha de fogo da rajada que explodiu no chão. Ufa. Estavam saltos então?

Ainda não.

Hotah estava certo. Estavam cercados por um bando. Assim que o primeiro pássaro foi abatido, logo os demais começaram a gritar, enlouquecidos, todos querendo avançar. Sombras surgiram por todos os lados, uma revoada insana, brilhos ameaçando disparar diversas rajadas, se destacavam na escuridão e na fumaça que subia da enorme fogueira do chão. Hotah os ignorou por um tempo, saboreava o prazer de sua caça, e como era bom ter o sangue da ave espalhando-se no chão. Mas talvez o sangue de todas as outras compensaria ainda mais. Era uma grande caçada afinal, hmm? Era um grande desafio, quase chegava a sussurrar na ambição mais profunda do Feral; "vamos, temos uma grande oportunidade de caçar todos eles, de virar o maior caçador que essa floresta maldita já viu". Mas algo interrompeu seus pensamentos. No meio de tantos aromas, de tanta insanidade de seus sentidos, novamente ele sentiu êxtase. Era aquele mesmo perfume de antes, aroma de mulher. Mas era um pouco cítrico, provocativo. Parecia despertar outros sentidos em Hotah para à medida que ele se deixasse levar pelo aroma.

E então a revoada parou. Assim, de repente, como num sopro do vento. As chamas ainda estalavam, espalhando-se com facilidade, até que chamaram atenção da dupla mais uma vez. Lisbeth levantava-se, com certa dificuldade depois do puxão que levou, e ia enrolando o chicote até que sentiu uma presença. Foi tão rápido que sequer ela percebeu se aproximar, só sentiu quando já estava perto. Com suas garras, a presença pisou na ponta do chicote, impedindo que Lisbeth recolhesse sua arma por completo. E quando a meio-demônio levantou-se para encarar sabe-se-lá o que era, notou que era uma espécie de humanoide. Uma fêmea. Corpo meio estranho, misturado com ave, tinha asas, tinha chifres, mas ainda assim tinha seios, corpo esbelto e até atraente eu diria, mesmo para outra fêmea. Era curioso como essa criatura conseguia despertar tais desejos meramente com aparência. Deveria haver algo mais. E ela sorriu quando seus olhos foram de encontro aos da meio-demônio.

— Olá querida. Perdeu alguma coisa? Huhum. — Falou em tom debochado, provocando-a.

Enquanto isso, uma segunda parecia sobrevoar aquela área onde estavam as chamas. Ela passava tão rápido que sequer era possível de ver sua silhueta direito. Mas Hotah sabia que ela estava lá, zanzando de um lado pro outro, como uma flecha nas sombras. E toda vez que ela passava, as chamas se desestruturavam, algumas apagavam-se tamanha rapidez do seu vulto. Ela estava encarregada de cuidar das chamas então, é isso? Não importa, uma terceira e já conhecida pelo Feral, logo tomou a frente da situação.

— Você é mesmo um predador e tanto, querido. Me diga, qual é o seu nome? — Indagou ela, aquela que tinha o tal perfume que Hotah estava sentindo desde o começo. Ela apareceu de traz de uma árvore logo a frente de onde estava o feral devorando sua caça. Ela não lhe ofereceu perigo, no entanto, também não parecia inofensiva. Era uma espécie de pássaro humanoide, poucos traços femininos exceto pelas curvas, seios, e eu arriscaria dizer achismo. Difícil definir gênero quando não havia um padrão. Ela era única, diferente de todas as outras que Hotah já viu.

Informações:
Muito bem, sei que a localização ficou meio confusa então fiz um pequeno desenho pra ilustrar mais ou menos como ta o cenário agora ok? Não reparem, sou péssimo nisso.

LINK AQUI

Detalhes: Hotah está mais ou menos uns 6 passos à frente de Lisbeth. O fogo e a mulher pássaro 2 estão tipo uns 10 passos de distância do Hotah e uns 7 da Lisbeth. Não precisam se preocupar pois já está se apagando. O ambiente continua com muitas árvores secas e terra podre. O cheiro ficou uma mistura de queimado com cheiro podre e cheiro de mulher. As mulheres pássaros não são parecidas, nenhuma delas, cada uma tem características diferentes uma da outra, personalidades também hmm?

100xp bônus por abater o bicho voador, Hotah.

Avisando também que, recebi a mensagem da Kiteky informando sobre uma possível ausência então eu vou ir narrando mesmo sem ela postar até que ela me avise que retornou. Ela ficará sujeita a ações primárias somente até que volte a postar.

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por Sylia Albath em Ter Maio 31, 2016 10:59 pm

Enquanto a bola se aproximava, sentia o calor crescente, o perigo era iminente, e durante o salto, retirei a mulher, conseguindo escapar do primeiro ataque, logo que vi a bola de fogo surgindo de outro pássaro atrás, senti o desespero de cometer um erro enquanto era caçado, contudo não esperava que a mesma já tivesse prendido o bico do animal a ponto de o impedir de cuspir algo.

" Se vamos morrer, então morreremos juntos "

Aparentemente, quem morreria são os caçadores fajutos. Sua pele rapidamente foi rasgada pela minha garra, com a outra mão, segurava seu bico e com força o suficiente, estilhaçava ele, virando sua cabeça e quebrando o pescoço.
A pele da criatura era macia, e parecia ter bastante carne, uma presa suculenta, com uma forte mordida, arranquei um pedaço de carne, minha boca ficava cheia de sangue e algumas penas, que eram retiradas pela mão vazia, jogando seu corpo morto para longe, com desprezo.

Em meio a minha apreciação de carne, a bola de fogo completava a cena, explodindo atrás e criando um incêndio.
Quem visse aquilo, se sentiria em uma cena de filme, um Feral com sangue nas mãos e boca, e chamas as costas.

- Carne boa... Vamos pegar mais alguns. Uma risada sucedia meu comentário irônico, logo ao me levantar.diversos pontos nas sombras surgiam, a situação era péssima, se um fez aquela imensa bola, imagine vários? O calor iria gradualmente nos cozinhar, isso se conseguíssemos escapar de todas rajadas flamejantes.

O cheiro de fogo havia desabilitado meu olfato basicamente, e a fumaça das chamas conseguia piorar minha visão, o barulho de galhos ardentes me deixavam em alerta todo momento, podendo me distrair de perigos reais. Se existe algum inimigo perigoso aqui, era o incêndio, aquilo me deixava desconfortável, apenas o tato me era realçado, tanto graças ao calor que amplificava o efeito de movimento pelo ar, quanto por desabilitar os outros, me fazendo dependente dele.

Em contrapartida, o cheiro de sangue estava me fresco no rosto, o gosto da carne me motivava a caçar mais, derrotar todos, ter um grande banquete!

Me colocava em pose de combate, quando um cheiro exótico surgiu, mesmo em meio ao ... caos? Os pássaros haviam parado, todos os brilhos que nos cercavam, simplesmente sumiram.
Aquele cheiro me fez ficar em alerta, notei uma criatura próxima da meia-demônio, um tipo de ave humanoide, ainda sim... conseguia seduzir-me.

" Este não é o momento para luxúria, Hotah! É uma caça! "

Me advertia mentalmente, contudo meus instintos iam reduzindo enquanto meu desejo aumentava.

Uma segunda criatura, de tamanho humano, sobrevoava as chamas, não era possível ver sua forma, contudo era ágil, ágil demais... e tão bela quanto essa? Urgh! Concentre-se! O meu maior inimigo logo iria desaparecer; As chamas.

— Você é mesmo um predador e tanto, querido. Me diga, qual é o seu nome?

Me virei, vendo outra humanoide, diferente da primeira, porém também com seios, o estranho foi não a notar até o momento que ela havia falado, e sequer me virar velozmente para evitar um ataque, eu realmente baixei a guarda?

" Por que eu responderia algo para alguém que vai morrer? "


- Hotah Sakima...

" Que merda?! Eu... Urgh... Tem algo... Estranho... "

O melhor que pude fazer foi cogitar qual seria a melhor mulher de lá, uma das três humanoides ou a meia-demônio? Não importava, desde que eu matasse as outras três para provar meu valor para a quarta. Eu precisava me convencer disso, ou abaixaria a guarda!

Spoiler:

Cê fez um desenho... mesmo! USHAUES  Eu tava esperando algo tosco no paint tipo o que eu faço, mas pô, ficou muito bem feito, consegui entender completamente a situação. ^-^

Obs; CARALHO QUE SUSTO! Quando eu fui postar demorei quase o dia inteiro pra começar a escrever e mandei, deslogou e eu jurei que ia perder o post. Uhhh, lucky day.

E por último, qenhe que avalia H.E agora que a moça lá saiu?

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Re: Floresta da Tortura

Mensagem por NT Bird em Qua Jun 08, 2016 7:36 pm



Hotah & Lisbeth



— Ora, ora. Mas que nome, hmm... exótico. — Falou em tom debochado. Quem falou? A primeira das mulheres pássaro, aquela que pisava no chicote de Lisbeth. Parecia ser a mais problemática entre as três possíveis adversárias, afinal, ela é a que mais deixava claro sua petulância.

— Por favor, não precisa me olhar como se eu fosse uma bruxa que desabilitou seus sentidos. Nós também somos predadoras, entende meu querido? Sabemos como lidar com outros predadores. — Explicou aquela que estava diante de Hotah. Essa parecia ser a mais seduzente dentre todas as outras. Mesmo suas advertências pareciam incapazes de deter os instintos do felino que de repente sentiu como se pudesse matar qualquer um só para ganhar admiração daquela fêmea. Que sensação mais, esquisita, não?

Ainda mais esquisita porque Lisbeth não sentia nada disso. Apenas Hotah.

— Está feito, Kahla. As chamas não serão mais um problema. — Mandou avisar aquela outra que zanzava como uma flecha sobre as labaredas no chão.

Kahla então era o nome daquela de penas rosas?

— Obrigada Mithra. Solícita como de costume. — Respondeu a de rosa, dando um passo adiante. Ela ainda não oferecia perigo, pelo contrário, parecia querer se entregar de corpo e alma - mais corpo - aos desejos do felino em sua frente. Os olhos dela, quase hipnóticos, foram de encontro aos de Hotah, exigindo sua atenção. — É mesmo incrível como você conseguiu abater meus paragons tão facilmente. De onde você vem? Eu estou mesmo curiosa... — Sussurrou o final. E suas palavras mais pareciam flechas.

Mesmo desarmada ela conseguia atingir o felino de uma maneira que ele provavelmente não estava preparado, hmm?

Voltando para Lisbeth, a meio-demônio logo entrou numa troca de farpas com a garota pássaro a começar pela abordagem dela. Na expressão da mulher ficou nítido que ela não gostou nada de ser desacatada daquela maneira. Ela então puxou o chicote de Lisbeth, rapidamente, apossando-se dele.

— Cuidado com o que você fala, garota. É perigoso me desafiar! — Cuspiu as palavras com autoridade, ameaçando usar o próprio chicote da meio-demônio para puni-la. Mas aquela terceira mulher intercedeu, puxando o chicote de sua mão e lançando-o de volta para Lisbeth. Um momento de alívio. Ufa.

— Sybil, controle-se. — Disse. E Mithra - como essa era chamada - parecia ser a mais reservada das três. Dona de poucas palavras, tom de voz que mais parecia um sussurro, e expressão indiferente, facilmente se destacava entre as três. Em resposta ao puxão de orelha, Sybil virou a cara e empinou o nariz como se não estivesse lá tão abalada.

De repente, as três se entreolharam, sorriram, e então saltaram para traz, assumindo uma postura uma ao lado da outra, como se fosse algum tipo de formação ou coisa semelhante. Só então é que era possível perceber mais características entre as três, diferenças e semelhanças também.


(Imagem Ilustrativa)

Sybil, à esquerda, era a que tinha seios mais fartos e que facilmente se destacavam. Eram quase mortais para qualquer um que os olhasse. Impossível não desejar. Mesmo em seus pensamentos, Lisbeth se colocou em dúvida, mesmo que por um breve momento. E a mulher dos cabelos rosados tinha chifres também. Tinha olhos cansados, traiçoeiros, debochados. Por exceção dos braços e pernas que misturavam-se com membros de um animal alado, a cabeça e o dorso mantinham traços mais humanoides, femininos. E ela usava uma espécie de vestidinho, curto, bem decotado, no mesmo tom rosado que seus cabelos. Kahla, a que conversara com Hotah, ficou ao centro. Ela era a que menos tinha características capazes de defini-la como algum gênero, salvo exceção seus seios. Aquilo eram mesmo seios? Era pra se pensar. Seu corpo inteiro estava encoberto por penas rosadas e de textura quase aveludada. Uma tentação carnal que insistia em provocar os desejos mais íntimos em meros olhares. E por falar em olhar, os olhos de Kahla eram penetrantes, amarelo-fogo, pareciam ser capazes de enxergar muito além do que se imagina. E ela também tinha características firmes de algum animal alado em seu porte físico. Porém, não era a única nem a última. Mithra, a terceira, ficou à direita do trio. Asas menores que a das colegas, porém mais velozes e habilidosas, davam-lhe um ar diferente. Ela tinha um corpo mais voltado para o humano do que alado, ainda que suas mãos e pés tenham sido substituídos por garras de animal. Seu corpo parecia desnutrido, frágil, mas seu rosto era definitivamente marcante. Semblante sério, indiferente, cabelos azuis escorrendo numa franja que lhe tapava boa parte do rosto voltada pra direita. Ela também usava uma tiara de ossos na cabeça e uma espécie de túnica também com ossos e tecido púrpuro cobrindo-lhe os ombros, parte do peitoral e costas.

— Somos as três irmãs harpias. Kahla, Sybil e Mithra. É um prazer conhecê-los, caçador Hotah e... — Os olhos de Sybil regularam Lisbeth de baixo pra cima em seguida; — Você, meio-demônio fêmea. — Falou com desdenho. Claramente alguma coisa mal resolvida entre as duas, hmm?

Mas Kahla e Mithra não pareciam compartilhar do mesmo sentimento com Lisbeth. Encaravam-a da mesma maneira que faziam com Hotah. As três analisavam a dupla com certa curiosidade, olhos sempre muito atentos, parecia que nada era capaz de escapar do alcance daqueles olhares. Kahla tomou a frente do grupo e depois de algum tempo em silêncio, chamou por Hotah.

— Não posso permitir que passem e destruam meus queridos paragons como fizeram com esse. — Referiu-se ao animal abatido pelo Feral. — No entanto, entrar em confronto com vocês, aqui, não traria benefício para nenhum de nós dois. — Os olhos da harpia percorreram a dupla como se esperasse aprovação pela linha de raciocínio que ela tomava. Ela realmente não parecia interessada em começar uma luta. — Somos caçadores, sabemos como as coisas funcionam. Então podemos decidir isso numa grande caçada. Apostar o nosso território nisso, o que acham? — Completou.

E a proposta estava feita. Kahla explicou por cima que, a grande caçada seria feita em função de uma criatura que vive na floresta que tem causado muitos problemas no território das harpias. Sem mais detalhes por hora, as irmãs esperaram por alguma resposta da dupla. Lisbeth ficou aflita, não parecia confiante por estar em território inimigo mas, considerando que mesmo as três com seu bando de pássaros estavam tendo dificuldades em caçar a tal criatura, então talvez haveria alguma chance.

Spoiler:
Perdão pela demora, eu realmente andei muito atarefado, quase nem entrei =/

Poxa, não ri do meu esboço, minhas habilidades só são limitadas rs

Sobre as H.E: Por enquanto ainda estão decidindo isso na staff, mas qualquer dúvida você pode recorrer à Adm GabZ. Ela tem cuidado de resolver esses probleminhas então acho que ela vai poder te ajudar quanto a isso.

E tome cuidado quando for postar pra não passar por isso de novo. Sei bem como é, desanimo totalmente quando acontece. rs


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Re: Floresta da Tortura

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