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Taberna do Cão Salgado

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Taberna do Cão Salgado

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 1:49 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Localizada próximo ao centro de Takaras, a taberna tem uma boa reputação por toda ilha de Lodoss: a comida é barata, os quartos não são confortáveis, mas é o melhor lugar para conseguir trabalhos sujos — e quem os faça. Espaçosa, a taberna consegue abrigar todo tipo de criaturas, desde o mais pilantra dos goblins até o mais estúpido dos orcs. Mesas e cadeiras feitas de madeira grossa e rústica garantem resistência em seus diversos fregueses, e também boas doses de dor em brigas.

Apesar de barata, a comida é boa, mesmo tendo origem duvidosa. Muitos viajantes, seja lá qual for sua origem, acomodam-se aqui por um bom tempo. O conforto não é cinco estrelas, e os colchões são constantemente costurados e preenchidos com palha. E quartos privados são quase impossíveis, a não ser que consiga molhar a mão de Hork, o dono da estalagem. Falando nele, é um meio-orc barbudo e mal-humorado. É fácil confundí-lo com um orc puro, pois também é grande e a cor avermelhada de sua pele garante um certo respeito entre seus clientes. Ele não possui a mão direita, e no lugar fez questão de pagar um goblin para um serviço bem feito: um encaixe de ferro aonde antes havia uma mão gorda agora permitia que Hork encaixasse as mais diversas ferramentas. Sua favorita é um machado de 5kg que usa para causar um efeito ainda maior sobre alguns clientes barulhentos.

Constantemente a taberna precisa de funcionários, e sabe-se lá os motivos.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:30 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Qui Ago 20, 2015 5:52 pm

A voz lhe ouriçava. Temendo pelo pior, ja imaginava uma forma de distrai-lo, enquanto preparava a aura de fascinio. Porém, isso nao se mostrou necessario. O interesse persistente do outro a lisonjeava, mas nao tirava sua seriedade. Se depois de tudo aquilo ele nao havia se zangado, era porque precisava de um tipo bem especifico. Um incendio magnifico, que consumisse tudo aquilo a sua volta, em funçao de continuar existindo. Precisava de alguem que fosse amavel de forma alarmante, mas que tambem fosse amavelmente terrivel.

- Não se desculpe pelo meu pequeno show. - respondeu, ainda mais a vontade do que anteriormente -Se eu apenas aceitasse de uma unica vez, perderia o encanto

Agitou suas asas por um momento, antes de dar alguns passos na direção do demonio. Assim que estivesse proxima o bastante forjaria um tropeço [nao suficiente para cair], "instintivamente" se agarrando ao braço do outro, antes que seguissem ao porto. Pela proximidade e contato tentaria notar se ele ainda carregava alguma arma escondida, ou um objeto de valor. Estaria tambem, obviamente, atenta a sua propria bolsa de moedas.

- Ops .. Por sinal, qual seria o seu nome? O nome é Ziya, e é um prazer te acompanhar essa noite.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Ago 27, 2015 11:03 pm

Se tinha algo que Ziya talvez gostasse, era de sentir-se superior, seja a quem fosse. Epor mais enigmático, sombrio e intrigante fosse aquele demônio, Ziya estava fazendo de tudo para estar sempre dois passos a sua frente. A jovem não hesitou em usar mais uma de suas artimanhas para sondar o demônio de forma discreta, e assim que se aproximou o suficiente, forjou uma queda para então espiar se o demônio carregava alguma ou qualquer que fosse objeto de valor.

A jovem só não contava que o tombo desse tão certo, obrigando-a a se agarrar ao demônio, quase o abraçando, enquanto que o mesmo, surpreso com a ação, só teve o impulso de segura-la e resgata-la de se espatifar de forma embaraçosa no chão. – Cuidado, não vá se machucar. – Ziya se assustou por um segundo apenas, mas assim que viu que estava a salvo nos braços do desconhecido, tratou de aproveitar a chance de poder abraça-lo, e averiguar o que ele carregava consigo. Ziya sentiu por baixa da capa, próximo da cintura o cabo de uma arma e pelo volume em sua capa, confirmou sua suspeita anterior de que este estava armado com uma espada. Porem isso foi tudo que ela conseguiu sentir, além de que ele carregava uma outra coisa pendurada do lado oposto à arma na cintura, mas não identificou bem o que se tratava.

- Me chamo Moloch, senhorita Ziya... Diga-me. Até onde estaria disposta a ir por um desejo seu? – Aquela pergunta pareceu bem sugestiva. Sinal que a proposta de Moloch era, no mínimo, complexa de se completar. – Costumo dizer que, quando se tem um desejo verdadeiro. Mesmo que pareça impossível, você deve persegui-lo sem desistir.

- Como disse antes, já fui como você, ambicioso, audaz, cheio de malícia e frieza para executar planos e fazer de tudo por um punhado de moedas ou um pouco de poder e influencia. Contudo, depois de certo tempo, percebi que essa vida não era o suficiente. Ser um simples demônio que enganava por enganar, já não fazia mais sentido, eu queria bem mais que isso.

- E foi isso que fez nascer o meu maior desejo, me tornar um lorde demoníaco. Pode parecer loucura, lordes são seres abissais que habitam as camadas mais profundas do abismo, e querer voltar para o inferno quando se tem tudo que quer neste mundo parece bobagem. Mas... E se eu te disse que mesmo entre os vivos, é possível ser um lorde e comandar legiões de demônios? Ser respeitado, temido por todos?

- Entende o que digo, Ziya? Um dia, espero que sua sede por dinheiro e os prazeres da vida se tornem um desejo tão forte, que você correrá atrás dele como se sua vida dependesse disso. Não a conheço de fato, não sei o que pensas, mas sei bem o que quer. Queres poder, dinheiro, tudo aquilo que um demônio deseja ao subir a esta terra. E eu? Bem, eu também os quero, mas quero em proporções que um simples teatro numa taverna não pode me dar... Mas um teatro que imite toda uma vida, isso sim pode trazer poder e dinheiro em quantidades que você nem imaginaria.


Aquela conversa estava tomando um rumo um tanto inesperado. Mais parecia uma historia do que realmente uma proposta, e o tom de voz que Moloch usava só reforçava isso. Dando ênfase às suas próprias palavras e até mesmo gesticulando as vezes por baixo de sua capa. No fim daquele monologo, ele finalmente pareceu chegar à proposta em si, e logo Ziya entendeu o que o demônio queria com aquilo tudo.

- Como disse. Não sou tão criativo quanto você para criar situações e emoções, para lidar com a mente. Não tenho tanto poder de persuasão. Por isso venho lhe fazer essa proposta. Quero que me ajude a conquistar meu desejo, e se conseguirmos, ajudar-te-ei a ter o teu realizado. O que me diz, bela dama, com o seu poder de persuasão, sua habilidade de driblar a mente, e a minha influencia e poder, podemos alcançar muito mais do que alguns punhados de moedas. O que me diz?

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Ter Set 01, 2015 10:35 pm

Diferente de Moloch, Ziya jamais desceu ao inferno. É uma cria hibrida, um resto de aborto que se criou sozinho.  Entre o entulho e a areia, aquelas pessoas nao valiam nada. O lixo que reviravam e eles mesmos eram iguais. Ziya, no entanto, era um lixo bonito, e aquilo lhe permitiria mais. Se lembrava da primeira vez que se deu conta disso, a boca ainda sangrava pelo chute que havia levado de outro mendigo. Havia perdido o unico resto de carne, sua barriga roncava. Se afastou até a estrada, onde poderia dormir em paz. Foi entao que um comerciante lhe viu.

Para ela, que nao tinha nada, sua caravana se parecia com um palacio. As cores e tecidos eram de outro mundo, a seda, o cetim e as especiarias vindas de alem do oceano a permitiam vislumbrar um mundo novo. Foi o primeiro de muitos.  Magos, guerreiros, eruditos, humanos, demonios, homens, mulheres, feios ou bonitos, cada um deles trazia uma historia diferente, e um pouco a mais de conhecimento. Aprendia o que lhe ensinavam, mas tambem o que nao era dito. Aprendeu a ler atraves deles.

Sabia o que gostavam de ouvir, como gostavam de ser tocados e como deveria lhes mentir. Uma de suas conclusões finais foi que eram mais precidos do que gostavam de admitir, e seguindo esse principio, ela sabia que estava pronta para o que o outro lhe ofereceu. O crescimento a tornou insuportavelmente bela , e sua vivencia lhe ensinou a lidar com qualquer ser senciente. Nao era mais tempo para depender da admiraçao de estranhos, flutuar pela vida sem preocupações, em um eterna boemia. Aquilo tudo se tornou pequeno. Era chegada a hora de ascender.

Um lorde demoniaco era muito alem de um rei comum. Era quase como ser um deus no inferno, dominando parte ou todo um plano. A magnitude do que o outro propunha era extrema, e tambem seria sua recompensa. Pra que escolher apenas um coisa, quando poderia desfrutar de um parceria permanente?

- Não existe um limite - disse, respondendo a primeira indagação. - Voce tem razão, tudo o que disse abriu os meus olhos. Nada me faria mais feliz do que te conduzir ao topo,  e me assegurar que se mantenha ali. Quero estar ao seu lado quando triunfar, um titulo entre os seus. Alem do patrocinio¹, controle sobre uma de suas legiões ja me parece sublime².

¹ a.k.a salario $$$

² Sugestao: Moloch poderia dar a Ziya, junto do titulo, o poder pra invocar [uma vez ao dia] um demonio subordinado, que funcionaria como um npc aliado.  A aparencia exata, atributos e habilidades do demonio sempre ficariam a cargo do narrador, mas estaria de acordo com o pedido de Ziya [exemplo: Quero invocar alguem com força fisica ou furtivo etc], o demonio seria sempre de nivel igual ao de Ziya, indicando que conforme ela fica mais forte, maior é o poder dela como "aristocrata infernal". Afim de evitar aleatoriedade ela tambem poderia escolher por invocar alguem que ja invocou antes.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Set 09, 2015 1:13 pm

Moloch olhou de canto para Ziya quando esta deu seu preço. Ele sorriu levemente, e continuou caminhando. A mestiça mal se deu conta, que durante aquela conversa, já haviam chegado ao porto, apenas percebeu quando o cheiro da maresia e peixes podres invadiu suas narinas. O mar batia ao longe, bravo como era de costume naquela região. - Hum, quanto às riquezas, não há problema algum, terei o prazer de lhe tornar tão rica quanto conseguir imaginar. Porem, creio que não será possível dar-te controle sobre uma de minhas legiões.

- Um pacto de sangue deve ser feito para se ter tal controle, e o sangue impuro de um mestiço causaria consequências desastrosas. Não desejo que morras por conta de algo tão fútil quanto reles demônios... Mas creio que tenho algo que será ainda mais do seu agrado que uma porção de meus lacaios. Venha comigo, conversaremos melhor em minha embarcação, poderá descansar nela também, se não tiver lugar melhor para passar a noite.

Ziya apenas o seguiu. Não tão satisfeita quanto antes, mas ainda assim interessada em saber do que se tratava a proposta daquele demônio. E principalmente, o que seria de mais agrado a mestiça, que não o controle sobre uma legião de subordinados. Eles foram até o cais e ali, ancorado mais ao fim do porto, estava uma embarcação de tamanho mediano, um pouco envelhecida pela ação do próprio tempo, mas sua arquitetura já indicava que não era um simples cargueiro.

A madeira era num tom mais adamascado que a maioria, e suas bordas e todo convés era adornado por tiras de madeira talhadas com alguns floreios. Na frente, a quilha tinha o formato de uma estátua, uma mulher com as mãos estendidas a frente, como se entregasse algo a alguém. Moloch subiu à embarcação seguido por Ziya. O convés estava vazio, não havia sinal de tripulação, nem sequer de vida ali dentro. Iluminado por duas lamparinas, uma pendurada no mastro principal, e outra ao lado da porta que dava para a sala do capitão e as escadas que levavam para o fundo da embarcação.

Moloch foi direto para a sala do capitão, tirou uma chave velha de seu bolso da capa e abriu as portas, e o que Ziya viu ali dentro a impressionou um pouco. O luxo que não estava presente em lugar algum de Takaras que tenha visitado nos últimos dias, estava todo reunido naquele único cômodo. Cortinas vermelhas adornadas por tiras douradas fechavam as janelas laterais, e 6 lamparinas distribuídas entre o cômodo iluminavam bem a sala dele. Ao centro estava a mesa do capitão, repleta por papeis e mapas espalhados, tinha também um tinteiro com uma pena, uma garrafa de vinho e uma taça. A frente da mesa duas cadeiras comuns de madeira com um estofado vermelho como as cortinas, e nas laterais, além dos diversos adornos, como algumas pinturas e pequenas esculturas, uma espreguiçadeira logo abaixo de uma das janelas com uma mesinha de canto bem a frente.

- Fique a vontade. Aceita uma taça de vinho? Não precisa fingir estar bebendo desta vez, pretendo explicar os últimos detalhes de meu plano, e então deixa-la livre para que tome sua escolha. Mas saiba que, independente da decisão que venhas a tomar, não lhe obrigarei a nada nem lhe farei mal algum. - Ele foi até sua mesa e se sentou em sua cadeira, arrumando então a papelada e guardando alguns dos mapas. - A propósito, desculpe-me pela bagunça, não esperava visitas para esta noite.

Quando Ziya estivesse enfim a vontade, Moloch voltaria a falar, servindo à jovem uma taça de vinho, enquanto ele mesmo enchia a sua novamente. - Deves saber que Takaras não vive somente à sombra do rei Hellger e sua sombra tirana. Existem vários outros grupos de seres das mais diversas raças que detêm um pouco de poder e influencia dentro do reino. Isso é o que mantém o equilibro das coisas nesse reino desregrado, caso contrario, este seria literalmente o inferno na terra.

- Estes grupos, quase sempre comandados por demônios de muito poder e influencia, possuem uma hierarquia dentro deles, quase como se fossem um exercito pessoal, uma máfia, onde o respeito e o medo são palavras de ordem entre os membros.

- Dentre estes muitos grupos, existe um em especial chamado Hexen. Os Hexen, são uma facção muito antiga, uma linhagem de demônios é quem os comanda e estes são tão fortemente unidos, que preferem ser chamados de família do que de uma organização. Os Hexen possuem a família principal, composta pelos demônios puros, que de alguma forma conseguiram subir a ponto de serem considerados parte da família. E existem as famílias secundárias, que são os “peões” da casa, que podem ser tanto demônios ou mestiços, como também de outras raças, desde que jurem lealdade ao lorde da casa.

- Os Hexen são governados por um conselho de 6 Lordes demoníacos, cada um deles cuidando de uma ou mais famílias secundárias. Recentemente houve uma troca entre um destes lordes, mas assim como nas hierarquias do exercito, o antecessor era quem deveria ter assumido o poder. Mas por conta de uma traição, um golpe sujo e desleal, este lorde não assumiu, e um outro agora governa em seu lugar. Um falsário de marca maior, seu poder é oriundo de artefatos mágicos, caso contrario, nem sequer teria o direito de se chamar um lorde.

- O meu objetivo, como já deve imaginar, é tirar o falsário do poder, e tomar o que é meu por direito. Porem, não será uma tarefa fácil. O perigo de entrar no covil das cobras é enorme, e sair vivo dali após uma traição de tal magnitude é um verdadeiro milagre. Contudo, há uma forma de faze-lo sem correr tamanho risco... Assim como o atual governante da casa o fez, eu também me infiltrei entre seus soldados, há espiões meus lá dentro desde antes de ter sido expulso e escorraçado de lá. E as informações que obtive são ótimas para concluir meu intento.

- Seus subordinados estão insatisfeitos com sua liderança, e alguns até cogitam um motim. Muitos deles foram motivados pelo meu súbito “desaparecimento”, que é a historia contada pelo traidor. Já outros, dizem estar insatisfeitos com sua falta de compromisso com as regras da casa. Entre outras palavras. O traidor está cultivando uma bomba relógio bem debaixo de seu nariz. Metade de seus homens já não tem mais a mesma confiança nele que antes, e com tantos espiões e gente insatisfeita, é questão de tempo até que seu trono de mentiras caia por completo. E é aí que nós entraremos.

- Você se infiltrará entre eles, mas não como espiã, mas como sua imediata pessoal. Seu papel será se aproximar diretamente do lorde traidor e conduzi-lo até que possamos, enfim dar o golpe final.

<Desculpe a demora, tome aí 50 exp pelo meu atraso. Essa parte vai ser mais dialogo mesmo, se achar chato, posso pular um pedaço da conversa, mas preferi fazer o dialogo full nesse post, até porque quase toda a ideia da aventura está concentrada aí. Qualquer coisa só falar cmg via Skype e tamo junto. Espero que esteja gostando. ^^ >

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Sex Set 11, 2015 12:53 am

A macula só havia servido para lhe corromper, mas nunca seria o bastante para ser aceita entre eles. Ziya era ambigua de muitas formas, mas essa era a que lhe atingia com maior violencia. O choque de realidade foi visceral. Ainda que Moloch se referisse ao Hexen como uma familia, os hibridos nesta eram como peões. Não era nem mesmo necessario esconder o que ela ja conhecia tão bem. Pela primeira vez em muito tempo Ziya sentiu seu coração apertar, cada parte de seu ser queria arremessar seu corpo contra o do lorde deposto e aniquila-lo, mas aos fracos não era permitido sentir nada.

- Obrigada por me receber. - era como uma esfinge. Se manteve sentada ali, enquanto recolheu a taça oferecida. Agia como num flerte singelo, quase angelical, mesmo que seu interior estivesse repleto de ira. Era um nivel de performance alcansado apenas por aqueles realmente aptos a ganhar a vida com a afeição alheia. Tomou um gole de vinho, afim de tirar o gosto amargo da boca. Desta vez o alcool era realmente necessario: Afogaria o odio com ele. - É muita bondade me dar a chance de recusa. Além de tudo é um cavalheiro. Me desculpe o atrevimento, mas existiria alguma mulher em sua vida? É dificil imaginar que não ...

O fato de estar em um local agradavel ajudava a sublimar o desgosto. Justamente por ser uma mequetrefe, o superfulo lhe trazia grande prazer. A embarcação era muito diferente da que havia pego, clandestinamente, até Takaras. Viagem que lhe fez perder seu numero reduzido de bens. A sala do capitão era como ter um comodo extenso e confortavel em pleno oceano. Um do tipo que nao estava acostumada a frequentar.

Uma das revelações que se seguiram, no entanto,  a fez verdadeiramente feliz. O trono foi tomado por alguem que nao o merecia, dependente de artefatos especiais para reclamar o titulo de lorde. Foi então que a pequena paria formou um plano macabro. Era possivel burlar o direito por sangue.

O homem a ser derrotado era mais semelhante a ela do que o que havia requisitado por seus serviços. No entanto, aquilo nao garantiu qualquer tipo de simpatia, mas ganancia. O que ela propria poderia fazer com os artefatos em questão? Reclamaria o trono para sí? O homem queria Moloch morto, e a reciproca era verdadeira. Se realizasse os desejos de ambos, ninguem a impediria, não com as vestes de um Deus.

- De certo alguem tão magnanimo como o senhor não pensaria em um truque tão baixo ... mas se a roupa faz o homem, tudo do que voce precisa é de alguem que possa despi-lo  - despejava aquelas palavras com uma graça lasciva - No momento em que voce se revelar, aqueles que acreditam em seu desaparecimento se voltarão contra ele, e boa parte daqueles que estão insatisfeitos irão aproveitar  a oportunidade. Tudo o que precisamos é do momento certo ... e é uma honra poder torna-lo propicio.

O impostor assegurava sua posição por meio de mentiras, mentiras essas que Moloch poderia destruir. Tudo o que o lorde precisava fazer era se revelar. Porém, Ziya teria certeza de tornar o momento mais inoportuno possivel. Talvez pudesse fazer com que os servos que ainda creem que ele esteja vivo, o vejam como covarde. Semearia o odio a Moloch primeiro, escondida atrás do disfarce de imediata, fingindo ser tudo parte de sua atuação.

"Logo, quando os seis Lordes Demoniacos de Hexen banquetearem, uma cadeira estará reservada para mim."

[To completamente apaixonda pela minha aventura :3]

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Set 15, 2015 1:20 pm

A primeira pergunta de Ziya pareceu atingir Moloch mais intensamente. O lorde pela primeira vez ficou sem ação, mesmo que por poucos segundos apenas enquanto remoía uma resposta em sua mente. - Há alguns anos tive o desprazer de ser enganado pela luz deste mundo. Eu não diria que foi um amor verdadeiro, acredito que seres como eu sejam incapazes de sentir algo assim. Mas houve momentos em que eu parava para refletir e percebia que já não era mais a mesma coisa quando não estava ao seu lado... Mas isso é passado, e como dizem as más línguas, quem vive de passado é museu.

Ele encheu novamente sua taça, e depois foi até uma das cadeiras a frente de sua própria mesa. O demônio parecia um pouco cansado, talvez meio tonto devido a ação do álcool, ou talvez fosse só impressão. Ele se sentou a frente de Ziya, puxando sua cadeira para próximo dela. - Correto. Vejo que compreendeu muito bem a sutileza da situação. E fico muito satisfeito que esteja ao meu lado. Contudo, devo lhe alertar que não será fácil faze-lo. Ele ainda tem pessoas leais lá dentro, e não são poucos. Caso contrario um ataque direto já teria dado conta de... - Três batidas na porta interromperam o demônio. Ele estreitou os olhos, fez uma carranca mais séria, mais assustadora, coisa que Ziya ainda não o tinha visto fazer, e por pouco não acreditou que este estivesse mesmo com raiva por ter sido interrompido. - Com licença, minha cara.

Ao abrir a porta um ser se apresentou, Ziya pode ver o momento exato em que este pegou a mão direita de Moloch e a beijou, ao mesmo tempo que fazia uma reverencia exagerada, como uma realeza. - Lorde Moloch, desculpe estar interrompendo em algo, mas trago noticias da casa dos Hexen.

- Entre... Ziya. Este é Dagran, meu fiel escudeiro, e também um dos poucos que sabem de minha volta à Lodoss. Ele está infiltrado na casa dos Hexen desde minha partida, e agora está me ajudando a retomar o que é meu por direito.

- S-Senhor... Ela é uma...

- Calado! Ela é essencial para nosso plano. A além disso, é uma dama, independente de sua raça ou linhagem sanguínea. Não deixarei que haja como o porco do Gaap, não em minha frente. - Apesar da bronca que estava dando, ele não alterou a voz, manteve-se no mesmo tom o tempo inteiro, apenas mais rígido do que antes.

- S-Sinto muito, senhor. Peço perdão, senhorita.

- Prossiga com as informações, creio que como parte de nossa aliança, Ziya também deva saber o que está prestes a me contar.

- Claro, milorde. A casa de Gaap e a de Leraje pretendem organizar um baile na próxima lua. Seu objetivo principal ainda é um mistério, mas ele pretende, também, recrutar novos peões para sua casa durante este baile.

- Gaap tem chamado muitos novos peões nesses últimos meses. Vampiros, mestiços, e até ferais e orcs estão sob sua garra obscura. Mas porque chamar Leraje para um baile como este?

- Acha que ele poderia...

- Estar tramando contra a vida de Leraje? Não duvido... Conhecendo-o como eu conheço. Um ataque direto contra os outros 5 seria suicídio. Ele tem algo mais, uma carta debaixo da manga, um truque sujo e ardiloso, assim como aquele que tramou contra mim. Ele pode não ser tão poderoso quanto um abissal de verdade, mas ainda assim é tão sujo e asqueroso quanto.

- O que pretende fazer, milorde?

Moloch colocou sua mão sob o queixo e se pôs a pensar. Após alguns segundos, ele andou novamente até sua mesa, olhou dentro das gavetas e dali tirou um saco de moedas. - Quero que leve nossa donzela e que cuide bem dela.

-  Você irá para este baile amanhã, Ziya, e lá você fará o primeiro contato com Gaap, e os Hexen. Você precisa se aproximar dele, e aos poucos, ganhar sua confiança. Entende a importância dessa noite para nós?
- Ele jogou o saco de moedas no espreguiçadeira ao lado da mestiça. - Compre um belo vestido para esta noite, fique a vontade para usar as dependências de Dagran, creio que aqui não seja o local adequado para uma dama. La você terá mais conforto e poderá desfrutar de melhores condições. Por enquanto isso é tudo, caso tenha algo mais a acrescentar.

- Será um prazer ajuda-lo, meu senhor. - Caso Ziya não tivesse mais nenhuma duvida sobre o assunto, Dagran prontamente a levaria até sua casa em Takaras. Ficava um pouco mais distante do porto fantasma, quase no centro do Takaras. A casa era grande, apesar de não ser tão suntuosa como uma mansão, era um pouco velha e mal cuidada. Dagran não disse nada durante o caminho, a não ser o claro que Ziya quisesse fazer alguma pergunta, e este a responderia sem olha-la nos olhos. Em sua casa, ele a deixou livre para se banhar e vestir, assim como serviu um jantar para a jovem mestiça e deixou um quarto separado para ela.

<Dagran - Considere que ele está exatamente como na imagem, com exceção de uma capa com gorro no mesmo tom que as roupas. Voce pode escolher segui-lo, ou não. Só coloquei ali as ações caso você o seguisse para dar continuidade à narração. Mas caso não queira ir com ele, vai ter que explicar pros dois o porque. hehe>

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Ter Set 29, 2015 8:52 pm

Moloch, ainda que arrancado de sua posição, mantinha servos fieis. Nao era atoa. Possuia uma qualidade rara para qualquer demonio: Um coração. Ja amou antes, e um pouco de gentileza a quem esta acostumado com o inferno era implacavel. Tal capacidade empatica poderia torna-lo um lider melhor, mas ao mesmo tempo lhe trazia uma certa vunerabilidade . Estava apto a perdoar Ziya por engana-lo, e ainda assim lhe deu um novo voto de confiança.

Esteve tao atenta ao seu olhar, enquanto ele falava sobre uma paixao do passado, quanto ao resto do plano. Felizmente, havia um motivo pelo qual Gaap ainda nao havia perdido seu trono, a lealdade que parte de seus suditos lhes prestava era vital para manter o impasse. Logo o escudeiro de seu contratante se manifestou, mostrando a Ziya que Moloch ainda era bem respeitado. O subordinado expressou um desprezo tipico pela meio-demonio, um que o demonio Gaap supostamente tambem compartilhava.

Ele logo foi podado, para o deleite de Ziya. O que Dagran sentia, afinal, nao era de qualquer importancia. O ex-lorde por fim terminou, dando-lhe um saco de dinheiro para que ela pudesse escolher um novo vestido para o baile. De face avermelhada, ela ja o olhava intensamente, como se quisesse toca-lo. De fato, sentia uma certa excitação, mas ela surgia com a ajuda do dinheiro, e pela adrenalina do perigo em que estava se metendo.

- Se é o que deseja, Gaap e eu seremos como unha e carne. -  se levantou, e em forma de um cortejo, lhe ofereceu a mao para que ele a beijasse. Tal gesto foi feito sem pretensões, mas sabia que para Dagran aquilo pareceria o maior dos desrespeitos. Daria um leve suspiro quando Moloch a beijasse - Mal posso esperar para ve-lo novamente, meu lorde.

A caminhada pelo porto foi um tanto silenciosa. Dagran cumpria a tarefa a contragosto, e nao se importava em disfarçar. Aquilo na verdade a animou, uma vez que ele seria obrigado a engolir o orgulho de demonio puro. Nao lhe perguntou nada e nem sequer lhe dirigiu a palavra, até que avistou o estabelecimento de um fabricante de vestidos, proximo do centro. [Permissao da narradora concedida pelo skype pra adiantar o jogo]

- Ordens do chefe - ela riu, correndo para dentro do lugar. Aproveitou a privacidade para contar as moedas roubadas da taverna [colocadas no saco de moedas e nas roupas intimas], e tambem a quantia dada por Moloch. Experimentou um numero significativo de peças, terminando por escolher um vestido negro, de um material estrangeiro, que deslizava pelo corpo. Embora proporcionasse uma sensação gostosa quando tocado, e mostrasse uma porçao generosa das pernas, ele era de melhor qualidade que o vestido usado por Ziya até entao, e garantia tambem uma resistencia superior. Seguiu por fim ao balcao, para ver seu preço e pagar por ele. Caso julgasse o valor justo, levaria a peça, e entao seguiria Dagran até sua casa. O agradeceu pela comida e entao foi se deitar. Por ter uma mente muito ativa, maquinou por boa parte da noite, antes que enfim pegasse no sono.


Notas:


¹
Aparencia:
Cheongsam
LvL 2
Vestido de tecido especial, de otima qualidade. É muito confortavel, seu corte nao restringe os movimentos. Na região do torso, oferece proteçao de armadura leve de nivel equivalente.
Preço: A cargo da narradora

²Caso seja possivel a compra de um acessorio para acompanhar o vestido, escolheria um adorno para o cabelo, uma de suas extremidades teria um enfeite, simbolizando uma peonia negra, a outra seria afiada o bastante para servir como um punhal improvisado. Seria uma opção mais discreta para substituir suas armas no baile, em caso de emergencia.
Preço: A cargo da narradora

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Out 12, 2015 11:19 pm

Dragran não protestou quando Ziya foi comprar seu vestido, aproveitou a cena para também conseguir um acessório, não era da melhor qualidade, mas serviria para o que ela desejava. O dinheiro que Moloch lhe dera fora o suficiente para comprar o vestido, tendo que desembolsar algumas de suas moedas para comprar o acessório, nada muito caro, apenas um enfeite singelo.

A noite passou devagar, o silencio da casa quase inabitada só era maculado pelo uivo dos ventos do lado de fora de sua janela. O quarto era bonito, de certa elegância, mas mal cuidado assim como toda a casa. Ziya permaneceu pensando em suas escolhas, o que faria, como faria para conseguir a confiança de um demônio que era tão mestre em enganar quanto ela própria. Seria difícil, talvez não conseguisse. Uma leve pontada de medo surgiu em seu coração com a ideia. Apesar da recompensa que a aguardava ao final daquilo tudo, a punição para sua falha era ainda pior, qualquer mínimo erro poderia significar sua morte.

As horas passaram e o sono venceu sua mente, que ainda fervilhava de ideias, lhe trazendo sonhos esquisitos. Sonhos onde demônios grotescos faziam sala em um baile de horrores. Dois grandes seres a observavam de longe e ela se sentia oprimida naquele ambiente. Era apenas seu subconsciente reagindo à enxurrada de informações que recebera. No dia seguinte, acordou tarde, quando desceu o café da manha lhe esperava, mas somente o alimento, Dagran não estava presente. Ziya sequer o viu pela casa quando acordou, talvez estivesse fora. O dia fora mais curto, passou rápido, corrido. A hora do baile era chegada, e no momento exato, Ziya ouvia o estalo da porta, era seu anfitrião retornando.

- Está chegando a hora, espero que esteja pronta, irei conduzi-la ao baile.

Dagran esperou até que Ziya estivesse pronta, então a conduziu pela noite de Takaras. O céu permanecia cinzento como sempre, por trás das nuvens amaldiçoadas a luz pálida e fraca de uma lua cheia transpassava e o silencio predominava nas ruas. O local do baile era um pouco distante, na zona mais afastada do centro, uma espécie de área mais nobre de Takaras, onde apenas mansões suntuosas e sombrias se erguiam. Uma movimentação mais incomum podia ser vista naquela área, alguns grupos isolados perambulavam, a maioria na mesma direção, indo para uma mansão que ficava mais ao fim daquela rua.

Ao chegar, a cena foi no mínimo impactante, era como estar num enorme teatro, só que sem os bancos. O salão era retangular, o chão de pedra branca já manchada pelo tempo e as paredes acinzentadas. Havia janelas em ambas as paredes laterais, todas feitas em madeira escura e adornadas com cortinas vinho. Quatro grandes pilares sustentavam o teto que deveria chegar aos seus 12 metros de altura, e nas paredes, pouco acima das janelas, sacadas estavam dispostas para os que desejavam assistir ao baile de camarote.

A quantidade de seres que se encontravam ali era de impressionar, mas a maioria aparentavam ser demônios e meio demônios, mas vez ou outra era possível ver representantes de outras raças como vampiros, humanos, e até mesmo orcs e meio ferais. Nas sacadas, assim como nos teatros, era reservado para a elite. – Ve aquele ali, na ultima sacada? – Dagran quebrou seu voto de silencio pessoal, ao mesmo tempo que apontava para um ser em particular numa das sacadas. Ele tinha sua pele muito semelhante a de um humano normal, porem sua face era um tanto deformada, até a mesmo a pele tinha uma aparência diferente, como se estivesse endurecida e muito pálida, era como se ele fosse uma estátua de mármore com vida. Sua cabeleira e barba eram brancas como neve e um grupo de chifres cresciam em sua cabeça de forma simétrica.

– Aquele é Lorde Gaap, o senhor da 3° casa dos Hexen. Aquela ao seu lado é Leraje, a senhora da 5° casa. Leraje é uma succubus poderosa, ela existe há quase duas centenas de anos neste mundo. Quanto ao Gaap? É um demônio, ou meio-demônio, não se sabe até hoje sua verdadeira origem. Sabe-se que este surgiu de uma das castas inferiores, um peão, e ascendeu ao poder com o golpe que dera, demonstrando um grande poder oculto e persuasão aos demais lordes.

- Ele foi aceito após ter supostamente derrotado Moloch, mas tudo não passara de uma farsa... Bem, não vou dar detalhes sórdidos aqui, as paredes têm ouvidos... Apenas de um jeito de se aproximar de Gaap, mas tome cuidado com Leraje, ela não é flor que se cheire. Ela já matou muitos por simplesmente olharem torto para ela.

- Deixarei-a livre, se precisar de mim, me procure pelo salão, perto das escadas. – E ele se dirigiu para o canto do salão, onde um lance de escadas ocultos por um dos pilares revelava como se chegar até as sacadas. Obviamente, havia gente de guarda para que seres indesejados não subissem. No salão, os convidados conversavam, em grupos separados e amuados pelos cantos, deixando assim o centro do salão vazio. Comida era servida o tempo inteiro, e bebida também. Todo o clima ali era muito diferente de qualquer lugar que a mestiça já frequentou em sua vida. Havia um ar de respeito, uma certa classe, que mesmo entre as criaturas amaldiçoadas de Takaras coexistia a sua maneira. Era hora de Ziya começar a entrar na festa e pensar em como fazer para chegar a sacada de Gaap e Leraje.

<Desculpe o pequeno atraso, pode adicionar 50 exp à sua ficha, e também 150 Lodias.>
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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Ter Out 13, 2015 8:01 pm

Quando acordou, ainda se sentia estranha. Apenas deitada na tina coberta por agua, ela havia conseguido se livrar da tensão. Esticou a perna, apoiando-a sobre a beirada da banheira. Observando o proprio corpo, pôde decifrar o motivo pelo qual o pesadelo lhe perturbava. O motivo pelo qual tinha medo da morte, o mesmo que lhe dava valor. Era por soberba que se apegava ao fato de estar viva?

Ainda que a vaidade fosse sua condutora, não poderia deixar que ela a cegasse. Do que adiantava existir, se não pudesse correr os riscos necessarios? Não importava que a casca fosse agradavel, se começasse a se perder nela.

Se cobriu por um tecido comum, presente no banheiro para se enxugar, e então atravessou o corredor até o quarto, colocando o vestido que comprou. Ele a vestia de forma bem mais favoravel que o anterior, enfatizando suas formas. Não fosse o gelado e a sensação escorregaria da parte inferior, teria a sensação de nao estar usando nada. Prendeu o cabelo com o enfeite. Olhava satisfeita para o reflexo, vitoriosa em sua pequena auto-analise da manhã. A conclusão era clara: Seu corpo a serviria, e nao ela a ele.

Quando Dagran e Ziya terminaram sua caminhada, no entanto, não pôde deixar de se sentir como no sonho. Por mais que lutasse para se manter consciente, era como ser arrastada por torrentes muito mais fortes do que ela propria. O excesso foi fatal. Era embriagada pelo luxo, tendo que se forçar para prestar atenção no que quer que fosse dito por aquele que a acompanhava.

Ainda embasbacada, olhou para o camarote apontado. Colocando os olhos naqueles que estavam ali. Como num devaneio, era como se ambas as suas facetas tomassem forma. Gaap prosperava pelos mesmos meios, ja Leraje era como uma representação de seu interior doentio. Ziya foi tragada de volta para a terra, com a menção de que o primeiro talvez fosse um hibrido. Despertou pouco a pouco enquanto Dagran lhe contava, na historia de Gaap, exatamente o que ela planejava fazer: O destino lhe dava uma oportunidade para repeti-lo.

Nao estava mais lidando com bebados ou viajantes, e sim com aqueles que haviam cumprido suas respectivas jornadas. Não poderia enfrenta-los sem ser por trapaça, portanto, era obrigatorio que essa fosse bem tecida.

Seu foco logo passou a ser a mulher. Bem diferente da ideia que Ziya tinha de uma succubus, mas ainda assim, era a epitome de um demonio. Ao invés de agir como uma cortesã, ela mais se assemelhava à personificação daquela voz que todos os filhos do abismo provavelmente tinham dentro de sí. Brutalizava por pouco, se entregando aos seus acessos de ira. Aquilo, na verdade, não era tão mal.

Continuou a lançar olhares para ela. Logo, se tornaria dificil de nao perceber que estava sendo encarada. Embora frequentes, os olhares eram respeitosos. Sua gula era escondida, vestida por uma mascara de admiração. Não esperava que aquilo servisse para lhe entregar o ouro, no entanto, nao precisava realmente usar as escadas. O objetivo primario nao era arrumar uma forma de, fisicamente, subir até la. Mas criar uma conexão entre aqueles ali em cima. Cruzando o salao com o demonio, quando passasse proxima da sacada em que ela estivesse, Ziya usaria a informação dada por Dagran, nao para evita-la, mas para açoitar a fera.

- Não acredito que voce disse essas coisas horriveis sobre Leraje! Ela é magnifica ... - disse em tom excessivamente alto, como quem parecia estar chocada. De fato, uma emoção forte era melhor do que uma impressão minima, ainda que tal fagulha fosse direcionada a outra pessoa.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Out 24, 2015 7:40 pm

Todo aquele luxo era realmente de impressionar, mentes mais fracas teriam sucumbido aos prazeres daquela festa e teriam caído nas garras dos seus anfitriões, se tornando meras marionetes nas mãos dos mais poderosos, mas Ziya era bem mais que isso, mesmo que menosprezada por conta de sua mescla de sangue, tinha muito mais malícia e cérebro que muitos dali. Sua beleza não era sua única arma, longe disso, beleza muitos tinham, e talvez nem mesmo isso era valorizado num lar de aberrações como aquele. Mas a esperteza com que a mestiça tecera seus planos, a sutileza com que seguia em frente, e mesmo que o medo batesse em sua porta avido para traga-la, a jovem resistiu ao mesmo como uma rocha resiste à tempestade.

- Mas o que? – A aparência do homem era praticamente humana, com exceção de duas peculiaridades que o denunciavam como sendo um fruto das trevas de Takaras. O rapaz em si era esguio, seu corpo atlético e trajava roupas bem comportadas e com os cabelos bem arrumados. Seu rosto era bem bonito e parecia ser um estar na casa ainda dos 20-25 anos. Mas algumas duas características bem marcantes o denunciavam. Seus olhos eram de uma cor púrpura bem singular e envoltos por olheiras profundas, e ao mesmo tempo de seus lábios escuros brotavam caninos bem afiados. Era um vampiro.

- Do que está falando? Bebeu vinho demais, é?

O vampiro arqueou uma sobrancelha observando-a de perto, enquanto que uma taça cheia de um liquido vermelho repousava em sua mão. Liquido esse que não parecia com vinho, era mais espesso, e o cheiro característico não deixava duvidas de sua procedência. Sangue fresco.

- Saia do meu caminho antes que resolva eu mesmo te tirar daqui... E a propósito, não dou a mínima às suas preferências, muito menos a esta raça suja que subiu dos infernos para cá. – E ali estava a chance que Ziya precisava, um insulto direto aos demônios sendo proferido bem dentro de sua casa. A mestiça não sabia se controlava seu riso, ou se ficava espantada por tamanha burrice vista numa só pessoa.

<+50 exp pelo meu atraso.>

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Seg Out 26, 2015 7:52 pm

Dagran acabou não sendo aquele posto em foco, mas haviam lhe dado muito mais para trabalhar. No momento em que o vampiro se enroscou com ela, seria arrebatado. Finalmente, deixou com que sua essencia fluísse, se arrastando por uma area maior. Logo, a desconfiança sentida por alguns seres seria substituida por encanto. A atração, no entanto, nao se resumia a uma paixonite, e era muito diferente dos sentimentos tidos como amor. Era esmagadora,  e jamais receberia esse nome. Tomava toda a atenção do envolvido, como se levado à força, a outro patamar de entedimento. O desprendia de qualquer outro apego mundano. Somente Ziya importava para aqueles tomados de Musa do Inferno.  Como se tudo que fosse importante ou vital para o envolvido, fosse na verdade apenas uma expressão do "todo" que é a demonio. Ja não poderiam lhe negar coisa alguma.

A realidade, no entanto, nao poderia ser mais diferente. Ela jamais seria a sintese de tudo o que era essencial para se manter vivo. Pelo contrario, era exatamente como um fruto colorido, que enxarcava de veneno o faminto que a mordesse. No entanto, sabia que suas cores demoravam um certo tempo até que fossem fortificadas. Precisava que o fel em seu intimo se instalasse em cada ser na area delimitada. Tentava usar esse tempo com sabedoria, fazendo que os que se encontrassem ali ja fossem embarcando no contexto desejado.

O homem à sua frente confraternizava com quem tinha desprezo. Se tratava de um gigolo ou mercenario? Pra ela as duas coisas eram a mesma. Obviamente, a semelhança entre as funções era mais uma coisa que teriam em comum, não era a razão pela qual não o respeitava. Embora não tivesse qualquer preferencia, alem da por riqueza, ela nutria um desgosto especial por vampiros arrogantes. Clamavam não serem mais vivos, mas usufruiam da maior parte dos prazeres de vivente. Não sabiam o que era de fato estar morto, coisa essa que Ziya temeu por parte consideravel de sua vida. Nenhuma das vezes em que estava para definhar, pensou na morte de forma tão agradavel: estar bem vestida e embebida de calices de sangue. Talvez hoje pudesse apresenta-lo a o que de fato temia.

- Mesmo? Por que não me conta mais do que realmente acha sobre os Lordes de Hexen, mamador de sangue? - riu enquanto aguardava que o resto de energia corrupta terminasse por se instalar. Ainda que ele proprio não fosse afetado, aqueles a sua volta iriam. Se as paredes realmente tinham ouvidos, agora seria impossivel não escutar. Esperava para submergi-lo em um contexto bem mais brutal do que aquele da taverna. Como devoto ou como herege, estaria agora em um mundo onde só Ziya era sagrada.

[O pedido para que diga o que pensa sobre os Lordes de Hexen é especifico ao vampiro, portanto os outros sobre o efeito de Musa não serão incubidos de responder o mesmo, apenas sendo afetados pelas sensações descritas no post.]

Musa do Inferno - Ativa

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Nome:  Musa do Inferno
Nível: 1
Descrição: Ziya pode aumentar seu aspecto sobrenatural em forma de um poderoso fascínio. A atração se torna paralisante de tão linda; o rude se torna horrivelmente demoníaco.
Efeitos:  Este poder influencia a emoção de outras pessoas, fazendo delas seus servos. Devido ao que estes indivíduos vêm como verdade e devoção duradoura, eles atendem a todos os desejos de Ziya. Musa do Inferno inspira um respeito universal, devoção , medo (ou todas estas emoções ao mesmo tempo) sobre os afetados. O fraco briga para obedecer todos os seus caprichos e até mesmo os mais corajosos descobrem que é praticamente impossível negá-la. Deixar a área de efeito quebra o fascínio. Contudo, as pessoas afetadas se lembrarão de como se sentiram na presença da meio-demonio. Isso poderá influenciar positivamente a reação dos afetados , caso eles voltem a encontrar Ziya. Entretanto, aqueles com uma alta resistência, sendo a Energia do alvo maior que a Energia da conjuradora, não serão afetados pela habilidade
Custos: 32% de SP
Duração: 2 turnos + 1 turno pra cada rank de Energia de diferença entre alvo e a usuária, sendo o máximo 4 em seu nível atual.
Tempo de Conjuração: 1 turno para ativar
Alcance: Um raio de 5 metros a partir da personagem
Área de Efeito: 5m

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Nov 03, 2015 10:33 pm

Ziya não sabia ao certo o quanto aquele vampiro cairia em sua lábia, mas o fato de já ter difamado os demônios em sua própria casa talvez fosse o suficiente para arrancar alguns olhares indiscretos de um ou dois presentes. O resto? Bem, o resto ficaria por conta de sua habilidade. Sim, sua marca registrada, a marca demoníaca que corrompia e enegrecia a alma de quem quer que fosse afetado. Não que a mestiça fosse capaz de corromper por si um indivíduo, esse privilegio, infelizmente, estava reservado aos da casta maior, mas sua habilidade já era mais do que suficiente para fazer com que os próprios indivíduos se corrompessem por si só.

Assim como imaginava, o vampiro não fora afetado por sua habilidade, seja pelo fato de ser um morto vivo, ou por algum fator desconhecido de sua raça, mas seja como for, esse não era seu intento. Mas até mesmo uma pequena brecha em seu poder de persuasão acabou por se mostrar um mar de rosas, pois aquele vampiro não era o único no salão. Outros estavam a espreita, talvez seus amigos, afinal, vampiros eram conhecidos por se organizarem em grupos ou famílias, não era de se esperar menos de um vampiro da elite de Takaras.

- Ora essa, me poupe, fedelha de sangue sujo. Saia da minha frente antes que me aborreça. E aproveite e leve essa corja abissal com você, estão empesteando o lugar. – Ele franziu o nariz como se tivesse sentido um cheiro ruim no ar, e depois se virou, apenas para ter a surpresa de não encontrar seus colegas vampiros, mas sim um demônio lhe encarando com um olhar homicida.

- Quem está chamando de corja abissal, chupador de sangue? – O demônio foi na intenção de segurar pela gola da camisa, mas o vampiro largou a taça imediatamente, e com um movimento que mais pareceu um borrão de tão rápido, segurou a mão do demônio antes que o tocasse de fato enquanto que a outra foi para trás da capa. Talvez uma luta? Talvez, mas a coisa ali era bem mais séria que na taverna. Ali naquele lugar, onde todos, ou a grande maioria, eram da elite carmesim da cidade amaldiçoada, uma briga poderia tomar proporções bem maiores que simplesmente algumas mesas e cadeiras quebradas. Poderia significar até mesmo o fim de uma família ou grupo por completo. E as coisas não pararam por aí, a falha em sua habilidade de não afetar o vampiro também se estendeu a seus companheiros, e assim que estes viram o demônio já se uniram atrás deste para defende-lo. Mas o demônio também não estava sozinho, pois logo mais três seres abissais estavam do outro lado para defender sua raça das ofensas proferidas.

- Haha, se a carapuça lhe serviu, não há nada que eu possa fazer, não é mesmo? Mas se prefere lutar aqui, em pleno baile dos Hexen, não hesitarei em lhe enfrentar.

- Maldito morcego, irei lhe mostrar quem é a corja aqui... – E parecia que a rivalidade, mesmo escondida sob aquela capa de refinamento que fora imposta no baile, veio a tona. Mesmo contra a vontade de seus senhores. Misturar tantas raças num só lugar já era algo complicado, quando estes tinham rivalidades entre si então isso se tornava ainda mais perigoso, era como ter um barril de pólvora ao lado de uma fogueira, pronto para estourar a qualquer momento. Ou naquele caso, pronto para que alguém apagasse o fogo até a ultima faísca se extinguir...

Sim, a segunda opção, a mais improvável aconteceu. Quando o demônio se preparava para esmurrar o rosto do vampiro, ele parou. Seu olhar pareceu se perder no vazio de algum lugar distante, mas não só o dele, todos os envolvidos. Ou a maioria. Alguns ainda resistiam, ou tentavam, mas faziam caretas no processo. Ziya sentiu por trás de si uma presença poderosa, algo monstruosamente perigoso. Era como ter a sensação de que algo estava prestes a apunhala-la a qualquer momento. Um calafrio intenso percorreu sua espinha quando ela se virou e viu ali, bem a sua frente ninguém menos que Leraje. Ela estava com um sorriso no rosto, sádica, como uma Súcubo seria, mas seus olhos brilhavam num vermelho intenso.

- Meus queridos, por que tanta violência? Estamos aqui para nos reunirmos e acabarmos com estas diferenças, não é este o intuito deste belíssimo baile promovido por mim e pelo Lorde Gaap?

- Por gentileza, peço que meça com cuidado suas palavras, Cassius. Não vou tolerar que ofenda meus convidados novamente. E você, Gholus. Já não lhe disse para ser mais paciente? Espero não ter que repetir isto novamente.

- S-Sim, mestra.

- Aaaahhhgggg... Certo... – O vampiro, apesar de tentar resistir, teve com concordar. Era muito poderosa, seja qual fosse a habilidade que usava, até mesmo Ziya podia sentir aquela corrente. Era como se o ar entre eles ficasse mais espesso e pesado, e uma corrente elétrica passava pelo corpo da garota. Mas diferente dos demais, ela podia se mover, mesmo que com certa dificuldade. Talvez Leraje não a quisesse como alvo, ou talvez não fosse isso, quem sabe. Quando os olhos da Súcubo pararam de brilhar, todos pareceram relaxar seus corpos, como se estivessem com todos os seus músculos tensionados e de repente soltassem e descansassem. Um ultimo olhar foi trocado entre eles até que então os dois grupos se separaram.

- E você, minha jovem. Vejo que gosta de chamar a atenção, não é? Mas aprecio a forma como defendeu-nos, é deste tipo de lealdade que gostamos, principalmente daqueles como você. – Uma víbora. Ela era capaz de elogiar e ao mesmo tempo menosprezar em um único período. Uma verdadeira cobra vil e calculista, e não era atoa que ela ocupava o posto de uma das cabeças da família Hexen.

<Novamente eu atrasei. Ç.Ç +50 EXP pra você pelo atraso. e +150 pela ótima interpretação até o momento.>

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Ter Nov 10, 2015 2:48 pm

Se regojizou ao ver que mesmo que o vampiro fosse imune, se tornou tão seu quanto os demais. Era dito que aquela raça ruim nao morria jamais. Quiça seculos mais antigo do que ela mesma, não era surpreendente que fosse habilidoso o bastante em magia para que pudesse blindar sua influencia. Porém, não a superava em malandragem. O quanto mais se vive, mais orgulhoso tende a se tornar, e isso serviria a demonio. Os demais ja não poderiam ignorar sua arrogancia, e talvez fosse o momento em que ele encontrasse a verdadeira morte.

Mas não era a hora. De sopetão, Ziya teve todos arrancados de suas garras. Um mal muito mais poderoso dissipou sua aura, e então, ja não poderia mais fazer como quisesse. Fosse seu paraíso inebriante, ou as desavenças proferidas, nada daquilo poderia se sustentar. Leraje era como um felino maior, forçando-a a notar que aquelas ratazanas eram apenas dela. Ziya, por sua vez, se lançava em um desafio velado: Se lhe arrancavam seus brinquedos, procuraria um maior. Ainda que seu intuito inicial fosse atraí-la, o contexto só lhe permitia pensar alem. Se aquele era o poder de um lorde, como poderia fazer com que ela se ajoelhasse?

A mulher não parecia ser como Moloch. Mas, se fosse impossivel abusar de um coração humano, a aposta seria no orgulho inumano, tão caracterisco dos puros. Não tomou como vitoria apenas traze-la para perto. Ziya não aceitava qualquer limite, e se dependesse da mesma, buscaria os pontos fracos da sucubo, para criar a mesma conexão entre ambas.

- É muita bondade sua, Lady Leraje, mas nunca passou pela minha cabeça chamar a atenção neste baile. Desde que cheguei a Takaras, todo homem que conheci me fala sobre a senhora ... mas nunca imaginei que um dia pudesse te ver de tão perto. Não lhe fizeram juz!

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Nov 18, 2015 10:09 pm

Leraje apenas observou Ziya, ela a analisava com seu olhar incisivo e sempre com aquele sorriso malicioso no rosto. Era difícil dizer ao certo se estava gostando ou apenas fingindo interesse, mas de uma coisa Ziya podia ter certeza, havia conquistado a atenção da súcubo, não poderia perder a chance em bajula-la um pouco. – huhuhu. Agradeço seus elogios, mas creio que não tenho muito tempo, devo voltar a presença de nosso anfitrião. Contudo, gostei muito de sua atitude, porque não aproveita a festa? Pode ser que algo bom lhe aconteça, quem sabe... – E sem nem pensar duas vezes, a mulher já saía em direção as escadas novamente. Seu caminhar provocante tirava a atenção de muitos, e aos poucos ela viu a figura esguia da demônio sumir subindo a pequena escada. Mas o mistério permanecera na mente da mestiça, o que será que ela queria dizer com “pode ser que algo bom lhe aconteça”?

Independente disso, após aquele pequeno incidente que quase acabara a numa briga, o baile continuou sem maiores acontecimentos. Vez ou outra  o grupo que tocava a musica mudava para algo mais festivo, e alguns até arriscavam dançar em meio ao salão. Nem mesmo parecia que Ziya estava em meio a tantas aberrações numa única sala. O comportamento daqueles seres ia muito além de simplesmente matar e destruir, como a maioria dizia, eles eram seres inteligentes, poderosos e com muita influencia. E como tal, portavam-se como a elite de qualquer outra cidade. É como dizem as más línguas. Manda quem pode, e obedece quem tem juízo. Porque sujar as mãos quando você pode mandar que alguém o faça por você? E aos poucos Ziya foi percebendo que era assim que funcionava, não só em ali com os Hexen, mas em toda Takaras havia esse mesmo esquema de hierarquia.

Havia aqueles que se importavam somente com poder e força bruta, mas havia também aqueles que comandavam com astucia por trás dos bastidores. Orquestrando como um maestro de um concerto aquela horda desordenada, fazendo com que mesmo sendo diferentes, agissem em certa “Harmonia”.

As horas se passaram, e tudo que Ziya podia fazer naquele momento era aproveitar. Não que fosse ruim, mas aquilo não a levava onde queria, que era a sacada onde os doi lordes descansavam e bebiam a vontade. Mas em dado momento, um ser se aproximou da jovem mestiça. Tinha pouco mais de 2 metros de altura, era tão magro quanto um graveto e usava trajes a rigor como se fosse um mordomo. – Senhorita. Lady Leraje deseja vê-la, queira fazer o favor de me acompanhar.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Sab Nov 21, 2015 1:43 am

Enquanto Leraje cruzava o salão. Ziya não pôde deixar de notar suas semelhanças. Precisava saber onde elas terminavam. Teria a outra aprendido a maneira e o tom certo com um amante? Ou era esse apenas um dom nato? Muitas vezes, Ziya havia se mostrado tão mais amarga do que aqueles seguindo a propria natureza. Sua ligação com o abismo era bem mais branda, e ainda assim não a desafiava. Era cruel não apenas porque o destino havia lhe incumbido, mas por propria escolha. Encarava a maldade como retribuição a um mundo que nada merecia alem de sacanagem e mesquinhez.

Não estranhava o quanto todas aquelas criaturas se assemelhavam aos humanos, uma vez que estes nunca a viram como algo alem de uma aberração de capa bonita,  deles não esperava nada de bom. Desta forma, só notava nas demais criaturas um pouco menos de hipocrisia. Ainda que não esperasse que os mesmos fossem incapazes de faltar com a verdade. Ela inclusa, eram todos monstros, afinal.

Ainda assim, tomou como verdade o que a anfitriã lhe disse. Uma vez que era estranho imaginar que um lorde prometeria algo em vão. Aguardava que as coisas boas viessem e decidiu aproveitar a festa o quanto pudesse. Poderia dedicar mais tempo para pensar quando estivesse rica, velha e morimbunda, se enchendo do vinho que parecia sempre lhe acompanhar. Enquanto se entregava a musica, ja buscava Dagran no meio da multidão. Talvez pudesse perturba-lo um pouco, tirando-o pra dançar. O atrevimento, com uma peste meio-humana. Ja se entretia por antecipação, quando foi interrompida por um homem que mais lhe lembrava uma arvore seca e retorcida. Quando ele terminou de falar, ela apenas concordou com a cabeça, sorriu e o acompanhou.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Dez 02, 2015 1:01 pm

Seria aquele o momento em que as palavras de Leraje se fariam verdade? Seria agora que a mestiça daria inicio à sua ascensão na elite demoníaca de Takaras? O homem seguia a passos lentos atravessando o salão indo em direção às escadas. Nesse meio tempo alguns a observavam, e para os olhos afiados da jovem que era especialista em decifrar os sentimentos, pode perceber no rosto de muitos deles o que estavam sentindo naquele momento. Inveja, raiva, desprezo, duvida, um misto de sensações, cada uma delas sendo expressada de formas diferentes pelos que fitavam Ziya.

Durante toda a festa, desde que chegara, até o momento em que fora abordada pelo serviçal, Ziya não viu mais Dagran em lugar algum do salão. Com exceção daquele único momento, quando estava prestes a subir as escadas, ela deu uma ultima olhada para o lado e o viu ali, encarando-a de frente, mas diferente de todos os outros, a expressão que ele carregava era de satisfação, e a ultima coisa que Ziya viu dele antes de ser levada até a presença dos lordes foi um sorriso de canto se formando no rosto do demônio.

O caminho por onde ela ia era um tanto claustrofóbico, as escadas deveriam ter menos de um metro de cumprimento, os degraus eram pequenos e curtos, um passo em falso poderia significar uma viagem somente de volta para o inicio das escadas. Era também pouco iluminado, na verdade, a única iluminação das escadas eram as que vinham do salão abaixo e do corredor em cima.


Já na parte de cima a coisa mudava completamente de figura. Era como estar num lugar completamente diferente. O corredor que se revelava era exuberante, o piso era feito de pedras maciças de granito formando um xadrez, onde a pedra escura era de tom marrom e a mais clara era de um tom creme quase branco. As paredes eram todas talhadas com formas abstratas e imagens de criaturas ou pessoas. O teto abobadado seguia até o fim do corredor, dando numa porta, que pela distancia e posição, estava alinhada com a parede do grande salão onde ocorria a festa.

Do lado esquerdo do corredor eram as entradas para as galerias, separados por uma cortina cor de vinho, estavam os demônios de mais alto escalão, como Leraje e Gaap. E do lado direito havia portais que levavam a uma espécie de área externa. Uma grande varanda que ladeava toda aquela lateral. Diferente das galerias internas, não havia cortinas ou portas fechando a varanda externa, o que permitia uma ampla iluminação externa, além das tochas dispostas a cada pilar de sustentação que faziam o restante do trabalho de iluminar todo o corredor.

- Por aqui...

Ele levou a jovem pelo corredor até a ultima das cortinas, próximo da porta que dava para a próxima das salas. Ele abriu as cortinas e deu espaço para que Ziya passasse a frente com uma pose bem extravagante, como um bom mordomo faria, até mesmo para seu tamanho e porte físico exageradamente estranhos.

- Com licença, senhores. Eis vossa convidada da noite.

- Obrigada, Cassio. - Disse a demonia se virando já com um sorriso no rosto. Gaap permaneceu sério a todo instante, nem sequer disse uma palavra, apenas observando a tudo com bastante calma e silencio. A galeria em si era maior do que o esperado, a impressão que se tinha ao olhar debaixo era bastante defasada em relação à realidade. O espaço era amplo, bem decorado, era um circulo onde poderiam entrar facilmente meia dúzia de pessoas. No centro havia uma mesa redonda onde repousavam as taças e alguns aperitivos, e a volta de toda a mesa, mas paredes e muretas da galeria havia um banco inteiriço em forma de “C” que servia apara acomodar os convidados.

- Entre jovem, pode se sentar conosco. Cassio! Traga uma bebida para nossa convidada.

- Sim, minha senhora. O que gostaria de beber, senhorita? - E assim que Ziya respondesse, o mesmo sairia para ir buscar, mas de forma impressionante, não se passaria nem mesmo cinco minutos antes que já estivesse de volta com seu pedido.

- Deve estar imaginando porque eu lhe chamei aqui, não é muito comum termos mestiços como convidados particulares, porem você me despertou certo interesse.

- Esta é a garota que disse ter um poder interessante? Pois não vejo o que uma mestiça poderia ter de especial a ponto de me trazer algum interesse.

- Não seja tão mesquinho, Gaap. Ela não é uma simples mestiça, ela tem potencial, acho que poderia usa-la de alguma forma.

- Você acha? Bem. Você não perderia tempo me trazendo alguém que não valesse a pena, vou confiar em seu julgamento. Então, mestiça. Como se chama? - Dava para notar nas palavras de Gaap seu desprezo pela raça de Ziya, mas era algo tão explicito, tão forte, que até mesmo seu semblante mudou ao se dirigir diretamente à jovem. Ele parecia mais irritado, impaciente. Sua voz saiu mais ríspida que antes, como se desse uma ordem direta e não estivesse fazendo só uma pergunta. O espaço para a resposta foi curta, pois logo ele emendou com outra, e mais outra.

- Diga-me. O que fez para que Lady Leraje a trouxesse aqui? Tens algum tipo de habilidade que seja assim tão especial? És daqui de Takaras? E sobre seu parentesco, quem é o demônio, seu pai ou sua mãe? Tens algum irmão ou parente mais próximo vivo? Seus pais ainda vivem? - Chegava a ser constrangedor a forma como o lorde falava, depois de tantas perguntas, ele ainda assim parecia não confiar plenamente em Ziya, como se desconfiasse de suas respostas e as achasse falsas talvez. E se por um lado Gaap parecia estar aborrecido com aquela situação toda, Leraje estava se deliciando em seu vinho de sangue, enquanto observava com certo deleite ao interrogatório.

<Desculpe o atraso. Ç.Ç +50 exp pra voce, sua fofa.>

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Abudak Zhalur em Ter Dez 15, 2015 6:53 pm



Negócios Ilegais - #1

Não havia palavras que descrevessem melhor a taberna do que confusa, agitada e perigosa. Abudak dava seus primeiros passos no interior do estabelecimento quando um homem foi lançado por sobre uma das mesas, cercado por meia dúzia de goblins que quebraram várias garrafas em sua cabeça. A sequecência de golpes o deixou tão atordoado que nem mesmo pode evitar de ter suas moedas, vestimentas e até mesmo umas simples faca roubada pelo grupo. Aos olhos do orc, era como se todo aquele lugar fosse uma víbora mortal, que se incomodada poderia reagir da pior maneira possível.
Evitando qualquer contato direto com os clientes, aproximou-se do balcão onde sentou-se e ergueu uma das mãos sinalizando para Hork, o taberneiro, se aproximar. O som da madeira rangendo sob o grande peso da criatura, causava um certo desconforto, como se a qualquer instante as frágeis pernas da banqueta fossem se partir. Ignorando isso, Zhalur apenas aguardava ser atendido. Acreditava sinceramente que Hork era o melhor contato ali presente, possivelmente o mais confiável, para se conseguir um trabalho rápido e de preferência bem remunerado.

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por Ziya em Qui Mar 24, 2016 5:49 am

Se sentiu abençoada. Era como se as escadas do salão a levassem a um novo patamar da existencia. Uma transcendencia de fato, mas material. Jamais alcansaria o céu. Mas se não podia ser tocada pela luz ou pelas forças celestes, subir aquelas escadas e se sentar com a nata do abismo era um bom substituto.

Cassio se curvou, permitindo que ela e Leraje passassem. Era o primeiro a se curvar ... mas não deveria ser o ultimo. Ao passar pelas cortinas e se encontrar com Gaap, pôde perceber o seu desdém. Ja havia sido avisada sobre isso, mas não era o suficiente para desencoraja-la. Ziya era uma opositora nata, e ele não a impediria de saborear o momento. Afinal, por mais que ele lhe parecesse enojado ... ela ja estava alí.

Se o salão era atordoante, aquela sacada era ainda mais. Por mais fantasiosa que a riqueza excessiva fosse, tinha em mente que se fizesse direito, essa seria sua realidade. Deu uma ultima olhada para o andar de baixo, deixando de lado a musica e a dança. A distração não pode durar para quem nasceu sem nada. Estar pronto é uma necessidade.

- Ja tenho tomado vinho demais ... Uma taça de Hidromel seria bom. - disse sem pensar duas vezes. Ainda que matar não fosse um recurso estranho para Ziya, ela era parte humana, e beber qualquer coisa com sangue de homem ainda lhe parecia repulsivo.

Mal colocou os dedos no calice até que Gaap despejasse uma enxurada de perguntas.

- Meu nome é Ziya. Não conheci meus pais, e esse nome me foi dado por um mercante ... não é uma historia muito bonita, mas é a verdade. Sobre minhas habilidades ... um bardo tentou me ensinar a tocar uma vez, eu nao sou muito boa nisso, sabe? Mas, modestia à parte, seguro uma nota como ninguem¹

- O que me traz aqui? Bom ... conhece Dagran? - de certo ele conhecia. Brincadeiras à parte, agora começava o jogo. O demonio citado era intimo de Moloch, sendo assim, poderia atrair o interesse de Gaap. Alem disso, Dagran tambem tinha um desprezo explicito pelos hibridos, um envolvimento com Ziya só iria colocar um tempero a mais na declaração que estaria por vir. Começava agora a verdadeira mostra de suas habilidades.

¹Referencia aos Sibilos

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Re: Taberna do Cão Salgado

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Abr 05, 2016 8:30 am

A primeira impressão que Ziya tinha de Gaap era tão negativa quanto a aura suja e sombria daquele lugar. Mas isso não a intimidou a continuar com seu jogo, ela era experiente nisso, sabia que se recuasse, só daria a ele mais motivos ainda para humilha-la e isso certamente seria sua ruína. Mas como toda boa jogadora, ela estava disposta a usar todas as suas cartas para vencer.

- Hum, Dagran... Sim, eu o conheço. Um de meus melhores servos, muito leal e extremamente útil e habilidoso.

No momento que Gaap tocou no assunto sobre Leraje, Ziya pode perceber que a demônio perdeu seu sorriso. Ela lançou um olhar rápido a Gaap, mas que não durou mais que dois segundos, logo voltando sua atenção novamente à mestiça. Ela prestou bastante atenção em suas respostas, e ao contrario de Gaap, parecia sequer se importar com o fato da jovem não ter sangue puro, ou sequer conhecer seus pais. Já o lorde demoníaco parecia exatamente o contrario. A cada resposta dada, sua expressão se moldava ainda mais numa expressão de nojo e revolta, era como se sentisse raiva da garota por ser quem era.

- Ora essa, como se não fosse suficiente ser uma mestiça, sequer conhece seus pais? Huh. Não fosse uma recomendação de Leraje eu já a teria jogado desta marquise.

- Ora, Gaap. Acalme-se. Não seja tão duro com a pequena. Ela tem um poder muito interessante, e que pode lhe ser muito útil. huhuhuhu

- Hummmmm... Muito bem. Continue, quero saber mais sobre você, Ziya. Conte-me um pouco de sua historia. – Diferente de antes, Gaap pareceu relaxar um pouco, era como se tivesse sido convencido de que Ziya realmente valia a pena. Se era só um truque, ou se era verdade isso era impossível saber. Gaap colocou suas mãos sobre a mesa e na sua mão esquerda a mestiça viu um anel, uma joia bela, com uma pedra negra e oval incrustada. Por algum motivo, ela se sentia atraída a olhar para a pedra, como se a desejasse, e contando ela ou não sua historia, Gaap e Leraje a ouviriam sem dizer uma palavra.

[Pode interpretar normalmente, mas de certa forma, vc sente um desejo, mesmo que ainda seja bem fraco de olhar para a pedra, como se a desejasse. +50 exp pelo atraso.]

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