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Centro de Takaras

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Centro de Takaras

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 1:47 pm


O centro da cidade de Takaras não é diferente do resto dela: obscuro e sombrio, lar de diversos seres malignos e criaturas variadas. Apesar de tudo o lugar não é absurdamente perigoso, a não ser que você incomode alguém. Orcs, trolls, necromantes, demônios, ghols e sacerdotes das trevas são comuns, mas também é fácil encontrar anões, humanos, goblins e até elfos. Corrompidos ou não, os habitantes e visitantes costumam ser sociáveis — algumas vezes até demais.

Neste centro existem diversas casas e algumas lojas de especiarias. Algumas vezes acontecem brigas um tanto feias, mas os corvos, abutres e estranhas criaturas necrófagas contribuem para livrar-se dos corpos em decomposição. O ar é pesado, talvez devido à cidade ser de fato amaldiçoada e jamais receber a luz do dia, estando coberta por grossas camadas de nuvens negras o tempo inteiro. No céu apenas a lua é vista, também nascida da maldição e iluminando fracamente todo este lugar. Certas pessoas ousam dizer que na verdade aquela lua é uma magia, um olho gigantesco que vê tudo para o rei de Takaras. Talvez seja verdade, uma vez que ele jamais é visto em público e mesmo assim governa aquelas terras.

Aqui também existe uma área onde os criminosos são julgados e mortos. Corpos enforcados ficam suspensos por semanas até que as aves carniceiras façam seu trabalho. Em um lugar daqueles, é difícil pensar o que leva alguém a ser enforcado.

Cuidado por onde anda. Muitos becos e vielas abrigam criaturas sem-teto, ou que apenas preferem o ar livre para se abrigar.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:22 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Ter Maio 20, 2014 7:02 pm

Silmeria vestia seu capuz, cobrindo os cabelos... Os olhos verdes varriam o ambiente ao redor. Takaras era um lugar estranho e misterioso. Uma cidade em que a noite reinava, era difícil saber em que hora do dia estavam, já que a lua brilhava no céu. “O olho do Rei de Takaras, hm...” pensou.

Silmeria andava pelas ruas com os olhos atentos, indo de um lado para o outro. Takaras nunca teve uma fama muito boa, mesmo para as pessoas que residiam lá e, Silmeria, sendo alguém de fora, imaginava que deveria andar com o dobro de cautela. Tentava prestar atenção em movimentações suspeitas e, especialmente, se estava sendo seguida desde que saiu do templo.

Ter um companheiro era um pouco reconfortante naquelas terras... Não sabia se Julius era realmente leal, mas sendo eles aliados imaginava que ele a ajudaria... A não ser que a vida dele estivesse em risco ao menos. Antes de chegar no destino, Silmeria olhou de soslaio para Julius e analisou as feições dele, tentando captar algum sentimento.

-
... Silmeria é meu nome.

A mestiça murmurou sem fitá-lo, de modo que Julius ouviria. Imaginava que não havia razões para esconder seu nome, ou ao menos assim esperava, além do mais, depois do que aconteceu na mansão Julius merecia uma parte de sua confiança.

-
Ei... – murmurou e diminuiu os passos, agora o olhar de Silmeria transbordava curiosidade – Eu pensei que você tinha outros planos, mas você pareceu querer aceitar o trabalho... – e o olhar dela, um pouco estreito, se fixou no dele como se ela estivesse tentando ler sua mente - Por que? Tem realmente algo que você queira?

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Seg Maio 26, 2014 11:17 am


A saída fo templo foi uma surpresa: não havia mais ninguém os observando. Por todo percurso que fizeram para sair da floresta foi agradável até chegarem na mesma bifurcação onde deixaram Camila. Julius pensou na possibilidade de encontrá-la em Takaras mas achou que ela estivesse longe.

A área verde aos poucos deu lugar ao cinza e marrom da cidade mais movimentada depois de Hilydrus. seria exatamente igual se não fosse pelo tipo de gente que a frequentasse. Haviam barracas nas calçadas e um cheiro forte de comida das tavernas, já era quase meio dia e a barriga dos dois ja roncava. Julius estava ocupado observando as ruas e lojas quando ouviu a voz de Alice dizendo seu verdadeiro nome: Silméria.

Apenas abriu um sorriso e deixou que ela continuasse com as perguntas, imaginou que aquela seria feita, uma vez que o trato dos dois era apenas seguirem juntos até o templo.

- Pensei em não aceitar, mas ao falar em dinheiro mudei de ideia, vou precisar de uma grana, além de aproveitar ao máximo o que este corpo pode me proporcionar. - E olhou para ela sem sorrir, continuando. - Suponho que também esteja com fome, vamos até uma taberna e almoçamos, duas cabeças pensam melhor que uma, mas de estômago vazio nem dez  funcionam.  Entraram na taberna e sentaram nos fundos sem chamar muita atenção e pediu ao taberneiro dois guisados, carne, pães e vinho.

As primeiras colheiradas com vontade e então colocou vinho em ambas taças e tomou um gole demorado.

- Como disse meus objetivos, sua vez de falar dos seus, Silmeria. -sorriu de canto e tomou mais um gole olhando-a.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qui Maio 29, 2014 1:39 am

Para o alivio de ambos, aquelas coisas pareciam não estar perseguindo eles. Ao menos não por enquanto... Mas não ficaria muito tranquila por um longo tempo.

Silmeria ouviu a resposta de Julius e a expressão no rosto dela continuava carregada de certa curiosidade... De fato, fazia todo o sentido de que ele precisaria de dinheiro para recomeçar a vida dele, mas ele podia conseguir isso de modo mais lento e seguro se quisesse. A meia-elfa sempre foi um pouco paranoica e não confiava com facilidade e, por um instante, se perguntou se Julius não tramava algo contra ela afinal... Por segurança, era melhor ficar de olho nele, ao menos por um tempo.

Quando ele questionou sobre a fome da mestiça, ela apenas assentiu e o acompanhou para a taberna. Começou a comer devagar, preferindo sentir o sabor da comida ao invés de apenas encher seu estomago. Naquele ambiente, a mestiça optou por falar baixo, não queria que ouvidos alheios bisbilhotassem sua conversa.

-
Você não disse seus objetivos de verdade, só “ganhar dinheiro” e “aproveitar o que este corpo pode me proporcionar” são coisas bem vagas. Pergunto-me o que você quer tanto aproveitar... – e abriu um sorriso um pouco malicioso – Eu sou um pouco como você, quero dinheiro, mas... – e o sorriso se esvaiu um pouco, dando lugar a uma expressão mais séria.

A mestiça se calou por alguns instantes, desviando o olhar e deixando sua expressão carregar um pouco da amargura que escondia em seu coração. Lembrou-se de sua família e das coisas que haviam acontecido... Lembrou-se de como sua família por parte de mãe sempre lhe dirigia palavras duras por causa de seu sangue "impuro". E eles não eram os únicos, várias pessoas viam mestiços como seres inferiores, independente da raça. O olhar de Silmeria se voltou para Julius, contendo certo receio. Apenas naquele instante, se pegou ponderando se ele também era como os outros e, essa seria a hora para descobrir.

-
Acho que posso dizer que o que eu mais quero é fama e poder. Para você isso deve soar estúpido e infantil, talvez até mesmo patético, mas... – e o olhar da mestiça adquiriu um brilho - Eu quero mostrar que mesmo aqueles que não tem o que muitos chamam de “sangue puro” podem brilhar neste mundo. – e ela voltou a sorrir, dessa vez de modo mais infantil, com um leve tom de deboche - Idiota não é?

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Seg Jun 16, 2014 8:31 am

- Não para alguém que não viveu do jeito que queria. Viveu para suprir as necessidades de outra.

Julius respondeu depressa e olho fixo em Silmeria com copo perto da boca sem tomar. Isso passava confiança, assim como o tom de sua voz rápido e serio. - Mesmo assim - Continuou minuto depois -, pelo visto as coisas também não foram boas para você, como não é para ninguém. Muitas das criaturas que aqui estão ou já estão no poder estão provando isso a si mesmos e a seus descendentes. Alguns tem orgulho, outros não. Isso você decide no final ao ver onde chegou.

Percebeu o sorriso malicioso de Silmeria e o retribuiu por último, relaxando a postura e voltou a comer. A comida estava boa e logo acabaram. Julius não perguntou mais nada para Silméria talvez por achar que ela pensaria em seu passado uma vez cutucado.

Quando terminaram, Julius pagou ao garçom e sairam da taberna rua a fora e deram de cara com uma rua bem movimentada. Agora bem alimentados, precisavam terminar o serviço. Andaram por quase meia hora vasculhando onde poderiam encontrar a tal taberna, quando viram uma placa de madeira na esquina com seu nome. Julius claramente suspirou aliviado e se aproximaram da taverna Diabo Verde. Não era tão cheia e convidativa como as outras, mas tinha seus fregueses fiéis. De porte médio, abrigava varias mesas dispostas em lugares específicos com um grande balcão com prateleiras de vidro atrás com várias garrafas. Aos fundos havia uma escada para quartos e uma cozinha que conseguiam ver um pedaço que tinha um saco de batatas e as costas de um cozinheiro que corria de um lado para o outro.

- Posso ajudá-los em alguma coisa? Uma bebida ou almoço? Sou Arnold à disposição.

Uma criatura esguia marrom. De olhos esverdeados, um meio demonio. De feição bonita de cabelos avermelhados e um sorriso que exibia dentes pontiagudos e brancos. Sua pele lembrava a de um meio demônio dragão, porém mais fina por se parecer com um humano. Usava uma calça negra e blusa branca enrolada até os cotovelos e um decote em V q mostrava o corpo definido. Deu uma boa olhada em Silmeria e ergueu uma das sobrancelhas.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Dom Jun 22, 2014 4:46 pm

Silmeria apenas assentiu com as palavras de Julius e ficou mais curiosa sobre o passado dele. Se perguntou o que ele era afinal, imaginava que aquele não era seu corpo original, mas... Teria ele passado toda sua existência com aquela velha? De qualquer modo, teria que deixar sua curiosidade para depois.

Logo a dupla terminou de comer e se retirou da taberna e Silmeria voltou a observar ao redor, atenta com qualquer perseguidor. A busca pela taberna Diabo Verde não foi tão rápida quanto a mestiça esperava, levaram meia hora para chegar até lá e adentraram no local. Parecia uma taberna um pouco obscura, talvez perfeita para que o templo mantivesse contato de modo discreto. Olhou de cima a baixo para aquele que havia acabado de se apresentar e, por alguns instantes pareceu confusa, afinal, esperava uma criatura... Não necessariamente horrenda, mas ao menos bizarra.

-
Ah... – piscou e afastou a expressão confusa, olhando brevemente ao redor e falando baixo em seguida para evitar ouvidos curiosos - Viemos a serviço do templo. – e aguardou uma reação, olhando nos olhos verdes do meio demônio. Imaginava se o nome da taberna tinha algo a ver com aqueles olhos e aquele era o dono do local - Podemos conversar? Gostaria de saber o que você sabe sobre o roubo.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Qui Jun 26, 2014 2:17 pm

Sua expressão endureceu e ele não olhou em volta, já sabia que tipo eram as criaturas que estavam ali e o que podia ser dito ou não. Sua atenção estava direta para os olhos dos dois como se pudesse- através deles, ver suas almas e saber o que pensam. Julius sentiu-se incomodado com aquilo mas não disse nada, seu corpo se enrijeceu mostrando isso e ele mordeu a mandíbula, mas o que os dois não sabiam, apenas desconfiavam, era verdade; talvez esse era um dos motivos por ter pouca gente em sua taberna, ele sabia quem entrava ali. Sem dizer uma palavra a mais voltou-se para a cozinha.

- Charles, pode vir aqui um momento, sim? - Pediu o demônio, observando um humanoide grande e forte, há um passo de tornar-se corpulento se não parasse de beber, se aproximar do balcão e acenar para todos com a cabeça, também parando para observar Silmeria. Julius se irritou nesta vez e pigarreou com a garganta, dando uma olhada demorada e impaciente para os dois. Arnold deu um muxoxo e voltou-se para Charles.

- Cuide para mim da estalagem que vou conversar com eles em meu escritório, ok?

Charles viu nos olhos de Arnold que era algo importante quando seus olhos se encontraram e aquiesceu, trocando de lugar. Arnold conduziu Silméria e Julius para as escadas sob o olhar serio de charles. Na parte de cima ficavam apenas quatro portas, uma em cada direção e nenhuma perto da outra. Uma delas era um banheiro e as outras três eram os quartos dos dois e o escritorio, que era o mais afastado e mais perto de um dos quartos, possivelmente o de Arnold.

Quand ele abriu a porta viram um mundo diferente. A primeira coisa que notaram foi um cheiro suave de conhaque. Havia uma estante media preenchida com livros, uma janela atras da mesa com vista para a rua, um cabideiro com um chapéu e um sobretudo acomodados e duas poltronas vem de frente para a que estava atras da mesa, todas bem conservadas e macias num tom vinho. Tudo do mais simples, porém em otimo estado. Estátuas estranhas estavam postas em cima da mesa e algumas papeladas, tinteiro e penas com alguns livros empilhados ao lado.

Arnold fechou a porta atrás de si e pediu que os dois se sentassem e fez o mesmo em seguida. Deu um suspiro cansado.

- Acho que não preciso ensinar os padres a reza, mas preciso dar algumas informações. Se já souberem, basta interromper, não ligo. Devem conhecer o que é sabbath. É uma reuniao que certo grupo faz para invocar uma criatura antiga ou fortalecer o grupo com a força de tal Deus. Para isso eles precisam de certoa objetos e seres antes da data do encontro.

- Um deste está para acontecer em dois dias e eu tenho algo que eles precisam, porém já me foi tirado há três dias. Não posso largar minha taverna e ir atrás porque guardo coisas ainda mais valiosas que essa então por isso pedi auxilio ao templo que tanto ajudo.

- Meu palpite é que eles vão usar o corpo de alguém para trazer um de seus Deuses de volta à vida. Não sei se conhecem esta magia de transporte de alma para um corpo mais jovem. Pode-se viver séculos assim, mas não sei como já que veem muitos entes queridos morrer.

Na hora Julius desviou o olhar para fora e seu corpo se enrijeceu. Ele fez que não com a cabeça, fingindo não saber mesmo que Arnold não acreditasse. Ele estava incrédulo com tamanha coincidência. Arnold continuou, parecendo não ter notado.

- Eles pegaram um pote antigo que ganhei de um povo muito antigo. Ali dentro há as cinzas de um demônio muito poderoso e um pedaço de seu coração. Tragam-no para mim, pois se ele usar isto conseguirá completar a cerimônia e fortalecer a criatura.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qui Jul 03, 2014 9:45 pm

Silmeria não sentiu a mesma tensão que aqueles dois, ao menos não naquele momento. Se incomodava com o olhar daquela criatura, afinal, detestava a ideia de que alguém pudesse lê-la, saber o que ela pensava ou sentia. Mas, ao menos superficialmente, não podia demonstrar que aquilo a incomodava, então ela apenas continuou a observá-lo, com os olhos firmes.

Observou o homem chamado Charlos se aproximar e o analisou também, por instinto. Silmeria aguardou com paciência até que Julius e ela fossem guiados para outro cômodo... Sempre observadora e precavida, observou bem o trajeto que fizeram até lá assim como os ambientes por onde tiveram que passar. A cada porta que passavam, a mestiça se perguntava o que havia por detrás.

Logo o trio chegou até o destino. Silmeria fungou o ar levemente, sentindo o odor do conhaque... Antes de se sentar, a meia-elfa olhou demoradamente para a sala, buscando a origem daquele cheiro e, também, por algo que lhe falasse sobre a pessoa com quem lidavam... Não viu nada além de livros, algumas estátuas, um chapéu e um sobretudo... Parecia um ambiente sério, voltado para o trabalho e, talvez, algumas pesquisas.

Sentou-se e voltou os olhos para a figura com quem falavam, ouvindo tudo o que ele tinha a dizer antes de se pronunciar. Soltou um breve suspiro ao ouvir Arnold dizer que o ritual seria feito em, provavelmente, dois dias... Não gostava de missões com um tempo limitado. A coincidência sobre o caso era espantosa, de certo modo fez esse tipo de ritual parecer até mesmo algo comum pelas redondezas de Takaras. Silmeria chegou a notar o incomodo de Julius e lançar um breve olhar para ele, mas não disse nada sobre isso e voltou atenção para Arnold.

-
Você tem alguma noticia sobre esse grupo? Onde se reúnem, onde eu posso encontrar alguém de lá, algo do tipo? E, eu... – a voz hesitou, apenas por um instante - Por curiosidade, como foi o roubo? Vocês viram algo? Você disse que tem várias coisas valiosas por aqui, não consigo imaginar que alguém possa roubar algo daqui facilmente... O que eles fizeram?

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Sab Jul 12, 2014 9:28 am

- Este ritual será feito entre as montanhas de Takaras. É fácil chegar por ela se seguirem a rua central daqui até o fim. Lá tem inúmeras pedras onde são amarradas suas vítimas e um caldeirão para criarem suas poções.

- A única notícia que tenho é esta que te passei. E bem....sobre como foi o roubo é simples: magia negra muito antiga. Eu sabia que este ritual estava para acontecer há muito tempo, e também sabia que o que eu tinha era um dos ingredientes mais facil de conseguir. Ao menos era isso que elas pensavam. Numa noite senti uma energia fraca e diferente em minha taberna, quando entrei de e manhã e entrei aqui vi que tinham roubado. teria sido tudo perfeito se não tivessem deixado cinzas e um fio de roupa, que foi fundamental para saber quem eram e quantos eram. Mas passei isso ao templo e estamos tentando descobrir a magia usada e seus derivados.

Arnold abriu um sorriso leve numa tentativa de abrandar a situação. Correu os olhos pelos dois enquanto pensava.

- Notícias chegam a qualquer momento, não vai demorar muito para eles pegarem alguém. Serão três mulheres e crianças. Estas serão cozinhadas vivas enquanto as mulheres terão seus sangues tirados e uma delas servirá de brinquedo para o demonio quando chegar.

- Conto com a ajuda de vocês e se puderem me ajudar será otimo. Aliás, tive conhecimento de uma humana no ritual, não a conheço, mas dizem que é uma senhora idosa muito esperta e habilidosa que tem um livro muito poseroso que pretende mostrar para as bruxas no dia. Diz ela que nele contém coisas que nem ela mesma teria coragem de fazer.

Julius gelou na cadeira novamente. Desta vez ele fechou a cara e olhou para Silméria sem nem disfarçar. Arnold olhou para os dois.

- Perdi alguma coisa?

- Tenho a impressão de que sei de quem fala. Impressionante ela não ter morrido naquele dia. Não tenho certeza, mas se for ela mesma, estamos em serios problemas. - Respondeu Julius em tom seco.

- É otimo saber que conhecem o aliado. Não quero saber muitos detalhes sobre ela, mas caso vocês não a matem, eu mesmo o farei. - Se espreguiçou e levantou, passando as duas mãos nos cabelos.

- Tem mais alguma coisa em que posso ajuda-los neste caso? Se tiver me digam pois daqui até lá seria bom comecarem a viagem no máximo hoje a tarde. Posso lhes dar tudo que precisam desde provisões à armas se necessário.




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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qui Ago 07, 2014 1:02 am

Silmeria apenas olhava para Arnold enquanto as informações lhe eram passadas. Se o local era de tão fácil acesso, se perguntava porque outros não tentariam interferir... Talvez fosse algum grupo grande e perigoso. Ao ouvir sobre a velha e o livro, Silmeria pareceu levemente surpresa e respirou fundo, sentiu o olhar de Julius recair sobre si. A mestiça massageou levemente o pescoço.

Sentiu-se irritada, imaginando que deveria ter tido certeza de que ao menos o livro queimaria naquela mansão, mas as coisas haviam acontecido tão rápido que ela não teve tempo para prestar atenção nisso. Duvidava que ela havia sobrevivido sozinha, mas... Quem diabos havia resgatado ela? Sem a chave, ao menos, talvez ela estivesse presa àquele corpo debilitado.

Se o templo realmente tinha interesse que o ritual não tivesse sucesso, se perguntava porque haviam enviado apenas os dois... Não que não confiasse em suas habilidades, mas parecia arriscado.

-
Ah, provisões seria de grande ajuda. E, já que você ofereceu... – e abriu um leve sorriso, cordial - Se pudesse me fornecer algumas flechas seria bom, mas eu posso arranjá-las caso você não tenha. Armas eu não preciso e você, - fitou o companheiro – precisa de algo, Julius? - aguardou pela resposta de Julius e, depois, voltou sua atenção para Arnold - Ah, mais uma coisa... Esse tal grupo possui muitos membros?

Off: Perdão, mas eu não consegui postar durante a viagem. ._. Acabei fazendo o tópico para avisar meio em cima da hora, espero que você tenha visto. >_<

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Ter Ago 19, 2014 8:19 am

- Tenho uma boa quantia de flechas, pois também as uso. Pegue o quanto achar necessário e desnecessário. - Sua voz era mais seria e sua expressão estava dura. A situação se agravou e de certa forma agradeceu por vir logo duas pessoas que conheciam o mandante.

- Uma espada curta e uma longa. Uma corrente também seria bom. - Disse Julius sem nem gaguejar. O taberneiro ergueu uma sobrancelha e logo sorriu de canto, provavelmente sabia para que servia toda aquela aparelhagem.

- Da última vez que soube eram duzentos seguidores. Talvez este valor tenha dobrado, isso há um dia atrás. Mas não se preocupem, tenho algo na manga. Sigam-me que darei o que pediram.

Acompanhou-os para fora do escritorio e desceu as escadas. Uma vez la embaixo passaram para os fundos da taverna, passando pela cozinha bem-arrumada e incrivelmente limpa. Estranho isso em Takaras. Passaram por uma porta de madeira e deram de cara com um pequeno quintal onde havia uma segunda porta para um quarto médio. Ele acendeu um tipo de luz e abriu a porta. Haviam vários tipos de armas, arcos, flechaa dentro de um baú grande que ele abriu e mostrou para Silméria. A parte das espadas mostrou para Julius e ele escolheu duas, pegando mais duas correntes que achou e guardou dentro do sobretudo. Enquanto pegavam o que precisavam ele trouxe uma poção arroxeada e derramou o liquido por todas as armas, inclusive as flechas.

- Isso passará pela defesa delas e assim que entrar em contato com seus corpos, pegará fogo. Será fácil com isso. Observou a aljava de Silmeria e abriu um sorriso.

- Troco a sua pela minha. E mostrou uma aljava de couro preto com poucos detalhes vermelhos para camuflagem. Era notavelmente antigo, chutando uns duzentos anos para mais.

- Com esta aljava você pode colocar uma quantidade infinita de flechas. Magia pura, vai precisar e é um agradecimento pelo que faz por mim. O mesmo vale pelas espadas, companheiro, são especiais e você verá o por quê em breve. Suas provisões estarão prontas em pouco tempo, sugiro que comam alguma coisa e bebam para repor energias, descansem também. Arnold não lhes ofereceu quartos, mas ofereceu uma mesa na qual as cadeiras eram iguais às de seu escritorio.

Julius agradeceu e voltou para a frente da taberna e sentou em uma mesa afastada ao fundo e suspirou deixando-se cair na cadeira fofa. Passou as mãos no a cabelos e pediu uma cerveja.

- Inacreditável. Não acredito em nada disso ainda, será fácil...Porém desta vez quero ter certeza de que é ela e de que vai morrer. Teremos o caminho para criarmos um plano.



Rlx vi sua mensagem, eu que peço desculpas pela demora. Trabalho tava complicado está semana. Vamo continuar hehe xD

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qui Ago 28, 2014 10:38 pm

Silmeria apenas seguiu Arnold até o local onde poderiam pegar equipamentos. Mesmo que ele fosse um suposto aliado, a meia-elfa manteve o olhar atento e ao redor, como se esperasse estar sendo vigiada por qualquer coisa durante o caminho. A quantidade de pessoas presentes no dito culto parecia preocupante, afinal, se o ritual fosse algo importante era possível que várias pessoas estivessem presentes e isso poderia ser bem problemático... Teriam que pensar em algo discreto para impedir que isso acontecesse e pegar o tal objeto de volta para Arnold.

Olhou ao redor e se surpreendeu com a quantidade de equipamentos que havia ali... Não apenas isso, mas alguns deles eram mágicos! Observou alguns dos equipamentos com curiosidade, embora não tivesse avistado nada que houvesse lhe agradado de verdade. Pareceu desconfiada quando Arnold pediu sua aljava, mas logo ele explicou a razão da troca... Com um leve brilho de admiração no olhar, Silmeria segurou a aljava que lhe foi oferecida e a analisou, agradecendo em seguida. Silmeria pegou uma quantidade razoável de flechas, imaginando que talvez fosse ter que lidar com várias pessoas e... Bem, sua aljava tinha espaço infinito agora. Também, pediu um mapa indicando o local onde teriam que ir... Era sempre bom ter uma ideia do terreno ao redor, já que ela não pertencia a Takaras.

Agora teriam que esperar um pouco pelos provimentos, se alimentar e partir para encontrar esse tal culto. Seguiu Julius e sentou-se de frente para ele.

-
Como será que ela ficou viva depois daquilo...? – falou baixo, fitando Julius - Algum dos amigos dela deve tê-la resgatado e conseguido recuperar o livro... Se muitas pessoas estiverem lá, teremos problemas em lidar com tantos fanáticos. Escute, eu sei que você quer matá-la e como ela me odeia eu também adoraria fazer isso, mas... - e estreitou um pouco os olhos na direção de Julius, demonstrando certa preocupação - Talvez não haja uma boa oportunidade para matá-la e nosso principal objetivo é impedir a cerimonia e recuperar o que foi roubado, o resto nós podemos fazer depois. Se possível, eu não quero ser capturada de novo para cumprir a missão, afinal, fugir de uma velha em uma mansão é mais fácil do que fugir de um grupo fanático, por isso eu quero tentar ser o mais discreta o possível. Eu acho que não preciso falar isso, porque eu confio em você, mas... - e o tom de voz da mestiça, embora carregasse seriedade, possuía uma leve gentileza - Uma coisa de cada vez, tudo bem?
Obs: Não sei se posso descrever quantas flechas peguei, mas... A Silmeria pegaria bastante dentro do que tem disponível. ((: Não sei, tipo umas 50 talvez... Mas depende um pouco de você também, acho.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Dom Out 12, 2014 6:57 pm

Quando Silméria colocou as flechas na aljava, como num passe de mágica, ficou apenas dez à mostra.Quando usasse as outras apareceriam.

— Elas dobram de volume e se tornam infinitas e leves. O mapa está aqui e a localização é esta.

Mapa da ilha

Apontou em um ponto perto das montanha ao lado direito da Vila Solstício. Seria fácil chegar lá em quase três dias se não parassem para descansar, claro.

— Estas armas estão cobertas por uma poção que ultrapassará o campo protetor que elas criaram.

Depois que se distanciaram Julius ouviu Silméria pacientemente e pensou por um tempo enquanto tomava a bebida.

— Minha intenção agora é a mesma que a sua. Se surgir a chance não vou perdê-la, mas não consigo imaginar como ela está. O único palpite é que alguém a ajudou e o livro também, porém não por inteiro, infelizmente devia ser a parte que precisavam.

— Vamos partir o mais rápido que pudermos para não perdermos tempo, teremos tempo para pensar em algo durante o caminho.

Silméria e Julius ficaram na taberna por quase uma hora preparando as outras provisões. Ganharam alimento suficiente para chegar ao destino, com muitas frutas, pães e carnes para não ficar muito pesado para alguma investida. Cantis com água gelada para matarem a sede, e sem muita conversa partiram com mapa em mãos. Não tinha erro, Arnold os informou que se seguissem a rua principal até duas quadras depois dali e virassem à direita, começariam a ver a mata e poderiam pegar o caminho da direita coberto por terra e árvores, era o caminho mais rápido. Julius confiava e desconfiava do homem, afinal poderia estar contra eles também, mas preferiu não dizer nada à silméria para não alarmá-la.


O Sol estava se pondo e o céu estava rosado se olhassem com bastante atenção através daquela cortina esverdeada que acompanha Takaras desde que foi criada. O vento que passava pelos dois era frio deixando claro que a noite não seria muito agradável, sorte que ambos estavam bem agasalhados. De meia em meia hora quando aparecia um novo caminho Julius procurava-o no mapa e achava a direção, mas por duas vezes tiveram que contar com a sorte e seus instintos. Quando a noite estava para cair e a Lua começava a surgir, notaram que ela saía de um grupo gigantesco de montanhas que, ainda para eles, pareciam ser apenas um amontado pequeno de terra. Julius suspirou ao ver um ponto vermelho na montanha e mostrou para Silméria, eram as bruxas começando o ritual, talvez fosse por etapas como eles mesmo viam. Estavam há quase três horas de viagem e a fome começava a abatê-los e o cansaço também. Poderiam caminhar sem perder muito tempo, mas era melhor guardar energia para o que estava por vir, afinal não se sabia como era a floresta e quem poderia estar guardando-a.

Tinham a sensação de que alguma coisa os espiavam desde que entraram naquela floresta. Qualquer ruído os fazia olhar para os lados com os olhos sem demonstrar para o inimigo que tinham o ouvido. Julius sentia o balançar das árvores com o movimento do vento que vinha de todas as direções e muitas vezes pensou em correr e alcançar aquilo tudo mais rápido e acabar, mas sabia que não era a melhor coisa a se fazer e que não daria certo, afinal a vida de Silméria também estava em perigo.

— Quer parar e fazer alguma fogueira para comermos algo e descansar? Descanse que faço o primeiro turno.

Caso ela aceitasse, procurariam um lugar afastado da estrada e começariam a atiçar a fogueira e aprontá-la, esperaria ela comer e descansar para então começar a observar todos os lados com muita atenção, mal respirando. Aquele lugar quanto mais escurecia, mais a presença de criaturas malignas sentia, como se elas fossem apanhá-los em uma armadilha a qualquer momento.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Sex Out 17, 2014 9:43 pm

Silmeria apenas observou Julius ao ouvir as palavras dele, o olhar era levemente descrente e carregava preocupação genuína. Não era como se não acreditasse que ele realmente quis dizer aquilo, parecia honesto, mas... Durante a situação as coisas poderiam acabar mudando, caso visse a velha, o ódio poderia retornar. Mas, ele tinha séculos de vida, não? Talvez não fosse tão impulsivo quanto ela imaginava.

-
Certo... – foi a resposta dela, enquanto fitava a própria bebida para depois bebê-la – Eu acredito.

Terminou de auxiliar os preparos para a viagem que teriam que fazer em silêncio. Na mente da meia-elfa, milhares de possibilidades passavam, teria, também, que ficar de olho em Julius quando as coisas ficassem mais agitadas, especialmente se aquela velha aparecesse diante dele. A dupla optou por alimentos leves para que o peso fosse menor. Ouviu as últimas instruções de Arnold e abriu o mapa, observando o local para onde deveriam seguir.

A viagem ser longa tinha um lado bom, pois ela poderia pensar nas milhares de variáveis que poderiam ter de enfrentar durante os três dias... O lado ruim é que se não descansassem, poderiam acabar chegando até lá exaustos e com a mente debilitada por conta do cansaço. Por alguma razão, aquela missão parecia tão complicada e provavelmente suicida que Silmeria já se sentia exausta e preocupada. Deixou que Julius levasse o mapa e guiasse o caminho e apenas caminhava preocupada, observando ao redor.


“Eu não deveria ter aceito essa missão... Eles terão muito mais pessoas do que nós. E se aquele homem estúpido do templo nos vendeu? Ah deus, eu odeio o sorriso daquele homem do templo. Roubar uma chave parecia fácil, mas impedir um ritual maligno e recuperar um artefato no meio de uma seita estúpida? Onde eu estava com a cabeça?!”

Soltou um suspiro alto e aborrecido enquanto massageava as temporãs levemente. Silmeria agora carregava uma expressão tensa e irritada. Quando Julius chamou sua atenção, ela apenas o encarou e seguiu o olhar dele... A preparação para o ritual já havia começado. Se sentir observada não estava ajudando e apenas deixava a mestiça ainda mais irritada. Sentia vontade de demonstrar que já sabia e, talvez eles viessem tentar apunhalá-los de uma vez.

- Ah. – cessou os passos quando Julius falou novamente, sugerindo uma pausa – Claro...

Silmeria não foi contra acender a fogueira, afinal, já sabiam onde eles estavam. Ela se sentou e comeu uma maçã.
“Talvez seja bom se alguém nos atacar... Poderíamos capturar a pessoa e tirar informações dela para nos infiltr—Oh, merda! A maldita poção vai pegar fogo e incendiar caso entre em contato com o corpo de um inimigo... Deus, eu não acredito que uma vantagem se tornou uma desvantagem... Talvez Julius tenha um modo de capturar alguém sem usar uma das armas, mas... Talvez eu possa usar uma pedra e bater na cabeça do inimigo... Deus, no que estou pensando, seria um desastre se eu caísse na porrada com um inimigo. Nós vamos morrer. Não é possível o templo esteja mandando apenas duas pessoas para algo supostamente tão importante.”

Sentia-se estúpida e quase desesperada. Sentia que não tinham vantagem alguma sobre a situação!

-
É, é melhor que eu descanse... – comentou, baixo - Deus, eu sinto que minha cabeça vai explodir.

E deitou-se no chão. Não queria ficar encostada em uma árvore e acordar acorrentada ou algo do tipo... Seria uma noite ruim e curta, imaginava que seu sono não seria nada relaxante. Silmeria levou a mão até o cabo de sua adaga de modo discreto e deixou a mão ali... Assim, seria mais rápido reagir caso algo ruim acontecesse.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Qui Nov 06, 2014 5:47 am

Julius não se importou de ter o primeiro turno, mas por dentro ficou pensativo, ela sozinha na madrugada poderia ser ruim mesmo ela sabendo se cuidar. A fogueira manteve-se viva pela noite toda e madrugada. Julius quase dormiu duas vezes e não viu nada de estranho a não ser aquela mesma sensação de que estavam sendo vigiados. Seus pensamentos estavam no que estava para acontecer em algumas horas e se perguntava se ambos dariam conta. Não queria pensar que era impossível, mas ao menos trabalho eles dariam.

A noite passou mais e mais e Silmeria acordou de repente. Julius ainda estava de vigília e pela posição da Lua vira que passara da meia noite e ele a deixou dormir mais. Dando uma olhada para ele veria que seus olhos quase se fechavam de tanto cansaço e sono, parecia que estava na mesma posição há horas. Decidindo então trocar o turno, Silmeria pegou seu lugar e Julius o dela. No mesmo instante que ele deitou e cobriu-se no sobretudo, adormeceu profundamente.

Então agora era com ela, a madrugada estava fria e era acostumada com isso e sabia que na floresta isso se intensificava. Aquela sensação de que estavam sendo vigiados era algo persistente e incômodo que dificultava manter-se alerta para outras coisas. Olhando com atenção para a direção das montanhas viu que a luz avermelhada do fogo era alta e movumentava-se com vontade, conseguia até imaginá-las dançando em volta da fogueira continuando seus objetivos enquanto dormiam. Se parassem por pouco tempo paa descansaren no dia seguinte, estariam lá no pôr-do-Sol.

Silmeria notou os primeiros raios do Sol tentarem entrar na floresta, clareou o céu em poucos minutos e uma faixa fina aqueceu o rosto de Julius, que abriu os olhos e focou-se em Silmeria. Abriu um sorriso torto e sentou, espreguiçando e arrumando sua veste.

- Tive um sonho estranho com estas bruxas e não foi nada legal.

Levantou e olhou a fogueira apagada e suspirou, pegando o resto de seus pertences e colocando no ombro. Tirou do saco de provisoes pão e carne e dividiu com Silmeria, pegando uma fruta e água.

- Vamos continuar, talvez dê para chegar lá no fim do dia se nos apressarmos um pouco mais.

Voltaram a andar e a sensação continuava, aquilo na estava se tornando irritante por um lado e por outro acostumavam com ele, tanto que se parasse tinham certeza de que algo estava errado. Seus sentidos tinham acostumado com a situação pois além de estarem alertas para isso, também estavam para outros tipos de sinais, tais como pegadas que agora conseguim detectar algumas logicamente sas bruxas com marcas do pneu de carruagem.

Duas horas se passaram quando awuela sensação se intensificou e sentiram como se alguém fosse aparecer a qualquer minuto, e foi o que aconteceu. De hma das árvores desceu um vulto verde que parou na frente dos dois, era aquele arqueiro que viram la no templo. Aquele mesmo olhos verdes fixaram-se em Silmeria por um tempo e depois foram para Julius.

- Não foi fácil achar vocês, mas agora consegui. O templo me enviou para ajudá-los nas montanhas. Tive que passar por Arnold e ele me contar por cima senao não os alcançaria. - Sua voz era forte e bonita, sua pele era morena o que fazia destacar bem os olhos e dar um aspecto bronzeado, de capa verde, roupa simples marrom e botas, deu um leve aceno e postou-se ao lado de Silmeria.

- Sou Daniel. Vocês já têm um plano? Estamos a poucas horas de la.

- Ainda falamos dele sim, sou Julius. - Não gostou da forma que surgiu e ficou alerta, podia ser uma armadilha. Sabia que o que ele dizia era verdade e o vira no templo daquela vez, mesmo assim permaneceu desconfiado. Apesar de que qualquer ajuda era bem-vinda. Agora eram três para quase trezentos, ao menos com ele e Silmeria poderão ganhar terreno enquanto ele ataca. - Sabe mais alguma coisa sobre as bruxas?

- Sei que uma velha está assumindo tudo, uma velha bem deformada e que o ritual será à meia noite, mas que a partir do meio da noite já fazem a iniciação. Arnold me deu mais duas adagas e alimento, junto com uma aljava muito bacana. Tem mais alguma coisa que eu preciso saber?

Seu olhar caiu sobre Julius que na hora olhou para Silmeria.



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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Seg Nov 10, 2014 5:08 pm

A noite havia sido difícil. As horas de sono não foram longas nem confortáveis. A sensação constante de que estava sendo observada tornava o descanso mais difícil, já que a tensão não abandonava seus músculos.

Entre as piscadas durante a madrugada, Silmeria chegou ao ponto de não conseguir mais dormir, ou melhor, não tem mais coragem para tal. Observiu Julius, aparentemente mais exausto do que ela e optou por trocar de turno. Achou curioso como ele havia conseguido dormir profundamente... Não sabia se aquilo significava que ele confiava tanto assim nela ou se ele não estava, de fato, preocupado com o que aconteceria. Ou, talvez, ele só estivesse exausto a esse ponto.

Manter o foco era difícil... Por mais que ela fosse uma pessoa atenta, sentia certa dificuldade em manter sua concentrando sendo vigiada. Talvez o grupo quisesse, de fato, começar a passar um sentimento paranoico para os dois. Se fosse o caso, estava funcionando. Quando, ao observar a luz avermelhada, se pegou imaginando as bruxas dançando em volta da fogueira a mestiça piscou com força, com medo de estar quase caindo no sono.

O dia seguinte veio e Silmeria não se sentia realmente descansada para a difícil batalha que provavelmente viria.

-
O... que? – piscou, confusa, fitando Julius ao ouvir sobre o tal sonho que ele teve – Ha... Hahaha! Um sonho com bruxas não deve ser legal, a não ser que você tenha algum tipo de fetiche estranho. – ela comentou, achando engraçado o modo como Julius havia falado.

Comeu o pouco que podiam e, mais uma vez, se preparou para continuar a viagem. Viagem que seguiu do mesmo jeito... Incomoda e irritante. E logo, de modo inesperado, o rapaz que haviam visto no templo antes estava diante deles e dizia-se seu novo companheiro. Ele dizia ter passado por Arnold... Aquilo lhe dava um pouco de credibilidade, mas e se ele fosse um espião? E se ele fosse aliado da bruxa e estivesse ali para ter a certeza de que os dois seriam “entregues”? A velha provavelmente queria vingança. Se ele fosse mesmo um traidor, talvez fosse bom tê-lo ali por algum tempo. Perguntava-se se ele havia ocultado o fato das armas terem sido banhadas com um liquido especial propositalmente, já que havia a sensação de estarem sendo vigiados.

-
... Só que nós já lidamos com essa velha antes. Para uma idosa, ela até que é bem forte... Embora eu não saiba como ela está depois do incidente, mas se você diz que ela está deformada, talvez esteja. Mesmo nós não sabemos muito e não, não temos um plano. – abaixou o tom da voz – Também, é difícil fazer um com essa sensação, não acha? – perguntou, se referindo a sensação de estar sendo observada – Mas... Puxa. Você tinha saído logo antes de nós, não é mesmo? Por que o templo levou tanto tempo para te encontrar? Ou você se perdeu tentando nos encontrar? – e abriu um sorriso leve.

Daniel havia saído do Templo assim que eles chegaram lá e receberam a missão. Julius e Silmeria passaram um bom tempo na taberna de Arnold... Por que aquele homem havia levado tanto tempo para encontrá-los? Provavelmente não acreditaria em qualquer coisa que ele dissesse.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Ter Nov 18, 2014 5:40 am

Daniel abriu um sorriso com o cometário de Silmeria e deu uma breve gargalhda e passou a mão na cabeça, recuperando-se da cutucada sobre a sensação de vigia.

- Simplesmente porque meu assunto naquele momento era outro. Quando estava para voltar um dos servos me pegou no meio do caminho e pegou o que eu ia entregar e me deu esta, quando citou sobre os dois me lembrei de você, claro -e piscou, o que Julius claramente não gostou - e vim para cá até chegar em Arnold, precisei provar para ele igual faço para você agora, são tão desconfiados! Heh..

- Não sabia que já tinham conhecido ela quando não estiva deformada, devia ter mesmo sido um pé no saco, mas maior ainda ao terrm esta noticia, não?

- Bom, mas deixando isso tudo de lado, sabemos que precisamos de um plano e tenho certeza que são muitas como Arnold dissera e somos apenas três. Elas têm seu campo de proteção que seria um bom álibi, mas agora que temos estas armas não precisamos nos preocupar, pois agora atravessar uma faca pelo pescoço e coração é fácil. Quando chegarmos lá podemos nos dividir novamente, pois temos dois arqueiros aqui. Um pode ficr num ponta e o outro em outra com ele. O ideal é acertar os principais para deixar os outros sem reação, o que vai gerar fuga ou ataque descontrolado. Então, Julius e eu entramos em ação com as outras armas enquanto você muda de lugar para não te pegarem. Ou simplesmente podemos protegê -lo de cima e um ao outro. O que acham?

- Acho um bom plano para sair do zero. - Deu uma olhada rapida para Silmeria voltando para Daniel. - Sugiro que continuemos o assunto enquanto caminhamos, mas baixo. Tem algo a mais a acrescentar Silmeria?

Agora os dois olhavam para ela e começavam a andar com ela no centro. Julius deixava clara sua postura de que não confiava nele e tinha quase os mesmos pensamentos que a elfa. Mas se fossem confiar nele, precisariam de um plano B só para os dois, mas isso Julius teria de fazer a sós, mas quando? Isso era difícil dizer.



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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qua Nov 26, 2014 10:30 pm

Silmeria apenas ouviu as “explicações” de Daniel e manteve seu olhar estreito e desconfiado. Ficou surpresa e levemente aborrecida quando ele riu de seu comentário, já que não esperava por esse tipo de reação. A piscada e o que parecia ser um flerte que havia recebido a fez arregalar os olhos, um pouco surpresa com a atitude do arqueiro. Não gostava daquele rapaz... Por alguma razão, considerou que ele era uma pessoa difícil de ler. Da primeira vez que se encontraram, lembrava-se que seus olhares se cruzaram por algum tempo, mas não se lembrava de ver luxuria ou sequer interesse nos olhos dele... E Silmeria usava esse tipo de coisa a seu favor, por isso sempre teve certa facilidade em notar quando alguém a olhava com algum tipo de desejo ou ao menos era o que imaginava.

A meia-elfa olhou para Julius e balançou os ombros, como se quisesse dizer que não havia muito que ser feito... Ouviu o plano de Daniel e, bem, com uma pessoa a mais e agora com dois arqueiros no grupo, parecia um plano razoável. Se conseguissem derrubar os “líderes”, poderia ser possível que o ambiente ficasse um pouco caótico... Talvez, se durante a confusão Silmeria conseguisse incendiar algo, os inimigos poderiam pensar que havia um grupo os atacando. Não gostava, porém, da ideia de que Julius entraria em ação sozinho. Dependendo de quantos fossem, seria difícil conseguir lançar flechas o suficiente para protegê-lo... Talvez fosse melhor que Daniel a ajudasse a dar cobertura para ele, mas se Daniel fosse um traidor isso poderia condenar Julius e ela.


“Bem... Ele passou por Harold... E teve as armas encantadas também. Talvez eu deva parar de ser tão paranoica. Mesmo não confiando nele, não é como se tivéssemos muita escolha... Se ele for mesmo um traidor, provavelmente tentarão nos capturar logo ou não teriam enviado ele para se infiltrar... Droga, odeio quando eu tenho que arriscar as coisas confiando em um desconhecido.”

- Parece bom por enquanto. – e a mestiça abriu um leve sorriso – Eu prefiro tentar pegar o que viemos pegar e tentar ir embora, mas... Talvez um combate seja inevitável. De qualquer modo, eu gostaria de ver o lugar mais de perto antes de decidir definitivamente... Mas caso não haja tempo, seguiremos o seu plano.

E a mestiça soltou um leve suspiro. A presença de Daniel não era tão ruim, afinal, dentre os três, ele parecia o mais relaxado. Julius e Silmeria estavam tensos demais e isso estava prejudicando o raciocínio deles, ao menos na visão da mestiça. Ter um terceiro membro ali, claramente mais despreocupado, parecia deixar o clima um pouco mais leve ao menos. Quando continuassem o caminho, Silmeria permaneceria atenta ao ambiente e, agora, lançando um ou outro olhar na direção de Daniel em uma tentativa de captar traços da personalidade do rapaz de acordo com as expressões dele e a postura.

Off: Geralmente não comento as coisas, mas dessa vez preciso. Shao quer me matar. ._. To sentindo.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Sab Nov 29, 2014 9:53 am

(N fala assim, jamais ia querer isso...vamos com calma para n sofrer tanto kkkkkk =x)


Com a decisão de Silmeria continuaram a jornada. Julius não gostava dele também e para os dois era complicado. Como ela mesma pensava ele era o único relaxado e despreocupado até demais. Com as olhadas que dava nele viu que também carregava em sua cintura uma meia espada.

A floresta estava começando a mudar conforme passavam e o dia também, apesar de não ser meio dia o sol estava forte que brotava suor na têmpora. Julius suspirou cansado e tomou um pouco de água. Os animais escondiam quando os via passar, menos os urubus que faziam questão de acompanhar do alto. Já conseguiam ver mais de perto as duas montanhas e na maior e mais larga viam varios pontos coloridos sem conseguir distinguir o que eram.

- Provavelmente eles devem ter armadilhas espalhadas pelo caminho. Se pararmos por pouco tempo e só quando precisar poderemos ter uma visao melhor da montanha e daqueles pontos no fim do dia. - Julius comentou enquanto olhava para as árvores e para uma boa distância à frente.

O meio do dia passou e Daniel entrou na mata de repente. Julius se surpreendeu e deu um impulso para frente, claramente preocupado. - Mas para onde esse retardado foi?

Ficaram ali por mais de cinco minutos e nada dele aparecer. Julius passava a mão na nuca começando a se irritar, quando resolveu aproveitar a deixa.

- Não confio nele e não vou ficar sozinho na hora da batalha com ele livre para me acertar de longe. Vamos comer alguma coisa e descansar, precisamos estar fortes e de mente rápida para lidar com ele.

Alguns minutos depois um urro de animal explode perto deles e Daniel sai de dentro da mata com um cervo medio nos braços. - Imaginei que estariam com fome como também estou e ouvi ele aqui por perto. Podemos fazer uma fogueira. Vi uma pequena clareira logo ali do lado onde podemos ascender sem sermos vistos.

Surpreso e agora mais desconfiado, Julius seguiu Daniel logo atrás olhando bem o caminho. Mas mais uma vez são surpreendidos: Havia sim a clareira e foi fácil de encontrar as madeiras que ele mesmo juntou. Julius se aproximou e começou a colocar fogo na madeira enquanto Daniel limpava o animal e tratava do couro para reutilizar.

- Poderia buscar ervas para temperarmos? Até lá termino de limpar e ele de acender o fogo. - E olhou para silmeria, voltando em seguida para o animal, começando o serviço. Julius mantinha-se ocupado com o fogo mas com um olho no gato e outro no peixe, afinal não era fácil pensar uma coisa de alguém e ela te surpreender agindo de outra forma.


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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Dom Dez 07, 2014 5:06 pm

Vendo que o homem carregava uma espada, Silmeria imaginou se ele seria realmente bom com ela ou se a carregava apenas para emergências, mas como ele havia se oferecido para atacar junto a Julius enquanto Silmeria ficava de longe, imaginava que ele deveria ser ao menos mediano em suas habilidades com espada.

A companhia dos urubus a incomodava... Era como se eles estivessem esperando que os aventureiros morressem para comer seus restos. Olhou para cima, descontente, imaginando se bruxas tinham algum tipo de controle sobre animais também. Detestava como magia era algo imprevisível.

Ouviu a sugestão de Julius e assentiu... Era melhor esperarem para quando tivessem mais visão. Não queria ser surpreendida e nem que a missão falhasse por causa de armadilhas... Se fosse para fracassar, que fosse ao menos quando estivesse perto de cumprir sua missão.

Quando Daniel entrou na mata de repente, saindo da visão dos dois, Silmeria apenas estreitou os olhos e permitiu que sua boca ficasse entreaberta, sua expressão de irritação e surpresa era quase cômica se não fosse a situação.

-
Como eu vou saber?! – respondeu para Julius, não foi especialmente agressiva com ele, mas parecia irritada com aquela situação – Esse homem é um imbecil! – bufou e soltou um longo suspiro... Os dois optaram por aguardar por alguns instantes, esperando a volta de Daniel (ou sua traição enfim). Quando Julius voltou a falar, ela voltou sua atenção para ele – Eu também não quero isso... Não se preocupe, dependendo de como as coisas acontecerem, eu vou ficar de olho nele. Mas a ideia de deixá-lo usando um arco de longe não me agrada também... Ele parece saber usar uma espada também, podemos dar um jeito de jogá-lo na batalha. Mas eu me pergunto se ele realmente vai nos trair, embora eu não confie nele, ele de fato estava no templo...

O urro de animal assustou um pouco Silmeria, que imediatamente moveu sua mão até seu arco e se preparou para atirar no que quer que pudesse surgir para atacá-los... Por isso, se surpreendeu quando o que surgiu foi Daniel com um cervo nos braços.

-
Você... O que? – murmurou, sem realmente saber o que dizer daquela situação. Não soube o que pensar ou como reagir, apenas seguiu Julius quando ele foi atrás de Daniel. Com as palavras seguintes dele, Silmeria piscou – Não? – ela disse após um longo suspiro – Como você pode estar tão calmo? E como você pode sair como um louco só para... Comer carne? Você podia ter sido capturado! Por que me colocaria em risco para... – e ela gesticulou apontando para a carne que Daniel limpava, moveu os lábios mas não disse nada, parecendo estar um pouco perdida em suas próprias palavras - Comer carne temperada?

Soltou um suspiro longo, massageando o próprio pescoço para tentar aliviar um pouco a tensão de seu corpo.

-
E eu não vou deixar você ir também. – disse, firme, disposta a impedi-lo caso ele tentasse se afastar de Julius e dela – A partir de agora, você vai ficar no meu campo de visão, Daniel. Você pode ser... Despreocupado ou sei lá, mas eu não sou. Se você for capturado, o problema não vai ser só seu.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Sex Dez 12, 2014 6:02 pm

Saphira falou com Julius surpresa e irritada demais para seu gosto que arqueou a sobrancelha, nunca tinha visto a elfa irritada e aquila foi uma sensação diferente. Quase deu um passo para trás, mas teve receio dela avançar nele. A cena de Daniel voltando com o animal na mão e a expressão de Silmeria era simplesmente cômica, ainda mais quando já estavam na clareira e Julius se aproximava do fogo e teve de segurar o riso comprimindo os lábios para não tirar a autoridade dela naquele momento. Engoliu em seco e parou de frente para o fogo começando a acendê-lo, não ia se meter desta vez pois ela sabia se virar sozinha. Daniel ergueu as sobrancelhas entreabrindo os lábios sem conseguir ter uma reação exata sobre o que estava acontecendo.

- Bem...Eu não tinha pensado por este lado. - Falou devagar olhando fixo nos olhos dela para qualquer reação. - Não estou despreocupado, apenas tento me manter calmo afinal se alguma coisa acontecer precisamos pensar rápido e com estress ninguém consegue pensar. Se não quiser pegar temperos tudo bem, sempre carrego um pouco de sal, é bom contra algumas criaturas.

E voltou a tirar a pele do animal e prepará -lo. Julius percebeu que Daniel depois da ação de Silmeria a tinha aceitado como líder e talvez não desseais trabalho. Começou a confiar um pouco mais nele, forçou-se a isso ainda mais depois da arma que a elfa vira. Agora talvez as coisas iam mudar.

Depois disso Julius não demorou para acendeu o fogo e Daniel prendeu o animal em cima de um suporte que fe de madeira e o animal começou a assar. Ele não disse nada até que o animal ficou metade assado. Ele jogava sal e virava, por dentro também e água em alguns pontos.

- Comemos agora e descansamos uma hora e continuamos a caminhada, chegaremos la antes do anoitecer. Seria bom se atacarmos no momento da cerimônia que acontece amanhã a noite. Então, teremos mais um dia para analisar o terreno. - Julius falou observando o trabalho do rapaz e suspirou. A fome estava batendo forte com o cheiro de carne assada e sentou olhando para cima nas árvores, não estava cansativo aquilo tudo, o que era bom, maa saber que depois não teriamos tempo para isso irritava-o por dentro.

- Devemos ter paciência lá e muita cautela, minha opinião é como vamos passar por este escudo e mesmo assim elas não nos notarem. - Falou Daniel quando enfim a carne assou. Entregou um bom pedaço sem osso para Silmeria e outro para Julius e segurou o seu e foi sentar perto deles. Mordeu e mastigou um pouco - Concordo. Então de todo não precisamos ter tanta pressa. Enquanto estava pegando nossa presa, verifiquei o perímetro e não vi nada demais, sendo assim podemos percorrer o caminho e ganhar terreno rápido e a hora que nos perceberem será tarde demais. Tem algo mais a dizer? - E olhou para Silmeria demoradamente e depois para Julius.


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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Qui Jan 08, 2015 1:57 pm

Irritada demais para notar, Silmeria não percebeu que Julius quase havia rido dela. Os olhos estreitos se mantinham fixados em Daniel e, com a resposta inicial dele, ela mesma entreabriu os lábios. Como assim não tinha pensado por esse lado?! Silmeria estava claramente incrédula com aquela afirmação, mas ela não disse nada e aguardou que ele continuasse. Soltou um suspiro aborrecido e seu rosto relaxou um pouco a expressão. Ao menos em um ponto ele tinha razão: com stress ninguém consegue pensar; ela mesma estava com dificuldades para raciocinar adequadamente há algum tempo.

-
Eu entendo que não podemos ficar tão tensos, mas... Mantenha cautela. – ela concluiu, dando ombros.

Preferiu se manter próxima a Julius conforme o tempo passava e Daniel assava a carne. Ele era a pessoa dali em que mais confiava por diversas razões. Também, gostava da companhia dele, sentia que eles eram um pouco parecidos.

Quando ele voltou a falar, Silmeria manteve os olhos fixos nele e assentiu, concordando com as palavras de Julius... Talvez as coisas dessem certo. Não gostava tanto da ideia de agir no momento em que a cerimônia fosse realizada, pois se as coisas dessem errado seria o fim, mas... Talvez fosse o momento em que eles menos estivessem prestando atenção, pois vários estariam ocupados com a cerimônia. Na hora que se sentaram mais próximos para poder comer, Silmeria sentou-se próxima de Julius. Sempre desconfiada, esperou que Daniel mordesse o pedaço de carne antes dela... E quando ele o fez, mastigando e engolindo, ela também provou do jantar.

-
Não... – respondeu, em resposta a pergunta de Daniel - Acho que essa é a nossa melhor alternativa por enquanto. Vamos ver o que mais encontramos conforme avançarmos. Se agirmos rápido teremos uma chance. Temos que tentar descansar durante o pouco tempo que temos, amanhã será decisivo. – ela disse, mastigando seu pedaço de carne.

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Ziya em Seg Jan 19, 2015 3:36 am

Empoleirada acima de uma construção de frente para a forca, assistia a execução com um demonio que havia conhecido algumas horas atrás. Quando o alçapão se abriu sob os pés do condenado, Ziya se ouriçou. No momento em que o corpo pendeu, ela soube que ele ja estava morto.

- Isso foi bonito - respirou fundo afim de se recompor. Sorriu. Mesmo que ja tivesse visto um morto antes, em um evento era bem mais emocionante. Se sentia feliz por estar viva. - Obrigada por vir comigo.

Mesmo com o breu, ou que parecesse sempre estar a um fio do perigo, aquela cidade a deixava tranquila. Estava finalmente entre seus pares.  Não mais despertava estranheza, pelo contrario, era a regra. Além disso, até mesmo entre os demonios tinham aqueles que se deixavam levar por seus atributos fisicos, ou pela sua "sutil" influencia adicional [Não está sendo usada no momento].

O conjunto a permitiu viver na ilha por algum tempo, ainda que nao tivesse posse alguma. Porém, as sucessivas tentativas de encontrar o pai ao longo de um ano acabaram por desencoraja-la. A necessidade lhe aflorou a ganancia. Desejava uma vida mais segura, mais garantida.

O efeito produzido pelo sonho ja havia perdido seu brilho, até mesmo se questionava se não passava de um devaneio, ou alguma especie de ilusão. Como a cria de algo tão incrivel poderia levar uma vida tão insignificante? Não aceitaria. Desejava cama e comida boa todos os dias, roupas bonitas , e tesouros de terras distantes . Estava faminta pela vida que acreditava merecer.

Porém, entre seus irmãos de raça [e na verdade, mesmo em comparação a um humano], Ziya não tinha o privilegio da força fisica. Para piorar, até mesmo sua maturação só tinha ocorrido a pouco tempo, precisava de mais experiencia para dominar suas capacidades sobrenaturais com maior eficiencia.

Uma fonte de renda que não exigisse nem musculos e nem grandes capacidades arcanas era dificil de imaginar ... Talvez pudesse suprir essa deficiencia trabalhando, por enquanto, em algum lugar onde pudesse se aproveitar de suas habilidades interpressoais. Juntar um pé de meia e esperar por, quem sabe, uma oportunidade de aventura?

- Voce conhece algum lugar onde estão contratando? - perguntou ao demonio que a acompanhava. - Claro, nada muito puxado ... nem muito detestavel ...

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Shaorin em Seg Jan 19, 2015 7:33 pm

Gente feliz ano novo! Neste ano, como final do passado, voltei a ser ativa e agradeço isso a vcs, afinal são meus players q me mantêm feliz aqui e animada. Este ano estou cheia de surpresas e muitas aventuras! Vamos terminar nossas aventuras que foram ou não iniciadas ano passado e dar um novo começo! Bom ano, posts e exp para nós!! XD juro nao judiar MUITO de vcs ahuahaua enjoy!




@ Silméria

Silmeria deixava clara sua posição tanto verbal quanto em postura e Daniel entendia isso, não esperava ser recebido de braços abertos, mas esperava-os um pouco mais amistosos. Observou-os enquanto estavam juntos e por um momento queria que a parede entre os três acabasse, mas sabia como isso aconteceria, com confiança ganha.

Julius observava-o pelo cantos dos olhos sem desviar um só minuto, tinha receio dele jogar na comida alguma coisa ou injetar algo, não se sabia o que esperar dele. Gostou de Silmeria se aproximar, por algum motivo conseguia se comunicar com ela com o olhar e gestos mínimos, o que provava sua aproximidade. Foi o segundo a morder a carne depois de alguns segundos que Daniel tinha engolido, depois que viu Silmeria comer que atacou a comida, apesar da desavença e atitude preciptada que teve, a comida foi muito bem-vinda.

- Já que nosso plano está bem formado e o resto será decidido assim que retomarmos a trilha, aposto que passará rápido esta tarde e teremos que acampar novamente, mas desta vez descansar direito - deu uma olhada significativa à Daniel, que entendeu na hora coçando a nuca -. Usemos este fim de tarde para terminar os detalhes e amanhã dar corpo a ele olhando de perto o perimetro, teremos que ter um plano B. Mas por hora, vamos comer e descansar um pouco. - Julius tinha razão e Daniel aquiesceu enfiando outro bom pedaço na boca. O saco de provisões que tinham ganhado estava bem guardado afinal seria útil quando não poderiam usar fogo ou matar um animal pelo barulho que causaria. Em paz e com seus próprios pensamentos voltaram a comer.





@Ziya

Ziya observava tudo se uma distância segura tudo que acontecida ao seu redor. Como um mestiço tinha poderes pouco a mais que magos. A cena foi rápida e agradou-a, fazendo-a sair donde estava e andar pelas ruas. Sem destino e perdida ainda em devaneios de sua vida, perguntou à um demônio um trabalho mais próximo de acordo com o que ela pedira. Ele pensou por um momento e deu uma olhada para o lado e viu alguém. Seus olhos se estreitaram e ele sorriu de canto, voltando seu olhar para ela.

- Na taberna do cão salgado há um homem que pode te ajudar no que quer. Lá os trabalhos são mais simples e se ganha muito não sei porquê. Ele é um homem alto branco de chifres. Não sabemos seu nome, mas ele contrata muito, principalmente demônios como ele.

A proposta de ir à outra cidade era diferente para ela já que ficava sempre nas redondezas, mas seria bom conhecer outra parte de Takaras, a parte mais divertida e cheia de bebida que algum lugar poderia ter.

- Basta seguir este caminho e pegar a estrada no fim da rua e seguir direto, chegará na hora mais esperada do bar: comecinho da noite. O que me diz? -A esta altura ele não andava mais e apontava para onde tinham vindo e Ziya via as árvores há poucos metros. Seria uma boa oportunidade para achar as respostas que procurava e conseguir o emprego que precisava? Só indo lá para ver.

(Ziya, já lhe dei o caminho, basta saber se vai querer seguir por ele ou nao. Caso queira, termine esta rodada e não espere que eu te responda, pode postar lá na taberna cão salgado primeiro que eu dou continuidade. Bem vinda à lodoss e à takaras, esper que goste. )

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Re: Centro de Takaras

Mensagem por Phyress em Ter Fev 10, 2015 12:47 am

Mesmo não estando juntos a tanto tempo, Silmeria e Julius já tinham um certo entrosamento em suas ações e modo de se comunicar. Não só isso, mas haviam escapado de uma situação mortal juntos, auxiliando um ao outro. Por isso, ao menos da parte de Silmeria, ela confiava totalmente no companheiro e por essa razão se sentia confortável perto dele.

A carne estava boa e por isso a mestiça comeu bem. O sabor de uma comida bem preparada era até mesmo um pouco relaxante. Enquanto mastigava, virou o rosto e ergueu os olhos na direção de Julius para ouvi-lo. Assentiu com o que ele estava dizendo, mas não respondeu, ocupada mastigando a comida.

Ele estava certo. Como Daniel mesmo havia apontado antes, eles precisavam estar descansados e com a mente limpa quando a hora chegasse. Precisavam armar um plano B e verificar o perímetro mais de perto antes de ter certeza de como agir... Silmeria, porém, tinha receio de que quando a hora chegasse fossem pegos de surpresa ou que não houvesse tempo para se planejar. As coisas estavam correndo bem... Por enquanto. Mas ainda sim, a mestiça sentia uma ansiedade crescente.

Silmeria já estava mais calma do que antes. Ao menos naquela pausa, tentaria descansar e relaxar um pouco. Se manteria atenta a movimentações e sons estranhos ao redor, mas tentaria deixar a paranoia um pouco de lado. Quando a refeição fosse terminada, se aproximaria de Julius para ter uma conversa quase silenciosa com ele.

- Ao menos ele nos forneceu uma refeição melhor do que a que teremos nos próximos dias. – sussurrou, com um leve sorriso – É melhor descansarmos bem essa noite. Amanhã as coisas podem ficar bem complicadas... Vê se toma cuidado. – o tom de voz soou com um misto de aborrecimento e preocupação – Acha que devemos confiar nele para vigia?

Naquela noite, os três precisavam descansar o máximo possível. Mas, ainda sim, alguém teria que ficar de vigia. Dependendo de quanto tempo ficassem, seria necessário um revezamento. Caso Julius achasse uma má ideia confiar em Daniel, iria optar por dividir a vigilância com Julius. Caso Julius cogitasse ser uma boa ideia deixar que Daniel vigiasse, iria descansar perto do loiro, assim caso fossem traídos ou algo acontecesse, poderiam se auxiliar rapidamente.

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