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Labirinto Soturno

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Labirinto Soturno

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 1:18 pm


A entrada do grande labirinto de Takaras pode ser encontrado bem próximo à Floresta da Tortura. Ninguém sabe quem o construiu, nem o motivo, apenas sabe-se que lendas e rumores rodeiam o local desde que a ilha se formou. A lenda com mais força é de que o labirinto possui três saídas, em cada saída existe um demônio ancião que poderá realizar qualquer desejo, ou responder a qualquer pergunta. No entanto, dois deles vão realizar o desejo da pior forma possível ou dirão mentiras. Assim que o fizerem, qualquer um dos três teletransportará a pessoa aos portões do labirinto.

Não bastasse o final incerto, o labirinto é repleto de armadilhas. Longo, com ar pesado, úmido e sombrio, é um local para ser evitado a todo custo. Muitos que entram não voltam, e seus parentes e amigos às vezes colocam lápides na entrada do lugar em respeito à perda. Para entrar, não basta apenas ter habilidades físicas, pois nem todas as criaturas que ali vivem irão somente atacar. Algumas invadem mentes, as confundindo, fazendo a pessoa se matar ou simplesmente desistir de seguir em frente. Diz a lenda de que uma fada pode mostrar o caminho correto para o ancião verdadeiro, mas nunca foi vista uma fada que o fizesse, e existe muita vigarice a respeito dela. Com inúmeros rumores, o labirinto é tão incerto quanto profundo.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:29 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 1:28 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ Kazama
Spoiler:

Kazama escreveu:Mesmo correndo com toda a sua velocidade, demorou um pouco para que Kazama pudesse se aproximar de Saphira. Por algum motivo, a mulher não parecia disposta a deixar que a desconhecida fugisse, e isso o intrigava ainda mais. O caminho que seguiam era perigoso, escuro e cheio de pequenos obstáculos para os descuidados. Ao se aproximar  dela e ficar apenas alguns metros atrás, o Hanyou parou de prestar atenção no caminho que seguia - agora, ele dirigia seus olhares inteiramente à Saphira. Se ficasse se preocupando com o que encontraria à frente, certamente ficaria para trás. Com isso em mente, ele se concentrava em ver cada um dos movimentos feitos por ela, copiando-os perfeitamente. Assim, ela seria a sua guia durante todo o percurso e ele poderia manter a velocidade sem problemas. Contudo, em alguns segundos a sua ideia fora completamente descartada.

De repente, Saphira parou. Apesar de estar prestando atenção em seus movimentos, aquilo fora tão súbito que Kazama quase se chocou contra ela, precisando jogar o seu corpo para o lado e usando a parede para diminuir a velocidade. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, um forte vento os atingiu e, ao mesmo tempo, ela voltou a correr, segurando com firmeza a sua mão. O labirinto, então, começou a mudar, de uma maneira tão aleatória e inesperada que o Hanyou não teve nem tempo de assimilar a situação, muito menos saber o que fazer. Mas, como de costume, Saphira se movia com maestria pelos corredores, como se soubesse exatamente para onde ir. Para não se tornar um fardo e atrasá-la, ele deixou que ela o conduzisse, enquanto se concentrava em manter a mesma velocidade que ela. Notou que, poucos segundos antes do labirinto mudar, o mato presente ao redor começava a brilhar, como se indicasse um caminho. Percebendo aquilo, ficava fácil entender como que ela conseguia se guiar naquele local. Porém, isso reforçava ainda mais a hipótese que a mulher já esteve ali, mas para quê? Logo, do mesmo jeito que começou, o labirinto de repente parou de se transformar, deixando a dupla em uma clareira. Ambos estavam um pouco sem fôlego pela rápida mudança de acontecimentos. Se Saphira não tivesse tomado às atitudes que teve, provavelmente ambos estariam separados agora, e isso tornaria a missão deles ainda mais difícil de ser completada, pois eles dificilmente se reencontrariam.


— Não se preocupe com isso, não foi nada. — Disse, referindo-se a sua mão. Apesar de avermelhada, não estava doendo, além de que aquilo foi uma ação necessária. Respirou fundo para recuperar o fôlego, logo continuando. — Diga-me, Saphira, que tipo de magia essas bonec... — Antes que pudesse terminar, outra coisa chamou a sua atenção. Uma segunda mesa estava presente naquela clareira. Pelo visto, ambos haviam parado exatamente onde alguém queria. No entanto, ao contrário da última vez, não haviam bonecos semelhantes à dupla, mas sim uma boneca diferente, e um pouco mais sinistra. Quando Saphira também percebeu a mesa, era fácil notar que toda a raiva de momentos atrás estava voltando. A situação não estava à agradando nem um pouco. E logo, Kazama se sentiria do mesmo modo. Ao se aproximar, percebeu um novo bilhete e, ao ler em voz alta, uma nova presença surgir atrás de si. Quando se virou e se deparou com a boneca, fez uma cara de desgosto, pois sabia que os problemas estavam começando a surgir.

Dando um passo à frente, levou a mão direita até a bainha de sua espada. Estranhamente, ela estava pulsando. Seria o desejo por uma batalha após tanto tempo? Ou talvez... — Existe uma alma dentro daquele recipiente? — Pensou. Se fosse verdade e a Akahisui pudesse absorvê-la, Kazama poderia adquirir informações valiosas tanto sobre o ser desconhecido que perseguiam quanto ao tipo de magia utilizada. Era algo que valia à pena arriscar. Sem perder mais tempo, desembainhou a sua espada e apontou para o seu alvo, já pronto para atacar. — Saphira, tenho duas perguntas à você. Primeiramente, o ser que estamos perseguindo está por perto? Segundo, há um tempo determinado para o labirinto voltar a mudar? — Esperaria alguns segundos pelas respostas, logo continuando. — Vou te dar duas opções, que creio serem nossas únicas escolhas. A primeira é ficar aqui e me ajudar com nossa "anfitriã", pois há algo que eu preciso confirmar e só será possível se ela for destruída. A segunda é ir em frente, caso nosso alvo esteja por perto. Se o labirinto demorar nem que seja alguns minutos para voltar a mudar, será mais que o suficiente para eu acabar com isto e ir atrás de você. Não precisa se preocupar comigo, pois eu tenho meios de te encontrar independente da distância. Escolha uma.—

Então, sem esperar por  uma resposta da mulher, Kazama investiu contra aquela marionete, usando toda a velocidade que possuía. Corria em zigue-zague, para dificultar qualquer reação que a boneca pudesse ter, fosse ofensiva ou defensiva. Ao se aproximar, atacou com um corte de baixo para cima, da esquerda para direita. Sua intenção era cortar a boneca em dois. Por fim, concentrou sua força na perna direita e deu um impulso para trás, afim de aumentar a distância. Apesar de querer terminar logo com aquilo, preferiu ter um pouco mais de cautela, já que ele ainda não conhecia as capacidades da boneca ou até mesmo da magia que a controlava. Aquele primeiro ataque serviria como um teste para analisar esse quesito. — Halgoz, Tomáz. Vocês conseguem me ouvir, não? —

[Bonecas, por que bonecas? e_e]

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
Seu sorriso se abriu ao canto quando Kazama perguntou. A mulher achava que, nesta altura em que estão juntos, ele conhecia certos detalhes da mulher. Seu sorriso confirmou o que Kazama mais queria: que não havia ninguém a sua volta. Mesmo assim, ela parecia preocupada com a figura.

— Não sei dizer ao certo, mas ao que parece temos que acabar com esta primeiro para seguir em frente. Mesmo assim...— Ergueu as mãos na direção da boneca flutuante — sinto que alguém sabe o que procuramos. E sobre as mudanças, só o Labirinto dirá.

E enquanto terminava de falar, seus fios já começavam a sair de suas unhas e avançarem com rapidez até a boneca. Eles passam por todo corpo da mesma, que apenas observa rodando a cabeça em todas as direções, e quando estava pronta, puxou as mãos e a boneca ficou presa. Cortes apareceram em seu rosto, mas ela não teve nenhuma reação.

— Está muito fácil. — E deu um puxão violento. A boneca se desfez em mil e um pedaços, inclusive seus cabelos. Ela era apenas resquícios do que um dia foi uma boneca. A mulher olhou Kazama em silencio. A sensação permanecia a mesma de quando a boneca tinha vida. E do mesmo jeito que a boneca se desfez, seus milhares de pedaços se juntaram novamente em um só.

" Agora é a minha vez...."

Sem esperar, a boneca começou a se multiplicar. Eram cópias e mais cópias dela em volta dos dois formando um círculo. As risadas novamente começaram só que mais macabras. Elas começaram a girar após um minuto de silencio, e começaram a atacar.  Uma a uma, de lados diferentes, atacavam de diversos jeitos Kazama e Saphira.

A rapidez com que se aproximavam era impressionante. Se não fossem ágeis seriam facilmente cortados pelas facas que pareciam bem reais ao coincidirem com as de Saphira, que carregava consigo o mesmo tipo de espada. Era quase irreconhecível saber qual era a verdadeira já que elas mantinham uma dança dentro do círculo.

Uma delas avança para Kazama e com ambas armas empunhadas em mãos e tenta um ataque de frente, enquanto que outra tenta por trás. Esta por trás Saphira percebe e defende uma que vinha pela frente e ataca esta de Kazama, lançando-a para long do círculo. Com ambas facas pequenas empunhadas, Saphira avança por cima de uma sem esperar que chegasse tão perto e da um salto, cortando-a de cima a baixo. Ela cai no chão em vários pedaços e um fluído negro como fumaça sai do corpo despedaçado da boneca e forma outra imediatamente, que a ataca mais forte ainda.

— Ficaremos aqui a eternidade se não acharmos a certa e matá-la Kazama! O difícil será o jeito de matá-la! — Disse num único suspiro, já fazendo outra boneca se despedaçar e virar fumaça.


[ Porque boneca? Por que eu acabaria com o suspense se falar ;D ]

@ Kazama
Spoiler:

Kazama escreveu:E mais uma vez, Kazama se surpreendia com as habilidades de Saphira. Antes que pudesse atingir aquela boneca, a mulher já havia terminado seu ataque, transformando-a em pequenos retalhos. Quando parou, ficou observando o que restara da mesma, deixando escapar um longo suspiro. Havia sido fácil demais. Talvez, toda a preocupação que ele dedicou ao momento fora desnecessária, já pensando em embainhar sua espada e seguir com a mulher, atrás do novo alvo da dupla... Mas logo, esse pensamento foi desfeito. Do que restou da boneca original, surgiram novas, que pareciam se multiplicar de maneira infinita. Rapidamente, ambos estavam cercados por mais daquelas marionetes macabras, que imediatamente voltaram a atacar os dois, dessa vez das mais diferentes maneiras e direções, dificultando ainda mais a batalha.


O Hanyou, empunhando a sua Akahisui, atacou a boneca que estava mais próxima, cortando-a no meio. Nesse momento, percebeu que uma nova boneca surgiu no lugar daquela que destruiu, forçando-o a dar um salto para trás na tentativa de evitar qualquer ferimento. Não sendo suficiente, logo sentiu outra boneca se aproximando por trás, mas antes que pudesse chegar à Kazama, fora rebatida por Saphira, que a estraçalhou. A mulher parecia estar descontando toda a raiva da situação naqueles objetos, visto o rastro que ela deixava a cada ataque. Contudo, a cada boneca que ela destruía, acontecia exatamente o mesmo: Semelhante ao seu primeiro ataque, algo saía dos corpos retalhados e imediatamente se moldava em uma nova boneca, que superava a antiga em termos de velocidade e força. Realmente, se as coisas continuassem daquela maneira, eles estariam perdidos, forçados a batalhar até ficarem sem forças. E para piorar ainda mais a situação, nem Tomáz nem Halgoz pareciam responder aos chamados de Kazama, o que o deixava levemente irritado. — Esses malditos agora resolveram me ignorar? —

Pensou. Contudo, neste mesmo momento outra ideia passou pela cabeça de Kazama, que mesmo se não fosse a solução imediata para o problema da dupla, talvez fosse a única saída daquela situação, que lhes retirava tanto suas forças quanto o precioso - e curto - tempo. — Saphira! Tente me proteger por enquanto. — Disse, cortando uma última boneca que estava próxima e já se afastando, antes que ela se transformasse em uma nova. Nesse momento, ele esticou uma de suas mãos e a apoiou na espada, concentrando toda a sua vontade nela. De fato, para aquele momento, aqueles dois espectros seriam perfeitos... Mas, já que eles não respondiam, o Hanyou ainda tinha uma infinidade de "recursos" para usar. Sentindo a aura da Akahisui se intensificar, Kazama moldou as suas ordens, esperando que, desta vez, sua vontade não fosse ignorada. — Espíritos condenados, como seu mestre, obedeçam aos meus desejos! — Ordenou, liberando em seguida uma quantidade massiva de almas de dentro da espada. Naquela situação, nem ele nem a mulher teriam tempo de procurar pela boneca verdadeira, que deveria estar muito bem escondida em algum lugar daquela clareira. Por isso ele pensou em usar os poderes da espada, ordenando que as almas procurassem o seu "alvo" em cada buraco que aquele lugar pudesse ter. Se essa medida funcionasse, só restaria ir até a original e destruí-la.

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:

As coisas iam mal para os dois. Saphira e Kazama não tinham muito o que fazendo senão só se defenderem até conseguirem um plano para acabar com a boneca certa e sair dali. O tempo estava passando e quanto mais demoravam, mais longe ficavam de seu objetivo.

Tomáz e Halgoz não faziam contato com Kazama desde que entrou ali. A última vez que o vira foi quando ainda Kankuro estava vivo. Precisava deles para resolver aquilo o mais rápido possível. Pediu a Saphira para tomar suas costas, e foi o que a mulher fez. Com uma das mãos mandava seus fios e acabava com uma delas, enquanto que a outra mão se defendia como podia dos ataques.

Foi então que sentiu uma leve presença, era de Halgoz. A voz veio distante, quase que não conseguia ouvir a mensagem.

— Concentrem-se que ajudarei de longe. Alguém não nos deixa entrar, mas logo estaremos ali...

Assim que a voz sumiu, o mundo ao redor de Kazama tornou-se lento. Os movimentos de Saphira, as bonecas, tudo. Conseguia sentir o chão tremer com os saltos da mulher, e então o demônio vê o que queria.

Bem atrás de uma das bonecas, estava a verdadeira. Ela se escondia quase translúcida, enquanto que as outras se movimentavam. Quando Saphira então atacava onde ela estava, se desprendia e ia para trás d de outra. E então Kazama percebe que, devagar, ela se deslocava para a boneca atrás de Saphira e a atacaria pelas costas, arrancando seu pescoço fora.

Ataque-a enquanto se transporta, ela está vulnerável neste momento. Aproveite!

E então tudo aos poucos voltava ao normal e os movimentos de Saphira tornavam-se mais rápidos e Kazama via neste instante a boneca translúcida sair de trás da que a mulher atacava e ir para a próxima.





(Desculpe a demora )

@ Kazama
Spoiler:

Kazama escreveu:Logo após usar os poderes da espada, Kazama finalmente havia recebido uma resposta. Contudo, não era a resposta de um simples espírito como tinha esperado, mas do próprio espectro Halgoz. Pelo visto, havia algo naquele labirinto que os estava impedindo de entrar em contato com o Hanyou. Se fosse o próprio local ou o alvo da dupla, ele logo saberia, mas no momento havia coisas mais importantes a tratar. Por alguns segundos, todos os acontecimentos ao seu redor ficaram mais lentos, fazendo com que ele pudesse achar a verdadeira boneca. Não havia dúvidas, pois além dela possuir um comportamento bem diferente das outras, a maneira que se movia e se ocultava delatavam a sua identidade.

Por fim, Kazama ouviu tudo que o espectro tinha para dizer, já se preparando para agir. Precisava ser rápido, antes que a verdadeira pudesse lhe trazer ainda mais problemas. Com os olhos, acompanhava com precisão os seus movimentos. Com as palavras de Halgoz em mente, ele esperava o momento certo para atacar, esperando que Saphira destruísse a cópia para que seu alvo realizasse seu próximo passo. E ela o fez. Nesse instante, Kazama concentrou toda a força que tinha em suas pernas, adquirindo o impulso certo para então disparar contra à boneca. Durante seu percurso, ele sabia que a verdadeira, ao notar que fora detectada, faria de tudo para ao menos atrasar o Hanyou, podendo então escapar. Então, para evitar essa situação, projetou seu corpo para que ficasse em um ângulo que, com o auxílio de sua velocidade, diminuísse as chances de ser atingido por qualquer ataque. Além disso, estava com a bainha da espada em mãos, para que pudesse evitar qualquer golpe que resultaria em um ferimento mais grave, esperando sair apenas com alguns arranhões.

Quando se aproximou da verdadeira, um pequeno sorriso surgiu em seu rosto, enquanto atacava com a sua espada, em um corte horizontal de baixo para cima.
— Desapareça. —

@ GM Shaorin
Spoiler:

Shaorin escreveu:
A boneca não esperava que soubesse sua localização e ficou surpresa e sem reação. Saphira não entendeu de primeira, mas ao ouvir a voz de Halgoz em sua mente abriu um sorriso.

Tudo aconteceu tão rápido e os pedaços da boneca caiu no chão. A espada de Kazama tomou vida própria e foi como se puxasse o Hanyou até os pedaços da boneca e sugou sua essência negra.

— Boa jogada rapazes. — Disse Saphira num suspiro. Estava um tanto cansada pela curta batalha e passou a mão na testa guardando suas armas.

— E então, para onde seguimos agora? — Comentou olhando para os lados. Haviam dois caminhos a seguir atrás donde estava a mesa. Ela estava cansada de joguinhos, então resolveu fazer algo mais interessante e rápido.

— kazama, espero que tenha força suficiente para me segurar, hehe...— A linda mulher caminhou até sua direção e esperou que fizesse aquele gesto que costumam fazer de colocar o joelho firme para que subisse. — Não me deixe cair e não olhe para cima, rapaz. — E, segurando em seus ombros como apoio e impulsionou-se para cima, podendo ver o caminho à frente.

Demorou dois minutos para descer, Kazama era forte o suficiente para segurá-la por este tempo, mas com o cansaço foi um pouco difícil. Ela então desceu e se afastou um pouco, coçando a cabeça.

— Bem, o caminho da esquerda dá exatamente no mesmo que o da direita, no centro do Labirinto. A única coisa que achei estranho foi que o da direita é menor.

Quem tenta chegar primeiro, perde sempre o prêmio. — Tomáz abriu a boca pela primeira vez e Saphira abriu um sorriso.

— Porém, nem sempre ele é o ruim a seguir. — Disse a mulher — Mesmo assim, pode haver algumas armadilhas no outro.

— Ou melhor, não importa qual seguirem, quem os está vigiando colocará algo no caminho. — Falou por fim Halgoz e ambos concordaram.

— Eles me pareceram inofensivos, nada nas paredes com o que deve se preocupar ainda, então....— Falou a mulher, olhando para Kazama.

— Escolhi o primeiro, agora pode escolher o próximo Kazama. — Disse Saphira enquanto os dois rapazes riam.

Para o Hanyou não tinha mesmo nada demais os dois caminhos já que, como Halgoz disse, neles poderia ser colocado algo até mesmo pelo Labirinto. De primeira olhada eles não tinham nada no chão a não ser algumas pedras brancas brilhantes que fazia parte do caminho da direita. Entretanto, quando o Hanyou olhou para o da esquerda viu um pequeno olho flutuar ali e chamar sua atenção. O olho pisca e vira para dentro do caminho e some. Nenhum dos olhos percebe o olho.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Qua Nov 05, 2014 2:30 pm

Ae! Começando uma nova aventura super épica! Vamos nos divertir Shao (y)


Yuroki logo se via diante do seu mais novo exército. Pela primeira vez em sua vida, o possuído comandaria um número tão grande de soldados, um desafio à altura do cargo que estava almejando naquele exército takariano. Robert, o líder do seu batalhão de magos, acompanhava-o em uma curta caminhada pelas terras inférteis que cercavam o campo de treinamento. Yuroki percebia que o mago era esperto, logo perguntando quais eram as ordens do possuído. Este, sem hesitar, designou tarefas simples ao peculiar homem, nada que não fosse resolvido em alguns instantes.

-Estou vendo todos esses soldados, porém controlá-los sozinho em meio ao caos de uma batalha não será prático. Você já está sendo designado como líder do grupo de magos. Agora quero que nomeie os soldados mais aptos para serem os líderes de seus batalhões. Um líder para os batedores, um líder para a infantaria pesada e outra para a leve. Porém, antes de oficializar isso, quero eu mesmo me certificar que são aptos em seguir minhas ordens e controlar os soldados... Seja breve com isso -Dado o comando, Yuroki continuaria a andar junto com seu exército enquanto esperaria Robert fazer suas escolhas de oficiais.

O possuído esperava que não levasse muito tempo para que o mago escolhesse os soldados mais aptos daquele exército. Quando Robert dissesse que havia terminado sua escolha, Yuroki analisaria ele mesmo os escolhidos, vendo se encaixavam-se no grupo designado e se eram soldados em boas condições físicas, além de verificar se pareciam ser soldados sérios e obedientes. Caso suas exigências fossem confirmadas, Yuroki mandaria chamar esses quatro representantes para seu lado, onde poderia dar-lhes ordens claras quanto suas funções naquele batalhão.

-Antes de mais nada, diga-me seus nomes -Ouviria os nomes de cada um dos soldados, até mesmo de Robert, pois Yuroki queria que todos ali soubessem quem cada um era naquele exército -Chamo-me Yuroki Winter e estou designado como líder desse exército. Vocês quatro foram chamados aqui para serem os representantes dos quatro batalhões: dos magos, dos batedores, da infantaria pesada e da infantaria leve... Acho que só de se olharem podem dizer quem foi designado para qual batalhão. Nossa viagem até o Labirinto Soturno levará alguns dias, contudo não podemos nos arriscar em sermos vistos antes da hora pelos rebeldes. Por causa disso, preciso que os magos usem algum feitiço para esconder nossa presença de olhos indesejados ao nosso redor. Além disso, preciso ter total noção do que há ao nosso arredor, portanto preciso de algumas duplas de batedores escoltando nosso exército. Um à nossa frente e um de cada lado bastarão para isso. A infantaria não será exigida até que alcancemos o Laribinto, portante o máximo que vocês precisam fazer agora é controlar os soldados para que não façam merda enquanto isso... Alguma pergunta quanto as suas ordens, soldados? -Terminado suas ordens, Yuroki abriria uma brecha para que perguntas fossem feitas para ele pelos seus quatro sub-comandantes. Ao final da conversa com eles, Yuroki pretendia fazer um discurso motivador para seu exército a fim de criar um maior entrosamento e confiança entre si e eles. Por fim, continuaria a sua marcha até o Labirinto Soturno, mantendo suas preocupações sobre o que poderia encontrar por lá apenas para si, ao menos por enquanto.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Qua Nov 12, 2014 9:16 am

O mago não se surpreendeu com o pedido,  tanto que aquiesceu e poatou-se frente para o exército,  olhando fixamente para ele.

- Apresentem-se à seu Capitão os três Lideres . - Sua voz foi grave e ecoou todo o lugar e Yuroki podia ver que um dos Lideres era bom no que fazia por enquanto.

Sem esperar,  deram passos a frente três tipos distintos de criaturas: o Lider dos  batedores era uma criatura alta e forte com duas espadas compridas que envergavam a ponta formando quase um L pendurada nas costas como X. Negro,  olhos brancos e sem cabelo algum,  vestia uma armadura leve para não atrapalhar seus movimentos rápidos, deixando à  mostra musculoa monstruosos.

- Sou Hanz,  Lider doa batedores ao seu dispor.

- Hazur,  Lider da Infantaria pesada. - Falou uma criatura de pele verde-escura e músculos sobressaltados,  olhos vermelhos como lava e um machado preso nas costas com um martelo nas mãos.

- E eu sou Maina,  Lider da infantaria leve. - Era uma elfa alta e esguia,  cabelos brancos presos numa trança  e olhos azuis como o mar,  sua armadura era verde e marrom para se camuflar e tinha em suas costas um arco e aljava com flechas. Sua expressão é séria e ela tem uma cicatri que corta a lateral de seu rosto, provando para qualquer um sua capacidade.

Após a análise,  Yuroki disse suas ordens e os quatro se dispersaram pelo exército em direções diferentes.  Começou a ouvir a voz de Robert e os magos se dispersaram formando uma espécie de quadrado em volta do exército três fileiras para dentro para não se arriscarem. Hanz foi o próximo a dar suas ordens e batedores formaram-se parte sa borda na segunda fileira ao lado dos magos,  não deixando de ficar um de cada lado extremo como Yuroki pedira para analisar terreno. Dois ficaram na frente com um mago atrás com certa distância. Logo Hazur da infantaria pesada rompeu com sua voz e ela se postou na primeira fileira e Maina misturou-se aos outros da infantaria leve no meio para ter mais visão,  alguns destes postaram-se em árvores para ter visão mais expansiva do terreno. Todos os capitães tinham completo poder sobre seus grupos e nenhum desobedecia. Assim que tudo foi feito os magos entraram em ação e Yuroki pôde ver um tipo de campo se materilizar no dentro do exercito e expandir até aqueles que estavam em árvores. Todos estavam muito bem protegidos.  Era realmente um grupo incrível.

Com mais de duas horas de caminhada Hanz surgiu e postou-se ao lado de Yuroki com um pedido rápido.

- Por enquanto não há nada com o que se preocupar,  alcançaremos a floresta onde está o Labirinto Saturno em pouco menos de meia hora,  ao menos vinte de cada classe está sendo exposta para explicar nossa movimentação pelo floresta. Se o senhor me permite dizer,  há ao menos oito em cada grupo que contém asas para varrer o Labirinto,  porém  estas foram bem escolhidas dentro de suas exigências pois também lutam por terra e suas asas são internas,  a olho nú não aparenta. Alguma ordem? - Habz esperou Yuroki com suas ordens se tivesse e aquiesceu saindo em seguida, tendo-as ou não.

Extamente como Hanz havia dito entraram na floresta,  os Líderes se postaram mais próximo de Yuroki com o olhar fixo em seus exércitos,  vez ou outra viam alguma coisa e entravam, voltando um tempo depois. As criaturas que estavam expostas tinham este conhecimento e sabiam se portar,  era uma atenção maior de todos os lados,  até no chão que pisavam. A floresta enfim tinha chego e era bonita. No ambiente já era possível sentir a magia que aquele lugar tinha,  as arvores e arbustos eram grandes e poderosos carregando frutas ou uma quantidade razoável de flores  de diversos tons. Incrivel um lugar bonito como este em Takaras. Mas,  ao verem que a quantia exposta de soldados havia passado por esta entrada,  toda mentira passou,  a floresta já tinha conseguido traze-los para dentro dela então se mostrou como realmente é: galhos secos em árvores de mais de mil anos com troncos largos e folhagem escura e com expressão. Arbustos uma vez bonitos,  agora com espinhos e olhos avermelhados que os observava com atenção. Pássaros passavam e observava acompanhando a marcha na espera de que um deles morresse. O ambiente tornava-se cada vez mais frio e sinistro a cada passo ou curva sentiam que a qualquer momento algo inesperado aconteceria.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Qui Nov 13, 2014 9:00 am

O preparo do exército escolhido para Yuroki o surpreendia novamente. Robert parecia ter adivinhado as ordens de seu superior antes mesmo delas serem dadas, um feito que apenas contava positivamente para sua imagem.

Quatro soldados se reuniram junto à Yuroki. Como havia pedido, cada um deles seria o responsável por controlar seu batalhão. Robert, o dos magos; Hanz, o dos batedores; Hazur, o da infantaria pesada; e Maina, a da infantaria leve. Após uma análise rápida, Yuroki confirmava a capacidades deles pelas suas aparências, que revelavam suas experiências no campo de batalha. Dado as ordens, eles se retiraram e logo o exército tomava a formação que o possuído imaginara em sua mente, uma unidade móvel rápida e segura até o Labirinto.

Um tempo se passou sem que nada de diferente acontecesse na marcha. Os batedores e os magos se mantinham ocupados na segurança dos batalhões, alguns deles se mantendo em árvores ao redor para uma melhor visão dos arredores. Já as infantarias se mantinham juntas e obedientes, ansiando o momento em que suas forças fossem necessárias. Em um dado momento, Hanz se colocou ao lado de Yuroki e o informou sobre o posicionamento dos batedores ao redor do exército e quanto a alguns soldados com a capacidade do voo, pegando Yuroki de surpresa. O possuído não via porque não utilizar aquilo à favor do seu exército.

-Soldados alados? Eles se mostrarão muito úteis quando alcançarmos a floresta. Não conheço sobre a densidade dela, então mantenha alguns desses soldados acima de nós para nos providenciar uma visão aérea do que nos cerca e nos informar o melhor caminho a se tomar. Mas continue com os batedores terrestres do mesmo modo. Não podemos ser pegos por uma emboscada em nenhuma circunstância -Dada a nova ordem, Hanz se retirava da presença de Yuroki para cumprir seu novo dever, deixando o possuído sozinho no restante da marcha.

Não demorou muito para que a floresta surgisse diante dos olhos do exército, assim como Hanz havia informado. A beleza das árvores e plantas daquele lugar era estonteante, algo que Yuroki nunca pensara em ver nas terras de Takaras. Isso não me soa bem. Esse lugar está impregnado de magia antiga. Os líderes dos batalhões haviam se postado próximos de Yuroki enquanto o exército adentrava a floresta, todos eles mantendo a ordem nos soldados para que nada de errado acontecesse. Foi então que a floresta mostrou sua verdadeira identidade, um lugar sombrio e morto, digno de carregar o título de Takaras. As árvores que antes se mostravam verdes e esbeltas se transformaram em troncos secos e deformados, cinza e negro predominando sobre todas as outras cores -Como eu suspeitava. Redobrem sua atenção. Hanz, mantenha-me informado sobre a visão aérea do nosso arredor e quanto tempo levará para que alcancemos o labirinto. Robert, se sentir alguma energia estranha, tome as providências que achar necessário para manter a nossa segurança. Todos vocês, daqui em diante, qualquer erro será pago com a vida. Contudo, se obtermos sucesso na contenção desses rebeldes, a glória que os espera será imensurável!

Depois de dar suas novas ordens, Yuroki continuaria a penetrar floresta adentro junto com seu exército a procura do Labirinto Soturno. Durante a marcha, observaria o céu para saber o posicionamento do sol e poder planejar seu próximo movimento. Tal como havia dito para seus soldados, dali em diante, qualquer erro seria pago com a vida. E Yuroki não pretendia morrer antes de poder decapitar Darkar.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Qua Nov 19, 2014 5:39 am




Com uma ordem daquela Hanz não poderia ir contra mesmo que não fosse boa ideia, o que não achava naquele momento. Fez que sim com a cabeça e adentrou ao mundarel de soldados e parou lá na frente. Dez minutos depois da ordem, e na hora que ele achou apropriada por conhecer a floresta, Yuroki vê um vulto preto subir rapidamente ao céu numa velocidade incrível e sumir nas nuvens.

A floresta pouco mudou enquanto andavam, os troncos começaram a aparecer quebrados e com rostos macabros, espinhos nas peoprias árvores e arbustos com pedras pontiagudas espalhadas pelo chão, chegava aos olhos de Yuroki dois batedores que davam informação para Hanz e recebiam novas ordens e se dispersavam entre as árvores. O sol não conseguia entrar pela mata fechada, então sempre era mais escuro com poucos raios de Sol que passavam pelos galhos. O cheiro de podridão batia vez ou outra em seus narizes e sempre algum animal morto surgia dos dois lados.

O tempo passava e nada da criatura aparecer, agora os Lideres estavam dispersos e um soldado de cada partição se aproximou de Yuroki para protegê -lo enquanto eles estavam dando suas ordens. Não estavam nem perto ainda do Labirinto quando a critura que pairava os céus desceu num vulto ao lado de Hanz e voltou para o céu. No mesmo instante ele voltou-se para os outros três Líderes e ordens foram gritadaa e o grupo tomou uma nova formação. Para ajudar a fileira de batedores Hanz adicionou mais uma, seguida pela de magos e infantaria pesada mais uma também.

Maina foi quem se aproximou desta vez, olhando-o fixamente por um tempo.

- Nossa viagem ainda vai durar dois dias e o Soldado alado conseguiu ver o Labirinto. Estamos no caminho certo, porém já viu uma quantia consideravel de soldados na porta, mais ou menos 20, o que é claro que não será pareo para nós mas deve ter alguma armadilha, ainda não tenho conhecimento de suas espécies, mas em pouco tempo ja saberemos. Os batedores que analisam o terreno estão meio dia na nossa frente verificando terreno e ainda não encontraram nada além de armadilhas baratas.

- Os soldados que estão a parte do campo de invisibilidade foram transferidos para frente e um soldado está com sua aparência. Se seguirmos nesta velocidade, chegaremos la em um recorde de dois dias e meio, meio dia a menos que o programado. Eles estão se alimentando enquanto andam e paramos meia hora para descanso como vê de seis em seis horas. A proxima será uma hora com o refeição, uma fortificada, isso acontecera em duas horas. Alguma ordem senhor?




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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Sex Nov 21, 2014 2:43 am

Ordens dadas, ordens cumpridas. Quanto mais o tempo passava, mais Yuroki se sentia confiante do exército que possuía em mãos e dos soldados que o formavam.

A floresta que o cercava era ainda mais macabra do que Yuroki imaginara. Rostos distorcidos lhe observavam enquanto seguia seu caminho, entalhados em árvores sem vida que tingiam o cenário de cinza. A escuridão dada a ausência da luz solar apenas intensificava a sensação de pesar que Yuroki sentia, mas mesmo em situações como aquela, o possuído considerava que algo de útil poderia ser tirado. Andando nas sombras das árvores, será difícil localizar o meu exército antes que estarmos perto demais. Soldados se apressavam em suas funções e Yuroki apenas os observava, analisando as reações que eles tinham enquanto davam e recebiam mensagens de superiores e subordinados. A ausência de qualquer outra criatura viva além de guerreiros lhe atormentava, ainda mais porque cadáveres surgiam em seu caminho de tempos em tempos. Em dado momento, o possuído estava sendo protegido por soldados de cada batalhão, uma precaução no pior dos casos.

O soldado alado retornara de sua patrulha e logo se reportava à Hanz. Não demorou muito depois disso para que um dos líderes do batalhão viesse até Yuroki, Maina, a responsável pela infantaria leve. Seu relatório era conciso e de extrema importância para o planejamento de Yuroki, este que não hesitou nem um segundo para lançar novas ordens à sua capitã.

-Muito bem. Se existem armadilhas, mesmo que baratas, então devem haver alguns espiões desses rebeldes ao nosso redor. Digam aos batedores que deem prioridade a captura desses espiões. Prefiro interrogá-los pessoalmente... Deixe o mínimo possível de soldados à vista, o suficiente para atrair alguns olhos alheios para que nossos próprios batedores possam capturá-los. E diga aos soldados que continuaremos a marcha esta noite sem descansos desnecessários, apenas paradas curtas. Saímos a pouco tempo do Exército e ainda temos energia para prosseguir sem precisar descansar. Pararemos quando estivermos a um dia e meio de viagem do Labirinto. Qualquer soldado que não suportar a marcha, ficará para trás! -Com toda a sua imponência, Yuroki clamaria as ordens para Maina e depois a dispensaria.

A escolha de continuar a marchar de noite era para que cobrissem o maior terreno possível antes do primeiro descanso, isso porque Yuroki queria que os soldados mantivessem a excitação e a ansiedade para a chegada, além de ser um modo de retirar soldados mal preparados de seu exército. Prosseguir à noite poderia ser perigoso, mas o possuído decidira arriscar e confiar em seus batedores, além de planejar que quão mais rápido alcançasse o Labirinto, mais despreparados estariam os rebeldes quando fossem atacados. Se fosse para que descobrir da chegada do exército de Yuroki, que acontecesse quando eles estivessem a menos de um dia de viagem, não dando tempo para que formulassem um contra-ataque.

Uma estratégia arriscada para uma missão com grandes riscos de morte. Mesmo assim, Yuroki ainda se mantinha frio e calculista em suas escolhas e ordens. Enquanto marchava floresta adentro, procuraria se alimentar de alguma das carnes que trouxera consigo e se hidratar com um pouco de água, afinal, não sabia quando chegaria a hora de largar seu alimento e empunhar seu machado e tingir de sangue a sua armadura.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Qua Nov 26, 2014 6:08 am

Novas ordrns foram dadas e Maina aquiesceu sem dizer uma palavra. Adentrou à multidão de soldados e falou à todos os outros líderes as novas ordens. Em minutos Yuroki viu batedores vestido de verde e marrom com espadas e facas de curto alcance sair pelas laterais em velocidades impressionantes,a maioria tinha até o nariz cobertos e olhares frios de varias cores e cicatrizes. Como um ser mágico também, Yuroki sentiu a magia dos magos mudarem, ou seja, seu plano de diminuir os que serão vistos estava dando certo.

As horas já tinham passado e Yuroki só via armadilhas e cadáveres de animais nas laterais, a luz que pouco tinha se esvaia e pela cor do raro céu que via, ele estava rosado de um lado e começando a ficar escuro do outro. Um dia ja tinha passado e todos preceram nem sentir ou ver a hora passar. Seus vorpos estavam em perfeito estado.

A noite enfim caiu sem notícias, isso porque nada de diferente acontecia. Fos batedores que voltavam voltavam minutos depois para dentro do mato. A floresta ficou esvura de vez e se fosse um exército humano não conseguiria seguir adiante. Todos enxergavam no escuro e em bom estado, nisso Yuroki não precisava se preocupar. Foi então que Hanz apareceu com um soldado ao lado segurando com firmeza absurda uma criatura da floresta. Era um homúnculo verde com escamas e olhos amarelos igual um lagarto. Tinha um rabo enorme que fora cortado ao meio e tinha marcas de sangue no rosto e tronco. Ele tinha o olhar seco e olhava fixamente para Yuroki na intenção de que quando voltasse aos seus contaria como ele era e seu exército. A parte interessante é que mesmo dentro do circulo não conseguia ver sua centena de soldados.

- Este é um dos que conseguimos pegar vivo, a maioria se matou. Segue como pediu, aqui está.

Apesar do post pequeno ele é muito importante e interessante. Enjoy it. X3

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Seg Dez 01, 2014 9:13 pm

A marcha prosseguia e o exército avançava floresta a dentro. Yuroki mantinha-se quieto todo o tempo apenas acompanhando a movimentação dos soldados, atento ao que acontecia ao seu redor. O trajeto se mostrava deserto tirando os animais mortos e armadilhas precárias montadas pelo exército rebelde. Táticas pífias. Isso nunca funcionará comigo. Sem muitos problemas, passou-se um dia de marcha intensa, um simples teste de resistência para ver a capacidade dos soldados daquele exército. Quando Yuroki viu que nenhum deles havia desistido ou ficado para trás, sua confiança aumentou ao ter certeza do sucesso da sua missão.

Quando a noite caiu, o movimento de batedores pareceu aumentar no exército. Logo, não foi de surpreender quando Hanz surgiu na presença de Yuroki junto com um de seus subordinados e um ser de raça inidentificável, escamas verdes e um olhar amarelo que insistia em encarar Yuroki, uma atitude mais do que insensata. O possuído se virou para Hanz, fazendo um sinal para o mesmo o liberando de seu serviço -Bom trabalho. Pode nos deixar a sós -Então esperaria por Hanz e pelo seu subordinado voltarem para suas funções antes de começar a falar com aquele homúnculo.

-Está gostando do que vê? Espero que minha aparência esteja lhe agradando. É uma pena que seus companheiros tenham se suicidado, nada de ruim ia acontecer com eles caso cooperassem. Não precisa ficar tenso, somos apenas eu e você aqui, ninguém irá lhe causar nenhum mal. -Nisso, Yuroki olharia para o seu arredor para simbolizar que todos ali estavam sobre seu comando, garantindo a segurança do prisioneiro -Meu nome é Yuroki Winter e estamos aqui para tentar entender o que está levando vocês a se rebelarem contra Takaras. Não tenho intenção de começar uma guerra aqui, no Labirinto Soturno, e você pode me ajudar a alcançar esse objetivo. Me diga por que vocês estão reunindo um exército rebelde aqui e quem está por trás disso. Se você cooperar comigo, liberdade lhe será garantida. Caso contrário, terei que lhe aprisionar até o final dessa campanha. E então, o que você tem a me dizer? -Yuroki manter-se-ia com uma expressão séria durante toda sua fala, ao mesmo tempo soando superior àquele homúnculo. Deixaria seu machado de guerra ao seu lado, apoiado no ombro em descanso, mais um instrumento para impor medo e respeito no prisioneiro e aumentando as chances dele cooperar com seu interrogatório.


Última edição por Tibi em Qua Jan 07, 2015 7:33 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Sex Dez 05, 2014 2:33 pm



Com um sorriso sacana se soltou dos soldados que o prendia e bateu a poeira do corpo e encarou Yuroki nos olhos. Ouviu atentamente suas perguntas.

- Por que acha que responderei todas as suas perguntas de mão beijada? - Falou seco sem sorrir. - Se quem deveria falar, não falou, por que acha que eu vou falar ou saber de alguma coisa? Fui pago para fazer o que estou fazendo e não preciso saber do que se trata. Mas por uma grana a mais posso me aliar a você, heh....

Agora sim ele sorriu sem tirar os olhos de Yuroki. Falou aquilo com tanta certeza que transparecia em sua cara que dizia a verdade...ou não? Dificil dizer e mais ainda ter certeza. Poderia matá-lo ou torturá-lo achando que arrancaria a verdade que apenas no final saberia que ele não mentia desde o começo, ou então ir ate o fim e saber realmente a verdade. Era uma atitude que só um capitão de berdade saberia tomar, um exímio na inteligência e no cargo que o pertence. Neste momento tinha um exército parado a descansar enquanto seu capitão resolvia pendências e mais três dos seus além do prisioneiro esperando por uma resposta. E qual seria ela?


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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Seg Dez 08, 2014 11:32 am

Nas poucas palavras ditas por aquele homúnculo, Yuroki já conseguia extrair informações cruciais para a sua missão. No momento que o prisioneiro falou sobre estar sendo pago e que trocaria o lado por uma melhor oferta Yuroki logo descobria que os rebeldes estavam contratando mercenários para constituir suas forças armadas. Se eles estão contratando mercenários, então eles possuem dinheiro suficiente para isso, mas isso é impossível... Existe alguém financiando esse exército e deve ser ele o responsável por tudo isso. Alguém com muito poder está usando esses rebeldes como distração para ocultar sua identidade e não se sujar com Takaras, ao menos enquanto não possui força suficiente para superar o exército real. Raciocínios rápidos frutos de diversas experiências passadas permitiam que Yuroki tirasse conclusões com essa velocidade e reagisse sem dar chances para seu inimigo tomar a ofensiva, tanto em combates quanto em discussões como aquela. Mantendo seu ar superior sobre aquele homúnculo, Yuroki começou a liberar sua aura mágica para que se tornasse finalmente visível ao seu redor, dando apenas uma amostra do seu poder aquele ousado prisioneiro. Imediatamente depois retraiu sua aura, retornando para seu estado normal.

-É claro que sua cooperação será recompensada com um cargo no exército e dinheiro para que não precise se preocupar pelo resto da sua vida. Hanz! Traga-me mil lodians, depressa! Isso é tudo que poderei lhe dar agora, mas quando retornarmos à Takaras de missão cumprida, garanto-lhe que receberá dez vezes desse valor. Então, você me contará o que lhe pedi? Quantos são vocês? Quem é o seu líder e por que estão se rebelando? -Agora restava à Yuroki esperar a resposta do homúnculo para tomar suas futuras decisões. Ao menos posso usar essa pausa para descansar os soldados.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Sex Dez 12, 2014 6:22 pm

O homunculo não se segurou e começou uma gargalhada alta e frenética que demorou quase um minuto inteiro. - Você acha que me venderia por exatos mil Lodians e que acreditaria que me dará dez vezes mais depois? Ora você tem que ser mais esperto para um capitão. - Falou ainda rindo, ate sentir a presença que Yuroki expandiu por alguns minutos; mesmo assim isso não foi o suficiente para amendrontá-lo a ponto de aceitar sua oferta.

- O que garante que assim que eu contar, mesmo com a grana em mãos, você não vai me matar e pegar a grana de volta? - Olhou para Hanz que trazia o saco de couro com a grana - É claro que não sou idiota e não tenho nada a perder e provei isso. Agora me solte, aumente a proposta ou me mate. - Falou decidido, lançando um rápido olhar para a arma que um dos soldados embainhava. Hanz percebeu este movimento e lançou uma olhada significativa para seu soldado que já percebera o que iria acontecer e já sabia o que fazer, apenas deixaria rolar e ver o que o capitão decidiria, afinal o demonio não estava para brincadeiras futeis e não não era nada bobo e seria difícil dobrá-lo.



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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Qua Jan 07, 2015 7:36 pm

Yuroki ouvia a última resposta do homúnculo para si. O possuído queria muito aquelas informações, mas a atitude do seu prisioneiro estava começando a irritá-lo. Ele não estava acreditando nas palavras de Yuroki e era isso mais irritava o futuro capitão -Percebo que você não confia em minhas palavras, seu tolo. Você, soldado! -Nesse momento, Yuroki sinalizava com sua cabeça ao soldado que o homúnculo observava a arma -Dê a sua arma para o prisioneiro -Agora Yuroki já mandava os outros soldados se afastarem, criando uma roda na qual apenas ele e o homúnculo estavam dentro. O possuído pegou seu machado de guerra em mãos, ergueu acima de sua cabeça e depois deixou cair ao seu lado, ficando desarmado perante o prisioneiro -Talvez, homúnculo, você acredite nos meus punhos. Irei lhe obrigar a me dizer o que quero.

Depois de esperar o prisioneiro pegar a arma e se preparar, Yuroki manter-se-ia estático diante dele, deixando que o homúnculo tomasse a iniciativa no combate. Quando ele viesse lhe atacar, o possuído usaria sua estatura avantajada para se adiantar e aparar o golpe com suas fortes mãos, visando agarrar o punho do homúnculo no meio do ataque e interceptar o golpe. Após fazer isso, desarmaria ele usando sua força bruta, apertando o punho até que ele soltasse a arma, e depois disso começaria a desferir diversos socos na face e no corpo do prisioneiro, continuamente até que ele estivesse em uma situação deplorável, quase desmaiado e sem conseguir se manter em pé.

Mesmo se o homúnculo tivesse conseguido lhe acertar, Yuroki tentaria tornar o ataque algo superficial e depois tentar desarmar o homúnculo para seguir com a saraivada de socos. Depois que tivesse terminado com o homúnculo, repetiria suas perguntas mais uma vez ao prisioneiro e independente de consegui-las ou não, virar-se-ia para Hanz e diria -Prendam esse homúnculo e o carreguem conosco. Logo chegaremos ao Labirinto, então ele não será um peso problemático. Estou te deixando encarregado de obter as informações que eu quero dele, então você irá interrogá-lo a cada hora. Não o deixe descansar, não lhe dê comida. Estou lhe dando permissão para fazer o que quiser com esse maldito -Dado aquelas instruções à Hanz, Yuroki se abaixaria para pegar seu machado e apoiá-lo no ombro, para então começar a marchar e gritar para todo o seu batalhão -A pausa acabou. Continuaremos a marcha IMEDIATAMENTE!

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Ter Jan 20, 2015 10:58 am

Feliz ano novo!! Bons posts e exps para nos! Prometo nao judiar muito de vc, mas espero que terminemos logo para dar inicio a uma nova =D

O demônio não esperava que ele desarmaria um soldado para lhe fornecer uma arma. O próprio soldado abru um sorriso de canto, neste gesto Yuroki pôde ver que eles se garantiam de qualquer forma, até mesmo desarmados e isso é fundamental numa batalha. O demônio pegou o machado e seus olhos foram direto para o soldado desarmado, mas este era grande e também tinha formado o círculo em volta dos dois. Hanz observava tudo e era um dos que faziam a formação, ele tinha os braços cruzados numa posição forte de líder. Os olhos dele por fim pararam em Yuroki e sem aviso avançou, seus olhos intensificaram de cor e sua abriu mais do que qualquer inimigo, a visão era assombrosa. Mas antes que oudesse diferir o ataque Yuroki mostrou para que estava ali, seus soldados deram um passo para trás pela surpresa e assistiram ele dar uma surra bem dada no demônio. Ele por sua vez, gritava de dor com cada ação e ria alto, mas quando caiu no chão estava desacordado.

- Como quiser Capitão, levem-no para o centro do batalhão e amarrem-no, quero dois soldados com ele. - E assim o fez, levaram o prisioneiro enquanto todos ouviam a nova ordem.


=============================

Depois deste episódio a noite passou rápida e tranquila. Há cada hora podiam ouvir o prisioneiro gritar, mas nenhuma notícia chegava aos ouvidos do capitão. Maina apareceu para lhe dar coordenadas de onde estavam e como estava a situação pelo ar. As notícias eram sempre as mesmas e isso era bom.

Foi faltando uma hora para a meia noite que Hanz apareceu dentre os soldados. Sua expressão ainda era a que usava em combate, fria e furiosa. Conforme chegava perto de Yuroki e começava a falar isso foi amainando.

- O prisioneiro está morto e jogamos há uma boa distancia donde estamos. Mas antes de morrer nos deu as informações. O exército não é maior que o nosso, porém tem muitas criaturas mágicas e usam muitas que vão por baixo da terra. Neste momento já sabem que estamos indo mas não atacam, pois querem que nos aproximemos mais para cairmos em alguma emboscada. O líder deles nem a criatura conhecia. Estamos há um dia de lá e não achamos sentinelas ou mais um grupo como os dele a não ser que resolvessemos procurar a fundo. Como ele mesmo disse, a maioria são demonios e mestiços que são contratados por alta grana e nao têm nada a perder. Ele diz que estes demônios são diferentes de cada um, igual ele mesmo mostrou na hora em que foi ataca-lo, mas me parece que não estão tão preocupados. Ordens, senhor?

Aquilo não estava ficando bom e estava estampado na cara de Hanz, além de Yuroki mesmo sentir. A floresta estava silenciosa demais e mística, como se uma energia estranha estivesse entre eles. Hanz esperava ordens enquanto os outros líderes continuavam seus serviços.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Qui Fev 05, 2015 2:10 am

Após deixar claro como seriam tratados os próximos prisioneiros naquele esquadrão, Yuroki ordenou que o homúnculo fosse interrogado e torturado até que revelasse algo. Para isso, designou Hanz e logo em seguida continuou a marcha até o Labirinto. O encontro entre os soldados de Takaras e os rebeldes não demoraria muito mais para acontecer.

Maina sempre aparecia para informar o possuído sobre seus alados, mas nenhuma novidade lhe era trazida. Os rebeldes devem saber da nossa aproximação agora. Devem estar se preparando para uma guerra. Quanto a qualidade dos soldados, Yuroki tinha confiança na vitória de seu exército. Contudo, os rebeldes possuíam o conhecimento do terreno e seria fácil construir armadilhas para que os pegassem de surpresa. Em uma das reportagens de Maina, Yuroki a mandou começar a procurar por possíveis emboscadas, também mandando abusar da vantagem de possuir diversos guerreiros alados. Queria saber exatamente o que os esperava.

Hanz reportou Yuroki sobre a morte do prisioneiro e o que havia conseguido extrair dele. Mergulhado em seus pensamentos, deixou escapar sua suspeita quanto ao possível líder daqueles rebeldes -Nem mesmo os rebeldes sabem quem é seu líder. Esse cara é muito esperto e cauteloso... -Quando ouviu sobre possíveis emboscadas e a existência de criaturas que se moviam pelo subterrâneo, Yuroki balançou sua cabeça negativamente. Suas previsões sobre um massacre pareciam se tornar cada ver mais reais.

-Nesse caso, Hanz, mande chamar os outros capitães. Agora é o momento certo para discutirmos nossa próxima ação -Esperaria até que todos estivessem reunidos diante de si. Robert, Hanz, Maine e Hazur. Falaria para Hanz repetir a situação e o que o prisioneiro havia dito antes de morrer e só quando terminasse diria -Chegaremos lá em menos de um dia, então quero todos os soldados preparados para a batalha. Está na hora de discutirmos nosso plano de guerra. Digam-me o que acham. Mas antes, Robert, preciso que seus magos substituam essa miragem que nos cerca e substitua a magia por uma barreira detectora ao nosso redor. Por cima e também por baixo. Cair em uma emboscada agora está fora de questão -Ouviria com atenção todas as palavras de seus subordinados. Quando eles terminassem, completaria independente do contexto que a reunião houvesse tomado -Esses demônios... Mesmo que eles se rendam, não deixaremos nem um deles vivos amanhã!

Tudo bem Shao?! Brigadão! Tudo de bom pra você também minha narradora masoquista predileta husahusahuashusa
Desculpa a minha demora nas postagens. Estou meio apertado esse começo de ano e ainda não peguei o ritmo novo. Mas vou me esforçar para terminar esse arco e partir para novas aventuras com esse possuído loucão.

Morte à Darkar!!!

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Qua Fev 11, 2015 5:58 pm

Os lideres foram chamados e escutaram atentamente o que Hanz tinha para dizer e se entreolharam, pensando a mesma coisa que ele e com a mesma feição. Robert foi o primeiro a se pronunciar:

- Se estas criaturas vêm debaixo, podemos achá-las num raio de um kilometro do começo do exército. Realmente eles têm a vantagem do terreno, mas não se preocupe, temos cinco cabeças. Colocarei rastreadores em todas as direções e ao cair da próxima noite estaremos seguros até o amanhecer.

Maina foi a segunda, séria e arisca:

- No céu será mais fácil de ver quando a criatura entrar na terra, temos essa vantagem mesmo eles tendo criaturas pelo céu. Alguns dos soldados serão carregados por alguns alados para ataques de longa distância, muitos não precisam se usarmos uma magia forte e eficaz que acertaria uma boa quantidade, algo como confusão mental. - Falou olhando para Robert que aquiesceu.

Hanz falou em seguida olhando para Hazur:

- Ataque de batedores combinados com infantaria acerta em quantidade, temos a vantagem de sermos ágeis e defendermos a infantaria com nossas armas, assim como os de Maina acoplados em árvores e atrás de nós para um ataque mais rápido e mortal. - Ambos aquiesceram e olharam para Yuroki para ver sua reação. Hazur foi o último a falar:

- Os batedores têm a vantagem da força e imunidade em certos ataques, são difíceis de cair até o terceiro ataque. Primeiro ataque dos magos aéreos para baixar defesas, então ataque do restante. Se surgir esse monstro do subterrâneo devemos saber sua habilidade. Quando isso acontecer podemos fazer um ataque direto e eficaz, se abatermos rapidamente esta criatura o exercito inimigo ficará amedrontado, ainda mais por não conhecerem diretamente seu lider. - Todos pensaram por um instante em tudo que foi dito e aquiesceram. Era um bom plano. - O que me diz, capitão?

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Tibi em Sab Fev 14, 2015 1:18 am

O exército não se movia naquele momento por ordens de Yuroki. O possuído queria ter certeza dos próximos passos que tomariam dentro do território inimigo e para isso havia convocado seus quatro generais. Reunidos, Hanz explicava aos que ainda não sabiam sobre a atual situação que os cercava e logo em seguida Yuroki pedia o conselho deles. Esses não demoraram para se pronunciar.

O possuído ouviu tudo com extrema atenção, planejando em sua mente o que poderia usar daqueles conselhos. Hazur foi o último a se pronunciar e todos ficaram a espera das palavras finais de Yuroki, um silêncio tenso que só se quebrou quando ele começou suas novas ordens.

-Muito bem. Robert, você e seus homens têm até o pôr do sol para erguer essa barreira ao nosso redor. Maina, continue a vigiar o terreno pelo céu e informe qual a melhor direção para se aproximar do acampamento rebelde. Procure guiar o exército para o terreno alto contra esses demônios. Hanz, mande os batedores recuarem e não fiquem muito distantes da coluna principal, os que não estiverem na frente se juntarão à infantaria. Quero todos os soldados prontos para a batalha, afiem as lâminas e equipem suas armaduras... Quando chegarmos ao acampamento deles, nossa investida será rápida e mortal, quero eliminar o máximo de demônios na primeira leva e amedrontá-los com nossa força, dispersar os covardes e caçá-los. Os batedores que estavam junto com a infantaria cercarão o perímetro e impedirão que os rebeldes fujam. Não pode haver nenhum fugitivo. Contudo deixem alguns sobreviventes, quero mais informações sobre o começo dessa rebelião toda... Quanto a esse ataque subterrâneo, não quero nenhum homem se dispersando do meu exército. Mantenham-se unidos e acabem rápido as esperanças deles... Minhas ordens foram claras, agora podem se retirar e recomeçaremos a marcha dentro de uma hora -Ao final das ordens, Yuroki sinalizava com sua mão que os quatro podiam realizar suas novas tarefas. O momento do combate estava se aproximando rapidamente e até mesmo o frio possuído sentia uma tensão no ar. Por um momento sentiu a presença de Lich dentro de si se tornar mais intensa, talvez por causa da ansiedade que estava sentindo ou simplesmente pela sede de sangue que o demônio sentia. Tentando tirar qualquer preocupação de sua mente, Yuroki começaria a afiar seu machado de guerra e checar sua armadura antes do momento de partir. Comeria algum pão e carne seca para alimentar o corpo e beberia de seu odre. A batalha logo chegaria ao acampamento rebelde e ele não teria outra chance de se alimentar tão cedo.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Shaorin em Sex Mar 27, 2015 5:12 am

(Desculpem meu atraso, estive no hospital mas ja estou bem, e facul comecou xD. Vamos continuar.)

Não foi preciso falar duas vezes para eles entenderem o que era para ser feito. Já viraram as costas e começaram a dar suas ordens. Já viam alguns elfos subirem os céus mais uma vez e sumirem entre as nuvens; os batedores se aproximaram dos magos e infantaria, mostrando a que veio. Todas as ordens foram cumpridas e antes da uma hora que tinha solicitado para descanso, tudo estava pronto, inclusive o campo em volta do exercito.

Maina se aproximou de Yuroki com um olhar vago e roxo, diferente do que era e ficou frente a frente, como se enxergasse além. Ergueu a mão num pedido que ele encostasse a sua na dela. E quando o fez, aconteceu a coisa mais incrível que Yuroki já vira: seus olhos tornaram-se arroxeados na hora e entrou em um transe, sentiu os pêlos do seu corpo se arrepiarem e um vento forte passar por seu corpo e o barulho do cortar do vento e asas em seus ouvidos. O que via? O céu acima das nuvens. Yuroki estava conectado em Maina que por sua vez era conectada com um de seus soldados principais. Tudo que ele via, os dois viam também. Era bonito o céu de takaras. O rosa tornar-se roxo e o sol querendo nascer e se mostrar, coisa que o marasmo de Takaras não deixava. Então de repente o soldado começou a descer num mergulho girando para uma das nuvens e o trio sentiu ao mesmo tempo o frio na barriga, fazendo até a mulher sorrir.

Ao sair da nuven observou tudo em Takaras: o castelo e o labirinto, além das montanhas cobertas de terra, pedra e mato. Yuroki via da mesma forma que os dois, tudo mais verde, mais vivido, tudo tinha mais cor. Foi então que viram o labirinto e, meio kilometro antes de alcançar as portas de entrada, estava um exército de vários tipos de criaturas, duas eram aquelas minhocas enormes que esperavam uma ordem para atacar. O soldado virou a cabeça e olhou para onde estava o seu exército e viu que nao faltavam bem duas horas de caminhada.

Maina finalizou a conexão soltando sua mão. Foi como se alguém o puxasse para a vida novamente, ao olhar para ela e ver tudo normal como sempre vira, viu a mulher com a testa cheia de suor, tomando água, ainda ofegante. Se conectar em três mentes e mantê-las firmes por quase meia hora não era para qualquer um.

- Viu? Não são muitos, mas devem ser fortes e mágicos. Foi para te mostrar quanto tempo temos e como são as criaturas. Espero que tenha gostado do breve passeio.

Pedindo licença e sem dizer nada, virou as costas e juntou-se aos outros, deixando que Yuroki visse seu esquerdo se conectar novamente naquele arroxeado, um olho mantinha lá em cima, ao mesmo tempo que mantinha um aqui embaixo. O tempo todo.

Yuroki então via o que enfrentariam e poderia dar suas ordens com mais clareza. Duas horas para o ataque assim que saissem do lugar. Era estranho ao mesmo tempo que bom saber daquilo. Quando estava perto de completar a uma hora que havia dado, os líderes se juntaram e deram seus relatórios, inclusive de aproximação com o outro exercito, sabiam que quando passassem da primeira hora já seriam atacados e saberiam como revidar, o exercito era maior que o do inimigo mesmo isso não querenfo dizer que o outro seria derrotado facil. Enfim todos recomeçaram a marcha e dentro de uma hora ou duas seriam atacados a qualquer momento.


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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Hummingbird em Sab Mar 05, 2016 6:58 pm

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Aceitei a proposta sem hesitar. Deixei que a dona fada me guiasse pelo caminho indicado sem questionar, mas não sem antes puxar Sorriso pela mão, trazendo-o comigo. Imagino que tia Sally não ficaria contente se soubesse que trouxe mais alguém em nossa missão, contudo, não estávamos saindo do caminho certo? Era mais como um atalho! A própria Dona Fada parecia conhecer mais daquela floresta do que as próprias raízes!

— Puxa, parece doloroso. Quero dizer, fazer a natureza sangrar... — Comentei durante o percurso, meio que pensativo em relação as coisas que me foram ditas. Por incrível que pareça, mesmo depois de tanto conversar com aquela criatura, a sensação de perigo e de desconforto permanecia a mesma. Mesmo que eu insistisse em acreditar que ela estava me ajudando, não conseguia me livrar daquele sentimento de desarmonia que ela me passava? — Mas se isso os deixam felizes, imagino que a Floresta seja muito gentil então. Se bem me lembro, meu pai costumava me dizer que as pessoas mais gentis são aquelas capazes de sangrar sorrindo desde que seja para fazer alguém se sentir melhor. Isso faz da Floresta alguém muito gentil não é? — Aquela foi mais uma pergunta retórica. Parte de meus devaneios é claro. As vezes eu me sentia muito entusiasmado com a menor das lembranças de meu pai. Era a única coisa que me restou dele afinal; lembranças.

E depois da caminhada, acompanhado de Sorriso segurando minha mão, reparei que entramos num lugar esquisito e que me trouxe uma sensação muito parecida com a de nostalgia. É como se eu já estivesse aqui há muito tempo, e não me lembrasse. Talvez eu tenha passado sim, mas enquanto Ifrit estava no controle é claro. E por falar nele, o demônio andava quieto. Senão fosse pela companhia da dona Fada e de Sorriso, que tanto me distraiam, certamente eu estaria muito preocupado com meu amigo. Eu quase não conseguia mais percebê-lo ali.

Meus olhos foram de encontro aos detalhes daquele lugar como se buscassem alguma lembrança de quando enquanto Ifrit, eu o visitei. Era repleto de musgo, de poças de algum líquido que não sei dizer qual era, de árvores secas e muito mais. A princípio, procurei por alguma coisa comestível. A prioridade eram frutas, entretanto, acredito que naquela parte da Floresta não seja tão fácil de encontrar uma boa maçã. E então lembrei do tal desejo o qual a dona fada mencionou. Antes de entrar no Labirinto então fiz uma breve parada, mãos uma na outra, ansiosas, dedos agitados...

— Então é isso? Dentro desse lugar posso encontrar alguém que pode realizar qualquer desejo? — Indaguei, olhos tentando acompanhar aquele ziguezague interminável da Vermelha. — E se... no lugar dos meus Pais, eu só quisesse meu amigo de volta? — Murmurei. Provavelmente a Fada não entenderia, mas com amigo eu me referia a Ifrit. Ele também talvez não me considere da mesma maneira, provavelmente deveria estar achando tudo isso uma grande besteira, uma perda de tempo, eu não sei dizer... mas o que posso afirmar com certeza é que a ideia de que posso fazer qualquer pedido me fez pensar; e por que não fortalecer meu vínculo com ele? Eu só queria que fôssemos amigos pra sempre...

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por NR Fury em Sab Mar 12, 2016 5:11 pm

Escolher implica em perder, abrir mão de algo.





 
Aquele deveria ser o grupo mais estranho que aquela floresta já tinha visto; era bizarro. Tão bizarro que coisa alguma ousava cruzar os caminhos deles. Os olhares, antes vigilantes, agora se desviavam e fugiam em pavor. Dava para ouvir os seus passos em fuga. Mas não por muito tempo. Como a fada havia antecipado, eles estavam já muito próximos da entrada do labirinto.

Sean havia vencido a primeira parte do seu desafio. Mas ele havia, também, feito uma escolha. Optou por seguir a fada, como uma estrela cadente, atrás de seu sonho. Ele não tinha ideia, ainda, do que significava sua escolha.

A entrada do Labirinto Soturno se abria frente a eles como uma enorme boca faminta prestes a devorá-los. O vento soprou. Era nostálgico. Consigo, trouxe algumas folhas verdes que derrubou das árvores. Sim, folhas verdes e vivinhas, tão diferentes daquelas que o menino era acostumado a ver. O cheiro de musgo úmido impregnava o ar. O clima era outro, mas a aura densa da Floresta da Tortura ainda parecia segui-los de perto.

Havia um estranho e pesado silêncio na entrada do labirinto. Nem pássaros, nem outras coisas: parecia que nem mesmo uma alma habitava aquele lugar. Nem uma alma: um corpo sem alma. Mesmo que fosse maldita, espíritos eram coisas que nunca faltavam naquela floresta, então aquele labirinto era diferente. Ele era quieto demais. Um silêncio perturbador que fazia levantar uma paranoia capaz de levar um viajante à loucura!

[Vermelha, a fada do sangue] — À frente devemos entrar para seu maior sonho realizar! Hihihi~♪

E seguiram numa linha reta sem fim que ia até onde os olhos podiam alcançar. O caminho era escuro, raízes grossas se erguiam como pernas preparadas para derrubar qualquer um que estivesse desatento. Apenas alguns raios de sol penetravam o alto do labirinto que revelava inesperadas aberturas e caminhos. Verdadeiras cortinas de musgo desciam dos galhos altos como se fossem pingar sobre os aventureiros. Mas só havia o silêncio: estranho e incômodo silêncio. Quer dizer, não era bem assim. Vermelha, a fada, cantarolava em suas frases mal rimadas por todo o caminho. Ela dançava enquanto voava e era difícil não prestar atenção nela. Ela prendia a atenção de Sean.

Horas pareceram se passar naquela linha reta incessante. Ao olhar para trás, o menino teve a estranha imagem de curvas que antes não estavam ali. Aquele labirinto era confuso, mais do que a mente de Sean podia entender.

[Vermelha, a fada do sangue] — Por aqui, vamos logo, ou vamos encontrar o fim aziago. Hihihi~♪

A fada parou. Uma linha reta incansável se seguia, mas ela revelou uma passagem oculta por trás de heras espinhosas. Sean seguiu pelo caminho, mas Sorriso, que o segurava pela mão, parecia decidido a ir naquela linha reta. Ele puxou o menino que, por sua vez, puxou para o outro lado. Vermelha tentou segurar o menino, mas sua força era insignificante.

[Vermelha, a fada do sangue] — Mas o que há de errado com essa coisa?!

A fada se irritou. Sem rima alguma, ela gritou e se jogou, em chamas mágicas vermelhas, contra o esqueleto, o atingindo no peito. O impacto foi forte. Sorriso soltou. Uma explosão de faíscas vermelhas se espalhou, mas depois cada fagulha se transformou em puro sangue, manchando o chão em raio.  

Sorriso, o esqueleto, estava banhado em sangue. Filetes de músculo frescos cresciam por entre os ossos, tencionando o corpo do esqueleto, pulsando vivos. O sigilo desenhado em sua testa agora tinha um outro sigilo, feito em vermelho, escrito sobre ele. O esqueleto, obedientemente, seguiu pelo caminho que a fada indicava.

[Vermelha, a fada do sangue] — Agora está bem melhor, podemos seguir e evitar que aconteça o pior. Hihihi~♪

E indicou o caminho que seguia numa longa e profunda entrada na terra, cheia de musgos e teia de aranha, úmida e escorregadia. Era melhor tomar cuidado. Se Sean caísse ali, não tinha como saber quando iria parar.

05

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Hummingbird em Sab Mar 26, 2016 10:51 am

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— Sorriso! — Alarmei, assim que vi o esqueleto ser atingido pela investida da dona fada. Ele meio que cambaleou. Minha preocupação é que tivesse sofrido alguma coisa, corri para perto dele, analisando-o mais de perto. Reparei que agora cresciam algumas coisas nele e aquela marca em sua testa meio que mudou de forma ou não sei, só ficou esquisita. Mas Sorriso levantou-se logo em seguida e parecia bem. Deu-me a mão como de costume e, desta vez, decidiu seguir pelo caminho indicado pela fada.

Dei de ombros.

O que a dona fada fez, mesmo do seu jeito torto, convenceu Sorriso de não mais implicar com nossa caminhada. Se ele estava bem, todos estão bem. Quer dizer, mais ou menos. Eu ainda não entendi um pouco direito o que acontece com esse lugar; as vezes olho ao redor e vejo curvas que antes não existiam ali. Isso é, só quando eu realmente consigo reparar em alguma coisa por mera distração. O voo da dona fada era sempre tão hipnotizante que eu mal conseguia tirar os olhos daquele ziguezague brilhante. Era até bonitinho. Vou confessar? Eu queria muito brincar com ela, meus dedos tremiam de vontade e qu-

— Tem noção de que não pretendo ajudá-lo nessa loucura? Essa criatura que te guia não é o que você pensa que é. — A voz de Ifrit rompeu o silêncio que tanto me incomodava.

Posso dizer que senti alívio? Eu realmente estava começando a me sentir sozinho dentro daquele lugar com clima esquisito.

— Mas ela parece tão gentil, apesar da sensação estranha... é quase como você. — Respondi em pensamento, aparentemente ainda meio distraído seguindo o caminho indicado pela fada.

— Não seja tolo. Eu nunca fui gentil. Aliás é bom que saiba que é só questão de tempo pra eu decidir as coisas de uma vez por todas. Se naquela tentativa eu não consegui, pois tenha certeza de que agora tenho tudo que preciso pra me livrar de você, pequeno corvo. Só não me entenda mal, não é nada pessoal. Você é só um obstáculo... afinal. — O demônio quase fez uma apologia com rimas, parecidas com as da dona fada.

Deixei um riso escapar. Este, foi real e não em pensamento.

Realmente não entendi o verdadeiro teor de suas palavras, muito menos o que ele quis dizer com "obstáculo". Ao menos foi engraçado vê-lo tentando reproduzir as rimas fajutas da dona fada, mesmo do seu jeito torto. Aquilo também serviu pra acentuar ainda mais o silêncio naquele lugar. Apesar da minha risada abafada, ainda assim, pude ouvir a risada ecoando e ecoando como se não tivesse mais fim naquele lugar. Olhei, meio ressabiado, para os lados, tentando entender o porquê disso.

— Ei, Dona Fada! Posso perguntar por que a senhora está me ajudando? — Disse, num súbito. Era quase como um resultado de reflexões do meu subconsciente. Apesar de não entender muito bem as suspeitas de Ifrit, ainda assim, me deixei levar pela ideia que ficou ali, germinando. A fada parecia tão gentil, mesmo assim, haveria algum outro motivo pra ela se dispor a me ajudar tanto?

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por NR Fury em Sab Abr 02, 2016 4:58 pm

BIRD
 
A fada seguia cantarolando e dançando ao vento como uma semente de dente de leão levada pela brisa da primavera. Seguiram, a fada, o menino e o esqueleto sangrento pela entrada na terra. A princípio parecia só um buraco. Quanto mais desciam, mais as paredes mostravam construções antigas, de tempos imemoráveis. Eles mergulhavam a um desconhecido de mistérios. Por sorte, Vermelha tinha luz própria. Sua cor carmesim se destacava na escuridão mais ainda do que do lado de fora. Aos poucos, a luz do mundo, seja da lua ou do sol, ficava esquecida para trás conforme entravam mais e mais profundo na terra.

A fada fez uma parada brusca com a pergunta do menino. Ela olhou para trás e o mirou com seus olhos pequenos, escondidos naquela máscara de sangue líquido, e que eram como rubis. Mirou profundamente.

[Vermelha, a fada do sangue] — Você realmente não sabe? Nós fadas existimos para que os sonhos possam se tornar realidade! Hihihi~♪ Somos feitas de sonhos! Como chamas de desejo e, dentre eles, os das crianças são os menos enfadonhos! Hihihi~♪ É por isso que te ajudo. Mas a magia sempre vem com um custo, contudo...

E, pela primeira vez, ela não riu. Atento a ela, Sean descuidou de seu passo. O terreno em declive era escorregadio e trocar um pé levou o garoto a perder o equilíbrio e cair e mesmo a mão amiga do esqueleto não foi suficiente para o segurar. E ele não parou. O musgo molhado e abundante agiu como um verdadeiro escorregador – ah, quisera ele ter conhecido algo assim em sua infância danificada. O menino escorregou e ganhou velocidade, mas o chão era liso insuficiente para não se machucar. Implorou, em sua mente, para não encontrar uma parede e parece que seu pedido foi atendido: em algo macio e fofo ele terminou. Como se caísse numa cama elástica, ele teve o impacto amortecido. Mas não podia ver o que era. Tinha se perdido da fada num escuro profundo e assustador.

O silêncio espreitou como um terrível predador. Sean tentou se levantar, mas não conseguiu: estava colado ao chão! Literalmente! Fez bastante força, mas, quanto mais se mexia, mais sentia que ficava preso. Então sentiu um movimento que balançou toda a rede onde ele estava. Alguma coisa estava terrivelmente errada...

06

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Hummingbird em Qua Abr 06, 2016 8:33 pm

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— Sonhos em realidade... — Balbuciei as palavras quase como se não tivesse força nos lábios para pronunciar. Estava realmente encantado. Diante dos meus olhos senti o vislumbre da oportunidade. Senti como se fosse capaz de pedir qualquer coisa, como se qualquer desejo meu pudesse virar realidade. Mas o que eram os meus sonhos? Eu desejava rever os meus pais... eu desejava a amizade de Ifrit, eu desejava...

— Eu desejo... — Murmurei.

E então a queda.

Minha atenção, antes tomada completamente pela fada e por suas palavras, por seus poderes, por seu vermelho vibrante, agora era tomada por aquela passagem em que escorreguei. Fechei os meus olhos, atormentado pela ideia de que possivelmente no fim daquela queda eu encontraria uma parede e nela eu bateria de frente. Quase posso jurar que os pensamentos de Ifrit me invadiram a cabeça e neles eu podia compreender que na colisão de meu corpo, meus ossos se quebrariam provavelmente e eu morreria. Droga, justo agora que eu estava tão perto. Dona Fada poderia me dar qualquer coisa...ela estava me guiando para o encontro com o meu desejo, não é mesmo?

E então eu ouvi aquela risada. A risada daquela que um dia foi minha companheira, e que hoje vive na espreita de uma oportunidade pra me enganar de novo. Seria hoje a sua chance?

— Aaahh! — Um último suspiro? Não, no lugar da pedra fria e cheia de musgo, senti como se caísse em cima de um amontoado de folhas, bem aconchegante até. No entanto, este era uma rede. Abri os olhos e busquei entender do que se tratava. Posso jurar que os risos daquela traidora foram se esvaindo na escuridão. Por falar nisso, será que havia alguma luz que me ajudasse a enxergar onde diabos eu estava?

Tentei me mexer; estava preso. Aquela coisa em que eu cai deitado era grudenta e restringia meus movimentos. Aquilo foi me deixando agoniado pois quanto mais eu me movia, mais eu ficava preso.

— Isso não é justo?! — Bradei, insatisfeito. Mordi o lábio inferior, tentei parar de me mexer. Notei que alguma outra coisa fez um movimento, mais pra lá da escuridão. Não sei se conseguiria ver direito e distinguir o que foi, mas independente disso, pensei em pedir ajuda. — Ei, Dona Fada! Ainda consegue me ouvir? — Tentaria chamar por sua atenção, elevando a voz.

— A adaga, pequeno corvo.. — Sussurrou Ifrit.

Tem razão! Será que meus dedos alcançam a adaga guardada em um dos meus bolsos? Eu costumava guardá-la na cesta de palha mas, desde minha última aventura, ela residia em meu bolso, presa, perto da cintura. Eu realmente queria alcançá-la agora, não sei, talvez eu conseguisse usá-la para cortar aquilo que me prendia. E pra piorar tudo, sabe-se-lá quanto tempo eu ainda teria até aquela coisa misteriosa na escuridão revelar se me oferecia perigo, ou não.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por NR Fury em Ter Abr 26, 2016 8:46 am

BIRD

 
O perigo era iminente: Sean alcançou sua adaga e, instintivamente, apontou para o lado da ameaça. Ao mesmo tempo Vermelha se aproximava e sua luz, ainda fantasmagórica, iluminava o ambiente de uma forma assustadora. Fios caiam como trapos. Havia coisas enroladas ali. Algumas pareceram se mexer. Tudo era muito esbranquiçado, como os ossos de Sorriso costumavam ser.

Olhos como chamas miraram o menino. Muitos deles e eram como estrelas em chamas num céu amaldiçoado. Dentes afiados se abriam frente a ele e fizeram sua adaga parecer um palito! A alma do menino fugiria de seu corpo, se pudesse, tamanho o terror que a visão o causou. Um frio excruciante invadiu seu peito, fazendo seu coração parar por um instante. Seria essa a morte?




Ele estava em uma teia. Uma teia enorme com uma aranha enorme e monstruosa! Ele era a presa, o jantar que estava servido. Estava no ninho dela: não havia escapatória! Teias por todos os lados e tão fortes que mesmo se Ifrit assumisse o controle, não poderia rompê-las. Aquela boca tão grande poderia engolir o menino numa única suculenta e saborosa mordida!


[Vermelha, a fada do sangue] — Dorothy! Isso são modos de tratar um convidado? Desse jeito ele vai acabar todo borrado. Hihihi~♪


A aranha pareceu se assustar. Recuou rapidamente, ergueu suas patas e começou a fazer um barulho como placas raspando uma na outra e, acredite, era como se estivesse se comunicando com a fada! Vermelha, em seguida, dirigiu algumas palavras para a aranha. Ou se deveria chamar de ruídos? Não dava para entender! Mas, por incrível que pareça, suas rimas continuavam!

[Vermelha, a fada do sangue] — Aqui vai algo curioso sobre as fadas: nós nos comunicamos com a natureza! No meu caso, com as coisas malvadas! Hihihi~♪

A aranha monstruosa chamada Dorothy, acredite se quiser, se aproximou de Sean com suas patas fez algum truque que fez o menino se desprender das teias. Seus braços e pernas estavam cobertos em muco, mas parecia que ele não ficaria preso de novo.

[Vermelha, a fada do sangue] — Sabe cavalgar? Vamos depressa deixar este lugar!  Hihihi~♪

Haveria algum jeito daquela aventura ficar ainda mais incomum?!

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Atrasei um pouco mais que o comum, né? +150xp para você, arredondando um dia para cima.

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Re: Labirinto Soturno

Mensagem por Hummingbird em Ter Abr 26, 2016 5:48 pm

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— Hahah! Essa foi por pouco, ufa! — E o desespero foi passando. Não vou mentir que, do jeito que as coisas andaram, eu senti medo. Estava começando a me acostumar com essa sensação. Foram poucas as vezes que eu a conheci de tão perto. E desta vez foi ainda mais longe, eu quase tinha certeza de que nem mesmo Ifrit poderia combater aquela criatura. Eu sentia isso. Mas, dentro de mim, ele insistia em contradizer, rindo debochado. É, eu também não posso dizer que conheço-o por completo. Sabe-se-lá o que mais ele esconde, né?

Livre da teia, enfim, pude relaxar. Tentei me equilibrar onde quer que eu estivesse. A ideia era ficar de pé, ter um pouco de tranquilidade pra observar melhor onde eu estava. Com o brilho da dona fada, tudo parecia mais nítido agora, inclusive Dorothy. Era assim o nome daquela criatura né? Parecia uma aranha, não sei, era tão grande...

— Realmente, acho que preciso de um banheiro. — Disse em resposta ao que a Vermelha cantarolou. Não que eu estivesse borrado mas, admito, estava com muita vontade de fazer xixi. Que embaraçoso. Espero que a dona fada não consiga ver minhas bochechas vermelhas agora.

O fato é que as duas pareciam se comunicar de alguma maneira. Não pude deixar de sorrir, aliviado. E não, não foi pelo xixi ok? Aquela mancha na minha calça era só suor. SÓ ISSO!

— Uau, isso é mesmo i-incrível dona Fada! — Cheguei a gaguejar. Era mesmo surpreendente as inúmeras habilidades da Vermelha, eu ficava quase o tempo todo olhando-a com um olhar encantado, divagando em seu ziguezague costumeiro. Acordei do transe somente quando ela fez menção de que deveríamos sair dali logo. Perguntou se eu sabia cavalgar. Rapidamente me veio em memória aquela aventura em que parti, ainda quando vagava pelas entranhas da Floresta, onde andei sim a cavalo. Mas era um cavalo pequeno..

— Acho que sim. Era um cavalo pequeno, mas era muito companheiro.. — Arrumei o capuz pra cobrir minha cabeça e voltei a falar; — Eu o chamava de Guloso, sabia? Ele gostava muito de maças, hahah! — Engatei com certo entusiasmo, lembrando-me daquela aventura. Puxa, foi mesmo incrível.

— Mas por que a pergunta, Dona Fada? Vamos achar algum cavalo? — Indaguei com certa inocência enquanto tentava me limpar daquele musgo todo. Se é que era mesmo musgo...argh!

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Sean Lionheart
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