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Porto Real

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Porto Real

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 12:59 pm


O Porto Real é certamente um dos lugares mais movimentados de Hilydrus. O comércio naval de todo o reino concentra-se neste ponto, e navios de todo o mundo são recebidos com suas propostas e especiarias. Metais, animais de corte, pedras, madeiras, tecidos, vestimentas, armamentos e tudo mais que você puder encontrar é comercializado aqui a céu aberto. Graças ao movimento intenso o lugar é pesadamente fiscalizado, com soldados rondando a todo momento. Geralmente o comércio é localizado, de forma que os navios mercantes já possuem compradores fixos em Hilydrus e vice-versa, mas ainda assim é possível comprar uma coisa ou duas das quais você precise.

Além de movimentado o porto é extenso, tendo alguns quilômetros de comprimento, percorrendo pelo menos um quarto da face norte da península. Isto porquê o trânsito de embarcações não pára, e elas são dos mais variados tipos e tamanhos. Lordes vindos de fora costumam utilizar navios gigantescos e luxuosos, e fazem questão de um espaço só para eles. Outros navios carregam dezenas de famílias que buscam uma nova vida em Lodoss, deixando para trás histórias doloridas e cicatrizadas. Em maior parte o trânsito de embarcações se dá com acordos comerciais com o reino de Hilydrus, principalmente troca de especiarias. A ilha é extensa, fértil e repleta de riquezas, e exportá-las é um dos principais motivos que torna Hilydrus um reino próspero e seguro.

Também é possível conseguir empregos dos mais variados tipos e pagamentos, pois sempre se precisa de mão-de-obra. Vagas como carregadores, grumetes, cozinheiros, marujos e até quem sabe uma vaga de capitão podem pintar facilmente por estas bandas. Alugar e comprar embarcações também é possível, mas nem sempre tão barato. Basta ter cuidado com os vigaristas.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:19 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Porto Real

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 1:10 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ Laser Beetle
Spoiler:

Laser Beetle escreveu:"Terra à vista!".

Ainda era comecinho de manhã quando o navio carregado de turistas, aventureiros, mercantes e andarilhos atracou no Porto Real. Alguns soldados inspecionavam atenciosamente as caixas e caixas de mercadoria que eram descarregadas, enquanto um ou outro olhar curioso batiam nas novas caras que pisavam - talvez pela primeira vez - na Ilha de Lodoss. De pé desde antes do amanhecer, Eric ajudava a carregar algumas coisas junto aos outros marujos, e depois de uma ou duas horas, um deles se aproximou do arqueólogo, colocando a mão no ombro do rapaz e dando-lhe um copo d'água.

- Chega, Eric! Valeu mesmo pela ajuda, cara, mas você veio aqui pra explorar, né? Você já conhece o navio todo, então tá na hora de ver o que mais tem por aí.

Tomando um gole da água, o loiro percebeu que não teria argumentos pra contrariar aquilo. Gostava de ajudar, mas não podia ficar ali pra sempre, afinal. Terminou de beber, limpou o suor das mãos e apertou o antebraço do marujo, como um aperto de mãos, um antigo gesto de amizade da sua terra natal.

- Luka, muito obrigado pela carona, mesmo. Espero que nos encontremos de novo um dia desses! - Sorria, desfazendo o gesto e correndo até sua mochila, que o esperava num canto. Colocando uma alça no ombro, acenou para o capitão do navio na continência formal dos Cruzados, colocando a mão direita espalmada no peito e se curvando. O porto era incrível, navios muito maiores estavam ali, com todo tipo de gente andando pra lá e pra cá.

"Preciso de um lugar pra arranjar comida. E um mapa seria bom também..." - Olhava ao redor, procurando algum tipo de estalagem, feirante, ou algo do tipo. Resistia aos seus instintos de ajudar as pessoas ali a carregar caixas, descarregar bagagens e amarrar cordas, tinha que dar um jeito na sua própria situação primeiro.

@ GM Sah
Spoiler:

GM Sah escreveu:
Era uma manhã de céu encoberto no porto, nuvens cinzas claras cobriam todo o céu, anunciando que em breve cairia sobre todos ali uma grande tempestade. Apesar disso, o movimento continuava intenso, guardas rondando a todo instante, marinheiros e carregadores perambulando pelo cais, carroças lotadas de caixotes dos mais diversos tamanhos, e a alguns passos a frente, a infinidade de barracas e pequenas lojas que se estendiam por todo porto. O barulho era incessante, perturbador para ouvidos desacostumados, mas ainda assim, normal naquele período e local. Não demorou muito até que Eric fosse dispensado de seu navio e seguisse sua jornada. Sua primeira necessidade era de saciar sua fome e cansaço, porem não tinha sequer uma moeda para isto, então o único jeito seria arranjar um trabalho.

Eric andou por boa parte do porto até encontrar uma taverna próxima a rua principal do porto, era de tamanho mediano e parecia bem cheia, bem na porta do estabelecimento, havia pregado um pedaço de pergaminho com os seguintes dizeres. “Procura-se ajudantes de cozinha.” Podia não ser exatamente o que Eric desejava, mas já era um bom inicio para alguém que havia chegado a menos de uma hora na ilha. Ainda na porta, Eric pode ver o grande movimento dentro do estabelecimento, que mesmo sendo limpo e arrumado, transformava-se numa algazarra devido a grande quantidade de clientes.

@ Laser Beetle
Spoiler:

Laser Beetle escreveu:Andar no meio daquele pavilhão de pessoas era algo incrível, cada rosto que aparecia na multidão parecia carregado de histórias pra contar, ao menos era o que a experiência de viajante de Eric lhe dizia. Estava acostumado com barulho e algazarra, mas não era muito fã, não se incomodava mas preferia o silêncio de uma ruína e a tranquilidade de um templo. Andou bastante, sorriu bastante, e finalmente achou um lugar promissor. "Ajudante de cozinha" era um termo bem abrangente, ele logo se imaginou lavando tigelas, mas enquanto alguns se sentiriam mal com tal pensamento, ele se animou.

Viajou tanto, não era a primeira vez que lavaria tigelas pra pagar uma noite na taberna. Não tirou o papel do lugar, já que pareciam precisar de mais do que um único rapaz. Reuniu suas coragens de enfrentar o bolo de carne que parecia estar habitando o estabelecimento e entrou, de mala e tudo, com um plano simples: desviar de tudo e de todos, procurando alguém que pudesse indicar quem era o encarregado ali. De negócios ele entendia um pouco: quem mandava nunca estava carregando pedidos.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Mar 01, 2014 1:41 pm

<desculpe a demora, como deve saber estou sem net em casa, posto de vez em quando do trabalho, mas ainda assim não e sempre.>

Eric tinha determinação e um espírito valoroso, mesmo que fosse para lavar pratos, ele o faria de bom grado se pudesse ganhar algo com aquilo. Ele adentrou na taverna e teve uma bela surpresa, ela estava lotada, tanto que ele mal podia se mover, em meio a uma multidão de gente com fome e impaciente, ele finalmente conseguiu se espremer até o balcão. Sem muito sucesso, pois dos 3 que atendiam la, todos estavam ocupados demais para falar com o rapaz, e ao seu lado, outros 6 esperavam e reclamavam dos serviços prestados ali. Dava para notar logo de cara que a necessidade de gente na taverna era urgente, mas como ele faria para conversar com o dono era um problema. Após cerca de 10 minutos, alguém finalmente o atendeu, mas com muita pressa e sem nenhuma educação, ele o indicou a subir as escadas na lateral da taverna e ir falar com o dono em sua sala, logo a primeira porta a direita no andar de cima.

Novamente se espremendo entre um mar de gente irritada, ele conseguiu chegar à escada, mas lá havia mais um problema. Em frente a porta da sala do dono, um pequeno aglomerado de gente irritada tentava tirar satisfação com o homem. Como Eric procederia naquela situação tão inusitada?

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Seg Mar 03, 2014 8:47 pm

Parecia que seu instinto havia acertado na mosca! Entrou, conseguiu se espremer por entre as pessoas, e depois de muito insistir, foi até a tal sala do dono, mas agora o problema era outro, havia um novo aglomerado de pessoas ali, e dessa vez, elas pareciam bastante irritadas. Não tentaria nem passar na frente delas, pensou que se tentasse furar fila, iria acabar apanhando de uma multidão furiosa, não seria a primeira vez que essa situação lhe aconteceria, e exatamente por ter vivido isso antes, sabia que não era nada bom perturbar uma multidão furiosa.

Mas também sabia que demoraria uma eternidade pra esperar a sua vez de falar com o chefe, então precisava de algo pra ocupar seu tempo. E que melhor forma de ocupar seu tempo, que não ajudando as pessoas? Se aproximaria de alguém que não parecia tão, tão bravo assim, e daria dois tapinhas no ombro da tal pessoa.


- E aí, que que aconteceu contigo? O pessoal daqui parece que vai começar uma briga logo, logo. - Ofereceu um sorriso discreto, já que ele sabia que sorrir demais podia fazê-lo parecer um tanto quanto falso, devido a situação. Só podia rezar para a Luz lhe presentear com uma pessoa bem-humorada, o que parecia impossível ali, naquela hora.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Mar 12, 2014 12:43 pm

Um ambiente limpo, organizado, tranquilo, ou no máximo um pouco animado e festeiro. Era isso que Eric esperava encontrar ao entrar naquela taverna, mas o que encontrou foi exatamente o contrario, se deparando com bagunça, lotação e mau humor. Eric desviou de um mar de pessoas até conseguir chegar a seu objetivo, a sala do dono da espelunca em questão, mas esta se via fechada e um pequeno grupo de pessoas estavam lá de mau humor tentando falar com o homem. Alguns batiam na porta, outros esperavam e tinha um até pensando em arrombar a sala do senhor. Sem nem ao menos saber o porque de tudo aquilo, ele decidiu se informar ali mesmo sobre a situação.

- O que? Está brincando? Esta espelunca precisa ser fechada, gastei meu dinheiro e ainda estou com fome... E os quartos? Nem pense em entrar neles, estão uma verdadeira sujeira. – Falou o homem extremamente mau humorado, mas parecia sensato em suas reclamações, uma vez que a situação la no andar de baixo refletia tudo que e mais um pouco do que ele havia dito. – Quero meu dinheiro de volta e se este charlatão não me devolver, arrombarei esta porta e tomarei a força. – E no momento em que o homem disse isso, todos os outros concordaram. Haviam mais 4 pessoas ali além de Eric e o homem com quem ele falava, totalizando 6 pessoas, todos aglomerados a frente da sala do dono. O espaço em si era pequeno, o corredor comporta no máximo duas pessoas, e como todos insistem em tentar abrir a porta ao mesmo tempo, causa um desconforto ainda maior.

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Qui Mar 13, 2014 4:03 pm

A situação era realmente ruim. Julgando pela reação dos demais presentes, a reclamação do homem não era por pouca coisa, e se continuasse daquele jeito, mais pessoas iriam se acumular ali pra reclamar, e o desastre estaria feito. Eric tinha que fazer alguma coisa, ou alguém se machucaria... Aproveitou que os outros 4 homens ouviram sua conversa, e chamou-lhes a atenção.

- Ok, ok, eu entendo que vocês estão bravos, e com razão! Mas violência não vai resolver nada, pensem direito: vocês estão no porto, tem centenas de soldados lá fora, se começarem a quebrar as coisas só vão conseguir serem presos! Do jeito que vocês estão, o dono não vai querer vê-los mesmo, ele está com medo. - Dizia, tentando acalmá-los. Pausaria por alguns segundos antes de continuar. - Não vou pedir pra vocês se acalmarem, só peço pra me darem dez minutos a sós com ele. Mas pra isso preciso que vocês esperem lá embaixo, ou ele não vai querer abrir a porta.

Ele não tinha um plano em mente, sequer sabia se ia conseguir realmente resolver alguma coisa. Mas se ele deixasse aquilo por assim estar, iria se arrepender. Disso ele sabia.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Mar 14, 2014 3:02 pm

Todos pararam diante do discurso do rapaz, por mais incrível que parecesse, Eric estava ganhando a atenção daquela multidão de forma pacifica. Mesmo que a raiva e a indignação ainda estivessem estampados nos rostos daquelas pessoas, eles estavam calados e prestando atenção nas palavras de Eric. – Ah não, não saio daqui sem meu dinheiro. Pode tentar falar com ele, mas eu só saio daqui deste corredor com meu dinheiro! – E no mesmo instante todos eles começaram o burburinho, dando apoio às palavras do homem. Mas pelo menos Eric havia conseguido fazer um progresso, as pessoas ali deram passagem, mesmo que mínima, para que Eric pudesse ir até o dono. A porta se encontrava trancada, e todos agora estavam em silencio, mau humorados e aguardando o desenrolar daquela situação. Como Eric procederia agora?

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Dom Mar 16, 2014 1:26 am

Melhor isso do que a alternativa, pensou. Aceitou o "acordo forçado", e foi até a porta. Podia sentir a expectativa daquelas pessoas atrás de si, e sentiu receio de não conseguir resolver a situação, se ele falhasse, haveria um problema sério por sua causa. Ergueu a mão e respirou fundo, dando três batidas na porta com o punho fechado.

- Olá? Meu nome é Eric, e eu preciso falar com o senhor. Podemos resolver isso sem violência e sem escândalo, mas preciso que você me deixe entrar. Tem a minha palavra que nada de mal acontecerá com o senhor! - Internamente, Eric rezava pra Luz, para lhe dar forças, e para dar sabedoria àquele homem. Ele não poderia realmente garantir que nada de ruim aconteceria, mas suas palavras não eram em vão.

Se fosse preciso, ele arriscaria sua pele pra evitar que alguém ali se machucasse. Mas antes de qualquer coisa, tinha que conversar com o dono da taberna, e o garoto sabia que seu tempo era contado.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Mar 20, 2014 8:01 pm

Eric tomou a frente daquele grupo e com isso, também suas causas. Temeroso, mas ainda assim certo de sua decisão, ele bateu a porta do homem, que ele nem ao menos conhecia e o chamou. Suas palavras transmitiam tranquilidade e confiança, e seu jeito manso de falar e abordar a situação já havia tomado o grupo de pessoas enfurecidas. Mas seria isso suficiente para apaziguar o coração amedrontado por trás daquela porta? Eric não teve uma resposta em tempo e sentiu os ânimos atrás de si voltarem a se agitar. Ele tinha pouco tempo, e se não conseguisse um resultado, tudo iria por agua abaixo. Novamente ele bateu na porta e tentou, desta vez tentou apelar um pouco mais para o emocional. – Por favor, senhor. Não estou aqui para machuca-lo, quero apenas ter contigo uma conversa civilizada e tentar ajuda-lo.

- E-E-EU NÃO PRECISO DE AJUDA! V-VA EMBORA! – Uma voz um tanto jovem gritou de dentro do cômodo, estava visivelmente assustado e apreensivo com a situação fora d seu escritório. Eric tentou mais uma vez chama-lo, ao perceber que as pessoas começavam a se apertar para se aproximar da porta, se zangando com a falta de consideração do dono do restaurante. – Peço que confie em mim, já tens a minha palavra de que não o farei nenhum mal, o que mais precisa para que possa ter uma conversa amigável com você? – Eric deu sua cartada final, caso o homem não aceitasse, por mais disposto que ele estivesse a ajudar e continuar argumentando, o grupo talvez não o deixasse mais, estava evidente que sua paciência já estava no limite, e não demoraria muito para que eles explodissem novamente em fúria. Após cerca de 30 segundos de espera, quando um dos homens tomou a frente, empurrando Eric com certa ignorância, fazendo menção de quem iria recomeçar a gritaria, eles ouviram o barulho da porta sendo destrancada. Vagarosamente uma brecha ia se abrindo e por ela, um homem assustado e de aparência jovem olhava assustado pra fora. Eric tomou a frente novamente e tentou acalmar o rapaz.

- Muito prazer, não quero muito de você, apenas peço que me recebas e conte-me o que está acontecendo aqui, tentarei ajuda-lo de alguma forma. – O homem olhou para todos os presentes antes de finalmente abrir um pouco mais a brecha na entrada. Eric teve um pouco de dificuldade para passar, tendo que ficar de lado para isto, mas nada que o jovem não estivesse disposto a fazer para ajudar aquele homem. Assim que entrou, o dono fechou a porta rapidamente e a trancou com rapidez. Em seguida ele foi a passos apressados de volta a sua mesa e lá ficou encarando a janela por alguns instantes, ignorado quase que por completo a presença de Eric na sala.



<Beetle, tomei a liberdade de comandar seu personagem um pouco, apenas para dar continuidade a narrativa sem que houvesse a perda da qualidade nos posts. A partir daí você assume novamente. Qualquer duvida ou sugestão sobre o post, não hesite em falar cmg por MP ou pelo Skype.>

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Sex Mar 21, 2014 5:16 pm

Era um começo. Um ótimo começo! Conseguiu entrar na sala do... rapaz? Eric esperava uma pessoa mais velha, mas isso não importava, tinha conseguido dar o primeiro passo, e isso sim importava. Mostrava que o taverneiro realmente estava procurando ajuda. Eric percebeu que o rapaz não parecia saber por onde começar, então ele tomou a palavra de novo.

- Como eu disse antes, me chamo Eric, membro da Grande Igreja da Luz, apesar de não ser parte da Cruzada. - Fez uma saudação, semelhante aquela feita para o marujo algum tempo atrás, mesmo que o taverneiro não estivesse encarando-o para ver. - E seu nome, qual é? - Esperaria alguns segundos para ter uma resposta, mas continuaria mesmo sem ela. - Senhor, acho que é claro que tem uma situação estranha aqui. O que está acontecendo? Porque o atendimento dessa taverna está recebendo tantas reclamações?

O significado por trás das palavras de Eric era um tanto quanto... intuitivo. Ele não gostava de tomar decisões precipitadas, mas aquela situação parecia muito recente. Se fosse um problema recorrente há muito tempo, com certeza não teriam tantas pessoas ali tentando ser atendidas. O número de pessoas, a situação do taverneiro e a procura por novos empregados dizia, na cabeça de Eric, que alguma coisa havia acontecido recentemente para causar a queda no atendimento.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Abr 04, 2014 1:20 pm

Quando Eric novamente tomou a palavra, viu o homem tomar um leve susto. Realmente o rapaz estava transtornado, ao ponto de esquecer a presença de Eric em sua sala. Ele estava olhando pela janela fixamente, mas quando lhe foi dirigida a palavra, este olhou para Eric um tanto espantado, e depois pareceu se lembrar que estava neste mundo. – Ah... E-Eu, me chamo, Haldric. S-Sou o dono deste restaurante. – O homem se apresentou um pouco nervoso, tanto que não entendeu muito bem a saudação de Eric, mas também não fez muita questão de explicações sobre tal. – Ahhh... Sente-se, sente-se. – Falou ele apressado si dirigindo a sua cadeira. Ele sentou, relaxou e suspirou fundo. – Recentemente, muitas coisas aconteceram e eu perdi o controle de tudo. Para começar, este restaurante era do meu pai, mas ele faleceu faz alguns dias, ele já era um senhor de idade e todos da família já esperavam por isto. O problema é que eu herdei este lugar, sem nunca ter aprendido a cuidar de um restaurante... Eu não sei nem mesmo cozinhar! – Ele deu uma grande ênfase a ultima frase. Levantou-se e foi até a janela novamente, mas agora parecia bem mais calmo que antes.

- Ah, Eric. Eu estou desesperado, não sei como cuidar de uma taverna, não estou conseguindo mais dar conta disto. Se ao menos meu pai estivesse aqui para me ajudar... Sinto muito lhe incomodar com meus problemas. – Ele ficou parado, apoiado na ameias da janela olhando para o lado de fora. Do lado de fora, os sons de murmúrio eram ouvidos, mas nada distinguível aos ouvidos de nenhum dos dois. Eric se via com uma situação delicada em mãos, como um aventureiro andarilho como ele, poderia ajudar aquele homem em seu problema familiar?

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Sab Abr 05, 2014 7:30 am

Bingo! Aceitando o convite de Haldric, Eric sentou-se em uma cadeira próxima e deixou sua mochila no chão, tentando relaxar um pouco. Percebeu que estava tenso, por causa da agitação do lado de fora, também percebeu que não tinha todo o tempo do mundo pra ficar ali. Ouviu as explicações do rapaz e se orgulhou em silêncio da dedução acurada que fez sobre a situação. Suas viagens estavam dando frutos, finalmente!

- Meus pêsames quanto a seu pai, Haldric. Tenho certeza que ele está com a Luz agora. - Aquilo deveria ser um terror, o rapaz sequer teve tempo de luto pela morte do pai, e já tinha que lidar com uma situação tão ruim. Era  uma prova forte do caráter do garoto, ele não queria deixar o negócio do pai morrer, mesmo sofrendo tanto com tudo aquilo. Eric sorriu discretamente ao pensar isso, a forma mais fácil de resolver aquela situação seria fechar a taverna e vendê-la a um comerciante mais experiente, que faria um trabalho melhor para atender a população e acabaria com o sofrimento de Haldric. Mas não era tão simples assim, se ele não desistiu ainda, é porque tinha um desejo forte de manter viva a memória física do pai naquele lugar.

Eric não iria pisar por cima disso. Levantou-se abruptamente, fazendo com que a cadeira arranhasse o chão fazendo barulho e chamando a atenção do taverneiro. Estava com um sorriso esboçado no rosto, e uma mão esticada.
- Muito bem, Haldric, eu vou te ajudar! Você é uma pessoa boa, posso ver isso nas suas ações, e merece um pequeno milagre. Se você quiser a minha ajuda, é claro. - Seu sorriso - agora mais largo - esbanjava confiança, toda a expressão de Eric inspirava, de alguma forma, bondade e sinceridade. Aceitando o aperto de mãos ou não, Eric olharia para a porta pra ter certeza de que ninguém estava tentando arrombá-la ainda, e continuaria a falar.

- Primeiro, você precisa devolver o dinheiro daquele pessoal ali. Precisamos acalmar a situação pra evitar violência, ou alguém vai acabar se machucando. Você disse que não sabe cozinhar, mas não tem nenhum outro cozinheiro aqui? Ou alguém que você conheça que possa te ajudar? Pense, Haldric, tem de haver mais alguém! - Eram várias perguntas de uma vez só, mas Eric não tinha o luxo do tempo, e precisava aproveitar o pouco que tinha o máximo possível. O loiro estava feliz. Entrou naquela taverna a procura de um mapa e alguma refeição, e achou uma pessoa boa, com uma missão nobre para ajudar. Agora, mais do que nunca, ele estava determinado a ver aquele homem feliz! Era pra isso que vivia, afinal, para espalhar a Luz para todos os cantos daquela ilha.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Abr 09, 2014 11:29 am

O susto inicial parecia finalmente estar passando, e a medida que Haldric desabafava com Eric, este ia se aliviando aos poucos. Ele deixou de ir a janela a cada 5 minutos para olhar, invés disso, ficava apenas dando voltas em torno de sua cadeira, pensando e relembrando do passado. Estava mais tranquilo, mas ainda não era o suficiente para faze-lo sentir-se totalmente revigorado. Após terminar de explicar sua situação, ele baixou a cabeça e finalmente se sentou, apoiando os cotovelos em sua mesa e o rosto em suas mãos. O homem parecia estar chorando, mas nenhum som saía de sua boca, nem sequer um pio. Com a atitude inesperada de Eric, ele se assustou, olhou para a janela e depois para a porta, temia que alguém tivesse invadido a sala pronto para lincha-lo, mas ao ver que se tratava apenas de seu convidado, este se ajeitou novamente em seu lugar. – E-E-Eu agradeço muito, mas não vejo uma forma de você me ajudar. – Ele falava meio confuso, talvez duvidasse da capacidade de Eric poder ajuda-lo, ou talvez não estivesse tão para baixo, que não visse nenhuma possibilidade para o futuro. Mas uma coisa, a qual Haldric não esperava, era a perseverança de Eric, seu olhar confiante, suas palavras firmes, tudo nele inspirava confiança. Ele olhou um pouco incrédulo para a mão de Eric, que permanecia estendida, e após alguns segundos, ele aceitou o cumprimento do rapaz.

- Muito obrigado, meu rapaz. Não sabe o quanto me deixas feliz com isto. – Ele deu a volta na mesa e foi sentar-se ao lado de Eric, talvez ele pensasse que se aproximar mais traria ainda mais segurança. – Certo, tenho uma reserva de dinheiro para emergências, creio que esta seja a hora certa para usa-lo. Mas preciso ter certeza que não serei espancado assim que abrir aquela porta.

- Sobre o nosso cozinheiro? Bem, esta é uma outra historia. Há umas semanas, quando tudo começou a desandar, nosso cozinheiro chefe pediu as contas. Ele foi embora sem mais nem menos, dizendo que eu era um pão duro caloteiro. Imagina só, ele jamais veio falar diretamente comigo sobre nada, mas um dia, ele simplesmente vai embora. E desde esse dia estamos sem um cozinheiro chefe. Tentei encontrar outros, mas é muito mais difícil do que imaginava. Os nossos ajudantes têm tentado dar conta do serviço, mas aquilo está uma bagunça, até mesmo eu tentei ajudar, mas como havia dito, não sei nada de cozinha.

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Sab Abr 12, 2014 2:59 pm

A atitude do homem mudou completamente. Sentando-se mais próximo de Eric, Haldric começava a apresentar as opções e a situação com mais detalhes, enquanto o loiro levava uma mão ao queixo, gastando todos os seus neurônios naquela tarefa de análise. E ela só ia de mal a pior.

- Não se preocupe com eles lá fora, pegue o dinheiro e espere aqui, eu vou falar com eles primeiro e explicar a situação, tenho certeza de que irão se acalmar quando souberem que você irá paga-los. Nada de ruim irá acontecer com você, mas preciso que você veja essas pessoas, uma a uma, e entregue o dinheiro pessoalmente. É o que um líder faria, Haldric. - E, de fato, Eric esperava que tal ato fosse o suficiente para liquidar aquela situação. Recebendo o dinheiro diretamente do dono, com um pedido de desculpas e tudo mais, demonstraria comprometimento, e era aquilo o que mais parecia faltar aos olhos do povo, eles precisavam entender que Haldric não teve culpa no mal atendimento da taverna, e estava disposto a se redimir.

Agora, um cozinheiro-chefe abandonando o "barco" não ajudava em nada, mas ele simplesmente sumir sem mais nem menos era muito estranho.
- Você sabe aonde o seu cozinheiro mora? Você precisa falar com ele, convencê-lo a voltar, e eu acho que consigo arranjar de vocês se encontrarem. - Pausou por um momento, recolhendo seus pensamentos, depois encarou o homem a sua frente. Era jovem demais pra tudo aquilo, mas precisava ser feito - Provavelmente seria mais fácil eu ficar para trás, ajudando na cozinha e no atendimento, enquanto você procura o cozinheiro. Mas nós não podemos fazer as coisas do jeito fácil. O trabalho de um líder não é deixar seus subordinados enquanto desaparece nos momentos ruins, você precisava ficar aqui, você é o símbolo de liderança da taverna! Sem você, seus outros subordinados vão se sentir abandonados, e tudo poderia desabar ainda mais. - Eram palavras até pesadas demais pra situação, mas era o que o instinto de Eric dizia ser o certo, e ele acreditava que "instinto" era a vontade da Luz se manifestando em seus fiéis, mais do que motivo suficiente para dizer tudo que disse de forma firme, sem hesitar mais.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Abr 15, 2014 11:15 am

@ Laser Beetle

Heldric aceitou a sugestão de Eric e foi até sua mesa novamente em busca de algo em suas gavetas, mas logo voltou a prestar atenção no rapaz. Ele ouvia a todas as palavras de Eric com uma expressão bem atenta no rosto e balançava a cabeça freneticamente sempre que queria confirmar algo que achava pertinente. No fim, ele parou e ponderou bastante sobre as palavras do rapaz. Parecia estar decidindo algo ou tentando se lembrar de alguma coisa muito importante. – Você está certo, deixa-los aqui esperando só pioraria as coisas. Mas como farei então para falar com o chefe de cozinha? Não podemos ficar sem um chefe, senão a situação lá em baixo só vai continuar... – Ele parou por um momento, e aguardou. Eric cessou um pouco a falação e decidiu que iria por em pratica a primeira parte de seu plano. Indo até a porta, ele avisou a Haldric que iria falar com as pessoas ali fora, e que ele devia preparar-se para receber um a um em sua sala.

- Pessoal, estou de volta. Tenho ótimas noticias para todos. O dono da taverna concordou em devolver o dinheiro de cada um de vocês, desde que sejam civilizados e não tentem fazer na hostil contra ele. Estamos de acordo? – Todos no grupo se entreolharam, e após alguns segundos de burburinho, todos concordaram com o proposto. – Certo, irei escolher um de cada vez para irem falar com ele e receber seu dinheiro, formem a fila aqui em frente a porta, vamos deixar isso mais organizado. – E conduzindo todos como se fossem ovelhas num pasto, Eric obtivera sucesso em sua primeira tarefa. Após aproximadamente uma hora, todos os clientes insatisfeitos, que antes protestavam em frente a porta de Haldric, agora estavam saindo sem causar maiores problemas. Eric sabia que ainda faltava muito para que a situação estivesse devidamente controlada, mas sentia dentro de si a satisfação de estar fazendo algum progresso. Seu próximo passo agora era ver a situação do cozinheiro, mas não tinha ideia ainda de como faria isso.


<Está indo bem, Besouro Laser! Você ganhou 100 EXP pelos feitos até o momento e + 100 EXP pelas postagens bem feitas.>


@ Bluesday

Tenkai estava determinado a seguir em frente com o pedido de auxilio do velho. Mesmo não o conhecendo, ele podia reconhecer que aquele velho não era um qualquer, e que se ele o havia procurado, era porque realmente algo muito ruim estava por acontecer. Tenkai correu a toda velocidade para o porto, ignorando chuva e ventos, que insistiam em para-lo em sua jornada. Chegando ao porto, ele não teve nenhuma surpresa. O movimento, apesar de menor devido a forte chuva, ainda era presente àquela hora, mas o problema agora era como encontrar o tal capitão Lockwood. Tenkai optou pela forma mais fácil e pratica, e tentou perguntar a alguns dos trabalhadores sobre o paradeiro do homem, mas muitos sequer paravam para olhar o elfo, e os poucos que lhe davam alguma atenção, não sabiam dizer quem ou onde estava esse tal capitão. Rendido pela falta de informação, Tenkai não teve outra escolha a não ser cessar sua procura por um tempo para se proteger da chuva. A tempestade só fazia piorar e pouco a pouco o porto ia esvaziando, provando que nem mesmo o mais forte dos guerreiros, era páreo para a força da natureza. Tenkai correu até a taverna mais próxima, que estava começando a encher rapidamente dos fugitivos da tempestade.

Tenkai procurou uma mesa mais afastada da multidão, e encontrou seu recanto no segundo andar da mesma, que servia como uma espécie de grande sacada que dava vista para grande parte do salão principal da taverna. La em cima, havia ainda algumas mesas vazias e bastante espaço para que o elfo pudesse pensar sem ser incomodado por ninguém. Um atendente logo veio para anotar o pedido do elfo, e ele logo se lembrou que não comia nada desde que acordara na praia. Após ter feito seu pedido, ele se pôs a pensar novamente em como continuar com sua missão, até que um homem estranho sentou a mesa ao seu lado e ficou observando-o de longe, tentando disfarçar sem sucesso que estava vigiando Tenkai.

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Re: Porto Real

Mensagem por Bluesday em Ter Abr 15, 2014 1:22 pm

Molhado e com fome, o elfo procurou algum lugar para se abrigar e logo encontrou uma taverna por perto. Não havia conseguido nada de útil na chuva e ficar mais ensopado, poderia deixa-lo doente.

Se sentou em uma das mesas e pediu algo para forrar o estomago e se aquecer. Mas a impertinencia de um certo homem lhe incomodava um pouco. Tenkai o olhava com sua visão periférica, esperando que o sujeito falasse algo, porém nada feito. Ele continuava quieto apenas observando. Tenkai se cansou daquele clima e quebrou o silêncio entre os dois.

Por acaso estás com fome? Posso compartilhar minha refeição ou pedir algo quente para você tomar.

Falou em um tom gentil e convidativo, deixando o sarcasmo do seu Tenkai desmiolado para o passado, e se atendo ao que ele já fora um dia.

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Qui Abr 17, 2014 12:47 pm

Com um dos problemas de lado, agora precisavam resolver outro. Depois de muita diplomacia, não havia mais perigo imediato à segurança de Haldric, e isso tirava um grande peso dos ombros do loiro que - por fim - sentou-se novamente no escritório e relaxou em seu assento. Recolhendo seus pensamentos, voltou ao "trabalho" se dirigindo ao pobre rapaz.

- Agora, a cozinha. Vou precisar saber aonde seu ex-cozinheiro mora, você por acaso perguntou pra ele alguma vez? Ou sabe de algum amigo dele que talvez saiba? - Dado alguns segundos para ele pensar, voltaria a falar. - Acredito que posso convencer ele a vir falar com você, talvez a gente consiga ele de volta. É o melhor jeito de voltar ao nível de atendimento anterior. Ou talvez seja melhor eu ficar e te ajudar...? Podemos pedir pra outra pessoa buscar ele pra gente. Tem algum cozinheiro aqui que seja bem próximo dele?

- Novamente, eram várias perguntas, mas parecia ser a única forma de encontrar o caminho correto a seguir naquela situação. Depois de tanto tempo resolvendo os problemas ali, Eric começava a se preocupar com a situação no andar debaixo, e rezava para que os outros conseguissem segurar a situação até agora.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Abr 24, 2014 2:43 pm

@ Bluesday

O homem que estava sentado deu um sorriso largo, ele se levantou da cadeira com certa lentidão e meio desajeitado, como se estivesse bêbado, suas vestes eram aleatórias e velhas, basicamente uma camiseta branca surrada e suja, com uma capa cinza encardida e calças compridas escuras em igual estado. Ele andou de forma arrastada até chegar à mesa de Tenkai e então despejou todo seu peso sobre a cadeira bem a frente de Tenkai e ali ficou o encarando. – Sabe de uma coisa? Você não tem cara de ser alguém do conselho... Sinceramente, jamais gostei de trabalhar com outras raças. Principalmente com elfos. Eu os acho muito... Arrogantes. – Novamente o conselho entrava na conversa, seria aquele homem sujo e mal educado o capitão a quem ele procurava? Tudo indicava que sim. – Mas você é diferente... Você ofereceu comida a um completo estranho. Fico me perguntando porque, alguém como você faria isso... Se metade das pessoas neste mundo fossem assim, talvez não estivéssemos em nossa situação atual... – A conversa seguia num rumo um tanto esquisito, mas Tenkai agora tinha plena certeza que aquele era o capitão.

- Diga-me, rapaz. Qual seu nome? Antes de mais nada, me chamo Benjamin. Benjamin Lockwood, mas pode me chamar de Capitão Ben. – Enquanto falava, o homem puxou da bandeja de um dos garçons da taverna uma garrafa cheia, o garçom o olhou assustado, mas foi logo espantado por um olhar ameaçador de Bem. – Não venha pensando que eu sou algum tipo de vidente ou guru, hahahaha! Aquele velho tolo me disse que você viria antes mesmo de sequer ter falado com você. Confesso que de inicio eu não acreditei, mas cá estamos nós, não é verdade? Aceita um pouco de vinho? – Ele ofereceu a garrafa a Tenkai, sua postura mudara completamente, para alguém que havia começado a conversa com certa ignorância e agressividade na voz, ele agora parecia muito mais amigável do que sua própria aparência dizia.


@ Laser Beetle

-- Bem, ele e meu pai eram bem próximos, imagino que ele tenha ficado muito chateado com a morte dele, assim como toda a família. – Haldric ia absorvendo as perguntas e respondendo uma a uma, mas demorou um pouco mais quando ele deu a opção de algum conhecido ir tentar convencer o cozinheiro a voltar. – Você pode falar com a Thalia, é uma das empregadas da casa e ela o conhece de longa data, creio que ela possa nos ajudar. Eu iria lá embaixo com você, mas receio que ainda não seja muito seguro para mim deixar minha sala, pode me fazer mais esse favor? Estarei aqui aguardando. – Eric saiu prontamente para atender ao pedido do rapaz, descendo as escadas bem rápido e pulando degraus, em pouco tempo lá estava ele, bem no meio do salão principal do restaurante. A bagunça havia diminuído, mas ainda era possível ver muitos clientes insatisfeitos e reclamações, além da falta de organização do ambiente. Eric mergulhou no mar da bagunça rumo ao seu objetivo, buscando entre os garçons e os demais funcionários pela mulher chamada Thalia, até finalmente encontra-la servindo em uma das mesas... Ou ao menos tentando. – Mulher, olhe só para esse bife. Parece uma placa de madeira! E veja só o arroz, todo queimado. Espera mesmo que eu coma algo assim? Eu deveria jogar isso em cima de vocês e faze-los devolver meu dinheiro! – O homem esbravejava na cara da moça, enquanto esta, ficava de cabeça baixa apenas acenando com a cabeça positivamente sem dizer nada. A mulher aparentava ser jovem, entre seus 20-25 anos, tinha uma boa aparencia, apesar de um pouco descuidada devido ao excesso de trabalho, mas ainda assim, uma linda moça.

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Re: Porto Real

Mensagem por Bluesday em Sex Abr 25, 2014 12:36 am

O homem aceitava o convite do elfo e vinha sem hesitação, de forma um tanto estranha. Estaria ele machucado para andar tão estranhamente? Bom, o sujeito se colocou da maneira mais confortável possível para ele e começou sendo bem direto com Tenkai, mencionando primeiramente o conselho.

Aquilo deixou o elfo atento, mas não demonstrou isso e continuou com sua refeição, enquanto o homem não parava de falar — Sempre comentaram sobre os elfos arrogantes de Lodoss, mas jamais conheci eles realmente. Estive apenas com duas elfas desde que vim para Lodoss. Não sei o que dizer sobre eles de forma geral — Fazia uma breve observação, denunciando não ser do continente em que estava. Logo mais o homem se apresentava. Tenkai já havia descoberto quem era ele logo que o capitão abriu a boca ao se sentar com ele — De onde venho, fui nomeado como Tenkai — O elfo se referia ao Templo. Que logo em seguida ouvia a respeito sobre o velho que conheceu na praia e brincava ao falar — Ele já sabia então? Seria ele algum mago? Vidente ou guru? HaHa — Tenkai também começava a ficar mais a vontade com Benjamin. Dava um gole um pouco demorado em sua caneca e bebia tudo que havia dentro do recipiente. Empurrava ele para próximo de Lockwood e comentava — Ouvi dizer que os filhos dos mares tem bom gosto para bebidas, pois já conheceram diversos lugares e desfrutaram milhares de iguarias. Não consigo recusar a chance de poder beber um vinho vindo de longe... Isso se for o caso.

Tenkai mostrava novamente um sorriso, mas agora de ansiedade. Será que o capitão bebia um vinho de outras terras? Talvez até mesmo de sua terra natal. Quem sabe. Mas enquanto aguardava o homem encher sua caneca, ele fazia uma pergunta de forma séria, mas descontraída.

Diga-me, o que exatamente está acontecendo para o conselho estar envolvido?

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Sex Abr 25, 2014 4:04 pm

Perfeito! Havia, afinal, um caminho para resolver tudo aquilo. Concordando com Haldric, Eric desceu as escadas a passadas largas, acelerando seu coração enquanto pulava alguns degraus e começava a sentir os efeitos da agitação sem fim que fora seu dia desde que acordou. Quando chegou ao salão principal, respirou fundo, recolhendo suas energias e pensando que - ao fim de tudo aquilo - seria agraciado com um trabalho bem feito, e um lugar para dormir sossegado, sem a barulheira de clientes brigões. Depois de nadar pelo mar de gente, encontrou sua sereia. Uma linda mulher que era alvejada por setas de ingratidão e grosseria.
Eric se aproximou e entrou no "meio" dos dois, encarando o cliente com um sorriso gentil, que mudou para um olhar de seriedade no meio da frase.


- Tenho certeza de que não foi culpa dela, e que ela vai te trazer outro prato, dessa vez mais bem feito. Mas quero que você saiba que não vou tolerar sua ingratidão, se desperdiçar comida "jogando em cima" de alguém. - Nisso Eric se aproximou, já olhando o cliente nos olhos, e pegou o prato da mesa, falando baixo o suficiente só pro homem ouvir. - Eu já vi pessoas morrerem de fome, implorando aos seus deuses pra comer qualquer coisa próxima disso. Nunca jogue comida fora sem necessidade. Se afastou, com o prato em mãos, e sorriu novamente se curvando. Ele diria as próximas palavras com um rosto de genuína empatia, entendendo o lado do cliente tanto quanto o dos cozinheiros. - Me desculpe pelo transtorno, sua próxima refeição será digna do seu dinheiro. Peco paciência, por favor. - E com a mão livre, conduziu Thalia para longe das mesas, aonde pudessem falar com privacidade.

- Me desculpe por isso, me chamo Eric, e precisamos da sua ajuda. Sorriu enquanto se apresentava, certo de que estavam sozinhos, contaria a ela toda a situação, torcendo para que ela se sentisse tão positiva quanto ele em relação ao cozinheiro.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Abr 30, 2014 11:58 am

@ Bluesday

O homem parecia ficar contente com o rumo que a conversa tomava, Tenkai estava conseguindo conquistar a confiança do capitão, ou pelo menos era o que aparentava ser. – Não... Não meu jovem, esta é só mais uma bebida barata feita aqui mesmo em Lodoss. Mas lhe asseguro, que está prestes a provar muito mais que simplesmente iguarias, se aceitares velejar ao meu lado. – Ele tomou uma nova grande golada da garrafa, limpou sua boca com a manga da camisa e se ajeitou na cadeira para ficar mais confortável. Antes de continuar com a resposta a pergunta de Tenkai, ele olhou para os dois lados, afim de ter certeza que ninguém os ouvia, nem mesmo os garçons da taverna. – Há alguns meses, eles enviaram dois representantes do conselho em uma missão diplomática ao Continente Shane, acompanhados de um grupo de mercenários contratados para escolta-los. A missão era simples, estes representantes, que faziam parte de uma ordem maior do conselho, deveriam se encontrar com autoridades em Shane, para discutir assuntos dos quais nem imagino. – Ele pausou para uma nova golada de vinho e no processo, tirou de dentro de sua capa um pedaço de pergaminho sujo, algumas gotas de sangue poderiam ser vistas no pé do aviso.

“Sua comitiva está sob nossa custódia, seus termos são sujos, e sua argumentação é fraca e sem sentido. Não nos prestaremos a esse papel baixo ao qual querem nos submeter. Caso uma proposta melhor não seja enviada em breve, seus dois representantes serão degolados, e suas cabeças adornarão vosso salão.

Trasko.”


A nota soava bastante agressiva, e a presença de sangue, mesmo que não identificado, era um indicio de que não se tratava de uma mera brincadeira de mal gosto. – Esta carta foi enviada alguns dias após a chegada dos representantes a Shane, mas desde então, não obtivemos mais noticias deles. Acredito que a esta altura você já deva saber qual é sua tarefa. Você será enviado a Shane em minha embarcação pessoal e ficara encarregado de descobrir onde e o que querem esses infelizes, para libertarem os nossos homens. – Ele bebeu o ultimo gole do vinho antes de largar a garrafa vazia na mesa, e antes que Tenkai pudesse dizer qualquer coisa, ele terminou, mudando seu tom para um mais duro e um pouco intimidador. – Tenha em mente, elfo. Que esta missão representa um grande perigo não só a você, mas também a Lodoss. Se estes forem mortos, pode significar o inicio de uma nova guerra, então tome cuidado, tome muito cuidado... – Então finalmente o capitão se levantou, se estivou um pouco até produzir alguns estalos, então deu suas ultimas instruções.

- Encontre-me hoje de madrugada na doca oeste, tente não ser percebido.


@ Yokan

Quando Eric apareceu se interpondo entre os dois, a face do homem se transfigurou em duvida, mas assim que ele ouviu a primeira das “ameaças” do rapaz, ele voltou ao seu estado mal humorado. – Baixinho! Quem pensa que é para falar comigo desse jeito? E tire as mãos do meu prato, moleque, ou vou partir sua cara aqui mesmo. – O homem segurou Eric pelo pulso com força, apertando-o como se quisesse realmente partir seu braço. A jovem se afastou, estava assustada, de olhos arregalados com a situação, ela não sabia o que fazer para tentar conter aquela situação, muito menos quem era aquele que tentava ajuda-la. As pessoas que estavam em volta logo pararam para olhar, a plateia ficou praticamente toda em silencio esperando pelo desfecho daquele impasse.


<Post pequeno pra você Yokan porque não tinha muito o que fazer. o/>

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Re: Porto Real

Mensagem por Bluesday em Qua Abr 30, 2014 2:16 pm

Infelizmente o vinho não era uma iguaria como Tenkai esperava que fosse. O capitão foi finalmente para o assunto e foi comentando o que havia acontecido. Ao saber o conteúdo da carta na qual o homem a sua frente lia, Tenkai ficou perplexo.

Isso não pode ser nada bom. O que eu não entendo é sobre esses "termos". O que será que querem dizer com isso? Não consigo ver o conselho fazendo coisas que manchem a imagem de Lodoss e do próprio conselho. Fora que... — Nesse momento Tenkai ficava calado com o último aviso a respeito sobre uma possível guerra. O elfo fechava os punhos que estavam agora sobre a mesa e inclinava sua cabeça para baixo com receio do que viesse acontecer com sua ida a shane — Entendo. Farei meu melhor.

O homem finalmente havia se retirado. Não houve despedidas naquele momento, apenas um silêncio tomou conta da mesa que Tenkai estava. O elfo permaneceu ali por alguns minutos refletindo sua tamanha responsabilidade. Quando finalmente aceitou os fatos, se levantou silenciosamente e levou o dinheiro para o taverneiro, quitando sua conta por hora.

Se retirou da taverna e procurou um lugar calma para relaxar e pensar no que fazer. Embora muito pensativo, o elfo não imaginava o que devia fazer. Estava sem ideia do que encontraria pela frente, pois a política nunca fora muito seu forte, nem mesmo quando vivia com sua família. Mas ele também não sabia se teria que fazer coisas do tipo, o que aumentava suas duvidas de como agir. Talvez deveria fazer como sempre, improvisar e esperar ver o que sairia dessas ações.

O tempo ia passando e Tenkai quando ficou tarde, fez como combinado. Colocou sua manta de viagem e cobriu sua cabeça com seu capuz, escondendo seus cabelos brancos por dentro da manta e evitando que seu rosto aparecesse. Suas armas e demais equipamentos estavam bem camuflados e o elfo apenas segurava seu bastão dourado de um metal estranho. Caminhava até a doca sutilmente e sempre evitando ser avistado por qualquer individuo que fosse. Com sua visão apurada, o elfo procuraria pelo capitão e seguiria até o mesmo para poderem começar a viagem para Shane.

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Re: Porto Real

Mensagem por Laser Beetle em Sab Maio 03, 2014 3:15 pm

A situação deveria ter acabado ali, mas parecia que o cliente tinha outro plano em mente. Eric percebeu que a taberna ficou bastante silenciosa, e deu uma olhada ao redor só pra confirmar o que temia. Tinha chamado muita atenção ali, mas não podia recuar agora, talvez ainda pudesse reverter aquilo a seu favor. Ainda sério, não soltou o prato, e olhou para o homem por um momento, sorrindo depois e deixando a louça na mesa.

- Então vai comer? - Dizia firme, mas tentando ser gentil. Não gostava daquele tipo de gente, mas se ele começasse uma briga ali, tudo iria ruir. - Se for comer, peço que libere a garçonete pra ela voltar ao seu trabalho, como pode ver, há uma falta de pessoal e tem mais clientes querendo ser atendidos. - Usou a mão livre pra acenar em volta, tentando desviar a atenção do homem e fazê-lo perceber a situação. - Suas reclamações foram ouvidas com atenção, e eu só sugeri que ela trouxesse outro prato pra você, mais ao seu gosto. Mas se prefere continuar com sua refeição, então é só soltar meu braço e todos podemos voltar ao que fazíamos, que tal?

- Conforme falava, não tirava o sorriso do rosto, nem fazia esforço pra se soltar, mesmo que seu braço estivesse começando a doer com a força do homem.

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Re: Porto Real

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Maio 06, 2014 10:31 pm

@ Bluesday

A conversa entre os dois terminou de forma rápida e objetiva, mas na mente de Tenkai, aquela era uma situação delicada e que requeria muito mais cuidado que qualquer outra missão que já havia executado até o momento. O elfo permaneceu em seu lugar por mais algum tempo, ele estava concentrado, imerso completamente em seus pensamentos, tanto que o mundo parecia ter sumido completamente à sua volta. Após alguns minutos de silencio e concentração profundos, Tenkai se levantou e saiu. Antes deixou algumas moedas em cima do balcão, não tendo represália nenhuma do taverneiro, Tenkai deixou o local e aguardou até o horário combinado. Enquanto o fazia, o elfo questionava-se se seria capaz de concluir tal missão com êxito, nunca em sua vida havia feito algo parecido, mas estava disposto a tentar pelo bem de Hilydrus. A noite, quando praticamente todo o movimento do porto havia cessado, Tenkai colocou seu manto e seguiu em frente, a noite já era bem avançada e as ruas e becos do porto estavam vazias, iluminadas por lamparinas em quase toda a sua extensão, não era muito difícil caminhar ali, mesmo naquele horário. Apenas o som do mar quebrando podia ser ouvido ao longe, e os ventos gelados que traziam a maresia batiam forte no rosto. Caminhando rápido até a doca, logo o elfo avistou um pequeno grupo de pessoas se aglomerando em frente a uma embarcação mediana, de longe Tenkai não identificou ninguém conhecido, mas quando o elfo apareceu na vista do grupo, estes não manifestaram nenhuma surpresa ao ver o desconhecido se aproximando.

- Hey, você é o representante do conselho o qual o capitão nos falou, não é? Estávamos apenas te esperando, vamos subir a bordo, o capitão tem algumas coisas a tratar com você antes de partirmos. – Todos finalmente a bordo, eles subiram a rampa e começaram os preparativos para partirem, mas de forma lenta e gradual, um deles se destacou dos demais e se dispôs a levar Tenkai até a sala do capitão. – Capitão, eis que nosso homem chegou. – O homem bateu a porta e anunciou a chegada de Tenkai, depois o deixou sozinho por alguns instantes, até que o próprio capitão abriu a porta de sua cabine e recebeu o elfo.

- Entre, Tenkai. Confesso que estou feliz de vê-lo aqui, por um momento pensei que teria recusado à missão quando lhe contei os detalhes, mas vejo que és um elfo de valor. Sente-se ai. – Ele indicou a cadeira em frente a mesa. A cabine do capitão era um lugar bastante diferente, para começar, sua sala era um tanto mal iluminada, deixando espaços escuros em vários dos cantos, e a iluminação providenciada era fraca, mas ainda assim suficiente para ao menos ter alguma visão. Tudo isso em conjunto com a bagunça do local tornava o ambiente um lugar bem sombrio. A mesa de Bem era uma confusão de papeis e mapas, uma pena torta e esfarrapada repousava num tinteiro velho do lado direito, enquanto do lado esquerdo, meia dúzia de livros e pergaminhos podiam ser vistos amontoados. A cabine em si era pequena e mal organizada, mas o próprio capitão parecia não se importar com o fato. – Antes de zarparmos, tenho que lhe dar mais algumas informações. Primeiro, quero relembrar que esta é uma missão secreta e que ninguém, absolutamente ninguém, deve tomar conhecimento de seu verdadeiro propósito em Shane.

- Em segundo lugar, quero lhe dar mais algumas informações que podem ser úteis no futuro. Eu não sei sobre o que se trata a tal carta que você leu, muito menos sobre o acordo que o conselho está fazendo com os governantes de Shane. Mas acredito eu, que isto não seja obra deles. Este nome encontrado na carta, Trasko, é desconhecido até mesmo entre outros representantes do conselho, mas a mim não.

- Trasko é um ser desprezível, arrogante, egoísta e sem coração. Ele é o líder de uma raça conhecida como reptilianos, uma mistura entre homens e répteis dos mais diversos tipos. Os répteis em si já são conhecidos como animais de sangue frio, e estes seres não fogem à regra, eles pensam apenas em si mesmos e em seus próprios fins. Para eles, é impensável que os humanos, e até mesmo qualquer outra raça que não seja a deles, predominem sobre a terra. Seus objetivos até o momento são obscuros, mas este reptiliano em especial é conhecido por travar guerras terríveis contra humanos e suas políticas.

- Tendo isso em mente, só posso pensar em uma possibilidade para tudo isto. Trasko abordou a caravana do conselho que ia rumo aos governantes de Shane, sequestrou os nossos homens e agora está nos usando para entrarmos em guerra com Shane. Sua missão é descobrir até que ponto tudo isto que lhe contei é verdade, pois mesmo que eu tivesse certeza de tudo o que digo, ainda seria inútil a palavra de um velho como eu, contra uma carta escrita por alguém do alto escalão. Peço que tome muito cuidado ao lidar com essa raça, pois eles são conhecidos por serem hostis contra qualquer um que não for um reptiliano, mesmo que este possa lhes trazer qualquer beneficio que seja.
– O capitão terminou seu discurso com um longo suspiro, ele tomou para si um dos mapas que estava sobre a mesa e fez algumas marcações nele, depois jogou-o na mesa em frente a Tenkai.

- É um mapa da região onde aportaremos em Shane, o circulo indica o local onde você poderá nos encontrar, e o “X” é onde você deve começar sua busca. O grande quadrado que você vê aqui. – Ele apontou com sua pena para um grande e mal feito quadrado que envolvia uma grande área de floresta e planície. – Indica o território dos reptilianos, não chegue perto deste local, a não ser que seja estritamente necessário. – No mapa, a localização do circulo era uma cidade bem próxima a encosta, enquanto que o local marcado com um X era em um ponto isolado no meio do deserto, onde uma trilha havia sido desenhada a mão no mapa. Dadas todas as informações necessárias, o capitão se levantou e indicou a Tenkai que fosse para seu aposento descansar, pois a viagem seria bem longa e já estava demasiado tarde. O elfo, que já sentia o sono lhe acometendo, concordou e seguiu até o fim do corredor, onde o capitão havia lhe indicado.


<Tenkai, você ganhou um mapa da região sul de Shane, qualquer informação que você precisar sobre essa região, pergunte a mim e lhe direi se o mapa possui ou não.>

@ Laser Bettle

O homem olhava com certo ódio para o rosto de Eric, mas ao perceber que sua postura se mantinha impassível, aos poucos ele foi ficando confuso. – É claro que não vou comer isto! – As respostas dadas pelo cruzado pareciam ter um efeito inesperado, deixando o homem confuso ao ponto de ficar sem graça com sua atitude atual. O cliente logo largou o braço de Eric e pareceu se acalmar um pouco mais, porem ainda estressado ele deu sua ultima resposta ates de sair do restaurante arrastando as cadeiras e mesas em seu caminho. – Ora seu... Que seja, não perderei mais meu tempo nesta espelunca, não espere me ver neste lugar novamente, espero que está pocilga feche o mais rápido possível. – E com isto o homem foi embora, levando consigo seu mau humor e o estresse junto. Aliviado por ter conseguido evitar uma briga maior, Eric cumprimentou a jovem à sua maneira e a levou até um canto mais reservado onde pudessem conversar com mais calma.

- O-Ola, eu sou Thalia, mas o que quer comigo?

- Preciso de um favor seu, Srta. Thalia. É de extrema importância que nós arranjemos um cozinheiro para vossa cozinha, caso contrario, infortúnios como este só se repetirão. O senhor Haldric me informou que você, talvez pudesse nos ajudar a trazer o antigo cozinheiro até aqui para que pudéssemos ter uma conversa honesta e civilizada.

- E-Eu posso tentar, mas... E se eu n-não conseguir? – A jovem estava visivelmente insegura com toda aquela situação, ela parecia uma mulher bem tímida logo de inicio.

- Não se preocupe, tenho fé que poderá nos ajudar, apenas fale com o antigo cozinheiro e peça-o para que venha aqui, pois queremos ter uma conversa séria com ele.

- C-Certo, eu farei isso, mas... Quem ficará no meu lugar enquanto eu sair? Senhor Haldric não vai gostar de ter menos um funcionário aqui logo na hora que ele mais precisa.

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Re: Porto Real

Mensagem por Bluesday em Ter Maio 06, 2014 11:44 pm

Enfim alcançado seu objetivo no porto, o elfo se aproximou. Havia algum pessoal por ali e Tenkai desconfiou de quem seriam eles.

" Será essa a tripulação? "

Sua resposta foi respondida ao se aproximar dos mesmos, que logo recebiam o elfo de forma apressada. Tenkai entendia, o mar era perigoso e talvez fosse uma boa hora para zarpar.

Logo que adentrou na embarcação, foi indicado a ir até o capitão, porém um sujeito o guiou até o homem que a poucas horas estava trocando vinho com Tenkai, que agora o recebia com cortesia e o elogiava, tendo em seguida o agradecimento do elfo. Mas agora era hora para se obter as primeiras informações, e o capitão foi bem direto, passando tudo que era necessário para Tenkai.

Compreendo. Mais seres escamosos... — O elfo fazia um comentário vazio, refletindo sobre sua busca nos rochedos — Esse sujeito parece ser um problema, acho que vão acabar me notando em algum momento. Tentarei agir o mais discreto possível, mas se eu tiver que ir para a área deles, não sei como vai ser. Bom, a viagem parece longa, irei repousar o máximo que puder. Boa noite senhor.

Tenkai se levantou e acenou após sair pela porta. Se dirigiu até seu quarto e adentrou no mesmo. Finalmente tirou seu capuz e encostou seu bastão no canto do recinto. Em seguida pegou seus demais itens e os colocou no chão todos juntos. Retirou seu manto de viajante e o deixou sobre algum móvel para secar. Retiraria sua armadura calmamente e a deixaria de forma que o balançar do navio não a bagunçasse pelo quarto. Se houvesse alguma forma de tomar banho por ali, tentaria se lavar e voltar para cama o quanto antes. Se deitaria com sua fiel espada que ganhou de Kiur, a seu lado pronto para ser empunhada. Afinal os costumes do Tenkai desmiolado não abandonaram o novo Tenkai com memoria recuperada, apesar que ele ainda sentia que faltava algo, como se tivesse algo faltando.

Mas esse não era o momento para refletir, e sim para dormir. Shane o aguardava e não seria para um banquete dignas de reis e belas damas para Tenkai cortejar e passar algum tempo junto.

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