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Estalagem Stallion

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Estalagem Stallion

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 12:50 pm

Relembrando a primeira mensagem :


A estalagem é famosa por suas comodidades, quartos confortáveis e comida farta. O lugar foi reformado a pouco mais de um ano e possui do bom e do melhor. Apesar disso os preços são acessíveis, permitindo que viajantes e visitantes descansem merecidamente. Existem oito quartos nos andares superiores, enquanto o térreo é exclusivo para o bar e restaurante. No subsolo ficam a dispensa e a cozinha, além de 2 quartos extras com 3 beliches cada em caso de todos os quartos estarem ocupados. O preço deles, naturalmente, é mais baixo, porém o conforto compensa a falta de privacidade.

A dona da estalagem é uma meio-elfa chamada Nyra, dona de belos cabelos de cor prata e olhos profundos herdados dos elfos. Apesar do corpo esbelto e da aparência frágil, Nyra é bastante ativa e cuida do lugar como ninguém, o mantendo sempre limpo e organizado. Talvez por ser mestiça ela prefira contratar outros mestiços para trabalhar na estalagem, e por conta disso é fácil encontrar-se ali com meio-centauros, meio-golem, meio-dragão e até mesmo meio-orcs. E talvez pelo seu senso élfico Nyra sempre escolhe para trabalhar ali aqueles com intenções puras.

Os preços variam de acordo com a demanda, por isso fique à vontade para entrar e perguntar, e quem sabe ficar um pouco mais.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:17 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qua Jun 24, 2015 9:30 am

Como já esperado de um mercenário forjado à luta, o combate parecia se encaminhar bem para meu lado, apesar dos pesares. Confesso que eu não sabia dizer se o homem estava se contendo ou não, mas corpo à corpo - sendo humilde - parecia que estávamos igualados. Todavia a eficiência dos golpes era questionável... não, na verdade era frustrante.

- Quem é você e o que quer? - Uma leve camada de suor brilhava no meu rosto e tive que dar uma pausa, um pouco ofegante, para respirar antes de continuar a falar. - Nós dois sabemos que se você quisesse me matar, já teria feito. Meus golpes não fazem efeito em você... Por que?

Não que eu esperasse uma resposta para aquela pergunta, mas a frustração de não conseguir feri-lo mesmo acertando-o, me incomodava de um modo tão irritante que não conseguia conter perguntas idiotas. Portanto, me posicionei novamente ( punhos levantados, esquerdo na frente e direito mais recuado; perna direita à atrás e esquerda à frente), todavia dessa vez esperei que ele viesse.

- A pedra não é minha para da-la à você. - Fitei-o serio, mas não nos olhos - por algum motivo eu não tinha o costume de olhar as pessoas nos olhos, talvez fosse herança de minha época como escravo. - Pode vir... mas venha direito, sem truques.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Jun 25, 2015 11:27 pm

- Haha, de que adiantaria lhe dizer meu nome, se sabes que vais morrer aqui? Não que isso faça diferença, claro. HAHAHAHAHAH – O homem gargalhava com as palavras e perguntas de Agro. Realmente parecia se divertir com toda aquela situação, e sua insanidade e orgulho ficavam cada vez mais evidentes em suas palavras e ações. – Haaaa, ela não é sua, muito bem observado. Mas quem lhe garante que a pessoa a quem irá entrega-la é o verdadeiro dono? Você nem ao menos sabe o que é. – E Agro sentiu um pulso de calor percorrer seu corpo. Como uma onda de chocante, mas que confortava ao invés de causar dor. A pedra estava reagindo ao mau contido em Fyr, e enviava seu calor para Sigurd, que agora se sentia mais confiante e mais forte que antes.

- Hummm. Vamos lá então, se é lutar o que você quer, então é luta que voe terá. – E Fyr partiu para cima novamente, mas uma coisa com a qual ele não contava dessa vez era com essa nova força de Sigurd. Que não era só psicológica, era física também. Ele não se sentia somente mais confiante, mas também mais ágil, mais forte, mais resistente. Eno primeiro golpe, Fyr tentou uma investida mais direta, assim como Sigurd, com um soco de esquerda e emendando num de direita mais abaixo na altura do tronco. Mas o primeiro golpe fora esquivado, e o segundo aparado pela mão esquerda do recruta, que imediatamente deu seu contra ataque, mas foi aí que a surpresa maior veio.

O soco potente que Agro desferiu no rosto de Fyr finalmente pareceu fazer algum efeito, mesmo que pouco, mas dessa vez ele realmente sentiu o golpe. Mas mais do que isso, na trajetória entre seu golpe e a cara do inimigo, Sigurd pôde notar um brilho alaranjado envolvendo seu punho, bem tênue, mas ele sentia que aquilo era obra daquela onda de calor que recebera da pedra.

Fyr recuou alguns passos, sua expressão mudara do escárnio em pessoa para a total incredulidade. Ele olhou nos olhos de Agro, que rapidamente desviou o olhar. A raiva tomou conta do homem, que partiu para cima, mas agora com algo mais. Suas mãos se envolveram numa energia escurecida, e ele foi para cima do recruta com tudo, com uma sequencia de socos e joelhadas, tentando achar uma brecha na defesa de Sigurd. Mas mesmo que este conseguisse se defender, ele percebia que os ataques havia ficando muito mais poderosos, cada golpe parecia causar um leve choque elétrico, que o atordoava levemente. Até que enfim, Fyr achou a brecha que precisa, entre um soco e uma joelhada, o homem encontrou um ponto cego, por onde sua mão passou, chegando ao maxilar de Agro. O golpe certeiro quase quebrou sua mandíbula, mas fora a dor, ele sentiu a tontura, e teve que recuar aos tropeços para não cair no chão novamente. – VOCÊ DISSE SEM TRUQUES, HUH? ESTÁ ME SAINDO UM BELO DE UM TRAPACEIRO, VOCÊ. – E agora a parte mais preocupante. Agro sentia que aquela onda de calor estava diminuindo, como se a força da pedra estivesse indo embora.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Sex Jun 26, 2015 11:21 am

- De fato eu não sei, mas com certeza não deve ser de alguém como você. – Respondi, elevando a voz, em meio às risadas do homem. Meu rosto estava impassível como de costume, sereno como um rio sem correnteza, sem nenhuma gota de sentimento fossem eles bons ou ruins. Naquele momento pude sentir um calor percorrer minha pele, era quente, reconfortante e... Poderoso. O poder da pedra estava se manifestando e provavelmente aquela era apenas uma fração ínfima de sua magnitude.

Por fim a luta recomeçou, só que agora, com a iniciativa de Fyr. Foi como se tivéssemos trocado as posições, pois dessa vez eu estava no controle e ele em apuros. Em sua primeira investida: desviei o primeiro golpe e defendi o segundo, emendando um contra golpe quase simultâneo que, por incrível que pareça, acertou e feriu o homem. Eu já havia acertado outros golpes nele antes, mas era a primeira vez que um deles tivera uma real eficiência. Sua cara de incredulidade foi digna de uma bela risada, mas não o fiz, me mantendo focado e sereno. Logo, mais uma vez, a luta recomeçou só que dessa vez mais intensa que antes.

Não sei dizer se foi por excesso de confiança ou por descuido, mas o homem havia conseguido ultrapassar as barreiras de minhas habilidades marciais e me acertara com um servido gancho que, confesso, me fez retomar a humildade. Senti o gosto de sangue na boca e agradeci por não ter perdido nenhum dente. Pude sentir a energia se esvaindo de mim, após a pausa, e um calafrio me pegou de surpresa... sem ela eu não seria capaz de vencê-lo.

- Se você pode envolver seus punhos com energia, por que não posso fazê-lo também? Foi você quem trapaceou primeiro. – Fitei seus punhos. – De qualquer modo, a pedra escolherá seu dono e me dará forças para derrotar aqueles que pretendem usa-la para o mal. Você não é digno dela... mesmo que eu não saiba o que, de fato, ela realmente faz. – A ultima parte soou como um sussurro, mais para mim mesmo do que para o homem. Agarrei a pedra em meu bolso e apertei-a, em minha mente pedi seu auxilio mais uma vez. Eu não sabia ainda como ativa-la, mas ela havia reagido ao ódio do homem, minutos antes, e talvez essa fosse a resposta. Meu proposito era nobre, afinal, eu precisava derrotar aquele ser desprezível e sem ela eu não conseguiria.

- Vamos lá! – Voltei à posição de luta, retirando a mão do bolso e da pedra, já recuperado do golpe no queixo. Porém, dessa vez, eu tomaria a iniciativa com a esperança que a pedra viesse em meu auxilio. – Chega de conversa...

O primeiro golpe sairá como um chute frontal, com a perna de trás (direita), mirando o peito de meu adversário, posteriormente apoiando o mesmo pé (direito) na frente a fim de ganhar impulso para emendar uma joelhada, saltado, com a perna esquerda. Caso funcionasse a ponto de eu me aproximar com a joelhada, emendaria ganchos e socos cruzados e após alguns golpes, o empurraria e novamente chutaria, só que agora um forte chute circular mirando a cabeça. Tentaria ir com força e velocidade, conectando um golpe no outro sem a restrição de um caso o outro seja esquivado ou defendido, ou seja: eu não iria parar mesmo que um ou outro golpe não passasse suas defesas, dando continuidade na investida como um todo.


Observações:
Algumas explicações do golpe:
- O chute frontal terá o maior objetivo: abrir a primeira defesa do adversário para que possa seja possível conectar uma forte joelhada voadora com mais chances de exito.
- A joelhada, apesar de servir como ataque, também dará a oportunidade de me aproximar dele a fim de conectar os socos.
- Os socos, tal como a joelhada, servem para feri-lo e também para desgasta-lo para que o ultimo golpe saia mais perfeito e com chances, menores ainda, de falha.
- O empurrão serve para desestabilizar o adversário e para me dar distancia e tempo para desferir o ultimo golpe.  

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Jun 30, 2015 11:27 am

Agro se empertigou quando o homem levantou aquela questão. Sim, ele realmente não sabia a quem pertencia, nem mesmo o que aquele artefato realmente era, mas de uma coisa o recruta tinha certeza absoluta. Fyr também não era o dono daquela pedra, caso contrario, não estaria tentando rouba-la a força neste momento. E a atitude maldosa do homem despertou o sentimento, não só de Sigurd, mas também daquele artefato. Mas como? Aquele item estava de alguma forma vivo? A magia era algo realmente impressionante, incrível como coisas tão pequenas poderiam carregar tais poderes.

Agro novamente tomou para si aquele sentimento, a coragem de lutar por um ideal que ele acreditava, naquele momento, ser o correto. Completar a missão que lhe fora dada pelo cavaleiro de dragões. Sim, era isso que ele iria fazer, era isso que ele QUERIA ser. Um cavaleiro, assim como aquele que morrera defendendo a pedra, Sigurd ansiava por ser um deles. E a pedra entendeu isto, ela entendeu seu sentimento de justiça, ela reagiu à sua coragem e sua determinação. Então essa era a chave, coragem, determinação, justiça, esses eram os sentimentos que despertavam o poder oculto daquele artefato magico. Uma magia poderosa, um calor que inundava como uma onda de bons sentimentos e uma sensação de vigor além do igual.

E quando Sigurd se recuperou do golpe que havia levado, a luta recomeçou. Fyr estava com uma expressão insana no rosto, um misto de raiva e sadismo, o verdadeiro rosto de um assassino enlouquecido. Mas Sigurd não temeu, apenas seguiu em frente, e seus golpes vinham precisos, rápidos. O primeiro chute foi defendido, muito previsível, mas a joelhada nem tanto. Passou pela guarda e pegou o homem desprevenido, ele recuou um passo, mas não pareceu se importar demais com o golpe. Sua mão já vinha alta, direto na direção do rosto de Agro, mas este se abaixou no momento certo, sentindo apenas o vácuo produzido pelo golpe acima de sua cabeça.

Mais uma sequencia, agora com um soco de esquerda na boca do estômago, este sim fez bastante efeito, Fyr recuou 2 passos, levou um gancho, e caiu no chão. O inimigo parecia estar sendo dominado, ele parecia desorientado e confuso, ao mesmo tempo que bufava de ódio. Ainda no chão, Fyr partiu para a demonstração de poderes, e com um golpe para trás, ele se levantou como se estivesse levitando, parando ereto a frente do recruta novamente. O sadismo já havia sumido de sua face, agora só restara o ódio, e a vontade de matar Sigurd. - ACHAS MESMO QUE PODES ME DERROTAR, MERO MORTAL? MOSTRAREI A VOCÊ DO QUE SOU CAPAZ! - E agora não eram somente suas mãos envolvidas naquela energia negra, mas também todo seu corpo, como uma aura de sombras, e logo ela tomou forma, e transformou-se numa armadura negra arroxeada.

Fyr partiu para o ataque novamente, sua força ainda maior que antes, seus golpes voltaram a causar choques ao contato, e aos poucos, Sigurd ia recuando, apenas se defendendo como podia, mas ele sentia que logo sua defesa seria ultrapassada novamente, seja pela força acentuada, ou pelos choques que ele levava, Agro não aguentaria muito se ficasse naquela situação, ele precisava pensar rápido.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qui Jul 02, 2015 10:09 am

Eu era capaz de sentir a força da pedra percorrendo minhas veias e me elevando a um estado inexpugnável. Eu não podia ser derrotado com aquele poder e naquele momento pude ter certa concepção de como ocorria sua ativação: ela reagia às minhas emoções e intenções... Quanto mais digno e íntegro fossem, mais forte é o poder. Uma magia extraordinária, de fato, com um mecanismo de ativação surpreendente. Aquela pedra nunca serviria às causas de más intenções, contudo ainda era apenas uma suposição.

Como já esperado: a pedra veio em meu auxilio e meus golpes surtiram o efeito que eu aspirava. O homem, de incrédulo e sádico, agora, não passava de um completo louco tomado pelo ódio. Suas palavras demonstravam o tamanho de seu descontrole perante aquela situação e eu seria um tolo se não aproveitasse disso. Afinal, eu não estava com medo, tão pouco desesperado. Enquanto eu estava consciente, agindo com a razão; o homem estava cego de tanto ódio, agindo por puro impulso. Entretanto, em meio ao imbróglio, algo estranho aconteceu. Não sei explicar o porquê daquilo, nem mesmo o porquê daquele momento especifico, talvez fosse a pedra se manifestando de outras maneiras:  direta (como efeitos colaterais da magia) ou indireta (obtenção do poder capaz de cumprir promessas do passado) , mas algumas lembranças estavam começando a voltar a tona: um incêndio, gritos, meus irmãos, soluços... Vinham e iam feito flashes, como se a pedra tivesse expondo a verdadeira face do meu coração, trazendo sentimentos à muito esquecidos.

Enfim, novamente, a luta recomeçou. Contudo, agora não eram só suas mãos que estavam cobertas por aquela energia negra, era o corpo todo que tomou forma e tornou-se uma armadura.  Eu não posso dizer que estava completamente pronto para aquela investida, levando em consideração minhas conturbações mentais, mas fiz o máximo pra não demonstrar isso e segui em diante no combate.  Entretanto o homem não estava mais se contendo e pude sentir isso nitidamente em seus golpes, me fazendo recuar cada vez mais perante eles. Logo, eu tinha dois problemas: primeiro, as lembranças não paravam de vir intercaladas entre os golpes do homem que eu esquivava ou defendia por puro impulso; segundo, naquele ritmo, era apenas uma questão de tempo até que ele passasse minhas defesas e me acertasse um de seus pesados ataques.

É engraçado como as coisas nunca acontecem como planejamos. Afinal, aquela era hora de eu ter insights? Meu inimigo estava claramente cego pelo ódio, atacando feito uma besta, sem se preocupar com possíveis brechas... Era o momento ideal. Todavia agora eu me via tão desestabilizado quanto ele, porém um pouco mais ciente disso, eu imagino. Eu recuava cada vez mais e os golpes começavam a ser mais efetivos. Eu não sabia o que fazer, pude sentir uma lagrima cair de meu rosto e, confesso, não sei dizer se era pela dor de seus choques ou se pelas lembranças, mas naquele momento eu me dei conta: eu não podia perder, não... eu tinha promessas à cumprir, irmãos para salvar, pessoas à vingar.

Naquele momento algo mudou em mim. Um proposito novo, um sentimento novo infinitamente mais forte do que apenas o senso de justiça e muito mais complexo do que “bem” ou “mal”.  Era o amor e o ódio, mas de uma forma diferente do que se espera. Há quem diga que amor e ódio são faces diferentes de uma mesma moeda e posso concordar com isso. Era um ódio de vingança, um ódio além de minha própria existência, mas ao mesmo tempo era amor, um amor verdadeiro daquele que só uma família consegue ter. Um amor que exala a vontade de proteger, de cuidar... um sentimento sincero. Eu precisava salvar minha família, essa havia sido a promessa feita tempos atrás quando me separaram de meus irmãos. E promessas feitas pelo coração não são passíveis de ser esquecidas, mesmo quando você se esforça pra isso... um dia o coração cobra e meu momento havia chegado.

Portanto, parei de recuar quando senti uma brecha nos golpes descontrolados do homem e tentei adentrar em sua defesa usando do seu próprio impulso para que aumentasse a velocidade de minha investida (puxando seu braço em um possível soco desesperado, por exemplo). Se funcionasse, eu buscaria agarrar seu pescoço com a outra mão e caso conseguisse também, o levantaria e depois o jogaria de costas para o chão. Não há sentimento mais forte do que o amor seja o motivo pelo que qual ele se expressa e nada mais oportuno que uma pedra movida a isso – claro, se esse realmente fosse o motivo de sua trava. Logo, mesmo que esse não fosse o caso, não podia ignorar aquela injeção motivacional e de um jeito ou de outro, agora, a luta tomaria um novo rumo... era matar ou morrer.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sassa em Qui Jul 02, 2015 1:17 pm

Sigurd estava determinado a vencer aquela batalha, que muitos poderiam julgar como a luta do bom contra o mau, a luz e as trevas. E realmente, era isso que parecia. As sombras exaladas pelo poder do inimigo, só eram ofuscadas pelo fogo laranja nos punhos de Sigurd, mas as sombras cresceram, tornaram-se predominantes, assim como a noite terminou de cair, os últimos raios de sol do crepúsculo deixavam os céus, e só a lua permanecia, guarnecida de suas centenas de milhares de estrelas no céu. As trevas ficaram fortes, tomaram forma, alimentando-se do ódio criado por aquele homem que se denominava Fyr.

Mas Sigurd não queria desistir ainda, ele tinha fé que venceria, e como dizia o ditado, a esperança era a ultima que morria. E no coração de Sigurd, esta ainda estava bem viva. Mas até os mais esperançosos vacilavam de vez em quando, seja por querer, ou por algum outro fator, até o mais forte dos sentimentos falha, pois nada que envolva sentimentos é certo, é matemático, é simétrico. É tudo subjetivo, é imprevisível, é inconstante.

Fyr continuava a golpear com toda sua fúria, e Sigurd seguia recuando um passo de cada vez, se defendendo como podia, aguentando até onde seu corpo conseguia. Sentia que seu limite chegaria em breve, e quando isto acontecesse, seria tarde. Mas havia outro problema, um novo problema alias, suas memorias retornavam num momento mais inoportuno possível. E a cada soco, um flash de memoria, um flash tão vivido e intenso, que parecia vir acompanhado de leves pontadas em sua cabeça, assim como as pontadas de choque em seu corpo.

Mas por que agora? Por que ali? Seria o destino lhe pregando uma peça, impedindo-o de vencer aquela batalha? Ele estaria destinado a morrer, assim com o outro cavaleiro portador da pedra? “Não!” Uma voz veio em sua mente, em resposta às questões que lhe vinham a mente, mas a voz não era a sua, era diferente. E os flashes diminuíram de intensidade, e Agro pouco a pouco voltava a si, recuperava sua concentração, e suas forças. Sim, a pedra lhe rendera mais forças. Agora que ele havia voltado a si, poderia notar que o brilho laranja em suas mãos, tornava-se tão intenso e massivo, que se assemelhava a duas chamas laranjas bem vividas. Como se seus punhos estivessem pegando fogo.

- MALDITO, IREI MATA-LO E LEVAREI ESTE FRAGMENTO COMIGO, QUEIRA VOCÊ OU NÃO! - E em meio aos gritos de Fyr, Sigurd ouviu sua própria respiração, seu coração, seus pensamentos, e todos eles diziam. “Lute!” E mais uma vez, o recruta lutou, e num momento certo, sincronizado, ele achou a brecha que precisava e acertou um golpe na armadura de Fyr. O choque desta vez foi explosivo, o fogo laranja das mãos de Sigurd explodiram no peito de Fyr, e mesmo que sua armadura tenha o protegido do dano, fez com que este voasse para trás quase um metro. Fyr caiu no chão de costas, estava de olhos arregalados, e encarava Agro como se tivesse visto um fantasma. Ele balbuciou algo em voz baixa, mas não fosse o silencio total daquela noite na estrada, Agro nem teria escutado o tom de incredulidade de seu inimigo ao dizer aquelas palavras. - Não pode ser...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Jul 02, 2015 1:18 pm

Sigurd estava determinado a vencer aquela batalha, que muitos poderiam julgar como a luta do bom contra o mau, a luz e as trevas. E realmente, era isso que parecia. As sombras exaladas pelo poder do inimigo, só eram ofuscadas pelo fogo laranja nos punhos de Sigurd, mas as sombras cresceram, tornaram-se predominantes, assim como a noite terminou de cair, os últimos raios de sol do crepúsculo deixavam os céus, e só a lua permanecia, guarnecida de suas centenas de milhares de estrelas no céu. As trevas ficaram fortes, tomaram forma, alimentando-se do ódio criado por aquele homem que se denominava Fyr.

Mas Sigurd não queria desistir ainda, ele tinha fé que venceria, e como dizia o ditado, a esperança era a ultima que morria. E no coração de Sigurd, esta ainda estava bem viva. Mas até os mais esperançosos vacilavam de vez em quando, seja por querer, ou por algum outro fator, até o mais forte dos sentimentos falha, pois nada que envolva sentimentos é certo, é matemático, é simétrico. É tudo subjetivo, é imprevisível, é inconstante.

Fyr continuava a golpear com toda sua fúria, e Sigurd seguia recuando um passo de cada vez, se defendendo como podia, aguentando até onde seu corpo conseguia. Sentia que seu limite chegaria em breve, e quando isto acontecesse, seria tarde. Mas havia outro problema, um novo problema alias, suas memorias retornavam num momento mais inoportuno possível. E a cada soco, um flash de memoria, um flash tão vivido e intenso, que parecia vir acompanhado de leves pontadas em sua cabeça, assim como as pontadas de choque em seu corpo.

Mas por que agora? Por que ali? Seria o destino lhe pregando uma peça, impedindo-o de vencer aquela batalha? Ele estaria destinado a morrer, assim com o outro cavaleiro portador da pedra? “Não!” Uma voz veio em sua mente, em resposta às questões que lhe vinham a mente, mas a voz não era a sua, era diferente. E os flashes diminuíram de intensidade, e Agro pouco a pouco voltava a si, recuperava sua concentração, e suas forças. Sim, a pedra lhe rendera mais forças. Agora que ele havia voltado a si, poderia notar que o brilho laranja em suas mãos, tornava-se tão intenso e massivo, que se assemelhava a duas chamas laranjas bem vividas. Como se seus punhos estivessem pegando fogo.

- MALDITO, IREI MATA-LO E LEVAREI ESTE FRAGMENTO COMIGO, QUEIRA VOCÊ OU NÃO! - E em meio aos gritos de Fyr, Sigurd ouviu sua própria respiração, seu coração, seus pensamentos, e todos eles diziam. “Lute!” E mais uma vez, o recruta lutou, e num momento certo, sincronizado, ele achou a brecha que precisava e acertou um golpe na armadura de Fyr. O choque desta vez foi explosivo, o fogo laranja das mãos de Sigurd explodiram no peito de Fyr, e mesmo que sua armadura tenha o protegido do dano, fez com que este voasse para trás quase um metro. Fyr caiu no chão de costas, estava de olhos arregalados, e encarava Agro como se tivesse visto um fantasma. Ele balbuciou algo em voz baixa, mas não fosse o silencio total daquela noite na estrada, Agro nem teria escutado o tom de incredulidade de seu inimigo ao dizer aquelas palavras. - Não pode ser...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qui Jul 02, 2015 7:50 pm

E por incrível que pudesse parecer, sim, aquilo era real. Tudo estava mesmo acontecendo e para meu deleite, mais uma vez, a pedra viera em meu auxilio dando-me a possibilidade de ultrapassar os poderes de meu adversário, levando-o ao chão, previamente derrotado. Dessa vez, devido ao forte sentimento que eu havia despertado, a pedra respondera de um modo mais intenso e brilhante. Entretanto algo em mim, ou na pedra, me dizia que talvez houvesse mais ali. Como se aquela fosse apenas uma demonstração do que ela era capaz. Todavia, fosse como fosse, eu já estava impressionado. Se não fosse a pedra, mal seria capaz de chegar até ali e bem provavelmente já estaria morto.

Fechei os olhos por meio segundo e como quem procura algo dentro da própria mente, perguntei a ninguém em especial: “tem alguém ai?” Sinceramente não sei o que eu, realmente, esperava daquela atitude, mas já fazia algum tempo que a ideia de que a pedra pudesse ter vida própria incomodava meu subconsciente. Logo, agora que estávamos conectados, não faria mal seguir minha intuição e testar.
 
Abri os olhos novamente, olhei para o fogo em minhas mãos e depois para o homem apavorado no chão a poucos metros de mim. Encaramo-nos por alguns segundos, então parti pra cima, jogando meu joelho por cima dele a fim de imobilizar tanto seu braço quanto seu tronco; com meu o braço do mesmo lado que o do joelho eu apoiaria, com força, em seu ombro debilitando por completo qualquer contra ação ou movimento que lhe pudesse ocorrer. Com o outro braço, invertido ao do joelho, irei desferir socos em seu rosto até que, finalmente, conseguisse derrota-lo de uma vez. O objetivo era aproveitar de sua vulnerabilidade, ao estatelar-se no chão, para tentar imobiliza-lo e por fim finaliza-lo em combate.


Imagem do golpe:

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Jul 08, 2015 11:13 am

E a batalha entre a luz e as trevas continuou naquela noite escura de Ruff. Solitários no meio da escuridão, a dupla brilhava em meio a estrada como as estrelas brilhavam no firmamento, perdidas em meio ao espaço vazio do universo. Cada um com seus próprios motivos e crenças, mas ambos lutando por um mesmo objetivo, obter o poder daquele poderoso artefato. Mas se tudo aquilo que Agro imaginava fosse verdade, se a pedra estava mesmo viva, e podia sentir o que seu usuário sentia, se ela podia se manifestar apenas ao seu próprio comando, como Fyr planejava usa-la?

Mas em sua vida como escravo, certamente Sigurd viu, e ouviu falar de homens bons, que ao conseguirem certa quantia de poder, de dinheiro, ou de qualquer outro bem, e foram corrompidos. Homens que um dia lutaram pelos mesmos ideais de igualdade e justiça que ele, e agora praticavam os atos hediondos que Fyr estava acostumado a fazer. Tudo na natureza tinha seu lado bom e seu lado ruim, tudo podia ser corrompido, assim como tudo podia ser recuperado.

Fyr permaneceu no chão olhando incrédulo para Agro, ele resmungou palavras de surpresa, não acreditava no que estava acontecendo. A luta que lhe parecia ganha, agora estava prestes a ter uma reviravolta extraordinária. E tudo por conta daquele artefato, que Agro mal entendia do que se tratava, mas lutava para protegê-lo de cair nas mãos erradas. Agro tomou a iniciativa novamente, aproveitando-se que seu inimigo estava caído, ele voou em seu adversário com ferocidade, a fim de espanca-lo até que desmaiasse, mas não importava o quanto o recruta esmurrasse sua cara, ele ainda estava acordado. Até que num dado momento, Agro percebeu que APENAS seus golpes desarmados não fariam efeito. Apesar de agora poder atingi-lo com seus punhos, Fyr não sofria realmente danos, ou se sofria, não era o suficiente para sequer abate-lo.

Fyr então fez algo que surpreendeu o recruta. Ele sorriu. Aquele mesmo sorriso de escárnio de antes, como um demônio vindo do próprio abismo, sorrindo insanamente. Agro se levantou, com medo de que houvesse algum truque ou armadilha escondida por trás daquela atitude, mas não era isso. Fyr apenas se levantou, limpou a poeira da roupa e voltou a fitar o recruta. - Você tem o poder da pedra, mas não sabe como usa-la. Você não é digno de portar tal poder, soldado. Você nem ao menos sabe do que ela é capaz.

- Mas vou acabar com isso já, vou mostrar a você, qual o verdadeiro sentido do medo. Da dor. Vou dar um fim a sua existência e roubar a pedra para mim.
- E então Fyr começou a exalar uma névoa negra por seu corpo, uma aura de pura maldade e trevas que poderia ser sentida a distancia. Era algo surreal. E aos poucos, essa aura foi o deformando, transformando-o em um ser horrendo. Então sua aparência humana não era sua forma real, Agro tinha razão, ele não era um humano qualquer, e assim que sua transformação terminou, ele viu quem Fyr realmente era. Um espectro.

Sua face era deformada, como a de um defunto em avançado estado de decomposição, sua pele era acinzentada num tom quase branco, mas parecia não ser algo material, como se fosse feita de algo não substancioso. E até na hora de falar sua voz havia mudado, estava mais rouca que antes, e num tom mais sombrio. - Experimente minha verdadeira forma, mortal. - Em sua mão, uma espada de trevas se formou, e ele partiu para o ataque, desferindo um golpe horizontal na altura da barriga.
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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Seg Jul 13, 2015 12:49 pm

Como já se pode esperar - mas não gostar, é claro – a situação, novamente, mudava seu curso e dessa vez contra minha pessoa. As palavras do “homem” não eram um baque para mim, afinal eu já tinha certas ideias, intuições, sobre a magnitude da pedra e nenhuma delas acreditava em um limite tão brando – não que eu já não tivesse satisfeito, que fique claro.  Entretanto, dessa vez, aquelas palavras me atingiram. Afinal, o que eu realmente sabia sobre a pedra? Como faria para destravar seu poder? Como desvendaria seu mistério? Não sei dizer ao certo, mas naquele momento eu estava mais preocupado com minhas missões pessoais do que com a missão dada a mim, em si – que a proposito, eu já pensava em abandonar.  Eu precisava reunir poder, possibilitando em um futuro próximo o resgate de meus irmãos escravizados. Faria o que fosse para alcança-los e nada além de poder me proporcionaria isso... A pedra. Sim. Ela me ajudaria... Então mais um flash pegou-me desprevenido. Dessa vez era minha mãe, com lagrimas no rosto. Uma lembrança profunda e há tempos esquecida, de fato. Na verdade, eu não me recordava de seus rostos há muito tempo, contudo algo puxou aquilo pra fora e meu coração bateu forte ao lembrar.

- Medo? Dor? – Um sorriso demoníaco se fez surgir em meu rosto; minha cabeça estava de lado, meus olhos pulsando enquanto eu o fitava em meio a uma gargalhada contida. – Como se mata quem já está morto? – Em meu âmago, pude sentir todo aquele amor transformar-se em ódio. Um ódio esquecido, mas que agora vinha em peso. Um ódio de vingança que faz você seguir e fazer tudo aquilo que tem que fazer independente do que seja.

“O outro lado da moeda: amor e ódio” - Pude ouvir quase nítido em minha cabeça e uma sensação nova tomou meu corpo. Minha aura estava diferente, eu podia sentir. Não era tão intensa, apenas um começo, mas mesmo assim estava ali circulando junto as minhas veias.

Todavia, enquanto minha mente delirava e acordava uma besta maligna interna há tempos adormecida. O “homem”, ou o que quer que fosse, transformava-se também. Exalava uma energia negra e uma aura mais terrível ainda. Confesso que mesmo sem meus poderes sensoriais seria difícil não notar tamanha maldade. O homem de antes, risonho e falso, agora se transformava em uma criatura das trevas: um espectro ao que parecia.

- De fato eu não sei o que fazer com ela... - Com o canto dos olhos busquei onde havia deixado minha espada, então esperei o momento certo até que pudesse alcança-la. – Talvez eu esteja a interpretando errado, mas já que sozinho não posso desvenda-la, farei com que você faça por mim. – Neste momento o espectro veio em minha direção, era o momento exato pra eu desviar e alcançar minha espada, então aguardei até que ele projetasse o golpe e quando ele deu indícios de desferir um golpe horizontal (fosse onde fosse) eu me joguei para trás, dando uma cambalhota e corri em direção de minha espada.

Talvez fosse uma ideia tola, mas se aquele monstro conhecia tanto sobre a pedra era bem provável que houvesse outros meios de ativação. Podia ser ativada pela vontade de querer usa-la? Por sentimentos bons? Por sentimentos verdadeiros, independente de serem bons ou ruins? Ou o que? No fundo do meu coração busquei por uma resposta, busquei por uma voz, busquei pela pedra. Não havia ninguém melhor do que ela pra me ajudar naquela situação. Alguma coisa me dizia que havia vida na pedra, por isso esperei que sua voz aparecesse. Agora, com a espada em mãos, aguardei uma nova investida de Fyr, o espectro.

“Eu preciso do seu verdadeiro poder, por favor... “

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jul 20, 2015 11:10 am

Agro esperou pelo momento certo, mas o corpo fluido e deformado daquele ser, fez um movimento que nem mesmo o recruta entendeu. Era como ver um fantasma se movendo. Ele avançava, deixando um rastro de si no caminho, como uma sombra, um pedaço de sua alma que ficava para atrás, e que repetia seus movimentos com um certo atraso. E isso confundiu o recruta, Agro, teve a sensação de vê-lo avançar, mas quando o fez, ele já estava lá. O o golpe o pegou desprevenido, mas não por completo. Pois seu movimento, mesmo atrasado, o salvou de ser morto, mas não o salvou de ser atingido.

O resultado foi a dor, um corte, talvez não muito profundo, deu graças a deus por estar usando uma armadura de couro nova em folha, mas ainda assim um corte dolorido e perigoso. Sangrava bastante, e a dor o incomodava, incapacitava de certa forma. Sua barriga latejava, enquanto Agro corria de volta para sua espada. Segurando o sangue com uma de suas mãos, ele alcançou a arma. Mas Fyr também o alcançou, com um salto.

Ele praticamente voou toda a distancia entre eles dois com um único pulo, e no fim, o golpe vertical. Descendo sua espada com toda a fúria. O som de um trovão foi ouvido quando a espada de trevas atingiu a espada de Sigurd. Que a levantou a sua frente bem na hora para se defender. A espada quase cedeu, o metal era forte, mas não o suficiente, ele estava quase sendo partido ao meio, derretendo bem à sua frente como se um calor de mil graus estivesse sendo aplicado naquele corte. - Você não vai escapar de mim, mortal! EU TEREI O CORAÇÃO DE GROUGALORAGRAN, E VOCÊ TERÁ UMA MORTE DOLOROSA! - O espectro esbravejava com fúria intensa. Ele parou de fazer força contra a espada e tentou outro golpe. Girou seu corpo mirou a cabeça de Sigurd, para decapita-lo. O recruta apenas rolou para o lado e desviou, se levantando com um pouco de dificuldade ao fim de sua esquiva.

Fyr avançou novamente, implacável, feroz. Ele vinha com força e vontade de matar, ele realmente não era mais o mago zombeteiro que Agro enfrentou há minutos atrás, era um ser maligno, tomado pela pura treva, um assassino frio e sem piedade. A cada golpe, Agro podia sentir a fúria de seu algoz, uma fúria cega e assassina, como um demônio famigerado por uma alma. A sua alma. E na sequencia de golpes que se seguia, Agro fora desarmado, sua espada jogada longe pelo espectro, que agora ia em direção ao recruta pronto para desferir o golpe final.

“Você provou ser alguém melhor que este espectro mortal... Você provou sua bravura, sua honestidade e sua sinceridade ao defender-me com sua vida...”

E realmente, Agro estava prestes a dar sua vida por aquele objeto, que agora, depois de muito tempo, finalmente se manifestara, porem tarde demais talvez.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qua Jul 22, 2015 6:54 pm

E lá estava eu novamente: confuso, perdido, dominado e ferido (esse era novidade). Porém não de todo vencido, veja bem, ainda me restava certa migalha de reflexos e sorte, claro... Muita sorte. Todavia nem mesmo ela me salvou da dor que senti quando fui ferido e que maldita dor era aquela. Amaldiçoado seja aquele espectro dos infernos que me acertou o golpe. A armadura havia absorvido boa parte do ataque, mas mesmo assim pude sentir o sangue molhar minha barriga e a dor espalhar-se por todo meu abdome.

Não houve muito tempo de reação, pois o maldito me acertara enquanto tentava alcançar minha arma e quando alcancei estava exausto.  Apenas levantei a espada em um ultimo lapso de consciência que me livrou de um novo ferimento – ou de uma cabeça rachada, se preferir. Eu estava literalmente acabado, mas por alguma razão ainda mantinha minha espada firme contendo seu golpe. Entretanto podia senti-la começar a ceder... A única questão naquele extado momento não era “se” e sim “quando”.

“Grougalo...quem?” - foi o máximo que veio em minha mente antes da besta mudar a estratégia e tentar decapitar-me. Novamente consegui escapar do que seria um golpe final, mas como eu havia dito antes: era só uma questão de tempo.

Pois como já se espera: novamente o espectro veio à mim. A dor latejava e incapacitava minhas ações, logo pode-se imaginar minha condição após todos aqueles movimentos: meu corpo tremia, eu estava ofegante e o sangue continuava a escorrer (pouco, mas ainda assim sangrava). Algo em minha mente dizia para aceitar o fim, afinal não há morte mais honrosa do que aquela em combate... Pelo menos não para soldados como eu.  Os golpes vinham sem pausas ou pesar, até que finalmente fui desarmado. Sim... Aquele seria meu fim. Com a espada em mãos podia adiar minha morte, sem ela eu só podia aceitar o fato. Contudo, tarde ou não, uma esperança renasceu feito um raio de luz em meio à escuridão. A pedra...

“Eu não sei quem é você, nem mesmo se pode me escutar, mas és minha ultima e única esperança... Salve-me ou então morrerei aqui e agora.” Agarrei a pedra e a retirei do bolso. Não havia outra coisa a se fazer, eu estava desarmado, ferido e exausto. Se fosse pra viver e vencer aquela batalha de uma vez, que fosse por um milagre: abri meus braços como quem espera a morte e fechei os olhos...

“Por favor... SALVE-ME”

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jul 27, 2015 3:09 pm

Sigurd estava diante de sua morte. Uma morte horrenda e dolorosa, nas mãos de um inimigo impiedoso e cruel. O tempo pareceu congelar, cada movimento era pesado como se estivessem metros embaixo d’água. Sigurd ia abrindo os braços e fechando os olhos, enquanto que Fyr, com seu sorriso maligno no rosto, já comemorava sua vitória sobre seu adversário. - VOCÊ NÃO É PÁREO PARA MIM, MORTAL. TREMA DIANTE DO MEU PODER! - Até mesmo as palavras dele soaram devagar, cada silaba atingindo os ouvidos de Agro como uma martelada de dor. Uma martelada na alma, a alma de alguém que abandonaria seu corpo, para ir então ao limbo dos que já haviam deixado este mundo...

“Tu não vais morrer aqui, Agro Sigurd. Teu destino ainda é incerto, mas viveras para ver mais um dia amanhecer, pois se esta pedra cair em mãos erradas, o fim das coisas como as conhece estará muito próximo.”

O tempo ainda corria devagar, estava quase parando. Fyr estava lá, com seu sorriso de vitória no rosto. Ele via seu oponente se entregando, tinha certeza que conseguiria desta vez. Mas não era isso que o destino tinha reservado para Agro. O recruta não morreria ali, nem agora. Aquele não era o destino do guerreiro que havia feito a promessa que salvaria seus irmãos. A energia da pedra fluiu pelas veias de Sigurd em questão de segundos. Diferente de tudo que já havia sentido até o momento. Era como um elixir de vigor e força, que lhe renovava.

Sigurd viu a espada de Fyr subir e em seguida descer, e o tempo voltou a correr normalmente. E como num movimento involuntário, seu corpo pareceu se mover sozinho, sem o seu comando. Agro se jogou para trás, mas isso não o impediu de sentir a dor novamente. Mas não era a dor da morte, era a dor de alguém que paga o preço por deixar a própria esperança morrer antes do tempo. Sigurd caiu de costas, sentia seu rosto arder como se estivesse em brasa, e ao encarar seu oponente face a face entendeu o que acontecia. Apenas um de seus olhos o enxergava, o outro havia sido ferido pelo golpe, que passara de raspão por seu rosto.

- POR QUE AINDA INSISTE? VOCÊ NÃO TEM CHANCE CONTRA A FORÇA DAS TREVAS, VOCÊ É SÓ UM FRACO SEM A MENOR IMPORTÂNCIA. VOCÊ NÃO PODE CONTRA MIM, SOLDADO! - Ele gritava indignado, ele contava com aquela vitória antecipada, mas não foi o que aconteceu. Só o que ele via era um guerreiro que se agarrava a vida como quem se agarra ao seu bem mais precioso, e realmente, para Sigurd, um ser de corpo e alma, sua vida era de extrema importância. Algo que Fyr não poderia entender em toda sua frieza. - Agora você não tem escapatória, desta vez. Desta vez será DEFINITIVOOOOOOO! - Ele levantou a espada novamente, e mais uma vez tentou rachar o crânio de Sigurd ao meio, mas o que aconteceu em seguida, foi muito mais esplêndido do que um simples movimento involuntário.

O corpo de Sigurd brilhou como o sol, um brilho alaranjado, semelhante ao que ele carregava nas mãos, mas agora em todo seu corpo. Uma armadura, como a de um paladino lendário surgiu em seu corpo, toda feita naquela mesma energia pura que corria em suas veias. E em suas mãos uma espada e um escudo surgiram, e seu corpo se moveu novamente, para aplacar novamente a força das trevas, mas dessa vez, a luz estava em pé de igualdade com a escuridão. O corpo de Sigurd era o verdadeiro sol naquela noite cheia de trevas. O norte para os desamparados. A esperança para os desesperados. A luz fora tão intensa, que o espectro mal teve chance de completar seu golpe, e fora ofuscado pela intensa aura que brotava daquela armadura, sendo obrigado a se afastar e cobrir seus olhos.

- Mas o que? Como pode... - Quando o brilho acabou, Fyr se deu conta do que ocorria, a pedra havia respondido ao chamado daquele que a protegia. “Um companheiro protege o outro do pescoço às coxas.” Lembrou-se de ter ouvido isso de um guerreiro no exercito. E realmente era assim que estava acontecendo. Sigurd protegia aquele artefato com sua vida, agora era a vez da pedra retribuir o favor, emprestando seu poder a ele. O recruta podia sentir todo seu vigor de volta, apesar de ainda sentir a dor que lhe afligia no rosto e no abdômen, ele sentia como se pudesse lutar toda aquela noite sem parar. Suas forças estavam renovadas, e ele agora carregava as mesmas armas do seu oponente.


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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Ter Ago 04, 2015 10:49 am

Logo tudo ficou em silêncio. Um silêncio diferente, oco, lento, como se tivesse em uma dimensão paralela, absorto na imensidão negra. Eu podia ver a besta gritar e cuspir para mim, quase em câmera lenta, mas não conseguia ouvi-la, aquilo parecia um pesadelo e eu estava assistindo de fora. Contudo, tal como um feixe de luz em meio à escuridão, uma voz me trouxe de volta a realidade. Quem era ela? Eu não sabia, mas se me salvaria, por que não ouvi-la?

“Não vou?  Qu..Quem é você?  Co...Como vai....? “  

Foi então que senti novamente, só que dessa vez muito mais intenso. Eu estava morto e agora haviam me revivido, como se tudo que eu havia passado até ali fossem meras lembranças do passado que não influenciavam nada em meu estado atual. Revigorado? E como! Contudo ainda um forte candidato ao óbito, até porque a espada de Fyr ainda descia, e descia forte. Em um instante tudo voltou ao normal e eu estava em apuros novamente, acabava de escapar de um golpe fatal, mas não de todo, veja bem.

Por um instante achei que havia escapado impune daquilo, mas justiça seja feita: eu precisava ser punido. Não morreria agora, de fato, mas não era certo sair ileso. Posso dizer que a dor não foi a primeira a vir, meu cérebro não havia processado o ferimento ainda e foi só depois que o sangue escorreu que senti uma pontada no rosto.  Sim. A criatura acertara meu rosto e levara um de meus olhos como recompensa.  Um presente para o ego de Fyr e uma chance para mim.

Eu estava horrível, sejamos francos. Cego de um dos olhos, com uma ferida na barriga e com uma aparência humilhante.  Mais moribundo que eu impossível. Porém as coisas ainda não haviam se acertado e mais uma vez o monstro veio até mim, babando de raiva. Confesso que eu não tinha a mínima ideia do que faria naquele momento, pois ainda era nítida sua superioridade, mas foi ai que uma novidade surgiu. Uma armadura, toda feita de luz, tão bela quanto se pode imaginar que seja. Uma armadura feita da luz do sol. Eu podia senti-la, conectada a mim e melhor ainda era a reação de Fyr a aquilo.

“Um companheiro protege o outro do pescoço às coxas...” veio-me a mente, de um passado distante em algum lugar qualquer, e foi como se a própria pedra me dissesse aquilo.

Enfim estávamos de iguais novamente. Porém posso dizer que eu estava um pouco mais confiante que o incrédulo Fyr que lutava pra acreditar em tudo que estava acontecendo. Porém bem mais ferido, com apenas a visão de um dos olhos e abdome dolorido. Já estava na hora de dar fim naquilo.

– Chega!  – Olhei firme para ele, ignorando ao máximo meus infortúnios. – Perecerá aqui e agora, queira ou não! – Falei e então investi contra ele com o máximo de força que consegui reunir. O escudo na mão esquerda daria o primeiro impacto a fim de empurrar, desarmar e abrir espaço para um corte diagonal com a espada de luz de cima para baixo. Já estava na hora de terminar aquilo, eu já havia me ferido o bastante por uma batalha e se perdurasse por muito mais tempo nem mesmo a pedra me salvaria. Aquilo tinha que ser resolvido naquele momento.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Ago 13, 2015 1:00 pm

Agro sentiu aquela força renovadora. Suas feridas ainda ardiam, mas não tanto quanto o fogo da esperança que havia se acendido em seu ser. Aquela armadura brilhante, tão bela quanto os primeiros raios de sol da manhã. Era uma energia tão pura e boa, que chegava a constranger o coração do pobre mercenário. “Eu vejo... Eu vejo suas intenções, suas memórias... Eu vejo que queres poder. Mas não como este ser que está a sua frente. Ele foi dominado pela sede do poder, pelas trevas, pelo caos. Você quer o poder, mas de uma forma mais branda, para salvar aqueles que ama, aqueles por quem tem apreço.”

A voz continuava a falar, mas não esperava por uma resposta. Ele apenas ressaltava aquilo que Sigurd já imaginava, o ser que habitava aquela joia, era realmente capaz de ler sua mente, suas emoções e intenções. Ele estava vendo tudo, mas se ele concordava ou não, só o tempo poderia dizer. O recruta não esperou, ele partiu para o ataque, suas feridas gritavam com urgência para que ele finalizasse aquela luta e cuidasse de si, mas Fyrenze não fraquejou. Ele deixou de lado a surpresa e sua carranca de ódio mais uma vez voltou. Sua espada bateu de encontro com o escudo de Sigurd, e as duas armas de energia, uma positiva e outra negativa, era como se as faíscas de um vulcão saíssem de seus ataques.

- EU SOU FYRENZE, O ESPECTRO! EU NÃO SEREI DERROTADO POR UM MERO SOLDADO! - Esbravejou com fúria quando as duas armas se chocaram. Mas Sigurd logo veio sua espada, sua estratégia era boa, mas ele não contava que Fyr também teria uma segunda arma para usar. Conjurando de imediato, a espada de trevas, semelhante à primeira surgiu em sua mão esquerda, pronta a bloquear o ataque vindo em seu flanco. E os dois ficaram ali, por poucos segundos, um encarando ao outro, as armas raspando uma na outra produzindo mais e mais faíscas vermelhas.

Fyr então jogou o peso de seu corpo todo para trás, livrando-se de Agro e se afastando, para logo em seguida retomar o ataque, primeiro uma estocada, que Agro defendeu usando seu escudo, e em seguida um corte lateral seguido de um giro, este que ele conseguiu bloquear com sua espada, mas ao fim do giro, veio o terceiro golpe da sequencia. Um corte na vertical, de cima pra baixo, que por muito pouco não arrancou mais um pedaço de Sigur. Causando apenas mais um corte superficial em sua pele, na lateral direita, quase nas costas. Mas Fyr não parou por aí, ele continuou seu ataque, agora com um corte diagonal, aproveitando ainda o recuo da sua própria arma, seguido de uma nova estocada com a sua arma secundária.

Status: Corte na barriga e na lateral das costas, o sangramento estancou sozinho pois as feridas não foram muito profundas, mas está bem dolorido. Está cego do olho direito, sente um corte grande que vai desde a sobrancelha até próximo do lábio.
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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qui Ago 13, 2015 3:02 pm

E mais uma vez ainda faltava aquele "a mais" para finalizar o combate como eu gostaria que acabasse. O monstro era bem mais forte do que eu esperava que fosse e me imaginar contra ele sem o auxilio da pedra arrepiava-me até o ultimo fio de cabelo. Todavia, quase no limite de exaustão e mais ferido do que a maioria dos humanos poderia aguentar em batalha, me mantive focado. Eu havia investido da ultima vez, sem sucesso e agora era vez do monstro. Talvez fosse essa minha oportunidade, afinal. Se atacar não havia funcionado, talvez o contra ataque sim.  

“Não sei como mata-lo...” enfim falei para a pedra – ou para seja lá quem estivesse ali dentro. “Alguma dica?” Perguntei enfim, sem muita esperança, em meio a longas e pesadas resfolegadas. Porém, sem muito tempo para resposta, continuei firme.

O primeiro ataque eu apenas defendi com o escudo, absorvendo o impacto conforme possível; já o segundo atribui a meus reflexos que me fizeram elevar a espada e bloqueá-lo; porém foi só no terceiro – cujo gosto de lembrar como “terceiro surpresa” – que realmente furou minha defesa e me feriu, mais uma vez.  Não havia sido um golpe de todo certeiro, causando-me apenas um corte superficial, mas eu já estava tão retalhado que um corte a mais ou um a menos não faria diferença alguma à minha camisa molhada de sangue.  Doeria no dia seguinte, com certeza... se eu vivesse pra outro, é claro.

Minha situação ficava cada vez mais difícil com o desenrolar da batalha e se já não bastasse uma espada, agora ele tinha duas. Nem mesmo minha nova e superficial ferida foi capaz de animar Fyr a desacelerar a investida, que continuou impetuosamente. Só que dessa vez eu contra atacaria diferente, então quando o primeiro golpe veio, apenas recuei saltando para trás o bastante para realizar meu contra ataque, com o escudo levantado. Na pior das hipóteses o golpe em diagonal riscaria meu escudo sem que eu perdesse o equilíbrio com o impacto ou me ferisse. Com mais espaço para reação, eu esperei até que o próximo ataque estivesse a caminho e então visando pega-lo desprevenido eu lançaria o escudo feito um disco de luz a fim de decapitar de uma vez aquele monstro repugnante. Aquele tipo de ataque específico tinha o objetivo de, além de quebrar seu ataque também de pega-lo desprevenido com o intuito de complicar ainda mais sua defesa, considerando o espaço curto e a velocidade de toda a ação.

Eu estava sem muitas opções, logo resolvi apostar em força e surpresa, dessa vez, para dar fim aquilo tudo de uma vez por todas. Minhas opções já estavam se esgotando tanto quanto meu folego...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Ago 17, 2015 10:51 am

“O coração, Agro Sigurd. Atinja seu coração...” A pedra lhe respondeu. Era o que ele mais queria, um ponto fraco, uma brecha, mesmo que ínfima em meio à defesa quase impenetrável daquele ser demoníaco. O ataque veio, mas dessa vez não fora efetivo, Sigurd estava preparado, apto a recebe-lo, e contra ataca-lo também. Mas também sem sucesso. Os golpes do recruta atingiam a pele do ser e abriam feridas, mas tudo que saía era uma fumaça escura, e logo o ser se regenerava novamente. Seu coração era o ponto fraco. Não tinha outra escolha, mas como passar por sua defesa? Ele tinha duas armas, e estava em melhor forma que Agro, além de tudo, estava usando sua armadura de trevas.

“Acreditas em si mesmo, Agro? Acreditas que podes salvar-te a própria vida? Que podes salvar a si e a seus irmãos? Então lute, ou morra tentando...” Morrer tentando... Era algo que ele não estava disposto a fazer. Morrer estava fora de seus planos, mas que outra escolha tinha diante de um adversário tão poderoso? Um mago guerreiro capaz de moldar as trevas a seu modo. Era medonho sequer imaginar lutar contra este ser sem a ajuda de um batalhão... Ou daquela pedra.

E energia que corria pelo corpo de Sigurd ainda estava forte. Era como o sol, como o amanhecer. O amanhecer de um novo dia. E as trevas de Fyr, eram como o crepúsculo, quando o sol cedia à escuridão, e os últimos raios de luz morrem no horizonte. A morte novamente. “Deixe que o crepúsculo tenha seu momento, Agro Sigurd. Pois o sol, sempre nascerá novamente no fim da noite...” O que a pedra queria dizer com aquilo? Só Agro poderia dizer. Fyr parou e esperou, ele não engajou um novo ataque, talvez aguardando que Agro o fizesse.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Seg Ago 17, 2015 1:10 pm

O coração... Então era lá que estava sua fraqueza, mas como eu o acertaria? O espectro, apesar de abrir espaço em algumas ocasiões, em momento algum abriu o suficiente para acertar em um lugar tão fatal. Havia muitas complicações para isso, como: sua armadura negra, suas espadas e seu estado físico que se encontrava bem melhor que o meu. Contudo a pedra estava certa... Eu precisava passar por aquilo, precisava conseguir derrota-lo ou nunca conseguiria salvar minha família.

Não posso afirmar que aquela seria minha ultima investida sobre Fyr, mas posso dizer que não havia nada que eu desejasse mais que acabar com aquela luta. Apesar das complicações, minha estratégia era bem simples: distração e ataque final. Eu não tinha muitos recursos para escolher, logo aceitei o que tinha. Em uma mão o escudo: circular e revestido pela energia da pedra. Na outra a espada: esbelta e também revestida de poder. Felizmente ou não, era o que eu tinha.

Enfim a investida. Naquele instante ambos respirávamos e recuperávamos as forças para dar continuidade ao confronto... era minha chance. Enquanto estava sendo bombardeado por seus ataques nada pude fazer para contra atacar, mas agora que tinha uma chance de iniciar, talvez pudesse mudar a situação. Portanto, me coloquei na posição (braço da espada na frente e do escudo atrás) e então resolvi surpreender: lancei o escudo feito um disco no espectro e investi em sua direção. Em minha concepção o espectro necessitaria das duas mãos para defender-se do disco, pois esquivar-se seria complicado devido ao estado de cansaço que ambos estávamos. Segurando as espadas com ambas as mãos, a fim de intensificar o poder de ataque, eu esperaria que ele se livrasse de meu escudo para que então depois eu pudesse surpreendê-lo com uma estocada em seu coração, aproveitando de sua defesa aberta. Para ajudar na quebra/penetração de sua armadura eu ainda jogaria todo o peso de meu corpo sobre a espada dificultando, ainda mais, qualquer tentativa de defesa ou fuga.

“..pois o sol, sempre nascerá novamente no fim da noite...” a pedra havia dito e se aquilo realmente fosse verdade, minha espada perfuraria a armadura. A luz venceria a escuridão. Um golpe arriscado, confesso. Porém era o preço da vitória. Se funcionasse a luta estaria acabada, mas se não... bom, se não, só os Deuses saberiam dizer o que aconteceria comigo.


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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Ago 17, 2015 2:29 pm

- MALDITO SEJA VOCÊ, GROUGALORAGRAN. ATÉ MORTO VOCÊ ME ENFURECE! - Gritou o espectro enraivecido ao ter seus ataques bloqueados pelo guerreiro. Mas Agro não fazia ideia de quem seria este Grougaloragran, sequer havia ouvido falar de tal nome. Seria ele a entidade que morava naquela joia que ele carregava? O dono do poder que agora corria pelo corpo de Sigurd? Talvez. A ação veio logo em seguida. Sob aquele luar tardio, o broquel feito de luz voou em direção ao seu alvo, como uma explosão de luz, ao se chocar com as duas espadas de Fyr. O espectro se desesperou ao ver que seu adversário já estava em cima dele com uma estocada pronta para mata-lo.

Não havia mais como fugir. O espectro, apesar de poderoso, não estava mais tão rápido, surpreendido por um ataque oportunista como o de Agro, seu ego acabou por ser sua ruína. Por achar que era superior, que poderia vence-lo facilmente num combate direto. Por pensar que deixa-lo viver por mais um tempo poderia ser divertido. Talvez se a flecha negra o tivesse atingido ao invés de sua montaria, isso já teria acabado. Ele teria sido vitorioso, estaria com a joia em mãos, e Sigurd estaria morto. Mas não era esse o destino do soldado. Ou será que era?

As espadas de Fyr se moveram instintivamente, como se estivesse vivas. Elas se armaram contra o corpo de Sigurd, como estacas, e assim que o guerreiro atingiu o coração de seu algoz, ele também sentiu seu próprio sendo perfurado. Aquela dor, seguida da letargia de ter suas forças sendo drenadas pouco a pouco. Ambos morreriam naquele campo de batalha, esse era o destino. O destino daqueles que tinham pouca fé.

Assim que a espada de Sigurd encontrou o peito de Fyrenze, as duas espadas também encontraram o corpo de Sigurd. Uma delas atravessando seu peito, direto no coração, sem chance de esquiva, e a outra do lado direito, logo abaixo, ambas atravessaram o corpo do guerreiro, assim como sua espada também atravessou seu alvo. E os dois permaneceram de pé, um encarando o outro. As forças de ambos se esvaindo, e seus corpos pesando.

- Haha... Pelo visto... Não serei... O único... A morrer aqui... Espero que... Esteja... Satisfeito... Outros virão... Eles encontrarão... Nossos corpos... E pegarão a pedra... Seu esforço... foi em vão...

Tentou como um ultimo ato desesperado desmoralizar seu oponente, mas também fora em vão. Seu corpo lentamente começou a se desfazer em cinzas negras, como se uma arvore morta estivesse se despedaçando e caindo bem a sua frente. Ao mesmo tempo que Sigurd sentia suas pernas bambearem, a dormência lhe invadia o corpo, e até a respiração era difícil. Pouco a pouco, enquanto Fyr desaparecia, deixando apenas uma pilha de cinzas, Agro caía de joelhos, e em seguida, morto ao chão. As duas espadas atravessadas em seu corpo. Sem testemunhas, sem vitória. Um empate, que custara a vida de ambos naquele campo de batalha solitário.

Status: Corte na barriga e na lateral das costas, o sangramento estancou sozinho pois as feridas não foram muito profundas, mas está bem dolorido. Está cego do olho direito, sente um corte grande que vai desde a sobrancelha até próximo do lábio. Perfuração no peito do lado direito na altura do pulmão, e no lado esquerdo na altura do coração.MORTO!
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Última edição por NR Lima Limão em Seg Ago 17, 2015 8:46 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Seg Ago 17, 2015 8:11 pm

Um sorriso. Sim. Eu sorri. Sorri quando senti minha espada perfurar o coração daquele ser desprezível; sorri quando senti sua pele, lentamente, se desfazer em fumaça; e sorri quando senti seu sangue escorrer por minha pele... Mas não, espera. O homem não sangrava como humanos. Não. Aquele sangue não era de Fyr. “Grougalo...quem?” veio em minha mente de súbito, antes de eu notar suas armas cravadas em meu peito. Em instantes meu sorriso se desfez. A dor veio logo depois. Não consigo dizer que me lembro de sentir meu peito ser perfurado, mas me lembro de não sentir dor de imediato. Talvez fosse o cansaço, ou o calor do momento, não sei dizer.  Porém lá estava eu...

“Então é assim que acaba?” perguntei à pedra. “Meus irmãos, minha família, meu sonho... todos perdidos”. Então repeti: “Pois o sol sempre nascerá novamente no fim da noite”. “Acho que não há mais sol pra mim, amigo... Não sei seu nome, diga-me, por favor. De qualquer maneira, obrigado” e então sorri, mas não pela ultima vez.

– Você está morto... – Falei encarando-o, ainda sorrindo. – Haverão outros para protegê-la, como eu fiz. Não há derrota para mim... Protegi a pedra.

Aos poucos o espectro foi se desfazendo e minhas feridas foram pesando em meu corpo. Já não sentia mais meu peito, dormente. Um sono me abateu de súbito e lutei para não fechar os olhos. Eu estava cansado...  e como estava. Com leveza fui me agachando, até que me encontrei deitado no chão. O monstro estava morto, afinal, e a pedra por enquanto estava segura. Eu havia cumprido minha missão. Apesar de ter meus sonhos desfeitos, morreria como verdadeiro soldado leal à causa. Estava morrendo, de fato, mas não havia morte mais honrosa que a ocorrida em batalha.

Com os olhos ainda abertos, senti uma ultima vez a brisa da floresta. Posso dizer que senti coisas que nunca havia sentido antes. Senti as arvores, os animais, a terra e os leitos subterrâneos... A floresta estava me abraçando como mais novo membro. Peguei-me chorando.

“Deixe que o crepúsculo tenha seu momento, Agro Sigurd. Pois o sol, sempre nascerá novamente no fim da noite...” Sorri, pela ultima vez, enquanto me pegava lembrando da pedra, antes do suspiro final.

Por fim meus olhos se fecharam e tudo escureceu para sempre...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Ago 17, 2015 10:17 pm

O mundo escureceu para Sigurd aquele dia, e ele nunca mais acordaria daquele sono eterno. Sua alma agora iria para o longo vazio dos planos extra corpóreos, e ele jamais veria um novo alvorecer do sol... “... O sol sempre nasce no fim da noite.” Essas foram as ultimas palavras que ouvira antes de sua morte, palavras essas que Fyr, com toda sua maldade, conseguiu deturpar e impedir de se cumprirem na vida de Agro...

Mas não era esse seu destino. Talvez nunca tivesse sido esse afinal. Em tantas oportunidades que teve para perder sua vida, todas elas ele sobreviveu. Passou por todas sem desistir, mesmo que fraquejando pelo caminho, mas acreditou até o fim que conseguiria. Tudo aquilo para morrer ali? Não, aquele não era o seu fim, não ainda, a historia de Sigurd ainda tinha muito a ser escrita, pois sua historia, era a historia de um herói.

Sigurd sentiu seus dedos novamente, seus membros estavam voltando a lhe responder aos poucos. Aquela sensação de letargia logo dava lugar um formigamento intenso em sua pele, e por fim, seu corpo voltou. Mas ele não estava mais na estrada. Teria sido tudo aquilo um pesadelo? Não, ele sentiu a dor, assim que tentou se levantar, uma fisgada forte em sua barriga o fez lembrar que ainda vivia. Mas espere... Aquele ferimento. Ele era diferente dos anteriores. Não eram cortes, ela uma estocada, única, seca. E estava tratada. Sigurd sentia as bandagens em sua barriga cobrindo o ferimento. Mas como? O que estava acontecendo afinal? E a luta contra Fyrenze, O Espectro? Fora um pesadelo? Teria sido tudo sua imaginação?

- Agro Sigurd! – Aquela voz, ele sabia quem era. Era a pedra, falando com ele novamente. Mas dessa vez, não era somente uma voz do além, era uma presença, uma presença magica, e também física. Sigurd olhou para trás e ali viu ele, um ser encapuzado, quase de sua altura, mas um pouco curvado, talvez fosse um ancião. Pela voz, deveria ser mesmo. Sua voz era grossa e rouca, como a de um velho tenor. A capa que vestia era totalmente negra e cobria a todo seu corpo, deixando apenas as mãos de fora, estas que estavam cobertas por faixas brancas e limpas.

- Agro Sigurd... Aproxime-se. – Ele estendeu a mão enfaixada. E assim que Agro o fez, ele continuou a falar. – Agro Sigurd. Sabes quem sou?

- Não.

- Sabes onde está?

- Não. – Sigurd olhou para os lados e só então notou que estava num local completamente cinza. Mas não um cinza maciço, parecia coberto por uma nuvem cinza, de cima abaixo, tudo era cinza e sem foco.

- Agro Sigurd. Você falhou em proteger a pedra. Você falhou em me proteger... Aquela pedra, é o fragmento de uma joia muito importante. E sem ela, o mundo como vós conhecestes estará acabado.

- Mas... Por que? – Ele pensou em falar mais, perguntar mais, perguntar outras coisas, mas tudo que saiu foi um porque.

- Por que tu fostes o escolhido para esta tarefa. Desde o momento que pusera os pés nos campos do exercito alado. Desde que seu desejo se tornou o de ser um cavaleiro de dragões, e lutar pelos ideais que acreditava serem corretos. Assim como escolhi a outros, também o escolhi, Agro Sigurd. – A imagem de outras pessoas lhe veio a mente instantaneamente quando ele mencionou que havia mais escolhidos. Primeiro o cavaleiro, aquele que havia morrido e lhe dado aquela missão. Depois a imagem de um homem com uma barba generosa, armadura imponente, pose de guerreiro. E em terceiro uma mulher de cabelos ruivos, expressão jovial e um olhar que transmitia ao mesmo tempo, inocência e determinação.

- Você foi escolhido, dentro milhares de outros para ser o protetor deste pedaço da joia. E você o fez bem, Agro. Você conseguiu proteger a mim com sua vida.

- Então eu morri?

- Sim. Você se sacrificou em nome da sua causa. Mas não vos preocupeis. Pois não será totalmente em vão. Por ter me dado essa segunda chance de continuar longe das mãos do maligno, lhe darei mais uma chance de continuar me protegendo.

- C-Como?

- Veja. – Ele abriu então os braços e a fumaça cinza se desfez, dando lugar ao cenário que Agro já conhecia. A estrada. A noite já avançada, os raios de sol já haviam abandonado o céu há muito. Apenas as estrelas e o luar faziam seu papel de iluminar aquele céu azul escuro. Mas ali na terra, algo mais brilhava. Era o sol de Sigurd. Sua armadura, sua arma e seu escudo.  Estes que luziam com tamanha força, que chegavam a ofuscar a visão daquele Agro confuso que olhava de longe.

- Aqueles são você e Fyrenze. Voltamos na trama do tempo até o momento de seu ultimo ataque. Agro Sigurd. Entenda bem. Você não tem muito tempo aqui nesta região. Minha magia é limitada, meu coração está divido e não poderei ficar mais tempo. Contudo, quero que se salve. Vá lá, e salve-se. Eu não posso intervir no destino de ninguém, mas você pode intervir em seu próprio destino. Vá lá, e salve-se.

E Sigurd entendeu o recado. Ele deveria ir até os dois na estrada e deveria salvar a si mesmo da morte. Mas como o faria? Estava desarmado, e todo o cenário parecia petrificado. Não havia ferramentas, não havia dica, não havia nada. Como se salvar?

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qua Ago 19, 2015 1:56 pm

“Eu morri?” questionei-me em pensamento a ninguém especial. Mesmo naqueles tempos, haviam muitos questionamentos referente ao pós-morte. Eu, particularmente, não perdia muito do meu tempo com isso, pois morrer nunca foi uma ideia aterrorizante em minha opinião. É o curso da maioria dos seres vivos: nascer, crescer e morrer.  Porém eu não havia morrido, não ainda ou pelo menos não de todo (eu achava). Alguém estava falando comigo... me perguntando coisas cujo eu respondia instintivamente.

– Então eu morri? – Então eu morri... Mas ainda havia uma esperança. O ancião que ali me questionava era o espirito da pedra. Eu tinha uma nova chance, era seu modo de pagar a divida. E ele disse “veja” e foi o que fiz: lá estava eu, segundos antes de ter minha carne rasgada e meu coração perfurado. Ali, apenas como um espectador, pude ver nitidamente a sequencia dos acontecimentos.  Meu eu congelado estava rápido demais para perceber as espadas levantadas de Fyrenze e isso custara minha vida.

“Salvar...” eu deveria me salvar, mas como? Não havia sido capaz de me salvar em vida com o poder da pedra, como faria agora? Sem ela eu mal podia toca-lo. Porém, nesse exato momento, que me questionava, me ocorreu uma ideia:

“Eu não preciso mata-lo para me salvar, tão pouco preciso toca-lo exatamente...”

Obrigado... Ainda não me disse como posso chama-lo.

Sim. Eu tinha um plano. Como já observado, eu não podia toca-lo devido a sua natureza fantasmagórica, tão pouco conseguiria mata-lo sem o poder da pedra agindo diretamente sobre mim, porém eu poderia auxiliar-me – meu eu do passado – a completar sua missão sem aquelas malditas espadas para me matar. Retirando-as? Não... apenas movendo-as de lugar. Uma vez que essas não tivessem posicionadas daquele exato modo,  não haveria tempo nem forças para ele me ferir. Sem contar o fato que jogado o peso de meu corpo nele, não haveria como ele fazer isso.

Logo, segui e fiz o que havia planejado de improviso. Tentei tocar sua pele apenas como teste para ver se podia toca-lo ou não e movi suas espadas, junto dos braços, tirando-as da posição que em um futuro bem próximo me perfurariam ( empurrei cada braço para seus extremos, como quem se prepara pra um abraço). Independentemente se eu conseguisse ou não toca-lo, moveria seus braços através de seus espadas, afinal se elas podiam me ferir eu também podia tocá-las. Meu movimento era simples, mas a logica exata. Considerando a velocidade do acontecido, aquele era o único jeito de morrermos juntos: suas espadas estarem posicionadas do modo certo, no momento exato de meu golpe. Com isso mudado, não haveria tempo, nem espaço para reação e eu estaria salvo daquele fim inesperado.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Ago 21, 2015 12:12 pm

A morte era apenas um pequeno empecilho para aqueles que eram escolhidos para uma tarefa como a de Sigurd. Proteger aquele artefato estava além de somente manter a joia a salvo, mas sim de manter toda a Lodoss a salvo. A responsabilidade de milhões de vidas estavam em suas mãos. As mesmas mãos que agora o salvariam de sua própria morte. Ele se viu parado, vítreo em frente ao seu inimigo, ambos congelados no tempo e espaço, assim como todo o cenário. Não havia vento, não havia poeira no chão para arrastar sob seus pés. Somente a paisagem congelada da estrada, e ancião atrás de si. Então Sigurd foi até seu adversário, o olhou nos olhos, e depois para suas armas.

Olhando de perto, ele podia ver a energia da qual elas eram feitas, pura treva, como uma massa negra, tão escura quanto o céu da meia noite, parecia infinita e hipnótica. Ele não na arma, tocou no braço dele primeiro, e sentiu. Sentiu aquele toque gelado da pele de um morto vivo. Mas ao tentar puxar o braço, ele sentiu como se estivesse puxando uma carroça de quase 200 quilos. O braço demorou para se mover, estava pesado, congelado no tempo, afinal não era fácil mudar a trama do destino. Sigurd sentia a si mesmo ficando cansado, seu eu vindo de outra realidade estava ferido, e ainda por cima, sofria com aquela maldita amnésia. Essa que havia começado a ser curada, mas que fora parada na metade com o ataque da maga de outrora.

Sua memória foi ficando mais intensa, aqueles flashes, aquela dor que latejava em sua cabeça aumentando a cada centímetro que o braço de Fyr se movia. Ele mal conseguiu andar até o outro lado, cambaleou, tonto pelas visões que estava tendo, de si mesmo, de seu passado, presente, e talvez até do futuro. Tudo misturado num só. Mexer com a magia do tempo era perigosa, somente os fortes deveriam faze-lo. Sigurd então começou a puxar o outro braço, e cada centímetro, a uma nova martelada em sua cabeça. Como se pregassem uma estaca em seu cérebro. E no fim, ele conseguiu, e tudo se apagou novamente. Ele agora estava no vazio. O vazio de sua própria mente, pois agora ele podia ver em primeira pessoa aquelas visões, ele não era mais espectador, era um participante. Mas os flashes eram muito confusos, ele não entendia nada, e isso só fazia a dor de cabeça aumentar ainda mais. Reflexo de uma ferida mal tratada. A ferida causada em sua mente por aquele homem chamado Slao.

Então subitamente tudo parou, a dor diminuiu, mas não desapareceu, mas os flashes cessaram, e Sigurd ouviu a voz daquele ancião novamente. - Agro Sigurd, você fez bem. Agora. Siga em frente. Leve esta joia com você, e proteja-a com sua vida. Um dia, o tempo de unir todos os fragmentos chegará, e você saberá a quem devolve-la. Mas por enquanto, eu o deixarei como o guardião deste pedaço do coração. - E o escuro foi sugado. Sigurd foi sugado, como num funil, e ele saiu daquela realidade paralela, voltando para sua própria realidade...


Tema: Um novo alvorecer
(Quinn and Valor - League of Legends)


... Sigurd voltou à realidade novamente. Mas não o mesmo de antes. Era o Sigurd que havia voltado de Eala que agora estava no corpo. Pego por uma seção de acontecimentos que ele sabia que iriam acontecer, mas os quais ele não podia evitar. Seu corpo se deslocava contra sua vontade, em direção ao guerreiro das trevas. Mas dessa vez ele tinha um às na manga dessa vez. Assim que se aproximou, o homem abriu os braços, como se fosse abraçar Agro. Ou no caso, abraçar a própria morte. Tanto Sigurd quanto Fyr ficaram surpresos com aquilo. Agro agradecia aos céus por ter dado certo, por aquilo não ter sido só um sonho. E Fyr praguejava incrédulo por seu destino.

E então aconteceu. A espada atravessou Fyr direto no peito do lado esquerdo. Enquanto ele permanecia de braços abertos e com uma expressão de pura incredulidade no rosto. Era como se ele tivesse visto um fantasma... Um espectro. - G-Grouga--lora-gran... - Ele caiu de joelhos diante de Sigurd, e assim como antes. Seu corpo começou a se desfazer em uma nuvem cinza. Mas não sem antes falar algo para seu adversário. - V-Você... Como você... hahahaha... Eles virão... Eles virão... Eles sabem como te achar... Eles poder senti-la... Você não vai fugir... - E com isso, ele perdeu a consciência, e seu corpo caiu ao chão. Se desfazendo por completo.

Era o fim. O fim do espectro. O fim daquele tormento. E o fim da noite. “O sol sempre nascerá no fim da noite...” E foi exatamente assim que aconteceu. As horas passaram rápido demais, talvez mexer no tecido do tempo e alterar o próprio destino o tivessem jogado na frente do tempo. Mas aconteceu, e agora os primeiros raios de sol nasciam. Agro, que ainda se encontrava ferido da batalha anterior, caiu de joelhos diante das cinzas de seu inimigo. Mas ele viveria. Ele viveria para ver mais aquele amanhecer, e talvez muitos outros, quem sabe.

Ali, sob o alvorecer de um novo dia, ele viu a esperança brotar novamente, a esperança de que poderia seguir em frente sem temer o perigo. Sem temer a morte. A esperança que era sempre a ultima morrer. Sigurd fechou seu olho, ainda de joelhos e ali ficou, respirou fundo. Ele sentia as dores em seu corpo cansado, sentia o sangue escorrendo por seu rosto e seu olho ardido e sem a visão, e principalmente, sua mente também doía. Mas esse era o preço que ele pagara por seus erros, por não ter acreditado em si mesmo, e agora ele seguiria em frente com aquelas marcas, com aquela experiência. Naquele novo dia, uma nova historia começava para Sigurd. Uma historia de superação, onde ele deveria aprender a conviver com a falta de uma parte de seu corpo, e de sua mente. Suas memórias não havia retornado, eram apenas flashes confusos, e pensar nisso, fazia sua mente doer mais.

Spoiler:
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EXP por fim de capitulo: 900
Bonus por narração: 200
Bonus por surpreender a narradora: 50

Total: 1150 EXP.

Pode adicionar à ficha e seguir em frente. Suas armas estão no chão espalhadas por aí, não se esqueça de pega-las antes de ir embora. E sua égua está lá na estrada ainda pastando no gramado. E não se esqueça de alterar sua aparência para as mudanças feitas aqui, você agora está cego de um dos olhos e sem parte de suas memórias devido ao acontecido na campanha do Serpico.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Sab Ago 22, 2015 3:24 pm

“Então isso são trevas?” questionei-me enquanto botava em prática minha estratégia. Observando mais de perto pude ver e principalmente sentir o poder demoníaco de Fyr em sua plenitude. Aos olhos nus de um observador desatento aquilo parecia apenas uma massa negra em forma de laminas, mas eu conseguia ver além. Via a beleza de sua complexidade, um dos poderes mais antigos do mundo. Sim. As trevas. Irmã gêmea da luz, feito Yin e Yang. Todavia, diferente do que se espera quando se tem uma experiência com a arte das trevas, eu não havia sentido nada de ruim. Não se trava de bem ou mal, verdadeiramente. Eu estava atraído por ela... Por quê? Eu não sei. Afinidade talvez? Possivelmente. Não tinha como eu saber, só o tempo revelaria.

Por fim, minha tarefa estava concluída. Fácil? Eu diria que nem perto disso. Um turbilhão de visões surgiu, drenando minhas forças e ao final da missão era como se eu estivesse mais exausto do que quando lutava com o maldito espectro.  Minha mente estava uma bagunça e o reflexo disso afetava meu corpo mais do que eu gostaria.

“Um cisne... Uma mulher... Uma velha... Slao...O que está acontecendo?”

As visões vinham como uma enxurrada forte e vagas lembranças a acompanhavam, piorando ainda mais uma compreensão exata. Sem contar a dor de cabeça, é claro, que aumentava a cada movimento meu.  Aparentemente alguma coisa errada havia acontecido no processo de tudo aquilo e uma ferida mental nascera em minha mente. Como se eu já não tivesse problemas o bastante, claro.

Contudo, como num passe de mágica, tudo desapareceu – menos a dor, é claro, apesar de ter se amenizado. Eu não tinha mais visões e, mais uma vez, o ancião vinha ter comigo.

- Protegerei senhor. Farei como diz... – Concordei, serio. Minha vontade era questiona-lo sobre tudo: sobre minhas visões, sobre seu poder, sobre nossa relação e sobre o futuro, mas na hora apenas assenti e aceitei suas palavras como se fossem ordens. Não sei explicar, tão pouco descrever o porquê de agir assim, mas o que posso dizer é que quando dei por mim já estava de volta ao presente. Fyrenze ainda estava vivo, mas por pouco tempo se tudo desse certo.

Quando voltei, confesso que senti algo diferente. Eu não era mais “eu”, se é que me entende. Algo havia mudado em mim... Não posso dizer que estava melhor ou pior, estava apenas diferente. Meu olhar, meus pensamentos e até mesmo o modo como enfinquei a espada no maldito espectro havia sido diferente do que eu esperava. Estava mais experiente... mais maduro, mais conciso.

- Estarei preparado... - Sorri ironicamente. Nossos olhos se encontraram por um momento e posso jurar que, naquele instante, ele percebeu o quão diferente eu estava. Porém, não havia mais tempo e ele simplesmente pereceu ali, desfazendo-se em pó. O sol já raiava na ocasião e um sentimento de alivio me tomou por completo. Meu pesadelo havia acabado... pelo menos por ora.

- Estou vivo. – Falei comigo mesmo, como quem quer acreditar no impossível. De joelhos no chão, respirei fundo.  O peso de meu corpo pareceu multiplicar-se por mil naquele instante e até mesmo minha mente doía...  Senti o sangue ainda úmido em meu rosto, mas ao toca-lo notei que mais da metade dele estava seco em uma tentativa desesperada de meu organismo em estancar a ferida.

Com esforço, após alguns segundos retomando as forças, resolvi agir. Com o olho bom, fiz uma breve análise no local e priorizei meus afazeres. Primeiro fui até as vestes do falecido Fyrenze ( única coisa que sobrara dele) e peguei tudo que considerei valioso; depois fiz algumas ataduras com o que sobrou de meu blusão do exercito banhado em sangue e com a ajuda de um pouco de agua, improvisei um curativo em meu olho (apenas algo provisório que aguentasse até eu chegar ao vilarejo e conseguisse ajuda de verdade). Logo depois, coloquei minha armadura com uma dificuldade imensurável e embainhei minha espada, tal como ajeitei o escudo. Fiz algumas pequenas trouxinhas com os trapos restantes e após juntar todo o pós de espectro que consegui, dividi em três pacotinhos – talvez fossem úteis no futuro, afinal era de conhecimento de muitos aventureiros as grandes utilidades mágicas do pó de espectro, porém eu só não sabia o porquê de serem tão raros... mas agora eu tinha uma certa ideia.

O dia já estava ensolarado quando resolvi prosseguir meu caminho, após dado certo tempo arrumando-me e livrando-me dos vestígios da batalha. Minha ideia era seguir para o vilarejo ao redor da famosa Estalagem Stallion, em busca de um curandeiro. Todavia, com cautela, pois lá era o lugar onde eu encontraria o tal cavaleiro de dragões e topa-lo agora não fazia mais parte de meus planos. Como eu havia dito, algo nesse episodio havia mudado minhas ideias. Uma experiência de quase morte? As palavras do ancião? A experiência com Slao? Não sei dizer... Talvez todos esses, ou nenhum.  Não fazia diferença. Minha missão agora era proteger a pedra e salvar minha família, pra isso só tinha uma coisa a se fazer: fortalecer-me. Porém abandonar tudo havia um preço alto a se pagar, ainda mais acompanhado da pedra mágica. Eu seria culpado por traição, roubo, deserção e possivelmente até pela morte do cavaleiro de dragões. Viriam atrás de mim, sem duvida. Porém eu tinha uma ideia...

- Bom dia... - Acenei ao encontrar um aldeão colhendo ervas ao redor do vilarejo. Eu devia estar com uma cara horrível, pois sua expressão foi de susto ao me ver. Eu senti vontade de rir disso, mas meus músculos do abdome doeram só de pensar na ideia e então desisti. - Tive certos problemas na estrada, se é que me entende... Poderia me dizer onde posso encontrar um curandeiro discreto por aqui?

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Spoiler:
Sah acho melhor nós estendermos um pouco mais aqui com o curandeiro e etc. Talvez mais um ou dois posts antes de pegar estrada em direção ao templo. Não editei minha ficha ainda, vou esperar terminar aqui pra fazer isso, pq ai já posto a descrição do novo avatar e tudo mais.
Vê se considera o loot nas vestes do espectro ehm... Ele se desfez em pó, mas suas vestes como Fyr humano eram reais. Ah e não esquece do pó de espectro tbm xD...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Ago 26, 2015 6:08 pm

O gosto doce da vitória era algo indescritível, ainda mais após a experiência de ter recebido uma segunda chance no mundo dos vivos. Sigurd ficou ali ajoelhado por um bom tempo, não só apreciando seu momento, mas também recuperando suas forças. Assim que o espectro faleceu, e com ele sua aura de energia das trevas, as energias da pedra também se esgotaram, e as armas etéreas de Sigurd desapareceram de suas mãos. Assim como a sensação de força revigorante dada por aquele luz intensa, deu lugar a um cansaço e dores excruciantes. Sigurd sentia agora os reflexos daquela batalha sombria.

Seu olho direito agora estava ferido gravemente, cego para sempre. Fora suas outras feridas, que ainda doíam bastante, mas no fim, tudo aquilo sumiria. Suas feridas virariam cicatrizes, e dor seria somente memórias daqui um tempo. Mas havia algo naquilo tudo que Sigurd não tinha certeza se voltaria. Sua própria mente. Ter encontrado a si mesmo naquele paradoxo de tempo criado pelo ancião, além de ter salvo sua vida, também custou um preço. Parte de suas lembranças passadas havia sido perdidas. E por mais que Sigurd tentasse, tudo que conseguia eram flashes esparsos, coisas sem muito sentido e que faziam sua cabeça doer mais. Ele desistiu. Se conformou com aquilo, estava vivo afinal, sua segunda chance havia sido cara, mas paga, e ele agora só tinha que aproveita-la o máximo possível.

O recruta nem precisou se levantar para cumprir com seus primeiros objetivos. Ali mesmo a sua frente estavam as cinzas de Fyrenze, e também as roupas que usava. Apesar de serem roupas comuns de couro, dentro de um dos bolsos, na parte interna da camisa, Agro encontrou uma sacola com algumas moedas. Já era alguma coisa. Usando então das roupas do próprio espectro, juntou as cinzas daquele ser maléfico e as guardou, pois sabia que a alguém aquilo interessaria. Por fim, fez os curativos necessários para seguir sua viagem até a Estalagem.

O sol ainda raiava no horizonte quando Agro montou sua égua, ainda ferida, ela protestou quando ele tentou apertar o passo, e decidiu que um ritmo mais lento seria o melhor para ambos. Chegando à vila que rodeava a estalagem, ele procurou por ajuda, e o primeiro que o recebeu foi um pescador que vinha da praia com sua rede abarrotada. Obviamente o homem ficou espantado com o estado de Sigurd, não fosse pelo peso que carregava, talvez até tivesse fugido. Mas visto que não poderia deixar sua mercadoria ali jogada, ele ficou e respondeu à pergunta do recruta.

- Olha, eu não conheço nenhum curandeiro não, mas você pode ir ali na cabana do Trog. Quando alguém fica doente ou pisa num anzol sem querer, ele que ajuda a gente. – E o pescador apontou para uma paliçada que ficava mais distante, na borda da vila, próximo à orla da praia. Agro seguiu em frente com a dica do homem, e ao chegar, a primeira coisa que sentiu foi um odor diferente. Um cheiro cítrico, forte, quase como urina, mas não tão ruim quanto. Suas narinas arderam com aquele odor, e logo ao entrar, ele percebeu de onde vinha. Uma vela amarelada com aspecto de catarro estava acesa, e dela emanava uma chamava meio azulada e ali era o foco daquele fortíssimo odor.

Quando entrou, não viu ninguém, mas assim que deu o primeiro passo, foi advertido por uma voz a permanecer onde estava. A voz era estridente, meio rouca, fina, como a de um goblin, mas o que surgiu na verdade foi um pequeno ser totalmente coberto por um pano marrom velho, da cabeça aos pés. Ele não deveria ter mais que um metro e meio de altura, e andava rápido e gesticulava muito. – ALTO LÁ, PEDAÇO DE CARNE AMBULANTE! QUEM VOCÊ PENSA QUE É, HEIN? COMO É QUE VOCÊ SAI ENTRANDO ASSIM NA MINHA TENDA SEM SE ANUNCIAR? QUEM FOI QUE TE MANDOU AQUI? O QUE VOCÊ QUER? FALA LOGO ANTES QUE EU JOGUE UMA MALDIÇÃO ZULU DE 57 CABRESTOS EM VOCÊ!!! – E quando ele falou em maldição, fez um gesto com os braços como se ele realmente jogasse algo contra Agro, mexendo as mãos para frente e para trás e balançando os dedos, mas nada veio sobre o recruta, nem mesmo sentiu nada de diferente. Mas ele pode notar uma outra coisa após aquele gesto do ser, ele carregava em sua mão direita um chocalho, que insistia em balançar contra Sigurd, como se o benzesse. E na mão esquerda, usava um galho descascado  e polido como cajado.

Voz do infeliz
Você encontrou 200 moedas
Pode anotar isso na ficha, junto com o pó de espectro.

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NR Lima Limão
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Re: Estalagem Stallion

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