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Estalagem Stallion

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Estalagem Stallion

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 12:50 pm


A estalagem é famosa por suas comodidades, quartos confortáveis e comida farta. O lugar foi reformado a pouco mais de um ano e possui do bom e do melhor. Apesar disso os preços são acessíveis, permitindo que viajantes e visitantes descansem merecidamente. Existem oito quartos nos andares superiores, enquanto o térreo é exclusivo para o bar e restaurante. No subsolo ficam a dispensa e a cozinha, além de 2 quartos extras com 3 beliches cada em caso de todos os quartos estarem ocupados. O preço deles, naturalmente, é mais baixo, porém o conforto compensa a falta de privacidade.

A dona da estalagem é uma meio-elfa chamada Nyra, dona de belos cabelos de cor prata e olhos profundos herdados dos elfos. Apesar do corpo esbelto e da aparência frágil, Nyra é bastante ativa e cuida do lugar como ninguém, o mantendo sempre limpo e organizado. Talvez por ser mestiça ela prefira contratar outros mestiços para trabalhar na estalagem, e por conta disso é fácil encontrar-se ali com meio-centauros, meio-golem, meio-dragão e até mesmo meio-orcs. E talvez pelo seu senso élfico Nyra sempre escolhe para trabalhar ali aqueles com intenções puras.

Os preços variam de acordo com a demanda, por isso fique à vontade para entrar e perguntar, e quem sabe ficar um pouco mais.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:17 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 12:53 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ Thanislav
Spoiler:

Thanislav escreveu:Há quanto tempo estavam fugindo? Minutos? Horas? Ou seriam dias? Marid podia jurar que havia visto o sol nascer e se por, apenas para nascer novamente, diversas vezes. Ou será que era apenas a sede e a fome falando? Sacrificara o pouco que tinha para comer e beber em nome do bem-estar da filha da mulher que cuidou dele por tantos anos. Mãe. Irmã. Deveriam ser palavra tão simples, mas é algo que não consigo dizer, pensou o monstro.

"Monstro", era assim que se via. Uma criatura que não possuía um lugar de verdade. Até onde sabia, foi encontrado por Amaya e cuidado como se fosse filho dela, um débito que jamais poderia pagar - especialmente agora que, ao que tudo indicava, a mulher estava morta. Não! Amaya é forte, ela não morreria assim. Pare de pensar nisso, Marid, e foque em continuar andando! Mas por mais que tentasse, andar já estava começando a doer, e ter que carregar Amany não ajudava sua situação. A menina estava ainda mais exausta que ele, afinal. Riu por dentro, uma névoa negra saindo da escuridão que engolia seu rosto, no quão irônico aquilo era. Um monstro, se arriscando assim para salvar uma menina humana. Eu realmente não teria lugar entre os demônios de Takaras.


Precisou esfregar os olhos algumas vezes quando viu. Se perguntou um número igual de vezes se estava vendo direito. Um casebre alto, digno de ser chamado de uma estalagem. Marid apenas conseguiu ver, de início, a ponta do lugar. Mas a medida que caminhava, a construção ficava cada vez mais clara e maior, assim como as lembranças do meio-demônio. Estalagem Stallion. Eu já estive aqui antes, junto dos Filhos do Sol! Estava animado. Nunca havia chegado a entrar na estalagem, mas os donos nunca se incomodaram com a presença do Povo Andarilho - sempre traziam mercadorias para trocar, além de tantos outros serviços.


--Amany, acorde! - Disse, em sua voz quase espectral. - Acho que estamos salvos!

A garota demorou um pouco para acordar, mas seus lamurios serviram como um bom indicador do fato. A voz dela não tardou a ecoar nos ouvidos de Marid.

--Eu acho que já viemos aqui. Parece tão familiar...

--Não apenas parece, Amany, como é. É uma estalagem famosa, e nosso grupo já esteve nela, anos atrás. Ela parece ter sido reformada, está mais bela do que me lembro.

--Deixe-me descer, então. Eu posso ir andando daqui, e você precisa descansar!

Não tinha como discutir com a lógica de Amany. Agachando para que ela pudesse descer, Marid percebeu o quão exausto estava naquele momento. Não esperava ser exatamente bem recebido, especialmente quando não tinha dinheiro para pagar pela estadia, mas contava com a astúcia de Amany. A garota sempre foi carismática e boa em lidar com pessoas, talvez pudesse trocar alguns dias na estalagem por algum tipo de favor. Não queria passar mais uma eternidade no meio do nada. Auxiliado por Amany, Marid dá seu primeiro passo para dentro da estalagem, sem saber direito o que esperar.

@ GM Sah
Spoiler:

GM Sah escreveu:
Marid estava exausto da viagem , ansiava por um pouco de comida, agua e descanso, mas sua determinação lhe impulsionava adiante. Após algum tempo perambulando a procura de algum lugar para ficar, Marid finalmente encontrou algo, uma construção bela e grande, em meio aquela paisagem paradisíaca que era a encosta de Lodoss. O local lhe era familiar de outras épocas, uma estalagem de boa qualidade, administrada por um senhor bondoso e gentil, mas que ao mesmo tempo, conseguia manter tudo sempre em ordem. O meio demônio acordou sua filha, que carregava em suas costas, para dar a boa noticia. A jovem logo recuperou suas forças e saiu das costas do pai, tomando rumo a Estalagem Estallion, mas após tantos anos, era difícil saber o que mais mudara além da aparência do lugar.

Assim que entraram, tiveram mais uma bela surpresa, o local havia sido todo reformado e estava com um ar ainda mais aconchegante e convidativo que antes. O espaço era bem arejado e com grandes janelas que permitiam uma ótima iluminação do lugar. O chão era de madeira lisa e de qualidade, mais clara que as paredes, e o salão principal onde ficava a recepção e bar era espaçoso e bem arrumado. Encontravam-se ali poucas pessoas naquele momento, uma faxineira varria perto de algumas das mesas do bar, enquanto o garçom limpava distraidamente um copo, alguns poucos indivíduos sentadas em umas das mesas e por ultimo, mas não menos importante a recepção. Uma mulher de cabelos prateados e alta encontrava-se de costas para a entrada, parecia conversar com o recepcionista, até que o próprio olhou por cima dos ombros de sua interlocutora e fez um sinal com a cabeça indicando que haviam novos clientes chegando.

- Boa tarde, viajantes. Sejam bem vindos a Estalagem Stallion.– A mulher de cabelos prateados se virou e caminhou até a dupla, era uma mulher de beleza impar, seu corpo esguio e a pele levemente morena, davam contraste com seus cabelos prateados e lisos e seu rosto claramente demonstrava expressões élficas. Seu tom de voz era calmo, mas transmitia força e autoridade merecidas à nova dona da estalagem. – Me chamo Nyra, dona e cuidadora deste lugar, em que posso ajudar?

@ Thanislav
Spoiler:

Thanislav escreveu:As coisas realmente mudaram, podia ver isso agora. O lugar estava mais brilhante do que antes, e o antigo dono fazia-se ausente. Poucas pessoas faziam-se presente, mas Marid assumia se tratar apenas do horário. Mas o que realmente chamou a atenção do meio-demônio foi a presença de uma pessoa, que agora se aproximava. Aparentava ser um elfo, mas sua pele não se encaixava com a dos elfos que vira - de fato, a mulher se parecia demais com Amaya, com exceção da longa e brilhante cabeleira prateada que sua "mãe" não possuía. Pelas palavras daquela "Nyra", ela era a nova responsável pela estalagem, e seria com ela que deveriam tratar. Mas o que deveria dizer?

--Senhorita Nyra!

A resposta foi tão rápida que Marid nem sequer teve tempo de reagir direito, estando ocupado demais evitando deixar a mulher perceber que a escuridão do interior de seu capuz não era natural. Tudo que Marid conseguiu fazer a tempo foi se impressionar com a naturalidade com que Amaya tomava as rédeas da conversa.

--Meu nome é Amaya, e esse é meu irmão Marid, é um prazer conhecê-la! Nossa e tantas outras Companhias Solares já passaram por aqui no passado, e sempre tiveram um bom relacionamento com o antigo dono! - A menina falava, mas já assumindo que Nyra conhecia seu povo e do relacionamento dos Filhos do Sol com a estalagem. Marid julgou a irmã ingênua por isso, mas deixou-a prosseguir. - A Companhia com que viajavamos foi atacada há pouco... tempo. Marid me protegeu, mas todos que conhecíamos, inclusive nossa mãe... não sabemos o que pensar, Senhorita Nyra.

A voz de Amaya estava começando a ficar chorosa, e o instinto fraterno de Marid falou mais alto. Por melhor que a garota fosse em lidar com pessoas, ela ainda era apenas uma criança. Sem levantar a cabeça, mas aumentando sua voz, Marid falou. Sua voz ecoou pela estalagem, um som sombrio e quase fantasmagórico, mas reconhecidamente masculino.

--Estamos exaustos da fuga, sequer sabemos quem nos atacou. Bandidos, muito provavelmente. Precisamos de um lugar para ficar por um tempo, até que possamos partir em busca de outra Companhia. Nós não temos dinheiro, mas podemos trabalhar em troca da estadia. Nós Filhos do Sol somos comerciantes por fora, mas profissionais do entretenimento em alma. Deve haver algo em que possamos ser úteis para sua taverna.

Marid tentou ser o mais educado e formal possível em sua resposta, mas sabia que podia ter parecido assustador, por pura virtude de sua voz. Não gostava de admitir, mas estava nervoso, só esperava não ter prejudicado a tentativa da irmã.

@ GM Sah
Spoiler:

GM Sah escreveu:
Nyra observava-os com um olhar intrigante, estava séria e concentrada em seus novos possíveis clientes, mas em momento algum demonstrou uma emoção mais forte, seja compaixão pela historia da jovem, ou espanto com a voz exótica de Marid. Muito pelo contrario, a mestiça demonstrava total indiferença  com o fato de Marid ser o que era. Nyra voltou-se a jovem e com um sorriso breve, mas reconfortante tentou acalmar a jovem, sua voz melodiosa, soou como uma canção de ninar para a menina que rapidamente respirou fundo e recuperou-se do momento de emoção. – Acalme-se, minha jovem, vocês estão bem, isso é o que importa agora. Se seus amigos estiverem bem, não tardarão em aparecer pela ilha, talvez até mesmo aqui nesta estalagem. – Seu sorriso logo sumiu, dando lugar a expressão séria e compenetrada de antes, e agora ela se dirigia diretamente a Marid.

- Infelizmente, não posso simplesmente entregar as chaves de um dos nossos quartos a vocês de graça, mas se realmente estão dispostos a trabalhar por suas estadias, não vejo problemas em recebe-los. – Para a alegria da dupla, Nyra dera seu voto de confiança a eles, mas restava saber ainda, que tipo de serviço lhes aguardava. – Podem vir comigo? – E assim seguiu novamente até o balcão onde se encontrava o recepcionista. – Kirk é nosso recepcionista, mas também cuida de muitas outras tarefas aqui dentro por ser nosso funcionário mais antigo. – O rapaz a sua frente tinha um ar jovial e tranquilo, sua aparência era praticamente humana da cintura para cima, a não ser por pequenas protuberâncias em cada lado de sua testa, muito parecidas com chifres, e seu excesso de pelos nos braços. – Kirk anda muito  atarefado ultimamente e não tem conseguido dar conta de tudo sozinho, creio que se vocês puderem ajuda-lo já será mais do que suficiente para alguns dias de estadia. São tarefas simples, mas que podem exigir certo esforço por parte de vocês. Caso não estejam dispostos... Não terei outra alternativa a não ser me despedir de vocês.

@ Thanislav
Spoiler:

Thanislav escreveu:A dupla acompanhou Nyra durante todo o seu longo discurso. Marid não sabia o que pensar da indiferença da mulher – mesmo sendo ambos mestiços, o jovem sempre teve problemas com sua herança inumana. Queria acreditar que ela realmente não se importava, mas Marid sempre foi desconfiado, preferindo ficar em silêncio e apenas manter sua guarda levantada. Sua irmã, por outro lado...

--Sim! Isso é perfeito, senhorita Nyra!

--Sim, não será um problema.

--Ajudaremos no que for preciso, senhor Kirk!

Amany estava animada com a ideia de trabalhar, mas Marid a conhecia melhor que isso. Distrair sua mente com algo sempre foi o principal mecanismo de defesa de Amany, enquanto o de Marid sempre foi se isolar. Sentia pena da criança, mas precisavam daquilo, assim como precisavam superar o ocorrido. Ela teria tempo de ficar em luto durante a noite... os dois teriam.

--Se estiver tudo de acordo... quando podemos começar? Agora mesmo?

A pergunta era séria. Estava exausto, mas trabalhar era melhor do que se perder em pensamentos sobre o massacre de sua companhia solar. O mesmo também valia para Amany, o meio-demônio sabia, e ele não queria vê-la genuinamente arrasada.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Mar 01, 2014 3:07 pm

- Que bom que estão animados, Kirk lhes explicará o resto do serviço e mostrará a vocês o restante da estalagem, tenho alguns outros assuntos a resolver. Ademais, sejam bem vindos. – E logo ela se retirou deixando-os a sós com Kirk, ele aguardou mais um pouco e então cumprimentou-os com bastante educação e energia. – Bem vindos a Estalagem Estallion! Me chamo Kirk, como vocês já sabem. E bem, e sou... Sou o encarregado por muitas coisas aqui. Mas venham, vou lhes mostrar a estalagem e logo vocês poderão começar com seus afazeres. – Então ele deu a volta no balcão, e para surpresa da dupla, viram que não se tratava de um humano comum, mas sim de um fauno. Suas pernas eram muito semelhantes as de um cabrito ou bode mesmo antes de revelar sua identidade aos demais, dava para ouvir os sons de seus cascos no chão de madeira.

Kirk começou mostrando-lhes o primeiro andar, onde ficava o restaurante, o bar e a recepção, depois no subsolo indicando a dispensa, a área de serviço e a cozinha, onde Marid e sua filha puderam notar, não só a organização, mas o zelo com que todos os funcionários mantinham o lugar. A dispensa estava um pouco menos organizada e em alguns cantos, ele viram até mesmo pequeninos vultos, indicado que uma praga começava a se instalar ali. Depois passaram ao segundo e terceiro andares, mostrando a eles os quartos e também indicando em qual deles poderiam ficar. – Agora que já conhecem a estalagem, vamos aos seus afazeres. A você, Marid. Bom, peço que me desculpe por isso, mas creio que sua aparência possa assustar alguns de nossos clientes, portanto o colocarei para ajudar no porão, arrumando a dispensa e ajudando as lavadeiras na área de serviço, se incomoda?

Dada a resposta de Marid, ele virou-se para a jovem. – E a você minha jovem, pode ajudar limpando os quartos que mais tarde verei se há algo mais para fazer. Por enquanto é só isso, se tiverem qualquer duvida, podem vir direto a mim e ficarei feliz em ajuda-los. – E então Kirk esperou as respostas de ambos, até que estes se dirigissem a seus respectivos trabalhos.






<Primeiramente, desculpe pela demora, como deve saber, estou sem net em casa e improviso de vez em quando do trabalho.
Segundo, você pode escolher como vai começar e narrar, pode até mesmo interagir com alguns NPCs, mas o seu desempenho será avaliado pelo nível da sua narração. Se quiser narrar cada personagem separadamente também não será problema, você decide como irá fazer.>

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Thanislav em Sex Mar 07, 2014 10:09 pm

Havia lógica nas palavras de Kirk, o meio-demônio não podia negar. Havia lidado com preconceito por boa parte de sua vida por conta de sua aparência, escondendo-se dos outros Filhos do Sol por trás de suas sempre pesadas vestes. Trabalhar longe dos outros clientes, particularmente com serviços que exijam esforço físico, era o ideal para Marid.

(Amaya) —Pode deixar, senhor Kirk...

(Marid) —Muito bem, não há reclamações da minha parte.

(Amaya) —Marid…

A escuridão que envolvia o capuz de Marid quase retrocedeu o bastante para exibir o rosto monstruoso do meio-demônio, o que apenas o fez desviar o rosto dos presentes.

(Marid) —Isso vai funcionar. Quando conseguirmos nos recompor, nós...

A voz espectral parou antes de completar a frase. Nós o que?, pensou Marid. Ele sabia que aquele viajante loiro era o responsável, de alguma forma, pelo massacre de sua caravana. Marid também tinha a impressão de conhecê-lo de algum lugar, uma sensação de familiaridade que apenas o deixava mais desgostoso consigo mesmo e com a situação em geral. Mas se fosse caçá-lo, iria mesmo envolver sua irmã nisso? Ela mal tem idade para ter a mão prometida em casamento, como eu poderia arrastá-la para algo assim?

(Marid) —... não devemos enrolar. Mestre Kirk, se me permitir, eu irei até o porão.

Agora que já conhecia o caminho, poderia descer sem um guia. Quando Marid desapareceu de vista, deixando apenas Kirk e Amaya no segundo andar, a garota fez um gesto de perdão.

(Amaya) —O Marid sempre foi cauteloso, mas acho que ele vai se sentir melhor aqui. Sabe, eu nunca vi o rosto dele por baixo do capuz... ele nunca mostrou pra ninguém da Companhia, exceto nossa mãe... d-desculpe, eu vou começar a limpar os quartos, senhor Kirk. Eu aviso quando tiver terminado.

Despedindo-se de Kirk, a garota se focou em seu trabalho. Voltando para Marid, o meio-demônio havia acabado de passar pelo primeiro andar despercebido, chegando ao porão. Era um trabalho como qualquer outro, mas não era motivo para fazê-lo errado. Aproximando-se de um dos funcionários, Marid fala, deixando uma névoa branca escapar de seu capuz trevoso.

(Marid) —... Kirk me mandou ajudar. Como devo começar?

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Mar 14, 2014 9:31 am

Kirk parecia não se incomodar com a presença de Marid, muito pelo contrario, tratava-o como um individuo qualquer. Quando Marid fez menção de começar seu serviço, o fauno apenas o dispensou com uma despedida cordial e continuou acompanhando Amaya pelos corredores. – Bem, é... Amaya, certo? Vou lhe mostrar um velho amigo meu, o armário das vassouras! Hahah. Ali você vai encontrar tudo que precisar para fazer a limpeza dos quartos, e os cobertores você terá que buscar lá embaixo no porão com as lavadeiras. Alguma duvida, senhorita? – Ele falou em tom animado enquanto andavam, assim que ele terminou de explicar, estavam de frente para uma portinha, um pouco menor que as demais no fim do corredor onde ficavam os quartos. Kirk puxou da cintura uma argola metálica com no mínimo uma dúzia de chaves penduradas, ele analisou-as por poucos segundos até identificar a chave que abria aquela porta, e assim que o fez, revelou um armário pequeno, com pouco menos de 1m de extensão, este estava cheio com os mais diversos tipos de materiais de limpeza, desde vassouras e esfregões, até panos brancos e cera para polir moveis.

- Vou deixa-la trabalhar agora, os quartos estão todos abertos, o trabalho não é muito difícil, só um pouco cansativo. São 4 quartos aqui nesse andar e mais 4 em cima, depois que acabar pode vir falar comigo na recepção. – E então ele deixou Amaya sozinha em frente ao quartinho de vassouras, enquanto a jovem pensava sobre como e onde começar a limpeza diante de tantos materiais a sua disposição.

@Marid

Marid desceu e foi diretamente a seu destino, chegando em poucos minutos ao porão. La ele entrou na porta onde ficava o lavatório, a sala em si estava um pouco mais quente do que o restante da estalagem e tinha vapor por todo lado. Haviam outras 4 pessoas trabalhando ali, duas arrumando as prateleiras com as roupas já lavadas, e outras duas lavando as roupas sujas dentro de caldeirões com agua quente e sabão. Assim que ele entrou os que estavam arrumando as prateleiras o olharam e lembraram dele ter passado ali junto de Kirk há alguns minutos atrás, mas ainda assim, estavam claramente receosos de se aproximar demais do ser de aparência trevorenta. – E-Err, lá... – Ele falou apontando para a parede que dava para a dispensa. – Comece pela dispensa... Está meio desarrumada e com algumas pragas indesejáveis... O que precisar usar estará lá dentro também. - Quando Marid entrasse lá, veria uma grande sala escura, porem bem mais fresca que a que estava antes. Havia ali dezenas de barris, caixas, sacos de grãos e outros mantimentos, além de varias prateleiras em quase todas paredes. Estava claramente desorganizado e sujo ali dentro, caberia a Marid dar um jeito de arrumar aquilo e principalmente, dar cabo das pragas existentes.



<Pode começar o trabalho, se quiser narrar os dois em posts separados, pode fazer também. No caso da Amaya, não precisa narrar limpando TODOS os quartos, narre somente um deles e vou considerar como se tivesse feito o mesmo em todos, porem de uma passagem de tempo considerável no fim do seu post referente aos demais quartos. Sua EXP dependerá de sua narração, então boa sorte. ^^>

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Kazuiya em Qui Abr 03, 2014 5:38 pm

Depois de minha partida de Endless rumo ao desconhecido, segui para Oeste e caminhei por longos dias, estava exausta, faminta, com sede e já tinha acabado todo o meu estoque de suprimentos.

Nunca pensei que me afastar de Endless seria algo tão difícil, eu não conhecia nada do mundo lá fora, e no restante de Média Lodoss, mas todo esforço contava em minha busca por meu pai, eu precisava encontrá-lo, com certeza conseguiria encontrá-lo se prosseguisse sempre de cabeça erguida e com muita determinação, porém só conseguiria se sobrevivesse à essa longa viagem.

Depois de muito andar enfim encontrei um lugar, uma estalagem, na porta dizia Estalagem Stallion, me pareceu um nome perfeito, mas não era hora de me importar com nomes, o que eu queria mesmo era um lugar para que eu pudesse descansar e informações, qualquer coisa que eu pudesse colher naquele lugar me seria útil.

Adentrei o local e fui até o balcão, me senti um tanto surpresa, nunca tinha visto um lugar como aquele antes em toda a minha vida, era óbvio, vivi toda a minha vida numa floresta, não sabia nada sobre o restante de Lodoss. Ainda com o capuz na cabeça sentei e chamei o responsável.

- Olá... Eeh... Poderia me dar um pouco de água por favor? Estou viajando e tem um bom tempo que estou sem água, se continuar assim vou acabar desidratando. - disse dando uma risadinha ao fim da frase tentando diiscontrair. - Não sou daqui sabe, pra mim tudo isso é novo, vivi na cidade dos Elfos durante toda a minha vida, à propósito, não viu um Elfo de cabelos brancos, com apenas um braço passar por aqui não é? - perguntei inúmeras coisas sem dar muito tempo pro atendente respirar.

Estava eufórica, mas ao mesmo tempo apreensiva, portanto falei num tom baixo que apenas nós dois pudéssemos ouvir, assim não atrairia atenção de mais ninguém por perto. Após ter minhas questões respondidas prosseguiria com mais uma pergunta.

- Preciso de um quarto esta noite, quanto custa pra passar a noite? - perguntei por fim encerrando minha sessão de interrogatória.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Abr 05, 2014 9:34 pm

A viagem até a península de Ruff rendera à Allenorha boas e más experiências, era um mundo novo ao qual estava adentrando e muitos desafios ainda esperavam pela jovem elfa. Sua jornada mal havia começado, mas os infortúnios de se aventurar fora de seu lar, já se mostravam bem presentes. O cansaço e a fome logo atingiram a jovem, minando suas forças pouco a pouco, e fazendo com que a elfa deixasse em segundo plano seu objetivo e parasse no primeiro lugar que encontrara. A Estalagem Estallion, era por coincidência, o ultimo lugar onde seu pai havia sido visto, mas a jovem que acabara de chegar a este novo mundo, mal podia imaginar que estava tão perto assim de seu objetivo. A jovem, primeiramente, se impressionou com a beleza e exuberância do lugar, tudo estava tão limpo, tão organizado. A elfa se dirigiu a passos lentos em direção ao balcão onde um jovem de um sorriso alegre a atendeu sem muitos problemas. – Pois não, senhorita. Em que posso ajuda-la?

- Água? Claro! Espere um momento.
– O jovem foi até a porta lateral, que dava para o restaurante da estalagem e dali chamou um outro rapaz. Allenorha novamente se surpreender ao ver que o atendente na verdade não era um humano, mas sim um sátiro. Assim que este saiu do balcão, revelou a outra metade de seu corpo como sendo a de um cabrito ou coisa parecida. Após alguns minutos, este voltou com um copo d’água para Allenorha. – Um elfo de cabelos brancos e sem um braço? Desculpe, mas não me lembro de ninguém com tal descrição por aqui. A noite são 10 Lodians de Prata, senhorita.



<Bem vinda Allenorha. Estarei assumindo a sua narrativa aqui na estalagem, caso tenha alguma duvida ou queira dar sugestões sobre sua aventura, não hesite em me contatar. ^^>

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Kazuiya em Ter Abr 15, 2014 4:30 pm

Mais um vez frustrada em minha busca, como já era esperado, já havia percorrido inúmeros lugares em Lodoss e até então nada de encontrar um Elfo com um só braço e cabelos brancos, isso estava começando a me desanimar, porém mais desanimador que isso apenas o fato de eu não ter um moeda sequer para poder pagar a estadia de uma noite naquele lugar, nem mesmo uma moeda de prata eu conseguia encontrar dentre as minhas coisas.

Talvez fosse a hora de partir novamente, procurar um outro lugar seguro para passar a noite, não precisava ser uma pousada ou algo do tipo, mas iria embora dali, ainda frustrada por não ter obtido sucesso novamente em minha caçada.

- Muito obrigada pela água e pela hospitalidade, mas acho que ainda tenho algo a fazer antes de poder descansar. Voltarei em breve e novamente obrigada. - diria antes de me retirar do local.

Diria que retornaria, porém era uma grande mentira, apenas para disfarçar minha condição pobre e a falta de recursos.

Estava disposta a tomar um novo rumo, até então só havia procurado em lugares assim, então iria em direção ao porto real, era possível que houvesse algum tipo de informação À respeito de um Elfo maneta, até porque u mporto era um lugar movimentado, era bem capaz de ele ter que passar por ali. Não sabia dos hábitos dele ou coisas do tipo, mas acreditava que ele poderia ser um viajante, afinal ninguém nunca tinha pistas em lugar algum, podia ser pelo fato de ele jamais ficar muito tmepo em um lugar, pelo menos era assim que eu pensava e minha esperança aumentava no momento em que pensei em ir para aquele lugar, depois pensaria em descansar...

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Abr 18, 2014 12:32 pm

Allenorha saía da estalagem frustrada com sua situação atual, além de não conseguir sequer uma informação, teria que lidar com a chuva e os ventos fortes do lado de fora. A jovem não tinha sequer uma moeda no bolso, e a tempestade que acometera a praia da névoa, se estendera por toda península em questão de minutos. Sem outra saída, a jovem elfa já estava de saída, e se preparava para levar os primeiros pingos de chuva no rosto, mas fora interrompida por uma mão em seu ombro bem de leve, mas ainda assim com força para impedi-la de dar um passo a frente. Assustada, ela rapidamente girou nos calcanhares, e encarou quem quer que fosse nos olhos, em posição defensiva, ela não esperou muito por explicações. – Quem é você e o que quer comigo? – Rápida e um pouco agressiva, ela falava com o homem que se revelava a sua frente. Um homem de meia idade, aparentava ter cerca de trinta e tantos anos, tinha uma barba bem rala e era moreno. Além disso, este carregava uma grande cicatriz no rosto, que ia de um lado a outro de sua face. Ele estava vestindo uma capa longa, própria para se viajar naquele clima desfavorável.

- Acalme-se, jovem elfa. Venho lhe fazer uma proposta, que acho que não poderá recusar. – Ele tirou de sua mochila uma capa igual a que usava, dobrada e arrumada como se estivesse nova, e a entregou a Allenorha, em seguida continuou. – Não vai querer sair desprotegida nessa tempestade, estou correto? Pode adoecer. Venha, vou lhe pagar algo para comer enquanto digo o que preciso, ou caso não aceite, pode tentar sua própria sorte na chuva. – Um clarão veio bem ao fim da frase do homem, e segundos depois o som do trovão irrompeu pelo céu, revelando que a situação do lado de fora, estava bem pior do que Allenorha sequer imaginava. O indivíduo por sua vez, não aparentava ser perigoso, sua expressão transmitia seriedade e tranquilidade, ao mesmo tempo que suas palavras demonstravam sua firmeza. Talvez, aquele homem estivesse mesmo disposto a fazer um acordo justo com Allenorha.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Thanislav em Ter Jun 24, 2014 7:06 pm

@Amaya

Não era bem isso que eu tinha em mente, pensou a menina enquanto escutava as orientações de Kirk. Era verdade que a vida com os Filhos exigia das mulheres certa capacidade em trabalhos domésticos, mas seu principal foco jazia no entretenimento, em todas as suas formas. Mas isso é bom., pensou com um sorriso no rosto. Se havia uma coisa que a jovem não iria conseguir depois de tudo que passou em um espaço tão curto de tempo, certamente seria entreter outras pessoas. Com um suspiro de aceitação, Amaya acenou para Kirk quando o homem começou a descer para o térreo.

Com Kirk longe, Amaya logo tratou de apanhar os materiais que usaria. Uma vassoura, para varrer a sujeira para longe; um esfregão para lavar o chão em seguida e um punhado de panos brancos para limpar os móveis dos quartos. Sabendo que iria demorar para terminar tudo, Amaya respirou fundo e entrou no primeiro quarto.


@Marid

Acenando com a cabeça após a explicação do ajudante de cozinha, Marid caminhou até o cômodo indicado. Não esperando deparar-se com uma sala mal iluminada como aquela, o meio-demônio esboçou um sorriso com a ironia de saber que, apesar de sua ancestralidade, sua visão no escuro era tão boa quanto a de qualquer outro humano. Mas desse lugar eu gusto. A escuridão é reconfortante.

Acreditando estar sozinho, abaixou o capuz de sua roupa, o que teria revelado completamente sua cabeça se estivesse em um local iluminado. Dentro da sala, porém, a pele de Marid camuflava-se tão bem na escuridão que seria difícil encontrar sua cabeça – não fossem as “runas” marcadas pelo seu corpo e os semi-brilhantes olhos e cabelo brancos do rapaz, que o identificam imediatamente como uma anomalia da natureza.

A princípio esperando sua visão se acostumar com a escuridão – o que não era difícil, já que ela era uma amiga constante do jovem –, Marid  não tardou para começar sua tarefa. A primeira parte seria facilitar o caminho entre as prateleiras, e para isso precisava organizar as dezenas de caixas e sacos. Empilhando um em cima do outro a um nível adequado, o esforço do meio-demônio alargou o espaço livre dentro daquela sala escura.

Agora a parte difícil realmente começaria.


@Amaya

Kirk estava certo, esse de fato ERA um trabalho cansativo. Era uma rotina monótona que envolvia uma sequencia específica: varrer cada canto do quarto, trazendo e acumulando a sujeira em um único ponto; coletar o acumulo de sujeira com um dos panos próprio para a tarefa; esfregar o piso do quarto com o esfregão até que aparente estar brilhando; e por fim jogar a poeira coletada pela janela. Um processo que se seguiria por todos os outros quartos, até que apenas uma coisa faltasse: os cobertores.

Segundo Kirk, a menina deveria apanhar os cobertores no porão com as lavadeiras. Marid ainda deve estar lá em baixo, pensou a garota, que agora imaginava como seu irmão estaria lidando com o serviço. Se espreguiçando ao terminar o último quarto, Amaya decidiu descer até o porão, tentando passar despercebida pelos clientes no caminho.

Chegando lá, daria prosseguimento a seu trabalho.


@Marid

Isso está ficando chato, huh? Havia demorado demais para organizar aquilo em algum semblante de ordem. Com os barris alinhados em baixo das prateleiras, mas ainda com espaço suficiente entre eles para um humano adulto trafegar, restou a Marid a tarefa de encher as prateleiras com os sacos de mantimentos e encontrar espaço para as caixas, e isso demorou um pouco mais que o previsto. Havia encontrado um ou dois ratos, mas nada que justificasse os problemas do estabelecimento – o que não impediu o Filho do Sol de matá-los com uma bicuda. Estariam escondidos, por acaso?

Ao término do trabalho, com a notável exceção do fim das pragas, Marid parou para refletir um pouco. O trabalho havia tirado sua mente das preocupações de dias atrás, ainda que por pouco tempo, mas o fato ainda estava lá. Havia perdido sua caravana, até onde sabia os atacantes não deixaram nenhum sobrevivente além dele e Amaya. Poderiam estar procurando por eles, ou teriam ficado satisfeitos com a devastação que causaram? Um súbito mal estar apossou Marid brevemente, um misto de sentimentos que ele não sabia direito como lidar: medo, nojo, desespero e, acima de tudo, ódio. Não apenas pelos atacantes, mas pelo homem que, em sua mente, havia planejado o ataque. Não havia dúvidas em sua mente que aquele estranho era o culpado, por mais que não pudesse provar sua culpa.

Infelizmente, ainda não estava se sentindo bem o bastante para sair da sala. Nem lembrara de levantar o capuz para esconder seu rosto.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NT Blues em Seg Jul 14, 2014 2:44 am

Amaya e Marid começavam a descobrir inconscientemente o valor do próprio suor. Uma jovem limpando quartos e o outro ajeitando objetos pesados nas áreas restritas da estalagem.

Amaya se esforçava e limpava tudo que fora lhe pedido em alguns quartos. Era uma sequencia chata e repetitiva. Começava a sentir sua coluna doendo por puro cansaço enquanto se inclinava e varria a sujeira. Assim que terminou, a jovem logo se encaminhava para o próximo. Mas assim que adentrava no recinto, notava que havia alguém por ali. Logo mais uma jovem com boa aparência e com uma roupa adequada para o serviço saia do comodo na qual era o banheiro.


A garota que aparecia tomava um susto e jogava o cesto com roupas para cima, fazendo espalhar toalhas para todo lado, enquanto ela ia para o chão caindo de bunda no piso gelado e ainda sujo.

Que... Quem é você?? — Questionava a garota intrigada e ainda no chão.

Já mais abaixo aonde Marid se encontrava, o amargurado meio demônio refletia seu passado. Era uma sensação e tanto e difícil de definir para o mesmo. Um silêncio reinava e perdido em seus pensamentos, Marid nem mesmo notou o senhor grisalho, com trajes um tanto diferentes e que ostentava duas cicatrizes em cada lado de sua face, adentrava no local. Somente notou quando o lugar ficava claro, bem claro por algum motivo.


O sujeito ficava a sua frente parado e calado esperando alguma reação por parte de Marid, pois o homem não esboçava expressão alguma. E agora? Que horrores se escondiam por debaixo daquele capuz?

Spoiler:
E ai brow, como eu havia informado via pm (não sei se viu), eu a partir de agora serei seu novo narrador.

Ein cara, me responda uma coisa... Você controla dois personagem? É isso mesmo? Fiquei curioso. Seja o que for, me fale mais a respeito desse teu personagem ^^

Antes que eu me esqueça, pode adicionar 50xp na sua ficha por atraso da antiga narradora.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Thanislav em Ter Jul 22, 2014 5:18 pm

@Amany

Talvez tivesse sido ingênua de achar que era a única desempenhando essa função, mas sentiu um misto de surpresa e alívio ao encontrar outra funcionária. A surpresa foi maior quando a garota, que parecia ter a mesma idade, reagiu do jeito que o fez. Instintivamente, Amany deixou suas próprias ferramentas no chão e se aproximou da menina, estendendo a mão logo depois de a mesma fazer sua pergunta.

(Amany) — Meu nome é Amany. Eu e meu irmão começamos a trabalhar hoje para pagar nossa estadia, com permissão da Senhorita Nyra.

Queria se apresentar como "Amany, dos Filhos do Sol", mas não conseguiu se sentir confortável o bastante para isso - não com a memória do massacre tão fresca em sua mente. Havia um tom melancólico em sua voz, mas Amany aprendeu a esconder seus problemas atrás de um sorriso. E foi com um sorriso que ela fez sua próxima pergunta.

(Amany) — E qual o seu nome?

@Marid

Estava atônito, havia sido pego de surpresa. O que era pior, a sala havia se iluminado de repente. Precisou de uns bons segundos antes de perceber que seu capuz ainda estava abaixado, e que aquele homem o via como ele realmente era - um monstro. Quase que instintivamente, levantou o capuz e pensou em correr. Havia percebido que muitos dos funcionários não eram humanos, mas sabia que existe uma grande diferença entre um elfo ou meio-elfo para um meio-demônio. Tentando esconder seu nervosismo, falou as únicas palavras que vieram à mente, já esperando que precisaria fugir cedo ou tarde.

(Marid) — Eu... terminei quase tudo...

yo:
Para começar, eu cometi um erro crasso nas minhas postagens: troquei o nome da irmã mais nova do meu personagem. X: Amaya é o nome da mãe dela, Amany sendo o nome correto. Oops.

Agora, meu personagem em si é o Marid, a Amany é essencialmente um NPC – que, até agora, eu tenho controlado. É basicamente isso. P:

Sobre o Marid, ele é irmão gêmeo do personagem Eric Chamado-da-Luz, que se encontra em Porto Real. Ambos são filhos de um nobre (Elioth) de uma ilha chamada Rohan, que ocasionalmente faz negócios com Lodoss. O pai desse nobre (Sarkoth) é um “paladino” da Grande Igreja da Luz, a autoridade religiosa local, e foi o responsável por caçar um bruxo foragido, apenas para encontrar um demônio sombrio no lugar (Asiman). Sarkoth derrotou o demônio, ainda enfraquecido pela invocação do bruxo, mas não percebeu que Asiman se escondeu dentro dele. Como vingança, Asiman pulou para o corpo de Elioth e, bem, engravidou a esposa dele. Ele planejava levar o meio-demônio resultante consigo para ajudá-lo em seja lá o que ele tiver planejado. O que ele não esperava era a esposa de Elioth esperar gêmeos e o mesmo recuperar o controle por tempo suficiente para “poupar” um dos filhos da corrupção de Asiman e desaparecer da ilha. A criança poupada foi Eric, totalmente humano, enquanto o outro foi Thane (agora Marid), que é o meu personagem.

Com o nascimento dos dois, a esposa de Elioth e Thane/Marid seriam condenados à morte (Marid por ser meio-demônio e sua mãe por, bem, ter o filho de um). Sarkoth, indignado com isso, mas incapaz de opor diretamente sua igreja, teve o apoio de um dos sacerdotes para traficar o bebê para fora de Rohan, com a ajuda de Amaya, uma meia-elfa que fazia parte de uma das caravanas dos Filhos do Sol, um povo baseado em, essencialmente, árabes e ciganos – comerciantes e atores/apresentadores/artistas/etc que se sentem à vontade em climas áridos e viajam pelo mundo, não sendo diretamente nativos de Lodoss. Marid cresceu nesse meio, aprendendo os costumes dos Filhos. Em particular, sua mãe adotiva se esforçou muito para ensiná-lo a ser humilde e bondoso – e como mesmo entre os Filhos ele sofria preconceito, essa era uma tarefa bem difícil; em parte, é por isso que Marid esconde sua aparência. Uma noite, enquanto acampavam na Peninsula de Ruff, a caminho de uma estalagem em Porto Real, eles foram encontrados por um andarilho solitário de ar nobre (na verdade, Asiman no corpo de Elioth). O andarilho passou a noite inteira dividindo a hospitalidade dos Filhos, mas Marid se sentia desconfortável perto dele. Pouco antes de todos irem dormir, o andarilho entregou um amuleto para Marid, desaparecendo horas depois. Durante a madrugada, a caravana foi atacada por um grupo de assaltantes e bandidos, pegando os filhos desprevenidos. Marid fugiu com Amany, filha legítima de Amaya e meio-elfa como ela, depois de encontrar-se com ela e sua mãe e receber a cimitarra pessoal dela (Amaya). Eles fugiram por horas, e não sabem o que aconteceu com sua caravana, mas quando partiram a situação era crítica. E agora estão na estalagem Stallion.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NT Blues em Qui Jul 24, 2014 3:25 am

Amany? Entendi...

A garota erguia o braço e segurava na mão de Amany, aceitando a ajuda. No mesmo instante ela se levantava ao mesmo tempo que a garota puxava a funcionária desconhecida. Agora de pé ela inclinava sua cabeça olhando suas próprias roupas e dava alguns tapas a seguir na parte de trás, tirando possíveis sujeitas.

Desculpe por isso senhorita Amany. Sou Siesta, uma das serventes da estalagem. Agora estou checando os banheiros dos quartos para ver se está tudo em ordem. Os que estiverem usados, recolho os utensílios para trocar ou lavar — A jovem dava uma breve explicação de sua atual tarefa e então perguntava — Está responsável pela limpeza dos quartos?

Enquanto a proza acontecia no quarto, mais abaixo o momento constrangedor também se desenrolava. Marid ao ver que fora pego sem o manto por sua cabeça, tomava uma atitude mais melancólica. Entretanto o senhor a sua frente não falava nada. Marid sentiu que devia sair do local e assim o fez, dando alguns passos em direção ao homem, pois a saída ficava logo atrás do sujeito. Mas para sua surpresa, o homem o impediu de passar, colocando sua mão no ombro de Marid e o questionando com uma voz um tanto autoritária.

Quem é vós? E porque está aqui?


Spoiler:
Rlx com erros xD

Quanto as informações, muitíssimo obrigado. Deu pra ter uma boa noção dos personagens. Ainda descobri que fez história conjunta com o Eric que também narro.

Bom, por hora é isso. Irei manter esses role bem diretos nas postagens.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Thanislav em Sex Jul 25, 2014 5:19 pm

@Amany

(Amany) — I-Isso. Prazer em conhecê-la, senhorita Siesta.

A gentileza parecia ser infectante, pelo visto. Após ajudar a outra funcionária a se levantar, Amany se abaixou para recolher as toalhas que Siesta havia acidentalmente derrubado, imaginando que não faria mal ter alguém da sua idade como amiga. Ou apoio emocional.

@Marid

Não estava gostando do tom daquele homem, mas sabia que ele estava certo em questioná-lo. Procurou sua cimitarra com os olhos, apenas para ter certeza de que estava lá, antes de se virar para o sujeito. Não estava acostumado em conversar muito com pessoas fora de sua família, mas não parecia ter escolha.

(Marid) — Um cliente, pagando suas contas com trabalho, com permissão da dona.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NT Blues em Ter Ago 05, 2014 1:35 am

Amany era amável e ajudava Siesta recolhendo as roupas do chão. A jovem camareira por sua vez também não ficava parada e se agachava para juntar as peças de lençóis.

As duas sem demora logo colocavam tudo dentro do cesto que Siesta carregava e logo a garota novamente falou com Amany.

Bom, agora preciso ir levar essas coisas para a lavanderia. Na hora da refeição nós vemos novamente. até breve...

Siesta então se virava e passava pela porta. O quarto agora estava livre para Amany limpar, porém o que a garotinha não sabia, era que Siesta estava no corredor observando Amany.

Enquanto isso, Marid respondia a questão do senhor bem diretamente. O homem ainda com aquela expressão um tanto fria, comentva.

Ahhh, então és o jovem na qual ouvi falar. Muito nobre da sua parte se oferecer para pagar com trabalho. Não é todo mundo que costuma fazer isso. Muitos usam de nossos serviços, e quando surge a oportunidade, eles dão no pé sem pagar e as vezes com nossas coisas — O homem olhava pro lado cabisbaixo e continuava — Certa vez até levaram um objeto meu, herdado de família. Era algo estranho que o tataravô do meu tataravô ganhou de um desconhecido. Era pequeno e feito de ouro. Havia uma corrente nele. Já o objeto em si eu não sei o que era, apenas sei que fazia Tic Tac todo tempo. Meu bisavô chegou a comendar que o objeto era de outr mundo hohoho.

Diferente do que parecia, o tal sujeito não era uma pessoa ruim, ao menos não demonstrava isso, na verdade ele demonstrava ser um velhote bem animado e que adorava conversar.

Então meu caro, vim buscar algumas garrafas de rum para levar para o bar da estalagem. Porque não me ajuda? Com seus braços fortes de jovem, faremos apenas uma viagem até la em cima hohoho. O que me diz?

O sujeito ia até um caixa e abria a mesma, pegando seis garrafas, deixando uma em cada axila bem presa, e duas em cada mão, entrelaçadas nós dedos. Havia ainda mais oito garrafas. Marid irá ajudar o senhor?


oFF:
Voltei de viagem brow. Agora os posts serão mais frequentes e passará a contar agora atrasos por minha parte. Vamos nessa jow que já tenho planejado algo bem grande.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Thanislav em Sex Ago 08, 2014 1:27 pm

@Amany

Com a saída de Siesta, a pequena Amany continuou seus afazeres. "Garota simpática" cruzou os pensamentos de Amany, que mesmo com as fortes dores nas costas se recusava a parar. Era o que podia fazer para não ficar deprimida.

(Amany) — Você está bem, não está, mamãe?

Com essa pergunta solitária, duas lágrimas escorreram pelo rosto da menina, que não parou o serviço.

@Marid

O meio demônio suspirou. Era uma das poucas vezes que alguém era tão amigável com ele, mesmo depois de ver sua aparência. Talvez devesse agradecer por essa pequena caridade do mundo... mas não se atreveria. Ainda estava muito ansioso com o ataque. A preocupação com sua mãe crescia cada vez mais, a ideia do cadáver de Amaya no chão dava calafrios a Marid. Não conseguiria relaxar nem que tentasse, e no momento isso era bom. Precisava estar alerta. Mas ainda assim...

(Marid) — ... Certo.

Sem muitas delongas, Marid se colocou em frente à caixa onde o homem havia apanhado as garrafas. Agora que pensava, a história do homem parecia realmente bizarra. Havia visto muitas coisas entre sua caravana, viajara para fora de Lodoss mais de uma vez, mas não lembrava de ter visto algo como o descrito pelo homem. O mais perto seria o amuleto que o andarilho lhe entregara, mas nunca se deu ao trabalho de analisá-lo, e duvidava que fosse algo tão estranho assim. Optando por deixar a história em algum canto de sua mente, Marid apanhou o resto das garrafas e acompanhou o homem. Era, por enquanto, seu trabalho, afinal de contas.

(Marid) — É uma pena terem roubado seu objeto...

Não soube dizer o porque de ter dito isso. Não deveria abaixar tanto assim sua guarda, mas sentiu que deveria falar alguma palavra de consolo pela tristeza que o homem transmitiu quando contara sua história.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NT Blues em Qui Ago 14, 2014 8:10 pm

Siesta ficava ali parada observando, e acabava por ouvir o que talvez não devia ouvir. A camareira olhava para baixo com certo desanimo pela tristeza de Amany. Levava seu punho ao seu peito esquerdo e fechava os olhos com força.

A garota após alguns segundos abre o olho de forma bem arregalada que demonstrava uma decisão. Ela então voltava para dentro do quarto descontraidamente e falando com animo.

Amany, Amany. Quase esqueci de perguntar. Como você está fazendo para limpar os quartos? Pode me mostrar?

~x~X~x~

Ohh Obrigado. E não se preocupe com meu pertence levado de mim, pois isso já faz alguns anos quando o Sr.Kiur era o dono da estalagem e eu ainda podia enxergar com meus próprios olhos. Afinal não sei se notou, mas eu tenho dois cortes bem grandes no rosto HoHoHo — Estranhamente ele falava aquilo sem nenhuma comoção — Malditos piratas hehehe, atacaram Ruff do nada, se não fossem aqueles três aventureiros, talvez eu nem estaria aqui contando essa história agora e toda Lodoss estaria em perigo. Mas chega de conversa, vamos subir que os clientes nós esperam.

Então o velhote ia até uma caixa de madeira, e dela retirava a tampa que era presa nela. La dentro havia algumas garrafas de cores verdes bem escuras, e abaixo delas, havia palha sobre um bano rustico, usado para carregar farinha de trigo e demais vegetais, como batata, cenoura, beterraba e etc. O velhote cego então pegava duas garrafas e dava para o rapaz, que logo as pegava, em seguida pegava mais quatro e entregava novamente para Marid. Em seguida ele retirava mais duas e prendia em suas próprias axilas e assim que encerrava, ele pegava mais quatro e as segurava duas em cada mãos.

Vamos, cada caixa tem dez garrafas. Está já está fazia. Siga-me!

O homem habilmente levava todas aquelas garrafas sem problemas e andava depressa. Rumando para as escadas e indo até o bar. Marid se distraia observando o velhote que logo o perdia de vista.

Hey, não se demore. — O sujeito aparecia do nada chamando por Marid e voltava a sumir.


oFF:
Este é um simples desafio de destreza. Como tens 2 em destreza, quero ver você lidar com duas garrafas AH mais, que no caso precisaria de 4 em destreza para manipular as garrafas sem problemas. Então é isso, narre as dificuldades que seu personagem terá em levar as 4 garrafas de uma vez. Seja criativo e invente o que bem entender agora, estou dando livre arbítrio para criar um cenário ou situações que te ajudem a dificultar tudo, apenas não exagere xD

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Qui Maio 28, 2015 10:53 am

É interessante como o humor de uma pessoa melhora com perecimento de sua fome. Não me sentia tão rabugento quanto antes e por um instante lamentei por desconfiar tanto de Fyr . Podia ser um bom homem, afinal.

- Obrigado. - Disse ao taverneiro, antes de sair, pagando-lhe algumas moedas pela refeição. Senti-me no direito de pagar mais por ela, estava realmente boa, mas ponderei que não seria sensato gastar todo o dinheiro que tinha.

Já lá fora, resolvi despir-me da capa, guardando-a na bolsa. Um pouco de sol nos ombros e na cabeça fariam bem, afinal. Já havia passado uma boa hora desde que chegara à cidade e talvez fosse prudente retomar o passo. Se seguisse agora, talvez chegasse na estalagem pela noite.

- Hey rapaz! - Chamei um jovem que cuidadosamente escovava um cavalo, quando adentrei pelo estabulo. - Busque minha égua, sim? - Falei com meu sotaque costumeiro. - Arrume-a para que eu possa partir, estarei resolvendo alguns assuntos até que o faça. Certifique-se de que esteja pronta quando eu voltar, por favor.

Enquanto o garoto corria com os preparativos, certifiquei-me de comprar algumas provisões de um vendedor de rua: uma garrafa de conhaque, carne de sol, pão, algumas maçãs, caneta, tinta e papel. Paguei-lhe com dinheiro do exercito e antes de seguir adiante me certifiquei de escrever uma carta:

"Senhor comandante,

Executei a missão de encontrar o cavaleiro de dragões a mim dada, mas algo saiu do esperado: o homem está morto, tal como seu Dragão e agora me vejo em uma missão para ajuda-lo. Desculpe não poder dizer mais, mas não me sinto seguro para escrever todos os detalhes por aqui.

Até breve,

Agro Sigurd, recém alistado soldado do exercito."


Procurei uma carroça com destino que passasse pelo exercito e pedi para que entregasse a carta à algum soldado. Dei-lhe duas moedas e disse:

- Por favor, entregue essa carta à algum soldado no campo de treinamento dos cavaleiros alados. Peça que entreguem a algum oficial. - Dei uma pausa, analisando o rosto do dono da caravana e continuei - Saberei, quando eu retornar, se a carta foi entregue ou não. Se não for, considerarei um ato contra o reino e o senhor estará sujeito a enfrentar a lei. Subestime nosso poder de encontra-lo e se arrependerá disso...

Desse modo, já provisionado e com todos os preparativos prontos, segui para a Estalagem Stallion a passo rápido.


Última edição por Sigurd em Qui Maio 28, 2015 10:58 am, editado 2 vez(es) (Razão : A fonte não pegou o texto todo. Apenas arrumei.)

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Energia: D
Agilidade: D
Destreza: E
Vigor: D
L$: 200



Viribus Sensitivis: pode sentir presenças que reproduzem calor (pelo ar), vibrações (pelo solo, água e até ar dependendo da situação), odor, som e energia. Não é possível identificar posições, mas caso sinta alguma presença conhecida é possível identifica-la. Sua percepção é automática sem necessidade de ativação.
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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Maio 29, 2015 2:44 pm

Sigurd estava enfim pronto para continuar sua procura. Ele tinha uma pista quente, mas se ele demorasse demais, ela poderia esfriar, e aí poderia ser tarde demais. Agro voltou ao estábulo e pediu que preparassem sua égua para a partida. O soldado deixou o pagamento já adiantado, mas não saiu de imediato, tinha algo a fazer antes. Ele foi até uma das muitas barracas presentes ali na rua principal do porto. A movimentação de pessoas naquele horário era tanta, que até mesmo para conseguir ver o que queria em cima da bancada era difícil. Mas após algum tempo, ele finalmente se espremeu entre as pessoas, usando um pouco de sua autoridade para afastar os demais, e comprou o que precisava. Pena, tinta e um pergaminho com um frasco.

Sigurd foi até um local mais reservado, apoiou-se num local apropriado para escrita e começou a redigir a carta para o exercito, explicando de seu sumiço repentino. Aquela parecia ser uma ótima ideia, afinal, ele havia sido mandado numa missão de escolta, mas agora se encontrava numa aventura em busca de um homem que ele mal conhecia, com um artefato, aparentemente mágico e valioso, nas mãos. A pedra! Ela se manifestou novamente, era como se ela respondesse toda vez que Agro pensava nela. Aquela sensação de urgência surgiu novamente, como se o perigo estivesse próximo, e o tempo acabando. Ele tinha que correr. Agro enrolou o pergaminho e o guardou no frasco, selando-o e entregando a uma caravana de soldados que vinha com um novo carregamento para o exercito.

Um dos guardas, responsável especialmente por levar apenas as cartas e informações importantes, ficou com o frasco. Este seguiu a galope bem rápido pela rua. Montado em seu corcel branco, não demorou meio minuto até estar fora da vista de Sigurd, já em direção ao quartel do exercito real.




Sigurd voltou ao estábulo, e lá estava sua montaria, pronta para mais uma viagem, descansada como nunca. Era só montar e partir. Mas a viagem dessa vez não seria muito longa, algumas horas e ele já estaria em seu destino, se galopasse rápido, talvez chegasse um pouco antes do anoitecer. E foi o que Agro fez. Apertou bem o passo e correu o máximo que pode durante um tempo. Decorrido mais ou menos uma hora de viagem, ele diminuiu o passo para dar a chance de sua égua respirar e retomar o fôlego, mas sem nunca parar na estrada.

Foi nesse instante que algo chamou sua atenção. Uma sensação esquisita, sua habilidade sensorial lhe avisava de algo. Mas era diferente. Agro conseguia sentir pessoas ou presenças conhecidas com sua habilidade, mas nesse caso... Era algo completamente diferente. A pedra se manifestou novamente, ele podia ver o brilho através do pano de sua bolsa, no fim das contas, não era sua habilidade que lhe avisava do perigo iminente, era a própria pedra.

E o brilho cessou, mas a sensação não, apenas diminuiu de intensidade, até tornar-se uma simples memoria. Mas o que ele escutou em seguida era muito real. - Hey! Soldado... Está procurando alguém? - Ele conhecia aquela voz, estivera com ele há pouco tempo. E quando se virou, viu Fyr atrás de si. Estava sozinho, a pé, sem sua montaria por perto. Ele carregava um sorriso no rosto, assim como antes, mas diferente da simpatia demonstrada no porto. Seu sorriso era malicioso, era um sorriso escarnecedor, de alguém que zombava e desafiava. Ele não era o mesmo Fyr da taverna, tanto que sua presença se alterou a ponto de enganar até mesmo sua habilidade.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Dom Maio 31, 2015 11:44 pm

Hm? - Surpreendi-me, levantando uma de minhas sobrancelhas. Podia sentir a respiração forte de minha égua e sua energia potente e inesgotável; podia notar as pequenas criaturas da floresta e ouvi-las também; podia até mesmo apreciar a da dança das arvores sob a brisa leve e ouvi-las cantarem; mas havia algo mais ali... Não era parecido com nada com que havia me deparado em toda vida. Uma sensação nova, mas familiar ao mesmo tempo. Algo que não compreendia. Tentei concentrar-me, mas o mistério só fez somar. Olhei para minha bolsa, como uma ultima vã tentativa, e lá estava a resposta. Não era minha habilidade que se manifestava, era a pedra.

- Você novamente... - Ia dizendo, mas algo interrompeu-me. Virei para olhar e... tudo fez sentido. Então era ele que estava enlouquecendo a pedra desde o começo, quando chegara no porto, talvez até antes. Seu rosto esboçava o mesmo sorriso de antes, mas dessa vez com um ingrediente novo. Trazia consigo um ar ameaçador composto de uma boa pitada de escárnio.

Analisando-o por um segundo, notei alguns detalhes perturbantes: primeiro, ele estava a pé; segundo, havia burlado minhas habilidades - essa parte me intrigou muito; terceiro, não parecia nada amistoso como antes. Não havia muitas opções a escolher: fugir não resolveria nada, afinal se ele tinha sido capaz de me alcançar, a pé, significava que não era um humano comum. Conversar, também não parecia boa ideia - pelo menos não ainda. Logo, lutar era minha unica opção plausível e foi o que fiz...

A partir de agora, algo deve ser deixado bem claro: não é que não tinha medo ou nenhum receio sobre aquela situação. É claro que tinha. Todas as criaturas capazes de ter sentimentos estão sujeitas a sentir medo - pelo menos esse é meu ponto de vista. A diferença é saber como molda-lo da melhor forma possível e graças aos meus longos e difíceis anos de mercenário eu era capaz disso. Sabia como mergulhar em um mar sereno, afastando todo e qualquer sentimento que pudesse me afligir. Sabia como me tornar uma rocha: fria, forte e impassível. Amor, ódio, medo, anseio, pesar, compaixão ou qualquer outro sentimento não faziam diferença quando estava concentrado em meu oficio. Portanto, entendendo isso, pode imaginar tal como foi meu olhar, quando virei-me junto a égua, para o homem, sem dizer palavra, que ali me enfrentava. Eu estava calmo, frio e decidido, sem qualquer resquício de medo ou aflição. Olhar para mim, naquele momento, era como olhar para um rio sem correnteza. Não sei dizer em qual momento desembainhei minha espada, mas quando dei por mim já estava firme em minha mão direita. Então, galopei em direção a meu inimigo o mais veloz que consegui. Minha intenção era acerta-lo com impacto da égua, atropelando-o. Se ele tentasse se esquivar, tentaria pega-lo com a lamina de minha espada.

Não era uma investida tão técnica ou digna assim, confesso. Entretanto era forte e veloz, um bom começo para ter algumas premissas sobre meu inimigo. A unica coisa que eu sabia, até então, é que era hostil e, nem de longe, uma criatura comum. Se fosse um mago, talvez tenha sido boa ideia investir com a força de um animal de quase 500 kg. Se fosse outro tipo de criatura, disfarçada de humano, seria mais complexo, todavia como a ideia era estudar o inimigo, talvez aquilo funcionasse.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Jun 03, 2015 12:43 pm

Ali naquela estrada vazia e distante, sob a luz de um crepúsculo vespertino, um céu sem nuvens, o clima que já começava a esfriar devido a chegada da noite, tornava-se quente novamente com a iminência de uma luta. Fyr permaneceu imóvel em seu lugar enquanto Sigurd o fitava com um olhar sério, e entre ambos um espaço de quase 10 carroças de distancia. O homem estava parado no meio da estrada, seus braços cruzados a frente do corpo. Trajava as mesmas roupas de quando se encontraram no porto, e novamente, parecia desarmado, o que soava ainda mais estranho para alguém que demonstrava intensões mais hostis.

Durante alguns poucos segundos, nada foi dito, nada se fez, apenas a troca de olhares entre os dois. A brisa fresca bateu levantando poeira, folhas secas e remexendo a grama e as arvores, e com o fim da brisa, o inicio da luta. Agro tomou a iniciativa, seguindo num ataque de carga com sua montaria para atropelar o oponente, enquanto que Fyr riu da atitude do recruta, tomando uma posição de ataque, como se fosse lutar algum estilo de arte marcial, e manteve-se naquela posição, ainda com seu sorriso escarnecedor no rosto.

- Você pode tentar esconder a verdade de mim, soldado. Mas não pode esconder a pedra para sempre. - E o motivo pelo qual ele vinha agora era evidente, a pedra. Mas como ele sabia? Essa era uma questão que ele teria que solucionar em outro momento. A situação pedia urgência, rapidez, um pouco menos de razão e mais ação. Sua investida estava quase concluída, mais dois segundos e Fyr seria pisoteado por um animal de dez vezes mais que seu peso. Mas o homem permaneceu ali, imóvel, rindo, como se esperasse por isso. O que ele estava esperando afinal? Agro puxou sua espada, ele sabia o que Fyr faria, esperaria o ultimo segundo, e saltaria para o lado, e ele poderia até mesmo fugir do atropelo, mas não do golpe da espada.

E assim como o soldado previu, aconteceu. Fyr saltou para o lado com um mergulho, como se pulasse dentro de um rio, e Agro aproveitou o momento para passar sua espada nas costas desprotegidas do inimigo. Um ataque tão eficaz em muitos casos, porem não naquele. Assim como Agro imaginava, aquele homem não era um humano qualquer, ele tinha uma carta na manga, ele já estava preparado para qualquer tipo de reação vinda do soldado, inclusive uma reação mais agressiva e direta. Agro viu sua espada resvalar nas costas do inimigo, a lamina deveria ter feito um talho na lateral inferior bem generoso, mas o que aconteceu foi no mínimo surpreendente. Agro viu a lamina passar pelo corpo dele, mas ele não sentiu o impacto de sua arma contra a carne de Fyr. Era como se sua lamina tivesse passado direto, cortando apenas o ar, e isso o deixou surpreso.

Fyr por outro lado já esperava pela manobra, assim que o cavaleiro começou sua cavalgada, ele esperava que Agro fizesse isso, um ataque muito eficaz, porem também muito previsível. Mas Fyr não perdoaria aquele erro, uma falha não poderia passar despercebida a um oponente, seja ele quem fosse, desarmado ou não. Agro ainda estava galopando devido a velocidade de sua investida, estava já há alguns metros de distancia e diminuindo sua velocidade para poder virar-se novamente para seu oponente. Quando Fyr pousou no chão, deu uma cambalhota agiu para recuperar-se da queda, e assim que o fez, virou-se para o soldado. Mas como atacar alguém que galopava num cavalo a metros de distancia estando desarmado? Então veio a segunda surpresa. Fyr não estava desarmado! Ainda agachado no chão, ele fez um movimento, como se puxasse a corda de um arco, e com isto, um arco longo e adornado, todo feito de uma energia negra translucida surgiu em suas mãos.

Ele apontou o arco para Agro, que não teria tempo de reagir, e a flecha negra surgiu, com sua ponta aparentemente em chamas, uma chama azul intensa, e ele atirou. Mas esta flecha não era para Agro, ele não morreria ainda, Fyr parecia estar se divertindo com aquilo, então tomou uma atitude ainda mais inusitada que todas as outras, ele atirou contra a montaria do guerreiro, atingindo em cheio a parte posterior do animal. A égua de Agro relinchou alto, um grito de dor, e Fyr riu insanamente logo atrás. - HAHAHAHAHA! Acho que errei por pouco... Ou não.


[Sua montaria está ferida, mas você não sabe dizer a gravidade, pois ela ainda está de pé. A flecha atingiu a parte de trás na parte de cima do lombo.]

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Seg Jun 08, 2015 10:02 am

Não posso dizer que fiquei impressionado quando o real motivo daquela abordagem foi dito. Já havia concluído minha ideia sobre, antes dele a dizer e aquilo apenas confirmava tudo. Portanto, como quem é surdo, apenas dei seguimento ao meu ataque sem qualquer gota de hesitação. Entretanto o que aconteceu a seguir me surpreendeu: eu havia errado o alvo. Não de um modo comum, veja bem. Eu havia acertado o alvo, mas não o ferido. Ele não havia defendido, ou se esquivado, ele simplesmente passou por ele como um fantasma. Não posso negar que quando parei o galope, alguns metros à frente, tinha uma das sobrancelhas tão levantada quanto se permite surpreender-se. Afinal, que tipo de monstro era ele? Nada com que já tinha me deparado confesso.

Como se não pudesse ficar pior: um arco feito de uma energia negra, do nada, surgiu. Junto dele uma flecha que voou rápida e forte. Não houve tempo de reação, logo, por um instante achei estar morto... mas não. Ele não havia mirado em mim. Tentei confortar a égua ferida, passando a mão em sua crina, acalmando-a, em meio à explosão de risadas de meu inimigo. Ele a havia acertado. Não consegui definir a gravidade do seu ferimento, mas, independente disso, já não considerava me manter montado. Um ataque montado era forte, mas dava brechas àquela magia estranha. Se suas habilidades ofensivas se resumiam em armas de energia, talvez eu tivesse mais chance no chão. Ele tinha que ter uma fraqueza...

Já desmontado e com a espada em mãos, usei de minha agilidade para não me manter em um ponto único. Pulava entre um pé e outro, sempre mudando de posição entre os saltos. Fitei o homem e então segui em sua direção, ziguezagueando. Se chegasse perto o bastante para acerta-lo, tentaria desferir intercalados golpes frontais e circulares com a espada da direita para esquerda e vice versa, mirando: cabeça, ombro e costelas. Para esse ataque ponderei que me acertar em movimento com o arco seria mais difícil do que se eu me mantivesse parado ou se eu fosse a sua direção em linha reta. Como ainda não tinha muita informação sobre a habilidade de ficar intangível, torci para que no mínimo ele tivesse que ficar tangível novamente para poder me acertar.  De qualquer maneira, não tinha muitas opções para aquele momento.  Confiei em minha habilidade de esgrima mercenária, agilidade e força como último artifício. Tinha que funcionar.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Jun 16, 2015 10:38 am

Fyr gargalhava insanamente, deliciando-se com o sofrimento do animal, a égua estava extremamente incomodada, e mesmo com seu cavaleiro tentando acalma-la, sabia que ela não ficaria boa até ter seu ferimento tratado. A flecha de trevas sumiu algum tempo depois de ter atingido seu alvo, deixando uma pequena perfuração e um filete de sangue escorrendo pela pata traseira do animal.

- Por que não me poupa o trabalho de ter que mata-lo, e me entrega a pedra de uma vez? Você ao menos sabe do que este artefato é capaz? Sabe o que ele significa? - Enquanto Sigurd desmontava de sua égua, Fyr desatou a falar, mas fora completamente ignorado pelo recruta, que partiu para o ataque direto novamente, acreditando que suas chances aumentariam caso fizesse um ataque direto.

O espectro ficou sério novamente, calou-se e esperou. Assim como da primeira vez, ele aguardou a investida de Agro contra ele, até o ultimo momento, quando então girou seu corpo para o lado contrario ao da arma do recruta, segurando seu braço armado e puxando-o para frente, ao mesmo tempo que usava a própria força do seu corpo e da investida de Sigurd para vira-lo para cima e joga-lo para frente, de costas no chão.

Agro caiu estatelado no chão de terra batida, suas costas produzindo um baque surdo no solo, uma leve dor lhe atingiu, mas nada grave. Fyr estava dominando a luta até o momento, era impressionante a maestria do homem, não só na magia, mas na luta corpo-a-corpo. - Não vai desistir, eh? Seria melhor para nós dois se entregasse de uma vez essa pedra. Não vai lhe fazer falta alguma, pense comigo. O que vale mais, sua vida? Ou esse artefato desconhecido?

Desculpe o pequeno atraso, me distraí com as coisas da vida. rsrs

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por Sigurd em Sex Jun 19, 2015 12:50 pm

É interessante como o estado moral de um mercenário revigora após uma boa surra. Aquele era um adversário digno de cautela, com certeza. Um mago lutador... Uma espécie rara de se encontrar, de fato. Na verdade, nunca havia encontrado outro e olha-lo me dera uma outra perspectiva sobre minha busca por poder.

- O homem luta bem, mas fala demais... - Disse à Fyr após rolar para longe de seu alcance (apenas o bastante para ficar fora do alcance). A ideia de que aquele homem não tinha uma real intenção de me matar começava a formar-se na minha mente, levando em consideração os fatos. Afinal, ele tivera duas ou mais chances para isso e resolveu não fazer. Todavia, por ora, ignorei qualquer suspeita e animado: sorri.

Apoiando a espada no chão, me levantei deixando-a enfincada na terra. Aparentemente o homem também era bom com os punhos e aquilo me soava como um desafio. Logo, cerrei-os subindo à altura do queixo (posição de defesa do boxe) e me aproximei para uma trocação franca. Eu havia compreendido certa semelhança em suas ações, então tentei ser rápido na aproximação em meio a saltinhos enquanto trocava a posição dos pés. Quando julguei perto o bastante, com os punhos na altura do queixo, ataquei: com o pé esquerdo na frente e o direito atrás, desferi um rápido soco com a esquerda sem que eu saísse de minha posição, a fim de marcar a distancia de meu adversário - a ideia também era não dar margem para que ele me surpreendesse com minha própria ação, como antes. Tendo a distância em mente, já era hora ir mais forte: com o punho direito tentarei desferir outro soco, só que com mais impacto, projetando meu ombro a frente. Caso ele esquive para a direita: emendarei um chute giratório, girando ao contrário, com a sola do pé esquerda mirando seu estomago, como se os dois golpes fossem apenas um (um complementando o outro). Caso ele esquive para esquerda: emendarei uma cotovelada com o braço esquerdo, girando o corpo a fim de ganhar impulso. Caso ele defenda o soco e não se esquive, tentarei segura-lo/apoiar nele e emendarei uma joelhada usando sua própria defesa como base. Caso ele se esquive para trás, darei um passo a frente e emendarei um chute circular com a esquerda. Caso ele tente manipular a direção do meu soco a fim de entrar em minha guarda e me pegar no contragolpe, emendarei um soco com a esquerda.

Havia planejado, em segundos, todas as ações que eu poderia estar submetido a enfrentar ali, baseando-me no modo como ele havia controlado minha primeira investida. Se ele procedesse da mesma maneira, talvez o fim fosse diferente de como foi na primeira vez. Todavia me mantive calmo e cauteloso como de costume. O sorriso irônico e ansioso não ostentava mais em meu rosto, dando lugar, agora, à uma expressão vazia.

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Re: Estalagem Stallion

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Jun 23, 2015 11:34 am

Fyr parecia ser muito superior ao recruta, tanto em magia, quanto em luta corpo a corpo, mas como então proceder numa situação daquelas? Agro tinha uma teoria, que até então se provara verdadeira. Realmente Fyr parecia não querer mata-lo de imediato, talvez estivesse apenas brincando com ele, antes de realmente concretizar o ato, ou estava esperando algo mais do soldado. Não era possível dizer o motivo, mas que havia um motivo, isso certamente havia.

Contudo, Agro estava disposto a continuar a batalha, mesmo achando que o adversário era alguém bem superior. Ele partiu então para o tudo ou nada, querendo uma briga de mãos limpas, onde ele poderia, ao mesmo tempo, impedir que o mago usasse seus truques, e poderia testar o nível de habilidade do homem.

Fyr pareceu um pouco surpreso ao ver que Agro entrava numa posição de briga. Ele arqueou uma sobrancelha, e sorriu. - Quer lutar? Haha, você realmente é bem diferente. Vamos lá então. - E Agro partiu, a iniciativa era do recruta, e começou com golpes simples, mas eficazes. O primeiro soco não atingiu, fora desviado pela mão do defensor, e assim que o fez, deu seu contra ataque, mas diferente de antes, Sigurd viu aquele ataque chegando, e fez diferente.

O soco viria por baixo, para pegar nas costelas, para desarmar o recruta e deixa-lo ainda mais rendido. Mas como num reflexo quase instintivo, Agro deu uma leve recuada, um meio passo para a diagonal, fazendo que a mão passasse a frente do estômago, atingindo apenas vento. E assim que percebeu o erro do mago, e viu a brecha dada por este, Agro aplicou um forte chute solado e seu estômago, fazendo com que Fyr recuasse vários passos para trás.

O mago, porem não pareceu ficar tão rendido quanto deveria. Pois mesmo levando o chute com toda a potencia de Agro, Fyr não pareceu realmente se incomodar com aquele golpe, se recompondo rapidamente e voltando à luta. A verdade é que Agro também notou algo muito estranho naquela luta. Pois ao tocar nele pela primeira vez, quando este desviou seu soco. Sentiu como se estivesse batendo num travesseiro. A mão do mago não tinha a mesma consistência e resistência da pele e ossos humanos, apesar de ainda ser material e tangível suficiente para não ser um fantasma, ou uma ilusão.

Quando o chutou, teve essa sensação novamente, como se chutasse um travesseiro, ou um saco cheio de ar ou agua. Era macio demais, e não causava danos reais. Fyr não deu tempo a Agro para que analise essa informação, pois no mesmo segundo que se recompôs, foi para cima do recruta. Sua intenção era um geb e um direto. Mas ele não era tão ágil, Agro conseguiu prever os movimentos a tempo de esquivar e contra atacar, acertando um belo gancho no estômago do mago, e fazendo-o recuar definitivamente.

- Haha, você luta melhor do que eu esperava. - Ele falou, mas novamente, não parecia sequer incomodado com os golpes. Não estava nem mesmo ofegante, ou sem ar, como muito ficariam após levar tal soco bem na boca do estômago.

<+100 exp por ter me surpreendido e ter escolhido lutar no mano a mano com ele>

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