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Baía dos Pescadores

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Baía dos Pescadores

Mensagem por ADM GabZ em Seg Fev 24, 2014 10:17 am

Relembrando a primeira mensagem :


Localizada no extremo sul da Península de Ruff, a Baía dos Pescadores é um enorme lugar e perfeito para fisgar os mais variados tipos de peixes. Três rios da ilha deságuam aqui, e ainda por cima existe uma entrada para o mar. Graças a isso a diversidade embaixo d'água é incrível, atraindo pescadores de todos os cantos do mundo. A baía já possui pontos certos para pesca, principalmente nas enormes rochas que repousam em meio à água. Muitos pescadores moram por perto e conseguem ganhar a vida com a riqueza de peixes oferecidas pela baía, sendo considerada até mesmo um lugar sagrado para alguns. Até mesmo monges, magos e feiticeiros eventualmente aparecem na baía para beber de sua água ou para levá-la em pequenas jarras.

Um dos pescadores mais veteranos dali e que pode certamente lhe dar algumas dicas e iscas é Fergus, um humano corpulento de um bigode espesso e careca lisa. Ele está sempre disposto a ensinar novatos apesar de sua aparência bruta, sendo um ótimo mestre na arte da pesca. Ele também conhece cada pedaço da baía — acima d'água, claro. O que não faltam são lendas a respeito de criaturas que se escondem nas profundezas, e na verdade ninguém sabe o quão fundo é o lugar. Alguns dizem que existem túneis levando a gigantescos lagos subterrâneos por toda Lodoss, e que algumas criaturas de lá as vezes se aventuram por estes túneis. A viagem é longa demais para qualquer um que não respire debaixo d'água, e ninguém ali tem certeza da veracidade destas informações.

Claro que a fartura também atrai predadores naturais. Ursos e panteras algumas vezes se aventuram, mas não representando perigo aos pescadores. Há quem diga que, durante a noite, alguns wyverns e dragões jovens vêm tentar a sorte, sobrevoando poucos metros sobre a água e por entre as rochas. Eventualmente caem na água com seus corpos desajeitados, enroscando-se nas linhas e redes deixadas pelos pescadores, as arrebentando para fugir. Fergus adora contar sua história de como salvou um pequeno wyvern — do tamanho de um cão adulto — e que o criou por algum tempo. Na época ele era jovem e não haviam muitos pescadores, por isso ninguém pode confirmar sua história. Quem sabe. Pode ser apenas mais uma história de pescador.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:19 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Dom Out 19, 2014 2:43 am

HaHaHa! Muito bom garoto. Tem de fato um excelente timbre pra música. Mas melhor voltarmos ao peixe. Se não vai virar um bolo HaHa!

Em meio a cantoria que cessava, Fergus limpava suas mãos de farinha com água limpa e novamente pegava outro prato. Pegava alguns ovos e quebrava dois deles, despejando no recipiente. Em seguida pegava uma colher e começava a bater os ovos com força.

Vamos lá rapaz, faça o mesmo. Não esqueça de limpar as mãos, ou vai penetrar grãos de farinha nos ovos e isso não será legal agora. Bata-os com vontade com movimentos circulares. Sempre alternando o sentido. Algumas para a direita e outras para a esquerda. E assim vai...

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Seg Out 20, 2014 4:12 pm

Após a cantoria Ari também sorriu, claramente contagiado pela animação do mestre. Então apenas seguiu suas instruções para continuar com o preparo do peixe, sem perder um instante sequer. Lavou suas mãos com cuidado e as secou em algum pano limpo que estivesse sobre o balcão. Quebraria os ovos, batendo-os cotra a madeira de leve, e em seguida os separando com um movimento sutil. Não era um especialista em culinária, mas as mãos de um músico são hábeis em realizar movimentos com firmeza e precisão, sem deixar de ter certa suavidade no toque.

Ele então começou a bater os ovos, primeiro todo desengonçado, mas conforme observava Fergus ia imitando seus movimentos, como se aprendesse apenas de observar, não que fosse uma imitação perfeita, mas era um começo. Continuou a mover seu pulso, enquanto mantinha o cotovelo parado, apenas retirando força do movimento do braço como um todo, vez para a esquerda, vez para a direita, assim como o velhote havia lhe instruído.

— Fergus-san, se não for problema, tem uma pergunta que eu gostaria de fazer... Na verdade, é mais como uma curiosidade de garoto, se preferir. - Soltou uma risada, sem tirar os olhos do que fazia. — Ouvi dizer que por essas bandas existe um perigoso esconderijo de ladrões, esse boato é verdade? - Era apenas algo que havia ouvido, não sabia se a fonte era confiável, afinal, quem sabe quando um mercenário bêbado não está apenas inventando histórias, certo? Mas Ari realmente tinha interesse nessa história. Mesmo que não fosse confessar isso para Fergus, o velho era sua melhor fonte de informações.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Dom Out 26, 2014 4:24 pm

O desengonçamento de Arlidem lhe custava uma blusa limpa. O ovo era mal batido e o inexperiente cozinheiro derramava a toda a clara do ovo e parte da gema. Fergus olhava aquilo franzindo a testa e alertava o rapaz que mexia os ovos e se sujava sem perceber enquanto fazia sua pergunta.

GAROTO!! Preste atenção no que faz HaHA! Se sujou todo, meu jovem. Vai ficar com cheiro bom de ovo HaHAHA! Melhor tirar a blusa e por dentro de um recipiente com água. Mas qual era a pergunta mesmo?

Arlidem repetia sua questão e Fergus parava de fazer os seus afazeres. Parecia pensativo, levando sua mão esquerda para a ponta do queixo.

Hum... Esconderijo de ladrões? Não sei dizer, Arlidem. Embora eu seja um pescador conhecido por essas bandas e que tenha grande conhecimento de Ruff, a coisas na qual até mesmo eu desconheço. Mas já ouvi relatos sobre barcos negros atracarem na praia e homens de má aparência carregando caixas seladas. E bem, eu até mesmo presenciei algo certa vez. Fui lá com meu parente a dois anos atrás e vi uma dupla de estranhos usando capuz em pleno sol quente. Acreditamos que fosse alguns estrangeiros ou viajantes. A verdade é que não sei te informar com exatidão. Talvez meu parente possa te ajudar, ele viaja muito por Lodoss e deve saber algo a respeito. Ele aparece aqui em tempos em tempos, mas todo ano faz algumas visitas, umas três por ano. E bem, está quase no tempo que ela de fato irá aparecer por aqui. Acho que vai gostar dele se o conhecer, ele tem mais histórias intrigantes pra contar, que um simples pescador como eu. Aproposito, pegue mais ovo e refaça isso ai. Limpe o prato antes de refazer.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Ter Out 28, 2014 1:03 am

Acabou por fazer a maior bagunça, fez uma careta, já esperando uma bronca ou um bom ‘tapa no pé do ouvido’, ou pior, que fosse expulso sem comer. Mas tudo o que o velho pescador fez foi rir e pedir para que refizesse com maior cuidado. Arliden ouviu as palavras de Fergus com atenção, curioso para conhecer esse parente de quem o velhote falava, e ansioso para saber sobre a toca dos ladrões, por mais que agora apenas pudesse torcer para que o tal parente do pescador chegasse logo. Contudo, como não poderia fazer nada quanto a isso além de ter esperança, decidiu tentar fazer algo sobre o que estava ao seu alcance: o ovo.

Ari tirou a capa verde musgo suja de ovo e fez como o pescador havia lhe sugerido, colocando-a em um balde com água qualquer (ele iria perguntar onde havia um, se não encontrasse, e perguntaria antes de sair usando). Então voltaria, lavaria o prato com cuidado e voltaria a quebrar os ovos, derramando seu conteúdo no prato. Daí foi apenas recomeçar a bater, agora mais devagar e muita calma, concentrando-se unicamente naquela tarefa. Ainda era tão descoordenado quanto era possível ser, e poderia não ficar tão bom quanto o de Fergus, mas ao menos teria o pequeno prazer de fazer algo com suas próprias mãos.

Após terminar, limpou as mãos e encarou Fergus, com um sorriso de garoto rasgado no rosto de menino. — Então, o que vem agora? – Estava faminto, mas tinha que admitir que também estava se divertindo com aquela pequena pantomima de aprendiz de cozinheiro. Além de estar aprendendo muito, coisas que com certeza seriam úteis no futuro.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Qui Nov 06, 2014 2:14 am

Ari aceitava seu erro sem problemas e ia atrás de algo para por a blusa recém tirada de seu corpo. Ele havia perguntado para Fergus aonde estava, porém o pescador ficou em silêncio. O mago tornou a perguntar, porém nada obteve. Era uma resposta clara de... " Se quer algo, procure por si mesmo". Fora que também o seu mestre havia tido que ele já era da casa, ou seja, tinha liberdade para explorar o lugar.

Depois de algum tempo sem obter uma palavra sequer de Fergus, a ficha finalmente caiu e Arlidem foi atrás de algo para por a blusa. Abriu os armários e nada encontrou, foi até os quarta, mas também estavam vazios. Pensou que lá fora devia ser um local mais adequado para por esses tipos de coisas, e assim o fez. Dirigiu-se até o lado externo da casa e procurou por algum balde. Mas acabou achando uma bacia. Rasa, mas que a blusa entrava perfeitamente. Pegou por um tanto de água em uma garrafa e a despejou dentro do recipiente. A água ia com certa forças e varria parte do ovo da blusa, o levando a flutuar. O garoto acreditou que aquilo bastava e retornou para dentro para refazer sua parte no almoço.

Pegou os ovos e começou a bater novamente. Dessa vez com mais concentração, mas ainda sim uma ou outra parte do ovo voava na testa ou para longe de Arlidem.

Agora esta indo bem. Mais alguns dias de pratica, e logo você vira o senhor dos ovos mexidos HaHAHa!!

Nada que uma piada sem graça não faça pra mudar o clima de concentração. Mas o jovem concluía a etapa dos ovos com um aviso de sua barriga que roncava enquanto fazia uma pergunta ao pescador.

A próxima etapa? HaHa, acho que ouvi foi outra coisa... HaHaHa!! — Fergus dava leves tossidas com alguma poeira que viajava pelo nariz do mesmo — Rhul, rhul... Estamos quase finalizando Arlidem. Faltam apenas dois passos bem simples. Agora que temos um prato com farinha e outro com os ovos batidos, iremos passar os peixes primeiro no prato da farinha e cobrir bem o peixe com ela. Mas antes vou por o óleo pra esquentar na panela...

E assim o pescador fez. Deixou o óleo esquentando e voltou para pegar seu peixe e jogou dentro do prato com farinha e começou a deitar o peixe de um lado, e depois de outro na farinha, cobrindo bem. Depois o homem levou o pedaço de peixe para o prato que havia o ovo e fez o mesmo que havia feito com o prato de farinha. Despejou o peixe la dentro e começou a cobrir com o ovo. Cobriu boa parte e assim que encerrou com o ovo, tornou a trazer o pedaço de peixe pro prato de farinha e cobrir novamente com mais farinha, até a parte do ovo sumir e ficar apenas a visão da farinha.

E é isso meu caro. Feito este último processo. É só despejar dentro da panela com óleo, que nesse momento já esta bem quente — O pescador então levou seu alimento até a panela e jogou dentro da mesma. O barulho de algo mergulhando em óleo quente, se agitava e dava água na boca só de imaginar a delicia que sairia la de dentro — Vamos Arlidem, sua vez. Misture o peixe na farinha, depois no ovo, e novamente na farinha e ai pode colocar dentro da panela. Enquanto isso vou preparar um molho pra comermos com o peixe...

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Qui Nov 06, 2014 1:11 pm

Encontrou a pequena bacia rosa e mergulhou sua blusa lá sem cerimônias. Aproveitou para dar uma rápida olhada nos arredores e esticar as pernas e os braços em um alongamento simples, mas agradável. Em seguida retornou para o interior da casa e voltou a bater os ovos com maior concentração, mas não sem fazer uma nova bagunça, ainda menor que a anterior, mas nem tanto que não acabasse ligeiramente melado com a gema e a clara. Ainda assim, Fergus não parecia ser do tipo que levava as coisas tão a sério a ponto de se importar com a bagunça de um aluno que ainda estava apenas aprendendo, o que deixou Ari um pouco mais tranquilo e confiante de que iria conseguir, ao mesmo tempo.

O menino de cabelo ruivo feito a chama redobrou sua atenção para as palavras do velho pescador, observou como ele fazia o procedimento, aparentemente simples, e em seguida imitou sem hesitar, mas com maior cuidado. Apanhou o peixe com ambas as mãos, o segurando pelas pontas e colocou na farinha com cuidado, então o rolou com a ponta dos dedos para ambos os lados, até estar todo enfarinhado, então voltou a pegar o peixe pelas pontas, com ambas as mãos e coloca-lo no prato com o ovo, fez o mesmo procedimento de gira-lo e o apanhou uma terceira vez, levando-o de volta até o prato com farinha e refazendo o mesmo truque de girar até ficar todo coberto de farinha.

Então assim que tivesse permissão para fazê-lo iria levar o peixe até três ou quatro centímetros acima da gordura quente e o soltaria com delicadeza, sempre manipulando o peixinho com todo o cuidado, segurando-o com ambas as mãos. Afinal, essa seria sua melhor refeição em dias, e realmente queria aprender como preparar um peixe de maneira decente, afinal, era o que tinha de mais abundante na natureza.

Então, terminado o preparo – aparentemente – restava apenas aguardar.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Seg Nov 10, 2014 12:40 am

Caminhou é modo de falar ─ pois ele correu, verdade seja dita. Correu, o cabelo molhado voando pra trás, as roupas idem. Correu, acelerou, diminuiu o ritmo, chutou uma pequena duna, acelerou de novo. Enfim parou arfando, desfrutando o prazer de estar vivo.

Já estava na Baia. Seu plano era o mais simples do mundo, muito parecido com o mesmo que teve quando, anos atrás, chegou pela primeira vez em Ruff: pedir um barco emprestado na cara dura. Depois pagava tudo. Sério. Promessa.

E estava com fome. Mal tinha percebido isso com os últimos eventos, mas agora, que finalmente tinha uma pausa para respirar ─ sem ter que correr de explosões ou monstros ou entrar em visões realistas ─ ele sentia o estômago reclamar com violência. Então pediria, além do barco, comida.

Bom, ele tinha uma faca e um sobretudo para negociar caso não aceitassem fazer um empréstimo.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Seg Nov 10, 2014 1:10 am

Nada como o ar fresco esvoaçando os cabelos do homem que acabou de se deparar com um dragão de luz que recém desapareceu diante de seus olhos e o fez reaparecer na Praia da Névoa, e agora se dirigia loucamente até a Baía dos Pescadores.

Já próximo da Baía dos Pescadores, jazia de fato um pescador e um er... Aprendiz de pescador? Esses dois estavam em plena felicidade terminando de preparar o desejado alimento decente que Arlindem tanto queria. Seu desejo começava a se tornar euforia e o rapaz se apressava para levar seu peixe para o óleo quente e lá ele despejava o peixe totalmente preparado. Fergus por sua vez chamava o rapaz .

Hey! Garoto. Vamos pegar o peixe ali fora, pois já está no ponto que queremos. Enquanto comemos o peixe assado, o outro vai sendo finalizado sozinho...

Quando o pescador falou em COMER. Arlidem arregalou os olhos sem ao menos perceber. Mestre e aprendiz foram juntos para a parte de fora da casa. Nisso os reflexos de Fergus falaram alto e fez o velhote se virar pra praia e ver um homem de cabelos longos e dourados correndo com o mesmo sorriso que via na face de Arlidem ao encarar o peixe com aquele cheiro indescritível.

O homem que corria, embora se sentindo o cara mais feliz do mundo, esquecia que a pouco participou de um caos inimaginável para qualquer outro cidadão de Lodoss. Em outras palavras, Sérpico estava desgastado e só notou isso quando falto-lhe força para completar o próximo passo e acabar tropeçando e se debulhando na areia daquele local, rolando várias e várias vezes, e por fim parar de cara na areia.

OUSH!! — Fergus exclamava assustado, que acabava por assustar Arlidem também. O pescador saia correndo deixando o peixe no lugar — Venha depressa garoto.

O homem foi rapidamente até o homem caído que não tinha forças pra se levantar. Era até capaz de morrer sufocado na areia se não movesse o rosto pro lado, pois afinal o nariz estava um pouco afundado na areia também. Mas a sorte de Sérpico fora que alguém o puxava para o lado.

Você está bem? — Perguntava um sujeito já com certa idade.



Info:
Ari. Ta em suas mãos se vai ficar e comer ou vai ajudar o Fergus com seja lá o que foi que ele foi fazer.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Qua Nov 12, 2014 1:56 am

Homem morto? Morto estava Ari de tanta fome! Ou logo estaria, caso não tratasse de colocar algo em seu estomago que mais parecia um nó duro de fome. Então, tão logo Fergus lhe disse que o peixe estava pronto, o menino de cabelo ruivo se animou, fazendo uma expressão que lembrava ligeiramente a de um cachorrinho pidão; risonho e esperançoso. Contudo, algo pareceu chamar a atenção do velho pescador, que gritou por Ari e saiu correndo pela areia da praia. O menino espremeu os olhos, e avistou ao longe a sombra de um corpo caído na areia com um movimento tênue de respiração, era uma pessoa? Deu de ombros e seguiu até onde os peixes estavam sendo preparados.

Arliden não perdeu a compostura um instante sequer. O velho havia dito algo sobre ‘ficar a vontade’, então foi exatamente o que o garoto fez. Ari caminhou até a fogueira onde os dois peixes de Fergus assavam na grelha feita de rede que o velho havia improvisado. Seus olhos ficaram turvos por um instante e em seguida sua visão ficou mais nítida, retomando o foco; claramente mais aguçada que antes. Ele olhou para as chamas de uma maneira diferente e seus lábios se curvaram em um sorriso, seus olhos perscrutaram as madeiras entre as chamas e logo encontrou o que queria: dois galhos finos.

Então Ari pronunciou uma palavra. Nada mais que um leve sussurro. — Fraestradik... - Mas o fogo ouviu. E assim ficou sob o comando do menino e não o queimou mesmo quando ele colocou a mão nas chamas como se não fosse nada, apanhou os gravetos parcialmente carbonizados e ‘limpou’ as chamas com exagerada displicência.

Sorriu e sussurrou uma segunda palavra. — Aerlevsedi. – Outro sussurro, um sopro suave. Seus dedos da mão direita se moveram, gesticulando para os peixinhos na rede, uma brisa suave os envolveu e eles voaram como se ganhassem vida. Vieram e prenderam-se com firmeza nos gravetos finos, como se fossem perfeitos espetos para churrasco. O menino tornou a sorrir e se levantou, caminhando na direção de Fergus e do moribundo caído na praia.

Abaixou-se ao lado do homem e estendeu a mão com um dos ‘espetinhos de peixe’. — Tome, você parece faminto. – E deu uma mordida no seu próprio peixe no espeto, saboreando a carne empanada, olhou para Fergus arregalando ligeiramente os olhos com ar deslumbrado, sinceramente maravilhado com a riqueza de sabores.

— Ora, mas isto está delicioso! – Exclamou com sinceridade. Então ajudou o velhote a carregar o rapaz até a cabana, por mais que, com a quantidade de músculos que possuía, mais iria atrapalhar do que ajudar. Ainda assim, sem querer demonstrar má vontade, tentou ajudar com toda a sua força de vontade, dando mordidinhas em seu peixe sempre que tinha chance.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Sab Nov 15, 2014 4:59 pm

Sérpico respondeu com uma risada. Sim, estava bem. Estava cansado, tá. Mas, mãe do céu, ele estava bem! Tentou tirar a areia do rosto para só então arriscar abrir os olhos. Daí viu o senhor que lhe perguntara se estava bem e resolveu responder no jeito convencional, para não deixar dúvidas.

Estou bem, obrigado ─ disse e riu mais um pouco. Estava realmente cansado, ou seria tudo fome? Ele se concentrou no senhor e completou: ─ Acho que não consigo me levantar...

Sérpico olhou para o céu. Achou que podia ficar um bom tempo ali, vendo o azul em que pássaros transitavam e interpretando formas no branco das nuvens. Daí saiu do transe quando o jovem ruivo apareceu ao lado do senhor e lhe ofereceram comida. Sérpico nem pensou, apenas esticou a mão e pegou o peixe no espeto. Mordeu. Seus olhos lacrimejaram.

Delicioso ─ disse, fazendo eco ao que o jovem dissera. A boca estava cheia e ele já ia mordendo de novo antes mesmo de engolir o primeiro lote.

Sérpico tentaria ao menos ficar sentado. E tentaria se ajudar a caminhar, pra não deixar seu peso todo para aqueles dois desconhecidos. Depois:

Sou Sérpico. Sérpico Vandimion ─ diria, olhando os dois (pai e filho?) ─ E obrigado pela comida.

Ele realmente não queria ser chato, chegando e já indo embora, mas algo em sua mente (codinome dever) lhe beliscou a consciência e ele foi direto ao ponto:

Estou em missão. ─ Aquilo poderia soar extremamente cômico (e/ou doentio) vindo de um sujeito meio mal acabado, molhado de água do mar e morto de fome. Mas era a verdade. Ele deu uma nova mordida no peixe e continuou: ─ É algo que pode definir o futuro da Ilha! ─ Sim, ele agora gesticulava para aqueles dois, abrindo os braços, demonstrando que era realmente toda a Ilha que estava em jogo. Engoliu. ─ E eu preciso ir até a casa de um velho amigo, numa das Gêmeas, para então saber o que fazer. ─ Ele baixou o espeto e olhou a volta, para a praia, procurando seu desejo de consumo. Aquele que sugeriu, falando o seguinte: ─ O único problema é que não tenho nenhum barco para ir até lá... Por acaso vocês sabem onde posso arranjar um?

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Seg Dez 01, 2014 2:21 pm

Ah sim, claro, ele está ótimo. Tão ótimo quanto o suculento peixe que ele devorava sem nem pensar se havia espinhos. Mas por justamente por Fergus ter ensinado ao seu novo aprendiz de pesca, a como remover os pequenos ossinhos, que fazia aquele peixe tão especial.

O rapaz tentava se levantar, mas puff, não dava certo aquilo. No máximo conseguia se inclinar para frente, antes de voltar com tudo e meter a cuca na areia. Visto que não teria jeito o rapaz se apresentava. Sérpico Vandimion. Esse era seu nome.

Fergus, meu caro. O Grande Pescador e metido a cozinheiro HaHaHA!

Mas hein? O pescador fazia bem o tipo animado. O loiro contou então sobre o que estava a fazer e sobre a ilha, mas antes de terminar de contar, o velhote o interrompeu.

Hey Arlidem, não fique parado e me ajude com esse maluco aqui. Vamos leva-lo para dentro.

Antes mesmo do mago se mover para ajudar ou não, Fergus já ia se posicionando e erguendo-o pelas costas como se fosse nada. Iria deixar o seu aprendiz o ajudar caso ele desejasse de fato. Caso contrário ele levaria o desconhecido pra dentro.

Já dentro, Sérpico fora colocado sentado em uma cadeira a frente de uma cadeira. O pescador pegou um cantil com água e deu para o mesmo beber.

Vamos, conte-me o que estava a dizer a pouco.

E assim o Sérpico fez. Contou sobre seu amigo e sobre as ilhas. Era uma história fascinante de fato.

HaHa! Não sei que males poderia haver de tão perigoso assim em Lodoss. Mas seja o que for, nem se um peixe espada pulasse do mar para duelar contigo, você não ganharia nessas suas condições. Relaxe rapaz, descanse e depois te ajudo com o que precisar. Mas não antes de se tratar — Arlidem notava certa seriedade no tom de voz do pescador. Ele realmente se importava com o sujeito? — Bom, por acaso nós já ia comer. Poderá se juntar a nós. Vou pegar as coisas e por a mesa para comermos.

O pescador se retirava e ia trazer as iguarias que havia feito com Arlidem, que agora estava junto de Sérpico e podiam trocar algumas palavras ou apenas esperar a comida.


Info:
WHEEEE

Férias caramba!

Como eu havia comentado. Vou narrar por duas semanas seguidas os players que sofreram com a minha ausência por parte da facul.

E bem, 100 de xp pelo atraso para os dois ^^

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Ter Dez 02, 2014 11:08 am

Ponderou. É ─ talvez um peixe espada fosse o suficiente... Mas, caramba, Sérpico podia pegar o maldito de jeito, mesmo esgotado, se esquivando do bico e depois tome uma cotovelada na cabeça, dedo no olho, joelhada no estômago e pronto, Sérpico ganharia a briga e... bom, deixa pra lá. Melhor descansar um pouco mesmo.

O pescador saiu e o ruivo ficou.

Seu pai?

Péssimo em começar conversas, sempre foi. Ele olhou mais para a cabana, disfarçando interesse. Depois olhou de novo para o menino. Ele não parecia muito com o Grande Pescador, vai ver puxou mais a mãe ou era filho adotivo. Sérpico pensou no que dizer e:

Muitos piratas por essa região?

Péssimo.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Qui Dez 04, 2014 10:54 pm

Ora, veja bem, Arliden não é nenhum garoto parrudo de mãos cheias de calos que se encontra nessas fazendinhas do interior, acostumados a pegar no arado e carregar sacos de feno com mais de vinte quilos sobre um dos ombros como se não fosse nada. Não, nem perto disso. Os únicos calos que esse jovem artista possuí em suas mãos são aqueles nas pontas de seus dedos, duros feito pedra, por dedilhar incessantemente por milhares de horas seu amado alaúde, treinando e tornando a treinar, até ficar tão afiado quanto o fio de uma navalha.

Entretanto, ser bamba no alaúde que só ele não o ajudaria na tarefa de carregar aquele pobre coitado meio desvairado junto de Fergus. Para isso precisaria usar seus músculos inexistentes, ou o único músculo de seu corpo que realmente valia algum tostão furado – e não vá pensando besteiras. Refiro-me a seu cérebro. O garoto se posicionou sob o braço do tal Sérpico Vandimion, do lado oposto ao que Fergus segurava o corpo do rapaz e moveu seus lábios, sussurrando uma palavra; um nome. O som foi quase imperceptível, não passando de um murmurinho baixo. Mas o vento lhe ouviu.

Assim, usando um pouquinho de magia disfarçadamente, o jovem feiticeiro em ascensão ajudou o velhote a carregar o moribundo até a cabana, mesmo que ele não parecesse realmente precisar de ajuda. Em seguida acomodou-se em um banquinho, enquanto ainda comia seu peixe, tomando cuidado com os espinhos que pudessem ter sobrado. O menino de cabelos vermelhos prestava atenção às palavras do maluco, que afirmava ter uma importante missão e tudo mais. “Deve ser delírio de fome... A quantos dias será que ele não come? Coitado, e eu pensando que tava numa pior... Inventar uma mentira dessas, é desespero demais. Só por um peixe? Espero nunca chegar a esse ponto...”

Então Fergus entrou para pegar as panelas, e, enquanto isso, o maluco tentou puxar assunto com o ruivo.

— Não, estava apenas querendo aprender a pescar, e dizem que ele é o melhor pescador dessas bandas, então – Estreitou os ombros, fazendo um silêncio significativo. — E é a primeira vez que visito essas bandas tão ao sul. Ouvi um boato sobre esse tal ‘monstro misterioso’ causando problemas à noite, iria investigar mais, mas não sei se realmente é algum tipo de monstro ou apenas piratas... – Admitiu dando de ombros com displicência. Então se reclinou na cadeira, olhando a fogueira, enquanto continuava a tirar pedacinhos do peixe com os dedos e comer.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Sab Dez 06, 2014 10:41 pm

É minha quarta vez em Ruff ─ disse. ─ E da primeira e segunda vez que estive aqui, encontrei piratas, nas Ilhas Gêmeas, sabe. Eles tinham uns lances macabros lá. Não eram piratas comum... quero dizer, eram humanos e tal, mas não era ouro que eles queriam...

Sérpico falava quase que pra si mesmo, conforme a memória ia trabalhando.

Por isso perguntei ─ Ele terminou com o peixe e refletiu um pouco. ─ Ao menos já sei que não devo viajar a noite: monstro ou piratas, seja o que for, melhor ir com o sol alto.

E ficou quieto, talvez se dando conta que tinha falado muito de sua missão especial ─ missão que talvez deveria ser um segredo só do sr. Vandimion. Mas que outro assunto ele tinha? Apontou com o polegar para saída, de onde logo mais o pescador deveria surgir, e:

Sabe se Fergus tem um barco sobrando?

E tomara que o homem não fosse ambicioso quanto ao preço do aluguel. Sérpico tinha alguns livros pequenos metido em bolsos e um item redondo de ferro, sem contar a faca. Se aquelas tralhas não servissem como pagamento temporário, o jovem teria de pensar rápido...

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Sex Jan 16, 2015 7:04 pm

mago • magician • majishan
O garoto terminou de comer, jogou a espinha no fogo, bateu com ambas as mãos nas calças para tirar as sobras e as uniu à frente do rosto no clássico gesto de oração, agradecendo pelo alimento. Soltou um suspiro satisfeito e se espreguiçou.

— Na verdade essa é minha primeira vez em Ruff. - Deixou escapar enquanto inspecionava o interior de sua boca com a língua, buscando restos de peixe entre os dentes com uma expressão do mais vasto tédio. Notou que o outro ainda estava falando e sentiu-se mal por não estar prestando atenção, mas conseguiu ouvir algo sobre sol alto.

Estava mais atento quando ele fez a segunda pergunta, deu de ombros desviando o olhar das chamas para o mar em constante movimento. O movimento das ondas era quase hipnotizante.

— Não, como disse, cheguei hoje. - E foi tudo. Até pensou em fazer algumas perguntas, mas não queria forçar o estranho a falar nada que não quisesse.

Respirou fundo e se ajoelhou próximo as chamas, esticando as mãos para se aquecer, sem se atrever a chegar muito perto.
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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Qua Jan 21, 2015 12:56 am

Conversa vai e conversa vem. Os dois rapazes iam se entendendo um pouco. Um era um viajante e o outro um aprendiz de pescaria. Um queria evitar transtorno com piratas e monstros, mas o outro queria encontrar o tal monstro.

Enquanto esse papo super estimulante continuava, Fergus pegava alguns ingredientes e fazia mais um peixe para o novo convidado. Sérpico sentia o cheiro gostoso surgindo no ar. Era cheiro de fritura, porém ele nunca havia sentido tal aroma antes. Os preparativos estavam feitos e o velhote logo trazia um pedaço de madeira com o peixe sobre um prato feito também de madeira, porém era um prato artesanal. O sujeito se aproximava e olhando com seus olhos bem vivo, ele o questionava.

Consegue comer sozinho?

Esperava a resposta do rapaz e lhe entregaria a bandeja de madeira com o prato em cima. Se ele não conseguisse, o homem não veria problema em dar na boca a comida. Era um bom velhote, afinal.

Então não é a primeira vez que anda por essas terras? Não... Espere... Quando foi mesmo que você esteve nas Ilhas Gêmeas?


Info:
Retornamos meus companheiros. GoGo continuar com o funeral, não, quero dizer... Brinde de 100xp pra ambos o/

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Sab Jan 24, 2015 1:17 pm

E ficou pensando em como negociar um barco, enquanto finalizava o peixe, em silêncio. O menino parecia meio absorto e Sérpico deu de ombros, meio sem saber o que conversar. O senhor voltou, salvando a cena. Sérpico fez que sim, sobre conseguir comer sozinho. E ficou meio mal por estar comendo mais ainda. Mas, o que fazer? Ele ainda tinha fome e a comida era boa e o senhor era mão aberta.

Obrigado, obrigado ─ disse enquanto apanhava outro peixe, aquele com algum tempero especial. Sérpico fez questão de mastigar devagar, saboreando.

Uma pergunta veio e Sérpico deu outra mordida. Esperou a comida descer pra falar.

Sim. Já estive em Ruff ─ Ele se esforçou para lembrar há quanto tempo, exatamente. Calcular o tempo em que passou de coma e em Atlantis lhe deu uma pontada na cabeça e ele desistiu, simplesmente respondendo que: ─ Há pouco mais de um ano. A primeira vez eu procurava por um marinheiro, chamado Kai... Quem sabe o senhor o conhece, hm... Depois fui em missão até uma das Ilhas Gêmeas, novamente procurando por Kai. Na ocasião, enfrentei piratas e entrei numa masmorra... Acredite, há uma masmorra lá embaixo. Mas morra não! É uma cidade! ─ Ele pigarreou, contendo a empolgação da nostalgia. ─ E na última vez, vim aqui pegar um cogumelo estrela nas profundezas do oceano. Conheci um homem, um pescador também, que me levou até lá. Ele se chamava Baramiz, Beremiz, sei lá, algo assim.

Ele disse tudo num jorro, até revivendo algumas coisas no processo. Se lembrou de algo importante, no susto.

Fergus, conhece esse pescador, esse tal de Beremiz? ─ Sérpico parou de comer e se empertigou. Seus olhos estavam bem abertos agora, atentos, mirando o senhor. ─ Ele pode ter ficado com uma posse minha. Algo importante.

Sérpico não falava do dinheiro, das botas nem da casaca verde. Não falava da lista com ingredientes que poderiam lhe dar uma cura para o seu câncer. Tampouco falava da aljava com flechas.

Ele falava de um certo arco ─ aquele que Mormont sentiu a pontada energética.

Sérpico estava tentando ficar de pé, ignorando o corpo cansado. Céus! Se pudesse recuperar aquele arco... Sim, aquela era uma arma por qual procurar, por mais que ele, Sérpico, não entendesse por completo seu funcionamento.

É algo que pode ajudar em minha missão! ─ radiou, a voz alta, o corpo aquecendo, vibrando. Até olhou para o ruivo, tentando envolver ele na conversa. ─ Um arco! Um arco mágico!

Spoiler:
Gabz é uma deusa por manter o antigo fórum com as postagens todas.

AQUI está o arco, dado pelo Gin (Vc se lembra, aposto). A imagem falhou, mas a descrição do Gin diz que “O arco era curto e talhado de madeira do que lhe parecia Carvalho. Tinham alguns detalhes em branco e, realmente, era uma peça muito bonita."

E AQUI está o meu encontro com Beremiz e mais pro fim da página o momento em que perdi o arco, mergulhando com ele para buscar o cogumelo. Fui abatido e “capturado” e o arco ficou pra trás, na água. Pode ter boiado e ter sido apanhado pelo Beremiz, hm. Ou, caso a arma não tenha subido, vai ver o Beremiz mergulhou para me procurar e encontrou apenas o arco, lá, sobre as algas.

Por que estou tentando ser persuasivo a respeito de reencontrar o arco? Bem, como já conversado, estou precisando tirar uns créditos aí na forma de dinheiro, armadura ou arma. Eis uma bela sugestão de arma, meu caro narrador!

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Sab Jan 24, 2015 4:43 pm

mago • magician • majishan
O garoto se acomodou perto do fogo e lentamente começou a resvalar para o sono, enquanto vigiava os movimentos das chamas sopradas pelo vento. Logo o velho pescador voltou a se juntar a eles, o burburinho de conversa ajudou a manter Ari parcialmente acordado, mas ele não estava realmente ouvindo muito do que era dito.

As palavras do outro apenas serviram para fazer com que o próprio ruivo começasse a lembrar de seu passado. Tantas coisas haviam acontecido desde o assassinato de sua família. Desde ele se tornar escravo e aprendiz de mago... Desde sua fuga de Takaras.

“Salatiel...” Seu mestre em magia. Será que ainda estava vivo? Não saberia dizer. Mas desejou que sim. De certo modo o velho grisalho era o mais próximo de uma família que Arliden ainda poderia ter. Realmente não gostaria de pensar que estava completamente sozinho.

Não ainda. Ainda não era forte o bastante. Não se sentia forte o bastante.

Apertou a capa sobre os ombros com mais força a fim de afastar a friagem, mesmo estando a menos de uma braça das chamas da fogueira. Soltou um risinho baixo e notou que o outro estava empolgado com algo. Alguma coisa sobre um arco.

Um arco mágico. Arliden sorriu. “Magia, huh...”

— Do que está falando agora? Olhe sua situação, você mal se aguenta em pé! – Sua mente deslizou para o vazio, e um nome se formou em seu interior. O nome do Vento. Sussurrou em voz inaldível: — Aerlevsedi.

Fez um movimento de concha com a mão, como se apanhasse algo. Nesse momento o vento levantaria Sérpico do chão e o colocaria novamente sentado no chão gentilmente, imitando o movimento que Arliden havia feito.

— E o que você sabe sobre magia provavelmente caberia em um dedal, sem que antes sequer fosse necessário tirá-lo do dedo! – Tornou a voltar sua atenção para as chamas, então soltou uma bufadela indelicada — claramente irritado consigo mesmo. — Desculpe, também estou procurando alguém... Mas, no fim, não adianta ter pressa. Ainda mais do jeito que está...

Sorriu e deu de ombros. — Isso se as palavras de um mero aprendiz tiverem algum valor.
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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Qui Jan 29, 2015 6:52 pm

Kai? — Exclamou como se já tivesse ouvido falar o nome, mas esperou o desconhecido terminar de falar — Lembro dessa época. Foi um período horrível para a pesca. Não conseguimos pescar nada por vários meses. Os malditos ocuparam tudo e ficava vigiando as águas. Eu não sabia de onde vinham, mas normalmente eles apareciam de dentro da água. Agora entendo porque acontecia isso HAHAHA!

É, muita gente sofreu com os piratas, e principalmente os moradores de Ruff. Sérpico agora podia ver que seus feitos, junto de Aldarion e Tenkai, tiveram um resultado realmente positivo.

Então bem... Parece que lhe devo uma rapaz. Afinal se você conseguiu sair da tal cidade, quer dizer que você foi um dos responsáveis pelo retorno da paz. Muito obrigado Sérpico! — O velho inclinava sua cabeça em agradecimento e respeito — Bom, sobre esse sujeito ai chamado Kai. Eu já ouvir falar dele. Ele possui uma embarcação própria que o leva até as Ilhas Gêmeas. Já sobre o tal pescador. Acredito que já conversei com o mesmo, ele costumava estar entre os moradores da região. Porém não o vejo a algum tempo. Então fazemos assim. Você se recupera e eu te ajudo com o que precisar nessa tal missão. A não ser que você precise fazer sozinho HeHe. A escolha é sua — Fergus se virava para Arlidem e comentava — Quem sabe o mago, aprendiz de pescador, também possa vir junto na misão HAHAHAH. Ai já ensino os truques para navegar em alto mar.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Qui Jan 29, 2015 7:39 pm

Céus! O arco! Sérpico já estava entrando numa nova série de gesticulações pantomímicas, estava quase suando por causa da adrenalina. Daí se viu sentado novamente.

Mas não se lembrava de ter se sentado. Estranho. Estava tão fraco assim que desmaiou por um segundo e não percebeu? Antes, aliás, pareceu ter ouvido o menino falar que ele não se aguentava em pé. Ora, todo mundo ficava falando isso pra ele agora? Jogando na cara, assim, a troco de nada? O que era isso, um complô?

Agora sim, Sérpico tinha certeza de estar ouvindo o ruivo falar.

Ei, ei, posso não saber muito de magia, verdade, mas...

Mas o quê? Nem sabia o que dizer.

Mas o velho pescador sabia. E por aquela Sérpico não esperava. O homem não somente sabia quem era Kai e o possível Beremiz, como também sabia dos eventos de anos passados, da ameaça dos piratas. A mesa inverteu por um instante: o pescador era o gratificado, Sérpico o abençoado benfeitor.

Bom, foi uma luta difícil, mas eu venci ─ Por que disse isso? Vai ver queria impressionar o outro, que agora falava sobre não ter pressa. Menino ousado aquele. Bom, seja qual fosse o móvel, Sérpico logo recuperou a modéstia, ressaltando que: ─ Eu e alguns camaradas vencemos... Bom, fico contente que a ameaça deixou esses mares.

Daí, novidade: o velho chamou o ruivo de mago? “Parece que sim”, Sérpico meditou, olhando o outro de relance, “mas tão jovem assim? Vai ver é aprendiz, hm.”

Sérpico respirou fundo, dando um cruzado, uma cotovelada e um golpe baixo na Adrenalina, a levando a nocaute. Teria um tempo de vantagem antes que ela se erguesse para um novo round. Tentaria manter uma conversa normal durante esse tempo. E tentaria descansar ─ o complô dera certo, malditos.

Você pode curar doenças?

Era o único tipo de mago que ele esperava encontrar alguma vez na vida. Esperou uma resposta enquanto tentava relaxar, muito ciente que outro combatente voraz poderia entrar a qualquer momento na arena, sem pedir licença. Um cara chamado Sono.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Sab Jan 31, 2015 12:08 am

mago • magician • majishan
Ah, sim, claro. Ele adoraria ajudar em uma busca ou missão, ou no que quer que fosse. Se tivesse algo que pudesse valer a pena nessa jornada, obviamente. Não tinha qualquer interesse real em ‘paz de espírito’ ou coisas que não pudessem valer ao menos uma ou duas refeições quentes. Ah, não. Para isso existiam as igrejas, certo?

De qualquer forma, naquele momento não estava muito interessado em nada além de um lugar onde pudesse dormir. Bocejou nas costas da mão já pela sétima vez, talvez, enquanto entreouvia a conversa dos dois. Fergus havia sido muito hospitaleiro e o rapaz um pouco convencido demais para o gosto de Ari. Ambos longe de serem perfeitas companhias, mas eram, sem dúvidas, as únicas que talvez não fossem realmente criar caso por sua aparência esfarrapada.

Então, com o estomago forrado e quentinho. Uma sensação agradável e rara para ele. Ainda assim, tentou fazer o melhor para não ser grosseiro e se manter suficientemente acordado, ao menos o bastante para que pudesse compreender o que era dito, e responder quando Fergus lhe dirigiu a palavra.

— Ah, sim – Outro bocejo. — Teria prazer em ajudar... – Em seus pensamentos ele completou a sentença: “Pela quantia certa.” O que fez um sorriso tênue e secreto curvar seus lábios, por uma pilhéria sonolenta que apenas ele sabia.

Então ouviu também a pergunta do rapaz de cabelos claros feito a areia da praia. Seu sorriso se apagou um pouco. Balançou a cabeça.

— Não. Ainda não. – Confessou. Não era exatamente como se tivesse vergonha disso, mas tão pouco sentia orgulho. Era mais como algo que ainda lhe faltava. Uma pericia que ainda planejava conseguir em um futuro próximo.

— Hãm... Fergus-san, que horas são? Se não for pedir muito, mesmo tendo a sensação de já ter pedido demais, poderia haver algum espaço onde eu possa passar a noite aqui? – Indagou sem cerimônias. Ele havia dito para se sentir bem-vindo, certo? Então ao menos deveria começar a pensar no velho pescador como uma espécie de aliado, talvez.

É claro que poderia afastar o sono se tentasse, com algum esforço, mas sentia que seria melhor se entregar a ele o quanto antes e, talvez, se tivesse sorte, poderia tentar ir atrás daquele tal monstro àquela noite, quando os outros dois estivessem dormindo. Quem sabe, se tivesse sorte.
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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Ter Fev 03, 2015 12:52 am

Parecia que um duelo verbal, acontecia na casa de praia do pescador. Ele só observa-vá os dois rapazes e esboçava um leve sorriso. Ele recordava um pouco de seu próprio passado ao ver os dois "discutindo" por bobagens.

HaHa!! Vocês dois parecem que se darão muito bem.

" Só me pergunto, quem será o cachorro e quem será o felino. HahaHa!! "

O velho não comentava, mas notava certa intriga entre os dois. Era sutil, mas o sujeito era experiente. Logo a conversa mudava de rumo, e Fergus dava a palavra mais uma vez.

Bom... Creio eu, que possamos terminar de comer e descansar esse resto de tarde. Não a muito o que fazer mesmo. Sérpico, se precisar de algo. Remédios, água, ou qualquer coisa parecida. É só avisar, que eu ou o meu novo aprendiz aqui, irá lhe dar uma força. Por hora descanse — O velhote olhava para seu pupilo agora — Arlindem, se quiser descansar também, sinta-se a vontade. Irei agora, apenas preparar o barco, para uma rotineira pesca noturna, pois é o horário mais calmo, que se tem para pegar alguns peixes. Ainda mais aqueles de especie que só vem para a superfície, durante a noite. E falando em noite, não se incomode quanto ao local aonde vai dormi. Como falei mais cedo, antes do almoço, terá um local pra ficar.

" HeHe... Ele és um mago, mas parece que é esquecido... "

O pescador comia o resto do peixe e logo se levantava. Ia até a pia, e limpava suas mãos. Depois higienizava, o que havia sujado e guardava em seus respectivos lugares.

Estou indo agora ajeitar meu barco. Caso queira vir rapaz, saiba que será necessário mais do que apenas vontade.

Ele se referia a coisas pesadas, obvio. Mas o que exatamente, o mago somente descobriria se fosse ajudar o velhote, esse que já se virava e ia caminhando, rumo a seu barco.


Info:
Lembre-se que ainda é de tarde galera. São la por 14:00 pm. Nesse ou no outro turno, eu já irei dar um boost no tempo.

E o que eu queria dizer mais? Hum... AH sim. Curti o novo set Mr.Death oq

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Sérpico em Ter Fev 03, 2015 7:49 pm

"Uma pena", e falhou ao tentar disfarçar a falta de sorte. Mas ainda havia esperança. Entrou no meio do diálogo dos outros dois, falando:

Bom, é Arliden, certo? ─ O próprio não tinha se apresentado, mas Sérpico tinha certeza de ter escutado Fergus chamá-lo assim ─ Bom, você conhece alguém que possa tratar doenças? Um mestre... talvez?

Depois, se dirigiria ao anfitrião:

Fergus, eu também gostaria de um espaço, qualquer um à sombra deve servir. Não devo dormir muito. É só para descansar a comida mesmo.

Espera. Ele ouviu "meu barco"? "Sucesso, Sérpico, sucesso". A Adrenalina estava quase levantando da lona. Sérpico tentou não pensar em como poderia pedir o barco emprestado agora e depois cair no mar logo-imediatamente-já. "Calma, ainda preciso tentar achá-lo. Aquela arma vale uma busca", até a Adrenalina concordou. Uma trégua, por ora.  

Sérpico não se lembrava de ter visto árvores do lado de fora. Tentou se levantar e espiar o mundo, buscando algum coqueiro ou outra árvore com uma sombra legal. Se achasse, caminharia até lá, e se colocaria na sombra, deitado, as mãos atrás da cabeça. Se não achasse nada do tipo, pediria à Fergus pra ficar por ali mesmo.

Spoiler:
Bom, já que o personagem tá surrado e tal, e eu meio que estou por fora do que o Fergus vai fazer no barco ─ chamando o Ari e não me convidando, hm ─, resolvi tentar por o Sérpico na cama.

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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por Mr. Death em Sex Fev 06, 2015 1:24 pm

mago • magician • majishan
Você deve saber do que estou falando. Aquela sensação de sonolência que bate a tardezinha, logo após o almoço, quando se está com estomago agradavelmente cheio. Basta encontrar uma sombra fresca e se recostar um pouco. Então é só aguardar até que a preguiça se apodere de cada centímetro de seu corpo. Bem, pois era exatamente assim que Ari se sentia naquele momento, ali sentado à beira do fogo. Preguiçosamente sonolento e com seu estomago agradavelmente cheio.

Contudo, ao ouvir o convite de Fergus não pode evitar um sorriso rasgado. Seu corpo o puxava para baixo, mas não forte o bastante. Ele era jovem, muito jovem, afinal. Bateu com a palma de suas mãos nas bochechas de ambos os lados, dois tapas rápidos e ardidos que deixaram seu rosto vermelho. Abriu um largo sorriso e se levantou com um único impulso, exatamente como se fosse outra pessoa quase caindo de sono em seu lugar alguns instantes atrás.

— O que mais tenho é vontade! Mas talvez seja bom praticar um pouco também, sinto que não tenho tido muitas oportunidades nos últimos tempos. – Bateu em suas roupas para tirar a areia e se pôs a seguir seu mestre de pescaria. Ouviu a pergunta do loiro e pensou por um momento, não conhecia nenhum outro mestre além de seu próprio, e sequer sabia bem se o mesmo ainda estava vivo – por mais que desejasse que sim.

— Ouvi alguns boatos de que existe uma escola de magia não muito longe daqui... – Deu de ombros sem olhar para trás. — Talvez você dê sorte por lá.

Dito isto, continuou a seguir Fergus. Não achava que aquela informação realmente poderia ajudar Sérpico, afinal, ele parecia ter pressa para cumprir sua missão, e provavelmente não teria tempo de ir até a escola de magia agora, mas... Talvez ele ainda tivesse a oportunidade de voltar até aquela parte do mapa em algum momento no futuro. Quem sabe? Ari não sabia, e não se importava muito, para ser sincero.

Ari por sua vez estava mais uma vez tão acordado e cheio de energia quanto qualquer garoto de sua idade estaria. Seu olhar era afiado e o sorriso confiante. Mas não o interprete errado. Não era aquele excesso de confiança que parece arrogância, ele estava apenas animado, transbordando energia. Alguns diriam que até um pouco feliz. Afinal, com o estomago cheio e um local seguro onde passar a noite, parecia compor um bom motivo para se sorrir. Ao menos por um dia; por uma tarde; uma única noite. Quem sabe.
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Re: Baía dos Pescadores

Mensagem por NT Blues em Seg Fev 16, 2015 2:11 am

As coisas iam dando certo para Sérpico, ao menos era o que ele achava. Quanto a Arlidem, seu descanso ficava para mais tarde, pois o jovem decidia que ia ajudar o pescador. Fergus por sua vez já estava perto do barco. Este que agora o jovem mago podia ver muito bem. Era um barco simples, feito de madeira com uma vela. Tinha quase dez metros de comprimento, e quatro de largura. Havia presa no barco, uma pequena embarcação, que dava no máximo para duas ou até quatro pessoas ficarem nela, mas de forma bem apertada.


Essa era a visão a distancia que o rapaz poderia notar, pois quando se aproximou, pode finalmente ver algumas redes dentro do barco, apenas uma vara avariada e um cesto, com uma faca estranha por cima. Fergus olhou pro garoto e lhe fez um pedido.

Hey rapaz, por favor. Me traga algumas varas que tem em minha casa, ao redor dela, por fora. Deve haver umas sete. Traga todas. E se possível, traga junto um balde com terra que tem lá.

Arlidem foi então até o local e encontrou as coisas. Eram cinco varas feitas de bambu fino, e duas feitas de aço, bem diferente do comum. Pareciam bem resistente e pesavam ao menos uns três quilos. Ao lado delas, havia o tal balde com muita terra dentro. Era uma terra avermelhada e bem macia se a tocasse. Havia alguns furinhos nela, mas o que será que havia nela? Isso ficaria para depois, pois o mago tratou de pegar as varas e levou primeiro, pois o balde pesava muito para se levar com apenas uma mão dele ou se atrapalhando com as varas, que haviam duas que pesava bastante juntas.

O rapaz fez isso, levando as varas e logo voltou em busca do balde. Teve mais dificuldade agora, mas descansando pelo caminho, o jovem conseguiu levar o balde. Fergus agradeceu e foi organizando o barco com a ajuda do aprendiz. Entretanto após uma hora o pescador notou cansaço no garoto e lhe pediu para ir descansar, pois a noite iriam velejar e precisava dele com energia. O aspirante a pescador ficou feliz por isso e foi descansar, dormindo por algumas horas. Sendo que Sérpico também havia dormido por um bom tempo.

As horas se passaram e os rapazes acordaram. Já era escuro, em torno de umas oito da noite. Todos se reuniam dentro da casa. Fergus ainda estava acordado, e preparava uma bebida quente. Era café. O cheiro atiçava os garotos. O pescador aparecia estava com uma bela caneca com café dentro, e havia mais dentro de algum recipiente na cozinha.

Então rapazes. Vou pro mar agora. Estão convidados a irem. Quer dizer, você Sérpico, pois meu aprendiz não escapará dessa HaHA! E aproposito. Querem beber? Vão lhe dar energia para essa noite, se forem comigo.

Se aceitassem o café, o velhote iria servir os dois em uma caneca de madeira, menor que a dele. Fergus estava de partida, esperava apenas Sérpico se decidir se iria também ou ficaria na casa.


Info:
Mals a demora, embora a ideia estava já decidida, fiquei sem estimulação pra postar em canto nenhum. Bom, então são 100 xp pro Sérpico e 50 xp pro Mr. Death, pois o primeiro post desse turno, contou duas semanas nesse domingo (16/02/2015).

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Re: Baía dos Pescadores

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