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Vilarejo de Calm

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Vilarejo de Calm

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 4:56 pm

Relembrando a primeira mensagem :


O Vilarejo de Calm é um lugar pacato e pode-se dizer: de grande coração. O ambiente é naturalmente bastante frio e as vestimentas comuns são casacos de pele bem reforçados e manufaturados pelos próprios moradores do Vilarejo. Inúmeras árvores cercam o local, acabando por ser uma barreira natural que protege o vilarejo contra o vento cortante e impiedoso. Graças a isso Calm consegue se manter resistente contra o frio, mas apesar disso seus moradores são calorosos. Viajantes são sempre bem vindos e é comum moradores hospedarem visitantes em suas próprias casas se necessário. Mas não pensem que por isso eles são despreparados ou tolos — más intenções são facilmente notadas e logo erradicadas. Simples o bastante.

Além disso, Calm é o um Vilarejo que vive de sua própria subsistência e cooperação entre os moradores. Uma mina próxima garante bons ganhos a todos, mantendo a economia forte e sustentável. O local também é extremamente receptivo e acolhedor, sendo um dos poucos que não mudou depois de um ano com o novo Rei no poder. Suas pousadas aconchegantes e o bom tratamento que muitos aventureiros recebem ali deixam todos com uma satisfação sem igual, fazendo Calm ser constatemente movimentada para requisito de serviços e hospedarias, rendendo o suficiente para pagar os impostos do Reino.

Incomum também não é ver que a militarização do local começou a ficar mais severa. Mais soldados patrulham o local procurando manter a segurança prometida e a ordem caso algo saia errado, o que é bastante raro. Da mesma fora a Arena, que fica a poucos quilômetros de Calm, se tornou bastante movimentada, servindo como ponto de encontro e treino das milícias que circulam pelo Vilarejo. Apesar de toda essa mudança, o lugar ainda continua sendo um dos mais visitados e acolhedores de toda ilha.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:06 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Sab Jul 23, 2016 6:46 pm

@Dober
O sujeito já estava pra fora da neve e pronto pro ataque — a hora de chutá-lo já tinha passado. E aí as mãos frias dele se fecharam ao redor do pescoço de Dober, que engasgou. O que salvou foi o movimento meio começado que o feral fizera, de sair do caminho do inimigo para descer a encosta atrás de Décima. O impulso súbito fez o outro perder o equilíbrio e escorregar, o que não foi de todo bom... estavam bem perto da decida, afinal.

Então o cara sem sangue caiu... levando Dober consigo. Simplesmente não soltou o pescoço do aprendiz de artes marciais, o que deu sensações horríveis para Dober: ele sentia o frio descer por sua espinha e ao mesmo tempo subir pra cabeça, congelando, congelando, congelando mais.

Então céu e neve trocaram de lugar no campo de visão de Dober, por causa da queda, uma confusão entre ele e o oponente. Então o sujeito deve ter ficando numa posição vantajosa, por cima, pois do nada Dober sentiu dores atrás da cabeça, dores agudas, uma, duas, três vezes. Entendeu que sua cabeça estava sendo batida no solo inclinado, conforme ainda escorregava pra baixo. Mesmo na neve, as batidas doeram e fizeram luzes de fosfeno explodir diante dos olhos de Dober. Ruim demais.

Aí as batidas sumiram. Quando Dober deu por si, já tinha decido quase toda a encosta e estava, agora, apenas escorregando, livre do peso do outro que estivera lhe sufocando ainda agora. Olhou. Viu que o estranho estava parado mais acima, deitado numa posição grotesca, com o tronco meio torcido e uma raiz enorme que brotava da neve lhe perfurando as costas.

Ele gritava. Talvez de dor.

Dober olhou pra baixo e viu o outro com a Décima em mãos. Ele colocou a menina a frente do corpo, como um escudo humano, e rugiu:

— Vai embora! Se não eu quebro o pescoço dela agora mesmo.

Décima parecia inconsciente ou ferida demais para agir. Os dois estavam à uns 4 metros de Dober, próximos do rio que corria logo atrás deles.

Spoiler:
-20% de vida por causa das pancadas na cabeça+sufocamento+queda.
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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por DoBer em Sex Jul 29, 2016 5:39 pm

Blaze errou seu ataque, mas o outro também errou o dele. Blaze ia fazer uma piada sobre isso, mas logo o adversário estava em cima dele, e as coisas começaram a ficar feias: caíram também pela encosta. Blaze alcançou seu objetivo, afinal, mas não do jeito que esperava.

A criatura tinha tido mais sorte: ficou por cima, e aproveitou o fato para tentar estraçalhar seu adversário. Blaze sentiu dores agudas na cabeça, mesmo com ela amortecida, e por pouco não desmaiou. Algo o fez olhar para frente. O adversário agora jazia espetado em um tronco, dando um pouco de descanso ao feral, mas ele ainda não fora permitido dormir. Quando se deu por conta, estava no chão, com o outro olhando para ele, falando algo sobre Décima.

Em algo que podia ter sido um sonho, Blaze se encolheu e rezou por Sun Wukong, para que lhe emprestasse um pouco de sua força e sabedoria, e para que os deuses não deixassem que acontecesse mais qualquer mal à sua amiga. Reunindo toda sua concentração e determinação, decidiu que valia a pena um último esforço para se livrar daquele outro. Então se levantou, deu uma sacudida para tirar o excesso de neve, a cabeça doendo a cada movimento, sussurrou "Pulo Fantasma", fazendo uma careta logo após dizer as palavras e andou dois passos para o lado, para expor o corpo do adversário, ficando de costas para o rio e cuidando para não deixar pegadas na neve. Ativou a lâmina do seu bastão mais uma vez, mirou bem e o lançou sobre o adversário, mirando na cabeça.

Obs: estou considerando que o bastão só fica visível após estar a uma certa distância do macaco (no caso, no meio do caminho), pois não sei como minha habilidade funcionaria nessa situação.
Isso e que o bicho seja um pouco desatento para só perceber o que aconteceu tarde demais (uma "toupeira" gayshajahaj)

Habilidade Usada:
Nome: Pulo Fantasma
Nível: 1
Descrição: Blaze fica invisível por um turno e pode se locomover, deixando sua "sombra" para trás.
Efeitos: Blaze se dissipa e fica invisível por 1 turno, podendo se locomover livremente durante este tempo, enquanto sua imagem permanece estática na mesma posição anterior à utilização da habilidade, parecendo que ele continua parado ali. A imagem some instantaneamente se for tocada ou receber qualquer ataque, ou após 1 turno. Blaze também perde a invisibilidade caso ataque ou execute qualquer manobra mais brusca que não seja correr, andar ou esquivar.
Custos: 25% PE para ativar.
Duração: 1 turno
Tempo de Conjuração: Instantânea
Alcance: Pessoal, e a imagem fica parada.
Área de Efeito: O quanto Blaze puder andar em um turno.

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Seg Ago 01, 2016 8:13 pm

@Dober
Vai ver os deuses escutaram a prece. Ou então foi apenas a invisibilidade que garantiu a vitória.

Usar Décima como escudo não adiantou muito quando o ataque veio por atrás. Foi rápido. O sujeito piscou várias vezes quando Blaze sumiu, do nada, e disse, meio débil:

— O quê?

E logo quando começou a se agitar, olhando para os lados, procurando, procurando, Blaze já se colocava em posição. As pegadas do feral mal ficaram visíveis e, se o oponente veio a notá-las, só o fez quando já era tarde. Repetiu:

— O quê? — E aí a lança atravessou sua cabeça e ele caiu de cara na neve, mais inerte que uma pedra.

Décima caiu de lado, ilesa. Ela parecia estar se lembrando aos poucos como o faz pra se mexer. Balançou a cabeça, espantando a neve entre os cabelos pretos. E piscou com força, tentando se livrar de vez da tontura. Sua respiração era visível e pesada, baforadas de vapor.

— Foi... foi como voar de dragão — ela disse, com a voz fraca. Sorriu para Blaze quando o reconheceu (quando ele ressurgiu), ficando sentada. Mas aí viu o cadáver ao seu lado, com uma lança atravessada na nuca e se afastou, subitamente sóbria e assustada: — Nossa!

Ela parecia bem. Se Blaze fosse checar, descobriria apenas uma concussão na testa.

Já o outro:

— Ei cara — ele disse. Estava esse tempo todo tentando sair da situação em que se encontrava, empalado e torto. Seus esforços pareciam vãos. — Ei cara! — Ele levantou uma mão na direção de Blaze, como se falasse “espere aí”. — Eu não queria confusão. Vamos conversar! Ele aí — Apontou para o companheiro morto com a lança —, ele que era briguento demais! Eu só queria conversar! É isso! Eu só queria saber sobre ele... De início pensamos que era você... Ah, droga. A menina deve saber onde ele está, quando vem. Era só isso que queríamos. Achar ele! Não tenho nada contra você, colega. Vamos conversar!

Ele estava completamente indefeso, preso à raiz, quase que imóvel.

Spoiler:
-25% de energia pelo uso da habilidade.
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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por DoBer em Qui Ago 04, 2016 6:50 pm

Blaze percebeu que sua estratégia tinha dado certo, e logo que o adversário caiu, falou, gritando:

- Sim! Os deuses foram bons!

"Eles sempre são" completou, pensando, com um sorriso no rosto.
Então seu olhar encontrou o de Décima, que estava começando a se mexer. "Foi como um bafo de dragão!", ela falou, admirada. Blaze ficou vermelho sob seus pêlos laranjas, sem saber exatamente a que ela se referia. Ele sentou um pouco no chão, ao lado dela, e ficou contemplando o ambiente ao seu redor. Apesar de ser tão frio e cheio de neve, aquele lugar até que era bem bonito.

Décima deu um grito, percebendo o cadáver ao lado dela e o trazendo também de volta à realidade. Os dois se entreolharam, prontos para sair dali, e então o líder falou. - Ele já não tinha morrido? - Blaze perguntou para Décima. Uma parte dele queria voltar e ajudá-lo, mas o resto o lembrou daquelas mãos geladas esmagando sua cabeça, então se virou, pegou de volta sua arma, limpando-a e foi embora.

- Aonde você estava me levando mesmo?

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Qui Ago 11, 2016 4:17 pm

@Dober
O estranho ficou esquecido, empalado na raiz, enquanto Blaze e Décima saiam dali. Circularam a encosta e logo avistaram de novo as ruinas de uma construção antiga. Décima parecia suficiente bem para andar sozinha.

— É logo ali — ela disse.

O vento fazia murmúrios esquisitos nas dobras angulares das colunas.

— São os fantasmas — explicou Décima, séria. E então não mais: — Eles são legais.

Estavam descendo por uma escada traiçoeira, coberta de neve. Deveriam estar num pátio interno daquela construção não acabada, indo direto para o subsolo. No final da escada, havia um portão de grades. O portão parecia fazer um zumbido, como se fosse uma abelha e não um portão.

Avisrara — disse a menina, de repente, em alto e bom tom e o portão se abriu num estalo e soltando fagulha. O zumbido sumiu. — Vamos?

Ela entrou primeiro e depois foi a vez de Dober. Estavam num lugar escuro que, do nada, ficou claro: archotes nas paredes se acenderam, iluminando o espaço, que se revelou ser um corredor de pedras bem trabalhadas.

Uma voz grossa que pareceu vir do mundo a volta disse:

— Bem-vinda, Decyliriana.

Psiu — fez Décima, para as paredes. — Não me chame assim quando tiver visita!

— Desculpe.

— Tá desculpado. Esse aqui é o Blaze — Ela se virou para o feral e disse: — Blaze, essa voz é do Toz. É um dos fantasmas legais. Ele cuida do lugar.

— Olá, Blaze — disse o corredor. — Seja bem-vindo.

O lugar era quente o bastante para Dober não precisar de um cobertor. Era como se o frio não pudesse passar pelas grades do portão. Este, aliás, se fechou instantes depois que eles entraram. E tornou a zumbir.

Décima saiu andando na frente e dizendo:

— Vem Blaze, vou mostrar onde você pode descansar.

No final do corredor deram numa sala quadrada com três portas, uma em cada parede. Ela caminhou até a porta da direita, deixou o cajado de lado e meteu a mão num bolso interno de sua roupa, tirando um molho de chaves. Pareceu procurar uma chave especifica enquanto perguntou:

— Toz, cadê o Boo?

— Seu irmão acordou e saiu com ele. Acho que foram te procurar. Ele não falou nada.

— Ah, que menino idiota! É só demorar um pouco que ele já fica todo preocupado. Você poderia ter lembrado ele que já sou grandinha e sei me cuidar, hm.

— Desculpe.

Décima achou a chave e a meteu na fechadura. Abriu, revelando um quarto escuro que, do nada, ficou claro, archotes acendendo nas paredes. Tinha três camas e um armário. Tinha uma mesinha no canto com uma bacia. Na bacia tinha ameixas.

— Ali estão as ameixas que eu falei! — disse Décima, para Blaze. — Pode comer a vontade. E pode descansar um pouco, se quiser. Qualquer coisa pode chamar o Toz. Ele está sempre escutando. Só não feche a porta.

Ela deixou a porta aberta, saindo para a sala. Lá, parou diante de outra porta e ficou procurando outra chave para abri-la.

Haviam apenas três portas, mas no molho deveriam ter pelo menos vinte chaves.  

A voz amiga de Toz ecoou no quarto:

— De onde você é, senhor Blaze?
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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por DoBer em Sab Ago 20, 2016 1:59 am

Blaze e Décima continuaram sua caminhada, e logo reencontraram o rastro do castelo. Quando estão chegando perto, ouvem um barulho, que a menina diz serem fantasmas... mas que eles são legais, ufa! Na frente do portão há um barulho que parecem ser abelhas, então ela fala uma palavra estranha,  o barulho para e a porta se abre. Blaze ia perguntar o que ela tinha falado, mas então começou a ver tantas coisas interessantes que se esqueceu.

O lugar escuro se clareia sozinho, como se o dia brilhasse lá dentro. E não foi só isso: o lugar era muito maior por dentro do que parecia por fora, talvez até maior que o templo que Flint lhe apresentara, as paredes eram de outra cor e era muito bonito.

O fantasma se chamava Toz, e chama Décima de um nome estranho, o que faz Blaze dar uma risadinha. Então, finalmente chegam em um lugar em que poderão descansar. Ele se sente feliz e seguro, pois além de estar conhecendo um lugar novo e fazendo novos amigos, ali era bem quentinho, parecia que o frio não passava por aquelas paredes.

Quando chegam em um ambiente com várias portas, Décima começa a conversar com o fantasma. Blaze, morrendo de sono, fica olhando para os lados para ver se enxerga algum sinal da entidade. Quando ela abre o quarto, ele pergunta:

Posso, posso mesmo? Quando ela fala sobre a comida, Blaze fala "Asmeixas!", colocando um punhado na boca. Então deita em uma das camas e quando começa a responder a pergunta do Toz, "Da montanha..." cai no sono.

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Qua Set 14, 2016 11:28 pm

@Dober
Caiu no sono. Sonhou.

No sonho, Fu Ang estava de pé sobre uma pedra, com as mãos cruzadas atrás do corpo vestido num robe amarelo creme.

— Dormindo, Blaze? — ele disse.

O mais estranho era que Blaze tinha noção de que estava sonhando.

— É um sonho lúcido — explicou Ang. — Já ouviu falar?

Blaze estava de pé em outra pedra, e ao redor tudo que se via era neve e neve. Mas no horizonte, em alguns pontos, ele via pequenos círculos prateados, como se houvessem várias luas na altura do solo, ao longe.

— Nossa luta foi interrompida, uma fatalidade... Eu estou voltando para casa agora, Blaze, e o único jeito de você ter uma chance de terminar aquele confronto comigo é se me encontrar a tempo, hm. Será que consegue?

Então ele apontou para o horizonte, para um dos brilhos prateados.

— Siga pelo Deserto Branco das Luas de Prata. Vai me encontrar lá. Ou não. Depende da sua vontade. Agora, como está num sonho lúcido, você pode escolher acordar e perguntar para a menina que te encontrou onde fica esse lugar... ou pode ficar aqui, admirando a paisagem e pensando se deve ou não me questionar alguma coisa. E então, o que vai ser?

Ele se sentou na pedra, as pernas cruzadas num movimento rápido e o robe esvoaçando.

O lugar ventava e deveria fazer frio, mas Blaze não sentia o frio, nem mesmo o vento, que parecia servir apenas para mover a neve no chão.
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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por DoBer em Ter Out 18, 2016 10:32 pm

Off: bah, desculpa, nao vi que tinha postado!
--------

Blaze caiu no sono com tanta força que quando recuperou a consciência perguntou: "será que ainda estou dormindo? " E alguma coisa o dizia que sim. Por isso levou um susto quando viu Ang falando com ele.

- Você quer dizer... que estou falando com você de verdade?

Ao seu redor, tudo que via era neve. Não aguentava mais aquela coisa, e agora que tinha conseguido se livrar dela queria ficar ali, na cama quentinha, para sempre. Entretanto, tinha um pressentimento do que vinha pela frente.

"Se quiser terminar aquela luta, venha me encontrar a tempo. Em um tal de Deserto Branco das Luas de Prata, teria que seguir o brilho das luas" foi o que ele disse. Blaze não sabia onde era, mas parecia muito longe.

Por que você foi para tão longe? - era só o que Blaze conseguia pensar. Mas estava feliz que o amigo estava bem.

Ang ficou esperando a resposta dele, e como ele podia recusar uma oferta dessas? Continuar sua luta e ainda sair daquele lugar horrível... não parecia má ideia. Decidiu que iria levantar e perguntar para Décima onde ficava aquele lugar, então.

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Qua Nov 02, 2016 8:08 pm

@Dober
Sim, eles estavam conversando de verdade. Ao menos assim parecia e Ang acenou o positivo confirmando. Depois respondeu:

— Digamos que eu também tenho assuntos à resolver no Deserto, Blaze. É o que chamam de urgência. Felizmente nossos caminhos devem se cruzar. Se não lhe faltar vontade.

Quando Blaze despertou, sentia alguma espécie de dor atrás dos olhos, como se tivesse dormindo muito. Deixou o quarto e logo se deu conta que o lugar estava muito quieto. Caminhou para perto da porta que ela tinha entrado. Estava entre aberta.

— Você não pode estar falando sério — Era a voz de Décima.  

— Pois estou! — era outra voz. Parecia jovem. Talvez o tal irmão dela, que tinha saído com o Boo. — Eu encontrei com ele! Mas como eu tinha que vim aqui te buscar, ele acabou falando que ia indo na frente, que a gente alcançasse ele depois. Disse que estava indo para o Deserto Branco.

— Você não pode estar falando sério! — Décima parecia nervosa. — Você encontrou com ele e não o trouxe para cá?

Houve silêncio do lado de lá da porta. Uma espiada de Blaze foi o bastante para ver Décima conversando com um garoto um pouco maior que ela.

— Ele parecia apressado, e eu não quis exigir nada... Mas veja, não somos mais só eu e você e o Toz. Tem o carinha que você salvou, não é. Dormindo ali do lado. Então! Agora somos um grupo de verdade! É só aprontar as coisas e ir, Décy! Se formos bem rápido podemos alcançar ele!

Décima pensou alto:

— Teríamos de acordar Blaze, e ele está dormindo há um dia completo... Não gosto de acordar os outros assim, quando precisam descansar. Às vezes até parece que ele está sonhando, sabe? Ah, olha ele lá!

Nesse momento, ela avistou Blaze na porta. Foi até o feral e abriu a porta e falou, olhando do jovem para Blaze:

— Blaze, esse é o Serac. Serac, este é o Blaze.

O jovem chamado Serac se aproximou e estendeu a mão para Blaze num cumprimento. Ele deveria ter uns 14 anos. Cabelos negros e compridos, amarrados num rabo de cavalo. Vestia roupas de frio cinzentas. Blaze percebeu que Serac não tinha mínimo e o anelar da mão esquerda.

Sério, como se fosse um avaliador, o menino perguntou, assim, do nada:

— Blaze, o que você sabe fazer? Quer dizer, além de dormir por dias inteiros e ter um penteado inflamado.

[spoiler]Nem esquenta em atrasar, parceiro. Eu também não estou muito de bem com as datas, hm. Enfim, posta no seu ritmo, quando der, numa boa mesmo.
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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por DoBer em Dom Nov 13, 2016 8:23 pm

Blaze acordou com preguiça, mas com certeza muito animado para encontrar Ang. Levantou, esticou as pernas, e foi procurar a menina que estava cuidando dele.

A porta estava entreaberta, e podia ouvi-la conversando com alguém. Parecia que tinham perdido alguém e queriam ir buscar. Talvez fosse a mesma pessoa que Décima estava procurando antes. "Eles estão saindo para buscar alguém! Parece um ótimo momento para falar que eu quero ir para o tal deserto encontrar meu amigo!" Quando ela mencionou Blaze, ele ficou mais animado ainda.

Blaze se mexeu para falar, mas a menina o viu e falou antes. Apresentou o menino Serac, e Blaze fez um aceno cordial, falando também seu nome. Tinha algo de estranho nele, talvez o cabelo, e o jeito que fazia com que se parecesse mais velho, ao olhar com pouca atenção. Então, Serac o surpreendeu fazendo diversas perguntas sobre suas habilidades. Blaze riu com a piada, e então perguntou, pasmo:

Dias? Por quanto tempo eu dormi? Tô tão dolorido que parece que dormi no chão do castelo... E, falando nisso, vocês sabem me dizer onde é o Deserto Branco das Luas de Prata? Preciso encontrar um amigo. Ah, eu sei subir em árvores, lutar, fazer palhaçadas, esse tipo de coisa. - termina com um sorriso largo no rosto, esperando ter respondido todas as perguntas do novo conhecido. Ainda estava com dor de cabeça e com dificuldade em pensar claramente, mas o garoto era amigo de Décima e parecia importante, então não queria decepcioná-lo.

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Re: Vilarejo de Calm

Mensagem por NR Sérpico em Ter Nov 22, 2016 5:16 pm

@Dober
Serac pareceu um avaliador pouco convencido de que Blaze era um sujeito promissor para seja lá o que viesse a seguir. Ah, sim: o Deserto. Serac disse:

— O Deserto pode ser um lugar perigoso para quem não sabe fazer muitas coisas.

Décima cortou Serac:

— Na verdade você dormiu só por um dia. — Ela deu um pigarro, olhando para o menino e depois de volta para Blaze — Estamos esperando por ele, como você já sabe... mas meu irmão aqui disse que ele está indo justamente para o Deserto, então estávamos pensando em ir pra lá e... Você também? Quer dizer, você também quer ir? Que bom.

E sorriu. Serac também forçou um sorriso:

— É, Blaze — ele disse. — Estamos indo pra lá e vai ser uma aventura muito dura para os despreparados. Só avisando. Tem certeza que quer ir?

Eram dois jovens aparentemente bem comuns, sem dar amostras de grandes habilidades marciais e sem portar armas. Mas Serac falava como se cruzar o tal Deserto Branco das Luas de Prata fosse uma tarefa em que só os mais experientes e bem assistidos de toda sorte de habilidades poderiam tem sucesso.

No fim, nem esperou por uma resposta:

— Pois então vamos.

Serac parecia ter quase tudo pronto. Passou uma mochila para Blaze e nessa mochila havia frutas secas, o bastante para alguns dias. Tinha também água e pederneiras, para fazer fogo. Ademais, o menino deu para Blaze algumas peles que poderiam ser postas sobre os ombros, para bloquear o frio.

Décima também tinha uma mochila parecida, e o mesmo cajado de antes em mãos. Estavam prontos.

Serac saiu do cômodo e seguiu para a porta da esquerda. Quando Serac abriu, um vento frio veio de lá. Décima sacou o molho de chaves e trancou a porta do quarto onde estiveram ainda agora, depois trancou a porta do quarto onde Blaze dormiu. Aí falou para o alto:

— Toz, se o Boo voltar, diga que fomos para as cavernas. Ele pode vir junto, se quiser. — Ela olhou para Blaze e pareceu lembrar de alguma coisa. — Ah, e diga que não pude deixar o queijo por que dei para outra pessoa. Mas depois irei conseguir mais, um montão, só para ele. Certo?

— Certo, Décima — disse o espirito da fortaleza. — Tenham cuidado.

— Vamos — esse era Serac, chamando de dentro do cômodo escuro. Ele acendeu uma tocha e Blaze viu que havia uma escadaria descendo.

Desceram. Deram num corredor cavernoso que terminava num portão de grades. Serac disse:

Ovisrara — e o portão abriu, soltando fagulha.

Atravessaram e o portão fechou, como que vivo, igual ao portão de entrada, noutro corredor.

Estavam em algum lugar profundo, porém de clima ameno. Caso Blaze tocasse as paredes do túnel, descobriria que as pedras eram quentes e emanavam calor, mas uma corrente fria de ar equilibrava as coisas. Seguiam na penumbra, o caminho parcialmente iluminado pela tocha e pelas chamas de Blaze.

Serac resolveu dizer:

— Para encontrar alguém, talvez precisemos deixar um tributo para uma das Luas. — Aí ele olhou para Blaze: — Não tem árvores para subir no Deserto, e nem lutas para lutar. Mas você disse que sabe fazer palhaçadas, não é? — Ele deu um meio sorriso. — Tipo, piadas? Sabe contar piadas? Isso pode ser um bom tributo, hm. Conte uma para nós.

Os passos deles ecoavam pelo complexo e o vento tremeluzia o fogo na tocha, gerando sombras bruxuleantes para cada um deles.

E Blaze sentia que não estavam só. Observava o túnel a frente e não via nada, apenas o túnel. Mas tinha quase certeza que havia mais alguém ali, fora do alcance da luz que eles tinham, recuando conforme eles avançavam. Estranho.
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Re: Vilarejo de Calm

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