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Taberna do Fauno

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Taberna do Fauno

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 4:12 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Perto de Calm, subindo as colinas a noroeste, pode-se encontrar a famosa Taberna do Fauno. Tem esse nome por ter sido criada por um Fauno chamado Goyle Cantagelo. Até hoje é o dono da Taverna e mesmo assim quase nunca é visto por lá. Encontra-se sempre em viagens longínquas em busca de melhorias para seus negócios, não passando mais de uma semana em sua própria taberna. Dizem que é um fauno meio-bode carrancudo e que adora um hidromel, mas que possui uma sabedoria tremenda, principalmente no ramo de negócios. Enquanto está fora seu filho Ryan Cantagelo fica no comando. É um fauno forte e mais alto que o pai, podendo ser confundido com um humano se não fossem seus chifres curvos e suas pernas de bode com pelagem negra. Sua barbicha é característica, e está sempre portando duas adagas para o caso de precisar delas.

A Taberna é um local aconchegante apesar do frio que a rodeia. Construída quase totalmente com madeira de carvalho, a mesma se mantém de pé até nas mais violentas tempestades. É fácil de reconhecer sua entrada pelo arco espinhoso e pouco receptivo. Mais adentro, um espaço amplo para deixar seu cavalo ou sua carroça, contando até mesmo com algumas árvores, principalmente pinheiros, para embelezar a frente da Taberna. Por dentro, a lareira está sempre acesa mantendo o ambiente quente e agradável. Como por fora, seu interior é revestido de marfim e cedro, possuindo um segundo andar.

A primeira coisa que se vê ao entrar é um lindo e polido Saloon. O balcão fica logo na parede oposta à entrada, as mesas de madeira grossa ficam espalhadas e no canto direito existe um pequeno palco para apresentações músicas e até mesmo teatrais. Lindas moças e rapazes perambulam pelo local servindo clientes e anotando pedidos. No lado esquerdo, uma escada leva ao segundo andar, onde se encontram os quartos para aqueles que preferem passar a noite. Quartos mais simples custam 50 Moedas de Ouro, enquanto os mais luxuosos e individuais podem chegar a 150 Moedas de Ouro. Tudo isso, claro, já incluindo um belo jantar com as melhores carnes e legumes que a taberna pode oferecer.

Vale ressaltar que o local é neutro. É bem vindo para qualquer tipo de pessoa e até mesmo fora-da-leis se encontram ali, porém as regras são claras: Dentro da Taberna não há confusões. Para se certificar disso, os irmãos Raimond e Carl Foster, dois musculosos e nada amigáveis homúnculos, guardam a entrada da Taberna e estão sempre atentos para possíveis confusões. Acredite quando eu digo que você seria o último na face da terra a querer encará-los. Ademais, a Taberna do Fauno é um ótimo lugar onde é fácil achar abrigo, um copo de leite quente de iaque e um belo ensopado enriquecido pelo preço certo.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:09 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Qua Ago 19, 2015 3:30 pm

Tunnel Vision
“A crowded room everywhere, A million people around all I see is you, And everything just disappears, disappears, disappears”✖
"Yeah, a million people in a crowded room But my camera lenses Only been set to zoom And it all becomes so clear, Becomes so clear, becomes so clear"✖
(I got, I got that) tunnel vision for you
I only see you.
O frio era implacável e o combate não estava indo muito bem.

Vincent avançava em meio aos lobos, que dançavam para desviar das flechas que voavam por todos os lados. Por outro lado, o meio-demonio não tinha medo de ser alvejado pelas flechas e seu foco era somente nos lobos.

Visou um deles, e atacou ferozmente, cortando sua carne. Logo viu que seria atingido por suas garras mas uma flecha parou o contra-golpe, salvando a pele de Vincent.

Mas o mundo parecia congelar. Agora Vincent tinha a oportunidade de ouro na mão.

O lobo estava a sua frente, vulnerável e ferido, era só aplicar o golpe final, mas o outro lobo tomava a dianteira e corria em direção aos dois arqueiros, o que poderia ser fatal.

-"Mas que droga!!!"

Vincent não iria conseguir matar o lobo e proteger o grupo, e sozinho não teria chance alguma!

Abandonava tudo o que tinha conquistado, e corria para parar o lobo que já salivava com o gosto da raposa.

O jovem usava toda sua velocidade para alcançar o lobo, desferindo um golpe na pata traseira do animal, visando diminuir sua movimentação e ao mesmo tempo saltava, desferindo um golpe por cima, tentando fincar sua espada na cabeça da fera.

-"Me agradeça depois, agora temos que acabar com essas coisas, mas sem morrer no processo!!!"

Ao terminar o golpe, rolava para trás, ficando abaixando a frente da dupla de arqueiros.
Leva a mão ao peito, checando sua ferida.





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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Qua Set 02, 2015 10:01 pm

Algumas pessoas diriam que o medo é algo que nos torna fracos. Outros, juram que o medo nos compele e nos fortalece. Ezer nunca havia opinado sobre o assunto antes. Não que ele não tivesse uma opinião formada. Para ele, o medo era apenas mais um sentimento que ele tentava ignorar. Quando criança, contava as estrelas para se distrair da fome, escrevia a palavra "pessoa" na mão para se lembrar que ainda era humano e se acalmar, evitava sorrir quando ganhava alguma coisa... e ignorava aquele sentimento irritante, que o fazia ficar com as mãos trêmulas e a testa respingada de suor, que pesava seus pés e o fazia morder os lábios numa ânsia estranha, que ele aprendera a esconder muito bem.

Por um momento, Ezer realmente acreditou que aquilo daria certo. Que o garoto conseguiria subir a tempo e se esconder. Mas não durou muito, talvez, realmente tenha durado apenas um momento. Porque quando Ezer se deu conta, o lobo estava bem ali, atrás dele. E a próxima coisa que o rapaz sentiu, não foi medo, não foi surpresa, nada disso. Foi apenas dor. Jin gritou e o chutou na cabeça com seu casco enquanto, rapidamente subia para o sótão e largava o rapaz ali, caido no chão depois de levar um coice.

Talvez fosse verdade que o medo nos compele, ou tavez essa máxima apenas se aplicasse àqueles que eram verdadeiramente fracos. O fato é que o pequeno fauno finalmente conseguiu sair do campo de visão do lobo. E outro fato, não menos importante, era que, naquele instante, o lobo havia saltado, com a bocarra aberta na direção de Ezer.

Aliás, essa foi a primeira coisa que nosso baixinho viu, quando abriu os olhos, depois de cair no chão com o impacto do coice do fauno. Não havia tempo para pensar, a dor ainda o atordoava. E antes que Ezer conseguisse cogitar sobreviver, notou um borrão sair da entrada para o sótão por onde Jin desaparecera alguns segundos atrás. E mais rápido ainda, aquela sombra se atracou com o lobo, os dois rolando escada abaixo, deixando para trás um Ezer completamente atordoado.

Não, não era a dor da pancada na cabeça. Na verdade, provavelmente era exatamente por causa da pancada na cabeça. Mas Ezer parecia conhecer aquele rosto, o rosto que vira apenas por um instante. Não era possível, não parecia plausível. Aquilo não fazia sentido algum. Definitivamente. Era impossível que o garoto encontrasse seu mestre ali. Era improvavel que fosse salvo por ele naquelas condições. Mas algo dentro dele, e talvez aquela fosse a primeira vez em que sentia toda aquela ansiedade, aquela esperança, dizia que ele precisava confirmar com seus próprios olhos.

Algo quente escorria pelo rosto de Ezer. Porém, ele não tinha tempo para se preocupar com aquilo, ele não tinha tempo sequer para notar aquilo.

- Jin, eu já volto. Se acontecer alguma coisa, grite. Grite bem alto.

Falou olhando para o vão do sótão, enquanto se levantava. Tirou a pequena faca de prata da bainha, e correu escada a baixo para tentar ajudar o indivíduo que lhe salvara.


Off: Desculpa MESMO a demora, o post feio e sem graça e os erros de gramática. Primeiro foi a semana de fechamento, depois foi ter que trabalhar sabado e domingo Q.Q E como se não bastasse, no sábado meu notebook pifou, daí escrevi tudo no celular Q.Q prometo não demorar mais esse tanto, mil perdões.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Seg Set 21, 2015 12:42 pm

monstro • monster • Monsutā
Botas pesadas de couro batiam contra o calçamento das ruas congeladas produzindo um som ritmado de marcha, as armaduras tilintavam com o movimento dos soldados, com suas respirações visíveis no ar frio noturno, cada um carregando uma espada na lateral do corpo, uma faca simples e uma lança com bons dois metros e meio de comprimento. Olhos atentos fitavam cada ponto bem iluminado pelas luminárias das ruas, mas eram nos pontos tomados pelas sombras que os olhares se concentravam ainda mais. Não havia ninguém mais nas ruas da cidade além dos pequenos grupos de soldados, compostos por cinco defensores da cidade cada um; não, não depois de tudo o que havia acontecido. Mortes brutais. No inicio a verdade foi encoberta, deixando que a população temesse um serial killer comum, o que já era ruim o bastante para fazer qualquer homem forte olhar por cima do ombro ao caminhar por uma viela qualquer. Ruim o bastante, foi o que pensaram.

Mas logo sussurros de boatos começaram a se espalhar pelas ruas. E o que um homem tem coragem de dizer em voz baixa, outros dez pensam. E a cada morte brutal, a cada ataque, os boatos ganhavam forças, os contornos distantes da verdade tomando forma e cores, até que era simplesmente impossível esconder a verdade. Criaturas das trevas estavam atacando a cidade, retaliando corpos e devorando pessoas, aterrorizando a população. O rei estabeleceu o toque de recolher, mas não era realmente como se alguém quisesse ficar nas ruas, não com o que estava lá fora. Recompensas foram estabelecidas, atraindo caçadores especialistas, todo tipo de malucos em busca de fama, riqueza, poder...

E, em alguns raros casos, simplesmente buscando ajudar. Salvar vidas inocentes. O máximo que conseguirem.

... Botas de couro macio tinham o som de suas passadas suaves e rápidas abafado pela neve que cobria o solo de terra batida da estrada da pedreira, produzindo apenas o sussurro mais suave. A armadura de metal branco era feita de escamas sobrepostas, como a pele de uma serpente, e por mais que fosse claro que ele carregava uma espada de metal prateado na lateral de seu corpo, assim como todos os guerreiros da cidade, a figura misteriosa sequer parecia sentir o peso da armadura que carregava, correndo a toda velocidade rumo à antiga Taberna do Fauno onde a mensagem no pássaro mensageiro havia dito que os lobos estavam atacando naquela noite.

— Que não seja tarde demais, Oh Luz! Que não seja tarde!

○ ○ ○

No instante após girar para seguir na direção do outro lobo, no exato momento em que seu pé que havia dado o primeiro passo se levantou para avançar novamente, a flecha de ponta prateada passou a não mais que um palmo de sua cabeça, rápida feito um estalar de dedos, e no instante seguinte Vincent pode ouvir o som de um corpo caindo pesadamente contra o solo. Enquanto isso, a sua frente, o largo sorriso que a raposa exibia mais parecia um pedaço da lua, de tão brilhante. O lobo reagiu ao ataque do rapaz, mas um instante atrasado. Talvez em outras circunstâncias, se ele não tivesse se deixado encurralar por sua ânsia de vencer ou não fosse tão confiante, talvez, ele pudesse ter sobrevivido. O corte na perna foi apenas o suficiente para ferir o músculo e fazer a criatura urrar de dor, e ainda cambaleando o monstro atacou cego pela dor, cortando a coxa direita de Vincent de forma superficial, enquanto outra flecha acertava o peito do lobo e o fazia urrar novamente, dois centímetros do coração... E um segundo depois a espada do rapaz atravessou carne e ossos, penetrando o crânio do lobo sem qualquer piedade. O cadáver da criatura caiu pesadamente, enquanto o espadachim também sentia certa dificuldade em manter-se de pé com a perna ferida, mas iria sobreviver.

A raposa caminhou até ele, já com o arco no ombro, sorrindo, inclinou-se e o beijou. Os lábios firmes e ávidos, a língua rápida e nada tímida, e no instante seguinte ela se afastou. Assim. Tão repentinamente quanto havia começado. — Você lutou bem, para um amador. E seus olhos são bonitos. – O calor na face do rapaz certamente não deveria ser pela adrenalina de enfrentar alguns monstros querendo devorá-lo; não mais. A raposa rapidamente fez um novo curativo na perna de Vincent, e um em seu tronco, espalhando uma pomada oleosa e prateada que cheirava muito mal, pinicava e dava uma sensação morna. Então o ajudou a se levantar e começaram a caminhar na direção da floresta, Snow aparentemente havia desaparecido no meio do combate, talvez tenha fugido de medo ao ver o lobo trotando em sua direção, ou tenha tido outro motivo. Quem sabe?

— Sou Mayeni, qual o seu nome, jovem espadachim? – A raposa indagou curiosa. Ao redor da dupla, os corpos já quase completamente cobertos pela neve, dos outros caçadores que haviam saído antes deles permaneciam no mesmo lugar, imóveis feito rochas. Mas isso não parecia incomodar a mulher, os olhos dela raramente deixavam os de Vincent, sempre o analisando, pesando e medindo. Olhos que sabiam muito, olhos profundos, capazes de absorver a alma de um homem, olhos cheios de segredos; olhos carmesim, lindos.

• • •

Sons de briga duraram mais alguns segundos, madeira se quebrando e copos de cerâmica se espatifando no chão. E então, nada. Silêncio total. Ezer chegou até as escadas, as quais já não possuíam mais corrimão, e viu o rosto de seu mestre contorcido e manchado de sangue sob o peso da criatura que o oprimia, e então o lobo se moveu... E tombou para o lado. O homem se sentou e arrancou a adaga prateada do coração da fera com um puxão, enquanto limpava seu rosto na manga do casaco. Era ele. E estava vivo. Ainda vivo. E foi quando o rapaz olhou para cima e viu o próprio pupilo, com os olhos arregalados de surpresa, como se também não conseguisse acreditar no que via. Seus lábios se moveram em silêncio uma vez, ele fez uma expressão de duvida, então caminhou até o menino, e estendeu a mão para tocar a face do garoto, mas parou no último instante.

— Eu... Eu conheço você? – Ele levou à mão a cabeça e fez uma expressão de raiva, dor, frustração. — Eu tenho a sensação que... – Ele mordeu o lábio inferior e aguardou. O que aquilo significava, por que ele não se lembrava? O sangue em seu rosto não era o dele, era do lobo, na verdade o mestre de Ezer sequer parecia estar realmente ferido, nada além de algumas contusões pela queda, provavelmente. Mas por alguma razão ele não parecia conseguir lembrar-se completamente de Ezer... Por quê? Contudo, antes que o garoto tivesse a chance de abrir a boca, eles ouviram som de uma panela caindo na cozinha. O homem levou um dedo aos lábios, toda a expressão de dor e dúvida substituída pela concentração, enquanto ele apurava os ouvidos. Ezer também ouviu, passos suaves, suaves demais para pés humanos, e aquele mesmo tilintar de unhas contra a madeira... Dois pares. Os olhos de seu mestre se arregalaram e ele apontou para o alto das escadas. — Impossível! Não era para haver mais de três... Mas será que... Vá se esconder, rápido! – Sussurrou com urgência.

Contudo, ele próprio não fez sequer menção de subir, novamente desembainhando suas duas espadas curtas, caminhou com passos ainda mais silenciosos até a lateral da porta, se ajoelhou e aguardou pacientemente. Ao que parecia pronto para enfrentar os lobos sem qualquer ajuda. Mas o que Ezer faria? Aquele era seu mestre, mesmo que, por alguma razão, ele mesmo não conseguisse se lembrar, talvez nem mesmo de quem ele próprio era. Seria esse o motivo para ele nunca ter retornado? Por não conseguir se lembrar? Então o que estava fazendo em um lugar como esse, caçando essas criaturas? Tantas perguntas... Mas havia apenas um modo de consegui-las: Permanecer vivo e torcer para que seu mestre permanecesse vivo também. Ou tentar fazer algo a respeito...

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso! >.<

Xp de atraso:

Ezer +200xp
Cloud +150xp

Total ganho por cada um até então:

Ezer +1000xp upou de nível!
Cloud +950xp
Snow +650xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Ter Set 22, 2015 10:44 am

Vincent Eldoras
"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
O frio mata mais que mil espadas. Essa frase Vincent tinha ouvido quando criança, mas agora sabia o que significava.

Seu ataque combinado com os da raposa foram na mais perfeita sintonia, mesmo saindo ferido.

Via o grande lobo caído a sua frente e cambaleou para o lado, tinha sido ferido na coxa, e com a adrenalina nas veias não tinha nem notado. Procurava a fera que havia deixado pra trás, que também estava caída, perfurada com algumas flechas. Agora ele entendera, aquela misteriosa mulher salvou sua vida e de seu companheiro.

Perdido em seus pensamentos, Vincent foi surpreendido pela mulher raposa, que o beijava. Seu beijo era quente e aconchegante. E claro ele não resistiu. Suas marcas tinham sumido e estava exausto.

Jogou-se sentado da neve, com o olhar procurando Snow, mas não o via em lugar algum enquanto ela cuidava de suas feridas.
Passava algo em seus ferimentos que tinha um cheiro horrível e incomodava sua pele, mas não reclamou, apenas agradeceu com um sorriso e um aceno de cabeça.

Ela o ajudava a levantar e caminhar, perguntando seu nome. Vincent parava, vendo aqueles corpos ali. Caçadores em busca de fama e riquezas e perderam tudo, até as vidas.
-"Me chamam de Cloud, mas o nome é Vincent."

Dizia ele parado no meio da floresta, a alguns passos de onde tinha arriscado a vida por pessoas que nunca havia visto.

Parecia uma estátua de cera, com neve caindo em seu corpo, olhando para um corpo ali caído, com seu sangue já congelado.

-"Desculpe Mayeni, tenho que fazer uma coisa antes."

Ele revirava o corpo, removendo sua camisa e casacos. Enquanto caminhava mancando, amarrava os tecidos um no outro. Chegou onde repousava o corpo do lobo que matara, era realmente enorme.

Voltou sua cabeça para trás, procurando por ela, apenas para saber se ainda estava ali.
Assim se ajoelhou a frente do grande lobo, ainda sentindo sua perna doer. Desembainhou sua espada e segurou o pescoço do lobo pelo pelo, e começou a cortar o pescoço.

Se sujou um pouco no processo, jogando a cabeça ao lado da trouxa de pano que havia improvisado. Enquanto o sangue escorria, ia mancando até o outro lobo, repetindo o processo. Limpava a lâmina de sua espada nos pelos negros do lobo, passando um pouco na neve. Levantou-se segurando a cabeça pelos pêlos, jogando ao lado da outra.

-"Prometi a um homem que iria deixa-lo seguro e isso que eu fiz, nós fizemos."

Ate tinha gostado do fato de arrancar aquelas cabeças e a luta deu o sentimento de sentir-se vivo.

Amarrou as cabeças na trouxa e a jogou sobre o ombro, pingando um pouco de sangue.
Suas mãos eram totalmente vermelhas, mas um punhado de gelo resolveu o problema parcialmente.

-"Teremos compania durante a viagem de volta.  A propósito, tem algum lugar para ir?"
Dizia Vincent com sarcasmo, mancando e colocando sua espada de volta na bainha.



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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Qua Out 21, 2015 11:10 pm

-x-




Enquanto descia as escadas, engolindo os degraus de forma um pouco desajeitada e afobada, Ezer não conseguia pensar em nada. Pensava demais, na verdade. Sua mente não conseguia desacelerar. Não conseguiria definir, naquele momento, se estava de fato ansioso, amedrontado, feliz, esperançoso, aterrorizado. Todos os sentimentos que o rapaz conhecia pareciam estar lutando entre si enquanto sua razão o compelia adiante. E assim como os sons espalhafatosos da briga entre o homem que caíra do sótão e o lobo se acabaram em questão de segundos, em questão de segundos também se esgotaram os degraus, rápido demais, fazendo com que o menino tropeçasse no último degrau, quase caindo de cara no chão.

Seu olho esquerdo estava um pouco embassado pelo sangue, pegajoso e denso, colando seus cílios. Passou o dorso da mão para limpar um pouco. Piscou uma, duas vezes. Sentiu o ar lhe faltar por um centésimo de segundo, aquela avalanche de emoções adormecidas voltando e lhe fazendo revirar o estomago. No chão, sangue escorria em abundancia, embaixo do lobo, o rosto contorcido daquele homem que o salvara. Quando o lobo tombou para o lado, e o homem se sentou, arrancando a adaga do animal, Ezer estava lá, congelado feito um bobo. Piscou de novo. E de novo. Era ele mesmo, não haviam dúvidas. Ele estava vivo. Aproximou-se inconscientemente. Não ousava dizer uma palavra, o nome ali, agarrado na garganta.

Seu mestre estava vivo, e caminhava na sua direção, uma expressão de dúvida tomava seu rosto. Confuso, o garoto não se moveu um milímetro. Achou por um momento que ele tocaria seu rosto, mas o homem parou. A voz hesitante.

— Eu... Eu conheço você? – Disse enquanto mostrava em sua face toda a raiva e frustração que guardava. — Eu tenho a sensação que...

Então ele não se lembrava? Ao menos ele estava bem. Ao menos ele o encontrara. Mas o que ele estaria fazendo ali, na Taberna do Fauno àquela hora? Não importa. Ele estava ali. E de repente, a noite parecia ter um final feliz.

Antes que terminasse de esboçar um sorriso de alívio, o som de uma panela caindo no chão da cozinha quebrou toda a magia daquele reencontro torto. Passos leves, o toque gentil das garras no assoalho antigo. Mais dois lobos. Seu antigo mentor apontou para as escadas, indicando um caminho seguro e se posicionou. Jin estava aparentemente seguro no Sótão. A adaga de prata ainda estava desembainhada, firmemente segura na mão direita de Ezer.

O jovem segurou um suspiro, encolheu os ombros e os relaxou, aliviando um pouco a tensão. Caminhou com cuidado e se posicionou do outro lado da porta, sacando seu dirk. Seria uma combinação interessante, com a arma de parry sendo maior e mais rígida do que a de ataque. Seria... no mínimo, interessante, sim, interessante era a palavra. Se alguém olhasse nos olhos de Ezer naquele momento, nos olhos de Ezer, uma solidão incrível. Era um olhar gelado, um olhar faminto, mais que isso, um olhar que busca o prazer em atacar. Naquele momento, ninguém mais importava para o garoto além daqueles malditos lobos, nem o pequeno fauno no andar de cima, nem o homem à sua frente, os olhos fixos no vão da porta. Ah, sim, aqueles malditos lobos iriam desaparecer de uma vez por todas.


OFF: Não vou nem pedir desculpas pelo atraso colossal, muito menos tentar justificar, porque ninguém vai acreditar no tanto de treta que rolou. (tipo eu tendo que viajar a trabalho pro interior sem internet por 1 semana, meu computador que tinha voltado do conserto estragar de novo e ter que voltar pra assistencia e umas outras coisas ai) Então se quiser desconsiderar o post e me pular, its fine, really. Mas eu não queria deixar de postar :X

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Ter Nov 03, 2015 5:12 pm

monstro • monster • Monsutā


O silêncio é composto pela ausência de sons.

E mesmo sendo algo tão simples, para alguém particularmente bom na arte de escutar o mundo ao seu redor, é possível extrair do silêncio uma infinidade de significados. Para os músicos, o silêncio está presente em cada pausa, em cada respiração, precisamente posicionadas, e mesmo nesse pequenino instante de silêncio repousa uma importante parte da intrincada teia que compõe a melodia. O silêncio é música? Para os assassinos, o silêncio é um aliado, um aliado perigoso e sorrateiro; enquanto a vitima, por sua vez, tem o silêncio como uma frágil e preciosa rede de segurança. Vilão ou herói? Os solitários são oprimidos pela imensidão de seus momentos silenciosos. Quão grande é seu silêncio? Os amantes e enamorados se comunicam em silêncio; com um olhar, um toque, um gesto. Há vida no silêncio? Os religiosos encontram no silêncio um caminho para a paz. Uma ligação com o divino?

Mas apenas na morte encontramos o mais perfeito silêncio. Na solidão do túmulo, onde a morte e a escuridão reinam, o silêncio é puro e sublime... E, ainda assim, mesmo na silenciosa morte, encontramos tantos significados e sentimentos. Pesar, saudade, arrependimento, ódio, regozijo... Loucura.

○ ○ ○

O silêncio os envolveu feito um manto. Feito o momento que precede uma repentina chuvarada de verão; o instante antes do inicio de uma batalha inevitável. O mestre de Ezer não o olhou, ele não ousaria desviar sua atenção da porta da cozinha, mas um sorriso selvagem, inconsequente e suicida tomou seus lábios por um breve momento. O clique das garras dos lobos contra o assoalho de madeira, o som de suas narinas anormalmente largas farejando o ar e a respiração pesada que saia de suas bocarras animalescas. E no momento seguinte a porta se abriu e duas criaturas saltaram para o interior do salão, rápidos feito um estalar de dedos. Caindo sobre as quatro patas, encarando Ezer e seu antigo mestre.

Por um momento incrivelmente longo, eles permaneceram feito estátuas de carne, músculos e ossos, apenas se encarando. E quando a tensão estava simplesmente prestes a se romper em uma explosão de movimentos... A janela da estalagem se desfez em uma explosão de cacos de vidro e pedaços de madeira, enquanto um desconhecido vestindo uma armadura prateada e espada em punho surgia em meio aos destroços, já saltando na direção de uma das criaturas enquanto gritava a plenos pulmões: — Cadsuan Al’Urazai! Cadsuan Al’Urazai!

E no instante seguinte, veloz feito o estalar de um chicote, o mestre de Ezer saltou sobre o outro lobo em um movimento súbito, mas como se quase já esperasse por aquela distração para realizar seu ataque. Enquanto isso, em meio a toda a confusão de membros, garras e lâminas, Ezer ouviu outras panelas caindo na cozinha, e pela porta entreaberta o garoto pode ver um movimento...

O que fazer?

• • •

A raposa permaneceu em silêncio. Não um simples silêncio de quem simplesmente espera, ela jamais se enxergou como um animal de estimação; raposas são caçadores inteligentes, mas são, sobretudo, animais selvagens e indomáveis. Seus olhos escuros, feito uma noite sem luar e estrelas, permaneceram atentos, fitando as costas e ombros largos do homem que havia lutado com ela naquela batalha. Seu nariz, muito mais apurado do que o de pessoas comuns sentia o cheiro do suor no corpo dele, o cheiro de sua última refeição, o cheiro de seu sangue e o sangue dos lobos. Para esses últimos ela torceu o nariz; cheiro de cachorro molhado. Ao notar o que ele planejava fazer, pensou em dizer algo, mas manteve os lábios fechados; ele logo iria descobrir.

E como se o pensamento desencadeasse a última reação química necessária. O coração do lobo finalmente parou de bater, e, com isso, a morte. Então, bem diante dos olhos do rapaz, o lobisomem encolheu em espasmos e torções antinaturais, enquanto os pelos se soltavam de seu corpo e a criatura tornava-se um simples ser humano comum. Extremamente comum. O homem que Vincent segurava pelo ombro parecia um fazendeiro de nariz achatado, ou talvez um padeiro ou trabalhador braçal da feira. Ele ainda poderia cortar a cabeça e levá-la consigo, caso desejasse, mas será que valeria a pena?

— Continue. – Disse a raposa ao seu lado, com o rosto sereno; não, não sereno. Desprovido de emoções. Estudadamente desprovido de emoções. Ela se abaixou e abriu um dos olhos do homem morto. Mesmo vidrados, seus olhos eram do mais puro tom de dourado. — Os olhos deles ainda mantêm as marcas da licantropia mesmo depois de mortos. – Levantando-se, ela limpou as mãos nas calças apertadas, então olhou Vincent nos olhos. — Temos que voltar para a Taberna do Fauno, eu não trouxe comigo o antídoto para o vírus, e você foi arranhado, vai precisar dele, a menos que queira se tornar um desses monstros... – Ela arreganhou os dentes de leve, fazendo uma suave expressão de nojo, como se negando ser capaz de fazer piadas com algo tão absurdo.

Após o rapaz ter terminado de se preparar, eles seguiram viagem caminhando pela neve e em meio às árvores. Envoltos pelo silêncio noturno, cercados pelos montinhos de neve fofa que vez ou outra davam a mais leve impressão de um corpo humano soterrado. Um dos caçadores que haviam saído para caçar os lobos, muito provavelmente.

— Meus outros dois amigos e eu estamos trabalhando para o Rei. – Ela o informou em tom de conversa, enquanto caminhavam próximos, dando-lhe algumas olhadas pelo canto do olho para ver como ele reagia. — Essas pessoas que são infectadas pelo vírus da licantropia, que se tornam lobos em noites de lua cheia, são vitimas também. Eles não podem controlar suas transformações. Simplesmente não tem escolha. E quando isso as acontece, elas se tornam lobos e saem à caça. É natural. – Ela deu de ombros. — Nosso trabalho é eliminá-los.

A raposa soltou um suspiro e seus olhos se estreitaram ligeiramente. A voz assumindo um tom perigoso e afiado. — Mas aquele que começou a transformá-los é um Lobo Alfa. Alguém capaz de se transformar quando bem quiser. Esse é o verdadeiro culpado. E é dele que estamos atrás. – Ela deu um risinho musical. — É claro que também queremos a recompensa pela cabeça dele, mas... – O sorriso se desfez. — Salvar essa cidade. As pessoas inocentes que vivem nela. Esse é nosso maior objetivo.

Ela parou de andar, forçando Vincent a parar também, já que ela o estava ajudando a caminhar. Ela não o olhou. — Se quiser, seria bom ter alguém como você na equipe. – E sem esperar uma resposta, ela voltou a caminhar. Novamente em silêncio.

Naquele passo, eles estariam na taberna em cinco, talvez dez minutos.

○ ○ ○


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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Sex Nov 06, 2015 3:41 pm

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
A Batalha havia acabado, mas ainda não estava a salvo.
Tentou cortar a cabeça do lobo, mas logo o animal começou a ter espasmos e Vincent armou-se para o combate. Para sua infelicidade a grande criatura se debateu e diminuía, até se transformar em um humano normal. Essa era a licantropia, nunca tinha visto algo assim e a Raposa o explicava o que era.

Uma súbita mistura de raiva e decepção veio ao meio demônio, tudo tinha sido em vão já que não teria a prova que matou a fera. Por outro lado, ainda ajoelhou a frente do homem ali caído e arrancou sua cabeça, tinha de estar certo que não iria acontecer novamente. Fez o mesmo com o outro, voltando a ser escorado pela raposa.

Ela contava o que fazia e que trabalhava para o rei, mas também dizia que Vincent poderia se tornar uma daquelas feras se não tomasse o antídoto e que existia um Alfa e era esse que ela tinha de matar. Parou de caminhar, forçando ele a parar também, oferecendo que ele se juntasse a ela nessa empreitada.

Olhou no fundo dos olhos dela, baixou a cabeça e expirou fundo todo o ar de seus pulmões.

-"Seria interessante duas aberrações em um único corpo, já sou meio demônio. Mas fico a imaginar um Lobo demônio."

Virou a cabeça de lado e sorriu para ela, sendo fisgado pela dor.
-"Trabalhar para o rei....  Isso seria possível? Digo, sou um impuro com parte demônio, não tenho conhecimento nem armas para combater essas coisas, como você mesmo disse. Acho que não serei aceito mesmo. "

Disse ele levantando os ombros. Se aproximou ainda mais dela:
-"Vamos logo a taverna, já nem sei onde estamos e esse frio vai piorar as coisas. Lá podemos ver essas questões."

Vincent olhava pra frente levando a mão esquerda ao peito e continuava a caminhar com a raposa.






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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Ter Nov 24, 2015 11:32 pm

-x-





Dois pares de olhos imóveis, perdidos em sua concentração incólume. O silêncio naquele momento era palpável, espesso, comprimia o ar no peito daqueles que ousavam desáfia-lo, que ousavam prolongá-lo naquela espera interminável. Aqueles míseros segundos de silêncio logo foram cortados, rasgados, despedaçados por uma sequência inimáginavel de acontecimentos.

Ou nem tanto. Acontece que em um instante, estavam Ezer e o homem que tinha as feições de seu presumidamente finado mestre à espreita dos lobos que se encontravam na cozinha. Olhos fixos na porta, ouvidos apurados buscando decidir o próximo passo das suas presas. Ah, sim, naquele momento, acredito que os lobos é que eram as vítimas, ou pelo menos é o que aqueles olhares famigerados diziam. No instante seguinte, a porta se abriu e dois lobos saltaram no interior devastado do salão da taberna. Olhavam para os dois homens, não se sentiam ameaçados, pobres animais.

E no instante que se seguiu, e ouso dizer que pareceu um espaço de tempo gigantesco, com aqueles quatro se encarando, e um turbilhão de possibilidades passando pela cabeça do garoto, ou talvez apenas um pensamento que teimava em não ir embora e o impedia de saltar na direção daquele animal, a janela da taberna explodiu. E tudo aconteceu rápido demais. Um homem grande, vestindo uma armadura espalhafatosa e manejando uma espada pulava na direção de um dos lobos gritando alguma coisa que Ezer sequer se deu ao trabalho de tentar entender. Seu mestre atacou o outro lobo antes que este pudesse reagir, e mais uma vez o garoto perdeu a chance, ou talvez tenha ganhado a chance de não lutar naquela noite.

Mas desta vez, Ezer não deixaria a oportunidade passar. Mais barulho vindo da cozinha. Panelas que caiam no chão com um estrondo, algo se movimentando lá dentro. Respirou fundo, aprumou o corpo. A faca de prata firme em sua mão direita. Entrou na cozinha sem hesitar. Fosse o que fosse que estivesse lá dentro. Não estaria lá por muito tempo.

Alguns dizem que os loucos são aqueles que criam uma realidade para que não percam a razão. Outros, juram que os loucos não possuem mais alma. Há também quem diga que a loucura transforma os homens em animais. E aqueles olhos, os olhos de todos os envolvidos naquela luta eram os mesmo, eram famintos, eram olhos vis e degenerados. Eram olhos de feras prontas para a batalha. E talvez fosse aquele silêncio pastoso que os tornara assim, talvez fosse apenas a loucura, pregando peças naqueles que se aventuravam em suas terras. Mas uma coisa era certa, aquele garoto pequeno e frágil que queria de todo modo evitar um confronto desnecessário não existia mais. No lugar, um rapaz com um sorriso torto e rasgado, que mal podia esperar para desferir o primeiro golpe.


Última edição por Ezer em Ter Nov 24, 2015 11:32 pm, editado 1 vez(es) (Razão : correção ortográfica :x)

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Sab Dez 05, 2015 6:22 pm

monstro • monster • Monsutā


O reino de Hilydrus estava sendo assolado pelo ataque de terríveis bestas. Criaturas horrendas que se alimentam de carne e matam suas vitimas sem qualquer distinção, com o único objetivo de saciar sua fome. Os monstros, porém, antes de se tornarem nesses animais irracionais e extremamente perigosos, eram apenas pessoas comuns. Fazendeiros, vendedores de frutas, soldados ou mesmo rapazotes mal saídos da barra da saia da mãe. Mas quando se é infectado pelo vírus, não importa o quão bom ou altruísta você tenha sido; não existe coragem ou força de vontade que possa protegê-lo dessa doença... E quando a Lua chama; você pode ouvi-los cantar. Cantar seus medos, sua euforia, enquanto se tornam em bestas irracionais com as quais é simplesmente impossível argumentar.

Mate ou será morto. Cace ou será caçado.

Mas nem todos os licantropos são assim. Ah, não. Existem também aqueles que são capazes de controlar livremente a transformação, e que não se tornam menos inteligentes quando assumem suas formas bestiais. Os poderosos Alphas, maiores e mais fortes. Esses são os verdadeiros vilões dessa história, pois eles não são forçados pela doença. De fato, se fossemos julga-los nas leis da sociedade em que vivemos, os Alphas seriam nada mais que assassinos. No entanto, é claro que eles não enxergam assim. Por se considerarem superiores aos humanos comuns, eles acreditam estar acima de qualquer lei.

Como se fossemos simplesmente aceitar algo assim.

Humanos podem não ter instintos aguçados como os de um animal. Podem não ter a força para rasgar um homem ao meio, ou garras afiadas feito facas. Nós não curamos nossas feridas em instantes ou vivemos por várias centenas de anos. Ainda assim, isso não nos impede de continuar a seguir em frente mesmo perante as situações mais difíceis, de continuar a lutar até nosso último suspiro. Eu acredito que em nossos corações queima a chama necessária para desafiar mesmo nossos medos mais profundos, e vencê-los. E acredito que quando tudo se resume a lutar por uma causa justa ou morrer tentando, mesmo o mais frágil de nossos anciões ou a criança mais doce levantaria suas vozes em um rugido de desafio!

Nós não somos imortais; imortais são os sentimentos que nos formam. Então queime esses sentimentos na fornalha de seus corações e ergam suas vozes em um rugido mais alto do que o som de seus medos. Gritem sua coragem e empunhem sua determinação.

Matem o Alpha! Libertem Hilydrus!

Tornem-se os heróis que nasceram para ser.

○ ○ ○

Ezer adentrou na cozinha com passos silenciosos e a respiração presa na garganta. O vento entrava pela porta semidestruída que pendia de uma única dobradiça, fazendo um rangido suave ao ser balançada pela brisa fria que invadia o lugar. E mesmo estando sobataque de criaturas saídas de histórias antigas, a cozinha parecia estranhamente comum. É claro, a bagunça era geral, e o sangue que manchava o assoalho de madeira não poderia ser chamado de comum, ou mesmo o corpo semidevorado no chão, com olhos vidrados encarando o teto de madeira, não, definitivamente nada disso poderia ser chamado de comum. Nem mesmo o lobo que ainda se alimentava do corpo já sem vida.

Essa foi basicamente a visão que o garoto teve ao adentrar na cozinha. Panelas e utensílios jogados espalhados, a porta semidestruída com seu rangido, a neve branca lá fora. E um grande lobo de costas, agachado sobre o corpo do velho e bravo taverneiro que havia sacrificado sua vida para criar alguns segundos para Ezer e o pequeno fauno fugirem. O lobo, porém, não notou o menino, ele permaneceu agachado se alimentando como se nada mais no mundo importasse... Ou quase.

Repentinamente a criatura parou de comer e farejou o ar. Ezer pode sentir seu sangue gelar, mas o que chamou a atenção do monstro foi algo diferente. Ao longe, no interior da floresta, o rapaz avistou quase ao mesmo tempo em que o Lobo, duas silhuetas que seguiam caminhando na direção da taverna. Então, o que fazer? Que atitude tomar? A criatura começava a se levantar para seguir na direção de suas vitimas, ainda de costas para Ezer, sem notar o rapaz logo ali a duas braças de distância. Três passos rápidos.

O que fazer? Quanta coragem ou loucura ainda lhe restava?

Seria o suficiente? O tempo estava se esgotando.

Mate ou será morto. Cace ou será caçado.

• • •

A esperta raposa não sorriu com a suposta brincadeira do outro. Na verdade, ela pareceu aborrecida com o descaso do rapaz. — Eu não sei como funciona esse lance de ser meio demônio, eu mesma sou meio raposa, por parte de mãe, mas o vírus da licantropia não é algo útil para nada, você se torna irracional, apenas um animal... Um monstro. – Disse com ar distraído enquanto franzia o nariz e farejava o ar, ao tempo que já parava de andar novamente, forçando Cloud a parar também. Eles já podiam ver a taverna ao longe entre as árvores, uma curta caminhada. — Há algo errado. – As luzes estavam apagadas, mas o mais estranho era que a porta dos fundos estava destruída.

— Os lobos, eles devem ter invadido o lugar. Quantos mais havia? Nós sabíamos que não poderia haver mais que dez ou quinze deles, mas já matamos sete... Quantos mais teremos que enfrentar? Três? Ou outros sete? – Ela olhou Cloud de cima a baixo, analisando os ferimentos dele. — O que me diz meu belo demônio, acha que consegue me dar apoio em mais uma dança? Não irei forçá-lo a entrar lá, mas meu camarada ainda pode estar lá dentro... Ou o que tiver restado dele, e não vou voltar sem saber. – Ela falava sério, mas a escolha ainda era jogada nas mãos de Cloud.

O rapaz não estava em sua melhor forma, e certamente não seria capaz de fazer o mesmo que em sua saúde perfeita, mas também não havia se tornado em um peso morto. Se mover muito bruscamente seria doloroso, mas não iria matá-lo. Não ainda. Não tão rápido.

A raposa tirou o arco das costas e testou a corda, posicionando uma flecha com ponteira de prata com os olhos aguçados. Tornou a farejar o ar e congelou no lugar onde estava. A brisa parecia ter trazido algo... Diferente. — Ele ainda está lá, o lobo. Posso sentir o cheiro. – Ela sussurrou sem se mover. — Vem ou fica? – Indagou com urgência sem se virar na direção do rapaz. Não havia hesitação ou medo nela, apenas um forte senso de propósito. E, nesse instante, Cloud soube que ela iria, mesmo que sozinha. E apenas a morte iria pará-la.

O que fazer? Para alcançar a cura ele teria que entrar na taverna. Mas para isso talvez tivesse que enfrentar outro lobo, talvez mais de um. Será que valia a pena?

Afinal, ela podia estar errada. Talvez o vírus não agisse da mesma forma em um demônio.

Talvez. Uma aposta perigosa. Apostas mortais. O que fazer? O tempo corria.

Mate ou será morto. Cace ou será caçado.

○ ○ ○


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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Dom Dez 06, 2015 10:01 pm

-x-






"Eu sou como uma porta de ferro. Dupla e cruzada. Sou eficiente com armadura, mas não sem, pois não protejo muito. Protejo o que atinge por cima e por baixo. Pela direita e pela esquerda. Com ou sem uma adaga."
- Tradução livre (Fior di Bataglia, Armizare, Daga, 6 - Fiore de'i Liberi



Aquela era definitivamente a cozinha em que, alguns minutos atrás, Ezer entrara para apagar as luzes e trancar a porta acompanhado de Jin. Era mesmo uma pena que estivesse tudo tão bagunçado, era mesmo uma pena que tanta comida tivesse sido desperdiçada. Era mesmo uma pena que... O lobo estivesse ali, tão entretido comendo o que restara do dono da taverna. Uma pena.

Os olhos do menino cintilaram.

Ele estava muito próximo. De costas para o lobo. Um passo em falso e ele acabaria como o velho. Ajeitou os pés da forma mais silenciosa que pôde. Colocou o pé esquerdo à frente do direito, girando este último em um ângulo quase reto. Os joelhos flexionados, mantendo assim, uma posição estável. Ajustou a postura. A coluna levemente inclinada para frente, o dirk estava de volta em sua bainha. A mão direita segurava com firmeza a empunhadura da adaga de prata que o velho lhe deu. A mão esquerda, passando por tráz do punho direito, estabilizando a arma. Um postura que não lhe daria chances de defesa vestindo apenas proteções de couro. Mas que lhe proporcionaria um ataque rápido e que usasse o máximo de sua força. Fechou os olhos.

Quando abriu os olhos de novo, um instante depois, o lobo se movia. Farejava algo no ar. O sangue do garoto gelou, havia cometido algum erro? Feito algum barulho? Não. O lobo não o viu. Mas Ezer viu. dois vultos que vinham da floresta. Eles chamavam a atenção do lobo. Quem seriam?

A fera se preparava para ir na direção da floresta. Mais uma vez, lhe surgia a chance de não se envolver. Porque então? Aquele pensamento sequer lhe ocorreu? Ah, não, não era bom quando se sentia assim. Não era bom quando perdia a cabeça daquele jeito.

Ezer não gostava de usar armas pequenas. Em geral elas dependem da força física do usuário e de sua habilidade para prender o oponente. Ele era pequeno e não muito forte. Mas naquele momento, aquilo não importava. Estava a três passos do lobo. Estava com uma arma de prata. E tinha os olhos focados na sua presa, como se nada mais importasse. E não importava.

Percorreu a distância em um piscar de olhos, saltou para cima do lobo, os joelhos atingiriam as costas do animal forçando-o ao chão e estabilizando a queda, enquanto a adaga de prata, firmemente segura pela mão direita e aparada pela esquerda ia em direção à coluna do animal, na base do pescoço. Não deveria ser o suficiente para matar a fera, mas sim ferir-lhe a coluna. Aí sim, poderia fazer o que quisesse com o animal.

Habilidade:

Nome: Frenesi
Nível: 1
Descrição:
Ezer identifica uma presa no cenário e é então tomado por um instinto assassino. Tomado por seu sadismo e pelo gosto da caçada, ele ficará mais agressivo e fará de tudo para terminar a luta contra sua vítima. Durante a perseguição Ezer recebe 40% de bônus distribuídos entre os status Força e Vigor. O frenesi cessa quando a vítima é capturada, rendida ou abatida, quando algum agente externo à perseguição deter Ezer, se a presa escapar ou se a energia de Ezer acabar.
Efeitos: Enquanto estiver em sua caçada, Ezer terá 20% de bônus nos atributos Força e Vigor quando interagindo com sua presa.
Custos: 20% de PE para ativar +10% para manter.
Duração: Sustentável.
Tempo de Conjuração: Instantâneo.
Alcance: Campo de visão do usuário.
Área de Efeito: Pessoal.

ps.: Eu fiz as contas e a lâmina da faca é de aproximadamente 26,7cm. Por isso, vou usar a palavra adaga agora para me referir à faca de prata, já que, de utensílio, ela passou a ser utilizada como uma arma. Não sei se ele consegue distinguir o tamanho dos vultos da floresta, mas não acho que importaria muito.

ps.2: Dessa vez não atrasei! Mereço um bolinho!

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Qua Dez 09, 2015 6:56 pm

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O que você vê no fundo dos meus olhos?
A cabana já podia ser avistada quando a raposa parou, forçando Vincent a parar também.

Ela farejava a algo, e isso vinha de dentro da cabana. E o mais estranho, ela estava às escuras.

O convite era feito, uma última dança. Uma caça contra o lobo ali, ou seriam os lobos? Vincent sabia que os lobos andavam em matilhas, mas sempre tinha o alfa e o ômega. Se fosse o ômega teriam tirado uma melhor sorte, um lobo sozinho é menos perigoso do que uma matilha mas não menos mortal.

O meio demônio olhava para seu peito, o ferimento o deixava lento, e sua companheira iria entrar de qualquer forma, com ou sem ele.

Via ela empunhar seu arco e armar uma das fechas, a prendendo no fio do arco. Quando ela perguntou se ele iria ou não Vincent já estava ao seu lado, com seus olhos vermelhos refletindo a imagem da raposa.

-"Mais uma dança, mas não espere muito de mim, além da minha lâmina ser normal, estarei mais lento."

Voltava a olhar pra frente, como se planeja-se algo.

-"Espero não atrapalhar. Mas não quero me tornar algo incontrolável."

Começou a caminhar com dificuldade ruma a entrada da cabana, já com a mão apoiada no cabo da espada.

A cabana parecia escura, se o lobo estivesse lá, estaria se alimentando do que restava de alguém.
Olhou para a raposa uma última vez, informando com um gesto que iria entrar na frente para que ela pudesse ter uma chance de matar o lobo, Vincent era a isca agora.

Tentou caminhar "leve" para não fazer barulho, mas sua ferida provavelmente iria denunciá-lo e sua espada deslizou para fora da bainha, era a hora de transpassar a porta aberta



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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Qua Jan 27, 2016 11:53 pm

monstro • monster • Monsutā


Um ataque impensável para alguém tão cuidadoso, tão meticulosamente cuidadoso. Mas Ezer não havia abandonado seu coração, na verdade, era justamente por possuir um coração tão especial e único que ele havia procurado seu mestre por tanto tempo. E, ao que parecia, mesmo sendo algo completamente irracional, o garoto decidiu avançar. Decidiu deixar que seus sentimentos tomassem conta e a lógica de virar as costas e não se envolver serem despedaçadas sob o peso daquele primeiro passo.

Um passo rápido. Preciso. Mas...

... Crrreeekkk!...

O velho assoalho de madeira soltou um lamurioso e súbito grito, feito um lamento agudo e triste, que fez as orelhas do lobo se colocarem de pé e seus pelos se arrepiarem. O monstro começou a se virar, pronto para atacar e despedaçar o que estivesse em seu caminho. E nesse momento, a maio caminho de colocar-se de frente para Ezer, o lobo captou pelo canto de seus olhos dourados e brilhantes, a imagem de algo que havia saltado em sua direção...

O golpeando e derrubando no chão, juntamente a seu atacante.

Ezer sentiu a lâmina de sua arma penetrar profundamente na carne do pescoço da fera, e sentiu o cheiro de carne e cabelo queimado, enquanto a criatura se contorcia sob seu peso, cravando as garras de ambas as mãos nos ombros do garoto, lutando desesperadamente para tentar se libertar. Mas era visível que quase não restavam forças ao lobo. Agora restava saber o que Ezer faria: Com um puxão rápido e impiedoso, ele poderia facilmente decapitar o lobo, ou talvez... Ele tivesse outros planos em mente?

• • •


Quando se aproximaram, parando à cerca de dez metros, notaram que uma das janelas na parte da frente, no salão principal, havia sido destruída. E, por outro lado, a porta dos fundos estava completamente escancarada. O lugar estava às escuras, mas não era necessário luzes para que eles pudessem usar seus ouvidos. E ambos puderam ouvir com clareza: Sons de luta. O que poderia estar acontecendo no interior daquela taberna?

O mais interessante, porém, era que os sons de luta vinham tanto do salão da frente, cuja entrada do lobo deveria ter sido a janela destruída, quanto na porta dos fundos. Mas aquilo apenas poderia significar uma coisa: Ainda havia sobreviventes, e eles estavam tentando resistir a qualquer custo.

A raposa não disse nada, mas fez um sinal para Vincent, indagando rapidamente se ele preferia que eles se dividissem, ou se entrariam juntos por um dos lados. Obviamente, entrar apenas por um dos lados poderia condenar as pessoas que ainda resistiam do outro lado. Enquanto, o risco de se separarem, era deparar-se com mais inimigos do que imaginavam, e acabar tendo que fugir às pressas para salvar suas vidass

○ ○ ○


OFF: Ano novo, trabalho novo, correria antiga. Malz a demora! >.<''

Peço desculpas pelo post não tão detalhado, prometo que no próximo capricho muito mais! Qualquer dúvida, pm-me.

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Pessoal, comecei a trabalhar em uma nova empresa e estou em periodo de treinamento, me adaptando aos equipamentos e tudo mais, mas devo ficar mais livre à partir de domingo. Então tentem postar até lá que já posto novamente e podemos tentar seguir em um rigmo mais agradável para todos. :3
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Sex Jan 29, 2016 4:46 pm

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
Já conseguia sentir o cheiro da madeira a qual pisava, mas a proximidade da cabana trouxe a precisão que faltava. Agora o jovem podia perceber que além da porta aberta, a janela estava destruída e a porta de trás estava escancarada.

A raposa fez um sinal, mostrando a porta de trás. Não entendeu perfeitamente o que ela queria dizer, mas parecia sugerir se dividirem ou entrar por trás. Pensando nas possibilidades, Vincent se viu em um dilema. Se entrassem separados, a fera teria uma menor chance de fugir, mas estariam mais vulneráveis ao ataque.
O som de batalha era ouvido dentro da cabana, então havia alguém vivo e a decisão tinha de ser tomada rápido.

O jovem respirou fundo e olhou para sua companheira, afirmou com a cabeça e apontou para a porta de trás da cabana, dando as costas para ela e atravessando a porta da frente com sua lamina fria na mão direita, deixando o corpo de lado ao transpassar a porta.

Parou logo no primeiro passo, a espada erguida a frente do corpo e a forte respiração eram suas companheiras agora. Deu um passo para o lado, encostando suas costas na parede ao lado da porta de entrada, esperando sua visão acostumar-se com a mudança de luz e preparando suas forças enquanto a ferida no seu peito queimava, mesmo com os cuidados da raposa. Agora estava dentro, era hora de agir, começou a caminhar para sua provável morte.



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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Dom Jan 31, 2016 2:54 am

-x-


Por um momento, um ínfimo momento, Ezer pensou que não iria conseguir. Não contava que o chão de madeira, já velho da taverna fosse gritar bem quando se preparava para atacar o lobo. Poderia dizer que os deuses não estavam a seu favor. Mas ele nunca acreditou nessas bobagens.

Pretendia acertar direto na coluna do lobo e assim imobilizá-lo e não se machucar. Mas graças à sua grande sorte, acabou caindo em cima do animal e não em suas costas. Um ponto positivo? Havia acertado a fera mesmo com esse pequeno erro em seus cálculos. E conseguira levar um animal tão maior que ele próprio ao chão com seu peso.

Ezer estava inebriado. Só conseguia pensar naquele animal enorme, se contorcendo, incapaz de se soltar, o cheiro doce da carne queimando. Estava tão entretido na dor que causava ao animal, que demorou um pouco para perceber que o lobo havia cravado suas garras em seus ombros. Então o garoto, sem piscar nem uma vez, apertando a empunhadura da adaga com todas as suas forças, puxou a lâmina terminando de decapitar o lobo. Deixou-se rolar no chão, exausto. A dor nos ombros finalmente lhe atingindo em cheio. Haviam ainda aqueles vultos que avistara na floresta. Seriam eles outros lobos?

Ezer sinceramente esperava que não.

Off: Desculpa!! Ficou pequetito.... Então, é que... Meu Alpha Sapphire chegou sábado de manhã *-* Aí esqueci da vida momentaneamente! Espero ter postado a tempo

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Qui Fev 11, 2016 12:49 am

monstro • monster • Monsutā


Ezer estava no chão. Sua respiração pesada pelo esforço de apunhalar e decapitar o lobo, seus braços ainda tremiam ligeiramente, os músculos cansados, enquanto seus ombros queimavam com os ferimentos causados pelas garras do lobo. Mas, no fim, nada disso importava, não é? Afinal, ele havia vencido. Havia sobrevivido e, mais inacreditável: Havia reencontrado seu mestre. Apenas esse último fato já deveria ser o bastante para colocar um sorriso no rosto do nosso jovem aventureiro, eu diria.

Contudo, quando pensamos que terminou...

Ezer piscou e nesse impossivelmente curto intervalo, do instante em que fechou seus olhos e os abriu, deparou-se com uma flecha sendo apontada para sua cabeça. Enquanto, mais acima, avistou olhos dourados o encarando atentamente. Como os olhos de um lobo. Aqui, se ele não fosse muito inteligente e reagisse sem pensar, poderia se mover por instinto e sabe-se lá o que poderia acontecer. Mas, analisando de modo prático, lobos não usam arco e flecha. Usam? E, se fosse um lobo, ele provavelmente já estaria morto. Certo?

E, olhando melhor... Não se tratava de um lobo. Mas de... Uma raposa?

Não. Uma mulher. Linda.

Os lábios negros, cheios e provocantes, se curvaram em um sorriso de mofa e a flecha recuou, sendo habilmente guardada na aljava que ela trazia em suas costas. A ponta da flecha, Ezer pode notar, brilhava como prata. A mulher raposa circundou o rapazote e estendeu sua mão para ajudá-lo a se levantar.

— Sou Mayeni, qual o seu nome, jovem Rubro? – A raposa indagou curiosa. E, rubro? Ezer provavelmente sequer havia notado, mas estava completamente coberto em sangue de lobo. Vermelho, quente e pegajoso. Com gosto de ferro e vitória.

• • •

Vincent adentrou no salão e de imediato se viu sendo encarado por quatro pares de olhos. E confrontado pela ponta de uma espada. Olhos comuns. Dois negros e dois azuis. A ponta da espada se abaixou, mas não completamente. Agora, Vince notou, ela apontava para aquilo que ele trazia em sua mão livre: A cabeça.

— Perdoe minha indelicadeza, – O cavaleiro loiro em armadura reluzente bradou com voz forte e imponente, como um personagem saído de um livro. — Mas você fede feito uma criatura das trevas. Então, por que carrega a cabeça de um lobo? – O homem não soava como se exigisse uma resposta, ele não parecia nem mesmo querer lutar contra Vincent, apenas estava sincera e puramente curioso.

O homem ao lado dele, porém, soltou uma gargalhada sonora. Entre os dois, havia dois homens mortos, também decapitados e nus. O homem que havia gargalhado limpou uma lágrima dos olhos e deu as costas para Vincent, seguindo na direção da porta que dava para a cozinha.

— Pare de incomodar os outros, seu templário fajuto, se ele mata lobos, não é nosso inimigo. E você sabe o quanto precisamos de mãos extras nessa empreitada. – Afirmou e bagunçou os cabelos negros, soltando um suspiro cansado. — Ao invés de ficar fazendo questionamentos sobre a linhagem sanguínea dele, você poderia é tentar recrutá-lo. – Sugeriu, sem olhar para trás, passando para trás do balcão e parando para analisar as garrafas de bebidas com um ar especulativo.

O loiro piscou e olhou para Vincent com as sobrancelhas erguidas, sorrindo. Como se fizesse das palavras do outro sua pergunta. O que Vince diria?

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso! >.<

Xp de atraso:

Ezer +100xp
Cloud +100xp

Total ganho por cada um até então:

Ezer +1450xp upou de nível!
Cloud +1650xp
Snow +650xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Sab Fev 13, 2016 2:28 pm

-x-






Deixou-se rolar no chão frio da taverna. As costas apoiadas sobre as mesmas ripas de madeira que, instantes antes, quase o levaram à ruina. Ezer respirou fundo. Permitiu-se esquecer por um momento de tudo à sua volta. Fechou os olhos pelo que parecia ter sido um único instante.

Um instante em que seu corpo experimentou uma explosão de sensações. Um arrepio percorreu-lhe a espinha enquanto percebia o contraste entre o chão frio da cozinha e seu corpo, que parecia arder. E por falar em arder, os machucados em seus ombros queimavam, queimavam como se estivessem em brasas. Mas que diabos, não devia ter se machucado assim. A mão direita relaxou um pouco, ainda segurava com força a adaga de prata, os nós dos dedos esbranquiçados, e uma dorzinha chata, que teimava em lembrá-lo de que ainda estava inteiro. Afrouxou a mandíbula, percebeu somente agora que mantivera a boca fechada, numa careta contorcida, por conta do esforço que havia feito para decapitar a fera. Sua boca tinha um gosto ruim, amargo, férreo. E estava coberto de suor.

E então as sensações se transformaram em urgências que bombardeavam a mente do menino todas ao mesmo tempo, sem prioridade certa, fazendo com que seu coração acelerasse. Ele precisava falar de novo com aquele homem. Era definitivamente, seu mestre. Porque então, não se lembrava de Ezer? Por um instante lembrou-se da carcaça do velho taberneiro próximo de onde o garoto caíra. Jin, estaria Jin bem? O que teria acontecido ao pequeno fauno? Se ele estivesse em apuros, era falta de Ezer. E então, haviam os vultos na floresta. Os vultos! Como pode deixá-los de lado! Ezer abriu os olhos um instante depois e...

Sentiu seu coração parar por um segundo. Uma flecha prateada reluzia à frente de seus olhos. Como se um alvo estivesse desenhado bem no meio de sua testa. O garoto queria fechar os olhos e torcer para que aquela flecha não estivesse ali quando ele os abrisse de novo. Mas antes que o fizesse, viu o par de olhos por trás da flecha. Olhos dourados, como os do lobo que acabara de matar. Mas que diabos, um lobo arqueiro? Não. Ainda sem piscar, olhou de novo para a figura à sua frente.

Eram os olhos de uma mulher, uma mulher com o olhar astuto de uma raposa. E então, ela sorriu. Guardou a flecha, e estendeu a mão para ajudá-lo a se levantar.

Ezer se apoiou sobre os cotovelos, e sentiu uma dor lacerante quando tensionou os músculos para erguer o tronco. Dor esta que só fez aumentar, quando ele aceitou a ajuda da raposa, levantando-se.

— Sou Mayeni, qual o seu nome, jovem Rubro?

Ah... Ele tomou um segundo para olhar em volta. O lobo morto, a cabeça no chão, os restos do taberneiro. A mulher à sua frente. Sentiu de novo o gosto amargo na boca, e sorriu. Não gostava de se envolver nesse tipo de conflito, mas, uma vez que se envolvesse, não aceitaria menos que a vitória. Ele podia ser um garoto extremamente egoísta às vezes. Mas algo na pergunta dela lhe incomodou. Rubro? Olhou então para si mesmo, e bem, não era suor que cobria seu rosto, era sangue, o sangue do lobo, que misturava com o seu. Fez outra careta.

— Ah... desculpe. Pode me chamar de Ezer. Obrigada pela ajuda. — Disse enquanto curvava de leve a cabeça como um pedido de desculpas e logo em seguida, guardou a adaga de prata na bainha.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Seg Fev 15, 2016 5:48 pm

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"I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
O que você vê no fundo dos meus olhos?
Ao adentrar na cabana, Vincent aguarda seus olhos se acostumarem com a escuridão, mas no meio da penumbra ele pode notar dois pares de olhos o encarando.
Respirou fundo e concentrou-se, segurando a espada a frente do corpo. Assim pode notar que tinham formas humanas. Dois homens e um deles empunhava uma lamina, mas baixou ao ver que Vince segurava uma cabeça em uma das mãos. Mesmo assim apontava a espada para a cabeça que o jovem segurava.

Vincent por outro lado não baixou a guarda, quando o cavaleiro indagou sobre a cabeça e ainda insinuou que ele fedia a criatura das trevas, ele apenas largou a cabeça no chão, descolando da parede e deu um passo a frente. Mas foi interrompido pela gargalhada do outro homem, que chegou a chorar de rir, segundos esses de tensão para o meio-demônio, mas nada se comparou ao que veio a seguir. Vincent pode então reparar que haviam mais dois corpos decapitados no chão e pode imaginar que aqueles também eram lobos. Fato que foi confirmado pelo homem de cabelos negros que ainda sugeriu ao loiro para tentar recruta-lo, neste momento Vince vê o homem piscar um dos olhos pra ele, que atônito solta a cabeça e recua um pouco, batendo contra a parede.
Logo se arruma e guarda a espada na bainha em sua cintura, e continua:
-“Bem, acho que chegaram atrasados, já tenho companhia. Falando nisso, ainda existem lobos aqui?"

Caminhou e atravessou os corpos, chegando a bancada onde estava o moreno tentando achar alguma bebida ali.
-“Já que estamos no mesmo ramo, poderíamos acabar com isso juntos. E a propósito, podem me chamar de Cloud. Estou com uma amiga que a essa altura já alcançou a porta de trás.”

Informou o jovem, enquanto vencia a distancia entre a próxima porta, procurando por alguma hostilidade ou por Mayeni.



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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Qua Fev 24, 2016 10:10 am

monstro • monster • Monsutā


Ao tempo que Ezer embainhou novamente sua adaga, a cabeça do homem que era igual ao mestre que ele se lembrava, apareceu no vão da porta entre a cozinha e o salão principal da taberna. O homem não pareceu surpreso com o que viu. Mas ainda soltou um suspiro leve e abriu um sorriso tímido, como quem pedisse desculpas por ter nutrido em seu interior mesmo a menor fagulha de temor. Ele sorriu para a mulher raposa também, um sorriso amigável comum entre antigos conhecidos, mas seus olhos sempre voltavam para o rosto de Ezer, fitando os olhos do rapazote demoradamente, analisando seus traços, lembrando vagamente a imagem de alguém que tentasse recordar...

Nesse momento, no salão principal, o templário em armadura brilhante ainda analisava Vincent com ar curioso, mas sem suspeita ou censura em seus olhos. Apenas pura e simples curiosidade sincera, feito uma criança. E foi quando algo pareceu incomodá-lo, ele franziu o cenho, mas sem olhar diretamente para Vince, na verdade, seus olhos ficaram distantes por um breve momento, enquanto ele inclinava a cabeça ligeiramente, como se escutasse... E então seus olhos se arregalaram.

Ele abriu a boca para dizer algo e...

A parede de madeira atrás de Vincent praticamente explodiu, se desfazendo em lascas e lançando serragem, neve e vidro em todas as direções.

O mestre de Ezer e a raposa voltaram para o salão um instante mais tarde, ao tempo que o templário se levantava, já com a espada em mãos, e ajudava Vincent que havia sido arremessado para frente a se levantar também.

Juntos, os cinco guerreiros formaram uma linha frente a parede destruída, sem saber ao certo o que esperar, todos de armas em punhos...

E então eles viram: Olhos amarelos. Vários e vários pares. Cinco? Não. Sete? Dez? Mais? Quantos mais? Quantos seriam? Não importava. Não naquele momento, ao menos. Pois bem no centro de todos os lobos, uma criatura com duas vezes o tamanho de um lobo comum e de intensos olhos vermelhos com aros dourados se destacava. Ezer e Vince puderam ouvir quando a raposa sussurrou a palavra “Alfa” e o rapaz de cabelos negros a silenciou com um olhar ríspido.

Contudo, quando a poeira finalmente abaixou, o que eles viram não foi um lobo gigantesco e ameaçador. Em seu lugar, estava um velho, com não mais que um metro e oitenta de altura, trajado em um casaco pesado de um branco imaculado. Com olhos negros como à noite mais escura, o velho fitou os guerreiros um a um, enquanto, atrás dele, os lobos os encaravam com as bocarras meio abertas, famintos. Seus olhos nunca se desviaram para os corpos dos lobos mortos no assoalho ou para a cabeça sem corpo.



— Então – Disse ele, quebrando o silêncio, com uma voz profunda e espessa feito mel sendo derramado. — Vocês são os caçadores que vem me causando tantos problemas. – Não foi uma pergunta. Era quase como se falasse consigo mesmo. Ele fitou novamente o templário, por um momento. — Ah, você deve ser o responsável por rastrear meus filhos, sim? – E então para a raposa. — E você... – Torceu o nariz. — É uma vergonha para nosso povo. – E sem mudar a expressão, encarou Vincent, como se também o incluisse em suas palavras.

Sua expressão se suavizou, ao tempo que ele lhes brindava com um sorriso amigável.

— Mas estou disposto a esquecer de todos os problemas que me causaram, está tudo perdoado. – Seu sorriso se alargou. — Se, de joelhos, jurarem lealdade a mim. – Ele deu uma olhadela displicente para Ezer e Vince, e para o homem de cabelos negros com as duas adagas em punho, que também parecia ter sido ferido na perna em sua luta. — Três de vocês já irão tornar-se lobos na próxima lua cheia, então basta que os outros sejam abençoados por mim. – E então, como quem se lembrasse de susto, fez uma expressão de quem se desculpa para o templário. — Exceto você, é claro, não posso deixar que você viva. Espero que compreenda e não guarde rancor de minha alma imortal. – Sorriu.

— Então, o que me dizem? – Indagou, animado, como se não houvesse outra resposta que eles pudessem dar, a não ser a que ele queria ouvir. Atrás deles, olhos amarelos encaravam os cinco caçadores.

○ ○ ○


OFF: Apenas uma semana de atraso! (vitória pessoal -q) Na próxima serei mais rápido! (meta!!)

E vou tentar me organizar melhor para registrar logo toda essa XP o quanto antes! Peço desculpas se levar mais alguns dias, mas peço que tenham um pouquinho mais de paciência, estou me esforçando para organizar as coisas o quanto antes. xD

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Seg Fev 29, 2016 11:54 am

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O que você vê no fundo dos meus olhos?
Os homens dentro da cabana acabaram se mostrando amigáveis, mesmo com um deles sentindo o "cheiro" da linhagem de Vincent.
O jovem atravessou a sala e viu Mayeni pela porta, junto com um garoto quase da idade de Vincent, na aparência é claro.
Sentiu um alívio por não ter mais lobos ali, mas isso não durou muito tempo e tudo foi pelos ares, literalmente.
A explosão jogou Vincent de volta a sala por onde entrou, não viu nem de onde veio, apenas a onda de choque o jogou em meio a fumaça e madeira despedaçada. E tudo ficou escuro.

Ao recobrar os sentidos, Vincent sentia alguém o ajudar a levantar em meio a fumaça, era um dos homens que estavam ali, também parecia ter sido atingido pela explosão, mas nenhum dos dois estavam feridos. Vincent olhou para os lados, a raposa e seu novo mascote estavam ali também, todos os cinco no mesmo lugar. O homem de armadura já segurava duas adagas e Vincent então olhou pra frente e entendeu porque, diversos olhos brilhavam em meio a fumaça e escuridão. Eram lobos, demais para serem considerados poucos. Estavam encurralados e em menor número.

O meio demônio por sua vez segurou o cabo de sua espada, ainda na bainha, pronto para o ataque mas um homem de alta estatura aparecia enquanto a fumaça se dissipava e com certeza era o alfa.

O homem falava com eloquência, oferecendo poupar a vida de alguns, em troca de lealdade absoluta. A lâmina de Vincent já brilhava na fresta que aparecia mas o jovem a retraiu e abriu os braços, andando para frente. Girou o corpo e ficou ou de frente para o grupo, entre eles e o alfa.
-"Não me levem a mal, mas essa é uma luta que não podemos ganhar e se podemos salvar nossas vidas, porque não aproveitar a oportunidade?"

Olhou para a mulher raposa, que parecia em fúria com a atitude do meio demônio. Mas este piscava um dos olhos e lhe falava:
-"Não me leve a mal linda, está no meu sangue, é mais forte que eu. Nada pessoal ok?"

Voltou a olhar para o Alfa, virando a cabeça e depois o corpo. Cruzou os braços a frente do peito, olhou pra baixo e respirou fundo.
-"Então senhor lobo mal, acho que temos de mudar alguns termos. Esse lance de lealdade eterna não vai funcionar bem sabe, como disse aos meus companheiros, está no meu sangue."

levou as mãos a nuca, seguindo ali e olhando fixamente para o alfa.
-"Acho que não vai rolar, pelo menos pra mim. Um dia eu tentaria te matar, apenas pelo poder. E porque não hoje? Se eu me juntar a vocês minha alma já vai ter morrido, então morreria de qualquer forma. Prefiro morrer lutando sabe? Nada pessoal mas não serei servo de ninguém."

Vincent olhava fixamente direto nos olhos do grande homem.

Habilidade Utilizada:
Nome: Ja Ou Ensatsu Mudra (Dominio Mental do Senhor das Trevas)
Nível: 1
Descrição: Graças ao seu sangue impuro, o usuário consegue entrar na mente de um alvo e torturá-lo como bem entender.

Ao estabelecer contato visual direto com o indivíduo pretendido, o usuário pode prender pessoas em uma ilusão de sua escolha, com o intuito de causar vários efeitos como forçosamente extrair informações que a vítima possui, imobilizando o oponente ou para executar uma missão.

Requer contato visual para ser executado, prendendo o alvo dentro de uma ilusão completamente sob o controle do usuário. As proezas do sangue de demônio permitiram-lhe alterar a percepção do tempo com facilidade dentro da ilusão para fazer alguns segundos parecerem muitos dias como forma de torturar o alvo. Isto resulta na vítima sofrendo trauma psicológico que os incapacita por um período de tempo considerável.

Essa técnica poderosa não fica sem seus inconvenientes no entanto. Devido à complexidade da ilusão e a rapidez com que é executada, uma enorme quantidade de energia é necessária e uma quantidade adicional de stress é colocada sobre os olhos do usuário, deixando a visão de Vincent mais turva.

Efeitos: Prende o alvo numa ilusão por até 4 turnos. Pode ser usado em mais de um alvo, sendo o limite de acordo com o GM. Vincent precisa ficar em contato com o alvo para manter sua ilusão, caso feche seus olhos, ou vire-se a ilusão será desfeita, porem ele ainda pode se mover nessa situação. O alvo pode tentar resistir, caso sua energia seja maior que a de Vincent, este sofrerá com a ilusão por metade do tempo proposto.
Custos: 26%
Duração: por turno, mantendo-se no máximo por 4 turnos
Tempo de Conjuração: Imediato
Alcance: Alcance da visão
Área de Efeito: Apenas no alvo

considerações:
Depois do seu breve discurso para ganhar tempo, Vincent ao olhar nos olhos do alfa usa sua habilidade para destruir sua mente com suas ilusões.

Se acertar, o alfa se verá preso em uma cruz, com diversas crianças o furando com lanças de prata a cada segundo. Por mais que lute, não consegue se libertar da cruz e não morre, sentindo cada golpe em sua pele. A cada segundo no "mundo real" se passam 24 horas na ilusão. Caso sua mente não "quebre", seu corpo reflete o que a mente produz, além do cansaço mental e físico, a dor ainda estará lá, o que sua mente acha que é real, seu corpo sofre(como no filme matrix).

Caso não funcione, Vincent está na linha de frente, usará sua espada para evitar qualquer golpe ou ataque, tentando recuar para o grupo. Ou seja Fuuuuuuuuuuuuudeu rs





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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Qui Mar 03, 2016 11:50 pm

-x-







Havia acabado de embainhar a adaga prateada, e antes mesmo de ouvir qualquer resposta da raposa, notou a cabeça daquele homem no vão da porta da cozinha. O garoto inconscientemente aprumou o corpo e apertou os punhos. Mas aquela pessoa tão estranhamente familiar apenas suspirou e sorriu. Um sorriso estranho, que desarmou completamente o rapaz. E então ele sorriu também para a raposa. Fazia sentido, então eles se conheciam e andavam por aí destruindo tabernas e caçando lobos. Interessante. De qualquer forma, era um pouco incomodo que aquele homem, que não dizia nada, que não o reconhecia, apenas o olhava como se Ezer fosse uma obra de arte incansávelmente.

E quando o menino abriu a boca para perguntar se ele realmente não se lembrava... Um barulho ensurdecedor vindo do salão principal. O homem e a raposa correram para o salão. Ezer, contudo, tomou seu tempo e limpou o rosto com a camisa antes de seguir para o outro ambiente.

Foi quando viu os incontáveis olhos amarelos, e percebeu que a parede havia sido destruida. No centro dos lobos, contudo, um par de olhos vermelhos, uma estatura enorme. Mayeni confirmou as suspeitas do rapazote dizendo aquela palavra que faria gelar até o último fio de cabelo de qualquer um. Alfa. Mas não era preciso dizer. Era evidente.

Ezer se encostou no batente da porta. Seus ombros ainda ardiam, mas já estava melhor. Respirou fundo. Quando a núvem de poeira baixou, ele pode ver quem era o dono daqueles olhos vermelhos. Um velho. Com um casaco de pele invejável.

E quando o velho falou, com aquela voz pastosa, pesada, profunda... Ezer tentou dar a devida atenção, mas quando o velho começou a falar sobre jurar lealdade... bem, o menino deu um bocejo. Não conseguiu segurar. Sério, ele podia ter sido menos... clichê. Podia ter sugerido algo mais interessante do que "gaste seus ultimos dias de vida servindo a mim". Mas algo naquele discurso digno de um velhote lhe chamou a atenção. Ter sido ferido implicava que ele viraria um lobo? Precisava cuidar logo disso.

— Então, o que me dizem?

E ele bocejou de novo. Uma das pessoas presentes no saguão começou a falar algo sobre ser uma batalha suicida, sobre ter sangue ruim. Se posicionou entre o grupo de sobreviventes e os lobos. Depois, falou mais meia duzia de palavras que Ezer não se deu ao trabalho de ouvir.

Naquele momento o garoto só pensava em uma coisa. Tinha a adaga de prata em uma das mãos, e olhava com certa aflição para os lobos, para o homem de cabelos pretos que não o reconhecia e depois para a escada. Ele tinha que tirar Jin dalí, o mais rápido possível.


Off: Enfim, demorei mas postei Q.Q

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