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Taberna do Fauno

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Taberna do Fauno

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 4:12 pm


Perto de Calm, subindo as colinas a noroeste, pode-se encontrar a famosa Taberna do Fauno. Tem esse nome por ter sido criada por um Fauno chamado Goyle Cantagelo. Até hoje é o dono da Taverna e mesmo assim quase nunca é visto por lá. Encontra-se sempre em viagens longínquas em busca de melhorias para seus negócios, não passando mais de uma semana em sua própria taberna. Dizem que é um fauno meio-bode carrancudo e que adora um hidromel, mas que possui uma sabedoria tremenda, principalmente no ramo de negócios. Enquanto está fora seu filho Ryan Cantagelo fica no comando. É um fauno forte e mais alto que o pai, podendo ser confundido com um humano se não fossem seus chifres curvos e suas pernas de bode com pelagem negra. Sua barbicha é característica, e está sempre portando duas adagas para o caso de precisar delas.

A Taberna é um local aconchegante apesar do frio que a rodeia. Construída quase totalmente com madeira de carvalho, a mesma se mantém de pé até nas mais violentas tempestades. É fácil de reconhecer sua entrada pelo arco espinhoso e pouco receptivo. Mais adentro, um espaço amplo para deixar seu cavalo ou sua carroça, contando até mesmo com algumas árvores, principalmente pinheiros, para embelezar a frente da Taberna. Por dentro, a lareira está sempre acesa mantendo o ambiente quente e agradável. Como por fora, seu interior é revestido de marfim e cedro, possuindo um segundo andar.

A primeira coisa que se vê ao entrar é um lindo e polido Saloon. O balcão fica logo na parede oposta à entrada, as mesas de madeira grossa ficam espalhadas e no canto direito existe um pequeno palco para apresentações músicas e até mesmo teatrais. Lindas moças e rapazes perambulam pelo local servindo clientes e anotando pedidos. No lado esquerdo, uma escada leva ao segundo andar, onde se encontram os quartos para aqueles que preferem passar a noite. Quartos mais simples custam 50 Moedas de Ouro, enquanto os mais luxuosos e individuais podem chegar a 150 Moedas de Ouro. Tudo isso, claro, já incluindo um belo jantar com as melhores carnes e legumes que a taberna pode oferecer.

Vale ressaltar que o local é neutro. É bem vindo para qualquer tipo de pessoa e até mesmo fora-da-leis se encontram ali, porém as regras são claras: Dentro da Taberna não há confusões. Para se certificar disso, os irmãos Raimond e Carl Foster, dois musculosos e nada amigáveis homúnculos, guardam a entrada da Taberna e estão sempre atentos para possíveis confusões. Acredite quando eu digo que você seria o último na face da terra a querer encará-los. Ademais, a Taberna do Fauno é um ótimo lugar onde é fácil achar abrigo, um copo de leite quente de iaque e um belo ensopado enriquecido pelo preço certo.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:09 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Dom Mar 01, 2015 10:22 pm


APENAS UMA CAMINHADA

Era noite. Não fazia ideia de que horas eram exatamente, mas o Sol havia se posto e a Lua quarto crescente ainda não aparecera no céu. Este fato permitia às estrelas demonstrarem o seu brilho com toda sua exuberância, enquanto a neve caíra de forma rápida, porém suavemente. O jovem que ali caminhara era demasiado atento às fases em que a Lua se encontrava, e não era para menos: num local e tempo distante, este fora mordido por um lobisomem impuro, fazendo-lhe um ser corrompido e ao mesmo tempo, forçado a carregar tal fardo pelo resto da vida.
As terras ao norte de Hilydrus costumavam ser impiedosas com os habitantes - o frio era incessante -, porém, eram bem frequentadas - ou pelo menos não haviam tantas confusões. Snow não aparentava muito cansaço, apesar de ter andado bastante e até ter passado por um pequeno vilarejo à poucos quilômetros da colina em que encontrava-se. O rapaz não sabia ao certo para onde estava caminhando, mas ouvira rumores de que havia uma singela taberna por entre os pinheiros no local. Enquanto caminhara, a neve batia em suas vestimentas, mas não o fazia sentir muito os sintomas frio, pois desde a cabeça até seus pés tudo era coberto, apenas uma parte de seu rosto ficara à vista, geralmente. Não demorou muito para bem ao alto da colina o jovem notar dois lampiões e uma espécie de portão/entrada revestida por espinhos. Não havia mais nenhuma construção em volta, e subtendeu-se como esta sendo a tal taberna que ouvira falar em sua breve passagem ao vilarejo.
Ao aproximar-se mais e após passar o arco espinhoso, é visto dois brutamontes em frente a entrada do estabelecimento, para provavelmente, conter sujeitos indesejados. Isso não era algo que afastasse o encapuzado, e portanto continuou a andar em direção a taberna, como qualquer outro. Seu objetivo ali era passar a noite, e proteger-se da mesma, afinal, não era confiável perambular por um lugar desconhecido como aquele. Por fim, adentrara ao local com discrição, pois, precisava de pouco ou quase nada, para se fazer notado onde quer que fosse - suas vestimentas não eram tão comuns assim. Sentou-se numa cadeira, repousou um de seus cotovelos sob a mesa enquanto sua mão sustentava sua cabeça. Já que no momento não possuía nenhum dinheiro, Snow deixou-se observar o ambiente ao redor, talvez a procura de alguma chance de ganhar algo fácil.
Hmmm.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 02, 2015 2:21 pm

monstro • monster • Monsutā
No instante em que a porta da taberna se abriu todos ficaram em silêncio. O lugar não estava cheio. Não, nem de longe. Mas havia alguns grupos óbvios de mercenários que logo voltaram a conversar em voz baixa e tomar suas cervejas. Ninguém ali, exceto pelo barman atrás do balcão, se dignou a lançar mais que uma primeira olhadela na direção de Snow. Ainda assim, o primeiro silêncio havia sido bastante inusitado. Havia algo de errado no ar. Problemas.

Ele passou pelo salão e seus ouvidos puderam captar pequenos trechos de conversas dos grupos: — É um monstro! Arrancou a cabeça dos primeiros mercenários que foram atrás dele e colocou nas estacas no alto dos portões! Eu é que não vou me arriscar. – Concluíu o grandalhão com o dobro do tamanho do Snow. Os outros riram e ele corou. — Ora! Como se qualquer um de vocês tivesse coragem para fazê-lo! – E assim as risadas diminuíram.

O outro grupo: — Nós já passamos por muito. Mas não irei forçá-los. Será uma caçada perigosa como jamais vimos. Dizem que o lobo tem o tamanho de três homens, tem garras afiadas feito adagas e a força para arrancar as pernas de um homem!... – A voz dele se extinguiu, todos estavam em silêncio, ouvindo-o enquanto encaravam suas bebidas. Então o vislumbre de um sorriso surgiu no rosto dele. — Mas são dez mil moedas de ouro. Dez mil. O equivalente a dois anos de trabalho escoltando carroças e nobres!

O barman e o garçom: — Certo. Você pode passar a noite no sótão. Não queria mesmo ter que contratar outro funcionário por ter o antigo devorado. – E deu uma gargalhada com a mão sobre a barriga protuberante. O garoto não parecia achar a menor graça, mas esboçou um sorriso de gratidão por poder ficar. Então o homem atrás do balcão acertou um tapinha no ombro do jovem, indicando Snow que acabara de se sentar com um olhar. E o garçom se pôs a caminhar na direção do viajante.

— Olá, boa noite. Seja bem-vindo a Taberna do Fauno. Gostaria de beber algo? Temos sidra de maça dessa manhã, vinho quente com especiarias e cerveja. A refeição custa três moedas de cobre, hoje temos cordeiro assado. Um quarto custa cinco moedas de cobre. Pagamento adiantado. – Ele sorriu para Snow.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Seg Mar 09, 2015 2:16 am


OURO? ONDE? CADÊ?

Sua presença era perceptível apesar da cautela que procurava obter ao adentrar ao local. A cada passo que dava em direção a mesa, Snow ouvia sussurros e fofocas vindos de pequenos grupos de homens que provavelmente reuniam-se com frequência naquele bar para beber e jogar conversa fora - como de costume. Talvez fosse meio constrangedor, mas o rapaz encapuzado não fazia ideia da sua "má fama" entre as pessoas, muito provavelmente por pura ignorância: para ele, era difícil incomodar-se com o que a maioria falava ou insinuava - até porque, seria certamente um grande problema estressar-se por coisas fúteis.
Já ao aproximar-se da mesa e acomodar-se a cadeira, o jovem conseguira escutar trechos de uma conversa de outro grupo de rapazes, onde estavam abordando sobre algum tipo de lobo gigante que perambulava nas redondezas. De imediato, despertou-se tanto seu interesse quanto sua curiosidade - estava de certa forma bem animado -, mas fisicamente, permanecia imóvel - queria mais detalhes. No entanto, tirou-lhe de concentração uma forte gargalhada, emitida de um homem que estava atrás do balcão: certamente o barman - deduziu. Porém, o jovem ainda conseguiu captar uma última coisa: dez mil moedas. Bingo! Logo após, Snow notou um garoto dirigindo-se a mesa em que o mesmo repousara, oferecendo-lhe os pratos e bebidas do bar em uma espécie de cardápio ditado.
Adiantado? Pelo visto vocês não confiam em seus fregueses... — Ironizou. Em seguida, pediu para o menino aproximar-se mais, e pegou-lhe pela gola da camisa, sem muita força. — Eu farei meu pedido, e garanto que serei generoso ao pagar. Mas antes, quero que me fale um pouco sobre esse tal "lobo gigante", e as moedas que o acompanham!

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 09, 2015 2:26 pm

monstro • monster • Monsutā
O garoto ficou assustado no primeiro instante, mas ao ouvir as palavras de Snow abriu um sorriso maroto e deu uma piscadela para o encapuzado. Então colocou a mão ao lado da boca e confiou: — Venha, o chefe sabe mais detalhes que eu. Aqui no Fauno nós não temos segredos para mercenários. Somos conhecidos tanto por nosso atendimento quanto pelas informações. E assim nos firmamos como o melhor ponto de parada para pessoas como vocês – Ele encolheu os ombros. — Sem ofensas, que ganham a vida com os cartazes de procurado. Não que eu tivesse coragem para isso. – Admitiu com um sorriso constrangido, engolindo em seco de medo.

Ele esperou que Snow o soltasse e seguisse até um dos banquinhos no balcão. Mas se o encapuzado não quisesse faria uma careta: — Vamos lá, não seja tímido. E ele vai acabar me dando uma bronca se eu ficar aqui batendo papo, ele adora fofocar com os mercenários, por mais que se faça de durão. – Deu uma risadinha cúmplice.

Se o mercenário continuasse a insistir, mais vorazmente o garoto insistiria para que ele o acompanhasse, até que fosse nocauteado, morto ou torturado. Ou, Snow poderia simplesmente acompanhá-lo até o balcão de uma vez e ter todas as informações que queria diretamente da fonte original. O que parecia ser mais simples de qualquer forma.

Enquanto isso, as mesas próximas ainda ecoavam trechos de conversas até seus ouvidos:

A voz do grandalhão se destacava: — Eu sei do que estão falando. Dez mil moedas de ouro... Sim, é uma fortuna. O bastante para comprar terras com uma produção mensal. Uma patente no exército de Hylidrus ou um título de nobreza... – Ele engoliu em seco e Snow pode ouvir o estalo da garganta mesmo daquela distância. — Mas o monstro tem três metros de altura e corre duas, não, três vezes mais rápido em quatro patas! A força para cortar armaduras pesadas... Cortar! – Ele bufou. Fez-se silêncio em sua mesa. Todos beberam.

O líder do outro grupo continuava: — Mesmo dividido entre nós, ainda será o bastante para vivermos com folga por anos. Podemos até comprar patentes de soldados para cada um no exército, e mesmo sendo a mais baixa patente, o salário de um soldado é muito melhor do que uma prata por escolta! – Os homens ficaram em silêncio, receosos. Todos beberam.

Perigo... Perigo no ar.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Qua Mar 18, 2015 10:56 pm


Dez mil moedas, hm...

Certamente, o rapaz ficou surpreso com a reação benéfica do garoto, afinal, era sua primeira vez àquele lugar. No entanto, Snow dificilmente demonstrava alguma expressão facial para qualquer qualquer um, algo como defesa pessoal - era melhor para ele, pois dessa forma dificilmente os outros saberiam o que o mesmo estava pensando ou o que planejava fazer. Em seguida, voltou-se para o cochichado do jovem, que estava ali para oferecer-lhe digamos, uma "oferta".
Hum... — Fez-se interessado.
Sua mão foi-se relaxando vagarosamente, dando ao garoto a confirmação do que esperaria do mesmo. Dava para perceber o jovem atendente dar seus curtos passos em direção ao balcão, fazendo o encapuzado apenas o seguir: Levantou-se da cadeira e lentamente dirigiu-se a mesa. Enquanto sentava-se num banquinho próximo ao balcão, dava-se para escutar mais conversas dos rapazes que estavam ali bebendo... E de fato - concluiu -, dez mil moedas de ouro era um valor demasiado alto para apenas uma pessoa, o que fez o rapaz refletir sobre quem estaria disposto a desembolsar essa quantidade extremamente generosa. E por isso, estava ele justamente ali para tirar tais dúvidas com o tal "chefe" que o garoto comentara mais cedo em seus ouvidos.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Seg Mar 30, 2015 3:02 pm

monstro • monster • Monsutā
O timing foi simplesmente perfeito. No momento em que Snow foi levado pelo jovem garçom com pernas peludas de bode e cascos fendidos, Vincent e Ezer também se aproximaram e se encostaram por ali. O barman fitou o garoto com olhos especulativos, e o jovem apenas deu um sorriso e bateu com o polegar ao lado do nariz, com um olhar entendido. O Barman balançou a cabeça, rindo, largou o pano e colocou três canecas de cerâmica sobre a bancada na frente dos três jovens. Derramou vinho quente e algumas especiarias que encheram seus narizes de cheiros saborosos, fazendo a boca salivar e os estômagos roncarem.

— Vamos, não sejam tímidos. Vejo que são viajantes, e devem ter vindo de longe. – Indicou as canecas para os três, incentivando que bebessem. Fez um breve sinal para o garoto e ele saiu batendo seus cascos contra a madeira rumo a uma porta nos fundos. — Ora garoto, são dez mil moedas de ouro! – Falou se dirigindo a Ezer. — É óbvio que todos os mercenários estariam falando sobre isso. Mas não se trata apenas sobre a recompensa ridiculamente alta... – Ele confiou sua barba rala por fazer aos dedos grossos e nodosos.

— O lobo é um caçador. Há algumas semanas ficou claro que ele não quer apenas se alimentar. Ah, não. Ele tem invadido casas. Tem cortado pessoas em retalhos de carne... E apenas deixa lá. – Ele serviu uma caneca de vinho para si próprio, então parou antes de adicionar canela e se curvou sobre o balcão. — E, ouvi dizer... Que ele busca vingança. Vingança contra o Rei.

O jovem fauno voltou com uma bandeja equilibrada em suas mãos brancas e magricelas. Ele manobrou com cuidado e serviu três pratos de sopa fumegante e pão assado para os jovens aventureiros, então se afastou com um sorriso e uma reverência rápida.

— Comam, não sejam tímidos. – Ele se sentou e recostou-se com a caneca no topo da barriga protuberante.

Deixou que os visitantes começassem a comer, então continuou, como se alguém tivesse perguntado:

— Há uma semana... – Seu maxilar estava firme, ele fitava os jovens e seus dedos se apertaram no cabo da caneca. O jovem fauno se encolheu instintivamente. Lágrimas brilharam nos olhos do barman. E então o ar se esvaiu dele e o homem pareceu murchar... E os três puderam ver o quanto ele era realmente velho. — Há uma semana o lobo atacou minha única filha. – Aquelas não eram as palavras, o tom de voz, de alguém que buscava vingança. Mas de alguém que havia aceitado. Um homem que esperava a morte.

— Eu não sei se serão vocês... Mas, se tiverem a chance... Façam. Matem aquela coisa. Aquele... Monstro. Façam pela recompensa, façam por fama, por orgulho. Pelo que quiserem em seus corações! Mas saibam que estarão fazendo algo por cada pessoa dessa cidade. E... – Ele riu. Uma risada meio soluço, meio loucura. Então limpou os olhos e fungou o nariz vermelho. — Nós seremos gratos. – Riu outra vez.

E então um grito cortou o silêncio. Um grito alto e estridente... E então o silêncio caiu.

O silêncio persistiu por quase um minuto. E foi como se todos no salão prendessem a respiração juntos.

E ele veio. O uivo: — AUUUUUUUUUUUUU! – Um convite.

E todos os mercenários saíram do salão, às pressas.

Restando apenas o barman, o garçom e os três desconhecidos.

O uivo veio da floresta. Estava perto.

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso, peguei friagem e a gripe voltou pior :/ 100xp para o Snow também, pelas duas semanas sem post.

A partir de agora os três: Ezer, Snow e Vincent postam nesse tópico.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Dom Abr 05, 2015 12:47 pm


O local era quente e agradavel, se não fosse pelo clima de tensão que o grande lobo deixava por toda a cidade, ali, não era diferente.

Vincent sente o cheiro do vinho quente com especiarias e sua boca chega a salivar, Vincent ainda não tinha notado, mas havia mais um homem no balcão e três canecas eram servidas. O jovem caçador não poderia negar, já havia passado quase um dia sem se alimentar e o frio lá fora era implacável. Deu o primeiro gole, um gole profundo, esquentando seu corpo com o calor da bebida e seus olhos fitando o barman, coloca seu copo sobre o balcão, segurando-o com as duas mãos, ouvindo as palavras ali ditas sem expressar nenhuma emoção. Uma explosão de sabores veio a cabeça de Vincent, era a sopa que o jovem fauno trouxera para eles, agora o jovem deveria confiar neles, a fome era cruel e Vincent devora sua sopa em minutos.

Com os olhos trémulos, Vincent ouve a respeito da Vingança do Lobo e a filha do homem a sua frente, mas quando levanta-se para começar a proferir a primeira palavra, um alto uivo é ouvido, passando como uma corrente fria por todo recinto. A atenção de todos volta-se para a porta, com alguns mercenários já mergulhando na imensidão da noite lá fora. Vincent volta sua atenção para o barman e diz:
-"Muito obrigado pela hospitalidade, tenho uma divida com vocês. Irei ajudar nesta caça ao lobo, e sua filha será vingada."


Vincent toca os ombros de cada um dos jovens no balcão, e com um sorriso quase macabro no canto da boca, os convida para a caçada:
-"Me acompanham nessa dança rapazes? Sou Cloud e acho que esse lobo já fez vitimas demais, o que me dizem?"


Mas antes mesmo da resposta, Cloud vira-se e caminha em direção a porta, parando em frente a ela e olhando para trás.


-"Estamos ficando pra trás, vamos logo"


E assim atravessa a porta, com seus olhos vermelhos se perdendo na escuridão.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Qua Abr 08, 2015 12:02 am

-x-



Por um instante, os olhos de Ezer duvidaram de que estavam lhe servindo uma caneca de vinho quente. O rapaz sabia muito bem que as coisas não vêm de graça assim. Voltou sua atenção ao barman, que agora se dirigia a ele.

"Ora garoto, são dez mil moedas de ouro! É óbvio que todos os mercenários estariam falando sobre isso. Mas não se trata apenas sobre a recompensa ridiculamente alta..."

Ah, de novo essa história. Ezer nunca conseguiu compreender como as pessoas conseguiam se entreter com esse tipo de coisa. Não que o barman parecesse estar se divertindo ao contar boatos sobre um lobo gigante e blablabla. Mas todos os outros clientes ali pareciam estar simplesmente vidrados no assunto e explodindo de expectativa.

"O lobo é um caçador. Há algumas semanas ficou claro que ele não quer apenas se alimentar. Ah, não. Ele tem invadido casas. Tem cortado pessoas em retalhos de carne... E apenas deixa lá. E, ouvi dizer... Que ele busca vingança. Vingança contra o Rei."

Os olhos do garoto se reviraram e ele soltou um suspiro. Ele realmente esperava que fosse interessante? Não, não para Ezer. Ele já havia visto com seus dois olhos miúdos quem era o verdadeiro lobo. Já havia entendido que não é uma fera quem mais mata e traz a ruína aos outros. E para ele, aquele reino hipócritamente brilhante podia morrer afogado no sangue de seus cidadãos, desde que não lhe envolvessem. Seguira aquele homem de olhos vermelhos apenas para arranjar um local para se aquecer e não ser atacado sozinho.

Parou de divagar quando viu o pequeno fauno colocar um prato de sopa e um pão a sua frente. O cheiro da comida fez o estomago do menino roncar, ele concordou com o que o barman falou sobre o lobo, sem muito interesse e se acomodou. Pela primeira vez desde que chegara à Taberna do Fauno, Ezer afrouxou os nós dos dedos.

Apesar do cansaço e da fome, Ezer comia com calma. Tentava sempre apreciar a comida que conseguia, fosse qual fosse a situação. O garoto ouvia sem prestar muita atenção na história de seu anfitrião. Então aquele era o preço do vinho e da sopa? Deveria ter avisado antes. Ele não poderia se importar menos com a recompensa ou com a fama. Fazer algo por alguém da cidade? Gratidão? Era para rir. Ezer tomou outro gole do vinho, como se o assunto não lhe dissesse respeito.

Nesse momento, um grito se fez ouvir. E então, silêncio. Todos ali presentes preocupados. Ezer instintivamente levou as duas mãos ao redor de seu prato de sopa, como se o lobo fosse entrar pela porta e roubá-lo de suas mãos. Então veio o uivo, a correria, a confusão.

Restaram apenas Ezer, os dois desconhecidos e os funcionários dentro da taberna. Ezer mordeu um pedaço pão.

"Muito obrigado pela hospitalidade, tenho uma divida com vocês. Irei ajudar nesta caça ao lobo, e sua filha será vingada."
Disse o homem que ezer usara de escudo mais cedo. Cara estranho, sorrindo em uma situação daquelas.
"Me acompanham nessa dança rapazes? Sou Cloud e acho que esse lobo já fez vitimas demais, o que me dizem?"
Continuou ele. Então o homem que dizia se chamar Cloud achava que Ezer deveria tomar parte nesta confusão? Era brincadeira, certo? Mesmo que o garoto tivesse alguma pretensão heróica, ele era apenas um garoto franzino de dezesseis anos. Contra um lobo gigante que destroça armaduras? Não, obrigada.

Ezer riu, um riso calmo e sincero. Fitou o barman em seguida.

- Senhor, não tenho como pagar pela refeição. Será que teria alguma forma de pagá-la que me permita manter a cabeça sobre meus ombros? - disse sem graça, meio tímido e deixando, pela primeira vez no dia, o cansaço de suas andanças florecer em seu rosto enquanto fitava o prato de comida ainda pela metade.


Última edição por Ezer em Qua Abr 08, 2015 12:02 am, editado 1 vez(es) (Razão : cores erradas :<)

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Sex Abr 17, 2015 4:09 pm

monstro • monster • Monsutā
O primeiro a agir, é aquele mais próximo do pote de ouro! Vincent não hesitava. Não demonstrava um pingo de medo ou receio. Sua coragem, sem dúvidas, era já do nível da de um verdadeiro herói. Restava saber, se apenas isso seria o bastante para que ele conseguisse alcançar a vitória sobre o tal lobo.

Outro uivo ecoou em seu ouvido no instante em que ele pisou no lado de fora da Taberna. O ar frio queimando suas bochechas, a respiração formando uma nuvem branca bem diante de seu rosto pálido e olhos vermelhos. Ele pode ouvir ao longe os gritos dos homens, os mercenários, não gritos de medo ou dor, mas de euforia, risadas de incentivo, eles pareciam estar cheios de adrenalina, por mais que pudessem estar indo de encontro à morte.

Lanternas iluminavam no meio da floresta. Se seguisse os pontos luminosos, não demoraria a alcançá-los. Mas estava sozinho. Os outros dois preferiram ficar no interior da taberna ao invés de ajudá-lo. Iria voltar e tentar convencê-los, ou simplesmente seguir sozinho?

Um grito agudo rompeu o silêncio... A primeira vitima do lobo.

Som de tiros. A batalha finalmente teve inicio.

• • •


Assim que Vincent deixou o salão, seguindo os outros mercenários, Ezer anunciou de maneira tímida que não possuía dinheiro, e qualquer maneira de pagar pelo que já havia comido. O barman abanou com a mão, como se descartasse a ideia, já saindo de trás do balcão e seguindo na direção da entrada.

— Apenas vá com o Jin até a porta dos fundos, ajude-o a trancar a porta com a barra de madeira. Depois apaguem as luzes! – Disse em uma voz baixa e urgente, já seguindo na direção da entrada principal, mas antes de trancar o lugar se dirigiu para o homem de branco que ainda não havia se pronunciado (Snow): — E você, rapaz? Vai ou fica? Responda rápido, se o lobo quiser um pedaço meu, ou de meu funcionário, ao menos quero poder dificultar as coisas colocando algumas barreiras em seu caminho!

O menino fauno, por nome Jin, tocou no ombro de Ezer e indicou o caminho para os fundos. As mãos do menino estavam trêmulas, e ele parecia prestes a se borrar de medo, o que explicava o motivo para o barman ter pedido para que Ezer o acompanhasse. Parecia ser um preço pequeno pela refeição, apenas ajudar a tornar o lugar mais seguro.

Enquanto isso, o Barman impaciente esperava a resposta de Snow. Mas se o rapaz demorasse muito, acabaria não tendo outra escolha a não ser ficar ali trancado junto dos outros. O que também não era de todo ruim, já que provavelmente estava mais seguro ali do que em qualquer parte lá fora.

○ ○ ○


OFF: Época de provas chegou, malz a demora. 50xp para Ezer e Cloud. Quem não postar em 7 dias após o último player será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Dom Abr 19, 2015 11:47 pm


A caçada!

Assim que sentou-se, pôde perceber a presença de outros dois indivíduos que por sinal, pareciam estar interessados na história da fera que o barman estava à contar. Snow era um mercenário de longa data, e por ser um mercenário, era relativamente fácil analisar as pessoas e deduzir suas intenções pelo seus comportamentos ou simplesmente pela interação com outro sujeito. Logo, notara que o rapaz de olhos avermelhados era um tanto quanto decido e convicto - ótimos atributos. Já o outro por sua vez, era um adolescente um tanto quanto despretensioso, onde raramente algo ou alguém conseguiria roubar sua atenção. Inicialmente, não via perigo em nenhum dos dois, portanto, continuou ali sentado.

Um vinho era despachado em três canecas sob o balcão para os respectivos rapazes que apresentavam-se ali naquele momento. O aroma daquele líquido era impecável, certamente uma iguaria do local. O encapuzado sorria levemente, levando sua mão de encontro a caneca e essa por sua vez, a sua boca, ressaltando ao barman nesse meio tempo:
Hum, hum... Sabe que não tenho como pagar por isso, mas... — Deliciou-se com o vinho quente. Teria algo melhor que aquilo antes de uma caçada para um mercenário? Não mesmo.

Enquanto bebia, estava a prestar atenção nas palavras que o homem atrás do balcão dirigia aos demais rapazes e ao próprio encapuzado. Snow ficou ainda mais curioso após os relatos do barman, pois pelo o que ele havia dito, o lobo, estava mais para um serial killer, que matava por prazer. Tal fato que deixara o rapaz um pouco mais motivado. Quanto mais difícil o adversário, mais interessante será o combate - era o tipo de filosofia que levava consigo.

Não demorou muito para que o jovem fauno - que por sua vez fora até a porta dos fundos da taberna a pedido do barman - servir os três sujeitos com três pratos de sopa acompanhados com pão. O cheiro era magnífico, e o sabor provavelmente seria um dos melhores que Snow poderia experimentar naquele lugar, porém, resolveu não ingerir tal comida. O jovem não aceitava de certo modo o bom agrado das pessoas, nunca foi do seu gênero. O vinho já estava mais que o suficiente. No entanto, o rapaz não pronunciara uma palavra, afinal, não gostaria de ofender o anfitrião.
Logo em seguida, o desabafo do homem é eminente: sua filha fora vítima da fera. Algo certamente chocante, mas não parecia que o rapaz atrás do balcão sentia algo como ódio ou até mesmo vingança. Talvez para ele, depois daquilo, as chances de que algo bom viesse acontecer, eram mínimas.

Após isso, instalou-se um breve silêncio no local, onde o mesmo por sua vez, fora quebrado por um grito agonizante vindo do lado de fora do estabelecimento. Logo em seguida, o uivo do animal alastrou-se: — AUUUUUUUUUUUUU!

Snow sentiu seu coração palpitar mais rápido, seus dedos estavam inquietos e exatamente nesse momento, esboçou um rápido sorriso no canto da boca. Os mercenários que estavam a beber e comer no local, foram de encontro a fera o mais rápido possível, muitos saíram por impulso, e provavelmente, se tornariam novas vítimas... Foi nesse momento então em que o encapuzado sente uma mão encostar em seu ombro direito, e ouvira a tal oferta vinda do rapaz de olhos avermelhados:
Me acompanham nessa dança rapazes? Sou Cloud e acho que esse lobo já fez vitimas demais, o que me dizem? — E viu o jovem dirigir-se a porta após o convite.

Não era normal, ou certamente não era de seu fetiche aceitar algum tipo de ajuda ou trabalhar em equipe, mas naquele momento, não restava nada a se fazer a não ser seguir os mesmos passos do tal Cloud. Não demorou muito para o velho que até então estava atrás do balcão, indagar sobre qual seria a escolha do rapaz Snow. Então, sem pensar duas vezes, o jovem levanta-se e caminha em direção a saída do local, deixando o outro sujeito que por sua vez, decidiu optar pela prevenção.

Ao sair do local, notou-se o clima de pura adrenalina, luzes de lanternas se faziam presentes dentre as árvores, e o frio... estava para derrubar qualquer um mal encasacado. Observou que o rapaz de olhos avermelhados estava logo adiante, e imediatamente aproximou-se do mesmo, em meio aos gritos que ecoavam pelas matas:
Então, esta pronto ou tudo aquilo era conversa fiada? — Ironizou o rapaz, retirando seu arco e flechas de suas costas.



OFF: Desculpem-me pela terrível demora, não irá mais acontecer, garanto! (:

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Qui Abr 23, 2015 1:49 pm

[



Monstro


Caçada
Cloud
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]


Cloud logo percebeu que não teria compania dos outros homens a mesa, assustados com a fera ou possivelmente não tinham interesse em se arriascar, Vincent já estava na porta, analisando o terreno a frente.

A Floresta estava escura e fria e Vincent via sua respiração fumegar. Logo a batalha começa, após alguns instantes, os gritos de euforia e entusiamos viram gritos de terror e agonia, acompanhado pelos tiros a distância.

Vincent ainda nota que estava errado sobre um dos homens que já estava ao seu lado, com seu arco em punho. Desembainhando sua espada, um leve sorriso aparece no canto da boca do jovem. "Acho que o subestimei, não acontecerá de novo."

Assim Vincent adentra a floresta, esperando ser seguido pelo novo companheiro.

Com os olhos atentos, parte em direção ao conflito, dando passos leves e deixando-se ser levado pelos sons.

Vincent Eldoras-Cloud


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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Qua Abr 29, 2015 3:40 pm

-x-



Ao ouvir as palavras do barman, Ezer suspirou aliviado. Não que ele não pudesse ajudar na luta contra o lobo. Sabia inclusive que poderia ser uma ótima isca, mas ele não se importava, nem um pouco. Não estava movido pela história do homem, e por mais que não fizesse pouco de um prato de comida, não acreditava que a refeição valia o risco.

Deveria portanto, ajudar o pequeno fauno a trancar a porta dos fundo e a apagar as luzes. Apesar de lhe parecer pouco em troca da refeição, o rapaz aceitou de pronto, largando com algum pesar, o prato ainda meio cheio em cima do balcão. Se levantou enquanto confirmava com um aceno de cabeça ao barman que ajudaria Jin. Pouco depois, o garoto tocou no ombro de Ezer o chamando, e lhe mostrou o caminho para os fundos. Apesar de estar usando seu casaco, Ezer notou o quão trêmulas estavam as mãos da criança. Ele olhou então para o menino e sorriu, como que tentasse tranquilizá-lo.

- Não se preocupe, vai ficar tudo bem. - Disse para Jin, enquanto tentava também, se convencer das suas próprias palavras. Seguiram portanto para os fundos da loja, Ezer andava lado a lado com o garoto, pronto para protegê-lo se fosse necessário.

--

Off: Mil perdões pelo atraso! Tirando a vizinha que tentou se matar, um site atrasado pra entregar e o computador que bixou semana passada, ainda tive visitas e aniversário Q_Q Mas prometo não atrasar mais D:

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Qui Maio 07, 2015 1:11 pm

monstro • monster • Monsutā


Aquela era uma daquelas raras noites invernais, tão comuns nos livros, mas tão raras na vida real. Uma típica noite de contos sombrios. Onde o herói, ou, nesse caso, dupla de heróis, sai em busca de aventura. Pois existem aventureiros e aventureiros, se é que me entende. Não posso negar que Ezer fosse um garoto inteligente em tentar manter-se a salvo do lobo. Essa era uma atitude muito sábia, eu diria. Mas não é como se, naquele momento, houvesse qualquer lugar seguro onde se esconder... Ah, não. Não mesmo.

Afinal, quem nunca ouviu aquela velha história que os pais costumam contar para assustar as crianças antes de dormir. Aquela onde o lobo mal, o vilão, diz a clássica frase: “Você pode correr, mas não pode se esconder.” Há! Sabia que iria lembrar.

Estou divagando. A questão é que quando não resta outra escolha a não ser: "caçar ou ser caçado", a melhor opção é sempre seguir seus próprios instintos, obviamente. E, por essa razão, seja qual tenha sido a escolha daqueles jovens aventureiros no momento de perigo, eu não poderia mesmo recriminá-los. Certo?

○ ○ ○

Vincent e Snow escolheram sair da taberna. Uma escolha corajosa, mas vovó já disse que coragem em excesso é pura tolice, se não for acompanhada de uma boa dose de inteligência e habilidade. Ainda assim, se ficassem para trás, estariam perdidos. Então logo se puseram a caminho, seguindo as fontes luminosas e gritos, assim como os disparos de armas de fogo. No entanto, conforme adentravam a floresta, seguindo para uma área mais densa e repleta de árvores, onde o solo estava mais visível e com pouca neve, encontraram os primeiros dois corpos.

O sangue vermelho dos mercenários mortos escurecia a neve branca e encharcava a terra fresca. Um estava sem o braço direito, o qual não se via em parte alguma. O outro tinha um buraco onde antes deveria ficar sua garganta e a parte inferior do rosto. O vento tornou a soprar, frio e inclemente. Mais gritos. Mais disparos. Outro uivo.

Mais corpos. Uma trilha deles. E então um grito agudo os fez virar o rosto para a esquerda praticamente ao mesmo tempo, no exato instante em que a dupla passava por uma pequena clareira. Viram um dos mercenários que estava na taberna. O líder da segunda mesa, aquele que incentivava seus companheiros a enfrentar o lobo. Ele corria na direção da dupla cego de pavor, com os olhos muito arregalados, mas incólume, sem sequer um arranhão...

E foi quando um borrão indistinto passou diante dos olhos de Vincent e Snow. E a cabeça do mercenário que corria na direção deles desapareceu. Exatamente assim. De maneira súbita, e com o corpo ainda em pé, caindo em seguida.

Repentinamente o ar pareceu ficar ainda mais frio... O silêncio era quase palpável.

Então mesmo sem precisar falar, ambos tiveram a mesma certeza: Estavam todos mortos. Todos os outros mercenários. Cada um deles, agora eram apenas corpos sem vida de olhos vidrados, regando o solo da floresta com seu sangue. Nada mais que restos mortais para servir de adubo. Bem, é como dizem: Um dia da caça...

E, o pior: eles eram os próximos.

• • •

Quentinho. Com as portas firmemente fechadas, as lamparinas apagadas e escondidos atrás do balcão do bar, o interior da taberna estava agradavelmente quente. Talvez se devesse ao fato de, naquela noite, ela ter estado razoavelmente cheia até poucos instantes atrás, ou simplesmente pela grande lareira de pedra negra ter sido apagada as pressas poucos instantes antes, ou ainda poderia ser apenas a sensação de ter o estomago cheio de uma deliciosa sopa, vinho com especiarias e aquele vago sentimento de segurança.

Seja como for, lá estava Ezer. De alguma forma, após ajudar o pequeno sátiro a fechar a porta dos fundos, o jovem aventureiro havia acabado sentado atrás do balcão, um esconderijo precário, mas que dava uma boa visão das duas portas de entrada e da escada para o dono da taberna com sua velha carabina.

Lá fora, na floresta, tudo havia ficado agitado por vários minutos, mas agora o silêncio havia voltado a cair. Não exatamente como antes. Não era um silêncio natural, mas sim algo que precede um grito. A sensação era a mesma daquela que paira no ar, instantes antes de uma chuvarada de verão. O ar fica mais denso e ligeiramente frio, e você quase pode sentir as gotas se condensarem e acumularem peso bem acima de sua cabeça, e então...

Mas nada. Nada veio. O silêncio se adensou ainda mais, até quase formar uma poça, profunda e escura. Jin, o jovem sátiro, tremia as bandeiras, estava pálido, muito pálido, e resmungava algo que poderia ser distinguido vagamente como uma oração em uma língua estranha.

Como nada parecia acontecer, o velho foi até os fundos e voltou uns instantes depois. Jogou um pequeno punhal com uma bainha de couro ornamentada. O velho soltou um suspiro. — Ouvi um boato de que a fera apenas pode ser ferida com prata... Não sei se é verdade, mas... – E deu de ombros, sem jamais tirar os olhos da porta. — Por via das dúvidas. Se-se... Olha, sei que talvez você também esteja com medo e tudo mais, mas esse daí – disse indicando o sátiro amedrontado. — Ele é um inútil quando está com medo, mas é um bom menino... Então... Sei que é pedir demais. Mas, se puder fugir com ele pelos fundos se algo acontecer... Prometo tentar ganhar o máximo de tempo possível para vocês. – E deu uma risadinha sem humor, apertando o cano e a empunhadura da carabina. — Não morrerei antes de enterrar duas balas de prata na carne daquele desgraçado... – Rosnou entre dentes, praticamente cuspindo essa última palavra, com os olhos cheios de lágrimas, mas sem chorar. Obviamente pensando em sua filha.

Fora da taberna, porém, o silêncio persistia.

Afinal, o que estaria acontecendo lá?

○ ○ ○


OFF: Época de provas chegou na facul, ai não consigo postar tão rápido, mas vejam pelo lado bom: o semestre tá chegando ao fim! #VemNiMimFérias (-q kk). 50xp para Ezer, Cloud e Snow.

Mesmo esquema, quem não postar em 7 dias após o último player será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Qui Maio 07, 2015 9:21 pm


Confronto Eminente!


Estava decidido: os dois corajosos - ou provavelmente tolos - rapazes adentraram em meio a densa floresta, sendo ambos guiados por gritos e alvoroço das pessoas que arriscavam suas vidas para achar e finalizar a tal fera. Certamente não era uma situação favorável aos dois aventureiros, pois, a cada minuto uma nova voz de puro desespero fazia-se audível para todos próximos do local. Tal voz que se esgotava num repentino silêncio, com estralos de ossos sendo quebrados logo em seguida. Não, aquilo não era nada bom!

No entanto, o encapuzado procurava sempre manter sua respiração calma e regrada, afinal, um lobo sozinho já fizera aquele estrago todo, imagine então um homem metade lobo... Era seu maior temor naquela noite fria e conturbada.

O caminhar lento e calculado fora interrompido por duas vítimas, ambas dilaceradas cruelmente. A neve em volta dos corpos estava tomada pelo sangue, e aquilo só serviu para deixar o jovem ainda mais alerta e desconfiado. No entanto, com isso, Snow pôde deduzir que a besta não passava de um assassino, aquelas não eram mortes cometidas em virtude de fome ou qualquer outra coisa. Estava mais para o simples desejo de matar todos que atrevessem a encará-lo. — Bichinho corajoso... — Proferiu em um tom muito baixo.

Após o breve raciocínio, o silêncio reinou novamente. Esses períodos onde os ventos sopravam mais alto deixava Snow realmente inquieto. O rapaz controlava-se firmemente para não soltar um chamado para a tal fera de uma vez por todas. Porém, assim só facilitaria a brincadeira, e acabaria matando-o sem chances de construir alguma estratégia - e sem conseguir um tostão. Óbvio que aquilo não era de seu feitio, mas tais momentos de euforia e pausas eminentes eram certamente incomodantes.

Enquanto caminhava sorrateiramente, trilhas de corpos cruelmente abatidos formavam uma abaladora paisagem, onde o cheiro de sangue evidentemente predominava. E então, mais uma vez para quebrar o silêncio, um grito fora emitido, só que dessa vez, agudo e bem mais próximo - logo a esquerda de ambos os rapazes. Era um homem, correndo desesperado e totalmente sem coordenação em sua direção aos dois jovens. O rosto de tal homem passara pela cabeça do encapuzado como um flashback: era um dos mercenários que estava mais cedo bebendo na taberna junto com seus companheiros - o que estava incentivando a todos. Bom, certamente era uma ironia aquela situação, mas não deixava de ser preocupante.

Mas o q-... — Sua fala fora bruscamente interrompida assim que notou um vulto extremamente rápido passar diante de seus olhos, atacando indiscriminadamente o azarado rapaz logo a sua frente. Por puro reflexo, Snow rapidamente atirou uma flecha para onde o vulto tinha passado, e só então notou o que acontecera logo após: a cabeça do homem fora arrancada sem maiores esforços, enquanto seu corpo estava intacto, caindo ao chão vagarosamente em seguida. O sangue escorria por onde era seu pescoço, e isso só enfeitava ainda mais o chão de vermelho escuro. Era uma obra de arte que a fera estava apreciando pintar.

Seu coração acelerou, apunhou seu arco com mais firmeza e retirou mais uma flecha de suas costas, colocou-a na corda e preparou-se para o pior. Naquele instante, não havia muito a se fazer, era como se o lobo tivesse planejado cada ataque, deixando suas vítimas meticulosamente encurraladas. Ao raciocinar um pouco mais, percebeu que havia muitas árvores ao redor, e que seria uma boa ideia subir numa delas para evitar um confronto direto, afinal, o jovem encapuzado não queria sua cabeça arrancada de seu corpo. Foi então que este rapidamente pediu a ajuda do rapaz de olhos avermelhados, até então intitulado-se como Cloud: — Amigo, me dê um calço. Subirei numa dessas árvores e lá de cima lhe darei cobertura e uma visão mais ampla. Nós dois aqui, apesar de estarmos armados, certamente seria uma desvantagem.— Proferiu Snow, contando com o suporte do aventureiro ao seu lado.

Não estava necessariamente propondo para Cloud ficar lá embaixo. Mas caso conseguisse subir, o jovem ficaria a espreita, observando cada movimento no local e concentrando-se para ouvir cada rastro de som no mesmo ambiente. Suas vidas ali corriam um sério perigo.


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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Dom Maio 10, 2015 2:36 am

-x-


Depois de trancar a porta dos fundos com a barra de madeira e apagar as luzes, Ezer voltou acompanhando o fauno amedrontado. O ambiente ainda estava quente, mas devinitivamente, toda o aconchego havia desaparecido. Em sua boca, o gosto adocicado do vinho lhe lembrava a todo instante de que tinha ainda uma dívida com aquelas pessoas. Acabou por sentar-se atrás do balcão, apoiando os braços sobre o joelho direito, com o perfil baixo. Os cabelos já há algum tempo sem corte, cobriam-lhe parte do rosto e lá estava ele, imóvel, respirando calma e discretamente. Não era fácil notar se o rapaz estava ou não com medo.

Por trás da franja que cobria-lhe os olhos, Ezer prestava atenção ao seu redor. De onde estava, podia ver as duas entradas da taverna, bem como o velho com uma carabina, na escada. O jovem Jin, tremendo e rezando perto do rapaz o incomodava um pouco, mas não o comovia, de fato.

Do lado de fora, depois de certa confusão e uma cacofonia que Ezer conhecia bem, veio o silêncio. Um silêncio acompanhado de muita tensão, um silêncio quase palpável, incômodo e o pior, um silêncio que parecia infinito. E o silêncio foi quebrado quando o barman resolveu se mover, foi até os fundos da loja. Quando voltou, jogou algum objeto na direção do colo de Ezer. Um pequeno punhal, com uma bainha de couro. Ezer pegou o objeto e, depois de dar uma olhada, sem ao menos retirar o punhal da bainha, voltou sua atenção, para o velho fauno. Levantou por fim a cabeça, para ouvir o homem falar.

— Ouvi um boato de que a fera apenas pode ser ferida com prata... Não sei se é verdade, mas...  Por via das dúvidas. Se-se... Olha, sei que talvez você também esteja com medo e tudo mais, mas esse daí, ele é um inútil quando está com medo, mas é um bom menino... Então... Sei que é pedir demais. Mas, se puder fugir com ele pelos fundos se algo acontecer... Prometo tentar ganhar o máximo de tempo possível para vocês. Não morrerei antes de enterrar duas balas de prata na carne daquele desgraçado...

Os olhos de Ezer, bem como sua expressão corporal, permaneciam as mesmas. Seus olhos não demonstravam medo, na verdade, o rapaz parecia estar extremamente calmo, mesmo naquela situação. Pela primeira vez desde que chegara, dera real atenção às palavras daquele senhor. Quando o homem terminou seu discurso, Ezer mostrou uma feição séria. Apertou o punhal levemente com a mão direita, e então, depois de alguns segundos sem uma resposta, abriu um sorriso genuinamente irônico e se permitiu uma pequena gargalhada.

- Então o senhor sabia que o lobo só podia ser ferido com prata, e deixou todos saírem sem avisá-los? Ao menos aqueles dois, não faziam ideia disso. - E riu mais uma vez, um riso baixo, irregular e sincero, quase insano. Não durou muito, e Ezer forçou-se a voltar à sua expressão séria e vazia, com uma tosse seca. - Mas não se preocupe, tenho uma dívida com o senhor. E enquanto estiver em débito, protegerei o garoto, aconteça o que acontecer.

Dito isto, Ezer fez uma pequena reverência na direção do senhor. E em seguida, pôs-se a analisar o punhal. Tinha então duas armas, e eram duas armas auxiliares. Levou a mão ao pomo de sua adaga, calculando a diferença de peso entre uma e outra, perdido em pensamentos sobre uma estratégia de ataque, ainda que atento ao silêncio da floresta.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Sex Maio 15, 2015 12:14 pm

[



Monstro


Caçada
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]


Vincent seguia ao lado de seu novo companheiro em meio aos sons de disparo e gritos de desespero, sempre com a mão na bainha e sua espada, adentrando a floresta gelada mais e mais.

Os primeiros corpos eram avistados, dois homens já haviam sido abatidos e algumas partes destroçadas, mas Vincent olhava para seu companheiro e seguia seu caminho, desviando do sangue ali e tentando reaver alguma lâmina que ainda pudesse ser usada. Ouvindo o comentário de seu companheiro, apenas esboça um leve sorriso, mas é interrompido pelo vento gelado e mais sons da caçada e obviamente, mais vítimas.

Caminhavam mais uma vez, seguindo uma trilha de corpos deixados ao chão, até um grito a sua esquerda, um grito de desespero, e no susto, já mostrava um pouco do metal frio de sua espada, esperando pelo ataque do animal, que não ocorreu, via apenas um homem correndo por sua vida, Vincent recordava-se dele, era o que falava com mais autoridade na taberna e agora somente o pavor tomava conta do homem, que corria por uma clareira em direção a dupla.

O jovem já iria fazer uma piada sobre o medo do mercenário, seu sorriso foi arrancado assim como a cabeça do homem, tão rápido que somente um borrão pode ser visto. O clima que já estava pesado, agora era morte no ar. Vincent já sacava sua lâmina e preparava-se para o embate, segurando-a com as duas mãos.

Observava a sua volta atenciosamente, não sabia de onde viria o ataque e saberia que eram os próximos. Então seu companheiro encapuzado sugeria subir em uma árvore, para ter melhor visão para o seu arco e flecha que já estavam em mãos, mas precisava da ajuda de Vincent para subir.
-"Não é meu tipo de combate, mas podemos combinar nossos ataques. Mas acho que a queda lá de cima é maior. Suba, tome cuidado. "

Vincent se dirige a árvore, deixando sua coxa e ombro disponíveis para o calço da subida,  e logo após, iria para o centro da clareira, esperando o ataque para poder reagir.

Vincent Eldoras-Cloud


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Off: Desculpem a demora, mas a vida ta cheia rs

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Ter Jun 16, 2015 7:44 pm

monstro • monster • Monsutā


Algumas pessoas acreditam que tudo o que acontece em suas vidas, acontece por uma razão. Por um propósito. Com um significado. Acreditam que existem coisas que estão simplesmente predestinadas a acontecer. Caminhos pelos quais não podemos escapar de trilhar. E elas dão nomes a essas coisas. Sorte e azar; Karma; Destino; Vontade divina. Chame como quiser. Mas quando um soldado levanta sua espada e se prepara para a morte. Esse último grito de bravura que fica preso na garganta do guerreiro antes de seu maior confronto, antes da última vitória que nunca virá. Eu acredito na bravura desses homens corajosos e tolos, na chama que arde em seus corações e clama para se libertar em uma fogueira maior. Que clama por incendiar o mundo.

Ou quando dois irmãos tem que viver por anos como pouco mais que animais. Sobreviver nas ruas de uma cidade hostil, enquanto tornam cada sorriso e diminuto momento de alegria em uma lembrança tão valiosa quanto um diamante. Eu digo que acredito. Eu acredito na esperteza dos órfãos. Acredito na perseverança daqueles desprovidos de riquezas, mas que são capazes de manter viva em seus corações, a fé e a esperança em um amanhã melhor. Em um futuro com mais sorrisos e com lágrimas apenas de alegria.

Nossos bravos aventureiros escolheram seus caminhos. Mas alguns diriam que eles jamais tiveram uma escolha. Que o destino jogava com eles, como peças em um tabuleiro. Mas eu não sou uma dessas pessoas. Acredito que o medo nos paralisa. O temor, porém, dá origem à sabedoria. E apenas a coragem e a insensatez, podem libertar nossos corações desses grilhões e levar os homens a fazer coisas maravilhosas.

Eu acredito, que assim como a covardia e a tolice devem ser recompensadas com a morte. A esperteza, sabedoria e bravura, devem ser recompensadas com a...

Quer descobrir? Então, me surpreenda. Prove seu valor.

Supere seus limites. Aqui e agora.


○ ○ ○


O lobo era sorrateiro. E assim como qualquer caçador nato, sabia como esperar pelo momento mais oportuno antes de atacar. Observando suas presas com olhos dourados, feito ouro polido, com os pelos escuros se misturando ao negrume da noite em uma camuflagem natural e perfeita. Ele aguardou, caminhando com passadas leves e movimentos rápidos. Circundando seus alvos e deixando que o medo e a insegurança os envolvessem. Os enfraquecessem. Assim como havia feito com os outros. É uma estratégia simples e eficiente, semear o pânico. Atacar o mais fraco, o distraído do grupo. Aquele que, por azar, foi deixado no fim da fila. E ver o pânico se instalar. Como fogo no milharal.

Mas isso não aconteceu dessa vez. Não com aqueles jovens. Eles estavam prontos para lutar até o fim, e morreriam com suas armas em mãos se fosse preciso. Mas não desceriam a quietude da sepultura, sem antes cravar uma flecha ou golpe de adaga no corpo daquela maldita criatura das trevas. Ainda assim, a criatura esperou. Com a paciência de uma pedra. E então o momento finalmente chegou.

Vincent ajudou Snow com o apoio e o primeiro impulso. O rapaz encapuzado subiu na árvore com a habilidade de um habitante das florestas, e alcançou o primeiro galho sem grande dificuldade, ficando parcialmente oculto entre a folhagem. Um esconderijo perfeito. Mas, no instante em que pensou em preparar o arco... O lobo rugiu. Vitorioso, saltando da escuridão com a bocarra aberta rumo ao jovem próximo à base da árvore.



(Clique para ampliar)


Mas o que ninguém notou, foi o suave assovio de três flechas cortando o ar invernal, que se cravaram na lateral do corpo do Lobo, o atingindo com a força de um martelo. Atirando-o para o lado e fazendo com que se chocasse contra a árvore, logo ao lado de Vincent. A árvore estremeceu com o impacto, fazendo com que Snow tivesse que se segurar firme caso não quisesse acabar caindo. O lobo se levantou em um instante, olhou na direção da floresta e saltou para trás quando outras duas flechas atingiram o local onde ele estava. E fugiu para as sombras da floresta.

Então, veio o uivo... Agudo e gélido. Feito uma promessa.

Enquanto, ao mesmo tempo, eis que da floresta surgia à suposta salvadora dos dois corajosos aventureiros. Uma figura de aparência um tanto... Singular. Para não dizer que era de uma excentricidade incrível.



(Clique para ampliar)


Ela caminhava com cuidado e segurança na direção dos rapazes, mas rápido o bastante para transmitir a urgência da situação. A jovem raposa trazia com sigo um longo arco de madeira escura, com uma aljava presa ao lado direito de sua cintura.

— Vocês rapazes foram azarados a vida toda, ou andaram guardando para gastar tudo nessa noite? – E deu uma risada melíflua, encantadora. Os dentes eram perfeitos e brancos feito marfim, a pele pálida, mas não era possível ver a cor de seus olhos sob a fantasia de raposa que usava. Tinha duas flechas entre os dedos, prontas para serem usadas. E o nariz de raposa no alto de sua cabeça parecia farejar o ar, enquanto ela observava os arredores.

— Ainda não acabou. Ele irá voltar e tentar nos atacar... – Ela então se afastou alguns passos da árvore e recuperou as flechas que havia errado. O sangue da criatura ainda manchava a terra desnuda de neve próxima à base do tronco. Um rosnado baixo.

Todos se viraram e puderam ver o lobo os encarando. Ele já não se escondia mais. As flechas que antes brotavam de seu franco haviam desaparecido. A criatura sangrava e segurava a lateral do corpo, mas parecia transtornado.

— Rapaz das espadas, ataque. Nós lhe daremos cobertura. – Disse a mulher raposa em voz baixa, enquanto retesava a corda do arco. E o lobo se aproximava. Era no mínimo duas vezes maior que Snow ou Vincent. — Em um combate próximo você deve ser nossa melhor chance, eu imagino. Mas se ele nos pegar, é fim de jogo.

Parece que se eles realmente quisessem sobreviver, havia uma única escolha sensata a tomar naquela situação. Mas, eles iriam ter a coragem para levantar suas armas e lutar?

Contudo, nesse instante, rompendo a quietude da espera que antecede o duro primeiro movimento, outro uivo agudo cortou o silêncio da noite. Os rapazes não entenderam a princípio, pois o lobo estava bem na frente de seus olhos e ele não estava uivando. A raposa sorriu. E eles entenderam a verdade: Havia dois lobos ali.


• • •


O comentário de Ezer apenas trouxe uma expressão tristonha ao rosto do velho. Então, quando ele finalmente respondeu, a voz falhava e ele parecia realmente se sentir muito culpado, mas também resignado. — É apenas um boato, e o que eu poderia fazer? Não tenho armas para distribuir para todos... – Soltou um suspiro, e permaneceu em um silêncio pensativo.

O silêncio se estendeu. Alguns dizem que a espera é a pior parte, e talvez tivessem razão. O velho não se moveu um milímetro sequer. Ficou encarando as janelas, e a porta à sua frente, feito uma estátua de carne. Com o passar do tempo o pequeno fauno se acalmou o bastante para conseguir parar de resmungar suas preces, e agora apenas tremia agarrado aos joelhos com os olhos muito arregalados, como os de uma coruja. Minutos incontáveis se passaram, ou talvez nem tanto assim. Talvez tenha sido apenas dois ou três. Mas pareceu uma verdadeira eternidade. Até que outro uivo cortou o silêncio.

Ninguém falou, mas todos no interior da taberna sentiram um arrepio descer por suas espinhas quando tiveram a gélida certeza: Ele está próximo. E então o velho soltou uma exclamação de susto e se abaixou de repente. A arma já nem de longe tão segura, agora tremia as bandeiradas em sua mão enrugada. O dono da taberna respirou fundo e então se levantou bem devagarzinho, a fim de olhar por cima do balcão.

Se Ezer tivesse curiosidade de fazer o mesmo, através de uma cortina de renda, atrás da janela, do lado de fora da taberna, teria um vislumbre daqueles olhos amarelos. E do sangue em sua bocarra. Ele farejava o ar. Como se sentisse um aroma maravilhoso. Então o casco do pequeno fauno bateu contra a madeira do assoalho. Normalmente um som tão insignificante passaria despercebido, seria como uma única batida na porta com os nós dos dedos. Mas no silêncio que havia se instalado, foi audível feito um estalar de dedos em um quarto vazio.

E então a fera olhou nos olhos daqueles que as observava.



(Clique para ampliar)


E se foi.

O velho que agora tinha um ataque de tremedeira soltou um suspiro de alívio. E sorriu para as crianças, quando a porta da cozinha se desfez com o som de um trovão. Ouviram som de garras e patas no assoalho de madeira. O menino fauno voltou a recitar suas preces em uma língua estranha, como se estivesse em transe, ou em um pânico tão profundo que quase estava ficando louco de medo.

O velho gritou: — Fuja e leve ele com você! – Então abriu a porta da cozinha, entrou e a fechou atrás de si. Sujeito corajoso. Ou apenas um enorme tolo?

Mas e agora? O que Ezer iria fazer? Cumpriria seu trato com o velho e levaria o menino de cascos fendidos, ou o deixaria ali como um aperitivo para a fera, a fim de ganhar mais alguns segundos em sua fuga? Decisão difícil. Será que Ezer seria capaz de salvar alguém, assim como haviam lhe salvado no passado?...

○ ○ ○


OFF: Enfim, férias! 250xp para Ezer, Cloud e Snow, pelo enorme atraso.

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Sex Jun 19, 2015 2:18 am

-x-



"Ser um soldado é dar ênfase à lealdade, fidelidade, auto sacrifício, humildade, espírito marcial, honra e, acima de tudo, viver e morrer com dignidade".

Ezer não era mais um soldado, agora que andava por aquela ilha sem rumo, enquanto esperava encontrar alguma notícia sobre seu supostamente falecido mestre. Mas o código de conduta que aprendera a seguir e respeitar, continuava ali, em algum lugar de sua alma.

No silêncio que havia se instaurado no salão da taverna, Ezer, absorto em seus pensamentos, mal percebeu a reação do velho fauno, e somente voltou seus olhos para o senhor quando este começou a falar. Não se deu ao trabalho de se compadecer com o sentimento de culpa do velho, apenas abaixou o olhar e continuou ali, pensando nas inumeras possibilidades que poderiam vir a lhe acometer.

O velho estava imóvel, assim como o tempo, que parecia suspenso. E Ezer quase acreditou que o tempo realmente tivesse parado, tão pesado era o ar que eles respiravam, se não fosse pela inquietação do pequeno fauno a seu lado. Jin já não resmungava mais, o que quase fazia com que o garoto soltasse um suspiro de alívio por não ter de ouvir mais aquelas preces.

Veio então outro uivo, muito mais alto, muito mais perto. Um arrepio percorreu o corpo do rapaz, que instantâneamente apertou o punhal em sua mão direita e estreitou os olhos. O fauno se abaixou depressa, a carabina já sem firmeza alguma em suas mãos trêmulas. Ezer levantou-se com cautela e olhou por cima do balcão, assim como o velho. Lá estava ele, atrás da janela, os olhos amarelos, o sangue que parecia brilhar manchando o pelo do rosto do animal. Farejava algo, procurava sua próxima vítima. Não adiantava, havia não apenas pessoas dentro daquela taverna, mas também restos de comida, carne. O lobo entraria ali de uma forma ou de outra.

Antes que Ezer conseguisse pensar em qualquer curso de ação porém, Jin acidentalmente bateu seu casco contra o chão de madeira. E o pequeno baque parecia um tiro de canhão. E os olhos da fera se encontraram com os do garoto, que contorcia a boca em desgosto por ter tamanha má sorte.

Tsc.

Tudo então aconteceu em questão de segundos. Segundos que pareciam uma eternidade para a cabeça de Ezer, que não parava de pensar em tudo que podia fazer a partir dali. O velho parecia não ter entendido a situação e sorriu aliviado. E então a porta da cozinha se desfez com um estrondo. Enquanto Jin voltava a resmungar preces, o lobo se aproximava, nem um pouco preocupado em esconder seus passos. O velho gritou para que Ezer fugisse com o pequeno fauno e se trancou na cozinha.

Era suicidio, o velho não podia sobreviver.

Ezer não temia a morte, na verdade, pensava sempre nela. E não tinha medo de morrer. Mas isso não significava que era tolo o bastante para se jogar nos braços de uma fera. Mas ele não tinha tempo para filosofia naquele momento, não tinha tempo ali, para pensar na morte.

Na verdade, ele não tinha tempo para nada ali. Ignorou completamente o outro funcionário da taverna e literalmente pulou em cima de Jin, jogando o menino no chão e tapando-lhe a boca com força. Tentava forçar o garoto a respirar pelo nariz, algo que havia aprendido a fazer para acalmar pessoas em pânico, e também para fazer o menino parar com as preces. Sejam lá quais deuses fossem, não iriam ajudá-los agora.

- Não pense em nada agora. - Foram as únicas palavras que saíram da boca de Ezer, que já se levantava e puxava o menino pelas escadas.

Num espaço aberto, escuro, sem a certeza de não encontrar outros inimigos por perto, eles definitivamente estariam em uma pior situação. Portanto, a escolha de Ezer foi que subissem e tentassem se esconder ou escapar para o telhado. Não era grande o suficiente para carregar Jin, podia apenas contar que o garoto conseguiria acompanhá-lo e continuar andando. Se tudo desse certo, se esconderiam no sótão ou algo assim e esperariam que o lobo não os seguisse, na pior das hipóteses, acabaria escondendo Jin e tentando atrair o lobo para longe.

Quando um soldado pensa que terá muitos anos de vida, ele se torna indolente. Mas quando se conclui que um homem pode estar vivo hoje, mas não amanhã, ele estará consciente de que hoje pode ser sua última chance para servir a seu mestre. Assim, seja recebendo ordens de seu senhor, seja cuidando de seus deveres, ele o faz pensando que isso pode estar acontecendo pela última vez, então seu interesse será sincero e decidido. Ezer era um desses homens, que vivia com a morte em seu pensamento, e a batalha à espreita. Assim, não pensou um momento sequer em trair a confiança do velho fauno e abandonar Jin para seu próprio benefício. Tinha uma dívida para com aquelas pessoas, e trataria de cumprí-la. Mesmo que custando sua vida, não deixaria que o lobo encostasse um dedo no pequeno fauno.

Ps.: Ebaaaa você está vivo! Achei que o lobo tinha te devorado antes de passar na taverna -q
Ps2.: Ainda tinha um funcionario esquecido dentro da taverna né? Se não tiver, ignora, pls.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Ter Jun 23, 2015 10:21 am


Monstro? Oh, no!
Hora de mostrar trabalho, oras...

Estava extremamente quieto, uma calmaria que  impactava medo em seus corações, mas a bravura, ou a burrice, era maior. E não existe bravura sem medo certo?

Vincent ajudava seu companheiro a subir na árvore, e já deixava as costas viradas para a árvore. O uivo era apavorante, mas Vincent não tinha nada a perder, se morresse, ninguém daria falta, era um andarilho por natureza.
E menos uma aberração no mundo não seria nada de mais, alguns diriam que era até bom.

Empunhando sua espada, o meio demônio observava a floresta noturna. Mas foi rápido demais, o lobo atacava diretamente, a enorme criatura saltava sobre ele, com garras e dentes a mostra.
Vincent por outro lado tentou sair para o lado, mas não havia tempo hábil pra isso. O ataque foi parado por alguns silvos no ar, flechas. Será que Snow salvara sua vida? Mas as flechas vieram de baixo, não de cima.
Mas o raciocínio do jovem fora interrompido pelo impacto do lobo batendo na árvore, a pouco centímetros de Vincent, que por instinto saltava para trás, já preparando um ataque frontal.

A fera se levantou rapidamente, e saltava para trás, após olhar na direção da floresta. Outras duas flechas fincavam na árvore, interrompendo o caminho de Vincent, forçando o jovem a olhar para a floresta, enquanto o lobo batia em retirada.

Ufa, era humana, ou quase. Uma mulher peculiar saia das sombras das árvores, com seu arco e a pele de raposa na cabeça.

Disse algumas gracinhas para a dupla, mas Vincent sabia que ela tinha salvo sua vida e nada disse, apenas olhou para o alto, esperando que Snow estivesse bem.

Ela parecia experiente nesse tipo de caça, então seria mais uma ajuda. Ela dizia o óbvio, que ainda não havia acabado. Buscava suas flechas e Vincent trocava a espada de mão em mão, claramente nervoso. Acabava de ter a vida por um triz.

Então ao virar para continuar o caminho o inesperado, lá estava a fera, duas vezes maior que qualquer um deles e ainda sangrando, mas sem sinal das flechas. Seu olhar era de uso ódio e o combate não poderia mais ser evitado.
A misteriosa mulher iria usar Cloud como isca, mas isso era claro, dois arqueiros e um espadachim, já sabemos quem tem mais chances de morrer e Vincent não temia a morte.

-"Vou fazer o meu melhor, só quero esse merda morta."

Dizia o meio demônio, já correndo na direção da morte certa, e em meio ao caminho ouvia outro uivo, não vindo do lobo que crescia a sua frente, mas uma outra fera. Se uma era pavoroso, não sabia o que pensar de duas ou mais. Lobos andavam em matilhas, então se tivesse mais, seriam muitos mais.

Se aproximava correndo do grande fera, usando sua agilidade para tentar vencer a força.

Aquela não era a única besta ali, e Vincent começava a ter o corpo coberto por tatuagens roxas, como chamas vivas em sua pele, até tomar todo seu corpo, ficando negras e estáticas no final. Se movimentava mais rápido e feroz agora, seu semblante mudava drasticamente para algo perverso e maléfico.

Começou com um golpe diagonal com sua espada, gritando e girando seu corpo para um golpe horizontal.

Já atacava para matar ou criava uma distração, agora dependia mais de seus companheiros do que de si mesmo para manter-se vivo.

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Efeitos: +10% em Destreza, +10% em Agilidade e +20% em Força
Custos: 36% para ativar.
Duração: máximo por 4 turnos
Tempo de Conjuração: Instantaneo.
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Snow em Sex Jun 26, 2015 5:33 am


INVESTIDA

A sensação de ter uma presença próxima e observando os tais aventureiros era inexplicavelmente perturbadora. Suas mãos suavam frio, dificultando até o manuseio de seu arco, mas Snow jamais deixara transparecer em seu rosto tal nervosismo, não era hora para deixar aquilo tomar a sua mente. Precisava de concentração. Não era só sua vida em jogo naquele momento, mas também a de outro rapaz, seu parceiro de batalha naquele instante. O encapuzado sabia bem o que o lobo estava a fazer, a mente humana não é necessariamente diferente da mente de um animal, uma presa qualquer. Portanto, os métodos de caça convencionais, que qualquer um pode facilmente testemunhar na natureza, era perfeitamente aplicável àqueles dois jovens em meio a neve. E a fera, para o azar deles, sabia disso.

Vincent ajudara Snow a subir à árvore como o mesmo havia pedido alguns minutos atrás. Não era nenhuma tarefa difícil para o jovem, pois enquanto atendia por mercenário nas grandes cidades de Hilydrus, era comum vê-lo saltando de casa em casa, sorrateiramente, atrás de suas vítimas. Segurou-se então num galho próximo e puxou-se para cima com a ajuda de seus dois braços. No entanto, antes de posicionar-se adequadamente, se fizera audível o rugido do lobo: de repente, a fera saltara do negro que tomava o lugar, com seus olhos fielmente dourados em direção ao seu companheiro. Naquele instante, Snow seria lento demais disparar uma flecha certeira e consequentemente, tirar o jovem daquele situação desesperadora. Eis que algo rouba a atenção do encapuzado, já com o arco em mãos. - Duas flechas! - Enquanto o lobo preparava-se para o seu provável banquete, em meio ao salto, duas flechas com forças incríveis o atingira em cheio, forçando-o a debater-se contra a árvore em que o mercenário se encontrava. Para evitar o balançado, o rapaz segurava-se firme num galho um pouco mais acima. Algumas folhas caiam ao chão branco. Dava-se para notar o sangue que a fera havia deixado no local. Quase que instantaneamente, outras duas flechas foram lançadas em direção ao animal quase abatido, bem ao lado de Vincent, no entanto, o mesmo saltara para trás, fugindo em direção a escuridão. Sua presença não fora totalmente ocultada antes de um último uivo que transmitia uma sensação de "vingança".

A incessante curiosidade de Snow sobre quem havia lançado as flechas não durara muito, logo que a autora alto revelava-se das sombras. Sua aparência, vestindo uma espécie de manto de raposa era no mínimo diferente. Sua pele pálida, e o pouco de roupa que vestia, naquela noite gelada, fazia o encapuzado duvidar se aquela mulher era de fato humana. No entanto, a tal salvadora não exitou em aproximar-se dos jovens que ali encontravam-se.

Vocês rapazes foram azarados a vida toda, ou andaram guardando para gastar tudo nessa noite? Ainda não acabou. Ele irá voltar e tentar nos atacar...  – Disse a mulher, enquanto recolhia suas flechas.

O encapuzado percebeu que aquela garota estava ali para dar apoio também a caçada, porém, o motivo disso, continuava sendo um mistério. Talvez não passasse de uma mercenária, contando com o suporte dos rapazes para conseguir a recompensa em ouro. Naquela situação, de "quem pensasse mais rápido sobreviveria", não era sábio confiar em qualquer um, apesar do ato heroico da mesma instantes atrás. E caso fosse esta a estratégia da moça, Snow com certeza reconheceria sua inteligência - era algo que com certeza, ele também faria. Logo após o breve raciocínio de uma mente cautelosa, o próprio mercenário descera até a base do chão, ficando assim ao lado dois outros dois sob a neve.

Acho que serei mais útil por aqui. – Pronunciou.

Após juntar-se a Vincent, e a nova integrante, um ruido ecoa no ambiente, onde podia-se notar que o autor estara bem mais próximo do que qualquer um ali imaginava. Eis que um lobo também abatido, mas sem sinais das flechas surge dentre a escuridão, novamente. Seu tamanho havia aumentado, coisa que não acontece naturalmente de um instante para outro. Logo então a mulher surge com a proposta de um ataque triplo: o espadachim na frente, enquanto recebia apoio na retaguarda. Apesar do receio, não havia mais o que fazer, era a melhor opção. Trabalho em equipe, ou morte certa. A fera partira em direção aos três no momento em que Vincent põe-se como alvo principal, era naquele instante em que os dois arqueiros do time teriam que agir.

Imediatamente, as frequências cardíacas do mercenário eram drasticamente minimizadas, suas mãos deixavam de suar frio e sua respiração ficara mais lenta gradualmente. Sua presença era ocultada cada vez mais, mal era o rastro ou o som que deixara sob a neve com suas pegadas. Tudo isso, era fruto de sua habilidade Dark Step. Enquanto encontrava-se nesse estado, o caminhar do rapaz era livre, portanto, podia-se posicionar-se em qualquer local desde que não realizasse nenhum ataque. Nesse momento, pôde ver uma espécie de tatuagem de marcas negras percorrer o corpo de seu companheiro, percebendo que aquilo o deixara mais ágil e com uma presença um pouco "mudada". Porém, eram aqueles poderes que poderiam determinar o rumo da luta, e talvez a vitória.

Snow buscara as costas do animal, já que sua presença seria quase impossível de ser percebida. Para isso, efetuou uma breve corrida passando pelo lado da fera, enquanto buscara a mira certa para acertá-la em cheio bem no meio de sua nuca. Num piscar de olhos, o encapuzado percebe a primeira investida vindo de Vincent. Sem exitar então, solta a corda do arco que era puxada pelo mesmo, ainda em movimento, regulando a altura e posicionamento de seus braços para ser um tiro certeiro: a flecha é disparada simultaneamente ao ataque do outro rapaz, para que não houvesse como a presa reagir a dois ataques ao mesmo tempo sem no mínimo, escapar ilesa.



Obs.: Para mais detalhes da habilidade, clica.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Qui Jul 30, 2015 1:17 am

monstro • monster • Monsutā


A neve caía em flocos delicados e perfeitos. O céu noturno era pontilhado por milhares de pequenos pontos luminosos, tão numerosas, ou ainda mais, do que o número de grãos de areia de uma praia, ou as gotas de água em um oceano. O vento rodopiava e uivava pelas ruas da cidade, entre as árvores da floresta, se infiltrando mesmo pela menor das frestas que conseguisse encontrar. Aquela era uma noite fria. Mas não o tipo de frio mais ordinário e corriqueiro que um homem forte pudesse ignorar, ou o frio mediano que pode ser facilmente afastado com um segundo casaco e um par de luvas. O frio soprado por um vento forte atinge o corpo feito facas e agulhas de gelo, seja através das roupas ou na pele nua, deixando queimaduras e nos enregelando até os ossos.

Mas aqueles aventureiros não sentiam esse frio... Ah, não. Nem de longe.

Pois existe uma boa forma de afastar o frio: Manter o sangue quente. E, acredite: aqueles jovens estavam fervendo. O medo causa isso nas pessoas. A adrenalina faz o coração bater em ritmo acelerado. A empolgação de não saber o que acontecerá em seguida. Pois não importa para onde você foge, você sabe, no fundo, que não faz a menor diferença. O que realmente define se você irá sobreviver ou não, é o quão rápido consegue correr. O quão rápido consegue raciocinar, mesmo em uma situação extrema... Assim como não faz diferença se você é a caça ou o caçador. Não faz diferença quem é o mais forte. Ou o mais rápido. Em uma luta, tudo o que importa é vencer. Use tudo o que tem, da melhor maneira possível. Você pode desejar ser mais forte ou rápido o quanto quiser, mas isso não mudará nada.

O único modo de combater o medo é com coragem e inteligência.

Fuja. Mas seja rápido. Lute. Mas dê o seu melhor.

É assim que se consegue vencer.

○ ○ ○

Eles jamais haviam se encontrado antes. Nunca haviam lutado juntos. Mas, ainda assim, o modo como seus corpos reagiram foi como se partilhassem uma única mente. Como se suas determinações estivessem conectadas, e seus corações clamassem pela morte da fera. Não estou dizendo que todos se moveram ao mesmo tempo, mas que o movimento de um foi como um complemento ao do outro. Quando o jovem espadachim, Vincent, avançou ao encontro do lobo, com as chamas negras se espalhando por seu corpo, ele não pode ver o que seus companheiros faziam. Ele apenas pode confiar. E essa confiança não foi em vão.

O lobo avançava trotando nas quatro patas, e no instante em que saltou para agarrar o rapaz com a espada, duas flechas atingiram os ombros da criatura, o mandando para trás e de volta para o chão, urrando de dor, como se tivesse sido acertado pelo golpe de um martelo. O monstro arrancou as flechas e as jogou no chão e... Quando levantou a cabeça, assustado, o espadachim estava bem diante de seus olhos. O corte foi limpo e certeiro, mas o lobo ainda conseguiu bloquear com a mão direita no último instante, assim evitando um golpe mortal, por mais que ainda tenha perdido dois dedos...

Além de receber uma flecha bem sobre o coração, vindo de um ponto cego: Suas costas.

A criatura urrou e caiu de joelhos era o momento de aplicar o golpe fin...

— Cuidado! – Gritou a mulher raposa, apenas um instante antes que fosse tarde demais.

As garras do lobo subiram repentinamente, inclementes, lacerando a carne do peito do espadachim que apenas conseguiu esquivar, evitando assim um golpe mortal, enquanto o lobo mais uma vez fugia trotando para a floresta, ocultando-se na escuridão. Alguns instantes tensos se passaram, enquanto a mulher raposa se aproximava de Vincent, e chamava Snow para perto deles. Felizmente o ferimento do espadachim era apenas uma laceração leve, será ruim se não for tratada logo, mas não o impedia de continuar a lutar por algum tempo. E dessa vez a mulher não precisou dizer, todos sabiam: O inimigo iria voltar. E a próxima vez, poderia muito bem ser a última.

Entretanto, a jovem arqueira, por sua vez, parecia ter preocupações mais prementes. Ela agarrou a lâmina da espada de Vincent, sem qualquer receio e a examinou, então pegou uma flecha da aljava de Snow.

E soltou um suspiro. — Vocês só podem estar brincando. – Disse, mas, de certa forma, parecia estar falando consigo mesma. Tirou cinco flechas de sua própria aljava e entregou-as para o arqueiro. E, em seguida, entregou um pequeno punhal para Vincent. — Vocês, idiotas, jamais irão conseguir matar um lobisomem se não usarem armas de prata. Não me digam que vieram até aqui sem saber disso? Pelos pequenos deuses! – Bufou. — Se não fosse questão de vida ou morte de uma centena de pessoas, juro que os deixaria serem devorados.

E ela não parecia estar brincando.

— Ele logo volt-... – Ela farejou o ar. — Voltou... – Anunciou, virando-se para a direção em que olhos amarelos espiavam da escuridão. — E trouxe reforços. – Dois pares de olhos amarelos que se mostravam em dois lobos. Um ferido, e um ainda intacto. A mulher raposa riu, então preparou uma flecha. — Cavalheiros, foi um prazer lutar ao lado de vocês.

Os lobos avançaram.

• • •

É necessário ter muita coragem para sair rumo a uma floresta, durante a noite, para caçar uma criatura que já matou outras dezenas de homens. Ou confiança em suas habilidades, ou ainda simples e pura estupidez. Mas, no fim, todos são postos à prova. Tanto os corajosos quanto os tolos. Mesmo os sábios. Aqueles que sabem já possuir problemas demais para sair caçando mais com suas próprias mãos. Ezer havia escolhido ficar. No entanto, aquela simplesmente não era uma área segura. Não me refiro a taberna em si, mas a toda Hilydrus. Ninguém na cidade estava completamente seguro.

Agora, porém, já era tarde demais para lamentações. O lobo estava no interior da taberna. O velho estava... Provavelmente morto. E, ainda assim, por alguma razão, Ezer decidiu manter sua palavra. Arriscar sua vida por aquele sátiro medroso demais até mesmo para fugir de maneira apropriada, sendo necessário puxá-lo pela mão. Eles subiram as escadas com passos apressados, enquanto os cascos do jovem fauno magricela ecoavam alto, ao bater contra a madeira nua dos degraus. Não havia muito que pudessem ter feito a respeito disso, não sem perder algum precioso tempo.

Chegando ao andar superior, o rapaz pode avistar uma janela redonda no fim do corredor, que provavelmente seria apenas o suficiente para o sátiro passar com algum esforço. Avistou quatro portas de cada lado do corredor. E no meio do corredor, no teto, logo após a segunda lamparina, havia uma cordinha a aproximadamente dois metros de altura. Como o velho não era tão alto, ele provavelmente usava uma cadeira para alcançar.

As opções eram simples: Tentar as portas. Ajudar o fauno a fugir e pensar em um modo de fazer o mesmo. Encontrar uma forma de puxar a cordinha e baixar a escada para o sótão... Ficar e lutar. Ou desistir e morrer.

Mas seja qual for à escolha de Ezer, ele tinha que tomá-la rápido.

Pois era possível ouvir o rangido da porta que dava da cozinha para o bar... Abrindo lentamente, e o toque suave de garras contra a madeira, que lembrava vagamente o tamborilar cadenciado da chuva contra uma poça, ou o som de dedos ociosos contra a lateral de um copo. Ainda assim, como era possível, esse som tão simples, trazer tamanho desespero para o coração de um homem?

○ ○ ○


OFF: Placa de vídeo parou de funcionar, teclado teve derrame e parte das teclas não funcionavam, problemas pessoas... Em suma, peço desculpas pelo enorme atraso.

Xp de atraso:

Ezer +300xp
Cloud +250xp
Snow +250xp

Total ganho por cada um até então:

Ezer +750xp
Cloud +750xp
Snow +650xp

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Cloud em Qui Jul 30, 2015 1:14 pm


Isso é? Sangue!
Combate no ar gélido

O ataque foi lindo! parecia que estavam conectados na mesma mente, continuando os ataques em conjunto com excelencia!

Vincent avançava contra a fera e o monstro contra ele. Parecia o encontro de uma criança contra um trem de carga!
O lobo era muito maior que Vincent que, graças as sua habilidade, consegui igualar em velocidade e desferir seu golpe.

A esquiva do lobo não teve sucesso, e o sangue das garras do lobo cobria o rosto do meio-demonio agora.
Mas Vincent era pego de supresa, e o lobo rasgava sua carne com as garras, mais um vez Vincent foi salvo por suas habilidades, evitando que o corte fosse fatal, mesmo assim, seu peito sangrava e parecia sério.

o lobo recuava, e assim Vincent também. A misteriosa mulher observava sua espada, e as flechas de seu companheiro Snow, parecendo estar bem frustrada e informa que se tratava de um lobisomem e que somente prata podem feri-los.

Mas Vincent ficou com aquilo na cabeça por alguns segundos, pois sua espada havia ferido a fera e mesmo ele, não sabia a procedência de sua espada, pois foi herdada e sabia que era mística, só não sabia como e nem porque.

-"Não sabíamos o que eram esses lobos, achavamos que eram apenas lobos. Nem sabíamos que prata os feriam."

Disse Vincent, com a mão esquerda em seu peito, tentando aparar o sangue que escorria.

Fincava sua espada na neve e retirava sua camisa rasgada, mostrando suas pequenas asas, e fazia delas uma atadura, amarrando em torno do tronco.

Mas antes que pudesse pegar a espada novamente o lobo volta, e agora tinha companhia. A mulher parecia sem esperança, mas Vincent não se dava por vencido, se era pra morrer, iria levar alguma das duas feras com ele.

-"Não desista antes do tempo, podemos estar em desvantagem, mas não estamos mortos.
Vamos atacar com tudo que temos, AGORA!!!"


Vincent já via os lobos correndo e corria contra elas, e focava em toda sua velocidade, para evitar o primeiro golpe com sua velocidade, e acertar a fera no peito no contra golpe, esperando que seus companheiros cobrissem sua defesa quanto a segunda fera.

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Vincent Eldoras 
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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por Ezer em Dom Ago 09, 2015 7:14 pm

-x-



O vento dançava lá fora, alheio a tudo que acontecia no interior da taverna. Entrava pelas frestas nas janelas, pela porta estraçalhada no andar inferior, seus silvos impiedosos pareciam mais fortes a cada instante. Aquele lugar, antes aconchegante e confortável, ficava cada vez mais gelado, triste, sombrio.

Aqueles que estavam ali haviam sido abandonados por seus deuses, deixados à própria mercê. Seriam mais afortunados os que se aventuraram foresta afora? Ou eram apenas tolos ainda maiores?

Ezer provavelmente conseguiria se safar se estivesse sozinho. Mas aquele não era o caso. E fugir era algo que, a cada instante, estava mais distante do leque de possibilidades diante do garoto. O velho fauno estava provavelmente morto àquela altura, Jin fazia muito barulho e estava inapto para realizar qualquer feito útilo, fosse fugir, fosse não atrapalhar.

Eles estavam agora no segundo andar daquela construção. Uma janela circular pequena no final do corredor dava para o vazio lá fora. Grande o bastante para Jin passar, Ezer não achou que aquela fosse uma opção viável. O fauno deveria estar próximo o suficiente para que ele pudesse protegê-lo, não sozinho do lado de fora, não naquele frio, não naquela situação. Haviam também quatro portas, fechadas. Estariam elas trancadas? Haveria alguém lá dentro? Alguma arma? Checar todas levaria tempo demais.

Ezer continuou andando, apressado, enquanto pensava. Segurava firme a mão de Jin, forçando o pequeno a acompanhá-lo. Parou no meio do corredor, do teto, pendia uma cordinha um meio metro acima da cabeça do garoto. Ah, o sótão. Aquela era uma opção, uma boa opção. Mas ele não alcançaria a corda sozinho. Precisaria de uma cadeira... talvez houvesse alguma em um dos quartos. Mas, de novo, não havia tempo para procurar.

Naquele momento, o rangido da porta que dava da cozinha para o bar se fez ouvir, e no silêncio cortado pelos silvos do vento, feroz como um lobo, lá fora, era possível ouvir o toque das garras do verdadeiro lobo contra a madeira. Um calafrio percorreu o corpo do rapaz. Olhou para Jin, sentiu o peso de suas armas guardadas em seu flanco. Sentiu o peso da batalha iminente, da promessa de proteger o fauno. E sem pensar duas vezes, abaixou-se, usou toda sua (pouca) força e ergueu aquela criança amedrontada acima de seus ombros.

Puxe! — Falou perdendo um pouco de seu fôlego.

Esperava que Jin conseguisse descer a escada para o sótão. E assim que a escada descendesse, ordenaria que o fauno subisse e se trancasse lá.

O olhar decidido no rosto de Ezer não escondia a sua decisão. Ele tentou ao máximo evitar um conflito, mas essa não era mais uma escolha plausível. Não se ele quisesse salvar a vida de Jin, como prometido ao velho fauno.

O medo da morte, vem junto do medo de se viver. Afinal, aqueles que vivem plenamente, estão sempre preparados para a morte. Ezer não podia dizer que vivera plenamente até aquele momento, mas já havia passado por coisa demais, já havia perdido preciosidades demais, sua irmã, seu antigo mestre, seus amigos. Estava sozinho, e preferiria morrer, a viver sabendo que aquele pequeno fauno morreria por sua incompetência. Estava decidido. E nada poderia demovê-lo daquela resolução.

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Re: Taberna do Fauno

Mensagem por NT Almighty em Seg Ago 17, 2015 4:04 pm

monstro • monster • Monsutā
A semente do medo nasce de acontecimentos simples; um susto, uma queda, uma perda. No inicio você sequer sabe que ele está lá, não até que precise enfrentá-lo. Até que já seja tarde demais para tentar fazer algo a respeito. E a cada vez que você se depara com seu medo e não encontra forças para combatê-lo, para superar seus temores, ele ganha forças. A semente germina e aos poucos ganha vida, cresce e cresce ainda mais, se alimentando de sua coragem, de sua sanidade e de sua força de vontade. O medo envolve o coração de um homem feito os dedos gélidos da morte. Ele tira seu ar e a força de suas pernas. O faz enxergar seu próprio fim, antes mesmo que tire a arma da bainha... O medo paralisa seus músculos, suga até a última gota de sua força de vontade e devora todas as migalhas de sua coragem. É a morte que precede a faca do assassino, a loucura que nasce de um espírito quebrado.

Não ceda. Não desista. Não hesite. Se o fim é o mesmo para todos, é a jornada até lá que faz tudo valer a pena. Grite a plenos pulmões. Continue a se mover, mesmo que seus músculos se despedacem. Destrua o medo com a loucura de ser corajoso o bastante para enfrentá-lo com tudo o que tem, mesmo quando não tem a menor chance de vencer aos seus próprios olhos. Continue a manter a centelha de esperança viva.  Se a vida o derruba, você levanta e segue adiante. O impossível está a apenas mais um passo de distância... Basta não desistir agora. Mais um passo. Levante-se.

Não ceda. Destrua o medo com a loucura de ser corajoso o bastante para enfrentá-lo.

Não hesite. Continue a se mover. Não desista. Grite a plenos pulmões.

Levante-se... e dê mais um passo.

○ ○ ○

A raposa sorriu e riu, exibindo seus dentes alvos demais em contraste com a pele cinzenta e os lábios negros de tinta. Os movimentos dela eram fluídos e naturais, de forma que uma flecha mal havia deixado seus dedos e sua mão já buscava outra na aljava, sem um átimo de hesitação. As feras saltavam e esquivavam, como se pudessem literalmente enxergar cada um dos projéteis, mas não eram poucos os que pegavam ao menos de raspão, o que deixava claro que os disparos não eram feitos de qualquer forma. A raposa mirava exatamente no centro dos corpos, e as flechas possuíam uma velocidade tão assustadora que o tempo de reação das feras era apenas o bastante para que apenas evitasse um golpe mortal, por muito pouco, tamanha era a habilidade como atiradora daquela estranha mulher raposa.

E graças a as distrações criadas por sua parceira, o jovem espadachim pode desferir seu ataque quase sem rodeios, dilacerando a couraça de pelos, carne e músculos da criatura, o qual ainda se esquivava, dando um passo para trás, e imediatamente levantava um dos braços para atingir o rapaz, mas era impedido por uma flecha que atingia seu pulso. Então, aos olhos de Vincent, foi como se o tempo ficasse em câmera lenta, e ele viu as escolhas que tinha em suas mãos: à sua frente estava o lobo com um rasgo no peito, e uma das mãos incapacitada por uma flecha, enquanto o rosto se contorcia de dor e agonia. Já a sua esquerda, o outro lobo sequer desacelerou sua corrida, passando por ele rumo à mulher raposa e a seu companheiro de combate que parecia estar paralisado... Por alguma razão.

O que fazer? Ele poderia tentar desferir um golpe finalizador no lobo que estava bem diante de seus olhos, ou atacar o outro pelas costas, aproveitando-se do fato de que ele parecia tê-lo ignorado momentaneamente para investir contra os arqueiros... Ele sabia que não poderia fazer os dois ao mesmo tempo, mesmo com sua velocidade aumentada, mas o que ele escolheria fazer? O lobo à sua frente era aquele que já estava ferido antes, mas ele não parecia menor mortal do que o outro...

Escolha, mas seja rápido. Um instante na mente valem sete no fogo.

• • •

O jovem fauno magricela hesitou apenas por um instante antes de puxar a cordinha com suas mãos trêmulas, tentando abaixar a escada do sótão para alcançar um local seguro. A escada já estava na metade do caminho, quando Ezer ouviu um resfolegar suave atrás de si. O lobo não havia feito qualquer barulho para indicar que estava subindo as escadas, e agora o olhava com a bocarra aberta, quase como se sorrisse. O fauno se atrapalhou e, no desespero, soltou um gritinho estrangulado e chutou Ezer na cabeça com o casco duro, enquanto dava um jeito de subir a escada e desaparecer na escuridão. O jovem soldado sentiu o repuxar de um corte leve em sua testa, sua visão ficou turva por um instante devido à dor do chute, e no instante em que abriu os olhos, o lobo havia saltado em sua direção.

A boca aberta para devorá-lo. Os as presas amarelas afiadas e ameaçadoras, os olhos amarelos e brilhantes feito ouro polido, as garras negras já quase o alcançando... E antes que o rapazote pudesse sequer pensar em como tentar reagir, uma sombra saltou do sótão para baixo, tão veloz quanto o estalar de um chicote, e se atracou com o lobo, pegando-o de surpresa, ainda no meio do salto, e ambos rolaram pelo corredor e escadas abaixo em uma confusão de braços e pernas. A figura que havia saído do sótão definitivamente não era o fauno, ele usava um capuz sobre a cabeça e tinha adagas prateadas nas mãos, com as quais havia atacado o lobo sem um átimo de hesitação.



(Clique para ampliar)


Mas não foi isso o que chamou a atenção de Ezer.

Por um instante. Uma pequena fração de segundos, o rapaz pensou ter tido um vislumbre do rosto daquela pessoa que havia saltado das sombras em seu auxilio, apenas a sugestão de uma visão de relance. Mas foi o bastante. Ele não podia acreditar, é claro, mas tinha certeza, ou quase, de que aquele era seu mestre! Sim, ele o reconheceria em qualquer lugar, mesmo se apenas o visse pelo canto do olho em uma rua repleta de pessoas. Mas, por que ali? Por que agora? O barulho de luta ainda tomava o salão abaixo, pratos e copos se espatifavam pelo chão, assim como o som de móveis de madeira se quebrando com estardalhaço.

O sangue escorria ao lado do rosto do rapaz, mas ele sequer notou. Atordoado demais.

Então surgiu a escolha: Atrás havia a escada para o sótão e a segurança momentânea, talvez até um modo seguro de escapar. À frente um homem maluco e uma fera se enfrentando. Mas a chance de descobrir se era mesmo seu mestre que havia visto ou não... O que fazer?

○ ○ ○


OFF: Malz o atraso! >.<

Xp de atraso:

Ezer +50xp
Cloud +50xp

Total ganho por cada um até então:

Ezer +800xp
Cloud +800xp
Snow +650xp

Prazo de volta: Quem não postar em até 7 dias após o último player, será pulado. Isso não significa que seu char vai morrer, só que ele não fará nada. O que ainda pode ser perigoso, de acordo a situação.
Hilydrus • Taberna do Fauno

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Re: Taberna do Fauno

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