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Taberna do Macaco Caolho

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Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:00 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Um pouco distante do centro de Hilydrus se encontra a popular Taberna do Macaco Caolho. O lugar está sempre cheio, principalmente durante a noite quando trabalhadores cansados vêm relaxar e gastar suas preciosas moedas de ouro. Bebidas baratas como cerveja e hidromel são as mais consumidas, e os clientes em geral são humildes e bem humorados. Quanto às raças, é fácil encontrar quase todas elas virando a caneca por aqui. Anões e humanos são os preferidos, seguidos de elfos e eventuais meio-orcs. Vez ou outra bardos se reúnem para tocar, reservando um espaço da taverna para eles. Sendo assim o ambiente é caloroso e movimentado, a comida é simples porém saborosa, e os quartos são confortáveis mesmo não sendo individuais. Mas talvez pagar um extra lhe garanta alguma privacidade.

O dono da taberna é um anão chamado Tork  Três-Dedos, levando este nome graças ao óbvio motivo de lhe faltar dois dedos na mão esquerda. Porém isso não muda o fato de ser um cara astuto e bem humorado, mas que sabe manter um empreendimento funcionando. Afinal sua paixão pelo ouro fala mais alto, e Tork não perde a chance de faturar uns trocados extras. Por conta disso é comum vê-lo variando os preços de acordo com a demanda ou com a cara do cliente. Ele não considera isso desonestidade, mas sim "saber negociar com a clientela". Tork prefere ter poucos funcionários e pagá-los bem, e por isso o trabalho acaba sendo puxado e ao mesmo tempo recompensador. Conseguir um emprego é fácil e lucrativo aqui, o difícil é aguentar por muito tempo.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Seg Jul 14, 2014 1:47 pm

Um irmão? Eu tenho consciência que existe outros brutamontes daqueles, mas um que conseguiu fazer aquela cicatriz no rosto de Kholl me assustou. Por agora, eu acho que não iria dar notícia alguma. Realmente me preocupei com isso, eu podia muito bem ir até esse tal de muquifo nos subúrbios, quem sabe se eu fosse lá poderia descobrir mais sobre o Meio-Troll. Fazer uma daquelas investigações profundas dentro de alguma cena de um certo crime. Se bem que o que eu fiz não foi propriamente um crime.

Senhor Thork. Acho que vou até essa tal de quitinete onde aquele cara morava. Prefiro ir agora, se eu for muito tarde pode ser perigoso e quem sabe eu posso arranjar problemas que eu não quero achar.

Me levantei do balcão e cocei os cabelos, agarrei minha espada com segurança e a apoiei no ombro, fiquei ereto, e voltei a olhar para senhor Thork, com confiança, tomei alguma coragem por alguns segundos e pedi.

Olha, o senhor pode me liberar do meu turno agora? As horas que eu ficar fora do resto do turno de hoje, amanhã o senhor não precisa cobrar... Sabe, o senhor vai economizar dinheiro.

Acho que o velho iria aceitar, já que pelo que parece ele preza muito pela bufunfa que tem. Caso ele me liberasse iria até o tal taberneiro, e pegaria a informação com o fofoqueiro sobre o tal endereço do muquifo onde Kholl vivia antes de... Eu matar ele. Pegaria minha mochila e sairia até o endereço. Iria tomar cuidado no caminho. O subúrbio de Hilydrus é perigoso, e com certeza aqueles pobres sujos iriam procurar problema com um moleque loirinho com uma carinha inocente. As vezes queria que meu visual mudasse. Sabe, eu não sou o macho-alfa que esbanja testosterona. Mas até que queria ser.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Seg Jul 21, 2014 11:42 am


O senhor Tork encarava o rapaz loiro enquanto ele falava e já começava a enrugar a área em torno dos olhos, preparado para um sermão ou quem sabe até pior, talvez uma demissão. Mas então Hayashi usa uma palavra mágica que faz o anão coçar a barba e ponderar antes de deixar que qualquer palavra escapasse. A expressão dele parece voltar ao normal.

[Tork Três Dedos] — Ha! Tudo bem, garoto. Mas veja lá a confusão em que vai se meter. Depois não diga que não avisei!

E o anão retorna a seus afazeres.

Pegar a informação com o taberneiro foi tarefa fácil. Ao que parece, ele já mantinha um olho atento na conversa de Tork e Hayashi e prontamente passou a informação sem que o garoto sequer perguntasse. Em termos de fofoca, ele era um talento!

Hayashi realmente estava disposto a levar aquilo até o fim. Talvez na casa de Kholl houvesse alguma coisa ou alguém e poderia ser a chance perfeita para o garoto aliviar sua consciência. Mas havia risco nisso, pois ele não sabia o que poderia encontrar.

O caminho indicado pelo taberneiro era simples. Ao que parecia, Kholl não residia muito no interior dos subúrbios. Isso também era um alívio, pois quanto mais adentrasse aquele local, maiores eram as chances de algo ruim acontecer. Afinal, haviam ladrões e coisas bem piores lá.  

Adicional:

Bom, se você optar em ir até a casa do Kholl vai encontrar um caminho escuro e alguns maus elementos vão ficar te encarando dos becos ou cantos escuros, mas nada vai acontecer. A casa é de madeira e fica num amontoado de casas relativamente em boas condições, perto da maioria dos subúrbios. Mesmo assim, a aparência é decadente, com remendos de madeira por toda a parte. A escolha do que fazer a partir daí é sua. Pode postar nos Subúrbios. :3

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qui Jan 15, 2015 6:19 pm

Aquelas figuras não eram uma coisa desafiadora, derrubei eles com facilidade, o outro guerreiro, Balinor, também havia derrubado seus inimigos facilmente, não pareciam ter muita habilidade com armas ou coisas assim. Eram meros devotos, porém muitos. Dentro daquela casa haviam mais, de acordo com as informações de Balinor, que possivelmente estava pensando em invadir aquilo tudo e quebrar um marmanjo por um. Eu também iria seguir esse pensamento, e assim que eu iria me virar para entrar na casa e acabar com os outros cultistas, algo incomodou meu ouvido.

Um zunido fino e incômodo, tendo como alvo Saphira. O projétil passou por mim e atingiu a minha recém companheira, ela tirou o objeto de seu corpo, e desmaiou, confusa. Eu confesso que me desesperei por um momento, mais um amigo que iria desaparecer, diante de meus olhos? Não, hoje não. Iryell anunciava que aquilo era veneno, o que era quase óbvio, e sugeriu que eu fosse atrás do atirador, ele ainda poderia estar com o antídoto. Assenti com a cabeça e não pensei duas vezes, iniciei uma corrida em direção ao homem que havia atirado aquilo.

Lá estaria eu nas ruas asquerosas do subúrbio, perseguindo o atirador ardiloso que teria atingido Saphira. Estava fervilhante, almejando voltar com o antídoto e deixar o corpo morto do homem ali. Enquanto corri, notei a presença de uma estátua feia. Uma mulher com um rosto que deixava clara a expressão de medo, terror, horror. E ela estava bem no lugar que nós viemos, será que ela poderia ser a suposta Deusa daqueles cultistas. 

Deixei aquilo de lado, e assim que voltei a caminhada fui vítima de um novo projétil, maldita hora que fui me distrair com uma simples estátua. Fui alvejado na garganta, pelo mesmo dardo venenoso, e a substância agiu em poucos segundos. Soltei um pequeno grunhido após ser atingido, caindo no chão, porém diferente de Saphira, eu estava consciente. 

Ela? Ela quem? Que pessoa poderia ficar satisfeito com a morte de alguém? Apenas os mais sádicos dos demônios, isso sim. Eu já estava dando adeus a esse mundo, jurando que voltaria do inferno para puxar o pé daquele sujeito, mesmo sem ver seu rosto. Quando a lâmina da adaga estava prestes a ceifar minha vida, uma boca enorme abocanhou o rapaz, deixando uma boa marca de mordida, sujando as ruas de sangue. 

Será que finalmente eu havia encontrado meu amigo? Sim, seria ele. A criatura havia me salvado. Mas isso me deixou uma dúvida, ele me salvou por qual motivo? Ele queria realmente me salvar espontaneamente ou ele estava preocupado  a quem daria comida a ele todos os dias se eu morresse? Preferi acreditar na primeira opção. Ele veio até meu lado, mastigando a carcaça, sorri para ele, enquanto minha visão e minha energia foram se cessando, ambos notamos a presença de alguém,  ele saiu em disparada, enquanto a mim? Desmaiei. 
[Sonho]

Kholl estava sentado em uma poltrona, macia, com o acabamento de couro, incrivelmente confortável e parecia bem cara, com os punhos fechados apoiados em sua cocha, olhando para mim com olhos vermelhos e sanguinários, ameaçador, porém eu não me intimidava. Ao seus pés, a criatura que mais parecia um demônio canino, ou felino, descansava em seus pés, descansando de algo, com alguns ossos e crânios ao redor. Ele estava bem alimentado. Kholl não tinha aquela cicatriz, era estranho, me lembro que quando o matei, ele tinha aquela cicatriz lá. Apenas ignorei.
 
Eu? Estava ajoelhado a alguns passos do meio-orc e de seu mascote feroz, estávamos numa sala escura, com uma luz que surgia em cima a poltrona onde Kholl estava, iluminando apenas ele, eu estava no escuro, mas ele sabia que eu estava ali. Eu acho que ele tinha me chamado para uma conversa, uma conversa muda, nenhum começaria a falar, e parecia algo infinito. Não parecíamos inimigos, mas eu não soltaria minha espada.

Então a criatura se movimentou, levantou-se de seu sono e veio até mim, em passos curtos, a luz o acompanhava, e eu confesso que fiquei com medo, parecia nosso primeiro encontro, cara a cara, mas aqui, ela não queria me matar e se alimentar de minha carne. Ela então, assim que chegou perto de mim, abaixou a cabeça, submissa, eu ergui uma das minhas mãos e fiz um carinho naquela cabeça deformada, não me lembro se ela era lisa ou áspera, era apenas uma pele. Um couro. Enfim, acordei.
[Fim]

O cenário era bem diferente do qual estava a um cochilo e um sonho atrás. Minha visão se recuperou aos poucos, mas pude notar logo o local onde estava, afinal qual emprego não reconheceria o local onde dorme trabalha? Eu estava no meu quarto na Taberna, e a primeira pessoa que eu vi, foi a que justamente eu queira ver. Saphira estava lá, saudável, enquanto Balinor e Iryell pareciam conversar.  

Saphira? — Murmurei, dando continuidade. — Você está bem? Esse negócio nesse dardo incomoda muito, Hahaha. — Gargalhei, seguido de uma tosse. Eu me sentia fraco, impotente, como eu poderia cair num truque daqueles? Parecia que minhas preocupações estavam sumindo. Se eu e Saphira estávamos vivos, possivelmente arranjaram o antídoto. — Pegaram aquele cara? — Falei, como se não soubesse das circunstâncias que o cadáver do homem se encontrava, não puxei assunto sobre nenhuma criatura. 
Thork? Onde está Thork? — Precisava arranjar contas com meu patrão. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sex Jan 16, 2015 11:51 am

HAYASHI
 
 
Por sorte ou amizade, talvez aquilo não importasse, afinal, Hayashi precisava estar grato por ainda estar vivo, por seu sangue ainda estar quente e pulsante dentro de suas veias e não espalhado no chão frio e sujo dos Subúrbios de Hylidrus. E foi por muito pouco, muito mesmo! Na verdade, talvez por um fio tão fino que ele ainda nem havia começado a imaginar...

Em seu sono tranquilo embalado por substâncias tóxicas e entorpecentes, Hayashi tem a visão de Kholl e seu mascote. Será que ele havia sido perdoado? Dizem alguns magos que, quando dormimos, nossa consciência viaja para um outro plano, um mundo sutil, onde somos capazes de encontrar com as das outras pessoas, mesmo as que já partiram. Entretanto, há os que dizem também apenas ser fruto e nossos desejos e ilusões. De qualquer forma, talvez a consciência do rapaz estivesse mais leve naquele momento, sentindo como se tivesse, ao menos um pouco, pagado pelo seu pecado.

Então ele acorda e assim que exibe suas preocupações, todos os presentes no quarto voltam seus olhares para ele. A chama do lampião tremeluzia, mas era possível vislumbrar a expressão de alívio e surpresa de cada um ali. Saphira esboçou um sorriso.

[Saphira] — O anão?! — Exclama ela. — Ele disse alguma coisa sobre despesas e depois nos indicou esse aposento. — Revelando que ela já estava acordada quando chegaram ali.

Nenhuma surpresa, não é verdade? Mas talvez aquele fosse o jeito do Senhor Tork Três Dedos de demonstrar sua preocupação. Balinor se adiantou alguns passos em direção à cama de Hayashi.

[Balinor] — Parece que te devemos algumas explicações, não é verdade?  

Disse num tom amistoso enquanto puxava uma cadeira e se colocava sentado ao lado da cama. Iryell permanecia na mesma posição, embora seus olhares fossem atentos.

[Balinor] — Espero que tenha ainda disposição para uma história... — Ele fez um minuto de silêncio, esperando qualquer objeção do rapaz. Provavelmente Hayashi realmente desejasse por aquelas explicações, em seu peito, como um buraco oco que precisava ser preenchido. Muitas dúvidas deveriam ter se criado na noite nos Subúrbios.Ela... esta coisas da qual falamos na noite passada — O quê?! Na noite passada? Se o rapaz estava ouvindo certo, já fazia um dia desde que ele havia desmaiado. — se trata de algo muito perigoso, um monstro a que nosso grupo se destina a caçar já fazem muitos anos. Amenset, a Cocatrice. Nós sabíamos por causa dos sinais...

Um estranho clima de tensão pareceu se abater naquele cômodo. De repente, foi como se toda a taberna tivesse baixado seu tom em ansiedade, como se aquele nome carregasse um peso diabólico, uma força obscura que eles não podiam compreender. Hayashi, mesmo nunca tendo ouvido falar em tal criatura, podia supor o perigo que representava pelo próprio tom pesado das palavras de Balinor. Iryell virou sua face de leve para o lado, como se desejasse não tocar naquele assunto e mesmo Saphira parecia desconfortável.

[Balinor] — A Cocatrice é um monstro atroz, mas ela é também uma bruxa muito poderosa. Cada um de nós aqui descobriu isso por conta própria... — Agora o clima era de tristeza, como se o céu tivesse ficado de súbito nublado. — Eu conheci a Cocatrice quando ainda era muito jovem. Ela levou toda a minha família...

Balinor:

Balinor era o segundo filho de uma família miserável dos Subúrbios de Hylidrus. Seu pai era um servo no exército real e sua mão uma prostituta que havia falecido recentemente. Todos os dias, ele saia para trabalhar e deixava seu irmão mais novo em casa, retornando apenas bem tarde, mesmo depois de seu pai.

Certo dia ele havia se atrasado mais do que de costume, porque havia ido até o centro comercial em busca de alguns pães especiais para jantar com sua família. Ele tinha um sorriso no rosto e voltou correndo para casa, mas, quando finalmente abriu a porta, encontrou duas estátuas esfaceladas, cujas cabeças tinham as faces de seus parentes. O menino deixou os pães caírem ao chão e soube imediatamente o que aquilo significava. Permaneceu ali por horas, em choque, apenas olhando para os "corpos" de seus pai e irmão.


[Balinor] — Não foi muito diferente com Iryell...

Iryell:

Em algum lugar da floresta Allgreen habitava um pequeno grupo de elfos da floresta de cujo ancião Iryell era a filha que mais dava orgulho. Ele era uma ótima caçadora. Então nos caminhos da floresta surgiu uma viajante misteriosa, uma mulher que se dizia perdida. Ela foi aceita no vilarejo, tomaram conta dela. Iryell saiu em uma caçada e, quando retornou, encontrou apenas as estátuas de seus entes queridos, seus irmãos e vizinhos, todos os elfos haviam sido vítimas da terrível bruxa! Iryell pegou seu arco e algumas flechas e não derramou uma só lágrima.


[Balinor] — Saphira, de nós três, foi quem mais teve sorte, pois sobreviveu a um encontro direto com ela...

Saphira:

Os trovões retumbaram em fúria e faziam as madeiras do casebre em algum lugar de Hirt tremerem de medo. O vento soprava e fazia a casa gemer sob a ameaça de ser derrubada. A chuva, inclemente, despejava forte e penetrava a residência, fazendo chorar lágrimas de desespero. Então a porta foi aberta de maneira abrupta. Não era o vento, infelizmente, o que revelou o som de algo pesado que pisava nas tábuas do assoalho, arranhando com força profundamente. Houve gritos de horror, especialmente das mulheres, mas então tudo se calou. Saphira, que era cega — exatamente! — não sabia o que aquilo significava, mas tinha a certeza de que sua cruel visitante havia os deixado. Ela chamou por sua mãe sem obter resposta e, quando apalpou o caminho em sua busca, encontrou apenas estátuas de pedra gelada cujos contornos eram os exatos de seus familiares! O grito de horror da menininha ecoa ainda hoje.


[Balinor] — Todos nós perdemos tudo e, por este motivo, juramos caçar a besta até nosso último suspiro! Entretanto, não é tão fácil derrotar a Cocatrice...

Alguns anos atrás...:

Balinor havia seguido a bruxa até seu covil. Ele era um exímio caçador e ela não desconfiou de nada até que teve a lâmina gelada da espada do guerreiro percorrendo seu pescoço. Sua cabeça rolou e seu sangue jorrou forte sem que ela tivesse deixado um suspiro. Balinor viu a vilã perecer enquanto seu fluido vital se espalhava pelo chão da caverna, mas, quando retornou dias mais tarde, o corpo havia sumido. A bruxa era mais poderosa do que ele pensava e métodos convencionais não a derrotariam.


[Balinor] — Sabendo disso, eu busquei por um sábio no coração da Endless. Foi a viagem mais difícil de minha vida, mas, no final, valeu a pena. O velho ancião conhecia os segredos da bruxa e foi ele quem me ensinou os meios efetivos de derrotá-la.

Aquelas histórias que reviviam pareciam ter tocado os confins das almas dos viajantes. Cada um deles era também um mártir, um sofredor que havia perdido tudo e investia tudo para que outras pessoas não tivessem o mesmo destino. Eram verdadeiros heróis, mesmo que o mundo nunca fosse saber deles.

[Balinor] — Você teve sorte em ter sobrevivido. Aquele veneno era apenas um sonífero... Além disso, alguém aprece ter feito um bom trabalho com aquele caçador. Mais sorte ainda por não ter cruzado com a bruxa. A Cocatrice é apenas uma mulher em sua forma humana, completamente vulnerável. Mas quando ela muda para sua verdadeira forma, basta um olhar em seus olhos e você vira pedra! Depois ela se alimenta da sua alma... um destino cruel...

[Iryell] — Todos nós estamos em perigo. — Comenta num tom preocupado, ainda recostada à parede. — Todos os anos que caçamos essa bruxa, ela sempre foi uma nômade discreta. Agora temos motivos para acreditar que ela planeja ficar por aqui... isso só pode ser algum muito ruim!

O que será que Hayashi faria depois de toda essa história? Talvez ele se sentisse convocado àquela caçada, a eliminar aquele mau que rondava o mundo, o monstro que chamavam de Cocatrice.
Notas:
 
As histórias entre spoiler eu coloquei só para ilustrar e dar mais profundidade aos personagens. A princípio, você não ouviu detalhes específicos delas, a não ser que ache necessário. Se achar, não tem problema em você saber. ^^
E, sim, a Saphira é cega, mas ela aprendeu a ver pelo uso da magia, então ela pode enxergar como uma pessoa normal.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sab Jan 17, 2015 12:18 am

[Soundtrack] (Pode ajudar na inspiração -qq)


Cada um esboçou uma expressão de alívio, mas a pessoa que mais estaria aliviada com meu despertar era eu próprio. Afinal, eu estaria com medo de nunca mais poder abrir os olhos novamente, eu nunca estive tão próximo do meu fim. Se não fosse por causa daquela criatura, eu estaria morto agora. Eu deveria agradecê-la de alguma forma, mas por enquanto, eu estava bem, estava vivo, e a partir de agora, viveria o máximo possível. Talvez o sonho de fazer o ressurgimento do clã dos espadachins sagrados estivesse um pouco de lado agora. Eu ainda sou jovem, não iria gastar tempo com obrigações que podem ser adiadas por um bom tempo. Pensaria mais em mim a partir de agora.

Balinor veio até perto da cama, pegou uma cadeira e se sentou. Alegou que me devia explicações, e me devia mesmo, pois não foi o grandalhão que quase foi morto por um covarde daqueles que usava dardos envenenados. Mas eu não estava em posição de cobrar nada, fui salvo, tinha que agradecer a eles enquanto isso. Balinor citou algo sobre uma longa história, e como eu sou um bom ouvinte, assenti positivamente com minha cabeça, eu estava curioso sobre aquilo. O respondi com um curto "sim"

Amenset, a Cocatrice. Um monstro cujo todos ali estavam predestinados a caçar, todos por motivos em comum: a perda de parentes. Eu estava começando a entender a ampla convicção e determinação que todos tinham para derrotar a criatura e erguer sua cabeça como um troféu. E cada palavra que Balinor dizia, transmitia essa convicção para mim. 

Então comecei a entender cada um.

Enquanto ele falava sobre cada um, as histórias se passavam em minha mente fértil, como um filme em flashs. Balinor era um garoto de uma família miserável, mãe falecida e pai servo do exército de Hilydrus, além de um irmão. Balinor voltava depois de ir a feira em busca de pães, e quando voltou, encontrou apenas estátuas de seus familiares, pedra pura, cada um com uma face tenebrosa. 

Com Iryell não tinha sido muito diferente. Ela era motivo de orgulho, uma eximia caçadora, possivelmente a melhor em seu pequeno Vilarejo de elfos. Um dia, uma jovem aparentemente precisando de ajuda foi aceita no Vilarejo. E após voltar de umas de suas caçadas, Iryell viu todo seus amigos e parentes em forma de pedra, com as faces medonhas, como se estivessem vivendo um pesadelo intensamente. Ela deixou os corpos lá, sem derramar sequer uma lágrima. 

Saphira é um caso especial, teve contato direto com a Cocatrice e sobreviveu. E foi ali que eu descobri algo surpreendente, Saphira tem o defeito da cegueira, e enxerga o mundo a partir de sua magia, e possivelmente foi por isso que acabou sobrevivendo no contato com a criatura. Porém, suas mãos delinearam as estátuas que mostravam ter o mesmo rosto de seus parentes, imaginei uma pobre criança aos prantos. Todos ali tinham uma grande história para contar, e a História que o guerreiro havia contato, me fez ter a mesma dor da perda e a convicção e determinação que todos tinham em matar a criatura. 

Eu ouvi tudo isso quieto, olhando nos olhos de Balinor. Minha personalidade sensível quase deixou derrabar uma lágrima, porém em um movimento sutil, limpei com o dedo o olho, como se estivesse coçando, reprimindo a gota, impedindo seu trajeto. Após o término, sentei na cama e refleti. Eles eram heróis. E a partir de agora, já podia considerá-los amigos. 

A antiga dúvida sobre se realmente a cegueira de Saphira fora o motivo para ser salva se mostrou verdade quando Balinor citou os poderes da criatura. Um olhar que petrifica. Já ouvi algumas histórias sobre monstros assim, mas nunca achei que seria real. Porém algo na fala de Balinor me incomodou. Como assim um "caçador", será que alguém deu um jeito no meu "amiguinho" bestial sem nome? Eu hesitei alguns segundos, e resolvi perguntar em outra ocasião, agora teria que falar algo a Balinor. Eu pensei... e pensei. E enfim um discurso amistoso saiu.

Um monstro que dá um destino cruel a sua vítima, transformando-a e pedra e se alimentando lentamente de sua alma. Amenset deve morrer. Definitivamente não precisamos da existência dela nesse mundo. — Pus os pés no chão, procurei meus calçados, levantei. Procurei minha espada, caso encontrasse, seguraria seu cabo firmemente: — Quero ir junto com vocês. O destino de vocês três é acabar com ela. Honrar o nome de seus parentes perdidos. Balinor, vou investir naqueles filhos da puta com você. Iryell, se for preciso, arranjo um arco e aprendo eu mesmo a atirar uma flecha na cabeça daqueles cultistas. E Saphira. — Esbocei um sorriso de canto de boca — Se precisar, levarei outro dardo envenenado. Mas espero que dessa vez você vá atrás do antídoto para mim. Só não faça que nem eu e se distraia com uma... — Repentinamente, minha mente me fez lembrar do rosto com expressões de medo e horror ramificados em forma de uma estátua. E junto com isso, deduzi que ela poderia ser uma vítima de Cocatrice.Estátua! Sim, Cocatrice já começou a agir aqui, Iryell! Eu vi uma estátua de uma mulher com um rosto horrorizado com algo, possivelmente foi vítima de Amenset. Vamos iniciar as buscas atrás dessa vagabunda! — Ergui a mão a frente de Balinor, esperando ser recebido com um aperto. — Parceiros? Caso me aceitem nessa caçada, lhes mostrarei o local da estátua, podemos iniciar a coletar as pistas lá. Eles devem ter se mudado daquele cafofo após o ataque.

Voltei ao assunto sobre uma parte específica na história de Balinor.

— Espere, você disse algo que alguém fez um ótimo trabalho com um "caçador" ? Tinha mais alguém além de mim e o cultista de Amenset ontem a noite?

Esperaria explicação.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Ter Jan 27, 2015 10:56 am

HAYASHI
 
 
O jovem espadachim estava emocionado com a história dos três aventureiros. Não obstante, estava co-movido, impulsionado por um intuito altruísta, um desejo heroico de erradicar aquele mal. Sim, a Cocatrice era um monstro cruel. Era uma criatura sórdida e desprezível, um habitante das trevas. Seu destino deveria ser o inferno ardente.

A intenção de Hayashi estava explícita: ele queria se juntar ao grupo. Balinor se pós de pé ao lado dele e se mantinha atento no seu discurso empolgado. Antes que qualquer um deles pudesse responder as falas que os tocavam respectivamente, foram surpreendidos pela informação acerca da estátua, vítima da bruxa.

[Iryell] — O quê?! — Exclama, espantada. — Então você teve mais sorte do que eu imaginava! — Fora o certo descrédito em Hayashi, ela tinha razão. Se fosse ele a ter encarado a criatura, ainda mais sem saber sobre sua natureza, agora seria uma estátua gelada no meio dos subúrbios.

Hayashi indaga sobre o tal caçador.

[Saphira] — Heh! Acho que uma parte de você ainda não acordou. — Se inclinando um pouco e pressionando os olhos ao fitar o interior das orbes do rapaz. Era como se ela tentasse ver seu cérebro ou sua mente. — O cultista e o caçador... bem, são o mesmo! Isso porque ele tinha aqueles dardos envenenados. Mas também era um assassino... o que importa?!

Balinor seguiu o aperto de mão. Ele tinha um sorriso bobo no rosto, como se concordasse com Saphira.  

[Balinor] — Sua intenção é nobre, mas caçar Amenset não é uma coisa fácil. É um perigo que envolve a própria vida! Não estou tão certo disso... — Será que ele não aceitaria Hayashi no grupo? Ele já havia visto um pouco da habilidade do espadachim, mas será que estava totalmente convencido das mesmas? Talvez faltasse um pouco mais ou pode ser que apenas temia pela vida do garoto pelo nível de perigo que poderia enfrentar. Não importa a habilidade se você é uma estátua, não é verdade?

[Saphira] — Hey! Eu tenho uma ideia! Por que a gente não fala disso tudo lá na taberna? Digo, não aqui, lá numa mesa bebendo alguma coisa...

Os dois outros membros do grupo encararam a feiticeira. Iryell movia a cabeça negativamente. E Hayashi, o que acharia da ideia?

[Saphria] — O que foi?! É uma boa ideia. — Dando de ombros.
Adicional:

Bom, como combinado, pode adicionar 50xp pelo atraso de uma semana. :3

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sab Jan 31, 2015 1:25 am

Pus todas as cartas na mesa. Abri o jogo. Todas essas expressões para representar uma só coisa: eu queria estar naquela porra daquele grupo. Minha vontade estava nítida, além de ser grande. Após contar tudo aquilo e oferecer minha parceria no grupo e falar sobre procurar pistas sobre Cocatrice, fui surpreendido por um comentário infeliz de Iryell. Que mesmo sendo infeliz, ela ainda tinha razão. Eu relutei em responder, hesitando alguns segundos, pensativo. Imaginando a cena da estátua na minha cabeça.

Realmente, arqueira. — Me virei para Iryell — Naquela correria toda enquanto estávamos indo para o lugar onde aqueles desgraçadinhos que tratam esse monstro como Deusa estavam, vocês não responderam as minhas perguntas. E eu naturalmente não sabia de nada dessa Amenset, se eu a encontrasse, do jeito que eu sou. Com toda certeza do mundo eu iria pular nela e atacar, e seria morto. — Ri — Tenho que agradecer aos Deuses pela sorte que tive.

Após a pergunta sobre tal caçador — que minha mente não se aquietava em pensar que ele estava falando da criaturinha que havia me salvado — fiquei aliviado, afinal Saphira havia dito que era um cultista mesmo. Havia vários títulos para aquele assassino, caçador era um deles. Eu agi como se tivesse me lembrando e concordava com a feiticeira, assentindo positivamente a cabeça.

Voltei a olhar Balinor, aflito, ainda queria saber a resposta da oferta que eu tinha feito. Ele já tinha visto minhas habilidades antes, estava claro que eu não era um simples espadachim. Mas surpreendentemente a resposta foi negativa. Eu solavanquei, surpreso, ficando recluso por algum tempo ouvindo o que o parceiro havia dito, pesando, formulando uma boa resposta na mente. Eu queria muito estar junto a eles, por algum motivo aquela criatura me atraía, mesmo sem ter visto a face do monstro, queria fazer ela voltar ao inferno de que nunca deveria ter saído.

Bem Balinor... Você e ela duas são predestinados a matar Cocatrice. Vocês tem o mesmo objetivo, o meu destino é muito diferente do de vocês mas; ainda sim vocês são meus amigos. E eu realmente estava precisando quebrar algo. A taberna está calma por enquanto, parece que depois que eu derrubei Kholl, o Meio-Troll, os bêbados bagunceiros estão respeitando mais o estabelecimento para não levar uma sacudida minha, Hahaha. — Foi óbvia a intenção, quem sabe Balinor sabia quem era Kholl e podia se surpreender por eu ter derrubando, com a ajuda daquela mulher estranha, o grandalhão. Quem sabe ele se preocupava tanto com minha vida por achar que eu sou fraco, falar isso poderia mudar seu pensamento.

Até que Saphira, animada e enérgica como sempre, citou algo sobre bebidas. Minha atenção foi toda à ela, concordei quase que instantaneamente com a ideia de continuar a conversa bebendo algo lá em baixo. — Assim que eu gosto, Saphira! Iryell, Balinor, estou com ela. Vamos lá, eu pago a conta, mando o Thork descontar no meu salário. Agora vamos saindo do meu quarto e nos refrescar lá em baixo. Já disse que eu pago a conta? — Fiz alguns gestos para saírem do quarto. Caso todos concordassem, próximo passo seria descer para o local da Taberna.

Ao chegar, direcionaria o grupo até uma mesa  vazia que poderia caber todos sentados, e tentaria sentar ao lado de Saphira, disfarçadamente, sua natureza cega e feitiços faziam surgir um interesse, assim como sua própria pessoa; de fato, ela era uma linda mulher. — Ei, senhor Thork! — Procuraria chamar atenção do patrão — Pode servir uma rodada de cerveja para a gente aqui? Pode cobrar do meu próximo salário que hoje eu tô feliz! Haha! — Thork era um anão de lucros, possivelmente aceitaria: — Então, Balinor, o que me diz? Vamos, me aceite. Eu realmente quero ajudar vocês. Ah, Saphira, vê se não exagera, pois na última vez que você bebeu de mais nessa Taverna... — Disse, me recordando de quando vi o grupo pela primeira vez, em uma discussão enquanto estavam bêbados, principalmente a feiticeira púrpura.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Qua Fev 11, 2015 4:46 pm

HAYASHI
 
 
[Balinor] — Tudo bem! — Já um pouco irritado, com a testa suavemente franzida. — Já que não tem amor à sua vida, pode se juntar a nós. Só espero que não tenha nenhum parente...

[Saphira] — Iuhuuu! — Elevando os dois braços unidos frente ao corpo e batendo palmas mais ou menos discretas. — E agora a bebida!

Iryell apenas moveu a cabeça negativamente. Não estava claro se sua desaprovação era por Hayashi ter sido aceito pelo líder do grupo ou se pela atitude de Saphira. Naquele instante também as canecas de bebida chegaram, mas não foi o próprio senhor Tork a servir, mas sim uma outra empregada da taberna. Ela usava um vestido longo, mas com o decote propositalmente ajustado para exibir seus peitos enquanto servia, o que era também uma atração para muitos clientes.

Conversas e risadas seguiram pela noite a dentro. Até mesmo Iryell havia se descontraído depois de alguns goles e arriscado algumas piadas, embora ela não tivesse tanto jeito com isso. Balinor era mais calado, por vezes, mas muito amigável e Saphira era a mais agitada. Parecia que suas energias nunca se esgotavam e ela se erguia e virava na cadeira freneticamente conforme os assuntos ou as histórias rolavam.

[Balinor] — Mas falando sério, garoto: quantos monstros você já derrotou? — Questiona, num breve momento onde os dois pareciam ter ficado à parte da bagunça de Saphira e Iryell.

Tão cedo Hayashi respondeu e a porta da taberna se abriu abruptamente num estrondo.  

[???] — ONDE ESTÁ?! — Gritou enfurecido. — ONDE ESTÁ O MATADOR DE ORCS QUE DIZ QUE ORC NENHUM PODE DERROTÁ-LO?!

O sujeito enraivecido se tratava de um orc de mais de dois metros de altura. Diferente de Kholl, ele não tinha nenhuma cicatriz e portava uma espada tribal curva, além de ter três outras nas costas. Sua aparência era de um guerreiro formidável. Além disso, ele estava acompanhado de dois pequenos goblins, cada um com uma adaga que lhes servia quase como uma espada. Eles, sem dúvidas, buscavam confusão e Hayashi tinha a completa sensação de que sabia muito bem quem era o suposto matador de orcs, embora não tivesse ideia de como aquele boato havia corrido e crescido tanto daquela forma.  

[Saphira] — HAHAHA! Eu não sei, mas tenho pena desse cara! — Se referindo ao matador e cutucando Hayashi forte com o cotovelo.

E agora, como Hayashi vai sair dessa?!
Adicional:

Hey, Hayashi. Como fiquei fora mais uma semana, vou ter dar +50xp pelo atraso.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qua Fev 18, 2015 3:46 pm

Balinor havia concordado — mesmo parecendo que só aceitou mesmo por eu ter esgotado a paciência dele — Não demorou muito até as bebidas chegarem, e a que mais parecia feliz com isso era Saphira, sempre agitada, só desejava não arrumar confusões naquele dia.

Papo foi e papo veem, até mesmo Iryell, que parecia a mais sã do grupo, arriscou piadas depois de beber um pouco. O que a bebida não faz, não é verdade? Em meio a conversa, me lembrei dos meus parentes em Hirt,Até que Balinor perguntou sobre a quantidade de monstros que eu havia derrotado, voltei para o oculto da minha mente e procurei memórias válidas sobre o assunto, até que formulei uma resposta:

Bem, de monstro só foi um. O tal Kholl que eu falei antes. Ele era um grande Orc, tão grande que foi apelidado de Meio-Troll, tinha uma cicatriz no rosto. Ele quis causar problemas. E como eu sou segurança da Taberna. Ah sim, eu não acabei com ele sozinho, tinha uma certa mulher, um pouco estranha que me ajudou. Qual seu nome mesmo? — Parei por algum tempo, pensando. — Não me lembro. Acho que ela não disse. Mas se você quis dizer monstros em questão de batalha, já ganhei um torneio de espadachins numa antiga academia que eu participava onde eu morava. — Achei que já tinha dito o necessário. 

Por ironia do destino ou não, assim que terminei de contar sobrem eu triunfo sobre Kholl, a porta se abriu num estrondo, um baque tremendo. Meus olhos procuraram a origem do som, e encontraram a última coisa que eu queria ver hoje. Um orc procurando confusão. Por sorte eu ainda estava sóbrio e podia tirar conclusões e agir racionalmente. O orc estava querendo meu sangue, e ele ainda veio com outros dois comparsas pequenos. Não sei o que eu sentia naquele momento, não tinha certeza se era medo ou preocupação. Mas eu tinha que fazer algo. 

Toda essa tenção se dissipou quando Saphira fez alguma brincadeira que eu nem notei, cutucando meu ombro, me atiçando, pensei em alguma estratégia: — Esses três devem estar me procurando. Não sei se dou conta dos três. Balinor, qualquer coisa, pode me ajudar? Hehe — Cochichei antes de me levantar da cadeira, fazendo o pedido ao novo parceiro.  

Antes que o Orc falasse novamente, tomei a frente. Quem sabe se eu agisse com confiança, o orc fosse afetado e acabasse perdendo um pouco da sua confiança e facilitasse para mim: — Para que toda essa gritaria? Estão me procurando? — Segurei firme o cabo da espada. — Caso queira me desafiar, vamos lá fora, não podemos destruir estabelecimento alheio. E nada de ajuda desses seus coleguinhas aí. — 

Caso ele seja um bom guerreiro e aceite arrumar encrenca comigo fora da Taberna, o seguiria com cuidado, prestando atenção para não levar uma porrada de surpresa e ser um otário, e me prepararia para brigar com o orc grande, caso viesse os três, iria pedir a ajuda de Balinor.

Porém se o Orc for um mal menino e queira me atacar dentro da Taverna, eu usaria minha habilidade mais nova, para deslizar e me esquivar do ataque, passando a lâmina da grande espada que possuo na lateral do corpo do Orc, perto das costelas, utilizando o "Dash" como desvio e um bom contra-ataque.


H.E Utilizada - Dash 
Link para as H.E's - http://www.lodossrpg.com/t332-he-hayashi

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sab Fev 21, 2015 11:49 pm

HAYASHI
 
 
Balinor acena positivamente com a cabeça para o garoto. Ele não o deixaria lutar em desvantagem, seja qual fosse a situação. Provavelmente sua honra de guerreiro o compelia a proteger os mais fracos e em desvantagem ou simplesmente havia se agradado de Hayashi. O orc dá mais um passo pesado para dentro da taberna, coça a garganta e continua:  

[???] — HAHAHAHAHAHA! — Riu alto e com vontade o orc guerreiro. Depois foi acompanhado das risadas dos dois goblins, mas estes não pareciam realmente ter entendido a graça. — VOCÊ?! O matador de orcs?! HAHAHAHAHA! Pare de mentiras, moleque e mostre logo onde está esse covarde! — Ele olhou para os lados, como se o procurasse.  

Hayashi, porém, parecia desafiante e não receava diante do grandalhão, o que fez com que o orc franzisse a testa ao perceber a postura confiante do garoto.

[???] — Se quer tanto assim proteger esse desgraçado, que seja! Vou acabar com você e depois com ele. Vai me servir de aquecimento. — E ele deu as costas, partindo para o exterior da taberna onde aconteceria o duelo.

Saphira, então, segura Hayashi com um toque em sua mão, chamando sua atenção.

[Saphira] — Você tem certeza? Esse cara parece bem durão.

A escolha agora era de Hayashi. Mas ele certamente não recuaria, não naquele momento. Quando seguiu para o lado de fora, os três aventureiros que bebiam com ele o acompanharam. No entanto, eles ficariam de fora, apenas observando.

[Tork Três Dedos] — Ei, garoto! Tome cuidado. Não posso perder mais um guarda-costas.

Não era tão bom saber que tantas pessoas se preocupavam com a saúde de Hayashi?  

Assim que ele cruzou a linha que separava o interior do exterior da taberna, o orc guerreiro retirou mais uma de suas costas e passou a empunhá-las defensivamente. O olhar dele indicava que estava atento a todo movimento, mínimo que fosse, que Hayashi pudesse fazer, mas ele não avançou, ao invés disso, provocou:

[???] — Mostre do que você é capaz, moleque! — A voz dele era grave e quase gutural. Ele era um inimigo assustador, principalmente porque exibia uma frieza em suas palavras. Os pequenos goblins se mantiveram apenas assistindo.

Adicional:

Sua chance de impressionara Saphira! Ou não... XD

Você ainda pode optar por não enfrentá-lo e, se fizer, pode ignorar a última parte do post.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Seg Fev 23, 2015 3:08 pm

Estaria na hora de ver se todo o treinamento com Mestre Kato, todas as lutas, torneios... Se tudo que eu havia passado até ali, mesmo praticamente no início das minhas aventuras nessas grandes terras valeu a pena. Estaria na hora de perceber que eu sou um homem, não devo recuar na frente das pessoas que eu confio.  Agora não é hora de brincadeira, agora é a hora de ver e perceber que eu sou um homem. 

Mas qual o motivo de eu estar pensando nisso justo agora? Quem sabe se foi a preocupação de Thork ou de Balinor, ou do toque da mão macia de Saphira na minha. Tudo era válido, quem sabe cada sentimento se tornou um só no meu coração. Eu estava determinado a derrotar Amenset, e como ela é um monstro tão forte, não poderia deixar que um ser que procurasse confusão comigo acabasse com tudo isso. E o sonho de restaurar o grupo dos Espadachins Sagrados? Comecei a achar que eu apenas teria paz ou algum resquício de descanso quando estivesse enterrado em alguma vala. Mas não seria agora. 

Chacoalhei o rosto e olhei para Saphira, respondendo ela com um sorriso: — Saphira, eu não estou muito confortável com isso também. A pessoa que mais deveria estar preocupada sou eu, não é verdade? Hihi. Olha, ele está me subestimando. Vou tentar não perder. Além do mais, tenho vocês aqui. Se der merda, haha.

Virei meu rosto para Balinor, assenti positivamente com o rosto, para Iryel um sorriso. Mas para quê tanto drama se era apenas um embate? Claro que tinha o risco de eu não voltar vivo desta vez e não ter sorte como tive na noite passada com o cultista e aquela criatura que antes era de Kholl. Peguei minha caneca com a bebida, e dei um único gole. Saboreei e então comecei a andar em direção a saída. Os parceiros de grupo andaram comigo e permaneceram afastados, apenas observando. Os Goblins também. Apenas era eu e aquele Orc brutamontes. Que sensação horrível, saber que eu poderia morrer daqui a alguns minutos ou até mesmo matar mais uma pessoa.

Eu sabia que aqueles boatos eram exagerados — muito exagerados — e caso eu apensa derrotar-se ele, sem mortes nem nada, procuraria esclarecer as coisas e dizer muito bem quem eu sou e que o Orc que eu tinha matado foi apenas um, e ainda com uma ajuda de outra pessoa que está agora no mundo. E que eu mal lembrava do nome dela — se é que ela disse — Mas por enquanto estávamos apenas nós do lado de fora. Antes que eu saísse, Thork falou algo sobre perder outro guarda costas, eu segurei um riso e falei, com toda seriedade do mundo, ou talvez arrogância. — Chefe, não vou morrer antes de receber meu próximo salário. — E então, tinha saído. 

Por qual motivo eu achei o sol tão bonito? talvez fosse a última vez que eu fosse vê-lo... Aah, Hayashi, deixe de drama, vai ser apenas uma luta. Minha mente é estranha, meus pensamentos estavam estranhos. E foi a primeira vez que eu notei tão bem minha lâmina. Parecia que finalmente a batalha iria começar, e o primeiro movimento seria meu, espero que isso me traga sorte. 

[Battle Theme] 



Certo, lá estávamos. A batalha se iniciava com algum primeiro movimento meu. Pensei rápido, retirei a espada da bainha presas as costas pelo seu cabo com a palma da mão destra e apontei para o guerreiro, após fazer um malabarismo para fincar a espada no chão, quer dizer, tentei, quem sabe aquele terreno poderia ser um pouco mais duro e a minha intimidação não daria certo e eu pagasse mais algum mico? Enfim, havia tentado. Após, respirei forte e espirei o ar, me concentrado e me preparando para realizar minha habilidade. 

Após exalar o ar preso nos pulmões por alguns segundos, entrei em sintonia total com minha espada, e de a partir dai, utilizei os efeitos da espada com naturalidade, depois do cabo da grande espada, uma grande chama rodeou a lâmina, um fogo mágico e incandescente, e senti uma leveza em meu corpo, tomando mais controle dos meus movimentos ( +2 em agilidade. ), eu olhei para a espada e notei seus detalhes, e enfim, iniciei rumo a té o Orc.

Retirei a espada do cabo com a mesma mão de antes e realizei um pequeno impulso que resultaria numa corrida até o grande orc. Nem tão grande assim para mim, já que a diferença era de uns 20 centímetros, não é tão grande mas nem tão baixo. O braço desocupado estava preparado para realizar alguma outra ação e comecei os movimentos ofensivos: 

De primeira, tentaria acertar um corte lateral na parte do estômago, que parecia ser desprotegido e também ele seria um alvo mais fácil a ser alvejado. Torceria para o corte ter dado certo, ou que pelo menos arrancasse algum movimento brusco do Orc. Se houvesse um contra ataque, minha saída seria desviar para a direção oposta ou até mesmo bloquear com a minha grande espada, torcendo para que ela conseguisse repelir as duas espadas equipadas do Orc. 

Se conseguisse repelir as duas armas caso houvesse um contra ataque, tentaria uma estocada rápida em uma das coxas do Orc com a ponta afiada da espada. Caso tudo ocorresse bem, ou até mesmo se eu fosse arranhado ou a arma dele passasse em mim. Recuaria com dois ou três pulos, procurando me recompor.


Habilidades: Sintonia Elementar ( Elemento Fogo ) 
Link Para H.E: Tópico passado 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Ter Mar 03, 2015 10:06 am

HAYASHI
 
 
Com toda aquela nostalgia, será que Hayashi se sentia confiante ou desesperado? Olhar para aquele inimigo seria, no mínimo, intimidador, uma vez que claramente não se tratava de um orc bêbado qualquer, mas de um verdadeiro guerreiro. Aquele era um desafio real. A morte era uma possibilidade, mesmo que o rapaz não a intencionasse. Muitas vezes, num combate, aquela era a única saída. Será que este seria o caso?

A plateia estava a postos. Havia uma certa tensão que rondava cada um dos espectadores, como se, a qualquer momento, eles fossem todos se engajar num único combate. Ou talvez receassem que a outra parte se envolvesse no duelo. Os olhos estavam todos atentos: de Saphira, de Balinor, de Iryell e também dos goblins.  

Hayashi ativa sua Sintonia Elemental. Sua espada se inflama e ilumina o ambiente sombrio da rua da taberna. Seu oponente não desenha uma reação sequer a não ser um breve contrair dos olhos. Então o espadachim avança contra o orc num impulso que fez a poeira do chão levantar. Era um ataque intenso. Talvez Hayashi estivesse investindo tudo de si. Mas o que ele encontrou foi uma montanha intransponível, conforme sua espada se chocou contra as duas que o orc cruzava em seu caminho e não pode fazê-las ceder um milímetro sequer, parando bem próximo da pele esverdeada da criatura, certamente permitindo que ele sentisse o calor das chamas que envolviam aquela lâmina. Faíscas brilharam e o tinir do metal ecoou alto nas ruas vazias.  

Os olhos de Hayashi mal podiam acreditar na força descomunal daquele inimigo e, antes que ele pudesse sequer esboçar uma segunda ação, o orc moveu ambas as espadas para frente descruzando-as e empurrando o rapaz para trás com tal força que ele foi arremessado pouco mais de um metro, perdendo o equilíbrio e caindo sentado ao chão, mas sem danos significativos. Saphira, neste momento, se adiantou um passo, mas Balinor segurou em seu ombro indicando para não interferir.

[???] — HAHAHAHA! Então essa é a força do matador de orcs?! Eu já disse, moleque, pare de mentir e mostre logo onde está esse maldito! Da próxima vez eu não terei tanta piedade!

O inimigo se mantinha preparado em posição de combate, mas claramente não tinha a intenção de avançar. Ainda bem, porque só em imaginar em como seria um ataque dele, era o suficiente para povoar muitas noites com os mais nefastos pesadelos.  

Hayashi estava agora numa posição de vulnerabilidade, mas tinha a chance de se recompor.
Status:

Você gastou 25% PE, restando 75%. E está com a bunda doída.

Este foi teu post de número 16 desde que eu distribuí xp da última vez. Assim que esse duelo encerrar, vou estar distribuindo de novo e vou começar a por uma contagem para distribuir de 10 em 10 mais ou menos.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Ter Mar 03, 2015 9:37 pm

Então essa era a prova que eu ainda era fraco? Que todo torneio, todo treinamento com Mestre Kato e os ensinamentos de meu pai... tudo em vão? Assim que avancei e as três lâminas se encontraram, notei o abismo entre nós. A diferença entre força. Ele mal se esforçava e eu não conseguia empurrar as duas espadas nem por um milímetro. Toda aquela dramatização não teria sido feita a toa. Ele realmente era um ser forte e eu deveria tomar cuidado. Ele fez um movimento e me empurrou, me fazendo cair de bunda no chão.

Doeu um pouquinho, afinal nenhuma bunda é de ferro. Segurei firme o cabo da minha espada ardente, deixando-a junto a mim, preocupado. Encarei o Orc enquanto ele debochava da minha força e queria saber onde esse tal matador de orcs estava. Esse título me incomodou, afinal, eu não fazia mal a nada que não me fizesse mal, quem sabe se eu conversasse com o Orc, ele entenderia que não existe um matador de orc cujo nenhum ser dessa raça possa derrotá-lo. 
Peguei minha espada do chão, levantando, e comecei um discurso: 

Ok, pode debochar o quanto quiser. Você tem esse direito, é mais forte que eu e eu reconheço isso. Mas vamos esclarecer alguma coisas aqui. Eu sou esse tal matador  orcs! Só que eu nunca matei nenhum Orc! Entendeu ? O máximo que eu fiz foi para me proteger! — Eu havia me empolgado um pouco com o discurso, começando a gesticular e olhar para os lados, vendo quem estava assistindo. —

— Um Orc grandalhão chamado Kholl resolveu me humilhar e eu reagi, entendeu ? Você não gostaria ser ameaçado. Todos esses boatos que estão sendo espalhados por aí são falsos. E nem foi eu que matei esse Orc, sério! Foi uma tal de... tal de... Ah, me lembrei o nome da maldita: Grimalkin! Uma mulher bem sinistra que deu o golpe final nesse Kholl. —

Agarrei a espada pelo cabo, pus a lâmina a frente do corpo, moldando em minha mente ataques futuros e falei: — Mas isso não quer dizer que eu vá negar uma boa luta! Continuo sendo um Espadachim ! Contanto que seja justa e que ninguém corte a cabeça do outro, Hehe — Deixei um sorriso, apenas no canto da boca.

Sabe, as coisas também podem ser resolvidas na conversa. Mas mesmo assim eu não conheço a natureza daquele Orc, não sei qual seria a reação do Orc, ele poderia reagir bem, e aceitar a peleja como dois adultos, ou negar e sair dali. Ou poderia reagir mal, já que eram apenas boatos e ele se empolgou tanto para encontrar um guerreiro do nível dele. Ou até mesmo sentir pena de mim! 

De qualquer forma, eu me sentia seguro ali. Junto dela, Iryell, Balinor. E até mesmo Thork que agora deveria estar rezando para não perder outro guarda-costas. Voltei a encará-lo, firme, esperando suas reações e respostas que eu tanto imaginava na minha mente. Ele era um bicho de sete-cabeças para mim. Eu estava tão despreparado assim ? Meus dotes como Espadachim estavam me desapontando. 

Pensar não era algo que eu fazia muito, mas em situações assim precisamos ser bastante racionais.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sab Mar 14, 2015 4:48 pm

HAYASHI
 
 
O orc bufou e em seguida franziu a testa. Ele direcionou alguns passos firmes e pesados em direção a Hayashi, ameaçadoramente. O garoto tremeu em suas calças. Tudo que podia fazer era segurar bem firme sua espada de duas mãos e se preparar para a investida furiosa do grandalhão. O que aconteceu, em seguida, foi uma surpresa: a expressão do gigante — nem tão gigante assim perto de Hayashi — se alterou para o completo oposto.

[???] — HAHAHAHA! KHOLL?! Aquele covarde velho e fedorento abandonou o campo de batalha mais vezes do que eu posso contar. Se foi ele que morreu, isso foi um favor para qualquer orc! Ele envergonhava a própria raça. Como acha que ele ganhou aquela cicatriz? Com coragem? HAHAHAHAHA! — Hayashi pôde, então, por fim relaxar, já que não havia mais perigo. Nesse momento, o orc se aproxima dele e dá um tapa amistoso em seu ombro, mas que quase o derruba de novo. — Kholl, morto por você e uma mulher?! HAHAHAHAHAHA!

[Saphira] — Hey! — Em objeção, mas sem intervir.

[???] — HAHAHA! Essa foi a melhor piada da noite. — Ele então dá as costas a todos e parece desistir daquele embate, mas, após alguns passos, ele para de súbito e vira parcialmente o rosto para trás. — Se eu ouvir mais uma vez esse boato, volto aqui e arranco sua cabeça para depois servir de banquete aos ratos do esgoto. Eu sou Narghaash, o Cruel. Não se esqueça desse nome!

Aquela ameaça fez Hayashi engolir seco e todo o clima falso de amizade de antes ir por água abaixo. Narghaash faz um sinal com a cabeça e os dois goblins, entendendo o comando, o seguem até que ele desaparece no horizonte.

[Balinor] — Ei, garoto. Não me leve a mal, você luta bem, mas ainda lhe falta algum preparo.  — Comenta, se aproximando de Hayashi. — De nada adianta uma boa habilidade se você não souber quando usar. Você precisa prestar mais atenção ao seu inimigo... — Ele baixa a cabeça um instante e, em seguida, volta o olhar para o espadachim com uma ideia.  — Eu estive pensando, o que você acha de algum treino com a gente?  
 
 
 
 
XP XP XP XP:
 
170xp da aventura até este ponto;  
250xp de bônus de narração;  
150xp pela aventura e por ter se juntado ao grupo;  
50xp por ter evitado o confronto mortal com o orc;
50xp pela minha demora;
50xp por ter adquirido um título.  
TOTAL: 720xp  

$$$$$$$$$$$:

L$ 1.750
Considere bônus por ter evitado a luta com o orc e os descontos de tudo o que você comeu/consumiu, além do que pagou para os seus amigos.
Mas espera aí... não passou um mês ainda! Bom, um mês no jogo vai levar tipo uns... dois anos? Levando em consideração o tempo que narro pra ti, não passou nem um mês ainda sequer. Então vou te dar o salário toda vez que distribuir xp.
Apenas considere que o senhor Tork deixou no seu quarto, ou que te pagou quando "virar" um dia.

Título: O Colecionador de Orcs:

Hayashi, você agora é conhecido como Hayashi, O Colecionador de Orcs. Embora sua reputação tenha diminuído um pouco, ela se espalhou bem rápido pela ilha. Toda vez que você cruzar por um orc e ele ouvir o seu nome, as chances de uma confusão se armar são bem grandes. Você poderá eventualmente usar isso a seu favor também, se conseguir.

Não existe ainda uma regra quanto aos títulos, mas você pode adicionar um campo em sua ficha e descrever lá. Pode ser com as suas palavras contando como o conquistou por engano ou não, da forma como quiser. O que precisa estar lá citado é os efeitos do título: atrair o ódio dos orcs. Isso porque a ideia é que esse título acompanhe o seu personagem em outras aventuras também. Vou pedir pra Gabz te adicionar o título.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Ter Mar 17, 2015 9:55 pm

Ele vinha, era agora, com a força daquele Orc, com certeza ele iria me matar! Porém, por mim surpresa, ele se mostrou o oposto do que eu pensava, pareceu amistoso, amigável. Você não sabe o quanto eu aliviei, suspirei por estar mais seguro agora e não ter que me preocupar com aquele ogro, ao menos isso. Mesmo não tão seguro disso ainda, eu ri, e a porrada "amigável" que ele deu em meu ombro, quase me fez desabar ao chão de novo. Eu ri um pouco, baixo, sem graça, olhando envergonhado para as pessoas que deveriam estar torcendo para mim. Foi aí que eu percebi que precisava treinar mais. O mundo é gigante, Lodoss é gigante, se eu estava apanhando para um mero Orc, imagina o que a tal da Cocatrice faria comigo? Tudo se encaixa aí, preciso de mais treino. 

Ele virou de costas e levou consigo seus dois capangas goblins, e então virou para mim e falou que querer minha cabeça caso escutasse esses boatos de novo. Eu engoli seco, com medo das amedrontadoras palavras. Narghaash, até seu nome soava cruel, e eu não iria de jeito nenhum esquecer esse nome. 

Até que enfim o susto havia passado, eu me sentei no chão, tocando em todas as partes do meu corpo apenas para conferir se estava tudo no seu devido lugar. Tudo chegado, aparentemente estava, se motivos maiores, apoiei a espada no chão e me deitei naquela imundice, ofegando. Enquanto olhava o sol e o céu azul, a sombra de Balinor me aparece, cobrindo o astro, falando comigo. Ouvi com atenção seus comentários sobre minha luta, e então, ele havia oferecido um treino junto com o pessoal. E eu não queria decepcioná-los novamente como devo ter decepcionado agora apanhando que nem um franguinho para Nasghaash. 

Levantei da posição que estava, ficando sentado no chão, respondendo-o de costas: 

Sim. Eu realmente estava precisando de um treino.

Me ergui do chão e com as palmas das mãos, dei batidinhas nas roupas para tirar a poeira, virei para Balinor e continuei falando: 

— Eu não me lembro de meus movimentos serem tão treino, realmente eu estou precisando de um treino. — Peguei minha espada do chão e voltei a encarar Balinor, indagando: — Quando começamos, parceiro ? 

[ Xispê para caralho, hêin. ] 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Ter Mar 24, 2015 10:56 am

HAYASHI
 
 
Balinor olhou para o céu e constatou: já era dia. O grupo havia virado a noite na taberna e na rua, embora Hayashi e Saphira não pudessem reclamar de não terem dormido. Ainda assim, havia sido uma noite e tanto.

[Balinor] — Podemos começar o mais cedo possível, mas é melhor descansarmos primeiro. Já reservei um quarto com o anão.

[Saphira] — Uaaah! — Ela boceja. — Ele tem razão. Vamos aproveitar melhor um treino descansados.

Então quer dizer que ela participaria também? O que será que eles tinham em mente? Pelo tom, parecia algo a que já estavam acostumados. Se eles eram uma equipe, talvez treinassem juntos. Era lógico, não era?

[...]


Algumas horas depois, descansados e alimentados, o grupo seguiu pela parte de trás da taberna até uma clareira afastada e aberta o suficiente para o que viesse. Balinor estava calmo e sério, Iryell parecia compenetrada e até um pouco tensa enquanto Saphira estava agitada e entusiasmada. Balinor se aproximou de Hayashi.

[Balinor] — Quando você está numa batalha, existem três coisas que são importantes de se ter em mente: primeiro é o conhecimento das suas habilidades. Essas eu acho que você já sabe; Segundo, você precisa conhecer seu inimigo e do que ele é capaz o máximo possível. Isso é um conhecimento que vem apenas com o tempo, mas às vezes você se preparar antes do combate; e terceiro, você precisa conhecer também seus aliados. De nada adianta entrar em combate acompanhado se você não souber do que seu aliado é capaz. — Ele dá alguns passos em círculo e depois retorna o olhar para Hayashi. — Esta última parte normalmente é ignorada, mas pode fornecer uma grande vantagem. Então, como prefere? Acha melhor começar mostrando do que é capaz ou prefere ver alguém em ação?

Balinor falava em trabalho em equipe, em estratégia. Se Hayashi queria se unir a eles na caçada à Cocatrice, era inquestionável a importância do que ele falava. Agora ele tinha a opção de iniciar com sua apresentação ou escolher alguém para começar.

01

Adicional:

Pois é, é que já fazia tempo que não te dava xp. Agora vou começar a marcar embaixo o número do post pra não me esquecer.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qua Abr 01, 2015 11:00 am

Já havia amanhecido, todo aquela turbulenta madrugada já tinha passado e o sol já teria tomado lugar da lua. Balinor sugeriu descansarmos antes, mesmo já tendo amanhecido, concordei. Afinal eu iria ser treinado, também deveria ter um descanso. Saphira também havia concordado, estranhei a princípio, parecia que ela também iria participar. Ah, claro, é uma equipe, não faria sentido uma equipe não treinar juntos. Me despedi e fui para meu quarto descansar, já tranquilo que eles tinham um lugar para dormir. Ao passar pelo balcão, procuraria Thork, avisando que eu estava indo me recolher.

Estou indo dormir, aquele Orc foi embora, não lutei contra ele... Depois te explico o que realmente está acontecendo. — Falava, caso ele não estivesse assistindo a luta na hora, caso ele estivesse lá fora, apenas diria que estava indo dormir. 
[..]

Depois de algum tempo já teríamos nos alimentado e descansado algumas horas. Todos estavam com posturas diferentes, Iryell parecia tensa, Balinor estava sério e Saphira estava com sua agitação de sempre. Eu permaneci quieto, sem falar nada até que Balinor se aproximou de mim. Começou a fazer um discurso sobre estratégia, sobre conhecer os poderes aliados ou coisas assim, e até mesmo de me ver em ação. Apenas alguns pontos foram absorvidos pela minha mente, até que ele perguntou se eu preferia começar mostrando do que eu era capaz, ou se queria ver as habilidades deles. Eu realmente estava curioso para conhecê-los melhor, escolhi a segunda: 

— Mas é claro que eu quero ver do que vocês são capaz. Quero ter certeza se vocês são fortes mesmos. Depois disso eu já posso bater em alguém. — Falei num tom divertido, daria para entender que era apenas brincadeira, saindo um pouco do tom sério que eu estava, e esboçando um sorriso quase de orelha a orelha, tirei os fios de cabelo louros, a muito tempo não aparados, e retirei de parte dos meus olhos, o que dificultava minha visão.

Voltei a encará-los, porém agora estava sentado, prestando bastante atenção nos movimentos alheios.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Qua Abr 29, 2015 10:28 am

HAYASHI
 
 
Balinor permaneceu sério por um instante, olhando fixamente para Hayashi. Depois voltou a mira para suas companheiras e acenou positivamente com a cabeça.

[Balinor] — Como combinado. — Comentou para elas.

Iryell foi a primeira a se adiantar alguns passos em direção ao centro da clareira, tensionando sua corda com uma flecha. Em seguida, Saphira encarou Hayashi, piscou com olho e lançou duas moedas ao alto. Mas aquelas moedas não estavam na mão dela antes e, se reparasse bem, o garoto poderia perceber que não eram de ouro ou de prata, mas sim roxas. Eram obra da feiticeira. Antes que atingissem o solo, Iryell acertou-as em cheio com uma flecha cada, demonstrando uma exímia pontaria, mas também grande agilidade em repor os dardos. A loira sorriu em satisfação.

[Balinor] — Iryell é boa com flechas. Ela quase nunca erra. Mas não é só isso: ela é uma ótima rastreadora. É graças a ela que nunca perdemos o rastro da Cocatrice. Eu não iria querer tentar me esconder dela...

[Saphira] — Minha vez! — Seguindo ao centro.

A feiticeira, com alguns gestos graciosos, faz se erguer uma parede roxo-luminescente do solo. Em seguida, faz um giro com uma das mãos e esta se dissolve, se transformando num par de espadas que lutavam entre si em pleno ar. O impacto que elas causavam era intenso, o que ficava claro por causa do barulho. Saphira tinha um olhar concentrado.

[Saphira] — Há! Brincadeirinha!

[Balinor] — Ela pode criar qualquer coisa de sua própria energia. Então não receie se algum dia precisar de uma arma, certo? E como você já sabe, Saphira não vê por meios comuns, mas por sua visão mágica. Isso faz com que ela consiga ver até mesmo no escuro e seja imune a magias que precisem do olhar. Ela também tem um grande conhecimento arcano, de um tipo que poucos tem, porque ela estudou magia com uma poderosa feiticeira negra. — Ele olha para as duas, um pouco sério. — Juntas, agora?

Saphira tinha um grande sorriso bobo no rosto, como se fosse uma criança prestes a demonstrar seu brinquedo favorito. A mesma empolgação estava presente em Iryell, embora de maneira discreta. A feiticeira se aproximou da arqueira e colocou uma venda de tecido em seus olhos.  

Àquela altura Hayashi já deveria estar se perguntando sobre o que elas fariam. Então Saphira cria uma figura humana de pura energia que depois corre para longe das garotas. Os olhos dela brilham, conforma ela se concentra e Iryell tenciona uma flecha e a dispara, atingindo o ombro, de raspão, da figura que depois desaparece.

[Balinor] — Saphira pode também emprestar sua visão mágica. Mas ainda estamos melhorando isso. E também não é possível fazer isso com todo mundo. Comigo é impossível, por exemplo. Mas agora acho que é minha vez, não é?

Ele avança para o centro da clareira, enquanto as meninas abrem espaço. Primeiro seus passos são lentos, depois muito rápidos e ele golpeia o ar umas duas ou três vezes em golpes ágeis e perigosos. Depois retorna para próximo de Hayashi.

[Balinor] — Não é para me gabar, mas sou um ótimo espadachim. Treinei por muito tempo com os templários da igreja de Zaltar. Nesse mesmo treinamento, também aprendi muito sobre criaturas das trevas e como caçá-las. Tive conhecimento sobre certos informantes muito úteis também, que não posso chamar exatamente de aliados... Ah! E domino uma técnica capaz de enfraquecer criaturas malignas. Mas ela também tem efeito negativo contra usuários de magia, então não é muito bom usar perto de Saphira... Por fim, sou bom estrategista e também líder do grupo. Se algum dia estivermos juntos numa batalha, escute bem o que eu digo. Nunca é só besteira. — Ele fica um segundo em silêncio, caso houvesse alguma pergunta ou mesmo para que Hayashi pudesse assimilar as informações. — E você, rapaz, do que você é capaz? — Amistosamente.
02

Adicional:

Hey, Hayashi! Tua vez de se exibir. Pode abusar no post. Não vou fazer cobrança de PE, nem nada. Então aproveita! Se esforça pra ganhar um bonuzinho aí.
Ah, te devo XP por atraso. Quatro semanas. Isso dá 200xp.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qui Abr 30, 2015 3:15 pm

A sessão de demonstrar suas habilidades havia começado por Iryell. Saphira foi até o centro do local e jogou duas moedas para cima, porém as moedas tinham uma cor roxa, e eu estava jurando que não tinha nada nada na mão dela antes, mas enquanto eu estava fazendo teorias de onde aquelas moedas vinham, flechas as atingiram. Confesso que tomei um susto já que eu não estava prestando atenção em Iryell, depois eu me recompus discretamente. Ouvi as habilidades de Iryell segundo Balinor. Eu abri um bom sorriso. Ela era uma rastreadora e uma incrível arqueira, uma junção exímia. Sorri e exclamei: - Incrível! 

Agora era a vez da louquinha do grupo. Saphira gesticulou graciosamente e ergueu uma parede roxa do chão, praticamente do nada! Eu achei aquele "poder" maravilhoso, porém as coisas só iriam melhorar daqui para frente, mexeu as mãos novamente e a parede roxa se transformou em duas espadas que começaram a duelar entre si, causando um grande e intenso barulho, não pude deixar de falar aquele baixíssimo "Uau". Balinor explicou como funcionava o poder de Saphira: - Sinceramente. Eu acho que não hesitaria em pedir nada. Hehe - E não iria titubear mesmo, um poder daqueles poderia ser explorado de várias e curiosas formas. 

Agora elas duas iriam trabalhar juntas. Iryell teve sua visão tapada, Saphira criou uma figura humana que corria para longe delas. E então, seus olhos começaram a brilhar, e Iryell atirou uma flecha que atingiu de raspão no ombro do corpo roxo. Eu levantei do lugar onde estava sentado, animado: - Nossa! Que incrível! Não sabia que isso poderia ser feito. Caraca, aprimorem isso aí, vai que em mim funciona, haha. E sim, agora é sua vez amigão. -

Balinor começou a falar suas habilidades, e tudo aquilo me chamou atenção, e me fez ter uma vaga lembrança sobre meu real objetivo no mundo, que era obviamente recriar a Ordem dos Espadachins Sagrados. E Balinor além de ser um ótimo espadachim, enfraquecia de alguma forma criaturas das trevas, e aprendeu isso em seus anos de treinamento em Zaltar. E por cima disso tudo, era um bom estrategista, e me advertiu em sempre confiar em sua palavra. Mexi a cabeça em sinal positivo. Observei ele a demonstrar suas habilidades físicas. 

Puxei o laço que prendia a espada a bainha improvisada nas costas, agarrando a grande arma pelo cabo, sabia que agora era minha vez. 

- Certo. Essa espada daqui era de um cara muito ligado a mim. - Preferi não contar que eu era uma espécie de reencarnação. - Ela é antiga, porém tem o corte muito, muito bom! - Disse, rodopiando com a arma, rápido e com cortes precisos, girando como se estivesse me defendendo de uma horda de inimigos sedentos por meu mim e me cercando, tentando me atingir, e então, havia parado: - Porém ela também é mágica. - E ativando minha técnica primal, a espada pegou fogo. A lâmina inteira havia sido coberta por uma grande massa de fogo mágico: - Eu consigo dar propriedades mágica a qualquer lâmina. E isso também dá um retorno ao meu físico, por exemplo, isso deixa meus cortes mais rápidos. - Desta vez, com mais precisão e velocidade que antes, dei um salto giratório, uma espécie de parafuso lateral, e atingi a lâmina com força no chão, causando um impacto que poderia criar alguma depressão pequena no local. 

- Mas não é só o fogo. Consigo transformar em gelo também. - E então, a lâmina ganhou um tom azulado. - E isso deixa meus cortes mais potentes. - Procurei alguma estrutura de madeira que pudesse ser quebrada sem causar algum dano maior a qualquer outra coisa, algo isolado, ou até mesmo uma árvore não muito grande. E enfim passei um corte forte com a lâmina frígida, passando por dentro da madeira, rápido, derrubando a árvore ou a estrutura que havia encontrado com facilidade. A espada voltou a ser de fogo, olhei para Balinor e disse: - Oh sim, claro! Eu tenho uma habilidade que aprendi recentemente e por contra própria, que é essa. - Meu corpo foi transmutado em grande velocidade para o lado, deixando um rastro transparente do meu corpo, avancei aproximadamente três metros para o lado: - Consigo me mover bem rápido, e isso me possibilita uma espécie de uma combinação, além de eu poder usar isso duas vezes seguidas, mesmo que vá consumir uma boa parte da energia. Vou mostrar, tente defender desse golpe.
Dobrei o joelho e realizei um "Dash" para perto de Balinor, porém pela distância ainda não era o bastante para acerta-lo, realizei um novo impulso com os pés e finalmente havia chegado perto do homem, no meio da trajetória, levantei a lâmina chamuscada para a lateral, e quando fui atingi-lo, comecei o corte desse mesmo local, procurando atingir alguma placa dura e resistente de sua armadura pesada, para não causar dano algum em meu parceiro, caso ele defendesse ou fosse atingido, realizaria mais um Dash apoiando meus pés no peitoral de sua armadura, em uma cambalhota para longe. 

- Basicamente é isso. Aprendi tudo isso com meu mestre lá em Hirt. Eu sou como um Espadachim mago. Um híbrido. Tenho várias alcunhas mais a que eu mais gosto é a primeira.  - E sorri. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Ter Maio 05, 2015 12:02 pm

HAYASHI
 
 
[Saphira] — Hmmm! — Fez a feiticeira intrigada enquanto levava uma mão ao queixo e se aproximava incisivamente na direção da lâmina incandescente de Hayashi. — Então é assim que você faz... — Conclui. Aquela, se lembrasse bem, já era a segunda vez que Saphira via a habilidade do rapaz, mas isso não a fez ficar menos interessada.

Os três aventureiros, embora em posturas muito diferentes, mantinham seus olhos atentos nos movimentos do espadachim. Saphira acompanhava Hayashi de perto. Às vezes, perto o suficiente para ser perigoso, mas ela tinha noção de quando se afastar. Iryell tinha um olhar contraído e afiado como o de uma águia. Já Balinor se mantinha firme e forte, como uma montanha.

Mas Hayashi tinha algo a mais, uma manobra que deveria impressionar Balinor, mesmo ele sendo um guerreiro experiente, talvez pensasse. Ele usou seu "dash" para se mover muito rápido, sendo até mesmo difícil acompanhar com os olhos. Mesmo assim, o guerreiro se antecipou em sua defesa, possivelmente por ter sido avisado ou quem sabe por habilidade. Ele ergueu a espada que não era tão grande quanto a de Hayashi, mas que pareceu pesada e a posicionou frente à outra e tomou uma postura que o permitiu recuar pouco mesmo com o impacto.

Aquela era a primeira vez que Hayashi observava a espada de Balinor tão de perto. Era curioso. Especialmente porque o rapaz pôde se ver muito claramente nela, como que num espelho. Aquela espada era tão bem polida que mais parecia uma obra de arte. No segundo "dash", que pegou Balinor e possivelmente a plateia de surpresa, o guerreiro se obrigou a recuar um passo.

[Balinor] — Muito bom. — Colocando a espada de volta ao lugar e retomando uma postura normal. — Essas suas habilidades são realmente muito úteis. Você vai conseguir tirar bom proveito delas.

Mas então Hayashi se deu conta que havia mais uma pessoa em cena: era um terceiro homem, vestido numa capa velha e furada, com rosto oculto nas sombras. Ele parecia um mero camponês, suas vestimentas estavam sujas de terra e podia se ver que era magro e desajeitado. Este homem terminava de conversar com as duas meninas e depois se afastava, gesticulando e se curvando, parecendo agradecido de alguma forma. As duas se aproximam de Balinor e Hayashi.

[Iryell] — Fogo, é? Bem em tempo! — Comentou, se referindo à habilidade de Hayashi. Mas o que será que ela quis dizer com bem em tempo?

[Saphira] — Ei, Balinor! Temos um troll.

[Balinor] — Um troll?! — Surpreso.

[Saphira] — Eu sei! Não é o máximo?!

[Balinor] — Hm. — Ele repousa a cabeça sobre a mão, pensativo por um instante. — Pode ser uma boa oportunidade para tentar alguma coisa na prática. O que me diz, Hayashi?

03

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Estou sendo um GM pontual e generoso. Pode adicionar 50xp de bônus pela tua exibição. ^^

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sex Maio 08, 2015 5:06 pm

Saphira escreveu: – Então é assim que você faz... –
 
Não entendi ao certo  o que Saphira quis dizer com isso, porém deduzi que seria alguma forma de reconhecer a essência do feitiço apenas utilizando suas habilidades místicas. Era interessante ao mesmo tempo que assustador.  Todos de alguma forma prestavam atenção ao que eu mostrava. Se aprovavam minhas habilidades ou não, apenas saberia no final. E foi por isso que eu continuei.
 
Balinor não parecia esperar esses meus movimentos, por isso elogiou e alegou que seria útil em batalhas, concordei apenas movendo o rosto em sinal positivo, e dando um sorrisinho de canto com os lábios, sem mostrar os dentes. Quando ataquei Balinor, apreciei sua espada, era bem cuidada e polida, além de ser a primeira vez que eu observava sua espada tão de perto, ele era um espadachim que cuidava bem de sua arma, que a propósito parecia bem pesadinha, mesmo não sendo tão grande quanto a minha.
 
– Obrigado, Balinor. Elogios são sempre bem vindos.  E então notei um homem.
 
Um homem que parecia bem magro, com vestes humildes. Pra mim, um simples camponês. Mexi a cabeça num movimento bem rapidinho, e o encarei. O sentido dessa tal mexidinha era para chamar atenção de Balinor. Era como um aviso, um alerta. Um protótipo de “Olha para trás, rápido!”
 
Eu não esperava que ele olhasse.
 
As meninas terminaram sua conversa.
 
Ele agradeceu.
 
E então foi embora.  
 
Quando se aproximavam, traziam notícias:
 
Iryell escreveu: – Fogo, é? Bem em tempo!
 
Saphira escreveu: – Ei Balinor! Temos um troll.
 
Agora tinha entendido o motivo do homem agradecer.
 
– É, boa ideia... Mas eu nunca vi um troll na minha vida.  Amarrei a espada com um barbante na tira de couro nas costas, fixando a arma. Olhei para Saphira e sorri.  Temos que testar esse negócio de visão que você fez com a Iryell comigo depois, viu? Agora vamos que eu tô louco para colocar fogo no rabo de um Troll! 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sex Maio 15, 2015 9:20 am

HAYASHI
 
 
Saphira sorriu. Quem sabe ela não fosse mesmo tentar aquela técnica com Hayashi? Poderia vir a ser útil algum dia, especialmente se eles fossem caçar juntos a Cocatrice.  

[Iryell] — Nunca viu um troll?! Hm... eles realmente são pouco comuns nesta região da ilha. É muito mais provável de se cruzar com um na região de Takaras ou no interior de alguma floresta. O que você precisa saber é que eles são perigosos. Não são fáceis de lidar. O que vamos caçar, até agora, comeu apenas alguns rebanhos. Mas é sempre assim que começa: os rebanhos, depois os pastores e suas famílias. — Explicava, compenetrada. Ela parecia alguém que conhecia muito bem do que falava.

[Saphira] — Tch! Eles são só grandes e feios e dá pra sentir o fedor de longe! — Torcendo um pouco a face, como se aquela explicação toda fosse uma coisa desnecessária.

[Iryell] — Er... Na verdade, Saphira, existem trolls de todos os tamanhos, mas a maioria é grande mesmo. Existem variadas cores também, a maioria de azul a verde. Mas existem os vermelhos: nunca enfrente um troll vermelho!

[Balinor] — Trolls são regeneradores. São inimigos difíceis de matar, como a Cocatrice. Vai ser um treino interessante, mas nem por isso deixa de ser perigoso.

[Saphira] — Vamos! É melhor chegarmos antes do anoitecer!

Saphira seguiu na frente alguns passos para apressar o grupo e fazê-los partir dali. Iryell e Balinor partiram a seguir, esperando que Hayashi os acompanhasse.

[Saphira] — O lugar não é muito longe daqui e eles vão nos pagar algumas moedas! Não é legal?!

[Balinor] — Hehehe! Enquanto caçamos Amenset, a nossa fama cresceu. Hoje em dia é comum camponeses e pessoas desprotegidas nos procurarem quando o assunto é algum monstro. Nem sempre o pagamento vale a pena, mas é sempre menos uma criatura das trevas no mundo.

Enquanto seguiam, o grupo tinha tempo para conversar. Era uma boa oportunidade para se preparar para lutar contra o troll, mas também para se tornarem mais próximos. Será que Hayashi teria alguma pergunta?

04

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qui Maio 21, 2015 4:56 pm

Saphira retribuiu o sorriso. Quem sabe aquela louquinha queria mesmo tentar aquela técnica comigo. 

Iryell escreveu:— Nunca viu um troll?! Hm... eles realmente são pouco comuns nesta região da ilha. É muito mais provável de se cruzar com um na região de Takaras ou no interior de alguma floresta. O que você precisa saber é que eles são perigosos. Não são fáceis de lidar. O que vamos caçar, até agora, comeu apenas alguns rebanhos. Mas é sempre assim que começa: os rebanhos, depois os pastores e suas famílias

São tão horríveis assim? — Estava convicto que Trolls eram uma ameaça. 

A palavra Troll me lembrou de Kholl e de seu irmão que causou a cicatriz que traçava seu rosto. Thork havia comentado que ele era um "Troll Completo", mas meu pensamento foi interrompido por Saphira.

Saphira escreveu:— Tch! Eles são só grandes e feios e dá pra sentir o fedor de longe!
 
Haha, vou me lembrar disso, Saphira. 
Iryell falou algo interessante, para não enfrentarmos um Troll vermelho, e eu estava em dúvida se queria ou não descobrir o motivo para não enfrentar um Troll dessa cor. Eu era leigo no assunto, e isso me deixava curioso sobre esse assunto a respeito dos Trolls. Então fomos, Saphira guiou, alertando que o lugar não era muito longe e que iriam nos pagar algumas moedas. Eu sorri, já fazia algum tempo que não ganhava algum dinheiro, e isso me fez me lembrar da Taverna. Thork iria ficar puto comigo, mas sinceramente, eu não estava nem aí. Eu tinha um dinheiro guardado ainda. Eu vi uma oportunidade de conversar um pouco. 

Sabe, já tem um tempinho que vocês me contaram a história de cada um. Eu não me lembro de contar a minha. É muito longa, depois nós bebemos um pouco lá na Taverna e eu explico. A não ser que não queriam saber. — Tirei meu cantil do local que ele estava, bebi um pouco d'água, parecia saborear o líquido insípido. Voltei ao diálogo. — Tenho uma pergunta pra cada um. Primeiro: Balinor, como que esse grupo se formou? Você não tinha falado isso. — Após sua resposta, continuei. — Iryell, você já foi atacada por um Troll ou coisa parecida? Você parece conhecer bem o que esses monstros fazem. — Novamente, depois de sua resposta. — E Saphira... você tem outra técnica que pode ser feita em dupla como aquela coisinha legal com os olhos? 

Eu esperaria que fosse questionado por algo também. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Qua Maio 27, 2015 10:27 am

HAYASHI
 
 
[Iryell] — Existem muitos tipos de troll. — Explica. — Na maioria são tão burros como uma pedra e normalmente são fortes. Mas o problema não é esse: o problema é que trolls são regeneradores. Não dá para matar um troll realmente se você não queimar o maldito. Dizem até que se você cortar um troll ao meio, com o tempo, ele se transformará em dois. Não sei se isso é lenda ou verdade, mas explicaria muita coisa... — Reflexiva. — Por isso falei sobre o fogo.

O grupo seguiu pela estrada a fora. Aquele caminho não era muito usado, o que vegetação que crescia ali denunciava. A maior parte deveria ser por camponeses e trabalhadores rurais, se inferia, especialmente pela grande quantidade de rastros de animais.  

Em pouco tempo, haviam chegado a uma propriedade. Uma moradia muito simples podia ser observada ainda um pouco longe, feita quase exclusivamente de madeira, de cuja chaminé uma coluna acinzentada de levantava. Deveria ser o lar de uma família muito simples. Nas pastagens, alguns animais - um gado muito magro - se alimentava. Havia também algumas rochas e Iryell tomou a frente se aproximando das mesmas. A região era uma encosta pouco íngreme. Durante a conversa, Saphira se adianta em responder:

[Saphira] — Sim, mas a outra não precisa exatamente da cooperação dos outros. — Termina com uma piscadela.  

Naquele momento, Iryell se afastou um pouco do grupo, examinando alguns rastros no chão. Ela parecia mais o tipo taciturno.

[Balinor] — Essa história é longa, mas vou tentar simplificar. Quando eu estava com os templários, acabei, acredite, caçando Saphira. — Os dois trocaram um olhar e um estranho silêncio apareceu. Era muito provável que uma parte da história permanecesse oculta nesse resumo que Balinor elabroava. — Como eu disse, a magia dela é negra e a igreja de Zaltar... bem, uma parte dela, tem uma posição extrema quanto a isso. Mas acabamos descobrindo um inimigo em comum, nos unindo para sobreviver, e estamos juntos desde então. Mas antes disso eu encontrei com Iryell, na floresta, quando minha caravana foi atacada por feras selvagens. Por sorte, ela já estava atrás delas. O primeiro contato foi difícil. Bem, ela não era assim... amigável. Mas com o tempo fomos descobrindo nossa história em comum. — Termina com um sorriso meio forçado. — Nós já caçamos trolls juntos. Foram duas vezes. Mas Iryell já os conhecia da floresta.

[Iryell] — Hmm... ele passou por aqui. E estava sozinho. Acho que arrastou alguma coisa por ali... uma vaca, talvez. Ele deve ser grande. — Falava um pouco distante do grupo, enquanto seguia com sua investigação.

[Saphira] — E você, Hayashi? Você tem cara de quem nasceu em Hylidrus. Acertei?! Alguém da sua família deve ter sido um tipo de mago... — Deduzia provavelmente por causa da habilidade dele.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Qua Jun 03, 2015 8:45 pm

Iryell me explicou sobre os Trolls. Fortes e burros como uma pedra, na maioria. E que o grande problema mesmo era pelo motivo de que os Trolls são seres que se regeneram. Regeneradores, como ela mesma falou, e que são capazes de se formarem dois trolls diferentes caso um for partido ao meio. Fiz uma cara de nojo, imaginando o processo viscoso na minha mente, fiz uma careta. Dava para perceber que eu estava imaginando tamanha grosseria. E o motivo do fogo era justamente queimar os malditos até que não exista rastro para que eles se regenerem. 

- É, foi bem em tempo mesmo. - E ri para Iryell, chacoalhando a espadona. 

Seguimos pela estradinha. Parecia ser um caminho não muito usado, já que a vegetação do local não era linear, e o crescimento daquelas plantas denunciavam um mal cuidado. Pelos rastros que pareciam ser de animais, guardei a ideia em minha mente que aquele local é mais usado por camponeses e agricultores. 

Pouco tempo de caminhada e chegamos em uma casinha.

Uma moradinha simples podia ser vista de longe, podia perceber que era toda feita de madeira, com uma chaminé de um coluna acinzentada. Uma família muito simples deveria morar ali. Na pastagem ao redor um gado, um gado bem magro aliás, se alimentavam. Algumas rochas a frente que Iryell tomou a iniciativa de ir até elas. No meio da conversa, Saphira me respondeu.

Ela disse que tinha outra coisa sim. Mas que não precisava de ajuda dos outros, e piscou pra mim. Eu fiquei sem reação, não sabia se ela realmente tinha dado uma brecha pra eu dar em cima dela ou se realmente tinha outra coisa. Na dúvida, apenas pisquei de volta. 

Iryell tinha saído dali, mas eu nem percebi. 

Perguntei sobre como eles se conheceram, e a resposta veio do líder, Balinor. A história era bastante curiosa. Balinor tinha que caçar Saphira, e por causa de um objetivo em comum, se tonaram parceiros. E Iryell, que ele dizia que não era tão social, havia sido atacado por animais selvagens e Iryell o ajudou, acabaram se tornando parceiros por ter uma história em comum, e já caçaram alguns trolls juntos.
Então Saphira me fez uma pergunta. Depois de Iryell fazer um comentário a respeito de sua pequena investigação um pouco mais afastada. 

- Não... Sou de Hirt. E as vezes tenho uma nostalgia enquanto vejo esses pastos. Dá uma saudade da minha casinha, e meus pais não eram nada mais do que camponeses.. Por falar em se conhecer, acabei me tornando parceiro de vocês depois de quase vocês me matarem quando me abordaram no subúrbio. Que história, hein.

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