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Taberna do Macaco Caolho

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Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:00 pm


Um pouco distante do centro de Hilydrus se encontra a popular Taberna do Macaco Caolho. O lugar está sempre cheio, principalmente durante a noite quando trabalhadores cansados vêm relaxar e gastar suas preciosas moedas de ouro. Bebidas baratas como cerveja e hidromel são as mais consumidas, e os clientes em geral são humildes e bem humorados. Quanto às raças, é fácil encontrar quase todas elas virando a caneca por aqui. Anões e humanos são os preferidos, seguidos de elfos e eventuais meio-orcs. Vez ou outra bardos se reúnem para tocar, reservando um espaço da taverna para eles. Sendo assim o ambiente é caloroso e movimentado, a comida é simples porém saborosa, e os quartos são confortáveis mesmo não sendo individuais. Mas talvez pagar um extra lhe garanta alguma privacidade.

O dono da taberna é um anão chamado Tork  Três-Dedos, levando este nome graças ao óbvio motivo de lhe faltar dois dedos na mão esquerda. Porém isso não muda o fato de ser um cara astuto e bem humorado, mas que sabe manter um empreendimento funcionando. Afinal sua paixão pelo ouro fala mais alto, e Tork não perde a chance de faturar uns trocados extras. Por conta disso é comum vê-lo variando os preços de acordo com a demanda ou com a cara do cliente. Ele não considera isso desonestidade, mas sim "saber negociar com a clientela". Tork prefere ter poucos funcionários e pagá-los bem, e por isso o trabalho acaba sendo puxado e ao mesmo tempo recompensador. Conseguir um emprego é fácil e lucrativo aqui, o difícil é aguentar por muito tempo.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 6:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 2:05 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>


@ George Firefalcon
Spoiler:

George Firefalcon escreveu:Enfim, ela concordou com a cabeça e desfez o feitiço, e eu caí com estrépito no chão. No momento seguinte, ouço a porta fechar com força, e logo senti que ela a havia lacrado.

De uma prisão menor, passei a outra maior. Mas ao menos podia me mover.

Ela disse ter revelado muita coisa e que não podia me deixar ir... "Mas como assim?", pensei. A coisa acabara acontecendo muito rápido, eu não tinha entendido quase nada e mesmo assim, lá estava eu preso de novo.

De forma nervosa, mesmo que eu não tivesse respondido, ela começou a rodear o quarto, falando febrilmente que iria ser morta, mas no momento seguite, ela se aliviou e disse que era só me levar até à pessoa que poderia matá-la e me forçar a juntar-se a eles. Embora ela tivesse ficar mais calma, ainda estava tensa. Me levantei lentamente, ainda trêmulo por causa da paralisia corporal.

Ela desfez a prisão anterior, ou seja, liberou a porta do quarto, estendeu a mão pra mim e se apresentou: Maryn. Eu queria respostas, e ela me daria naquele momento. Percebendo que ela estava desarmada mentalmente, pensando que eu era fraco, eu aproveitei a situação.

Peguei ela pela mão, a puxei rapidamente para dentro do quarto e usei uma parte de minha força de transformação para fechar a porta com estrondo maior e deixá-la na cama.

[George]: Antes de irmos, quero que faça o favor de me explicar TUDO o que eu preciso saber. Se quer que eu me junte a você em alguma organização, preciso saber onde estou me metendo, o que eu vou ganhar com isso, e é bom que você me convença, porque não vou deixar mais você me pegar desprevenido! Nunca deixe um meio-dragão enfurecido, principalmente neto de Saphira Escamas Brilhantes, filho de Crystal a Draco-Metamorfa.

E, no momento seguinte, para mostrar o sangue dracônico em minhas veias, urrei.

[George]: RRRRRRRRRRRRRROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRR!

@ Hayashi
Spoiler:

Hayashi escreveu:
A Procura de um Emprego.
Abri os olhos lentamente, o que estava acontecendo? Acordei de um cochilo, um bom cochilo, ainda estava naquela preguiça de sempre, depois que nós acordamos. Olhei em volta e estava num local totalmente diferente de Hirt. Ao longe podia ver castelos e igrejas, pessoas andando nas ruas, e também várias pessoas de aparência incomum, com certeza eu estaria bem longe de casa.
Então, me lembrei de tudo. Na verdade eu tive uma pequena ajudinha do meu estômago que roncou de fome na hora certa. Bem, eu estava na estrada daquela pequena vila até Hilydrus, e como minha barriga roncou, eu pude ter desmaiado no caminho.... Mas como eu havia chegado aqui? Quem sabe alguém bondoso tenha me visto desmaiado, e me trouxe até aqui, mas onde eu estou? Ah, são tantas perguntas! Mas deve existir respostas para cada uma.
Então eu me lembrei de mais coisas, eu estou em Hilydrus! Está vendo? Como as respostas vem na hora certa? Não, essa resposta veio também com outra ajuda. Eu teria acordado em um beco, e todos os meus pertences estavam junto comigo, ainda bem que não fui roubado, tudo veio a minha cabeça, quando eu observei, quando sai do beco, uma carroça velha, com 2 burros na frente, e um homem com um chapéu.
Eu realmente havia desmaiado no meio da estrada, e este senhor bondoso viu meu corpo jogado no meio da estrada, e pelo destino, ele acabou me trazendo até Hilydrus, não deu tempo de agradecer, já que ele já estava partindo com a carroça para a saída da cidade. Veio a tona o motivo de minha chegada em Hilydrus, eu precisava de um emprego. Voltei ao beco procurando uma última coisa, a minha grandalhona espada, ela estava lá, apoiada na parede do beco, agradeço novamente por não ser roubado.
Eu andejava pela rua, possivelmente chamava atenção, pela grande espada apoiada em meu ombro, segurava firmemente o cabo. Então, vi uma construção, grande e aparentemente antiga. Me interessei, poderia ser um estabelecimento comercial ou algo do tipo. Resolvi entrar. Direcionei meus curtos passos para a porta, girei a maçaneta circular, empurrei a porta e consegui adentrar ao local.
Era tudo um pouco diferente do que eu pensava, tinha várias mesas rodeadas por cadeiras, onde pessoas, de várias raças estavam se deliciando com os pratos e com as bebidas, gargalhando, contando piadas, era uma boa diversão, coloquei totalmente meu corpo dentro da taverna, e procurei não chamar atenção, fechei a porta e andei até o balcão.
Procurei por alguém que podia me atender. Por fora aquele local parecia caído, mas por dentro, nossa, quanta diferença! Tem bastante agitação, o dono dessa taverna realmente deve ser alguém podre de rico! É o que eu pensava a respeito desse local. Quando encontrei tal pessoa para responder a minha pergunta, procurei me manter calmo e sorrindo, para transmitir uma energia positiva, logo perguntei a pessoa
É... Como vai? Bem, eu queria falar com o dono dessa taverna sobre... — Notei que minha espada pesava um pouco sobre meu ombro, já fazia algum tempo que carregava a doçura ali, retirei-a do meu ombro, apoiando sobre o balcão, deixando a espada grandalhona paralela com a minha perna, se bem que não estava totalmente paralela, ah, isso está ficando confuso demais! — Sobre uma proposta de emprego, posso falar com esse cara? — Permaneci inerte, enquanto esperava a resposta daquela pessoa.


[/center]

@ NT Shirou
Spoiler:

NT Shirou escreveu:
@George

Realmente a maga não esperava qualquer reação daquele homem, visto que já o havia dominado duas vezes sem o mínimo de esforço. Por isso ao ser pega pelo braço e levada à sua cama, não conseguiu nem ao menos pensar num feitiço defensivo, ficando a mercê de George... Isto é, por alguns segundos. Após o grito do rapaz, que sem sombra de dúvidas deveria ter acordado a taverna inteira, uma pequena aura roxa começou a se formar ao redor do corpo de Maryn, subitamente se expandindo e, ignorando qualquer obstáculo que encontrasse pela frente, acertou o meio-dragão com força no tórax. O impacto não foi o suficiente para machucá-lo, mas foi forte o bastante para jogá-lo com força contra a parede do quarto, causando um barulho brutal. Mesmo devido ao choque, a parede continuava intacta, sem nenhuma rachadura. Provavelmente, a maga usou alguma magia de reenforço nas paredes. Magia simples, mas dependendo da habilidade do indivíduo, podia ser extremamente poderosa. — Ei! Não me dê sustos assim! Se eu estivesse com alguma magia ativada, eu acabaria me metendo em mais problemas por ter matado você! — Disse, um pouco irritada pela ação do rapaz. Contudo, após ajeitar o seu manto e recuperar a compostura, voltou a olhar para George. — Mas você tem razão, eu acho que deveria te explicar um pouco mais sobre nossa organização, já que você VAI se juntar a ela.

Sendo sincera, a nossa organização não tem nome, ou melhor, permanecer desse jeito é o que garante a nossa segurança. Se você passar no subúrbio, provavelmente verá entre os becos diversos emblemas e nomes, todos referentes a nós, e todos falsos. Somos chamados de "Escória", "Anarquistas" e vários outros, mas principalmente "Os Ratos de Lodoss." —
Ficou algum tempo em silêncio, esperando que George pudesse assimilar cada palavra que dizia. Não queria que ele repetisse o mesmo de alguns minutos atrás, pela própria segurança dele. — Eu não acho que você seja residente de Hilydrus, então eu vou te explicar a situação: Esse reino está a beira de uma guerra. A cada dia que se passa, o exército comete mais e mais abusos contra o povo. Demanda impostos que não existem, roubam bens públicos, abusam de sua autoridade e vários outros absurdos, que no final são acobertados pelo Rei, que parece ter virado as costas para o povo.

Enquanto há fome e miséria no subúrbio, onde os abusos são muito maiores, soldados e oficiais ganham salários altíssimos, comem apenas do bom e do melhor e frequentemente organizam "rondas", que servem apenas para pegar daqueles que nada tem ou esbanjar o dinheiro que estão recebendo. Até lugares como Paramet está sofrendo com isso, pois seus comerciantes e mercadores pagam cada vez mais e mais taxas a preços injustos. Graças a isso, a minha organização nasceu e vem lutado durante meses para mudar esse quadro, mas... Infelizmente, nós somos caçados e muitas vezes mortos ou presos pelos soldados. Além disso, quando eles não conseguem prender nenhum de nossos membros, normalmente descontam essa frustração nos residentes do subúrbio, prendendo-os e/ou torturando-os, alegando que são afiliados a nós. —
Pela primeira vez desde que entrou no quarto, George não estava ouvindo uma voz desesperada ou perturbada. A voz da maga era séria, repleta de indignação e raiva. Sua expressão parecia estar carregada de dor, demostrando que até mesmo ela já havia passado por algum abuso, que ainda não havia revelado ao meio-dragão. Quando terminou de falar, se moveu em busca de seus pertences, agrupando todos eles e se preparando para sair do quarto.

— E então, você vai vir ou vai ficar ai, parado igual a um idiota? Depois de todo esse barulho provavelmente a taverna inteira vai estar de pé, e é melhor sairmos antes que apareça alguém que vá nos causar problemas. E mais uma coisa: Como já deve ter percebido, a minha especialidade mágica é a criação de barreiras, sejam defensivas ou ofensivas. Logo, se não quiser ser carregado dentro do meu bolso a viagem inteira, sugiro que se comporte! —

@Hayashi


Quando Hayashi chegou à taverna, ainda era bem cedo e havia pouquíssimos clientes dentro do recinto. A grande maioria estava jogada pelos cantos; bêbados que não conseguiram ir para suas respectivas casas ou que, após uma briga perdida, acabaram desmaiados e sem ninguém para ajudá-los. Ao ver o jovem se aproximar, um meio-orc careca, baixo e com uma boa dose de machucados pelo rosto, tentou entender o que o rapaz disse. Provavelmente ele se enquadrava no grupo dos "bêbados brigões, e após uma noite violenta regada a bebidas, sua mente deveria estar um caos nesses primeiros minutos que acordou. — Olha cara... Eu não entendi nada que você disse mas... Se quiser beber algo, é com aquele cara ali ó... — Apontou então para um anão que estava logo atrás do balcão, em cima de um banco para poder ver a sua clientela.  Ele era forte, com uma grossa barba e um olhar afiado, prestando atenção em cada canto da taverna. Faltava-lhe dois dedos na mão esquerda, mas isso não o impedia que, com habilidade, limpasse várias canecas de cerveja com rapidez, colocando-as logo acima de uma estante prontas para serem usadas.

Rapidamente olhou para Hayashi - talvez tenha até escutado o seu pedido - mas preferiu permanecer calado, esperando que o jovem viesse falar com ele. Se ele realmente quisesse algo, além de uma bebida e uma refeição, deveria tomar a iniciativa.

@ George Firefalcon
Spoiler:

George Firefalcon escreveu:Ela preparou um feitiço e me acertou no meio do peito. Fui lançado contra parede, mas a força foi mais pra lançar do que pra impactar, então eu levantei com facilidade.

-A culpa foi sua por ter acreditado que eu era um fraco. E anda logo, me fala o que me aguarda, me dê todos os detalhes!

Ela falou de uma guerra interna, e que o grupo do qual ela fazia parte (e que eu fora forçado a entrar), combatia as tiranias do rei de Hilydrus. Paramet também sofria com isso. Era por isso que eles lutavam.

Até comprovar por mim mesmo e ver se ela falava a verdade, eu ficaria por perto, sem agir. Por seu tom de voz, ela parecia realmente enraivecida e indignada, e com toda aquela cena, ela parecia convincente, parecia inclusive ser alvo de abuso dos guardas... Mas esperava ver por seus próprios olhos de era verdade.

Foi quando, em seguida, ela ameaçou me colocar no bolso se eu não fosse com ela.

-Se a sua especialidade é barreiras, a minha é ataque frontal e de confusão. Lembre-se disso.

Ela não precisava saber que ainda precisava melhorar, mas um blefe era um blefe.

E assim fui com ela. Queria saber no que isso tudo ia dar.

@ Hayashi
Spoiler:

Hayashi escreveu:
Bêbados
O local estava sendo totalmente diferente do que eu imaginava, na minha mente, naquela determinada hora, o bar estaria cheio, mas estava vazio, apenas com alguns bêbados ao chão, que nojo, não conseguem voltar para suas casas, e precisam dormir aqui, Ergh. Fui até o balcão, e encontrei um bêbado, quer dizer, um Meio-Orc, que não escutou o que eu disse, tentaria tomar coragem para re-explicar, mas desistiu, após ele apontar para um anão, que em uma de suas mãos, lhe faltava dois dedos, estranho.
Espero que esteja sóbrio. Brinquei, enquanto dei um pequeno riso de canto de boca, minha espada estava sendo arrastada ao chão naquele momento, enquanto ia de encontro ao anão. Procurei encará-lo nos olhos, a diferença de altura era certa, e como não tinha o costume de ver pessoas daquele tamanho, tive vontade ri, mas segurei, respeito acima de tudo. Ér... Oi. Meu nome é Hayashi, e eu estava procurando um trabalho, sabe? Acabei de chegar em Hilydrus, e queria ganhar algum dinheiro logo. —  Então, apontei para o Meio-Orc, que não tinha entendido o que eu falei. Ele me disse para falar com o senhor, caso eu queria algo, é gerente daqui? —  Se ele fosse melhor ainda.
Procurei observar tudo o que estava em volta, as mesas, o número de cadeiras e mesas, quase sempre desviando  o olhar centrado que eu estava mantendo ao anão, afinal não via muitas pessoas assim, para mim, era algo engraçado por ser fora dos meus padrões físicos. Rir e se divertir é uma coisa ótima, mas acredito que naquele momento não.

@ NT Shirou
Spoiler:

NT Shirou escreveu:@George

Próximo post no Subúrbio.

@Hayashi

Assim que o jovem se apresentou, os olhos do anão passaram rapidamente por todo o seu corpo. Devido a popularidade da taverna, era comum aparecer, uma vez ou outra, pessoas que buscavam alguma forma de trabalhar ali. Ele já estava no negócio há muito tempo e sabia que, se fosse contratar alguém, deveria achar a função ideal para aquele empregado, caso contrário seria um desperdício de habilidade, tempo e, principalmente, dinheiro. Entretanto, o que mais lhe chamou a atenção era a espada que o garoto carregava. Ela era deveras interessante, o que fez o velho Tork ter uma boa ideia de como utilizá-lo. — Realmente, meu garoto... Parece que você anda com sorte. Ultimamente vem acontecendo algumas brigas aqui dentro, algo comum para tavernas. Mas o problema é quando esses bêbados exageram e começam a puxar armas e usar magias, destruindo tudo e me fazendo perder dinheiro! Há alguns anos eu mesmo resolvia essas confusões, mas agora já não tenho a mesma disposição. —

Disse, saindo do banquinho que estava em cima e dando a volta no balcão, que agora o cobria completamente. Frente ao rapaz, empurrou uns dois bêbados que estavam caindo um sob o outro, bloqueando o caminho. — O pagamento vai ser de 2000 moedas por mês, mas você vai ganhar um bônus de 200 moedas por briga que conseguir apartar. E quando eu digo apartar, você pode tanto convencer esses malditos a pararem de brigar, ou simplesmente jogá-los pra fora daqui e deixar que se matem lá fora. — Estendeu a mão esquerda ao rapaz, justamente a que faltava os dois dedos. — Sou Tork Três Dedos, já deve imaginar o porquê. Sou dono dessa bagaça a uns anos, e se aceitar o trabalho o seu futuro chefe! E então, rapaz... O que me diz? —

@ Hayashi
Spoiler:

Hayashi escreveu:
Brigas? Hahaha!
O discurso não era muito longo, então não deveria ter perdido nada do que o anão havia falado. Ele olhou a mim dos pés a cabeça, parecia me avaliar, isso não entendi muito bem, era meio estranho, sabe? Pus uma das mãos na cintura, entendiado, ouvindo seu papo, entendendo bem a situação. — Quer dizer que precisa de alguém durão para cuidar desses bêbados brigões? — Sorriu, deixando a espada em cima do balcão, fechando uma das mãos, colidindo com a outra, que estava com o palmo aberto.
Terminou de ouvir o anão, que colocaria aquela sua mão, a que tinha três dedos, hesitei alguns segundos em apertar, mãos com a mão direita, apertei a mão do anão, encarando em seus olhos, possivelmente teria que me curvar para apertar, ainda estava com a vontade de rir do tamanho do anão, mas desistiu da ideia. Prazer Tork, posso te chamar assim? Então, anões são caras durões, era o que me contavam na minha cidade natal, mesmo não estando na idade de apartar essas brigas, terá uma espécie de discípulo, enquanto eu estiver nesse emprego, ninguém vai brigar aqui dentro, pode confiar!Largou a mão do anão, segurando a espada novamente, apoiando em seu ombro. Caso eu tivesse finalizado a conversa ali, procuraria ir para algum canto, e pegaria alguma cadeira de alguma mesa, a colocando perto do balcão, sentando.
Resolvi puxar um papo com o anão, conversar com o chefe para causar uma boa impressão é sempre bom. Bem, Três Dedos, como que funciona as coisas aqui?Esperou a reposta, ouvindo atentamente, logo assim, perguntou outra coisaHum... e os outros funcionários? Pode me apresentar? Ou até mesmo agora?Terminou as perguntas, concentrado nas respostas, agindo de acordo com o que o chefe mandar, fazendo suas obrigações, sempre atento a movimentação no bar, para terminar uma briga, antes mesmo que ela pense em começar, enfim, havia gostado do que tinha conseguido.  

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Qui Maio 01, 2014 1:47 am

A noite estava limpa com a lua poderosa quando pulei a janela daquele quarto na taberna; fugi furtivamente pelos telhados com perspicácia de sempre. Com um salto suave fui ao chão e saí de trás do beco, o serviço tinha sido feito e o corpo estava estirado na cama semi-nú com um furo no coração e a marca da minha tesoura desenhada em seu peito co mo sangue e a faca que o matei. Como sempre ele não deu trabalho, mas adorei ver sua cara de espanto ao me ver. Ele queria gritar, mas minhas mãos foram mais ágeis e logo ele estava morto.

Caminhei pela rua quase vazia observando vagabundos e suas prostitutas à procura de um bar, o serviço tinha sido pago antes mesmo de eu querer questionar, mas aceitei mesmo assim, dinheiro e serviço eram a mesma coisa, só muda o cliente e o cadáver.

Achei um bar e entrei; é claro que ninguém ia gostar de ver uma bruxa entrar pela porta, sentar e pedir uma bebida, mas eu não estava ligando, só queria bebericar minha sidra no meu canto sem que ninguém me importunasse. Eles não conheciam ainda quem eu era, muito menos do que era capaz, mas não mediria esforços para mostrar.

Eu estava a caráter como sempre e ignorei o silêncio e olhares que todos da taberna me deram, sentei no balcão, obrigando o taberneiro a trabalhar. Fiz meu pedido.


— Sidra, um copo moderado. — Resmunguei entre dentes e esperei que me desse. Ele fez uma carranca e eu tirei do bolso três moedas de outro e empurrei para ele, fazendo-o sorrir e pegá-las garantindo duas para si. Bebi um bom gole e esperei. Em mais ou menos duas horas tinha outro serviço e tinha que esperar o alvo voltar para seus aposentos. Este seria um pouco mais complicado por ter um tipo de guarda relativamente interessante. Mas logo eles iam me conhecer e temer, eu não temo nada e e não escondo isso.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Ter Maio 20, 2014 10:37 am

HAYASHI



[Tork Três Dedos] — HAHAHAHA!

E Tork lança uma ampla gargalhada que ecoou por toda a Taberna do Macaco Caolho, enquanto Hayashi apertava sua mão. Os clientes, por um momento, cessaram o burburinho e olharam atentos na tentativa de decifrar o que acontecia naquela cena. O anão manteve um sorriso alegre e, a medida que pareciam se convencer de que nada anormal ocorria, as conversas espalhadas voltaram a preencher o ar do estabelecimento.

[Tork Três Dedos] — Senhor Tork, meu garoto! Ou você acha que alguém aqui vai me respeitar se você sair me chamando como quiser?! — Inclinando uma sobrancelha e torcendo a face para o lado. — HA! Agora vamos ao trabalho!

Disse o pequeno homem barbudo, que, embora a estatura, tinha uma idade mais avançada que a do garoto. Ele pareceu ignorar o resto das perguntas que Hayashi fazia e sequer explicou onde ou como se posicionar, conforme voltou para trás do balcão e foi atender alguns homens que aguardavam. Este seria um teste. Certamente! O garoto podia estar certo disso. Como será que se sairia?

A noite seguiu e a música tocou. Canecos e canecos de bebida rolaram para todos os lados e por cima das mesas, despejando seu líquido nas bocas, faces e até mesmo no chão do estabelecimento. O aroma agridoce que elas tinham circulava pelo ar, junto ao dos assados que eventualmente eram servidos. As conversas eram altas, haviam batidas nas mesas, mas tudo parecia no seu lugar. Assim aquela primeira noite de trabalho transcorreu calma, sem nenhum incidente.

[Tork Três Dedos] — Sorte de principiante! — Disse o anão parecendo irritado, se aproximando do homem quando já não havia mais muita gente no lugar.

[Tork Três Dedos] — Pegue! — Ele atira uma chave com um chaveiro de madeira esculpida marcado com um símbolo, indicação de qual quarto pertence. — Acho que não tem para onde ir, então pode ficar com uma cama aqui. Considere como parte do pagamento. Mas não vá dormir o dia inteiro! Eu não pago ninguém para descansar.

Ele tinha um misto de reclamação e cordialidade, próprio de um sujeito ranzinza.

Se Hayashi optasse em aceitar a estadia, seguiria por uma pequena escada que demarcava uma divisão entre a taberna e os aposentos e seguiria até uma porta específica, debaixo de uma escada, que tinha a mesma marcação que seu chaveiro. Era um quarto pequeno e de cama dura, certamente o pior de todos, mas não podia reclamar, afinal, era de graça.

Durante seu repouso, ouviria eventualmente passos, risadas e gemidos abafados, às vezes batidas nas paredes dos quartos ao lado e acima. Poderia reconhecer vozes femininas, embora não tivesse visto nenhuma mulher na noite do lugar. Era, sem dúvidas, minimamente uma perturbação todo aquele barulho. Como será que seria o seu descanso?

HAYASHI E GRIMALKIN


Chega um outro dia na Taverna do Macaco Caolho. Aos poucos o estabelecimento vai lotando, conforme homens de todos os tipos, geralmente bem feios, carecas e barrigudos, vão tomando seus lugares às mesas e berrando por cerveja ou qualquer coisa para se empanturrar. O atendimento é rápido e eficiente e o ritmo frenético e difícil de acompanhar.

Hayashi toma seu posto. O anão mal o cumprimenta com um acenar discreto com a cabeça. Suas sobrancelhas arqueadas e sua testa enrugada caracterizam um mau humor ainda pior que o do outro dia. Seria conveniente puxar algum assunto?

A porta se abre. Por ela adentra uma mulher de estilo peculiar. Grimalkin é seu nome, mas não que alguém soubesse disso. Ela segue em passos retos e firmes até o balcão, aparentemente ignorando o resto do contexto.

[Tork Três Dedos] — Confusão! — Resmunga o anão para Hayashi. — Tá vendo aquela ali?! Uma mulher na taberna sempre é confusão, mas aquela ali, eu apostaria meus outros três dedos como é bem pior que isso!

Ele gesticulava como se quisesse mostrar os dedos enquanto falava. Seu tom não era exatamente confidencial, mas a mulher não poderia ouvir de onde estava, pois era quase do outro lado do lugar.

Os homens, conforme foram se dando conta da presença de Grimalkin, foram se silenciando. Era uma calmaria estranha, o clima parecia esquentar, muito semelhante a certos fenômenos climáticos. Eles a encaravam. Estavam curiosos. Estavam desejosos. Estavam desconfiados. Não demoraria muito até que alguém acendesse a primeira faísca naquele monte de palha seca.

Lembrando-se bem, Hayashi poderia recear por conta da noite passada. Aquela taberna tinha uma agressividade, mas uma agressividade calada. Embora nada tivesse acontecido, os punhos sempre estiveram cerrados, os socos raivosos contra a mesa, os dentes rasgando a carne presa pelas unhas sujas. Era uma violência camuflada. No fundo, a maioria deles ansiava por uma luta. Ansiavam por deixar seus demônios saírem à solta e o caos se instalaria na taberna.

[Taberneiro] — Sidra?! — Disse o taberneiro, receoso. Ele parecia não achar a bebida apropriada para uma mulher. Então a olhou de cima a baixo, o quanto o balcão permitiu e depois deu as costas para servir o pedido.

[Bêbado Careca] — HAHAHA!

Riu alto um bêbado ao lado no balcão. Em seguida, como num coro, muitos outros na taberna também riram para aliviar suas tenções. Pareciam todos debochar da mulher. O que ela faria nessa situação? Seria fácil manter sua frieza?

E Hayashi? Seria capaz de evitar a confusão que ameaçava explodir?!

Adicionais:

Olá. :3

Hayashi vai ter muito trabalho, é bom se preparar. Se quiser, pode narrar os acontecimentos da noite passada, o sono, sonhos, qualquer coisa.

Grimalkin, se incomoda de por os atributos na assinatura também? E estou esperando esse avatar. u.u

Boa diversão. ♥~

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sex Maio 23, 2014 9:07 pm

Um Novo Dia.
Meu primeiro dia de trabalho foi tranquilo. Graças a Deus não houve confusões, pois meu ar de confiança não passava apenas de teatro. Eu estava era realmente nervoso, mesmo tendo esse espadão em meu ombro, prefiro resolver as coisas na base da conversa, mesmo assim isso não iria me impedir de cortar um membro de alguém, suavemente, só para ter uma diversão, hehe. No final do Dia, não sabia aonde iria descansar, mas pareceu que o Senhor Tork leu meus pensamentos, e me ofereceu um quarto com uma cama:
- Claro! Muito obrigado senhor Tork! - Aceitei de bom grado , e agradeci, segui para o caminho dos aposentos. -
Ao chegar, destranquei o quarto. Estava exausto, apenas tirei os sapatos e me joguei na cama. A noite não foi muito tranquila, mas deu para dar uma relaxada. Algum sonho que não me lembro, barulhos e risos da Taberna ainda aberta atrapalhavam um pouco, mas nada que me impedisse de ter um bom sono. Acordei num susto, no meio da noite, ainda ouvia algumas pessoas falando, fui até a porta, e a tranquei, só por garantia, quem sabe alguma paranoia por minha parte. 
Voltei a dormir, e logo amanheceu, acordei disposto ao segundo dia de trabalho, destrancando e abrindo a porta do quarto, antes, claro, arrumei minha cama, e sai já pronto para o trabalho, com a espada apoiada ao ombro, e andando em passos longos e lentos, descendo as escadas. Vi o Sr. Tork já de prontidão, parecia estar de mal-humor, dei um simples:
- Bom dia. - Receoso, continuei a descer.
Ele reagiu, em um simples movimento com sua cabeça. Fui até o balcão, puxei algum possível banco e me sentei, olhando a Taberna lotar aos poucos, até que uma mulher entrou. Pode-se "ouvir" o silêncio. A cada passo que ela dava, eu estranhava, pensava o que um mulher estaria fazendo num lugar cheio de caras feios, gordos, e que não tem nada de especial, ou que acrescentam algo nesse mundo, apenas bêbados, meus olhos a acompanhou, caso ela também me olhasse, iria movimentar minha cabeça da mesma forma que o Sr. Tork me cumprimentou. Torcia para que a confusão que o Sr. Tork descreveu, não acontecesse.
Escutei sua conversa com o balconista, estranhei o pedido dela, da mesma forma que o Tabernista. Porém, voltei meus olhos aos clientes, atento a qualquer tipo de movimento que podia resultar em alguma briga, mas isso aconteceu logo ao lado. Um bêbado atrapalhou o silêncio, com uma gargalhada, bem ao meu lado, perto da onde eu sentava, logo, a multidão riu, debochando do pedido da mulher, parecia uma boa hora para mostrar meus serviços, levantei, apoiando a espada no balcão, não sou um homem incrivelmente forte para carregar aquele peso nas costas 24 horas por dia. Num tom suave e amistoso, pronunciei:
- Quero saber da graça, pinguço, do que estamos rindo? - Sorri.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Sab Maio 24, 2014 11:32 pm

Sabia que alguma coisa aconteceria, mas não imaginava que seria tão rápido. A reação do taberneiro já era esperada por mim, assim como a risada, exceto pelo garoto que começou a falar. Até então tinha mantido a atenção para o copo a minha frente, mas não pude deixar de virar um pouco a cabeça para olhar o menino que se postava em pé; olhei para ele alguns instantes de cima a baixo e voltei a me concentrar na caneca que entornei num gole só, pousando suavemente ele vazio no balcão.

— Outra. — Falei simplesmente. Não ligava pelo que o bêbado diria ou faria, contanto que não encostasse em mim. Quebrar um braço hoje não seria uma boa ideia, e ignorar este tipo de gente era a coisa mais fácil do mundo, mesmo sabendo que para ele isso iria ser humilhante e ele poderia querer arranjar briga. Mas quem disse que eu ligava? Pelo visto aquele garoto era um tipo de guadinha e para não perder o emprego manteria a taberna bem acomodada. Olhei para o taberneiro com um pouco de irritação, de sobrancelha levemente arqueada. —  Vamos! — Apressei, empurrando o copo.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Seg Maio 26, 2014 11:04 am

Aquele bêbado careca e nojento sentado ao lado de Grimalkin olhou para Hayashi e então se pôs a mover o maxilar de um lado para o outro, com a boca fechada, como se ruminasse alguma coisa. Seus olhos percorreram o garoto de baixo para cima, bem, não tão de baixo, mas desde a altura do próprio bêbado, que não era um homem alto, era muito menor que o segurança.  

A aparência de Hayashi não era a mais assustadora, longe de intimidadora, mas seu tamanho frente àlguém que deveria ser um homem qualquer que nunca havia segurado uma espada, era no mínimo algo a se pensar. A espada assustadora sobre o balcão talvez fosse encarada como um aviso. Então o homem engoliu seco e não soltou uma palavra.  

Os risos, naquele instante, cessaram. Em seu lugar, um estranho e incômodo silêncio se colocou na taberna, ainda um sinal com o que se preocupar. Grimalkin o quebra com seu novo pedido. Surpreendente. O bêbado e mesmo os outros olharam, talvez sem acreditar. Ela ignorava completamente tudo, embora talvez sua vontade fosse de socar aquele balofo na boca do estômago, ou talvez pior.

O taberneiro olha. Ele parece também não acreditar por um instante. Mas ele é um homem sério e um ótimo empregado - que também preza pelo seu salário - então, quase concomitante ao segundo comentário da mulher, ele vira as costas, pega a garrava e serve, sem a menor menção de um protesto. Ele estava ali para servir e parecia disposto a isso, seja lá quem fosse.

Aquele burburinho típico dos estabelecimentos públicos volta a preencher o ar. A situação parece ter voltado ao normal e o problema contornado. Ao menos por ora.  

Na face do senhor Três Dedos se desenha uma expressão que coloca em dúvida sobre se ele estava surpreso, satisfeito ou insatisfeito. Será que ele torcia por uma briga? Talvez na sua velhice fosse uma emoção assistir a tal, embora possivelmente fosse contra seus investimentos. Pensando bem, deveria ser seu costumeiro mal humor mesmo.

No fundo da taberna os homens cochichavam e olhavam para o balcão. Pequenos risos ainda eram ouvidos, mas também nada que fosse anormal ao funcionamento habitual.  

O que será que Hayashi diria à estranha mulher? Se é que diria algo. Seria ela capaz de demonstrar alguma gratidão? E até quando os homens da taberna engoliriam o desprezo de serem ignorados?

A noite estava só começando...

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Seg Maio 26, 2014 7:00 pm

Ah, mas eu só tinha perguntado da graça. – Disse, com uma expressão meio que, sarcástica.
Ver a cara daquele bêbado, haha... fez valer todo o dia. Estava escurecendo, e a Taverna cada vez mais lotava: pessoas vindo, pessoas indo embora. Olhei para a moça, e pela segunda vez, vai beber um copo daquela forte bebida, olhei por alguns segundos, e surgiu uma enorme vontade de fazer algum contato. Não sei porquê, ela me intrigava, quem sabe seu jeito errado, uma moça assim, beber num gole rápido toda aquela bebida que nem eu aguentaria beber tão rápido. Puxei algum assunto:
Tem cara de ser forte. Aposto que se segurou para não dar umas pancadas nele, mas não vale a pena sujar as mãos com uns engraçadinhos desses.Disse de um jeito amigável.
Até que um barulhinho soou pela minha barriga, um ronco, a fome havia chegado, e eu me lembrava que não tinha comido quase nada a dois dias, independentemente se ela respondesse ou não, me viraria para Tork, perguntando: 
Senhor Tork, quando um empregado quer comer algo, o que acontece? Hehe. – 
Ver todos aqueles pratos para os bêbados, aquele cheiro que chega a queimar as narinas das bebidas, e dos assados, aaah... Que beleza, queria até ser um cliente. Puxei algum outro banco, enquanto me sentava lentamente no mesmo, observando a movimentação do local, vendo os pratos e bebidas irem e voltarem a todo vapor, hum... Algo ainda iria acontecer. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Qua Maio 28, 2014 5:53 am

Como já sabia minhas ações falaram mais alto e calei a boca de todos, inclusive a do bêbado. Eles não tinham percebido o que eu era ainda, mas se continuassem mais um pouco iriam conhecer. Foi bom ver a cara do taberneiro enchendo meu copo outra vez. Desta vez exibi meu sorriso amarelo e meus dentes pontiagudos e tomei metade do copo. Eu tinha de admitir que estava uma delícia. Comecei a ouvir os mesmos murmúrios de quando cheguei e suspirei. Estava quase na hora de sair e concluir aquele serviço.

Achei que ninguém mais me incomodaria quando notei uma sombra se aproximar, era aquele garoto. Ele puxou assunto e eu beberiquei um pouco mais mibha bebida, olhando-o de soslaio.


- É, então sabe que está em terreno perigoso.

Respondi com rispidez. Fiz um aceno para o taberneiro novamente e pedi alguns pedaços de queijo e carne para acompanhar o resto da minha bebida, coisa pouca. Observava cada ponto da taberna que conseguia, os ruídos e quem entrava ou saía, eu não podia me dar ao luxo de ser seguida quando saísse por causa de meus atos, apesar de que isso não era tão importante. Observei o garoto sentar por perto e pedir comida, ele parecia apreensivo com algo, devia ser um garoto inexperiente e pelo seu rosto vi que ainda era uma criança com cara de homem. Aguardei meu petisco e comi assim que chegou.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sex Maio 30, 2014 11:31 am

[Tork Três Dedos] — Paga!  

Responde o anão em tom bem ríspido. Em seguida, ele deixa escapar uma gargalhada e então ajeita a barba e volta a fazer alguma outra coisa no lugar onde estava. Tork era um homem exigente, mas parecia que, desde que tudo corresse bem, não se importaria se seus empregados conciliassem outras atividades ao trabalho. Sem contar, é claro, que seria menos a pagar no final do mês.

O atendente prontamente servia Grimalkin ao mesmo tempo em que se mantinha atento a Hayashi para um eventual pedido. Caso o fizesse, ele o serviria também e tomaria nota de tudo. Aquele taberneiro era um homem muito eficiente na função que desempenhava e sua expressão denotava claramente o empenho e a seriedade que dedicava a ela.

Por um momento, tudo parecia correr bem na taberna, até que que, bem lá do fundo do estabelecimento, um sujeito peculiar se ergueu como uma montanha enorme de imundície e repugnância: era Kholl, o meio Troll, embora, na verdade, ele fosse um meio orc. O apelido que recebia era uma menção aos seus modos selvagens e brutos tais como os de um troll, mas Hayashi e Grimalkin não podiam saber disso. Não ainda.

O homem tinha pele verde e cabelo negro-acinzentado que se mesclava à sua barba. Tinha apenas um olho, o outro se escondia debaixo de uma horrenda cicatriz, mas isso não era o que mais chamava atenção, pois nada se podia reparar mais do que em sua altura, facilmente passando de dois metros e meio. Ele era quase um gigante e seu corpo era grosso e cheio de músculos, um pouco de barriga, mas muito mais dos primeiros.  

Depois de ajeitar alguma coisa no meio das pernas e o machado em suas costas, ele segue rumo ao balcão. Quando caminhava o som do impacto pesado ressoava e as tábuas do chão da taberna gemiam e choravam por ter que suportar todo aquele peso. Ele era assustador, especialmente para a maioria que se esquivava para deixar o caminho livre para o grandalhão.

Kholl se põe parado próximo aos dois aventureiros, então escarra, remexe a boca e engole. Com seu único olho cor de sangue ele mira o copo e o corpo de Grimalkin, analisando, e parece que não vai falar nada, mas isso infelizmente se provou não verdadeiro.  

[Kholl, o meio Troll] — HÁ! Uma puta durona! Gosto disso!

Exclama ele com sua voz grave e um pouco rouca. Naquela proximidade, seria possível sentir o aroma do corpo do grandalhão, longe de ser agradável.

[Kholl, o meio Troll] — Vou te levar pra minha cama essa noite!  

Falava ele com voz alta e em tom de imposição. Enquanto pronunciava as palavras, gotas de saliva escapavam por entre suas presas sempre em evidência.  

[Kholl, o meio Troll] — Pensando bem, vou levar esse daí com cara de menininha também!

Completa, ao ver a crescente inquietação em Hayashi.

A paz, como uma joia delicada, havia novamente se estilhaçado de maneira brutal. Antes havia sido fácil lidar com o bêbado gordo, mas com Kholl seria diferente. Ele não se intimidaria. E queria ser levado a sério. A prova disso era o enorme machado que trazia imponente nas costas, mas que não se poderia dizer se era de duas mãos ou se ele poderia manusear com apenas uma.

Como os dois reagiriam? Embora o grandalhão não tivesse tomado ainda nenhuma atitude, ele passava a impressão de que a qualquer momento tentaria arrastar algum dos dois.
Kholl, o meio Troll:


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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sex Maio 30, 2014 8:33 pm

— Gulp!  — Engoli o seco, aquela confiança toda em uma só mulher,  acho que a última coisa que eu queria agora era puxar mais assunto. —

Olhei para aquela imensidão, vendo os pratos caros e baratos que aqueles bêbados funcionais arranjavam dinheiro para pagar. Olhei por um tempo até que me decidi: 

— Certo, desconte uma xícara de um Hidromel, e uma saladinha, com um bife quase no ponto! — 

Esperei a comida chegar, e quando o meu pedido for posto no balcão, começaria a degustar de um dos meus pratos favoritos, que minha mãe... a coitada deve estar com saudades de quando eu comia aquele arrozinho com carne que ela fazia, que saudade. Iria virar a xícara de vez, gosto muito daquela bebida. Ingeria o líquido alcoólico pensando já na outra.

Até que um silêncio momentâneo me chamou atenção, só acontecia isso quando alguma merda estava prestes a acontecer. Dito e certo. Me virei, e um Meio-Orc, quase que um gigante, fazendo toda a minha altura em plenos vinte e seis anos de idade, parecer uma formiga perto daquele colosso. "Puta durona.", acho que ele  deve está bêbado, diretamente ou não, o cheiro do álcool também afeta nossa mente, sabia que alguma merda ia acontecer, e como segundo dia de segurança na Taverna, queria mostrar para aquele anão, que eu estava ali para fazer meu trabalho com seriedade.

Até que ele próprio me atiçou. Me ofender seria a gota d'água. Em um ágil movimento, pus meu pé destro sobre o balcão, causando um leve impulso com o esquerdo, me apoiando com as mãos no balcão, aproveitando para entrar em ação junto a minha queridinha, acho que com aquela espada seria páreo para aquele gigante. Fiquei com os dois pés firmados no balcão. As botas de couro iriam com certeza sujar o balcão, mas eu não me importaria, iria limpar aquilo depois. E quem sabe, pagar com o salário também a destruição que iria causar, provavelmente. Segurei com segurança a espada, com a palma destra apontei a frente, a distância não poderia deixar aquilo muito intimidador. 

— Você é grande mais não é dois! Agora pare com essa conversa fiada, e se não quer problemas, saia daqui, antes que eu chute essa sua bunda estranha pra fora dessa Taverna! — Gritei com e como um segurança. —

Depois... percebi a merda que tinha feito, quem sabe meu pensamento impulsivo me levou a isso, mas agora não teria mais volta, se eu tivesse que brigar, brigaria. Se ele desse uma de frango, o que não iria acontecer, com certeza, eu agradeceria a Deus. Pelo menos se ele tiver piedade de mim. 

Mesmo assim permanecia atento. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Ter Jun 03, 2014 6:45 am

Os modos daquelas criaturas ali em Hilydrus eram estranhas, apesar dos humanos ao redor parecerem dóceis as outras raças faziam as maiores burradas. Eu sou uma bruxa, das mais espertas e sanguinárias, sou assassina do meu clã e tenho orgulho disso, e é óbvio que até um troll não me colocaria medo. A comida estava deliciosa mas foi perdendo o gosto à medida das ofensas do troll. Eu não me abalri com o que ele disse, pois sabia que não era verdade. Tentei dar uma chance a ele e não respondi, tomei o resto de minha cidra enquanto ele ofendia o garoto.

As ações dele me surpreendeu mas não ergui meus olhos para fitá-lo, ele era grande e dois sim para um humano...sozinho. Levei certos anos para saber pontos fracos de trolls, e me admira este não saber que sou uma bruxa, o que me dizia muita coisa. Eu cheiro à sangue, gente morta e pura magia negra.

Aquele garoto tinha chamado bem a atenção do troll e mandado ele ir embora, só que tinha um detalhe: ele não sairia dali vivo mais. Usou sua distração grande para levar a mão fácil para uma de suas facas e num movimento rápido saiu do banco onde estava e cravou a arma com força no tendão da criatura. Como alguém dificilmente conseguiria chegar ali, não precisava ser uma parte muito dura, bastava eu usar a velocidade a meu favor.

Assim que o acertasse me distanciaria dele e pegaria minha outra faca mais grossa e, já imaginando que ele viria para cima com mais lentidão do que já tem, esperaria uma boa oportunidade e lançaria com forca direto na sua garganta. Ele estaria preocupado em me acertar ou preocupado com os ataques daquele garoto que ao meu ver era bem corajoso.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sex Jun 06, 2014 11:22 am

Defrontado com as palavras do grande meio-orc, Hayashi se sente ofendido. Ele se coloca sobre o balcão e toma uma postura completamente ofensiva, ameaçando o grandalhão. Kholl, entretanto, não parece levar o rapaz a sério. Ele torce o rosto num tipo de sorriso estranho, completamente discrepante na face de um brutamontes como ele.  

Então a punhalada.

Grimalkin, fazendo uso de sua boa agilidade e numa atitude completamente inesperada, se vira e, com uma de suas facas, fere a perna de Kholl num dos tendões. Sendo uma verdadeira assassina, ela sabia muito bem onde enfiar sua lâmina de forma a proporcionar o mais severo dos danos, e assim o meio-orc urrou de dor.

[Kholl, o meio Troll] — UAAAAAHH!

Ele cambaleou para trás e se percebia alguma dificuldade ao mover a perna, embora não estivesse por completo incapacitada. Ele põe uma das mãos junto ao ferimento e depois a ergue fitando a mancha vermelha que marcava suas palmas, parecendo um pouco confuso. Então volta o olhar para a mulher com as sobrancelhas torcidas e enraivecidas.  

[Kholl, o meio Troll] — Kholl ESMAGA!

Dando bastante ênfase na última palavra, pronunciando alto e pausadamente. Em seguida, a montanha faz sua investida, retirando o machado de duas lâminas das costas e segurando-o com ambas as mãos. Era uma arma rústica, o metal tinha alguns vincos, mesmo na parte afiada, mas era pesada e bruta e o que quer que atingisse seria partido, senão mesmo esmagado. Ele avança, manquejando, mas tomando uma certa velocidade, aparentemente ignorando o ferimento. Seu foco é Grimalkin, mas Hayashi não passaria despercebido caso tentasse alguma coisa, pois estava bem a frente.

Tork acompanhava tudo com olhos arregalados. Ele certamente torcia para que não houvesse nenhum dano material, mas seria possível impedir isso naquela altura?

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sex Jun 06, 2014 10:08 pm

E tudo aconteceu em questão de segundos.
Enquanto o burro aqui chamava atenção, bancando o herói, aquela moça fazia algo. Parecia que tinha eu agido perfeitamente, chamando atenção do brutamontes esverdado, enquanto aquela mulher esguia, partia para a ação. Ela que não é besta, já atingia os tendões do monstro, era incrível a velocidade que ela se movia, quase não consegui acompanhá-la com os olhos.  Então o brutamontes gritou, expressando toda sua dor. 
A ação do cretino também foi rápida, cambaleou para trás, a perna, mesmo danificada, não atrapalhava muito na sua locomoção, que pena. Como alguém com problemas mentais, o meio-orc gritou. Acho que Kholl era seu nome. Engoli o seco novamente, enquanto o miserável retirava seu machado, parecia preparado, e partir para cima da corajosa e misteriosa mulher.
Com seu machado, uma arma que parecia poderosa, seus primeiros movimentos seriam contra a mulher, eu achei que aquilo era errado. Mesmo ela, com toda sua agilidade, se recebesse algum golpe, seria fatal, teria que ajudar. Pensei por alguns momentos, enquanto notaria, que mesmo mirando na mulher, seu único olho refletia sobre os meus, era assustador. Até que tive uma ideia. 
Visei o terreno por alguns míseros segundos, e procuraria com atenção o banco onde a pouco tempo eu estava sentado, flexionei meus joelhos, agarrei o banco de madeira onde eu havia sentado, estiquei o braço esquerdo que o segurava, e finalmente o lancei, num movimento bruto, porém, poderia acertar em cheio sua cabeça, o local onde eu havia mirado.. Ao menos era o que eu pensava. 
Havia duas finalidades propostas para o ato. 
A primeira seria para tentar distrair o meio-orc, e deixar uma brecha, assim quando seu ponto de visão iria olhar a quem tivesse lançado o banco alvejado. E a brecha iria servir para que a mulher, com toda sua agilidade, usufruir-se dela novamente e acertar mais um golpe que faria o desgraçado urrar de dor. Era o que eu pensava que seria sua atitude.
A segunda seria algo mais brusco, uma espécie de dano que causaria uma possível tontura ou nocaute, mas acreditava também que a minha força comparada a pele do meio-orc, não iria fazer um efeito tão grande assim.
Independentemente da finalidade que daria certo. Iria partir para cima, apunhalaria a espada com as duas mãos, o que me deixava mais livre para realizar os movimentos. Achei que a agilidade agora seria a prioridade contra aquele monstro, já que eu acreditava que ele seria um pouco lerdo, ainda mais pelo ferimento em seu tendão. No caminho, usaria minha habilidade, Sintonia Elemental, para dar a minha espada, propriedades flamejantes, além de um efeito próprio ( Descrito abaixo da linha ). 
Como a conjuração da habilidade é instantânea, não iria demorar muito para ser evocada na espada. Segurei-a firmemente, enquanto deslizava no terreno, pela agilidade aumentada, e pelos fatores da cadeirada, tentaria passar em um corte horizontal pela lateral do corpo do meio-orc. 
Estava atento ao seus ataques e movimentos, caso me ameaçasse com seu machado, tentaria, caso possível, desviar para algum dos lados livres pelo "campo de batalha". 


Habilidade:

SINTONIA ELEMENTAL 


NomeSintonia Elemental
Nível1
DescriçãoHayashi, entra em um estado espiritual com sua espada, conseguindo uma total sintonia, uma sintonia tão grande, que é capaz de gerar um encantamento em sua espada, e esse encantamento deriva de vários elementos.
EfeitosCada elemento posto na espada, tem seu próprio efeito.



Fogo.



Com certeza é o elemento mais simples, a arma começa a, literalmente, pegar fogo. A temperatura sobe, porém o único que não sofre os danos desse aumento de temperatura é o próprio dono da arma. Hayashi ganha um bônus de +2 agilidade, e caso atinja um inimigo com sua arma, causa efeitos de queimaduras leves juntamente com seus golpes, um efeito "negativo" desta habilidade, é que as feridas ocasionadas por armas de corte, como espadas, adagas e machados, serão imediatamente cauterizadas, não havendo sangramento, por maior que seja o corte feito no alvo.



Gelo.



Também é um dos mais simples elementos que podem ser posto na arma. Ela ganha um tom azulado, e, logicamente, é o oposto do fogo. Hayashi ganha um bônus em força (+2). O efeito em si, é que quando um corte é efetuado pela lâmina encantada, o local estocado causa um leve efeito de congelamento, que ocasiona por sua vez, um efeito de retardamento contínuo no alvo, dependendo da área afetada.
No início ( Nível 1 ) são apenas 2 elementos.




Custos:
Fogo - 30% PE para conjurar as chamas na espada e os efeitos, -10% de PE por turno.
Gelo - 30% PE para conjurar o tom azulado na espada e os efeitos, -10% de PE por turno.
DuraçãoSustentável.
Tempo de ConjuraçãoInstantâneo.
AlcancePessoal.
Área de EfeitoA arma.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Dom Jun 08, 2014 3:19 pm

O troll agiu como eu esperava e sacou duas toscas armas para me atacar. Ele estava cego de raiva e não prestaria atenção em outro tipo de ataque se viesse por trás, ele me queria de qualquer maneira e faria qualquer coisa para tal. O garoto lançou o banco nas costas do troll mas era algo que ele provavelmente ignoraria e não surtiria tanta dor quanto a que lhe causei, não o faria virar o rosto para eu fazer um golpe certeiro, eu tinha de esperar um pouco mais.

Eu me afastava sem desespero com um sorriso malicioso nos lábios, o que provocaria mais raiva nele e tiraria sua quase nula inteligencia. Apertei um pouco mais a minha faca na minha mão direita só esperando o momento oportuno para atacar quando minha atenção é desviada para a espada em chamas do soldado. Abri um sorriso na hora e sabia que a criatura, em meio ao ataque do garoto, teria segundos de surpresa e viraria para atacá-lo querendo provar que uma espadinha em chamas não o assustaria....E é nesta hora que eu ataco e mostro quem sou eu.

Quando o troll virar o corpo para atacar o garoto, eu vou para cima dele e salto em suas costas e me seguro em seu pescoço e finco minha faca até o fim do cabo no centro de sua cabeça e me soltaria dele, me jogando de costas para uma das mesas, o que me daria apenas uma dor por algumas horas.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Qui Jun 12, 2014 10:58 am

O sujeito enorme e horrendo corria como uma tempestade furiosa em direção à Gimalkin, que estaria muito encrencada, caso ele a pegasse. Os dentes de Kholl estavam cerrados e saliva escorria pelo canto de seus lábios, deixando dúbias suas reais intenções com a mulher. Os passos dele eram pesados e barulhentos e ele seguiu em linha reta.

Até que um banco o atingiu!

Sim, isso mesmo: Hayashi arremessava contra o grandalhão a própria mobilha do estabelecimento. Um banco não era muito, é claro, certamente ele poderia pagar, mas o anão arregalou seus olhos o máximo que pôde, dando a impressão que, a qualquer momento, eles saltariam de seu crânio. Mas aquele assento também não significava muito para Kholl, cujo corpo apresentou resistência tal que o mesmo se quebrou, sem deixar nenhum arranhão ou ferimento aparente. Mesmo assim, ele urrou em fúria:

[Kholl, o meio Troll] — UAAAAARRRG!!!

Agora o foco do meio-orc não era mais a mulher, mas sim o rapaz, e isso se intensificou quando ele acendeu sua espada em chamas. Aquele fogo atraiu o olhar de um olho só do brutamontes assim como uma lanterna atrai os insetos na noite. Ele estava disposto a esmagá-lo primeiro e não deixaria uma faísca o assustar.

Kholl avança contra Hayashi e o ataca de imediato com grande força e impulso de sua corrida. Por pouco não parte o rapaz ao meio, mas, graças talvez aos efeitos secundários de sua sintonia elemental, ele fora capaz de desviar com um rápido movimento para o lado, mas perdendo um pouco do equilíbrio e do foco em seguida, ficando vulnerável. Então o meio-orc ergue o machado de novo e se prepara para cortar Hayashi, que não teria tanta opção de fuga desta vez por causa de mesas e objetos ao seu redor.  

No exato instante que o grandalhão termina de erguer sua arma rústica, Grimalkin salta sobre suas costas e se prende a elas ao cruzar suas pernas ao redor do corpo asqueroso, dando uma melhor precisão ao movimento que se sucederia. Um movimento para o qual Kholl não estaria preparado, mas também nem Grimalkin, porque, ao passo que ela inicia o trajeto com sua adaga rumo ao crânio do brutamontes, ele se abaixa e se curva com a intenção de tirar aquela carga irritante de suas costas. Quando ele faz isso, sua cabeça abaixa e a lâmina acaba atingindo a base de seu pescoço, ao invés da cabeça.  

A assassina consegue sentir sua arma raspar o osso do inimigo. O sangue jorra e ele tem uma tonalidade escura. Ela, como alguém experiente, sabia o que isso significava: aquele ferimento não o mataria. Ao menos não rapidamente. O sangue era venoso e não arterial. Uma infeliz discrepância nos planos da mulher.

Kholl grita bem alto e começa a se remexer, com a intenção de tirar a mulher de suas costas. Graças a seus movimentos brutos, ela não consegue manter estabilidade suficiente para outro ataque, com o risco de cair, caso haja algum descuido. Além disso, precisa se preocupar com a mão gigante e suja do meio-orc que a buscava.

Qual seria a próxima estratégia dos dois aventureiros?

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sab Jun 14, 2014 7:14 pm

O que eu tinha planejado, acabou dando um pouco certo. Ele se distraiu, mas o problema, é que a garota não tinha atacado de imediato, e ao ver minhas chamas na espada, aquele monstro veio para cima de mim, o que restava era ir na direção dele, e iria ser o que Deus quiser. Mas ele foi mais rápido, e ergueu sua arma, e quando estava a ponto de me atacar, usei de minha agilidade, que por conta da habilidade tinha sido aprimorada, para me esquivar, em um suave movimento para o lado. Porém acabei me desequilibrando, em um passo em falso, caindo perto de mesas, então vi mais uma vez a arma sendo erguida, ultrapassando os limites da cabeça do brutamontes, e quando ela ia descer para me partir ao meio:
— Ooh merda!
Meu grito foi alto e em um tom de desespero, já estava começando a imaginar minha vida passando diante de meus olhos, mas aí, um sangue jorrou do monstro, e seu movimento foi interceptado pela moça, ele se contorcia, enquanto seu pescoço jorrava sangue, suas mãos, agora estavam ocupadas tentando retirar a garota de suas gostas, ele parecia que não estava em condições de realizar outro ataque, para mim, a hora perfeita de atacar seria agora.  Reposicionei-me, recuperando meu equilíbrio, posicionei a espada, e investi, usufruindo de toda aquela agilidade, investi pela diagonal direita, e olhei para o rosto do homem, e procurava se seu único olho estava destraído com a moça. 
Dependendo da situação e para onde o brutamontes estava olhando, iria atingi-lo com a espada em chamas em sua perna direita, tentando decepa-la e retardar mais ainda os movimentos do brutamontes, ficaria concentrado também a possíveis ataques, utilizando da agilidade para me esquivar.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Ter Jun 17, 2014 6:11 am

Meu ataque tinha uma grande chance de dar certo e errado, mas ao todo acertei num lugar insignificante que me irritou profundamente. Ele sangraria até morrer, mas até lá ele poderia fazer muita coisa errada. O Troll enlouqueceu como eu havia previsto e tentava desesperadamente me tirar de suas costas, mas fiquei firme ali presa com a arma em sua pele. Quanto mais ele se mexia, mais eu balançava e rasgava seu corpo. Podia não ter chegado ainda em um ponto fatal, mas ele cooperaria em chegar bem rápido.

Eu estava bem preocupada com o que fazia, afinal me exigia força e agilidade para desviar dos braços da criatura, mas também vi o que aquele rapaz pretendia e aí que cravei mais a faca nas costas do inimigo, enfiando a mão dentro se fosse preciso, para que ele ficasse bem ocupado comigo.

Quando o ataque do garoto veio em cheio na perna da criatura e antes que ele caia impulsiono as mãos em suas costas e um dos pés se conseguir e salto para cima de uma das pessoas que estavam por perto, seria um tombo em lugar macio. Isso faria com que a criatura além de perder o equilibrio com o corte na perna, cairia para frente pelo meu impulso. E assim que ele o fizesse, eu sacaria minha outra faca e correria para cima dele se estivesse de costas no chão e enfiaria minha faca através se sua garganta, impossibilitando que ele respire.

Caso meu impulso não ajude em nada e ele vá para trás, olharia para a arma em chamas do garoto e chamaria sua atenção para mim.


- Tem boa mira garoto?!

Eu estava me referindo ao que ele poderia fazer já que a criatura estava desequilibrada e ia para trás. Apostei no garoto a chance de lançar a arma em fogo no coração do Troll, era alvo fácil naquele momento. A arma atravessaria o peito ou ficaria ali. Quando estivesse morto, bastava pegar.




(Gm, fiz duas possibilidades de ataque com o que meu parceiro fez. Caso ele não acerte o alvo e arranque sua perna...bem, considere apenas minha fuga para cima dos homens do bar. )


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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Seg Jun 23, 2014 1:11 pm


O meio-orc estava furioso. Seu único olho parecia ferver em raiva mirando Hayashi, mas, felizmente, aquele não era seu dia e o grandalhão logo tinha algo mais importante com que se preocupar: Grimalkin, a bruxa assassina maldita que se pendurava nele como um parasita irritante. Kholl tentava agarrá-la com suas mãos grandes e calejadas e era possível ver alguns vincos e unhas quebradas em seus dedos imundos. A ágil assassina, entretanto, tinha sucesso em desviar, mas não o teria para sempre. Se ele a pegasse, ela estaria em maus lençóis. Possivelmente os de um mortuário.

Se aproveitando da irritante distração que a mulher fornecia, Hayashi parte para um ataque. Mas ele era esperto, ou talvez minimamente precavido, e se manteve atento ao olho do grandalhão para evitar qualquer inconveniente. Para a sorte dele, Kholl estava interessado demais na mulher para sequer percebê-lo.

No momento seguinte, o segurança da taberna investe com sua grande espada em chamas contra o encrenqueiro. Ele mira em sua perna e intenciona amputá-la. Quando a lâmina penetra a carne macia, pouco sangue escorre, pois o calor do fogo cauterizava ao mesmo tempo em que penetrava. Kholl retorce sua cara por causa da dor e fica ainda mais feio.

[Kholl, o meio Troll] — AAAAAAAHHHG!

Mas logo Hayashi sente sua espada cessando o movimento ao se chocar contra o osso duro de Kholl, ficando um pouco presa, mas nada que ele não conseguisse superar com um pouco de impulso e força. Entretanto, não havia conseguido sua proeza, mas, certamente, conseguia inutilizar aquela perna. E, se o meio-orc não encontrasse um auxílio rápido, certamente seria algo permanente.  

Isso, porém, não seria mais uma preocupação...

Como o sopro do vento de inverno, Grimalking agiu rápida e friamente. Primeiro com um impulso, inteligentemente se lançando contra um expectador despreparado, terminando por jogar o bruto ao chão. Depois seguiu para cima dele e com um corte cessou sua respiração, seguido por uma nota desafinada do bardo que imediatamente encerrou a música. Aquele era o fim da vida de Kholl. Silencioso e brutal.

A taberna inteira se mantinha em silêncio e olhava com olhos esbugalhados, conforme o sangue viscoso do meio-orc foi se espalhando pelo chão como um tapete vermelho que convidava a revolta. Entretanto, nada aconteceu.

[Tork Três Dedos] — De volta ao trabalho!

Ordenou o anão. Imediatamente a música voltou a soar no recinto abafando os comentários assustados e mais dois homens apareceram para carregar o cadáver e limpar o chão. Ninguém ali era da guarda real e ninguém ali se oporia ao que ocorreu, mas os olhares não cessavam, estavam colados aos dois aventureiros deixando um pesada sensação de desconforto. O que será que eles fariam a seguir?

Adicional:

Hayashi: 300xp (bônus de narração e por matar Kholl já inclusos)
Grimalkin: 250xp (idem)

Hayashi ganhou mais xp porque já estava na aventura há algum tempo antes da minha narração. Não estou bem por dentro do quanto e de seus feitos, então inclui apenas 50xp por isso. Se achar injusto, pode falar comigo por PM.

Bônus:
Alguns pontinhos de má fama. :3

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Seg Jun 23, 2014 4:38 pm

A estratégia teria dado certo, não tanto devido que eu não decepei a perna desse maldito, mas mesmo assim, ele ainda tinha caído e perdido a vida após um corte preciso por parte da garota que me acompanhava na luta, ele havia parado de respirar, e seu espírito malévolo possivelmente já estaria nas profundezas do inferno. Desativei a habilidade da espada, e caí ao chão, suspirando, ofegante, balbuciei enquanto o cansaço me tomava:
Filho da puta... Vai pro inferno.
Foi num tom baixo e em meio de uma respiração pesada e latente, levantei do chão e recolhi a espada, voltando a minha posição de relaxamento, com a grandona apoiada no ombro sendo segurada firmemente pelo cabo, a coluna ereta, e os pés firmes ao chão, enquanto tentava controlar a respiração, que aos poucos voltava ao seu "tom" suave e preciso. Aí me lembrei da mulher.
Bom trabalho. 
Dei um sorriso amistoso, não esperava estabelecer algum laço, mas a luta de fato foi boa. Visei as pessoas caladas na taverna, que tinham seus comentários maldosos e olhares malévolos para cima de nós dois. Eu não conhecia aquela garota, e não sabia do seu histórico, então não queria me arriscar em ser associado a ela, porque ela tem um espírito assassino, e que espírito! E eu só era um bobalhão formado na arte de controlar sabiamente uma espada. 
Eu não estava me sentindo confortável com aquilo, imagine o que aqueles bêbados e sóbrios poderiam estar falando de mim ou da garota? Eu não queria estragar a minha imagem dentro da Taberna, mesmo querendo ter no mínimo respeito, ainda mais que sou um segurança. E eu também não queria transparecer que eu era violento ou coisa do tipo. Quem está lendo isso sabe muito bem que eu não sou. Teria que tomar alguma providência, enquanto o sangue viscoso daquele ser pedante, junto ao seu corpo, era limpo do local, eu peguei um banco subi em cima, e fiz um pequeno discurso:
Ei, ei! Prestem atenção aqui rapidinho! Vocês todos que estão degustando da comida aí. Você mesmo. Olha, eu não sou assim certo? Eu ajudei ela a matar esse cara porque ele me ameaçou. Esse cara ia usar da minha bunda pra fins sexuais, entendem?! Não falem mal, certo?!
Pulei do banco, e o arrastei até o balcão, o virei e me sentei, da mesma forma que eu estava antes, observando a movimentação e possíveis inícios de brigas ou algo assim. Afinal, o Sr. Tork mandou eu voltar ao trabalho. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Sex Jun 27, 2014 6:16 am

O troll fez exatamente a ação que eu esperava que ele fizesse, caiu ano chão e fui para cima dele terminar o assunto que meu parceiro começara. Quando tive certeza de que ele não respirava mais, puxei minhas duas armas que estavam em seu pescoço e as limpei em sua própria roupa e guardei. Minha respiração estava rapida e sentia meu coração pulsar forte com adrenalina.

Dei apenas um aceno com a cabeça para o garoto cumprimentando-o pelo bom trabalho e voltei para o balcão e chamei o garçom novamente.


-Vou querer uma última rodada.

Sabia que a partir de agora nós seriamos o assunto da cidade e que no dia seguinte não poderia andar livre e solta como hoje. Sentia os olhares nas minhas costas mas não os retribuí, provei à minha moda o que sou, mas em parte. Eles não sabiam ainda o que eu era e por enquanto era bom não saber.

Quando o garoto começou a fazer um discurso peguei meu copo que o garçom trouxera e tomei um gole, escutando o rapaz sem fitá-lo, mas acabei por balançar minha cabeça negativamente, ele tinha muito o que aprender na vida, e uma das coisas era de que ele não precisava da opinião dos outros para viver; ele é jovem e entendo isso.

Tomei meu outro gole e resolvi que era hora de partir. Não que eu estivesse preocupada com a minha reputação, mas o rapaz parecia estar preocupado com a dele e o trabalho, quanto mais ficasse ali, pior seria. Tomado último gole me aproximei dele e do anão.


- Tem um soldado de ouro nas mãos se treinar mais. Tome cuidado para que seus feitos não chamem a atenção do exército e você perca um bom soldado. Foi bom lutar com você. Sou Grimalkin.

Sem dizer mais uma plavra, acenei com a cabeça e sai porta à fora, era hora de terminar um assunto inacabado, minha noite só tinha começado.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Sex Jul 04, 2014 11:40 am


O 'trabalho' estava feito. Era o fim de Kholl, um brutamontes, de hábitos grosseiros, um guerreiro... um homem. Sim, um homem. Muitos naquela taberna também não eram puramente humanos. Havia ferais ali. Havia outros seres de sangue orc e quem sabe o que mais. A música havia voltado a tocar, duas serviçais limpavam o chão com panos encardidos e molhados, mas o clima não era o mesmo. Os olhares de canto se mantinham atentos aos dois aventureiros. Talvez algumas daquelas pessoas conhecessem o meio-orc. Talvez fossem seus amigos. Ou inimigos. Quem sabe?

Hayashi tentava, de alguma forma, se redimir. Não queria terminar como um vilão. Em suas palavras expos os seus motivos e, verdade seja dita, pessoas morriam todos os dias por muito menos. Mesmo assim, nenhuma palavra ou sinal de compreensão havia sido esboçado por cliente algum. Eles só olharam, em silêncio. Talvez não quisessem se tornar os próximos na lista do garoto...

Grimalkin, por outro lado, encarou aquilo com uma naturalidade assustadora. Ela voltava a beber, mas era perspicaz o suficiente para saber que sua fama havia sido manchada com uma sujeita que não se poderia lavar. E isso não porque havia sido autora do golpe final, mas por todo o resto: ela era uma mulher de hábitos e aparência estranhos e suspeitos. Se antes já inspirava desconfiança, agora seria pior. Por fim, antes de deixar a taberna, tão misteriosa quanto adentrara, ela dirige algumas palavras ao anão que apenas devolve um aceno positivo com a cabeça. Ele parecia concordar, afinal, com aquele elogio.


HAYASHI


[Tork Três Dedos] — Não era disso que eu falava quando disse 'apartar', mas você se saiu muito bem, garoto.

Fala o anão com a expressão severa, embora aquele fosse claramente um elogio. Depois ele coça a barba e continua:

[Tork Três Dedos] — Duzentos Lodians, não é?!  

Remexendo uma gaveta atrás do balcão. O barulho era metálico, certamente de moedas. Em seguida, retornando ao seu banco de estatura propositalmente mais elevada, solta sobre a mesa um saco de tecido contendo as moedas.

[Tork Três Dedos] — Aqui está o seu bônus, como prometido! Mas não pense que eu não vou descontar a cadeira do seu pagamento!

Resmunga, mas, apesar disso, parecia de bom humor.


GRIMALKIN


Do lado de fora da taberna o clima estava frio, muito diferente do interior que continha uma lareira. Uma tênue neblina se espraiava pelo ar e ficava mais densa em alguns pontos, dando um aspecto fantasmagórico à paisagem. Só havia o silêncio.

Quando abriu a porta, a mulher cruzou com algumas pessoas que entravam e também havia tido a nítida impressão de não estar saindo sozinha. Mas isso era normal, afinal. Entretanto, ela era esperta. Sabia que poderia estar sendo seguida. E podia até mesmo sentir.

De um ponto entre algumas árvores, onde a neblina se colocava como uma cortina esbranquiçada, Grimalkin ouviu o canto de um passarinho. Mas espere! Pássaros não cantam à noite, não é mesmo?! Aquilo era um sinal que claramente intencionava chamar sua atenção. Será que ela o seguiria?


Adicionais:

Em primeiro lugar, parabéns, Hayashi! *-* Conseguiu as duas medalhas! E tuas primeiras moedas. Aliás, isso não daria outra medalha?! MAIS DUAS!  
Vou deixar você se recompor. Mas por um post apenas, tá?  

Grimalkin, você pode optar em continuar a aventura nessa região ou partir para outra. Caso opte em seguir, apenas ignore o chamado.

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Hayashi em Sab Jul 05, 2014 5:41 pm

Finalmente, finalmente toda aquele reboliço de lutar contra aquele falecido brutamontes e meio-orc... Na realidade eu nem sabia o nome daquele cara, por alguns instantes me senti culpado de ter tirado aquela vida. Mas, que coisa fútil, aquele cara iria me matar, eu tinha era que arrancar aqueles poucos miolos dentro daquela cabeça enorme. Acho que fiz o certo, e é melhor começar não levando em conta o que as outras pessoas pensavam a respeito disso. Ainda estava tudo em silêncio, aqueles malditos bêbados ainda deveriam estar cochichando sobre isso. Minha personalidade temperamental me colocava em circunstâncias terríveis, teria que controlá-la por enquanto. 

Eu estava sentado, suspirando, no mesmo banco que havia me apoiado para discursar aquelas breves palavras a uns dois minutos atrás. Ofegava, minha respiração ainda estava pesada e algumas doses de suor ainda escorria pela minha testa. A adrenalina ainda agia, e eu estava bastante agitado, foi um susto tudo aquilo. Eu prestei certa atenção com o oque a mulher falou com o anão, Soldado De Ouro, o que ela quis dizer com isso? E ainda se eu treinasse mais. Mas eu não quero ser um Soldado de Ouro nem o cara mais forte de toda Lodoss, que é o que está mais fora de questão ainda, já que já ouvi falar sobre outros aventureiros que fizeram coisas muito mais perigosas do que matar um meio-orc. Meu objetivo verdadeiro e conseguir fundar novamente o extinto grupo dos "Espadachins Sagrados". E eu não iria fazer isso sem dinheiro. 

Antes de Sair, a mulher revelou seu nome. Um nome exótico, que eu não iria esquecer. Grimalkin. Era até meio que estranho, mas enquanto aquela pessoa não fizesse mal a mim, não tinha motivos para ignorá-la. Agradeci pela boa luta que ela me proporcionou mais uma vez, enquanto deixava aquele ser ir embora pela porta do estabelecimento, tão misteriosa quanto entrou. Grimalkin. Espero outro dia bater de frente com você longe daqui. Quando eu for forte o bastante para me aventurar sozinho por este mundo. 

Senhor Tork me deu um breve susto, mas eu já estava mais calmo, e apenas olhei para ele, esperando uma bronca. Mas ele me elogiou, e logo após, confirmou o preço do tal trabalho extra.

— Sim, sim, duzentos Lodians.

Concordei, animado, iria receber meus primeiros trocados, mesmo sendo poucos, de grão em grão, a galinha enche o papo. No meu caso, de grão em grão, Hayashi renasce os Espadachins Sagrados. Ele trouxe até mim uma trouxinha de tecido que quando se movia, dava para ouvir de longe o estralo das batidas das moedas que estavam lá dentro. Meus olhos brilhavam, mas não tanto quanto os Lodians que residiam dentro da trouxa. A guardou em sua sacola, que estava entrelaçada entre o pescoço o braço. No final, ele ainda iria descontar o preço do banco destruído, mesmo depois aquilo, eu arranjava forças para rir. 

Pode descontar! Hahaha. 

Até que uma sensação estranha me tomou. Não era fome, havia comido um pouco antes de começar a brigar. Seria um sentimento de culpa? Mesmo aquele ser sendo tão repugnante quanto a frieza de Grimalkin em relação a morte de Kholl. Ele ainda era uma pessoa, um ser vivo. Tinha sentimentos, amigos, pessoas com qual confiava e inimigos. Acima de tudo ele ainda era um homem, guerreiro. Ele poderia ter filhos, poderia ter irmãos. Ou até mesmo os pais vivos. Eu não sabia a história daquele cara, e também não sabia os motivos dele ter se tornando um ser tão repugnante, eu queria conhecer mais sobre ele. E se possível, anunciar sua morte aos seus familiares. Discreto, ergueu-se do banco, indo até o anão que chefiava o estabelecimento.

Senhor... Acho que pelo pouco tempo aqui, já criei um forte respeito e admiração pelo Senhor, Thork Esmaga-Crânios. Então, queria saber se o senhor sabe sobre a história desse tal de Kholl que eu acabei de tirar a vida. Se ele tem uma família, amigos ao menos. Se souber, quero toda a informação sobre ele, por favor. 

Disse, mas não esperava que o anão iria saber, por simplesmente varrer o corpo do Meio-Orc dali, como se fosse lixo, isso até me incomodou um pouco, mas nada de mais. Esperaria alguma resposta, independente de qual fosse. Mas enfim, iria voltar ao trabalho. 

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por Grimalkin em Seg Jul 07, 2014 5:52 am

Eu não era do tipo de mulher que olhava quando alguém assobiava, nem mesmo um passaro, mas aquele me chamou atenção de uma forma peculiar e fiz da mesma forma com que faria com as outras situações, a única diferença foi que dei uma atenção maior. O fato de eu ter saído daquela taberna deixando um rastro meu foi suficiente para ocultar o que fiz antes de entrar na taberna.

Sendo assim, sabia que mais cedo ou mais tarde alguém poderia querer alguma vingança ou até mesmo contratar-me. Não ofereço meus serviços, apenas mostro do que sou capaz e deixo que eles venham. Resolvi então testar este indivíduo que assobiava; se estivesse interessado em alguma coisa iria querer um local onde não houvessem testemunhas. Não esbocei sorriso algum, mas aquiesci, como se concordasse com o que o vento me dizia. Se fosse um ser o dono do assovio notaria meu sinal e me seguiria furtivamente.



[Achei interessante o final que me deu, entao mesmo q eu saia para outra parte de lodoss, gostaria de aproveitar este finzinho de post para comecarmos algo, oq acha? Vou para a praca central.]

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Re: Taberna do Macaco Caolho

Mensagem por NR Fury em Qua Jul 09, 2014 10:15 am


O anão já havia habilmente retornando aos seus afazeres tão logo tinha encerrado o pagamento. Ele organizava algumas coisas no interior daquela gaveta e pareceu não prestar atenção enquanto Hayashi falava até o ponto em que usou o título de "Esmaga-Crânios". Tork arqueia uma sobrancelha.

[Tork Três Dedos] — Kholl?! — Exclama ele. — É claro que eu conheço! Ele aparecia aqui quase toda a noite, enchia a cara e depois arranjava confusão. Sinceramente, acho que ele vai me dar mais lucro morto!

Realmente, as moedas eram o verdadeiro amor de Tork e ele não se envergonhava disso. Em seguida ele ajeitou mais alguma coisa e fechou a gaveta, então encarou Hayashi.

[Tork Três Dedos] — Dizem que Kholl tem um irmão mais velho no exército da maldita Takaras e que ele foi o responsável por aquela cicatriz repugnante na cara dele! Parece um cara durão. Se eu fosse você, rapaz, tomaria cuidado. Dizem que eles tinham uma má relação, mas eles ainda eram irmãos!

O anão recebe mais um pagamento enquanto dá uma pausa na conversação, mas assim que o cliente se afasta, ele continua.

[Tork Três Dedos] — Pode ser que esse irmão seja um troll inteiro! Eu não sei. Mas sei que Kholl dormia num muquifo lá nos subúrbios. Não sei se sozinho ou acompanhado, duvido que esse cara tivesse uma mulher! Mas nunca se sabe, não é?! O taberneiro ali deve saber indicar o endereço certo. Ele sabe da vida de todo mundo... Mas não esqueça do seu trabalho, garoto!

A opção agora estava na mão de Hayashi. Será que valeria a pena seguir até a casa daquele brutamontes? Seria mesmo possível a existência de alguém capaz de suportar aquele fedor dividindo um lar? Tork certamente não era íntimo do meio-orc e tudo o que sabia era baseado em rumores. O anão parecia ter uma certa diversão quando falava do irmão mais velho de Kholl, como se achasse engraçado assustar o segurança da taberna. Seriam aquelas informações verdadeiras ou falsas? E o mais importante: o que nisso tudo Hayashi estaria disposto a seguir.


Adicional:

Agora você tem algumas opções. Pode resolver ir até a casa de Kholl e ver o que descobre. Se optar por isso, pode escolher narrar o resto da noite sem muita confusão ou abandonar o posto de trabalho também, se quiser. Se perguntar para o Taberneiro, ele vai indicar o endereço certo. Pode também ignorar e partir para a próxima noite. A escolha é tua. :3

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