Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

Deserto de Ossos

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ir em baixo

Deserto de Ossos

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 1:48 pm

Relembrando a primeira mensagem :



Localizado na divisa entre os reinos de Takaras e Hilydrus, o Deserto de Ossos já foi um vasto campo verdejante com sutis elevações, mas hoje é sinônimo de morte pelos moradores de toda ilha. Isto porque foi neste exato local, uma enorme parcela dos vastos campos de Hirt, onde aconteceu a Grande Guerra da ilha. Esta batalha fatídica envolveu milhares de vidas de ambos os reinos: Hilydrus para defender suas terras e Takaras para conquistar toda Lodoss. Todas as forças foram usadas para vencer, desde magias devastadoras ou defensivas até poderosos dragões e necrodracos. O fogo, o ódio, a ira e as armas não mataram apenas boa parte de cada exército, mas também o ambiente em que estavam. Anos depois do ocorrido, a terra havia secado e rachado, nenhuma vida se atrevia a crescer ali. E assim surgiu o Deserto de Ossos.

Hoje tudo que restou da batalha são os ossos e restos dos derrotados. Esqueletos dos enormes dragões e necrodracos são encontrados com facilidade, erguendo-se acima da areia que castiga o deserto. Por baixo desta fina camada pode-se facilmente encontrar milhares de restos mortais, alguns tão amaldiçoados que seu apodrecimento levará mais de cem anos. É comum encontrar no deserto alguns viajantes curiosos em busca dos armamentos e equipamentos deixados pelos mortos, pois ainda valem um bom dinheiro no mercado. Muitos evitam o local devido à energia negativa gerada pelo ódio e rancor dos mortos, algo tão poderoso que impede qualquer vida de brotar ali. Apenas alguns loucos se aventuram no deserto, ignorando as superstições. Há quem diga que o lugar é amaldiçoado e que, talvez, o território passe a pertencer à Takaras algum dia.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:14 pm, editado 1 vez(es)

_________________
avatar
ADM GabZ

Pontos de Medalhas : 999
Mensagens : 1002
Localização : Extrema - MG

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 1
Raça: Humano

Ver perfil do usuário http://www.flickr.com/photos/gabzero

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Sab Jul 19, 2014 2:22 pm

@ Katsuo

Katsuo não pensou duas vezes e avançou contra o golem de gele à sua frente. Ele sequer ponderou a possibilidade de ouvir o que a criatura à sua frente tinha a lhe dizer e investiu na intenção de acabar com ele de uma vez por todas. Sua intenção era cortar o golem em dois utilizando suas espadas em um golpe cruzado contra o mesmo. O inimigo, porém, não estava totalmente despreparado e esperava uma possível agressividade vinda do demônio, por isso começou a erguer seu braço esquerdo para se proteger.

Apenas começou, pois a agilidade de Katsuo estava em muito aumentada naquele momento e ele foi muito mais veloz que seu adversário, atingindo-o em cheio no peito. Grandes lascas e fragmentos de gelo voaram pelo ar enquanto o demônio desferia seu ataque. Um grande sulco se formou no corpo da criatura, mas golens possuem a grande vantagem de não sentirem dor e ele contra atacou imediatamente.

O braço que ele pretendia utilizar para se defender - ou seja, o maior deles - agora estava sendo utilizado para contra atacar. Mas Katsuo não deixou-se ser pego por aquela grande e gelada mão e saltou para trás no momento em que os dedos da criatura se fechavam onde antes estava a sua cabeça. Enquanto se afastava ele pode ver que o corte que fizera com a nova espada era muito mais profundo que o outro. Além disso, percebeu que aquela espada enferrujada estava ainda mais danificada. Realmente era uma sorte ter recebido uma nova, ou então aquela que ele utilizava poderia não resistir ao combate inteiro.

E, assim que pousou no chão, Katsuo percebeu que o golem de gelo erguia a outra mão em um movimento bem mais rápido do que ele fizera com o outro braço. Um turbilhão de gelo foi direcionado contra o demônio. Parecia um furacão na horizontal e se movia com violência. No meio da ventania havia muito gelo em forma de grandes blocos congelados. Certamente aquilo causaria dor e sofrimento tanto pelo frio quanto pela pancada. Katsuo teria que agir rápido e decidir para qual lado saltaria na tentativa de se esquivar ou se enfrentaria aquela ameaça de frente.


informações:
Desculpe a grande demora em postar. Essas últimas semanas tem sido complicadas. Tama aí 150 pontos de experiência como compensação.

> Status:
A agilidade de Katsuo se mantem em +4 de bônus e resta-lhe 14 cargas.

_________________
Dedico este espaço ao mais corajoso GM da Lodoss, Zato, que leu a ficha inteira do Blues.

Zato, você tem o meu mais sincero respeito.
avatar
NR Kamui Black
Narrador

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 196

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Qua Set 17, 2014 11:41 am

[Katsuo] — Argh!

Resmungou ao cerrar os dentes e fazer sua manobra de esquiva para trás.

Aquela montanha de gelo irritante tinha alguns truques que conseguiam ser ainda mais chatos do que quando ele falava. Por sorte, Katsuo estava rápido e cheio de energia, o que o permitiria se esquivar o quanto fosse necessário por, provavelmente, o combate inteiro. Ele estava em certa vantagem. Mas não podia se gabar. Não ainda. O golem, embora mais lento, tinha suas estratégias que colocavam o demônio em risco. Aquela rajada de gelo era uma delas. Se pudesse, arrancaria aquele braço pequeno e esquisito naquele exato momento, o que o colocava em dúvida: seria melhor esquivar para o lado do braço grande e mais defensivo ou buscar eliminar a ameaça de uma vez? Era muito mais seguro permanecer no lado defensivo, mas isso não combinava com o demônio guerreiro e audaz que era Katsuo. Ao invés disso, moveu o corpo num salto para o lado do braço pequeno e tentou uma investida contra o mesmo. Decepá-lo não seria uma tarefa tão fácil, já que o ser a sua frente era mais resistente do que carne macia, mas pelo dano que havia causado, também não deveria ser uma tarefa impossível. Caso conseguisse se aproximar, tentaria identificar pontos mais fracos, como articulações ou partes mais finas e atacaria ali com a espada mais afiada. Manteria a outra espada como alternativa de defesa. Também estaria atento para futuros ataques da criatura e, caso note impossibilidade de seguir em frente, recuaria.

Spoiler:

Dois meses depois...

A princípio agora, por um tempo, vou conseguir me manter mais ativo.  Tomara que eu não me decepcione. ;-;

_________________
Katsuo | Força:[E] | Energia:[F] | Agilidade:[E] | Destreza:[C] | Vigor:[B]
M.O.: 0 | Ficha
avatar
Katsuo

Pontos de Medalhas : 100
Mensagens : 132
Idade : 29
Localização : Arena Ossorange

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 8
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Qui Nov 19, 2015 4:33 pm

Após ter despertado e ouvido o estranho sussurro, e não entendendo o estranho sonho que tivera nem mesmo sabia onde estiva, partiu em busca de respostas, ele estava em meio a uma caravana mercantil que estava acampada no deserto se preparando para a continuação da viagem.
 Sanada se encontrava no acampamento dos mercenários que protegiam a caravana e do outro lado via um outro circulo de barracas junto a carroças e fogueiras a parte dos mercadores do acampamento, então um rapaz esguio e alto, de uma pele morena que definitivamente estava queimada pelo sol escaldante do deserto que aparentemente o rapaz já era acostumado falou com Sanada em um tom que demonstrava já estarem familiarizados:

- Ei! Sanada, finalmente acordou.
E acenou para o guerreiro que aparentemente não reconhecia quem aquele rapaz era.

Sanada confuso não conseguia se lembrar de nada nem o porque estava ali e nem quem era aquele individuo, e em um tom confuso perguntou ao jovem:

- Não consigo me lembrar de nada, onde eu estou ? E quem são vocês ?
Perguntou Sanada ao jovem que também o fitou com um olhar confuso.

- Você bateu forte com a cabeça após o ataque dos bandidos não é mesmo.
E então riu do guerreiro confuso que para ele estava tendo algum tipo de amnesia.

Sanada ainda estava com um olhar confuso diante o jovem, não entendia nada do que o jovem estava falando, e pensou consigo mesmo.

"Bateu a cabeça ?! Do que ele está falando ?"

- É o seguinte, provavelmente você deve ter sofrido alguma pancada após o ataque dos bandidos então deixe-me esclarecer essa enorme mente que você tem. Meu nome é Owen sou seu mais velho amigo nessa companhia de mercenários e estamos em uma caravana mercantil, somos mercenários contratados para protege-la, e você faz parte dos mercenários, deu pra entender agora ?
Disse o jovem em um tom zombeteiro.

E os dois homens caminharam lado a lado conversando e o jovem explicava ao guerreiro sobre todos os outros mercenários que trabalhavam juntos a alguns meses, escoltando caravanas ou quem quer que pague-os pelo deserto. Então o jovem disse a Sanada:

- Vá pegar a sua ração diária com Jaron ele é o nosso suposto cozinheiro, vá comer  antes que você se desfaça em pó.

Enquanto comia sua ração matinal Sanada refletia ainda confuso sobre o sonho peculiar que tivera, ainda confuso com toda aquela situação dele estar junto a caravana. e aquele sussurro ecoava em sua mente.

"Onde está o meu amor"

Após terminar de se alimentar o guerreiro agradeceu ao cozinheiro que era um homem já com cabelos brancos mudo, carrancudo e mal humorado que parecia que cada grunhido que saia de sua boca era um suposto resmungo sobre tudo.

Saindo de perto da cozinha improvisada do velho Jaron carrancudo Sanada viu uma figura com uma aura um pouco brilhante distante do acampamento então a figura se mexeu e derre pente um flash veio a sua cabeça de algo parecido com um demônio com um machado gigante vindo em sua direção e então novamente Sanada desmaiou.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por ADM GabZ em Sab Nov 21, 2015 3:09 pm

[Seja bem vindo ao jogo! Antes de continuar, preciso te passar algumas instruções. Em Lodoss RPG o jogador controla apenas as ações de seu personagem e pet, caso tenha um. Por isso deixe com os narradores todo o resto, nós interpretaremos os NPCs, desenvolveremos a história e você apenas precisa narrar seu personagem, ações, pensamentos, sensações e idéias. Vou considerar seu primeiro post como introdução, por isso não é necessário editá-lo. Sempre que tiver dúvidas não hesite em perguntar.]

-------

— Ei, cara! Acorde, temos um serviço! — Ouviu a voz de Owen o acordando. Não demorou para Sanada recobrar os sentidos. O que tinha sido aquela visão? Talvez apenas um sonho. — Tem uma caravana de prisioneiros querendo atravessar o deserto. Estão indo pra Takaras, acho que nem mesmo é algo oficial, mas a grana é boa. Vamos!

Apressou o rapaz. Não demorou para que todo o grupo levantasse acampamento. Era, de fato, um grupo organizado: haviam alguns cavalos para montaria e uma carroça para carregar os suprimentos. Sanada reconheceu seu cavalo: de pelagem marrom e branca, bastante acostumado à vida no deserto. Em pouco mais de uma hora estavam prontos para partir. O grupo era composto de apenas sete mercenários contando com o demônio, o que era algo vantajoso para eles: quanto menos gente, menos divisão da grana e todos ganham mais. Sanada montou em seu cavalo e Owen se aproximou montado no dele.

— Espero que tenha dormido bastante, a viagem vai ser longa. — Falou, indicando o deserto com a cabeça. — Uma carroça cheia de prisioneiros é bem pesada e lenta. Melhor verificar se está levando bastante água.

O grupo marchou até a orla do deserto, aonde havia uma pequena vila para abastecer suprimentos. Ali encheram seus coldres de água, compraram carne seca e outros alimentos de longa duração. E era ali mesmo que encontraram a carroça de prisioneiros.

Dois anões a acompanhavam. Um era incrivelmente barbudo, o outro já era um pouco mais alto — coisa de dois dedos — e tinha uma barba mais curta e preta. Não pareciam exatamente pessoas que levariam algo "legal", talvez por isso contrataram mercenários. A carroça era grande e fechada, apenas pequenas janelas com grades de ferro permitiam ver lá dentro. Não que isso interessasse Sanada, o mais importante era terminar o trabalho e pegar o dinheiro.

— Metade agora e metade quando chegarmos. — Falou o anão barbudo, entregando uma bolsa cheia de moedas para Owen. — Espero que façam bem seu trabalho.

E soluçou. O cheiro de vinho entregava que aquele anão não era tão sério quanto queria parecer ser. Partiriam em breve.

_________________
avatar
ADM GabZ

Pontos de Medalhas : 999
Mensagens : 1002
Localização : Extrema - MG

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 1
Raça: Humano

Ver perfil do usuário http://www.flickr.com/photos/gabzero

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Seg Nov 23, 2015 10:01 am

OFF:
Foi mal pelos erros e a demora kk

 Sanada perguntou a Owen:

- Por acaso você sabe para aonde iremos levar essa carroça?

 Pois queria se precaver caso ocorra algum imprevisto no meio do deserto traiçoeiro, e assim tentou conseguir o máximo de informações sobre essa escolta antes de partirem. Ainda se encontrava um pouco confuso sobre todas as visões que tivera, lembrava-se ainda do breve momento em que vira um machado em sua direção em um lugar que parecia um campo de batalha enegrecido de um lado e resplandecente do outro. Segurava sua lança com sua mão direita enquanto com a outra guiava o cavalo cavalgando nele, sentia um pequena afinidade com aquela arma, como se tivesse a usado por eras, mas não sabia ainda dizer ao certo quando e como e se isso realmente aconteceu.

 Olhando para o sol escaldante Sanada se deu conta que deveria verificar seu cantil de água mais uma vez antes de partirem, porque pelo o que Owen o havia dito a viagem seria longa, verificou então seus equipamentos, sua mochila de viagem e seu cantil de água, depois conferiu se a sua armadura estava bem presa e atada nele e assim decidiu que já estava pronto para partir.

 Trotando para o lado de Owen e da carroça dos anões, começou a fitar o anão que quando havia conversado com eles, parecia estar embriagado, e de um modo que apenas Owen escutasse Sanada disse a ele:

- Acha que aquele anão esta embriagado ? Provavelmente pode se tornar um problema.

Porém deu uma pequena gargalhada, pensando em algum tipo de confusão que um bêbado conduzindo uma carroça poderia causar, e então finalizou:

- Enfim, Owen já verifiquei todos os meus suprimentos, estou pronto para partir, como estão os outros ?

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Sex Nov 27, 2015 9:09 pm

Aviso:
Boa noite amigo! Então cara, eu também sou um narrador novo e conforme combinado com a Gabz - a moça que estava te narrando - eu vou assumir as suas narrações daqui em diante tudo bem? Como eu disse, sou novo então também estou aprendendo, dessa forma espero que possamos compartilhar experiências e aproveitar bastante a aventura, é claro. Qualquer dúvida, não hesite, pode falar. Aliás, eu costumo ser um pouco distraído, então na falta de qualquer detalhe nas narrações, não esqueça de me avisar, senão é bem capaz de eu nem perceber! Desde já, espero que aproveite!



Rokudaime




A caravana era sutil e ligeira como o vento sórdido do deserto. O Sol, escaldante como de costume, parecia companheiro de longa data daquele ambiente, tanto que a própria areia parecia mais um mar de chamas acolhedoras que clamavam por mais ossos para decoração. Sim, ossos. A medida que a caravana - junto de Owen, Sanada e seus comparsas - avançava rumo ao Sudoeste, ossos e mais ossos ganhavam destaque na paisagem. A maioria estava semi-enterrado, alguns menores, outros colossais, provavelmente de criaturas que sequer Sanada tinha conhecimento.

Os anões não eram muito de conversa. Simplesmente guiavam a carroça. Os prisioneiros deveriam estar amordaçados e vendados já que pouco davam sequer sinal de vida. O único barulho naquela caravana era o trotar dos cavalos e algumas conversas paralelas do restante do bando de mercenários ao qual Sanada pertencia.

— Hmm, parece que eles estão levando esses prisioneiros para serem vendidos em algum lugar de Takaras, eles não me falaram muito a respeito. - Respondeu Owen. Falou com certo descaso, como se não ligasse muito pra isso. Ele parecia mais interessado mesmo no saquinho de moedas de ouro que o anão entregou outrora. Colocou no cinto, amarrado, alegando que dividiria com o resto do bando assim que terminassem o trabalho. Isso é claro, se Sanada não tivesse nada contra, nada a dizer. Era de moedas de ouro que estamos falando, certo?

O fato é que, trotando em seus cavalos pra lá e pra cá, acompanhando a Caravana, logo estavam prontos para partir. Arrumaram seus equipamentos, encheram seus cantis d'água e tudo mais. Os mercenários do grupo pareciam se entrosar com facilidade, vez ou outra ainda caçoavam um pouco de Sanada pela sua aparente perda de memória. Alegavam que era por ele ter bebido demais. Apelidos vieram, dentre os mais variados. Até de Pé de Cana ele foi chamado.

Não demorou para que o grupo começasse a recolher as coisas. Sanada aproximou-se do comparsa Owen, ambos em seus cavalos, e um pouco apreensivo, falou sobre o tal anão bêbado. O amigo quase não segurou a gargalhada, como se fosse até cair do cavalo com a piada. Piada essa que parecia incógnita para Sanada, isso até Owen voltar a falar;

— Não, eu não to acreditando nisso. Justo o esquecido vem falar do bêbado? Hahahah! - Brincou, com um largo sorriso despreocupado no rosto. Os outros também riram, exceto os anões. Pareciam ocupados demais em sua conversa particular. Ora ou outra faziam algum comentário enquanto olhavam para o grupo. Nada mais a declarar.

E antes mesmo que o amigo de Sanada pudesse lhe adiantar algo sobre a partida, os Anões anunciaram que estavam partindo.

— Fiquem alerta! Pretendemos chegar antes do anoitecer na porção das montanhas! - Falou um deles, o menos carrancudo entre os dois.

E com este aviso, a carroça dos anões e prisioneiros foi a primeira a tomar a frente. Em seguida vieram mais alguns comparsas do bando de Sanada, estes, o demônio mal lembrava o nome. Ao menos lhe passavam a sensação de segurança, estava entre amigos, ao que parece. No fim da fila, Owen e Sanada trotavam em seus cavalos, responsáveis pela retaguarda da caravana. O deserto continuava acolhedor como um mar de chamas, sussurrando vez ou outra através do vento, seu clamor por mais mortos. O calor mandava lembranças. Todos suavam. Mesmo assim, nenhum sinal de reclamação dos prisioneiros. Era no mínimo perturbador, todos do bando estavam incomodados. Murmurinhos ecoavam do pessoal que seguia na frente da caravana. Os que acompanhavam as laterais, também cochichavam entre si, curiosos. Meia hora de caminhada, só entre cochichos e murmurinhos, nenhuma palavra dos anões. Isso até que Owen, o aparentemente mais ousado do grupo, tomar a frente. Antes disso, olhou com um sorriso debochado para o amigo Sanada, como se deixasse pistas do que estava para fazer. Trotou um pouco mais adiante, aproximando-se da lateral direita da carroça dos anões. Aproximou-se o suficiente para ser capaz de olhar por entre as grades. Os anões nem notaram, ou pelo menos, até o garoto fazer um som de espanto com o que viu. Algo como;

— Por Zaltar! Que diabos estão fazendo com estes homens? Com essas correntes eles sequer chegarão vivos! - Gritou, indignado.

Ainda assim, ninguém parou. Somente cochichos. Alguns pareciam já imaginar que os prisioneiros estavam em supostas condições precárias lá dentro. Nem água receberam.

— Vocês não estão sendo pagos para prestar socorros aos prisioneiros, estão? - Retrucou o anão carrancudo, com certo repúdio.

Neste caso, Owen não tinha muito o que dizer. Aquele saquinho de moedas de ouro em seu cinto tilintava com o trotar do cavalo, fazendo-lhe lembrar do motivo pelo qual estavam ali. O garoto então se calou, trotando mais devagar, um pouco frustrado com o que viu.

A caravana sequer diminuiu de velocidade. Todos continuaram, mesmo com aquele clima estranho. Mas, porque será que esse tipo de situação parecia ferir alguma lembrança de Sanada? Ele ainda não era capaz de decifrar, mas sentia um certo incômodo que não lhe vinha em palavras, somente em sensações...





Off - Então amigo, preciso só conferir com a Gabz quanto é a quantia em ouro que os anões entregaram pra vocês. Logo mais eu aviso entre as narrações. Eu também tomei a liberdade de colocar algumas sensações referentes as suas poucas memórias, daí parte de você como você vai preferir desenvolver isso ta?
avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Sex Nov 27, 2015 10:40 pm

Sanada incomodado com aquela situação começava a pensar sobre qual seria seu passado, e o porque ele não conseguia se lembrar de quase nada sobre tudo aquele. Aquele sussurro que ainda o atormentava:

- Onde está o meu amor ?

Repetiu Yukimura baixo o suficiente para que só ele ouvisse.

Voltando a atenção para Owen, percebeu o quão frustado seu amigo estava e deu um pequeno impulso no trote do cavalo para alcança-lo, olhou para ele de cabeça baixa, e tentou falar de modo baixo para que só seu amigo ouvisse:

-Owen! O que aconteceu ? O que você viu naquela carroça ?

Disse ele sussurrando para o amigo.

E então começou a olhar de modo curioso para as grades da carroça, querendo saber o que foi que frustou tanto assim o seu amigo.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Seg Nov 30, 2015 7:08 pm



Rokudaime




Entre sussurros e devaneios, Sanada deu-se conta do quão frustrado estava seu amigo. Owen ficou assim depois do que viu dentro da carroça de prisioneiros. No caso, os demais integrantes do bando não deram muita audiência, mas com Sanada foi diferente. Ele logo tomou impulso com seu cavalo, trotando para mais perto do amigo.

Ambos do lado direito da carroça de prisioneiros;

— Eu sei que estamos falando de prisioneiros, droga, mas eles precisam ser humilhados assim? - Praguejou, entre murmúrios. Terminou mordendo o lábio. Seus olhos fitaram o chão como se lembrasse de alguma coisa. Owen certamente tinha seus motivos para estar frustrado dessa maneira.

O fato é que, assim que tomou proximidade com a carroça, Sanada deu-se ao luxo de olhar o que tinha lá dentro. Tudo que viu foi humilhação. Os prisioneiros estavam todos sem roupa, eram cerca de 10 deles, acorrentados por todo o corpo quase como se as correntes fossem um saco de dormir. Acontece que, naquele calor infernal, as correntes ardiam como se fossem amostras grátis do inferno, e provavelmente isso explica as marcas e dilacerações na pele dos prisioneiros. Em sua maioria, eram malhados, corpo definido, músculos firmes. O rosto de todos eles estava completamente vendado por algum pano preto. Todos estavam jogados, um por cima do outro, sem qualquer base ou apoio que os segurasse a medida que a carroça trambicava com a velocidade da corrida. Eram como mercadorias, pedaços de carne sacolejando pra lá e pra cá, sem contar no mau cheiro, era de urina com certeza. Resta saber se eram mesmo dos prisioneiros ou...

— O que foi!? Não vai me dizer que está com pena desses vermes? - A voz do anão corcunda logo interrompeu a distração de Sanada. O outro anão, guiando a carroça, cuspiu em sinal de desgosto. Murmurou algumas coisas. Ambos riram entre si, debochados. Não obstante, o tal corcunda que estava ali sentado só de acompanhante pegou um resto de bebida - que estava numa garrafa presa em seu cinto - e jogou por uma portinhola pequenininha da carroça. O som da garrafa quebrando ecoou lá dentro, despejando a bebida por cima dos prisioneiros. E os anões riram. Ta aí uma coisa que realmente os fez rir. Gargalhadas longas que ecoavam no deserto.

E os sussurros do vento escaldante aos poucos levavam as tais gargalhadas embora. Junto delas, certamente carregaram a esperança daqueles prisioneiros.

Desta vez, alguns murmúrios insatisfeitos chamaram atenção do pessoal que trotava nas laterais da caravana. Pareciam dizer que aquilo tudo era desnecessário. Era tortura. Mas ninguém se atrevia a dizer isso em alto e bom tom. O pesar da necessidade de umas moedas de ouro os faziam calar. Nem mesmo Owen. O garoto permaneceu trotando seu cavalo, fitando o nada, perdido em algum devaneio distante. Se Sanada reparasse bem, veria um filete de sangue escorrer da boca do amigo, tamanha força com que ele mordia os lábios, inconformado.

— Iaaa! Mais rápido, mais rápido! - Gritou o anão que guiava a carroça, estalando as rédeas no cavalo.


E junto daquele mesmo sussurro que só Sanada podia ouvir, veio outro que mandou dizer;

" Para onde vamos não há lugar para compaixão, muito menos amor.. "

Vinha de dentro da carroça dos prisioneiros. E logo em seguida uma outra;

" Fujam enquanto é possível... "


O que levaria qualquer um a olhar ao redor, olhos mergulhados na imensidão do deserto, e pensar; existe mesmo para onde fugir?


avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Sab Dez 12, 2015 8:42 am

Sanada se encontrava confuso ainda diante de toda a situação e as vozes em sua cabeça o confundiam mais ainda, não sabia que vozes eram aquelas que ele tanto ouvia, porém no fundo sabia que era de algo ligado ao seu passado desconhecido. A situação dos prisioneiros o frustrava assim como ao seu amigo Owen, porém sabia que eles seriam impotentes a aquela situação, pois deveria honrar o seu código de conduta diante de seus clientes, todos os mercenários sabia disso, e se frustravam pelo mesmo.


 Enquanto sentia uma frustação profunda em seu coração dos anões, e como tratavam os prisioneiros, sentia um formigamento em sua mão o incomodando a partir do momento que viu os prisioneiros e as vozes em sua cabeça, via uma pequena fumaça quase que imperceptível cobrir levemente a sua mão, então se acalmou um pouco e se espantou também sobre o que seria aquilo, seus poderes pouco a pouco poderiam estar se relevando devido ao sentimento de frustação que acabara de ter, mas Sanada não fazia ideia ainda de que era um demônio e muito menos de seus poderes e as consequências de tal.
 Seus lábios já se encontravam secos devido a viagem seca no deserto e já estava curioso sobre o lugar que iriam, pegou o seu cantil de agua de tomou um leve trago para molhar os lábios e enganar sua sede, sabia que aquilo não duraria muito tempo se ele não modera-se, porém estava no meio de guerreiros já acostumados com batalhas e viagens no deserto, acalmou seu coração mais um pouco e apoiou sua lança no pescoço do levemente embaixo da crina do cavalo, para descansar seu braço que já á carregava durante horas, mas não iria largar aquilo nunca, sentia uma certa familiaridade com aquela arma como se fossem conhecidos de milênios.
OFF: Desculpe pela demora, estava com problemas de saúde.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Dom Dez 13, 2015 3:58 pm



Rokudaime




Frustração definiu aquele sentimento, mas confusão também fazia parte das sensações que invadiram os pensamentos de Sanada. Ele ainda se perguntava de onde vinham aqueles sussurros, mas a única certeza que tinha era de ser algo do passado. Algo que ele não lembrava, mas que certamente lhe deixou marcado.

Tão marcado que, em momentos como esse, ficava evidente o que as sensações podiam lhe causar. Sentiu que podia estar perdendo controle quando viu aquela pequena e discreta fumaça em uma de suas mãos. Antes fosse dominado pela revolta e saberia que alguma coisa muito ruim aconteceria, ele tinha essa certeza. Mas por sorte, conseguiu controlar-se, ainda que a semente da fúria já estivesse voltando a lhe despertar. Ele só não tinha conhecimento disso.

As lanças em suas mãos, objetos de grande valor para o guerreiro, tremiam quase que involuntariamente. De alguma forma, é como se quisessem lhe passar alguma informação. Mas o que era? Muitas coisas ainda estavam confusas em sua mente, até que o sol aos poucos foi se tornando mais frágil naquela viagem. Já estavam cavalgando por um bom tempo, sequer havia qualquer rastro que indicasse a direção de onde ficava a vila que antes se abasteceram. Desde então não houve parada. Não houve alimentação aos prisioneiros, e nem água. Era uma situação no mínimo perturbadora. Mas os comentários entre o bando cessaram. Owen que estava quieto a viagem inteira, decidiu diminuir a velocidade, retomando seu posto anterior na caravana, que era da retaguarda. Sanada o acompanhou. E quando ambos já estavam um pouco distantes da carroça principal, longe de serem ouvidos pelos anões, o companheiro de Sanada resolveu enfim falar;

— Assim que passarmos aquela fileira de montanhas, vamos emboscá-los e salvar os prisioneiros. - Cochichou.

Dono de poucas palavras e de uma seriedade antes não mostrada, Owen deixou a dúvida no ar. Quando é que combinaram tudo isso? Mas e o trabalho de escoltar os prisioneiros? Owen estava sendo imprudente, mas será que os outros mercenários sabiam disso que ele estava planejando? Todos continuavam acompanhando a caravana como se nada tivesse acontecido...


— Vamos, Sanada, não me deixe nesse silêncio, cacete! - Praguejou, trotando para perto do amigo. No olhar só se via frustração. — Eu to cagando pra esse dinheiro. Precisamos livrar esses homens, não somos monstros, somos mercenários. E qualquer coisa nós podemos matar esse anões, são só dois deles. Está comigo ou não está? - Concluiu, agora com mais entusiasmo.

Sanada pode ver então as tais fileiras de montanhas que Owen mencionou. Estavam a cerca de meia hora dali, dispostas em sequência uma atrás da outra. Eram duas fileiras paralelas e o espaço entre elas era a estrada que a caravana estava para percorrer. Infelizmente, o sol já estava perdendo presença, sinal de que a noite chegava tão rápido quanto o trotar dos cavalos. E a caravana acelerou, o tempo até as montanhas e também uma resposta de Sanada para Owen encurtou-se; o que fazer então?


Obs:
Tudo bem, tbm fiquei com um probleminha de saúde, voltei hoje que estou melhorando ainda. Tranquilo.
avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Seg Mar 07, 2016 2:02 pm

Sanada, confuso por tudo que seu amigo lhe houvera proposto, continuou a cavalgar aturdido sobre as escolhas, e as consequências de tal, olhou para sua mão e pensou sobre a estranha fumaça negra que dela sairá, acelerou a cavalgada até estar lado a lado com Owen e acenou com a cabeça concordando com o plano de seu amigo.

Então pôs seu cavalo a trotar e posicionou-se ao lado oposto de Owen na vanguarda da escolta, e aguardou chegaram a fileira de montanhas mencionada pelo seu amigo e esperou seu sinal de atacar. Segurava a sua lança com muita força pela tenção até o momento do ataca, sentia um formigamento em sua mão e a ansiedade já estava tomando conta dele.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Seg Mar 07, 2016 5:32 pm



Rokudaime



Durante a cavalgada, ainda pouco antes de chegar perto da fileira das montanhas e dunas, Sanada podia jurar que viu Owen se comunicando com mais dois do bando, aqueles dois que seguiam na escolta lado a lado com a carruagem dos anões. Os dois concordaram com alguma coisa e depois se entreolharam fazendo um sinal com a mão, mas infelizmente dada a falta de memória, Sanada não reconheceu aquele sinal. Simplesmente teve a certeza de que mais gente do bando estava com Owen naquela empreitada. Então eles pareciam mesmo incomodados com a situação dos prisioneiros...

Não demorou para que dentro do tempo previsto, a caravana se aproximasse da fileira de montanhas. Naquela porção do deserto as tempestades eram agressivas. O vento quebrava nas tais montanhas e dunas, trazendo rajadas intensas de areia toda vez que isso acontecia. Considerando que a noite já estava caindo também, aquele era um lugar deveras perigoso. E apesar do silêncio que os acompanhou em quase toda viagem, de repente, Sanada sentiu algo estranho. Era um cheiro, cheiro este que o incomodava pois ele tinha certeza sabe-se-lá como que não era de coisa boa.

— O que foi, Sana- — Owen tentou chamar pelo amigo pra entender o que acontecia mas foi interrompido por um grito lá na frente. Pareceu vir de um dos membros do bando e logo a caravana inteira se alarmou, começando pelos anões que praguejaram alguma coisa.

— Droga, chegamos tarde! E agora? — Bradou um dos anões para o amigo. — E agora que esse bando de pé-rapado vão fazer o serviço deles! — Retrucou o outro meio que chamando atenção do grupo de mercenários ao qual Sanada pertencia. Owen, por sua vez, ficou insatisfeito com o que aconteceu, certamente aquilo não estava nos seus planos e ferrou com toda a estratégia.

— Ei, Gillian, o que ta rolando? — Gritou Owen, chamando por um daqueles dois que acompanhavam a carroça dos anões lado a lado. O da direita atendeu, olhando meio que perdido para os lados como se procurasse por algo. — Eu não to vendo o Carl! Ele tava na frente com o resto do bando mas parece que sumiu! — Respondeu.

E de repente, mais gritos. Um seguido do outro. E a caravana foi diminuindo muito rápido. Lá de traz, onde Owen e Sanada estavam era difícil de ver alguma coisa mas certamente que alguma coisa acontecia lá na frente. Os anões por sua vez apertaram o passo. A carroça deles foi meio que desviando, fazendo o contorno pela esquerda e assumindo caminho no meio do labirinto de dunas e montanhas que se dispunham naquela área do deserto. As rajadas de areia logo começaram a preocupar o grupo que facilmente ficavam disperso com isso. E aliás, foi entre uma rajada de areia e outra que finalmente Sanada e Owen confirmaram o que estava acontecendo. Viram logo ali na frente a dupla dos que acompanhavam a carroça ser abordada por duas grandes criaturas do deserto;


imagem ilustrativa

— GILLIAN! — Alarmou Owen, preocupado.

Tarde demais.

Aquele que atendia pelo nome de Gillian logo foi emboscado pelas duas criaturas que saltaram contra ele; uma arrancando a cabeça e a outra dilacerando o corpo que ficou em cima do cavalo. O cavalo caiu no chão e, mesmo tentando fugir, logo foi emboscado por mais uma daquelas criaturas que atacavam entre uma rajada de areia e outra. Eram sorrateiras e acima de tudo selvagens e grandes. Gillian e seu cavalo foram completamente devorados e aquilo deixou Owen fora de si. O amigo não conseguiu controlar seus instintos e partiu na frente, avançando com seu cavalo na mesma direção onde viu uma daquelas criaturas. A outra criatura que estava meio que ali do lado, viu Owen avançar e logo correu na sua direção. Sanada, um pouco mais atrás, sentiu as lanças em suas mãos tremerem mais uma vez, pareciam gritar para serem usadas na batalha, gritavam querendo cortar o pescoço daquela criatura.

— VOCÊS VÃO PAGAR SEUS VERMES! — Gritava Owen sacando duas espadas com as quais pretendia confrontar as duas criaturas.

Sanada enfrentaria os dois bichos ao lado do amigo ou seguiria em frente atrás da caravana, esta que por sua vez, parecia já estar uns 10 minutos na frente seguindo o contorno pela direita dentro do labirinto de dunas e montanhas do deserto?

OBS:
Eu imagino que por você você provavelmente já teria atacado os dois bichos diretamente mas eu preferi deixar a opção pra você escolher; atacar ou seguir a caravana. Você que sabe.

Mais informações dos bichos; eles são bem semelhantes ao da imagem, são grandes com cerca de uns 2 metros e meio de altura. Tem membros torácicos bem musculosos e aparentemente uma boa patada deles pode desprender um braço facilmente. Eles usam uma estranha armadura na cabeça com umas lâminas em formato de chifres e tudo o mais então tome cuidado com elas. Eles também são bem rápidos até um pouco mais que os cavalos.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Ter Mar 08, 2016 3:09 pm

Sem outra alternativa, Sanada decidiu que salvaria seu amigo, deu uma ultima olhada na caravana que já estava a uma certa distancia dele virá que nada mais poderia fazer a não ser abandonar seu amigo e com uma ira em seus olhos que agora se encontravam em uma cor vermelho sangue jurou a morte dos monstros que já levaram a vida de alguns de seus amigos com um grito de guerra.

Sentia uma irá pela a batalha correndo em suas veias, jogou as rédeas de seu cavalo para que cavalga-se demandando toda a força do cavalo, em direção ao monstro do deserto mirando empalar a sua lança na gargante de tal, porém ainda sentado em seu cavalo decidirá que não iria fazer tal ato sentado no cavalo e então nos últimos momentos pulou de cima do cavalo, e como se flutua-se no ar, mirou a ponta de sua lança na garganta do seu adversário, e ainda no ar, com um movimento natural de seu corpo, moveu sua mão direita as suas costas para pegar impulso e tentar criar uma lança fantasma inconscientemente para empalar o mostro do deserto sedente pelo sangue dos dois.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Qui Mar 10, 2016 4:38 pm



Rokudaime



Owen, como havia se antecipado e corrido na frente, teve seu tão aclamado encontro com as criaturas do deserto primeiro. Gillian, o companheiro outrora dilacerado, jazia em pedaços espalhados pela areia do deserto já manchada de sangue. Um braço aqui, outro acolá e boa parte do corpo ainda estava na boca da criatura da esquerda que o chacoalhava como se brincasse com um brinquedo qualquer. O sangue espirrava pra todos os lados, até mesmo atingindo Owen e manchando toda sua roupa.

O garoto logo se apoiou no cavalo meio que agachado, em cima do lombo do equino. Para a medida que foi se aproximando ele ia se equilibrando pra não cair e quando a distância parecia favorável, Owen saltou na direção do bicho erguendo as duas espadas no ar e dando um grito de guerra que anunciava o seu ataque.

— MOOORRRRA DEMÔNIO! — Esbravejou. A espada da direita foi na frente, repelida com facilidade pela armadura laminada no rosto do bicho. A criatura meio que chacoalhou a cabeça como se afrontasse o garoto que lhe atacava. A segunda espada, na outra mão de Owen, por sua vez conseguiu fazer um corte na lateral do pescoço do bicho e também no membro torácico direito. Isso só foi possível pois depois do primeiro ataque, Owen meio que deu uma cambalhota no ar lançando-se pelo flanco direito do bicho e cortando-lhe durante a acrobacia.

— Eu ainda não acab- — Owen repousou no chão meio que cambaleando. Tomou impulso na perna direita, meio agachado e fez menção de levantar mas foi interrompido por uma rabada do animal que lançou-lhe cerca de uns 5 metros à direita. O garoto bateu de costas numa duna de areia e pedra e ficou ali meio que recostado, ferido.

Sanada, por sua vez, sentiu o gosto do sangue daquela criatura. Seu ataque tinha o elemento surpresa como vantagem. O bicho estava distraído com seu brinquedo - vulgo Gillian, mercenário do grupo - chacoalhando-o enquanto o mordiscava. Sequer percebeu Sanada se aproximar com sua lança nas mãos. O primeiro ataque atingiu a boca do bicho, a lança com ponta tripla meio que dilacerou a boca e o rosto do bicho com três arranhões distintos. Sanada ainda assim percebeu quão dura era a pele do animal que quase trincou no confronto com a lâmina da ponta da lança. Ainda assim o sangue do bicho, meio esverdeado, espirrou e molhou o rosto de Sanada, anunciando a vitória de seu movimento.

O cavalo de Sanada levou uma boa de uma patada bem no peito, quase como se fosse um chega pra lá. O cavalo tombou de lado e por pouco Sanada não foi junto, se não fosse por sua segunda lança, essa que o meio-demônio criou com sua habilidade, que rapidamente fincou-se na lateral do pescoço do bicho e jorrou mais sangue ainda. Sanada ficou meio que pendurado, apoiado em sua lança e naquela posição ele conseguia bem medir a altura do bicho que de tão grande, fazia o meio-demônio nem tocar os pés no chão.

O bicho se contorceu, meio que gemeu pelas dores e tentou derrubar Sanada de sua lança mas, o cabo do equipamento meio que impediu o bicho de mover a pata direita. Com a esquerda ele estava se equilibrando e logo não poderia atacar. Restou tentar atacar Sanada com a própria cabeça, essa diga-se de passagem, com aquela armadura laminada era um grande perigo. O bicho avançava dando cabeçadas e chacoalhando as lâminas laterais como se tentasse dilacerar Sanada, e veja bem, se o meio-demônio não tomasse alguma precaução, certamente que seria atingido.

— Argh-...nhgg... — Owen lá do outro lado deu sinal de vida, meio que cuspindo um misto de saliva e sangue depois da pancada que levou. — Sa-...Sanada! Não se preocupe, eu vou cuidar desse aqui! — Referia-se ao segundo bicho, este que por sua vez parecia mesmo entretido com o garoto meio que lá pro lado direito do campo de batalha.

Enquanto isso o som da caravana dos anões e prisioneiros se distanciava cada vez mais, assim como a cavalaria dos demais membros do grupo de mercenários ao qual Sanada participava. A noite também mostrava a que veio trazendo consigo brisas que iam tornando-se mais geladas e aparentemente anunciando uma noite de baixíssima temperatura no deserto.

Status:

  • PV [][][][][][][][][][] (100%)
  • PE [][][][][][][][][][] (70%)
  • OBS: Sua segunda lança criada pela habilidade vai durar mais 4 turnos.


avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Rokudaime! em Qui Mar 10, 2016 7:54 pm

Sanada

A lamina que se criou de sua mão era leva praticamente uma cópia igual de sua lança original, porém percebeu que aquela não era uma forma tão autentica e forte como a original, mas sabia que já seria o bastante para dar cabo de seu oponente.

Sentia a irá inflando mais ainda entre suas veias quando viu seu amigo sendo jogado para longe e de sua boca espirrando sangue pela boca. Seus olhos já se encontravam negros como ébano devido aos poderes demoníacos que desconhecidamente estava usando, e quanto mais ódio sentia mais silencio de sua boca saia, perdia-se no seu pensamento único de acabar com seu oponente, de uma maneira ou outra..

Sanada, decidira então que aquela era a sua unica chance de derrotar aquele monstro, não poderia cair de maneira alguma, e ao primeiro impulso ao seu favor iria escalar o monstro até as suas costas e de lá encontrar um ponto fraco para que possa fincar a sua lamina a carne putrefata daquela vil criatura.

_________________


Sanada | Ficha | HE | L$ 0 | Força: C Energia: F Agilidade: E Destreza: D Vigor: E
Racial extra: Renegado (Demônio)
avatar
Rokudaime!

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 18
Idade : 22
Localização : São Paulo

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Demônio

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NT Bird em Ter Mar 22, 2016 6:35 pm



Rokudaime




No silêncio da noite, Sanada escolheu por não falar mais nada. O gosto do sangue daquele animal que enfrentava era seu único guia. Tinha como único objetivo acima de todas as prioridades; assassinar aquele demônio. E talvez por conta disso que sentiu seus olhos se perderem numa espécie de profundo devaneio. Seu corpo a essa altura, provavelmente movia-se por puro instinto. Esqueceu Owen. Talvez tenha visto de relance uma breve luta corporal entre o mercenário e aquele outro demônio, mas logo aquilo ficou para traz.

Na escuridão de sua mente, Sanada viu-se confrontando o demônio que lhe atacara. Enquanto o bicho meio que balançava o corpo numa tentativa falha de se soltar da lança do meio-demônio, o sangue jorrava ainda mais, abria a ferida, e aquilo estranhamente parecia trazer uma sensação de êxtase no corpo de Sanada, como se aquele fosse o real objetivo por traz de seu devaneio; ele queria matar, queria ver aquela criatura sofrer.

Foi justamente entre um chacoalhão e outro que Sanada conseguiu impulso e num piscar de olhos, deu-se conta de que já estava em cima do animal. Apoiado em seu lombo, puxou e trouxe a lança consigo, liberando o bicho daquela ferida. O animal gritou, estridente, sofrendo. A brisa do deserto logo abafou o som enquanto que a areia dançava ao redor dos dois, transformando o combate numa quase dança. Sanada deu um ou dois passos para frente, depois outro pra traz, equilibrando-se. O animal por sua vez retribuiu, cambaleou um pouco pra direita; dois passos, depois pra traz; mais duas passadas, terminou ameaçando pular para frente. Sanada viu ali uma oportunidade, quando o lombo do animal levantou-se, o meio-demônio tomou impulso e avançou contra o pescoço do bicho, único lugar onde a pele parecia mais frágil e na ausência de armaduras. Com a lança verdadeira, conseguiu fazer um ferimento profundo, tanto é que a ponta da lança meio que atravessou o pescoço do bicho em diagonal. Não houve grito dessa vez. Mas houve uma consequência. Antes que Sanada pudesse usar sua segunda lança para um golpe final, foi atingido, sabe-se-lá pelo quê. Voou longe.

Três cambalhotas na areia, sentiu o ombro direito doer mais que os outros lugares. Sentiu falta da sua lança original. Quando recobrou equilíbrio percebeu que ela estava presa, fincada no pescoço do bicho mais lá na frente, uns 8 passos de distância. Já a falsa-lança criada por sua habilidade foi usada como âncora pra amenizar a queda. Sanada podia perceber claramente o seu ombro direito dolorido, o que lhe incomodava um pouco ao manusear alguma coisa com o braço direito. Entretanto de resto estava bem, meio ofegante talvez, nada mais que o atrapalhasse.

Lá na frente o bicho cambaleava de um lado para o outro, meio tonto. Sua cauda balançava muito, o que explica o que foi que atingiu Sanada; uma rabada. Só que agora o bicho parecia estar mais lento, talvez fraquejando por conta dos ferimentos. Tinha sangue por todo lado, aquele sangue meio verde musgo. A areia chega estava meio grudenta ao redor dele. Mas o vento insistia em trazer mais areia e aos poucos apagar aquele rastro de sangue ao redor do bicho.

— Arrgg — Owen arfou, mais ali pra direita.

A distância entre Sanada e seu companheiro agora parecia um pouco maior. Viu meio de relance aquele outro demônio atacando seu parceiro. A visão que teve não foi das melhores, talvez até algo que o deixaria marcado se realmente chegasse até o fim. Viu o demônio assediando seu companheiro mercenário. Owen parecia estar por baixo, tentava se desvencilhar do bicho, dar-lhe espadas, mas a cauda do animal era muito ágil e desarmou Owen com facilidade. De longe deu pra ver quando alguma coisa começou a dar sinal de vida na virilha do animal, não bastasse a agitação que se via dali. Não precisava ser um gênio pra saber quais eram as intenções do animal com Owen, e bem, o garoto estava machucado, não conseguiria reagir dada a situação.

— DESGRA- — Tentou gritar, mas sua voz falhava para a medida que o animal começava seu ataque.

Sanada ainda tinha que resolver suas pendências com o outro demônio. Este, mesmo meio fraco, tentava gritar e avançar contra o meio-demônio, correndo meio desajeitado e ameaçando saltar na direção de Sanada.

Status:


  • PV [][][][][][][][][][] (90%)
  • PE [][][][][][][][][][] (70%)
  • OBS: Sua segunda lança criada pela habilidade vai durar mais 3 turnos.


Exp:
50xp pelo atraso
avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum