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Deserto de Ossos

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Deserto de Ossos

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 1:48 pm



Localizado na divisa entre os reinos de Takaras e Hilydrus, o Deserto de Ossos já foi um vasto campo verdejante com sutis elevações, mas hoje é sinônimo de morte pelos moradores de toda ilha. Isto porque foi neste exato local, uma enorme parcela dos vastos campos de Hirt, onde aconteceu a Grande Guerra da ilha. Esta batalha fatídica envolveu milhares de vidas de ambos os reinos: Hilydrus para defender suas terras e Takaras para conquistar toda Lodoss. Todas as forças foram usadas para vencer, desde magias devastadoras ou defensivas até poderosos dragões e necrodracos. O fogo, o ódio, a ira e as armas não mataram apenas boa parte de cada exército, mas também o ambiente em que estavam. Anos depois do ocorrido, a terra havia secado e rachado, nenhuma vida se atrevia a crescer ali. E assim surgiu o Deserto de Ossos.

Hoje tudo que restou da batalha são os ossos e restos dos derrotados. Esqueletos dos enormes dragões e necrodracos são encontrados com facilidade, erguendo-se acima da areia que castiga o deserto. Por baixo desta fina camada pode-se facilmente encontrar milhares de restos mortais, alguns tão amaldiçoados que seu apodrecimento levará mais de cem anos. É comum encontrar no deserto alguns viajantes curiosos em busca dos armamentos e equipamentos deixados pelos mortos, pois ainda valem um bom dinheiro no mercado. Muitos evitam o local devido à energia negativa gerada pelo ódio e rancor dos mortos, algo tão poderoso que impede qualquer vida de brotar ali. Apenas alguns loucos se aventuram no deserto, ignorando as superstições. Há quem diga que o lugar é amaldiçoado e que, talvez, o território passe a pertencer à Takaras algum dia.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:14 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 1:52 pm

<Arquivo de últimas postagens do tópico anterior. Foi necessário criar um novo por motivos de atualização. Caso precise consultar posts anteriores, me envie uma PM>

@ NT Kamui Black
Spoiler:

NT Kamui Black escreveu:@ Katsuo

Ferido, Katsuo recuou praguejando e xingando sua agressora, que exibia um sorriso sádico em seus lábios. Ela preparava-se para avançar contra o demônio, mas parou assim que viu o sangue que deveria estar se esvaindo do ferimento começar a se evaporar. Ela não poderia saber do que se tratava aquele fenômeno.

Sua espera, no entanto, custou-lhe a oportunidade de um segundo ataque e agora era ela quem deveria se defender. Katsuo avançava rapidamente e com a espada em riste. Subiu-a em um movimento rápido e preciso, para depois desce-la em um golpe fulminante. A succubos reagiu num impulso defendendo-se com sua adaga ornamentada. Mas sua força não se comparava ao do guerreiro à sua frente e adaga foi apenas suficiente para desviar o golpe e não apará como ela pretendia.

O objetivo do demônio era de desarmar sua oponente e quase conseguiu obter sucesso em seu intento, mas sua oponente foi hábil o suficiente para manter a adaga em mãos enquanto desviava o golpe do inimigo. A seguir, ela tentou novamente seu truque sórdido.

-
Por que toda essa agressividade? Um cavalheiro como você não deveria agredir uma jovem donzela como eu.

Sua voz sedutora e melodiosa era muito persuasiva e o demônio findou seu ataque. Ela, então agiu rápido e na certeza de que findaria aquele combate. Mas daquela vez seu truque não funcionou e Katsuo percebeu o perigo muito antes dele estar realmente lhe ameaçando e conseguiu desviar o golpe bem a tempo utilizando sua espada.

Aquela poderia ser a oportunidade perfeita. Ela acabara de falhar em seu golpe. Estaria vulnerável ou apenas armando outra cilada? Qual seria a próxima atitude que Katsuo tomaria?



> Sua habilidade ainda lhe concederá mais um turno de agilidade ampliada. Como absorveu seu próprio sangue, não houve custos em PM

@ Katsuo
Spoiler:

Katsuo escreveu:
Um ataque e uma defesa. Aquela demônia havia se provado um pouco mais forte do que as expectativas. Ainda assim, apresentava grande dificuldade em conter a força do guerreiro que era provavelmente muito mais experiente e preparado. Ele sorri com um canto da boca e com um ar de deboche. Se ela não tivesse jogado seu corpo para o lado em esquiva, teria sido fatiada; um fim rápido e sem graça, mas ao qual Katsuo estava disposto unicamente para não arriscar cair naqueles encantos mais uma vez.

- Por que toda essa agressividade? Um cavalheiro como você não deveria agredir uma jovem donzela como eu.

Novamente seu truque pérfido entra em ação, mas sem que obtivesse o sucesso que almejava. Ao invés disso, o demônio fora capaz de habilmente desviar de seu ataque e obter desse uma provável vantagem.

[Katsuo] - DONZELA?! - Retruca. - HAHA! Eu poderia pensar em pelo menos uma dúzia de palavras mais adequadas.

Nem ao menos fecha a boca e desfere um golpe na vertical, evitando que ela fuja para o lado ou que se abaixe. Se ela se esquivasse para trás, avançaria num segundo ataque quase junto ao primeiro. Como tinha a vantagem de não estar de costas, provavelmente também seria mais rápido. Isso, claro, sem falar na pequena vantagem que sua frenesia sangrenta lhe conferia.

[Katsuo] - VADIA! - Desfere o primeiro ataque. - PROSTITUTA! - Um segundo seguido sem nenhum intervalo. - CADELA! - Um terceiro.

Um golpe após o outro com ambas as mãos ao cabo da espada. Faria com que cada um viesse de um lado e investiria toda a força. Não daria um segundo sequer para que ela abrisse sua boca e se aproveitaria de qualquer abertura para feri-la fatalmente sem o menor pesar. Trazia uma certa empolgação caracterizada por um brilho no olhar e um súbito sobressalto de energia que o tomava conforme a adrenalina era despejada em seu corpo. Mesmo ao proferir escárnio, estava a se divertir. Usaria a mínima gota de sangue para tentar renovar sua habilidade e se valeria desta mesmo se a tivesse derrotado, afinal, ainda tinha um labirinto inteiro para percorrer e um empurrãozinho com mais agilidade poderia tornar a tarefa menos infinita...

@ NT Kamui Black
Spoiler:

NT Kamui Black escreveu:
> Katsuo, apenas duas ações por turno, dois ataques ou um ataque e uma defesa, ok? Considerarei dois ataques aqui.


O frenesi de sua habilidade e a raiva de ser manipulado pela oponente deu a Katsuo uma fúria irrefreável. O resultado disso foram ataques frenéticos contra a sucubos. O primeiro deles foi um na vertical em que o demônio utilizou ambas as mãos. O golpe rápido acompanhado de diversas palavras ofensivas surpreendeu a garota que mal teve tempo de se defender. Apesar disso, ela conseguiu defender-se com sua adaga e desviar o golpe, mas o demônio não abrandou sua investida e sua nova manobra foi subir a espada na diagonal de sua direita para sua esquerda.

O novo golpe resultou em um corte profundo e bem colocado que fez a vitalidade carmesim da sucubos se esvais de seu corpo. Nem bem ele deixou o corpo e Katsuo começou a absorver o precioso liquido com sua habilidade. O sangue começou a evaporar rapidamente fornecendo ainda mais velocidade ao demônio. No entanto, sua oponente não ficou parada e desferiu um golpe horizontal com sua arma enquanto gritava de dor. No entanto, desorientada devido a dor profunda, tal golpe mal arranhou o braço esquerdo de Katsuo.

Aparentemente a luta continuaria freneticamente.



> Situação:
Vocês estão engajados no combate, ou seja, bem próximos um do outro. Ela golpeou cegamente desta vez, mas o susto já passou.

> Status:
Katsuo perdeu 1% de PV. Resta-lhe 81%.
Absorveu 22% dos PV's da Sucubos.
Agora você tem +4 de agilidade e 1% de PV de reserva.
Gastou 22% de PM's na habilidade, restando-lhe 78%. Se não quiser mais sugar sangue para poupar seus PM's diga-me em seu próximo post.

@ Katsuo
Spoiler:

Katsuo escreveu:

Katsuo passava a língua por entre os lábios levemente comprimidos como se pudesse sentir o doce sabor do sangue fresco e ainda vivo que havia arrancado ferozmente  da inimiga e que quase instantaneamente tornou em vapor e absorveu. A partir daí, sentiu seu corpo sendo tomado por uma força que lhe fornecia, simultaneamente, uma inquietante empolgação e uma sensação reconfortante, como se cada fibra muscular sorrisse em agradecimento. A ação de sua habilidade o embriagava. Termina com um sorriso rápido e curto e que também teve pouca duração no tempo.

[Katsuo] - Mande lembranças minhas ao inferno ardente! - Arrogante; Convicto de que sairia vitorioso, talvez de maneira ainda precoce.

A seguir, avança novamente uma manobra ofensiva com velocidade total. Desta vez, seu foco seria os pontos vitais da súcubo. Executou um primeiro corte de cima para baixo, com uma leve inclinação na vertical e ainda com ambas as mãos. Era um ataque poderoso que contava com toda sua força somada ao peso da própria espada. Já previa que ela se defendesse, entretanto. Para um segundo ataque, planejava golpear na horizontal na altura do abdome e ocasionar um corte profundo e potencialmente letal. Com sua agilidade intensificada somada ao que já conhecia das habilidades da demônia, podia apenas supor que sua estratégia seria um sucesso. Mesmo assim, estava cauteloso por se tratar de um inimigo muito traiçoeiro. Ao término do primeiro ataque, se defenderia caso percebesse urgência nisso. Por outro lado, se notasse que, mesmo num contra-ataque, ela fizesse abertura suficiente em algum de seus pontos vitais - como pescoço -, atacaria desprezando sua própria saúde, a menos que isso claramente significasse sua morte, como no caso de uma punhalada na altura do coração. Investia em suas manobras da maneira mais rápida que podia afim de não permitir que ela recorresse aos seus sortilégios novamente. Estava disposto a encerrá-la mesmo que depois disso fosse se arrepender em calar a única companhia de que podia dispor no vazio daquele mundo estranho. Continuar lutando era tão mais promissor... Pensando bem, talvez mudasse de ideia, caso ela se encontrasse impossibilitada; então, poderia por em ação todo o seu sadismo maligno.
AÇÕES:
Resumindo:

♦ Um ataque de cima para baixo com leve inclinação;
♦ Um ataque OU defesa (caso em risco extremo) OU ataque mesmo com a certeza de sofrer dado (caso perceba que não será morto e que poderá atingir um ponto vital).

Frenesia Sangrenta
Status:
Energia em uso: 40% (+4 AGI)
Energia em reserva: 1%
Duração: 1/2 turnos

(Se eu sofrer dano, absorver meu próprio PV sem custo e manter na reserva; se apenas ela sofrer, absorver uma pequena porção (+9%) para poder no outro turno reiterar e não perder a habilidade.)

@ NT Kamui Black
Spoiler:

NT Kamui Black escreveu:@ Katsuo

Katsuo se encontrava em um intenso frenesi, tanto pelo combate em si, quanto por sua habilidade em atividade. Já estando bem próximo da oponente, utilizou sua velocidade ampliada como vantagem e desferiu um novo ataque em continuidade do anterior. Desta vez o golpe veio de cima para baixo em diagonal. A súcubos já começava a se afastar e tentou defender-e com sua adaga, mas não foi rápida o suficiente e um "X" marcava o seu tórax e abdome. O sangue esvaía-se rapidamente e Katsuo começou a absorve-lo avidamente. Entretanto, após certo ponto, o liquido carmesim começou a ser desperdiçado e a encharcar o chão daquele estranho labirinto.

Assim que recebeu o impacto do golpe ela já havia atingido o ar, com suas enormes asas negras impulsionando-a para trás, era óbvio que pretendia alçar voo, mas Katsuo não pretendia permitir e lançou uma estocada contra sua oponente. A súcubos conseguiu desviar a espada que mirava seu coração, mas não sem nenhuma consequência: um novo corte abriu-se na lateral de seu corpo.

Apesar de muito ferida, ela conseguiu alcançar o céu - céu? Será que o labirinto tinha céu? Tudo o que Katsuo via era uma escuridão infinita, como se fosse uma noite totalmente sem estrelas. Independente do que via, o demônio temeu que ela utilizasse sua habilidade novamente para subjuga-lo, mas ela não o fez, manobrou no ar rapidamente até ficar nas costas de Katsuo e descer para um estocada. Sua adaga estava em riste e ela certamente planejava atingi-lo com um golpe fulminante e mortal.

-
IAHHHHHH!

Ela gritou com uma voz fina e aguda enquanto desferia o golpe. Com sua habilidade, Katsuo tinha a absoluta certeza de que poderia se virar para reagir ao golpe da oponente, mas o que exatamente ele faria contra aquela situação?


Informações:
> Situação
A súcubos se aproxima de Katsuo em uma grande velocidade, se ele for atingido certamente será um duro golpe. Entretanto, ele conseguirá se virar antes de ser atingido, mas apenas isso não o livra do ataque.

> Status
Absorveu mais 9% PV's da súcubos
Katsuo tem +4 de agilidade e sem nada na reserva
Gastou mais 9% PE's. Resta-lhe 69%.

@ Katsuo
Spoiler:

Katsuo escreveu:

O golpe havia sido um sucesso. Katsuo foi capaz de sentir a lâmina da espada enquanto ela viajava por entre a carne macia da oponente, machucando e rasgando sem piedade alguma, o que lhe forneceu uma sádica sensação de alegria. O sangue se derramava e era absorvido por sua habilidade infernal até que estivesse completamente saturado, então deixa de evaporar e passa a escorrer e pingar pelo chão colorindo num pontilhado escarlate, o que ele observava com grande satisfação. A súcubo, ainda não ferida mortalmente, lança mão de seu último recurso: suas malditas asas! O demônio, naquele momento, se arrependia de não tê-las amputado na primeira oportunidade e principalmente porque era bastante óbvio, desde o princípio, que cedo ou tarde ela as usaria. Ela ascende às trevas do céu daquele mundo que parecia conhecer tão bem quanto uma filha conhece sua mãe para depois retornar. Intencionava atacar Katsuo pelas costas, possivelmente almejando pegá-lo o mais despreparado possível. Entretanto, abençoado - ou amaldiçoado - por sua capacidade de se valer do sangue para ficar mais rápido, o guerreiro era plenamente capaz de se virar e provavelmente até desviar em tempo. Mas não era isso que intencionou. Seguiu sua inimiga com os olhos azuis e gelados até que esta iniciou seu movimento em descida e com toda a velocidade possível para um último golpe - e talvez um último engano.

[Katsuo] - Me dê o seu melhor... - Sussurra.

Então segura bem firme a própria espada. Planejava usar da velocidade da inimiga para também desferir um golpe fatal. Para isso, tiraria vantagem de sua velocidade elevada para desviar para o lado oposto ao qual ela mantinha a adaga e manter sua espada apontada a ela incisivamente, aguardando para a empalar. Usaria a velocidade da descida que ela fazia e também alguma força para ter a certeza de que não haveria fuga, se assegurando de que ela sequer desconfiaria. Também não executaria o movimento a menos que ela estivesse próxima o bastante. No caso da inimiga contorná-lo, golpearia na vertical intencionando parti-la, mas também se defender. Se ela ainda continuasse viva com a espada encravada em seu abdome, ou se manteria abraçado, se sentisse que ela não poderia mais atacar, ou recuaria, caso o contrário. Estava disposto a se sacrificar estando na rota do ataque minimamente, desde que sua percepção indicasse que não seria fatal.  Só lhe restava torcer para que tudo desse certo. Cerrou o olhar conforme o desfecho se fazia.

@ NT Kamui Black
Spoiler:

NT Kamui Black escreveu:
@ Katsuo

O circulo perfeito foi transcrito. A giro do corpo foi efetuado. E a adaga, posicionada. A velocidade que a súcubos desenvolvia era alta e ameaçadora. Não fosse seu grande aumento de velocidade, provavelmente Katsuo seria pego de guarda baixa e teria uma adaga fincada entre as omoplatas. No entanto, graças à sua frenesia sangrenta, o demônio não só estava apto à evitar o golpe, como também possuía a capacidade de revidar.

Girou o corpo sobre os próprios pés e aguardou por uma fração de segundos. A espada estava ao lado de seu corpo, quase que inocente. O sangue ainda escorria da lâmina meio enferrujada e gotejava no chão quando ela foi erguida no último momento possível. Katsuo visualizou a ponta da adaga entre seus olhos e percebeu o quanto todos os seus movimentos eram impulsivos e imprudentes. Nada podia ser feito quanto aquilo, pois evitar isto era evitar a sua própria natureza.

Enquanto a adaga parava a pouco menos de vinte centímetros de seu rosto, ele elevava sua espada num movimento rápido e preciso. Sua mão esquerda se uniu à direita para apoiar o golpe e a ponta atravessou a carne como se fosse manteiga. Sentiu um osso de uma costela, mas também percebeu quando ele se partiu devido a soma de sua força com a do avanço aéreo da adversária.

A espada entrava pelo abdome da súcubos e reaparecia no meio de suas costas, como se fosse um tumor vermelho e maligno se protuberando de suas poucas roupas. Seus braços perderam a força e caíram inutilmente ao lado de seu corpo enquanto ela escorregava pela lâmina. Katsuo amparou-a com seu próprio corpo. Ela, então, lentamente aproximou-se de sua orelha e lhe sussurrou:

-
Maldito... Nunca vencerá os outros três...

E este foi seu último suspiro, pois seu corpo começou a desvanecer e virar pó. Katsuo observou enquanto ela se desfazia diante de seus olhos. Até mesmo suas roupas e a adaga viraram pó. Aquela era uma bela arma, mas, mesmo que Katsuo quisesse utiliza-la, ela não existia mais. Mas, em meio as cinzas que caiam no chão o demônio visualizou algum brilho metálico.


>Muito bem, Katsuo. Estou gostando muito de narrar para você e te prenderei em hirt por um bom tempo MUAHAHA. Sua habilidade ainda esta ativa por 3 turnos, mas não acho que lhe será muito mais útil, digamos que você terá 30 segundos de velocidade aumentada.

> 150 pontos de experiência por derrotar a súcubos + 200 pontos por bônus de narração, totalizando 350 pontos.

@ Katsuo
Spoiler:

Katsuo escreveu:

Quando por fim Katsuo ergueu sua espada e fez seu movimento, era tarde demais para que sua inimiga desviasse. Ela caiu direto na armadilha e o demônio a recebeu num mortal abraço, tal qual ela havia intencionado para ele. A espada percorreu seu corpo frágil sem dificuldade alguma, resultando numa sensação fluida, brevemente interrompida pelo fracionamento de algum osso, algo que o demônio sentiu com todo seu corpo e que lhe era como uma sequência de notas numa sinfonia; Um prazer impossível de explicar.

[Katsuo] - Tão bela... que os lacaios do inferno façam bom uso de sua alma. - Disse suave com um tom de lascívia, mesmo que praguejando.

- Maldito... Nunca vencerá os outros três...

E  então ela desvaneceu em cinzas tristes e inexpressivas, acumulando-se aos pés do demônio. Ele havia a derrotado, mas, em seu último suspiro, ela lhe deixava uma incômoda preocupação. Três? Os ecos daquela palavra não podiam deixar de causar perturbação. Katsuo estava ferido e cansado, ainda que não fosse grave ou estivesse exausto. Poderia se engajar num próximo combate, mas se estivesse em desvantagem ou se mais algum seguisse além disso, estaria em sérios apuros. Ele era forte, mas não imortal. E tinha consciência disso.

Precisaria descansar, repor sua energia. Nem que fosse um pouco. Entretanto, aquele labirinto inóspito não parecia fornecer-lhe a mera suposição de um abrigo. Restaria apenas seguir em frente. Quando intencionou um primeiro passo, repara que havia algo além de poeira no chão, um brilho que apelava por sua atenção. Então ele se prostra para investigar e fazer do que quer que fosse sua posse. Tinha a certeza de que não era a adaga. Que segredo mais aquela demonesa poderia abrigar em seu ventre?

Caso se tratasse de algo sem importância adicional, como moedas ou um objeto comum, Katsuo guardaria e seguiria em passos mais vagarosos adiando qualquer futuro confronto em prol de sua regeneração. Do contrário, pararia a investigar.

Nota:
Correção: preso num labirinto terrível de outra dimensão. Poxa, nem uma caminha pro demo descansar. XD
Mas tá ótima a aventura. Vamos continuar. \o/

@ mustaface
Spoiler:

mustaface escreveu:
Dois dias, já estou caminhando a dois dias nesse deserto que parece não ter fim. Meu mestre havia morrido a mais ou menos 1 ano e eu havia prometido que iria chegar em Hilydrus para achar sua casa, continuar seus estudos, concluir seu trabalho para que no fim eu pudesse seguir meus objetivos em paz, tendo em mente que havia trazido orgulho pro meu mestre que desfrutava de sua pós-vida. Mas esse deserto parece ser um tipo de buraco de minhoca em que a cada passo que dou eu sinto o tédio me abater, é fato que nunca gostei de ficar andando sem que nada aconteça ao meu redor. Olhei em minha volta e logo em seguida para o céu numa tentativa clara de tentar desvendar em que hora estava e continuei meu caminho, atento ao que estava ao meu redor e preparado para qualquer coisa que poderia vir.

@ NT Kamui Black
Spoiler:

NT Kamui Black escreveu:@ Katsuo

Com o combate ganho e sua oponente transformada em pó, Katsuo pode ver algo brilhante em meio as cinzas da derrotada. Prontamente ele pegou aquele objeto e deparou-se com um medalhão preso em uma corrente prateada. Mas... espere. Aquele medalhão não estava inteiro. Na verdade, era bem nítido que era uma peça partida, já que uma parte descrevia uma circunferência e a maior parte era formada por partes irregulares. O desenho em alto relevo era indistinguível naque estado, mas ele percebeu que algumas escrituras estavam destacadas próximas a borda da parte circular. Sem entender o que aquilo poderia dizer, o demônio resolveu guardar o objeto.

Seguiu, então, seu caminho a passos lentos. Em determinado momento, três caminho surgiram a sua frente, mas antes que pudesse escolher qual deles seguir, o labirinto começou a mudar de forma e as paredes se fecharam para os caminhos laterais, restando-lhe apenas o do meio. Katsuo deu de ombros e seguiu por sua única opção.

Assim que chegou em uma grande câmara oval, percebeu que não havia mais caminhos a seguir, mas um homem estava sentado atrás de uma mesa repleta de comida. Katsuo  sentiu seu estomago roncar. Haviam faisões assados, pães diversos, javali, frutas e muito vinho. O homem tinha uma aparência jovem que lembrava a de um elfo com suas orelhas pontiagudas, mas havia uma barba em seu rosto. Tanto seus pelos faciais como seus cabelos volumosos e curtos eram de uma tonalidade amarelada. Ele sorriu ao ver Katsuo, levantou a taça de vinho e cumprimentou-o.

- Vamos! Junte-se a minha mesa e compartilhe de minha comida.

Katsuo não viu nenhuma arma ele não parecia estar trajando qualquer tipo de armadura, apenas um gibão de algodão cru. Não conseguiu ver suas pernas. O convite era tentador, mas seria seguro?



Informações:
> Status:
Com sua caminhada e regeneração recuperou 5% de seus PV's, está com 86% agora.




@ mustaface

> Bem vindo a Lodoss RPG. Serei seu narrador.

Um tanto quanto entediado, Gulthar prosseguia com penosos passos pelo deserto. O calor não o incomodavam, mas a areia acabava tornando sua jornada um pouco mais cansativa. Até aquele momento não tinha visualizado nenhuma das ossadas da batalha de anos atrás. Será que o tempo havia enterrado-as todas?

Alguns pequenos lagartos da areia corriam pelo escaldante território com passos rápidos, pelo menos fome o meio-dragão sabia que não passaria se conseguisse caçar um daqueles pequenos répteis. Mas algo no horizonte tirou-o de seus pensamentos.

Alguém vinha montado em um camelo e dirigia-se para a sua pessoa. O camelo era magnifico, mas ele não conseguiu identificar a raça do humanoide que vinha cavalgando nele devido a túnica e o capuz que protegiam o viajante do sol. Apesar disso, uma cimitarra podia ser vista em sua cintura e um escudo às suas costas. Uma das mãos estava nas rédeas da montaria e a outra em uma lança longa. Aproximou-se de Gunthar e ele pode ver uma voz masculina falando com ele.

- Sou Filteril. Poderia se identificar e me dizer o que faz neste deserto? Tenho uma missão a cumprir, mas se estiver perdido talvez possa ajuda-lo.

A voz era autoritária, mas não lhe parecia ameaçadora.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Sab Fev 22, 2014 5:20 pm


Um estranho medalhão quebrado e aparentemente sem valor algum. Era isso que o demônio havia recolhido do meio das cinzas da súcubo. Não era um objeto que o tivesse causado admiração, mas, na falta de algo a mais para servir como espólio, resolveu tomá-lo como posse. Pelo menos serviria para recordar da inimiga de belas curvas.

Seguiu em linha reta pelo único caminho que se apresentava em sua frente até que este se quebrasse em três. Nem ao menos começava a pensar sobre qual escolher e o labirinto parecia ter decidido deixá-lo com uma única opção apenas. Naquele momento Katsuo faz uma breve parada, retorce a expressão e depois continua. Ao menos sua escolha havia se tornado mais fácil, então não tinha do que reclamar. Continuou caminhando até chegar num espaço incomum comparado a tudo que havia percorrido naquele labirinto: era uma ala oval e aparentemente sem saída. Nela existia uma mesa farta e isso era difícil ou quase impossível de se acreditar. Era como uma miragem, um devaneio de uma mente atormentada e enfraquecida pela fome. Atrás dela havia um homem, possivelmente um elfo, que, para deixar o demônio ainda mais confuso, o convidava a compartilhar de sua comida. Aquilo era obviamente a coisa mais suspeita que poderia acontecer e precisaria ser um tolo completo para sequer desconfiar. Sendo assim, Katsuo se aproximou receoso. Todos aqueles alimentos pareciam chamar pelo seu nome e sua boca salivava de forma que precisou cuidar para não babar em suas próximas palavras.

[Katsuo] - Quem é você?! Essa comida está envenenada? - Indaga rápido e em voz alta.

Estava claro seu interesse pelos alimentos e não só pela pergunta, mas também pela forma como seus olhos pareciam não querer se descolar dos mesmos. Katsuo, naquela altura, havia caminhado até o lado da mesa e encarava toda aquela deliciosa comida de cima. Suas mãos quase iniciavam movimentos por conta própria e agarravam a primeira coisa que poderiam. O demônio estava faminto. Poderia até ter esquecido disso depois de tudo o que aconteceu, mas, naquele momento, seria impossível deixar que seus instintos mais básicos viessem a tona. Bastaria que o suposto elfo se mostrasse minimamente confiável e pegaria alguma coisa, mas primeiramente analisaria, sentiria o aroma e, se não tivesse nada de errado, devoraria, mas sempre com um olho atento ao homem. Poderia o destino ter sido tão complacente, afinal? Ou teria Katsuo caído na armadilha mais óbvia e burra que havia cruzado naquele labirinto?

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por mustaface em Sab Fev 22, 2014 6:45 pm

Meus olhos correram pelo deserto que me cerca, pude observar alguns repteis correndo pelo local e antes que pudesse fazer algo, eu vi uma figura se aproximando vindo do horizonte. Apenas uma silhueta disforme que fora se mostrando aos poucos, um belo camelo e alguém o montava mas seu rosto não estava visível graças ao capuz que usava. Meus olhos acompanharam o ser que chegara a pouco e com um pouco de receio respondi a pergunta do ser.

-Sou Gulthar, da Vila Solstício. Estou um pouco desnorteado, preciso ir pra Hilydrus para resolver assuntos pessoais, mas não sei a maneira mais rápida de chegar la.

Meu tom de voz com toda certeza denunciou meu desconforto, não estava confiando muito na bondade desse homem, que era no minimo estranha de se presenciar, ainda mais num deserto que é considerado amaldiçoado por muitos.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Qui Fev 27, 2014 11:41 pm

@ Katsuo

Ao ouvir a pergunta que o demônio lhe fazia, o estranho elfo de barbas curvou seus lábios em um sorriso de canto. Demorou alguns segundos para que ele se levantasse da mesa e, quando o fez, foi de maneira lenta e natural. Não parecia um movimento fingido, pois era bem fluido. Enquanto se movia, começou a falar.

- Antes de mais nada devemos definir o que é veneno, visto que tudo é relativo.

Enquanto falava, caminhou em direção à Katsuo, que manteve-se atento ao homem e atento à comida ao mesmo tempo. Ele realmente não estava armado e, em contraste das nobres vestimentas que utilizava na parte de cima do corpo, suas pernas eram toras e repletas de pelos dourados como seus cabelos. Não eram as pernas de um demônio embora terminassem em cascos, pareciam mais as pernas de um bode, o que indicava que ele, na verdade, não era um elfo. Ele ainda possuía a taça com vinho e deu um longo e demorado gole enquanto passava por trás do demônio.

- O que é tratado como veneno por uns, pode ser uma iguaria para outros; tanto quanto o que são consideradas especiarias para alguns indivíduos, pode ser venenoso para outros. Agora, se você quer saber se o que esta sobre esta mesa lhe envenenará, devo responder-lhe que não. Essa comida está aí para que eu compartilhe e posso garantir-lhe que você se sentirá revigorado com ela, como se tivesse tido um merecido descanso.

A voz do estranho ser era calma, mas não totalmente monótona ou lenta como seus passos o eram. Passava à Katsuo uma certa segurança e a comida era tentadora demais para ser resistida. A provabilidade dele baquetear-se era muito alta.




@ mustaface

Filteril pareceu uma certa desconfiança em Gulthar, mas não alarmou-se e manteve-se cordial com o meio-dragão.

- Hilydrus você diz. Pode não acreditar, mas, coincidentemente estou indo para aquela direção também. Não irei para a cidade, mas passarei perto. Se quiser, posso conduzi-lo até lá. Posso garantir-lhe que não lhe farei nenhum mal, mas sei que é comum ficarem desconfiados de estranhos principalmente nas divisas com Takaras. Peço que me sida a à distância se assim preferir.

O deserto durou ainda mais meio dia e o restante da viagem uma outra metade, quando Filteril resolveu parar para descansar e passar a noite em um acampamento improvisado e ofereceu alimento ao meio-dragão, caso ele aceitasse. As rações de viagem incluíam carne seca, queijo duro e pão, mas nenhuma bebida além de água.

Pouco após o amanhecer eles avistaram uma grande cidade no horizonte. Algumas construções pareciam magníficas quando vistas de longe e o local parecia uma cidade muito maior do que qualquer uma que Gulthar já tinha visto na vida.

- Aqui estamos meu amigo, e aqui nos separamos. Adiante está Hilydrus, espero que consiga resolver seus assuntos nesta maravilhosa cidade.

Filteril seguiu seu caminho a leste da cidade e deixou Gulthar sozinho novamente, mas tudo indicava que aquele era um bom homem que tinha uma nobre missão pela frente.



informações:
Poste sua saída do Deserto de Ossos aqui e sua entrada nos Subúrbios de Hilydrus neste tópico aqui (Subúrbio)

Um novo GM irá continuar sua aventura. Mais tarde poderá voltar para Hirt que será muito bem recebido de volta ^^
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por mustaface em Sab Mar 01, 2014 12:18 am

Ouvi a tudo que o bom samaritano disse, e com um leve aceno de cabeça respondi e comecei a segui-lo de uma distancia que achava segura. A viagem seguiu e o homem decidiu parar a noite para acampar, com toda certeza era a atitude mais prudente e por isso não fui contra. A contra-gosto eu aceitei a comida que Filteril havia oferecido, poderia ser um meio-dragão mas sentia fome como qualquer outra especie e a fome que sentia não era pequena. Ao amanhecer avistei belas construções, uma cidade. O homem que me acompanhava havia dito que aquela era a Hilydrus, a cidade de meu mestre.

-Obrigado pela ajuda, Filteril, e creio que devo me desculpar por tanta desconfiança. Espero que tenha sorte em sua jornada.

Estava muito próximo de saber o que meu mestre tanto queria. Achei a cidade, só falta achar a casa dele...casa que eu não sabia a localização e que muito menos sabia onde deveria começar a procurar, já vi que vai ser complicado.


Última edição por mustaface em Sab Mar 01, 2014 12:18 am, editado 1 vez(es) (Razão : Apenas editando um lance da fonte...nada mais :D)

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Ter Mar 04, 2014 5:57 pm


Bastaria uma confirmação, uma palavra apenas e o demônio avançaria sobre aquela comida de maneira furiosa e destroçaria a primeira coisa que tocasse em favor de seu estômago que não parava de reclamar. Ao invés disso, o que obteve foi uma longa explicação, um questionamento profundamente filosófico sobre veneno ou não veneno que apenas lhe serviu para confundir e manter um pé atrás com aquela comida. O que aquele homem estranho, um tipo de fauno, talvez, queria dizer com tudo aquilo? Aos ouvidos do demônio ressabiado com toda a hostilidade daquele labirinto, pareceu algo como "eu sou imune a essas delícias, mas você pode não ser". Era de se considerar, ainda assim, ele garantiu que Katsuo não seria envenenado se devorasse, ao invés disso se sentiria novo em folha. Como confiar? Além disso, ser envenenado poderia ser igualmente relativo. Ser posto num sono profundo, então, serviria como veneno ou não? Era uma dúvida crescente que tomava o mesmo tamanho e incômodo da sua fome.

O guerreiro busca com a mão um fruto vermelho e vívido, certamente muito suculento e maduro. Dando alguns passos em volta da mesa ele o leva até próximo do nariz para inalar seu aroma. Duvidava que o teste pífio serviria para verificar a confiabilidade do alimento. Mas ele tinha uma outra ideia em mente, sim, uma tão sórdida quanto somente um demônio do próprio inferno poderia cogitar: se o que estava sobre a mesa era arriscado demais, então o que não estava restaria como alternativa. Seus olhos buscaram aquele homem. Ele não tinha cara de quem possuia uma carne muito saborosa, mas quer saber, Katsuo já havia comido coisas muito piores. Só restava um único obstáculo: se ele, como a súcubo, se tornasse cinzas, então de nada adiantaria. Bom, um risco por um risco. Mas até lá, ele ainda teria mais uma oportunidade de se provar confável, ou então de baixar sua guarda.

[Katsuo] - Você é estranho, assim como todo esse lugar. - Dando ainda alguns passos e o fitando com o canto dos olhos de uma forma muito furtiva, senão até mesmo suspeita. - Se garante que essa comida é mesmo boa, por que você mesmo não devora essa fruta aqui? - Rola o fruto sobre a mesa alguns centímetros adentro, de forma que para tomá-la em mãos, o homem precisaria se posicionar em frente a Katsuo e também estender o braço rumo ao interior da mesa, se tornando um alvo perfeito.

Dissimular não era seu exato ponto forte, portanto, tanto sua ação quanto seu olhar faminto que encarava a criatura como um suculento pernil poderiam ser detectados como suspeitos. Ainda assim, discernir em qual sentido e antecipar sua intenção não era uma tarefa tão simples e ficava possível unicamente a mentes muito afiadas. Se o fauno se debruçasse sobre a mesa, Katsuo não hesitaria em decepar-lhe a cabeça. De outra forma, se ele se apresentasse novamente como confiável, talvez comendo algo de outro lado, então o demônio retomaria alguma coisa e intencionaria uma pequena mordida como teste, mas que antes mesmo de qualquer resultado se tornaria num devorar esfomeado e descontrolado. Numa última hipótese, caso o homem se mostrasse claramente pêgo em sua armadilha e não se aproximasse do guerreiro, então este segundo arremeçaria alguma comida contra ele e depois avançaria num ataque impiedoso, passando por cima da mesa caso fosse necessário.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Sex Mar 07, 2014 10:29 pm

@ Katsuo

O demônio certamente era desconfiado e precavido. Deu a volta na mesa sem perder seu anfitrião de vista e apanhou uma maçã vermelha e suculenta e cheirou-a. O odor que a fruta exalava era... o de uma maçã. Em seguida ele tentou uma engenhosa artimanha para o lado do fauno ali presente, que observou muito bem a maçã girando sobre a mesa antes de voltar novamente seus olhos ao seu convidado.

- Devo admitir que não aprecio metade do que esta mesa contêm, mas... - caminhou lentamente em direção à mesa. - Existem algumas frutas que muito me agradam.

Depositou a taça quase vazia sobre a mesa e olhou para um bandeja de prata que estava ao seu lado esquerdo. Esta bandeja estava repleta de cachos de uvas graúdas e de um profundo violeta. Apanhou um dos grandes cachos e destacou uma uva, conduzindo-a à sua boca e mastigando-a avidamente antes de engolir. Apanhou outra uva.

- Devo admitir que tenho um grande apreço por uvas, embora não goste de maçãs. Tome, experimente essas delicias da natureza.

Ofereceu as frutas que estavam em sua posse, estendendo sua mão esquerda para que Katsuo apanhasse o cacho de frutas que nela estava contido.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Seg Mar 10, 2014 11:43 am


Então a comida era apenas... comida?! Muito estranho para alguém que havia sido acostumado a desconfiar de todo mundo. Era difícil conceber que um estranho o ajudaria, mas, quem sabe os malditos deuses tivessem se compadecido de sua alma amaldiçoada... Provavelmente não. Seria muito mais provável que o estranho estivesse cansado de estar sozinho e precisasse de alguma companhia.

Katsuo olhou para ele enquanto este degustava as uvas maduras e coradas. Estava ainda um pouco receoso quando, a seguir, tomou as frutas que lhe foram oferecidas. Olhou para elas ainda um pouco timidamente e então levou até a boca. Começou com as uvas, que, afinal, eram mais seguras, mas rapidamente passou às maçãs, aos faisões, a tudo que estivesse no alcance. Devorar algum resto seria um deleite depois de uma batalha, quem dirá então um banquete daquele tamanho. Só podia ser um sonho, uma miragem perversa que lhe enganava os sentidos. Mas não podia pensar em mais nada que não fosse comestível. Sem a menor etiqueta, comeria se emporcalhando, sujando o rosto e as mãos, se debruçando sobre a mesa.

Assim que se sentisse minimamente satisfeito e se tivesse condições, indagaria ao mesmo tempo em que mastigaria ou abocanharia alguma coisa:

[Katsuo] - Hm, ei! Hm, hm... quem é voocê? - Com um olho atento nele e outro na comida.
Spoiler:

Porco de chifres... çç

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Sab Mar 15, 2014 9:39 am

@ Katsuo

O fauno observou enquanto Katsuo se empanturrava com a comida. Ele próprio não tocara em mais nada desde que tinha posto de lado seu vinho e comera aquela uva antes de oferecer o restante do cacho para o demônio. Enquanto estava de costas comendo Katsuo não pode ver o sorriso sádico e malicioso que aquele ser lhe dirigia. Quando o demônio olhou-o novamente para lhe fazer uma pergunta, a face do sujeito havia voltado a aparentar como sempre se aparentara.

- Meu nome é Lammar Lu Vein. Mas muitos me chamam de Lam.

Enquanto falava, voltou a se sentar em uma das cadeiras que estava em volta da mesa. Haviam três delas no total, sendo que uma estava próxima de Katsuo e era onde o sujeito se sentava quando ele entrou naquela sala. As outras duas estavam em ambas as pontas da mesa e Lam sentou-se que ficava a esquerda do demônio.

-
Vamos, não se acanhe. Pode se sentar para comer, se assim o desejar. E você, meu amigo, como se chama e de onde vem? É estranho alguém vir parar neste local tão isolado.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Sab Mar 22, 2014 3:01 pm


O demônio continuava se empanturrando com os modos mais rudes possíveis. Estava ainda atendo ao homem que se denominava Lam, por isso havia prestado atenção à sua apresentação. Ignorou o convite para se sentar, pois em pé alcançaria melhor à grande variedade de alimentos dispostos sobre a mesa e dos quais ele queria provar todos.

[Katsuo] - Eu?! Nhm, nhm... - Mastigando. - Estava em Lodoss... no deserto. Acabei num templo com uma fagulha irritante que abriu a entrada para cá. - Com a boca cheia, deixando cair alguns minúsculos pedaços de comida. - E você, o que faz nesse lugar estranho?

Continuaria devorando mesmo que já estivesse satisfeito e não cessaria até que sentisse seu estômago doer. Apesar disso, se manteria atento a Lam, pois as últimas palavras da súcubo aviam sido entendidas também como um aviso. Preferiu omitir a parte de ter a encontrado e eliminado, pois supunha que eram de alguma forma conhecidos.

[Katsuo] - Você vive sozinho aqui? - Completa, antes que Lam respondesse.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Qua Mar 26, 2014 7:30 pm

@ Katsuo

Enquanto Katsuo comia freneticamente, Lammar limitou-se a observa-lo e escuta-lo. quando pensou em começar a responder a primeira pergunta, foi rudemente interrompido por palavras misturadas à mastigadas. Apesar disso, respondeu normalmente enquanto caminhava ao redor da mesa.

- A resposta para esta última pergunta é bem relativa. Vivo sozinho em meu ambiente, mas existem mais três pessoas ou criaturas, se preferir, neste amplo labirinto.

Ele, então, aproximou-se a menos de dois metros de onde o demônio estava. Este, por sua vez, começava a sentir-se um pouco cansado e sonolento. Sua visão estava tornando-se turva. O que estava acontecendo com seu corpo? Seria o cansaço da luta anterior? Deveria ser, não tomara nenhum vinho ou qualquer outra bebida daquela mesa.

- Quanto a questão anterior. O que faço neste lugar é bem simples. Apenas cuido, e cuido muito bem, dos intrusos que ousam invadir este território.

As palavras estavam estranhas, Katsuo as ouvia meio que em câmera lenta devido ao sono que o atordoava. Que era aquilo que ele via nas mãos de Lam? Pareciam garras. Mas era impossível, ele não teria aonde esconder algum tipo de arma... Estaria Katsuo sonhando acordado? Na condição sonolenta em que se encontrava era bem possível que sim. Mas... ele se aproximava... devagar e continuamente para desejar-lhe boa noite.


informações:
> Status:
Katsuo sente uma sonolência extrema, tanto que sente que dormirá caso não se mexa em breve. Isto causa-lhe um redutor de -3 em Força, Destreza e Agilidade, reduzindo os atributos que forem 4 ou menores para um mínimo de 1.

> Situação:
Devido ao sono, o demônio não consegue raciocinar claramente. A ele parece que Lam tem um par de garras com três em cada mão, mas lhe parece ilógico, já que ele não tinha aonde esconder nenhuma arma, até porque são garras longas com quase um metro de comprimento.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Seg Mar 31, 2014 2:20 pm



Então ele tinha conhecimento dos outros. Será que sabia que um deles havia sido derrotado? Katsuo não podia parar de se perguntar, ao mesmo tempo em que não podia parar de comer. Sua barriga foi enchendo e sua energia, ao contrário, parecia se esvair. Podia prever que sentira sono depois de se empanturrar. Na verdade, poderia prever que sentiria muito sono, pois vinha de uma longa jornada. Entretanto, aquilo parecia algo a mais. Ele parou. Levou a mão até a cabeça e a balançou em movimentos curtos e rápidos numa tentativa de dissipar aquela sensação, mas não parecia adiantar. Olhou de volta para Lam enquanto sua própria visão parecia lhe falhar. Ele falava algumas coisas, às vezes parecia perto demais, depois baixo e em seguida alto. O que estava acontecendo? Seus sentidos todos pareciam querer pregar-lhe uma peça.

[Katsuo] - Você... me enganou! Que droga você fez nessa comida?!

Deu um pulo ou um passo para trás da melhor maneira que seu estado debilitado permitiria. Buscaria sua espada e empunharia o mais firme possível e se sua visão indicasse que Lam estava próximo, tentaria atacar - mesmo que talvez golpeasse somente o ar. Enquanto sua consciência não lhe escapasse, usaria de movimentos o mais amplos que pudesse para garantir uma maior eficácia dos golpes, já que sabia que não podia contar com seus sentidos. Estava totalmente na defensiva, mas não menos agressivo. Era como um animal acoado. Estava assustado e furioso com a mera suposição de uma hostilidade. Aquelas garras, ele certamente almejava fatiá-lo.

[Katsuo] - Eu não vim invadir porcaria de lugar nenhum! Nem sei por que alguém faria isso!

Embora sua fala indicasse uma tentativa de se fazer passar por inocente - e também fosse puramente verdadeira, tirando a parte do inocente - atacaria sem piedade caso tivesse sua chance. Katsuo se sentia traído e não pouparia meios de eliminar seu inimigo.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Sab Abr 05, 2014 1:03 pm

@ Katsuo

Katsuo deu dois passos para trás, cambaleante. Desembainhou sua espada e quase caiu com o movimento. Parecia que estava bêbado e realmente o estava; bêbado de sono. Viu que Lam se aproximava dele e tentou golpear seu inimigo aproveitando seu alcance superior, mas estava lento demais e pareceu-lhe que o fauno havia se esquivado de seu golpe em câmera lenta. Já estava mais próximo de si e ele tentou golpeá-lo na horizontal, mas o amplo movimento apenas o fez perder o equilíbrio e a espada desviou-se para cima.

E então ele sentiu a mordida do aço. Não viu o golpe, nem tão pouco percebeu-o, mas sentiu a dor entorpecendo ainda mais seus outros sentidos enquanto o rubro sustentáculo de sua vida se esvaia de seu corpo em um jato que se estendia por todo o seu tórax em três profundos cortes. Deu dois passos para trás com o impacto do golpe que recebera e viu que Lam sorria-lhe sadicamente para depois lamber o pouco de sangue que restava-lhe em sua lâmina.

Ele caminhava lentamente em sua direção para um segundo golpe. Era provável que este fosse fatal.



informações:
Post curtinho mas com bastante conteúdo, creio eu. Sim, eu sou maligno e maltrato os pj's, mas posso ser bem generoso... ou não XD

> Status:
Katsuo perdeu 21% de seus PV's, não porque o golpe em si é muito forte, mas por não poder se defender propriamente do ataque. Resta-lhe 61%.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Sab Abr 26, 2014 2:56 pm


Maldito Lam! Aquela trapaça suja que ele havia lançado tinha inutilizado quase que por completo as habilidades do guerreiro demoníaco, que agora era incapaz até mesmo de desferir um único e simples golpe com a mínima precisão. Sua ideia de atacar o inimigo com um ataque amplo foi um fracasso total, um fiasco, quase resultando num tombo dado o precário equilíbrio. Antes mesmo que pudesse perceber, o seu companheiro de banquete lhe desferia um golpe gelado que ardia enquanto separava sua carne e fazia o sangue quente jorrar, enquanto fazia sua expressão se retorcer. Tentaria desviar, mas inutilmente, pois o golpe já o havia percorrido.

Katsuo estava ofegante. Levou a mão até a ferida. O que fazer, o que fazer!? Aquela era uma situação desesperadora e, como tal, requeria medidas desesperadas. Poderia absorver todo o fluido vital perdido e tentar recuperar alguma agilidade para fugir, mas isso não resultaria em nada, pois duvidava que pudesse correr tonto daquele jeito. Então lembrou de uma coisa: algo que não tentava já havia muito tempo. Não sabia se ainda seria capaz de o fazer, mas naquele momento, talvez fosse sua única opção. Era matar ou morrer! Ou pelo menos se defender para que tal não ocorresse.

O demônio então contraiu a musculatura da sua mão que ainda tocava seus ferimentos. Seus lábios desenharam um pequeno sorriso, que deveria por Lam em dúvida, dada a situação debilitada do guerreiro. Havia muito sangue, inclusive espalhado pelo chão, e ele poderia se valer disso desde que o mesmo o estivesse tocando sem interrupções ou cortes. Assim que notasse seu amiguinho pisando nele, ativaria sua armadilha: usaria de sua Eritrocinese para dar a forma de espinhos bem logos e ramificados que se estenderiam pelas laterais, atrás e na frente de forma a constituir uma prisão. Havia a possibilidade também de alguns emergirem debaixo do inimigo, e isso seria realmente uma lástima se ocorresse. Sua intenção não era unicamente matá-lo - se conseguisse, melhor! -, mas também pará-lo para o que viria a seguir. Erguendo a mão, a moveria de baixo para cima e faria com que qualquer pingo ou vestígio de sangue sobre a mesma se tornasse em agulhas disparadas em direção ao fauno. Havia uma grande chance de errar, mas pela quantidade de líquido que escorria, certamente disporia de um número bem grande de dardos, o que aumentaria suas chances.

Talvez Katsuo não pudesse correr ou contasse com destreza para um golpe com a espada, mas sua habilidade garantiria efeitos que burlariam em partes essas inconveniências. O problema maior seria guiar a direção em que os espinhos cresceriam ou as agulhas seguiriam, mas, para tal, contaria também com a sorte. Torcia para que esta estivesse ao seu lado, pois, de outra forma, estaria realmente ferrado.
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A intenção é usar todo o sangue derramado nessa habilidade, inclusive aquele que está sobre o corpo do demônio. Informações sobre ela AQUI. Depois de usar, vou manter a prisão, se precisar.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Sex Maio 02, 2014 12:15 pm

@ Katsuo

O sono entorpecia os sentidos de Katsuo. Sabia que se não fizesse algo estaria perdido e por este motivo ele agiu. Concentrar-se era difícil, ainda mais naquele estado e para fazer algo que há algum tempo não fazia, mas, assim que Lam pisou no sangue que escorria pelo chão, ele usou sua habilidade.

Havia muito sangue no chão e certamente que o demônio poderia utiliza-lo, mas não sem gastar sua energia com isso. Independente disso, arriscou-se e viu as estacas de sangue emergirem do chão. A maior parte delas errou seu alvo, mas uma atravessou a panturrilha esquerda e a outra chegou a altura da cinturas do fauno, atravessando-o pelas costas e despontando em seu abdome. Lam cuspiu o sangue enquanto tentava se desvencilhar daquela armadilha. Mesmo atordoado como estava, Katsuo percebeu que o fauno não era um verdadeiro lutador, mesmo possuindo aquelas estranhas armas. Ele era um enganador, pois se fosse um lutador certamente seria capaz de desviar daquele golpe, ou resistir a ele se possuísse um corpo mais resistente.

O demônio sorriu com escárnio e terminou de executá-lo com suas mortais agulhas de sangue. Novamente a maior parte errou seu alvo, mas a quantidade era tamanha que muitas atingiram-no. Katsuo conseguiu ver o fauno desfalecer diante de si antes de também cair no chão. A perda de sangue era grande e o sono profundo. Adormeceu quase que instantaneamente.

...

Quando acordou, percebeu que encontrava-se em uma posição nada confortável. Seu rosto estava caído no chão, que já não tinha mais sangue, uma vez que usara tudo no combate. Os braços estavam do lado de seu corpo e meio abertos em ângulos incômodos. Os joelhos estavam apoiados no chão e seu traseiro apontado para cima em uma posição extremamente vulnerável. Quando se levantou, sentiu as costas estalarem e se perguntou como tinha ficado naquela posição sem cair para o lado. Deixando isso de lado, percebeu que apesar da ligeira dor nas costas, seus ferimentos haviam melhorado consideravelmente graças a sua regeneração, além disso, não sentia-se nada cansado, pois a comida e o longo sono haviam lhe restaurado as energias.

A mesa e os alimentos com sonífero estavam do mesmo jeito que ele havia deixado, mas do corpo de Lam nada restava exceto um monte de cinzas como as que restaram depois da morte da súcubo. Em meio às cinzas, Katsuo identificou um brilho tênue e, quando foi identificar o que era, deparou-se com outro pedaço de medalhão semelhante ao que havia encontrado anteriormente. A sua frente haviam se aberto dois caminhos para seguir. Um com paredes azuis e outro com paredes vermelhas.


informações:
>Status:
Katsuo recuperou 20% de seus PV's, agora esta com 81%. Pode atualizar na sua ficha embaixo do avatar.
Katsuo recuperou todos os seus PE's. Está com 100%.
Seus atributos voltaram ao normal.

> Experiência:
Katsuo recebeu 100 pontos de experiência por derrotar Lam e 100 pontos de bônus de narração (sua narração é excelente, mas como foram poucos posts desde a última experiência adquirida vai apenas 100 pontos, entende. Total de 200 pontos de experiência.

> Observações:
Na verdade eu achei que você usaria sua outra skill e eu faria com que a cada 2 pontos de agilidade você recuperasse 1 dos outros e despertasse um pouco, mas desta maneira tá valendo também ^^
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Seg Maio 12, 2014 5:03 pm


O desgraçado do Lam havia caído na armadilha assim como Katsuo antecipara. Mesmo preso na gaiola de espinhos e estando ferido, o fauno ainda lutava para sobreviver. Inclemente, o demônio ordenou com sua mente que os espinhos construídos de seu próprio sangue crescessem e se multiplicassem, assim como uma árvore amaldiçoada. Seus ramos seguiram rumos aleatórios, mas foram tantos e perfuraram tantas vezes o seu prisioneiro que se tornaram fatais, levando-o a uma morte silenciosa e rápida que sequer oportunizara últimas palavras.

Katsuo sorriu...

Mas não lhe restavam mais forças. Havia perdido uma grande quantia de sangue, mas isso, é claro, seria completamente irrelevante, não fosse o pérfido veneno que aquele trapaceiro o persuadira a ingerir. E o que viria a seguir? Seria a morte gelada ou sono profundo? Sem tempo de refletir, o demônio apenas caiu, conforme seus músculos cederam ao poder de uma gravidade que parecia cada vez maior.

Sucumbiu...

***


[???] - Izumi...

Chamou a voz, num eco, bem ao fundo.

[???] - Izumi, seu preguiçoso! Vamos, acorde, você tem muito a fazer!

E o demônio acordou num susto, conforme aquela voz pareceu soar tão próxima que fez sua cabeça doer. Então seus olhos se abriram vagarosamente. Ao longe, conforme a luz o penetrou, pôde ver a figura de um homem magro, de cabelos negros e longos um pouco mal arrumados. Suas roupas eram boas e ele estava de costas, mas Katsuo sabia quem era: Lucius, seu mestre, aquele que o evocara das profundezas do Inferno Ardente para que lhe servisse como lacaio.

[Lucius] - Vamos, estamos atrasados!

Ele ordenou num tom nervoso.

Sem opção e acostumado com a servidão, o demônio se ergueu e seguiu pelo corredor de pedras negras, sem nenhum detalhe fora as tochas apagadas que jaziam junto às paredes. Eventualmente cruzava também por uma janela e podia, através de seus arcos, vislumbrar uma altitude inimaginável, difícil de mensurar, de forma que nuvens podiam ser vistas pontilhadas abaixo. Aquela terra era outra, não era Lodoss e a torre era negra e muito bem conhecida. Detestava a forma como era exibido para muitos outros magos ali e como depois eles costumavam passar horas discutindo sobre coisas enfadonhas e que não entendia em nada.

No final daquele corredor de paredes úmidas, havia uma porta por onde seu mestre havia adentrado. Quando cruzou a mesma, se deparou com Lucius parado como uma estátua de alabastro, dada à brancura de sua tez. Seus olhos prateados encaravam Katsuo e havia mais alguém ao lado.

[Lucius] - Veja, minha nova serva. Sua nova companheira!

O guerreiro então a focou com o olhar e não podia acreditar no que via: era aquela súcubo, que havia eliminado horas antes. Ela o encarava de volta com um sorriso de escárnio.

O coração do demônio acelerou e perdeu o passo. Quando ele retorna a mira a seu mestre, não mais ele se encontra lá, mas Lam, o fauno, vestindo suas roupas. A torre então tremeu e o som de mil trovões se fez ser ouvido conforme as pedras aos pés de Katsuo se abriram e despencaram duma altura infinita. Uma figura gigante de um dos lordes do Inferno jazia de pé ao lado das ruínas que pereciam e certamente era ele o responsável por isso. Quando o teto se rompeu, uma escuridão sem fim se mostrou, e então o demônio foi tragado para o Abismo sem fundo.


***


Os olhos de Katsuo novamente se abrem. Desta vez, um silêncio profundo domina o ambiente. Foi um pesadelo! Embora o céu acima ainda fosse o mesmo negro e inexpressivo.

O demônio revirou-se e deixou aquela posição estranha e desconfortável, depois se colocando em pé. O lugar ainda era o mesmo, exatamente. A mesa e tudo mais sobre ela se encontravam em mesmo estado. Sentiu-se levemente tentado a comer, mas como sabia qual seria o resultado, afastou rapidamente o pensamento.

Onde deveria estar o cadáver de Lam, somente uma pilha de cinzas se encontrava. Ele havia tido o mesmo fim que a súcubo. Em meio aos restos, novamente existia algo metálico e, ao averiguar, o guerreiro descobre se tratar de mais um pedaço de medalhão.  O que isso poderia significar? Tentou uni-los em um só e, seja qual fosse o resultado, voltaria com eles ao lugar onde guardara o primeiro.

À sua frente, novamente uma escolha: um caminho azul como o mar fresco de um lado e do outro um vermelho e ardente como sangue que lhe era muito mais atraente que o primeiro, entretanto que suscitava perigo. Duvidava que qualquer um deles fosse representar algo que não uma ameaça, sendo assim, adentro ao vermelho e encarou com coragem e ousadia. Seus passos eram firmes e num ritmo constantes, mas não eram apressados.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Qui Maio 15, 2014 9:09 pm

@ Katsuo

Quando o demônio tentou unir as duas peças do medalhão, descobriu que elas se encaixavam e agora ele tinha exatamente a metade do objeto, mas ainda assim ele nada fez. Guardou-o sem mostrar nenhum interesse aparente.

E então ele escolheu o caminho com as paredes vermelhas. Aquele caminho parecia ser um corredor interminável, mas ele começou a caminhar por ele assim mesmo. Conforme começou a avançar, percebeu que as paredes começaram a verter um líquido avermelhado que se parecia com... sangue. Sim, aquilo era sangue e Katsuo percebeu isso quando o líquido escorreu pelo chão até começar a chegar aos seus pés. Não ligava muito para aquilo, uma vez que já estava com as roupas bem sujas de sangue, tanto o seu próprio como o dos inimigos.

Ao contrario de como começou, que foi gradativamente, o sangue desapareceu. Em um momento Katsuo tinha o líquido na altura das canelas, mas no passo seguinte o chão já estava seco. Sem entender nada, ele prosseguiu pelo interminável corredor até que começou a ver portas surgirem nas laterais. Entretanto, ao tentar abrir qualquer uma delas, as encontraria trancada e tudo o que conseguiria seria sair com as mãos sujas de sangue, embora não houvesse nenhum na maçaneta.

Por fim, quando parecia que uma eternidade havia se passado, ele chegou ao final do corredor e nele havia uma porta. Sem muitas opções, Katsuo tentou abri-la e, para sua surpresa, a maçaneta girou e ele conseguiu entrar no aposento. Era uma sala completamente branca, com cerca de seis metros de lado e três de altura, mas não havia nada ali e ele virou-se para sair dali, pensando em procurar por um caminho alternativo, porém, não havia mais porta, apenas a sala branca.

E então os murmúrios começaram. O demônio virou-se para ver de onde eles vinham e nada viu, apenas a branquidão absoluta. De repente... vermelho. Quando a sala havia se tornado vermelha? E os murmúrios aumentaram até que ele viu os causadores daquele som irritante. Eram seres disformes que lembravam humanoides, mas cada qual era diferente do outro. Um tinha um braço e uma perna maiores, outros cabeças minusculas, braços maiores, pernas maiores, troncos pequenos demais. E todas as criaturas eram vermelhas, com rostos vermelhos. Elas pareciam até serem feitas de... sangue. E havia doze delas naquele ambiente, cercando o demônio por todos os lados e se aproximando... se aproximando.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Ter Maio 20, 2014 12:50 pm


Aquele caminho vermelho e vivo era muito instigante, como o sangue fresco que pulsava no coração do demônio. Parecia se estender ao infinito, mas isso não lhe era uma exata preocupação, já que muitos outros também pareceram. De certa forma, ele tinha fé. Ou seria mais certo chamar de confiança?

O líquido viscoso e carmesim escorria pelas paredes. Seu aroma férreo inundava as narinas de Katsuo. Aos poucos, foi também se acumulando, até quase o nível de seus joelhos, para no instante seguinte sumir!

O que significava aquilo?!

O guerreiro estava confuso. Parou, por um instante, desconfiando dos próprios sentidos e então prosseguiu. Tentou ignorar. Não fosse ele um demônio e não tivesse um apreço especial por sangue, talvez estivesse aterrorizado. Mas Katsuo não era assim. Ele já havia enfrentado o inferno de frente e não se assustaria facilmente, embora pudesse ficar receoso em alguns momentos.

Havia portas. Muitas delas. O demônio tentava abri-las, mas sem sucesso. Suas mãos, como que machucadas pelas tentativas, continham sangue. Mas não havia dor. Nem ferimento. Ele tentou abrir, tentou forçar e até mesmo descarregou a raiva e frustração da falha com alguns golpes da espada contra as portas. Nada surtia efeito. Seu único caminho parecia o de seguir reto, como sempre fora. Sempre sua escolha. Seu destino era mesmo uma pedra que descia a ladeira rápida e incessantemente.

Talvez pudesse usar mais um truque. Chegou a pô-lo em mente, mas não valeria o seu próprio sangue, então continuou.

Uma última porta: este era o fim do caminho. Conforme se aproximava, sua mente se perturbava com a possibilidade de também estar trancada. O que faria se estivesse? Voltaria? Não queria voltar. Certamente se debateria contra ela até que suas forças estivessem próximas do fim. Aí sim retornaria. Mas não foi isso que aconteceu: ela se abriu! Para sua surpresa.

Branco...

Tudo era vazio depois daquele ponto. Vazio e perturbador. Katsuo se sentiu incomodado com aquela sala. Tentou voltar, mas não havia mais como. A porta havia desaparecido. Antes que pudesse se irritar com isso, a sala ficou vermelha. Como? Mais uma ilusão?

Gemidos...

Seres aberrantes relevaram sua presença. Eles eram vermelhos e assimétricos, nojentos.

[Katsuo] - Tch!

Aquele era o próximo desafio. Pareciam ser feito de puro sangue. Katsuo desenhou um sorriso sádico. Se assim fossem, era possível que ele pudesse absorvê-los. Do contrário, sua espada bastaria. Então a segurou firme e de imediato partiu para cima daquele que parecesse o mais rápido, certamente não os de pernas curtas ou muito gordos. Não haveria mais espaço para ser enganado!
Adicionais:

Ah, é. Esqueci de comentar no post anterior. Eu não consigo mais editar meu EP...

A intenção é atacar e absorver os feiosos pela HE. Vamos ver no que vai dar...

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Ter Maio 27, 2014 12:27 am

@ Katsuo

Sem pensar duas vezes, nem pestanejar, Katsuo avançou contra o estranho ser que avançava contra ele. Golpeou-o com a espada segura em ambas as mãos e com um poderoso golpe vertical. O golpe dilacerou completamente a criatura, fazendo o sangue se espalhar por todos os lados, encharcando o demônio, que lambeu um pouco que caiu na lateral de seus lábios.

E ele estava certo, aqueles seres eram feitos unica e exclusivamente de sangue. O líquido carmesim encharcava o demônio e ele não perdeu tempo em absorver aquele fluído vital com o uso de sua habilidade. Sentiu seu corpo vibrar e um incontrolável desejo de absorver mais daquele sangue. Aquilo aumentava sua velocidade e o deixava em um frenesi de combate, mas daquela vez aquilo era diferente. Ele nunca se sentira tão excitado após absorver qualquer tipo de sangue. Além disso, não havia quase nada do cansaço característico de se usar esta habilidade.

Então Katsuo avançou contra o próximo inimigo quase que imediatamente após destruir o primeiro. Enquanto virava-se, sentiu seu ombro sendo perfurado por uma lança de sangue que na verdade era o alongamento de um membro de um dos seres feitos de sangue. Mas ele estava frenético e praticamente não sentiu a dor do golpe, girou o corpo mesmo sentindo sua carne ser dilacerada e golpeou horizontalmente, cortando o inimigo ao meio e espalhando o sangue pelo ambiente. Avidamente ele absorveu todo aquele carmesim tão precioso.

Sua velocidade aumentou ainda mais e sua sede de sangue tornou-se incontrolável. Absorveu o próprio sangue quase sem nem pensar, mas ele não tinha a mesma composição daquele que havia provado a pouco. Ele tinha que ter mais daquilo. Precisava se fartar. Estava viciado, era como se aquilo fosse heroína para ele. Era impossível resistir. Ele tinha que atacar e absorver, atacar e absorver, atacar e absorver...



informações:
> Situação:
Conforme descrito, Katsuo esta viciado, não há escolhas aqui, apenas como irá atacar para acabar com aquelas criaturas e absorver seu sangue. A Frenesia esta consumindo muito menos de sua energia para ser ativada.

> Status:
Katsuo perdeu 5% de PV's; resta-lhe 76%. Gastou 10% de PE's; resta-lhe 90%
Katsuo tem +4 em agilidade e 5% reservados. Exatamente, cada 20% absorvido custa-lhe apenas 5%, aproveite! Alias, você não tem escolha, tem que absorver tudo o que puder.
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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Sex Maio 30, 2014 3:42 pm



Romper aquele corpo líquido não havia sido trabalho nenhum. Mesmo com fio tão precário, a espada de Katsuo servia para aquela tarefa tão bem quanto qualquer outro objeto serviria. Era como, com faca quente, cortar a manteiga macia: apresentava o mínimo de resistência, de forma que a espada parecia deslizar e ganhar mais velocidade conforme os percorria.  

Todo aquele sangue se espalhava em todas as direções, mas o que caia sobre o corpo do guerreiro era imediatamente absorvido. Um cheiro férreo inundava o ar e suas narinas conforme a energia fluía ao longo de seus músculos, por cada fibra, acariciando e excitando todo o seu corpo. Era delicioso, um prazer único e impossível de descrever.

Energizado e satisfeito, Katsuo se sentia poderoso, invencível. De imediato partiu para cima do inimigo mais próximo e quase não percebeu quando foi atacado. A dor lhe era irrelevante, mas poderia se preocupar com o ferimento, não fosse o frenesi insano no qual adentrava. Seu corpo latejava e pedia por mais e mais, precisava se entorpecer daquele fluido tão nobre. E assim obedecia o demônio aos seus desejos enquanto seu olhar parecia se perder naquele oceano de sensações e seu sorriso alcançava os extremos de sua face. Era uma expressão de insanidade e malevolência, digna dos algozes do Inferno.

Seguiria avançando com a espada contra os inimigos pela ordem de proximidade, absorvendo-os o quanto fosse possível. Quanto mais energia se concentrava em seu corpo, maiores eram as chances de ignorar os perigos.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Qua Jun 04, 2014 9:19 pm

@ Katsuo

O frenesi no qual o demônio havia se auto submetido estava fazendo com que ele lutasse ainda mais freneticamente que antes. Sua velocidade estava muito maior que de seus inimigos e sua imprudência estava gigantesca. Ele poderia se esquivar facilmente de todos aqueles golpes, mas foi impelido a ignorar alguns deles que não fossem letais e apenas atacar, atacar e atacar. Cada novo golpe era uma criatura que desaparecia e muito sangue absorvido pelo corpo de Katsuo. Ele estava saturado, o vapor saindo de seu corpo como se fosse uma caldeira, mas nunca ficava saciado.

Por fim acabou recebendo um ferimento na perna direita, um no braço esquerdo e um corte no rosto, logo abaixo do olho esquerdo. Apesar disso, os ferimentos não sangravam, pois ele absorveu todo o próprio sangue. Sentia que poderia ficar energizado para sempre, mas ainda assim queria mais.

No entanto, não haviam mais criaturas ali perto. Ele havia absorvido todas elas. De repente, começou uma certa abstinência daquele líquido carmesim. Mas onde ele poderia arranjar mais? Sentia que iria atacar o primeiro ser que encontrasse assim que saísse daquela sala branca. Espere, ela tornou-se branca novamente? Sim, a sala estava totalmente branca, porém, ainda sem saída. Foi quando ele viu um pequeno ponto vermelho no horizonte, aproximando-se. Ele caminhava rapidamente e em poucos segundos já podia ser visto. Era alto e magro, com quase três metros de altura. Um de seus braços era longo e esquio com garras compridas em seus dedos. O outro tinha um ombro grande e desproporcional e, apesar de ser do tamanho normal aparentava ser bem musculoso. Sua face era uma máscara negra sem nariz e com fendas no lugar da boca. Os olhos eram amarelados e no tórax havia algo que parecia ser suas costelas.

Katsuo avançou imediatamente contra ele utilizando sua espada, mas, quando chegou a pouco mais de dois metros, parou de súbito e contra sua vontade. Por mais que quisesse atacar aquele ser a sua frente, sentia-se incapaz de fazê-lo. Não entendia aquilo. Ele queria matar, estraçalhas, absorver o sangue daquele ser que também parecia ser constituído deste fluído vital, mas não podia fazê-lo; alguma força estranha impedia-o.

- Quer saber por que não pode me atacar por mais que queira? Aposto que sim. Pois bem, lhe direi. É porque toda aquele sangue que absorveu há pouco era parte de mim e, com ele em seu organismo eu estou compelindo sua vontade. - Fez uma pausa enquanto ouvia toda as palavras de ira que sabia que viriam a seguir. - Infelizmente eu não posso controla-lo completamente, mas pude deixa-lo insaciável e também posso impedi-lo de me atacar. Aposto que você quer se livrar deste controle, não é? Pois bem, se assim quiser farei uma proposta muito tentadora. Basta que destrua meu irmão para mim. - Fez uma nova pausa para analisar as reações do demônio. - Apesar de sermos irmãos, somos completamente diferentes. Eu sou um golem de sangue e ele é um golem de gelo. Ambos somos guardiões deste local, mas sempre fomos rivais. E então, o que me diz?


informações:
> Situação:
Katsuo pode falar e agir da maneira que quiser, mas não pode atacar o ser a sua frente. Ele sente-se eufórico, mas não tem mais aquela vontade insuportável de absorver sangue.

> Status:
Katsuo perdeu mais 10% de seus PV's, restam-lhe 66%. Gastou 40% de seus PE's. Restam-lhe 50%.
Katsuo tem +4 em agilidade. Tem mais 16 pontos na reserva, ou seja, durará toda essa parte da aventura, com certeza.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Seg Jun 09, 2014 5:15 pm

Todo aquele sangue: um verdadeiro lago carmesim animado em formas humanoides. Ele era delicioso. Mesmo que não tocasse os lábios, Katsuo os lambia, pois, ao absorver o fluido vital, ele podia degustar o seu sabor que surgia em sua boca conforme a energia circulava pelo seu corpo. Mas então não havia mais nada!

A sala estava branca de novo.

Todo o sangue havia sido tragado por sua habilidade maldita. Ainda assim, não havia saída. Então de novo o vermelho. Mais uma criatura surgia ao longe. Esta era relativamente diferente: ele era mais alto, mas isso ainda não era de muita importância; o que mais chamava atenção mesmo era uma máscara escura que ele tinha no lugar de uma face e os olhos amarelos que por ela espiavam.  

Irrelevante!

O guerreiro avançou imediatamente contra aquela coisa. Ergueu sua espada bem alto e se preparava para dilacerar e absorver mais daquele sangue que o deliciava, mas algo estava errado: de repente, ele não conseguia mais se mover! Ficou estático, como uma estátua diabólica, embora seus músculos se erguessem e quase rasgassem a própria pele dada a força com que ele tentava.

[Katsuo] — Mas que... que merda é essa!

E tentou se retorcer da maneira que pôde, mas inutilmente. Não importava a força que investisse, suas tentativas se resumiram em fracasso. Ele não podia se livrar daquela prisão que estava nele mesmo.  

A criatura falou e Katsuo imediatamente retrucou.

[Katsuo] — Seu verme desgraçado! Quando eu me livrar dessa dessa maldição, vou destrui-lo assim como fiz com o resto!

E novamente tentou se revirar, mas permanecia estático naquela posição com a espada elevada. Então veio a proposta. Primeiro o demônio não disse nada, apenas retorcia a face numa mistura de raiva e estranhamento, com os dentes cerrados e pressionando-os o mais forte que podia, quase ferindo a si mesmo. Mas então os ânimos do guerreiro se esfriaram um pouco, conforme o golem continuava a falar. Naquele momento, ele parecia não ter opção outra senão obedecer aos desejos daquela abominação. Katsuo retorceu o canto dos lábios e revirou os olhos, num sinal que lembrava certo desinteresse, mas era discrepante com a resposta que viria a seguir.

[Katsuo] — Tch! Parece que não tenho muita opção... — Resmungando. — Tudo bem! Eu mato esse seu irmão.
 
O demônio refletiu um pouco. Sentiu um calafrio ao imaginar um golem de gelo e o quanto ele deveria ser irritante e até mesmo chegou a compreender o porquê de seu irmão o querer destruir. Então ficou imaginando em como seria uma batalha entre os dois e, em algum ponto, julgou de alguma forma muito semelhante com a que seria ele mesmo contra a criatura. Afinal, mesmo sendo tão diferentes, o golem e Katsuo eram, ainda, muito semelhantes, principalmente no que se referia à habilidades, ou ao menos até onde ele sabia. Mas talvez ele não sofresse tanto com o frio agora que estava saturado de energia. Ainda assim, se eram irmãos e inimigos, havia algo que não podia deixar de questionar.

[Katsuo] — Golem de gelo, não é?! Como se destrói um golem de gelo?

Por fim, não podia deixar de pensar que aquele sangue não ficaria para sempre como energia em seu corpo, o que abria muitas possibilidades...

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por NR Kamui Black em Seg Jun 16, 2014 9:16 pm

@ Katsuo

O som que Katsuo ouviu parecia-se com uma risada, mas o som saiu abafado pela máscara que era a face do golem de sangue.

- Existe duas maneiras de se destruir um golem de gelo. Com fogo, ou simplesmente destruindo. Certamente que ele é bem resistente, mas acredito que você tenha força suficiente para destruí-lo caso tenha o instrumento certo. Por isso lhe ofereço isto.

A perna direita do golem abriu-se como se fosse um compartimento metálico. Apesar de ser feito de sangue ele parecia ser bem sólido. Enfiou sua mão dentro da própria perna e de lá retirou uma espada longa aparentemente nova e recém forjada. Katsuo pode notar a grande qualidade da arma, muito diferente da que ele próprio utilizava.

- Vamos, pegue-a. - E jogou a arma logo aos pés do demônio. - Agora apresse-se, pois abrirei o caminho para o meu irmão.

E a passagem se abriu na sala branca. Ao sair pela porta, Katsuo deparou-se novamente com o labirinto de céu negro e sem estrela. Apesar de haver muitos caminhos a se seguir, ele sabia exatamente qual deveria trilhar, pois algo o compelia a virar a esquina certa ou simplesmente seguir em frente. Por fim, encontrou-se em uma grande redoma de paredes de gelo e no centro estava seu alvo. Este golem era bem parecido com o irmão, mas obviamente era feito de gelo. Além disso, os lados eram invertidos e onde o braço era grande no de sangue, era esguio no que defrontava Katsuo naquele momento. Mas a máscara negra era idêntica.

- Espere. Você pode até me atacar e me destruir, como meu irmão diz para fazer, mas se o fizer o que impedirá que ele te mate? - Questionou o golem em sua voz abafada. - Mas eu posso amenizar o controle que ele tem sobre você e juntos poderemos acabar com ele. O que me diz? Decida-se rápido, pois logo meu irmão estará aqui.


informações:
> Status:
Katsuo mantem os 4 pontos adicionais em agilidade e guarda mais 15 cargas.

> Situação:
A espada é uma espada longa (Nível 2). Pode adiciona-la na ficha se Katsuo a aceitar.

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Re: Deserto de Ossos

Mensagem por Katsuo em Seg Jun 30, 2014 12:10 pm


Aquela criatura estranha e líquida parecia guardar mais segredos do que Katsuo poderia esperar, o que demonstrou ao retirar, de dentro da perna, uma espada e presenteá-la ao demônio, que a toma de imediato. Aquela espada era muito superior à carregada pelo guerreiro, o que fez surgir um certo brilho em seu olhar. Ainda assim, preferiu manter sua velha companheira de batalha e ficar com ambas as espadas. Nunca se sabe quando poderia precisar e, além disso, gostava do estilo de luta com duas espadas.

Sem se despedir, o demônio seguiu pelo caminho que se abriu na parede daquela sala branca. Era bom finalmente poder sair dali, deixar aquela prisão monotonamente branca, embora a prisão verdadeira continuasse seguindo dentro de seu corpo. Não era como sentir uma brisa fresca no rosto, mas pelo menos as paredes do lado de fora tinham mais alguma cor. E Katsuo não se assustava com o céu negro e ameaçador lá de cima.

Embora não tivesse ideia de onde estava, seu andar era guiado por alguma força sobrenatural: certamente o golem. Era surpreendente que ele pudesse manter algum tipo de influência mesmo naquela distância toda, o que fazia o demônio recear ao sequer pensar em retaliar. Para isso, precisaria de mais tempo. Katsuo não era do tipo estrategista para saber disso, mas também não era ignorante o suficiente para ignorar os fatos.

Desta forma, foi bastante fácil seguir pelo caminho certo e logo Katsuo chegou ao que, sem dúvida alguma, era seu destino: uma grande redoma de gelo, cuja visão fez o demônio sentir, por antecipação, a sensação do ar gélido abraçando sua pele quente e suada. Nada agradável. Sem muita opção, ele seguiu rumo ao interior da mesma até dar de cara com seu novo rival, fazendo uma parada.

O golem de gelo era perspicaz, o que fez uma sensação de irritação crescer no peito do demônio. O que ele dizia tinha muito sentido, mas pouco espaço restava para pensamentos, fora a ira e a revolta.

[Katsuo] — Tch! E como eu vou saber que VOCÊ não vai me atacar assim que eu virar as costas?

Disse torcendo um pouco a expressão.

Sem muita paciência, Katsuo saca suas duas espadas e parte para cima do golem. Quando estivesse próximo o bastante, cruzaria, em abertura, as duas espadas de forma semelhante a uma tesoura. Estaria atento a qualquer movimento da criatura, já que não conhecia suas habilidades e características e havia escolhido descobri-las da pior forma: na pele!


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