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Rancho Fireball

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Rancho Fireball

Mensagem por ADM GabZ em Sab Fev 22, 2014 12:50 pm

Relembrando a primeira mensagem :


O Rancho Fireball é popular no reino, pois é nele em que são adestradas as mais incríveis criaturas aladas de Lodoss: os dragões. Existem várias espécies destes animais, desde os gigantescos e animalescos até os pequenos dragonetes curiosos. Entre todos eles existem os dragões de sela, variando ligeiramente em tamanho, sendo que alguns podem ter o tamanho aproximado ao de um cavalo enquanto outros são três vezes maiores. Formatos e cores variam, assim como suas personalidades.

É possível conhecer aqui mais sobre os dragões e até mesmo aprender como montar neles. Como conhecimento geral é sabido que estas criaturas são sábias e orgulhosas, dificilmente se permitindo dominar por criaturas mais fracas. Os dragões de sela, no entanto, são ligeiramente ferais e por conta disso seu intelecto é mais limitado, sendo possível dessa forma domá-los e assim os ter como montaria fiel. Vez ou outra um deles cresce com a inteligência original da raça, mas se criado com um mestre único dificilmente se tornará rebelde.

Por mais que possa parecer inusitado, o dono do rancho é um rapaz chamado Malkor, de pouco mais de vinte anos de idade. Malkor acabou assumindo a responsabilidade sobre o lugar a menos de um ano devido ao falecimento de seu pai, mesmo assim ele cuida do rancho com uma dedicação invejável. O trabalho árduo sob o sol o fez ter um corpo forte e uma pele morena, preferindo sempre deixar o cabelo curto para não ter problemas com o fogo dos dragões. Algumas marcas de queimaduras pelo corpo mostram que ele aprendeu a lidar com eles da pior maneira. Com a ajuda de alguns funcionários de confiança, Malkor mantém os dragões saudáveis e bem disciplinados, e alguns são até mesmo comprados pelo Exército Real de Hilydrus, uma grande honra.

A venda de dragões é complicada, dependendo da autorização do exército, testes de aptidão e um registro que deve ser mantido atualizado. Com um pouco de paciência você pode conseguir um ovo de dragão e criá-lo desde o nascimento. Desta forma ele será leal a você, criando um vínculo inseparável. Com um metabolismo acelerado, os dragões atingem a adolescência aos 6 meses de idade, já sendo possível montá-los.

O rancho pode vir a contratar todo tipo de empregados.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:13 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Nayruni em Sex Nov 21, 2014 7:18 pm

@ Lyza Simons

Sob a pressão de ter que fazer sua primeira escolha, uma escolha que poderia definir os rumos daquela missão, Lyza preferiu seguir pela floresta por ser a opção que mais lhe trazia confiança. Ela confiava em sua montaria, Trovão, porém as palavras de Ettan a deixaram preocupada. Ela nunca havia voado nas costas de um dragão e se os inimigos possuíam montarias estranhas certamente elas podiam voar também.

Cavalgar em alta velocidade em uma floresta densa no meio da noite era algo quase tão difícil e arriscado quanto voar nas costas de um dragão pela primeira vez. As trevas da noite se tornavam quase densas sob o teto de folhas, era impossível enxergar algo além de 3 metros de raio ao redor da luz das tochas dos cavaleiros, mais impossível ainda era guiar a montaria. Por sorte Trovão era uma montaria com ótimos sentidos, muito melhores que os de um cavalo normal e também dotado de uma grande intuição. Graças a todas essas qualidades, o animal praticamente viajava sozinho desviando de obstáculos como árvores e galhos baixos muitas vezes deixando Lyza assustada e com o coração disparado.

Mas havia algo de errado, o plano parecia não estar dando certo, quanto mais o quarteto de aventureiros se embrenhavam pela mata mais conseguiam escutar os cascos das montarias de seus perseguidores. Sem dar nenhum aviso Bron parou de cavalgar, Lyza e os demais cessaram sua fuga por um momento para verificar o que havia de errado com o homem.

Eles estão se aproximando cada vez mais. – Disse Bron. – Continuem fugindo, eu vou ficar e atrasá-los! – Falou o guerreiro puxando seu martelo.

Nada disso Bron! Temos que ficar juntos, não podemos nos separar. – Protestou Ettan.

Não me venha com essa Ettan, você mesmo viu que eles são muitos. Se ficarmos todos, eles vão nos subjugar e se continuarmos fugindo eles nos alcançarão.

Infelizmente o que ele diz é verdade Ettan, eu também não gosto disso mas é a melhor escolha que temos a fazer. – Explicou Gustaff.

NÃO! Não podemos nos separar vamos lutar juntos! – Gritou Ettan.

ETTAN! Todos nós fizemos um juramento e temos que proteger o fragmento de dargu a todo custo! Isso significa proteger a Dama dos Corações, não podemos nos arriscar a morrermos todos aqui. – Insistiu Bron.

Nesse momento os vultos que perseguiam os aventureiros que até então eram apenas audíveis começaram a aparecer visualmente, não era possível ver suas silhuetas mas seus olhos vermelhos brilhavam nas trevas se aproximando cada vez mais.

Temos que agir rápido! Eles estarão aqui em poucos segundos. – Alertou Gustaff.

Não a mais tempo para discussão! VÃOOOOOOOOAAAAAAAAAAAHHHH!!! – O grito de Bron começou como uma ordem e terminou como um grito de guerra quando o mesmo virou sua montaria, um dragão vermelho com manchas amarelas, e sumiu nas trevas brandindo seu martelo de guerra de duas mãos com apenas um punho.

Ettan por pouco não foi atrás do companheiro, não fosse a mão de Gustaff para impedir o movimento do cavaleiro.

VAMOS! – Ordenou Gustaff puxando as rédeas de sua montaria.

Não havia outra alternativa, eles precisavam fugir e foi isso que fizeram, com pesar no coração fugiram com a cobertura heroica de Bron. Era possível ouvir os sons de uma batalha acontecendo nas sombras da floresta, sons de gemidos de dor, rugidos de um dragão e os gritos de Bron. Então subitamente uma explosão, um sopro de chamas clareou as trevas queimando árvores e corpos.

Temos que voltar Call! Não podemos deixar Bron para morrer! – Insistia Ettan.

Ettan precisamos honrar o sacrifício de Bron e preservar nossas vidas, temos que proteger a Dama dos Corações mesmo ao preço de nossas próprias vidas. – Respondeu Gustaff.

Gustaff, nós não temos o direito de escolher quem vive e quem morre. Já que estamos aqui para nos sacrificar pela Dama dos Corações deixemos ela escolher. – Rebateu Ettan.

Pois bem Ettan, deixemos a Dama dos Corações escolher, e que a benção dos dragões recaia sobre nós. – Respondeu Gustaff.

Os dois cavaleiros pararam sua cavalgada e Lyza fez o mesmo, ambos agora encaravam a jovem esperando uma resposta. Ao fundo ainda era possível ouvir os gritos de fúria de Bron e os sons de uma batalha.

Faça sua escolha Dama dos Corações, nossas vidas estão em suas mãos, escolha apropriadamente e tenha em mente que estamos preparados para qualquer sacrifício. – Instruiu Call.

Era hora de Lyza fazer mais uma escolha, deixar Bron para trás e fugir garantindo a própria vida e a de Call e Ettan, ou tentar retornar e salvar o guerreiro arriscando toda a missão?

Game Master escreveu:Postado dentro do prazo. Novo prazo, até 7 dias após você postar, única exceção é domingo, se o sétimo dia for um domingo postarei na segunda feira.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Lyza Simons em Qua Nov 26, 2014 8:27 pm


Decidindo nosso destino.

Entramos na floresta e continuamos nossa fuga, trovão mostrava-se um dragão muito rápido e habilidoso, desviando de todos os obstáculos com maestria e sem muita dificuldade. Mas havia algo muito errado ainda, os nossos inimigos pareciam estar nos alcançando, o que não era bom sinal. “Cavalos comuns não nos alcançariam tão rápido...” E novamente aquela sensação de que nossos perseguidores não eram simples bandidos ou assassinos, eles eram muito mais que isso. Bron subitamente parou, o que fez com que todos nó parássemos assustados. Uma discussão entre eles começou porque Bron decidira ficar para trás para atrasar os inimigos, mas nós sabíamos que isso significava que as chances dele não voltar era de quase 100%. Eu não falei, apenas observei com o coração apertado, nós mal havíamos deixado o rancho e já estávamos arriscados de perder um membro de nosso grupo. “Pense Lyza, pense!” Mas não daria tempo, Bron já nos mandava embora aos berros e sem outra escolha, tivemos que obedece-lo. Mais a frente na floresta, Ettan voltou a bater naquela tecla, e mesmo sabendo que seria uma grande tolice voltar, em meu coração eu me sentia culpada por ter que abandonar Bron contra tantos inimigos sozinho. Foi quando Call pediu que eu decidisse o nosso destino, e meu coração gelou, eu fiquei alguns segundos estupefata até que a resposta veio sem que eu percebesse. – Vamos voltar... – Sim, meu coração falou mais alto, e voltou a bater novamente, bombeando como nunca antes, um tambor de guerra agora se fazia presente em meu peito.

Era ora de lutar, ou de morrer tentando, e eu estava pronta para faze-lo com muita coragem e determinação. Já estava com a mão no cabo da foice pronta para saca-la assim que visse o primeiro sinal de um inimigo, mas me lembrei que estávamos numa floresta, e ter muitas arvores em volta seria um problema para uma arma tão grande. Analisei o cenário em volta e estudei a possibilidade de lutar com a foice, mas caso não fosse possível, teria que usar a espada e minha magia para aquela luta em especial.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Nayruni em Dom Dez 07, 2014 1:23 pm

@ Lyza Simons

A situação era crítica, Lyza deveria decidir entre a razão e o coração, seguir em frente aproveitando o sacrifício de Bron ou voltar para tentar salvar o companheiro lutando contra todas as adversidades. Lyza era agora a dama dos corações, então nada mais justo do que usar o julgamento do coração antes de tudo.

Um erro, um erro fatal. Hoje Lyza aprenderia da pior forma possível que as vezes, em nome de um bem maior é preciso fazer sacrifícios. As vezes deve-se pensar com a razão mesmo que o coração doa com isso. Em um momento como aquele, em uma missão importante como aquela, um julgamento errado e a vida de milhares pode estar em risco. Tudo porque uma jovem imatura não foi capaz de pensar com clareza e perceber que mesmo que voltem para tentar salvar o guerreiro que ficou para trás, quatro jamais vencerão vinte.

Mas esses ensinamentos da vida, Lyza só aprenderia mais tarde, não agora, agora ela testemunharia a dor.

- Vamos voltar... - Disse ela, cheia de coragem e incerteza.

Eles voltaram a toda velocidade, todos os 3 e o que encontraram foi a cena de uma batalha covarde, uma clareira havia se tornado o palco da batalha. Bron estava em cima de seu dragão e cercado por muitos inimigos, por causa da baforada de fogo de sua montaria havia várias chamas e focos de incêndio no lugar o que ajudava a iluminar a noite e também os misteriosos cavaleiros.

Eles eram assustadoramente terríveis. Eles fediam com o cheiro da morte, eles estavam mortos, eles eram a morte. Seus cavalos assim como eles também estavam mortos, mas assustadoramente onde deveriam haver cascos havia apenas uma névoa negra de modo que as montarias não tocavam o chão.


Os cavaleiros cercavam Bron por todos os lados, dois desses monstros estavam no chão feitos em pedaços pelo martelo de guerra do cavaleiro, não havia qualquer chance de fuga. Bron também apresentava ferimentos, uma das asas de sua montaria havia sido cortada e ele apresentava ferimentos em várias partes do corpo.

Foi nesse instante que o grupo de Lyza chegou, Call foi o primeiro, com sua espada aplicou um encontrão em dois cavaleiros jogando-os para os lados e abrindo caminho. Quando Bron viu seus companheiros, sua reação não foi nada com o que esperavam.

NÃO! VOCÊS NÃO DEVERIAM ESTAR AQUI! – Gritou Bron. – FUJAM! FUJAM!

Mas não houve tempo, mal o trio liderado por Lyza chegou, foram todos cercados pelos cavaleiros.

A peeedraaaaa... Peguemmm a peeeeedraaaaaaa! – Gritou um dos cavaleiros em um sussurro gutural, como que se alguém gritasse de dentro de um túmulo. – A peeedraaa veio atéeeee nóóóóóóósssssss. A peeeedraaaaaa. – Dizia a figura apontando uma foice para Lyza.

Lyza percebeu naquele momento, que ela havia se tornado o alvo, todos os monstros se posicionavam tentando alcançá-la enquanto que os 3 cavaleiros começavam a lutar tentando impedir isso. Mas eram muitos inimigos e um deles conseguiu passar pelo bloqueio aproximando-se de Lyza. A jovem pensou primeiramente em usar sua foice, mas ali seria impossível, as árvores atrapalhavam enormemente.

Não havia outra alternativa, teria que usar a espada. Lyza sacou sua arma então e se preparou para o engajamento, o cavaleiro veio com violência brandindo sua lâmina maldita. Lyza conseguiu bloquear por pouco, ela não era uma espadachim, espadas não eram sua especialidade.

Distraída pelo primeiro cavaleiro, Lyza não teve tempo de perceber outra figura que se aproximava dela pelo flanco. Lyza não notou mas Ettan sim.

Cuidado! Atrás de você! – Gritou Ettan.

Mas era tarde demais, ela não conseguiria se defender a tempo, Ettan precisava agir. O cavaleiro rapidamente mudou a direção de sua montaria ficando de costas para seus atuais oponentes, então em uma investida derrubou com a espada o cavaleiro que se aproximava de Lyza pelo flanco. O cavaleiro morto vivo já golpeava Lyza no momento que Ettan chegou, mas graças ao encontrão que sofreu ele não foi capaz de golpear com precisão e o golpe apenas resvalou no corpo da jovem.

Lyza estava salva, mas Ettan havia pago um preço alto, ao dar as costas para seus oponentes ele próprio havia sido golpeado. Lyza podia ver que Ettan começava a cambalear em cima da montaria e sangue saia em quantidade de sua boca, o cavaleiro olhou para a jovem então e sorriu.

Você tem um coração nobre... Mas Bron estava certo... Nós não deveríamos ter vol... – Murmurou ele sem conseguir completar a frase.

Lyza viu Ettan despencar da montaria caindo no chão, suas costas agora podiam ser vistas e dois cortes terríveis abriam a carne do cavaleiro. Ele estava morto.

Aquilo foi um choque, um choque tão grande que Lyza por um momento se esqueceu do primeiro cavaleiro que ainda a ameaçava. quando voltou a ter ciência dele, este já desferia mais um golpe portal, Lyza conseguiu mais uma vez aparar por pouco, porém com precariedade, o golpe resvalou na lâmina da jovem e parte da espada do cavaleiro tocou o ombro da mulher cortando parte de sua armadura e carne. Era um corte superficial, nada muito grave.

Então um rugido explodiu, Lyza olhou e viu a montaria de Ettan entrando em uma fúria assassina, agora sem ter que se controlar para manter um cavaleiro em cima de seu dorso, o dragão estava livre para lutar e vingar seu mestre. Aquele dragão verde com listras azuis começou a lutar furiosamente usando todas as partes do seu corpo. Sua asas derrubavam e afastavam os cavaleiros, sua calda também e suas mandíbulas se abriam expelindo um jato ácido que derreteu um cavaleiro e tombou uma árvore.

Mas mesmo com a fúria do animal Lyza não estava protegida, mais cavaleiros tentavam se aproximar dela ignorando quase que completamente Call, Bron e o dragão enfurecido. Ela era o alvo, era ela quem eles queriam.

Nós temos que sair daqui! – Gritou Call.

ETTAN! ETTAAANNNNNN!!! – Gritou Bron furioso ao ver seu amigo morto no chão. Seu rosto agora cheio de lágrimas, chorando a morte do amigo.

A batalha se desenrolava, Lyza usava tanto sua espada quanto sua magia, mas não adiantava muito contra aqueles oponentes, aqueles seres só se permitiam cair de forma permanente quando seus corpos estavam muito castigados.

Lyza havia sido acertada várias vezes e diversos cortes se espalhavam pelo seu corpo. Não havia esperança, eles estavam cercados. O dragão furioso, montaria de Ettan, agora estava muito ferido também, sua calda havia sido cortada assim como uma de suas asas, ele assim como seu cavaleiro, estava se aproximando da morte.

Como se tudo já não estivesse ruim o suficiente, piorou mais ainda quando foi Bron a cair. O bravo cavaleiro que enfrentava 3 oponentes ao mesmo tempo, não conseguiu se defender de um ataque conjunto, seu martelo de guerra defendeu apenas uma das espadas, duas outras atravessaram-lhe o corpo e quando foram tiradas dividiram o cavaleiro ao meio. Assim como Ettan, Bron estava morto. Dos três cavaleiros que juraram proteger Lyza, apenas Call restara e este também estava muito ferido. Assim como a montaria de Ettan, a montaria de Bron também havia entrado em um estado de fúria.

Call correu para perto de Lyza ficando de costas para ela.

Pegue. – Disse ele entregando um pergaminho para Lyza. – É um mapa. – Explicou para em seguida se defender de mais um ataque. – Se ficarmos aqui vamos ambos morrer. Lyza vou proteger sua retaguarda, você precisa fugir, a pedra não pode cair nas mãos desses seres.

Com essas palavras de Call, Lyza viu a cena se repetir, a parte em que Bron dizia aquelas mesmas palavras, a parte em que ele falava para os demais fugirem enquanto ele se sacrificaria para retardada o inimigo.

Lyza havia ignorado aquele esforço e agora Bron e Ettan estavam mortos, agora ela precisava mais uma vez decidir se tentaria fugir com Call, ou se fugiria sozinha deixando o cavaleiro para a morte.

VAMOS LYZA! VOCÊ TEM QUE FUGIR! SE A PEDRA CAIR NAS MÃOS DO INIMIGO MILHARES IRÃO MORRER! – Gritou Gustaff brandindo sua espada furiosamente.

Mais uma vez o destino colocava Lyza contra a parede. Qual seria a decisão da jovem, o coração ou a razão?

Game Master escreveu:Lyza, eu não dei detalhes sobre a batalha mas considere que você foi golpeada várias vezes de raspão e que você usou sua magia duas vezes, infelizmente mortos vivos são resistentes ao frio e você não teve muito sucesso. Se quiser pode narrar a forma como usou sua magia e os detalhes que deixei em branco.

Você perdeu 55% de HP, está sangrando muito e gastou MP suficiente para duas utilizações do seu poder.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Lyza Simons em Sex Dez 12, 2014 12:23 am


Fuga desesperada.

No momento que você meu coração gritou que deveríamos voltar e ajudar Bron, parecia que tudo daria certo, mas é sempre assim. As coisas sempre parecem mais fáceis quando não se está sofrendo na pele as dores do outro. E foi exatamente como aconteceu com Lyza e os cavaleiros. Quando voltaram, Lyza e os demais se depararam com um grupo de cavaleiros mortos vivos, eram tantos que parecia que Ettan havia errado seu numero. Mas não era só sua quantidade que assustava, sua aparência era tão tenebrosa quanto a mais profunda treva conjurada do abismo, e suas montarias eram meio mortas, meio fantasmas, o que explicaria bastante o fato de correrem mais do que os dragões que os cavaleiros montavam. A batalha se desenrolava de forma furiosa, mas poucos dos cavaleiros fantasmas havia caído, e para piorar tudo, eles agora ignoravam os demais e tentavam a todo instante matar a maga que estava com a pedra. Eles queriam e pedra de toda forma, e fariam de tudo para tê-la, e como já estavam mortos, era muito mais difícil detê-los do que se imaginava. Lyza lutava com unhas e dentes para sobreviver, mas usar a espada era algo que ela havia treinado pouco, insuficiente pata prepara-la para o horror que viveria está noite. Ao defender-se do primeiro inimigo, um segundo já vinha logo em seguida, e Lyza sabia que não desviaria desse, era o fim, ela morreria ali mesmo, devido a sua grande imprudência em ter escolhido o caminho errado. “Seria esse mesmo meu destino? Falhar antes mesmo de começar?” Não, ainda não era a hora. Ettan apareceu e corajosamente a salvou no ultimo segundo, mas pagando com sua própria vida por isso. – ETTAN! – Lyza gritou, mas era em vão, o cavaleiro apenas disse mais algumas palavras antes de cair morto. Sua distração novamente quase lhe rendeu a morte, terminando com mais um ferimento, e golpe após golpe, Lyza sentia sua vida chegando ao fim pouco a pouco.

A montaria de Ettan entrou numa espécie de frenesi e começou a atacar com a fúria de um verdadeiro dragão selvagem, mas nem isso parecia ser suficiente para parar aqueles monstros, e logo a montaria de Ettan também estaria morta. Bron foi o segundo a morrer naquela batalha sangrenta e horrível, e Call achou que ja era hora de tomar uma atitude mais drástica, uma atitude que outrora teria salvado a vida dos 3, caso Lyza tivesse aceitado a sugestão logo de inicio. “Fugir? Sim, fugir. Não tenho escolha, eles morreram por mim. Não deixarei que seja em vão. Sinto muito. Me perdoem...” E as lagrimas corriam dos olhos da ruiva enquanto ela aproveitava a distração criada por Call para sair dali o mais rápido que podia. Lyza usou uma ultima barreira de gelo para fechar a passagem atrás de si, mesmo sabendo que não atrasaria muito aos monstros, caso quisessem pega-la. Mas ao menos o fez. Agora era hora de correr, sair o mais rápido que pudesse, salvar sua vida. Os cortes no corpo da maga doíam bastante, mas não mais que sua alma, que acabara de ser despedaçada devido aos acontecimentos. Ainda chorando copiosamente, ela seguiu o mais rápido que pode com sua montaria para longe da floresta, pouco se importou com o mapa, não era hora, quando estivesse segura ela o veria. Se fosse o caso, tentaria voar junto de sua montaria, mas isso apenas como ultima opção, caso os monstros se mostrassem persistentes demais em segui-la. Ela abraçaria o dorso de seu dragão firmemente e torceria para que não caísse de lá do alto. Seu destino final? Nem ela sabia, talvez acabasse em Hilydrus, ou Paramet, ela apenas queria fugir dali.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Nayruni em Sex Dez 12, 2014 7:30 pm

A situação era desesperadora, Bron e Ettan estavam mortos e Call também caminhava para a sua morte. Só havia uma alternativa, fugir. Com um enorme pesar no coração, Lyza deu as costas para Call a fugiu a toda velocidade, nem mesmo se deu ao luxo de olhar para trás, queria se lembrar daquele nobre cavaleiro sempre vivo, sempre radiante. Não queria testemunhar sua morte.

Durante sua fuga Lyza usou seus poderes e criou barreiras de gelo entre as árvores, aquilo deveria atrasar um pouco os seus perseguidores. Engano, para o pavor de Lyza os cavaleiros esqueléticos simplesmente saltaram por cima das barreiras como se elas não medissem mais do que alguns centímetros, era assustador. As montarias sobrenaturais daqueles monstros certamente eram capazes de voar.

A perseguição se desenrolava, lágrimas vertiam dos olhos de Lyza que aos soluços se agarrava firmemente ao seu amigo, à sua montaria, em um ato de puro desespero e carência. Trovão corria a toda velocidade, o vigoroso dragão de montaria era rápido, fantástico, mas infelizmente o vigor físico cedo ou tarde penderia para o cansaço daquela corrida somado à exaustão de ter viajado os últimos dias com poucas horas de descanso.

Pouco a pouco Trovão estava perdendo velocidade, já os perseguidores mortos vivos não, por estarem mortos, cansaço era algo que jamais os afligia. Não demorou até que pelo menos três cavaleiros estivessem próximos a Lyza, próximos o suficiente para começar a atacá-la. Lyza mais uma vez se defendia da melhor forma que podia, mas ela não era habilidosa e para piorar não tinha treinamento em combate montado. Tudo o que pode fazer foi evitar ter sua cabeça partida ao meio.

Seu braço esquerdo recebeu um ferimento terrível na altura do ombro, se não fosse a armadura ela com certeza o teria perdido, haviam cortes nas costas, nos seios, nas coxas, na barriga e ao longo dos braços. Agora apenas o braço direito estava disponível para o uso. Parecia o fim...

Então Lyza começou a sentir um calor dentro de sua bolsa, um calor paternal e acalentador. Lyza sentiu esse calor transbordar pelo seu ser ascendendo fagulhas de esperança. O que quer que estivesse acontecendo estava enchendo Lyza com um novo vigor, Lyza e sua montaria.

Trovão respondeu ao novo estímulo de forma positiva, em um instante ele voltou a acelerar e a ganhar distância dos cavaleiros mortos-vivos, não apenas isso, foi capaz de sustentar a corrida por mais duas horas a todo pique quando finalmente os primeiros raios do amanhecer despontaram no horizonte. Algo dizia a Lyza que tudo o que ela deveria fazer era persevera, e ela o fez, mas será que era o suficiente?

Assim como antes o cansaço voltou a surgir e mais uma vez os esqueletos estavam próximos, um deles perto demais. A criatura encarou Lyza com seus olhos, agora duas órbitas vazias onde luzes vermelhas brilhavam, então levantou o braço e atacou. Lyza percebeu que o golpe iria partir sua cabeça ao meio, em uma fração de segundo ela viu sua vida passar diante de seus olhos, ela sabia, ela não conseguiria aparar a tempo.

A lâmina do monstro desceu certeira acertando a cabeça de Lyza Simons em cheio e findando para sempre suas aventuras em Lodoss. Era o fim, a história da maga havia terminado ali sobre a lâmina fria de uma criatura que nunca deveria ter voltado a caminhar. Era uma injustiça cruel que uma jovem tão cheia de vida, tão bela, com um futuro tão brilhante viesse a tombar ali, para uma criatura que era um pecado para a ordem natural, uma aberração das leis da natureza. Com a morte de Lyza a Pedra Coração viria a cair nas mãos das forças das trevas, os cavaleiros da Ordem do Dragão jamais conseguiriam reunir os pedaços sem a ajuda de Lyza e sem a pedra principal para guiar seus paços. Em pouco tempo os monstros terão encontrado todos os pedaços e uma nova era de horrores se iniciaria em Lodoss.

Mais mortos vivos surgiriam em todos os lugares, o número de serpentes e répteis peçonhentos e venenosos aumentaria também assim como a quantidade de lagartos gigantes. Doenças varreriam a ilha continente em todos os cantos e a vida se tornaria mais difícil com cultistas raptando pessoas e usando-as para realizar sacrifícios sombrios. Um novo deus maligno surgiu em Lodoss para disputar seu lugar com Janyia e Zalthar, um deus cruel que planeja devorar toda a vida existente.

E tudo isso, porque Lyza foi incapaz de tomar as decisões certas, tudo isso porque ela deixou os sentimentos sobreporem a razão.

The End

Game Master escreveu:Lyza desculpa, mas você morreu, eu rolei alguns dados aqui e não teve jeito. Eu já conversei com a Gabz e ela vai autorizar a você fazer um personagem novo porém com um nível a menos do atual. Desculpe mesmo eu não esperava por isso.

Game Master escreveu:Parabéns, você foi a primeira a conquistar um Achievment especial no fórum, R.I.P.


Lyza, abra seus olhos, você ainda tem trabalho a fazer...

Quando a lâmina do monstro desceu sobre sua cabeça, você viu todo o destino de Lodoss diante de sua falha, você presenciou o que viria a acontecer, você não podia falhar, você não podia morrer. A vida de milhares está agora em suas mãos e o peso de toda uma era recai sobre seus ombros frágeis.

E nesse momento, quando a espada do monstro desceu sobre sua cabeça, você sentiu a lâmina fria tocar sua pele e no instante seguinte um raio de sol atravessou todo o céu e atingiu em cheio a arma. No mesmo segundo que a lâmina tocou sua cabeça o raio de sol a atingiu e quanto isso aconteceu, a espada da criatura se desfez em uma nuvem negra assim como ela toda sendo seguida por seus companheiros. Em um piscar de olhos eles não estavam mais ali, todos eles haviam desaparecido, como que banidos pelos raios purificadores do sol da manhã.

Lyza parou incrédula assim como sua montaria, estavam ambos estáticos, ela ainda podia sentir um filete de sangue se formar em sua testa e escorrer pelo seu nariz até seu queixo, a espada que ceifaria sua vida havia realmente existido e tocado sua carne, mas tudo o que deixara ali fora um minúsculo e incômodo arranhão.

Sim, Lyza, você vai viver mais uma vez para seguir em frente e vencer as forças do mal, agora as vidas dos três cavaleiros e seus nobres sacrifícios servirão de motivação para que você continue seguindo em frente. Mas agora você sabe, um ser tão poderoso quanto um deus está atrás de você, é bom você tomar muito cuidado.

E quem sou eu? Talvez eu me revele para você, talvez não, talvez eu seja apenas a força do destino que controla tudo isso, talvez não. Será que o primeiro raio de sol dessa manhã não foi propositalmente direcionado para salvá-la? Ou será que foi um evento natural?

Boa sorte Lyza, carregue meu coração com você.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Lyza Simons em Sex Dez 19, 2014 7:55 pm


Uma força maior.

E a cada segundo que passava as esperanças diminuíam mais e mais. Bron e Ettan já estavam mortos, e agora Call estava chegando também ao seu fim, a única alternativa que restava à maga era correr, e foi o que ela fez. Com um enorme peso em seu coração, ela pegou o mapa e correu para o mais longe que podia, o mais rápido que sua montaria permitiria correr, mas as coisas não seriam tão fáceis. Os inimigos eram mais de 15, e Call apenas um, e mesmo sendo um cavaleiro da Ordem do Dragão, nem ele poderia conter todos os cavaleiros das trevas. Lyza usou sua magia para criar barreiras pelo caminho tentando atrasa-los, mas viu com horror suas barreiras sendo ultrapassadas como se fossem meras pedras no caminho. Sua montaria também já estava se aproximando do limite, estavam viajando há muito tempo sem descanso e logo a fadiga os faria perecer. Lyza por sua vez estava muito ferida e mal podia se defender. Quando alguns dos cavaleiros se aproximaram, tudo que ela fez foi aparar um dos ataques e tentar esquivar dos demais, mas em seu estado atual, o máximo que conseguiu foi não ser morta. Seu braço esquerdo fora quase decepado no processo e agora encontrava-se inutilizado e ela não tinha mais como se defender, era definitivamente o fim para Lyza e Trovão. A mulher agarrou-se a sua montaria e fechou os olhos, esperando pelo golpe de misericórdia que arrancaria sua vida, mas sentiu uma força inundar seu ser de uma hora pra outra. Um calor que vinha de dentro de sua bolsa e ela sabia o que era, algo que a fazia acreditar no improvável, que fazia ela crer que poderia sair viva dali.

Trovão também sentiu essa força emanar e se espalhar por seu corpo, e com as suas energias revigoradas, ele correu como nunca antes, e conseguiu afastar Lyza dos cavaleiros da morte. Mas a energia extra não durou muito, e após mais algum tempo de fuga, o cansaço voltou novamente e eles se viram cercados de novo. Dessa vez parecia realmente o fim, o cavaleiro avançou tão rápido quanto se podia imaginar, ficando quase a frente dos dois, e com sua espada ele finalizou todo o tormento. Lyza sentiu seu corpo sumir por alguns instantes, viu o fim, viu a morte, as trevas e a destruição se espalhando pela ilha, viu pessoas chorando e sofrendo, viu tudo que ruim que aconteceria no futuro, e tudo graças à sua atitude. “Eu... Falhei...”

“Lyza, abra seus olhos, você ainda tem trabalho a fazer...” Uma voz ecoou dentro de sua cabeça, e seu corpo voltou. A dor, o desespero, tudo estava ali de volta. “Quando a lâmina do monstro desceu sobre sua cabeça, você viu todo o destino de Lodoss diante de sua falha, você presenciou o que viria a acontecer, você não podia falhar, você não podia morrer. A vida de milhares está agora em suas mãos e o peso de toda uma era recai sobre seus ombros frágeis.” E nesse momento ela abriu os olhos. Foi como se tivesse voltado no tempo alguns segundos apenas, ela viu o guerreiro passando a frente com sua montaria fantasma, o viu sacando a espada, mas ao mesmo tempo, bem longe no horizonte as coisas começavam a mudar. O céu que já estava clareado, logo tomou um tom alaranjado, e uma centelha de luz surgiu no limiar das montanhas. Era o sol nascendo, e seus raios invadiam as planícies e florestas como uma onda poderosa e imparável. A lamina subiu, o monstro encarou Lyza com suas orbitas frias e sem vida, e desceu a lamina. Mas quando a mesma tocou a testa da maga, a onda de luz alcançou o campo, e a espada. A arma se desfez em pleno ar ao ser tocada pela luz, e o mesmo podia se dizer dos cavaleiros. O que antes era uma dura ameaça de morte, agora não passavam de lembranças, que deixavam agora marcas dolorosas e permanentes no corpo e alma de Lyza. Suas feridas ainda estavam lá, mas o perigo havia passado, e o desespero também. E tanto a sua montaria quanto a mestra encontravam-se incrédulos com o que acabara de acontecer.

“Sim, Lyza, você vai viver mais uma vez para seguir em frente e vencer as forças do mal, agora as vidas dos três cavaleiros e seus nobres sacrifícios servirão de motivação para que você continue seguindo em frente. Mas agora você sabe, um ser tão poderoso quanto um deus está atrás de você, é bom você tomar muito cuidado.

E quem sou eu? Talvez eu me revele para você, talvez não, talvez eu seja apenas a força do destino que controla tudo isso, talvez não. Será que o primeiro raio de sol dessa manhã não foi propositalmente direcionado para salvá-la? Ou será que foi um evento natural?”


E a resposta veio da mesma forma que sua vida fora salva, a voz lhe explicou, mas ainda assim era inacreditável a forma como havia sobrevivido. Lyza ficou alguns segundos ali parada, até que a fraqueza e a dor tomaram conta por completo de seu corpo, e ela foi obrigada a quase se deitar sobre Trovão para não cair no chão. Seu braço estava dormente até a altura do ombro, reflexo da perda continua de sangue e do ferimento grave que recebera, fora todos os outros machucados espalhados por seu corpo. Ela agora tinha uma nova preocupação em mente, bem menos urgente que os cavaleiros das trevas, mas ainda assim mortal caso ela não agisse rápido. Lyza desceu de sua montaria e pegou o cantil com agua que carregava, pegou alguns trapos velhos que tinha na bolsa e usou o que tinha para lavar os ferimentos e estancar os sangramentos. Era uma medida paliativa, e ela não tinha certeza se daria certo, mas era tudo que podia fazer no momento para não morrer ali. Feito isso, ela iria para a cidade mais próxima, Vila Batestaca estava bem próxima dali, ela lembrava de já ter ouvido falar desse lugar por outros trabalhadores do Rancho, inclusive alguns que viram de lá. E com muita urgência, ela montou de novo em Trovão e foi em direção à Vila.



[Olhei no mapa e vi que a Vila Batestaca é muito próxima do Rancho, então decidi passar lá antes para me cuidar e depois seguir em frente com a viagem. Outra coisa, como vc não narrou que eu estava com algum sangramento, resolvi narrar por conta própria pra ficar mais condizente.]

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Nayruni em Ter Jan 20, 2015 8:47 pm

Lyza estava em um estado grave e desesperador, todo o seu corpo doía e sangrava com as diversas feridas que recebeu, seu braço esquerdo estava completamente dormente, a jovem já não o sentia mais. Preocupada Lyza olhou para o braço e percebeu com pavor que este estava mudando de cor, se tornando mais escuro, quase tão escuro quanto um pedaço de carvão.

Lyza resolveu se apressar, não queria correr o risco de perde seu braço, Trovão sentindo a aflição de Lyza, acelerou o galope. Mas havia um problema, ele também estava ferido e cansado. Montaria e amazona viajaram por 4 horas, o Sol já brilhava quase no centro do céu. Forçando a vista Lyza conseguia ver ao longe algumas formações rochosas estranhas que se projetavam para o alto assemelhando-se a dedos, como se mãos gigantescas feitas de rocha pura estivessem enterradas sob o chão.

Então subitamente tudo começou a girar, girar, girar, Lyza não conseguia mais distinguir nada, sentiu uma repentina leveza como se seu corpo estivesse flutuando, por um breve instante a dor sumiu e tudo o que ela via era o Sol desfilando no céu límpido, era como se ela estivesse voando em direção a ele. Mas então o Sol se apagou, tudo se apagou e a consciência de Lyza mergulhou na mais completa e reconfortante escuridão.

Quando a jovem abriu seus olhos novamente, o fez vagarosamente, parecia que estava despertando de um sono eterno, a primeira coisa que seus olhos captaram foi o teto do lugar onde estava, um teto feito com ripas de madeira e tiras de couro. Lyza deslizou os olhos pelo lugar e notou que estava dentro de uma espécie de cabana. Era dia, uma janela aberta deixava o vento da tarde entrar e refrescar o lugar. A jovem com muita dificuldade se sentou e olhou ao redor, estava deitada em cima de uma confortável cama de palha, o lugar onde estava parecia uma cabana de madeira e couro com o piso de pedra polida. Onde estava afinal? A jovem notou também que todo o seu corpo estava enfaixado, ela estava coberta de ataduras da cabeça aos pés, ataduras que deixavam muitas partes do seu corpo nu expostas, incluindo as partes íntimas que estavam completamente à mostra.

Lyza sentiu sua cabeça coçando um pouco, levantou a mão para coçar mas nada aconteceu, olhou confusa e quase teve um desmaio quando notou o motivo: seu braço esquerdo havia sido amputado, tudo o que restara no lugar era um cotoco que pendia do seu ombro, aproximadamente metade do braço antes de chegar ao cotovelo.

Informações: Anota na sua ficha a desvantagem: Maneta - Braço Esquerdo.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Lyza Simons em Qua Jan 21, 2015 11:47 pm


A triste realidade

A situação de Lyza não era nada boa, seu braço parecia cada vez pior, e as dores que sentia eram terríveis. Lyza não sabia por quanto tempo aguentaria acordada, mas precisava fazer isso, por eles. Trovão cavalgou como nunca para salvar sua dona, mas infelizmente ele também estava ferido e muio cansado, então seu pique não durou muito.Cerca de quatro horas se passaram enquanto Lyza mantinha-se viva em cima de trovão, torcendo para que o destino não a deixasse perecer ali naquela planície. Ao longe, no horizonte distorcido pelo calor, ela avistou montes que mais pareciam enormes dedos emergindo da terra, ela sabia o que era, um sorriso brotou em seu rosto, mas foi só. Seu corpo perdeu completamente as forças, a dor desapareceu por alguns instantes, e o mundo pareceu girar ao seu redor, tudo ficou claro e confuso. Num instante ela estava mirando as pedras no horizonte, no minuto seguinte, ela estava no chão, mirando o céu. A claridade foi sumindo de seus olhos, tudo se tornou negro e então ela enfim perdeu a consciência. Lyza não sabia dizer por quanto tempo ficou naquele estado, minutos, horas. Talvez dias. As ela acordou com a sensação de que muito tempo havia se passado, muito mais do que deveria, mas isso não importava tanto, estava viva afinal. Ela foi recebendo as informações ao poucos, de acordo com o que elas chegavam ao cérebro. A primeira delas foi a visão, diante de um teto feito de ripas de madeira e tiras de couro sobrepostas, em seguida ela sentiu o conforto da cama, e as dores das feridas, mas bem menos intensas que antes. Seu corpo estava um pouco rígido demais, e quando percebeu, estava enfaixada dos pés a cabeça, como uma múmia antiga. Mas o pior ainda estava por vir, pois mesmo tendo tido a graça de sobreviver após tal acontecimento, o destino havia lhe cobrado seu preço.

Lyza tentou se mover um pouco na cama que estava, buscava um pouco mais de conforto para si enquanto se recuperava pouco a pouco do apagão, mas foi quando tentou levantar seu braço esquerdo que ela notou algo errado. Primeiro ela não sentiu nada, e isso era um problema, ela olhou de imediato e então constatou a triste realidade. Seu braço não estava mais ali, preso ao seu corpo, tudo que restara foi um pequeno pedaço dele antes de chegar ao ombro. Lyza gritou desesperada e jogou sua cabeça contra o travesseiro, chorando. Ela simplesmente não conseguia acreditar no que estava vendo. – Não, não, não! Isso é um pesadelo, só pode ser um pesadelo... – No fundo ela sabia que era a verdade. Enquanto vagava pela planície tentando sobreviver, ela já sabia que aquela era uma ferida muito grave, e as chances disso acontecer eram grandes. Mas no fundo ela ainda tinha uma esperança. Esperança essa que se foi assim que ela despertou e viu a realidade nua e crua diante de seus olhos. Lyza passou mais um tempo deitada tentando aceitar o fato de que agora tinha apenas um braço, mas era difícil, difícil demais para alguém como ela. “Como vou continuar agora? O que vou fazer? Não posso seguir sozinha, ainda mais agora...” Lyza olhou para o lado e procurou por seus pertences, sua arma, sua bolsa e, principalmente, a Dargu. “Eles confiaram em mim, e tudo que fiz foi decepciona-los e depois leva-los para a morte... Maldição, como sou burra, não deveria ter voltado...” E os minutos que se passaram, foram minutos onde Lyza se martirizou ainda mais do que já estava. Como se já não fosse mais possível que tudo piorasse.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Nayruni em Ter Jan 27, 2015 12:22 am

@ Lyza Simons

A jovem Lyza se desfazia aos prantos chorando copiosamente no travesseiro após ter descoberto seu atual estado. Um turbilhão de pensamentos invadiu sua cabeça e um sentimento de culpa profunda engoliu Lyza impiedosamente. Estava tudo acabado, ela tinha agora apenas um braço, era uma inválida, o que poderia fazer? A jovem ficou ali por duas horas chorando até escutar o som de madeira rangendo e passos leves.

Olhou para o lado e viu a porta de seu quarto se abrir deixando entrar uma figura esquálida, a criatura era humanoide, não media mais do que 1 metro, sua pele era marrom e seus olhos eram grandes, amarelos e bulbosos. A figura se vestia com peças de couro formando uma roupa de retalhos, em uma mão ele tinha uma minúscula bengala que na verdade era o galho de uma árvore, na outra ele trazia uma cuia.

Lyza conteve o choro por um momento e se encolheu na cama buscando esconder suas partes íntimas, ela estava abatida, não passava pela sua cabeça qualquer outra coisa além do sentimento de culpa. Talvez quele pequeno monstrinho fosse um inimigo, talvez não, se fosse seria bom, assim ela poderia encontrar seu fim.

O pequenino em silêncio se aproximou da cama de Lyza, puxou um banquinho e se sentou com certa dificuldade. Agora que ele estava mais perto Lyza podia perceber que era um goblin, um goblin bem velho, com a pele enrugada e uma barba grisalha e rala surgindo embaixo do queixo.

Olá jovenzinha. Vejo que acordou. – Disse ele com sua voz estridente enquanto abria um sorriso, exibindo dentes afiados em sua pequena boquinha, apesar disso era um sorriso muito simpático. – Você deve estar com fome, eu trouxe alguma coisa para você. – Disse o pequenino estendendo a cuia para Lyza.

A princípio Lyza se recolheu mais na cama, mas quando sentiu o cheiro daquela sopa quentinha na sua frente, percebeu o quanto estava com fome. Com sua única mão ela pegou a cuia com cuidado e timidamente a levou até sua boca para sorver a sopa como se fosse uma bebida.

O pequeno goblin a fitava, ainda sorrindo.

Qual o seu nome? E o que aconteceu com você para se machucar desse jeito? – Perguntou ele curioso, levando uma das mãos até a cabeça careca para coçá-la.

OFF: Poste sua resposta aqui: Vila Batestaca

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Sex Fev 20, 2015 10:21 pm

Finalmente chegava até meu destino original. Como esperaria que uma simples viagem teria sido a causa de toda aquela confusão? Tudo que queria era chegar ao Rancho, tomar caminho pela floresta era um desvio desnecessário é verdade, mas nunca poderia esperar esbarrar em um deus. O que ele fazia naquele lugar afinal de contas? Céus, preferia não pensar nisso. De toda maneira era fato que havia sido arrastado para uma missão em seu nome, uma missão que havia acabador por me render uma nova cicatriz, bem mais visível que as outras, ao menos ganhava algo com isso, uma recompensa duvidosa, que preferia evitar usar.  Além disso, acabara por ganhar uma mascará que caminhava em par com uma profecia, esperava ser apenas uma historia qualquer, mas infelizmente sentia que não seria apenas isso.

O tempo passado na Ilha não era mais que o necessário para que me curasse. As criaturazinhas sabiam coisa ou outra sobre plantas medicinais e outras coisas úteis. Tudo que foi preciso foi algum tempo para enfim estar pronto para deixar aquele vilarejo.  Relutava um pouco ao considerar a forma como eu era tratado dentro daquele local, um herói que tinha salvado aqueles seres de uma criatura medonha, mas não poderia me dar por satisfeito daquela forma. Tinha um começo, mas não passava disso, precisaria de mais recrutas, mais lanças a minha causa, precisava de um exercito sob meu comando. Buscava apenas a diversão do combate, mas com as ultimas aventuras enfrentadas, cada vez mais percebia a necessidade de ter outros guerreiros caminhando como meus iguais. Era por isso que me afastava daquele local oculto pelas florestas. Em algumas buscas, havíamos de fato encontrado um barco encalhado, era velho e quebrado, mas com algum tempo e devidos remendos pode ser usado para nós levar para longe. Comigo carregava apenas a lança, a mascará, uma pequena mochila contendo um odre d'água e meus dois de meus súditos mais formidáveis, ao menos tinham sido os únicos que haviam se apresentado a mim.

Estes quatro eram também os únicos que eu mesmo havia nomeado, sua inteligência parecia superar a dos outros moradores da floresta, de modo que os havia incumbido da tarefa de guiar o restante das criaturas, mas era chegada a hora de abandonar aquele local. Uma pena que levar os quatro poderia trazer problemas para a vila, então me contentava com a companhia de Dentuço e de Orelhas. Apenas esperava que a vila não estaria em chamas quando voltasse. Dito o problema das chamas já estava no Rancho, uma localização famosa por treinar dragões. Montarias de poderio formidável, caso conseguisse uma das criaturas para mim de fato poderia recrutar mais e mais armas a minha causa. O problema era a triste realidade que enfrentava, não possui ouro nem nada de valor comigo, apenas esperava que tinha o bastante para uma barganha, talvez uma missão, ou uma história sobre a mascará. Era uma chance, e eu precisava me arriscar. Por isso ia com passos decididos até o Rancho, com ambos os seguires em meu encalço.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Fev 25, 2015 10:46 pm

Tendo deixado seus novos companheiros tomando conta da vila, onde ele agora era aclamado como um herói, quase um deus. Ele aceitou uma missão em Hilydrus, que o levou à Calm, a cidade congelada do norte da ilha. La ele passou por mais aventuras envolvendo um mistério sombrio, uma Bruxa e, especialmente, uma poção de efeitos desconhecidos, porem poderosíssima. Gregar havia ficado com a Poção, enquanto os outros membros daquela comitiva receberam suas porções na recompensa e seguiram seu caminho, mas o possuído não podia deixar mais aquele mistério passar em branco. Quais seriam os efeitos daquela maravilhosa poção, que mais lembrava sangue vivo e fresco engarrafado? Seria mesmo sangue aquilo? Impossível, a essa altura já deveria estar seco, coagulado, como uma pasta dura e sem cor. Aquele liquido estava fluido, como se tivesse acabado de ser extraído de uma vitima... A curiosidade do possuído atiçava ainda mais, e mesmo com as recomendações de Kenna para que procurasse um sábio alquimista antes, ele acabou cedendo e tomou todo o conteúdo do frasco num gole. O resultado fora surpreendente e de certa forma, causara uma sensação ambígua dentro do rapaz, que não sabia se ficava em total êxtase ou entrava em pânico com as mudanças que haviam acontecido em seu corpo. No momento em que bebeu do liquido, nada aconteceu, nada especial, nenhuma mudança, era como se tivesse bebido sangue puro, e isso chegou a decepciona-lo um pouco. Mas durante sua caminhada em direção ao sul, no dia seguinte pela manhã ele percebeu a diferença, da pior forma possível.

Assim que pôs os pés fora da estalagem onde ficara em Calm, Gregar sentiu uma queimação sobre sua pele, como se tivesse acabado ser ateado fogo sobre todo seu corpo. A sensação era de agua escaldante sendo derramada pouco a pouco sobre cada um de seus folículos, e foi aí que ele constatou a triste, ou feliz, realidade. Ele agora era um vampiro! O possuído olhou para seus braços, algumas pequenas bolhas acabaram se formando em sua pele, mas nada muito grave, sumiriam em um dia ou dois. Ele voltou à estalagem, entrou num quarto qualquer vazio e olhou-se no espelho de um dos banheiros. Seu rosto estava igual, com exceção de seus caninos, que agora estavam bem mais avantajados e bem expostos. Era verdade então, o rapaz havia virado um vampiro, a poção havia o transformado durante seu sono, e agora ele não poderia mais sair ao sol. Gregar então esperou escondido até que a noite chegasse, e assim que aconteceu, ele saiu pela cidade a procura de algo que pudesse esconder sua aparência enquanto viajava, ao mesmo tempo que o protegeria, de forma paliativa, dos efeitos do sol. Ele comprou uma capa negra longa, que ia desde sua cabeça até a ponta dos pés. O pano era bem grosso, o que garantiria ao vampiro recém nascido, que não seria mais queimado diante dos raios solares do astro que iluminava os dias de Lodoss.

E após todas essas descobertas, Gregar pode enfim dar inicio a sua jornada rumo ao Rancho Fireball. Era inicio de noite quando Gregar chegou ao lugar, a lua cheia marcava céu naquela noite estrelada e sem nuvens. Sua longa jornada, que havia iniciado na Floresta Endless, e tivera uma série de reviravoltas, finalmente havia terminado. Enfim Gregar se via diante de seu objetivo, e agora ele finalmente poderia por em pratica seus planos para conseguir uma montaria. Mas agora que havia chegado ali, um novo problema surgira em seu caminho. Com sua nova aparência e condição de vida, seria praticamente impossível o rapaz ser aceito no rancho. Ele não tinha dinheiro, não tinha bem algum, sequer contava com ajuda para conseguir entrar. Então como seria? Mas mesmo diante de todas as circunstâncias contra, ele resolveu encarar o problema de frente e fez sua sorte. Ele rumou em direção a entrada do Rancho, onde dois guardas jaziam de pé de olho em qualquer um que se aproximasse. Os dois logo perceberam a intenção de Gregar, que ainda vestia sua longa capa e escondia seu rosto, e assim que ele chegou perto o suficiente o pararam. – Ei! Você aí. Identifique-se! Não pode entrar aqui sem permissão. – Falou o primeiro deles se interpondo no caminho do vampiro, enquanto o segundo o seguia calado, analisando de cabo a rabo Gregar para tentar notar algo suspeito. – Está armado? O que quer aqui?




<É isso aí Greg! Demorou um pouquinho, mas saiu. Espero que goste da aventura que farei para você. ^^
Boa sorte e bom jogo. vai precisar. rsrs>

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Qui Fev 26, 2015 1:00 am

Começava a pensar que tomar a poção realmente havia sido uma má escolha. Claro, as bolhas ocasionais eram de fato perigosas, sendo todas no mínimo doloridas, também não gostava muito dos novos caninos, pareciam desajeitados na boca, uma sensação estranha no mínimo, mas os deuses sabem que a pior de todas era Kenna. Para o inferno com a maldita demônio, como um único ser poderia ser tão irritante? Nos primeiros dias, ela havia decidido ignorar minha presença, abismada demais com aquilo que chamava de, "Maior ato de estupidez insana já vista". Esse era o tempo bom, o problema real começou quando ela se recuperou de seu choque, desde então tudo que ouvia era limitado a como eu era imbecil, como havia ousado fazer aquilo com nosso corpo, todas as mais sutis declarações de amor platônico por mim.

Tudo podia parecer ruim, mas tudo piorava quando tentava respondê-la, Kenna sempre tinha sucesso em vencer todos os debates. Se eu dissesse que a maldita cor do céu era azul, ela encontraria uma forma perfeitamente lógica e clara de me contrariar, na verdade era incrível como ela conseguia fazer coisas do gênero, não que isso fosse menos irritante. Viver todas as horas do dia, juntamente de alguém que o odeia não é a melhor coisa para se fazer, a arrancaria de dentro de mim se pudesse, mas creio que ela sairia por conta própria antes, apenas para falar que era ela quem havia resolvido me abandonar. De toda forma, a poção funcionará, era agora um vampiro. Não me sentia exatamente diferente com exceção do dente e do nada saudável calor que sentia sob o sol. Claro que tinha a visão aprimorada, o mesmo acontecia com a audição, uma pena que isto apenas funcionava à noite, mas podia dar um jeito bem o bastante. Pensando do lado bom, sempre veria qualquer indicio de emboscada noturna, era um começo de fato.

Ainda assim, mesmo com todos os, porém que podia ouvir, eu chegava ao meu destino. Juntamente de mim um punhado de dinheiro, minha arma, e meu mais fiel companheiro, uma capa preta e quente, que ao menos afastava o sol. Vampiro ou não, ainda tinha altas expectativas pelos dragões, criaturas fortes e ótimas de se ter como aliados, além de darem péssimos inimigos, tinha experiência o bastante com fogo para poder ter certeza nesta segunda parte. Já era noite quando finalmente chegava  ao rancho, finalmente não precisaria mais da capa, mas ainda assim a mantinha, era rígida e poderia desviar um golpe ou outro de espada se tivesse sorte o bastante, claro que não era uma capa de urso, mas sentia que ao menos não seria molestado caminhando pela estrada daquela forma. Apenas caminhava tranquilamente, evitando conflito desnecessário, ainda que o conflito parecesse me seguir. Já devia estar avançado no terreno do Rancho para aqueles dois guardas vierem contra mim. Claro que teriam guardas naquele lugar, como esperaria outra coisa?  Estavam curiosos e apreensivos sobre mim, não poderia culpa-los por isso.

- E vocês costumam ver pessoas, vindo até aqui há esta hora por outra razão? Brincava com o jogo de palavras, tocando a lança e a cravando contra o chão, afirmando que chegava com as melhores intenções. - Sou chamado Gregar Walker, antigo mercenário, atualmente desempregado. Ouvi dizer que um lugar como esses precisa de guarda noturna ultimamente. Muita gente pensando em roubar um dragão, sabe? Daria de ombros e puxaria o capuz para baixo, como era bom sentir o ar da noite no rosto. - Sabem, pagamento justo e honesto por trabalho bem feito, a mesma história de sempre...Então, podem me mostrar onde vou para encontrar o responsável, ou continuamos aqui conversando, enquanto deixam o trabalho de vigias de lado? Claro, não me importaria em jogar conversa fora, mas tem sido uma grande viagem, e eu gostaria de aprontar a papelada logo. Comentaria e me prepararia para seguir os dois guardas, levando minha arma, até mesmo me dispunha em levar as mãos para ser amarrado, ou deixar que algum deles carregasse minha arma.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Mar 05, 2015 10:45 am

Gregar não era o melhor exemplo do que um mercenário deveria ser. Imprudente, muito impulsivo e inocente em alguns casos. Mas se ele tinha uma das qualidades mais apreciadas para o cargo, era a esperteza. O rapaz conseguiu por em cheque aos guardas, fazendo com que esses recuassem em sua postura mais defensiva. Os dois se entreolharam por alguns instantes, então o segundo guarda deu de ombros e voltou ao posto, enquanto que o primeiro, deu mais um passo a frente. Ainda tentando ver o que havia por baixo do capuz, ele se dirigiu a Gregar com olhar mais analítico. – Venha comigo. – E o guarda esperou que Gregar passasse a frente para que pudesse seguir ao seu lado. Os dois entraram juntos nas terras do Rancho, estava tudo muito calmo, o som dos grilos cantando a noite, e os vaga-lumes que vez ou outra piscavam nos arredores. A escuridão era predominante, apenas o cercado do Rancho era iluminado, e os celeiros que ficavam bem mais a frente. Todo o caminho e o vasto campo entre os celeiros e as cercas que delimitavam o território do rancho, era um completo breu. Apenas os montes mais ao fundo no horizonte se destacavam logo antes do céu azul estrelado.

O guarda levou Gregar até o primeiro dos celeiros do Rancho, o menor em tamanho, mas também o mais bonito, em termos de estética e acabamento. Ele bateu na porta algumas vezes e esperou por cerca de 5 minutos até que um rapaz de pouca idade os atendesse. O homem pareceu um pouco surpreso com a presença do estranho, mas o guarda se anunciou primeiro. – Este homem deseja falar com o senhor, ele está à procura de um serviço. Se não puder atendê-lo, posso despacha-lo agora mesmo. – Disse o guarda já se adiantando, mas o rapaz parecia um pouco duvidoso quanto a deixar Gregar entrar. Ele estava bem vestido, o que indicava que ainda estava trabalhando até aquele horário. Mas sua idade era realmente de se impressionar. Não deveria ter mais de 25 anos, e já era o chefe dali. Sua pele morena e com algumas marcas de queimaduras indicavam que o trato com os dragões era frequente.

- Hum... Certo, podem entrar. Vamos ver o que ele tem a me dizer. – E o homem então abriu mais a porta, dando passagem a Gregar e ao vigia, que vinha logo atrás, ficando ao lado da porta esperando por qualquer ordem. – Pois bem. Me chamo Malkor. Sou o dono deste Rancho e tudo que há nele. Antes eu gostaria de saber seu nome, e se possível, gostaria de ver quem és por baixo da capa. Não gosto de falar com pessoas que se ocultam por baixo de sombras. – Ele falava de forma bem séria e muito rígido. Como um oficial do exercito, e talvez o fosse, mas isso era difícil dizer. A única coisa que Gregar podia dizer com certeza, era que a idade daquele rapaz não dizia nada, pois toda sua postura e forma de falar impunham o respeito e a autoridade que muitos homens de maior idade não tinham. Mas agora ele tinha um problema. Se Gregar tirasse a capa, revelaria seu rosto e sua condição, o que faria? Tentaria enganar aquele rapaz de alguma forma? Ou faria o que ele disse e revelaria sua identidade?

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Dom Mar 08, 2015 11:47 pm

E de fato conseguia passar pela primeira leva de guardas. Não que realmente devesse me sentir orgulhoso disso, aqueles homens não pareciam ser os mais inteligentes. Ainda assim, uma vitoria era uma vitoria, e começar ganhando sempre é bom. Sentia a curiosidade crescente naquele homem, de fato ele queria saber o que o capuz guardava, não que o culpasse, faria o mesmo em sua situação. Dito isso, ficava-me satisfeito em deixa-lo curioso. Fingia não ter percebido nada enquanto caminhava por aquele lugar, que por sinal me parecia anormalmente calmo. Será que tinha me perdido no caminho? Difícil pensar nisso, não é toda fazenda que possui guarda armada aquela hora da noite, além do que, tinha certeza que o Rancho ficava nesta direção, uma pena, mas não ver o fogo cortando os céus era um tanto desapontador.

Esperava rugindo de feras colossais, pessoas correndo desesperadas de um lado ao outro, o calor das chamas lambendo os corpos de todos os presentes. E tudo que ganhava eram grilos, escuridão e um céu irritadoramente azul. Apoiava arma contra um ombro enquanto caminhava, suspirando em desapontamento. Esperava tanto, e via tão pouco. Ainda me animava com o que poderia acontecer, mas a primeira impressão do Rancho não havia sido nada espetacular, na verdade aquele celeiro parecia um tanto mais impressionante. Assim como o homem que aparecia quando chamávamos por alguém. Podia dizer que ele não parecia ser a pessoa mais pontual do mundo, mas sua tão pouca idade me fazia estreitar os olhos em curiosidade, como alguém tão novo poderia ser o chefe daquele lugar?

Provavelmente era tudo graças à seriedade que ele esbanjava. Digo, já avançávamos a noite e ainda podia observar aquele homem queimado com roupas de trabalho, e se o sono não tinha vindo até ele até agora, podia concluir que no mínimo ele era atencioso. Também seria se tivesse um rancho cheio de lagartos gigantes com asas, coloque o fato de eles cuspirem fogo e tudo fica ainda pior. Bem ele me convidava a entrar naquele celeiro, era minha chance de ter aquilo que vinha buscar, uma pena não estar a sós com o homem. Quase tanto quanto o fato de ele querer ver o que escondia por debaixo do capuz. Nunca soube dizer por que, mas as pessoas não costumam gostar de vampiros, ou de possuídos, e bem, eu era ambos, como aquilo poderia dar mais errado?

- E é um grande prazer conhecê-lo, posso dizer que já havia ouvido falar bastante sobre você e esse lugar. Sou Gregar Walker, mercenário itinerante. Parava por um momento observando o local em que estávamos. - Também gostaria de falar, que ouvi dizer que muita gente anda de olho em dragões, não posso crer que um pouco de guarda extra, faça mal para tudo o que tem por essas terras. E bem, sou melhor que a maioria em muitas coisas, além de estar desempregado há algum tempo. Fungava completando a frase. - E a respeito do capuz, não precisa se preocupar, é só uma medida de segurança, não que não goste de meu rosto e tenha problemas em mostra-lo. Digamos, que o sol e outras pessoas possuem um ou outro pensamento errôneo quando me encaram pela primeira vez. Apenas um detalhe incomodo, agora o que me diz sobre a oferta Comentaria em ar analítico, afinal tudo não passava de um novo negocio.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Mar 10, 2015 12:55 pm

Entrar parecia ter sido bem fácil, agora o difícil seria permanecer lá dentro. O homem linha dura diante de Gregar pouco se impressionou com as palavras do possuído. Muito pelo contrario, ele franziu um pouco o cenho e começou a caminhar vagarosamente para os lados. Parecia pensar no que responder, ou então estava pensando se expulsaria o desconhecido dali aos pontapés, ou se arrancava o capuz dele com as próprias mãos. Seja como for, ele demorou algum tempo até responder novamente. O vigia atrás de Gregar não parecia muito preocupado também, apesar da sua aura de desconfiança emanar com tanta força atrás que era possível senti-la como se fosse uma segunda presença ali. O homem então parou e esboçou um meio sorriso, parecia se divertir com a situação, assim como Gregar parecia também gostar do perigo de ser descoberto e ameaçado a qualquer momento.

- Está certo, realmente há muito a se proteger nestas terras. Mas é como dizem os mestres da batalha. Um bom exercito não se constrói com bons números, e sim com bons soldados. – Ele voltou a perambular pela sala. Suas mãos atrás das costas e ele fitava o chão enquanto fazia seu discurso. – Já ouvi historias de Exércitos que conquistaram fortalezas, derrubaram muralhas e destruíram cidades inteiras.

- Assim como também já ouvi historias, Gregar Walker... – Ele parou novamente, desta vez fitando os olhos de Gregar com ferocidade. – De exércitos que foram dizimados, fortalezas pereceram, e até o mais nobre dos guerreiros caiu... Perante um único homem. E sabe por que, Gregar? Confiança.

- A confiança é algo que não se compra, não se acha no meio da rua ao punhados. Confiança é construída com o tempo, com atitudes, com palavras, e principalmente, com sinceridade. – Ele continuou a olhar Gregar nos olhos. O discurso daquele homem parecia o discurso de um general, que se postava em frente ao ser exercito em plena partida para uma batalha épica. Gregar já não sabia mais dizer se o homem realmente desconhecia sua identidade ou não. – Sinto que não está sendo sincero comigo, Gregar Walker. Esconde algo debaixo de seu capuz que não é capaz de me revelar, mas e se este não for seu único segredo? Não posso confiar em alguém que não conheço. E se não posso confiar, não posso deixar que permaneça em meu Rancho. Então, meu rapaz. O que você prefere? Esconder sua identidade e sair daqui sem nada, ou tentar sua sorte e nos contar o que há por baixo dessa capa, que o faz temer tanto um julgamento meu?


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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Ter Mar 10, 2015 7:13 pm

Não negava, me divertia com tudo aquilo. Adoraria permanecer no Rancho, mas talvez, fosse justamente à expulsão que me fazia andar, era a tensão que chamava por mim. Tudo poderia ou dar incrivelmente certo, ou assustadoramente errado, dependeria é claro de minha sorte, e um pouco convencimento, mas nunca havia sido bom na segunda parte. Sentia a preocupação de Kenna como minha própria, ela não gostava daquilo, achava estúpido, eu mesmo pensava que não era tão necessário. Se quisesse um dragão, me considerava apto para simplesmente tomar o ovo de algum deles. Quem me impediria, aqueles guardas mortos de sono? O novo dono das terras? Poderia apaga-los com um único movimento, congelaria ambas suas almas e as levaria ao vazio, mas não o fazia. Esse era o caminho fácil, e é justamente esta a estrada que sempre evitava, qual seria a graça de toda a vida se sempre pegasse os atalhos?

Quieto ouvia ao discurso militar daquele homem. Senti o sorriso alargando-se no rosto em cada palavra dita por aquele homem, na verdade, ele cada vez menos parecia um comum, podia até mesmo confundi-lo com um veterano do exercito. Algo que explicaria muitas coisas, as cicatrizes e o cargo elevado por exemplo. Não sabia se meu nome era conhecido por ele, mas duvidava que aquele ser fosse comum. Eram poucos os que se divertiriam com aquela situação toda, e nós dois parecíamos tomar tudo aquilo como hilariante. Deixava que ele falasse seu discurso, suas historias sobre fortalezas e exércitos pouco me importavam, Kenna pensava diferente, ela entendia o significado por detrás daquelas palavras, cada uma delas era decifrada por sua mente demoníaca. Até mesmo ouvia sua presença em minha mente, digerido a informação para que nosso corpo a absorvesse, era realmente pratico, um dos poucos benefícios em ter uma criatura como aquela juntamente de mim. Ainda assim, arriscava dizer que entenderia tudo àquilo bem o bastante sem que ela intervisse. Puxava a mascará de madeira a apoiando contra algum plano solido assim que Malkor terminava.

- Toma-me como covarde? Não me cubro por temor e sim por sabedoria, se fosse apenas por mim atiraria este pedaço de pano mofado ao longe, assim que visse a primeira luz do luar. Completaria apoiando um dos dedos sobre a máscara. - Há tempos estava em Paramet, caçando sonhos e lobisomens que por qualquer razão que fosse, sentiam enorme prazer em estripar mulheres. Após isso fui atirado na Ilha Sul, onde fui forçado pelos deuses a uma maldita epopeia, que quase custou minha vida. Não contente ainda fui a Calm, enfrentar o fruto da relação de um capitão templário com uma bruxa vampira, um ser tão deturpado quanto os deuses que já tive desprazer de encontrar cara a cara. Pausava removendo o capuz e revelando os olhos vermelhos, as presas pontiagudas e a cicatriz no pescoço. - Anteriormente a tudo isso, enquanto ainda não passava de um moleque, fui isolado tendo um demônio aprisionado dentro de mim, apenas para anos depois receber o vampirismo como recompensa por meus atos. Levantava o corpo encarando fixamente Malkor. - Como pode ver agora, meu rosto não pode ser facilmente guiado pelas estradas. Pausava encostando contra a parede. - Mesmo as noites, as estradas tem se mostrado cada vez mais complicadas. Ofereço minha lança e minhas moedas por uma montaria que me permita viajar sem ser aborrecido. Esta é a sinceridade que lhe ofereço. Como mercenário que sou, alguém que nunca falha em cumprir seus contratos, tem minha palavra que manterei a risca, tudo que for decidido aqui hoje.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Mar 17, 2015 12:03 pm

Malkor deu um sorriso de canto. Parecia realmente se divertir com a situação. Não era um homem qualquer, isso já estava mais do que claro, mas sua reação era no mínimo interessante. Gregar também notou que o olhar perfurante em suas costas havia diminuído de intensidade, ou será que ele estava apenas relaxando demais e esquecendo que havia mais alguém ali? Era difícil saber. Se olhasse para trás, veria que houvera mudança sim, na postura do guarda. Ele estava sério, porem não expressava mais a carranca de insatisfação de antes, e tampouco mudaria sua postura diante da aparência de Gregar. – Covarde? Não. Não mesmo. Muito pelo contrario, tens muita coragem de vir até mim em sua situação atual, Gregar. Admiro homens com sua bravura. Um tolo talvez, mas quem sou eu para julgar seus atos? Mas entenda uma coisa... Confiança é algo que se conquista com o tempo. Não posso coloca-lo em meio à meus homens tendo conhecido você neste instante. Porem, lhe darei uma chance de provar que és um homem de palavra como diz ser.

Malkor foi até o fundo da sala, que antes o possuído não havia parado para reparar com maiores detalhes, mas agora que o clima estava um pouco mais ameno, ele notava com mais clareza. A sala era grande, bem mobiliada, parecia-se muito com uma sala de estar de uma mansão luxuosa. Haviam dois sofás no centro, um virado para o outro e no meio uma mesinha de madeira castanha. Por baixo dos sofás e da mesa, um belo tapete de pele de algum animal que Gregar não identificou, igualmente de cor castanha, porem bem mais escura que a mesa. As paredes eram adornadas com alguns quadros. Do lado direito da sala, havia uma grande estante com livros na parte de cima, gavetas na parte de baixo, e no centro um vão onde estavam depositadas algumas taças e uma garrafa de vinho. Já o lado esquerdo da sala estava livre de moveis, e servia como passagem para o fim do cômodo, onde na parede final havia uma porta. Malkor foi até a porta, que estava entreaberta, lá dentro Gregar conseguiu ver apenas uma mesa e dela Malkor pegou algo. Ele voltou então trazendo consigo uma pequena caixa amarrada com um laço de couro bem resistente.

- Tenho uma missão para você. Preciso entregar este pacote há um velho amigo, que mora próximo à Floresta Allgreen. Ele é um druida da floresta, e prefere morar ao lado da natureza, onde se sente mais a vontade. Quero que você o entregue este pacote em meu nome, porem não deve abri-lo em hipótese alguma, nem mesmo perdê-lo ou danifica-lo. Deve proteger este pacote a todo custo. Aceita a missão? – Caso Gregar aceitasse a missão, poderia escolher faze-la somente pela manhã, ou partir agora a noite. – Pode partir assim que desejar, inclusive se quiser ir agora e aproveitar a noite, não será problema. Mas tenha em mente que as estradas são traiçoeiras, ainda mais no escuro. Caso queira esperar, posso disponibilizar um local para ficar provisoriamente até amanhã. Se quiser partir a noite, os vigias da entrada lhe disponibilizarão tochas para iluminar seu caminho. E a propósito... O mapa para a casa do Druida está preso em baixo da caixa. – Esta ultima frase ele diria apenas quando Gregar já estivesse com a caixa em mãos.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Qui Mar 26, 2015 6:33 pm

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"Just a mere shadow of curiosity"


Admitiria se me perguntassem, estava a apenas um instante de saltar por sobre o pescoço daquele homem chamado Malkor. Sua encenação sobre confiança havia me feito perder as estribeiras com um instante, mas a presença conservadora dentro de minha cabeça era um freio mais que superior. De tempos em tempos, ficava grato por ter Kenna ao meu lado. Gostava da resposta do humano, não discordava com o que era dito, confiança sempre é uma raridade valiosa, muito mais no meio em que vivo que no restante da ilha. Tolos a esbanjavam, sobreviventes a reprimem, sempre funciona dessa forma. Quando o homem dava as costas, me voltaria a mascará e a prenderia novamente no cinto, ao menos sentia a presença do guarda a porta se diminuindo.

Na verdade agora que havia dito tudo o que queria, toda a sala parecia crescer a minha volta, era um lugar realmente amplo, repleto de luxos que pouco me eram familiares. Inveja sempre me pareceu um sentimento pequeno demais. Recusava-me a demonstra-la. Ainda assim, admitia que aquele estilo de vida não parecia dos piores, com o cantos do olhos observava o humano colhendo uma caixa. Ficava curioso para saber o que ele poderia estar colhendo aquela altura da conversa, mas deixava a curiosidade morrer presa em minha garganta. Não tinha intenções de me expor mais do que já havia feito, tudo que fazia era assumir uma postura estoica enquanto aceitava a caixa dada por Malkor, juntamente da explicação sobre o que teria de fazer a seguir. Era uma missão que deveria aceitar caso desejasse provar-me como digno de confiança. Sentia um sorriso simples crescendo no canto dos lábios. Ir até a casa de um druida me parecia fácil demais. Aceitaria a caixa, colocando-a debaixo de um dos braços antes de voltar a falar.

- Muito bem, aceito de bom grado a tarefa. Partirei agora, sem tochas de preferência. Enxergo bem o bastante na escuridão, fogo mais serviria para chamar atenção a mim que para qualquer outra coisa. Acenaria com a cabeça, então recolheria a arma e abaixaria o capuz novamente. - Fico ansioso para saber qual vai ser minha recompensa quando eu retornar. Falaria enquanto caminharia para fora da casa. Uma vez que já estivesse pronto, observaria o mapa e me colocaria e caminho, iria direto para a Floresta.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Mar 31, 2015 10:38 am

- Está certo, você decide como fará a viagem. Nos vemos daqui há alguns dias, se me der licença, preciso terminar meus afazeres agora. – E sem esperar muito, Malkor se virou e voltou à sua sala, fechando a porta atrás de si. Se Gregar quisesse perguntar algo, teria que faze-lo rápido, caso contrario, o vigia iria prontamente escolta-lo para fora. – Vamos indo, tem certeza que prefere sair a noite sem nenhuma iluminação? A estrada fica muito escura a noite, parece ter sido tomada pelas trevas... – E o vigia que há pouco parecia tão durão, agora dava uma de covarde com medo do escuro, ou será que ele estava apenas tentando assustar Gregar para fazê-lo desistir? Seja como for, era hora de partir, a noite era sua melhor amiga agora, e a lua prateada sob sua cabeça era sua única companhia. As trevas da estrada o aguardavam e nem mesmo ele sabia o que esperar de um lugar como aquele. Gregar pegou o pedaço de pergaminho sob a caixa e deu uma olhada antes de se afastar das luzes do rancho. O mapa mostrava uma pequena parcela da região, mas que fora toscamente desenhado à mão, e não fosse a fonte da qual o possuído havia conseguido aquele pedaço de pergaminho, poderia até mesmo dizer que era falso.

Os traços era irregulares e imprecisos, e não havia nenhuma informação escrita no mesmo, que indicasse qualquer coisa. Qualquer pessoa com um pouco menos de inteligência poderia se perder facilmente com aquele pedaço de papel em mãos, mas Gregar estava mais além disso graças a Kenna. O caminho traçado pelo mapa indicava que deveriam dar uma grande volta por uma região do mapa que fora rabiscada de cinza, o que calculando, deveria dar aproximadamente o dobro do tempo normal da viagem, caso seguisse em linha reta até o destino. Mas o que era aquela área cinzenta? Isso nem mesmo Malkor parecia saber, ou seja lá quem for que desenhou aquele mapa medíocre. Também não havia nenhuma indicação do porque não seguir em linha reta, a área cinza estava lá apenas desenhada no mapa, talvez indicasse um outro rancho, ou um pântano, ou qualquer outra coisa. Caberia ao próprio Gregar decidir o que faria naquela situação. Afinal, tinha bastante tempo para pensar, a viagem seria longa e bem solitária. – Você vai para a casa do Udyr, não é? Vai ser uma viagem BEM longa. - Disse o vigia antes que Gregar fosse embora. Ele poderia aproveitar a deixa e perguntar aos guardas alguma coisa sobre o mapa, alguma informação, quem sabe.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Dom Abr 12, 2015 10:37 am

E era assim que tudo acabava. Eu com um pacote e um mapa em mãos, tendo de fazer uma viagem em pleno anoitecer, para o meio de uma floresta. Pessoalmente, eu não nutria nenhum amor em especial por algo como bosques, na verdade era bem o oposto. Não tinha tido experiências exatamente favoráveis em locais assim, poderia evitar uma floresta ao anoitecer tão bem quanto qualquer outro. Até iria preferir fazer isso, mas não tinha muita escolha dessa vez. Tudo parecia realmente simples, teria se seguir aquele trajeto no mapa evitando uma área marcada previamente. Uma área grande demais para que ignorasse, queria terminar aquilo realmente rápido, e aquele caminho alternativo me parecia bem mais rápido. Não sabia exatamente o que havia na zona cinza, mas não encontrava uma razão real para me preocupar com isso. O que de tão ruim podia acontecer naquele lugar? Eu esbarrar em um dragão?

- É justamente por estar escuro que vou sem tochas, não quero parecer uma vela, quando chegar aquela floresta.

De certo modo, aquele mapa não era preciso o bastante para que eu o seguisse. Se parasse para contar os traçados grosseiros demoraria não apenas tempo em caminhada, como tempo tentando descobrir onde eu havia ido parar. Claro que teria o apoio de Kenna para isso, duvidava que ela mesma desejasse se perder juntamente daquela floresta, seu conhecimento estaria implícito em tudo que eu tivesse de fazer. Ainda assim, a tentação era muito mais forte do que poderia resistir. Enfiava o papel dobrado em um dos bolsos, e com a arma apoiada por sobre um dos ombros e com pacote em mãos, começava minha caminhada. A noite era escura e isolada, um lugar perfeito para uma figura encapuzada se portar. Seria ainda mais difícil que eu fosse ser provocado vestido da forma que estava. Claro que não contava com animais ou qualquer outra coisa, não que me preocupasse em um ataque de algum deles. Quantas vezes um lobo pode resistir a uma chuva de laminas congeladas? De toda forma, tinha o trajeto traçado, teria a visão e caminharia diretamente contra a zona cinza, até a casa de meu alvo.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Abr 17, 2015 10:40 am

O que era a escuridão, para uma criatura que já vivia na noite? Gregar poderia ser um vampiro a pouco tempo, mas isso não deixou que as trevas da noite o intimidasse. Mas o que era a escuridão afinal? Ver aqueles homens falando do escuro e dos perigos da noite era demasiado engraçado, e chegava a ser entediante em alguns momentos. Mas então, porque as criaturas horrendas, os malfeitores e perigos ocultava-se sempre nas trevas? Essa era uma resposta que talvez nem Kenna, em sua demasiada sabedoria pudesse solucionar. Essa era uma daquelas questões ancestrais, como aquela velha pergunta que afligia a todo ser vivo pensante. “Qual o sentido da vida?” Essa questão remete à antiga luta do bom contra mau, rixa essa que existe desde os tempos primórdios, talvez até mais antiga que as estrelas e planetas existentes no universo. Mas a questão era, por que? O que é o bom e o mau? Existem dezenas de conceitos e livros sobre isso, fabulas, historias, lendas. Filósofos gastaram anos em vida tentando ao menos chegar próximo dessa resposta, guerreiros, homens, mulheres e até crianças lutaram em prol de um desses conceitos, mas sem saber ao certo o que significavam, apenas com uma ideia vaga, relativa, do que é ser bom e do que é ser mau.

Mas o que é o mau, senão a ausência do bom? Há quem diga que no início, quando o universo estava sendo moldado no que é hoje, forças divinas e poderosíssimas viviam em perfeita harmonia, trabalhando juntas para construírem uma obra grandiosa e perfeita. Mas essa harmonia foi quebrada por um deles, foi a partir do momento em que essa harmonia deixou de existir, que surgiu essa rixa. Uma luta que perdura desde hoje, e que moldou o universo da forma como ele é atualmente. Fazendo de Lodoss o que ela é, uma terra carregada de perigos e incertezas. Mas então o que é a escuridão? A escuridão é a ausência da luz. Quando a luz do sol, a estrela mãe de todas as outras conhecidas, se esconde por trás do véu escuro do universo. Revelando todos aqueles que caminham sob essa escuridão, aproveitando-se dela para praticarem seus atos. E era dessa forma que Gregar caminhava pela estrada. Escondido sob uma capa de trevas, mas dentro de si, escondido por baixo dessa mascara, morava um guerreiro cheio de incertezas, que vez ou outra, tomava atitudes insanas, mas as vezes, tomava atitudes louváveis.

Gregar caminhava pela estrada com toda certeza, que mesmo tendo um futuro tão duvidoso, ele sairia vitorioso seja qual fosse a situação. E ele não se deixou abater por nada. Nem pela escuridão da madrugada, nem pelos rabiscos mal explicados do mapa, nem pelos temores que aquela aventura incerta trazia. E não demorou até que ele se distanciasse o suficiente do rancho a ponto de não conseguir mais vê-lo. Só o que havia agora era a estrada, e o manto estrelado sobre sua cabeça. O silencio era sepulcral, não havia uma sequer alma viva (ou morta) naquela estrada. O clima estava frio, o vento batia fraco, uma brisa leve e gelada, e não havia quase nuvens no céu. A tranquilidade só era quebrada vez ou outra pelo sussurro dos ventos, que eram quase como uivos baixos ao pé do ouvido, remexendo a relva baixa da planície e levantando a poeira da estrada. Gregar caminhou horas com esse mesmo cenário, contando apenas com a sua visão privilegiada, que lhe permitia ver claramente seu caminho, mesmo estando num breu completo. A noite já começava a se esvair pouco a pouco, e uma camada de névoa moderada se formava a frente da estrada, atrapalhando um pouco a visão. Mas antes mesmo do sol dar seus primeiros sinais no horizonte, Gregar avistou poucos metros a frente, uma espécie de mureta de pedra bem baixa, deveria ter no máximo 1 metro de altura, e em vários pontos haviam buracos e rachaduras, em alguns lugares ela chegava a estar quase toda tombada ao chão e seus pedaços já praticamente soterrados pela terra e a grama baixa que crescia naquela região como um todo.

A névoa que se formava impedia que Gregar visse mais além, mas calculando a distancia que percorrera, somada às horas que viajou durante a madrugada, ele poderia certamente dizer que aquela era a área cinza rabiscada do mapa. Mas como ele próprio havia decidido muito antes de chegar até ali, ele não hesitaria em entrar, e nem mesmo teve dificuldade em faze-lo visto que mesmo o muro estando de pé em sua maioria, era possível transpassa-lo sem nenhum problema devido a sua altura. À medida que Gregar caminhava pelo local, a claridade começava a irradiar por toda a planície, mas ao mesmo tempo a névoa se tornava cada vez mais densa, dificultando muito a visibilidade do rapaz. Quanto mais ele andava, mais essa situação se intensificava, até que depois de cerca de 5 minutos, Gregar viu o primeiro sinal de mudança na paisagem. Uma lapide. Não só uma, mas outra, e outra, e mais outra... Sim, aquilo era um cemitério...


...Os poucos metros que sua visão alcançava dentro da névoa revelaram pelo menos uma dúzia de lapides, todas dispostas de forma meio desordenada, sem nenhum alinhamento ou coisa parecida. O sono era coberto em sua maioria por grama verde e bem baixa, as covas não pareciam ser rasas, pois não havia aquela protuberância comum dessas covas. Mas o solo era um tanto irregular em alguns pontos, com altos e baixos e muitas pedras pelo caminho e até mesmo pedaços de outras lapides quebradas.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Dom Abr 19, 2015 11:41 pm

Nightfall

"A night that hold all our secrets"



De fato a noite era escura naquela estrada. Tão negra quanto o mais profundo piche, quase como se ela tentasse engolir os olhos de qualquer um que a encarasse por tempo demais. O local era assombroso de fato, ninguém em sã consciência faria aquela viagem, ao menos, ninguém que caminhasse sob a luz do sol, e era por isso que eu continuava a avançar. O vazio a minha frente não me incomodava, pelo contrario, sentia-me como retornando a minha casa após uma longa viagem. Nada me parecia tão confortável como ser um ponto naquela escuridão densa. Ser caçado por alguém? Quase gargalhava das preocupações lançadas contra mim. Não havia nada além do silencio da noite ao meu redor, o que poderia acontecer comigo naquele lugar? Ser atacado por algum bêbado? Duvidava que qualquer um fosse sequer capaz de ver naquela situação.

Eu mesmo pouco enxergaria se não fosse pela maldição do vampirismo, uma característica que de tempos em tempos se provava fatalmente útil em meus planos. E era justamente graças a minha boa visão no escuro que chegava ao meu primeiro destino, a área demarcada no mapa. Não negaria a curiosidade que sentia ao chegar àquele local, até mesmo me permitia sentir-me animado com o que poderia encontrar. Não tinha pista alguma sobre o porquê deveria evitar aquela área, não era de se espantar que assim que via o cemitério sentia o peito pulsando mais forte. Podia haver qualquer coisa naquele lugar, na verdade eu até mesmo desejava que tivesse alguma coisa ali. A área em que estava era evitada, aparentemente selada por qualquer razão que fosse. Tinha uma obrigação silenciosa para com aquele mistério, assim como sabia que avançar por aquele caminho me tornaria muito mais próximo de meu objetivo final. Era isso que me fazia avançar contra aquele muro que caia aos pedaços, caminhando entre a estranha nevoa que começava a surgir de lugar algum, tão densa quanto o silencio que preenchia a noite momentos antes.

Demorava a perceber, mas estranhamente assim como a nevoa parecia surgir de lugar algum, uma estranha claridade parecia se acumular por sobre as lapides. Tinha a visão sendo delimitada pelo pesado véu que se formava em todo aquele local estranhamente singular, sentia como se realmente houvesse algum tipo de energia sendo emanada por toda aquela extensão. Quase como se estivesse a caminhar por um local vitimado por uma maldição, que forçava os mortos de volta a vida. Aquilo tudo era minimamente interessante, desejava saber até onde iria o cemitério. Por sorte tinha a direção que precisava avançar, e sem hesitar a perseguiria, caminhando justamente na linha demarcada pelo mapa, atravessando sem o menor problema aquele cemitério assombroso. Ainda assim, sabia que algo naquilo tudo poderia estar errado, portanto mantinha os olhos debaixo do capuz atentos ao meu redor, vislumbrando tudo e todos que pudessem ousar se mover, de lamina em riste, não temeria abater qualquer um que se posse em meu caminho.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Abr 25, 2015 10:41 pm

Gregar chegou ao seu primeiro objetivo daquela noite, por mais que não fosse seu objetivo final, ainda era um alvo que queria atingir. O local batia com a distancia percorrida no mapa, apesar de ter demorado mais do que imaginava, ou talvez a hora tivesse passado tão rápido que ele nem percebera. Mas era evidente que o sol estava nascendo, mas não da mesma forma como ele estava acostumado a ver. Aquela manhã, o sol nascera opaco, quase sem cor, a única coisa que evidenciava sua subida pelo horizonte era a claridade que começava a iluminar tudo, passando insistentemente pela névoa espessa e deixando tudo a mostra novamente. Gregar olhou aquela cena e achou esquisito, o sol costumava lhe incomodar mesmo sob a capa, mas aquela vez não o estava fazendo. Ele olhou diretamente para o astro, mas nada sentiu, provando então que realmente havia algo errado com aquela névoa.


O clima ainda estava frio, mais do que de costume, ainda mais quando no dia anterior, enquanto caminhava em direção ao Rancho, havia feito sol e céu claro totalmente sem nuvens. Não havia brisa, a névoa permanecia estagnada naquele local, como um miasma maldito e pesado. E como era pesada. Gregar podia sentir seu peso como se algo estivesse sobre seus ombros. E então aquela sensação inconfundível de estar sendo observado lhe invadiu a mente, ele sentia isso em suas entranhas, pulsando como se fosse seu próprio coração batendo e lhe alertando a cada segundo que algo estava errado com aquele lugar e que talvez fora um grave erro entrar ali. Mas o que poderia haver de errado? Eram somente tumbas, não havia ninguém ali, não importava para que lado Gregar olhasse, não veria uma alma sequer, nem viva, nem morta. Pelo menos não por enquanto.

Gregar caminhou mais alguns minutos, as tumbas foram aumentando em numero, e o gramado já começava a se tornar esparso, e a terra agora era crua e úmida em alguns pontos. Gregar caminhou, observando tudo, atento a tudo, e então algo lhe chamou a atenção. A sua frente, um pouco para direita, algo se movia, parecia um homem. Não, olhando melhor, a silhueta diferia e muito de um homem. Era pequeno, deveria ter no máximo 1,50m. carregava algo grande nas mãos, parecia um escudo, e suas cabeças... Sim, ele tinha duas cabeças! Haviam chifres pontiagudos e retorcidos. Mas era só isso que ele via, uma sombra em meio a névoa de uma criatura não identificada. Mas a criatura não parecia tê-lo visto, tampouco estava indo em sua direção, ele se afastava, a passos lentos, com suas perninhas finas e frágeis, parecia que quebrariam a qualquer momento mediante o peso que carregavam. Mas alguém ali com certeza estava vendo Gregar, pois a sensação de vigília sobre si não desaparecera em nenhum instante, e logo essa presença se revelou, mais sutil do que ele imaginava. Uma doce voz, uma mulher falava bem atrás dele, parecia estar tão perto que Gregar podia sentir até mesmo seu hálito, ou seria somente sua imaginação? Eram flores, definitivamente era cheiro de flores.

- Não deveria ter pisado neste cemitério, humano. – Ela falava num tom neutro, e mesmo com sua voz gentil, transparecia a frieza de alguém que dava um aviso, mas não parecia nem um pouco preocupada, ou sequer sentia algo referente àquilo. – O que trás um ser tão diferente como você a um lugar como este? Sabes ao menos onde está? – Ela não parecia realmente estar em duvida, talvez sua neutralidade chegasse a tal ponto que era impossível saber se ela estava mesmo querendo saber algo, ou se estava questionando Gregar apenas para que ele mesmo se questionasse sobre isso. Mas as surpresas não paravam por aí, pois ao se virar Gregar deu de cara com uma mulher, realmente, mas não era uma mulher qualquer, era uma fantasma.


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Re: Rancho Fireball

Mensagem por Gregar em Seg Maio 04, 2015 9:32 pm

Ghost
"The real monsters don't live in the night, they do live into yours fears"


Aquele lugar era estranho, fedia a morte e a magia negra. Odores desagradáveis para qualquer um que tivesse o menor senso de olfato, não seria diferente a mim. Sua estranheza não era resumida apenas a isto, o próprio tempo percorrido me parecia caótico e deturpado. Podia saber que a caminhada havia sido longa, mas ainda julgava possuir mais algumas horas de noite alta, o sol me parecia estranhamente precoce. Não apenas isso, como também se mostrava frágil como nunca, como em uma miragem distante prestes a sucumbir perante a realidade. Tal como em uma ilusão este sol não me feria, pelo contraio, era tão inofensivo quanto à lua. O clima era horripilante a seu modo, perfeito para aquele local maldito. O frio era muito mais forte do que julgava normal, até mesmo aquela nevoa pesada era antinatural, confortável o bastante para me fazer remover o capuz do pesado manto, mas incomodo o suficiente para me deixar sentindo aquele peso claro.
 
E não era apenas a nevoa que pesava em minha cabeça. Estava sendo observado por algo, mesmo que meus olhos não vissem nada, a sensação era clara, inconfundível para alguém que dividia o corpo com um demônio. Sentia-me animado com a possibilidade de enfrentar o desconhecido, não sabia o que poderia vir diante de mim, mas estava repleto de vontade para descobrir. Continuava a caminhada sempre com a mesma sensação, mas tudo que chegava a encontrar eram vultos disformes que se mantinham muito longe. Jurava observar uma figura demoníaca surreal e frágil, mas a distancia parecia difícil ter certeza do que realmente via, também não observava nenhuma menção de ser visualizado pelo ser, então apenas me mantinha em caminhada. Ao menos seria isso que teria feito, caso não fosse por aquela voz que me chamava. Chegava súbita juntamente de um odor floral, como se sua dona sempre tivesse permanecido em minhas costas. Virava-me ouvindo cada uma das palavras dando de cara com um ser fantasmal. Começava a adorar aquele lugar.
 

- Humano? Repetia em um eco seco. - Há muito tempo não sou chamado como tal, há anos possuo um demônio alocado em minha alma, há meses aceitei o vampirismo como uma maldição, se havia algo de humano em mim posso lhe garantir que este algo já está morto. Sou Gregar Walker, portador da demônio Kenna, e você quem é fantasma? Falaria já virado para a mulher em busca de uma resposta clara.

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Re: Rancho Fireball

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Maio 11, 2015 9:32 am

A fantasma olhou para trás de Gregar, acompanhou alguma coisa com o olhar que foi se afastando e depois voltou a encara-lo com a mesma expressão de antes. – Não o vejo como um possuído, muito menos como um ser maligno, assim como aqueles que rondam este lugar. Você é diferente deles, apesar de não ser um ser bondoso também. – Ela parecia ter a capacidade de sentir a aura das pessoas, ou seres, mas somente Gregar poderia dizer com certeza se era um ser maligno ou benigno. Mas essa escolha ele poderia deixar para depois, ou não. Seja o que for que a jovem estava acompanhando com os olhos, estava próximo, talvez fosse aquela criatura que Gregar vira perambulando antes de a fantasma lhe chamar a atenção.

- Me chamo Adélia. É um prazer conhece-lo, Gregar Walker. – E pela primeira vez a mulher pareceu sorrir, mas foi breve, e logo ela falou num tom um pouco mais urgente. – Você deve partir daqui imediatamente, talvez ainda haja tempo, talvez o Terror ainda não o tenha percebido em seus domínios... - Aquela sensação pesada de estar sendo observado voltou a aparecer, ou talvez nem tivesse sumido, Gregar apenas se distraiu com a presença da fantasma, achando que esta era a causa daquela sensação. A névoa densa e fria começou a se movimentar levemente, como se estivesse sendo empurrada para o lado, mas para que lado? Era impossível dizer ao certo, Gregar já não conseguia distinguir mais nada na paisagem além das tumbas que ficavam a sua frente.

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Re: Rancho Fireball

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