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Arredores da Cidade

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Arredores da Cidade

Mensagem por ADM GabZ em Seg Dez 23, 2013 2:21 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Em torno da movimentada cidade de Paramet existem algumas trilhas e estradas de terra. Alguns viajantes as tomam para cortar caminho e não terem de passar pela tumultuosa cidade, principalmente em dias aonde o comércio é mais intenso. Bastante tranquilo, os campos daqui possuem grama alta e algumas árvores. Algumas casas abandonadas esquecidas pelo tempo apenas assistem os dias passarem. Bastante calmo, o lugar traz tranquilidade, mas uma pequena fração de insegurança por ser costumeiramente deserto.

É comum, também, encontrar alguns vendedores ocasionais e misteriosos. Pode-se conseguir algo por uma pechincha pois, muitas vezes, vendedores expulsos de Paramet por algum motivo — ou que não possam entrar — acabam tendo de fazer seus negócios nos arredores. Um deles é Gronk, um orc carrancudo criado por goblins e, por conta disso, possui uma enorme habilidade como ferreiro. A lateral direita do seu rosto é totalmente queimada e até sua orelha se foi, sem contar ainda seu corpo que era coberto de cicatrizes. Sua aparência faz com que os guardas não permitam sua entrada em Paramet, portanto é comum ver o orc estacionar sua carroça nos arredores e montar sua oficina "portátil" para ficar alguns dias. E tudo aquilo era puxado por um enorme lagarto que vestia uma pesadíssima armadura de ferro, habilmente feita para encaixar-se no animal como se fossem escamas.

O principal diferencial dos equipamentos e armas feitas por Gronk é que elas são feitas sob medida, do jeito que o cliente bem entender. Além disso ele costuma trabalhar com materiais diferenciados, nem sempre usando o ferro e a madeira, muitas vezes pedindo de seus clientes alguns materiais especiais para fazer equipamentos perfeitos. Seu preço é um pouco salgado, mas certamente vale a pena ter uma arma ou qualquer outro equipamento forjado por Gronk.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:05 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Sab Mar 05, 2016 9:40 pm



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Era um dia comum como outro qualquer nos arredores da grande Paramet. Sabe-se-lá o motivo que trouxe Arkin a descansar debaixo da sombra daquela grande árvore na beira da estrada de terra. Talvez a sombra boa, tranquilidade, descanso fácil e convidativo?

A grama disposta em grande parte dos terrenos ao redor era bem macia e aparentemente um pouco desbotada. Provavelmente anunciava o auge da primavera e os primeiros dias do Outono chegando. Algumas folhas já ameaçavam cair das árvores com mais frequência, a brisa do vento também se mostrava um pouco mais fresca quase um pouco mais frio do que o comum. Pelo menos o sol ainda estava lá, bem lá no alto, meio tímido entre uma grande nuvem ou outra, mantendo o clima do ambiente em equilíbrio.

O meio-demônio então sentiu sua barriga roncar. Um aviso. Talvez Fome?

Meio absorto dos eventos externos, decidiu levantar-se e seguir numa busca por algum alimento para saciar sua vontade. A princípio, seguiu caminhando na beira da estrada, nem no meio, nem na grama; entre ambos. Olhava para o alto, completamente distraído, procurando frutas entre as árvores. Aliás, não eram muitas árvores que haviam por ali, naquela região em específico. Talvez alguns quilômetros mais a frente ele encontrasse, a julgar pela paisagem de grandes árvores que se via de longe lá no horizonte. O problema é que, enquanto ainda perdido na sua caminhada, de repente deu-se conta de que pisou em falso. Tarde demais para desviar, suas duas pernas afundaram em dois buracos que praticamente pareciam escavados justamente sob medida. Ficou praticamente atolado e certamente atônito. Quem diabos construiria uma coisa dessas bem na beira da estrada?

— Te-hee! Você até que foi bem fácil de pegar? — Falou uma vozinha irritante e meio debochada, vindo de traz de uma árvore logo ali na frente, perto da beirada.

De repente, de traz dela, saiu uma criaturinhazinha esverdeada, orelhas pontudas e grandes, narigão e olhos maliciosamente tendenciosos. Um sorriso sarcástico rasgava-lhe o rosto demonstrando satisfação em ver o meio-demônio naquela situação. Era um Goblin então? E o verdinho, danado, logo correu mostrando ter uma agilidade incrível quando chegou perto de Arkin em questão de segundos e logo se mostrou interessado em seus pertences.

— Ah! Que diabos são essas asas? — Bradou o orelhudo, apalpando as asas de Arkin e tomando liberdade de puxa-las um pouco como se quisesse ver a envergadura ou coisa do tipo. E tem mais, o danado pretendia ir ainda mais longe quando com sua mão direita fez menção de descer apalpando todo peitoral, costas e abdômen de Arkin - por cima das roupas - meio que vasculhando os bolsos e afins.

Considerações:
- Ei amigo, daqui em diante estarei encarregado de narrar sua aventura tudo bem? Li seu post lá no tópico e vi que você tem interesse em tornar-se rico. Pretendo colocar oportunidades para tal, vou ampliando melhor as descrições do cenário e tudo mais conforme as próximas narrações ok?

Espero que goste da minha narração, eu também sou um pouco novo no meio então qualquer dúvida, mp pra mim.

Exp de Atraso:
300xp de Atraso pra você amigão o/
(Toda vez que uma narração atrasa no prazo de 1 semana, rende 50xp pra você. Vi que você postou em dezembro do ano passado, então te dei o bônus do atraso agora.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Dom Mar 06, 2016 5:23 pm

OFF TOPIC:
É noiz que voa passarim! Desculpa o primeiro post tão simples, ainda estou me adaptando ao fórum. Bem, partiu jogar!

A natureza daqui era uma maravilha, com certeza. O ambiente era todo de calma e paz, talvez seja por isso que eu me acomodei tão facilmente por aqui. Eu caminhava por entre o mato e a estrada, sem pressa, a procura de alguma frutinha, ou coisa do tipo, enquanto aproveitava aquela brisa tão calmante na minha cara. Eu observava a paisagem também, e ela não ficava atrás no quesito de transmitir tranquilidade. A brisa que batia no meu rosto também batia na grama desbotada, fazendo com que elas se movessem de forma hipnótica e atrativa para os meus olhos. O Sol não estava tão quente hoje, estava na temperatura ideal para equilibrar o clima. Era totalmente diferente de Takaras, onde além de ser quente, não tinha dia e quase não existia vegetação. Eram tão raros esses momentos de paz e calmaria... No fundo da minha alma conturbada eu desejava que aquela sensação boa, de tranquilidade e paz, não terminasse nunca.
A princípio não tinha nem um alimento naquelas árvores que estavam mais perto de mim, mas lá no horizonte eu conseguia avistar uma quantidade maior de vegetação arborífera, e com sorte eu acharia uma fruta dando sopa. O único problema é que eu não prestei atenção no chão, o ambiente estava tão calmo que eu me distrai muito facilmente. Putz, e eu caí do pior modo possível, de cara na terra! E eu me ajeitava o melhor possível, tentando me levantar daquela queda idiota, e falava
-  Quem foi o idiota que fez essa droga aqui!? - Eu ia me recompondo quando ouvi aquela voizinha debochada tirando com a minha cara. O otário dava as caras, era um goblin. Ahhh, eu realmente tinha ficado com raiva dele. Quem ele pensava que era pra acabar com a minha paz e tranquilidade e ainda rir de mim?! Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele já vinha rápido como um rato do mato - Hey! Quem você pensa que é pra me derruba... Larga a minha asa!! - Ele tava pedindo soco na cara, eu rapidamente levantava a minha asa com o objetivo de jogá-lo pra cima, ele tava segurando ela não é? Se o desgraçado não soltasse, eu ia ficar batendo ela até o verdinho ficar atordoado. Ele tava muito ferrado!

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Dom Mar 06, 2016 6:29 pm



Arkin Cerbus



Graças aos seus reflexos e também presando por manter sua privacidade e porque não intimidade? Arkin conseguiu driblar a ousadia do pequeno Goblin quando deu um chacoalhão com sua asa direita. Foi mais que suficiente pra desestabilizar o verdinho e obrigá-lo a segurar na parte superior da asa pra não cair. As perninhas do danado ficaram balançando meio que tentando voltar pro chão, mas Arkin não deu trégua e continuou insistindo em chacoalhar o bichinho até que no auge da sua resistência, o Goblin cedeu. Voou no chão, estatelado de costas. Ficou um tempinho ali atordoado, suficiente para que Arkin se levantasse e saísse dos buracos sem grande dificuldade.

Ele tinha asas afinal. Que diabos um buraco podia fazer com ele?

— Ei, ei! Calma aí grandão. Eu só to fazendo meu trabalho! — Na maior cara de pau o verdinho ainda tentou se explicar. Como se a palavra trabalho fosse suficiente pra desmerecer a invasão de privacidade e o quase roubo que ele acabou de praticar. — Esse é meu ganha pão, entende? Eu faço armadilhas, pego os desavisados, depois roubo eles. Aí eu revendo nas caravanas ou para viajantes, etc. O que pagar melhor. Sabe como é, hehehe. — E deu uma risadinha marota.

O Goblin então meio que tentou se sentar ainda na grama, coçando a cabeça e observando Arkin com um sorriso torto, claramente estava preocupado. E não é pra menos, ele acabou de tentar roubar o cara, não foi?

— Ei, bem que podemos fazer negócio né? O que você tem aí pra me oferecer? Espera, espera... — Alegou, tentando se levantar enquanto limpava as roupas da terra e da grama. Depois ficou olhando ao redor como se procurasse por algo. Quando avistou a árvore, aquela mesma de onde ele estava escondido antes, o verdinho andou naquela direção meio que tomando cuidado onde pisa e como se avaliasse o terreno, claramente deveria estar cheio de outros buracos como aquele em que Arkin caiu. E o orelhudo só parou quando, cerca de uns 2 metros da árvore, cavucou meio que embaixo da grama - com a própria mão - e tirou de lá parte de um grande saco de tralhas.

— Aí o passarinho, da uma mão aqui! Essas asas são fortes não são? — Ainda teve a cara de pau de pedir ajuda pra Arkin, mesmo depois de tudo. Bem, ao menos parecia sincero, o verdinho realmente não estava conseguindo puxar aquele saco de tralhas pra fora sozinho.

Enquanto isso, durante toda a conversa, o meio-demônio teve a impressão de escutar um barulhinho, quase imperceptível, como se fosse alguma coisa trotando, pisando na grama molhada, sempre no mesmo ritmo...mas estava longe, ainda não dava pra ouvir com exatidão. Ainda mais com aquele baixinho esverdeado falando sem parar naquele tom estridente e cômico.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Qua Mar 09, 2016 11:19 pm

Ahhh, ver aquele goblin voando me dava uma satisfação inenarrável! Quem ele pensava que era para tentar praticar um furto em mim? Ele iria voar mais um pouco com toda certeza. Eu saía do buraco rapidamente, ficando de costas para onde estava o maldito, tirava a terra que tinha ficado no rosto e nas minhas roupas com uns tapinhas leves, e me virava com sangue nos olhos para o verdinho, indo na direção onde ele se encontrava pronto para dar o chute na cara mais forte da vida inteira dele.
- Que trabalho o quê! Vai roubar a vóvozinha seu otário! - Ele iria se explicar com a sola do meu pé, ninguém tentava me roubar e saía ileso com isso. Eu estava com raiva dele, pronto para quebrá-lo em dois, fazê-lo voar com um mega chute, fazer um churrasquinho de goblin com ele (o que não cairia nada mal no meu estado atual de fome), mas ele não parava de falar! Ficava falando sobre o "trabalho" dele, como se eu me importasse com isso. Já chegava perto o suficiente dele, para dar um belo de um chutão. Ele devia estar percebendo a minha intenção. É claro, também, com a minha expressão de ódio puro, qualquer um saberia que não iria vir nada de bom. Ele já saía dizendo que iria fazer negócio comigo. Hahaha!Eu não tinha nada para trocar! E pelo visto ele estava tendo dificuldades para tirar o monte de tralha dele. Eu ia partir para cima dele naquele momento, mas eu pensei em algo melhor... Talvez aquela sacolinha na árvore não fosse a única dele. Se eu o ajudasse e perguntasse se ele tinha mais daquelas, poderia haver uma chance de eu conseguir pegar o que ele tem para mim! Uma ótima punição para esse goblin, ser roubado por ter tentado me roubar, afinal, se quisesse fazer alguma troca comigo, que a fizesse antes de me fazer cair de cara na terra dura.
Eu conseguia ouvir um leve som, muito leve mesmo, que me fazia tirar a atenção da situação por alguns segundos. Eu me dirigia ao verdinho, mas parava, e olhava para os lados a procura da origem desse som, mesmo ele parecendo estar longe. Se não fosse nada importante ou não percebesse de onde ele estava vindo, continuaria meu caminho, tomando cuidado com outros buracos, e ajudaria o orelhudo a desprender seus objetos da melhor forma possível. - Hey, qual seu nome?

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Qui Mar 10, 2016 4:52 pm



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E não é surpresa que a maneira como o Goblin agia não era nem um pouco agradável, deixou uma péssima primeira impressão. Apesar de tudo o verdinho insistia na sua cara de pau e mesmo depois do que fez, ainda tentou negociar com Arkin. Pediu ajuda do meio-demônio para que desse uma mãozinha pra tirar uma das sacolas com tralhas e bugigangas que o Goblin escondia num buraco ali perto da tal árvore. Arkin não viu problema, afinal, dos males o pior, antes ajudar o inimigo do que ser roubado por ele. Quem sabe o que o pequeno Goblin tinha em seu tesourinho de bugigangas?

Uma bela de uma armadilha, isso sim.

— E-ehehehehehe! Você é mesmo muito trouxa heim? Pffff — Debochou o verdinho enquanto caia na gargalhada.

Acontece que assim que o meio-demônio aproximou-se e deu uma mão pra puxar aquele fitilho de sacola que tinha no tal buraco, o Goblin simplesmente rolou para traz e deixou que Arkin o puxasse sozinho. E quando puxou, o que veio foi uma baita de uma armadilha com rede e umas correntes. Por conta do peso do próprio corpo, o meio-demônio puxou tudo pra cima dele mesmo, caindo sentado enquanto a rede lhe enredava e a corrente, bem, acorrentava. Mesmo um pouco frouxa assim a princípio, Arkin não conseguiu livrar-se delas a tempo tendo em vista que a agilidade do baixinho sempre se fazia um grande trunfo. O danado logo correu e meio que enrolou a corrente ao redor de Arkin, forçando a rede a espremê-lo e meio que prendendo suas asas também. Literalmente virou um pássaro numa gaiola. O máximo que podia fazer era levantar-se, mas bem, o verdinho estava a tratar disso...

— É bom você não tentar escapar, caso contrário... — Disse o verdinho enquanto se aproximava meio que mostrando umas bombas caseiras que ele tinha consigo, guardadas em seu macacão. Deixou uma ameaça implícita e pra bom entendedor meia palavra basta. — Aliás, eu sou Galias. E você, me conta, que diabo você é? — Indagou o baixinho, andando até um outro buraco perto das raízes saltadas da árvore e puxando de lá uma caixa com algumas tralhas. Entre elas trouxe mais correntes, uns grilhões também. Aparentemente tinha planos pra acorrentar Arkin e sabe-se-lá o que faria com o meio-demônio depois disso tudo.

Enquanto conversavam, Arkin teve a impressão de que aquele mesmo barulho que ouviu antes e que procurou entender de onde vinha, tornava a se aproximar, pouco a pouco. Tinha agora a quase certeza de que era alguma carroça passando na estrada a julgar pelo barulho dos cascos do cavalo batendo e da roda esgarçando a terra seca por onde passava. Ainda assim, estavam longe, ele não podia contar com ajuda de seja lá quem estiver na carroça. Viu-se completamente enredado na armadilha de Galias e, nem mesmo suas fortes asas pareciam capaz de salvá-lo desta vez. No fim o feitiço virou contra o feiticeiro.

— Vamos, você não precisa fazer cerimônia. Vai ser divertido, vamos viajar bastante juntos e eu vou te apresentar um monte de gente, vai ser legal. — Galias ainda tentou argumentar enquanto preparava os grilhões pra aprisionar as mãos e pernas de Arkin. — O único problema é que quem pagar mais, leva você. Seja lá quem for e pra qual propósito for, hihihihi. — Debochou.

Obs:
Veja bem, por enquanto você só está enredado e com uma corrente meio enferrujada enrolando seu corpo na rede, meio que um pacote mal amarrado sabe? Os grilhões e o resto das correntes o Goblin ainda está se preparando pra colocar.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Qui Mar 10, 2016 10:53 pm

Mesmo com a minha "boa vontade", o goblin teve a audácia de me prender. Quando puxei aquela droga de saquinho, reparei no deboche do traíra. Na hora eu entendi que era uma armadilha, mas já era tarde de mais. Tentei desviar daquela maldia bugiganga, mas ela me pegou em cheio. Aquela droga estava frouxa, mas aquele malidto foi bem mais rápido que eu e me prendeu mais ainda. Se antes eu só queria dar uma lição nele, agora eu desejava do fundo da minha alma poder quebrar cada ossinho do bandido. Meus olhos brilharam com o mais puro ódio, o vermelho vivido encarava aquela criaturinha como se fosse o próprio fogo do inferno a espera dele. E se eu me soltasse, seria a maior verdade do mundo.
- Desgraçado!!! Vou acabar com você, tá me ouvindo!? - Eu tentava me livrar das correntes, me balançando de uma lado para o outro, elas estavam muito apertadas contudo. Maldito goblin, tudo que eu queria era acabar com aquele enganador de meia tigela! Ele me ameaçava com algumas bombas, e eu estava pouco me importando com elas, na verdade. Ele ia me fazer de escravo, e isso e não podia permitir. Nunca fui a favor da escravidão nesse mundo, tinha passado por algo semelhante durante a minha infância, e quando eu consegui me livrar disso, prometi a mim mesmo que nunca mais passaria por algo parecido, ou aceitaria esse tipo de coisa. Eu aparentemente estava perto do maldito goblin, não respondia nada que ele me perguntava. Apenas me levantava o mais rápido possível enquanto ele mexia naquela budega dele. Ele não seria louco o suficiente de tacar bombas a queima-roupa e mesmo se o fizesse, quem iria ser o mais prejudicado era ele, mas ainda tinha que pensar um pouco, havia uma carroça passando, mas não podia contar com a ajuda dela, estava muito longe.
Se eu percebesse que dava tempo para tal ação, iria com alguns pulinhos para atráz da árvore com referência no Galias (pelo menos me disse o nome), de forma que ele achasse que eu sumi. Mas como a chance disso ser bem baixa, o que provavelmente eu iria fazer era um meio-suicído. Eu daria pulos bem altos em direção ao idiota do Galias, respondendo ao "passeio divertido" que iríamos fazer - Joga essas bombinhas e exploda nós dois, assim vamos passear no inferno! Quem vai se machucar mais e você, eu pelo menos não estou com dois quilos de explosivos na minha roupa! - Eu me aproveitaria da certa surpresa dele para me aproximar ainda mais. Se ele jogasse em mim, coisa bem improvável, tentaria desviar o que desse, meu corpo estava acorrentado mas eu não havia perdido totalmente minha mobilidade. E na verdade, mesmo que me acertasse qualquer bombinha, talvez me ajudasse com isso. As correnes estavam enferrujadas, um impacto forte poderia arrembentá-las, e me ajudar a estrangular o maldito!

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Ter Mar 22, 2016 6:52 pm



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— Tsc! Pra que essa violência toda? Só aceita que dói menos, camarada. — Respondeu Galias, meio que dando de ombro.

O Goblin realmente não parecia ter escrúpulos.

O fato é que, enquanto o verdinho estava mais pra lá, mexendo em suas bugigangas que tirou de uma caixa ou seja lá o que era, Arkin percebeu que tinha uma chance de elaborar alguma coisa. Desde que se viu preso nas correntes e rede, tentou algumas coisas até perceber que apesar de tudo, ainda tinha certa mobilidade. Como os tais equipamentos usados pelo Goblin não eram muito grandes, Arkin ainda conseguia se levantar que nem a rede nem as correntes prendiam-lhe as pernas, só o corpo e as asas mesmo. Asas essas que o meio-demônio desta vez não podia contar. E então, entre uma baboseira e outra que Galias dizia, Arkin aproveitou cada segundo. Procurou um lugar para se esconder. Pensou em ir até a árvore ali pertinho, e o Goblin estava mesmo de costas, então parecia uma boa ideia. Pelo menos que fosse pra ganhar tempo, quem sabe?

Entretanto, ele precisava ser rápido. Decidiu ir dando pulinhos, pernas juntas, tentou ao máximo não perder o equilíbrio. Esqueceu somente que aquele terreno estava cheio de armadilhas ou outras coisas mais plantadas pelo Goblin. Tropeçou numa delas. Puta azar! Tão perto da árvore?

Acontece que logo que caiu, por sorte, não chamou muita atenção do Goblin.

— Se eu quisesse te matar eu já tinha feito, camarada. Você é muito bobinho. Não precisa se preocupar em tentar fugir, só relaxa aí ta legal? — E entre uma quinquilharia ou outra, arrumou os grilhões que tanto procurava. — Esses daqui acho que vão servir. Você não parece ter pulsos muito grandes. É forte? Treinava alguma coisa? — Indagou, no auge da cara de pau. Galias meio que olhou de longe como se averiguasse a força física de Arkin, pra definir se os grilhões que tinha encontrado serviriam para prendê-lo ou não. Depois voltou a mexer na caixa e achou outros dois, mais pesados, enfim, deixando-o ocupado.

Foi mais que suficiente pra Arkin perceber que aquela queda não foi de um todo azarada. Se olhasse bem no que foi que ele tropeçou, veria que na verdade era um outro esconderijo de coisas. A grama ali parecia remexida, alguns ganchinhos espalhados indicando que tinha alguma coisa ali em baixo. Se olhasse bem, ainda era capaz de ver o que pareciam algumas ferramentas enterradas, ou pelo menos o cabo delas. Bem, não era preciso ser um gênio pra saber o que é uma ferramenta, um alicate, ou coisa do tipo. Viu algo parecido ali naquele montinho de terra.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Sex Abr 01, 2016 12:16 pm

Por um momento tudo parecia que ia dar certo. Galias estava distraído com as tralhas dele, e melhor chance de fuga para mim, impossível! Com um sorriso sacana na minha face, dava uma leve risada, quase inaldível para o otário do verdinho, por causa daquela fuga que estava prestes a acontecer. Indo o mais rápido possível, sem que meu equilíbrio fosse muito abalado, me dirigi para aquela linda árvore. As coisas ficam muito maravilhosas quando elas são sua salvação de um goblin querendo te fazer de escravo, sabe? Pois é. Fiquei tão distraido com isso que me esqueci que o local era cheio dos cacarecos do nanico. Na verdade eu estava totalmente concentrado em não perder o equilíbro ali, que nem me preocupei com isso. Apenas o que captei foi a terra na minha cara uma segunda vez, só para melhorar meu dia mais um pouco - Eu mereço... - que escapatória mais perfeita que acabara de acontecer. Eu realmente fui um completo idiota.
Mas enquanto eu estava com a cara na terra, quase que desistindo de fugir, eu reparei no causador da minha queda. De início só achei que era um objeto inútil do meu "amigo" goblin, mas quando eu observei melhor deu para ver do que se tratava, mais ou menos. Parecia um alicate, e alicates quebram correntes, e eu estava preso numa! Que coencidência... Hahahahaha! Eu só precisava enrolar o carinha tempo o suficiente para que eu pudesse pegar a ferramenta e quebrara corrente que me envolvia! Com certeza o lugar inteiro devia ter mais daquela armadilha que me prendeu, então era bom eu ter um pouco mais de cuidado nesse terreno
Galias escreveu: Se eu quisesse te matar eu já tinha feito, camarada. Você é muito bobinho. Não precisa se preocupar em tentar fugir, só relaxa aí ta legal?
Caraca, esse goblin realmente é muito abusado. Eu ouvia a bela ofensa dele, enquanto ia tentando me colocar numa boa posição para pegar a ferramenta, eu ia cavando um pouco para que eu consegussie puxá-la com mais facilidade, mas precisava enrolar ele o quanto antes - Sabe, você bem que poderia estar vendendo esse tipo de armadilhas num barraco por aí, com certeza estaria faturando muito - eu tomava total cuidado para que aquele serzinho não me pegasse tentando arrebentar as correntes, enquanto enrolava ele. Se eu já tivesse conseguido pegar o alicate, ou seja lá o que for, tentaria arrebentar as correntes deitado em cima dele, para abafar o barulho que a quebra ia causar.
Galias escreveu: Esses daqui acho que vão servir. Você não parece ter pulsos muito grandes. É forte? Treinava alguma coisa?
Quando ele olhava para mim eu ficava uma estátua, ele não poderia desconfiar de nada. Eu tentava respirar com calma, mas na verdade eu estava ofegante, culpa do nervosismo que estava começando a dar às caras. Mais uma vez eu tentava enrolar ele com um papo - Na verdade eu não sou muito forte sabe? Mas eu tenho uma ótima força nos punhos, dá para a gente negociar, Galias? Pra que ficar fazendo os outros de escravos?! Olha, vou ter contar um puta segredo se me soltar, esse segredo vale ouro, SÉRIO!!! -  Me ajeitava de forma que eu conseguisse quebrar aquela merda, fazendo força para quebrar cada corrente envolvida em mim.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Dom Abr 10, 2016 8:45 pm



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Conversa vai, conversa vem, Arkin começou a usar do seu último recurso almejando livrar-se das correntes o quanto antes. Que recurso era esse? O que muitos usam, incluindo Galias; a lábia. Começou a falar, falar e falar, jogando palavras muito bem escolhidas para a situação, palavras que despertassem algum interesse no pequeno Goblin, aparentemente, dentro daquilo que ele se mostrava instigado. Diga-se de passagem até que deu um pouco certo, rendeu uma certa distração, talvez o suficiente para que as mãos de Arkin, por ora ainda livres, conseguissem cavar um pouco na terra molhada e finalmente alcançassem o cabo das ferramentas.

Confirmou; sim eram ferramentas. Um alicate aquela da esquerda, e as outras duas sabe-se-lá o que eram, não importava agora.

Galias fuxicou mais um pouco em sua caixa de bugigangas e encontrou os grilhões que precisavam. Fez um movimento como se testasse a utilidade do equipamento. Depois sorriu e foi caminhando todo pomposo e debochado, brincando com os equipamentos nas mãos enquanto ouvia a falatória de Arkin. O meio-demônio, pálido por ter sido quase pego, teve de se jogar meio que de costas, quase deitado, pra que o verdinho ali não percebesse suas ações. Fez bem, aliás, muito bem pensado. Ninguém pode dizer que o meio-demônio não aprendeu nada com o Goblin, certo?

— Espera, espera! — Alarmou o Goblin, arregalando os olhos. Fitou Arkin ainda meio de longe, semicerrou as pálpebras espreitando um olhar mais fixo e então... — Você disse...ouro? — E então veio um sorriso. Largo, dentre o branco meio amarelado dos dentes, foi possível ver um ou outro feito de ouro puro. Arkin escolheu certo as palavras. O Goblin imediatamente parou sua caminhada e fingiu estar distraído com os grilhões nas mãos.

— De quanto ouro você fala? — Indagou, objetivo. Depois, parece que sentiu-se meio indiscreto com a pergunta e deixou escapar um semblante cafajeste tentando se desculpar. — O que foi?! Da pra ver que seus elogios não pagam minhas armadilhas, não? Eu to sem nada, camarada, qualquer coisa é lucro entende? Heheh — Completou.

* clim

Um barulho meio metalizado. Veio acompanhado da risada de Galias. Para infelicidade de Arkin, nem seus maiores esforços foram capazes de minimizar o som da corrente quebrando. Precisou um baita de um esforço ali pra quebrar, mas a corrente cedeu. O meio-demônio sentiu o peso afrouxar, as correntes não se moveram muito, mas o barulho ainda assim o entregou. E então veio o silêncio. Constrangedor de fato. Galias espreitou o olhar novamente, aproximou-se um ou dois passos como se estivesse pronto pra dar o bote com a primeira adaga que puxou do bolso - é parece que o conselho sobre as bombas fez o goblin mudar de ideia -, contudo, aquele ainda não era o fim. Não. Era uma situação terrível demais pra ser o verdadeiro fim para Arkin.

Passou então a carruagem. Aquela que fazia barulho outrora e que parecia estar longe. Passou agora. O barulho distraiu a tensão do momento. Galias perdeu o foco e ficou alerta, olhando pra estrada com uma expressão alarmante. O Meio-demônio, por mero reflexo, sentiu suas asas ganharem mais liberdade conforme as correntes afrouxavam. Sentiu que não precisava de muita força pra livrar-se delas, e sentiu também seu coração acelerar, afinal, estava não mais do que três ou quatro passos de distância de Galias. E, bem, o Goblin tinha uma adaga...


Obs:
50xp pelo atraso, again. Sorry. Ao menos minha internet retornou from the ashes o/

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Sab Abr 16, 2016 3:46 pm

Era de se esperar que a corrente fosse resistente, era de metal afinal de contas, mesmo estando um pouco enferrujada. Mas aquilo era demais!
Eu cavei o mais rápido que pude, sorte que o que encontrei era justo um alicate, o que eu mais precisava para me livrar dessas correntes podres e daquele nanico, não necessariamente nessa ordem, apesar de eu ter começado pela corrente. E para um goblin que estava precisando de dinheiro, ele até que estava ostentado bem. Onde ele arrumou aqueles dentões de ouro, afinal? Questões para outra hora, eu tinha que aproveitar o tempo de distração dele agora. Forcei o máximo que pude aquele alicate nas correntes, Galias talvez tenha reparado numa possível careta minha, mas ela não queria arrebentar! Inspirei o mais fundo possível e forcei com tudo enquanto o verdinho ria!
* clim
Maldita corrente barulhenta... Mesmo eu sentido que estava um pouco mais "livre", iria ter que forçar para arrebentar o resto, e isso demoraria tempo, e o que que esse ladrão tá tirando da rou... - Calma, Galias, vamos conversar! Violência não leva a nada, se você me matar você perde um escravo para te fazer dinheiro, e eu não vou poder te falar do segredo que eu.. - droga! Ele não parecia que ia repensar, não acredito que eu vou morrer assim. Maldito goblin verde dos infernos!!!
De repente, como um milagre dos deuses me aparece aquela droga de carruagem, e distraiu a mim um pouco, porém fez o nanico olhar para a estrada! Hahaha, essa era a minha chance! Um sorriso saiu da minha boca quase que naturalmente, minha respiração ficou ofegante, e eu puxei o alicate de baixo de mim e arremessei no goblin, bem no meio do seu corpo para desistabilizá-lo, ou pelo menos distraí-lo enquanto eu me livrava das correntes dele. Hey! Me ajudem aqui, esse louco quer me matar para fazer um sacrifício!

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Seg Abr 18, 2016 1:53 pm



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— Socorro! Socrro! — Snifff* chorava o Goblin, em baixo das correntes. Quando seus olhos largos foram de encontro ao homem grande que era tido como Ferreiro, debulhou-se em lágrimas. — V-VOCÊ! Precisa fugir! Ele vai prender você também! Corra antes que seja tarde! — Suas palavras saltaram como flechas.

Já diziam os mais sábios, ladrão que rouba ladrão, cem vezes mais cuzão. No caso, esse era o ditado que mais se aplica a Galias.

[ ... ]

Voltando em pouco tempo atrás, quando Arkin ainda teve sua chance de fugir. Tudo começou na distração provocada pela carroça que avançava na estrada, logo ali atrás, perto da árvore em que o goblin e o meio-demônio estavam. Galias provavelmente tinha descoberto o plano de Arkin em fugir quando ouviu o barulho da corrente. O verdinho avançou com sua adaga mas parou no meio do percurso, aflito com o que podia ser aquela carroça. Como um bom conterrâneo, ele sabia viver naquele lugar e, desconfiar de tudo e todos estava entre as habilidades necessárias. Incluindo uma carroça passando longe.

O meio-demônio escolheu seu caminho; viu naqueles segundos a chance de escapar. Suas asas confirmaram a possibilidade. Ergueu-as num súbito, com força, e elas conseguiram romper o restante das correntes. Estavam frouxas afinal. Que coincidência, a parte quebrada pelo alicate era justamente uma das ligas mais fortes naquela corrente, talvez a única que ainda não estivesse enferrujada. Sorte não?

Talvez não.

Toda a falação e lábia de Arkin perderam veracidade quando Galias o viu liberto. Segredos? Ouro? Isso não importava mais. O Goblin viu sua chance de conseguir alguma coisa escorrendo no chão junto da rede de correntes quebrada. O verdinho ainda ameaçou com sua adaga, mas Arkin não perdeu tempo e ainda com ajuda de suas asas, conseguiu manter o verdinho numa distância segura. Próximo passo; pedir ajuda. E não é que os gritos desesperados do meio-demônio chamaram mesmo atenção da carroça? Ou talvez fossem suas asas, grandes e fortes, batendo ali no meio do campo ao lado da estrada...é, elas chamavam muita atenção mesmo. E o barulho das rodas da carroça cessou. Arkin correu, já vendo a estrada, viu também o cavalo branco de seu príncipe salvador, este no caso sem armadura de brilhante nem espada. Não que precisasse. Sua imagem deixava de cara um belo de um convite para não mexer com ele se não quisesse ter uma bela marca de soco afundada em sua cara, e sem dentes pra contar história. O condutor da carroça era um homem que mais parecia um armário. Talvez mais que 2 metros de altura. Robusto, costas meio curvadas talvez pelo excesso de músculos. Usava um chapéuzinho de couro comum, roupas da pele de algum animal peludo - provavelmente um lobo a julgar pelos pelos na área do pescoço -, e o que mais chamava atenção era uma machadinha presa na cintura.

— Alto! Quem vem lá? — Alegou o grandalhão antes de Arkin se aproximar. A mão direita que antes segurava as cordas pra conduzir a carroça logo deslizou pela cintura apanhando a base da machadinha. Seu tom ameaçador também deixou claro, se fosse mesmo alguém oferecendo perigo ele não hesitaria em partir pra cima. Homemzinho decidido não? Combativo, espírito de luta. Enfim, não foi preciso grande explicação. As palavras de Arkin eram mais que precisas, ele pediu por ajuda, o grande homem atendeu. Coração bom até. Desceu da carroça num pulo. Deu um jeito dos cavalos ficarem quietos e não fugirem mesmo em sua ausência. Aliás, quem é que ousaria desobedecer suas ordens não é mesmo?

E nesse meio tempo, nada de Galias. Ainda um pouco longe, cerca de alguns passos da tal árvore, o meio-demônio e seu mais novo amigo príncipe armário de quase 2 metros, trocaram rápidas palavras o suficiente para explicar o ocorrido. — Certo. O ferreiro vai ajudar o homem com asas. — O homem alto, agora apresentável com uma grande barba que mais parecia de lenhador, olhos negros e meio perdidos no tempo, inclinou a cabeça e concordou em ajudar o meio-demônio. Estranho a maneira como ele se referia a si mesmo, meio que em terceira pessoa, apresentou-se como o Ferreiro.

Alívio? Também não.

Mais alguns passos e...pronto! Lá estava a grande decepção de Arkin com Hylidrus e, ainda mais com Goblins. Seu coração quase parou quando viu Galias preso por baixo de suas próprias correntes. O olho direito meio roxo como quem levou um soco. Havia sinal de alguma bagunça ali outra aqui, nenhum sinal dos alicates. Homenzinho esperto aquele. Arkin quase podia jurar que viu todo o flashback desde que começou a caminhar por aquelas estradas, até quando encontrou o Goblin e tudo mais. E então, chegaram naquela cena fatídica que deixou o meio-demônio atônito.

[ ... ]

— O homem com asas quer enganar o ferreiro? — O tom do grande homem parecia mais ameaçador que o comum. Os braços do ferreiro ergueram-se então, ele inclinou um pouco as costas e terminou fazendo menção de desferir um soco no dorso do meio-demônio que estava ao seu lado. Um soco não, uma marreta a julgar pelos braços musculosos e pela força física do grandalhão.


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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Sab Abr 23, 2016 1:09 pm

Aquilo tudo aconteceu rápido demais! Aquela carroça chegando, esse cara burro que se refere na terceira pessoa, tendo essa bondade de me ajudar e depois envenenado pelas palavras daquele goblin desgraçado forjador de situações. Agora o meu salvador chamado "Ferreiro" quer me espancar, e acho que aquelas mão não são para fazer carinho no meu rosto não!
- CALMA! Não quero enganar ninguém não! Vamos conversar amigo, tá bom? Eu tentava argumentar mesmo sabendo que não ia dar em nada. Ele já estava pronto para me esmurrar, se o ferreiro não quisesse falar eu teria de acabar com o goblin em m outro momento, com esse armário protegendo ele eu tinha é que fugir! Ele tem uma machadinha, se ele quisesse ele me mataria! Eu tentei desviar do soco dele o melhor que pude, indo para a direita. Ele era grandão, não devia ser tão rápido. Se eu tivesse sucesso, a minha fuga estava por perto. So tinha que correr para a carroça do meu salvador que me agrediu. Quando eu comecei a correr em direção a minha salvação, tomando cuidado com os possiveis buracos e armadilhas, gritei pro amigo - Não é nada pessoal, depois eu devolvo! - Uma completa mentira, mas quem liga? - Não confie nesse goblin aí, ele vai te fazer de escravo!!! - Eu dei a dica pelo menos, veja como eu sou bom. Me ajeitava no assento do condutor da carroça enquanto estalava as redeas dos animais. Esperava que eles fossem rápidos. Eu olhei uma última vez para o Galias, ele estava marcado na minha lista negra. Ele poderia perceber isso no meu olhar, estava realmente ferrado quando eu o reencontrasse!

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Dom Abr 24, 2016 4:18 pm



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— UUrrgggh! — Gritou o Ferreiro. E o punho avançou, rasgando o ar. As asas do meio-demônio balançaram e com um breve impulso para traz, foi o bastante para esquivar daquele soco devastador. O grandalhão girou em volta do próprio eixo, meio que desequilibrado com a própria força. Quase caiu. Mordeu o lábio inferior em seguida, insatisfeito por ter errado seu ataque.

Arkin tinha razão. O grandalhão tinha força porém não era um lutador profissional, pouca desenvoltura de batalha além de pouca agilidade. Para um meio-demônio com asas, escapar daquela situação não seria problema. Ele só precisava voar afinal. Mas oras, vejam só que curiosa a escolha do mercenário que, sabe-se-lá porque, lembrou da carroça que o Ferreiro conduzia e então decidiu tomá-la. Correu de volta pra estrada, sequer olhou pra traz. Deixou apenas o seu aviso; Galias não é flor que se cheire. Ouviu de longe alguma coisa, um resmungo talvez, vindo do grandalhão. Mas isso não importava mais.

Montou na carroça, tomou as rédeas dos cavalos. Eram dois no caso. E a carroça era de um tipo fácil de ser guiado.


(Imagem ilustrativa)

As rodas pareciam firmes, a guia presa nas celas dos cavalos também. Bastou um único movimento com as rédeas e pronto. Iáah! E o casco dos cavalos ganhou terreno na estrada. Tudo muito rápido. Oras, já estava no auge do entardecer afinal. Arkin como um bom mercenário deveria saber que vagar pelas estradas durante a noite poderia ser perigoso, ainda mais com tantos amigos ficando para traz. Então os cavalos correram, a poeira levantou e apagou seus rastros, aquela árvore grande foi ficando para traz. Gálias e o Ferreiro nada. Nem uma sombra sequer.

— Ufa! Kukuku-kuh! — Falou em tom de alívio.

Espera. Falou? Mas quem falou?

Ainda sentindo a brisa balançar seus cabelos, Arkin virou-se atônito, observando o quê haveria proferido aquelas palavras. Estava dentro da carroça. Ele não viu antes porque a carroça era coberta mas, ali mais pro meio tinha uma gaiola de porte médio quase do tamanho de um baú, meio arredondada nas bordas superiores, ferro de qualidade, porém um pouco estranho, era meio escuro... mas o que realmente importa estava dentro da gaiola. Uma coisa, uma criaturinha, e ela logo saltou na borda da gaiola e ficou mordendo os ferros com seus dentinhos, meio selvagem.

— Kukuh! — Berrou. Fazia um barulho que mais parecia estar tossindo. Era engraçado até, em vista da estatura da criaturinha. Ele conseguia ser mais baixo que Galias, muito mais baixo. Talvez nem meio metro. — Me solta! Não quero ser vendido pros Goblins! Ku-kuh! — Gritou mais uma vez, mordendo a gaiola em seguida.


(Imagem ilustrativa)


O bicho tinha uma cabeça de crânio, olhos vermelhos brilhantes e uns braceletes e ombreiras que mais lembravam uma espécie de armadura incompleta. Era uma criaturinha assustadora se não fosse pelo tamanho. Tinha o estranho hábito de quando respirava, liberar fumaça pela cavidade nasal em seu crânio. E a única certeza que Arkin tinha? Aquilo era sim um demônio. Ele podia sentir isso. A energia dos dois parecia até mesmo ter alguma sintonia...

E ora, que engraçado, os dois compartilhavam mais do que isso em comum. Também odiavam Goblins.

— Você não vai me levar para o acampamento deles de novo! — Praguejou.

Engraçado que o bichinho parecia ter bastante força e, mesmo assim, as grades da gaiola não se abalavam. A gaiola só chacoalhava um pouco. Inclusive, a carroça parecia estar bem carregada de coisas. Alguns sacos cheios com grãos provavelmente, frutas secas, umas duas ou três rodelas grandes de queijo... do outro lado, mais pra esquerda, haviam alguns equipamentos e mais algumas bugigangas. Afinal, onde o ferreiro estava indo com essa carroça? Arkin só descobriria se continuasse em seu caminho, ao norte, sendo este o único caminho aparentemente possível na estrada.

Equipamentos:
- 2 correntes enroladas, aparentemente 2 metros cada.
- 1 Machado Médio
- 1 Adaga Cerrada, aparentemente equipamento de Goblin. (Lembra bastante a adaga de Galias)
- 2 Lanças Simples, cabo de madeira, ponta de aço.
- 1 Arco verde de madeira, desenhos e detalhes esquisitos talhados.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Ter Abr 26, 2016 2:33 pm

Realmente o que tinhamos ali era um brutamonte sem nem um pingo de coordenação. Foi fácil desviar do golpe do ferreiro, mais fácil que eu pensava até. Mais fácil ainda foi roubar a carroça dele, parecia ter boa qualidade o que significava que aguentava uma corrida, e eu testei na hora essa dedução.
Iáaa!
Estalei as rédeas o mais forte possível, fazendo  os cavalos acelerarem ao máximo. Eu não queria que meus conhecidos, tão queridos, me pegassem tão cedo, além de que estava anoitecendo e quanto mais rápido eu chegasse em uma cidade, melhor! Com o vento na minha face, me fazendo sentir vivo e acordado, me bateu um pouco de culpa, por mais irônico que seja um meio-demônio sentir isso. Eu não devia nada para o ferreiro, mas ele teve a bondade de parar a sua carrocinha para me ajudar só para eu roubá-la dele. Mas logo passou, oras, ninguém mandou ele tentar me atacar! E também, Galias que saiu perdendo, o que me deixa mais feliz, fazer esse goblin se ferrar era ótimo!
- Ufa! Kukuku-kuh! -

Hehehe, sim... ... ... QUEM TÁ AÍ!!??  - Me virei tão bruscamente que quase perdi o equilíbrio e o controle da carroça, pensei até que era o degraçado do Galias, mas era... o que era aquilo??? Estava dentro de uma gaiola estranha, aquele serzinho tão pequeno. Parecia um demônio, deu para sentir no ar até, mas o que importava é que ele não estava contente em estar engaiolado, na verdade era até engraçado vê-lo roendo a gaiolinha, tentando fugir dali.
— Me solta! Não quero ser vendido pros Goblins! Ku-kuh!

Hahaha! Que fofinho! Tão pequeno e naquela situação querendo me dar ordens? Não pude conter as gargalhadas antes de perguntar - Quem você pensa que é nanico? Tá preso e ainda quer mandar em mim? Você tá sobre a MINHA posse agora, eu te solto se eu quiser! - Deixei a situação bem clara para ele que apesar de parecer forte, não conseguia fazer nada com a gaiola, talvez o aço dela fosse especial, encantado. Seja como for, não pude deixar de reparar no meu lucro... Queijo, eu estou com fome ainda! Ignorei o que ele disse sobre levá-lo para um acampamento de goblins, não tinha esse tipo de pretensão, já tinha me bastado o Galias de goblin por hoje. Corri com a carroça mais 5 minutos, e fui diminuindo a velocidade até o movimento cessar Parei perto de uma árvore e lacei as rédeas dos animais ali, caso ouvesse algum imprevisto. Peguei com calma o queijo, jogei um pedaço para o capetinha e comecei a comer uma parte - Qual o seu nome? - Mastiguei com calma, peguei outro pedaço e antes de colocá-lo na boca perguntei de novo - Como te colocaram aí? - Provavelmente eu iria passar um tempo com ele, então seria bom conhecer melhor meu novo acompanhante, também tinha curiosidade sobre ele, afinal não é todo dia que se encontra um demôninho preso, não é?
OBS:
Arkin não pode voar, ou pelo menos não sabe que pode. Ele nunca tentou e essa ideia não passou na cabeça dele até hoje, sabe-se lá o porquê.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Qui Abr 28, 2016 1:16 pm



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Sem mais dificuldades, o meio-demônio partiu.

Para a medida que a poeira da estrada de terra ficava para traz, consigo vazavam as memórias de desespero nas mãos do Goblin fanfarrão e também do Ferreiro com mãos de marreta. Foi um dia e tanto. Tudo isso porque Arkin estava com fome e decidiu procurar por alguma fruta em alguma árvore. Curioso como as coisas funcionam, não? E o mais engraçado de tudo isso foi o desfecho; uma grande rodela de queijo, suculenta e favorável para a situação.

Matou a fome, diga-se de passagem.

Arkin aproveitou que passava por uma porção da estrada em que o caminho principal dividia-se em dois. Seguindo reto ainda pela estrada principal, o meio-demônio teria certeza de que seria guiado pela costa. Considerando também as leves mudanças no clima, a brisa mais gelada e a rala neblina em alguns pontos, seguir por esse caminho era apostar num frio tenebroso mais lá na frente, hm. Já o outro caminho era ainda mais convidativo. Cerca quebrada e pisoteada em algum ponto; terra batida, quase como se indicasse que aquele segundo caminho à direita foi criado a força. Como se uma horda de criaturas tivessem passado por ali ao longo dos anos, forçando o terreno a transformar-se numa estrada? Pois bem. E esse caminho, atravessando as árvores mais ali na frente, dava no que parecia ser um planalto. Não bastasse a visão pitoresca, lá bem no fundo ainda parecia haver alguma montanha. Abrigo? Quem sabe.



(Imagem Ilustrativa)


O meio-demônio ainda tinha tempo para decidir qual caminho seguir. Antes disso laçou as rédeas dos Cavalos em alguma árvore qualquer. Recostou-se em algum canto, rodelas de queijo na mão, e matou quem o matava. Enquanto isso, ainda meio que de canto, ouviu o demonete numa tentativa incessante de roer as gaiolas. Sem sucesso, é claro. O bichinho parecia estar fazendo isso a tanto tempo que só de ver aquilo dava a sensação de que a gaiola nunca quebraria. Estranho.

— Ku-kuh... — Ofegante, o demonete foi esmorecendo. Surpreendeu-se ao ganhar um pedaço de queijo que, lançado meio sem mira por Arkin, acertou o bichinho na testa. O pedaço rolou e caiu no colo do bicho que estava sentado dentro da gaiola, na beira da carroça. Seus olhinhos vermelhos pareceram divagar olhando para o pedaço de queijo por um bom tempo. Demorou até o demônio voltar a reagir. Com uma das garras ele cutucou o queijo, como se estivesse tentando saber do que se trata. Olhou meio curioso, inclinou a cabeça, parecia estar diante de alguma abominação ou coisa do tipo.

E então veio as perguntas de Arkin. Rápidas como uma bala. Suficiente pra pegar o demonete de sobressalto e estampar no crânio do bichinho alguma surpresa.

— Eu sou Rothghar, um dos Senhores dos Vulcões do Submundo! Na-não se atreva a dizer que eu sou sua propriedade! — Seus olhinhos miraram os de Arkin, brilhando mais intensamente que antes. Chegava a ser engraçado tudo isso, afinal, o demonete era mesmo tão pequeno que mais parecia uma brincadeira ou coisa do tipo. E lá estava ele, um senhor dos vulcões do submundo ou sabe-se-lá o quê, assustado com um pedaço de queijo. Afastou-se subitamente, olhinhos fixos naquele pedaço de queijo. Depois olhou novamente para Arkin, intrigado ao ver o meio-demônio devorando queijo como se fosse a coisa mais normal a se fazer.

Ficou em silêncio por mais um tempo. Sentou-se num canto da gaiola, puxou o pedaço de queijo para perto e então provou um pedaço. Pareceu não se importar com o gosto, continuou comendo, olhar divagando no nada. Quase uma criança triste em seu cantinho do castigo. Só depois de comer aquele pedaço todo de queijo é que ele se manifestou de novo.

— Ku-kuh... eu conto tudo, com uma condição, mestiço. — E lá estava a arrogância de novo. Com mestiço ele queria dizer; você não é nem um humano nem um demônio, só um bosta no meio deles. Claro, isso na perspectiva do demonete, eu não tenho nada com isso, hmm. — Me dê mais um pedaço dessa coisinha amarela. — Completou. Quem diria que o demonete gostaria tanto daquele pedaço de comida?

E ganhando mais um pedaço do tão almejado alimento, Rothgar se colocaria a falar;

— Pode não parecer agora, mas... eu já fui um demônio muito pode-... poder-tchhhm — Espirrou. Curioso, no lugar de catarro voou alguma coisa meio alaranjada. Parecia lava. — Um demônio muito poderoso. Vivia em Takaras, no submundo onde demônios habitam. Nas entranhas do que vocês chamam de Inferno. — Fez uma pausa pra limpar a cavidade nasal em seu crânio, aflito que escorresse mais lava. — Os detalhes não são importantes. Acontece que eu gostava de fazer contratos com quem precisasse da minha ajuda, em troca de mais poder. Eu não imaginava que fora do submundo existisse algo capaz de subjugar até mesmo o meu poder. E então, quando aquele Rei Goblin precisou de mim, eu fui ganancioso, eu sabia que poderia ficar com a alma de todos os soldados dele e a dele, em troca de dar-lhes poder. Eu fui tão ingênuo... — Esmoreceu um pouco, mordendo outro pedaço do laticínio. — Quando me dei conta, eu havia sido invocado num acampamento de Goblins naquela montanha lá, ao Norte. Eu não me lembro direito o que aconteceu mas, uma energia muito forte subjugou meu corpo. Como eu estava ali apenas por meia invocação, parte do meu poder ficou selado em meu reino no submundo de Takaras. A outra parte, bem, está bem aqui na sua frente, nessa forma ridiculamente diminuta. — Suspirou.

Rothgar não entrou em detalhes sobre como ou o quê foi que subjugou sua força e o transformou nisso. Entretanto, deixou claro uma certa aflição em retornar para aquelas montanhas, temendo o que lhe deixou nesse estado. E entre meias palavras, explicou também que conseguiu fugir do Acampamento dos Goblins depois do ocorrido mas que, em sua fuga, foi capturado pelo tal Ferreiro ainda na estrada. Sem os seus poderes, não teve chance contra o grandalhão e acabou nessa gaiola de um metal esquisito que nem mesmo Rothgar conhece a origem. Terminou pedindo mais um pouco de queijo. O demonete parecia mesmo insaciável.

Para a medida que os dois conversavam, a noite veio caindo e consigo a temperatura foi abaixando, ficando um pouco de frio, ainda que seja suportável.

Obs:
Obrigado pela informação do negócio da Asa, eu realmente não tinha notado.

Sobre o Rothgar; A montanha que ele falou que foi invocado é justamente aquela Montanha que você consegue avistar lá na frente, no caminho da direita. Na imagem ilustrativa você vê uns borrões meio escuros que parecem se misturar com as nuvens não é? Então, são as montanhas. Estão um pouco longe mesmo, talvez 1 dia de carroça até lá, ou menos.

Já o outro caminho(principal) vai te levar pela costa litorânea do continente, rumo ao Norte também.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Seg Maio 02, 2016 4:27 pm

Dirigindo o veiculo cheguei num belo impasse, para completar o dia. Um caminho nada convidativo, o outro menos ainda, e eu não poderia voltar... Pelo menos aproveitei a situação para parar a minha viagem e descansar um pouco.
Hoje foi um dia bem emocionante, no fim tudo se acertou. Comecei procurando uma fruta, e terminei com uma carroça, tudo deu certo do jeito que o próprio Destino quis. Bem, nunca acreditei nisso, mas às vezes aconteciam situações em que ele era inegável... Mas infelizmente minha barriga falava mais alto do que essa discussão existencialista que eu comecei a ter, não é? Peguei e saboreei o queijo, comi com calma cada pedaço dele, afinal era uma coisa cara, joguei para o meu acompanhante sem nem prestar atenção direito, interrompendo a roeção de ferro dele. Bichinho determinado, ele, mas também um completo idiota, parece que nem percebeu que as grades não vão ceder com essas mordidas. Fiz as perguntas e obtive as minhas respostas, e apesar de eu parecer não demonstar interesse nisso, prestei mais atenção do que ele poderia perceber.
Rothgar, Senhor dos Vulcões do Submundo, para mim isso cheirava a lorota. E mesmo que fosse verdade, o inferno deve ser cheio de vulcões, o que o transforma em apenas mais um. Ver a reação dele era impagável, mesmo na situação em que ele estava, continuava querendo mandar e mim. - Te chamo do que eu quiser, nanico. Seja lá quem você era no inferno, isso não conta em nada na sua situação atual. Se eu fosse você começaria a ser mais educado. - Disse com total falta de interesse, minha atenção agora era do queijo, que por sinal estava bem feito e saboroso.
Ku-kuh... eu conto tudo, com uma condição, mestiço. Me dê mais um pedaço dessa coisinha amarela.
Putz, ele realmente me chamou de mestiço? Não, me chamou mesmo, e eu nunca gostei de ser tratado assim. Olhei de relance para o carinha, o meu olhar disse mais do que eu mesmo poderia falar. Ele tinha um misto de raiva e despreso. Peguei um pedaço do queijo, metade da porção anterior que dei pra ele, e joguei na gaiola. Mesmo eu não gostando da atitude dele, era mais vantajoso me manter informado e botar o orgulho de lado.
[...]
Interessante a historia, se ele fosse realmente um demonio poderoso, eu poderia tirar algum proveito da situação, essa carroça era uma mina de ouro no fim! No meio tempo que eu escutei o que Rothgar disse, deu para anoitecer. Neguei outro pedaço para ele, com o argumento que "mestiços" não são de seguir ordens. Eu tinha um belo plano na verdade. Peguei o machado da carroça, eu o usaria em caso de perigo, e escondi a adaga na minha roupa. Iria me dirigir pelo caminho da montanha, de onde Rothgar disse que viera. Fiz uma última pergunta pra ele, depois de começar a cavalgar naquela direção - Por que você acha que te transformaram nisso ai? .

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Qua Maio 04, 2016 9:33 pm



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A relação entre meio-demônio e pequeno-lorde-demônio, na sua forma meio anormal, estava estreitando-se.

Arkin não fez questão de esconder seu descontentamento para com a maneira que foi tratado. Ser chamado de Mestiço não é lá o melhor dos elogios, não que Rothgar parecesse se importar. No pouco que conversavam dava pra ver que o pequeno-lorde-demônio era arrogante, prepotente, subestimava a tudo e todos. Mesmo em sua situação atual ele agia com tamanha imponência, um autoritarismo que não lhe cabia naquelas proporções. Era mesmo difícil de imaginar um tamanho que realmente lhe coubesse tanta arrogância, pra ser mais específico...

A noite avançou, impiedosa, assim como as perguntas inquietantes de Arkin. O meio-demônio queria saber o motivo pelo qual os Goblins da montanha fizeram isso com Rothgar. O pequeno ficou em silêncio. Parecia incomodado com aquilo. Ao menos o silêncio se quebrou quando outro pedaço de queijo lhe foi oferecido. Havia algo ali, hmm? Aparentemente invisível mas, não da pra negar.

Inclusive, outra coisa que não da pra negar é que as características da personalidade do pequeno-lorde-demônio levaram-no a ruína. Não era segredo nenhum que sua própria arrogância pode tê-lo levado a cair na armadilha dos Goblins. E por mais que os dois conversassem, ainda havia aquela estranha sensação de desconfiança que Arkin por sua vez conhecia bem, sendo um meio-demônio. Estando na companhia um do outro apenas, era ainda mais fácil de captá-la. Era mais como algo invisível, uma vibração que emana dos dois e que faz questionar a verdade nas palavras de cada um. Uma coisa que age no inconsciente e que Arkin podia sentir mas não conseguia pensar, raciocinar isso. Era como um sexto sentido.

— Rrrrh-..rrh-rh! — Os dentinhos no crânio do bichinho roíam o queijo com voracidade. Rothgar parecia mais interessado no queijo do que em seu passado, pra ser mais exato. Ele só parou mesmo quando viu Arkin levantar e ir até a carroça. O meio-demônio mexeu numas coisas que estavam meio amontoadas; puxou a tal adaga que lembrava muito um velho amigo - Galias - e encontrou algum lugar na cintura, preso ao cinto, para apoia-la. Já o machado, apesar de simples, sentiu pesar um pouco. Não era lá impossível de usá-lo mas, se não tivesse muito conhecimento com a arma, teria certa insegurança de usá-la. O tipico hesitar, ou o desequilíbrio em combate, coisa que lembrava um pouco o Ferreiro. Será que o grandalhão era ruim de tudo, ou só na briga sem armas? Difícil dizer. Tanto tamanho, desperdiçado.

— K-kuh! Espera! Você enlouqueceu garoto? Quer passar pelo acampamento dos Goblins sozinho? Não pense que vou usar meus poderes pra te proteger não! — Retrucou o pequeno demônio. Apesar de sua irritação aparente, sua voz era tão engraçada naquele tamanho que era difícil levá-lo a sério. Sem contar que também era questionável os tais "poderes" dele.

Sem sucesso.

Rothgar logo percebeu que suas súplicas não surtiram efeito em Arkin. O meio-demônio depois de arrumar os equipamentos e apagar a fogueira como qualquer outro faria, decidiu partir mesmo na noite, seguindo o rumo da estrada que dava nas tais Montanhas. Ou seja, o caminho da direita. E durante todo o caminho, Rothgar continuava tagarelando, insistindo, querendo dar meia volta. Parecia até uma criança, hmm.

— Você ainda pretende ir no meio da noite? Os Goblins vão te colocar em uma armadilha, seu tolo! — Revoltado, o pequeno-lorde-demônio chacoalhava a gaiola enfurecido. — Reconsidere a ideia, mestiço! — Gritou mais uma vez. No seu tom de voz deu pra notar que ele falou com intenção de ofender. Difícil saber se ele era mesmo louco ou estava subestimando Arkin. Resta saber se o meio-demônio aguentaria seguir o caminho até as montanhas que, aparentemente era longo e devoraria as horas da noite num piscar de olhos.

Ao menos a visão do campo era agradável sob perspectiva do céu estrelado, das brisas geladas, da luz do luar. Era lua minguante e aquela visão mais parecia um sorriso insano de alguma criatura além da compreensão, escondida nas cortinas negras do céu da noite. As estrelas brilhavam insistentes, abrilhantando o caminho. A estrada de terra, por sua vez, era rudimentar e mal feita. A carroça tamborilava para a medida que os cavalos avançavam na trilha. A grama ia ficando mais alta naquela porção e as árvores ficando para traz. Mais parecia uma grande campina de grama alta e clima um pouco frio. O caminho seguia reto por mais alguns quilômetros e logo mais além, faria uma espécie de curva pendendo um pouco mais pra direita e assumindo um terreno de planalto.

Obs:
Bom, se continuar sem interrupções, pode ser que você chegue na Montanha beirando o amanhecer.

Armas:
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Adaga: A adaga é mais ou menos como essa da imagem. Metal meio vagabundo, lâmina de uns 25cm mais ou menos. Nível 1, aparentemente roubada.

http://i.imgur.com/IA93KwG.jpg
Machado: O machado é bem parecido com arma de anão. No entanto não dei detalhes porque o equipamento está aparentemente um pouco desgastado, mas parece ser de um metal de qualidade média, mede em torno de uns 30cm. Nível 2 o machado.


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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Qui Maio 05, 2016 9:16 pm

Burro? Talvez. Extremamente arrogante? Com certeza! Aquele lorde-sabe-se-lá-do-que era cego pelo que ele era: um fanfarrão. Mas talvez ele não fosse tão burro assim. Ele toda hora queria a droga do queijo, fora que aquela aura de desconfiança que emanava dele era forte. Vou pensar duas vezes antes de dar qualquer alimento para ele de novo. Terminei de apagar a fogueira e peguei as duas armas. a adaga vagabunda e o machado mediano. Ela seria ótima para emergências, nunca se sabe quando se cai no chão com um inimigo, não é? Já o machado, eu pensei que fosse mais leve. Dei uns golpes no ar para tentar me acostumar com ele, eu era um pouco desajeitado contudo. Pareci com o Ferreiro, coitado, só com o punho já era desequilibrado, imagine com um armamento mais pesado... Terminei tudo e comecei minha jornada a mais goblins. Se um já me deu trabalho, o acampamento deles vai ser o próprio inferno - não que seja ruim, eu tenho parentesco com os habitantes de lá!
K-kuh! Espera! Você enlouqueceu garoto? Quer passar pelo acampamento dos Goblins sozinho? Não pense que vou usar meus poderes pra te proteger não!
Hahahah! Calma Rothgar, tem medo de goblins? Não pensei que lordes demônios fossem tão covardes! Mas calma, não vai acontecer nada comigo. Vou te vender para eles. - Eu disse com ânimo na minha voz enquanto me dirigia para a carroça. Agora que ele iria ficar com mais medo. Parte do meu plano, claro, eu não iria que nem um idiota para um lugar assim. Comecei a cavalgar, mas pelo visto o trajeto iria demorar mais do que eu pensava, putz.
— Você ainda pretende ir no meio da noite? Os Goblins vão te colocar em uma armadilha, seu tolo!— Revoltado, o pequeno-lorde-demônio chacoalhava a gaiola enfurecido.— Reconsidere a ideia, mestiço!—
Calmo eu constante eu segui o meu trajeto, enquanto ele berrava na gaiola. Ahhh, era até divertido, inclusiva as ofensas. - Olhe Rothgar, quem esta preso é você, não eu. O tolo é você. Talvez eu possa reconsiderar se você me ensinar umas coisas, por exemplo, como eram os seus contratos? Como funcionavam e que tipo de efeito tinham nas vitimas? Como posso fazer um? - Cada pergunta feita por mim tinha uma pausa para a resposta, e é claro que eu não parei e continuei o trajeto, ora, o "talvez" muda totalmente o sentido de uma frase!
[...]
Como um hidromel cairia bem! Já estava a um bom tempo cavalgando pelo caminho, e eu já tava com sede! Queria me embebedar até cair, mas essa trilha parecia não ter fim! A carroça tremia por culpa da estrada, e eu já estava zonzo com isso. O cenário, pelo menos era algo que valia a pena, o céu e suas estrelas, a lua brilhante lá em cima. A flora mudou, deixou suas árvores e agora abirgava um matagal, o que era ruim no final. Goblins são pequenos, eu poderia cair a qualquer momento numa armadilha. Seria melhor eu parar um pouco e me esconder dentro da própria carroça por alguns minutos, só pra garantir.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Dom Maio 08, 2016 1:31 pm



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Para a medida que a carroça de Arkin seguia pelo caminho de terra batida, o meio-demônio e o pequeno-lorde-demônio trocavam ideias a respeito de cada um. Talvez fossem uma boa companhia um pro outro, afinal a noite é escura e cheia de temores. Mas só talvez...

A prepotência de Rothgar insistia em dificultar a relação entre os dois. Mesmo em sua situação atual, nem mesmo a gaiola de metal escuro era suficiente pra deter o egocentrismo do pequeno-lorde. Quando este ouviu as respostas de Arkin, sentou-se num canto da cela, esmorecido. Parecia cansado de tentar. A palavra certa seria frustrado. Suas tentativas foram em vão e o meio-demônio continuou guiando a carroça por entre o matagal que se formava.

Arkin ainda arriscou um pouco do tempo que tinha para treinar alguns golpes com seu mais novo machado. Apesar do peso extra no equipamento, o meio-demônio não sentiu uma diferença tão grande daquilo que aprendeu com Duster, vulgo seu acolhedor nos tempos difíceis. Talvez a lembrança ainda fosse vívida, dos tempos em que treinavam alguma coisa, sabe-se-lá o quê. Passado pertence ao passado, afinal. Ao menos no agora, o meio-demônio podia valorizar aquele breve treinamento de combate que teve e comemorar que não era um bruto desajeitado como o tal Ferreiro, assim como pensava.

— Você não sabe nada sobre os Goblins do Baltimore. Não me venha querer se vangloriar pela sua ignorância, Ku-kuh! — Bradou Rothgar, virando o rosto.

Depois, enquanto Arkin ainda treinava um pouco com seu machado no assento do condutor, o pequeno-lorde-demônio murmurou mais algumas coisas, como se estivesse praguejando contra os Goblins, resmungando sobre algo que eles o tenham feito, não dava pra ouvir direito. Era uma cena quase cômica, de verdade.

O fato é que a pergunta sobre os tipos de contratos que Rothgar fazia, despertou certo ânimo no pequeno-lorde-demônio. Ele levantou-se de sobressalto, agarrado nas grades frontais da gaiola e com os olhos brilhando num vermelho intenso. — Kukukuku-kuh! Olha só quem está interessado nos meus poderes agora? — Falou em tom de deboche, apesar de mostrar interesse mútuo na ideia. Afinal, Rothgar só conseguiria alguma coisa se tivesse algo pra oferecer não é? Troca equivalente. — Certo, certo! K-Kukuh-kuh! Tudo que você precisa saber é que meus contratos ganham força e são baseados na escuridão da natureza de um ser. Aquilo que vocês chamam de pecado. Como é o nome mesmo...-ku-kuh... G-...gu..gula? Ganância? Avare- — Falava sobre os pecados quando foi interrompido por alguma coisa. Algo que chamou atenção no alcance de sua visão. Ainda assim, Arkin não viu nada nem constatou nada, estava distraído com a conversa afinal.

E o silêncio pairou. A brisa da noite passou, balançando os matos quase em uníssono enquanto os cavalos continuavam avançando, trotando devagar como se esperassem por Arkin decidir se continuaria seguindo ou se descansaria novamente. Foi quando Rothgar pulou na gaiola, quase derrubando-a de frente.

— Eles mandaram um batedor! Ali na frente, à esquerda! — Gritou o pequeno-lorde-demônio, cuspindo as palavras como se estivessem recheadas de ira.

Ao menos ele estava certo. Se Arkin observasse bem onde lhe foi indicado, veria uma sombra - pequena porém notável - se movendo na escuridão das sombras entre os matos. Movia-se rápido, silencioso, parecia acompanhar o movimento causado pela brisa o que o tornava praticamente imperceptível ao olho nu. Era definitivamente uma situação complicada. Considerando ainda que as montanhas estavam mais lá pra frente, provavelmente mais algumas horas de viagem, é claro.

Obs:
Pode adicionar as duas armas que você pegou, em sua ficha - no inventário -.


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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Sex Maio 13, 2016 8:45 pm

Oras, que viagem mais interessante essa que eu estava tendo. Trocaria ela por uma noite inteira num bar com bebida de graça se pudesse, mas infelizmente eu não tinha essa opcão. O que me sobrava era aproveitar o que eu tinha no momento: Uma viagem de horas na companhia de um capeta prepotente. Pelo menos eu poderia aprender um pouco sobre esses "contratos" dele.
A viagem prosseguiu com ele resmungando, falando de goblins de Baltimore e sobre vangloriação, um pouco de hipocrisia dele não é? Mas esse lugar, Baltimore, eu já tinha ouvido falar? De início eu não me lembrei de nada sobre, mas forcei mais um pouco a minha memória enquanto eu praticava um pouco com o machado. Estava fazendo totalmente errado, é claro! Dirigir enquanto se pratica com um machado tentando se lembrar de um lugar é totalmente perigoso. Mas claro, eu nem me importei com isso. Me deu até uma nostalgia. Me lembrei do meu velho amigo Duster. Aquele meio-dragão velho desgraçado... Tinha sido um pai pra mim. Devia muito a ele, me deu vontade de saber o que tinha acontecido com ele para sumir sem mais nem menos. Ele se dedicava com tanto afinco naquela taverna... Bem, talvez um dia eu fosse descobrir o que houve. Pelo menos ele me deixou um bom legado com as armas, diferente daquele trouxa do Ferreiro, aquilo que ele fazia era um desastre natural. Durante o trajeto fiz a pergunta sobre como funcionavam os contratos dele, e novamente aquela confiança de antes voltou. O nanico muda de humor rápido, não? Durante a resposta ele parou e começou a berrar. Coisa de idiota, foi o que eu achei. De início pensei que era chilique dele, eu vasculhei toda a área com os olhos e não vi ninguém. Até que eu percebi aquela pequena movimentação, agil e quase imperceptível. Me fez questionar até por um momento se o Galias não era um desses goblins tamanha a agilidade dele. Me fez até baixar a minha maldita guarda por 2 ou 3 segundos enquanto eu acompanhava ele com os olhos... Droga, ele pode ter percebido isso. Parei o movimento dos cavalos puxando as rédeas com força, acabando com aquele balançar da carroça que estava a um bom tempo acontecendo. Talvez fosse divertido ter uma briga com esse batedor, estava tudo muito monótono afinal. Mas era melhor eu ser um pouco democrático com ele, apesar de eu achar isso um completo tédio. Peguei o machado e apoiei a parte de madeira nas minhas costas, e berrei para esse goblin - Ei você! Me leve para o seu acampamento, eu tenho uns itens que vão interessar ao rei dos goblins de Baltimore! - Com certeza Rothgar iria ficar puto, ele era um desses itens, mas eu não iria dar a minima. Eu fiquei sentado na carroça esperando alguma resposta , mas sem abaixar a guarda e tirar os olhos desse batedor.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 16, 2016 9:27 am



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— O-O QUÊ?! — Esbravejou Rothgar, incrédulo. — VOCÊ REALMENTE SABE O QUE SÃO GOBLINS DE BALTIMORE?! — Sua indignação se dava pela proposta feita por Arkin. Definitivamente não estava nos planos do pequeno-lorde-demônio entregar-se tão facilmente, ainda que ele não tivesse tanta escolha assim, diga-se de passagem aquela gaiola era bem convincente. Ainda assim ele tentou. Chacoalhou a gaiola, gritava, desesperado, tentando chamar pela atenção de Arkin.

Mas aquilo não foi suficiente.

O meio-demônio puxou as rédeas e fez com que os cavalos parassem. Aquilo era praticamente um ato de rendição, dada a situação. Colocou o machado apoiado nas costas, equipamento esse que por sinal, Arkin ganhou familiaridade. Digamos que ele já estava se acostumando com o peso do machado, golpe após golpe, o que já não lhe garantiria desequilíbrio como no desastrado do Ferreiro. Depois de feita a proposta, esperou. O silêncio pairou novamente e nada de movimentação nem de sombras, nem de nada. Nem mesmo o vento deu sinal de vida. A situação mais parecia ter parado no tempo, senão fosse é claro por Rothgar chacoalhando a gaiola ainda tentando chamar atenção.

— Baltimore é o Rei Goblin, seu bastardo! Um rei prepotente que não tolera muitas coisas e dentre elas, mestiços! — Alegou, numa última chance de trazer sanidade para o rapaz.

Infelizmente já era tarde. Mesmo que Arkin quisesse reconsiderar, pareceu tarde. Bastou que o nome do tal Rei Goblin fosse pronunciado mais uma vez e então aquela mesma criatura de antes, que estava escondida na grama alta, saiu da escuridão com grandes óculos na cabeça. Engraçado que por traz daqueles óculos nem sequer era possível enxergar seus olhos, se é que tinha algum. Era um equipamento curioso, de chamar atenção facilmente. Uma bugiganga engenhosa que parecia ter vida própria; um metal levantava ali, um pedaço de vidro balançava no meio, trocava de cor, parecia um olho piscando ou focalizando, difícil dizer. Um sorriso largo e diabólico ganhou o rosto da criatura para a medida que ele se aproximava. Não avançou mais que 3 passos e então parou, meio que uns 7 passos de distância da carroça de Arkin e dos cavalos.

— Você parece não um pouco com o Ferreiro que Rei convidou! Que conteceu ele? — Indagou o Goblin, falando de maneira desajeitada como se não tivesse grande familiaridade com as palavras.

— Pelos sete lordes demoníacos, era só o que me faltava, um goblin retardado. Estou perdido. Ku-ku-kuh! — Praguejou Rothgar, sentando-se num canto da gaiola como criança com birra. Cruzou os bracinhos e ficou ali, emburrado. Os cavalos por sua vez ficaram um pouco agitados de repente. Fizeram sinal de retroceder, como se estivessem com medo do tal Goblin, mas ainda assim não fizeram nada esperando por ordem de Arkin. E então o vento soprou mais uma vez.

— Desce aqui! Louie quer ver se tu parece Ferreiro! Depois levo pro Rei! — Falou num tom autoritário, como se não esperasse por uma recusa ou coisa do tipo.

E veja bem, o Goblin não parecia estar desarmado. Apesar de colocar-se na linha de frente, ele trajava uma espécie de mochila que também mais parecia uma bugiganga. Cheia de engenhocas, cabos, ferramentas e sabe-se-lá mais o quê. Bastava as experiências com Gálias pra saber que qualquer deslize poderia significar outra prisão em correntes ou coisa do tipo para o meio-demônio.


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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Dom Maio 22, 2016 10:45 am

Tensão. A única coisa que sobrou depois da minha proposta, além de Rothgar dando os seus ataques. Cada segundo que passava, a minha espera se tornava mais nervosa. Meus dedos deslizaram pela estrutura do machado durante esses segundos para tentar aliviar a minha situação. Situações de tensão como essa deixam nossos sentidos mais aflorados para cada movimento ou som. Não pude deixar de prestar atenção no que o lordezinho disse sobre Baltimore, apesar de eu achar que ele estava se descrevendo ao falar do rei. No caso eu era um mestiço, se o rei não gostava deles eu teria de ter uma ótima desculpa para ir de encontro ao rei Baltimore. Minha boca já tinha ficado seca de tanto nervorsismo, esperando o batedor sair do meio do mato. Como ele seria?
De repente saiu dali um goblin meio... excêntrico, digamos assim. Ele estava com uma mochila totalmente estranha, o que me deixou mais intrigado do que nervoso, se isso fosse possível. Ele caminhou com aquelas passadas de perna pequeninas na minha direção até que parou numa distância segura de mim. Então ele disse:
— Você parece não um pouco com o Ferreiro que Rei convidou! Que conteceu ele?— Indagou o Goblin, falando de maneira desajeitada como se não tivesse grande familiaridade com as palavras.
— Pelos sete lordes demoníacos, era só o que me faltava, um goblin retardado. Estou perdido. Ku-ku-kuh!
Que!? Não pude disfarçar a minha cara de estranheza com a forma que aquele nanico falou. Realmente, era só o que me faltava, eu fazia das palavras do Rothgar as minhas com louvor. Os cavalos de repente se agitaram, tentaram recuar daquele goblin, o que era muito estranho pois se eles quisessem era só dar um coice que ele já era. Bem, isso significava que eu deveria tomar cuidado em dobro com esse, afinal ele tinha aquela mochila estranha cheia de cacarecos - o que me lembrava Galias, e esse tal de Louie deve saber como fazer uma bugiganga melhor que Galias.
— Desce aqui! Louie quer ver se tu parece Ferreiro! Depois levo pro Rei!—

Eu não esperava que ele me pedisse para descer da carroça. Os cavalos estavam agitados, se eu descesse eles poderiam fugir - e me fazerem perder um queijo delicioso com isso - , eu não podia arriscar, eu tinha que inventar uma boa desculpa. - Hmmm.... Bem... o Ferreiro ?? É... que ele... foi... atacado por um goblin chamado Galias! Isso, eu sou o ajudante dele, ele me pediu para ir de encontro ao rei no lugar dele enquanto acertava as contas com esse goblin. Estou no lugar dele essa noite, Louie! Não posso descer da carroça, os cavalos estão nervosos! - que desculpa mais esfarrapada a minha! Esperava mais de mim mesmo, mas foi isso que saiu, bem, agora vai ter que ser assim mesmo. O pior que me pode acontecer é ter que matar esse Louie..

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Dom Maio 29, 2016 5:43 pm



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De repente, lá se foi a autoridade. Louie, o Goblin, relaxou os ombros e assumiu uma postura descontraída acompanhada de um largo sorriso bobo. Faltava-lhe alguns dentes, é claro. Nada que mudasse o sentido daquele sorriso;

— Isso, isso. Tá certo, Louie leva em acampamento. — O verdinho caiu na farsa.

Em questão da desculpa para não descer dos cavalos, não foi preciso. De alguma forma o Goblin que já não parecia muito inteligente, aceitou de bom grado a verdade proposta pelo meio-demônio e então simplesmente deixou aquele ar de "inimigo" de lado, assumindo a postura de guia para Arkin. Ainda ajudou os cavalos a ficarem mais calmos, revelando que no chão mais a frente, existiam armadilhas escondidas. Que boa escolha a do meio-demônio em não descer, hmm? Bem conhecendo a capacidade daquelas armadilhas, talvez ele nunca mais andasse se caísse em uma. Ufa!

— K-Ku-kuh... estou cercado de idiotas. — Murmurou o pequeno-lorde-demônio, atônito com a facilidade que Arkin ludibriou o batedor. O pequenino recostou-se num canto da gaiola, aparentemente já sem forças de relutar quanto a decisão tomada. Engraçado que finalmente ele se calou, depois de tagarelar a viagem inteira. Que esquisito.

Depois de recolher as armadilhas, o Goblin arrumou tudo e escondeu-as em outras localidades, nos arredores. Provavelmente alguma precaução. Ele sabe o que faz. Em seguida voltou, já sem a mochila e a maioria dos equipamentos, trazia pouco consigo.



(Imagem Ilustrativa)


— Bem legal amigão você é. Ferreiro batia no Louie antes de falar, chato, tsc! — Resmungou o pequeno Goblin que, agora sem aquele monte de tralhas, parecia mais normal e comum como qualquer outro. Tinha até um cabelo estilo moicano, ruivo, num tom que acompanhava o mesmo do cavanhaque. Os olhos, diferente do esperado, eram esbranquiçados quase como se Arkin pudesse jurar que era cego. Mas não era, afinal, ele estava ali como um batedor certo? Só usava umas roupas engraçadas, carregava uns pergaminhos enrolados, presos na cintura. Luvas, um sobretudo, e aquela espécie de óculos. Era esse o tal Louie.

Com os cavalos mais calmos, o pequeno Goblin tomou a liberdade de se aproximar, andando em passos leves e rápidos - de surpreender pela agilidade - e assumindo o flanco direito. Chegando perto do assento do condutor da carroça, o pequeno colocou uma mão na cintura e a outra coçava a nuca. Parecia engasgado com as palavras, difícil dizer. Para Arkin, era como ver uma criança tentada a fazer um pedido sem saber que na verdade aquela sensação se chamava vergonha. Depois de um bom tempo enrolando, Rothgar tomou a frente antes que ambos não saíssem mais do lugar.

— Inferno! Não vê que ele deseja subir na carroça e ir contigo, mestiço? Ande logo com isso! — Praguejou, lá da gaiola. E Louie se assustou com o que foi dito. Não por ter mais uma pessoa na carroça, mas sim porque Rothgar acertou direitinho o que o pequeno Goblin queria dizer. E, talvez somente pela timidez do pequeno, é que ele não averiguou seja lá quem foi que o respondeu daquela maneira. Ficou apenas parado, fitando os olhos de Arkin e aguardando resposta.

Para o caso de Arkin deixá-lo subir, o Goblin sentaria-se no assento e então explicaria como seguir adiante com os cavalos, sem riscos de armadilha. Caso contrário, Louie iria na frente, alternando entre flanco direito e esquerdo, como que tentando ter uma ampla visão de onde escondeu suas armadilhas para que a carroça do meio-demônio não sofresse qualquer imprevisto. E assim seguiriam, acompanhados do auge da madrugada. Estrelas sumindo aos poucos no céu. Não porque estava nublado ou coisa do tipo, não. E sim porque o amanhecer já estava dando seu prelúdio. Ainda não se via o sol, mas de longe era possível notar um breve clareamento no horizonte. Os ventos frios tornavam-se menos frequentes e, as vezes, era possível sentir brisas um pouco mais aconchegantes, trazendo o calor de um sol que estava por vir. Mas Louie avisou.

— Mais na frente tem Montanhas Vermelhas. Lugar que construir reino o Baltimore quer fazer. — E na direção em que apontava, era possível mesmo ver montanhas se destacando no horizonte. Não estavam muito longe, entretanto, Louie não parecia querer levá-lo diretamente pra lá. Explicou que tinham de fazer um contorno, pois seguir direto para as montanhas era perigoso. Por isso o acampamento não estava lá, especificamente. Cortaram pela direita e foram seguindo pela região de grama alta, assumindo terreno rochoso aos poucos, dobrando curvas entre rochedos e pequenos montes aos poucos.

— Perigo lá! — Apontou para a costa. Referia-se ao outro caminho que Arkin poderia ter pego antes, aquele ainda na estrada lá atrás. — Muito frio, caminho longo sem descanso nem gruta nem bicho. Sem comida, difícil demais de subir as montanha gelada. — E chacoalhou a cabeça, como se quisesse livrar-se da sensação que lhe veio em mente. Em seguida voltou a olhar para Arkin, aquele mesmo sorriso bobo de antes.

— Hidromel tem aí? Eu tenho um pouco comigo, hehehehe! Tomar uma, bora? — Sua escolha das palavras era péssima mas, bastou oferecer o coldre com a bebida que certamente falou na língua de Arkin. O Caminho ainda era longo e talvez fosse uma boa oportunidade de fazer passar o tempo até lá, ainda mais na companhia de quem estava. E Rothgar, lá atrás mandou dizer; "Que tortura, agora vão ficar os dois bêbados. Ku-kuh"

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Qui Jun 16, 2016 10:55 am

Por um momento achei que o goblin iria me atacar pela resposta esfarrapada que dei para ele. Mas não é que funciounou? Fiquei meio surpreso com a reação dele, oras, não esperava que fosse tão facil enganá-lo. - Claro! Vamos para o acampamento então! - Falei simpaticamente para o meu mais novo amigo goblin enquanto ele tirava as armadilhas do caminho, e minhas pernas agradeciam por não terem pisado numa delas. Rothgar começava a dar os chiliques dele denovo, eu nem ligava no fim. Já estava até me acostumando com isso. Apenas ri um pouco disso, e para bom entendedor, uma risada basta, não é?
O goblin terminava de arrumar as tralhas dele e se dirigia para a carroça sem todos aqueles acessórios estranhos, dava finalmente para ver como ele era. Passei alguns segundos olhando para a cara dele, o verdinho ficou paradão coçando a nuca e olhando para a minha cara também, uma situação bem estranha na verdade. Até que o lorde demonio reclamou como sempre. E pior, ele estava certo... Louie queria subir na carroça no fim das contas. - É..? Pode subir se for isso. - - Disse pro carinha. Cheguei para o lado - não que fosse necessário, era só uma medida de segurança - para que o goblin subisse na carroça, e por fim comecei a seguir viajem - Parabéns Rothgar, acertou! Que tal um pouco mais de queijo? Mesmo você sendo um idiota prepotente, acho que merece uma recompensa. - Eu disse rindo, enquanto jogava o machado para dentro da carroça, tomando o cuidado de quase acertar a gaiola dele. Era bem divertido provocá-lo, os chiliques por nada... a melhor parte é que ele não poderia fazer nada e ainda queria dar ordens! Disse pro goblin que quem estava ali atrás era um demonio que acreditava ser alguma coisa no submundo, mas era só um babaca mesmo. Seguimos a viajem enquanto Louie explicava as coisas para mim durante o começo do amanhecer. Era interessante saber que eu poderia ter ne ferrado tendo ido pelo outro caminho, que aparentava ser bem melhor. Enquanto ele explicava as coisas de Baltimore, surgiu finalmente um prêmio pelo meu árduo trabalho. Louie me ofereceu hidromel! Instintivamente sorri para o nanico, é claro que eu queria! Mas até onde eu sabia, ele poderia estar se fazendo de idiota e aquele hidromel poderia estar envenenado - Claro amigo, por que não? - No fim das contas, hidromel envenenado continuava sendo hidromel! Peguei o cantil com o liquido e entornei na minha boca, aahhh tão bom... Bebi praticamente tudo, deixei bem pouco para Louie. Devolvi para ele enquanto Rothgar reclamava lá atrás - Fica quieto aí, invejoso! Se você não reclamasse tanto eu até dividia com você - Disse pro lorde demonio enquanto seguíamos viajem.
OFF:
Desculpa a demora em postar Bird. Tava sem tempo, e quando eu arrumava algum eu tava sem criatividade. Quando eu resolvi tudo isso peguei uma virose bem chata, eu nem tava conseguindo focar minha visão direito.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NT Bird em Seg Jun 20, 2016 9:37 pm



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Por incrível que pareça, lá estava Arkin, fazendo amizade com um Goblin. Pra quem acabou de passar por poucas e boas nas mãos de um desses verdinhos, até que superou rápido, hmm?

Louie até que parecia ser diferente. Era um Goblin meio tímido, ou pelo menos estava agindo como um, talvez por conta dos maus tratos que recebia do tal Ferreiro sempre que negociava com ele. Segundo o pouco que conversavam enquanto tomavam Hidromel, o verdinho explicou que o Ferreiro não era um cara de muitas palavras. E que ele era mesmo muito habilidoso no combate corporal, mas só quando estava sóbrio. E de repente, nas memórias de Arkin, o meio-demônio encontrou a resposta para o desacerto nos movimentos de batalha daquele grandalhão; ele podia estar bêbado naquela hora! Isso explica o porquê daquela montanha ser tão ruim no combate. Louie ainda falou mais. Disse que o Ferreiro era um dos poucos mercadores da região que conseguia entrar e sair do acampamento dos Goblins sem estar em perigo. Armadilha nenhuma era suficiente para detê-lo, o que certamente trouxe algum alívio para Arkin ao lembrar que não ficou para enfrentá-lo.

No mais, o Goblin não mostrou nenhuma novidade. Inclusive, também não ficou assustado com a informação sobre o tal pequeno-lorde-demônio preso na gaiola. Ele só ficou com uma expressão meio que tipo: "O que? O que é um lorde demônio?". Rothgar essa certo; Louie não era lá muito inteligente.

Mas eles tinham bebida! Isso já dava um empurrãozinho na situação. Arkin sentiu como se os próprios Deuses tivessem enviado aquele Goblin para escoltá-lo. E realmente, aquilo foi uma benção! Vejam só; pra um mercenário que estava na beira da estrada com fome, agora tinha uma carroça de mantimentos e equipamentos, tinha um pequeno demônio pra comercializar e ainda ganhou hidromel e uma passagem segura pelo acampamento do inimigo. Queria mais o quê?

...

— Então, mestiço, aceita a nossa oferta no tal Demônio e nos seus serviços? — Dizia aquele que estava sentado em seu trono de ouro e outras recompensas, moedas, joias e tudo o mais. Na mão direita, o Goblin carrancudo e aparentemente maior que os demais segurava um saco de moedas que tilintavam com o balançar. Ao que falou, começou a despejar as moedas no chão junto de um monte de outros tesouros, insinuando que eles poderiam todos pertencem à Arkin como pagamento de seus serviços. Quanto à proposta, o Rei Goblin fez questão de repetir, acordando Arkin de seu transe provavelmente provocado pelo tilintar hipnótico das moedas.

— Não é uma tarefa difícil, mestiço. Eu ainda estou sendo misericordioso demais! Hahah! Tudo que você precisa fazer é oferecer o teu sangue de boa vontade para o sacrifício e assim, poderemos terminar aquilo que começamos. — Completou.

E aí estava a resposta para a fatídica pergunta: haveria mais que o meio-demônio poderia querer? Mas vamos por partes. Antes de conversarem sobre a tal proposta, Arkin conheceu o famigerado acampamento.

...

Admito, tudo correu um pouco rápido demais. Louie guiou o meio-demônio através da grama alta e eles percorreram um bom caminho ganhando a noite. Acontece que o amanhecer vinha logo, assim como os primeiros sinais de que sim, estavam no caminho certo. Não era uma armadilha afinal. Louie não era tão inteligente a ponto de conseguir arquitetar tudo aquilo. Rothgar permaneceu o resto do caminho em silêncio, ironicamente contente pela suposta recompensa em queijo que ele ganharia em caso de não resmungar mais. E Arkin bebeu tudo que podia beber, matando quem o matava; a sede. Quando se deu conta, estava um pouco alegrinho pelo efeito da bebida mas não tanto a ponto de não se aguentar em pé. E assim que a carroça chegou nas imediações do acampamento, Arkin teve uma primeira impressão que certamente ficaria marcada em sua memória;


(Imagem ilustrativa)

O Acampamento era extenso, apesar de aparentemente parecer uma miniatura. Eram Goblins afinal, não precisavam de instalações grandes e chamativas. Então no meio de toda aquela área plana com grama alta, aquelas pequenas grutas feitas de pano facilmente se camuflavam no verde musgo da grama alta. Eram muitas, espalhadas sem qualquer padrão, salvo exceção a maior delas; esta não era feita de pano, era uma carroça mesmo, parecida com a de Arkin porém adaptada, maior, provavelmente quase uma moradia.

— Baltimore lá! Vem, Louie leva Arkin lá! — Alegou o pequeno, contente por terem chegado a tempo. Sim, a tempo, estava amanhecendo ainda. Os primeiros raios de sol incomodavam um pouco, afinal, o meio-demônio passou a noite bebendo. Era como estar sentindo uma coisa parecida com a ressaca, um pouco de tontura pelo clarão, e também um deslumbre pela incrível visão que estava tendo.

Louie arrumou um jeito de alocar os cavalos de Arkin e também um lugar pra carroça. Rothgar veio junto, ainda preso em sua gaiola. Arkin poderia carregá-lo, ou no caso, o próprio Louie o faria. Acontece que era uma ordem; o pequeno-demônio também tinha que vir afinal todos estavam indo direto falar com o rei. E o lorde-demônio não retrucou, ficou apenas quieto, como que se tivesse perdido a esperança de alguma chance de escapar.

Não demorou e lá estavam eles, entrando na carroça/cabana principal do Acampamento. Ela era um pouco grande, tinha escadas - Arkin as dispensava pois tinha altura suficiente pra entrar sem precisar de ajuda -, e tinha um espaço bem amplo lá dentro. O meio-demônio não sofreu muito com sua altura, mas precisou arranjar um jeito de manter as asas recolhidas se não quisesse ficar desajeitado lá dentro. Também teve de tomar um certo cuidado pra não pisar nos inúmeros tesouros e recompensas valiosas que destacavam o cenário dentro daquela carroça. Aquilo mais parecia uma gruta, uma pequena caverna recheada de tesouros que brilhavam mais que qualquer outra coisa, uma mina de ouro! Mas não estavam desprotegidos, não, não. Lá dentro, mais lá pro meio de toda a bagunça, numa das poucas áreas mais visíveis, estava o trono do tal Rei dos Goblins. Pra quem esperava um guerreiro ou coisa do tipo, enganou-se. Estava sentado no trono um Goblin barrigudinho, carrancudo, meio corcundinha até, com um manto aveludado, uma coroa, e um ronco que era capaz de anunciá-lo sem precisar de trombetas. O verdinho estava dormindo, totalmente despreocupado, boca aberta e quase babando. Sabe-se-lá como ele estava conseguindo segurar o cetro com joia encrustada, em sua mão direita. Louie, aquele que era menos familiarizado com modos e educação, logo correu na frente e acordou o rei, chamando-o por seu nome.


(Clique na imagem ilustrativa pra ampliar)

— Arrhh! Será que um velho não pode mais descansar nessa droga de acampamento? Me diz, vocês entendem o significado de acampar?! — Rabugento, voz meio rouca meio fina, o Goblin rangeu os dentes enquanto falava. Acordou devagar, olhos piscando meio lentamente, dedos mexendo devagar como se recuperassem o tato aos poucos. Foi aí que segurou o cetro com mais firmeza, tamanha força que deixaria qualquer um atento. Está certo, Baltimore não era tão velho assim. Então os olhos do Goblin Rei foram de encontro aos de Arkin, fitando-o com desprezo. O verdinho então fez uma cara de quem não gostou e cuspiu meio que de lado, descontente. — Hmmm... um mestiço. Tsc! — Resmungou.

Rothgar, ali atrás, deixou escapar um risinho. Uma coisa que pra bom entendedor bastava; eu avisei.

— Ora, ora... senão é o meu velho amigo. Gostou da gaiola de minério negro, grande Lorde Demônio? — Falou com sarcasmo, cuspindo suas palavras contra Rothgar. O meio-demônio perdeu o sorriso logo, agarrando-se nas grades da gaiola e mordendo-as com voracidade numa tentativa inútil de sair dali. Mas não havia escapatória. E o Rei Goblin sabia disso, hmm? Inclusive, o motivo ele mesmo tratou de explicar. — Você sabia mestiço? Fui eu quem encomendou essa gaiola especialmente pra ele. Fiquei sabendo que esse tipo de material enfraquece os poderes dele então mandei que fizessem uma gaiola assim. Não ficou perfeita? — E tossiu, como quem fingia uma risada.

Conversa vai e conversa vem, Louie tomou a frente do grupo e agiu como intermediador. Explicou a situação, sobre o Ferreiro estar ocupado e ter mandado em seu lugar um aprendiz, sendo esse Arkin, aquele que Baltimore tratava apenas como mestiço. Que goblinzinho mais irritante, hmm? Mas talvez pelo efeito da bebida, o meio-demônio nem notasse essas pequenas farpas. Focaram no objetivo então. Assim que bem apresentados, Baltimore o tal Rei Goblin explicou que não podiam entrar nas Montanhas Vermelhas por culpa de um encantamento poderoso que foi colocado naquela caverna. Eles resolveram apelar para forças sombrias e fizeram um contrato com Rothgar, em troca do demônio retirar o encantamento. Infelizmente, Rothgar acabou subjugado pelas forças misteriosas que cercam a Montanha e ficou desse jeito, pequenino.

— Isso aconteceu porque o sangue que usamos em sua invocação era fraco demais. Sacrificamos um animal qualquer para tal, e isso não foi o suficiente. Mas agora, temos um meio-demônio aqui conosco, não é verdade? — O rei Goblin então apanhou um monte de moedas de ouro num saco de pano que tinha perto da cadeira. Usou-as como chamariz, tentando chamar pela atenção de Arkin para que desejasse o dinheiro. E foi aí que a proposta foi feita;

Tudo que eles desejavam é que desta vez, Arkin usasse o próprio sangue para invocar Rothgar mais uma vez e então, eles entrassem na montanha. E como recompensa, o meio-demônio poderia ter a riqueza que desejasse. Em caso de dúvidas, Rothgar confirmaria a tese; sim, era possível que com o sangue de um mestiço meio-demônio, o ritual ficasse mais forte.

— Então mestiço, o que me diz? — Perguntou Baltimore.

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