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Arredores da Cidade

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Arredores da Cidade

Mensagem por ADM GabZ em Seg Dez 23, 2013 2:21 pm


Em torno da movimentada cidade de Paramet existem algumas trilhas e estradas de terra. Alguns viajantes as tomam para cortar caminho e não terem de passar pela tumultuosa cidade, principalmente em dias aonde o comércio é mais intenso. Bastante tranquilo, os campos daqui possuem grama alta e algumas árvores. Algumas casas abandonadas esquecidas pelo tempo apenas assistem os dias passarem. Bastante calmo, o lugar traz tranquilidade, mas uma pequena fração de insegurança por ser costumeiramente deserto.

É comum, também, encontrar alguns vendedores ocasionais e misteriosos. Pode-se conseguir algo por uma pechincha pois, muitas vezes, vendedores expulsos de Paramet por algum motivo — ou que não possam entrar — acabam tendo de fazer seus negócios nos arredores. Um deles é Gronk, um orc carrancudo criado por goblins e, por conta disso, possui uma enorme habilidade como ferreiro. A lateral direita do seu rosto é totalmente queimada e até sua orelha se foi, sem contar ainda seu corpo que era coberto de cicatrizes. Sua aparência faz com que os guardas não permitam sua entrada em Paramet, portanto é comum ver o orc estacionar sua carroça nos arredores e montar sua oficina "portátil" para ficar alguns dias. E tudo aquilo era puxado por um enorme lagarto que vestia uma pesadíssima armadura de ferro, habilmente feita para encaixar-se no animal como se fossem escamas.

O principal diferencial dos equipamentos e armas feitas por Gronk é que elas são feitas sob medida, do jeito que o cliente bem entender. Além disso ele costuma trabalhar com materiais diferenciados, nem sempre usando o ferro e a madeira, muitas vezes pedindo de seus clientes alguns materiais especiais para fazer equipamentos perfeitos. Seu preço é um pouco salgado, mas certamente vale a pena ter uma arma ou qualquer outro equipamento forjado por Gronk.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:05 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Henry em Sab Maio 03, 2014 6:19 am

Zato cresceu em Lodoss e se aventurou a ponto de conhecer praticamente toda a ilha. Há um ano mais ou menos ouviu falar de um grande ferreiro que ficava em Paramet. Não sabia o nome dele, porém se lembrava bem da descrição. Um orc ranzinza com uma orelha só. Não que isso deixasse muitos orcs de fora ou limitasse muito sua busca, ao menos sabia que era de um orc que se tratava.

O garoto chegou na região periférica de Paramet praticamente de noite. Havia acabado de sair de um confronto com um lagarto gigante em Endless e apesar de ter saído vitorioso conseguiu se meter em mais um problema com um estranho e aparentemente poderoso mago. Ao menos as escamas do lagarto serviriam de algo. A ideia de comprar um armadura e armas já lhe era atrativa desde que apanhou um bocado de ouro saindo do castelo do Dracula, porém, por mais que fosse difícil de acreditar, não teve muito tempo no último ano para conseguir fazer seus armamentos.

Plue é claro, estava ao seu lado e lhe ajudava a carregar um grande numero de escamas guardadas numa bolsa nas costas. Não foi muito difícil encontrar a barraca que queria. Viu de longe uma carroça bem chamativa e um tanto quanto desleixada. Através de uma pequena janela pode ver o que tinha certeza que era um orc. Entrou sem pensar, Plue logo atrás.

-Procuro um forjador de alta qualidade, tenho ótimos materiais e creio que dinheiro suficiente.-

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Kamui Black em Sex Maio 09, 2014 10:07 pm

@ Zatoichi

A viagem de Endless até Paramet poderia levar de dois a três dias, mas Zato conseguiu essa proeza em menos de um dia graças aos fatos de ter saído logo pela manhã e estar montado em um veloz cachorro gigante, não em um cavalo. Apesar disso, chegou aos arredores da cidade quase ao anoitecer e muitos dos comerciantes estavam começando a fechar seus estabelecimentos. O rapaz estava cansado e Plue também, mas antes de procurarem por uma hospedaria ele queria encontrar o tal ferreiro orc do qual se lembrava.

Ver todos os comércios se fechando e a lua reinando no céu em detrimento ao sol estava minando suas esperanças quando ele ouviu o martelar de um malho em uma bigorna vindo de uma carroça grande e de uma madeira escura e de qualidade. O enorme lagarto trajando uma armadura que estava ali perto era intimidados, mas estava adormecido. Fumaça saia de uma chaminé de pedras que ficava incrustada na madeira e quando ele olhou pela abertura lateral, que apenas lhe era acessível por estar montado, viu um orc sem orelha e teve a certeza de ter encontrado o que queria. Entrou na carroça, mas Plue permaneceu do lado de fora visto o pouco espaço que havia lá dentro.

De fato, o local era uma bagunça. Haviam peças dispersas de armadura por todos os lados e muitas armas também. Qualquer um poderia ver a excelente qualidade do metal trabalhado e até mesmo algumas armaduras de couro ou arcos de madeira ou chifres podiam ser encontrados. Materiais diversos e muito metal também se encontravam em abundancia ali.

Quando disse a que veio, o orc parecia nem ter lhe notado e continuou a martelar o machado que forjava até o aço tornar-se negro. Quando isso aconteceu ele olhou Zato de cima a baixo, analisando-o.

- Heh. Percebo que precisa de armas e principalmente de uma armadura ao julgar por esta cota de malha esburacada que esta usando. Se procura um bom forjador acabou de encontrar. Sou Gronk, o melhor ferreiro, coureiro, armadureiro e armeiro de toda Paramet, não, de toda Lodoss. E diga logo o que quer que eu não tenho a noite toda.

Além de sua grosseria, Gronk voltou a enfiar o machado de novo na forja até ele ficar vermelho e depois voltou a batê-lo com o martelo para dar resistência à sua lâmina. Pelo visto Zato teria que conversar com ele entre as as batidas no aço, pois ele não pretendia parar o que fazia para atendê-lo. Apesar disso, nenhuma palavra que o espadachim proferia passava-lhe despercebido.


Informações:
> Status: Zatoichi recuperou 35% de seus PE's. Agora ele está com 75%.
Não esta com muita fome, pois considerei que você fez uma pausa pra comer em algum ponto na viagem.
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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Henry em Seg Maio 12, 2014 6:11 pm

Zato sorriu ao ver a reação do orc, alias, a falta de reação. Ele era famoso por ser bom, mas mais importante, ele sabia que era. O garoto admirava isso nas pessoas, compreender seu próprio potencial é diferente de se superestimar ou valorizar. De certa forma era intrigante, mas não perderia mais tempo refletindo isso. Da mesma forma que o Gronk não estava disposto a perder tempo Zato precisava daqueles armamentos. Suspirou um tanto cansado da viagem pensando. Era melhor não falar muito. Seria breve e direto. Abriu a mochila que carregava consigo atirando-a em cima da mesa. A bolsa estava tão estufada de material que seria até difícil de fechá-la novamente. Em seguida tirou mais escamas dos bolsos da calça que usava e mais algumas dos compartimentos do pedaço de pano que cobria Plue, algo que Zato ainda tinha coragem de chamar de cela.

-Aqui está. Matei hoje de manhã.-

O garoto sacou a espada das costas. Levantou a lamina na frente do corpo e sorriu. Aquela arma tinha passado por tanto com o garoto. Guerras, lutas memoráveis, matado vampiros, demônios e até  lagarto gigante. Talvez fosse hora de se desfazer dela também. Suspirou colocando a espada em cima da mesa.

-Muito material de boa qualidade. Tenho o dinheiro, quero uma espada de uma mão e meia e uma armadura feita com as escamas, não gosto de nada pesado, quero resistente e quero que não estrague com facilidade como essa porcaria de malha. Dinheiro não é problema.-

Zato tirou a malha que vestia e colocou ao lado da espada. Com aquele clássico sorriso esboçado no canto do rosto. Dessa vez de felicidade mesmo, talvez fosse a primeira ez depois de anos que teria armamentos de qualidade.

-Se sobrar material meu cão pode usar uma armadura de combate. Sabe como é, montaria de guerra. Ouvi dizer mesmo que era o melhor. Consegue fazer em quanto tempo?-

[To sem permissão pra apagar aqui, vou pedir pra gabz deletar X=]
[EDIT: só pra constar uma mão e meia eu me referia a espada bastarda.]

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Kamui Black em Sex Maio 16, 2014 9:16 pm

@ Zatoichi

Quando Zato jogou as escamas no chão, Gronk parou o que estava fazendo e olhou o rapaz com curiosidade enquanto ouvia o que ele falava. Largou a tenaz e o martelo sobre a bigorna e pegou as escamas para analisar. Elas eram grandes, com cerca de cinco centímetros cada e de uma bonita e brilhante coloração azulada. Analisou o material, inclusive martelando-o, aquecendo-o, esticando-o e tentando cortá-lo. Quando terminou seus testes voltou sua atenção novamente ao rapaz.

- Ehh. Parece que você vale um pouco mais do que aparenta para matar uma criatura como esta. Aposto que matou-a em Endless, não foi. Apenas lá encontram-se esses lagartos superdesenvolvidos. Aqui tem material suficiente para uma armadura apenas para você, se quiser algo completo.

Ele, então, foi até o lado de fora para ver de qual cachorro Zato estava falando, após analisar o Plue, voltou para dentro da carroça e retornou para a conversa com Zatoichi.

- Se quiser uma armadura para o seu cão de guerra, poderei fazer apenas uma armadura de escamas para o seu torço, e posso incluir ombreiras. Ficará leve, maleável e muito resistente. Para o seu cão eu poderia fazer uma armadura que cubra todo o corpo dele, mas as pernas, patas e cabeça ficariam desprotegidas, pois não há tanto material assim.

Pegou um ábaco e começou a calcular enquanto fazia pequenas anotações em um pergaminho. Depois de calcular, deu seu preço ao rapaz.

- Caso queira uma armadura completa, incluindo peitoral, ombreiras, elmo, cinturão, perneira, grevas, manoplas e braçadeiras, isto ficará em 8.000 lodians, ou 80 lodians dourados, se os possuir. No caso de um peitoral, incluindo as ombreiras e uma armadura para o cão, incluindo uma sela nova de couro, sairá 6.000 lodians, visto que será mais fácil de fazê-lo. Também existe a opção de inserir algum encantamento na armadura. Se tiver algo em mente poderá me dizer, ou poderá voltar mais tarde para uma melhoria. É claro que o preço subirá se for com o encantamento.

Dispensou-lhe um sorriso torto. Agora que sabia que aquele cliente poderia lhe trazer um grande lucro, estava sendo muito mais atencioso do que se mostrava há uns minutos atrás. Assim que fez suas explicações, pegou algumas espadas embainhadas e trouxe-as para que Zatoichi as visse. As bainhas eram de madeira e finamente ornamentadas, cada qual em um estilo diferente. Entretanto, ainda não havia desembainhado nenhuma delas quando perguntou-lhe:

- E então? Decidiu-se sobre as armaduras? Depois que tivermos decidido isso partiremos para sua espada nova. Tenho algumas já feitas para lhe mostrar e ver se lhe interessa.


informações:
Qualquer que seja a opção escolhida, todas as armaduras serão armaduras leves (nível 3). Caso queria algum encantamento, converse com Gronk e veremos se ele é capaz de fazer e você capaz de pagar. Ou espere para ver as espadas que ele tem a oferecer.
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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Henry em Sab Maio 17, 2014 12:57 pm

Apenas via o Orc fazer cálculos um atrás do outro sem questionar. Então aqueles eram os preços. Bom, pensando bem Plue não precisava tão urgentemente de uma armadura. Bem ou mal Zato tentava deixar ele afastado de grande parte de seus confrontos. Se sentia mais confortável deixando o cão seguro. O que acontecera em Endless horas atrás fora apenas o melhor exemplo disso que ele poderia pensar. Já sabia o que queria, agora a questão do encantamento lhe chamou atenção.

-Será uma completa para mim, quanto ao encantamento...- Parou de falar enquanto pensava. -Teria algo para aumentar a leveza da armadura? Seria também muito interessante algo que fizesse o elmo não atrapalhar minha visão. Isso existe? -

Zato agora estava mais tranquilo, tinha certeza que o dinheiro era suficiente para pagar uma armadura, mas o preço de tal encantamento ainda lhe preocupava, se fosse algo em torno de 10 ou 20 Lodians dourados seria viável, somando um total de 9 ou 10 mil Lodians. O garoto ainda precisava pensar nas armas.

-Mas é claro, que eu terei de ver os preços das armas antes de ter certeza sobre o encantamento, tem algo especial para elas também?-

Zato já tinha ouvido falar de magias anti-roubo que permitiam apenas o usuário carregar determinada arma, perfeito para ele visto que precisava abusar de seus equipamentos para a ativação de seus principais recursos na batalha. Algo que a tornasse inquebrável também lhe seria útil

-Posso experimentar girar as espadas e seus pesos?-

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Kamui Black em Sex Maio 23, 2014 7:30 pm

@ Zatoichi

A fornalha aquecia terrivelmente o interior da carroça e uma gota de suor escorria da testa até o queixo de Zatoichi, mas ele parecia nem perceber este detalhe devido a tamanha adrenalina de discutir e visualizar armas e armaduras de tão grande qualidade. Mais uma vez o orc prestou atenção no que o espadachim tinha a dizer antes de responder-lhe.

- Posso, sim, incluir um encantamento para deixar a armadura ainda mais leve. Provavelmente ela pesará em torno dos 25 quilos quando completa, como o encantamento isto poderá cair para 10 quilos. Porém, apenas se for imbuído em todas as peças. Se eu fizer isto apenas no peitoral, por exemplo, conseguirei diminuir apenas 2 ou 3 quilos, o que não fará muita diferença no final. Para encantar todas as partes, o preço total subirá 8.000 moedas, totalizando 16.000. - Gronk deixou um sorriso de canto escapar-lhe dos lábios. Ele sabia que o preço era bem elevado, mas não cobraria menos sabendo que seus serviços eram de excelente qualidade. - Quanto a visibilidade, não se preocupe pois eu farei o elmo de maneira bem anatômica para não obstruir sua visão periférica.

Apesar de ter uma aparência brutal, o orc parecia ser alguém bem culto e instruído. Ao menos no que dizia respeito a arte de construir armas e armaduras. Sem mais delongas, ele caminhou até as espadas que havia deixado sobre a mesa e pegou uma delas. Esta tinha uma aparência curvada na bainha e o cabo era envolto em tecidos trançados na coloração verde e branco, assim como a própria bainha.

- Claro que pode testar as espadas. Afinal de contas, ela deve agir como se fossem uma extensão de seu braço. - Puxou a espada da bainha e Zato pode ver que ela tinha um metro e vinte de lâmina, mas ela era bem mais fina que a de uma espada bastarda e levemente curvada. Além disso, apenas um lado possuía o fio do corte. - Esta espada não é muito comum em Lodoss e também é construída com uma tecnologia de fora da ilha. Sua lâmina curva proporciona um corte muito eficaz, perfeito para retalhar carne e ossos, embora possa não ser tão eficiente contra armaduras de placas. Sua leveza proporciona muita velocidade. Além disso, esta aqui possui um encantamento muito especial. Se você brandi-la e tocar neste simbolo aqui. - Gronk apontou para um emblema na lateral da guarda. - Ela criará uma potente rajada de vento no momento que atingir algo com a lâmina. A rajada é bem forte e poderá lançar o oponente longe, ou abrir sua guarda para um possível segundo ataque.

Entregou a arma para que Zato conferisse seu peso e seu balanço. Estava confiante que o humano iria apreciar a espada. Assim que ele estivesse satisfeito, embainharia a arma e pegaria uma outra. Esta próxima era pouca coisa mais comprida, cerca de 10 centímetros e de lâmina bem mais larga. Desembainhou-a e o espadachim pode reparar que a lâmina era mais escura que o aço geralmente é.

- Esta espada bastarda é de excelente qualidade. Sua lâmina é bem larga e ela é muito boa em destroçar armaduras e quebrar ossos. Possui gume dos dois lados e um bom balanceamento no cabo. Se você for forte o suficiente poderá brandi-la com uma única mão facilmente. Porém, se brandi-la com as duas e em um golpe vertical, ela ficará dez vezes mais pesada. Na verdade ela obedece sua vontade, basta pensar que ela se tornará mais pesada, mas apenas se você mantê-la segura com ambas as mãos.

Novamente deixou que o espadachim testasse a arma. Ela era bem mais pesada que a katana, mas o espadachim não teve trabalho em segurá-la. Talvez seus golpes não fossem tão rápidos que com a outra espada, mas certamente seriam mais destrutivos. Depois que ele guardou a arma, pegou uma espada média. Esta possuía setenta centímetros de lâmina e o cabo de um bonito tom de azul, assim como a bainha.

- Esta espada aqui é uma beleza. Talvez não seja uma arma assim tão poderosa quanto as outras duas, mas ela possui uma qualidade invejável. Caso você seja desarmado ou roubado, ou se ela estiver fora de sua mão por qualquer motivo, basta tocar neste ponto da bainha - apontou para um simbolo prateado do lado oposto de onde a bainha ficaria presa em um cinto. - Ela desparecerá de onde estiver e voltará imediatamente para a sua mão.

E então ele havia apresentado todas as espadas Colocou-as lado a lado e encarou Zato por um tempo, tentando ler suas opiniões. Por fim, resolveu falar o preço das armas.

- A katana custa 11.800 moedas. A espada bastarda custa 14.400 moedas. E a espada média saí pelo preço de 7.400 moedas. Meio caras, mas garanto-lhe que valem cada lodian dourado que você investir nelas. Ah... Apenas não se esqueça que os encantamentos consomem sua energia para ser ativados. E então, qual será? Pode levar as três agora mesmo se puder pagar.

E aguardou ansiosamente pela resposta de Zatoichi.


informações:
Zato, todas as habilidades listadas consomem 10% de seu PE para ser ativada. As espadas são de nível 4. Caso opte pela armadura encantada ela será de nível 4 também. Lembre-se que é possível encanta-la no futuro. Qualquer dúvida, PM-me ou contate-me pelo skype
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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Henry em Dom Maio 25, 2014 7:30 pm

Zato praticamente se decidiu. O custo de tornar a armadura ainda mais leve seria absurdamente alto para algo não tão forte. Encantar cada parte do armamento seria extremamente caro e não tão efetivo quanto ele gostaria. Restava optar pelas armas. Agora o Orc lhe apresentou o que parecia ser os três melhores modelos ou aquelas com os melhores encantamentos. Zato sorria ao olhar para cada uma, não podia negar que gostaria de ter todas ou ao menos experimentar seus poderes uma vez.

A primeira espada era leve, cortava o vento sem dificuldade, escorria entre os cortes com uma sonora rajada de ar. Eram cortes limpos e rápidos. Zato não poderia negar que gostou e causar impactos de ar? Isso era incrível, mas ele teria dificuldades para derrotar oponentes grandes. Com uma arma como aquela, por mais que fosse bonito e confortável, ele não seria capaz de derrotar uma criatura como o lagarto com o qual havia se confrontado em Endless no mesmo dia tão facilmente. Ele precisava de uma arma que lhe servisse para todos os momentos, é claro que se tivesse dinheiro levaria todas, mas não era uma possibilidade.

A segunda arma tinha um ótimo peso e poderia aumentar ainda mais. Era um encantamento interessante, com algo daquele tipo ele poderia aumentar significativamente o estrago e seria perfeito contra inimigos grandes. O encantamento compensaria a diferença de tamanho entre ela e uma espada de duas mãos enquanto que ele também poderia brandi-la com apenas uma mão e utilizar suas habilidades como quisesse. Tinha um preço mais salgado, porém deveria valer apena. Zato já imaginava todos os confrontos que teve, como teriam sido mais simples se tivesse uma arma como aquela. Claro, poderia ser mais difícil derrotar alguns inimigos, mas ele confiava na sua capacidade de adaptação.

A terceira era uma espada mais curta, um pouco menor do que as duas outras, mas tinha a melhor das habilidades. Uma arma como aquela era o sonho de Zato, se ele pudesse ter o encantamento dela na outra seria perfeito, mas não era possível. Uma lastima. Aquela habilidade permitia que Zato lutasse a seu estilo sem quase nenhuma dificuldade, a capacidade de poder lançar uma espada e ela voltar a sua mão era incrível, mas seu tamanho não se encaixava em seu modo de lutar, porcaria.Também não poderia levar as duas, maldito preço, se pudesse comprar todas...

-A bastarda, pode gravar a palavra Lullaby nela?. Será ela e a armadura simples. Em quanto tempo fica pronto?-

Zato suspirou, se tivesse um pouco a mais de dinheiro teria conseguido um conjunto quase perfeito de equipamentos.

-Outro dia volto para comprar a espada menor. Falta um pouco de dinheiro...-

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Kamui Black em Sab Maio 31, 2014 11:12 am

@ Zatoichi

Gronk escutou atentamente as preferencias de Zatoichi e acenou afirmativamente a cabeça enquanto concordava com o que ele lhe dizia.

- Muito bem, então, gravarei a palavra que deseja agora mesmo.

Ele pegou a espada e perguntou ao rapaz em que lugar da arma desejava as inscrições, em seguida, escreveu utilizando um conjunto de limas e pedras abrasivas em uma caligrafia muito mais bonita do que Zato acreditasse que o orc fosse capaz de produzir. Minutos mais tarde, entregou a arma embainhada para o rapaz.

- Aqui está. A armadura levarei três dias para fabricar. Essas escamas não são fáceis para se trabalhar e terei que por de lado todos os meus trabalhos que não forem urgentes para atendê-lo. - Pegou o ábaco para calcular quando o rapaz lhe devia. - No total será 22.400 lodians. Terá que me pagar agora uma soma de 18.400. Sendo isto pela espada e metade do combinado pela armadura. O restante poderá me pagar quando retornar para busca-la.

Zato pegou a espada em sua mão e pode sentir seu peso. Ela lhe era muito agradável de se segurar e percebia que poderia contar com ela para qualquer tipo de batalha que viesse a enfrentar.

- Lembre-se, basta segura-la com ambas as mãos e desejar que ela se tornará mais pesada, mas tome cuidado pois ela chegará a uns oitenta quilos com isso. Acredito que ficará mais pesada que você. E o que deseja que faça com seus equipamentos antigos?


informações:
Parabéns pela compra. Desconte os 18.400 lodians de sua ficha e acrescente a espada bastarda (nível 4) com a descrição adequada. Você está bem cansado e já anoiteceu, então poste sua saída aqui e depois na Praça Central de Comercio procurando por uma pousada. Ou pode ir ao Unicórnio Manco se quiser, ou se arriscar a acampar.

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Dedico este espaço ao mais corajoso GM da Lodoss, Zato, que leu a ficha inteira do Blues.

Zato, você tem o meu mais sincero respeito.
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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Henry em Sab Maio 31, 2014 1:35 pm

Zato sorriu, ao ver que o Orc poderia sim marcar o desejado nome a sua arma, aquilo era magnifico, uma arma nomeada em homenagem ao vilarejo que por anos chamou de casa. Mesmo que a espada não fosse originaria de la ele ao menos estaria sentindo de algum modo uma proximidade com o Lullaby. Indicou onde queria o nome escrito. bem perto do punho colado a lamina no mesmo sentido dela.

Após algum tempo o orc deu a Zato a espada embainhada e ele não resistiu retirá-la da capa momentaneamente apenas para verificar uma belíssima caligrafia. Arqueou a sobrancelha surpreso ainda com o mesmo sorriso no rosto. Ouviu as instruções do Orc e Assentiu. Tirou do bolso uma sacola um tanto quanto cheia de ouro e começou a contar moedas. Entregou ao orc o valor correto e se virou em direção a porta.

-Amanhã de manhã eu volto, quanto aos equipamentos antigos, você pagaria algo neles ou trocaria por uma cela para meu cão? Enfim, se tiver como aproveitar o material seria ótimo.-

Zato saiu daquele misto de barraco e loja sorrindo. Tinha feito um bom negocio, ao menos esperava que sim. Assoviou e Plue se ergueu correndo para seu lado. Sem dificuldade nenhuma o garoto montou o cão ainda um tanto animado. Bateu os calcanhares em sua barriga e disparou em direção do unicórnio manco.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Seg Jan 05, 2015 12:28 pm


O sol estava intenso aquele dia, e se postava logo acima da cabeça de Elliot. O mesmo, por sua vez, caminhava com o olhar a esmo no horizonte pelos arredores de Paramet. Aquela silenciosa e solitária estrada ajudava-o a meditar consigo mesmo e poder por em ordem alguns nebulosos pensamentos. Estava com a aparência mais abatida do que o habitual, onde uma barba de aspecto ralo começava a tomar conta da parte de seu rosto. Mas, afinal, ele gostava assim; e andava pensando seriamente em deixá-la crescer um pouco mais. O rapaz de roupas que mais pareciam trapos chutava distraidamente uma vez ou outra alguma pequena pedra que se postava diante de seu olhar. Carregava consigo seus pertences costumeiros, como por exemplo, um cantil de água na cintura, uma pequena bolsa de viagem pendurada em seus ombros, e, porque não, um punhal colocado estrategicamente nas costas de sua cintura? Elliot era o tipo de homem que preferia uma boa conversa ao invés de métodos agressivos para sair de alguma enrascada. E apesar de sua aparente inocência diante do mundo, ele sabia que um objeto daqueles poderia lhe garantir uma maior segurança. De certo, não era um perito em brigas, mas podia se virar se assim fosse preciso. Anos convivendo com os “ratos” da cidade de Paramet o fizeram assumir um olhar mais malicioso das coisas e a conhecer um pouquinho da podridão que o cerca diante de negócios obscuros e hediondos de rufiões e ladinos que se espreitam pelas sombras dos becos e tavernas. Essa era a escória a que ele pertencia e tinha vasto convívio, apesar de possuir um coração bom o suficiente para ter que se esgueirar por entre aquele ninho de corjas e assassinos.

Mas não se engane. Ele se postava diante dessa sociedade sombria com cautela, distante e seguro o suficiente para entender como as coisas funcionavam, apenas. Ele podia não ser a pessoa mais honesta desse mundo, mas também sabia se posicionar diante daquelas pessoas de uma forma parcial. Muitas vezes já realizara furtos, enganara pessoas e agira de má fé com gente de bom coração. Mas jamais pensara em tirar a vida de alguém e isso lhe causava asco, só de imaginar sendo obrigado a ter de fazê-lo algum dia.

Mas de fato, isso não tinha nada a ver com os motivos de estar ali. Pelo menos, não agora. Era raro Elliot ter a coragem de andar por aquela estrada deserta. Mas, tinha de assumir que não era nada vantajoso um ladrão ficar um dia inteiro a espreita de um local sem movimento algum, sendo que lá dentro da cidade surgiam novas oportunidades a todo o momento. Lá havia pessoas. Havia pilhas e mais pilhas de métodos, formas, lugares e momentos para que pessoas de más intenções pudessem praticar seu desvio de caráter. Somente um estúpido escolheria um local como os arredores da cidade para se beneficiar de alguma maneira. Pelo menos era essa a linha de raciocínio que o permitira aquele dia poder caminhar por lá. Só que este, não era seu principal objetivo. Havia outra razão por escolher aquele local para andar. Há muito tempo Elliot ouviu falar de um Orc de grande renome aos redores de Paramet, conhecido por ser um excelente forjador de armas e armaduras. Já fazia um tempo que o rapaz vinha alimentando a idéia de deixar Paramet para se aventurar, e não achou mal algum em ir até este tal Orc em busca de uma arma um pouco maior que seu punhal, talvez.

Dinheiro? Não... Não. Elliot não tinha nada disso. Não podia pagar por uma arma daquelas, mas considerou poder dar uma olhada na faixa de preço destas armas, considerando que não tinha afinidade nenhuma com elas. Aos poucos, Middlefinger pretendia ir juntando as peças de que precisava para poder seguir sua tão esperada viagem. Decidiu aleatoriamente que iria em busca de uma arma que pudesse lhe oferecer proteção na estrada. O resto, como suprimentos e utensílios mais do que úteis; ou mesmo dinheiro – já que seus bolsos andavam vazios -, seriam considerados assim que conseguisse seu objetivo inicial.

Por ora, ele continuava sua estrada em busca de algum sinal que pudesse o levar até este Orc de grande renome na forja e confecção de itens para batalha.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Sex Jan 09, 2015 11:17 pm

Era uma tarde ensolarada e quente nos arredores de Paramet, quando um aspirante a aventureiro iniciou sua primeira jornada rumo ao desconhecido. Elliot é um vigarista por profissão, mas em seu coração mora um renomado aventureiro, que deseja, assim como todos os homens, as mais belas recompensas e aventuras que a vida pode lhe render. Determinado a fazer desse sonho uma realidade, Elliot decidiu que era hora de começar sua aventura, mas como todo rapaz inteligente, ele sabia que nada do que ele quisesse viria de forma fácil, muito menos que ele começaria por cima. Seu primeiro objetivo então era ter os itens básicos de todo aventureiro. Uma arma mais resistente e ameaçadora, talvez roupas melhores e mais resistentes e suprimentos para longas viagens. Começando pelo que parecia ser o mais difícil, Elliot correu atrás da arma. Não que sua adaga fosse completamente inútil, mas diante de um mundo onde orcs portavam enormes machados, ogros caminhavam com tacapes de madeira maciça e guerreiros portavam armaduras completas e espadas longas, uma adaga parecia ser um brinquedo de criança. O rapaz decidiu ir então ao lugar onde pensou que poderia conseguir com mais facilidade sua arma, os arredores de Paramet, um dos maiores centros comerciais de Hilydrus, talvez da ilha. E ninguém melhor para lhe conceder um equipamento de qualidade que Gronk, o forjador! Mas a questão era, como encontra-lo?

Algumas horas se passaram desde que ele saíra de seu recanto à procura do orc, mas até o momento só que o que encontrou fora muita terra batida, arvores e vacas pastando. A estrada ao menos estava vazia, e seu pleno conhecimento do mundo dos ladrões lhe davam a certeza que ali era o lugar mais seguro para se estar naquele momento. Será mesmo? O rapaz escutou um som atrás de si, o som de batidas rápidas no chão, se aproximava rapidamente e ele logo distinguiu que se tratava do galope apressado de um cavalo vindo pela estrada. Elliot, por puro impulso, virou-se já com as mãos nas costas pronto a sacar sua arma, mas o susto o fez cair sentado e desajeitado no chão, quando o cavaleiro e seu cavalo castanho escuro passou em disparado ao lado dele, fazendo subir poeira em suas vestes. Não fosse pelo reflexo rápido de Elliot, talvez tivesse sido pisoteado pelo cavalo, visto que o cavaleiro sequer pareceu se importar se havia alguém ali, mas a pior parte já havia passado, agora era seguir em frente. Mais alguns minutos de caminhada e ele sentiu cheiro de ferro em brasa e fuligem, bem ao longe um pequeno pilar de fumaça acinzentada subia aos céus e Elliot sabia o que era, a loja de Gronk estava próxima. Ao chegar no recinto ele notou que não era o primeiro, e com mais espanto ainda, deparou-se com o cavalo castanho escuro que quase o havia atropelado há pouco.



[Yoooooooooo! Seja bem vindo!! Desculpe a demora, como o fórum está de férias até dia 15, dei uma pausa nas narrações pra poder ajeitar minha vida e relaxar. A partir de agora serei sua narradora! Espero que goste da aventura que estou preparando para você, qualquer duvida que venha a ter não hesite em mandar uma mensagem, ou se quiser, me adicionar no Skype para uma conversa. Pode ir até o meu tópico também clicando na imagem da minha assinatura. ^^
Um bom jogo e tenha uma ótima noite. o/]

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Sab Jan 10, 2015 12:55 am


A caminhada que Elliot esperava se tornar breve viraram horas. Não que aquele reconfortante silêncio da estrada fosse ruim, mas de fato, o cansava um pouco e as esperanças de que fosse encontrar o Orc pelas redondezas de Paramet começavam a se enfraquecer. Ele continuou andando despreocupadamente, talvez conformado com o silencioso vazio da estrada e a ideia de que aqueles arredores pudessem ser um dos lugares mais seguros e tranquilos para se caminhar. É engraçado a forma como as coisas acontecem e são capazes de nos mostrar que estamos as vezes redondamente enganados. Confesso que nem todos tem o dom da visão que nos faz conseguir enxergar nossos próprios erros e que assim permutam nossa longa estrada da mudança e do conhecimento em direção a verdade dentro de nós mesmos, mas Elliot normalmente as conseguia vislumbrar com clareza quando elas se apresentavam diante dele.

Sua distração e seu estado contemplativo perante a paisagem monótona daquela região tirou-lhe a atenção necessária para que enquanto longe, pudesse ouvir um som peculiar se aproximar. Elliot só foi capaz de se atentar e distinguir este som quando o mesmo já estava talvez próximo demais para se esquivar – tamanha a velocidade em que se aproximou. No entanto, talvez por sorte ou mesmo mérito do próprio rapaz, aquele som incessante distinguido de forma tardia como um galope, passou disparado ao seu lado fazendo-o cair sentado em meio a poeira que se levantou. Enquanto ainda caído no chão, notou que mantinha uma das mãos sob o cabo de seu punhal não desembainhado. Não demorou muito e logo se pegou rindo de si mesmo e da forma inútil com a qual tentou se amparar diante de uma situação de perigo. Seus reflexos muito tardios lhe pareceram diante de seu jeito animado e brincalhão de ser, uma bela piada – e talvez se não fosse pelo fato de estar só na estrada, tivesse encarado a situação com um pouco mais de seriedade, temendo que fossem rir de sua fragilidade momentânea.

Ao se recuperar dos risos e do tremendo susto, ele se levantou enquanto passava as mãos e apalpava suas vestes para fazer com que toda a poeira se desgrudasse. Checou uma ou duas vezes o chão para ter certeza de que nada caíra, e logo, pôs-se a marchar novamente disposto e com um riso recém-acabado nos lábios.


— Estrada segura... Né?  – zombou de si mesmo e continuou sua caminhada. Alguns minutos se passaram e logo sinais denunciaram a verdade que Elliot ainda não havia se dado conta até então: O grande Orc forjador de armas estava próximo! Ele pôde perceber isso pelo forte odor de ferro em brasa e fuligem que uma brisa ou outra levava as vezes de encontro as suas narinas. Suas suspeitas deixaram de serem dúvidas ao olhar para o alto e enxergar o pilar de fumaça que se perdia nos céus diante de seu olhar. Diante disto, apertou o passo, talvez pela sua impaciência ou ansiedade por conhecer o grande Orc Gronk. Foram muitas as vezes em que Elliot ouvira falar dele pelas tabernas de Paramet nas noites de farras e cantoria em que se metia. Este era uma das grandes vantagens de se esgueirar perante a sociedade sombria e bem informada da cidade mercadora, e Elliot tinha plena convicção disto – tanto que seus ouvidos muito atentos o trouxeram até ali naquele dia.

Passou-se mais um tempo e o rapaz logo avistou ao longe uma carroça junto com os pertences e ferramentas úteis de um forjador ao redor do terreno. Curioso demais, ele arrastou os olhos sob o local e dera de cara com um cavalo de cor escura amarrado ali por perto. Ele cessou os passos por um instante, e como se falasse em meio-tom consigo mesmo levou seu indicador na altura de seu queixo, como quem estivesse próximo a concluir alguma coisa.


– Pensando bem...  – Levou a mão erguida até a barba, pensativo. – Não foi este o cavalo que quase acabou de me pisotear?Suas sobrancelhas se curvaram e criaram rugas em sua testa; e quando teve certeza de que sua suposição estava correta, deu de ombros e então tomou sua caminhada novamente para de encontro a carroça. Enquanto andava ele tentava ver se o dono do cavalo estava próximo dali. De qualquer forma, não queria causar problemas e fingiria que nada tivesse acontecido – mesmo porque o próprio cavaleiro não devia sequer tê-lo visto.

Elliot se aproximou da carroça e da abertura da mesma, acenando e de forma agradável trazendo consigo um sorriso no rosto. De fato o rapaz sabia como lidar com as pessoas e tinha uma lábia razoavelmente boa, no mínimo. Sabia o valor de ter amigos ou conhecidos pois os mesmos em certas circunstâncias poderiam ser de grande ajuda ao rapaz um dia; e Gronk, é claro, não seria a exceção deste pacote – tampouco o cavaleiro, caso ali estivesse.


– Então esta deve ser a loja do forjador mais famoso de Paramet! – Se aproximou. – Me chamo Elliot. Mas todos na cidade me conhecem como Middlefinger, se preferir. – O rapaz parou por uns instantes tentando se lembrar exatamente do nome do Orc, até que as palavras saíram instintivamente de sua boca. – Você é... Gronk. Estou correto?

Caso o cavaleiro ali estivesse, Elliot também faria um breve aceno com a cabeça para o mesmo em forma de respeito e cumprimento.


Obrigado pelas boas vindas! Espero que você como narradora também possa se divertir um pouco.  :)

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Sab Jan 17, 2015 4:56 pm

Elliot chegou à carroça do orc Gronk e viu que este não estava sozinho, mas ignorando os fatos engraçados de sua jornada até ali, ele resolveu entrar mesmo assim. A carroça por fora parecia minúscula, mas por dentro era como se fosse uma verdadeira choupana ambulante, era incrível que pudesse caber tanta coisa dentro de um lugar tão pequeno. Por um momento Elliot pensou que aquilo fosse apenas sua cabeça, ou alguma outra coisa, mas logo seus pensamentos foram interrompidos pelas palavras de um homem com voz de galã de teatro.

- Gronk, está duvidando de minha palavra como cavaleiro de Hilydrus? Acho que você já esqueceu como... – O homem parou e olhou para trás assustado quando ouviu a voz de Elliot atrás de si. O cavaleiro estava vestido com uma armadura prateada e lindamente lustrada, seu elmo todo adornado debaixo do braço e na bainha do lado esquerdo da cintura, uma espada. Ele trajava também uma capa bem longa e azul com o lobo dourado de Hilydrus. O homem tinha a aparência de um verdadeiro artista, seus olhos azuis e os cabelos loiros escuros e curtos, rosto fino e de traços sérios. Após a surpresa, o cavaleiro passou a observa-lo com um olhar mais critico, analisando-o de cabo a rabo.

- Huh! Gronk, voltarei amanhã, espero que não me decepcione... – O homem fez uma cara esnobe, colocou seu elmo novamente e saiu pela portinhola fazendo questão de esbarrar em Elliot no caminho. O rapaz por sua vez que observava a toda cena com certa curiosidade, não percebeu que Gronk também não estava muito feliz com aquilo tudo, e isto ficou mais evidente após terem ouvido o relincho do cavalo do lado de fora e o galope apressado se afastando.

- GRRRRRR! Gronk não ser capacho do exercito! Gronk ser orc livre! Gronk mostrar pra cavaleiro engomadinho o que Gronk fazer bem. – O orc, em sua raiva e indignação, pareceu ignorar a presença de Elliot na carroça, pegou um grande martelo em uma das mesas, abriu uma segunda portinhola que ficava por trás da carroça e lá fora, Elliot ouviu o som de metal sendo martelado com muita força.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Dom Jan 18, 2015 1:32 am



Elliot não pôde deixar de esboçar um singelo riso de graça nos lábios ao notar a reação do cavaleiro diante de sua inesperada chegada. O rapaz podia se lembrar de como era engraçado identificar alguém da nobreza nas ruas. Ele fazia piada aos colegas de bebedeira, gesticulando e imitando a forma como aqueles riquinhos tinham o hábito de inflar o peito e empinar o nariz ao andar. Conseguia atrair boas risadas para si ao ironizar os trejeitos deles e dizer que aquilo vinha de uma provável dificuldade em respirar causada pelo excesso de Lodians empoeirados em suas gavetas. De certo modo era um de seus passa-tempos preferidos antes de ter começado a pensar com mais frequência em sua viagem. Apesar do espaço incomum que havia de dentro da carroça de Gronk, outra coisa que também havia admirado Middlefinger fora a imagem límpida de seu rosto se esboçar na armadura do cavaleiro. A capa do lobo de Hilydrus também fazia jus à forma imponente pela qual a lei se retratava por através de seus soldados até os olhos do povo. Seria aquela uma forma indireta de opressão com a qual o exército demonstrava seu poder e causava medo aos cidadãos?

O cavaleiro ao se virar rispidamente para Gronk, fez questão de trombar com Elliot enquanto caminhava para a saída. Middlefinger por sua vez encarou a situação com bom ânimo e teve até mesmo capacidade de brincar com ela ao se curvar e fazer gestos espalhafatosos como às de um membro da corte para seu Rei.


- Que bons ventos lhe guarde, cavaleiro de Hilydrus! - O rapaz se erguia novamente girando pelos calcanhares até a direção de Gronk, quando escutou o relinchar do cavalo em partida. Elliot sorria, satisfeito consigo mesmo pelo modo irônico com que se despediu do engomadinho de ego inflado. Agora escutava Gronk aos berros de dentro de sua carroça, certamente enfurecido pela forma com que o cavaleiro o tratara. O grandalhão se virou para as portas de fundo da carroça enquanto Elliot se postou em frente da loja imaginando que logo o Orc voltaria para recepcioná-lo e não deixar sua chegada ser levada ao esquecimento. No entanto, o rapaz se encontrou enganado novamente quanto as suas suposições, pois não muito longe dali, começara a ouvir as batidas do martelo de Gronk. Elas particularmente pareciam dizer algo mais do que deveriam. Middlefinger se atentou a ouvi-las e logo percebeu o que o intrigava: Gronk provavelmente estivesse batendo com uma força além da necessária. Teria o cavaleiro o deixado tão nervoso assim?

Middlefinger resolveu ir até próximo ao local de onde as batidas estavam vindo. Encontrando o Orc visivelmente focado em seu trabalho braçal, o homenzinho não pôde deixar de notar como as linhas se desenhavam facilmente pelos braços de Gronk contornando seus músculos. A cada batida no ferro quente fagulhas voavam para longe e os musculos pareciam se inflar como um pulmão ao dar fôlego para o metal avermelhado na bigorna e moldar-lhe a vida. Elliot se pegou comtemplando por tempo demais a tamanha façanha do ferreiro. A fim de quebrar o silêncio e fazer o Orc notá-lo - caso ainda não o tivesse visto -, Middlefinger pigarreou fortemente para lhe chamar a atenção.


- Para um Orc que foi despachado da entrada de Paramet, imaginei que não desejasse manter qualquer tipo de contato com os soldados de Hilydrus. - Elliot tinha um sorriso debochado no rosto, como se provocasse a um velho conhecido. - Suas façanhas dobram as ruas de Paramet, e devo admitir, que são bem merecidas. - Se recostou ao lado da carroça e cruzou os braços a fim de manter uma aparência amigável para com o Orc. - Mas... Acredito que ainda não seja o suficiente para você. E sei bem de quem é a culpa...

Middlefinger se referia aos soldados de Paramet que bloquearam a entrada de Gronk na cidade devido a sua aparência. Conforme os boatos, o Orc havia se mantido pelos arredores da cidade desde então.



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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Jan 22, 2015 9:53 pm

Os fundos da carroça era uma pequena área a céu aberto cercada por troncos de arvore cortados e rochas médias, que pareciam ter sido movidas até ali manualmente, sabe-se lá por quem. Gronk continuava suas marteladas sem notar a aproximação do rapaz, ele parecia focado, mais do que isso, estava descontando toda sua frustração naquela arma. Mas ainda assim, um trabalho belíssimo, o metal, que já se assemelhava a uma espada um pouco sem formato, era achatado a cada batida do grande martelo. O metal incandescente soltava faíscas que reluziam e batiam no corpo do orc sem parecer afeta-lo de forma alguma, pois a única proteção que este usava em seu corpo era um macacão sujo e rasgado, e óculos cheios de fuligem. A área improvisada contava com um forno feito inteiramente em pedra, quase da mesma altura que a carroça, a grande bigorna e algumas bacias com agua. O calor ali era bem mais forte que na estrada, provavelmente devido a aproximação com a fornalha, mas isso também não parecia incomodar nem um pouco o orc, que continuou com as marteladas no metal até ter sua atenção tomada por Elliot. O orc olhou com seus olhos esbugalhados para trás com o susto, soltou um grunhido baixo de duvida, mas ao ouvir as palavras debochadas e aquele sorriso no rosto do rapaz, ele franziu o cenho. – Quem é você, humano, e o que faz aqui?! – Ele perguntou com uma cara de quem já estava com a paciência bem curta. Parou o que estava fazendo de imediato e caminhou em direção à Elliot esperando por sua resposta ainda com o martelo em suas mãos.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Sab Jan 24, 2015 1:54 pm



Elliot sentiu-se embaraçado por ter despertado tamanha reação no Orc. Por mais que tivesse sido cuidadoso em sua aproximação e de fato demonstrado cautela ao pigarrear para que Gronk não se assustasse, Middlefinger sem querer pareceu incomodar e alimentar com carvão o fogo da fornalha de fúria que representava Gronk naquele momento. O grandalhão pareceu silvar alguma coisa antes que girasse pelos calcanhares e caminhasse com seu martelo em mãos até Elliot. Talvez a aproximação amigável não fosse a melhor forma de se conhecer um Orc raivoso, e sabiamente o rapaz resolveu mudar seu método brincalhão de falar e agir para algo mais sério e direto, pelo menos até Gronk considerá-lo menos do que uma ameaça e sentir-se mais a vontade com sua presença inesperada. Intimidado não só pelo tamanho do ferreiro, mas também pela sua aparência rude e estigmatizada – ou mesmo pelo modo ousado pelo qual Gronk o recebeu – Middlefinger entendia que não seria muito sagaz provocar ainda mais seu pavio curto. Quando se deparou com Gronk questionando sua estadia pelo acampamento de sua loja, Elliot se desgrudou de onde havia escorado e propositalmente encolheu os ombros a fim de sinalizar que não queria causar nenhuma confusão com o forjador – pelo menos por agora.


- Bem... Ãhn... Gronk. – Ele fez uma pausa olhando rapidamente para o Orc, a fim de saber se chamá-lo pelo nome o incomodaria. – Confesso que de início eu quis olhar apenas algumas armas e me inteirar de quanto valeria seus ótimos serviços... – Elogios não seriam uma boa pedida agora. Ele devia parar. – Mas agora, além disso, acho que tenho uma proposta para lhe fazer. – Naturalmente Elliot estendia sua mão direita a frente do corpo com a intenção de cumprimentar o Orc e se apresentar pela segunda vez. – Me chamo Elliot, e sou cidadão de Paramet. Nasci aqui! Mas pode me chamar de Middlefinger, se assim quiser. – Sorria.

– E pode me considerar como um cliente. Mas também... a sua sorte.




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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Jan 29, 2015 11:06 am

Gronk era um orc parrudo, cerca de 2,10 de altura e músculos absurdamente fortes devido à sua profissão de ferreiro. Mas ele era conhecido na região por ser um orc diferente da maioria de sua raça, ele era pacifico, preferia fazer negócios, a ter que lutar. O orc permaneceu encarando Elliot com sua expressão de carrancudo, mas logo ele abandonou essa fachada quando ouviu as palavras do rapaz. – Armas de Gronk ser caras, mas ser de muita qualidade. O que o pequeno humano procura na cabana de Gronk? – Perguntou parecendo bem mais calmo que antes, enquanto se afastava e deixava seu martelo sobre o toco de madeira que fazia como mesa. A medida que Middlefinger ia explicando o porque de estar ali, ao mesmo tempo ele parecia não esclarecer nada, deixando pontas soltas para que o orc talvez entendesse o que ele queria. Mas estava claro pela expressão do ferreiro que não seria assim tão fácil persuadi-lo. Mesmo não sabendo corretamente o idioma comum da ilha, ainda assim ele era um orc muito inteligente. Criado por goblins, exímios mercadores, ele tinha a alma de um verdadeiro comerciante. – Gronk não ter interesse em proposta nenhuma, fale logo o que quer, ou vá embora.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Seg Fev 02, 2015 9:21 am


Elliot sentiu um alívio quando Gronk havia mudado sua postura ameaçadora, e isso se tornou claro pelo fato dos ombros antes rígidos do rapaz se afrouxar no mesmo instante em que a situação se tornou um pouco mais pacífica. Middlefinger ouvia o ferreiro lhe falar pela primeira vez:

– Armas de Gronk ser caras, mas ser de muita qualidade. O que o pequeno humano procura na cabana de Gronk?[/


- Ouvi por aí que são as melhores da região! Eu procuro a oportunidade de fazer você entrar em Paramet, Gronk. – Elliot neste instante olharia direto nos olhos do Orc para mostrar firmeza no que dizia. Ele podia ser considerado um pequeno frangote se comparado ao grandalhão, e, porque não, também um medroso? Mas era sagaz, e via diante da história do Orc uma oportunidade para fazer com que ambos se dessem bem nessa história. A partir dali ele começava a tratar um plano em sua cabeça, formulando possibilidades de como ele poderia “fisgar” o Orc nessa negociação e transformar seu jeitão de poucos amigos com um provável senso de companheirismo entre eles. Gronk agora voltava a dizer alguma coisa, e Middlefinger o respondia:


- Sim, isso mesmo. A minha proposta é te colocar lá dentro. Olha, eu odeio a forma como os guardas costumam me tratar por causa de minha aparência, e pra ser sincero com você grandalhão, você tem o interesse de entrar lá e eu tenho o interesse de conseguir uma espada. Eu sei como você deve se sentir e acredito que seria mais do que uma honra Paramet poder ter os produtos de Gronk, o melhor forjador de toda a região, sendo vendidos dentro de seus muros.

Se por algum motivo as razões de Gronk entrarem em Paramet houvessem se apagado, Elliot agora tentaria re-acender as chamas desta sua antiga esperança. E o faria de uma maneira convincente, sempre gesticulando as mãos e apresentando um sorriso amigável no rosto. Mas era provável que ele pudesse irritar ainda mais o Orc, e por isso, tentava se manter atento quanto aos sinais que o forjador lhe daria, antes de fazer qualquer coisa imprudente.


- Posso ser seus olhos, sua boca e seus ouvidos lá dentro Gronk. Aqueles guardas imbecis que agiram com injustiça com você não poderão atrapalhar nossos negócios. Eu faço as encomendas e negocio os preços. Após isso os trago até você. Não vou querer nada em troca a não ser uma espada forjada pelas suas mãos, pois sei que se eu um dia a tiver será de uma qualidade a qual jamais pude sonhar em ter numa arma.

Middlefinger faria uma breve pausa, antes de interromper os pensamentos do Orc e continuar a falar.


- Qual o seu preço Gronk? Quantas encomendas você quer? É só pedir que eu as trago até aqui. É uma troca justa, não acha? Você consegue o que quer e eu consigo o que preciso também.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Qui Fev 05, 2015 11:26 am

Gronk observava o rapaz com uma expressão bem séria. A principio isto era bastante intimidador, mas quem o conhecia bem, sabia que aquele era seu habitual, na verdade, era o habitual de quase todo orc que se preze. Vez ou outra ele dava um grunhido baixo, quase como um suspiro, mas não disse nada nem interrompeu Elliot enquanto este falava. Mas também não se impressionou com nada do que o rapaz disse, o orc estava conseguindo ser completamente imparcial quanto as palavras de Elliot, e isso deixava sérias duvidas no rapaz se ele estava mesmo conseguindo o que queria. Ao final de tudo, Gronk se aproximou novamente de Elliot, ele fitou o rapaz com uma seriedade implacável, tanto que chegava a causar calafrios em quem olhasse de perto. Por um instante midlefinger pensou que seria enxotado aos pontapés da forja do poderoso orc, mas assim que ele chegou perto o suficiente, para que Elliot sentisse até mesmo o bafo de Gronk... Ele gargalhou! Gargalhou alto e em bom som. Elliot se assustou no momento, mas depois ficou confuso, e riu. Era só o que podia fazer, mas ele não estava entendendo nada, era impossível decifrar tal reação vinda de um ser como Gronk.

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! PEQUENO HUMANO QUERER AJUDAR GRONK A ENTRAR NA CIDADE?! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Gronk se acabava de tanto rir, era algo completamente inesperada essa reação, mas que aparentemente era algo bom, pois indicava que Gronk não estava propenso a bater no rapaz.

- Pequenino. Gronk não ter interesse em entrar na cidade, porque Gronk trabalhar melhor aqui fora. Para trabalhar na cidade, Gronk ter que pagar, ter que falar com guardas e com gente da cidade, e Gronk não gostar disso. – E agora que o orc havia tocado no assunto, Elliot estava tão convencido de que estaria fazendo um favor a Gronk, que nem sequer se lembrou de como seria difícil para ele trabalhar lá dentro. Ter que pagar impostos, estar sempre sujeito às leis de Hilydrus e sujeito a guarda da cidade. Eram coisas que para a maioria dos comerciantes poderia ser facilmente contornado, mas para Gronk? Talvez não. Era muito mais fácil e barato trabalhar fora da cidade, onde não haviam impostos nem guardas reais impondo regras de convivência. Segurança? Não havia, mas quem seria tolo de tentar roubar um orc grande e poderoso como Gronk? Ao menos nunca houvera noticias sobre mercadorias roubadas de sua forja, o que significava que realmente, não era necessário estar lá dentro para se dar bem nos negócios, caso contrario, ele já teria abandonado o oficio há muito tempo.

- Pequenino quer uma espada, mas não ter como pagar. – E ele voltou a ficar sério, ao que parecia, sempre que o assunto eram negócios, ele mudava completamente. – Gronk não gostar de gente que não paga, Gronk ter raiva e usar martelo pra resolver sempre. – O que ele queria dizer com isso, só o proprio orc sabia. – Mas Gronk vai ajudar pequeno humano, se pequeno humano ajudar Gronk. Preciso de material, mas não posso parar meu trabalho. Você buscar material restante para Gronk? Gronk dar espada se pequeno humano ajudar. – E agora, quem fazia a proposta era o orc. Ir buscar os materiais para o orc e receber sua recompensa? Ou continuar tentando com uma estratégia diferente?

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Ter Jun 16, 2015 10:25 am


Retorcia o rosto ao imaginar o que Gronk teria sugerido fazer com seu martelo. Mas como aquele grandalhão era estúpido! Se não bastasse falar de uma forma confusa, também não conseguia interpretar o que Elliot dizia. Middlefinger então imaginou que seria melhor não insistir em sua proposta, pois aparentemente o pavio curto daquele Orc grotesco estava para estourar, e talvez fosse melhor não estar por perto quando isso acontecesse. Após um suspiro desanimador, o rapaz levantava uma das mãos até o rosto, esfregando-o devido à falta de paciência com o Orc e a sua incapacidade de entender a excelente proposta que havia acabado de receber. Talvez pudesse se aproveitar de sua burrice, quando a oportunidade surgisse. Mas de momento, Gronk havia lhe ofertado uma contraproposta que também não parecia nada mal.

- E onde eu devo ir buscar esse material, Gronk?


Bom... Nem tudo estava perdido – pensou Elliot. Com sorte ele conseguiria uma espada forjada pelo próprio Gronk, e de quebra, vez ou outra poderia conseguir algumas encomendas dentro de Paramet para terceirizar a construção de armas e equipamentos com o Orc. Bastava uma mentirinha aqui, outra lá, e isso tudo seria possível. Dependendo da resposta de Gronk e da aparente dificuldade que esse “trabalho” fosse dar à Elliot, passar a perna naquele grandalhão poderia vir a ser uma opção bem interessante.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Jun 30, 2015 11:03 am

Elliot parecia incrédulo com a falta de malícia do Orc, toda aquela situação o estava deixando nervoso, a ponto de deixar transparecer um pouco sua irritação, mas nada que Gronk pudesse notar logo de cara. Contudo, ele pareceu gostar da proposta feita pelo Orc, ou ao menos não havia achado ela tão ruim assim, a ponto de dar uma chance para este. - Gronk precisar de metal das minas do norte, mas ser difícil achar, pequenino achar pra Gronk? - Bom, encontrar metal não parecia difícil, o difícil seria diferenciar o que seria esse tal metal das minas do norte. Seria ele tão diferente do minério de ferro comum usado pelos outros ferreiros? Bom, só saberia quando o encontrasse.

<Yoooooooo! Voce voltou! Eu voltei! Nós voltamos! rsrs>

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Elliot Middlefinger em Qua Jul 01, 2015 2:59 pm

Elliot olhou com cara de desentendido para Gronk ao escutar “metal das minas do norte”. Coçou a cabeça, afanou a barba rala, suspirou intrigado e olhou brevemente para o lado, antes de dizer:

- Okay, grandalhão. Mas antes de fecharmos negócio, tenho algumas perguntas a fazer!

O rapaz maltrapilho levou ambas as mãos para trás da cintura e começou a andar de um lado para o outro em passos largos. Sua expressão se enrijecia como a de um general passando instruções a um soldado. De certo modo era cômico, mas Elliot esperava que Gronk não se irritasse com isso.

- Primeira coisa: Preciso de um mapa. – Esticava um dedo, enquanto fazia uma soma com as mãos. – Preciso também saber o quanto de metal eu preciso trazer. – Somava mais um dedo das mãos à sua conta. – Preciso saber quem devo procurar nas minas do norte para obter esse metal. – Terceiro dedo. – E também uma arma, no caso de eu precisar me proteger. – Finalizou, com o quarto dedo na soma. Desta vez Elliot tentou não deixar transparecer a esperança de que talvez pudesse ludibriar o Orc a conseguir alguma arma extra com ele. Estacou os passos e olhou diretamente para Gronk, tentando lhe oferecer seu sorriso mais confiante.

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jul 27, 2015 10:10 am

Gronk fez uma expressão de quem pensava, e com tanta dificuldade em pronunciar o idioma local, era difícil dizer se ele pensava realmente, ou se estava só contemplando o vazio de sua mente. - Huuuuum... Homem pequeno difícil de agradar... Mas Gronk ajudar homem pequeno assim mesmo. - O grandalhão foi até carroça, de lá ele saiu com uma sacola de couro velha e um tubo de madeira grande. Depois disso, foi até um canto da sua forja, onde as armas já prontas ficavam guardadas num caixote coberto por um pano. Dali ele pegou uma espada. Ele analisou ela de cabo a rabo, tinha a aparência de uma espada comum, como qualquer outra encontrada dentro de Paramet, mas em ótimo estado, estava nova e brilhando.

O orc então entregou tudo a Elliot, quase que jogando em suas mãos, devido a falta de delicadeza. - Homem pequeno ter tudo que precisa, agora homem pequeno ir. Homem pequeno procurar por Hagir, amigo de Gronk no norte. - E Gronk não esperou resposta, nem outras perguntas. Voltou ao seu trabalho braçal, martelando com toda sua força o metal incandescente que retirara da fornalha.

<+150 EXP pelo atraso, desculpe a demora.>

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Re: Arredores da Cidade

Mensagem por Praquenome em Sex Dez 18, 2015 12:37 pm

Off - Primeiro post do meu personagem, começando por aqui o/



  Arkin estava deitado debaixo de um árvore grande, que exercecia uma grande e aconchegante sombra. Estava ali a mais ou menos 1 hora, apenas observando a paisagem, com as duas mãos por baixo da nuca, aproveitando a brisa e a paz do lugar. Ele não pensava em nada, apenas observava a paisagem.

Tinha gastado todo seu dinheiro em hidromel, e teve que passar a noite debaixo de uma árvore. Era algo meio decadente, mas Arkin nem se importava com isso. O hidromel era o combustível do semi demônio a um longo tempo. De repente, ele sente uma leve dor na barriga, seguido de um som estranho


- Calma, já vou te encher... - Arkin repousava uma mão em sua barriga e dava leves tapinhas na mesma. Em algum lugar por ali deveria ter uma árvore que desse frutas.
Calmamente, ele se levantava, se espreguiçava, e começava a olhar para cada uma das árvores próximas, enquanto caminhava calmamente por ali

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Ex - 450/ 1000
• L$ - 2000

* Equipamentos - Machado nivel 2; Adaga nivel 1

• Atributos -
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AG=E
DE=E
VI=C

" A dor é passageira, a glória é eterna."

FICHA - http://www.lodossrpg.com /t958-ficha-arkin-cerbus#11792

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Re: Arredores da Cidade

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