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Praia da Névoa

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Praia da Névoa

Mensagem por ADM GabZ em Ter Jan 01, 2013 5:07 pm


Apesar de bela e paradisíaca, a Praia da Névoa é evitada a todo custo pela maioria dos aventureiros. Isto porquê inúmeras lendas são contadas sobre o lugar, e quase todas elas terminam em tragédia por entre as pedras e formações rochosas da praia. O que acentua ainda mais a força destas lendas é uma estranha névoa que paira sobre o local vez ou outra, sendo praticamente impossível enchergar a um palmo do nariz. Isso acaba tornando o lugar perigoso, pois tal névoa surge como que por uma maldição, e pode simplesmente levar horas ou mesmo dias para desaparecer. E, como se a praia tivesse vida, a névoa some por um longo tempo. É impossível saber quando acontece, e por isso raramente alguém se arrisca por estas bandas.

A praia tem cerca de cinco quilômetros de comprimento e é cercada por enormes rochas pontiagudas. Alguns dizem ser um pedaço de Takaras, outros afirmam que um demônio morreu ali e amaldiçoou aquelas areias. Certos pescadores e aventureiros afirmam que ali é o lar de sereias, e que quado a névoa aparece pode-se ouvir seus cantos atraentes. De qualquer forma o mistério continua, e é difícil saber quais das histórias são verdadeiras.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:19 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Akira em Qua Maio 08, 2013 11:56 pm

Em um dado momento, Sérpico foi atingido por algo e perdeu a consciência. Não sabia o que movia se corpo e o que foi que aconteceu depois disso. De alguma forma, porém, sua consciência não tinha sido apagada. Ainda estava vivo. Sonhava e revivia momentos de sua vida que tinham sido esquecidos. Aventuras intrigantes e relembrava de seres e pessoas únicas que tinha encontrando em sua tão precoce viagem. Era estranho. Ele sentia a sensação de que estava vivo, mas não conseguia acordar. Os sonhos não eram regulares. Eram flashes aleatórios. Era como morrer e em um belo dia... Saber que estava vivo, apenas para “morrer” de novo. Isso se transformava em uma agonia profunda e instável. Uma dor psicológica além de suas expectativas. Sérpico passou um ano nessa tortura mental.

Um Ano Depois.


Sentiu-se diferente e ouviu algo. Não era um sonho, sua mente estava mergulhada na escuridão, mas podia sentir bem de leve as ondas elétricas percorrem seu corpo novamente. Como ele bem sabia, estava vivo, mas agora era uma prova maior. Teve um espasmo geral no seu corpo. Podia mexer braços e pernas com certa dormência. Foi um esforço único e imensurável, mas estava dando certo. Aos poucos ia voltando e ele conseguia respirar perfeitamente, mas sentia que seu corpo estava imerso em alguma coisa... Gelatinosa? Não... Era mais maleável... Ouvia bolhas estourarem e se formarem... Era água. Em um sustou, abriu repentinamente os olhos e nadou rapidamente para cima. Estava ofegante. Em seu rosto, a máscara de acrílico de um ano atrás, permitindo-o que respirasse. Estava em uma espécie de tubo cilíndrico cheio de água, tal qual um experimento, uma amostra científica. Olhou assustado para o salão à sua frente. Rústico, com detalhes nunca vistos todos cunhados em pedra. Era lindo e extasiante.

Não sabia como, mas o tempo que tinha passado ali – e ele não sabia quanto foi – o tinha deixado mais hábil e veloz. Isso se mostrava pelo seu salto e velocidade de reação. Sem muita dificuldade, saiu do tubo e quase se estatelou no chão. Estava desconfiado. Não tinha ninguém naquele salão, porém, uma parte daquela cúpula estava aberta. Uma luz azulada e forte era emitida daquela lugar e meio hesitante, Sérpico seguiu. Nem notou que estava sem a sua camisa da parte de cima. Apenas com as roupas intimas e calça longa. Seguiu passo a passo até chegar ao local e quando viu tudo aquilo, os olhos arregalaram. Não tinha palavras para descrever tamanha beleza e incredulidade ao presenciar tudo aquilo. Não era um local comum... Estavam a uma profundeza absurda debaixo d’água. Construções, tritões e muitas outras raças. Um povo ancestral há muito esquecido, uma civilização dita perdida e imortalizada... ATLÂNTIDA!

<As palavras sublinhadas são links de imagens. Só clicar pra ver. >
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Qui Maio 09, 2013 5:19 pm

Demorou um tempo para formar uma opinião. Depois desse tempo, decidiu-se: preferia a morte.

Vai ver já estava morto. Mas mesmo morto, estava em tormento. Quando conseguiu formar um pensamento, se perguntou
“por que isso está acontecendo?”. Estava confuso e não entendia o motivo do sofrimento pós-vida. Em sua cabeça enxergava-se como um personagem distante em repetitivos sonhos. Era como ler um livro que ele próprio escrevera, e durante a leitura desejar voltar e escrever tudo de novo. Era uma leitura maçante. Mas sempre que lia, sentia-se, por um instante, vivo de novo, capaz de interagir, capaz de sentir as emoções de sua vida passada, o medo de um conflito e a dor de um ferimento, parecia capaz de estender a mão e tocar a memória em sua mente. Então deveria estar vivo!

Por isso preferia a morte.

Mas não morreu. Apenas acordou. Acordou e saltou.

Quando piscou já estava fora do estranho casulo em que hibernava. Deveria estar hibernando, certo? Só poderia ser isso. Não sabia, e, de tão confuso, nem se importava. Queria apenas... O que queria mesmo? Não se lembrava. Mas sentia que poderia se lembrar se esforçasse um pouco, se aguçasse a mente num instante de concentração. Mas Sérpico não queria se concentrar. E se quisesse, não poderia. Pois estava subitamente atento ao espaço a volta.

Caminhou pelo salão exótico, trilhando um único caminho possível. Respirava pela boca, mas não por cansaço, nariz entupido ou tensão. Olhava para os lados, tocava nas paredes. Seus pés raspavam no chão feito de alguma pedra desconhecida. Lento, conseguiu pensar:
“Onde...?” Então, alcançou a abertura com vista para o mundo. E imediatamente recuou, caiu de joelhos e quis vomitar sem ter o que vomitar. Então tossiu uma tosse seca, ergueu a cabeça e estreitou os olhos para a paisagem, só para confirmar que não era uma visão.

Um império? De baixo d’água?

Sérpico sorriu, satisfeito. Pois deveria estar morto e passaria seu pós-vida num lugar lindo.



OFF: Oka. Só pra avisar Akira, meu ritmo de postagem deve ser o mesmo de antes: aleatório, talvez 5 posts por semana, talvez 3, talvez menos. Não sei. Não sei como anda sua disponibilidade hoje em dia, mas o seu antigo ritmo de postagem muito me agradava, pois era bem semelhante ao meu ritmo ─ caótico leal. Enfim... E outra: devo remover meus velhos equipamentos/moedas? As moedas ficaram na superficie, com um sujeito que não lembro o nome, e um ano depois ele deve ter sumido com a grana... e quando eu apaguei, eu portava o arco e uma única flecha, de modo que devem estar no mar ou com alguém, certo?

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Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Akira em Dom Maio 12, 2013 11:52 pm

@ Sérpico.

< Sim. Você está apenas com uma calça e claro, as roupas intimas. Não tem o arco, muito menos as moedas.>

Sérpico caiu de joelhos diante daquele império, enquanto abria um sorriso. Afinal, aquilo seria a vida após a morte? Seria, talvez, um paraíso escondido para onde iam as pessoas de bom coração? Sérpico era um homem de bom coração? A última pergunta pairou em sua mente e o fez pensar se aquilo era realmente um lugar de descanso eterno. Tudo, porém, parecia tão real... Não um sonho, ele sabia. Sentia-se vivo e acima de tudo, livre. O chão plano e frio lhe dava certos arrepios. E, ainda enquanto analisava o enorme reino à sua volta, Sérpico ouviu uma voz. – Então acordou?

A voz era doce e afável. Ao se virar, Sérpico pôde notar uma garota de trajes exóticos. Seus cabelos eram longos e chegavam até quase o final de suas pernas. Era muito esbelta e seu corpo era sinuoso, digno de observação. Ela parou a uma distância de dois metros do rapaz que estava molhado e ajoelhado enquanto a olhava. – Você foi atacado há um ano dentro do mar. Em uma de nossas expedições, conseguimos lhe salvar, mas você ficou inconsciente. O choque deve ter sido forte o suficiente para te deixar em coma. Mas sua recuperação foi espantosa.A garota ainda mantinha o mesmo tom calmo e sereno na voz e isso deixava Sérpico tranquilo, de forma que ele não se sentia como ameaça ou ameaçado.

- Suponho que você tenha muitas perguntas, mas ela todas serão respondidas. Meu nome é Millia Hart. E o seu, qual é? – Indagou Sérpico.
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Sab Maio 18, 2013 2:35 pm

Já tinha ouvido histórias de seres celestes abençoados de beleza, pureza e outras tantas características. Esses seres recebiam os mortos, eram guias, emissários divinos. “Tal como ela”, pensou Sérpico olhando para a jovem de status espectral que lhe saudava. “Até a voz é algo diferente de tudo”, apenas a olhava, estático, numa admiração muda, numa reverência calada. Sérpico estava meio ajoelhado ainda, e achou inteligente permanecer daquele modo diante daquele anjo.

Daí ela começou a falar algumas coisas. Sérpico ouviu atentamente, mas demorou para entender os significados daquela canção que era a voz dela. Ele levantou lentamente e tirou os cabelos molhados da frente dos olhos. Piscou e gaguejou por um tempo.


▬ Um ano? Como assim? Não estou morto? ▬ Olhou para os lados, como que tentando entender o proposito da vida no ar a volta. Não conseguiu ▬ Mas então, onde estou? Onde estou?

Não havia desespero em sua voz ▬ provavelmente porque a presença da garota lhe acalmava ▬, mas qual seria o significado daquilo? De repente se lembrou de ter saído de um tubo com água. Olhou para si como que pela primeira vez, enxergando um corpo molhado e com poucas roupas. Pensou se deveria estar se sentindo mal, pois era estranho: ele se sentia bem, muito bem. Sentia-se capaz como nunca se sentiu. E isso não fazia sentido. Pra quem “dormiu” por um ano, Sérpico não deveria estar assim, tão bem.

Já tinha novas perguntas formuladas, mas ouviu a apresentação dela e se obrigou a ser cortes antes de continuar:


▬ Sou Sérpico Vandimion ▬ disse automático, como que por efeito de magia. Talvez estivesse enfeitiçado mesmo, qualquer um estaria. Pigarreou, tentando parecer um pouco mais certo de si: ▬ Você disse “nossas expedições”? Então, quem são “vocês”?

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Akira em Qui Maio 23, 2013 11:25 pm

@ Sérpico.

<Desculpe a demora.>

A garota esboçou um leve sorriso no canto dos lábios com as indagações de Sérpico. – Sim, um ano. Não, você não está morto. Vamos com calma. Primeiro, deixe que eu lhe leve até um local apropriado. – E então, ela pediu que Sérpico a seguisse. Saíram daquele local e começaram a dar algumas voltas pelos corredores de um... Palácio. Era fácil identificar. Largos corredores, candelabros, até mesmo alguns vasos com flores... Era algo incrível e que parecia até mesmo intocável. As grossas colunas de pedra, o chão recoberto com tapete vermelho... Tudo era inimaginável. Por fim, chegaram até um aposento de portas duplas.

- Aqui temos um quarto. Você pode entrar e se trocar. Dentro de alguns instantes eu irei retornar. – E assim, Sérpico – ainda meio relutante – o fez. Quando abriu, a luz foi de contra aos olhos ainda sensíveis e quando enfim conseguiu enxergar direito, presenciou um enorme quarto com uma cama que poderia caber três de si, sem nenhum problema. Uma enorme janela decorativa, que lhe permitia ver o mundo de fora, assim como a diversidade de seres que passava bem diante de seus olhos. Em um canto, um guarda roupa e em outro, uma longa mesa com papéis, penas e tintas. Já no lado direito, uma porta residia fechada, provavelmente o banheiro. Teria tempo suficiente para se arrumar.

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Passados mais ou menos vinte minutos, Sérpico ouviu batidas na porta. Ao abrir, encontrou-se com Millia novamente. – Vamos, você precisa se alimentar. – E novamente saiu, esperando que Sérpico pudesse acompanhá-la. Seguiram novamente por entre os imensos corredores até chegar no que seria a Sala de Jantar. A mesa estava posta com vinho, sucos e muita comida, desde as que Sérpico conhecia até as que ele não conhecia. Millia se sentou na cabeceira da mesa e então, disse-lhe finalmente. – Pode se servir e fazer todas as perguntas que achar necessário.
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Sex Maio 24, 2013 11:59 am

<Tranquilo.>

Sérpico foi paciente. Ou ao menos demonstrou isso. Seguiu Millia pelos corredores daquele palácio até o quarto, onde foi deixado. “Um ano”, pensou, tentando se acostumar com tal possibilidade. Seguiu até a porta do banheiro e entrou. Procurou um espelho ou qualquer metal que lhe desse o próprio reflexo. Achou. E viu. Viu um rosto diferente, com feições maduras e até um ar de seriedade. “Talvez seja verdade”. Ainda estava com dificuldades em acreditar.

Saiu do banheiro e foi até a janela olhar o mundo.
“Eu poderia...”, mas teleportar dali não seria garantia de fuga. Aparentemente ele estava embaixo d’água, não dava pra saber ao certo. E se fosse para algum ponto distante, para algum lugar que vislumbrava naquele momento, ele poderia... se afogar. Mas só havia um jeito de saber, e, qualquer coisa, ele poderia teleportar de volta para o quarto.

Sérpico pôs as mãos no parapeito da janela, calculou um ponto para reaparecer e...
“Não. Ainda não”. Desistiu, se afastando da janela. Ele precisava saber mais, antes de fugir. E precisava de um motivo para fugir.

Sérpico ainda estava molhado, desde que acordou no casulo d’água, ou seja lá o que era aquilo. Então foi até o armário e buscou uma toalha.
“Ou eles querem algo de mim, ou são seres celestiais mesmo... Para serem tão hospitaleiros assim”, pensou enquanto escolhia alguma roupa. Vestiu uma calça comprida escura, feita de algum tipo de tecido que lembrava couro, mas deveria ser outra coisa. Era larga e leve; ótima, caso precisasse correr quando estivesse fugindo. “Por que estou pensando em fugir?”, se perguntou, “estranhamente não me sinto ameaçado, mas estou preparado para fugir”. Era, provavelmente, um instinto natural. Não chegava a ser medo. Era parecido com um sentimento de abandono, como se seus pais o tivessem deixado para trás em algum centro de estudo, em alguma festa. Sérpico era um visitante, perdido e desorientado. Foi bem recebido, mas ainda não estava a vontade. E se qualquer coisa desse errado, ele iria embora. Exceto que não estava num centro de estudo ou numa festa, e sim num lugar que não tinha a mínima ideia de como ir embora.

Pegou uma camisa vermelha de mangas longas.

O tempo só podia ter passado de forma rápida ─ ou ele que fora muito lerdo ─ pois Millia já estava na porta. Ela disse que Sérpico precisava se alimentar, e o estomago deste concordou com um ronco gutural. Ele a seguiu até uma sala com um banquete servido, comida espalhada por uma mesa larga. Sérpico se sentiu mal por sentar numa mesa daquelas, que parecia ser capaz de servir duas famílias inteiras. Ele era simples, sempre foi; e um banquete daqueles é tão intimidador quanto um monstro de masmorra. Mas o estomago de Sérpico não ligava para humildade, não agora. Então, ele sentou e direcionou suas mãos para todos os lados, meio sem saber o que comer primeiro.
“São seres celestiais”, confirmou, enquanto mastigava a fatia de alguma carne saborosa, com cebolas fritas sobreposta mais algum tempero picante. Os olhos de Sérpico até lacrimejaram.

De repente, lembrou-se da presença de Millia. Engoliu, bebeu algum líquido doce e olhou para ela. Já ia limpar a boca com as costas da mão esquerda, mas se lembrou que não estava em casa, mas sim diante de um banquete real. Olhou para a mesa, desamparado, e achou um lenço. Limpou a boca.


─ Onde estamos? Perto de Ruff? ─ Sérpico tinha apagado no mar de Ruff, disso ele lembrava. Queria saber se estava perto de lá, se estava perto da Ilha. Dada a resposta, Sérpico iria mais longe ─ Quem é você e por que me salvou?

Resistiu imensamente a não perguntar “o que”, mas sim “quem”.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Akira em Dom Maio 26, 2013 9:45 pm

@ Sérpico.

No momento que viu toda aquela comida, Sérpico esqueceu – por um momento – todas as divagações que havia em sua mente. Sentou-se e por um momento, quase esqueceu que estava diante de um banquete e na presença de alguém de extrema importância. Por sorte, lembrou-se a tempo e não fez nada de errado... Por sorte. De qualquer forma, Millia não parecia se incomodar com as coisas que Sérpico fazia ou falava. Ele, de forma alguma, não se mostrava uma ameaça para ela. Era tão verdade, que naquela imensa sala de jantar, estavam apenas os dois e mais ninguém. Com uma boa e rápida olhada na sala e pensando no trajeto que fez até o local, o garoto poderia notar que não tinha visto nenhum guarda ou empregada. Era como se aquele imenso palácio fosse habitado por uma só pessoa. E essa pessoa estava bem diante de seus olhos. – Bem... Não estão tão perto de Ruff como você pensa. Estamos... Bem abaixo de Ruff. – Sorriu com o comentário final.

Agora o garoto esperava pela segunda resposta que, por sinal, não demorou a vir. – Eu sou uma simples humana que comanda todo esse império. O local onde você está é chamado de Neo-Atlântida. – Disse de forma bem completa e em seguida continuou. – Somo um povo bem pacato e diversificado que escolheu ficar aqui, abaixo do mar. Mas não podemos simplesmente nos isolar, então vez ou outra fazemos certas expedições mais acima, quase perto da superfície. Em uma dessas expedições, te achamos inconsciente, cercado por sereianos que em pouco tempo teriam te aniquilado. Diria que você teve muita sorte. – Deu uma pausa e sorveu o líquido de seu copo de cristal, para continuar. – Te trouxemos para cá, porém, você ficou desacordado por um ano inteiro... – Terminou encarando Sérpico meio sem jeito. De fato, aquilo não era uma mentira. Agora Sérpico sabia que estava vivo... Só que vivendo em um reino submerso e bem afastado de sua cidade.

Millia continuava ali, mas Sérpico sabia que no fundo tinha mais. Seus olhos esverdeados transmitiam isso. Além do mais, novas perguntas se formavam... O que tinha acontecido naquele um ano? O que tinha mudado? O garoto se via envolvido em uma completa aura de mistério e indecisão.
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Seg Maio 27, 2013 12:56 am

Certo. Era isso mesmo: Estavam submersos... abaixo de Ruff. Agora, o que realmente surpreendeu Sérpico fora saber que Millia era uma humana. Uma humana que comandava um império submerso. Mas, para um império, aquele lugar parecia muito vazio. Nem mesmo um serviçal a vista, daqueles que põem a mesa. Só agora isso ocorreu na mente de Sérpico. “Só ela, numa imensidão de lugar...”, e ficou ruminando isso enquanto assistia Millia falar sobre como achou Sérpico.

Então ele ficou dormindo por um ano. Ao confirmar isso novamente, uma súbita preocupação o perturbou, algo como a sensação de estar devendo alguém, de ter deixado algum assunto mal resolvido. Sérpico vasculhou sua memória e suspirou de alivio quando não achou nenhuma pendência de um ano atrás. Exceto...
“eu buscava algo. Eu temia estar doente. Sim, estou me lembrando”, pensou, se recostando na cadeira. “Mas, eu me sinto bem. E um ano se passou sem que qualquer coisa se manifestasse. Isso se eu realmente estava doente.”

Sérpico notou que encarava Millia, vendo através dela, sem pestanejar. E o silêncio se fez audível para ele. De repente piscou e se empertigou, saindo dentro de si e voltando para o banquete no palácio solitário.

─ Obrigado ─ disse, meio embaraçado ─ Quer dizer, obrigado por me salvar ─ a frase saiu como se ele agradecesse por um simples copo d’água, e Sérpico notou isso, notou a falta de convicção na própria voz, e ficou um pouco mais sem jeito. No desespero, soltou aquele clichê: ─ O que posso fazer para te retribuir?

Sérpico bebeu mais um pouco, tentando pensar. Poderia ser simples bondade ela o ter salvado? Se sim, beleza, Sérpico estava disposto a retribuir. Mas, será mesmo? Poderia haver intenções sujas por trás? Se sim, quais? Sérpico tentava farejar algo, mas não sentia nada. Estava subitamente sóbrio, atento, esperando algo... mas nada acontecia. Por um instante ─ a paranoia sussurrando em seus ouvidos ─ ele temeu a comida que acabara de comer com tanto gosto. “Veneno?”, pensou, aterrorizado, mas milagrosamente sem demonstrar terror. “Mas por que me envenenar depois de cuidarem de mim? Merda, estou ficando louco”, e soltou o ar preso.

Sua mente trabalhou e ele se deteve, novamente, no que ela dissera.
“Trouxemos, ela disse trouxemos. Ou seja, ela não está só. Mas então, cadê os outros?”.

─ Se isso ─ ele fez um gesto pegando o ambiente ─ é um império, como nunca ouvimos falar daqui? Digo, nós, da superfície. Como nunca ouvimos sobre vocês? E onde estão os outros? Só vi você desde que acordei.

Tentava ouvir algo além de sua própria voz e da voz Millia. Algum passo, algum sussurro, algum guincho. Vindo daqueles corredores, talvez. Tentava, discretamente, notar algo estranho nos arredores. Seus olhos saltitando de lá pra cá, com o disfarce de um observador admirando as estruturas e não um prisioneiro buscando algo que irá lhe devorar ou a janela em que possa escapar. “Um prisioneiro, é isso que sou?”, e bebeu mais um pouco, mandando o pensamento goela abaixo. Ele parecia querer um motivo para se assustar. Pessimista, estava preparado para o pior.

Ou acreditava estar.

Ou talvez estivesse louco mesmo, por estar no melhor lugar do mundo e ficar caçando o perigo, desconfiando daquela linda...
“Humana? Como posso ter certeza?”

Encheu a taça até a boca. Esperou as respostas.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Akira em Qui Jun 06, 2013 10:43 pm

@ Sérpico.

[Desculpe a demora. Provas da faculdade. =/ ]

Millia abria alguns singelos sorrisos silenciosos para as indagações de Sérpico. Ela pensava que realmente devia ser complicado para uma pessoa acordar em um lugar novo, totalmente rodeado de informações novas. Esperou que, novamente, ele fizesse todas as suas perguntas. Enquanto o ouvia, aproveitava para comer alguma coisa, como uma fruta e sorver mais de sua taça. Quando, por fim, Sérpico terminou todas as suas indagações, Millia começou a responder. – Você já ouviu sobre Atlântida? Era um reino submerso que fora destruído pela incompetência de seus governadores, principalmente pela ganância humana. Atlântida, porém, é um continente perdido e totalmente destruído. Imaginando isso, buscamos criar esse local e levou longos anos até que ficasse pronto. Como eu disse, somos um povo pacato que prefere depender apenas de nós mesmos. – Enquanto comentava os fatos, o sorriso desaparecera do rosto de Millia. Parecia que por alguma razão, falar daquilo não a agradava muito, mas mesmo assim ela prosseguia, mostrando uma pequena determinação atrás de toda aquela beleza.

- Bem, estamos a sós em todo o Castelo. Você não deve compreender muito bem, porque a água reflete e a claridade atravessa a janela. Mas... Já é noite. – Então tudo era um jantar. Agora isso talvez explicasse a ausência de todos. Os empregados provavelmente já deviam ter se recolhido. – Os guardas ficam dispostos ao redor do Castelo verificando quem entra e sai. Somos um povo único e muitos poucos povos residem ao redor do nosso, sendo eles facilmente identificáveis. Apesar de eu ser humana, poucos são os humanos que aqui vivem. A maioria são Tritões que tenho como guardas e outras diversas raças marinhas. – Sorriu mais uma vez e o semblante triste em sua face ainda não tinha desaparecido completamente. Por fim, quando ela terminou, o silêncio se instaurou naquele ambiente. Isso chegava até ser incômodo e estranho, até que depois de longos minutos, Millia resolveu falar. – Existe... Algo que... Pode fazer para nos ajudar. – Dizia totalmente sem jeito, como se estivesse cobrando de forma autoritária alguma coisa. – Quando te resgatamos... Você simplesmente... Sumiu e apareceu no Palácio. Teletransportou a todos e grande quantidade de água subitamente. É uma habilidade estranha... E não sabemos como ela funciona, então... Se importaria de explicar? Suponho que precisaremos dela. – Disse, um tanto apreensiva.

<Pra esclarecimento em off. Quando você ficou desacordado, uma reação estranha no seu corpo te fez teletransportar automaticamente. Um instinto inconsciente de que precisava sair dali. Nisso, você acabou estendendo MUITO o limite do seus poderes. Transportou uma comitiva de mais ou menos dez homens, sem contar com a Millia e uma boa quantidade de água. Eis o motivo do seu coma de 1 ano. Obviamente, o Sérpico não se lembra. Mas pode indagar pra Millia sobre a situação.>
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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Ter Jun 11, 2013 8:59 pm

“Nunca ouvi sobre Atlântida. Não, pera...”, pensou, enquanto ouvia Millia, “talvez já tenha ouvido algo sim. Só não lembro o quê”. Ver que aquele assunto perturbava levemente sua anfitriã fez Sérpico desejar não ter feito tantas perguntas. O silêncio que se seguiu foi como se Sérpico tivesse feito um insulto. Ele pensou em argumentar algum automático “sinto muito”, em razão do que ela falou de destruição e tudo o mais, ou simplesmente para falar alguma coisa mesmo, pois verdadeiramente ele não sentia muito.

Mas ela falou primeiro. E o que falou esclareceu muita coisa para Sérpico.
“Desde quando eu faço isso?”, pensou, massageando a testa enquanto escutava que havia teleportado uma grande quantidade de água mais uma comitiva de seres marítimos, tudo de maneira inconsciente. Nunca fizera algo em tamanha proporção; isso simplesmente exigiria muito dele. Daí, então, o seu coma.

Ficou ruminando alguns pensamentos enquanto as palavras de Millia martelavam suavemente em seus ouvidos. Ele demorou um pouco, mas enfim notou que deveria responder algo para as demandas ajudar, explicar e precisaremos.


─ Bem, em consigo cruzar distâncias sem precisar passar por elas. Mas... tenho limites de alcance e coisas que levo comigo. Não sei explicar como envolvi todos vocês juntos, e como os trouxe exatamente para cá ─ “justo pra cá, por quê?”, era estranho e Sérpico não sabia o motivo daquele fenômeno ─ É que só consigo fazer isso para lugares que eu conheça ou que esteja vendo. Não sei como vim parar aqui.

Talvez algo o tivesse atraído. Ou talvez ele já estivera ali e não se lembrava... Não, besteira. Ele nunca esteve ali. O teleporte foi um tiro no escuro e acertou aquele império chamado Atlântida. Sorte? Talvez, partindo do ponto de vista que ele poderia reaparecer na barriga de um tubarão ou dentro de uma montanha ou num poço de lava. Sim, sorte.

Sérpico já estava até mais animado. E foi camarada ao concluir:


─ Ah, sim, claro, fico feliz em ajuda-los com minha habilidade. Seria uma forma modesta de recompensá-los por cuidar de mim por um ano ─ e ele estava sendo sincero, mesmo. ─ O que vocês querem, exatamente?

E sorriu, tentando passar a certeza de um “pode contar comigo”. Foi demorado, mas Millia enfim conseguira soprar pra longe a nuvem de desconfiança que cercava Sérpico.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jun 24, 2013 12:01 pm

(Off: Hiho Serpico! Como já deve estar sabendo, titio Akira deixou a staff da Lodoss, sendo assim serei sua nova narradora a partir de hoje. Ja busquei todos os detalhes com o GM Akira e tambem li seus posts desde inicio. Tentarei dar continuidade aos planos que o titio Akira tinha para seu personagem. Então, apenas desejo-lhe boa sorte e que divirta-se com com a aventura que irei narrar. ^^)


Millia ouvia a explicação de Serpico um pouco intrigada, se nem mesmo ele sabia explicar como fizera aquilo, significava que levaria bem mais tempo que o imaginado até que ambos pudessem resolver-se. Ainda um pouco sem jeito, a jovem repousou seu copo sobre a mesa e ainda cabisbaixa ela suspirou discretamente ao ouvir as explicações de Serpico sobre como e porque havia teletransportado-os para aquele lugar. - Eu entendo, você estava desacordado no momento, seria pedir muito que se lembra-se do que acontecera aquela tarde. - Millia colocou os cotovelos sobre a mesa e juntou as mãos logo abaixo do queixo, entrelaçando seus dedos, parecia pensativa, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente vagasse em outros planos, mas mesmo assim ainda continuou a responder calma e pacientemente às perguntas de Serpico.

 - Você tem uma habilidade realmente interessante e peculiar, seria de grande utilidade para nosso Reino... - Millia parou de falar por um momento, parecia estar em uma tentativa não tão bem sucedida de buscar formas de lhe contar o que queria. - Mas não queremos que se sinta obrigado a fazer algo que não é de sua vontade... Apenas peço que considere o que lhe direi a seguir e tome suas conclusões segundo seu próprio julgamento. - A jovem então levantou-se de seu lugar e se pôs a andar vagarosamente em volta da mesa, não fez menção de que iria sair da sala, apenas queria estar de pé para o que diria a seguir. Tomou fôlego e então começou suas explicações de forma séria porem ainda no mesmo tom calmo e sereno de antes. - Como havia dito antes, existem outros povos vivendo próximos a nós, porem, um em particular, tem se mostrado de convivência muito dificil conosco... - A jovem caminhava devagar e gesticulava pouco, seu olhar não estava num único ponto, ora olhava para Serpico, ora para a mesa ou qualquer outro ponto ao alcance de sua vista. - Ja faz algum tempo que viemos tendo problemas para lidar com este outro reino. Constantemente eles nos ameaçam, saqueiam nossas caravanas e atacam algumas de nossas cidades.

 - Há muito tempo tentamos buscar formas de cessar com as hostilidades entre nossos reinos, porem eles são um povo deveras violento, e acordos diplomáticos não têm surtido muito efeito. - Millia parecia um pouco receosa em continuar falando, a medida que o tempo passava, ela parecia mais tensa e apreensiva, como se algo muito importante dependesse do resultado daquela conversa que estavam tendo naquele instante. De repente ela parou, estacada no lugar onde estava, a pouco mais de 2 passos da cadeira de Serpico, ela agora olhava em seus olhos, como se buscasse sua alma, tentando desesperadamente saber o que se passava na mente do rapaz. Ao mesmo, ela suplicava com seu olhar, que ele fizesse um julgamento justo e favorável de tudo que ela dizia, e esperava ansiosa por uma resposta positiva a sua próxima questão. - Quando... Quando vimos sua habilidade em ação, foi como se... Se um novo horizonte tivesse se revelado para Neo-Atlantida, uma nova saída para todo esse conflito. A questão é que; vimos em você uma chance de acabar com o conflito entre nossos povos, apenas peço que considere nossa situação, e nos ajude a acabar com tudo isso e trazer paz ao nosso reino.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Qua Jun 26, 2013 8:11 pm

Off: o/ beleza. Vamos lá.

A coisa toda ainda estava meio vaga em seu entendimento, mas Sérpico já começava a compreender o problema daquele império submerso. Ouviu, sem nem se mexer. Quando Millia se aproximou, de pé, ao seu lado, ele se sentiu desconfortável e incapaz de falar seja lá o que for estado sentado. Então, se levantou. E de frente para ela:

─ Muito bem, eu ajudo vocês ─ ele disse, calmamente, acenando. ─ Mas como farei isso? Como alcançarão paz com o meu teleporte?

Sérpico não sabia de nada da vida submarina. Mas algo em sua consciência lhe alertava estar prestes a assumir um partido em meio uma guerra antiga, e isso poderia ser grande demais para um jovem que um dia fora camponês. Sérpico seria incapaz de pesar até onde tudo que ouvia era verdade, até onde o inimigo era realmente um inimigo. Era difícil fazer um julgamento sem ouvir ambas as partes. Mas algo em Millia lhe convencia de que sim, ele deveria estar do lado certo da briga. E ele se sentia em divida para com ela. Iria ajudar, até onde fosse capaz.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Jul 03, 2013 5:10 pm

Millia parecia ter retirado um enorme peso de suas costas assim que ouviu a resposta positiva de Serpico a seu pedido. Ela conteve um sorriso de satisfação, tentando mostrar-se séria o tempo todo afim de não transparecer qualquer fraqueza emocional para com o rapaz. - Por hora, apenas peço que descanse, sei que foi uma noite bem difícil para você ter acordado aqui e recebido tal montante de informações. Agradeço-lhe por sua generosidade, pode instalar-se no aposento o qual te mostrei a pouco, sinta-se a vontade. - A jovem então foi indo em direção a porta novamente, pelo visto a conversa terminaria por ali, mas Millia ainda deu-lhe uma ultima informação antes de deixa-lo ir.

 - Amanhã pela manhã terei uma reunião com o chefe da guarda e também o general estrategista da nossa armada. Peço que me acompanhe caso não lhe seja muito incomodo, assim poderemos lhe explicar em detalhes como você pode ser útil para nosso Reino... Desejo-lhe um bom descanso, Serpico.- Dito isto a mulher se retirou do recinto. Ela nem sequer parecia se importar com o fato de deixar Serpico sozinho na sala, ou mesmo andado pelo palácio. O caminho para o quarto ele já conhecia, cabia a ele agora decidir o que faria em seguida.

<Bom, você está sozinho no salão, sabe o caminho pro seu aposento(que não fica muito longe dali), então vou deixar à sua escolha o que fazer a seguir. Apenas peço que ao final do seu post, deixe claro que amanheceu e que você estará(ou não) pronto para o reencontro com millia. ^^

Edit.: Havia esquecido desse detalhe, voce recebeu 200 EXP pelo tempo que ficou esperando sem receber postagens. Pode adicionar à ficha. o/>

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Seg Jul 08, 2013 1:03 pm

Sérpico caminhou de volta para o quarto. Duvidava da sua capacidade de dormir, mesmo com a barriga cheia. “Dormi por um ano, acho que ficarei um bom tempo sem ter sono novamente”, pensou, entrando no cômodo. Seguiu até a janela, olhou o mundo. E o tempo, sob a vista de seu quarto, passou sem que fosse possível notar. Resolveu, então, deitar. Daí, sua mente começou a viajar para um ano atrás. Lembrou-se, com uma pontada de dor, que havia perdido uma bela quantia de dinheiro e seu precioso arco. “Quando fui nocauteado... isso, naquele momento devo ter perdido o arco... Aquele arco...”

...Mágico. Perdido. Também perdera um pingente ganho dos membros do Conselho. Membros do “Conselho”? Nem lembrava se era esse mesmo o nome daquela guilda improvisada de salvadores de Lodoss. Aliás, como estariam todos? Kai, se lembrava apenas de Kai. E como estaria a superfície? Um pirata meio mago ─ Mormont? Acreditava que esse era o nome ─ estava à solta e poderia ameaçar novamente a Ilha. Quem sabe nesse tempo de um ano ele já tenha sido capturado? E o que mais? O que mais Sépirco se lembrava...?

Se lembrava que...

... E quando piscou, já era de manhã. Nem notou quando caiu no sono. Mas ficara a impressão de uma noite mal dormida, do tipo cheio de sonhos e pesadelos que ficam indo e voltando. E nem adiantava tentar dormir de novo ─ a mente já trabalhava no novo dia, de modo que, sem escolha, ele levantou da cama.


“E agora espero Millia ou saiu pra procura-la?”, pensou, enquanto fazia uma higiene preguiçosa e depois calçava as botas. “Vou sair”, resolveu.

Caminhou até a porta e deixou o quarto. Olhou de um lado para o outro no corredor do lado de fora e não viu ninguém, nem ouviu nada. Conhecia um caminho: o caminho que pegara ontem, para o jantar. Então, começou a caminhar pela outra opção. Silencioso, tipo explorador.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Seg Jul 22, 2013 2:19 am

De manhã logo cedo, Serpico acordou com a sensação de que tivera uma noite não muito agradável, mas nada que o atrapalhasse no encontro que teria hoje. Parecia ser algo de extrema importância, o chefe da guarda iria vê-lo e conversar com ele, então deveria estar bem disposto. Fez suas rotinas matinais e vestiu-se para sair, pegou uma muda de roupas que havia dentro armário em seu quarto, sem se importar se tinha permissão para usa-las mesmo ou não. Assim que saiu do quarto porem, deu de cara com Millia, que vinha para convoca-lo a tão esperada reunião. - Oh! bom dia, Serpico. Creio que já está pronto para irmos, certo? - A jovem perguntava serena e de forma a deixar Serpico o mais a vontade possível. Os dois seguiram pelos corredores do palácio, todos bem parecidos entre si, mas agora durante o dia, haviam alguns guardas dispersos pelo perímetro. Ao chegar a escadaria que dava para o átrio do palácio, Serpico pode notar a exuberância do lugar, e o quanto era magnifico, um longo tapete vermelho vinha até os pés da escadaria e seguia em direção ao portão duplo de madeira do palácio.

Os dois passavam pelos guardas sem nenhuma problema, nenhum dos guardas fazia sequer um movimento, ao que tudo indicava, a presença de Serpico ali,não era nenhuma surpresa. Quando eles puseram os pés fora do palácio, Serpico pode ver então a diversidade de "pessoas" que ali habitavam. Realmente não se viam quase humanos, apenas raças mistas de peixes ou criaturas marinhas, com humanoides. Era algo ao mesmo tempo estranho e impressionante. Apesar de serem minoria, os dois passavam pelas ruas e em meio aos habitantes dali sem menor problema, eles pareciam não se importar com as diferenças de aparência entre si, e conviviam com isso. Após andarem pouco mais de 10 minutos, eles chegaram a um grande edifício cercado por um muro médio, havia um terreno bem vasto em volta, nada muito exagerado, mas o suficiente para caber alguns equipamentos de treino. Ali era uma espécie de quartel general.ao chegarem nos portões do recinto, Millia falou com um dos guardas sobre sua vinda até ali, e logo ele foi os acompanhando até a sala do capitão da guarda. O homem era um tritão de cerca de 2m de altura, bem forte e no lugar do nariz, possuía uma espécie de "serra" fina e pontuda, indicando que era um tritão peixe-espada. Sua pele era meio azulada, esverdeada e tinha varias escamas espalhadas pelo corpo todo. Ele vestia-se com uma roupa comum, porem adornada com algumas medalhas no peito.

O tritão os olhou seriamente assim que chegaram a sua sala. Ele se encontrava sentado atrás de uma grande mesa de madeira com uma papelada a sua frente. Na sala havia apenas alguns vasos com plantas apara adornar o recinto e um cômodo com varias gavetas. O tritão os encarou e levantou-se de imediato, pedindo para que o guarda que os acompanhara se retirasse, depois foi até próximo de vocês para cumprimentar-lhes. - Seja bem vinda, Senhorita Millia, e a você também meu jovem. É de grande satisfação minha ver que estás acordado, afinal você é o principal motivo de estarmos aqui vivos hoje tendo esta conversa. - Ele falava sério, com sua voz meio rouca e potente, porem não dava a impressão de ser alguém opressor nem nada parecido, mas sim um homem respeitável e de bom caráter.

- Bem, Senhor Cloyster não ria, este é Serpico, o senhor já o conhecia de vista, mas agora poderá falar com ele pessoalmente, assim poderemos discutir também sobre o nosso plano para acabar de vez com a ameaça de Ribal.

- Senhor Serpico, a Conselheira Millia já deve ter lhe contado sobre o nosso conflito com o reino vizinho, Ribal. E que durante anos temos sofrido muito por conta de seus ataques e ameaças. Fui informado que o senhor aceitou ajudar-nos de bom grado, então irei explicar ao senhor, como poderá ser útil a nossa causa. Primeiramente, gostaria que se sentassem, vai ser uma longa conversa. - Dizendo isto, ele voltou para trás de sua mesa, enquanto Millia já se dirigia a uma das cadeiras disponíveis para sentar-se. - Ficamos impressionados com sua habilidade de "locomover-se" de um ponto a outro de uma forma tão... Digamos, diferente.

- Sua habilidade nos deu uma ideia, uma luz no fim do túnel que solucionara nossos problemas de vez. O plano em si é bem simples, porem de difícil execução. Nós forjaríamos um ataque a Ribal e obrigaríamos Ichibald a enviar todo seu exercito, ou boa parte dele, para o front de batalha. Dando assim uma brecha para que a cidade fique menos protegida por dentro.

- Assim que essa brecha fosse aberta, você e mais um grupo de outros soldados altamente treinados invadiriam o palácio inimigo utilizado de sua habilidade, atacando-os de surpresa e eliminando de vez o líder deles. Claro que você receberia todo devido treinamento, e toda sorte de equipamentos necessários para esta empreitada, pretendemos também, melhorar sua habilidade em locomover-se ao ponto em que ela seja extremamente mais eficaz do que é atualmente.
- O tritão deu uma pausa para analisar Serpico e ver sua reação, Millia tambem o observava sentada ao seu lado, mas ambos pareciam tranquilos, ao contrario da noite em que Serpico foi aclamado por ajuda.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Dom Ago 11, 2013 9:38 pm

Certo ─ disse, sem ter o que dizer. Ficou metade da explicação reparando no ser que falava, aquele peixe humanoide, mas no geral compreendeu a sua missão para com aquele povo. Parecia bem simples. Sérpico acenou de novo: ─ Certo, por mim tudo bem. Mas há tempo para melhorar minha habilidade?

Ele sabia os seus limites. Sabia que não conseguiria teleportar uma equipe junto consigo ─ isso poderia deixa-lo de novo em dormência, e Sérpico realmente não queria ficar inativo por mais um ano. Mas falaram que ele seria “treinado”. Em meio essa tal guerra? Como poderia ter tempo para ser aperfeiçoado quando sua ação parecia ser necessária o quanto antes?

Que seja, toparia ajudar. Já estava até ansioso.  

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Ago 20, 2013 4:41 pm

Dessa vez foi Millia quem se prontificou a responder a duvida de Serpico. - Há uma ameaça de guerra entre os dois reinos, mas apenas isso. Ataques esporádicos acontecem à caravanas isoladas, porem a guerra de verdade ainda não foi declarada, por isso creio que ainda tenhamos algum tempo para faze-lo. Temos um pequeno grupo especializado, os 5 mais habilitados soldados que temos em nossa armada atualmente, você não transportará um grupo maior que isso. Também contamos com a ajuda de Xamãs e Sereanos que são aptos em magias e feitiços, que poderão ajuda-lo a compreender melhor e também a melhorar seu dom. - Assim que terminou, o comandante tomou novamente a palavra.

- Nós agradecemos muito sua ajuda, estaremos eternamente em divida com o senhor por nos ajudar, entendemos que esta é uma missão arriscada e portanto mesmo dentro das linhas inimigas, você ainda terá uma rota de fuga. Todos os 5 soldados que vão com você nessa missão, entendem dos riscos e aceitaram de bom grado, assim como você, a prestar esse serviço. Mas há uma pequena diferença entre eles e o restante de nossos soldados. - Ele fez uma breve pausa, respirou fundo, olhou nos olhos de Millia e depois continuou novamente. - Todos eles têm plena consciência de que estão numa missão de altíssimo risco e que uma pequena falha, pode lhes custar suas vidas. Não estamos pedindo que se sacrifique por nós, muito pelo contrario, nossos soldados sabem que você apenas estará nos fazendo um favor, então, se necessário, eles darão suas vidas para protege-lo, para que você saia de lá ileso. Esta é uma forma de assegurar, que mesmo que nosso plano não de certo, nós não sacrificaremos a vida de um inocente por nossa causa, compreende? - Então o comandante terminou com um olhar sério e compenetrado. O clima continuou daquela forma por mais alguns segundos até que Millia novamente interrompeu, desta vez para finalizar a conversa.

- Agora que está tudo explicado, daremos a você mais um tempo para descansar, e assim que estiver pronto, começaremos seu treinamento. Até lá, você poderá andar livremente por nosso reino, como um convidado especial da coroa, terá o direito de acessar o palácio e seus quartos, e também as dependências do exercito. - Millia ia se levantando e Cloyster também, quando ela se lembrou de mais algumas coisas para falar. - Ah, já ia me esquecendo. Também lhe daremos algum dinheiro para que possa aproveitar seus dias aqui em nosso reino quando não estiver treinando... Creia que seja só isso, tem alguma duvida?


Última edição por GM Sah em Qua Dez 11, 2013 7:48 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Qua Ago 21, 2013 1:57 pm

“Tem alguma dúvida?”, perguntara Millia, por último. “Quando começamos logo com isso?” era a dúvida do já impaciente Sérpico, mas balançou a cabeça negativamente e guardou o pensamento pra si.

Por ora a proposta era descansar... de novo!

Sérpico tentou resistir, mas os pensamentos conspiratórios voltaram.
“Devem querer me manter aqui o máximo de tempo possível”, e olhou para os lados, caçando algo suspeito, tentando disfarçar sua compostura alterada, “talvez eu não consiga voltar para a superfície”.

Estava quase repensando ajudar aquele povo estranho. Mas se lembrou que de fato tinha sido resgatado por eles. Tinha o sentimento de divida não quitada. Então relaxou. Iria ajuda-los. Mas queria ajuda-los o quanto antes. Por isso, retornou a questão de Millia e:

─ Estou pronto ─ disse, simplesmente.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Qua Ago 28, 2013 10:39 pm

Após todos se levantarem de seus lugares, Millia, sem querer, percebeu um pouco da ansiosidade do rapaz, mas sem saber do que se tratava deixou passar naquele momento e apenas o conduziu para fora da sala do capitão. Ja do lado de fora do complexo, Millia caminhou ao lado de Serpico, guiando-o para algum lugar. A caminhada fora bem silenciosa e havia um certo clima de mistério naquilo tudo, mas a jovem não disse uma palavra durante todo o passeio, até finalmente chegarem a uma grande praça quase no centro de uma das cúpulas que formavam Neo-Atlântida. O lugar era composto por uma praça oval grande, de onde se ramificava em diversas outras ruas que levavam aos extremos da cúpula, sendo que a mais larga e mais movimentada era a que ia em direção ao palácio. Todo chão da praça era feito de pedras brancas como sal de diversos tamanhos e alinhadas quase que perfeitamente e no centro uma grande fonte que jorrava água até uma altura considerável.

Millia caminhou com Serpico até bem próximos da fonte, onde podiam sentir as gotículas de agua fresca respingando sobre sua pele. A jovem parou ali de costas para a fonte e agora olhando nos olhos de Serpico. - Vejo que está um pouco ansioso Sr. Serpico, e acho que entendo o porque. - A jovem foi se aproximando da fonte e sentou-se no beiral de pedra, de perto dava para notar que haviam pequenos peixes dentro da fonte, o que indicava que a água dali provavelmente vinha de fora da cúpula. Millia pousou calmamente a mão dentro da água e assim que um dos peixes passou ela o retirou de dentro da fonte. - Sabe porque ele está se debatendo deste jeito? Porque ele precisa de ar, mas porque será que ele não é capaz de respirar da mesma forma que nós? - O pequeno peixe se debatia nas mãos de Millia, foi quando algo inesperado aconteceu.

Nas mãos da jovem uma bolha de água se formou em volta do pequeno peixe que logo voltou ao normal novamente "nadando" dentro da bolha, que agora flutuava acima das palmas de Millia. - O habitat dele não é este, o lar dele não é esse... É como você deve estar se sentindo aqui, não é Sr. Serpico? - A garota foi com a bolha até a fonte e a desfez jogando o peixe de volta na água, que tratou de sair dali. Depois a jovem se levantou e se aproximou de Serpico novamente. - Não se preocupe, saiba que faremos todo possível para que isso acabe logo e você volte para casa são e salvo... E a qualquer momento você tem o direito de ir embora. Voce tem livre arbítrio para ficar e nos ajudar ou não. - Millia falava com toda sinceridade possivel tentando tranquilizar Serpico, mostrar a ele que aquele era o ultimo lugar com o qual deveria se preocupar naquele momento, e que poderia até mesmo aproveitar a estadia dele ali naquele Reino desconhecido.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Sab Out 05, 2013 7:11 pm

Off: Sah, desculpa a demora criminosa.

Sérpico conseguiu esquecer um pouco a sua impaciência conforme caminhava com Millia e observava melhor aquele mundo submerso. De repente, o silêncio entre eles começou a se tornar inconveniente. Sérpico até pensou no que dizer, mas não achou nada que soasse natural. Se abrisse a boca, sairiam palavras forçadas que demonstrariam seu estado ansioso. Decidiu que era melhor ficar quieto.

Ora, mas por quê?

Se estivesse com caminhando com uma pessoa qualquer Sérpico com certeza se expressaria, quebrando o silêncio com a primeira coisa que lhe ocorresse. Mas, de algum modo, Millia não era uma pessoa qualquer. Sérpico percebeu que tinha um tipo de afeição por ela que não sabia explicar. Algo que, por exemplo, lhe impedia de falar alto, como se temesse que ela se quebrasse. Então Sérpico ficou quieto. E subitamente tenso ao encará-la nos olhos, quando chegaram na fonte. Ela falou e Sérpico acordou do transe ligeiro, olhando para os lados, para qualquer coisa a volta. Sua tensão mudou para curiosidade quando viu Millia pegando um peixe e depois de um tempo o envolvendo numa bolha d’água.

Acompanhou-a com os olhos enquanto ela levava de volta o peixe à fonte. Ele poderia ter falado algo, mas esperou ela terminar, ou qualquer outra coisa acontecer. Quando ela voltou para perto, Sérpico percebeu que deveria dizer algo.


─ Não se preocupe. Irei ajudar. ─ Foi o que conseguiu dizer, com uma voz não tão segura quanto queria que soasse. Ele ficou um pouco tenso de novo, olhando para Millia. Mas era uma tensão boa, saudável. Na falta do que fazer em seguida, Sérpico disse, tentando parecer espontâneo em quanto gesticulava para o mundo em volta: ─ Você poderia me mostrar o lugar?

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Out 15, 2013 3:29 pm

Millia sorriu com a reação de Serpico e disse com sua voz encantadora e tranquila de sempre. - Acho que ainda temos algum tempo antes de seu treinamento iniciar. Venha, lhe mostrarei o reino. - Os dois saíram da praça lado a lado, e apesar de Serpico ainda não estar 100% a vontade naquele lugar, sentia-se bem melhor do que antes. O lugar era realmente lindo, até mesmo a simplicidade em certos pontos era de se espantar, pois ali, as ruas e casas eram muito limpas, contrario do que se via em cidades grandes como Hilydrus por exemplo. A diversidade dos seres que ali viviam era também de impressionar, Serpico nunca havia visto seres tão diferentes antes, mesmo em suas aventuras não se lembrava de ter conhecido uma raça como aquela. Millia lhe explicava que não era apenas uma raça, mas sim varias castas de povos que outrora viviam separados nos oceanos. Sereanos, Tritões e até mesmo humanos, vivendo em harmonia naquele paraíso submerso.

- Devemos voltar ao quartel agora Sr. Serpico, os especialistas o aguardam para que inicie seu treinamento. Todo tempo que pudermos economizar é precioso, portanto quanto antes começar, melhor será para todos. - Serpico apenas assentiu com a cabeça e os dois voltaram pelo mesmo caminho que fizeram até o quartel. Desta vez não foi preciso autorização para entrar, os guardas já haviam sido avisados que Serpico seria o novo "recruta" e portanto tinha acesso liberado ao estabelecimento. Os dois passaram direto pelo prédio onde antes tinham ido conversar com o comandante das tropas, indo para uma espécie de galpão muito grade. Dentro deste galpão, havia uma enorme piscina, e a beira da mesma, 3 indivíduos os aguardavam, sendo uma delas uma linda sereana de cabelos rosas e curtos, e outros 2 tritões de aparência tão singular quanto o general. - Ha, chegaram bem a tempo, é um prazer conhece-lo, meu jovem. - Disse um dos tritões se adiantando e estendendo a mão para cumprimentar o rapaz, e assim fizeram os outros 2 em seguida. - Me chamo Fizz, estes são Nami (a sereana), e Khalil. Ouvimos falar de sua habilidade e nós gostaríamos de vê-la em ação, se importa de nos demonstrar como funciona? Pode escolher qualquer ponto dentro deste galpão, leve o tempo que for para se preparar, apenas nos avise quando for executar seu truque. - Então os 3 treinadores e mais Millia, deram alguns passos para trás, e aguardaram que Serpico fizesse seu movimento. Feito isto, era hora de um novo teste, proposto por Fizz. - Gostaria que fizesse uma coisa diferente desta vez. Quero que entre na piscina e faça o mesmo que fez antes.

<2 avisos:
1 - Durante seus treinos não haverá gasto de PEs, eu decidirei com base em fatores interpretativos quando seu personagem estará exausto e sem capacidade de executar novos movimentos, portanto não se preocupe com PEs por enquanto.
2 - Na primeira tentativa ocorrerá tudo certo, você vai se teleportar de um ponto a outro sem problemas, já na segunda tentativa, quando entrar na piscina vai notar que uma boa porção da agua que estava à sua volta foi levada com você para o seu destino, quero que interprete isso da melhor forma possível.>

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Dom Out 20, 2013 10:05 pm

De volta, após o passeio.

Sem demora, as rápidas apresentações foram feitas e agora Sérpico iniciaria seu treino com aqueles que deveriam ser soldados. Inicialmente, deveria exibir sua habilidade.


─ Certo ─ disse, confirmando e apontando numa direção ─ estou indo para aquele lado em um, dois...

Teleportou.

─ Três.

Sentiu-se estranho, um principio de vertigem. De imediato entendeu que estava sem se teleportar desde que ficara de coma. Ou seja, estava enferrujado, desacostumado consigo mesmo.

Mas a sensação era boa. Poder usar novamente a única habilidade que possuía era gratificante. O teleporte era sua marca, era o que lhe definia: sumir, poder ir pra onde desejar, na hora que desejar. Liberdade. Meio que não haveria Sérpico se não fosse pelo teleporte. Sérpico era o que era por causa da habilidade. Portanto, era difícil definir a emoção que sentiu. Era como revistar um velho lar e dormir entre suas paredes, era como rever um amigo que não mudara nada, era como... era bom, simples assim.

Balançou a cabeça afastando a tontura e se dirigiu para a piscina, todo cheio de determinação.

Nem sabia como repetiria o feito de teleportar componentes a sua volta, como água. E se ficasse em coma de novo?
“Besteira. Estou mais forte que antes!”, pensou, confiante.

E mergulhou.

Olhou para os lados, moveu os braços para frente como se tentasse sentir mais a água, como se conseguisse apanhá-la num abraço. Fechou os olhos. Se permitiu um tempo ali, parado. Lembrou que quando o fenômeno aconteceu, ele estava em perigo. Precisaria ser exposto ao nervosismo para repetir o feito? Mas não estava nem um pouco  tenso. Pelo contrário, estava relaxado e curioso com o que poderia acontecer. Abriu os olhos. Soltou um pouco de ar pelo nariz, as bolhas a subir e movimentar de leve a água. E sumiu.


“Não deu certo”, pensou ao notar que ainda estava dentro da piscina.

“Não, espera...!”

Sérpico reapareceu na superfície, no mesmo ponto do teleporte anterior, a água da piscina suspensa ao seu redor. Nem acreditou. Pensou que não tinha saído do lugar, que tinha falhado. Mas lá estava, com um bocado de água junto de si. Por dois segundos tudo ficou estranhamente pausado, e então a água cedeu, como se estivesse dentro de uma grande bolha que acabara de estourar.

Não saberia dizer se estivera flutuando em meio a água do teleporte ou se estivera com os pés no chão, pois só se sentiu em contato com o solo depois do “estouro”.

Não tinha a mínima ideia de como conseguira aquilo. Seu teleporte apenas acontecia, era quase que uma habilidade inata, que não lhe exigia raciocínio ou grande concentração. Mas fazer o que fez era diferente. E, no entanto, se realmente havia algo de diferente do que já fazia há muito tempo, ele ainda não sabia identificar. Bem confuso mesmo.


“Sorte, talvez”, pensou, olhando para os seus avaliadores com um sorriso juvenil desenhado no rosto molhado.

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por NR Lima Limão em Ter Out 29, 2013 3:03 pm

Serpico se preparou, contou, e então foi. Sumindo da frente dos instrutores e no segundo seguinte, já estava parado no ponto onde apontara anteriormente. Fizz o olhou com um sorriso satisfeito no rosto e então lhe passou o novo desafio. Até o momento, todos os observavam atentamente, sem muitas surpresas, viram-no entrar na agua e ficar de pé no fundo da piscina, ficando a pouco mais de 5cm da superfície. Serpico se concentrou mais uma vez, não sabia o que iria acontecer, será que conseguiria se teleportar com um montante de agua tão grande perto de si? Será que desmaiaria novamente? Mas incrivelmente, Serpico não estava tenso, tampouco preocupado com o sucesso ou falha daquele teste, estava feliz por poder usar sua habilidade novamente, e sentia que mesmo em tais condições, conseguiria seu feito. O rapaz soltou um pouco do ar dos pulmões e foi, mas não sentiu nada diferente, nem mesmo o chão de pedra gelada da superfície, será que não tinha conseguido? Olhou em volta e então como se tivessem dado "pause" no tempo ao seu redor, viu uma bolha de agua à sua volta se desfazer e esparramar no chão. O rapaz sorriu com o acontecido e assim que olhou para seus observadores, viu que eles também haviam se impressionado. Millia estava estupefata, enquanto que Fizz tinha um largo sorriso em seu rosto e batia palmas para Serpico, se dirigindo a ele com passos rápidos. Nami, a sereana, também parecia um pouco surpresa, mas esta, invés de se dirigir a Serpico, foi em direção a piscina ao lado do ultimo instrutor.

- Impressionante! Nunca havia visto algo parecido em minha vida, você realmente tem uma habilidade muito interessante meu rapaz, mas preciso que realize um ultimo teste, para que eu possa ter certeza dos relatos que ouvi dos soldados que salvou. Pode fazer isto mais uma vez de dentro da piscina? Só que desta vez, quero que tente não trazer agua junto contigo, pode fazer isto? - Fizz estava agora a frente de Serpico com seus braços cruzados, sua voz meio rouca lhe transmitia um ar meio irritado, mas seu rosto era o de alguém bastante contente e satisfeito com tudo que estava vendo. Serpico por sua vez se sentia muito bem, apesar da vertigem que havia sentido em sua primeira tentativa, seu segundo ato fora limpo, e não demonstrava nenhum sinal de cansaço até o momento.

<Yo Serpico! Nessa próxima tentativa, vc vai notar que mesmo não querendo, seu personagem teleporta boa parte da agua da piscina junto com ele. Novamente, interprete da melhor forma, está se saindo muito bem. ^^>

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Re: Praia da Névoa

Mensagem por Sérpico em Dom Nov 03, 2013 2:26 pm

Sérpico recebeu os aplausos com um aceno e um sorriso mais largo que antes. É impressionante como um humano não precisa de muito para se sentir bem em um novo ambiente. Horas atrás Sérpico andava estranhando sua situação atual em meio uma civilização que não era a sua. Agora, veja só, estava sorrindo!

E tinha um novo desafio dado por Fizz. Caminhou novamente até a piscina e mergulhou. Esperou para tocar o chão da piscina com os pés, ficando com a postura reta.

Antes, levou água consigo de maneira inconsciente. Não sabia bem como poderia executar seu teleporte da maneira antiga, simplesmente transportando a si mesmo. Pensou que da ultima vez se movimentara, agitara a água com os braços. Então, desta vez resolveu ficar parado, como se pudesse não interagir com a água mesmo estando dentro dela. Soltou-se um pouco, deixando-se flutuar. Ficou mais um tempinho parado, tentando se concentrar. E resolveu que era o momento.

Reapareceu na superfície. Ansiava por sentir a leveza de teleportar somente a si mesmo, mas notou um respingar nas pernas, como se alguém tivesse derrubado água ali perto. E viu mais água escorrendo pelo chão.
“Não funcionou”, pensou, meio frustrado, ao ver que trouxera água consigo do mesmo jeito que antes.

A água chegara em menor quantidade. Sérpico poderia tirar disso uma lição? Deveria se concentrar mais ou menos para teleportar grandes quantidades consigo? Afinal, o que acontecia consigo? Era um avanço para o seu teleporte ou uma nova habilidade totalmente diferente? O teleporte era uma habilidade pessoal, mas aquela nova façanha era capaz de envolver coisas próximas, como se Sérpico criasse uma área de alcance e sua habilidade deixasse de ser pessoal. Sendo assim, será que conseguiria teleportar somente as coisas enquanto ficava no mesmo lugar? Curioso. Mesmo na falha, Sérpico estava curioso com o que poderia fazer.

Olhou para os seus avaliadores, se detendo por último em Fizz.


─ Talvez a água seja algo que não consigo "filtrar" totalmente no teleporte ─ disse, buscando uma justificativa para o resultado desse segundo teste.

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