Fórum Inativo!

Atualmente Lodoss se encontra inativo. Saiba mais clicando aqui.










Vagas Ocupadas / Vagas Totais
-- / 25

Fórum Inativo!

Saiba Mais
Quadro de Avisos

>Dizem as más línguas que o anão Rookar, que fica no Porto Rangestaca, está procurando por mercenários corajosos - ou loucos - que estejam afim de sujar as mãos com trabalhos "irregulares". Paga-se bem.

> Há rumores sobre movimentações estranhas próximas aos Rochedos Tempestuosos. Alguns dizem que lá fica a Gruta dos Ladrões, lar de uma ordem secreta. Palavra de goblin!

> Se quer dinheiro rápido, precisa ser rápido também! O Corcel Expresso está contratando aventureiros corajosos para fazer entregas perigosas. Por conta da demanda, os pagamentos aumentaram!

> Honra e glória! Abre-se a nova temporada da Arena de Calm! Guerreiros e bravos de toda a ilha reúnem-se para este evento acirrado. Façam suas apostas ou tente sua sorte em um dos eventos mais intensos de toda ilha!




Quer continuar ouvindo as trilhas enquanto navega pelo fórum? Clique no botão acima!

Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por ADM GabZ em Qui Dez 06, 2012 3:52 pm

Relembrando a primeira mensagem :


O Porto de Rasgapele já foi próspero, ao menos aos padrões de Takaras. Hoje é um enorme depósito de embarcações destruídas e esquecidas. Reza a lenda que o lugar recebeu uma maldição para que nenhum navio conseguisse navegar por suas águas, terminando por arrebentar-se neste porto. Tal lenda ganha ainda mais força por já acumular décadas de destroços, e até hoje embarcações naufragam por aqui. Por conta disso o lugar é isolado, e por muitas vezes é possível avistar espíritos dos marinheiros mortos. Alguns são irados por terem perdido tudo que tinham, chegando a atacar viajantes. Outros parecem gostar de não precisar fazer nada e apenas flutuar por aí por toda eternidade.

Mas como sabemos, Takaras é repleto de seres que não se surpreendem com facilidade. Em meio aos destroços de navios existem casas, casebres e barracos com os mais variados moradores. Pelo lugar ser assombrado, dificilmente vê-se curiosos ou encrenqueiros. Quem mora aqui tem fama de ser corajoso e auto-confiante, ou simplesmente louco de pedra.


Loja de Armas

Localizada entre dois navios que se chocaram de frente à 150 anos, a loja de armas tem sua fama. É uma construção firme apesar de sua aparência dizer o contrário, feita com madeira dos próprios navios arrebentados. As janelas são fechadas com tábuas, e o interior é abafado graças a uma pequena fornalha queimando em um canto. As paredes são forradas de armas dos mais diversos tipos, tamanhos, qualidades e origens. Três barris e dois baús ainda acomodam mais armas. Espadas, lanças, adagas, bastões, manoplas: o lugar tem de tudo.

E absolutamente tudo é roubado. Até a menor das facas. Modéstia à parte, o dono se orgulha disso. É um goblin chamado Jake Rasgapele, inclusive o porto fantasma leva o nome dele. Ele sempre conta a história de como seu tatara-tatara-tatara-vô foi o primeiro corajoso (ou louco insanamente desmiolado) a aventurar-se por ali e decidir construir uma loja de armas roubadas. E deu certo. Hoje Jake tem vários vizinhos e uma fama gloriosa. É um goblin com belas cicatrizes no rosto, ironicamente falando. A justiça de Takaras é feita com as próprias mãos: se você é pego roubando ainda assim voltará para a casa, mas sem alguns dentes e com vários ossos quebrados. Jake não é exatamente o tipo esguio, e já pagou bastante por seus erros. Atualmente ele contrata mercenários e paga bem por armamentos roubados. Seus preferidos são os de Hilydrus: nobres, polidos e difíceis de serem roubados. Sempre bem humorado, Jake Rasgapele tem muitos amigos pelo porto e fora dele.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:25 pm, editado 1 vez(es)
avatar
ADM GabZ

Pontos de Medalhas : 999
Mensagens : 912
Localização : Extrema - MG

Ficha Secundária
Título:
Lvl: 1
Raça: Humano

Ver perfil do usuário http://www.flickr.com/photos/gabzero

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Saphira em Qui Dez 04, 2014 12:02 pm

As respostas que a menina me deu não foram as que eu esperava, mas era curioso notar como uma menina tão jovem podia ser tão esperta, a ponto de sobreviver sozinha e nas ruas de uma cidade como Takaras. Não pude deixar de perceber também a forma como ela falou sobre o livro, será que ela já sabia? Ou ela simplesmente estava jogando verde e tentando colher algo melhor? Seja como for, não era a hora oportuna para revelar minha condição, então simplesmente sorri falsamente para a menina enquanto lhe respondia. – Sei sim, mas acho que uma menina tão jovem como você não deve... – Um click! Foi o necessário para ativar em mim uma onda de choque, onda está que me despertou para um possível perigo que estava por vir. Meus sentidos se aguçaram e eu me concentrei o máximo que pude para escutar o que era, mas não foi necessário muito, o silencio sepulcral da casa contribuiu bastante para que tanto eu, quanto a menina, pudéssemos ouvir em alto e bom som a chegada do casal de idosos, possíveis donos da casa. “Então eles vigiam esta casa dessa forma? Que interessante, sinal que essa carta é realmente muito importante... Mas agora que eles sabem que a carta sumiu, devo elimina-los, ou as coisas ficarão mais difíceis daqui pra frente.” Janet, numa tentativa desesperada de nos salvar, acabou ajudando mais até do que ela poderia imaginar, revelando a existência de uma passagem secreta no armário, que percorria toda a casa. Seguindo seu conselho, eu entrei no armário e dei alguns passos adiante na passagem, tentando me manter escondida, mas próxima da porta do armário. Antes de fugir dali, eu precisava saber quem eles eram, queria ouvir o que diziam e o que aconteceria agora que estavam na casa. Caso eles se aproximassem do armário para conferir, me manteria escondida dentro da passagem, mas caso eles entrassem nela também, seria a hora de atacar. Empunhei a adaga próxima do corpo, pronta para apunhalar qualquer um que entrasse por aquela porta.

_________________

Força: D
Energia: F
Destreza: D
Agilidade: C
Vigor: D
L$: 0
avatar
Saphira

Mensagens : 131
Idade : 23
Localização : Rio de janeiro

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Vampiro

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Shaorin em Qua Dez 10, 2014 5:22 am

Então houve silêncio no quarto enquanto do lado de fora os dois conversavam. Não demorou para a porta da frente bater e eles praguejarem sobre as várias coisas que estavam ali e que só tendiam à crescer. Falavam em tirá-la dali a pontapés e até torturá-la, e foi assim que entraram neste cômodo, falando quase em alto bom tom, o que era um doa motivos pelos quais eles nunca pegavam a menina: ela sempre sabia onde estavam e provavelmente voltava para o cômodo já inspecionado pelos dois.

- E quando ela pedir por misericórdia vou enfiar dez agulhas longas embaixo de suas unhas para ela saber o que é bom. Se sobreviver até lá...

- Vamos mulher, pare de falar tantas asneiras, essa menina te dobra há meses e você diz sempre as mesmas coisas, não cansa não? Vamos lá no cômodo e ver se a estátua nos diz quem pegou e se ainda está por aqui, se estiver chamamos o resto lá fora.

E foram direto para o último cômodo. Seus passos foram sumindo até a porta ranger e eles falarem la dentro. Saphira sentiu magia vir daquele quarto como se invocassem um espirito para contar todos os segredos. Haveria um modo daquela estátua contar tudo e todos que já passaram por ali, bastava saber como fazer aquilo. Quem sabe não seria tudo mais fácil? Se permanecessem caladas, conseguiam ouvir a mulher falando algumas palavras magicas e esperando. Então um som alto de mulher ecoou e a estátua então proferiu:

- A vampira de olhos azuis achou o que não deveria e partiu para o local escondido. A menina ainda ronda o local.

Por algum motivo a estátua não disse que Saphira estava na casa, a unica coisa podiam fazer era tentar achar a garota, mas o velho fez a cabeça dela.

- Melhor avisarmos aos outros do acontecido. Temos que guardar o local. - Falou a mulher. O homem bateu a mão na cabeça e suspirou.

- Poxa mulher, se soubéssemos onde era, claro que iriamos até lá. Nem a propria estatua nos conta o conteúdo. Você sabe que o que sabemos é vago...- E a voz sumiu escada abaixo. A garota desceu do topo da cama com um salto e foi até o armario e deu duas batidas e depois abriu. Deu muxoxo para Saphira chamando-a para fora.

- Então, para onde vamos agora então? - a garota estava empolgada com a aventura que estava para ter. Seus olhos até brilhavam. Apesar disso, outra coisa Saphira sabia: nem os proprios donos da casa não sabem onde estaria o tesouro e até a casa, então por quê aquele espirito mostrou para ela? Alguma coisa estava acontecendo e ela teria de descobrir; ao menos, é claro, sabia onde era o lugar onde o tesouro estava escondido, bastava ir para lá.


_________________
avatar
Shaorin
Administrador

Mensagens : 295

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Saphira em Sab Dez 13, 2014 10:22 pm

O casal seguia subindo as escadas proferindo uma torrente de ameaças contra a menina, pensando que ela era a culpada por ter pego a carta. Por um momento fiquei pensando que seria a culpada pela possível morte daquela menina, mas a ideia não chegou a me abalar tanto quanto deveria. Eu havia usado ela para meus propósitos, e uma vez que não fosse mais útil, iria abandona-la aonde encontrei. Mas a situação pareceu dar uma reviravolta interessante quando eles foram até o quarto falar com a estatua, pois uma coisa havia me chamado muito a atenção nessa historia. “Tem mais gente lá fora? Será um grande problema se eles entrarem para vasculhar a casa, tenho que dar um jeito de sair e bem rápido.” Talvez eu usasse a passagem para sair dali, mas nem ao menos sabia onde ela terminaria. Se a garota saísse ilesa disso tudo, pensaria em leva-la comigo, até porque, ela estava se mostrando muito mais útil do que parecia naquela situação. Por fim, demos a sorte dos velhos não ficarem e nos livrarmos de um possível problema com os donos da casa. A menina rapidamente desceu do esconderijo e veio até o armário para me procurar, como se já imaginasse que eu estaria ali esperando. – Tem mais gente lá fora vigiando a casa, não é uma boa ideia sair por onde entramos. Tem alguma outra saída além daquela? – Perguntei à menina enquanto pensava num plano alternativo, caso a resposta fosse negativa.

- Você por acaso conhece um lugar onde é possível ver o castelo de Takaras e o labirinto? – Fiquei parada por alguns instantes encarando fitando a menina e esperando pela resposta, até que a mesma veio de súbito em minha mente. “A Vila Solstício! Claro, ela fica perto do lago e de lá é possível ver o castelo e as montanhas que abrigam o Labirinto Soturno.” – Vamos Janet, temos pouco tempo, nos guie até a saída, a partir daí eu farei o resto. – Disse à menina e então a segui por onde quer que ela me indicasse, obviamente tomando todo o cuidado para não cair numa armadilha ou não ser vista pelos indivíduos do lado de fora. Uma vez que estivéssemos fora da casa, seguiria para a Vila Solstício, e de lá eu procuraria por mais pistas.

_________________

Força: D
Energia: F
Destreza: D
Agilidade: C
Vigor: D
L$: 0
avatar
Saphira

Mensagens : 131
Idade : 23
Localização : Rio de janeiro

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Vampiro

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Shaorin em Seg Jan 26, 2015 5:40 am

Talvez a pior parte fosse sair da casa, os dois velhos ainda estariam nos arredores e tudo que precisavam era ver as duas saindo da casa para acusá-las e acabar com os planos de Saphira. A menina pensou por um momento coçando o queixo e saiu para dentro de seu quarto e começou a arrumar uma pequena mochila com uma muda de roupa e mantimentos.

- Vamos sair pelo mesmo lugar por onde entramos, tem uma saída por trás, só a gente entrar no quintal vizinho.

Saphira não tinha como recusar, era tudo ou nada. Eles poderiam ir embora agora e voltar mais tarde com mais pessoas e achá-los. Janet chamou a vampira para o porão e abriu devagar, saindo olhando para os dois lados sem ver ninguém. O quintal de trás estava cercado por um muro com cacos de vidro virados para cima. Para ela era fácil passar, mas não seria para a menina, ao menos isso que Saphira talvez pensasse. Janet foi a primeira a passar. Alguns pontos do muro estavam marcados pelo tempo e ela colocou os pés e as mãos em lugares determinados e escalou o muro até o topo, afastou um dos cados e ficou em pé no muro e olhou para Saphira, chamando-a com a mão e pulou. Assim que a mulher pulasse elas seguiriam para a entrada desta casa e pulariam outro muro, mais baixo desta vez por ser a fachada. Acabaram por sair numa rua pouco movimentada.

- Seguimos esta rua para a direita e vamos dar no final do porto e uma estrada. Vamos seguir por ela até o fim que daremos na vila. Há muitos saqueadores nesta estrada que fazem muitas coisas ruins.

Enquanto ela falava já andavam em direção ao fim da rua e avistavam as criaturas andando de um lado para o outro. Estavam indo do lado contrário aos barcos e mal terminaram de andar a rua já avistaram a estrada que pegariam. Pela hora não era para estar tão escura e tenebrosa. A garota engoliu em seco e deu um sorriso nervoso. Sabia que Saphira não era humana senão não teria sobrevivido àquele lugar, mas não sabia dizer o quê ainda. Haviam poucas árvores no começo da estrada, era coberta por pedras de várias formas, tendo até um pouco de areia. Janet olhava para frente e tentava passos normais e não conversou por um bom tempo. o vento vinha com força algumas vezes e levantava poeira deixando esbranquiçado o lugar por alguns minutos, dificultando a visão. Talvez fossem nestas horas que os saqueadores usavam para agir, porém com elas isso não aconteceu. Viraram algumas curvas e subiram levemente, e em pouco tempo já avistaram à sua direita um pedaço do castelo e os muros do labirinto. Estavam muito longe ainda, mas a intenção não era ir ate um deles, mas sim a cidade Solstício e encontrar o lago e a casa.

( Saphira feliz ano novo e bom ano para nós!! Bons posts e muito exp e habils tambem, prometo não judiar muito este ano hehe. Bem, vamos nos divertir. Poste aqui a continuação que logo em seguida eu mesma posto la na vila. Bons posts!)

_________________
avatar
Shaorin
Administrador

Mensagens : 295

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Saphira em Ter Jan 27, 2015 10:43 pm

A parte mais difícil agora seria sair daquela casa, mas mesmo sob pressão, eu esperei pacientemente pela solução da garota. E como esperado, a menina que não era nem um pouco tola, tinha um plano B em mente. Deveria estar acostumada a fugir dos perigos da vida, uma vez que era uma simples humana vivendo sozinha numa cidade de monstros, e depois de passar aquela noite ao seu lado, já não duvidava mais da capacidade que ela tinha de se esgueirar por Takaras sem acabar sendo morta. Antes de deixarmos a casa, a garota preparou sua bolsa com alguns mantimentos para si e algumas roupas, e eu aproveitei o momento para verificar se não faltava algo para mim. Mas como minhas necessidades alimentares eram bem diferentes das dela, não seria necessário levar tantas coisas. Agora era hora de ir embora, fomos bem rápidas nos preparativos, para evitar que eles voltassem à casa com mais gente e acabassem nos encontrando. Mas a solução apresentada pela jovem parecia um pouco arriscada. Sair pelo mesmo lugar que entramos? Mas e se eles já conhecessem a saída? Pela forma como falaram da garota, já sabem que ela se aloja aqui, e deixam apenas por pena, mas será que sabem como ela invade a casa? Poderia ser um problema tentar sair e acabar dando de cara com meia dúzia de gente de vigia do lado de fora. – Tem certeza que é uma boa ideia? Pela forma como falaram, eles já sabem da sua estadia aqui na casa, e se já conhecerem sua entrada secreta? – Mas a menina não esperou para responder e já passou tomou a dianteira na fuga, e eu apenas a seguia de perto. Para a nossa sorte, eles não conheciam a entrada do porão, e isso era bom, estávamos agora do lado de fora da casa, bastava nos afastar dali e ir em busca de nosso objetivo. A jovem deu a volta e foi por trás da casa onde havia um grande muro com cacos de vidro cobrindo a superfície. Olhei para Janet esperando a solução que ela daria para aquilo, mas não que eu estivesse muito preocupada com a subida, mas sim em como ela faria para subir. Novamente a jovenzinha me surpreendeu, escalando o muro através de algumas marcas deixadas pelo tempo, e rapidamente ela já estava lá no alto, retirando os cacos com as mãos cautelosamente para não se cortar.

“Humpf! Muito esperta essa menina, não em admira que esteja viva até hoje...” Seja como for, eu apenas a imitei e escalei o muro pelo mesmo lugar. E depois de atravessarmos o quintal da casa vizinha, pulamos mais um muro, bem menor que o primeiro, e finalmente chegamos à rua. – Ótimo, vamos em frente. – Seguimos então pela rua escura até encontrarmos a estrada não muito longe dali. Estava escura, sombria. Mais do que o normal para um lugar como Takaras, mas aquilo não me assustava. Eu era a personificação do medo que muitas pessoas, e até algumas criaturas tinham. Mas não podia deixar de notar que Janet estava bastante assustada com a situação, ou será que ela estava com medo do que poderia lhe acontecer andando ao meu lado? De qualquer forma, apenas seguimos pela estrada conforme a jovem havia dito. Sempre de olho em tudo, e alerta. Não queria ser pega de surpresa por alguma criatura estranha ou um bandido de estrada. As mãos sob a capa sempre prontas para sacar a adaga com a corrente, e meus olhos, vez ou outra, esquadrinhavam todo o horizonte em busca de qualquer sinal de perigo. – Não está com medo, está? - Decidi quebrar o silencio um pouco, dando um sorriso de leve, mas sem olhar diretamente para ela.



[Haha, muito obrigada, Shaorin! xD]

_________________

Força: D
Energia: F
Destreza: D
Agilidade: C
Vigor: D
L$: 0
avatar
Saphira

Mensagens : 131
Idade : 23
Localização : Rio de janeiro

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 2
Raça: Vampiro

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Sex Maio 06, 2016 10:33 pm




Fúria Mortal - #1

Levou algum tempo até chegar naquele "resto de um porto", me joguei para trás caindo sentado sobre umas tábuas velhas que se partiram com meu peso. Vários ratos saíram do meio daquele lixo assustados com o barulho produzido, antes que todos se afastassem pisei sobre um esmagando-o, uma pequena poça de sangue de formara sob meu pé.

Essa viagem que fizera até o porto me deixara esfomeado, sem um trabalho ou alimento para consumir estava realmente furioso. Não tinha ideia do que encontraria naquele lugar, mas sabia que precisava fazer algo, fosse um trabalho honesto ou matar e roubar o primeiro infeliz que surgisse diante de mim.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Dom Maio 08, 2016 3:12 pm



Abudak Zhalur




No Porto Rasgapele a sensação que se tem é de que nada pode contra a natureza. Nem mesmo as grandezas construídas pelos homens. Nem mesmo os maiores desbravadores dos mares, das terras, nem ninguém. No fim, ver toda estrutura daquele lugar ser construída com embarcações que naufragaram ou que simplesmente foram destruídas antes mesmo de zarpar, era como ter uma certeza disso. Não existia nenhuma grande expectativa por ali. Bastava olhar ao redor; além da poça de sangue do rato recém esmagado pelo Orc, além das sombras que acolhem os becos entre as pontes de madeira. O que se vê são mortos-vivos no geral, criaturas em sua maioria sem expectativa, sem esperança, apenas vagando.

O clima pra variar estava nublado, nuvens carregadas sobrevoavam o céu do Porto. As mares estavam agitadas, ondas pra lá e pra cá, a todo momento causando tremores em toda estrutura local. Era quase como se sentir na boca do Oceano, pronto pra ser engolido e ainda assim, não sendo. Uma tortura para os mortos-vivos que aguardam por um suspiro final mas, ainda assim, são poupados pelo mar. Águas traiçoeiras essas que, destroçam todo tipo de embarcação que tenta navegar por ali, mas que poupa as criaturas que habitam no porto sem que nem porque. Talvez fosse a maldição do lugar, a sina que o passado do Porto carrega.

Sempre foi assim, desde os tempos do finado Rasgapele. Aquele maldito. — Murmuravam alguns que passavam pelo local.

Entre um murmúrio e outro, no pouco tempo em que estava sentado ali em cima de umas tábuas de madeira velha, Abudak compreendeu um pouco mais sobre o Porto. Tinha fama de ser um lugar abandonado de crenças, esquecido pelos Deuses, jogado a mercê do que o oceano decidir tomar para ele. Era também um lugar de parada quase que obrigatória para os amaldiçoados que desejam um pouco de paz longe de julgamentos. Ali você podia ser qualquer coisa, dentre as piores é claro, sem receber olhares tortos. No máximo olhares vazios da maior parte dos rostos. Um ou outro diferenciado, um pouco de ganância ali, outro de ira, e assim por diante. O fato é que, não havia muita coisa ali para entreter o Orc. As criaturas que passavam estavam quase sempre falando da mesma coisa, pareciam todos iguais, quase como se o lugar os impregnasse da mesma doença. E então...

— Veio se esconder aqui foi, Rato das Sombras? — Falou alguém, em tom debochado. Apesar disso, algo de interessante na maneira como falava. Parecia meio que engasgado com alguma coisa, ou com a boca cheia, difícil dizer. Mas na verdade era assim mesmo que ele falava. Uma criatura com escamas, corpo humanoide misturado com peixe, barbatanas eriçadas nas costas, uma malha de couro vestindo o corpo e uma lança que mais parecia um tridente mal feito na mão direita. O bicho caminhava ali mais pra direita, chamando atenção de alguém que estava encostado na entrada de um dos becos. — E como um bom cachorrinho adestrado, você vem a mando do dono, estou certo? — Respondeu aquele alguém, levando a mão direita até o chapéu de palha que trajava, puxando-o na ponta como uma saudação.

O cara do chapéu de palha tinha feições mais humanas. Ainda assim era difícil dizer, ele era mesmo sombrio, escondido nas sombras, corpo encoberto por uma espécie de manto rosa/preto com algumas flores. Era meio corcunda também, característica marcante nele. E apesar da evidente ameaça feita pelo homem-peixe que vinha na sua direção, o corcunda não demonstrou se preocupar. Estava calmo, sereno, como se soubesse que nada lhe aconteceria. E de fato, não aconteceu, ainda. Não aconteceu pois o peixe esbarrou em alguém.

— Ow! Rrrhhh- — Mandou dizer o homem-tigre. — Tá maluco guri? — E a mão direita já foi puxando o homem-peixe pela gola da malha de couro no peitoral, intimidando-o pelo esbarrão. O peixe logo chutou o felino no peitoral e livrou-se daquele agarrão. Pés no chão agora, empunhou seu tridente mal feito apontando-o na direção do pescoço do homem-tigre como que repelindo-o, só ameaça até então. — Você ta na minha frente, gato de botas. Se não quiser tomar um banho, melhor se afastar. — Respondeu o peixe.

E os dois ficaram numa discussão que mais parecia infantil - dado o nível de trocadilhos - senão fosse pelo clima mórbido e melancólico do ambiente.

Enquanto isso, o outro homem, sentado na escuridão do beco, permaneceu lá. Estranho que mesmo longe, talvez uns 7 metros de onde estava Abudak, aquele cara emanava uma sensação de interesse, algo que roubava atenção do Orc. Algo que faria despertar nele a ideia de alguma coisa, ou talvez fosse só curiosidade mesmo, era difícil dizer. Não era uma coisa pensada, e sim sentida. Seria outra incógnita desse lugar amaldiçoado?

Off:
Não sei se você já entrou em contato com algum narrador, então tomei a liberdade de narrar pra você por enquanto. Caso você já tenha algum narrador, então ele toma a narrativa daqui em diante tudo bem?

Outra coisa importante é uma dúvida minha; na sua história diz que até onde você se lembra, tinha sido atacado por algo grande e que provavelmente fez você perder a memória. Tem algum plano pra isso ou prefere deixar em aberto para que o narrador explore isso pra você?


avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Sab Maio 14, 2016 11:55 am




Fúria Mortal - #2

Para muitos o estado daquele porto podia ser caracterizado como restrito daquele lugar, mas na minha opinião essa era a verdadeira natureza do nosso mundo. Um lugar amaldiçoado a sofrer eternamente destruições ininterruptas.

Quando aquela discussão entre o homem-peixe e o homem-tigre começou, pensei se tratar de algo rotineiro, porém, um pouco antes percebera que que de alguma maneira o homem-peixe estava relacionado a outro estranho que permanecia sentado no beco. Acreditava que ele se levantaria e ajudaria seu "companheiro", mas sentia certa indiferença nele. Talvez acreditasse que o homem-peixe resolveria aquilo rapidamente.

Me levantei de sobressalto e caminhei pesadamente em direção ao beco, queria ter uma ideia de quem era aquele ser.

- Ou seu amigo é muito bom ou temos alguém bem desunido aqui. Por que não se levanta e ajuda-o a matar logo aquele felino? - olhava seriamente para ele para deixar claro com quem estava falando - Isso não vai atrapalhar seus negócios?

OBS:
  • Em relação à sua segunda pergunta, deixo a critério do narrador. Foi um detalhe acrescentado na história, mas que não havia nenhum ideia inicial que pudesse influenciar muito na trama do personagem.
  • Desculpa a demora em responder, está bem corrido lá no batalhão por conta das olimpíadas.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Seg Maio 16, 2016 9:55 am



Abudak Zhalur



Acontece que o Orc estava correto. Não precisava ser nenhum gênio pra entender que havia uma certa relação entre o homem-sombrio do chapéu de palha, o homem-peixe e também quem sabe o homem-tigre. Talvez o terceiro estivesse ali apenas por um acaso, e mesmo que o fosse, agora todos estavam interligados pelo mesmo. Incluindo Abudak, que decidiu caminhar na direção do ocorrido.

Passou sem problemas pela discussão dos homens-bicho, o que era algo curioso. Mesmo tão grande como era, pisando forte e chamando tanta atenção como fazia, não conseguiu trazer a briga dos dois para si. Então começou uma troca de golpes entre o peixe e o tigre, espada contra tridente. Chutes, socos, algumas acrobacias de esquiva e etc. Uma boa parte do chão amadeirado do porto ganhou novos buracos e algumas quebradiças, ossos do ofício, hmm?

— Amigo? — Arqueou a sobrancelha, por baixo do chapéu, como que em tom de sarcasmo. — Talvez você quem precise de ajuda pra enxergar melhor, Orc. — O tempo todo cabeça baixa, chapéu impedindo contato ocular, costas corcundas e aquela sensação que emanava. Um ser intrigante demais para ficar nas sombras. E ainda assim lá estava.

— Como você deve imaginar, eu sou um mercenário. E aquele ali é um mensageiro de um contratante que não ficou satisfeito com meu último serviço. Eu já estou acostumado a lidar com esse tipo de gente, mas, admito, nunca me canso de me divertir com as ocasiões do destino. Veja-só, desta vez não precisei de qualquer esforço. O próprio destino encarregou-se de enviar um guerreiro pra lutar em meu lugar e, se tenho a oportunidade de não me envolver, não preciso fazê-lo. Afinal, nunca se sabe como o destino pode responder aos meus atos. — E durante o seu discurso, era possível perceber que sim, ele era humano. A voz era um pouco rouca, falhava as vezes, indicando estar um pouco velho. Beirando os 60 talvez? Ou mais, difícil dizer. — Me diga, Abudak, você acredita em destino? — De repente, outra surpresa; ele sabia seu nome.

O orc sentiu como se pudesse olhar para sua própria sombra e ver os olhos daquele homem-sombrio encarando-o na escuridão, mesmo que fosse só impressão. Não digo que ele sentiria medo, pois com certeza o Orc já encarou muitas coisas nessa vida, já lutou contra muitas coisas... mas este era diferente da maioria. Nem mesmo tinha o cheiro característico de um humano, apesar de não demonstrar ser qualquer outra coisa. E enquanto o homem-peixe e o homem-tigre destruíam o resto da ponte de madeira numa briga infantil, a conversa entre os dois pendeu para aquela estranha pergunta sobre o Destino. Coisa essa por sinal que, por que não dizer que foi o que os trouxe até essa situação?

— Se acredita que pelas linhas do destino eu devo intervir na luta entre os dois, então basta me dizer e eu o farei. — E mesmo por traz das sombras de seu chapéu, Abudak poderia ver um sorriso estranho ganhar o rosto daquele homem. Uma estranha movimentação na escuridão, ainda assim nada que representasse ameaça para o Orc, ele podia sentir isso. A única questão ali era um dilema; era mesmo o destino deles intervir naquilo?



avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Ter Maio 17, 2016 5:25 pm




Fúria Mortal - #3

Se meu raciocínio não estivesse errado o misterioso indivíduo parecia ser um hábil manipulador, guiando discretamente as ações daquele cenário, como um autor faria com um roteiro. Não consegui disfarçar quando o escutei pronunciar meu nome, minhas sobrancelhas se ergueram e em seguida passei a mão sobre a face como se tentasse apagar uma desenho mal feito... Quem seria aquele homem? Não o recordava em minhas memórias e isso era o que mais me assustava, sem falar que ao ver que o mesmo sabia sobre minha identidade indicava que possivelmente eu também estivesse sendo manipulado por ele. Eu, que jurara viver por mim mesmo me via novamente preso entre os dedos de outro.

- Gostaria de negar, mas a cada dia que passo me vejo gradativamente sendo envolvido mais e mais por eventos que fogem de meu controle - cerrando o punho exerci pressão suficiente até os ossos de minha mão estalarem - É por isso que farei questão de esmagar com minhas próprias mãos qualquer destino que tenha sido feito sem meu consentimento.

Encarei brevemente aquele confronto que até então parecia se manter equilibrado e agora o mercenário declarava calmamente que eu poderia solicitar sua intervenção, sua confiança demonstrava que aquilo poderia ser encerrado facilmente.

- Eu não preciso acreditar, além do mais, que graça teria deixar essa diversão somente para você? - sorri presunçosamente - Acredito que meus punhos fariam um belo estrago nesses dois. O que acha?

OBS:
  • Cara até agora minha HE não foi avaliada. Sabe me dizer quem é o responsável por avaliar as HE?
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Qua Maio 18, 2016 6:00 pm



Abudak Zhalur




Agora mais de perto, o orc conseguiu perceber mais sobre o tal homem. Este usava roupas de comuns como de qualquer camponês, salvo exceção aquele manto de um tecido que parecia fino. Um manto rosa, grande, mangas largas onde seus braços repousavam escondidos, folgados. Na estampa; flores. Difícil dizer qual espécie, ou mesmo dar algum detalhe minucioso, afinal a chuva atrapalhava um pouco a visão. E como estava chovendo naquela noite, hmm? Começou como uma garoa qualquer mas, ao longo da conversa, a chuva foi apertando. E o homem do chapéu de palha apesar de estar ensopado, não parecia se incomodar. Permaneceu sentado, pernas cruzadas, cabeça baixa.

— Hmm.. — O homem murmurou, como quem não esperava esse tipo de coisa, seja pela pergunta ou pela atitude de Abudak. — Eu realmente não estou no meu melhor dia, então se quiser, pode fazer as honras. — Terminou puxando a ponta do chapéu como quem dava permissão de algo.

E então veio um trovão. Por um descuido do olhar, ou talvez pela chuva, Abudak perdeu uma chance única de ver o rosto daquele homem por de traz das sombras. Coincidência?

— GRRRR! — O homem-tigre rugia, esforçando-se para acompanhar o ritmo do adversário. Em questão de agilidade ele não conseguia vencer o homem-peixe, mas sua destreza ainda assim lhe permitia acompanhar com quase equivalência a troca de golpes. O peixe insistia em estocadas com seu meio-tridente, rendendo alguns muitos arranhões na pele do oponente. O tigre não parecia habituado a lutar naquelas condições; a chuva fazia-o escorregar vez ou outra, perder o equilíbrio das defesas, enquanto que o piso amadeirado era fraco e nem sempre aguentava seu peso quando jogava para traz em passos firmes. Já o peixe, tinha total vantagem, seu corpo parecia totalmente adaptado para aquilo, ele deslizava através da chuva como se estivesse nadando no próprio oceano. E aos poucos o tigre começou a recuar, o peixe forçando, estocada após estocada, ambos tomando distância numa outra ponte que logo mais terminava no mar. O tigre ia cair?

— Vou arrancar a sua espinha, desgraçado! — Bradou o felino, esquivando-se de uma última estocada. Jogou o corpo pro lado, flexionou os joelhos e então conseguiu passar por baixo do meio-tridente do peixe. Avançou. Pisada firme, investida violenta, nem mesmo a chuva poderia detê-lo. Um golpe fatal? Não, talvez prepotência apenas. O peixe usou do peso do próprio corpo e conseguiu apoiar-se no antebraço do tigre, antes de receber uma cotovelada. Passou pra cima do tigre como num flash, nem mesmo o felino conseguiu acompanhar. Ele tentou parar, mas o Peixe girou o meio-tridente ainda no ar e fim! Fincou nas costas do alvo. O tigre pisou firme, abriu um buraco na madeira por onde sua perna esquerda inteira passou, ficando ali preso.

— Espero que não se engasgue com as espinhas, heheh! — Debochou o peixe antes do golpe de misericórdia. Puxou o tridente, girou por traz das costas e então passou-lhe na garganta do tigre meio-preso na ponte. O sangue desfaleceu em seu peito, cobrindo-lhe o pelo e trazendo seu fim. E vejam que curioso, mesmo depois de uma baita luta dessas, ninguém se intrometeu. As criaturas continuavam passando, ignorando completamente o ocorrido, como fantasmas recheados de indiferença.

— Certo, certo, agora vamos ao prato principal.. — O peixe ia voltando quando deparou-se com Abudak no caminho. O homem-sombrio cerca de uns 3 passos pra traz, encostado numa parede. O orc mais ali na frente, já engatando na ponte. — Ah, fala sério? Mais um?! — Terminou o peixe, cerca de uns 7 passos mais pra frente da ponte. Ele girou o tridente mais uma vez e então passou o cabo da arma pelo antebraço esquerdo, apoiando-o nas costas com a ponta virada pra cima.

— Sai do meio, grandão. Meu negócio é com o rato ali atrás. — Falou em tom de autoridade como quem não tolera quem o desacata. Como consequência de quem o faz, o tigre mandou dizer pra tomar cuidado, mesmo morto. O fato é que Abudak já havia tomado sua decisão e não estava em seus planos receber ordens de mais ninguém, muito menos um peixe. O orc cerrou os punhos, chegando a estalar seus ossos. A tensão do clima só não era maior pois a chuva já se encarregava de dá-los essa graça. Relampejou mais uma vez e no brilho do momento, o peixe avançou, traiçoeiro. O tridente veio por cima, golpe vertical, almejando fazer outra cicatriz no ombro direito do grande orc. O peixe já no ar, engatando no ataque, pouco tempo de reação, chuva nas costas e o ranger das madeiras do porto como trilha sonora. E agora?

Obs:
Na questão das habilidades, fica por conta da Gabz por enquanto. Pelo menos até que ela decida alguma outra coisa. Mantenho você informado.

Caso você sinta necessidade de usar sua habilidade por agora, eu tento estipular alguma coisa temporária pra ela, um gasto e um benefício temporário, não sei, só caso seja necessário mesmo.

Imagem ilustrativa de como é o homem peixe: AQUI

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Sab Maio 21, 2016 7:05 pm




Fúria Mortal - #4

A chuva era como uma bênção dos mares enviada através dos céus sobre o homem-peixe, demonstrando suas habilidades marciais derrotou de forma impiedosa o felino que teve o tridente perfurando sua garganta brutalmente. Não tinha dúvidas que por um breve momento acreditou ter acabado com todos os problemas, assim ao me ver interceptando seu caminho até o mercenário um descontentamento ficou evidente em sua voz.

- Sai do meio, grandão. Meu negócio é com rato ali atrás. - foi durante um relâmpago que seu ataque sucedeu-se de maneira traiçoeira.

Com um salto avançou contra mim procurando encravar seu tridente em meu ombro direito. O tempo de reação era curto já que o "clarão" debilitou brevemente minha visão, mesmo assim me joguei numa cambalhota para o lado esquerdo procurando ir na direção oposta em que o tridente me atacara. Se conseguisse me esquivar imaginava que tendo o seu peso sobre o tridente o mesmo acabaria ficando temporariamente encravado naquele terreno cheios de tábuas, da mesma forma que usara de um momento para me apunhalar utilizaria desse momento para avançar contra o homem-peixe mantendo-me agachado e desferir um soco em seu joelho direito pelo lado.

OBS & OFF:
  • Se eu derrotar esse homem-peixe posso ficar com o tridente dele?
  • Pelo o que entendi "O peixe já no ar,..." meu adversário realizou um salto certo? Em meu ataque estou considerando que se conseguir esquivar com o peso do peixe sobre o tridente o mesmo pode acabar encravando nas tábuas o que atrasaria sua reação.
  • Existe um limite de movimentos básicos por post? (tipo, se posso desferir apenas um soco ou poderia desferir dois ou três)
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Dom Maio 22, 2016 2:25 pm



Abudak Zhalur



Diferente do felino, Abudak não sangrou. Pelo menos não desta vez.

Mas não foi porque conseguiu escapar, pois não o fez com maestria. O orc confiou demais em seus instintos, mesmo tendo uma prévia da supremacia em questão de agilidade que o homem-peixe tinha em combate. Desta forma, ainda meio atordoado pelos reflexos, relâmpago e tudo mais, tentou esquivar numa cambalhota para o lado esquerdo. Aparentemente sem sucesso, a lâmina do tridente ainda lhe atingiu, fazendo um arranhão superficial horizontal em suas costas.

E foi mais ou menos assim;

O Peixe saltou, vindo na direção do Orc com um movimento vertical de cima pra baixo alvejando outra cicatriz no braço de Abudak. O orc, no pouco tempo de reação que teve, jogou o peso do corpo pro lado, tomou como base a perna esquerda e com o impulso, foi se virando. Escapou do movimento inicial do peixe mas, diferente do que esperava, o tridente não foi contra o chão. Antes da lâmina tocar a madeira do solo, o peixe já puxava o cabo do tridente pelas costas, passando-o numa acrobacia que mais parecia um giro ou algo do tipo. Os pés do peixe tocaram o chão, dando-lhe firmeza para completar o movimento. A lâmina do tridente deu a volta e então assumiu um corte horizontal quase que no mesmo instante, tão rápido quanto a chuva cai. Abudak ainda tomava seu impulso, joelhos flexionando, costas se abaixando pra rolar na cambalhota. E foi aí que a lâmina passou-lhe nas costas, cortando parte da roupa e deixando-lhe um arranhão. E por fim o Orc rolou. Tomou distância, cerca de uns 4 passos contados nessa cambalhota.

— Você até que não é tão lerdo quanto o Tigrão ali, heheh. — Debochou o homem-peixe, mais uma vez girando seu tridente entre os braços. Ele tinha maestria nisso, gostava de se exibir, era um fato.

Mas, onde estava a dor? O sangue? Abudak não sentiu. Foi mais como um arranhão. Como um carinho de um gatinho raivoso. Só deixou um arranhão. Talvez a força do peixe não fosse tanta quanto sua agilidade, hmm? Era leve, mas não era forte. O vigor do Orc resistiu habilmente no fim das contas. Hora do contra-ataque então? Claramente. Abudak teve o suficiente de combate pra ter noção das suas capacidades frente as do homem-peixe. Avançou desta vez, correndo meio agachado, cuidadoso, braços firmes e prontos pra um bom soco. O peixe tentou manter a distância do Orc, ameaçando com seu tridente em movimentos rápidos, cortes horizontais e verticais que não tinham qualquer padrão, apenas feitos pra assustar. Mas Abudak não era do tipo que se assusta com essas coisas, hmm? Num último desviou, meio que jogou o corpo pro lado e o tridente passou, falho. Lâmina longe, Abudak achou sua brecha, avançou. O peixe tentou detê-lo com a mão livre mas, como esperado, não tinha força. Abudak com uma mão deteu seu tridente de voltar e, num último movimento, acertou-lhe um soco em cheio no joelho. A resistência do peixe era tão fraca que o orc podia ter certeza de que ele teria se quebrado inteiro com aquele soco, mas diferente do esperado, não haviam ossos no peixe. Era uma coisa diferente, meio molenga, mas que o mantinha firme. Talvez por isso era tão leve, hmm?

— Desgraçado! — Bradou. Em seguida tomou uma respiração esquisita, como se estivesse se engasgando ou coisa do tipo. Olhos arregalados, barbatanas eriçadas. A perna livre tomou a iniciativa, apoiando-se no joelho de Abudak. Alguma peripécia? Sim. O peixe aproveitou que estava sem força na perna atingida pelo soco de Abudak e então usou do apoio que tinha no orc pra se movimentar. Ambos seguravam no tridente, cada um na sua maneira. O peixe rodopiou em volta do tridente e logo estava nas costas do Orc. Foi difícil equilibrar-se devido a estar escorregadio pela chuva e também pela fraqueza da perna, mas ele conseguiu, pelo menos enquanto segurava o mesmo tridente que Abudak também segurava. Era o seu apoio, hmm?

— Vamos acabar com isso ta legal? — E nisso o peixe inclinou-se para traz enquanto chutava as costas do Orc. Puxou o tridente no processo, fez toda força possível pra tentar colocar Abudak de joelhos, costas arqueadas, tentando enforcá-lo com o tridente que ambos seguravam. Quase um mata-leão improvisado, mais ou menos isso. E a chuva continuava castigando o porto, as pessoas continuavam passando - ainda que meio distantes - e nada de diferente acontecia.


— Você pode fazer mais do que isso não é? — Mandou dizer aquele homem do chapéu de palha, lá meio atrás. Falou com indiferença, não parecia um encorajamento nem mesmo um deboche. Eram apenas... palavras?

Obs:
Se você derrotar o homem-peixe, pode fazer o que quiser com os pertences dele. Inclusive foi boa a ideia de acertar o joelho dele, debilitar os movimentos, hmm? Gostei =D

Sobre o corte nas costas, não tirei vida porque foi só um arranhão mesmo, pra dizer que toma cuidado com a agilidade dele. É bem superior a sua. Numa comparação eu diria que ele tem agilidade rank B.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Dom Maio 22, 2016 4:58 pm




Fúria Mortal - #5

- Não me provoque velho! - não sabia nada sobre a aparência daquele mercenário, mas sentia-me falando com o velho taverneiro que me criara e isso me irritava - Vai querer descobrir pessoalmente?! - gritava numa mistura de brado com rugido.

Coloquei toda as forças em meus braços para impedir que o tridente se chocasse contra meu pescoço e ao mesmo tempo me joguei de costas no chão, visando "esmagar" o homem-peixe com meu peso superior. Se ele tentasse girar sobre mim novamente e seguir para diante de mim, usaria minhas duas pernas juntamente para golpeá-lo com um chute duplo na área do tórax e arremessá-lo para longe enquanto lhe arrancava sua arma das mãos. Se tentasse uma esquiva para os lados me largando, rolaria na mesma direção procurando agarrá-lo no tornozelo da outra perna que ataquei, conseguindo isso colocaria força suficiente para torcer ou até mesmo quebrar a cartilagem daquela região.

Se o "esmagamento" ocorresse, usaria de minha força superior para desarmá-lo e me colocar em pé o quanto antes para estocá-lo no abdome com o tridente.

- Não costumo fazer isso, mas acho que vou devorar sua face depois de matá-lo, seu verme... - com excessiva fúria rosnava encarando profundamente meu oponente.

OBS & OFF:
  • Bem como você não respondeu minha pergunta narrei maiores possibilidades de ataques. Se não for permitido corrigirei em futuros posts.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Dom Maio 29, 2016 6:43 pm



Abudak Zhalur



O homem-sombrio sorriu, mesmo que imperceptível, com a resposta de Abudak. Parecia ter total confiança de que o Orc tinha habilidade suficiente para resolver aquela situação sem precisar de ajuda. E o homem estava certo, mais uma vez. Coincidência?

Voltando para o cenário de luta, a chuva insistia em atrapalhar. Quero dizer, já era péssimo lutar contra um oponente esguio como aquele, agora ainda chovendo, é pra matar não? Mas já que estamos falando de matar, então vamos lá, falar sobre a morte do homem-peixe. Tudo começou quando ele achou que podia vencer Abudak da mesma maneira que venceu o homem-tigre outrora. Subestimou o orc. O homem-tigre, provavelmente, era algum fanfarrão, conseguiu sua espada em algum lugar qualquer, equipamentos idem, mas não tinha grande habilidade de luta, só força bruta. Abudak era diferente. Ele podia ir além, ainda mais sabendo das estratégias do seu adversário.

Então o homem-peixe com a perna ferida, tentou usar da agilidade pra vencer. Conseguiu colocar o orc de joelhos e forçou o tridente com ajuda de seu próprio peso pra tentar enforcar Abudak. Acontece que o grandalhão, em primeira instância, conseguiu segurar o tridente com facilidade com suas mãos. Ele era extremamente mais forte, isso era um fato. Então não teve dificuldade em impedir o movimento do peixe, mesmo na situação em que estava. Optou por jogar-se de costas no chão. O peso do próprio Orc esmagaria facilmente o peixe, mesmo com a tal malha de couro que o bicho vestia. Um terceiro trovão rasgou as nuvens, o barulho pareceu deixar tudo em câmera lenta e nisso veio a morte buscar o peixe. Isso tudo porque ele seguiu exatamente como Abudak previu; tentou desviar usando sua agilidade pra dar a volta no corpo do Orc e pular por cima. Tarde demais. Abudak chutou-o no processo, com as duas pernas, desequilibrando o bicho e deixando-o de bruços no chão. Bastou jogar o peso do corpo pra frente uma segunda vez, e agora segurando a arma do próprio adversário, deu-lhe a tão aclamada morte. Tridente no abdômen. Atravessou com tanta força que as entranhas do peixe foram escorrendo pelo buraco feito na ponte e caindo na água, uma atrás da outra. As lascas de madeira ainda iam se quebrando e rasgando mais ainda a pele do bicho, até que em seus olhos, Abudak viu a vida ir embora. E então o brilho do relâmpago se apagou e a chuva tratou de levar embora o sangue que espirrou do bicho na pele do Orc.

O peixe estava morto.

Nas mãos, o orc sentia o metal gelado do Tridente que empunhava. Apesar de tudo, não parecia ser uma arma vagabunda. Era usado, gasto, mas ainda dava a sensação de que era uma arma que podia render muito. Principalmente depois de trazer o gostinho da vitória sob um oponente tão petulante como o peixe.

— Meus parabéns, Abudak. — Falou o homem do chapéu de palha, finalmente se levantando. Sua capa estava ensopada, pesava, dando-lhe um ar ainda mais sombrio do que já era. Ele veio caminhando devagar na direção do Orc, face ainda oculta pelas sombras de suas vestes, mas sem oferecer perigo. Parecia mesmo velho pela maneira com que andava, lento, corcunda. E então veio outro relâmpago, este parecia ter transformado noite em dia de tão claro que foi.



(Imagem Ilustrativa)


— Você não vai me perguntar como eu sei o sei o seu nome, garoto? — Terminou tossindo. Lançou seu enigma, como quem queria fazer o garoto se interessar pela sua presença. Como se ela já não o fizesse por natureza. Mas antes de qualquer resposta, o homem caminhou na direção de Abudak e o orc de repente sentiu como se não pudesse se mover naquele momento. Seu corpo inteiro se paralisou por alguns instantes, segundos, uma coisa que nem mesmo ele sabia explicar mas ele tinha certeza que era alguma influência do homem-sombrio. E quando este se aproximou o suficiente, levou a boca até os ouvidos do Orc, sussurrando;

— Eu vi através da sua sombra. — As palavras saltaram com leveza, acompanhando a chuva que caia no rosto do orc. Então... aquela sensação de que algo o observava na sua própria sombra desde que chegou, era isso? Não importa. A paralisia se foi como num piscar de olhos e logo o cara do chapéu de palha estava mais na frente, tomando seu rumo por algum caminho do Porto. Mas antes de sumir do campo de visão do orc, ele parou e virou-se. E foi quase como se não houvesse mais ninguém naquele porto, era difícil explicar. Todas as outras presenças pareceram efêmeras perto da daquele homem. Os olhos dele, antes escondidos na escuridão, acenderam como brasa vermelha encarando Abudak quase como se olhasse sua alma.

— Você vai desperdiçar essa chance que o destino está te dando, ou virá comigo para conseguir um novo serviço? — Alegou, misterioso como sempre.

O caminho era um só; bastava seguir na ponte ao norte e Abudak estaria acompanhando o tal homem-sombrio. Ele andava devagar, passos lentos, então não precisava de pressa. Eles tinham todo tempo do mundo agora...

Obs:
* Mil desculpas por ter ignorado completamente sua pergunta. Foi um deslize meu, realmente não percebi. Respondendo-a agora; você não precisa necessariamente limitar-se a um único movimento. Mas você precisa trabalhar com hipóteses. Eu prefiro que os jogadores não afirmem de fato que fizeram 200 ações num post, mas se deixarem hipóteses do que pode ou não pode acabar fazendo, de acordo com o desenrolar da narração, eu aceito. Tente não fazer infinitas hipóteses num único post porque elas também acabam me limitando um pouco e isso faz perder um pouco da surpresa nas narrações (rs), tudo bem?

O Tridente - Link de como ele é: AQUI
( O Tridente é nível 1, inteiramente de metal - até o cabo -, tem mais ou menos um metro e sessenta de comprimento)

Outros pertences do Peixe: Ele tem a malha de couro que ficou furada depois do ataque que você deu no abdômen dele. Tem também dois braceletes de ferro na mão direita, e um coldre de água comum preso na cintura.

200xp bônus por vencer o peixe e roubar a arma dele.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Dom Maio 29, 2016 7:39 pm




Fúria Mortal - #6

O momento que o tridente perfurou o homem-peixe e parte de seu sangue jorrou sobre mim, foi como a culpa de sua morte também caísse sobre meus ombros. Não que isso de alguma maneira pesasse na consciência, apenas era mais uma "história" que carregaria até o dia em que a minha fosse lançada sobre os ombros de alguém.

Depois de uma interação espantosa com aquele homem, que sem sombra de dúvida escondia infinitamente mais do que poderia demonstrar, não precisei pensar muito sobre o que faria a seguir. Golpeie o solo com a extremidade do tridente de forma a deixá-lo em pé e removi do cadáver de meu oponente seus braceletes de ferro, se coubesse em meus pulsos então os usaria, caso contrário os prenderia em minha cintura juntamente com o coldre de água. A malha estava danificada pelo o golpe, isso aos meus olhos só serviam para indicar a inutilidade de armaduras em combate. Diante da dor e dos ferimentos, somente sua vontade deve ser capaz de sustentá-lo.

Com um puxão abrupto arranquei o tridente e o tomei em mão, com passadas largas passei a seguir aquele velho, não como se estivesse com pressa, afinal minhas passadas eram naturalmente maiores que as dele o que reduziu em muito o tempo para alcançá-lo. Sobre a ponte lado a lado com ele, fixei meus olhos em sua imagem.

- Me adianta alguma coisa sobre essa "chance do destino" - girei uma vez o tridente, analisando-o, não era a arma que imaginei conquistar de início, mas sinceramente gostara dela - Ansioso para saber o que mais enfrentarei...

OBS & OFF:
  • Já posso atualizar minha ficha ou preciso aguardar a conclusão da missão?
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Sex Jun 03, 2016 4:09 pm



Abudak Zhalur




— Você é menos curioso do que pensei, Abudak, o orc. — Comentou o homem, indiferente.

Os dois seguiam agora lado a lado, ponte norte do Porto, menos gente passando, era um lugar deveras mais tranquilo. Abudak trouxe consigo algumas lembranças de sua primeira vitória por essas bandas; o Tridente do homem peixe, seus braceletes de ferro - que apesar de não servirem no pulso do grandão, ainda caiam poderiam ser de alguma valia mais na frente - e também o coldre de água. Deu pra ter uma noção do quanto tinha no coldre pelo peso, e não estava cheio, talvez pela metade?

— O que eu posso te adiantar é que você pode ser tornar um Mercenário. Tão habilidoso quanto um dia eu fui. — E parou a caminhada, somente para ter o prazer de lançar mais uma olhada meio que de canto para o Orc. — Tão poderoso e soberano quanto também. — Voltou a falar. Mas apesar de suas palavras, em questão de aparência, o homem do chapéu de palha não parecia ser tudo isso. Se foi, isso já faz algumas décadas, certamente. Mas o homem parecia se garantir. E dentre uma das coisas que mais chamava atenção nele é que, apesar da gritante diferença de potencial entre ambos, apesar do homem parecer tão mais frágil se comparado a Abudak, ele tinha algo de diferente que talvez o orc nunca presenciara antes; aquele homem não tinha medo. Ele não se intimidava, ele não estava agindo com cautela, nem se policiando pra não irritar Abudak.

— Eu tenho um pequeno comércio aqui perto. Vendo especiarias, ervas medicinais, algumas soluções caseiras. Alguns me chamam de Bruxo. — E tossiu, meio que engatando uma risada seca. — Se eles soubessem o que é um Bruxo de verdade... — Murmurou. E depois se calou.

O caminho seguiu no silêncio. O homem não parecia ser muito de papo. Ao menos não demorou para que chegassem em seu estabelecimento. Era bem mais pra lá, no fim da ponte norte. Era acompanhado de mais algumas casas vizinhas, todas meio grudadas uma na outra, umas se sobressaindo, outras um pouco mal-acabadas. As ondas realmente maltratavam as construções por ali. Abudak tinha quase a sensação de que se pisasse em falso em algum lugar com madeira podre, seria engolido pelas águas do mar em questão de segundos. Mas isso não aconteceu. O homem sabia por onde estava caminhando e Abudak o seguiu, então entraram logo. Abrigo finalmente. E bem no tempo? Os trovões lá fora anunciavam; agora está impossível de entrar ou sair do Porto, seja lá por quais meios. A chuva se intensificou lá fora, mas enfim os dois estavam a salvo.

A primeira impressão do lugar em que estavam? Tinha um aroma maravilhoso. É quase como entrar num lugar que imediatamente traz a sensação de que é bem vindo. Algo com as energias, difícil explicar, é algo mais sentido. E logo o Orc viu algumas plantas, dispersas pelo local, em vasos - alguns improvisados -. Estava explicado o ótimo aroma. Uma delas chamava atenção, tinha pétalas viscosas, cores vibrantes, era quase hipnotizante olhar pra ela.

— Quer uma toalha? — Disse o homem enquanto tirava o chapéu e o manto rosa, pendurando ambos num cabideiro ali à direita. Sem sequer esperar por resposta, o homem foi entrando e seguindo direto para as escadas que haviam mais à esquerda, escadas encaracoladas, levavam para uma espécie de sótão/segundo andar da casa, difícil dizer, não dava pra ver ali de baixo. E por incrível que pareça o estabelecimento era grande; Balcão logo na entrada - à esquerda, um pouco antes da escada -, uma grande janela ao lado do Balcão com mais plantas e também grades. Notou, só agora, que em cima da porta tinha uma espécie de apetrecho, alguma coisa que tilintava toda vez que alguém abria a porta. Irritante ou não, o orc estava a salvo do barulho por enquanto já que a loja estava fechada pelo que disse o homem do chapéu de palha. E falando nele, logo voltou. Em caso de ter aceitado a toalha, o homem traria uma consigo, caso contrário, ele apenas voltava lá de cima como se tivesse pego alguma coisa lá.



(Imagem Ilustrativa)


— Eu me chamo Shen, morto em Hilydrus e renascido em Takaras. É um prazer conhecê-lo, Abudak, meu mais novo mercenário. — E lá estava, um tapa-olho em seu olho direito. Que estranho. Abudak tinha certeza de ter visto os dois olhos daquele homem brilharem quando se encontraram no porto lá atrás. Então qual a necessidade de um tapa-olho? Talvez só mais uma das várias excentricidades daquele homem. Talvez. Acontece que, em momento algum seu tom de voz variou. Ele não era do tipo que parecia estar fazendo brincadeiras, falou o que falou com seriedade no semblante. E não foi só.

— Eu sou um Possuído. Isso explica o porquê da estranha sensação que você tem sentido desde que me encontrou. — Disse, seco. — Agora que já sabe sobre mim, me fale de você e então decidirei qual trabalho te darei primeiro. Isso inclui, se precisar, estadia em minha casa. Temos um quarto extra nos fundos onde eu costumava guardar algumas coisas. — Referia-se à loja como sua casa. Parecia uma boa proposta, não?

Obs:
Sim, você mesmo pode editar sua ficha e colocar a experiência ganha. Os equipamentos que você ganhou também.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Sex Jun 03, 2016 5:08 pm




Fúria Mortal - #7

- Menos curioso do que imaginou? Bom ou ruim, estou tão focado em minha vida que não me distraio com detalhes que provavelmente amanhã já terei esquecido - um rápido flash me veio na cabeça, no momento em que senti o crânio do bastardo que tomara a mulher que amei se trincando.

Durante algumas passadas suas palavras faziam referências sobre um passado, de certa forma glorioso, que um dia tivera e agora oferecia a mesma oportunidade para o meu futuro. Seguimos até o comércio que mencionara e fiquei surpreso com o lugar, o odor e as cores criam um conjunto de sensações que tornavam tudo aquilo inesquecível. Logo após entrarmos ele me ofereceu uma tolha.

- Não se dê ao trabalho. Uma hora o corpo seca por conta própria - talvez precisasse retornar para chuva, então não valeria a pena me secar para em seguida ficar encharcado de novo.

Retornando para o mesmo cômodo sua aparência finalmente se encontrava esclarecida para os meus olhos, o velho se apresentou como Shen, um antigo morador de Hylidrus como eu.

- Finalmente um nome! Já estava me cansando de chamá-lo de velho em minha cabeça - uma risada seca escapou de minha garganta - Um Possuído... Deve ser estranho saber que dentro de sua carcaça existe algo além de sua alma, se é que ela existe ainda.

Recuei alguns passos de forma que pudesse apoiar minhas costas na parede e olhei para o teto enquanto analisava a proposta.

- Hum... Vagar sem rumo é cansativo, ter um ponto como descanso realmente é bom. Sem falar que com essa minha cara de carismático, arrumar trabalhos que compensem é difícil. - desencostei subitamente e bati as mãos fazendo um som razoavelmente agudo - Por mim essas condições oferecidas são boas. Meu nome é desnecessário, já que você aparentemente fez questão de saber disso há um bom tempo. Memórias do passado? Poucas, como fui parar naquelas terras tão bonitinhas nem eu sei dizer, mas é fato que cansei de ficar sendo escravo dos outros. Não vou dizer que sou um amante dos combates, contudo, isso certamente é um fator necessário para a vida... Faça o que desejar, desde que isso me ajude a crescer nessa vida miserável que os deuses me deram nessa terra.

OBS & OFF:
  • Nada a declarar.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Dom Jun 12, 2016 11:24 am



Abudak Zhalur



A mente de Abudak aos poucos ia se acostumando com a nova aparência do que antes era chamado apenas como velho. Shen tinha por volta dos um metro e oitenta, talvez mais, a corcunda deixava dúvidas. Os cabelos castanho-escuros eram longos e penteados para traz, presos num rabo de cavalo com auxílio de dois prendedores de cabelo que mais pareciam armas mortais nas mãos de alguém experiente. Duas agulhas fatais. Havia também uma franja meio rebelde que escapava do penteado frontal, caindo sobre a testa no lado esquerdo, quase um charme. Os olhos, também castanhos, davam um belo contraste de acordo com o cabelo. E que estranha sensação de que as memórias de Abudak insistiam em incitar a confusão; porra, aqueles olhos não eram vermelhos? Que diabos aconteceu lá no porto?

Perguntas que o próprio Abudak fez questão de ignorar, afinal, são detalhes que logo serão esquecidos certo? Estava mesmo certo. Ele já começara a se acostumar com a nova aparência e quem sabe daqui a alguns dias ou talvez minutos, esqueça completamente daquela dúvida se eram olhos vermelhos ou castanhos, tapa-olho ou olho normal? O que importa? O trabalho, é claro. Vamos falar dele então. Não haviam grandes detalhes pra definir a aparência de Shen afinal. Rosto com feições maduras, quase no auge da idade, lábios carnudos, bigode, barba rala, sobrancelhas altivas e que se destacam além de um nariz comum, pequeno.

— Gosto da sua praticidade. Aceitando uma proposta de um possuído, é quase como um pacto com o Diabo. Isso não te incomoda? — Falou com um meio sorriso, algo que mais parecia uma pergunta retórica. Ele certamente não esperava resposta de Abudak, falou apenas por falar. Quase como de praxe. Então cruzou os braços, enfiando as mãos nas mangas do roupão que vestia. Já começava a esfriar naquela noite de Takaras, mas mesmo molhado, Abudak não sentia muito. — Muito bem, seu primeiro trabalho vai ser justamente lidar com meu antigo contratante. Aquele que mandou o homem-peixe atrás de mim. Meus negócios vão mal se aquele tritão continuar me caçando. Não que as criaturas daqui se importem com algo como honra ou como estar mal falado. Eu só preciso eliminar esse problema antes que ele me elimine, entende? — Enquanto falava, sua expressão permanecia a mesma. O orc então podia notar que sim, Shen estava acostumado a tratar da morte como uma encomenda. Então se restavam dúvidas quanto a ele ter sido um mercenário, bem, estavam ficando para traz.

— Vai ser um trabalho simples. Esse tritão de quem eu falo costuma frequentar o Porto Rasgapele de vez em quando, e eu conheço sua rotina. Você só precisa eliminá-lo e o que sobrar dele pode ficar pra você. Já ouviu falar que as escamas de tritão podem render muito? Desde armas, armaduras, ou mesmo lodians. — E novamente aquele meio-sorriso, como quem está acostumado a lidar com barganha. Depois de alguns segundos em silêncio, seus olhos avançaram em Abudak, esperando por alguma reação. Caso houvesse alguma - ou não - Shen prosseguiria explicando sobre o trabalho. O ponto mais importante é que, o tipo de mercenário que ele almejava transformar Abudak não envolvia colocá-lo em batalhas desnecessárias. Então explicou que mesmo sabendo que o Tritão provavelmente estaria acompanhado de guardas, que provavelmente se atacasse diretamente acabaria interceptado ou teria muito mais trabalho, que tudo isso seria desnecessário. Para um primeiro trabalho, tudo que ele precisava era o alvo em específico ser eliminado e nada mais. E o alvo era o Tritão líder, não os vassalos ou qualquer um que se intrometa. E para a medida que explicava sobre seus métodos de preparação, observação, reconhecimento, Shen continuava seus afazeres na loja arrumando os vasos, colhendo ervas e tudo o mais. O misto de aromas que inundou o lugar agora trazia a estranha sensação de fraqueza, seguido de sede. Muita sede.

— Haa'di é o nome que você precisa. Neste primeiro trabalho eu já tomei as precauções para que ele esteja no lugar certo na hora certa para que você cumpra seu trabalho. No entanto, nos próximos trabalhos, tudo que farei é dar-lhe um nome e você ficará encarregado de encontrar um meio de eliminar o alvo emboscando-o. — Terminou enquanto recolhia uma cumbuca de barro, com uma mistura de ervas amassadas num creme de algo que era impossível distinguir, e levava até uma bancada perto do corredor dos fundos, à direita. Era dali que vinha o estranho aroma causando fraqueza e sede. — Existe uma doca, à oeste do porto, atrás de alguns estabelecimentos falidos ou coisa do tipo. É lá que as negociações de um carregamento em específico vão acontecer, no auge do amanhecer. — Com a mistura finalizada, Shen, despejou-a em cima de alguns objetos que estavam dispostos em cima da bancada, apoiados num pano. A mistura parecia ter ficado incolor, quase como água, mas o cheiro continuava o mesmo. E assim que terminou, embrulhou tudo muito rapidamente e jogou a cumbuca ali num canto, vazia. Terminou o embrulho, caminhou vagamente até Abudak que estava encostado numa parede perto da entrada. Ofereceu-lhe o embrulho.

— Tudo que precisa está aí. Não abra até chegar lá. Você saberá o que fazer, Abudak, o orc. — De repente parou, indo em direção a janela que ainda estava fechada mas que não pareceu problema para o velho. Fez uma expressão como quem lembra de algo e voltou seu olhar para o orc. — Já está quase na hora. Você está pronto, garoto? — Disse, tossindo um pouco.

Obs:
Muito bem, aí está sua missão. No próximo post vou dando mais detalhes.

50xp pelo meu atraso. Sinto muito, andei um pouco atarefado =/

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Dom Jun 12, 2016 12:12 pm




Sua Vida em Minha Mão - #1

Meu primeiro trabalho oficial naquelas terras amaldiçoadas seria eliminar o responsável pelo tritão que tentara matar Shen, isso fazia sentido, afinal se você planeja deter os botes de uma cobra a melhor maneira é lhe decepar a cabeça de uma vez. Para minha sorte o azarado que pereceria em minhas mãos se encontrava no porto também, uma oportunidade única para uma morte única.

- Não se preocupe quanto a esse detalhe, certamente farei bom uso dessas escamas de tritão. - sorria maliciosamente para demonstrar que ele não era o único a ser imparcial com a morte de um indivíduo qualquer.

O velho mercenário continuava dando instruções sobre o trabalho enquanto mexia em alguns objetos, nesse momento uma fragrância invadiu minhas narinas deixando-me enfraquecido e com uma sede absurda, como se um lago não possuísse água o suficiente para saciá-la. Finalizada suas preparações caminhou até minha pessoa me entregando algo envolvido por um tecido, sua recomendação era que aquilo não fosse aberto até chegada a hora, considerando que o propósito desse trabalho era tomar uma vida, não faria pouco caso disso então. Segurei firmemente o "pacote" e o prendi ao lado do coldre com água.

- Coma uma boa sopa com o que seja lá que tenha por aqui e descanse Possuído, trarei boas notícias quanto a esse Haa'di antes do que espera. - desencostei da parede dando passos largos em direção a saída - Apesar que essas notícias serão boas apenas para os nossos ouvidos!

Abri a porta e assim que saí efetuei um rápido giro com meu tridente, dei uma rápida observada no ambiente em meu entorno certificando-me de que realmente não haveria mais ninguém por ali. Com um trote avancei para a zona oeste do porto, onde procuraria a doca em que ocorreria as negociações.

OBS & OFF:
  • Nada a declarar.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Sex Jun 17, 2016 6:29 pm



Abudak Zhalur



E então o Orc partiu. Não sem antes receber um segundo equipamento providenciado por Shen. O velho entregou-lhe o que parecia ser alguma bebida. Um coldre cheio, maior que aquele que Abudak apanhou do home-peixe morto outrora. A bebida tinha um cheiro delicioso, principalmente depois da secura que assolou os lábios do Orc sentindo o aroma daquela mistura de ervas. Mas Shen advertiu;

— Não beba tudo. Você vai precisar dessa bebida mais tarde, ou melhor, vocês. — Afirmou.

E essa incógnita perseguiu Abudak durante o trajeto, como se o barulho da chuva já não fosse o bastante. Do lado de fora fazia frio, a chuva foi abrandando um pouco, não ventava muito, então o trajeto não foi de um todo ruim. Inclusive talvez por conta da chuva e do horário, poucas eram as almas vivas - se é que são todas vivas, hmm? - que perambulavam pelo Porto. A sensação que se tinha ao passar por ali era de que não havia esperança alguma vindo junto do amanhecer. Era só mais um dia de tortura para muitos...

Acontece que já estava quase na hora do famigerado encontro. Abudak trotou rápido, ganhou distância da loja de Shen, aproximando-se rápido das docas à oeste. Curioso, haviam muitos barcos ancorados por lá. Por onde olhasse, o orc via embarcações repletas de carregamento, algumas ainda por serem preenchidas com o restante dos caixotes e mercadorias, outras ainda vazias. Era um prato cheio pra qualquer gatuno mas, certamente naquela região, isso deveria ser comum. Tolos os que não prezavam pela segurança de seus equipamentos, ou tolos aqueles que se arriscam a navegar nas águas desse oceano de criaturas malignas e desconhecidas?

O tal Haa'di era um deles. Tolo ou não, estava lá. E se Abudak esperava por um encontro num barco, enganou-se. O tritão veio nadando mesmo, emergiu das águas como uma assombração trazendo consigo sussurros da noite e seus mistérios. O Orc a essa altura encontrava-se atravessando um beco quando viu mais lá na frente, numa pequena ponte com deque de madeira, o tal tritão emergindo das águas e procurando pelo tal contratante. No entanto, a criatura não veio sozinha. Seguido dele, saltaram outras três; estes tinham pernas, uma estrutura humanoide muito parecida com a do homem-peixe que o orc esmagou algum tempo atrás. Quanto tempo mesmo? Não importa, o fato é que Haa'di e seus capangas ficaram lá esperando, meio que atentos pra qualquer um que passasse, e nada. O tempo passando, chuva castigando... e nada.

Onde estaria o desgraçado que intercederia pelo encontro?

Aproximando-se um pouco mais, ainda escondido nas sombras do beco, o Orc talvez conseguisse escutar um pouco sobre o que os capangas falavam. Eles reclamavam, estavam insatisfeitos com alguma coisa, mas não era pela demora do encontro.

— Caaaara! Essa água do mar de Takaras é um nojo! Preciso de uma bebida doce! — Bradou um deles, encostando-se no parapeito de madeira que tinha cercando o deque. Um segundo acompanhou o comparsa, apoiando também uma espécie de lança com lâmina de meia-lua sob o parapeito. — Chefinho, tem certeza de que o tal entregador não vai demorar? Viajamos muito, estamos com sede chefe! — Falou num tom de sarcasmo, como se com "sede" ele quisesse dizer outra coisa.

E então veio o silêncio. Somente o som da chuva se destacava na escuridão da noite. O grande Tritão se pronunciou só depois de dar umas boas olhadelas ao redor, como se estivesse apreensivo com quem pudesse ouvi-lo.

— Não seja tolo, Gilian. Sabemos que o Ave do Paraíso sempre cumpre com seus prazos. Todos que negociaram com ele sabem disso. — Repreendeu o maior, seguido de um adendo que deixou os comparsas felizes; — Mas se os tranquiliza saber, ouvi dizer que ele mandaria uma cortesia desta vez, pelo bom preço que pagamos ao intermediador das negociações. Sabem que ele é um ótimo revendedor de hidromel também, não sabem? — E riu.

Nessa hora foi como um grande clarão abrindo-se no céu e aniquilando as nuvens, os trovões e mesmo a chuva. As coisas se encaixaram como que automaticamente, revelando para Abudak que, naquele caso, talvez não haveria outro alguém pra chegar. Talvez fosse... o próprio Orc quem tinha de negociar com o tritão, hmm? Isso talvez explicasse o pacote que trazia consigo.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Seg Jun 20, 2016 7:56 am




Sua Vida em Minha Mão - #2

Assim que me preparava para partir, o Possuído me entregou outro coldre, porém, este era maior e exalava um cheiro realmente agradável. Sinceramente esses enigmas não faziam meu tipo, como um Orc acreditava que as coisas deviam ser mais diretas e simples... Infelizmente a realidade era muito oposta a esse ideal.

Realmente a combinação da chuva com aquele cenário decrepito e solitário, tornavam todo aquele ambiente num cenário de melancolia, uma terra sem esperanças. Desde que se tinha conhecimento Takaras fora uma terra amaldiçoada, me perguntava se isso mudaria algum dia, ou pior, se sua maldição não se estenderia para o restante do continente.

Faltando um pequena distância do local combinado, pude visualizar o Tritão Haa'di emergir daquelas águas escuras acompanhado por outros três homens-peixes, minhas formigavam ao me lembrar da sensação que sentira segurando o tridente e matando o outro Tritão que se achara apto de me deter. Observando mais um pouco a situação e captando cada palavra daquele dialogo, meus olhos se arregalaram brevemente e involuntariamente quando pude assimilar todas as ideias. Shen seu miserável... E eu me preocupando e preparar algum tipo de armadilha ou emboscada, o velho mercenário prepara tudo de forma que me permitira ficar frente à frente com meu alvo. Excelente.

Rapidamente me aproximei de um dos caixotes que estavam cobertos com uma lona e a arranquei, usando-a para envolver completamente meu tridente e prendê-lo em minhas costas, seria péssimo se depois de tudo os tritões reconhecessem a arma de seu companheiro. Logo após essa pequena pausa segui caminhando tranquilamente até onde "meus clientes" me esperavam, assim que ficasse a poucos metros deles ergueria meus braços, tendo o coldre em uma das mãos.

- Um dia amaldiçoado! Mas um momento oportuno! Acredito que esteja diante da Haa'di, aquele por quem procuro. - movimentava o coldre de forma que apesar do barulho da chuva, os tritões pudessem ouvir o líquido se agitando no interior - Certamente fizeram uma longa viagem até aqui, espero que de alguma forma isso possa ser compensado. Ha!

Se eles tentassem pegar o coldre com aquilo que sem dúvidas devia ser hidromel, deixaria que pegassem e saciassem em sua sede, mantendo sempre meu olhar sobre Haa'di.

OBS & OFF:
  • Não ofereci o pacote de imediato já que não tenho ideia do que há nele rs, vou analisar com base no seu próximo post para decidir o que fazer.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Ter Jun 21, 2016 7:16 pm



Abudak Zhalur



— Será que ele bebeu? — Indagou o primeiro, com cara de quem não entendeu direito. — Sei não, aquilo na mão dele é bebida né? Cara, eu to tão na seca que sinto o cheiro daqui! — Respondeu o que atendia pelo nome Gilian. Os dois levantaram de sobressalto, colocando-se na linha de frente e segurando firme cada um a sua arma; o da direita, segurava aquela lança com lâmina de meia lua. Gilian, vulgo o outro, segurava um tridente, quase tão parecido quanto aquele que Abudak trazia consigo. E que jogada de sorte a do orc quando embrulhou seu tridente com um pedaço de lona que tinha por cima dos caixotes ali perto. Sorte mesmo!

Mas então, a chuva tornou-se o menor dos problemas. Haa'di, aquele que era o chefe, fez um sinal para que os seus comparsas recuassem. E foi um simples sinal com a mão direita, o suficiente para que os menores obedecessem. Eles não eram tão energúmenos quanto aquele que Abudak enfrentou antes, hmm? A postura deles denunciava uma certa destreza avançada. O fato é que o tritão chefe logo serpenteou na frente, abrindo caminho entre os súditos e se colocando cerca de 7 passos de distância de Abudak.


(Imagem Ilustrativa)

— Um...Orc? — Iniciou, incrédulo. — Se você sabe o meu nome, devo supor que o velho te mandou aqui não é? — Tinha uma voz grave, facilmente ouvida mesmo à distância. O tritão não precisava forçar nada nada para que suas palavras alcançassem os ouvidos do Orc. Diferente dos súditos também, Haa'di tinha um corpo muito mais desenvolvido, musculoso, escamas que mesmo na escuridão da noite brilhavam quando atingidas por alguma iluminação. Pareciam mais pedaços de escudo, milimetricamente colocados como uma armadura natural. Na mão direita o tritão ainda segurava uma espada imensa, aparentemente pesada - a julgar pelo tamanho - mas que ele manuseava com facilidade o que também destacava ainda mais sua força física. Sem contas na altura do bicho que devia ter lá pelos 2 metros e pouco. Senão mais até...

— Chefinho, chefinho! Ele trouxe bebida, deixa a gente beber por favor, por favor?! — E Gilian engatou falando, quase como uma criança desesperada por seu doce. E a julgar pela tranquilidade de Abudak em oferecer aquele coldre de bebida, o tritão chefe interpretou como um sinal de que aquela era a tal cortesia de que falara. Ele então ergueu o braço livre e movimentou a mão como num sinal de permissão dada. Só então que os outros dois saíram correndo na direção de Abudak, loucos para se embebedarem. Eles só tomariam o coldre das mãos do grande orc caso fosse permitido. E então beberiam como se não houvesse amanhã, vorazes, quase a ponto de se matarem pra isso.

— Acredito que você tem algo que me pertence, não é? — O tritão manteve-se naquela mesma distância. A julgar pela situação, qualquer um podia arriscar dizer que havia alguma tensão por ali. Era como se as negociações tivessem de correr assim, sem muita proximidade, sem riscos. E o tritão já estava impaciente, talvez não tenha engolido aqueles minutos de atraso até que Abudak tenha percebido que era o entregador. Forçou um pouco a voz, chamando atenção do Orc; — Vamos lá garoto, eu não tenho até o amanhecer. Onde estão as Adagas? — Bradou.

Enquanto isso a chuva ia diminuindo, moderadamente, como que se estivesse anunciando que o amanhecer estava por vir.

Spoiler:
OBS: Só pra constar; ele não vai pagar nem nada, como já foi dito na narração anterior pelo próprio tritão; eles já pagaram. Ele só veio receber o pacote.

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Abudak Zhalur em Qui Jun 23, 2016 4:41 pm




Sua Vida em Minha Mão - #3

Bêbado? Isso que da querer ser simpático, acho que deveria retornar a agir de forma mais fria e imparcial mesmo.

- Sim, um Orc... Ah não ser que os coelhos se pareçam com os orcs, então talvez eu seja um e não saiba. - sorria para o tritão, seria ele uma criatura de paciência curta? Pelo menos sua cautela era grande.

Seus subordinados estavam alvoroçados com a bebida ofertada, mas só prosseguiram em minha direção depois que Haa'di consentiu com a oferta. Ingeriram tudo com uma voracidade que me deixou preocupado, se eles fossem do tipo beberrões talvez o hidromel não surtisse o efeito que eu esperava... Tomara que aquele velho tenha me dado uma bebida realmente forte. Enquanto eles apreciavam as bebidas o tritão exigiu sua mercadoria, meus olhos se arregalaram e coloquei a mão sobre a cabeça como se dissesse "Ah! É mesmo!", desprendi o pacote de minha cintura.

- Tenho certeza que será do seu agrado, afinal se você o procurou sabe que é de confiança! - sorria como se realmente acreditasse estar lhe entregando a última novidade no ramo das adagas e com alguns passos procurei reduzir pela metade a distância entre nós - Observe a obra prima que isso é!

Desembrulhando com cuidado de forma a evitar qualquer contato direto com o que estivesse ali dentro, usei de minha força para lançar o produto em direção ao tritão. Não com violência, apenas de forma inesperada para que em um ato reflexivo o mesmo tentasse apanhar o conteúdo no ar.

OBS & OFF:
  • Nada a declarar.
---

_________________
Uma fúria eterna e indomável,
Isso é ser um Orc!



Atributos & H.E.:
Habilidade Especial (Clique Aqui)
Força: C.
Energia: F.
Agilidade: E.
Destreza: F.
Vigor: D.
Pontos de Atributos: 0 / 14
avatar
Abudak Zhalur

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 21

Ficha Secundária
Título: Nenhum
Lvl: 1
Raça: Orc

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por NT Bird em Ter Jul 05, 2016 2:56 pm



Abudak Zhalur



A lona que enrolava o tridente nas costas do Orc estalava com os grossos pingos de chuva que, progressivamente, iam diminuindo no ritmo. A chuva estava parando. Ao longe, bem longe mesmo, as nuvens começavam a dar sinal de que precisavam ir embora. Era o amanhecer chegando, para infelicidade de Haa'di.

Ao menos a comparação com os coelhos reverteu um pouco da tensão no ambiente, como se já não fosse pesado o suficiente por ali. Haa'di deixou escapar um meio sorriso como quem concorda, como se perante seus olhos, Abudak não passasse de um coelho mesmo. Uma presa. Só mais um. Algo que o orc descorda, e que também estava para provar o contrário o mais breve possível. Seu trabalho ali era esse não é?

Transformar o caçador, em caça.

A despeito dos dois subordinados que bebiam como se não houvesse amanhã. Abudak aproximou-se no que foi possível sem que o tritão percebesse ou se distanciasse de novo. E quando o orc percebeu que se desse mais um passo, ofereceria certo perigo tanto para si quanto para o adversário, ele simplesmente optou por parar. Desembrulhou o pacote que trazia consigo, tendo agora consciência de que se tratava de uma adaga, como foi revelado pelo tritão. E em poucos segundos, lá estava a adaga, robusta, fácil de se destacar mesmo na escuridão, foi lançada no ar cortando a chuva como uma navalha bem afiada e indo na direção do tritão. Este, apanhou a adaga ainda no ar, quando ela passava por cima pela esquerda. Apanhou-a pelo cabo. Bons reflexos o homem-peixe tinha, hmm?

— Arhh...até que enfim. Finalmente terei-a em minhas mãos! — Comemorou, trazendo o tão aclamado item na altura do rosto enquanto o avaliava. A outra mão baixou a guarda, deixando a escapada meio que apoiada no chão pela ponta, enquanto segurava-a pelo cabo. — Você realmente não faz ideia do poder que isso aqui tem, criança. — Os olhos do Tritão logo fitaram Abudak, impetuoso, um meio sorriso no rosto que deixava dúvidas de suas intenções. — Ou talvez.. você goste de sab... — Aquele meio sorriso logo se transformou em ameaça quando o Tritão virou a ponta da agada na direção do orc e uma estranha sensação, parecida com aquela que o Orc sentiu quando encontrou Shen pela primeira vez, percorreu-lhe os sentidos. Aquilo também interrompeu a ação do tritão que, surpreso, desviou o olhar na direção de seus subordinados.

Afinal, o que estava acontecendo com eles?

Os dois homem-peixe começaram a lutar entre si. Lutar de verdade! Assim, de repente, como se fossem inimigos num campo de guerra. — DESGRAÇADO! Vou arrancar a sua pele em nome do grande ancião! — Berrou aquele primeiro. E o segundo defendeu o ataque com sua arma, rodopiou enquanto girava a lança pelo cabo e depois investia numa sequência de cortes entrando pela esquerda; — Não me venha mentiras! O mestre já me ensinou tudo sobre você! — Retrucou. E os dois seguiram naquele embate, preparados para terminá-lo somente quando um deles estivesse caído. E o coldre de bebida? Bem, estava jogado ali num canto do chão. Ah, sim! E junto dele, subiu um cheiro familiar para as narinas de Abudak. Aquele mesmo cheiro que sentiu, ainda na cabana do velho Possuído. Talvez o real motivo por essa guerra entre os embebedados ter começado, hmm? Mas a dúvida era; Abudak também o bebeu, então porque não tinha efeito sobre ele?

Mais um dos enigmas daquele velho.

— Mas o que é que está acontecendo aqui?! — Bradou Haa'di, num tom de voz imponente. Aquele mesmo tom de voz que usava para demandar ordens aos subordinados. Antes, bastava uma palavra e eles paravam. Agora, pareceu como se as palavras do grande tritão fossem levadas pelo vento e pelas últimas gotas de chuva anunciando um tempo mais ameno. Somente o som das marés ganhava destaque de trilha sonora daquilo que se transformou num campo de batalha. Os olhos do Tritão então voltaram-se para Abudak, como quem buscava uma explicação. — Vamos, coelho! Diga logo o que há com eles antes que eu arranque sua pele com minhas próprias mãos! — E o tritão logo guardou a adaga presa entre as escamas das costas, quase uma mochila natural, enquanto na outra mão erguia sua enorme espada apontando-a na direção do Orc, pronto para um ataque.

Spoiler:
50xp pelo atraso =D

avatar
NT Bird

Pontos de Medalhas : 0
Mensagens : 87

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Porto Fantasma de Rasgapele [+ Loja de Armas]

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum