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Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

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Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por ADM GabZ em Seg Dez 03, 2012 4:17 am


Localizada a 2km do Centro de Takaras, a Vila Solstício tem sua fama. Lar de magos, feiticeiros, necromantes e outros praticantes de artes obscuras, o lugar tem um ar arcano e misterioso. O Rio Neblina cruza a vila, levando uma água pura, que por acaso é muito usada pelos habitantes em rituais e criação de poções. Repleto de becos escuros e até mesmo barracos ocultos em meio às casas, o lugar não é muito movimentado, muitas vezes parecendo ser habitado apenas por espíritos. Não que eles não estejam presentes. Algumas vezes um ou outro cruza seu caminho.


Loja de Especiarias

Andando pelas ruas principais é fácil notar uma loja com diversos tipos de plantas penduradas na entrada. A maioria delas secas e mirradas, amarradas firmemente com tiras de pano. Ossos também fazem parte da decoração — e do estoque de vendas. A porta está sempre aberta e, ao entrar, o ambiente é iluminado por um candelabro médio preso ao teto. À esquerda e à direita, estantes repletas de produtos que vão desde crânios e plantas até membros em jarros e frascos de vidro com conteúdo desconhecido. Ao centro há uma mesa com mais daqueles produtos "incomuns", porém amontoados e algumas vezes, maiores. Ao fundo da loja existe um balcão de madeira largo e atrás do mesmo têm ainda mais variações de plantas penduradas. O lugar até possui um cheiro amargo e forte graças a este detalhe. Pode-se comprar tudo que tem à disposição. Ervas, poções, venenos, ossos, dentes, crânios e até mesmo corpos se duvidar. Sabe-se lá porquê alguém iria querer comprar essas coisas.

O dono da loja é um Ghoul — humano amaldiçoado cuja pele se deteriora com feridas horrendas, lembrando um zumbi. Seu nome é Thales, sem qualquer sobrenome que alguém conheça. Ele veste um manto que cobre boa parte de seu rosto deformado. Apesar disso, é um homem inteligente de palavras fortes mas possui uma voz rouca e arrastada. Andando curvado e possuindo mãos ossudas, tem uma idade acentuada, porém ideal para a profissão. Apesar disso, Thales é afiado em suas magias: é fácil para ele livrar-se de encrenqueiros e ladrões.


Última edição por ADM GabZ em Sab Jul 15, 2017 7:31 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Dom Maio 12, 2013 7:38 pm

Silmeria atravessou o centro de Takaras e foi para a chamada Vila Solstício. Havia passado alguns dias em Takaras e procurou se informar sobre os boatos dos locais ligados ao Reino. A vila solstício tinha como fama ser habitada por praticantes de magia negra, parecia um local especialmente perigoso para alguém que havia ido até lá com o intuito de roubar uma chave.

Lembrou-se da imagem daquela chave e não pode deixar de imaginar o que diabos ela abriria. A meia-elfa nunca foi muito ligada a moral, depois da morte do pai ela passou a buscar reprimir seus sentimentos gentis e se tornou uma pessoa mais fria. Ela passou a sentir prazer em ver seus inimigos sofrerem e agonizarem, algo na dor alheia a alegrava. Mas ela tinha uma natureza curiosa, gostava de sempre saber com o que estava lidando.

Silmeria soltou um suspiro cansado. Agora tinha que procurar a dita casa. Vilas não costumavam ser grandes e ela esperava que fosse o caso. Ainda vestindo seu manto negro e deixando o capuz cobrir a sua cabeça, ela caminhava pela cidade.

Os olhos, ocultos pela sombra do capuz, olhavam ao redor em busca da casa que lhe foi exibida. Uma casa com um aspecto sombrio, uma chaminé, uma porta central... Esperava que aquilo não se provasse uma tarefa hércula, já que casas de vilas geralmente eram iguais.

A meia-elfa nunca havia assaltado uma casa. Talvez fosse algo que levasse algum tempo. Em um lugar como aquele, em que muito utilizavam magia negra, não era bom ser precipitada, mas antes de pensar em como iria proceder era melhor encontrar a casa.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Qua Maio 15, 2013 7:56 pm

Não foi dificil para Silmeria achar a Vila; suas chaminés e aura negra que a cobria foram de fácil visualização. Assim que adentrou-a pôde sentir que muitas coisas rondavam aquele lugar amaldiçoado. Silmeria teve um sentimento pequeno que não pode ignorar: a vontade de ir embora, de que se entrasse ali ficaria amaldiçoada também. Que algo iria acontecer com ela.

Mesmo assim, ignorando todos seus instintos, começou a procurar a casa. Enquanto andava pela rua de pedra, percebia olhares vindos das casas diretamente para suas costas. A maioria observava por uma fresta em sua janela; outras, faziam questão de abrir suas portas e exibir pedaços de madeira que batiam em suas mãos como ameaça.

Havia um chafariz à frente que determinava o centro da vila. Ao chegar nela, Silmeria conseguiu ver todas as quatro direções, porém uma única delas a chamou a atenção: A da esquerda. Olhando bem para ela, a meia-Elfa viu uma rua extensa cheia de casas e lojas fechadas, sendo que em seu final era o que queria: a casa. Ela estava no fim da rua, a última casa. Ela não parecia ser como as outras enfileiradas, ela tinha seu próprio caminho e estava de frente para o chafariz e para a rua, não para outra casa como as outras. Ela estava de certa forma afastada da Vila.

Como era uma tarefa até então simples e rápida, Silmeria não perderia tempo em ir até lá e checá-la. Nas duas últimas casas, quando se iniciava um pequeno caminho até a tal casa, havia um aviso talhado em madeira: Mansão Delaney.

Assim que Silmeria leu aquilo e olhou para a casa e observou-a, percebeu que apenas uma luz de um dos cômodos estava acesa e uma sombra estava ali parada, observando; assim que olhou para a sombra, ela ergueu-se e saiu da janela, apagando a luz. Alguém a observava.

Aquilo tomou conta de Silmeria. Como saberiam que ela estaria ali naquele momento? Isso só queria dizer uma coisa: Eles já tinham conhecimento da meia-elfa, só estavam esperando-a chegar.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Sab Maio 18, 2013 12:18 pm

Silmeria adentrou na vila. Aquele sentimento ruim tomou conta surgiu, mas a meia-elfa, embora ficasse mais atenta por causa disso e ter sentido a singela vontade de ir embora, não deixou aquilo tomar conta de si. Estava acostumada a ser destratada por alguns em Hilydrus e, também, na sua infância, por isso as ameaças da vila não a amedrontara, embora a preocupassem. Que vila faria aquilo com pessoas de fora? Visitantes não eram uteis para o comércio da vila?

Mas ela precisava do dinheiro e tinha uma missão a cumprir. Avistar a casa não acalmou o coração de Silmeria. Lojas e casas fechadas e a sensação de que já estavam a esperando. Aquilo não era um bom sinal. Lutar com um arco dentro da casa seria difícil, exceto se ela fosse espaçosa. Por sorte tinha consigo uma adaga para emergências.

“Mansão Delaney... Deve ser um lugar bem grande, procurar será difícil... Ainda mais quando já sabiam da minha vinda. Será que aquele homem me enganou...? Ouvi dizer que aquele templo também faz sacrifícios...” a desconfiança da situação crescia cada vez mais. “Bem. Se estou sendo aguardada, por que fazê-los esperar? e ela abriu um meio sorriso. A idéia de estar sendo esperada era ruim, mas teria que lidar com isso de alguma forma; não tinha dinheiro para se hospedar e achava uma perda de tempo aguardar tempo observando o local. Se sua ida já era conhecida por quem quer que morasse naquela casa, espionar e esperar dias não faria tanta diferença, só daria mais tempo para que pudessem agir contra ela.

A meia-elfa olhou ao redor para ter certeza de que aquela rua estava vazia e ninguém estava a observando naquele instante. Ao constar isso, ela caminhou para dar a volta na residência. Queria procurar uma janela aberta, uma porta, qualquer meio que permitisse com que ela entrasse no local.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Qui Maio 23, 2013 10:40 pm



Teria de se aproximar o mais rápido que podia para terminar o serviço. Mas onde estaria uma pequena chave dentro de uma casa enorme? Para piorar, como pensava a mestiça, sabiam de sua existência e isso piorava as coisas. E por isso acontecer então não era mais fácil se aliar, mesmo que soubessem o motivo por ela estar ali? Difícil dizer; difícil até saber se duraria tempo suficiente para chegar até lá.

Ao se aproximar da casa e procurar um lugar por onde pudesse entrar, Silmeria avistou para na porta, uma velha senhora. Ela tinha seu corpo curvado e seus olhos mostravam que sua esperteza era mais certa do que sua idade. Sem esperar que se aproximasse muito, tratou de falar:

Spoiler:

— Boa noite, senhorita. O que deseja rondando a casa? — Perguntou a senhora, aparentemente indefesa. Obviamente que não era dela a sombra que vira na janela minutos atrás, afinal ela era esguia e fina, totalmente diferente da velha mulher.

Esperou alguns segundos para responder e logo tratou de fazer outra, mostrava ser uma mulher objetiva e de poucas palavras; alguém difícil de lidar.

— Meu senhor o aguarda, peço que entre e se acomode. Choverá em breve.

Virou e se aproximou da porta. Abriu-a e entrou, esperando que Silmeria. Assim que o fez, fechou-a silenciosamente e apontou para um sofá à sua esquerda, onde havia uma lareira belíssima, larga de tijolos.

— Sente-se, ele logo chegará. — Disse, saindo por um corredor perfeitamente iluminado onde dava em uma cozinha. O lugar era uma maravilha. Quente, acolhedor, perfeito para um dia frio de chuva. Que, por falar nela, caiu assim que entrou porta dentro. Silmeria conseguiu ver pelas janelas longas entre as cortinas cor salmão as fortes e grossas gotas de chuva que batiam no chão e no vidro. A sala era grande e todos os seus móveis eram de madeira pura e couro. Não haviam quadros no recinto, o que era estranho numa casa como aquela. Uma pequena cômoda de livros estava na parede ao lado donde estava a lareira, e na frente desta, duas cadeiras. Não era possível ver nada mais além daquilo, a não ser que para ir aos outros cômodos era preciso passar por um dos dois corredores. Em frente as duas cadeiras há uma mesinha redonda com duas taças e um vinho.

— E então o que devo a sua bela e gentil visita, senhorita....? — Perguntou um homem que saiu do lado oposto ao da velha. Ele estava com um abridor de vinho. Aproximou-se de Silmeria, abriu o vinho e colocou um pouco em cada taça, fechando com a rolha.
— Deixe-me apresentar primeiro. Meu nome é Julius Delaney. — Disse o homem fazendo uma breve reverência. Sentou na cadeira à frente, balançou a taça suavemente e tomou um gole, olhando diretamente para Silmeria. Seus olhos eram vibrantes e chamavam a atenção de qualquer mulher. Era bem alto, vestindo um suéter escuro e calça cinza, esperou a resposta de Silmeria pacientemente.

Spoiler:


[ Desculpa a demora, fiquei procurando as imgs e me perdi no tempo xD ]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Dom Maio 26, 2013 2:36 pm

Silmeria sentia o coração bater rápido, ainda mais quando a figura daquela velha surgiu a sua frente. Subestimar os velhos nunca era bom, afinal, eles podiam ser frágeis e talvez com uma mente não tão rápida quanto a dos jovens, mas essa aparência podia ser uma mentira para ocultar alguém esperto. A meia-elfa era tão esperada naquela casa que a porta da frente até mesmo havia se aberto para ela e vieram recebê-la.

“Deus. Eu estou morta.”, ela massageou o pescoço com uma das mãos, sentindo-se tensa.

- Eu vim... – não terminou sua frente e a velha continuou a falar.

Silmeria olhou para o alto, aquela cidade tinha um clima estranho, não tinha certeza se as nuvens indicavam chuva ou eram naturais ali. De qualquer forma, a mestiça entrou na casa e baixou o capuz, revelando o rosto. Embora imaginasse ser inútil esconder, manteve seus cabelos um pouco bagunçados de modo que escondia suas orelhas.

- Com licença. – fez uma breve reverencia ao entrar e se dirigiu para o sofá indicado.

“Droga, o que eu faço? Essas pessoas que usam essas magias estranhas são tão problemáticas...” a expressão de Silmeria se tornou desanimada “Será que a velha sabe lutar? Ah, mesmo que não saiba, deve ser capaz de me queimar viva aqui. POR QUE eu entrei? Fui tão estúpida quanto Camille seria agora.” Enquanto aguardava, ela soltou um suspiro e fechou os olhos, massageando as temporãs e sentindo seu corpo agitado. Gostava da excitação de problemas, mas aquela? Parecia estupidez.

Silmeria voltou a atenção para a janela. “Ah, deus. Essas pessoas fazem chover também? Eu vou ficar presa aqui? Será que eu fui vendida ao invés de contratada? Não, não, se o templo fizesse isso nenhum mercenário iria querer prestar serviços a eles... Eu preciso me acalmar, deve haver um modo de contornar a situação.” ela respirou fundo duas vezes para se acalmar. A voz masculina que soou pelo ambiente chamou sua atenção, a mestiça ergueu o rosto e fitou os olhos do homem loiro. Seria ele a figura que a observara pela janela? Parecia possível. O considerou atraente, mas nada confiável, era melhor ser cuidadosa ali.

- Você estava me observando enquanto eu caminhava pela rua até sua casa, não? Eu acredito que você já saiba a razão da minha visita. Meu nome é Alice. – mentiu, sem saber se era prudente revelar seu verdadeiro nome, afinal, não tinha ideia de como funcionava magia negra, talvez apenas o nome fosse necessário.

Os olhos da meia-elfa passaram pela taça de vinho, mas ela não se moveu. Não tomaria aquilo, nunca.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Ter Jun 04, 2013 9:56 pm

{ Tive problemas pessoais bem graves e por isso demorei, obrigada por entender e bora postar.}

— Pois bem, Alice...Sinceramente não sei o que veio fazer aqui, apenas estava olhando pela janela quando vi sua presença na cidade. Esta hora ninguém perambula mais por lá, apenas quem desconhece o porque.

Deu um gole na bebida e olhou para ela, tratando logo de responder. — Criaturas noturnas, antes que me pergunte. Fazê-la ter a curiosidade de conferir nossa casa talvez? A chuva está grossa lá fora e tão cedo não cessará. Pode tomar um dos quartos para si à vontade.

Era intrigante um homem daqueles, em sua plena sinceridade - que era o que talvez queria passar ou enganar - , queria saber o que Silmeria fazia na cidade. Mas por algum motivo a mestiça sabia que ele desconfiava o motivo de sua vinda ou, para piorar as coisas, podia estar pensando em outra coisa ainda mais valiosa que tinha e não sabia dos planos de Silmeria. Julius aguardava uma resposta da garota por mais que ela não quisesse dá-la. Adicionou mais vinho em sua taça e na própria taça, tomando ainda mais. Queria embebedá-la e fazê-la falar? Talvez.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Ter Jun 04, 2013 10:17 pm

- Criaturas... Noturnas? – a expressão da mestiça se contorceu e ela desviou o olhar, parecendo pensar. Ela fitou a taça com vinho, mas sequer tocou-a.

“Eu estou definitivamente fodida. Parece me aventurar por terras desconhecidas sem ter muitas informações foi uma má escolha...” Pensou que ele pudesse estar mentindo, mas, de fato, as ruas estavam desertas quando ela caminhou até aquela casa. As pessoas que a ameaçavam não saíram de suas casas. “Se ele só estava mesmo olhando pela janela, eu não deveria ter tido que realmente estava vindo para cá... Droga...”

-... – a expressão se tornou desconfiada – Eu não ouvi nada sobre criaturas noturnas... E por que você está sendo tão hospitaleiro com uma desconhecida? Não tem medo que eu tente colocar uma faca em sua garganta enquanto dorme? – o tom de Silmeria não continha ameaça alguma, apenas confusão – Não tem medo que eu tenha vindo te matar ou te roubar? Ou talvez você esteja pensando em colocar uma faca em minha garganta?

Em outras situações tentaria ser mais diplomática ou manipuladora, mas Julius era um homem estranho. Não só tinha suspeitas de que ele sabia, sim, que Silmeria estava indo até a casa dele, mas também achava estranho como ele estava sendo supostamente gentil. Parecer uma mulher agressiva e forte parecia a melhor escolha.

<sem problemas, espero que tenha dado tudo certo!>

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Sab Jun 15, 2013 7:18 pm

É Inacreditável, mas eu JURO por tudo que é mais sagrado que já tinha feito teu post. o_o 


Julius arqueou a sobrancelha com a pergunta, mas acabou por sorrir em seguida.

— Minha cara, o motivo por eu ser tão hospitaleiro é que você está numa hospedaria. — Disse sorrindo, tomando outro gole. — Deve ser mesmo nova na ilha para não saber das criaturas. Não é apenas aqui, mas em vários pontos de Lodoss. 

Deu uma risada curta balançando a cabeça, percebendo que Silmeria estava inquieta e que não respondera sua pergunta.

— Muitas pessoas preferem não comentar sobre tais criaturas, afinal sempre aqui nesta vila, uma vez ao mês, uma pessoa é morta...— Comentou por alto, olhando-a fixamente.

— Ora mas fique tranquila, a deste mês infelizmente já foi.

Sua voz não era a de uma pessoa que estava triste com o acontecido, parecia conformada ou satisfeita com tal. Silmeria não conseguia sentir firmeza naquele homem, e mesmo assim não vira nenhuma placa de hospedaria.

— Mas bem, queria ter mais tempo para conversarmos, senhorita Alice, mas terei de resolver alguns assuntos pendentes, fique à vontade para subir e escolher o aposento que desejar. 

Falou o homem, fazendo uma breve reverência e saindo de cena pelo corredor à direita da escada do meio que subia para os quartos. Parecia que lá em cima continha vários quartos, seria dificil para Silmeria achar um que a deixasse satisfeita, além do fato de não saber onde procurar primeiro a chave.




[ Post livre Silméria. Por meu super atraso e falta de atenção sobre seu post, lhe dou um livre post para procurar a joia onde quiser. Se quiser dizer que levou sustos e descrever os quartos - se resolver procurar neles - pode ficar a vontade, só não mova os dois personagens em questão, que é a mulher e o Julius, tudo bem? Coloque sua imaginação em prática para render uma boa quantia de exp.  ^^]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Seg Jul 08, 2013 12:20 pm

<perdão pela mega demora, acabei sempre deixando pra depois e atrasei muito, não tenho nenhuma desculpa mesmo pelo atraso... Acabou sendo relaxo meu, desculpa mesmo. ._.' Não sei bem quantos quartos tem, então vou descrever meio genericamente >_<’’>

- O que? – Silmeria fez uma expressão de estranheza.

“Uma hospedaria?” ela arqueou a sobrancelha “Não vi placa nenhuma indicando isso... Estava escrito apenas ‘Mansão’... Eu não acredito nisso...”

- Ah... Claro... – e abriu um sorriso cordial – Onde eu estava com a cabeça, hm...

Quando ouviu sobre os monstros, Silmeria permaneceu com o mesmo sorriso cordial. De algum modo, já se sentia mais calma diante daquela situação. Com aquelas palavras, teve a impressão de que aquele homem estava jogando com ela e Silmeria sentiu-se desafiada.

- Sim, eu sou nova por aqui. Oh... – a expressão dela se tornou um pouco surpresa – Entendo... Mas me por que vocês não fazem nada em relação a isso, afinal... – e estreitou os olhos - Um de vocês morre por mês, mas acho que... Enquanto não for a sua cabeça, não importa não é? – e abriu um sorriso cordial, levantando-se – Bem, já que você disse que isso é uma hospedaria, irei escolher um dos quartos, com licença. – e fez uma breve reverência, se retirando daquele aposento.

A meia-elfa caminhou em direção as escadas que pareciam levar aos aposentos de cima; os quartos. Aquela missão começava a passar a impressão de não valer a pena o esforço. Talvez por não estar acostumada a ter que ser uma ladra.

“... Aquele homem não deve sair dessa mansão com essa chuva. E a chave não deve estar em quartos comuns... Se for algo importante, provavelmente está no quarto dele ou no da velha; ou nos andares inferiores. Mas se isso não é uma hospedaria de verdade... Pode estar em qualquer lugar.”

Silmeria soltou um suspiro, pensando em como proceder. A madrugada lhe parecia o melhor horário para procurar algo, não queria ter uma chance enorme de esbarrar em alguém enquanto entrava e saia de quartos e salas.

Os quartos não eram exatamente padronizados, então podia fazer de conta que estava indecisa e procurar. Já que ninguém havia a acompanhado em sua escolha, sentiu-se livre para entrar no quarto que quisesse. Deixaria os cômodos inferiores para a madrugada, já que aqueles dois provavelmente ficariam por lá um bom tempo.

Assim que subiu a escada, abriu uma das portas dos quartos e a fechou de modo que fizesse barulho para passar a impressão de que já havia escolhido e entrado em um deles. Feito isso, Silmeria começou pela ponta do corredor, olhou para trás para se certificar que não tinha um par de olhos atrás de si e adentrou no quarto, fechando a porta cuidadosamente atrás de si. Caminhava em passos curtos e leves, procurando fazer silencio.

Os quartos eram bem decorados, dignos de uma mansão rica, o que fez Silmeria ficar desanimada. Provavelmente todos os quartos tinham muita mobilha e decoração, teria que procurar dentro de tudo; gavetas, vasos, guarda-roupas. Mesmo assim, começou sua busca. Neste primeiro quarto, Silmeria procurou em todos os lugares que conseguiu avistar. Abriu as gavetas, o guarda roupa, remexeu documentos ou enfeites que estavam no quarto, em baixo da cama... Infelizmente, ter que fazer isso com cuidado e sempre tendo que colocar as coisas no lugar como estavam, a busca levava um bom tempo. Não era como se pudesse evitar, mesmo com o som da chuva, aquela mansão não tinha mais ninguém além dos três, precisava tomar cuidado para não derrubar as coisas ou fazer um barulho alto demais.

Sem encontrar nada, Silmeria saiu daquele quarto e entrou na porta ao lado. A busca mais uma vez se repetiu, cuidadosa e o mais detalhada possível. Um inseto ou outro eram encontrados em cantos ou mortos em lugares fechados, a limpeza daquele lugar não parecia tão boa assim... Talvez fosse demais para uma velha senhora? De qualquer modo, Silmeria começou a se sentir cansada com aquela busca. Se pudesse apenas revirar tudo e fazer barulho, as coisas seriam mais fáceis.

Silmeria vasculhou o máximo de quartos que conseguiu e, no decorrer disso, escolheu um quarto: o que possuía a cama o mais longe da porta possível. Não tinha a intenção de dormir ali, mas talvez não encontrasse a chave naquele dia e precisasse usar o dia seguinte. Cansada daquela busca enquanto faltavam uns três quartos, Silmeria decidiu fazer uma pausa. Ela entrou no quarto que havia escolhido e retirou o arco e a aljava de suas costas; sentando-se na cama em seguida.

- Hm... Ao menos cama é macia... – murmurou, passando a mão pelo colchão.

Ficou pensando em onde aquela chave poderia estar... Se aquilo era realmente algo importante, provavelmente ele a guardava em sua sala no andar inferior ou em seu quarto; seja qual fosse. Silmeria descansaria por algum tempo e reiniciaria sua busca quartos restantes do mesmo modo que fez nos anteriores. Mas a busca dos cômodos inferiores teriam de esperar a madrugada, aqueles dois certamente estavam por lá... Talvez a vigiassem caso ela tentasse algo durante a noite. Aguardar a madrugada parecia a melhor ideia; talvez achasse a chave e pudesse ir embora...

“Mas... Tem monstros lá fora. Foi isso o que ele disse.” E olhou pela janela do quarto onde estava, tentando enxergar algo através da chuva “Me pergunto se é verdade... E se eu teria problemas indo embora à noite...”

Soltou um leve suspiro. Era hora de voltar sua busca.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Seg Jul 15, 2013 3:39 pm

Silméria tinha procurado por algum sinal da chave pelos quartos que entrara, mas nada. Nenhum pequeno resquício de que ali em algum quarto teria alguma notícia boa. Felizmente, achou um ótimo quarto para dormir e descansar um pouco, aquela procura e o tempo que tinha andado até lá resultaram algumas poucas horas de sono, afinal não se podia confiar totalmente naquela mansão e em quem residia ali.

Quando levantou de madrugada para caçar, assim que saiu do seu quarto viu que um luz estava acesa dentro do quarto da frente. Mal fechou a porta do seu e a outra se abriu como se estivesse esperando que saísse. Dali, saiu uma moça de pele escura. Parecia humana mas era uma Hanyou. De cabelos ondulados que escorriam até sua cintura, calça e blusa brancas. Quando se deparou com Silmeria assustou-se, abrindo um sorriso em seguida.

— Oh-ola, vejo que também não quis ficar na rua pela chuva que cai lá fora.

Terminou de fechar sua porta e aproximou-se de Silmeria. — Prazer, sou Camila. — Ofereceu a mão para que apertasse.

— Engraçado como são acolhedores, não? Principalmente a senhora, muito simpática. — Ela falava com amor da velha que a elfa tinha conhecido e que tinha sido grosseira. Apesar de ser madrugada, a moça não se incomodou em ver Silmeria sair do quarto e nem ao menos perguntou.

— Desculpe se foi eu que a acordou, é que estou com uma baita fome e a senhora disse que poderia ir até a cozinha comer. — Ela abriu um sorriso e, colocando as mãos nos bolsos, começou a andar até o andar debaixo.

— Se quiser me acompanhar, fique à vontade.

Silmeria então tinha a sorte de ter alguém que poderia acompanhar sem que desse bandeira.

Caso acompanhe Camila, ambas descem até os andarem de baixo e percebe que tudo está à meia luz. Como há dois caminhos, Camila segue para o da direita que da em um corredor pequeno e logo surgem na cozinha. Ela é grande e espaçosa com uma mesa de tamanho pequeno no centro e dois fogões grandes nas laterais, uma pia e um armário grande. Algumas frutas e resto de carnes que tinha sido do jantar estavam postos na mesa com um pouco de pão, talvez para aqueles que iriam ali de madrugada para fazer uma boquinha mesmo.

Camila pegou carne e colocou em seu pão e comeu, tomando um bom copo com vinho. Ela não falou mais nada, apenas comia e suspirava. Talvez tivesse chegado depois do jantar. A fome começou a aparecer em Silmeria também por vê-la comer com tão bom gosto e vontade.

De repente apareceu alguém na cozinha, chamando a atenção das duas. Era aquela senhora de novo, só que segurava um candelabro com uma vela. No instante em que viu Silmeria fechou a cara, mas quando avistou Camila, olhou-a de cima a baixo e seu rosto se iluminou, sorrindo como nunca tinha visto.

— Nossa mas como duas jovens meninas lindas estão deparam-se sozinhas comendo restos de jantar! Querem que eu prepare alguma coisa?

— Magina! Estou bem comendo só isso daqui. — respondeu a hanyou entre uma mordida e outra no pão.

— Ah então tudo bem. Qualquer coisa, basta chamarem-me em meus aposentos. Aliás, Srta Camila... Assim que descansar posso mostrar-lhe a casa como havia prometido. — Falou docemente e caminhou para seu quarto novamente, não deixando de lançar um olhar sinistro para Silmeria. Em pouco tempo não havia mais sinal algum da velha e a mulher voltou a comer.

Caso não quisesse acompanhar Camila, era só esperar que ela descesse os degraus e poderia voltar para sua caçada, mas na outra ponta do corredor, onde havia uma curva e uma única porta entreaberta. Ou, poderia também acompanhar a moça e voltar lá depois.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Sex Jul 26, 2013 5:16 pm

Sem sucesso em encontrar o objeto que procurava, Silmeria imaginou que talvez ele estivesse na sala que pertencia ao dono daquele local. Ou, talvez, nos cômodos restantes... A meia-elfa tirou um cochilo para esperar pela madrugada antes de voltar sua busca. Levantou-se, preguiçosa, para voltar a sua busca.

Ao se deparar com a mulher que saiu do quarto a frente, Silmeria fez uma expressão confusa. Não se lembrava de ter visto pertences de outros hospedes no quarto que visitara e, sendo aquele um quarto tão próximo ao que havia escolhido, imaginava que teria notado. Mesmo que ela tivesse chegado depois da chuva, imaginava que teria notado...

- Ah... Sim. – e abriu um sorriso cordial – Eu sou Alice. – e apertou a mão da garota.

Quando ouviu sobre a velha, a meia-elfa ficou levemente confusa.

- Eu não falei muito com ela, para dizer a verdade... – hesitou um pouco quando recebeu o convite para ir até a cozinha, mas como havia sido pega saindo do quarto e não tinha uma desculpa para ter feito tal coisa, decidiu segui-la – Claro. Na verdade eu acordei para beber um copo de água.

Antes de descer as escadas, lançou um olhar para a porta entreaberta... Teria que ir lá depois que despistasse Camila. Ela seguiu a garota. Elas chegaram na cozinha e a primeira coisa que Silmeria fez foi procurar um copo e água para que pudesse beber. Não queria encher a barriga antes de buscar pela chave, sentir-se pesada seria só um incomodo, então, por mais que fosse tentador fazer um lanche, julgou mais prudente não fazê-lo. Apenas lançou um olhar neutro em direção a velha quando a viu entrar na cozinha e a olhá-la de modo feio.

“Será que ela me odeia porque sou mestiça...? Mas eu sempre tomo tanto cuidado para que o cabelo cubra as orelhas... Nem deveria dar para notar... Ou talvez seja porque ela me encontrou bisbilhotando pelas janelas...” pensou, mas decidiu não dar muita atenção a velha.

- Estou bem, só estava com sede. – respondeu, sem muito entusiasmo, quando a velha lhe soou falsa – Obrigada pela... [i]gentileza.– e a última palavra soou com certo descaso.

E assim, Silmeria aguardou até que Camila terminasse de comer e subisse para seu quarto. Evitou puxar muito assunto para não tirar o sono da companheira, costumava apenas responder vagamente aos comentários ou perguntas que ela pudesse fazer e, quando finalmente ela foi dormir, decidiu voltar sua busca.

“Droga... Perdi muito tempo, talvez nem dê tempo de achar isso hoje... Vou procurar naquele quarto e depois tentar encontrar a sala daquele homem; Julius.” E seguiu seu caminho em direção a porta entreaberta que havia visto antes.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Qua Jul 31, 2013 8:45 pm

Camila tentou continuar a prosa por mais um tempo mas desistiu, primeiro porque estava com sono, e segundo porque Alice não parecia querer conversar. Achou que estava cansada também e não se importou. Uma coisa que a meia-elfa não podia negar é que a menina era gentil e meiga com ela.

Se despediu e foi direto para seu quarto, fechando a porta e trancando. Trancando? O que teria naquela casa de tão importante para trancar? Mas antes de se trancar totalmente, falou para Alice já atrás da porta:

— Não esqueça de trancar a porta, coisas estranhas podem acontecer aqui... — Seu tom não parecia de alguém que estava cansado agora. Era de alguém amedrontado e que sabia exatamente o que dizer.

O silêncio seguiu e então pôde focar-se naquela porta. Ô porta que chamava a atenção! Sem pensar muito atravessou o corredor cautelosamente e entreabriu a porta, olhando uma quantia de escadas que dava para o sótão. Estava meio escuro para enxergar a escada, mas como seus olhos eram especiais conseguia ao menos ver quando acabava. Havia uma fraca luz que quando Silméria chegou no último degrau, pôde ver um sótão coberto de velas formando um círculo grande e mais quatro nos quatro pontos do quarto. Silméria não pôde acreditar quando viu as inscrições no chão: Era um círculo para ritual de magia negra.



Mas o que esperar de Takaras, não? Havia um pilar onde suportava um livro grande e cheio de páginas bem antigo. A menina ficou tentada em se aproximar e ver o que tinha ali, mesmo assim era algo bom a se fazer.

Ao se aproximar, viu que a página onde estava parada era uma de troca de almas. Haviam dois corpos abertos um do lado do outro e suas almas acima fazendo a volta e entrando no corpo ao lado. Era horrível ver aquela cena. O que era feito ali? Seria Sirius que faria tudo aquilo?

Foi então que, folheando mais, viu a imagem de uma chave. Era a chave que precisava. As palavras daquele livro eram numa língua que Silméria desconhecia, mas pôde perceber que ela era essencial para vários rituais pois sempre que folheava alguma página onde continha um, encontrava a chave fazendo parte dele.

Então ouviu um ruído vindo debaixo. Era Sirius. Sua voz ecoou para alguém lá embaixo e começou a subir as escadas. Ele subiria e encontraria Silmeria lá e iria desmascará-la. Ou então ela poderia se esconder, afinal era um sótão e haviam muitas caixas e tralhas guardadas. Ele estava chegando mais perto e falava com mais alguém. Sua sombra surgiu e a de alguém curvado também: era a velha. E, para suspense maior e problemas, o nome de Silméria estava envolvido na conversa.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Dom Ago 11, 2013 12:40 pm

-... Tudo bem, não vou esquecer. – respondeu a Camila.

Não entendeu porque aquela garota havia dito isso... Será que ela já havia se hospedado ali antes? Mas era estranho que alguém que se dava bem com os donos da pensão estivesse amedrontada.... Se coisas estranhas aconteciam ali, provavelmente os donos eram responsáveis, não? De qualquer modo, isso não mudava o que a meia-elfa havia ido fazer ali.

A porta aberta parecia uma armadilha convidativa, mas não era como se Silmeria tivesse tanta opção. Estreitou os olhos naquele corredor escuro no qual havia entrado... Por sorte conseguia enxergar sombras na escuridão e foi capaz de se guiar por ali para subir as escadas. Os passos eram cautelosos e silenciosos, diminuía sua agilidade mas ser prudente era importante.

Chegar no sótão, porém, fez seu coração palpitar. A visão das inscrições e das velas eram bizarras e fizeram seu coração acelerar. “O que diabos é isso...” pensou, um pouco aflita. Sentia os músculos de seu corpo tremerem levemente com a agitação, mas um sorriso nervoso de excitação brotou em seu rosto. Não tinha certeza do que estava sentindo naquele momento, mas Silmeria sabia de uma coisa: queria descobrir mais sobre aquele local.

Silmeria caminhou em direção ao livro. Fez o possível para se manter fora daquele circulo, não queria arriscar que aquilo se ativasse caso ela pisasse na área interior dele; era melhor se manter longe. Folheou as paginas, mas manteve um de seus dedos marcando a pagina inicial, e estreitou os olhos quando notou que a imagem da chave aparecia inúmeras vezes. Ainda sim, prestou mais atenção na pagina que estava exposta, procurou tentar observar se os símbolos que estavam no chão representavam os que precisavam ser usados naquele feitiço em especifico.

Quando ouviu as vozes, rapidamente retornou o livro a pagina que havia encontrado aberta. Olhou ao redor e procurou algum canto escuro, de preferência em que houvesse um móvel grande ou algo em que pudesse se ocultar atrás. Retornou o capuz negro para sua cabeça, para garantir que se mesclaria bem a escuridão.

“Droga... Eles planejam fazer uma troca de almas? Talvez para a velha...? Mas ela não parece gostar de mim, não imagino que queira o meu corpo... Talvez aquela outra garota...?”

Silmeria fechou a boca e passou a respirar apenas pelo nariz, lentamente para que ninguém a escutasse. Teria que esperar eles irem embora para sair... Com sorte, quem sabe não ouviria os planos deles ou até mesmo a localização da chave?

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Sab Set 14, 2013 5:11 pm

[Silmeria, sorry mesmo a demora, primeiro esqueci msm o post e dps mto trampo. qdo se volta agora dps de dois anos parada de trabalhar, a lentidao eh mto grande e a pressao ainda xD]

— Precisaremos fazer isso em breve. — Disse Sirius à velha.

— Preciso ainda de tempo para conseguir me aproximar mais, ela ainda não vai muito com a minha cara, senhor...Mas acho que consigo esta tarde.

— E a chave, está bem guardada? — Sirius parecia nervoso e olhava todo o tempo para os lados, procurando alguma coisa que lhe fosse útil naquele sótão, talvez para dar um motivo para estar ali.

— Não se preocupe, as coisas estarão em seu devido lugar amanhã mesmo. — A velha tentou amenizar com um sorriso suave e puxou um cordão que estava em seu pescoço. Era comprido, mas quando puxou os últimos centímetros apareceu a chave que Silméria tanto queria. Agora as coisas tinham piorado. A chave estava com a pessoa que Silméria detestava e que, pelo assunto, também era correspondida.

O que passou a seguir fez Silméria não acreditar.

Sírius observou a chave por um momento com um sorriso curto no canto da boca e fez menção de pegar a chave, mas foi frustrado pela velha que com demasiada agilidade bateu em sua mão e ficou séria, seu semblante sombrio.

— O que pensa que está fazendo? Quem manda aqui sou eu e você é meu empregado. Quem governa a chave ainda sou eu e você me obedece. Ainda permito que se faça de dono porque não achei um corpo jovem e belo para te substituir, mas hoje achei e amanhã neste mesmo horário quem estará limpando chão e fazendo comida para mim será você.

Os olhos de Sírius estavam fuzilando e velha. Não gostara nada daquilo e Silméria percebeu nitidamente. A velha deu uma gargalhada e saiu andando, puxando ele pelo colarinho com brutalidade. Ele foi atrás, olhando fixamente na nuca dela e suspirou, faria de tudo para acabar com ela.

Fecharam a porta. Silméria estava sozinha novamente naquele lugar tenebroso e nojento. O que será que a velha quis dizer com aquelas palavras? Então não era totalmente velha e ele não totalmente novo, seriam almas trocadas? Ainda mais, Sirius não gostou do jeito que ela o tratou, seria alguém a se aliar? A velha provavelmente foi para seu quarto dormir e Sirius foi para sua biblioteca. A chave já sabia onde estava, agora restava saber como iria pegar.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Dom Set 15, 2013 3:34 pm

Silmeria respirava o mais lentamente que conseguia para não ser notada por aqueles dois. Para sua sorte, o ambiente um pouco escuro facilitava que ela se escondesse por entre as sombras e não fosse notada. Ela ouviu atentamente a conversa dos dois, com os olhos um pouco estreitos.

“Mais tempo para se aproximar...?" passou a mão pelo queixo, pensando um pouco. Não sabia exatamente a quem a velha se referia... Seria a Silmeria ou a Camila? Provavelmente era a outra... Afinal, a velha não parecia de modo algum estar tentando se dar bem com a meia-elfa. Talvez Silmeria fosse um empecilho e por isso a velha a encarasse daquele modo. Mas Camile parecia ir muito com a cara da velha, embora achasse a pensão estranha...

Quando ouviu sobre a chave, Silmeria fez questão de voltar seus olhos para os dois que conversavam. A expressão da meia-elfa, porém, demonstrou desgosto ao ver que a velha andava com a chave pendurada em seu pescoço. “Acho que não dava para ser pior...” pensou.

O que veio a seguir, porém, foi a parte que Silmeria julgou mais interessante naquela conversa. Para sua sorte, os dois pareciam não se entender tão bem. “Quem governa a chave sou eu...?”, essa frase chamou a atenção de Silmeria. O que isso significava? Talvez a chave fosse o que poderia libertar Sirius e por isso ele a queria...? Talvez fosse outra coisa, mas não tinha como ter certeza pelas informações vagas que recebia sobre o assunto.

Silmeria observou os dois irem embora, uma velha autoritária e um Sirius aparentemente irritado. Ainda sim, a meia-elfa esperou alguns minutos em silêncio, atenta aos sons para ter certeza que ninguém voltaria. Quando tudo estivesse em silêncio, finalmente sairia dali. A meia-elfa seguiu para seu próprio quarto.

“Sirius, hm... Talvez ele seja o que eu preciso para conseguir a chave. Embora, honestamente, eu nem saiba se é prudente entregá-la para aquele lugar... Mas eu não acho que tenho como sair daqui agora... Aposto que me impediriam de algum modo... Talvez... Talvez eu possa convencê-lo se juntar a mim...? Bem, não custa arriscar... Se as coisas vão acontecer amanhã, é melhor que eu não perca tempo...”

Abandonou o arco no quarto, seria estranho levá-lo consigo até a biblioteca, mas fez questão de levar a adaga presa em sua perna, por baixo do seu vestido. Seria difícil pegá-la caso algo desse muito errado, mas ao menos não estaria totalmente indefesa. Não só isso, mas com a notícia de que existiam monstros noturnos na cidade, não seria tão absurdo caso alguém notasse que ela carregava uma adaga.

Silmeria passou as mãos pelo cabelo, ajeitando-o um pouco e saiu do quarto. Caminhou em passos leves até a porta da biblioteca, olhava ao redor sempre que passava para outro ambiente, procurando saber se aquela velha vigiava os corredores à noite e, também, tentando entender porque Camila sentia-se amedrontada naquele lugar. Assim que chegou até a biblioteca de Sirius, aproximou-se da porta para ver se ouvia algum som vindo de lá. Ergueu a mão e deu duas batidas leves na porta, não queria que as outras pessoas da casa ouvissem e, sendo tarde, imaginava que Sirius conseguiria ouvir se estivesse acordado.

- Senhor Sirius...? – disse, em um tom baixo, próxima a porta. Se ninguém respondesse, tentaria abrir a porta lentamente para espiar a parte interior.

Off: Antes você tinha dito que o nome era Julius e agora mudou para Sirius, não sei se é bilada de mestre ou não, mas vou imaginar que você mudou para Sirius mesmo. xD Se foi engano seu na descrição, a Silmeria o chamou de Julius, como ele havia se apresentado mesmo!
E sem problema sobre a demora. Eu entendo um pouco. :c Quando comecei a trampar fiquei doente até, foda se acostumar depois de anos sem fazer nada u.u'

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Ter Set 17, 2013 12:26 pm

[N acredito que fiz isso, desculpa isso nunca aconteceu. pra ver como minha cabeça esta ruim...Dps de ficar parada um tempo acontece isso msm, mas bora com os posts.]


Como Silmeria esperava, Julius estava na biblioteca sentado na poltrona lendo um de seus diversos livros, mas não parecia muito interessado na leitura, talvez estava só tentando tirar da cabeça o encontro que teve com a tal empregada, não estava sendo bem-sucedido. Ao ouvir a voz de Silmeria, Julius facilmente ergueu o rosto.

— Entre. Não consegue dormir, senhorita Alice. Em que posso ser útil? — Falou, chamando-a para dentro e mostrando a outra poltrona que estava na frente da dele, encostada na outra estante. Ele parecia cansado desde a última vez que se viram, e isso era um pouco incômodo, afinal ninguém se cansa de uma hora para a outra. Algo estava errado naquela casa.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Qua Set 18, 2013 4:21 pm

Ao ouvir a voz dele, Silmeria respirou fundo e entrou para encontrá-lo.

- Desculpe o incomodo... – a voz soou um pouco receosa – É que eu estou sem sono e vi a luz acesa, pensei que talvez você também estivesse com problemas para dormir e... Talvez, quisesse conversar um pouco. – abriu um leve sorriso, caminhando até a poltrona – Desculpe, mas... Essa pensão tem um ar bem sombrio à noite... A outra hospede tem tanto medo que me disse para trancar a porta para evitar que coisas estranhas acontecessem... – e soltou uma breve risada – E você ainda me disse que monstros aparecem pela cidade à noite... – pareceu um pouco tensa – É difícil dormir tranquila sabendo dessas coisas.

A meia-elfa sentou-se na poltrona, tomando cuidado para que seu vestido não subisse mais do que o necessário.

- Nossa.– a expressão tornou-se surpresa – Você parece bem cansado... Está doente por acaso?

[Relaxa, eu faço um rpgzinho de mesa e esqueço bastante nomes xD
Farei ações mais curtas por enquanto porque preciso ver como esse cara vai ir reagindo... >_<’]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Qui Set 19, 2013 10:00 am

[ Uai! Seja corajosa mew!! xDD ]

Julius deu uma risada curta e sua expressão mudou um pouco para um tom mais descontraído. A reação de medo e incerteza de Silméria deixou o homem mais à vontade. Fechou o livro e pegou um pouco de vinho que estava na bancada e serviu para ele e Silméria, ou melhor dizendo...Alice.

— Não consigo dormir também, tenho uma insonia forte, srta Alice...Mas é normal, não se preocupe.

Tomou um gole e suspirou, olhando para a garota ao seu lado. Pensou por alguns instantes e voltou-se para os livros. Ela mencionara a moça Camila que dormia em cima e a avisara sobre trancar as portas. O perturbou um pouco.

— É que nem você mesmo disse, há criaturas lá fora e as pessoas acham que pode acabar entrando aqui...O que não é nada impossível, mas temos uma proteção pela casa e isso não ocorrerá, fique tranquila. Alguns acham que até mesmo uma porta poderá salvá-las, pensamento engraçado. — Abriu um sorriso suave, voltando-se para ela. Pelo visto seria difícil tirar algo dele ou chegar no assunto.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Kamui Black em Dom Set 22, 2013 7:41 pm


- 001 -



OFF¹ - Player novo no pedaço aqui. Irei iniciar meu post onde a história de meu personagem parou.

Kirshin olhou para a casa um tanto quanto desolado. Nunca gostara daquela residência, mas havia alimentos ali dentro, além de roupas e muitas outras coisas que poderia usar. Aquele maldito do Hirshin queria mesmo garantir que eu partisse daqui. Pensou enquanto cerrava os punhos em meio a raiva. Pois bem, certamente que farei o que ele quer, mas por mim mesmo e não pela vontade daquele demônio maldito. Mas antes eu precisarei de dinheiro se não quiser passar fome e dormir na sarjeta.

Deixou para trás os destroços fumegantes e tratou de entrar na vila - a casa era um pouco afastada -. As ruas estavam pouco movimentadas devido ao fato de ter acabado de amanhecer. Ele olhou para cima para constatar um céu nublado como sempre era naquelas terras amaldiçoadas. Caminhou por entre as ruas com o destino certo em mente.

Chegou ao seu objetivo em poucos minutos. Como esperado a porta da loja de especiarias estava aberta para exibir todas aquelas ervas estranhas e ossos de diversas criaturas. Kirshin suspirou enquanto observava a fachada da loja. Aquele ghoul sempre estava a procura de novas mercadorias e pagava para que outros as encontrassem. Diversas vezes o meio demônio havia trabalhado para ele. As vezes era algo fácil, as vezes difícil. Kirshin torcia para ser algo fácil de achar e que rendesse um bom combate, sentia-se frustrado por ter sido derrotado pelo próprio pai e queria descontar em alguém.

Entrou na loja sem hesitar e foi direto ao balcão, afastando alguns crânios pendurados pelo caminho. Assim que chegou em frente ao dono do estabelecimento foi direto ao assunto.

- Thanos, precisa de alguma coisa para hoje? Preciso de algum trabalho e você sabe que sou muito bom em buscar as mercadorias das quais você precisa.

Aguardou esperançoso pela resposta do ghoul. Caso ele não precisasse de seus serviços talvez tivesse que ir para o templo de Janyia e ele não gostava muito daquele lugar. De qualquer maneira, caso não houvesse trabalho para ele, perguntaria para Thanos se ele sabia de alguém que precisasse de seus serviços.

OFF² - Na descrição aparecem dois nomes, utilizei o que estava de vermelho.
OFF³ - Se possível, gostaria de receber a opinião do GM de como estou narrando, se bem, se mal, se tem algo que preciso mudar.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Seg Set 23, 2013 7:58 am

- Aah, então tem insônia também. – e riu um pouco – Não é a toa que você parece tão cansado então.

Olhou para o vinho durante alguns segundos. Aquele homem parecia ter o habito de tomar vinho... Não haveria riscos, haveria? Ele havia acabado de pegar o copo e a garrafa, além de também estar bebendo. Imaginava que não houve tempo de colocar algo ali ou até mesmo enfeitiçar a bebida. Silmeria pegou o copo lentamente e bebeu um pouco, apenas um gole, como se esperasse que aquilo lhe causasse algo. Beberia mais apenas se, depois de alguns minutos, aquilo não tivesse lhe causado nenhum incomodo, mas não poderia simplesmente esperar, tinha que disfarçar. Ela abaixou o copo e voltou a falar.

- A casa tem proteção contra intrusos? – ela voltou a olhá-lo nos olhos – Isso é um alivio... Ora, então uma porta trancada não adianta em nada? Acho que isso pelo menos lhe daria alguns segundos a mais para tentar fugir... – e abriu um leve sorriso, notando que a ideia de que Camila trancava a porta havia incomodado.

Olhou ao redor levemente para a biblioteca.

- A biblioteca é bem grande... – e voltou os olhos - É aquela velha que limpa para você? Ela parece bem... – e fez uma careta de desgosto – chata e tem um ar um pouco arrogante... Por algum motivo acho que ela me odeia, sempre fica me olhando torto. Você sabe se eu fiz algo de errado? – e apontou para si mesma - Ela parece tratar bem a Camila...

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Seg Set 30, 2013 9:11 pm

[ Uau, n vi um novo player! hehe...! Bem-vindo e já posto. Avisando só:f post demorado pq mudei de emprego entao ta tenso postar, mas ja estou me ajeitando.]

A conversa estava indo por um caminho agradável. Silméria estava apreensiva em tomar o vinho mas nada aconteceu quando o fez, era apenas neura da garota que tomara da primeira vez sem pensar duas vezes.

Julius riu nas vezes que ela sorriu e por seus comentários, mas quando o assunto deu uma mudada ele parou o copo bem perto da boca, e então fitou a garota totalmente sério.

— Sei que o assunto que quer tratar não é uma casa que pode ser invadida por monstros, afinal sabe muito bem se defender, senhorita Alice, vá direto ao assunto. — Entregou Julius, agora focado na garota. tomou o último gole e voltou-se para Silméria, esperando que ela falasse. Ele parecia já saber que ela sabia de algumas coisas que não deveria saber.


@ Kirshin

Tudo estava dando certo saía como de costume na vida de Kirshin apesar de tudo que passava dentro de casa. Precisava de ar puro depois do que acontecia e nada melhor que um bom trabalho para isso, sendo ele fácil ou difícil.

O velho Ghoul estava para dentro das cortinas quando ouviu a voz de Kirshin e deu uma risada alta bem grossa. Passou pela cortina segurando uma velha espada que e um martelo que estava desentortando e afiando. As coisas estavam dando certo na loja e tudo que precisava era de alguém para procurar para ele o que precisava para terminar suas armas enfeitiçadas.

— Ora mas quem chega na minha loja tão cedo...! Pois não morre mais! Estava pensando em ti agora mesmo, preciso que faça um serviço para mim.

— Preciso que pegue um saco com esmeraldas com o dono da Taberna Cão Salgado. Assim que sair, irá até a floresta da Tortura e encontrará as gêmeas que sabem tudo e pegará com elas o que eu preciso. Em troca, entregue as esmeraldas, não esqueça de dizer que és meu aprendiz, senão...bem, isso não precisa saber hehe!

— Preciso disso para ontem hein! Senão não consigo terminar esta arma.

Jogou nas mãos de Kirshin um saco pequeno com poucas moedas de ouro e uma faca, que poderia esconder em alguma parte de seu corpo no caso de precisar e ficou olhando-o por alguns segundos, parado com a arma das mãos.

— Vamos garoto! Corra! Hahaha!! — E fez um gesto com as duas mãos para que ele fosse logo, seria algo interessante de fazer como todos os trabalhos que ele lhe dava.

[ Kirshin, você narra bem e é objetivo, não vejo nada para mudar ou arrumar até agora, afinal é seu primeiro post. Como quer que eu veja como é sua narração, colocarei obstáculos para que possa verificar corretamente, se me permitir claro. Pode fazer um post narrando a conversa que teve com ele e dizer que saiu, e em seguida postar no primeiro lugar solicitado. Espere meu post la, que postarei depois de você dando continuidade. Espero que curta a aventura. ;D ]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Kamui Black em Seg Set 30, 2013 11:50 pm


- 002 -



Thales estava atrás de uma cortina e martelava incessantemente uma espada torta com um martelo. Quando o meio demônio o chamou o ghoul riu alto e saiu detrás das cortinas de sua loja, dirigindo-se ao balcão.

- Ora mas quem chega na minha loja tão cedo...! Pois não morre mais! Estava pensando em ti agora mesmo, preciso que faça um serviço para mim.

Ih! Lá vem problema, quando ele começa a falar desse jeito é porque tem alguma coisa bem bruta pra mim. Pensou Kirshin. Tudo bem, quanto mais difícil o trabalho melhor a recompensa e talvez eu tenha a oportunidade de encher alguém ou alguma coisa de porrada.

- Preciso que pegue um saco com esmeraldas com o dono da Taberna Cão Salgado. Assim que sair, irá até a floresta da Tortura e encontrará as gêmeas que sabem tudo e pegará com elas o que eu preciso. Em troca, entregue as esmeraldas, não esqueça de dizer que és meu aprendiz, senão...bem, isso não precisa saber hehe!

- Um saco de esmeraldas com o dono da Taberna do Cão Salgado. Depois troca-las pelo que você precisa com as gêmeas que sabem tudo da floresta da Tortura. Certo. Imagino que as tais gêmeas já saibam o que você precisa e ficarão satisfeitas com as esmeraldas. Mas e o dinheiro para as esmeraldas? Eu não tenho nada comigo.

Ele, então, jogou um saco de moedas para Kirshin, além de uma faca. Thales devia saber que o meio demônio era bem hábil com a espada, mas deve ter achado que uma segunda arma de reserva lhe seria útil.

- Preciso disso para ontem hein! Senão não consigo terminar esta arma.

Kirshin pegou a faca e a avaliou. Não era nada especial e não passava de uma simples faca que poderia muito bem ser usada em um combate de muito curta distância. Prendeu-a na parte de trás de seu cinto, mas não se deu ao trabalho de esconde-la. A seguir, analisou o saco de moedas. Deve ter uma boa quantia aqui. Quem dera se eu pudesse fugir com isso e nunca mais ver esse ghoul. Deu um meio sorriso enquanto pensava. Provavelmente isso me traria mais problemas que soluções. Farei mais este maldito trabalho para o Thales.

- Vamos garoto! Corra! Hahaha!!

- Já vou Thales, já vou. Não precisa se estressar à toa.

Kirshin, então, virou-se e deixou Thales gesticulando de maneira a se apressar. Seu primeiro destino seria a Taberna do Cão Salgado.

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Phyress em Dom Out 06, 2013 6:40 pm

Quando Julius adquiriu aquela postura séria, Silmeria piscou, um pouco surpresa com a atitude direta do homem. Coçou a bochecha de leve e encostou as costas na poltrona, relaxando um pouco mais. Passou a mão sobre os cabelos, ajeitando-os, e cruzou as pernas, observando os olhos de Julius. Não esperava que ele fosse ser um homem direto, mas se suas intuições quando chegou naquela pensão estavam certas; aquele homem já sabia que ela iria até lá.

- Uau. – e abriu um breve sorriso malicioso – Não pensava que você era um homem tão direto assim. Pensei que poderíamos conversar casualmente por mais algum tempo, mas...

Os olhos da meia-elfa passaram pelo ambiente ao redor brevemente. Parecia querer notar se havia mais alguma presença ali ou se havia algum modo de que alguém escutasse o que falavam. Talvez aquela velha tivesse modos de espionar o homem que ela chamou de empregado.

- Tem certeza que... É possível termos uma conversa intima...? – e o olhou, esperando a resposta.

[Se a resposta for positiva]:

- Eu imaginei que vocês já soubessem o motivo pelo qual eu vim até aqui... Afinal, conforme eu chegava você estava me observando, não estava? – e mantinha seus olhos fixos nos de Julius – E, mesmo assim, você me deixou ficar aqui... Me pergunto a razão disso, já que eu posso ser um empecilho para vocês, talvez seja essa a razão pela qual aquela velha me odeia... – e passou a mão pelo pescoço.

Ela fez uma breve pausa, observando as reações de Julius. Lembrou-se de como ele havia observado aquela velha naquele sótão; ele não parecia gostar da situação em que se encontrava, submisso àquela velha.

- Eu irei direto ao ponto e a continuação da nossa conversa irá depender da sua resposta. Você... – se inclinou para frente, sem tirar os olhos do homem a sua frente - Não quer ser livre? Eu não sei se esse corpo é seu ou não, isso não me importa. Mas do que adianta ficar prolongando sua vida se você está fadado a ser um escravo pela eternidade? Aquela chave é o que vai abrir as portas da sua liberdade, estou errada? Eu posso te ajudar a ser livre, mas a pergunta é: você quer sua liberdade?

Se a resposta for negativa:

-... – fez uma pausa, pensando nas palavras de Camila e na reação que captou de Julius quanto Silmeria mencionou sobre portas trancadas, talvez aquilo deixasse os ambientes seguros? - Não gostaria de conversar comigo em meu quarto? – e abriu um breve sorriso malicioso, quase ignorando a seriedade de Julius.

[Obs: Supondo que acabe indo pelo caminho dois, caso eles simplesmente fossem até o quarto, inevitavelmente a Silmeria só iria té lá, trancaria a porta e cairia no caminho um novamente. :c Só avisando porque... Não sei, pra não ter que perder muito tempo qualquer coisa.]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

Mensagem por Shaorin em Seg Out 07, 2013 3:44 pm

Julius se surpreendeu por um momento, achando que ela queria outra coisa além de conversas, simplesmente abriu um sorriso de canto e arqueou uma sobrancelha, aquela poderia ser uma tática para tirar dele várias informações. Definitivamente não cairia naquela.

— Este é o unico lugar, depois de meu quarto, que ninguém pode ouvir ou entrar sem minha permissão ou que eu saiba antes mesmo de chegar perto. Pode continuar...— não que Silméria não fosse atraente, longe disso, ele só sabia que aquela não era uma jogada boa para aquele momento. Poderia ser que num futuro próximo aquilo poderia mudar.

Silméria então deu continuidade e os olhos do homem se arregalaram por um instante, mas logo se acomodou novamente, já percebendo que ela descobrira tudo, e para seu espanto, tudo mesmo.

Demorou para responder, deixando que seu cérebro filtrasse as informações e possíveis respostas. Enfim respondeu sem rodeios.

— Sim, não tenho a idade que demonstro parecer, assim como os milhares de demônios lá fora que a espera neste instante. Apesar de não ter dito, sabem da sua existência e que se sair daqui antes do tempo programado, poderá acabar morrendo.

— ...Mas antes de fecharmos algum acordo, gostaria de saber qual seu interesse na chave. Devemos ser sinceros então...— Sorriu.



[ Se você decidir contar o motivo, se tiver alguma ideia de como tirar da mulher, pode
ja falar.]

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Re: Vila Solstício [+ Loja de Especiarias]

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