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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Abr 12, 2013 5:54 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Como este post será sempre "relembrado" usarei seu começo para registrar o status dos personagens.

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Sangramento abundante -10%
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Silméria
PV: 20%
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Status: Queimaduras horríveis no abdômen.


Hayate
PV: 50%
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Status:
Espancado. Redutor de -80% em todos os atributos físicos e incapacidade de correr.


Lywan
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EN: 75%
Status:
Envenenado, -20 em Força, -10 em Agilidade e Destreza


Última edição por NR Nayruni em Ter Dez 23, 2014 11:44 pm, editado 33 vez(es)
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Qua Fev 17, 2016 3:16 pm

@ Silmeria e Hayate

As palavras de Hayate acenderam um brilho nos olhos do garoto e fez surgir em seu rosto, um sorriso.

- Obrigado pelo seu perdão, assim como você eu também perdi toda a minha família e só depois de toda a desgraça é que soube da verdade. Quando tudo aconteceu eu perdi a minha identidade, eu a reneguei para me tornar um monstro e poder te contaminar com a cólera da vingança. - Disse ele. - Mas enquanto eu me entreguei a bestialidade, você a dominou, você prevaleceu sobre meus erros. Agora eu posso partir e descansar ao lado dos meus ancestrais porque você me libertou.

- Naquele dia fatídico o garoto chamado Rion morreu e em seu lugar nasceu Hayate. Nunca te contaram, mas Hayate no idioma antigo significa aquele que busca mudança, teu segundo nome, Torak é teu nome de guerra, você o assumirá por completo se vencer as provas dos três espíritos. Torak significa o guerreiro que caminha entre dois mundos. Porque é isso que você se tornará se triunfar, você será aquele que caminhará entre os homens e falará com os animais em igual, você representará a justiça natural em defesa do equilíbrio.

Agora a voz do garoto ia mudando se tornando mais grave ao tom de Kuro, o próprio garoto mudava fisicamente crescendo em tamanho, seus músculos começavam a saltar dando ao corpo mirrado do infanto, um aspecto atlético até este por sua vez ser por completo a imagem de Kuro. O grande caçador agora estava diante de Hayate, ele tinha no rosto um grande sorriso exibindo todos os dentes, seus olhos brilhavam de emoção e lágrimas vertiam deles. Eram lágrimas cristalinas de felicidade.

- Obrigado pelo seu perdão. Você passou nessa prova, eu agora posso descansar em paz ao lado de meus ancestrais, deixarei a você meu legado, um presente para lhe ajudar nas batalhas que estão por vir. Siga em frente irmão, vença nossos inimigos e honre o sangue de nossos entes queridos, inocentes, assassinados injustamente. Tome o controle de si mesmo. Adeus meu irmão.

Em um último sinal de despedida, Kuro aproximou-se de Hayate e o abraçou com a ternura de um irmão, Hayate naquele momento entendeu que agora sua família não eram apenas os humanos falecidos, mas também a família de Kuro, a esposa de Kuro era agora sua cunhada e seus filhos seus sobrinhos, a tribo toda de Kuro agora era também a família de Hayate, ele agora era um deles, não estava mais sozinho, nunca mais ficaria sozinho. Quando o abraço terminou, Kuro se desvencilhou lentamente e a medida que o fazia ia desaparecendo no ar até que por completo, com um último aceno, sumir de vez. Hayate agora estava mudado, não mais sentia a dor da culpa do assassinato de seus pais e entes queridos, porque agora ele sabia a verdade, ele sabia quem eram os culpados e mais que isso, ele sabia que sua dor era compartilhada com Kuro.

O guerreiro olhou adiante e viu uma nova passagem, ele havia vencido a segunda prova, restava agora a terceira e última, a mais difícil delas. Ele deveria agora enfrentar sua alma responsável pela sua identidade. A primeira alma, o lobo, representava seu lugar no mundo e sua conexão com a natureza, a segunda alma, o garoto, representava seus julgamentos morais e ideias e a ultima alma, o crinos, representava a sua identidade.

Seria Hayate capaz de vencer sua identidade?

Enquanto isso ele era observado em silêncio discreto por seus aliados, Dimble, Guron e Silmeria, todos os três testemunhavam e torciam pelo sucesso de Hayate.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sex Fev 26, 2016 8:31 pm

A partir daquele dia, Kuro não era mais apenas um desconhecido. Na verdade desde muito tempo ele fazia parte de sua história, mas apenas agora Torak o reconheceu e soube da verdade. Um irmão, unido a ele pelo sangue e por uma maldição que escolheu aceitar e dominar. As palavras do velho lobo eram reconfortantes e, ao mesmo tempo, inspiradoras. Havia conquistado seu novo nome, mas as provas não haviam terminado.

O abraço, apesar de breve, foi reconfortante. Lembrou-se de sua tribo e do quanto um elo forte era algo extremamente valioso, um elo de família mais ainda, este ele próprio havia perdido naquele dia fatídico. A dor da perda era ainda mais forte assim. Se conseguisse sair vivo de tudo aquilo, certamente saberia para onde ir.

Após Kuro desaparecer, Torak respirou fundo. Ainda havia uma prova, talvez a mais difícil, que poderia mudar tudo. Ele já sentia-se diferente. Desde que havia entrado naquela caverna para completar sua missão, Torak experimentou o companheirismo, o desespero, a raiva e muitos outros sentimentos misturados. E agora estava diante do auto-conhecimento. Sentia seu crescimento pessoal. Havia mudado. Não era mais um rapaz perdido sem um propósito. Aos poucos isso ficava cada vez mais claro.

Com a certeza de que sabia seus objetivos, caminhou rumo à próxima prova.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Ter Mar 22, 2016 7:18 pm

@ Hayate

Decidido a completar sua prova e vencer o desafio final, Hayate caminhou atravessando a ultima passagem. Quando o fez se viu em um lugar escuro, tomado pelas trevas profundas, um fedor de carne e sangue frescos penetraram suas narinas ao mesmo tempo que o som de carne sendo mastigada e ossos sendo triturados invadia seus ouvidos.

Aos poucos as trevas foram clareando, não completamente, mas em apenas um ponto, logo uma silhueta familiar podia ser vista entre as sombras, era algo grande e peludo, estava agachado e era possível notar que as mandíbulas do monstro é que produziam o incessante ruído do banquete.

Nesse momento o coração de Hayate congelou, seus olhos se arregalaram e se congelaram também, ele sabia o que era aquilo, quem era aquilo, ele conhecia muito bem e não queria que a luz clareasse ainda mais. Mas ela clareou o suficiente para ver muito mais que simples contornos, tudo agora podia ser visto, cores e formas, com todos os detalhes aquela cena ia se revelando. Era assustador, uma carnificina, corpos despedaçados espalhavam-se pelo assoalho de madeira, uma sopa asquerosa feita de sangue fresco, bile e fezes lavava todo o chão, o fedor nauseabundo empesteava o ar com tanta solidez que quase podia ser tocado.

E ali no meio de toda aquela podridão, estava revelado o motivo dos sons de mastigação, no meio daquela carnificina feita de pedaços de carne e rostos desconhecidos estava ELE. Ele era enorme, media pouco mais de dois metros de altura e mesmo encurvado sobre si, ele não parecia nenhum pouco menor. A fera era peluda e seus pelos estavam banhados da mesma sopa nojenta que inundava o chão, Hayate não conseguia ver quem era o monstro pois este estava de costas, mas ele sabia quem ELE era, ele sabia muito bem.

Quando Hayate fixou seus olhos arregalados na fera, ela parou o que estava fazendo e ficou imóvel, como se fosse desprovida do dom de se mover, uma eternidade se passou e então a fera se virou lentamente e Hayate pode ver algo digno dos maiores pesadelos. O que ele viu o apavorou, destruiu sua sanidade, estilhaçou sua razão, o que ele viu não foi um focinho longo emoldurado por fileiras de dentes sangrentos e afiados com uma bola negra na ponta, não foram olhos vermelhos e ferais. O que ele viu foi um rosto humano no corpo daquele monstro, ele viu o próprio rosto!!! Era como se estivesse olhando para um espelho, um reflexo medonho e louco de si mesmo, um rosto humano no corpo daquela fera, um rosto que era ele o seu rosto. E então todos os rotos desconhecidos no chão se tornaram familiares e ele pode dar nomes a eles. Eram seus familiares, seus pais, seus irmãos, amigos e vizinhos.

Hayate desabou sobre si mesmo, como se o peso de sua culpa tivesse se materializado sobre suas costas na forma de uma tonelada, o grande licantropo dobrou os joelhos sem conseguir tirar os olhos de sua forma hedionda, não importando o quanto tentasse. A criatura então terminou de se virar ficando de frente para Hayate, não, ele estava de frente para si mesmo e ele sorriu, sorriu para si, um sorriso macabro e vermelho.

- Papai estava gostoso, morreu tentando defender mamãe. Mas nós comemos eles dois, não foi? Estava bom, não foi? - Disse ele.





@ Silmeria

Silmeria contemplava a caminhada espiritual de Hayate, pode ver quando ele cruzou a ultima passagem, mas não pode ver além disso, tudo escureceu e da escuridão ela escutou um ruído, um son familiar de aço contra aço e o zunido de flechas. A meio-elfa abriu seus olhos apenas para ver que uma batalha se desenrolava ao redor dela. Guron agora não estava mais em sua forma humana, ele agora era um enorme uso das cavernas com formidáveis 5 metros de músculos, presas e garras poderosas. O ancião lançava-se furioso para as trevas da onde flechas saíam e olhos vermelhos piscavam. Muitos dos projéteis encontraram o fim de sua trajetória no couro grosso de Guron, mas o homem-urso não se deteve, continuou avançando até desaparecer sob as trevas, logo o som de rosnados se fez ouvir acompanhado pelo som de carne sendo dilacerada, aço cortando carne, gritos humanos e rosnados de dor.

Aturdida, Silmeria olhou ao redor para ver que do outro lado o pequeno Dimble lutava graciosamente contra seres baixos mas esguios de tez enegrecida, variando do cinzento, ao roxo até o preto completo e profundo. Eram criaturas de orelhas pontudas, olhos vermelhos, cabelos brancos, cinzentos, azulados e roxos. Vestiam-se com prata, seda de aranhas, ouro e bronze. Exibiam em seus corpos joias com o formato de aranhas, braceletes, pulseiras, anéis, fivelas de cintos e tiaras. Em suas mãos seguravam arcos feitos de uma madeira branca e estranha ou então espadas finas e compridas que mais lembravam sabres.

Dimble, o pequenino gnomo cinzento, demonstrava que o que lhe faltava em tamanho, era compensado em poder. Ele se esquivava, saltava, pulava, quicava na parede, desarmava, batia, defendia, segurava flechas em pleno ar e acertava pontos vitais derrubando oponentes. Mas não importava a força do massacre de Guron ou a graciosidade de Dimble, mais desses malditos elfos negros apareciam das trevas e alguns agora se dirigiam para Silmeria. No passado ela ficaria aturdida, mas a vida de aventuras ao lado de Aldarion, Hayate e dos demais companheiros deram a ela um senso de prontidão soberbo a tal ponto, que mal pode notar quando já estava em pé, arco em uma mão e flecha na outra.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sex Mar 25, 2016 5:06 pm

Ao entrar na próxima sala Torak sentiu um frio na espinha. A primeira coisa que reconheceu em meio à escuridão foi o som de carne e ossos sendo mastigados. Devagar. Bem devagar. A luz aos poucos passou a revelar uma enorme forma negra imunda em sangue e restos dos corpos ao redor. Uma cena lamentável, horrenda e grotesca. Pior do que isso era a criatura que se banqueteava, mas que parou o que fazia e, lentamente, virou-se para Torak. Era como se o sangue do rapaz tivesse congelado.

Via seu próprio rosto naquele corpo monstruoso. Sujo, os cabelos desgrenhados com sangue seco e escuro, uma expressão doentia e um olhar que parecia lhe perfurar a alma. Torak arregalava os olhos sem conseguir ter uma reação, sentiu as pernas fraquejarem e acabou caindo ajoelhado, mas sem tirar os olhos daquela criatura. As palavras, então, foram ainda piores. Agora era como se lâminas se cravassem no seu peito. Culpa, desespero e… raiva. O choque fez com que o rapaz não raciocinasse e a raiva lhe dominou mais uma vez. Sentia raiva de si mesmo, do que fez, das mortes ao seu redor. Sentia o forte cheiro das vísceras, via os corpos dilacerados e ainda aquele rosto o encarando feito um demônio. Levantou-se com a primitiva vontade de atacar, se transformando para a forma bestial que fazia parte de si. Ou foi o que tentou.

Para seu pavor, apenas sua cabeça transformou-se. Era agora o perfeito oposto do monstro à sua frente. Um reflexo. Aquilo fez Torak ficar tão confuso que sua cabeça doeu, fazendo-o ganir e recuar alguns passos. Medo. Agora este sentimento se misturava com a raiva, criando uma sensação confusa de frustração. E foi o que lhe trouxe a razão de volta, refletindo-se na sua forma, que voltou à humana. Torak estava ofegante, ainda sentia dor em seu âmago, mas estreitou os olhos e encarou a criatura. Suava frio, mas isso não importava.

— Não! — Gritou para si mesmo, sua voz mais firme e rouca do que antes. — Não foi bom e não foi minha culpa. Você sabe disso. EU sei disso. — Cerrou os dentes e os punhos. Sabia da verdade, enfrentar duas de suas almas lhe presenteou com essa dádiva. Ainda tinha raiva do que via e do que fez, mas a controlava, a usava a seu favor, tornando-se a bravura de enfrentar a sua própria sombra. — Suma!

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Seg Mar 28, 2016 5:47 pm


Assistir o que acontecia com Hayate era, no mínimo, estranho. Mas Silmeria não assistiu aquilo por tempo o suficiente para compreender o que estava se passando com seu amigo. Toda aquela visão pareceu desaparecer e a mestiça abriu olhos, um pouco confusa e, depois de ver o ambiente ao seu redor, surpresa.

Quando foi que aquilo aconteceu? O modo como Guran havia transparecido confiança a fez acreditar que lá seria um lugar seguro, já que era o território dele, mas havia se engando. Mas o caminho havia sido tão confuso... Como aquelas criaturas haviam chegado lá? Será que eles haviam sido seguidos? Não, Dimble, o Gural ou talvez até mesmo a própria Silmeria teriam percebido. Bem, que seja, tentar descobrir como eles haviam chegado até aquele lugar não importava no momento. Aquelas eram as criaturas que haviam destruído o povo de Dimble, conseguia ver a semelhança. Achou curioso que eles não pareciam usar uma armadura.

Já com o arco em mãos, Silmeria deu alguns passos para trás para não ficar na linha de frente e tomar distância das criaturas que agora se direcionavam contra ela. Imediatamente ela ergueu o arco e tencionou a corda para realizar seu disparo, a ponta da flecha se incendiou antes de ser disparada contra o peito daquelas criaturas. Caso sua flecha não atingisse um ponto vital, ao menos eles queimariam e talvez fossem obrigados a parar por conta da dor. E disparou suas três flechas flamejantes contra criaturas diferentes, manteve seu recuo constante para tentar manter distância e poder usar seu arco em segurança. Esperava conseguir mantê-los longe para não ter que partir para um combate de perto.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Ter Abr 05, 2016 2:35 pm

@ Hayate

- Sumir? Sumir você diz? - Rebateu a alma. - Eu sou você, você é eu, você me fez assim, somos um eu e você na culpa e na inocência. - Disse ela.

Então tudo ficou escuro por um segundo e quando voltou a clarear, quem estava no meio da pilha de corpos e morte não era a alma de Hayate mas o próprio Hayate. Ele agora podia sentir o sangue grudento e seco por todo o seu corpo, o gosto da carne crua misturada a bile e fezes em sua boca.

- Nós matamos eles, nós terminamos com suas vidas e nós os comemos. Não importa o quanto você negue. Vamos aceite! - Dizia a voz da alma.

- Impuro! Culpado! Assassino! Destruidor! Vamos, assuma, aceite sua condição, você não tem o direito de prevalecer sobre a maldição o que te faz pensar que é diferente? Que é especial? Você matará seus amigos, todos eles, cedo ou tarde, porque você é um monstro.  - As palavras soavam duras para Hayate, ele se via sofrendo diante daquilo tudo.

Restava a Hayate aceitar sua culpa ou lutar por sua inocência.





@ Silmeria

Uma batalha surpresa e inesperada havia sido iniciada e Silmeria se viu pega de surpresa. Mas já havia estado em combate tantas vezes que logo se acostumou a situação e já estava atacando seus agressores. A mestiça disparou suas flechas flamejantes com rapidez, alguns elfos negros tombaram no chão agonizando desesperados com o fogo que consumia suas carnes de dentro para fora. Guron continuava lutando e Silmeria via pedaços de corpos e sangue espirrando pra fora da caverna onde ele lutava, uma carnificina estava acontecendo ali o que fez Silmeria agradecer por ter aquele ser como seu aliado.

Mas outro aliado que não ficava atrás era Dimble, Silmeria surpreendeu-se ao ver a velocidade com que o pequenino lutava, agarrando flechas no ar com as mãos nuas, dando cambalhotas, subindo nas paredes e atacando com golpes marciais. Parecia que a vitória naquela batalha era certa e estava do lado de Silmeria e seus amigos. A meio elfa continuou seu trabalho, a corda de seu arco vibrava quase como um instrumento musical. As flechas voavam cortando as trevas e perfurando a carne dos elfos negros, mas então veio o contra-ataque.

Uma flecha negra gotejando uma substância verde voou em direção a Silmeria, a mestiça não teve tempo de escapar, quando percebeu a flecha já estava fincada em sua barriga, a dor era enorme e por hora não tinha como mensurar os estragos.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Dom Abr 10, 2016 12:10 am

A terceira alma de Torak não recuava, e o pior: voltou para seu corpo. Agora sentia o sangue seco grudado pelo corpo, o gosto de bile e ferro na boca, o coração acelerado pela adrenalina da matança. As palavras agora soavam como rugidos em sua cabeça, martelando, perfurando. Enfrentar as outras duas almas exigiram resistência de Torak, mas aquela exigia mais. Exigia sua sanidade e era repleta de culpa. O sabor aferroado e quente da culpa.

Sim era um monstro. Quanto mais reconhecia isso, quanto mais as palavras lhe pesavam, mais se curvava. Sua força física era inútil naquela hora. Monstro. Assassino. Isso não mudaria. Era parte dele. Havia matado pessoas inocentes, havia matado amigos. Sua existência se resumia apenas a isso? Uma fera incontrolada, esperando para ser caçada? A alma podia estar certa afinal...

A essa altura, Torak não sabia quanto tempo tinha se passado. Estava de joelhos no sangue com os corpos ao seu redor. Sua mente parecia destruída, seu olhar vazio encarando o sangue no chão. Alma, sim, aquela era sua alma Nome: Quem ele era, quem é e quem viria a ser. Quem era... um garoto cujo destino foi tomado contra sua vontade. Quem é... um rapaz lutando com toda força contra sua natureza. Quem viria a ser...

Quem viria a ser...

Aquele que venceu tudo isso.

Torak cerrou os dentes e começou a se levantar aos poucos. Aceitou, em seu âmago, sua condição de impuro, de assassino. Havia ceifado vidas e nada mudaria isso. Mas não lutou por anos para desisti ali. Não controlou sua maldição para acabar novamente como uma besta perdida em fúria. Enfrentar sua Alma Clã e Alma Mundo o fizeram ver o quão longe chegou e o porquê de ser o que é. Não queria abrir mão disso. Agarrava-se a essa vontade de dominar sua condição, de poder usá-la da maneira certa. Queria, de uma vez por todas, domar a maldição que havia lhe custado sua antiga vida. Seus olhos recobraram o foco. Havia decidido.

Estava pronto para ser mestre de si próprio.

— Não nego o que sou. — Falou para si mesmo, agora de pé. — Mas não vou desistir nem por um segundo de ser o que quero.

Estava de cabeça erguida, encarando sua Alma Nome à frente. Um perfeito reflexo seu. Era muito mais fácil render-se à culpa, dor e se entregar à simples e inconsequente insanidade. Mas Torak era mais forte que isso. Decidira, ali, que iria continuar pelo caminho mais árduo, e mesmo se ferindo, seguiria em frente.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sex Abr 15, 2016 1:42 am

Por que diabos aquelas coisas estavam ali? Era algo que se perguntava um pouco, mas não havia tempo para raciocinar em busca de uma resposta. Por mais que os outros dois fossem fortes, infelizmente os inimigos eram numerosos e logo a meia-elfa se via em dificuldades. O golpe da flecha feio rápido e em apenas um instante a mestiça já havia sido perfurada na barriga e acabou soltando um grito abafado de dor. A flecha era negra e podia ver resquícios do liquido verde em suas vestes... Droga. Veneno.

Bem, não era como se não houvesse uma poção. Havia encontrado algumas junto de Sabrina quando esteve com ela naquela masmorra, mas se tomasse a poção agora e acabasse levando outra flecha ficaria com problemas, não é? Talvez fosse melhor tomá-la depois. Mas a dor era terrível... Será que era um efeito daquele veneno? Estava no calor de uma batalha, um ferimento como aquele não deveria doer tanto. Por mais que a flecha ainda estivesse fincada em sua barriga, o veneno já estava lá, certo? Não tinha como retirar aquele objeto de lá naquele momento, a dor seria terrível e poderia sangrar demais caso tivesse atingido algum lugar perigoso. Talvez a poção fosse útil... Mesmo que talvez levasse mais flechadas ou o veneno ainda estivesse em seu corpo, esperava que o antidoto combatesse o veneno para ao menos amenizar seus sintomas por hora. Silmeria pegou sua poção e bebeu rapidamente, respirando lentamente para tentar conter aquela dor...

Não podia parar naquele momento, se seu corpo permitisse, continuaria atirando flechas flamejantes para tentar eliminar as criaturas e impedir que elas se aproximasse. Procuraria aqueles que atiravam flechas para tentar se livrar deles de uma vez.
.

Off: A gente tinha achado poções, na época eu estava viajando e tinha avisado que não postaria, por isso você controlou a Silmeria por 1 turno, mas eu imagino que você tenha considerado que ela pegou uma parte do loot. o/

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Abr 24, 2016 1:27 pm

@ Silmeria

Silmeria lutava contra dor e o ferimento, ela já não era mais a arqueirinha que fora um dia, nos tempos que viajou com Aldarion e Hayate em Endless, ela treinou muito com os dois e Aldarion ensinou ela a ser resistente a dor, enquanto Hayate ensinou ela a nunca desistir. E por todos os deuses conhecidos e desconhecidos, ela não ia desistir ali, agora. Lá estava ela, de pé com o arco em mãos, a corda da arma vibrava a cada movimento de sua mão, flechas zuniam e inimigos caíam. Suas flechas de fogo iluminavam a caverna e ela via bem quando elas acertavam seus adversários.

Então uma guerreira drow olhou para ela e com um sorriso maligno ela proferiu uma palavra, uma palavra estranha e desconhecida. Então veio a escuridão, tão profunda e escura que por muito pouco não tinha densidade, era quase possível tocá-la, nadar por ela, aquela sobra viscosa e sombria. Nenhuma luz, nem das flechas de Silmeria, ela podia sentir sua magia funcionando, as flechas pegando fogo, mas ela não via nada. Pensou que talvez estivesse cega, mas em verdade estava agora em uma zona afetada pela magia Escuridão, uma habilidade sobrenatural de drows poderosos. ali naquela região nenhuma iluminação seria vista por olhos despreparados.

Silmeria ficou sem entender, mas enquanto o sentido da visão se tornava inútil, o sentido da audição estava funcionando com muito mais eficiência. Ela ouviu passos, o deslizar de uma lâmina para fora de sua bainha, ouviu um gemido feminino como quem faz um esforço a mais e sentiu algo frio acertar um de seus seios, sentiu um terrível corte, uma terrível dor, sentiu um pedaço de sua carne sendo retirada, o sangue jorrando fartamente, sentiu um segundo golpe e outro e outro.

Tombou no chão de joelhos, desamparada e derrotada. Em um último gesto de desespero levou a mão ao cinto buscando as poções, sim as milagrosas poções de cura, alcançou uma delas, levou até a boca em desespero mas então ouviu novamente o gemido feminino e sentiu novamente a lâmina oculta de sua inimiga acertar-lhe o pescoço. Então o mundo girou, tudo girou, as dores de seu corpo desapareceram e ela sentiu uma forte dor na cabeça, uma pancada como se tivesse caído no chão. Quando percebeu havia sido decapitada!

E nas últimas frações de segundo que lhe restavam ela, mergulhada nas trevas lamentou não ter tempo para se redimir. Em seu último momento de vida ela viu a escuridão desvanecer e a luminosidade voltar, viu Hayate sair da caverna, ela o olhou e também lamentou não poder ter revelado seus sentimentos a ele.

Informações:
Spoiler:
Você morreu decapitada, sem um dos peitos e com as tripas da barriga de fora. Narre suas sensações de morte e eu vou postar o final e as recompensas. Não posto agora porque quero saborear o sangue de vocês. Seus malditos desgraçados, morram.




@ Hayate

Hayate não havia se dado por vencido, por mais hediondo que fosse tudo aquilo e por mais destruidora que fosse sua culpa. Ele encarou sua Alma Nome face a face e esta lhe disse:

- Diga meu nome e me enfrente se acha que pode.

Hayate não se demorou nem uma fração de segundo, não havia dúvida nenhuma de quem ele era agora e logo respondeu: "Torak é o meu nome."

A alma sorriu e das trevas as duas outras almas apareceram, elas olharam para Hayate, agora Torak e começaram a caminhar em direção a ele, quanto mais elas se aproximavam dele, mais elas se aproximavam umas das outras, em dado momento estavam tão próximas que começaram a se tocar, a se unir, a se mesclar e moldar até assumir uma nova forma, uma nova aparência, a aparência de um poderoso guerreiro na flor da idade, de face austera e olhar penetrante. E esse guerreiro não era Hayate, era Torak, e agora ele via a si mesmo, era único, não havia mais divisão em seu ser, em seu âmago, tudo era um só, sua identidade, seu lugar no mundo e sua moral estava tudo unido em um só.

Torak abriu os olhos e se viu na caverna de antes, viu-se deitado ao lado de uma fonte natural que surgia do chão e borbulhava em uma pequena piscina de estranhos cristais. Lembrou-se então do que havia feito, entrara na caverna e bebera daquela água. Tudo o que ele havia visto dentro da caverna tinha ocorrido dentro de sua mente, mas ele sabia que era tudo verdade, que tudo fora real. Ele se levantou sem demora ao perceber então, sons familiares de gemidos de batalha, dor e o som de lâminas rasgando carne sendo acompanhado pelos rosnados de uma fera gutural.

Torak não pensou duas vezes, correu como uma flecha para fora da caverna e encontrou uma cena terrível, Silmeria jaz caída no solo, com a barriga aberta e as tripas saltando e esparramando-se pelo chão, um dos seios havia sido cortado ao meio como um melão e a metade dele estava no chão, o corpo estava sem cabeça, e essa cabeça se encontrava bem aos pés de Torake. Ele pode ver os últimos segundos de consciência de Silmeria, viu os olhos da elfa mirarem sua face e se tornarem opaco pouco depois com o escorrer de uma lágrima. Dimble, o bravo gnomo também estava morto, sendo vampirizado por uma asquerosa driver que sorvia todo o sangue dele como se fosse a maior das guloseimas.

Guron ainda estava vivo, mas morrendo, cruéis elfas negras espetavam-no com lanças e espadas todas envenenadas. Hayate presenciou seus companheiros morrerem bem na sua frente, segundos depois dele chegar.

Tomado por uma fúria inominável que faria até mesmo o maior dos guerreiros de Lodoss recuar, que faria Azure tremer, Balmung se preocupar, Zato se resguardar e Aldarion sentir um fulgor de medo, Torak avançou. O guerreiro até então humano saltou e em pleno ar tomou forma, sua forma de batalha, crinos, totalmente dominada e sob controle. Nesta forma ele lutou como um monstro, o monstro que ele jamais fora mas acreditou um dia ser. Carnes foram rasgadas, corpos estraçalhados, cabeças arrancadas, braços decepados, tripas saltaram e rolaram pelo chão da caverna. Muitos inimigos caíram, Torak era forte, mas ele era um, não tardou até que ele se visse como Guron, caído no chão agonizando sob efeito de incontáveis venenos dos incontáveis cortes que sofrerar. Seu corpo tremia, seus sentidos vacilavam, seus pensamentos giravam em sua cabeça. As drows sobreviventes começaram então as remover a pele de Torak enquanto este ainda estava vivo, removiam com sorriso nos rostos comentando como aquilo daria um bom tapete.

Torak morreu no processo, deitado no chão como um animal, as partes do seu corpo sendo decepadas, ali deitado ele olhou para a cabeça de Silmeria e no ultimo sopro de vida que lhe restava lamentou não ter sido honesto com ela e revelado seus sentimentos.

A pele de Torak virou tapete e sua cabeça foi empalhada, elixires mágicos foram usados para impedir que a cabeça e a pele voltassem à aparência humana. A cabeça de Torak virou um belo adorno de cabeça que enfeitou a sala da Princesa Valsharess, aquela que havia dado o golpe final, a pele de Toral enfeitava o chão da mesma sala, suas garras e presas agora estavam em um lindo colar adornando o pescoço da drow de forma inofensiva, os restos do seu corpo foram divididos em incontáveis pedaços, alguns foram dissecados e pulverizados em pó. Tudo o que restou foi usado como ingredientes de poções para fabricar elixires fantásticos.

Era o fim.

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Spoiler:
Você morreu e virou enfeite, ingredientes para poções e jóias. Viu como sou um narrador legal? Parabéns UIOREWQURPIOUWERIPOUEQWIORUOPEIW. Por favor narre seus últimos momentos.

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Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Dom Abr 24, 2016 8:07 pm

Torak acordou. Estava deitado no chão da caverna ao lado de uma fonte. Lembrou-se de tudo que aconteceu até então, de ter enfrentado suas três almas e vencido cada uma delas. Ou melhor: vencido a si próprio. Ficou em pé sentindo-se mais forte. Não fisicamente, mas mentalmente. Não teve muito tempo para reunir seus pensamentos e decidir como agir, pois logo ouviu o som de uma batalha. O que veio a seguir lhe pareceu um pesadelo.

Ao sair da caverna vira Guron prestes a morrer, o enorme urso caindo em batalha contra inúmeros seres covardes com veneno em suas armas. Aos pés de Torak, então, viu a cabeça de Silmeria. Pela segunda vez alguém morreu aos seus pés, tendo ele como última visão.

Não teve certeza do que aconteceu a seguir. Não sabia se a água da fonte ainda tinha algum efeito, se sua cabeça ainda estava transtornada, se suas almas sequer tinham voltado ao seu corpo. Mas nos minutos seguintes lutou como o monstro que era: em sua forma crinos, rugia, rasgava, matava tudo que via pela frente. Não podia se considerar ciente. Tudo eram vultos, uma mistura de dor, confusão, raiva, fúria. Era difícil lembrar o que havia pensado e sentido.

Quando finalmente caiu, tudo simplesmente escureceu.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Dom Abr 24, 2016 8:28 pm

Diante daquela escuridão que havia sido invocada sobre si, Silmeria instintivamente tentou acender uma de suas flechas. Mas não a enxergava... Tinha certeza que não estava cega, teria acontecido rápido demais. Talvez um efeito do veneno ou magia, mais provável o segundo. Instintivamente largou o arco para buscar seu sabre para brandir sua lâmina perto de si e evitar que inimigos se aproximassem, mas não houve tempo para fazer isso.

A dor veio junto com um urro de dor que escapou pela garganta da meia-elfa. Não conseguia ver o que estava acontecendo, mas sentia seu corpo sendo cortado de novo e de novo na região do peito e do tronco, conseguia sentir seu sangue quente escorrendo e pingando. E seus olhos se arregalaram em um grande desespero; morreria ali? De novo? O corpo, já fraco, cedeu e Silmeria ficou de joelhos no chão... Os olhos com lágrimas rasas. Os dedos trêmulos tentaram alcançar sua arma, apenas para tocar no cabo do sabre sem sequer conseguir erguê-lo.

E uma dor repentina foi sentida no seu pescoço e tudo escureceu... Aquela sensação da consciência frágil veio de novo, aquela sensação de que estava morrendo. Iria para o inferno de novo? Provavelmente seu destino estava lá afinal... Sequer houve tempo para qualquer coisa. Esperava que o gnomo ficasse bem ao menos... E Hayate. Esperava que os outros dois fossem capazes de derrotar os inimigos e ajudá-lo...

Teve a impressão de vê-lo... Provavelmente devaneios que se tem antes da morte, aqueles em que a pessoa se lembra de alguém querido.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

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